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ENGRENAGES CÔNICAS

NOMENCLATURA
E
ANÁLISE
CINÉTICA
ENGRENAGENS CÔNICAS
ENGRENAGENS CÔNICAS
ENGRENAGENS CÔNICAS
ENGRENAGENS CÔNICAS HIPÓIDE
DIFERENCIAL
ENGRENAGENS CÔNICAS DE
DENTES RETOS
• Embora estas engrenagens sejam
geralmente fabricadas para um ângulo
entre eixos de 90º, elas podem ser
produzidas para quase qualquer ângulo.
• Os dentes podem ser fundidos, fresados
ou gerados. Apenas os dentes gerados
podem ser classificados como precisos.
ENGRENAGENS CÔNICAS DE
DENTES RETOS
• A terminologia relativa a engrenagens
cônicas é ilustrada na Figura 13.20. O
diâmetro primitivo é medido na
extremidade maior do dente, e ambos, o
passo circular e o passo diametral são
calculados da mesma maneira que para
engrenagens cilíndricas de dentes retos.
TERMINOLOGIA DE ENGRENAGENS CÔNICAS
DE DENTES RETOS
ÂNGULOS PRIMITIVOS
• Os ângulos primitivos são definidos pelos
cones primitivos que se encontram no
ápice. Eles são relacionados ao número
de dentes, como segue:
NÚMERO VIRTUAL DE DENTES
• A figura mostra que a forma dos dentes,
quando projetada no cone traseiro, é a
mesma que em uma engrenagem
cilíndrica de dentes retos com um raio
igual à distância de cone traseiro rb.
• Essa é conhecida como a aproximação de
Tredgold.
APROXIMAÇÃO DE TREDGOLD
NÚMERO VIRTUAL DE DENTES
• O número de dentes nessa engrenagem
imaginária é:

• Em que N’ é o número virtual de dentes e


p é o passo circular medido na
extremidade maior dos dentes.
Engrenagens Cônicas de dentes retos
de 20º - Proporções
ANÁLISE CINÉTICA
ANÁLISE CINÉTICA
• Pela figura tem-se:

• Wt = W cos ø → W = Wt / cos ø
• Wr = W sin ø cos γ
• Wa = W sin ø sin γ

• Substituindo a expressão de W nas equações de


Wr e de Wa (acima) chega-se a:
ANÁLISE CINÉTICA

• Onde:
DETERMINAÇÃO DE rav
DETERMINAÇÃO DE rav
• Pela figura tem-se:
x = (F/2)sen γ para o pinhão
x = (F/2) sen Г para a coroa
e
y = F cos γ para o pinhão
y = F cos Г para a coroa
DETERMINAÇÃO DE rav
• Portanto, para o pinhão tem-se:
• rav = rP – x
rav = rP – (F.sen γ)/2
e analogamente para engrenagem tem-se:
rav = rG – x
rav = rG – (F.sen Г)/2
EXERCÍCIO 13-33
• A figura mostra um pinhão cônico de
dentes retos de 16 dentes e 20°,
acionando uma coroa de 32 dentes bem
como a localização das linhas de centro
dos mancais. O eixo a, do pinhão, recebe
2,5 HP a 240 rpm. Determine as reações
nos mancais em A e B, supondo que A
suporte cargas, axial e radial.
EXERCÍCIO 13-33
.
EXEMPLO 13.7
• O pinhão cônico mostrado na figura gira a 600
rpm, na direção indicada, e transmite 5 hp à
coroa. As distâncias de montagem, a
localização de todos os mancais e os raios
primitivos médios do pinhão e da coroa são
exibidos na figura. Por simplicidade, os dentes
foram substituídos pelos cones primitivos. Os
mancais A e C devem escorar os esforços
axiais. Encontre as forças nos mancais que
apóiam o eixo da coroa.
EXEMPLO 13.7
ENGRENAGENS
HELICOIDAIS
NOMENCLATURA E ANÁLISE
CINÉTICA
EVOLVENTE HELICOIDAL
EVOLVENTE HELICOIDAL
NOMENCLATURA
NOMENCLATURA
• Onde:
• pn = passo circular normal.
• pt = passo circular transversal.
• px = passo axial.
• Pn = passo diametral normal.
• Pt = passo diametral transversal.
• øt = ângulo de pressão transversal.
• øn = ângulo de pressão normal.
• ψ = ângulo de hélice.
RELAÇÕES
RELAÇÕES
• Passo circular normal (∆ BCD)

• Passo axial (∆ ABC)

• Passo Diametral Normal:


