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NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO CONSTITUCIONAL

NOTA DOS AUTORES

Por que resolvemos criar uma apostila e distribuir de graça?

Quando começamos a estudar para concursos públicos nós não sabíamos como estudar, qual
o material nos levaria até a aprovação de forma mais rápida. Fomos por muitas vezes enganados
com apostilas compradas em bancas de revistas e outras.

Foi então que resolvemos criar nossa própria apostila, para auxiliar o nosso estudo para os
concursos que fomos fazendo. Já tivemos algumas aprovações, então queremos difundir a nossa
“técnica” de estudar para aqueles que estão começando tenha a oportunidade de adiantar os
estudos e obter a tão sonhada aprovação.

Esta apostila vem para auxiliar nos seus estudos, sentimos em falar, mas só com ela não é
suficiente. Bem sabemos que para se preparar para concursos precisamos treinar bastante, sendo
assim, você concurseiro (a) deverá procurar resolver o número maior de questões da banca
FUNCAB.

Nossa sugestão:

1) Leia está apostila de 3 a 5 vezes;


2) Resolva em torno de 20 a 40 provas da FUNCAB.

Observação: De importância para as matérias básicas - português, informática, história e


geografia de Rondônia. Tendo em vista que elas farão a diferença na sua aprovação. Embora, nós,
a princípio não vamos fazer apostilas dessas matérias.

Vocês seguindo a nossa sugestão é certa aprovação. Não tem jeito é INEVITÁVEL!
Acredite em você, mesmo que tudo pareça que não vai dar certo. Caso não tenha
concentração em casa, procure imediatamente uma biblioteca, pois, “biblioteca é o jardim
dos sonhos” de um estudante.

Lembrando que como diz o professor Wilber: “O suor que hoje jás do seu rosto,
servirá de refrigero para sua alma amanhã”, pois, por mais longe que possa parecer estar
uma data um dia ela chegará e não importará se estará preparado ou não, ela chegará.
Então que você e nós possamos estarmos preparados para o dia de nossa vitória que já foi
decretada.

Visite sempre a nossas páginas, lá tem muita motivação para não deixar você olhar
para baixo, mas, sim para o ALVO.

Seu sucesso é o nosso sucesso.

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NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO

1. Estado, governo e administração pública:


conceitos, elementos, poderes e organização;
natureza, fins e princípios;
2. Direito Administrativo: conceito, fontes e
princípios;
3. Organização administrativa da União;
administração direta e indireta;
4. Agentes públicos: espécies e classificação;
poderes, deveres e prerrogativas; cargo,
emprego e função públicos;
5. regime jurídico único: provimento, vacância,
remoção, redistribuição e substituição; direitos
e vantagens; regime disciplinar;
responsabilidade civil, criminal e
administrativa;
6. Poderes administrativos: poder hierárquico;
poder disciplinar; poder regulamentar; poder
de polícia; uso e abuso do poder;
7. Ato administrativo: validade, eficácia;
atributos; extinção, desfazimento e sanatória;
classificação, espécies e exteriorização;
vinculação e discricionariedade;
8. Serviços Públicos; conceito, classificação,
regulamentação e controle; forma, meios e
requisitos; delegação, concessão, permissão,
autorização;
9. Controle e responsabilização da administração:
controle administrativo; controle judicial;
controle legislativo;
10. Responsabilidade civil do Estado.

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1. Estado, governo e Administração a) Parlamentarismo: colaboração entre os Poderes Legislativo e
1.1 Estado Executivo; neste o Poder Executivo é dividido em duas frentes:
chefe de Estado – o Presidente da República ou monarca, e
É uma Pessoa Jurídica de Direito Público soberano,
chefe de Governo – o Primeiro Ministro ou Conselho de
formado por três elementos indissociáveis e indispensáveis:
Ministros. Ex:. Inglaterra.
Povo; Território e Governo Soberano.
b) Presidencialismo: predominância do princípio da divisão dos
A partir da organização política do território, surgem
Poderes, maior independência entre os mesmos. Neste sistema,
duas noções de Estado:
o Presidente da República acumula as funções de chefe de

a) Unitário: existência de um poder político; marcado Governo e de Estado. Ex:. Brasil.

pela centralização política (no Uruguai, por exemplo, existe


Já quanto à maneira de instituição do poder e com
somente um poder político central).
relação entre governantes e governados o Estado pode escolher
b) Federado: existência de poderes políticos distintos;
sua forma de governo:
marcado pela descentralização política (no Brasil, por exemplo,
existe a coexistência de esferas políticas autônomas e distintas a) República: caracterizado pela eletividade e pela

– União; Estados; Distrito Federal; Municípios). temporalidade dos mandatos. Ex:. Brasil.

Integram a organização política do Estado os b) Monarquia: caracterizada pela hereditariedade e

denominados Poderes (LEJ) que exercem funções – vitaliciedade. Ex:. Inglaterra.

Típica/Primária/Principal; Atípica/Secundária.
1.3 Administração Pública

No clássico modelo de tripartição dos poderes,


Em sentido amplo, Administração Pública envolve os
concebido por Charles Montesquieu em 1748, são três os
órgãos de governo (que exercem função política) e os órgãos e
Poderes do Estado: Legislativo, Executivo, Judiciário - LEJ
pessoas jurídicas (que exercem função meramente
(artigo 2º da Constituição Federal).
administrativa).

Estes poderes exercem funções públicas; como


Em sentido estrito, por conseguinte, Administração
exemplo, o Legislativo exerce de forma típica a função de
Pública só envolve os órgãos que exercem função meramente
legislar (criar leis) e de forma atípica pode julgar o Presidente da
administrativa e de execução dos programas de governo.
República (função jurisdicional); o Executivo exerce de forma
típica a função administrativa, porém, em alguns casos, pode de Por outro lado, Administração Pública em sentido
forma atípica editar medidas provisórias (função legislativa); e formal, subjetivo ou orgânico é o conjunto de órgãos, pessoas
por fim, o Judiciário exerce de forma típica a função jurídicas e agentes constituídos para a consecução dos fins do
jurisdicional (julgar), entretanto, pode de forma atípica elaborar Governo, não importando a atividade que exerçam (em regra,
regimentos internos (função legislativa). desempenham função administrativa) envolvendo a
Administração Direta e Indireta. O Brasil adota o critério formal
1.2 Governo
de Administração Pública.

Esta expressão é usualmente empregada como sendo


Pode também a Administração Pública apresentar-se
um conjunto de órgãos constitucionais responsáveis pela
em sentido material, objetivo ou funcional que nada mais é do
função política do Estado.
que o conjunto de atividades administrativas executadas pelo

Os Estados podem optar quanto à relação entre o Estado por meio de seus órgãos e agentes.

Poder Legislativo e Executivo pelo chamado regime de governo:

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NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
2. Direito Administrativo Todavia, assim como todos os princípios jurídicos,
este princípio não é dotado de caráter absoluto. Ex:.
2.1 Conceito
Cláusulas Pétreas, artigo 60, § 4° da CF.
Ramo do Direito Público que rege a organização e o
2.3.2 Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público
exercício das atividades do Estado voltadas para a satisfação
do interesse público. Os bens e interesses públicos são indisponíveis,
visto que, não pertencem à Administração Pública, nem tão
2.2 Fontes
pouco aos administradores e agentes públicos. Razão esta
Os textos administrativos, no Brasil, não estão que o interesse público não pode ser objeto de disposição,
codificados em um só corpo de lei, ao contrário, estão sendo a Administração Pública mera gestora dos bens e
espalhados na Constituição, em diversas leis ordinárias e interesses públicos.
complementares. Por conseguinte, quatro são as principais
2.3.3 Princípio da Legalidade
fontes norteadoras do direito administrativo:

Presente nos mais diversos ramos do direito; é


a) Lei: principal fonte do ramo administrativo; fonte
postulado basilar, o qual expressa à ideia de que a
primária; a gênese do direito administrativo; Ex:.
Administração Pública só pode atuar quando exista lei que o
Constituição Federal;
determine, diferentemente do que ocorre para os
b) Jurisprudência: representada pelas reiteradas particulares que podem praticar quaisquer atos que a lei não
decisões judiciais em um mesmo sentido; fonte secundária; proíba.

c) Doutrina: conjunto de ideias, teses do direito 2.3.4 Princípio da Moralidade


positivo emanadas dos estudiosos do direito; fonte
Exigência de atuação ética dos agentes da
secundária;
Administração Pública. Diferente da moral comum (distinção
d) Costumes: conjunto de práticas habituais entre o bem e o mal), a moralidade administrativa é jurídica
observadas de forma uniforme por determinado grupo que (probidade e boa fé), podendo ainda ser passível de
as considera obrigatórias; só é relevante para o direito invalidação e podendo acarretar penalidades dispostas no
administrativo quando influenciam na criação de Código de ética do servidor público ou na Lei 8.429/92
jurisprudências; menos que fonte secundária, sendo quando acarretar atos de improbidade administrativa.
meramente fonte indireta.
2.3.5 Princípio da Impessoalidade
2.3 Princípios
Impõe tratamento isonômico aos administrados,
Proposições básicas, diretrizes primordiais que bem como atuação neutra dos agentes públicos (concurso
condicionam as estruturações subsequentes. Encontram-se público/licitação).
explícita ou implicitamente no texto da Carta Magna e não
Ainda nesta vertente, a Administração pública deve
existe hierarquia entre tais princípios.
visar ao interesse da coletividade, sendo vedado assim, que
2.3.1 Princípio da Supremacia do Interesse Público ocorra a promoção pessoal de agente público por meio das
realizações da Administração Pública (serviços/obras).
Princípio implícito, no qual se presume que toda
atuação do Estado seja pautada no interesse da coletividade,
e uma vez que, havendo confronto entre interesse individual
e o coletivo (público), este deve prevalecer.

ATUALIZA JURIS 5/64


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2.3.6 Princípio da Publicidade oportunidade, ou anular um ato administrativo em virtude
de certa ilegalidade. Observar súmulas 346 e 473 do STF.
Exigência de publicação em órgão oficial, pois,
enquanto não publicado o ato administrativo não está apto 2.3.10 Princípio da Continuidade dos Serviços Públicos
para produzir efeitos.
Os serviços públicos por serem de vital importância
Outro aspecto que se pode abordar é também a para o Estado não podem ser interrompidos, sendo sua
exigência de transparência na atuação administrativa, observância de cunho obrigatório não somente para toda
gerando assim amplo controle da Administração Pública Administração Pública como também para os particulares
pelos administrados. que estejam incumbidos de prestarem serviços públicos sob
o regime de delegação.
2.3.7 Princípio da Eficiência

Foi incluído no texto constitucional através da


Emenda Constitucional 19/98 que impõe à Administração
Pública uma atuação com presteza e perfeição, sendo
aplicável a toda atividade administrativa de todos os
Poderes e de todas as esferas da Federação.

Desta forma, o administrador deve procurar a


solução que melhor atenda ao interesse público, deve
analisar os custos e benefícios e maximizar o
aproveitamento dos recursos públicos.

2.3.8 Princípio da Razoabilidade e Proporcionalidade

A Administração Pública deve atuar de forma


razoável, ou seja, os limites que alcançam sua conduta
devem se apresentar dentro dos padrões e limites normais
de aceitabilidade no seio da sociedade.

Por outro lado, o princípio da proporcionalidade,


segundo concepção majoritária, representa uma das
vertentes da própria razoabilidade, respeitando o binômio
adequação e necessidade, exigindo assim, proporcionalidade
entre os meios utilizados e os fins objetivados.

2.3.9 Princípio da Autotutela

A Administração Pública tem o poder-dever de


controlar seus próprios atos, não havendo necessidade de
provocação, podendo assim agir de ofício.

Pode a Administração revogar um ato


administrativo legal em razão da conveniência e

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NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
3 Organização da Administração Pública: políticas do Estado, que concomitantemente é titular e
administração Direta e Indireta executora do serviço público, que editam as leis, que tem
sua competência de agir caracterizado pela centralização, no
Integram a Federação brasileira os entes federados
qual o Estado age diretamente sem intervenção de terceiros,
(entidades políticas) que possuem competência para editar
sendo composta pela União, Estados o Distrito Federal e
leis, sendo no Brasil: União/Estado/Distrito
Municípios.
Federal/Municípios – Administração Direta; Bem como
também integram a Federação as entidades administrativas: 3.3 Administração Indireta
Autarquias/Fundações Públicas/Empresas
Conjunto de pessoas jurídicas que vinculadas à
Públicas/Sociedades de Economia Mista – Administração
Administração Direta executam as atividades
Indireta, que não legislam, tão somente executam as leis
administrativas, que têm sua competência caracterizada
editadas pelas pessoas políticas.
pela descentralização, no qual o Estado delega a terceiros a
3.1 Noções de centralização, descentralização e execução de serviços, sendo resguardada a titularidade que
desconcentração continua pertencendo ao Estado.

A centralização ocorre quando o Estado executa Integram a Administração Indireta a Autarquia,


suas tarefas diretamente por meio de seus órgãos e agentes Fundações Públicas, Empresas Públicas e Sociedades de
integrantes da Administração Direta. Economia Mista. A seguir breves comentários sobre cada
espécie de entidades.
A descentralização, por outro lado, ocorre quando
o Estado desempenha algumas de suas tarefas através de 3.3.1 Autarquia
outras pessoas, ou seja, indiretamente, delegando certas
Pessoa jurídica de direito público interno, criada por
atribuições a terceiros, o que pressupõe a existência de duas
lei específica, e extinta, pelo princípio do paralelismo,
pessoas distintas: o Estado e a entidade que executará o
também por lei específica.
serviço.

A responsabilidade civil é objetiva (necessidade


A descentralização pode se apresentar de duas
econômica de repara dano independe de falta de serviço ou
formas, sendo por outorga/serviço – em virtude de lei que
culpa do agente, bastando tão somente à existência do
atribui ou autoriza que outra pessoa execute e detenha a
dano), artigo 37, § 6° da CF.
titularidade do serviço, ou por delegação/colaboração –
quando um contrato ou ato unilateral atribui a outra pessoa Com relação aos terceiros as Autarquias expedem
à execução do serviço, porém, não sua titularidade que verdadeiros atos administrativos, passíveis desta forma de
continua sendo do Estado. serem impugnados por Mandado de Segurança.

A figura da desconcentração ocorre de maneira A licitação é obrigatória para compras, alienações,


exclusiva dentro da mesma pessoa jurídica, ou seja, trata-se concessões, permissões e locações.
meramente de uma técnica administrativa de distribuição
A contratação de pessoal depende de concurso
interna dentro de uma só pessoa jurídica com intuito de
público, e seus servidores são regidos pelo regime jurídico
tornar mais ágil e eficiente a prestação dos serviços.
único.
3.2 Administração Direta
O patrimônio das Autarquias é considerado bem
Como conceituado anteriormente, Administração público, logo, inalienáveis, imprescritíveis e impenhoráveis.
Direta é o conjunto de órgãos que compõe as pessoas
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As autarquias possuem imunidade tributária e Seus agentes devem ser selecionados pela
privilégios processuais na Fazenda Pública, e quando realização de concurso público e abarcados pelo regime
federais terão seus litígios processados e julgados na Justiça jurídico único.
Federal (artigo 109, I da CF).
As fundações Públicas por serem instituídas e
Alguns exemplos de Autarquias: Instituto Nacional mantidas pelo Poder Público, conforme artigo 150, § 2° da
de Seguro Social – INSS; Instituto Nacional de Colonização e CF, são alcançadas pelo princípio da imunidade tributária e
Reforma Agrária – INCRA. doravante pelas prerrogativas que a ordem jurídica atribui
às Autarquias.
3.3.2 Fundações Públicas
Quando de natureza federal, as Fundações Públicas
Não se podem confundir primeiramente Fundações
terão seus litígios processados e julgados na Justiça Federal
Públicas pertencentes à Administração Indireta, com as
(artigo 109, I da CF).
fundações privadas, uma vez que, estas são criadas por ato
de vontade de um particular, a partir de um patrimônio 3.3.3 Empresas Públicas
privado e visando um fim que não o público.
Pessoa jurídica de direito privado, integrante da
As Fundações Públicas de direito privado (fundação Administração Indireta, tendo sua criação autorizada por lei
governamental), a lei apenas autoriza sua criação, sujeitam- específica, sob qualquer forma jurídica, com capital
se a um regime jurídico híbrido, ou seja, em parte reguladas exclusivamente público e podendo explorar atividades
por normas de direito privado e em outras por normas de econômicas ou prestar serviços públicos.
direito público. Não possuem privilégios processuais, e tão
Quando exploradoras de atividades econômicas as
pouco, imunidades tributárias. Devem obedecer a Lei
Empresas Públicas não fazem jus à imunidade tributária
8.666/93 quanto às licitações e seus empregados regidos
recíproca; sua atividade se sujeita predominantemente ao
pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).
regime de direito privado; não se sujeitam ao artigo 37, § 6°
Em outro prisma, as Fundações Públicas de direito da CF, ou seja, não se sujeitam à responsabilidade civil
público, são uma espécie de autarquia sendo autorizadas objetiva; seus bens não se enquadram como públicos.
por lei, com finalidade específica não lucrativa e de cunho
Em sentido oposto, quando as Empresas Públicas
social; assistência médica e hospitalar; educação e ensino;
prestarem serviços públicos suas atividades se sujeitam ao
pesquisa e; atividades culturais.
regime de direito público.
É obrigatória a licitação em todas as situações,
Diferentemente das Empresas Públicas que
respeitando-se os parâmetros da Lei 8.666/93.
exploram atividades econômicas, estas por prestarem
A responsabilidade civil, assim como no caso das serviços públicos podem gozar de privilégios fiscais
Autarquias é objetiva, como disposto no artigo 37, § 6° da exclusivos e fazem jus à imunidade tributária recíproca.
CF.
A contratação de pessoal deve ser precedida de
Seus bens por estarem afetados pelo serviço concurso público, artigo 37, II da CF, todavia, serão regidos
público não podem ser penhorados, respeitando assim, a pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).
continuidade da prestação do serviço público.
Os seus bens são considerados públicos, portanto,
sujeitos ao regime de direito público.

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NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
O respeito às regras de licitação e contratos (Lei serviços públicos podem gozar de privilégios fiscais
8.666/93) deve ser integral, uma vez que, prestam serviços exclusivos e fazem jus à imunidade tributária recíproca.
públicos.
A contratação de pessoal deve ser precedida de
Não estão sujeitas a falência como bem prevê o concurso público, artigo 37, II da CF, todavia, serão regidos
artigo 2°, I da Lei 11.101/2005. pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

Sujeitas ao artigo 37, §6° da CF, isto é, a elas se Os seus bens são considerados públicos, portanto,
aplicam as regras da responsabilidade civil objetiva. sujeitos ao regime de direito público.

Quando federais terão seus pleitos processados e O respeito às regras de licitação e contratos (Lei
julgados na Justiça Federal, ou seja, gozam de foro 8.666/93) deve ser integral, uma vez que, prestam serviços
privilegiado, artigo 109, I da CF. públicos.

Exemplo de Empresa Pública exploradora de serviço Não estão sujeitas a falência como bem prevê o
público: Caixa Econômica Federal – CEF; prestadora de artigo 2°, I da Lei 11.101/2005.
serviço público: Banco Nacional de Desenvolvimento
Sujeitas ao artigo 37, §6° da CF, isto é, a elas se
Econômico e Social – BNDES.
aplicam as regras da responsabilidade civil objetiva.
3.3.4 Sociedades de Economia Mista
Quando federais terão seus pleitos processados e
Pessoa jurídica de direito privado, autorizada por lei julgados na Justiça Federal, ou seja, gozam de foro
específica, sua forma jurídica é a modalidade de sociedade privilegiado, artigo 109, I da CF.
anônima (unicamente), tendo seu capital social formado por
Exemplos de Sociedades de Economia Mista
capitais públicos e privado (mistos), sendo, porém, o
exploradoras de atividades econômicas: Banco do Brasil S/A
controle acionário da pessoa política instituidora ou de
– BB; Petróleo Brasileiro S/A – Petrobrás; prestadora de
entidade da respectiva Administração Indireta, podendo por
serviço público: SABESP.
fim explorar atividades econômicas ou prestar serviços
públicos. 3.3.5 Agências Reguladoras

Quando exploradoras de atividades econômicas as Surgem no início da década de 90 (neoliberalismo),


Sociedades de Economia Mista não fazem jus à imunidade possuindo alto de grau de especialização técnica, passando a
tributária recíproca; sua atividade se sujeita integrar a estrutura formal da Administração Pública com a
predominantemente ao regime de direito privado; não se função de regular um setor específico da atividade
sujeitam ao artigo 37, § 6° da CF, ou seja, não se sujeitam à econômica ou um determinado serviço público, sob a
responsabilidade civil objetiva; seus bens não se enquadram modalidade de Autarquias em regime especial, atuando com
como públicos. a maior independência possível perante o Poder Executivo e
com imparcialidade em relação às partes interessadas.
Contudo, quando em sentido contrário, ou seja,
quando prestadoras de serviços públicos, as Sociedades de Seus agentes devem ser selecionados pela
Economia Mista quanto se sujeitam ao regime de direito realização de concurso público e abarcados pelo regime
público. jurídico único.

Diferentemente das Sociedades de Economia Mista É obrigatória a licitação em todas as situações,


que exploram atividades econômicas, estas por prestarem respeitando-se os parâmetros da Lei 8.666/93.

ATUALIZA JURIS 9/64


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Vale ressaltar que diferente das demais Autarquias, e não pertencem à Administração Pública em sentido
no que tange às Agências Reguladoras, seus dirigentes formal.
possuem investidura especial (artigo 5° da Lei 9.986/00);
3.3.7.1 Serviços Sociais Autônomos
mandato fixo e certa estabilidade (artigo 6°e 9° da Lei
9.986/00) e ainda um período conhecido como quarentena O chamado Sistema “S”; são pessoas jurídicas de
– que nada mais é do que um lapso temporal que varia entre direito privado, sem fins lucrativos, na maioria das vezes
4 até 12 meses em que o dirigente fica impedido para o criada por entidades privadas representativas de categorias
exercício de atividades no setor regulado pela respectiva econômicas e mesmo não integrando a Administração
agência. pública e nem sendo instituídas pelo Poder Público – sua
criação depende de lei.
Exemplo de algumas agências reguladoras do Brasil:
Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL; Agência Seu objeto primordial gira em torno de uma
Nacional de Energia Elétrica – ANEEL; Agência Nacional de atividade social, usualmente, aprendizado profissionalizante,
Vigilância Sanitária – ANVISA; Agência Nacional de Aviação tendo seus recursos controlados pelo TCU, tendo em vista
Civil – ANAC. que, recebem e utilizam recursos públicos.

