EFAVIRENZ

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES USO ADULTO E PEDIÁTRICO USO ORAL Efavirenz comprimidos revestidos de 600 mg, frasco com 30 chomprimidos. Cada comprimido revestido de efavirenz contém: Efavirenz ................................................ 600 mg Excipientes q.s.p. ................................... 1 comprimido revestido Excipientes: celulose microcristalina, lactose monoidratada, croscarmelose sódica, laurilsulfato de sódio, estearato de magnésio, opadry yellow (polietilenoglicol, hidroxipropilmetilcelulose, dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo). INFORMAÇÕES AO PACIENTE COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA? O princípio ativo efavirenz pertence à classe dos anti-retrovirais denominada inibidores de transcriptase reversa não nucleosídeos (ITRNNs). É um medicamento anti-retroviral que combate a infecção pelo HIV-1 reduzindo a quantidade de vírus no sangue. PORQUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO? Efavirenz, em combinação com outros medicamentos anti-retrovirais, é indicado para o tratamento de adultos, adolescentes e crianças infectados pelo HIV-1. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? CONTRA-INDICAÇÕES Efavirenz não deve ser usado em pacientes com hipersensibilidade ao efavirenz ou a qualquer componente da formulação. ESTE MEDICAMENTO É CONTRA-INDICADO NA FAIXA ETÁRIA DE 0 A 3 ANOS. Efavirenz não deve ser usado em crianças com peso inferior a 40 kg. ADVERTÊNCIAS Este medicamento não cura a infecção causada pelo HIV-1; mesmo recebendo esse medicamento, os pacientes podem continuar a apresentar infecções oportunistas ou outras complicações associadas à doença. Não existem dados que demonstrem que a terapia com efavirenz reduz o risco de transmissão do HIV para outras pessoas por meio de contato sexual ou de sangue contaminado. Informe ao seu médico sobre qualquer problema de saúde anterior ou atual, incluindo doença do fígado ou alergias, convulsão, doença mental, abuso de drogas ou álcool. Informe também todos os medicamentos, vitaminas ou suplementos alimentares (incluindo erva de São João [Hypericum perforatum]) que você estiver tomando ou pretende tomar. INFORME AO INDESEJÁVEIS. MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE APARECEREM REAÇÕES

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Foram observadas malformações em fetos de animais tratados com efavirenz. portanto. como os inibidores de proteases (nelfinavir e indinavir) e os inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRNs). cisaprida. midazolam. Não se sabe o que pode acontecer em humanos. A administração desses medicamentos com efavirenz pode causar efeitos adversos graves e/ou risco de vida. NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. Não é recomendado tomar produtos contendo erva de São João (Hypericum perforatum) com efavirenz. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? Efavirenz deve ser administrado por via oral. Uma vez que os dados dos estudos feitos em animais sugerem que o efavirenz pode passar para o leite materno. ASPECTO FÍSICO Comprimido oblongo. Efavirenz nunca deve ser usado isoladamente. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS As seguintes medicações não podem ser tomadas juntas com efavirenz: astemizol.INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO. Se você estiver grávida. terfenadina. seu médico pode ajustar a dosagem desse medicamento após o inicio da administração de efavirenz. a fim de evitar a transmissão do HIV. A gravidez deve ser evitada se você estiver tomando efavirenz. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. côncavo. O uso de efavirenz com saquinavir não é recomendado. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE. revestido de cor amarela. nesses estudos. recomenda-se às mães que estejam tomando efavirenz não amamentarem seus filhos. pois eles podem diminuir o seu efeito ou de outros medicamentos utilizados para tratar a infecção causada pelo HIV. A dose de indinavir deve ser aumentada quando efavirenz e indinavir forem administrados concomitantemente. Recomendase que mulheres HIV-positivas não amamentem sob quaisquer circunstâncias. Seu médico prescreverá uma dose mais alta de efavirenz. EFAVIRENZ 2/15 . Se você estiver tomando o antibiótico claritromicina. deve-se evitar que efavirenz seja tomado por grávidas. os animais receberam doses similares às doses administradas a humanos. Uso durante a lactação: não se sabe se o efavirenz é excretado no leite humano. Se você estiver tomando metadona. seu médico poderá administrar um outro antibiótico. liso. PRECAUÇÕES Uso durante a gravidez (Categoria de risco D): este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. deve ser sempre administrado em combinação com outros medicamentos anti-HIV. se você estiver tomando rifampicina. triazolam e derivados do ergot. deverá tomar efavirenz somente se você ou seu médico decidirem que é absolutamente necessário. CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS Os comprimidos não possuem sabor ou odor característico.

prurido. Adultos: a posologia recomendada de efavirenz em combinação com um inibidor de protease e/ou inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRNs) é de 600 mg. dificuldade de concentração e padrão anormal de sonhos. uma vez ao dia. deverá tomar a próxima assim que possível. dor de estômago e visão turva têm sido relatados raramente. mas não deve duplicar a dose. AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO. SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO. SUA INFORMAÇÃO É MUITO IMPORTANTE PARA QUE A QUALIDADE E O USO RACIONAL DESTE MEDICAMENTO SEJAM MANTIDOS. CASO OBSERVE QUALQUER EFEITO ADVERSO. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR? As reações adversas relatadas mais freqüentemente quando efavirenz foi utilizado em combinação com outros medicamentos anti-HIV foram: erupções cutâneas. Afim de melhorar a tolerabilidade às reações adversas neurológicas. Não foram encontrados relatos na literatura científica que evidenciem dose máxima permitida para o efavirenz. insônia. Convulsão. por via oral. SOLICITE AO SEU MÉDICO QUE ENTRE EM CONTATO COM NOSSO SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO. RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS. dificuldade de concentração ou sonolência durante o tratamento com efavirenz. cefaléia e fadiga. Se você apresentar tontura. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ? EFAVIRENZ 3/15 . Terapia anti-retroviral concomitante: efavirenz deve ser administrado em combinação com outras medicações anti-retrovirais (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS). Os efeitos indesejáveis mais notáveis são: erupção cutânea e sintomas neurológicos. ANTES DE USAR OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO. ESTE MEDICAMENTO NÃO PODE SER PARTIDO OU MASTIGADO. náuseas. recomenda-se administração ao deitar durante as primeiras duas a quatro semanas de terapia e para aqueles que continuam a apresentar sintomas (veja REAÇÕES ADVERSAS). Adolescentes e crianças (17 anos de idade ou menos): o comprimido de efavirenz não é apropriado para crianças com peso inferior a 40 kg e deve ser administrado apenas a crianças capazes de degluti-lo com segurança. você deverá evitar atividades potencialmente perigosas. NÃO USE MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. tais como dirigir veículos ou operar máquinas. sonolência. Se você deixar de tomar uma dose. que incluem tontura. tontura.POSOLOGIA Efavirenz deve ser tomado todos os dias exatamente como prescrito. NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. O efavirenz não foi adequadamente estudado em crianças com menos de 3 anos de idade ou com peso inferior a 13 kg.

