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FACULDADE POLITÉCNICA DE JUNDIAÍ

COORDENADORIA GERAL DE ESTÁGIO

MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE


TRABALHOS ACADÊMICOS

Cássio Donizete Marques


Rosangela De Sordi Afonso
Selma Silene Fredo

Jundiaí
2007
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 3
1 PROJETO DE PESQUISA 4
1.1 Área / Objeto 4
1.2 Tema 5
1.3 Problema 6
1.4 Objetivo 6
1.5 Hipótese 7
1.6 Fundamentação Teórica 7
1.7 Justificativa 8
1.8 Plano de trabalho 8
1.8.1 Metodologia 8
1.8.2 Cronograma 9
1.9 Viabilidade 10
1.9.1 Equipamentos, Materiais e Ferramentas 10
1.9.2 Orçamento 10
1.10 Plano de assunto (Sumário) 10
1.11 Bibliografia 11
1.12 Apresentação 12
2 TRABALHOS ACADÊMICOS 13
2.1 Introdução 14
2.2 Desenvolvimento 15
2.3 Conclusão 16
2.4 Referências 16
2.5 Glossário 16
2.6 Apêndices 17
2.7 Anexos 17
3 ASPECTOS METODOLÓGICOS 18
3.1 Aspectos Gráficos 18
3.2 Citações 20
3.3 Ilustrações e tabelas 22
3.4 Equações e fórmulas 24
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4 ESTRUTURA DO TRABALHO 25
4.1 Capa 25
4.2 Folha de rosto 26
4.3 Folha de aprovação 26
4.4 Dedicatória e agradecimentos 27
4.5 Resumo 27
4.6 Listas 28
4.7 Sumário 29
5 APRESENTAÇÃO DAS REFERÊNCIAS 30
INTRODUÇÃO

As normas presentes neste trabalho visam padronizar a formatação dos Trabalhos


Acadêmicos e Monografias desenvolvidos pelos diversos cursos desta Instituição, buscando
adequá-los às orientações da ABNT. Este material é um instrumento de trabalho não só do
corpo discente mas também do corpo docente, uma vez que ele oferece, de forma bastante
objetiva, as orientações necessárias para que não só o resultado mas todo processo de
construção de Trabalhos seja rigoroso e estruturado a partir de critérios comuns.
Ele oferece, num primeiro momento, uma orientação para o desenvolvimento do Projeto
de Pesquisa, elemento imprescindível para posterior desenvolvimento da Monografia ou
Trabalho Acadêmico. Logo após ele apresenta toda seqüência para a montagem do trabalho,
desde sua capa até os anexos finais, passando pela orientação para citações, montagem de
gráficos, tabelas, elaboração das Referências entre outros pontos fundamentais.
1 PROJETO DE PESQUISA

A pesquisa faz parte da vida acadêmica. Supõe-se que ela seja precedida de um projeto.
Aliás, tudo o que fazemos deveria ter como ponto de partida um projeto. É através dele que
toda uma caminhada será pensada passo a passo para que o resultado seja o melhor possível.
Muitas vezes, mesmo com o projeto, o resultado não é o melhor. Porém, sem ele, a
probabilidade de sucesso é mínima.
Projetar é “lançar luz” sobre um caminho que será percorrido e exige todo um preparo.
Como construir uma boa casa sem uma boa planta? Como realizar uma boa viagem de férias
sem um bom planejamento anterior? Como dar uma festa sem as devidas preparações? O
projeto deve responder praticamente a três grandes questões:
• O que?
• Como?
• Por que?
No caso específico de um projeto de pesquisa científica, todo um rigor deve ser
observado em cada etapa. Encontramos diferentes orientações para a elaboração de um
projeto. Porém, alguns pontos podem ser apontados como básicos, conforme a finalidade do
mesmo. Ele pode ser solicitado como trabalho acadêmico, como proposta de uma monografia,
como proposta de pesquisa junto a um órgão do governo ou privado, inclusive pleiteando
ajuda de custo.
É interessante ao se elaborar um projeto se colocar no lugar de quem estará analisando e
avaliando, pois são os dados deste que convencerá o avaliador para sua aprovação não.
Verifique se ele está claro, se não deixa nenhuma dúvida, se todas as etapas estão completas,
se os dados ali fornecidos são consistentes e possibilitam uma prática efetiva e mais segura.
Todo Projeto de Pesquisa supõe a superação de algumas etapas e a preparação para
outras. Vamos elencar os itens básicos que, geralmente, compõem um projeto de pesquisa.

1.1 Área / Objeto

Os diferentes cursos acadêmicos são compostos por várias áreas; geralmente o estudante
demonstra maior interesse por uma ou duas delas. No curso de Administração, temos as áreas
5

de Marketing, Administração Financeira, Recursos Humanos, Comércio Exterior entre outras.


Cada área possui vários objetos que são trabalhados, por isso é necessário delimitar um ou
dois objetos para que o seu trabalho não fique amplo demais. Na área de Marketing, tem-se a
questão do imaginário coletivo; na área de Recursos Humanos, tem-se a questão (objeto) do
processo seletivo e seus critérios. (Ver relação apresentada no Anexo A)
Exemplo
Área: Logística / finanças
Objetos: Orçamento e transporte escolar.

1.2 Tema

A delimitação de um tema é, com certeza, o passo decisivo para a construção do


Projeto, uma vez que é a partir dela que se encaminha todo trabalho. Um tema mal localizado
e especificado criará uma série de dificuldades posteriores ou até mesmo tornará inviável o
projeto. De modo geral, na escolha do tema, que está diretamente ligado ao assunto, devem-se
observar alguns pontos:
a. De preferência, ele deve ser de seu interesse.
b. Relevância do tema, dentro da área de conhecimento específica.
c. Existência ou não de bibliografia. As duas extremidades dificultam o desenvolvimento
do projeto. Se não existir nenhuma referência bibliográfica especializada sobre o tema
ou, se existirem muitas referências, é melhor repensar a escolha do tema.
d. Muitas vezes, conforme o objetivo do projeto, deve-se observar, na escolha do tema, a
língua original ou “oficial” em que o tema é tratado. Para a elaboração de dissertação de
mestrado ou tese de doutorado, é aconselhável trabalhar na língua original.
e. Viabilidade. Muitas vezes, uma série de outros fatores pode tornar seu projeto inviável,
como: custo, distância, falta de tecnologia, falta de orientador e outros mais.
f. O tema deve delimitar o trabalho o máximo possível. Diante dele, deve-se fazer a
seguinte pergunta: Existe um campo menor dentro deste tema de pesquisa? Eu posso
delimitá-lo ainda mais?
O tema não é definitivo. Porém, não é produtivo, no desenvolvimento de um Projeto,
alterá-lo continuamente.
6

Exemplo
Tema: Planejamento e orçamento do serviço de transporte escolar no município de Jundiaí no
Estado de São Paulo: Um estudo de caso.