3.3.6 Agências Executivas Não se submetem à Lei 8.666/93 (Licitações),


entretanto, não são livres para contratar, devendo assim,
Trata-se tão somente de uma qualificação atribuída
elaborar e publicar regulamentos próprios quanto à escolha
às Autarquias e às Fundações Públicas pelo Poder Público
do contrato, dentre outros, o chamado Contrato de Gestão.
que celebrem contrato de gestão com este (artigo 37, § 8°
da CF) e cumpre os demais requisitos expressos na Lei Alguns exemplos de Serviços Sociais Autônomos:
9.649/98. Serviço Social da Indústria – SESI; Serviço Social do Comércio
– SESC; Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial –
Qualificada como Agência Executiva, a Autarquia ou
SENAI.
Fundação Pública poderá nos termos do artigo 51 da Lei
supra: a) ter um plano estratégico de reestruturação e de 3.3.7.2 Organizações Sociais
desenvolvimento institucional em andamento; b) ter
Pessoas jurídicas de direito privado, sem finalidade
celebrado contrato de gestão com o respectivo Ministério
lucrativa, criadas por particulares, desempenhado atividades
Supervisor.
de interesse público não exclusivo do Estado, geralmente
Beneficia-se também no que se refere à ampliação dirigidas ao ensino, pesquisa científica, desenvolvimento
dos limites de isenção ao dever de licitar (artigo 24, § único tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente,
da Lei 8.666/93). cultura e saúde, Lei 9.637/98.

Exemplo de Agência Executiva: Instituto Nacional de Licitação dispensada, exceto quando a Organização
Metrologia, Normatização e Qualificação Industrial – Social for a contratante e se utilizar de recursos da União,
INMETRO. neste caso as regras da Licitação deveram ser respeitadas, e
no caso de aquisição de bens ou serviços comuns – a
3.3.7 Paraestatais ou Entes de Cooperação
modalidade Pregão se fará obrigatória.
São pessoas jurídicas de direito privado que
O Contrato de Gestão (formação da parceria entre
colaboram com o Estado, desempenhando atividades de
as partes envolvidas para fomento e execução de atividades
interesse público, porém, não exclusivos do Estado, sem fins
públicas – ato discricionário), realizado pelo Poder Público e
lucrativos, estes ainda recebem incentivos do Poder público
OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 10/64
NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
a entidade qualificada como Organização Social, 4 Agentes Públicos
estabelecido na Lei supra, será fiscalizado pelo órgão ou
São todos aqueles que, de forma definitiva ou
entidade supervisora da área de atuação da correspondente
meramente transitória, executam uma função pública
atividade fomentada, podendo ainda, ocorrer à
proposta pelo Estado.
desqualificação da entidade como Organização Social
quando do descumprimento das disposições contidas no 4.1 Classificação
referido Contrato de Gestão.
Vamos adotar a classificação proposta pelo mestre
3.3.7.3 Organizações da Sociedade Civil de Interesse Hely Lopes Meirelles, que separa os agentes públicos em
Público – OSCIP cinco grupos distintos:

Pessoa jurídica de direito privado, sem fins a) Agentes Políticos: integrantes dos mais altos
lucrativos, criadas por iniciativa de particulares para escalões do Poder Público, possuindo vínculo político e
desempenhar serviços sociais não exclusivos do Estado, responsáveis pela elaboração das diretrizes de atuação
tendo a fiscalização e o incentivo do Poder Público, Lei governamental com funções de direção, orientação e
9.970/99. A OSCIP tem legitimidade ativa para propor ações supervisão geral da Administração Pública. Ex:. Juízes;
perante os Juizados Especiais Cíveis – JEC, Lei 9.099/99). Deputados.

Licitação dispensada, exceto quando a Organização b) Agentes Administrativos: São aqueles que exercem
da Sociedade Civil de Interesse Público for a contratante e se uma atividade pública de natureza profissional e
utilizar de recursos da União, neste caso as regras da remunerada, sujeitos à hierarquia funcional e ao regime
Licitação deveram ser respeitadas, e no caso de aquisição de jurídico estabelecido pelo ente federado ao qual pertencem.
bens ou serviços comuns – a modalidade Pregão se fará Podem ser subdivididos em: servidores públicos – agentes
obrigatória. administrativos sujeitos a regime jurídico-administrativo
(estatutários); empregados públicos – ocupantes de
Diferentemente do que ocorre com os Serviços
empregos públicos sujeitos a regime jurídico contratual
Sociais Autônomos e Organizações Sociais, o vínculo entre o
trabalhista (celetistas); temporários – são aqueles
Poder Público e a pessoa jurídica qualificada como OSCIP
contratados por um tempo determinado visando atender
(requerimento de qualificação perante o Ministério da
necessidade de excepcional interesse público.
Justiça – ato vinculado) é estabelecido mediante Termo de
Parceria – sendo necessário estar previstos direitos e c) Agentes Honoríficos: São os cidadãos convocados
obrigações dos pactuantes, metas e objetivos, dentre para prestarem, transitoriamente, serviços específicos ao
outros. Importante ressaltar que, a pessoa jurídica que Estado sem remuneração, não possuindo também vínculo
deixar de preencher os requisitos necessários para alcançar profissional com a Administração Pública. Ex:. mesários
o Termo de Parceria pode perder a qualificação de OSCIP, eleitorais; jurados do Tribunal do Júri.
sendo o pedido instaurado pelo Ministério Público ou
d) Agentes Delegados: Particulares que recebem uma
qualquer cidadão, sendo, porém, assegurado o contraditório
incumbência específica para executar uma atividade, obra
e a ampla defesa, artigo 5°, LV da CF.
ou serviço público por sua conta e risco, em nome próprio e
sob a fiscalização permanente do poder delegante. Ex:.
concessionários; permissionários; leiloeiros.

ATUALIZA JURIS 11/64


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e) Agentes credenciados: também particulares que 5 Regime Jurídico Único – LEI COMPLEMENTAR Nº
recebem a incumbência específica para representar à 68, DE DEZEMBRO DE 1992.
Administração em determinado ato ou atividade específica,
TÍTULO I
mediante remuneração do poder credenciante. Ex:. um
CAPÍTULO ÚNICO DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
artista consagrado que fosse incumbido oficialmente de
representar o Brasil em um congresso internacional sobre
Art. 1º Esta Lei Complementar institui o Regime Jurídico dos
proteção da propriedade intelectual.
Servidores Civis do Estado de Rondônia, das Autarquias e
4.2 Cargo, emprego e função das Fundações Públicas Estaduais.

Cargo público é o conjunto de atribuições e


Art. 2º As disposições desta Lei Complementar são
responsabilidades previstas na estrutura organizacional que
aplicáveis, no que couber, aos servidores da Assembleia
devem ser cometidas a um servidor e remuneração fixadas
Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas e
em lei ou diploma a ela equivalente. Pode-se classificar o
do Ministério Público do Estado de Rondônia.
cargo ainda em: efetivo: providos por concurso público;
regime estatutário; estabilidade. Em comissão: livre
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, servidor
nomeação e exoneração; transitório; relação de confiança.
público é a pessoa legalmente investida em cargo público.
Vitalícios: maior garantia de permanência; somente podem
perder o cargo por meio de sentença transitada em julgado.
Art. 4º Cargo público é o conjunto de atribuições e

Em outro prisma, a expressão emprego público responsabilidades de natureza permanente cometida ou

nada mais é de que a relação jurídica entre os ocupantes de cometíveis a servidor público, com denominação própria,

emprego e o Estado por meio de contrato regida pela quantidade certa, prevista em lei e pagamento pelos cofres
Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). públicos, de provimento em caráter efetivo ou em comissão.

Quanto à expressão função pública, pode-se definir


Art. 5º Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros,
como conjunto de atribuições às quais não corresponde um
são criados por lei, com denominação própria e vencimento
cargo ou emprego. Na Carta Magna estão previstas duas
pago pelos cofres públicos, para provimento em caráter
espécies: artigo 37, IX (exercida por servidores contratados
efetivo ou em comissão.
temporariamente); artigo 37, V (funções de confiança, sendo
ocupadas somente por quem possui cargo efetivo).
§ 1º - Os cargos públicos de provimento efetivo serão
organizados em grupos ocupacionais.

§ 2º - V E T A D O.

Art. 6º É vedado atribuir ao servidor público outros serviços,


além dos inerentes ao cargo de que seja o titular, salvo
quando designado para o exercício de cargo em comissão,
função gratificada ou para integrar comissões ou grupos de
trabalho.

Art. 7º É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo


nos casos previstos em lei.
OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 12/64
NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
TÍTULO II VI - reintegração;
DO PROVIMENTO, DA VACÂNCIA, DA MOVIMENTAÇÃO E VII - recondução;
DA SUBSTITUIÇÃO VIII - VETADO;
CAPÍTULO I IX - VETADO.
DO PROVIMENTO
SEÇÃO I MACETE: ANOPRO 4R
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 12 A primeira investidura em cargo de provimento
Art. 8º São requisitos básicos para investidura em cargo dependerá de prévia habilitação em concurso público,
público: obedecida à ordem de classificação e prazo de validade.
I - a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos políticos; SEÇÃO II
III - a quitação com as obrigações militares e eleitorais; DO CONCURSO PÚBLICO
IV - o nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;
V - a idade mínima de dezoito anos; Art. 13 O concurso será de provas ou de provas e títulos,
VI - aptidão física e mental, comprovada em inspeção podendo ser realizado em duas etapas conforme
médica; dispuserem a lei e o regulamento do respectivo Plano de
VII - habilitação em concurso público, salvo quando se tratar Carreira.
de cargos para os quais a lei assim não o exija.
Art. 14 O concurso público tem validade de até 02 (dois)
§ 1º - Para o provimento de cargo de natureza técnica exigir- anos podendo ser prorrogado uma única vez, por igual
se-á a respectiva habilitação profissional. período.

§ 2º - Às pessoas portadores de deficiência é assegurado o § 1º - As condições de realização do concurso serão fixadas


direito de se inscrever em concurso público para provimento em edital, publicado no Diário Oficial do Estado e divulgado
de cargos, cujas atribuições sejam compatíveis com sua pelos veículos de comunicação.
deficiência e o disposto no Art. 7º, inciso XXXI, da
Constituição Federal. § 2º - Não se abrirá novo concurso enquanto houver
candidato aprovado em concurso anterior com prazo de
Art. 9º O provimento de cargo público far-se-á mediante ato validade não expirado.
da autoridade competente de cada Poder do Ministério
Público e do Tribunal de Contas. SEÇÃO III
DA NOMEAÇÃO
Art. 10 A investidura em Cargo público ocorre com a posse.
Art. 15 A nomeação é a forma originária de provimento dos
Art. 11 São formas de provimento de cargo público. cargos públicos.
I - nomeação;
II - promoção; Parágrafo único - A nomeação para o cargo de carreira ou
III - readaptação; cargo isolado de provimento efetivo depende de prévia
IV - reversão; habilitação em concurso público, obedecidos a ordem de
V - aproveitamento; classificação e o prazo de sua validade.

ATUALIZA JURIS 13/64


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Art. 16 A nomeação será feita: Parágrafo único - Só poderá ser empossado o candidato que
I - em caráter efetivo, para os cargos de carreira; for julgado apto física e mentalmente para o exercício do
II - em caráter temporário, para os cargos em comissão, de cargo.
livre provimento e exoneração;
III - em caráter temporário, para substituição de cargos em Art. 19 - São competentes para dar posse:
comissão; I - o Governador do Estado, os Presidentes da Assembleia
SEÇÃO IV Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas e
DA POSSE Procurador Geral do Ministério Público às autoridades que
lhe sejam diretamente subordinadas;
Art. 17 A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo II - os Secretários de Estado, aos dirigentes das entidades,
termo, no qual o servidor se comprometerá a cumprir cargos comissionados, funções de confiança vinculadas às
fielmente os deveres do cargo. respectivas pastas;
III - o Secretário de Estado da Administração aos demais
§ 1º - A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias contados funcionários do Poder Executivo, exceto ao servidor
da publicação do ato de nomeação, prorrogável por mais 30 pertencente ao Grupo Polícia Civil, cuja posse será dada pelo
(trinta) dias, a requerimento do interessado. Diretor Geral da Polícia Civil.

§ 2º- Em se tratando de servidor em licença ou afastamento SEÇÃO V


por qualquer outro motivo legal, o prazo será contado DO EXERCÍCIO
término do impedimento.
Art. 20 O exercício é o efetivo desempenho das atribuições
§ 3º - A posse poderá dar-se mediante procuração do cargo.
específica.
§ 1º - É de 30 (trinta) dias o prazo para o servidor entrar em
§ 4º - Não haverá posse nos casos de provimento de cargo exercício, contados da data da posse ou do ato que
por nomeação. determinar o provimento.

§ 5º- No ato da posse, o servidor apresentará declaração de § 2º - Será exonerado o servidor empossado que não entrar
bens que constituam seu patrimônio, na forma da em exercício no prazo previsto no parágrafo anterior.
Constituição do Estado, prova de quitação com a Fazenda
Pública e Certidão Negativa do Tribunal de Contas e § 3º - Cabe à autoridade competente do órgão ou entidade
declarará o exercício ou não de outro cargo, emprego ou para onde for designado o servidor, dar-lhe exercício.
função pública.
Art. 21 O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do
§ 6º - Será tornado sem efeito o ato de provimento se a exercício serão registrados no assentamento individual do
posse não ocorrer nos prazos previstos nos § 1º deste artigo servidor.
e § 1º, do art. 20.
Art. 22 A progressão não interrompe o tempo de exercício,
Art. 18 A posse em cargo público dependerá de prévia que é contado do novo posicionamento na carreira a partir
inspeção médica oficial. da data da publicação do ato que promover o servidor.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 14/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Art. 23 O servidor movimentado para outra localidade, terá SEÇÃO VI
até 30 (trinta) dias de prazo para entrar em exercício a partir DA LOTAÇÃO
da publicação do ato. Art. 27 Lotação é à força de trabalho, qualitativa e
quantitativa necessária ao desenvolvimento das atividades
Parágrafo único - Na hipótese de o servidor encontrar-se normais e específicas de cada Poder, órgão ou entidade.
afastado legalmente, o prazo a que se refere este artigo será
contado a partir do término do afastamento. Parágrafo único - A lotação de cada Poder, órgão ou
entidade será fixado em lei.
Art. 24 - No âmbito da Administração Direta do Poder SEÇÃO VII
Executivo, Autarquias e Fundações, nenhum servidor poderá DO ESTÁGIO PROBATÓRIO
ter exercício em quadro diferente daquele em que for Art. 28 O servidor nomeado para o cargo de provimento
lotado. efetivo fica sujeito a um período de estágio probatório de 02
(dois) anos, com o objetivo de avaliar seu desempenho
Art. 25 Além das hipóteses legalmente admitidas, o servidor visando a sua confirmação ou não no cargo para o qual foi
pode ser autorizado a afastar-se do exercício, com prazo nomeado.
certo de duração e sem perda de direitos, para a realização Estágio probatório dos servidores públicos é de três anos
de serviço, missão ou estudo, fora de sua sede funcional e Depois de algumas idas e vindas legislativas, a Terceira Seção
para representar o Município, o Estado ou País em do Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu: com a Emenda
competições desportivas oficiais. Constitucional (EC) n. 19/1998, o prazo do estágio
probatório dos servidores públicos é de três anos. A
§ 1º - VETADO. mudança no texto do artigo 41 da Constituição Federal
instituiu o prazo de três anos para o alcance da estabilidade,
§ 2º - O servidor beneficiado com afastamento para o que, no entender dos ministros, não pode ser dissociado
frequentar curso não poderá gozar licença para tratar de do período de estágio probatório. (fonte: Portal do
interesse particular, antes de decorrido período igual ao STJ/Publicação).
afastamento, ressalvada a hipótese de ressarcimento das § 1º - São requisitos básicos a serem apurados no estágio
despesas havidas com o referido curso. probatório.
I - assiduidade;
Art. 26 Preso preventivamente, denunciado por crime II - pontualidade;
comum, denunciado por crime funcional ou condenado por III - disciplina;
crime inafiançável, em processo no qual não haja pronuncia, IV - capacidade de iniciativa;
o servidor fica afastado do exercício de seu cargo até V - produtividade;
decisão final transitada em julgamento. VI - responsabilidade.

Parágrafo único - No caso de condenação, não sendo esta § 2º- A verificação dos requisitos mencionados neste artigo
de natureza que determine a demissão do servidor, continua será efetuada por comissão permanente, onde houver, ou
o afastamento até o cumprimento total da pena, observado por uma comissão composta no mínimo de 03 (três)
o disposto no artigo 273 deste Estatuto. membros, que será designada pelo titular do órgão onde o
servidor nomeado vier a ter exercício e far-se-á mediante
apuração semestral em Ficha Individual de
Acompanhamento de Desempenho.

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§ 3º- Nas comissões de que trata o parágrafo anterior § 1º - Se julgado incapaz para o serviço público, o
participará, obrigatoriamente, o chefe imediato do servidor, readaptado será aposentado.
quando da avaliação do estágio probatório.
§ 4º - O servidor não aprovado no estágio probatório será § 2º - A readaptação será efetivada em cargo de atribuições
exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo afins, respeitada a habilitação exigida.
anteriormente ocupado, observado o disposto no artigo 35.
§ 5º - O servidor em estágio probatório poderá ser cedido SEÇÃO X
para ocupar cargo em comissão, podendo ficar suspensa sua DA REVERSÃO
avaliação pelo tempo de cedência, a critério do órgão Art. 32 Reversão é o reingresso de servidor aposentado no
cedente. serviço público, quando insubsistentes os motivos
SEÇÃO VIII determinantes de sua aposentadoria por invalidez,
DA ESTABILIDADE verificados em inspeção médica oficial ou por solicitação
voluntária do aposentado, a critério da administração.
Art. 29 O servidor habilitado em concurso público e
empossado em cargo de provimento efetivo adquire § 1º - A reversão dar-se-á no mesmo cargo, no cargo
estabilidade no serviço público ao completar 02 (dois) anos resultante de sua transformação, ou em outro de igual
de efetivo exercício. vencimento.
Estabilidade e estágio probatório no serviço público têm § 2º - Encontrando-se provido o cargo, o servidor exercerá
prazos fixados em três anos suas atribuições como excedentes, até a ocorrência de vaga.
Mesmo que a estabilidade e o estágio probatório sejam
institutos distintos, o prazo para o estágio probatório, após a Art. 33 Não poderá reverter o aposentado que já tiver
entrada em vigor da Emenda Constitucional 19/98, passou a completado 70 (setenta) anos de idade.
ser de três anos. O entendimento é da Quinta Turma do
Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deu provimento a SEÇÃO XI
recurso especial impetrado pela União contra decisão do DA REINTEGRAÇÃO
Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). (fonte: Portal
do STJ/Publicação). Art. 34 Reintegração é a reinvestidura do servidor estável no
cargo anteriormente ocupado ou no resultante de sua
Art. 30 - O servidor estável somente é afastado do serviço transformação, quando invalidada a sua demissão por
público, com consequente perda do cargo, em virtude de decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de
sentença judicial transitada em julgado ou de resultado do todas as vantagens.
processo administrativo disciplinar, no qual lhe tenha sido
assegurada ampla defesa. § 1º- A decisão administrativa que determinar a
reintegração é sempre proferida em pedido de
SEÇÃO IX reconsideração, em recurso ou em revisão de processo.
DA READAPTAÇÃO
§ 2º - Encontrando-se provido o cargo, seu eventual
Art. 31 Readaptação é a investidura do servidor em cargo de ocupante, é reconduzido a seu cargo de origem, sem direito
atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em
que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental disponibilidade remunerada.
verificada em inspeção médica.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 16/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
§ 3º - Na hipótese do cargo ter sido extinto, o servidor ficará CAPÍTULO II
em disponibilidade observado o disposto nos artigos 37 e 38. SEÇÃO ÚNICA
DA VACÂNCIA
SEÇÃO XII
DA RECONDUÇÃO Art. 40 A vacância do cargo público decorrerá de:
I - exoneração;
Art. 35 Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo II - demissão;
por ele anteriormente ocupado. III - promoção;
IV - readaptação;
§ 1º - A recondução decorre de: V - Posse em outro cargo inacumulável;
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; VI - falecimento;
II - reintegração do anterior ocupante. VII - aposentadoria;
VIII - VETADO.
§ 2º - Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor
será aproveitado em outro, de igual remuneração. Art. 41 A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do
servidor ou de ofício.
SEÇÃO XIII
DA ASCENSÃO FUNCIONAL Parágrafo único- A exoneração de ofício dar-se-á:
I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório
Art. 36 VETADO. § 1º - VETADO. § 2º - VETADO. e não couber a recondução;
II - quando o servidor não tomar posse ou deixar de entrar
SEÇÃO XIX em exercício nos prazos legais.
DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO
Art. 42 A exoneração do cargo em comissão dar-se-á:
Art. 37 Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, seu I - a juízo da autoridade competente;
titular, desde que estável, fica em disponibilidade II - a pedido do próprio servidor.
remunerada até seu adequado aproveitamento em outro
cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o Art. 43 A demissão de cargo efetivo será aplicada como
anteriormente ocupado. penalidade, observado o disposto nesta Lei Complementar.

Art. 38 Havendo mais de um concorrente à mesma vaga tem CAPÍTULO III


preferência o de maior tempo de disponibilidade e, no caso DA MOVIMENTAÇÃO
de empate, o de maior tempo de serviço público. Art. 44 São formas de movimentação de pessoal:
I - remoção;
Art. 39 Fica sem efeito o aproveitamento e cessada a II - relotação;
disponibilidade, se o servidor não entrar em exercício no III - cedência.
prazo legal, salvo doença comprovada pelo órgão médico Art. 45 É vedada a movimentação "ex-ofício" de servidor
oficial. que esteja regularmente matriculado em Instituição de
Ensino Superior de formação, aperfeiçoamento ou
especialização profissional que guarde correspondência com
as atribuições do respectivo cargo.

