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Aula 07

Economia p/ TCE-SC - Auditor Fiscal de Controle Externo - Cargo 4 - Economia

Professores: Heber Carvalho, Jetro Coutinho


Economia p/ TCE-SC
Teoria e exercícios comentados
Profs Heber Carvalho e Jetro Coutinho Aula 07

AULA 07 – 1.1.1 Formas de organização da


atividade econômica, o papel dos preços, custo
de oportunidade, fator de produção e fronteiras
das possibilidades de produção.

SUMÁRIO RESUMIDO PÁGINA


Definição de Economia 02
Questões econômicas fundamentais 04
Curva de Possibilidade de Produção 11
Economia de Mercado 23
Economia Planificada 26
Economia Mista 27
Resumão da Aula 28
Lista de Questões 30
Gabarito 34

Olá caros(as) amigos(as),

Como estão os estudos? A aula de hoje é mais tranquila do curso!

Hoje, veremos a Curva de Possibilidades de produção (que o Cespe


chamou de fronteira das possibilidades de produção), as formas de
organização da atividade econômica e o papel do sistema de preços em
cada uma delas e algumas lições sobre custo de oportunidade. Será um
aula bem tranquila.

Havendo qualquer dúvida, estamos disponíveis nos fóruns de dúvida


para ajudar vocês, se ficarem com alguma dificuldade ou algum
questionamento, ok? Lembrem de revisar os conteúdos das nossas aulas
de economia sempre, beleza?
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E aí, todos prontos? Então, aos estudos!

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1. DEFINIÇÃO DE ECONOMIA

Economia pode ser definida como a ciência social que estuda


como as pessoas e a sociedade decidem empregar os recursos
produtivos escassos, na produção de bens e serviços, de modo a
distribuí-los entre as várias pessoas e grupos da sociedade, a fim de
satisfazer as necessidades humanas.

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que a Economia não é uma


ciência exata, mas sim uma ciência social, porque as ciências sociais
estudam a organização e o funcionamento da sociedade. Temos como
exemplo de ciências sociais o Direito, a Sociologia, a Antropologia, a
Psicologia, etc. Todas elas estudam o funcionamento da sociedade a partir
de um ponto de vista.

A Economia se ocupa do comportamento humano e estuda como as


pessoas e a sociedade se empenham na produção, troca e consumo de
bens e serviços. Assim, podemos entender, portanto, que a Economia
também é uma ciência social.

Em segundo lugar, devemos ter a noção que os recursos produtivos


(ou fatores de produção) são escassos. Quando falamos que eles são
escassos, isto quer dizer que eles são limitados, ou finitos. Por outro lado,
as necessidades humanas são ilimitadas, ou infinitas. Daí, surge o
conceito de escassez.

Veja que a escassez decorre das necessidades humanas


ilimitadas e, ao mesmo tempo, do fato de os recursos produtivos
serem limitados. É aí que surge a Economia, como uma ciência que
estuda a melhor forma de utilizar os recursos escassos a fim de satisfazer
as necessidades humanas ilimitadas.

É necessário não confundir escassez com pobreza. Pobreza significa


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possuir poucos bens. Escassez significa ter mais desejos ou necessidades


do que bens para satisfazê-los, ainda que já possua muitos bens. Assim,
o fenômeno da escassez está presente em qualquer sociedade, seja rica
ou pobre. É claro que em países mais ricos, o problema da escassez será
menor que em países mais pobres, mas, mesmo assim, a escassez
continua sendo um problema, uma vez que os desejos por bens e serviços
ainda superam a quantidade de bens e serviços produzidos pela
sociedade. É a natureza do ser humano, somos assim!

Depreende-se, portanto, que a Economia é uma ciência social


que tem por objeto de estudo a questão da escassez, que é a
preocupação básica da Economia. Somente devido à escassez de recursos

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em relação às ilimitadas necessidades humanas é que se justifica a
preocupação de utilizá-los da forma mais racional e eficiente possível.

Da escassez, por sua vez, decorre a necessidade da escolha. Já


que não se pode produzir tudo aquilo que as pessoas desejam, devem ser
criados e estudados mecanismos que as auxiliem a decidir quais bens e
serviços serão produzidos e quais as necessidades serão atendidas. Veja,
então, que a necessidade da escolha só existe justamente em razão de
haver escassez.

BENS E SERVIÇOS

Bem é tudo aquilo que permite satisfazer uma ou várias necessidades


humanas. Os bens podem ser classificados em bens livres e bens
econômicos.

Bens livres são aqueles existentes em quantidade ilimitada (luz solar,


ar, mar, etc).

Bens econômicos são relativamente escassos e supõem a ocorrência de


esforço humano na sua obtenção. Outra característica dos bens
econômicos repousa no fato de que eles podem ser transferidos entre os
agentes econômicos. Para o nosso estudo, são os bens econômicos que
nos interessam.

Quanto à sua natureza, os bens econômicos podem ser classificados em


materiais, ou imateriais.

Os bens materiais são aqueles de natureza material, sendo, portanto,


tangíveis (possuem peso, altura, volume, etc). Alimentos, livros, roupas
são exemplos de bens materiais, tangíveis.

Nota: vale ressaltar que é bastante comum, ao lermos textos


econômicos, a palavra “bem”, sem maiores especificações, indicar, na
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verdade, tratar-se de um bem material. Portanto, ao ler a palavra bem,


de forma solta em um texto, você pode entender que se trata geralmente
de um bem material.

Os bens imateriais são intangíveis, ou seja, não podem ser tocados.


Tais bens são chamados de serviços (bem intangível). Os cuidados de
um médico, os serviços de um advogado, as aulas de um professor, os
serviços de transporte são exemplos de serviços, bens intangíveis. Veja
que os bens imateriais (serviços) não podem ser estocados, ao contrário
dos bens materiais.

Quanto ao destino, os bens materiais classificam-se em bens de


consumo e bens de capital.

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Bens de consumo são aqueles diretamente utilizados para a satisfação


das necessidades humanas (alimentos, roupas, eletrodomésticos,
automóveis, etc).

Bens de capital (ou bens de produção) são aqueles que permitem


produzir outros bens. São exemplos de bens de capital as máquinas,
computadores, equipamentos, edifícios, ferramentas, etc.

Vale ressaltar que o que diferencia um bem de consumo de um bem de


capital é a utilização. Por exemplo, um computador utilizado para estudo
ou lazer, no nosso lar, é um bem de consumo. Por outro lado, um
computador utilizado em um escritório de contabilidade ou em uma firma
de tecnologia, por exemplo, será um bem de capital, pois, neste caso, ele
está servindo para produzir outros bens e serviços, aumentando a
produção da economia.

Segue um esquema para facilitar a visualização:

Livres De consumo

BENS Materiais,
tangíveis
Econômicos De capital
Imateriais,
intangíveis
(serviços)

2. QUESTÕES ECONÔMICAS FUNDAMENTAIS


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Conforme vimos no tópico passado, da limitação dos recursos


produtivos e da infinidade de necessidades humanas, decorre o problema
da escassez; e da escassez, deriva o problema da escolha.

Isto é, como os recursos são finitos, a sociedade deve decidir o que


deverá ser produzido, em qual quantidade, como e para quem será
produzido. Todas estas questões econômicas fundamentais relacionadas à
escolha surgem da escassez. Vejamos estas questões mais
detalhadamente, apenas para clarificar:

a) O que e quanto produzir?

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Já que não se pode produzir a quantidade desejada pela
sociedade dos mais diversos tipos de bens de serviços, a
sociedade deve escolher entre as várias alternativas, quais bens
e serviços serão produzidos e em que quantidade. Devemos
produzir mais automóveis do que roupas? Mais roupas e menos
alimentos? Quanto de roupas e quanto de alimentos? Trata-se do
conceito relacionado à eficiência alocativa.

b) Como produzir?

Em segundo lugar, a sociedade tem de decidir a maneira pela


qual o conjunto de bens escolhido será produzido. Normalmente,
os bens podem ser obtidos mediante diferentes combinações de
recursos e técnicas. Assim, deve-se optar pela técnica que
resulte no menor custo por unidade de produto a ser obtido. É a
eficiência produtiva.

c) Para quem produzir?

