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PORTUGUÊS
FUNÇÕES QUE, SE, COMO
FUNÇÕES MORFOLÓGICAS DO QUE
Representa algo (fato, coisa etc.) de modo indeterminado, indefinido,
equivalendo a “alguma coisa” ou “qualquer coisa”. É sempre modificado
por um determinante (artigo, adjetivo, pronome ou numeral), tornando-se
monossílabo tônico (logo, com acento circunflexo). Pode exercer qualquer
função sintática substantiva.
Ex.:
– “Meu bem querer / Tem um quê de pecado...” (Djavan)
– A gramática normativa não é difícil, mas tem lá seus quês.
– Sua tatuagem era um lindo quê, meio gótico, o qual representava sua
inicial.
SUBSTANTIVO
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Sempre em contexto exclamativo, também recebe acento circunflexo.
Exprime um sentimento, uma emoção, um estado interior e equivale a
uma frase, não desempenhando
função sintática alguma. Vem normalmente com ponto de exclamação.
Ex.:
– Quê? Impossível! Ela não pode ter saído assim, tão rapidamente.
– Quê! Você por aqui... quanto tempo...
INTERJEIÇÃO
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Serve para intensificar adjetivos ou advérbios, atuando sintaticamente
como adjunto adverbial de intensidade. Equivale a quão, quanto.
Ex.:
– Que bela estava aquela noite de fim de ano.
– Que depressa passaram aqueles dias! Infelizmente se aproveitou pouco.
– Que grande é esse lugar.
- Que barato!
ADVÉRBIO
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Equivale às preposições essenciais a, de ou para, em certas construções. A
que eu já vi figurar em prova até hoje é esta locução verbal: ter/haver +
que + infinitivo (indicando obrigatoriedade, necessidade).
Ex.:
– Você tinha que falar dela na frente dele? (= de)
– Há que se fazer um novo arranjo de ônibus para o congresso. (= de)
– Primeiro que tudo, estude Conjunções, só depois estude Orações. (= de)
– Não havia mais nada que fazer ali. (= a/para)*
– Ainda há muito que esclarecer. (= a/para)
PREPOSIÇÃO ACIDENTAL
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Também chamada de partícula de realce, serve como recurso expressivo,
enfático de alguma parte da oração. A retirada da palavra que não
prejudica a estrutura sintática nem o valor semântico da oração.
Ex.:
– Quase que ela desmaia depois daquela cena. (= Quase ela desmaia
depois daquela cena.)
– Então qual que é a verdade? (= Então qual é a verdade?)
– Eu que apanho, e ela que chora? (Eu apanho, e ela chora?)
- Quase que não consigo chegar a tempo.
- Ela é que conseguiu chegar.
PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
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Equivale a qual ou a qual coisa, em frases interrogativas diretas ou
indiretas. Quando acompanha substantivo, exerce função de adjunto
adnominal. Quando o substitui, exerce função própria de substantivo. Em
fim de frase e antes de pontuação, este vocábulo, por ser
tônico, sempre recebe acento circunflexo.
Ex.:
– Que questão sobre a qual todos estão falando caiu na prova?
– O que estava ocorrendo com aquela aeronave?
– Não quiseram saber que se passava por lá.
– Vocês estavam pensando em quê?
– As muralhas da cidade eram feitas de quê, a ponto de cederem tão
rápido ao ataque?
Obs.: Como se viu no segundo exemplo, pode vir antecedido do artigo
expletivo O.
Ex.:
– O que estava ocorrendo com aquela aeronave?
– O que faremos agora?
- O que é isso no vinho?
PRONOME INTERROGATIVO
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Sempre acompanha substantivo, exercendo função de adjunto adnominal.
Às vezes equivale a “quanto(a)”. É praxe vir em frase exclamativa.
Ex.:
– Que tempo estranho... ora faz frio... ora faz calor...
– Que lugar maravilhoso!
– Que raiva!
- Que injúrias lhe dirigiu ele!
PRONOME INDEFINIDO
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Recomendo que releia tudo sobre pronome relativo no capítulo de
pronomes! Para facilitar sua vida, recomendo este bizu: substitua-o por o
qual, a qual, os quais, as quais. Se for possível, usar um desses pronomes
relativos substituindo um termo antecedente (não respira!),
o que será um pronome relativo!
