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CARO ALUNO,

Desde de 2010, o Hexag Medicina é referência em preparação pré-vestibular de candidatos à carreira de


Medicina. Você está recebendo o terceiro caderno U.T.I. do Hexag Vestibulares. Este material tem o objetivo de
verificar se você apreendeu os conteúdos estudados, oferecendo-lhe uma seleção de questões dissertativas ideais
para exercitar sua memória e escrita, já que é fundamental que se esteja sempre pronto para realizar as provas de
2ª fase dos vestibulares.
Além disso, este material também traz sínteses do que você observou em sala de aula, ajudando-lhe
ainda mais a compreender os itens que, possivelmente, não tenham ficado claros e a relembrar os pontos que foram
esquecidos.
Aproveite para aprimorar seus conhecimentos.

Bons estudos!

Herlan Fellini
hexag
SISTEMA DE ENSINO

© Hexag Editora, 2016


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Autores
Antonio Romualdo de Lorena Neto (Física)
Gabriel Henrique de Moraes (Química)
Giulia Brolacci Pinheiro (Biologia)
Larissa Beatriz Torres Ferreira (Biologia)
Pâmella Simões (Biologia)
Diretor geral
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Coordenador geral
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Responsabilidade editorial
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Diretor editorial
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Revisor
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Programação visual
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Editoração eletrônica
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CIÊNCIAS DA NATUREZA
e suas tecnologias

BIOLOGIA
Biologia 1 4
Biologia 2 34
Biologia 3 58
FÍSICA
Física 1 86
Física 2 104
Física 3 136
QUÍMICA
Química 1 166
Química 2 194
Química 3 218
U.T.I. - 5, 6 e 7

Biologia 1
Gimnospermas
Evolutivamente, a principal novidade que surgiu no grupo das gimnospermas é a produção de sementes. Dessa
característica decorre o nome do grupo (do grego, gymnos, nu), pois suas sementes não são protegidas por frutos.

Fanerógamas – refere-se aos vegetais superiores que possuem órgãos de reprodução nitidamente visíveis,
destacando-se de outras traqueófitas, como as pteridófitas. Também são denominadas espermatófitas, pois
produzem sementes, são representadas pelas gimnospermas e angiospermas — que, além de sementes, ainda
produzem fruto.

O surgimento das sementes foi acompanhado, em geral, pela independência da água para fecundação.

Reprodução
Os cones ou estróbilos das gimnospermas são unissexuados e reúnem os esporófilos. As espécies deste grupo
podem dividir-se em monoicas e dioicas. Observe as estruturas associadas aos estróbilos masculinos e femininos.

microsporófilo
Cone feminino
Microsporângios com
Células-mãe de micrósporos

Célula-mãe de micrósporo (2n)


Megasporófilo

MEIOSE

cone
masculino
Meiose Células
micrósporos (n) Haplóides

Célula-mãe de
Diferenciação megásporos (2n)
Tegumento Micrópila
Megásporo
grãos de pólen
3 células degenaram

1 célula forma o
Megásporo
núcleo reprodutivo (n) núcleo vegetativo (n) Saco embrionário Arquegônio
ou megaprotalo
(gametófito feminino) Oosfera
Óvulo maduro

Cone masculino com destaque para a formação dos micrósporos Cone feminino com destaque para a formação do óvulo, do megásporo
e da oosfera

No interior do microstróbilo são produzidos os grãos de pólen ou gametófitos masculinos jovens, cujo trans-
porte até a estrutura feminina chama-se polinização. Em geral nas gimnospermas a dispersão dos grãos de pólen
se dá pelo vento (anemofilia), mas há casos de dispersão por insetos (entomofilia).
Havendo a polinização o grão de pólen chegará à micrópila do óvulo e desenvolverá o tubo polínico ou
gametófito masculino adulto. No seu interior há dois núcleos gaméticos haploides (gametas masculinos). No óvulo,
um megásporo origina o saco embrionário (gametófito feminino), onde está o gameta feminino, a oosfera.
Um núcleo gamético fecunda a oosfera, gerando o zigoto, enquanto o outro núcleo gamético degenera. O
zigoto dá origem a um embrião que fica imerso no endosperma primário, tecido originado a partir do gametófito
feminino, e, portanto, haploide, que tem por função nutrir o embrião. O gametófito feminino, agora contendo o
embrião, se transformará na semente, que fornece proteção e nutrição ao embrião. A dispersão das sementes por
animais, por exemplo, permite a conquista de diversos ambientes.
5
As gimnospermas apresentam ciclo haplodiplobionte, com alternância de gerações. Comparadas a reprodu-
ção das coníferas com a das pteridófitas, notam-se algumas novidades evolutivas. Acompanhe na figura a seguir.

Ciclo de vida de conífera


cone feminino corte
jovem longitudinal

germinação

cones
dispersão masculinos
pelo vento
corte
longitudinal
semente óvulo
alada contendo
embrião

megasporângio

zigoto
microsporângio
com células-mãe
de micrósporos

célula-mãe (2n)
de micrósporos
DIPLOIDE
(2n)

HAPLOIDE
(n)

micrósporos

megásporo
funcional (n)
no megasporângio

oosfera

grão de pólen
(gametófito
masculino
jovem)

núcleos
polinização
gaméticos megaprotalo
pelo vento

arquegônio contendo
a oosfera

oosfera

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Angiospermas
Cada flor é um sistema reprodutor, formado pela reunião de folhas modificadas presas ao receptáculo floral, que
possui formato de um disco achatado.
estigma

antera
estame filete
estilete carpelo
pétala

óvulo ovário

receptáculo floral
sépala

pedúnculo floral

© BlueRingMedia/Shutterstock

Há muitas angiospermas em que as flores aparecem isoladas, como na laranja, na rosa, entre outras; bem
como flores que formam conjuntos, unidas em diferentes tipos de inflorescências, regiões onde ficam as flores. A
margarida é um caso típico de inflorescência.

Partindo da região mais externa, os grupos de folhas modificadas que compõem a flor são as sépalas,
pétalas, estames e carpelos (também chamados pistilos). As sépalas têm função protetora no botão floral – de-
nominação da flor ainda não aberta. O conjunto de sépalas forma o cálice da flor. A reunião de pétalas chama-se
corola. São de extrema importância, pois atraem os agentes polinizadores – animais, predominantemente insetos.
Os estames formam o aparelho reprodutor masculino. O conjunto de estames forma o androceu. Carpelos formam
o aparelho reprodutor feminino. E o conjunto de carpelos forma o gineceu.

Polinização
Polinização é o processo de transporte do pólen da antera ao estigma do gineceu. Pode ser direta (autopolinização)
e indireta (cruzada). A autopolinização não é vantajosa para o organismo, por isso as plantas têm mecanismos que
evitam esse processo.

Agentes polinizadores nas angiospermas

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Tipos de polinização
A produção de néctar (solução açucarada) e as flores hermafroditas (monoicas) contribuíram evolutivamente para
a ocorrência de fecundação cruzada de plantas dependentes de insetos para sua dispersão.
São tipos de mecanismos de polinização:
§§ pelo vento – polinização anemófila;
§§ por insetos – polinização entomófila;
§§ por pássaros – polinização ornitófila, e
§§ por morcegos – polinização quiropterófila.
Para atrair um animal, as flores têm suas estratégias, como pétalas coloridas, odores e disponibilidade de
alimento.
Aquelas que dependem de entomofilia produzem grãos de pólen leves e em grandes quantidades.

Reprodução

Androceu
No aparelho reprodutor masculino a antera é a onde são produzidos os grãos de pólen, o gametófito masculino jovem.

Flor de lírio

No interior do grão de pólen há dois núcleos, um vegetativo e outro germinativo ou reprodutor. Quando o
grão de pólen germina, origina o tubo polínico (microprótalo ou gametófito masculino adulto). O núcleo germi-
nativo divide-se por mitose e origina os dois núcleos espermáticos (gametas masculinos).

meiose I meiose II

saco
polínico
célula-mãe de
micrósporos (2n)
ruptura de antera com 4 micrósporos (n)
liberação dos grãos de pólen

célula (n) geradora,


por mitose, de 2
núcleo gaméticos

núcleo (n), orientador


grão do pólen da formação do
(gametófito masculino jovem) tubo polínico

Formação de micrósporos e liberação de grãos de pólen

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Gineceu
No ovário está o óvulo, dentro do qual será formada a oosfera (gameta feminino). Nele é formado o megáspo-
ro funcional, cujo núcleo se divide por mitoses resultando na formação de oito células, organizadoras do saco
embrionário (gametófito feminino). Este possui a oosfera ladeada por duas células chamadas sinérgides. No
lado oposto à oosfera, existem três células denominadas antípodas e, no centro dois núcleos chamados núcleos
polares.

núcleo haploide

ovário óvulo

meiose
estas células
degeneram

oosfera (n) antípodas (n)


megásporo
funcional (n) secundina
núcleos célula-mãe de primina
polares isolados megásporo (2n)
gametófito feminino mitose
(saco embrionário)

mitose mitose

sinérgides micrópila

Formação do megásporo e do saco embrionário

Ao cair no estigma de uma flor o grão de pólen forma o tubo polínico, que cresce ao longo do estilete, no
interior do qual estão os dois núcleos espermáticos ou gaméticos. Após o penetrar do tubo polínico no óvulo, atra-
vés da micrópila, ocorre uma dupla fecundação. A primeira fecundação origina o zigoto (2n) a partir da fusão de um
núcleo espermático e da oosfera. Este núcleo 2n crescerá e formará o embrião. A segunda fecundação origina um
núcleo (3n) a partir da fusão do outro núcleo espermático e dos dois núcleos polares. Este núcleo 3n dará origem
a um tecido de reserva chamado endosperma secundário ou albúmen, que nutrirá o embrião até que germine
e possa fotossintetizar.

semente
(óvulo com embrião
e endosperma)

núcleo triploide endosperma (3n)

óvulo semente

zigoto embrião
(2n) (2n)

fruto (ovário)

Formação da semente (fecundação no óvulo) e do fruto (desenvolvimento do ovário)

Pós fecundação, há murchamento e queda das pétalas, sépalas e estames. O óvulo fecundado desenvolve-se
e forma a semente, produtora de hormônios vegetais que promoverão o desenvolvimento e crescimento do ovário
para a formação do fruto. Acompanhe a representação do ciclo reprodutivo de uma angiosperma.
9
o
ent
vo lvim
desen

germinação

2n
tegumento (casca)
embrião
endosperma (3n) ESPORÓFITO óvulo

semente secção

ovario
antera
semente

célula-mãe de
fruto micrósporos
(2n) pistilo

DIPLOIDE
(2n)
HAPLOIDE
(n)

tubo polinico

micrósporos
GAMETÓFITO (n)

saco
embrionário oosfera megasporo
núcleos
gaméticos funcional
(n)

A reprodução assexuada nas angiospermas


Muitas angiospermas reproduzem-se assexuadamente. Essa característica é aproveitada pelo homem para a pro-
pagação de espécie de interesse alimentar e econômico. Nesse tipo de processo as novas plantas formadas são
geneticamente idênticas a planta-mãe.
Os métodos utilizados pelo homem para a propagação vegetativa são: estaquia, mergulhia, alporquia e
enxertia.
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Fruto
Após a fecundação, a flor sofre uma grande modificação. De todos os componentes que foram vistos anteriormente,
acabam sobrando apenas o pedúnculo e o ovário. Todo o restante degenera. O ovário se desenvolve em fruto. Em
seu interior, o óvulo fecundado virou semente.

O pericarpo pode acumular substâncias de reserva, são os frutos carnosos (baga ou drupa). Porém, há os
que não apresentam substâncias acumuladas, são os frutos secos (deiscentes ou indeiscentes).

Pseudofrutos

Representados por aqueles em que a parte que se desenvolve tornando-se comestível não é o ovário, mas sim outra
parte da flor. Assim, temos:
§§ Caju – a parte suculenta é o pedúnculo floral e o fruto verdadeiro é a castanha-de-caju;
§§ Maçã e pera – a parte comestível é o receptáculo floral que envolve o fruto verdadeiro.

Fruto múltiplo

Morango – existe um único receptáculo desenvolvido, no qual encontramos grande número de frutículos.

Infrutescência

Origina-se do desenvolvimento de uma inflorescência, ou seja, várias flores reunidas, como é o observado em cacho
de uvas, amora, jaca e espiga de milho.
O abacaxi, por sua vez, é um caso de pseudoinfrutescência partenocárpica: comem-se dele os receptáculos
hipertrofiados das diversas flores reunidas.
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Classificação das angiospermas
As angiospermas estão divididas em duas subclasses, cuja principal diferença está nos cotilédones dos embriões.
Cotilédone é a folha primordial do embrião, que pode ou não apresentar as reservas do endosperma da
semente.

Diferenças entre mono e eudicotiledôneas


A tabela apresenta alguns critérios para diferenciar monocotiledôneas de eudicotiledôneas, além do próprio nú-
mero de cotilédones.

Monocotiledôneas
Raiz Flores Caule Folha Semente Exemplos

Arroz, orquí-
dea, palmei-
ra, coqueiro,
trigo, abacaxi,
banana, cana-
Em geral, não forma - d e - a ç ú c a r,
tronco e não cresce em milho, grama.
Apresenta estrutu- Costuma ser estrei-
Fasciculada; os espessura. Apresenta
ra trimera, isto é, os ta, com nervuras
ramos radiculares caules herbáceos, col- Um cotilédone reduzi-
elementos florais paralelas e bainha
são equivalentes mos, bulbos e rizomas. do, sem reserva.
são três ou múlti- geralmente desen-
em tamanho. Os feixes vasculares
plos de três. volvida.
são dispostos irregu-
larmente.

Eudicotiledôneas
Raiz Flores Caule Folha Semente Exemplos

Beterraba, fei-
jão, café, soja,
alface, amen-
doim, eucalipto
Têm estrutura te- Normalmente com cres-
trâmera ou pen- cimento em espessura.
Geralmente é lar-
tâmera, isto é, os São comuns caules le-
Pivotante ou axial. ga, com nervuras
elementos florais nhosos. Dois cotilédones
Têm raiz em eixo reticuladas e bai-
são em número Os feixes vasculares dis- com ou sem reserva
principal. nha quase sempre
de quatro ou cin- postos em círculo.
reduzida.
co, ou múltiplos Em muitas espécies for-
desses números. mam-se troncos.

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Morfofisiologia vegetal
Tecidos vegetais
Meristema
O tecido meristemático é o responsável pelo crescimento e desenvolvimento de um vegetal. As células desse tecido
são vivas, indiferenciadas, pequenas, de parede fina, contêm vários vacúolos pequenos pelo citoplasma e apresen-
tam capacidade de sofrer divisões sucessivas.
Os meristemas são responsáveis pela formação dos diversos tecidos que formam o corpo de um vegetal.
Há dois tipos deles:
§§ meristemas primários ou apicais, responsáveis pelo crescimento em comprimento e representados pela
protoderme, pelo procâmbio e pelo meristema fundamental; e
§§ meristemas secundários ou laterais, responsáveis pelo crescimento em espessura e representados pelo
câmbio e pelo felogênio.

Meristema apical

Meristemas primários:
Protoderma
Meristema fundamental
Procâmbio
Líber

Lenho
Epiderme
Parênquima

Feixe liberolenhoso
Câmbio
vascular }
Meristemas
Felogênio secundários

Caule Caule
estrutura
estrutura secundária
primária

Epiderme
É o tecido mais externo dos órgãos vegetais em estrutura primária, sendo substituída pela periderme em órgãos
com crescimento secundário. Geralmente é composta por uma única camada de células vivas, vacuoladas, perfeita-
mente justapostas e sem espaços intercelulares.
Suas funções incluem revestimento, proteção, restrição contra perda de água, trocas gasosas pelos estôma-
tos e absorção de água e sais minerais através de pelos radiculares ou pelos absorventes.
Solo

Pelos
radiculares

Epiderme

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Os tricomas são tipos especiais de células epidérmicas com estrutura e funções diversas. Algumas de suas
funções: evitar a perda de água por transpiração, auxiliar na defesa contra predadores, redução da incidência lumi-
nosa e produção de substâncias para prender insetos ou atrair polinizadores.

Tricomas

Súber ou cortiça
É um tecido formado por células justapostas e mortas devido a suberificação (deposição de suberina) de suas pare-
des celulares. O súber exerce proteção e substitui a epiderme no caule e na raiz, quando do crescimento secundário.

Colênquima, esclerênquima e parênquima


São tecidos simples, presentes no corpo primário da planta e originados a partir do meristema fundamental.
Colênquima: tecido flexível, localizado mais externamente no corpo do vegetal e encontrado em estrutu-
ras jovens, como o pecíolo de folhas, extremidade do caule, raízes, frutos e flores. Suas células são vivas e apresen-
tam paredes com reforço de celulose.
Esclerênquima: é um tecido mais rígido que o colênquima, encontrado em diferentes locais do corpo de
uma planta. Suas células são mortas devido a deposição de lignina.
Parênquima: relacionado com as mais variadas funções no vegetal, entre elas, o armazenamento de subs-
tâncias, fotossíntese, secreção e transporte. Pode ser dividido em três tipos:
§§ parênquima de preenchimento
§§ parênquima de reserva – aerífero e aquífero
§§ parênquima clorofiliano
Os dois tipos de parênquimas clorofilianos mais comuns encontrados no mesofilo foliar são: o parênquima
clorofiliano paliçádico, cujas células alongadas se apresentam dispostas perpendicularmente à epiderme e o
parênquima clorofiliano lacunoso, cujas células, de formato irregular, se dispõem de maneira a deixar numerosos
espaços intercelulares.
Cutícula
Epiderme
superior
Parênquima
paliçádico
Xilema Feixe
vascular
Floema
Parênquima
lacunoso
CO2 O2
Epiderme
inferior
Células-guarda Estômatos

Desenho esquemático de um corte transversal de uma folha

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Raiz
Raiz, caule e folha são os órgãos vegetativos de uma planta.
A principal função da raiz é a absorção dos nutrientes minerais, sendo que, no solo, também é responsável
pela fixação do vegetal ao substrato.
Uma raiz padrão possui partes bem definidas:

zona de ramos secundários


ou zona suberosa

zona
pilífera

zona de
alongamento celular
ou de distensão

região meristemática
ou zona de
multiplicação celular
coifa

O sistema radicular pode se apresentar basicamente em dois tipos: pivotante, com uma raiz principal, ou
fasciculado, sem raiz principal, que tem seus ramos equivalentes em tamanho e crescendo em todas as direções.
As raízes distribuem-se amplamente pelo solo, mas há algumas plantas que possuem raízes aéreas e outras
que possuem raízes submersas. Alguns tipos de raízes também desempenham outras funções:
§§ raízes tuberosas
§§ raízes respiratórias ou pneumatóforos
§§ raízes sugadoras ou haustórios

Anatomia interna
Em corte transversal, é possível observar em raízes jovens a sua estrutura primária, uma vez que ainda não cresce-
ram em diâmetro, somente em comprimento.
A estrutura primária da raiz, esquematizada a seguir, é constituída por epiderme, córtex, endoderme e
um cilindro central formado pelo periciclo e pelos vasos de xilema e floema.

Estrutura primária da raiz

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Os vasos floemáticos e xilemáticos alternam-se e, em muitas raízes de eudicotiledôneas, dispõem-se em
estrela ou em cruz. Em monocotiledôneas, os vasos de xilema espalham-se na periferia e os de floema alternam-se
entre eles; o centro radicular é ocupado por uma medula parenquimática.

a b
eudicotiledônea monocotiledônea

medula

floema floema
xilema
xilema

Disposição dos vasos condutores em raiz de eudicotiledôneas (a) e de (b) monocotiledôneas

O córtex radicular possui proeminentes espaços intercelulares para facilitar a entrada de água e nutrientes.
No entanto, na endoderme se nota o oposto, dada sua função de desviar o fluxo de solutos do apoplasto para o
simplasto. As paredes das células da endoderme possuem as estrias de Caspary, reforço de suberina em forma de
fita, impermeável.

estria de Caspary

endoderme
floema

A periciclo xilema
x
rte

epiderme
B

O movimento de água através da raiz é resultante de um mecanismo osmótico. A água pode seguir via simplasto (trajeto A) ou via apoplasto (trajeto B).

A estrutura secundária é representada pelo crescimento diametral ou em espessura do órgão. Nas eu-
dicotiledôneas, esse crescimento deve-se à ação dos meristemas secundários, o câmbio vascular e o felogênio.
Observe, na sequência das figuras, a ação do câmbio vascular no crescimento em espessura das raízes de eudico-
tiledôneas lenhosas, que permite a formação progressiva de novas camadas de xilema, internamente ao câmbio, e
de floema, externamente a ele.
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Estrutura secundária de raiz

Caule
O caule é um órgão responsável por conectar as raízes, folhas e quando presentes, as flores. A característica exclusi-
va dos caules é a existência de gemas laterais (ou axilares), compostas de tecido embrionário (meristema), capazes
de originar os demais tecidos componentes da planta.
Se apresenta em formatos e tamanhos muito variados, de maneira geral, pode ser aéreo ou subterrâneo.

Caules aéreos
§§ Troncos, muito espessos e com ramificações variadas, os galhos;
§§ Estipes, característicos de palmeiras e coqueiros, normalmente sem ramificações;
§§ Colmos, dotados de nós, típicos do bambu e da cana-de-açúcar;
§§ Hastes, caules bastante delgados, de hortaliças.

Caules subterrâneos
§§ Rizomas
§§ Tubérculos
§§ Bulbos

Modificações caulinares
As modificações caulinares mais conhecidas são gavinhas, espinhos, cladódios e filocládios.
§§ Gavinhas são ramos finos, que se enrolam em espiral com a função de fixação, encontrado em plantas como
a videira e o maracujazeiro.
§§ Espinhos são ramos curtos e pontiagudos com função protetora, encontrados em algumas plantas com o
juazeiro e a laranjeira.
§§ Cladódios são os caules suculentos, achatados e clorofilados dos cactos, que assumindo a função de folha,
realizam a fotossíntese.
§§ Filocládios são ramos curtos, laminares com aspecto de folhas.
17
Classificação dos caules
Tronco – caule das árvores, lenhoso, robusto
Haste – caule das ervas, verde, flexível e fino
Eretos
Estipe – caule das palmeiras, cilíndrico sem meristemas secundárias
Aéreos Colmo – caule das gramíneas, dividido em “gomos”
Estolão – rastejante, que se alastra pelo solo
Rastejantes
Sarmentoso – rastejante com um ponto de fixação ao solo
Trepadores Que se enrola em um suporte
Rizoma – cresce horizontalmente ao solo. Ex.: bananeiras e samambaias
Tubérculo – ramo de caule que intumesce para armazenar reservas
Subterrâneos
Bulbo – “sistema caulinar” modificado. Ex.: cebola
Xilopódio – caule subterrâneo típico de plantas do cerrado
Aquáticos Com parênquimas aeríferos que servem para respiração e flutuação

Tecidos de proteção
Os tecidos protetores, ou de revestimento, de uma traqueófita são o súber e a epiderme.

A estrutura primária do caule


Nos caules, xilema e floema não se encontram alternados e sim, agrupados formando os chamados feixes liberole-
nhosos. Nesses feixes, os vasos de floema ficam do lado de fora e os de xilema ficam do lado de dentro.

Disposição dos vasos condutores em caule de (a) eudicotiledônea e de (b) monocotiledônea.


Observe os detalhes dos feixes liberolenhosos.

Nas eudicotiledôneas, os feixes dispõem-se regularmente no interior do caule como se estivessem ao longo
de uma circunferência e rodeiam uma medula parenquimática.
Nas monocotiledôneas, eles dispõem-se desorganizadamente no interior do parênquima, não existindo
córtex nem medula definidos.
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A estrutura secundária do caule
O caule de muitas eudicotiledôneas é capaz de crescer em espessura, o que é possível pela ação de dois tecidos
meristemáticos, o câmbio vascular e o felogênio. O primeiro é responsável pela elaboração de novos vasos de xi-
lema e de floema. O segundo é responsável pela elaboração anual do novo revestimento da árvore (do caule e da
raiz), ou seja, da casca suberosa.

Folha
A realização da fotossíntese, transpiração, a eliminação e a absorção dos gases atmosféricos através dos estô-
matos, além da condução e distribuição da seiva e reserva de nutrientes são fenômenos fisiológicos de grande
importância realizados pela folha.

Morfologia interna
Plastideos Cuticula
São pequenas estruturas contidas nas A superfície da folha contém uma camada de
folhas que dão as cores às folhas. cera para evitar a perda de água
Plastideos com clorofila verde é Epiderme
chamado cloroplasto É uma camada de células especializadas que
aparece em toda a superfície da planta

Parênquima paliçádico
Células ricas em cloroplastos e é o
primeiro lugar que ocorre a fotossíntese

Mesófilo lacunoso
As células são fotossintéticas e os
grandes espaços entre as células
permitem a difusão do dióxido de
carbono

Xilema e floema
Estômatos
O xilema transporta água e minerais
Abertura nas folhas controlada
das raízes e o floema transporta os
pelas células guarda e permitem a
produtos da fotossíntese para toda a
troca de gases com a atmosfera
planta.

São especializações da epiderme foliar: cutícula, acúleos, pelos, hidatódios e estômatos (imagem).

Ostíolo Células-guarda Epiderme


inferior da folha

Vista
externa

Em
corte

Câmara subestomática Parênquima


clorofiliano

Esquema tridimensional de um estômato

19
A ação dos estômatos na regulação hídrica
O principal papel dos estômatos relaciona-se às trocas gasosas entre a planta e o meio. Mas estômatos abertos
permitem a perda de água na forma de vapor: transpiração estomática. A água também é perdida por transpiração
cuticular. Portanto, a transpiração total é a soma das duas transpirações.

Curva de fechamento

DIFERENÇA
DE
PESO (g)

TEMPO (Min)
Estabilização: fechamento dos estômatos
ESTABILIZAÇÃO:
Antes FECHAMENTO
da estabilização: transpiração DOSe cuticular
estomática ESTÔMATOS
ANTES DA ESTABILIZAÇÃO: TRANSPIRAÇÃO ESTOMÁTICA
Após estabilização: Transpiração cuticular E CUTICULAR
APÓS ESTABILIZAÇÃO: TRANSPIRAÇÃO CUTICULAR
A abertura e o fechamento dos estômatos são influenciados pela umidade do ar e pela luz.

Possíveis mecanismos para abertura/fechamento dos estômatos

Ambos têm como base o mecanismo osmótico. Pode ocorrer por dois modos:
§§ Concentração de amido-glicose
§§ Íons potássio
Na prática, ambos os mecanismos ocorrem. De qualquer modo, a possibilidade de reposição da água per-
dida por transpiração tem grande impacto, ou seja, solo com disponibilidade de água indica estômatos abertos, e
o contrário também é valido.
§§ claro: fotossíntese → solução vacuolar básica (entra k+) → ganha água → estômatos abertos.
§§ escuro: sem fotossíntese → solução vacuolar ácida (sai k+) → perde água → estômatos fechados.

Abertura e fechamento dos estômatos


Condições ambientais Comportamento do estômato
Alta Abre
Intensidade luminosa
Baixa Fecha
Alta Fecha
Concentração de CO2
Baixa Abre
Alto Abre
Suprimento de água
Baixo Fecha

20
Adaptações da folha aos diferentes ambientes
As folhas das angiospermas apresentam grande variação de estrutura, devido à disponibilidade ou não de água.
§§ Caracteres hidrofíticos
§§ Caracteres mesofíticos
§§ Caracteres xerofíticos – geralmente, são folhas pequenas e compactadas. As folhas de xerófitas são, fre-
quentemente, espessas e coriáceas, com cutícula bem desenvolvida e grande quantidade de tricomas.

Condução de nutrientes

Absorção dos minerais


A absorção da maioria dos elementos essenciais ocorre na forma iônica, a partir da solução presente no solo.
Os elementos essenciais são classificados como macronutrientes e micronutrientes. Aqueles necessários em
maior quantidade são os macronutrientes, representados por N, P, K, Ca, Mg e S; e os necessários em menor
quantidade são os micronutrientes, representados por B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo, Ni e Zn. Carbono, oxigênio e hidro-
gênio também são considerados macronutrientes, mas são retirados do ar e da água, respectivamente, na forma
de CO2 e de H2O.
A absorção de sais depende de fatores internos e externos, como aeração e temperatura.

Tecidos condutores
O xilema (lenho) conduz seiva bruta (inorgânica) da raiz às folhas, enquanto o floema (líber) conduz seiva elaborada
(orgânica) da folha aos órgãos consumidores ou armazenadores de reserva. No caule, o floema fica disposto mais
externamente que o xilema, praticamente colado à casca.

Xilema

Os vasos condutores de seiva inorgânica são formados por células mortas – devido à impregnação por lignina – e
ocas. Por ser constituído de células com paredes rígidas, o xilema também participa da sustentação do vegetal.
Existem dois tipos de células condutoras no xilema: traqueídes e elementos de vaso.

A condução da seiva inorgânica


Atribui-se a condução da seiva inorgânica a alguns mecanismos:
§§ Pressão de raiz;
§§ Sucção exercida pelas folhas (transpiração – coesão – tensão); e
§§ Capilaridade.

Floema

Os vasos do floema são formados por células vivas. A passagem da seiva orgânica se dá célula a célula – há placas
crivadas nas paredes terminais de células que se tocam.
21
A condução da seiva elaborada

De modo geral, os materiais orgânicos são translocados para órgãos consumidores e de reserva, podendo haver
inversão do movimento (isto é, dos órgãos de reserva para região em crescimento), quando necessário.

A hipótese de Münch

A hipótese mais aceita atualmente para a condução da seiva elaborada é a que foi formulada por Münch e se
baseia na movimentação de toda a solução do floema, incluindo água e solutos. É a hipótese do arrastamento
mecânico da solução, também chamada de hipótese do fluxo por pressão. O transporte de compostos orgânicos
seria devido a um deslocamento rápido de moléculas de água que arrastariam, no seu movimento, as moléculas
em solução.
Acompanhe no esquema a seguir as etapas envolvidas nesse mecanismo:

Anel de Malpighi
A retirada de um anel de casca do tronco principal leva a árvore à morte, pois, devido à morte de suas
raízes, não recebe mais suprimento de água e sais minerais, essenciais para a fotossíntese. O espessamento do
tronco acima do anel é relacionado ao aumento da atividade meristemática nessa região, graças ao acúmulo de
composto orgânico.

Hormônios vegetais
Assim como em animais nos vegetais também há uma série de fatores que controlam fisiologicamente seu funcio-
namento. Os hormônios vegetais ou fitormônios – substâncias orgânicas reguladoras de processos vitais, como o
crescimento, a germinação de sementes e amadurecimento de frutos – são importantes no controle do metabolis-
mo das plantas.
22
Auxinas
O AIA tem a capacidade de estimular ou inibir o crescimento, em razão disso sua ação depende da sua concentra-
ção e também da região onde se encontra. Observe o gráfico abaixo.

Gráfico da sensibilidade de diferentes estruturas de um vegetal a diferentes concentrações de AIA

§§ Influenciam na dominância apical.


§§ Atuam na divisão celular em caules, raízes e folhas.
§§ O AIA desloca-se do lado iluminado para o não iluminado, exercendo ali o seu efeito e promovendo a cur-
vatura da região estimulada.
§§ Estão envolvidas no desenvolvimento de frutos partenocárpicos.
§§ A auxina sintética é utilizada como herbicida e atua somente em plantas eudicotiledôneas, as quais são
tóxicas.

Giberelinas
§§ Estimulam o crescimento de caules e folhas, através da ação na divisão e no alongamento celular.
§§ Estimulam a quebra de dormência em sementes, para a germinação.
§§ Quando aplicadas a determinadas plantas podem estimular a floração e o desenvolvimento de frutos par-
tenocárpicos, como as auxinas.

Citocininas
§§ Em conjunto com as auxinas, estimulam a ocorrência de divisão celular.
§§ Esse hormônio junto à auxina ainda influencia a dominância apical, mas de modo oposto à auxina.
§§ Atrasam a senescência das folhas, ou seja, têm ação antienvelhecimento em folhas.

Etileno
É o único fitormônio gasoso.
§§ Estimula o amadurecimento em frutos.
§§ Também está envolvido na abscisão ou queda foliar e de frutos.

Ácido abscísico
A principal função do ácido abscísico (ABA) é impedir a germinação prematura de sementes, mantendo-as dor-
mentes. Além disso também tem importante papel no estímulo ao fechamento estomatar, quando em ocasiões de
carência de água, que estimula sua síntese.
As giberelinas quebram a dormência de sementes, enquanto o ácido abscísico as mantém dormentes.
23
Movimentos vegetais
Em resposta a estímulos, os vegetais apresentam movimentos, que, de modo geral podem ser classificados em
tactismo, tipo de movimento com deslocamento, tropismo e nastismo, ambos movimentos sem deslocamento.

Tactismos
Movimento no qual há deslocamento, o qual acontece em gametas vegetais, como os anterozoides de briófitas e
pteridófitas, denominado quimiotactismo.
As euglenas, algas unicelulares, apresentam fototactismo positivo, se movendo em direção à luz.
O aerotactismo é o movimento de organismos em relação ao gás oxigênio, que pode ser observado em
bactérias.

Tropismos
São movimentos de curvatura – por crescimento – em resposta a estímulos ambientais. Quando a região da planta
– como caule ou raiz – se aproxima do estímulo, tem-se o tropismo positivo; e, quando acontece o contrário – o
afastamento – tem-se o tropismo negativo.
Os principais tipos de tropismo são: fototropismo, geotropismo (gravitropismo), quimiotropismo e tigmo-
tropismo.

Fototropismo
A luz é o estímulo ambiental. De modo geral, as raízes têm fototropismo negativo e os caules fototropismo positivo.

Geotropismo
A força da gravidade é o estímulo por trás desse movimento. De modo geral os caules apresentam geotropismo
negativo, enquanto a raiz apresenta geotropismo positivo.

Quimiotropismo
Ocorre em decorrência de um estímulo químico. Um exemplo de quimiotropismo é o que ocorre no crescimento do
tubo polínico em direção ao óvulo.

Tigmotropismo
Neste movimento o estímulo é mecânico. É observado em gavinhas que se enrolam ao redor de suportes.
24
Nastismos
São movimentos não orientados, apesar de também serem desencadeados por estímulos ambientais, assim inde-
pendem da direção ou origem do estímulo.

Fotonastismo
Nesse tipo de movimento, observado na abertura e fechamento de flores, a luz age como agente estimulador.

Termonastismo
Nesse tipo de movimento a temperatura age com estimulante.

Outros casos de nastismo


São exemplos, abertura e fechamento dos estômatos, o recolhimento dos folíolos da planta sensitiva ou dormideira
(Mimosa pudica), o aprisionamento de insetos pelas folhas de certas plantas carnívoras, e os movimentos “de
dormir”, comuns em leguminosas.

Fotoperiodismo
A resposta dos seres vivos à periodicidade luminosa diária é denominada fotoperiodismo, e demonstra influência
sobre processos fisiológicos dos vegetais, como a floração e a queda de folhas. No entanto, atualmente sabe-se
que o período de duração contínua de escuro exerce maior influência na floração.
Tomando como exemplo a floração, vamos distinguir como podem ser classificadas as plantas de acordo
com a influência do fotoperiodismo sobre elas.
§§ Plantas indiferentes
§§ Plantas de dia curto e de dia longo

Planta de dia curto (PDC) (planta de noite longa) Planta de dia longo (PDL) (planta de noite curta)

25
Fitocromos
A percepção da duração do dia ou da noite nos vegetais depende da existência de pigmentos proteicos fotorrecep-
tores, os fitocromos, produzidos nas folhas ou em sementes e responsáveis por captar específicos comprimentos
de onda. Assim, além da floração os períodos de luminosidade influenciam – estimulando ou inibindo – também
a germinação de sementes. Por exemplo, numa planta de dia curto, um dos tipos de fitocromo atua inibindo a flo-
ração em períodos de escuridão particularmente curtos; e em uma planta de dia longo, sob as mesmas condições,
o mesmo fitocromo que agia inibindo a floração naquelas plantas, age de maneira oposta, induzindo a floração.

26
U.T.I. - Sala
1. (Uerj) O padrão de movimentação das plantas é influenciado por diferentes estímulos, de nature-
za química ou física. Considere as plantas como a dama-da-noite, que abrem suas flores apenas no
período noturno.
Identifique o tipo de movimento vegetal que promove a abertura noturna das flores da dama-da-
-noite e indique o estímulo responsável por esse movimento.
Em relação às flores que se abrem à noite, apresente duas características morfológicas típicas res-
ponsáveis pela atração de polinizadores noturnos.

2. (Unicamp) Escreve James W. Wells em “Três mil milhas através do Brasil”:


“A aparência desta vegetação lembra um pomar de frutas mirrado na Inglaterra; as árvores ficam
bem distantes uma das outras, ananicadas no tamanho, extremamente retorcidas tanto de troncos
quanto de galhos, e a casca de muitas variedades lembra muito a cortiça; a folhagem é geralmente
seca, dura, áspera e quebradiça; as árvores resistem igualmente ao calor, frio, seca ou chuva [...]”.
a) A que tipo de formação vegetal brasileira o texto se refere?
b) Qual é a principal causa do aspecto “ananicado” das árvores?
c) Qual é a principal causa do aspecto da casca?
d) Cite outra característica importante das plantas dessa formação vegetal que não esteja descrita no
texto. A que se deve essa característica?

3. (Uftm) Foram retirados dois anéis em torno do caule de duas plantas (cana-de-açúcar e laranjei-
ra), como ilustra o esquema.

A cana pertence ao grupo das monocotiledôneas e a laranjeira ao grupo das eudicotiledôneas. Em


relação às intervenções realizadas, responda:
a) Qual delas provavelmente irá morrer, a cana-de-açúcar, a laranjeira ou ambas? Explique por quê.
b) Por que as eudicotiledôneas geralmente apresentam maior espessura do caule do que as monocotile-
dôneas?

4. (Unesp) Um pesquisador investigou se havia diferença no número de frutos formados a partir de


flores autofecundadas e a partir de flores submetidas à fecundação cruzada em uma determinada
espécie de planta. Sabendo que a planta apresentava flores hermafroditas, montou três experi-
mentos.
Experimento 1: Marcou 50 botões (grupo 1), cobriu-os com tecido fino para impedir a chegada de
insetos e acompanhou seu desenvolvimento até a formação de frutos.
Experimento 2: Marcou outros 50 botões (grupo 2), cobriu-os com tecido fino. Quando as flores se
abriram, depositou pólen trazido de outras flores sobre os estigmas, cobriu-as novamente e acom-
panhou seu desenvolvimento até a formação de frutos.
Experimento 3: Marcou mais 50 botões (grupo 3), retirou cuidadosamente as anteras de cada um
deles e cobriu-os com tecido fino. Quando as flores se abriram, depositou pólen trazido de outras
flores sobre os estigmas, cobriu-as novamente e acompanhou seu desenvolvimento até a formação
de frutos.
Concluídos os experimentos, com que grupo, 2 ou 3, os dados obtidos no experimento 1 devem ser
comparados para se saber se há diferença no número de frutos formados a partir de flores autofe-
cundadas e a partir de flores submetidas à fecundação cruzada? Justifique.
27
5. (Uff) O gráfico a seguir representa curvas de transpiração de três plantas de um mesmo tipo e
tamanho, que foram mantidas em uma estufa com temperatura constante e luminosidade natural.
Nesse experimento, cada planta foi submetida a uma das seguintes condições de suprimento de
água: I – muita água, somente no início da manhã e médio suprimento no resto do dia; II – pouca
água durante todo o dia; III – amplo suprimento de água o dia todo.

a) Após a análise do gráfico, associe cada curva (A, B e C) à sua respectiva condição de suprimento de
água (I, II e III).
b) Compare a abertura dos estômatos das plantas submetidas às condições I e III, ao meio-dia.
c) Explique, de acordo com a teoria de Dixon, como a transpiração atua no mecanismo de transporte da
seiva bruta, em árvores de grande porte.

6. (Ufc) Atualmente é comum haver, em muitos supermercados da cidade, verduras que foram culti-
vadas através da técnica da hidroponia, ou seja, do cultivo em soluções de nutrientes inorgânicos
e não no solo.
Pergunta-se:
a) Como são classificados os nutrientes inorgânicos essenciais adicionados à solução? Cite 2 (dois) exem-
plos de cada grupo.
b) Por que a solução de nutrientes utilizada na hidroponia deve ser continuamente aerada?

28
U.T.I. - E.O.
1. (Unisa – Medicina) A figura 1 mostra uma abelha na flor de uma laranjeira e a figura 2 indica o
local em que foi removido um anel completo de um ramo (cintamento ou anel de Malpighi) dessa
planta.

a) Cite o nome do processo realizado pela abelha que garante a reprodução da planta. Que benefício a
abelha obtém ao realizar tal processo?
b) Considere que a laranjeira possua todos os ramos repletos de flores e que o cintamento tenha sido
feito no local apontado pela figura 2. Qual será o tamanho dos frutos formados acima do cintamento
em comparação ao tamanho dos frutos dos demais ramos? Justifique sua resposta.

2. (Unesp) “Fruto ou Fruta? Qual a diferença, 3. (Ufu) A ilustração a seguir representa, com
se é que existe alguma, entre ‘fruto’ e ‘fru- um esquema tridimensional, a morfologia
ta’?” interna de uma folha. Analise-a e responda
A questão tem uma resposta simples: fruta as questões que seguem.
é o fruto comestível. O que equivale a dizer
que toda fruta é um fruto, mas nem todo
fruto é uma fruta. A mamona, por exemplo,
é o fruto da mamoneira. Não é uma fruta,
pois não se pode comê-la. Já o mamão, fruto
do mamoeiro, é obviamente uma fruta.
(Veja, 04.02.2015. Adaptado.)

O texto faz um contraponto entre o termo


popular “fruta” e a definição botânica de
fruto. Contudo, comete um equívoco ao afir-
mar que “toda fruta é um fruto”. Na verdade,
frutas como a maçã e o caju não são frutos
verdadeiros, mas pseudofrutos. Adaptado de AMABIS, J.M. & MARTHO, G.R. “Fundamentos
de Biologia Moderna”. São Paulo: Moderna, 2003
Considerando a definição botânica, explique
e Http://www.ualr.edu/~botany/leafstru
o que é um fruto e porque nem toda fruta é
um fruto. Explique, também, a importância a) Qual é o nome da estrutura apontada pelo
dos frutos no contexto da diversificação das número 1 e a que tecido ela pertence?
angiospermas. b) Qual é o nome do tecido apontado pelo nú-
mero 2 e qual é a sua função?

29
4. (Ufrj) A soma da área superficial de todas 8. (Uerj) Experimentos envolvendo a clonagem
as folhas encontradas em 1m2 de terreno é de animais foram recentemente divulgados.
denominada SF. O gráfico a seguir apresenta No entanto, ainda há uma grande dificulda-
a SF de 3 ecossistemas distintos (A, B e C). de de obtenção de clones a partir, exclusi-
Nesses três ambientes, a disponibilidade de vamente, do cultivo de células somáticas de
luz não é um fator limitante para a fotossín- um organismo animal, embora estas células
tese. possuam o potencial genético para tal.
Por outro lado, a clonagem de plantas, a
partir de culturas adequadas “in vitro” de
células vegetais, já é executada com certa fa-
cilidade, permitindo a produção de grande
número de plantas geneticamente idênticas,
a partir de células somáticas de um só indi-
víduo original.
a) Indique o tipo de tecido vegetal que está em
permanente condição de originar os demais
tecidos vegetais e justifique sua resposta.
b) Estabeleça a diferença, quanto ao número
Identifique qual dos três ecossistemas cor- de cromossomas, entre células somáticas e
responde a um deserto, explicando a relação células germinativas da espécie humana.
entre a SF e as características ambientais
deste ecossistema. 9. (Unicamp) O texto a seguir se refere ao ciclo
de vida de uma planta vascular:
5. (Unesp) Um professor de biologia solicitou “Os esporos germinam para produzir a fase
a um aluno que separasse, junto com o téc- gametofítica. Os micrósporos se tornam
grãos polínicos e, depois do transporte para
nico de laboratório, algumas plantas mono-
a micrópila do óvulo, o microgametófito con-
cotiledôneas de um herbário (local onde se
tinua o seu desenvolvimento na forma de
guardam plantas secas e etiquetadas). O alu- um tubo, crescendo através do nucelo. Um
no, pretendendo auxiliar o técnico, deu-lhe megásporo produz um gametófito envolvido
as seguintes informações: pela parede do nucelo e por tegumento. Os
I. a semente de milho tem dois cotilédones gametófitos produzem gametas: duas células
e a semente de feijão, apenas um. espermáticas em cada tubo polínico e uma
II. as plantas com flores trímeras devem fi- oosfera em cada arquegônio”.
a) A que grupo de plantas se refere o texto?
car juntas com as de raízes axiais.
b) Que estrutura mencionada no texto permitiu
a) Após ouvir as informações, o técnico deve essa conclusão?
concordar com o aluno? Justifique. c) Quais são os outros grupos de plantas vascu-
b) Cite duas características e dê dois exemplos lares?
de plantas dicotiledôneas diferentes daque-
las informadas pelo aluno. 1
0. (Uflavras) A figura representa uma planta e
seus órgãos vegetativos 1, 2 e 3.
6. (Uerj) O controle da abertura dos estômatos
das folhas envolve o transporte ativo de íons
de potássio.
a) Descreva a importância do potássio no pro-
cesso de abertura dos estômatos.
b) Nomeie as células responsáveis pelo controle
dessa abertura.

7. (Ufscar) O grande sucesso das gimnosper-


mas e das angiospermas pode ser atribuído
a duas importantes adaptações ao ambiente 1 – Citar:
a) Uma função do órgão vegetativo 1.
terrestre. Responda:
b) Um tecido característico deste mesmo órgão.
a) quais são estas duas adaptações? 2 – Citar:
b) qual dessas adaptações permitiu a classifi- a) Uma função do órgão vegetativo 2.
cação das fanerógamas em gimnospermas e b) Um tecido característico deste mesmo órgão
angiospermas? Justifique. (não repetir os citados em 1).
30
1
1. (Ufrj) Nos países de clima frio, a tempera- 15. (Ufes) A torta capixaba, como o próprio
tura do ar no inverno é, muitas vezes, in- nome indica, é um prato típico do Estado
ferior a 0 °C. A água do solo congela, o ar do Espírito Santo. Serve de sugestão, para
é frio e muito seco. Nesse período, muitas a preparação da torta, a seguinte lista de
espécies vegetais perdem todas as folhas. ingredientes: 150 g de bacalhau, 150 g de
A perda das folhas evita um grande perigo camarão, 150 g de carne de siri, 150 g de
para essas plantas. mexilhões cozidos, 300 g de palmito pupu-
Que problema a planta poderia sofrer caso
nha, 200 g de cebola, 200 g de tomate, 50 g
não perdesse as folhas? Justifique sua res-
de colorau, 100 g de azeitonas, 3 dentes de
posta.
alho picadinhos, 8 ovos, suco de 11/2 limão,
coentro a gosto, azeite de oliva, sal a gosto.
1
2. (Udesc) Folhas são órgãos vegetais cuja fun-
(Disponível em:< http://digamaria.com/2014/04/
ção mais citada é a realização da fotossínte- torta-capixaba-com-bacalhau-camarao-frutos-mar-
se. No entanto, esses órgãos podem apresen- palmito/#.U_Nd18VdWSo>. Acesso em: 18 ago. 2014).
tar inúmeras outras funções, de acordo com
modificações que apresentam. Levando em consideração a lista de ingre-
Os cactos apresentam uma típica modifica- dientes acima, faça o que se pede.
ção foliar. De que forma a folha modificada a) Relacione os ingredientes da torta capixaba
apresenta-se nesse vegetal e qual a função provenientes do Reino Animalia com o filo a
que ela desempenha? que cada um deles pertence.
b) Entre os ingredientes da torta capixaba pro-
1
3. (Fac. Santa Marcelina – Medicina) A imagem venientes do Reino Plantae, identifique os
ilustra células especiais presentes nas folhas que representam frutos.
dos vegetais. c) Todos os ingredientes da torta capixaba que
são provenientes do Reino Plantae perten-
cem às angiospermas. Explique o processo
de dupla fecundação das angiospermas, que
ocorre após a polinização.

16. (Pucrj) O arroz (Oryza sativa) é um dos


grãos mais consumidos no mundo. Seu va-
lor nutricional está relacionado ao albume
(endosperma), que é a reserva de nutrientes
para o embrião da semente. Considerando
que as células somáticas do arroz possuem
a) Cite as trocas gasosas que ocorrem por meio 24 cromossomos, quantos cromossomos po-
do ostíolo quando se encontra aberto duran- dem ser encontrados nas células do albume?
te certos períodos do dia. Justifique sua resposta.
b) Explique o motivo pelo qual as plantas aquá-
ticas podem ficar com os ostíolos abertos o 17. (Pucrj) As angiospermas apresentam muitas
dia inteiro, enquanto as plantas terrestres maneiras de reprodução e compõem a prin-
podem fechá-los em períodos mais quentes cipal fonte de alimento dos seres humanos.
do dia. Nesse grupo de plantas, os órgãos sexuais es-
tão presentes nas flores; e a grande maioria
14. (Uninove – Medicina) Respiração celular e exibe reprodução sexuada. No entanto, mui-
fotossíntese são reações bioquímicas que se tas se reproduzem também assexuadamen-
inter-relacionam em alguns seres vivos. te; e, para algumas, a reprodução assexuada
a) Considere os seres vivos: musgo, mosca, le-
predomina. Descreva a importância desses
vedura, polvo, alga parda e ameba. Quais
dois tipos de reprodução para a agricultura.
destes seres vivos possuem células que po-
dem realizar respiração celular e fotossínte-
se simultaneamente?
b) Cite as organelas e as substâncias trocadas
durante a respiração celular e fotossíntese
destes seres vivos.