Uma vez decidido que bens produzir e como produzi-los, a


sociedade tem de tomar uma terceira decisão fundamental:
quem vai receber esses bens e serviços? Sabemos que a
produção total de bens e serviços deverá ser distribuída entre os
diferentes indivíduos que compõem a sociedade. De que maneira
essa distribuição ocorrerá? Será que todos receberão a mesma
quantidade de bens de serviços? Será que a distribuição de bens
e serviços será feita segundo a contribuição de cada um à
produção? Ou segundo a necessidade de cada indivíduo? É a
eficiência distributiva.

2.1. Custo de oportunidade: abrindo mão de algo

Acabamos de ver que é a escassez a variável que dá o tom na


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economia. Genericamente falando, todos gostariam de ter dinheiro para


comprar alimentos de boa qualidade, roupas, carros, assim como todos
querem mais tempo para lazer, esporte, viagens, etc. Enfim, todos
gostariam de ter uma riqueza maior, entretanto, os recursos de todos
(pelo menos da maioria) são escassos, no sentido de estarem disponíveis
em quantidades limitadas.

Canalizar nossos esforços para a obtenção de uma quantidade


maior de algo conflita com a possibilidade de obtermos mais de outras
coisas. Podemos consumir mais lazer se sacrificarmos alguma renda (que
poderia ser obtida durante o tempo em que nos dedicamos ao lazer).
Podemos comprar mais roupas, desde que abramos mão de consumir um
outro bem. Assim, ao escolher uma alternativa de consumo, somos

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levados, obrigatoriamente, a abrir mão de algo associado às outras
alternativas.

Por exemplo, ao decidir ler esta aula on-line, você abriu mão de
várias outras coisas: estudar Contabilidade, consumir lazer, dormir,
ganhar dinheiro (poderia estar trabalhando em vez de estudando), etc.
Tudo que deixamos ou abrimos mão de fazer ao realizar uma escolha é
chamado de custo de oportunidade.

Às vezes, é possível mensurar o custo de oportunidade, outras


vezes, não. Por exemplo, qual o custo de oportunidade deste curso de
Economia para o TCE-SC? É o que você deixou de ganhar ou abriu mão,
se não o tivesse comprado. Neste caso, poderíamos tranquilamente
mensurar o custo de oportunidade como sendo de R$ 270,00.

Em outros casos, não é tão simples mensurá-lo. Por exemplo,


suponha que você tenha largado o emprego há um ano para estudar para
concursos. Qual o custo de oportunidade desta decisão? É o que você
deixou de ganhar se estivesse trabalhando. Mas isto não é tão simples de
se mensurar, pois, se estivesse trabalhando, também teria alguns gastos
(transporte, roupas, cursos de profissionalização) que deveriam entrar no
cálculo. Outro exemplo: qual o custo de oportunidade de se trabalhar o
dia inteiro, sem dedicar nenhum tempo ao lazer? É o prazer ou a utilidade
que se deixa de desfrutar se fosse dedicado algum tempo ao lazer. Qual o
custo de oportunidade de largar um emprego para fazer um mestrado? É
o que se deixou de ganhar se estivesse trabalhando (mais uma vez, o
cálculo deve levar em conta outras inúmeras variáveis: transporte,
alimentação, etc).

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O Ministério da Justiça (MJ) tem um montante fixo para gastar na


aquisição de dois bens: mesas e computadores. Ainda, o MJ
planeja ocupar um prédio de sua propriedade, atualmente
alugado para profissionais liberais. Com base nessa situação
hipotética, julgue os itens seguintes.

01.(CESPE/Unb – Economista – Ministério da Justiça – 2013) - O


aluguel representa um custo de oportunidade da ocupação do
prédio.

COMENTÁRIOS:
Mesmo o prédio sendo de propriedade do Ministério da Justiça, a sua
ocupação será considerada um custo econômico.

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Em linguagem econômica, dizemos que seu aluguel representa um custo


de oportunidade. Isto é, o fato de o MJ utilizar suas próprias instalações
faz com que ele perca a possibilidade de auferir dinheiro com o aluguel
do prédio, caso o mesmo fosse alugado a terceiros.

Este aluguel que deixa de ser recebido representa o custo de


oportunidade de ocupação do prédio.

GABARITO: CERTO

02.(CESPE/Unb - Analista Administrativo – ANAC – 2012) -


Suponha que um profissional recém-formado em economia
pretenda pedir demissão da firma em que trabalha para atuar
como autônomo em um escritório de consultoria, e, para isso,
calcule os custos que envolverão o funcionamento do escritório e
os custos de deixar de receber o salário do emprego atual. Nessa
situação, as despesas efetuadas com sua formação, como livros e
mensalidade escolar, devem ser ponderadas, pois representam
custos de oportunidade.

COMENTÁRIOS:
Nesta situação, os custos de oportunidade serão representados pelo
salário que ele vai deixar de receber, no caso de pedir demissão.

GABARITO: ERRADO

03.(CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - Se cada hora


diária de estudo aumenta em três pontos a nota de um indivíduo
em uma prova de matemática, então o custo de oportunidade de
não estudar e jogar videogame por uma hora diária é igual a 0,3
ponto a mais na prova de matemática.

COMENTÁRIOS: 66762815626

Questão muito mais de Matemática do que de Economia. O custo de


oportunidade de jogar videogame, deixando de estudar, é de 3 pontos a
mais na prova.

GABARITO:ERRADO

04.(CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - O custo de


oportunidade de estar no Brasil em determinado instante
equivale ao custo de oportunidade de não estar em qualquer
outro lugar nesse mesmo instante.

COMENTÁRIOS:
Exatamente isso. Descrição correta da ideia do custo de oportunidade.

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GABARITO:CERTO

05.(CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - Se, para


participar de um curso no exterior por certo período, é necessário
pagar R$ 140 mil e abrir mão de um emprego no Brasil com
ganhos de R$ 280 mil pelo mesmo período, então o custo de
oportunidade de desistir do curso e aceitar esse emprego é igual
a R$ 2 mil.

COMENTÁRIOS:
O custo de oportunidade de desistir do curso são os ganhos que você
deixa de ganhar com tudo aquilo que o curso poderia lhe proporcionar.
No caso desta questão, não é possível mensurar esses ganhos.

GABARITO:ERRADO

06.(CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - Se o custo de um


médico corresponde a cinco vezes o custo de um enfermeiro,
então o custo de oportunidade de dois enfermeiros é igual ao de
um médico.

COMENTÁRIOS:
O custo de oportunidade de 02 enfermeiros equivale a 0,4 médicos.

GABARITO: ERRADO

07. (CESPE/Unb – Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2009)


- O custo de oportunidade da decisão de tirar férias é mais
elevado para funcionários públicos do que para profissionais
liberais bem sucedidos como alguns médicos e advogados.

COMENTÁRIOS:
O custo de oportunidade da decisão de tirar férias é o que se deixou de
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ganhar caso decidisse ficar trabalhando nas férias (um salário extra,
provavelmente). Como profissionais liberais bem sucedidos ganham mais
que funcionários públicos, para eles, o custo de oportunidade da decisão
de tirar férias é maior, pois eles deixam de ganhar mais dinheiro que os
funcionários públicos (na verdade, o custo de oportunidade de tirar férias
dos funcionários públicos é nulo, pois estes não deixam de receber
salário em virtude das férias. Que bom, não é mesmo! ).

GABARITO: ERRADO

08. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) - 27 - O


custo de oportunidade de imóveis utilizados pelos seus donos
para sediar empresas de sua propriedade é nulo visto que,

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nesses casos, não há pagamentos de aluguéis que onerem os
custos contábeis dessas empresas.

COMENTÁRIOS:
O custo de oportunidade de imóveis utilizados pelos seus donos é o que
deixa de ser ganho caso o dono tivesse, por exemplo, locado seu imóvel
a terceiros. Neste caso, o custo de oportunidade seria o valor do aluguel
que não está sendo ganho pelo proprietário. Assim sendo, está incorreta
a assertiva pois o custo de oportunidade não é nulo (apenas o custo
contábil é nulo).