1.3 Problema

Depois de delimitado o tema, deve-se formular um problema a ser “solucionado”. Todo


trabalho vai-se direcionar no sentido de responder ao problema levantado. Deve-se entender
problema num sentido amplo (curiosidade, dúvida, necessidade, interrogação, até mesmo um
desejo).
O problema deve estar intimamente ligado ao tema proposto.
O pesquisador é aquele que tem a sensibilidade para levantar problemas diante de coisas
que, no dia-a-dia, são aceitas sem questionamentos. O progresso do conhecimento humano
deu-se com pessoas que, diante do óbvio, souberam levantar questões e pesquisar.
Exemplo
Problema: Como é a prestação do serviço de transporte escolar no município de Jundiaí?

1.4 Objetivo

O Objetivo mostra uma ação que será tomada pelo pesquisador. Ele deve, apresentar um
2º momento, ou seja, o que se deseja fazer com a resposta ao problema, podendo ser dividido
em objetivo geral e os objetivos específicos
Existe uma proximidade entre objetivo e problema.
Exemplo
Objetivo geral: Analisar a prestação de do serviço de transporte escolar no município de
Jundiaí
Objetivo específico: Estudar como o setor de transporte escolar pode superar dificuldades
relacionadas a financiamento para a manutenção do carro, viabilizar o serviço e ter uma
atividade lucrativa.
7

1.5 Hipótese

A humanidade chegou a acumular um conhecimento que, dificilmente, diante de um


problema, não se tenha uma ou algumas hipóteses que possam respondê lo. A hipótese é a
explicação provisória que é levantada para encaminhar a solução. Ela é como os pontos
cardeais, sem os quais ficaríamos como cegos no escuro.
Todos nós temos hipóteses diante dos mais diversos e diferentes fenômenos ou
acontecimentos. Porém, no caso específico de um Projeto de Pesquisa, elas devem ser
comprovadas ou não, através da pesquisa, de um processo rigoroso, sistemático e metódico.
Caso não exista nenhuma hipótese plausível que irá ajudá-lo no desenvolvimento de
sua pesquisa, deve-se fazer a observação de que ainda não há nenhuma hipótese e que a
mesma será construída ao longo da pesquisa.
Exemplo
Hipótese: Se a regulamentação do serviço de transporte escolar fosse menos rígida, como
facilidade na obtenção de licença e diminuição das taxas pagas, possivelmente a
informalidade deste segmento diminuiria.
Se o governo oferecesse incentivos aos empreendedores, como planejamento e
orçamento prévio, provavelmente, eles iriam entrar neste ramo de atividade,
conscientes da dificuldade existente,.

1.6 Fundamentação Teórica

Sempre que você se propõe a pesquisar algo, deve mostrar o mínimo de compreensão e
domínio do tema escolhido. Na fundamentação teórica, deve-se desenvolver o tema. Alguns
pontos podem estar presentes nesta etapa, demonstrando assim a compreensão do mesmo:
• visão histórica do desenvolvimento do tema em questão;
• conhecimento dos seus principais teóricos ou representantes;
• domínio dos principais conceitos e pontos envolvidos com o tema;
• conhecimento das principais idéias, dificuldades, mudanças pertinentes ao tema.
Percebe-se que seu desenvolvimento supõe uma compreensão primeira do tema. Enfim,
é na fundamentação teórica que se inicia o desenvolvimento do tema.
8

Cuidado para não confundir hipótese com a fundamentação teórica. A hipótese tem
por único objetivo responder provisoriamente ao problema levantado.
Observação: Muitas vezes o item 1.3 (hipótese) e o item 1.4 (fundamentação teórica)
acabam sendo desenvolvidos juntos, fundindo-se num único item.

1.7 Justificativa

Justificar é dar as razões, os motivos para se fazer ou deixar de fazer algo. Na


justificativa, você deve mostrar, provar a importância do tema escolhido. Deve, como dizem,
“vender o peixe”. Qual a importância, a relevância de se desenvolver uma pesquisa sobre o
tema em questão? Alguns pontos podem ser levados em consideração, como:
• É um tema pouco trabalhado?
• É um tema novo?
• É um tema que tem alguma aplicabilidade?
• Mesmo que já estudado, tem áreas que ainda podem ser exploradas?
Pense que você está propondo ao diretor da empresa uma reestruturação de um
determinado setor e ele solicita que você justifique esta reestruturação. Quais argumentos
você usaria para “convencê-lo”?

1.8 Plano de trabalho

1.8.1 Metodologia

Para tudo o que vamos fazer, existe um caminho, ou mais, para ser percorrido, e a
devida forma para percorrê-lo. Pensar sobre a metodologia é pensar sobre todas as etapas que
deverão ser percorridas para alcançar o resultado. Metodologia é a prática necessária no
decorrer do caminho. Se soubermos o caminho e o que desejamos, é possível pensar sobre os
elementos para tal caminhada. Porém, toda caminhada traz surpresas, que muitas vezes
exigem algumas mudanças de estratégias ou mesmo algumas adaptações.
9

A metodologia a ser aplicada num trabalho científico depende do tipo de pesquisa a ser
realizada, do tema escolhido e das ferramentas de que se dispõe para sua realização. Por
exemplo: Se o tema envolve a área de biologia, muito provavelmente o laboratório será um
dos caminhos a ser percorrido. Então, precisa-se descrever todo o trabalho a ser realizado no
laboratório, todas as etapas, com objetivos claros. Se o tema diz respeito à violência urbana
nas favelas, muito provavelmente a pesquisa de campo será um importante instrumento para o
desenvolvimento do trabalho. Então, é necessário delimitar seu campo de pesquisa e
estabelecer o tempo previsto, além de muitas outras coisas.
Enfim, a metodologia é a visualização do caminho a ser percorrido, todas as suas etapas
e como se dará cada uma delas.

1.8.2 Cronograma

Quantas vezes um determinado projeto não é concluído por falta de se ter planejado o
tempo disponível e a seqüência das atividades necessárias? É lógico que o cronograma não
pode ser uma camisa de força; por outro lado, sem ele, corre-se o risco de não chegar a lugar
nenhum.
ATIVIDADE / MÊS MAR ABR MAIO JUN JUL AGO SET
P
R
P
R
P
R
P - previsto; R – realizado
Para elaborar um cronograma, deve-se ter em conta os seguintes dados:
• Qual o tempo disponível?
• Em quantas etapas posso dividir o projeto?
• Algumas etapas se intercalam?
• Todas as etapas são imprescindíveis para o desenvolvimento da seguinte?
• Qual o tempo mínimo e máximo para o desenvolvimento de cada etapa?
Procure sempre obedecer ao cronograma. Muitas vezes o seu sucesso estará atrelado ao
tempo.
10

1.9 Viabilidade

Muitas vezes bons projetos esbarram na impossibilidade de serem desenvolvidos por


falta de algum equipamento ou material, bem como por falta de verba para sua realização.

