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CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL HERMANN HERING – CEDUPHH

CURSO TÉCNICO INDUSTRIAL ESPECIALIZAÇÃO EM ELETROTÉCNICA


PROJETOS ELÉTRICOS

PROJETOS ELÉTRICOS

Conteúdo

¾ Introdução
¾ O sistema elétrico nacional
¾ Instituições do setor elétrico brasileiro
¾ Normas
¾ Legislação ambiental
¾ Níveis de tensão padronizados
¾ Prescrições fundamentais
¾ Partes de um projeto elétrico
¾ Passos para elaboração de um projeto elétrico
¾ Divisão da carga em blocos
¾ Localização dos quadros e CCMs (Centro de Comando de Motores)
¾ Localização da subestação
¾ Determinação da demanda prevista
¾ Determinação da potência de transformação
¾ Determinação do fator de potência previsto
¾ Condição de partida dos motores
¾ Correntes de curto-circuito
¾ Cálculo das correntes de curto-circuito
¾ Proteção e coordenação
¾ Impedâncias dos circuitos
¾ Tipos de subestações de energia elétrica
¾ Proteção de subestações de energia elétrica
¾ Relés digitais
¾ Paralelismo de transformadores
¾ Geração de emergência
¾ Geração paralela e co-geração
¾ Sistemas de aterramento
¾ Proteção contra descargas atmosféricas
¾ Projeto de malha de aterramento

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PROJETOS ELÉTRICOS

1- Introdução.

A elaboração de um projeto elétrico de uma instalação industrial deve ser


precedida de conhecimento dos dados relativos às condições de suprimento e das
características funcionais da indústria em geral.
Todo e qualquer projeto deve ser elaborado com base em documentos normativos
que, no Brasil, são de responsabilidade da ABNT – Associação Brasileira de Normas
Técnicas. Cabe, também, seguir as normas particulares das concessionárias de serviço público
ou particular que fazem o suprimento de energia elétrica da área onde se acha localizada a
indústria.
Existem, também, as normas estrangeiras que são de grande ajuda para consultas e
as normativas das entidades que regulam o setor elétrico brasileiro como a Aneel, por
exemplo.
Por último, deve-se observar, em alguns casos os aspectos de interferência no
meio ambiente que são regulamentados pelo CONAMA - Conselho Nacional de Meio
Ambiente – através de sua legislação ambiental.

2- O Sistema Elétrico Brasileiro.

Com tamanho e características que permitem considerá-lo único em âmbito


mundial, o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil é um sistema
hidrotérmico de grande porte, com forte predominância de usinas hidrelétricas e com
múltiplos proprietários. O Sistema Interligado Nacional é formado pelas empresas das regiões
Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte da região Norte. Apenas 3,4% da capacidade de
produção de eletricidade do país encontra-se fora do SIN, em pequenos sistemas isolados
localizados principalmente na região amazônica.
Histórico do Setor Elétrico Brasileiro
A reforma do Setor Elétrico Brasileiro começou em 1993 com a Lei nº 8.631, que
extinguiu a equalização tarifária vigente e criou os contratos de suprimento entre geradores e
distribuidores, e foi marcada pela promulgação da Lei nº 9.074 de 1995, que criou o Produtor
Independente de Energia e o conceito de Consumidor Livre.
Em 1996 foi implantado o Projeto de Reestruturação do Setor Elétrico Brasileiro
(Projeto RE-SEB), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia.
As principais conclusões do projeto foram a necessidade de implementar a
desverticalização das empresas de energia elétrica, ou seja, dividi-las nos segmentos de
geração, transmissão e distribuição, incentivar a competição nos segmentos de geração e
comercialização, e manter sob regulação os setores de distribuição e transmissão de energia
elétrica, considerados como monopólios naturais, sob regulação do Estado.
Foi também identificada a necessidade de criação de um órgão regulador (a
Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL), de um operador para o sistema para a
realização das transações de compra e venda de energia elétrica (o Mercado Atacadista de
Energia Elétrica - MAE).
Concluído em agosto de 1998, o Projeto RE-SEB definiu o arcabouço conceitual e
institucional do modelo a ser implantado no Setor Elétrico Brasileiro.
Em 2001, o setor elétrico sofreu uma grave crise de abastecimento que culminou
em um plano de racionamento de energia elétrica. Esse acontecimento gerou uma série de
questionamentos sobre os rumos que o setor elétrico estava trilhando. Visando adequar o
modelo em implantação, foi instituído em 2002 o Comitê de Revitalização do Modelo do
Setor Elétrico, cujo trabalho resultou em um conjunto de propostas de alterações no setor
elétrico brasileiro.

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Durante os anos de 2003 e 2004 o Governo Federal lançou as bases de um novo
modelo para o Setor Elétrico Brasileiro, sustentado pelas Leis nº 10.847 e 10.848, de 15 de
março de 2004 e pelo Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004.
O Decreto 5.081/2004 - que regulamentou a Lei nº 10.848 (o novo marco
regulatório do setor elétrico) - especifica as providências necessárias para alcançar os
objetivos proposto.
• Promover a modicidade tarifária;
• Garantir a segurança do suprimento;
• Criar um marco regulatório estável.

Para implementar tais metas, foram detalhadas as regras de comercialização de


energia elétrica, a seguir enumeradas:
• O principal instrumento para modicidade tarifário é o leilão para a
contratação de energia pelas distribuidoras, com o critério de menor
tarifa;

Por sua vez, a segurança de suprimento é baseada nos seguintes princípios:


• Garantir a segurança do suprimento;
• Criar um marco regulatório estável.

A construção eficiente de novos empreendimentos é viabilizada por meio das


seguintes medidas:
• Leilões específicos para contratação de novos empreendimentos de
geração de energia;
• Celebração de contratos bilaterais de longo prazo entre as distribuidoras
e os vencedores dos leilões, com garantia de repasse, dos custos de
aquisição da energia às tarifas dos consumidores finais;
• Licença ambiental prévia de empreendimentos hidrelétricos candidatos.