GABARITO: ERRADO

09. (CESPE/Unb – Analista de Controle Externo – TCDF – 2002) -


Para um estudante brasileiro, os custos de oportunidade de
cursar um MBA nos Estados Unidos da América, em regime de
dedicação exclusiva, correspondem aos gastos com tudo aquilo
de que o estudante abre mão para fazer o curso, como os salários
não ganhos em alguma atividade remunerada ou o ganho em
capital humano que deixa de obter se participasse de outro curso.

COMENTÁRIOS:
O custo de oportunidade de cursar um MBA inclui tudo o que se deixa de
ganhar, caso tivesse decidido não cursá-lo. Assim, além dos próprios
gastos que serão incorridos para custear o MBA, dentro do custo de
oportunidade, há aquilo que se deixa de ganhar caso estivesse, por
exemplo, trabalhando e auferindo salários ou fazendo outro curso e
adquirindo outros conhecimentos.

GABARITO: CERTO

10. (CESPE/Unb – Técnico Científico – Banco da Amazônia –


2007) - O custo de oportunidade da decisão de assumir um novo
emprego, cujo salário é superior àquele pago na ocupação
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anterior, inclui tanto o valor da remuneração atual como o


aumento do tempo de transporte necessário para se chegar ao
novo local de trabalho.

COMENTÁRIOS:
O custo de oportunidade de se assumir um novo emprego é o que se
deixou de ganhar caso não tivesse tomado essa decisão. Assim, esse
custo inclui o salário do emprego antigo, bem como todos os seus
benefícios, entre os quais citamos, conforme está na assertiva, o menor
tempo de transporte que era necessário para se chegar ao trabalho.

GABARITO: CERTO

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11. (CESPE/Unb – Economista – ECT – 2011) O conceito de
escassez de recursos indica que a sociedade tem recursos que
são limitados e não pode produzir todos os bens que as pessoas
desejam, justificando a não utilização dos recursos do governo
com economia.

COMENTÁRIOS:
Realmente, o conceito de escassez de recursos quer dizer que a
sociedade tem mais desejos do que recursos. Isso implica que os
recursos econômicos devem sempre visar a maior satisfação possível da
sociedade e isso só pode ser alcançado pelo uso dos recursos econômicos
com eficiência.

GABARITO: ERRADO.

3. CURVA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO (CPP)

Nota: pode também ser chamada de Fronteira de Possibilidades de Produção


(FPP) ou, ainda, Curva de Transformação da Produção (CTP).

A CPP é uma ilustração do problema da escassez e da escolha. Para


mostrarmos como ela funciona, faremos a suposição que uma economia
produz apenas dois bens: vestuário ou alimento. Adotaremos ainda 03
hipóteses adicionais:

 Existência de uma quantidade fixa de recursos produtivos: ou


seja, a quantidade e a qualidade dos fatores de produção são
mantidas fixas durante a análise. Em outras palavras, podemos
dizer que ao longo da CPP, em qualquer ponto, a quantidade e a
qualidade de fatores de produção utilizada são as mesmas.

 Existência de pleno emprego dos recursos: a economia opera


com todos os recursos produtivos (fatores de produção) plenamente
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empregados e produzindo o maior nível de produção possível. Em


outras palavras, ao longo da CPP, existe eficiência na produção.

 A tecnologia permanece constante: ao longo da CPP, o nível de


tecnologia permanece o mesmo.

Na nossa economia que servirá de exemplo (produz apenas


alimentos e vestuário), a CPP mostrará as diversas combinações de
alimento e vestuário que podem ser produzidas com uma quantidade fixa
de insumos1 (trabalho e capital, principalmente), mantendo-se a

1
Recursos produtivos = fatores de produção = insumos de produção.

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tecnologia constante. Guarde isto: ao longo da CPP, consideramos fixas
as quantidades utilizadas de fatores de produção, bem como a tecnologia.

A curva apresentada na figura 1 é um exemplo de CPP. Veja:

Figura 1
Produção de
Vestuário Curva de
0A E Possibilidades de
B Produção (CPP)
V
A C

D
A
V

A
0V
Produção de alimento

O ponto 0A representa um extremo no qual apenas se produz


vestuário, ou seja, a economia emprega todos os fatores de produção
apenas na produção de vestuário. O ponto 0V representa outro extremo
no qual apenas se produz alimento, ou seja, todos os recursos são
utilizados para produzir apenas alimento.

Dentre as suposições da CPP, nós vimos que, ao longo da curva,


temos pleno emprego dos recursos e os mesmos são utilizados
eficientemente. Ou seja, temos eficiência na produção, desde que
estejamos ao longo da CPP. Desta forma, para o nível de tecnologia e
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quantidade de fatores de produção existentes, pontos no interior da CPP


significam que os recursos não estão sendo utilizados de forma eficiente.

Por exemplo, o ponto A representa uma alocação ineficiente e situa-


se dentro da FPP. Por estar dentro da FPP, o ponto A indica que é possível
aumentar a produção de bens (vestuário e alimentos) sem precisar
aumentar a quantidade de fatores de produção utilizados no processo
produtivo. Em outras palavras, o ponto A indica uma situação em que não
há pleno emprego ou, em outras palavras, há capacidade ociosa ou
subemprego dos recursos produtivos.

O ponto E, por outro lado, representa um nível de produção maior


do que aquele que podemos atingir, dadas as quantidades de fatores de

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produção e nível de tecnologia existentes, que são consideradas fixas por
ocasião da CPP.

Os pontos B, C e D correspondem a três pontos quaisquer da CPP.


Ou seja, são pontos onde temos: eficiência na produção e pleno emprego
de recursos. Aliás, qualquer ponto ao longo da CPP indica que há pleno
emprego de recursos.

Observe que a CPP é negativamente inclinada. Isto acontece


porque, como as quantidades de fatores de produção são fixas, para se
produzir mais de um bem, deve-se produzir menos de outro bem,
indicando que há uma relação inversa entre as quantidades produzidas de
um bem e do outro bem. Por exemplo, para produzirmos mais alimento,
devemos produzir menos vestuário, e vice-versa.

Essa inclinação da CPP possui uma denominação econômica: taxa


marginal de substituição técnica.

A taxa marginal de transformação (TMgT) de vestuário por


alimento como a própria inclinação da CPP em cada um de seus
pontos. Algebricamente, a TMgT é definida como V/ A.

A taxa marginal de transformação indica o custo de oportunidade de


se produzir mais de um bem. Em virtude disto, também podemos afirmar
que a inclinação da CPP representa o custo de oportunidade da produção
adicional (marginal) de um bem.

Como a CPP é côncava, a TMgT é crescente à medida que


elevamos a produção de alimento na FPP. Outra decorrência da
concavidade da CPP é a existência de custos (marginais) de
oportunidades crescentes.

Nota: eu sei que esses termos técnicos talvez estejam um pouco complicados.
Mas fiquem tranquilos. Nas próximas aulas (teoria do consumidor e produção),
falaremos bastante destes termos; tudo ficará 100% esclarecido. Quando você
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revisar essa aula (na segunda leitura do curso, você verá que tudo se encaixará
perfeitamente). Se você está com dificuldade, saiba que é normal, ok. Agora,
continuando ... 

Quando deixamos de produzir, por exemplo, vestuário para produzir


alimento, devemos deslocar os recursos produtivos (por exemplo: capital
e trabalho) da produção de vestuário para a produção de alimento. Ou
seja, temos que utilizar capital e trabalho que estavam sendo utilizados
na produção de vestuário (lembre que, na CPP, o capital e o trabalho são
fixos) para produzir, desta vez, alimentos.