1.9.1 Equipamentos, Materiais e Ferramentas

Conforme a pesquisa a ser realizada, faz-se necessário a utilização de certos


equipamentos, materiais ou ferramentas, sem os quais torna-se inviável a realização da
pesquisa. No projeto, é importante elencar quais são estes itens, principalmente para verificar
a existência dos mesmos ou a possibilidade de adquiri-los. Pode-se dizer que este item
complementa o item Metodologia.

1.9.2 Orçamento

Este item nem sempre está presente em todos os projetos, embora ele seja relevante.
Quantas vezes paramos algo pela metade por falta de verba? É um item imprescindível,
principalmente quando o projeto será encaminhado a uma determinada instituição que arcará
com o seu custo.
No orçamento podem constar desde viagens afins até a impressão do trabalho. Tudo o
que estiver relacionado com o custo do mesmo.

1.10 Plano de assunto (Sumário)

É importante também, na elaboração de seu projeto, visualizar (de primeira mão) o


corpo de seu trabalho, como serão divididos os capítulos e quais os assuntos trabalhados em
cada um deles. Com o plano de assunto em mãos, o encaminhamento do trabalho torna-se
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mais fácil, uma vez que sua seqüência já foi pensada. No decorrer do mesmo, pode haver
mudanças, o que é compreensível.
O plano de assunto é praticamente uma proposta de sumário. É lógico que ao
desenvolver o trabalho ele poderá sofrer algumas alterações. Pense que você terá que dizer ao
diretor de sua empresa o que você irá fazer etapa por etapa. Atenção para não confundir
metodologia com plano de assunto. Metodologia vai estabelecer como as etapas serão
desenvolvidas e o plano de assunto irá determinar quais etapas serão desenvolvidas.
Resumindo: Metodologia definirá - como? e Plano de assunto definirá - o que?
Exemplo:
INTRODUÇÃO
1 REGULAMENTAÇÃO
1.1 Prestação de serviço
1.2 Concessão de serviços públicos
1.3 Terceirização
2 PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
2.1 Estrutura do mercado
2.2 Caracterização do mercado
2.3 Orçamento das despesas tributárias
2.4 Orçamento das despesas administrativas
2.5 Orçamento das despesas financeiras

1.11 Bibliografia

Todo trabalho acadêmico deve vir acompanhado de uma boa bibliografia. Dificilmente
se realiza alguma pesquisa sem um material teórico que lhe servirá de sustentação. Este
último item, porém, não menos importante do que os outros, demonstra a seriedade do
trabalho a ser encaminhado. Uma boa bibliografia será composta de obras específicas e
especializadas, com autores “confiáveis”. A utilização de manuais deve ser evitada, podendo
ser feita como primeiro contato com o tema. Revistas não especializadas e jornais também
devem ser evitados. Dissertações e Teses podem e devem ser utilizadas. A bibliografia
mencionada no Projeto é um compromisso de pesquisa, não quer dizer que o pesquisador,
necessariamente, já tenha que tê-la lido toda. Ao se desenvolver o Projeto, deve-se
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encaminhar a leitura das obras mencionadas. Ela deve vir em ordem alfabética, obedecendo às
normas da ABNT. Pode-se dividir em Bibliografia consultada e Bibliografia a consultar.
Em alguns cursos, principalmente de Engenharias, conforme o tema trabalhado, não se
encontra uma quantidade boa de obras sobre o tema, algumas vezes não se encontra
praticamente nenhuma obra/livro específica. Porém, muitas vezes, o que se tem são manuais,
normas técnicas, leis municipais/estaduais/federais/, revistas internas da empresa que também
servem como fundamentação teórica.

1.12 Apresentação

A apresentação do projeto deve seguir as orientações dos capítulos 3, 4 e 5 deste


Manual.
Deverão compor obrigatoriamente o Projeto:
• Capa
• Folha de rosto
• Folha de aprovação
• Desenvolvimento, composto pelos itens acima mencionados.
2 TRABALHOS ACADÊMICOS

Os trabalhos acadêmicos, e em especial o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC),


expressam o amadurecimento intelectual, uma longa caminhada percorrida, etapa por etapa,
com rigor e método. Mesmo um trabalho no campo eminentemente prático, pode ser
transformado numa Monografia. É, justamente a sistematização do conhecimento que
possibilita o seu avanço.
Na definição da ABNT, monografia é um “Documento que apresenta as descrições
exaustivas de determinada matéria, abordando aspectos científicos, históricos, técnicos,
econômicos, artísticos, etc”.
A Monografia não pode ser entendida como a junção de diversos resumos ou a
transcrição literal de partes de livros, muito menos como um trabalho realizado a partir de um
único texto. Ela é o desenvolvimento do Projeto de Pesquisa. O Projeto é a proposta; a
Monografia é a realização.
Ela deve expressar uma unidade coerente e logicamente construída, a compreensão (a
partir da pesquisa) de um determinado tema.
Desenvolver um TCC significa estudar um único tema, que deverá ser o máximo
possível pesquisado, nas mais diferentes fontes, com o objetivo de atingir a compreensão e
elaborar a sistematização. Pode-se dizer que ele, como resultado do desenvolvimento do
projeto, é a construção da casa, é a realização da viagem, é a consumação do casamento.
Muitos ficam preocupados se o Trabalho de Conclusão de Curso deve trazer algo de
novo, uma nova idéia, uma nova teoria ou uma posição frente a um problema. Pode-se afirmar
que a maioria das Monografias realizadas na graduação não apresenta “novidade”, mas reflete
o esforço de sistematização de um determinado tema. Nenhuma Monografia, embora tratando
do mesmo tema, é idêntica. Cada uma traz a marca de quem a elabora. Quando se pergunta se
a idéia deve ser nova, pode-se responder que é na redação e estrutura da Monografia que se
percebe “o novo”.
Como todo trabalho científico, a Monografia e o Trabalho de Conclusão de Curso
também possuem sua estrutura e suas etapas. A primeira delas nós já discutimos, é o Projeto
de Pesquisa. A segunda etapa será apresentada a seguir.
14

2.1 Introdução

Muitos tendem a fazer da introdução o primeiro capítulo do trabalho, discutindo o tema


em si. A introdução é o espaço reservado para o autor se colocar com relação à mesma,
apresentando-a ao leitor. Ao ler uma introdução, o leitor estará “abrindo as portas”, consciente
do que vai encontrar pela frente. Alguns dados, geralmente, estão presentes na introdução,
como:
• assunto geral e objetivo (s) da mesma;
• se for relevante, apresentação das motivações que levaram ao desenvolvimento do tema;
• metodologia utilizada para seu desenvolvimento;
• principais idéias e problemas;
• cabe, também, quando relevante, fazer referência às possíveis dificuldades encontradas
no processo de elaboração, como também às possíveis dificuldades que o leitor venha a
encontrar;
• apresentação das partes do trabalho (capítulos) e qual a preocupação específica de cada
uma delas.

