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DIREITO ADMINISTRATIVO

ATOS ADMINISTRATIVOS

CURSO DE TEORIA E EXERCÍCIOS

ATOS ADMINISTRATIVOS
DIREITO ADMINISTRATIVO
Professor Edson Marques
CURSO DE TEORIA E EXERCÍCIOS
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ATOS ADMINISTRATIVOS
Prof. Edson Marques

Olá! Vamos que vamos.

Hoje vamos estudar o tema mais cobrado em todos os


concursos. Então, prepare-se, pois tenho certeza que
estará em nossa prova. Vamos estudar os ATOS
ADMINISTRATIVOS.

É isso aí, vamos nessa. À batalha.

Bons estudos e grande abraço,

Prof. Edson Marques

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SUMÁRIO

1. Atos Administrativos ......................................................................... 4


1.1 Silêncio Administrativo ................................................................... 6
1.2 Atributos.......................................................................................... 8
1.3 Planos: Perfeição, Validade e Eficácia ............................................ 9
1.4 Requisitos ou Elementos ............................................................... 11
1.4.1 Competência .............................................................................. 11
1.4.2 Finalidade ................................................................................... 15
1.4.3 Forma ......................................................................................... 16
1.4.4 Motivo ........................................................................................ 17
1.4.5 Objeto......................................................................................... 19
1.5 Mérito Administrativo ................................................................... 19
1.6 Classificação .................................................................................. 19
1.7 Espécies ......................................................................................... 23
1.8 Extinção ......................................................................................... 24
1.9 Revogação ..................................................................................... 26
1.10 Anulação ...................................................................................... 28
1.11 Convalidação ............................................................................... 29
2. QUESTÕES COMENTADAS ............................................................... 32
3. QUESTÕES SELECIONADAS ........................................................... 161
4. GABARITO ..................................................................................... 211

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1. Atos Administrativos

A teoria do ato administrativo talvez seja um dos pontos


mais importantes do estudo do Direito Administrativo. Assim, devemos
entender o que é o ato administrativo e, para tanto, necessário
compreender como se dá seu surgimento.

Observe que no mundo há diversos fatos que


consubstanciam a realização de coisas, tal como andar, falar, chover,
um raio, um aperto de mão etc, ou seja, alguns fatos surgem de
condutas humanas e outros, independentemente dessa.

Nesse universo, nem todos os fatos interessam ao


Direito. Somente será objeto de atenção os que tenham implicação
jurídica, ou seja, os fatos mais importantes, aos quais se atribuem
algum efeito ou consequência no âmbito do Direito, de modo a fazer
surgir, extinguir, modificar ou alterar direitos ou obrigações.

Assim, somente interessam os fatos que têm reflexo na


ordem jurídica, denominando-se fatos jurídicos.

Para o Prof. Celso Antônio Bandeira de Mello fato


jurídico é “qualquer acontecimento a que o Direito imputa e
enquanto imputa efeitos jurídicos. O fato jurídico, portanto, pode
ser um evento material ou uma conduta humana, voluntária ou
involuntária, preordenada ou não a interferir na ordem jurídica”.

Com efeito, em relação aos fatos interessa-nos aqueles


que têm alguma influência no cotidiano da Administração Pública, ou
seja, os denominados fatos administrativos. Estes são considerados,
em sentido amplo, como toda atividade material que tem, por
objetivo, efeitos práticos no interesse da Administração
Pública.

Dessa forma, os fatos administrativos podem ser


voluntários ou naturais. São voluntários quando traduzem
providências desejadas pela Administração, através de sua

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manifestação volitiva ou por condutas administrativas que refletem


ações ou comportamentos administrativos. São naturais quando se
originam de eventos da natureza que refletem na órbita administrativa.

Podemos dizer, então, que os fatos administrativos ou


decorrem de atos administrativos ou surgem de eventos
naturais. Neste caso teríamos, por exemplo, a morte de um servidor.
Naquele, a execução material do ato administrativo (exemplo: a
derrubada de construção irregular decorrente de uma determinação
administrativa).

É de se mencionar que, para a Profa. Maria Sylvia Zanella


Di Pietro, os fatos que ocorrem no âmbito da Administração, mas não
têm qualquer efeito jurídico, são fatos da Administração, e a
realização material de certas condutas pela Administração estaria
englobada dentre os atos da Administração, sendo fato
administrativo apenas aqueles que decorrem de eventos naturais e
tenha consequências ou produzem efeitos jurídicos no âmbito do
Direito Administrativo.

Então, na lição da ilustre professora, os atos da


Administração seriam gênero dos quais teríamos as seguintes
espécies:

a) os atos de direito privado;


b) os atos materiais da administração;
c) atos de conhecimento, opinião, juízo ou valor;
d) os atos políticos;
e) os contratos;
f) os atos normativos; e,
g) os atos administrativos propriamente ditos.

O Prof. Bandeira de Mello, por outro lado, entende que


dentre os atos da Administração teremos os atos regidos pelo direito
privado, atos materiais (cirurgia, pavimentação de rua etc) e
atos políticos ou de governo.

De todo modo, é preciso esclarecer que nem todo ato


praticado pela Administração é tido como ato administrativo,

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alguns são atos da Administração, cuja expressão representa toda


atividade, jurídica ou não jurídica, que tem nascimento a partir da
Administração Pública, consoante dicção de Cretella Júnior.

Por isso, nem todos os atos praticados pela


Administração se caracterizam como atos administrativos, alguns, por
exemplo, são considerados atos privados, tal como a assinatura de um
cheque, o pagamento de uma fatura de telefone, a locação de um
imóvel, visto que são atos regidos por regras de direito privado.

Dessa forma, conforme conceitua Hely Lopes Meirelles,


ato administrativo é “toda manifestação unilateral de vontade
da Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha
por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar,
extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos
administrados ou a si própria”.

Nesse sentido, arremata Vicente Paulo e Marcelo


Alexandrino, esclarecendo que “o ato administrativo é uma
manifestação de vontade, de conteúdo jurídico, da
Administração Pública; o fato administrativo, por seu turno, não
é provido de conteúdo jurídico, não tem por escopo a produção
de efeitos jurídicos; configura a realização material, a execução
prática de uma decisão ou determinação da Administração”.

Devemos observar, ainda, que o Poder Judiciário e o


Poder Legislativo, no exercício de suas funções típicas, não praticam
atos administrativos, ou seja, praticam atos judiciais e legislativos,
respectivamente.

1.1 Silêncio Administrativo

Questão interessante diz respeito ao silêncio


administrativo, ou seja, a inércia, a omissão da Administração. Essa
pode ser considerada um ato administrativo? Ou um fato
administrativo?

Para o Prof. Bandeira de Mello as omissões da

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Administração Pública, ou seja, o silêncio da Administração, não


se enquadra como ato administrativo, sendo, portanto, um fato
administrativo, conforme adverte:

[...]
Na verdade, o silêncio não é ato jurídico. Por isto,
evidentemente, não pode ser ato administrativo. Este é
uma declaração jurídica. Quem se absteve de declarar,
pois, silenciou, não declarou nada e por isto não praticou
ato administrativo algum. Tal omissão é um ‘fato jurídico’
e, in casu, um ‘fato jurídico administrativo’.
[...]

Também o Prof. Carvalho Filho entende que “o silêncio


não revela a prática de ato administrativo, eis que inexiste
manifestação formal de vontade; não há, pois, qualquer
declaração do agente sobre sua conduta. Ocorre, isto, sim um
fato jurídico administrativo que, por isso mesmo, há de produzir
efeitos na ordem jurídica”.

Contudo, para a profa. Di Pietro “até mesmo o silêncio


pode significar forma de manifestação de vontade, quando a lei
assim o prevê; normalmente ocorre quando a lei fixa um prazo,
findo o qual o silêncio da administração significa concordância
ou discordância”.

Assim, podemos sintetizar três correntes:

a) O silêncio é um fato administrativo, que pode ou não


produzir efeitos jurídicos, a depender da lei (Celso
Antônio);

b) O silencio é um fato administrativo que produz


efeitos jurídicos (Carvalho Filho);

c) O silêncio pode significar manifestação de vontade e


produz efeitos na ordem jurídica (Di Pietro)

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1.2 Atributos

O ato administrativo tem características especiais, que


as denominamos de atributos do ato administrativo. Assim, na
visão clássica, teríamos: a presunção de legalidade, a
autoexecutoriedade e a imperatividade. Contudo, atualmente,
temos destacado os seguintes atributos:

P resunção de legitimidade e veracidade


A utoexecutoriedade
T Ipicidade
I mperatividade

A presunção de legitimidade e veracidade é o


atributo segundo o qual todo ato administrativo é proferido de acordo
com o ordenamento jurídico (legalidade) e são seus fundamentos
verdadeiros. Trata-se de presunção relativa (iuris tantum), ou seja,
admite-se prova em contrário.

Tal atributo é que permite a imediata execução dos atos


administrativos, ainda que defeituosos ou inválidos, enquanto não
pronunciada sua nulidade.

A imperatividade, também denominada por alguns de


coercibilidade, é a possibilidade que tem a Administração de criar
obrigações ou impor restrições, unilateralmente, aos administrados.
Decorre do chamado poder extroverso do Estado, ou seja, poder de
restringir direitos ou criar obrigações para particulares.

Com efeito, podemos constatar que esse atributo


somente estará presente nos atos administrativos que criem
obrigações ou restrições (atos de polícia, por exemplo), não estando
em outros atos (emissão de certidão), por não criarem qualquer
obrigação.

A autoexecutoriedade é o poder que tem a


Administração de imediata e diretamente, executar seus atos,
independentemente de ordem judicial. Pode-se dividir tal atributo em

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exigibilidade e executoriedade.

A exigibilidade seria a obrigação do particular em


cumprir as determinações da Administração (coerção indireta) e a
executoriedade seria o poder de a Administração fazer o particular
cumprir suas obrigações e em caso de não cumprimento ela mesma
adotar as medidas inerentes ao cumprimento do ato (coerção direta).

Assim, por exemplo, a multa administrativa não goza de


executoriedade, na medida em que a administração não pode se valer
de sua força para adentrar a esfera de patrimônio do administrado para
receber o referido valor. No entanto, é exigível, isso porque pode
obrigar o administrado a cumpri-la por meios indiretos, tal como
bloqueio de documento de veículo, por exemplo.

Por fim, tipicidade que é o atributo no qual o ato


administrativo deve corresponder às figuras estabelecidas previamente
no ordenamento jurídico, ou seja, o ato deve estar tipificado, deve
constar na lei como apto a produzir determinados efeitos.

1.3 Planos: Perfeição, Validade e Eficácia

Todos os atos jurídicos podem ser analisados sobre três


planos. O plano da validade, o plano da eficácia e o plano da perfeição.

É perfeito o ato administrativo quando ele completa seu


ciclo de formação, ou seja, quando completa todo o procedimento para
sua emanação. É válido quando produzido de acordo com os ditames
normativos. E, enfim, é eficaz quando disponível para produção de
seus efeitos, ou seja, quando independe de qualquer evento ou
condição.
Eficaz
Válido
Ineficaz
Perfeito
Eficaz
Inválido
Ineficaz

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Com efeito, é possível que o ato seja perfeito,


inválido e eficaz, ou seja, que completo seu procedimento, tenha sido
projetado com burla ao comando normativo, porém apto a produzir
efeitos. Ex.: um servidor que fora nomeado para um cargo público,
muito embora tenha sido aprovado no certame por meio de fraude.

Poderá ser perfeito, válido, ineficaz, ou seja, quando


completo seu ciclo e em conformidade com as exigências normativas,
sendo que não produz efeitos por não ter alcançado a condição ou
termo para iniciar a produção de seus efeitos.

Exemplo disso é a designação de servidor para ocupar o


cargo comissionado de assessor, a partir da vacância do cargo pelo
servidor Y no dia 31/12/2009, ou seja, o ato somente produzirá seus
efeitos com o advento do termo (termo é evento futuro e certo), ou,
em outro exemplo, fica exonerado o servidor da função quando for
promovido por merecimento. Veja que não se sabe quando será o
servidor promovido, portanto se trata de uma condição (condição é
evento futuro e incerto).

Pode, ainda, o ato ser perfeito, inválido e ineficaz,


quando o ato, em que pese estar completo seu procedimento, ele não
fora emanado segundo as orientações normativas e também não está
apto à produção de efeitos, por depender de termo ou condição.

Não devemos, portanto, confundir perfeição, validade e


eficácia, na medida em que estaremos em planos distintos de avaliação
do ato.

Ademais, o ato administrativo é pendente quando, muito


embora seja perfeito, ainda não produz seus efeitos, isso porque está
sujeito a condição ou termo. Condição é evento futuro e incerto. Termo
é evento futuro e certo. Portanto, o ato pendente é ato perfeito.

Há ainda os atos denominados consumados, ou seja, é


aqueles que já produziram todos os seus efeitos.

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1.4 Requisitos ou Elementos

Com base na Lei nº 4.717/65 (Lei de Ação Popular) é


possível extrair os requisitos ou elementos do ato administrativo,
sendo: Competência, Finalidade, Forma, Motivo e Objeto.

1.4.1 Competência

Competência é o poder conferido por lei a um


determinado agente público para desempenho de certas atribuições.

A competência sempre decorre de lei, sendo portanto


um dever seu exercício, ou seja, dever-poder, visto que o agente
não cabe escolher exercitá-la ou não, devendo atuar sempre e quando
for determinado por lei.

Diante disso, podemos dizer que a competência possui


as seguintes características:

 Seu exercício é obrigatório (dever-poder)

 É irrenunciável, não se admite que o agente renuncie,


abdique, ou seja, abra mão de sua competência.

 É intransferível, ou seja, não poderá o agente público


transferir para outrem o que lhe fora conferido por lei.

 É inderrogável, ou seja, não se modifica pela vontade do


agente, da Administração ou de terceiros. Somente a lei
pode modificá-la.

 É imprescritível, significando dizer que não importa em


perda de sua competência o simples fato de não tê-la
exercido, o agente público por certo período.

Nestes termos dispõe o art. 11 da Lei nº 9.784/99 (Lei


do Processo Administrativo) que “a competência é irrenunciável e se

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exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria,


salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos”.

Todavia, é possível ao agente público delegar, parcial e


temporariamente, suas atribuições, se e quando a lei permitir, de modo
que nesta situação ele poderá revogar a delegação a qualquer
tempo, não se tratando, portanto, de renúncia ou transferência
de sua competência.

Delegação é a transmissão de poderes para que outrem


realize certos atos pelo agente delegante. E, avocar é chamar para si
certos poderes de outro agente.

Com efeito, não é vedada a delegação e avocação de


competências. Todavia, deverão ser exercidas nos limites e termos
permitidos por lei.

Assim, devemos observar que a regra é a


possibilidade de delegação, conforme dispõe a Lei nº 9.784/99, na
medida em que, conforme estabelece o art. 13, somente é vedada a
delegação de: a) edição de atos de caráter normativo; b) a
decisão de recursos administrativos; c) as matérias de
competências exclusivas do órgão ou autoridade.

Diante disso, pode-se concluir que a delegação pode


ocorrer quando: a) não existir impedimento legal; b) houver
conveniência administrativa em razão de circunstâncias de índole
técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. Não poderá, no
entanto, ser total, deve ser apenas de parcela da competência e tem
que ser temporária, ou seja, feita por prazo determinado.

É importante mencionar que a delegação poderá ser feita


para órgão ou agentes que estejam subordinados à autoridade
delegante, como também poderá ser feita quando não exista
subordinação hierárquica. Significa dizer que o delegado, ou seja,
aquele que recebe a delegação, órgão ou agente, não precisa ser
necessariamente subordinado ao delegante.

O ato de delegação, conforme determina a Lei, deverá

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conter a matéria e os poderes transferidos, os limites da atuação do


delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível,
podendo conter ressalva de exercício de atribuições delegada.

Assim, os atos praticados pelo delegado, no exercício da


delegação, deverão constar tal fato, ou seja, que age na qualidade de
delegado, de modo que os atos que praticar nessa condição deverão
ser considerados editados pelo delegado.

Por fim, o ato de delegação poderá a qualquer


momento ser revogado pelo delegante, devendo, tanto este ato
como o da própria delegação ser publicado no meio oficial.

A avocação, por outro lado, é a possibilidade de um


superior hierárquico chamar para si o exercício, temporário e
excepcional, de parte de competências conferidas a um subordinado.

Portanto, é sempre temporária e se dará por motivos


relevantes devidamente justificados, não podendo ocorrer quando se
tratar de competência exclusiva do subordinado.

Dessa forma, a Lei nº 4.417/65 (Lei de Ação Popular –


LAP) diz que são nulos os atos praticados com vício de
incompetência, e que a incompetência caracteriza-se quando o
ato não se incluir nas atribuições legais.

Com efeito, quando tratamos de competência, somos


levados a verificar o denominado abuso de poder, ou seja, o uso
anormal do poder.

O uso do poder é a utilização normal das prerrogativas


públicas, abuso de poder é, conforme lição de José dos Santos Carvalho
Filho “a conduta ilegítima do administrador, quando atua fora dos
objetivos expressa e implicitamente traçados na lei”.

Diante disso, podemos perceber duas formas de vício


quanto ao uso do poder, sendo o excesso de poder e o desvio de
poder (desvio de finalidade).

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Ocorre o excesso de poder quando o agente atua fora


ou além dos limites da competência que lhe foi atribuída. O desvio de
poder ou de finalidade ocorre quando o agente, muito embora seja
competente, atua em descompasso com a finalidade estabelecida em
lei para a prática de certo ato.

Como disse, o desvio de poder também é conhecido


como desvio de finalidade, ou seja, conduta do agente público que dá
finalidade ao ato administrativo diverso daquela prevista na lei.
Exemplo do superior que, no sentido de punir, perseguir, o
subordinado, remove-o para comarca distinta da sua sede.

Tanto quando há excesso de poder ou desvio de poder,


diz-se que houve abuso de poder. Assim, agindo o agente, comete ato
ilícito administrativo (além de ilícito penal, Lei nº 4.898/65), visto que
o abuso de poder afronta o princípio da legalidade, sujeitando-se,
portanto, ao controle administrativo (autotutela) ou judicial (mandado
de segurança, por exemplo).

Ademais, podemos citar outros vícios relacionados à


competência, tal como a chamada usurpação de poder ou de função
e o exercício da função de fato.

A usurpação de função acontece quando um indivíduo


se faz passar pelo agente público competente para a realização de
certas atribuições. Por exemplo: pessoa que se faz passar por um
carteiro a fim de cometer ilícitos. Um agente da ABIN que se faz passar
por um Delegado de Polícia a fim de obter documentos constantes de
inquérito policial etc.

Já o exercício da função de fato se dá quando o


agente é investido em cargo, emprego ou função, muito embora exista
alguma irregularidade que torna esse ato ilegal. Aqui nós teríamos a
chamada teoria do servidor de fato, ou seja, de um agente que
de fato exerceu as atribuições ou competências administrativas
como se de direito fosse um servidor.

Nesse caso, deve ser aplicada a teoria da aparência,


de modo a considerar os atos praticados por tal agente como válidos

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ou pelo menos seus efeitos, eis que não seria dado ao cidadão
(administrado) imaginar que tal agente não era um servidor
legalmente investido nas atribuições do cargo.

O vício de competência poderá ensejar a


declaração de nulidade do ato. No entanto, em certos casos, tal
como o do exercício da função de fato, admite-se sua convalidação.

No entanto, se o vício acerca da competência diz respeito


à matéria, ou seja, se uma autoridade dispõe sobre matéria que não
está afeta à sua competência ou ainda se é matéria de competência
exclusiva, não há possibilidade de convalidação. De outro lado, se a
competência diz respeito tão-somente à pessoa, desde que não se trate
de competência exclusiva, mas o ato foi praticado no órgão
correspondente, haverá a possibilidade de convalidação.

Podemos, então, dizer que a competência será


sempre um elemento ou requisito vinculado, ou seja, sempre é
definida por lei.

1.4.2 Finalidade

A finalidade é outro requisito ou elemento do ato


administrativo e diz respeito ao fim perseguido pelo ato, ou seja, qual
o seu objetivo. Com efeito, todo e qualquer ato administrativo tem por
objetivo, por fim, atender ao interesse público.

Essa finalidade está sempre, expressa ou


implicitamente, estabelecida na lei, de modo que a finalidade é
sempre elemento vinculado.

A violação aos fins legais, como vimos, importa em vício


que acarreta a nulidade do ato administrativo, por abuso de poder,
denominado desvio de poder ou desvio de finalidade.

Os atos praticados com desvio de finalidade, ou seja,


com ofensa à finalidade, são, em regra, para atender a sentimento
pessoal do agente, que utiliza de seu poder, sua competência, para

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buscar a satisfação de seus desejos, violando a finalidade do ato.

1.4.3 Forma

A forma é o meio pelo qual se exterioriza a vontade da


Administração, ou seja, consiste na realização do ato segundo os
procedimentos ou solenidades descritas na norma. É como se
materializa o ato administrativo.

A doutrina clássica tem entendido que se trata também


de um elemento vinculado, pois a lei determina como o ato deva ser
praticado. Assim, em princípio, todo ato administrativo seria formal,
adotando-se, como regra, a forma escrita.

No entanto, nos termos do art. 22 da Lei nº 9.784/99, e


entendimento doutrinário mais moderno, ao qual aderimos, nem
sempre a forma está prevista em lei, ou seja, às vezes ela é livre.

Explico. Muito embora a Lei nº 9.784/99 determine que


os atos do processo administrativo sejam realizados por escrito, o
citado artigo estabelece que “os atos do processo administrativo não
dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a
exigir”.

Assim, é possível percebemos que a forma será livre,


salvo quando a lei expressamente a estabelecer. Teríamos, portanto, o
chamado princípio do formalismo moderado.

Entretanto, quando a lei estabelecer que a forma seja da


essência do ato, este somente será válido se observar tal
determinação, não sendo possível a sua convalidação por vício dessa
natureza.

De mais a mais, é importante destacar que poderemos


ter atos administrativos exteriorizados não só pela forma escrita, mas
por meio verbal, por gestos ou mímica, até mesmo por meio de
equipamentos ou sinais.

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1.4.4 Motivo

Motivo é o fundamento de fato e de direito que serve de


suporte ao ato administrativo, ou seja, como bem destacado por Hely
Lopes Meirelles, motivo ou causa, “é a situação de direito ou de
fato que determina ou autoriza a realização do ato
administrativo”.

É preciso, no entanto, diferenciarmos motivo e


motivação. A motivação, conforme leciona Celso Bandeira de Mello,
integra a formalização do ato, sendo a exteriorização, exposição, dos
fundamentos de fato e de direito que deram suporte a prática do ato,
ou seja, é a demonstração ou exposição dos motivos.

É controvertido, doutrinariamente, acerca da


obrigatoriedade de ser expor a motivação do ato administrativo, sendo
obrigatória para alguns (Celso Antônio, Di Pietro) e não obrigatória
para outros (José dos Santos). Há, ainda, o entendimento no sentido
de que a motivação seria obrigatória nos atos vinculados e dispensada
para atos discricionários.

Deve-se ressaltar, no entanto, que todo administrativo


tem um motivo, porém nem todos têm motivação.

Com efeito, alguns atos administrativos não precisam ser


motivados, ou seja, não carecem da exposição de seus motivos, tal
como é o caso da nomeação e exoneração de cargo comissionado, por
ser declarado de livre nomeação e exoneração.

Assim, a regra é os atos administrativos serem


motivados. Todavia, existem atos administrativos que não carecem de
motivação. Nesse aspecto, a Lei nº 9.784/99, exigiu expressamente a
motivação de alguns atos, conforme art. 50, que assim determina;

Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados,


com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos,
quando:
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;

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II - imponham ou agravem deveres, encargos ou


sanções;
III - decidam processos administrativos de concurso ou
seleção pública;
IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo
licitatório;
V - decidam recursos administrativos;
VI - decorram de reexame de ofício;
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a
questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e
relatórios oficiais;
VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou
convalidação de ato administrativo.

Desse modo, pode-se perceber que nem todos os atos


administrativos deverão ser motivados. No entanto, é salutar que a
Administração Pública, em razão do princípio da transparência,
corolário da publicidade, adote como regra a motivação de seus atos.

Assim, quando a motivação for obrigatória, trata-se de


exigência que diz respeito à forma, de modo que sua ausência nulifica
o ato, sendo vício insanável, pois não se admite a motivação posterior
na medida em que ela deve ser contemporânea ao ato praticado.

Diante disso, vale comentar a denominada Teoria dos


Motivos Determinantes. Para esta teoria os motivos, que deram
suporte à prática do ato, integram a sua validade, de maneira que se
forem falsos ou inexistentes o ato estará viciado, sendo inquinado de
nulidade.

Tal teoria aplica-se a qualquer ato, mesmo para aqueles


que não se exigem motivação, caso se tenha declarado o motivo, a
Administração estará vinculada ao que foi expressado.

Essa teoria funda-se no princípio de que o motivo do ato


administrativo deve sempre guardar correlação com a situação de fato
apresentada.

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1.4.5 Objeto

Objeto é o resultado prático que a Administração se


propõe a conseguir. É denominado, por alguns, como conteúdo, ou
seja, é o efeito jurídico imediato do ato administrativo, é a coisa, a
atividade, ou a relação de que o ato se ocupa e sobre o qual tende a
recair.

O objeto do ato administrativo pode ser discricionário


ou vinculado, consoante tenha ou não margem para escolha, entre
um objeto ou outro, pelo Administrador.

1.5 Mérito Administrativo

Conforme se enunciou, alguns dos elementos do ato


administrativo são sempre vinculados e outros, não.

Vinculação quer dizer que a lei não deu liberdade de


atuação do administrador, que deverá observar os estritos termos da
norma. Por outro lado, quando há certa margem de liberdade para
atuação do administrador, cabendo-lhe avaliar a conveniência e
oportunidade da prática do ato, diz-se que o ato é discricionário.

Será sempre vinculada a competência, a finalidade e,


como regra, a forma, eis que lei irá dispor sobre seus limites. Porém,
no tocante ao objeto e a valoração dos motivos, poderá a lei não dispor
de forma exaustiva, permitindo que a Administração possa escolher
qual o objeto a ser perseguido, bem como escolher dentre as razões
de fato e de direito que dão ensejo à prática do ato.

Assim, o mérito do ato administrativo é a avaliação


acerca da conveniência e oportunidade de se praticar o ato. Tal
aspecto somente pode ser encontrado no motivo e/ou no
objeto, já que somente nesses elementos há margem para se
decidir.

1.6 Classificação

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Os atos administrativos são classificados de diversas


formas. Assim, teremos quanto à liberdade de atuação, o ato
administrativo poderá ser vinculado ou discricionário.

Ato vinculado é aquele em que a lei fixa todos os


requisitos de sua realização, não havendo margem de liberdade para
atuação do agente público, de modo a proceder à avaliação da
conveniência e oportunidade da prática do ato. Ex. licença paternidade,
eis que ao nascer o filho do servidor este, automaticamente, saíra em
licença.

O ato discricionário é aquele em que há margem de


liberdade para atuação do agente público, cabendo-lhe decidir acerca
da conveniência e oportunidade em se praticar o ato. Exemplo:
concessão de férias que poderá ser de acordo com a conveniência e
oportunidade da administração.

Quanto à manifestação de vontade, o ato administrativo


poderá ser simples, complexo e composto.

Ato simples é o que decorre da manifestação de vontade


de um único órgão, colegiado (comissão disciplinar) ou singular (ato
do chefe). Este ato estará completo com a emanação de vontade desse
órgão, não dependendo de qualquer outra manifestação para ser
considerado perfeito e eficaz.

Ato complexo é o que decorre de manifestação de


vontade de dois ou mais órgãos, que se somam formando um único
ato.

Importante destacar que o ato só se considera formado


quando há as duas manifestações, uma delas apenas é insuficiente
para dar existência ao ato, somente com a junção das duas é que
estará formado. Nesse sentido, se dá como exemplo o ato de
aposentadoria de servidor. Sendo esse o entendimento, majoritário, no
âmbito do STJ e do STF.

E, por fim, ato composto é aquele que resulta da


manifestação de um só órgão, mas cuja produção dos efeitos depende

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de ato de outro órgão que o aprove. Ex. nomeação de Ministro do


Tribunal Superior. Uma vez nomeado, deverá ser sabatinado pelo
Senado e se aprovado poderá tomar posse no cargo. Aqui temos dois
atos, sendo que um é o principal e o outro é o acessório ou secundário.

Quanto ao destinatário, os atos administrativos podem


ser gerais ou individuais. Gerais são aqueles que não possuem
destinatários determinados, são abstratos e impessoais, ou seja, busca
atingir a todos que se enquadrem na mesma situação, indistintamente.

Os individuais possuem destinatários determinados,


certos, ou seja, faz previsão de uma situação concreta, cujo
beneficiário é determinado.

Assim, resoluções e portarias podem ser consideradas


exemplos de atos gerais. No entanto, também é possível termos
portarias como atos individuais.

No tocante às prerrogativas temos os atos de império,


os atos de gestão e os de mero expediente.

Os atos de império são aqueles caracterizados pelo poder


de coerção estatal, ou seja, a Administração atua com superioridade,
com poder de império (jus imperii).

Os atos de gestão são aqueles em que a administração


atua em patamar de igualdade com o administrado, ou seja, despida
de prerrogativas, de poder de império.

E os atos de mero expediente são atos de mera rotina


administrativa, de impulso processual, não sendo, na expressa técnica,
considerados atos administrativos.

Classificam-se também os atos administrativos no


tocante aos seus efeitos, quando teremos: ato constitutivo,
extintivo (desconstitutivo), declaratório, alienativo,
modificativo ou abdicativo.

Faço uma ressalva para tomarem muito cuidado com

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esse ponto, pois a doutrina não é uniforme acerca da definição dada


nessa classificação, havendo forte divergência entre os principais
autores brasileiros. Mas, de forma geral, vamos adotar o seguinte:

O ato constitutivo é aquele que cria uma nova situação


jurídica para seu destinatário. Tem-se a criação de uma situação
jurídica nova. Ex. nomeação de servidor, promoção do servidor,
concessão de licença etc.

Ato extintivo ou desconstitutivo é aquele que põe fim,


extingue, situações jurídicas existentes. Ex.: demissão, cassação de
autorização.

Ato modificativo é o ato que tem por fim alterar situações


já existentes, sem, contudo, suprimi-las.

Parte da doutrina entende que o ato constitutivo


englobaria também os modificativos e extintos, conforme o
entendimento da Profa. Di Pietro, segundo o qual o ato constitutivo é
aquele pelo qual a Administração cria, modifica ou extingue um direito
ou uma situação do administrado.

Ato declaratório é aquele que declara uma situação


preexistente, visado preservar o direito declarado. Trata-se de mera
certificação de fato ocorrido. Ex: certidão, atestado, homologação,
anulação e apostilamento.

A Profa. Di Pietro entende que declaratório seria o ato


que reconhece um direito que já existia antes do ato. Ex: uma isenção,
admissão, licença etc.

Ato alienativo é o ato que trata de transferência de bens


ou direitos de um titular a outro. Por isso, também é considerado ato
modificativo.

Ato abdicativo são os atos por meio o administrado abre


mão, abdica de um determinado direito.

A Profa. Di Pietro ainda cita os atos enunciativos, nos

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quais a Administração apenas atesta, reconhece determinado fato ou


emite juízo de conhecimento ou opinião, separando-o dos
declaratórios, como exemplo as certidões, declarações, pareceres etc.

1.7 Espécies

No tocante às espécies de atos administrativos temos o


seguinte:

a) atos normativos: são atos gerais e abstratos que


visam explicitar a maneira correta da aplicação da norma no âmbito
administrativo. (Ex. regulamentos, decretos, resoluções
administrativas, instruções normativas, deliberações e portarias de
conteúdo geral).

b) atos ordinatórios: são os atos emanados da hierarquia


administrativa que estabelecem ordem, organização e o funcionamento
da Administração, bem como da conduta funcional de seus agentes.
(Exemplo: circulares, avisos, portarias, ordens de serviços, ofícios e
despachos).

c) atos negociais: são atos administrativos contendo


uma declaração de vontade da Administração coincidente com a
pretensão do particular, ou seja, são declarações de vontade da
Administração que geram efeitos pretendidos pelo interessado. (Ex:
Licença, autorização, permissão, aprovação, visto, homologação).

d) atos enunciativos: são os atos que atestam,


certificam, enunciam ou declaram um fato ou situação, bem como
transmitem opinião da Administração sobre determinado assunto.
Todavia, não são emanações da manifestação unilateral de vontade da
Administração, tampouco vinculativos. (Ex: certidões, atestados,
pareceres opinativos)

e) atos punitivos: são atos que contêm imposição de


sanção, penalidade àqueles que vinculados à Administração infringiram
alguma disposição legal ou contratual, ou seja, são atos que têm a
finalidade de punir ou reprimir infrações administrativas. (Ex:

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advertência, demissão, multa contratual)

1.8 Extinção

O ato administrativo pode ser extinto por diversos


motivos, seja o ato eficaz ou ineficaz, podendo ocorrer sua extinção de
forma natural ou por vício que o inquine de ilegalidade ou ilegitimidade,
podendo, ademais, ser retirado por razões de mérito administrativo.

Assim, com suporte nessa lição, podemos apresentar as


seguintes formas de extinção do ato administrativo:

 Extinção natural
 Extinção subjetiva
 Extinção objetiva
 Retirada
 Renúncia

A extinção natural, ou seja, a extinção por ter o ato


administrativo cumprido seus efeitos ocorrerá quando:

a) o ato esgotou seu conteúdo jurídico, ou seja,


quando já surtiu todos os seus efeitos (ex. viagem realizada a serviço,
férias gozadas);

b) houve a execução material, isto é, quando o ato


alcançou seu objetivo, de modo que a providência que havia sido
determinada fora executada (a execução de uma ordem de demolição
de um prédio);

c) por implemento de condição resolutiva ou termo


final. No primeiro caso quando se dá um evento futuro e incerto
elencado pelo ato como fator extintivo de seus efeitos (ex.: um
servidor que assume um cargo comissionado, sob a condição de
permanecer até que seja feito novo concurso e o aprovado venha
assumir o cargo naquele setor). No segundo, quando ocorrer um
evento futuro e certo descrito como fator de extinção do ato (Ex.:
concedo licença capacitação para o servidor a ser exercida até o mês

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de maio).

A extinção subjetiva, ou seja, por desaparecimento do


sujeito ocorre quando desaparece o sujeito beneficiário do ato
(falecimento do servidor que obteve autorização para realizar certo
curso, ou do candidato nomeado para cargo público, ou, ainda, falência
da sociedade que recebeu alvará de funcionamento, por exemplo),

A extinção objetiva ocorre quando há o


desaparecimento do próprio objeto do ato. Exemplo: destruição pelas
chuvas de imóvel que estava invadindo área pública e, por isso, seria
derrubado pela Administração).

De outro lado, haverá a extinção do ato administrativo


pela retirada nos casos de: revogação, anulação, cassação,
caducidade, contraposição.

Dá-se a cassação quando as condições ou requisitos


que foram estabelecidos para a prática do ato restaram desatendidas
pelo beneficiário, quando deveriam ser observadas a fim de que
pudesse continuar desfrutando dos benefícios decorrentes do ato.

Por exemplo, imagine que alguém tenha logrado obter


autorização para porte de arma. Contudo, posteriormente, essa pessoa
sofre condenação criminal (por uso indevido da arma). Dessa forma,
as condições estabelecidas para a autorização concedida foram
desatendidas. Por isso, haverá a cassação da autorização.

A caducidade ocorre porque sobreveio norma que não


se permite mais os efeitos do ato antes autorizado, ou seja, fora
estabelecido novo requisito, o qual não é atendido pelo beneficiário do
ato. Trata-se, portanto, de norma superveniente contrária à que
permitia a prática do ato.

Exemplo, é editada uma nova lei que muda a destinação


de determinada área urbana não se permitindo casas de espetáculos.
Assim, em virtude da nova lei de zoneamento, aqueles que tinham
autorização para realizar espetáculo em tal local não mais poderão
fazê-lo, pois a autorização anterior caducou.

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A contraposição diz respeito à prática de novo ato


administrativo, cuja competência é diversa do que gerou o ato anterior,
porém o conteúdo é ditado em contradição ao daquele.