31
1
8. (Ufu) A figura adiante refere-se a um processo ecológico muito importante para a manutenção dos
ecossistemas naturais e agrícolas. Analise essa figura e responda as questões a seguir.

a) Como são denominadas as estruturas I, II e III?


b) Como o processo ilustrado na figura é denominado e qual sua consequência para a planta A?
c) Por que é importante que a estrutura II seja transportada pelo inseto entre flores de plantas diferen-
tes, em vez de ser transportada para outra flor da mesma planta?
d) Quanto à evolução das angiospermas, cite duas adaptações das flores relacionadas à atração de insetos
que promovem o processo evidenciado na figura.

19. (Unifesp) A hidroponia consiste no culti- II


vo de plantas com as raízes mergulhadas em “A caatinga, na seca, tem uma fisionomia de
uma solução nutritiva que circula continu-
deserto. As cactáceas como o mandacaru, a
amente por um sistema hidráulico. Nessa
solução, além da água, existem alguns ele- coroa-de-frade, o xiquexique, o facheiro são
mentos químicos que são necessários para as exemplos de sua vegetação típica. Também
plantas em quantidades relativamente gran- algumas bromeliáceas como a macambira.
des e outros que são necessários em quanti- Todas elas apresentam várias adaptações que
dades relativamente pequenas.
lhes permitem sobreviver na época da seca”.
a) Considerando que a planta obtém energia a
partir dos produtos da fotossíntese que rea-
liza, por que, então, é preciso uma solução
nutritiva em suas raízes?
b) Cite um dos elementos, além da água, que
obrigatoriamente deve estar presente nessa
solução nutritiva e que as plantas necessi-
tam em quantidade relativamente grande.
Explique qual sua participação na fisiologia
da planta.

20. (Ufes) “Boa parte da floresta Amazônica e


das caatingas do Nordeste coincidem na sua
latitude. Assim, a quantidade de luz que re-
cebem é semelhante. No entanto, o tipo de a) Relacione o comportamento de abertura e
‘paisagem vegetal’ é totalmente diferente
fechamento estomático, que está represen-
nas duas regiões.”
I tado no gráfico pelas linhas a e b, com o
“O clima da região amazônica reúne as con- grupo de plantas citadas nos textos I e II.
dições necessárias ao desenvolvimento de Justifique sua resposta.
uma vegetação exuberante. Nela destacam- b) A intensidade da fotossíntese das plantas
-se árvores de grande porte com a castanhei-
representadas nas linhas a e b no gráfico é
ra-do-pará, a seringueira e o caucho, plantas
produtoras de madeira como o angelim, a semelhante?
sucupira, a amburana e a copaíba, etc.” Justifique sua resposta.
32
2
1. (Ufrn) As funções exercidas pelos diferentes órgãos dos vegetais se relacionam entre si e permi-
tem a interação do vegetal com o meio.
Nessa perspectiva, explique:
a) de que modo se dá a interação entre folhas e raízes de um mesmo vegetal;
b) como os vegetais de mangue e os de caatinga se adaptaram a seus respectivos ambientes, a partir das
modificações sofridas por suas raízes.

22. (Unicamp) A transpiração é importante para o vegetal por auxiliar no movimento de ascensão da
água através do caule. A transpiração nas folhas cria uma força de sucção sobre a coluna contínua
de água do xilema: à medida que esta se eleva, mais água é fornecida à planta.
a) Indique a estrutura que permite a transpiração na folha e a que permite a entrada de água na raiz.
b) Mencione duas maneiras pelas quais as plantas evitam a transpiração.
c) Se a transpiração é importante, por que a planta apresenta mecanismos para evitá-la?

23. (Unesp) Considere as afirmações relativas à enxertia nos vegetais.


I. Constituiu um processo de reprodução assexuada.
II. Permite a reprodução de variedades de plantas pouco resistentes, principalmente, ao ataque de
parasitas.
III. Contribui para a variabilidade genética.
a) Quais afirmações são verdadeiras?
b) Justifique sua resposta.

2
4. (Uel) Hormônios são substâncias produzidas por um determinado grupo de células ou tecidos e
estimularão, inibirão ou modificarão a resposta fisiológica e o desenvolvimento de outras regiões
do próprio organismo. Nas plantas, eles também são chamados de fitormônios e participam de
diferentes fases do desenvolvimento vegetal.
Sobre os fitormônios, responda aos itens a seguir.
a) Muitas espécies de plantas ornamentais e frutíferas são podadas entre as estações reprodutivas. Que
tipo de resposta fitormonal essa poda costuma desencadear e qual a sua consequência?
b) Quais são os efeitos do fitormônio etileno?

33
U.T.I. - 5, 6 e 7

Biologia 2
Sistema locomotor
Os componentes do sistema locomotor permitem a movimentação dos organismos através dos ossos, músculos e
articulações. Além de locomoção, outras funções importantes são o suporte, proteção, reserva de minerais e produ-
ção de células sanguíneas (medula óssea).

Sistema esquelético
O esqueleto humano é constituído, principalmente, pelo tecido ósseo, um tipo de tecido conjuntivo rígido devido à
mineralização por cálcio e presença de fibras colágenas.
Os ossos podem ser classificados em
§§ longos (ex.: fêmur);
§§ curtos (ex.: patela);
§§ chatos ou achatados (ex.: escápula); e
§§ irregulares (ex.: vértebras).

Fisiologia e morfologia do tecido ósseo


Os ossos longos apresentam em sua morfologia porções compactas (dura e externa), para proteção, e porções
esponjosas (interna e menos rígida) para que nessa região, seja possível o crescimento dos ossos. Além disso, esse
tipo de osso é dividido em partes:
§§ Diáfise: haste longa do osso;
§§ Epífise: extremidades alargadas;
§§ Metáfise: região dilatada da diáfise.

Por ser um tecido vivo, os ossos apresentam metabolismo, sendo constituído por células que agem em seu
crescimento (osteoblastos), células maduras (osteócitos) e degradação (osteoclastos), além disso são extremamen-
te vascularizados, garantindo sua nutrição.

Sistema articular
Articulações ou juntas são os meios através dos quais os ossos se unem para formar o esqueleto. São formadas
por tecido conjuntivo e podem ser imóveis (com função de absorver impactos ou soldar ossos) ou permitirem
movimentos (permitindo a movimentação dos ossos).

Sistema muscular
Os músculos estão relacionados, basicamente, com as funções de movimento, manutenção da postura e produção
de calor (gerado pelo tremor).
Suas fibras são de cor avermelhada devido à presença de mioglobina.
35
Fisiologia e morfologia dos músculos
§§ Tecido muscular liso ou tecido muscular não estriado: músculos involuntários;
§§ Tecido muscular estriado esquelético: músculos voluntários;
§§ Tecido muscular estriado cardíaco: controlado pelo sistema nervoso autônomo, é o músculo que com-
põe a maior parte do coração dos vertebrados. É estimulado por células marca-passo.

Contração muscular
Na contração das fibras musculares esqueléticas, ocorre o encurtamento dos sarcômeros (unidade contrátil das cé-
lulas musculares): os filamentos de actina “deslizam” sobre os de miosina. Para esse deslizamento acontecer, há
a participação de grande quantidade de íons Ca2 + e ATP. O estímulo à contração muscular ocorre em cada ponto
de junção entre uma terminação nervosa e a membrana plasmática da célula muscular corresponde a uma sinapse.
Dependendo do tipo de movimento, há diferentes grupos de músculos em cada lado de uma articulação. O
músculo que causa a ação desejada é chamado de antagonista. Assim, se o grupo agonista se contrai, o antago-
nista se relaxa e permite o movimento desejado.

Mecanismo da contração muscular.

Sistema cardiovascular
O sangue, principal componente do sistema cardiovascular circula através de vasos com diferentes calibres:
§§ Veias: vasos que chegam ao coração;
§§ Artérias: vasos que saem do coração;
§§ Capilares: vasos com paredes finas que permitem a troca gasosa.
Outro componente fundamental é o plasma, uma complexa mistura de substâncias químicas em água,
representa 55% do volume total do sangue. Este tecido apresenta muitas funções. São elas:
§§ Transporte de nutrientes às células;
§§ Remoção de resíduos metabólicos das células;
§§ Transporte de hormônios e de anticorpos;
36
§§ Distribuição de calor;
§§ Transporte de gases respiratórios;
§§ Coagulação;
§§ Defesa.
Os 45% restantes correspondem à parte figurada, formada por três tipos de elementos celulares:
§§ Glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos): transporte de gases respiratórios, O2 e CO2;
§§ Glóbulos brancos (leucócitos): defesa fagocitária (realizada pelos neutrófilos e monócitos) e defesa
imunitária (realizada pelos linfócitos) do organismo;
§§ Plaquetas (trombócitos, na verdade, fragmentos de células): atuam no processo de coagulação do
sangue.

O transporte de gases pelo sangue


O oxigênio é transportado praticamente apenas pelas hemácias, ligado à hemoglobina. Forma-se assim a oxie-
moglobina, mas também pode ser transportado dissolvido no plasma sanguíneo.a. Enquanto o gás carbônico é
transportado majoritariamente pelo plasma sanguíneo.
Para chegar ao sangue, os gases devem ser inspirados pelo pulmão e chegam ao sangue através dos alvé-
olos pulmonares. O sangue com grande concentração de O2 circula pelo corpo, liberando oxigênio para os tecidos
e carregando o CO2 contido neles, assim o sangue oxigena os tecidos do corpo. Esse movimento se dá graças aos
movimentos de sístole (contração) e diástole (relaxamento).

Automatismo cardíaco
Algumas células cardíacas desenvolvem o potencial de ação que permite que o coração bata sem a influência do
sistema nervoso. Tais células podem ser encontradas no nodo sinusal, que acaba funcionando como um marca-
-passo. Porém, a eficácia da ação cardíaca pode ser muito modificada pelos impulsos reguladores do SNC (simpá-
tico e parassimpático).

Coração de aves e mamíferos e suas estruturas.

37
Sistema linfático
O sistema linfático está ligado ao sistema cardiovascular e suas principais funções são:
§§ Coletar e fazer retornar ao sangue a linfa retida nos tecidos;
§§ Defender o organismo contra microrganismos patogênicos;
§§ Absorver lipídeos resultantes da digestão de gorduras, que ocorre no duodeno.
§§ Linfonodos (também chamados de nódulos ou gânglios linfáticos), são regiões onde há grupamentos de
linfócitos, estrategicamente situados no circuito linfático. Os linfonodos, resumidamente, possuem duas
importantes funções:
Filtrar a linfa que por eles passa lentamente;
Local de amadurecimento de linfócitos, importantes células de defesa do corpo.

Sistema respiratório
Para que o pulmão realize a hematose (trocas gasosas) necessária à sobrevivência dos organismos, o ar deve
percorrer todos os componentes do sistema respiratório:

§§ Nariz;
§§ Faringe;
§§ Laringe;
§§ Traqueia;
§§ Brônquios;
§§ Pulmões;
§§ Bronquíolos.

Ventilação pulmonar
§§ Na inspiração, ocorre a contração da musculatura respiratória, composta por:
Diafragma: se achata e desce.
Músculos intercostais: dirigem as costelas para cima e para a frente. Como consequência, amplia-se a
caixa torácica, aumentando o seu volume interno.
A pressão interna da caixa torácica se reduz e fica menor que a pressão atmosférica. O ar, então, penetra
nos pulmões.
§§ Na expiração:
Músculos respiratórios relaxam;
Diafragma sobe;
Músculos intercostais fazem com que as costelas voltem à posição original.
O volume da caixa torácica diminui e a pressão interna aumenta, forçando a saída do ar.
O bulbo (componente do sistema nervoso central) é altamente sensível ao aumento de CO2 no sangue e à
diminuição do pH sanguíneo decorrente do acúmulo desse gás, assim quando em situações de pouca oxigenação
o aumento da acidez e o próprio CO2 em solução física no plasma estimulam os neurônios do centro respiratório.
Consequentemente, impulsos nervosos seguem pelo nervo que está ligado, ao inervar o diafragma e a musculatura
intercostal, promovendo a sua contração e a realização involuntária dos movimentos respiratórios, na tentativa de
expulsar o CO2 e obtenção de O2.
38
Sistema digestório
Digestão é o processo de transformação de moléculas de grande tamanho, por hidrólise enzimática, em unidades
menores que possam ser absorvidas e utilizadas pelas células. De maneira geral, pode se dar em dois tipos: extra e
intracelular. No homem e em todos os vertebrados, a digestão é extracelular e ocorre inteiramente na cavidade do
tubo digestório composto por:
§§ Boca, língua e dentes: diz-se que a digestão se inicia na boca, pois é nesse local em que se iniciam os
movimentos mecânicos (mastigação) e processos químicos (ação da amilase/ptialina);
§§ Faringe: onde se iniciam os movimentos peristálticos que continuam pelo trato digestório com a fun-
ção de empurrar o bolo alimentar em direção ao ânus;
§§ Esôfago: através de movimentos peristálticos, o esôfago empurra o alimento para o estômago;
§§ Estômago: os movimentos peristálticos continuam, misturando o bolo alimentar no suco gástrico que
contém, principalmente pepsina, enzima com capacidade de quebrar proteínas. O suco alimentar resultante
da digestão gástrica é denominada quimo;
§§ Intestino delgado: suas paredes são repletas de pregas circulares, vilosidades e microvilosidades de
forma a aumentar a superfície de contato, pois e no intestino delgado que a absorção de nutrientes ocorre,
além de outros eventos da digestão;
§§ Intestino grosso: após a absorção dos resíduos úteis pelo intestino delgado, os restos alimentares são
enviados ao intestino grosso, misturados com grande quantidade de água e sais, que são quase totalmente
absorvidos pelas paredes do intestino grosso;
§§ Ânus.
Além dos órgãos citados, é importante lembrar dos órgãos que agem como glândulas::
§§ Fígado: maior glândula do organismo. Produz a bile e armazena glicose, ferro, cobre e vitaminas;
§§ Vesícula biliar: situado na face inferior do fígado, armazena a bile;
§§ Pâncreas: é considerada uma glândula mista por secretar enzimas digestivas e hormônios (insulina e
glucagon).

Sistema urinário
O metabolismo celular dos animais decorrente da alimentação produz excretas nitrogenadas tóxicas ao organismo
e que por esse motivo, devem ser eliminadas do corpo, buscando estabelecer a homeostase. O aparelho que per-
mite filtrar aquilo que é tóxico e o que é útil ao organismo é composto por:
§§ Dois rins;
§§ Vias urinárias (formada pelas pelves renais, ureteres, bexiga urinária e uretra).

Rim e glomérulo em maior aumento.

39
Filtração do sangue
As artérias renais passam por ramificações sucessivas, formando arteríolas e capilares, vasos de menor calibre. A
partir da arteríola aferente que adentra na cápsula de Bowman, forma-se um emaranhado de capilares sanguíneos,
decorrentes de ramificações, denominado glomérulo renal ou glomérulo de Malpighi. É função do glomérulo reali-
zar a filtração do sangue. Após esse processo, o sangue continua a fluir pelo néfron, graças à arteríola eferente que
abandona a cápsula. Um conjunto de capilares, originados a partir da arteríola eferente, envolve os túbulos renais
e a alça de Henle, possibilitando trocas entre a corrente sanguínea e o interior do túbulo néfrico. Por fim, esses
capilares unir-se-ão para formação de vênulas, que culminarão na veia renal, possibilitando o retorno do sangue
para a circulação sistêmica contendo o que é útil ao organismo, como os íons.

Controle hormonal da excreção


O hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina, produzido pelo hipotálamo, exerce um importante papel no
controle do volume urinário. Sua função é desempenhada nas paredes dos túbulos renais, nas quais eleva a perme-
abilidade à água, promovendo, assim, a reabsorção de líquidos.

Excretas nitrogenadas nos diferentes grupos animais


Os animais evoluíram de forma que pudessem excretar o produto que é mais conveniente de acordo com o ambien-
te em que vive, isto é, de acordo com a quantidade de água disponível.
Animais com maior disponibilidade de água, podem excretar produtos nitrogenados bastante tóxicos, pois
não precisam economizar água para diluir tal produto. Animais que precisam poupar água, devem converter a
amônia até um produto menos tóxico, para que não necessite diluí-lo, poupando água para si.

Sistema nervoso
A relação do mundo exterior com o organismo se dá graças à existência do sistema nervoso que detecta altera-
ções no mundo exterior e até mesmo perturbações e diferentes sensações no interior do próprio organismo. Tais
informações percebidas são levadas até um centro de comando, onde devem ser processadas e interpretadas para
gerar uma resposta.

A condução dos estímulos nervosos


O impulso nervoso se propaga em um único sentido: dendrito → corpo celular → axônio.
Ao chegar às extremidades do axônio, são liberados neurotransmissores na fenda sinaptica, substâncias
que permitem ao impulso nervoso ser transmitido a outro neurônio. Para que o impulso percorra as fibras nervosas
com maior velocidade, a existência da bainha de mielina é fundamental, promovendo a condução saltatória,
a qual acontece “aos pulos” na região dos nódulos da Ranvier.
40
Potencial de ação e sentido do impulso nervoso.

Lei do tudo ou nada


Existem duas situações: ou o estímulo não consegue atingir o limiar de excitação e não gera impulso, ou é suficien-
te para atingir o limiar e gera impulso. Esse fenômeno obedece à chamada lei do tudo ou nada.

Arco reflexo
Arco reflexo se caracteriza por uma rápida resposta a um estímulo, como retirar a mão de algo danoso. Desse
processo participa a medula espinhal e neurônios.
Três tipos básicos de neurônio podem ser reconhecidos com relação à atividade que desempenham:
§§ neurônios sensoriais;
§§ neurônios de associação (interneurônios);
§§ neurônios efetores (ou motores).

Organização do sistema nervoso dos vertebrados


Dois grandes componentes fazem parte do sistema nervoso humano:
SNC: encéfalo e medula espinhal
§§ Encéfalo: cérebro, diencéfalo, cerebelo e bulbo.

SNP: receptores, nervos e gânglios


§§ Sistema nervoso somático: ações voluntárias;
§§ Sistema nervoso autônomo: ações involuntárias;
§§ Simpático;
§§ Parassimpático.
41
Órgãos do sentido
O sistema nervoso é responsável por codificar as informações levadas até ele. Os animais evoluíram de forma que
possuíssem estruturas especializadas em perceber e codificar com bastante precisão os cinco sentidos. Algumas
dessas estruturas especializadas são:
a. Mecanorreceptores:
§§ Tato – ex.: localizados na pele
§§ Proprioceptores – ex.: localizados no músculo
§§ Pressão – ex.: localizados nos vasos
§§ Equilíbrio – ex.: labirinto, localizado no ouvido
§§ Auditivos – ex.: cóclea, localizado no ouvido
b. Quimiorreceptores
§§ Gustativos – ex.: localizados na língua (nos humanos)
§§ Olfativos – ex.: localizados no epitélio nasal
c. Termorreceptores
§§ Temperatura – ex.: localizado na pele
d. Eletrorreceptores
§§ Corrente elétrica – ex.: localizados na pele dos peixes elétricos
e. Fotorreceptores
§§ Compostos que absorvem luz – ex.: localizados no olho
f. Dor
§§ Terminações nervosas livres – ex.: localizadas em todo o corpo

Visão
Fazem parte da estrutura ocular humana: córnea, íris, pupila, cristalino/lente, humor aquoso, humor vítreo, verno
óptico e retina — local onde se concentram cones (sensíveis à cores) e bastonetes (sensíveis à lumino-
sidade). Ao vermos um objeto a luz é captada por fotorreceptores na retina; a luz é “convertida” em impulso
nervoso; e então sinais são enviados para o cérebro.

Olfato
O número de células olfativas varia de acordo com a espécie, justificando o ótimo olfato que os cães possuem, por
exemplo.
O epitélio olfativo é composto por três diferentes tipos celulares: células receptoras, células de suporte, e
células basais. Uma parte (dendrito) do neurônio receptor está em contato com o epitélio nasal e outra parte
(axônio) se encontra com outros axônios ligados pelo bulbo olfatório — o conjunto de axônios caracteriza o
nervo olfativo, responsável por encaminhar ao SNC as informações relacionadas a esse sentido.

Gustação
Os botões gustativos localizados em diferentes regiões da língua são responsáveis por captar as substâncias
químicas que são sabor aos alimentos. Somos capazes de distinguir o amargo, o ácido, o salgado, o doce e o umami.
42
Audição
A orelha – órgão que se assemelha a uma concha para captar melhor as ondas sonoras – pode ser dividida em:
§§ Orelha externa: pavilhão da orelha e canal auditivo (delimitado pelo tímpano).
§§ Orelha média: contém três ossículos, o martelo, a bigorna e o estribo, atuam na amplificação do som.
§§ Orelha interna: também relacionada ao equilíbrio. Contém a cóclea. Da cóclea, a mensagem é conduzida
pelo nervo auditivo até o cérebro.

Drogas e o SNC
Droga é qualquer substância natural ou sintética que provoca mudanças físicas ou psíquicas. As drogas podem ser
administradas ou ingeridas de diferentes maneiras, que incluem a via oral, absorção cutânea (ou pelas mucosas),
injeção e inalação – as duas últimas responsáveis por causar efeitos mais fortes e instantâneos, pois alcançam mais
rápido a corrente sanguínea e consequentemente seus receptores específicos. Estes estão localizados no cérebro,
de maneira geral.
Ao alcançar seu receptor alvo, essas substâncias influenciam podem ser:
§§ Drogas agonistas: imitam ou aumentam a ação de determinado neurotransmissor, como a nicotina (pre-
sente no cigarro), uma agonista da acetilcolina, e o LSD (ácido lisérgico), um agonista da serotonina;
§§ Drogas antagonistas: bloqueiam sua, como a cafeína, uma antagonista da adenosina;
§§ Bloquear ou afetar sua reabsorção: importante mecanismo que ocorre após o estímulo da membrana
pós-sináptica. A cocaína tem esse efeito, pois bloqueia a reabsorção de norepinefrina e de dopamina, cau-
sando a continuidade de sua ação.

A maioria dessas drogas passíveis de serem usadas de maneira abusiva é classificada como drogas psico-
trópicas ou psicoativas, pois agem no cérebro alterando o humor, o comportamento, e os processos de pensa-
mento. São comumente assim classificadas:
§§ estimulantes: como a cocaína, o crack, a nicotina, a cafeína e as anfetaminas;
§§ calmantes (ou depressoras): como o álcool, barbitúricos, opioides, e os inalantes ou solventes;
§§ alucinógenas (ou perturbadoras): como a maconha (THC), o LSD, a mescalina, certos tipos de cogu-
melos e o ecstay.

Sistema endócrino e métodos contraceptivos


O sistema endócrino é composto por glândulas endócrinas (ou anfícrinas, as quais possuem também a porção
endócrina), hormônios e receptores de membrana específicos para determinados hormônios.
A função primordial das glândulas é secretar hormônios no sangue para que se liguem ao seus receptores
específicos e iniciem sua ação no metabolismo. As ações são muito variadas, dentre elas estão contração de mús-
culos, crescimento, desenvolvimento das características sexuais secundárias, entre outras.
43
Além dos componentes básicos do sistema endócrino, uma região fundamental para o organismo e, parti-
cularmente, para o controle de hormônios, o hipotálamo tem a função de estimular ou inibir a secreção de hormô-
nios, função esta desempenhada pela hipófise/glândula pituitária. A hipófise é dividida em neurohipófise/hipófise

posterior e adenohipófise/hipófise anterior.

Hormônios Atuação
Age no crescimento de vários tecidos e órgãos, particularmente nos ossos.
Crescimento – GH Na infância, a deficiência desse hormônio pode levar ao quadro de nanismo;
(somatotrofina) e o excesso dele, ao gigantismo. No adulto, o excesso, provoca acromegalia
(aumento das extremidades – mãos, pés, mandíbulas).
(porção anterior)

Adrenocorticotrófico – Age na região cortical das glândulas adrenais, estimulando-as a produzirem


Adenoípofise

ACTH os hormônios cortisol e aldosterona.


Folículo estimulante – Age nos ovários, estimulando o desenvolvimento dos folículos ovarianos. No
FSH (gonadotrofina) homem, estimula a formação dos espermatozoides.
Atua nas gônadas femininas e masculinas. Nos ovários age na ruptura dos
Luteinizante – LH
folículos ovarianos, que resulta na liberação do óvulo. No homem, age nos
(gonadotrofina)
testículos, estimulando a síntese de testosterona.
Tireotrofina – TSH Age estimulando a síntese dos hormônios tireoidianos.
Atua estimulando a produção de leite pelas glândulas mamárias e a secre-
Prolactina
ção de progesterona pelos ovários.

A porção posterior libera dois hormônios produzidos pelo hipotálamo: a oxi-


(porção posterior)

tocina e o hormônio antidiurético. O primeiro estimula a contração uterina


Neuroipófise

durante o trabalho de parto e a contração dos músculos lisos das glândulas


Oxitocina e Antidiurético mamárias para expulsão do leite. O segundo, cuja sigla é ADH, atua nos duc-
(ADP) ou vasopressina tos coletores dos néfrons, promovendo a reabsorção de água e nas glându-
las sudoríparas, diminuindo a sudorese. Em elevadas concentrações provoca
aumento da pressão sanguínea. A produção deficiente desse hormônio leva
ao quadro de diabetes insípido.

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Principais glândulas do corpo humano
§§ Glândula pineal: responde a estímulos luminosos, regulando o ciclo circadiano do indivíduo. Secreta
melatonina;
§§ Glândula tireóidea/tireoidiana: apresentam iodo em sua composição e agem regulando o metabolismo
através da secreção de T3 e T4;
§§ Glândulas paratireóides: secretam o paratormônio que possui função de regular os níveis de cálcio
circulantes, através da degradação de tecido ósseo;
§§ Pâncreas: destacado pelo fato de ser anfícrina (porção endócrina e exócrina). Porção exócrina secreta
sucos pancreáticos e a porção endócrina secreta a insulina e o glucagon;
§§ Suprarrenais: localizadas acima de cada rim:
a) Medula adrenal – as principais secreções da medula adrenal são: adrenalina (epinefrina) e noradre-
nalina (norepinefrina). Suas células secretam quando recebem estímulo nervoso;
b) Córtex adrenal – as principais secreções do córtex adrenal são: cortisol (glicocorticoides) que são este-
roides de ampla ação sobre o metabolismo dos carboidratos e das proteínas; aldosterona (mineralocorti-
coides) que são essenciais para a manutenção do balanço de sódio e do volume do líquido extracelular.
§§ Timo: órgão linfoide que também atua como glândula endócrina, pois produz hormônios relacionados à
maturação dos linfócitos T, também formados no timo.

Controle hormonal na reprodução humana


Os hormônios sexuais ou gonadotrofinas são fundamentais para o controle do amadurecimento e o correto fun-
cionamento, como um relógio biológico dos órgãos reprodutores (gônadas); desde o nascimento, puberdade até o
envelhecimento dos órgãos e sistemas reprodutores.
No homem, o FSH estimula a espermatogênese (produção de espermatozoides) e o LH favorece a produção
de testosterona pelo testículo. A testosterona é responsável por desenvolver as características sexuais masculinas.
Na mulher, o FSH e o LH participam do ciclo menstrual. No organismo feminino a ação hormonal, no que
tange a reprodução, se inicia ainda na vida intrauterina (quando os folículos ovarianos são formados num número
limitado) e se desdobra em eventos complexos a partir da puberdade.
Neste período o estrógeno estimula o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários.

Na foto estão ilustradas as estruturas do sistema reprodutor masculino e feminino.

45
Ciclo menstrual e sua importância
O ciclo menstrual é um processo cíclico. Seu funcionamento é diretamente dependente da secreção alternada de
quatro principais hormônios: estrógeno e progesterona (secretados principalmente nos ovários), Hormônio Luteini-
zante (LH) e Hormônio Folículo Estimulante (FSH).
Este ciclo que dura em média, 28 dias, permite que os gametas femininos amadureçam, cria condições para
que este gameta maduro seja fertilizado e quando fertilizado, os hormônios também criam um ambiente propício
à implantação do embrião no útero, ou seja, deixam a camada do endométrio mais espessa. Caso não ocorra fe-
cundação, esta camada do endométrio será expelida (menstruação).

Métodos anticoncepcionais
§§ Preservativo/camisinha masculina e feminina: agem como barreira física, impede também a trans-
missão de doenças sexualmente transmissíveis (DST);
§§ Pílula anticoncepcional: contém hormônios sintéticos que inibem a ovulação. Não protege contra DST;
§§ Dispositivo intrauterino (DIU): o DIU de cobre funciona como barreira física, impedindo que os esper-
matozoides cheguem ao ovócito. O DIU de mirena também libera hormônios, então além de funcionar como
barreira física, também inibe a ovulação. Não protege contra DST;
§§ Diafragma: funciona como barreira física, pois tampa a entrada da tuba uterina. Não protege contra DST;
§§ Tabelinha/método do calendário: ausência de relações sexuais entre o casal durante o período fértil da
mulher. Método de baixa eficácia, pois o ciclo menstrual não totalmente regulado;
§§ Vasectomia: parte dos ductos deferentes é seccionada, impedindo a passagem dos espermatozoides.
Método irreversível;
§§ Laqueadura das tubas uterinas: as tubas uterinas são costuradas, impedindo que os espermatozoides
atinjam o ovócito. Método irreversível.

Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)


As doenças que são transmitidas através de relações sexuais, são assim passadas para outro indivíduos porque o
patógeno está presente em quantidades consideráveis nas secreções sexuais ou ainda nas regiões íntimas.

Prevenção
Alguns cuidados devem ser tomados para evitar o contágio.
§§ Usar materiais descartáveis ou esterelizados da maneira adequada;
§§ Prevenir-se durante as relações sexuais;
§§ Tomar as vacinas disponíveis, como HPV e Hepatite B;
§§ Exames pré-natais em mulheres grávidas para evitar que o filho seja contagiado;
§§ Controle do sangue utilizado em transfusões pelos órgãos de fiscalização.
46
Doenças
§§ Síndrome da imunodeficiência adquirida (aids): retrovirus (HIV) invade o sistema imune e ataca os
linfócitos T CD4, responsáveis pela defesa do organismo, justificando o fato de a doença ser caracterizada
pela debilitação do sistema imune;

§§ Condiloma acuminado: o papiloma vírus humano (HPV) gera infecções e verrugas na região genital de
homens e mulheres (ataca também o útero). A vacina foi disponibilizada há pouco tempo no Brasil, inclusive
na rede pública, para meninas de 11 a 13 anos;
§§ Herpes genital: causada principalmente pelo herpes-vírus tipo 2 (HSV-2), cuja manifestação dá-se nos
órgãos genitais com o aparecimento de vesículas (bolhas), preenchidas com líquido, que ao romperem,
originam feridas;

§§ Hepatite B: as hepatites C e D também podem ser transmitidas sexualmente, porém a hepatite B é consi-
derada sexualmente transmissível. O quadro pode ser assintomático. Os vírus atacam o fígado e os sintomas
são caracterizados por cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados
(icterícia), urina escura e fezes claras.
§§ Gonorreia: causada pela bactéria Neisseria gonorrheae. Doença caracterizada pela presença de secreção
purulenta (corrimento) na uretra masculina ou feminina (vagina);
47
§§ Sífilis: doença bacteriana, causada pela bactéria Treponema pallidum. A evolução da doença pode ser di-
vidida em três estágios: no primeiro deles, “cancro duro” cerca de um mês após a contaminação, aparecem
nos órgãos genitais lesão ulcerosa. O segundo estágio, com manifestação algum tempo após o cancro duro,
inclui, dentre outros sintomas, o aparecimento de lesões cutâneas e mucosas; e no terceiro, estão incluídas
lesões que se espalham por diversos locais do organismo, dentre eles no sistema nervoso central, resultando
em provável cegueira, em paralisia geral ou até mesmo em morte.
§§ Cancro mole: doença bacteriana causada pela Haemophilus ducreyi, o quadro inicial é caracterizado por
pequenas lesões nos órgãos genitais e, mais tardiamente, podem rapidamente evoluir para dolorosas feridas
cuja consistência na base é mole – daí a denominação cancro mole;
§§ Tricomoníase: o causador é o protozoário Trichomonas vaginalis. Além de ser transmitida por relações se-
xuais e de mãe para filho, a doença também pode ser transmitida pelo uso comum de instalações sanitárias,
toalhas ou roupas de cama contaminadas. Nos homens, o parasita geralmente infecta a uretra e a bexiga
urinária, e embora na maioria dos casos essa infecção seja assintomática, ela pode provocar corrimento
uretral e dores ao urinar; e nas mulheres, pode ocorrer inflamação na vagina, com produção de secreção
(amarelo-esverdeada de odor fétido), bem como dores ao urinar.

48
U.T.I - Sala
1. (Uel) Além do transporte de gases, a circulação sanguínea transporta outros solutos, calor e nu-
trientes. Cada classe de vertebrados tem um tipo muito uniforme de circulação, mas as diferenças
entre as classes são substanciais, principalmente quando se comparam os vertebrados aquáticos
com os terrestres.
As figuras a seguir representam dois tipos de circulação sanguínea observados em vertebrados. A
letra V representa os ventrículos e a letra A representa os átrios. As setas indicam a direção do
fluxo sanguíneo.
Organismo X Organismo Y
1 2

A A
V
Aorta
A V V
Aorta

Capilares que irrigam órgãos e tecidos corporais


(Adaptado de: <http://wikiciencias.casadasciencia.org/wiki/
index.php/Sistemas_de_Transporte_nos_Animais>,
Acesso em: 31 jul. 2015.)

Com base na figura e nos conhecimentos sobre circulação sanguínea, responda aos itens a seguir.
a) Que órgãos são representados pelos números 1 e 2?
Cite uma classe animal à qual pode pertencer o organismo X e outra à qual pode pertencer o organismo Y.
b) Que vantagens apresenta a circulação dupla completa, no organismo Y, em relação à circulação encon-
trada no organismo X?

2. (Usf) Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são as princi-
pais causas mundiais de morte. No Brasil, 300 mil pessoas morrem anualmente, ou seja, um óbito
a cada dois minutos é causado por esse tipo de enfermidade.
Embora fatores não modificáveis, como predisposição genética, contribuam para a ocorrência de
tais doenças, para o cardiologista Leonardo Spencer, do Hospital do Coração do Brasil, em Brasília,
essas estatísticas podem ser explicadas principalmente pelos maus hábitos de vida da população.
“Alimentação não balanceada, rica em gordura saturada, aliada ao sedentarismo, ao sobrepeso, à
hipertensão, ao diabetes e ao tabagismo, por exemplo, aumenta consideravelmente o risco de o
indivíduo ter um problema cardíaco no futuro”.
Várias enfermidades estão no guarda-chuva das doenças cardiovasculares. O dr. Leonardo Spencer
enumera as 4 que mais levam a óbito no Brasil: infarto agudo do miocárdio, doença vascular peri-
férica, acidente vascular cerebral e morte súbita.
Disponível em: <http://coracaoalerta.com.br/fique-alerta/4-doencas-cardiovasculares-
que-mais-matam-pais-2/>. Acesso em: 02/10/2015, às 09h35min.

a) Como uma pessoa que apresenta predisposição genética às doenças cardiovasculares pode adotar me-
didas profiláticas contra esses males?
b) O modo de vida atual nas grandes cidades leva as pessoas a consumirem cada vez mais alimentos in-
dustrializados ricos em sódio e gordura. Cite as consequências para a saúde humana de uma dieta com
estes compostos.
c) No esquema que segue sobre o coração, identifique os vasos numerados de 1 a 5, informando o tipo de
sangue que circula pelo vaso indicado.

3 4 5
2

AD AE

VD VE
1

49
3. (Ufu) “Em aves que voam pouco, como galinhas e perus, os músculos peitorais, que movimentam
as asas, são formados principalmente por fibras brancas. Em aves migratórias acontece o contrário:
os músculos peitorais são formados predominantemente por fibras vermelhas”.
Adaptado de LOPES, Sônia. São Paulo: Saraiva, 2003. p. 393. v. 1.

De acordo com a descrição acima, faça o que se pede.


a) Estabeleça diferenças fisiológicas e morfológicas entre fibras musculares brancas e vermelhas.
b) Determine as principais formas de obtenção de energia pelas fibras musculares vermelhas e brancas
durante a atividade contrátil.

4. (Fmj) O sistema nervoso é formado por bilhões de neurônios, que possibilitam a condução do
impulso nervoso em um único sentido. Cada neurônio é constituído por três regiões específicas,
sendo que apenas uma delas é envolvida pelo estrato mielínico (bainha de mielina).
a) Cite as três regiões do neurônio que permitem a propagação do impulso nervoso num sentido único.
Qual é a vantagem da presença do estrato mielínico na condução do impulso nervoso?
b) Explique como um neurônio consegue “se comunicar” com outro neurônio sem ter contato físico.

5. (Ufpr) A figura 1 apresenta um esquema da organização do sistema nervoso autônomo e a figura


2 um esquema da sinapse entre o axônio de um neurônio motor e uma fibra muscular estriada
esquelética (junção neuromuscular).

FIGURA 1 FIGURA 2

Neurônio pré-ganglionar Neurônio pós-ganglionar Neurotransmissor 1


simpático Neurônio motor
simpático somático Neurotransmissor 3

Neurônio pós-ganglionar Neurotransmissor 2 Fibra muscular


Neurônio pré-ganglionar esquelética
parassimpático parassimpático

a) Nomeie os neurotransmissores 1, 2 e 3.
b) Qual é o efeito do neurotransmissor 3 sobre fibras musculares estriadas cardíacas?
c) Qual é o efeito do neurotransmissor 1 sobre fibras musculares estriadas cardíacas?

6. (Udesc) Os Jogos Paraolímpicos representam uma questão de superação de desafios e preconcei-


tos. Participam dessas competições atletas com deficiências físicas congênitas, como síndromes,
malformação ou lesões adquiridas de forma definitiva. Uma dessas deficiências é a visual que pode
surgir a partir do deslocamento da retina e do comprometimento do cristalino (catarata que em
situações graves leva à cegueira).
Pergunta-se:
a) Qual a diferença entre síndrome e malformação congênita?
b) Qual a função da retina e do cristalino na visão?

50
U.T.I. - E.O.
1. (Unicid – Medicina) A figura representa um modelo artificial para demonstrar como ocorrem os
movimentos respiratórios no ser humano.
Uma garrafa tem seu fundo cortado e substituído por uma borracha, no interior dela há uma bexi-
ga amarrada em um tubo oco que atravessa uma rolha acoplada à boca da garrafa.

a) A bexiga interna e a borracha do fundo da garrafa representam no experimento, respectivamente,


quais órgãos do sistema respiratório?
b) A inspiração e expiração são controladas pelo bulbo. Qual o principal estímulo que faz com que o
bulbo aumente a frequência respiratória? Indique como fica a pressão interna nos pulmões durante a
expiração.

2. (Uerj) Os mergulhadores de profundidade rasa, ou seja, de menos de 7m, com o objetivo de


aumentar o tempo de permanência em apneia sob a água, realizam a manobra conhecida como
hiperventilação: inspirar rapidamente, várias vezes, a fim de remover da corrente sanguínea uma
quantidade de CO2 maior do que o organismo é capaz de produzir. No entanto, como a concentração
de CO2 é responsável por produzir a necessidade de respirar, essa mesma manobra pode, também,
provocar desmaios sob a água, com risco de morte para o mergulhador que a pratica. Observe nos
gráficos as diferentes concentrações de O2 e CO2 em duas situações de mergulho.

mergulho normal mergulho após hiperventilação


respiração mergulho respiração normal hiper- mergulho
normal necessidade ventilação
limite de O2 necessidade
urgente atingido; urgente
de respirar ocorre desmaio de respirar

limite de O2 para ocorrência de desmaio ______ nível de O2


zona de desmaio por falta de O2
limite de CO2 para disparo da respiração ______ nível de CO2

Indique a principal estrutura do sistema nervoso central envolvida no controle involuntário da


respiração e, também, a principal alteração do sangue detectada por essa estrutura.
Em seguida, com base nos gráficos, explique por que, ao realizarem a hiperventilação, esses mer-
gulhadores podem sofrer desmaios.
51
3. (Unesp) Considere os seguintes exemplos de orientação e comunicação em diferentes grupos de
animais.
I. Os machos de vagalumes, ativos durante a noite, são capazes de localizar suas fêmeas pousadas
na vegetação por meio de flashes de luz emitidos por elas.
II. Machos da mariposa do bicho-da-seda podem perceber a presença de uma fêmea que esteja
emitindo feromônios a alguns quilômetros de distância e se orientar até ela.
III. Peixes são capazes de perceber a aproximação de outro organismo pelas vibrações que estes
provocam no meio.
IV. Cascavéis, também ativas durante a noite, possuem órgãos sensoriais altamente sensíveis ao
calor emitido por um organismo endotérmico.
V. Cascavéis projetam constantemente sua língua para fora e para dentro da boca. A língua entra
em contato com um órgão situado no teto da boca e o animal obtém então informações sobre o
ambiente.
a) Identifique em cada exemplo se o estímulo percebido pelos diferentes animais, para sua orientação e
comunicação, é de natureza física ou química.
b) Que órgãos são responsáveis pela percepção do estímulo nos exemplos II, III e IV, respectivamente?
Identifique pelo menos dois casos entre os cinco exemplos citados em que a percepção do estímulo
pode estar relacionada com a captura de presas.

4. (Uninove – Medicina) A figura mostra uma representação do coração humano.

Y
a) Qual a importância da estrutura apontada pela seta Y? Qual cavidade cardíaca recebe sangue prove-
niente dos pulmões, por meio das veias pulmonares?
b) Qual o nome da estrutura apontada pela seta X? Explique qual a sua importância para o metabolismo
humano.

5. (Fac. Santa Marcelina – Medicina) O sangue humano é formado pelo plasma, que contém água, ga-
ses, excretas, proteínas, e pelos elementos figurados, tais como eritrócitos, leucócitos e plaquetas.
a) Além dos componentes citados do plasma, há um monossacarídeo que quando em excesso, pode ser
um indicativo de diabetes. Qual é esse monossacarídeo? Qual é a importância desse monossacarídeo
para o metabolismo celular?
b) Dos elementos figurados, qual deles realiza a diapedese? Explique como esse processo ocorre.

6. (Unisa – Medicina) Os eritrócitos ou hemácias são as células que estão em maior quantidade no
sangue de um homem saudável. São anucleadas e ricas em hemoglobina.
a) Em qual tecido de um homem adulto os eritrócitos são produzidos? Cite um órgão em que os eritrócitos
adultos são destruídos.
b) Baixa quantidade de eritrócitos no sangue ou deficiências nas moléculas de hemoglobina podem de-
sencadear quadros anêmicos. Explique por que as pessoas anêmicas ficam frequentemente cansadas.

52
7. (Ufg) A Figura I corresponde a uma etapa da ação da vitamina K no processo de coagulação san-
guínea, enquanto a Figura II mostra o efeito da interação entre derivados da cumarina, classe de
medicamentos anticoagulantes orais, e da vitamina K.

Figura I O2 CO2
carboxilação
Protrombina Trombina + Ca2+

coagulação
sanguínea

2.3 - epoxi-redutase da vitamina K


Vitamina K ativa Vitamina K inativa
(vit. K-H2) (vit. K-O)

Figura II
50
redutase da vitamina K (%)
Bloqueio da 2,3-epoxi-

derivados da cumarina
derivados da cumarina na
presença de vitamina k

quantidade de derivados da cumarina

Considerando o exposto e a análise das figuras, explique:


a) a ação da enzima 2,3-epoxi-redutase da vitamina K e sua importância no processo de coagulação san-
guínea;
b) o porquê da recomendação terapêutica para a diminuição do consumo de alimentos ricos em vitamina
K em um indivíduo que está fazendo uso de derivados da cumarina.

8. (Uftm) A tabela mostra os resultados dos exames de sangue de três estudantes da UFTM.

Conteúdo sanguíneo Valores de referência Carlos Sérgio Camila


glóbulos vermelhos 3,9 – 5,6 milhões/mm 3
4,2 3,5 5,0
leucócitos 3,8 – 11,0 mil/mm3 12,0 5,8 6,7
plaquetas 150 – 450 mil/mm3 230 350 50

Em relação aos resultados, responda:


a) Qual estudante pode apresentar quadros hemorrágicos e qual pode desenvolver uma possível infecção,
respectivamente?
b) Qual deles pode estar anêmico? Explique por que pessoas com anemia normalmente apresentam um
quadro de cansaço físico.

9. (Udesc) As complicações cardiovasculares resultam de fatores genéticos, do envelhecimento que


provoca a constrição de vasos sanguíneos (artérias e veias), do sedentarismo, de maus hábitos
alimentares e de drogas sociais, que provocam, como por exemplo, a arteriosclerose. Como conse-
quência dessas complicações cardiovasculares, na maioria das vezes, ocorre a alteração na pressão
arterial e na frequência dos batimentos cardíacos.
Pergunta-se:
a) O que é arteriosclerose?
b) Qual a pressão arterial de uma pessoa jovem, normal, e quantos batimentos cardíacos por minuto tem
em média?
c) Qual a diferença entre veias e artérias quanto às características histológicas?

53
10. (Uerj) Cientistas produzem primeiro hambúrguer de laboratório
O primeiro hambúrguer totalmente cultivado em laboratório foi preparado e degustado durante
uma entrevista coletiva em Londres. Cientistas transformaram células-tronco de uma vaca em
fibras musculares esqueléticas, em quantidade suficiente para preparar um hambúrguer de 140
gramas. Os pesquisadores disseram que a tecnologia poderia ser uma forma ecologicamente sus-
tentável de atender à demanda crescente por carne no planeta, pois sua produção gasta 45%
menos energia, emite 96% menos gás metano e gasta 99% menos hectares de terra para a mesma
quantidade de carne convencional.
Adaptado de O Globo, 06/08/2013.

Nomeie as duas proteínas mais abundantes das fibras musculares, responsáveis por sua contração.
Explique, ainda, a relação entre a expansão mundial dos rebanhos de bovinos e o aumento do
efeito estufa.

11. (Unicamp) “Ciência ajuda natação a evoluir”


Com esse título, uma reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” sobre os jogos olímpicos
(18/09/00) informa que: “Os técnicos brasileiros cobiçam a estrutura dos australianos: a comissão
médica tem 6 fisioterapeutas, nenhum atleta deixa a piscina sem levar um furo na orelha para o
teste do lactato e a Olimpíada virou um laboratório para estudos biomecânicos - tudo o que é fil-
mado em baixo da água vira análise de movimento”.
a) O teste utilizado avalia a quantidade de ácido láctico nos atletas após um período de exercícios. Por
que se forma o ácido láctico após exercício intenso?
b) O movimento é a principal função do músculo estriado esquelético. Explique o mecanismo de contra-
ção da fibra muscular estriada.

12. (Uerj) Observe nas ilustrações dois tipos de néfrons: o néfron cortical, com alça néfrica ou alça de
Henle, curta; o néfron justamedular, com alça néfrica longa.

Suponha três vertebrados adultos hipotéticos, X, Y e Z, caracterizados pelos seguintes tipos de né-
frons: X, apenas néfrons corticais; Y, apenas néfrons justamedulares; Z, apenas néfrons de outro
tipo, sem alça néfrica.
Com base apenas nessa característica, aponte o vertebrado mais adaptado para a vida em um am-
biente terrestre com pouca água. Justifique sua resposta a partir da função desempenhada pela
alça néfrica.
Considerando os três principais tipos de excretas nitrogenados, nomeie aquele mais adequado a
ambientes muito secos. Cite, ainda, uma das propriedades desse excreta que justifique sua escolha.