Exemplo
Vive-se hoje em um mundo globalizado, e por isso todos devem estar sempre
atualizados com o que se passa, para se alcançar o sucesso.
A decisão de aprofundar o assunto, serviço de transporte escolar no município de
Jundiaí, foi a dificuldade que se encontra no município, incentivos, consultorias e mais ainda,
planejamento e orçamento financeiro.
Buscando avaliar os empreendedores que estão presentes neste seguimento e aqueles
que pensam em fazer parte do mesmo, pretende-se mostrar com este estudo as dificuldades
que encontrarão pelo caminho e, objetivando demonstrar como o negócio pode ser viável,
pois muitos empreendedores entram neste ramo acreditando que irão obter muito lucro.
O presente trabalho se divide em 04 (quatro) capítulos. O primeiro capítulo e
desenvolvido com alguns fundamentos teóricos no que se referem aos conceitos de serviços
públicos, terceirizados, concessão e autônomo, para sabermos onde se enquadra o serviço de
transporte escolar. No segundo capítulo são abordados a história e dados do município de
Jundiaí e as regulamentações do município para este setor e as expectativas dos usuários. O
15

terceiro capítulo, trata da regulamentação do setor. O quarto capítulo é dedicado a parte


central do trabalho que é orçamento e o planejamento financeiro, avaliando o risco e retorno.
No decorrer da pesquisa muitas dificuldades foram encontradas, principalmente em
obter informações da própria Prefeitura do município de Jundiaí, sindicatos dos condutores,
que muitas vezes não se dispuseram a colaborar com a pesquisa.
Apesar de todas as dificuldades, espera-se que este trabalho possa servir de orientação a
todos os empreendedores que desejam entrar neste ramo.

2.2 Desenvolvimento

De certa forma, o desenvolvimento é o corpo do trabalho. Nele devem estar presentes os


capítulos, seções e subseções. Cada capítulo é uma unidade “fechada”, com introdução,
desenvolvimento e conclusão. Cada capítulo deve corresponder a uma parte específica de sua
pesquisa que, junto com o outro, se complementa. Ele deve dar conta de um ponto de sua
pesquisa. Todo desenvolvimento do trabalho deve buscar responder ao problema formulado,
através de suas diversas partes. É preciso reforçar que o desenvolvimento do trabalho não é
cópia de outros textos.
Deve-se observar que, atualmente, algumas instituições de ensino estão orientando a
elaboração de Trabalhos Acadêmicos, Dissertações e Teses sem a utilização de capítulos. O
trabalho é desenvolvido numa seqüência de pontos (itens) que, juntos, formam o corpo do
trabalho. Apesar da não utilização de capítulos, é possível percebê-los no trabalho. Para a
orientação de alunos, é de mais fácil compreensão quando se trabalha a partir da construção
de capítulos. É possível também dividir o trabalho em duas grandes partes: a fundamentação
teórica e a pesquisa de campo ou estudo de caso. Para estruturar a fundamentação teórica
pode-se utilizar a divisão em capítulos. Para a pesquisa de campo ou estudo de caso, utiliza-se
a estrutura do projeto de pesquisa contendo: Objetivo; Material; Procedimento/Método;
Resultados; Discussão dos resultados e conclusão.
Algumas áreas específicas como Sistemas de Informação, Ciências da Computação e
Engenharia trabalham com Implantação/Implementação de sistemas, o que pode compor uma
parte específica do desenvolvimento do trabalho.
16

2.3 Conclusão

Nem sempre, ao concluir um trabalho, é possível encerrar um determinado assunto, mas


deve-se buscar na conclusão responder ao problema motivador da pesquisa. De maneira geral,
ela deve:
• resgatar as principais idéias discutidas no desenvolvimento do trabalho;
• abrir novas preocupações/problemas para uma futura pesquisa;
• quando for possível, apresentar as conclusões retiradas da pesquisa, buscando responder
ao problema motivador da mesma. Às vezes, tais conclusões podem ser inéditas.

2.4 Referências

Toda pesquisa acadêmica necessariamente deve estar respaldada por um embasamento


teórico. É na bibliografia que o pesquisador vai encontrar a base teórica que dará sustentação
ao seu trabalho. Por isso, a seleção de uma boa bibliografia é essencial para uma boa pesquisa.
Ela deverá obedecer as normas da ABNT – NBR 6023.

2.5 Glossário

Elemento pós textual opcional, o glossário é um vocabulário em que se dá o significado


de palavras e expressões referentes a determinada especialidade técnica, científica,etc.
O glossário também é usado para relacionar num vocabulário palavras ou expressões
pouco usadas de sentido obscuro, ou de uso regional.
Localiza-se após as referências.
Definição conforme a norma NBR 10179.
17

2.6 Apêndices

Texto ou documento elaborado pelo autor, a fim de complementar sua argumentação,


sem prejuízo da unidade nuclear do trabalho.
Conforme NBR 14724 de 30.01.2006 ele deve ser identificado por letras maiúsculas
consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos

APÊNDICE A - ..........................
APÊNDICE B - ..........................

