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MAR 1984 NBR 8400


Cálculo de equipamento para
levantamento e movimentação de
ABNT-Associação
Brasileira de
cargas
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar
CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro - RJ
Tel.: PABX (021) 210 -3122
Fax: (021) 240-8249/532-2143
Endereço Telegráfico:
NORMATÉCNICA

Procedimento

Origem: ABNT 04:010.01-002/1983


CB-04 - Comitê Brasileiro de Mecânica
CE-04:010.01 - Comissão de Estudo de Pontes Rolantes
NBR 8400 - Cranes and lifting appliances - Basic calculation for structures and
components - Procedure
Copyright © 1984, Descriptors: Cranes. Lifting
ABNT–Associação Brasileira Esta Norma incorpora as Erratas nº 1, 2 e 3
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Pontes rolantes. Guindastes 108 páginas
Todos os direitos reservados

Sumário independendo do grau de complexidade ou do tipo de


1 Objetivo serviço do equipamento, determinando:
2 Documentos complementares
3 Definições a) solicitações e combinações de solicitações a se-
4 Símbolos literais rem consideradas;
5 Estruturas
b) condições de resistência dos diversos componen-
6 Mecanismos
tes do equipamento em relação às solicitações
7 Compatibilização entre grupos de estruturas e de
consideradas;
mecanismos
ANEXO A - Exemplos de classificação dos equipamentos c) condições de estabilidade a serem observadas.
e seus componentes mecânicos
ANEXO B - Cálculos das solicitações devidas às acele- 1.2 Esta Norma não se aplica a guindastes montados so-
rações dos movimentos horizontais bre pneus ou lagartas.
ANEXO C - Execução das junções por meio de parafusos
de alta resistência com aperto controlado 2 Documentos complementares
ANEXO D - Tensões nas junções soldadas
ANEXO E - Verificação dos elementos de estrutura sub- Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
metidos à flambagem
NBR 5001 - Chapas grossas de aço carbono para
ANEXO F - Verificação dos elementos de estrutura sub- vaso de pressão destinado a trabalho a temperaturas
metidos à flambagem localizada
moderada e baixa - Especificação
ANEXO G - Verificação dos elementos de estrutura sub-
metidos à fadiga NBR 5006 - Chapas grossas de aço carbono de baixa
ANEXO H - Determinação das tensões admissíveis nos e média resistência mecânica para uso em vasos de
elementos de mecanismos submetidos à fa- pressão - Especificação
diga
ANEXO I - Considerações sobre determinação dos diâ- NBR 5008 - Chapas grossas de aço de baixa liga e
metros mínimos de enrolamento de cabos alta resistência mecânica, resistente à corrosão
atmosférica, para usos estruturais - Especificação

1 Objetivo NBR 6648 - Chapas grossas de aço-carbono para


uso estrutural - Especificação
1.1 Esta Norma fixa as diretrizes básicas para o cálculo
das partes estruturais e componentes mecânicos dos equi- ISO R-148 - Essai de choc pour I'acier sour aprouvêtte
pamentos de levantamento e movimentação de cargas, bi appuyée (entaille ENV)
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DIN 17100 - Allgemeine baustähle; Gütevorschriften 3.8 Direção

ASTM A 36 - Structural steel Deslocamento horizontal do carro do equipamento.

ASTM A 283 - Low and intermediate tensile strength 3.9 Orientação


carbon steel plates of structural quality
Deslocamento angular horizontal da lança do equipa-
ASTM A 284 - Low and intermediate tensile strength mento.
carbon silicon steel plates for machine parts and
general construction 4 Símbolos literais

ASTM A 285 - Pressure vessel plates, carbon steel, A - Designação genérica de área, em m2
low and intermediate tensile strength
Ar - Superfície real exposta ao vento (diferença entre a
ASTM A 440 - High strength structural steel superfície total e a superfície vazada)

ASTM A 441 - High strength low alloy structural At - Superfície total exposta ao vento (soma da superfície
manganese vanadium steel real com a superfície vazada)

ASTM A 516 - Pressure vessel plates, carbon steel, a - Distância entre eixos
for moderate and Iower temperature service
B - Distância entre faces (ver Figura 4)
3 Definições
b - Largura útil do boleto de um trilho, em mm
Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições
C - Coeficiente aerodinâmico
de 3.1 a 3.9.
C' - Coeficiente aerodinâmico global
3.1 Carga útil
c - Classe de partida dos motores
Carga que é sustentada pelo gancho ou outro elemento
de içamento (eletroímã, caçamba, etc.).
c1 - Coeficiente aplicado à pressão limite em uma roda,
sendo função da rotação da mesma
3.2 Carga de serviço
c2 - Coeficiente aplicado à pressão limite em uma roda,
Carga útil acrescida da carga dos acessórios de içamento sendo função do grupo a que pertence o mecanismo
(moitão, gancho, caçamba, etc.).
ca - Constante de aproveitamento do motor
3.3 Carga permanente sobre um elemento
cr - Coeficiente de redução para frenagem elétrica
Soma das cargas das partes mecânicas, estruturais e
elétricas fixadas ao elemento, devidas ao peso próprio D - Diâmetro de polia, em mm
de cada parte.
De - Diâmetro de enrolamento sobre as polias e tambores
3.4 Serviço intermitente medidos a partir do eixo do cabo

Serviço em que o equipamento deve efetuar deslocamen- D r - Diâmetro de uma roda


tos da carga com numerosos períodos de parada durante
as horas de trabalho. d. - Designação genérica para os diâmetros

3.5 Serviço intensivo d c - Diâmetro externo do cabo de aço, em mm

Serviços em que o equipamento é quase permanente- dn - Diâmetro nominal do parafuso, em mm


mente utilizado durante as horas de trabalho, sendo os
períodos de repouso muito curtos; é particularmente o e - Designação genérica de espessura
caso dos equipamentos que estão incluídos em um ciclo
de produção, devendo executar um número regular de F - Designação genérica de carga
operações.
f - Freqüência de Iigação admissível
3.6 Turno
Fp - Forças paralelas ao plano de junção de uma união
Período de 8 h de trabalho. aparafusada

3.7 Translação Fr - Carga média sobre uma roda

Deslocamento horizontal de todo o equipamento. Fs - Carga de serviço, em N


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Ft - Esforço de tração nominal a ser introduzido no M - Designação genérica de torque


parafuso, em daN
Mm - Torque médio de um motor elétrico
Fu - Carga útil
Ma - Torque de aperto a ser aplicado a um parafuso,
Fw - Força devida à ação do vento, em N em m.daN

Fpa - Força admissível paralela ao plano de junção de Mx - Coeficiente de majoração aplicável ao cálculo
uma união aparafusada das estruturas

Fmáx. - Carga máxima M1 - Torque no eixo do motor necessário para manu-


tenção de um movimento horizontal, em N.m
FS - Coeficiente de segurança em relação às tensões
críticas m - Número de planos de atrito

FSe - Coeficiente de segurança em relação ao limite N - Força de tração perpendicular ao plano de junção
de escoamento de uma união aparafusada

FSp - Coeficiente de segurança em relação às forças Na - Força de tração admissível perpendicular ao pla-
paralelas ao plano de uma junção aparafusada no de junção de uma união aparafusada

FSN - Coeficiente de segurança em relação às forças Nx - Número convencional de ciclos de classes de


normais ao plano de uma junção aparafusada utilização do mecanismo

FSr - Coeficiente de segurança em relação à ruptura n - Rotação nominal de um motor, em rpm

f - Folga lateral entre a superfície de rolamento da np - Número de partidas completas por hora
roda e o boleto do trilho (ver Figura 16)
ni - Número de impulsões ou de partidas incompletas
GDi2 - Soma das inércias das massas móveis em trans-
lação e em rotação referidas à rotação norninal nf - Número de frenagens
do motor
Pm - Potência média de um motor elétrico em movi-
2
GDm - Inércia do rotor do motor mentos horizontais, em kW

g - Profundidade total do gorne de uma polia menos P1 - Potência necessária de um motor elétrico para a
o raio do gorne, em mm manutenção de um movimento horizontal, em kW

H1 - Coeficiente que incide sobre o diâmetro de enro- P2 - Potência necessária de um motor elétrico para o
lamento dos cabos sobre polias e tambores e é movimento de levantamento, em kW
função do grupo a que pertence o mecanismo
Pa - Pressão aerodinâmica, em N/m2
H2 - Coeficiente que incide sobre o diâmetro do enro-
lamento dos cabos sobre polias e tambores, e é Pd - Pressão diametral sobre as paredes dos furos
função do próprio sistema de polia e dos tambo-
res Plim - Pressão limite sobre uma roda

h - Altura de uma viga p - Fração da carga máxima (ou da tensão máxima)

J - ReIação entre a inércia total do mecanismo liga- pmín. - Fração mínima da carga máxima (ou da tensão
do ao eixo motor e a inércia do motor máxima)

K - Média cúbica Q - Coeficiente para determinação do diâmetro dos


cabos de aço
Kf - Coeficiente de concentração de tensões obtidas
em ensaio q - Coeficiente que depende do grupo em que está
classificado no mecanismo
Kσ - Coeficiente de flambagem em casos de compres-
são ou flexão R - Relação entre tensão mínima e tensão máxima
na verificação a fadiga
Kτ - Coeficiente de flambagem em casos de cisalha-
mento puro r - Raio do boleto do trilho (ver Figura 16)

K - Coeficiente de enchimento dos cabos de aço rt - Coeficiente determinando as reações transver-


sais devidas ao rolamento das rodas
l - Largura total do boleto de um trilho (ver Figu-
ra 16) S - Designação genérica de solicitação
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SA - Solicitação devida ao vento sobre uma super- SRW25 - Solicitação SR devida a um vento que exerce
fície pressão de 25 daN/mm2

SG - Solicitação devida ao peso próprio SRWmáx. - Solicitação SR devida ao verto máximo com o
equipamento fora de serviço
SH - Solicitação devida aos movimentos horizontais
si e sf - Coeficientes fixados pelo fabricante do motor,
SI - Solicitação parcial constante que dependem do tipo do motor, do gênero de
frenagem elétrica adotada, etc.
SL - Solicitação devida à carga de serviço
T - Esforço máximo de tração nos cabos de aço,
SM - Solicitação devida a torques dos motores e em daN
freios sobre mecanismo
Ta - Esforço de tração limite admissível
SR - Solicitação devida às reações não equilibradas
por torques Tp - Esforço de tração em um parafuso após ter rece-
bido aperto
ST - Solicitação devida a choques
t - Designação genérica de tempo
SV - Solicitação devida à carga de vento e aos movi-
mentos horizontais, multiplicada por ψ Tc - Tempo de funcionamento de um mecanismo
durante um ciclo
SW - Solicitação devida ao vento limite de serviço
te - Tempo total de utilização efetiva do equipamen-
SW8 - Solicitação devida a um vento que exerce pres- to
são de 8 daN/mm2
tm - Tempo médio de funcionamento diário estimado
SW25 - Solicitação devida a um vento que exerce pres-
são de 25 daN/mm2 ts - Duração média de um ciclo de manobra com-
pleto
SWmáx. - Solicitação devida a um vento máximo com o
equipamento fora de serviço V - Vão de uma viga de uma ponte ou pórtico rolan-
te
SMA - Solicitação SM devida a acelerações e frena-
v - Velocidade linear
gens
vL - Velocidade de elevação da carga, em m/s
SMCmáx. - Solicitação SM devida ao torque máximo do mo-
tor
vt - Velocidade de translação
SMF - Solicitação SM devida ao atrito
vw - Velocidade do vento, em m/s
SMG - Solicitação SM devida ao içamento de cargas
WS - Carga de serviço
móveis do equipamento, com exceção da carga
de serviço Wi - Diferença entre a carga de serviço e a carga útil
SML - Solicitação SM devida ao içamento da carga em Wu - Carga útil içada
serviço
y - Perda na cablagem do cabo de aço
S MW - Solicitação SM devida ao efeito do vento limite
de serviço Z - Índice de avaliação genérico

SRA - Solicitação SR devida a acelerações e frena- Zp - Coeficiente de segurança prática dos cabos
gens
Zt - Coeficiente de segurança teórica dos cabos
SRG - Solicitação SR devida ao peso próprio de ele-
mentos atuando sobre a peça considerada αi - Relação entre o tempo de funcionamento do
período de aceleração e o tempo total de funcio-
SRL - Solicitação SR devida à carga de serviço namento de um mecanismo

SMW8 - Solicitação SM devida a um vento que exerce β - Ângulo do gorne da polia em relação ao plano
pressão de 8 daN/mm2 médio da mesma

SMW25 - Solicitação SM devida a um vento que exerce Γ - Relação (Fs - Fu )/Fs


pressão de 25 daN/mm2
γ - Relação entre a solicitação a que é submetido
SRW8 - Solicitação SR devida a um vento que exerce o mecanismo para movimentar-se sem vento e
pressão de 8 daN/mm2 a solicitação total SMmáx. II
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∆ - Relação entre Fu e Fs, ou seja, Fu /Fs σcp - Tensão de comparação

δ - Coeficiente de majoração para verificação à fa- σcr - Tensão crítica


diga nos mecanismos
σmáx. - Tensão máxima
ε - Desvio lateral do cabo em relação ao plano mé-
dio da polia, em mm σ Ecr - Tensão crítica de Euler

η - Rendimento total do mecanismo σ cr


v
- Tensão crítica de flambagem

θ - Relação das tensões de borda σmín. - Tensão mínima

λ - Coeficiente de esbeltez σ90% - Tensão correspondente a 90% de vida nos cor-


pos-de-prova ensaiados à fadiga
µ - Coeficiente de atrito
τ - Tensão de cisalhamento
ξ - Coeficiente que determina as reações transver-
sais devidas ao rolamento
τa - Tensão de cisalhamento admissível
ρ1 - Coeficiente de sobrecarga do ensaio dinâmico
τxy - Tensão de cisalhamento agindo no plano nor-
mal à direção de σx (ou σy)
ρ2 - coeficiente de sobrecarga do ensaio estático
τ cr
v
- Tensão de cisalhamento crítica de flambagem
σ - Designação genérica de tensão

σG - Tensão resultante das solicitações devidas ao τmáx. - Tensão máxima


peso próprio
τmín. - Tensão mínima
σV - Tensão resultante das solicitações variáveis
φ - Coeficiente de redução
σa - Tensão admissível à tração ou compressão
ψ - Coeficiente dinâmico a ser aplicado à solicitação
σaf - Tensão admissível à fadiga devida à carga de serviço

σc - Tensão de compressão ω - Coeficiente de flambagem que depende da es-


beltez da peça
σe - Limite de escoamento
5 Estruturas
σf - Tensão de flexão
5.1 Classificação da estrutura dos equipamentos
σfa - Tensão limite de resistência à fadiga
As estruturas dos equipamentos serão classificadas em
σi - Tensão ideal à flambagem localizada diversos grupos, conforme o serviço que irão executar, a
fim de serem determinadas as solicitações que deverão
σr - Limite de ruptura ser levadas em consideração no projeto. Para determina-
ção do grupo a que pertence a estrutura de um equipa-
σt - Tensão de tração mento, são levados em conta dois fatores:

σw - Tensão alternada a) classe de utilização;

σx - Tensão normal ao plano yz nos esforços combi- b) estado de carga.


nados
5.1.1 Classe de utilização da estrutura dos equipamentos
σy - Tensão normal ao plano xz nos esforços combi-
nados A classe de utilização caracteriza a freqüência de utiliza-
ção dos equipamentos. Não se podendo classificar a es-
σe0,2 - Limite convencional do escoamento a 0,2% de trutura dos equipamentos em função de seus diversos ci-
alongamento percentual clos de manobras, convencionou-se classificá-la em fun-
ção da utilização do movimento de levantamento, defi-
σa52 - Tensão admissível do aço de 52 daN/mm2 nindo-se quatro classes de utilização, conforme a Tabe-
la 1, que servem de base para o cálculo das estruturas.
σe52 - Tensão de escoamento do aço de 52 daN/mm2 Para cada uma destas classes estipula-se um número to-
tal teórico de ciclos de levantamento que o equipamento
σr52 - Tensão de ruptura do aço de 52 daN/mm2 deverá efetuar durante sua vida. Estes números de ciclos
de levantamento constantes na Tabela 1 servem de base
σcg - Tensão de compressão entre roda e trilho para a determinação do número de ciclos de variações
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de tensões, em um elemento da estrutura, ou um elemento 5.2 Classificação dos elementos da estrutura do


não giratório dos mecanismos, na verificação à fadiga. equipamento

Notas: a) Este número de ciclos de variações de tensões pode Para determinação das tensões a serem levadas em
ser superior, igual ou inferior ao número de ciclos de consideração no projeto dos elementos da estrutura, estes
levantamento. Leva-se em conta esta observação para são classificados em grupos, seguindo os mesmos princí-
a determinação do grupo de elemento na verificação à pios já apresentados para a estrutura dos equipamentos.
fadiga. Para a determinação do grupo a que pertence um ele-
mento, são levados em conta dois fatores:
b) Em caso algum estes números convencionais de ciclos
podem ser considerados como garantia da vida do a) classe de utilização;
equipamento.
b) estado de tensões.
c) Considera-se que um ciclo de levantamento é iniciado
no instante em que a carga é içada e termina no 5.2.1 Classe de utilização dos elementos da estrutura
momento em que o equipamento está em condições
de iniciar o levantamento seguinte. São idênticas às da classificação da estrutura dos equi-
pamentos (ver Tabela 1).
5.1.2 Estado de carga
5.2.2 Estado de tensões
O estado de carga caracteriza em que proporção o equi-
pamento levanta a carga máxima, ou somente uma carga Os estados de cargas indicados em 5.1.2 não correspon-
reduzida, ao longo de sua vida útil. Esta noção pode ser dem aos estados de tensões de todos os elementos da
ilustrada por diagramas que representam o número de estrutura do equipamento. Alguns elementos podem ficar
ciclos para os quais uma certa fração p da carga máxima submetidos a estados de tensões menores ou maiores
(F/Fmáx.) será igualada ou excedida ao longo da vida útil que os impostos pelas cargas levantadas. Estes estados
do equipamento, caracterizando a severidade de serviço de tensões são convencionalmente definidos de modo
do mesmo. Consideram-se, na prática, quatro estados análogo ao dos estados das cargas, segundo as defini-
convencionais de cargas, caracterizados pelo valor de p. ções da Tabela 3, com os mesmos diagramas da Figu-
Estes quatro estados de carga estão definidos na Tabe- ra 1, porém p representando uma fração de tensão má-
la 2 e representados pelos diagramas da Figura 1. xima, ou seja, σ/σmáx..

Tabela 1 - Classes de utilização

Classe de utilização Freqüência de utilização do movimento de levantamento Numero convencional de


ciclos de levantamento

Utilização ocasional não regular, seguida de longos períodos


A 6,3 x 104
de repouso

B Utilização regular em serviço intermitente 2,0 x 105

C Utilização regular em serviço intensivo 6,3 x 105

D Utilização em serviço intensivo severo, efetuado, por exemplo, 2,0 x 106


em mais de um turno

Tabela 2 - Estados de carga

Estado de carga Definição Fração mínima da carga máxima

0 (muito leve) Equipamentos levantando excepcionalmente P=0


a carga nominal e comumente cargas muito
reduzidas

1 (leve) Equipamentos que raramente levantam a carga P = 1/3


nominal e comumente cargas de ordem de 1/3 da
carga nominal

2 (médio) Equipamentos que freqüentemente levantam a P = 2/3


carga nominal e comumente cargas
compreendidas entre 1/3 e 2/3 da carga nominal

3 (pesado) Equipamentos regularmente carregados com a P=1


carga nominal
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Figura 1-a) - Classe de utilização A 6,3 . 104 ciclos Figura 1-b) - Classe de utilização B 2 . 105 ciclos

Figura 1-c) - Classe de utilização C 6,3 . 105 ciclos Figura 1-d) - Classe de utilização D 2 . 106 ciclos

Nota: O eixo das ordenadas (p) representa F/Fmáx. no caso apresentado em 5.1.2 e σ/σmáx. no caso apresentado em 5.2.2.

Figura 1 - Diagrama de estados de cargas (ou estados de tensões)

5.3 Classificação em grupos da estrutura dos do equipamento; nestes casos deve-se determinar para
equipamentos e seus elementos tais elementos o grupo a ser utilizado na verificação à fadiga.

A partir das classes de utilização e dos estados de cargas 5.5 Solicitações que interferem no cálculo da estrutura
levantadas (ou dos estados de tensões para os elemen- do equipamento
tos), classificam-se as estruturas ou seus elementos em
seis grupos, conforme a Tabela 4. No Anexo A é exempli- O cálculo da estrutura do equipamento é efetuado determi-
ficada a classificação de um equipamento. nando-se as tensões atuantes na mesma durante o seu
funcionamento. Estas tensões são calculadas com base
5.4 Classificação das estruturas em grupos nas seguintes solicitações:

a) principais exercidas sobre a estrutura do equi-


Os diversos grupos indicados na Tabela 4 classificam a
pamento suposto imóvel, no estado de carga mais
estrutura para os equipamentos como um conjunto e de-
desfavorável (ver 5.5.1);
terminam o valor do coeficiente da majoração Mx, que por
sua vez caracteriza o dimensionamento da estrutura. b) devidas aos movimentos verticais;
Entretanto, para os cálculos de fadiga, não é sempre pos-
sível utilizar o grupo do equipamento como critério único c) devidas aos movimentos horizontais;
para a verificação de todos os elementos da estrutura, pois
o número de ciclos de solicitação e os estados de tensões d) devidas aos efeitos climáticos;
podem, para certos elementos, ser sensivelmente
diferentes da classe de utilização e dos estados de carga e) diversas.
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8 NBR 8400:1984

Tabela 3 - Estados de tensões de um elemento

Estado de tensões Definição Fração mínima de tensão máxima

0 (muito leve) Elemento submetido excepcionalmente à sua P=0


tensão máxima e comumente a tensões muito
reduzidas

1 (leve) Elemento submetido raramente à sua tensão P = 1/3


máxima, mas comumente a tensões da ordem
de 1/3 da tensão máxima

2 (médio) Elemento freqüentemente submetido à sua tensão P = 2/3


máxima e comumente a tensões compreendidas
entre 1/3 a 2/3 da tensão máxima

3 (pesado) Elemento regularmente submetido à sua tensão P=1


máxima

Tabela 4 - Classificação da estrutura dos equipamentos (ou elementos da estrutura) em grupos

Estado de cargas (ou estado Classe de utilização e número convencional de ciclos de


de tensões para um elemento) levantamento (ou de tensões para um elemento)

A B C D
6,3 x 104 2,0 x 105 6,3 x 105 2,0 x 106

0 (muito leve) 1 2 3 4
P=0

1 (leve) 2 3 4 5
P = 1/3

2 (médio) 3 4 5 6
P = 2/3

3 (pesado) 4 5 6 6
P=1

5.5.1 Solicitações principais pelo levantamento brusco da carga, multiplicando-se as


solicitações devidas à carga de serviço por um fator cha-
As solicitações principais são: mado coeficiente dinâmico (ψ). O valor do coeficiente dinâ-
mico a ser aplicado à solicitação devida à carga de serviço
a) as devidas aos pesos próprios dos elementos, SG; é dado na Tabela 5.

b) as devidas à carga de serviço, SL. 5.5.2.1 Para certos equipamentos, as solicitações devidas
ao peso próprio e as devidas à carga de serviço são de
Os elementos móveis são supostos na posição mais sinais contrários e convém, nestes casos, comparar a
desfavorável. Cada elemento de estrutura é calculado solicitação do equipamento em carga, aplicando o
para uma determinada posição do equipamento, cujo coeficiente dinâmico à carga de serviço, com a solicitação
valor da carga levantada (compreendida entre 0 e a carga do equipamento em vazio, levando em conta as oscilações
de serviço) origina, no elemento considerado, as tensões provocadas pelo assentamento de carga, ou seja:
máximas. Em certos casos a tensão máxima pode corres-
a) determinar a solicitação total no assentamento da
ponder à ausência de carga de serviço.
carga pela expressão:
5.5.2 Solicitações devidas aos movimentos verticais (ψ - 1)
SG - SL
2
As solicitações devidas aos movimentos verticais são pro- b) comparar com a solicitação do equipamento em
venientes do içamento relativamente brusco da carga de carga determinada pela expressão:
serviço, durante o levantamento, e de choques verticais
devidos ao movimento sobre o caminho de rolamento. SG + ψSL
Nas solicitações devidas ao levantamento da carga de
serviço, levam-se em conta as oscilações provocadas c) utilizar para os cálculos o valor mais desfavorável.
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NBR 8400:1984 9

Esta fórmula baseia-se no fato de que o coeficiente dinâ- de utilização do equipamento e as velocidades a serem
mico determina o valor da amplitude máxima das osci- atingidas. Deduz-se o valor da aceleração, a qual serve
lações que se estabelecem na estrutura no momento de para o cálculo do esforço horizontal conforme as massas
levantamento da carga. A amplitude máxima destas osci- a movimentar. Se os valores das velocidades e das ace-
lações tem para valor: lerações não são estabelecidos pelo usuário, poderão
ser escolhidos, a título indicativo, os tempos de aceleração
SL (ψ - 1) em função das velocidades a atingir conforme as seguin-
tes condições de utilização:
Quando se baixa a carga, admite-se que a amplitude da
oscilação que se forma na estrutura é a metade da provo- a) equipamentos de velocidade lenta média, porém
cada no momento do levantamento. A Figura 2 mostra as devendo percorrer um longo curso;
curvas de levantamento e de descida quando SL e SG são
de sinais contrários. b) equipamentos de velocidade média e alta em
aplicações comuns;
5.5.2.2 Pode-se estender a aplicação do coeficiente dinâ-
mico a outros equipamentos, como por exemplo os pórti- c) equipamentos de alta velocidade com fortes
cos com balanço, nos quais para a parte da viga principal acelerações.
em balanço usa-se o coeficiente dinâmico dos guindastes
com lança; para a parte entre pernas, o coeficiente dinâ- Nota: No caso c), deve-se quase sempre motorizar todas as
mico de pontes rolantes. O coeficiente dinâmico leva em rodas.
conta o levantamento relativamente brusco de carga de
serviço, que constitui o choque mais significativo. As soli- A Tabela 6 fornece os valores de tempos de aceleração e
citações devidas às acelerações ou desacelerações no acelerações recomendadas para estas três condições. O
movimento de levantamento, assim como as reações ver- esforço horizontal a considerar deve ser no mínimo de
ticais devidas à translação sobre caminhos de rolamento 1/30 da carga sobre as rodas motoras e no máximo 1/4
corretamente executados(1), são desprezadas. desta carga. No caso de movimentos de orientação e de
levantamento da lança, o cálculo é efetuado considerando
5.5.3 Solicitações devidas aos movimentos horizontais o momento acelerador ou desacelerador que se exerce
no eixo do motor dos mecanismos. O valor das acelera-
As solicitações devidas aos movimentos horizontais são: ções depende do equipamento; na prática escolhe-se
uma aceleração na ponta de lança, podendo variar entre
a) os efeitos da inércia devidos às acelerações ou 0,1 m/s2 e 0,6 m/s2 conforme a rotação e o raio da lança,
desacelerações dos movimentos de direção, de de maneira a obter tempos de aceleração da ordem de
translação, de orientação e de levantamento de 5 s a 10 s nos casos comuns. No Anexo B é apresentado
lança, calculáveis em função dos valores destas um método para o cálculo dos efeitos de aceleração dos
acelerações ou desacelerações; movimentos horizontais.

b) os efeitos de forças centrífugas; 5.5.3.2 Efeitos da força centrífuga

c) as reações horizontais transversais provocadas Os efeitos da força centrífuga são levados em considera-
pela translação direta; ção nos guindastes, devido ao movimento de orientação.
Na prática, basta determinar o esforço horizontal na ponta
d) os efeitos de choque. da lança, resultante da inclinação do cabo que recebe a
carga. Em geral desprezam-se os efeitos da força centrífu-
5.5.3.1 Efeitos horizontais devidos às acelerações ou ga nos demais elementos do equipamento.
desacelerações
5.5.3.3 Coeficiente que determina as reações transversais
Os efeitos horizontais devidos às acelerações ou desa- devidas ao rolamento
celerações são levados em consideração a partir das
acelerações ou desacelerações imprimidas nos elemen- O caso de reações horizontais transversais ocorre quando
tos móveis, quando das partidas ou frenagens, calculan- duas rodas (ou dois truques) giram sobre um trilho, origi-
do-se as solicitações resultantes nos diferentes elementos nando um movimento formado pelas forças horizontais
da estrutura. No caso de movimento de direção e transla- perpendiculares ao trilho. As forças componentes deste
ção, este cálculo efetua-se considerando um esforço hori- momento são obtidas multiplicando-se a carga vertical
zontal aplicado à banda de rodagem das rodas motoras, exercida nas rodas por um coeficiente (ξ), que depende
v (2)
paralelamente ao caminho de rolamento. Os esforços de- da relação entre o vão e a distância entre eixos . Os
vem ser calculados em função do tempo de aceleração a
valores deste coeficiente ξ, que determina as reações
ou desaceleração, obtido conforme sejam as condições transversais devidas ao rolamento, são dados na Figura 3.
(1)
Supõe-se que as juntas dos trilhos estejam em bom estado. Os inconvenientes apresentados por um mau estado do caminho de
rolamento são muito elevados nos equipamentos de levantamento tanto para a estrutura quanto para os mecanismos e se faz
necessário estabelecer, a princípio, que as juntas dos trilhos devem ser mantidas em bom estado. Nenhum coeficiente de choque
deve ser levado em consideração devido às deteriorações provocadas por juntas defeituosas. A melhor solução para os equipamentos
rápidos é a de soldar topo a topo os trilhos, a fim de suprimir completamente os choques devidos às passagens nas juntas.
(2)
Chama-se distância entre eixos a distância entre os eixos das rodas extremas ou, quando se trata de truques, a distância entre os
eixos das articulações na estrutura dos dois truques ou conjuntos de truques. Caso existam rodas de guias horizontais, a distância
entre eixos é a distância que separa os pontos de contato com o trilho entre duas rodas horizontais.
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Tabela 5 - Valores do coeficiente dinâmico ψ

Equipamento Coeficiente dinâmico Faixa de velocidade de


ψ elevação da carga (m/s)

1,15 0 < vL ≤ 0,25

Pontes ou pórticos rolantes 1 + 0,6 vL 0,25 < vL < 1

1,60 vL ≥ 1

1,15 0 < vL ≤ 0,5

Guindaste com lanças 1 + 0,3 vL 0,5 < vL < 1

1,3 vL ≥ 1

Nota: O coeficiente dinâmico é menor quando o esforço de levantamento se faz sobre um elemento de estrutura mais flexível, como no
caso de guindaste com lanças.

Figura 2 - Curva de levantamento e de descida quando SL e SG são de sinais contrários


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Tabela 6 - Tempos de aceleração e acelerações

Equipamentos de Equipamentos de alta


Velocidade a Equipamentos de
velocidade média e alta velocidade com fortes
atingir velocidade lenta e média
(aplicações comuns) acelerações

Tempos Acelerações Tempos Acelerações Tempos Acelerações


de de de
aceleração aceleração aceleração
(m/s) (m/min) (s) (m/s2) (s) (m/s2) (s) (m/s2)

4,00 240 - - 8,0 0,50 6,0 0,67


3,15 189 - - 7,1 0,44 5,4 0,58
2,50 150 - - 6,3 0,39 4,8 0,52
2,00 120 9,1 0,22 5,6 0,35 4,2 0,47
1,60 96 8,3 0,19 5,0 0,32 3,7 0,43
1,00 60 6,6 0,15 4,0 0,25 3,0 0,33
0,63 37,8 5,2 0,12 3,2 0,19 - -
0,40 24 4,1 0,098 2,5 0,16 - -
0,25 15 3,2 0,078 - - - -
0,16 9,6 2,5 0,064 - - - -

Figura 3 - Coeficiente que determina as reações transversais devidas ao rolamento

5.5.3.4 Efeitos de choques contra batentes ou pára-choques cinética do equipamento (sem carga de serviço) a uma
fração da velocidade nominal de translação fixada em
Os choques podem ocorrer: 0,7 vt. Os esforços resultantes na estrutura são calculados
em função da desaceleração imposta pelo batente ao
a) na carga suspensa; equipamento. Para velocidades elevadas (superiores a
1 m/s), a utilização de dispositivos de frenagem (entrando
b) na estrutura. em ação com a aproximação das extremidades dos
caminhos de rolamento) é permitida, com a condição de
Para choques ocorrendo na estrutura distinguem-se dois que a ação dos mesmos seja automática e imponha ao
casos: equipamento desaceleração efetiva, reduzindo a veloci-
dade de translação para que se atinjam os batentes com
a) quando a carga suspensa pode oscilar; a velocidade reduzida prevista. Neste caso considera-se
como valor vt para o cálculo do pára-choque a velocidade
b) quando guias fixas impedem a oscilação (exemplo: reduzida obtida após frenagem (3). No caso em que a car-
ponte empilhadeira). ga suspensa não pode oscilar, verifica-se o efeito do amor-
tecimento da mesma maneira, entretanto levando-se em
No caso em que a carga suspensa pode oscilar não se conta o valor da carga de serviço. Quando o choque ocor-
levam em consideração os efeitos de choque para veloci- re na carga suspensa, levam-se em consideração as soli-
dades de deslocamento horizontal menores que 0,7 m/s. citações provocadas por tal choque somente nos equipa-
Para as velocidades de deslocamento horizontais supe- mentos em que a carga é guiada rigidamente. O cálculo
riores a 0,7 m/s, levam-se em conta reações provocadas destas solicitações pode ser feito considerando o esforço
na estrutura pelos choques contra os pára-choques. Ad- horizontal, aplicado perpendicularmente à carga, capaz
mite-se que o pára-choque é capaz de absorver a energia de provocar basculamento sobre duas rodas do carro.

(3)
Utilizar sempre um dispositivo seguro e eficaz para prever o amortecimento antes do choque contra o batente.
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5.5.4 Solicitações devidas aos efeitos climáticos Pa é a pressão aerodinâmica, em N/m2

As solicitações devidas aos efeitos climáticos são as resul- Os valores do coeficiente aerodinâmico são dados na
tantes das seguintes causas: Tabela 8.

a) ação do vento; Quando uma viga (ou parte de uma viga) é protegida
contra o vento pela presença de uma outra viga, deter-
b) variação de temperatura. mina-se o esforço do vento na viga (ou parte da viga) pro-
tegida, aplicando-se ao esforço calculado, conforme as
5.5.4.1 A ação do vento depende essencialmente da forma prescrições anteriores, um coeficiente de redução φ, cujos
do equipamento. Admite-se que o vento possa atuar hori- valores são dados na Tabela 9 e na Figura 5.
zontalmente em todas as direções. Esta ação é traduzida
pelos esforços de sobrepressão e de depressão cujos Nota: Admite-se que a parte protegida da segunda viga é
delimitada pela projeção na direção do vento do contorno
valores são proporcionais à pressão aerodinâmica. A
da primeira viga sobre a segunda. O esforço do vento nas
pressão aerodinâmica é determinada pela fórmula:
partes externas a estas projeções é calculado sem a
aplicação do coeficiente de redução.
v2w
Pa =
1,6 O coeficiente de redução depende das relações Ar/At e
B/h, sendo B a distância entre faces e h a altura da viga,
Onde:
conforme indicado na Figura 4.
vw = velocidade do vento, em m/s Quando, para as vigas em treliça, a relação Ar/At é superior
a 0,6, o coeficiente da redução é o mesmo que para uma
Para determinar os valores das pressões aerodinâmicas,
viga cheia. No caso particular das torres de seção quadra-
determina-se a velocidade do vento limite de serviço além
da, em treliças de perfilados, os cálculos são feitos apli-
do qual qualquer utilização do equipamento deve cessar,
cando-se à superfície dos componentes de uma das faces
e a máxima velocidade do vento admitida para o cálculo
um coeficiente aerodinâmico global, C’, dado pela ex-
do equipamento fora de serviço. A velocidade do vento
pressão:
limite deve ser prevista na direção mais desfavorável. A
Tabela 7 fornece os valores de pressão aerodinâmica a) C’ = 1,6 (1 + φ), no caso de vento soprando perpen-
em função da altura, em relação ao solo, e das velocida- dicularmente à face considerada, ou
des do vento. Em casos particulares em que ventos exce-
pcionais devem ser previstos, poderão ser impostas con- b) C’ = 1,76 (1 + φ), no caso de vento soprando diago-
dições mais desfavoráveis para a velocidade do vento nalmente à face considerada.
fora de serviço(4). O esforço devido à ação do vento em
uma viga é uma força cujo componente na direção do Nota: Nas fórmulas de C’ o coeficiente de redução, φ, é
B
vento é dado pela relação: determinado em função de Ar/At para = 1.
h
Fw = CAPa A ação do vento sobre a carga suspensa é calculada
considerando-se a maior superfície que esta pode expor.
Onde: O esforço resultante é determinado tomando-se C = 1 pa-
ra valor do coeficiente aerodinâmico. Para cargas diver-
A deve ser interpretada como sendo a superfície ex-
sas, inferiores a 250 kN, para as quais as superfícies ex-
posta ao vento pela viga, isto é, a superfície da proje-
postas ao vento não podem ser determinadas de modo
ção dos elementos constituintes da viga em um plano
preciso, pode-se tomar, a título indicativo, os seguintes
perpendicular à direção do vento
valores de superfície:
C é o coeficiente aerodinâmico que depende da con- a) 1m2 por 10 kN para a faixa até 50 kN;
figuração da viga e considera sobrepressão nas dife-
rentes superfícies b) 0,5 m2 por 10 kN para a faixa de 50 kN a 250 kN.