É normal que, à medida que se vá transferindo os insumos da


produção de um bem para a produção de outro bem, a eficiência do

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capital e do trabalho utilizados vá diminuindo cada vez mais, de forma
que o custo adicional (custo marginal) para produzir o outro bem será
crescente. Por exemplo, no ponto 0A da curva, todo o capital e o trabalho
estão sendo utilizados para produzir vestuário. À medida que decidimos
produzir mais alimento, obrigatoriamente, temos que deixar de produzir
vestuário. Para isso, deslocamos os insumos (capital e trabalho) para a
produção de alimentos, em vez de vestuário. Inicialmente, precisamos
abrir mão de pouca produção de vestuário ( V pequeno) para aumentar a
produção de alimento ( A grande). No entanto, à medida que a produção
deste último vai aumentando e vamos deslocando mais insumos para
produzi-lo, estes insumos vão perdendo a sua eficiência e temos que,
cada vez mais, abrir mão de mais quantidade de vestuário produzido para
produzir menos quantidade de alimento (no ponto D, temos V grande e
A pequeno. Ou seja, perdeu-se bastante produção de vestuário para
ganhar pouca produção de alimento).

Em outras palavras, o custo (marginal) de oportunidade2 de


produzir alimento vai crescendo; daí, podemos dizer que a
concavidade da CPP implica custos de oportunidades crescentes.
Falando a mesma coisa de forma diferente: a concavidade da CPP
também implica rendimentos decrescentes, pois os insumos da
produção (capital e trabalho), à medida que vão sendo alocados para
produzir outros bens diferentes, vão perdendo eficiência ou reduzindo os
seus rendimentos (ou seja, as alternativas de usos para os insumos
são limitadas/escassas).

A concavidade da CPP é a regra geral. Isto acontece porque os


insumos da produção não são perfeitamente substituíveis na produção
das diferentes mercadorias. O custo de oportunidade é crescente ou o
rendimento é decrescente porque, quando deslocamos capital e trabalho
da produção de um bem para a produção de outro bem, estes recursos
deslocados, que eram adequados e eficientes na produção de um bem,
apresentam-se menos eficientes e menos adequados para produzir outro
bem. Assim, por exemplo, no ponto B, os recursos de produção da
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economia (capital e trabalho) já estão mais adaptados à produção de


vestuário do que à produção de alimento. Quando os realocamos para a
produção de alimentos, os trabalhadores (trabalho) e as máquinas
(capital) apresentarão eficiência reduzida, já que eram acostumados e
treinados para produzir vestuário e não para produzir alimento. Assim, há
rendimentos decrescentes (ou custos de oportunidade crescentes) quando
deslocamos costureiras (produção de vestuário) para produzir alimento,
ou quando utilizamos aparelhos de tear (produção de vestuário) para
produzir alimento.

2
Neste caso, o custo de oportunidade de se produzir alimento é o que se deixou de produzir de
vestuário, caso os fatores de produção (capital e trabalho) estivessem alocados para a produção de
vestuário.

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No entanto, pode haver casos em que os insumos da produção
são perfeitamente substituíveis na produção de duas mercadorias.
Por exemplo, imagine os bens cerveja e chopp. Provavelmente, os
trabalhadores (trabalho) e as máquinas (capital) utilizados na produção
de um destes bens poderão ser utilizados na produção de outro bem, de
forma que não haja perda de rendimento, o que implica dizer que não
teremos rendimentos decrescentes ou custos de oportunidade crescentes.
Neste caso, em que os fatores de produção são perfeitamente
substituíveis, a TMgT, os rendimentos e os custos de
oportunidades serão constantes ao longo da CPP, que será uma
reta em vez de uma curva. Veja a figura 2:

Figura 2
Produção de
cerveja (C)
Quando os insumos são perfeitamente
substituíveis, a CPP é uma reta, a TMgT
( C/ P) é constante. Os rendimentos e os
C custos de oportunidades, por sua vez,
P também são constantes.

Produção de chopp (P)

3.1. Deslocamento da CPP

Como o próprio nome sugere, a CPP diz as possibilidades (o


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máximo) que uma economia tem para produzir duas mercadorias, dado
um estoque fixo de insumos (capital e trabalho) e uma tecnologia
constante. No entanto, pode uma economia obter uma produção maior
destas duas mercadorias que estão na FPP? A resposta é sim, é possível.
Entretanto, para isso acontecer as possibilidades de produção têm que
aumentar, e isso acontecerá, resumidamente, se houver aumento da
quantidade de fatores de produção ou melhoria tecnológica.

Seguem abaixo os principais motivos que levam a nossa CPP a se


deslocar para a direita e para cima (neste caso, toda a CPP é deslocada
para cima), indicando que a fronteira de produção foi expandida:

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1) Um aumento nos investimentos: investir, em economia, significa
adquirir bens de capital (máquinas, ferramentas, etc). Assim, uma
economia que destina a maior parte de seus recursos para a
compra de bens de investimento (=bens de capital), em vez de
bens de consumo, terá maiores possibilidades de produção que
outra economia que destina mais recursos para compra de bens de
consumo. Isto acontece porque estes bens de investimento servem
para aumentar a produção. Assim, pelo menos no longo prazo, a
CPP de uma economia que adquire mais bens de capital estará mais
alta e mais à direita que a CPP de uma economia que deu mais
importância aos bens de consumo.

2) Melhorias tecnológicas expandem as possibilidades de


produção: a tecnologia determina o máximo de produção física que
se pode obter, a partir de um conjunto particular de fatores de
produção. Uma nova tecnologia torna possível a maior produção de
bens e serviços para a mesma base de recursos existentes,
deslocando a CPP para cima e para a direita. Vale ressaltar que
tecnologia não quer dizer somente invenções científicas. Qualquer
aprimoramento da técnica significa melhoria tecnológica. Por
exemplo, Henry Ford não inventou o carro, nem descobriu um
motor mais potente e barato. Ele simplesmente introduziu, de
forma pioneira, o sistema de linha de montagem na produção.
Assim, seus carros eram produzidos em maior quantidade e com
menor custo. Veja que, neste caso, a mudança no jeito de se
produzir o mesmo bem significou uma melhoria tecnológica que,
com certeza, expandiu a CPP para cima e para a direita.

3) Melhorias no sistema legal: mudanças no sistema institucional


também podem expandir a CPP. Por exemplo, um país que tenha
uma legislação do trabalho justa, tanto para o empregado quanto
para o empregador, certamente incentiva a produção, deslocando a
CPP para cima e para direita. Por outro lado, se o sistema
institucional é bagunçado, não é justo e incentiva a ineficiência
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(altos impostos, por exemplo), a CPP é deslocada para baixo e para


esquerda (retração da CPP).

4) Aumento na quantidade disponível de fatores de produção: é


pressuposto da CPP que a quantidade de fatores de produção (mão-
de-obra, capital, matéria-prima, terra, etc) é fixa. Se houver
aumento dos fatores de produção disponíveis (por exemplo, um
movimento imigratório aumente a quantidade de mão-de-obra
disponível), haverá expansão da CPP. Se houver redução dos
fatores de produção disponíveis (por exemplo, uma catástrofe
natural que destrua muitas instalações ou cause muitas mortes),
haverá retração da CPP.

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Então, guarde o seguinte:

Caso se reduza a produção de um bem para aumentar a produção


de outro bem, haverá tão somente deslocamento ao longo da CPP, não
haverá deslocamento da FPP como um todo.

Caso haja alteração da quantidade de fatores de produção ou da


tecnologia, haverá deslocamento da CPP como um todo. Acontecimentos
que aumentam as possibilidades de produção farão a CPP deslocar para a
direita e para cima. Por outro lado, acontecimentos que reduzem as
possibilidades de produção deslocarão a CPP para baixo e para a
esquerda.

E a TMgT? Ela desloca a CPP? Nós vimos que a inclinação da FPP é


determinada pela TMgT ( V/ A). Se houver mudança na TMgT, nos
rendimentos ou nos custos de oportunidade dos insumos, haverá tão
somente mudança na inclinação da FPP, não haverá deslocamento da FPP.