Efeito do Alimento na Absorção Oral A biodisponibilidade de uma dose única de 600 mg de efavirenz em voluntários não infectados aumentou 22% e 17%. nos quais foram utilizados microssomos hepáticos humanos. os quais sofrem glicuronidação subseqüente. Foram observados aumentos da Cmáx e da AUC relacionados à dose com doses de até 1.5 mg/mL e de 1767.26% a 1. a Cmáx e a Cmín. a Cmín e a AUC médias em estado de equilíbrio foram lineares com doses de 200 mg.69%) da concentração plasmática correspondente. INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS MECANISMO DE AÇÃO O efavirenz é um inibidor seletivo não nucleosídeo da transcriptase reversa do vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1).600 mg. Essa proporção é aproximadamente 3 vezes maior do que a fração não ligada às proteínas (livre) de efavirenz no plasma.600 mg.9 mg/mL de efavirenz foram alcançadas cerca de 5 horas após doses únicas de 100 mg a 1.Caso ocorra acidentalmente o uso em grande quantidade deste medicamento procure um médico imediatamente. A transcriptase reversa do HIV tipo 2 e as DNA polimerases α. Em 35 pacientes que receberam 600 mg de efavirenz uma vez ao dia. protegido da luz e em lugar seco.9 mg/mL. administradas via oral a voluntários não infectados. Esses metabólitos EFAVIRENZ 4/15 . em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC). ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO? Efavirenz deve ser conservado em sua embalagem original.19% (média de 0. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS.75%) às proteínas plasmáticas humanas. sugerindo redução da absorção com doses mais altas. 400 mg e 600 mg ao dia. em estado de equilíbrio foram de 4072. a Cmáx. as concentrações no líquor variaram de 0. Distribuição O efavirenz liga-se intensamente (aproximadamente 99.12 mg/mL a 2872. demonstraram que o efavirenz é metabolizado principalmente pelo sistema do citocromo P450 em metabólitos hidroxilados.5-99. Em pacientes infectados pelo HIV-1 (n = 9) que receberam 200 mg a 600 mg de efavirenz uma vez ao dia durante pelo menos um mês. respectivamente. principalmente à albumina. O efavirenz é um inibidor não competitivo da transcriptase reversa (TR) do HIV-1 no que diz respeito a matriz e trifosfatos básicos ou nucleosídeos. FARMACOCINÉTICA Absorção Concentrações plasmáticas máximas de 505. γ e δ de células humanas não são inibidas por concentrações de efavirenz muito acima daquelas atingidas clinicamente. O tempo até a obtenção de concentrações plasmáticas máximas (35 horas) não foi alterado após administração múltipla e as concentrações plasmáticas em estado de equilíbrio foram alcançadas em 6-7 dias. e a AUC foi de 184 µM⋅h. β. O efavirenz pode ser administrado com ou sem alimentos. quando administrada com uma refeição com alto teor de gordura ou com uma refeição de composição normal em relação à biodisponibilidade da dose de 600 mg administrada em jejum. respectivamente. com um pequeno componente de inibição competitiva. Em pacientes infectados pelo HIV-1. Metabolismo Estudos em seres humanos e estudos in vitro. os aumentos não chegaram a ser proporcionais.