Tabela 7 - Valores da pressão aerodinâmica

Altura em relação Vento máximo


Vento limite de serviço
ao solo (equipamento fora de serviço)

Velocidade Pressão Velocidade Pressão


aerodinâmica aerodinâmica
(m) (m/s) (km/h) (N/m2) (m/s) (km/h) (N/m2)

0 a 20 20 72 250 36 130 800


20 a 100 42 150 1100
Mais de 100 46 165 1300

(4)
Não seria vantajoso aumentar o limite superior pela simples observação de uma aceleração, medida por um anemômetro, que
corresponde geralmente a uma rajada localizada que não pode colocar o equipamento em perigo. Os valores indicados na Tabela 7
decorrem da experiência e fornecem toda a segurança.
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Tabela 8 - Valores de coeficiente aerodinâmico

Tipo de viga Croqui Relação Coeficiente aerodinâmico


(C)

Treliça composta - 1,6


por perfis

l
= 20 1,6
h

l
= 10 1,4
h
Viga de alma cheia ou
l
caixa fechada =5 1,3
h

l
=2 1,2
h

Elementos tubulares e d Pa / 10 ≤ 1 1,2


treliça composta por
tubos (d em m)
d Pa / 10 > 1 0,7

Nota: Os valores do coeficiente aerodinâmico podem ser diminuídos se ensaios em túneis de vento mostrarem que os valores da
tabela são demasiado elevados.

Figura 4 - Distância entre faces

5.5.4.2 As solicitações devidas às variações de tempera- c) 300 N de esforço horizontal nos guarda-corpos e
tura somente devem ser consideradas em casos particula- corrimãos.
res, entre os quais aquele em que os elementos não po-
dem se dilatar livremente. Neste caso toma-se como limite 5.6 Casos de solicitação
de variação de temperatura:
São previstos nos cálculos três casos de solicitações:

- 10°C a + 50°C a) caso I - serviço normal sem vento;

b) caso II - serviço normal com vento limite de serviço;


5.5.5 Solicitações diversas
c) caso III - solicitações excepcionais.
Para o dimensionamento de acessos e passadiços, cabi-
As diversas solicitações determinadas como indicado em
nas, plataformas, prevê-se como cargas concentradas:
5.5 podem, em certos casos, ser ultrapassadas devido às
imperfeições de cálculo ou a imprevistos. Por esse motivo
a) 3000 N para acessos e passadiços de manuten- leva-se ainda em conta um coeficiente de majoração (Mx)
ção, onde podem ser depositados materiais; que depende do grupo no qual está classificado o equipa-
mento, que deve ser aplicado no cálculo das estruturas.
b) 1500 N para acessos e passadiços destinados Os valores deste coeficiente de majoração, Mx, são apre-
somente à passagem de pessoas; sentados em 5.7.
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Tabela 9 - Valores do coeficiente de redução φ

Ar
B 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,8 1
At
h
0,5 0,75 0,4 0,32 0,21 0,15 0,05 0,05 0,05

1 0,92 0,75 0,59 0,43 0,25 0,1 0,1 0,1

2 0,95 0,8 0,63 0,5 0,33 0,2 0,2 0,2

4 1 0,88 0,76 0,66 0,55 0,45 0,45 0,45

5 1 0,95 0,88 0,81 0,75 0,68 0,68 0,68

Figura 5 - Valores do coeficiente de redução

5.6.1 Caso I - Equipamento em serviço normal sem vento eventualmente, a solicitação devido à variação de
temperatura, ou seja:
Consideram-se as solicitações estáticas devidas ao peso
próprio SG, as solicitações devidas à carga de serviço SL Mx (SG + ψ SL + SH) + SW
multiplicadas pelo coeficiente dinâmico ψ, e os dois efeitos
Nota: Os efeitos dinâmicos de aceleração e de desaceleração
horizontais mais desfavoráveis SH entre os definidos em não têm os mesmos valores de 5.6.1 e 5.6.2, pois os tem-
5.5.3 com exclusão dos efeitos do choque. O conjunto pos de partida e de frenagem são diferentes com e sem
destas solicitações deve ser multiplicado pelo coeficiente vento.
de majoração Mx (ver 5.7). Quando a translação é um
movimento de posicionamento do equipamento usado 5.6.3 Caso III - Equipamento submetido a solicitações
para deslocamentos de cargas, não se combina o efeito excepcionais
deste movimento com outro movimento horizontal; é o
caso, por exemplo, de um guindaste portuário, onde, posi- As solicitações excepcionais referem-se aos seguintes
cionando o equipamento, uma série de operações se casos:
efetua com o guindaste estacionado.
a) equipamento fora de serviço com vento máximo;
5.6.2 Caso II - Equipamento em serviço normal com vento
b) equipamento em serviço sob efeito de um amorte-
limite de serviço cimento;

Às solicitações de 5.6.1 adicionam-se os efeitos do vento c) equipamento submetido aos ensaios previstos em
limite de serviço SW, definido em 5.5.4.1 (Tabela 7) e, 5.1.5.
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5.6.3.1 Nos cálculos leva-se em consideração a mais 5.8 Método de cálculo


elevada das seguintes combinações:
Para os três casos de solicitação definidos em 5.6, deter-
a) solicitação devida ao peso próprio, acrescida da minam-se tensões nos diferentes elementos da estrutura
solicitação Swmáx. devida ao vento máximo, citada e nas junções e verifica-se a existência de um coeficiente
em 5.5.4.1 (incluindo-se as reações das ancora- de segurança suficiente em relação às tensões críticas,
gens), ou seja, SG + Swmáx.; considerando as três seguintes causas de falha possíveis:

b) solicitações SG devidas ao peso próprio, acresci- a) ultrapassagem do limite de escoamento;


das de solicitação SL devida à carga de serviço,
às quais acrescenta-se o mais elevado dos efei- b) ultrapassagem das cargas críticas de flambagem;
tos de choques ST previstos em 5.5.3.4, ou seja,
SG + SL + ST(5);
c) ultrapassagem do limite de resistência à fadiga.

Nota: No caso de uso de dispositivos de frenagem prévia,


A qualidade dos aços utilizados deve ser indicada e as
antes do contato com o pára-choque, toma-se
para ST a mais elevada das solicitações resultan- propriedades mecânicas e as composições químicas de-
tes, seja de desaceleração provocada pelo dispo- vem ser garantidas pela usina produtora do material. As
sitivo, seja a imposta pelo choque contra o batente. tensões admissíveis do material são determinadas nas
condições de 5.8.1, 5.8.7, 5.8.8 e 5.9, referentes às tensões
críticas do material. Aquelas tensões críticas são as corres-
c) solicitação SG devida ao peso próprio, acrescida
pondentes ou ao limite elástico (que é traduzido pela fixa-
da mais elevada das duas solicitações ψρ1SL e
ção de uma tensão correspondente ao limite de alonga-
ρ2SL, onde ρ1 e ρ2 são os coeficientes de sobrecar-
mento crítico) ou à tensão crítica de flambagem ou à fadiga
ga previstos nos ensaios dinâmico e estático defini-
ou à tensão correspondente aos ensaios com uma
dos em 5.15.1 e 5.15.2, ou seja, SG + ψρ1SL ou
probabilidade de sobrevivência de 90%. O cálculo das
SG + ρ2SL.
tensões atuantes nos elementos de estrutura é efetuado
a partir dos diferentes casos de solicitações previstos em
Nota: A verificação da alínea c) só é útil no caso em que 5.6, aplicando os processos convencionais da resistência
a carga de serviço, suposta exercendo-se indivi-
dos materiais.
dualmente, provoque tensões de sentido oposto
às resultantes dos pesos próprios, desde que a
carga de ensaio estático imposta não ultrapasse 5.8.1 Verificação em relação ao limite de escoamento dos
1,5 vez a carga nominal. elementos de estrutura sem junções

5.7 Escolha do coeficiente de majoração Mx 5.8.1.1 Nos elementos solicitados à tração (ou compressão)
simples, a tensão de tração (ou compressão) calculada
5.7.1 Equipamentos industriais não deve ultrapassar os valores da tensão admissível, σa,
dados pela Tabela 12, para os aços com σe /σr < 0,7.
O valor do coeficiente de majoração Mx depende do grupo
no qual está classificado o equipamento e é dado na Ta-
bela 10. Para os aços com σe/σr > 0,7, deve-se utilizar a seguinte
fórmula para o cálculo da tensão admissível:

Tabela 10 - Valores do coeficiente de majoração para


equipamentos industriais σe + σr
σa = σa52
σe52+ σr52
Grupos 1 2 3 4 5 6

Mx 1 1 1 1,06 1,12 1,20 Onde σa52 é obtido a partir da Tabela 12.

5.7.2 Equipamentos siderúrgicos Nota: Nos casos em que o aço não possuir patamar de escoa-
mento definido, toma-se para σe a tensão que corresponde
a 0,2% de alongamento percentual, ou seja, σe0,2.
Devido às condições ambientais de serviço excepcional-
mente severas, os equipamentos de levantamento utili-
zados na siderurgia recebem um coeficiente de majoração 5.8.1.2 Nos elementos solicitados ao cisalhamento puro,
especial. Para os classificados nos grupos de 1 a 5, são a tensão admissível ao cisalhamento é dada pela fórmula:
os mesmos da Tabela 10; para os equipamentos classifi-
σa
cados no grupo 6 os coeficientes de majoração são os τa =
constantes na Tabela 11. 3

(5)
Levar em conta as solicitações criadas pela carga de serviço, mas desprezar o efeito de oscilação resultante do choque; esta osci-
lação somente solicita a estrutura quando os demais efeitos já estão praticamente absorvidos. Esta observação não se aplica às
cargas guiadas rigidamente, nas quais não podem oscilar.
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Tabela 11 - Valores do coeficiente de majoração para equipamentos utilizados na siderurgia e classificados no


grupo 6

Equipamento Mx

Pontes, semipórticos e pórticos para pátio de sucata com ou sem eletroímã

Pontes, semipórticos e pórticos sem guia para manuseio de chapas, tarugos, trefilados,
bobinas, barras e perfis

Pontes para recozimento e decapagem

Pontes com gancho para transporte de lingoteiras 1,20

Pontes para carregamento de metal líquido, mistura de metal e vazamento (ponte panela)

Pontes com caçamba para sucata do forno elétrico

Pórticos para quebra de casca e carepa

Pórticos para bacia de decantação (limpeza de água)

Pontes de quebra de gusa e crosta 1,25

Pontes, semipórticos e pórticos com guia de carga para manuseio de chapas, tarugos,
trefilados, bobinas, barras e perfis

Pontes de viga giratória

Pontes para recuperação de carepa

Pontes, semipórticos e pórticos sem guia de carga para basculamento de chapas (escarfagem) 1,35

Pontes para carregamento de sucata na aciaria

Semipórticos para carregamento da caçamba do BOF

Pontes e pórticos para transporte da panela de escória

Pórticos para coqueria

Pórticos para coleta e mistura de minérios

Pontes, semipórticos e pórticos com guia de carga para basculamento de chapas (escarfagem)

Pontes para manuseio de lingotes e lingoteiras

Pontes estripadoras 1,45

Pontes para forno poço

Pontes para carregamento de forno

Pontes com virador de forja

Tabela 12 - Tensões admissíveis à tração (ou compressão) simples

Casos de solicitação Caso I Caso II Caso III

Tensão admissível
σe σe σe
σa
1,5 1,33 1,1
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5.8.1.3 Nos elementos solicitados a esforços combinados, b) σ ≤ 0,2 σa e τ ≤ 0,8 σa, para o cisalhamento duplo.
deve-se verificar no ponto considerado que:
5.8.2.4 A pressão diametral sobre as paredes dos furos,
a) cada uma das duas tensões normais, σx e σy, seja Pd, deve obedecer à seguinte relação:
igual ou inferior a σa;
a) Pd ≤ 1,5 σa, para o cisalhamento simples;
b) o esforço de cisalhamento τxy seja igual ou inferior b) Pd ≤ 2 σa, para o cisalhamento duplo.
a τa;
Nota: Rebites trabalhando à tração não deverão ser utilizados
c) a tensão de comparação, σcp, seja igual ou inferior nos elementos principais e deverão ser evitados nos de-
a σa, isto é: mais elementos. Qualquer junção deve se realizar no míni-
mo por meio de dois rebites, alinhados na direção da força.

σcp = σ2x + σ2y - σ xσ y + 3τ2xy ≤ σa 5.8.3 Verificação das junções aparafusadas

Notas: a)Para a aplicação da fórmula da tensão de comparação As verificações a efetuar supõem um aparafusamento rea-
por simplicidade, devem ser tomados os valores máxi- lizado em boas condições, isto é, utilizando-se parafusos
mos de σx, σy e τxy. Tal cálculo conduz a uma tensão calibrados (torneados ou estampados), cujo comprimento
de comparação muito elevada para os casos em que é do corpo liso seja igual à soma das espessuras das peças
impossível que cada uma das três tensões ocorra, si- a montar, sendo obrigatório o uso de arruelas. Os furos
multaneamente, com o seu valor máximo; no entanto, devem ser abertos e mandrilhados com tolerância ade-
é aceitável por ser este método de cálculo favorável à quada. Os parafusos não calibrados são somente aceitos
segurança.
para junções secundárias, não transmitindo grandes es-
forços, e são proibidos nas junções submetidas à fadiga.
b) Caso se deseje efetuar os cálculos de forma mais pre-
cisa, convém procurar a combinação mais desfavo-
5.8.3.1 Nos parafusos trabalhando à tração, a tensão cal-
rável que possa efetivamente ocorrer. Na prática utiliza-
culada para a tração no fundo de filete não deve ultrapas-
se a maior tensão de comparação resultante das seguin-
tes combinações: sar:

- σx máximo e as tensões σy e τxy correspondentes;


σ = 0,65 σa

5.8.3.2 Nos parafusos trabalhando ao cisalhamento, a ten-


- σy máximo e as tensões σx e τxy correspondentes;
são calculada na seção da parte não rosqueada não deve
- τxy máximo e as tensões σx e σy correspondentes. ultrapassar os valores determinados para os rebites em
5.8.2.1. A parte rosqueada não deverá ser submetida a
c) No caso em que duas das três tensões sejam sensivel- tensões de cisalhamento.
mente de mesmo valor e superiores à metade da tensão
admissível, a combinação mais desfavorável dos três 5.8.3.3 Nos parafusos trabalhando à tração e cisalhamento
valores pode ocorrer para casos de cargas diferentes combinados, devem-se verificar as seguintes condições:
das correspondentes ao máximo de cada uma das
três tensões. a) σ ≤ 0,65 σa e τ ≤ 0,6 σa, no caso de cisalhamento
simples;
d) Caso particular:
b) σ ≤ 0,65 σa e τ ≤ 0,8 σa, no caso de cisalhamento
- tração (ou compressão) combinada com cisalhamen- duplo;
to.
c) σ 2 + 3τ 2 ≤ σ a .
Verifica-se a relação: σ + 3τ ≤ σ a
2 2
5.8.3.4 Para pressão diametral, os valores indicados em
5.8.2 Verificação das junções rebitadas 5.8.2.4 são aplicáveis aos parafusos.

5.8.4 Junções com parafusos de alta resistência com aperto


5.8.2.1 No caso de rebites trabalhando ao cisalhamento,
controlado
tendo em vista a influência do esforço de aperto, a tensão
de cisalhamento calculada não deve ultrapassar o se- Neste tipo de junção as peças montadas por parafusos
guinte valor: de alta resistência são solicitadas pelos seguintes es-
forços:
a) τ = 0,6 σa, para o cisalhamento simples;
a) forças paralelas ao plano de junção;
b) τ = 0,8 σa, para o cisalhamento duplo ou múltiplo.
b) forças perpendiculares ao plano de junção;
5.8.2.2 No caso de rebites trabalhando à tração, a tensão
de tração calculada não deve ultrapassar o valor: c) combinações das forças indicadas em a) e b).

Nota: Convém salientar que os cálculos para verificação do com-


σ = 0,2 σa portamento das montagens com parafusos de alta resis-
tência são válidos para as montagens realizadas em con-
5.8.2.3 No caso de rebites trabalhando simultaneamente formidade com as prescrições usuais, ou seja, dando um
à tração e ao cisalhamento, devem-se verificar as seguin- aperto controlado nos parafusos e preparando as superfí-
tes condições: cies em contato, a fim de obter os coeficientes de atrito
convenientes. O anexo C fornece mais indicações sobre
a) σ ≤ 0,2 σa e τ ≤ 0,6 σa, para o cisalhamento simples; este tipo de montagem.
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5.8.4.1 As forças paralelas ao plano de junção, Fp, tendem b) σa = 0,8σe0,2, tomando-se precaução contra arran-
a fazer deslizar as peças em contato e a transmissão do camento dos filetes do parafuso.
esforço realiza-se por atrito. Para determinar o esforço
limite admissível, Fpa, que pode ser transmitido por atrito 5.8.5 Determinação das tensões nos demais elementos das
por cada parafuso, considera-se o esforço de tração Tp junções aparafusadas
que se exerce no parafuso após aperto, multiplicado pelo
coeficiente de atrito, µ, das superfícies em contato e aplica- Para os elementos solicitados em tração, distinguem-se
se a este esforço limite o coeficiente de segurança FSp dois casos:
indicado na Tabela 13, multiplicando-se o resultado pelo
número de planos de atrito m, ou seja(6): a) parafusos dispostos em uma única linha perpen-
dicular ao sentido do esforço;
µTp
Fpa = m b) parafusos dispostos em várias linhas perpen-
FSp diculares ao sentido do esforço.

Tabela 13 - Fator de segurança FSp 5.8.5.1 Nos parafusos dispostos em uma única linha per-
pendicular ao sentido do esforço, deve-se verificar:
Caso de solicitação Caso I Caso II Caso III
a) o esforço total na seção bruta;
FSp 1,5 1,33 1,1
b) 60% do esforço total na seção líquida (seção bruta
Nota: O valor Tp depende do torque de aperto aplicado ao para- menos a seção dos parafusos dos furos).
fuso e o valor de µ depende do material das peças em
contato e do estado das superfícies. 5.8.5.2 Nos parafusos dispostos em várias linhas perpendi-
culares ao sentido do esforço, calcula-se a seção mais
5.8.4.2 As forças de tração perpendiculares ao plano de carregada (correspondente à linha 1 para a peça A da fi-
junção, N, tendem a provocar uma descompressão das gura 6), verificando-se duas condições:
peças em contato, que deve ser limitada a um valor que
permita ainda um contato suficiente aos fins que se destina a) esforço total na seção bruta;
a junção. O valor admissível, Na, deste tipo de esforço ex-
terno, suposto exercendo-se no eixo do parafuso, é deter- b) o esforço total na seção líquida das linhas 2 e 3
minado dividindo-se o esforço de tração no parafuso após (2/3 do esforço total da junta no caso da figura 6),
o aperto, Tp, pelo coeficiente de segurança FSN dado pela aumentando de 60% do esforço recebido pela li-
Tabela 14, ou seja: nha 1.

Tp Supõe-se para isso que o esforço é repartido igualmente


Na = entre todos os parafusos e que o número de linhas de pa-
FSN
rafusos é pequeno, pois se for grande demais os últimos
parafusos trabalham pouco. É recomendado não ultrapas-
Tabela 14 - Fator de segurança FSN sar duas linhas de parafusos ou, excepcionalmente, três.

Caso de solicitação Caso I Caso II Caso III 5.8.6 Junções soldadas

FSN 1,65 1,45 1,1 Nas junções soldadas supõe-se que o metal da solda
possui características pelo menos tão boas quanto as do
5.8.4.3 Para os efeitos das solicitações combinadas de- metal-base. A tensão de ruptura dos eletrodos utilizados
vem-se fazer as seguintes verificações: deverá ser no mínimo igual à do metal-base.

a) para o parafuso mais tensionado, a soma dos es-


forços de tração devida à solicitação N deve per-
manecer inferior ao esforço de tração admissível
definido em 5.8.4.2;

b) o esforço médio transmitido por atrito deve perma-


necer inferior ao seguinte valor:

Fp =
(
µ Tp - N ) .m
FSp

5.8.4.4 A tensão admissível à tração nos parafusos de alta


resistência está limitada a:

a) σa = 0,7σe0,2, para execução normal; Figura 6 - Fixação por três linhas de parafusos

(6)
O Anexo C complementa as informações contidas nesta.
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5.8.6.1 As tensões desenvolvidas nas junções soldadas, car se esta tensão majorada permanece abaixo da tensão
quando sujeitas à tração e compressão longitudinal, não limite determinada em 5.8.1.1. O Anexo E indica como
devem ultrapassar as tensões admissíveis, σa, determina- fazer a aplicação de diferentes processos clássicos, le-
das em 5.8.1.1. vando-se em consideração as diretrizes estabelecidas
nesta Norma.
5.8.6.2 Para o cisalhamento nos cordões de solda e tensão
admissível, τa, tem para valor: 5.8.8 Verificação dos elementos submetidos à flambagem
localizada

σa
τa = Verifica-se que a tensão calculada não excede a tensão
2 crítica de flambagem localizada, dividida pelo coeficiente
de segurança da Tabela 16.
5.8.6.3 Para certos tipos de solicitações, em particular as
5.8.9 Construções submetidas a altas deflexões
tensões transversais nos cordões de solda, as tensões
de comparação máximas devem ser diminuídas. A Tabe- 5.8.9.1 Nos casos de altas deflexões, as tensões nos ele-
la 15 fornece, em função do tipo de solicitação, os valores mentos, após a deformação, não são iguais às tensões
da tensão de comparação que não deve ser ultrapassada antes da deformação. É o caso, por exemplo, das tensões
para aços de 37 daN/mm2, 42 daN/mm2 e 52 daN/mm2 de que surgem na base de um guindaste, no qual o momento
tensão de ruptura. O anexo D fornece alguns dados com- não é proporcional às forças aplicadas em conseqüência
plementares sobre junções soldadas. do aumento do braço (Figura 7).
5.8.7 Verificação dos elementos submetidos à flambagem Nestes casos os cálculos são feitos da seguinte maneira:

Em princípio admite-se calcular as peças submetidas a a) efetuar as verificações previstas em 5.8.1 a 5.8.8,
flambagem com a mesma segurança que a adotada em calculando as tensões resultantes dos diferentes
relação ao limite de escoamento, isto é, caso se determine casos de solicitação, verificando se existe uma se-
a tensão crítica de flambagem, a tensão limite admitida gurança suficiente em relação às tensões críticas
será a tensão crítica dividida pelos seguintes coeficientes: (limite de escoamento e flambagem). Para cálculo
das tensões deve-se ter em conta o efeito das de-
Caso de solicitação Coeficiente formações pela aplicação das cargas;

I 1,5 b) a seguir fazer uma verificação suplementar, cal-


II 1,33 culando as tensões resultantes da aplicação das
III 1,1 solicitações multiplicadas pelo coeficiente de segu-
rança correspondente, levando em conta as defor-
O método de cálculo adotado é deixado a critério do fabri- mações resultantes desta aplicação majorada, veri-
cante, que deve justificar sua origem. Se o método usado ficando se as tensões assim calculadas permane-
majora as tensões calculadas por um coeficiente de flam- cem inferiores às tensões de limite de escoamento
bagem que depende da esbeltez da peça, deve-se verifi- e flambagem.

Tabela 15 - Tensões de comparação máximas admissíveis em cordões de solda

Tensão de ruptura do aço daN/mm2 37 42 52

Casos de solicitação
Caso I Caso II Caso III Caso I Caso II Caso III Caso I Caso II Caso III
Tipos de solicitação

Tensões de comparação
longitudinais para qualquer 16,0 18,0 21,5 17,5 19,5 24,0 24,0 27,0 32,5
tipo de cordão de solda

Tensões transversais em tração:


a) solda topo a topo e solda em K, 16,0 18,0 21,5 17,5 19,5 24,0 24,0 27,0 32,5
qualidade especial
b) solda em K, qualidade comum 14,0 15,8 18,5 15,3 17,0 21,0 21,0 23,6 28,5
c) solda em ângulo 11,3 12,7 15,2 12,4 13,8 17,0 17,0 19,1 24,0

Tensões transversais em
compressão:
a) solda topo a topo e solda em K 16,0 18,0 21,5 17,5 19,5 24,0 24,0 27,0 32,5
b) solda em ângulo 13,0 14,6 17,5 14,2 15,8 19,5 19,5 22,0 26,5

Cisalhamento em todos os tipos 11,3 12,7 15,2 12,4 13,8 17,0 17,0 19,1 24,0
de solda
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20 NBR 8400:1984

Tabela 16 - coeficiente de segurança na flambagem localizada

Caso de solicitação
Caso I Caso II Caso III
Tipos de solicitação

(A)
Painel inteiriço 1,71 + 0,180 (θ - 1) 1,50 + 0,125 (θ - 1) 1,35 + 0,075 (θ - 1)
Flambagem localizada
de elementos planos (B)
Painel parcial 1,50 + 0,075 (θ - 1) 1,35 + 0,050 (θ - 1) 1,25 + 0,025 (θ - 1)

Flambagem localizada de elementos curvos 1,70 1,50 1,35

(A)
Considera-se painel inteiriço a superfície total da chapa que está sendo verificada, sem levar em conta os enrijecedores.
(B)
Considera-se painel parcial a área de chapa delimitada por enrijecedores.

Nota: A relação das tensões de borda, θ, varia de -1 a +1, conforme a Tabela 46 do Anexo F, e que indica um método para determinação
dessas tensões.

Figura 7 - Aumento do braço na base de um guindaste devido à deflexão

5.8.9.2 Tendo em vista que as solicitações variáveis Sv 5.9 Elementos submetidos à fadiga
(solicitações devidas à carga multiplicada por ψ, devido
ao vento e aos movimentos horizontais) são mais críticas Há risco de fadiga quando um elemento é submetido a
do que a solicitação constante no peso próprio SG, pode- solicitações variáveis. Na verificação à fadiga levam-se
se praticamente considerar os dois seguintes casos: em conta os seguintes parâmetros:

a) quando o peso próprio SG e a carga variável SV a) o número convencional de ciclos e o diagrama de


ocasionam deformações de sentidos opostos, tensões a que está submetido o elemento;
determinam-se a tensão σG, resultante da aplica-
ção do peso próprio SG (sem majoração), e a ten- b) o material empregado e o efeito de entalhe no
são σV, resultante das cargas variáveis SV multi- ponto considerado;
plicadas pelo coeficiente de segurança correspon-
c) a tensão máxima a que está submetido o elemento;
dente (em 5.8.1 a 5.8.8); verifica-se se esta tensão
é inferior à tensão crítica, ou seja, a tensão resul-
d) a relação entre a tensão mínima e a tensão máxima.
tante de (SG + FS SV) < σcr;
O Anexo G fornece dados para a verificação dos elemen-
b) quando o peso próprio e a carga variável oca- tos de estrutura submetidos à fadiga.
sionam deformações de mesmo sentido, deter-
mina-se a tensão resultante da aplicação da car- 5.9.1 Número convencional de ciclos e diagrama de tensões
ga variável multiplicada pelo coeficiente FS e do
peso próprio multiplicado pelo coeficiente O número de ciclos de variações de solicitações e o dia-
FS’ = 1 + (FS - 1) r, onde r = σG/(σG + σV) é calcula- grama de tensões a levar em consideração são os previs-
do no estado inicial das deformações. Verifi- tos em 5.1.1 e 5.2.2. Estes dois parâmetros são definidos
ca-se então a tensão resultante de unicamente pelo grupo em que está classificado o elemen-
(FS’ . SG + FS.SV) < σcr. to da estrutura conforme 5.3 e 5.4.
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NBR 8400:1984 21

5.9.2 Material utilizado e efeito de entalhe Desde que haja acordo entre comprador e fabricante, po-
de-se:
A resistência à fadiga de um elemento depende, entre
outros fatores, da qualidade do material usado, da forma a) usar meios de ancoragem ou de estaiamento para
da peça e de como ficará montada. A maneira como a pe- assegurar a estabilidade do equipamento quando
ça fica montada e seu método de fabricação provocam fora de serviço;
concentrações de tensões, diminuindo consideravelmen-
te a resistência à fadiga do elemento. b) determinar posições para o equipamento, ou seus
elementos, quando em repouso;
5.9.3 Determinação da tensão máxima
c) estabelecer livre deslocamento de alguns elemen-
A tensão máxima a que está submetido o elemento de tos do equipamento (lança de guindaste, por
estrutura é a tensão mais elevada em valor absoluto (seja exemplo).
em tração, seja em compressão) que pode ser imposta
ao elemento no caso I de solicitação exposta em 5.6.1, Nota: Para os cálculos de estabilidade, as solicitações não de-
sem a aplicação do coeficiente de majoração Mx. Para as vem ser acrescidas dos coeficientes ψ (em 5.5.2), ξ (em
peças comprimidas não se leva em conta na verificação 5.5.3.3) e Mx (em 5.7).
à fadiga a aplicação do coeficiente de flambagem ω citado
Os dispositivos de ancoragem, de estaiamento, de trava-
em 5.8.7 e no Anexo E.
mento e outros semelhantes devem ser considerados nos
5.9.4 Relação entre as tensões mínima e máxima cálculos como momento de antitombamento.

A relação entre as tensões mínima e máxima é determina- 5.12 Segurança contra o arrastamento pelo vento
da calculando-se os valores extremos das tensões a que
Independentemente da estabilidade ao tombamento,
está submetido o elemento no caso I de solicitação. Esta
convém verificar se o equipamento não será arrastado
relação pode ser diferente conforme os ciclos de mano-
pelo vento máximo majorado de 10%. Esta verificação
bras, porém é favorável à segurança determiná-la preven-
efetua-se admitindo um coeficiente de atrito nas rodas
do os dois valores mais extremos que se pode encontrar
freadas igual a 0,14 e uma resistência ao rolamento das
durante as manobras possíveis do caso I de solicitação.
rodas não freadas igual a 10 N/kN para as rodas montadas
A relação R = σmín./σmáx. (ou τmín./τmáx., no caso de cisalha-
sobre rolamentos e 15 N/kN para as rodas sobre buchas.
mento) varia de +1 a -1; é positiva se as tensões extremas
Caso haja perigo de arraste, um dispositivo de bloqueio
permanecem no mesmo sentido e negativa se as tensões
deve ser previsto (corrente, garra manual ou automática,
forem de sentido oposto.
etc.). Para o cálculo das garras trabalhando por atrito sobre
5.10 Verificação dos elementos obtidos à fadiga o trilho, admite-se um coeficiente de atrito igual a 0,25.

Em função dos parâmetros definidos em 5.9.1, 5.9.2 e 5.13 Contraflecha


5.9.4, assegura-se que a resistência adequada dos ele-
As vigas principais dos equipamentos deverão ser projeta-
mentos de estrutura e junções submetidos à fadiga veri-
das com uma contraflecha cujo valor será igual à deflexão
ficando-se o σmáx., definida em 5.9.3, não é superior à
ocasionada pelo peso próprio das vigas mais 50% da so-
tensão admissível de resistência à fadiga do elemento
ma do peso próprio do carro e da carga máxima. Ficará a
considerado. Esta tensão admissível à fadiga é determina-
critério do fabricante a aplicação da contraflecha nos se-
da a partir de uma tensão crítica, definida como sendo a
guintes casos:
que corresponde nos ensaios em corpos-de-prova a uma
vida provável de 90%, na qual se aplica um coeficiente a) quando o valor calculado for inferior a 5 mm ou
de segurança 4/3, ou seja:
1/2000 do vão (o que for maior);
σaf = 0,75 σ90%
b) para vigas fabricadas de perfis simples.
A determinação das tensões admissíveis à fadiga é com-
5.14 Critério para escolha dos aços
plexa e convém, nos casos gerais, consultar obras espe-
cializadas abordando este problema. O Anexo G fornece 5.14.1 As verificações efetuadas nas regras de cálculo re-
algumas indicações práticas, baseadas em resultados lativas à segurança das estruturas dos equipamentos con-
de pesquisas neste campo, para determinar estas tensões tra escoamento, instabilidade e ruptura à fadiga não pro-
admissíveis para os aços de (37, 42 e 52) daN/mm2, em porcionam segurança contra a ruptura frágil. Para se obter
função dos diferentes grupos em que estão classificados uma segurança suficiente contra a ruptura frágil, deve-se
os elementos e dos efeitos de entalhe das principais jun- escolher um certo tipo de aço em função da influência
ções usadas na construção dos equipamentos de levan- desta ruptura. As principais influências que afetam a sensi-
tamento. bilidade à ruptura frágil são:
5.11 Estabilidade ao tombamento a) influências combinadas das tensões de tração devi-
das ao peso próprio e das tensões devidas à carga;
A estabilidade ao tombamento é verificada pelo cálculo,
supondo-se o limite de tombamento atingido para majora- b) espessura da peça;
ções de carga de serviço e efeitos dinâmicos e climáticos
determinados na Tabela 17. O caminho de rolamento é c) influências de baixas temperaturas.
sempre suposto horizontal e rígido. Para os guindastes
flutuantes, leva-se em conta a inclinação assumida pelo As influências são avaliadas por um número de pontos
equipamento. cuja soma determina o tipo de aço a utilizar.
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22 NBR 8400:1984

Tabela 17 - Condições de estabilidade

Verificação a efetuar Solicitações a considerar Coeficientes de majoração

- Carga nominal 1,6


Verificação estática - Efeitos horizontais 0
- Vento 0

- Carga nominal 1,35


Equipamento - Efeitos dos movimentos 1
em carga horizontais (A)
Verificação - Vento de serviço (B) 1
dinâmica
- Carga nominal - 0,1
Equipamento - Efeitos de dois movimentos 1
em vazio horizontais (A)
- Vento de serviço (B) 1

- Carga nominal 0
Verificação para o vento máximo
- Efeitos horizontais 0
(tempestade)
- Vento máximo 1,1

- Carga nominal - 0,3(C)


Verificação em caso de ruptura - Efeitos de dois movimentos
de eslinga horizontais sem carga (A) 1
- Vento de serviço (B) 1

(A)
É considerado separadamente movimento de translação para posicionamento. Um cálculo para a estabilidade deste movimento
deve ser previsto separadamente. Em caso de choque o cálculo de estabilidade é feito fazendo-se considerações dinâmicas.
(B)
Vento limite de serviço na direção mais desfavorável.
(C)
A menos que o cálculo possa justificar um valor inferior.