Ex.:
– “João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava
Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.” (Carlos Drummond de
Andrade)
– Este é o motivo por que continuaram a insistir em ajudá-lo.
- O aluno por que eu rezei é muito meu amigo.
– As atitudes polidas de que lhe falei eram aceitáveis naquela sociedade.
- O livro a que me refiro é muito caro. (sintaticamente= Objeto indireto)
- A finalidade para que eu vim é a melhor possível.
PRONOME RELATIVO
00f2e21f21e541f8e48f48e74f87e8f78ef4fe
CONJUNÇÃO
Aparece entre dois verbos, equivalendo a e.
Ex.:
– Anda que anda, e nunca chega a lugar algum.
– Reza que reza, e a assombração não sai de cima de sua vida.
CONJUNÇÃO COORDENATIVA ADITIVA
Fe0fe21f56e4f48e4f84e8f948ef44fe4f4efffefefeffefe
Indica oposição, ressalva, apresentando valor equivalente a mas.
Ex.:
– Outro, que não eu, terá de fazer aquilo.
– Procure outra pessoa para fazer trabalho, que não ela, pois já vimos sua
incapacidade.
- Um bom líder, que não esse, nos dirá o que fazer.
CONJUNÇÃO COORDENATIVA
ADVERSATIVA
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Aparece em correlação, equivalendo a quer... quer....
Ex.:
– Que percam, que não percam, nunca falarei mal de vocês.
– Que chova, que faça sol, sairei de casa, pois não aguento mais o
sedentarismo.
CONJUNÇÃO COORDENATIVA
ALTERNATIVA
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Equivale a porque, pois.
Ex.:
– Façamo-nos fortes, que o fim está próximo.
– Ignore essas pessoas, que elas não sabem o que fazem.
- Faça o dever, que se sairá bem.
CONJUNÇÃO COORDENATIVA
EXPLICATIVA
1f51e5f486748e7fe48f4e74f878f4e89ffetr
Junto com o pronome relativo, esta classificação é a que mais aparece em
provas! Se eu fosse você, eu retornaria agora ao capítulo de conjunção
para “entubar”. Bizu: substitua a oração iniciada pela conjunção por isso.
Se for possível, trata-se de uma conjunção integrante mesmo!
Ex.:
– Não pensem que o poeta é um marginal, pois nunca o foi. (= Não
pensem isso.)
– Parecia que as paredes tinham ouvidos.
– O que importa é que ela me ama e que vamos ficar sempre juntos. (= O
que importa é isso e isso.)
- O que quero é que tu voltes logo.
- Verificou que só se ocupava com elas!
- Ela quis que ele ficasse em casa.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
INTEGRANTE
415415664h8498r48h485949h54975y954yy554yy
Equivale a porque, pois.
Ex.:
– Levantou cedo, que tinha que viajar a trabalho.
- Vou depressa, que preciso chegar cedo.
- Virei no domingo, que estarei descansado.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL
00g1gr5445h4th8t44h48ht7h87th4ht58ht8ht87ht
Vem normalmente após tão, tanto, tamanho, tal.
Ex.:
– Tanta foi sua perseverança durante os anos de estudo que obteve êxito.
– Se beijam com tanto ardor que acabam ficando assim.
- É de tal maneira idiota que todos se riem dele.
- É de tamanha ignorância que chega a dar dó.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
CONSECUTIVA
11g85g5jy4j84ty84j84tykj4u564ku877k8u78ku7ukku
Vem numa estrutura de comparação por superioridade ou inferioridade.
Ex.:
– Posso ser fraco, mas menos capaz que ele não sou.
– Você é maior do que todos eles juntos, meu caro amigo!
Obs.: O do antes da conjunção é facultativo:
Ex.:
- Sua casa é menor que a minha.
- Sua casa é menor do que a minha
- Não há maior erro que não conhecer o homem o seu erro.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
COMPARATIVA
14ht87h48t7ht4h8th487ht84ht58h48h9t7489ht84h8t48ht9ht98h7t7
ht
Equivale a embora, ainda que.
Ex.:
– Que nos tirem o direito à liberdade, continuaremos lutando por ela.
– Dedique-se aos estudos, meu filho, todo dia, um pouco que seja!
- Teus ensinamentos, que sejam profundos e arraigados na história, não
foram suficientes para aprovar o aluno no exame.