Os estudos in vitro mostraram que o efavirenz inibiu as isoenzimas CYP 2C9. Os estudos in vitro sugerem que a CYP3A4 e a CYP2B6 são as principais isoenzimas responsáveis pelo metabolismo do efavirenz.2 µM e de 5. Em um estudo clínico que envolveu 57 pacientes pediátricos. A Cmáx e a Cmín em estado de equilíbrio foram de 14. 2C19 e 3A4 com valores de Ki (8. Comprometimento renal A farmacocinética do efavirenz não foi estudada em pacientes com insuficiência renal. o impacto do comprometimento renal na eliminação do efavirenz deve ser mínimo. A farmacocinética de efavirenz em pacientes pediátricos foi similar à dos adultos. exceto pela incidência mais alta de erupção cutânea de início recente em crianças (46%) (veja REAÇÕES ADVERSAS).5-17 µM) na faixa das concentrações de efavirenz observadas no plasma.6 µM.são essencialmente inativos contra o HIV-1. calculada com base no peso). o tipo e a freqüência de experiências adversas foram. FARMACODINÂMICA Sensibilidade In Vitro do HIV O significado clínico da sensibilidade do HIV-1 ao efavirenz in vitro não foi estabelecido. Espera-se que o grau de indução da CYP3A4 seja similar entre uma dose de 400 mg e outra de 600 mg de efavirenz com base nos estudos de interação farmacocinética. porém menos de 1% do efavirenz é excretado na urina de forma inalterada. Características nos Pacientes Comprometimento hepático A farmacocinética do efavirenz não foi adequadamente estudada em pacientes com insuficiência hepática (veja PRECAUÇÕES). o que resulta na indução do seu próprio metabolismo. Aproximadamente 14-34% de uma dose de efavirenz marcado radioativamente foi recuperada na urina e menos de 1% da dose foi excretada na urina como efavirenz inalterado. Sexo e raça A farmacocinética do efavirenz nos pacientes parece ser similar em homens e mulheres e nos grupos raciais estudados. em combinação com o indinavir. Eliminação O efavirenz tem meia-vida terminal relativamente longa: de 52 a 76 horas após doses únicas e de 40 a 55 horas após doses múltiplas. Doses múltiplas de 200-400 mg ao dia durante 10 dias resultaram em acúmulo menor do que o previsto (22-42% mais baixo) e em meia-vida terminal mais curta de 40-55 horas (meia-vida da dose única: de 52-76 horas). o efavirenz não inibiu a CYP2E1 e inibiu a CYP2D6 e a CYP1A2 (valores de Ki de 82 a 160 µM) apenas em concentrações muito acima das encontradas clinicamente. A atividade antiviral do efavirenz in vitro foi avaliada em linhagens celulares linfoblastóides. portanto. Uso pediátrico Efavirenz não foi estudado em pacientes pediátricos com menos de 3 anos de idade ou com peso inferior a 13 kg. Em estudos in vitro. semelhantes às observadas em pacientes adultos. nos quais doses diárias de 400 mg ou 600 mg de efavirenz. e a AUC foi de 218 µM⋅h em 49 pacientes pediátricos que receberam o equivalente a uma dose de 600 mg de efavirenz na forma de cápsulas duras (dose ajustada pela constituição corpórea. respectivamente. em geral. Uso em idosos Os estudos clínicos de efavirenz não incluíram número suficiente de indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos para determinar se eles respondem de forma diferente dos indivíduos mais jovens. não pareceram causar redução adicional da AUC do indinavir em comparação com uma dose de 200 mg de efavirenz. em células mononucleares do sangue periférico (CMSPs) e em culturas de macrófagos/monócitos enriquecidas a EFAVIRENZ 5/15 . O efavirenz demonstrou induzir as enzimas do citocromo P450.

Também foram observadas substituições nas posições 98. O limite inferior de quantificação desse ensaio é mais baixo do que 400 cópias/mL. V108I. Observou-se que cinco desses isolados resistentes aos ITRNNs apresentavam substituição na posição K103N ou uma substituição valinapara-isoleucina na posição 108 (V108I) na TR. 101. K101E+K103N (500 vezes) e L100I+K103N (>1. Resistência Cruzada a Outros Agentes Antivirais Os perfis de resistência cruzada para o efavirenz.partir de CMSPs. Y188C ou G190A. Resistência ao Medicamento A potência do efavirenz em cultura celular contra variantes virais com substituições de aminoácidos nas posições 48. portanto. A concentração inibitória de 90-95% (Cl90-95) do efavirenz para cepas do tipo selvagem adaptadas em laboratório e para isolados clínicos variou de 1. Treze isolados anteriormente caracterizados como resistentes ao efavirenz foram também resistentes à nevirapina e à delavirdina. As mutações pontuais que levaram à mais alta resistência aparente à inibição pelo efavirenz in vitro foram L100I (resistência de 17 a 22 vezes) e K103N (resistência de 18 a 33 vezes). 188. medidos pelo ensaio Monitor de HIV-1 ® (Amplicor ) PCR-TR. mostraram resistência aumentada ao efavirenz in vitro em relação ao tipo selvagem: S48T+G190S (97 vezes). 108. Y181C+K103N (133 vezes). Y188L (140 a 500 vezes). ou com o indinavir. P236L ou variantes com substituições de aminoácidos no gene da protease foi similar à observada contra o tipo selvagem. cujo limite inferior era de 50 cópias/mL (ultra-sensível). O potencial de resistência cruzada entre e efavirenz e os ITRNs é baixo em função dos diferentes locais de ligação no alvo e mecanismos de ação. resistência de 18 a 33 vezes). ficou estabelecido que. 100. Y181C. K103N foi a substituição na TR mais freqüentemente observada em isolados virais de pacientes que apresentaram rebote significativo da carga viral durantes estudos clínicos do efavirenz em combinação com o indinavir ou lamivudina+zidovudina. K101E. a principal medida de eficácia foi a porcentagem de pacientes com níveis plasmáticos de RNA do HIV <400 cópias/mL. valores abaixo do limite de quantificação seriam considerados 400 cópias/mL. G190A+K103N (130 vezes). V106A. Dois de três isolados clínicos resistentes à delavirdina examinados apresentavam resistência cruzada ao efavirenz e continham a substituição de K103N. Foi observada resistência modesta (inferior a 9 vezes) contra variantes que continham as mutações A98G. O padrão de substituições de aminoácidos na TR associadas com resistência ao efavirenz foi independente de outras medicações antivirais usadas em combinação com o efavirenz. 181 ou 236 na TR ou variantes com substituições de aminoácidos na protease foi similar à observada contra cepas virais do tipo selvagem. V179D. zidovudina (AZT) ou didanosina (ddI). RESULTADOS DE EFICÁCIA Nos estudos clínicos descritos a seguir. 108. que sofreram mutação que codificam as TRs com uma ou mais substituições de aminoácidos. Três dos isolados testados que não apresentaram resposta ao tratamento com o efavirenz permaneceram sensíveis ao efavirenz em cultura celular e também foram sensíveis à nevirapina e à delavirdina. Um terceiro isolado que exibia uma substituição na posição 236 da TR não apresentou resistência cruzada ao efavirenz. A potência do efavirenz contra variantes com mutações de S48T. O potencial de resistência cruzada entre o efavirenz e os inibidores da protease é baixo por causa dos diferentes alvos enzimáticos envolvidos. para a análise da alteração média em relação ao período basal. Isolados virais recuperados de CMSPs de pacientes envolvidos em estudos clínicos com o efavirenz e que mostraram evidência de falha terapêutica (rebote da carga viral) foram avaliados quanto à sensibilidade aos ITRNNs. a nevirapina e a delavirdina em cultura celular mostraram que a substituição de K103N confere perda de sensibilidade aos três ITRNNs. Foi observada perda de sensibilidade superior a 100 vezes contra variantes do HIV que expressam K103N além de outras substituições de aminoácidos na TR. um inibidor da protease.7 a ≤ 25 nM. EFAVIRENZ 6/15 . resistência de 17 a 22 vezes) e uma lisina-paraasparagina na posição 103 (K103N. O efavirenz demonstrou atividade sinérgica em cultura celular em associação com os inibidores da transcriptase reversa análogo de nucleosídeos (ITRNs). 179. 138. As substituições isoladas que levaram à mais alta resistência ao efavirenz em cultura celular correspondem a uma alteração leucina-para-isoleucina na posição 100 (L100I. porém em menor freqüência e muitas vezes somente em combinação com K103N. As seguintes variantes de múltiplos pares de base. 190 ou 225 da TR.000 vezes). A quantificação de RNA do HIV também foi obtida por um ensaio de PCR-TR.