5.14.2 Avaliação das influências de ruptura frágil: b) espessura e da peça.

a) combinação de tensões de tração devidas ao peso - para 5 mm ≤ e < 20 mm


próprio com tensões devidas à carga: 9
Zb = e2
2500
Caso I - não há cordão de solda ou somente um
cordão transversal (linha I da Figura 8). - para 20 mm ≤ e ≤ 100 mm
σG Zb = 0,65 e - 14,81- 0,05
Za = - 1 somente para σG ≥ 0,5 σa.
0,5 σa
Para os perfis laminados deve-se incluir uma espes-
Caso II - Cordão de solda longitudinal (linha ll da sura ideal e*, cujo valor é o seguinte:
Figura 8)
* d
σG - para barras redondas: e =
Za = 1,8
0,5 σa
* e
Caso III - Cruzamento de cordões de solda (li- - para barras quadradas: e =
1,8
nha III da figura 8)
* b
σG - para seções retangulares: e =
Za = +1 1,8
0,5 σa
onde b é o lado maior do retângulo e a razão entre
Nota: σa = tensão admissível de tração em relação ao b b
limite elástico para o caso I de carregamento. lados é ≤ 1,8 para > 1,8 tem-se e* = e.
e e
σG = tensão de tração devido ao peso próprio. c) influência de baixas temperaturas: esta influência
somente existe em temperaturas negativas. Para
Za = índice de avaliação para a influência a.
este caso:
O perigo de ruptura frágil aumenta quando há forte
Zc = 0,4
concentração de tensões, especialmente tensões
de tração triaxiais como é o caso no cruzamento 5.14.3 Determinação do tipo de aço
de cordões de solda. Se os elementos forem reco-
zidos após a soldagem (aproximadamente A qualidade mínima do aço estrutural a ser utilizado é
600 - 650°C) e as tensões forem baixas, pode-se determinada pela soma dos valores de Za, Zb e Zc. A Ta-
utilizar para todos os tipos de cordão de solda a li- bela 18 apresenta os grupos de aço em função da soma
nha I da Figura 8. daqueles índices.
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NBR 8400:1984 23

5.14.4 Qualidade dos aços no caso de perfilados laminados e de tubulação


até uma espessura de 6 mm;
Neste critério, entende-se por qualidade dos aços a pro-
priedade deste em apresentar um comportamento de ri-
gidez sob certas temperaturas. Os aços estão divididos b) elementos de construção de espessura maior que
em quatro grupos de qualidade. O grupo no qual o aço 50 mm somente podem ser utilizados em estruturas
utilizado deve ser classificado é função de sua resiliência principais soldadas se o fabricante tiver uma gran-
verificada no teste de impacto sob determinada tempera- de experiência em soldagem de chapas grossas.
tura. A Tabela 19 fornece as resiliências e as temperaturas Neste caso a qualidade do aço e sua verificação
de teste para os quatro grupos. devem ser determinados por técnicos especializa-
dos;
5.14.5 Diretrizes especiais

Na escolha das qualidades de aço, além das diretrizes c) se uma peça for obtida por dobramento a frio com
descritas, devem-se levar em conta os seguintes fatores: uma razão entre o raio e a espessura da chapa
< 10, deve-se utilizar aço na qualidade adequada
a) os aços efervescentes do grupo I somente podem para tal dobramento.
ser utilizados em peças de estruturas principais

Za - Função das tensões e cordões de solda


Figura 8
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24 NBR 8400:1984

Figura 9 - Curva de correlação entre e e Zb

Tabela 18 - Classificação dos grupos de qualidade em função da


soma dos índices de avaliação

Soma dos índices de avaliação Grupo de qualidade


Σ Z = Za + Zb + Zc

≤ 1 1
≤ 4 2
≤ 8 3
≤ 10 4

Tabela 19 - Grupos de qualidade dos aços

Designação do aço
Grupo de Resiliência(A) Temperaturas de teste
qualidade (daNm/cm2) (°C)
Tipo Norma

CG-26 NBR 6648


1 - - A-36 ASTM
RSt 37-1 DIN
RSt 42-1 DIN

CG-24 NBR 6648


CG-26 NBR 6648
Tipo II NBR 5008
A-283 C/D ASTM
2 3,5 + 20 A-36 ASTM
A-440 ASTM
RSt 37-2 DIN
RSt 42-2 DIN

/continua
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/continuação

Designação do aço
Grupo de Resiliência(A) Temperaturas de teste
qualidade (daNm/cm2) (°C)
Tipo Norma

- - CG-26 NBR 6648


Tipo II NBR 5008
A-284 D ASTM
A-36 ASTM
3 3,5 0 A-441 ASTM
St 37-3u DIN
St 42-3u DIN
St 52-3u DIN

BM-19 NBR 5006


BT-21 NBR 5001
Tipo II NBR 5008
A-285-B ASTM
4 3,5 - 20 A-516-55 ASTM
A-441 ASTM
St 37-3N DIN
St 42-3N DIN
St 52-3N DIN

(A)
Teste de entalhe da Norma ISO R 148.

Notas: a)As resiliências indicadas são valores mínimos tomados como sendo a média de três testes nos quais nenhum valor pode ser
inferior a 2,0 daN.m/cm2.

b) Aços de grupos diferentes podem ser soldados entre si.

5.15 Ensaios 6 Mecanismos

Antes da colocação em serviço os equipamentos devem 6.1 Classificação dos mecanismos em função do
sofrer os seguintes ensaios: serviço

Os mecanismos são classificados em diferentes grupos


a) dinâmico;
conforme o serviço que efetuam; os fatores tomados em
conta para a escolha do grupo a que pertence um determi-
b) estático.
nado mecanismo são:
5.15.1 Ensaio dinâmico a) classe de funcionamento;

Efetua-se o ensaio dinâmico com um coeficiente de so- b) estado de solicitação.


brecarga ρ1 = 1,2, ou seja, com uma carga igual a 120%
da carga nominal. Todos os movimentos são executados 6.1.1 Classe de funcionamento
sucessiva e cuidadosamente, sem verificação das velo-
A classe de funcionamento caracteriza o tempo médio, es-
cidades nem do aquecimento dos motores.
timado em número de horas de funcionamento diário do
mecanismo. Um mecanismo somente é considerado em
5.15.2 Ensaio estático
funcionamento quando está em movimento. A noção de
tempo médio define-se para os mecanismos regularmente
Efetua-se o ensaio estático com um coeficiente de so-
utilizados durante o ano, considerando somente os dias de
brecarga ρ2 = 1,4, ou seja, com uma carga igual a 140%
trabalho normal (exclusão dos dias de descanso). Durante
da carga nominal. Este ensaio deve ser executado sem
este tempo médio assim definido, o mecanismo é suposto
vento e consiste em levantar a carga nominal a uma pe-
submetido a uma solicitação variável resultante do estado
quena distância do chão e acrescentar sem choque o
de solicitação estabelecido em 6.1.2. Para os mecanismos
adicional necessário.
não utilizados regularmente durante o ano, o tempo de fun-
cionamento diário é determinado dividindo-se por 250 dias
Nota: É comum efetuar-se simultaneamente com os ensaios
uma medição da deformação sofrida pela estrutura do o tempo de funcionamento anual. A Tabela 20 fornece as
equipamento. O valor da flecha deverá ser limitado unica- correspondências entre classe de funcionamento e o tempo
mente por considerações do uso do equipamento. Caso o médio de funcionamento diário estimado. O capítulo 7 mos-
usuário queira impor uma flecha limite, esta deve ser indi- tra como harmonizar a classe de utilização das estruturas
cada na sua especificação. com a classe de funcionamento dos mecanismos.
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26 NBR 8400:1984

Tabela 20 - Classe de funcionamento

Classe de Tempo médio de funcionamento Duração total teórica


funcionamento diário estimado da utilização
(h) (h)

V0,25 tm ≤ 0,5 ≤ 800


V0,5 0,5 < tm ≤ 1 1600
V1 1 < tm ≤ 2 3200
V2 2 < tm ≤ 4 6300
V3 4 < tm ≤ 8 12500
V4 8 < tm ≤16 25000
V5 tm >16 50000

Notas: a)Os tempos diários de funcionamento são considerados para uma utilização na velocidade nominal do mecanismo.

b) As classes V1 a V5 referem-se a mecanismos utilizados de modo regular.


c) A classe V0,5 refere-se principalmente a movimentos para trazer o equipamento a uma posição determinada e a partir da qual
uma série de operações se efetua sem utilização deste movimento (por exemplo: translações de grua portuária).

d) A classe V0,25 se refere a movimentos de utilização casual.


e) As durações de uso da terceira coluna devem ser consideradas como valores convencionais, servindo de base ao cálculo de
elementos de mecanismos, para os quais o tempo de utilização serve de critério para a escolha do elemento (rolamentos,
engrenagens em certos métodos).
f) A duração total de utilização não pode em caso algum ser considerada como garantia de vida útil.

6.1.2 Estado de solicitação 6.1.3.2 No caso dos movimentos horizontais, para calcular
a média cúbica determinam-se primeiramente os dois
O estado de solicitação (analogamente às estruturas) ca- seguintes parâmetros:
racteriza em que proporção um mecanismo, ou um ele-
mento de mecanismo, é submetido à sua solicitação a) relação (α) entre tempo de funcionamento do pe-
máxima ou somente a solicitações reduzidas. Distinguem- ríodo de aceleração (positivas e negativas) e o
se três estados de solicitação caracterizados pela fração tempo total de funcionamento do mecanismo;
da solicitação máxima, p, correspondente à menor solici-
tação do mecanismo durante o serviço, analogamente b) relação (γ) entre a solicitação a que é submetido o
às estruturas. Os três estados de solicitação são caracteri- mecanismo para movimentar-se sem vento e a so-
zados por p = 0, p = 1/3 e p = 2/3, sendo os diagramas cor- licitação total SMmáx. II, conforme 6.5.2.
respondentes os da Figura 10.
As curvas da figura 12 fornecem, em função de α e γ, os
Nota: O valor p = 1, correspondente a um serviço contínuo a valores das médias cúbicas K para os movimentos hori-
plena carga, não é praticamente utilizado nos mecanismos zontais.
dos equipamentos de levantamento, caracterizados por
solicitações variáveis. 6.1.3.3 Os valores de K determinados nas curvas das Fi-
guras 11 e 12 permitem escolher o estado de solicitação
Os estados de solicitação dos mecanismos são definidos do mecanismo, considerando:
na Tabela 21.
a) K ≤ 0,53, estado de solicitação 1;
6.1.3 Média cúbica
b) 0,53 < K ≤ 0,67, estado de solicitação 2;
Quando se pode estabelecer um diagrama de funciona-
mento de um mecanismo, é importante situá-lo em relação c) 0,67 < K ≤ 0,85, estado de solicitação 3.
aos três diagramas citados em 6.1.2. Esta comparação
Nota: Os valores de K superiores a 0,85, correspondente ao
pode ser feita considerando o valor da média cúbica do diagrama p = 1, não são, em princípio, levados em conside-
diagrama estabelecido, determinada pela fórmula: ração (ver nota de 6.1.2).

6.2 Classificação dos mecanismos em grupos


Σ S3i ti
K=3
Σ ti A partir das classes de funcionamento e dos estados de
solicitação, classificam-se os mecanismos em seis grupos
Nota: Solicitações parciais constantes Si são aplicadas durante conforme a Tabela 23.
os tempos correspondentes ti.
Os mecanismos executando tarefas consideradas perigo-
Na Tabela 22 são dados os valores convencionais de K, sas (transporte de material em fusão, de produtos quími-
calculados partindo-se dos diagramas de base. cos, de corrosivos, etc.) deverão ser classificados em um
grupo imediatamente superior do que seria, combinando-
6.1.3.1 No caso do movimento de levantamento, os esta- se estado de solicitação e classe de funcionamento. O
dos de solicitação definidos na Tabela 21 podem ser re- Anexo A fornece exemplos de classificação de mecanis-
presentados pelos diagramas da Figura 10 e as médias mos em função das classes de funcionamento e estados
cúbicas pelas curvas da Figura 11. de solicitação para os equipamentos mais comuns.
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Tabela 21 - Estado de solicitação dos mecanismos

Estados de solicitação Definição Fração da solicitação máxima

1 Mecanismos ou elementos de mecanismos sujeitos a P=0


solicitações reduzidas e raras vezes a solicitações máximas
2 Mecanismos ou elementos de mecanismos submetidos,
durante tempos sensivelmente iguais, a solicitações P = 1/3
reduzidas, médias e máximas
3 Mecanismos ou elementos de mecanismos submetidos na
maioria das vezes a solicitações próximas à solicitação P = 2/3
máxima

Tabela 22 - Médias cúbicas convencionais

Estados de solicitação K

1 0,53
2 0,67
3 0,85

Nota: A relação de um valor de K para outro é de ~ 1,25.

Abscissas - fração de tempo total


Ordenadas - fração de carga total
Figura 10 - Diagrama das cargas levantadas

Figura 11 - Médias cúbicas no movimento de levantamento


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28 NBR 8400:1984

Figura 12 - Valores de K para movimentos horizontais

Tabela 23 - Grupos dos mecanismos

Classes de funcionamento
Estados de solicitação
V 0,25 V 0,5 V1 V2 V3 V4 V5
1 1Bm 1Bm 1Bm 1Am 2m 3m 4m
2 1Bm 1Bm 1Am 2m 3m 4m 5m
3 1Bm 1Am 2m 3m 4m 5m 5m

6.3 Solicitações a considerar nos cálculos dos b) as SML correspondentes ao deslocamento vertical
mecanismos da carga de serviço;

Os mecanismos são submetidos a duas espécies de solici- c) as SMF correspondentes aos atritos que não foram
tações: levados em conta no cálculo do rendimento do
mecanismo;
a) as originadas por torques dos motores e freios,
representadas por SM; d) as SMA correspondentes à aceleração ou à frena-
b) as que não dependem de ação dos motores ou gem do movimento;
dos freios, mas que são determinadas pelas rea-
e) as SMW correspondentes ao efeito do vento limite
ções que se exercem sobre as peças mecânicas e
de serviço SW (ver 5.5.4.1).
não equilibradas por um torque atuando sobre os
eixos motores(7), representadas por SR.
6.3.2 Solicitações do tipo SR
6.3.1 Solicitações do tipo SM
As solicitações do tipo SR a considerar são:
As solicitações do tipo SM a considerar são:
a) as SRG devidas ao peso próprio dos elementos
a) as SMG correspondentes ao deslocamento vertical atuando sobre a peça considerada;
do centro de gravidade dos elementos móveis do
equipamento, exceto a carga de serviço; b) as SRL devidas à carga de serviço;
(7)
Por exemplo, em um movimento de translação, as solicitações que resultam da reação vertical sobre as rodas, assim como os es-
forços transversais que solicitam o eixo da roda, não se transmitem aos elementos acionadores do movimento.
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c) as SRA devidas às acelerações ou desacelerações 6.4.3 Caso III - Solicitações excepcionais


dos diferentes movimentos do equipamento, ou
de seus elementos, calculadas conforme 5.5.3.1, As solicitações máximas que servem de base para os
desde que a ordem de grandeza destas solicita- cálculos no caso IIl são as seguintes:
ções não seja desprezível em relação às solicita-
ções SRG e SRL;
a) a solicitação máxima SMmáx. III, do tipo SM, que é de-
d) as SRW devidas ao vento limite de serviço SW ou terminada considerando-se a solicitação máxima
ao vento máximo fora de serviço SWmáx. (ver que o motor pode efetivamente transmitir ao meca-
5.5.4.1), desde que a ordem de grandeza destas nismo, levando-se em consideração as limitações
solicitações não seja desprezível. resultantes das condições práticas de funciona-
mento; os valores de SMmáx. III são dados em 6.5;
6.4 Casos de solicitações
b) a solicitação máxima SRmáx. III, do tipo SR, que é de-
São previstos nos cálculos três casos de solicitações: terminada pela fórmula:

a) caso I - serviço normal sem vento; SR máx. III = SRG + SRW máx.

b) caso II - serviço normal com vento;


Esta fórmula é adotada visto que as conseqüências de
uma sobrecarga devida a um amortecimento (choque,
c) caso III - solicitações excepcionais.
batida) ou um enganchamento são menos graves para
um mecanismo do que para a estrutura, toma-se então
Determina-se para cada um destes casos uma solicitação
como solicitação excepcional a correspondente ao equi-
máxima que serve de base para os cálculos.
pamento fora de serviço com vento máximo (ver 5.6.3 alí-
nea a)).
Nota: No caso dos equipamentos não submetidos ao vento, os
casos I e II serão iguais.
Nota: No caso em que meios complementares de ancoragem
6.4.1 Caso I - Serviço normal sem vento ou de estaiamento são adotados para assegurar a imobili-
dade ou a estabilidade por vento fora de serviço, convém
As solicitações máximas que servem de base para os ter em conta o caso eventual da ação destes dispositivos
sobre os mecanismos.
cálculos no caso I são as seguintes:

a) a SMmáx. I, do tipo SM, que é determinada pela fór- 6.5 Aplicação das considerações anteriores no cálculo
mula: de SM

SMmáx. I = SMG + SML + SMF + SMA Os mecanismos dos equipamentos realizam:

b) a solicitação máxima SRmáx. I, do tipo SR, que é de-


a) deslocamentos puramente verticais do centro de
terminada pela fórmula:
gravidade das massas móveis (por exemplo: mo-
vimentos de levantamento);
SRmáx. I = SRG + SRL + SRA

Nota: Tanto para a) como para b) não se deve considerar a b) deslocamentos puramente horizontais do centro
combinação dos valores máximos de cada um dos termos de gravidade do conjunto das massas móveis (por
desta relação, mas o valor resultante da combinação mais exemplo: movimentos de direção, de translação,
desfavorável, podendo efetivamente produzir-se durante de orientação ou de levantamento de lança equili-
o serviço. brada);

6.4.2 Caso II - Serviço normal com vento


c) movimentos combinando uma elevação do centro
de gravidade das massas móveis com um desloca-
As solicitações máximas que servem de base para os
mento horizontal (por exemplo: levantamento de
cálculos no caso II são as seguintes:
lança não equilibrada).
a) a solicitação máxima SMmáx. II, do tipo SM, que é de-
terminada pela maior das combinações seguintes: 6.5.1 Movimento de levantamento

SMmáx. II = SMG + SML + SMF + SMA + SMW8 ou As fórmulas para o cálculo das solicitações do tipo SM
são as seguintes:
SMmáx. II = SMG + SML + SMF + SMW25
a) casos I e II:
b) a solicitação máxima SRmáx. II, do tipo SR, que é de-
terminada pela fórmula:
SMmáx. I = SML + SMF Sendo SMmáx. I = SMmáx. II
SRmáx. II = SRG + SRL + SRA + SRW25
Nota: Despreza-se neste caso a solicitação devida à aceleração
Nota: Tanto para a) como para b) se aplica a nota de 6.4.1. do levantamento que é pequena em relação a SML.
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30 NBR 8400:1984

b) caso III: dos centros de gravidade das massas móveis é


desprezível em relação à potência necessária para
SMmáx. III = 1,6 (SML + SMF) vencer as acelerações ou os efeitos do vento;
quando, contrariamente, os efeitos das acelera-
Nota: Admite-se que as solicitações máximas que podem ser ções ou do vento são desprezíveis em relação ao
transmitidas aos mecanismos de levantamento são efeito do deslocamento vertical dos centros de gra-
limitadas na prática a 1,6 vez a solicitação SMmáx. I(8). vidade das massas móveis, este valor é demasiado
elevado e pode-se calcular SMmáx. III pela fórmula:
6.5.2 Movimentos horizontais
SMmáx. III = 1,6 SMmáx. II
As fórmulas para o cálculo das solicitações do tipo SM
são as seguintes:
Entre estes dois limites extremos deve-se examinar cada
caso particular em função do motor escolhido, de seu
a) caso I:
modo de partir, do valor relativo das solicitações devidas
aos efeitos de inércia do vento e devidas à elevação dos
SMmáx. I = SMF + SMA
centros de gravidade. Quando as condições de funciona-
b) caso II: toma-se o valor mais elevado entre os se- mento limitam o torque efetivamente transmitido ao meca-
guintes: nismo (conforme 6.5.2, alínea c), este torque limite é toma-
do com o valor de SMCmáx., se inferior aos valores anterior-
SMmáx. II = SMF + SMA + SMW8 ou mente calculados.

SMmáx. II = SMF + SMW25 6.6 Método de cálculo

c) caso III: toma-se para SMmáx. III a solicitação corres- Os elementos de mecanismo são calculados de modo
pondente ao torque do motor (ou do freio), a menos que os mesmos apresentem uma segurança suficiente
que as condições de funcionamento limitem o tor- em relação às suas possíveis causas de falha (ruptura,
que efetivamente transmitido, seja por escorrega- flambagem, fadiga e desgaste). Além disso outras con-
mento das rodas sobre os trilhos, seja por meios siderações podem interferir, devendo particularmente ser
de controle adequados (acoplamento hidráulico, evitado os aquecimentos exagerados ou as deformações
limitador de torque, etc.). Neste caso toma-se efe- que podem dificultar o bom funcionamento dos mecanis-
tivamente o valor transmitido(9). mos.

6.5.3 Movimentos combinados 6.6.1 Verificação em relação à ruptura(11)

As fórmulas para o cálculo das solicitações do tipo SM A verificação dos elementos dos mecanismos em relação
são as seguintes: à ruptura efetua-se considerando que a tensão calculada
não ultrapasse uma tensão admissível relacionada com
a) casos I e II: para os casos I e II determina-se a a tensão de ruptura do material utilizado. O valor da tensão
solicitação SMmáx. II(10) pela aplicação das fórmulas admissível σa(12) é dado por:
gerais definidas em 6.4.1 e 6.4.2;
σr
b) caso III: pode-se tomar como valor máximo σa =
SMmáx. III a solicitação provocada pela aplicação do q.FSr
torque máximo do motor SMCmáx.. Este valor, fre-
qüentemente muito elevado, é sempre aceitável Os valores de q são dados na Tabela 24.
pois é favorável à segurança e deve ser conside-
rado quando a potência em jogo para a elevação Os valores de FSr são dados na Tabela 25.

(8)
Em um movimento de levamentamento é impossível, em uso normal, transmitir ao mecanismo esforços superiores aos resultantes
do levantamento da carga (os efeitos da aceleração são desprezíveis). Um esforço maior provém de uma manobra errada (má
avaliação de carga, etc.). Pela experiência adquirida com equipamentos os mais diversificados, admitiu-se que o coeficiente 1,6 é uma
segurança suficiente. Motores com potência excessiva deverão ser evitados.
(9)
Se no caso do movimento de levantamento os esforços transmitidos normalmente ao mecanismo são limitados pela carga levantada,
nos movimentos horizontais o torque máximo do motor pode sempre ser transmitido ao mecanismo, caso não exista limitação
mecânica; por isso admite-se um critério de avaliação que difere dos valores de SMmáx. III conforme se trata de um movimento de
levantamento ou de outro movimento.
(10)
Ou SMmáx. I para os equipamentos não submetidos à ação do vento.
(11)
O critério de verificação em relação à ruptura foi escolhido, em que possa parecer mais lógico verificar em relação ao limite elástico
como indicado no capítulo 5 (Estruturas), pois este valor constitui em princípio o limite a não ultrapassar no uso dos materiais; para os
aços comumente usados nas estruturas, existe uma grande diferença entre o limite elástico e a carga de ruptura, diferença esta que
protege contra uma ruptura brusca, mesmo no caso excepcional de ultrapassagem do limite elástico; no entanto, o emprego nos me-
canismos de certos aços, tendo limite elástico muito próximo à carga de ruptura, levaria a construir peças frágeis; caso se ultrapasse a
tensão limite admissível em relação ao limite elástico, uma ultrapassagem casual deste limite levaria imediatamente à ruptura.
(12)
O coeficiente “q” leva em conta certa possibilidade de se ultrapassar a tensão calculada, devido às imperfeições do cálculo e aos
imprevistos.
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NBR 8400:1984 31

Tabela 24 - valores de q de variações de solicitações no caso I de solicitação. De-


termina-se assim para cada elemento do mecanismo:
Grupos de mecanismos q
a) σf mín. e σf máx., tensões extremas à flexão;
1 Bm 1
b) σt mín. e σt máx., tensões extremas à tração ou
1 Am 1
compressão;
2m 1,12
c) τmín. e τmáx., tensões extremas ao cisalhamento.
3m 1,25
Nota: As tensões são consideradas com valores algébricos:
4m 1,40 σf máx., σt máx. e τmáx. representando em cada caso a maior
5m 1,60 das duas tensões extremas em valor absoluto.

O cálculo da resistência à fadiga é feito considerando-se:


Tabela 25 - Valores de FSr σ τ
a) a relação R = mín. ou mín. ou o valor médio
σmáx. τmáx.
Casos de solicitação FSr
σmáx. + σmín. τ +τ
Casos I e II 2,8 σméd. = ou τméd. = máx. mín. ;
2 2
Caso III 2
b) uma tensão máxima majorada pela aplicação de
Nota: Os valores de q e FSr são acrescidos de 25% para o ferro um coeficiente δ, determinado na Tabela 26, em
fundido cinzento. As seguintes relações entre as tensões função do grupo a que pertence o mecanismo.
calculadas e as tensões admissíveis devem ser consi-
deradas: c) um número de ciclos deduzido do número conven-
a) tração pura:
cional de horas de uso do mecanismo e da rotação
para as peças giratórias; para os elementos não
1,25 σt ≤ σa giratórios, o número de ciclos é determinado a partir
b) compressão pura: do número convencional de ciclos de levantamen-
to definido em 5.1.1, tendo em conta o número de
σc ≤ σa ciclos de variação de esforço sofrido pelo elemento
c) flexão pura: durante um ciclo de levantamento; este número
de ciclos deve ser triplicado para as peças dos
σf ≤ σa mecanismos de levantamento e do levantamento
d) flexão e tração combinadas: da lança, cuja falha pode ocasionar a perda do
controle do movimento da carga. A partir da relação
1,25 σt + σf ≤ σa
R e do número de ciclos, é verificado se a tensão
e) flexão e compressão combinadas: limite de fadiga correspondente é maior que o valor
δ . σ máx..
σc + σf ≤ σa

f) cisalhamento puro: No caso em que o elemento considerado é submetido si-


multaneamente a dois ou três tipos de solicitação alterna-
3τ ≤ σ a das, pode-se verificar se o elemento é capaz de suportar,
g) tração, flexão e cisalhamento combinados: sem ruptura, uma seqüência de ciclos resultantes da com-
binação de extremos de cada um dos tipos de esforços,
(1,25 σ t + σ f )2 + 3 τ 2 ≤ σ a exercendo-se simultaneamente, ou levar em considera-
h) compressão, flexão e cisalhamento combinados: ção o fato de que, em certos casos, é impossível que os
valores extremos dos diversos esforços produzam-se si-
( σ c + σ f )2 + 3 τ 2 ≤ σ a multaneamente; verificar então o comportamento do ele-
mento, determinando a combinação mais desfavorável
6.6.2 Verificação em relação à flambagem efetivamente possível. Os métodos a usar para efetuar
aquelas verificações são deixados a critério do fabricante,
Calculam-se as peças submetidas à flambagem em con- que deve justificar a origem dos métodos adotados. São
formidade com 5.8.7, verificando-se que a tensão calcula- importantes os fatores condicionando o comportamento
da não ultrapassa uma tensão limite, determinada em de um elemento à fadiga, tais como: a qualidade do mate-
função da tensão crítica, além da qual existe o risco de rial, as dimensões dos elementos, sua forma e a qualidade
haver flambagem. Leva-se em consideração para esta da usinagem, a que é preciso adicionar a influência da
verificação o valor do coeficiente q, que depende do grupo corrosão que, em certas condições, ocasiona uma redu-
no qual é classificado o mecanismo conforme a Tabe- ção muito sensível da tensão admissível à fadiga. O Ane-
la 24. Algumas indicações gerais relativas à verificação xo H dá algumas indicações sobre a fadiga.
dos elementos à flambagem são fornecidas no Anexo E.
6.6.4 Verificação em relação ao desgaste

6.6.3 Verificação em relação à fadiga Para as partes submetidas ao desgaste, devem-se deter-
minar as grandezas específicas que o influenciam, tais
Para verificar o comportamento dos elementos à fadiga, como a pressão superficial e a velocidade circunferencial.
determina-se um ciclo de solicitações, calculando-se as Os valores obtidos devem ser tais que não levem a um
tensões extremas resultantes de todas as possibilidades desgaste excessivo dessas partes.
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32 NBR 8400:1984

Tabela 26 - Valores de δ 6.7.1.2 Para levar-se em consideração as solicitações do


tipo SR nos rolamentos, determinam-se as solicitações
Grupo de mecanismo δ extremas SR máx. e SR mín., desenvolvidas no caso I de so-
licitação para os equipamentos não submetidos ao vento,
1 Bm 1
ou o caso II de solicitação para os equipamentos sub-
1 Am 1 metidos ao vento e calcula-se o rolamento com uma solici-
tação média constante dada pela expressão:
2m 1,06
3m 1,12 2 SRmáx. + SR mín.
SRmédio =
4m 1,18 3

5m 1,25
Esta solicitação média é aplicada durante a duração de
vida teórica determinada na Tabela 20.
6.7 Cálculo dos elementos mecânicos
6.7.1.3 Para os rolamentos submetidos simultaneamente
6.7.1 Rolamentos às solicitações dos tipos SM e SR, determinam-se, confor-
me as indicações anteriores, as solicitações médias equi-
Para a escolha dos rolamentos deve-se, em primeiro lugar, valentes para cada um dos tipos de esforços SM e SR su-
verificar se eles são capazes de suportar: postos que se exerçam individualmente e escolhe-se o
rolamento para uma carga média equivalente resultante
a) a carga estática à qual o mesmo pode ser subme- da combinação das duas solicitações médias SM e SR.
tido na situação mais desfavorável dos casos I, II
ou III de solicitação; e 6.7.2 Cabos de aço

O critério de escolha do cabo de aço deve assegurar


b) a carga dinâmica máxima no caso mais desfavo-
uma vida satisfatória do mesmo. O método apresentado
rável I ou II de solicitação.
nesta Norma é aplicável para cabos formados por mais
de 100 fios, com resistência à ruptura de 160 daN/mm2 a
Sob a solicitação média constante definida em 6.7.1.1 e 220 daN/mm2, polidos ou galvanizados retrefilados, tendo
6.7.1.2, os rolamentos devem proporcionar a duração total alma de aço ou fibra. Supõe-se que a lubrificação seja
teórica de utilização indicada na Tabela 20 em função da correta e os diâmetros de enrolamento sobre as polias e
classe de funcionamento do mecanismo. tambores conforme estabelecido em 6.7.3. A escolha do
diâmetro dos cabos e dos diâmetros de enrolamento é
6.7.1.1 Para levar-se em consideração as solicitações do feita em função do grupo de mecanismo de levantamento;
tipo SM nos rolamentos durante os ciclos de manobras, entretanto, para equipamentos para os quais prevê-se
determina-se uma solicitação média equivalente SM mé- freqüentemente desmontagem (tais como guindastes de
dia suposta aplicada de modo constante, a fim de satis- obra), o que impõe trocas de cabo freqüentes, admite-se
fazer à vida determinada na Tabela 20; SM média é obtida efetuar esta escolha no grupo imediatamente inferior ao
pela fórmula: do mecanismo de levantamento, não podendo ser inferior
ao grupo 1 Bm.
SM média = K . SM máx. II (ver Tabela 22)
6.7.2.1 O diâmetro externo mínimo do cabo é determinado
Nota: Utilizar SM máx. I em vez de SM máx. II para elementos não pela fórmula:
submetidos ao vento.

No caso de movimentos combinando uma elevação do dc = Q T


centro de gravidade dos pesos móveis com um desloca-
mento horizontal (por exemplo, levantamento da lança O esforço máximo de tração T em daN que atua sobre o
não equilibrado), determina-se a solicitação média cabo no caso I de solicitação (ou no caso II se o vento tem
SM média compondo-se: uma ação sobre a tração do cabo) é determinado a partir
do esforço estático (incluindo o peso próprio do cabo e
a) a solicitação média correspondente às acelera- do moitão) ao qual se adiciona o esforço resultante do
ções e a ação do vento determinada pela fórmula atrito nas polias e as forças de aceleração, caso sejam
apresentada acima para SM média; e estas últimas superiores a 10% das cargas verticais; des-
preza-se o efeito da inclinação dos cabos no fim do curso,
b) a solicitação da média correspondente ao deslo- caso o ângulo das pernas seja inferior a 45° (Figura 13).
camento vertical do centro de gravidade das mas-
sas móveis, determinada pela expressão: O coeficiente Q depende do grupo no qual está
classificado o mecanismo do cabo (normal ou não-
rotativo) e do tipo de levantamento efetuado. Para
2 SMmáx.+ SMmín. operações perigosas (levantamento de material em
3 fusão, produtos corrosivos, etc.), escolher Q no grupo
imediatamente superior. Os valores mínimos do
Nota: SM máx. e SM mín. são os valores máximo e mínimo das soli- coeficiente Q são dados na Tabela 27. Nos casos de
citações correspondentes ao deslocamento vertical do equipamentos com caçambas, em que o peso da carga
centro de gravidade das massas móveis. não está repartido sempre de maneira igual entre os
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NBR 8400:1984 33

cabos de fechamento e de suspensão durante toda a W = 0 para polias de compensação


duração do ciclo, procede-se do seguinte modo para
determinar o valor de T na fórmula: O total WT, obtido sobre os enrolamentos onde passa efe-
tivamente o cabo, fornece os valores de H2 conforme a
dc = Q T Tabela 29.
a) se o sistema usado assegura automaticamente Caso os dois planos de enrolamento façam entre si um
uma repartição igual à da carga pelos cabos de ângulo inferior a 120°, convencionou-se que não há cur-
fechamento e de suspensão, onde, conseqüente- vatura em S (Figura 14).
mente, o desequilíbrio entre as reações sofridas
pelos cabos é limitado a um curto período no fim Nota: Quando a partir da fórmula dada em 6.7.2 determina-se
do fechamento ou início da abertura, determina- um diâmetro mínimo de cabo e daí deduzem-se diâ-
se T do seguinte modo: metros mínimos de enrolamentos nos tambores e polias,
tais diâmetros de enrolamentos podem ser mantidos mes-
- para cabos de fechamento, T = 66% do peso da mo que o diâmetro real do cabo utilizado seja até 25%
caçamba carregada dividido pelo número de maior que o diâmetro calculado dc, desde que o esforço de
cabos de fechamento; e tração no cabo não ultrapasse o valor T.

- para cabos de suspensão, a mesma porcenta- O Anexo I faz alguns comentários sobre a determinação
gem; dos diâmetros de enrolamento dos cabos.

b) se o sistema usado não assegura um equilíbrio A Figura 15 fornece os valores de H2 para alguns moitões.
automático entre os cabos de fechamento e de
6.7.4 Rodas
suspensão durante o levantamento, e que na práti-
ca quase toda a carga está aplicada sobre os cabos No cálculo das rodas devem ser levados em consideração:
de fechamento, determina-se T do seguinte modo:
a) a carga suportada pela roda;
- para cabos de fechamento, T = peso total da ca-
çamba carregada dividido pelo número de cabos b) o material que a constitui;
de fechamento; e
c) o tipo do trilho em que rola;
- para cabos de suspensão, T = 66% do peso total
da caçamba carregada dividido pelo número de d) a sua rotação;
cabos de suspensão.
e) o grupo em que está classificado o mecanismo.
6.7.2.2 O ângulo de desvio máximo permitido entre o cabo
e as ranhuras dos tambores é 3,5°. Para as polias móveis No dimensionamento de uma roda, deve-se verificar se a
e de compensação o desvio máximo permitido para o ca- mesma é capaz de suportar a carga máxima a que deve
bo, a uma distância de 1000 mm do centro da polia, será ser submetida e se é capaz de assegurar, sem desgaste
dado pela fórmula: excessivo, o serviço normal do equipamento; estas
2 condições são verificadas pelas seguintes fórmulas(13):
ε = 1000 tgβ .
1 + D/g
a) nos casos I e II de solicitação:
6.7.3 Polias e tambores
Fr
≤ Plim . c1 . c2
A escolha das polias e tambores é feita a partir da determi- bDr
nação do diâmetro mínimo de enrolamento de um cabo,
que é dado pela fórmula: b) no caso III de solicitação:
Fr
De ≥ H1 x H2 x dc ≤ 1,4 Plim
bDr
6.7.3.1 Os valores do coeficiente H1, que depende do gru-
po em que está classificado o mecanismo, são dados na
Tabela 28.