- Verdadeira que fossem tuas palavras, ninguém lhes dará crédito.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
CONCESSIVA
11gr5614g56r45g4r4g6gr4grgrgrgrg
Equivale a para que, a fim de que” É construção rara!
Ex.:
– “Dizei que eu saiba.” (João Cabral de Melo Neto)
– Todos lhe fizeram sinal que se calasse.
– Orai, que não entreis em tentação.
- Andei devagar, que não me ouvissem os passos.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA FINAL
00gr11g5641r4g8r4g84r4g84r894grggrgrgrgrggr
FUNÇÕES MORFOLÓGICAS DO SE
Quando acompanhado de determinantes (artigo, adjetivo, pronome ou
numeral).
– Os três ses da frase.
SUBSTANTIVO
0h0t1518564u864u89648u48u7uu66u6uu6u6u6
PRONOME OBLÍQUO ÁTONO
Este pronome oblíquo átono tem cinco classificações:
- Pronome reflexivo (ou recíproco);
- Parte integrante do verbo;
- Partícula expletiva ou de realce;
- Partícula de indeterminação do sujeito;
- Partícula apassivadora.
Sempre vem acompanhado de verbo transitivo direto e/ou indireto
(VTD/VTI/VTDI).
Segundo Bechara, ele “faz refletir sobre o sujeito a ação que ele mesmo
praticou”. Diz-se que o pronome reflexivo é chamado de recíproco quando
há mais de um ser no sujeito e o verbo
se encontra comumente no plural. Exerce função sintática de objeto direto,
objeto indireto ou sujeito (com verbos causativos ou sensitivos),
normalmente.
Ex.:
– A menina se cortou. (objeto direto)
– A modelo se impôs uma dieta muito severa. (objeto indireto)
– Eles sempre se perguntam se o casamento vai durar. (objeto indireto)
– A avó e a neta se queriam muito. (objeto indireto)
– O casal se beijou com vontade. (objeto direto)
– Deixou-se ficar à janela a tarde toda. (sujeito)
PRONOME OBLÍQUO ÁTONO / PRONOME
REFLEXIVO (OU RECÍPROCO)
1f5e656f46ef486e4f854e6f47e8f4786e4f84ef84ef4ff
Sempre acompanha verbo intransitivo (VI) ou transitivo indireto (VTI).
Baseando-me no Bechara, posso dizer que tais verbos são chamados de
verbos pronominais, pois não se conjugam sem a presença do pronome
oblíquo, indicando sentimento (indignar-se, ufanar-se, atrever-se,
alegrar-se, admirar-se, lembrar-se, esquecer-se, orgulhar-se,
arrepender-se, queixar-se etc.) ou certos movimentos ou atitudes do ser
em relação a si próprio, intencionalmente ou não (sentar-se, suicidar-se,
concentrar-se, converter-se, afastar-se, precaver-se, partir-se, afogarse
etc.). Por favor, não o confunda com pronome reflexivo.
Ex.:
– Ele se precaveu das pragas.
– Ela, infelizmente, suicidou-se.
– Nunca você deve queixar-se da sua vida.
– Hoje mais uma criança se afogou no mar bravio.
– A árvore se partiu em dois pedaços devido à força do furacão.
PRONOME OBLÍQUO ÁTONO / PARTE
INTEGRANTE DO VERBO
02025g4r54gr68g8r484g8r4g88r4g4rg84rggr
Partícula expletiva ou de realce

Acompanhado de verbos intransitivos (VI), normalmente. Pode ser


retirado da oração sem prejuízo sintático e semântico, pois seu valor é
apenas estilístico (ênfase, expressividade), por isso é chamado de
partícula de realce.
Ex.:
– Vão-se os anéis, ficam-se os dedos. = Vão os anéis, ficam os dedos.
– Ela se tremia de medo do escuro. = Ela tremia de medo do escuro.
– Foi-se embora de vez.
- Passavam-se os meses e o sucesso aumentava.
PRONOME OBLÍQUO ÁTONO /
PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
11g1r1g65r456g45r4grg8r4g8r44grrggrgrgrgrg
Partícula de Indeterminação do Sujeito

Sempre acompanha verbos na 3a pessoa do singular de quaisquer


transitividades (VL, VI, VTI, VTD), sem sujeito explícito. No caso do VTD,
precisará haver objeto direto preposicionado para que o se indetermine o
sujeito – note o último exemplo. Tal indeterminação, em todos os
exemplos, implica um sujeito de valor genérico (generalizador),
impreciso. Cai muito em prova!