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Art. 46 Nos casos de extinção de órgão ou entidades, os § 1º - Na hipótese do inciso II, deverão ser observadas, para
servidores estáveis que não puderem ser movimentados na os membros do magistério, a compatibilidade de área de
forma prevista no presente Capítulo serão colocados em atuação e carga horária.
disponibilidade, até seu aproveitamento na forma prevista
nesta Lei Complementar. § 2º - Para os membros do magistério, a remoção processar-
se-á somente entre unidades educacionais e entre unidades
SEÇÃO I constantes da estrutura da Secretaria de Estado da
DA REMOÇÃO Educação.
Art. 47 Remoção é a movimentação do servidor, a pedido ou
"ex-ofício" de um para outro órgão ou unidade, sem Art. 50 Não haverá remoção de servidores em estágio
alteração de sua situação funcional, respeitada a existência probatório, ressalvados os cargos previstos na alínea “b” do
de vagas no âmbito do respectivo quadro lotacional, com ou artigo 49.
sem mudança de sede, por ato do Chefe do Poder Executivo.
Art. 51 Quando a remoção ocorrer com mudança de sede
Art. 48 Dar-se-á remoção; terá o servidor, o cônjuge ou companheiro e seus
I - de uma Secretaria, Autarquia ou Fundação para outra; dependentes direito à transferência escolar, independente
II - de uma Secretaria, Autarquia ou Fundação para órgão de vaga nas escolas de qualquer nível do Sistema Estadual
diretamente subordinado ao Governador e vice-versa; de Ensino.
III - de um órgão subordinado ao Governador para outro da
mesma natureza. SEÇÃO II
Art. 49 A remoção processar-se-á: DA RELOTAÇÃO
I - por permuta, mediante requerimento conjunto dos
interessados, desde que observada a compatibilidade de Art. 52 Relotação é a movimentação do servidor a pedido ou
cargos, com anuência dos respectivos Secretários ou "ex-ofício", de uma unidade administrativa para outra
dirigentes de órgãos, conforme dispuser em regulamento; dentro do mesmo órgão, por ato do titular do órgão, com ou
II - a pedido do interessado nos seguintes casos: sem alteração do domicílio ou residência, respeitada a
a) sendo ambos servidores, o cônjuge removido no interesse existência de vagas no quadro lotacional.
do serviço público para outra localidade, assegurado o
aproveitamento do outro em serviço estadual na mesma § 1º - São unidades administrativas, para efeito deste artigo,
localidade; as unidades escolares, sanitárias, hospitalares, regionais,
b) para acompanhar o cônjuge que fixe residência em outra residenciais, as Delegacias, as representações e os órgãos
localidade, em virtude de deslocamento compulsório, colegiados.
devidamente comprovado;
c) por motivo de tratamento de saúde do próprio servidor, § 2º - Nos casos de estruturação de órgão, entidades ou
do cônjuge ou dependente, desde que fiquem comprovados, unidades, bem como no da readaptação de que trata o
em caráter definitivo pelo órgão médico oficial, as razões artigo 31, os servidores estáveis serão relotados em outras
apresentadas pelo servidor, independente de vaga; atividades afins.
III - no interesse do serviço público, para ajustamento de
quadro de pessoal às necessidades dos serviços, inclusive § 3º- A relotação dar-se-á exclusivamente para o
nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou ajustamento de pessoal às necessidades de serviço.
entidade, conforme dispuser o regulamento.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 18/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
SEÇÃO III § 2º - Além do cumprimento do estabelecido neste artigo, o
DA CEDÊNCIA exercício em comissão e função gratificada exige dedicação
integral ao serviço por parte do comissionado, que pode ser
Art. 53 Cedência é o ato através do qual o servidor é cedido convocado sempre que haja interesse da administração.
para outro Estado, Poder, Município, Órgão ou Entidade.
§ 3º - VETADO.
§ 1º - A cedência referida no “caput” deste artigo, será
sempre sem ônus para o órgão cedente, por ato do Chefe do § 4º - Os servidores que ficam a disposição do seu sindicato,
Poder Executivo, exceto para Município e outro Poder do como dirigentes sindicais são onerados pela Secretaria de
Estado e exceto para o cargo em comissão e os casos origem, como também perceberão vantagem que são
previstos em leis. inerentes aos demais servidores.
§ 2º- Ao servidor cedido para ocupar cargo em comissão, é
assegurada sua vaga na lotação do órgão de origem. Art. 56 A jornada de trabalho dos ocupantes de cargos de
médico e professor poderá ser de 20 horas e 40 horas
CAPÍTULO IV semanais, conforme dispuserem os respectivos
DA SUBSTITUIÇÃO regulamentos.

Art. 54 Haverá substituição em caso de impedimentos legais Art. 57 Ao servidor matriculado em estabelecimento de
de ocupantes de cargos em comissão. Ensino Superior será concedido, sempre que possível horário
especial de trabalho que possibilite a frequência normal às
§ 1º - A substituição é automática na forma prevista no aulas, mediante comprovação mensal por parte do
Regimento Interno. interessado do horário das aulas, quando inexistir curso
correlato em horário distinto ao do cumprimento de sua
§ 2º - § 2º - A substituição é remunerada pelo cargo do jornada de trabalho.
substituído, paga na proporção dos dias de efetiva
substituição. § 1º - O horário especial de que trata este artigo somente
será concedido quando o servidor não possuir curso
CAPÍTULO V superior.
DA JORNADA DE TRABALHO
§ 2º - Para os integrantes do Grupo Magistério o benefício
Art. 55 O ocupante de cargo de provimento efetivo fica deste artigo poderá ser concedido também aos servidores
sujeito a 40 (quarenta) horas semanais de trabalho, salvo de curso de Licenciatura Curta para complementação de
quando disposto diversamente em lei ou regulamento estudos até o nível de Licenciatura Plena.
próprio.
§ 3º - Durante o período de férias escolares o servidor fica
§ 1º - Os Chefes dos Poderes, Procurador Geral do Ministério obrigado a cumprir jornada integral de trabalho.
Público e Presidente do Tribunal de Contas estabelecerão o
horário para o cumprimento de jornada semanal de Art. 58 Executa-se da limitação estabelecida no artigo 55, a
trabalho. jornada de Trabalho do Piloto, para a qual será observada a
Portaria do Ministério da Aeronáutica nº 3016, de 05 de
fevereiro de 1988.

ATUALIZA JURIS 19/64


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SEÇÃO ÚNICA Art. 62 As faltas ao serviço por motivo particular não são
DA FREQÜÊNCIA E DO HORÁRIO justificadas para qualquer efeito, computando-se como
ausência.
Art. 59 A freqüência do servidor será computada pelo
registro diário de ponto ou outro mecanismo de controle CAPÍTULO VI
estabelecido em regulamento. DO TREINAMENTO

§ 1º - Ponto é o registro que assinala o comparecimento do Art. 63 Aos Poderes constituídos, do Ministério Público e ao
servidor ao trabalho e pelo qual se verifica, diariamente, a Tribunal de Contas do Estado, dentro da política de
sua entrada e saída. valorização profissional, compete planejar, organizar,
promover e executar cursos, estágios e treinamento para
§ 2º - Os registros de ponto deverão conter todos os capacitação dos Recursos Humanos.
elementos necessários à apuração da frequência.
Parágrafo único - A Fundação Escola de Serviço Público de
Art. 60 É vedado dispensar o servidor do registro de ponto, Rondônia elaborará até o dia 31 (trinta e um) de julho de
abonar faltas ou reduzir a jornada de trabalho, salvo nos cada ano o plano anual de treinamento do exercício
casos expressamente em lei ou regulamento. seguinte.
TÍTULO III
Parágrafo único - A infração do disposto no "caput" deste DOS DIREITOS, DAS VANTAGENS
artigo determinará a responsabilidade da autoridade que E DAS CONCESSÕES
tiver expedido a ordem, ou a que tiver cometido sem SEÇÃO ÚNICA
prejuízo da sanção disciplinar. DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO

Art. 61 O servidor que não comparecer ao serviço por Art. 64 Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício
motivo de doença ou força maior, deverá comunicar à chefia do cargo público, com valor fixado em Lei.
imediata.
Parágrafo único - VETADO.
§ 1º - As faltas ao serviço por motivo de doença são
justificadas para fins disciplinares, de anotação no Art. 65 Remuneração é o vencimento do cargo acrescido das
assentamento individual e pagamento, desde que a vantagens permanentes ou temporárias estabelecidas em
impossibilidade do comparecimento seja abonada pela lei.
chefia imediata, mediante atestado médico expedido pelo
órgão médico oficial, até 24 (vinte e quatro) horas após o § 1º - Ao servidor nomeado para o exercício de cargo em
comparecimento. comissão é facultado optar pelo vencimento e demais
vantagens de seu cargo efetivo, acrescido da gratificação de
§ 2º - As faltas ao serviço por doença em pessoa da família, representação do cargo em comissão.
através de atestado médico oficial são justificadas na forma
e para fins estabelecidos no parágrafo anterior. § 2º - O vencimento do cargo efetivo, acrescido das
vantagens de caráter permanente é irredutível.
§ 3º - VETADO.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 20/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
§ 3º - É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos § 1º - As indenizações não se incorporam ao vencimento ou
de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo poder ou provento para qualquer efeito.
entre servidores dos três poderes, ressalvadas as de
trabalho. § 2º - As gratificações e os adicionais incorporam-se ao
vencimento ou provento, nos casos e condições previstos
§ 4º - VETADO. em lei.

Art. 66 O servidor perderá: Art. 70 As vantagens pecuniárias percebidas pelo servidor


I - a remuneração dos dias que faltar ao serviço; público não são computadas nem acumuladas para fins de
II - a parcela de remuneração diária, proporcional aos concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título ou
atrasos, ausências e saídas antecipadas, iguais ou superior a idêntico fundamento.
60 (sessenta) minutos.
III - a metade da remuneração, na hipótese da aplicação da SEÇÃO I
penalidade de suspensão quando, por conveniência do DAS INDENIZAÇÕES
serviço, a penalidade for convertida em multas, na base de
50% (cinquenta por cento) por dia de vencimento, ficando o Art. 71 Constituem indenizações ao servidor.
servidor obrigado a permanecer em serviço. I - ajuda de custo;
Art. 67 Salvo imposição legal, ou mandado judicial, nenhum II - diárias;
desconto incidirá sobre a remuneração ou provento. III - transporte.

Parágrafo único - Mediante autorização do servidor, poderá Art. 72 Os valores das indenizações, bem como as condições
haver consignação em folha de pagamento a favor de para concessão, serão estabelecidos em regulamento.
terceiros, a critério da administração e com reposição de
custos, na forma definida em regulamento. SUBSEÇÃO I
DA AJUDA DE CUSTO
Art. 68 As reposições e indenizações ao erário serão
descontadas em parcelas mensais, não excedentes à décima Art. 73 A ajuda de custo destina-se às despesas de instalação
parte da remuneração ou provento, em valores atualizados do servidor que, no interesse do serviço, passar a ter
monetariamente. exercício em nova sede, com mudança de domicílio em
caráter permanente.
CAPÍTULO II
DAS VANTAGENS § 1º - Correm por conta da administração as despesas de
transporte do servidor e de sua família, compreendendo
Art. 69 Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor passagem, bagagem e bens pessoais.
as seguintes vantagens:
I - indenizações; § 2º- A família do servidor que falecer na nova sede são
II - auxílios; assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade
III - adicionais; de origem, dentro do prazo de 01 (um) ano, contado do
IV - gratificações. óbito.

ATUALIZA JURIS 21/64


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§ 3º - A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do SUBSEÇÃO II
servidor, na importância correspondente até 03 (três) DAS DIÁRIAS
meses, conforme estabelecer o regulamento.
Art. 78 O servidor que a serviço se afastar da sede em
§ 4º - Quando se tratar de viagem para fora do país, caráter eventual ou transitório fará jus a passagem e diárias,
compete ao Chefe do Poder Executivo o arbitramento de para cobrir as despesas de pousada, alimentação e
ajuda de custo, independentemente do limite previsto no locomoção urbana.
parágrafo anterior, até o teto de uma remuneração
correspondente ao limite deste Poder, devendo o servidor: Parágrafo único - A diária será concedida por dia de
afastamento, sendo devida pela metade, quando o
I - no prazo máximo de 30 (trinta) dias do regresso, afastamento não exigir pernoite fora da sede.
apresentar relatório circunstanciado, comprovando a
realização da viagem para o fim estabelecido; Art. 79 Os valores das diárias, a forma da concessão e
II - Caso não cumpra o disposto no inciso anterior o que demais critérios serão estabelecidos pelo Chefe do Poder
acarretará a nulidade da ajuda de custo, fica obrigado a Executivo em regulamento próprio.
devolver imediatamente a importância recebida, sem
prejuízo da sanção disciplinar cabível. Art. 80 O servidor que receber diárias e não se afastar da
§ 5º - A ajuda de custo será paga antecipadamente ao sede, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-la
servidor, facultado o seu recebimento na nova sede. integralmente, por prazo de 05 (cinco) dias, sujeito a
punição disciplinar se recebida de má fé.
Art. 74 Não será concedida ajuda de custo ao servidor que
se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato Parágrafo único - Na hipótese do servidor retornar à sede
eletivo. em prazo menor do que o previsto para seu afastamento,
restituirá as diárias recebidas em excesso, no prazo previsto
Art. 75 Será concedida ajuda de custo àquele que, não no 'caput" deste artigo.
sendo servidor do Estado, for nomeado para Cargo em
Comissão, com mudança de domicílio. Art. 81 Será punido com pena de suspensão e na
reincidência, com a demissão, o servidor que,
Art. 76 O servidor restituirá a ajuda de custo quando: indevidamente, conceder diárias com o objetivo de
I - não se transportar para nova sede nos prazos remunerar outros serviços ou encargos ficando, ainda,
determinados; obrigado à reposição da importância correspondente.
II - antes de terminar a missão, regressar voluntariamente,
pedir exoneração ou abandonar o serviço. SUBSEÇÃO III
DA INDENIZAÇÃO DE TRANSPORTE
Art. 77 Não há obrigação de restituir a ajuda de custo
quando o regresso do servidor obedecer a determinação Art. 82 Conceder-se-á indenização de transporte a servidor
superior ou por motivo de sua própria saúde ou, ainda, por que realize despesas com a utilização de meio próprio de
exoneração a pedido, após trezentos e sessenta e cinco dias locomoção para a execução de serviços externos, por força
de exercício na nova sede. das atribuições próprias do cargo, conforme dispuser o
regulamento.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 22/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
SEÇÃO II SUBSEÇÃO I
DOS AUXÍLIOS DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO

Art. 83 São concedidos ao servidor os seguintes auxílios Art. 87 O adicional por tempo de serviço é devido ao
pecuniários: servidor á razão de 1% (um por cento) por ano de serviço
I - transporte; público, incidindo sobre o vencimento básico do cargo
II - diferença de caixa: efetivo, sendo que, para todos os efeitos, são preservados os
SUBSEÇÃO I direitos adquiridos dos servidores em atividades na data da
DO AUXÍLIO TRANSPORTE promulgação desta Lei Complementar, a título de vantagem
pessoal, vitaliciamente, corrigido na mesma proporção dos
Art. 84 O auxílio transporte é devido a servidor nos reajustes, vedada a sua absorção sob qualquer pretexto.
deslocamentos de ida e volta, no trajeto entre sua residência
e o local de trabalho, na forma estabelecida em § 1º- O funcionário fará jus ao adicional a partir do mês em
regulamento. que completar o anuênio.
§ 1º - O auxílio transporte é concedido mensalmente e por
antecipação, com a utilização de sistema de transporte § 2º - Quando da passagem do funcionário à inatividade, a
coletivo, sendo vedado o uso de transporte especiais. incorporação do adicional será integral, se decretada a
aposentadoria com proventos correspondente à totalidade
§ 2º - Ficam desobrigados da concessão do auxílio, os órgãos do vencimento ou da remuneração e proporcional ao tempo
ou entidade que transportem seus servidores por meios de serviço, na hipótese de assim ser a mesma estabelecida.
próprios ou contratados.
§ 3º - O servidor investido em cargo de provimento em
SUBSEÇÃO II comissão continuará a perceber o adicional por tempo de
DO AUXÍLIO DE DIFERENÇA DE CAIXA serviço, calculado sobre o vencimento básico de seu corpo
efetivo.
Art. 85 Ao servidor que, no desempenho de suas atribuições,
pagar ou receber moeda corrente, será concedido auxílio de § 4º - Quando ocorrer aproveitamento ou reversão, serão
20 % (vinte por cento) do valor do respectivo vencimento considerados os anuênios anteriormente adquiridos,
básico, para compensar eventuais diferenças de caixa, retornando-se contagem, a partir do novo exercício.
conforme regulamento.
SEÇÃO III SUBSEÇÃO II
DOS ADICIONAIS DOS ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE,
PERICULOSIDADE OU POR ATIVIDADE PENOSAS
Art. 86 Além do vencimento e das vantagens previstas em
lei, serão deferidos aos servidores os seguintes adicionais: Art. 88 Os servidores que trabalharem, habitualmente, em
I - adicional por tempo de serviço; locais insalubres ou em contato permanente com
II - adicional pelo exercício de atividades insalubres, substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida, fazem
perigosas ou penosas; jus a um adicional nos percentuais de 10% (dez por cento),
III - adicionais pela prestação de serviços extraordinários; 20% (vinte por cento) e 40% (quarenta por cento) sobre o
IV - adicionais noturno; vencimento do cargo efetivo, nos termos da Lei.
V - adicional de férias.

ATUALIZA JURIS 23/64


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§ 1º - O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade Art. 93 O serviço extraordinário tem caráter eventual e só
e de periculosidade deverá optar por um deles. será admitido em situações excepcionais e temporárias,
respeitado o limite máximo de 02 (duas) horas diárias.
§ 2º- O direito ao adicional de insalubridade ou
periculosidade cessa com eliminação das condições ou dos Art. 94 É vedado conceder gratificação por serviço
riscos que derem causa a sua concessão. extraordinário, com o objetivo de remunerar outros serviços
§ 3º - VETADO. I - vetado. II - vetado. III - vetado. IV - de encargos.
vetado.
§ 1º - O servidor que receber a importância relativa a serviço
Art. 89 Haverá controle permanente das atividades dos extraordinário que não prestou, será obrigado a restituí-la
servidores em operações ou locais considerados penosos, de uma só vez, ficando ainda sujeito à punição disciplinar.
insalubres ou perigosos.
§ 2º - Será responsabilizado a autoridade que infringir o
Parágrafo único - A servidora gestante ou lactante será disposto no "caput" deste artigo.
afastada enquanto durar a gestação ou lactação, das
operações e locais previstos neste artigo, exercendo sua Art. 95 Será punido com pena de suspensão e, na
atividade em local salubre e em serviço não penoso e não reincidência, com a demissão, o servidor que:
perigoso. I - atestar falsamente a prestação de serviço extraordinário;
II - se recusar, sem justo motivo; à prestação de serviço
Art. 90 O adicional por atividade penosa será devido aos extraordinário.
servidores com exercício em localidade cuja condições
devida o justifiquem, nos termos, condições e limites fixados SUBSEÇÃO IV
em regulamento. DO ADICIONAL NOTURNO

Art. 91 Os locais de trabalho e os servidores que operam Art. 96 O serviço noturno, prestado em horário
com Raio X ou substância radioativa serão mantidos sob compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5
controle permanente, de modo que as doses de radiação (cinco) horas do dia seguinte terá o valor-hora acrescido de
ionizante não ultrapassarem o nível previsto na legislação 25% (vinte e cinco por cento) do vencimento básico,
própria. computando-se cada hora com 52’30” (cinquenta e dois
minutos e trinta segundos).
Parágrafo único - Os servidores a que se refere este artigo
serão submetidos a exame médico a cada 06 (seis) meses. Art. 97 O adicional referido no artigo anterior será
concedido aos servidores cujo exercício da atividade exija a
SUBSEÇÃO III prestação de trabalho noturno, conforme regulamento
DO ADICIONAL PELA PRESTAÇÃO DE próprio.
SERVIÇOS EXTRAORDINÁRIOS
Parágrafo único - O disposto neste artigo não se aplica aos
Art. 92 O serviço extraordinário será remunerado com ocupantes de cargos comissionados ou funções gratificadas.
acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação a hora
normal de trabalho.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 24/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
SUBSEÇÃO V Parágrafo único - A fração igual ou superior a 15 (quinze)
DO ADICIONAL DE FÉRIAS dias será considerada como mês integral.

