Você está na página 1de 9

Fichamento Chauí

- caracterização da democracia:

1. Forma geral da existência social em que uma sociedade dividida em classes


estabelece as relações sociais, valores, símbolos e o poder político

2. Forma sociopolítica definida pelo principio da isonomia e da isegoria, todos


obedecem as mesmas leis das quais são autores e o maior problema é a manutenção dos
princípios da democracia numa sociedade de classes (desigual)

3. forma política em que o conflito é legitimo e necessário, buscando mediações


institucionais para exprimir-se; não é o regime do consenso, mas do trabalho sobre os
conflitos; como trabalhar com os conflitos quando estes possuem a forma de
contradição e não de oposição?

4. forma sociopolítica que busca enfrentar as dificuldades conciliando igualdade,


liberdade e existência real de desigualdades, bem como legitimidade do conflito e
existência de contradições materiais, introduzindo então a ideia de direitos (econômicos,
sociais, políticos etc)  é através disso que os desiguais podem conquistar a igualdade;
com essa ideia se estabelece o vínculo entre a democracia e a ideia de justiça

5. único regime politico realmente aberto à mudanças temporais, uma vez que o novo é
parte da sua existência; temporalidade constitutiva

6. única forma sociopolítica em que o caráter popular do poder e das lutas tende a
evidenciar-se nas sociedades de classes; sua marca é que somente as classes populares e
os excluídos sentem a exigência de reivindicar direitos e criar novos

7. distinção entre poder e governante pela existência das eleições; o poder está sempre
vazio, pois seu detentor é a sociedade e o gov apenas o ocupa por receber um mandato
temporário para isso; os sujeitos políticos não são simples votantes, mas eleitores;
“eleger” significa exercer o poder de dar aquilo que se possui; eleger é afirmar-se
soberano para escolher ocupantes temporários do governo

- privilégios: são particulares, não podendo generalizar-se num interesse comum, nem
universalizar-se num direito porque deixariam de ser privilégios

- carências: são sempre especificas e particulares, não conseguindo ultrapassar a


especificidade e a particularidade rumo a um interesse comum nem a universalizar-se
num direito

- problema central da sociedade brasileira = desigualdades polarizam o espaço social


entre o privilegio (das oligarrquias) e as carências (populares)

- cidadania  constituída NA e PELA criação de espaços sociais de lutas e pela


instituição de formas políticas de expressão que criam, reconheçam e garantam a
igualdade e liberdade dos cidadãos
- democracia é inseparável da ideia de espaço público

- dificuldade de instituir a democracia no Brasil por: 1. Estrutura autoritária da


sociedade brasileira 2. Hegemonia econômico-politica do neo-liberalismo e de sua
expressão social-democrata, a chamada “terceira via”

- polarização entre carência e privilegio exprime a existência de uma sociedade na qual


o espaço publico não consegue instituir-se (!!!)

 Estrutura autoritária:

- marcas da sociedade colonial escravista; predomínio do espaço privado sobre o


publico

- diferenças e assimetrias são sempre transformadas em desigualdades que reforçam a


relação mando-obediencia

- relação entre os que se julgam iguais = parentesco; entre os desiguais = favor,


clientela, tutela, opressão

- micropoderes capitalizam em toda sociedade de modo que o autoritarismo da e na


família se estende às demais relações e instituições

- sociedade está estruturada no modelo do núcleo familiar

- para os grandes a lei é privilégio, para as camadas populares a repressão; ou seja,


tarefa da lei é manutenção de privilégios e exercício da repressão; leis aparecem como
inócuas, inúteis ou incompreensíveis  poder judiciário como representante dos
privilégios das oligarquias e não dos direitos sociais

- indistinção entre o publico e o privado é a forma mesma da realização da sociedade e


da política

- conflitos e contradições são considerados sinonimos de perigo, crise, desordem e a


isso se oferece como resposta a repressão policial para as camadas populares e o
desprezo condescendente para os opositores em geral = sociedade auto organizada é
vista como perigosa para o Estado