Ex.:
– Neste mundo, quando se é honesto, muito se perde.
– Tratou-se de fenômenos geológicos desconhecidos no filme.
– Nunca se bebeu tanto dessa cerveja brasileira.
- Precisa-se de pessoas honestas.
- Entra-se na política por vocação legítima.
- Não se brinca com fogo.
- É se feliz nesse lugar.
PRONOME OBLÍQUO ÁTONO /
PARTÍCULA DE INDETERMINAÇÃO DO
SUJEITO
1gr51g548y4j899y84j8y498j4y984j4yjjyjyyjjy
Partícula Apassivadora

Sempre acompanha VTD ou VTDI para indicar que o sujeito explícito da


frase tem valor paciente, ou seja, sofre a ação verbal. Bizu: sempre é
possível reescrever a frase passando para a voz passiva analítica, ou seja,
transformando o verbo em locução verbal (ser + particípio). Cai muito em
prova!
Ex.:
– Lia-se no jornal há um tempo: “RJ sofre com tráfico”. (= Era lido no
jornal há um tempo: “RJ sofre com tráfico”.)
– Sabe-se que as línguas evoluem. (= É sabido que as línguas evoluem.)
– Jabuticaba se chupa no pé. (= Jabuticaba é chupada no pé.)
– Fez-se-lhe uma homenagem surpresa. (= Uma homenagem surpresa
foi feita a ele.)
– Estão-se considerando outras propostas, ultimamente, para o
bem-estar da população. (= Outras propostas para o bem-estar da
população estão sendo consideradas, ultimamente.)
- Alugam-se quartos.
- Vendem-se roupas usadas.
PRONOME OBLÍQUO ÁTONO /
PARTÍCULA APASSIVADORA
1hty651j5y54j84y8j489yt498j48y4j84y8j4yjjyjjy
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
Vale o mesmo bizu do que, a saber: substitua a oração iniciada por se por
isso. Cai muito em prova!
Ex.:
– Veja se a companhia elétrica já resolveu o problema da falta de luz. (=
Veja isso.)
– Não desejamos saber se ela é velha, mas sim se ela é eficiente. (= Não
desejamos saber isso, mas sim isso.)
- Não sei se estou pronto.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
INTEGRANTE
F55e4f58489g4984g894r9848g4r84g89498g4grgrgrgr
Introduz uma oração com valor hipotético, equivalendo semanticamente a
“caso”. Cai muito em prova!
Ex.:
– Se houver entre as nações algum acordo, todos irão se beneficiar com a
paz.
– Talvez se deva deixar a discussão para depois, se porventura
pretendemos manter a paz.
- Se eles vierem não os atenda.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
CONDICIONAL
G1r51g561r515g41rg89r4g8941r8g4198r498g498r4grgg
Ex.:
– Se a sua família vive em harmonia, por que seus pais brigaram feio
ontem?
– Se a vida está tão fácil (e como está, graças a Deus!), vamos
aproveitá-la.
- Se eu chegar cedo, irei a festa.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL
1214h4t848i9498774i984984ui986498u4896u6uu6
Equivale a embora.
Ex.:
– Se ferido ele queria lutar, imagine, então, são! (Sacconi)
– Se o via derrubado, rosto no pó, nem por isso o respeitava menos.
(Ondina Ferreira)
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
CONCESSIVA
2021444u16415u4166541u8464u864u896uu66u
Equivale a quando. Os verbos da oração normalmente estão no presente
do indicativo.
Ex.:
– Se penso em você, começo a chorar de saudade.
– “Consolo-o, se o vejo triste.” (Cegalla)
- Se me falta fé, vou a igreja.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
TEMPORAL
44847894i9878i77i878784i847i77i79i787i7i7i77i
FUNÇÕES MORFOLÓGICAS DO COMO
Vem determinado, assim como o que e o se. Exerce função sintática
própria de substantivo.
Ex.:
– O como tem sete classificações morfológicas diferentes.
– Tenha cuidado com o como no início de oração adverbial, pois pode ser
causal, comparativo ou conformativo.
SUNSTANTIVO
G14r41g4r4g4r894g89r49g848rg4984r984h98787hh
O como será advérbio de interrogação quando estiver em frases
interrogativas. Ele dá uma ideia de modo.