2.7 Anexos

A presença de anexos vai depender da natureza do trabalho. Conforme a área de


pesquisa, sua utilização torna-se quase que imprescindível. Eles são documentos utilizados
como complemento do trabalho e que visam fundamentar a pesquisa. Conforme a NBR
14724, os anexos são definidos “como um texto ou documento não elaborado pelo autor”.
Consistem em partes extensivas ao texto, destacados deste para evitar descontinuidade na
argumentação e na seqüência lógica das seções ou capítulos. Podem compor os anexos:
ilustrações que não são diretamente citadas no texto; descrição de equipamentos, técnicas e
processos; modelos de formulários ou impressos citados no texto; leis ou decretos.
O número de anexos poderá variar, ou seja, o trabalho poderá ter tantos anexos quantos
forem necessários à melhor compreensão do conteúdo, devendo ser identificados, por meio de
letras maiúsculas consecutivas, travessão e seus respectivos títulos.
Exemplo
ANEXO A – Pareceres 977 / 65 e 77 / 69 do CFE
ANEXO B – Lei nº 9.394 de 20/ 12/ 1996
Quanto à apresentação, usar de preferência uma folha em branco, com o título ANEXO
ou ANEXOS centrado no papel, fonte tamanho 24, como divisória. Na seqüência, virão os
anexos, devidamente ordenados e titulados, na mesma ordem em que foram mencionados no
texto e apresentados no sumário.
3 ASPECTOS METODOLÓGICOS

Percebe-se que as orientações seguidas nas diversas instituições de ensino são


diferentes. Não há uma única padronização. Os próprios autores de livros de metodologia
também apresentam orientações diferentes. Porém, estas diferenças não são “gritantes”,
apenas pequenas adequações que as Instituições se reservam fazer.
Algumas orientações metodológicas estão presentes na ABNT (Associação Brasileira de
Normas Técnicas); vamos segui-las. Outras serão estabelecidas a partir de estudos das
diferentes fontes, sem perder de vista a praticidade dos mesmos.
Não existem diferenças gritantes entre uma orientação e outra, o que facilita o trabalho.
O importante é estabelecer uma orientação única, a ser seguida por todos os professores desta
instituição.
Muitos alunos vêem na metodologia um fator complicador da vida acadêmica. Porém,
seu objetivo é ser elemento facilitador. Pode até parecer complicado num primeiro momento,
mas, com a prática, percebe-se que a organização e a padronização são fundamentais na vida
acadêmica.
Todos os trabalhos realizados passam a fazer parte da história da vida acadêmica e são
fundamentais para o processo de crescimento intelectual. Por isso, a sua documentação é
importante e para tal devem-se estabelecer critérios e um caminho comum.
Na maioria dos casos, os trabalhos podem ser localizados ou pelo autor ou pelo assunto.
Então, na hora de arquivá-los, pode-se seguir um desses critérios, visando a praticidade.

3.1 Aspectos Gráficos

• Papel
- Formato: A4 (21x 29,7 cm) , na cor branca.
- Aproveitamento do papel: somente o anverso.
• Margens
- Esquerda e superior: 3 cm.
- Direita e inferior: 2 cm
• Tipo e tamanho das letras
19

- Times New Roman, tamanho 12 (em todo o documento).


• Espaçamentos e Recuos
- Entre títulos de capítulos e texto (divisão primária): 2 espaços 1,5.
- Entre texto e subtítulo (divisões secundárias, terciárias etc): 2 espaços 1,5.
- Entre subtítulos e texto: 2 espaço de 1,5.
- Espaçamento entre linhas: 1,5.
- Recuo no início do parágrafo (1ª linha): 1 cm.
- O alinhamento à esquerda e à direita deve ser rigoroso (“justificar” os parágrafos).
• Titulação
- As divisões primárias (capítulos), bem como as outras partes da publicação (sumário,
prefácio, índices, listas diversas etc) devem começar em uma nova página e ter seus
títulos digitados com letras maiúsculas, tamanho 12. Os títulos com indicativo numérico
devem ser alinhados à esquerda; os títulos sem indicativo numérico devem ser
centralizados, conforme NBR 6024.
- Os títulos das divisões secundárias, terciárias, etc devem ser escritos em negrito, com
apenas a inicial maiúscula e o mesmo tipo de letra do texto e tamanho.
- A numeração da seção primária (capítulos) é feita com números arábicos.
- Cada seção secundária será formada pelo número do capítulo mais o número de cada
parte (separado por ponto).
1 TÍTULO DO CAPÍTULO (em maiúsculo, negrito)
1.1 Subdivisão do capítulo (somente a primeira letra maiúscula, negrito)
1.1.1 Nova subdivisão do capítulo (nova subdivisão do item)
1.1.2 Igual a anterior
1.2 Subdivisão do capítulo (somente a primeira letra maiúscula)
• Paginação
- Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadas
seqüencialmente, mas numeração é colocada a partir da parte textual, isto é, nos
elementos folha de rosto, resumo, listas e sumário, os algarismos não devem ser
grafados, embora sejam computados no número total de páginas do documento.
- Nas páginas com divisões primárias (capítulos), os números de página não são grafados,
embora sejam computados no número total do documento.
- Nos elementos seguintes do texto (divisões secundárias no interior do trabalho), as
páginas devem ser numeradas utilizando-se algarismos arábicos no canto superior
direito da folha. (ex: 5, 6, 7 etc).
20

- Havendo anexo, as suas folhas devem ser numeradas de maneira contínua e sua
paginação deve dar seguimento à do texto principal (NBR 14724).
Os títulos se indicativo numérico: listas; resumo; sumário; glossário, referências,
devem ser centralizados

3.2 Citações

O trabalho Monográfico não é cópia de textos ou a junção de resumos diversos. Ele é o


resultado da pesquisa, seleção, leitura, compreensão, crítica e redação pessoal. Porém, é
possível (e muito importante) ao redigir o trabalho utilizar as chamadas citações. A NBR
10250, que trata dos procedimentos relacionados às citações, faz menção a dois tipos:
Citação direta (literal): a transcrição literal é a transcrição de expressão, frase ou
parágrafo tal qual está no texto que estamos lendo. É a cópia exata do trecho citado. As
transcrições literais são também chamadas transcrições formais. Elas devem vir entre aspas e
trazer também o sobrenome do autor, o ano da obra e a página onde se encontram.
Exemplo
A complexidade que se impõe no mundo dos negócios exige das empresas uma atenção
cada vez maior, bem como uma flexibilidade diante das mudanças, neste sentido ”....o
orçamento deverá apresentar flexibilidade na sua aplicação, permitindo corrigir quaisquer
desvios surgidos....” (ZDANOWICZ, 2001, p22)
Quando o número de linhas da citação for superior a 3, deve-se destacar esta
citação, abrindo um parágrafo com recuo de 4 cm a partir da margem esquerda, utilizando
letra tamanho 10, espaçamento simples. Neste caso não se usam as aspas (NBR 10250/ago.
2002, item 5.3).
Exemplo
A complexidade que se impõe no mundo dos negócios exige das empresas uma atenção
cada vez maior, bem como uma flexibilidade diante das mudanças, segundo Zdanowicz (2001,
p22),
....o orçamento deverá apresentar flexibilidade na sua aplicação, permitindo corrigir
quaisquer desvios surgidos, bem como utilizá-lo adequadamente no processo de
retroalimentação do sistema de planejamento global da empresa. O orçamento
constitui-se em mecanismo de planejamento e controle financeiros....
21