Art. 98 Independentemente de solicitação será pago ao Art. 104 - A gratificação será paga até o dia 20 do mês de
servidor, por ocasião das férias, um adicional dezembro de cada ano.
correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do
período das férias. Art. 105 O servidor exonerado perceberá sua gratificação
natalina, proporcionalmente aos meses de exercício,
§ 1º - No caso de o servidor exercer função de direção, calculada sobre a remuneração do mês da exoneração.
chefia ou assessoramento ou ocupar cargo em comissão, a
respectiva vantagem será considerada no cálculo do Art. 106 Quando o servidor perceber, além do vencimento
adicional de que trata este artigo. ou remuneração fixa, parte variável, a bonificação natalina
corresponderá à soma da parte fixa mais a média aritmética
§ 2º - O servidor em regime de cumulação legal, receberá o da parte variável até o mês de novembro.
adicional de férias calculado sobre a remuneração dos dois § 1º - No caso de acumulação constitucional, será devida a
cargos. gratificação natalina em ambos os cargos ou funções.
SEÇÃO IV § 2º - A gratificação natalina não é considerado para
DAS GRATIFICAÇÕES qualquer vantagem pecuniária e não levada em conta para
efetivo e contribuição previdenciária.
Art. 99 São concedidas aos servidores as seguintes
gratificações: SUBSEÇÃO III
I - pelo exercício de Função de Direção, Chefia, DA GRATIFICAÇÃO PELA ELABORAÇÃO OU
Assessoramento e Assistência; EXECUÇÃO DE TRABALHOS TÉCNICOS OU CIENTÍFICOS
II - natalina;
III - pela elaboração ou execução de trabalho técnicos ou Art. 107 A gratificação pela elaboração ou execução de
científicos; trabalho técnico ou científico será concedida quando se
IV - outras instituídas por lei. tratar:
I - de trabalho de que venha resultar benefício para a
SUBSEÇÃO I humanidade;
DA GRATIFICAÇÃO PELO EXERCÍCIO DE FUNÇÃO DIREÇÃO II - de trabalho de que venha resultar melhorias das
CHEFIA OU ASSESSORAMENTO condições econômicas na Nação ou do Estado, ou do bem
estar da coletividade;
Art. 100 - Ao. Art. 102 - Revogados. III - de trabalho de que venha resultar melhoria sensível para
a Administração Pública, ou em benefício do público, ou de
SUBSEÇÃO II seus próprios serviços;
DA GRATIFICAÇÃO NATALINA IV - de trabalho elaborado por determinação ou solicitação
do Governador ou Secretário de Estado, cumulativamente
Art. 103 A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um com as funções do cargo, em que venha a se constituir em
doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no Projeto de Lei ou Decreto de real importância, aprovado
mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo ano, pelo Chefe do Poder Executivo.
extensiva aos inativos.

ATUALIZA JURIS 25/64


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Art. 108 A gratificação pela elaboração ou execução de § 3º - Somente depois do primeiro ano do exercício,
trabalho técnico ou científico será arbitrada pelo Chefe do adquirirá o servidor direito a férias.
Poder Executivo.
§ 4º - É proibida a acumulação de férias, salvo por absoluta
§ 1º - No caso de trabalho realizado por equipe, em necessidade de serviço devidamente justificada e pelo
comissão ou grupo de trabalho, os limites estabelecidos máximo de 02 (dois períodos).
neste artigo serão considerados em relação a cada servidor,
de acordo com a sua participação. § 5º - Os professores, desde que em regência de classe,
gozarão férias fora do período letivo.
§ 2º - A gratificação estabelecida no "caput" deste artigo é
vinculada ao trabalho que lhe deu origem e seu pagamento Art. 111 Durante as férias, o servidor terá direito às
dar-se-á em tantas parcelas quantos forem os meses de sua vantagens como se estivesse em exercício.
duração, coincidentes às datas de pagamentos do servidor.
Art. 112 É vedada a concessão de férias superiores a 30
Art. 109 A elaboração ou execução de trabalho técnico ou (trinta) dias, consecutivos ou não, por ano a qualquer
científico só poderá ser gratificada, quando não constituir servidor público estadual, com exceção dos casos previstos
tarefa ou encargo que caiba ao servidor executar em lei específica.
ordinariamente no desempenho de suas funções.
Art. 113 É facultado ao servidor converter 1/3 das férias em
Parágrafo único - Poderão integrar as Equipes, Comissões ou abono pecuniário, desde que requeira com pelo menos 60
Grupos de Trabalho, servidores do quadro efetivo do estado, (sessenta) dias de antecedência.
os investidos em cargo comissionados bem como outros
agentes públicos federais, municipais ou empregados da Parágrafo único - No cálculo do abono pecuniário será
administração indireta, cedidos ou postos à disposição do considerado o valor adicional de férias.
Estado, alcançando-lhes a gratificação referida no "caput" do Art. 114 O servidor que opera direta e permanentemente,
artigo anterior. com Raio X ou substâncias radioativas, gozará
obrigatoriamente, 20 (vinte) dias consecutivos de férias, por
CAPÍTULO III semestre de atividade profissional, proibida, em qualquer
DAS FÉRIAS hipótese, a acumulação.
Art. 110 O servidor fará jus a 30 (trinta) dias consecutivos
de férias, de acordo com escala organizada. Parágrafo único - O servidor referido neste artigo não fará
jus ao abono pecuniário de que trata o artigo anterior.
§ 1º - A escala de férias deverá ser elaborada no mês de
novembro do ano em curso, objetivando sua aplicação no Art. 115 As férias somente poderão ser interrompidas por
ano seguinte, podendo ser alterada de acordo com a motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação
premente necessidade de serviço. para júri, serviço militar ou eleitoral ou por motivo de
superior interesse público.
§ 2º - É vedado levar à conta das férias qualquer falta ao
trabalho.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 26/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
CAPÍTULO IV § 1 º - A licença somente será deferida se a assistência direta
DAS LICENÇAS do servidor for indispensável e não puder ser prestada
SEÇÃO I simultaneamente com o exercício do cargo.
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 116 Conceder-se-á ao servidor licença: § 2º - A licença será concedida sem prejuízo de remuneração
I - por motivo de doença em pessoa da família; do cargo efetivo, até 90 (noventa) dias, podendo ser
II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro; prorrogada por até 90 (noventa) dias, mediante parecer da
III - para o serviço militar; Junta Médica e, excedendo estes prazos, sem remuneração.
IV - para atividade política;
V - prêmio por assiduidade; § 3º - Sendo os membros da família servidores públicos
VI - para tratar de interesse particular; regidos por este Estatuto, a licença será concedida no
VII - para desempenho do mandato classista; mesmo período, a apenas um deles.
VIII - para participar de cursos de especialização ou
aperfeiçoamento; § 4º - A licença pode ser concedida para parte da jornada
§ 1º - A licença prevista no inciso I será precedida de exame normal de trabalho, a pedido do servidor ou a critério da
por médico ou junta médica oficial. Junta Médica Oficial.

§ 2º - O servidor não poderá permanecer em licença da § 5º - A licença fica automaticamente cancelada com a
mesma espécie por período superior a 24 (vinte e quatro) cassação do fato originador, levando-se à conta de falta as
meses, salvo nos casos dos incisos II, III, IV, VII, VIII e IX. ausências desde 08 (oito) dias após a cessação de sua causa,
até o dia útil anterior à apresentação do servidor ao serviço.
§ 3º - É vedado o exercício da atividade remunerada durante SEÇÃO III
o período da licença prevista no inciso I deste artigo. POR MOTIVO DE AFASTAMENTO
DO CÔNJUGE OU COMPANHEIRO
Art. 117 A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do
término de outra da mesma espécie, será considerada como Art. 120 O servidor terá direito à licença para acompanhar o
prorrogação. cônjuge ou companheiro que for deslocado para outro
Estado da Federação, para o exterior ou para o exercício
Art. 118 O servidor deverá aguardar em exercício a eletivo.
concessão de licença, salvo doença comprovada que o
impeça de comparecer ao serviço, hipótese em que o prazo § 1º - A licença será em remuneração salvo se existir no
de licença começará correr a partir do impedimento. novo local da residência, unida de pública estadual onde
possa o servidor exercer as atividades do cargo em que
SEÇÃO II estiver enquadrado.
DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA
EM PESSOA DA FAMÍLIA § 2º - A licença será concedida mediante pedido e poderá
Art. 119 Poderá ser concedida licença ao servidor por ser renovada de 02 (dois) em 02 (dois) anos.
motivo de doença do cônjuge ou companheiro, padrasto ou
madrasta, descendente, enteado e colateral consanguíneo
ou afim até o segundo grau civil, mediante comprovação por
Junta Médica Oficial.

ATUALIZA JURIS 27/64


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SEÇÃO IV § 1º - Os períodos de licença já adquiridos e não gozados
DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR pelo servidor que vier a falecer, serão convertidos em
pecúnia, e revestidos em favor de seus beneficiários da
Art. 121 Ao servidor convocado para o serviço militar será pensão.
concedida licença, na forma e condições previstas na
legislação específica. § 2º - (declarada inconstitucional).

§ 1º - A licença será concedida mediante apresentação do Art. 124 Em caso de acumulação legal de cargo, a licença
documento oficial que comprove a incorporação. será concedida em relação a cada um.

§ 2º - Concluído o serviço militar, o servidor terá até 30 Parágrafo único - Será independente o cômputo do
(trinta) dias sem remuneração para reassumir o exercício do quinquênio em relação a cada um dos casos.
cargo.
SEÇÃO V Art. 125 Não se concederá licença prêmio por assiduidade
DA LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA ao servidor que, no período aquisitivo:
I - sofrer penalidade disciplinar de suspensão;
Art. 122 O servidor terá direito a licença, sem remuneração, II - afastar-se do cargo em virtude:
durante o período que mediar entre a sua escolha em a) licença por motivo de doença em pessoa da família, sem
convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a remuneração;
véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça b) licença para tratar de interesses particulares;
Eleitoral. c) condenação e pena privativa de liberdade por sentença
definitiva;
§ 1º - O servidor candidato a cargo eletivo na localidade d) afastamento para acompanhar cônjuge ou companheiro.
onde desempenha suas funções e que exerça cargo de
direção, chefia, assessoramento, arrecadação ou Parágrafo único - As faltas injustificadas ao serviço
fiscalização, dele será afastado, a partir do dia imediato ao retardarão a concessão da licença prevista neste artigo, na
do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral, proporção de 1 (um) mês para cada falta.
até 15º (décimo quinto) dia seguinte ao do pleito.
Art. 126 O número de servidores em gozo simultâneo de
§ 2º - A partir do registro da candidatura e até o 15º (décimo licença prêmio por assiduidade não poderá ser superior a
quinto) dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à 1/3 (um terço) da lotação da respectiva unidade
licença como se em efetivo exercício estivesse, com a administrativa do órgão ou entidade.
remuneração de que trata o art. 65.
Art. 127 Para efeito de aposentadoria será contado em
SEÇÃO VI dobro o tempo de licença prêmio por assiduidade que o
DA LICENÇA PRÊMIO POR ASSIDUIDADE servidor não houver gozado.

Art. 123 Após cada quinquênio ininterrupto de efetivo


serviço prestado ao Estado de Rondônia, o servidor fará jus a
3 (três) meses de licença, a título de prêmio por assiduidade
com remuneração integral do cargo e função que exercia.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 28/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
SEÇÃO VII § 1º - Os servidores eleitos para dirigentes sindicais serão
DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSE colocados à disposição do seu Sindicato, com ônus para o
PARTICULAR seu órgão de origem, na forma estabelecida no § 4º, do art.
20 da Constituição Estadual.
Art. 128 O servidor pode obter licença sem vencimento para
tratar de interesse particular. § 2º - A licença tem duração igual a do mandato, podendo
ser renovada em caso de reeleição.
§ 1º - A licença de que trata o "caput" deste artigo terá
duração de três anos consecutivos, prorrogável por igual § 3º - Ao servidor licenciado são assegurados todos os
período, vedada a sua interrupção, respeitado o interesse da direitos do cargo efetivo, como se exercendo o estivesse.
administração.
§ 2º - O servidor que requerer a licença sem remuneração § 4º - Somente poderão ser licenciados servidores eleitos
deverá permanecer em exercício até a data da publicação do para cargo de direção ou representação nas referidas
ato. entidades até o máximo de 04 (quatro) membros por
entidade.
§ 3º - O disposto nesta seção não se aplica ao servidor em SEÇÃO IX
estágio probatório. DA LICENÇA PARA FREQÜENTAR
APERFEIÇOAMENTO E QUALIFICAÇÃO
Art. 129 O servidor poderá desistir da licença a qualquer PROFISSIONAL
tempo.
Art. 132 O servidor estável poderá afastar-se do órgão ou
Parágrafo único - Fica caracterizado o abandono de cargo entidade em que tenha exercício ou ausentar-se do Estado,
pelo servidor que não retornar ao serviço 30 (trinta) dias para estudo ou missão oficial, mediante autorização do
após o término da licença. Chefe de cada Poder.

Art. 130 Em caso de interesse público comprovado, a licença § 1º - VETADO.


poderá ser interrompida, devendo o servidor ser notificado
do fato. § 2º - Ao servidor autorizado a frequentar curso de
graduação, aperfeiçoamento ou especialização, com ônus, é
Parágrafo único - Na hipótese deste artigo, o servidor assegurada a remuneração integral do cargo efetivo, ficando
deverá apresentar-se no serviço no prazo de 30 (trinta) dias, obrigado a remeter mensalmente ao seu órgão de lotação o
a partir da notificação, findos os quais a sua ausência será comprovante de frequência do referido curso.
computada como falta.
§ 3º - A falta de frequência implicará a suspensão
SEÇÃO VIII automática da licença e da remuneração do servidor,
DA LICENÇA PARA DESEMPENHO devendo retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias.
DE MANDATO CLASSISTA
Art. 131 É assegurado ao servidor estadual e a servidor da § 4º - A licença para frequentar curso de aperfeiçoamento
União à disposição do Estado o direito a licença para ou especialização somente será concedida se este for
desempenho de mandato e entidade classista legalmente compatível com a formação e as funções exercidas pelo
instituída. servidor e do interesse do Governo do Estado.

ATUALIZA JURIS 29/64


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§ 5º - A licença para frequentar cursos de graduação será CAPÍTULO V
restrita àqueles não oferecidos pelas instituições de Ensino DAS CONCESSÕES
Superior existentes no Estado.
Art. 135 Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-
§ 6º - Findo o estudo, somente decorrido igual período, será se do serviço:
permitido novo afastamento. I - por um dia, para doação de sangue;
II - por dois dias, para ser alistar como eleitor;
Art. 133 Concluindo a licença de que trata o artigo anterior, III - por oito dias consecutivos, em razão de:
ao servidor beneficiado não será concedida a exoneração ou a) casamento;
licença para interesse particular, antes de decorrido período b) falecimento de cônjuge , companheiro, pais, madrasta ou
igual ao do afastamento, ressalvada a hipótese do padrasto, filhos, enteados, menor sob sua guarda e irmão.
ressarcimento da despesa havida com seu afastamento, ao
Tesouro Estadual. CAPÍTULO VI
Parágrafo único - Não cumprida a obrigação prevista neste DO TEMPO DE SERVIÇO
artigo, o servidor ressarcirá ao Estado as despesas havidas
com seu afastamento. Art. 136 É contado para todos os efeitos legais o tempo de
exercício em cargo, emprego ou função pública da
SEÇÃO X Administração Direta, das Autarquias e das Fundações
DA LICENÇA PARA MANDATO ELETIVO Públicas.

Art. 134 Ao servidor em exercício de mandato eletivo Art. 137 A apuração do tempo de serviço será feita em dias,
aplicar-se-ão as seguintes disposições: que serão convertidos em anos, considerando o ano como
I - em qualquer caso em que se exija o afastamento para o de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.
exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será
contado para todos os efeitos legais; Parágrafo único - Feita a conversão, os dias restantes até
II - investido no mandato de Prefeito , será afastado do 180 (cento e oitenta) não serão computados, arredondando-
cargo efetivo, facultada a opção pela sua remuneração; se para 01 (um) ano quando excederem a esse número, nos
III - investido em mandato de Vereador, havendo casos de cálculos de proventos de aposentadoria
compatibilidade de horário, perceberá as vantagens do seu proporcional e disponibilidade.
cargo efetivo, sem prejuízo na remuneração do cargo eletivo
e não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do Art. 138 Além das ausências ao serviço previstas no artigo
inciso anterior. 135, são considerados como efetivo exercício os
afastamentos em virtude de:
Parágrafo único - Para efeito de benefício previdenciário, no I - férias;
caso de afastamento, os valores serão determinados como II - convocação para o serviço militar;
se no exercício estivesse. III - júri e outros serviços obrigatórios por lei;
IV - exercício de cargo de provimento em comissão na
Administração Direta, Autárquica ou em Fundações
instituídas pelo Estado de Rondônia;

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 30/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
V - exercício de cargo ou função de governo ou de IV - em licença para tratamento de saúde de pessoa da
administração, em qualquer parte do Território Nacional, família do servidor, com remuneração;
por nomeação do Presidente da República; V - em licença para atividade política, no caso do artigo 122;
VI - exercício do cargo de Secretário de Estado ou Municipal VI - correspondente ao desempenho de mandato eletivo
em outras unidades da Federação, com prévia e expressa federal, estadual, municipal ou distrital, anterior ao ingresso
autorização do Chefe do Poder Executivo; no serviço público estadual se contribuinte do órgão
VII - desempenho de mandato deliberativo em empresa previdenciário;
pública e sociedade de economia mista sob o controle VII - em atividade privada, vinculada à Previdência Social.
acionário do Estado de Rondônia;
VIII - licença especial; § 1º - É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço
IX - licença gestante ou adotante; prestado, concomitantemente, em mais de um cargo ou
X - licença paternidade; função de órgão ou entidade dos Poderes da União, Estado,
XI - licença para tratamento de saúde até o limite máximo Distrito Federal e Município, Autarquia, Fundação Pública,
de 24 (vinte e quatro) meses; Sociedade de Economia Mista e Empresa Pública.
XII - licença por motivo de doença em pessoa da família,
enquanto remunerada; § 2º - Não será contado o tempo de serviço que já tenha
XIII - licença ao servidor acidentado em serviço ou sido base para concessão de aposentadoria por outro
acometido de doença profissional; sistema.
XIV - trânsito do servidor que passar a ter exercício em nova
sede, definido como período de tempo não superior a 30 § 3º - será contado em dobro o tempo de serviço prestado
(trinta) dias, contados do seu deslocamento, necessário à às forças armadas em operações de guerra.
viagem para o novo local de trabalho;
XV - missão ou estudo no país ou no exterior, quando o Art. 140 A comprovação do tempo de serviço, para efeito de
afastamento for com ou sem remuneração; averbações é procedido mediante certidão original,
XVI - do exercício de mandato eletivo federal, estadual, contendo os seguintes requisitos:
municipal ou sindical, mesmo que em licença Constitucional I - a expedição por órgão competente e visto da autoridade
remunerada. responsável;
II - a declaração de que os elementos da certidão foram
Parágrafo único - Considera-se, ainda, como de efetivo extraídos de documentação existente na respectiva
exercício, o período em que o servidor estiver em entidade, anexando cópia dos atos de admissão e dispensa,
disponibilidade. ou documentação comprobatória;
III - a discriminação do cargo, emprego ou função exercidos
Art. 139 Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e e a natureza do seu provimento;
disponibilidade o tempo de serviço: IV - a indicação das datas de início e término do exercício;
I - como contratado ou sob qualquer outra forma de V - a conversão em ano dos dias de efetivo exercício, na base
admissão, desde que remunerada pelos cofres estaduais; de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias por ano;
II - em instituição de caráter privado que tiver sido VI - o registro de faltas, licença; penalidades sofridas e
encampada ou transformada em estabelecimento público; outras notas constantes do assentamento individual;
III - público prestado a União, aos Estados, Municípios e VII - qualificação do interessado.
Distrito Federal;

ATUALIZA JURIS 31/64


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§ 1º - O servidor público ex-contribuinte da Previdência Art. 146 Cabe recurso:
Social, deve ainda apresentar certidão de tempo de serviço I - do indeferimento do pedido de reconsideração;
expedida por aquela entidade. II - das decisões sobre os recursos, sucessivamente
interpostos.
§ 2º - A justificação judicial, como prova de tempo de serviço
estadual, pode ser admitida tão somente nos casos de § 1º - O recurso é dirigido à autoridade imediatamente
evidenciada impossibilidade de atendimento aos requisitos superior à que tenha expedido o ato ou proferido a decisão
do artigo anterior, acompanhada de prova documental e, sucessivamente na escala ascendente, às demais
contemporânea. autoridades, devendo ser decidido no prazo de 30 (trinta)
CAPÍTULO VII dias.
DO DIREITO DE PETIÇÃO
§ 2º - Nenhum recurso pode ser dirigido mais de uma vez à
Art. 141 É assegurado ao servidor, requerer, pedir mesma autoridade.
reconsideração e recorrer de decisões.
§ 3º - O recurso é encaminhado por intermédio da
Art. 142 O requerimento é dirigido à autoridade competente autoridade a que o requerente esteja imediatamente
para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquele a subordinado.
quem o requerente esteja imediatamente subordinado.
§ 4º - Os pedidos de reconsideração e os recursos não têm
Art. 143 Cabe pedido de reconsideração, que não pode ser efeito suspensivos; os que sejam providos, porém dão lugar
renovado, à autoridade que tenha expedido o ato ou às retificações necessárias, retroagindo seus efeitos à data
proferido a primeira decisão. do ato impugnado.

Parágrafo único - O requerimento e o pedido de Art. 147 O prazo para interposição de pedido de
reconsideração devem ser decididos dentro de trinta dias, reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias, a contar
prorrogável por igual período, em caso de diligência. da publicação ou da ciência pelo interessado, da decisão
recorrida.
Art. 144 Sob pena de responsabilidade, será assegurado ao
servidor: Art. 148 O direito de requerer prescreve:
I - o rápido andamento dos processos de seu interesse nas I - em cinco anos, quanto aos atos de demissão, cassação de
repartições públicas; aposentadoria e de disponibilidade ou que afetem interesse
II - a ciência das informações, pareceres e despachos dados patrimonial e créditos resultantes da relação de trabalho;
em processos que a ele se refiram; II - em 180 (cento e oitenta) dias, nos demais casos.
III - a obtenção de certidões requeridas para defesa de seus
direitos e esclarecimentos de situações, salvo se o interesse Art.149 O pedido de reconsideração e o recurso, quando
público impuser sigilo. cabíveis, interrompem a prescrição.

