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EXCELENTÍSSIMO(a) SENHOR(a) PRESIDENTE DO DEPARTAMENTO

NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT), A QUEM


COUBER NA DISTRIBUIÇÃO.

DEFESA DE AUTUAÇÃO

Nericélio Freires e Silva, brasileira, casado, Policial Militar, inscrito no CPF sob o nº
022.482.344 - 22 e no RG nº 46.324/PMPE, residente e domiciliado à Travessa José
Santiago, 173, Grossos – Verdejante - PE, CEP 56.120 – 000, vem respeitosamente
apresentar Recurso de Multa de Trânsito, o que faz conforme segue.

A notificação supracitada informa que o condutor do veículo, Fiat Uno Mile Fire,
placa KHJ 6373, teria Transitado em Velocidade Superior a Máxima Permitida em
mais de 20 % até 50 %, apontando-se a infração prevista no Artigo 218, inciso II, do
Código de Trânsito Brasileiro.

Entretanto, a fotografia presente na notificação, e que serviu de base para o


apontamento da irregularidade, não comprova de modo claro (concreto) quem seria
o responsável pela infração.

Isso porque a fotografia mostra um segundo veículo no flagrante, que certamente é


o responsável pela irregularidade, pois posso assegurar que meu veículo estava
sendo conduzido com plena observância das regras de trânsito naquele momento.

A existência do segundo veículo na fotografia a torna inutilizável como meio de


prova. E considerando que a autoria deve ser plenamente comprovada, este auto de
infração efetivamente não se sustenta, sendo, portanto, insubsistente.
Quando da realização de um julgamento administrativo onde o conjunto probatório é
deficiente não se aplica o princípio in dubio pro administração, mas o princípio do in
dubio pro reo. In dubio pro reo é uma expressão latina que significa literalmente na
dúvida, a favor do réu. Ela expressa o princípio jurídico da presunção da inocência,
que diz que em casos de dúvidas (por exemplo, insuficiência de provas) se
favorecerá o réu.
Na notificação de penalidade de multa por infração de transito não se sustenta,
devido, apenas dizer “Defesa de Autuação não Acolhida” O princípio da motivação
determina que a autoridade administrativa deve apresentar as razões que a levaram
a tomar uma decisão. A motivação é uma exigência do Estado de Direito, ao qual é
inerente, entre outros direitos, o direito a uma decisão fundada, motivada, com
explicitação dos motivos.

A motivação é ainda obrigatória para assegurar a garantia da ampla defesa e do


contraditório prevista no art. 5°, LV, da CF de 1988. Assim, sempre que for
indispensável para o exercício da ampla defesa e do contraditório, a motivação será
constitucionalmente obrigatória.

Diante do exposto, requer o deferimento do presente recurso, na forma do inciso I do


parágrafo único do artigo 281 do Código de Trânsito Brasileiro, determinando-se o
arquivamento do auto de infração e julgando-se insubsistente seu registro com o
cancelamento da multa e a extinção da pontuação gerada.

Requer ainda seja concedido o efeito suspensivo caso este recurso não tenha sido
julgado no prazo de 30 (trinta) dias da data de seu protocolo, como prevê o
parágrafo terceiro do artigo 285 também do Código de Trânsito Brasileiro.

Termos em que,

Pede deferimento.

Verdejante – PE, 04 de outubro de 2018.

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