Por fim, lembre-se de que, ao longo da CPP, temos eficiência na


produção. Ou seja, para produzirmos mais de um bem, devemos,
obrigatoriamente, produzir menos de outro bem. Isto indica que os níveis
de produção ao longo da CPP indicam que os recursos já estão sendo
plena e eficientemente utilizados; tanto é verdade que, se quisermos
aumentar a produção de um bem, devemos a reduzir a produção de
outro. Ora, se isto é verdade, é porque os recursos são utilizados em sua
capacidade máxima para níveis de produção ao longo da CPP.

No que diz respeito à teoria da produção, julgue os itens que se


seguem. 66762815626

12. (CESPE/UnB – Auditor de Controle Externo – TCDF – 2014)


Não há custo de oportunidade quando a economia opera em um
ponto interno à fronteira de possibilidade de produção.

COMENTÁRIOS:
Correto, pois, em um ponto interno à fronteira de possibilidade de
produção há capacidade ociosa, ou seja, há a possibilidade de se
aumentar a produção de um bem sem ser necessário abrir mão da
produção do outro bem.

GABARITO: CERTO

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13. (CESPE/UnB – Auditor de Controle Externo – TCDF – 2014)
Dois pontos sobre a curva de possibilidades de produção são
igualmente eficientes, independentemente da relação de preços
existente na economia.

COMENTÁRIOS:
Qualquer ponto sobre a CPP representará um ponto eficiente. Esse ponto
eficiente não é alterado por mudanças nos preços da economia e nem
pela quantidade de bens produzida na economia.

GABARITO: CERTO

14. (CESPE/UnB – Analista do Executivo – SEGER/ES – 2013 –


adaptada) O deslocamento para a direita da curva de
possibilidades de produção indica que ocorreram mudanças nos
preços da economia.

COMENTÁRIOS:
A CPP se deslocará para a direita se houverem melhorias como avanços
tecnológicos, aumento dos estoques dos fatores de produção, melhorias
no sistema jurídico e de regulação etc. As mudanças de preços não
afetam a CPP.

GABARITO: ERRADO

15. (CESPE/UnB – Analista do Executivo – SEGER/ES – 2013 –


adaptada) Em uma economia que produz dois bens, um ponto da
curva de possibilidades de produção em que os dois bens são
produzidos é sempre mais eficiente do que um ponto em que a
economia produz um único bem.

COMENTÁRIOS:
Se essa economia produzir sobre a CPP, por exemplo, a produção de um
único bem será tão eficiente quanto a produção de dois bens. Na figura
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1, por exemplo, os pontos B e C (produção de dois bens) são tão


eficientes quanto a produção nos pontos Oa e Ox (produção de um único
bem.

GABARITO: ERRADO

16. (CESPE/UnB – Analista do Executivo – SEGER/ES – 2013 -


adaptada) Todos os pontos situados na fronteira da curva de
possibilidade de produção são igualmente eficientes,
independentemente da quantidade de bens produzida na
economia.

COMENTÁRIOS:

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Questão correta. Se a economia produzir sobre a CPP, essa produção
será eficiente.

GABARITO: CERTO

17. (Cespe/UnB – Analista do Executivo – SEGER/ES – 2013 -


adaptada) Um ponto interno à curva de possibilidades de
produção será sempre eficiente.

COMENTÁRIOS:
Ao produzir em um ponto interno à CPP, temos capacidade ociosa, ou
seja, desemprego dos fatores de produção. Ou seja, se a economia
produzir em um ponto interno à possibilidade de produção, ela não é
eficiente.

GABARITO: ERRADO.

18. (CESPE/UNB – Analista do Executivo – SEGER/ES – 2013 -


adaptada) Um ponto interno à curva de possibilidades de
produção indica que a economia está operando com plena
capacidade produtiva.

COMENTÁRIOS:
Muito pelo contrário. Um ponto interno à CPP indica que a economia não
está empregando todos os seus recursos produtivos para produzir bens.
Ou seja, não está operando de forma plena.

GABARITO: ERRADO

19. (Cespe/UnB – Economista – ECT – 2011) O efeito do avanço


tecnológico sobre a curva de possibilidade de produção (CPP)
implica um deslocamento da produção para cima e para a direita.
Entretanto, um efeito inverso ocorreria sobre a CPP se os
estoques dos fatores de produção fossem aumentados.
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COMENTÁRIOS:
De fato, avanços tecnológicos expandiriam a CPP para cima e para a
direita. E se houvesse aumento dos estoques de fatores de produção a
CPP também seria deslocada para a direita e para cima. Ou seja, seria
um efeito semelhantes e não um “efeito inverso” como afirma a questão.

GABARITO: ERRADO.

20. (Cespe/UnB – Téc. Economia – BASA - 2010) A presença de


custos de oportunidade crescentes faz com que a curva de
possibilidades de produção seja convexa em relação à origem.

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COMENTÁRIOS:
Na presença de custos de oportunidades crescentes a CPP será CÔNCAVA
e não convexa como afirma a questão.

GABARITO: ERRADO

21. (CESPE/Unb – Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2009)


- O aumento crescente do desemprego gerado pela atual crise
conômica produz um deslocamento para baixo e para a esquerda
da curva de possibilidades de produção da economia mundial.

COMENTÁRIOS:
O aumento crescente do desemprego faz com a produção seja reduzida,
mas não as possibilidades de produção (a economia continua com a
mesma quantidade de insumos de produção – capital e trabalho). Assim,
o desemprego coloca o nível de produção da economia em um ponto no
interior da FPP (por exemplo, o ponto A da figura 01 da aula), indicando
que há capacidade ociosa de recursos de produção (insumos trabalho e
capital sem serem usados).

GABARITO: ERRADO

22. (CESPE/Unb – Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2009)


- A presença de custos de oportunidade crescentes faz com que a
curva de possibilidade de produção seja convexa em relação à
origem.

COMENTÁRIOS:
A presença de custos de oportunidade crescentes faz com que a FPP seja
côncava (e não convexa). Convexas são as curvas de indiferença e as
isoquantas, mas não a FPP.

GABARITO: ERRADO

23. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) - O custo


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de oportunidade de imóveis utilizados pelos seus donos para


sediar empresas de sua propriedade é nulo visto que, nesses
casos, não há pagamentos de aluguéis que onerem os custos
contábeis dessas empresas.

COMENTÁRIOS:
O custo de oportunidade de imóveis utilizados pelos seus donos é o que
deixa de ser ganho caso o dono tivesse, por exemplo, locado seu imóvel
a terceiros. Neste caso, o custo de oportunidade seria o valor do aluguel
que não está sendo ganho pelo proprietário.

GABARITO: ERRADO

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24. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) - A


existência de custos de oportunidade crescentes entre a produção
de bens para consumo interno e bens exportáveis é compatível
com uma curva de possibilidades de produção linear, entre esses
dois tipos de bens.

COMENTÁRIOS:
Quando a curva de possibilidades de produção é linear (é uma reta), os
custos de oportunidade são constantes (e não crescentes).

GABARITO: ERRADO

25. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) - O


processo sustentável de crescimento econômico provoca um
deslocamento ao longo dessa curva.

COMENTÁRIOS:
O processo sustentável de crescimento econômico indica que as
possibilidades de produção estão aumentando. Logo, haverá expansão da
CPP; ela será deslocada para cima e para a direita (não haverá
deslocamento ao longo dessa curva).

GABARITO: ERRADO

26. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) -


Combinações de produtos situadas no interior da CPP são
eficientes no sentido de Pareto porque garantem que, nessas
combinações, os recursos da economia estão sendo plenamente
utilizados.

COMENTÁRIOS:
Combinações no interior da CPP (ponto A da figura 01) não são
economicamente eficientes (as alocações eficientes estão sobre a curva
66762815626

e não em seu interior) e também indicam que os recursos da economia


não estão sendo plenamente utilizados (se estivessem em pleno uso,
estariam sobre a CPP e não em seu interior).

GABARITO: ERRADO

27. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) – A CPP é


construída supondo-se que os recursos disponíveis são fixos e
que a tecnologia permanece constante.

COMENTÁRIOS:
A assertiva expôs exatamente as suposições conceituais da CPP. Vale
destacar que estes recursos disponíveis de que a assertiva trata são os

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insumos/fatores/recursos de produção: capital e trabalho.