Para omitir trechos que não interessam à transcrição, no início, no interior ou no fim
dela, usam-se reticências. Quando isso ocorre no meio da citação, as reticências vêm entre
parênteses.
Pode-se também colocar a referência no final do parágrafo. Neste caso, esta deve vir
toda em maiúsculo.
Citação indireta (não literal ou paráfrase): Quando queremos usar apenas a idéia ou
o conceito desenvolvido por um autor, podemos fazer citações não literais ou citações
conceituais. Para este tipo de citação, não se utilizam as aspas.
Exemplos
Atualmente o orçamento deve ser flexível para atender a qualquer necessidade surgida
do processo.(ZDANOWICZ, 2001)
Segundo Zdanowicz (2001) atualmente o orçamento deve ser flexível para atender a
qualquer necessidade surgida o processo.
Caso não se tenha o nome do autor, deve-se colocar o nome da entidade responsável
até o primeiro sinal de pontuação, seguido da data de publicação do documento e da (s)
página (s) da citação.
Exemplo
“Comunidade tem que poder ser intercambiada...” (COMISSÃO DAS
COMUNIDADES EUROPÉIAS, 1992, p. 34)
E eles disseram “globalização”, e soubemos que era assim que chamavam a ordem
absurda em que dinheiro........ (A FLOR..., 1995, p. 4).
Na lista de referências: A FLOR Prometida. Folha de S. Paulo, São Paulo, p. 4, 2 abr.
1995.
Citação de citação: esta citação ocorre quando o autor do trabalho transcreve, direta ou
indiretamente, um texto ao qual não se teve acesso ao original (citação de “segunda mão”), ou
seja, você está lendo um texto do Silva que faz uma citação do Monteiro. Neste caso, o
segundo citador deverá acrescentar, antes da indicação da fonte consultada, a palavra latina
apud que significa “citado por”.
Exemplos
Segundo Monteiro (apud SILVA, 2001) a sociedade contemporânea......
“...o viés organicista da burocracia estatal e o antiliberalismo..... (VIANNA, 1986, p.
172 apud SEGATO, 1995, p. 214-215)
22

Observação
Existem duas formas para fazer a referências das citações: a chamada nota de rodapé e
o modelo autor-data. Adotaremos o modelo autor-data. Porém, as notas de rodapé podem ser
utilizadas para:
• Apresentar tradução de uma citação que era essencial transcrever em língua estrangeira
ou o inverso: apontar a versão original de uma citação que, para maior fluência do
discurso, foi feita em tradução;
• Ampliar as informações feitas no texto, ou seja, fazer observações pertinentes,
comentários adicionais, explicações complementares que, apesar de úteis, não foram
incluídos no corpo do texto;
• Remeter o leitor a outras partes do trabalho, outras obras ou autores relacionados com o
tema apresentado.
• As notas devem aparecer em seqüência numérica, números arábicos (1,2,3...), que
devem recomeçar a cada capítulo.
Outros aspectos importantes:
• Quando se tratar de dados obtidos por informação verbal (palestras, debates,
comunicações etc), indicar, entre parênteses, a expressão informação verbal,
mencionando-se os dados disponíveis em nota de rodapé (NBR 10520).
Exemplo
O novo medicamento estará disponível até o final deste semestre (informação verbal)*
No rodapé da página: Notícia fornecida por John A. Smith no Congresso Internacional
de Engenharia Genética, em Londres, em outubro de 2001.
• Procure evitar utilizar para referência, material retirado da Internet que não seja de fonte
confiável e que não contenha o nome do autor. A NBR 10520 não faz nenhuma menção
específica sobre como mencionar a fonte quando esta for internet. Porém, deve-se seguir
a mesma orientação dada acima.

3.3 Ilustrações e tabelas

As ilustrações e tabelas devem ser inseridas o mais próximo possível do trecho a que se
referem.
23

Segundo a NBR 14724, a ilustração pode ser caracterizada por desenhos, esquemas,
fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros, e
sua identificação aparece na parte inferior, precedida da palavra designativa, seguida de seu
número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, do respectivo título e/ou
legenda explicativa de forma breve e clara, dispensando consulta ao texto, e da fonte.
Exemplo

Figura 1: veículo de transporte coletivo


As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente, conforme IBGE (1993).
Alguns cuidados devem ser tomados na elaboração da tabelas, segundo MULLER E
CORNELSEN (2003).
• têm numeração independente e consecutiva;
• o título deve ser o mais completo possível dando indicações claras e precisas a respeito
do conteúdo;
• o título deve figurar acima da tabela, precedido da palavra Tabela e de seu número de
ordem no texto, em algarismos arábicos;
• a indicação da fonte, responsável pelo fornecimento de dados utilizados na construção
de uma tabela, deve ser sempre indicada no rodapé da mesma, precedida da palavra
Fonte.
• No caso de tabelas grandes e que não caibam em uma só folha, deve-se dar continuidade
a mesma na folha seguinte; nesse caso, o fio horizontal de fechamento deve ser
colocado apenas no final da tabela, ou seja, na folha seguinte. Nesta folha, também se
repete o título e o cabeçalho da tabela.
24

Exemplo
Tabela 1 - Formação de Condutores
Disciplina Carga Horária (horas aula)
Direção Defensiva 16
Prevenção de Acidentes 06
Elementos Básicos sobre Legislação 06
Regras Gerais de Circulação 04
Sinalização de Trânsito 04
Psicologia e Segurança no Trânsito 06
Primeiros Socorros 06
Total 48
Fonte: CFC “A” Jundiaiense

3.4 Equações e fórmulas

Devem aparecer bem destacadas do texto de modo a facilitar a leitura. Caso seja
necessário fragmenta-las em mais de uma linha, por falta de espaço, devem ser imterrompidas
antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição, subtração, multiplicação e divisão.
Quando houver várias equações e fórmulas, devem ser identificadas por números
consecutivos, colocados entre parênteses, na margem direita da linha.
Exemplo

⎛ 3V + 5V2 + 2 AO ⎞ (1)
A =⎜ 1 ⎟ FP
⎝ 10 ⎠

onde: V1 - Avaliação da 1ª Versão


V2 - Avaliação da 2ª Versão
AO - Apresentação Oral
FP - Fator de Participação
No texto, as referências às formulas e equações, devem ser da seguinte forma: eq.(1),
form.(3).
4 ESTRUTURA DO TRABALHO

Um Trabalho de Conclusão de
Curso possui uma estrutura básica:
Capa, Folha de rosto, Folha de
aprovação ou aceitação (quando for o
caso), Dedicatória, Agradecimentos,
Resumo, Abstract, Sumário, Lista de
figuras, Lista de tabelas, Lista de
abreviaturas e siglas, Lista de símbolos,
Introdução, Corpo do trabalho,
Conclusão, Referências e Anexos.
Devemos ressaltar que nem todos
os itens são necessários ou obrigatórios.