- monopólio da informação em que consenso é confundido com unanimidade e a


discordância posta como ignorância ou atraso

- autoristarismo social opera pela naturalização das desigualdades sociais e econômicas,


da mesma forma que a há naturalização das diferenças étnicas, religiosas, de gênero;
diferença são postas como desigualdades  inferioridade natural ou monstruosidade

- fascínio pelos signos de prestigio e poder; o “doutor” ou o numero de empregadas


domesticas em casa
- essa ideologia autoritária aparece nos partidos políticos que são como clubs prives das
oligarquias regionais em que prevalecem 4 tipos de relações: cooptação, favor e
clientela, tutela, promessa salvacionista ou messiânica

- política como campo da representação teológica, oscilando entre a sacralização e


adoração do bom-governante e satanização do mau

- Estado percebido apenas sob a face do Executivo; legislativo (corrupto) e judiciário


(injusto)

- Executivo (estado) + ausência de legislativo confiável + medo do judiciário +


ideologia do autoritarismo social + imaginário teológico político = desejo de Estado
forte para salvação nacional  impossibilidade de realizar uma política democrática
calcada na ideia de espaço publico, cidadania e representação

 Neoliberalismo

- surge com a crise capitalista de 70 (baixo crescimento econômico + alta inflação)

- crise que é desencadeada pela pressão dos movimentos operários e sindicais que
acabou com os níveis de lucro das empresas  SOLUÇÃO = Estado forte que quebre
esses movimentos sociais, controle o dinheiro publico, corte investimentos sociais e na
economia

- estabilidade monetário obtida por:

1. contenção de gastos sociais e restauração de taxa de desemprego necessária para


formar uma reserva que quebre o sindicatos

2. reforma fiscal para incentivar investimentos privados; redução de impostos sobre


capital e fortunas e aumento dos mesmos sobre a renda individual (trabalho, consumo e
comércio)

** Estado fora da regulação da economia deixando que o próprio mercado a opere,


segundo sua racionalidade propria

- trata-se de um modelo político que é inseparável da mudança de forma de acumulação


do capital, a acumulação flexível (incentivo de especulação financeira ao invés de
investimentos na produção)

- TRAÇOS DO CAPITALISMO ATUAL

*desemprego deixa de ser acidental ou expressão de crise, para se tornar estrutural, isso
pq o mercado não opera mais com a inclusão no mercado de trabalho e consumo, mas
com a exclusão
*monetarismo e capital financeiro são o centro deste modelo; fetichização do
mercadoria em sua forma mais abstrata, o dinheiro

* terceirização, aumento do setor de serviços operando por fragmentação e dispersão de


todas as esferas e setores de produção

*ciência e tecnologia se transformam em forças produtivas, deixa de ser suporte do


capital para se tornarem agentes de sua acumulação

* rejeição da presença estatal não só no mercado, mas nas políticas sociais; privatização
tanto de empresas quanto de serviços públicos; direitos sociais passam a ser um serviço
privado regulado pelo mercado em que somente os adquire quem pode pagar por isso

* transnacionalização da economia que reduz o Estado em órgão de negociação e


barganha nas operações do capital; FMI e Banco Mundial como o centro econômico,
politico e jurídico

* diferença entre países de “primeiro” e “terceiro” mundo é substituída pela presença no


mesmo país de pólos de riqueza absoluta e miséria absoluta, a diferença consiste apenas
no numero de pessoas em cada um deles

- neoliberalismo como ideologia busca legitimar esse modo de produção como racional,
correto e como uma forma contemporânea de exploração; seu principal subproduto é a
ideologia pós moderna

- 4 traços principais dessa forma de vida: 1. Inseguraça (seguros, mercado de futuros ..)
2. Dispersão (busca de autoridade política despótica) 3. Medo (reforço de antigas
instituições) 4. Sensação de efemeridade (reforço de suporte subjetivo de memória,
como fotos, diários, biografias..)