Art. 145 O requerimento inicial do servidor não precisará vir Parágrafo único - Interrompida a prescrição, o prazo
acompanhado dos elementos comprobatórios do direito recomeça a correr pelo restante, no dia em que cessar a
pleiteado, desde que constem do assentamento individual interrupção.
do requerente.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 32/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Art. 150 A prescrição é de ordem pública, não podendo ser II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente,
relevada pela administração. qualquer documento ou objeto da repartição;
III - recusar fé a documentos públicos;
Art. 151 Para o exercício do direito de petição, é assegurada IV - opor resistência injustificada ao andamento de
vistas ao processo ou documento, na repartição, ao servidor documento e processo ou execução de serviços;
ou a procurador por ele constituído. V - promover manifestações de apreço ou desapreço no
Art. 152 A administração deve rever seus atos, a qualquer recinto da repartição;
tempo, quando eivados de ilegalidade. VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos
previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de
Art. 153 São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos sua responsabilidade ou de seu subordinado;
neste Capítulo, salvo motivo de força maior. VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se
a associação profissional ou sindical, ou a partido político;
TÍTULO IV VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de
DO REGIME DISCIPLINAR confiança, cônjuge, companheiro ou parente até segundo
CAPÍTULO I grau civil;
DOS DEVERES IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de
outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
Art. 154 - São deveres do servidor: (Pena demissão)
I - assiduidade e pontualidade; X - participar de gerência ou administração de empresa
II - urbanidade; privada, de sociedade civil, ou exercer o comércio, exceto na
III - lealdade às instituições a que servir; qualidade de acionista, cotista ou comanditário; (Pena
IV - observância das normas legais e regulamentares; demissão)
V - obediência às ordens superiores, exceto quando XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto as
manifestamente ilegais; repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios
VI - atender prontamente às requisições para defesa da previdenciários ou assistenciais de perante até o segundo
Fazenda Pública e à expedição de certidões; grau e de cônjuge ou companheiro; (Pena demissão)
VII - zelar pela economia do material e conservação do XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de
patrimônio público; qualquer espécie, em razão de suas atribuições; (Pena
VIII - representar contra a ilegalidade ou abuso de poder, demissão)
por via hierárquica; XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de Estado
IX - levar ao conhecimento da autoridade as irregularidades estrangeiro; (Pena demissão)
de que tiver ciência; XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas; (Pena
X - manter conduta compatível com a moralidade demissão)
administrativa. XV - proceder de forma desidiosa; (Pena demissão)
XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais de repartição em
CAPÍTULO II serviço ou atividades particulares; (Pena demissão)
DAS PROIBIÇÕES XVII - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao
cargo que ocupa, exceto em situações de emergência e
Art. 155 - Ao servidor é proibido: transitórias; (Pena demissão)
I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia
autorização do chefe imediato;

ATUALIZA JURIS 33/64


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XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis CAPÍTULO IV
com o exercício do cargo ou função e com o horário de DAS RESPONSABILIDADES
trabalho;
XIX - deixar de pagar dívidas ou pensões a que esteja Art. 160 O servidor responde civil, penal e
obrigado em virtude de decisão judicial. administrativamente pelo exercício irregular de suas
atribuições.
CAPÍTULO III Art. 161 - A responsabilidade civil decorre de procedimento
DA ACUMULAÇÃO doloso ou culposo que importe em prejuízo do patrimônio
do Estado ou terceiros.
Art. 156 É vedada a acumulação remunerada de cargos § 1º - A indenização pelos prejuízos causados à Fazenda
públicos ressalvados ou casos previstos na Constituição Pública pode ser liquidada através de desconto em folha, em
Federal. parcelas mensais inferiores à décima parte da remuneração
ou provento.
§ 1º - A proibição de acumular estende-se a cargos,
empregos e funções em autarquias, fundações públicas, § 2º - Tratando-se de dano causado a terceiros, o servidor
empresas públicas, sociedades de economia mista da União, responde perante a Fazenda Pública, em ação regressiva.
do Distrito Federal, Estado e dos Municípios.
Art. 162 - A responsabilidade penal abrange os crimes e
§ 2º - A acumulação de cargos, ainda que lícita, é contravenções imputados ao servidor, nessa qualidade.
condicionada à comprovação de compatibilidade de
horários. Art. 163 - A responsabilidade administrativa resulta de ato
omissivo ou comissivo praticado no desempenho de cargo
Art. 157 O servidor vinculado ao regime desta Lei ou função.
Complementar, que acumular licitamente 02 (dois) cargos
efetivos, quando investido em cargo de provimento em Art. 164 - A responsabilidade administrativa não exime a
comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos. responsabilidade civil ou criminal, nem o pagamento da
indenização elide a pena disciplinar.
Art. 158 É permitida a acumulação de percepção de
provento, com remuneração decorrente do exercício de Art. 165 - A responsabilidade civil ou administrativa do
cargos acumulados legalmente. servidor é afastada em caso de absolvição criminal que
negue a existência do fato ou sua autoria.
Art. 159 Verificada acumulação ilícita de cargos, funções ou
empregos, o servidor é obrigado a solicitar a exoneração de CAPÍTULO V
um deles, dentro de 05 (cinco) dias. DAS PENALIDADES
Art. 166 - São penalidades disciplinares:
Parágrafo único - Decorrido o prazo deste artigo, sem que I - repreensão;
manifeste a sua opção ou caracterizada a má fé, o servidor é II - suspensão;
sujeito às sanções disciplinares cabíveis, restituindo o que III - demissão;
tenha percebido indevidamente. IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
V - destituição de cargo em comissão;
VI - destituição de função gratificada;

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 34/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Art. 167 - São infrações disciplinares puníveis com pena de X - retirar, sem autorização escrita do superior, qualquer
REPREENSÃO, inserta nos assentamentos funcionais: documentos ou objeto da repartição.
(OBSERVAÇÃO: no caso de REINCIDÊNCIA dos casos abaixo
será aplicada a pena de suspensão até 10 DIAS) Art. 169 - São infrações disciplinares puníveis com
I - inobservar o dever funcional previsto em lei ou SUSPENSÃO de até 30 (trinta) dias:
regulamento; I - a reincidência de qualquer um dos itens do artigo 168;
II - deixar de atender convocação para júri ou serviço II - ofensa física, em serviço, contra qualquer pessoa, salvo
eleitoral; em legítima defesa;
III - desrespeitar, verbalmente ou por atos, pessoas de seu III - obstar o pleno exercício da atividade administrativa;
relacionamento profissional ou público; IV - conceder diárias com o objetivo de remunerar outros
IV - deixar de pagar dívidas ou pensões a que esteja serviços ou encargos, bem como recebê-las pela mesma
obrigado em virtude de decisão judicial; razão ou fundamento;
V - deixar de atender, nos prazos legais, sem justo motivo, V - atuar, como procurador ou intermediária, junto à
sindicância ou processo disciplinar. repartições públicas, salvo quando se tratar de parentes até
segundo grau, cônjuge ou companheiro;
Art. 168 - São infrações disciplinares puníveis com VI - aceitar representação ou vantagens financeiras de
SUSPENSÃO de até 10 (dez) dias: Estado estrangeiro; (Reincidência gera demissão)
(OBSERVAÇÃO: no caso de REINCIDÊNCIA dos casos abaixo VII - a não atuação ou a não notificação de contribuinte
será aplicada apena de suspensão até 30 DIAS) incurso de infração de lei fiscal e a não apreensão de
I - a reincidência de qualquer um dos itens do artigo 167; mercadorias em trânsito nos casos previstos em lei,
II - dar causa à instauração de sindicância ou processo configurando prática de lesão aos cofres públicos pelo
disciplinar, imputando a qualquer servidor infração da qual o servidor responsável.
sabe inocente;
III - faltar à verdade, com má fé, no exercício das funções; Art. 170 - São infrações disciplinares puníveis com
IV - deixar, por condescendência, de punir subordinado que Demissão:
tenha cometido infração disciplinar; I - crime contra a administração pública;
V - fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade, como II - abandono de cargo ou emprego;
testemunha ou perito em processo disciplinar; III - inassiduidade habitual;
IV - improbidade administrativa;
VI - delegar a pessoa estranha à repartição, fora dos casos V - incontinência pública e conduta escandalosa;
previstos em lei, atribuição que seja de sua competência e VI - insubordinação grave em serviço;
responsabilidade ou de seus subordinados; VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular,
VII - indisciplina ou insubordinação; salvo em legítima defesa própria ou de outrem;
VIII - reincidência do inciso IV do artigo 167 - (IV - deixar de VIII - aplicação irregular de dinheiro público;
pagar dívidas ou pensões a que esteja obrigado em virtude IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do
de decisão judicial); cargo;
IX - deixar de atender: X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio
a) a requisição para defesa da Fazenda Pública; público;
b) a pedido de certidões para a defesa de direito subjetivo, XI - corrupção em quaisquer modalidades;
devidamente indicado. XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções
públicas;

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XIII – a transgressão dos incisos IX a XVII do artigo 155; Art. 175 No ato punitivo constará sempre os fundamentos
XIV - reincidência de infração capitulada no inciso VI e VII, do da penalidade aplicada.
artigo 169.
Art. 176 - São circunstâncias agravantes da pena:
§ 1º - A demissão incompatibiliza o ex-servidor para nova I - a premeditação;
investidura em cargo público do Estado, dependendo das II - a reincidência;
circunstâncias atenuantes ou agravantes, pelo prazo de 05 III - o conluio;
(cinco) anos o qual constará sempre dos atos de demissão. IV - a continuação;
V - o cometimento do ilícito:
§ 2º - Configura abandono de cargo ou emprego a ausência a) mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte o
injustificada do servidor ao serviço por 30 (trinta) dias processo disciplinar;
consecutivos. b) com abuso de autoridade;
c) durante o cumprimento da pena;
§ 3º - Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao d) em público.
serviço, sem causa justificada, por 60 (sessenta) dias não
consecutivos, durante um período de 12 (doze) meses. Art. 177 - São circunstâncias atenuantes da pena:
I - tenha sido mínima a cooperação do servidor na prática da
Art. 171 - A cassação de aposentadoria ou disponibilidade infração;
aplica-se: II - tenha o agente:
I - ao servidor que, no exercício de seu cargo, tenha a) procurado, espontaneamente e com eficiência, logo após
praticado falta punível com demissão; o cometimento da infração ou em tempo evitar-lhe ou
II - ao servidor que, mesmo aposentado ou em minorar-lhe as consequências, ou ter, antes do julgamento,
disponibilidade, aceite representação ou vantagens reparado o dano civil;
financeiras de Estado estrangeiro, sem prévia autorização da b) cometido a infração sob coação de superior hierárquico, a
autoridade competente. quem não tivesse como resistir, ou sob influência de emoção
violenta, provocada por ato injusto de terceiros;
Art. 172 O servidor, aposentado ou em disponibilidade que, c) confessado espontaneamente a autoria da infração,
no prazo legal, não entrar em exercício do cargo a que tenha ignorada ou imputada a outrem;
revertido, responde a processo disciplinar e, uma vez d) mais de cinco anos de serviço com bom comportamento,
provada à inexistência de motivo justo, sofre pena de no período anterior a infração.
cassação da aposentadoria ou disponibilidade.
Art. 178 - Para a imposição de pena disciplinar são
Art. 173 Será destituído do cargo em comissão o servidor competentes:
que praticar infração disciplinar, punível com suspensão e I - no caso de demissão e cassação de aposentadoria ou de
demissão. disponibilidade, a autoridade competente para nomear ou
aposentar;
Art. 174 O servidor punido com demissão é suspenso do II - no caso de suspensão, o Secretário de Estado,
exercício do outro cargo público, que legalmente acumule, autoridades equivalentes, dirigentes de autarquias e
pelo tempo de duração da penalidade. fundações públicas;
III - no caso de repreensão, a chefia imediata.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 36/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Art. 179 - A ação disciplinar prescreve: Art. 182 As denúncias sobre irregularidades serão objeto de
I - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto aos fatos punidos apuração, desde que contenham a identificação e o
com repreensão; endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito,
II - em 02 (dois) anos, a transgressão punível com suspensão confirmada a autenticidade.
ou destituição de cargo de comissão; Parágrafo único – Quando o fato narrado não configurar
III - em 05 (cinco) anos, quanto aos fatos punidos com pena evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será
de demissão, de cassação de aposentadoria ou de arquivada, por falta de objeto.
disponibilidade, ressalvada a hipótese do artigo 174.
CAPÍTULO II
§ 1º - O prazo de prescrição começa a correr: DA SINDICÂNCIA
I - desde o dia em que ilícito se tornou conhecido da
autoridade competente para agir; Art. 183 As autoridades que tomarem conhecimento de
II - desde o dia em que cessar a permanência ou a transgressões disciplinares praticadas por servidores
continuação, em caso de ilícitos permanentes ou deverão remeter a documentação pertinente ou a prova
continuados. material da infração ao Secretário de Estado ou titular do
órgão a que pertence o servidor, o qual determinará a
§ 2º - O caso da prescrição interrompe-se: instauração imediata de sindicância mediante portaria,
I - com a instalação do processo disciplinar; constituindo comissão composta de servidores ao mesmo
II - com o julgamento do processo disciplinar. subordinados, aplicando-se, no que couber, os critérios dos
artigos 194 e 199, desta Lei Complementar.
§ 3º - Interrompida a prescrição, todo o prazo começa a
correr novamente a partir do dia da interrupção. Parágrafo único - A autoridade julgadora da sindicância só
poderá imputar pena de sua responsabilidade se a comissão
Art. 180 Se o fato também configura ilícito penal, a houver facultado ampla defesa ao acusado.
prescrição é a mesma da ação penal, caso esta prescreva em
mais de 05 (anos). Art. 184 – A instauração de sindicância é formalizada pela
autuação da portaria, formalizando-se o processo que deve
TÍTULO V conter, ao final, as seguintes peças:
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR I – denúncias e outros documentos que a instruem;
CAPÍTULO I II – certidão ou cópia da ficha funcional do acusado;
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS III – designação de dia, hora e local para:
a) depoimento de testemunhas;
Art. 181 A autoridade que tiver ciência de irregularidade no b) audiência inicial;
serviço público é obrigada a promover a sua apuração c) citação do acusado para acompanhar o processo
imediata, mediante sindicância ou processo administrativo pessoalmente ou por intermédio de procurador
disciplinar, assegurada, ao acusado, ampla defesa. (Alterado devidamente habilitado, bem como para interrogatório no
pela Lei Complementar 091 de 03/11/93, publicada no prazo de 03 (três) dias;
D.O.E. nº 2993, de 04/11/93). IV – certidões dos atos praticados;
V – abertura de prazo de, no máximo, 5 (cinco) dias para o
sindicado apresentar defesa, à critério da comissão;
VI – relatório da comissão;

ATUALIZA JURIS 37/64


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VII – julgamento da autoridade, ou fundamentação para a Art. 189 A sindicância é meio eficaz para apurar, em
remessa dos autos a Comissão Permanente de Processo primeiro plano, a veracidade de denúncias ou a existência de
Administrativo Disciplinar – CPPAD; irregularidades passíveis de punição, podendo ensejar a
VIII – publicação do julgamento. abertura de Processo Administrativo Disciplinar.

Parágrafo único – A autoridade julgadora da sindicância só § 1º - O processo de sindicância será arquivado quando o
poderá imputar pena de sua responsabilidade se a comissão fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou
houver facultado ampla defesa ao acusado. ilícito penal, ou quando evidenciada a falta de indício
suficiente para a instauração do Processo Administrativo
Art. 185 Após o interrogatório, o sindicato apresentará rol Disciplinar.
de testemunhas, no máximo de 03 (três), ocasiões em que
será dada ciência ao mesmo do dia e hora em que as § 2º - O prazo para conclusão de sindicância não excederá 30
mesmas serão inquiridas. (trinta) dias, podendo ser prorrogado por mais 5 (cinco)
Art. 186 A autoridade sindicante poderá indeferir as dias, a critério da autoridade superior.
diligências consideradas procrastinatórias ou desnecessárias
à apuração do fato, em despacho fundamentado. § 3º - A fase instrutória encerra-se com o relatório de
instrução no qual são resumidos os fatos e as respectivas
Art. 187 Na fase de sindicância, a comissão promove a provas, tipificado, ou não, a infração disciplinar visando o
tomada de depoimentos orais, reduzidos a termo, encerramento ou continuação do feito através de
acareações, investigações e diligências, objetivando a coleta arquivamento e/ou abertura de Processo Administrativo
de provas, recorrendo, quando necessário, aos técnicos e Disciplinar.
peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos
sempre com ciência do acusado ou de seu procurador, Art. 190 Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar
mediante notificação, com antecedência para cada a imposição de pena que não seja da competência da
audiência que realize, não sendo lícito a testemunha trazê-lo autoridade responsável pela sindicância, será obrigatória a
por escrito. instauração de Processo Disciplinar, com a remessa dos
autos da sindicância à Comissão Permanente de Processo
Art. 188 As testemunhas são convocadas para depor Administrativo Disciplinar - CPPAD.
mediante intimação, expedida pelo Presidente da Comissão,
devendo a segunda via, com ciente do interessado, ser Parágrafo único - Na hipótese do relatório concluir que a
anexada aos autos. infração está capitulada como ilícito penal, a autoridade
competente encaminhará cópia dos autos à autoridade
§ 1º - Se o testemunho é de servidor, a expedição de policial para instauração de inquérito policial, independente
intimação será comunicada ao chefe da repartição onde o da imediata instauração do Processo Administrativo
mesmo serve, com indicação do dia e da hora marcada para Disciplinar.
inquirição.

§ 2º - As testemunhas são inquiridas em separado e, da


hipótese de depoimentos contraditórios, procede-se a
acareação entre os depoentes.

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NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
CAPÍTULO III Art. 194 O Processo Administrativo Disciplinar será
DO AFASTAMENTO PREVENTIVO conduzido por uma comissão composta de 3 (três)
servidores dentre os componentes da Comissão Permanente
Art. 191 Cabe à suspensão preventiva do servidor, sem de Processo Administrativo Disciplinar - CPPAD, designados
prejuízo da remuneração, em qualquer fase do Processo pelo Coordenador Geral, indicando, entre seus membros o
Administrativo a que esteja respondendo, pelo prazo de 30 respectivo Presidente.
(trinta) dias, desde que sua permanência em serviço possa
prejudicar a apuração dos fatos. § 1º - A designação da comissão será feita por meio de
portaria da qual constará, detalhadamente, o motivo da
§ 1º - Compete ao Chefe do Poder Executivo, prorrogar por instauração do processo.
mais 50 (cinqüenta) dias, o prazo de suspensão já ordenada,
findo o qual cessará o respectivo efeito ainda que o processo § 2º - O Presidente da comissão designará um servidor para
não esteja concluído. secretariar os trabalhos.

§ 2º - Não decidido o processo no prazo de afastamento ou § 3º - Não poderá participar de comissão de sindicância ou
de sua prorrogação, o indiciado reassumirá de Processo Administrativo Disciplinar, cônjuge,
automaticamente o exercício de seu cargo ou função, companheiro ou parente do acusado, consanguíneo ou afim,
aguardando aí, o julgamento. em linha reta ou colateral, até o terceiro grau.

CAPÍTULO IV Art. 195 Após publicação da portaria de instauração, ou


DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR recebimento da cópia desta pelo acusado, terá a comissão o
prazo de 50 (cinquenta) dias para relatar o processo sendo
Art. 192 O Processo Administrativo Disciplinar é o admitida a sua prorrogação por mais 30 (trinta) dias, quando
instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor as circunstâncias o exigirem.
por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou
que tenha relação com as atribuições do cargo em que se § 1º -Em qualquer hipótese, a publicação é obrigatória.
encontre investido, assegurando-se, ao denunciado, ampla
defesa. § 2º - Os autos da sindicância integram o Processo
Administrativo Disciplinar, como peça informativa da
Parágrafo único - A entidade sindical representativa da instrução..
categoria do servidor processado poderá indicar
representante para acompanhamento do processo. Art. 196 Instaurado o Processo Administrativo Disciplinar
com o extrato da portaria de instauração, que conterá a
Art. 193 – São competentes para determinar a abertura de acusação imputada ao servidor com todas as suas
Processo Administrativo Disciplinar, o Governador do características, o presidente determinará a citação do
Estado, os Secretários de Estado, os Presidentes de acusado para interrogatório no prazo mínimo de 24 (vinte e
Autarquias e Fundações, e os Titulares dois demais Poderes quatro) horas.
e Órgãos Públicos, nas áreas de suas respectivas Art. 197 Em caso de recusa do acusado, em apor o ciente na
competências. cópia da citação, o prazo para defesa passa a contar da data
declarada em termo próprio, pelo membro da comissão que
fez a citação, do dia em que esta se deu.

ATUALIZA JURIS 39/64


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Art. 198 O acusado que mudar de residência fica obrigado a Art. 201 Considerar-se-á revel o acusado que, regularmente
comunicar à comissão, o lugar onde poderá ser encontrado. citado não apresentar defesa no prazo legal.