Este conjunto de medidas permite reduzir os riscos do investidor, possibilitando o


financiamento do projeto a taxas atrativas, com benefícios para o consumidor.
A criação de um marco regulatório estável requer uma clara definição das funções
e atribuições dos agentes institucionais. Assim, em particular, o novo modelo:
• Esclarece o papel estratégico do Ministério de Minas e Energia,
enquanto órgão mandatário da União;
• Reforça as funções de regulação, fiscalização e mediação da Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
• Organiza as funções de planejamento da expansão, de operação e de
comercialização.

Em termos institucionais, o novo modelo definiu a criação de uma instituição


responsável pelo planejamento do setor elétrico a longo prazo (a Empresa de Pesquisa
Energética - EPE), uma instituição com a função de avaliar permanentemente a segurança do
suprimento de energia elétrica (o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico - CMSE) e uma
instituição para dar continuidade às atividades do MAE, relativas à comercialização de
energia elétrica no sistema interligado (a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica -
CCEE).
Em relação à comercialização de energia, foram instituídos dois ambientes para
celebração de contratos de compra e venda de energia, o Ambiente de Contratação Regulada
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(ACR), do qual participam Agentes de Geração e de Distribuição de energia elétrica, e o
Ambiente de Contratação Livre (ACL), do qual participam Agentes de Geração,
Comercialização, Importadores e Exportadores de energia, e Consumidores Livres.
Tabela resumo das principais mudanças entre os modelos pré-existentes e o
modelo atual

Modelo de Livre
Modelo Antigo (até 1995) Novo Modelo (2004)
Mercado (1995 a 2003)
Financiamento através
Financiamento através de Financiamento através de
de recursos públicos e
recursos públicos recursos públicos e privados
privados
Empresas divididas por Empresas divididas por
atividade: geração, atividade: geração, transmissão,
Empresas verticalizadas
transmissão, distribuição distribuição, comercialização,
e comercialização importação e exportação.
Abertura e ênfase na
Empresas Convivência entre Empresas
privatização das
predominantemente Estatais Estatais e Privadas
Empresas
Monopólios - Competição Competição na geração Competição na geração e
inexistente e comercialização comercialização
Consumidores Livres e
Consumidores Cativos Consumidores Livres e Cativos
Cativos
No ambiente livre: Preços
Preços livremente livremente negociados na
Tarifas reguladas em todos
negociados na geração e geração e comercialização. No
os segmentos
comercialização ambiente regulado: leilão e
licitação pela menor tarifa
Convivência entre Mercados
Mercado Regulado Mercado Livre
Livre e Regulado
Planejamento Determinativo Planejamento Indicativo
- Grupo Coordenador do pelo Conselho Nacional Planejamento pela Empresa de
Planejamento dos Sistemas de Política Energética Pesquisa Energética (EPE)
Elétricos (GCPS) (CNPE)
Contratação : 85% do
Contratação: 100% do mercado (até Contratação: 100% do mercado
Mercado agosto/2003) e 95% + reserva
mercado (até dez./2004)
Sobras/déficits do balanço
Sobras/déficits do balanço Sobras/déficits do energético liquidados na CCEE.
energético rateados entre balanço energético Mecanismo de Compensação de
compradores liquidados no MAE Sobras e Déficits (MCSD) para
as Distribuidoras.

3- Instituições do Setor Elétrico Brasileiro

O novo modelo do Setor Elétrico Brasileiro criou novas instituições e alterou


funções de algumas instituições já existentes. Conheça abaixo a estrutura atual do setor.
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CNPE – Conselho Nacional de Política Energética
O CNPE é um órgão interministerial de assessoramento à Presidência da
República, tendo como principais atribuições formular políticas e diretrizes de energia e
assegurar o suprimento de insumos energéticos às áreas mais remotas ou de difícil acesso do
país.
É também responsável por revisar periodicamente as matrizes energéticas
aplicadas às diversas regiões do país, estabelecer diretrizes para programas específicos, como
os de uso do gás natural, do álcool, de outras biomassas, do carvão e da energia termonuclear,
além de estabelecer diretrizes para a importação e exportação de petróleo e gás natural.
MME – Ministério de Minas e Energia
O MME é o órgão do Governo Federal responsável pela condução das políticas
energéticas do país. Suas principais obrigações incluem a formulação e implementação de
políticas para o setor energético, de acordo com as diretrizes definidas pelo CNPE. O MME é
responsável por estabelecer o planejamento do setor energético nacional, monitorar a
segurança do suprimento do Setor Elétrico Brasileiro e definir ações preventivas para
restauração da segurança de suprimento no caso de desequilíbrios conjunturais entre oferta e
demanda de energia.
EPE – Empresa de Pesquisa Energética
Instituída pela Lei nº 10.847/04 e criada pelo Decreto nº 5.184/04, a EPE é uma
empresa vinculada ao MME, cuja finalidade é prestar serviços na área de estudos e pesquisas
destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético.
Suas principais atribuições incluem a realização de estudos e projeções da matriz
energética brasileira, execução de estudos que propiciem o planejamento integrado de
recursos energéticos, desenvolvimento de estudos que propiciem o planejamento de expansão
da geração e da transmissão de energia elétrica de curto, médio e longo prazos, realização de
análises de viabilidade técnico-econômica e sócio-ambiental de usinas, bem como a obtenção
da licença ambiental prévia para aproveitamentos hidrelétricos e de transmissão de energia
elétrica.
CMSE – Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico
O CMSE é um órgão criado no âmbito do MME, sob sua coordenação direta, com
a função de acompanhar e avaliar a continuidade e a segurança do suprimento elétrico em
todo o território nacional.
Suas principais atribuições incluem: acompanhar o desenvolvimento das
atividades de geração, transmissão, distribuição, comercialização, importação e exportação de
energia elétrica; avaliar as condições de abastecimento e de atendimento; realizar
periodicamente a análise integrada de segurança de abastecimento e de atendimento;
identificar dificuldades e obstáculos que afetem a regularidade e a segurança de
abastecimento e expansão do setor e elaborar propostas para ajustes e ações preventivas que
possam restaurar a segurança no abastecimento e no atendimento elétrico.
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica
A ANEEL foi instituída pela Lei nº 9.427/96 e constituída pelo Decreto nº
2.335/97, com as atribuições de regular e fiscalizar a produção, transmissão, distribuição e
comercialização de energia elétrica, zelando pela qualidade dos serviços prestados, pela
universalização do atendimento e pelo estabelecimento das tarifas para os consumidores
finais, sempre preservando a viabilidade econômica e financeira dos Agentes e da indústria.
As alterações promovidas em 2004 pelo novo modelo do setor estabeleceram
como responsabilidade da ANEEL, direta ou indiretamente, a promoção de licitações na
modalidade de leilão, para a contratação de energia elétrica pelos Agentes de Distribuição do
Sistema Interligado Nacional (SIN).
CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica

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A CCEE, instituída pela Lei nº 10.848/04 e criada pelo Decreto nº 5.177/04,
absorveu as funções do MAE e suas estruturas organizacionais e operacionais. Entre suas
principais obrigações estão: a apuração do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD),
utilizado para valorar as transações realizadas no mercado de curto prazo; a realização da
contabilização dos montantes de energia elétrica comercializados; a liquidação financeira dos
valores decorrentes das operações de compra e venda de energia elétrica realizadas no
mercado de curto prazo e a realização de leilões de compra e venda de energia no ACR, por
delegação da ANEEL.
Principais atribuições da CCEE
• Manter o registro de todos os contratos fechados nos Ambientes de
Contratação Regulada (ACR) e de Contratação Livre (ACL);
• Promover a medição e registro dos dados de geração e consumo de todos os
Agentes da CCEE;
• Apurar o Preço de Liquidação de Diferenças - PLD - do Mercado de Curto
Prazo por submercado;
• Efetuar a Contabilização dos montantes de energia elétrica comercializados no
Mercado de Curto Prazo e a Liquidação Financeira;
• Apurar o descumprimento de limites de contratação de energia elétrica e outras
infrações e, quando for o caso, por delegação da ANEEL, nos termos da
Convenção de Comercialização, aplicar as respectivas penalidades;
• Apurar os montantes e promover as ações necessárias para a realização do
depósito, da custódia e da execução de Garantias Financeiras, relativas às
Liquidações Financeiras do Mercado de Curto Prazo, nos termos da Convenção
de Comercialização;
• Promover Leilões de Compra e Venda de energia elétrica, conforme delegação
da ANEEL;
• Promover o monitoramento das ações empreendidas pelos Agentes, no âmbito
da CCEE, visando à verificação de sua conformidade com as Regras e
Procedimentos de Comercialização, e com outras disposições regulatórias,
conforme definido pela ANEEL;
• Executar outras atividades, expressamente determinadas pela ANEEL, pela
Assembléia Geral ou por determinação legal, conforme o art. 3º do Estatuto
Social da CCEE.

ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico


O Operador Nacional do Sistema Elétrico é uma entidade de direito privado, sem
fins lucrativos, criada em 26 de agosto de 1998, responsável pela coordenação e controle da
operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado
Nacional (SIN), sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel). O Operador é constituído por membros associados e membros participantes.

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4- Tipos de Projetos Elétricos


a) Projetos Residenciais
b) Projetos Comerciais
c) Projetos Industriais

5- Quanto à Aplicação
a) Projeto de Iluminação
b) Projeto Predial
c) Projeto de Subestação
d) Projeto de Redes de Distribuição
e) Projeto de Quadro de Comando
f) Projeto de Redes de Lógica
g) Projeto de Redes de Comunicação
h) Projeto de Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas
i) Projeto de Sistema de Aterramento
j) Projeto de Banco de Capacitores
k) Etc.

6- Normas

Devem ser utilizadas, preferencialmente, as normas ABNT para execução de projetos


elétricos para aplicação em território nacional. Na falta destas, é permitido utilizar as normas
internacionais. Quando for pertinente, deverão ser observadas outras normas como, por
exemplo, as normas particulares das concessionárias de energia elétrica.

7- Normas a Serem Utilizadas

a) NBR 5410/97 (antiga NB3) – Instalações Elétricas de Baixa Tensão – Para aplicação desta
norma considera-se os limites de tensão de 1000 V CA e 1500 V CC e freqüências
inferiores a 400 Hz. O ponto de origem da instalação deve ser considerado nos terminais
de baixa tensão do transformador, quando a instalação possuir subestação própria, ou nos

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terminais do medidor de energia elétrica nos casos de alimentação pela rede pública de
baixa tensão.
b) NBR 5413/92 – Iluminância de Interiores
c) NBR 5419/93 – Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas
d) NBR 5361/83 – Disjuntores de Baixa Tensão
e) NBR 5597/95 – Eletroduto rígido de Aço-carbono
f) NBR 6146/80 – Invólucros de Equipamentos Elétricos
g) NBR 6148/97 – Condutores Isolados com Isolação Extrudada de Cloreto de Polivinila
(PVC) 750V
h) NBR 6150/80 – Eletroduto de PVC Rígido
i) NBR 6151/80 – Classificação dos Equipamentos Elétricos e Eletrônicos quanto À
Proteção Contra Choques Elétricos
j) NBR 6808/93 – Conjuntos de Manobra e Controle de Baixa Tensão Montados em Fábrica
k) NBR 7285/87 – Cabos de Potência com Isolação Sólida Extrudada de Polietileno
Termofixo 0,6/1 kV sem cobertura
l) NBR 11301/90 – Cálculo da Capacidade de condução de Corrente de Cabos Isolados em
Regime Permanente (Fator de Carga 100%)
m) NBR 11840/91 – Dispositivos Fusíveis de Baixa Tensão
n) NBR 13300/95 – Redes Telefônicas Internas em Prédios
o) NBR 13534/95 – Instalações Elétricas em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
p) Normas das Concessionárias de Energia Elétrica – p.e. NT-01, NT-02 e NT-03 CELESC

8- Legislação Ambiental.

As legislações ambientais são emitidas pelo Conama. Abaixo são relacionadas as


mais importantes com relação a obras em sistemas elétricos de potência.
• CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente - Resolução N.º 237/97
• CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente - Resolução N.º 001/86
• CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente - Resolução N.º 006/87
• CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente - Resolução N.º 279/01

9- Níveis de Tensão Padronizados.