54
13. (Uema) A maior parte do axônio é envolvida Considerando a hipótese de o modelo des-
por uma camada de natureza lipídica chama- crito ser bem-sucedido e aceito sem rejeição
da de bainha mielínica que funciona como pelo organismo humano, no caso de implan-
isolante elétrico, aumentando a velocidade te, descreva a função a ser desempenhada
de condução do impulso nervoso. Algumas pelo rim artificial, em cada uma das etapas
doenças, como, por exemplo, a síndrome de descritas.
Guillain-Barré, têm origem na destruição da
bainha de mielina com perda gradual da ati-
vidade motora. 16. (Uerj) A amônia é produzida pelos organis-
Fonte: LINHARES, Sergio; GEWANDJNAJDER, mos vivos, especialmente durante o catabo-
Fernando. Biologia hoje. São Paulo: Ática, 2011. lismo dos aminoácidos. Por ser muito tóxica,
Explique como a destruição da bainha de alguns vertebrados a incorporam, antes da
mielina afeta a atividade muscular. excreção, como ácido úrico ou como ureia.
Cite um vertebrado que excreta diretamente
14. (Uema) Nossos sentidos funcionam em de- amônia e identifique o principal órgão ex-
terminadas regiões do nosso corpo a partir cretor dessa substância. Aponte, também,
de estímulos que recebemos do meio am- uma vantagem de adaptação ambiental rela-
biente. Eles são baseados em “sensores” tiva às aves e outra relativa aos répteis, por
muito sofisticados que foram desenvolvidos excretarem ácido úrico, substância pouco so-
ao longo de milhões de anos, fruto da evo- lúvel em água.
lução. Cada um deles foi se transformando
devido aos estímulos do meio ambiente, fa-
vorecendo as configurações mais adaptadas 17. (Uerj) Todas as células do organismo hu-
aos desafios impostos pelo meio. Costuma-se mano possuem uma diferença de potencial
ter muita confiança no que os nossos senti- elétrico entre as faces interna e externa da
dos nos transmitem. Em particular, a visão membrana plasmática. Nas células nervosas,
é um dos que consideramos mais confiáveis. essa diferença é denominada potencial de
Quando vemos alguma coisa, ficamos mais repouso, pois um estímulo é capaz de de-
seguros sobre aquilo a que se refere. sencadear uma fase de despolarização se-
OLIVEIRA, Adilson de. Física sem mistério: um olhar guida de outra de repolarização; após isso,
para além dos sentidos. 2010. Disponível em: <http:// a situação de repouso se restabelece. A al-
cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio/um-
olhar-para-alem-dos-sentidos>. Acesso em: 20 out. 2013. teração de polaridade na membrana dessas
células é chamada de potencial de ação que,
a) A visão funciona de maneira extremamente repetindo-se ao longo dos axônios, forma o
sofisticada. Nossos olhos se ajustaram para mecanismo responsável pela propagação do
captar uma faixa de a porque grande parte impulso nervoso.
da luz do Sol que chega até nós está dentro
dessa faixa de comprimento de onda. A par- O gráfico a seguir mostra a formação do po-
tir dessas informações, explique o funciona- tencial de ação.
mento dos nossos sensores visuais.
milivolts

b) Por que motivo, quando sofremos algum aba-


lo na cabeça, ou temos, por exemplo, uma
crise de enxaqueca, as imagens que vemos 0
aparecem distorcidas? tempo
(milissegundos)

15. (Ufg) Leia a notícia a seguir. -70

RIM ARTIFICIAL IMPLANTÁVEL PROMETE


ACABAR COM DIÁLISE estímulo
Pesquisadores da Universidade da Califórnia,
nos Estados Unidos, apresentaram o modelo
Descreva as alterações iônicas ocorridas no
de um aparelho que poderá se tornar o pri-
local do estímulo responsáveis pelos pro-
meiro rim artificial implantável. Este apare-
lho replica as funções de um rim humano em cessos de despolarização e repolarização da
duas etapas. Na primeira, milhares de filtros membrana dos neurônios.
microscópicos mimetizam o glomérulo e, na
segunda, um conjunto de células tubulares 18. (Unicamp) Na tabela a seguir são apresen-
mimetizam os túbulos renais. tados os resultados das análises realizadas
Disponível em: <http://www.inovacaotecnologica.
com.br/noticias/noticia.php?artigo=rim-artificial- para identificar as substâncias excretadas
implantavel>. Acesso em: 6 nov. 2010. [Adaptado] por girinos, sapos e pombos.
55
Amostras \ Quantidade Amônia Ureia Ácido
Substâncias excretadas de água úrico
1 grande + - -
2 pequeno - - +
3 grande - + -

a) Identifique, na tabela, qual amostra corresponde às substâncias excretadas por pombos. Explique a
vantagem desse tipo de excreção para as aves.
b) Identifique, na tabela, qual amostra corresponde às substâncias excretadas por girinos e qual cor-
responde às dos sapos. Explique a relação entre o tipo de substância excretada por esses animais e o
ambiente em que vivem.

19. (Ufg) Os rins mantêm o equilíbrio hídrico no corpo por meio da regulação da quantidade e dos
componentes do líquido dentro e fora das células. Quaisquer distúrbios dos canais de água nos
néfrons, ou do hormônio antidiurético (ADH), podem levar a doenças, como a desidratação.
O gráfico a seguir representa duas situações diferentes, em que as duas curvas se sobrepõem até
a metade da porção D do néfron.

Curva 1
Osmolaridade tubular. mOsm/L

1200 Curva 2

900

600

300

A B C D E

Distância ao longo do néfron

Com base nas informações anteriores:


a) explique qual curva poderia representar uma pessoa com desidratação;
b) quais são as partes do néfron onde o ADH atua?

20. (Uerj) Foram utilizados, em um experimento, dois salmões, X e Y, de mesmo sexo, peso e idade.
O salmão X foi aclimatado em um aquário contendo água do mar, e o salmão Y, em um aquário
similar com água doce. As demais condições ambientais nos dois aquários foram mantidas iguais
e constantes.
Observe, no gráfico a seguir, os resultados das medidas, nesses peixes, de dois parâmetros em re-
lação ao íon Na+: taxa de absorção intestinal e taxa de excreção pelo tecido branquial.

Considerando o exposto, explique:


56
a) as diferenças encontradas entre os peixes por uma alteração do sistema cardiovascular
nos valores dos parâmetros medidos e iden- resultante de respostas endócrinas e nervo-
tifique o tipo de aclimatação que correspon- sas. Qual é a alteração cardiovascular mais
de aos pontos 1 e 2 do gráfico; comum nesse caso? Que fator endócrino é o
b) a atuação do rim no processo de controle hí- responsável por essa alteração?
drico de salmões adaptados em água do mar
e em água doce.

21. (Ufg) Um estudante da área biológica foi so-


licitado a apresentar argumentos teóricos
para o fato de determinados peixes viverem
normalmente em oceanos, enquanto um
náufrago (homem) pode apresentar grave
desidratação se ingerir a água salgada. Com
relação a esse tema:
a) Forneça um hormônio que participa do con-
trole do volume hídrico no ser humano e
descreva o seu mecanismo de ação.
b) Descreva duas diferenças entre os mecanis-
mos responsáveis pelo equilíbrio hídrico nos
peixes marinhos e no homem.

22. (Unicamp) ‘Os ouvidos não têm pálpebras’.


A frase do poeta e escritor Décio Pignatari
mostra que não podemos nos proteger dos
sons desconfortáveis fechando os ouvidos,
como fazemos naturalmente com os olhos. O
ruído excessivo, que atinge o auge em con-
certos de rock, causa problemas auditivos.
Nesses concertos, cerca de 120 decibéis são
transmitidos durante mais de duas horas
seguidas, quando, de acordo com recomen-
dações médicas, deveriam ser limitados a 3
minutos e 45 segundos. Quem ouve música
alta, em fones de ouvido, também está su-
jeito a danos graves e irreversíveis, já que,
uma vez lesadas, as células do ouvido não se
regeneram.
(Adaptado de “Época”, 10 de agosto de 1998).

a) O ouvido é constituído por três partes. Quais


são essas partes? Em qual delas estão as cé-
lulas lesadas pelo excesso de ruído?
b) Indique a função de cada uma das três par-
tes na audição.

24. (Unicamp) O locutor, ao narrar uma partida


de futebol, faz com que o torcedor se alegre
ou se desaponte com as informações que re-
cebe sobre os gols feitos ou perdidos na par-
tida. As reações que o torcedor apresenta ao
ouvir as jogadas são geradas pela integração
dos sistemas nervoso e endócrino.
a) A vibração do torcedor ao ouvir um gol é
resultado da chegada dessa informação no
cérebro através da interação entre os neurô-
nios. Como se transmite a informação atra-
vés de dois neurônios?
b) A raiva do torcedor, quando o time adversário
marca um gol, muitas vezes é acompanhada
57
U.T.I. - 5, 6 e 7

Biologia 3
Expressão gênica
§§ Controle espacial: em Drosophila melanogaster, experimentos mostraram resultados interessantes, que
diferentes proteínas são expressas em regiões específicas do embrião; e ainda que diferentes genes, que
darão origem a distintas estruturas nos adultos, são ativados em cada local do ovo.
§§ Controle temporal: assim como há particularidade em relação aos genes acionados em cada localida-
de no embrião, outros são acionados em tempos diferentes do desenvolvimento.
§§ Controle ambiental: os organismos precisam responder rapidamente a alterações no ambiente. A
indução gênica ocorre quando condições externas acionam genes. Respostas a luz e calor são dois tipos de
indução bem conhecidos.

Controle transcricional da expressão gênica


Gene

Região Região Região


promotora codificadora terminal
5’

3’
Região de ínicio Região terminal
da transcrição de transcrição

A coordenação da transcrição é controlada por uma série de fatores que incluem:


1. Acessibilidade do DNA. Os genes são mantidos desligados de duas maneiras diferentes: empacotamento e
ação de repressores.
2. Regulação por outros genes. Há aqueles que agem aumentando as taxas de transcrição; os que atuam
diminuindo-as; e aqueles que agem na coordenação do processo.
3. Sinais enviados aos genes por outras células na forma de hormônios. Hormônios são substâncias que agem
aumentando as taxas de transcrição ou atuam diminuindo-as.

Controle gênico posterior à transcrição


a) Splice do RNA – O mRNA de eucariotos contém éxons, sequências de nucleotídeos codificantes e
íntrons, sequências de nucleotídeos não codificantes e que se encontram entre os éxons.
b) Silenciamento do mRNA – após a transcrição, os genes podem ser regulados através do silenciamen-
to do mRNA, que significa impedir a sua tradução.
c) Data de validade dos mRNA – deste momento em diante, inicia-se a destruição do mRNA, já que
as enzimas do citoplasma começam a atacá-lo assim que ele chega. Logo, os mRNA têm tempo de vida
relativamente curtos.

Controle gênico na tradução


a) Local da tradução: a tradução de determinados genes só ocorre em alguns locais do citoplasma.
b) Modificações que ocorrem durante a tradução: alguns genes são limitados por determinadas
condições que evitam que a tradução aconteça.
59
Alelos múltiplos

Apesar de mais de dois alelos serem responsáveis pela determinação de dado caráter, é preciso lembrar que um

indivíduo, na ausência de mutações, apresenta, em suas células diploides, somente um par de alelos para a expres-

são dessa característica. São clássicos os exemplos de polialelia na determinação da cor da pelagem em coelhos,

além da já citada determinação do sistema ABO em humanos.

Relembrando, genes alelos são os que atuam na determinação de um mesmo caráter e estão presentes nos

mesmos loci em cromossomos homólogos.

Cor da pelagem em coelhos: os quatro fenótipos devem-se a quatro genes diferentes: C (aguti), cch (chin-

chila), ch (himalaia) ca (albino) que apresentam relação de dominância entre si, que pode ser assim representada:

C > cch > ch > ca.

Sistema ABO
Determinação dos grupos sanguíneos - sistema ABO
Após diversos estudos nessa área, foram classificados quatro tipos sanguíneos (fenótipos). São eles: A, B, AB e

O. Foram assim caracterizados de acordo com a presença ou não de tipos de glicoproteínas, denominadas agluti-

nogênios, na superfície das hemácias.

As aglutininas do sistema ABO, são anticorpos, presentes em condições naturais no organismo humano,

logo, não é necessário contato com antígenos (aglutinogênios) para que sejam produzidas.
60
Tipos sanguíneos do sistema ABO. Os aglutinogênios estão na membrana das hemácias.

A herança dos grupos sanguíneos no sistema ABO


Fenótipos Genótipos
A |A|A,|Ai
B |B|B,|Ai
AB |A|B
O ii

Grupo O

Soro anti-B Soro anti-A

Grupo A

Soro anti-B Soro anti-A

Grupo B

Soro anti-B Soro anti-A

Grupo AB

Soro anti-B Soro anti-A

61
Fenótipo Bombaim
Os antígenos A e B presentes nas hemácias dos indivíduos dos grupos sanguíneos A, B e AB são sintetizados devido
a uma enzima que transforma uma substância precursora em antígeno H (este virará antígeno A ou B) que, por
sua vez, é produzido devido à expressão de um gene dominante H. Com os genótipos HH ou Hh, um indivíduo IAi
produzirá o antígeno A, do grupo A, portanto; caso ele seja IBi, fabricará o antígeno B e será do grupo B; se for IA
IB, sintetizará os dois antígenos e será do grupo AB; e se caso tenha genotipo ii, pertencerá ao grupo O. Por outro
lado, o sangue de pessoas com genótipo hh não terá o antígeno H, razão pela qual não fabricará os antígenos
A e B, mesmo tendo o genótipo para produzi-lo. Logo, um genótipo IBi hh será classificado como grupo O e não
como grupo B, como seria geneticamente classificado. Esse é o fenótipo Bombaim, descoberto na cidade de mesmo
nome.

Fator Rh e imunologia básica


A herança do sistema Rh
Genótipos Fenótipos
RR, Rr Rh+
rr Rh-

Ao contrário do que ocorre no grupo ABO, os anticorpos anti-Rh não são naturais, isto é, a produção deles deve ser
decorrente de uma sensibilidade prévia.

Eritroblastose fetal
A doença hemolítica do recém-nascido, também chamada de eritroblastose fetal, ocorre em crianças Rh+ filhas
de mães Rh–. Na eritroblastose fetal, a criança é sempre heterozigota (Rr), o gene r é herdado da mãe (rr) e o R é
proveniente do pai (RR ou Rr).
Na eritroblastose fetal, a criança é sempre heterozigota (Rr), o gene r é herdado da mãe (rr) e o R é pro-
veniente do pai (RR ou Rr). De modo geral, a eritroblastose é constatada a partir da segunda gestação de mães
Rh–. Regularmente, nas trocas sanguíneas entre mãe e feto, verifica-se apenas a passagem de anticorpos e outras
substâncias: nutrientes, O2, CO2 etc. As células não conseguem cruzar a barreira placentária. No entanto, proxima-
mente ao fim da gravidez, é comum a ocorrência de algumas rupturas placentárias, que favorecem a passagem de
sangue do feto para a mãe.
Fenótipos Fator Rh nas hemácias Anti-Rh
Rh+
Sim Não
Rh- Não Após sensibilização

O sistema MN de grupos sanguíneos


Dois outros antígenos, denominados M e N, foram encontrados na superfície das hemácias humanas. Nesse siste-
ma, há três grupos: M, N e MN.

Fenótipos Genótipos
M LM LM
N LN LN
MN LM LN

62
Os sistemas ABO, Rh e MN são independentes. Portanto, uma mesma pessoa jamais pertence ao grupo
sanguíneo A ou Rh+ ou M. O correto seria dizer que o indivíduo pertence ao grupo sanguíneo A, Rh+ e MN, assim
como outro pertence ao grupo B; Rh– e N, e assim por diante.

Transfusões no sistema MN
A produção de anticorpos anti-M ou anti-N ocorre após sensibilização, como acontece com o sistema Rh. Portanto,
não haverá reação de incompatibilidade se uma pessoa que pertencer ao grupo M, por exemplo, receber sangue
tipo N, a não ser que ela esteja sensibilizada por transfusão anterior.

A defesa do organismo
Podemos chamar de antígeno qualquer agente infeccioso ou substância capaz de ser reconhecida pelo sistema
imune. O sistema imunológico deve inativar e eliminar os antígenos estranhos impedindo o desenvolvimento de
processos alérgicos, inflamatórios ou infecciosos.
Os mecanismos de defesa imunológicos podem ser classificados em:
§§ Mecanismo inespecífico, o qual não faz distinção do antígeno (corpo estranho). Inclui primeira linha de
defesa, a qual é externa, formada pela pele e pelas membranas mucosas do sistema digestório, respiratório
e urogenital. A segunda linha de defesa, as barreiras internas inespecíficas, caracteriza-se por substâncias
químicas e células que destróem qualquer antígeno.
§§ Mecanismo específico, no qual as respostas imunológicas são discriminadas, ou seja, específicas para cada
agente infeccioso. Esse mecanismo constitui a terceira linha de defesa e envolve a participação dos órgãos-
linfoides (baço, timo, linfonodos e tonsilas).
As respostas de defesa podem ser classificadas em respostas inatas (primeira e segunda linha de defesa) e
adaptativas (terceira linha de defesa).

Órgão e células do sistema imune


Barreiras internas de defesa
As barreiras internas de defesa são formadas por um conjunto de órgãos, células e substâncias produzidas por
células específicas com a função de eliminar qualquer agente estranho.
A medula óssea e o timo são denominados órgãos linfóides primários ou geradores, pois são responsáveis
pela produção e/ou maturação de linfócitos; enquanto os linfonodos, baço e tecidos linfoides são denominados
órgãos linfoides secundários ou periféricos, pois são responsáveis por armazenar células linfoides.

A resposta inflamatória
A resposta inflamatória é iniciada após lesão no tecido com consequente ativação de células endoteliais presentes
nas paredes dos vasos sanguíneos.
Os efeitos vasculares observados após estimulação das moléculas pró-inflamatórias são aumento da per-
meabilidade vascular, vasodilatação, eritema, edema e dor, conjunto de alterações conhecido como inflamação.
Caso a resposta inflamatória não seja eficaz na contenção da infecção, o sistema imune passa a depender
de mecanismos mais específicos e sofisticados, dos quais tomam parte vários tipos celulares, o que chamamos de
resposta imune adaptativa ou adquirida.
63
A resposta imune adaptativa ou adquirida
é mais complexa e eficaz

Estas células são responsáveis por discriminar pequenas diferenças entre os antígenos estranhos presentes na
natureza e montar respostas de defesa mais eficazes do que aquelas realizadas pelo sistema imune inato. Existem
três grandes subpopulações de linfócitos: linfócito B (LB), linfócito (LT) e células matadoras naturais (células NK).
Exceto as células NK que participam da resposta inata, os LB e LT são células da resposta imune adaptativa. Os
LB são as únicas células produtoras de anticorpos ou imunoglobulinas (Ig) enquanto os LT são divididos em duas
subpopulações celulares, os LT auxiliares (LTa) ou T CD4 e os LT citotóxicos (LTc) ou T CD8.

As propriedades da resposta adaptativa


1. Especificidade
2. Memória

A vantagem das respostas imunes com memória é permitir que a próxima resposta de defesa seja mais rápida e
mais intensa, garantindo uma eliminação do antígeno estranho antes que ele prolifere causando infecção e os
sinais e sintomas característicos da doença. Observe o gráfico abaixo:

Quantidade de
anticorpos Resposta imune
secundária

Resposta
imune primária

Dias
Antígeno 7 14 Segunda dose 7 14
injetado do antígeno

Gráfico mostrando a diferença de tempo entre as respostas primária e secundária

Fases da resposta imune adaptativa


Nessa resposta específica atuam os macrófagos e linfócitos.
§§ Macrófagos: são células especializadas em fagocitar os agentes estranhos e se tornam células apresen-
tadoras de antígenos.
§§ Linfócitos T: o linfócito T CD4 ativa o linfócito B, após o reconhecimento dos antígenos apresentados pelos
macrófagos; enquanto o linfócito T CD8, atua destruindo as células já invadidas pelo agente estranho.
§§ Linfócitos B: depois de ativados pelo linfócito T os linfócitos B se multiplicam rapidamente, se diferenciam
em plasmócitos e são capazes de produzir anticorpos.
64
Segunda lei de Mendel

Os experimentos de Mendel sobre di-hibridismo


Na segunda lei de Mendel ou lei da segregação independente, são analisadas duas ou mais características con-
comitantemente. A lei pode ser assim explicada: quando da formação de gametas os genes alelos localizados em
diferentes cromossomos (cromossomos não homólogos) separam-se independentemente.
No experimento ele cruzou uma planta produtora de sementes amarelas e lisas, homozigota para as duas
características, com outra, duplo-homozigota, produtora de sementes verdes e rugosas. Em F1 surgiram plantas
di-hibridas ou duplo heterozigotas produtoras de sementes amarelas e lisas, ambas determinadas por alelos do-
minantes.
No próximo passo realizar a autofecundação dessas plantas, resultando numa geração F2 que apresentou
quatro diferentes fenótipos, na proporção aproximada de 9: 3: 3: 1.


VR Vr vR vr

VVRR VVRr VvRR VvRr
Amarela/lisa Amarela/lisa Amarela/lisa Amarela/lisa
VR

VVRr VVrr VvRr Vvrr


Amarela/lisa Amarela/rugosa Amarela/lisa Amarela/rugosa
Vr

VvRR VvRr vvRR vvRr


Amarela/lisa Amarela/lisa Verde/lisa Verde/lisa
vR

VvRr Vvrr vvRr vvrr


Amarela/lisa Amarela/rugosa Verde/lisa Verde/rugosa
vr

Segregação independente e poli-hibridismo


Suponha a constituição genética de indivíduos hipotéticos e vamos descobrir a quantidade de gametas tipos de
gametas por eles produzidos. Para tal pode-se recorrer à fórmula 2n, da qual n representa o número de pares de
heterozigotos existentes no genótipo

Indivíduos Constituição genética 2n nº de tipos


1 aabbcc 20 1
2 AABBCC 20 1
3 Aabbcc 21 2
4 AaBbcc 22 4
5 AaBcCc 23 8

65
Linkage e mapas cromossômicos
Cada cromossomo, na verdade, há muitos genes que atuam na expressão de diferentes características. A essa con-
dição deu-se o nome de linkage, ou genes ligados. Sabe-se que os genes ligados ao mesmo cromossomo
são encaminhados juntos ao mesmo gameta
Durante a formação de gametas por meiose, a permutação pode se dar em algumas células, caracterizando
o linkage parcial ou incompleto. Nesse caso, além de gametas com genótipo parental, serão produzidos
também gametas de recombinação, ou seja, com genótipo diferente da célula precursora. Quando o crossing-over
não ocorre, são formados apenas gametas com genótipo parental, determinando o linkage total ou comple-
to.

Taxa de permutação
Porcentagem dos recombinantes.

Disposição dos genes nos cromossomos

A a A a

B b b B

Genes em posição cis nos cromossomos.      Genes em posição trans nos cromossomos.

Mapas gênicos
§§ Os genes devem estar dispostos linearmente no cromossomo;
§§ Frequência do crossing-over deveria refletir, de alguma forma, a distância entre os genes; e
§§ Se a porcentagem de crossing-over for baixa, os genes devem estar próximos um do outro, o que torna
menos provável a quebra e a troca de pedaços entre os homólogos

A unidade do mapa gênico


Como unidade padrão, convencionou-se que uma unidade de recombinação (u.r. ou unidade de Morgan, também
chamada morganídeo) corresponderia a um intervalo, no qual ocorre 1% de crossing-over na formulação do mapa
gênico.
66
Herança e sexo
De modo geral, nos organismos vivos há dois tipos de cromossomos: os autossomos – comuns a ambos os
sexos – e os heterossomos – que diferem entre os sexos. Regularmente, as células diploides humanas contêm
23 pares de cromossomos homólogos, 2n = 46, dos quais 44 são autossomos, e dois são os cromossomos sexuais
ou heterossomos.

Cromossomos sexuais
O cromossomo Y, menor cromossomo humano, é mais curto e possui menos genes que o cromossomo X e contém
uma porção encurvada, na qual há genes exclusivos do sexo masculino.
Sexo feminino é homogamético – só produz um tipo único de gameta –, enquanto o masculino é he-
terogamético – produz dois tipos de gametas

Mecanismo de compensação de dose


Na periferia dos núcleos das células femininas dos mamíferos, pode ocorrer uma massa de cromatina espiralizada
que normalmente não ocorre nas células masculinas.
Essa cromatina chama-se sexual ou corpúsculo de Barr e permite identificar o sexo celular dos indi-
víduos pelo simples exame dos núcleos interfásicos.
Admite-se que a inativação de um cromossomo X na mulher seria uma forma de igualar a expressão de
genes ligados a esse cromossomo nos dois sexos – mecanismo de compensação de dose.

Sistema X0
As fêmeas são representadas por A + XX (homogaméticas) e os machos, por A + X0 (heterogaméticos), uma vez
que um de seus gametas terá um cromossomo a menos. Portanto, quem determina o sexo da prole é o macho, pois
é o sexo heterogamético.

Sistema ZW
Para não gerar confusão com o sistema XY, a simbologia utilizada nesses casos é diferente: os cromossomos sexuais
dos machos são representados por ZZ e os cromossomos sexuais das fêmeas são representados por ZW. Portanto,
nesse sistema é a fêmea quem determina o sexo da prole.

Sistema ZO
No sistema ZO, a fêmea é heterogamética (ZO) e o macho é homogamético (ZZ). Esse tipo de sistema ocorre em
alguns répteis e, casualmente, em aves.
67
Abelhas e partenogênese
Nas abelhas, a determinação sexual se dá quanto à ploidia. Os machos (zangões) são sempre haploides – devido
à partenogênese – e as fêmeas, diploides.

Heranças ligadas ao sexo


Daltonismo

No daltonismo, o indivíduo é incapaz de distinguir – ou tem uma visão alterada – uma ou algumas cores primárias
(vermelho, azul e verde).

Genótipos Fenótipos
XX D D
mulher normal
XX D d
mulher normal portadora
XX d d
mulher daltônica
XDY homem normal
XY d
homem daltônico

Hemofilia
É uma alteração genética em que o sangue apresenta grandes dificuldades de coagulação, decorrente da falta de
produção ou funcionamento anormal de um ou mais fatores que atuam na coagulação sanguínea.

Genótipos Fenótipos
XHXH mulher normal
XHXh mulher normal portadora
XX h h
mulher hemofílica
XHY homem normal
HY h
homem hemofílica

Distrofia muscular de Duchenne


Disfunção de origem genética caracterizada por degeneração branda a severa dos músculos estriados (tanto os dos
movimentos voluntários como o do coração), que leva a uma progressiva incapacidade motora. Condicionada por
um gene recessivo ligado ao cromossomo X, afeta todos os homens portadores desse gene recessivo.

Herança influenciada pelo sexo


Certos casos de herança autossômica são influenciados por hormônios sexuais. Na espécie humana, a calvície e o
comprimento do dedo indicador são dois exemplos. O gene que condiciona calvície, C, é dominante no homem. Na
mulher, a calvície só se manifesta se o alelo dominante C estiver em homozigose. Por isso, o genótipo heterozigoto
resultará em fenótipos diferentes influenciados pelo sexo do portador.
68
Interação gênica
Em todos os casos de heranças analisados, dentre eles os alelos múltiplos, verificou-se que cada par de genes está
envolvido com a determinação de uma certa característica. Uma vez que ocupam o mesmo locus no par de cromos-
somos homólogos, os dois alelos atuam no mesmo caráter. Há muitos casos, porém, em que vários genes, situados
em cromossomos diferentes, somam seus efeitos na determinação de uma mesma característica fenotípica, em
uma verdadeira interação gênica.
Tipos de crista em galos

Genótipos R_E_ R_ee rrE_ rree


Fenótipos de crista noz (ambos dominantes) rosa (um dominante) ervilha (um dominante) simples (sem dominantes)
Genótipos e fenótipos envolvidos na forma da crista da galinha

Forma de fruto de abóbora

Fenótipos Discoide esferérica alongada


Genótipos A_B A_bb aaB_ aabb

Genótipos e fenótipos envolvidos na forma da abóbora

Cor da flor nas ervilhas-de-cheiro

Genótipos Fenótipos
A_B_ púrpura
A_bb branca
aa_B branca
aabb branca

69
Epistasia
Trata-se de um caso especial de interação gênica, segundo a qual um par de genes bloqueia a ação do outro par,
inibindo a manifestação dele. O par que exerce a inibição é chamado epistático; o par inibido, hipostático. Há dois
tipos de epistasia:
§§ a dominante, em que é necessário apenas um gene dominante no par epistático; e
§§ a recessiva, em que o par epistático deve estar em dose dupla.

Epistasia dominante 12:3:1


Em cães, o gene I (dominante), que determina pelagem branca, é epistático e inibe os genes B e b (hipostáticos).
Na ausência do gene epistático I, o B e b manifestam-se, determinando, respectivamente, pelagem preta e marrom.

Genótipo Fenótipo
B_I_ branca
bbI_ branca
B_ii preta
bbii marrom
Genótipos e fenótipos envolvidos na cor da pelagem de cães

Epistasia recessiva 9:3:4


Em ratos, os genes A e a são hipostáticos e determinam, respectivamente, a pelagem aguti e preta. No entanto, na
presença do alelo epistático recessivo (cc), esses genes não se manifestam, o que dá origem a ratos com pelagem
branca. Nesse caso, a epistasia é recessiva: o gene C não inibe o gene A, nem o gene a.

Genótipos fenótipos
A_C_ aguti
aaC_ preto
A_cc albino
aacc albino
Genótipos e fenótipos envolvidos na coloração de pelagem de ratos

Herança quantitativa
Herança quantitativa
A herança quantitativa ou poligênica também é um caso particular de interação gênica. Nela, diferentes fenótipos de
uma dada característica mostram variações lentas e contínuas e mudam gradativamente, saindo de um fenótipo “mí-
nimo” até chegar a um fenótipo “máximo”. Assim, esses genes possuem efeitos aditivos na composição dos fenótipos.

Herança da cor da pele no homem


Genótipos Fenótipos
aabb branco
Aabb, aaBb mulato claro
AAbb, aaBB, AaBb mulato médio
AABb, AaBB mulato escuro
AABB negro

70
Calculando o número de fenótipos sem o quadro de cruzamentos
Simplesmente acrescentando 1 ao número de genes envolvidos na expressão de dado caractere, chega-se ao
número de fenótipos possíveis em F2. Por exemplo: se quatro genes estiverem envolvidos (A_B_), então 5 (4 + 1)
serão os tipos de fenótipos. Inversamente, a partir da quantidade de fenótipos, é possível saber o número de genes
da herança. Caso haja nove fenótipos em F2, então subtraindo 1 (9 – 1), teremos que 8 genes, dispostos em quatro
pares, atuam em tal herança.
Em herança quantitativa, a proporção fenotípica, por sua vez, para cruzamento entre indivíduos heterozigo-
tos, pode ser calculada a partir do triângulo de Pascal. Considerando dois heterozigotos para dois pares de genes,
e partindo do número de fenótipos igual a 5, montamos um triângulo com essa quantidade de linhas:

1
1 1
1 2 1
1 3 3 1
1 4 6 4 1

Na primeira linha, é colocado o número 1, pelo qual também todas as demais linhas são iniciadas e termi-
nadas. Os números seguintes ao inicial de cada linha são resultados da soma do número imediatamente acima com
aquele à esquerda (caso não haja um número acima ou à esquerda, é considerado zero).

Tipos de herança Proporção fenotípica

2° le de Mendel 2 características ​ ___ ​  3   ​: ___


9   ​: ___ ​  3   ​: ___
​  1   ​
16 16 16 16
___ ​  3   ​ : ___
​  9   ​ : ___ ​  3   ​ : ___
​  1   ​
Interação gênica Forma da crista nas aves 16 16 16 16
noz rosa ervilha simples

​  9   ​ : ___
___ ​  6   ​ : ___
​  1   ​
Interação gênica Forma dos frutos em abóbora 16 16 16
discoide esférica alongada

Interação gênica ​  9   ​ : ___


___ ​  7   ​
Cor da flor em ervilha-de-cheiro 16 16
(ação complementar) púpura branca

​ 16 ​ :
___ ​  3   ​ : ___
___ ​  1   ​
Epistásia dominnate Cor da pelagem nos cães 16 16 16
branca preta marron

___ ​  3   ​ : ___


​  9   ​ : ___ ​  4   ​
Epistácia recessiva Cor da pelagem nos ratos 16 16 16
aguti albino preto

Pleiotropia: um par de genes, várias características


Pleiotropia é o fenômeno segundo o qual um par de genes alelos condiciona o aparecimento de várias caracterís-
ticas no mesmo organismo.

71
Mutações
A mutação é qualquer alteração no material genético. Há dois tipos básicos de mutação, a gênica e a cromos-
sômica. As mutações gênicas são pequenas alterações que ocorrem na cadeia de nucleotídeos (gene) do
DNA e em razão disso podem levar à alteração do fenótipo. A mutação cromossômica é uma mudança no
número ou na estrutura dos cromossomos.

Mutações gênicas
§§ Adição: inserção de um nucleotídeo à sequência já existente do DNA.
§§ Deleção: eliminação de um nucleotídeo da sequência presente no DNA.
§§ Substituição: ocorre a troca de um nucleotídeo por outro. Caso clássico dessa condição é a que resulta
em hemácias falciformes (com formato de foice).

Mutações cromossômicas numéricas


Euploidia
As euploidias compreendem alterações em lotes haploides inteiros de cromossomos, como triploidias (3n), tetra-
ploidias (4n), e assim por diante.

Aneuploidia
Qualquer perda ou ganho de cromossomos – que altere a condição normal das células. Gera a monossomia e a
trissomia.

Síndrome de Down

Os indivíduos portadores dessa anomalia apresentam uma cópia extra do cromossomo 21.

Síndrome de Edwards

O cromossomo 18 está envolvido nessa condição. Trissomia do 18.

Síndrome de Patau

O cromossomo 13 está envolvido nessa mutação. Trissomia do 13


72
Aneuploidias em cromossomos sexuais
Tipo de
Nome comum Fórmula cromossômica
aneuploidia
Síndrome de Turner monossomia 44A + X0 (óvulo sem X + espermatozoide com X)

Síndrome de Klinefelter trissomia 44A + XXY (óvulo com XX + espermatozoide com Y)

Síndrome do triplo X trissomia 44A + XXX (óvulo com XX + espermatozoide com X)

Síndrome do duplo Y trissomia 44A + XYY (óvulo com X + espermatozoide com YY)

Ausência de X monossomia 44A + Y0 (óvulo sem X + espermatozoide com Y) – indivíduo inviável

Mutações cromossômicas estruturais


São alterações da morfologia do cromossomo resultante dos processos de deficiência, duplicação, inversão ou
translocação.

Genética de populações
A genética de populações estuda a distribuição dos genes em populações, os fatores que podem alterar ou modi-
ficar a frequência gênica (ou alélica), bem como a frequência genotípica ao passar de gerações.

O princípio de Hardy-Weinberg
Graças à reprodução sexuada, os genótipos possíveis serão AA, Aa e aa, e as frequências genotípicas em cada
geração:
§§ probabilidade de AA: p x p = p2
§§ probabilidade de aa: q x q = q2
§§ probabilidade de Aa: com gameta feminino (A) e gameta masculino (a):

p x q = pq

§§ probabilidade de Aa: com gameta feminino (a) e gameta masculino (A) é:

q x p = qp
Observe neste quadro de Punnet a representação do cruzamento:

A a →A+a=1

A AA Aa
A+a=1
a Aa aa

73
Em razão disso, as frequências genotípicas são determinadas pela seguinte expansão binomial:
(p + q)2 = 1 ou p2 + 2pq + q2 = 1
↓    ↓  ↓
AA + 2Aa + aa = 1
Uma vez que p + q = 1, logo: q = 1 – p.
A fórmula de Hardy-Weinberg também pode ser escrita desta maneira:

p2 + 2p(1 – p) + (1 – p)2 = 1

*Lembre-se que o “1” ao final da fórmula representa 100%.

Biotecnologia e engenharia genética

Melhoramento genético e seleção artificial


Bons exemplos de melhoramento genético são encontrados no ramo da agricultura e da pecuária, nas quais são
cruzadas e posteriormente selecionadas as espécies com características de interesse, cujo resultado é a melhora
na produtividade.

Biotecnologia e engenharia genética


A biotecnologia consiste na realização de um conjunto de técnicas que utilizam organismos vivos ou partes
deles (células e moléculas) para a geração de produtos ou processos de utilização específicas.
A engenharia genética ou tecnologia do DNA recombinante é uma vertente mais moderna
(século XX) da biotecnologia, resultado dos avanços no estudo do funcionamento do material genético (DNA):
como o seu mecanismo de replicação e participação na produção de proteínas

A técnica do PCR
Trata-se de uma reação em cadeia da polimerase (do inglês, polymerase chain reaction), que é utilizada para mul-
tiplicar em milhares de cópias um único pedaço de DNA.

Eletroforese em gel e separação dos fragmentos de DNA


Os fragmentos de DNA formados com a ação das enzimas de restrição e, se necessário, multiplicados pela PCR,
possuem diferentes tamanhos, o que torna possível separá-los e análisá-los individualmente mediante uma técnica
denominada eletroforese em gel.

Criação de DNA recombinante


Um DNA recombinante é uma molécula de DNA formada pela união de duas ou mais moléculas desse ácido
nucleico.
74
Terapia gênica
Se trata da utilização de genes normais que substituiriam genes alterados causadores de diversas doenças huma-
nas, que possuem caráter gênico. Esse material genético será introduzido (por um vetor) no indivíduo afetado, com
o objetivo de corrigir uma informação que está errada ou ausente no DNA desse indivíduo, atenuando os sintomas
ou ainda o curando.

Clonagem
A clonagem reprodutiva produz uma “cópia” de um indivíduo existente mediante uma técnica chamada
transferência nuclear, que se baseia na remoção do núcleo de um óvulo que é substituído pelo núcleo de outra
célula somática. Feita a fusão, as células passam a se diferenciar.

75
U.T.I. - Sala
1. (Fac. Santa Marcelina – Medicina) As imagens mostram alguns fenótipos em coelhos. Sabe-se que
o alelo C determina a pelagem selvagem, o alelo cch determina pelagem chinchila, o alelo ch deter-
mina a pelagem himalaia e o alelo ca determina a pelagem albina. A ordem de dominância entre
eles é C > cch > cc > Ca
selvagem chinchila Himalaia albino

(www.bioclima.info) (http://coelhos.animais.info) (http://coelhos.animais.info) (www.petstuff.com.br)

a) Considere o cruzamento entre um macho e uma fêmea Quais os possíveis fenótipos dos descendentes
desse cruzamento?
b) Embora sejam fenotipicamente diferentes, por que não podemos afirmar que esses coelhos são de es-
pécies diferentes? De acordo com a genética, como provavelmente surgiram os diferentes alelos nesses
animais?

2. (Unesp) Em uma novela recentemente exibida na TV, um dos personagens é picado por uma cobra
e, para curar-se, recorre a remédios caseiros e crenças da cultura popular. O médico da cidade, que
não havia sido chamado para tratar do caso, afirmou que a prática adotada não era recomendável,
e que “a ‘cura’ só se deu porque provavelmente a cobra não era venenosa.”
Em se tratando de uma cobra peçonhenta, qual o tratamento mais adequado: soro ou vacina? Seria
importante saber a espécie da cobra? Justifique suas respostas.

3. (Uel) Em tomates, foi identificado um mutante denominado de ‘firme’ por apresentar os frutos
com polpas firmes, conferindo maior tempo de duração pós-colheita. Este caráter é governado
por um gene recessivo (f), localizado no cromossomo 10. Outro gene, situado no cromossomo 2,
controla a cor do fruto, sendo o alelo para cor vermelha (A) dominante em relação à cor amarela
(a). Sabendo que estas características são úteis em programas de melhoramento, um pesquisador
realizou dois cruzamentos entre plantas de frutos vermelhos e polpas normais. Os resultados ob-
servados estão no quadro a seguir:

Proporções observadas nos descendentes


Cruzamentos Frutos vermelhos Frutos vermelhos Frutos amarelos Frutos amarelos
com polpas normais com polpas firmes com polpas normais com polpas firmes
1 9 3 3 1
2 3 1 - -

Por que, nos cruzamentos, os fenótipos dos genitores, mesmo sendo iguais, originaram proporções
fenotípicas diferentes nos descendentes?

4. (Unesp) Marcos e Paulo são filhos do mesmo pai, mas de mães diferentes.
Com relação aos tipos sanguíneos dos sistemas ABO e Rh, Marcos é um “doador universal”. Con-
tudo, ao invés de doar sangue, Marcos é obrigado a recebê-lo por doação, pois tem hemofilia tipo
A, uma característica ligada ao sexo. Nas vezes em que recebeu transfusão sanguínea, Marcos teve
por doadores Paulo e a mãe de Paulo. Sua mãe e seu pai não puderam doar sangue, embora fossem
compatíveis pelo sistema Rh, mas não o eram pelo sistema ABO.
Já adultos, Marcos e Paulo casaram-se com mulheres em cujas famílias não havia histórico de
hemofilia, e ambos os casais esperam um bebê do sexo masculino. Contudo, estão receosos de que
seus filhos possam vir a ter hemofilia. O heredograma representa as famílias de Marcos e de Paulo.
76
O indivíduo apontado pela seta é Marcos.

1 2 3
II
1 2 3 4

III
1 2

Considerando o histórico acima, qual o provável tipo sanguíneo da mãe e do pai de Marcos e qual a
probabilidade de que os filhos de Marcos e de Paulo sejam hemofílicos? Justifique suas respostas.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

Observe a figura, em que está representado o cromossoma X.

Gene dominante para visão em cores Gene dominante para síntese de G-6-PD

Mutação Mutação + ambiente favorável

Daltonismo Crise hemolítica (anemia)

A enzima G-6-PD (glicose seis fosfato desidrogenase), presente nas hemácias, está envolvida no
metabolismo da glicose.
Sabe-se que a deficiência dessa enzima torna a hemácia sensível a certas drogas – por exemplo,
alguns tipos de analgésicos.

5. (Ufmg) Analise o quadro:

Atividade enzi-
Variantes da G-6-PD Genes Quadro clínico
mática (%)
B B 100 Normal
A A 80-100 Normal
A- A- 10-20 Sensibilidade a drogas;
crise hemolítica leve
Med B- 0-5 Sensibilidade a drogas;
crise hemolítica leve

Considerando a figura do cromossoma X e as informações contidas no quadro, RESPONDA:


a) Os genes que determinam os diferentes tipos da enzima G-6-PD são alelos?
JUSTIFIQUE sua resposta.
b) É possível uma criança com genótipo favorável ao desenvolvimento de crise hemolítica grave ser filha
de um casal, em que o homem e a mulher apresentam a variante enzimática B?
JUSTIFIQUE sua resposta, explicitando seu raciocínio.
77
6. (Ufc) Mendel não acreditava na mistura de caracteres herdados. De acordo com suas conclusões, a
partir dos cruzamentos realizados com ervilhas do gênero 'Pisum', as características não se mistu-
ram, permanecem separadas e são transmitidas independentemente.
HENIG, Robin. "O monge no jardim". Rio de Janeiro: Rocco, 2001.

a) Considerando as leis de Mendel para a hereditariedade, no momento da fecundação os cromossomos


herdados dos progenitores se juntam, porém os alelos dos seus genes não se misturam. A partir dessa
ideia, qual fenômeno explicaria a ocorrência de características intermediárias na progênie, que pare-
cem ser uma mistura daquelas dos progenitores?
b) Posteriormente, estudos de grupos de geneticistas indicaram que pode haver troca de material gené-
tico entre cromossomos homólogos herdados do pai e da mãe. Em que etapa isso pode ocorrer e como
se chama este processo?

78
U.T.I. - E.O. a) Considerando os padrões de herança envol-
vidos na determinação dos grupos sanguíne-
os, no sistema ABO, demonstre quais serão
1. (Ufg) Analise o cartaz a seguir. as proporções fenotípica e genotípica espe-
radas na progênie de um casamento entre
um indivíduo portador dos dois antígenos (A
e B) e uma mulher que não possui nenhum
desses antígenos em suas hemácias.
b) O texto apresenta a seguinte informa-
ção: “A equipe de Qiyong Liu, da empresa
ZymeQuest (EUA), obteve enzimas capazes
de remover da superfície dos glóbulos ver-
melhos as moléculas responsáveis pela rea-
ção imune”. Com base nessa informação, res-
ponda: Essa característica modificada pode
ser transmitida para os descendentes dos
indivíduos? Justifique a sua resposta.
c) Nas respostas imunológicas são envolvidos
diferentes grupos de células, dentre as quais
Considerando o exposto, responda: os macrófagos. Caracterize os macrófagos em
a) como é obtida esta forma de imunização e relação às estruturas e organelas envolvidas
qual a sua ação no corpo humano? em sua ação durante o processo imunológi-
b) quais as características morfofisiológicas do co.
micro-organismo referido no cartaz?
c) por que essa imunização é recomendada 3. (Uerj) As vacinas são um meio eficiente de
para essa faixa etária? prevenção contra doenças infecciosas, causa-
das tanto por vírus como por bactérias.
2. (Ufes) Leia o texto abaixo e faça o que se Indique três princípios ativos encontrados
pede. nas vacinas e explique como atuam no or-
ganismo.
Enzimas convertem sangue
de todos os tipos em O 4. (Fuvest)
104
Um método capaz de transformar em O san-
Concentração de anticorpo

gue dos tipos A, B e AB foi criado por uma 103 A


(Unidade arbitrária)

equipe internacional de pesquisadores. A


técnica pode pôr fim aos problemas de su- 102
primento nos bancos de sangue, onde falta
frequentemente o tipo O – o mais procu- 10
rado, pois pode ser recebido por qualquer
paciente. O tipo de sangue é definido pela 1 B
presença ou ausência dos antígenos A e B na
0
superfície dos glóbulos vermelhos. A compa-
0 2 4 6 8
tibilidade é fundamental para a transfusão, Semanas
pois esses antígenos podem reagir com anti-
corpos presentes no plasma e levar à morte As duas curvas (A e B) do gráfico mostram a
em alguns casos. A equipe de Qiyong Liu, da concentração de anticorpos produzidos por
empresa ZymeQuest (EUA), obteve enzimas um camundongo, durante oito semanas, em
capazes de remover da superfície dos gló- resposta a duas injeções de um determina-
bulos vermelhos as moléculas responsáveis do antígeno. Essas injeções foram realizadas
pela reação imune. com intervalo de seis meses.
As enzimas foram desenvolvidas em labora-
tório a partir de proteínas produzidas pelas a) Identifique as curvas que correspondem a
bactérias Elizabethkingia meningosepticum primeira e a segunda injeção de antígenos.
e Bacteroides fragilis. O método, descrito na b) Quais são as características das duas curvas
página da revista Nature Biotechnology na que permitem distinguir a curva correspon-
internet, precisa ainda ter sua eficácia e se- dente à primeira injeção de antígenos da-
gurança avaliadas em testes clínicos. quela que representa a segunda injeção?
(Disponível em: <http//www.cienciahoje.uol.com. c) Por que as respostas a essas duas injeções de
br>. Acesso em: 20 set. 2009. Adaptado.) antígenos são diferentes?
79
5. (Unicamp) Suponha uma planta superior 7. (Unicamp) Horas depois de uma pequena
originada de um zigoto no qual dois dos pa- farpa de madeira ter espetado o dedo e se
res de cromossomos, A e B, têm a constitui- instalado debaixo da pele de uma pessoa,
ção A1A2B1B2. nota-se que o tecido ao redor desse corpo
a) Qual será a constituição cromossômica da estranho fica intumescido, avermelhado e
planta adulta originada desse zigoto? Justi- dolorido, em razão dos processos desencade-
fique. ados pelos agentes que penetraram na pele
b) Se essa planta se reproduzir por autofecun- juntamente com a farpa.
dação, a constituição cromossômica de seus a) Indique quais células participam diretamen-
descendentes será igual à da planta mãe? te do combate a esses agentes externos. Ex-
Justifique. plique o mecanismo utilizado por essas cé-
lulas para iniciar o processo de combate aos
6. (Ufc) Com base no conhecimento sobre os agentes externos.
processos genéticos, identifique, entre as b) Ao final do processo de combate forma-se
palavras destacadas, aquela que corresponde muitas vezes uma substância espessa e ama-
aos fenômenos descritos nas assertivas a se- relada conhecida como pus. Como essa subs-
guir e circule-as. tância é formada?
a) uponha o indivíduo diíbrido AaBb cujas cé-
lulas germinativas entraram no processo de 8. (Ufjf) O esquema a seguir ilustra de forma
meiose e originarão quatro tipos de game- sintética o processo de formação de gametas
tas, cada tipo na proporção de 25%. (meiose) de um indivíduo de genótipo AaBb.
a) Complete o esquema:
SEGREGAÇÃO INDEPENDENTE – LIGAÇÃO GÊ-
NICA – GENES LIGADOS

b) Um único par de alelos de uma espécie de


mamífero é responsável pela manifestação
do formato das orelhas e pelo comprimento
do pelo. a
A a b
INTERAÇÃO GÊNICA – PLEIOTROPIA – HE- B b
RANÇA POLIGÊNICA A
b

c) Cruzou-se uma variedade de grãos brancos


com outra variedade de grãos vermelhos.
Após o cruzamento entre si dos indivíduos
da geração F2, obtiveram-se grãos brancos,
grãos de cores intermediárias e grãos verme-
lhos.
HERANÇA QUANTITATIVA – INTERAÇÃO EPIS- b) Qual é a probabilidade deste indivíduo for-
TÁSICA – HIPOSTASIA mar o gameta ab? Justifique sua resposta.
c) Qual é a importância da meiose para a ma-
d) Uma determinada doença é manifestada por nutenção de uma espécie?
alelos recessivos. Um casal em que ambos d) Considere que os genes A e B estão envol-
são portadores dessa doença teve todos os vidos na determinação da cor das flores. O
filhos, de ambos os sexos, portadores. alelo A permite a formação de pigmentos
HERANÇA LIGADA AO SEXO – HERANÇA AU- e é dominante sobre o alelo a, que inibe a
TOSSÔMICA – CO-DOMINÂNCIA manifestação da cor. O alelo B determina a
cor vermelha e é dominante sobre o alelo
e) Em uma determinada anomalia fenotípica, a b, que determina a cor rosa. Se uma planta
população afetada apresenta diferentes in- de flores vermelhas, oriunda das sementes
tensidades de manifestação do fenótipo, o de uma planta de flores brancas (aabb), é
que pode depender de outros genes ou de autofecundada, que fenótipos são esperados
outros fatores que influenciam nessa inten- na descendência e em que proporções?
sidade de manifestação.