4.1 Capa

Deve conter as seguintes informações:


• Nome da Instituição e Curso: no início da
página, centralizado, em letras maiúsculas
tamanho 16, negrito e espaçamento de 1,5.
• Título: no meio da página, em letras
maiúsculas, tamanho 16, negrito, centralizado
e espaçamento de 1,5.
• Autoria e Identificação: abaixo do título,
alinhado à esquerda, as iniciais maiúsculas,
letras tamanho 12 e espaçamento 1,5.
• Cidade e Ano: na base da página,
centralizados, as iniciais maiúsculas, letra
tamanho 14.
26

4.2 Folha de rosto

Deve conter os elementos de identificação da


publicação, repetindo-se as informações da Capa,
além dos seguintes elementos:
• Nota do título: consiste da explicitação da
natureza do trabalho, finalidade e
identificação que deve figurar no quadrante
inferior direito, entre o Título, Cidade e Ano.
• Orientador: o nome do professor precedido
da titulação do mesmo (Esp, Ms, Dr)
• Orientandos: nome e RA dos autores.
• Estes elementos devem ser digitados com
espaçamento simples, letra tamanho 12 e o
texto justificado.

4.3 Folha de aprovação

A folha de aprovação é opcional e quando


necessária segue as mesmas orientações da folha de
rosto para instituição, curso, título, nota do título e
autoria.
O nome do orientador, o local e data de
aprovação deverão ser colocados no final da
página, com letras tamanho 14.
Observação: quando se tratar da folha de
aprovação de uma monografia ou dissertação, os
nomes dos examinadores também deverão constar .
27

4.4 Dedicatória e agradecimentos

AGRADECIMENTOS

A realização desta Monografia só foi possível pelo concurso de


inúmeras pessoas e instituições. A.......

Aos meus colegas da Faculdade


Politécnica de Jundiaí que...........
..................

As páginas de dedicatória e agradecimentos são opcionais.


A dedicatória contém, geralmente, um texto curto no qual o autor presta alguma
homenagem ou dedica o seu trabalho a alguém. Deve figurar à direita na parte inferior da
página, recuada o máximo possível da margem superior.
Nos agradecimentos podem ser incluídas referências a instituições ou pessoas que
colaboraram com o trabalho.

4.5 Resumo

Deve ser precedido de referência bibliográfica do autor, elaborada de acordo com as


normas. Deve expor finalidades, pergunta(s) de pesquisa, metodologia, resultados e
conclusões. Deve ser composto de uma seqüência de frases concisas, afirmativas e não de
enumeração de tópicos. Ele deve ser formado por um único parágrafo e ser seguido das
palavras-chave.
28

Extensão: a NBR 6028 recomenda que os


resumos de teses, dissertações e outros devem OLIVEIRA, Daniel Franco. PARISOTO, Fabiani Grazielli. SOUZA,
Emilene Tatiane. TRUJILHO, Elienai. Planejamento e orçamento
do serviços de transporte escolar no município de Jundiaí do
conter de 150 a 500 palavras. Estado de São Paulo: Estudo de Caso. 2005. 55f Trabalho de
Conclusão de Curso (Bacharel em Administração de Empresas em
Finanças) - Faculdade Politécnica de Jundiaí.
Ele deve ser escrito em fonte Time New
Roman 11 e espaçamento simples.
RESUMO

Abstract: Tradução para o inglês ou uma


outra língua (conforme o caso) do Esta pesquisa discute sobre o Planejamento e o Orçamento do serviço
de transporte escolar no município de Jundiaí, pois acredita-se que os
empreendedores entram neste ramo de atividade por impulso
pensando que irão obter muito retorno, porem, desconhecendo a
resumo.Opcional regulamentação do município e sem noção de um orçamento e
planejamento. Pretende-se mostrar que não basta comprar um veículo
e dirigi-lo, por trás disso existe uma série de normas burocráticas e
incertezas econômicas, que pode levar o empreendedor a “falência”
em pouco tempo.

Palavras-chave: PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO,


REGULAMENTAÇÃO, EMPREENDEDOR.

4.6 Listas

Rol de elementos ilustrativos ou explicativos:


• lista de ilustrações - relação de tabelas, LISTA DE SIGLAS

gráficos, fórmulas, lâminas, figuras


CFE - Conselho Federal de Educação
(desenhos, gravuras, mapas, fotografias), na CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico

mesma ordem em que são citadas no texto, FGV - Fundação Getúlio V’argas
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
MEC - Ministério de Educação e Cultura
com indicação das páginas onde estão NATIS - National Information Systems
OEA - Organização dos Estados Americanos
localizadas; PNDES - Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

• lista de abreviaturas e siglas - relação


alfabética das abreviaturas e siglas utilizadas
no texto, seguidas das palavras a que
correspondem, escritas por extenso;
• lista de notações - relação de sinais
convencionados, utilizados no texto, seguidos
dos respectivos significados.
29

4.7 Sumário

Enumeração das principais divisões, seções e outras partes de um documento, na mesma


ordem em que a matéria nele se sucede.
Os títulos de partes ou capítulos deverão figurar em letras maiúsculas, tamanho 12 e as
divisões de capítulos (subseções) somente com a primeira letra em maiúsculas e o
espaçamento entre linhas é de 1,5.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ..................................................................................................................9
1. CONCEITO ....................................................................................................................10
1.1 Serviços públicos...................................................................................................................10
1.2 Serviço privado do Estado........................................................................................................10
1.3 Serviço de utilidade pública .....................................................................................................11
1.4 Prestação de serviços mista......................................................................................................11
1.5 Terceirização ...........................................................................................................................11
1.6 Concessão................................................................................................................................15
1.7Autônomos...................................................................................................................17
2. HISTÓRIA DA CIDADE DE JUNDIAÍ ....................................................................................18
3. TRANSPORTE ESCOLAR ......................................................................................................21
3.1 Regulamentação do serviço do transporte escolar em Jundiaí ....................................................21
3.2 Centro de Formação dos Condutores (CFC)..............................................................................25
3.3 Código de transporte brasileiro.................................................................................................26
3.4 Demanda..................................................................................................................................27
3.4.1 Fatores de previsão de demanda.............................................................................................28
3.4.2 Demanda no Município de Jundiaí.........................................................................................29
3.4.3 Expectativas dos usuários ......................................................................................................30
3.5 Rota do serviço de transporte escolar no município de Jundiaí...................................................33
3.6 Fatores que caracterizam vantagens e desvantagens do setor .....................................................35
4. Orçamento e planejamento financeiro.........................................................................................36
4.1 Conceito de orçamento ............................................................................................................36
4.1.2 Função do orçamento ............................................................................................................37
4.1.3 Objetivo do orçamento ..........................................................................................................37
4.1.4 Conceito de custo fixo e variável ...........................................................................................37
4.2 Planejamento Financeiro ..........................................................................................................38
4.3 Orçamento e Planejamento financeiro do serviço de transporte escolar......................................38
4.4 Custo de serviço de transporte escolar no municipio de Jundiaí .................................................39
4.4.1 Resumo da planilha em anexo................................................................................................41
4.4.2 Explicação da planilha e projeto ............................................................................................45
REFERÊNCIAS ................................................................................................................50
CONCLUSÃO ...................................................................................................................52
ANEXO .............................................................................................................................54
5 APRESENTAÇÃO DE REFERÊNCIAS

São as indicações completas das obras e textos citados durante o trabalho, normatizadas
pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), através da NBR (Norma Brasileira
Registrada) 6023 de agosto de 2002.

