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1o Grupo

Berlinda Mendes Joaquim

Dércio Cristino Correia

Esmeralda Marta Salvador

Fáusia Francisco

Germana Jaime

Juma Maico Jaime

Lúcia Manuel Sacur

Renato Luís

Licenciatura em Administração e Gestão da Educação (EaD), 1o ano.

Cadeira: Fundamentos de Pedagogia

Tema: Contribuição para a Formação da Personalidade. (Síntese).

Universidade Pedagógica de Moçambique

Gurué, Maio de 2018


1o Grupo

Berlinda Mendes Joaquim

Dércio Cristino Correia

Esmeralda Marta Salvador

Fáusia Francisco

Germana Jaime

Juma Maico Jaime

Lúcia Manuel Jaime

Renato Luís

Licenciatura em Administração e Gestão da Educação (EaD), 1o ano.

Cadeira: Fundamentos de Pedagogia

Tema: Contribuição para a Formação da Personalidade. (Síntese).

Trabalho a ser apresentado, para fins avaliativos.

Docente de especialidade: dra. Áquila Lícia Soares Gouveia Muianga

Docente local: dra. Ana Dulce

Universidade Pedagógica de Moçambique

Gurué, Maio de 2018


Contribuição para a Formação da Personalidade

DELORS, Jacques (org.). Educação um tesouro a descobrir – Relatório para a Unesco


da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. Editora Cortez, 7ª
edição, 2012.

Baptista, I. (2008). Pedagogia Social: Uma ciência, um saber profissional, uma


filosofia de ação. Cadernos de Pedagogia Social 2. Lisboa: Universidade Católica
Editora. 7-30.

CABANAS, Q. Teoria da educação, uma conceção antinómica. Lisboa. ASA.2002.

FADIMAN, J.; FRAGER, R. Teorias da personalidade. São Paulo: Habra, 1980.

FREUD, S. Três ensaios sobre a sexualidade. Rio de Janeiro: Imago, 1980a. (Coleção
de Obras Completas de Sigmund Freud, v. 17).

Introdução

A educação é um processo que visa desenvolvimento das capacidades físicas e


intelectuais de todas as faculdades e aptidões do educando, num contexto de
socialização progressiva e de uma adaptação aos valores morais e sociais, normas de
conduta da transmissão da herança cultural, científica e tecnológica.

Porem os preceitos da Formação da Personalidade referencia a contemplação genérica


nas contribuições actuais, incluindo aqueles que ainda que em termos formais admitem
a personalidade como um dado adquirido desde o nascimento como é o caso do
conceito jurídico actual, existe, um ponto comum que é a aceitação da variante da
personalização.

Palavras-chave: Formação da Personalidade, Personalidade, Contributo da Educação.

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Personalidade

A Personalidade é produto da organização dinâmica de diferentes componentes. Aquela,


que diz respeito a um determinado conjunto de características pessoais, coerentes e
persistentes do indivíduo, apelando à sua própria maneira de agir e de pensar tal como à
sua diferenciação.

Segundo, DAVIDOFF (1987-2009) a Personalidade pode ser definida como as


características estáveis de uma pessoa incluindo as capacidades, talentos, hábitos,
preferências, fraquezas, atributos morais e, um número de outras qualidades importantes
que variam de pessoa para pessoa.

A palavra Personalidade vem do latim persona, máscara teatral que artistas usavam
para interpretar diferentes papéis e identidades nos palcos. O que define a personalidade
de um indivíduo é a sua construção pessoal, baseada nas características de seu
temperamento.

Chamamos de personalidade o conjunto de características cognitivas, afetivas e


volitivas que formam a construção pessoal de um indivíduo. Ela está diretamente ligada
à forma como interiorizamos nossos sentimentos, pensamentos, valores e experiências.

Embora pareçam a mesma coisa, é importante diferenciar personalidade de


comportamento. Enquanto a primeira está ligada às atitudes, ações e reações (pois
relaciona-se à interiorização dos sentimentos), o comportamento na verdade é a
exteriorização daquilo que define a nossa personalidade.

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Formação da Personalidade

Há um número significativo de teorias que explicam o processo de formação da


personalidade. Para desenvolvimento deste, contempla-se inicialmente a teoria do
desenvolvimento psicossexual da personalidade de Freud, e posteriormente a teoria de
Carl Rogers e Alfred Adler.

Teoria da personalidade segundo Freud

É também conhecida como teoria Psicanalítica da Personalidade, devido à Psicoterapia


— prática defendida pelo neurologista austríaco Sigmund Freud.