GABARITO: CERTO

28. (CESPE/UnB – Téc Economia – BASA – 2006) A teoria da


fronteira de possibilidades de produção implicitamente leva em
consideração o avanço tecnológico.

COMENTÁRIOS:
Pelo contrário, para analisar um economia sob a ótica da CPP, partimos
do pressuposto que o avanço tecnológico não será considerado.

GABARITO: ERRADO.

29. (CESPE/Unb – Agente da Polícia Federal – 2004) - A noção de


custo de oportunidade, subjacente à curva de possibilidades de
produção, relaciona-se, estreitamente, com o conceito de
escassez.

COMENTÁRIOS:
O custo de oportunidade é um termo usado para indicar o custo de algo
em termos de uma oportunidade que foi perdida ou renunciada. Assim, o
custo de oportunidade está claramente associado à realização de
escolhas, dentro das várias possibilidades que existem. Na curva
(fronteira) de possibilidades de produção, como os recursos de produção
(capital e trabalho) são fixos ou limitados, deve-se fazer escolhas do que
será produzido.

Produzir mais de uma determinada mercadoria significa produzir menos


de outra. Em outras palavras, há um custo de oportunidade em jogo. Ao
se produzir, por exemplo, vestuário, há um custo de oportunidade
envolvido, que é a produção de alimento que se abre mão para produzir
vestuário. Isto acontece justamente porque, dentro da FPP, os recursos
de produção são fixos ou escassos (limitados). Logo, a noção de custo de
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oportunidade relaciona-se com o conceito de escassez na FPP. Caso


contrário, se não houvesse escassez, poderíamos aumentar a produção
de um bem sem ter que diminuir a produção de outro bem. Assim, não
haveria custo de oportunidade em jogo.

GABARITO: CERTO

30. (CESPE/Unb – Escrivão da Polícia Federal – 2004) - Na curva


de possibilidades de produção, a lei dos custos de oportunidades
crescentes significa que os recursos econômicos não são
perfeitamente substituíveis em usos alternativos.

COMENTÁRIOS:

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Na FPP, o fato dos custos de oportunidade serem crescentes (ou os
rendimentos decrescentes) significa que os recursos de produção não são
perfeitamente substituíveis na produção de diferentes mercadorias. Esta
é regra geral da FPP, portanto, correta a assertiva.
Apenas para complementar o comentário da assertiva, é bom
destacarmos o caso em que os insumos (recursos/fatores de produção)
são perfeitamente substituíveis na produção de diferentes bens. Neste
caso, que é uma exceção à regra, os custos de oportunidade não são
crescentes; são constantes.

GABARITO: CERTO

31. (CESPE/Unb – Agente da Polícia Federal – 2004) - Quando os


custos de oportunidade para os recursos produtivos são
crescentes – a curva de possibilidades de produção é uma linha
reta (adaptada).

COMENTÁRIOS:
Quando a FPP é uma linha reta, os custos de oportunidade são
constantes; não são crescentes nesse caso.

GABARITO: ERRADO

32. (CESPE/Unb – Técnico Científico – Banco da Amazônia –


2007) - Ao provocarem mortes e desabamentos e destruírem
parte da infraestrutura regional, os temporais que atingiram as
regiões Sul e Sudeste do Brasil no início de 2007 elevaram o
custo de oportunidade dos recursos produtivos, o que aumentou a
inclinação da curva de possibilidades de produção das economias
dessas regiões.

COMENTÁRIOS:
Regra geral, catástrofes retraem a curva de possibilidades de produção,
indicando que as possibilidades de produção estarão menores. Ou seja,
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haverá deslocamento de toda a curva para a esquerda e para baixo. Não


haverá, portanto, alteração da inclinação, mas, deslocamento de toda a
FPP.

Nota  haveria mudança na inclinação da FPP se a assertiva falasse


explicitamente que o custo de oportunidade de produção de uma
determinada mercadoria tivesse sido alterado. Como foi falado apenas
que a catástrofe destruiu a infraestrutura, devemos basear na resposta
na premissa de que as possibilidades de produção da economia foram
reduzidas (deslocamento para baixo e para a esquerda da FPP).

GABARITO: ERRADO

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33. (CESPE/Unb – Consultor Legislativo – Senado – 2002) - Se a
curva de possibilidades de produção for uma linha reta, o custo
de oportunidade de se produzir determinado bem será constante.

COMENTÁRIOS:
Se a FPP for uma linha reta, a TMgT, os custos de oportunidade e os
rendimentos serão constantes. Isso ocorre quando os fatores de
produção são perfeitamente substituíveis entre si.

GABARITO: CERTO

34. (Cespe/UnB – Téc de Nível Superior – UEPA – 2007 -


Adaptada) A existência de custos de oportunidades crescentes
entre a produção de bens para consumo interno e bens
exportáveis é compatível com uma curva de possibilidades de
produção linear, entre esses dois tipos de bens.

COMENTÁRIOS:
A CPP será linear se os custos de oportunidades forem constantes. Se os
custos de oportunidades forem crescentes, a CPP será côncava.

GABARITO: ERRADO

4. ECONOMIA DE MERCADO (CAPITALISMO)


Antes de definir o que é economia de mercado, vamos definir
sistema econômico:
Sistema econômico e seus elementos básicos

Um sistema econômico pode ser definido como sendo a forma política,


social e econômica pelo qual está organizada uma sociedade. Engloba o
tipo de propriedade, a gestão da economia, os processos de circulação
das mercadorias, o consumo e os níveis de desenvolvimento tecnológico
e da divisão do trabalho.
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De conformidade com sua definição, os elementos básicos de um


sistema econômico são:

1) Os estoques de recursos produtivos ou fatores de produção,


que são os recursos humanos (trabalho e capacidade empresarial),
o capital, a terra, as reservas naturais e a tecnologia;

2) O complexo de unidades de produção, que são constituídas pelas


empresas e;

3) O conjunto de instituições políticas, jurídicas, econômicas e


sociais, que constituem a base de organização da sociedade.

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A economia de mercado é um sistema econômico típico das


economias capitalistas, cujas características básicas são a livre iniciativa e
a existência da propriedade privada dos meios de produção, tais como
terras, fábricas. A exploração destes meios de produção tem por objetivo
trazer o lucro para os seus proprietários, sob condições em que
predomine, preferencialmente, a concorrência.

Tal concorrência deve ocorrer nos diversos mercados existentes:


concorrência entre vendedores de bens similares, para atrair clientes;
concorrência entre compradores, para garantir os bens que desejam;
concorrência entre trabalhadores, para obter empregos; concorrência
entre empregadores, para conseguir trabalhadores.

Os pressupostos da propriedade privada e da livre iniciativa fazem


com que os agentes econômicos (famílias e empresas, principalmente)
preocupem-se em resolver isoladamente os seus problemas, tentando
sobreviver na concorrência imposta pelos mercados.

Assim, neste tipo de sistema econômico, os consumidores e


empresas agem individualmente, interagindo através dos mercados. As
ações individuais de consumidores e empresas acabam por determinar o
que, quanto, como e para quem produzir.

É importante destacar que, em economias de mercado, o sistema


de preços é o sistema automático e inconsciente que garante o correto
funcionamento deste sistema econômico.

Por exemplo, se uma mercadoria é produzida em demasia, isto


aumentará a sua oferta, provocando excesso de estoques. Com o passar
do tempo, o preço terá que ser reduzido, caso os produtores queiram se
livrar dos estoques e voltar a vender o produto em níveis normais. Por
outro lado, se uma mercadoria é produzida em baixas quantidades, isto
provocará um excesso de demanda sobre a oferta. Neste caso, os
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produtores podem aumentar os preços, e isto reduzirá a demanda,


fazendo com que o mercado caminhe para uma situação mais equilibrada.

Enfim, veja que, no final, o sistema de preços é o meio de que


dispõem os agentes para fazerem a economia de mercado caminhar para
o equilíbrio, onde a oferta iguala a demanda nos diversos mercados de
bens e serviços existentes.