Em dois grupos que receberam 200 mg de efavirenz uma vez ao dia como monoterapia durante 2 semanas. Os pacientes receberam um dos três esquemas de tratamento: efavirenz (600 mg uma vez ao dia) + indinavir (1. controlado com placebo. Observou-se aumento de células 3 CD4 de 98 ± 57. Os pacientes receberam efavirenz (600 mg uma vez ao dia) + indinavir (1. considerou-se falha terapêutica quando. Estudo 003 Em uma fase-piloto deste estudo 32 pacientes (75% já tratados com ITRN) foram designados de modo randômico para receber placebo (n = 10) ou 200 mg de efavirenz uma vez ao dia como monoterapia (n = 22) durante 2 semanas.52 log10 cópias/mL em relação a 5. 58% caucasianos e 86% homens) demonstra que. 52% caucasianos. no período basal. Estudo 006: Efavirenz+Indinavir ou Efavirenz + Zidovudína + Lamivudina versus Indinavir + Zidovudina + Lamivudina em pacientes nunca tratados com anti-retroviral ou já tratados com ITRNs (não tratados com Lamivudina) O estudo 006 foi um estudo randômico e aberto para avaliar a supressão de RNA do HIV no plasma por efavirenz em combinação com indinavir (IDV) ou com zidovudina (AZT) + lamivudina (3TC) em comparação com indinavir + zidovudina + lamivudina em pacientes infectados pelo HIV que não haviam sido tratados anteriormente com lamivudina. 750 mg três vezes ao dia). Estudo 020: inibidor da protease + dois ITRNs com/sem Efavirenz em pacientes já tratados com ITRN O estudo 020 foi um estudo randômico. 88% homens).67 log10 cópias/mL em relação a 5. 74% caucasianos. Em uma segunda fase deste estudo. respectivamente.3 anos [variação de 18 a 64 anos]. 59 pacientes (63% já tratados com ITRN. todos os pacientes foram designados para um novo esquema aberto com ITRN. o número médio de 3 células CD4 foi de 328 células/mm e o nível médio de RNA do HIV no plasma foi de 4. aumentados a seguir para 1.5 anos [variação de 20 a 69 anos]. ou efavirenz (600 mg uma vez ao dia) + nelfinavir (750 mg três vezes ao dia).000 mg a cada 8 horas) ou efavirenz (600 mg uma vez ao dia) + zidovudina (300 mg cada 12 horas) + lamivudiva (150 mg a cada 12 horas) versus indinavir (800 mg a cada 8 horas) + zidovudina (300 mg a cada 12 horas) + lamivudina (150 mg a cada 12 horas). A análise dos dados de 48 semanas de 614 pacientes (média de idade de 36. os níveis plasmáticos médios de RNA do HIV ® medidos pelo ensaio Amplicor foram reduzidos para 1. No período basal. precedido ou seguido de um resultado acima do limite de quantificação do ensaio (>400 copias/mL). 19% já tratados com lamivudina) foram designados de modo randômico para receber efavirenz (200 mg uma vez ao dia. Estudo ACTG 364: Efavirenz em combinação com Nelfinavir em pacientes já tratados com ITRN O estudo ACTG 364 foi um estudo com duração de 48 semanas. Nas análises de dados observados. 83% homens). foram consideradas falhas terapêuticas quando os pacientas terminaram o estudo precocemente por qualquer razão ou para os quais faltava um resultado de RNA de HIV. inibidores da protease e ITRNNs. Dos 327 pacientes (média de idade 38. o número médio de células CD4 foi 3 de 342 células/mm e o nível plasmático médio de RNA do HIV foi de 4. que envolveu pacientes já tratados com ITRN e que não haviam sido tratados com inibidor de protease e ITRNNs anteriormente. que envolveu 196 pacientes infectados pelo HIV que já haviam sido tratados com ITRN (média de idade de 41 anos [variação de 18 a 76 anos]. Os pacientes receberam ITRNs em combinação com efavirenz (600 mg uma vez ao dia) ou nelfinavir (NFV.02 log10 cópias/mL no período basal (98% de supressão) e para 1. Entre os pacientes designados de modo randômico para EFAVIRENZ 7/15 . Ao entrar no estudo.000 mg a cada 8 horas para todos os pacientes). no grupo placebo não houve alteração. duplo-cego. dependendo da sua experiência anterior de tratamento com esses anti-retrovirais. os pacientes sob tratamento apresentavam RNA do HIV >400 cópias/mL. no ponto de tempo especificado. para comparar a terapia quádrupla com efavirenz + indinavir + 2 inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeos versus a terapia tripla com indinavir + 2 ITRNs após 24 semanas de tratamento.76 log10 cópias/mL.41 log10 cópias/mL. randômico. duplo-cego e controlado com placebo.Nas análises NC=F (pacientes que não completaram o tratamento e nos quais se considerou falha terapêutica) apresentadas. ou indinavir (800 mg a cada 8 horas) + 2 ITRNs. 69% mudaram seus esquemas de ITRN no início do estudo.5 células/mm .21 log10 cópias/mL no período basal (97% de supressão).000 mg a cada 8 horas) + 2 ITRNs. aumentados a seguir para 600 mg uma vez ao dia) e indinavir (800 mg ou 1.000 mg a cada 8 horas.