6.7.3.2 Para os tambores e polias de compensação, H2 = 1


seja qual for o tipo de sistema de cabos. Para as polias mó-
veis, os valores do coeficiente H2 dependem do número de
polias no circuito e do número de inversões dos sentidos
de enrolamento (curva em S); as polias de compensação
não entram no cálculo das inflexões. Dando-se os valores,

W = 1 para tambor

W = 2 para cada polia, não gerando inversão de sen-


tido de enrolamento no percurso do cabo

W = 4 para cada polia que provoca uma inversão de


sentido de enrolamento (curva em S) Figura 13 - Inclinação dos cabos

(13)
Estas fórmulas somente são aplicáveis para as rodas cujo diâmetro não ultrapasse 1,250 m; para diâmetros superiores, a experiência
mostra que as pressão limites admissíveis entre trilho e roda devem ser reduzidas. A utilização de rodas de grandes diâmetros não
é aconselhada.
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34 NBR 8400:1984

Tabela 27 - Valores mínimos de Q

Valores mínimos de Q
Grupo de mecanismo
Cabo normal Cabo não rotativo

1 Bm 0,265 0,280
1 Am 0,280 0,300
2m 0,300 0,335
3m 0,335 0,375
4m 0,375 0,425
5m 0,425 0,475

Tabela 28 - Valores de H1

Tambores Polias Polia de compensação


Grupo de mecanismo
Cabo normal Cabo não Cabo normal Cabo não Cabo normal Cabo não
rotativo rotativo rotativo
1 Bm 16 16 16 18 14 16
1 Am 16 18 18 20 14 16
2m 18 20 20 22,4 14 16
3m 20 22,4 22,4 25 16 18
4m 22,4 25 25 18 16 18
5m 25 28 28 31,5 18 20

Nota: Para cabos de classificação 6 x 19 adotar os mesmos valores dos cabos não rotativos.

Tabela 29 - Valores de H2

WT ≤5 6a9 ≥ 10
H2 1 1,12 1,25

Figura 14 - Ângulo entre planos de enrolamento


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NBR 8400:1984 35

Figura 15 - Valores de H2 em função do tipo de moitão

6.7.4.1 Para determinar as cargas médias, Fr, tomam-se as 6.7.4.2 Para determinar a largura útil do boleto do trilho
cargas máximas e mínimas suportadas pelas rodas no caso (b), utilizam-se as seguintes fórmulas:
de solicitação considerado, seja com o equipamento em
serviço normal (sem levar em conta o coeficiente dinâmico a) para trilhos com superfície de rolamento plana:
ψ) nos casos I e II, seja com o equipamento fora de serviço
b=l-2r
no caso III, e determina-se Fr pela seguinte fórmula:
b) para trilhos com superfície de rolamento curva
Fr mín. + 2 Frmáx.
Fr = 4
3 b=l- r
3
Nota: Frmín. é determinado com o carro sem carga nominal, na Nota: Estas fórmulas dão, para uma mesma largura do boleto do
extremidade oposta à roda considerada; Frmáx. é determina- trilho, uma superfície de rolamento mais larga para um
do com o carro sustentando a carga nominal, na extremida- trilho curvo, considerando-se, portanto, um melhor contato
de em que está a roda considerada. roda-trilho para um trilho ligeiramente curvo.
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36 NBR 8400:1984

Figura 16

6.7.4.3 Os valores da pressão limite(14) são dados na Tabe- b) equipamento:


la 30, em função do limite de ruptura do material da roda.
No caso de rodas com banda de rodagem sobreposta, - a folga lateral mínima deve ser de 20 mm para
esta deve ser suficientemente espessa para evitar proble- vãos até 25 m; para vãos superiores a esse valor,
mas de autolaminação quando em funcionamento. Para a folga mínima deve ser calculada pela fórmula:
rodas executadas em aço com alta resistência e tratadas
fmín. = 10 + 0,40 V
para a obtenção de uma dureza mais elevada, limita-se o
valor de Plim à qualidade do aço da roda antes do trata- para V em metros e fmín. em milímetros. Entretanto,
mento superficial, conforme a Tabela 30, pois um valor o valor de fmín. não deverá ser superior a 50 mm;
superior poderia acarretar um desgaste prematuro do
trilho. Rodas com banda de rodagem tratadas apresentam c) a folga lateral efetiva a ser utilizada no carro ou no
uma duração de utilização muito superior à das rodas de equipamento deverá ser determinada pelo seu fa-
menor dureza superficial, o que torna o seu uso recomen- bricante, respeitados os limites inferiores indicados
dável para equipamentos de serviço intensivo. Podem- acima, baseados nas condições de funcionamento
se utilizar rodas de ferro fundido comum (em particular dos mesmos, bem como nas suas características
sob forma de ferro fundido coquilhado, que apresenta geométricas. Cuidados especiais devem sempre
uma boa dureza superficial), observando-se que estas ser tomados quando houver curvaturas no cami-
rodas são frágeis e seu uso deve ser restrito aos equipa- nho de rolamento.
mentos com translação manual ou com velocidades bai-
xas, cargas leves e quando a incidência de choques não 6.7.5 Engrenagens
for elevada; quando estas rodas são utilizadas, determina- A escolha do método de cálculo das engrenagens é deixa-
se o seu diâmetro tomando-se Plim = 0,5 daN/mm2. da a critério do fabricante, que deve indicar a origem do
método usado; as solicitações que devem ser levadas
6.7.4.4 Os valores de c1 são dados na Tabela 31 em função em consideração são determinadas conforme 6.4.
da rotação da roda ou na Tabela 32 em função do diâmetro
da roda e da velocidade de translação. No caso em que o cálculo considera as durações de fun-
cionamento, tomam-se os números de horas convencio-
nais dados em 6.1.1.
6.7.4.5 O coeficiente c2 depende do grupo em que está
classificado o mecanismo, e seus valores são dados na 6.8 Motores elétricos
Tabela 33.
6.8.1 Determinação dos elementos para a escolha dos
motores
6.7.4.6 Folga lateral entre a superfície de rolamento da
roda e a largura total do boleto do trilho (f): Para a escolha do motor elétrico, deve-se estabelecer o
torque máximo necessário para provocar o movimento
no caso mais desfavorável e uma potência suficiente para
a) carro:
executar o serviço previsto sem aquecimento excessivo;
esta condição pode ser caracterizada por uma potência
- A folga lateral mínima, em qualquer caso, deve nominal ligada a um fator de duração do ciclo (intermitên-
ser de 10 mm; cia) e, em certos casos, a uma classe de partida.

(14)
Convém notar que a pressão limite é uma pressão fictícia, determinada supondo-se que o contato entre a roda e o trilho efetua-se
em uma superfície cuja largura é a largura útil e o comprimento é igual ao diâmetro da roda; o método de cálculo exposto origina-se
da fórmula de Hertz.
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Tabela 30 - Pressão limite

σr do material Pressão limite


(daN/mm2) Plim (daN/mm2)

> 50 0,50
> 60 0,56
> 70 0,65
> 80 0,72

Nota: Os valores tabelados são válidos para aços fundidos, forja-


dos, laminados e ferros fundidos nodulares.

Tabela 31 - Valores de c1 em função da rotação da roda

Rotação da roda c1 Rotação da roda c1 Rotação da roda c1


(rpm) (rpm) (rpm)

200 0,66 50 0,94 16 1,09


160 0,72 45 0,96 14 1,1
125 0,77 40 0,97 12,5 1,11
112 0,79 35,5 0,99 11,2 1,12
100 0,82 31,5 1 10 1,13
90 0,84 28 1,02 8 1,14
80 0,87 25 1,03 6,3 1,15
71 0,89 22,4 1,04 5,6 1,16
63 0,91 20 1,06 5 1,17
56 0,92 18 1,07

Tabela 32 - Valores de c1 em função do diâmetro e da velocidade de translação

Diâmetro da Velocidade de translação em m/min


roda em mm
10 12,5 16 20 25 31,5 40 50 63 80 100 125 160 200 250

200 1,09 1,06 1,03 1 0,97 0,94 0,91 0,87 0,82 0,77 0,72 0,66 - - -
250 1,11 1,09 1,06 1,03 1 0,97 0,94 0,91 0,87 0,82 0,77 0,72 0,66 - -
315 1,13 1,11 1,09 1,06 1,03 1 0,97 0,94 0,91 0,87 0,82 0,77 0,72 0,66 -
400 1,14 1,13 1,11 1,09 1,06 1,03 1 0,97 0,94 0,91 0,87 0,82 0,77 0,72 0,66
500 1,15 1,14 1,13 1,11 1,09 1,06 1,03 1 0,97 0,94 0,91 0,87 0,82 0,77 0,72
630 1,17 1,15 1,14 1,13 1,11 1,09 1,06 1,03 1 0,97 0,94 0,91 0,87 0,82 0,77
710 - 1,16 1,14 1,13 1,12 1,1 1,07 1,04 1,02 0,99 0,96 0,92 0,89 0,84 0,79
800 - 1,17 1,15 1,14 1,13 1,11 1,09 1,06 1,03 1 0,97 0,94 0,91 0,87 0,82
900 - - 1,16 1,14 1,13 1,12 1,1 1,07 1,04 1,02 0,99 0,96 0,92 0,89 0,84
1000 - - 1,17 1,15 1,14 1,13 1,11 1,09 1,06 1,03 1 0,97 0,94 0,91 0,87
1120 - - - 1,16 1,14 1,13 1,12 1,1 1,07 1,04 1,02 0,99 0,96 0,92 0,89
1250 - - - 1,17 1,15 1,14 1,13 1,11 1,09 1,06 1,03 1 0,97 0,94 0,91

Tabela 33 - Valores de c2

Grupo do mecanismo c2

1 Bm - 1 Am 1,12
2m 1
3m 0,9
4m-5m 0,8
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38 NBR 8400:1984

6.8.1.1 O fator de duração do ciclo é expresso, em porcen- Um método prático para controlar o valor da potên-
tagem, pela relação: cia nominal do motor a utilizar consiste em verificar
se o torque nominal do motor é superior ao torque
tempo de funcioname nto médio equivalente, suposto desenvolvido de um
. 100
tempo de funcioname nto + tempo de repouso modo contínuo durante um ciclo de manobra, dado
pela fórmula:

Nota: Esta relação é aplicável somente quando a duração o ci-


clo não ultrapassa 10 min. Σ M2i ti
Mm =
Σ ti
Os valores dos fatores de duração do ciclo geralmente
considerados são: 25%, 40%, 60% e 100%. O Anexo A
indica alguns exemplos de fatores de duração do ciclo Onde:
para diferentes tipos de equipamentos.
ti são os tempos durante os quais são aplicados
6.8.1.2 A classe de partida é definida pela fórmula: os torques Mi

c = np + si ni + sf nf Nota: Durante os tempos de parada M = 0.

Os valores de si são próximos de 0,25 para os motores Ao torque médio, Mm, corresponde uma potên-
com rotor bobinado e 0,5 para os motores com rotor em cia necessária, Pm, dada pela fórmula:
curto-circuito. Os valores de sf para frenagem em contra-
corrente são da ordem de 0,8 para rotores bobinados e 3
Mm . n
para rotores em curto-circuito. Os valores geralmente con- Pm =
siderados para as classes de partida são: 150, 300 e 9550 η
600. O Anexo A fornece alguns exemplos de classe de
partida que podem ser considerados para diferentes tipos c) motores para os movimentos horizontais com des-
de equipamentos. locamentos verticais do centro de gravidade das
massas móveis, cujas considerações da alínea "b"
6.8.1.3 Para a determinação da potência necessária e do se aplicam, somando-se às mesmas os valores
torque máximo dos motores, os mesmos são subdivididos correspondentes à elevação do centro de gravida-
em: de das massas móveis.

a) motores para os movimentos de levantamento (ou 6.8.2 Escolha dos motores


similares), cuja potência necessária do motor, em
kW, é dada pela fórmula: 6.8.2.1 Para a escolha dos motores elétricos de corrente
contínua, devem-se calcular os valores de torques e po-
F .v tências (conforme 6.8.1), observando-se também as con-
P2 = s L dições reais de funcionamento do motor.
1000 η

6.8.2.2 Para a escolha dos motores assíncronos à corrente


Nota: O valor η corresponde ao rendimento total do
mecanismo e deve levar em conta o rendimento alternada trifásica, considera-se, além do citado em
dos redutores, engrenamento do tambor, moitão 6.8.2.1, a classe de partida do mesmo conforme 6.8.1.2.
propriamente dito e também, em certos casos,
as resistências mecânicas provenientes do des- 6.8.2.3 Os motores com rotor bobinado para os movimen-
lizamento em guias. tos de levantamento são escolhidos de modo que a sua
potência nominal seja maior ou igual que a potência ne-
b) motores para os movimentos horizontais sem cessária definida em 6.8.1.3, alínea a, estabelecendo
deslocamento vertical do centro de gravidade das também o fator de duração do ciclo (intermitência) e a
massas móveis, cujo torque máximo necessário é classe de partida.
determinado em função das solicitações definidas
em 6.5.2 e cuja potência necessária deve ser supe- 6.8.2.4 Os motores com rotor bobinado para movimentos
rior a: horizontais ou combinados são escolhidos de modo que
o seu torque de partida seja maior ou igual a 1,2 vez o tor-
M1 . n que máximo necessário (conforme 6.8.1.3, alínea b). A
P1 = potência nominal é determinada de modo que o motor
9550 η
seja capaz de suportar o mais desfavorável dos seguintes
serviços:
Nota: Para o cálculo de M1, utilizam-se SMF para o caso I
de solicitação e SMF + SMW8 para o caso II.
a) fornecer uma potência P1 com o fator de duração
A fórmula de P1 permite determinar uma potência do ciclo correspondente ao serviço do mecanismo;
nominal mínima que pode, na maioria dos casos,
ser insuficiente; de fato, a escolha do tipo do motor b) fornecer uma potência Pm com um fator de duração
depende essencialmente do valor, do número e do ciclo de 100%.
da duração das acelerações e das frenagens elé-
tricas. Nota: Deverá ser definida também a classe de partida.
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NBR 8400:1984 39

6.8.2.5 Para a escolha dos motores com rotor em curto- e compatibilizar assim os elementos de estrutura e de
circuito, além das condições estabelecidas para os mo- mecanismos de um mesmo equipamento, deve-se utilizar
tores com rotor bobinado, deve-se determinar a freqüência a seguinte diretriz:
de ligação admissível, f, do motor escolhido, dada pela
fórmula: a) determinar, em função do serviço do equipamento,
a duração média de um ciclo de manobra comple-
to, isto é, o tempo necessário para realizar todas
ca cr 2
GDm + GD2i as manobras, desde a suspensão da carga até,
f= , onde J = 2
, que deve ser maior
J GDm inclusive, a retirada da carga, excluindo-se as pau-
que a freqüência de ligação real em serviço. sas eventuais entre dois ciclos. O tempo total de
utilização efetiva te do equipamento, expresso em
Para o coeficiente de redução, cr, consideram-se os se- horas, durante sua vida, é dado pela fórmula:
guintes valores:

Nx . t s
a) cr = 1, se não há frenagem elétrica; te =
3600
b) cr = 0,5 a 0,6, frenagem em corrente contínua com
corrente de excitação de cerca de 1,5 vez a corrente A Tabela 34 fornece as durações de utilização do
nominal; equipamento para ciclos de 30 s a 480 s;

c) cr = 0,4 a 0,5, frenagem em contracorrente para


b) determinar para cada mecanismo a relação
motores de potência ≥ 15 kW;
αi = tc/ts, ou seja, a razão entre o tempo de funciona-
mento do mecanismo (tc) considerado durante um
d) cr = 0,3 a 0,4, frenagem em contracorrente para
ciclo e o tempo ts do ciclo completo.
motores de potência < 15 kW.

7 Compatibilização entre grupos de estruturas e A Tabela 35 indica as durações totais de utilização ti do


de mecanismos mecanismo durante a vida do equipamento em função
da duração de utilização do próprio equipamento te e das
A compatibilização ou harmonização entre grupos de es- diferentes relações αi. Na mesma Tabela, estão indicadas
truturas e de mecanismos deve ser a primeira etapa do também as classes de funcionamento dos mecanismos.
processo de classificação em grupos de cada equipamen-
to. Desta forma, é sempre possível obter-se equipamen- Para determinar as classes de funcionamento dos meca-
tos coerentes, o que em muitos casos não aconteceria se nismos, é suficiente fixar a classe de utilização através da
a estrutura e os mecanismos fossem classificados inde- Tabela 1, a duração do ciclo médio e os valores de αi. As
pendente e separadamente. Essa compatibilização é feita curvas da Figura 17 permitem determinar as classes de
apenas em função da classe de utilização e da classe de funcionamento dos mecanismos em função daqueles três
funcionamento. Para relacionar uma classificação à outra parâmetros.

Tabela 34 - Duração de utilização dos equipamentos de levantamento

T = Duração de utilização do equipamento para as classes de utilização


t
Tempo médio de um ciclo A B C D
(s) Nx = 6,3.104 ciclos Nx = 2.105 ciclos Nx = 6,3.105 ciclos Nx = 2.106 ciclos
(h) (h) (h) (h)

30 530 1660 5300 16600


60 1050 3320 10500 33200
75 1320 4200 13200 42000
95 1660 5300 16600 53000
120 2100 6650 21000 66500
150 2650 8400 26500 84000
190 3320 10500 33200
240 4200 13200 42000
300 5300 16600 53000 > 84000
380 6650 21000 66500
480 8400 26600 84000
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40 NBR 8400:1984

Tabela 35 - Duração de utilização dos mecanismos em função de te e αi

αi Duração total ti da utilização do mecanismo (h) Classe


de
te (h) 1 0,63 0,40 0,25 0,16 0,10 funcionamento

>
530 530 335 210 132 85 53

1050 1050 660 420 265 165 105

1320 1320 830 530 335 210 132

1660 1660 1050 660 420 265 166

2100 2100 1320 830 530 335 210 V0,25

2650 2650 1660 1050 660 420 265

3320 3320 2100 1320 830 530 335

4200 4200 2650 1660 1050 660 420

5300 5300 3320 2100 1320 830 530

6650 6650 4200 2650 1660 1050 660

>
>
8400 8400 5300 3320 2100 1320 830

10500 10500 6650 4200 2650 1660 1050 V0,5

13200 13200 8400 5300 3320 2100 1320

>
>
16600 16600 10500 6650 4200 2650 1660

21000 21000 13200 8400 5300 3320 2100 V1

26600 26600 16600 10500 6650 4200 2650


>
>

33200 33200 21000 13200 8400 5300 3320

42000 42000 26600 16600 10500 6650 4200 V2

53000 53000 33200 21000 13200 8400 5300


>
>

66500 66500 42000 26600 16600 10500 6650


V3
84000 84000 53000 33200 21000 13200 8400
>
>

V4
>
>

V5
>
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Figura 17 - Classe de utilização das estruturas e mecanismos

/ANEXO A
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42 NBR 8400:1984

ANEXO A - Exemplos de classificação dos equipamentos e seus componentes mecânicos

A.1 Generalidades A.2.2 Compatibilização entre grupos de estruturas e


de mecanismos
Este Anexo tem como finalidade agrupar as diretrizes
A classificação da estrutura e dos mecanismos deve ser
constantes nos capítulos 5, 6 e 7 desta Norma, apresen-
feita somente após a compatibilização, conforme indicado
tando-as sob forma de exemplos, no que se refere à clas-
no capítulo 5:
sificação das partes estruturais e mecânicas dos equipa-
mentos, bem como à compatibilização de tais classifica- a) caracterização do ciclo de manobras - no caso
ções em função do modo de utilização dos equipamentos. deste guindaste, o ciclo compreenderá:

Para classificar corretamente o equipamento, devem ser - içamento de carga, orientação da lança, transla-
obtidas previamente informações completas envolvendo ção do guindaste, abaixamento da carga, retira-
todas as peculiaridades do serviço que deverá ser de- da da carga, içamento do gancho, orientação da
sempenhado pelo mesmo. Para evitar de se incorrer no lança, translação do guindaste e abaixamento
erro de uma classificação por comparação com equipa- do gancho, preparação da carga para ser içada.
mentos semelhantes, devem ser quantificados os ciclos Com os percursos e velocidades de cada movi-
de operação e caracterizada da forma mais aproximada mento (A.2.1.1), obtém-se o tempo médio de du-
possível a proporção em que o equipamento sofrerá soli- ração do ciclo, ts = 480 s;
citações máximas e frações destas solicitações máximas.
b) definição da classe de utilização - o número de
ciclos de funcionamento Nx é dado por:
A.2 Exemplo de classificação de um equipamento
td
A.2.1 Guindaste portuário para movimentação de Nx = 3600
ts
cargas diversas, que atenderá ao serviço de
carregamento e descarregamento de navios
Onde td é a duração teórica de utilização, em horas.

A.2.1.1 Características principais: Considerando o turno normal de trabalho de 8 h


por dia, deduzidos os tempos de preparação e re-
a) carga - a carga máxima que o guindaste necessita- tirada de carga, translação do guindaste e orien-
rá içar será de 20 toneladas. A capacidade nominal tação da lança, estimou-se que o tempo médio de
do guindaste deverá ser portanto 20 t; a carga má- funcionamento diário, tm, da elevação é de 5 h.
xima prevista para ser içada será manuseada com Com este tempo, entrando-se na Tabela 20, obtém-
certa freqüência, entretanto a maioria das cargas se a duração teórica de utilização de 12500 h.
deverá se situar na faixa entre 35% a 60% da carga Desta forma tem-se:
máxima;
12500
Nx = 3600 x Nx = 9,38x 104 ciclos
b) percursos - considerando as dimensões dos navios 480
que atracam no porto, os locais de descarregamen-
to e armazenamento e as folgas sobre os eventuais Com o valor de Nx na Tabela 1, obtém-se classe
obstáculos, tem-se: de utilização: A. Na Tabela 34, com o valor de
ts = 480, obtém-se a duração de utilização de te de
8400 h, para classe de utilização A;
curso médio vertical do grancho: 12 m;
c) definição da classe de funcionamento - lembrando
curso médio horizontal de translação: 25 m; que αi = tc/ts, obtém-se:

- para o levantamento (subida ou descida):


rotação média da lança: 180°;
360
c) velocidade - considerando a capacidade do guin- αi = = 0,75
480
daste, os cursos de deslocamento vertical, horizon-
tal e angular e ainda as características de desem-
- para a orientação:
penho que o equipamento deverá apresentar,
foram escolhidas as seguintes velocidades:
60
αi = = 0,125
480
içamento: 8,0 m/min;
- para a translação:
orientação da lança: 1,0 rpm;
60
αi = = 0,125
translação do guindaste: 50 m/min. 480
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NBR 8400:1984 43

A Tabela 35 indica para as durações de utilização ti dos A.4 Classificação do mecanismo


mecanismos e para os valores de αi calculados:
Seja o movimento de translação do guindaste considera-
levantamento αi = 0,75 ti = 6300 h do. Verificou-se que o valor de αi para a translação é de
Classe de funcionamento V3 0,125, o que representará: 0,125 x 5 = 0,625 h de funciona-
mento médio diário. Conforme a Tabela 20, a classe de
funcionamento será: V0,5. Considerando que o mecanismo
orientação αi = 0,125 ti = 1050 h de translação está submetido, na maioria das vezes, a
Classe de funcionamento V0,5 solicitações próximas à máxima, tem-se caracterizado
conforme a Tabela 21 o estado de solicitação 3.
translação αi = 0,125 ti = 1050 h
Classe de funcionamento V0,5 Com a classe de funcionamento V0,5 e o estado de solici-
tação 3, entra-se na Tabela 23 e obtém-se que o mecanis-
A.3 Classificação da estrutura mo de translação do guindaste deverá ser classificado
no grupo 1 Am.
Para a aplicação da estrutura além da classe de utilização,
A.5 Exemplos gerais de classificação
deve-se caracterizar o estado de carga. Conforme verifica-
do nas características principais do equipamento, esta As tabelas a seguir fornecem uma relação de exemplos
deverá manusear a carga máxima com certa freqüência; de classificação de estruturas e de mecanismos. Tais tabe-
entretanto a maioria das cargas deverá se situar na faixa las foram incluídas a título ilustrativo, porém cada exemplo
entre 35% a 60% da máxima, o que caracteriza o estado citado abrange a maioria dos equipamentos de cada cate-
de carga 2. goria. Convém lembrar, entretanto, que cada caso deve
ser estudado em particular, pois o equipamento poderá
Com a classe de utilização A, o estado de carga 2, estru- ter requisitos especiais que impliquem uma classificação
tura do equipamento, deverá ser classificado no grupo 3. diferente da indicada nas Tabelas.

Tabela 36 - Exemplos de classificação de equipamentos de levantamento quanto à estrutura

Tipo de equipamento Classe de utilização Estado de carga Grupo

1. Ponte rolante para casa de força A 0-1 1-2


2. Ponte ou pórtico rolante para depósito de materiais B-C 1-2 3-4-5
3. Ponte, pórtico rolante ou guindaste com caçamba B-C-D 3 5-6
4. Ponte rolante para pátio de sucata, ou ponte B-C 3 5-6
rolante com eletroímã
5. Ponte rolante de panela, estripadora, ou para C-D 3 6
forno poço
6. Ponte rolante viradora, para forja C-D 2-3 5-6
7. Ponte, pórtico rolante ou guindaste para serviços A-B 1-2 2-3-4
de montagem
8. Pórtico rolante para contêiner B-C 2 4-5
9. Guindaste portuário com gancho B-C 2 4-5
10.Guindaste portuário com caçamba B-C 3 5-6
11.Guindaste para canteiro de obra B-C 2 4-5
12.Guindaste para desempedimento em via férrea A 1-2 2-3
13.Guindaste para bordo de embarcações B 2-3 4-5
14."Derrick" A-B-C 2 3-4-5
15.Monovia (conforme utilização) - - 1a6
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44
Tabela 37 - Exemplos de classificação de mecanismos

Abreviaturas utilizadas:

L - levantamento principal O - orientação (rotação)


LA - levantamento auxiliar R - levantamento da lança
D - direção (translação do carro) F - fechamento da caçamba
DA - direção do guincho auxiliar P - aperto da pinça estripadora
T - translação do equipamento

Classe de Estado de Motores elétricos


Tipo de equipamento Movimento funcionamento solicitação Grupo
Intermitência % Classe da partida

1. Ponte rolante para casa de força L - LA V0,5 - V1 1-2 1 Bm - 1 Am 25 - 40 (a) 150


D V0,5 - V1 1-2 1 Bm - 1 Am 25 - 40 150
T V0,5 - V1 2 1 Bm - 1 Am 25 - 40 150

2. Ponte ou pórtico rolante depósito de materiais L - LA V1 - V2 2 1 Am - 2m 25 - 40 150 - 300


D V1 - V2 2 1 Am - 2m 25 - 40 150 - 300
T V1 2-3 1 Am - 2m 25 - 40 150 - 300

3. Ponte ou pórtico rolante com caçamba L V2 a V4 3 3ma5m 40 - 60 300 - 600


F V2 a V4 3 3ma5m 25 - 60 300 - 600
D V2 a V4 3 3ma5m 60 300 - 600
(b)
T V2 a V3 3 3ma4m 40 - 60 300 - 600

4. Ponte rolante para pátio de sucata L V2 - V3 3 3m-4m 40 - 60 150 - 300


LA V2 - V3 2-3 2ma4m 25 - 40 150 - 300
D V2 - V3 3 3m-4m 40 - 60 150 - 300

NBR 8400:1984
T V2 3 3m 40 - 60 150 - 300

/continua
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NBR 8400:1984
/continuação

Classe de Estado de Motores elétricos


Tipo de equipamento Movimento funcionamento solicitação Grupo
Intermitência % Classe da partida

5. Ponte ou pórtico rolante contêineres L V2 a V4 2-3 2ma5m 40 - 60 150 - 300


D V2 a V4 3 3ma5m 40 - 60 150 - 300
T V2 a V4 2-3 2ma5m 40 - 60 150 - 300

6. Ponte rolante de fundição L V2 a V3 2-3 2ma4m 40 - 60 300 - 600


LA V2 a V3 2-3 2ma4m 40 300 - 600
D V2 a V3 3 3m-4m 40 300 - 600
DA V2 a V3 2-3 2ma4m 40 300 - 600
T V2 3 3m 40 300 - 600

7. Ponte rolante estripadora e ponte rolante L V3 a V4 3 4m-5m 60 600


forno poço
LA V2 a V3 2 2m-3m 25 - 40 300
D V3 a V4 3 4m-5m 60 300 - 600
T V3 a V4 3 4m-5m 60 300 - 600
P-O V3 a V4 3 4m-5m 40 300

8. Ponte viradora para forja L V3 a V5 3 4m-5m 60 300 - 600


D V2 a V3 3 3m-4m 60 300 - 600
T V3 a V5 3 4m-5m 60 300 - 600

9. Ponte ou pórtico para serviços de montagem L - LA V0,5 a V1 1-2 1 Bm - 1 Am 25 - 40(a) 150


D V0,5 a V1 1-2 1 Bm - 1 Am 25 - 40 150
T V0,5 a V1 1-2 1 Bm - 1 Am 25 - 40 150

/continua

45
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46
/continuação

Classe de Estado de Motores elétricos


Tipo de equipamento Movimento funcionamento solicitação Grupo
Intermitência % Classe da partida

10. Guindaste para serviços de montagem L - LA V0,5 a V1 1-2 1 Bm - 1 Am 25 - 40 150


R V0,5 a V1 1-2 1 Bm - 1 Am 25 - 40 150
O V0,5 a V1 1-2 1 Bm - 1 Am 25 - 40 150
T V0,5 a V1 1-2 1 Bm - 1 Am 25 - 40 150

11. Guindaste portuário com gancho L V2 a V3 2 2m-3m 40 150


R V2 a V3 2 2m-3m 40 150
O V2 a V3 2 2m-3m 40 150
T V1 2-3 1 Am - 2 m 40 150

12. Guindaste para bordo de embarcações L V2 1-2 1 Am - 2 m 25 - 40 150


LA V2 2-3 2m-3m 40 150
R V2 2-3 2m-3m 25 150
O V1 - V2 2 1 Am - 2 m 25 150
T V1 - V2 3 2m-3m 25 - 40 150

13. "Derrick" L V1 - V2 2 1 Am - 2 m 25 - 40 150


R V1 - V2 2 1 Am - 2 m 25 - 40 150
O V1 - V2 2 1 Am - 2 m 25 - 40 150

Notas: a) Para grande altura e longa duração de levantamento, deve-se considerar uma intermitência limitada a 10 min de funcionamento.

b) Se a translação for um movimento de posicionamento de duração inferior a 10 min, usar uma intermitência de 25%. Se a duração for superior a 10 min, usar 100%.

NBR 8400:1984
/ANEXO B
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NBR 8400:1984 47

ANEXO B - Cálculos das solicitações devidas às acelerações dos movimentos horizontais

B.1 Método de cálculo F = força horizontal fictícia que tem a mesma dire-
ção que V, aplicada no ponto de suspensão da
Para calcular as solicitações devidas às acelerações dos carga e produzindo o mesmo efeito sobre o mo-
movimentos horizontais, devem ser consideradas as vimento considerado como o torque acelerador
grandezas de B.1.1 a B.1.8. ou desacelerador aplicado pelo motor ou freio

B.1.1 Massa equivalente m = massa equivalente

A inércia de todas as partes móveis, outras que a carga, m1 = massa da carga propriamente dita
no movimento considerado, é substituída por uma única
equivalente m, suposta concentrada no ponto de suspen- B.1.3 Duração média de aceleração ou desaceleração
são da carga e fornecida pela relação:
A duração média da aceleração ou desaceleração é dada
I w2 pela fórmula:
m = mo + ∑ i . i 2 i
v
v
Tm =
Onde: Jm

m = massa equivalente Onde:

mo = massa do conjunto dos elementos, outra que a Tm = duração média da aceleração ou desaceleração
carga, sofrendo o mesmo movimento de trans-
lação pura que o ponto de suspensão da carga B.1.4 Força de inércia média

li = momento de inércia de uma parte sofrendo ro- Obtém-se a força de inércia média exercida sobre um
tação, durante o movimento considerado, mo- elemento como segue:
mento de inércia este calculado em relação ao
eixo de rotação a) calcular a aceleração correspondente à acelera-
ção Jm para cada elemento em movimento, apli-
w i = velocidade angular da parte citada anterior- cada no ponto de suspensão da carga;
mente, correspondente à velocidade de trans-
lação v, do ponto de suspensão da carga, em b) multiplicar a aceleração Jm pela massa do elemen-
relação ao seu eixo de rotação to considerado. Em particular para a carga pro-
priamente dita, conforme a seguinte expressão:
v = velocidade de regime horizontal do ponto de
suspensão da carga, seja no início do período Fcm = m1 x Jm
de frenagem, ou no final do período de acele-
ração, conforme se considere um fenômeno B.1.5 Período de oscilação
de aceleração ou frenagem
Para obter-se o período de oscilação, usar a expressão:
A somatória estende-se a todas as partes em rotação no
l
curso do movimento considerado, tais como: T1 = 2π
g
a) estrutura;
Onde:
b) mecanismo;
T1 = período de oscilação
c) motor.
l = comprimento de suspensão de carga, quando
Entretanto, para os mecanismos propriamente ditos, esta se acha na posição mais alta de trabalho.
pode-se desprezar a inércia dos elementos diferentes Não devem ser considerados valores inferiores
dos diretamente solidários ao eixo do motor. a2m

B.1.2 Aceleração ou desaceleração média g = aceleração da gravidade

A aceleração ou desaceleração média é dada pela fór- B.1.6 Coeficientes µ


mula:
m1
µ=
F m
Jm =
m + m1
Quando o sistema comandando o movimento controla a
Onde: aceleração ou desaceleração e a mantém com valor
constante, toma-se µ = 0, sejam quais forem as massas m
J m = aceleração ou desaceleração média e m1.
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48 NBR 8400:1984

B.1.7 Coeficientes β B.2.2 Cálculo das solicitações no caso de um


movimento de translação
Tm
β= B.2.2.1 Frenagem no movimento de translação
T1
Examina-se o caso particular de frenagem do movimento
B.1.8 Coeficiente ψh de translação de uma ponte rolante, tendo uma carga
suspensa no cabo de levantamento (Figura 18). Os de-
Com os valores de µ e β, entra-se no diagrama da Figu- mais casos podem ser tratados de modo análogo, desig-
ra 19 e determina-se o valor correspondente de ψh. nando-se:

As forças de inércia devidas aos efeitos dinâmicos a con- m1 = massa da carga suspensa.
siderar nos cálculos da estrutura são:
m = massa total da ponte rolante propriamente
a) força de inércia devida à carga = ψh . Fcm; dita, inclusive a do carro, e o momento de inércia
do motor e dos mecanismos de comando dos
b) força de inércia sobre as partes móveis diferentes movimentos
da carga = dobro das forças médias de inércia.
x = coordenada marcando a posição da ponte
B.2 Justificativa do método de cálculo rolante ao longo do caminho de rolamento; x
representará mais precisamente a coordenada
B.2.1 Exposição dos problemas do ponto de suspensão do cabo de levantamen-
to com relação a um eixo paralelo à direção de
B.2.1.1 Um equipamento de levantamento é um sistema translação
físico basicamente constituído de:
x1 = uma coordenada marcando a posição do cen-
a) massa concentrada da carga útil, do contrapeso, tro de gravidade da carga suspensa, em relação
etc.; a um eixo de mesma direção, sentido e origem
que o eixo dos x
b) massas distribuídas das vigas, dos cabos, etc.;
z = x1 - x - uma coordenada indicando o desloca-
c) ligações elásticas entre estas massas, como vigas, mento relativo no plano da carga em relação à
cabos, etc. ponte rolante