5. ECONOMIA PLANIFICADA CENTRALMENTE

Esse tipo de sistema econômico é típico dos países socialistas,


em que prevalece a propriedade estatal dos meios de produção.
Nesse tipo de sistema, as questões econômicas fundamentais (o que,

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como e para quem) não são resolvidas descentralizadamente, por meio
dos mercados e do sistema de preços, mas pelo planejamento central, em
que a maior parte das decisões de natureza econômica é tomada pelo
Estado.

Nesse tipo de sistema econômico, o sistema de preços existe sim,


não tem a mesma importância (ou seja, ele tem importância, mas não
tanta quanto no sistema capitalista) que é verificada na economia de
mercado, aqui ele tem por finalidade apenas facilitar ao Estado a atingir
os seus objetivos de produção.

Em uma economia de mercado, o sistema de preços serve como


elemento sinalizador do comportamento de consumidores e produtores.
Em uma economia centralizada, as decisões de produção são
determinadas pelo Estado, e não pelo sistema de preços. Assim sendo, se
o governo deseja estimular determinada indústria, ele pode fazê-lo,
mesmo que essa indústria seja ineficiente e apresenta prejuízos. Neste
caso, o sistema de preços apenas vai indicar que a indústria é ineficiente,
mas a decisão de produção é tomada pelo governo, ela não é
determinada pelo sistema de preços, como na economia de mercado.

6. ECONOMIA MISTA

Os sistemas ou organizações econômicas citadas anteriormente são


muito difíceis de serem encontrados na prática, em sua forma mais pura.
O que se observa, pelo mundo, é uma mescla desses dois sistemas.
Alguns países se aproximam mais da economia de mercado (EUA, por
exemplo), enquanto outros se aproximam mais da economia centralizada
(Cuba, por exemplo). Entretanto, na realidade, em ambos os casos,
encontramos ao mesmo tempo as características dos dois tipos de
sistemas econômicos.

Quando ocorre esta mescla, temos um sistema econômico


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denominado economia mista. Neste sistema, uma parte dos meios de


produção pertence ao Estado e a outra parte pertence ao setor privado.
Cabe ao Estado a orientação e o controle de muitos aspectos da
economia, no entanto, o setor privado continua atuando fortemente nas
decisões de produção via sistema de preços. Veja, então, que tanto o
Estado, quanto o setor privado participam ativamente na resolução das
questões fundamentais da Economia (o que, como e para quem produzir).

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Acerca das formas de organização da atividade econômica, julgue os


itens a seguir:

35. (CESPE/UNB – Economia – BASA - 2006) Em uma economia


centralizada, o mecanismo de preços não tem nenhuma função.

COMENTÁRIOS:
Como vimos, o mecanismo de preços tem sim função. Ele continua
indicando eficiência/ineficiência e indicando custos, mas ele é relativizado
em função da decisão de produção do governo central.

GABARITO: ERRADO.

36. (CESPE/UNB – Economia – BASA - 2006) Economia de


mercado e economia centralizada buscam ambas eficiência, cada
uma delas à sua maneira.

COMENTÁRIOS:
Vimos durante a aula que na Economia planificada, muitas vezes não são
feitas alocações eficientes porque o governo central é o que decide o
que, como e para quem produzir. Podemos então dizer que, pelo menos
na economia centralizada, nem toda forma de organização econômica
busca eficiência.

GABARITO: ERRADO

37. (CESPE/UNB – Economia – BASA – 2006) Qualquer que seja o


tipo de economia (de mercado ou centralizada) os preços de
venda são superiores aos custos de produção.
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COMENTÁRIOS:
Essa é mais uma questão de conhecimentos gerais do que de economia.
As vezes uma atividade pode ter um custo mais alto do que o preço de
venda. Se isso acontecer, numa economia de mercado esse bem/serviço
não seria comercializado. Numa economia planificada, diferentemente, se
o planejamento do Governo levar em consideração a oferta desse
bem/serviço, ele será fornecido à sociedade e o estado arcará com o
ônus dessa produção.

GABARITO: ERRADO

38. (CESPE/UNB – Economia – BASA – 2006) A mão-invisível de

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Adam Smith age levando um mercado a atingir seu ponto de
equilíbrio, mesmo que as decisões dos consumidores e
produtores sejam descentralizadas.

COMENTÁRIOS:
Calma! Adam Smith não tem uma mão-invisível! RS. A redação do
Cespe não ficou muito boa nesse item. A questão está se referindo à
teoria da Mão Invisível que foi criada por Adam Smith. Essa mão invisível
seria a mão do mercado, do sistema de preços, que regularia a
oferta/demanda em uma economia e, portanto, não precisaríamos da
intervenção de quem quer que seja (governos, consumidores ou
produtores). Assim, sob ótica dessa teoria, a questão está correta.

GABARITO: CERTO.

Bem pessoal, por hoje é só! Segue agora o resumo e a lista das questões.

Abraços e bons estudos!


Heber Carvalho e Jetro Coutinho

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RESUMÃO DA AULA

 Escassez: As necessidades humanas são ilimitadas, mas os recursos são escassos.

Bens e Serviços

Questões Econômicas Fundamentais

 O que produzir?
 Quanto produzir?
 Como produzir?
 Para quem produzir?

Custo de Oportunidade
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 Tudo que deixamos ou abrimos mão de fazer ao realizar uma escolha.

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Curva de Possibilidades de Produção

Produção de
Vestuário Curva de
0A E Possibilidades de
B Produção (CPP)
V
A C

D
A
V

A
0V
Produção de alimento

 Há pleno emprego dos recursos e a tecnologia permanece constante.


 Será CÔNCAVA se os custos de oportunidade forem crescentes a cada
substituição.
 Será uma LINHA RETA se os custos de oportunidades forem constantes a cada
substituição.
 Pontos a esquerda da curva (ponto A, por exemplo) representam capacidade
ociosa.
 Pontos sobre a curva (pontos B, C e D, por exemplo) representam alocações
eficientes.
 Pontos a direita da curva (ponto E, por exemplo) representam alocações que
ainda não são possíveis. 66762815626

 Haverá deslocamento como um todo da CPP quando houver aumento nos


investimentos, expansão tecnológica, melhorias no sistema legal ou aumento
nos fatores de produção.

Sistemas Econômicos
 Elementos básicos: Fatores de produção, unidades de produção, instituições
políticas, jurídicas, econômicas e sociais.

 Economia de mercado: Livre iniciativa e propriedade privada. Sistema de preços como


sinalizador do comportamento de consumidores e produtores.
 Economia planificada: Propriedade ESTATAL dos meios de produção. Preços existem, mas não
tem a mesma importância do que numa sociedade de mercado.

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LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS

O Ministério da Justiça (MJ) tem um montante fixo para gastar na


aquisição de dois bens: mesas e computadores. Ainda, o MJ planeja
ocupar um prédio de sua propriedade, atualmente alugado para
profissionais liberais. Com base nessa situação hipotética, julgue os itens
seguintes.

01.(CESPE/Unb – Economista – Ministério da Justiça – 2013) - O aluguel


representa um custo de oportunidade da ocupação do prédio.

02.(CESPE/Unb - Analista Administrativo – ANAC – 2012) - Suponha que


um profissional recém-formado em economia pretenda pedir demissão da
firma em que trabalha para atuar como autônomo em um escritório de
consultoria, e, para isso, calcule os custos que envolverão o
funcionamento do escritório e os custos de deixar de receber o salário do
emprego atual. Nessa situação, as despesas efetuadas com sua formação,
como livros e mensalidade escolar, devem ser ponderadas, pois
representam custos de oportunidade.

03.(CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - Se cada hora diária de


estudo aumenta em três pontos a nota de um indivíduo em uma prova de
matemática, então o custo de oportunidade de não estudar e jogar
videogame por uma hora diária é igual a 0,3 ponto a mais na prova de
matemática.

04.(CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - O custo de oportunidade


de estar no Brasil em determinado instante equivale ao custo de
oportunidade de não estar em qualquer outro lugar nesse mesmo
instante.

