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CENTRO UNIVERSITÁRIO CLARETIANO

Curso: Licenciatura em Biologia


Disciplina: Políticas da Educação Básica

Tutor: Marco Antonio Gomes Souto R.A.: 8052818


Aluno: kelly Cristine Barbosa Chiappetta Turma: DGBIO1801MABA30
1. Apresente as principais características das políticas educacionais em cada
período da histórica republicana do Brasil.
Em 1930 foi criado o Ministério da Educação, ao qual foi entregue aos cuidados de
Francisco Campos. Nesse período, os idealizadores da Escola Nova divulgam o
“Manifesto dos Pioneiros de Educação Nova”, tornando-se um marco não só no
sentido de proposição de uma reforma educacional no Brasil, mais também de um
diagnóstico da situação da educação vivida pelo país.
1934 é publicada a nova Constituição Federal, determinando que a educação é um
direito de todos os Brasileiros, devendo ser disponibilizados pelo governo e pela
família. Outro fato importante que prevalece até os dias de hoje é que o ensino seja
oferecido por entidades públicas ou particulares, bem como determinou a obrigação
de oferta apenas do ensino primário.
No ano de 1937, no que se refere a educação escolar, tinha por objetivo dar
oportunidade aos trabalhadores uma formação técnica e profissional.
Entre 1946 a 1964, na Constituição de 1946, foi implementar na área da educação
uma legislação própria, abrindo possibilidades para a criação da lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional. Em dezembro de 1961 essa lei foi sancionada pelo
Poder Executivo.
Em 1964, com o golpe militar, instaurou-se uma ditadura que durou até 1985. Nesse
período houve algumas mudanças na educação básica e na política. A primeira foi
em 1968, pela Lei nº 5.540/68, na qual o governo promovia a reforma universitária,
que também ficou conhecida como acordo MEC-USAID, sigla da agencia norte-
americana para o desenvolvimento internacional.
A segunda reforma, mais ampla, atingiu o ensino básico por meio da sanção da Lei
de Diretrizes e Bases nº 5.692/71, que revogou a LDB de 1961. Nesse momento, o
ensino brasileiro passava a estruturar-se em três níveis: o 1º Grau correspondia ao
primário e ao ginásio, com duração de oito anos; o 2º Grau tornava-se
profissionalizante compulsoriamente com duração de três ou quatro anos,
dependendo da especialização escolhida; e o 3º Grau, que correspondia ao ensino
superior (graduação e pós-graduação).
Com a aprovação da Lei nº 7.044 de 1982, que pôs fim à obrigatoriedade de ser
profissionalizante o ensino de 2º Grau, levando novamente, o ensino secundário a
se configurar como formador para o ensino superior.
Finalmente em 1996, com a promulgação da nova Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional – Lei nº 9.394/96. A Lei reestruturou todo o sistema escolar
brasileiro, além de possibilitar à escola uma finalidade antenada com as profundas
mudanças observadas no mundo da produção capitalista, a partir do final do século
20.
2. Apresente as concepções de educação expressas na Constituição Federal de
1988, dos artigos 205 a 214, com uma crítica pessoal ao final.
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será
promovida e incentivada coma colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.
Art. 206. Temos a importância de conhecer os princípios, com base no ensino que
será ministrado: igualdade de condições para o acesso e permanência na escola,
liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber,
pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições
públicas e privadas de ensino, gratuidade do ensino público em estabelecimentos
oficiais, valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da
lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas
e títulos, aos das redes públicas, gestão democrática do ensino público, na forma da
lei, garantia de padrão de qualidade, piso salarial profissional nacional para os
profissionais da educação escolar pública, nos termos da lei federal.
Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-cientifica, administrativa
e de gestão financeira e patrimonial, obedecerão ao princípio de indissociabilidade
entre ensino, pesquisa e extensão. Na forma da lei e permitido às universidades
admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros. O mesmo se aplica às
instituições de pesquisa científica e tecnológica.
Art. 208. O dever do Estado coma educação será efetivado mediante a garantia de:
Educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de
idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram
acesso na idade própria, progressiva universalização do ensino médio gratuito,
atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino, educação infantil, em creche e pré-
escola, ás crianças até 5 ( cinco) anos de idade, acesso aos níveis mais elevados do
ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um, oferta
do ensino noturno, adequado às condições do educando, atendimento ao educando,
em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de
material didático escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. O acesso ao
ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. O não-oferecimento do
ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa
responsabilidade da autoridade competente. Compete ao Poder Público recensear
os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais
ou responsáveis, pela frequência à escola.
Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições,
porém este deverá cumprir com as normas gerais da educação nacional e
autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público.
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira
a assegura formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos,
nacionais e regionais. O ensino religioso, de matricula facultativa, constituirá
disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. A
língua portuguesa será ministrada no ensino fundamental, assegurando às
comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos
próprios de aprendizagem.
Art. 211. A União, os Estados, os Distritos e os Municípios organizarão em regime
de colaboração seus sistemas de ensino. A União organizará o sistema federal de
ensino e os dos Territórios, financiará as instituições de ensino públicas federais e
exercerá, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva, de forma a
garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade
do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal
e aos Municípios. Na organização, de seus sistemas de ensino, a União, os Estados,
o Distrito Federal e os Municípios definirão formas de colaboração, de modo a
assegurar a universalização do ensino obrigatório. A educação básica pública
atendera prioritariamente ao ensino regular.
Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos que dezoito, e os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita
resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na
manutenção e desenvolvimento do ensino. A parcela da arrecadação de impostos
transferida pela União aos Estados, ao Distrito Federal e aos respectivos
Municípios, não é considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo, receita
do governo que a transferir. A distribuição dos recursos públicos assegurará
prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório, no que se refere
a universalização, garantia de padrão de qualidade e equidade, nos termos do plano
nacional de educação. A educação básica pública terá como fonte adicional de
financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas
na forma da lei. As cotas estaduais e municipais da arrecadação da contribuição
social do salário-educação serão distribuídas proporcionalmente ao número de
alunos matriculados na educação básica nas respectivas redes públicas de ensino.
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser
dirigidos s escolas comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei,
que: comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros
em educação, assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária,
filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas
atividades. Os recursos de que se trata este artigo poderão ser destinados a bolsas
de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que
demonstrarem insuficiência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos
regulares da rede pública na localidade da residência do educando, ficando o Poder
Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade.
As atividades de pesquisa, de extensão e de estimulo e fomento à inovação
realizadas por universidades e/ou por instituições de educação profissional e
tecnológica poderão receber apoio financeiro do Poder Público.
Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com
o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e
definir diretrizes, objetivos metas e estratégias de implementação para assegura a
manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e
modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes
esferas federativas que conduzam a: erradicação do analfabetismo, universalização
do atendimento escolar, melhoria na qualidade do ensino, formação para o trabalho,
promoção humanística e tecnológica do País, estabelecimento de meta de aplicação
de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto.
Pude constatar a importância da Constituição Federal de 1988, no que se refere a
educação, estabeleceu um percentual obrigatório a ser aplicado na educação pela
União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Um fato bem interessante na
Constituição Federal de 1988 é a colaboração da família, através da promoção e do
incentivo, no processo educativo. O modo como a Constituição aborda o assunto é
visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício de
cidadania e sua qualificação para o trabalho.
3. Apresente uma síntese dos principais pontos presentes na LDBEN nº 9394/96,
destacando:
a) Os princípios gerais da Educação Brasileira.
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de
liberdade e nos ideias de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno
desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.

Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, liberdade de


aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber,
pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, respeito à liberdade e apreço à
tolerância, coexistência de instituições públicas e privadas de ensino, gratuidade do
ensino público em estabelecimentos oficiais, valorização do profissional da
educação escolar, gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da
legislação dos sistemas de ensino, garantia de padrão de qualidade, valorização da
experiência extraescolar, vinculação entre a educação escolar, trabalho e as práticas
sociais, consideração com a diversidade étnico-racial, garantia do direito à
educação e a aprendizagem ao longo da vida.
b) Os níveis da educação no Brasil: Educação Básica e Educação Superior.

Art. 21. A educação escolar compõe-se de:

- Educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e médio;

- Educação superior

c) A formação dos profissionais da educação básica.

Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível
superior, e curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos
superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do
magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a
oferecida em nível médio, na modalidade Normal.
Art. 64. A formação de profissionais de educação para administração, planejamento,
inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em
cursos de pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino
garantida, nesta formação, base comum nacional.

Ao final, uma crítica pessoal a respeito do que foi lido e estudado.

A LDB 9394/96 reafirma o direito à educação, garantido pela Constituição Federal.


Estabelece os princípios da educação escolar pública, definindo as responsabilidades,
em regime de colaboração, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios. Pude observar que ela segue um modelo democrático para a educação
pública, ela dá autonomia para as instituições de ensino e suas secretarias de educação
desenvolver um trabalho voltado especialmente para a realidade do aluno.

Apesar de em seu escopo conter inovações fundamentais para a educação, porém ainda
não é suficiente, pois o contexto atual educacional verifica-se ainda contradições as
bases que provocam a dissociação entre o sujeito e o conhecimento com índices
alarmantes de evasão e analfabetismo.

Referências

BRASIL. Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Texeira (INEP).

Brasília: Ministério da Educação. Disponível em: http://www.inep.gov.br/. Acesso


em: 08 maio 2010.

______. Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Disponível em:


http://portal.mec.gov.br/arquivos/livro/index.htm. Acesso em: 21 abr. 2012.

______. Plano Nacional de Educação (PDE). Disponível em:


http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/pne.pdf. Acesso em: 21 abr. 2012.

<http://www.planalto.gov.br/ccivil03/leis/L8069.htm. Acesso em 03 jul. 2017.


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm.
Acesso em: 03 jul. 2017.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em 03 jul. 2017.