B.2.1.2 Estando o sistema em equilíbrio e sendo submetido l = comprimento de suspensão da carga


a uma solicitação variável, ele não tende de modo progres-
sivo para um novo estado de equilíbrio, mesmo que a no- Supondo que no momento t = 0 a ponte se mova no sentido
va solicitação seja constante. O mesmo executa um movi- positivo do eixo dos x com velocidade v e que a carga se
mento oscilatório mais ou menos complexo, em redor encontre em repouso relativo em relação à ponte com:
deste novo estado de equilíbrio. No decorrer deste movi-
mento, as diversas solicitações e tensões internas no sis- dz
tema podem assumir valores que excedem às vezes subs- z = z' = =0
dt
tancialmente os valores que as mesmas assumiriam se o
sistema estivesse em equilíbrio estático sob a influência Se o freio é aplicado ao mecanismo de translação no
da nova solicitação. momento t = 0, aparecerá neste momento uma força de
frenagem horizontal, paralela ao eixo dos x, mas de
B.2.1.3 Tal situação se apresenta quando da aceleração sentido oposto a este, em cada ponto de contato entre
ou da desaceleração de um movimento de translação. uma roda motora e o trilho. Admite-se, para maior
Assim, partindo de uma posição de repouso, quando um facilidade, que o carro esteja colocado no meio das vigas
equipamento ou parte do mesmo inicia um movimento principais da ponte; pode-se admitir, por razão de simetria,
de translação ou de rotação, os diversos elementos deste que a força total em cada um dos dois trilhos é idêntica.
sistema sofrem acelerações e, portanto, são submetidos F
a força de inércia. Quando a velocidade de regime é alcan- Designando-se sua projeção no eixo dos x por - (com
2
çada, a aceleração se anula, as forças de inércia desapa- F > 0) de modo que a força de frenagem total atuando so-
recem e a solicitação sofre uma nova variação. bre o sistema em movimento (ponte mais carga) seja igual
a F em valor absoluto. Se o sistema fosse composto de
B.2.1.4 O ângulo percorrido por um sistema em rotação massas rigidamente ligadas entre si, resultaria uma desa-
durante o tempo de aplicação das forças de inércia é de celeração de valor absoluto Jm, dado pela relação:
modo geral relativamente pequeno (por exemplo, a parte
giratória de um guindaste). Pode-se então, sem cometer F
Jm = (1)
erro apreciável, considerar que cada um destes pontos m + m1
percorre um trajeto retilíneo durante este período. Como
por outro lado não há diferenças de princípio entre o trata- F origina-se do torque aplicado ao mecanismo de trans-
mento de um movimento de translação e o de rotação, lação e deve, além de frenar a inércia de translação da
será considerado o primeiro com maiores detalhes em ponte e da carga, frenar também a inércia de rotação do
B.2 e será limitado a uma curta nota sobre o movimento motor e dos mecanismos intermediários. Geralmente po-
de rotação em B.3. de-se desprezar a inércia de rotação de todos os elemen-
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NBR 8400:1984 49

tos que não estejam solidários ao eixo do motor. Em nume- Em que g é a aceleração devida à gravidade. Neste caso,
rosos casos, entretanto, a inércia destes últimos deve ser o cabo exerce sobre a ponte uma força horizontal cuja
levada em conta e a equação (1) somente é válida quando projeção Fcm sobre o eixo dos x é dada por:
se tem incorporada uma massa equivalente me, definida
pela relação: Fcm= m1 . Jm (4)
2
mev = Im wm2
Na realidade, o sistema não é rígido, a desaceleração
Onde: não é constante e não é, portanto, fornecida pela equação
(1); a carga e seu cabo de suspensão executam um movi-
l m = momento de inércia de todos os elementos soli-
mento oscilatório e a força horizontal desenvolvida pelo
dários ao eixo do motor (inclusive o motor)
cabo sobre a ponte pode tomar valores muito diferentes
w m = velocidade angular do motor correspondente da equação (4). Através de um raciocínio análogo, pode-
à velocidade de translação v da ponte se concluir que a desaceleração do sistema faz aparecer
forças de inércia sobre cada elemento constituinte da
Sob a influência da desaceleração Jm, o cabo de suspen- ponte e carro, porém em virtude da elasticidade das vigas
são não pode conservar a posição vertical. Sua nova po- este sistema executará um movimento oscilatório durante
sição de equilíbrio é inclinada, fazendo um ângulo α m o qual as tensões sofrerão flutuações que convém consi-
com a vertical, dado por: derar.
Jm
αm = arctg (3)
g

Figura 18
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50 NBR 8400:1984

B.2.2.2 Efeitos das forças de inércia sobre a carga A solução destas equações, com as condições iniciais
impostas, é dada por:
Para a determinação do movimento executado pela carga
Jo
após aplicação do freio, pode-se desprezar o movimento z= (1- cos wr t) (11)
do ponto de suspensão, devido à flexibilidade das vigas wr
em um plano horizontal. A amplitude deste movimento é, w12 w22 . Jo
sem dúvida, muito pequena em relação à amplitude do x' = v - Jo . t - sen wr t (12)
movimento da carga. Os cálculos poderão ser efetuados wr2 wr2 wr
considerando-se a ponte como sistema indeformável. A A expressão completa de x não interessa diretamente,
projeção Fc sobre o eixo dos x da força exercida pelo ca- sendo:
bo sobre a ponte é fornecida pela equação:
Jo
x -x z = zm (13)
Fc = m1 . g 1 = m1 g (5) wr2
l l
Vê-se que zm é a posição de equilíbrio que pode ocupar
Nota-se que Fc é proporcional ao deslocamento z da car- a carga, quando sob uma desaceleração da ponte igual
ga em relação à sua posição de equilíbrio inicial, como ao valor Jm definido pela equação (1); isto é para a desa-
se tratasse de uma força elástica. celeração que seria obtida aplicando-se a força de frena-
gem F à massa total (ponte e carga) em movimento, esta
dx d2x massa sendo suposta formar um conjunto rígido.
x' = x" =
dt dt2
Ao valor z = zm do deslocamento da carga, corresponde a
dz 2
dz força horizontal Fcm, definida pela equação (4), exercida
z' = z" = pelo cabo sobre a ponte. Comparando as equações (5),
dt dt2
(11) e (13), resulta:
x" = Jm Fc = Fcm (1 - cos wr t) (14)
As equações do movimento são: Se a fase de desaceleração da ponte em uma duração td
tal que:
x1 - x
m1z" + m1x" = - m1g (6)
l wr.td ≥ π

x1 - x Vê-se que Fc atinge em certos momentos o dobro de Fcm,


m x" = m 1 g -F (7) em outros termos, que o valor máximo Fc máx. é fornecido
l
pela relação:
Supondo-se que x = 0 para t = 0, as condições iniciais
Fc máx. = 2 Fcm (15)
são as seguintes:
Se a condição wr.td ≥ π não está satisfeita, significa que a
para t = 0, x1 = x = 0 ponte parou antes que a carga tenha atingido seu alon-
gamento máximo Z = 2 zm. Entretanto, após a parada da
x'1 = x' = v ponte, a carga continuará, em geral, efetuando um movi-
mento oscilatório; o cabo continuará então desenvolven-
z = x1 - x = 0 do uma força horizontal variável sobre a ponte e convém
procurar o máximo que esta pode atingir. Verifica-se que
z' = x'1 - x' = 0 o movimento da carga, após a parada da ponte, é descrito
pela expressão:
Fazendo:
z' d
g z = zd cos w1 (t - td ) + sen w1 (t - td ) (16)
= w21 w1
l
com:
m1 g
= w 22
m l zd = zm(1 - cos wrtd)

w 21 + w 22 = wr2 z'd = wr zm sen wr td

em que td é o menor valor positivo de t que anula a expres-


F
= Jo são da equação (12) de x'. O valor máximo Fc máx. tomado
m por Fc é dado então pela relação:
As equações (6) e (7) logo se tornam: wr2
Fc máx. = Fcm (1- cos wr td )2 + sen2 wr td (17)
w1
x" + z" + w12 z = 0 (8)
Tem-se, em geral:
x" - w 22 z = - Jo (9)
Fc máx.
= ψh (18)
z" + wr2 z = Jo (10) Fcm
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NBR 8400:1984 51

Para a determinação de ψh, é prático introduzir as gran- leva necessariamente ao valor máximo de ψh fornecido
dezas abaixo: pela equação (21). Razão pela qual, na Figura 19, os va-
v lores de ψh foram mantidos constantes para qualquer valor
Tm =
Jm Duração que teria a fase de desaceleração β > βcrit..
da ponte rolante se a mesma fosse cons-
tante e o sistema móvel indeformável No que diz respeito à escolha de T1, convém notar que a
2π possibilidade crítica de se atingir valores elevados para ψh é
T1 =
w1 Período de oscilação do sistema pendular tanto maior quanto menor for o comprimento de suspensão da
formado pela carga suspensa (ponte para- carga, pois β atinge então mais rapidamente seu valor crítico.
da) Portanto, devem-se efetuar os cálculos supondo a carga na
sua posição mais elevada. Na prática, l estará geralmente
l
T1 = 2π situado em uma faixa variando de 2 m a 6 m. O quadro abaixo
g fornece o valor de T1, para alguns valores de l:
Pode-se verificar que ψh, depende de dois parâmetros
sem dimensão e definidos pelas relações: T1(s) 2,84 3‚47 4‚01 4‚49 4‚91 5‚31 5‚67
l (m) 2 3 4 5 6 7 8
m1
µ=
m Resta examinar a influência da força horizontal Fc máx.
sobre o estado das solicitações sofridas pela estrutura.
Tm
β= Esta força manifesta-se realmente, e os elementos que a
T1 devem transmitir diretamente, tal como o carro, devem
ser calculados levando-a em consideração. A configu-
A equação (12) pode ser escrita: ração da solicitação atuando sobre a viga em seu conjunto
merece, entretanto, alguma atenção. Será considerado
 (w t) + µ sen (w t)  em primeiro lugar o caso em que Fc máx. se manifesta antes
x' = v 1- r r
 (19)
 2 πβ 1 + µ  que a ponte esteja imobilizada. Deve-se considerar esta
como uma viga apoiada em suas duas extremidades e
e em conseqüência: solicitada em seu centro pela força Fc máx.; nota-se que
cada apoio somente transmite F/2. Os esquemas sucessi-
(wr td ) + µ sen (wr td ) vos da Figura 20 ilustram como se deve considerar o pro-
=1 (20) blema. O esquema a representa o estado de equilíbrio
2 πβ 1 + µ
ideal, para o qual o sistema sofre em seu conjunto uma
desaceleração Jm, ou seja, uma aceleração x" = - Jm para
Esta equação permite determinar o valor de wr td que de-
o qual o cabo desenvolve uma força Fcm. Cada elemento
ve ser introduzido na equação (17).
do sistema é submetido a uma força Jm.dm. O esquema a
A Figura 19 considera os valores de ψh em função de β, é a superposição dos esquemas b e c; b refere-se à solici-
para alguns valores de µ. Se µ < 1, geralmente é o caso tação devida às forças de inércia sobre a ponte propria-
para os movimentos de translação da ponte tais como o mente dita, assunto que será tratado em B.2.2.3, e c traduz
do exemplo considerado, a análise do problema mostra o efeito da solicitação do cabo. De fato a força real desen-
que ψh não pode em caso algum ultrapassar o valor 2. volvida pelo cabo não é a força Fcm descrita no esquema
Este valor é atingido durante a fase de desaceleração da c, e sim a força:
ponte, se a condição wr.td ≥ π não é satisfeita, ou, se β
Fc máx. = ψh x Fcm (22)
atinge ou ultrapassa um certo valor crítico βcrit., função de
µ. Além deste valor crítico, ψh permanece constante e Como os apoios, rodas frenadas, não são mais capazes
igual a 2, seja qual for β. Se µ > 1, o que pode ocorrer pa- de aumentar sua reação, o excesso de força (ψh - 1) Fcm
ra movimentos de direção, onde m representa essencial- provoca somente uma aceleração suplementar x" dada por:
mente a massa do carro ou dos movimentos de giro, a
mesma análise mostra que, sempre que β atingir ou ultra- Fcm
x" = (ψ h - 1) x (23)
passar um certo valor crítico, βcrit., função de µ, ψh pode ul- m
trapassar 2 e atingir um máximo dado por:
que se traduz por uma carga distribuída - x" dm sobre todos
os elementos materiais da ponte. O esquema d representa,
1 portanto, a configuração da solicitação que se deve levar
ψh = 2 + µ + (21)
µ em consideração para o cálculo das vigas. Será conside-
rado, em seguida, o caso em que Fcmáx. se manifesta quando
Este máximo não pode ser efetivamente atingido, salvo a ponte está já imobilizada. Neste caso não existe esforço
durante o movimento pendular da carga, consecutivo à proveniente da inércia das vigas. Esta deve então ser cal-
imobilização de seu ponto de suspensão. O valor crítico culada como apoiada em suas duas extremidades e soli-
βcrit. é tal que a parada da ponte sobrevém antes que a citadas em seu centro por Fcmáx.. Este último caso é pratica-
condição wr.td ≥ π esteja satisfeita, ou ainda, antes que Fc mente o único que deve ser considerado, pois, mesmo
atinja 2 Fcm. Porém qualquer valor β superior a βcrit. provo- quando Fc atinge seu máximo 2 Fcm antes da imobilização
ca a realização daquela condição e Fc passa necessaria- da ponte, esta força pode ainda aparecer durante o movi-
mente pelo valor 2 Fcm, onde ψh > 2. Nota-se, outrossim, mento pendular consecutivo à parada. Todas as considera-
que uma frenagem a partir da velocidade inicial: ções anteriores permanecem válidas, se ao invés de consi-
derar uma fase de frenagem, considera-se uma fase de
βcrit.
. v, partida da ponte dada por um torque motor constante desde
β o repouso até a velocidade de regime.
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52 NBR 8400:1984

Figura 19

Figura 20
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NBR 8400:1984 53

B.2.2.3 Efeito das forças de inércia sobre a estrutura B.5 Sistemas com regulagem de aceleração
Na seção anterior, a estrutura foi suposta perfeitamente rí- Em certos sistemas de comando, tais como certos disposi-
gida. Na realidade, a mesma possui uma certa elasticidade tivos com grupo Ward-Leonard ou de comando hidráulico,
e executa, portanto, igualmente um movimento oscilatório os valores das acelerações e desacelerações são impos-
durante o período de frenagem e após a parada. Visto que tos pelas características próprias do sistema e são manti-
a estrutura se compõe essencialmente de massas reparti- dos constantes, independentemente das condições exter-
das e não mais simplesmente concentradas, a determina- nas. O balanço da carga, portanto, não vem perturbar as
ção teórica do movimento é em geral complexa. Tal verifica- condições de aceleração ou desaceleração do equipa-
ção pode se justificar para equipamento em que as forças mento ou parte do equipamento em movimento. No exem-
de inércia têm um valor apreciável. Na quase totalidade plo tratado em B.2.2.2, isto faz supor que x" é uma cons-
dos casos, basta representar a estrutura com um sistema tante dada. Por meio da equação (8) e dos desenvolvi-
oscilatório simples, possuindo forças elásticas proporcio- mentos resultantes, é fácil demonstrar que, neste caso:
nais ao alongamento e sofrendo a aceleração do conjunto
do sistema de referência a que se refere. Em virtude da ob-
ψh = 2 sen βπ para β ≤ 0,5 (26)
servação feita após a expressão da equação (5), pode-se
levar em conta aqui considerações paralelas às desenvol-
vidas em B.2.2.2. Todavia o período próprio das oscilações ψh = 2 para β > 0,5 (27)
(comparável ao período T1, B.2.2.2) é sempre sensi-
velmente mais curto que o de uma carga suspensa. Na Uma tal situação seria obtida igualmente supondo-se a
maioria das vezes este não ultrapassa alguns décimos de massa m1 infinitamente pequena com relação a m, de tal
segundo. Resulta que o parâmetro comparável a β ultra- maneira que não possa perturbar o movimento. A equação
passa sempre o valor crítico βcrit. e que se deve tomar unifor- (26) é então a curva limite quando tende para zero, e foi
memente ψh = 2; este coeficiente se aplica às solicitações representada na Figura 19 pela curva µ = 0. As considera-
de inércia calculadas com a desaceleração média Jm. Não ções de B.2.2.3 não sofrem nenhuma modificação.
se poderia eventualmente fazer exceção a esta regra, a
não ser para fases de frenagem extremamente curtas, tais B.6 Conclusões gerais
como as resultantes de uma frenagem de um movimento
de translação em baixa velocidade com deslizamento das Conhecendo o torque ou a força de frenagem ou de acelera-
rodas sobre os trilhos. Nos movimentos de oscilação da ção, começar calculando a desaceleração ou aceleração
estrutura tendo uma frenagem elevada, os valores máximos média Jm , que se obtém supondo-se que as diversas estru-
das solicitações resultantes, em determinados momentos, turas estão perfeitamente rígidas e a carga concentrada
se sobrepõem às procedentes de carga. em seu ponto de suspensão. Com esta aceleração cal-
culam-se as forças de inércia atuando tanto sobre a carga
B.3 Cálculo das solicitações no caso de um quanto sobre os diversos elementos da estrutura. Para levar
movimento de giro em conta a elasticidade das diversas ligações, estas forças
serão em seguida multiplicadas pelo coeficiente ψh.
Para um movimento de giro podem-se desenvolver consi-
derações análogas às indicadas em B.2.2. Para calcular
Para as forças de inércia atuando sobre as estruturas, tomar
o efeito das forças de inércia sobre a carga, basta deter-
uniformemente ψh = 2, salvo eventualmente o caso mencio-
minar "m" pela relação:
nado em B.2.2.3, conquanto se possa devidamente justificar
m v2 = I w2 (24) a diminuição. Para as forças de inércia atuando sobre a
carga, calcular a massa m, acrescentando-lhe eventualmen-
em que: v = velocidade linear horizontal do ponto de sus- te a massa equivalente a inércia do motor e dos mecanis-
pensão da carga mos, e determinar a duração média de desaceleração ou
de aceleração ou aceleração Tm, partindo-se da velocidade
I = momento de inércia de todas as partes em de regime máxima do movimento. O valor de T1 resulta do
movimento (estrutura, mecanismos, moto- comprimento de suspensão da carga em sua posição su-
res) em relação a um eixo determinado perior, o qual é conhecido. Pode-se daí determinar os pa-
w = velocidade angular do eixo correspondente râmetros µ e β; para um sistema com regulagem da acelera-
à velocidade v acima ção, toma-se µ = 0, e a Figura 19 fornece o valor correspon-
dente de ψh. Em quase todos os casos, a força máxima
B.4 Cálculo das solicitações no caso de um aparece após o fim da fase de frenagem ou de partida. Sua
movimento de levantamento de lança ação sobre a estrutura obtém-se pela aplicação dos pro-
cedimentos comuns da estática. Nota-se que os cálculos
Para um movimento de levantamento de lança, podem- desenvolvidos em B.2 supõem a carga no repouso relativo,
se fazer considerações análogas às indicadas em B.2.2. z = z' = 0 no instante inicial t = 0. Se tal não é o caso, o movi-
Determina-se pela relação: mento do sistema acha-se afetado e ψh pode eventualmente
atingir valores consideravelmente mais elevados que os
m v2 = 2 T (25)
fixados. Tal situação pode ocorrer, por exemplo, quando
em que: v = velocidade linear horizontal do ponto de sus- um movimento é frenado, por aplicações repetidas e des-
pensão da carga contínuas do freio ou quando movimentos sucessivos são
efetuados em intervalos próximos uns aos outros. O método
T = energia cinética das massas em movimento, de cálculo indicado acima não é portanto exagerado e exis-
quando a velocidade linear horizontal do tem casos particulares em que convém aplicá-lo com certa
ponto de suspensão é igual a v prudência.
/ANEXO C
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54 NBR 8400:1984

ANEXO C - Execução das junções por meio de parafusos de alta resistência com aperto controlado

Este Anexo fornece algumas prescrições sobre a prepara- do torque necessário a aplicar sobre o parafuso e dado
ção das superfícies a montar, os coeficientes de atrito ob- pela fórmula:
tidos e os métodos de aperto.
Ma = 0,0011 C . dn . Ft
Nota: Em 5.8.4 são fixadas as prescrições gerais a serem obser- Para os parafusos de rosca métrica e arruelas no estado
vadas na execução das junções com parafusos de alta de entrega (ligeiramente oleados, sem ferrugem e poeira)
resistência com aperto controlado.
toma-se:

µ)
C.1 Coeficiente de atrito (µ C = 0,18

A tensão admissível à tração no parafuso não deve ultra-


O coeficiente de atrito admissível para o cálculo do esfor- passar a definida em 5.8.4.5.
ço transmissível por atrito depende dos materiais, das
partes a serem montadas e da preparação das superfí- C.3 Valores das seções resistentes dos parafusos
cies. Uma preparação mínima antes da montagem con-
siste em retirar qualquer traço de poeira, ferrugem, óleo e Na determinação das tensões no parafuso, a seção resis-
tinta, escovando energicamente as superfícies com uma tente é calculada tomando-se a média aritmética entre os
escova metálica apropriada. As manchas de óleo podem diâmetros interno e externo da rosca.
ser retiradas com auxílio de maçarico à chama ou com C.4 Qualidade dos parafusos
aplicação de produtos químicos adequados (por exem-
plo: tetracloreto de carbono). Uma preparação mais cui- Os parafusos empregados para este tipo de montagem
dadosa com jato de areia , granalha de aço ou decapagem são parafusos de alto limite elástico. As cargas de ruptura
com maçarico permite obter um coeficiente de atrito maior. σr devem ser superiores aos valores da Tabela 39 para
Neste caso, esta limpeza deverá ser feita no máximo 5 h os valores de σe 0,2 correspondentes.
antes da montagem, porém sempre escovando cuidado-
samente as superfícies no momento da junção. Os coe- O diâmetro dos furos não deve ser superior em mais de
ficientes de atrito (µ) são dados na Tabela 38. 2 mm do diâmetro do parafuso.

A Tabela 40 fornece, por parafuso e por plano de atrito,


É necessário prever duas arruelas, uma sob a cabeça do os valores dos esforços transmissíveis no plano paralelo
parafuso e a outra sob a porca. Estas arruelas devem ao da montagem para parafusos com 100 daN/mm2 e
possuir um chanfro a 45°, pelo menos na borda interna, e 120 daN/mm2 de ruptura, 90 daN/mm2 de escoamento,
ser montadas para o lado da cabeça do parafuso ou porca. para diferentes coeficientes de atrito referentes aos aços
Estas devem ser tratadas de maneira que sua dureza se- de 37 daN/mm2, 42 daN/mm2 e 52 daN/mm2.
ja ao menos igual à do metal constituinte do parafuso.
Para a aplicação destes valores, devem-se considerar
C.2 Aperto dos parafusos os planos de atrito efetivos, como é indicado na Figu-
ra 21.

O valor da tração a ser introduzida no parafuso deve atingir Em caso de execução sem precaução contra o arranca-
o valor determinado pelo cálculo. Pode-se calcular este mento dos filetes de roscas (σa = 0,7 σe), estes valores de-
valor de tração resultante de aperto pela determinação vem ser divididos por 1,14.

µ)
Tabela 38 - Coeficiente de atrito (µ

Materiais Superfícies simplesmente Superfícies tratadas


preparadas (queima com
(desengraxadas e maçarico granalha,
escovadas) jateamento)

Aço/aço 0,30 0,50

Tabela 39 - Limite mínimo das tensões de ruptura

σe 0,2 σr
(daN/mm2) (daN/mm2)

80 a 85 > 1,12 σe 0,2


> 85 > 1,10 σe 0,2
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NBR 8400:1984 55

Tabela 40 - Esforços transmissíveis de montagem por parafuso e por plano de atrito

Superfície simplesmente Superfícies tratadas


Diâmetro Seção Esforço Torque preparada especialmente
do resistente de aplicado
parafuso aperto µ = 0,30 µ = 0,50

Caso I Caso II Caso III Caso I Caso II Caso III


(mm) (mm2) (daN) (m.daN) (daN) (daN) (daN) (daN) (daN) daN

10 58 4170 8,27 830 940 1140 1390 1570 1890


12 84,3 6060 14,4 1210 1360 1650 2020 2280 2750
14 115 8270 22,9 1650 1860 2250 2750 3100 3760
16 157 11300 35,8 2260 2550 3080 3770 4250 5140
18 192 13800 49,2 2760 3100 3760 4600 5180 6270
20 245 17600 69,7 3520 3970 4800 5850 6610 8000
22 303 21800 95,0 4360 4930 5970 7250 8200 9900
24 353 25400 120 5080 5710 6940 8450 9550 11550
27 459 33000 176 6600 7420 9000 11000 12400 15000

Nota: Parafusos de σr = 100 daN/mm2 a 120 daN/mm2: σe = 90 daN/mm2 com precauções contra o arrancamento das roscas,
σa = 0,8 σe.

Figura 21 - Planos de atrito efetivos

/ANEXO D
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56 NBR 8400:1984

ANEXO D - Tensões nas junções soldadas

A determinação das tensões nos cordões de solda é um No caso de tensões duplas, σx e σy de cisalhamento τxy
problema muito complexo, em virtude, mormente, do gran-
de número de configurações que podem ter as junções
σcp = σ2x + σ2y - σ xσ y + 2τ2xy
soldadas. Por esta razão não é possível ainda formular
prescrições precisas dentro das normas para o cálculo
dos equipamentos de levantamento. Limita-se este Ane-
D.4 Na solda de filete, a largura da seção considerada é
a profundidade no fundo da garganta do cordão e seu
xo a dar algumas indicações gerais sobre o assunto.
comprimento é o comprimento efetivo do cordão, excluí-
das as crateras da extremidade (Figura 22).
D.1 Qualquer método de cálculo supõe imperativamente
uma junta bem executada, isto é, com penetração com- O comprimento não necessita, ser diminuído se a junta é
pleta e uma forma adequada, para que a ligação entre os fechada sobre si mesma ou se precauções especiais são
elementos e o cordão não apresente nem descontinuida- tomadas para limitar o efeito das crateras. As rupturas
de, nem variação brusca, crateras ou mordeduras. O di- por fadiga nas junções soldadas ocorrem raramente nos
mensionamento do cordão deve ser adaptado aos esfor- cordões de solda propriamente ditos, mas normalmente
ços a transmitir. ao lado destes, no metal de base. Deve-se, em geral, cal-
cular as tensões σmín. e σmáx., que intervêm nos cálculos
Nota: Consultar, nesse sentido, obras especializadas. de resistência à fadiga, no metal de base do lado do cor-
dão de solda, conforme os métodos convencionais de
Notar que a eficiência de uma junta é consideravelmente cálculo da resistência dos materiais. Para garantir a resis-
melhorada por um acabamento obtido por um esmeri- tência à fadiga do próprio cordão, basta assegurar-se de
lhamento cuidadoso da superfície do cordão. que ele seja capaz de transmitir as mesmas solicitações
que o metal de base adjacente.
D.2 É desnecessário levar em consideração as concen- Nota: Esta regra, entretanto, não é imperativa, quando as dimen-
trações de tensões localizadas devidas à concepção da sões dos elementos montados são demasiado abundantes
junta, e tampouco as tensões residuais. em relação às forças efetivamente transmitidas. Neste
caso, contenta-se em dimensionar o cordão de solda em
função destas últimas, mas então convém efetuar a veri-
D.3 As tensões admissíveis nos cordões de solda são as
ficação à fadiga do cordão, em conformidade com as in-
fixadas em 5.8.6 e a tensão de comparação σcp no caso
dicações do Anexo G sobre fadiga.
de solicitações combinadas de tração (ou com pressão)
σ e de cisalhamento τ é dada pela expressão: D.5 Em certos casos de montagem por solda, em particular
quando se exerce uma solicitação transversal (isto é, per-
pendicular ao cordão de solda), é necessário diminuir as
σcp = σ + 2τ
2 2
tensões limites admissíveis (conforme 5.8.6).

Figura 22 - Largura da seção (garganta) da solda de filete

/ANEXO E
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NBR 8400:1984 57

ANEXO E - Verificação dos elementos de estrutura submetidos à flambagem

A finalidade deste Anexo é fornecer indicações gerais Nota: Na dúvida sobre a influência dos engastamentos existentes
sobre o assunto, deixando a critério do fabricante a nas extremidades de uma barra, sua influência não é con-
escolha do método de cálculo, cuja origem deverá ser siderada e a barra é calculada como sendo articulada em
justificada. suas duas extremidades e, por conseguinte, toma-se como
comprimento de flambagem o comprimento real (K = 1).
E.1 Generalidades
E.2 Casos das barras submetidas a compressão e
Para os casos simples, um método prático consiste em flexão
majorar a tensão calculada nos diferentes casos de solici-
Para as barras carregadas excentricamente ou carrega-
tações, definidos em 5.6.1, 5.6.2 e 5.6.3, por um coeficiente
das axialmente com um momento provocando uma flexão
de flambagem ω, dependendo da esbeltez da peça e
na barra, pode-se verificar as duas fórmulas seguintes:
que, para cada um destes casos, a tensão assim majorada
permanece inferior às tensões admissíveis indicadas na F M .v
Tabela 12 do capítulo 5. + f ≤ σa
S l
Os valores de ω são obtidos em função do valor de esbel- ωF M .v
+ 0,9 f ≤ σa
tez λ, nas seguintes Tabelas: S l

a) Tabela 42 para laminados em aço de 37 daN/mm2; Onde:

b) Tabela 43 para laminados em aço de 52 daN/mm2; F = esforço de compressão na barra

c) Tabela 44 para tubos em aço de 37 daN/mm2; S = seção de superfície onde se aplica F

d) Tabela 45 para tubos em aço de 52 daN/mm2. Mf = momento fletor na seção considerada

Os comprimentos de flambagem Lfb para o cálculo do I = momento de inércia


valor da esbeltez λ são determinados através da fórmula:
v = distância da fibra extrema ao centro de gravida-
Lfb = KL de

Onde: ω = coeficiente de flambagem

L = comprimento real Pode-se também efetuar o cálculo exato em função das


deformações sofridas pela barra sob efeito combinado
K = fator da multiplicação conforme a Tabela 41 da flexão e da compressão, por integração ou por iteração.

Tabela 41 - Fator de multiplicação para determinação do comprimento de flambagem

Tipo de fixação
(a forma flambada é
mostrada pela linha
tracejada)

Valor teórico de K 0,5 0,7 1,0 1,0 2,0 2,0


Valor de projeto de K 0,65 0,80 1,2 1,0 2,1 2,0

Sem rotação e sem translação

Representação
Com rotação e sem translação
esquemática das
condições de
extremidade Sem rotação e com translação

Com rotação e com translação


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58
Tabela - 42 - Valor do coeficiente ω em função da esbeltez λ para laminados em aço de 37 daN/mm2

λ 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

20 1,04 1,04 1,04 1,05 1,05 1,06 1,06 1,07 1,07 1,08
30 1,08 1,09 1,09 1,10 1,10 1,11 1,11 1,12 1,13 1,13
40 1,14 1,14 1,15 1,16 1,16 1,17 1,18 1,19 1,19 1,20

50 1,21 1,22 1,23 1,23 1,24 1,25 1,26 1,27 1,28 1,29
60 1,30 1,31 1,32 1,33 1,34 1,35 1,36 1,37 1,39 1,40
70 1,41 1,42 1,44 1,45 1,46 1,48 1,49 1,50 1,52 1,53
80 1,55 1,56 1,58 1,59 1,61 1,62 1,64 1,66 1,68 1,69
90 1,71 1,73 1,74 1,76 1,78 1,80 1,82 1,84 1,86 1,88

100 1,90 1,92 1,94 1,96 1,98 2,00 2,02 2,05 2,07 2,09
110 2,11 2,14 2,16 2,18 2,21 2,23 2,27 2,31 2,35 2,39
120 2,43 2,47 2,51 2,55 2,60 2,64 2,68 2,72 2,77 2,81
130 2,85 2,90 2,94 2,99 3,03 3,08 3,12 3,17 3,22 3,26
140 3,31 3,36 3,41 3,45 3,50 3,55 3,60 3,65 3,70 3,75

150 3,80 3,85 3,90 3,95 4,00 4,06 4,11 4,16 4,22 4,27
160 4,32 4,38 4,43 4,49 4,54 4,60 4,65 4,71 4,77 4,82
170 4,88 4,94 5,00 5,05 5,11 5,17 5,23 5,29 5,35 5,41
180 5,47 5,53 5,59 5,66 5,72 5,78 5,84 5,91 5,97 6,03
190 6,10 6,16 6,23 6,29 6,36 6,42 6,49 6,55 6,62 6,69

200 6,75 6,82 6,89 6,96 7,03 7,10 7,17 7,24 7,31 7,38
210 7,45 7,52 7,59 7,66 7,73 7,81 7,88 7,95 8,03 8,10
220 8,17 8,25 8,32 8,40 8,47 8,55 8,63 8,70 8,78 8,86

NBR 8400:1984
230 8,93 9,01 9,09 9,17 9,25 9,33 9,41 9,49 9,57 9,65
240 9,73 9,81 9,89 9,97 10,05 10,14 10,22 10,30 10,39 10,47

250 10,55
Cópia não autorizada

NBR 8400:1984
Tabela 43 - Valor do coeficiente ω em função da esbeltez λ para laminados em aço de 52 daN/mm2

λ 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

20 1,06 1,06 1,07 1,07 1,08 1,08 1,09 1,09 1,10 1,11
30 1,11 1,12 1,12 1,13 1,14 1,15 1,15 1,16 1,17 1,18
40 1,19 1,19 1,20 1,21 1,22 1,23 1,24 1,25 1,26 1,27

50 1,28 1,30 1,31 1,32 1,33 1,35 1,36 1,37 1,39 1,40
60 1,41 1,43 1,44 1,46 1,48 1,49 1,14 1,53 1,54 1,56
70 1,58 1,60 1,62 1,64 1,66 1,68 1,70 1,72 1,74 1,77
80 1,79 1,81 1,83 1,86 1,88 1,91 1,93 1,95 1,98 2,01
90 2,05 2,10 2,14 2,19 2,24 2,29 2,33 2,38 2,43 2,48

100 2,53 2,58 2,64 2,69 2,74 2,79 2,85 2,90 2,95 3,01
110 3,06 3,12 3,18 3,23 3,29 3,35 3,41 3,47 3,53 3,59
120 3,65 3,71 3,77 3,83 3,89 3,96 4,02 4,09 4,15 4,22
130 4,28 4,35 4,41 4,48 4,55 4,62 4,69 4,75 4,82 4,89
140 4,96 5,04 5,11 5,18 5,25 5,33 5,40 5,47 5,55 5,62

150 5,70 5,78 5,85 5,93 6,01 6,09 6,16 6,24 6,32 6,40
160 6,48 6,57 6,65 6,73 6,81 6,90 6,98 7,06 7,15 7,23
170 7,32 7,41 7,49 7,58 7,67 7,76 7,85 7,94 8,03 8,12
180 8,21 8,30 8,39 8,48 8,58 9,67 8,76 8,86 3,95 9,05
190 9,14 9,24 9,34 9,44 9,53 9,63 9,73 9,83 9,93 10,03

200 10,13 10,23 10,34 10,44 10,54 10,65 10,75 10,85 10,96 11,06
210 11,17 11,28 11,38 11,49 11,60 11,71 11,82 11,93 12,04 12,15
220 12,26 12,37 12,48 12,60 12,71 12,82 12,94 13,05 13,17 13,28
230 13,40 13,52 13,63 13,75 13,87 13,99 14,11 14,23 14,35 14,47
240 14,59 14,71 14,83 14,96 15,08 15,20 15,33 15,45 15,58 15,71

250 15,83

59
Cópia não autorizada

60
Tabela 44 - Valor do coeficiente ω em função da esbeltez λ para tubos em aço de 37 daN/mm2

λ 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

20 1,00 1,00 1,00 1,00 1,01 1,01 1,01 1,02 1,02 1,02
30 1,03 1,03 1,04 1,04 1,04 1,05 1,05 1,05 1,06 1,06
40 1,07 1,07 1,08 1,08 1,09 1,09 1,10 1,10 1,11 1,11

50 1,12 1,13 1,13 1,14 1,15 1,15 1,16 1,17 1,17 1,18
60 1,19 1,20 1,20 1,21 1,22 1,23 1,24 1,25 1,26 1,27
70 1,28 1,29 1,30 1,31 1,32 1,33 1,34 1,35 1,36 1,37
80 1,39 1,40 1,41 1,42 1,44 1,46 1,47 1,48 1,50 1,51
90 1,53 1,54 1,56 1,58 1,59 1,61 1,63 1,64 1,66 1,68

100 1,70 1,73 1,76 1,79 1,83 1,87 1,90 1,94 1,97 2,01
115 2,05 2,08 2,41 2,16 2,20 2,23

Para λ > 115, tomar os valores de ω na Tabela 42.

Tabela 45 - Valor do coeficiente ω em função da esbeltez λ para tubos em aço de 52 daN/mm2

λ 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9

20 1,02 1,02 1,02 1,03 1,03 1,03 1,04 1,04 1,05 1,05
30 1,05 1,06 1,06 1,07 1,07 1,08 1,08 1,09 1,10 1,10
40 1,11 1,11 1,12 1,13 1,13 1,14 1,15 1,16 1,16 1,17

50 1,18 1,19 1,20 1,21 1,22 1,23 1,24 1,25 1,26 1,27
60 1,28 1,30 1,31 1,32 1,33 1,35 1,36 1,38 1,39 1,41
70 1,42 1,44 1,46 1,47 1,49 1,51 1,53 1,55 1,57 1,59
80 1,62 1,66 1,71 1,75 1,79 1,83 1,88 1,92 1,97 2,01
90 2,05

NBR 8400:1984
Para λ > 90, tomar os valores de ω na Tabela 43

Nota: Os valores de ω das Tabelas 44 e 45 deste anexo são válidos para os cálculos de uma barra axialmente carregada e composta de um único tubo, cujo diâmetro é maior ou igual a 6 vezes a
espessura da parede do tubo.