AUSÊNCIA DE DOMINÂNCIA – PENETRÂNCIA


GÊNICA – EXPRESSIVIDADE GÊNICA
80
9. (Ufu) Na espécie humana, assim como em Identifique qual dos dois casos tem maior
todas as outras espécies de seres vivos, exis- probabilidade de representar dois locos no
tem vários fenótipos dos quais as heranças mesmo cromossomo. Justifique sua resposta.
provêm de um par de alelos com relação de
dominância completa. Dentre esses fenóti- 11. (Unicamp) Considere duas linhagens homo-
pos podem ser citados: 1) sensibilidade gus-
zigotas de plantas, uma com caule longo e
tativa para feniltiocarbamida (PTC) é domi-
frutos ovais e outra com caule curto e fru-
nante sobre a não sensibilidade; 2) a forma
do lobo da orelha, lobo solto é dominante so- tos redondos. Os genes para comprimento
bre lobo aderente; 3) a capacidade de dobrar do caule e forma do fruto segregam-se inde-
a língua é dominante sobre a incapacidade pendentemente. O alelo que determina caule
de fazê-lo. longo é dominante, assim como o alelo para
Um casal, cujo marido tem lobo da orelha fruto redondo.
aderente, é heterozigoto para a sensibilida- a) De que forma podem ser obtidas plantas
de ao PTC e não é capaz de dobrar a língua. com caule curto e frutos ovais a partir das
A esposa tem heterozigose para a forma do linhagens originais? Explique indicando o(s)
lobo da orelha, para a sensibilidade ao PTC e cruzamento(s). Utilize as letras A, a para
para a capacidade de dobrar a língua. comprimento do caule e B, b para forma dos
Com base nesses conhecimentos, qual é a frutos.
probabilidade deste casal ter uma criança b) Em que proporção essas plantas de caule
masculina e com lobo da orelha aderente,
curto e frutos ovais serão obtidas?
não sensível ao PTC e não ser capaz de do-
brar a língua?
12. (Unesp) Em abelhas, a cor do olho é condi-
10. (Ufrj) Um pesquisador está estudando a ge- cionada por uma série de alelos múltiplos,
nética de uma espécie de moscas, conside- constituída por cinco alelos, com a seguinte
rando apenas dois locos, cada um com dois relação de dominância:
genes alelos: marrom>pérola>neve>creme>amarelo.
Loco 1 – gene A (dominante) ou gene a (re-
cessivo); Uma rainha de olho marrom, porém, hetero-
Loco 2 – gene B (dominante) ou gene b (re- zigota para pérola, produziu 600 ovos e foi
cessivo). inseminada artificialmente por espermato-
Cruzando indivíduos AABB com indivídu- zoides que portavam, em proporções iguais,
os aabb, foram obtidos 100% de indivíduos os cinco alelos. Somente 40% dos ovos dessa
AaBb que, quando cruzados entre si, podem rainha foram fertilizados e toda a descen-
formar indivíduos com os genótipos mostra- dência teve a mesma oportunidade de so-
dos na Tabela 1. brevivência. Em abelhas, existe um processo
Sem interação entre os dois locos, as propor- denominado partenogênese.
ções fenotípicas dependem de os referidos a) O que é partenogênese? Em abelhas, que
locos estarem ou não no mesmo cromossomo. descendência resulta deste processo?
Na Tabela 2, estão representadas duas pro-
b) Na inseminação realizada, qual o número
porções fenotípicas (casos 1 e 2) que pode-
esperado de machos e de fêmeas na descen-
riam resultar do cruzamento de dois indiví-
dência? Dos machos esperados, quantos te-
duos AaBb.
rão o olho de cor marrom?
Tabela 1
Gametas AB Ab aB ab 13. (Uerj) Admita uma raça de cães cujo pa-
AB AABB AABb AaBB AaBb drão de coloração da pelagem dependa de
Ab AAbB AAbb AabB Aabb dois tipos de genes. A presença do alelo e,
aB aABB aABb aaBB aaBb recessivo, em dose dupla, impede que ocor-
ab aAbB aAbb aabB aabb ra a deposição de pigmento por outro gene,
resultando na cor dourada. No entanto, bas-
Tabela 2 ta um único gene E, dominante, para que o
Fenótipos Caso 1 Caso 2 animal não tenha a cor dourada e exiba pela-
A- B- 9 7 gem chocolate ou preta. Caso o animal apre-
A- BB 3 7 sente um alelo E dominante e, pelo menos,
um alelo B dominante, sua pelagem será pre-
aa B- 3 1
ta; caso o alelo E dominante ocorra associado
aa BB 1 1
ao gene b duplo recessivo, sua coloração será
Total 16 16 chocolate. Observe o esquema.
81
Trata-se de uma doença genética, com pa-
drão de herança recessivo ligado ao cromos-
somo X. Na maioria dos casos, a mutação res-
ponsável pela doença foi herdada da mãe do
paciente (em geral, assintomática).
(www.oapd.org.br. Adaptado.)

Considerando as informações do texto, ex-


plique por que as mulheres portadoras da
mutação em geral são assintomáticas (não
desenvolvem a doença).
Se uma mulher portadora da mutação, as-
sintomática, estiver grávida de um casal de
Identifique o tipo de herança encontrada no gêmeos, e o pai das crianças for um homem
padrão de pelagem desses animais, justifi- não portador da mutação, quais as probabili-
cando sua resposta. dades de seus filhos desenvolverem a doen-
Em seguida, indique o genótipo de um casal ça? Justifique.
de cães com pelagem chocolate que já gerou
um filhote dourado. Calcule, ainda, a proba-
bilidade de que esse casal tenha um filhote 16. (Ufpr) Nos gatos domésticos, a herança da
de pelagem chocolate. cor da pelagem é ligada ao sexo. Os machos
e as fêmeas podem ser pretos ou malhados
14. (Unesp) Em moscas de frutas Drosophila (com pelos pretos e pelos brancos), ou po-
melanogaster, o sexo é determinado segun- dem ser amarelos ou malhados (com pelos
do o sistema XY. A cor dos olhos nessa espé- amarelos e pelos brancos). Somente as fê-
cie é determinada por alelos localizados no meas podem possuir as três cores (com pelos
cromossomo X. O alelo dominante B confere pretos, pelos amarelos e pelos brancos), sen-
cor vermelha aos olhos da mosca e o alelo do este último fenótipo chamado de cálico. A
recessivo b, cor branca. cor branca dos pelos é condicionada por um
O cruzamento de uma fêmea de olhos verme- gene autossômico e tanto o macho quanto a
lhos com um macho de olhos vermelhos re- fêmea podem ou não expressá-lo. Sabendo
sultou em uma geração constituída por 75% disto, responda:
de indivíduos de olhos vermelhos e 25% de a) Quais são os genótipos e fenótipos dos pais
olhos brancos. Determine o genótipo da fê- cujos descendentes são: metade das fêmeas
mea deste cruzamento e o sexo dos descen- possuem fenótipo cálico e metade são ma-
dentes de olhos brancos. lhadas (pelos pretos e brancos), e metade
Em outro cruzamento, uma fêmea de olhos dos machos são malhados (pelos amarelos e
brancos foi fecundada por um macho de brancos).
olhos vermelhos. Dos descendentes obtidos, b) Qual a hipótese que melhor explica a falta
foi realizado o cruzamento de uma fêmea do fenótipo cálico nos machos? Justifique
com um macho, que deu origem a uma po-
sua resposta.
pulação de indivíduos. Qual a porcentagem
de machos de olhos brancos e a porcentagem
de fêmeas de olhos brancos esperadas nessa 17. (Ufu) Interações gênicas ocorrem quando
população? dois ou mais pares de genes atuam sobre a
mesma característica.
Entre as diversas raças de galinhas, é possí-
15. (Unesp) A Distrofia Muscular de Duchen-
ne (DMD) apresenta incidência de 1 a cada vel encontrar quatro tipos de cristas:
3.500 nascimentos de meninos. É causada 1. crista noz: é resultado da presença de, no
por um distúrbio na produção de uma prote- mínimo, dois genes dominantes R e E.
ína associada à membrana muscular chama- 2. crista rosa: é produzida pela interação de,
da distrofina, que mantém a integridade da no mínimo, um R dominante com dois
fibra muscular. Os primeiros sinais clínicos genes e recessivos.
manifestam-se antes dos 5 anos, com que- 3. crista ervilha: ocorre devido à interação
das frequentes, dificuldade para subir esca- de dois genes r recessivos com, no míni-
das, correr, levantar do chão e hipertrofia mo, um E dominante.
das panturrilhas. A fraqueza muscular piora 4. crista simples: ocorre quando o genótipo é
progressivamente, levando à incapacidade birrecessivo, rree.
de andar dentro de cerca de dez anos a partir De acordo com essas informações, faça o que
do início dos sintomas. se pede.
82
a) A partir do cruzamento de indivíduos de
= hemofílico albino
crista noz, ambos duplos heterozigotos, qual
é a probabilidade de originar aves de crista
= não-hemofílico albino
rosa?
b) Determine a proporção genotípica e feno-
= hemofílico com pigmentação normal
típica do cruzamento entre as aves com o
genótipo RRee x RrEe.
= hemofílica com pigmentação normal

18. (Ufu) O peso dos frutos (fenótipos) de


uma determinada espécie vegetal varia de = não-hemofílica albina

150 g a 300 g. Do cruzamento entre linhagens


homozigóticas que produzem frutos de a) indique os genótipos dos indivíduos.
b) construa um heredograma no qual três des-
150 g, com linhagens homozigóticas que ses indivíduos sejam os filhos biológicos (le-
produzem frutos de 300 g, obteve-se uma gítimos) dos outros dois.
geração F1 que, autofecundada, originou 7 c) discuta a possibilidade de uma mulher he-
fenótipos diferentes. mofílica e albina ser filha biológica dos pais
propostos no heredograma que você cons-
Sabendo-se que o peso do fruto é um caso de truiu.
herança quantitativa, reponda:
a) quantos pares de genes estão envolvidos na 21. (Ufrj) Na espécie humana existe um gene raro
determinação do peso dos frutos desta espé- que causa a displasia ectodérmica anidrótica,
que é uma anomalia caracterizada pela au-
cie vegetal?
sência das glândulas sudoríparas. Esse gene
b) qual é o efeito aditivo de cada gene? se localiza no cromossomo sexual X.
c) de acordo com o triângulo de Pascal, qual é Algumas mulheres, portadoras desse gene
a proporção de cada classe fenotípica obtida em heterozigose, ficam com a pele toda man-
chada, formando um mosaico de manchas
em F2?
claras e escuras, quando se passa um corante
sobre a pele.
19. (Unesp) José é uma pessoa muito interes-
sada na criação de gatos. Um de seus gatos
apresenta hipoplasia testicular (testículos
atrofiados) e é totalmente estéril. José pro-
curou um veterinário que, ao ver as cores
preta e amarela do animal, imediatamente
fez o seguinte diagnóstico: trata-se de um
caso de aneuploidia de cromossomos sexu-
ais. As cores nos gatos domésticos são de- a) Explique a formação dessas manchas do pon-
terminadas por um gene A (cor amarela) e to de vista genético.
outro gene P (cor preta), ambos ligados ao b) Por que esse mosaico não pode aparecer em
um homem?
sexo, e o malhado apresenta os dois genes
(A e P). 22. (Ufrj) A massa de um determinado tipo de
a) O que é e qual o tipo de aneuploidia que o fruto depende da ação de dois genes A e B,
gato de José apresenta? não alelos, independentes e de ação cumula-
b) Qual a explicação dada pelo veterinário re- tiva (polimeria).
Esses genes contribuem com valores idênti-
lacionando a anomalia com as cores do ani- cos para o acréscimo de massa. Os genes a e
mal? b, alelos de A e B respectivamente, não con-
tribuem para o acréscimo de massa.
20. (Ufrn) Seguindo a representação a seguir e O fruto de uma planta de genótipo AABB
considerando que os indivíduos apresentam, tem 40 gramas de massa enquanto o de uma
planta de genótipo aabb tem 20 gramas.
simultaneamente, dois caracteres genéticos Determine a massa do fruto de uma planta
com mecanismos de herança distintos: de genótipo AABb. Justifique sua resposta.
83
23. (Fuvest) Uma mulher é portadora de um
gene letal ligado ao sexo, que causa abor-
to espontâneo. Supondo que quinze de suas
gestações se completem, qual o número es-
perado para crianças do sexo masculino, en-
tre as que nascerem? Justifique sua resposta.
XLXI X XLY

XLXL XLXI XLY XIY


morte
2 mulheres : 1 mulheres

24. (Unesp) Na década de 40 descobriu-se que


algumas células retiradas de mulheres apre-
sentavam no núcleo interfásico, um pequeno
corpúsculo de cromatina intensamente cora-
do. Este corpúsculo é conhecido hoje como
cromatina sexual ou corpúsculo de Barr.
a) A que corresponde tal corpúsculo e em que
tipo de células (somáticas ou germinativas)
ele aparece?
b) Qual a sua importância e por que ele não
ocorre nas células masculinas?

84
U.T.I. - 5, 6 e 7

Física 1
Lei de Hooke
x = L0 – L

F=k⋅x

Resultante centrípeta
​ v  ​ 
2
Fc = m · __
R

​ v  ​
2
ac = __
R

(vR)2 v2R2
​ v  ​  = _____
​   ​   = ____
2
ac = __ ​   ​   = v2R
R R R

87
Trabalho de uma força constante

t = F ∙ d ∙ cos q

ttotal = tF1 + tF2 + tF3 + tF4 + ...

tFr = ttotal

Trabalho quando a força é varivel ou a trajetória é curva

tFt = Ft ∙ d

88
Trabalho da força elástica

​ 1 ​ kx2 e  tFel = – ​ __


tF = __ 1 ​ kx2
2 2

Potência média de uma força

Pm = ___
​  τ  ​ 
t

P = F ∙ v ∙ cosq

P=F∙v

Potência e energia
E  ​
Pm = ​​ ___
t ​

Rendimento

P
h = __
​  u ​ 
Pt

89
Energia

Um conjunto formado por um ou mais corpos pode produzir, de algum modo, o movimento de objetos. Logo,
esse conjunto tem energia.

Teorema da energia cinética

mv​  2 ​  mv​  A2​  
tAB = ___
​   ​B  – ___
​   ​   
2 2

​ mv ​  
2
EC = ___
2

tAB = EC – EC = DEC
B A

Energia potencial gravitacional


v0 = 0
A
g

Epg = mgh

90
Energia potencial elástica

EP = ​ kx
2
___ ​  
2

Princípio da conservação da energia


“A energia não é criada, a energia não é perdida, a
energia apenas se transforma de um tipo em outro,
em quantidades iguais.”
Antoine Lavoisier

Energia mecânica
EM = EC + EP

A energia mecânica de um corpo é constante, se, dentre todas as forças que atuam nesse corpo, as forças
conservativas forem as únicas a realizar trabalho não nulo.

91
Sistemas não conservativos

Em0 + tFat = EmF

Quantidade de movimento de um corpo

​___› _​_›
Q ​
​   = m · v ​​   

Quantidade de movimento de um sistema

_​__› _​___› _​___› _​___› _​___›


​   = Q
Q ​ ​ 1 ​  + Q
​ 2 ​  + Q
​ 3 ​  + ... + Q​ n ​  

Impulso de uma força constante

​__› ​___›
​F ​  · Dt = D​Q ​   

_​›_ ​__› _​›_ ​___›


​   = F ​
I ​ ​   · Dt I ​​   = D​Q ​   

92
Impulso de força variável

Quantidade de movimento em
um sistema de partículas

___
​› ​___› ​___› ​___› ​
​  ​sistema =  

Q
  Q
 ​  ​1 +___ 
Q
 ​  ​2 +  
Q
 ​  ​3 + ... + ​

   ​n
Q

Princípio da conservação da quantidade de movimento

Em um sistema isolado, a quantidade de movimento é constante.

Colisão e energia cinética


§§ colisão elástica: a energia cinética se conserva e os corpos se separam após a colisão;
§§ colisão parcialmente elástica: os corpos se separam após a colisão, mas existe perda de energia ciné-
tica;
§§ colisão inelástica: os corpos permanecem unidos após a colisão e existe perda de energia cinética; esse
tipo de colisão também é chamado de colisão anelástica.

93
Casos particulares de colisão

Esfera que incide perpendicularmente a uma superfície fixa

vf – vf v (afastamento)
e = ​ ______
B A
vi – vi  ​ 
= _______________
​  rel
    ​
A B vrel (aproximação)

Gravitação
O sistema geocêntrico de Ptolomeu

94
O modelo heliocêntrico de Copérnico

Modelo simplificado do sistema heliocêntrico de Copérnico

As leis de Kepler
Primeira lei de Kepler

Os planetas movem-se em trajetória elíptica, com o Sol na posição em um dos focos da elipse.

Segunda lei de Kepler

A linha que liga o Sol a um planeta varre áreas iguais em intervalos de tempo iguais.

A velocidade de um planeta é variável. A velocidade aumenta à medida que se


aproxima do Sol, e diminuí à medida que se afasta do Sol.
95
Terceira lei de Kepler

planeta

A Sol A`

a a

R  ​ = constante
3
​ __
T2

Lei da gravitação universal


Existe uma força de atração entre duas partículas de massa m1 e m2, cuja intensidade F é diretamente pro-
porcional ao produto das massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância R entre elas.

m · m2
F = G · ______
​  1 2 ​


R

G = 6,673 · 10-11

Lei da gravitação universal e terceira lei de Kepler

dXXXXX
​ G ·  ​ ​
v = ​ _____ M     ​ __ ​ G · M ​ 
R3 ​ = _____
R T2 4p2

Satélite geoestacionário

​ G · M ​ = constante


R3 ​ = _____
​ __
T2 4p2

96
Campo gravitacional

F=P

M · m 
G · ​ ______  ​ 
=m·g
(R + h)2

​  G · M 
g = ______  ​ 
(R + h)2

​ M2  ​
gsuperfície = G · _____
R

Velocidade de escape
M ·m
EPg = G · _____
​  T  ​


R

________

e
√2 · g · MT
V = ​ ________
​ 
R
 ​ ​  
  

Estática
Equilíbrio estático
FRx = SFx = 0 e FRy = SFy = 0

Condição de equilíbrio de um ponto material


ponto material em equilíbrio ä FR = 0
97
Centro de massa

m1 ⋅ x1 + m2 ⋅ x2 + m3 ⋅ x3 + ... + mn ⋅ xn
xCM = ​ _____________________________
       
m + m + m + ... + m  ​
1 2 3 n

m ⋅ y + m2 ⋅ y2 + m3 ⋅ y3 + ... + mn ⋅ yn
yCM = ___________________________
​  1 1 m
       + m2 + m3 + ... + mn ​
1

Momento de uma força

MFO = F · d

Binário

Mbinário = F · b

98
Equilíbrio de um corpo extenso

​___› ​___›

​F ​  RX = SFx =  ​
O

​  
___
​› ___
​›
​ 
F ​  RY = SFY = O ​
​   

MR = SM = 0

Talha exponencial

​ Pn  ​ 
FM = __
2

​ P  ​ 
vantagem mecânica = __
FM

99
U.T.I. - Sala
1. Um corpo de massa 8 kg, preso a uma corda de comprimento 1 m, descreve um movimento circular
uniforme sobre uma mesa horizontal sem atrito. A tração na corda é 200 N.

a) Determine a aceleração do corpo.


b) Determine a velocidade do corpo.

2. Um bloco prismático de massa M = 7,5 kg é puxado ao longo de uma distância L = 3 m, sobre um


plano horizontal rugoso, por uma força também horizontal F = 37,50 N. Sabendo que o coeficiente
de atrito entre o plano e o bloco é µ = 0,35 e que g = 10 m/s2, calcule:
a) a aceleração do bloco;
b) os trabalhos realizados pela força F, pela força peso, pela reação normal do plano e pela força de atrito.

3. O Dr. Vest B. Lando dirige seu automóvel de massa m = 1.000 kg pela estrada cujo perfil está abaixo:

Quando está na posição x = 20 m com velocidade de v = 72 km/h (20 m/s), ele percebe que na
posicão x = 120 m há uma pedra ocupando toda a estrada. Se Dr. Lando não acelerar ou acionar os
freios, o automóvel (devido a atritos internos e externos) chega na posição da pedra com metade
da energia cinética que teria, caso não houvesse qualquer dissipação de energia.
a) Com que velocidade o automóvel chocar-se-á com a pedra, se o Dr. Lando não acelerar ou acionar os freios?
b) Que energia tem que ser dissipada com os freios acionados para que o automóvel pare rente à pedra?

4. Uma metralhadora de massa M = 16 kg dispara balas de massa m = 80 g com velocidade de 500


m/s. O tempo de duração de um disparo é igual a 0,01 s.
a) Calcule a velocidade do "coice" na arma após um disparo.
b) Calcule a força média exercida sobre uma bala.

5. A razão entre as massas de um planeta e de um satélite é 81. Um foguete está a uma distância R do
planeta e a uma distancia r do satélite, entre o planeta e o satélite. Qual deve ser o valor da razão
R/r, para que as duas forças de atração sobre o foguete se equilibrem?

6. A barra AB é uniforme, pesa 50 N e tem 10 m de comprimento. O bloco D pesa 30 N e dista 8,0 m


de A. A distância entre os pontos de apoio da barra é AC = 7,0 m.

Determine as reações nos apoios A e C.


100
U.T.I. - E.O. 4. Uma partícula de massa m = 4 kg move-se
sobre uma trajetória retilínea, sob a ação de
uma única força que tem a mesma direção e
sentido do movimento. Sua intensidade, em
função da posição, é dada pelo gráfico:
1. Um atleta de skate, para conseguir comple-
tar um looping de uma pista, precisa descer
uma rampa, de forma que atinja velocidade
suficiente para completar a volta no looping
(considere o esquema a seguir). Determine a
altura da rampa, para que o atleta atinja a
velocidade mínima para completar o looping.
(Desconsidere o atrito)

Sabendo que, ao passar pelo ponto de espa-


ço S0 = 5 m sua velocidade era v0 = 10 m/s,
calcule:
a) o trabalho realizado pela força quando a par-
tícula vai de S0 = 5 m a S1 = 15 m;
b) a velocidade da partícula ao passar pelo pon-
to S1 = 15 m.

5. Um corpo de massa 2 kg está em contato com


uma mola de constante elástica k = 500 N/m,
comprimida de 20 cm. Libertado, o corpo
desliza pelo plano horizontal sem atrito,
atingindo o plano inclinado.
2. Para que um automóvel percorra uma curva
horizontal de raio dado, numa estrada hori-
zontal, com certa velocidade, o coeficiente de
atrito estático entre os pneus e a pista deve

C
ter no mínimo um valor (µ) (fig. A). Para que hC
o automóvel percorra uma curva horizontal, A B 30º
com o mesmo raio e com a mesma velocidade
D E
acima, numa estrada com sobrelevação (fig.
B), sem ter tendência a derrapar, o ângulo de Determine:
sobrelevação deve ter o valor α. a) a velocidade desse corpo quando se destaca
da mola;
b) seu deslocamento sobre o plano inclinado,
até parar.

6. Observe o esquema do elevador E de massa


800 kg, com carga interna de 500 kg, um
contrapeso B de 800 kg e acionados por um
Determine o valor de μ em função de α. motor M. (g = 10 m/s2).

M
3. Um bloco de massa 4,5 kg é abandonado em
repouso num plano inclinado. O coeficiente
de atrito entre o bloco e o plano é 0,50. B
Considere: g = 10 m/s2; AC = 3 m; BC = 4 m
E

a) Calcule a potência fornecida pelo motor com


o elevador subindo à velocidade constante
a) Calcule a aceleração com que o bloco desce o de 1 m/s.
plano. b) Calcule a força aplicada pelo motor por meio
b) Calcule os trabalhos da força peso e da força do cabo para acelerar o elevador em ascen-
de atrito no percurso do bloco, de A até B. são a 0,5 m/s2.
101
7. Um canhão dispara horizontalmente um 11. Dois carrinhos iguais, com 1 kg de massa
míssel de 60 kg, conferindo-lhe em 1/40 s a cada um, estão unidos por um barbante e
velocidade de 900 m/s. Qual é a intensidade caminham com velocidade de 3 m/s. Entre
do impulso I recebido pelo míssel? Admitin- os carrinhos há uma mola comprimida, cuja
do que, durante o disparo, a força propulsora massa pode ser desprezada. Num determina-
seja constante, calcule a sua intensidade. do instante, o barbante se rompe, a mola se
desprende e um dos carrinhos para imedia-
tamente.
8. Um bloco de massa 2 kg e dimensões despre-
V
zíveis desliza sobre uma trajetória retilínea
apoiado num plano horizontal liso. No ins-
tante t = 0, a velocidade do bloco é de 5 m/s
e passa a agir sobre ele uma força resultante
Determine:
sempre na direção e sentido do deslocamen- a) a quantidade de movimento inicial do con-
to do bloco. A intensidade da força resultan- junto;
te varia com o tempo de acordo com o gráfico b) a velocidade do carrinho que continua em
abaixo. movimento.

1
2. Uma bomba tem velocidade V0 = 200 m/s
antes de explodir em 3 pedaços A, B e C de
igual massa. Logo após a explosão, os frag-
mentos A e B têm velocidades vA e vB __
de acor-

do com a figura, e |vA| = |vB| = 200​ 2 ​ m/s.
VA
VO
45°
VC = ?
45°
a) Qual é a aceleração experimentada pelo blo- VB
co no intervalo de tempo que vai de 2 a 4 s?
Determine:
b) Qual é a velocidade do bloco no instante 4 s?
a) o módulo da velocidade vC após a explosão;
b) o ângulo que o vetor vc forma com o vetor vO.
9. Um corpo de massa m = 2 kg desloca-se de A
para B devido à ação de uma força F constan- 1
3. Um corpo A de massa mA = 2,0 kg é lança-
te. do com velocidade v0 = 4,0 m/s num plano
horizontal liso, colidindo com uma esfera B
de massa mB = 5,0 kg, inicialmente parada e
suspensa por um fio flexível e inextensível
de comprimento L e fixo em O. Após a coli-
são, a esfera chega à altura hB = 0,20 m.
O

g = 10 m/s2 L

Sendo v1 = 15 m/s e v2 = 20 m/s, determine: A hB


V0 B
a) a quantidade de movimento da partícula no mA
ponto A;
b) o impulso da força F no trecho AB. Determine:
a) a velocidade v'B imediatamente após a coli-
10. Uma espingarda de massa 2,00 kg, inicial- são;
mente em repouso, dispara na horizontal b) o módulo e o sentido da velocidade v'A após
uma bala de 0,05 kg com velocidade de 400 a colisão;
c) a diferença entre a energia mecânica do sis-
m/s. A arma, apoiada no ombro do atirador,
tema antes e depois da colisão.
empurra-o, deslocando-se durante 0,50 s até
d) A colisão foi perfeitamente elástica? Justifi-
parar.
que.
a) Calcule a velocidade inicial de recuo da arma,
desprezando a reação inicial do ombro. 14. De quantos dias seria, aproximadamente, o
b) Calcule o módulo F da força horizontal exer- período de um planeta, girando em torno do
cida pelo ombro sobre a arma, supondo-a Sol, se sua distância ao centro de gravitação
constante. fosse de 8 vezes a distância Terra-Sol?
102
5. Seja g a intensidade da aceleração da gra-
1 20. Em uma academia de musculação, uma barra
vidade na superfície terrestre. A que altura B, com 2,0 m de comprimento e massa de 10
acima da superfície a aceleração da gravida- kg, está apoiada de forma simétrica em dois
de tem intensidade g/2? Considere a Terra suportes, S1 e S2, separados por uma distân-
como uma esfera de raio R. cia de 1,0 m, como indicado na figura.

16. Se a massa da Lua é cerca de 1/81 da massa M


da Terra, e se a distância de seu centro ao 0,5 m 0,5 m 0,5 m 0,5 m
centro da Terra é 60 vezes o raio terrestre, a
que distância do centro da Terra a força gra-
vitacional exercida pela Lua sobre uma nave E1 S1 B S2 E2
espacial que vai em trajetória reta da Terra 0,10 m
para a Lua (reta que une os centros dos dois g
corpos celestes) terá a mesma intensidade
da força gravitacional exercida pela Terra so-
bre a referida nave? Para a realização de exercícios, vários discos,
de diferentes massas M, podem ser colocados
17. No sistema em equilíbrio, o bloco 1 tem peso em encaixes, E, com seus centros a 0,10 m de
30 N. Os fios e as polias são ideais. cada extremidade da barra.
Determine o valor máximo de M, em kg, que
A poderá ser colocado no encaixe E2 e a força
45° B C
normal no apoio S1.

(2)
(1)

a) Determine o peso do bloco 2.


b) Determine a tração no fio AB.

18. O esquema representa um sistema em equilí-


brio. O fio é leve e flexível.

45°
μ0 200 kg

100
kg

Determine o coeficiente de atrito estático


μ0 da superfície onde se encontra o bloco de
massa 200 kg.

19. Uma barra rígida e homogênea de 2 kg está


ligada numa das extremidades a um suporte,
através de uma mola de constante elástica
k = 200 N/m. Na outra extremidade, articu-
la-se a um rolete que pode girar livremente.
Nessa situação, a mola está deformada de
5 cm.

g = 10 m/s2

Faça o diagrama de forças e calcule as forças


que atuam na barra.
103
U.T.I. - 5, 6 e 7

Física 2
Estudo analítico das lentes esféricas
Convenção de sinais

A imagem real de um objeto fica do lado oposto ao objeto, enquanto que a imagem virtual fica do mesmo
lado que o objeto.

Equações das lentes esféricas


​ 1 ​  = __
__ ​  1 ​ + __
​  1  ​   (equação de Gauss)
f p p'

p' ____
​ oi  ​ = – ​ __
A = __ f
p ​ = ​ f –  p  ​

Elementos geométricos das lentes esféricas


§§ C1 e C2: centros de curvatura de cada uma das faces;
§§ R1 e R2: raios de curvatura de cada uma das faces;
§§ O eixo principal é definido pela reta C1C2;
§§ V1 e V2: vértices de cada uma das faces
§§ e: espessura da lente (distância entre V1 e V2).
§§ O: centro óptico da lente.

105
Fórmula dos fabricantes de lentes

(  ) ( 
n
​  1 ​  = ​ __
__
f
​  1  ​  + __
​ n2 ​ – 1  ​ ⋅ ​ __
1 R1 R2 )
​  1  ​   ​

§§ face côncava: R < 0 (raio de curvatura negativo)


§§ face convexa: R > 0 (raio de curvatura positivo)

Associação de lentes esféricas

O olho humano

106
§§ esclerótica: camada exterior opaca e esbranquiçada. Essa camada é mais abaulada e transparente, na
parte anterior, formando a córnea.
§§ coroide: camada pigmentada e vascularizada, responsável pela circulação sanguínea do órgão.
§§ retina: membrana nervosa de células sensitivas da visão. Essas células ligam-se ao centro da visão do
cérebro pelo nervo óptico.

normal
objeto
lente

imagem

Observe, na figura, a imagem formada pela lente (projetada nitidamente sobre


a retina de um olho normal) e o esquema geométrico da formação da imagem.

Acomodação visual

Duas situações distintas da visão: os músculos ciliares ajustam a lente para observar
objetos relativamente distantes (acima); ajuste para observar objetos mais
próximos ao olho (abaixo).
Ilustração produzida com base em: CUTNELL, J. D.; JOHSON, K. W. Física.
6. ed. Rio de Janeiro; LTC, 2006. v. 2. p. 301.

107
Defeitos da visão
Miopia

Os raios paralelos passam pela lente e divergem (se afastam),


depois passam pelo olho e convergem (se aproximam).

Hipermetropia

Os raios paralelos passam pela lente e convergem,


depois passam pelo olho e convergem mais.

108
Instrumentos de projeção
Máquina fotográfica
obturador
abertura

objeto
lente
filme

mecanismo de
focalização
Na máquina fotográfica, a imagem do objeto (em forma de pirâmide) é projetada no filme pela lente objetiva.

Projetores de filmes e de slides


bobina de
bobina de alimentação
recolhimento
obturador
gate

roda dentada
lente
lâmpada e
condensador
roda dentada

lâmpada tela
slide

lente convergente
(objetiva)
espelho esférico
côncavo

109
Instrumentos de observação
Lupa ou lente de aumento

A imagem formada pela lupa: virtual, direita e maior que o objeto.

Microscópio composto

Amicroscópio = Aobjetiva ⋅ Aocular

110
Luneta

foc fob

fob
An = ​ __  ​ 
foc

Telescópio

No telescópio, os raios de luz incidem praticamente paralelos sobre um espelho côncavo.


Os raios de luz são desviados para o olho do observador por um espelho convexo e dois espelhos planos.

Oscilações

Oscilações periódicas

​ 1 ​ 
f = __
T

111
Movimento harmônico simples

x1 > 0 e F1 < 0

x2 < 0 e F2 > 0

Fel = –k ⋅ x

⋅ A ​
Em = ​ k____
2
  
2

112
Gráficos horários do MHS

x(t) = A ⋅ cos(ω t + ϕ)

v(t) = –A ω sen(ω t + ϕ)

a(t) = –A ω² cos(ω t + ϕ)

Período do MHS
__
​ m ​ ​  
T = 2p ​ __ √
k

Pêndulo simples

XX
T = 2p ​ __ d
​ gL  ​  ​ 

113
Pulsos e ondas

Classificação das ondas

Quanto à natureza
§§ Ondas mecânicas são aquelas que se propagam em um meio material. Exemplos: ondas em cordas, ondas
sonoras (som) e ondas na água.
§§ Ondas eletromagnéticas são geradas por cargas elétricas oscilantes e não necessitam de um meio ma-
terial para se propagar (podem propagar-se no vácuo, isto é, um meio onde não existe matéria). Exemplo:
ondas de rádio, de televisão, de luz, de radar, raio X, raios laser etc.

Quanto à direção de propagação

§§ Unidimensionais são as ondas que se propagam em apenas uma direção. As ondas em cordas são um
exemplo de propagação unidimensional.
§§ Bidimensionais são aquelas que se propagam num plano. Como exemplo, as ondas na superfície da água
em um lago têm propagação bidimensional.
§§ Tridimensionais são as que se propagam em todas as direções. Por exemplo: ondas sonoras no ar atmosfé-
rico.

Quanto à direção de vibração

§§ Transversais são ondas, na qual a direção de propagação é perpendicular à direção de vibração. As ondas
em cordas são transversais.
§§ Longitudinais são aquelas, cujas vibrações coincidem com a direção de propagação. Como exemplo, as
ondas sonoras são ondas longitudinais.
114
Ondas transversais Ondas longitudinais

Velocidade de propagação de uma onda

d
XX
v = ​ __T  ​ ​ 
​ m

Ondas periódicas

​ 1 ​ 
f = __
T

v = †f

Ondas eletromagnéticas

Os campos elétricos e magnéticos de uma onda eletromagnética são perpendiculares entre si e


também à direção de propagação da onda.
115
O espectro eletromagnético caracteriza as ondas dependendo de suas frequências.
Cada intervalo recebe classificações diferentes, desde as ondas de rádio até os raios gama.

Reflexão de um pulso

Reflexão com inversão de fase

Reflexão sem inversão de fase

Refração de um pulso

__v †
​ v1 ​ = ​  __1  ​
2 † 2

Equação da onda harmônica

y = A ∙ cos (ωt + θ0)

(  ( T
y = A ∙ cos ​ 2π ​ __​ 1 ​  – __ ))
​  x ​  + θ0  ​  ​
λ

116
Frente de onda

Princípio de Huygens
Cada ponto de uma frente de onda, em determinado instante, é fonte de ondas secundárias que têm carac-
terísticas iguais às da onda inicial.

Reflexão de ondas

Representação da reflexão de ondas, com os segmentos da reta paralelos às frentes de onda.


AI: raio de onda incidente
IB: raio de onda refletido
NI: reta normal ao ponto de incidência
i: ângulo de incidência
r: ângulo de reflexão
†: comprimento de onda
117
Refração de ondas

Representação da refração de ondas, com os segmentos de reta paralelos indicando as frentes de onda (†† > †1).
AI: raio de onda incidente
IB: raio de onda refratado
NI: normal
i: ângulo de incidência
r: ângulo de refração
†1: comprimento de onda no meio (1)
†2: comprimento de onda no meio (2)

n = _​ vc  ​

sen i 
____ __n2 †__1 __ v1
​ sen r ​ = ​ n1 ​  = ​  †   ​ = v​  2 ​  
2

Difração

118
Polarização

Princípio da superposição
“A perturbação resultante é a soma das
perturbações individuais de cada onda.”

pulsos de onda não sofrem a superposição

pulsos de ondas superpostos

pulsos de ondas após superposição

119
Interferência de ondas bidimensionais

(  )
​ † ​    ​    (n = 0, 2, 4, 6, ...)
∆d = n ​ __
2

Interferência construtiva

(  )
​ † ​    ​    (n = 1, 3, 5, 7, ...)
∆d = n ​ __
2

Interferência destrutiva

120
Experiência de Young

d.y
D = ____
​   ​   
L

Interferência em lâminas delgadas

λ   ​,  sendo n = 0, 2, 4, 6,... haverá interferência destrutiva (franja escura).


D = 2d = n​ __
2
λ   ​,  sendo i = 1, 3, 5, 7,... haverá interferência construtiva (franja clara).
D = 2d = i​ __
2

​ λ ​ , sendo n = 0, 2, 4, 6,... haverá interferência construtiva (franja clara).


D = 2d = n __
2
λ
__
D = 2d = i ​   ​ , sendo i = 1, 3, 5, 7,... haverá interferência destrutiva (franja escura).
2

121
Produção do som

Qualidades do som
§§ altura ou tom;
§§ intensidade ou volume;
§§ timbre.

Altura ou tom

A altura do som está atrelada à sua frequência. Os sons graves têm frequências menores e os agudos, fre-
quências maiores.

Intensidade

Um mesmo som (mesma frequência) é mais forte ou mais fraco dependendo das amplitudes das oscilações
maiores ou menores, respectivamente.

d© = 10 log ​ __I  ​ 
I0

122
Timbre

Ondas de mesma frequência emitidas por um diapasão, um violino e um piano.

Efeito Doppler

fonte sonora

λ'' > λ
λ' > λ

Nessa figura, a ambulância está se afastando da moça e se aproximando do rapaz.

(  )
v ± v0
f' = f · ​ ​ _____
v ± v  ​  ​
F

§§ Se o observador se aproxima da fonte, utiliza-se +v0; se o observador se afasta da fonte, usa-se –v0.
§§ Se a fonte se afasta do observador, utiliza-se +vF; se a fonte se aproxima do observador, usa-se –vF.

123
Interferência de onda numa corda

interferência construtiva

interferência destrutiva.

Onda estacionária

Esquema de uma onda estacionária


V: ventre
N:nó.

124
Cordas vibrantes

2º ​  é __
† = ​ __ ​  v  ​ = ​ __
2º ​  é fn = n​ __
v   ​
n fn n 2º

Tubos sonoros

  

Tubo aberto

​ 2º ​  é f1 = __
1º harmônico: †1 = __ ​ v  ​ = __
​  v   ​
1 †1 2º

​ 2º ​  é f2 = __
2º harmônico: †2 = __ ​ v  ​ = __ ​ 2v  ​ é f2 = 2f1
​  v  ​ = __
2 †2 __ ​   ​   2º

2

​ 2º ​  é f3 = __
3º harmônico: †3 = __ ​ v  ​ = __ ​ 3v  ​ é f2 = 3f1
​  v  ​ = __
3 †3 __ ​   ​   2º

3
:  :  : :  :  :

2º ​  é f = ​ __
n-ésimo harmônico: †n = ​ __ v  ​ = __ ​  nv  ​ é f2 = nf1
​  v  ​ = __
n †n __ ​  n ​   2º

n

125
Tubo fechado

(1º modo de vibrar)

​ v  ​ = __
1º harmônico: †1 = 4º é f1 = __ ​  v   ​
†1 4º

(2º modo de vibrar)

​ 4º ​  é f3 = __
3º harmônico: †3 = __ ​ v  ​ = __ ​ 3v  ​ é f3 = 3f1
​  v  ​ = __
3 †2 __ ​   ​   4º

3
(3º modo de vibrar)

​ 4º ​  é f5 = __
5º harmônico: †5 = __ ​ v  ​ = __ ​ 5v  ​ é f5 = 5f1
​  v  ​ = __
5 †5 __ ​   ​   4º

5
:  :  :

4º   ​ 
† 2n – 1 = ​ _____ ​ v  ​ ä f2n – 1 = (2n – 1) · f1
ä f2n – 1 = (2n – 1) · __
2n – 1 4º

Hidrostática
Densidade e massa específica
​ m ​ 
d = __
V

Pressão

​__
​ F ​ ​__›  ​
pm = ​   ​ 
A

126
Pressão em fluidos

FB = pB · A e FC = pC · A

pB · A = pC · A ou pB = pC

Lei de Stevin

pC = p B + d · g · h

Vasos comunicantes

py = px + dgh ou py = pz + dgh

Princípio de Pascal

Uma pressão externa aplicada a um líquido dentro de um recipiente é transmitida, sem diminuição, para todo o
líquido e às paredes do recipiente.

127
Pressão atmosférica

1 atmosfera (1 atm) é a pressão equivalente à exercida por uma coluna de mercúrio de altura 76 cm, à tempera-
tura de 0º C, num local onde a gravidade é normal (g = 9,80665 m/s2).

patm j 1,013 · 105 N/m2 ä 1atm = 1,013 · 105 Pa j 105 Pa

Empuxo

Um corpo que esteja total ou parcialmente submerso num fluido em equilíbrio (e sob a ação da gravidade) recebe
a ação de uma força vertical para cima, ou seja, de sentido oposto ao da gravidade. Essa força é o que chamamos
de empuxo.

128
Princípio de Arquimedes

O módulo do empuxo é igual ao módulo do peso do líquido do recipiente que caberia dentro do espaço ocupado
pelo corpo.

E = dF · VF · g

Vazão e equação da continuidade

Z = ___
​ DV ​  
Dt

Z = ___ A · Ds
​ DV ​ = ​ _____ ​ 
 = A · v
Dt Dt

A1 · v1 = A2 · v2

129
Equação de Bernoulli

d · v12 d · v22
p1 + d · g · h1 + _____
​   ​   = p2 + d · g · h2 + _____
​   ​  

2 2

d · v2
p + d · g · h + ____
​   ​   = constante
2

​ dv ​ = constante
2
p + ___
2

Equação de Torricelli

V = d​ XXXXXXX
2 · g · h ​ 

130
U.T.I. - Sala
1. Uma lente convergente projeta uma imagem real a 0,72 m da posição do objeto. Qual é a distância
focal da lente, em cm, sabendo-se que a imagem é 5 vezes maior que o objeto?

2. Uma pessoa apresenta deficiência visual, conseguindo ler somente se o livro estiver a uma distân-
cia de 75 cm. Qual deve ser a distância focal dos óculos, apropriados para que ela consiga ler, com
o livro colocado a 25 cm de distância?

3. Um corpo de massa m está preso em uma mola de constante elástica k e em repouso no ponto O.
O corpo é então puxado até a posição A e depois solto. O atrito é desprezível. Sendo m = 10 kg,
k = 40 N/m, π = 3,14, pede-se:
a) o período de oscilação do corpo;
b) o número de vezes que um observador, estacionário no ponto B, vê o corpo passar por ele, durante um
intervalo de 15,7 segundos.

m
k

O B A

4. Uma piscina tem fundo plano horizontal. Uma onda eletromagnética de frequência 100 MHz,
vinda de um satélite, incide perpendicularmente sobre a piscina e é parcialmente refletida pela
superfície da água e pelo fundo da piscina. Suponha que, para essa frequência, a velocidade da luz
na água é 4,0 x 107 m/s.
a) Qual é o comprimento de onda na água?
b) Quais são as três menores alturas de água na piscina para as quais as ondas refletidas tendem a se
cancelar mutuamente?

5. Durante a construção de uma estrada, o motor de uma máquina compactadora de solo, similar a
um bate-estaca, emite um som de 68 Hz na entrada de um túnel reto, que mede 30 m de compri-
mento. Um pedestre que transita pelo túnel percebe que uma onda sonora estacionária é formada
no interior do túnel, notando a ocorrência de posições de alta intensidade sonora e pontos de
silêncio (intensidade sonora nula). Dado que a velocidade do som é de 340 m/s, quantos pontos
de intensidade nula o pedestre vai contar ao atravessar o túnel?

6. Coloca-se dentro de um vaso aberto 2 kg de água. A seguir, coloca-se dentro do líquido um pequeno
corpo, de 1000 g de massa e 100 cm3 de volume, suspenso por um fio, conforme indicado na figura.

Sabendo que g = 10 m/s2 e dágua = 1000 kg/m3, calcule:


a) a tração no fio;
b) a força exercida pelo líquido no fundo do vaso.
131
U.T.I. - E.O. afasta até cair sobre a retina. A partir des-
te ponto, o míope enxerga bem. A dioptria
D, ou "grau", de uma lente é definida como
1. Um palito de fósforo, de comprimento 4,0 D = 1/(distância focal) e 1 grau = 1 m-1. Con-
cm, é colocado sobre o eixo principal de uma sidere uma pessoa míope que só enxerga
lente convergente de distância focal f = 20,0 bem objetos mais próximos do que 0,4 m de
cm, com a cabeça a 10,0 cm do foco princi- seus olhos.
pal, conforme a figura. a) Faça um esquema mostrando como uma len-
te bem próxima dos olhos pode fazer com
34 30 20 que um objeto no infinito pareça estar a
40 cm do olho.
P1 F b) Qual a dioptria (em graus) dessa lente?
c) A partir de que distância uma pessoa míope
que usa óculos de "4 graus" pode enxergar
Determine o comprimento da imagem do pa-
lito. bem sem os óculos?

2. Um vaso cilíndrico contém água até uma al- 6. A figura a seguir representa um feixe de luz
tura de 2 h. Uma lente convergente é man- paralelo, vindo da esquerda, de 5,0 cm de
tida à altura h acima do nível da água, presa diâmetro, que passa pela lente A, por um
em flutuadores. A distância focal da lente pequeno furo no anteparo P, pela lente B e,
é h. No fundo do vaso existe uma pequena finalmente, sai paralelo, com um diâmetro
lâmpada L. A partir de um certo instante de 10 cm. A distância do anteparo à lente A
t = 0 faz-se escoar a água do vaso de modo é de 10 cm.
que o nível desça com rapidez v constante.
lente
flutuadores

2h
A
B
P
a) Calcule a distância entre a lente B e o ante-
paro.
A que altura H acima do nível da lente estará
b) Determine a distância focal de cada lente
formada a imagem da lâmpada, no instante
em que a metade da água houver escoado? O (incluindo o sinal negativo no caso de a len-
índice de refração da água é 4/3. te ser divergente).