5% para todos os grupos de tratamento com efavirenz versus 44.6% para todos os grupos de tratamento com efavirenz versus 36. Estudo ACTG 382 Estudo aberto. A taxa de resposta foi semelhante.4% para o grupo controle. a taxa de resposta observada (porcentagem <400 cópias de RNA do HIV/mL) para os grupos com efavirenz foi significativamente mais alta do que com os grupos placebos (zidovudina + lamivudina) e variou de 88. arritmias cardíacas. No período basal. de variação de dose.9% a 93. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO Efavirenz pode ser ingerido com ou sem alimento.2% na 72 semana. a proporção de pacientes com RNA do HIV <400 cópias/mL na a análise NC=F foi de 67. Efavirenz não deve ser administrado concomitantemente com terfenadina. não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os quatro grupos de tratamento. CONTRA-INDICAÇÕES Efavirenz é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade clinicamente significativa a qualquer um de seus componentes. astemizol. Nos pacientes que completaram 48 semanas de terapia.7% a 80. sedação prolongada ou depressão respiratória). ajustada pela superfície corpórea. envolvendo 57 pacientes pediátricos que já haviam sido tratados com ITRN.09 log10 (± 0. midazolam. Estudo 005 Estudo duplo-cego. o número 3 médio de células CD4 foi de 367 células/mm e o RNA do HIV no plasma foi de 4. triazolam ou derivados de ergot porque o efavirenz compete com o CYP3A4. cujos níveis a plasmáticos de RNA do HIV situavam-se abaixo do limite de detecção na 16 semana e para os quais estão disponíveis resultados de 36 semanas. em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC). INDICAÇÕES Efavirenz é indicado para o tratamento antiviral combinado de adultos. todos os 11 pacientes originalmente designados de modo randômico para receber 600 mg de efavirenz. O número de células CD4 aumentou significativamente em todos os grupos de tratamento. A dose inicial de efavirenz foi de 600 mg uma vez ao dia. O número médio de células CD4 aumentou em 63 células/mm em relação ao período basal (veja também USO PEDIÁTRICO). controlado com placebo. adolescentes e crianças (pesando 40 kg ou mais) infectados pelo HIV-1. Na 16 semana. Em uma extensão de longo prazo do Estudo 005. Efavirenz deve ser conservado em sua embalagem original. independentemente do tratamento anterior com ITRN. mantiveram os níveis plasmáticos de RNA do HIV inferiores a 400 cópias/mL.receber efavirenz mais indinavir. A média de idade foi de 8 anos (variação de 3 a 16 anos). A análise NC=F da taxa de resposta foi significativamente superior à do placebo e variou de 72. 400 mg ou 600 mg de efavirenz ou placebo equivalente em combinação com zidovudina (300 mg duas vezes ao dia) e a lamivudina (150 mg duas vezes ao dia). com o objetivo de obter níveis de AUC entre 190-380 µM⋅h. cisaprida. a taxa de respondentes com RNA do HIV <400 3 cópias/mL foi de 60% (34/57). Os níveis plasmáticos médios de RNA do HIV no período basal eram de 4. com 48 semanas de duração. Os pacientes foram designados de modo randômico para receber 200 mg.69) cópias/mL. protegido da luz e em lugar seco.4% para o grupo controle. para caracterizar a farmacocinética. em andamento. a atividade anti-retroviral e a segurança de efavirenz em combinação com nelfinavir (20-30 mg/kg três vezes ao dia) e ITRNs.72 log10 cópias/mL. EFAVIRENZ 8/15 . que avaliou a segurança e a eficácia de efavirenz em combinação com a zidovudina e a lamivudina em 137 pacientes infectados pelo HIV-1 que não haviam recebido terapia anti-retroviral anteriormente. o que pode resultar em inibição do metabolismo dessas medicações e ocasionar reações adversas graves e/ou potencialmente fatais (por exemplo. à escolha do paciente.