RELAÇÕES
• Outras relações importantes:
• pn= π /Pn ou pn = mnπ
• pt = π/Pt ou pt = mtπ onde Pt = N/d
ou mt = d/N
mn = mt cosψ
px = pn /sen ψ
Proporções de dimensões de dentes
padronizados para Engr. Helicoidais
CILINDRO CORTADO POR UM
PLANO OBLÍQUO
CILINDRO CORTADO POR UM
PLANO OBLÍQUO
NÚMERO VIRTUAL DE
DENTES
• A figura ilustra um cilindro cortado por um
plano oblíquo AA em um ângulo ψ relativo a
uma secção reta. Esse plano corta um arco que
tem um raio de curvatura Re. Para a condição
ψ = 0°, o raio de curvatura é Re = R.
Se o ângulo ψ for pouco a pouco aumentado
de zero a 90°, Re inicia em um valor Re = R e
aumenta até quando ψ = 90°, Re = ∞.
Onde Re = R/cos² ψ.
NÚMERO VIRTUAL DE
DENTES

• O raio Re é o raio primitivo aparente de um


dente de engrenagem helicoidal quando
visto na direção dos elementos de dentes.
Uma engrenagem do mesmo passo e com
raio Re terá um número maior de dentes,
devido ao aumento do raio.
NÚMERO VIRTUAL DE
DENTES
• Na terminologia das engrenagens helicoidais,
isso é conhecido como número virtual de
dentes. Pode ser mostrado pela geometria
analítica que o número virtual de dentes está
relacionado com o número real de dentes pela
equação:
NÚMERO VIRTUAL DE
DENTES

• A fresa de disco que poderá cortar a


engrenagem helicoidal de N dentes inclinados
de ψ, será a mesma fresa de disco que poderá
cortar a engrenagem cilíndrica de dentes retos
com Ne dentes.
NÚMERO VIRTUAL DE
DENTES

• Exemplo: Para se cortar uma engrenagem


helicoidal de 30 dentes com ψ = 20º e módulo
normal mn deverá ser utilizada uma fresa de
módulo m apta a cortar uma engrenagem
cilíndrica de dentes retos com Ne = 30/cos320
= 36 dentes.
INTERFERÊNCIA

• Da mesma forma que no caso das


engrenagens de dentes retos, dentes
de engrenagens helicoidais podem
apresentar interferência.
INTERFERÊNCIA
• O menor número de dentes NP de um pinhão helicoidal que irá
engrenar, se interferência, com uma coroa com o mesmo número
de dentes é:
INTERFERÊNCIA
• Para uma determinada razão de engrenamento
mG = NG/NP = m, o menor número de dentes no
pinhão é:
INTERFERÊNCIA
ANÁLISE CINÉTICA
ANÁLISE CINÉTICA
ANÁLISE CINÉTICA
• A força W pode ser decomposta nas seguintes
componentes:
ANÁLISE CINÉTICA
• Ou em função de Wt, tem-se:

• Onde:
ANÁLISE CINÉTICA
EXEMPLO 13.8
• Na figura, um motor elétrico de 1 HP gira a 1800
rpm em sentido horário, como visto a partir do
sentido positivo do eixo x. Fixado ao eixo do
motor por meio de chaveta, há um pinhão
helicoidal de 18 dentes com ângulo de pressão
normal de 20°, ângulo de hélice de 30° e um
passo diametral normal de 12 dentes/polegada.
A mão de hélice é mostrada na figura. Faça um
esboço tridimensional do eixo do motor e do
pinhão e mostre as forças atuantes nesse
último, bem como as reações de mancal em A e
B. O esforço axial deve ser suportado em A.
EXEMPLO 13.8
EXEMPLO 13.8
ENGRENAGENS SEM-FIM

NOMENCLATURA
E
ANÁLISE
CINÉTICA
INTRODUÇÃO

• Comparados a outros sistemas


de engrenamento, os pares de
engrenagens sem-fim
apresentam uma eficiência
mecânica muito menor.
INTRODUÇÃO
• O resfriamento do lubrificante
torna-se, algumas vezes, uma
restrição de projeto, resultando
em carcaças que aparentemente
são muito grandes em relação ao
seu conteúdo.
INTRODUÇÃO

• Para reduzir a carga de


resfriamento, utilize sem-fins de
múltiplas entradas. Além disso,
mantenha o diâmetro primitivo do
sem-fim o menor possível.
INTRODUÇÃO
• A eficiência mecânica da maioria dos
engrenamentos é muito alta, o que
permite às potências de entrada e de
saída poderem ser utilizadas quase de
forma intercambiável.
• Pares sem-fim têm uma eficiência tão
“pobre” que é comum se falar em potência
de saída.
NOMENCLATURA
NOMENCLATURA

• O parafuso (sem-fim) e a coroa do sem-


fim têm a mesma mão de hélice, como no
caso de engrenagens helicoidais
cruzadas; porém, os ângulos de hélice
costumam ser bem diferentes.
NOMENCLATURA