São os seguintes os níveis de tensão padronizados no Brasil:


Média tensão: 13,8 kV; 23,1 kV; 34,5 kV;
Alta tensão: 69 kV; 88 kV; 138 kV;
Extra alta tensão: 230 kV; 345 kV; 440 kV; 500 kV; 600 kV (Vcc); 750 kV;
Ultra alta tensão: maior que 800 kV.

Quanto à finalidade de aplicação, estão divididos em:


Distribuição: 13,8 kV, 23,1 kV e 34,5 kV.
Sub-transmissão: 69 kV, 88 kV e 138 kV.
Transmissão: acima de 138 kV.

10- Prescrições Fundamentais

10.1- Proteção Contra Contatos Diretos


As pessoas e os animais devem ser protegidos contra os perigos que possam resultar de um
contato com as partes vivas da instalação.
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10.2- Proteção Contra Contatos Indiretos


As pessoas e os animais devem ser protegidos contra os perigos que possam resultar de um
contato com massas colocadas acidentalmente sob tensão.

10.3- Proteção Contra Efeitos Térmicos


A instalação deverá estar disposta de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de
materiais inflamáveis devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos. Além disso, em
serviço normal, as pessoas e os animais domésticos não devem correr riscos de queimaduras.

10.4- Proteção Contra Correntes de Sobrecarga


Qualquer circuito deve ser protegido por dispositivos que interrompam a corrente nesse
circuito quando esta, em pelo menos um de seus condutores, ultrapassar o valor da capacidade
de condução de corrente e, em caso de passagem prolongada, possa provocar uma
deterioração da isolação dos condutores.

10.5- Proteção Contra Correntes de Curto-Circuito


Todo circuito deve ser protegido por dispositivos que interrompam a corrente nesse circuito
quando pelo menos um de seus condutores for percorrido por uma corrente de curto-circuito,
devendo a interrupção ocorrer em um tempo suficientemente curto para evitar a deterioração
da isolação dos condutores.

10.6- Proteção Contra Sobretensões


As pessoas, os animais domésticos e os bens devem ser protegidos contra as conseqüências
prejudiciais devidas a uma falta entre partes vivas de circuitos com tensões nominais
diferentes e as outras causas que possam resultar em sobretensões (fenômenos atmosféricos,
sobretensões de manobra, etc.).

10.7- Dispositivos de Parada de Emergência


Se for necessário, em caso de perigo, desenergizar um circuito, deve ser instalado um
dispositivo de parada de emergência, facilmente identificável e rapidamente manobrável.

10.8- Dispositivos de Seccionamento


Devem ser previstos dispositivos para permitir o seccionamento da instalação elétrica, dos
circuitos ou dos equipamentos individuais, para manutenção, verificação, localização de
defeitos e reparos.

10.9- Independência da Instalação Elétrica


A instalação elétrica deve ser disposta de modo a excluir qualquer influência danosa entre a
instalação elétrica e as instalações não elétricas da edificação.

10.10- Acessibilidade dos Componentes


Os componentes da instalação elétrica devem ser dispostos de modo a permitir espaço
suficiente para a instalação inicial e eventuais substituições posteriores dos componentes
individuais e acessibilidade para fins de serviço, manutenção, verificação e reparos.

11- Partes Que Compõem o Projeto


a) Memorial Descritivo
b) Relação de Cargas (Detalhada)
c) Memorial de Cálculo
d) Lista de Materiais

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e) Orçamento
f) Desenhos (plantas)
- Planta de situação
- Planta baixa de arquitetura
- Planta baixa de lay-out
- Plantas de detalhes (vistas e cortes, colunas, vigas, detalhes de montagem de
máquinas, etc.)
- Subestação
- Diagrama unifilar
- Quadro de cargas
- Planta de iluminação
- Planta de ligação
- Etc.

12- Etapas do Desenvolvimento do Projeto


a) Entrevista com o Cliente – Obtenção de todos os dados e características que vão orientar o
projeto, bem como os dados que serão necessários para preenchimento da ART.
b) Preenchimento, Assinatura e Registro da ART
c) Elaboração de Anteprojeto
d) Análise do Anteprojeto pelo Cliente
e) Modificação do ante-projeto, se necessário
f) Elaboração do Projeto Básico
g) Apresentação ao Cliente
h) Encaminhamento aos Órgãos Pertinentes
i) Elaboração do Projeto Executivo
j) Execução da Obra
k) Registro das Alterações em Tempo de Execução
l) Alteração Final do Projeto
m) Elaboração do Projeto “Como Construído” (As Built)
n) Entrega da Obra e da Versão Final do Projeto ao Cliente
o) Start Up (Partida) da Obra

13- Passos para Desenvolvimento do Projeto


a) Levantamento das cargas a serem instaladas
b) Divisão das cargas em blocos
c) Definição da localização dos quadros de distribuição
d) Definição da localização da subestação

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PROJETO ELÉTRICO INDUSTRIAL


EXEMPLO DE APLICAÇÃO GERAL

Tarefa: executar o projeto elétrico de um complexo fabril tendo como orientação os desenhos
fornecidos e as seguintes orientações:
- Tensão nominal: 23,8 kV.
- Tensão de fornecimento: 23,8 kV.
- Potência de curto-circuito no ponto de entrega: 176,5 MVA.
- Tipo de sistema: radial simples.
- Resistência de contato do cabo com o solo: nula.

- Motores instalados:
SETOR SETOR DE PRODUÇÃO CCM Nº MOTORES POTÊNCIA UNITÁRIA
CV
A Batedores CCM1 2 40
B Cardas CCM1 6 10
C Cortadeiras CCM2 6 7,5
D Manteiras CCM2 9 5
F Passadores CCM3 7 15
G Encontreiras CCM3 3 7,5
M Climatização CCM4 2 300
E Maçaroqueiras CCM5 3 10
H Teares CCM5 6 25
I Conicaleiras CCM6 8 25
K Filatórios II CCM7 10 40
J Filatórios I CCM8 10 30

- Previsão de expansão da indústria: 300 kVA.

1- Divisão da carga em blocos.