descamação úmida ou ulceração. deve-se considerar seriamente a descontinuação simultânea de todas as medicações anti-retrovirais. Ao prescrever medicamentos que serão utilizados concomitantemente com efavirenz. A monoterapia intermitente e a reintrodução seqüencial de agentes anti-retrovirais não são aconselháveis por causa do aumento da possibilidade de seleção de vírus mutantes resistentes aos medicamentos. observados por farmacovigilância. com vesiculação. em menos de 1% dos pacientes tratados com efavirenz. Anti-histamínicos e/ou corticosteróides apropriados podem melhorar a tolerabilidade e acelerar o desaparecimento da erupção cutânea. Afim de melhorar a tolerabilidade às reações adversas neurológicas. caso apresentem esses sintomas. POSOLOGIA Adultos: a posologia recomendada de efavirenz em combinação com um inibidor de protease e/ou inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRNs) é de 600 mg. A incidência de eritema polimorfo ou de Síndrome de Stevens-Johnson foi de 0. devem procurar imediatamente seu médico para avaliar a possibilidade destes sintomas estarem relacionados com o uso de efavirenz e. a fim de evitar o desenvolvimento de vírus resistentes ao medicamento (veja REAÇÕES ADVERSAS).TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS. Os pacientes devem ser avisados que. a qual geralmente desaparece com a continuação da terapia. por via oral. os médicos devem consultar as respectivas bulas emitidas pelos fabricantes. no entanto. Não foram encontrados relatos na literatura científica que evidenciem dose máxima permitida para o efavirenz. O efavirenz não foi adequadamente estudado em crianças com menos de 3 anos de idade ou com peso inferior a 13 kg.14%. EFAVIRENZ 9/15 . Se a terapia com efavirenz for descontinuada. para determinar se o risco de continuar a terapia supera os benefícios (veja REAÇÕES ADVERSAS). se estiverem. de morte por suicídio. descamação. Efavirenz deve ser descontinuado pelos pacientes que desenvolverem erupção cutânea grave com vesiculação. As medicações anti-retrovirais devem ser reiniciadas ao mesmo tempo. Sintomas psiquiátricos: foram relatadas experiências adversas psiquiátricas em pacientes tratados com efavirenz. alucinações e comportamentos psicóticos. acometimento de mucosas ou febre. ADVERTÊNCIAS Efavirenz não deve ser usado como agente único para tratar a infecção causada pelo HIV ou adicionado como agente único a um esquema que tenha falhado. Pacientes com histórico de distúrbios psiquiátricos parecem ter maior risco de apresentarem experiências adversas psiquiátricas graves. Foi relatada erupção cutânea grave. recomenda-se administração ao deitar durante as primeiras duas a quatro semanas de terapia e para aqueles que continuam a apresentar sintomas (veja REAÇÕES ADVERSAS). Há relatos ocasionais. Quando qualquer medicação anti-retroviral em esquema combinado for interrompida por suspeita de intolerância. Adolescentes e crianças (17 anos de idade ou menos): o comprimido de efavirenz não é apropriado para crianças com peso inferior a 40 kg e deve ser administrado apenas a crianças capazes de degluti-lo com segurança. uma vez ao dia. deve-se também considerar a interrupção da terapia com outros agentes anti-retrovirais. Erupção cutânea: foi relatada erupção cutânea leve a moderada em estudos clínicos com efavirenz. a relação causal com o uso de efavirenz não pode ser determinada. Terapia anti-retroviral concomitante: efavirenz deve ser administrado em combinação com outras medicações anti-retrovirais (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS). quando desaparecerem os sintomas de intolerância.

como a carbamazepina. a fim de evitar a transmissão do HIV. Em pacientes com elevações persistentes das transaminases séricas 5 vezes acima do limite superior da normalidade. a gravidez deve ser evitada por mulheres que estejam recebendo efavirenz. portanto. USO EM IDOSOS. incluindo aqueles com histórico conhecido de convulsões. Pacientes que estão recebendo concomitantemente medicações anticonvulsivantes metabolizadas principalmente pelo fígado. Uso durante a gravidez (Categoria de risco D): este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Não foram conduzidos estudos adequados e bem controlados envolvendo mulheres grávidas. dificuldade de concentração e padrão anormal de sonhos. Pacientes com histórico de convulsões devem ser tratados com cautela. anticoncepcionais orais ou outros anticoncepcionais hormonais) (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS). deve-se ter cautela ao administrar efavirenz a pacientes com doença hepática. Os sintomas neurológicos geralmente iniciam-se durante o primeiro ou o segundo dia de terapia e melhoram depois das primeiras 2 a 4 semanas. A farmacocinética de efavirenz não foi estudada em pacientes com insuficiência renal. Efavirenz não deve ser usado durante a gravidez a menos que seja estritamente necessário (quando o benefício potencial para a mãe superar o possível risco para o feto e quando não existirem outras opções de tratamento apropriadas). podem requerer monitoramento periódico dos níveis plasmáticos. Raramente foram observadas convulsões em pacientes recebendo efavirenz. portanto. insônia. CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO Uso em idosos: foi avaliado um número insuficiente de pacientes idosos em estudos clínicos para determinar se eles reagem de modo diferente em relação aos pacientes mais jovens.Sintomas neurológicos: em estudos clínicos com pacientes recebendo diariamente 600 mg de efavirenz. a fenitoína e o fenobarbital. Populações especiais: tendo em vista o metabolismo extensivo do efavirenz mediado pelo citocromo P450 e a limitada experiência clínica em pacientes com doença hepática crônica. sonolência. Recomendase que mulheres HIV-positivas não amamentem sob quaisquer circunstâncias. Foram observadas malformações em fetos de animais tratados com o efavirenz (veja PRECAUÇÕES). Métodos anticoncepcionais por barreiras devem ser sempre adotados em combinação com outros métodos anticoncepcionais (por exemplo. o impacto do comprometimento renal na eliminação do efavirenz deve ser mínimo. Enzimas hepáticas: em pacientes com histórico de hepatite B ou C ou nos quais se suspeita a presença dessas infecções e em pacientes tratados com outras medicações associadas a toxicidade hepática. Colesterol: a monitoração do colesterol deve ser considerada em pacientes tratados com efavirenz (veja REAÇÕES ADVERSAS). Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. Os pacientes devem ser informados de que esses sintomas comuns provavelmente melhorarão no decorrer da terapia e não são preditivos de um início subseqüente de qualquer um dos sintomas psiquiátricos menos freqüentes. o benefício da terapia contínua com efavirenz deve ser pesado contra os riscos desconhecidos de toxicidade hepática significativa (veja REAÇÕES ADVERSAS). recomenda-se às mães que estejam tomando efavirenz não amamentarem seus filhos. Uma vez que os dados dos estudos feitos em animais sugerem que o efavirenz pode passar para o leite materno. EFAVIRENZ 10/15 . recomenda-se a monitoração das enzimas hepáticas. foram relatados freqüentemente como efeitos indesejáveis os seguintes sintomas: tontura. entretanto menos de 1% de uma dose de efavirenz é excretada inalterada na urina. Uso durante a lactação: não se sabe se o efavirenz é excretado no leite humano.