Para Freud, toda ação é movida por forças internas, que estão diretamente ligadas ao
prazer. Isto é, o caráter, constrói-se a partir das excitações sexuais, fixações desde a
infância, de sublimações e de outras construções destinadas a frear as moções perversas
da infância.

O autor entende que os fatores constitucionais e vivenciais têm um relacionamento de


cooperação na constituição do sujeito e não de exclusão.

Para Freud, qualquer trauma vivido em alguma dessas fases ocasionaria o surgimento
de um posterior distúrbio de personalidade por um processo de fixação (FREUD,
1980a), que será relacionado a seguir com o processo de violência na atualidade,
juntamente com análise de fatores sociais que possivelmente desencadeiam os
comportamentos sociais agressivos.

Teoria da personalidade segundo Carl

Uma premissa fundamental da teoria de Carl Rogers é o pressuposto de que as pessoas


usam sua experiência para se definir. Em seu principal trabalho teórico de 1959,
Rogers define uma série de conceitos a partir dos quais delineia teorias da
personalidade e modelos de terapia, mudança da personalidade e relações interpessoais.
Os constructos básicos aqui apresentados estabelecem uma estrutura através da qual as
pessoas podem construir e modificar suas opiniões a respeito de si mesma.

Teoria da Personalidade Segundo Alfred Adler

A abordagem criada por Adler compreende as pessoas como sendo totalidades


integradas dentro de um sistema social. Sustenta a motivação do homem como sendo
fundamentada pelas solicitações sociais. Para Adler, o homem procura contato com os
outros, empreende atividades sociais em cooperação, põe o bem-estar social acima do
interesse próprio, adquirindo um estilo de vida que é, predominantemente, orientado
para o meio externo.
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Factores que Determinam a Formação da Personalidade

A influência dos inúmeros factores condicionantes da nossa personalidade, (tais como:


Hereditariedade, Meio social e Experiências pessoais), variam nos diversos
indivíduos e nas diferentes fases do ciclo da vida.

Factores hereditários

São aqueles que têm a ver com a transmissão de caracteres dos quais para os seus filhos
através dos genes. Por outro lado, referem-se ao papel do Meio Social e das
Experiências Pessoais como dependentes e estritamente subordinadas face a outros
factores, colocando-as em segundo plano.

Exemplo: as características da qualidade da composição genética.

Meio ambiente

Tem a ver com o meio social em que se vive. O lar, a escola e outras forcas sociais que
influenciam o desenvolvimento da personalidade, positiva ou negativamente. Neste caso
a maioria dos traços da personalidade são adquiridas ao longo do processo de
aprendizagem, o lar é um factor mais influente no estabelecimento da personalidade
realçando sobre tudo a importância da mãe durante a primeira e a segunda infância. As
relações que a criança estabelece com os membros da família, são determinadas pera
formação da sua personalidade, atendendo ao facto de que são os pais que transmitem
os primeiros ensinamentos, as primeiras experiencias à criança e que servem de modelo
para a formação da sua personalidade.

O segundo social agente social mis importante para o desenvolvimento da personalidade


é a escola. Segundo Hurlock apud in Mwamwenda, 2005, depois dos pais
encontramos os professores que tem também mais influência no desenvolvimento da
personalidade da criança do que uma outra pessoa.

Experiências pessoais

Tem a ver com os conhecimentos obtidos pela prática duma actividade ou de uma
vivência. As primeiras experiências sociais da criança são sobre tudo com os seus pais
são eles que desempenham o papel dominante na moldagem do seu padrão de
personalidade. A personalidade resulta da interacção entre hereditariedade e o meio
ambiente. Por via disso é preciso que o sistema de valores de um factor influenciador
esteja em conformidade com o outro pois, isso irá ajudar positivamente na formação da
personalidade da criança. Mas, se existir antagonismo, a criança entrará em conflito
pois, estará sujeita a duas situações opostas mas com grande influência sobre ele.

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O Contributo da Educação na Formação da Personalidade

A prática educativa é um processo que consiste em fornecer aos indivíduos


conhecimento e experiencias culturais que os possa habilitar a saber agir no meio social
onde se encontram inseridos e também, saber transformar esse meio em função das
necessidades socioculturais, económicas, politicas, da sociedade como um todo.

Para a formação da personalidade, influenciam vários factores, e essas influencias


manifestam-se através de: conhecimentos, valores, experiencia, crenças, modos de agir,
costumes, técnicas e hábitos. Portanto, todos estes aspectos são acumulados por varias
gerações de indivíduos e grupos e são transmitidos, assimilados e recriados pelas novas
gerações.