Com base na planta baixa com a disposição das máquinas, deve-se dividir a carga
em blocos. Cada bloco de carga deve corresponder a um quadro de distribuição terminal com
alimentação e proteção individualizados.
A escolha dos blocos, a princípio, é feita considerando-se os setores individuais de
produção, bem como a grandeza de cada carga de que são constituídos, para avaliação da
queda de tensão. Também, quando um determinado setor de produção está instalado em
recinto fisicamente isolado de outros setores, deve-se tomá-lo como bloco de carga
individualizado.

2- Localização dos quadros de distribuição (QDL e QDF ou CCM).


No centro de carga.
Próximo à linha geral dos dutos de alimentação.
Afastado da passagem sistemática de funcionários.
Em ambientes bem iluminados.
Em locais de fácil acesso.
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3- Localização da subestação.

É comum o projetista receber as plantas já com a indicação do local da


subestação. Porém, nem sempre, esta indicação é tecnicamente adequada. Muitas vezes a
subestação fica muito afastada do centro de cargas, o que acarreta alimentadores longos e de
seção elevada. O custo de implantação acaba ficando bem mais alto.
O local ideal para a implantação da subestação visando ao equilíbrio técnico-
econômico é o mais próximo possível do centro de carga.
O processo para localização do centro de carga é definido pelo cálculo do
baricentro dos pontos considerados como de carga puntiforme e correspondentes à potência
demandada de cada consumo.
X 1 .P1 + X 2 .P2 + ... + X n .Pn
X =
P1 + P2 + ... + Pn
Y1 .P1 + Y2 .P2 + ... + Yn .Pn
Y=
P1 + P2 + ... + Pn
Onde:
X = coordenada no eixo x que se quer descobrir.
Y = coordenada no eixo y que se quer descobrir.
Xn = coordenada em x da carga n.
Yn = coordenada em y da carga n.
Pn = potência da carga n em kW.

4- Determinação da demanda prevista.

5.1- Determinação do número de tomadas e cálculo da iluminação por ambiente.


Os cálculos e dimensionamentos deverão obedecer as prescrições das normas NBR 5410 e
NBR 5413.

5.2- Elaboração do quadro de cargas de iluminação e tomadas.

5.3- Cálculo da demanda dos QDLs.


Utilizar os fatores de demanda da tabela 05.

Tabela 05. Fatores de Demanda para Iluminação e Tomadas.

Descrição Fator de Demanda %


Auditório, salões para exposição e 100
semelhantes
Bancos, lojas e semelhantes 100
Barbearias, salões de beleza e semelhantes 100
Clubes e semelhantes 100
Escolas e semelhantes 100 para os primeiros 12 kW e 50 para o
que exceder
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Escritórios (edifícios de) 100 para os primeiros 20 kW e 70 para o
que exceder
Garagens comerciais e semelhantes 100
Hospitais e semelhantes 40 para os primeiros 150 kW e 20 para o
que exceder
Hotéis e semelhantes 50 para os primeiros 20 kW, 40 para os
seguintes 80 kW, e 30 para o que exceder de
100 kW
Igrejas e semelhantes 100
Residências (apartamentos residenciais) 100 para os primeiros 10 kW, 35 para os
seguintes 110 kW, e 25 para o que exceder
de 120 kW
Restaurantes e semelhantes 100

5.4- Cálculo das demandas dos motores.


P x0,736
Dm = m xFum kVA
FPxη

onde:
Dm = demanda do motor em kVA
Pm = potência do motor em CV
FP = fator de potência do motor (obtido da tabela do fabricante).
η = rendimento do motor (obtido da tabela do fabricante).
Fum = fator de utilização do motor (Tabela 06).

Tabela 06. Fatores de utilização

Aparelhos Fator de utilização


Motores de ¾ a 2,5 CV 0,70
Motores de 3 a 15 CV 0,83
Motores de 20 a 40 CV 0,85
Motores acima de 40 CV 0,87
Retificadores 1,00
Soldadores 1,00

5.5- Cálculo da demanda dos CCMs.


Dccm = N m xDm xFsm kVA.
onde:
Dccm = demanda do ccm considerado.
Nm = número de motores de mesma potência.
Dm = demanda de cada motor em kVA.
Fsm = fator de simultaneidade (tabela 07).

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Tabela 07. Fatores de Simultaneidade.

Aparelhos Número de aparelhos


2 4 5 8 10
Motores de ¾ a 2,5 CV 0,85 0,80 0,75 0,70 0,60
Motores de 3 a 15 CV 0,85 0,80 0,75 0,75 0,70
Motores de 20 a 40 CV 0,80 0,80 0,80 0,75 0,65
Motores acima de 40 CV 0,90 0,80 0,70 0,70 0,65
Retificadores 0,90 0,90 0,85 0,80 0,75
Soldadores 0,45 0,45 0,45 0,40 0,40
Fornos resistivos 1,00 1,00 - - -

5.6- Cálculo da demanda máxima coincidente da indústria.


Dind = Dqdl + Dccm + Dexp kVA

5- Determinação da potência de transformação.


Pt=Dind

Utilizar as potências de transformadores comerciais mais próximas.

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6- Cálculo do fator de potência previsto


- Fator de potência.
T
1
T ∫0
v(t )i (t )dt
P
FP = =
S T
1 2 1 2
T

T ∫0 T ∫0
v (t ) dt . i (t )dt

cos φ1
FP =
1 + THDi2
V22ef + V32ef + V42ef + ...
THD =
V1ef
- Se THD = 0, então,
FP = cos φ
- A energia reativa pode ser calculada pela equação:
Q = S 2 − P2

7.1- Cálculo do fator de potência


- Calcular a potência ativa individual.
P = N .PCV .0,736 kW
- Calcular a potência reativa individual.
Q = P. tan(a cos FP) kVAr
- Calcular a demanda total em kW.
Pt = ∑ P kW
- Calcular a demanda total em kVAr.
Qt = ∑ Q kVAr
- Calcular o fator de potência.
⎛ P ⎞
FP = cos⎜⎜ a tan t ⎟⎟
⎝ Qt ⎠
- Calcular a correção do fator de potência para 96%.
Qc = P.(tanψ 1 − tanψ 2 )
ψ 1 = a cos FP
ψ 2 = a cos 0,96
- Determinar a potência nominal do banco de capacitores.