não se deve administrar o efavirenz a crianças com menos de 3 anos de idade. A dose de efavirenz deve ser aumentada para 800 mg por dia quando este for administrado com a rifampicina. náuseas. A importância clínica dessas alterações nos níveis plasmáticos da claritromicina não é conhecida. O uso de efavirenz em combinação com saquinavir como o único inibidor da protease não é recomendado. como resultado de indução enzimática. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS O efavirenz é um indutor do CYP3A4. a combinação não foi bem tolerada e as experiências adversas clínicas (por exemplo: tontura. enquanto a AUC e a Cmáx do hidroximetabólito da claritromicina foram aumentadas 34% e 49%. por essa razão. Outros compostos que são substratos do CYP3A4 podem ter suas concentrações plasmáticas reduzidas quando administrados concomitantemente com efavirenz. A AUC e a Cmáx da claritromicina foram reduzidas 39% e 26%. Não foram observadas alterações significativas na Cmáx do etinilestradiol. a AUC e a Cmáx do saquinavir foram reduzidas aproximadamente 62% e 45-50%.200 mg administrados 3 vezes ao dia. Enquanto a significância clínica do decréscimo das concentrações do amprenavir não é estabelecida. deve-se considerar a magnitude da interação farmacocinética observada quando se optar por um esquema com o efavirenz e o amprenavir. respectivamente. Devem ser consideradas alternativas à claritromicina. na AUC (24%).000 mg a cada 8 horas quando efavirenz e indinavir forem administrados concomitantemente. Após uma dose única de etinilestradiol. Rifampicinas: a rifampicina reduziu 26% e 20%. Existem evidências indicando que a farmacocinética do efavirenz pode ser alterada em crianças muita novas. Não foi observado efeito com uma dose única do etinilestradiol sobre a Cmáx EFAVIRENZ 11/15 . a AUC e a Cmáx do efavirenz em 12 voluntários não-infectados. Ritonavir: quando efavirenz (600 mg administrados em dose única ao deitar) e ritonavir (500 mg administrados a cada 12 horas) foram estudados em voluntários não infectados. Anticoncepcionais orais: apenas o componente etinilestradiol dos anticoncepcionais orais foi estudado. e na Cmín (43%) do amprenavir. A importância clínica desses efeitos não é conhecida.200 mg a cada 12 horas) foi administrado com o efavirenz (600 mg uma vez ao dia) a indivíduos infectados pelo HIV. respectivamente. Saquinavir: quando o saquinavir (1. foi observado um decréscimo na Cmáx (33%). o efavirenz induziu redução de 32% e 38% da Cmáx e da AUC da rifabutina.Uso pediátrico: o efavirenz não foi estudado em pacientes pediátricos com menos da 3 anos de idade ou com peso inferior a 13 kg. parestesias) e anormalidades laboratoriais (enzimas hepáticas elevadas) foram mais freqüentes. portanto. Os comprimidos de efavirenz não são apropriados para crianças com peso inferior a 40 kg. a dose do indinavir deve ser aumentada de 800 mg para 1. respectivamente. Amprenavir: quando o amprenavir (1. Não é recomendado ajuste da dose de efavirenz quando este for administrado com claritromicina. Recomenda-se a monitoração das enzimas hepáticas quando efavirenz for usado em combinação com o ritonavir. respectivamente. Em um estudo que envolveu voluntários não infectados. Não é necessário ajuste da dose de efavirenz quando este for administrado com o indinavir. quando utilizada em associação com efavirenz. Não é recomendado ajuste da dose da rifampicina quando esta for administrada com efavirenz. Ocorreu erupção cutânea em 46% dos voluntários não infectados que recebiam efavirenz e claritromicina. a AUC foi aumentada (37%) pelo efavirenz. Indinavir: quando o indinavir (800 mg a cada 8 horas) foi administrado com efavirenz. Esses dados sugerem que a dose diária de rifabutina deve ser aumentada 50% quando administrada com o efavirenz e que a dose da rifabutina pode ser duplicada para esquemas nos quais a rifabutina é administrada duas ou três vezes por semana em combinação com o efavirenz. e aumentou a depuração deste fármaco. A rifabutina não exerceu efeito significativo na farmacocinética do efavirenz. respectivamente. Claritromicina: a administração concomitante de 400 mg de efavirenz uma vez ao dia e 500 mg de claritromicina a cada 12 horas durante sete dias resultou em efeito significativo do efavirenz na farmacocinética da claritromicina. a AUC e a Cmáx do indinavir foram reduzidas cerca de 31% e 16%. na formulação em gel) foi administrado com efavirenz. respectivamente.