3. Uma pessoa míope só é capaz de ver nitida- 7. Numa antena de rádio, cargas elétricas os-
mente objetos situados a uma distância má- cilam sob a ação de ondas eletromagnéticas
xima de 20 cm. em uma dada frequência. Imagine que essas
a) Qual é a lente adequada para a correção da oscilações tivessem sua origem em forças
miopia: convergente ou divergente? mecânicas e não elétricas: cargas elétricas
b) Qual deve ser a distância focal da lente para fixas em uma massa presa a uma mola. A
que a pessoa possa ver nitidamente objetos amplitude do deslocamento dessa "antena-
localizados no infinito? -mola" seria de 1 mm e a massa de 1 g para
um rádio portátil. Considere um sinal de rá-
4. Uma pessoa, para ler um jornal, precisa dio AM de 1000 kHz.
colocá-lo à distância de 50 cm. Determine a a) Qual seria a constante de mola dessa "ante-
distância focal da lente necessária para ler o
jornal à distância de 25 cm. na-mola"? A frequência
__ de oscilação é dada
1
____
por: f = ​     ​ 
(2π) m √ k
__
∙​ ​    ​ ​  onde k é a constante da
5. Nos olhos das pessoas míopes, um objeto lo- mola e m a massa presa à mola.
calizado muito longe, isto é, no infinito, é
focalizado antes da retina. À medida que o b) Qual seria a força mecânica necessária para
objeto se aproxima, o ponto de focalização se deslocar essa mola de 1 mm?
132
8. Um relógio de pêndulo marca o tempo cor- 1
2. O efeito de imagem tridimensional no cine-
retamente quando funciona à temperatura ma e nos televisores 3D é obtido quando se
de 20° C. Quando este relógio se encontra a expõe cada olho a uma mesma imagem em
uma temperatura de 30° C, seu período au- duas posições ligeiramente diferentes. Um
menta devido à dilatação da haste do pêndu- modo de se conseguir imagens distintas em
lo. cada olho é através do uso de óculos com fil-
a) Ao final de 24 horas operando a 30°C, o reló- tros polarizadores.
gio atrasa 8,64 s. Determine a relação entre a) Quando a luz é polarizada, as direções dos
os períodos T30 a 30°C e T20 a 20°C, isto é, campos elétricos e magnéticos são bem de-
T30/T20.
finidas. A intensidade da luz polarizada que
b) Determine o coeficiente de expansão tér-
atravessa um filtro polarizador é dada por
mica linear do material do qual é feita
a haste do pêndulo. Use a aproximação: I = I0 ∙ cos2θ, onde I0 é a intensidade da luz
(1,0001)2 =1,0002. incidente e θ é o ângulo entre o campo elé-
​___›
trico ​E ​  e a direção de polarização do filtro.
9. Ondas circulares propagam-se na superfície A intensidade luminosa, a uma distância d
da água de um grande tanque. Elas são pro-
de uma fonte que emite luz polarizada, é
duzidas por uma haste cuja extremidade P, P
sempre encostada na água, executa um mo- dada por I0 = _____
​  0   ​ em que P0 é a potência

4πd2
vimento harmônico simples vertical, de fre- da fonte. Sendo P0 = 24 W, calcule a intensi-
quência 0,5 s−1.
dade luminosa que atravessa um polarizador
a) Quanto tempo o ponto P gasta para uma os-
que se encontra a d = 2 m da fonte e para o
cilação completa?
b) Se as cristas de duas ondas adjacentes dis- qual θ = 60°.
tam entre si 2,0 cm, qual a velocidade de
propagação dessas ondas? b) Uma maneira de polarizar a luz é por refle-
xão. Quando uma luz não polarizada incide
10. Um trem de ondas periódicas percorre o na interface entre dois meios de índices de
meio 1, chega à interface com o meio 2 e refração diferentes com o ângulo de incidên-
penetra nele, sofrendo refração. O compri- cia θB, conhecido como ângulo de Brewster,
mento de onda no meio 1 é λ1 = 1,5 cm e o a luz refletida é polarizada, como mostra a
do meio 2 é λ2 = 2,0 cm. figura abaixo. Nessas condições, θB + θr =
a) Dentre as grandezas físicas velocidade de
90° em que θr é o ângulo do raio refratado.
propagação, frequência e período, quais
conservam o mesmo valor nos dois meios? Sendo n1 = 1,0 o índice de refração do meio
b) Se a frequência das ondas é igual a 10 Hz no 1 e θB = 60° calcule o índice de refração do
meio 1, qual é a velocidade de propagação meio 2.
no meio 2? Raio iniciante Raio refletido
não polarizado polarizado

1. Duas fontes pontuais F1 e F2 coerentes e em


1
fase emitem ondas de frequência 10 Hz que UB UB
se propagam com velocidade de 1 m/s na su- meio1
perfície da água, conforme ilustra a figura. Meio 2
Se os pontos P e Q representam pequenos
objetos flutuantes, verifique se os mesmos Ur
estão ou não em repouso.
F1

1
3. O primeiro trecho do monotrilho de São Pau-
2,75 m 3,50 m lo, entre as estações Vila Prudente e Orató-
rio, foi inaugurado em agosto de 2014. Uma
das vantagens do trem utilizado em São Pau-
2,00 m 3,00 m lo é que cada carro é feito de ligas de alumí-
P F2 Q nio, mais leve que o aço, o que, ao lado de
um motor mais eficiente, permite ao trem
atingir uma velocidade de oitenta quilôme-
tros por hora.
133
a) A densidade do aço daço = 7,9 g/cm3 e a do 16. Na extremidade aberta do tubo de Quinche
alumínio é dAl = 2,7 g/cm3. Obtenha a razão é colocado um diapasão que emite um som
τaço/τAl entre os trabalhos realizados pelas puro (única frequência). Abrindo-se a tor-
forças resultantes que aceleram dois trens neira, a água escoa lentamente, sendo que
de dimensões idênticas, um feito de aço e para certos valores de h ocorre um aumento
outro feito de alumínio, com a mesma acele- na intensidade do som que sai do tubo. Al-
ração constante de módulo por uma mesma
guns desses valores de h são 5 cm, 15 cm e
distância
25 cm.
b) Outra vantagem do monotrilho de São Paulo
em relação a outros tipos de transporte ur-
bano é o menor nível de ruído que ele pro-
duz. Considere que o trem emite ondas esfé-
ricas como uma fonte pontual. Se a potência
sonora emitida pelo trem é igual a P = 1,2
mW, qual é o nível sonoro N em dB à uma
distância R = 10 m do trem? O nível sonoro N
água
​ I  ​, 
em dB é dado pela expressão N = 10 ⋅ log __
I0
em que I é a intensidade da inda sonora e a) Determine o comprimento de onda emitido
I0 = 10-12 W/m2 é a intensidade de referência pelo diapasão.
padrão correspondente ao limiar da audição b) Determine a velocidade desse som no ar,
do ouvido humano. sabendo-se que a sua frequência é igual a
Obs: Aesfera = 4πR2
1600 Hz.

1
4. O radar é um dos dispositivos mais usados
1
7. O esquema abaixo ilustra um dispositivo,
para coibir o excesso de velocidade nas vias
usado pelos técnicos de uma companhia pe-
de trânsito. O seu princípio de funcionamen-
to é baseado no efeito Doppler das ondas trolífera, para trabalhar em águas profundas
eletromagnéticas refletidas pelo carro em (sino submarino).
movimento.
Considere que a velocidade medida por um
radar foi vm = 72 km/h para um carro que se
aproximava do aparelho.
Para se obter vm o radar mede a diferença de sino submarino
Alta
Vm 150 m
frequências Δf, dada por Δf = f – f0 = ± ​ ___
 ​ ⋅f , pressão
C 0
sendo f a frequência da onda refletida pelo
carro, f0 = 2,4 . 1010 Hz a frequência da onda
emitida pelo radar e c = 3,0 . 108 m/s a ve-
locidade da onda eletromagnética. O sinal a) Explique por que a água não ocupa todo o
(+ ou -) deve ser escolhido dependendo do interior do sino, uma vez que todo ele está
sentido do movimento do carro com relação imerso em água.
ao radar, sendo que, quando o carro se apro- b) Determine a pressão no interior do sino.
xima, a frequência da onda refletida é maior §§ pressão atmosférica: 1,0 x 105 N/m2
que a emitida. §§ aceleração da gravidade: 9,8 m/s2
Determine a diferença de frequência f medi- §§ massa específica da água do mar: 1,2 x
da pelo radar. 103 kg/m3

15. Um pescador desenvolveu um método ori- 1


8. O organismo humano pode ser submetido,
ginal para medir o peso dos peixes pes- sem consequências danosas, a uma pressão
cados: utiliza uma vara com uma linha de de no máximo 4 . 105 N/m2 e a uma taxa de
2 m de comprimento e um frequencímetro.
variação de pressão de no máximo 104 N/m2
Ao pescar um peixe, ele “percurte” a linha
por segundo. Nessas condições:
na posição vertical e mede a frequência do
som produzido. O pescador quer selecionar a a) qual a máxima profundidade recomendada a
linha adequada de modo que para um peixe um mergulhador?
de peso 10 N obtenha uma frequência fun- b) qual a máxima velocidade de movimentação
damental de 50 Hz. Determine a massa da na vertical recomendada para um mergulha-
linha que deve ser utilizada para obter o re- dor?
sultado desejado. Adote a pressão atmosférica igual a 105 N/m2.
134
1
9. Dois vasos comunicantes, A e B, um dos quais fechado em sua parte superior, contêm água na situ-
ação indicada pela figura. Seja d a massa específica (densidade) da água, P0 a pressão atmosférica
e g a aceleração da gravidade.

h B A

h/2

L L
a) Qual é a pressão na parte superior do recipiente A?
b) Completando-se o recipiente B com água, qual é a pressão que a parte superior do recipiente A vai
suportar?

20. As esferas maciças A e B, que têm o mesmo volume e foram coladas, estão em equilíbrio, imersas
na água. Quando a cola que as une se desfaz, a esfera A sobe e passa a flutuar, com metade do seu
volume fora da água.

a) Qual é a densidade da esfera A?


b) Qual é a densidade da esfera B?

135
U.T.I. - 5, 6 e 7

Física 3
Capacitores

Seção transversal do capacitor plano. A é a placa plana positiva, e B, a placa plana negativa.

Carga elétrica e capacitância

Gráfico da tensão durante o carregamento do capacitor

Gráfico da tensão durante o descarregamento do capacitor

Gráfico da carga em função da d.d.p.

Q=C·U

ou

Q
C = __
​   ​  ​ A ​ 
C = k · «0 · __
U d
137
Energia de um capacitor

Q·U
​ b ·  ​h  ⇒ W = ____
W = A = ____ ​   ​ 

2 2

​ C · U²
W = _____  ​  

2

O capacitor no circuito elétrico

Q=C·U
d.d.p. no capacitor = d.d.p. no resistor = R · i

Associação de capacitores
A

A
B
C

B
Associação de capacitores em paralelo Associação de capacitores em série

138
Capacitor equivalente

Capacitor equivalente

Qeq = Qassoc = Q
Q
C = Qeq · U  ou  Ceq = __
​   ​ 
U

Associação de capacitores em paralelo

Três capacitores em paralelo

Na associação em paralelo, a d.d.p de todos os capacitores é igual.

Ceq = C1 + C2 + ... + Cn

A capacitância equivalente de uma associação em paralelo é igual à soma das capacitâncias parciais.

Associação de capacitores em série

Q1 = Q2 = Q3 = Q

A carga elétrica de uma associação de capacitores em série é igual a carga Q de cada um dos capacitores.

139
Outras propriedades da associação em série
Q Q Q
U1 = __
​  1 ​   U
  = __
​  2 ​   
  U3 = __
​  3 ​ 
C1 2 C2 C3

UAB = U1 + U2 + U3

​  1   ​ = __
___ ​  1  ​  = __
​  1  ​ + __
​  1  ​ + ... + __
​ 1  ​ 
Ceq C1 C2 C3 Cn

Em uma associação de capacitores em série, o inverso da capacitância equivalente é igual à soma dos
inversos das capacitâncias parciais.

Lei de Ohm generalizada

VA – VB = S« – S«' – Reqi

Variação de potencial entre os


terminais de elementos de um circuito

Elemento Potencial VA VB UAB

Diminui VA VA – R · i R·i

Resistor

Aumenta VA VA + « – r · i –«+r·i

Gerador

Diminui VA VA – «' – r' · i «' + r'· i

Receptor

Quedas de tensão em diferentes elementos do circuito

140
As leis de Kirchhoff

Circuito elétrico em duas malhas

Lei de Kirchhoff das correntes (LKC) ou lei dos nós – a somatória das correntes que chegam a um nó é
igual à somatória das correntes que saem deste nó.

Lei de Kirchhoff das tensões (LKT) ou lei das malhas – ao se percorrer uma malha segundo alguma
orientação, a somatória algébrica das tensões é nula.

Magnetismo - Eletromagnetismo

Propriedades dos ímãs

§§ polos de mesmo nome se repelem;


§§ polos de nomes diferentes se atraem.
141
Quando o polo sul do ímã é aproximado do polo sul da agulha, ocorre repulsão.

Quando o polo norte do ímã é aproximado do polo norte da agulha, também ocorre repulsão.

Quando o polo norte do ímã é aproximado do polo sul da agulha, ocorre atração.

Direção e sentido do campo magnético

Uma pequena bússola é colocada em um ponto do campo magnético.

_​__›
A bússola é então retirada e desenha-se o vetor B ​​  indicando
  a direção e o sentido do campo magnético.

O campo magnético da Terra

142
O campo magnético da Terra
eixo de rotação da Terra
sul magnético Norte geográfico
11º

Sul geográfico norte magnético

Campo magnético criado por corrente


elétrica em condutores retilíneos

Se o sentido da corrente no fio for para cima, as linhas de força estão orientadas no sentido anti-horário.

Se o sentido corrente no fio for para baixo, as linhas de força estão orientadas no sentido horário.
143
Intensidade do campo magnético
m
​    ​  · ​ _ri  ​
B = ___
2p

A constante m é chamada de permeabilidade magnética do meio.

Campo magnético criado por uma corrente numa espira


circular

m
​   ​ · _​ ri  ​
B = __
2

Campo magnético criado por corrente em um solenoide

A configuração das linhas do campo magnético criado por um solenoide


é idêntica a de um ímã de barra com o mesmo formato.

​  N ​  · i
B = m __
º

144
No solenoide ilustrado, o fio entra no plano (linha cheia) e sai por ele (linha pontilhada) diversas vezes.

Força magnética sobre cargas elétricas

F = |q| · v · B · sen £

Grandeza Unidade Símbolo


Força magnética newton N
Carga elétrica coulomb C
Velocidade metro por segundo m/s
Campo magnético tesla T

Direção e sentido da força magnética

__
​›
F ​​   
__
​›
 ​
​ 
B 

__
​›
 ​​ v 

  
145
Campo magnético uniforme

§§ A intensidade do campo é constante em qualquer ponto.


§§ O campo tem a mesma direção e o mesmo sentido em qualquer ponto.
§§ As linhas de campo são retas paralelas de mesmo sentido, uniformemente distribuídas pela região que o
campo ocupa.

Campo magnético uniforme “entrando” no plano da página. Campo magnético uniforme “saindo” no plano da página.

Partícula lançada no campo magnético

1° caso: lançamento paralelo às linhas do campo

Partícula lançada paralelamente às linhas de campo.

2° caso: lançamento perpendicular às linhas do campo

_​›_ ​___›
Lançamento de uma carga positiva: v ​​  '
  B ​​ .  

146
Trajetória circular descrita por uma partícula de carga positiva, lançada perpendicularmente às linhas do campo magnético.

​____› ​____› ​____› ​____›


​ F​ 1 ​   ​= ​ F​ 2 ​   ​= ​ F​ 3 ​   ​= ​ F​ 4 ​   ​= ​ q ​· v · B

Determinação do raio R da trajetória

​ m ⋅ v  ​ 
R = _____
|q| ⋅ B

Partícula positiva em MCU no sentido anti-horário. Partícula negativa em MCU no sentido horário.

3º caso: lançamento numa direção não particular

F = |q| · v · B · sen £

No lançamento de uma carga em um campo magnético uniforme, temos os seguintes casos:


1º caso: £ = 0º ou q = 180º; F = 0 ä MRU
2º caso: £ = 90º ä MCU
3º caso: £ i 0º, £ i 90º e θ i 180º; F i 0 ä movimento uniforme helicoidal

147
Força magnética sobre um
condutor retilíneo

Fio retilíneo imerso no campo magnético

_​__›
§§ O dedo indicador coincide com a direção do campo magnético ​B ​ ; 
§§ O dedo médio coincide com a direção da corrente elétrica i;
​__›
§§ O dedo polegar indica a direção e o sentido da força magnética ​F ​ . 

F = B · i · L · sen £

Força magnética entre dois fios retilíneos e paralelos


1º caso: as correntes possuem o mesmo sentido


fio 1 fio 2

148
2º caso: as correntes possuem sentidos contrários

  
fio 1 fio 2

m·i ·i
F1 é 2 = _______ ·º
​  1  ​2 

2pr
m·i ·i
F2 é 1 = _______ ·º
​  1  ​2 

2pr

Indução eletromagnética

Experimento de Faraday simplificado

movimento

Quando o fluxo magnético que atravessa o circuito elétrico fechado variar no tempo, uma corrente elétrica
induzida circula no circuito.

149
A lei de Lenz

O ímã, ao ser aproximado do anel da espira, gera uma corrente induzida de sentido horário.

O ímã, ao ser afastado do anel da espira, gera uma corrente induzida de sentido anti-horário.

O sentido da corrente induzida é tal que o campo magnético por ela produzido se opõe à variação do fluxo
que a originou.

§§ A variação de fluxo magnético no anel gera uma corrente induzida – lei de Faraday.
§§ A corrente induzida polariza magneticamente o anel. O polo formado deve repelir o polo sul do ímã. Então,
em relação ao ímã, o polo formado é um polo sul – lei de Lenz.

A força eletromotriz induzida – lei de Faraday


¶ ind = r · i

Força eletromotriz induzida em condutor móvel

ε = BLv

150
Fluxo magnético

Representação do campo magnético

Plano inclinado em relação ao campo

F = B · A · cos a

Variações do fluxo magnético


Se o fluxo do campo magnético através de uma espira sofrer variação, então uma força eletromotriz irá
surgir na espira, e existirá enquanto durar a variação de fluxo. A força eletromotriz anular-se-á quando cessar a
variação do fluxo de campo magnético.

«m = – ____
​ DF ​ 
Dt

Corrente alternada (CA)

v = 2pf

imáx
ieficaz = ​ ___  ​ j 0,707 imax
d
​ XX
2 ​ 

Umáx
Ueficaz = ​ ____  ​ j 0,707 vmáx
d
​ XX
2 ​ 
151
Transformador

Up Np
__
​   ​ = ​ __ ​ 
Us Ns

P = Upip = Usis

O gerador eletromagnético

Gerador elétrico Corrente alternada senoidal

Uma simples manivela pode girar o rotor, como se usava nos antigos telefones.

Uma roda hidráulica pode fazer girar o rotor.

152
Campos induzidos
Campo magnético variável produz campo elétrico.

Campo elétrico variável produz campo magnético.

Mecânica quântica
A radiação do corpo negro

E=h·f

h = 6,63 · 10 –34 J · s

O efeito fotoelétrico

E = Ec + W

153
​ 1  ​m · v2 + W
hf = __
2

O átomo de Bohr

O raio da trajetória não pode ter qualquer valor, ou seja, apenas certas órbitas são possíveis. Essas órbitas
são chamadas de estados estacionários e, enquanto o elétron está nessas órbitas, não emite energia.

154
​ e   ​
2
E = Ec + Ep = –k __
2r

E = hf

E = Ef – Ei = hf

h    ​, ou seja, mvr = n ​ ___


O produto de mvr deve ser um múltiplo inteiro de ​ ___ h    ​(onde n = 1, 2, 3, ...).
2p 2p

Quantidade de movimento do fóton

​  h  ​
l = __
Q

A mecânica quântica
​  h  ​
l = __
Q

O princípio de complementaridade

A radiação e a matéria possuem um comportamento dual, ou seja, comportam-se ora como onda, ora como
partícula, mas apenas um dos comportamentos se manifesta em cada experimento; logo, os dois comportamen-
tos se complementam.

O princípio da incerteza

É impossível conhecer a posição e a quantidade de movimento de uma partícula simultaneamente e com


precisão. Sendo a incerteza na posição dada por Dx e a incerteza na quantidade de movimento dada por DQ,
temos:

Dx · DQ ≥ h

155
DE · Dt ≥ h

Partículas elementares

g = p + p​
​ 
X

Quarks
Cargas elétricas de quarks e antiquarks
Quark Símbolo Carga Antiquark Símbolo Carga

Up U 2  ​e
+​ __ Antiup ​X 
u​ 2  ​e
– ​ __
3 3

Down D 1 ​ e
– ​ __ Antidown ​X 
d​ 1  ​e
+ ​ __
3 3

Strange S 1 ​ e
– ​ __ Antistrage ​X 
s​ 1 ​ e
+ ​ __
3 3

2 ​ e Anti 2 ​ e


Charmed C +​ __ ​X 
c​ – ​ __
3 charmed 3

Bottom B 1 ​ e
– ​ __ Antibotton X
​ 
b​ 1  ​e
+ ​ __
3 3

Top T 2  ​e
+​ __ Antitop f​​X  2  ​e
– ​ __
3 3

156
Fissão nuclear

Teoria da relatividade
Os postulados de Einstein
As leis da Física são as mesmas em todos os referenciais inerciais.

A velocidade da luz no vácuo tem o mesmo valor c em qualquer referencial inercial, independentemente da
velocidade da fonte da luz.


157
A relatividade do tempo

2d’ = c · Dt’

Dt = ______
Dt’   ​ 
​  _____
v2  ​ ​ 

​ 1– ​ __
c2

A relatividade do comprimento

_____

L = L’ · √
​ v  ​ ​ 
2
​ 1 – __  
c 2

Inércia e velocidade

​ aF  ​= constante = m0 = massa do corpo


__

158
Quantidade de movimento
___
​› m0 ​__›
​   = ______
Q ​ ​   2  ​  v ​
​   
d XXXXX
v
__
​ 1 – ​  2 ​ ​  
c

m
m = ______
​  0 2  ​ 
d
XXXXX
​ v2 ​ ​  
​ 1 – __
c

Massa e energia
DE = (Dm) · c2

Energia de repouso
E = m · c2

E0 = m0 · c²

Energia cinética
​ m ·  ​
Ec = _____ v2 

2

Ec= (m – m0)c²

Ec= m · c² – m0 · c²
E = E0 + Ec

159
U.T.I. - Sala
1. A figura mostra um circuito elétrico onde as fontes de tensão ideais têm f.e.m. E1 e E2. As resistên-
cias de ramo são R1 = 100 Ω, R2 = 50 Ω e R3 = 20 Ω; no ramo de R3 a intensidade de corrente é de
125 miliampères com o sentido indicado na figura. A f.e.m. E2 é 10 volts.

i = 125 mA
R1
E1 R2
R3
E2

Determine o valor de E1.

2. Dois capacitores de capacitâncias 3 µF e 7 µF são associados em paralelo e a associação é submetida


a uma d.d.p. de 12 V. Determine:
a) a carga elétrica adquirida pela associação;
b) a energia armazenada em cada capacitor.

3. Os fios 1 e 2 da figura são retilíneos e muito compridos. Ambos estão no ar e situados no plano da
folha.

fio 2

fio 1 i1
15 cm
45 cm P

No fio 1, a corrente é i1 = 5,0 A e, no fio 2, a corrente é i2. Deseja-se que o campo magnético resul-
tante devido aos fios seja nulo no ponto P. Para que isso aconteça:
a) determine qual deve ser o sentido da corrente i2 no fio 2;
b) calcule qual deve ser o valor de i2.

4. Um filtro de velocidades é um dispositivo que utiliza campo elétrico uniforme E perpendicular ao


campo magnético uniforme B (campos cruzados), para selecionar partículas carregadas com de-
terminadas velocidades. A figura a seguir mostra uma região do espaço em vácuo entre as placas
planas e paralelas de um capacitor. Perpendicular ao campo produzido pelas placas está o campo
magnético uniforme. Uma partícula positiva de carga q move-se na direção z com velocidade cons-
tante v (conforme a figura 1).

figura 1
+++++++++++++++++
x x x x x x x
x x x x x x x
v x x x x x x x
x x x x x x x
q x x x x x x x Z
x x x x x x x
x x x x x x x
x x x x x x x
--------------------

a) Faça uma representação da força elétrica e da força magnética que atuam na partícula assim que ela
entra na região de campos cruzados, indicando suas magnitudes.
b) Determine a velocidade que a partícula deve ter, para não ser desviada.

160
5. A figura mostra uma barra metálica que faz contato com um circuito aberto, fechando-o. A área
do circuito é perpendicular a um campo magnético constante B = 0,15 tesla. A resistência total do
circuito é de 3,0 ohms.
x x x x x x x x
b = 0,15T (entrando na página)
x x x x x x x x x x
x x x x x x x x x x
50 cm v = 2,0 m/s
x x x x x x x x x x
x x x x x x x x x x

Determine a intensidade da força necessária para mover a barra, como indica a figura, com velo-
cidade constante igual a 2,0 m/s.

6. Lasers pulsados de altíssima potência estão sendo construídos na Europa. Esses lasers emitirão
pulsos de luz verde, e cada pulso terá 1015 W de potência e duração de cerca de 30 ⋅ 105 s. Com base
nessas informações, determine:
a) o comprimento de onda λ da luz desse laser;
b) a energia E contida em um pulso;
c) o intervalo de tempo Δt durante o qual uma lâmpada LED de 3 W deveria ser mantida acesa, de forma
a consumir uma energia igual à contida em cada pulso;
d) o número N de fótons em cada pulso.
Note e adote:
Frequência da luz verde: f = 0,6 ⋅ 1015 Hz
Velocidade da luz: c = 3 ⋅ 108 m/s
Energia do fóton: E = h ⋅ f
h = 6 ⋅ 10-34 J ⋅ s

161
U.T.I. - E.O. 5. No circuito, temos C1 = 3,0 µF, C2 = 4,0 µF,
C3 = 6,0 µF e C4 = 1,0 µF. Determine a ddp
entre os pontos X e Y.
1. O amperímetro A indicado no circuito abaixo A
é ideal, isto é, tem resistência praticamente
C1 C2
nula. Os fios de ligação têm resistência des-
90 V X Y
prezível. Determine a intensidade de corren-
te elétrica indicada no amperímetro A. C3 C4
2Ω 10 V B
+ + 20 V + 20 V
50 V
6. Suponha que você tenha um ímã permanen-
4Ω 4Ω 4Ω te em forma de barra e uma pequena bússo-
60 V la.
A + 3
2Ω
2

2. No circuito abaixo, onde os geradores elétri-


cos são ideais, verifica-se que, ao mantermos 1
S N
4
a chave K aberta, a intensidade de corrente
assinalada pelo amperímetro ideal A é i = 1 A.
Determine a corrente assinalada no mesmo 5
amperímetro ao fecharmos a chave K. 6

Usando como símbolo uma flecha para a in-


dicação da bússola S → N, em que a seta in-
dica o polo Norte, desenhe como colocar-se-á
a agulha da bússola dentro dos círculos me-
nores nos pontos 1....6 indicados na figura.
Escreva, também, uma pequena explicação
dos seus desenhos.

7. Um solenoide ideal, de comprimento 50 cm


e raio 1,5 cm, contém 2000 espiras e é per-
3. Um capacitor plano, a vácuo, possui placas corrido por uma corrente de 3,0 A.
de área 0,01 m2, distanciadas por 2 mm. O campo de indução magnética é paralelo ao
Sabendo que o capacitor está ligado a uma eixo do solenoide e sua intensidade B é dada
fonte de tensão constante e igual a 10 V, de- por:
termine: B = μ0 ⋅ n ⋅ i; onde n = N/L
∈ = 8,86 ⋅ 10−12 F/m Onde n é o número de espiras por unida-
a) a capacidade do capacitor; de de comprimento e I é a corrente. Sendo
b) a quantidade de carga no capacitor;
μ0 = 4π ⋅ 10-7 N/A2:
c) a energia armazenada no capacitor.
a) Qual é o valor de B ao longo do eixo do sole-
noide?
4. Os capacitores da figura estão neutros. Es- b) Qual é a aceleração de um elétron lançado
tabelece-se, então, a tensão de 3 V entre os no interior do solenoide, paralelamente ao
pontos X e Y. Calcule a carga final do capaci- eixo? Justifique.
tor de capacitância 1 µF.
X 8. Duas retas paralelas conduzem correntes
6µF com a mesma intensidade i = 10 A. Calcule a
intensidade do campo magnético no ponto P,
situado no plano das retas, conforme a figura.

1µF 2µF
Y

162
9. Duas espiras circulares concêntricas, de 13. A utilização de campos elétrico e magnético
1 m de raio cada uma, estão localizadas em cruzados é importante para viabilizar o uso
planos perpendiculares. Calcule o módulo cam- da técnica híbrida de tomografia de resso-
po magnético resultante no centro das espiras, nância magnética e de raios X. A figura a se-
sabendo que cada uma delas conduz 0,5 A. guir mostra parte de um tubo de raios X, onde
1
0. A fonte indicada na figura emite um feixe um elétron, movendo-se com velocidade v =
de elétrons com velocidade inicial horizon- 5,0 ⋅ 105 m/s ao longo da direção x, penetra
tal que vai atingir o centro O do anteparo na região entre as placas onde há um campo
vertical. Aplica-se na região entre a fonte e magnético uniforme, B, dirigido perpendicu-
o anteparo, um campo de indução magnética larmente para dentro do plano do papel. A
B e um campo elétrico E, ambos verticais e massa do elétron é me = 9 ⋅ 10-31 kg e a sua
uniformes. carga elétrica é q = –1,6 ⋅ 10-19 C. O módulo
z da força magnética que age sobre o elétron
Fonte é dado por F = qvBsenθ em que θ é o ângulo
y entre a velocidade e o campo magnético.

placas
Determine o sentido de E e de B para que o
feixe de elétrons atinja a região hachurada.
alvo
elétron
11. Um elétron de carga elétrica −1,6 ⋅ 10−19 C é
lançado entre os polos de um ímã com ve-
V
locidade 2,0 ⋅ 105 m/s, conforme mostra a
Y
figura. B
12 cm

V
10 cm
-
horizontal a) Sendo o módulo do campo magnético
B = 0,010 T, qual é o módulo do campo elé-
Admitindo-se que o campo magnético entre trico que deve ser aplicado na região entre
os polos do ímã é uniforme, o elétron fica su-
as placas, para que o elétron se mantenha
jeito a uma força magnética de intensidade
8,0 ⋅ 10−14 N. em movimento retilíneo uniforme?
a) Determine a intensidade, a direção e o sen- b) Numa outra situação, na ausência de campo
tido do vetor indução magnética entre os elétrico, qual é o máximo valor de B para
polos N e S. que o elétron ainda atinja o alvo? O compri-
b) Determine a direção e o sentido da força mento das placas é de 10 cm.
magnética que age no elétron.
14. No esquema, o condutor AB permanece em
1
2. A figura representa as trajetórias de duas equilíbrio na posição indicada, quando atra-
partículas eletrizadas que penetram numa vessado por corrente. Sendo B = 0,1 T a in-
câmara de bolhas, onde há um campo mag- tensidade do vetor indução, P = 0,1 N o peso
nético uniforme, orientado perpendicular- do bloco suspenso e 1 m o comprimento do
mente para dentro do plano do papel. A par-
condutor imerso no campo, determine:
tícula p1 penetra na câmara no ponto A e sai
a) o sentido da corrente AB;
em C. A partícula p2 penetra em B e sai em A.
b) a intensidade da corrente.
C

S
B V2
A
N
A
V1
B
a) Quais os sinais das cargas q1 e q2 das partículas?
b) Sendo |q1| = |q2|, v1 = v2 e AB = BC, qual a re-
lação entre as massas m1 e m2 das partículas? P

163
15. Um anel condutor de raio a e resistência R é 18. Para estimar a intensidade de um campo
colocado em um campo magnético homogê- magnético B0, uniforme e horizontal, é uti-
neo no espaço e no tempo. A direção do cam- lizado um fio condutor rígido, dobrado com
po de módulo B é perpendicular à superfície a forma e dimensões indicadas na figura,
gerada pelo anel e o sentido está indicado no apoiado sobre suportes fixos, podendo girar
esquema da figura a seguir. livremente em torno do eixo OO'. Esse arran-
jo funciona como uma “balança para forças
eletromagnéticas”. O fio é ligado a um gera-
dor, ajustado para que a corrente contínua
fornecida seja sempre i = 2,0 A, sendo que
duas pequenas chaves, A e C, quando acio-
nadas, estabelecem diferentes percursos
para a corrente. Inicialmente, com o gerador
desligado, o fio permanece em equilíbrio na
posição horizontal. Quando o gerador é li-
gado, com a chave A, aberta e C, fechada,
é necessário pendurar uma pequena massa
No intervalo Δt = 1 s, o raio do anel varia de
M1 = 0,008 kg, no meio do segmento P3 – P4,
metade de seu valor.
para restabelecer o equilíbrio e manter o fio
Calcule a intensidade e indique o sentido da
corrente induzida no anel. Apresente os cálcu- na posição horizontal.
los.

16. A figura a seguir representa um ímã preso a


uma mola que está oscilando verticalmente,
passando pelo centro de um anel metálico.

a) Determine a intensidade da força eletromag-


nética F1, em newtons, que age sobre o seg-
mento P3P4 do fio, quando o gerador é ligado
com a chave A, aberta e C, fechada.
b) Estime a intensidade do campo magnético B0,
em tesla.
c) Estime a massa M2, em kg, necessária para
equilibrar novamente o fio na horizontal,
quando a chave A está fechada e C, aberta.
Com base no princípio da conservação de Indique onde deve ser colocada essa massa,
energia e na lei de Lenz, responda aos itens levando em conta que a massa M1 foi reti-
a seguir. rada.
a) Qual é o sentido da corrente induzida, quan- Note e adote:
do o ímã se aproxima (descendo) do anel? §§ F = BiL
Justifique.
§§ Desconsidere o campo magnético da Terra.
b) O que ocorre com a amplitude de oscilação
§§ As extremidades P1, P2, P3 e P4 estão sem-
do ímã? Justifique.
pre no mesmo plano.
17. Uma espira em forma de U está ligada a um
condutor móvel AB. Este conjunto é sub- 1
9. Com um pouco de capacidade de interpreta-
metido a um campo de indução magnética ção do enunciado, é possível entender um
B = 4,0 T, perpendicular ao papel e dirigido problema de Física moderna, como o exposto
para dentro dele. A largura de U é de 2,0 cm. a seguir, com base nos conhecimentos de en-
sino médio. O Positrônio é um átomo forma-
do por um elétron e sua antipartícula, o pó-
sitron, que possui carga oposta e massa igual
à do elétron. Ele é semelhante ao átomo de
Hidrogênio, que possui um elétron e um pró-
ton. A energia do nível fundamental desses
–13,6
átomos é dada por E1 = ​ ______
me  ​ eV, onde me é a
1+​ ___
mp  
 ​
massa do elétron e mp é a massa do pósitron,
Determine a tensão induzida e o sentido da no caso do Positrônio, ou a massa do pró-
corrente, sabendo que a velocidade de AB é ton, no caso do átomo de Hidrogênio. Para
de 20 cm/s. o átomo de Hidrogênio, como a massa do
164
próton é muito maior que a massa do elétron,
E1 = 13,6 eV.
a) Calcule a energia do nível fundamental do
Positrônio.
b) Ao contrário do átomo de Hidrogênio, o
Positrônio é muito instável, pois o elétron
pode aniquilar-se rapidamente com a sua
antipartícula, produzindo fótons de alta
energia, chamados raios gama. Considerando
que as massas do elétron e do pósitron são
me = mp = 9 ⋅ 10-31 kg e que, ao se aniquila-
rem, toda a sua energia, dada pela relação
de Einstein, Ep + Ee = mec2 + mpc2 é converti-
da na energia de dois fótons gama, calcule a
energia de cada fóton produzido. A velocida-
de da luz é c = 3 ⋅ 108 m/s.

20. Todos os corpos trocam energia com seu


ambiente através da emissão e da absorção
de ondas eletromagnéticas em todas as fre-
quências. Um corpo negro é um corpo que
absorve toda onda eletromagnética nele in-
cidente, sendo que também apresenta a má-
xima eficiência de emissão. A intensidade
das ondas emitidas por um corpo negro só
depende da temperatura desse corpo. O cor-
po humano à temperatura normal de 37 °C
pode ser considerado como um corpo negro.
Considere que a velocidade das ondas eletro-
magnéticas é igual a 3 ⋅ 10-8 m/s.
a) A figura a seguir mostra a intensidade das
ondas eletromagnéticas emitidas por um
corpo negro a 37 °C em função da frequên-
cia. Qual é o comprimento de onda corres-
pondente à frequência para a qual a intensi-
dade é máxima?
b) Se um corpo negro, cuja temperatura abso-
luta é T, se encontra num ambiente, cuja
temperatura absoluta é Ta, a potência lí-
quida que ele perde por emissão e absor-
ção de ondas eletromagnéticas é dada por
P = σA(T4 – Ta4), onde A é a área da superfí-
cie do corpo e σ = 6 ⋅ 10-8 W/(m2K4). Usando
como referência uma pessoa com 1,70 m de
altura e 70 kg de massa, faça uma estimativa
da área da superfície do corpo humano. A
partir da área estimada, calcule a perda to-
tal diária de energia por emissão e absorção
de ondas eletromagnéticas por essa pessoa,
se ela se encontra num ambiente a 27 °C.
Aproxime a duração de 1 dia por 9 ⋅ 104 s.

165
U.T.I. - 5, 6 e 7

Química 1
Propriedades coligativas
Pressão de vapor
Pressão de vapor é a pressão exercida por um vapor quando este está em equilíbrio termodinâmico com a substân-
cia no estado líquido, ou seja, a quantidade de líquido que evapora é a mesma que se condensa.
Pode-se dizer que o ponto de ebulição de uma substância é a temperatura na qual a pressão de vapor do
líquido se iguala à pressão externa.

Propriedades da pressão de vapor


A pressão de vapor depende da natureza do líquido. Se as forças intermoleculares forem de grande intensidade, a
vaporização será difícil e a pressão de vapor será baixa. Se, ao contrário, as moléculas estiverem presas fracamente
ao líquido, a vaporização ocorrerá facilmente e a pressão de vapor será alta.
Portanto, a 20 °C, a pressão máxima de vapor da água é 17,5 mmHg e a pressão máxima de vapor do álcool
etílico (etanol), na mesma temperatura, é 44 mmHg. O álcool, portanto, é mais volátil que a água.

Quanto maior a pressão de vapor, mais volátil será o líquido e, portanto, menor seu ponto de ebulição.

A pressão de vapor não depende da quantidade de líquido nem do espaço ocupado pelo vapor. Em contra-
partida, a pressão de vapor pode sofrer alterações que dependem de dois fatores:
§§ temperatura; e
§§ natureza do líquido.

Diagrama da pressão de vapor versus temperatura

etílico

Em condições ambientes, quanto maior a pressão máxima de vapor,


menor o ponto de ebulição e mais volátil o líquido

T ºC

Analisando o gráfico, pode-se observar que para uma mesma pressão, o éter comum apresenta menor pon-
to de ebulição, seguido do álcool etílico e da água. Portanto, o éter tem maior pressão de vapor, seguido do álcool
e da água. Portanto, pode-se expressar da seguinte maneira:
Péter > Pálcool > Págua
167
Influência da pressão externa sobre
a temperatura de ebulição
A pressão externa não exerce influência sobre a pressão de vapor, porém exerce na temperatura na qual um lí-
quido entra em ebulição. A explicação para esse fenômeno deve-se ao fato de que a temperatura de ebulição é a
temperatura na qual o líquido precisa chegar para que sua pressão interna se iguale à pressão externa, garantindo,
portanto, a sua ebulição.

Portanto, se a pressão abaixa, há a redução na temperatura de ebulição.


Se a pressão aumenta, há o aumento em sua temperatura de ebulição.

Efeitos coligativos
Efeitos coligativos são alterações observadas num solvente que dissolve um soluto não volátil. Regularmente,
esse soluto é um açúcar (glicose, sacarose), um sal (NaCℓ, CaCℓ2, Na2SO4 etc.) ou outras substâncias solúveis e não
voláteis. A dissolução de um solvente não volátil em um solvente provoca:
1. diminuição da pressão de vapor do solvente;
2. elevação do ponto de ebulição (temperatura de ebulição) do solvente;
3. diminuição do ponto de congelamento (temperatura de fusão) do solvente; e
4. aumento da pressão osmótica do solvente.
A intensidade com que as propriedades coligativas ocorrem depende exclusivamente da quantidade de
partículas presentes na solução, mas não depende da natureza dessas partículas.
Esses fenômenos podem ser explicados dependendo das interações que ocorrem entre as partículas do so-
luto e as moléculas do solvente. Essas interações dificultam tanto a passagem do solvente para o estado de vapor
como seu congelamento (solidificação).

168
Substâncias moleculares
Nelas, todas as partículas dissolvidas são moléculas, uma vez que o soluto não sofre dissociação ou ionização, mas,
simplesmente, se dissolve sem sofrer alterações.

Exemplo
Ao se dissolver um mol de sacarose (C12H22O11) em água, obtém-se como resultado um mol (6,0 × 1023) de partí-
culas dissolvidas em solução, uma vez que não há alteração nas moléculas do composto.

Soluções iônicas
São soluções formadas por íons dissolvidos no solvente, resultado da dissociação de uma substância iônica ou da
ionização de uma substância molecular, que, por sua vez, é resultado da interação com o solvente.

NaCℓ → Na+ + Cℓ–


1 mol 1 mol de cátions 1 mol de ânions
6 × 1023 cátions 6 × 1023 ânions

O número de partículas de soluto na solução depende:


a) do número de íons presentes em cada fórmula do composto: O NaCℓ (1Na+ e 1Cℓ-) pode liberar até 2 íons
para cada formula dissolvida. O CaCℓ2 pode liberar até 3 íons por fórmula dissolvida (1Ca + e 2Cℓ-); e
b) do grau de ionização ou do grau de dissociação desse composto a uma dada temperatura.

O fator de Van’t Hoff


O cientista holandês Jakobus Henricus Van’t Hoff percebeu que o número de partículas numa solução poderia
ser calculado pelo produto do número de partículas dissolvidas por um certo fator i que, em sua homenagem, é
conhecido como fator de Van’t Hoff.

i = 1 + α × (q – 1)

α = grau de ionização ou dissociação; e


q = nº total de íons liberados na ionização ou dissociação.

Lei de Raoult
A pressão de vapor de um solvente na solução de um soluto não eletrólito e não volátil é igual ao produto da
fração em quantidade de matéria (fração em mol) do solvente pela pressão de vapor do solvente puro, numa dada
temperatura.

Psolução = ξsolvente × Psolvente puro

169
Da qual:

ξsolvente = fração molar do solvente = nsolvente/nsoluto + nsolvente

A lei de Raoult só é válida para soluções diluídas e moleculares. No caso das soluções iônicas, como o
abaixamento relativo da pressão máxima de vapor, é uma propriedade coligativa, ou seja, depende do número de
partículas dispersas; deve ser introduzido nas equações o fator de correção de Van’t Hoff (i).

Tonoscopia ou tonometria
É o estudo da diminuição da pressão máxima de vapor de um solvente provocada pela adição de um solvente não
volátil.
Numa solução aquosa de NaCℓ, a quantidade de moléculas de água que passa para o estado de vapor é
menor que na água pura, a uma mesma temperatura.
A pressão máxima de vapor de uma solução formada por um soluto não volátil é menor que a de um sol-
vente puro, porque as interações entre as partículas do soluto e as moléculas do solvente diminuem a evaporação
das moléculas do solvente.
Quanto maior o número de partículas de soluto não volátil em solução, maior será a diminuição absoluta da
pressão máxima de vapor. Essa variação (ΔP) é denominada abaixamento absoluto da pressão máxima de vapor
(ΔP = P0 – P2).

Ebulioscopia ou ebuliometria
Estudo da elevação da temperatura de ebulição de um líquido (solvente), ocasionada pela dissolução de um solven-
te não volátil. Quanto maior a concentração do soluto, maior a elevação da temperatura de ebulição do solvente
(te = te/solução – te/solvente puro) e maior a temperatura de ebulição desse solvente:

Líquido Temperatura de ebulição


Água pura 100 ºC

Solução aquosa de glicose 1 mol/L 100,52 ºC

Solução aquosa de glicose 2 mol/L 101,04 ºC

Crioscopia ou criometria
Estudo da diminuição da temperatura de congelamento (ponto de fusão) de um solvente em uma solução de soluto
não volátil. Quanto maior a concentração de soluto não volátil, maior o abaixamento da temperatura de congela-
mento do solvente (tc = tc/solvente puro – tc/solução) e menor será a temperatura de congelamento desse solvente:

Líquido Temperatura de congelamento


Água pura 0 ºC

Solução aquosa de glicose 1 mol/L –1,86 ºC

Solução aquosa de glicose 2 mol/L –3,72 ºC

170
Constante crioscópica
∆tf = kf ⋅ w ⋅ i, onde kf é a constante crioscópica, dada pelo exercício, w modalidade e i é o fator de Van't Hoff.

Osmose
Osmose é um fenômeno espontâneo que ocorre quando o solvente passa através de uma membrana semipermeá-
vel (MSP) em sentido a uma solução, ou quando o solvente de uma solução menos concentrada (mais diluída) pas-
sa através de uma membrana semipermeável (MSP) em sentido a uma solução mais concentrada (menos diluída).

Osmose entre solvente e solução:


As
H 2O moléculas
Membrana semipermeável
Molécula de soluto
de água
passam
através da
membrana

Osmose entre soluções:


H2O As Membrana semipermeável
Moléculas de soluto
moléculas
de água
passam
através da
membrana

Pressão osmótica (π)


Pressão exercida sobre a solução para impedir que ela se dilua pela passagem do solvente puro através de uma
membrana semipermeável. É interessante notar que, se a pressão mecânica sobre a solução for exagerada, o fenô-
meno normal se inverterá, isto é, o solvente passará da solução para o lado do solvente puro; o que é denominado
osmose reversa, empregada em processos de dessalinização da água do mar para obtenção de agua potável.

171
Leis da osmometria
§§ Primeira lei: em temperatura constante, a pressão osmótica é diretamente proporcional à concentração molar.

π=K∙m

§§ Segunda lei: em concentração molar constante, a pressão osmótica é diretamente proporcional à tempe-
ratura absoluta da solução.

π=m∙ T

Para soluções moleculares e diluídas, a equação fundamental da osmometria é idêntica à equação dos
gases perfeitos.
π = m ∙ T × V = n1 × R × T

ou

π=m∙ T=M×R×T

Da qual:
π = m ∙ T = pressão osmótica
R = constante universal dos gases perfeitos
T = temperatura absoluta (K)
M = concentração molar (mol/L)
n1 = número de mols do soluto

Classificação das soluções

Supondo duas soluções à mesma temperatura, com pressões osmóticas pA e pB:


§§ a solução A é hipertônica em relação a B, quando pA > pB;
§§ a solução A é isotônica em relação a B, quando pA = pB;
§§ a solução A é hipotônica em relação a B, quando pA < pB.
Duas soluções isotônicas também são denominadas soluções isosmóticas ou soluções de igual tonicidade.

Oxirredução
Número de oxidação (Nox)
É a carga que o elemento adquire, quando faz uma ligação iônica, ou a carga parcial (δ) que ele adquire quando
faz uma ligação predominantemente covalente.
Numa reação redox, há sempre um composto que é reduzido e outro que é oxidado. Os elementos que
sofrem oxidação são chamados de agentes redutores e, analogamente, os que sofrem redução são os agentes
oxidantes.
§§ Redução é ganho de elétrons, portanto há redução do NOX;
§§ Oxidação é a perda de elétrons, portanto há aumento do NOX.
172
Cálculo do Nox
Substância Nox Exemplos
Substância simples zero H2; Fe; O3
Íons sua própria carga S2– Nox = 2– ; Ca2+ Nox = 2+
Metais alcalinos 1+ NaCℓ; Li2CO3; K2O
Metais alcalino-terrosos 2+
CaCO3; MgO; SrF2
Halogênios 1- NaCℓ; KF; Li2Br
Calcogênios 2 -
CaO; CuSe; MgS
Ag, Zn e Al 1 , 2 , 3 , respectivamente
+ + +
AgCℓ; ZnS; Aℓ2(SO4)3
Hidrogênio em composto 1+ H2O; C6H12O6
Hidreto metálico 1+
NaH; LiH; CaH2
Oxigênio com flúor 1 e2
+ +
O2F2 ; OF2
Peróxidos 1- H2O2 ; Na2O
Superóxidos –1⁄2 K2O4

Por exemplo:

Balanceamento redox
I. Determinar o Nox de todos os elementos na reação;
II. Determinação da variação (∆) da oxidação e da redução;
III. Inversão dos valores da variação;
IV. Aplicar o balanceamento para os outros elementos normalmente.
Observação: a variação de Nox (∆) deve ser multiplicada pela atomicidade dos elementos.

Exemplo
CrO3 + SO2 → Cr2O3 + SO3
ramal de redução

+6 –2 +4 –2 +3 –2 +6 –2

CrO3 + SO2 → Cr2O3 + SO3


ramal de oxidação

sofre oxidação (Nox aumentou) ⇒ doa/cede |6 – 4| = 2 elétrons


sofre redução (Nox reduziu) ⇒ recebe/ganha |3 – 6| = 3 elétrons

§§ Para o SO2 (sofre oxidação ⇒ agente redutor):


total de elétrons doados = 1 átomo × 2 elétrons/átomo = 2 elétrons doados
§§ Para o CrO3 (sofre redução ⇒ agente oxidante):
total de elétrons recebidos = 2 átomos × 3 elétrons/átomo = 6 elétrons recebidos
173
De acordo com a regra, os números totais de elétrons recebidos e cedidos serão os coeficientes “trocados”
na equação:

6SO2 ⇒ 2 elétrons cedidos


2Cr2O3⇒ 6 elétrons recebidos
CrO3 + 6SO2 → 2Cr2O3 + SO3

Como os coeficientes são múltiplos entre si, podem ser simplificados:

2:6⇔1:3

Que resulta em:


2CrO3 + 3SO2 → 1Cr2O3 + SO3
Acertada a equação pelo método das tentativas, finalmente obtém-se:
2CrO3 + 3SO2 → 1Cr2O3 + 3SO3

Cálculo do Nox em compostos orgânicos


Para os compostos orgânicos, aplicam-se as mesmas regras vistas anteriormente. A diferença será que em alguns
compostos orgânicos há mais de um carbono e, para isso, faz-se uma média do Nox dos carbonos, assim como
pode ser feita a medida do Nox de cada carbono individualmente.
Em compostos em que se deseja calcular o Nox dos carbonos separadamente, basta analisar a eletronega-
tividade dos elementos.