Cito como exemplo o seguinte: Um superior hierárquico


de um setor X concede diárias para um subordinado realizar um curso
oferecido pela Administração. No entanto, após a autorização, a
autoridade máxima desse órgão baixa uma portaria para que não seja
autorizada a realização de cursos fora da sede.

Por fim, a renúncia, como causa de extinção do ato,


ocorrerá quando houver a rejeição pelo próprio beneficiário da situação
jurídica que lhe era favorável, decorrente do ato administrativo
praticado, tal como no caso de renúncia à promoção, renúncia à
remoção a pedido etc.

Temos ainda a anulação e a revogação, que merecem


estudo destacado.

1.9 Revogação

A revogação é a extinção do ato administrativo por não


mais se coadunar com os interesses perseguidos pela Administração
na consecução do interesse público. Trata-se de reavaliação dos
critérios de conveniência e oportunidade na manutenção do ato.

Com efeito, verificando-se que o ato não atende mais os


anseios coletivos, tornando-se inconveniente ou mesmo inoportuno,
surge para a Administração a possibilidade de retirá-lo do mundo
jurídico por força de revogação, praticando um novo ato nesse sentido.

Assim, diz-se que a revogação é expressa quando o novo


ato diz peremptoriamente que fica revogado o ato anterior, e é implícita
ou tácita quando o novo ato trata do mesmo conteúdo disposto no ato
anterior.

É bom ressaltar que o competente para revogar é a

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mesma autoridade que praticou o ato a ser revogado, tendo por objeto,
em regra, um ato válido, pois na revogação não se discute a legalidade
e legitimidade do ato, apenas se este atende aos anseios da
coletividade no sentido de ser oportuno ou conveniente.

É importante ressaltar que a revogação do ato


administrativo opera-se sempre de forma exclusiva pela
Administração Pública, de modo que os outros poderes não podem
revogar ato emanado pelo juízo de mérito administrativo, ressalvado,
por óbvio, se o ato administrativo emanou de suas funções atípicas.

Significa dizer que o Poder Judiciário não detém


competência para revogar ato administrativo de outro poder,
podendo, contudo, revogar seus próprios atos administrativos, quando
agindo na função administrativa.

A revogação tem por fundamento o poder discricionário


da autoridade administrativa em praticar o ato. Assim, se tem poder
para praticá-lo segundo a conveniência e oportunidade, também terá
o poder de reavaliar tal juízo em momentos futuros.

Por se tratar, portanto, de poder que incide sobre ato


válido, a revogação deverá operar apenas para frente, de modo
que seus efeitos são ex nunc, ou seja, futuros – dali para frente,
não alcançado as relações pretéritas.

Desse modo, os efeitos pretéritos do ato são mantidos


até a incidência do ato revogador, quando a partir de então não se
verificará mais a incidência do ato revogado.

Existem, no entanto, situações que não admite


revogação, que denominamos de limites à revogação. Assim, são
insuscetíveis de revogação:

a) Atos que a lei declare irrevogáveis, eis que o


princípio da legalidade deve ser observado pela Administração, de
modo que se a lei diz que não se permite a revogação não surge para
a Administração a possibilidade de avaliação da conveniência e
oportunidade no tocante à manutenção do ato.

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b) Atos consumados, ou seja, os atos que já exauriram


seus efeitos. É que por terem alcançado seu objetivo e concretizado
seus efeitos, não se pode modificar aquilo que não produz mais efeito
algum. (Ex.: ato que concede férias, doravante, ante a necessidade do
serviço, se quer revogá-la, porém essa já foi usufruída)

c) Direito adquirido, conforme a proteção


constitucional (art. 5º, inc. XXXVI, CF/88) de que a lei não retroagirá
para violar o direito adquirido. Assim, se a lei não pode violar o direito
adquirido, menos ainda o ato administrativo, por isso, não pode ser
revogado o direito adquirido.

d) Atos vinculados na medida em que em tais atos não


se realiza a avaliação de conveniência e oportunidade, ou seja, não há
margem de discricionariedade, visto que os elementos motivo e objeto
estão dispostos na lei, ou seja, o mérito é determinado pela lei (mérito
legal).

e) Meros atos administrativos, ou seja, os atos


administrativos que simplesmente enunciam determinadas situações
de fato ou de direito (certidões, pareceres, atestados etc). Por óbvio,
tais atos não podem ser revogados, porque apenas informam ou
certificam dado fato, já ocorrido.

f) Atos integrantes de procedimento


administrativo uma vez que ao se praticar o ato futuro, ocorreu a
preclusão do ato passado, tendo em vista a relação de sucessão entre
os atos.

1.10 Anulação

No tocante aos vícios incidentes sobre a legalidade ou


legitimidade, passa-se pelo estudo da anulação do ato. Anulação,
portanto, é a extinção do ato administrativo por razões de
ilegalidade, ou seja, por estar o ato em desconformidade com as
determinações constantes do ordenamento jurídico.

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Diferentemente da revogação, a anulação tanto poderá


ser declarada pela Administração, em decorrência de seu poder de
autotutela, consoante a dicção das Súmulas 346 e 473 do Supremo
Tribunal Federal e artigo 54 da Lei nº 9.784/99, quanto pelo Poder
Judiciário por força do controle judicial, nos termos do art. 5º, inc.
XXXV, da Constituição/1988.

A anulação do ato pode ocorrer por motivo de


ilegitimidade ou ilegalidade, por isso, os seus efeitos são retroativos,
de maneira a fulminar o ato desde o seu nascedouro, ou seja, efeitos
ex tunc.

No entanto, conforme a Lei nº 9.784/99 (Lei Processo


Administrativo) os atos que apresentarem defeitos sanáveis, poderão
ser convalidados, nos termos do art. 55 que assim dispõe: “em
decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse
público nem prejuízo a terceiro, os atos que apresentarem
defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria
Administração”.

Portanto, conforme ministra José dos Santos Carvalho


Filho, “regra geral deve ser a da nulidade, considerando-se assim
graves os vícios que inquinam o ato, e somente por exceção, pode dar-
se a convalidação de ato viciado, tido como anulável”.

1.11 Convalidação

A convalidação ou saneamento é o ato administrativo


pelo qual se supre o vício do ato ilegal, de modo a validá-lo com efeitos
retroativos, ou seja, ab initio. Com efeito, de acordo com a Lei nº
9.784/99, podemos dizer que há duas hipóteses em que se permite a
convalidação:

 Pelo decurso de prazo (decadência)


 Por ato da Administração

Nesse sentido, observem as disposições contidas nos


arts. 54 e 55 da Lei nº 9.784/99:

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Art. 54. O direito da Administração de anular os atos


administrativos de que decorram efeitos favoráveis para
os destinatários decai em cinco anos, contados da data
em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.

Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não


acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a
terceiro, os atos que apresentarem defeitos sanáveis
poderão ser convalidados pela própria Administração.

Assim, na primeira hipótese (que nem toda a doutrina


trata como convalidação, denominando simplesmente de decadência)
- pelo decurso de prazo, qualquer vício existente em ato administrativo,
uma vez alcançado o prazo decadencial de cinco anos, e beneficiário
esteja de boa-fé ficará convalidado.

Por isso, é importante destacar que se o terceiro,


beneficiário do ato, estiver de má-fé, o ato não se convalida pelo
decurso do prazo, ou seja, não haverá a incidência do prazo para
anulação.

Outrossim, na segunda hipótese, convalidação por ato


administrativo, ou seja, decisão administrativa, entende-se que se
trata de ato discricionário, pois a Administração poderá convalidar ou
não. Significa que temos um ato nulo, porém o vício é considerável
sanável.

Nesta última hipótese, podemos dizer que aderiu o


Direito Administrativo, a partir da Lei nº 9.784/99, à teoria dualista
dos atos jurídicos, ou seja, existência de ato jurídico nulo e
anulável. São anuláveis os atos passíveis de saneamento e nulos os
que não se convalidam.

Todavia, é preciso compreender um pouco mais isso. Não


é verdade que temos atos nulos e anuláveis nos mesmos moldes do
Código Civil. Lá temos atos que a Lei diz serem nulos e atos que a lei
diz serem anuláveis. Acabamos de ver que mesmo diante de atos
nulos, pode haver a convalidação por força do tempo.

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Então, o que estabeleceu a Lei nº 9.784/99 foi hipótese


de nulidade passível de correção, quer dizer atos viciados, mas que,
considerando alguns fatores, poderiam ser objeto de correção. Por isso,
eu sempre entendi que estamos diante de uma teoria dualista
mitigada ou especial.

É importante, então, dizer que nem todos os atos são


passíveis de convalidação por ato da administração. Com efeito,
não se admite a convalidação acerca dos elementos finalidade,
motivo e objeto.

Podem ser convalidados (por decisão da administração)


os vícios relativos à competência quando inerente ao sujeito, ou seja,
ato praticado por sujeito incompetente, desde que não seja
competência exclusiva ou determinada pela matéria, quando se dá a
ratificação, por exemplo.

A ratificação é o ato pelo qual a Administração decide


sanar um ato inválido suprindo a ilegalidade existente.

Pode ocorrer a reforma que é um ato administrativo que


aproveita parte do ato anterior, suprimindo a parte contaminada
(inválida), mantendo a sua parte válida.

Fala-se ainda na conversão. Com efeito, conforme


explica Vicente Paulo, “a conversão consiste em um ato privativo
da administração pública mediante o qual ela aproveita um ato
nulo de uma determinada espécie transformando-o,
retroativamente, em um ato válido de outra categoria, pela
modificação de seu enquadramento legal”.

Por fim, poderá ser convalidado o vício de forma, se esta


não for da essência do ato. Como? Caso a forma seja imprescindível,
sem ela o ato não será válido.

Dito isso, vamos às questões.

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2. QUESTÕES COMENTADAS

1. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/PI – FCC/2009) Sobre o


conceito de atos administrativos, está errado afirmar que
a) os contratos também podem ser considerados atos jurídicos
bilaterais.
b) particulares no exercício de prerrogativas públicas também editam
ato administrativo.
c) os atos administrativos são sempre atos jurídicos.
d) os Poderes Judiciário e Legislativo não editam ato administrativo.
e) os atos administrativos são sempre passíveis de controle judicial.

Comentário:

A alternativa “a” está correta. De fato, alguns autores


dão exemplo de ato administrativo os contratos. Todavia, é importante
ressaltar que contrato é ato jurídico bilateral, ou seja, depende da
vontade de pelos menos duas partes. Então, estaria na modalidade ato
bilateral.

A alternativa “b” está correta. Como vimos, os atos


administrativos podem ser editados pela Administração Pública, ou por
particulares no exercício de prerrogativas públicas, ou seja, no
exercício de função delegada pelo Estado.

A alternativa “c” também é correta, ou seja, os atos


administrativos são espécies do gênero atos jurídicos.

A alternativa “d” está incorreta. É que também é possível


verificarmos a existência de atos administrativos emanados pelos
Poderes Judiciário e Legislativo, ou seja, não só o Executivo editará
atos administrativos, mas os demais poderes no exercício da função
administrativa também o farão.

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A alternativa “e” está correta. Como podemos verificar,


os atos administrativos são sempre passíveis de controle judicial.

Gabarito: “D”.

2. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PI – FCC/2009) Com relação ao


ato administrativo, está errado afirmar:
a) É espécie do gênero ato da Administração.
b) Está sujeito ao regime administrativo e é passível de controle
jurisdicional.
c) Nem sempre produz efeito jurídico.
d) Possui não só conteúdo formal, mas também material.
e) É todo ato lícito que tenha por fim adquirir, resguardar, transferir,
modificar ou extinguir direitos.

Comentário:

A alternativa “a” e “b” estão corretas. De fato, o ato


administrativo é espécie do gênero ato da Administração, estando
sujeito ao regime administrativo e passível de controle jurisdicional.

A alternativa “c” está errada, pois todo ato


administrativo é ato jurídico, de modo que produz efeitos jurídicos.

A alternativa “d” está correta. Os atos administrativos


estão assentados em fundamento de fato (conteúdo material) e de
direito (conteúdo formal).

A alternativa “e” está correta. É todo ato lícito, ou seja,


devemos extrair da definição de ato administrativo os atos ilícitos,
estes são atos atentatórios ao ordenamento jurídico, daí serem
denominados de atos ilícitos.

Gabarito: “C”.

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3. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TJ/PI –


FCC/2009) Quanto aos atos administrativos, é correto afirmar
que
a) não podem ser praticados nas Mesas Legislativas.
b) não podem ser praticados por dirigentes de autarquias e das
fundações.
c) cabem exclusivamente aos órgãos executivos.
d) podem ser emanados de autoridades judiciárias.
e) sua prática é vedada aos administradores de empresas estatais e
serviços delegados.

Comentário:

Conforme observamos, os atos administrativos podem


ser praticados pelo Executivo (função típica), quanto pelo Legislativo
ou pelo Judiciário, no exercício da função administrativa (função
atípica), ou seja, os atos administrativos são praticados pela
Administração Pública seja direta ou indireta de quaisquer dos Poderes.

Contudo, as estatais, em regra, praticam atos inerentes


ao regime privado. É certo, no entanto, que, por integrarem a
Administração Pública, alguns de seus atos são considerados atos
administrativos, a exemplo de um edital de concurso público, licitação
etc. Por isso, também editam atos administrativos.

De outro lado, também poderá um particular, no


exercício da função administrativa por delegação, editar atos
administrativos, tal como um cartório (tabelião), uma universidade
particular etc.

Assim, as alternativas “a”, “b”, “c” e “e” estão erradas.


Sendo a correta a alternativa “d”, ou seja, autoridades judiciárias
também praticam atos administrativos.

Gabarito: “D”.

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4. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/PR – FCC/2012) A literatura


jurídica apresenta mais de um conceito para o ato jurídico,
variando os critérios de acordo com as definições escolhidas.
Afastando-se a conceituação meramente subjetiva, pode-se
identificar, como componente da definição de ato
administrativo, a característica de
a) somente poder ser editado por órgão integrante do Poder Executivo.
b) abranger atos legislativos, mesmo os proferidos pelo Poder
Executivo.
c) poder ser editado por órgão integrante do Poder Executivo, do Poder
Legislativo e do Poder Judiciário.
d) sujeitar-se à regime jurídico administrativo próprio, não se
submetendo à lei.
e) não admitir qualquer controle judicial.

Comentário:

O ato administrativo pode ser editado por toda a


Administração Pública. Sendo assim, pode ser editado por órgão do
Poder Executivo ou por órgãos dos Poderes Judiciário e Legislativo no
exercício da função administrativa.

Gabarito: “C”.

5. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/PI – FCC/2009) A presunção


de legitimidade, como atributo do ato administrativo,
a) diz respeito à conformidade do ato com a lei.
b) é absoluta, não podendo ser contestada.
c) está presente apenas em alguns atos administrativos.
d) pode, por ser relativa, ser afastada ex officio pelo Poder Judiciário.
e) pode ser contestada somente no âmbito administrativo.

Comentário:

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A presunção de legitimidade diz respeito à qualidade do


ato de se presumir de ter sido praticado de acordo com o ordenamento
jurídico, ou seja, com a lei, de modo que deverá ser cumprido pela
Administração e pelos administrados até que se declare sua nulidade
pela própria Administração ou pelo Judiciário, quando instado a se
manifestar.

Com efeito, devemos lembrar que essa presunção é


relativa (juris tantum) que significa dizer que admite prova em
contrário. Diferente seria se fosse absoluta (jure et iure), de modo que
não admitiria prova em contrário.

Por fim, como ressaltado, todo ato administrativo goza


dessa presunção.

Gabarito: “A”.

6. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 1ª – FCC/2011) Um dos


atributos dos atos administrativos tem por fundamento a
sujeição da Administração Pública ao princípio da legalidade, o
que faz presumir que todos os seus atos tenham sido praticados
em conformidade com a lei, já que cabe ao Poder Público a sua
tutela. Nesse caso, trata-se do atributo da
a) exigibilidade
b) tipicidade.
c) imperatividade.
d) autoexecutoriedade.
e) presunção de legitimidade.

Comentário:

Tendo em vista que a Administração Pública somente faz


o que lei lhe permite ou autoriza, presume-se, por isso, que seus atos
estejam em conformidade com a lei, consoante a presunção de

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legitimidade, ou seja, presume-se que seus atos sejam legítimos.

Gabarito: “E”.

7. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AM – FCC/2010) Decorre do


atributo de presunção de legitimidade e veracidade dos atos
administrativos que:
a) as prestações tipicamente administrativas podem ser exigidas
imediata e diretamente pela Administração, sem necessidade de
mandado judicial.
b) o particular está obrigado ao fiel atendimento do ato, sob pena de
se sujeitar a execução forçada pela Administração ou pelo Judiciário.
c) na Administração Pública, só é permitido fazer o que a lei autoriza e
seus preceitos não podem ser descumpridos.
d) enquanto não sobrevier o pronunciamento de nulidade, os atos
administrativos são tidos por válidos e operantes, quer para a
Administração, quer para os particulares sujeitos ou beneficiários de
seus efeitos.
e) toda atividade pública será ilegítima se não houver a sua adequação
aos princípios da moralidade e da legalidade.

Comentário:

A alternativa “a” diz respeito à autoexecutoriedade, ou


seja, as prestações tipicamente administrativas podem ser exigidas
imediata e diretamente pela Administração, sem necessidade de
mandado judicial.

A alternativa “b” diz respeito à imperatividade, na


medida em que o particular está obrigado ao fiel atendimento do ato,
sob pena de se sujeitar a execução forçada pela Administração ou pelo
Judiciário.

A alternativa “c” diz respeito ao primado da legalidade,


eis que na Administração Pública, só é permitido fazer o que a lei

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autoriza e seus preceitos não podem ser descumpridos.

A alternativa “d” cuida da presunção de legitimidade e


veracidade, ou seja, enquanto não sobrevier o pronunciamento de
nulidade, os atos administrativos são tidos por válidos e operantes,
quer para a Administração, quer para os particulares sujeitos ou
beneficiários de seus efeitos, na medida em que se presume terem sido
editados de acordo com a lei e que são verdadeiros.

A alternativa “e” caracteriza a atuação administrativa em


descompasso com o ordenamento jurídico, sendo, portanto, passível
de nulidade, pois não só quando contrária a lei, mas também contrário
a moral, será tida por ilegítima a atuação administrativa.

Gabarito: “D”.

8. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PI – FCC/2009) Em tema de


atributos dos atos administrativos, considere:
I. Legitimidade é atributo segundo o qual o ato administrativo se impõe
ao particular, independentemente de sua concordância.
II. Depois de editado o ato, ele produz seus efeitos como se válido
fosse até a impugnação administrativa ou jurisdicional.
III. Autoexecutoriedade significa que a Administração Pública pode
executar suas decisões, com coercitividade, desde que submeta o ato
previamente ao Poder Judiciário.
É correto o que consta APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) II e III.
e) I e III.

Comentário:

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Item I está errado. Já vimos que o atributo segundo o


qual o ato administrativo se impõe ao particular, independentemente
de sua concordância, é a imperatividade (coercibilidade direta).

Item II é correto. Como afirmado, depois de editado o


ato, ele produz seus efeitos como se válido fosse até a impugnação
administrativa ou jurisdicional, pois goza de presunção de legitimidade
e veracidade.

Item III está errado, pois não necessita a Administração


Pública de submeter seus atos previamente ao Judiciário para executá-
los, como visto, a autoexecutoriedade permite a execução direta e
imediata, independentemente de autorização judicial.

Portanto, somente o item I está correto.

Gabarito: “B”.

9. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AM –


FCC/2010) Sobre os atributos do ato administrativo, é correto
afirmar que
a) a imperatividade traduz a possibilidade de a administração pública,
unilateralmente, criar obrigações para os administrados, ou impor-lhes
restrições.
b) a presunção de legitimidade impede que o ato administrativo seja
contestado perante o Judiciário.
c) a autoexecutoriedade está presente em todo e qualquer ato
administrativo.
d) a imperatividade implica o reconhecimento de que, até prova em
contrário, o ato foi expedido com observância da lei.
e) a presença da autoexecutoriedade impede a suspensão preventiva
do ato pela via judicial.

Comentário:

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A alternativa “a” está correta, ou seja, é o atributo da


imperatividade que possibilita à Administração Pública,
unilateralmente, criar obrigações para os administrados, ou impor-lhes
restrições.

A alternativa “b” está errada, como sabemos não é


porque o ato administrativo goza de presunção de legitimidade que se
impede sua impugnação perante o Judiciário. Sabidamente essa
presunção é relativa, portanto, admite-se que se prova sua invalidade,
tanto administrativamente quanto judicialmente.

A alternativa “c” está errada. Nem todo ato


administrativo é autoexecutável, tal com o exemplo de multas de
trânsito, certidões ou atestados.

A alternativa “d” está errada. A imperatividade é a


criação de obrigações, de forma unilateral, pela Administração. O
reconhecimento de que, até prova em contrário, o ato foi expedido com
observância da lei, trata-se da presunção de legitimidade e veracidade.

A alternativa “e” está errada, pois poderá o ato


administrativo ser contestado de forma repressiva, ou seja, quando já
deflagrado, ou poderá de forma preventiva, ou seja, na iminência de
ser editado, poderá ser objeto de controle judicial, que poderá
determinar a suspensão preventiva.

Gabarito: “A”.

10. (PROCURADOR – PGE/MT – FCC/2011) Constitui atributo


do ato administrativo:
a) executoriedade, caracterizada pela possibilidade de a Administração
colocá-lo em execução sem necessidade de intervenção judicial,
independentemente de previsão legal.
b) vinculação ao princípio da legalidade, impedindo a prática de atos
discricionários.

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c) presunção de veracidade, não admitindo prova em contrário no que


diz respeito aos seus fundamentos de fato.
d) presunção de legitimidade, só podendo ser invalidado por decisão
judicial.
e) imperatividade, caracterizada pela sua imposição a terceiros,
independentemente de concordância, constituindo, unilateralmente,
obrigações a estes imputáveis.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. A executoriedade é


subatributo da autoexecutoriedade, é caracteriza-se pela possibilidade
de a Administração colocar o ato em execução sem necessidade de
intervenção judicial, mas desde que haja previsão legal.

A alternativa “b” está errada. A vinculação ao princípio


da legalidade, não impede a prática de atos discricionários. Pelo
contrário, é a própria lei que possibilita tal prática.

A alternativa “c” está errada. A presunção de veracidade


é relativa, por isso admite prova em contrário.

A alternativa “d” está errada. A presunção de


legitimidade também é relativa e pode ser objeto de invalidação por
decisão judicial ou administrativa.

A alternativa “e” está correta. A imperatividade é


caracterizada pela imposição a terceiros, independentemente de
concordância, ou seja, unilateralmente, de obrigações.

Gabarito: “E”.

11. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AM –


FCC/2010) Sobre os atributos do ato administrativo, é correto
afirmar que

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a) a imperatividade traduz a possibilidade de a administração pública,


unilateralmente, criar obrigações para os administrados, ou impor-lhes
restrições.
b) a presunção de legitimidade impede que o ato administrativo seja
contestado perante o Judiciário.
c) a autoexecutoriedade está presente em todo e qualquer ato
administrativo.
d) a imperatividade implica o reconhecimento de que, até prova em
contrário, o ato foi expedido com observância da lei.
e) a presença da autoexecutoriedade impede a sus- pensão preventiva
do ato pela via judicial.

Comentário:

A alternativa “a” está correta. De fato, a


imperatividade, também denominada poder extroverso, traduz a
possibilidade de a administração pública, unilateralmente, criar
obrigações para os administrados, ou impor-lhes restrições.

A alternativa “b” está errada. A presunção de


legitimidade e veracidade é relativa (juris tantum), por isso não impede
que seja contestada, impugnada, tanto na via administrativa, quanto
na judicial.

A alternativa “c” está errada. Nem todo ato


administrativo é autoexecutável. É que existem atos que, muito
embora exigíveis, não são executáveis, tal como a multa de trânsito,
também em relação aos atos enunciativos.

A alternativa “d” está errada. Não é da imperatividade,


mas da presunção de legitimidade e veracidade que implica o
reconhecimento de que, até prova em contrário, o ato foi expedido com
observância da lei.

A alternativa “e” também está errada. Ocorre que a


presença da autoexecutoriedade não impede a suspensão preventiva

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do ato pela via judicial. Esse atributo permite à Administração a


execução direta de seus atos, mas isso poderá ser obstando pelo Poder
Judiciário.

Gabarito: “A”.

12. (ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE – TJ/PE –


FCC/2012) Em matéria de atributos do ato administrativo é
certo que
a) a imperatividade está presente em todos os atos administrativos,
salvo os normativos, e dependem da sua declaração de validade ou
invalidade.
b) a presunção de veracidade e legitimidade não transfere, como
consequência, o ônus da prova de invalidade do ato administrativo para
quem a invoca.
c) a presunção de legitimidade autoriza a imediata execução ou
operatividade dos atos administrativos, mesmo que arguidos de vícios
ou defeitos que os levem à invalidade.
d) o reconhecimento da autoexecutoriedade do ato administrativo
tornou-se mais abrangente em face da legislação constitucional,
entretanto sua execução depende, em regra, de ordem judicial.
e) a exequibilidade e a operatividade não possibilitam que o ato
administrativo seja posto imediatamente em execução, porque sempre
exigem autorização superior ou algum ato complementar.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. A imperatividade não está


presente em todos os atos administrativos, tal como os atos
declaratórios (enunciativos) e também não dependem da sua
declaração de validade ou invalidade.

A alternativa “b” está errada. A presunção de veracidade


e legitimidade transfere, como consequência, o ônus da prova de
invalidade do ato administrativo para quem a invoca.

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A alternativa “c” está correta. O atributo da presunção


de legitimidade autoriza a imediata execução ou operatividade dos atos
administrativos, mesmo que arguidos de vícios ou defeitos que os
levem à invalidade. É que, enquanto não for invalidado, presume-se
legitimo e verdadeiro.

A propósito, o Prof. Carvalho Filho fala em


exequibilidade que é a “efetiva disponibilidade que tem a
Administração para dar operatividade ao ato, ou seja, executá-lo em
toda a inteireza”.

A alternativa “d” está errada. O ato administrativo que


goze do atributo da autoexecutoriedade não depende de ordem judicial
para sua execução.

A alternativa “e” está errada. Pelo contrário, a


exequibilidade e a operatividade dão ensejo a inteira aplicação do ato
e, portanto, não se exige autorização superior ou algum ato
complementar.

Gabarito: “C”.

13. (ANALISTA SUPERIOR – MPE/SE – FCC/2009) A


Administração Pública pode editar atos administrativos e
cumprir suas determinações sem necessidade de oitiva ou
autorização prévia do Poder Judiciário ou de qualquer outra
autoridade. Tem-se aí a definição de um dos atributos do ato
administativo, consistente na
(A) inexorabilidade de seus efeitos.
(B) inafastabilidade do controle jurisdicional.
(C) presunção de legitimidade.
(D) autoexecutoriedade.
(E) insindicabilidade.

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Comentário:

Toda vez que se falar em a Administração pode executar


diretamente, sem necessidade de autorização do Judiciário ou qualquer
outra autoridade, significa que estaremos diante da
autoexecutoriedade, ou seja, qualidade que confere aos atos
administrativos a possibilidade de serem direta e imediatamente
exigidos e executados.

Gabarito: “D”.

14. (PROCURADOR – TCE/SP – FCC/2011) O ato


administrativo distingue-se dos atos de direito privado por,
dentre outras razões, ser dotado de alguns atributos
específicos, tais como
a) autodeterminação, desde que tenha sido praticado por autoridade
competente, vez que o desrespeito à competência é o único vício
passível de ser questionado quando se trata deste atributo.
b) autoexecutoriedade, que autoriza a execução de algumas medidas
coercitivas legalmente previstas diretamente pela Administração.
c) presunção de legalidade, que permite a inversão do ônus da prova,
de modo a caber ao particular a prova dos fatos que aduz como
verdadeiros.
d) imperatividade, desde que tenha sido praticado por autoridade
competente, vez que o desrespeito à competência é o único vício
passível de ser questionado quando se trata deste atributo.
e) presunção de veracidade, que enseja a presunção de conformidade
do ato com a lei, afastando a possibilidade de dilação probatória sobre
a questão fática.

Comentário:

São atributos do ato administrativo a presunção de


legitimidade e veracidade, a autoexecutoriedade, a imperatividade e a
tipicidade ( P A T I ).

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Assim, a alternativa “a” está errada. Não há o atributo


da autodeterminação.

A alternativa “b” está correta. De fato, a


autoexecutoriedade, que autoriza a execução de algumas medidas
coercitivas legalmente previstas diretamente pela Administração.

A alternativa “c” está errada. É a presunção de


legitimidade e veracidade que estabelece serem legítimos e verídicos
os fatos e fundamentos que deram ensejo ao ato, transferindo ao
particular (administrado) o ônus da prova.

De toda sorte, entendo que essa questão é mal


formulada, pois há a visão clássica da presunção de legalidade, a qual
estabelece a inversão do ônus da prova, cabendo ao particular
demonstrar que o ato é falso ou nulo.

A alternativa “d” está errada. A imperatividade é o poder


de impor, unilateralmente obrigações. De certo até aqui o ato
administrativo seria distinto do privado. Contudo, a competência não é
o único vício passível de ser questionado quando se trata deste
atributo, porque os demais elementos também podem ser
questionados, tal como a forma, a finalidade etc.

A alternativa “e” está errada. A presunção de veracidade


enseja a presunção em relação aos fatos. Já a presunção de
legitimidade é que enseja a presunção de conformidade do ato com a
lei. E, de todo modo, não se afasta a possibilidade de dilação probatória
sobre a questão fática.

Gabarito: “B”.

15. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TST –


FCC/2012) Pelo atributo de auto executoriedade do ato

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administrativo,
a) o destinatário do ato administrativo pode executá-lo,
independentemente da intervenção do agente administrativo ou do
Poder Judiciário.
b) as normas legais de Direito administrativo são consideradas de
aplicabilidade imediata.
c) o mérito dos atos administrativos discricionários não pode ser
apreciado pelo Poder Judiciário.
d) o ato impõe-se ao seu destinatário, independentemente de sua
concordância.
e) cabe à Administração pô-lo em execução, independentemente de
intervenção do Poder Judiciário.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. O atributo da


autoexecutoridade dá à Administração o poder de executar o ato
diretamente e não ao destinatário do ato.

A alternativa “b” está errada. Nem todas as normas


legais de Direito administrativo são consideradas de aplicabilidade
imediata. Veja, por exemplo, a norma constitucional que trata sobre
greve. Por outro lado, há normas que precisam ser regulamentadas no
âmbito administrativo, por meio de decreto, para lhe dar fiel execução.

A alternativa “c” está errada. O mérito dos atos


administrativos discricionários pode ser apreciado pelo Poder Judiciário
no que diz respeito aos limites da legalidade.

A alternativa “d” está errada. O ato impõe-se ao seu


destinatário, independentemente de sua concordância é decorrência do
atributo da imperatividade.

A alternativa “e” está correta. Pelo atributo da


autoexecutoriedade cabe à Administração por o ato em execução,
independentemente de intervenção do Poder Judiciário.

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Gabarito: “E”.

16. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ENFERMAGEM – TRE/PR –


FCC/2012) Os atos administrativos são dotados de atributos
peculiares. Dentre eles, destaca-se a autoexecutoriedade, que
se traduz
a) no atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a todos.
b) no dever da administração de praticar os atos previamente previstos
em lei para cada situação concreta.
c) no poder da administração pública de decidir pela validade ou não
de determinado ato.
d) no poder da administração atestar, unilateralmente, se determinado
ato administrativo foi executado conforme a lei.
e) na possibilidade da própria administração pública colocar
determinado ato administrativo em execução, independentemente de
prévia manifestação do Poder Judiciário.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. É a imperatividade que é o


atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a todos.

A alternativa “b” está errada. É tipicidade que diz


respeito ao dever da administração de praticar os atos previamente
previstos em lei para cada situação concreta.

A alternativa “c” está errada. A validade ou não de


determinado ato decorre da própria lei. Portanto, refere-se ao atributo
da presunção de legitimidade.

A alternativa “d” está errada. Não decorre da


autoexecutoridade a conformação ou não do ato com a lei. De outro o
poder de a Administração atestar, unilateralmente, se determinado ato

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administrativo foi executado conforme a lei, decorre da presunção de


legitimidade, que, inclusive, é relativa.

A alternativa “e” está correta. O atributo da


autoexecutoriedade consiste na possibilidade da própria administração
pública colocar determinado ato administrativo em execução,
independentemente de prévia manifestação do Poder Judiciário.

Gabarito: “E”.

17. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS –


TRF 5ª REGIÃO – FCC/2012) Constitui atributo dos atos
administrativos:
a) Presunção de legitimidade, o que afasta possibilidade de apreciação
judicial, salvo para os atos vinculados.
b) Autoexecutoriedade, que autoriza a Administração a colocar o ato
em execução, empregando meios diretos e indiretos de coerção, na
forma prevista em lei.
c) Exigibilidade, que autoriza a Administração a utilizar meios
coercitivos para o seu cumprimento nos termos da lei, sempre com a
intervenção do Poder Judiciário.
d) Tipicidade, que impede a Administração de praticar atos de natureza
discricionária.
e) Presunção de veracidade, que afasta a possibilidade de revogação,
salvo por vício de legalidade.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. A presunção de


legitimidade é relativa, de modo que não afasta possibilidade de
apreciação judicial.

A alternativa “b” está correta. De fato,


autoexecutoriedade autoriza a Administração a colocar o ato em

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execução, empregando meios diretos e indiretos de coerção, na forma


prevista em lei.

A alternativa “c” está errada. A exigibilidade autoriza a


Administração a utilizar meios indiretos de coerção para o seu
cumprimento nos termos da lei. Contudo, sem a necessidade de
intervenção do Poder Judiciário.

A alternativa “d” está errada. A tipicidade não impede


que a Administração pratique atos de natureza discricionária, somente
exige que a Administração pratique os atos previstos em lei no caso
concreto.

A alternativa “e” está errada. A presunção de veracidade


não afasta a possibilidade de revogação do ato. Contudo, no caso de
vício de legalidade o ato será anulado.

Gabarito: “B”.

18. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AL – FCC/2010) A


autoexecutoriedade, como um dos atributos do ato
administrativo,
a) afasta a apreciação judicial do ato.
b) existe em todos os atos administrativos.
c) é a qualidade do ato que dá ensejo à Administração Pública de, direta
e imediatamente, executá-lo.
d) significa que a Administração Pública tem a possibilidade de,
unilateralmente, criar obrigações para os administrados.
e) implica o reconhecimento de que, até prova em contrário, o ato foi
expedido com observância da lei.

Comentário:

Alternativa “a” está errada, pois é sempre possível o


controle judicial dos atos administrativos.

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Alternativa “b” está errada. O único atributo que se


encontra em todos os atos administrativos é da presunção de
legitimidade e veracidade. Pode-se, ademais, dizer que também a
tipicidade.

Por isso, não se verifica em que alguns atos a


autoexecutoriedade e a imperatividade, como exemplo os atos
enunciativos (certidões, declarações) e as multas de trânsito.

A alternativa “c” está correta, ou seja, a


autoexecutoriedade é a qualidade do ato que dá ensejo à
Administração Pública de, direta e imediatamente, executá-lo.

A alternativa “d” está errada. Refere-se à imperatividade


que significa que a Administração Pública tem a possibilidade de,
unilateralmente, criar obrigações para os administrados.

Por fim, a alternativa “e” está errada. Trata-se da


presunção de legitimidade, a qual implica o reconhecimento de que,
até prova em contrário, o ato foi expedido com observância da lei. Por
isso, diz-se que se trata de presunção relativa (juris tantum), ou seja,
que admite prova em contrário.

Gabarito: “C”.

19. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TJ/PI –


FCC/2009) O atributo do Ato Administrativo que impõe a
coercibilidade para seu cumprimento ou execução é a
a) discricionariedade vinculada.
b) autoexecutoriedade.
c) eficácia.
d) presunção de veracidade.
e) imperatividade.

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Comentário:

Bem, vimos que a coercibilidade é decorrência da


imperatividade, ou seja, poder que tem a Administração de criar
obrigações, de forma unilateral, para nós administrados.