7- Determinação da seção dos condutores e eletrodutos.


- Considerar a temperatura no interior dos dutos igual a 30º.
- Utilizar condutores de cobre isolados com PVC/70º instalados em eletrodutos de PVC
rígido, classificação B, com taxa de ocupação de 33% (Tabela 08).
- Definir o tipo de linha elétrica (Tabelas 09 e 10).
- Definir a queda de tensão percentual (Tabela 11).
- Considerar a capacidade de condução de corrente e limite de queda de tensão.
- Considerar as bitolas mínimas estabelecidas por norma.
- Com a demanda calculada, faz-se o cálculo pelo critério de capacidade de condução de
corrente:
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Dc
Ic = A (trifásicos)
Vef ff . 3.FP
Dc
Ic = A (monofásicos)
Vef ff .FP
onde:
• Dc = demanda da carga.
• Vef-ff = tensão eficaz de fase.
• FP = fator de potência.

- Calcular pelo critério de queda de tensão:


200.ρ .∑ ( Lc .I c )
Sc = (mm2) para circuitos monofásicos
ΔV %.V fn
173,2.ρ .∑ ( Lc .I c )
Sc = (mm2) para circuitos trifásicos
ΔV %.V ff
onde:
• ρ = resistividade do material condutor, para o cobre = 1/56 Ω.mm2/m
• Lc = comprimento do circuito em metros
• Ic = corrente total do circuito em ampères
• ΔV% = queda de tensão máxima admitida em projeto em %
• Vfn = tensão fase-neutro em volts
• Vff = tensão fase-fase em volts

- Outra forma de calcular pela queda de tensão:


10.V .ΔV %
ΔVn = V/A.km
I c .Lc
- O valor obtido deve ser comparado com a tabela de queda de tensão unitária (Tabela 13).
- Quando já se conhece a seção dos condutores, a queda de tensão efetiva pode ser
calculada através da equação abaixo:
100.Dc .Lc .(R. cosψ + X . senψ )
ΔV % = %
V ff2
onde:
• Dc = demanda da carga em kVA
• R = resistência do condutor em mΩ/m (Tabela 14).
• X = retância do condutor em mΩ/m (Tabela 14).
• Lc = comprimento do circuito em metros

Obs: considerar a maior bitola obtida nos três critérios.

- Escolher as bitolas dos condutores de neutro pela tabela 15 e do condutor de proteção


(terra) pela tabela 16.
- Utilizar os fatores de correção por temperatura e agrupamento conforme as tabelas 17 e
18.
- A tabela 19 apresenta a capacidade de condução de corrente, resistência e reatância para
barras de cobre sem pintura para utilização em painéis de distribuição.

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Tabela 08. Capacidade de condução de corrente, em ampères, para as maneiras de


instalar A, B, C e D. PVC/70ºC

Seções Maneiras de instalar


mm2 A B C D
2 3 2 3 2 3 2 3
condutores condutores condutores condutores condutores condutores condutores condutores
carregados carregados carregados carregados carregados carregados carregados carregados
1,0 11,0 10,5 13,5 12,0 15,0 13,5 17,5 14,5
1,5 14,5 13,0 17,5 15,5 19,5 17,5 22,0 18,0
2,5 19,5 18,0 24,0 21,0 26,0 24,0 29,0 24,0
4,0 26,0 24,0 32,0 28,0 35,0 32,0 38,0 31,0
6,0 34,0 31,0 41,0 36,0 46,0 41,0 47,0 39,0
10 46,0 42,0 57,0 50,0 63,0 57,0 63,0 52,0
16 61,0 56,0 76,0 68,0 85,0 76,0 81,0 67,0
25 80,0 73,0 101,0 89,0 112,0 96,0 104,0 86,0
35 99,0 89,0 125,0 111,0 138,0 119,0 125,0 103,0
50 119,0 108,0 151,0 134,0 168,0 144,0 148,0 122,0
70 151,0 136,0 192,0 171,0 213,0 184,0 183,0 151,0
95 182,0 164,0 232,0 207,0 258,0 223,0 216,0 179,0
120 210,0 188,0 269,0 239,0 299,0 259,0 246,0 203,0
150 240,0 216,0 307,0 275,0 344,0 294,0 278,0 230,0
185 273,0 248,0 353,0 314,0 392,0 341,0 312,0 257,0
240 320,0 286,0 415,0 369,0 461,0 403,0 360,0 297,0
300 367,0 328,0 472,0 420,0 530,0 464,0 407,0 336,0

Tabela 09. Escolha de Linha Elétrica

Condutores Método de instalação


Eletroduto Moldura Diretamente Bandeja, Suporte Calha Direto Sobre
fixado escada, (sem isoladores
prateleira fixação)
Condutores X X - - - X - X
isolados
Cabos X X X X X X X X
unipolares
Cabos X - X X X X X -
multipolares
Cabos - - X - - - - X
multiplexados
Condutores - - - - - - - X
nus

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Tabela 10. Instalação de Linha Elétrica

Montagem Método de Instalação


Eletroduto Moldura Diretamente Bandeja, Suporte Calha Direto Sobre
fixados escada, (sem isoladores
prateleiras fixação)
Aparente B1, C4 B3 C1 H, J, K, L, Q B2, - E, F, G
L, M, N, C5
P, Q
Embutido A1, B5 - - - - - A2, C2 -
Poço B1 - C1 K, P L B2, - -
C5
Canaleta A3, B4 - C1 H, J, K, L - C3 -
L, M, N,
P, Q
Espaço de B1 - C1 H, J, K, L B2, - -
construção L, M, N, C5
P, Q
Bloco - - - - - - B5 -
alveolado
Enterrado D1 - - - - - D2 -
Aéreo - - - - - - - E, F, G

Tabela 11. Tipos de Linha Elétrica

Referência Descrição
A 1 Condutores isolados, cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto
embutido em parede termicamente isolante.
2 Cabos unipolares ou cabo multipolar embutido diretamente em parede
isolante.
3 Condutores isolados, cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto
contido em canaleta fechada.
B 1 Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto aparente.
2 Condutores isolados ou cabos unipolares em calha.
3 Condutores isolados ou cabos unipolares em moldura.
4 Condutores isolados, cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto
contido em canaleta aberta ou ventilada.
5 Condutores isolados, cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto
embutido em alvenaria.
6 Cabos unipolares ou cabo multipolar contido em blocos alveolados.
C 1 Cabos unipolares ou cabo multipolar diretamente fixados em parede ou teto.
2 Cabos unipolares ou cabo multipolar embutido diretamente em alvenaria.
3 Cabos unipolares ou cabo multipolar em canaleta aberta ou ventilada.
4 Cabo multipolar em eletroduto aparente.
5 Cabo multipolar em calha.
D 1 Cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto enterrado no solo.
2 Cabos unipolares ou cabo multipolar enterrado diretamente no solo.
3 Cabos unipolares ou cabos multipolares em canaleta fechada.