Na ligação C e H, o carbono é mais eletronegativo que o H, recebendo um elétron dele. Já no caso da


ligação C e O, o oxigênio é o mais eletronegativo, retirando dois elétrons do carbono. Assim, o Nox desse carbono
será dado pela consideração do total de perdas e ganhos de elétrons, isto é, se ele ganhou dois elétrons e perdeu
dois, então seu Nox é igual a zero.
Se quisermos calcular o Nox médio do carbono, basta somar todos os Nox e dividir pela quantidade de
carbonos, conforme mostrado a seguir:

C6 H12 O6
6x + 12 ∙ (+1) + 6 ∙ (–2) = 0
6x + 12 –12 = 0
6x = 12 – 12
x=0
0/6 = 0

174
Pilhas
A pilha de Daniell
Na pilha de Daniell, os dois eletrodos metálicos são unidos externamente por um fio condutor, e as duas semicelas
são unidas por uma ponte salina que contém uma solução saturada de K2SO4(aq).
A ponte salina é um dispositivo que contém uma solução de sal inerte, como nitrato de potássio (KNO3)
ou cloreto de potássio (KCℓ), cuja função é permitir o intercâmbio de íons entre as semicélulas e fechar o circuito
para a corrente contínua produzida entre os eletrodos mergulhados nas soluções eletrolíticas dessas semicélulas.
Outra função da ponte salina é manter a neutralidade elétrica das soluções nas semicélulas: no ânodo, a contínua
oxidação produz um excesso de carga positiva e, no cátodo, a redução provoca excesso de carga negativa. Os
ânions presentes na ponte salina dirigem-se para o lado com excesso de carga positiva e os cátions para o lado
com excesso de carga negativa, fazendo com que as soluções mantenham-se eletricamente neutras.

Voltímetro

Cu
K+ SO2-4
+ ponte
- Zn

salina
Solução
Solução
de
de sulfato
sulfato de
Cu2+ de zinco
cobre SO2-4
SO2-4
SO2-4 Zn 2+
SO2-4
Cu2+ Zn2+

Pode-se observar o seguinte:


1. No eletrodo de cobre (polo positivo):
§§ espessamento da lâmina de cobre;
§§ diminuição da cor azul da solução.

Esses dois fatos podem ser explicados pela semirreação de redução:

Cu2+(aq) + 2e–  → Cu(s)
solução lâmina

O eletrodo em que ocorre a redução é o cátodo.


O espessamento da lâmina de cobre acontece apenas por conta da solução em que a lâmina de cobre está.
Na solução há íons cobre que sofrem redução e acabam sendo agregados a ela aumentando a massa da lâmina.

2. No eletrodo de zinco (polo negativo):


§§ Corrosão da lâmina de Zn.

Esse fato pode ser explicado pela semirreação de oxidação:

Zn(s) → Zn2+(aq) + 2e-


lâmina solução
175
O eletrodo em que ocorre a oxidação é o ânodo e nele há também corrosão do eletrodo.
Pela análise dessas duas semirreações, pode-se concluir que os elétrons fluem no circuito externo do ele-
trodo de zinco para o eletrodo de cobre, ou seja, os elétrons, uma vez dotados de carga negativa, migram para o
eletrodo positivo (polo positivo), que, nesse caso, é a lâmina de cobre.
A equação global dos processos ocorridos nessa pilha pode ser obtida pela soma das duas semirreações:

ânodo: Zn  → Zn2+(aq) + 2e–


2+ –
(s)
cátodo: Cu  + 2e   → Cu
__________________________________________________________________________________
reação global: Zn  + Cu
(s)
2+
(aq)
2+
(aq) (s)
  → Zn  + Cu

A reação global pode ser representada da seguinte maneira:


Zn0  → Zn2+ + 2e– Cu2+ + 2e–  → Cu0
ou
Zn   / Zn 0 2+
Cu2+ / Cu0

Potencial de redução
Numa pilha, a espécie que apresenta maior potencial de redução sofre redução. Portanto, a outra espécie, de menor
potencial de redução, sofre oxidação.

Semirreações de redução E0 (Volt)


Li1+(aq) + 1 e– → Li (s) –3,05
1 e– → Na (s)
Aumenta o caráter oxidante (capacidade de receber elétrons)

Na1+(aq) + –2,71
Mg2+(aq) + 2 e– → Mg(s) –2,36
Al 3+
(aq)
+ 3 e → Aℓ(s)

–1,68
Zn2+(aq) + 2 e– → Zn(s) –0,76
Fe2+ (aq) + 2 e– → Fe(s) –0,44
Ni 2+
(aq)
+ 2 e → Ni(s)

–0,23
Pb 2+
(aq)
+ 2 e → Pb(s)

–0,13
Fe3+(aq) + 3 e– → Fe(s) –0,04
2H 1+
(aq)
+ 1 e → H2(g)

0,00
Cu 2+
(aq)
+ 2 e → Cu(s)

+0,34
I2(s) + 2 e– → 2 I–(aq) +0,54
Ag1+(aq) + 1 e– → Ag(s) +0,80
Hg 2+
(s)
+ 2 e → Hg(aq)

+0,86
Br2(s) + 2 e → 2 Br (aq)
– –
+1,07
Cℓ2 (s) + 2 e– → 2 Cℓ–(aq) +1,36
Au 3+
(aq)
+ 3 e → Au(s)

+1,42

F2(g) + 2 e– → 2 F–(aq) +2,87

Com isso, pode-se afirmar que o flúor tem o maior potencial de redução, ou seja, ele tem maior facilidade
para se reduzir. Já o lítio tem o menor potencial de redução, portanto ele sofre oxidação. Portanto, flúor é o melhor
agente oxidante e o lítio é o melhor agente redutor.
176
Cálculo da voltagem
ΔE0 = (E0red maior) – (E0red menor)

ΔE0 = (E0 oxi maior) – (E0 oxi menor)

Os valores dos E0 não dependem do número de mol das espécies envolvidas; eles são sempre constantes nas con-
dições padrão para cada espécie. Em outras palavras, ao multiplicar uma semirreação por uma constante, o valor
do E0 não muda.
Consideremos, como exemplo, uma pilha formada por eletrodos de alumínio e cobre, cujos E0red são:

E0 (Aℓ3+ / Aℓ0) = –1,68 V   E0 (Cu2+ / Cu0) = +0,34 V

Observando os potenciais, é possível perceber que o cobre, com maior potencial de redução, reduz-se, ao
passo que o alumínio, oxida-se:

Cu2+(aq) + 2e–  → Cu(s)  E0red = +0,34 V


Aℓ(s)  → Aℓ3+(aq) + 3e–  E0oxi = +1,68 V

A equação global da pilha pode ser obtida pelo uso de coeficientes que igualem o número de elétrons
cedidos e recebidos nas semirreações:

Semirreação de redução: 3Cu2+ (aq)  + 6e–  → 3Cu (s)   E0red = +0,34 V


Semirreação de oxidação: 2Aℓ (s)  → 2Aℓ3+(aq) + 6e–  E0oxi = +1,68 V
_________________________________________________________________
Reação global: 2Aℓ (s) + 3Cu2+ (aq)  → 2Aℓ3+(aq) + 3Cu (s)  ΔE0 = +2,02 V

ΔE0 = (E0 red maior) – (E0 red menor)


ΔE0 = (+0,34 V) – (–1,68 V)
ΔE0 = +2,02 V

As pilhas, em geral, apresentam ΔE0 > 0, tornando a reação espontânea. Caso o ΔE0 seja menor que zero, a
reação não será espontânea, ou seja, as condições ambientes não serão adequadas o suficiente para que a reação
seja iniciada.

Proteção com eletrodo ou metal de sacrifício


Para proteger o metal – ferro ou aço – da corrosão, convém utilizar um metal que apresente maior tendência para
a perda de elétrons (maior potencial de oxidação). Esse metal oxida-se e evita a corrosão do ferro, razão pela qual
é chamado de metal de sacrifício.
Regularmente, um metal utilizado com essa finalidade é o magnésio, cujo potencial de redução é menor – e,
consequentemente, cujo potencial de oxidação é maior – que o ferro:

E0red Mg = –2,36 V < E0 red Fe = –0,44 V

Assim, o magnésio sofrerá oxidação no lugar do ferro.


177
Pilha ou célula de combustível
Ao contrário das pilhas descritas anteriormente, que são dispositivos de armazenamento de energia elétrica, as
pilhas de combustão são dispositivos de conversão contínua de energia química em energia elétrica. Em linhas
gerais, a ideia é simples: a queima dos combustíveis produz energia.

H2 + ​  1 ​ O   → H O + calor


__
2 2 2

CH4 + 2O2  → CO2 + 2H2O + calor
óleo combustível + O2  → CO2 + H2O + calor

Se esse calor (energia) obtiver um rendimento da ordem de 40%, ele pode ser usado em usina termoelé-
trica para produzir eletricidade. Considerando que as combustões são reações de oxirredução, a ideia das pilhas
de combustão é obter a energia liberada pela combustão diretamente na forma de energia elétrica, o que eleva o
rendimento para cerca de 55%.
Pilhas desse tipo foram usadas nas espaçonaves Gemini, Apolo e, agora, nos ônibus espaciais. Elas funcio-
nam pela reação de combustão entre o hidrogênio e o oxigênio, produzindo água.

As pilhas de combustíveis apresentam três compartimentos separados uns dos outros por eletrodos porosos
e inertes. O H2 é injetado num compartimento e o O2, em outro. Esses gases difundem-se pelos eletrodos e reagem
com uma solução eletrolítica de caráter básico contida no compartimento central. Os eletrodos são inertes, forma-
dos de grafita e impregnados de platina. As semirreações que ocorrem são:

no cátodo: O2 + 4H+ + 4e- → 2H2O


no ânodo: 2H2  + O2  → 2H2O
____________________________________
reação global: 2H2 + O2  → 2H2O_

Eletrólise
Eletrólise ígnea
Eletrólise é a reação de oxirredução provocada por corrente elétrica, logo não é uma reação espontânea.
Na eletrólise ígnea, a substância pura está em estado líquido (fundida), sem que haja água no sistema.

178
Um exemplo desse tipo de eletrólise é o que ocorre com o cloreto de sódio (NaCℓ), em que são utilizados
eletrodos de platina, que são inertes, ou seja, não reagem nas condições utilizadas.

Fusão do cloreto de sódio: NaCℓ → Na+ + Cℓ–


§§ Os cátions movimentam-se em direção ao cátodo e sofrem descarga elétrica (reação catódica).
§§ Os ânions movimentam-se em direção ao ânodo e sofrem descarga elétrica (reação anódica).

As semirreações que ocorrem nos eletrodos são:

Estabelecida a igualdade entre o número de elétrons perdidos e o número de elétrons recebidos e somadas
as semirreações, obtém-se a reação global da eletrólise:

cátodo e polo (+) (redução): 2Na+ + 2e– → 2 Na


ânodo e polo (–) (oxidação): 2Cℓ → Cℓ + 2 e

2

_________________________________________________________________

reação global (eletrólise): 2Na+ + 2Cℓ– → 2Na + Cℓ2

Pela análise da reação global, pode-se concluir que a eletrólise ígnea do cloreto de sódio produz sódio
metálico (Na) e gás cloro (Cℓ2), duas substâncias puras indispensáveis na indústria química.
Na eletrólise há a inversão dos polos. Se nas pilhas o polo positivo era o cátodo e o negativo, o ânodo, na
eletrólise o negativo será o cátodo e o positivo o ânodo. De qualquer forma, no ânodo acontecerá oxidação e no
cátodo redução.
Lembre-se: polo positivo “atrai” ânions e polo negativo “atrai” cátions.

Eletrólise em solução aquosa


Na eletrólise aquosa, a substância pura está dissolvida e dissociada em água (solução aquosa).
A eletrólise aquosa apresenta uma dificuldade a mais em relação à eletrólise ígnea: além dos íons liberados
pela substância que se deseja eletrolisar, sempre há os íons produzidos pela autoionização da água (o solvente),
razão pela qual haverá uma “competição” entre os íons.
179
Em razão disso, deve-se obedecer à ordem de descarga:

Hidroxila

Exemplo
Eletrólise aquosa do cloreto de sódio NaCℓ

Na solução há:

NaCℓ  → Na+ (aq) + Cℓ–(aq)


H2O  → H+(aq) + OH–(aq) (autoionização da água)

Cátodo Ânodo
Migração de íons H+ e Na+ Cℓ– e OH–

Facilidade de descarga H+ > Na+ Cℓ– > OH–

Semirreação redução oxidação


(íons que sofrem descarga) 2H + 2e
+ –
→ H2 2Cℓ –
→ Cℓ2 + 2e–

Íons presentes na solução


Na+ OH–
(pois não sofreram descarga)

Somadas as quatro equações, obtém-se a reação global do processo:

dissolução: 2NaCℓ  →  2Na+  +  2Cℓ–


autoionização: 2H2O  →  2H+  +  2OH–
cátodo (redução): 2H+  + 2e–  →  H2
ânodo (oxidação): 2Cℓ–  →  Cℓ2  + 2e–

reação global: 2NaCℓ + 2H2O (ℓ)  → 2Na+ (aq) + 2OH– (aq) + H2 (g) + Cℓ2 (g)


solução cátodo ânodo

Conclusão: a eletrólise do NaCℓ(aq) é um processo que permite obter soda cáustica (NaOH), gás hidrogênio
(H2) e gás cloro (Cℓ2).

180
Eletrólise quantitativa
A quantidade (mol, massa ou volume, caso seja gás) que é produzida em um eletrodo está relacionada com sua
semirreação.
Formação de prata metálica no cátodo:

Ag+ + e–  é Ag0
ç ç ç
1 mol 1 mol 1 mol

Sendo que:

1 elétron —— 1,6 · 10–19 C


6,02 · 1023 elétrons —— x

Ao receber um mol de elétrons, um mol de Ag+ produz um mol de Ag. Nos exercícios que compreendem
estequiometria na eletrólise, é comum usar esta fórmula:
Q=i×t

Q = quantidade de carga em coulombs (C)


i = corrente elétrica em ampères (A)
t = tempo decorrido em segundos (s)

Por exemplo:

Ag+ + e–  é  Ag
ç ç ç
1 mol 1 mol 1 mol

Em razão disso, pode-se deduzir que:


1 mol de elétrons (e-) produz 1 mol de Ag (108 g)
96500 C produzem 1 mol de Ag (108 g)
1 F (constante de Faraday que corresponde a 96500 C) produz 1 mol de Ag (108 g)

Titulação
Esquema da titulação

181
Princípio da titulometria
Ao abrir a torneira da bureta, ocorrerá a reação entre o ácido e a base.
Depois que o ácido ou a base do erlenmeyer for consumido totalmente, a titulação termina (fecha-se a
torneira), cujo sinal é a mudança de cor da solução no erlenmeyer.
Considerando duas soluções aquosas, A e B:

m ·V
​  a  ​ = ______
__ ​  A A ​ 
, onde “a” e “b” são os coeficientes estequiométricos da reação.
b mB · VB

Indicadores

Indicador Ácido Base


Tornassol róseo azul
Fenolftaleína incolor vermelho
Alaranjado de metila vermelho amarelo
Azul de bromotimol amarelo azul

O indicador é uma substância qualquer que, uma vez adicionada ao erlenmeyer, indica por meio de mudan-
ça de coloração o ponto final da reação; indica, portanto, quando a titulação deve terminar.

Casos possíveis de titulação


Titulação de ácido forte com base forte

O sal formado produz solução neutra. Logo, no ponto final, o meio será neutro.

HC(aq) + NaOH(aq) é NaC(aq) + H2O()

Em geral, o pH de viragem dos indicadores está compreendido entre 4 e 10. Portanto, qualquer indicador
poderá ser usado.

182
Titulação de ácido fraco com base forte

O sal formado produz solução básica. Logo, no ponto final, o meio será básico.

H3CCOOH (aq) + NaOH (aq) é H3CCOO–Na+(aq) + H2O()


ácido acético

Deve ser usado um indicador cujo ponto de viragem se dê em meio básico. Nesse caso, utiliza-se fenolftale-
ína, cujo pH de viragem está entre 8,3 e 10.

Titulação de ácido forte com base fraca

O sal formado produz solução ácida. Logo, no ponto final, a solução será ácida.

HC(aq) + NH4OH(aq) é NH4C(aq) + H2O()

Deve ser usado um indicador que vire em meio ácido. O indicador mais usado é o alaranjado de metila, cujo
pH de viragem está entre 3,1 e 4,4.

Química descritiva e química ambiental


Gases do efeito estufa e fontes de emissão
§§ CO2, responsável por cerca de 60% do efeito estufa, cuja permanência na atmosfera é de centena de anos;
o dióxido de carbono é proveniente da queima de combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo, gás natu-
ral, turfa), queimadas e desmatamentos, que destroem reservatórios naturais e sumidouros, cuja proprieda-
de é absorver o CO2 do ar. De acordo com o IPCC (1995), as emissões globais de CO2 hoje são da ordem de
7,6 Gt por ano. E a natureza não tem capacidade de absorção de todo esse volume, o que vem resultando
em aumento da concentração atmosférica mundial desses gases.
183
§§ CH4, responsável por 15% a 20% do efeito estufa, é componente primário do gás natural, também pro-
duzido por bactérias no aparelho digestivo do gado, aterros sanitários, plantações de arroz inundadas,
mineração e queima de biomassa.
§§ N2O, participa com cerca de 6% do efeito estufa, o óxido nitroso é liberado por micro-organismos no solo
(processo denominado nitrificação, que libera igualmente nitrogênio – NO). A concentração desse gás teve
um vultoso aumento em razão do uso de fertilizantes químicos, da queima de biomassa, do desmatamento
e das emissões de combustíveis fósseis.
§§ CFC, são responsáveis por até 20% do efeito estufa; os clorofluorcarbonos são utilizados em geladeiras,
aparelhos de ar condicionado, isolamento térmico e espumas, como propelentes de aerossóis (até 1978),
além de outros usos comerciais e industriais. Como se sabe, esses gases reagem com o ozônio na estra-
tosfera, decompondo-o e reduzindo a camada de ozônio que protege a vida na Terra dos nocivos raios
ultravioletas. Estudos recentes sugerem que as propriedades de reter calor, próprias do CFC, podem ser
compensadas pelo resfriamento estratosférico resultante do seu papel na destruição do ozônio. Ao longo
das últimas duas décadas, um ligeiro resfriamento, de 0,3 ºC a 0,5 ºC, foi medido na baixa estratosfera,
onde a perda do ozônio é maior.
§§ O3, contribuindo com 8% para o aquecimento global; o ozônio é um gás formado na baixa atmosfera, sob
estímulo do sol, a partir de óxidos de nitrogênio (Nox) e hidrocarbonetos produzidos em usinas termoelétri-
cas, pelos veículos, pelo uso de solventes e pelas queimadas.

Como se formam as chuvas ácidas?


Originada principalmente pela grande quantidade de óxidos moleculares na atmosfera, as chuvas ácidas são as
responsáveis pelo abaixamento do pH da água de chuva, podendo causar danos ambientais. Os principais elemen-
tos são o enxofre e o nitrogênio.

Enxofre
Impureza frequente nos combustíveis fósseis, principalmente no carvão mineral e no petróleo, que promovem a
combustão desse composto quando queimados também, de acordo com estas reações químicas:

S(s) + O2(g) → SO2(g)


2SO2(g) + O2(g) → 2SO3(g)

O enxofre e os óxidos de enxofre também são lançados na atmosfera pelos vulcões.


Os óxidos ácidos formados reagem com a água para formar ácido sulfúrico (H2SO4), de acordo com a equa-
ção:

SO3(g) + H2O(l) → H2SO(4(g)

ou também pode ocorrer esta reação, formando-se ácido sulfuroso (H2SO3):

SO2(g) + H2O(l) → H2SO3(aq)

184
Nitrogênio
Na câmara de combustão dos motores, ocorre a seguinte reação química:
N2(g) + O2(g) → 2NO(g)

O monóxido de nitrogênio (NO) formado, na presença do oxigênio do ar, produz dióxido de azoto:
2NO(g) + O2(g) → 2NO2(g)

Por sua vez, o dióxido de nitrogênio formado, na presença da água (proveniente da chuva), forma ácidos de
acordo com esta equação:

2NO2(g) + H2O(l) → HNO3(aq) + NHO2(aq)

185
U.T.I. - Sala
1. (Usf) Na análise volumétrica de 0,5 g de uma amostra de remédio constituído por ácido acetilsali-
cílico (AAS), foram utilizados 15 ml de hidróxido de potássio com concentração 0,01 mol/L Consi-
derando que a reação com a base ocorre apenas para o ácido acetilsalicílico, não tendo participação
das outras substâncias constituintes da amostra, responda.
Dados valores das massas em g ∙ mol-1: H = 1,0; C= 12,0; K = 39,0 e O = 16,0

a) Qual a outra função orgânica oxigenada existente nesse composto além do grupo ácido carboxílico?
b) Qual é a reação completa de neutralização ocorrida entre o ácido acetilsalicílico e o hidróxido de po-
tássio?
c) Qual a porcentagem de AAS presente no fármaco analisado?

2. (Fmj) Considere os sistemas 1, 2 e 3 numa mesma temperatura e o comportamento de cada um des-


ses sistemas representados no gráfico.
1. Água pura.
2. Solução aquosa 0,5 mol ∙ L-1 de glicose.
3. Solução aquosa 0,5 mol ∙ L-1 de KCℓ.

a) Associe cada um dos sistemas (1, 2 e 3) a cada uma das curvas (A, B e C) e indique qual o sistema mais
volátil.
b) A adição de um soluto não volátil aumenta ou diminui a pressão máxima de vapor de um solvente?
Justifique sua resposta.

186
3. (Uscs – Medicina) A obtenção industrial 6. (Fuvest) Em uma oficina de galvanoplastia,
de alumínio é feita a partir da bauxita, que uma peça de aço foi colocada em um reci-
deve ser purificada para se obter óxido de piente contendo solução de sulfato de cromo
alumínio. Em seguida, o óxido é submetido (III) [(Cr2 (SO4)3], a fim de receber um re-
à eletrólise, produzindo Aℓ(s). Para reduzir vestimento de cromo metálico. A peça de aço
a energia consumida para fundir o óxido foi conectada, por meio de um fio condutor,
de alumínio, ele é misturado com criolita a uma barra feita de um metal X que estava
(Na3AℓF6). Um diagrama da eletrólise está mergulhada em uma solução de um sal do
apresentado a seguir. metal X As soluções salinas dos dois reci-
pientes foram conectadas por meio de uma
ponte salina. Após algum tempo, observou-
-se que uma camada de cromo metálico se
depositou sobre a peça de aço e que a barra
de metal X foi parcialmente corroída.
A tabela a seguir fornece as massas dos com-
ponentes metálicos envolvidos no procedi-
mento:
Massa inicial (g) Massa final (g)
Peça de
100,00 102,08
aço
Barra de
100,00 96,70
a) Escreva as reações que ocorrem no cátodo (-) metal X
e no ânodo (+) e a equação geral da eletrólise. a) Escreve a equação química que representa a
b) Durante o processo, o ânodo de grafite sofre semirreação de redução que ocorreu neste
desgaste e é substituído. Usando equações procedimento.
químicas balanceadas, explique a razão do b) O responsável pela oficina não sabia qual era
desgaste. o metal X, mas sabia que podia ser magné-
sio (Mg), zinco (Zn) ou manganês (Mn), que
4. (Uel) O carbonato de sódio (Na2CO3) e o bi- formam íons divalentes em solução nas con-
carbonato de sódio (NaHCO3) estão presentes dições do experimento. Determine, mostran-
em algumas formulações antiácidas. Ambos do os cálculos necessários, qual desses três
reagem com o ácido clorídrico do suco gás- metais é X.
trico fazendo aumentar o pH, o que dimi-
nui a acidez estomacal. Essa reação pode ser Note e adote:
utilizada como base para a determinação de massas molares (g/mol)
Mg....24 Cr....52 Mn....25 Zn....65
carbonatos em formulações farmacêuticas,
para controle de qualidade. Uma amostra de
10,00 mL de um antiácido foi titulada com
15,00 mL de HCℓ 0,10 mol/L, usando o indi-
cador alaranjado de metila, cujo intervalo de
viragem está entre 3,10 e 4,40.
Com base no texto, resolva os itens a seguir.
a) Considerando que na formulação houvesse
apenas Na2CO3, escreva a reação química en-
volvida nessa titulação.
b) Calcule a concentração do carbonato de só-
dio na amostra analisada.

5. (Uscs – Medicina) Na preparação de uma so-


lução de resfriamento, 310 g de etileno gli-
col, (C2H4(HO)2), foram dissolvidos em 790 g
de água.
a) Explique, à luz das interações intermolecu-
lares, por que a solução de água e etileno
glicol é chamada de solução de resfriamento.
b) Após a dissolução, que tipo de efeito se es-
pera obter na temperatura de ebulição da
solução de água e etileno glicol, em relação
à temperatura de ebulição da água?
187
U.T.I. - E.O.
1. (Fuvest) Observe a imagem, que apresenta uma situação de intensa poluição do ar que danifica veícu-
los, edifícios, monumentos, vegetação e acarreta transtornos ainda maiores para a população. Trata-se
de chuvas com poluentes ácidos ou corrosivos produzidos por reações químicas na atmosfera.

Com base na figura e em seus conhecimentos:


a) identifique, em A, dois óxidos que se destacam e, em B, os ácidos que geram a chuva ácida, originados
na transformação química desses óxidos. Responda no quadro abaixo.
A B

b) explique duas medidas adotadas pelo poder público para minimizar o problema da poluição atmosfé-
rica na cidade de São Paulo.

2. (Fac. Santa Marcelina – Medicina) Nesta última década, assistiu-se a um aumento na demanda por
pilhas e baterias cada vez mais leves e de melhor desempenho. Consequentemente, existe atualmente
no mercado uma grande variedade de pilhas e baterias que utilizam níquel, cádmio, zinco e chumbo
em suas fabricações. Usadas em automóveis, as baterias de chumbo, conhecidas como chumbo-ácido,
apresentam um polo negativo, constituído de chumbo metálico, e um polo positivo, constituído de
óxido de chumbo (IV).
Polo negativo:
Pb(s) + SO4-2(aq) → PbSO4(s)+2e-
E0 = +0,36 V
Polo positivo:
PbO2(s) + SO4-2(aq) + 4H++2e- → PbSO4(s) + 2H2O(ℓ)
E0 = +1,68 V
(www.qnint.sbq.org.br. Adaptado.)

a) Baseando-se na localização dos elementos cádmio e zinco em seus estados mais estáveis na Classifica-
ção Periódica, indique qual desses elementos apresenta maior raio atômico. Justifique sua resposta.
b) Considerando os potenciais de redução padrão medidos a 25 ºC e as semirreações nos eletrodos da
bateria chumbo-ácido, indique o anodo e calcule, em volts, o valor da diferença de potencial da reação
global.
188
3. (Uftm) Construiu-se uma câmara selada (figura 1), contendo dois béqueres, um deles com solvente
puro e o outro contendo 125 mL de solução saturada com concentração 148 g/L preparada com o
mesmo solvente. Após algumas horas, verificou-se a transferência do solvente (figura 2). O fenô-
meno observado na câmara é semelhante ao que ocorre quando duas soluções são separadas por
uma membrana semipermeável.

a) Compare e justifique as diferenças de pressões de vapor dos dois líquidos que estavam na câmara indi-
cada na figura 1. Dê o nome do fenômeno descrito no texto.
b) Sabendo-se que o volume de solvente transferido foi 75 mL calcule a concentração da solução, em g/L
que está na câmara indicada na figura 2.

4. (Unicamp) A figura abaixo apresenta três ilustrações cômicas que remetem a interferências an-
tropogênicas no meio ambiente, que podem levar a consequências trágicas que inviabilizariam a
continuidade de vida na Terra.

SINTO
MUITO! MAS NÃO
POSSO ANTENDER ÀS SUAS
REIVINDICAÇÕES!

a) Dê o nome do problema ambiental enfatizado em cada uma das situações A, B e C, retratadas na figura.
b) Dos problemas ambientais apontados na figura, identifique o que está, atualmente, mais em evidência
e indique uma possível solução para minimizá-lo.

189
5. (Uel) Um estudante do Ensino Médio fez a
seguinte pergunta ao professor: “É possível
fazer a água entrar em ebulição em tempera-
tura inferior à sua temperatura de ebulição
normal (100 ºC)? Para responder ao aluno,
o professor colocou água até a metade em
um balão de fundo redondo e o aqueceu até
a água entrar em ebulição. Em seguida, re-
tirou o balão do aquecimento e o tampou
com uma rolha, observando, após poucos se-
gundos, o término da ebulição da água. Em
seguida, virou o balão de cabeça para baixo
e passou gelo na superfície do balão, confor-
me a figura a seguir.

CH3OH + 3/2O2 → 2H2O + CO2

E0(V vs EPH*)
CO2/CH3OH 0,02
O2/H2O 1,23

* EHP Eletrodo padrão de hidrogênio

a) Escreva a semirreação que ocorre no ânodo.


b) Qual o valor da diferença de potencial pa-
Após alguns segundos, a água entrou em drão dessa célula? Esse valor é maior ou me-
ebulição com o auxílio do gelo. O aluno, per- nor que da célula a hidrogênio?
plexo, observou, experimentalmente, que
sua pergunta tinha sido respondida. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES
a) A partir do texto e da figura, explique o que
provocou a ebulição da água com o auxílio
do gelo. Chama-se titulação a operação de laboratório
b) O professor, mediante o interesse do alu- realizada com a finalidade de determinar a
no, utilizou o mesmo balão para fazer outro concentração de uma substância em deter-
experimento. Esperou o balão resfriar até minada solução, por meio do uso de outra
a temperatura de 25 °C e acrescentou uma solução de concentração conhecida. Para
quantidade de um sal ao balão até saturar tanto, adiciona-se uma solução-padrão, gota
a solução, sem corpo de fundo. A massa da a gota, a uma solução-problema (solução
solução aquosa salina foi de 200 g e, com a contendo uma substância a ser analisada)
evaporação total da solução, obteve-se um até o término da reação, evidenciada, por
resíduo salino no fundo do balão de 50 g.
exemplo, com uma substância indicadora.
A partir do texto, determine a solubilidade
Uma estudante realizou uma titulação ácido-
do sal em g/100 g de H2O na mesma tempe-
ratura analisada. -base típica, titulando 25 mL de uma solução
aquosa de Ca(OH)2 e gastando 20,0 mL de
6. (Ufpr) Células a combustível são promis- uma solução padrão de HNO3 de concentra-
sores dispositivos de conversão de energia. ção igual a 0,10 mol . L-1 .
A célula de alimentação direta a metanol
(DMFC), esquematizada, possui vantagens
em relação à célula a hidrogênio, principal-
mente pela facilidade de manipulação do
combustível. A DMFC baseia-se na oxidação
de metanol sobre catalisador, de modo a for-
mar dióxido de carbono. No processo, água é
consumida no ânodo e produzida no cátodo.
Os prótons são transportados pela membra-
na de Nafion. Os elétrons são transportados
através de um circuito externo, fornecendo
energia aos dispositivos conectados.
190
7. (Unesp) Utilizando os dados do texto, apre- com a água presente na atmosfera, gera um
sente a equação balanceada de neutralização produto que contribui para o aumento da
envolvida na titulação e calcule a concentra- acidez das chuvas. Escreva a equação quími-
ção da solução de Ca(OH)2. ca completa e balanceada da transformação
de SO3 gasoso no produto que contribui para
8. (Unesp) Para preparar 200 mL da solução- a acidez da chuva ácida.
-padrão de concentração 0,10 mol . L-1 utili- c) O SF6 tem uma capacidade de absorver ra-
zada na titulação, a estudante utilizou uma diação infravermelha cerca de 20 mil vezes
determinada alíquota de uma solução con- superior à do CO2. Para responder à questão
centrada de HNO3 cujo título era de 65,0% proposta a seguir, considere as informações
(m/m) e a densidade de 1,50 g . mL-1. contidas nestes dois gráficos.
Admitindo-se a ionização de 100% do ácido
nítrico, expresse sua equação de ionização
em água, calcule o volume da alíquota da so-
lução concentrada, em mL, e calcule o pH da
solução-padrão preparada.

Dados:
Massa molar do HNO3 = 63,0 g . mol-1
pH = –log[H+]

9. (Uerj) A eletrólise da ureia, substância en-


contrada na urina, está sendo proposta como
forma de obtenção de hidrogênio, gás que
pode ser utilizado como combustível. Obser-
ve as semirreações da célula eletrolítica em-
pregada nesse processo, realizado com 100%
de rendimento:
§§ reação anódica: CO(NH2)2+6 OH- → N2 +
5H2O + CO2 + 6e-

§§ reação catódica: 6H2O + 6e- → 3H2 + 6OH-


Considere as seguintes informações:
1. A ureia tem fórmula química CO(NH2)2 e
sua concentração na urina é de 20 g ∙ L-1. Com base no conjunto de informações dadas,
2. Um ônibus movido a hidrogênio percorre explique por que, quando se discutem pro-
1 km com 100 g desse combustível. blemas ambientais, se dá ênfase ao CO2 e não
Apresente a reação global da eletrólise da ao SF6.
ureia. Em seguida, calcule a distância, em
quilômetros, percorrida por um ônibus utili- 11. (Pucrj) O vinagre utilizado como tempero
zando o combustível gerado na eletrólise de nas saladas contém ácido acético, um áci-
dez mil litros de urina. do monoprótico muito fraco e de fórmula
HC2H3O2. A completa neutralização de uma
10. (Ufmg) Com objetivo de diminuir o impacto amostra de 15,0 mL de vinagre (densidade
ambiental provocado pela emissão de gases igual a 1,02 g/mL) necessitou de 40,0 mL
nocivos ao ambiente, uma empresa de fundi- de solução aquosa de NaOH 0,220 mol/L. A
ção de autopeças, em Minas Gerais, decidiu partir dessas informações, pede-se:
abandonar o uso do gás SF6 em sua linha de a) o número de oxidação médio do carbono no
produção, substituindo-o por uma mistura ácido acético;
de 99% de N2 e 1% de SO2. b) a porcentagem em massa de ácido acético no
a) Estudos ambientais indicam que o SF6 provo- vinagre;
ca o mesmo tipo de impacto ambiental que o c) o volume de KOH 0,100 mol/L que contém
CO2 e o CH4. Identifique esse impacto. quantidade de íons OH− equivalente ao en-
b) Na mistura empregada, há 1% de SO2, que contrado nos 40,0 mL de solução aquosa de
também é nocivo ao ambiente, mas não
NaOH 0,220 mol/L.
implica maiores riscos, devido à sua baixa
concentração na mistura. Esse gás pode se
transformar em SO3, que, ao se combinar
191
12. (Uerj) Em um experimento, a energia elé- 14. (Ufpe) Uma célula para produção de cobre
trica gerada por uma pilha de Daniell foi eletrolítico consiste de um ânodo de cobre
utilizada para a eletrólise de 500 ml de uma impuro e um cátodo de cobre puro (massa
solução aquosa de AgNO3 na concentração de atômica de 63,5 g/mol-1), em um eletrólito
0,01 mol ∙ ℓ-1 Observe o esquema: de sulfato de cobre (II). Qual a corrente, em
Ampère, que deve ser aplicada para se obter
63,5 g de cobre puro em 26,8 horas? Dado:
F = 96500 C mol-1 .

15. (Unicamp) Em escala de laboratório desen-


volveu-se o dispositivo da figura abaixo, que
funciona à base de óxido de cério. Ao captar
a luz, há um aumento da temperatura inter-
na do dispositivo, o que favorece a forma-
ção do óxido de Ce3+, enquanto a diminui-
ção da temperatura favorece a formação do
óxido de Ce4+ (equação 1). Por conta dessas
características, o dispositivo pode receber
gases em fluxo, para serem transformados
quimicamente. As equações 2 e 3 ilustram
as transformações que o CO2 e a H2O sofrem,
A pilha empregou eletrodos de zinco e de co- separadamente.
bre, cujas semirreações de redução são:
Zn2+(aq) + 2e- → Zn0 (s) E0 = –0,76 V
Cu2+(aq) + 2e- → Cu0(s) E0 = +0,34 V
A eletrólise empregou eletrodos inertes e
houve deposição de todos os íons prata con-
tidos na solução de AgNO3.
Calcule a diferença de potencial da pilha, em
volts, e a massa, em gramas, do anodo con-
sumido na deposição.
Dados: Zn = 65,5; Ag = 108

13. (Ueg) O gráfico abaixo mostra a pressão de Equação 1 1/2 O2(g)+Ce2O3(s) → 2CeO2(s)
vapor de dois sistemas diferentes em função Equação 2 CO2 + Ce2O3(s) → 2CeO2(s) + CO(g)
da temperatura. Equação 3 H2O + Ce2O3(s) → 2 CeO2(s) + H2(g)

a) Levando em conta as informações dadas e o


conhecimento químico, a injeção (e trans-
formação) de vapor de água ou de dióxido
de carbono deve ser feita antes ou depois de
o dispositivo receber luz? Justifique.
b) Considere como uma possível aplicação prá-
tica do dispositivo a injeção simultânea de
dióxido de carbono e vapor de água. Nes-
se caso, a utilidade do dispositivo seria “a
obtenção de energia, e não a eliminação de
poluição”. Dê dois argumentos químicos que
justifiquem essa afirmação.
Após a análise do gráfico, responda aos itens
a seguir. 16. (Ufu) Garantir a qualidade de vida
a) Se A e B forem compostos diferentes, expli-
Um dos desafios de uma cidade em expansão
que qual deles é mais volátil.
b) Se A e B forem soluções do mesmo solvente é conciliar o desenvolvimento econômico e
e soluto, em diferentes concentrações, ex- social com a preservação do ambiente. [...]
plique o que irá acontecer se dois comparti- O acesso universal aos serviços de água tra-
mentos idênticos contendo quantidade igual tada, luz, saneamento básico e coleta de es-
das duas soluções forem separados por uma goto é imprescindível. A mineira Uberlândia
membrana semipermeável. exibe um histórico de missões cumpridas. A
192
cidade tem o quarto melhor serviço de cole- a) Algum tempo após o início do experimento,
ta e tratamento de esgoto do país, de acor- o que ocorrerá com os níveis das soluções
do com um levantamento do Instituto Trata nos ramos A e B? Justifique sua resposta.
Brasil. Cerca de 99% da população urbana é b) Utilizando este dispositivo, é possível ob-
atendida e 100% dos dejetos são tratados. A ter água potável a partir da água do mar,
coleta e o tratamento de lixo são apontados aplicando-se uma pressão adicional sobre a
como os melhores de Minas Gerais. Todas as superfície do líquido em um de seus ramos.
casas do município são servidas de água tra- Em qual ramo do dispositivo deverá ser apli-
tada – nas Estações de Tratamento (ETA) – e cada esta pressão? Discuta qualitativamente
energia elétrica. Apesar disso, as autorida- qual deverá ser o valor mínimo desta pres-
des já planejam um novo sistema de capta- são. Justifique suas respostas.
ção de água capaz de atender uma popula-
ção de 3 milhões de pessoas – cinco vezes 18. (Ime) Em uma célula a combustível, reações
a atual. A rede de saúde local, a melhor do de oxidação e redução originam a uma cor-
próspero Triângulo Mineiro, conta com nove rente que pode ser aproveitada, por exem-
hospitais e, obviamente, atrai pacientes de plo, para suprir a potência necessária para
toda a região. alimentar um motor elétrico. Considere
Para reduzir a pressão sobre o serviço de saú- um sistema formado por uma célula a com-
de, a cidade está investindo na construção bustível que utiliza hidrogênio e oxigênio,
de mais um hospital, com 258 leitos. Todos acoplada ao motor de um veículo elétrico.
os 384 ônibus que circulam pelo município Sabendo que o sistema opera sem perdas,
dispõem de elevadores para o acesso de de- que a potência do motor é de 30 kW e que o
ficientes físicos. Nenhuma capital brasileira comportamento do gás (H2) é ideal, calcule
atingiu padrão semelhante. a pressão em um tanque de 100 L de hidro-
Revista Veja, 1º de setembro de 2010, p. 124-125. gênio, mantido a 27 °C de forma que esse
Reportagem “5 exemplos a serem seguidos” de Igor Paulin, veículo percorra um trajeto de 100 km a uma
Leonardo Coutinho e Marcelo Sperandio. (Texto modificado). velocidade média de 90 km/h.
Dados a 27 °C:
A partir do texto e de seus conhecimentos
em Química, responda o que se pede. H2(g) → 2H+(aq)+2e- 0,00 V
a) Explique um processo que ocorre no trata- O2(g) + 4H+ (aq) + 4e- → 2H2O(ℓ) 1,23 V
mento da água em Estações de Tratamento
(ETA).
b) Aponte um benefício do tratamento do lixo
e justifique sua resposta.
c) Destaque e explique uma vantagem ambien-
tal para os rios e lagos do Triângulo Mineiro
em decorrência do tratamento do esgoto da
cidade de Uberlândia.

17. (Ufscar) Considere o dispositivo esquemati-


zado a seguir, onde os ramos A e B, exata-
mente iguais, são separados por uma mem-
brana semipermeável. Esta membrana é
permeável apenas ao solvente água, sendo
impermeável a íons e bactérias. Considere
que os níveis iniciais dos líquidos nos ramos
A e B do dispositivo são iguais, e que duran-
te o período do experimento a evaporação de
água é desprezível.

193
U.T.I. - 5, 6 e 7

Química 2
Reações de adição
As reações de adição ocorrem basicamente em compostos insaturados, isto é, aqueles que possuem ligações du-
plas ou triplas.
Esquema genérico das reações de adição:

A B
p s s
s
C = C + AB é  C  C 
s

Nos alcenos e alcinos existem basicamente quatro tipos de reações de adição:


1. Hidrogenação catalítica: ocorre com a adição do gás hidrogênio (H2) aos carbonos da ligação dupla ou
tripla, na presença de um catalisador, que pode ser níquel (Ni), platina (Pt) ou paládio (Pd) em pó. Nesse
caso, o produto será um alceno (hidrogenação parcial de alcino) ou alcano (hidrogenação total de alceno
ou alcino):

H H H H
Ni(pó) Ni(pó)
H – C ≡ C – H + H2 ∆ H – C = C – H + H2 ∆ H–C–C–H
H H
etino eteno etano
Hidrogenação catalítica de etino

a) Hidrogenação de ciclanos: Cliclanos de três e quatro carbonos sofrem reações de adição; ciclanos de
cinco e seis carbonos não sofrem reações de adição, mas sofrem reações de substituição.
Exemplo: Hidrogenação do ciclopropano:
H H
H C H H H H
C – C + H2 H–C–C–C–H
H H H H H
b) Hidrogenação de aromáticos: As ligações duplas do anel benzênico são quebradas e os átomos de
hidrogênio adicionam-se aos carbonos que realizam essas ligações. Devido ao fenômeno de ressonân-
cia, compostos aromáticos costumam sofrer reações de substituição. Somente em condições bastante
energéticas que sofrem reação de adição.
A seguir é mostrado esse tipo de hidrogenação total:

H
H H HH
H H
+ 3H2é H H
H H H H
H H HH
H
195
2. Halogenação: é a reação de halogênio (F2, Cℓ2, Br2 ou I2) com o alceno ou alcino, em que os halogênios
rompem a ligação dupla e forma-se um dialeto (no caso de um alceno):

H CH3 H Cl
C = C + Cl – Cl H – C – C – CH3
H H Cl H
propeno 1.2-diclopropano

3. Adição de halogenidretos (HX): essa reação ocorre com ácidos halogenídricos (H – X, onde X = halo-
gênio, sendo os mais comuns Cℓ e Br). Nesse caso, o hidrogênio e o halogênio são adicionados às ligações
duplas ou triplas dos compostos. Tem-se, então, como produto, um haleto de alquila.
Na reação de HX, deve-se seguir a regra de Markovnikov: na adição de um haleto de hidrogênio a um
alceno, ou na hidratação deste alceno, o hidrogênio do haleto ou da água liga-se ao átomo de
carbono mais hidrogenado da dupla ou tripla ligação, ou seja, ao carbono que possui mais ligações
com o hidrogênio.
Exemplos:
Br H
CH3 – C = CH – CH3 + H – Br CH3 – C – CH – CH3
CH3 CH3
I
CH2 + HI
CH3

A única exceção a esta regra ocorre quando há a adição de HX na presença de peróxidos; neste caso, é
anti-Markovnikov, ou seja, na presença de peróxidos o hidrogênio do haleto ou da água liga-se ao átomo
de carbono menos hidrogenado da dupla ou tripla ligação.

4. Hidratação: é adição de água catalisada por ácido, em que o produto é um álcool (para alcenos) e cetona
ou aldeído (para alcinos). Esta reação também segue a regra de Markovnikov:

H H H OH
meio
C = C + H – OH H–C–C–H
ácido
H H H H
eteno etanol
H
H2SO4
H – C = C – H + HOH H–C=C–H H–C–C–H
H2SO4
H OH H O
Alcino (etino) água enol Aldeído (etanal)
H
H2SO4
H3C – C ≡ C – H + HOH CH3 – C = C – H CH3 – C – C – H
H2SO4
OH H O H
Alcino (propino) água enol Cetona (propana)

196
Reações de substituição
São aquelas em que há troca de pelo menos um átomo de hidrogênio da molécula de um hidrocarboneto por um
grupo substituinte.
Esquema genérico das reações de substituição:

–C–A+B–X –C–B+A–X

As principais reações de substituição são: nitração, sulfonação, halogenação, alquilação e acilação.

1. Nitração: Reação entre ácido nítrico (em presença de ácido sulfúrico) e um composto orgânico. O produto
é um nitrocomposto e água. O grupo substituinte é o nitro (– NO2). O benzeno também pode sofrer nitração.
Exemplos:

H NO2
H2SO4
H3C – C – CH3 + HO – NO2 H3C – C – CH3 + HOH

H H
propano ácido nítrico 2-nitro-propano água
H
H2SO4 NO2
+ HO – NO2 + H2O

benzeno ác. nítrico nitrobenzeno

2. Sulfonação: Reação entre ácido sulfúrico e um composto orgânico. O produto é um ácido sulfônico e água.
O grupo substituinte é o – SO3H. O benzeno também pode sofrer sulfonação.

Exemplos:

H H
H–C–H+H–O O H – C – SO3H + H2O
S
H H–O O H água
metano ácido sulfúrico metano-sulfônico

H

+ HOSO3H SO3H + H2O

ácido benzeno
sulfônico

197
3. Halogenação: Como o nome diz, na halogenação ocorre a substituição do átomo de hidrogênio por
átomos de halogênio (F, Cl, Br, I). As mais comuns são a cloração e a bromação. Visto que os alcanos são
pouco reativos, as suas reações de halogenação só ocorrem na presença de luz solar, ultravioleta ou forte
aquecimento.
Exemplo:
H H
λ
H – C – H + C – C H – C – C + H – C
H H
metano cloro monoclorometano cloreto de hidrogênio
H2 H2 H2 H2
C C C C
300°C
H2C CH2 + Br2 H2C CHBr + HBr

H2C CH2 H2C CH2

cicloexano bromocicloexano

Se houvesse halogênio em excesso na reação acima, essa reação poderia continuar processando, efetuan-
do-se a substituição de todos os hidrogênios dos compostos.

§§ Halogenação em alcanos mais complexos: Se o alcano que for reagir tiver pelo menos 3 átomos de
carbono, ter-se-á no final uma mistura de diferentes compostos substituídos. A quantidade de cada com-
posto será proporcional à seguinte ordem de facilidade com que o hidrogênio é liberado na molécula:

CTerciário > CSecundário > CPrimário

4. Alquilação de Friedel-Crafts: são aquelas que ocorrem com o objetivo de se obter alquilbenzeno, isto é,
compostos cuja estrutura tenha um benzeno com um grupo substituinte.
Esquema genérico da reação de alquilação:
R
AC3
+R–X + HX

A presença do cloreto de alumínio (AlCℓ3) é fundamental para que a reação de alquilação ocorra. Pode-se
usar também outros catalisadores como o FeCℓ3.
Exemplos:
CH3
AC3
+ H3C – C + H – C

CH3

H3C – C – CH3

CH3
AC3
+ H3C – C – C + HC

CH3

198
5. Acilação de Friedel-Crafts: são reações orgânicas em que um hidrogênio ligado a um anel aromático é
trocado por um grupo acila:
Exemplo:
O

H C – CH3
O
[AC3] + HC
+ H3C – C
C

benzeno cloreto de acetila metil-fenil-cetona cloreto de hidrogênio


(acetofenona)

Geralmente a reação de acilação ocorre entre o composto aromático e um cloreto de acila, como o cloreto
de acetila, na presença de um catalisador, como o cloreto de alumínio (que é fundamental para que a reação
de acilação ocorra).

Reações de substituição em aromáticos


Na reação de substituição em anéis aromáticos, a natureza dos grupos presentes no anel aromático afetam tanto a
reatividade quanto a orientação da futura substituição. A figura a seguir representa as posições relativas ao grupo
substituinte R:
R
orto

meta

para

Quando um radical estiver ligado ao anel benzeno ou a um grupo funcional, estes dirigirão a substituição e
serão denominados radicais dirigentes.
Os radicais dirigentes podem ser agrupados em duas classes:
1. Radicais orto e para dirigentes: São radicais que, quando ligados ao núcleo aromático, orientam as
substituições exclusivamente para as posições orto e para. Nesse caso há formação de dois produtos: um
em posição orto e outro em posição para.
Os principais grupos orto-para-dirigentes são os grupos que apresentam somente ligações simples:
– NH2 – OH, – OCH3, radicais alquila (–CH3,–CH2–CH3, etc),halogênios (– F,– Cl,– Br,– I)
Exemplo:
CH3 CH3 CH3
C

+ C - C + + HC

C

199
2. Radicais meta dirigentes: São radicais que, quando ligados ao núcleo aromático, orientam as substitui-
ções exclusivamente para a posição meta. Nesse caso há formação de somente um produto: em posição
meta.
Os principais grupos meta-dirigentes normalmente apresentam ligações duplas, triplas ou dativas:
– NO2, – SO3 H,– COOH,– CHO,– CN
Exemplo:
NO2 NO2

HNO3
+ H2O
H2SO4
NO2

Reações fora do anel benzênico


Um hidrocarboneto benzênico (aromático) é formado pelo anel e por uma ou mais ramificações acíclicas e satura-
das (alquilas), isto é, ramificações semelhantes às dos alcanos (observe abaixo o exemplo do tolueno).
As reações no anel foram vistas no item anterior.
Observe, neste caso, que as ramificações reagem como se fossem alcanos.

tolueno

Essa reação é idêntica a da cloração do metano e ela pode prosseguir em presença de excesso de cloro:

Observe, por fim, uma diferença importante:

200
Reação de eliminação
As reações de eliminação são reações orgânicas em que ocorre a eliminação de átomos ou grupos de átomos de
moléculas, num processo inverso às reações de adição.
As principais reações desse tipo são constituídas pela perda de dois átomos ou grupos adjacentes, formando
uma ligação dupla na estrutura.
Esquema genérico da reação de eliminação:
R R R R
C C HW + C C
R R R R
H W

Abaixo seguem as principais reações de eliminação.