- paixão pelo efêmero, pelas imagens velozes, moda, descartável

- três grandes inversões ideológicas: 1. Substitui a lógica da produção pela de


circulação; substitui a lógica do trabalho pela da comunicação 3. Substitui a luta de
classes pela lógica da satisfação-insatisfação individual no consumo

- ciência contemporânea não contempla nem descreve realidades, mas a cria em


laboratórios; ciência como engenharia e não como conhecimento

- mudança no estatuto da ciência corresponde a mudança no estatuto da técnica; a teoria


cria objetos técnicos e estes agem sobre os conhecimentos teóricos

 A “terceira via”

- projeto e programa econômico, social e político que se pretendia eqüidistante do


liberalismo e do socialismo; além da direita liberal e da esquerda comunista; antes de
ser apropriada pelo fascismo era o pressuposto tácito da social-democracia
- reforma que humaniza o capitalismo e acumula forças para passar pacificamente ao
socialismo

- proposta do Estado de Bem Estar social = planejamento da economia tinha o estado


como parceiro econômico, mediador e regulador do mercado

- terceira via entre a direita reacionária, conservadora e liberal e a esquerda


revolucionaria, totalitária

- não pretendia ser apenas uma plataforma eleitoral, mas uma teoria da política e
sociedade contemporâneas

- cinco dogmas da terceira via: política, economia, governo, nação e bem-estar social

- falácia dos dogmas: exclui a diferença de classes, mantem a pratica neo-liberal do


investimento dos fundos públicos para o capital e não para o trabalho, reduz a
democracia à proteção comunitária dos indivíduos contra problemas urbanos, não
considera a diferença entre nação e Estado-nação, exclui a ideia de um vinculo entre
justiça social e igualdade socioeconômica além de desobrigar o Estado de lidar com o
problema da exclusão dos pobres

- neoliberalismo nos cai como uma luva pq afirma ideias e praticas antidemocráticas;
pós modernismo nos assenta muito bem pq reforça o personalismo e responde à forte
tradição populista de nossa política; e a terceira via oferece um discurso apaziguador

 Universidade na sociedade

- suposição de que existem duas realidades e que estas se relacionam

- universidade é uma instituição social que realiza e exprime o modo de sociedade do


qual é parte

- como a universidade brasileira absorve e exprime ideias e praticas neoliberais hoje


dominantes

- temática presente nos debates:

1. ideia de avaliação universitária que não leva em conta a situação dos ensinos de
primeiro e segundo grau

2. aceitação da avaliação acadêmica pelo critério da titulação e das publicações, com


descaso pela docência

3. aceitação do critério de distribuição dos recursos públicos a partir da ideia de “linhas


de pesquisa” que não faz sentido para a área de humanidades
4. aceitação da ideia de modernização racionalizadora pela privatização e terceirização
da atividade universitária; universidade como prestadora de serviços para as empresas
privadas

- esquecimento de que durante a ditadura a classe dominante, sob o pretexto de combate


à subversão, destruiu o ensino publico de primeiro e segundo grau para servir aos
interesses das escolas privadas; aqui a educação é privilegio e não direito; intenção de
que a escola publica tivesse a função de alfabetizar e formar mão de obra barata para o
mercado de trabalho

- alunos que saem dessa escola estariam destinados a entrada imediata no mercado de
trabalho, já que não estariam aptos a passar no vestibular; estes se cursam o ensino
superior seria em universidades privadas de baixa qualidade

- filhos da classe burguesa estudam em escolas privadas e são a principal clientela da


universidade publica gratuita

- como a universidade se mostra como parte do tecido social oligárquico, autoritário e


violento que marca a sociedade brasileira?