/ANEXO F
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NBR 8400:1984 61

ANEXO F - Verificação dos elementos de estrutura submetidos à flambagem localizada

A finalidade deste Anexo é fornecer indicações gerais F.1.4 Compressão e cisalhamento combinados
sobre o assunto, deixando a critério do fabricante a esco-
lha do método de cálculo, cuja origem deverá ser justifi- Sendo σ e τ as tensões calculadas em compressão e ao
cada. cisalhamento, determina-se a tensão crítica de compa-
ração σcr.c
v
pela expressão:
F.1 Generalidades

F.1.1 Teoricamente, considera-se que a tensão crítica de


flambagem σ cr
v
seja um múltiplo da tensão de referência σ 2 + 3 τ2
σcr.c
v
=
de EULER, dada pela fórmula: 2 2
1+ θ σ  3-θ σ   τ 
2 +   +
  τv


πE
2
 e  4 σcr
v
 4 σcr
v
  cr 
σER = . 
12 (1- η )  b 
2

representando a tensão crítica de flambagem de uma θ está definido na Tabela 46.


placa de espessura "e" e de um vão "b", correspondente
à dimensão da placa no sentido perpendicular aos esfor-
F.1.5 É essencial notar que as fórmulas acima fornecem
ços de compressão.
as tensões críticas σ crv
e σ cr.c
v
que somente são válidas
Onde: quando os valores assim determinados são inferiores ao
limite de proporcionalidade, por exemplo 19 daN/mm2
E = módulo de elasticidade para aço de 37 daN/mm2 e 29 daN/mm2 para o aço de
52 daN/mm2. Desta mesma forma, a fórmula que dá τcr v

η = coeficiente de Poisson somente é válida quando o valor 3 τcr v


é inferior ao limite
de proporcionalidade. Quando as fórmulas acima resul-
Nota: Para os aços comuns com E = 21000 daN/mm2 e η = 0,3, tam em valores superiores a estes limites, deve-se consi-
a tensão de EULER torna-se: derar um valor crítico limite obtido multiplicando-se o valor
 e 
2 crítico calculado pelo coeficiente ρ indicado na Tabe-
σER = 18980   la 47, que indica também, para diferentes valores de σrcr
 b 
e τcr
v
calculados, os valores reduzidos correspondentes.
F.1.2 A tensão crítica de flambagem σ cr
v
deve ser múltipla
do valor de σR , por exemplo:
E
F.2 Determinação das tensões limites à flambagem
localizada
a) para casos de compressão:
Tendo determinado, como anteriormente, as tensões críti-
σcr
v
= Kσ . σER
cas à flambagem, adota-se como tensões admissíveis
b) para o cisalhamento: estas tensões divididas pelo coeficiente fixado em 5.8.8,
Tabela 16.
τcr
v
= Kτ . σER
F.2.1 O cálculo segue o método seguinte:
Nota: Os valores dos coeficientes Kσ e Kτ chamados coeficientes
de flambagem dependem:
a) determinam-se, para os diferentes casos de solici-
a
a) da relação α = ; tações, as tensões como indicado em 5.8;
b
b) do tipo de apoio da placa sobre as bordas; b) verifica-se que as tensões assim calculadas não
ultrapassam as tensões admissíveis determinadas.
c) do tipo de solicitação da placa em seu plano;

d) do reforço eventual da placa. Nota: Nos casos de compressão e cisalhamento combinados, a


tensão crítica de comparação σ cr.c
v
deve ser comparada
F.1.3 Valores dos coeficientes Kσ e Kτ são apresentados à tensão de comparação calculada conforme indicado em
na Tabela 46 para alguns casos simples. 5.8.1.3.

Nota: Para casos mais complexos, devem ser consultadas obras


especializadas. σ cp = σ 2 + 3 τ 2
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62 NBR 8400:1984

Tabela 46 - Valor dos coeficientes de flambagem Kσ e Kτ para placas apoiadas sobre as quatro bordas
a
Nº Caso α= Kσ ou Kτ
b

α≥1 Kσ = 4

1 2
 1
α≤1 Kσ =  α + 
 α

8,4
α≥1 Kσ =
θ + 1,1
2
2
 1 2,1
α≤1 Kσ =  α +  .
 α  θ + 1,1

2
α≥ Kσ = 23,9
3
3
2 1,87
α≤ Kσ = 15,87 + + 8,6 α 2
3 α2

Kσ = (1 + θ) k' - θk" + 10 θ (1 + θ)

4 K' = valor de Kσ para θ = 0 do caso nº 2

K" = valor de Kσ para flexão pura (caso nº 3)

4
α≥1 K τ = 5,34 +
5 α2

5,34
α≤1 Kτ = 4 +
α2
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NBR 8400:1984
Tabela 47 - Valores de ρ e das tenões críticas σ cr
v
, σ cr.c
v
e τ cr
v
reduzidos

σ crv ou σ cr.c
v
τ crv ρ σ crv ou σ cr.c
v
τ crv σ crv ou σ cr.c
v
τ crv ρ σ crv ou σ cr.c
v
τ crv
calculados calculados reduzidos reduzidos calculados calculados reduzidos reduzidos

Aços 37 daN/mm2 Aços 52 daN/mm2

19 11 1,00 19 11 29 16,8 1,00 29 16,8

20 11,6 0,97 19,4 11,3 30 17,3 0,98 29,4 16,9

21 12,1 0,94 19,7 11,4 31 17,9 0,96 29,7 17,2

22 12,7 0,91 20 11,6 32 18,5 0,94 30,0 17,4

23 13,3 0,88 20,2 11,7 33 19,1 0,92 30,3 17,5

24 13,9 0,85 20,4 11,8 34 19,6 0,90 30,6 17,6

25 14,5 0,82 20,6 11,9 35 20,2 0,88 30,8 17,7

26 15,0 0,80 20,8 12 36 20,8 0,86 30,9 17,8

28 16,2 0,76 21,2 12,2 38 22,0 0,82 31,2 18,0

30 17,3 0,72 21,5 12,4 40 23,1 0,79 31,6 18,2

34 19,7 0,65 22,1 12,8 44 25,4 0,73 32,2 18,5

63
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64 NBR 8400:1984

F.3 Exemplo de verificação onde:

Seja uma viga de alma cheia, aço de 37 daN/mm2 à rup- Kσ = (1 - 0,79) 7,85 + 0,79 x 23,9 - 10 x 0,79 (1 - 0,79) = 18,89
tura, 10 m de vão, altura 1,50 m, espessura da alma
0,010 m, de carga uniformemente distribuída de 16,2 t/m, Tensão referência de EULER:
reforços espaçados de 1,25 m. 2 2
 e   10 
σER = 18980   = 18980   = 0,84 daN/mm 2
Reações nos apoios: A = B = 81 t  b   1500 

Momento de inércia da viga l = 1.419.000 cm4 onde tensão crítica de flambagem:

Verificação da seção MN a 0,625 m de A σ cr


v
= K σ . σER = 18,89 x 0,84 = 15,85 daN/mm2

Momento de flexão em MN: Cisalhamento:

16,2 x 0,6252 5,34 5,34


Mf = 81x 0,625 - = 47,47 m.t Kτ = 4 + =4+ = 11,75
2 α2 0,832

Tensão superior (compressão): τcr


v
= K τ σER = 11,75 x 0,84 = 9,9 daN/mm2
4747 x 84
σ1 = = 2,8 daN/mm2 A tensão crítica de comparação é então:
1.419.000
Tensão inferior (tração):
2,82 + 3 x 4.72
4747 x 66 σcr.c
v
= =
σ2 = = 2,2 daN/mm2 1- 0,79 2,8  3 + 0,79
2
2,8   4,7 
2
1.419.000 x +  x  + 
4 15,85  4 15,85   9,9 
Estas tensões são calculadas nos pontos corresponden- 8,6
tes às bordas superior e inferior da alma. = = 16,8 daN/mm2
0,0093 + 0,503
Tensão de cisalhamento:
Conclusão:
81x 4,375
τ= = 4,7 daN/mm2
5 x 150 A tensão de comparação no caso de tração (ou compres-
são) combinada com cisalhamento é dada em 5.8.1.3, e
Flexão (Caso 4 - compressão preponderante):
o coeficiente sendo igual a 1,71 + 0,180 (θ - 1) (ver 5.8.8)
0,22 1,25 para o caso 1, tem-se:
θ= = - 0,79 α = = 0,83(< 1)
- 0,28 1,50
tem-se, portanto: σ2 + 3τ2 = 8,6 daN/mm2
16,8
Kσ = (1 + θ) K' - θK'' + 10 θ (1 + θ) inferior a = 12,1 daN/mm2 para o caso I de solicita-
1,3878
ção.
com:
A tensão admissível de flambagem não é, portanto, ultra-
2 2
 1  2,1  1  2,1 passada no caso I de solicitação. Naturalmente, convém
K' =  α +  x =  0,83 +  x = 7,85
 α  0 + 1,1  0,83  1,1 assegurar-se igualmente de que as tensões limites ad-
missíveis à flambagem não são ultrapassadas nos casos
e K" = 23,9 II e III de solicitações.

Figura 23

/ANEXO G
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NBR 8400:1984 65

ANEXO G - Verificação dos elementos da estrutura submetidos à fadiga

G.1 Generalidades divididos nas categorias: elementos não soldados e ele-


mentos soldados.
G.1.1 O fenômeno da fadiga é uma das causas de falha
abordadas em 5.8 e, por conseguinte, a verificação à fa- G.2.1 Elementos não soldados
diga vem complementar as verificações feitas em relação
ao limite elástico e à flambagem. Estes elementos apresentam três casos de construção:
W0, W1 e W2.
G.1.2 Se as tensões admissíveis à fadiga, determinadas
neste Anexo, forem superiores às resultantes das demais O caso W0 refere-se ao material sem efeito de entalhe; os
verificações, isto significará simplesmente que o dimen- casos W1 e W2 referem-se aos elementos perfurados (ver
sionamento não será condicionado pela fadiga. Tabela 50).

Nota: Em 5.9 determinam-se os diferentes parâmetros, que G.2.2 Elementos soldados


devem interferir na verificação à fadiga dos elementos de
estrutura. Estas montagens são subdivididas por ordem de efeito
de entalhe, crescente de K0 a K4, correspondendo aos
G.1.3 Este Anexo classifica, em primeiro lugar, as diferen- elementos de estrutura situados próximo aos cordões de
tes junções, conforme o caso de entalhe definido em 5.9.2 solda.
e fixa, em seguida, para estes diferentes casos de entalhe
e para cada grupo de classificação do elemento definido Nota: Sobre qualidade e classificação das soldas, ver G.5.
em 5.4, as tensões de fadiga admissíveis em função do
coeficiente R, definido em 5.9.4. G.3 Determinação das tensões admissíveis à fadiga

G.1.4 As tensões admissíveis à fadiga foram determina- G.3.1 Solicitações em tração e compressão
das após ensaios de corpos-de-provas, apresentando
diversos casos de entalhe e submetidas a diagramas de Os valores básicos que foram empregados na determina-
carga diferentes. Estas foram fixadas com base nos valo- ção das tensões admissíveis à fadiga em tração e com-
res das tensões que, nos ensaios, asseguraram uma vida pressão são os que resultam da aplicação de uma tensão
provável de 90%, afetadas de um coeficiente de seguran- constante alternada ± σw (R = -1), assegurando, nos en-
ça de 4/3. saios, uma vida provável de 90%, na qual um coeficiente
de segurança de 4/3 foi aplicado. Para levar em conta o
G.1.5 Uma estrutura é composta de elementos montados número de ciclos e o diagrama de tensões, os valores de
entre si por solda, rebitagem ou parafusamento. A expe- σw foram determinados para cada grupo de classificação
riência mostra que o comportamento de um elemento é do elemento, o qual leva em consideração os dois parâ-
muito diferente, conforme o ponto considerado. A proximi- metros (Tabela 49).
dade imediata de uma junção constitui sempre um ponto
fraco mais ou menos vulnerável, conforme o tipo de junção As fórmulas seguintes indicam, para quaisquer valores
empregado. Examina-se, desta forma, em primeiro estágio de R, as tensões admissíveis à fadiga:
o efeito da fadiga sobre os elementos, afastados de qual-
quer junção e de outro lado, nas proximidades imediatas a) R ≤ 0
das junções. Em segundo estágio, examina-se a resistên-
5
cia à fadiga dos elementos de junção propriamente ditos - em tração: σt = σw (1)
(cordões de solda, rebites e parafusos). 3 - 2R

2
G.2 Verificação dos elementos da estrutura - em compressão: σc = σ w (2)
1- R
Considera-se a resistência à fadiga do material afastado σw obtido da Tabela 49.
de qualquer junção e, de modo geral, afastado de qual-
quer ponto em que poderia ocorrer concentração de ten- b) R > 0
sões, portanto, uma diminuição de resistência à fadiga.
Para levar em conta a diminuição de resistência na proxi- σ0
midade da junção, devido à presença de furos, de cordões - em tração: σt = (3)
 σ 
de solda, provocando mudanças de seção, considera-se 1- 1- 0  R
na vizinhança destas montagens "efeitos de entalhe", ca-  σ +1 
racterizando os efeitos de concentração de tensões pro-
vocados pela presença de descontinuidade no material. - em compressão: σc = 1,2 σt (4)
Estes efeitos de entalhe se traduzem por uma redução
das tensões admissíveis. A importância da redução de- onde:
pende do tipo de descontinuidade encontrado, ou seja,
do tipo de junção utilizado. σ0 = tensão em tração para R = 0 dado pela fórmula
(1), isto é:
Para caracterizar a importância destes efeitos de entalhe,
os diferentes casos de construção de junções estão sub- σ0 = 1,66 σw
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66 NBR 8400:1984

σ+1 = tensão em tração para R = +1, isto é, a tensão G.3.2 Solicitações ao cisalhamento do material para
de ruptura σR dividida pelo coeficiente de segu- os elementos da estrutura
rança de 4/3
Toma-se para cada um dos grupos de classificação de 1
σ+1 = 0,75 σR a 6 a tensão admissível à fadiga em tração (σt) do caso
W0 dividida por 3 .
Nota: Para facilitar a aplicação das fórmulas (1), (2), (3) e (4), as
Tabelas 50, 52, 54, 56 e 58 dão as tensões admissíveis à σt (do caso W0 )
τa =
fadiga limitadas a: 3

a) caso de tração: 0,75 σR; Acham-se nas Tabelas 51, 53, 55, 57 e 59 os valores das
tensões no cisalhamento, admissíveis à fadiga no caso
b) caso de compressão: 0,9 σR. do cisalhamento do material, limitadas a 0,75 σR / 3 .

Tabela 49 - Valores de σw (daN/mm2) em função do grupo e do caso de construção

Elementos não soldados Elementos soldados


Grupo Caso de construção: Caso de construção: (Aços de 37 e 52 daN/mm2)
de
classificação Aço 37 Aço 52 Aço 37 Aço 52 Aço 37 Aço 52 K0 K1 K2 K3 K4
Aço 42 Aço 42 Aço 42
W0 W1 W2

1 (28,54) 35,31 24,26 30,00 19,98 24,71 (47,52) (42,42) (35,64) 25,24 15,27
2 24,00 28,45 20,40 24,18 16,80 19,91 (33,60) (30,00) 25,20 18,00 10,80
3 20,18 22,93 17,15 19,49 14,13 16,05 23,76 21,21 17,82 12,73 7,64
4 16,97 18,48 14,42 15,71 11,88 12,93 16,80 15,00 12,60 9,00 5,40
5 14,27 14,89 12,12 12,66 9,99 10,42 11,88 10,61 8,91 6,36 3,82
6 12,00 12,00 10,20 10,20 8,40 8,40 8,40 7,50 6,30 4,50 2,70

Notas: a)Para os elementos não soldados, os valores de σw são idênticos para os aços de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2; estes são muito
elevados para o aço 52 daN/mm2.
b) Para os elementos soldados, os valores de σw são idênticos para as três qualidades de aço.
c) Os valores entre parênteses, superiores a 0,75 vez a carga de ruptura, são somente valores teóricos (ver G.2.3, nota b)
adiante).
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NBR 8400:1984 67

Tabela 50 - Tração e compressão - GR.2

Material e cordão de solda.


Tensões admissíveis de fadiga (valores de σxa e σya da fórmula 5, na página 127), em daN/mm2.
T: tração ou tração > compressão C: compressão ou compressão > tração.

Elementos não soldados Elementos soldados

W0 W1 W2 K0 K1 K2 K3 K4
R
T C T C T C T C T C T C T C T C

Aços de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

-1 24,00 24,00 20,40 20,40 16,80 16,80 27,75 33,30 27,75 33,30 25,20 25,20 18,00 18,00 10,80 10,80
- 0,9 25,00 25,26 21,25 21,47 17,50 17,68 26,25 26,53 18,75 18,95 11,25 11,37
- 0,8 26,09 26,67 22,17 22,67 18,26 18,67 27,39 28,00 19,57 20,00 11,74 12,00
- 0,7 27,27 28,24 23,18 24,00 19,09 19,76 27,75 29,65 20,45 21,18 12,27 12,71
- 0,6 27,75 30,00 24,29 25,50 20,00 21,00 31,50 21,43 22,50 12,86 13,50
- 0,5 32,00 25,50 27,20 21,00 22,40 33,30 22,50 24,00 13,50 14,40
- 0,4 33,30 26,84 29,14 22,11 24,00 23,68 25,71 14,21 15,43
- 0,3 27,75 31,38 23,33 25,85 25,00 27,69 15,00 16,62
- 0,2 33,30 24,71 28,00 26,47 30,00 15,88 18,00
- 0,1 26,25 30,55 27,75 32,73 16,88 19,64
0 27,75 33,30 33,30 18,00 21,60
0,1 18,66 22,39
0,2 19,36 23,23
0,3 20,12 24,14
0,4 20,94 25,13
0,5 21,84 26,21
0,6 22,81 27,37
0,7 23,87 28,64
0,8 25,04 30,05
0,9 26,32 31.58
+1 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30

Aço de 52 daN/mm2

-1 28,45 28,45 24,18 24,18


19,92 19,92 33,60 33,60 30,00 30,00 25,20 25,20 18,00 18,00 10,80 10,80
- 0,9 29,64 29,95 25,19 25,46
20,75 20,96 35,00 35,37 31,25 31,58 26,25 26,53 18,75 18,95 11,25 11,37
- 0,8 30,93 31,61 26,29 26,87
21,65 22,13 36,52 37,33 32,61 33,33 27,39 28,00 19,57 20,00 11,74 12,00
- 0,7 32,22 33,47 27,48 28,45
22,63 23,43 38,18 39,53 34,09 35,29 28,64 29,65 20,45 21,18 12,27 12,71
- 0,6 33,87 35,57 28,79 30,23
23,71 24,90 39,00 42,00 35,71 37,50 30,00 31,50 21,43 22,50 12,86 13,50
- 0,5 35,57 37,94 30,23 32,25
24,90 26,56 44,80 37,50 40,00 31,50 33,60 22,50 24,00 13,50 14,40
- 0,4 37,44 40,65 31,82 34,55
26,21 28,45 46,80 39,00 42,86 33,16 36,00 23,68 25,71 14,21 15,43
- 0,3 39,00 43,77 33,59 37,59
27,66 30,64 46,15 35,00 38,77 25,00 27,69 15,00 16,62
- 0,2 46,80 35,57 40,31
29,29 33,19 46,80 37,06 42,00 26,47 30,00 15,88 18,00
- 0,1 37,79 43,97
31,12 36,21 39,00 45,82 28,13 32,73 16,88 19,64
0 39,00 46,80
33,19 39,83 46,80 30,00 36,00 18,00 21,60
0,1 33,69 40,43 30,71 36,85 19,02 22,82
0,2 34,21 41,05 31,45 37,74 20,17 24,20
0,3 34,74 41,69 32,23 38,68 21,47 25,76
0,4 35,29 42,35 33,05 39,66 22,94 27,53
0,5 35,86 43,03 33,91 40,69 24,63 29,56
0,6 36,45 43,74 34,82 41,78 26,59 31,91
0,7 37,05 44,46 35,78 42,94 28,89 34,67
0,8 37,68 45,22 36,79 44,15 31,62 37,94
0,9 38,33 46,00 37,86 45,43 34,93 41,92
+1 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80

Nota: Estes valores devem evidentemente ser limitados aos concernentes à verificação ao limite elástico.
Cópia não autorizada

68 NBR 8400:1984

Tabela 51 - Cisalhamento e pressão diametral - GR.2

Tensões admissíveis de fadiga (valores de τxya da fórmula 5) daN/mm2.

Material - cordão de solda - parafusos e rebites.

Cisalhamento no Cisalhamento no Parafusos e rebites


material cordão de solda
Cisalhamento simples Cisalhamento múltiplo
R
- 37 - 37 - 37 - 37
- 52 - 52 - 52 - 52
- 42 - 42 - 42 - 42

-1 13‚86 16,43 19,62 23,76 10,08 11‚95 13,44 15,93


- 0,9 14,43 17,11 24,75 10,50 12,45 14,00 16,60
- 0,8 15,06 17,86 25,82 10,95 12,99 14,60 17,32
- 0,7 15,74 18,67 27,00 11,45 13,57 15,27 18,10
- 0,6 16,02 19,55 27,58 12,00 14,22 16,00 18,96
- 0,5 20,54 12,60 14,94 16,80 19,92
- 0,4 21,62 13,26 15,72 17,68 20,96
- 0,3 22,52 13,99 16,59 18,66 22,12
- 0,2 14,82 17,57 19,76 23,43
- 0,1 15,75 18,67 21,00 24,89
0 16,65 19,91 22,20 26,55
0,1 20,21 26,95
0,2 20,52 27,36
0,3 20,84 27,79
0,4 21,17 28,23
0,5 21,51 28,68
0,6 21,87 29,16
0,7 22,23 29,64
0,8 22,60 30,14
0,9 22,99 30,66
+1 16,02 22,52 19,62 27,58 16,65 23,40 22,20 31,20

Nota: Estes valores devem evidentemente ser limitados aos concernentes à verificação ao limite elástico. Pressão diametral: multiplicar
por 2,5 os valores admissíveis do cisalhamento nos parafusos e rebites.
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NBR 8400:1984 69

Tabela 52 - Tração e compressão - GR.3

Material e cordão de solda.


Tensões admissíveis de fadiga (valores de σxa e σya da fórmula 5) daN/mm2.
T: tração ou tração > compressão C: compressão ou compressão > tração.

Elementos não soldados Elementos soldados

W0 W1 W2 K0 K1 K2 K3 K4
R
T C T C T C T C T C T C T C T C

Aços de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

-1 20,18 20,18 17,15 17,15


14,13 14,13 23,76 23,76 21,21 21,21
17,82 17,82 12,73 12,73 7,64 7,64
- 0,9 21,02 21,24 17,87 18,06
14,72 14,87 24,75 25,01 22,09 22,33
18,55 18,76 13,26 13,40 7,95 8,04
- 0,8 21,94 22,42 18,65 19,06
15,36 15,70 25,83 26,40 23,05 23,57
19,37 19,80 13,83 14,14 8,30 8,49
- 0,7 22,93 23,74 19,49 20,18
16‚05 16,62 27,00 27,95 24,10 24,95
20,25 20,96 14,46 14,97 8,68 8,98
- 0,6 24,03 25,23 20,12 21,44
16‚82 17,66 27,75 29,70 25,25 26,51
21,21 22,27 15,15 15,91 9,09 9,55
- 0,5 25,23 26,91 21,44 22,87
17,66 18,84 31,68 26,51 28,28
22‚27 23,76 15,91 16,97 9,55 10,18
- 0,4 26,55 28,83 22,57 24,51
18,59 20,18 33,30 27,75 30,30
23,47 25,46 16,75 18,18 10,05 10,91
- 0,3 27,75 31,05 23,83 26,39
19,62 27‚73 32,63
24‚75 27‚41 17,68 19,58 10,61 11,75
- 0,2 33,30 25,25 28,59
20,78 23,55 33,30
26,20 29,70 18,72 21,21 11,23 12,73
- 0,1 26,80 31,19
22,07 25,69 27,75 32,40 19,89 23,14 11,93 13,88
0 27,75 33,30
23,55 28,25 33,30 21,21 25,46 12,73 15,28
0,1 23,91 28,69 21,72 26,06 13,46 16,15
0,2 24,29 29,15 22,26 26,71 14,28 17,14
0,3 24,67 29,60 22,82 27,38 15,20 18,24
0,4 25,07 30,08 23,42 28,10 16,25 19,50
0,5 25,48 30,58 24,04 28,85 17,45 20,94
0,6 25,90 31,08 24,70 29,64 18,85 22,62
0,7 26,34 31,61 25,40 30,48 20,50 24,60
0,8 26,79 32,15 26,14 31,37 22,45 26,94
0,9 27,26 32,71 26,92 32,30 24,82 29,73
+1 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30

Aço de 52 daN/mm2

-1 22,93 22,93 19,49 19,49 16,05 16,05 23,76 23,76 21,21 21,21 17,82 17,82 12,73 12,73 7,64 7,64
- 0,9 23,88 24,14 20,30 20,51 16,72 16,89 24,75 25,01 22,09 22,33 18,56 18,76 13,26 13,40 7,95 8,04
- 0,8 24,92 25,48 21,18 21,65 17,45 17,83 25,83 26,40 23,05 23,57 19,37 19,80 13,83 14,14 8,30 8,49
- 0,7 26,06 26,97 22,15 22,93 18,24 18,88 27,00 27,95 24,10 24,95 20,25 20,96 14,46 14,97 8,68 8,98
- 0,6 27,30 28,66 23,20 24,36 19,11 20,06 28,29 29,70 25,25 26,51 21,21 22,27 15,15 15,91 9,09 9,55
- 0,5 28,66 30,57 24,36 25,99 20,06 21,40 29,70 31,68 26,51 28,28 22,27 23,76 15,91 16,97 9,55 10,18
- 0,4 30,17 32,75 25,64 27,84 21,12 22,93 31,26 33,94 27,91 30,30 23,45 25,46 16,75 18,18 10,05 10,91
- 0,3 31,85 35,27 27,07 29,98 22,29 24,69 33,00 36,55 29,46 32,63 24,75 27,41 17,68 19,58 10,61 11,75
- 0,2 33,72 38,21 28,66 32,48 23,60 26,75 34,94 39,60 31,19 35,35 26,20 29,70 18,72 21,21 11,23 12,73
- 0,1 35,83 41,69 30,45 35,43 25,08 29,18 37,13 43,20 33,14 38,55 27,84 32,40 19,89 23,14 11,93 13,88
0 38,21 45,86 32,48 38,98 26,75 32,10 39,00 46,80 35,35 42,42 29,70 35,64 21,21 25,46 12,73 15,28
0,1 38,29 45,95 33,03 39,64 27,62 33,14 35,69 42,82 30,43 36,52 22,22 26,66 13,65 16,38
0,2 38,37 46,04 33,60 40,32 28,54 34,25 36,02 43,22 31,19 37,43 23,34 28,01 14,71 17,65
0,3 38,44 46,13 34,20 41,04 29,53 35,44 36,37 43,64 31,99 38,39 24,57 29,48 15,95 19,14
0,4 38,52 46,22 34,81 41,77 30,59 36,71 36,72 44,06 32,83 39,40 25,94 31,13 17,42 20,90
0,5 38,60 46,32 35,44 42,53 31,73 38,08 37,09 44,51 33,72 40,46 27,48 32,98 19,19 23,03
0,6 38,68 46,42 36,10 43,32 32,96 39,55 37,45 44,94 34,66 41,59 29,20 35,04 21,36 25,63
0,7 38,76 46,51 36,78 44,14 34,29 41,15 37,83 45,40 35,65 42,78 31,15 37,39 24,09 28,91
0,8 38,84 46,61 37,49 44,99 35,73 42,88 38,21 45,85 36,70 44,04 33,40 40,08 27,61 33,13
0,9 38,92 46,70 38,23 45,88 37,29 44,75 38,60 46,32 37,82 45,38 35,98 43,18 32,33 38,80
+1 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80

Nota: Estes valores devem evidentemente ser limitados aos concernentes à verificação ao limite elástico.
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70 NBR 8400:1984

Tabela 53 - Cisalhamento e pressão diametral - GR.3

Material - cordão de solda - parafusos e rebites.

Tensões admissíveis de fadiga (valores de τxya da fórmula 5) daN/mm2.

Cisalhamento no Cisalhamento no Parafusos e rebites


material cordão de solda
Cisalhamento simples Cisalhamento múltiplo
R
Aço 37 e 42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52
daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2

-1 11,65 13,24 16,80 16,80 8,47 9,63 11,30 12,84


- 0,9 12,14 13,79 17,50 17,50 8,83 10,03 11,77 13,38
- 0,8 12,67 14,39 18,26 18,26 9,21 10,47 12,29 13,96
- 0,7 13,24 15,05 19,09 19,09 9,63 10,94 12,84 14,59
- 0,6 13,87 15,76 19,62 20,00 10,09 11,46 13,46 15,29
- 0,5 14,57 16,55 21,00 10,59 12,03 14,13 16,05
- 0,4 15,33 17,42 22,10 11,15 12,67 14,87 16,90
- 0,3 16,02 18,39 23,33 11, 77 13,37 15,70 17,83
- 0,2 19,47 24,71 12,46 14,16 16,62 18,88
- 0,1 20,69 26,26 13,24 15,04 17,66 20,06
0 22,06 27,58 14,13 16,05 18,84 21,40
0,1 22,11 14,36 16,57 19,13 22,10
0,2 22,15 14,57 17,12 19,43 22,83
0,3 22,19 14,80 17,71 19,74 23,62
0,4 22,24 15,04 18,35 20,06 24,47
0,5 22,29 15,28 19,03 20,38 25,38
0,6 22,33 15,54 19,77 20,72 26,37
0,7 22,38 15,80 20,57 21,07 27,43
0,8 22,42 16,07 21,43 21,43 28,58
0,9 22,47 16,35 22,37 21,81 29,83
+1 16,02 22,52 19,62 27,58 16,65 23,40 22,20 31,20

Nota: Estes valores devem ser limitados aos concernentes à verificação ao limite elástico. Pressões diametrais: multiplicar por 2,5 os
valores do cisalhamento nos parafusos e rebites.
Cópia não autorizada

NBR 8400:1984 71

Tabela 54 - Tração e compressão - GR.4

Material e cordão de solda.


Tensões admissíveis de fadiga (valores de σxa e σya da fórmula 5) daN/mm2.
T: tração ou tração > compressão C: compressão ou compressão > tração.

Elementos não soldados Elementos soldados

W0 W1 W2 K0 K1 K2 K3 K4
R
T C T C T C T C T C T C T C T C

Aços de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

-1 16,97 16,97
14,42 14,42 11,88 11,88 16,80 16,80
15,00 15,00 12,60 12,60 9,00 9,00 5,40 5,40
- 0,9 17,68 17,86
15,03 15,18 12,37 12,50 17,50 17,68
15,63 15,79 13,13 13,26 9,38 9,47 5,63 5,68
- 0,8 18,45 18,85
15,68 16,03 12,91 13,20 18,26 18,67
16,30 16,67 13,70 14,00 9,78 10,00 5,87 6,00
- 0,7 19,28 19,97
16,39 16,97 13,50 13,98 19,09 19,76
17,05 17,65 14,32 14,82 10,23 10,59 6,14 6,35
- 0,6 20,20 21,21
17,17 18,03 14,14 14,85 20,00 21,00
17,86 18,75 15,00 15,75 10,71 11,25 6,43 6,75
- 0,5 21,21 22,63
18,03 19,23 14,85 15,84 21,00 22,40
18,75 20,00 15,75 16,80 11,25 12,00 6,75 7,20
- 0,4 22,33 24,24
18,98 20,61 15,63 16,97 22,11 24,00
19,74 21,43 16,58 18,00 11,84 12,86 7,11 7,71
- 0,3 23,57 26,11
20,03 22,19 16,50 18,28 23,33 25,85
20,83 23,08 17,50 19,38 12,50 13,85 7,50 8,31
- 0,2 24,96 28,28
21,21 24,04 17,47 19,80 24,71 28,00
22,06 25,00 18,53 21,00 13,24 15,00 7,94 9,00
- 0,1 26,52 30,86
22,54 26,23 18,56 21,60 26,25 30,55
23,44 27,27 19,69 22,91 14,06 16,36 8,44 9,82
0 27,75 33,30
24,04 28,85 19,80 23,76 27,25 33,30
25,00 30,00 21,00 25,20 15,00 18,00 9,00 10,80
0,1 24,37 29,24 20,38 24,45 25,25 30,30 21,52 25,82 15,72 18,86 9,65 11,58
0,2 24,70 29,64 21,00 25,20 25,51 30,61 22,07 26,48 16,52 19,82 10,41 12,49
0,3 25,04 30,05 21,66 25,99 25,77 30,92 22,65 27,18 17,40 20,88 11,29 13,55
0,4 25,40 30,48 22,36 26,83 26,03 31,24 23,26 27,91 18,38 22,06 12,33 14,80
0,5 25,76 30,91 23,11 27,73 26,30 31,56 23,91 28,69 19,47 23,36 13,59 16,31
0,6 26,14 31,37 23,91 28,69 26,58 31,90 24,59 29,51 20,71 24,85 15,14 18,17
0,7 26,52 31,82 24,77 29,72 26,86 32,23 25,31 30,37 22,11 26,53 17,08 20,50
0,8 26,92 32,30 25,69 30,83 27,15 32,58 26,07 31,28 23,72 28,46 19,59 23,51
0,9 27,33 32,80 26,68 32,02 27,45 32,94 26,89 32,27 25,58 30,70 22,97 27,56
+1 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30

Aço de 52 daN/mm2

-1 18,48 18,48 15,71 15,71 12,93 12,93 16,80 16,80 15,00 15,00 12,60 12,60 9,00 9,00 5,40 5,40
- 0,9 19,25 19,45 16,36 16,53 13,47 13,62 17,50 17,68 15,63 15,79 13,13 13,26 9,38 9,47 5,63 5,68
- 0,8 20,08 20,53 17,07 17,45 14,06 14,37 18,26 18,67 16,30 16,67 13,70 14,00 9,78 10,00 5,87 6,00
- 0,7 21,00 21,74 17,85 18,48 14,70 15,22 19,09 19,76 17,05 17,65 14,32 14,82 10,23 10,59 6,14 6,35
- 0,6 22,00 23,10 18,70 19,63 15,40 16,17 20,00 21,00 17,86 18,75 15,00 15,75 10,71 11,25 6,43 6,75
- 0,5 23,10 24,64 19,63 20,94 16,17 17,25 21,00 22,40 18,75 20,00 15,75 16,80 11,25 12,00 6,75 7,20
- 0,4 24,31 26,40 20,67 22,44 17,02 18,48 22,11 24,00 19,74 21,43 16,58 18,00 11,84 12,86 7,11 7,71
- 0,3 25,66 28,43 21,81 24,16 17,95 19,90 23,33 25,85 20,83 23,08 17,50 19,38 12,50 13,85 7,50 8,31
- 0,2 27,17 30,80 23,10 26,18 19,02 21,56 24,71 28,00 22,06 25,00 18,53 21,00 13,24 15,00 7,94 9,00
- 0,1 28,87 33,60 24,54 28,56 20,21 23,52 26,25 30,55 23,44 27,27 19,69 22,91 14,06 16,36 8,44 9,82
0 30,80 36,96 26,18 31,41 21,56 25,87 28,00 33,60 25,00 30,00 21,00 25,20 15,00 18,00 9,00 10,80
0,1 31,46 37,75 27,07 32,48 22,57 27,08 28,82 34,58 25,93 31,12 22,02 26,42 15,98 19,18 9,75 11,70
0,2 32,15 38,58 28,02 33,62 23,68 28,42 29,68 35,62 26,93 32,32 23,14 2 7,77 17,11 20,53 10,64 12,77
0,3 32,87 39,44 29,04 34,85 24,92 29,90 30,59 36,71 28,02 33,62 24,37 29,24 18,40 22,08 11,70 14,04
0,4 33,63 40,36 30,14 36,17 26,26 31,51 31,56 37,87 29,19 35,03 25, 75 30,90 19,90 23,88 13,00 15,60
0,5 34,42 41,30 31,33 37,50 27,77 33,32 32,60 39,12 30,47 36,56 27,30 32,76 21,67 26,00 14,63 17,56
0,6 35,25 42,30 32,61 39,13 29,47 35,36 33,70 40,44 31,86 38,23 29,04 34,85 23,78 28,54 16,71 20,05
0,7 36,12 43,34 34,00 40,80 31,38 37,66 34,89 41,87 33,39 40,07 31,02 37,22 26,35 31,62 19,50 23,40
0,8 37,03 44,44 35,52 42,62 33,57 40,28 36,16 43,39 35,07 42,08 33,29 39,95 29,55 37,46 23,40 28,08
0,9 37,99 45,59 37,18 44,62 36,08 43,30 37,53 45,04 36,93 44,32 35,92 43,10 33,62 40,34 29,25 35,10
+1 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80

Nota: Estes valores devem evidentemente ser limitados aos concernentes à verificação ao limite elástico.
Cópia não autorizada

72 NBR 8400:1984

Tabela 55 - Cisalhamento e pressão diametral - GR.4

Material - cordão de solda - parafusos e rebites.