1. Eliminação de halogênios ou de-halogenação: Halogênios são eletronegativos, por isso, sua elimina-
ção é facilitada pela ação de elementos eletropositivos, como magnésio ou zinco metálico em meio anidro:
H2C – CH2 + Zn CH2 = CH2 + ZnBr2

Br Br alceno

2. Eliminação de halogenidretos (HCℓ, HBr ou Hl): a eliminação ocorre por meio da ação de hidróxido
de potássio (KOH) em solução alcoólica.
Essa reação segue a regra de Zaitzev, que diz que carbonos menos hidrogenados tendem a per-
der hidrogênio com mais facilidade. Na reação abaixo, por exemplo, existem duas possibilidades de
eliminação do 2-bromobutano:
KOH
CH3 – CH – CH – CH3 CH3 – CH = CH – CH3 + HBr
Álcool
produto majoritário
H Br

KOH
CH2 – CH – CH2 – CH3 CH2 – CH = CH2 – CH3 + HBr
Álcool
produto minoritário
H Br

3. Eliminação de água ou desidratação: Ocorre a eliminação de uma ou mais moléculas de água. Os álco-
ois, por exemplo, podem sofrer desidratação e esse processo pode ocorrer de duas formas: intramolecular,
quando a reação se dá na própria molécula de álcool; ou intermolecular, quando a reação acontece entre
duas moléculas de álcool.
Desidratação Intermolecular:
140 °C
CH3 – CH2 – OH + HO – CH2 – CH3 CH3 – CH2 – O – CH2 – CH3 + H2O
H2SO4
éter
Desidratação intramolecular:
170 °C
CH2 – CH2 CH2 = CH2 + H2O
H2SO4
alceno
H OH
201
Reação de oxidação de compostos orgânicos
As reações de oxirredução caracterizam-se pela transferência de elétrons entre pelo menos duas espécies envol-
vidas: a que se oxida (perdendo elétrons) e a que se reduz (ganhando elétrons). Entretanto, quando a espécie a
ser reduzida (agente oxidante) é apenas oxigênio e/ou um único produto é gerado, usualmente refere-se apenas
a nomenclatura oxidação. Na química orgânica, os dois principais compostos que são estudados na oxidação são:
álcool (e seus derivados) e alcenos.
Os álcoois podem sofrer oxidação quando expostos a algum agente oxidante, como uma solução aquosa de
dicromato de potássio (K2Cr2O7) ou de permanganato de potássio (KMnO4) em meio ácido.
§§ Oxidação de álcoois: O produto da reação irá depender do tipo de álcool que foi oxidado, se é primário,
secundário, terciário ou se é o metanol.
1. Metanol: O metanol é o único álcool que possui três hidrogênios ligados ao carbono que sofrerá a
1ª Etapa: oxidação do álcool a aldeido
oxidação. Nesse caso, ocorrerão três oxidações sucessivas, formando gás carbônico e água:
(metanol a metanal)
1ª Etapa: oxidação do álcool a aldeído (metanol a metanal)

H O
HOH()
[O] H—C—O—H H—C—H + HOH
KMnO4/H3O-
H metanal água
metanol
2ª Etapa: Oxidação do metanal a ácido metanoico
2ª Etapa: Oxidação do metanal a ácido metanoico
O O
HOH()
H—C + [O] H—C
KMnO4/H3O-
H OH

metanol ácido metanoico

3ª Etapa: Oxidação do ácido


3ª Etapa: metanoico
Oxidação do eácido
ácidometanoico
carbônico e ácido carbônico

O
O
HOH()
H—C + [O] C
KMnO4/H3O-
OH OH OH

ácido metanoico ácido carbônico


4ª Etapa: Decomposição do ácido carbônico
4ª Etapa: Decomposição do ácido carbônico

C CO2 + H2O
OH OH

ácido carbônico

202
2. Álcool primário: Nesses compostos, o carbono da hidroxila está ligado a apenas um átomo de car-
bono. Primeiramente, haverá a formação de um aldeído, mas a oxidação continua, porque os reagentes
utilizados para oxidar o álcool são mais fortes do que os usados para oxidar um aldeído, produzindo um
ácido carboxílico:
O O
HOH() HOH()
H3C — CH2 — OH + [O] H3C — C + [O] H3C — C + HOH
K2Cr2O2/H3O-+ KMnO4/H3O+-
OH OH

etanol etanal ácido etanoico

3. Álcool secundário: Esses são compostos em que o carbono da hidroxila está ligado a dois outros
átomos de carbono e a apenas um átomo de hidrogênio. Portanto, será formado apenas um tipo de
produto, que sempre será uma cetona:
H O

R — C — O — H + [O] R — C — R’ + HOH

R’ cetona água

álcool
secundário

4. Álcool terciário: Os álcoois terciários são aqueles em que o carbono que possui o grupo hidroxila faz
três ligações com outros átomos de carbono. Como eles não fazem ligações com hidrogênios, não há
nenhum ponto na molécula que possa ser atacado. Devido a esse fato, os álcoois terciários não sofrem
oxidação.

§§ Oxidação de alcenos: Os hidrocarbonetos e, mais especificamente, com os alcenos, oxidam de quatro


formas diferentes, que são: combustão, oxidação branda, oxidação enérgica e ozonólise.
1. Combustão: Nesse caso, o oxigênio é denominado de comburente e o alceno é o combustível. Existe
a combustão completa e a incompleta. A completa ou oxidação total é a mais importante, sendo que
seus produtos sempre serão gás carbônico (CO2) e água (H2O). O Nox do carbono passará a ser o maior
possível para esse elemento.
Exemplo:

1 C8H16 + 12 O2 → 8 CO2 + 8 H2O

2. Oxidação Branda: A oxidação branda se dá com o uso de um reativo de Bayer, isto é, uma solução
aquosa de permanganato de potássio (KMnO4) diluída, neutra ou levemente básica, a frio. A ligação
dupla é desfeita, formando uma ligação simples no lugar. O produto será um diálcool:

H3C CH3 OH OH
H2O()
C=C + 2 [O] H3C – C – C – CH3
KMnO4/OH-
H CH3 H CH3
metilbut-2-eno metilbutan-2,3-diol
203
3. Oxidação Enérgica: Na oxidação enérgica usa-se solução de permanganato de potássio concentrado
em meio ácido e a quente. Nessa reação, a oxidação do alceno é mais energética, pois a ligação dupla é
totalmente rompida e os átomos de oxigênio se ligam ao carbono, podendo gerar os seguintes produtos:
§§ Se o carbono da dupla for terciário: o produto será uma cetona;
§§ Se o carbono da dupla for secundário: o produto será um ácido carboxílico;
§§ Se o carbono da dupla for primário: o produto será o ácido carbônico, que se decompõe em dióxido
de carbono (CO2) e água (H2O).
carbono carbono
terciário secundário

H3C – C = CH – CH3 [O] enérgica H3C – C = O O = C – CH3


+
CH3 CH3 OH
alceno cetora (propanona) ácido carboxílico
(2-metil-buteno) (ácido etanóico)

4. Ozonólize: Como o próprio nome indica, o agente oxidante utilizado para romper a dupla ligação do
alceno é o ozônio (O3) em presença de água e zinco metálico. A dupla ligação é totalmente rompida e
os átomos de oxigênio se ligam ao carbono, podendo gerar os seguintes produtos:
§§ Se o carbono da dupla for terciário: o produto será uma cetona;
§§ Se o carbono da dupla for secundário: o produto será um aldeído;
§§ Se o carbono da dupla for primário: o produto será o metanal.
carbono carbono
terciário secundário

CH3 – C = C – CH3 O3 CH3 – C = O O = C – CH3


+
Zn / H2O
H3C CH3 CH3 CH3
2,3-dimetil-2-buteno propanona propanona
carbono carbono
terciário secundário

CH3 – C = C – CH3 O3 CH3 – C = O O = C – CH3


+
Zn / H2O
H3C H CH3 H
2-dimetil-2-buteno propanona etanal

Reações de redução de compostos orgânicos


São reações que ocorrem com entrada de hidrogênio na molécula, com saída ou não de oxigênio. Os aldeídos e as
cetonas sofrem redução, originando álcoois primários e secundários, respectivamente.

Reações com compostos de Grignard


Os compostos de Grignard são compostos organometálicos da forma (R – Mg – X) ou (Ar – Mg – X), em que R é
o radical orgânico não aromático (metil, etil, etc.), Ar é um radical aromático (benzil, fenil, etc) e o X é um halogênio
qualquer (os mais comuns são Cℓ e Br). Por exemplo: C6H5–MgBr é o brometo de fenil-magnésio.
204
É uma reação importante na formação de álcoois a partir de, por exemplo, aldeídos e cetonas.
Exemplo:

O OMg C

H3C – CH2 – C – CH3 + H3C – MgC H3C – CH2 – C – CH3

CH3

Reação entre butanona e cloreto de metilmagnésio

Esterificação, hidrólise e
condensação amídica

Uma reação de esterificação é aquela em que se forma um éster. Esse tipo de reação ocorre entre um ácido carbo-
xílico e um álcool, formando também água, além do éster.
Quando a água reage com o éster e regenera o ácido carboxílico e o álcool, essa reação inversa é chamada
de hidrólise.
esterificação
Ácido  +  Álcool        Estér  +  Água
hidrólise

O O
esterificação
R–C + HO – R’ R–C + H2O
hidrólise
OH O – R’

Exemplo:
O
O
H–C + HO – CH3 H + H2O
OH O – CH3

As amidas normalmente não ocorrem na natureza, e são preparadas em laboratório. Uma das formas de
obtenção é reagindo ácido carboxílico com aminas:
O O
R–C + R – NH2 R–C + H2O
OH amina NH – R
ácido amida
carboxílico

A união estabelecida entre dois aminoácidos adjacentes numa molécula recebe o nome de ligação pep-
tídica. Esse tipo de ligação ocorre sempre por meio da reação entre o grupo amina de um aminoácido e o grupo
carboxila do outro. No entanto, essa molécula de água produzida não estabelece propriamente a ligação peptídica,
205
uma vez que ela é eliminada, sendo assim, a união entre dois aminoácidos consiste numa reação de condensação
amídica.

H O H O

H2N – C – C + H2N – C – C
R1 OH R2 OH
amino ácido amino ácido

H O H O
H2N – C – C – N – C – C + HOH

R1 H R2 OH

ligação peptídica

Transesterificação e saponificação
A reação de transesterificação é uma reação química que pode ocorrer entre um éster e um álcool, sempre tendo
a formação de um novo éster.
Na atualidade, a reação de transesterificação de óleos vegetais ou gordura animal (triglicerídeos – molécu-
las que possuem três grupos funcionais dos ésteres em sua estrutura) com alcoóis vem despertando muito interes-
se, sendo que o principal produto da reação (éster) possui propriedades similares às do diesel de petróleo, podendo
ser utilizado puro ou adicionado ao diesel fóssil, comumente conhecido como biodiesel.
O O
CH2 – O – C – R CH2 – H CH3 – CH2 – O – C – R
O O
CH – O – C – R’ + 3CH3 – CH2 – OH CH – OH CH3 – CH2 – O – C – R’
O O
CH2 – O – C – R’’ CH2 – OH CH2 – CH2 – O – C – R’’

triacil glicerol etanol glicerina ésteres de ácidos graxos


(gordura éster) álcool poliálcool biodiesel

Em termos gerais, a reação de saponificação ocorre quando um éster em solução aquosa de base inorgânica
origina um sal orgânico e álcool.
A Reação de saponificação também é conhecida como hidrólise alcalina. Falando quimicamente, seria a
mistura de um éster (proveniente de um ácido graxo) e uma base (hidróxido de sódio) para se obter sabão (sal
orgânico).
206
Polímeros de adição
Polímeros de adição, como o próprio nome indica, são formados pela adição ou soma de vários monômeros exata-
mente iguais entre si e sem que haja perda de massa.
A união desses monômeros se dá por meio de uma reação de polimerização por adição, em que ocorre a
ruptura de uma ligação π e a formação de duas novas ligações simples, o que permite a união sucessiva das mo-
léculas do monômero. Isso significa que todo monômero usado na formação de polímeros de adição deve possuir
obrigatoriamente ligações duplas entre carbonos.

Exemplo:

H H H H
n C=C –C–C–
H H H H n

Abaixo temos alguns polímeros de adição e seus usos:

Polímero Monômero Usos


Empregado na fabricação de folhas (toalhas, cortinas, envólucros, em-
Polietileno Etileno (eteno) balagens etc), recipientes (sacos, garrafas, baldes etc), canos plásticos,
brinquedos infantis, no isolamento de fios elétricos etc.
Utilizado em encanamentos, válvulas, registros, panelas domésticas,
Teflon Tetrafluoretileno próteses, isolamentos elétricos, antenas parabólicas, revestimentos para
equipamentos químicos etc.
São fabricadas caixas, telhas, etc; fabricação de tubos flexíveis, luvas,
PVC Cloreto de vinila sapatos, "couro-plástico" (usado no revestimento de estofados, auto-
móveis etc), fitas de vedação etc.
Usado em embalagens e recipientes para alimentos, remédios e produ-
tos químicos, corpo de eletrodomésticos (Ferro de passar, liquidificador,
Polipropileno Propileno (propeno) batedeira), tampas em geral, tampas para bebidas carbonatadas (água,
refrigerantes), carpetes, seringas de injeção, brinquedos, copos plásticos,
etc.
Polímero que dá origem ao isopor. Usado em pentes, cabides, embala-
gens para pastas e margarinas, disjuntores, bandejas para alimentos,
Poliestireno Estireno (vinilbenzeno) revestimentos internos de refrigeradores, potes para guardar comidas
e brinquedos, copos descartáveis, equipamentos de laboratório, como
pipetas descartáveis, entre outros.
Usado na produção de tintas à base de água (tintas vinílicas), de adesi-
PVA Acetato de vinila
vos e de gomas de mascar.
É um plástico muito resistente e possui ótimas qualidades ópticas, e
por isso é muito usado como "vidro plástico". É muito empregado na
Polimetacrilato Metil-acrilato de metila
fabricação de lentes para óculos infantis, frente às telas dos televisores,
em parabrisas de aviões, nos "vidros-bolhas" de automóveis etc.
É usado essencialmente como fibra têxtil - sua fiação com algodão, lã
ou seda produz vários tecidos conhecidos comercialmente como orlon,
Poliacrilonitrila Acrilonitrila (cianeto de vinila)
acrilan e dralon, respectivamente, muito empregados especialmente
para roupas de inverno.
Possui a mesma fórmula da borracha natural (látex) e é muito emprega-
Poliisopreno Isopreno (2-metil-1,3-butadieno)
do na fabricação de carcaças de pneus.

207
Copolímero
É um plástico (polímero) formado por pelo menos dois diferentes monômeros.

Exemplos
§§ ABS: Essa sigla vem do fato de que esse polímero é formado pela união de três monômeros: acrilonitrila
(A), but-1,3-dieno (B) e estireno (S do inglês styrene). Sua principal utilização é na fabricação de pneus, mas
também é usado na produção de telefones, invólucros de aparelhos elétricos e em embalagens.

acrilonitrila eritreno (but-1,3-dieno) estireno


Na
n H2C=CH + n H2C = CH – CH = CH2 + n CH = CH2

C≡N

Na
– H2C=CH – CH2 – CH = CH – CH2 – CH – CH2

C≡N
n

ABS

§§ Buna-S: É formado pelo o eritreno (but-1,3-dieno) e pelo estireno (vinilbenzeno), que, em inglês, escreve-se
styrene, por isso, o “S” no final. O buna-S é usado em isolamento de cabo elétrico, bandas de rodagem de
pneus, solados e artefatos diversos.

eritreno (but-1,3-dieno) ESTIRENO


Na
nH2C=CH – CH = CH2 + n CH = CH2
P.∆
Na
P.∆ – H2C – CH = CH – CH2 – CH – CH2 –

buna-S n

Polímeros de condensação
Os polímeros de condensação são aqueles obtidos por meio de reações entre monômeros (iguais ou diferentes),
onde há saída de uma molécula pequena, geralmente a água.
A seguir, temos uma reação genérica de polimerização por condensação:

P.t. catalisador
nHO – C – C – OH + nH – C – C – H –C–C–C–C– + nH2O

208
Abaixo temos alguns polímeros de condensação e seus usos:

Polímero Monômeros Usos


É empregado em revestimentos como tintas e vernizes, colas para
Baquelite Fenol e formaldeído. madeira, cabos de panelas, interruptores de luz, tomadas, plugues,
tampas, etc.
O kevlar é um polímero muito resistente, que é usado coletes à pro-
Ácido tereftálico (ácido p-benzenodioi- va de balas, bem como em chassis de carros de corrida, em roupas
Kevlar
co) e p-benzenodiamida. dos pilotos desses carros, em roupas de combate a incêndios e em
peças de aviões, etc.
É um plástico transparente, com alta resistência mecânica, usado
fosgênio (COCl2) e p-isopropilenodife-
Policarbonato em vidros à prova de bala, em lentes de óculos de sol, CDs e DVDs,
nol (bisfenol A ou BPA).
equipamentos com raio-X, janelas de segurança, etc.
Usado como linha de pesca, fabricação de objetos como parafusos,
engrenagens, mancais, buchas, utensílios de cozinhas industriais,
Ácido hexanodioico e
Náilon 66 pulseiras de relógios, fio para suturas de ferimentos ou cortes, véus
1,6 – hexanodiamina.
de noivas, carpetes, cordas de instrumentos musicais, cordas de pu-
lar, etc.
O principal uso desse polímero é em garrafas plásticas, mas ele tam-
Ácido tereftálico (ácido p-benzenodioi- bém é usado na fabricação de tecidos, cordas, filmes fotográficos,
PET
co) e etilenoglicol (1,2-etanodiol). fitas de áudio e vídeo, guarda-chuvas, gabinetes de fornos e em
embalagens, etc.
É usado em isolamentos acústicos, aglutinantes de combustível de
di-isocianato de parafenileno e 1,2-eta-
Poliuretano foguetes, revestimentos internos de roupas, espumas para estofa-
nodiol.
dos, pranchas de surfe, etc.

Acidez e basicidade de compostos orgânicos


Em química orgânica, o caráter ácido-básico das substâncias se deve a alguns fatores: valor do Ka (constante de
ionização do ácido) ou Kb (constante de ionização da base) , efeito indutivo, efeito de substituintes, ressonância e
distância. Esses efeitos valem para os dois caráteres de compostos orgânicos.
1. Valor do Ka: A força de um ácido depende da sua constante de equilíbrio ácido-base em água, ou seja,
do seu valor de pKa (–log Ka). Quanto maior o valor do Ka (ou menor o valor do pKa), mais ácido esse
composto é. Analogamente, quanto maior o valor do Kb (ou menor o valor do pKb), mais básico esse
composto é.
Abaixo segue uma tabela de acidez de alguns compostos orgânicos (a 25 °C):

Composto Ka pKa (–log Ka)


Ácido metanoico 1,7 x 10 –4
3,77
Ácido etanoico (acético) 1,7 x 10–5 4,76
Ácido cloroacético 1,4 x 10 –3
2,86
Ácido tricloroacético 2,2 x 10 –1
0,65
Ácido benzoico 6,3 x 10–5 4,20
Ácido ciclohexanóico 1,3 x 10 –5
4,87
Fenol 1,3 x 10 –10
9,90
Metanol 3,2 x 10 –16
15,5
Etanol 10–16 16
Etino (Acetileno) 10 –25
25
Eteno (etileno) 10 –44
44

209
Na tabela acima, o composto mais ácido é o ácido tricloroacético, que possui maior valor de Ka (ou menor
valor de pKa). Também pode-se observar que o etanol é muito pouco ácido e o etileno tem um valor tão baixo de
Ka que praticamente não haverá possibilidade de o hidrogênio ser liberado do mesmo.
Em termos gerais, a acidez em compostos orgânicos, em ordem decrescente, é:

Ácidos Carboxílicos > Fenóis > Água > Álcoois > Alcinos > Alcenos

Abaixo segue uma tabela de basicidade de alguns compostos orgânicos (a 25 °C):

Composto Kb pKb (– log Kb)


Amônia 1,8 x 10 –5
4,75
Metilamina 4,4 x 10 –4
3,36
Dimetilamina 5,9 x 10–4 3,23
Trimetilamina 6,3 x 10 –5
4,20
Anilina (aminobenzeno) 4,2 x 10 –10
9,38

Na tabela acima, observa-se que as aminas alifáticas são mais básicas que a amônia (maior valor de Kb)
e aminas aromáticas são menos básicas que amônia. As amidas são muito menos básicas que as aminas (tanto
alifáticas quanto aromáticas), apesar de ter nitrogênio na sua estrutura.
Em termos gerais, a basicidade em compostos orgânicos, em ordem decrescente, é:

Aminas Secundárias > Aminas Primárias > Aminas Terciárias > Amônia > Aminas Aromáticas > Amidas

2. Efeito Indutivo e dos Substituintes: Esse tipo de efeito ocorre quando átomos de diferentes eletro-
negatividades se encontram ligados perto no composto. O átomo mais eletronegativo tem a tendência de
trazer os elétrons para perto dele, criando assim um dipolo e facilitando a saída do H+, deixando-o mais
ácido. Analogamente, átomos menos eletronegativos tem a tendência de doar os elétrons para cadeia, difi-
cultando a saída do H+, deixando-o menos ácido.
Podemos explicar os valores abaixo com mais facilidade pelo efeito indutivo dos substituintes em relação a
ácido acético:

Composto Ka pKa (–log Ka) Explicação


O grupo –CH3 tem efeito elétron-doador, que se pro-
Ácido propanoico 1,3 x 10–5 4,87
paga pela cadeia carbônica, dificultando a saída do H+.
Num composto de cadeia carbônica menor, o efeito
Ácido etanoico
1,7 x 10–5 4,76 elétron-doador do CH3 diminui em relação ao ácido
(acético)
propanoico.
O Cl tem efeito elétron-receptor, que se propaga pela
Ácido cloroacético 1,4 x 10–3 2,86 cadeia carbônica, diminuindo a densidade eletrônica e
facilitando a saída do H+.
Nesse caso, temos 2 átomos de cloro, que reforça o
Ácido dicloroacético 5,6 x 10–2 1,25
efeito elétron-receptor.
Nesse ácido, temos 3 átomos de cloro, que reforça
Ácido tricloroacético 2,2 x 10–1 0,65
mais o efeito elétron-receptor, deixando o ácido forte.
Nesse ácido, temos 3 átomos de flúor, que é mais ele-
tronegativo que cloro, reforçando mais ainda o efeito
Ácido trifluoracético 5,9 x 10 –1
0,23
elétron-receptor, deixando o ácido mais forte que o
anterior.

210
3. Ressonância: Muitos dos compostos orgânicos podem parecer ser estáticos, entretanto muitos dos que
apresentam carga (ou não) podem ter formas híbridas instantâneas que são mais estáveis teoricamente que
a forma original. Se a base conjugada do composto for mais estável que o seu ácido, ele será mais ácido.

Composto Ka pKa (– log Ka)


Ácido benzoico 6,3 x 10 –5
4,20
Ácido ciclohexanoico 1,3 x 10–5 4,87
Fenol 1,3 x 10 –10
9,90
Cicloexanol 10 –16
16

4. Distância: O efeito do substituinte é mais eficiente quanto mais perto do centro reacional. Substituintes
com efeito de elétron-receptor diminuem o pKa (aumenta o Ka) de ácidos carboxílicos. Analogamente, subs-
tituintes com efeito de elétron-doador aumentam o pKa (diminuem o Ka) de ácidos carboxílicos.

Composto Ka pKa (– log Ka)


Ácido benzoico 6,3 x 10 –5
4,20
Ácido orto-clorobenzoico 1,1 x 10 –3
2,94
Ácido meta-clorobenzoico 1,4 x 10 –4
3,84
Ácido para-clorobenzoico 1,0 x 10–4 3,99

Conceito moderno de ácido e base


O conceito de ácido-base na atualidade é explicado por três teorias diferentes: Arrhenius, Brönsted-Lowry e
Lewis.
A teoria ácido-base de Arrhenius é utilizada na Química Inorgânica, enquanto que na Química Orgânica se
usa muito as teorias ácido-base de Brönsted-Lowry e a de Lewis.
1. Ácido e base de Arrhenius
Ácido de Arrhenius: são compostos que, em solução aquosa, se ionizam, produzindo somente o cátion
hidrogênio (H+):
HCℓ → H+ + Cℓ–
Base de Arrhenius: são compostos que, em solução aquosa, se dissociam, produzindo somente o ânion
hidroxila (OH–):
NaOH → Na+ + OH–

2. Ácido e base de Brönsted-Lowry


Ácido de Brönsted-Lowry: são espécies químicas (moléculas ou íons) que são capazes de ceder (ou doar)
prótons (H+).
Base de Brönsted-Lowry: são espécies químicas (moléculas ou íons) que são capazes de receber prótons (H+).
Exemplo:
HCℓ + H2O → H3O+ + Cℓ–
Ácido Base

Nesse caso, o HCℓ doará o H+ para a água, sendo HCℓ o ácido e água a base de Brönsted-Lowry.
Reação inversa:
H3O+ + Cℓ– → HCℓ + H2O
Ácido Base
211
Nesse caso, o H3O+ doará o H+ para o cloreto, sendo H3O+ o ácido e cloreto a base de Brönsted-Lowry.
Nesta reação inversa, o íon hidrônio (H3O+) doou um próton para o íon cloreto (Cℓ–), assim o hidrônio é o
ácido e o cloreto é base de Brönsted-Lowry. Forma-se o par ácido-base conjugado: HCℓ e Cℓ-; e um segundo
par conjugado ácido-base : H2O e H3O+. Chama-se de par conjugado, porque em ambos os casos, um doa
o próton e se transforma no outro: o HCℓ doa o próton e se transforma em Cℓ– e o H3O+ doa o próton e se
transforma em H2O.

HC + H2O H3O+ + C


ácido base ácido base
conjugado conjugada

Pares conjugados

Diferentemente da teoria de Arrhenius, na de Brönsted-Lowry um ácido pode atuar como uma base, o con-
ceito de ácido e base é relativo: dependem da espécie química com a qual a substância está reagindo para
saber se ela é acida ou básica.
3. Ácido e base de Lewis
§§ Ácido de Lewis: são espécies químicas (moléculas ou íons) que são capazes de ceder (ou doar)
elétrons.
§§ Base de Lewis: são espécies químicas (moléculas ou íons) que são capazes de receber elétrons.
Exemplo:

H H H H
H–B + :N – H H – B – +N – H
H H H H
ácido de base de
Lewis Lewis
C C
+
C – A + CH3OCH3 C – A – O – CH3
C C CH3
AC3 Dimetiléter
ácido de Lewis base de Lewis

A definição de Lewis abrange os casos das definições de Bronsted-Lowry e de Arrhenius, sendo, portanto, a
mais ampla. Entretanto, as definições de Arrhenius e de Bronsted-Lowry também são utilizadas para explicar
alguns casos.
Finalizando, é importante lembrar que o conceito de ácido-base de Lewis é o mais amplo e engloba o con-
ceito de ácido-base de Brönsted-Lowry, que este, por sua vez, engloba o conceito de ácido-base de Arrhenius, como
mostra a figua ao lado. Isso significa que todo ácido de Arrhenius é ácido de Brönsted-Lowry e de Lewis, mas ácido
de Lewis não necessariamente é de Brönsted-Lowry e/ou Arrhenius.

212
U.T.I. - Sala
1. Dois isômeros de fórmula molecular C4H10O, rotulados como compostos I e II, foram submetidos a
testes físicos e químicos de identificação. O composto I apresentou ponto de ebulição igual a 83 °C
e o composto II igual a 35 °C. Ao reagir os compostos com solução violeta de permanganato de
potássio em meio ácido, a solução não descoloriu em nenhum dos casos.
a) Que tipo de isomeria ocorre entre esses compostos? Por que o isômero I apresenta maior ponto de
ebulição?
b) Explique por que o isômero I não reagiu com a solução ácida de KMnO4. Qual o nome IUPAC do com-
posto I?

2. Três frascos, identificados com os números I, II e III, possuem conteúdos diferentes. Cada um deles
pode conter uma das seguintes substâncias: ácido acético, acetaldeído ou etanol. Sabe-se que, em
condições adequadas:
I. a substância do frasco I reage com substância do frasco II para formar um éster;
II. a substância do frasco II fornece uma solução ácida quando dissolvida em água, e
III. a substância do frasco I forma a substância do frasco III por oxidação branda em meio ácido.
a) Identifique as substâncias contidas nos frascos I, II e III. Justifique sua resposta.
b) Escreva a equação química balanceada e o nome do éster formado, quando as substâncias dos frascos
I e II reagem.

3. Uma das substâncias responsáveis pelo odor característico do suor humano é o ácido capróico ou
hexanóico, C5H11COOH. Seu sal de sódio é praticamente inodoro por ser menos volátil. Em conse-
qüência desta propriedade, em algumas formulações de talco adiciona-se bicabornato de sódio
(hidrogeniocarbonato de sódio, NaHCO3), para combater os odores da transpiração.
a) Escreva a equação química representativa da reação do ácido capróico com o NaHCO3.
b) Qual é o gás que se desprende da reação?
c) Qual no nome do sal formado na reação do item a?

4. Hidrocarbonetos de fórmula geral CnH2n podem ser diferenciados pelo teste de Bayer. Tal teste con-
siste na reação desses hidrocarbonetos com solução neutra diluída de permanganato de potássio
- KMnO4 - que possui coloração violeta. Só haverá descoramento da solução se o hidrocarboneto
for insaturado. Considere hidrocarbonetos contendo 5 átomos de carbono, que se enquadrem na
fórmula geral CnH2n.
a) Indique a fórmula estrutural de um hidrocarboneto com cadeia ramificada que reage positivamente ao
teste de Bayer e justifique sua resposta.
b) Dentre os hidrocarbonetos que não reagem ao teste, um apresenta isomeria geométrica e outro possui
apenas carbonos secundários.
Cite seus nomes oficiais.

5. Determinado vinho tem teor alcoólico de 10% em volume. Considere que esse vinho foi transfor-
mado em vinagre, pela oxidação de todo seu álcool etílico (C2H5OH) em ácido acético (C2H4O2).
Determine a massa de ácido acético contida em 2,0 L desse vinagre.
Dados: densidade do álcool etílico = 0,8 g/mL

6. a C2H4(g) + b KMnO4 (aq) + c H2O(ℓ) → d C2H6O2(aq) + e MnO2(s) + f KOH(aq)

A equação química acima representa um método de preparação típico da química orgânica - a oxi-
dação branda de um hidrocarboneto. As letras de a até f correspondem aos menores coeficientes
estequiométricos inteiros de cada substância.
a) Indique a função a que pertence o produto inorgânico solúvel em água e o nome oficial, segundo a
IUPAC, do produto orgânico da reação.
b) Determine o valor numérico dos coeficientes estequiométricos a e b

213
U.T.I. - E.O. a) Escreva as equações químicas que represen-
tam essas duas semirreações.
b) Admitindo 35 microgramas de etanol, qual
a corrente i (em amperes) medida no ins-
1. Uma maneira de distinguir fenóis de álco-
trumento, se considerarmos que o tempo de
ois é reagi-los com uma base forte. Os fenóis medida (de reação) foi de 8 segundos?
reagem com a base forte, como o NaOH, for-
mando sais orgânicos, enquanto que os álco- Carga do elétron = 1,6 × 10-19 coulombs;
ois não reagem com essa base. Constante de Avogadro = 6 × 1023 mol-1;
a) Considerando a reatividade com a base forte, Q = i × t (tempo em segundos e Q = carga em
coulombs).
compare os valores das constantes de ioniza-
ção (Ka) dos fenóis e dos álcoois. Justifique a
sua resposta. 4. O tolueno (metilbenzeno) é obtido indus-
b) Escreva a equação química para a reação do trialmente pelo processo conhecido como
hidroxibenzeno com o NaOH, e dê o nome do "reforma catalítica", que, no caso, consiste
sal orgânico formado. no aquecimento de heptano com catalisador
adequado. Nesse processo forma-se também
hidrogênio:
2. Um químico obteve no laboratório uma mis-
tura, constituída de butanona e butiralde- heptano + catalisador → tolueno + hidrogênio
ído. Uma alíquota dessa mistura, pesando
0,800g, foi tratada com KMnO4 em meio bá- a) Calcule o volume de hidrogênio, nas "condi-
sico. O produto orgânico obtido por destila- ções ambiente", produzido na reforma cata-
ção apresentou massa de 0,440g. lítica de 750 mols de heptano.
b) Deseja-se obter o benzeno pelo mesmo pro-
Determine a percentagem, em massa, dos
cesso. Dê a fórmula ou o nome de um com-
componentes da mistura.
posto que possa produzi-lo.
Massas atômicas:
C = 12 Dado: volume molar de gás, nas "condições
H=1 ambiente" =24,8 litros/mol
O = 16
5. O rendimento do processo de obtenção do
formaldeído (constituinte da solução aquosa
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO.
conhecida como formol) a partir do meta-
A Química está presente em toda atividade nol, por reação com O2 em presença de pra-
humana, mesmo quando não damos a devida ta como catalisador é da ordem de 80%, em
atenção a isso... Esta história narra um epi- massa. Sendo assim, qual a massa do aldeído
sódio no qual está envolvido um casal de po- obtida pela oxidação de 4,8kg de metanol?
liciais técnicos, nossos heróis, famosos pela Dados: O outro produto da oxidação do me-
sagacidade, o casal Mitta: Dina Mitta, mais tanol é água
conhecida como "Estrondosa" e Omar Mitta,
vulgo "Rango". A narrativa que se segue é 6. Equacione a reação do benzeno com:
ficção. Qualquer semelhança com a realidade a) cloreto de etila sob catálise de AℓCℓ3
é pura coincidência. b) brometo de acetila sob catálise de FeBr3

7. Considere a experiência esquematizada a se-


3. Como o vigia estava sob forte suspeita, nos- guir, na qual bromo é adicionado a benzeno
sos heróis resolveram fazer um teste para (na presença de um catalisador apropriado
verificar se ele se encontrava alcoolizado. para que haja substituição no anel aromático):
Para isso usaram um bafômetro e encontra-
ram resultado negativo. Os bafômetros são
O papel de pH
instrumentos que indicam a quantidade de (umedecido)
etanol presente no sangue de um indivíduo, adquire coloração
pela análise do ar expelido pelos pulmões. caracetrística
Bromo
Acima de 35 microgramas (7,6 × 10-7 mol) de de meio ácido
etanol por 100mL de ar dos pulmões, o indi-
Benzeno Vapor
víduo é considerado embriagado. Os mode-
Catalisador desprendido
los mais recentes de bafômetro fazem uso da
reação de oxidação do etanol sobre um ele- Antes Depois
trodo de platina. A semi-reação de oxidação a) Equacione a reação que acontece.
corresponde à reação do etanol com água, b) Qual é a substância produzida na reação que
dando ácido acético e liberando prótons. A sai na forma de vapor e chega até o papel in-
outra semirreação é a redução do oxigênio, dicador de pH, fazendo com que ele adquira
produzindo água. cor característica do meio ácido.
214
8. Os nitrotoluenos são compostos intermediários importantes na produção de explosivos. Os mo-
nonitrotoluenos podem ser obtidos simultaneamente, a partir do benzeno, através da seguinte
sequência de reação:

a) Escreva a fórmula estrutural do composto A e o nome do composto B.


b) Identifique o tipo de isomeria plana presente nos três produtos orgânicos finais da sequência de rea-
ções.

9. Grupos ligados ao anel benzênico interferem na sua reatividade. Alguns grupos tornam as posi-
ções orto e para mais reativas para reações de substituição e são chamados orto e para dirigentes,
enquanto outros grupos tornam a posição meta mais reativa, sendo chamados de meta dirigentes.
§§ Grupos orto e para dirigentes: –Cℓ, –Br, –NH2, –OH, –CH3
§§ Grupos meta dirigentes: –NO2, –COOH, –SO3H
As rotas sintéticas I, II e III foram realizadas com o objetivo de sintetizar as substâncias X,Y e Z,
respectivamente.
I.

II.

III.

Escreva a fórmula estrutural e os nomes dos compostos X, Y e Z formados (escreva todas as possi-
bilidades dos produtos formados).

10. Equacione as seguintes reações de esterificação:


a)

215
b)

c)

11. Álcoois reagem com ácidos carboxílicos para a) Desenhe um pedaço da estrutura do trans-
formar ésteres e água. Triglicerídeos (gor- -poliacetileno. Assinale, com um círculo, no
duras e óleos) sintéticos podem ser obtidos próprio desenho, a unidade de repetição do
pela reação de glicerol (CH2(OH)CH(OH)
polímero.
CH2(OH)) com ácidos carboxílicos.
a) Escreva a equação química, utilizando fór- b) É correto afirmar que a oxidação do transpo-
mulas estruturais, da reação de 1 mol de gli- liacetileno pelo iodo provoca a inserção de
cerol com 3 mols de ácido n-hexanóico. elétrons no polímero, tornando-o condutor?
b) Quando o composto formado no item a é Justifique sua resposta.
submetido a hidrólise alcalina (saponifica-
ção), o triglicerídeo dissolve-se com regene-
1
4. O fármaco havia sido destruído pela explo-
ração do glicerol e formação de sal. Escreva
a reação de hidrólise do éster, utilizando são e pelo fogo. O que, porventura, tivesse
NaOH. Dê o nome do produto que se forma sobrado, a chuva levara embora. Para averi-
junto com o glicerol. guar a possível troca do produto, Estrondosa
pegou vários pedaços dos restos das embala-
12. Um dos processos mais utilizados para ob- gens que continham o fármaco. Eram sacos
tenção de álcoois consiste na reação de de alumínio revestidos, internamente, por
compostos de Grignard com substâncias car- uma película de polímero. Ela notou que al-
boniladas, seguida de hidrólise. Observe a
sequência reacional a seguir, que exemplifi- gumas amostras eram bastante flexíveis, ou-
ca essa obtenção, onde R representa um ra- tras, nem tanto. No laboratório da empresa,
dical alquila. colocou os diversos pedaços em diferentes
R - MgCl + propanona x frascos, adicionou uma dada solução, con-
tendo um reagente, e esperou a dissolução
hidrólise do metal; quando isso ocorreu, houve evolu-
X 2,3 - dimetil - 2 - butano + MgOHCl
ção de um gás. Com a dissolução do alumí-
a) Nomeie o composto de Grignard utilizado e nio, o filme de plástico se soltou, permitindo
apresente sua fórmula estrutural plana. a Estrondosa fazer testes de identificação.
b) Foram determinadas as porcentagens em Ela tinha a informação de que esse políme-
massa dos elementos químicos da propanona ro devia ser polipropileno, que queima com
e de seus isômeros, a fim de diferenciá-los. gotejamento e produz uma fumaça branca.
Explique por que esse procedimento não é Além do polipropileno, encontrou poliesti-
considerado adequado e apresente a fórmula reno, que queima com produção de fumaça
estrutural plana de um isômero da propa- preta. Tudo isso reforçava a ideia da troca
nona que possua somente carbonos secun-
do fármaco, ou de uma parte dele, ao menos,
dários.
incriminando o vigia.
a) Escreva a equação que representa a reação
13. Os cientistas que prepararam o terreno para
de dissolução do alumínio, admitindo um
o desenvolvimento dos polímeros orgânicos
possível reagente utilizado por Estrondosa.
condutores foram laureados com o prêmio
Nobel de Química do ano 2000. Alguns des- b) Pode-se dizer que a diferença entre o polies-
ses polímeros podem apresentar condutibi- tireno e o polipropileno, na fórmula geral,
lidade elétrica comparável à dos metais. O está na substituição do anel aromático por
primeiro desses polímeros foi obtido oxi- um radical metila. Se o poliestireno pode ser
dando-se um filme de trans-poliacetileno representado por —[CH2CH(C6H5)]— n, qual
com vapores de iodo. é a representação do polipropileno?
216
15. O nitrogênio é um macro-nutriente impor-
tante para as plantas, sendo absorvido do
solo, onde ele se encontra na forma de íons
inorgânicos ou de compostos orgânicos. A
forma usual de suprir a falta de nitrogênio
no solo é recorrer ao emprego de adubos sin-
téticos. O quadro a seguir mostra, de forma
incompleta, equações químicas que repre-
sentam reações de preparação de alguns des-
ses adubos.

a) Disponha os compostos em ordem crescente


de força do ácido.
b) Explique o papel exercido pelo átomo de clo-
ro na diferença de acidez observada entre os
compostos I e II.

18. Responda:
a) Usando estrutura de Lewis, faça um diagra-
ma da reação entre HCN e NH3 gasoso.
b) Explique se esta reação pode ser considera-
da com uma reação ácido-base de Bronsted-
-Lowry.
c) O HCN pode ser considerado uma base de
a) Escolha no quadro as situações que pode- Lewis? Justifique.
riam representar a preparação de uréia e
de sulfato de amônio e escreva as equações 19. Usando conceito ácido-base, justifique as
químicas completas que representam essas afirmativas seguintes sobre água:
preparações.
a) Segundo Bronsted-Lowry, a água é uma es-
b) Considerando-se apenas o conceito de
pécie anfótera.
Lowry-Bronsted, somente uma reação do
b) Para Lewis, a água é uma base.
quadro não pode ser classificada como uma
reação do tipo ácido-base. Qual é ela (alga-
rismo romano)? 20. Considere a reação do íon cúprico com quatro
c) Partindo-se sempre de uma mesma quanti- moléculas de água para formar o composto
dade de amônia (reagente limitante), algum de coordenação [Cu(H2O)4]+2(aq). Esta é uma
dos adubos sugeridos no quadro conteria reação de um ácido com uma base segundo
uma maior quantidade absoluta de nitrogê- qual conceito? Justifique.
nio? Comece por SIM ou NÃO e justifique sua
resposta. Considere todos os rendimentos
das reações como 100 %.

16 . Na indústria petroquímica, a expressão ado-


çar o petróleo corresponde à adição de ami-
nas leves às frações gasosas do petróleo para
eliminação de sua acidez.
Considerando as aminas isômeras de fórmu-
la molecular C3H9N,
a) Indique a fórmula estrutural bastão da amina
que possui caráter básico mais acentuado.
b) Nomeie as aminas que possuem cadeia car-
bônica classificada como homogênea.

17. Os ácidos orgânicos têm a sua acidez altera-


da pela substituição de átomos de hidrogê-
nio na cadeia carbônica por grupos funcio-
nais. A tabela a seguir mostra as constantes
de acidez de alguns ácidos carboxílicos, em
água, a 25°C.
217
U.T.I. - 5, 6 e 7

Química 3
Termoquímica

Energia de ligação
A energia de ligação A – B é aquela absorvida na ruptura de 1 mol dessas ligações no estado gasoso.

Exemplo

H2 (g) → 2H(g)
energia de ligação H – H = +437 kJ

Cálculo do ∆H
A energia de ligação pode ser determinada experimentalmente. Nesta tabela, estão relacionadas as energias de
algumas ligações.

Energias de ligação (kcal/mol) medidas a 25 ºC

N—N 39 C—O 85,5

N=N 100 C = O (no CO2) 192,0

N;N 225,8 C—S 65

C—C 82,6 C=S 128

C=C 145,8 N—H 93,4

C;C 199,6 P—H 76

C—N 72,8 C—H 98,8

C=N 147 O—H 110,6

C;N 212,6 S—H 83

Conhecendo os valores das energias de ligação presentes nos reagentes e nos produtos de uma reação,
pode-se calcular o ∆H dessa reação:
∆H = (energia absorvida na quebra das ligações presentes nos reagentes)
+
(energia liberada na formação das ligações presentes nos produtos)

Exemplo

CH4(g) + 3Cℓ2(g) → HCCℓ3(g) + 3HCℓ  DH = ?


H Cℓ
| Cℓ — Cℓ |
H—C—H + Cℓ — Cℓ → H — C — Cℓ 3 H — Cℓ
| Cℓ — Cℓ |
H Cℓ
219
Dados:
Ligação Energia (kJ)
C—H 413,4

C — Cℓ 327,2

Cℓ — Cℓ 242,6

H — Cℓ 431,8

Energia absorvida nas quebras de ligações:

4 (C — H) = 4 (413,6) = 1.653,6 kJ
3 (Cℓ — Cℓ) = 3 (242,6) = 727,8 kJ
energia total absorvida = 2.381,4 kJ

Energia liberada nas formações das ligações:

1C — H = 1 (413,6) = 413,6 kJ
3C — Cℓ = 3 (327,2) = 981,6 kJ
3H — Cℓ = 3 (431,8) = 1.295,4 kJ
energia total liberada = 2.690,6 kJ

Uma vez que a energia liberada é maior que a absorvida, a reação será exotérmica e seu valor absoluto:

2.381,4 – 2.690,6 = –309,2 kJ


reagente produto

Portanto:

CH4(g) + 3Cℓ2(g) → HCCℓ3(g) + 3HCℓ  DH = –309,2 kJ

Cinética química
Velocidade das reações
D Quantidade
Vm = ___________
​   ​
  
D Tempo

Velocidade média de uma reação química é o quociente da variação da concentração molar de um dos reagentes
(ou produtos) da reação pelo intervalo de tempo em que essa variação ocorre.
Os denominadores são os coeficientes estequiométricos. De um modo geral, define-se velocidade média de
uma reação da seguinte maneira:
Para a reação genérica aA +bB → cC + dD, a rapidez ou velocidade média (sem especificação de se
referir a reagente ou produto) é dada por:

V VB __ V VD
Vm da reação = __
​ aA ​ = __
​   ​ = ​  cC ​ = __
​   ​ 
b d

220
Complexo ativado
Para uma reação ocorrer é necessário haver colisão entre as moléculas dos reagentes. Somente essa condição,
entretanto, não é suficiente. Considere a reação representada pela seguinte equação:

2HI → H2 + I2

Nessa reação, são rompidas as ligações covalentes das moléculas HI e são formadas as ligações covalentes
das moléculas H – H e I – I. Mas esse processo não é direto; não há primeiro a ruptura das ligações H – I e depois
formação das ligações H – H e I – I. Na verdade forma-se uma estrutura de transição com ligações intermediárias
entre as das moléculas dos reagentes e as dos produtos. Essa estrutura é chamada de complexo ativado.

No estado inicial, temos as No estado intermediário, temos o No estado final, temos as


moléculas dos reagentes. chamado complexo ativado. moléculas dos produtos.

Para haver formação do complexo ativado, duas condições são necessárias:


I. As moléculas devem colidir numa posição geométrica favorável.
II. A colisão entre as moléculas deve ocorrer com um mínimo de energia, chamada de energia de ativação.

Colisão efetiva
É aquela que resulta em reação, isto é, que ocorre em posição geometricamente favorável à formação do complexo
ativado e com energia igual ou superior à energia de ativação da reação.

Energia de ativação
Energia de ativação (Ea) é a energia mínima que as moléculas devem ter para reagir ao se chocarem, isto é, para que
haja colisão efetiva. Esse fato ocorre tanto para as reações exotérmicas quanto para as endotérmicas. O diagrama
delas que indica o caminho da reação e a entalpia pode ser representado por:

entalpia entalpia
complexo ativado complexo ativado

Ea
Reag.
Prod.
Hp Hr
Reag Ea ∆H ∆H
Prod.
Hr Hp

caminho da reação     caminho da reação


DH > 0 (reação endotérmica) DH < 0 (reação exotérmica)
221
Fatores que influenciam a velocidade de uma reação

Superfície de contato
Quanto maior a superfície de contato dos reagentes, maior a velocidade da reação.

Temperatura
Com a elevação da temperatura, aumenta a energia cinética das moléculas, o que implica maior número de cho-
ques efetivos com aumento da velocidade da reação.

Catalisador
Catalisadores são substâncias capazes de acelerar uma reação sem sofrer alteração permanente, isto é, não são
consumidas durante a reação.
Os catalisadores criam um caminho alternativo que exige uma menor energia de ativação, fazendo com que
a reação se processe mais rapidamente.

energia
Ea reação sem catalisador
Ea reação com catalisador
∆H

caminho da reação

Concentração dos reagentes


A velocidade de uma reação depende também da concentração dos reagentes, uma vez que ela está relacionada
com o número de choques entre as moléculas.
Quanto maior a concentração dos reagentes, maior a velocidade da reação.
Em reações com reagentes gasosos, se a pressão for aumentada, ocorrerá uma diminuição de volume e,
consequentemente, haverá aumento nas concentrações dos reagentes.

