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O COMÉRCIO INTERNACIONAL

Cada país, tendo em conta as suas características


físicas, económicas e tecnológicas, especializa-se em
determinado tipo de produtos, bens e serviços.
Como estas produções são desiguais nos vários
Estados, é lógico que se estabeleçam intercâmbios
onde uns oferecem produtos a outros que deles
necessitem.
A lei da oferta e da
procura
As trocas de bens e serviços implementam-se pela crescente
interacção e complementaridade dos diferentes factores que
regulam esta actividade:
• O mercado, que possibilita o intercâmbio comercial
entre consumidores e produtores (vendedores);
• A procura, decisão de adquirir uma determinada
quantidade de um bem ou serviço, por parte dos
consumidores;
• A oferta, que consiste na quantidade de bens que os
produtores disponibilizam ao mercado.
Noções básicas
As trocas comerciais que se realizam dentro das
fronteiras de um Estado são denominadas de comércio
interno.
Quando as trocas se estabelecem de um país para
outros, falamos de comércio externo.

As relações de intercâmbio comercial, a nível


internacional, desenvolvem-se, por meio de:
 Importações (aquisição de bens e serviços fora do
país);
 Exportações (venda de mercadorias e serviços aos
outros países).
A Balança Comercial é a relação que existe entre o que se
compra no exterior (importações) e o que se vende (exportações).
Balança Comercial = Exportações – Importações
Se o valor das compras ao exterior – importação – é inferior ao
valor das vendas no exterior – exportação -, diz-se que a balança
comercial do país é favorável, positiva ou existe um superávit
comercial.
Quando o valor das compras realizadas ao exterior -
importações – é superior ao valor das vendas conseguidas ao
estrangeiro – exportação -, a balança comercial é desfavorável,
negativa ou deficitária.
Balança comercial favorável Balança comercial desfavorável Balança comercial

equilibrada
Evolução do
comércio no mundo
É através do comércio que se realizam
as trocas de bens entre pessoas, regiões
e países.
O comércio é uma atividade
económica que, nos últimos anos, tem
sofrido uma profunda transformação.
Ao longo da história do ser humano, a
atividade comercial tem adquirido uma
importância económica crescente. Mas
foi desde a segunda metade do século
XX que se registou uma grande
expansão do comércio internacional de
mercadorias.
FACTORES QUE INFLUENCIAM O
crescimento do COMÉRCIO

O grande aumento do comércio mundial tem como


principais razões:
o crescimento da população mundial, que fez
aumentar o consumo de bens e serviços;
a intensificação da produção industrial, que fez
aumentar muito a oferta;
a modernização dos transportes, que aumentou o
volume do tráfego de mercadorias;
o desenvolvimento das telecomunicações, que
desenvolveu a publicidade e possibilitou a realização de
negócios a longas distâncias;
FACTORES QUE INFLUENCIAM O
crescimento do COMÉRCIO

o desenvolvimento do mundo empresarial, a um


maior número de empresas corresponde um aumento
dos negócios estabelecidos e das trocas comerciais
efectuadas;
a globalização da economia, que faz com que certas
marcas e certos produtos assumam uma dimensão
mundial, no que diz à sua produção e ao seu consumo.
O crescimento das exportações de
mercadorias, entre 2000 e 2005 foi
mais acentuado na América
Latina, seguindo-se da Ásia. O
recente processo de
industrialização nestas áreas do
mundo, ou seja, o surgimento dos
NPI’s explicam a intensificação
das trocas comerciais nestas
regiões.
Por este motivo, a maioria das
transações comerciais efectuadas
no mundo inteiro são de produtos
industriais. Foi, aliás, este tipo de
produtos onde se registou um
maior crescimento do comércio
internacional por grupo de
mercadorias.
Os fluxos do Comércio
internacional
Nem todos os países contribuem de
igual modo para o comércio
internacional.
Quando se analisa o comércio a nível
mundial, verifica-se a escassa
participação de grande parte da África e
da América Latina. Contrariamente, a
Europa Ocidental, o Japão e os E.U.A
caracterizam-se por uma intensa
atividade comercial.
 
Os intercâmbios comerciais são
facilitados pela existência de
organizações que proporcionam o
alargamento dos mercados e facilitam o
escoamento dos produtos.
BLOCOS COMERCIAIS
Os blocos económicos regionais formaram-se na segunda
metade do século XX com o objectivo de incentivar a
coordenação económica. A sua formação originou o
aparecimento de associações regionais, que procuram dinamizar
os mercados através de acordos comerciais preferenciais. Por
outro lado, abrem as fronteiras aos produtos dos países do
respectivo bloco e, por outro, protegem os países da
concorrência provenientes dos outros blocos comerciais –
protecionismo comercial.
Assim, os países mais desenvolvidos controlam a quase
totalidade do comércio mundial.
A União Europeia representa uma parte muito importante do
comércio mundial e apresenta-se, no seu conjunto, como a
primeira potencia comercial do mundo.
Países em desenvolvimento:
uma economia dependente
As exportações dos países em desenvolvimento consistem, sobretudo, em
produtos alimentares, recursos energéticos e matérias-primas. Estes produtos
são bens de baixo valor comercial. A transformação desses produtos necessita
de recursos tecnológicos e de capital que os países em desenvolvimento não
possuem. São os países desenvolvidos que possuem tais recursos.
Os países desenvolvidos transformam matérias-primas que vendem a
elevado preço, obtendo assim vantagem económica para a sua balança
comercial.

Os produtos industriais de elevado valor comercial, produzidos nos países


desenvolvidos, são trocados pelos produtos agrícolas ou matérias-primas de
baixo preço no comércio internacional, obtidos nos países em
desenvolvimento. Nesta relação desigual, muitas vezes são os países
desenvolvidos que estabelecem os preços dos produtos que compram e o preço
dos produtos que vendem.