A formação de personalidade é, por sinal o fim ultimo da acção educativa, considerando


todas as contrariedades no diz respeito à idade, a hereditariedade, a cultura e ao
ambiente social.

A personalidade já existe na criança, mas só se desenvolve aos poucos por meio da vida
e no decurso da vida. Sem determinação, inteireza e maturidades não há personalidade.

Partindo destes pressupostos, podemos afirmar que, para que esta personalidade se
desenvolva é necessário que sejam acompanhadas as fases de evolução á partir de um
conjunto de estruturas anatomofisiologias, que proporcionam ao organismo o seu
funcionamento e as despectivas metamorfoses que acompanham.

O desenvolvimento da personalidade não obedece a nenhum desejo, a nenhuma ordem,


a nenhuma consideração, mas somente a necessidade; ela precisa ser motivada pela
coação de acontecimentos internos ou externos.

Nesta linha de pensamento, observamos que, a educação escolar sistemática e científica,


tem de fazer uma previsão das fases de desenvolvimento da personalidade para poder
planificar organizar as formas de exercer influencia. Assim sendo, não é recomendável
que o processo de desenvolvimento ocorra sem pensar, isto é, com casualidade.

Partindo do pressuposto de que os objetivos que devem ser traçados para permitir o
desenvolvimento do educando/aluno, devem corresponder à ideia da sociedade e do tipo
de personalidade que desejamos formar, as ações que devem ser realizadas ou
potenciadas como forma de ajudar neste processo são: educação intelectual, educação
mortal, educação estética, educação cívica, educação sexual, educação física, educação
laboral e orientação profissional.

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Educação Intelectual

Actividade planeada, sistemática do educador realizado e dirigida ao desenvolvimento e


dirigida ao desenvolvimento das forças mentais e do pensamento dos educados/alunos,
mediante os conteúdos culturais.

Educação Moral

Compreendendo esta, a estica, a moral e a moralidade. Diz respeito as normas, regras e


valores duma sociedade e determinam o comportamento dos homens, os seus direitos, e
os seus deveres. Através da planificação e organização de conteúdo que possam
despertar a consistência social nos educandos/alunos e por via disso saberem definir o
que é bom e o que é mal.

Educação cívica

Tratando-se de algo que trata de coisas ou aspectos relacionados a nacionalidade ou ao


estado, a relação entre o individuo e a nação, seus objetivos vai consistir em educar os
cidadãos para que suas actividades de forma consciente e inconsciente, de forma direta
ou indireta estejam ao serviço do estado que elas constituem.

Educação estética

Devem ser realizadas actividades que possam facilitar e dar sentido às relações entre a
arte e a vida. Os alunos podem ser levados a passear pelos campo estimulados a
observar e contemplar a natureza e as coisas interessantes que possa encontrar.

Educação laboral e orientação profissional

A actividade pode constituir em preparar os alunos proporcionando-lhes matérias que


possam estabelecer uma ligação entre a teoria e a prática, à partir dos conhecimentos e
recursos de que dispões os educandos e também através dos meios que a escola possui.

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Educação sexual

Refere-se a um processo realizado pelo educador/professor com vista a situar o


educando em relação à sexualidade e a sua vida sexual em particular.

A partir destas ideias, podemos afirmar que a escola deve desempenhar um papel crucial
para garantir a aprendizagem sistemática, integrada e intencional de modo a garantir o
crescimento do aluno, como sujeito que deve ser constituído em verdadeira interacção
com a sociedade se identifica.

Portanto, a educação deve preparar o aluno para a vida, isto é, deve pautar por uma
pedagogia que esteja virada para o desenvolvimento do aluno com vista a formação
duma personalidade integra. Deve ser uma educação feita tenho em conta os interesses,
as tendências, particularidades individuais, necessidades, e outros aspetos vitais para
uma boa formação.

Deste modo, e de acordo com UNESCO devemos entender que a aprendizagem deve
proporcionar a aquisição, de quatro aspetos fundamentais no individuo e que as
considera como sendo as quatro pilares do conhecimento:

 Aprender e conhecer – adquiri os instrumentos da compreensão;

 Aprender a fazer – para poder agir sobre o meio envolvente, competências para
tornar a pessoa apta, enfrentar enumeras situações e trabalhar em equipa;

 Aprender a viver juntos – a fim de praticar e cooperar com os outros em todas


actividades humanas, perceber as independências;

 Aprender a ser – esta e a via essencial que integra o desenvolvimento da


personalidade, saber agir com capacidade de autonomia, discernimento e
responsabilidade pessoal.