Equação de velocidade

Lei de Guldberg-Waage
A velocidade de uma reação é diretamente proporcional ao produto das concentrações em quantidades de matéria
dos reagentes, elevadas a determinados expoentes.
Em uma reação:
xA + yB +... → produtos...
222
A equação da velocidade é dada por:

V = velocidade da reação
k = constante da velocidade (a uma dada temperatura)
V = k · [A]x · [B]y = [A] e [B] = concentrações em mol/L dos reagentes
x e y = expoentes determinados experimentalmente,
denominados ordem da reação

Mecanismo de reações
Mecanismo de uma reação é a série de etapas que levam os reagentes aos produtos. Nesse mecanismo há etapas
lentas e rápidas. A etapa mais lenta é a determinante da velocidade.
Seja a reação 2A + 3B → A2B3, que se processa em duas etapas:
§§ Primeira etapa: 2A + B → A2B (lenta)
§§ Segunda etapa: A2B + 2B → A2B3 (rápida)
v = k[A]2 · [B]
Compostos sólidos não entram na equação.

Ordem de uma reação


1. Reação elementar:

2CO(g) + O2(g) → 2CO2(g)

Como é uma reação elementar, o expoente na lei da velocidade é igual ao coeficiente do reagente:

v = k · [CO]2 · [O2]1

Assim, temos que essa reação é de ordem 2 em relação ao CO, de ordem 1 em relação ao O2 e sua ordem
global é 3 (2 + 1 = 3).

2. Reação não elementar:

2H2(g) + 2NO(g) → 1N2(g) + H2O(g)

As etapas dessa reação são dadas por:


Etapa 1 (lenta): 1H2(g) + 2NO(g) → 1N2O(g) + 1H2O(ℓ)
Etapa 2 (rápida): 1N2O(g) + 1H2 → 1N2(g) + 1H2O(ℓ)
Equação global: 2H2(g) + 2NO(g) → 1N2(g) + 2H2O(ℓ)

Os expoentes na lei da velocidade são dados pelos coeficientes dos reagentes na etapa lenta:

v = k [H2]1 · [NO]2.

Essa reação é de 1ª ordem em relação ao H2, de 2ª ordem em relação ao NO e de 3ª ordem em relação à


reação global (soma dos expoentes: 1 + 2 = 3).
223
Uma observação importante é que existem algumas reações que são de ordem zero, porque a velocidade
não depende da concentração dos reagentes.
Em reações de primeira ordem, quando dobra-se a quantidade de reagente, dobra-se, de forma proporcio-
nal, a velocidade.
Em reações de segunda ordem, o aumento dos reagentes para o dobro quadruplica a velocidade de reação.
Em reações de terceira ordem, ao dobrar a concentração aumenta-se a velocidade da reação em oito vezes.

Determinação experimental da equação da velocidade da reação

Exemplo 1
Observe a reação:

2A + 3B → C

Observe nesta tabela a variação da velocidade com as concentrações, obtida experimentalmente:

[A] mol/L [B] mol/L V mol/L × min


primeira experiência 0,3 0,1 0,5

segunda experiência 0,6 0,1 1,0

terceira experiência 0,6 0,2 4,0

Segundo a lei de Guldberg Waage, a equação da velocidade, baseada na equação global (portanto, inade-
quada), seria:

v = k [A]2 · [B]3

Mas, em se tratando da tabela experimental de variação de velocidade, deve-se deduzir a equação da velo-
cidade na qual x e y serão determinados, uma vez que não são necessariamente 2 e 3.
Comparando a primeira com a segunda experiência, nota-se que a concentração de B é a mesma e que a
concentração de A dobrou; consequentemente, a velocidade também dobrou.
Comparando a segunda com a terceira experiência, verifica-se que a concentração de A é a mesma e que a
de B dobrou; consequentemente, a velocidade quadruplicou.

Conclusão

A velocidade varia com a primeira potência de [A] e com a segunda potência de [B].

v = k [A]1 · [B]2

224
Exemplo 2
A reação química entre cloreto de mercúrio (II) e oxalato de potássio:

2HgCℓ2(aq) + K2C2O4(aq) → 2KCℓ(aq) + 2CO2(g) + Hg2Cℓ2(s)

Foi estudada em solução aquosa, que determinou a quantidade de matéria de Hg2Cℓ2 que precipita. Foram
realizadas três experiências e modificadas as concentrações (mol/L) iniciais dos reagentes:

Quantidade de
Experiência [HgCℓ2] [K2C2O4] Tempo/min
matéria Hg2Cℓ2/mol
1 0,0836 0,404 60 O,0064

2 0,0836 0,202 60 0,0016

3 0,0418 0,404 60 0,0032

Determinar a equação de velocidade e identificar as ordens para cada um dos reagentes e a total.
Se a equação de velocidade for dada por v = k · [HgCℓ2]a · [K2C2O4]b,

0,0064
§§ experiência 1: ​ ______  ​ 
 = k(0,0836)a (0,404)b (I)
60
0,0016
§§ experiência 2: ​ ______  ​
  = k(0,0836)a (0,202)b (II)

60
0,0032
§§ experiência 3: ​ ______  ​ 
 = k(0,0418)a (0,404)b (III)
60
Dividindo (I) por (II):

______0,0064
​   ​ 
  k(0,0836)a (0,404)b
​  60   ​ = _______________
______ ​ 
    ​
______0,0016 k(0,0836)a (0,202)b
​   ​


60
Obtém-se: 4 = 2b ou 22 = 2b [ b = 2
Uma vez descoberto o valor de b, pode-se determinar por meios matemáticos o a e obter a ordem da reação.

Equilíbrio químico

Reações reversíveis
O equilíbrio químico é um estado dinâmico. Isso não significa paralisação da reação. Como as velocidades direta e
inversa são iguais, as concentrações dos reagentes e dos produtos permanecem constantes (mas não necessaria-
mente iguais). A reação continua se processando, sem, no entanto, alterar as concentrações em quaisquer sentidos.
Suponhamos que ao alcançar o equilíbrio:

PCℓ5 () PCℓ3 + Cℓ2

Mede-se a concentração de PCℓ5 e encontra-se: [PCℓ5] = 0,4 mol/L


225
De fato, reagiram até o equilíbrio 2,0 – 0,4 = 1,6 mol/L e formaram-se, simultaneamente, 1,6 mol de PCℓ3
e 1,6 mol de Cℓ2, uma vez que os coeficientes da equação são 1 : 1.

Reação PCℓ5 (g)  PCℓ3 (g) + Cℓ2 (g)


Início 2,0 mol 0 0

Reagem 1,6 mol — —

Formam-se — 1,6 mol 1,6 mol

Restam no equilíbrio 0,4 mol 1,6 mol 1,6 mol

Grau de equilíbrio
O grau de equilíbrio (α) de um reagente corresponde a relação entre a quantidade de mol consumida e a quanti-
dade de mol inicial desse reagente.

quantidade de mol de reagente consumido


α = ________________________________
​    
    ​
quantidade de mol de reagente no início

Exemplo

Quantidade de mol de PCℓ5 inicial = 2,0 mol e quantidade de mol de PCℓ5 consumido até o equilíbrio = 1,6
mol.
O grau de equilíbrio, portanto, é: α = 1,6/2,0 = 0,8 ou seja, 80%.

Constante de equilíbrio
Num sistema reversível genérico de única etapa:
1
a×A+b×B c×C+d×D
2

Sentido direto: v1 = k1 · [A]a · [B]b


Sentido inverso: v2 = k2 · [C]c · [D]d

A velocidade da reação direita (v1) vai diminuir em razão do consumo gradual de A e de B. A velocidade da
reação inversa (v2) vai aumentando com o tempo em razão da formação de C e D.
Certo tempo depois – que varia de acordo o tipo de reação –, as concentrações de A, B, C e D permanecem
inalteradas.
Nessa fase, as velocidades v1 e v2 igualam-se, sinal de que o sistema atingiu o equilíbrio químico.

226
Logo,

[C]c · [D]d
Kc = _______
​  a  ​ 
[A] · [B]b

A constante de equilíbrio é função da natureza dos reagentes, dos produtos e da temperatura.


Quanto maior for o valor de Kc maior será a extensão da ocorrência da reação direta.
Quanto menor for o valor de Kc maior será a extensão da ocorrência da reação inversa.

Constante de equilíbrio em
termos de pressões parciais (Kp)
a · A(g) + b · B(g)  c · C(g) + d · D(g)

Para equilíbrios gasosos, pode-se exprimir a constante de equilíbrio em termos das pressões parciais dos reagentes
e dos produtos:

(p )c (p )d
Kp = _______
​  C a D b   ​
(pA) (pB)

Relação entre Kp e Kc
Kp = Kc · (R · T)Dn

Essa relação pode ser facilmente demonstrada a partir da expressão da equação dos gases perfeitos (equação de
Clapeyron) em pressões parciais.

Equilíbrios heterogêneos
Equilíbrios heterogêneos são aqueles em que pelo menos umas das substâncias participantes da reação está em um
estado físico diferente das demais, geralmente no estado sólido. Com isso, o aspecto do sistema não fica uniforme,
mas é possível visualizar diferentes fases. Nesse caso não se deve escrever as substâncias sólidas na equação de Kc e Kp.

Deslocamento de equilíbrio
Efeito da concentração
Pelo princípio de Le Chatelier, um aumento da concentração de uma das substâncias participantes desloca o equi-
líbrio no sentido da reação que produz uma diminuição na concentração dessa substância: portanto, no sentido da
reação em que a substância é consumida.
Uma diminuição da concentração desloca o equilíbrio no sentido da reação que produz um aumento de sua
concentração, logo, no sentido da reação em que a substância é formada.
227
Efeito da pressão
Aumento da pressão desloca o equilíbrio para o lado com menor volume gasoso (menor número de moléculas
gasosas).
Diminuição da pressão desloca o equilíbrio para o lado com maior volume gasoso (maior número de molé-
culas gasosas).
Exemplo

2SO2 (g) + O2 (g)  2SO3 (g)


2 mol 1 mol 1 mol
3 mol 2 mol

Se a pressão aumentar, o equilíbrio desloca-se para a direita (→) e favorece a formação do SO3(g), uma vez
que nesse sentido a quantidade de moléculas gasosas diminui, consequentemente, a pressão também diminui.

Influência da variação de temperatura


Aumento da temperatura favorece a reação que absorve calor, ou seja, desloca o equilíbrio para o sentido endo-
térmico.
Diminuição da temperatura favorece a reação que libera calor, ou seja, desloca o equilíbrio para o sentido
exotérmico.
Exemplo
N2 (g) + 3H2 (g)  2NH3 (g) DH < 0

A reação direta (→) é exotérmica (H < 0).

Portanto:
§§ O aumento da temperatura a desloca o equilíbrio no sentido da reação endotérmica (para a esquerda); e
§§ A diminuição da temperatura a desloca o equilíbrio no sentido da reação exotérmica (para a direita).

O catalisador desloca o equilíbrio?


O catalisador aumenta igualmente a velocidade da reação direta e inversa porque produz a mesma diminuição
da energia de ativação nas duas reações. Consequentemente, o catalisador não altera o estado final do
equilíbrio, ou seja, não desloca o equilíbrio.
A  B

Da qual teq 1 > teq 2


Em todos os casos, os compostos sólidos não entram na equação
228
Equilíbrios iônicos
Constante de equilíbrio
quantidade
  
​    ionizada em mol ​
a = _____________________
quantidade inicial em mol

Para calcular a constante de ionização, recorremos à expressão matemática da lei de diluição de Ostwald:

2
Ki = _____
​  a     
​· M
1–a

Lei de Ostwald é empregada preferencialmente para soluções diluídas e eletrólitos fracos (a < 5 %). Observe
que ela relaciona a constante de equilibrio (Ki) com o grau de ionizacao (α).
Como a maioria dos casos práticos refere-se a monoácidos ou monobases, o denominador (1 – α) é prati-
camente igual a 1, desde que a seja muito pequeno (α < 5 %):

α<5%⇒1–α≈1

Consequentemente, a lei de diluição resulta:

Ki = a2 · M

De acordo com essa equação, quanto maior for a constante de ionização Ki mais ionizado estará o ácido
(maior é α), ou seja, maior será sua força.
Se a ionização ocorrer em etapas, é necessário escrever tantas constantes quantas forem as etapas.

Efeito do íon comum


O efeito do íon comum é o deslocamento da posição de equilíbrio de um eletrólito (um ácido ou base geralmente
fracos), causado pela adição de um segundo eletrólito (geralmente mais forte, como um sal muito solúvel), que tem
um íon em comum com o primeiro.
Exemplo:
Considerando um ácido fraco como o HCN em solução aquosa:

HCN  H+ + CN–

[H+][CN-]
Ka = _______
​   ​


[HCN]
Se o sal NaCN for adicionado à solução de HCN, haverá um aumento na concentração de íons CN–, o que
fará com que o equilíbrio seja deslocado para a esquerda, como é mostrado a seguir:
NaCN → Na+ + CN–
HCN  H+ + CN–
Portanto, a formação do ácido é favorecida, diminuindo a ionização do ácido.

229
Efeito do íon não comuns
Retomando o exemplo do ácido cianídrico (HCN) tem-se que:

HCN  H+ CN–
Se uma base (NaOH, por exemplo) for adicionada à solução desse ácido, vai ocorrer a dissociação da base
ocorrendo liberação de íons OH–:

NaOH → Na+ + OH–

Os íons OH– da base vão neutralizar os íons H+ do ácido, de acordo com a reação:

H+ + OH– → H2O

Portanto, haverá uma menor quantidade de H+ na solução. De acordo com o princípio de Le Chatelier, ha-
verá deslocamento de equilíbrio para a direita, aumentando a ionização do ácido.

pH e pOH

Cálculo do pH e pOH
O pH é um parâmetro utilizado para indicar se o meio reacional é ácido, básico ou neutro.
O potencial hidrogeniônico (pH) é o cologaritmo da concentração hidrogeniônica:

pH = colog [H+] = –log [H+]

O potencial hidroxiliônico (pOH) é o cologaritmo da concentração hidroxiliônica:

pOH = colog [OH–] = –log [OH–]

pH e pOH de soluções

1. Solução neutra
a 25 °C, Kw = [H+] · [OH-] = 10-14
[H+] = [OH-] = 10-7 mol/L
pH = pOH = 7
pH + pOH = 14

2. Solução ácida
a 25 °C, [H+] > 10-7 ⇒ pH < 7
[OH-] < 10-7 ⇒ pOH > 7

3. Solução básica
a 25 °C, [H+] < 10-7 ⇒ pH > 7
[OH-] > 10-7 ⇒ pOH < 7
230
Hidrólise salina
I. Sal de ácido forte e base forte: não sofre hidrólise e o pH da solução é 7.
Exemplo: NaCℓ.
Na+ + Cℓ– + H+ + OH- → Na+ + OH- + H+ + Cℓ–

Não há hidrólise porque, sendo o ácido e a base fortes, esse equilíbrio não permite sua formação e os íons
permanecem em solução.
Pode-se dizer que, nesse caso, a solução é neutra (pH = 7 a 25 °C) e não há constante de hidrólise nem
grau de hidrólise.

II. Sal de ácido forte e base fraca: sofre hidrólise e o pH da solução é menor que 7.
Exemplo: NH4Br.
O equilíbrio que se forma na solução aquosa de brometo de amônio é:
NH+4 + Br– + H+ + OH-  NH4OH + H+ + Br-

Forma-se a base e há íons H+ livres na solução. A solução resultante é ácida. Repare que praticamente nada
acontece com Br-. O que ocorreu foi a hidrólise do cátion:

NH4+ + H2O  NH4OH + H+


A 25 °C, Kw = 10-14

III. Sal de ácido fraco e base forte: sofre hidrólise e o pH da solução é maior que 7.
Exemplo: NaCN.
O equilíbrio que se forma na solução aquosa de cianeto de sódio é:

Na+ + CN- + H+ + OH-  Na+ + OH- + HCN

Forma-se o ácido e há íons OH- livres na solução. A solução resultante é básica. Praticamente nada acontece
com Na+. O que ocorreu foi a hidrólise do ânion:

CN- + H2O  HCN + OH-


A constante de hidrólise a 25 °C é:

IV. Sal de ácido fraco e base fraca: sofre hidrólise e o pH da solução pode ser superior, igual ou inferior a
7, dependendo das forças relativas do ácido e da base.
Exemplo: (NH4)2S.
O equilíbrio que se forma na solução aquosa de sulfeto de amônio é:

2NH4+ + S–2 + 2H+ + 2OH–  2NH4OH + H2S

Como o ácido e a base são fracos, o equilíbrio está deslocado para a direita; formam-se o ácido e a base.

Grau de hidrólise (∆H)


Constante de hidrólise para um sal de ácido forte e base fraca
K
Kh = ​ __w ​ 
Kb
231
Constante de hidrólise para um sal de ácido fraco e base forte
K
Kh = ​ __w ​ 
Ka

Constante de hidrólise para um sal de ácido e base fracos


Kw
Kh = ​ ​ _____   ​ ​ 
Ka ⋅ Kb

O grau de hidrólise de um sal (αh)

(quantidade de mol hidrolisados)


αh = _________________________
   
​       ​
(quantidade incial de mol)

Solução-tampão
São soluções que mantêm o pH aproximadamente constante, mesmo que elas venham a receber ácidos ou bases
fortes. As soluções-tampão são geralmente formadas por um ácido fraco e um sal desse ácido ou por uma base
fraca e um sal dessa base. As soluções-tampão são usadas sempre que um químico necessita de um meio com pH
aproximadamente constante. Elas são preparadas com a dissolução dos solutos em água.

Exemplo de alguns sistemas tamponantes

NH4OH / NH4Cl; H2CO3 / NaHCO3; NaCN / HCN

Para o cálculo de pH de uma solução tampão utiliza-se as seguintes fórmulas


[sal]
pH = – log Ka + log ______
​    ​  (para tampões ácido / sal)
[ácido]
[sal]
pH = – log Kb + log _____
​    ​ (para tampões base / sal)
[base]

– log Ka pode ser chamado de pKa, portanto, pKa = – log Ka. Quanto menor o pKa, maior o Ka, o que faz com que
seu grau de ionização seja maior, logo, o composto será mais ácido. Quando um tampão é preparado com concen-
trações iguais do ácido e do ânion, o pH é igual ao pKa desse ácido (pH = pKa)

Produto de solubilidade
Constante do produto de solubilidade Kps
Como achar a expressão de KPS?
1. Escreva a equação de equilíbrio devidamente balanceada; e
2. Escreva a expressão da constante de equilíbrio sem considerar o sólido precipitado.
232
Observe estes exemplos.

Equilíbrio Expressão do produto de solubilidade

BaSO4(s)  Ba2+(aq) + SO42-(aq) KPS = [Ba2+] ∙ [SO2–4]

CaF2(s)  Ca2+(aq) + 2F–(aq) KPS = [Ca2+] ∙ [F–]2

Ca3(PO4)2(s)  3Ca2+(aq) + 2PO43-(aq) KPS = [Ca2+ ]3 ∙ [PO3–4]2

Observe: as concentrações molares que aparecem na expressão de KPS, sempre correspondem às concen-
trações da solução saturada pelos íons que estariam em equilíbrio com o precipitado.

Exemplo
Cloreto de prata sólido, AgCℓ adicionado em água pura a 25 ºC.
O sistema é deixado em repouso por alguns dias para que se tenha certeza de que foi alcançado o equilíbrio
entre o sólido e os íons Ag+ e Cℓ– em solução.
Uma análise mostra que a concentração de Ag+ é de 1,34 × 10-5 mol/L.
Qual é o Kps do cloreto de prata?

Observe: a concentração de íons prata corresponde à concentração existente na solução saturada, ou seja,
corresponde à concentração de íons que existe no equilíbrio de solubilidade.

AgCl(s)  Ag+(aq) + Cℓ–(aq)

Início Não nos interessa (constante) 0 0

No equilíbrio 1,34 · 10–5 1,34 · 10–5


Esta última linha obedece à proporção dos coeficientes.

Observe: [Ag+] = [Cℓ–] porque a proporção dos coeficientes é 1 : 1.

Portanto, a expressão de Kps é:

KPS = [Ag+] · [Cℓ–]

Substituídos na expressão os valores apresentados na tabela, obtém-se.

KPS = [1,34 × 10-5] · [1,34 × 10-5] ⇒ KPS = 1,8 × 10-10

A expressão do KPS é utilizada apenas para soluções saturadas de eletrólitos considerados insolúveis, porque
a concentração de íons em solução é pequena, o que resulta soluções diluídas.
O KPS é uma grandeza que só depende da temperatura. Quanto mais solúvel o eletrólito, maior a concentra-
ção de íons em solução, maior o valor de KPS. Quanto menos solúvel o eletrólito, menor o valor de KPS, desde
que as substâncias comparadas apresentem a mesma proporção entre íons.

233
Previsão de precipitação e quociente da reação (QPS)
Se 2 eletrólitos diferentes forem misturados em solução, é possível saber quando o precipitado vai começar a se
formar, a partir de dois íons desses eletrólitos.

Exemplo
Foram misturados volumes iguais de Pb(NO3)2 0,2 mol/L e Kℓ 0,2 mol/L. Haverá formação de um precipitado
de Pbℓ2?
Dado: KPS do Pbℓ2 = 1,4 · 10-5
Solução: concentração de cada íon em solução:

Pb(NO3)2    Pb2+ + 2NO3–


0,2 0,2 0,4
KI    K +
+ I –

0,2 0,2 0,2

Se as duas soluções forem misturadas, o volume da solução final duplicará; portanto, as concentrações de
Pb2+ e I- caem pela metade.
A equação iônica que representa a precipitação é:

Pb2+ (aq) + 2I– (aq)    PbI2 (s)

Uma vez que seu inverso representa a dissolução do PbI2, ao alcançar o equilíbrio haverá:

PbI2 (s)    Pb2+ (aq) + 2I– (aq)

O Qps é calculado em razão da concentração de íons misturados. A precipitação ocorre se QPS for maior ou
igual ao KPS.
Neste caso:

QPS = [Pb2+] · [I-]2 = (0,1) · (0,1)2


⇒ QPS = 1,0 · 10-3

Se KPS = 1,4 ·10–5, concluímos que QPS > KPS.


Portanto, ocorre precipitação.

234
U.T.I. - Sala
1. (Fac. Santa Marcelina) Um estudo publicado pela revista Nature aponta que a quantidade de me-
tano (CH4) liberada por alguns poços de gás de xisto (cuja composição química padrão apresenta,
além de outros compostos, o óxido de ferro (III) e o óxido de alumínio) seria cerca de 4 vezes
maior que o previsto, o que o tornaria uma fonte de energia emissora de gás de efeito estufa tão
nociva quanto o carvão. A combustão completa do metano produz outro gás estufa, o CO2 de acordo
com a reação:
CH4(g) + 2O2(g) → CO2(g) + 2 H2O(ℓ)
(www.lqes.iqm.unicamp.br. Adaptado.)

a) Escreva as fórmulas químicas dos óxidos presentes na composição do xisto, sabendo que nesses com-
postos a carga do ferro e do alumínio é +3.
b) Supondo que a reação de combustão completa do metano seja elementar, escreva a expressão da lei de
velocidade dessa reação. Explique o que irá acontecer com a velocidade se a concentração do metano
for dobrada e a concentração do oxigênio permanecer constante.

2. (Uscs) Considere o seguinte equilíbrio químico, a 25 ºC

Cr2O72-(aq) + H2O(ℓ)  2 CrO42-(aq) + 2 H+(aq)


laranja amarelo

a) Nesse equilíbrio ocorre oxirredução? Justifique sua resposta.


b) Considere uma solução aquosa de K2Cr2O7 0,1 mol/L. Ao ser adicionado HCℓ(aq) a essa solução, qual a
cor predominante da solução? Justifique sua resposta com base no princípio de Le Chatelier.

3. (Uerj) O formol, uma solução de metanal, frequentemente utilizado em cosméticos, vem sendo
substituído pelo ácido glioxílico. No entanto, a decomposição térmica desse ácido também acarreta
a formação de metanal, de acordo com a seguinte equação:

Veja, abaixo, as energias das ligações nas moléculas participantes da reação:

Energia de ligação
Ligação
(kJ ∙ mol-1)
C-C 348
C=O 744
C-H 413
C-O 357
O-H 462

Considere a decomposição de 1ℓ de uma solução aquosa de ácido glioxílico, na concentração de


0,005 mol ∙ ℓ-1. Assumindo que todo o ácido glioxílico foi decomposto, calcule, em quilojoules, a
energia absorvida nesse processo.
Aponte, ainda, o número de oxidação do carbono na molécula de metanal.

4. (Usf) O sistema gasoso a seguir representa um importante equilíbrio químico existente na atmos-
fera terrestre, especialmente em regiões bastante poluídas com emissão do dióxido de enxofre que
é derivado da combustão de determinados combustíveis.

2SO2 + O2  2SO3

Para esse equilíbrio químico, determine:


235
a) a expressão que representa a constante de equilíbrio para esse sistema, em função de suas concentra-
ções molares.
b) o valor da constante de equilíbrio sabendo que a reação iniciou com 50g de SO2 e com quantidade sufi-
ciente de O2 em um recipiente de 2,0 L e atingiu o equilíbrio após 40% de transformação dos reagentes
em produto.
Dados valores das massas em g ∙ mol-1: O = 16,0 e S = 32,0.
c) quais ações podem ser realizadas no sistema, considerando variações de pressão e concentração, para
aumentar a quantidade de produto formado.

5. (Santa Marcelina) A tabela apresenta os valores da concentração de íons H+ em mol/L, medidos a


25ºC de um grupo de produtos.

Produto [H+]
Refrigerante 10-3
Alvejante caseiro 10-12,5
Vinho 10-3,5
Leite de magnésia 10-10
Cerveja 10-4,5

a) Na tabela reproduzida abaixo, complete o valor medido de pH a 25 ºC.

Produto [H+] pH
Refrigerante 10-3
Alvejante caseiro 10-12,5
Vinho 10-3,5
Leite de magnésia 10-10
Cerveja 10-4,5

b) Determine a concentração de íons hidroxila, [OH-], em mol/L no leite de magnésia, apresentando os


cálculos. Apresente um produto da tabela com propriedades para neutralizar o pH do leite de magné-
sia.

6. (Ufpr) Pesquisadores de Harvard desenvolveram uma técnica para preparar nanoestruturas auto-
-organizadas na forma que lembram flores. Para criar as estruturas de flores, o pesquisador dis-
solveu cloreto de bário e silicato de sódio num béquer. O dióxido de carbono do ar se dissolve
naturalmente na água, desencadeando uma reação que precipita cristais de carbonato de bário.
Como subproduto, ela também reduz o pH da solução que rodeia imediatamente os cristais, que en-
tão desencadeia uma reação com o silicato de sódio dissolvido. Esta segunda reação adiciona uma
camada de sílica porosa que permite a formação de cristais de carbonato de bário para continuar
o crescimento da estrutura.
(“Beautiful "flowers" self-assemble in a beaker”. Disponível em <https://www.seas.harvard.edu/
news/2013/05/beautiful-flowers-self-assemble-beaker>. Acesso em 10 ago. 2013)

Na tabela ao lado são mostrados valores de produto de solubilidade de alguns carbonatos.

Sal KPS (25°C)


BaCO3 8,1 x 10-9
CaCO3 3,8 x 10-9
SrCO3 9,4 x 10-10

a) Suponha que num béquer foram dissolvidos cloretos de bário, cálcio e estrôncio de modo que as con-
centrações de cada sal é igual a 1 µmol ∙ L-1. Com a dissolução natural do gás carbônico do ar, qual
carbonato irá primeiramente cristalizar?
b) Num béquer há uma solução 1 µmol ∙ L-1 de cloreto de bário. Calcule qual a concentração de íons car-
bonato necessárias para que o cristal de carbonato de bário comece a se formar.

236
U.T.I. - E.O. FeO(s) + CO(g)  Fe(s) + CO2(g) DH0 > 0

a) Escreva a expressão da constante de equilí-


1. (Uerj) Considere a equação química global brio (KC) da reação apresentada. Como varia
entre os compostos HBr e NO2: essa constante em função da temperatura?
Justifique.
2HBr + NO2 → H2O + NO + Br2
b) De que forma a adição de FeO e o aumento
Para desenvolver um estudo cinético, foram de pressão interferem no equilíbrio repre-
propostos os mecanismos de reação I e II, sentado? Justifique.
descritos na tabela, ambos contendo duas
etapas. 4. (Uninove) Em um laboratório, foi estudado o
Etapa Mecanismo efeito de algumas variáveis sobre o seguinte
I II sistema em equilíbrio:
lenta HBr + NO2 → HBrO + NO 2HBr → H2 + Br2 CH3COOH(aq) + H2O  CH3COO-(aq) + H3O+(aq)+ calor
rápida HBr + HBrO → H2O + Br2 H2 + NO2 → H2O + NO
O comportamento desse sistema foi estuda-
Realizou-se, então, um experimento no qual do frente à diminuição da temperatura, à
foi medida a velocidade da reação em função adição de HCℓ(aq) e à adição de H3CCOONa(aq). O
da concentração inicial dos reagentes, man- efeito dessas diferentes variáveis foi acom-
tendo-se constante a temperatura. Observe panhado pela medida da variação da concen-
os resultados obtidos: tração de [H3O]+(aq).
Em uma das experiências, obteve-se o se-
Concentração inicial guinte gráfico:
(mol · ℓ-1) Velocidade
(mol · ℓ-1 · min-1)
HBr NO2
0,01 0,01 0,05
0,02 0,01 0,10
0,01 0,02 0,10

Determine a ordem global da reação. Em


seguida, indique qual dos dois mecanismos
propostos representa essa reação global, jus-
tificando sua resposta. a) Dentre as variáveis analisadas, qual a res-
ponsável pela alteração indicada no gráfico
2. (Ime) A reação de Sabatier-Sanderens con- no momento t1. Justifique a sua escolha.
siste na hidrogenação catalítica de alcenos b) O que aconteceria caso um catalisador fosse
ou de alcinos com níquel, para a obtenção de inserido no sistema?
alcanos. Considerando a reação de hidroge-
nação do acetileno, um engenheiro químico 5. (Unisa) Águas contendo íons ferro (II) apre-
obteve os resultados abaixo: sentam-se límpidas, pois o ferro encontra-se
Tempo [Acetileno], [Hidrogênio], [Etano], solubilizado e incolor. No entanto, ao entrar
(min) mol/ℓ mol/ℓ em contato com o ar ou com gás cloro, os
0 50 60 0 íons ferro (II) reagem, formando hidróxido
4 38 36 12 de ferro (III), insolúvel e de coloração mar-
6 35 30 15 rom. Roupas lavadas com essa água podem
10 30 20 20 apresentar manchas de cor ferruginosa.
A equação a seguir representa uma das rea-
A partir dessas informações, determine: ções descritas.
a) a velocidade média da reação no período de
4 (quatro) a 6 (seis) minutos; 2Fe2+(aq) + Cℓ2(g) + 6 H2O(ℓ)  2Fe(OH)3(s) + 2Cℓ- + 6H+(aq)
b) a relação entre a velocidade média de con-
sumo do acetileno e a velocidade média de a) Indique o agente oxidante do processo, jus-
consumo do hidrogênio. tificando sua escolha.
b) Qual das substâncias de uso doméstico, vi-
3. (Uftm) Uma forma de obter ferro metálico a nagre ou leite de magnésia, pode ser utiliza-
partir do óxido de ferro(II) é a redução deste da na remoção de manchas de ferrugem das
óxido com monóxido de carbono, reação re- roupas? Justifique sua escolha com base no
presentada na equação: equilíbrio apresentado.
237
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO a) Distribua as amostras de 1 a 5 na escala de
pH abaixo.
AR MAIS LIMPO
Escala de pH
O ar que os paulistanos respiram está menos
poluído. Um estudo recente feito por cientis-
tas do IAG/USP revelou que, nos últimos 30
anos, caiu consideravelmente a concentra-
ção de acetaldeído na atmosfera da Região
Metropolitana de São Paulo. Esse poluente,
que faz parte do grupo dos aldeídos, é libe-
rado principalmente pelo escapamento de
veículos movidos a etanol. Além de provocar b) Calcule a concentração de íons H3O+ em
irritação nas mucosas, nos olhos e nas vias mol/L na amostra que possui a acidez mais
respiratórias e desencadear crises asmáticas, elevada.
os aldeídos são substâncias carcinogênicas
em potencial. De acordo com os resultados TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
da pesquisa, a queda na concentração deve-
-se basicamente a dois fatores: aperfeiçoa- Grande parte dos pacientes com hiperparati-
mento da tecnologia de motores automotivos roidismo brando exibe poucos sinais de do-
e políticas públicas implementadas no país ença óssea e raras anormalidades inespecífi-
nas últimas décadas voltadas ao controle da cas, em consequência da elevação do nível do
poluição do ar. cálcio, mas apresenta tendência extrema à
(Adaptado de: Revista Pesquisa FAPESP, n. 224, p. 69)
formação de cálculos renais. Isso se deve ao
fato de que o excesso de cálcio e fosfato ab-
sorvidos pelos intestinos ou mobilizados dos
6. (Puccamp) Para responder a esta questão, ossos no hiperparatiroidismo será finalmen-
utilize o texto. te excretado pelos rins, ocasionando aumen-
a) Considere a reação de formação do acetaldeído to proporcional nas concentrações dessas
a partir da combustão incompleta do etanol. substâncias na urina. Em decorrência disso,
os cristais de oxalato tendem a se precipitar
​ 1 ​O2 → CH3 – CH = 0 + H2O
CH3 – CH2 – OH + __ nos rins, dando origem a cálculos com essa
2
composição.
Utilizando os valores de energia de ligação
dados a seguir, calcule a entalpia dessa rea- 8. (Fmp)
ção e reescreva-a na forma de uma equação a) O produto de solubilidade do oxalato de cál-
termoquímica. cio (CaC2O4) a 25 ºC é 2,6 · 10-9. Determine
a concentração de íons C2O42- eliminados pela
ligação energia média
urina, sabendo-se que a concentração dos íons
C–C 347,0 cálcio presente no exame EAS (Elementos Anor-
C–H 413,0 mais e Sedimentos) é de 4 × 10-3 mol · ℓ-1 e que,
C–O 357,4 nesse caso, a urina apresenta uma solução
C=O 773,5 saturada de oxalato de cálcio.
b) A reação de hidrólise do oxalato de cálcio
O–H 462,3
está abaixo representada.
O=O 493,2
C2O42- + 2H2O  H2C2O4 + 2OH-
b) Sabendo que a concentração média de ace-
taldeído medida nesse estudo foi de 5,4 par- Se um paciente tem uma dieta rica em ali-
tes por bilhão (mg/m3), calcule a concentra- mentos cítricos como, por exemplo, brócolis,
repolho, fígado, couve-flor, couve, espina-
ção desse poluente em mol/ℓ
fre, tomate, etc., bem como rica em frutas
Dados: massas molares (g/mol): H = 1,0;
como limão, morango, acerola e laranja di-
C = 12,0; O = 16,0.
ficultará a formação dos cristais de oxalato
encontrados na urina.
6. (Uscs) A tabela apresenta o pH de amostras Justifique essa dieta como tratamento ali-
de fluidos biológicos a 25 ºC mentar com base no Princípio de Le Chatelier.
Amostra pH a 25 ºC
1 Saliva 6,4 9. (Pucrj) Com o objetivo de se conhecer a con-
2 Plasma sanguíneo 7,4 centração de uma solução padrão de HCℓ,
foram pesados e dissolvidos em água desti-
3 Urina 5,0 lada 0,762 g de bórax (Na2B4O7 · 10 H2O). A
4 Suco gástrico 3,0 solução contendo essa massa de bórax reagiu
5 Suco pancreático 8,0 com 20,00 mL da solução de HCℓ segundo a
(www.uff.br) equação abaixo:
238
Na2B4O7 ∙ 10H2O(aq) + 2HCℓ(aq) → de outros elementos de rochas que se forma-
ram a partir da precipitação de carbonato de
→ 2NaCℓ(aq) + 4H3BO(aq) + 5H2O(ℓ) cálcio no fundo do mar durante o evento de
extinção. A análise concluiu que, durante um
Considere: M(Na2B4O7 ∙ 10 H2O) = 381 g mol-1 período de 5 mil anos, a água do mar chegou
a) Calcule a concentração da solução padrão de a ficar 10 vezes mais ácida devido ao gás car-
HCℓ, em quantidade de matéria (mol-1). bônico dissolvido, devido a um evento de vul-
b) Calcule o pH da solução resultante da reação canismo nos continentes da época. A acidez
entre quantidades estequiométricas de HCℓ é letal para diversas criaturas marinhas, pois
(ácido forte) e NaHO (base forte), ambos os dificulta a absorção de cálcio.
(Adaptado de: Revista Pesquisa FAPESP, n. 232, p. 15)
reagentes preparados em meio aquoso.
Considere: KW = 1,0 × 10-14
1
1. (Puccamp) Para responder a esta questão,
c) Uma amostra de soda cáustica comercial utilize o texto.
pesando 0,1100 g foi dissolvida em água a) A água do mar, atualmente, possui pH ≅ 8.
destilada. Calcule a porcentagem em massa Segundo o texto, ao ficar dez vezes mais áci-
de NaOH na amostra a partir da informação da devido ao gás carbônico dissolvido, qual
de que todo o hidróxido de sódio, no meio a concentração de íons a que a água do mar
aquoso, reagiu exatamente com 20,00 mL de chegou? E qual era o valor do pH? Demons-
uma solução padrão de HCℓ 0,1000 mol/L. tre seus cálculos.
HCℓ(aq) + NaOH(aq) → H2O(ℓ) + NaCℓ(aq) b) A formação do carbonato de cál-
cio sólido está representada a segui.:
Ca2+(aq) + CO2-3(aq) → CaCO3(s)
1
0. (Ufg) O extrato de amora pode funcionar
Sabendo que a solubilidade do
como um indicador natural de pH, apresen-
CaCO3 = 1,3 × 10-4 g/100 mℓ de água, a
tando diferentes colorações de acordo com o 18 ºC e que a concentração de íons Ca2+(aq),
caráter ácido ou alcalino das soluções, con- na água do mar, é de 0,4 g/ℓ, calcule a mas-
forme demonstrado na tabela a seguir. sa de CaCO3(s) que pode ser obtida a partir de
pH Cor 1.000 ℓ de água do mar, nessa temperatura.
1–2 Rosa
12. (Ufpr) Óleos vegetais, constituídos por
3–6 Lilás triacilgliceróis (triéster de glicerol e áci-
7 – 10 Roxo dos carboxílicos de cadeia alquílica longa),
11 – 12 Roxo-azulado são matérias primas em diversos setores. O
óleo vegetal pode ser submetido à reação de
13 Azul
transesterificação com álcool etílico, na pre-
14 Amarelo sença de catalisador ácido (R1 do esquema),
A partir das informações apresentadas, formando glicerol e ácidos graxos, que cor-
a) calcule o pH e indique a cor de uma solu- responde ao biodiesel, ou à reação de hidro-
ção de Ca(OH)2 preparada na concentração genação (R2), na presença de catalisador de
de 0,050 mol∙L-1 na presença do indicador MoS2, levando à formação de uma mistura de
natural; alcanos, gás carbônico e água. No esquema
b) calcule o pH e indique a cor resultante após simplificado a seguir, estão ilustrados estes
a mistura de 10 mL de Ca(OH)2 0,100 mol∙L-1 dois processos em reações não balanceadas.
com 30 mL de H2SO4 0,100 mol∙L-1 na pre- A fim de simplificação foi considerado um
sença do indicador natural. triacilglicerol imaginário e que as reações R1
e R2 formam apenas os produtos indicados.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
REGISTROS DE UM MAR LETAL
Uma análise química de rochas calcárias co-
letadas nos Emirados Árabes é o indício mais
contundente até agora de que o pior evento
de extinção em massa da Terra pode ter sido
causado pela acidificação dos oceanos − o
mesmo processo que o excesso de gás carbô-
nico produzido pela humanidade provoca nos
mares. O evento aconteceu há 250 milhões
de anos, quando 90% das espécies biológicas
foram extintas, especialmente as de vida ma-
rinha. Uma equipe internacional de geólogos
analisou o conteúdo de isótopos de boro e Dados: entalpia média de ligação (kJ ∙ mol-1

239
C–H 413
C–C 348
C–O 358
O–H 463
C=C 614
C=O 799
O=O 495
Massa molar (g/mol): C = 12, O = 16, H = 1
a) Do ponto de vista de poder calorífico, isto
é, a quantidade de energia (por unidade de
massa) liberada na oxidação de um determi-
nado combustível, qual dos processos (R1 ou
R2) gera um melhor combustível? Justifique.
b) Por meio das entalpias de ligação, calcule a
entalpia de combustão do propano.

1
3. (Fuvest) A vitamina C, presente em sucos de
frutas como a manga, pode sofrer processos
de degradação em certas condições. Um pes-
quisador fez um estudo sobre a degradação
da vitamina C contida em sucos de manga
comerciais, determinando a variação da con-
centração dessa vitamina com o tempo, em
diferentes temperaturas. 1
4. (Fuvest) A oxidação de SO2 a SO3 é uma das
O gráfico da figura 2 representa os dados de etapas da produção de ácido sulfúrico.
degradação da vitamina C em três diferentes 2SO2(g) + O2(g)  2SO3(g) DH < 0
temperaturas, 25 ºC, 35 ºC e 45 ºC, estando
identificada a curva referente ao experimen- Em uma indústria, diversas condições para
to realizado a 35 ºC. essa oxidação foram testadas. A tabela a se-
guir reúne dados de diferentes testes:
a) No estudo a 35 ºC a velocidade média de
degradação da vitamina C é a mesma nos Número Pressão Tempera-
Reagentes
intervalos de tempo correspondentes aos do teste (atm) tura (ºC)
30 primeiros dias e aos 30 últimos dias do SO2(g) exces-
1 500 400
estudo? Explique, apresentando cálculos das so de SO2(g)
velocidades (em mg ∙ L-1 ∙ dia-1), para esses excesso de
2 500 1000
dois intervalos de tempo. SO2(g) + SO2(g)
O número de moléculas com uma determina- excesso de
3 1 1000
SO2(g) + ar
da energia cinética varia com a temperatu-
SO2(g) + excesso
ra, conforme está ilustrado na figura abaixo. 4 1 400
de ar
Suponha que a figura se refira à energia das
moléculas de vitamina C presentes no suco, a) Em qual dos quatro testes houve maior ren-
cujo processo de degradação está sendo es- dimento na produção de SO3? Explique.
b) Em um dado instante t1, foram medidas
tudado nas temperaturas de 35 ºC e de 45 ºC.
as concentrações de SO2, O3, e SO3 em um
Na figura 1, está representada, também, a reator fechado, a 1000 ºC obtendo-se os
energia de ativação desse processo de degra- valores:[SO2] = 1,0 mol/L; [O2] = 1,6 mol/L;
dação. [SO3] = 20 mol/L. Considerando esses valo-
b) Identifique, no gráfico da figura 2, qual das res, como é possível saber se o sistema está
ou não em equilíbrio? No gráfico abaixo,
curvas representa os dados da variação da
represente o comportamento das concen-
concentração de vitamina C com o tempo, trações dessas substâncias no intervalo de
a 45º C. Justifique sua escolha, utilizando a tempo entre t1 e t2 considerando que, em t1
figura 1 para fundamentar sua explicação. o sistema está em equilíbrio químico.
240
Note e adote:
Para a reação dada, KC – 250 a 1000 ºC

1
5. (Ufjf) A síntese da amônia foi desenvolvida por Haber-Bosh e teve papel importante durante a
1ª Guerra Mundial. A Alemanha não conseguia importar salitre para fabricação dos explosivos e,
a partir da síntese de NH3, os alemães produziam o HNO3 e deste chegavam aos explosivos de que
necessitavam. A equação que representa sua formação é mostrada abaixo:

3H2(g) + N2(g)  2NH3(g)

a) A partir da equação química para a reação de formação da amônia, descrita acima, e sabendo que a
reação apresenta DH < 0 o que aconteceria com o equilíbrio, caso a temperatura do sistema aumen-
tasse?
b) Calcule a variação de entalpia da formação da amônia, a partir das energias de ligação mostradas na
tabela a seguir, a 298 K:

Ligação Energia de Ligação (kJ∙mol-1)


H–H 436
N≡N 944
H–N 390

c) Suponha que a uma determinada temperatura T foram colocados, em um recipiente de 2,0 litros de
capacidade, 2,0 mols de gás nitrogênio e 4,0 mols de gás hidrogênio. Calcule o valor da constante de
equilíbrio, Kc, sabendo que havia se formado 2,0 mols de amônia ao se atingir o equilíbrio.
d) Considere que a lei de velocidade para a reação de formação da amônia é v = k [H2]3 [N2]. Calcule
quantas vezes a velocidade final aumenta, quando a concentração de nitrogênio é duplicada e a de
hidrogênio é triplicada, mantendo-se a temperatura constante.

16. (Fmj) O álcool isopropílico desempenha papel fundamental como antisséptico e desinfetante de-
vido ao seu custo reduzido, baixa toxicidade e facilidade de aquisição e aplicação.
(www.anvisa.gov.br. Adaptado.)

O álcool isopropílico pode ser convertido em acetona pelo processo descrito pela equação, com
rendimento de 90%.

Cu(s)
(CH3)2CHOH(g) → (CH3)CO(g) + H2(g)

A tabela apresenta diferentes concentrações de álcool isopropílico em função do tempo de reação,


em minutos.

Experimentos 1 2 3 4 5 6
Tempo (min) 0 30 60 90 120 150
[(CH3)2CHOH](mol ∙ L )
-1
5 × 10 -2
4 × 10 -2
2,5 × 10 -2
2 × 10 -2
1,5 × 10 -2
1 × 10-2

241
a) Desenhe a curva representativa dos dados da Esse sistema sob determinadas condições
tabela no gráfico abaixo e explique por que os atinge o seguinte equilíbrio
valores da velocidade de consumo do álcool,
em mol ∙ L–1 ∙ min–1 são diferentes nos inter-
CO2(g) + C(s)  2CO(g)
valos de 0 a 30 minutos e de 30 a 60 minutos.
onde se observa que:
§§ a fase gasosa tem comportamento de gás
ideal;
§§ o volume de carvão mineral final é des-
prezível;
§§ a 1100 K a constante de equilíbrio da re-
ação é Kp = 22;
§§ a 1000 K a massa específica da fase gaso-
sa no reservatório é igual a 14 g/ℓ

b) Considere que as massas molares do álcool Com base nessas informações, calcule a cons-
tante de equilíbrio, Kp, da reação a 1000 K.
isopropílico e da acetona são, respectiva-
Estabeleça se a reação entre o CO2(g) e o C(s) é
mente, 60 g∙mol-1 e 58 g∙mol-1. A partir de exotérmica ou endotérmica, justificando sua
180 g de álcool isopropílico com 100% de resposta.
pureza, calcule a massa, em gramas, de ace-
tona obtida no processo descrito pela equa-
9. (Ime) Determine o pH no ponto de equiva-
1
ção.
lência da titulação de 25,0 mL de ácido hipo-
cloroso aquoso (Ka = 3 ∙ 10-8) com concentra-
17. (Unicamp) Uma solução de luminol e água ção 0,010 mol/L, com hidróxido de potássio
oxigenada, em meio básico, sofre uma trans- 0,020 mol/L, realizada a 25 ºC
formação química que pode ser utilizada Dados: log 2 = 0,30 log 3 = 0,48.
para algumas finalidades. Se essa transfor-
mação ocorre lentamente, nada se observa
20. (Ita) Sabendo que a constante de dis-
visualmente; no entanto, na presença de pe-
sociação do hidróxido de amônio e a do
quenas quantidades de íons de crômio, ou
ácido cianídrico em água são, respecti-
de zinco, ou de ferro, ou mesmo substâncias
vamente, Kb = 1,76 × 10-5 (pKb = 4,75) e
como hipoclorito de sódio e iodeto de po-
Ka = 6,20 × 10-10 (pKa = 9,21), determine a
tássio, ocorre uma emissão de luz azul, que
constante de hidrólise e o valor do pH de
pode ser observada em ambientes com pouca
uma solução aquosa 0,1 mol∙L-1 de cianeto
iluminação.
de amônio.
a) De acordo com as informações dadas, pode-
-se afirmar que essa solução é útil na identi-
ficação de uma das possíveis fontes de con-
taminação e infecção hospitalar. Que fonte
seria essa? Explique por que essa fonte po-
deria ser identificada com esse teste.
b) Na preparação da solução de luminol, geral-
mente se usa NaOH para tornar o meio bá-
sico. Não havendo disponibilidade de NaOH,
pode-se usar apenas uma das seguintes subs-
tâncias: CH3OH, Na2CO3, Aℓ2(SO4)3 ou FeCℓ3.
Escolha a substância correta e justifique, do
ponto de vista químico, apenas a sua escolha.

1
8. (Ime) Em um reservatório de volume de 60ℓ
submetido a vácuo, introduz-se uma mistu-
ra física de 79,2 g de gelo seco, solidificado
em pequenos pedaços, com 30 g de carvão
mineral em pó, conforme a representação a
seguir.

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