Os elementos essenciais nas referências bibliográficas são: autor(es), título, edição,


local, editora e ano de publicação Eles devem ser formatados da seguinte maneira:
sobrenome do autor (letras maiúsculas), vírgula, nome do autor, ponto, título da obra em
itálico ou negrito, dois pontos, subtítulo da obra não destacado (sem itálico, ou negrito ou
sublinhado), ponto, edição abreviada, a partir da segunda (a primeira não se indica), ponto,
local, dois pontos, editora, vírgula, ano de publicação, ponto.

Elas devem vir em lista própria na ordem alfabética pelo sobrenome de autor e, na
ausência deste, pelo título. Devem ser digitadas em espaçamento simples (um) entre as linhas,
em espaço duplo para separar as referências entre si e alinhadas somente à margem esquerda.

Observações:

• Até três autores deve-se citar o nome dos três, separados por ponto e vírgula. Mais de
três autores, citar somente o primeiro e utilizar a expressão latina et al. que significa e
outros;
• Quando a obra for 1ª edição não se deve mencionar, caso contrário ela deve ser indicada
logo após o nome da obra;
• O título da obra deve vir destacado em itálico ou negrito;
• Quando a obra fizer parte de uma coleção deve-se mencionar o número do volume
trabalhado logo após o ano (v.3)
• A abreviação da palavra página é p. e não pág. ou pg.
• Quando a obra for tradução, deve-se, logo após o título da obra, colocar o nome do
tradutor (trad........)
• Para abreviar os meses, utiliza-se somente as três primeiras letras, com exceção do mês
de maio que não é abreviado. Exemplo: ago. set.
• Quando forem utilizadas várias obras de um mesmo autor, a partir da segunda obra
pode-se substituir o nome do autor por 06 (seis) traços abaixo da linha. (______,)
• Outras informações referentes a elaboração de referências, consultar a NBR 6023.

Exemplos

• Autor

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 9.ed. São Paulo: brasiliense, 1983 (coleção
primeiros passos).
31

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia científica. 4.ed. São Paulo:
Makron Books, l996.

GARAUDY, Roger. Perspectivas do homem: Existencialismo, pensamento católico e


Marxismo. trad. Reinaldo A. Avila. 3.ed. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1968.

• Organizador

FURLAN, Vera Irman. O estudo de textos teóricos. In: CARVALHO, Maria Cecília de (org.).
Construindo o saber: técnicas de metodologia Científica. Campinas, SP: Papirus, l988.

• Publicação periódica como um todo

CONJUNTURA ECONÔMICA. As 500 maiores empresas do Brasil. Rio de Janeiro: FGV,


v 38, n. 9, set. l984. 135 p. Edição Especial.

• Parte de uma publicação periódica

ALCÂNTARA, Eurípedes. A redoma do atraso. Veja. São Paulo: Abril, ano 24, n. 25, p. 42-
43, jun. l99l.

• Artigo e/ou matéria de jornal

CÓLERA cresce l.700% na fronteira peruana. Folha de São Paulo. São Paulo, p.1-9, 18 jun.
l991.

• Dissertações, teses e/ou outros trabalhos acadêmicos

BARCELOS, M. F. P. Ensaio tecnológico, bioquímico e sensorial de soja e guandu


enlatados no estádio verde e maturação de colheita. 1998. 160 f. Tese (Doutorado em
Nutrição) - Faculdade de Engenharia de Alimentos, Universidade Estadual de Campinas,
Campinas.

• Artigo e/ou matéria de jornal e documento de acesso exclusivo em meio eletrônico

SILVA, Ives Gandra da. Pena de morte para o nascituro. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 19
set. 1998. Disponível em: http://www.providafamilia.org/pena_morte_nascituro.htm. Acesso
em: 19 set. 1998

Obs. Quando não tem o autor deve-se começar pelo nome do texto/artigo

PENA de Morte para o nascituro. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 19 set. 1998. Disponível
em: http://www.providafamilia.org/pena_morte_nascituro.htm. Acesso em: 19 set. 1998
DOCUMENTO DE ACESSO EXLUSIVO EM MEIO ELETRÔNICO
32

AVES do Amapá: banco de dados. Disponível em : http://www.bdt.org/bdt/avifauna/aves.


Acesso em: 30 maio de 2002.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas. doc: normas para


apresentação de trabalhos. Curitiba, 1998. 5 disquetes, 3 ½ pol. Word for Windows 7.0.

CIVITAS. Coordenação de Simão Pedro P. Marinho. Desenvolvido pela Pontifícia


Universidade Católica de Minas Gerais, 1995-1998. Apresenta textos sobre urbanismo e
desenvolvimento de cidades. Disponível em: <http//www.gostnet. com.br/oamis/civitas>.
Acesso em: 27 nov. 1998.

MICROSOFT Project for Windows 95. Version 4.1. [S.I.]: Microsoft Corporation, 1995. 1
CD-ROM.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas. Doc. Curitiba,


1998. 5 disquetes.

ÁCAROS no Estado de São Paulo. In: FUNDAÇÃO TROPICAL DE PESQUISAS E


TECNOLOGIA “ANDRÉ TOSELLO”. Base de Dados Tropical. 1985. Disponível em:
http://www.bdt.fat.org.br/acaro/sp. Acesso em: 30 de maio 2002.

• Evento como um todo em meio eletrônico

CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife. Anais


eletrônicos...Recife: UFPe, 1996. Disponível em: http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais.htm.
Acesso em: 21 jan. 1997.

• Normas

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: Sumário. Rio de


Janeiro, 2003

______. NB- 6028: Resumos. Rio de Janeiro, 2003

______. NB-10520: Citações em documentos. Rio de Janeiro, 2002

______. NBR 6023: Informação e documentação: referências. Rio de Janeiro, 2002.

______. NBR14724: Trabalhos acadêmicos. Rio de Janeiro, 2006