Tensões admissíveis de fadiga (valores de τxya da fórmula 5) daN/mm2.

Cisalhamento no Cisalhamento no Parafusos e rebites


material cordão de solda
Cisalhamento simples Cisalhamento múltiplo
R
Aço 37 e42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52
daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2

-1 9,80 10,67 11,88 11,88 7,12 7,75 9,50 10,34


- 0,9 10,21 11,11 12,37 12,37 7,42 8,08 9,89 10,78
- 0,8 10,65 11,59 12,91 12,91 7,74 8,43 10,33 11,25
- 0,7 11,13 12,12 13,50 13,50 8,10 8,82 10,80 11,76
- 0,6 11,66 12,70 14,14 14,14 8,48 9,24 11,31 12,32
- 0,5 12,25 13,34 14,85 14,85 8,91 9,70 11,88 12,94
- 0,4 12,89 14,03 15,63 15,63 9,37 10,21 12,50 13,62
- 0,3 13,61 14,81 16,50 16,50 9,90 10,77 13,20 14,42
- 0,2 14,41 15,69 17,47 17,47 10,48 11,41 13,98 15,22
- 0,1 15,31 16,68 18,56 18,56 11,13 12,12 14,85 16,17
0 16,02 17,78 19,62 19,80 11,88 12,93 15,84 17,25
0,1 18,16 20,38 12,22 13,54 16,30 18,06
0,2 18,56 20,99 12,60 14,20 16,80 18,94
0,3 18,98 21,63 12,99 14,95 17,33 19,94
0,4 19,42 22,32 13,41 15,75 17,89 21,01
0,5 19,87 23,05 13,86 16,66 18,49 22,22
0,6 20,35 23,83 14,34 17,68 19,13 23,58
0,7 20,85 24,67 14,86 18,82 19,82 25,10
0,8 21,40 25,57 15,41 20,14 20,55 26,86
0,9 21,93 26,54 16,00 21,64 21,34 28,86
+1 16,02 22,52 19,62 27,58 16,65 23,40 22,20 31,20

Nota: Estes valores devem evidentemente ser limitados aos concernentes à verificação ao limite elástico. Pressões diametrais:
multiplicar por 2,5 os valores admissíveis do cisalhamento nos parafusos e rebites.
Cópia não autorizada

NBR 8400:1984 73

Tabela 56 - Tração e compressão - GR.5

Material e cordão de solda.


Tensões admissíveis de fadiga (valores de σxa e σya da fórmula 5) daN/mm2.
T: tração ou tração > compressão C: compressão ou compressão > tração.

Elementos não soldados Elementos soldados

R
W0 W1 W2 K0 K1 K2 K3 K4
T C T C T C T C T C T C T C T C

Aços de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

-1 14,27 14,27 12,13 12,13 9,99 9,99 11,88 11,88 10,61 10,61 8,91 8,91 6,36 6,36 3,82 3,82
- 0,9 14,87 15,02 12,64 12,77 10,41 10,52 12,38 12,51 11,05 11,17 9,28 9,38 6,63 6,70 3,98 4,02
- 0,8 15,51 15,86 13,18 13,48 10,86 11,10 12,91 13,20 11,53 11,79 9,68 9,90 6,92 7,07 4,15 4,24
- 0,7 16,22 16,79 13,78 14,27 11,35 11,75 13,50 13,98 12,06 12,48 10,12 10,48 7,23 7,49 4,34 4,49
- 0,6 16,99 17,84 14,44 15,16 11,89 12,49 14,14 14,85 12,63 13,26 10,61 11,14 7,58 7,95 4,55 4,77
- 0,5 17,84 19,03 15,16 16,17 12,49 13,32 14,85 15,84 13,26 14,15 11,14 11,88 7,95 8,49 4,77 5,09
- 0,4 18,78 20,39 15,96 17,33 13,14 14,27 15,63 16,97 13,96 15,16 11,72 12,73 8,37 9,09 5,02 5,45
- 0,3 19,82 21,95 16,85 18,66 13,87 15,37 16,50 18,28 14,74 16,32 12,37 13,71 8,88 9,79 5,30 5,87
- 0,2 20,99 23,78 17,84 20,22 14,69 16,65 17,47 19,80 15,60 17,68 13,10 14,85 9,36 10,61 5,61 6,36
- 0,1 22,30 25,95 18,95 22,05 15,61 18,16 18,56 21,60 16,58 19,29 13,92 16,20 9,94 11,57 5,97 6,94
0 23,78 28,54 20,22 24,26 16,65 19,98 19,80 23,76 17,68 21,22 14,85 17,82 10,61 12,73 6,36 7,64
0,1 24,13 28,96 20,78 24,94 17,34 20,81 20,38 24,46 18,35 22,02 15,57 18,68 11,31 13,57 6,89 8,27
0,2 24,48 29,38 21,38 25,66 18,10 21,72 21,00 25,20 19,06 22,87 16,37 19,64 12,11 14,53 7,52 9,02
0,3 24,85 29,82 22,01 26,41 18,92 22,70 21,66 25,99 19,84 23,81 17,26 20,71 13,02 15,62 8,27 9,92
0,4 25,22 30,26 22,68 27,22 19,82 23,78 22,36 26,83 20,68 24,32 18,24 21,89 14,09 16,91 9,20 11,04
0,5 25,61 30,73 23,99 28,07 20,81 24,97 23,11 27,73 21,60 25,92 19,35 23,22 15,35 18,42 10,35 12,42
0,6 26,01 31,21 24,15 28,98 21,91 26,29 23,91 28,69 22,60 27,12 20,59 24,71 16,86 20,23 11,83 14,20
0,7 26,43 31,72 24,96 29,95 23,13 27,76 24,77 29,72 23,70 28,44 22,01 26,41 18,69 22,43 13,81 16,57
0,8 26,85 32,22 25,83 31,00 24,49 29,39 25,69 30,83 24,91 29,89 23,64 28,37 20,97 25,16 16,59 19,91
0,9 27,29 32,75 26,75 32,10 26,02 31,22 26,68 32,02 26,25 31,50 25,53 30,64 23,89 28,67 20,77 24,92
+1 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30

Aço de 52 daN/mm2

-1 14,89 14,89 12,66 12,66 10,42 10,42 11,88 11,88 10,61 10,61 8,91 8,91 6,36 6,36 3,82 3,82
- 0,9 15,51 15,67 13,18 13,32 10,86 10,97 12,38 12,51 11,05 11,17 9,28 9,38 6,63 6,70 3,98 4,02
- 0,8 16,19 16,55 13,76 14,06 11,33 11,58 12,91 13,20 11,53 11,79 9,68 9,90 6,92 7,07 4,15 4,24
- 0,7 16,92 17,52 14,38 14,89 11,84 12,26 13,50 13,98 12,05 12,48 10,12 10,48 7,23 7,49 4,34 4,49
- 0,6 17,73 18,61 15,07 15,82 12,41 13,03 14,14 14,85 12,63 13,26 10,61 11,14 7,58 7,95 4,55 4,77
- 0,5 18,61 19,85 15,82 16,88 13,03 13,90 14,85 15,84 13,26 14,15 11,14 11,88 7,95 8,49 4,77 5,09
- 0,4 19,59 21,27 16,65 18,08 13,72 14,89 15,63 16,97 13,96 15,16 11,72 12,73 8,37 9,09 5,02 5,45
- 0,3 20,68 22,91 17,58 19,47 14,48 16,04 16,50 18,28 14,74 16,32 12,37 13,71 8,84 9,79 5,30 5,87
- 0,2 21,90 24,82 18,61 21,10 15,33 17,37 17,47 19,80 15,60 17,68 13,10 14,85 9,36 10,61 5,61 6,36
- 0,1 23,27 27,07 19,78 23,01 16,29 18,95 18,56 21,60 16,58 19,29 13,92 16,20 9,94 11,57 5,97 6,94
0 24,82 29,78 21,10 25,31 17,37 20,85 19,80 23,76 17,68 21,22 14,85 17,82 10,61 12,73 6,36 7,64
0,1 25,76 30,91 22,12 26,54 18,39 22,07 20,83 25,00 18,70 22,24 15,83 19,00 11,44 13,73 6,94 8,33
0,2 26,77 32,12 23,23 27,88 19,54 23,45 21,96 26,35 19,85 23,82 16,95 20,34 12,42 14,90 7,64 9,17
0,3 27,86 33,43 24,47 29,36 20,84 25,01 23,23 27,88 21,15 25,38 18,24 21,89 13,57 16,28 8,49 10,19
0,4 29,04 34,85 25,84 31,01 22,32 26,78 24,66 29,59 22,63 27,16 19,74 23,69 14,97 17,96 9,56 11,47
0,5 30,33 36,40 27,38 32,86 24,04 28,85 26,27 31,52 24,33 29,20 21,51 25,81 16,68 20,02 10,94 13,13
0,6 31,75 38,10 29,12 34,94 26,03 31,24 28,10 33,72 26,31 31,57 23,63 28,36 18,84 22,61 12,78 15,34
0,7 33,29 39,95 31,09 37,31 28,39 34,07 30,21 36,25 28,54 34,37 26,21 31,45 21,69 25,96 15,36 18,43
0,8 35,00 42,00 33,34 40,01 31,22 37,46 32,66 39,19 31,42 37,70 29,43 35,32 25,40 30,48 19,25 23,10
0,9 36,89 44,27 35,95 43,14 34,68 41,62 35,55 42,66 34,80 41,76 33,54 40,25 30,77 36,92 25,77 30,92
+1 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80

Nota: Estes valores devem evidentemente ser limitados aos concernentes à verificação ao limite elástico.
Cópia não autorizada

74 NBR 8400:1984

Tabela 57 - Cisalhamento e pressão diametral - GR.5

Material - cordão de solda - parafusos e rebites


Tensões admissíveis de fadiga (valores de τxya da fórmula 5) daN/mm2.

Cisalhamento no Cisalhamento no Parafusos e rebites


material cordão de solda
R Cisalhamento simples Cisalhamento múltiplo
Aço 37 e 42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52
daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2

-1 8,24 8,60 8,40 8,40 5,99 6,25 7,99 8,34


- 0,9 8,58 8,95 8,75 8,75 6,24 6,51 8,33 8,69
- 0,8 8,95 9,35 9,13 9,13 6,51 6,79 8,69 9,06
- 0,7 9,36 9,77 9,55 9,55 6,81 7,10 9,08 9,47
- 0,6 9,81 10,24 10,00 10,00 7,13 7,44 9,51 9,93
- 0,5 10,30 10,74 10,50 10,50 7,49 7,81 9,99 10,42
- 0,4 10,84 11,31 11,05 11,05 7,88 8,23 10,51 10,98
- 0,3 11,44 11,94 11,67 11,67 8,32 8,68 11,10 11,50
- 0,2 12,12 12,64 12,35 12,35 8,81 9,19 11,75 12,26
- 0,1 12,87 13,43 13,12 13,12 9,36 9,77 12,49 13,03
0 13,73 14,33 14,00 14,00 9,99 10,42 13,32 13,90
0,1 13,93 14,87 14,41 14,73 10,40 11,03 13,87 14,71
0,2 14,13 15,46 14,85 15,53 10,36 11,72 14,48 15,63
0,3 14,35 16,08 15,32 16,43 11,35 12,50 15,14 16,67
0,4 14,56 16,77 15,81 17,44 11,89 13,39 15,86 17,86
0,5 14,79 17,51 16,34 18,58 12,48 14,42 16,65 19,23
0,6 15,02 18,33 16,91 19,87 13,14 15,61 17,53 20,82
0,7 15,26 19,22 17,52 21,36 13,87 17,03 18,50 22,71
0,8 15,50 20,21 18,17 23,09 14,69 18,73 19,59 24,98
0,9 15,76 21,30 18,87 25,14 15,61 20,80 20,82 27,74
+1 16,02 22,52 19,62 27,58 16,65 23,40 22,20 31,20

Nota: Estes valores devem evidentemente ser limitados aos concernentes à verificação ao limite elástico. Pressões diametrais:
multiplicar por 2,5 os valores admissíveis do cisalhamento nos parafusos e rebites.
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NBR 8400:1984 75

Tabela 58 - Tração e compressão - GR.6

Material e cordão de solda.


Tensões admissíveis de fadiga (valores de σxa e σya da fórmula 5) daN/mm2.
T: tração ou tração > compressão C: compressão ou compressão > tração.

Elementos não soldados Elementos soldados

R W0 W1 W2 K0 K1 K2 K3 K4
T C T C T C T C T C T C T C T C

Aços de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

-1 12,00 12,00 10,20 10,20 8,40 8,40 8,40 8,40 7,50 7,50 6,30 6,30 4,50 4,50 2,70 2,70
- 0,9 12,50 12,63 10,63 10,74 8,75 8,84 8,75 8,84 7,81 7,89 6,56 6,63 4,69 4,74 2,81 2,84
- 0,8 13,04 13,33 11,09 11,33 9,13 9,33 9,13 9,33 8,15 8,33 6,85 7,00 4,89 5,00 2,93 3,00
- 0,7 13,64 14,12 11,59 12,00 9,55 9,88 9,55 9,88 8,52 8,82 7,16 7,41 5,11 5,29 3,07 3,18
- 0,6 14,29 15,00 12,14 12,75 10,00 10,50 10,00 10,50 8,93 9,38 7,50 7,88 5,36 5,63 3,21 3,38
- 0,5 15,00 16,00 12,75 13,60 10,50 11,20 10,50 11,20 9,38 10,00 7,88 8,40 5,63 6,00 3,38 3,60
- 0,4 15,79 17,14 13,42 14,57 11,05 12,00 11,05 12,00 9,87 10,71 8,29 9,00 5,92 6,43 3,55 3,86
- 0,3 16,67 18,46 14,17 15,69 11,67 12,92 11,67 12,92 10,42 11,54 8,75 9,69 6,25 6,92 3,75 4,15
- 0,2 17,65 20,00 15,00 17,00 12,35 14,00 12,35 14,00 11,03 2,50 9,26 10,50 6,62 7,50 3,97 4,50
- 0,1 18,75 21,82 15,94 18,55 13,13 15,27 13,13 15,27 11,72 13,64 9,84 11,45 7,03 8,18 4,22 4,91
0 20,00 24,00 17,00 20,40 14,00 16,80 14,00 16,80 12,50 15,00 10,50 12,60 7,50 9,00 4,50 5,40
0,1 20,57 24,69 17,69 21,22 14,73 17,68 14,73 17,68 13,23 15,88 11,20 13,44 8,09 9,71 4,91 5,89
0,2 21,18 25,42 18,43 22,11 15,54 18,65 15,54 18,65 14,04 16,85 11,99 14,39 8,78 10,54 5,41 6,49
0,3 21,83 26,19 19,24 23,08 16,44 19,73 16,44 19,73 14,97 17,96 12,91 15,49 9,60 11,52 6,01 7,21
0,4 22,52 27,02 20,12 24,14 17,46 20,95 17,47 20,95 16,02 19,22 13,97 16,76 10,59 12,71 6,77 8,12
0,5 23,25 27,90 21,08 25,30 18,61 22,33 18,61 22,33 17,24 20,69 15,24 18,29 11,81 14,17 7,74 9,29
0,6 24,03 28,83 22,15 26,58 19,92 23,91 19,92 23,91 18,65 22,38 16,75 20,10 13,34 16,01 9,05 10,86
0,7 24,86 29,83 23,33 27,99 21,43 25,72 21,43 25,72 20,31 24,37 18,59 22,31 15,33 18,40 10,88 13,06
0,8 25,75 30,90 24,63 29,56 23,19 27,83 23,19 27,83 22,31 26,77 20,89 25,07 18,02 21,62 13,65 16,38
0,9 26,71 32,06 26,10 31,32 25,27 30,32 25,27 30,32 24,73 29,68 23,83 28,60 21,85 26,22 18,30 21,96
+1 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30 27,75 33,30

Aço de 52 daN/mm2

-1 12,00 12,00 10,20 10,20 8,40 8,40 8,40 8,40 7,50 7,50 6,30 6,30 4,50 4,50 2,70 2,70
- 0,9 12,50 12,63 10,63 10,74 8,75 8,84 8,75 8,84 7,81 7,89 6,56 6,63 4,69 4,74 2,81 2,84
- 0,8 13,04 13,33 11,09 11,33 9,13 9,33 9,13 9,33 8,15 8,33 6,85 7,00 4,89 5,00 2,93 3,00
- 0,7 13,64 14,12 11,59 12,00 9,55 9,88 9,55 9,88 8,52 8,82 7,16 7,41 5,11 5,29 3,07 3,18
- 0,6 14,29 15,00 12,14 12,75 10,00 10,50 10,00 10,50 8,93 9,38 7,50 7,88 5,36 5,63 3,21 3,38
- 0,5 15,00 16,00 12,75 13,60 10,50 11,20 10,50 11,20 9,38 10,00 7,88 8,40 5,63 6,00 3,38 3,60
- 0,4 15,79 17,14 13,42 14,57 11,05 12,00 11,05 12,00 9,87 10,71 8,29 9,00 5,92 6,43 3,55 3,86
- 0,3 16,67 18,46 14,17 15,69 11,67 12,92 11,67 12,92 10,42 11,54 8,75 9,69 6,25 6,92 3,75 4,15
- 0,2 17,65 20,00 15,00 17,00 12,35 14,00 12,35 14,00 11,03 12,50 9,26 10,50 6,62 7,50 3,97 4,50
- 0,1 18,75 21,82 15,94 18,55 13,13 15,27 13,13 15,27 11,72 13,64 9,84 11,45 7,03 8,18 4,22 4,91
0 20,00 24,00 17,00 24,40 14,00 16,80 14,00 16,80 12,50 15,00 10,50 12,60 7,50 9,00 4,50 5,40
0,1 21,02 25,22 18,02 21,62 14,96 17,95 14,96 17,95 13,41 16,09 11,33 13,60 8,16 9,79 4,94 5,93
0,2 22,16 26,59 19,16 22,99 16,06 19,27 16,06 19,27 14,47 17,36 12,30 14,76 8,94 10,73 5,47 6,56
0,3 23,42 28,10 20,46 24,55 17,33 20,80 17,33 20,80 15,70 18,84 13,45 16,14 9,90 11,88 6,13 7,36
0,4 24,84 29,81 21,95 26,34 18,83 22,60 18,83 22,60 17,17 20,60 14,84 17,81 11,08 13,30 6,96 8,35
0,5 26,44 31,73 23,68 28,42 20,60 24,72 20,60 24,72 18,93 22,72 16,55 19,86 12,58 15,10 8,07 9,68
0,6 28,26 33,91 25,70 30,84 22,75 27,30 22,75 27,30 21,10 25,32 18,70 22,44 14,55 17,46 9,59 11,51
0,7 30,35 36,42 28,09 33,71 25,40 30,48 25,40 30,48 23,84 28,61 21,50 25,80 17,26 20,71 11,82 14,18
0,8 32,77 39,32 30,98 37,18 28,74 34,49 28,74 34,49 27,39 32,87 25,28 30,34 21,20 25,44 15,39 18,47
0,9 35,62 42, 74 34,53 41,44 33,09 39,71 33,09 39,71 32,18 38,62 30,67 36,80 27,46 32,95 22,08 26,50
+1 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80 39,00 46,80

Nota: Estes valores devem evidentemente ser limitados aos concernentes à verificação ao limite elástico.
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76 NBR 8400:1984

Tabela 59 - Cisalhamento e pressão diametral - GR.6

Material - cordão de solda - parafusos e rebites


Tensões admissíveis de fadiga (valores de τxya da fórmula 5) daN/mm2.

Cisalhamento no Cisalhamento no Parafusos e rebites


material cordão de solda
R Cisalhamento simples Cisalhamento múltiplo

Aço 37 e 42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52 Aço 37 e 42 Aço 52


daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2 daN/mm2

-1 6,93 6,93 5,94 5,94 5,04 5,04 6,72 6,72


- 0,9 7,22 7,22 6,19 6,19 5,25 5,25 7,00 7,00
- 0,8 7,53 7,53 6,46 6,46 5,47 5,47 7,30 7,30
- 0,7 7,87 7,87 6,75 6,75 5,73 5,73 7,64 7,64
- 0,6 8,25 8,25 7,07 7,07 6,00 6,00 8,00 8,00
- 0,5 8,66 8,66 7,42 7,42 6,30 6,30 8,40 8,40
- 0,4 9,12 9,12 7,81 7,81 6,63 6,63 8,84 8,84
- 0,3 9,62 9,62 8,25 8,25 7,00 7,00 9,34 9,34
- 0,2 10,19 10,19 8,73 8,73 7,41 7,41 9,88 9,88
- 0,1 10,83 10,83 9,28 9,28 7,87 7,87 10,50 10,50
0 11,55 11,55 9,90 9,90 8,40 8,40 11,20 11,20
0,1 11,88 12,14 10,42 10,58 8,83 8,97 11,78 11,97
0,2 12,23 12,79 10,99 11,36 9,32 9,63 12,43 12,85
0,3 12,60 13,52 11,62 12,25 9,86 10,39 13,15 13,86
0,4 13,00 14,34 12,35 13,31 10,47 11,29 13,97 15,06
0,5 13,42 15,26 13,16 14,57 11,16 12,36 14,89 16,48
0,6 13,87 16,32 14,09 16,09 11,95 13,65 15,94 18,20
0,7 14,35 17,52 15,15 17,96 12,85 15,24 17,14 20,32
0,8 14,87 18,92 16,40 20,32 13,91 17,24 18,55 22,99
0,9 15,42 20,56 17,87 23,40 15,16 19,85 20,22 26,47
+1 16,02 22,52 19,62 27,58 16,65 23,40 22,20 31,20

Nota: Estes valores devem evidentemente ser limitados aos referentes à verificação ao limite elástico. Pressões diametrais: multiplicar
por 2,5 os valores admissíveis do cisalhamento nos parafusos e rebites.

G.3.3 Solicitações combinadas de tração (ou mente determinando as tensões admissíveis de


compressão) e cisalhamento cada uma das solicitações normais de tração ou
compressão σxa e σya e de cisalhamento τxya, supos-
Neste caso, determinam-se as tensões admissíveis à fa- tas agindo individualmente para valores de R:
diga de cada uma das solicitações de tração ou com-
pressão σxa e σya e de cisalhamento τxya, supostas agindo
σx mín. σy mín. τxy mín.
separadamente em função respectivamente dos valores Rx = ; Ry = e Rxy =
de R, determinados em conformidade com 5.9.4. σx máx. σ y máx. τxy máx.

σx mín. σy mín. τxy mín.


Rx = ; Ry = e Rxy = Nota: Verifica-se que os valores máximos σx máx., σy máx.
σx máx. σ y máx. τxy máx. e τxy máx. das tensões resultantes do cálculo per-
manecem inferiores ou iguais às tensões admissí-
Verificam-se, em seguida, as três condições seguintes: veis à fadiga determinadas acima σxa, σya e τxya,
que não devem ultrapassar o valor de σa, admitida
em função do limite elástico, do caso I de solicita-
a) σx máx. < σxa;
ção (conforme 5.8.1.1). Estes valores admissíveis
são dados nas curvas das Figuras 24 a 33.
b) σy máx. < σya;
b) em seguida, para a verificação sob o efeito da com-
c) τxy máx. < τxya. binação dos três gêneros de esforços, consideram-
se dois casos:
Para levar em conta o efeito resultante da combinação
dos três gêneros de solicitações, procede-se do modo - se existe uma tensão nitidamente predominante
seguinte: em relação às duas outras para um mesmo caso
de solicitação, pode-se somente verificar o ele-
a) para a verificação à fadiga sob efeito das solicita- mento à fadiga sob aplicação do esforço corres-
ções variáveis combinadas, começa-se primeira- pondente, desprezando-se a ação dos demais;
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NBR 8400:1984 77

- nos outros casos, além da verificação para cada admissíveis de fadiga σxa, σya e τxya, que entram na fórmula
uma das solicitações supostas, agindo separada- (5) para verificação no caso dos esforços combinados.
mente, deve-se verificar a relação seguinte:
G.4 Verificação dos elementos de junção
2 2 2
 σ x máx.   σ y máx.  σ σ  τ
 - x máx. y máx. +  xy máx.

 ≤1
  + (5) G.4.1 Soldas
 σ   σ  σ σ  τxya 
 xa   ya  xa ya  

G.4.1.1 Solicitações em tração e compressão nos cordões


Nota: Para aplicação desta fórmula, convém referir-se às de solda
indicações dadas em 5.8.1.3, isto é:

a) verificar, combinando os valores máximos σx máx. ,


Verificam-se os cordões de solda submetidos à fadiga
σy máx. e τxy máx. em relação às tensões limites admissí- em tração e compressão, adotando-se as mesmas ten-
veis σxa, σya e τxya, calculadas considerando os valores sões admissíveis que as do metal unido pelos cordões.
de R mais desfavoráveis; As Tabelas 51, 52, 53, 56 e 58 dão valores para cada
grupo de classificação do elemento e para cada caso de
b) verificar, procurando a combinação efetivamente possí- entalhe, conforme o tipo de construção da junção focaliza-
vel mais desfavorável, fazendo-se a verificação com da na Tabela 61.
os valores seguintes:
Nota: Os limites previstos em 5.8.6 para certos casos particula-
- σx máx. e Rx mín. com os valores de σy, τxy, Ry e Rxy res de tração e compressão transversais nos cordões de
correspondentes; solda devem ser respeitados.

- σy máx. e Ry mín. com os valores de σx, τxy, Rx e Rxy O Anexo D fornece algumas indicações sobre a determi-
correspondentes; nação das tensões nos cordões de solda.

- τxy máx. e Rxy mín. com os valores de σx, σy, Rx e Ry


G.4.1.2 Solicitações ao cisalhamento nos cordões de solda
correspondentes.

As tensões de cisalhamento admissíveis à fadiga nos cor-


Para facilitar os cálculos, acham-se na Tabela 60 os
dões de solda são determinadas dividindo-se por 2 as
valores admissíveis de:
tensões admissíveis em tração do caso K0. As Tabelas
τxy máx. σx máx. σy máx. 51, 53, 54, 57 e 59 dão valores admissíveis à fadiga no
em função dos valores de e de cisalhamento para cada um dos grupos de 1 a 6, limitados
τxya σxa σya
a 0,75 σR 3 .
σ x máx.
Nesta tabela, os valores de σ xa são indicados na co-
G.4.1.3 Solicitações combinadas
luna esquerda, com a convenção seguinte: a relação é
considerada positiva se σx máx. e σy máx. têm o mesmo sinal,
e negativa no caso contrário. Para considerar a influência da fadiga nos cordões de
solda, sob efeito de solicitações variáveis combinadas,
Notas: a)Na aplicação das considerações anteriores, é essencial utiliza-se o método definido anteriormente para os elemen-
levar-se em conta flexões secundárias que a junção tos de estrutura.
pode provocar nos elementos da estrutura.
G.4.2 Parafusos e rebites
b) Referindo-se à Tabela 49 dos valores de σw, são vistas
nos grupos 1 e 2 tensões muito superiores às tensões
G.4.2.1 Solicitações em tração
admissíveis habituais nas construções de estrutura.
De fato, estes valores são somente teóricos, obtidos
por extrapolação de resultados de ensaios sobre os Deve-se, sempre que possível, evitar a utilização de para-
grupos mais elevados (3, 4, 5 e 6) e com casos de fusos e em particular os rebites, trabalhando a tração.
entalhes médios e importantes (K2, K3 e K4). Convém
então não dar importância física a estes valores
G.4.2.2 Solicitações ao cisalhamento e pressão diametral
indicados entre parênteses, cuja comparação poderia,
em certos casos, levar à conclusão de que uma junção
do tipo K0 ou k1 resistiria mais à fadiga do que o próprio Distinguem-se o cisalhamento simples e o cisalhamento
material (caso W0). De fato, esta anomalia aparente múltiplo, definidos em 5.8.2. As tensões de cisalhamento
introduz o fato já sabido que não é necessário, na admissíveis na fadiga para os parafusos e rebites são de-
maioria das vezes, fazer verificações à fadiga para os terminadas multiplicando-se as tensões na tração do caso
grupos leves, com casos de entalhe fracos e modera- W2 por:
dos.

a) 0,6 x σR (cisalhamento simples);


c) A fórmula (5) constitui uma condição severa, sendo
que, para condições menos severas, admitem-se valo-
res ligeiramente superiores a 1, porém jamais b) 0,8 x σR (cisalhamento múltiplo).
superiores a 1,1.
Obtém-se os valores das pressões diametrais multipli-
Nos cálculos, deve-se notar que tais valores teóricos de cando-se por 2,5 os valores do cisalhamento admissível
σw somente são utilizados para determinação das tensões nos parafusos e rebites.
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78 NBR 8400:1984

Tabela 60

τxy máx. σx máx. σy máx.


Valores de em função de e
τxya σxa σya

σy máx.
σ x máx. σya
σxa
1,0 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0

+ 1,0 0 0,300 0,400 0,458 0,490 0,500 0,490 0,458 0,400 0,300 0
+ 0,9 0,300 0,436 0,520 0,575 0,608 0,625 0,625 0,608 0,575 0,520 0,436
+ 0,8 0,400 0,520 0,600 0,656 0,693 0,714 0,721 0,714 0,693 0,656 0,600
+ 0,7 0,458 0,575 0,656 0,714 0,755 0,781 0,794 0,781 0,781 0,755 0,714
+ 0,6 0,490 0,608 0,693 0,755 0,800 0,831 0,849 0,854 0,849 0,831 0,800
+ 0,5 0,500 0,625 0,714 0,781 0,831 0,866 0,889 0,900 0,900 0,889 0,866
+ 0,4 0,490 0,625 0,721 0,794 0,849 0,889 0,917 0,933 0,938 0,933 0,917
+ 0,3 0,458 0,608 0,714 0,794 0,854 0,900 0,933 0,954 0,964 0,964 0,954
+ 0,2 0,400 0,575 0,693 0,781 0,849 0,900 0,938 0,964 0,980 0,985 0,980
+ 0,1 0,300 0,520 0,656 0,755 0,831 0,889 0,933 0,964 0,985 0,995 0,995
0 0 0,436 0,600 0,714 0,800 0,866 0,916 0,954 0,980 0,995 1,000
- 0,1 0,300 0,520 0,656 0,755 0,831 0,889 0,933 0,964 0,985 0,995
- 0,2 0,400 0,575 0,693 0,781 0,849 0,900 0,938 0,964 0,980
- 0,3 0,173 0,458 0,608 0,714 0,794 0,854 0,900 0,933 0,954
- 0,4 0,265 0,490 0,625 0,721 0,781 0,849 0,889 0,917
- 0,5 0,300 0,500 0,625 0,714 0,781 0,831 0,866
- 0,6 0,300 0,490 0,608 0,693 0,755 0,800
- 0,7 0,265 0,458 0,575 0,656 0,714
- 0,8 0,173 0,400 0,520 0,600
- 0,9 0,300 0,436
- 1,0 0

τx máx.
Se σx máx. e σy máx. são de sinais contrários (tração ou compressão) ler os valores de , partindo-se dos valores ne-
τxya
σx máx.
gativos de .
σ xa

G.5 Curvas de fadiga Cisalhamento no material e cordão de solda (Figura 25):

Seguindo cada uma das Tabelas (50 a 59), dando os va- Tensões admissíveis de R = - 1 a R = + 1
lores das tensões admissíveis à fadiga, representam-se Material:
as curvas de fadiga correspondentes (Figuras 24 a 33)
limitadas aos valores referentes à verificação do limite aço de 37 daN/mm2 e τa = 9,23 daN/mm2
elástico, o que permite no caso particular freqüente, onde 42 daN/mm2 e τa = 10,10 daN/mm2
não se deve aplicar a fórmula (5) de verificação às solicita- 52 daN/mm2 e τa = 13,85 daN/mm2
ções combinadas, achar imediatamente a tensão admissí-
Cordão de solda:
vel, levando-se em conta a dupla verificação à fadiga e
ao limite elástico. aço de 37 daN/mm2 e τa = 11,30 daN/mm2
42 daN/mm2 e τa = 12,40 daN/mm2
Nota-se que as curvas da Figura 24 mostram que não há 52 daN/mm2 e τa = 17,00 daN/mm2
praticamente cálculo de fadiga a efetuar para os equipa-
Cisalhamento nos parafusos e rebites:
mentos do grupo 1, salvo para os casos de construção
K4, em que uma verificação pode ser útil para R negativos. aços de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

G.5.1 Curvas de tensões admissíveis no material e no Cisalhamento simples:


cordão de solda concernentes à dupla verificação à fadiga aço de 37 daN/mm2 e τa = 9,60 daN/mm2
e ao limite elástico (Figura 24). aço de 42 daN/mm2 e τa = 10,50 daN/mm2

G.5.2 Curvas de tensões admissíveis no material, cordão Cisalhamento múltiplo:


de solda, parafusos e rebites concernentes à dupla veri-
aço de 37 daN/mm2 e τa = 12,80 daN/mm2
ficação à fadiga e ao limite elástico de solicitações de ci-
salhamento supostas exercendo-se individualmente. aço de 42 daN/mm2 e τa = 14,00 daN/mm2
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G.5.3 Curvas de tensões admissíveis no material e cordão G.5.7 Curvas de tensões admissíveis no material e cordões
de solda concernentes à dupla verificação à fadiga e ao de solda concernentes à dupla verificação à fadiga e ao
limite elástico (Figura 26). limite elástico (Figura 30).

G.5.8 Curvas de tensões admissíveis no material, cordão


G.5.4 Curvas de tensões admissíveis no material, cordão
de solda, parafusos e rebites referindo-se à dupla verifica-
de solda, parafusos e rebites concernentes à dupla verifi-
ção à fadiga e ao limite elástico de solicitações de cisalha-
cação à fadiga e ao limite elástico de solicitações de cisa-
mento suposta se exercendo individualmente (Figura 31).
lhamento suposta se exercendo individualmente (Figu-
ra 27). G.5.9 Curvas de tensões admissíveis no material e cordão
de solda referentes à dupla verificação à fadiga e ao limite
Cisalhamento no material e cordão de solda: elástico (Figura 32).

G.5.10 Curvas de tensões admissíveis no material, cordão


Aços de 37 daNmm2 e 42 daN/mm2
de solda, parafusos e rebites referentes à dupla verifica-
ção à fadiga e ao limite elástico de solicitações de cisalha-
Tensões admissíveis de R = -1 a R = +1 mento supostos exercendo-se individualmente (Figu-
ra 33).
Material:
G.6 Classificação das junções
aços de 37 daN/mm : τa = 9,23 daN/mm
2 2
As montagens podem ser realizadas por rebites, parafu-
sos ou soldas. As soldas mais usadas nos equipamentos
aços de 42 daN/mm2 : τa = 10,10 daN/mm2
de levantamento são: as soldas de topo a topo, as soldas
em K e as soldas de ângulo, de qualidade comum (Q.C.)
Cordão de solda:
ou especial (Q.E.), indicadas na Tabela 61. Ademais, um
controle das soldas deve ser previsto para certos tipos de
aços de 37 daN/mm2: τa = 11,30 daN/mm2 união.

aços de 42 daN/mm2: τa = 12,40 daN/mm2 G.7 Tipos de junções


A Tabela 62 apresenta uma classificação dos diferentes
G.5.5 Curvas de tensões admissíveis no material e cordão tipos de junções, em função dos efeitos de entalhe mais
de solda concernentes à dupla verificação à fadiga e ao ou menos importantes que ocasionam. Convém notar que
limite elástico (Figura 28). para uma mesma solda os efeitos de entalhe são di-
ferentes, de acordo com o tipo de solicitação a que está
G.5.6 Curvas de tensões admissíveis no material, cordão submetida a união. Por exemplo, uma junta de ângulo é
de solda, parafusos e rebites concernentes à dupla verifi- classificada no caso W0 para esforços de tração ou com-
cação à fadiga e ao limite elástico de solicitações de cisa- pressão longitudinais (0,31) ou de cisalhamento longitu-
lhamento supostas se exercendo individualmente (Figu- dinal (0,51) e no caso de K3 ou K4 para esforços de tração
ra 29). ou compressão transversais (3,2 ou 4,4).