1. aceitação passiva por parte da universidade da destruição dos ensinos de 1° e 2° grau


e proposta absurda de privatização como remédio para “democratizar” o ensino

2. corpo docente que assume a luta por empregos, cargos e salários, abandonando as
questões relativas à docência

3. aceitação cada vez maior da separação entre docência e pesquisa; separação entre
graduação e pós graduação

4. com relação as universidades federais tendo aceitação acrítica do modo como foram
criadas para servir aos interesses de oligarquias e a desconsideração por parte do poder
Executivo na superação disso

5. aceitação acrítica do financiamento privado de pesquisas

6. no financiamento publico a indistinção entre os critérios de financiamento e os da


pesquisa

- traços antidemocráticos e anti republicanos da sociedade que refletem na universidade

Cap 2

- contexto europeu de 68:

*se todos podem cursar a universidade, a sociedade capitalista se vê obrigada a repor,


por meio de mecanismos administrativos e de mercado os critérios de seleção
*desvalorização dos diplomas, aviltamento dos salários e do trabalho dos universitários,
desemprego; universidade incapaz de produzir uma “cultura útil” o que levou o Estado a
limitar-lhe os recursos

*se a universidade não acabou é pq algum papel lhe foi atribuído pelo capitalismo

- universidade brasileira; como acontece no Brasil um processo cujas linhas mestras são
mundiais?

- universidades tenham tomado a forma de pequenos guetos

- papel da universidade hoje: criar incompetentes sociais e políticos, realizar com a


cultura o que a empresa faz com o trabalho (parcelar, fragmentar, limitar o
conhecimento e impedir o pensamento); em lugar de criar elites dirigentes está
destinada a adestrar mão de obra dócil para um mercado sempre incerto

- reforma universitária foi feita sob a proteção do A.I. 5 e do Decreto 477, com pano de
fundo o relatório Atacon e o Meira Matos; o primeiro destes fala da necessidade de se
criar um sistema universitário baseado no modelo adm das grandes empresas, o segundo
se preocupava com a falta de disciplina e autoridade; refutava a ideia de autonomia
universitária

- universidade será reformada para erradicar a possibilidade de contestação e para


atender as demandas de ascensão uma classe media que apoiara o golpe de 64

- primeira modificação importante: departamentalização; proposta inicial = eliminar o


poder das cátedras transferindo ao corpo docente // o que houve = reunir todas as
disciplinas em um único departamento para minimizar gastos e controlar alunos e
professores administrativa e ideologicamente

- segunda: matrícula por disciplina (curso parcelado ou por créditos) divisão das
disciplinas em obrigatórias e optativas; isso visou aumentar a produtividade docente que
ensina a mesma coisa para um maior numero de alunos

-Terceira: invenção do curso básico, melhor aproveitamento da “capacidade ociosa” de


certos cursos; conter gastos com contratações

-quarta: unificação do vestibular por região e o ingresso por classificação que visavam o
preenchimento de vagas em cursos pouco procurados

- quinta: fragmentação da graduação, visa impedir a existência acadêmica sob a forma


de comunidade e da comunicação

-Sexta: institucionalização da pós graduação

- tudo isso torna relevante dois aspectos: 1. Massificação 2. Educação passou a ser um
negocio do Ministério do Planejamento mais do que do Ministério da Educação
- educação passa a ser tomada como instrumento para a adestramento da mão de obra e,
concebida como capital, é um investimento e deve gerar lucro

- reforma de universidade revela que sua tarefa não é produzir e transmitir a cultura,
mas treinar os indivíduos afim de que sejam produtivos para quem os contratar

- transferência para a universidade de uma parcela das atribuições do que antes era do
ensino médio

- a universidade está articulada conforme as grandes empresas, tendo como finalidade o


rendimento, as burocracias como meio e as leis do mercado como condição

- fragmentação da universidade ocorre em todos os níveis; taylorismo é a regra e isso


não é casual ou irracional, mas é deliberado  separar para controlar

- caracterização da universidade publica brasileira como uma realidade completamente


heterônoma

- duas maneiras de instrumentalizar a cultura:

1. partindo da industria cultural, convencer o sujeito de que está fadado a exclusão


social de cada uma de suas experiências não for precedida de orientações competentes
que orientem seus sentimentos, desejos, ações; transformação da cultura em um guia
pratico de como viver corretamente

2. confundir conhecimento com pensamento; conhecer é apropriar-se intelectualmente


de fatos ou ideais que contituem um saber estabelecido; pensar é enfrentar pela reflexão
a opacidade de uma experiência nova cujo sentido precisa ainda ser formulado, precisa
ser produzido por processo reflexivo; conhecimento  instituído // pensamento 
instituinte

- redução na universidade de toda esfera do saber ao conhecimento e não ao pensamento

- o fundamental não é indagar que pesquisas cientificas servem ao Brasil, mas a quem,
no Brasil, servem as pesquisas científicas?

- para que a oposição humanidades/tecnocracia adquirisse um novo sentido seria


preciso, talvez, um pensamento novo para o qual a subjetividade, a objetividade, a teoria
e a pratica fosse questões abertas e não soluções já dadas; um pensamento que
abandonando o ponto de vista de consciência e das relações sociais e estivesse sempre
atento para a luta de classes

- não somos produtores de cultura pq somos economicamente dependentes, ou pq a


tecnocracia devorou o humanismo, ou pq não dispomos de verbas suficientes para
transmitir conhecimentos, mas sim pq a universidade está estruturada de tal forma que
sua função seja: dar a conhecer para que não se possa pensar

- conseqüências disso:
 do lado docente: adesão fascinada à modernização e aos critérios do rendimento,
produtividade e eficácia

 do lado dos estudantes: tendência radicalmente oposta

- ideia de universidade democrática que está mais voltada para uma democracia liberal,
não chegando a discutir a grande separação entre direção e execução

- universidade muito mais defendida como espaço publico (lugar da opinião livre) do
que como coisa publica (que suporia uma analise de classes)

- política e ideologia liberais são avessos aos princípios democráticos

- democracia liberal reforça a ideia de cidadania como direito à representação, de modo


a fazer da democracia uma fenômeno exclusivamente político, ocultando a possibilidade
de encará-la como social e histórica; a ideia de representação recobre a de participação,
reduzindo-a ao instante periódico do voto; a liberdade se reduz à de voz e voto, e a
igualdade, no direito de ter a lei em seu favor e de possuir representantes

- democracia não é uma forma de regime político, mas de existência social; sob esse
ângulo ela nos permite compreender que o poder não se restringe à esfera do Estado,
mas esta espalhado por toda sociedade civil sob a forma de exploração econômica e da
dominação social veiculada pelas instituições, pela divisão social do trabalho, separação
entre proprietários e produtores, dirigentes e executantes

- violência não é a violação da lei, mas é a posição – frequentemente sob a forma da lei
– do direito de reduzir um sujeito social a um objeto manipulável

- violências que nos mesmos exercemos, mesmo sem perceber; como professores e
pesquisadores frequentemente praticamos violências; duas relações em que isso se faz
perceptível: relação pedagógica e as pesquisas comprometidas com a “história do
vencedor”

- considerar que o dialogo dos estudantes não é conosco, mas com o pensamento, que
somos mediadores desse dialogo e não obstáculos

- o lugar do saber se encontra sempre vazio e que por isso todos podem aspirar por ele

- trabalho pedagógico seria então: movimento para suprimir o aluno como aluno, a fim
de que em seu lugar surja aquele que é o igual do professor, isto é, um outro professor

- a sociedade brasileira, tanto em sua estrutura quanto em sua historia, tanto na política
quanto nas ideias, é descrita, narrada, interpretada, periodizada segundo cortes e visões
próprios da classe dominante

- os dominados penetram nas pesquisas universitárias sob as lente dos conceitos


dominantes, são incluídos em uma sociedade que os exclui, numa historia que o vende
periodicamente e numa cultura que os diminui sistematicamente