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E - Cabo multipolar ao ar livre.
F - Condutores isolados e cabos unipolares agrupados ao ar livre.
G - Condutores isolados e cabos unipolares espaçados ao ar livre.
H - Cabos multipolares em bandejas não perfuradas ou em prateleiras.
J - Cabos multipolares em bandejas perfuradas.
K - Cabos multipolares em bandejas verticais perfuradas.
L - Cabos multipolares em escadas para cabos ou em suportes.
M - Cabos unipolares em bandejas não perfuradas ou em prateleiras.
N - Cabos unipolares em bandejas perfuradas.
P - Cabos unipolares em bandejas verticais perfuradas.
Q - Cabos unipolares em escadas para cabos ou em suportes.

Tabela 12. Limites de Queda de Tensão

Tipo de instalação Iluminação Outros usos


A – Instalações alimentadas diretamente por um ramal de baixa 4% 4%
tensão, a partir de uma rede pública de distribuição de baixa
tensão.
B – Instalações alimentadas diretamente por subestação 7% 7%
transformadora, a partir de uma instalação de alta tensão.
C – Instalações que possuam fonte própria 7% 7%

Tabela 13. Queda de Tensão Unitária V/A.km (FP=0,8) PVC 70ºC

Seção mm2 Maneira de instalar


A-B C
1∅ 3∅ EM 1∅ 3∅
1,5 23,00 20,00 23,00 23,00 19,86
2,5 14,00 12,00 14,00 14,00 12,32
4,0 8,70 7,50 8,70 9,00 7,81
6,0 5,80 5,10 5,80 6,17 5,34
10 3,50 3,00 3,50 3,83 3,32
16 2,30 1,95 2,30 2,55 2,21
25 1,50 1,27 1,50 1,75 1,51
35 1,10 0,95 1,10 1,35 1,17
50 0,83 0,72 0,83 1,08 0,94
70 0,61 0,53 0,61 0,85 0,73
95 0,47 0,41 0,47 0,69 0,60
120 0,39 0,34 0,40 0,61 0,53
150 0,34 0,30 0,35 0,55 0,47
185 0,30 0,26 0,31 0,49 0,43
240 0,25 0,22 0,44 0,38 0,27
300 0,23 0,20 0,24 0,40 0,35
400 0,20 0,18 0,22 0,37 0,32
500 0,19 0,16 0,21 0,34 0,29

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Tabela 14. Resistência e Reatância dos Condutores de PVC/70ºC

Seção Impedância de seqüência positiva mΩ/m Impedância de seqüência zero mΩ/m


Resistência Reatância Resistência Reatância
1,5 14,8137 0,1378 16,6137 2,9262
2,5 8,8882 0,1345 10,6882 2,8755
4,0 5,5518 0,1279 7,3552 2,8349
6,0 3,7035 0,1225 5,5035 2,8000
10 2,2221 0,1207 4,0222 2,76339
16 1,3899 0,1173 3,1890 2,7173
25 0,8891 0,1164 2,6891 2,6692
35 0,6353 0,1128 2,4355 2,6382
50 0,4450 0,1127 2,2450 2,5991
70 0,3184 0,1096 2,1184 2,5681
95 0,2352 0,1090 2,0352 2,5325
120 0,1868 0,1076 1,9868 2,5104
150 0,1502 0,1074 1,9502 2,4843
185 0,1226 0,1073 1,9226 2,4594
240 0,0958 0,1070 1,8958 2,4312
300 0,0781 0,1068 1,8781 2,4067
400 0,0608 0,1058 1,8608 2,3757
500 0,0507 0,1051 1,8550 2,3491

Tabela 15. Seção do Condutor Neutro

Seção dos condutores fase Seção mínima do


mm2 condutor neutro mm2
S<35 S
35 25
50 25
70 35
95 50
120 70
150 70
185 95
240 120
300 150
500 185

Tabela 16. Seção do Condutor de Proteção

Seção mínima dos condutores Seção mínima dos condutores


fase mm2 de proteção mm2
S≤16 S
16<S<35 16
S>35 0,5.S

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Tabela 17. Fator de correção para temperaturas ambientes diferentes de 30ºC para
linhas não subterrâneas e 20ºC para linhas subterrâneas

Temperatura em ºC Isolação
Ambiente PVC EPR ou XLPE
10 1,22 1,15
15 1,17 1,12
25 1,12 1,08
30 1,06 1,04
35 0,94 0,96
40 0,87 0,91
45 0,79 0,87
50 0,71 0,82
55 0,61 0,76
60 0,50 0,71
Solo
10 1,10 1,07
15 1,05 1,04
25 0,95 0,96
30 0,89 0,93
35 0,84 0,89
40 0,77 0,85
45 0,71 0,80
50 0,63 0,76
55 0,55 0,71
60 0,45 0,65

Tabela 18. Fatores de correção para agrupamento de mais de um circuito ou mais de um


cabo multipolar instalado em eletroduto ou calha ou bloco alveolado ou agrupado sobre
uma superfície.