Figura 24 a) - Tração e compressão GR. 1 e 2: Aço de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2


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80 NBR 8400:1984

Figura 24-b) - Tração e compressão GR. 1 e 2: Aço de 52 daN/mm2

Figura 25 - Cisalhamento - GR.2 - Aço de 52 daN/mm2


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Figura 26-a) - Aço de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

Figura 26-b) - Aço de 52 daN/mm2


Figura 26 - Tração e compressão - GR.3
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82 NBR 8400:1984

Figura 27-a) - Aço de 52 daN/mm2

Figura 27-b) - Aços de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

Figura 27-c) - Aço de 52 daN/mm2


Figura 27 - Cisalhamento - GR.3
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NBR 8400:1984 83

Aço de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

Figura 28-a) - Aços de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

Figura 28-b) - Aço de 52 daN/mm2


Figura 28 - Tração e compressão - GR.4
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84 NBR 8400:1984

Figura 29-a) - Aços de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

Figura 29-b) - Aço de 52 daN/mm2

Figura 29-c) - Aço de 37 daN/mm2

Figura 29-d) - Aço de 52 daN/mm2


Figura 29 - Cisalhamento - GR.4
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NBR 8400:1984 85

Aço de 37 daN/mm2 e 42 daN/mm2

Figura 30 - Tração e compressão - GR.5


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86 NBR 8400:1984

Figura 31-a) - Cisalhamento no material e cordão de solda

Figura 31-b) - Cisalhamento em parafusos e rebites


Figura 31 - Cisalhamento - GR.5
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NBR 8400:1984 87

Figura 32 - Tração e compressão - GR.6


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88 NBR 8400:1984

Figura 33-a) - Cisalhamento no material e cordão de solda

Figura 33-b) - Cisalhamento em parafusos e rebites

Figura 33 - Cisalhamento - GR.6


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Tabela 61 - Qualidade das soldas

Tipo de solda Qualidade Execução das soldas Ensaio da solda


da solda

Base do cordão removido antes da Ensaio por exemplo com raio X


Qualidade execução da solda no dorso. Sem sobre 100% do comprimento
Solda topo-a-topo especial cratera de extremidade. Cordão do cordão
realizada na (Q.E) esmerilhado ao pé da chapa
espessura total dos paralelamente ao sentido das forças
elementos a unir
Qualidade Base do cordão removido antes da Se a tensão calculada é ≥ 0,8
comum execução do cordão no dorso. Sem vez a tensão admissível
(Q.C) cratera de extremidade
Caso contrário, controle
estimativo em ao menos 10% do
comprimento do cordão

Solda em K realizada Qualidade Base do cordão removido antes da


no ângulo formado por especial execução da solda no dorso. Bordas dos Assegurar-se de que para as
duas peças com (Q.E) cordões sem entalhe. Eventualmente solicitações em tração a chapa
chanfro em uma delas esmerilhados. Solda de penetração perpendicular ao sentido dos
completa esforços não apresenta falha de
dupla laminação
Qualidade Zona sem penetração entre os dois
comum cordões < 3 mm
(Q.C)

Qualidade Bordas do cordão sem entalhe. Assegurar-se de que para as


Solda de ângulo especial Esmerilhado eventualmente, caso solicitações em tração a chapa
realizada no ângulo (Q.E) necessário perpendicular ao sentido dos
formado por duas esforços não apresenta falhas
peças de dupla laminação

Qualidade
comum
(Q.C)

Tabela 62 - Tipos de junções

Elementos não soldados

Caso W0

Referência Definição Figura

Material de base caracterizado por superfícies homogêneas.


W0 Peças sem união e sem descontinuidade (barras cheias)
sem efeitos de entalhe a menos que estes últimos possam
ser calculados

/continua
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90 NBR 8400:1984

/continuação

Elementos não soldados

Caso W1

Referência Definição Figura

Elementos perfurados. Elementos para rebitagem ou


aparafusamento com rebites e parafusos solicitados até 20%
W1 dos valores admissíveis. Elementos perfurados de alta
resistência solicitados a 100% do valor admissível (5.8.4)

Caso W2

Referência Definição Figura

W2 - 1 Elementos perfurados para união por rebites ou parafusos


solicitados ao cisalhamento múltiplo

Elementos não soldados - Caso W2

Referência Definição Figura

Elementos perfurados para união por rebites ou parafusos


W2-2 solicitados ao cisalhamento simples (levando em
consideração os esforços excêntricos) de peças não
apoiadas ou guiadas

Elementos perfurados para montagem por rebites e


W2-3 parafusos solicitados ao cisalhamento simples de peças
apoiadas ou guiadas

Elementos soldados - Caso K0 - pouco risco de ruptura

Referência Definição Figura

0,1 Elementos ligados topo-a-topo (Q.E.) perpendicularmente ao


sentido dos esforços

Peças de espessuras diferentes ligadas por solda topo-a-


0,11 topo (Q.E.) perpendicularmente ao sentido dos esforços:
declive assimétrico: 1/4, 1/5
declive simétrico: 1/3

/continua
Cópia não autorizada

NBR 8400:1984 91

/continuação

Elementos soldados - Caso K0 - pouco risco de ruptura

Referência Definição Figura

0,12 Elementos da alma de uma viga ligados transversalmente


por solda topo-a-topo (Q.E.)

0,13 União fixada por solda topo-a-topo (Q.E.)


perpendicularmente ao sentido dos esforços

0,3 Elementos soldados topo-a-topo (Q.C.) e solicitados


paralelamente ao sentido dos esforços

Elementos ligados por solda de ângulo (Q.C.) realizada


0,31 paralelamente ao sentido dos esforços (região ao longo da
união das partes unidas)

0,32 Solda topo-a-topo (Q.C.) entre a aba de perfilado e a alma


da viga

Solda em K ou solda em ângulo (Q.C.) entre a aba e a alma de


0,33 viga calculada para tensão de comparação em caso de
esforços combinados (5.8.1.3)

0,5 Solda topo-a-topo (Q.C.) no caso de um cisalhamento


longitudinal

0,51 Solda em K (Q.C.) ou solda de ângulo (Q.C.) no caso de um


cisalhamento longitudinal

/continua
Cópia não autorizada

92 NBR 8400:1984

/continuação

Elementos soldados - Caso K1 - Risco moderado de ruptura

Referência Definição Figura

1,1 Elementos ligados por solda topo-a-topo (Q.C.) realizada


perpendicularmente ao sentido dos esforços

Peças de espessuras diferentes ligadas por solda topo-a-topo


(Q.C.) perpendicularmente ao sentido dos esforços:
1,11 declive assimétrico: 1/4 - 1/5
declive simétrico: 1/3

1,12 Elementos de alma de uma viga, ligados transversalmente


por solda topo-a-topo (Q.C.)

1,13 União (apoio) fixada por solda topo-a-topo (Q.C.)


perpendicularmente ao sentido dos esforços

Elemento principal contínuo sobre o qual estão fixadas por


1,2 solda contínua em K (Q.E.) peças perpendiculares ao sentido
dos esforços

Alma sobre a qual estão fixadas por solda de ângulo (Q.E.)


1,21 reforços perpendiculares ao sentido dos esforços. Os
cordões contornam os esforços

Elementos ligados por solda topo-a-topo realizada


1,3 paralelamente ao sentido dos esforços (sem controle da
solda)

1,31 Solda em K (Q.E.) entre a aba curva e a alma

/continua
Cópia não autorizada

NBR 8400:1984 93

/continuação

Elementos soldados - Caso K2 - Risco médio de ruptura

Referência Definição Figura

Peças de espessuras diferentes ligadas por solda


topo-a-topo (Q.C.) realizada perpendicularmente ao
2,1 sentido dos esforços:
declive assimétrico:1/3
declive simétrico: 1/2

2,11 Perfis ligados por solda topo-a-topo (Q.E.) realizada


perpendicularmente ao sentido dos esforços

2,12 Perfis ligados a uma união por solda topo-a-topo (Q.E.)


perpendicularmente ao sentido dos esforços

Solda topo-a-topo (Q.E.), perpendicular aos sentido dos


esforços, realizada no cruzamento de chapas com apoios
2,13 auxiliares soldados
Extremidades dos cordões esmerilhadas, evitando-se
entalhe

2,2 Elemento principal contínuo no qual estão fixados por


solda de ângulo (Q.E.) chapas transversais, tirantes, anéis
ou eixos perpendiculares ao sentido dos esforços

Alma na qual estão fixados através de soldas de ângulo


2,21 (Q.E.) reforços transversais com abertura nos cantos; os
cordões não contornam as aberturas

2,22 Reforço fixado por solda de ângulo (Q.E.) com abertura nos
cantos; os cordões não contornam os cantos

/continua
Cópia não autorizada

94 NBR 8400:1984

/continuação

Elementos soldados - Caso K2 - Risco médio de ruptura°

Referência Definição Figura

Elemento principal contínuo nas extremidades do qual estão


fixadas através de solda topo-a-topo (Q.E.) peças paralelas
2,3 ao sentido dos esforços com chanfros ou raio de
concordância. As extremidades dos cordões são °
esmerilhadas, evitando-se entalhes

Elemento contínuo no qual estão soldadas peças com


chanfro ou raio de concordância, paralelamente ao sentido
2,31 dos esforços. Válidos para as extremidades dos cordões em
uma zona igual a dez vezes a espessura para soldas em
K (Q.E.) com esmerilhamento das extremidades dos cordões,
evitando-se entalhe

Elemento contínuo no qual está fixada por solda de ângulo


2,33 (Q.E.) uma chapa terminando com chanfro de declive 1/3; a
solda de ângulo é realizada na zona X com a = 0,5 e

2,34 Solda de ângulo (Q.C.) realizada entre a aba curva e a alma

2,4 União em cruz realizada por solda em K (Q.E.)


perpendicularmente ao sentido dos esforços

Solda em K (Q.E.) entre a aba e a alma no caso de carga


2,41 concentrada no plano da alma perpendicularmente ao
cordão de solda

2,5 Solda em K (Q.E.) ligando peças solicitadas por flexão ou


cisalhamento

/continua
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NBR 8400:1984 95

/continuação

Elementos soldados - Caso K3 - Importante ameaça de ruptura

Referência Definição Figura

Peças de espessuras diferentes ligadas por solda topo-a-topo


3,1 (Q.E.) perpendicularmente ao sentido dos esforços.
Declive assimétrico 1/2 ou disposição simétrica sem
declive de ligação

Solda topo-a-topo com mata-junta na base não incluindo


3,11 cordão de solda no dorso; mata-junta fixado por pontos de
solda dispersos

3,12 Tubos ligados por solda topo-a-topo com mata-junta não


recoberto por cordão de reforço

Solda topo-a-topo (Q.C.) perpendicular ao sentido dos


3,13 esforços, realizada no cruzamento de chapas com apoios
auxiliares soldados. Extremidades dos cordões
esmerilhadas, evitando-se entalhe

Elemento principal no qual estão fixadas por solda de ângulo


3,2 (Q.C.) peças perpendiculares ao sentido dos esforços, só
recebendo uma pequena parte dos esforços transmitidos
pelo elemento principal

3,21 Alma e reforço fixados por solda de ângulo (Q.C.) ininterrupta

Elemento contínuo em cujas bordas estão soldadas


3,3 topo-a-topo (Q.C.) peças paralelas ao sentido dos esforços
com chanfro. Extremidades dos cordões esmerilhadas,
evitando-se entalhes

Elemento contínuo no qual estão soldadas peças com


chanfros ou raio de concordância paralelamente ao sentido
3,31 dos esforços, válidos para as extremidades dos cordões
em uma zona igual a dez vezes a espessura para a solda de
ângulo (Q.E.) com esmerilhamento das extremidades dos
cordões, evitando-se entalhe

/continua
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96 NBR 8400:1984

/continuação

Elementos soldados - Caso K3 - Importante ameaça de ruptura

Referência Definição Figura

Elemento contínuo pelo qual atravessa uma chapa com


3,32 extremidades em chanfro ou raio de concordância
paralelamente ao sentido do esforço, fixada por solda K (Q.C.)
em uma zona igual a 10 vezes a espessura

Elemento contínuo sobre o qual está soldada uma chapa,


3,33 paralelamente ao sentido dos esforços para solda de ângulo
(Q.E.) na zona indicada quando e1 < 1,5 e2

Elementos nas extremidades dos quais estão fixados por


3,34 solda de ângulo (Q.E.) reforços de ligação.
Quando e1 < e2, no caso de mata-junta unilateral, considerar
o esforço excêntrico

Elemento contínuo no qual estão soldados reforços


paralelamente ao sentido dos esforços, válidos para as
3,35 extremidades dos cordões em uma zona igual a dez vezes
a espessura para a solda em ângulo (Q.E.) com
esmerilhamento das extremidades dos cordões evitando-se
entalhe

Elemento contínuo no qual estão fixados reforços paralelos


3,36 ao sentido dos esforços para solda de ângulo (Q.C.)
interrompidos, efetuada entre chanfros

3,4 Montagem em cruz realizada por solda em K (Q.C.)


perpendicular ao sentido dos esforços

3,41 Solda em K (Q.C.) entre a aba e a alma no caso de carga


concentrada no plano da alma perpendicular ao cordão

/continua
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NBR 8400:1984 97

/continuação

Elementos soldados - Caso K3 - Importante ameaça de ruptura

Referência Definição Figura

3,5 Solda em K (Q.C.) ligando peças solicitadas à flexão e ao


cisalhamento

3,7 Elemento contínuo no qual estão fixados por solda de ângulo


(Q.E.) perfilados ou tubos

Elementos soldados - Caso K4 - Ameaça de ruptura muito importante

Referência Definição Figura

Peças de espessuras diferentes ligadas por solda topo-a-topo


4,1 (Q.C.) perpendicular ao sentido dos esforços. Posição
assimétrica sem declive de ligação

4,11 Solda topo-a-topo (Q.C.) perpendicular ao sentido dos


esforços no cruzamento de chapas sem reforços auxiliares

4,12 Solda em V perpendicular ao sentido dos esforços entre


peças que se cruzam (juntas cruciformes)

4,3 Elemento contínuo nas bordas do qual estão soldadas em


ângulo reto peças paralelas ao sentido dos esforços

Elemento contínuo nas bordas do qual estão fixadas por


4,31 solda de ângulo (Q.C.) peças terminadas em ângulo reto
paralelas ao sentido dos esforços e recebendo uma parte
importante do esforço transmitido pelo elemento principal

4,32 Elemento contínuo pelo qual passa uma chapa terminando


em ângulo reto e fixada por solda de ângulo (Q.C.)

/continua
Cópia não autorizada

98 NBR 8400:1984

/continuação

Elementos soldados - Caso K4 - Ameaça de ruptura muito importante

Referência Definição Figura

4,33 Elemento contínuo sobre o qual é fixada uma chapa por solda
de ângulo (Q.C.) paralelamente ao sentido dos esforços

4,34 Cobre-junta fixada por solda de ângulo (Q.C.) (e1 = e2). Em


caso de cobre-junta unilateral, considerar o efeito excêntrico

4,35 Peças soldadas uma sobre a outra por solda de ângulo (Q.C.)
no interior da fenda ou furo

4,36 Elementos contínuos entre os quais estão fixados por solda


de ângulo (Q.C.) ou topo-a-topo (Q.C.) reforços de ligação

4,4 Montagem em cruz por solda de ângulo (Q.C.) perpendicular


ao sentido dos esforços

4,41 Solda em ângulo (Q.C.) entre a aba e a alma no caso de carga


concentrada no plano da alma perpendicular ao cordão

4,5 Solda de ângulo (Q.C.) ligando peças solicitadas à flexão e


ao cisalhamento

4,7 Elemento contínuo sobre o qual estão fixados por solda de


ângulo (Q.C.) perfilados ou tubos
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G.8 Exemplos de verificação à fadiga de uma G.8.2 Verificação à fadiga e ao limite elástico
junção alma aba soldada - Aço de 37 daN/mm2
G.8.2.1 Primeiro exemplo: equipamento de grupo 4 com
G.8.1 Aba superior de uma viga de ponte rolante sobre solda de ângulo (Q.C.)
a qual roda um carro
G.8.2.1.1 Verificação do material adjacente ao cordão de
solda:
(Dupla verificação à fadiga e ao limite elástico)
a) compressão longitudinal: caso K0 (referência 0,31);
Os resultados dos cálculos das tensões na aba superior R = 0,2
da viga são os seguintes:
Dupla verificação à fadiga e ao limite elástico.
Compressão longitudinal: As curvas da Figura 28 - Anexo G - dão
16 daN/mm2 > 14 (σx máx.).
σx máx. = - 14 daN/mm2
b) compressão transversal: caso K4 (referência 4,41);
R=0
σx mín. = -2,8 daN/mm 2

Dupla verificação à fadiga e ao limite elástico.


onde R = 0,2
As curvas da Figura 28 - Anexo G - dão
10,8 daN/mm2 > 10 (σy máx.)
Compressão transversal devida à passagem da roda:
c) cisalhamento no material: - 1
σy máx. = - 10 daN/mm2
Verificação à fadiga e ao limite elástico.
σy mín. = 0
As curvas da Figura 29 - Anexo G - dão
9,23 daN/mm2 > 4 (τxy máx.)
onde R = 0
d) verificação às solicitações combinadas (fórmu-
Cisalhamento: mudança de sinal na passagem de um la- la 5)
do para o outro da seção:
Nesta verificação toma-se:
τxy máx. = ± 4 daN/mm 2
- compressão longitudinal σxa = - 33,3 daN/mm2
onde R = - 1 (Tabela 54 - Anexo G)

Tensão de comparação: - compressão transversal σya = - 10,8 daN/mm2

(Tabela 54 - Anexo G)

(-14)2 + (-10)2 - 14 x 10 + 3 x 42 = 14,14 < 16 daN/mm2 - cisalhamento τxya = 9,80 daN/mm2 (Tabela 55 -
(σa ) aceitável (conforme 5.8.1.3) Anexo G).

Condições a verificar:

2 2 2
 - 14   - 10  (-14)(-10)  4 
  +   - +  = 0,81 < 1,0 aceitável
 - 33,3   - 10,8  33,3 x 10,8  9,80 

G.8.2.1.2 Verificação no cordão de solda (fadiga e limite


elástico):

Se a espessura dos dois cordões é igual à espessura da


alma, as tensões σx máx., σy máx. e τxy máx. têm os mesmos
valores:

a) compressão longitudinal no cordão (R = 0,2)


mesmo valor que para o material, ou seja:

16 daN/mm2 > 14 daN/mm2 (σx máx.)

b) compressão transversal no cordão (R = 0) mesmo


valor que para o material, ou seja:

Figura 34 10,8 daN/mm2 > 10 daN/mm2 (σy máx.)


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100 NBR 8400:1984

c) cisalhamento no cordão (R = -1): b) compressão transversal: σy; caso K2 (2,41);


R=0
As curvas da Figura 29 - Anexo G - indicam:
As curvas da Figura 32 indicam 12,6 daN/mm2 >
10 (σx máx.)
11,30 daN/mm2 > 4 (τxy máx.)
c) cisalhamento no material R = -1
d) verificação às solicitações combinadas (fórmu-
la 5). Têm-se neste caso: As curvas da Figura 33 indicam 6,93 daN/mm2 >
4 (τxy máx.)
σxa = - 33,3 daN/mm2 (Tabela 54 - Anexo G) d) verificação às solicitações combinadas

σya = - 10,8 daN/mm2 (Tabela 54 - Anexo G) σxa = - 18,65 daN/mm2 (Tabela 58)
(K0; R = 0,2)
τxya = 11,88 daN/mm2 (Tabela 55 - Anexo G) σya = - 12,60 daN/mm2 (Tabela 58)
(K2; R = 0)
 - 14
2
  - 10
2
 (-14) (-10)  4
2
 τxya = 6,93 daN/mm2 (Tabela 59)
-   +   - +  = 0,76 < 1,0 aceitável
 - 33,3   - 10,8  33,3 x 10,8  11,88  (R = - 1)

Nota: Se o equipamento fosse classificado no grupo 6, a tensão 2 2 2


 - 14   - 10  (-14) x (-10)  4 
σy máx. = -10 daN/mm2 seria demasiadamente elevada,   +   - +   = 0,93 < 1
pois a tensão limite de fadiga do caso K4 para R = 0 não  - 18,65   - 12,60  18,65 x 12,60  6,93 
passa de σya = 5,40 daN/mm2 (Tabela 58). tensõesainda aceitáveis

G.8.2.2 Segundo exemplo: equipamento do grupo 6 - solda G.8.2.2.2 Verificação no cordão de solda (fadiga e limite
em K (Q.E.) elástico):

Mesmas tensões extremas calculadas: a) e b): mesmos valores que os anteriores;

σx máx. = - 14 daN/mm2 σx mín. = - 2,8 daN/mm2 c) cisalhamento: R = - 1


As curvas da Figura 33 indicam:
R = 0,2
5,94 daN/mm2 > 4 (τxy máx.).
σy máx. = - 10 daN/mm2 σy mín. = 0 d) esforços combinados:
R=0
σxa = - 18,65 daN/mm2 e σya = - 12,60 daN/mm2
σxy máx. = ± 4 daN/mm2
(Tabela 58)
R=-1 σxya = + 5,94 daN/mm2 (Tabela 59)
G.8.2.2.1 Verificação no material na extremidade da solda
(fadiga e limite elástico): 2 2 2
 - 14   - 10  (-14) x (-10)  4 
 - 18,65  +  - 12,60  - 18,65 x 12,60 +  5,94  = 1,06
a) compressão longitudinal: σx; caso K0 (0,33);      
R = 0,2
As curvas da Figura 32 indicam 16 daN/mm2 > 1,06 = 1,03, não ultrapassando o limite fixado 1,05, as
14 (σy máx.). tensões no cordão são o limite aceitável.

/ANEXO H
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NBR 8400:1984 101

ANEXO H - Determinação das tensões admissíveis nos elementos de mecanismos submetidos à fadiga

H.1 Generalidades b) limite de resistência à fadiga em flexão variável;

A seção 6.6.3 do capítulo 6 "Mecanismo" indica que a re- c) limite de resistência à fadiga em cisalhamento variável.
sistência à fadiga dos elementos de mecanismos deve ser
calculada no Caso I de solicitações. São fornecidas neste Os valores destes limites de resistência são dados pelo
Anexo algumas indicações, permitindo, nos casos mais diagrama clássico de Smith, que indica, em função do
freqüentes, determinar as tensões limites que não devem valor de σmédio, os valores de σmáx. e de σmín., para os três ti-
ser ultrapassadas em função do ciclo de variações de pos de esforços considerados.
solicitações a que é submetido o elemento considerado e
diferentes fatores que influenciam a resistência das pe-
H.2.2 O diagrama (Figura 35) é constituído observando-
ças à fadiga. Na prática, inicia-se por determinar a tensão
se a seqüência seguinte:
máxima limite, que será chamada de limite de fadiga,
correspondente à tensão máxima que pode suportar cor-
pos-de-prova de 10 mm de diâmetro, perfeitamente poli- a) plotam-se sobre a ordenada de abscissa 0 os va-
dos e sem efeitos de entalhe para um número ilimitado de lores positivos e negativos;
ciclos. Este limite é função do material, da natureza dos
esforços sofridos, assim como de seu ciclo de variações. - 0A1 = 0B1 do limite de resistência à fadiga ou ci-
salhamento alternado (torção alternada);
O limite de fadiga é um valor de laboratório que não é
praticamente atingido para peças efetivamente fabrica- - 0A2 = 0B2 do limite de resistência à fadiga à tração
das. Numerosos fatores, tais como forma, dimensões, (ou compressão) axial alternada;
qualidade de usinagem e eventual corrosão, provocando
descontinuidades, traduzem-se por "efeitos de entalhe", - 0A3 = 0B3 do limite de resistência à fadiga à flexão
que diminuem as tensões limites admissíveis na peça alternada;
quando o cálculo destas tensões é efetuado conforme os
métodos simplificados convencionais da resistência dos Nota: Estes valores são determinados sobre corpos-
materiais. de-prova, em laboratório.

Estes diferentes fatores provocam concentrações de b) a partir dos pontos A1 - A2 - A3, traçam-se retas fa-
tensões, as quais devem ser levadas em consideração zendo um ângulo de 40° com a horizontal; estas
multiplicando as tensões determinadas, pelos processos retas encontram as ordenadas, representando os
clássicos, por coeficientes apropriados. limites superiores em torção, tração e flexão nos
pontos C1 - C2 - C3;
H.2 Determinação dos limites de fadiga dos aços
Nota: Em tração axial, este limite situa-se próximo do
São fornecidas neste Anexo somente algumas indicações limite de escoamento aparente do aço σe. Na fle-
sobre a determinação dos limites de fadiga de alguns xão este limite é mais elevado.
aços. Estes valores são determinados em barras (corpos-
de-prova) perfeitamente polidas de 10 mm de diâmetro e
c) completa-se o diagrama traçando-se a reta 0Y,
sem efeitos de entalhe.
dando os valores de σmáx. quando σmín. = 0, isto é,
quando a tensão média indicada na abscissa é
H.2.1 O limite de fadiga depende do valor médio dos
σmáx.
esforços extremos aplicados, isto é, dos valores: igual a ;
2

σmáx. + σmín. d) os pontos de encontro D1- D2- D3 da reta 0Y com o


σmédio =
2 diagrama fornecem, abaixando-se as ordenadas,
os pontos de passagem F1 - F2- F3 dos diagramas
τmáx. + τmín. com o eixo dos x;
τmédio =
2
e) finalmente os pontos G1 - G2 - G3 estão situados
Geralmente é mais prático determinar estes limites em sobre as ordenadas dos pontos C1 - C2 e C3.
função do parâmetro:
Nota: Se a tensão média σmédio é negativa, toma-se o
σ diagrama simétrico em relação a 0.
R = mín.
σmáx.
H.2.3 Exemplos de diagramas de limite de resistência
Nota: R varia entre -1 e + 1. O valor do limite de fadiga variará
à fadiga
conforme a natureza dos esforços exercidos, distinguindo-
se: Estão indicados a seguir (Figuras 36 a 40), a título de
exemplo, vários diagramas de limite de resistência à fa-
a) limite de resistência à fadiga em tração (ou compressão) diga, para aços com limite de resistência à ruptura de 45,
axial variável; 50, 60 e 70 daN/mm2.
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102 NBR 8400:1984

Figura 35

Figura 36
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NBR 8400:1984 103

Figura 37

Figura 38
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104 NBR 8400:1984

Figura 39

Figura 40
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NBR 8400:1984 105

H.3 Determinação das tensões limites admissíveis Para outros valores de D/d, ler sobre a curva (r/d) + q,
à fadiga usando para q os valores abaixo:

D/d 1,05 1,1 1,2 1,3 1,4 1,6 2


Determinado o limite de resistência à fadiga correspon-
dente ao aço usado e aos tipos de solicitações sofridas, é Q 0,13 0,1 0,07 0,052 0,04 0,022 0
necessário determinar em cada ponto das peças em es-
tudo uma tensão limite admissível à fadiga que levará em H.3.2 Determinação do coeficiente de dimensão Kd
conta o coeficiente de concentração de tensões no ponto
considerado. Para os diâmetros superiores a 10 mm o efeito de concen-
tração de tensões aumenta e se considera este acréscimo
pela introdução do coeficiente de dimensão Kd. Os valores
Estão apresentadas neste Anexo somente algumas in-
deste coeficiente Kd encontram-se abaixo para valores
dicações, mormente para o cálculo dos eixos à flexão,
de "d" de 10 mm a 400 mm:
sobre o coeficiente de concentração de tensões, podendo
ser utilizados nos cálculos comuns.
d (mm) 10 20 30 50 100 200 400
Kd 1 1,1 1,25 1,45 1,65 1,75 1,8
O método consiste em determinar um coeficiente de con-
centração de tensões Kf, permitindo calcular a tensão li-
mite admissível à fadiga σaf a partir do limite de resistência H.3.3 Determinação do coeficiente que leva em conta
à fadiga σfa pela fórmula: (16) a rugosidade da superfície Ku

σfa A experiência mostra que peças usinadas com acaba-


σaf = mento grosseiro têm um limite de resistência menor do
Kf
que as peças polidas. Este fato é considerado aplicando-
se um coeficiente de usinagem Ku dado na Figura 43 pa-
O valor de Kf é determinado pela fórmula: ra o caso de uma superfície esmeradamente polida e pa-
ra o caso de uma superfície desbastada no torno.
Kf = Ks . Kd . Ku . Kc
H.3.4 Determinação do coeficiente Kc

Ks = dependendo da forma da peça nas vizinhanças


A corrosão pode ter uma ação muito sensível sobre o li-
do ponto considerado
mite de resistência dos aços, ação que se leva em consi-
deração pela aplicação de um coeficiente Kc.
Kd = dependendo da dimensão da peça
A Figura 43 fornece os valores deste coeficiente Kc para
Ku = dependendo da rugosidade da superfície os casos de corrosão a através de água doce e água do
mar.

Kc = dependendo do tipo de corrosão


H.4 Limite admissível a fadiga sob efeito das
solicitações combinadas
H.3.1 Determinação de Ks
Quando o elemento é submetido a solicitações combina-
Este coeficiente indica as concentrações de tensões pro- das, aplica-se o método indicado no Anexo G (G.2.3 -
vocadas pelas mudanças de seção com os raios de con- Fórmula 5).
cordância, os entalhes circulares, os furos transversais e
o modo de fixação dos eixos. Convém ter em conta as indicações do Anexo G referente
às combinações possíveis dos valores máximos dos dois
tipos de esforços.
As Figuras 41 e 42 dão os valores do coeficiente de forma
Ks, em função da resistência à ruptura do metal, válidas
para diâmetros não ultrapassando 10 mm. As curvas A H.5 Exemplo de aplicação
(Figura 41) dão o coeficiente Ks para mudanças de seção
com D/d = 2 com uma Tabela de correções para outros Eixo de aço com 55 daN/mm2 com mudança de seção,
valores de D/d. As curvas B (Figura 42) dão os valores de diâmetros D = 70 mm e d = 50 mm, com concordância de
Ks para furos e entalhes circulares, rasgos de chavetas. raio r = 5 mm, usinado no torno com roda chavetada.

(16)
Os estudos empreendidos para determinar estes fatores de concentração de tensões e suas conseqüências sobre os limites de
resistência dos elementos são muito complexos e é necessário, em geral, consultar obras especializadas que tratam do problema,
tais como:
1. J.A. Pope - Metal Fatigue - Chapman & Hall Ltda.
2. R. Cazaud - La Fatigue des Métaux - Dunod
3. H.J. Grovers, S.A. Gordon, R. L. Jackson - Fatigue of Metals and Structures Thames & Hudson
4. K.H. Ruhl - Trafahigkeit metallischer Baukorper - Wiley & Sons
5. P. Schimpke, H.A. Horn, J. Ruge - Tratado General de la Soldadura, Tomo III Editorial Gustavo Gili S.A.
6. Duggan & Byrne - Factors Affecting Fatigue Behaviour.
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106 NBR 8400:1984

O limite de resistência à fadiga de aço com 55 daN/mm2 Na seção CD da Figura 44, tem-se:
em flexão alternada é:

27,5 daN/mm2 (ver Figura 38) Ks = 2,2 (curva B III, Figura 42)

Na seção AB da Figura 44, tem-se: Kd = 1,45 (mesmo valor da seção AB)


D/d = 70/50 = 1,4
Ku = 1,15 (mesmo valor da seção AB)
r/d = 5/50 = 0,1

Determinação de Ks (forma) onde Kf = 2,2 x 1,45 x 1,15 = 3,65

Para D/d = 1,4, tem-se q = 0,04 (Tabela 63) e o limite admissível na seção CD da Figura 44 em flexão
e na curva (r/d) + q = 0,1 + 0,04 = 0,14 acha-se Ks = 1,4 alternada é:

(por interpolação, curva A, Figura 41).


27,5
σaf = = 7,5 daN/mm2
Determinação de Kd (dimensão) para d = 50, acha-se 3,65
Kd = 1,45 (Tabela 64).

Determinação de Ku (usinagem) Se o mecanismo é classificado no grupo 4 m, por exem-


plo, deve-se verificar que:
Para uma peça usinada no torno, acha-se:

Ku = 1,15 (Figura 43, curva II). S σmáx. ≤ σaf (Tabela 26)

O coeficiente de concentração de tensões Kf será então:


σmáx. sendo a tensão máxima calculada, ou seja:
Kf = 1,4 x 1,45 x 1,15 = 2,3
1,12 σmáx. ≤ 11,9 daN/mm2 na seção AB
e o limite admissível à fadiga σaf na seção em flexão alter-
nada será:
e
27,5
σaf = = 11,9 daN/mm2 1,12 σmáx. ≤ 7,5 daN/mm2 na seção CD.
2,3

Curvas A - mudança de seção D/d = 2 (D = 10 mm)

Figura 41
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NBR 8400:1984 107

Nota: Curva I - furo transversal: φ = 0, 175 d


Curva II - entalhe circular: profundidade 1 mm
Curva III - eixo chavetado
Curva IV - eixo com ajuste prensado
Coeficiente de forma KS
Curva B - Furo, entalhe e circular, chaveta

Figura 42

Valores de Ku
Curva I - superfície retificada ou finamente polida
Curva II - superfície desbastada ao torno

Valores de Kc
Curva III - superfície corroída por água doce
Curva IV - Superfície corroída por água do mar

Figura 43 - Valores de Ku e Kc

Figura 44

/ANEXO I
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108 NBR 8400:1984

ANEXO I - Considerações sobre determinação dos diâmetros mínimos de enrolamento dos cabos

Não há valores mínimos absolutos para os diâmetros das H = um coeficiente escolhido em função do grupo
polias e tambores abaixo dos quais um cabo não poderia em que está classificado o mecanismo e que é
ser usado. Não há tampouco diâmetro mínimo absoluto tanto mais elevado quanto maior a severidade
exigido para os diferentes tipos de cabos. do serviço

A vida útil de um cabo varia de modo contínuo em função Notas: a) O coeficiente H é maior para as polias do que para os
do diâmetro das polias e dos tambores, quando se man- tambores, pois, durante um ciclo de manobra, o cabo
têm inalteradas as demais condições. é mais solicitado em uma polia que tem duas vezes
mais flexões (cabo reto, cabo dobrado, cabo reto) do
que um tambor (cabo reto, cabo dobrado).
A Figura 45 exemplifica o comportamento de um determi-
nado cabo de aço. b) Para as polias de compensação, o coeficiente H é
menor, pois o cabo é submetido a menos flexões e
Para assegurar uma vida útil suficiente ao cabo, os diâme- normalmente os movimentos são muito restritos. É
tros de enrolamento mínimo "D" devem ser determinados necessário dimensionar também estes elementos em
em função do grupo do mecanismo pela fórmula: função das flexões.

As condições de enrolamento desfavoráveis, como por


D
≥H exemplo os enrolamentos em diversas polias, ou os sen-
d tidos de enrolamento invertidos ou a utilização de cabos
não rotativos (cuja classificação é menos favorável a fle-
Onde: xões), devem ser compensados por um acréscimo conve-
niente, permitindo obter uma vida adequada do cabo, em
"d" = diâmetro mínimo do cabo função do grupo do mecanismo.

Influência do diâmetro D da polia e da tensão de tração σt sobre a duração de um cabo Lang, diâmetro 16 mm, pernas de 19 fios de 1 mm de
diâmetro, σR = 140 daN/mm2.

Duração: (Número de flexões provocando a ruptura).

Polias de ferro fundido com gorne de raio R = 8,5 mm.

Figura 45 - Relação entre o diâmetro da polia e o diâmetro do cabo