Art. 199 Superado o interrogatório, a citação será para § 1º - A revelia será declarada por termos nos autos do
proporcionar o prazo de 5 (cinco) dias para apresentação de processo, e reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados na
defesa prévia, na qual o acusado deverá requerer as provas acusação.
a serem produzidas, apresentando o rol de testemunhas até
o máximo de 3 (três), as quais serão notificadas, se forem § 2º - Para defender o servidor revel, a autoridade
diversas daquelas inquiridas na sindicância. instauradora do processo designará um servidor estável
como defensor dativo, ocupante do cargo de nível igual ou
§ 1º - Havendo mais de um acusado, o prazo é comum e de superior ao indiciado, permitindo seu afastamento do
10 (dez) dias. serviço normal da repartição durante o tempo estritamente
necessário ao cumprimento daquele mister.
§ 2º - Achando-se o acusado em lugar incerto e não sabido,
expedir-se-á edital, com prazo de 10 (dez) dias, publicado 01 § 3º - O servidor nomeado terá um prazo de 05 (cinco) dias,
(uma) vez no Diário Oficial do Estado, e afixado no quadro contados a partir da ciência de sua designação para oferecer
de avisos do órgão ao qual o acusado é vinculado, para que a defesa.
o mesmo apresente-se para interrogatório e/ou protocolar
sua defesa. Art. 202 Recebida à defesa será anexada aos autos,
mediante termo, após o que a comissão elaborará relatório
§ 3º - O prazo a que se refere o parágrafo anterior, será em que fará histórico dos trabalhos realizados e apreciará,
contado da publicação, que deve ser juntada no processo isoladamente, em relação a cada acusado, as irregularidades
pelo Secretário. imputadas e as provas colhidas no processo, propondo
então, justificadamente, a isenção de responsabilidade ou a
Art. 200 A comissão procederá todas as diligências punição, e indicando, neste último caso, a penalidade que
necessárias, recorrendo, sempre que a natureza do fato o couber ou as medidas que considerar adequadas.
exigir, a peritos ou técnicos especializados, e requisitando à
autoridade competente o pessoal, material e documentos § 1º - Deverá, ainda, a Comissão em seu relatório sugerir
necessários ao seu funcionamento. quaisquer providências que lhe pareça de interesse do
serviço público.
§ 1º - Sempre que, no curso do Processo Administrativo
Disciplinar, for constada a participação de outros servidores, § 2º - Na conclusão do relatório a comissão disciplinar
a comissão procederá às apurações necessárias para reconhece a inocência ou a culpabilidade do acusado,
responsabilizá-los com publicação e procedimento idênticos indicando no segundo caso, as disposições legais
à apuração principal. transgredidas e as cominações a serem impostas.
§ 2º- As partes serão intimadas para todos os atos § 3º - O Processo Administrativo Disciplinar e seu relatório
processuais, assegurando-lhes o direito de participação na serão remetidos à autoridade que determinou sua
produção de provas, mediante reperguntas às testemunhas instauração para aprovação ou justificativas, e posterior
e formulação de quesitos, quando e tratar de prova pericial. encaminhamento ao Secretário de Estado da Administração
para julgamento.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 40/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Art. 203 Recebido o processo, o Secretário de Estado da em cada um dos dois jornais de maior circulação do local
Administração, julgar-lo-á no prazo de 5 (cinco) dias a contar onde serve o servidor, do edital de chamamento para, no
de seu recebimento. prazo de 5 (cinco) dias, o servidor se apresentar, que será
contado a partir da data da citação, ou da última publicação.
§ 1º - A autoridade de que trata este artigo poderá solicitar
parecer de qualquer órgão ou servidores sobre o processo, Parágrafo único - Findo o prazo de que trata o "caput" deste
desde que o julgamento seja proferido no prazo legal. artigo e não comparecendo o acusado, ser-lhe-á nomeado
um defensor para, em 3 (três) dias a contar da ciência da
§ 2º - O julgamento deverá ser fundamentado, promovendo, nomeação, apresentar defesa.
ainda, a autoridade a expedição dos atos decorrentes e as
providências necessárias à sua execução, inclusive, a Art. 208 Na inassiduidade habitual, o servidor será citado
aplicação da penalidade. para apresentar defesa no prazo de 5 (cinco) dias.

Art. 204 Quando escaparem à sua alçada as penalidades e Art. 209 Apresentada a defesa, em qualquer hipótese,
providências que parecem cabíveis, o Secretário de Estado realizadas as diligências necessárias à coleta de provas, e
da Administração, buscará, dentro do prazo marcado para o elaborado o relatório, o processo será concluso ao
julgamento, a quem for competente. Secretário de Estado da Administração para julgar, ou
providenciar o julgamento junto a autoridade competente,
Art. 205 As decisões serão sempre publicadas no Diário se for o caso, no prazo de 5 (cinco) dias, e respectiva
Oficial do Estado, dentro do prazo de 3 (três) dias. publicação em 3 (três) dias.
CAPÍTULO VI
CAPÍTULO V DO JULGAMENTO
DO ABANDONO DO CARGO OU EMPREGO
OU INASSIDUIDADE HABITUAL Art. 210 No prazo de 10 (dez) dias, contados do
recebimento do processo, a autoridade julgadora proferirá a
Art. 206 No caso de abandono de cargo ou emprego ou sua decisão.
inassiduidade habitual, o Secretário de Estado da
Administração determinará à Comissão Permanente de § 1º - Havendo mais de um acusado e diversidade de
Processo Administrativo Disciplinar do Estado - CPPAD, a sanções, o julgamento caberá à autoridade competente para
instauração de processo disciplinar sumaríssimo. a imposição da pena mais grave.

§ 1º - Em ambas infrações, as folhas de presença serão peças § 2º - Se a penalidade prevista for a demissão ou a cassação
obrigatórias do Processo. de aposentadoria ou disponibilidade, o julgamento caberá à
autoridade de que trata o inciso I do artigo 178.
§ 2º - O processo sumaríssimo se exaure no prazo máximo
de 20 (vinte) dias. Art. 211 O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo
quando este seja em contrário à prova dos autos.
Art. 207 No abandono de cargo ou emprego, a comissão Parágrafo único - Quando o relatório da comissão contrariar
providenciará, de imediato, a citação do servidor no as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá,
endereço que constar de sua ficha funcional, uma motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la
publicação no Diário Oficial, e no máximo, uma publicação, ou isentar o servidor de responsabilidade.

ATUALIZA JURIS 41/64


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Art. 212 Verificado a existência de vício insanável, a CAPÍTULO VII
autoridade julgadora declarará a nulidade total ou parcial do DA REVISÃO DO PROCESSO
processo e ordenará a constituição de outra comissão, para
a instauração de novo processo. Art. 217 O Processo Administrativo Disciplinar pode ser
revisto no prazo prescricional, a pedido, quando se aduzirem
§ 1º - O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a
de processo. inocência do punido ou a inadequação da penalidade
aplicada.
§ 2º- A autoridade julgadora que der causa à prescrição de
que trata o artigo 179, será responsabilizada na forma do Art. 218 Em caso de falecimento, ausência ou
artigo 163. desaparecimento do servidor punido, qualquer pessoa pode
requerer a revisão do processo.
Art. 213 Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade
julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos Art. 219 No caso de incapacidade mental do servidor, a
individuais do servidor. revisão será requerida pelo respectivo curador.

Art. 214 Quando a infração estiver capitulada como crime, Art. 220 Na petição revisional, o requerente pedirá dia e
cópia do Processo Administrativo Disciplinar será remetida hora para a produção de provas e inquirição das
ao Ministério Público para a instalação da ação penal, testemunhas que arrolar.
certificando-se nos autos a iniciativa, comunicando-o da Parágrafo único - No processo revisional, o ônus da prova
eventual remessa da sindicância à autoridade policial, nos cabe ao requerente.
termos do parágrafo único do artigo 190.
Art. 221 A simples alegação de injustiça da penalidade não
Art. 215 O servidor que responder a Processo Administrativo constitui fundamento para a revisão, que requer elementos
Disciplinar só poderá ser exonerado a pedido, ou ainda não apreciados no processo originário.
aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo
e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada. Art. 222 O requerimento de revisão do processo disciplinar
será dirigido à autoridade que o tenha julgado, que após
Parágrafo único - Ocorrida a exoneração de que trata o manifestação submeterá a matéria à autoridade competente
inciso I, do artigo 40, o ato será convertido em demissão, se conforme artigo 225, para julgamento da revisão, ou
for o caso. constituição de comissão nos termos do artigo 194.

Art. 216 – Serão assegurados transporte e diária: Art. 223 A comissão concluirá os seus trabalhos em 30
(trinta) dias, permitida a prorrogação, a critério da
I – ao servidor convocado para prestar depoimento fora da
autoridade a que se refere o artigo anterior, por mais 30
sede de sai repartição, na condição de testemunha,
(trinta) dias, e remeterá o processo a esta, com relatório.
denunciado ou indiciado;

II – aos membros da comissão e ao Secretário, quando Parágrafo único - Aos trabalhos da comissão revisora

obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a aplicam-se, no que couber, as normas e procedimentos

realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos. próprios da comissão do Processo Administrativo Disciplinar.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 42/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Art. 224 O prazo de julgamento do pedido revisório, caso 6 Poderes Administrativos
não tenha sido constituída comissão, será de 10 (dez) dias,
Na visão de Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo,
podendo a autoridade determinar diligências que não
pode-se conceituar poderes administrativos como “o
extrapolem esse prazo, salvo justificativas concretas que
conjunto de prerrogativas de direito que a ordem jurídica
devem constar dos autos, até o limite de 20 (vinte) dias.
confere aos agentes administrativos para o fim de permitir
que o Estado alcance seus fins”.
Art. 225 – O julgamento da revisão de processo cabe:
I – ao Titular do Poder Executivo; 6.1 Poder Hierárquico
II – aos Secretários de Estado, tratando-se de autarquias e
É o poder conferido ao agente público para
fundações públicas.
organizar/escalonar a estrutura da Administração e fiscalizar
a atuação de seus subordinados. O poder hierárquico é
Art. 226 A revisão corre em apenso ao processo originário.
ainda irrestrito, permanente e automático.
Art. 227 Julgada procedente a revisão, a penalidade aplicada
poderá ser atenuada, ou declarada sem efeito, Vale destacar que não há hierarquia entre pessoas
restabelecendo-se todos os direitos do servidor, exceto em jurídicas diferentes, estando presente a subordinação
relação à destituição de cargo em comissão, hipótese em (interna) somente no âmbito de uma mesma pessoa jurídica.
que essa penalidade será convertida em exoneração.
Não podemos olvidar do termo vinculação (externa)

Art. 228 Aos trabalhos da comissão, aplicam-se, no que que existe entre a Administração direta e as entidades da

couber, as normas e procedimentos próprios da comissão do indireta, em que não há hierarquia, mas, tão somente o

Processo Administrativo Disciplinar. chamado controle finalístico, tutela administrativa ou


supervisão.

ATENÇÃO! FORAM REVOGADOS OS ARTS 229 AO 257,


6.2 Poder Disciplinar
PELA LC.228, DE 10/01/2000
É um poder-dever conferido a Administração
Pública para aplicação de sanções decorrente da prática de
infrações funcionais.

Importante mencionar que somente as pessoas


detentoras de algum vínculo jurídico específico com o
Estado é que podem ser alcançadas pelo poder disciplinar.

Como Regra geral, a doutrina hodiernamente,


aponta o poder disciplinar como de exercício discricionário,
todavia, esta discricionariedade se dá somente quanto à
escolha ou graduação da penalidade, uma vez que, não
existe discricionariedade quanto ao de ver de punir o
infrator.

Vale ressaltar também que, o ato de aplicar


penalidade deve ser sempre motivado e assegurado a todos
os envolvidos o direito ao contraditório e a ampla defesa
(artigo 5º, LV, CF).
ATUALIZA JURIS 43/64
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6.3 Poder Regulamentar Polícia Polícia Judiciária
Administrativa
Em sentido amplo, é o poder conferido ao agente
Caráter preventivo; Caráter repressivo;
público para expedição de atos normativos gerais e
Exercido pelas autoridades Exercido pela polícia civil e
abstratos.
administrativas e polícias; militar;
Já em sentido restrito, é o poder conferido ao Chefe Atua sobre bens, direitos e Atua sobre pessoas;
do Poder Executivo para editar atos administrativos atividades;
normativos, tendo seu exercício se materializado quando Age sobre ilícitos Age sobre ilícitos penais;
der fiel execução às leis por meio de tais atos. administrativos;

Pode-se dividir a figura do decreto em:


O poder de polícia é exercitado por meio de atos
a) decretos de execução: artigo 84, IV da CF; regras
administrativos que deve está pautado dentro dos limites
jurídicas gerais, abstratas e impessoais; atos normativos
estabelecidos pela lei, sendo observadas pela Administração
secundários;
a necessidade, proporcionalidade e eficácia.
b) decretos autônomos ou independentes:
Não existem sanções de polícia administrativa que
prerrogativa de editar regulamentos diretamente derivados
impliquem detenção ou reclusão de pessoas, visto que esta
da Constituição Federal; atos primários. Podem ser:
atua sobre bens, pessoas e atividades.
externos – normas dirigidas a todos os cidadãos; internos –
dizem respeito à organização, competência e funcionamento De forma tradicional a doutrina aponta três
da Administração Pública. atributos do poder de polícia: CAD – coercibilidade: medidas
que podem ser impostas pela Administração ao
6.4 Poder de Polícia
administrado, inclusive mediante o emprego de força; Auto-
No entendimento de Vicente Paulo e Marcelo executoriedade: possibilidade da Administração de executar
Alexandrino, poder de polícia “é o poder de que dispõe a seus atos diretamente, ou seja, sem necessidade de prévia
Administração Pública para condicionar ou restringir o uso autorização judicial; Discricionariedade: razoável liberdade
de bens e o exercício de direitos ou atividades pelo de atuação no que tange a valoração da oportunidade e
particular, em prol do bem-estar da coletividade”. conveniência de sua prática. Há, no entanto, exceções. Ex:.
licença para construção em terreno próprio; exercício de
Interessante conceito quanto ao poder de polícia
uma profissão; Em tais casos, quando atendidos os pré-
expresso no artigo 78 do Código Tributário Nacional:
requisitos legais pelo particular, estes atos tornam-se

Artigo 78. Considera-se poder de polícia a atividade vinculados.

da administração pública que, limitando ao disciplinando


Não se pode deixar de destacar o prazo
direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou
prescricional das ações punitivas decorrentes do exercício
abstenção de fato, em razão de interesse público
do poder de polícia que é de 5 (cinco anos), de acordo com a
concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes,
Lei 9.873/99, objetivando apurar infrações à legislação em
à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de
vigor, contados a partir da prática do ato, ou em se tratando
atividades econômicas de pendentes de concessão ou
de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver
autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao
cessado.
respeito à propriedade e aos direitos individuais e coletivos.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 44/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Figura importante que vale a pena destacar, o 7.1 Validade e eficácia
abuso de poder na escorreita visão do mestre Hely Lopes
Quanto à figura da validade do ato administrativo,
Meirelles “ocorre quando a autoridade, embora competente
tem-se quando este se encontra em total conformidade com
para praticar o ato, ultrapassa os limites de suas atribuições
o ordenamento jurídico, não contendo assim nenhuma
ou se desvia das finalidades administrativas”.
irregularidade, tão pouco, ilegalidade.
Pode-se dividir o abuso de poder em duas espécies:
No que tange ao aspecto da eficácia, esta se
a) excesso de poder: ocorre quando o agente público apresenta quando o ato já está disponível para a produção
atua fora dos limites de sua esfera de competência de seus efeitos próprios, não dependo assim de eventos
administrativa; Ex:. Presidente da república institui um posteriores.
imposto através de decreto.
7.2 Atos Vinculados e Discricionários
b) desvio de poder ou desvio de finalidade: ocorre
Atos vinculados são os atos que a Administração
quando o agente público, embora dentro dos limites de sua
Pública pratica sem nenhuma margem de liberdade de
esfera de competência, contraria finalidade expressa na lei
decisão, uma vez que, a própria lei se encarregou de
que autorizou ou determinou a sua atuação. Ex:.
estabelecer os limites de atuação do agente público, não
desapropriação de imóvel de desafeto com o fim de
existindo margem para apreciação da oportunidade e
prejudicá-lo.
conveniência do ato a ser praticado.
Importante frisar que, todos os atos praticados com
Em sentido antagônico, apresentam-se os atos
abuso de poder são nulos – devendo ser declarados pela
discricionários que são aqueles que a Administração pratica
Administração Pública ou pelo Poder Judiciário.
com certa liberdade de escolha, nos limites da lei, quanto ao
7 Atos Administrativos seu conteúdo, modo de realização, sua oportunidade e
conveniência administrativas.
O conceito de ato administrativo segundo o mestre
Hely Lopes Meirelles é “toda manifestação unilateral de 7.3 Classificação
vontade da Administração Pública que, agindo nessa
7.3.1 atos gerais e individuais
qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar,
transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor Atos gerais são aqueles dirigidos a pessoas
obrigações aos administrados ou a si própria”. indeterminadas, ou seja, não possuem destinatários
determinados; ex:. portaria.
Figura em contrassenso quanto ao ato
administrativo é o fato administrativo que segundo a Atos individuais, por sua vez, são aqueles dirigidos a
renomada autora Maria Sylvia Di Pietro considera fatos destinatários determinados, certos, produzindo diretamente
administrativos “eventos da natureza, não decorrentes de seus efeitos concretos; ex:. nomeação.
manifestação ou declaração humana, que produzam efeitos
7.3.2 atos internos e externos
no âmbito do direito administrativo, a exemplo da morte de
um servidor”. Atos internos são aqueles destinados a produzir
efeitos somente no âmbito da Administração, tipicamente
operacional, normalmente não exigindo publicação oficial,
mas tão somente ciência ao destinatário; ex:. portaria de
remoção de servidor.

ATUALIZA JURIS 45/64


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Atos externos, em contrapartida, são aqueles que Atos extintivos são aqueles que põem fim a
atingem os administrados em geral, devendo, portanto ser situações jurídicas individuais existentes; ex:. demissão de
publicados em órgão oficial; ex:. nomeação de candidatos servidor.
aprovados em concurso público.
Atos modificativos são aqueles que alteram
7.3.3 atos simples, complexo e composto situações jurídicas preexistentes, contudo, sem provocar a
extinção de direitos e obrigações; ex:. alteração de horários
Atos simples são aqueles que decorrem de uma
em uma repartição.
única manifestação de vontade de uma pessoa ou de um
órgão, simples ou colegiado; ex:. multa de trânsito. Finalizando, os atos declaratórios são aqueles que a
Administração apenas reconhece um direito que já existia
Atos complexos são aqueles que necessitam da
antes do ato, não criado assim situação jurídica nova; ex:.
manifestação de duas ou mais vontades produzidas por mais
licença.
de um órgão ou autoridades diferentes; ex:. portarias
conjuntas. 7.3.6 Ato-regra, ato-condição e ato subjetivo

Por fim, os atos compostos são aqueles decorrentes Ato-regra são aqueles que criam situações gerais,
da manifestação de vontades dentro de um mesmo órgão, abstratas e impessoais, podendo ser modificados pela
sendo uma principal e a outra secundária; ex:. nomeação do vontade de quem os produziu e sem possibilidade de direito
Procurador-Geral da República que deve ser precedida de adquirido; ex:. regulamento.
aprovação do Senado Federal.
Ato-condição são aqueles que alguém pratica
7.3.4 Atos de império, de gestão e de expediente incluindo-se, isoladamente ou mediante acordo de outrem,
debaixo de situações criadas pelos atos-regra; ex:. acordo na
Os atos de império são aqueles que a Administração
concessão de serviço público.
impõe coercitivamente aos administrados, criando assim
obrigações ou restrições para os mesmos; ex:. Em se tratando de atos subjetivos, são aqueles que
desapropriação. criam situações particulares, concretas e pessoais, sendo
imodificáveis pela vontade de apenas uma das partes e
Os atos de gestão são aqueles praticados pela
podem gerar direitos adquiridos; ex:. contratos.
Administração na qualidade de gestora de seus bens e
serviços e em posição de igualdade com o particular; ex:. 7.4 Atributos dos atos administrativos
contrato de locação de um bem móvel.
São as qualidades ou características presentes nos
Já os atos de expediente são aqueles internos da atos administrativos que os diferenciam dos demais atos.
Administração, visando, desta forma dar andamento aos
Os principais atributos elencados pela maioria dos
processos e serviços; atos de rotina; ex:. cadastramento de
autores são: Presunção de legitimidade; Imperatividade;
processos em sistema informatizado.
Auto-executoriedade; Tipicidade – PITA.
7.3.5 Atos constitutivos, extintivos, modificativos e
A presunção de legitimidade vislumbra uma
declaratórios
presunção de que os atos administrativos são verdadeiros
Atos constitutivos são aqueles em que a (fé pública), legais e legítimos, não dependo de lei expressa
Administração cria, modifica ou extingue direito ou situação neste sentido.
jurídica dos seus administrados; ex:. concessão de licença.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 46/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Vale ressaltar que tal presunção não tem um 7.5.2 Atos ordinários
condão absoluto ou intocável, pelo contrário, trata-se de
São aqueles que ordenam o funcionamento da
uma presunção relativa (juris tantum), ou seja, admitem
Administração Pública, e a conduta funcional de seus
prova em contrário a cargo de quem alega a ilegitimidade.
agentes.
A imperatividade, por sua vez, traduz-se na
Advindos do Poder Hierárquico, são inferiores em
possibilidade de a Administração, de maneira unilateral,
hierarquia aos atos normativos e têm como exemplos as
criar obrigações para os administrados que se encontrem
instruções, circulares internas, ordens de serviço,
em seu círculo de incidência. Reflete um ato coercitivo.
memorandos e os ofícios.
Decorre do Poder Extroverso do Estado.

7.5.3 Atos negociais


A figura da auto-executoriedade permite que o
mesmo seja executado diretamente, ou seja, independe de Encerram uma declaração da Administração
prévia autorização judicial para execução do ato. conjugada com a vontade do particular. Não são dotados de
imperatividade e, embora aparente, não são considerados
Importante destacar que para o Professor Celso
como bilaterais.
Antônio Bandeira de Mello exigibilidade e executoriedade
são figuras distintas. Para o mestre a exigibilidade é Principais espécies de atos negociais:
“caracterizada pela obrigação que o administrado tem
a) Licença: ato unilateral; vinculado; definitivo;
quanto ao cumprir o ato”; em contraponto, a
declaratório. Quando atendidos os pré-requisitos legais
executoriedade “seria a possibilidade de a administração,
exigidos, a Administração tem o dever de concedê-la. Ex:.
praticar o ato, ou compelir direta e materialmente o
licença para dirigir (CNH).
administrado a praticá-lo”.

b) Autorização: ato unilateral; constitutivo;


Por fim, a tipicidade para a renomada autora Maria
discricionário; precário. Neste, a Administração concede ao
Sylvia Di Pietro é “o atributo pelo qual o ato administrativo
particular a realização de uma atividade ou uso de bem
deve corresponder a figuras definidas previamente pela lei
público de interesse exclusivamente do particular. Ex:.
como aptas a produzir determinados resultados”.
utilização de uma praça para evento.

c) Permissão: ato unilateral; discricionário e precário,


7.5 Espécies de Atos Administrativos podendo ter prazo determinado e ainda ser gratuito ou
oneroso. Aqui a Administração consente ao particular
7.5.1 Atos normativos
alguma conduta em que exista interesse primordial coletivo.
São os atos de comando geral e abstratos, não Ex:. instalação de banca de jornal em praça pública.
possuindo destinatários determinados, mas incidindo sobre
7.5.4 Atos enunciativos
todos os fatos ou situações que se enquadrem nas hipóteses
que abstratamente preveem. São aqueles que enunciam situação existente, sem
manifestação material da administração.
São exemplos de atos normativos: decretos
regulamentares, instruções normativas, atos declaratórios
normativos, dentre outros.