Gabarito: “E”.

20. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 7ª REGIÃO – FCC/2009)


Imperatividade é o atributo pelo qual o ato administrativo
a) deve corresponder a figuras definidas previamente pela lei.
b) está de conformidade com a lei.
c) pode ser posto em execução pela própria Administração, sem
necessidade de intervenção do Poder Judiciário.
d) se impõe a terceiros, independentemente de sua concordância.
e) goza da presunção quanto à veracidade dos fatos alegados pela
Administração.

Comentário:

A imperatividade se traduz no poder dado à


Administração para impor obrigações aos administrados (terceiros)
independentemente de sua concordância, ou seja, unilateralmente.

Assim, a alternativa “a” está errada, porque diz respeito


à tipicidade.

A alternativa “b” está errada. Trata-se da presunção de


legitimidade.

A alternativa “c” está errada, porque se refere à


autoexecutoriedade.

E, enfim, a alternativa “e” está errada, por se tratar da


presunção de veracidade.

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Gabarito: “D”.

21. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) Sobre os


requisitos e atributos do ato administrativo é correto afirmar:
(A) a imperatividade é atributo presente em todos os atos
administrativos.
(B) finalidade é requisito discricionário de qualquer ato administrativo.
(C) autoexecutoriedade consiste na possibilidade que certos atos
administrativos ensejam de imediata e direta execução pela própria
Administração, independentemente de ordem judicial.
(D) a forma escrita é da essência do ato administrativo, não sendo
admitida outra forma.
(E) nem todo ato administrativo tem por objeto a criação, modificação
ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas, coisas
ou atividades sujeitas à ação do Poder Público.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. Alguns atos administrativos


podem não gozar da imperatividade, ou seja, o atributo da
imperatividade ou coercibilidade traduz-se na possibilidade de a
Administração criar obrigações ou impor restrições, unilateralmente,
aos administrados.

Como já destacado, trata-se de uma decorrência do


chamado poder extroverso, ou seja, poder de restringir direitos ou
criar obrigações para particulares.

Com efeito, tal atributo não se verifica nos atos


declaratórios, por só expressarem situação de fato, sendo exemplo as
declarações, as certidões etc.

A alternativa “b” está errada. A finalidade não é requisito


discricionário do ato administrativo, conforme veremos, a finalidade é

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sempre um requisito vinculado, ou seja, sempre o agente público deve-


se pautar no sentido de alcançar, satisfazer o interesse público.

A alternativa “c” está correta. A autoexecutoridade


enseja essa possibilidade de a própria Administração direta e
imediatamente executar seus atos, independentemente de ordem ou
autorização judicial. Significa dizer que a Administração Pública não
precisa de autorização ou ordem judicial para tomar providências a fim
de resguardar o interesse público.

Por exemplo, se alguém invade área pública, não é


necessário que a Administração vá a Juízo para obter provimento para
retirar o indivíduo da localidade, basta que ela mesma, por meio de
seus agentes, retire o ocupante.

A alternativa “d” está errada. O ato administrativo como


regra terá a forma escrita. Porém, admite-se outras formas previstas
em lei, tal como a sonora (apito do guarda de trânsito), por sinais
(placas e sinalizações), a verbal (ordens administrativas).

A alternativa “e” também está errada. Todo ato


administrativo se presta para tais finalidades, ou seja, de criar,
modificar, ou comprovar situações jurídicas que dizem respeito a
pessoas, coisas ou atividades sujeitas à ação do Poder Público.

Gabarito: “C”.

22. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AM – FCC/2010) Dentre os


requisitos do ato administrativo, inclui-se a
a) autoexecutoriedade.
b) presunção de legitimidade.
c) finalidade.
d) imperatividade.
e) tipicidade.

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Comentário:

Não vamos confundir os atributos com os elementos


(requisitos) dos atos administrativos.

Os atributos são características, qualidades do ato,


sendo: presunção de legitimidade e veracidade,
autoexecutoriedade, imperatividade e tipicidade ( P A T I ).

Por outro lado, os elementos (requisitos) são


componentes formadores ou que integram o ato administrativo, sendo:
competência, finalidade, motivo, forma e objeto (CO FI FO MO
OB).

Gabarito: “C”.

23. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AP –


FCC/2011) Analise as seguintes assertivas sobre os requisitos
dos atos administrativos:
I. O objeto do ato administrativo é o efeito jurídico imediato que o ato
produz.
II. Quando a Administração motiva o ato, mesmo que a lei não exija a
motivação, ele só será válido, se os motivos forem verdadeiros.
III. O requisito finalidade antecede à prática do ato.
Está correto o que se afirma em
a) III, somente.
b) I e II, somente.
c) I e III, somente.
d) II e III, somente.
e) I, II e III.

Comentário:

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A assertiva I está correta. De fato, o objeto do ato


administrativo é o efeito jurídico imediato que o ato produz, aquilo que
ato gerará.

A assertiva II está correta. A toda evidência, o ato deve


guardar relação com o motivo que lhe deu ensejo, isto é, conforme a
teoria dos motivos determinantes, a motivação vincula a
Administração, se falso ou inexistente os fundamentos que deram
suporte ao ato ele será inválido.

A assertiva III está errada. A finalidade não é um


requisito que antecede ao ato, mas é o consequente do ato, ou seja, o
objetivo mediato.

Gabarito: “B”.

24. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) A respeito


dos requisitos, ou elementos, do ato administrativo, considere:
I. Competência é o poder legal conferido ao agente público para o
desempenho específico das atribuições de seu cargo.
II. Delegação de competência é o ato pelo qual o superior hierárquico
traz para si o exercício temporário de parte da competência atribuída
originariamente a um subordinado.
III. Motivo é a situação de direito ou de fato que determina ou autoriza
a realização do ato administrativo.
É correto o que se afirma em
(A) I e II, apenas.
(B) I e III, apenas.
(C) I, II e III.
(D) II e III, apenas.
(E) III, apenas.

Comentário:

O item I está correto, eis que a competência, conforme

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destacado, é o poder legal conferido ao agente público para o


desempenho específico das atribuições de seu cargo.

O item II está errado, pois a delegação é o ato pelo qual


o agente permite que outrem realize de forma, temporária e parcial,
competência que lhe fora conferida. E, a avocação que é o ato pelo
qual o superior hierárquico traz para si o exercício temporário de parte
da competência atribuída originariamente a um subordinado.

O item III é correto, pois o motivo é a situação de direito


ou de fato que determina ou autoriza a realização do ato
administrativo.

Gabarito: “B”.

25. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/PI – FCC/2009) A


competência, como um dos requisitos do ato administrativo, é
a) transferível.
b) renunciável.
c) de exercício obrigatório para órgãos e agentes públicos.
d) modificável por vontade do agente.
e) prescritível.

Comentário:

Conforme destacado, a competência possui como


características, os seguintes traços:

 Seu exercício é obrigatório (dever-poder)

 É irrenunciável, não se admite que o agente renuncie,


abdique, ou seja, abra mão de sua competência.

 É intransferível, ou seja, não poderá o agente público


transferir para outrem o que lhe fora conferido por lei.

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 É inderrogável, ou seja, não se modifica pela vontade do


agente, da Administração ou de terceiros. Somente a lei
pode modificá-la.

 É imprescritível, significando dizer que não importa em


perda de sua competência o simples fato de não tê-la
exercido, o agente público por certo período.

Gabarito: “C”.

26. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AM –


FCC/2010) São critérios para a distribuição da competência,
como requisito ou elemento do ato administrativo, dentre
outros:
a) delegação e avocação.
b) conteúdo e objeto.
c) matéria, forma e sujeito.
d) tempo, território e matéria.
e) grau hierárquico e conteúdo.

Comentário:

É possível constatar assim que a competência será


estabelecida em razão de diversos critérios, tal como:

 Em razão da matéria (ratione materiae), sendo exemplo


disso a distribuição pelas diversas pastas, ou seja, a
criação de órgãos ou entidades em razão da atividade, tal
como os Ministérios, Secretarias, organizados por força da
matéria),

 Em razão do território (ratione loci), ou seja, por zonas de


atuação, por força de delimitação territorial, tal como a
delegacia da receita federal no Rio Grande do Sul, tal

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como o órgão de Defensoria Pública no Rio Grande do


Norte etc.

 Em razão da hierarquia (superior – subordinado – chefia


x chefiado),

 Há, ainda, a definição em razão do tempo (prazo certo


para realização) e por fracionamento (ou seja, distribuída
partes por órgãos num procedimento).

Diante disso, temos a competência sendo distribuída em


razão da matéria, do território, da hierarquia, do tempo, do
fracionamento. Assim, a alternativa correta seria a “d”.

Gabarito: “D”.

27. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AL – FCC/2010) O ato


administrativo praticado com fim diverso daquele objetivado
pela lei ou exigido pelo interesse público caracteriza
a) excesso de poder.
b) desvio de finalidade.
c) perda da finalidade.
d) mera inadequação da conduta.
e) crime de desvio de poder.

Comentário:

Devemos lembrar que toda vez que o agente, atuando


no exercício de sua competência, utiliza-a para fins outros que não os
legais ou exigidos pelo interesse público, estará cometendo desvio de
finalidade.

A propósito, é importante dizer que o abuso de poder


também configura ilícito penal, tipificado como crime de abuso de
autoridade e não crime de desvio de poder.

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Gabarito: “B”.

28. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AL –


FCC/2010) O abuso de poder
a) não pode ser combatido por meio de Mandado de Segurança.
b) caracteriza-se na forma omissiva, apenas.
c) não se configura se a Administração retarda ato que deva praticar,
sendo certo que essa conduta caracteriza mera falha administrativa.
d) pode se configurar nas modalidades de excesso de poder e desvio
de finalidade ou de poder.
e) embora constitua vício do ato administrativo, nunca é causa de
nulidade do mesmo.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. O ato administrativo


viciado, em especial quando há abuso de poder, pode ser impugnado
por meio do mandado de segurança, que visa proteger direito líquido
e certo, não tutela por habeas corpus ou habeas data, violado ou
ameaçado de violação por ilegalidade ou abuso de poder.

A alternativa “b” está errada. Isso porque o abuso de


poder tanto pode decorrer de conduta comissiva quanto omissiva, ou
seja, pode também ser verificado nos atos omissivos, tal como o
exemplo dado em questão anterior, quando determinado agente deixa
de praticar ato de sua competência, mas sabendo que a inércia ira
causar prejuízo a outro colega ou mesmo ao interesse público.

A alternativa “c” está errada, trata-se do que fora


explicado na alternativa anterior. Ou seja, se a Administração retarda
ato que deva praticar, está deixando de atuar de acordo com os fins
pretendidos pelo interesse público.

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A alternativa “d” é a correta. Vimos que o abuso de poder


pode se configurar nas modalidades de excesso de poder e desvio de
finalidade ou de poder.

A alternativa “e” também está errada. As formas de


abuso, tanto o excesso quanto o desvio, levam à nulidade do ato.

Gabarito: “D”.

29. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AM –


FCC/2010) A prática, pelo agente público, de ato que excede os
limites de sua competência ou atribuição e de ato com
finalidade diversa da que decorre implícita ou explicitamente
da lei configuram, respectivamente:
a) ato redundante e desvio de execução.
b) usurpação de função e vício de poder.
c) excesso de poder e ato de discricionariedade.
d) excesso de poder e desvio de poder.
e) falta de poder e excesso de atribuição.

Comentário:

Veja que é mera repetição. Então, como dito, a prática,


pelo agente público, de ato que excede os limites de sua competência
ou atribuição configura excesso de poder.

Por outro lado, a prática de ato com finalidade diversa


da que decorre implícita ou explicitamente da lei, configura desvio de
finalidade ou desvio de poder.

Gabarito: “D”.

30. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TJ/PI –


FCC/2009) Sobre o abuso de poder, é correto afirmar que

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a) o desvio de finalidade, sendo uma espécie de abuso, ocorre quando


a autoridade, atuando fora dos limites da sua competência, pratica o
ato com fins diversos dos objetivados pela lei ou exigidos pelo interesse
público.
b) tem o mesmo significado de desvio de poder, sendo expressões
sinônimas.
c) pode se caracterizar tanto por conduta comissiva quanto por conduta
omissiva.
d) a invalidação da conduta abusiva só pode ocorrer pela via judicial.
e) se caracteriza, na forma de excesso de poder, quando o agente,
agindo dentro dos limites da sua competência, pratica o ato de forma
diversa da que estava autorizado.

Comentário:

A alternativa “a” é uma maneira clássica de abordar o


tema, ou seja, trocando um instituto pelo outro. Está errada. Vimos
que no desvio de finalidade o agente atua nos limites de sua
competência, e não fora dela, pois se excede há excesso e não desvio.
Observe o pega:

a) o desvio de finalidade, sendo uma espécie de abuso, ocorre


quando a autoridade, atuando fora dos limites da sua
competência, pratica o ato com fins diversos dos objetivados
pela lei ou exigidos pelo interesse público.

A alternativa “b” está errada, pois o abuso pode se


caracterizar pelo desvio ou pelo excesso. Por isso, não se pode dizer
que abuso e desvio são expressões sinônimas.

Alternativa “c” está correta. Vê como é bem repetitiva,


que não se foge muito dos mesmos lugares, quero dizer institutos. É
isso mesmo! O abuso pode se caracterizar tanto por conduta comissiva
quanto por conduta omissiva, ou seja, pode ocorrer por ação ou por
omissão.

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A alternativa “d” está errada, porque pode a própria


Administração Pública anular seus atos quando verificar a existência de
vícios.

A alternativa “e” está errada. Olha o joguinho, troca-


troca de institutos. Então, se está atuando dentro dos limites, já não
pode ser excesso, e vem a praticar ato de forma diversa da que estava
autorizado, explica-se no desvio de finalidade.

Gabarito: “C”.

31. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/CE – FCC/2012) A lei


permite a remoção ex officio de um funcionário para atender a
necessidade do serviço público. Mauro, servidor público,
praticou determinada infração e a Administração Pública
utilizou a remoção como forma de punição. Nesse caso,
a) há violação à finalidade do ato administrativo.
b) inexiste vício de finalidade no ato administrativo.
c) há vício de competência no ato administrativo.
d) há vício no motivo do ato administrativo.
e) não há qualquer ilegalidade, ou seja, pode o ato administrativo ser
mantido pela Administração.

Comentário:

Observe que o instituto da remoção foi aplicado ao


servidor não como medida de interesse público (necessidade do
serviço), mas como forma de puni-lo. Por isso, a finalidade do instituto
não foi atendida, utilizando-se para outro fim diverso do da regra legal,
ou seja, ocorreu o desvio de finalidade, havendo vício quanto à
finalidade do ato.

Gabarito: “A”.

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32. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 23ª


REGIÃO – FCC/2011) No que concerne ao
requisito competência dos atos administrativos, é correto
afirmar que
a) admite, como regra, a avocação, pois o superior hierárquico sempre
poderá praticar ato de competência do seu inferior.
b) não admite, em qualquer hipótese, convalidação.
c) se contiver vício de excesso de poder, ensejará a revogação do ato
administrativo.
d) é sempre vinculado.
e) não admite, em qualquer hipótese, delegação.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. A competência admite,


excepcionalmente, a avocação.

A alternativa “b” está errada. É possível a convalidação


de vício decorrente da competência, desde que não se trate de
competência exclusiva ou definida em razão da matéria.

A alternativa “c” está errada. O ato que contenha vício


por excesso de poder é ato ilegal e como tal deve ser anulado.

A alternativa “d” está correta. A competência é,


realmente, requisito sempre vinculado. Como se diz, tem competência
quem a lei determina não quem quer.

A alternativa “e” está errada. A competência admite


delegação, sendo vedado no caso de competência exclusiva, edição de
ato normativo ou decisão de recurso administrativo.

Gabarito: “D”.

33. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TJ/PI –

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FCC/2009) Considere as assertivas relacionadas aos requisitos


dos Atos Administrativos:
I. Enquanto a vontade dos particulares pode manifestar-se livremente,
a da Administração exige procedimentos e formas legais para que se
expresse validamente.
II. Todo ato emanado de agente administrativo incompetente, ou
realizado além do limite de que dispõe a autoridade incumbida de sua
prática, é inválido.
III. Por serem desvinculados, a revogação ou a modificação do ato
administrativo não precisa observar a mesma forma do ato originário.
IV. A motivação do ato administrativo é, em regra, obrigatória. Só não
o será quando a lei a dispensar ou se a natureza do ato for com ela
incompatível.
V. A finalidade do ato administrativo só diz respeito aos atos vinculados
e não aos discricionários.
É correto o que consta APENAS em
a) II, III e V.
b) I, II e IV.
c) III, IV e V.
d) I e III.
e) IV e V.

Comentário:

Item I está correto. No âmbito privado vige o princípio


da liberdade das formas. De outro lado, no âmbito administrativo o
princípio é de que a forma é vinculada, ou seja, exige-se a observância
das formas e dos procedimentos legais.

Item II está errado. Como observamos, nem todo ato


emanado de agente administrativo incompetente é inválido, ou seja,
há atos que não são inválidos, tal como no exercício da função de fato.

Item III está correto. De fato, a revogação ou a


modificação do ato administrativo não precisa observar a mesma forma
do ato originário.

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Item IV está errado. Discute-se acerca da


obrigatoriedade ou não da motivação, havendo forte entendimento
para ambos os lados. O que é fato é que nem todo ato administrativo
precisa ser motivado, sendo dispensado quando a lei assim estabelecer.

Item V está errado. A finalidade é elemento inerente a


qualquer ato administrativo, seja vinculado ou discricionário.

Gabarito: “D”.

34. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AL – FCC/2010) Sobre o


motivo, como requisito do ato administrativo, está errado
afirmar que
a) motivo e móvel do ato administrativo são expressões que não se
equivalem.
b) motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento
ao ato administrativo.
c) a sua ausência invalida o ato administrativo.
d) motivo é a causa imediata do ato administrativo.
e) motivo e motivação do ato administrativo são expressões
equivalentes.

Comentário:

Motivo é o fundamento de fato e de direito que serve de


suporte ao ato administrativo, ou seja, como bem destacado por Hely
Lopes Meirelles, motivo ou causa, “é a situação de direito ou de fato
que determina ou autoriza a realização do ato administrativo”.

De outro modo, o móvel significa a representação


subjetiva, interna, psicológica do agente, é a intenção, vontade, o
propósito do agente.

A motivação, por outro lado, como salientado, é a

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exteriorização, exposição, dos fundamentos de fato e de direito que


deram suporte a prática do ato, ou seja, é a demonstração ou
exposição dos motivos.

Então, temos:

A alternativa “a” é correta, pois motivo são os


fundamentos do ato. O móvel é intenção, o propósito do agente.

A alternativa “b” é correta. O motivo, como vimos, é


pressupostos de fato e direito que dá suporte ao ato.

A alternativa “c” é correta, de fato a ausência do motivo


invalida o ato.

A alternativa “d” é correta, ou seja, o motivo é a causa


imediata do ato administrativo.

Portanto, a alternativa incorreta é a “e”, ou seja, motivo


e motivação não são expressões equivalentes, eis que motivação é a
exteriorização dos motivos.

Gabarito: “E”.

35. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 7ª REGIÃO – FCC/2009)


Pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento ao
ato administrativo é o conceito do requisito do ato
administrativo denominado
a) forma.
b) objeto.
c) finalidade.
d) sujeito.
e) motivo.

Comentário:

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Como destacado, motivo é o fundamento de fato e de


direito que serve de suporte ao ato administrativo, ou seja, como bem
destacado por Hely Lopes Meirelles, motivo ou causa, “é a situação
de direito ou de fato que determina ou autoriza a realização do ato
administrativo”.

Gabarito: “E”.

36. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 1ª REGIÇÃO – FCC/2011) O


motivo do ato administrativo
a) é sempre vinculado.
b) implica a anulação do ato, quando ausente o referido motivo.
c) sucede à prática do ato administrativo.
d) corresponde ao efeito jurídico imediato que o ato administrativo
produz.
e) não implica a anulação do ato, quando falso o aludido motivo.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. São elementos ou


requisitos vinculados a competência, a forma e a finalidade. O motivo
e o objeto podem ser vinculados ou não, significa dizer que podem ser
discricionários.

A alternativa “b” está correta. De fato, se ausente ou


inexistente o motivo, o ato deve ser anulado.

A alternativa “c” está errada. O motivo pode ser anterior


ou concomitante a pratica do ato.

A alternativa “d” está errada. O motivo corresponde aos


fundamentos de fato e de direito que ensejam a pratica do ato, o efeito
jurídico imediato que o ato administrativo produz é o objeto.

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A alternativa “e” está errada. Como já observamos, caso


o motivo seja falso ou inexistente o ato deve ser anulado.

Gabarito: “C”.

37. (JUIZ DO TRABALHO – TRT 4ª REGIÃO (RS) – FCC/2012)


A respeito do ato administrativo, é correto afirmar que
a) o desvio de poder constitui vício relativo ao motivo do ato
administrativo e enseja sua nulidade, com base na teoria dos motivos
determinantes.
b) a finalidade do ato discricionário decorre da aderência das razões de
conveniência e oportunidade ao interesse público, sendo nulo, com
base na teoria dos motivos determinantes, o ato que não cumpra tal
condição.
c) motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento
ao ato e, quando falso, importa a invalidade do ato, que pode ser
declarada pelo Poder Judiciário com base na teoria dos motivos
determinantes.
d) a discricionariedade administrativa impede o exame, pelo Poder
Judiciário, do motivo do ato, aplicando-se, no caso dos atos vinculados,
a teoria dos motivos determinantes.
e) apenas os atos discricionários comportam o exame, pelo Poder
Judiciário, da validade e veracidade dos pressupostos de fato e de
direito para sua edição.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. O desvio de poder constitui


vício relativo à finalidade do ato administrativo.

A alternativa “b” está errada. A conveniência e


oportunidade diz respeito ao mérito, que é encontrado no motivo e/ou
objeto do ato administrativo. A aderência ou compatibilidade do motivo
com a finalidade diz respeito à legitimidade do ato.

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Assim, quando não há compatibilidade entre a finalidade


e o motivo do ato este será nulo por vício de legalidade (desvio de
finalidade).

A alternativa “c” está correta. Como se sabe, o motivo é


o pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento ao ato e,
quando falso, importa a invalidade do ato, que pode ser declarada pelo
Poder Judiciário com base na teoria dos motivos determinantes.

A alternativa “d” está errada. A discricionariedade


administrativa não impede o exame, pelo Poder Judiciário, do motivo
do ato, aplicando-se tanto aos atos vinculados quanto aos atos
discricionários a teoria dos motivos determinantes.

A alternativa “e” está errada. Tanto os atos vinculados


quanto os discricionários comportam o exame, pelo Poder Judiciário,
da validade e veracidade dos pressupostos de fato e de direito para sua
edição.

Gabarito: “C”.

38. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 11ª


REGIÃO (AM) – FCC/2012) O motivo do ato administrativo
a) não interfere na sua validade.
b) pode ser vinculado.
c) quando viciado, permite a sua convalidação.
d) se inexistente, acarreta a sua revogação.
e) é a exposição dos fatos e do direito que serviram de fundamento
para a prática do ato.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. O motivo é requisito de


validade do ato administrativo.

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A alternativa “b” está correta. O motivo é requisito ou


elemento que pode ser vinculado ou discricionário.

A alternativa “c” está errada. O motivo quando viciado,


ou seja, falso ou inexistente, não permite a sua convalidação, por ato
da Administração.

A alternativa “d” está errada. O motivo se inexistente,


acarreta a anulação do ato.

A alternativa “e” está errada. A exposição dos fatos e do


direito que serviram de fundamento para a prática do ato é a
motivação.

Gabarito: “B”.

39. (DEFENSOR PÚBLICO – DPE/PR – FCC/2012) A validade


de atos administrativos requer competência, motivo, forma,
finalidade e objeto. Sobre este assunto, é INCORRETO afirmar:
a) A competência é intransferível e irrenunciável mas pode, por
previsão legal, ser objeto de delegação ou avocação.
b) A legitimidade e a veracidade dos atos administrativos gozam da
presunção juris tantum, cabendo ao administrado o ônus de elidir tal
presunção.
c) O silêncio da administração não é considerado ato administrativo,
mas pode ensejar correição judicial e reparação de eventual dano dele
decorrente.
d) Um ato administrativo praticado com vício sanável de legalidade
pode ser anulado tanto pela própria administração pública quanto por
decisão judicial.
e) Pela adoção da teoria dos motivos determinantes a validade dos atos
discricionários passa a depender da indicação precisa dos fatos e dos
fundamentos jurídicos que os justifiquem.

Comentário:

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A alternativa “a” está correta. A competência é


intransferível e irrenunciável, mas pode, por previsão legal, ser objeto
de delegação ou avocação, conforme prevê a Lei nº 9.784/99.

Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos


órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo
os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.

A alternativa “b” está correta. A legitimidade e a


veracidade dos atos administrativos gozam da presunção juris tantum,
ou seja, relativa, cabendo ao administrado o ônus de elidir tal
presunção.

A alternativa “c” está correta. De fato, o silêncio da


administração não é considerado ato administrativo, mas pode ensejar
correição judicial e reparação de eventual dano dele decorrente.

A alternativa “d” está correta. De fato, um ato


administrativo praticado com vício sanável de legalidade pode ser
anulado tanto pela própria administração pública quanto por decisão
judicial.

A alternativa “e” está errada. Pela adoção da teoria dos


motivos determinantes a validade dos atos discricionários passa a
depender da existência e veracidade dos fatos e dos fundamentos
jurídicos que os justifiquem.

Gabarito: “E”.

40. (JUIZ – TJ/PE – FCC/2011) Conforme o Direito federal


vigente, como regra, não há necessidade de motivação de atos
administrativos que
a) imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções.

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b) promovam a exoneração de servidores ocupantes de cargos em


comissão.
c) decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública.
d) dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório.
e) decorram de reexame de ofício.

Comentário:

Conforme preceitua parte da doutrina, nem todo ato


administrativo depende de motivação. Nesse sentido, a Lei nº 9.784/99
estabelece que é obrigatória a motivação em certos casos, conforme o
seguinte:

Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados,


com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos,
quando:
I – neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;
II – imponham ou agravem deveres, encargos ou
sanções;
III – decidam processos administrativos de concurso ou
seleção pública;
IV – dispensem ou declarem a inexigibilidade de
processo licitatório;
V – decidam recursos administrativos;
VI – decorram de reexame de ofício;
VII – deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a
questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e
relatórios oficiais;
VIII – importem anulação, revogação, suspensão ou
convalidação de ato administrativo.

Assim, não é obrigatória a motivação quando nos atos


que “promovam a exoneração de servidores ocupantes de cargos em
comissão”.

Gabarito: “B”.

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41. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PI – FCC/2009) Quanto aos


requisitos de validade do ato administrativo, considere:
I. O conteúdo do ato corresponde ao seu efeito jurídico.
II. O objeto do ato deve ser formal, motivado, lícito ou ilícito, possível
e determinado.
III. Motivo é o pressuposto de fato e de direito que autoriza a
Administração a praticar um ato administrativo.
IV. Sujeito é o agente público ou particular que possui competência
para praticar o ato de administração.
É correto o que consta APENAS em
a) I e IV.
b) III e IV.
c) I e III.
d) II e III.
e) II e IV.

Comentário:

O item I está certo. O objeto (conteúdo) é o efeito


jurídico imediato do ato, ou seja, é aquilo que se pretende, é o
resultado direto que a Administração se propõe a alcançar.

Item II está errado. O objeto deve ser lícito (estar de


acordo com a lei), moral (não afrontar os bons costumes, a ética),
possível (deve ser realizável) e determinado ou certo (definido quanto
aos seus destinatários, quanto aos seus efeitos, tempo e lugar).

Item III está certo. O motivo é o pressuposto de fato e


de direito que autoriza a Administração a praticar um ato
administrativo.

Item IV está errado. Sujeito é o agente público que


possui competência para praticar o ato de administração. Os

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particulares, como regra, não são sujeitos do ato administrativo (não


tem competência legal).

Gabarito: “C”.

42. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/AP –


FCC/2011) Considere as seguintes assertivas sobre o
requisito objeto dos atos administrativos:
I. é sempre vinculado.
II. significa o objetivo imediato da vontade exteriorizada pelo ato.
III. na licença para construção, o objeto consiste em permitir que o
interessado possa edificar de forma legítima.
IV. como no direito privado, o objeto do ato administrativo deve ser
sempre lícito, possível, certo e moral.
Está correto o que se afirma SOMENTE em
a) II, III e IV.
b) IV.
c) I e IV.
d) I, II e III.
e) I e II.

Comentário:

A assertiva I está errada. O objeto pode ser vinculado ou


discricionário, conforme a previsão legal, no sentido de haver margem
ou não em relação ao conteúdo do ato.

A assertiva II está correta. O objeto é o objetivo imediato


da vontade exteriorizada pelo ato.

A assertiva III está correta. O objeto da licença para


construção consiste na própria permissão para que o interessado possa
edificar de forma legítima.

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A assertiva IV está correta. De fato, o objeto do ato


administrativo deve ser sempre lícito, possível, certo e moral.

Gabarito: “A”.

43. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/TO – FCC/2011) No que diz


respeito aos requisitos dos atos administrativos,
a) a competência, no âmbito federal, é, em regra, indelegável.
b) o desvio de finalidade ocorre apenas se não for observado o fim
público.
c) o motivo, se inexistente, enseja a anulação do ato administrativo.
d) se houver vício no objeto e este for plúrimo, ainda assim não será
possível aproveitá-lo em quaisquer de suas partes mesmo que nem
todas tenham sido atingidas pelo vício.
e) a inobservância da forma não enseja a invalidade do ato.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. No plano federal, até por


força da Lei nº 9.784/99, a competência é, em regra, delegável, na
medida em que somente são indelegáveis os atos de competência
exclusiva, a edição de ato normativo e a decisão de recurso
administrativo.

A alternativa “b” está errada. O desvio de finalidade


ocorre quando se utiliza do poder para buscar fins distintos daquele da
regra de competência. Ou seja, nem sempre se desvia do fim público,
mas ocorre o desvio de finalidade.

Por exemplo, quando uma lei determina a utilização de


dinheiro público para ser investido na saúde, mas utiliza-se tal dinheiro
para a educação. Percebe-se que o fim é público em ambos os casos,
porém ocorreu o desvio de finalidade, pois não se observou a finalidade
estabelecida legalmente.

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A alternativa “c” está correta. O motivo, se inexistente,


enseja a anulação do ato administrativo.

A alternativa “d” está errada. Conforme entendimento do


Prof. Carvalho Filho, quando o objeto contiver vício, mas for plúrimo
(quer dizer alcança mais de um bem jurídico), será possível aproveitá-
lo naquela parte em que não contiver vício.

A alternativa “e” está errada. Vício de forma leva à


invalidade do ato. Ressalta-se, porém, que é entendimento que o vício
de forma, quando ela não for essencial, pode ser convalidado.

Gabarito: “C”.

44. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 2ª REGIÃO – FCC/2012) Os


atos administrativos, espécie do gênero "ato jurídico", ao
serem editados, devem observar os requisitos de validade,
enquanto que os atributos constituem qualidades ou
características inerentes a esses atos. Portanto, dentre outros,
são requisitos e atributos dos atos administrativos,
respectivamente,
I. finalidade e competência; imperatividade e tipicidade.
II. presunção de legitimidade e finalidade; forma e
autoexecutoriedade.
III. forma e motivo; presunção de legitimidade e imperatividade.
Nesses casos, está correto o que consta APENAS em:
a) III.
b) II.
c) II e III.
d) I e III.
e) I e II.

Comentário:

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A assertiva I está correta. A finalidade e competência são


requisitos (elementos) e a imperatividade e tipicidade, atributos do ato
administrativo.

A assertiva II está errada. A presunção de legitimidade


é atributo, porém a finalidade é requisito. De igual modo, a forma é
requisito e autoexecutoriedade, atributo.

A assertiva III está correta. A forma e motivo são


requisitos. A presunção de legitimidade e imperatividade são
atributos.

Gabarito: “D”.

45. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/CE – FCC/2012) Analise as


assertivas abaixo atinentes aos atos administrativos
denominados "gerais ou normativos".
I. São atos administrativos com finalidade normativa, alcançando todos
os sujeitos que se encontrem na mesma situação de fato abrangida por
seus preceitos.
II. Expressam em minúcias o mandamento abstrato da lei, embora
sejam manifestações tipicamente administrativas.
III. A essa categoria pertencem, dentre outros, os decretos
regulamentares e os regimentos.
IV. Embora estabeleçam regras gerais e abstratas de conduta, não são
leis em sentido formal; logo, não estão necessariamente subordinados
aos limites jurídicos definidos na lei formal.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e III.
b) II, III e IV.
c) I e IV.
d) II e III.
e) I, II e IV.

Comentário:

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A assertiva I está correta. Os atos gerais ou normativos


são atos administrativos com finalidade normativa, alcançando todos
os sujeitos que se encontrem na mesma situação de fato abrangida por
seus preceitos; emanam conteúdo abstrato e impessoal, porém abaixo
da norma.

A assertiva II está correta. Os atos gerais ou normativos


expressam em minúcias o mandamento abstrato da lei, embora sejam
manifestações tipicamente administrativas.

A assertiva III está correta. De fato, à categoria de atos


gerais ou normativos pertencem, dentre outros, os decretos
regulamentares e os regimentos.

A assertiva IV está errada. Os atos normativos são atos


administrativos e como tais estão necessariamente subordinados aos
limites jurídicos definidos na lei formal.

Gabarito: “A”.

46. (OFICIAL DE JUSTIÇA – TJ/PE – FCC/2012) Analise em


conformidade com a classificação dos atos administrativos:
I. Atos de rotina interna sem caráter decisório, sem caráter vinculante
e sem forma especial, geralmente praticados por
servidores subalternos, sem competência decisória. Destinam-se a dar
andamento aos processos que tramitam pelas
repartições públicas.
II. Atos que se dirigem a destinatários certos, criando-lhes situação
jurídica particular, podendo abranger um ou vários
sujeitos, desde que sejam individualizados.
III. Atos que alcançam os administrados, os contratantes e, em certos
casos, os próprios servidores provendo sobre seus
direitos, obrigações, negócios ou conduta perante a Administração.
Tais situações dizem respeito, respectivamente, aos atos

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a) internos, de expediente e gerais.


b) gerais, individuais ou especiais e de expediente.
c) de expediente, individuais ou especiais e externos ou de efeitos
externos.
d) de gestão, externos ou de efeitos externos e individuais.
e) de expediente, gerais e internos.

Comentário:

A assertiva I trata dos atos de expediente, ou seja, atos


de rotina interna sem caráter decisório, sem caráter vinculante e sem
forma especial, geralmente praticados por servidores subalternos, sem
competência decisória. Destinam-se a dar andamento aos processos
que tramitam pelas repartições públicas.

A assertiva II refere-se aos atos individuais ou


especiais. É individual o ato que se dirige a destinatário certo, criando-
lhe situação jurídica particular, podendo abranger um ou vários
sujeitos, desde que sejam individualizados.

A assertiva III cuida dos atos externos ou de efeitos


externos. São os atos que alcançam os administrados, os contratantes
e, em certos casos, os próprios servidores provendo sobre seus
direitos, obrigações, negócios ou conduta perante a Administração.

Gabarito: “C”.

47. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) Com


referência às espécies do ato administrativo, considere:
I. Atos ordinatórios são atos administrativos internos, que visam a
disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional dos
seus agentes.
II. As circulares internas, os avisos e as ordens de serviço são exemplos
de atos normativos.
III. Nos atos negociais encontra-se presente o atributo da

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imperatividade.
É correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) II.
(E) III.

Comentário:

O item I está correto, pois os atos ordinatórios


transmitem ordens, comandos no âmbito interno da administração a
fim de disciplinar seu funcionamento e a conduta funcional dos seus
agentes.

Item II está errado. Circulares, avisos e ordens de


serviços são exemplos de atos ordinatórios.

Item III está errado. Os atos negociais, por conterem


uma declaração de vontade da Administração que coincide com a
pretensão do interessado, dá a este a faculdade de gozar do benefício
conferido. Por isso, não se verifica o atributo da imperatividade.

Gabarito: “A”.

48. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/RN –


FCC/2011) Quanto às espécies de atos administrativos, é
correto afirmar:
a) Certidões e Atestados são atos administrativos classificados como
constitutivos, pois seu conteúdo constitui determinado fato jurídico.
b) Autorização é ato declaratório de direito preexistente, enquanto
licença é ato constitutivo.
c) Admissão é ato unilateral e discricionário pelo qual a Administração
reconhece ao particular o direito à prestação de um serviço público.

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d) Licença é ato administrativo unilateral e vinculado, enquanto


autorização é ato administrativo unilateral e discricionário.
e) Permissão, em sentido amplo, designa ato administrativo
discricionário e precário, pelo qual a Administração, sempre de forma
onerosa, faculta ao particular a execução de serviço público ou a
utilização privativa de bem público.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. As Certidões e Atestados


são atos administrativos classificados como enunciativos, pois seu
conteúdo apenas enuncia, certifica, determinado fato jurídico.

A alternativa “b” está errada. Autorização e a Licença são


atos constitutivos de direito.

A alternativa “c” está errada. A admissão é ato


administrativo vinculado, pelo qual a Administração reconhece ao
particular o direito a receber um serviço público, a exemplo da
aprovação em vestibular.

A alternativa “d” está correta. A licença é ato


administrativo unilateral e vinculado, enquanto autorização é ato
administrativo unilateral e discricionário.

A alternativa “e” está errada. A permissão, em sentido


amplo, designa ato administrativo discricionário e precário, pelo qual a
Administração, de forma onerosa ou NÃO, faculta ao particular a
execução de serviço público ou a utilização privativa de bem público.

Gabarito: “D”.

49. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 1ª REGIÃO – FCC/2011)


Dentre outros, é exemplo de ato administrativo ordinatório,
a) a circular.

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b) o regulamento.
c) a resolução.
d) a admissão.
e) o decreto.

Comentário:

Então, observe que os atos ordinatórios são os atos


emanados da hierarquia administrativa, da relação de subordinação
existente no âmbito interno da Administração, que é inerente à sua
organização e o funcionamento, de modo que são exemplos à edição
de circulares, avisos, portarias, ordens de serviços, ofícios e
despachos.

Gabarito: “A”.

50. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AM –


FCC/2010) Atos administrativos internos, endereçados aos
servidores públicos, que veiculam determinações referentes ao
adequado desempenho de suas funções são atos
a) punitivos.
b) determinativos.
c) normativos.
d) enunciativos.
e) ordinatórios.

Comentário:

Os atos ordinatórios são aqueles emanados da hierarquia


administrativa que estabelecem ordem, organização e o funcionamento
da Administração, bem como tutelam a conduta funcional de seus
agentes.

Desse modo, tais atos veiculam determinações


referentes ao adequado desempenho das funções da Administração.

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Gabarito: “E”.

51. (TÉCNICO MINISTERIAL – MPE/PE – FCC/2012) As


“instruções” são atos administrativos:
a) normativos.
b) ordinatórios.
c) negociais.
d) enunciativos.
e) punitivos.

Comentário:

As instruções, as circulares internas, as portarias, as


ordens de serviços, os memorandos e ofícios são exemplos de atos
administrativos ordinatórios.

Gabarito: “B”.

52. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/CE –


FCC/2012) Provimentos são atos administrativos internos,
contendo determinações e instruções que a Corregedoria ou os
tribunais expedem para a regularização e uniformização dos
serviços, com o objetivo de evitar erros e omissões na
observância da lei.
Segundo o conceito acima, de Hely Lopes Meirelles, trata- se de
atos administrativos
a) punitivos.
b) declaratórios.
c) enunciativos.
d) negociais.
e) ordinatórios.

Comentário:

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Observe que temos um ato administrativo interno que


contem determinações e instruções que a Corregedoria ou os tribunais
expedem para a regularização e uniformização dos serviços, com o
objetivo de evitar erros e omissões na observância da lei. Assim, pode-
se dizer que o provimento é um ato ordinatório.

Gabarito: “E”.

53. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AP – FCC/2011) O


regimento é ato administrativo
a) ordinatório.
b) normativo.
c) enunciativo.
d) negocial.
e) punitivo.

Comentário:

Regimento é ato administrativo interno que tem por


função estabelecer a organização e funcionamento de alguns órgãos
(em regra colegiado) ou entidades. Por isso, trata-se de ato normativo.

Gabarito: “B”.

54. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PI – FCC/2009) Espécie de


ato administrativo da competência exclusiva dos Chefes do
Executivo, destinado a prover situações gerais ou individuais,
abstratamente previstas de modo expresso, explícito ou
implícito, pela legislação. Trata-se de
a) resolução.
b) regulamento.
c) provimento.
d) instrução normativa.

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e) decreto.

Comentário:

Decreto é instrumento conferido ao Chefe do Executivo


destinado a prover situações gerais ou individuais, abstratamente
previstas de modo expresso, explícito ou implicitamente, pela
legislação.

Regulamento é ato administrativo, posto em vigência por


meio de decreto, para especificar os mandamentos da lei ou prover
situações ainda não disciplinadas na lei.

Instruções normativas são atos administrativos


expedidos pelos Ministros de Estados ou por órgãos superiores para a
execução das leis, decretos ou regulamentos.

Resoluções são atos administrativos normativos


expedidos pelas altas autoridades (Chefes dos Executivos, Presidente
de Tribunais, órgãos colegiados etc) para disciplinar matéria de sua
competência específica.

Provimento, conforme conceito de Hely Lopes, é ato


administrativo interno, que contem determinações e instruções que a
Corregedoria ou os tribunais expedem para a regularização e
uniformização dos serviços, com o objetivo de evitar erros e omissões
na observância da lei.

Gabarito: “E”.

55. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AL –


FCC/2010) Certidões, pareceres e o apostilamento de direitos
são espécies de atos administrativos
a) punitivos.
b) negociais.

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c) ordinatórios.
d) normativos.
e) enunciativos.

Comentário:

Como vimos, tais atos apenas enunciam, atestam,


reconhecem uma situação de fato ou de direito, ou seja, são atos
enunciativos.

Gabarito: “E”.

56. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 1ª REGIÃO – FCC/2011)


NÃO constitui exemplo, dentre outros, de ato administrativo
enunciativo:
a) o atestado.
b) o parecer.
c) a certidão.
d) a homologação.
e) a apostila.

Comentário:

Os atos enunciativos são aqueles que atestam,


certificam, enunciam ou declaram um fato ou situação, bem como
transmitem opinião da Administração sobre determinado assunto.

Temos como exemplos as certidões, atestados,


pareceres opinativos, as apostilas (atos que certificam ou anotam certa
situação).

Assim, não se trata de ato enunciativo a homologação,


pois é exemplo de ato negocial.

Gabarito: “D”.

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57. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/CE –


FCC/2012) Os atos administrativos denominados "negociais" .
a) embora unilaterais, encerram conteúdo tipicamente negocial, de
interesse recíproco da Administração e do administrado.
b) encerram um mandamento geral da Administração Pública.
c) são sempre discricionários por serem de interesse único da
Administração.
d) operam efeitos jurídicos entre as partes (Administração e
administrado), passando, portanto, à categoria de contratos
administrativos.
e) não produzem efeitos à Administração Pública que os expede, tendo
em vista a supremacia do ente público.

Comentário:

A alternativa “a” está correta. Os atos negociais, embora


unilaterais, encerram conteúdo tipicamente negocial, de interesse
recíproco da Administração e do administrado.

É que, conforme salienta Vicente Paulo, são editados em


situações nas quais o ordenamento jurídico exige que o particular
obtenha anuência prévia da administração para realizar determinada
atividade de interesse dele, ou exercer determinado direito.

A alternativa “b” está errada. Os atos negociais não


encerram um mandamento geral da Administração Pública. Estes são
os atos normativos.

A alternativa “c” está errada. Os atos negociais são, em


regra, discricionários. Porém, poderá haver ato negocial vinculado
(licença). Ademais, não se trata de ato cujo interesse único é da
Administração na medida em que também há o interesse do
administrado.

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A alternativa “d” está errada. O ato negocial não se


confunde com o contrato administrativo, este é bilateral.

A alternativa “e” está errada. O ato negocial produz


efeito para a própria Administração que o expediu na medida em que
a situação jurídica ali posta está sob a sua esfera de competência.

Gabarito: “A”.

58. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PE – FCC/2012) No que diz


respeito às espécies de atos administrativos, é correto afirmar
que
a) nos atos ordinatórios, além de sua função ordinatória, observa-se
que eles criam, normalmente, direitos e obrigações para os
administrados, mas não geram deveres para os agentes
administrativos a que se dirigem.
b) não há distinção entre o ato punitivo da Administração, apenando o
ilícito administrativo e o ato punitivo do Estado, que apena o ilícito
criminal, visto que ambos têm a natureza de ilicitude.
c) os atos negociais são genéricos, abstratos e de efeitos gerais, que
não se limitam entre as partes – Administração e administrado
requerente.
d) os atos ordinatórios atuam também no âmbito interno das
repartições, alcançando funcionários subordinados a outra chefia,
assim como obrigam os particulares.
e) os atos negociais, embora unilaterais, encerram um conteúdo
negocial, de interesse recíproco da Administração e do administrado,
mas não adentram a esfera contratual.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. Os atos ordinatórios não


criam direitos e obrigações para os administrados. Por outro lado,
geram deveres para os agentes administrativos a que se dirigem, no
sentido de cumprir suas determinações.

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A alternativa “b” está errada. Há distinção entre o ato


punitivo da Administração, pois este é interno e aplica-se no caso de
ilícito administrativo. Já o ato punitivo do Estado aplica-se no caso de
ilícito criminal pela via Judicial.

A alternativa “c” está errada. Os atos negociais são


específicos e concretos, limitando-se, em regra, às partes –
Administração e administrado requerente.

A alternativa “d” está errada. Os atos ordinatórios atuam


também no âmbito interno das repartições, alcançando funcionários
que estejam na linha de subordinação, hierárquica interna. Todavia,
não obrigam os particulares.

A alternativa “e” está correta. De fato, o ato negocial,


embora unilateral, encerra um conteúdo negocial, de interesse
recíproco da Administração e do administrado, mas não adentram a
esfera contratual.

Gabarito: “E”.

59. (TÉCNICO MINISTERIAL – MPE/AP – FCC/2012) NÃO


constitui exemplo de ato administrativo negocial:
a) Autorização.
b) Licença.
c) Certidão.
d) Permissão.
e) Aprovação.

Comentário:

São exemplos de atos negociais a autorização, a licença,


a permissão, a aprovação. Já a certidão é espécie de ato enunciativo.

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Gabarito: “C”.

60. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ANÁLISE DE SISTEMAS – TJ/PE


– FCC/2012) Analise sob o tema dos princípios da
Administração Pública:
I. Ato administrativo negocial pelo qual o Poder Público acerta com o
particular a realização de determinado empreendimento ou a
abstenção de certa conduta, no interesse recíproco da Administração.
II. Atos enunciativos ou declaratórios de uma situação anterior criada
por lei. Nesse caso, não cria um direito, mas reconhece a existência de
um direito criado por norma legal.
Esses atos administrativos são denominados, respectivamente,
a) protocolo administrativo e apostilas.
b) apostila e portarias.
c) homologação e ordens de serviço.
d) protocolo administrativo e provimentos.
e) autorização e concessões.

Comentário:

O item I refere-se, na visão de Hely Lopes, ao protocolo


administrativo, que é o ato administrativo negocial pelo qual o Poder
Público acerta com o particular a realização de determinado
empreendimento ou a abstenção de certa conduta, no interesse
recíproco da Administração.

O item II diz respeito às apostilas, ou seja, atos


enunciativos ou declaratórios de uma situação anterior criada por lei.
Nesse caso, não cria um direito, mas reconhece a existência de um
direito criado por norma legal.

Gabarito: “A”.

61. (DEFENSOR PÚBLICO – DPE/SP – FCC/2012) O ato

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administrativo que se encontra sujeito a termo inicial e


parcialmente ajustado à ordem jurídica, após ter esgotado o
seu ciclo de formação, é considerado
a) perfeito, válido e eficaz.
b) perfeito, inválido e ineficaz.
c) imperfeito, inválido e eficaz.
d) perfeito, válido e ineficaz.
e) imperfeito, inválido e ineficaz.

Comentário:

Observe que o ato administrativo em questão já esgotou


seu ciclo de formação. Portanto, trata-se de ato perfeito. No entanto,
está parcialmente ajustado à ordem jurídica. Por isso, contém vício
quanto à validade, sendo, portanto, inválido. E, encontra-se sujeito a
termo inicial, é ato que ainda não está apto a produzir seus efeitos, ou
seja, é ineficaz.

Diante disso, temos um ato perfeito, inválido e ineficaz.

Gabarito: “B”.

62. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AL – FCC/2010) Sobre atos


administrativos, considere:
I. Ato que resulta da manifestação de um órgão, mas cuja edição ou
produção de efeitos depende de outro ato, acessório.
II. Ato que resulta da manifestação de dois ou mais órgãos, singulares
ou colegiados, cuja vontade se funde para formar um único ato.
III. Atos que a Administração impõe coercitivamente aos
administrados, criando para eles, obrigações ou restrições, de forma
unilateral.
Esses conceitos referem-se, respectivamente, aos atos
a) compostos, complexos e de império.
b) de império, coletivos e externos.
c) complexos, compostos e de gestão.

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d) complexos, coletivos e individuais.


e) compostos, externos e individuais.

Comentário:

É composto o ato administrativo que resulta da


manifestação de um órgão, mas cuja edição ou produção de efeitos
depende de outro ato, acessório.

Ato complexo é o que resulta da manifestação de dois


ou mais órgãos, singulares ou colegiados, cuja vontade se funde para
formar um único ato.

Ato de império é aquele que a Administração impõe


coercitivamente aos administrados, criando para eles, obrigações ou
restrições, de forma unilateral.

Gabarito: “A”.

63. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRF 2ª


REGIÃO – FCC/2012) Sob o tema da classificação dos atos
administrativos, apesar de serem todos resultantes da
manifestação unilateral da vontade da Administração Pública,
o denominado "ato administrativo composto" difere dos
demais, por ser
a) o que necessita, para a sua formação, da manifestação de vontade
de dois ou mais diferentes órgãos ou autoridades para gerar efeitos.
b) aquele cujo conteúdo resulta da manifestação de um só órgão, mas
a sua edição ou a produção de seus efeitos depende de outro ato que
o aprove.
c) o ato que decorre da manifestação de vontade de apenas um órgão,
unipessoal ou colegiado, não dependendo de manifestação de outro
órgão para produzir efeitos.

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d) o que tem a sua origem na manifestação de vontade de pelo menos


dois órgãos, porém, para produzir os seus efeitos, deve ter a aprovação
por órgão hierarquicamente superior.
e) originário da manifestação de vontade de pelo menos duas
autoridades superiores da Administração Pública, mas seus efeitos
ficam condicionados à aprovação por decreto de execução ou
regulamentar.

Comentário:

O ato administrativo composto é aquele que resulta da


manifestação de um órgão, mas cuja edição ou produção de efeitos
depende de outro ato, que o aprove.

Gabarito: “B”.

64. (ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – TCE/AM –


FCC/2012) O ato administrativo vinculado
a) pode ser objeto de controle judicial, quanto aos aspectos de
legalidade, conveniência e oportunidade.
b) pode ser revogado pela Administração, por razões de conveniência
e oportunidade, ressalvados os direitos adquiridos e assegurada a
apreciação judicial.
c) possui todos os elementos definidos em lei e pode ser objeto de
controle de legalidade pelo Judiciário e pela própria Administração.
d) possui objeto, competência e finalidade definidos em lei, cabendo à
Administração a avaliação dos aspectos de conveniência e
oportunidade para sua edição.
e) pode ser objeto de controle pelo Poder Judiciário em relação aos
elementos definidos em lei, constituindo prerrogativa exclusiva da
Administração a sua revogação por razões de conveniência e
oportunidade.

Comentário:

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A alternativa “a” está errada. O ato vinculado não


contém a conveniência e oportunidade.

A alternativa “b” está errada. O ato vinculado não é


suscetível de revogação.

A alternativa “c” está correta. De fato, o ato vinculado


possui todos os elementos definidos em lei e pode ser objeto de
controle de legalidade pelo Judiciário e pela própria Administração.

A alternativa “d” está errada. O ato vinculado possui


todos os elementos definidos em lei.

A alternativa “e” está errada. O ato vinculado pode ser


objeto de controle pelo Poder Judiciário em relação a todos seus
elementos, não havendo a possibilidade de revogação, pois não se
avalia conveniência e oportunidade.

Gabarito: “C”.

65. (TÉCNICO MINISTERIAL – MPE/PE – FCC/2012) A


Administração Pública Estadual concedeu licença à
determinada empresa privada para a construção de um edifício
em terreno próprio. Sobre o mencionado ato administrativo, é
correto afirmar que:
a) se trata de ato administrativo vinculado.
b) se enquadra na modalidade de atos administrativos ordinatórios.
c) a Administração Pública pode negá-lo ainda que a empresa satisfaça
todos os requisitos legais.
d) sua invalidação pode ocorrer por razões de conveniência e
oportunidade.
e) é sinônimo do ato administrativo denominado autorização.

Comentário:

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A licença é ato administrativo negocial, vinculado e


definitivo, editada com base no poder de polícia, quando se exige a
obtenção de anuência prévia da Administração para que o particular
exercite certo direito.

Assim, a alternativa “a” está correta. De fato, trata-se de


ato administrativo vinculado.

A alternativa “b” está errada. É ato negocial.

A alternativa “c” está errada. A Administração não pode


negá-la, por se tratar de ato vinculado. Assim, preenchido os requisitos
legais é direito subjetivo do administrado sua obtenção.

A alternativa “d” está errada. Sua invalidação somente


pode ocorrer por questões de legalidade.

A alternativa “e” está errada. Não se confunde a licença


(ato vinculado) com a autorização (ato discricionário).

Gabarito: “A”.

66. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/PR – FCC/2012) Quando se


está diante de uma situação concreta que enseja a edição de
um ato administrativo vinculado, significa que ao particular
titular do interesse jurídico em questão cabe
a) exigir da autoridade, judicialmente se for necessário, a edição do
ato determinado, desde que tenha preenchido os requisitos legais para
tanto.
b) a prerrogativa da autoexecutoriedade, na medida em que pode
dispensar a edição concreta do ato, presumindo sua existência.
c) apenas aguardar a edição do ato, não podendo ingressar com
nenhuma medida judicial para tanto, uma vez que o Poder Judiciário
não pode suprir a vontade da administração.

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d) ajuizar ação judicial de perdas e danos, exclusivamente, uma vez


que o Poder Judiciário não pode suprir a vontade da administração.
e) requerer administrativamente a edição do ato, sob pena de
ajuizamento de ação judicial para suprir o juízo de conveniência e
oportunidade da administração pública.

Comentário:

Considerando, portanto, que se trata de ato vinculado, o


particular terá o direito de exigir da autoridade, judicialmente se for
necessário, a edição do ato determinado, desde que tenha preenchido
os requisitos legais para tanto.

Gabarito: “A”.

67. (DEFENSOR PÚBLICO – DPE/MA – FCC/2009) São


exemplos de atos administrativos vinculados:
(A) autorização de uso de imóvel público e homologação de
procedimento licitatório que se pretenda concluir.
(B) licença de funcionamento e permissão de uso de imóvel público.
(C) permissão de uso de imóvel público e aprovação para alienação de
terras públicas.
(D) homologação do procedimento licitatório que se pretenda concluir
e licença de funcionamento.
(E) aprovação de alienação de terras públicas e alvará de uso privativo
de terras públicas.

Comentário:

A alternativa “a” traz exemplo de ato discricionário no


tocante a autorização de uso de imóvel público. Isso porque a
autorização é dada a critério da administração, ou seja, ela poderá
autorizar ou não o uso de um imóvel público no interesse do particular.

A alternativa “b” e “c” citam a permissão de uso, que

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segue a mesma lógica da autorização, ou seja, poderá a Administração


a seu critério permitir ou não uso de área pública.

Na “c” ainda teríamos a aprovação para alienação de


terras públicas. Ora, a Administração deve avaliar se é conveniente ou
não alienar determinados imóveis (terreno) seu. Acaso entenda que
não seja, não estará obrigada a alienar. Portanto, o ato é discricionário.

No tocante a alternativa “e”, temos além da referida


aprovação, um alvará para uso particular de terra pública. É fato que
esse alvará deve ser expedido em razão de autorização, permissão ou
concessão de uso de imóvel público. De modo, que qualquer que seja
a hipótese o ato é discricionário, ou seja, não é vinculado, cabe a
Administração decidir se autoriza, permite ou concede o uso a
particular.

Portanto, a alternativa correta é a “d”, ou seja, a


homologação do procedimento licitatório que se pretenda concluir e a
licença de funcionamento são exemplos de atos vinculados.

Gabarito: “D”

68. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRT 11ª REGIÃO


(AM) – FCC/2012) Considere as seguintes assertivas
concernentes ao tema discricionariedade e vinculação dos atos
administrativos:
I. A fonte da discricionariedade é a própria lei; aquela só existe nos
espaços deixados por esta.
II. No poder vinculado, o particular não tem direito subjetivo de exigir
da autoridade a edição de determinado ato administrativo.
III. A discricionariedade nunca é total, já que alguns aspectos são
sempre vinculados à lei.
IV. Na discricionariedade, a Administração Pública não tem
possibilidade de escolher entre atuar ou não.
Está correto o que se afirma APENAS em

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a) I, II e III.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II, III e IV.
e) II e IV.

Comentário:

A assertiva I está correta. De fato, a fonte da


discricionariedade é a própria lei; aquela só existe nos espaços
deixados por esta.

A assertiva II está errada. No poder vinculado, o


particular tem direito subjetivo de exigir da autoridade a edição de
determinado ato administrativo.

A assertiva III está correta. A discricionariedade nunca é


total, já que alguns aspectos são sempre vinculados à lei, tal como no
que diz respeito à competência, finalidade e forma.

A assertiva IV está errada. Na discricionariedade, a


Administração Pública tem possibilidade de escolher entre atuar ou
não.

Gabarito: “B”.

69. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 6ª REGIÃO (PE) –


FCC/2012) Dizer que um ato administrativo é discricionário
significa que
a) foi editado com base na conveniência e oportunidade do
administrador, não podendo ser objeto de controle de legalidade pelo
Poder Judiciário.
b) depende de autorização legislativa para sua edição, admitindo, em
razão da prévia fiscalização, apenas controle de constitucionalidade a
cargo do Poder Judiciário.

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c) permite análise de mérito e vinculação quanto a conveniência e


oportunidade pelo Poder Judiciário e pelo Poder Legislativo.
d) afasta o controle de oportunidade e conveniência, admitindo apenas
revogação nos casos de ilegalidade ou inconstitucionalidade patentes.
e) foi editado com base na conveniência e oportunidade conferida pela
lei ao administrador, o que não dispensa a demonstração do interesse
público, nem o controle de legalidade pelo Poder Judiciário.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. O ato discricionário pode


ser objeto de controle de legalidade pelo Poder Judiciário.

A alternativa “b” está errada. O ato discricionário não


depende de autorização legislativa para sua edição. Ele é possível de
ser editado nos espaços ou casos que a lei permite escolhas por parte
da Administração. Ademais, admite-se controle judicial no que diz
respeito à legalidade.

A alternativa “c” está errada. Não permite análise de


mérito e vinculação quanto a conveniência e oportunidade pelo Poder
Judiciário e pelo Poder Legislativo, por se tratar de análise de
competência da própria Administração Pública.

A alternativa “d” está errada. Não afasta o controle de


mérito, ou seja, de oportunidade e conveniência, admitindo a
revogação nesse caso ou a anulação nos casos de ilegalidade ou
inconstitucionalidade.

A alternativa “e” está correta. O ato discricionário foi


editado com base na conveniência e oportunidade conferida pela lei ao
administrador, o que não dispensa a demonstração do interesse
público, nem o controle de legalidade pelo Poder Judiciário.

Gabarito: “E”.

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70. (COMISSÁRIO DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE – TJ/RJ –


FCC/2012) O ato discricionário
a) é aquele editado pela Administração Pública quando inexiste lei
disciplinando a matéria.
b) pode ser praticado por qualquer autoridade da esfera da federação
competente, quando não houver expressa restrição da legislação.
c) é aquele que apresenta todos os elementos e características
previamente definidos na lei.
d) pode ser fiscalizado pelos administrados e pelo Judiciário, desde que
autorizado pela lei que disciplinou sua edição.
e) é aquele que envolve a opção legítima feita pelo administrador, nos
limites em que ela é assegurada pela lei.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. A discricionariedade


encontra-se na Lei e por ela está limitada.

A alternativa “b” está errada. Pode ser praticado pela


autoridade cuja lei atribui competência.

A alternativa “c” está errada. O ato vinculado é que é


aquele que apresenta todos os elementos e características previamente
definidos na lei.

A alternativa “d” está errada. Pode ser fiscalizado pelos


administrados e pelo Judiciário, no que diz respeito aos aspectos de
legalidade.

A alternativa “e” está correta. O ato discricionário é


aquele que envolve a opção legítima feita pelo administrador, nos
limites em que ela é assegurada pela lei.

Gabarito: “E”.

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71. (OFICIAL DE JUSTIÇA – TJ/PE – FCC/2012) No que se


refere aos poderes administrativo, discricionário e vinculado, é
INCORRETO afirmar:
a) Mesmo quanto aos elementos discricionários do ato administrativo
há limitações impostas pelos princípios gerais de direito e pelas regras
de boa administração.
b) A discricionariedade é sempre relativa e parcial, porque, quanto à
competência, à forma e à finalidade do ato, a autoridade está
subordinada ao que a lei dispõe.
c) Poder vinculado é aquele que o Direito Positivo – a Lei – confere à
Administração Pública para a prática de ato de sua competência,
determinando os elementos e requisitos necessários à sua
formalização, mas lembrando a dificuldade de se encontrar um ato
administrativo inteiramente vinculado.
d) A atividade discricionária encontra plena justificativa na
impossibilidade de o legislador catalogar na lei todos os atos que a
prática administrativa exige.
e) Na categoria dos atos administrativos vinculados, a liberdade de
ação do administrador é ampla, visto que não há necessidade de se
ater à enumeração minuciosa do Direito Positivo para realizá-la.

Comentário:

A alternativa “a” está correta. De fato, mesmo quanto


aos elementos discricionários do ato administrativo há limitações
impostas pelos princípios gerais de direito e pelas regras de boa
administração.

A alternativa “b” está correta. Na resta dúvida de que a


discricionariedade é sempre relativa e parcial, porque, quanto à
competência, à forma e à finalidade do ato, a autoridade está
subordinada ao que a lei dispõe.

A alternativa “c” está correta. Poder vinculado é aquele


que o Direito Positivo – a Lei – confere à Administração Pública para a

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prática de ato de sua competência, determinando os elementos e


requisitos necessários à sua formalização, mas lembrando a dificuldade
de se encontrar um ato administrativo inteiramente vinculado.

A alternativa “d” está correta. A atividade discricionária


encontra plena justificativa na impossibilidade de o legislador catalogar
na lei todos os atos que a prática administrativa exige, de modo que
deixará margem para o poder decisório da Administração.

A alternativa “e” está errada. Na categoria dos atos


administrativos vinculados, não há liberdade de ação do administrador,
visto que há necessidade de se ater à enumeração minuciosa do Direito
Positivo para realizá-la.

Gabarito: “E”.

72. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) Sobre a


discricionariedade e vinculação do ato administrativo, é correto
que:
(A) estabelecendo a Lei nº 8.112/90 que as férias podem ser
parceladas em até três etapas, se assim o requerer o servidor e no
interesse da administração pública, o agente que defere o
parcelamento está praticando ato vinculado.
(B) a vinculação significa que a lei estabelece os requisitos e condições
da realização do ato, ressalvadas a oportunidade e a conveniência da
sua prática.
(C) em razão da discricionariedade ficam dispensados de cumprimento
os princípios da impessoalidade na prática do ato administrativo.
(D) na vinculação, uma vez atendidas as condições legais, o ato tem
que ser realizado; faltando qualquer elemento exigido na lei torna-se
impossível sua prática.
(E) a discricionariedade do ato significa que o administrador pode
praticar o ato administrativo com liberdade de escolha quanto ao seu
conteúdo e destinatário, mas não quanto à conveniência.

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Comentário:

Sabemos que o ato vinculado é aquele em que não há


margem de liberdade para a atuação do administrador, ou seja, a lei
define todos os elementos do ato.

Os atos discricionários, por outro lado, são aqueles em


que há margem de escolha, de liberdade de atuação, pelo
administrador, o qual avaliará a conveniência e oportunidade da prática
do ato.

Com efeito, a discricionariedade só poderá ser verificada


naqueles elementos que não são vinculados. Assim, observamos que a
competência, a finalidade e a forma são elementos vinculados, de
modo que somente será possível discutirmos acerca da existência de
liberdade ou não de atuação, ou seja, de avaliar acerca da conveniência
e oportunidade nos elementos motivo e objeto.

É no motivo e/ou no objeto que se afere o mérito do ato


administrativo (conveniência e oportunidade), ou seja, se o motivo ou
o objeto forem discricionários o ato será discricionário, senão, será
vinculado.

Por isso, a discricionariedade no âmbito da administração


pública somente alcança o motivo e o objeto do ato administrativo.

Assim:

Alternativa “a” está errada, uma vez que a concessão do


parcelamento depende da presença do interesse administrativo,
poderá ser deferido ou não. Portanto, trata-se de avaliação da
conveniência e oportunidade, sendo o ato discricionário.

Alternativa “b” está errada. A vinculação estabelece que


todos os elementos ou requisitos do ato estão contidos na lei, não
havendo margem de liberdade de atuação, ou seja, não havendo

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avaliação da conveniência e da oportunidade da prática do ato.

Alternativa “c” está errada, pois mesmo nos atos


discricionários é obrigatória a observância dos princípios
constitucionais, tal como o da impessoalidade.

Alternativa “e” está errada, porque na discricionariedade


do ato, ou seja, no ato discricionário, o administrador pode praticar o
ato administrativo com liberdade de escolha quanto ao seu motivo
(causa) ou objeto (conteúdo), bem como em razão da conveniência
desses elementos.

Alternativa “d” está correta. O ato vinculado é aquele que


todos os seus elementos estão contidos na norma, de maneira que não
haveria margem de liberdade, ou seja, uma vez atendidas as condições
legais, o ato tem que ser realizado; faltando qualquer elemento exigido
na lei torna-se impossível sua prática.

Gabarito: “D”.

73. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) Sobre a


discricionariedade e vinculação do ato administrativo, é correto
que:
(A) estabelecendo a Lei nº 8.112/90 que as férias podem ser
parceladas em até três etapas, se assim o requerer o servidor e no
interesse da administração pública, o agente que defere o
parcelamento está praticando ato vinculado.
(B) a vinculação significa que a lei estabelece os requisitos e condições
da realização do ato, ressalvadas a oportunidade e a conveniência da
sua prática.
(C) em razão da discricionariedade ficam dispensados de cumprimento
os princípios da impessoalidade na prática do ato administrativo.
(D) na vinculação, uma vez atendidas as condições legais, o ato tem
que ser realizado; faltando qualquer elemento exigido na lei torna-se
impossível sua prática.

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(E) a discricionariedade do ato significa que o administrador pode


praticar o ato administrativo com liberdade de escolha quanto ao seu
conteúdo e destinatário, mas não quanto à conveniência.

Comentário:

A alternativa “a” está errada, pois, muito embora haja o


direito do servidor, o parcelamento ou não das férias, depende sempre
da conveniência e oportunidade administrativa.

Significa dizer que não é o simples fato de o servidor


requerer que há direito líquido e certo no tocante ao parcelamento. Seu
pedido passa pelo crivo da chefia que deverá anuir, ou seja, poderá
então autorizar ou não o parcelamento de férias, conforme o interesse
público, nos termos do que dispõe o §3º do art. 77 da Lei nº 8.112/90,
assim expresso:

Art. 77. O servidor fará jus a trinta dias de férias, que podem
ser acumuladas, até o máximo de dois períodos, no caso de
necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses em que haja
legislação específica. (Redação dada pela Lei nº 9.525, de
10.12.97) (Férias de Ministro – Vide)
§ 3º As férias poderão ser parceladas em até três
etapas, desde que assim requeridas pelo servidor, e no
interesse da administração pública. (Incluído pela Lei nº
9.525, de 10.12.97)

A alternativa “b” está errada. A vinculação, como


observamos, significa que a lei estabelece todos os elementos do ato,
não deixando margem de liberdade para atuação do agente na
definição da oportunidade e conveniência de se praticar o ato.

A alternativa “c” está errada. Não é porque há liberdade


que se traduz em libertinagem (risos). O agente no âmbito de sua
discricionariedade não está autorizado a descumprir os preceitos de
moralidade, e demais princípios constitucionais.

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A alternativa “d” está correta. Na vinculação todos os


elementos estão descritos na norma, de modo que atendidas as
condições legais, exige-se a realização do ato. Ausente quaisquer dos
elementos previstos na norma, não será possível a realização do ato.

A alternativa “e” está errada. A discricionariedade, ou


seja, possibilidade de escolha reside apenas no motivo e no objeto.
Devemos lembrar sempre que os elementos: competência (sujeito),
finalidade e forma, são elementos sempre vinculados.

A discricionariedade reside na escolha de qual o melhor


momento e a situação para a prática do ato, ou seja, da conveniência
e oportunidade.

Gabarito: “D”.

74. (ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – TCE/AP –


FCC/2012) Os atos administrativos podem ser
a) vinculados, quando a competência para a sua edição é privativa de
determinada autoridade e não passível de delegação.
b) discricionários, quando a lei estabelece margem de decisão para a
autoridade de acordo com critérios de conveniência e oportunidade.
c) vinculados, assim entendidos os que devem ser editados quando
presentes os requisitos legais e de acordo com juízo de conveniência e
oportunidade.
d) discricionários, quando, embora o objeto e requisitos para edição
sejam pré-estabelecidos em lei, a edição ou não depende do juízo de
mérito da administração
e) vinculados, quando o objeto, competência e finalidade são definidos
em lei, restando à autoridade apenas o juízo de conveniência quanto à
sua edição no caso concreto.

Comentário:

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A alternativa “a” está errada. O ato é vinculado quando


todos os seus elementos estão dispostos na Lei.

A alternativa “b” está correta. São discricionários,


quando a lei estabelece margem de decisão para a autoridade de
acordo com critérios de conveniência e oportunidade.

A alternativa “c” está errada. Nos atos vinculados não se


discute acerca da conveniência e oportunidade.

A alternativa “d” está errada. Nos atos discricionários


nem todos os requisitos estão pré-estabelecidos, ademais, sempre
depende do juízo de mérito da Administração.

A alternativa “e” está errada. Não há juízo de


conveniência nos atos vinculados, e todos os requisitos estão definidos
em lei.

Gabarito: “B”.

75. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 15ª REGIÃO – FCC/2009)


Quanto à discricionariedade e vinculação do ato administrativo,
é correto que
a) ato discricionário é aquele em que o administrador tem certa
liberdade de escolha, especialmente quanto à conveniência e
oportunidade.
b) discricionariedade e arbitrariedade são expressões sinônimas.
c) no ato vinculado a lei estabelece quase todos os requisitos e
condições de sua realização, deixando pouca margem de liberdade ao
administrador.
d) quanto aos elementos competência e finalidade do ato
administrativo a lei pode deixar à livre apreciação da autoridade tanto
no ato discricionário quanto no ato vinculado.
e) o Poder Judiciário pode apreciar o ato administrativo quanto aos
aspectos da conveniência e oportunidade.

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Comentário:

E aí? Vê como é o negócio! Quanto mais fazemos, mais


fácil parece, não é? É o que costumo dizer, quanto mais treinamos,
mais temos sorte.

Observe, então, que:

A alternativa “a” está correta, ou seja, o ato


discricionário é aquele em que o administrador tem certa liberdade de
escolha, especialmente quanto à conveniência e oportunidade.