• O ângulo de hélice do sem-fim é


normalmente muito grande, enquanto o da
coroa é muito pequeno.
• Por causa disso, é comum denominar o
ângulo de avanço, λ no sem fim e o
ângulo de hélice ψG na coroa, os quais são
complementares.
NOMENCLATURA

• Ao especificar o passo de pares sem-fim,


é habitual declarar o passo axial px do
parafuso e o passo circular transversal pt,
da coroa.
• Esses passos são idênticos se o ângulo
entre os eixos for de 90º.
NOMENCLATURA
• O diâmetro da coroa (engrenagem) não se
relaciona com o diâmetro do sem-fim e é
dado por:
NOMENCLATURA
• Como o diâmetro da coroa não esta
relacionado com o diâmetro do sem-fim
este pode ter qualquer diâmetro primitivo;
esse diâmetro deve, contudo, ser o
mesmo que o de passo da fresa caracol
utilizada para cortar os dentes do par
sem-fim.
NOMENCLATURA
• Geralmente, o diâmetro de do sem-fim
deve ser selecionado de modo a cair no
intervalo dado por:

• Em que C representa a distância entre


centros.
NOMENCLATURA
• O avanço é dado por:

• Ou em função do ângulo de avanço:

• Relação entre as velocidades:


nG / nW = NW / NG
FORÇAS NO PAR SEM-FIM
COROA
FORÇAS NO SEM-FIM
ANÁLISE CINÉTICA
• Desconsiderando-se inicialmente a força de atrito tem-
se:
ANÁLISE CINÉTICA
• Da figura tem-se que:
ANÁLISE CINÉTICA
• Adotando-se o subscrito W e G para indicar
respectivamente as forças atuando no sem-fim
(parafuso) e na Coroa (engrenagem).
Tem-se (eq. 13-42 – Shigley):
ANÁLISE CINÉTICA
ANÁLISE CINÉTICA
• Inserindo agora a força de atrito dada por:

• Tem-se (eq. 13-43 – Shigley):


ANÁLISE CINÉTICA
ANÁLISE CINÉTICA
• Inserindo – WGt na Eq. (13.42) e WZ na Eq. (13.43) e
multiplicando ambos os lados por f, tem-se:
ANÁLISE CINÉTICA
• Uma relação útil pode ser obtida entre as forças WWt e
WGt, utilizando-se as equações (13.42) e
(13.43),eliminando-se W. O resultado é:
ANÁLISE CINÉTICA
• A eficiência pode ser definida pela equação:

• Ou:
ANÁLISE CINÉTICA
• Vetorialmente, tem-se que:
• VW = VG + VS
ANÁLISE CINÉTICA
• Muitos experimentos demonstram que o coeficiente
de atrito é dependente da velocidade de deslizamento
que é dada por:
ANÁLISE CINÉTICA
• Para f = 0,05 tem-se:
COEFICIENTE DE ATRITO
COEFICIENTE DE ATRITO
• A curva B deve ser utilizada para materiais de
alta qualidade, como um parafuso de aço
endurecido engranzando com uma coroa
fabricada da bronze-fósforo.
• A curva A deve ser utilizada quando um nível de
atrito maior for esperada, como no caso de
engranzamento de um parafuso de ferro fundido
com uma coroa de ferro fundido.
EXERCÍCIO 13.41
Um pinhão destro sem-fim, de um dente, fabricado de
aço endurecido (dureza não especificada), tem uma
capacidade de potência de catálogo igual a 2000 W a
600 rpm, quando engranzado a uma coroa de 48
dentes fabricada de ferro fundido. O passo axial do
pinhão vale 25 mm, o ângulo de pressão normal tem
14 ½°, o diâmetro primitivo do pinhão é de 100 mm, e
as larguras de face do pinhão e de coroa são,
respectivamente, 100 mm e 50 mm. A figura mostra
os mancais A e B do eixo do pinhão localizados de
forma simétrica com relação ao pinhão, e distanciados
por 200 mm. Determine qual deve ser o mancal axial,
e encontre as magnitudes e as direções das forças
exercidas por ambos os mancais.
EXERCÍCIO 13.41
EXERCÍCIO 13.41
EXEMPLO 13.10
• Um pinhão destro sem-fim de 2 dentes transmite
1 hp, a 1200 rpm, a uma coroa com 30 dentes.
A coroa tem um passo diametral transversal de
6 dentes/in e uma largura de face de 1 in. O
pinhão, por sua vez, apresenta um diâmetro
primitivo de 2 in e uma largura de face de 2 ½
in. O ângulo de pressão normal vale 14 ½º. Os
mancais e a qualidade do trabalho são tais que
a curva B da Figura 13-42 deve ser utilizada na
obtenção do coeficiente de atrito.
EXEMPLO 13.10
EXEMPLO 13.10
COEFICIENTE DE ATRITO
EXERCICIO 13.14
EXERCICIO 13.17