Número de Fatores de correção


circuitos ou de Camada única em Camada única no teto Agrupados sobre uma
cabos parede ou piso superfície ou contidos em
multipolares Contíguo Espaçado Contíguo Espaçados eletrodutos ou bloco
s s s alveolado
1 1,00 1,00 0,95 0,95 1,0
2 0,85 0,95 0,80 0,85 0,80
3 0,80 0,90 0,70 0,85 0,70
4 0,75 0,90 0,70 0,85 0,65
5 0,75 0,90 0,65 0,85 0,60
6 0,70 0,90 0,65 0,85 0,55
7 0,70 0,90 0,65 0,85 0,55
8 0,70 0,90 0,60 0,85 0,50
9 0,70 0,90 0,60 0,85 0,50
10 0,70 0,90 0,60 0,85 0,50
12 0,70 0,90 0,60 0,85 0,45
14 0,70 0,90 0,60 0,85 0,45
≥ 16 0,65 0,90 0,55 0,85 0,40

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Tabela 19. Barras de Cobre Sem Pintura

Dimensões Corrente Resistência Reatância


Polegadas Ampères mΩ/m mΩ/m
1/2x1/16 96 0,8843 0,2430
3/4x1/16 128 0,8591 0,2300
1x1/16 176 0,4421 0,2280
1/2x1/8 144 0,4421 0,2430
3/4x1/8 208 0,2955 0,2330
1x1/8 250 0,2210 0,2070
1.1/2x1/8 370 0,1474 0,1880
1x3/16 340 0,1474 0,2100
1.1/2x3/16 460 0,0982 0,1880
2x3/16 595 0,0736 0,1700
1x1/4 400 0,1110 0,2100
1.1/2x1/4 544 0,0738 0,1870
2x1/4 700 0,0553 0,1670
2.1/2x1/4 850 0,0442 0,1550
2.3/4x1/4 1000 0,0400 0,1510
3.1/2x1/4 1130 0,0316 0,1450
4x1/4 1250 0,0276 0,1320
1x1/2 600 0,0553 0,1870
2x1/2 1010 0,0276 0,1630
3x1/2 1425 0,0184 0,1450
4x1/2 1810 0,0138 0,1300

8- Calcular a seção do eletroduto.


⇒ Prescrições gerais:
• Todos os condutores vivos pertencentes a um mesmo circuito devem
ser agrupados num mesmo duto (eletroduto, calha, bandeja, etc.).
• Não se devem colocar fases diferentes de um mesmo circuito em
eletrodutos de ferro galvanizado individuais.
• Os eletrodutos ou calhas somente devem conter mais de um circuito
nas seguintes condições, simultaneamente atendidas: todos os
circuitos devem se originar de um mesmo dispositivo geral de
comando e proteção; as seções dos condutores fase devem estar
dentro de um intervalo de três valores normalizados sucessivos,
quando instalados no interior de eletrodutos, calhas e blocos
alveolados; os condutores isolados devem ter a mesma classe de
temperatura.
• Não deve haver trechos contínuos retilíneos de tubulação maiores que
15 metros sem interposição de caixas de derivação.
• Não devem ser usadas curvas com deflexão maior que 90º. Entre duas
caixas de derivação, ou entre estas e o aparelho, podem ser previstas,
no máximo, três curvas de 90º ou seu equivalente até 270º.
• Os eletrodutos podem ser ocupados até, no máximo, 40%. Se a área
ocupada pelos cabos for inferior a 33% da área útil do eletroduto, não
será necessário aplicar nenhum fator de agrupamento. Logo, o
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tamanho do eletroduto que permite utilizar a capacidade de corrente
nominal dos condutores pode ser dado por:
S
S e ≥ cond
0,33
• Em canaletas, os cabos podem ocupar, no máximo, 30%. Podem ser
dispostos horizontalmente, em prateleiras, ou diretamente nas
paredes. Dimensões mínimas: 200x100 mm.
S
S ca ≥ cond
0,30
• É conveniente ocupar a calha com, no máximo, 35% da sua área útil.
S
S cl ≥ cond
0,35

- Calcular a área dos cabos.


N ca .π .De2
S cond = mm2.
4
- Calcular a seção dos dutos.
S
S e ≥ cond mm2.
0,33
Onde:
Scond = Seção ocupada pelos condutores.
Nca = Número de cabos de mesma bitola.
Se = Seção mínima dos dutos.
De = Diâmetro externo dos condutores (Tabela 20).

- Escolher os dutos pela tabela 21.

Tabela 20. Características Dimensionais dos Cabos.


Seção nominal Diâmetro externo (mm)
mm2 Condutor Cabos isolados Cabos unipolares
1,5 1,56 3,0 5,50
2,5 2,01 3,7 6,00
4,0 2,55 43 6,80
6,0 3,00 4,9 7,30
10 3,12 5,9 8,00
16 4,71 6,9 9,00
25 5,87 8,5 10,80
35 6,95 9,6 12,00
50 8,27 11,3 13,90
70 9,75 12,9 15,50
95 11,42 15,1 17,70
120 12,23 16,5 19,20
150 14,33 18,5 21,40
185 16,05 20,7 23,80
240 18,27 23,4 26,70
300 20,46 26,0 29,50
400 23,65 29,7 33,50
500 26,71 33,3 37,30

ENGº DEONISIO L. LOBO 23


CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL HERMANN HERING – CEDUPHH
CURSO TÉCNICO INDUSTRIAL ESPECIALIZAÇÃO EM ELETROTÉCNICA
PROJETOS ELÉTRICOS

Tabela 21. Área dos Eletrodutos Rígidos Ocupáveis pelos Cabos.

Eletrodutos rígidos de PVC, rosqueado


Dimensões do eletroduto Área ocupável pelos cabos
Tamanho Diâmetro Área útil 3 cabos: 33% > 3 cabos: 40%
externo Classe A Classe B Classe A Classe B Classe A Classe B
Pol mm mm2 mm2 mm2 mm2 mm2 mm2
3/8 16,7 120 128 40 43 48 52
1/2 21,1 196 232 65 77 79 93
3/4 26,2 536 366 130 118 135 143
1 33,2 551 593 182 196 221 238
1.1/4 44,2 945 1023 311 362 378 410
1.1/2 47,8 1219 1346 403 445 488 539
2 59,4 1947 2189 642 723 779 876
2.1/2 75,1 3186 3536 1052 1166 1275 1415
3.1/2 88,0 4441 4976 1642 1642 1777 1976

ENGº DEONISIO L. LOBO 24