A alternativa “b” está errada. Já vimos que não se pode


confundir arbitrariedade, abusividade, com discricionariedade. A
atuação discricionária exige que o agente não atue com abuso, com
arbitrariedades, ou seja, sua atuação deve ser pautada pelos limites
da lei, dentro da proporcionalidade e razoabilidade.

A alternativa “c” está errada. No ato vinculado, todos os


requisitos e condições para a realização do ato estão estabelecidos em
lei, não havendo margem de liberdade, e sim a determinação de
atuação quando e conforme na lei fixado.

A alternativa “d” está errada, pois somente no motivo e


no objeto é que a lei poderá dar liberdade de escolha, isso quer dizer
nos atos discricionários, apenas.

A alternativa “e” está errada. Não se permite ao


Judiciário se arrogar da atribuição do administrador. Significa dizer que
ao Judiciário não é dado apreciar o ato administrativo no tocante aos
aspectos de conveniência e oportunidade, ou seja, no tocante ao mérito
do ato administrativo.

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Todavia, é preciso tomar bastante cuidado! Isso quer


dizer que o Judiciário não pode escolher ou mudar a escolha realizada
pela autoridade administrativa, revogando o ato praticado.

No entanto, é possível ao Judiciário anular o ato


administrativo por vício encontrado no ato discricionário. Como assim?
É possível quando verificar que o ato extrapola, exorbita, os limites
legais, ou seja, que não observa a proporcionalidade e razoabilidade,
de maneira a anular o ato. Nesse sentido:

“(...) embora não caiba ao Poder Judiciário apreciar o


mérito dos atos administrativos, a análise de sua
discricionariedade seria possível para a verificação de
sua regularidade em relação às causas, aos motivos e à
finalidade que ensejam. Salientando a jurisprudência da
Corte no sentido da exigibilidade de realização de concurso
público, constituindo-se exceção a criação de cargos em
comissão e confiança, reputou-se desatendido o princípio
da proporcionalidade, haja vista que, dos 67 funcionários
da Câmara dos Vereadores, 42 exerceriam cargos de livre
nomeação e apenas 25, cargos de provimento efetivo.
Ressaltou-se, ainda, que a proporcionalidade e a
razoabilidade podem ser identificadas como critérios
que, essencialmente, devem ser considerados pela
Administração Pública no exercício de suas funções
típicas. Por fim, aduziu-se que, concebida a
proporcionalidade como correlação entre meios e fins,
dever-se-ia observar relação de compatibilidade entre os
cargos criados para atender às demandas do citado Município
e os cargos efetivos já existentes, o que não ocorrera no caso.
RE 365368 AgR/SC, rel. Min. Ricardo Lewandowski,
22.5.2007. (RE-365368) - Informativo 468.

ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. JUIZ SUBSTITUTO


DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO CEARÁ. CONTROLE

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JUDICIAL DO ATO ADMINISTRATIVO. LIMITAÇÃO.


OPORTUNIDADE E CONVENIÊNCIA. EXIGÊNCIA DO
ENUNCIADO DA QUESTÃO NÃO VALORADA NO ESPELHO DE
CORREÇÃO DA PROVA DE SENTENÇA PENAL. AUSÊNCIA DE
RAZOABILIDADE. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DA CONFIANÇA
E DA MORALIDADE. INCLUSÃO DE NOVO ITEM NO ESPELHO
DE CORREÇÃO. REDISTRIBUIÇÃO DOS PONTOS.
1. É cediço que o controle judicial do ato administrativo
deve se limitar ao exame de sua compatibilidade com as
disposições legais e constitucionais que lhe são
aplicáveis, sob pena de restar configurada invasão
indevida do Poder Judiciário na Administração Pública,
em flagrante ofensa ao princípio da separação dos
Poderes.
2. Desborda do juízo de oportunidade e conveniência do
ato administrativo, exercido privativamente pelo
administrador público; a fixação de critérios de correção
de prova de concurso público que se mostrem
desarrazoados e desproporcionais, o que permite ao
Poder Judiciário realizar o controle do ato, para adequá-
lo aos princípios que norteiam a atividade
administrativa, previstos no art. 37 da Carta
Constitucional.
3. Mostra-se desarrazoado e abusivo a Administração exigir do
candidato, em prova de concurso público, a apreciação de
determinado tema para, posteriormente, sequer levá-lo em
consideração para a atribuição da nota no momento da
correção da prova. Tal proceder inquina o ato administrativo
de irregularidade, pois atenta contra a confiança do candidato
na administração, atuando sobre as expectativas legítimas das
partes e a boa-fé objetiva, em flagrante ofensa ao princípio
constitucional da moralidade administrativa.
4. Recurso ordinário provido.
(RMS 27.566/CE, Rel. Ministro JORGE MUSSI, Rel. p/ Acórdão
Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em
17/11/2009, DJe 22/02/2010)

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Gabarito: “A”.

76. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TJ/PI –


FCC/2009) Quanto aos Atos Administrativos vinculados e os
discricionários, está errado afirmar que
a) a discricionariedade se manifesta no ato em si e não no poder de a
Administração praticá-lo pela maneira e nas condições mais
convenientes ao seu interesse.
b) a Administração, nos atos vinculados, tem o dever de motivá-los.
c) a discricionariedade deverá estar sempre estrita à observância da
lei, pois sua exorbitância constitui ato ilícito.
d) os atos vinculados são aqueles para os quais a lei estabelece os
requisitos e condições de sua realização.
e) a atividade discricionária não dispensa a lei, nem se exerce sem ela,
senão com observância e sujeição a ela.

Comentário:

A alternativa “b” está correta. Observe que se o ato é


vinculado todos os seus elementos estão disciplinados na norma. Por
isso, a fim de inclusive aferir está condição, é obrigatória a motivação
dos atos vinculados.

A alternativa “c” está correta. Significa dizer que se há


exorbitância em relação aos atos discricionários, haverá vício no ato,
levando a sua nulidade. Para aferir a exorbitância utiliza-se dos
princípios da razoabilidade e proporcionalidade, por exemplo.

A alternativa “d” está correta. Os atos vinculados, como


vimos, são aqueles em que a lei estabelece todos os elementos, ou
seja, seus requisitos e condições para realização.

A alternativa “e” está correta. Deve-se ressaltar que


ainda que se dê margem de liberdade para atuação da autoridade

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administrativa, nos atos discricionários, essa margem de atuação


encontra seus limites na própria lei, ou seja, o agente não poderá
extrapolar os limites permitidos, de modo que a atuação discricionária
não afasta a lei, nem existe sem lei e deve-se pautar na própria lei.

Então, a alternativa “a” é a errada. Isso porque a


discricionariedade não se manifesta no ato em si. Se fosse desse modo,
poderíamos dizer que todos os elementos são discricionários. Porém,
bem sabemos que não! A discricionariedade se manifesta no poder de
a Administração praticar o ato com liberdade acerca de sua
conveniência e oportunidade.

Gabarito: “A”.

77. (TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO – TCE/AP – FCC/2012)


O denominado “mérito” do ato administrativo discricionário
corresponde
a) ao espaço de liberdade de ação da Administração, no que diz
respeito à motivação, finalidade e competência para a prática do ato.
b) à análise de adequação do ato com os requisitos de validade
previstos em lei.
c) à avaliação de eficácia e efetividade da ação da Administração em
face da situação concreta.
d) às razões de conveniência e oportunidade levadas em conta pela
Administração para a sua edição.
e) aos aspectos passíveis de controle pelo Poder Judiciário, que pode
anular o ato que não atenda à conveniência administrativa.

Comentário:

O mérito do ato administrativo diz respeito ao critério de


conveniência e oportunidade, que é inerente ao motivo e/ou objeto.

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Assim, a alternativa “a” está errada, pois não há espaço


de liberdade de ação da Administração, no que diz respeito à finalidade
e competência para a prática do ato.

A alternativa “b” está errada. A legalidade é que é a


análise de adequação do ato com os requisitos de validade previstos
em lei.

A alternativa “c” está errada. A avaliação de eficácia e


efetividade da ação da Administração em face da situação concreta diz
respeito também à legalidade do ato.

A alternativa “d” está correta. De fato, como disse, o


mérito diz respeito às razões de conveniência e oportunidade levadas
em conta pela Administração para a sua edição.

A alternativa “e” está errada. O mérito, em regra, não é


passível de controle pelo Poder Judiciário, salvo no que diz respeito a
vício de legalidade, daí podendo anular o ato.

Gabarito: “D”.

78. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 7ª


REGIÃO – FCC/2009) O limite do ato administrativo
discricionário é
a) a oportunidade.
b) a determinação verbal da autoridade superior.
c) a consciência da autoridade.
d) a lei.
e) a conveniência.

Comentário:

Como frisado, o ato discricionário se caracteriza pela


margem de liberdade que há para a atuação da autoridade

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administrativa, em decidir acerca da conveniência e oportunidade na


realização do ato.

Todavia, essa atuação não pode fugir aos limites


estabelecidos na própria lei. Assim, os limites à liberdade são
verificados na própria lei que confere margem à atuação discricionária.

Gabarito: “D”.

79. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 16ª REGIÃO – FCC/2009)


Determinada Prefeitura Municipal pretende realizar obras de
urbanização no entorno da área onde está localizado o imóvel
do Tribunal Regional do Trabalho. Nesse caso, é correto afirmar
que
(A) não caberá ao Judiciário dizer se tais obras são ou não prioritárias
ou urgentes, podendo apenas invalidar os atos manifestamente ilegais,
resultantes de abuso de poder ou desvio de finalidade.
(B) o ato tem natureza de vinculação, visto que a oportunidade à
conveniência dessas obras estão sempre atreladas à lei, cabendo ao
administrador proceder de forma estrita, ainda que presente o
interesse coletivo.
(C) a discricionariedade do administrador municipal é plena, afastando-
se quaisquer limites quanto à legalidade ou ao interesse público, por
ser uma prerrogativa própria e imprescindível do cargo.
(D) o administrador municipal não poderá praticar os atos relacionados
a essa obra com liberdade de escolha de seu conteúdo e do modo de
sua realização sem a prévia autorização do Presidente do Tribunal
Regional do Trabalho.
(E) sendo um ato de natureza discricionária por parte do Município, não
terá o administrador municipal qualquer margem de liberdade para
escolher essa ou aquela conduta, salvo instaurar o processo de
urbanização.

Comentário:

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Veja um bom exemplo da atuação discricionária da


Administração Pública. Deve-se entender que cabe ao administrador
decidir pela realização de referidas obras de urbanização, julgando-as
convenientes ou não. Obviamente que se as julgar oportunas e
convenientes, deverá adotar o procedimento legal necessário à
realização das obras (licitação).

Assim, teremos:

A alternativa “a” está correta, pois não cabe ao Judiciário


dizer se tais obras são ou não prioritárias ou urgentes, por se tratar do
mérito do ato administrativo.

A alternativa “b” está errada, pois como disse, trata-se


de ato discricionário e não vinculado.

A alternativa “c” está errada. Não existe tal


discricionariedade plena, estará sempre o administrador submetido aos
limites legais e ao interesse público.

A alternativa “d” também está errada. Poderá o


administrador municipal realizar referidas obras, sem necessidade de
autorização do Presidente do Tribunal, já que não se trata de área
interna ao Tribunal.

A alternativa “e” está errada. Vimos que se o ato é


discricionário é dada margem de liberdade para atuação, permitindo-
se escolhas.

Gabarito: “A”.

80. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRT 15ª REGIÃO


– FCC/2009) Sobre a extinção do ato administrativo, é correto
afirmar:

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a) O ato administrativo extingue-se por cumprimento dos seus efeitos;


pelo desaparecimento do sujeito ou objeto e pela retirada, que se
verifica por várias maneiras.
b) Anulação, ou invalidação, do ato administrativo é o seu desfazimento
por razões de conveniência e oportunidade.
c) Incompetência e incapacidade são vícios que atingem o ato
administrativo, quanto à forma, e que justificam a sua anulação ou
invalidação.
d) A revogação do ato administrativo pode ser decretada pelo Poder
Judiciário, se for provocado pelo interessado.
e) A revogação do ato administrativo no âmbito da Administração, não
pode ser feita por quem o praticou.

Comentário:

A alternativa “a” está correta, pois o ato administrativo


pode-se extinguir por cumprimento dos seus efeitos; pelo
desaparecimento do sujeito ou objeto e pela retirada, que se verifica
por várias maneiras, tal como anulação, cassação, caducidade,
revogação etc.

A alternativa “b” está errada, na medida em que a


anulação é a invalidação por razões de legalidade, ou seja, o ato
contrário o ordenamento jurídico.

A alternativa “c” está errada. Tanto a incompetência


quanto a incapacidade são vícios que atingem o ato administrativo,
quanto ao sujeito.

A alternativa “d” está errada. A revogação só pode ser


realizada pela Administração Pública. É possível que o Poder Judiciário,
quando atuar do exercício de sua função administrativa, ou seja,
quando visto na sua função atípica, possa revogar seus próprios atos
administrativos.

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E, por fim, a alternativa “e” também está errada, porque


a revogação poderá ser feita pela mesma autoridade que praticou o
ato, exercendo o chamado controle de autotutela, ou seja, avaliando a
conveniência e oportunidade na manutenção do ato.

Gabarito: “A”.

81. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS –


TRT 20ª REGIÃO – FCC/2011) Os atos administrativos
a) discricionários não podem ser objeto de anulação.
b) vinculados podem ser objeto de revogação.
c) ilegais não podem ser objeto de convalidação.
d) ilegais não podem ser objeto de revogação.
e) vinculados não podem ser objeto de anulação.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. Os atos discricionários


podem ser objeto de anulação, desde que contenham vício de
legalidade.

A alternativa “b” está errada. Os atos vinculados NÃO


podem ser objeto de revogação, somente os atos discricionários
podem.

A alternativa “c” está errada. Atos ilegais podem ser


objeto de convalidação, desde que o vício seja convalidável.

A alternativa “d” está correta. Os atos ilegais não podem


ser objeto de revogação, na medida em que devem ser anulados.

A alternativa “e” está errada. Os atos vinculados


somente podem ser objeto de anulação.

Gabarito: “D”.

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82. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) Tocante à


revogação e extinção do ato administrativo emanado do Poder
Executivo, é correto afirmar que:
(A) verifica-se a extinção natural quando desaparece o próprio objeto
do ato praticado.
(B) a revogação pode ser determinada pelo Poder Judiciário à vista da
ilegalidade do ato.
(C) o Poder Judiciário pode revogar o ato por inconveniente se for
provocado por terceiro prejudicado.
(D) ocorre a extinção subjetiva quando se verifica o cumprimento
normal dos efeitos do ato.
(E) a revogação é ato exclusivo da Administração e tem cabimento
quando o ato tornou-se inoportuno ou inconveniente.

Comentário:

Observamos que há as seguintes modalidades de


extinção: extinção natural (o ato exauriu seus efeitos); extinção
objetiva (desapareceu o objeto); extinção subjetiva (desapareceu
o sujeito); retirada (caducidade, cassação e contraposição);
invalidação (revogação ou anulação), e renúncia (abdicação do
beneficiário).

Portanto, a alternativa “a” está errada, porque a extinção


em razão do desaparecimento do objeto é a extinção objetiva.

A alternativa “b” também está errada, eis que o


Judiciário não pode determinar a revogação do ato, sobretudo por
razões de ilegalidade. Poderá anulá-lo por tais razões.

Alternativa “c” está errada. Mais uma vez, o Poder


Judiciário não pode revogar ato administrativo, por se tratar de exame
de conveniência ou oportunidade, competência que é do Administrador,
sob pena de o Judiciário violar o princípio da separação de poderes.

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Alternativa “d” está errada, pois a extinção subjetiva


quando se verifica o desaparecimento do sujeito. Por outro lado, pelo
cumprimento normal dos efeitos do ato se dá a extinção natural.

Assim, a alternativa “e” está correta. É que a revogação


é ato exclusivo da Administração e tem cabimento quando o ato
tornou-se inoportuno ou inconveniente.

Gabarito: “E”.

83. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 7ª REGIÃO – FCC/2009) A


revogação do ato administrativo ocorre quando
a) a Administração extingue um ato válido, por razões de conveniência
e oportunidade.
b) foi praticado com desvio de finalidade ou abuso de poder.
c) contiver vício relativo ao sujeito.
d) o ato alcançou plenamente a sua finalidade.
e) o ato é praticado de forma diversa da prevista em lei.

Comentário:

E aí? Simples, direta e objetiva. A revogação diz respeito


à retirada do ato administrativo válido, por não ser mais conveniente
e oportuno aos interesses administrativos.

Gabarito: “A”.

84. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/TO – FCC/2011) Podem ser


revogados os atos administrativos
a) que já exauriram seus efeitos.
b) enunciativos, também denominados "meros atos administrativos",
como certidões e atestados.
c) vinculados.

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d) que geram direitos adquiridos.


e) editados em conformidade com a lei.

Comentário:

Então, por tudo que já observamos, devemos concluir


que não poderá ser revogado o ato que:

 Atos com efeitos exauridos.


 Atos enunciativos.
 Atos vinculados.
 Atos que geram direitos adquiridos.

Assim, os atos editados em conformidade com a lei não


podem ser anulados, pois não contêm vício de legalidade, porém
podem ser revogados em razão do interesse público, por motivo de
conveniência e oportunidade, sem forem discricionários.

Gabarito: “E”.

85. (ADVOGADO – NOSSA CAIXA – FCC/2011) Dentre outros,


são exemplos de atos administrativos insuscetíveis de
revogação:
a) licença para exercer profissão regulamentada em lei; certidão
administrativa de dados funcionais de servidor público.
b) ato de concessão de aposentadoria, mesmo que ainda não
preenchido o lapso temporal para a fruição do benefício; ato de
adjudicação na licitação quando já celebrado o respectivo contrato.
c) edital de licitação na modalidade tomada de preços; atestado
médico emitido por servidor público médico do trabalho.
d) ato que declara a inexigibilidade de licitação; autorização para uso
de bem público.
e) autorização para porte de arma; ato que defere fé- rias a servidor,
ainda que este não tenha gozado de tais férias.

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Comentário:

A alternativa “a” está correta. A licença para exercer


profissão regulamentada em lei e certidão administrativa de dados
funcionais de servidor público. Isso porque a licença é ato vinculado, e
a certidão é ato enunciativo (declaratório), sendo ambos os casos
insuscetíveis de revogação.

A alternativa “b” está errada. A adjudicação pode ser


revogada. O interessante é que se já se formalizou o contrato, não há
que se falar mais em revogação da licitação. Por isso, entendo que essa
questão deveria ter sido anulada.

A alternativa “c” está errada, porque o edital de licitação


é passível de revogação.

A alternativa “d” está errada, porque a autorização para


uso de bem público é revogável.

A alternativa “e” está errada, pois a autorização para


porte de arma pode ser revogada, assim como a concessão de férias
aos servidores, desde que ainda não a tenha gozado por inteiro.

Gabarito: “A”.

86. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRT 6ª REGIÃO


(PE) – FCC/2012) A revogação de um ato administrativo válido
e eficaz é
a) inconstitucional, em face do princípio da segurança jurídica e do ato
jurídico perfeito.
b) possível apenas por decisão judicial e desde que não decorrido o
prazo decadencial.
c) possível, por ato motivado da Administração ou por decisão judicial,
ressalvados os direitos adquiridos.

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d) lícita, apenas se comprovada a superveniência de circunstância de


fato ou de direito que enseje vício de legalidade.
e) prerrogativa da Administração, fundada em razões de conveniência
e oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.

Comentário:

A revogação de ato válido e eficaz é uma prerrogativa


exclusiva da Administração, fundada em razões de conveniência e
oportunidade (mérito), respeitados os direitos adquiridos.

Gabarito: “E”.

87. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS –


TJ/RJ – FCC/2012) A Administração Pública revogou um ato de
outorga privativa de uso de bem público sob o único e expresso
fundamento de que o permissionário teria cedido a área para
terceiros. Posteriormente ficou demonstrado que essa
informação era falsa. De acordo com essas informações tem-se
que a revogação da permissão de uso é
a) válida porque se trata de ato discricionário, dispensando qualquer
motivação.
b) nula, uma vez que não foi respeitado o contraditório e o princípio da
eficiência.
c) válida, com fundamento na teoria dos motivos determinantes, pois
o ato não precisava ser motivado.
d) nula, com fundamento na teoria dos motivos determinantes, uma
vez que o fundamento invocado para a revogação da permissão de uso
era falso.
e) anulável, porque a Administração não precisa produzir prova dos
fundamentos que invocou, ante o princípio da supremacia do interesse
público.

Comentário:

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Observe que o motivo da revogação é que houve a


cessão do bem a terceiros. No entanto, tal motivo é falso. Por isso, é
nula a revogação, com fundamento na teoria dos motivos
determinantes, uma vez que o fundamento invocado para a revogação
da permissão de uso era falso.

Gabarito: “D”.

88. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/SP –


FCC/2012) A revogação de um ato administrativo
a) é prerrogativa da Administração, de caráter discricionário,
consistente na extinção de um ato válido por razões de conveniência e
oportunidade.
b) constitui atuação vinculada da Administração, na medida em que,
em face da indisponibilidade do interesse público, a Administração está
obrigada a revogar atos maculados por vício de oportunidade.
c) pode ser declarada tanto pela Administração como pelo Poder
Judiciário, quando identificado que o ato se tornou inconveniente ou
inoportuno do ponto de vista do interesse público.
d) somente pode ser procedida por autoridade hierarquicamente
superior àquela que praticou o ato, de ofício ou por provocação do
interessado, vedada a sua prática pelo Poder Judiciário.
e) constitui prerrogativa da Administração, quando fundada em razões
de conveniência e oportunidade, e do Poder Judiciário, quando
identificado vício relativo à motivação, competência ou forma.

Comentário:

A alternativa “a” está correta. A revogação é prerrogativa


da Administração, de caráter discricionário, consistente na extinção de
um ato válido por razões de conveniência e oportunidade.

A alternativa “b” está errada. A revogação também é


discricionária, já que poderá ou não revogar, conforme a conveniência
e oportunidade.

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A alternativa “c” está errada. A revogação só pode ser


efetivada pela Administração, quando identificado que o ato se tornou
inconveniente ou inoportuno do ponto de vista do interesse público.

A alternativa “d” está errada. Pode ser procedida pela


mesma autoridade que proferiu o ato ou por hierarquicamente superior,
de ofício ou por provocação do interessado.

A alternativa “e” está errada. O Poder Judiciário não pode


revogar ato discricionário da Administração, sobretudo quando
identificado vício relativo à motivação, competência ou forma, eis que
nesses casos caberá a anulação do ato.

Gabarito: “A”.

89. (ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – TCE/AP –


FCC/2012) Em relação a seus próprios atos, a Administração
a) pode anular os atos eivados de vício de legalidade, a qualquer
tempo, vedada a repercussão patrimonial para período anterior à
anulação.
b) pode anulá-los, apenas quando eivados de vício quanto à
competência e revogá-los quando identificado desvio de poder ou de
finalidade.
c) pode anulá-los, por razões de conveniência e oportunidade,
observado o prazo prescricional.
d) não pode anular os atos que gerem direitos para terceiros, exceto
se comprovado fato superveniente ou circunstância não conhecida no
momento de sua edição.
e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade,
preservados os direitos adquiridos.

Comentário:

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A Administração pode revogar seus próprios atos, por


razões de conveniência e oportunidade, preservados os direitos
adquiridos, conforme prevê o art. 53 da Lei nº 9.784/99:

Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos,


quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los
por motivo de conveniência ou oportunidade,
respeitados os direitos adquiridos.

Gabarito: “E”.

90. (PROCURADOR – TCM/BA – FCC/2011) A respeito da


desconstituição dos atos administrativos, a Administração
a) pode anulá-los, observado o correspondente prazo decadencial e
desde que preservados os direitos adquiridos.
b) pode revogá-los, quando discricionários, e anular apenas os
vinculados, preservados os direitos adquiridos.
c) está impedida de anular seus próprios atos, cabendo o controle de
legalidade ao Judiciário.
d) está impedida de revogar seus atos, exceto quando sobrevier
alteração de fato ou de direito que altere os pressupostos de sua
edição.
e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade,
preservados os direitos adquiridos, e anulá-los por vício de legalidade,
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. O ato nulo não gera direito


adquirido. O que pode ocorrer é que ultrapassado o prazo decadencial,
ocorra a convalidação tácita.

A alternativa “b” está errada. A Administração somente


pode revogar os discricionários. Porém, poderá anular os

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discricionários ou os vinculados, quando apresentarem vício de


legalidade. A preservação do direito adquirido só ocorre na revogação.

A alternativa “c” está errada. De acordo com o princípio


da autotutela, a Administração deve anular seus próprios atos.
Ademais, também cabe o controle de legalidade ao Judiciário.

A alternativa “d” está errada. Com base no mesmo


princípio da autotutela, pode a Administração revogar seus atos, por
motivo de conveniência e oportunidade.

A alternativa “e” está correta. A Administração pode


revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade, preservados os
direitos adquiridos, e anulá-los por vício de legalidade, ressalvada, em
todos os casos, a apreciação judicial.

Gabarito: “E”.

91. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS –


TRF 1ª REGIÃO – FCC/2011) A Administração Pública
exonerou ad nutum Carlos, sob a alegação de falta de verba. Se,
a seguir, nomear outro funcionário para a mesma vaga, o ato
de exoneração será
a) legal, pois praticado sem vício, e regular porque o cargo estava
vago.
b) legal, por se tratar de ato discricionário, pautado por razões de
conveniência e oportunidade da Administração.
c) ilegal por vício quanto ao motivo.
d) legal, pois detém mero vício de objeto, o qual nem sempre acarreta
sua invalidação.
e) ilegal por vício de finalidade.

Comentário:

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Observe que um servidor, cargo comissionado, foi


exonerado sob o fundamento de falta de verba. Assim, a Administração
não poderia ter nomeado outro para a vaga, logo em seguida. Desse
modo, está demonstrado que o motivo da exoneração não existiu, é
falso ou inexistente. Por isso, o ato é nulo por vício no motivo.

Gabarito: “C”.

92. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRF 1ª


REGIÃO – FCC/2011) A anulação do ato administrativo
a) não pode ser decretada pela Administração Pública.
b) pressupõe um ato legal.
c) produz efeitos ex nunc.
d) ocorre por razões de conveniência e oportunidade.
e) pode, em casos excepcionais, não ser decretada, em prol do
princípio da segurança jurídica.

Comentário:

Diante de ato ilegal, a anulação pode e deve ser


decretada pela Administração Pública, produzindo efeitos retroativos
(ex tunc). Todavia, em casos, em casos excepcionais, pode não ser
decretada, em prol do princípio da segurança jurídica, tal como quando
ocorrer a decadência.

Gabarito: “E”.

93. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRT 14ª REGIÃO


– FCC/2011) Considere a seguinte hipótese: a Administração
Pública aplicou pena de suspensão a determinado servidor,
quando, pela lei, era aplicável a sanção de repreensão. O fato
narrado caracteriza
a) vício na finalidade do ato administrativo e acarretará sua revogação.

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b) ato lícito, tendo em vista o poder discricionário da Administração


Pública.
c) vício no objeto do ato administrativo e acarretará sua anulação.
d) vício no motivo do ato administrativo, porém não necessariamente
constitui fundamento para sua invalidação.
e) mera irregularidade formal, não constituindo motivo para sua
anulação.

Comentário:

O ato é ilegal, em razão de vício no objeto (sanção


aplicada), o que acarretará sua anulação.

Gabarito: “C”.

94. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) A anulação


do ato administrativo NÃO pode ocorrer
(A) por questão de mérito administrativo.
(B) nos atos vinculados.
(C) com efeito retroativo, valendo a anulação a partir da data da sua
decretação.
(D) por iniciativa da própria Administração.
(E) por determinação do Poder Judiciário, mesmo que provocado pelo
interessado.

Comentário:

Bem. Vimos que poderá ser anulado o ato discricionário


ou o vinculado. Que os efeitos da anulação retroagem (ex tunc),
podendo ser procedida pela própria Administrativa ou pelo Judiciário.

Desse modo, a anulação não poderá ocorrer por razões


de mérito, ou seja, o exame de conveniência ou oportunidade enseja
a revogação.

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Gabarito: “A”.

95. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 1ª REGIÃO – FCC/2011)


João, servidor público federal, sofreu punição sumária sem que
se tenha instaurado o necessário processo administrativo
disciplinar com a garantia da ampla defesa e do contraditório
a) representa irregularidade, passível de revogação do ato
administrativo de punição.
b) apresenta vício substancial, ligado ao mérito do processo
administrativo.
c) constitui exemplo de ato administrativo com vício de forma.
d) apesar de viciada, não acarreta o retorno do servidor ao status quo
ante.
e) constitui exemplo de ato administrativo com vício de objeto.

Comentário:

A alternativa “a” está errada, a irregularidade (falta de


processo, contraditório e ampla defesa) é uma inconstitucionalidade
(ilegalidade) e neste caso é passível de anulação.

A alternativa “b” está errada. Apresenta vício


substancial, ligado à legalidade do processo administrativo.

A alternativa “c” está correta. O vício, na hipótese, que


macula o ato é vício de forma e é essencial, pois deve ser respeitado o
devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

A alternativa “d” está errada. Como se trata de ato


viciado, a nulidade restabelece o status quo ante, ou seja, retorna-se
ao que era antes do ato (efeito ex tunc), daí que o servidor voltará a
ocupar o cargo, ou seja, será reintegrado.

A alternativa “e” está errada. O exemplo diz respeito a


vício de forma.

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Gabarito: “C”.

96. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 1ª REGIÃO – FCC/2011)


João, servidor público federal, pretende retirar do mundo
jurídico determinado ato administrativo, em razão de vício nele
detectado, ou seja, por ter sido praticado sem finalidade
pública. No caso, esse ato administrativo
a) deve ser revogado.
b) pode permanecer no mundo jurídico, pois trata-se de vício sanável.
c) possui vício de objeto e, portanto, deve ser retirado do mundo
jurídico apenas pelo Judiciário.
d) deve ser anulado.
e) possui vício de motivo e, portanto, deve ser retirado do mundo
jurídico por João.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. O ato deve ser anulado,


por se tratar de ato ilegal.

A alternativa “b” está errada. Como se trata de vício de


finalidade, a Administração não poderá, por ato seu, convalidar o vício.

A alternativa “c” está errada. Possui vício quanto à


finalidade e, portanto, deve ser retirado do mundo jurídico pela própria
Administração ou pelo Judiciário.

A alternativa “d” está correta. O ato deve ser anulado.

A alternativa “e” está errada. Possui vício de finalidade


e, portanto, deve ser retirado do mundo jurídico pela própria
Administração ou pelo Judiciário.

Gabarito: “D”.

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97. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AP – FCC/2011) Considere


a seguinte hipótese: o município desapropria um imóvel de
propriedade de desafeto do Chefe do Executivo com o fim
predeterminado de prejudicá-lo. O exemplo narrado
a) caracteriza hipótese de vício no objeto do ato administrativo.
b) corresponde a vício de forma do ato administrativo.
c) corresponde a vício no motivo do ato administrativo.
d) corresponde a desvio de finalidade.
e) não caracteriza qualquer vício nos requisitos dos atos
administrativos, haja vista a competência discricionária do Poder
Público.

Comentário:

A hipótese configura desvio de finalidade na medida em


que o ato foi praticado visando outro fim, distinto ou contrário ao
interesse público.

Gabarito: “D”.

98. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 7ª


REGIÃO – FCC/2009) A anulação do ato administrativo
a) se feita pela Administração, depende de provocação.
b) pode ser feita por conveniência e oportunidade.
c) só pode ser feita pela própria Administração.
d) só pode se feita pelo Poder Judiciário.
e) produz efeitos retroativos à data em que foi emitido.

Comentário:

Então, vamos esclarecendo um pouco mais. No caso do


poder de rever seus próprios atos a Administração Pública poderá fazê-
lo por provocação do interessado ou de terceiros ou de ofício.

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Por outro lado, o Judiciário somente poderá anular,


quando instado a isso, ou seja, quando proposta alguma ação, ou no
curso de um processo for provocado a se manifestar acerca da validade
do ato.

Como cediço a anulação ocorrer por razão de ilegalidade,


podendo ser declarada pela própria Administração ou pelo Judiciário,
com efeitos retroativos, ou seja, desde a origem, já que o ato nasceu
viciado.

Gabarito: “E”.

99. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 15ª


REGIÃO – FCC/2009) A anulação do ato administrativo
a) pode ser feita por conveniência e oportunidade.
b) pode se feita tanto pela Administração quanto pelo Poder Judiciário.
c) não pode ser feita pelo Poder Judiciário, mesmo que provocado pelo
interessado.
d) vale a partir da decisão anulatória, não retroagindo os seus efeitos.
e) é privativa da autoridade no exercício de função administrativa.

Comentário:

Olha só? É pura repetição da questão anterior, não é


verdade? Ficou muito fácil, não acham?

Pois é, a anulação não é feita por conveniência e


oportunidade, é por ilegalidade. Podendo ser reconhecida pelo
Judiciário ou pela própria Administração, retroagindo seus efeitos.

Gabarito: “B”.

100. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 7ª REGIÃO – FCC/2009) A

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anulação de ato administrativo emanado do Poder Executivo


pode ser feita
a) pelo Poder Judiciário, apenas.
b) pela própria Administração e pelo Poder Judiciário.
c) pela própria Administração e pelo Poder Legislativo.
d) pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário.
e) pela Administração, apenas.

Comentário:

Poderá a anulação ser realizada pela Administração,


diante de seu poder de autotutela, ou pelo Judiciário, neste caso
mediante provocação.

Em relação ao Poder Legislativo é preciso destacar que,


no exercício do controle externo, de sua função fiscalizatória, lhe é
dado verificar a legalidade, legitimidade e economicidade dos atos da
Administração. Todavia, não lhe cabe anular diretamente o ato
administrativo, recomendando à Administração que o faça. Nesse
sentido, a súmula vinculante nº 3:

Súmula Vinculante 3 – Nos processos perante o Tribunal de


Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla
defesa quando da decisão puder resultar anulação ou
revogação de ato administrativo que beneficie o interessado,
excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão
inicial de aposentadoria, reforma e pensão.

Gabarito: “B”.

101. (AUDITOR FISCAL DO MUNICÍPIO – PREFEITURA DE SÃO


PAULO – FCC/2012) O Município constatou, após transcorrido
grande lapso temporal, que concedera subsídio a empresa que
não preenchia os requisitos legais para a obtenção do benefício.
Diante de tal constatação, a autoridade

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a) poderá revogar o ato concessório, utilizando a prerrogativa de rever


os próprios atos de acordo com critérios de conveniência e
oportunidade.
b) deverá anular o ato, desde que não transcorrido o prazo
decadencial, com efeitos retroativos à data em que o ato foi emitido.
c) poderá anular o ato, com base em seu poder de autotutela, com
efeitos a partir da anulação.
d) não poderá revogar ou anular o ato, em face da preclusão
administrativa, devendo buscar a invalidade pela via judicial, desde que
não decorrido o prazo decadencial.
e) deverá convalidar o ato, por razões de interesse público e para
preservação do direito adquirido, exceto se decorrido o prazo
decadencial.

Comentário:

De acordo com o art. 53 da Lei nº 9.784/99, a


Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados
de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.

Para tanto, conforme dispõe o art. 54, o direito da


Administração de anular os atos administrativos de que decorram
efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados
da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.

Portanto, a Administração deverá anular o ato, desde


que não transcorrido o prazo decadencial, com efeitos retroativos à
data em que o ato foi emitido.

Gabarito: “B”.

102. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRF 5ª REGIÃO


– FCC/2012) Determinada autoridade pública praticou ato
discricionário, concedendo permissão de uso de bem público a

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particular, apresentando como motivo para a permissão a não


utilidade do bem para o serviço público e os altos custos para a
vigilância do mesmo, necessária para evitar invasões.
Posteriormente, constatou-se que a referida autoridade já tinha
conhecimento, quando concedeu a permissão, de solicitação de
órgão administrativo para instalar-se no imóvel e dar-lhe,
assim, destinação pública. Diante dessa situação,
a) o ato deverá ser revisto administrativamente, pois, em se tratando
de ato discricionário, é afastada a apreciação pelo Poder Judiciário.
b) é cabível a invalidação do ato pela própria Administração e também
judicialmente, aplicando-se, neste caso, a teoria dos motivos
determinantes.
c) o ato deverá ser revogado administrativamente, em face de
ilegalidade consistente no desvio de finalidade, respeitados os direitos
adquiridos.
d) o ato somente poderá ser invalidado judicialmente, eis que
evidenciado vício de legalidade, retroagindo os efeitos da invalidação
ao momento da edição do ato.
e) o ato não é passível de anulação, mas apenas de revogação,
operada pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário, por vício
de motivação.