ATUALIZA JURIS 47/64


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Principais espécies de atos enunciativos: a) Renúncia: ocorre quando o beneficiado dispõe, de
maneira facultativa da vantagem que lhe foi concedida. Ex:.
a) Certidão: cópia de informações registradas em
dono de banca de jornal que abre mão da permissão de uso
algum livro em poder da Administração, geralmente
de bem público concedida.
requerida pelo administrado que tenha algum interesse
nestas informações. Em caso de inexistência de lei b) Cumprimento de seus efeitos ou extinção natural:
específica, o prazo para expedição da certidão é de 15 dias. decorre do cumprimento normal dos efeitos de determinado
ato. Ex:. concessão de férias.
b) Atestado: declaração da Administração referente a
uma situação de que tem conhecimento em razão da c) Desaparecimento do sujeito ou extinção subjetiva:
atividade de seus órgãos e agentes. ocorre com o desaparecimento do sujeito que se beneficiou
do ato. Ex:. permissão, uma vez que, a morte do
c) Parecer: documento de caráter eminentemente
permissionário extingue o ato em questão.
técnico, opinativo, e emitido por órgão especializado na
matéria de que se trata o assunto. d) Desaparecimento do objeto ou extinção objetiva:
ocorre quando o objeto sobre o qual recai o ato desaparece.
d) Apostila: é um aditamento a um ato ou contrato
Ex:. bem tombado que desaparece em virtude de um
administrativo, visando retificá-lo, atualizá-lo ou ainda
terremoto.
complementá-lo. Ex:. anotação de promoção de servidor.
e) Contraposição ou derrubada: extinção do ato
7.5.5 Atos punitivos
decorrente da prática de um outro ato administrativo

São meios pelos quais a Administração Pública pode oposto ao primeiro. Ex:. exoneração que extingue a

impor diretamente sanções a seus servidores ou nomeação.

administrados em geral, tendo fundamentos no Poder


f) Caducidade: extinção do ato em decorrência de
Disciplinar (quanto aos servidores públicos e particulares
uma lei não mais permitir a prática de determinado ato.
com algum vínculo jurídico específico) e Poder de Polícia
(com relação aos particulares em geral que não possuem g) cassação: extinção do ato em razão do beneficiário
vínculo jurídico específico com a Administração). Exemplos:. deixar de cumprir os requisitos para a exigência da
advertência; multa de trânsito. manutenção do ato e de seus efeitos. Não deixa de ser uma
forma de sanção ao particular beneficiado. Ex:. um
restaurante que teve seu alvará cassado em virtude da falta

7.6 Extinção ou desfazimento dos Atos de higiene.

Administrativos
h) Anulação: deve ocorrer quando existir vício no ato
Tal fenômeno poderá ser resultante do no que tange à legalidade. Pode ser realizado pela

reconhecimento da ilegitimidade do ato, ou ainda Administração (autotutela) ou pelo Poder Judiciário

simplesmente poderá advir da desnecessidade de existência (ilegalidade). Seus efeitos são retroativos (ex tunc), ou seja,
do mesmo, denotando sua extinção ou desaparecimento. retroagem seus efeitos ao momento da prática do ato.
Contudo, os eventuais efeitos já produzidos perante
Sintetizaremos as principais formas de extinção dos
terceiros de boa fé, anteriores à data de anulação, não serão
atos administrativos abarcadas pela maioria dos autores
desfeitos, sendo assim resguardados. Vale ressaltar que o
administrativistas.
artigo 54 da Lei 9.784/99 prevê um prazo de 5 cinco anos

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 48/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
para anulação de atos administrativos ilegais, independente 7.8 Convalidação
do vício, ressalvado os casos de má-fé.
Processo no qual a Administração Pública procura
i) Revogação: em outro diapasão, ocorre quando um aproveitar atos administrativos com vícios superáveis,
ato válido é retirado do mundo jurídico por razões de podendo confirmá-los no todo ou em parte, se aplicando a
conveniência e oportunidade – portanto – sendo um critério atos nulos ou anuláveis, sendo seus efeitos retroativos (ex
discricionário e realizável somente pela Administração tunc).
Pública. Seus efeitos, diferentemente do que ocorre na
Na esfera federal, o artigo 55 da Lei 9.784/99, assim
anulação seus efeitos são prospectivos (ex nunc), ou seja,
preceitua:
para frente, devendo, por conseguinte, serem respeitados os
direitos adquiridos. Artigo 55. Em decisão na qual se evidencie não
acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a
Alguns atos são insuscetíveis de revogação como
terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis
são os casos dos atos consumados (já exauriram seus
poderão ser convalidados pela própria Administração.
efeitos); atos vinculados (não comportam juízo de
oportunidade e conveniência); atos que já geraram direitos Quanto aos vícios de legalidade, enquadram-se
adquiridos; atos que integram um procedimento; atos como defeitos sanáveis: a) vício relativo à competência; b)
complexos; vício de forma.

7.7 Quadro Diferenciador: Anulação X Revogação

ANULAÇÃO REVOGAÇÃO
Sujeito Administração / Administração
Competente Judiciário
Motivo Ilegalidade Conveniência /
Oportunidade
Efeitos Ex tunc, Ex nunc, não
retroagem retroagem

ATUALIZA JURIS 49/64


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8 Serviços Públicos c) Serviços Administrativos, sociais e econômicos: Os
serviços administrativos são aqueles que Estado executa
José dos Santos Carvalho Filho define Serviço
para compor sua organização, e embora diretamente fruível
Público como “toda atividade prestada pelo Estado ou por
pela população, beneficiam indiretamente a coletividade.
seus delegados, basicamente sob regime de direito público,
com vistas à satisfação de necessidades essenciais e Os serviços públicos sociais são prestados
secundárias da sociedade”. obrigatoriamente pelo Estado, sob o regime de direito
público, e são todos aqueles inseridos 6º e Título VIII da
Por outro lado, Marcelo Alexandrino e Vicente
Carta Magna. Ex:. educação.
Paulo propõe a seguinte definição de serviços públicos “é a
atividade administrativa concreta traduzida em prestações Por fim, os serviços públicos econômicos são
que diretamente representem, em sim mesmas, utilidades ou atividades que se enquadram como atividade econômica em
comodidades materiais para a população em geral, sentido amplo, detendo à possibilidade de exploração com
executada sob regime jurídico de direito público pela intuito lucrativo. Estão insculpidos no artigo 175 da Lei
administração pública ou, se for o caso, por particulares Maior.
delegatários (concessionários e permissionários, ou, ainda,
d) Serviços próprios e impróprios: Os serviços
em restritas hipóteses, detentores de autorização de serviços
próprios são as atividades prestadas diretamente pelo
público)”.
Administração Pública ou, indiretamente mediante
8.1 Classificação delegação a particulares, sob o regime de direito público, e
representam certas comodidades materiais para a
Inúmeras são as classificações dos serviços públicos,
população.
todavia, nos limitaremos às seguintes:
Já os serviços impróprios seriam as atividades
a) Serviços gerais e individuais: Os serviços gerais (uti
executadas por particulares sem delegação, sob regime
universi), possuem usuários indeterminados e
privado e controlados e fiscalizados pelo Estado em
indetermináveis, de sorte que são prestados a toda
decorrência do Poder de Polícia.
coletividade, indistintamente. Ex:. iluminação pública.
8.2 Regulamentação e controle
Em outro prisma, os serviços individuais, específicos
ou singulares (uti singuli), possuem usuários determinados e Para execução dos serviços públicos é primordial
os serviços divisíveis. Por conseguinte, a Administração que
que haja disciplina normativa que o regulamente, e está
é prestadora do serviço é capaz de mensurar a utilização por
parte de cada usuário. Ex:. energia elétrica. regulamentação só pode ser realizada pela entidade que
tem competência para execução do serviço.
b) Serviços delegáveis e indelegáveis: Os serviços
delegáveis são aqueles que podem ser prestados No que tange ao controle, este é inerente à
diretamente pelo Estado (centralizados) ou indiretamente titularidade do serviço, uma vez que, recebendo
por meio das entidades que integram a Administração determinada pessoa federativa competência para instituir
indireta, ou, ainda, através dos particulares em prestação um serviço, cabe a esta também seu devido controle.
delegada (descentralizados). Ex:. transporte coletivo de
Vale lembrar que este controle pode ser interno
transporte rodoviário de passageiros.
quando a aferição se voltar para os órgãos da administração
Em outra vertente, os serviços indelegáveis são incumbidos da atividade, ou ainda externo quando a
aqueles de prestação exclusiva e direta pelo Estado Administração procede à fiscalização de particulares
(centralizados). ex:. defesa nacional. colaboradores, bem como aspectos administrativos,
OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 50/64
NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
financeiros e institucionais de pessoas da administração em sentido inverso, o órgão competente para a prestação
descentralizada. do serviço é integrante da Administração Indireta que detém
a titularidade do serviço.
8.3 Formas de prestação
8.4 Concessão, permissão e autorização de serviços
8.3.1 Centralização
públicos

Os serviços são prestados diretamente pela própria


8.4.1 Concessão
Administração Pública Direta U/E/M/DF, sendo também
conhecida como prestação direta. Na visão do autor José dos Santos Carvalho Filho, o
conceito de concessão de serviço público “é o contrato
8.3.2 Descentralização
administrativo pelo qual a Administração Pública transfere à

Nesta, os serviços são prestados pela Administração pessoa jurídica ou a consórcio de empresas a execução de

Pública Indireta A/EP/SEM/FP, conhecida também como certa atividade de interesse coletivo, remunerado através do

prestação indireta, esta, diversamente, é realizada por sistema de tarifas pagas pelo usuário”. (grifo nosso).

particulares mediante delegação, nas modalidades


A concessão depende de lei específica para sua
concessão ou permissão de serviços públicos, ambas
realização e ainda de prévia licitação na modalidade
obrigatoriamente devem ser precedidas de licitação.
concorrência, uma vez que envolve interesse da

A descentralização pode ainda ser por serviços ou coletividade.


outorga legal, no qual uma lei específica cria uma entidade
O referido negócio jurídico tem natureza contratual
com personalidade jurídica própria ou autoriza a criação da
(contratos administrativos, contratos de gestão), sendo
mesma atribuindo assim, a titularidade e execução de
assim estão submetidas basicamente ao regime de direito
determinado serviço público.
público. Vale mencionar que o prazo do contrato, é em

Finalizando, a descentralização pode ser por regra, por tempo determinado, podendo ser prorrogado nas

colaboração ou mediante delegação, nesta a atribuição de condições estipuladas no mesmo.


um serviço público é atribuída a um particular, sendo
A celebração do contrato é realizada com pessoas
concretizada por meio de concessão, permissão e em alguns
jurídicas e ainda com consórcios de empresas, não podendo
casos por autorização. Vale lembrar que, nestes casos a
neste vértice, ser realizado com pessoas físicas. Não há
titularidade continua sendo do Poder Público, cabendo
precariedade na celebração do contrato e este não pode ser
temporariamente ao particular à prestação do serviço
revogado.
mediante remuneração.
O artigo 58 da Lei 8.666/83 dispõe quanto às
8.3.3 Desconcentração
prerrogativas conferidas á Administração pública (cláusulas

Quando na estrutura de uma determinada entidade exorbitantes) – característica marcante nos contratos

existam órgãos dotados de competência específica para a administrativos celebrados por meio da concessão de

prestação de serviços públicos determinados, têm-se a serviços públicos, podendo ser citados a alteração unilateral

figura da desconcentração. do contrato, fiscalização da execução do contrato, dentre


outras. Já o artigo 29 da Lei 8.987/95, prevê alguns encargos
Esta ainda pode ser desconcentrada centralizada –
que devem ser observados pelo poder concedente como a
quando o órgão competente para prestação do serviço é
aplicação de penalidades regulamentares e contratuais,
integrante da Administração Direta titular do serviço. Ou
estimulação do aumento da qualidade, produtividade,
ainda pode ser desconcentrada descentralizada – quando
ATUALIZA JURIS 51/64
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preservação do meio ambiente e conservação, dentre A permissão também possui prerrogativas bem
outros. como encargos, como a mutabilidade – que permite ao
permitente alteração de condições quanto à execução do
Quanto à responsabilidade da execução do serviço,
serviço em virtude de reclamos de ordem administrativa; a
o concessionário assume todos os riscos que o
fiscalização que é poder jurídico intrínseco pertencente a
empreendimento proporcionar. No que tange ao ilícito civil,
quem delega o serviço, tendo o permitente, o poder de
a atividade do concessionário se sujeita à responsabilidade
verificar se a comunidade destinatária dos serviços os tem
objetiva (artigo 37, § 6º, CF), contudo, não possuindo o
recebido a contento; dentre outros presentes nas Leis
concessionário meios para reparar os prejuízos causados, é
8.666/93, 8.987/95 aplicáveis tanto nas concessões como
possível ao lesado se dirigir ao concedente para que este o
nas permissões de serviços públicos.
repare em decorrência da responsabilidade subsidiária que
lhe é característica. No que toca à responsabilidade da execução do
serviço, havendo dano em virtude de má prestação do
8.4.2 Permissão
serviço, independente de culpa por parte do agente, o

O artigo 2º, IV da Lei 8.987/95 traz em seu bojo permitente, bem como os permissionários possuem
uma definição de permissão como sendo “delegação, a obrigação de reparação em decorrência da responsabilidade

título precário, mediante licitação, da prestação de serviços objetiva proposta no artigo 37, §6º da Carta Magna.

públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou


8.4.2.1 Quadro Diferenciado: Concessão X Permissão
jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho,
por sua conta e risco”. Concessão Permissão
Natureza contratual Natureza contratual
José dos Santos Carvalho Filho conceitua permissão
(contrato de adesão)
de serviços públicos como “contrato administrativo através
Prazo determinado Prazo determinado
do qual o Poder Público (permitente) transfere a um
Celebração com pessoas Celebração com pessoas
particular (permissionário) a execução de certo serviço
jurídica ou consórcio de físicas ou jurídicas
público nas condições estabelecidas em normas de direito
empresas
público, inclusive quanto à fixação do valor das tarifas”.
Não há precariedade Delegação a título precário
O referido negócio jurídico possui natureza de ato Não é cabível revogação Cabível revogação unilateral
administrativo (contrato de adesão), diferentemente da contratual do contrato pelo poder
concessão que detém natureza contratual. A permissão concedente
exige também realização de licitação, entretanto, ao
contrário da concessão, naquela não há modalidade
8.4.2.3 Formas de extinção das Concessões e Permissões
obrigatória a ser seguida.

O artigo 35 da Lei 8.987/95 propõe as formas de


A celebração do contrato é realizada com pessoa
extinção aplicáveis às concessões e permissões por força do
física ou jurídica, não podendo neste diapasão ser realizado
parágrafo único do artigo 40 da lei supra.
com consócio de empresas como ocorre na concessão. A
delegação é feita a título precário, por prazo determinado e a) Advento do termo contratual: Forma normal de
com possibilidade de revogação unilateral do contrato pelo extinção, uma vez que, chegando ao fim o prazo
permitente. estabelecido no respectivo contrato nada mais usual que seu
fim.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 52/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
b) Rescisão: decorre em virtude de fato superveniente 9 Controle e responsabilização da Administração
à celebração do contrato. Por conseguinte, decorre do
José dos Santos Carvalho Filho conceitua controle
descumprimento de normas contratuais pelo poder
da Administração Pública como “o conjunto de mecanismos
concedente – e seu único caminho para rescisão é a judicial.
jurídicos e administrativos por meio dos quais se exerce o
c) Anulação: Extinção decretada quando o pacto foi poder de fiscalização e de reversão da atividade
firmado com vício de ilegalidade ou ilegitimidade. A administrativa em qualquer das esferas de poder”.
decretação desta pode se dar por via administrativa ou
Neste diapasão, Marcelo Alexandrino e Vicente
judicial e seus efeitos são ex tunc (retroativos).
Paulo nos trazem o seguinte conceito de controle da
d) Caducidade: Ocorre quando há a inexecução ou administração “o conjunto de instrumentos que o
descumprimento total ou parcial do contrato por parte da ordenamento jurídico estabelece a fim de que a própria
concessionária. Administração Pública, os Poderes Judiciário e Legislativo, e
ainda o povo, diretamente ou por meio de órgãos
e) Encampação: É a retomada do serviço pelo poder
especializados, possam exercer o poder de fiscalização,
concedente durante, antes do término do prazo de
orientação e revisão da atuação administrativa de todos os
concessão, por motivos de interesse público, como disposto
órgãos, entidades e agentes públicos, em todas as esferas de
no artigo 37 da Lei 8.987/95. Restando ainda indispensável
Poder”.
que haja interesse público, lei autorizativa específica e
pagamento prévio da indenização para que ocorra o 9.1 Controle Administrativo
fenômeno da encampação.
É aquele que se origina da própria Administração
8.4.3 Autorização Pública realizável sobre suas atividades, sendo conhecido
como controle interno derivado da autotutela administrativa
No entendimento de Marcelo Alexandrino e Vicente
(Súmula 473 do STF).
Paulo, autorização de serviço público é definida como “ato
administrativo discricionário mediante o qual é delegada a A doutrina e as leis mencionam e tratam de
um particular, em caráter precário, a prestação de serviço diversos tipos de meios e instrumentos que podem ser
público que não exija elevado grau de especialização técnica, utilizados pelo administrado para provocar o controle
nem vultoso aporte de capital”. (grifo nosso) administrativo, todos, porém, espécies do direito de petição,
insculpido no artigo 5º, XXXIV da Carta Maior.
A autorização é formalizada por decreto e portaria,
por se tratar de ato discricionário e precário, de maior Teceremos breves comentários sobre alguns destes
interesse ao particular, pode ser revogado a qualquer meios e instrumentos utilizados pelos administrados, bem
momento pela Administração sem pagamento de como dos recursos administrativos que na visão de José dos
indenização ao particular. Vale destacar que não há Santos Carvalho Filho “são meios formais de controle
necessidade de prévia licitação para delegação, bem como administrativo, através dos quais o interessado postula,
necessidade de delegação de prerrogativas públicas. junto a órgãos da Administração, a revisão de determinado
ato administrativo”.

ATUALIZA JURIS 53/64


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a) Representação: Recurso administrativo pelo qual o 9.2 Controle Legislativo
administrado ou servidor público qualquer, tendo de algum
É o controle exercido pelos órgãos legislativos ou
modo informações/notícias de irregularidades, ilegalidades
comissões parlamentares visando à fiscalização da
ou condutas abusivas oriundas de agentes da Administração
Administração Pública sob os aspectos políticos e
– profere denúncia visando à apuração e a regularização
financeiros, sendo, portanto um controle externo.
destas anomalias.
9.2.1 Da fiscalização contábil, financeira e orçamentária
b) Reclamação: modalidade de recurso administrativo
utilizada para postular a revisão de atos prejudiciais quanto Esta é exercida sobre os atos de todas as pessoas
aos direitos e interesses de determinado administrado. De que administrem bens ou dinheiros públicos.
acordo com Decreto 20.910/32, o prazo quanto ao direito de
Pode se apresentar de duas formas: Interno:
revisão se extingue em um ano.
controle pleno, de legalidade, conveniência, oportunidade e
c) Pedido de reconsideração: Refere-se ao recurso eficiência. Exercido pelo próprio poder responsável por
administrativo solicitado à mesma autoridade que praticou o determinado recurso público; Externo: exercido pelo Poder
ato o qual se insurge o recorrente, visando assim, nova Legislativo com o auxílio do Tribunal de Contas (órgão
apreciação. O prazo de pedido de reconsideração será de independente; auxiliar do Poder Legislativo quanto ao
um ano se não houver prazo diverso fixado em lei. controle externo, sobretudo financeiro, não existindo
hierarquia entre os mesmos; o artigo 71 da CF dispõe
d) Revisão: Modelo de recurso administrativo
quanto ao Tribunal de Contas da União – TCU) com intuito
apresentado em face de uma determinada decisão
de verificar a probidade da atuação da Administração e a
administrativa com intuito de desfazê-la ou abrandá-la,
regularidade na utilização de recursos públicos. O artigo 70
geralmente em virtude de fatos novos que demonstrem o
da Carta política discorre acerca desta atuação do Poder
erro da penalidade aplicada.
Legislativo.
e) Processo Administrativo: Na escorreita visão de
9.3 Controle Judiciário
Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo processo
administrativo é “uma série de atos ordenados em uma Forma de controle que possibilita a fiscalização do
sucessão lógica, a qual tem por finalidade possibilitar à Poder judiciário sobre os demais Poderes (Legislativo e
administração pública a prática de um ato administrativo Executivo) e sobre seus próprios atos.
final ou prolação de uma decisão administrativa final”.
Há alguns tipos especiais de ações contra atos do
Poder Público como:

a) Mandado de Segurança – Disposto no artigo 5º, §


LXIX da CF; Lei 12.016/09.

b) Ação Popular: Previsto no artigo 5º, § LXXIII da CF;


Lei 4.717/65.

c) Ação civil pública: Insculpido no artigo 129, III da


CF; Lei 7.347/85. Dentre outros.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 54/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
10 Responsabilidade Civil do Estado Vale ressaltar que o ônus da prova de culpa por
parte do particular, quando existente, cabe à Administração
Tem sua gênese no Direito Civil. Também
Pública.
denominada de responsabilidade extracontratual, pode-se
compreender como a obrigação que tem o Estado de Não se pode olvidar que o Estado em casos de culpa
indenizar os danos patrimoniais ou morais que seus agentes exclusiva da vítima, caso fortuito (obra do acaso;
causem aos particulares. inesperado) ou força maior (eventos irresistíveis) –
(excludentes de responsabilidades) pode se eximir da
10.1 Evolução
obrigação de indenizar. Enquanto que, nos casos de culpa

10.1.1 Irresponsabilidade do Estado concorrente, não se exclui a responsabilidade, tão somente


se atenua o quantum (indenização).
Nesta fase o Estado não respondia pelos seus atos
lesivos, ou seja, imperava a não responsabilização do Estado. 10.1.5 Teoria do Risco Integral

Sua maior notoriedade aconteceu nos regimes No que toca à Teoria do Risco Integral, o Estado não

absolutistas, visto que o rei, nestas épocas, não poderia lesar pode se afastar quanto à obrigação de indenizar, não sendo,
seus súditos, pois o mesmo não cometia erros. por conseguinte, alcançado pelas excludentes de
responsabilidade.
Esta fase, por sua vez, encontra-se totalmente
superada. Ainda neste prisma, pode-se perceber certa
exacerbação da responsabilidade civil do Estado, visto que,
10.1.2 Responsabilidade com culpa civil comum do
mesmo que ficasse comprovada a existência de culpa
Estado
exclusiva da vítima, ainda assim a indenização seria devida

Pretendeu-se nesta fase a equiparação do Estado por parte do Estado.

ao indivíduo, obrigando-o a indenizar os danos causados aos


10.2 Responsabilidade Subjetiva
particulares quando da comprovação de que seus agentes
agiram com dolo ou culpa. Traz a jurisprudência o entendimento de que os
danos ocasionados por omissões do Poder Público – levam o
10.1.3 Teoria da Culpa Administrativa
Estado a responder na modalidade responsabilidade civil

Nesta, em estágio de evolução, o Estado tem o subjetiva.

dever de indenizar o dano sofrido pelo particular quando da


Desta forma, ao indivíduo que sofreu o dano basta
comprovação da culpa anônima ou falta de serviço.
provar que houve falta na prestação de um determinado

Pode-se decorrer falta de serviço da inexistência, mau serviço para que nasça a responsabilização por parte do

funcionamento ou retardamento dos serviços. Estado.