Ex.:
- Como me encontrou? (De que modo me encontrou?)
- Não sei como ela espera resolver isso.
– Como resolver o problema?
ADVÉRBIO INTERROGATIVO
1f56e48f94rg89498r4g8r7g8r4g84r7g87rggrgg
O como será advérbio de modo quando dar a ideia de modo e puder ser
substituído por da mesma forma que, de que modo, do modo que.
Ex.:
- Ela se pintou como quis e saiu. (Ela se pintou do modo que quis)
- Criou a como se fosse uma filha. (Criou a do mesmo modo como se fosse
uma filha)
– O trabalho não está como a diretoria deseja.
ADVÉRBIO DE MODO
141110111x1c154f4854f84rg48r4grggrg
Pode ser advérbio de intensidade (neste caso, equivale a “quão” ou
“quanto”). Sempre exerce função sintática de adjunto
adverbial.
Ex.:
– Como é perfeita a sua face!
– Como é grande essa sua barriga.
ADVÉRBIO DE INTENSIDADE
Aaatt67dttew6t67et67ftetyf87ye78fyefff
Equivale, normalmente, a “por”, “na qualidade de” ou “na condição de”.
Normalmente introduz um termo que exerce a função de predicativo do
sujeito ou do objeto, adjunto adnominal ou aposto.
Ex.:
– Na seleção, ele atua como zagueiro.
– Obtiveram como resposta um sonoro não.
– Os ganhadores tiveram como prêmio uma medalha de ouro.
– O conceito de cultura como recurso ganhou legitimidade.
– As matérias da prova, como Português, Direito Administrativo e
Informática, já estão assimiladas.
PREPOSIÇÃO ACIDENTAL
4g5r41g854984r4g84r984g984r98g498g87grgg
Em um contexto exclamativo, indicando determinadas emoções.
Normalmente seguido de ponto de exclamação e interrogação.
Ex.:
– Como?! Não havíamos combinado a sua volta esta semana?
INTERJEIÇÃO
11747y74u474u846894u9846u4689469y75yyyy
É a 1a pessoa do singular do presente do indicativo.
Ex.:
– Eu sei que como muito!
VERBO
477ui897798ui674u98974u98768u79867uu6uu6u6
O como será pronome relativo quando puder se substituído por
“segundo o qual” ou “pelo qual”, “segundo a qual” ou “pela qual”.
Ex.:
– A maneira como ela realizou a tarefa surpreendeu-nos.
– Este é o jeito como fazemos as coisas aqui.
- Faça da forma como eu faço.
PRONOME RELATIVO
0211414ju4y8u48964u848954ry98757y8758y5yy
CONJUNÇÃO
Normalmente vem na correlação “não só/apenas/somente... (bem) como
(também/ainda)...” ou “tanto... como...”. Equivale a “e também”.
Ex.:
– Não só o Japão como a China têm grandes centros comerciais.
– Tanto estudo, como trabalho.
– O Rio, como o Recife, é uma cidade paradoxal, pois o belo e o feio
convivem juntos.
CONJUNÇÃO COORDENATIVA ADITIVA
14f5e415f4894g8498g48r4g9849g84g8498g4grgr
Equivalente a “porque”, é usado no início da frase. Pode vir seguido de
verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo.
Ex.:
– Como estivesse recuperado, decidiu proceder à cerimônia.
– Como se aqueceu no inverno, saiu o urso da hibernação.
- Como não tinha mais recursos, suicidou-se.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL
F11f51e4fgrg98489r49g84r8g84r7987g8787grggrg
Introduz o segundo elemento de uma comparação, equivale a “quanto”, é
precedido de “tanto, tão”, normalmente. Às vezes vem junto do se.
– Como a luz que ilumina meu caminho, teus conselhos são um verdadeiro
farol.
– Ninguém o conhece tão bem como eu.
- Você é tão burro como sua mãe!
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
COMPARATIVA
Fe4165g415rf41g98484g94r984g9841798r7g98rggr
Equivale a “conforme”.
– Como a chamada era feita, os alunos iam se alinhando.
– Em algumas situações, devemos fazer como manda nossa consciência.
- Ele crescia como trabalhava.
CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
CONFORMATIVA
14541548g489t44g89498498r4984g9rggrrg