Comentário:

Novamente temos caso em que o motivo indicado é falso


ou inexistente. Portanto, é cabível a invalidação do ato pela própria
Administração e também judicialmente, aplicando-se, neste caso, a
teoria dos motivos determinantes.

Gabarito: “B”.

103. (TÉCNICO MINISTERIAL – MPE/AP – FCC/2012) A


Administração Pública pretende extinguir ato administrativo
que contém vício de legalidade. Nesse caso, a Administração

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a) deverá utilizar-se do instituto da revogação dos atos


administrativos, de modo a retirá-lo do mundo jurídico.
b) deverá socorrer-se do Poder Judiciário para extinguir o ato
administrativo.
c) extinguirá o ato administrativo, com efeitos, em regra, ex nunc.
d) deverá, obrigatoriamente, em qualquer hipótese de vício de
legalidade, manter o ato administrativo, corrigindo-se o vício
existente.
e) anulará o ato administrativo.

Comentário:

Então, se o ato contém vício de legalidade, a


Administração deverá anular o ato administrativo.

Gabarito: “E”.

104. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PE – FCC/2012) Quanto a


invalidação dos atos administrativos consistentes em sua
revogação e anulação, é certo que a
a) revogação e a anulação que, embora constituam meios de
invalidação dos atos administrativos, se confundem e se empregam
indistintamente.
b) faculdade de invalidação dos atos administrativos pela própria
Administração é bem mais ampla do que se concede à Justiça Comum,
porque esta só pode desfazer seus atos quando ilegais.
c) anulação é a declaração de invalidade de um ato administrativo
legítimo e eficaz, enquanto que pela revogação se invalida um ato
ilegítimo ou ilegal.
d) faculdade de revogar o ato administrativo só pode ser executada a
pedido, e por autoridade superior, nunca pelo mesmo agente que o
praticou.
e) anulação de um ato administrativo é exclusividade do Poder
Judiciário, devendo, de regra, ser levado à sua apreciação por meios
procedimentais.

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Comentário:

A alternativa “a” está errada. A revogação e a anulação


não se confundem. A revogação ocorre por questões de mérito e a
anulação por ilegalidade.

A alternativa “b” está correta. De fato, a faculdade de


invalidação dos atos administrativos pela própria Administração é bem
mais ampla do que se concede à Justiça Comum, porque esta só pode
desfazer seus atos quando ilegais e aquela pode desfazê-los quando
ilegais ou inconvenientes e inoportunos.

A alternativa “c” está errada. A anulação é a declaração


de invalidade de um ato administrativo ilegítimo ou ilegal, enquanto
que pela revogação se invalida um ato legítimo e eficaz, por questões
de conveniência e oportunidade.

A alternativa “d” está errada. A faculdade de revogar o


ato administrativo pode ser executada de ofício ou a pedido, por
autoridade superior ou pelo mesmo agente que o praticou.

A alternativa “e” está errada. A anulação de um ato


administrativo pode ser feita pela própria Administração ou pelo Poder
Judiciário.

Gabarito: “B”.

105. (TÉCNICO MINISTERIAL – MPE/AP – FCC/2012) A


Administração Pública, ao promover avaliação de desempenho
de determinado servidor público civil efetivo, assim o fez
motivadamente. Dessa forma, constatou-se através da
pontuação conferida ao servidor, por ocasião da avaliação, que
os quesitos produtividade e assiduidade foram afetados por
licenças, que não ultrapassaram o prazo de vinte e quatro

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meses, para tratamento da própria saúde utilizadas pelo


servidor. No entanto, faz-se necessário esclarecer que a lei
aplicável considera o afastamento do servidor civil em virtude
de licença para tratamento da própria saúde como sendo de
efetivo exercício.
O ato administrativo de avaliação de desempenho, narrado na
hipótese, é
a) nulo, por conter vício de forma.
b) válido, por decorrer de poder discricionário da Administração
Pública.
c) nulo, por conter vício de objeto.
d) válido, por decorrer do princípio da supremacia do interesse público.
e) nulo, por conter vício de motivo.

Comentário:

Veja que o motivo nesse caso é ilegítimo, ou seja, se o


afastamento é legal e a lei determina que o tempo seja contado como
de efetivo exercício não pode ser considerado para fins de conferir
avaliação negativa ao servidor por inassiduidade e produtividade.
Portanto, o ato é nulo, por conter vício no motivo.

Gabarito: “E”.

106. (ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – TCE/AP –


FCC/2012) A Administração promoveu determinado servidor,
constando, a posteriori, que não estavam presentes, no caso
concreto, os requisitos legais para a promoção. Diante desse
cenário, o ato
a) somente poderá ser anulado pela via judicial, em face do ato jurídico
perfeito e do direito adquirido do servidor.
b) poderá ser anulado ou convalidado, de acordo com os critérios de
conveniência e oportunidade, avaliando o interesse público envolvido.

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c) não poderá ser anulado ou revogado, uma vez que operada a


preclusão, exceto se comprovar má-fé do servidor, que tenha
concorrido para a prática do ato.
d) deve ser anulado, desde que não decorrido o prazo decadencial
previsto em lei.
e) poderá ser revogado, se ficar entendido que a promoção não atende
o interesse público, vedada, contudo, a cobrança retroativa de
diferenças salariais percebidas pelo servidor.

Comentário:

Então, se houve a promoção sem a observância dos


requisitos legais, o ato é ilegal, de modo que deve ser anulado, caso
não tenha sido alcançado pelo prazo decadencial.

Gabarito: “D”.

107. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRF 2ª


REGIÃO – FCC/2012) A respeito da revogação e anulação dos
atos administrativos, analise:
I. A revogação é aplicável apenas em relação aos atos discricionários,
podendo ser praticada somente pelo Poder Executivo em relação aos
seus próprios atos, em decorrência do ato tornar-se inconveniente e
inoportuno, não podendo ser revogados pelo Poder Judiciário, em sua
função típica.
II. Os atos discricionários praticados na esfera do Poder Executivo
poderão ser objeto de anulação no âmbito desse mesmo Poder, em
decorrência de vício insanável, portanto de ilegalidade, mas caberá
também ao Poder Judiciário, em sua função típica, a anulação, desde
que provocado.
III. Os atos vinculados praticados na esfera do Poder Executivo,
aqueles que devem total observância ao respectivo texto legal, não
poderão, por esta mesma razão, serem alvo de anulação por esse
Poder, mas tão somente pelo Poder Judiciário, em sua função típica.
Nas hipóteses acima descritas, está correto o que consta APENAS em

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a) III.
b) I e III.
c) I e II.
d) I.
e) II e III.

Comentário:

A assertiva I está correta. Sabemos que a revogação é


aplicável apenas em relação aos atos discricionários, podendo ser
praticada somente pelo Poder Executivo em relação aos seus
próprios atos, em decorrência do ato tornar-se inconveniente e
inoportuno, não podendo ser revogados pelo Poder Judiciário, em sua
função típica.

A assertiva II está correta. De fato, os atos


discricionários praticados na esfera do Poder Executivo poderão ser
objeto de anulação no âmbito desse mesmo Poder, em decorrência de
vício insanável, portanto de ilegalidade, mas caberá também ao Poder
Judiciário, em sua função típica, a anulação, desde que provocado.

A assertiva III está errada. Os atos vinculados praticados


na esfera do Poder Executivo, aqueles que devem total observância ao
respectivo texto legal, podem ser anulados por esse mesmo Poder e
pelo Poder Judiciário, em sua função típica.

Gabarito: “C”.

108. (OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR – TJ/PA – FCC/2009) A


anulação e a revogação do ato administrativo sujeitam se às
seguintes regras:
(A) A anulação do ato administrativo não pode ser decretada se o ato
for vinculado.
(B) A revogação do ato administrativo produz efeito ex tunc; a
anulação efeito ex nunc.

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(C) Revogação é a supressão de um ato administrativo por ilegítimo e


ilegal.
(D) Todo e qualquer ato administrativo pode ser revogado.
(E) Ato administrativo emanado do Poder Executivo pode ser anulado
pela própria Administração, de ofício ou a requerimento do interessado,
ou pelo Poder Judiciário, nesta última hipótese.

Comentário:

Essa questão é boa, para estimular e reforçar nosso


estudo. Então, vejamos:

Alternativa “a” está errada, pois tanto o ato


discricionário, quanto o vinculado podem conter vícios de legalidade,
de modo que poderão ser anulados. No entanto, somente o ato
discricionário é que poderá ser revogado, pois o exame de mérito
(conveniência ou oportunidade) só é conferido ao administrador nestes
atos.

Alternativa “b” está errada. Novamente quer confundir


os efeitos. A anulação retroage (ex tunc), a revogação não (ex nunc).

Alternativa “c” está errada. Mais uma vez, a anulação é


que se dá por ser o ato ilegítimo ou ilegal. A revogação ocorre por
razões de mérito, ou seja, conveniência ou oportunidade.

Alternativa “d” está errada. Acabei de falar. Vê como uma


coisa puxa outra. Então, a revogação somente poderá ocorrer em
relação aos atos discricionários.

Por isso, a alternativa “e” é a correta, visto que o ato


administrativo poderá ser anulado pela própria Administração, de ofício
ou por força de requerimento do interessado, ou pelo Poder Judiciário,
quando o interessado propor ação nesse sentido.

Gabarito: “E”.

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109. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TJ/PA –


FCC/2009) A anulação e a revogação do ato administrativo
sujeitam-se às seguintes regras:
a) A anulação do ato administrativo não pode ser decretada se o ato
for vinculado.
b) A revogação do ato administrativo produz efeito ex tunc; a anulação
efeito ex nunc.
c) Revogação é a supressão de um ato administrativo por ilegítimo e
ilegal.
d) Todo e qualquer ato administrativo pode ser revogado.
e) Ato administrativo emanado do Poder Executivo pode ser anulado
pela própria Administração, de ofício ou a requerimento do interessado,
ou pelo Poder Judiciário, nesta última hipótese.

Comentário:

Alternativa “a” está errada. Tanto o ato vinculado quanto


o discricionário podem ser anulados, acaso exista alguma ilegalidade
na sua realização. É verdade, no entanto, que somente o ato
discricionário poderá ser revogado.

Alternativa “b” está errada. É o contrário. A revogação é


pró-ativa, ou seja, dali para frente, não retroage. É ex nunc. A anulação
é retroativa, é ex tunc.

A alternativa “c” está errada. A revogação só ocorre em


ato legítimo e legal. Se o ato é ilegítimo ou ilegal, ocorrerá a anulação.

A alternativa “d” está errada, pois somente os atos


discricionários podem ser revogados

Então, a alternativa “e” é a correta. Como já sabemos, o


ato administrativo emanado do Poder Executivo pode ser anulado pela
própria Administração, de ofício ou a requerimento do interessado, ou

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pelo Poder Judiciário, nesta última hipótese, ou seja, por provocação.

Gabarito: “E”.

110. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 3ª REGIÃO – FCC/2009) Os


atos administrativos
a) são sempre dotados de autoexecutoriedade, o que dispensa a
necessidade da Administração recorrer ao Judiciário na hipótese de
descumprimento pelo particular.
b) são dotados de presunção de legitimidade, o que impede o exame
da sua legalidade no âmbito do Poder Judiciário.
c) sujeitam-se ao exame do Poder Judiciário no que diz respeito aos
aspectos de legalidade.
d) podem ser revistos pela própria Administração ou revogados pelo
Poder Judiciário, quando não observados os critérios de conveniência
ou oportunidade.
e) sujeitam-se à análise do Poder Judiciário, apenas no que diz respeito
aos critérios de conveniência e oportunidade.

Comentário:

A alternativa “a” está errada, porque existem atos


administrativos que não são dotados de autoexecutoriedade, tal como
a multa de trânsito, os atos enunciativos, dentre outros.

A alternativa “b” está errada. É que a presunção não é


absoluta, é relativa. Então, poderá ser examinada sob o aspecto da
legalidade pelo Judiciário.

A alternativa “c” está correta. Os atos administrativos se


sujeitam ao exame do Poder Judiciário no que diz respeito aos aspectos
de legalidade.

As alternativas “d” e “e” estão erradas. O Judiciário, no


exercício de sua atividade típica, não pode revogar o ato

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administrativo, eis que não lhe é dado examinar os critérios de


conveniência e oportunidade.

Gabarito: “C”.

111. (JUIZ DO TRABALHO – TRT 20ª REGIÃO (SE) – FCC/2012)


A respeito do controle jurisdicional dos atos administrativos, é
correto afirmar que
a) os atos discricionários, por envolverem juízo de conveniência e
oportunidade, afastam o controle de legalidade pelo Poder Judiciário.
b) apenas os atos vinculados admitem controle do Poder Judiciário, que
atinge aspectos de legalidade e mérito.
c) o Poder Judiciário pode, por provocação da Administração, revogar
atos considerados inconvenientes ou inoportunos, com base na teoria
dos motivos determinantes.
d) os atos vinculados e os discricionários sujeitam-se ao controle do
Poder Judiciário no que diz respeito aos requisitos de legalidade.
e) os atos discricionários não admitem exame de aspectos de mérito,
podendo, contudo, ser revogados pelo Poder Judiciário quando
comprovado desvio de finalidade.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. Os atos discricionários não


afastam o controle de legalidade pelo Poder Judiciário.

A alternativa “b” está errada. O controle pelo Poder


Judiciário pode alcançar tantos os atos vinculados quanto os
discricionários, no que diz respeito aos aspectos de legalidade.

A alternativa “c” está errada. O Poder Judiciário não pode


revogar atos considerados inconvenientes ou inoportunos.

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A alternativa “d” está correta. Os atos vinculados e os


discricionários sujeitam-se ao controle do Poder Judiciário no que diz
respeito aos requisitos de legalidade.

A alternativa “e” está errada. Os atos discricionários


admitem exame de aspectos de mérito pela própria Administração
Pública para fins de revogação. Ademais, podem ser anulados pelo
Poder Judiciário ou pela Administração quando comprovado desvio de
finalidade.

Gabarito: “D”.

112. (TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL – INSS – FCC/2012) O


controle judicial dos atos administrativos será
a) sempre de mérito e de legalidade nos atos discricionários e apenas
de legalidade nos vinculados.
b) exclusivamente de mérito nos atos discricionários, porque sua
legalidade é presumida.
c) exclusivamente de mérito nos atos vinculados, porque sua
legalidade é presumida.
d) de legalidade nos atos discricionários, devendo respeitar os limites
da discricionariedade nos termos em que ela é assegurada pela lei.
e) sempre de mérito e de legalidade sejam os atos discricionários ou
vinculados.

Comentário:

O controle judicial é restrito aos aspectos de legalidade


nos atos discricionários, devendo respeitar os limites da
discricionariedade nos termos em que ela é assegurada pela lei.

Gabarito: “D”.

113. (ANALISTA SUPERIOR – INFRAERO – FCC/2009) A

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respeito do vício do ato administrativo, é correto afirmar:


(A) O vício quanto ao motivo só se configura ante a falsidade do motivo.
(B) A usurpação da função ocorre quando o agente público excede os
limites de sua competência, praticando ato de atribuição de autoridade
superior.
(C) Aplica-se plenamente a teoria das nulidades do Direito Civil ao vício
do ato administrativo.
(D) Dentre outras condutas, caracterizam o vício quanto à
competência, a usurpação de função, o excesso de poder e a função
de fato.
(E) O ato é ilegal, por vício de forma, apenas quando a lei
expressamente a exige.

Comentário:

Quantos aos diversos elementos que pudemos analisar,


é possível apontarmos vícios a todos eles. Assim, de forma sintética,
temos:

Elemento Ato Vícios


Incompetência
Competência Usurpação de função
Servidor de Fato
Excesso de Poder

Finalidade Desvio de Finalidade

Forma não escrita


Forma Inobservância de forma essencial
Omissão ou irregularidade
falta motivação
Não declarado
Motivo Inexistente / Falso
desproporcional
Ilícito,
Objeto Impossível,

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Incerto,
Imoral

Diante disso, vejamos as alternativas:

Alternativa “a” está errada. O vício no motivo pode ser


quanto a falsidade ou inexistência.

A alternativa “b” está errada. Quando o agente público


excede os limites de sua competência, praticando ato de atribuição de
autoridade superior, está agindo em excesso de poder.

A usurpação de função acontece quando um indivíduo


se faz passar pelo agente público competente para a realização de
certas atribuições, ou seja, a pessoa sabe que não está legalmente
investida, que não ocupa o cargo, porém se assenhora das atribuições
sem ter qualquer vínculo com a Administração.

A alternativa “c” também está errada. É que no âmbito


do Direito Administrativo não se aplica plenamente a teoria civilista
acerca dos vícios do ato.

No Direito Civil há um catálogo de vícios que levam a


nulidade absoluta ou relativa do ato. Por outro lado, no Direito
Administrativo, embora se fale em vício sanável e insanável, não se
tem referido catálogo.

A alternativa “d” está correta. No tocante a competência,


dentre outras condutas, caracterizadoras de vícios, temos a usurpação
de função, o excesso de poder e a função de fato.

No tocante a alternativa “e” nós temos um dos maiores


calos da atualidade no Direito Administrativo.

Há uma divergência fenomenal. Temos duas correntes.


Uns que entendem que a forma é sempre vinculada, ou seja, sempre

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a lei vai dizer qual é a forma, sendo como regra, escrita. Acaso não
observada, leva a nulidade do ato.

Outros entendem que a forma poderá ser vinculada ou


discricionária, conforme estabelece o art. 22 da Lei nº 9.784/99, o qual
prescreve que os atos não dependem de forma determinada senão
quando a lei expressamente a exigir.

Assim, como base nessa segunda corrente, o vício de


forma poderia ser convalidado quando não for exigida como essencial
ao ato. De outro lado, para primeira corrente o vício de forma não se
convalida, por violar a própria lei.

Particularmente, entendo que essa alternativa também


estaria correta, ou seja, o ato somente seria ilegal, por vício de forma,
quando a lei assim o exigisse como essencial ao ato. De todo modo,
não é essa a inclinação da banca.

Gabarito: “D”.

114. (TÉCNICO SUPERIOR – PGE/RS – FCC/2009) A respeito da


invalidação e da convalidação do ato administrativo, é correto
afirmar que
(A) o ato viciado que também configure crime é passível de
saneamento, a critério da Administração.
(B) os efeitos de todos os atos administrativos tornam-se
automaticamente perenes e imutáveis depois de transcorrido um ano
de sua edição.
(C) é possível haver interesse público na manutenção dos efeitos de
atos administrativos viciados, em nome de princípios jurídicos tais
como a proporcionalidade e a boa-fé.
(D) o regime jurídico correspondente é idêntico, tanto para os atos
administrativos nulos, como para aqueles ditos anuláveis.
(E) a matéria não pode ser objeto de apreciação pelo Poder Judiciário,
por ser considerada exclusivamente de conveniência e oportunidade da

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Administração.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. Não se pode sanear ato


tido como ilícito criminal.

A alternativa “b” está errada. A chamada decadência


administrativa ocorre no prazo de cinco anos e só alcança os efeitos
dos atos para os terceiros de boa-fé.

A alternativa “c” está correta. Consoante art. 55 da Lei º


9.784/99, pode-se verificar que, em alguns casos, há interesse público
na manutenção dos efeitos de atos administrativos viciados, em nome
de princípios jurídicos tais como a proporcionalidade e a boa-fé.

Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem


lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiro, os atos que
apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela
própria Administração.

A alternativa “d” está errada. Os atos ditos anuláveis


podem ser convalidados, agora os nulos não. De modo que o regime
jurídico não é idêntico.

A alternativa “e” está errada. A invalidação pode ser


objeto de apreciação pelo Poder Judiciário, porque diz respeito à
questão de ilegalidade. Não pode o Judiciário é apreciar questões
inerentes à conveniência e oportunidade da Administração.

Gabarito: “C”.

115. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TJ/SE –


FCC/2009) A convalidação do ato administrativo
a) é sempre possível quando o vício diz respeito à forma.

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b) não é possível se o vício decorre de incompetência do agente que o


praticou.
c) pode ocorrer se o vício recair sobre o motivo e à finalidade.
d) é admitida nas hipóteses de incompetência em razão da matéria.
e) é a supressão do vício existente em ato ilegal, com efeitos
retroativos à data em que este foi praticado.

Comentário:

Convalidar um ato é corrigir, sanar, regularizar um ato


viciado. Obviamente que se o vício é originário, a convalidação deve
operar seus efeitos de modo retroativo, portanto, a alternativa “e” está
correta.

Pode-se dizer que, em regra, é possível convalidar vício


inerente a forma, desde que não seja essencial ao ato.

O vício decorrente de incompetência pode ser


convalidado, desde que a competência não seja exclusiva, nem definida
pela matéria. Assim, bastará a ratificação do ato.

E, finalmente, não se pode convalidar vício decorrente


de finalidade, nem de motivo.

Gabarito: “E”.

116. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/TO –


FCC/2011) No que diz respeito ao instituto da convalidação dos
atos administrativos, é correto afirmar:
a) a convalidação sempre será possível quando houver vício no objeto
do ato administrativo.
b) a impugnação expressa, feita pelo interessado, contra ato com vício
sanável de competência, constitui barreira a sua convalidação pela
Administração.

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c) admite-se convalidação quando o vício relacionar-se ao motivo do


ato administrativo.
d) admite-se convalidação quando houver vício de incompetência em
razão da matéria, como por exemplo, quando determinado Ministério
pratica ato de competência de outro.
e) convalidação é o ato administrativo pelo qual é suprido vício
existente em determinado ato, com efeitos ex nunc.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. Em regra, a convalidação


será possível quando houver vício na competência e forma. A
finalidade, o motivo e o objeto, em regra, não admitem convalidação.

A alternativa “b” está correta. De fato, a impugnação


expressa, feita pelo interessado, contra ato com vício sanável de
competência, constitui barreira a sua convalidação pela Administração,
na medida em que para ser convalidado o ato, por decisão da
Administração, não poderá causar prejuízo para terceiros.

A alternativa “c” está errada. Não se admite a


convalidação quando o vício relacionar-se ao motivo do ato
administrativo.

A alternativa “d” está errada. Não se admite


convalidação quando houver vício de incompetência em razão da
matéria, como por exemplo, quando determinado Ministério pratica ato
de competência de outro.

A alternativa “e” está errada. A convalidação é o ato


administrativo pelo qual é suprido vício existente em determinado ato,
com efeitos retroativos (ex tunc).

Gabarito: “B”.

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117. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 6ª


REGIÃO (PE) – FCC/2012) No que diz respeito a convalidação
dos atos administrativos, é correto afirmar que
a) é sempre possível, por razões de interesse público,
independentemente da natureza do vício.
b) alcança atos que apresentem defeitos sanáveis, desde que não
acarrete lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros.
c) é obrigatório quando se trata de vício sanável, não podendo,
contudo, retroagir seus efeitos à edição do ato convalidado.
d) é facultativa nos casos de vício de forma e de finalidade, retroagindo
seus efeitos à data do ato convalidado.
e) somente é possível nas hipóteses de vícios de forma, retroagindo
seus efeitos à data de edição do ato convalidado.

Comentário:

De acordo com o art. 55 da Lei nº 9.784/99, a


convalidação ocorrerá por força de decisão da Administração na qual
se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo
a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis.

Gabarito: “B”.

118. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/SP – FCC/2012)


Determinada autoridade administrativa detectou, em
procedimento ordinário de correição, vício de forma em relação
a determinado ato administrativo concessório de benefício
pecuniário a servidores. Diante dessa situação, foi instaurado
procedimento para anulação do ato, com base na Lei Federal
no 9.784/1999, que regula o processo administrativo no
âmbito da Administração Pública federal, no qual, de acordo
com os preceitos da referida Lei, o ato
a) poderá ser convalidado, em se tratando de vício sanável e desde
que evidenciado que não acarreta lesão ao interesse público.

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b) não poderá ser anulado, por ensejar direito adquirido aos


interessados, exceto se comprovado dolo ou má-fé.
c) deverá ser revogado, operando-se os efeitos da revogação desde a
edição do ato, salvo se decorrido o prazo decadencial de 5 anos.
d) poderá ser anulado, revogado ou convalidado, a critério da
Administração, independentemente da natureza do vício, de acordo
com as razões de interesse público envolvidas.
e) poderá ser convalidado, desde que não transcorrido o prazo
decadencial de 5 anos e evidenciada a existência de boa-fé dos
beneficiados.

Comentário:

Então, a forma quando não for essencial, ainda que


praticada por outro modo, admite convalidação. Assim, poderá ser
convalidado, em se tratando de vício sanável e desde que evidenciado
que não acarreta lesão ao interesse público.

Gabarito: “A”.

119. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 11ª REGIÃO (AM) –


FCC/2012) Determinado administrador público desapropriou
certo imóvel residencial com o propósito de perseguir o
expropriado, seu inimigo político. Não obstante o vício narrado,
a Administração Pública decide convalidar o ato administrativo
praticado (desapropriação) com efeitos retroativos. Sobre o
fato, é correto afirmar que:
a) Será possível a convalidação, a fim de ser aproveitado o ato
administrativo praticado, sanando-se, assim, o vício existente.
b) Não será possível a convalidação, sendo ilegal o ato praticado, por
conter vício de finalidade.
c) Não será possível a convalidação, sendo ilegal o ato praticado, por
conter vício de forma.
d) Será possível a convalidação, no entanto, ela deverá ter efeitos ex
nunc e, não, ex tunc.

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e) Não será possível a convalidação, sendo ilegal o ato praticado, por


conter vício de objeto.

Comentário:

O vício aqui é insanável, por se tratar de vício de


finalidade (desvio de finalidade). Assim, não será possível a
convalidação, sendo ilegal o ato praticado, por conter vício de
finalidade.

Gabarito: “B”.

120. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRT 23ª REGIÃO


– FCC/2011) No que se refere à anulação, revogação e
convalidação do ato administrativo pela Administração Pública,
é correto afirmar que
a) o ato administrativo produzido com vício relativo à finalidade é
passível de convalidação pela Administração.
b) a revogação do ato administrativo é o ato discricionário pelo qual a
Administração extingue um ato inválido, por razões de conveniência e
oportunidade.
c) a anulação do ato administrativo é o desfazimento do ato
administrativo por razões de ilegalidade.
d) a convalidação é o ato administrativo pelo qual é suprido vício
existente em um ato ilegal, produzindo efeitos ex nunc.
e) a revogação do ato administrativo poderá atingir os atos
discricionários, bem como aqueles que já exauriram seus efeitos.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. O ato administrativo


produzido com vício relativo à finalidade não é passível de
convalidação pela Administração.

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A alternativa “b” está errada. A revogação do ato


administrativo é o ato discricionário pelo qual a Administração extingue
um ato válido, por razões de conveniência e oportunidade.

A alternativa “c” está correta. A anulação do ato


administrativo é o desfazimento do ato administrativo por razões de
ilegalidade, ou seja, somente o ato inválido é passível de anulação. O
ato válido somente pode ser revogado, e isso se for discricionário.

A alternativa “d” está errada. A convalidação é o ato


administrativo pelo qual é suprido vício existente em um ato ilegal,
produzindo efeitos ex tunc.

A alternativa “e” está errada. A revogação do ato


administrativo poderá atingir os atos discricionários, não alcançando
aqueles que já exauriram seus efeitos.

Gabarito: “C”.

121. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS –


TRT 14ª REGIÃO – FCC/2011) A Constituição Federal define as
matérias de competência privativa do Presidente da República
e permite que ele delegue algumas dessas atribuições aos
Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao
Advogado Geral da União. Se estas autoridades praticarem um
desses atos, sem que haja a necessária delegação,
a) não haverá qualquer vício nos atos administrativos praticados.
b) haverá vício de formalidade, que não admite ser sanado.
c) haverá vício de incompetência que, na hipótese, admite
convalidação.
d) o Presidente da República poderá revogá-los, tendo em vista o vício
existente em tais atos.
e) haverá vício de conteúdo, portanto, os atos praticados devem
obrigatoriamente ser anulados.

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Comentário:

Se o agente praticar ato que não está no âmbito de sua


competência sem a necessária delegação, estará praticando ato ilegal,
com vício de incompetência. Porém, admite-se a convalidação.

Gabarito: “C”.

122. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 20ª – FCC/2011) Sobre os


atos administrativos analise as seguintes assertivas:
I. Convalidação é o ato jurídico que sana vício de ato administrativo
antecedente de tal modo que este passa a ser considerado como válido
desde o seu nascimento.
II. A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de
vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; ou
revogá-los por motivos de conveniência e oportunidade, respeitados os
direitos adquiridos e ressalvadas em todos os casos, a apreciação
judicial.
III. Revogação é o ato administrativo discricionário pelo qual a
Administração extingue um ato válido, por razões de oportunidade e
conveniência, e terá efeitos ex tunc.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II.
d) II e III.
e) III.

Comentário:

O item I está correto. É verdade, a convalidação é o ato


jurídico que sana vício de ato administrativo antecedente de tal modo
que este passa a ser considerado como válido desde o seu nascimento.

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O item II está correto. Trata-se da literalidade da Súmula


473-STF. De fato, a Administração pode anular seus próprios atos,
quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se
originam direitos; ou revogá-los por motivos de conveniência e
oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvadas em
todos os casos, a apreciação judicial.

O item III está errado. A revogação é o ato


administrativo discricionário pelo qual a Administração extingue um ato
válido, por razões de oportunidade e conveniência, e terá efeitos ex
NUNC. É não retroativo, pois o ato só deixa de ser oportuno e
conveniente daquele momento pra frente.

Gabarito: “A”.

123. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 3ª REGIÃO – FCC/2009) O


ato administrativo vinculado, quando praticado por agente a
quem a lei não atribui competência para tanto,
a) é tido como inexistente, independentemente de apreciação judicial
ou decisão administrativa.
b) somente pode ser anulado por decisão judicial.
c) pode ser revogado pela própria Administração, com base em
critérios de conveniência e oportunidade.
d) goza da presunção de legitimidade, até decisão administrativa ou
judicial em contrário.
e) somente pode ser convalidado por decisão judicial.

Comentário:

Então, aqui nós temos vício em relação ao sujeito, ou


seja, o ato fora praticado por agente que não tinha competência para
tanto. Como regra o ato é nulo, porém, goza de presunção de
legitimidade e veracidade, até que a própria Administração ou o
Judiciário o anule.

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Gabarito: “D”.

124. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/RN – FCC/2011) Nos atos


administrativos:
a) a imperatividade é um atributo que existe em todos os atos
administrativos.
b) a invalidação é o desfazimento de um ato administrativo, e nem
sempre ocorre por razões de ilegalidade.
c) o motivo e a finalidade são requisitos sempre vinculados dos atos
administrativos.
d) a Administração pode autoexecutar suas decisões, empregando
meios diretos de coerção, utilizando-se inclusive da força.
e) a invalidação dos atos administrativos opera efeitos ex nunc.

Comentário:

A alternativa “a” está errada. A imperatividade não é


atributo que existe em todos os atos administrativos. Por exemplo, os
atos enunciativos não são imperativos. Ou seja, nem todo ato
administrativo goza de imperatividade.

A alternativa “b” está errada. A invalidação é o


desfazimento de um ato administrativo por razões de ilegalidade. A
revogação é que ocorre por mérito.

A alternativa “c” está errada. A competência, forma e


finalidade são requisitos sempre vinculados dos atos administrativos.
Já o motivo e objeto podem ser ou não.

A alternativa “d” está correta. A Administração pode


autoexecutar suas decisões, empregando meios diretos de coerção,
utilizando-se inclusive da força, conforme prescreve o atributo da
autoexecutoriedade.

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A alternativa “e” está errada. A invalidação dos atos


administrativos opera efeitos ex TUNC, ou seja, é retroativo.

Gabarito: “D”.

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3. QUESTÕES SELECIONADAS

1. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/PI – FCC/2009) Sobre o


conceito de atos administrativos, está errado afirmar que
a) os contratos também podem ser considerados atos jurídicos
bilaterais.
b) particulares no exercício de prerrogativas públicas também editam
ato administrativo.
c) os atos administrativos são sempre atos jurídicos.
d) os Poderes Judiciário e Legislativo não editam ato administrativo.
e) os atos administrativos são sempre passíveis de controle judicial.

2. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PI – FCC/2009) Com relação ao


ato administrativo, está errado afirmar:
a) É espécie do gênero ato da Administração.
b) Está sujeito ao regime administrativo e é passível de controle
jurisdicional.
c) Nem sempre produz efeito jurídico.
d) Possui não só conteúdo formal, mas também material.
e) É todo ato lícito que tenha por fim adquirir, resguardar, transferir,
modificar ou extinguir direitos.

3. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TJ/PI –


FCC/2009) Quanto aos atos administrativos, é correto afirmar
que
a) não podem ser praticados nas Mesas Legislativas.
b) não podem ser praticados por dirigentes de autarquias e das
fundações.
c) cabem exclusivamente aos órgãos executivos.
d) podem ser emanados de autoridades judiciárias.
e) sua prática é vedada aos administradores de empresas estatais e
serviços delegados.

4. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/PR – FCC/2012) A literatura


jurídica apresenta mais de um conceito para o ato jurídico,

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variando os critérios de acordo com as definições escolhidas.


Afastando-se a conceituação meramente subjetiva, pode-se
identificar, como componente da definição de ato
administrativo, a característica de
a) somente poder ser editado por órgão integrante do Poder Executivo.
b) abranger atos legislativos, mesmo os proferidos pelo Poder
Executivo.
c) poder ser editado por órgão integrante do Poder Executivo, do Poder
Legislativo e do Poder Judiciário.
d) sujeitar-se à regime jurídico administrativo próprio, não se
submetendo à lei.
e) não admitir qualquer controle judicial.

5. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/PI – FCC/2009) A presunção


de legitimidade, como atributo do ato administrativo,
a) diz respeito à conformidade do ato com a lei.
b) é absoluta, não podendo ser contestada.
c) está presente apenas em alguns atos administrativos.
d) pode, por ser relativa, ser afastada ex officio pelo Poder Judiciário.
e) pode ser contestada somente no âmbito administrativo.

6. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 1ª – FCC/2011) Um dos


atributos dos atos administrativos tem por fundamento a
sujeição da Administração Pública ao princípio da legalidade, o
que faz presumir que todos os seus atos tenham sido praticados
em conformidade com a lei, já que cabe ao Poder Público a sua
tutela. Nesse caso, trata-se do atributo da
a) exigibilidade
b) tipicidade.
c) imperatividade.
d) autoexecutoriedade.
e) presunção de legitimidade.

7. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AM – FCC/2010) Decorre do


atributo de presunção de legitimidade e veracidade dos atos
administrativos que:

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a) as prestações tipicamente administrativas podem ser exigidas


imediata e diretamente pela Administração, sem necessidade de
mandado judicial.
b) o particular está obrigado ao fiel atendimento do ato, sob pena de
se sujeitar a execução forçada pela Administração ou pelo Judiciário.
c) na Administração Pública, só é permitido fazer o que a lei autoriza e
seus preceitos não podem ser descumpridos.
d) enquanto não sobrevier o pronunciamento de nulidade, os atos
administrativos são tidos por válidos e operantes, quer para a
Administração, quer para os particulares sujeitos ou beneficiários de
seus efeitos.
e) toda atividade pública será ilegítima se não houver a sua adequação
aos princípios da moralidade e da legalidade.

8. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PI – FCC/2009) Em tema de


atributos dos atos administrativos, considere:
I. Legitimidade é atributo segundo o qual o ato administrativo se impõe
ao particular, independentemente de sua concordância.
II. Depois de editado o ato, ele produz seus efeitos como se válido
fosse até a impugnação administrativa ou jurisdicional.
III. Autoexecutoriedade significa que a Administração Pública pode
executar suas decisões, com coercitividade, desde que submeta o ato
previamente ao Poder Judiciário.
É correto o que consta APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) II e III.
e) I e III.

9. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AM –


FCC/2010) Sobre os atributos do ato administrativo, é correto
afirmar que
a) a imperatividade traduz a possibilidade de a administração pública,
unilateralmente, criar obrigações para os administrados, ou impor-lhes
restrições.

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b) a presunção de legitimidade impede que o ato administrativo seja


contestado perante o Judiciário.
c) a autoexecutoriedade está presente em todo e qualquer ato
administrativo.
d) a imperatividade implica o reconhecimento de que, até prova em
contrário, o ato foi expedido com observância da lei.
e) a presença da autoexecutoriedade impede a suspensão preventiva
do ato pela via judicial.

10. (PROCURADOR – PGE/MT – FCC/2011) Constitui atributo


do ato administrativo:
a) executoriedade, caracterizada pela possibilidade de a Administração
colocá-lo em execução sem necessidade de intervenção judicial,
independentemente de previsão legal.
b) vinculação ao princípio da legalidade, impedindo a prática de atos
discricionários.
c) presunção de veracidade, não admitindo prova em contrário no que
diz respeito aos seus fundamentos de fato.
d) presunção de legitimidade, só podendo ser invalidado por decisão
judicial.
e) imperatividade, caracterizada pela sua imposição a terceiros,
independentemente de concordância, constituindo, unilateralmente,
obrigações a estes imputáveis.

11. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AM –


FCC/2010) Sobre os atributos do ato administrativo, é correto
afirmar que
a) a imperatividade traduz a possibilidade de a administração pública,
unilateralmente, criar obrigações para os administrados, ou impor-lhes
restrições.
b) a presunção de legitimidade impede que o ato administrativo seja
contestado perante o Judiciário.
c) a autoexecutoriedade está presente em todo e qualquer ato
administrativo.
d) a imperatividade implica o reconhecimento de que, até prova em
contrário, o ato foi expedido com observância da lei.

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e) a presença da autoexecutoriedade impede a sus- pensão preventiva


do ato pela via judicial.

12. (ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE – TJ/PE –


FCC/2012) Em matéria de atributos do ato administrativo é
certo que
a) a imperatividade está presente em todos os atos administrativos,
salvo os normativos, e dependem da sua declaração de validade ou
invalidade.
b) a presunção de veracidade e legitimidade não transfere, como
consequência, o ônus da prova de invalidade do ato administrativo para
quem a invoca.
c) a presunção de legitimidade autoriza a imediata execução ou
operatividade dos atos administrativos, mesmo que arguidos de vícios
ou defeitos que os levem à invalidade.
d) o reconhecimento da autoexecutoriedade do ato administrativo
tornou-se mais abrangente em face da legislação constitucional,
entretanto sua execução depende, em regra, de ordem judicial.
e) a exequibilidade e a operatividade não possibilitam que o ato
administrativo seja posto imediatamente em execução, porque sempre
exigem autorização superior ou algum ato complementar.

13. (ANALISTA SUPERIOR – MPE/SE – FCC/2009) A


Administração Pública pode editar atos administrativos e
cumprir suas determinações sem necessidade de oitiva ou
autorização prévia do Poder Judiciário ou de qualquer outra
autoridade. Tem-se aí a definição de um dos atributos do ato
administativo, consistente na
(A) inexorabilidade de seus efeitos.
(B) inafastabilidade do controle jurisdicional.
(C) presunção de legitimidade.
(D) autoexecutoriedade.
(E) insindicabilidade.

14. (PROCURADOR – TCE/SP – FCC/2011) O ato


administrativo distingue-se dos atos de direito privado por,

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dentre outras razões, ser dotado de alguns atributos


específicos, tais como
a) autodeterminação, desde que tenha sido praticado por autoridade
competente, vez que o desrespeito à competência é o único vício
passível de ser questionado quando se trata deste atributo.
b) autoexecutoriedade, que autoriza a execução de algumas medidas
coercitivas legalmente previstas diretamente pela Administração.
c) presunção de legalidade, que permite a inversão do ônus da prova,
de modo a caber ao particular a prova dos fatos que aduz como
verdadeiros.
d) imperatividade, desde que tenha sido praticado por autoridade
competente, vez que o desrespeito à competência é o único vício
passível de ser questionado quando se trata deste atributo.
e) presunção de veracidade, que enseja a presunção de conformidade
do ato com a lei, afastando a possibilidade de dilação probatória sobre
a questão fática.

15. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TST –


FCC/2012) Pelo atributo de auto executoriedade do ato
administrativo,
a) o destinatário do ato administrativo pode executá-lo,
independentemente da intervenção do agente administrativo ou do
Poder Judiciário.
b) as normas legais de Direito administrativo são consideradas de
aplicabilidade imediata.
c) o mérito dos atos administrativos discricionários não pode ser
apreciado pelo Poder Judiciário.
d) o ato impõe-se ao seu destinatário, independentemente de sua
concordância.
e) cabe à Administração pô-lo em execução, independentemente de
intervenção do Poder Judiciário.

16. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ENFERMAGEM – TRE/PR –


FCC/2012) Os atos administrativos são dotados de atributos
peculiares. Dentre eles, destaca-se a autoexecutoriedade, que
se traduz

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a) no atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a todos.


b) no dever da administração de praticar os atos previamente previstos
em lei para cada situação concreta.
c) no poder da administração pública de decidir pela validade ou não
de determinado ato.
d) no poder da administração atestar, unilateralmente, se determinado
ato administrativo foi executado conforme a lei.
e) na possibilidade da própria administração pública colocar
determinado ato administrativo em execução, independentemente de
prévia manifestação do Poder Judiciário.

17. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS –


TRF 5ª REGIÃO – FCC/2012) Constitui atributo dos atos
administrativos:
a) Presunção de legitimidade, o que afasta possibilidade de apreciação
judicial, salvo para os atos vinculados.
b) Autoexecutoriedade, que autoriza a Administração a colocar o ato
em execução, empregando meios diretos e indiretos de coerção, na
forma prevista em lei.
c) Exigibilidade, que autoriza a Administração a utilizar meios
coercitivos para o seu cumprimento nos termos da lei, sempre com a
intervenção do Poder Judiciário.
d) Tipicidade, que impede a Administração de praticar atos de natureza
discricionária.
e) Presunção de veracidade, que afasta a possibilidade de revogação,
salvo por vício de legalidade.

18. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AL – FCC/2010) A


autoexecutoriedade, como um dos atributos do ato
administrativo,
a) afasta a apreciação judicial do ato.
b) existe em todos os atos administrativos.
c) é a qualidade do ato que dá ensejo à Administração Pública de, direta
e imediatamente, executá-lo.
d) significa que a Administração Pública tem a possibilidade de,
unilateralmente, criar obrigações para os administrados.

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e) implica o reconhecimento de que, até prova em contrário, o ato foi


expedido com observância da lei.

19. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TJ/PI –


FCC/2009) O atributo do Ato Administrativo que impõe a
coercibilidade para seu cumprimento ou execução é a
a) discricionariedade vinculada.
b) autoexecutoriedade.
c) eficácia.
d) presunção de veracidade.
e) imperatividade.

20. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 7ª REGIÃO – FCC/2009)


Imperatividade é o atributo pelo qual o ato administrativo
a) deve corresponder a figuras definidas previamente pela lei.
b) está de conformidade com a lei.
c) pode ser posto em execução pela própria Administração, sem
necessidade de intervenção do Poder Judiciário.
d) se impõe a terceiros, independentemente de sua concordância.
e) goza da presunção quanto à veracidade dos fatos alegados pela
Administração.

21. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) Sobre os


requisitos e atributos do ato administrativo é correto afirmar:
(A) a imperatividade é atributo presente em todos os atos
administrativos.
(B) finalidade é requisito discricionário de qualquer ato administrativo.
(C) autoexecutoriedade consiste na possibilidade que certos atos
administrativos ensejam de imediata e direta execução pela própria
Administração, independentemente de ordem judicial.
(D) a forma escrita é da essência do ato administrativo, não sendo
admitida outra forma.
(E) nem todo ato administrativo tem por objeto a criação, modificação
ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas, coisas
ou atividades sujeitas à ação do Poder Público.

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22. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AM – FCC/2010) Dentre os


requisitos do ato administrativo, inclui-se a
a) autoexecutoriedade.
b) presunção de legitimidade.
c) finalidade.
d) imperatividade.
e) tipicidade.

23. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AP –


FCC/2011) Analise as seguintes assertivas sobre os requisitos
dos atos administrativos:
I. O objeto do ato administrativo é o efeito jurídico imediato que o ato
produz.
II. Quando a Administração motiva o ato, mesmo que a lei não exija a
motivação, ele só será válido, se os motivos forem verdadeiros.
III. O requisito finalidade antecede à prática do ato.
Está correto o que se afirma em
a) III, somente.
b) I e II, somente.
c) I e III, somente.
d) II e III, somente.
e) I, II e III.

24. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) A respeito


dos requisitos, ou elementos, do ato administrativo, considere:
I. Competência é o poder legal conferido ao agente público para o
desempenho específico das atribuições de seu cargo.
II. Delegação de competência é o ato pelo qual o superior hierárquico
traz para si o exercício temporário de parte da competência atribuída
originariamente a um subordinado.
III. Motivo é a situação de direito ou de fato que determina ou autoriza
a realização do ato administrativo.
É correto o que se afirma em
(A) I e II, apenas.
(B) I e III, apenas.
(C) I, II e III.

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(D) II e III, apenas.


(E) III, apenas.

25. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/PI – FCC/2009) A


competência, como um dos requisitos do ato administrativo, é
a) transferível.
b) renunciável.
c) de exercício obrigatório para órgãos e agentes públicos.
d) modificável por vontade do agente.
e) prescritível.

26. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AM –


FCC/2010) São critérios para a distribuição da competência,
como requisito ou elemento do ato administrativo, dentre
outros:
a) delegação e avocação.
b) conteúdo e objeto.
c) matéria, forma e sujeito.
d) tempo, território e matéria.
e) grau hierárquico e conteúdo.

27. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AL – FCC/2010) O ato


administrativo praticado com fim diverso daquele objetivado
pela lei ou exigido pelo interesse público caracteriza
a) excesso de poder.
b) desvio de finalidade.
c) perda da finalidade.
d) mera inadequação da conduta.
e) crime de desvio de poder.

28. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AL –


FCC/2010) O abuso de poder
a) não pode ser combatido por meio de Mandado de Segurança.
b) caracteriza-se na forma omissiva, apenas.
c) não se configura se a Administração retarda ato que deva praticar,
sendo certo que essa conduta caracteriza mera falha administrativa.

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d) pode se configurar nas modalidades de excesso de poder e desvio


de finalidade ou de poder.
e) embora constitua vício do ato administrativo, nunca é causa de
nulidade do mesmo.

29. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AM –


FCC/2010) A prática, pelo agente público, de ato que excede os
limites de sua competência ou atribuição e de ato com
finalidade diversa da que decorre implícita ou explicitamente
da lei configuram, respectivamente:
a) ato redundante e desvio de execução.
b) usurpação de função e vício de poder.
c) excesso de poder e ato de discricionariedade.
d) excesso de poder e desvio de poder.
e) falta de poder e excesso de atribuição.

30. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TJ/PI –


FCC/2009) Sobre o abuso de poder, é correto afirmar que
a) o desvio de finalidade, sendo uma espécie de abuso, ocorre quando
a autoridade, atuando fora dos limites da sua competência, pratica o
ato com fins diversos dos objetivados pela lei ou exigidos pelo interesse
público.
b) tem o mesmo significado de desvio de poder, sendo expressões
sinônimas.
c) pode se caracterizar tanto por conduta comissiva quanto por conduta
omissiva.
d) a invalidação da conduta abusiva só pode ocorrer pela via judicial.
e) se caracteriza, na forma de excesso de poder, quando o agente,
agindo dentro dos limites da sua competência, pratica o ato de forma
diversa da que estava autorizado.

31. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/CE – FCC/2012) A lei


permite a remoção ex officio de um funcionário para atender a
necessidade do serviço público. Mauro, servidor público,
praticou determinada infração e a Administração Pública
utilizou a remoção como forma de punição. Nesse caso,

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a) há violação à finalidade do ato administrativo.


b) inexiste vício de finalidade no ato administrativo.
c) há vício de competência no ato administrativo.
d) há vício no motivo do ato administrativo.
e) não há qualquer ilegalidade, ou seja, pode o ato administrativo ser
mantido pela Administração.

32. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 23ª


REGIÃO – FCC/2011) No que concerne ao
requisito competência dos atos administrativos, é correto
afirmar que
a) admite, como regra, a avocação, pois o superior hierárquico sempre
poderá praticar ato de competência do seu inferior.
b) não admite, em qualquer hipótese, convalidação.
c) se contiver vício de excesso de poder, ensejará a revogação do ato
administrativo.
d) é sempre vinculado.
e) não admite, em qualquer hipótese, delegação.

33. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TJ/PI –


FCC/2009) Considere as assertivas relacionadas aos requisitos
dos Atos Administrativos:
I. Enquanto a vontade dos particulares pode manifestar-se livremente,
a da Administração exige procedimentos e formas legais para que se
expresse validamente.
II. Todo ato emanado de agente administrativo incompetente, ou
realizado além do limite de que dispõe a autoridade incumbida de sua
prática, é inválido.
III. Por serem desvinculados, a revogação ou a modificação do ato
administrativo não precisa observar a mesma forma do ato originário.
IV. A motivação do ato administrativo é, em regra, obrigatória. Só não
o será quando a lei a dispensar ou se a natureza do ato for com ela
incompatível.
V. A finalidade do ato administrativo só diz respeito aos atos vinculados
e não aos discricionários.
É correto o que consta APENAS em

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a) II, III e V.
b) I, II e IV.
c) III, IV e V.
d) I e III.
e) IV e V.

34. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AL – FCC/2010) Sobre o


motivo, como requisito do ato administrativo, está errado
afirmar que
a) motivo e móvel do ato administrativo são expressões que não se
equivalem.
b) motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento
ao ato administrativo.
c) a sua ausência invalida o ato administrativo.
d) motivo é a causa imediata do ato administrativo.
e) motivo e motivação do ato administrativo são expressões
equivalentes.

35. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 7ª REGIÃO – FCC/2009)


Pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento ao
ato administrativo é o conceito do requisito do ato
administrativo denominado
a) forma.
b) objeto.
c) finalidade.
d) sujeito.
e) motivo.

36. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 1ª REGIÇÃO – FCC/2011) O


motivo do ato administrativo
a) é sempre vinculado.
b) implica a anulação do ato, quando ausente o referido motivo.
c) sucede à prática do ato administrativo.
d) corresponde ao efeito jurídico imediato que o ato administrativo
produz.
e) não implica a anulação do ato, quando falso o aludido motivo.

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37. (JUIZ DO TRABALHO – TRT 4ª REGIÃO (RS) – FCC/2012)


A respeito do ato administrativo, é correto afirmar que
a) o desvio de poder constitui vício relativo ao motivo do ato
administrativo e enseja sua nulidade, com base na teoria dos motivos
determinantes.
b) a finalidade do ato discricionário decorre da aderência das razões de
conveniência e oportunidade ao interesse público, sendo nulo, com
base na teoria dos motivos determinantes, o ato que não cumpra tal
condição.
c) motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento
ao ato e, quando falso, importa a invalidade do ato, que pode ser
declarada pelo Poder Judiciário com base na teoria dos motivos
determinantes.
d) a discricionariedade administrativa impede o exame, pelo Poder
Judiciário, do motivo do ato, aplicando-se, no caso dos atos vinculados,
a teoria dos motivos determinantes.
e) apenas os atos discricionários comportam o exame, pelo Poder
Judiciário, da validade e veracidade dos pressupostos de fato e de
direito para sua edição.

38. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 11ª


REGIÃO (AM) – FCC/2012) O motivo do ato administrativo
a) não interfere na sua validade.
b) pode ser vinculado.
c) quando viciado, permite a sua convalidação.
d) se inexistente, acarreta a sua revogação.
e) é a exposição dos fatos e do direito que serviram de fundamento
para a prática do ato.

39. (DEFENSOR PÚBLICO – DPE/PR – FCC/2012) A validade


de atos administrativos requer competência, motivo, forma,
finalidade e objeto. Sobre este assunto, é INCORRETO afirmar:
a) A competência é intransferível e irrenunciável mas pode, por
previsão legal, ser objeto de delegação ou avocação.

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b) A legitimidade e a veracidade dos atos administrativos gozam da


presunção juris tantum, cabendo ao administrado o ônus de elidir tal
presunção.
c) O silêncio da administração não é considerado ato administrativo,
mas pode ensejar correição judicial e reparação de eventual dano dele
decorrente.
d) Um ato administrativo praticado com vício sanável de legalidade
pode ser anulado tanto pela própria administração pública quanto por
decisão judicial.
e) Pela adoção da teoria dos motivos determinantes a validade dos atos
discricionários passa a depender da indicação precisa dos fatos e dos
fundamentos jurídicos que os justifiquem.

40. (JUIZ – TJ/PE – FCC/2011) Conforme o Direito federal


vigente, como regra, não há necessidade de motivação de atos
administrativos que
a) imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções.
b) promovam a exoneração de servidores ocupantes de cargos em
comissão.
c) decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública.
d) dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório.
e) decorram de reexame de ofício.

41. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PI – FCC/2009) Quanto aos


requisitos de validade do ato administrativo, considere:
I. O conteúdo do ato corresponde ao seu efeito jurídico.
II. O objeto do ato deve ser formal, motivado, lícito ou ilícito, possível
e determinado.
III. Motivo é o pressuposto de fato e de direito que autoriza a
Administração a praticar um ato administrativo.
IV. Sujeito é o agente público ou particular que possui competência
para praticar o ato de administração.
É correto o que consta APENAS em
a) I e IV.
b) III e IV.
c) I e III.

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d) II e III.
e) II e IV.

42. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/AP –


FCC/2011) Considere as seguintes assertivas sobre o
requisito objeto dos atos administrativos:
I. é sempre vinculado.
II. significa o objetivo imediato da vontade exteriorizada pelo ato.
III. na licença para construção, o objeto consiste em permitir que o
interessado possa edificar de forma legítima.
IV. como no direito privado, o objeto do ato administrativo deve ser
sempre lícito, possível, certo e moral.
Está correto o que se afirma SOMENTE em
a) II, III e IV.
b) IV.
c) I e IV.
d) I, II e III.
e) I e II.

43. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/TO – FCC/2011) No que diz


respeito aos requisitos dos atos administrativos,
a) a competência, no âmbito federal, é, em regra, indelegável.
b) o desvio de finalidade ocorre apenas se não for observado o fim
público.
c) o motivo, se inexistente, enseja a anulação do ato administrativo.
d) se houver vício no objeto e este for plúrimo, ainda assim não será
possível aproveitá-lo em quaisquer de suas partes mesmo que nem
todas tenham sido atingidas pelo vício.
e) a inobservância da forma não enseja a invalidade do ato.

44. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 2ª REGIÃO – FCC/2012) Os


atos administrativos, espécie do gênero "ato jurídico", ao
serem editados, devem observar os requisitos de validade,
enquanto que os atributos constituem qualidades ou
características inerentes a esses atos. Portanto, dentre outros,
são requisitos e atributos dos atos administrativos,

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respectivamente,
I. finalidade e competência; imperatividade e tipicidade.
II. presunção de legitimidade e finalidade; forma e
autoexecutoriedade.
III. forma e motivo; presunção de legitimidade e imperatividade.
Nesses casos, está correto o que consta APENAS em:
a) III.
b) II.
c) II e III.
d) I e III.
e) I e II.

45. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/CE – FCC/2012) Analise as


assertivas abaixo atinentes aos atos administrativos
denominados "gerais ou normativos".
I. São atos administrativos com finalidade normativa, alcançando todos
os sujeitos que se encontrem na mesma situação de fato abrangida por
seus preceitos.
II. Expressam em minúcias o mandamento abstrato da lei, embora
sejam manifestações tipicamente administrativas.
III. A essa categoria pertencem, dentre outros, os decretos
regulamentares e os regimentos.
IV. Embora estabeleçam regras gerais e abstratas de conduta, não são
leis em sentido formal; logo, não estão necessariamente subordinados
aos limites jurídicos definidos na lei formal.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e III.
b) II, III e IV.
c) I e IV.
d) II e III.
e) I, II e IV.

46. (OFICIAL DE JUSTIÇA – TJ/PE – FCC/2012) Analise em


conformidade com a classificação dos atos administrativos:
I. Atos de rotina interna sem caráter decisório, sem caráter vinculante
e sem forma especial, geralmente praticados por

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servidores subalternos, sem competência decisória. Destinam-se a dar


andamento aos processos que tramitam pelas
repartições públicas.
II. Atos que se dirigem a destinatários certos, criando-lhes situação
jurídica particular, podendo abranger um ou vários
sujeitos, desde que sejam individualizados.
III. Atos que alcançam os administrados, os contratantes e, em certos
casos, os próprios servidores provendo sobre seus
direitos, obrigações, negócios ou conduta perante a Administração.
Tais situações dizem respeito, respectivamente, aos atos
a) internos, de expediente e gerais.
b) gerais, individuais ou especiais e de expediente.
c) de expediente, individuais ou especiais e externos ou de efeitos
externos.
d) de gestão, externos ou de efeitos externos e individuais.
e) de expediente, gerais e internos.

47. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) Com


referência às espécies do ato administrativo, considere:
I. Atos ordinatórios são atos administrativos internos, que visam a
disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional dos
seus agentes.
II. As circulares internas, os avisos e as ordens de serviço são exemplos
de atos normativos.
III. Nos atos negociais encontra-se presente o atributo da
imperatividade.
É correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) II.
(E) III.

48. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/RN –


FCC/2011) Quanto às espécies de atos administrativos, é
correto afirmar:

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a) Certidões e Atestados são atos administrativos classificados como


constitutivos, pois seu conteúdo constitui determinado fato jurídico.
b) Autorização é ato declaratório de direito preexistente, enquanto
licença é ato constitutivo.
c) Admissão é ato unilateral e discricionário pelo qual a Administração
reconhece ao particular o direito à prestação de um serviço público.
d) Licença é ato administrativo unilateral e vinculado, enquanto
autorização é ato administrativo unilateral e discricionário.
e) Permissão, em sentido amplo, designa ato administrativo
discricionário e precário, pelo qual a Administração, sempre de forma
onerosa, faculta ao particular a execução de serviço público ou a
utilização privativa de bem público.

49. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 1ª REGIÃO – FCC/2011)


Dentre outros, é exemplo de ato administrativo ordinatório,
a) a circular.
b) o regulamento.
c) a resolução.
d) a admissão.
e) o decreto.

50. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AM –


FCC/2010) Atos administrativos internos, endereçados aos
servidores públicos, que veiculam determinações referentes ao
adequado desempenho de suas funções são atos
a) punitivos.
b) determinativos.
c) normativos.
d) enunciativos.
e) ordinatórios.

51. (TÉCNICO MINISTERIAL – MPE/PE – FCC/2012) As


“instruções” são atos administrativos:
a) normativos.
b) ordinatórios.
c) negociais.

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d) enunciativos.
e) punitivos.

52. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/CE –


FCC/2012) Provimentos são atos administrativos internos,
contendo determinações e instruções que a Corregedoria ou os
tribunais expedem para a regularização e uniformização dos
serviços, com o objetivo de evitar erros e omissões na
observância da lei.
Segundo o conceito acima, de Hely Lopes Meirelles, trata- se de
atos administrativos
a) punitivos.
b) declaratórios.
c) enunciativos.
d) negociais.
e) ordinatórios.

53. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AP – FCC/2011) O


regimento é ato administrativo
a) ordinatório.
b) normativo.
c) enunciativo.
d) negocial.
e) punitivo.

54. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PI – FCC/2009) Espécie de


ato administrativo da competência exclusiva dos Chefes do
Executivo, destinado a prover situações gerais ou individuais,
abstratamente previstas de modo expresso, explícito ou
implícito, pela legislação. Trata-se de
a) resolução.
b) regulamento.
c) provimento.
d) instrução normativa.
e) decreto.

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55. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/AL –


FCC/2010) Certidões, pareceres e o apostilamento de direitos
são espécies de atos administrativos
a) punitivos.
b) negociais.
c) ordinatórios.
d) normativos.
e) enunciativos.

56. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 1ª REGIÃO – FCC/2011)


NÃO constitui exemplo, dentre outros, de ato administrativo
enunciativo:
a) o atestado.
b) o parecer.
c) a certidão.
d) a homologação.
e) a apostila.

57. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/CE –


FCC/2012) Os atos administrativos denominados "negociais" .
a) embora unilaterais, encerram conteúdo tipicamente negocial, de
interesse recíproco da Administração e do administrado.
b) encerram um mandamento geral da Administração Pública.
c) são sempre discricionários por serem de interesse único da
Administração.
d) operam efeitos jurídicos entre as partes (Administração e
administrado), passando, portanto, à categoria de contratos
administrativos.
e) não produzem efeitos à Administração Pública que os expede, tendo
em vista a supremacia do ente público.

58. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PE – FCC/2012) No que diz


respeito às espécies de atos administrativos, é correto afirmar
que
a) nos atos ordinatórios, além de sua função ordinatória, observa-se
que eles criam, normalmente, direitos e obrigações para os

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administrados, mas não geram deveres para os agentes


administrativos a que se dirigem.
b) não há distinção entre o ato punitivo da Administração, apenando o
ilícito administrativo e o ato punitivo do Estado, que apena o ilícito
criminal, visto que ambos têm a natureza de ilicitude.
c) os atos negociais são genéricos, abstratos e de efeitos gerais, que
não se limitam entre as partes – Administração e administrado
requerente.
d) os atos ordinatórios atuam também no âmbito interno das
repartições, alcançando funcionários subordinados a outra chefia,
assim como obrigam os particulares.
e) os atos negociais, embora unilaterais, encerram um conteúdo
negocial, de interesse recíproco da Administração e do administrado,
mas não adentram a esfera contratual.

59. (TÉCNICO MINISTERIAL – MPE/AP – FCC/2012) NÃO


constitui exemplo de ato administrativo negocial:
a) Autorização.
b) Licença.
c) Certidão.
d) Permissão.
e) Aprovação.

60. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ANÁLISE DE SISTEMAS – TJ/PE


– FCC/2012) Analise sob o tema dos princípios da
Administração Pública:
I. Ato administrativo negocial pelo qual o Poder Público acerta com o
particular a realização de determinado empreendimento ou a
abstenção de certa conduta, no interesse recíproco da Administração.
II. Atos enunciativos ou declaratórios de uma situação anterior criada
por lei. Nesse caso, não cria um direito, mas reconhece a existência de
um direito criado por norma legal.
Esses atos administrativos são denominados, respectivamente,
a) protocolo administrativo e apostilas.
b) apostila e portarias.
c) homologação e ordens de serviço.

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d) protocolo administrativo e provimentos.


e) autorização e concessões.

61. (DEFENSOR PÚBLICO – DPE/SP – FCC/2012) O ato


administrativo que se encontra sujeito a termo inicial e
parcialmente ajustado à ordem jurídica, após ter esgotado o
seu ciclo de formação, é considerado
a) perfeito, válido e eficaz.
b) perfeito, inválido e ineficaz.
c) imperfeito, inválido e eficaz.
d) perfeito, válido e ineficaz.
e) imperfeito, inválido e ineficaz.

62. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AL – FCC/2010) Sobre atos


administrativos, considere:
I. Ato que resulta da manifestação de um órgão, mas cuja edição ou
produção de efeitos depende de outro ato, acessório.
II. Ato que resulta da manifestação de dois ou mais órgãos, singulares
ou colegiados, cuja vontade se funde para formar um único ato.
III. Atos que a Administração impõe coercitivamente aos
administrados, criando para eles, obrigações ou restrições, de forma
unilateral.
Esses conceitos referem-se, respectivamente, aos atos
a) compostos, complexos e de império.
b) de império, coletivos e externos.
c) complexos, compostos e de gestão.
d) complexos, coletivos e individuais.
e) compostos, externos e individuais.

63. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRF 2ª


REGIÃO – FCC/2012) Sob o tema da classificação dos atos
administrativos, apesar de serem todos resultantes da
manifestação unilateral da vontade da Administração Pública,
o denominado "ato administrativo composto" difere dos
demais, por ser

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a) o que necessita, para a sua formação, da manifestação de vontade


de dois ou mais diferentes órgãos ou autoridades para gerar efeitos.
b) aquele cujo conteúdo resulta da manifestação de um só órgão, mas
a sua edição ou a produção de seus efeitos depende de outro ato que
o aprove.
c) o ato que decorre da manifestação de vontade de apenas um órgão,
unipessoal ou colegiado, não dependendo de manifestação de outro
órgão para produzir efeitos.
d) o que tem a sua origem na manifestação de vontade de pelo menos
dois órgãos, porém, para produzir os seus efeitos, deve ter a aprovação
por órgão hierarquicamente superior.
e) originário da manifestação de vontade de pelo menos duas
autoridades superiores da Administração Pública, mas seus efeitos
ficam condicionados à aprovação por decreto de execução ou
regulamentar.

64. (ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – TCE/AM –


FCC/2012) O ato administrativo vinculado
a) pode ser objeto de controle judicial, quanto aos aspectos de
legalidade, conveniência e oportunidade.
b) pode ser revogado pela Administração, por razões de conveniência
e oportunidade, ressalvados os direitos adquiridos e assegurada a
apreciação judicial.
c) possui todos os elementos definidos em lei e pode ser objeto de
controle de legalidade pelo Judiciário e pela própria Administração.
d) possui objeto, competência e finalidade definidos em lei, cabendo à
Administração a avaliação dos aspectos de conveniência e
oportunidade para sua edição.
e) pode ser objeto de controle pelo Poder Judiciário em relação aos
elementos definidos em lei, constituindo prerrogativa exclusiva da
Administração a sua revogação por razões de conveniência e
oportunidade.

65. (TÉCNICO MINISTERIAL – MPE/PE – FCC/2012) A


Administração Pública Estadual concedeu licença à
determinada empresa privada para a construção de um edifício

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em terreno próprio. Sobre o mencionado ato administrativo, é


correto afirmar que:
a) se trata de ato administrativo vinculado.
b) se enquadra na modalidade de atos administrativos ordinatórios.
c) a Administração Pública pode negá-lo ainda que a empresa satisfaça
todos os requisitos legais.
d) sua invalidação pode ocorrer por razões de conveniência e
oportunidade.
e) é sinônimo do ato administrativo denominado autorização.

66. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/PR – FCC/2012) Quando se


está diante de uma situação concreta que enseja a edição de
um ato administrativo vinculado, significa que ao particular
titular do interesse jurídico em questão cabe
a) exigir da autoridade, judicialmente se for necessário, a edição do
ato determinado, desde que tenha preenchido os requisitos legais para
tanto.
b) a prerrogativa da autoexecutoriedade, na medida em que pode
dispensar a edição concreta do ato, presumindo sua existência.
c) apenas aguardar a edição do ato, não podendo ingressar com
nenhuma medida judicial para tanto, uma vez que o Poder Judiciário
não pode suprir a vontade da administração.
d) ajuizar ação judicial de perdas e danos, exclusivamente, uma vez
que o Poder Judiciário não pode suprir a vontade da administração.
e) requerer administrativamente a edição do ato, sob pena de
ajuizamento de ação judicial para suprir o juízo de conveniência e
oportunidade da administração pública.

67. (DEFENSOR PÚBLICO – DPE/MA – FCC/2009) São


exemplos de atos administrativos vinculados:
(A) autorização de uso de imóvel público e homologação de
procedimento licitatório que se pretenda concluir.
(B) licença de funcionamento e permissão de uso de imóvel público.
(C) permissão de uso de imóvel público e aprovação para alienação de
terras públicas.
(D) homologação do procedimento licitatório que se pretenda concluir

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e licença de funcionamento.
(E) aprovação de alienação de terras públicas e alvará de uso privativo
de terras públicas.

68. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRT 11ª REGIÃO


(AM) – FCC/2012) Considere as seguintes assertivas
concernentes ao tema discricionariedade e vinculação dos atos
administrativos:
I. A fonte da discricionariedade é a própria lei; aquela só existe nos
espaços deixados por esta.
II. No poder vinculado, o particular não tem direito subjetivo de exigir
da autoridade a edição de determinado ato administrativo.
III. A discricionariedade nunca é total, já que alguns aspectos são
sempre vinculados à lei.
IV. Na discricionariedade, a Administração Pública não tem
possibilidade de escolher entre atuar ou não.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e III.
b) I e III.
c) I e IV.
d) II, III e IV.
e) II e IV.

69. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 6ª REGIÃO (PE) –


FCC/2012) Dizer que um ato administrativo é discricionário
significa que
a) foi editado com base na conveniência e oportunidade do
administrador, não podendo ser objeto de controle de legalidade pelo
Poder Judiciário.
b) depende de autorização legislativa para sua edição, admitindo, em
razão da prévia fiscalização, apenas controle de constitucionalidade a
cargo do Poder Judiciário.
c) permite análise de mérito e vinculação quanto a conveniência e
oportunidade pelo Poder Judiciário e pelo Poder Legislativo.
d) afasta o controle de oportunidade e conveniência, admitindo apenas
revogação nos casos de ilegalidade ou inconstitucionalidade patentes.

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e) foi editado com base na conveniência e oportunidade conferida pela


lei ao administrador, o que não dispensa a demonstração do interesse
público, nem o controle de legalidade pelo Poder Judiciário.

70. (COMISSÁRIO DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE – TJ/RJ –


FCC/2012) O ato discricionário
a) é aquele editado pela Administração Pública quando inexiste lei
disciplinando a matéria.
b) pode ser praticado por qualquer autoridade da esfera da federação
competente, quando não houver expressa restrição da legislação.
c) é aquele que apresenta todos os elementos e características
previamente definidos na lei.
d) pode ser fiscalizado pelos administrados e pelo Judiciário, desde que
autorizado pela lei que disciplinou sua edição.
e) é aquele que envolve a opção legítima feita pelo administrador, nos
limites em que ela é assegurada pela lei.

71. (OFICIAL DE JUSTIÇA – TJ/PE – FCC/2012) No que se


refere aos poderes administrativo, discricionário e vinculado, é
INCORRETO afirmar:
a) Mesmo quanto aos elementos discricionários do ato administrativo
há limitações impostas pelos princípios gerais de direito e pelas regras
de boa administração.
b) A discricionariedade é sempre relativa e parcial, porque, quanto à
competência, à forma e à finalidade do ato, a autoridade está
subordinada ao que a lei dispõe.
c) Poder vinculado é aquele que o Direito Positivo – a Lei – confere à
Administração Pública para a prática de ato de sua competência,
determinando os elementos e requisitos necessários à sua
formalização, mas lembrando a dificuldade de se encontrar um ato
administrativo inteiramente vinculado.
d) A atividade discricionária encontra plena justificativa na
impossibilidade de o legislador catalogar na lei todos os atos que a
prática administrativa exige.

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e) Na categoria dos atos administrativos vinculados, a liberdade de


ação do administrador é ampla, visto que não há necessidade de se
ater à enumeração minuciosa do Direito Positivo para realizá-la.

72. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) Sobre a


discricionariedade e vinculação do ato administrativo, é correto
que:
(A) estabelecendo a Lei nº 8.112/90 que as férias podem ser
parceladas em até três etapas, se assim o requerer o servidor e no
interesse da administração pública, o agente que defere o
parcelamento está praticando ato vinculado.
(B) a vinculação significa que a lei estabelece os requisitos e condições
da realização do ato, ressalvadas a oportunidade e a conveniência da
sua prática.
(C) em razão da discricionariedade ficam dispensados de cumprimento
os princípios da impessoalidade na prática do ato administrativo.
(D) na vinculação, uma vez atendidas as condições legais, o ato tem
que ser realizado; faltando qualquer elemento exigido na lei torna-se
impossível sua prática.
(E) a discricionariedade do ato significa que o administrador pode
praticar o ato administrativo com liberdade de escolha quanto ao seu
conteúdo e destinatário, mas não quanto à conveniência.

73. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) Sobre a


discricionariedade e vinculação do ato administrativo, é correto
que:
(A) estabelecendo a Lei nº 8.112/90 que as férias podem ser
parceladas em até três etapas, se assim o requerer o servidor e no
interesse da administração pública, o agente que defere o
parcelamento está praticando ato vinculado.
(B) a vinculação significa que a lei estabelece os requisitos e condições
da realização do ato, ressalvadas a oportunidade e a conveniência da
sua prática.
(C) em razão da discricionariedade ficam dispensados de cumprimento
os princípios da impessoalidade na prática do ato administrativo.
(D) na vinculação, uma vez atendidas as condições legais, o ato tem

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que ser realizado; faltando qualquer elemento exigido na lei torna-se


impossível sua prática.
(E) a discricionariedade do ato significa que o administrador pode
praticar o ato administrativo com liberdade de escolha quanto ao seu
conteúdo e destinatário, mas não quanto à conveniência.

74. (ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – TCE/AP –


FCC/2012) Os atos administrativos podem ser
a) vinculados, quando a competência para a sua edição é privativa de
determinada autoridade e não passível de delegação.
b) discricionários, quando a lei estabelece margem de decisão para a
autoridade de acordo com critérios de conveniência e oportunidade.
c) vinculados, assim entendidos os que devem ser editados quando
presentes os requisitos legais e de acordo com juízo de conveniência e
oportunidade.
d) discricionários, quando, embora o objeto e requisitos para edição
sejam pré-estabelecidos em lei, a edição ou não depende do juízo de
mérito da administração
e) vinculados, quando o objeto, competência e finalidade são definidos
em lei, restando à autoridade apenas o juízo de conveniência quanto à
sua edição no caso concreto.

75. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 15ª REGIÃO – FCC/2009)


Quanto à discricionariedade e vinculação do ato administrativo,
é correto que
a) ato discricionário é aquele em que o administrador tem certa
liberdade de escolha, especialmente quanto à conveniência e
oportunidade.
b) discricionariedade e arbitrariedade são expressões sinônimas.
c) no ato vinculado a lei estabelece quase todos os requisitos e
condições de sua realização, deixando pouca margem de liberdade ao
administrador.
d) quanto aos elementos competência e finalidade do ato
administrativo a lei pode deixar à livre apreciação da autoridade tanto
no ato discricionário quanto no ato vinculado.

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e) o Poder Judiciário pode apreciar o ato administrativo quanto aos


aspectos da conveniência e oportunidade.

76. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TJ/PI –


FCC/2009) Quanto aos Atos Administrativos vinculados e os
discricionários, está errado afirmar que
a) a discricionariedade se manifesta no ato em si e não no poder de a
Administração praticá-lo pela maneira e nas condições mais
convenientes ao seu interesse.
b) a Administração, nos atos vinculados, tem o dever de motivá-los.
c) a discricionariedade deverá estar sempre estrita à observância da
lei, pois sua exorbitância constitui ato ilícito.
d) os atos vinculados são aqueles para os quais a lei estabelece os
requisitos e condições de sua realização.
e) a atividade discricionária não dispensa a lei, nem se exerce sem ela,
senão com observância e sujeição a ela.

77. (TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO – TCE/AP – FCC/2012)


O denominado “mérito” do ato administrativo discricionário
corresponde
a) ao espaço de liberdade de ação da Administração, no que diz
respeito à motivação, finalidade e competência para a prática do ato.
b) à análise de adequação do ato com os requisitos de validade
previstos em lei.
c) à avaliação de eficácia e efetividade da ação da Administração em
face da situação concreta.
d) às razões de conveniência e oportunidade levadas em conta pela
Administração para a sua edição.
e) aos aspectos passíveis de controle pelo Poder Judiciário, que pode
anular o ato que não atenda à conveniência administrativa.

78. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 7ª


REGIÃO – FCC/2009) O limite do ato administrativo
discricionário é
a) a oportunidade.
b) a determinação verbal da autoridade superior.

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c) a consciência da autoridade.
d) a lei.
e) a conveniência.

79. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 16ª REGIÃO – FCC/2009)


Determinada Prefeitura Municipal pretende realizar obras de
urbanização no entorno da área onde está localizado o imóvel
do Tribunal Regional do Trabalho. Nesse caso, é correto afirmar
que
(A) não caberá ao Judiciário dizer se tais obras são ou não prioritárias
ou urgentes, podendo apenas invalidar os atos manifestamente ilegais,
resultantes de abuso de poder ou desvio de finalidade.
(B) o ato tem natureza de vinculação, visto que a oportunidade à
conveniência dessas obras estão sempre atreladas à lei, cabendo ao
administrador proceder de forma estrita, ainda que presente o
interesse coletivo.
(C) a discricionariedade do administrador municipal é plena, afastando-
se quaisquer limites quanto à legalidade ou ao interesse público, por
ser uma prerrogativa própria e imprescindível do cargo.
(D) o administrador municipal não poderá praticar os atos relacionados
a essa obra com liberdade de escolha de seu conteúdo e do modo de
sua realização sem a prévia autorização do Presidente do Tribunal
Regional do Trabalho.
(E) sendo um ato de natureza discricionária por parte do Município, não
terá o administrador municipal qualquer margem de liberdade para
escolher essa ou aquela conduta, salvo instaurar o processo de
urbanização.

80. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRT 15ª REGIÃO


– FCC/2009) Sobre a extinção do ato administrativo, é correto
afirmar:
a) O ato administrativo extingue-se por cumprimento dos seus efeitos;
pelo desaparecimento do sujeito ou objeto e pela retirada, que se
verifica por várias maneiras.
b) Anulação, ou invalidação, do ato administrativo é o seu desfazimento
por razões de conveniência e oportunidade.

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c) Incompetência e incapacidade são vícios que atingem o ato


administrativo, quanto à forma, e que justificam a sua anulação ou
invalidação.
d) A revogação do ato administrativo pode ser decretada pelo Poder
Judiciário, se for provocado pelo interessado.
e) A revogação do ato administrativo no âmbito da Administração, não
pode ser feita por quem o praticou.

81. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS –


TRT 20ª REGIÃO – FCC/2011) Os atos administrativos
a) discricionários não podem ser objeto de anulação.
b) vinculados podem ser objeto de revogação.
c) ilegais não podem ser objeto de convalidação.
d) ilegais não podem ser objeto de revogação.
e) vinculados não podem ser objeto de anulação.

82. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) Tocante à


revogação e extinção do ato administrativo emanado do Poder
Executivo, é correto afirmar que:
(A) verifica-se a extinção natural quando desaparece o próprio objeto
do ato praticado.
(B) a revogação pode ser determinada pelo Poder Judiciário à vista da
ilegalidade do ato.
(C) o Poder Judiciário pode revogar o ato por inconveniente se for
provocado por terceiro prejudicado.
(D) ocorre a extinção subjetiva quando se verifica o cumprimento
normal dos efeitos do ato.
(E) a revogação é ato exclusivo da Administração e tem cabimento
quando o ato tornou-se inoportuno ou inconveniente.

83. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 7ª REGIÃO – FCC/2009) A


revogação do ato administrativo ocorre quando
a) a Administração extingue um ato válido, por razões de conveniência
e oportunidade.
b) foi praticado com desvio de finalidade ou abuso de poder.
c) contiver vício relativo ao sujeito.

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d) o ato alcançou plenamente a sua finalidade.


e) o ato é praticado de forma diversa da prevista em lei.

84. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/TO – FCC/2011) Podem ser


revogados os atos administrativos
a) que já exauriram seus efeitos.
b) enunciativos, também denominados "meros atos administrativos",
como certidões e atestados.
c) vinculados.
d) que geram direitos adquiridos.
e) editados em conformidade com a lei.

85. (ADVOGADO – NOSSA CAIXA – FCC/2011) Dentre outros,


são exemplos de atos administrativos insuscetíveis de
revogação:
a) licença para exercer profissão regulamentada em lei; certidão
administrativa de dados funcionais de servidor público.
b) ato de concessão de aposentadoria, mesmo que ainda não
preenchido o lapso temporal para a fruição do benefício; ato de
adjudicação na licitação quando já celebrado o respectivo contrato.
c) edital de licitação na modalidade tomada de preços; atestado
médico emitido por servidor público médico do trabalho.
d) ato que declara a inexigibilidade de licitação; autorização para uso
de bem público.
e) autorização para porte de arma; ato que defere fé- rias a servidor,
ainda que este não tenha gozado de tais férias.

86. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRT 6ª REGIÃO


(PE) – FCC/2012) A revogação de um ato administrativo válido
e eficaz é
a) inconstitucional, em face do princípio da segurança jurídica e do ato
jurídico perfeito.
b) possível apenas por decisão judicial e desde que não decorrido o
prazo decadencial.
c) possível, por ato motivado da Administração ou por decisão judicial,
ressalvados os direitos adquiridos.

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d) lícita, apenas se comprovada a superveniência de circunstância de


fato ou de direito que enseje vício de legalidade.
e) prerrogativa da Administração, fundada em razões de conveniência
e oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.

87. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS –


TJ/RJ – FCC/2012) A Administração Pública revogou um ato de
outorga privativa de uso de bem público sob o único e expresso
fundamento de que o permissionário teria cedido a área para
terceiros. Posteriormente ficou demonstrado que essa
informação era falsa. De acordo com essas informações tem-se
que a revogação da permissão de uso é
a) válida porque se trata de ato discricionário, dispensando qualquer
motivação.
b) nula, uma vez que não foi respeitado o contraditório e o princípio da
eficiência.
c) válida, com fundamento na teoria dos motivos determinantes, pois
o ato não precisava ser motivado.
d) nula, com fundamento na teoria dos motivos determinantes, uma
vez que o fundamento invocado para a revogação da permissão de uso
era falso.
e) anulável, porque a Administração não precisa produzir prova dos
fundamentos que invocou, ante o princípio da supremacia do interesse
público.

88. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/SP –


FCC/2012) A revogação de um ato administrativo
a) é prerrogativa da Administração, de caráter discricionário,
consistente na extinção de um ato válido por razões de conveniência e
oportunidade.
b) constitui atuação vinculada da Administração, na medida em que,
em face da indisponibilidade do interesse público, a Administração está
obrigada a revogar atos maculados por vício de oportunidade.
c) pode ser declarada tanto pela Administração como pelo Poder
Judiciário, quando identificado que o ato se tornou inconveniente ou
inoportuno do ponto de vista do interesse público.

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d) somente pode ser procedida por autoridade hierarquicamente


superior àquela que praticou o ato, de ofício ou por provocação do
interessado, vedada a sua prática pelo Poder Judiciário.
e) constitui prerrogativa da Administração, quando fundada em razões
de conveniência e oportunidade, e do Poder Judiciário, quando
identificado vício relativo à motivação, competência ou forma.

89. (ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – TCE/AP –


FCC/2012) Em relação a seus próprios atos, a Administração
a) pode anular os atos eivados de vício de legalidade, a qualquer
tempo, vedada a repercussão patrimonial para período anterior à
anulação.
b) pode anulá-los, apenas quando eivados de vício quanto à
competência e revogá-los quando identificado desvio de poder ou de
finalidade.
c) pode anulá-los, por razões de conveniência e oportunidade,
observado o prazo prescricional.
d) não pode anular os atos que gerem direitos para terceiros, exceto
se comprovado fato superveniente ou circunstância não conhecida no
momento de sua edição.
e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade,
preservados os direitos adquiridos.

90. (PROCURADOR – TCM/BA – FCC/2011) A respeito da


desconstituição dos atos administrativos, a Administração
a) pode anulá-los, observado o correspondente prazo decadencial e
desde que preservados os direitos adquiridos.
b) pode revogá-los, quando discricionários, e anular apenas os
vinculados, preservados os direitos adquiridos.
c) está impedida de anular seus próprios atos, cabendo o controle de
legalidade ao Judiciário.
d) está impedida de revogar seus atos, exceto quando sobrevier
alteração de fato ou de direito que altere os pressupostos de sua
edição.

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e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade,


preservados os direitos adquiridos, e anulá-los por vício de legalidade,
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.

91. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS –


TRF 1ª REGIÃO – FCC/2011) A Administração Pública
exonerou ad nutum Carlos, sob a alegação de falta de verba. Se,
a seguir, nomear outro funcionário para a mesma vaga, o ato
de exoneração será
a) legal, pois praticado sem vício, e regular porque o cargo estava
vago.
b) legal, por se tratar de ato discricionário, pautado por razões de
conveniência e oportunidade da Administração.
c) ilegal por vício quanto ao motivo.
d) legal, pois detém mero vício de objeto, o qual nem sempre acarreta
sua invalidação.
e) ilegal por vício de finalidade.

92. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRF 1ª


REGIÃO – FCC/2011) A anulação do ato administrativo
a) não pode ser decretada pela Administração Pública.
b) pressupõe um ato legal.
c) produz efeitos ex nunc.
d) ocorre por razões de conveniência e oportunidade.
e) pode, em casos excepcionais, não ser decretada, em prol do
princípio da segurança jurídica.

93. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRT 14ª REGIÃO


– FCC/2011) Considere a seguinte hipótese: a Administração
Pública aplicou pena de suspensão a determinado servidor,
quando, pela lei, era aplicável a sanção de repreensão. O fato
narrado caracteriza
a) vício na finalidade do ato administrativo e acarretará sua revogação.
b) ato lícito, tendo em vista o poder discricionário da Administração
Pública.
c) vício no objeto do ato administrativo e acarretará sua anulação.

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d) vício no motivo do ato administrativo, porém não necessariamente


constitui fundamento para sua invalidação.
e) mera irregularidade formal, não constituindo motivo para sua
anulação.

94. (AUXILIAR JUDICIÁRIO – TJ/PA – FCC/2009) A anulação


do ato administrativo NÃO pode ocorrer
(A) por questão de mérito administrativo.
(B) nos atos vinculados.
(C) com efeito retroativo, valendo a anulação a partir da data da sua
decretação.
(D) por iniciativa da própria Administração.
(E) por determinação do Poder Judiciário, mesmo que provocado pelo
interessado.

95. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 1ª REGIÃO – FCC/2011)


João, servidor público federal, sofreu punição sumária sem que
se tenha instaurado o necessário processo administrativo
disciplinar com a garantia da ampla defesa e do contraditório
a) representa irregularidade, passível de revogação do ato
administrativo de punição.
b) apresenta vício substancial, ligado ao mérito do processo
administrativo.
c) constitui exemplo de ato administrativo com vício de forma.
d) apesar de viciada, não acarreta o retorno do servidor ao status quo
ante.
e) constitui exemplo de ato administrativo com vício de objeto.

96. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRF 1ª REGIÃO – FCC/2011)


João, servidor público federal, pretende retirar do mundo
jurídico determinado ato administrativo, em razão de vício nele
detectado, ou seja, por ter sido praticado sem finalidade
pública. No caso, esse ato administrativo
a) deve ser revogado.
b) pode permanecer no mundo jurídico, pois trata-se de vício sanável.

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c) possui vício de objeto e, portanto, deve ser retirado do mundo


jurídico apenas pelo Judiciário.
d) deve ser anulado.
e) possui vício de motivo e, portanto, deve ser retirado do mundo
jurídico por João.

97. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/AP – FCC/2011) Considere


a seguinte hipótese: o município desapropria um imóvel de
propriedade de desafeto do Chefe do Executivo com o fim
predeterminado de prejudicá-lo. O exemplo narrado
a) caracteriza hipótese de vício no objeto do ato administrativo.
b) corresponde a vício de forma do ato administrativo.
c) corresponde a vício no motivo do ato administrativo.
d) corresponde a desvio de finalidade.
e) não caracteriza qualquer vício nos requisitos dos atos
administrativos, haja vista a competência discricionária do Poder
Público.

98. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 7ª


REGIÃO – FCC/2009) A anulação do ato administrativo
a) se feita pela Administração, depende de provocação.
b) pode ser feita por conveniência e oportunidade.
c) só pode ser feita pela própria Administração.
d) só pode se feita pelo Poder Judiciário.
e) produz efeitos retroativos à data em que foi emitido.

99. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 15ª


REGIÃO – FCC/2009) A anulação do ato administrativo
a) pode ser feita por conveniência e oportunidade.
b) pode se feita tanto pela Administração quanto pelo Poder Judiciário.
c) não pode ser feita pelo Poder Judiciário, mesmo que provocado pelo
interessado.
d) vale a partir da decisão anulatória, não retroagindo os seus efeitos.
e) é privativa da autoridade no exercício de função administrativa.

100. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 7ª REGIÃO – FCC/2009) A

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anulação de ato administrativo emanado do Poder Executivo


pode ser feita
a) pelo Poder Judiciário, apenas.
b) pela própria Administração e pelo Poder Judiciário.
c) pela própria Administração e pelo Poder Legislativo.
d) pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário.
e) pela Administração, apenas.

101. (AUDITOR FISCAL DO MUNICÍPIO – PREFEITURA DE SÃO


PAULO – FCC/2012) O Município constatou, após transcorrido
grande lapso temporal, que concedera subsídio a empresa que
não preenchia os requisitos legais para a obtenção do benefício.
Diante de tal constatação, a autoridade
a) poderá revogar o ato concessório, utilizando a prerrogativa de rever
os próprios atos de acordo com critérios de conveniência e
oportunidade.
b) deverá anular o ato, desde que não transcorrido o prazo
decadencial, com efeitos retroativos à data em que o ato foi emitido.
c) poderá anular o ato, com base em seu poder de autotutela, com
efeitos a partir da anulação.
d) não poderá revogar ou anular o ato, em face da preclusão
administrativa, devendo buscar a invalidade pela via judicial, desde que
não decorrido o prazo decadencial.
e) deverá convalidar o ato, por razões de interesse público e para
preservação do direito adquirido, exceto se decorrido o prazo
decadencial.

102. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRF 5ª REGIÃO


– FCC/2012) Determinada autoridade pública praticou ato
discricionário, concedendo permissão de uso de bem público a
particular, apresentando como motivo para a permissão a não
utilidade do bem para o serviço público e os altos custos para a
vigilância do mesmo, necessária para evitar invasões.
Posteriormente, constatou-se que a referida autoridade já tinha
conhecimento, quando concedeu a permissão, de solicitação de
órgão administrativo para instalar-se no imóvel e dar-lhe,

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assim, destinação pública. Diante dessa situação,


a) o ato deverá ser revisto administrativamente, pois, em se tratando
de ato discricionário, é afastada a apreciação pelo Poder Judiciário.
b) é cabível a invalidação do ato pela própria Administração e também
judicialmente, aplicando-se, neste caso, a teoria dos motivos
determinantes.
c) o ato deverá ser revogado administrativamente, em face de
ilegalidade consistente no desvio de finalidade, respeitados os direitos
adquiridos.
d) o ato somente poderá ser invalidado judicialmente, eis que
evidenciado vício de legalidade, retroagindo os efeitos da invalidação
ao momento da edição do ato.
e) o ato não é passível de anulação, mas apenas de revogação,
operada pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário, por vício
de motivação.

103. (TÉCNICO MINISTERIAL – MPE/AP – FCC/2012) A


Administração Pública pretende extinguir ato administrativo
que contém vício de legalidade. Nesse caso, a Administração
a) deverá utilizar-se do instituto da revogação dos atos
administrativos, de modo a retirá-lo do mundo jurídico.
b) deverá socorrer-se do Poder Judiciário para extinguir o ato
administrativo.
c) extinguirá o ato administrativo, com efeitos, em regra, ex nunc.
d) deverá, obrigatoriamente, em qualquer hipótese de vício de
legalidade, manter o ato administrativo, corrigindo-se o vício
existente.
e) anulará o ato administrativo.

104. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TJ/PE – FCC/2012) Quanto a


invalidação dos atos administrativos consistentes em sua
revogação e anulação, é certo que a
a) revogação e a anulação que, embora constituam meios de
invalidação dos atos administrativos, se confundem e se empregam
indistintamente.

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b) faculdade de invalidação dos atos administrativos pela própria


Administração é bem mais ampla do que se concede à Justiça Comum,
porque esta só pode desfazer seus atos quando ilegais.
c) anulação é a declaração de invalidade de um ato administrativo
legítimo e eficaz, enquanto que pela revogação se invalida um ato
ilegítimo ou ilegal.
d) faculdade de revogar o ato administrativo só pode ser executada a
pedido, e por autoridade superior, nunca pelo mesmo agente que o
praticou.
e) anulação de um ato administrativo é exclusividade do Poder
Judiciário, devendo, de regra, ser levado à sua apreciação por meios
procedimentais.

105. (TÉCNICO MINISTERIAL – MPE/AP – FCC/2012) A


Administração Pública, ao promover avaliação de desempenho
de determinado servidor público civil efetivo, assim o fez
motivadamente. Dessa forma, constatou-se através da
pontuação conferida ao servidor, por ocasião da avaliação, que
os quesitos produtividade e assiduidade foram afetados por
licenças, que não ultrapassaram o prazo de vinte e quatro
meses, para tratamento da própria saúde utilizadas pelo
servidor. No entanto, faz-se necessário esclarecer que a lei
aplicável considera o afastamento do servidor civil em virtude
de licença para tratamento da própria saúde como sendo de
efetivo exercício.
O ato administrativo de avaliação de desempenho, narrado na
hipótese, é
a) nulo, por conter vício de forma.
b) válido, por decorrer de poder discricionário da Administração
Pública.
c) nulo, por conter vício de objeto.
d) válido, por decorrer do princípio da supremacia do interesse público.
e) nulo, por conter vício de motivo.

106. (ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – TCE/AP –


FCC/2012) A Administração promoveu determinado servidor,

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constando, a posteriori, que não estavam presentes, no caso


concreto, os requisitos legais para a promoção. Diante desse
cenário, o ato
a) somente poderá ser anulado pela via judicial, em face do ato jurídico
perfeito e do direito adquirido do servidor.
b) poderá ser anulado ou convalidado, de acordo com os critérios de
conveniência e oportunidade, avaliando o interesse público envolvido.
c) não poderá ser anulado ou revogado, uma vez que operada a
preclusão, exceto se comprovar má-fé do servidor, que tenha
concorrido para a prática do ato.
d) deve ser anulado, desde que não decorrido o prazo decadencial
previsto em lei.
e) poderá ser revogado, se ficar entendido que a promoção não atende
o interesse público, vedada, contudo, a cobrança retroativa de
diferenças salariais percebidas pelo servidor.

107. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRF 2ª


REGIÃO – FCC/2012) A respeito da revogação e anulação dos
atos administrativos, analise:
I. A revogação é aplicável apenas em relação aos atos discricionários,
podendo ser praticada somente pelo Poder Executivo em relação aos
seus próprios atos, em decorrência do ato tornar-se inconveniente e
inoportuno, não podendo ser revogados pelo Poder Judiciário, em sua
função típica.
II. Os atos discricionários praticados na esfera do Poder Executivo
poderão ser objeto de anulação no âmbito desse mesmo Poder, em
decorrência de vício insanável, portanto de ilegalidade, mas caberá
também ao Poder Judiciário, em sua função típica, a anulação, desde
que provocado.
III. Os atos vinculados praticados na esfera do Poder Executivo,
aqueles que devem total observância ao respectivo texto legal, não
poderão, por esta mesma razão, serem alvo de anulação por esse
Poder, mas tão somente pelo Poder Judiciário, em sua função típica.
Nas hipóteses acima descritas, está correto o que consta APENAS em
a) III.
b) I e III.

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c) I e II.
d) I.
e) II e III.

108. (OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR – TJ/PA – FCC/2009) A


anulação e a revogação do ato administrativo sujeitam se às
seguintes regras:
(A) A anulação do ato administrativo não pode ser decretada se o ato
for vinculado.
(B) A revogação do ato administrativo produz efeito ex tunc; a
anulação efeito ex nunc.
(C) Revogação é a supressão de um ato administrativo por ilegítimo e
ilegal.
(D) Todo e qualquer ato administrativo pode ser revogado.
(E) Ato administrativo emanado do Poder Executivo pode ser anulado
pela própria Administração, de ofício ou a requerimento do interessado,
ou pelo Poder Judiciário, nesta última hipótese.

109. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TJ/PA –


FCC/2009) A anulação e a revogação do ato administrativo
sujeitam-se às seguintes regras:
a) A anulação do ato administrativo não pode ser decretada se o ato
for vinculado.
b) A revogação do ato administrativo produz efeito ex tunc; a anulação
efeito ex nunc.
c) Revogação é a supressão de um ato administrativo por ilegítimo e
ilegal.
d) Todo e qualquer ato administrativo pode ser revogado.
e) Ato administrativo emanado do Poder Executivo pode ser anulado
pela própria Administração, de ofício ou a requerimento do interessado,
ou pelo Poder Judiciário, nesta última hipótese.

110. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 3ª REGIÃO – FCC/2009) Os


atos administrativos

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a) são sempre dotados de autoexecutoriedade, o que dispensa a


necessidade da Administração recorrer ao Judiciário na hipótese de
descumprimento pelo particular.
b) são dotados de presunção de legitimidade, o que impede o exame
da sua legalidade no âmbito do Poder Judiciário.
c) sujeitam-se ao exame do Poder Judiciário no que diz respeito aos
aspectos de legalidade.
d) podem ser revistos pela própria Administração ou revogados pelo
Poder Judiciário, quando não observados os critérios de conveniência
ou oportunidade.
e) sujeitam-se à análise do Poder Judiciário, apenas no que diz respeito
aos critérios de conveniência e oportunidade.

111. (JUIZ DO TRABALHO – TRT 20ª REGIÃO (SE) – FCC/2012)


A respeito do controle jurisdicional dos atos administrativos, é
correto afirmar que
a) os atos discricionários, por envolverem juízo de conveniência e
oportunidade, afastam o controle de legalidade pelo Poder Judiciário.
b) apenas os atos vinculados admitem controle do Poder Judiciário, que
atinge aspectos de legalidade e mérito.
c) o Poder Judiciário pode, por provocação da Administração, revogar
atos considerados inconvenientes ou inoportunos, com base na teoria
dos motivos determinantes.
d) os atos vinculados e os discricionários sujeitam-se ao controle do
Poder Judiciário no que diz respeito aos requisitos de legalidade.
e) os atos discricionários não admitem exame de aspectos de mérito,
podendo, contudo, ser revogados pelo Poder Judiciário quando
comprovado desvio de finalidade.

112. (TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL – INSS – FCC/2012) O


controle judicial dos atos administrativos será
a) sempre de mérito e de legalidade nos atos discricionários e apenas
de legalidade nos vinculados.
b) exclusivamente de mérito nos atos discricionários, porque sua
legalidade é presumida.

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c) exclusivamente de mérito nos atos vinculados, porque sua


legalidade é presumida.
d) de legalidade nos atos discricionários, devendo respeitar os limites
da discricionariedade nos termos em que ela é assegurada pela lei.
e) sempre de mérito e de legalidade sejam os atos discricionários ou
vinculados.

113. (ANALISTA SUPERIOR – INFRAERO – FCC/2009) A


respeito do vício do ato administrativo, é correto afirmar:
(A) O vício quanto ao motivo só se configura ante a falsidade do motivo.
(B) A usurpação da função ocorre quando o agente público excede os
limites de sua competência, praticando ato de atribuição de autoridade
superior.
(C) Aplica-se plenamente a teoria das nulidades do Direito Civil ao vício
do ato administrativo.
(D) Dentre outras condutas, caracterizam o vício quanto à
competência, a usurpação de função, o excesso de poder e a função
de fato.
(E) O ato é ilegal, por vício de forma, apenas quando a lei
expressamente a exige.

114. (TÉCNICO SUPERIOR – PGE/RS – FCC/2009) A respeito da


invalidação e da convalidação do ato administrativo, é correto
afirmar que
(A) o ato viciado que também configure crime é passível de
saneamento, a critério da Administração.
(B) os efeitos de todos os atos administrativos tornam-se
automaticamente perenes e imutáveis depois de transcorrido um ano
de sua edição.
(C) é possível haver interesse público na manutenção dos efeitos de
atos administrativos viciados, em nome de princípios jurídicos tais
como a proporcionalidade e a boa-fé.
(D) o regime jurídico correspondente é idêntico, tanto para os atos
administrativos nulos, como para aqueles ditos anuláveis.
(E) a matéria não pode ser objeto de apreciação pelo Poder Judiciário,
por ser considerada exclusivamente de conveniência e oportunidade da

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Administração.

115. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TJ/SE –


FCC/2009) A convalidação do ato administrativo
a) é sempre possível quando o vício diz respeito à forma.
b) não é possível se o vício decorre de incompetência do agente que o
praticou.
c) pode ocorrer se o vício recair sobre o motivo e à finalidade.
d) é admitida nas hipóteses de incompetência em razão da matéria.
e) é a supressão do vício existente em ato ilegal, com efeitos
retroativos à data em que este foi praticado.

116. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRE/TO –


FCC/2011) No que diz respeito ao instituto da convalidação dos
atos administrativos, é correto afirmar:
a) a convalidação sempre será possível quando houver vício no objeto
do ato administrativo.
b) a impugnação expressa, feita pelo interessado, contra ato com vício
sanável de competência, constitui barreira a sua convalidação pela
Administração.
c) admite-se convalidação quando o vício relacionar-se ao motivo do
ato administrativo.
d) admite-se convalidação quando houver vício de incompetência em
razão da matéria, como por exemplo, quando determinado Ministério
pratica ato de competência de outro.
e) convalidação é o ato administrativo pelo qual é suprido vício
existente em determinado ato, com efeitos ex nunc.

117. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRT 6ª


REGIÃO (PE) – FCC/2012) No que diz respeito a convalidação
dos atos administrativos, é correto afirmar que
a) é sempre possível, por razões de interesse público,
independentemente da natureza do vício.
b) alcança atos que apresentem defeitos sanáveis, desde que não
acarrete lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros.

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c) é obrigatório quando se trata de vício sanável, não podendo,


contudo, retroagir seus efeitos à edição do ato convalidado.
d) é facultativa nos casos de vício de forma e de finalidade, retroagindo
seus efeitos à data do ato convalidado.
e) somente é possível nas hipóteses de vícios de forma, retroagindo
seus efeitos à data de edição do ato convalidado.

118. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/SP – FCC/2012)


Determinada autoridade administrativa detectou, em
procedimento ordinário de correição, vício de forma em relação
a determinado ato administrativo concessório de benefício
pecuniário a servidores. Diante dessa situação, foi instaurado
procedimento para anulação do ato, com base na Lei Federal
no 9.784/1999, que regula o processo administrativo no
âmbito da Administração Pública federal, no qual, de acordo
com os preceitos da referida Lei, o ato
a) poderá ser convalidado, em se tratando de vício sanável e desde
que evidenciado que não acarreta lesão ao interesse público.
b) não poderá ser anulado, por ensejar direito adquirido aos
interessados, exceto se comprovado dolo ou má-fé.
c) deverá ser revogado, operando-se os efeitos da revogação desde a
edição do ato, salvo se decorrido o prazo decadencial de 5 anos.
d) poderá ser anulado, revogado ou convalidado, a critério da
Administração, independentemente da natureza do vício, de acordo
com as razões de interesse público envolvidas.
e) poderá ser convalidado, desde que não transcorrido o prazo
decadencial de 5 anos e evidenciada a existência de boa-fé dos
beneficiados.

119. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 11ª REGIÃO (AM) –


FCC/2012) Determinado administrador público desapropriou
certo imóvel residencial com o propósito de perseguir o
expropriado, seu inimigo político. Não obstante o vício narrado,
a Administração Pública decide convalidar o ato administrativo
praticado (desapropriação) com efeitos retroativos. Sobre o
fato, é correto afirmar que:

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a) Será possível a convalidação, a fim de ser aproveitado o ato


administrativo praticado, sanando-se, assim, o vício existente.
b) Não será possível a convalidação, sendo ilegal o ato praticado, por
conter vício de finalidade.
c) Não será possível a convalidação, sendo ilegal o ato praticado, por
conter vício de forma.
d) Será possível a convalidação, no entanto, ela deverá ter efeitos ex
nunc e, não, ex tunc.
e) Não será possível a convalidação, sendo ilegal o ato praticado, por
conter vício de objeto.

120. (ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA – TRT 23ª REGIÃO


– FCC/2011) No que se refere à anulação, revogação e
convalidação do ato administrativo pela Administração Pública,
é correto afirmar que
a) o ato administrativo produzido com vício relativo à finalidade é
passível de convalidação pela Administração.
b) a revogação do ato administrativo é o ato discricionário pelo qual a
Administração extingue um ato inválido, por razões de conveniência e
oportunidade.
c) a anulação do ato administrativo é o desfazimento do ato
administrativo por razões de ilegalidade.
d) a convalidação é o ato administrativo pelo qual é suprido vício
existente em um ato ilegal, produzindo efeitos ex nunc.
e) a revogação do ato administrativo poderá atingir os atos
discricionários, bem como aqueles que já exauriram seus efeitos.

121. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS –


TRT 14ª REGIÃO – FCC/2011) A Constituição Federal define as
matérias de competência privativa do Presidente da República
e permite que ele delegue algumas dessas atribuições aos
Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao
Advogado Geral da União. Se estas autoridades praticarem um
desses atos, sem que haja a necessária delegação,
a) não haverá qualquer vício nos atos administrativos praticados.
b) haverá vício de formalidade, que não admite ser sanado.

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c) haverá vício de incompetência que, na hipótese, admite


convalidação.
d) o Presidente da República poderá revogá-los, tendo em vista o vício
existente em tais atos.
e) haverá vício de conteúdo, portanto, os atos praticados devem
obrigatoriamente ser anulados.

122. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 20ª – FCC/2011) Sobre os


atos administrativos analise as seguintes assertivas:
I. Convalidação é o ato jurídico que sana vício de ato administrativo
antecedente de tal modo que este passa a ser considerado como válido
desde o seu nascimento.
II. A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de
vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; ou
revogá-los por motivos de conveniência e oportunidade, respeitados os
direitos adquiridos e ressalvadas em todos os casos, a apreciação
judicial.
III. Revogação é o ato administrativo discricionário pelo qual a
Administração extingue um ato válido, por razões de oportunidade e
conveniência, e terá efeitos ex tunc.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II.
d) II e III.
e) III.

123. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRT 3ª REGIÃO – FCC/2009) O


ato administrativo vinculado, quando praticado por agente a
quem a lei não atribui competência para tanto,
a) é tido como inexistente, independentemente de apreciação judicial
ou decisão administrativa.
b) somente pode ser anulado por decisão judicial.
c) pode ser revogado pela própria Administração, com base em
critérios de conveniência e oportunidade.

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d) goza da presunção de legitimidade, até decisão administrativa ou


judicial em contrário.
e) somente pode ser convalidado por decisão judicial.

124. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – TRE/RN – FCC/2011) Nos atos


administrativos:
a) a imperatividade é um atributo que existe em todos os atos
administrativos.
b) a invalidação é o desfazimento de um ato administrativo, e nem
sempre ocorre por razões de ilegalidade.
c) o motivo e a finalidade são requisitos sempre vinculados dos atos
administrativos.
d) a Administração pode autoexecutar suas decisões, empregando
meios diretos de coerção, utilizando-se inclusive da força.
e) a invalidação dos atos administrativos opera efeitos ex nunc.

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4. GABARITO
01 D 21 C 41 C 61 B 81 D 101 B 121 C
02 C 22 C 42 A 62 A 82 E 102 B 122 A
03 D 23 B 43 C 63 B 83 A 103 E 123 D
04 C 24 B 44 D 64 C 84 E 104 B 124 D
05 A 25 C 45 A 65 A 85 A 105 E 125 --
06 E 26 D 46 C 66 A 86 E 106 D 126 --
07 D 27 B 47 A 67 D 87 D 107 C 127 --
08 B 28 D 48 D 68 B 88 A 108 E 128 --
09 A 29 D 49 A 69 E 89 E 109 E 129 --
10 E 30 C 50 E 70 E 90 E 110 C 130 --
11 A 31 A 51 B 71 E 91 C 111 D 131 --
12 C 32 D 52 E 72 D 92 E 112 D 132 --
13 D 33 D 53 B 73 D 93 C 113 D 133 --
14 B 34 E 54 E 74 B 94 A 114 C 134 -
15 E 35 E 55 E 75 A 95 C 115 E 135 --
16 E 36 C 56 D 76 A 96 D 116 B 136 --
17 B 37 C 57 A 77 D 97 D 117 B 137 --
18 C 38 B 58 E 78 D 98 E 118 A 138 --
19 E 39 E 59 C 79 A 99 B 119 B 139 --
20 D 40 B 60 A 80 A 100 B 120 C 140 --

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