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Estrutura da Personalidade

A personalidade é desenvolvida no indivíduo quando criança, tendo como motivadores


primários os impulsos sexuais e agressivos. A fim de explicar a sua teoria, Freud
subdividiu a estrutura da personalidade em três sistemas nomeadamente: o id, o ego (eu)
e o superego (eu superior). Estas componentes trabalham em conjunto de forma
interactiva como forma de manter o ajustamento da personalidade adequada.

 Id: é o sistema original da personalidade, ligado às ações primárias e às pulsões


inconscientes, ou seja, as satisfações e prazeres corporais. Este, é característico
das crianças durante os primeiros anos de vida, e se prolonga pelo resto d sua
existência. Seu objectivo primário é o prazer e o evitamento de experiencias
dolorosas, e representa o aspecto mais insolúvel da criança.

Na concepção de Adams apud in Mwamwenda (2006), o id é controlado pelo princípio


de prazer, desejos, impulsos do sexo, agressão, fantasia e tendências sem contacto a
realidade, operando segundo princípio da gratificação imediata.

A função do id é de manter uma qualidade equilibrada de energia ou tensão dentro do


individuo, e é caracterizado pelo processo primário, isto é, é alógico, infantil, arcaico, a
temporal, incapaz de tolerar demora de satisfação.

Exemplo: alucinações – diante da ausência do objecto que reduziria a pulsão, o


individuo alucina.

Na ausência do leite o bebe fantasia, ou alucina a sua presença. O bebe recém-nascido é


influenciado não pela realidade mas pelo que ele quer.

 O Ego: é lado racional, que obedece aos princípios da realidade, controlando os


impulsos do id. Isto é, pode ser definido como a imagem que o individuo tem de
si próprio enquanto ser auto consciente, a sua noção de si próprio enquanto
separado do mundo que o rodeia e também como aquilo que é consciente na
pessoa, aquilo que reconhece e sente o mundo exterior e que representa a
realidade para o sujeito. Tem como função resolver os conflitos, quer entre as
pulsões primárias e o meio exterior, quer entre as pulsões primárias e as
motivações contrárias.

A qualidade e a natureza das resoluções dos conflitos dependeram, em grande parte, do


que se domina a força do ego, característica individual básica, resultante de factores
congénitos e adquiridos.

O ego é orientado para a realidade e busca a satisfação das necessidades através dos
meios aceitáveis. O ego controla os instintos adiando, inibindo e restringindo – os no
interesse de conseguir seus fins realisticamente.

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Funções do Ego

As funções do ego constam no seguinte: tolerância à frustração; controlar o acesso das


ideias à consciência; guiar o comportamento do individuo para objetivos aceitáveis,
pensamento lógico. Ele funciona de acordo com o princípio da realidade (em oposição
ao principio de prazer) e à base de processo secundário (oposição aos primários).
Enquanto o id é tolerante inconsciente o ego é parte consciente, parte inconsciente.

Exemplo: o bebe se tornará capaz de distinguir o eu e o não eu, torna se muito mais
ativo e complemente a relação ao mundo exterior, já distingui entre pessoas, tem
preferências a respeito destas.

 Superego: é o lado da personalidade responsável pelos valores sociais e morais.


É o superego que dá a noção decerto e errado ao indivíduo. Este, se desenvolve
como resultado da influência dos pais e da sociedade do sujeito. É uma voz
interior que nos repreende e nos faz sentir culpados por más ações e
pensamentos.

O superego, valores sociais e morais, são internalizados ao ponto de se transformar em


parte da pessoa e servem como filosofia de vida básica que guia o comportamento da
pessoa com respeito e ela própria ou à sociedade.

O ego encontra-se, pois, uma posição central e deve restabelecer constantemente,


contactos entre as forcas contrárias provenientes do id e do superego.

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Conclusão

Dessa forma, avança-se para além da teoria dos impulsos agressivos de Freud para
compreensão da manifestação da agressividade por meio da violência e amplia-se o
nosso olhar para a influência do social na formação do eu. A abordagem sociológica
mostra que fatores sociais são significativos na formação do eu social, e
comportamentos do mundo objetivo observados são subjetivados durante o período de
socialização primária. Ambos os estudos sobre a personalidade são de extrema
importância hoje ao campo da Pedagogia, Psicologia e Psiquiatria, ainda que não sejam
efetivas em seu propósito. Freud e Rogers colaboraram significativamente com suas
ideias para a evolução da psicanálise, e ainda orientam novos pesquisadores.

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