05.(CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - Se, para participar de um


curso no exterior por certo período, é necessário pagar R$ 140 mil e abrir
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mão de um emprego no Brasil com ganhos de R$ 280 mil pelo mesmo


período, então o custo de oportunidade de desistir do curso e aceitar esse
emprego é igual a R$ 2 mil.

06.(CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - Se o custo de um médico


corresponde a cinco vezes o custo de um enfermeiro, então o custo de
oportunidade de dois enfermeiros é igual ao de um médico.

07. (CESPE/Unb – Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2009) - O


custo de oportunidade da decisão de tirar férias é mais elevado para
funcionários públicos do que para profissionais liberais bem sucedidos
como alguns médicos e advogados.

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08. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) - 27 - O custo de
oportunidade de imóveis utilizados pelos seus donos para sediar
empresas de sua propriedade é nulo visto que, nesses casos, não há
pagamentos de aluguéis que onerem os custos contábeis dessas
empresas.

09. (CESPE/Unb – Analista de Controle Externo – TCDF – 2002) - Para um


estudante brasileiro, os custos de oportunidade de cursar um MBA nos
Estados Unidos da América, em regime de dedicação exclusiva,
correspondem aos gastos com tudo aquilo de que o estudante abre mão
para fazer o curso, como os salários não ganhos em alguma atividade
remunerada ou o ganho em capital humano que deixa de obter se
participasse de outro curso.

10. (CESPE/Unb – Técnico Científico – Banco da Amazônia – 2007) - O


custo de oportunidade da decisão de assumir um novo emprego, cujo
salário é superior àquele pago na ocupação anterior, inclui tanto o valor
da remuneração atual como o aumento do tempo de transporte
necessário para se chegar ao novo local de trabalho.

11. (CESPE/Unb – Economista – ECT – 2011) O conceito de escassez de


recursos indica que a sociedade tem recursos que são limitados e não
pode produzir todos os bens que as pessoas desejam, justificando a não
utilização dos recursos do governo com economia.

No que diz respeito à teoria da produção, julgue os itens que se seguem.


12. (CESPE/UnB – Auditor de Controle Externo – TCDF – 2014) Não há
custo de oportunidade quando a economia opera em um ponto interno à
fronteira de possibilidade de produção.

13. (CESPE/UnB – Auditor de Controle Externo – TCDF – 2014) Dois


pontos sobre a curva de possibilidades de produção são igualmente
eficientes, independentemente da relação de preços existente na
economia. 66762815626

14. (CESPE/UnB – Analista do Executivo – SEGER/ES – 2013 – adaptada)


O deslocamento para a direita da curva de possibilidades de produção
indica que ocorreram mudanças nos preços da economia.

15. (CESPE/UnB – Analista do Executivo – SEGER/ES – 2013 – adaptada)


Em uma economia que produz dois bens, um ponto da curva de
possibilidades de produção em que os dois bens são produzidos é sempre
mais eficiente do que um ponto em que a economia produz um único
bem.

16. (CESPE/UnB – Analista do Executivo – SEGER/ES – 2013 - adaptada)


Todos os pontos situados na fronteira da curva de possibilidade de

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produção são igualmente eficientes, independentemente da quantidade de
bens produzida na economia.

17. (Cespe/UnB – Analista do Executivo – SEGER/ES – 2013 - adaptada)


Um ponto interno à curva de possibilidades de produção será sempre
eficiente.

18. (CESPE/UNB – Analista do Executivo – SEGER/ES – 2013 - adaptada)


Um ponto interno à curva de possibilidades de produção indica que a
economia está operando com plena capacidade produtiva.

19. (Cespe/UnB – Economista – ECT – 2011) O efeito do avanço


tecnológico sobre a curva de possibilidade de produção (CPP) implica um
deslocamento da produção para cima e para a direita. Entretanto, um
efeito inverso ocorreria sobre a CPP se os estoques dos fatores de
produção fossem aumentados.

20. (Cespe/UnB – Téc. Economia – BASA - 2010) A presença de custos de


oportunidade crescentes faz com que a curva de possibilidades de
produção seja convexa em relação à origem.

21. (CESPE/Unb – Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2009) - O


aumento crescente do desemprego gerado pela atual crise conômica
produz um deslocamento para baixo e para a esquerda da curva de
possibilidades de produção da economia mundial.

22. (CESPE/Unb – Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2009) - A


presença de custos de oportunidade crescentes faz com que a curva de
possibilidade de produção seja convexa em relação à origem.

23. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) - O custo de


oportunidade de imóveis utilizados pelos seus donos para sediar
empresas de sua propriedade é nulo visto que, nesses casos, não há
pagamentos de aluguéis que onerem os custos contábeis dessas
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empresas.

24. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) - A existência de


custos de oportunidade crescentes entre a produção de bens para
consumo interno e bens exportáveis é compatível com uma curva de
possibilidades de produção linear, entre esses dois tipos de bens.

25. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) - O processo


sustentável de crescimento econômico provoca um deslocamento ao
longo dessa curva.

26. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) - Combinações de


produtos situadas no interior da CPP são eficientes no sentido de Pareto

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porque garantem que, nessas combinações, os recursos da economia
estão sendo plenamente utilizados.

27. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – UEPA – 2008) – A CPP é


construída supondo-se que os recursos disponíveis são fixos e que a
tecnologia permanece constante.

28. (CESPE/UnB – Téc Economia – BASA – 2006) A teoria da fronteira de


possibilidades de produção implicitamente leva em consideração o avanço
tecnológico.

29. (CESPE/Unb – Agente da Polícia Federal – 2004) - A noção de custo


de oportunidade, subjacente à curva de possibilidades de produção,
relaciona-se, estreitamente, com o conceito de escassez.

30. (CESPE/Unb – Escrivão da Polícia Federal – 2004) - Na curva de


possibilidades de produção, a lei dos custos de oportunidades crescentes
significa que os recursos econômicos não são perfeitamente substituíveis
em usos alternativos.

31. (CESPE/Unb – Agente da Polícia Federal – 2004) - Quando os custos


de oportunidade para os recursos produtivos são crescentes – a curva de
possibilidades de produção é uma linha reta (adaptada).

32. (CESPE/Unb – Técnico Científico – Banco da Amazônia – 2007) - Ao


provocarem mortes e desabamentos e destruírem parte da infraestrutura
regional, os temporais que atingiram as regiões Sul e Sudeste do Brasil
no início de 2007 elevaram o custo de oportunidade dos recursos
produtivos, o que aumentou a inclinação da curva de possibilidades de
produção das economias dessas regiões.

33. (CESPE/Unb – Consultor Legislativo – Senado – 2002) - Se a curva de


possibilidades de produção for uma linha reta, o custo de oportunidade de
se produzir determinado bem será constante.
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34. (Cespe/UnB – Téc de Nível Superior – UEPA – 2007 - Adaptada) A


existência de custos de oportunidades crescentes entre a produção de
bens para consumo interno e bens exportáveis é compatível com uma
curva de possibilidades de produção linear, entre esses dois tipos de
bens.

35. (CESPE/UNB – Economia – BASA - 2006) Em uma economia


centralizada, o mecanismo de preços não tem nenhuma função.

36. (CESPE/UNB – Economia – BASA - 2006) Economia de mercado e


economia centralizada buscam ambas eficiência, cada uma delas à sua
maneira.

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37. (CESPE/UNB – Economia – BASA – 2006) Qualquer que seja o tipo de


economia (de mercado ou centralizada) os preços de venda são
superiores aos custos de produção.

38. (CESPE/UNB – Economia – BASA – 2006) A mão-invisível de Adam


Smith age levando um mercado a atingir seu ponto de equilíbrio, mesmo
que as decisões dos consumidores e produtores sejam descentralizadas.

GABARITO
01 C 02 E 03 E 04 C 05 E 06 E 07 E
08 E 09 C 10 C 11 E 12 C 13 C 14 E
15 E 16 C 17 E 18 E 19 E 20 E 21 E
22 E 23 E 24 E 25 E 26 E 27 C 28 E
29 C 30 C 31 E 32 E 33 C 34 E 35 E
36 E 37 E 38 C 66762815626

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