10.1.4 Teoria do Risco Administrativo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo assim nos
ensinam “para que danos decorrentes de atos de terceiros
Quanto à Teoria do Risco Administrativo, existindo ou de fenômenos da natureza gerem para o Estado
o fato do serviço e o nexo direto de causalidade entre o fato obrigação de indenização, é necessário que a pessoa que
ocorrido, presume-se a culpa da Administração. sofreu o dano prove que para o resultado danoso concorreu
determinada omissão culposa da Administração Pública, na
modalidade “culpa administrativa”, isto é, sem

ATUALIZA JURIS 55/64


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individualização de um agente público específico cuja Por fim, um mesmo ato lesivo de determinado
conduta omissiva teria ocasionado a falta de serviço”. agente público pode resultar em responsabilização
cumulativa nas esferas administrativas, cível e penal,
10.3 Responsabilidade Objetiva
independentes, a priori. Contudo, quando agente público for

Impende destacar o artigo 37, § 6º da CF: absolvido na esfera penal cujo fundamento seja a negativa
de autoria ou inexistência de fato estas interferem nas
Artigo 37, § 6º. As pessoas jurídicas de direito
esferas administrativa e civil, sendo o mesmo inocentado
público e as de direito privado prestadoras de serviços
nas demais áreas.
públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade causarem a terceiros, assegurado o direito de
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

A responsabilidade civil objetiva alcança todas as


pessoas jurídicas de direito público e às pessoas de direito
privado que prestam serviços públicos, não incluindo assim,
as Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista que
exploram atividades econômicas.

Importante destacar que os possíveis danos


acarretados devem ter sido praticados por agente público,
inadmissível, portanto, que determinado dano tenha
ocorrido por atuação de indivíduo que não tenha nenhum
vínculo com a Administração Pública.

Não se pode olvidar que o plenário do Supremo


Tribunal Federal, em 26 de agosto de 2009 asseverou que
existe responsabilidade civil objetiva das empresas que
prestam serviços públicos em relação a terceiros usuários,
bem como em relação aos terceiros não usuários.

No que tange à reparação do dano, o particular que


sofreu o sinistro praticado por agente público deve intentar
ação de indenização em face da Administração Pública e não
diretamente contra o agente causador do dano, não
podendo ainda ajuizar ação concomitantemente contra
agente público e Estado.

Quanto ao aspecto da ação regressiva, esta poderá


ser proposta pela Administração contra agente público,
todavia, somente será cabível quando comprovados dolo ou
culpa por parte do agente público.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 56/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
SÚMULAS DO STF – DIR. ADMINISTRATIVO SÚMULA nº 517: As sociedades de economia mista
só têm foro na justiça federal, quando a união intervém
SÚMULA nº 15: Dentro do prazo de validade do
como assistente ou opoente.
concurso, o candidato aprovado tem o direito à nomeação,
quando o cargo for preenchido sem observância da SÚMULA nº 556: É competente a justiça comum
classificação. para julgar as causas em que é parte sociedade de economia
mista.
SÚMULA nº 16: Funcionário nomeado por
concurso tem direito à posse. SÚMULA nº 679: A fixação de vencimentos dos
servidores públicos não pode ser objeto de convenção
SÚMULA nº 20: É necessário processo
coletiva.
administrativo com ampla defesa, para demissão de
funcionário admitido por concurso. SÚMULA nº 681: É inconstitucional a vinculação do
reajuste de vencimentos de servidores estaduais ou
SÚMULA nº 21: Funcionário em estágio probatório
municipais a índices federais de correção monetária.
não pode ser exonerado nem demitido sem inquérito ou
sem as formalidades legais de apuração de sua capacidade. SÚMULA nº 682: Não ofende a constituição a
correção monetária no pagamento com atraso dos
SÚMULA nº 22: O estágio probatório não protege o
vencimentos de servidores públicos.
funcionário contra a extinção do cargo.
SÚMULA nº 684: É inconstitucional o veto não
SÚMULA nº 36: Servidor vitalício está sujeito à
motivado à participação de candidato a concurso público.
aposentadoria compulsória, em razão da idade.
SÚMULA nº 685: É inconstitucional toda
SÚMULA nº 339: Não cabe ao poder judiciário, que
modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-
não tem função legislativa, aumentar vencimentos de
se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao
servidores públicos sob fundamento de isonomia.
seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual

SÚMULA nº 340: Desde a vigência do código civil, anteriormente investido.

os bens dominicais, como os demais bens públicos, não


SÚMULA nº 686: Só por lei se pode sujeitar a exame
podem ser adquiridos por usucapião.
psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.

SÚMULA nº 346: A administração pública pode


SÚMULA nº 726: para efeito de aposentadoria
declarar a nulidade dos seus próprios atos.
especial de professores, não se computa o tempo de serviço

SÚMULA nº 473: A administração pode anular seus prestado fora da sala de aula.
próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam
SÚMULAS DO STJ – DIR. ADMINISTRATIVO
ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los,
por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os SÚMULA nº 103: Incluem-se entre os imóveis
direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a funcionais que podem ser vendidos os administrados pelas
apreciação judicial. forças armadas e ocupados pelos servidores civis.

SÚMULA nº 508: Compete à justiça estadual, em SÚMULA nº 127: É ilegal condicionar a renovação
ambas as instâncias, processar e julgar as causas em que for da licença de veículo ao pagamento de multa, da qual o
parte o Banco do Brasil S.A. infrator não foi notificado.

ATUALIZA JURIS 57/64


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SÚMULA nº 312: No processo administrativo para Questões de Direito Administrativo da prova de agente de
imposição de multa de trânsito, são necessárias as polícia da PC/RO – 2009.
notificações da autuação e da aplicação da pena decorrente
01. (PC/RO 2009) Os poderes administrativos
da infração.
podem ser caracterizados como o conjunto de prerrogativas
SÚMULA nº 343: É obrigatória a presença de de direito público que a ordem jurídica confere aos seus
advogado em todas as fases do processo administrativo agentes para o fim de permitir que o Estado alcance seus
disciplinar. (cancelada pela superveniência da súmula fins.
vinculante nº 5 do STF).
A Administração Pública, ao apurar infrações e
SÚMULA nº 346: É vedada aos militares aplicar penalidades aos servidores públicos e demais
temporários, para aquisição de estabilidade, a contagem em pessoas com as quais ela mantém um contrato, está
dobro de férias e licenças não gozadas. exercendo, precipuamente, um dos poderes administrativos.
O poder administrativo acima descrito é:
SÚMULA nº 373: É ilegítima a exigência de depósito
prévio para admissibilidade de recurso administrativo. A) hierárquico.

SÚMULA nº 378: Reconhecido o desvio de função, o B) de Polícia.


servidor faz jus às diferenças salariais decorrentes.
C) normativo.
SÚMULA nº 467: Prescreve em cinco anos,
D) regulamentar.
contados do término do processo administrativo, a
pretensão da Administração Pública de promover a E) disciplinar.
execução da multa por infração ambiental.

02. (PC/RO 2009) O ato administrativo, segundo a


maioria da doutrina, possui cinco elementos que precisam
ser respeitados para que o ato seja considerado válido.
APOSTILA PÓS EDITAL
Supondo que o administrador público, ao praticar um ato
ATUALIZADA ATÉ O DIA 06/04/2014 administrativo, o faz quando não tinha a atribuição legal
para fazê-lo.

Diante deste caso, o elemento do ato


administrativo que está eivado de vício é:

É INEVITÁVEL A) motivo.

B) objeto.

C) finalidade.

D) forma.

E) competência.

OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 58/64


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
03. (PC/RO 2009) O Estado, para a consecução de 04. (PC/RO 2009) Analise as assertivas abaixo,
seus fins, utiliza-se dos seus agentes, sendo estes o assinalando aquela que está em consonância com as normas
elemento físico e volitivo através do qual atua no mundo de direito administrativo consagrada na Constituição da
jurídico. Para isso, o ordenamento jurídico confere aos República Federativa do Brasil de 1988.
agentes públicos certas prerrogativas quando no exercício
A) O prazo de validade do concurso público será de dois
de sua função, como também elenca algumas restrições aos
anos, prorrogável por igual período.
exercentes dos cargos públicos, bem como prevê
rigorosamente sua forma de ingresso no serviço público. B) É proibido ao servidor público civil o direito à livre
Dentre as assertivas abaixo, assinale aquela que está em associação sindical.
consonância com o regime constitucional dos agentes
C) A lei não precisa reservar percentual dos cargos e
públicos.
empregos públicos para as pessoas portadoras de
A) A norma constitucional vigente proíbe o tratamento deficiência e definirá os critérios de sua admissão.
normativo discriminatório em razão da idade, porém,
D) Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do
segundo o Supremo Tribunal Federal, é permitida a
Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo
limitação de idade em concurso público, nas hipóteses em
Poder Executivo.
que essa limitação puder ser justificada em virtude da
natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. E) É proibida a contratação temporária mesmo que para
atender a necessidade excepcional de interesse público.
B) Em matéria de acumulação remunerada de cargos
públicos, admite-se a acumulação de um cargo de policial
com outro técnico ou científico.

C) Servidor celetista, se admitido mediante concurso


público, adquire estabilidade após três anos de exercício.

D) Com a superveniência da EC 19/98, que implantou a


reforma administrativa do Estado, foi abolido o regime
jurídico único, anteriormente previsto no Art. 39 da
Constituição Federal de 1988, permitindo que, atualmente,
um ente federativo contrate para integrar seus quadros,
grupos de servidores estatutários e grupos de servidores sob
o regime celetista, desde que, é claro, seja a organização
funcional estabelecida em lei.

E) Candidato aprovado dentro do número de vagas, não tem


direito adquirido à contratação pela administração, eis que
se trata de mera expectativa de direito, sendo a contratação
submetida a critérios de conveniência e oportunidade,
segundo a máxima da supremacia do interesse público.

ATUALIZA JURIS 59/64


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Gabarito: 1: E; 2: E; 3: A; 4: D Referências bibliográficas:

PARABÉNS POR TER CHEGADO ATÉ AQUI! Alexandrino, Marcelo; Vicente, Paulo – Direito
Administrativo Descomplicado, 18 edição, Forense, São
Paulo, Método, 2010.
“VISTE O HOMEM DILIGENTE EM SUA OBRA?
Carvalho Filho, José dos Santos – Manual de Direito
PERANTE REI SERÁ POSTO, NÃO PERMANECERÁ ENTRE OS
Administrativo, 22 edição, Lumen Juris, Rio de Janeiro, 2009.
DEPOSIÇÃO INFERIOR”. Provérbios 22.29.
Andrade, Flávia Cristina Moura de – Direito
Administrativo, 2 edição, Premier Máxima, São Paulo, 2008.
“VISTE O CONCURSEIRO DILIGENTE EM SEUS
ESTUDOS PERANTE O CARGO PÚBLICO SERÁ POSTO, NÃO
PERMANECERÁ ENTRE OS REPROVADOS.” OS
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cultiva a inteligência achará o bem.”
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“O homem sábio é forte, e o homem de conhecimento
consolida a força.”
Provérbios 24:5

“Ouve tu, filho meu, e sê sábio, e dirige no caminho o teu


coração.”
Provérbios 23:19

“Viste o homem diligente na sua obra? Perante reis será


posto; não permanecerá entre os de posição” inferior.
Provérbios 22:29

'Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus


olhos, e te fartarás de pão.”
Provérbios 20:13

“Há ouro e abundância de rubis, mas os lábios do


conhecimento são jóia preciosa.”
Provérbios 20:15

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cerra os seus lábios é tido por entendido.”
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LÍNGUA PORTUGUESA
INFORMÁTICA BÁSICA
1. Compreensão e interpretação de textos.
2. Denotação e conotação. 1. Conceitos de Internet e Intranet;
3. Ortografia: emprego das letras e acentuação 2. Conceitos básicos e modos de utilização de
gráfica. Classes de palavras e suas flexões. tecnologias, ferramentas, aplicativos e
4. Processo de formação de palavras. procedimentos associados à Internet/Intranet;
5. Verbos: conjugação, emprego dos tempos, Ferramentas e aplicativos comerciais de
modos e vozes verbais. navegação, de correio eletrônico, de grupos de
6. Concordância nominal e verbal. discussão, de busca e pesquisa;
7. Regência nominal e verbal. 3. Conceitos de protocolos Word Wide Web,
8. Emprego do acento indicativo da crase. organização de informação para uso na
9. Colocação dos pronomes átonos. Internet, acesso a distância a computadores,
10. Emprego dos sinais de pontuação. transferência de informação e arquivos,
11. Semântica: sinonímia, antonímia, homonímia, aplicativos de áudio, vídeo, multimídia, uso da
paronímia, polissemia e figuras de linguagem. Internet na educação, negócios, medicina e
12. Funções sintáticas de termos e de orações. outros domínios;
13. Processos sintáticos: subordinação e 4. Conceitos de proteção e segurança;
coordenação. 5. Conceitos básicos e modos de utilização de
tecnologias, ferramentas, aplicativos e
ATUALIDADES procedimentos de informática: conceitos de
hardware e de software;
1. Tópicos referentes ao Brasil e ao mundo, 6. Procedimentos, aplicativos e dispositivos para
relevantes e atuais de diversas áreas, tais armazenamento de dados e para realização de
como política, economia, sociedade, educação, cópia de segurança (backup);
tecnologia, energia, relações internacionais, 7. Conceitos de organização e de gerenciamento
desenvolvimento sustentável, segurança e de arquivos, pastas e programas, instalação de
ecologia, suas inter-relações e suas vinculações periféricos; Processador de textos.
históricas. 8. MS Office Word/BROffice. Conceitos básicos.
Criação de documentos. Abrir e salvar
CONHECIMENTO REGIONAL documentos. Edição de textos. Estilos.
Formatação. Tabelas e tabulações. Cabeçalho e
1. Constituição do Estado de Rondônia. rodapé. Configuração de página. Corretor
2. Lei Complementar Estadual 68/92- Estatuto ortográfico. Impressão. Ícones. Atalhos de
dos Servidores Públicos do Estado de teclado. Uso dos recursos.
Rondônia. 9. Planilha Eletrônica. MS Office Excel/BROffice.
3. Lei Complementar 76/93 - Estatuto da Polícia Conceitos básicos. Criação de documentos.
Civil do Estado de Rondônia. Abrir e Salvar documentos. Estilos.
4. Região Norte: bacias hidrográficas. Formatação. Fórmulas e funções. Gráficos.
5. Geomorfologia: Planície Amazônica, Encosta Corretor ortográfico. Impressão. Ícones.
Setentrional do Planalto Brasileiro, Chapada Atalhos de teclado. Uso dos recursos.
dos Parecis e Vale do Guaporé. 10. Correio eletrônico. Conceitos básicos.
6. Rondônia: aspectos políticos, econômicos e Formatos de mensagens. Transmissão e
sociais, agricultura e pecuária. recepção de mensagens. Catálogo de
7. Criação do Estado de Rondônia e processos de endereços. Arquivos anexados. Uso dos
povoamento. recursos. Ícones. Atalhos de teclado. Geração
8. Núcleos de povoamento. Colonização. de material escrito, visual e sonoro.
9. Ferrovia Madeira- Mamoré (1ª fase e 2ª fase).
10. Ciclo da borracha (1ª fase e 2ª fase).
OS CONCURSEIROS DE RONDÔNIA 62/64
NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 31. Lei Maria da Penha.

NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO CONSTITUCIONAL


NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO PROCESSUAL PENAL
1. Direitos e deveres fundamentais, direitos e
deveres individuais e coletivos; direito à vida, à 1. Segurança Pública (art. 144, CRF/88). Atividade
liberdade, à igualdade, à segurança e à de Polícia Judiciária.
propriedade; direitos sociais; nacionalidade; 2. Da ação penal.
cidadania e direitos políticos; partidos 3. Princípios e Norma Processual Penal: fontes e
políticos; garantias constitucionais individuais; eficácia.
garantias dos direitos coletivos, sociais e 4. Interpretação retrospectiva e interpretação
políticos; prospectiva no Processo Penal.
2. Poder Executivo, 5. Princípios constitucionais na investigação
3. Poder Legislativo; criminal.
4. Poder Judiciário; 6. Investigação Criminal.
5. Defesa do Estado e das instituições 7. Do inquérito Policial.
democráticas: segurança pública; organização 8. Da prova. Da prova Ilícita.
da segurança pública; 9. Prisões processuais de natureza cautelar.
6. Da ordem social, seguridade e previdência. Prisão em flagrante. Prisão preventiva. Prisão
temporária (Lei n° 7.960/89). Habeas Corpus.
NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO PENAL 10. Nulidades na investigação Criminal e no
Processo penal.
1. A lei penal no tempo; a lei penal no espaço; 11. Habeas Corpus.
2. Infração penal: elementos, espécies; 12. Sistemas processuais penais.
3. Sujeito ativo e sujeito passivo da infração 13. O Juiz, O Ministério Público, a Autoridade
penal; Policial, o Defensor do acusado.
4. Tipicidade, ilicitude, culpabilidade, 14. Garantias constitucionais da investigação
punibilidade; criminal e do processo penal.
5. Excludentes de ilicitude e de culpabilidade; 15. Incidentes (sanidade e falsidade).
6. Imputabilidade penal; 16. Jurisdição e competência.
7. Concurso de pessoas; 17. Atribuição e circunscrição.
8. Extinção da punibilidade; 18. Dos prazos processuais e procedimentais.
9. Crimes contra a pessoa; 19. Da sentença.
10. Crimes contra o patrimônio; 20. Citações, Notificações e Intimações.
11. Crimes contra a dignidade sexual; 21. Preclusão. Incidentes (sanidade e falsidade).
12. Crimes contra a fé pública; 22. Abuso de Autoridade (Lei n° 4.898 de 1965).
13. Crimes de perigo comum; 23. Lei Antidrogas (Lei n° 11.343 de 2006).
14. Crimes contra a saúde pública; 24. Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n°
15. Crimes contra a Administração Pública; 8.069 de 1990).
16. Abuso de autoridade (Lei n.14.898/65); 25. Lei dos Juizados Especiais (Lei n° 9.099 De
17. Tráfico ilícito e uso indevido de drogas ilícitas 1995).
(Lei n. 11.343/2.006); 26. Lei dos Juizados Especiais Federais (Lei n°
18. Crimes da Lei n. 8.137/90); 10.259 de 2001).
19. Crimes hediondos (Lei n.1 8.072/90); 27. Violência doméstica e familiar contra a mulher
20. Crimes de trânsito; (Lei n° 11.340 de 2006).
21. Crimes do Estatuto do Desarmamento; 28. Lei da Interceptação telefônica (Lei n° 9.296 de
22. Crimes do Estatuto do Idoso; 1996).
23. Crimes do Estatuto da Criança e do 29. Lei da Execução Penal (Lei n° 7.210 de 1984).
Adolescente; 30. Lei do Crime Organizado (Lei n° 9.034 de 1995).
24. Contravenções Penais; 31. Propriedade Intelectual (Lei n° 9.609 de 1998).
25. Crimes Ambientais; 32. Competência da Polícia Judiciária Militar (Lei n°
26. Tortura; 9.299 de 1996).
27. Lei de Interceptação Telefônica; 33. Crimes Hediondos (Lei n° 8.072 de 1990).
28. Crime Organizado; 34. Proteção à vítima e a testemunha (Lei n° 9.807
29. Lei 7.716/89; de 1999).
30. Crimes do Código de Defesa do Consumidor;
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35. Lei º 12.830/2013 (dispõe sobre a investigação
criminal conduzida pelo delegado de polícia).
36. Alterações de todas as normativas
supracitadas.

NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO

11. Estado, governo e administração pública:


conceitos, elementos, poderes e organização;
natureza, fins e princípios;
12. Direito Administrativo: conceito, fontes e
princípios;
13. Organização administrativa da União;
administração direta e indireta;
14. Agentes públicos: espécies e classificação;
poderes, deveres e prerrogativas; cargo,
emprego e função públicos;
15. regime jurídico único: provimento, vacância,
remoção, redistribuição e substituição; direitos
e vantagens;
16. regime disciplinar; responsabilidade civil,
criminal e administrativa;
17. Poderes administrativos: poder hierárquico;
poder disciplinar; poder regulamentar; poder
de polícia; uso e abuso do poder;
18. Ato administrativo: validade, eficácia;
atributos; extinção, desfazimento e sanatória;
19. classificação, espécies e exteriorização;
vinculação e discricionariedade;
20. Serviços Públicos; conceito, classificação,
regulamentação e controle; forma, meios e
requisitos; delegação, concessão, permissão,
autorização;
21. Controle e responsabilização da administração:
controle administrativo; controle judicial;
controle legislativo;
22. Responsabilidade civil do Estado.

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