Uma vez que a potencial interação do efavirenz com anticoncepcionais orais não foi plenamente caracterizada. A dose da sertralina deve ser aumentada quando administrada com efavirenz para compensar a redução do metabolismo da sertralina pelo efavirenz. Metadona: em um estudo com usuários de drogas injetáveis por via endovenosa infectados pelo HIV. a administração concomitante do efavirenz e a metadona resultou em redução dos níveis plasmáticos da metadona e em sinais de abstinência de opiáceos.6%). Ajustes de dose não são necessários nem para o efavirenz nem para a cetirizina quando esses medicamentos são administrados concomitantemente.5%). mas não alterou a AUC desse medicamento. Quando o efavirenz é administrado concomitantemente com a carbamazepina.3% respectivamente. Antidepressivos: não houve efeitos clinicamente significativos nos parâmetros farmacocinéticos quando a paroxetina e o efavirenz foram administrados concomitantemente. A sertralina não alterou significativamente a farmacocinética do efavirenz. o que pode resultar em redução das concentrações plasmáticas do efavirenz. A dose de metadona foi aumentada 22%. Interação com o teste para canabinóide: o efavirenz não se liga aos receptores de canabinóide. portanto. O aumento da dose da sertralina deve ser monitorado de acordo com a resposta clínica. e não com outros ensaios. Não é necessário ajuste de dose tanto para o efavirenz quanto para a paroxetina quando esses medicamentos são administrados concomitantemente. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS O efavirenz foi geralmente bem tolerado em estudos clínicos que envolveram mais de 9. náuseas (8. Sinais de abstinências devem ser monitorados nesses pacientes e a dose de metadona deve ser aumentada conforme necessário para aliviar os sintomas de abstinência. um método confiável de anticoncepção por barreira deve ser adotado juntamente com os anticoncepcionais orais. a fenitoína ou o fenobarbital.5%). Em um subgrupo de 1.000 pacientes. que é usado para triagem.0%). entre os quais testes usados para a confirmação de resultados positivos. e que ocorreram em pelo menos 5% dos pacientes foram: erupção cutânea (11. Erva de São João (Hypericum perforatum): pacientes em tratamento com o efavirenz não devem utilizar concomitantemente produtos que contenham erva de São João (Hypericum perforatum). Foram relatados resultados falso-positivos de testes urinários para canabinóide em voluntários não infectados que receberam efavirenz. Os efeitos indesejáveis associados ao efavirenz que mais se destacam são erupção cutânea e efeitos neurológicos (veja PRECAUÇÕES).ou a AUC do efavirenz. a C24 e a AUC da sertralina em 28. pode ser requerido monitoramento periódico dos níveis plasmáticos. Ajustes da dose não são necessários nem para o efavirenz nem para o lorazepam quando esses medicamentos são administrados concomitantemente. Esses resultados foram observados apenas com o ensaio THC de Múltiplos Níveis CEDIA DAU. para aliviar esses sintomas. Cetirizina: a cetirizina não exerceu efeito clinicamente significativo nos parâmetros farmacocinéticos do efavirenz.008 pacientes que receberam 600 mg ao dia de efavirenz em combinação com inibidores da protease e/ou ITRNs em estudos clínicos controlados. EFAVIRENZ 12/15 . existe a possibilidade de redução das concentrações plasmáticas de cada medicamento. Anticonvulsivantes: não foram conduzidos estudos de interações medicamentosas entre o efavirenz e anticonvulsivantes.3%.3% e 7. O efavirenz reduziu a Cmáx. A freqüência dos relatos de náuseas foi mais alta nos grupos controle. cefaléia (5. É improvável que a interação farmacocinética do efavirenz com o lorazepam seja clinicamente significativa. os efeitos indesejáveis relacionados ao tratamento relatados mais freqüentemente. em média.6-46.7) e fadiga (5. cuja gravidade foi no mínino moderada. Lorazepam: o efavirenz aumentou a Cmáx e AUC do lorazepam para 16. Não se espera que essas alterações sejam clinicamente significativas. tontura (8. O efavirenz reduziu a Cmáx da cetirizina para 24%. Esse efeito deve-se à indução da CYP3A4 e pode resultar em perda do efeito terapêutico e desenvolvimento de resistência.

sonolência.Outros efeitos indesejáveis relacionados ao tratamento e clinicamente significativos. euforia.6%. que foi mais freqüente e geralmente mais grave nas crianças do que nos adultos. O tipo e a freqüência dos efeitos indesejáveis em crianças foram.008 pacientes tratados com esquemas contendo efavirenz durante uma média de 1. tentativas de suicídio sem sucesso (0. Erupção cutânea: em estudos clínicos. um sintoma neurológico típico começou 1 EFAVIRENZ 13/15 . tontura. Foi relatada erupção cutânea em 26 de 57 crianças (46%) tratadas com efavirenz. alucinações e psicoses. delírios. O uso de anti-histamínicos e/ou corticosteróides apropriados é recomendado quando efavirenz for reiniciado (veja PRECAUÇÕES). insônia. idéias suicidas (0. porém menos freqüentes. em geral. Os sintomas neurológicos começam geralmente durante o primeiro ou o segundo dia da terapia e desaparecem após as primeiras 2-4 semanas. Em estudo clínico. 19. Em estudos clínicos controlados. 2. estupor.6 ano e 635 pacientes tratados com esquemas de medicamento-controle durante uma média de 1. dificuldade de concentração e alteração do padrão de sonhos constituem reações adversas relatadas com freqüência por pacientes que receberam 600 mg ao dia de efavirenz em estudos clínicos. insônia. e de 3 % a 5% em pacientes nos grupos controle. vômitos. agitação.4%. similares aos observados em pacientes adultos. Outros efeitos indesejáveis. à exceção da erupção cutânea.3%). diarréia. relatados por meio de farmacovigilância.6%. confusão.3% para reações maníacas a 2% para depressão grave e idéias suicidas. Sintomas neurológicos: sintomas incluindo. hepatite. Efavirenz pode ser reiniciado em pacientes que interromperam a terapia em conseqüência de erupção cutânea. Antes de iniciar a terapia com o efavirenz em crianças. nos quais 600 mg de efavirenz foram administrados com outros agentes anti-retrovirais.3 ano. A erupção cutânea foi considerada relacionada ao tratamento de 18% dos pacientes tratados com efavirenz.3% dos pacientes nos grupos controle. vertigem. as erupções desaparecem dentro de um mês com a continuação da terapia. relatados em todos os estudos clínicos incluem: reações alérgicas. Dezenove pacientes que descontinuaram a nevirapina em conseqüência de erupção cutânea foram tratados com efavirenz: nove desenvolveram erupção cutânea leve a moderada durante o tratamento e dois descontinuaram por causa da erupção cutânea. nos quais a freqüência de cada evento citado varia de 0. 0%). ansiedade. As erupções manifestam-se geralmente como erupções maculopapulares leves a moderadas. a prevalência mensal de sintomas a a neurológicos de gravidade pelo menos moderada entre a 4 e 48 semanas variou de 5% a 9% em pacientes tratados com esquemas contendo efavirenz.14%. labilidade emocional. Sintomas psiquiátricos: foram relatadas experiências adversas psiquiátricas graves em pacientes tratados com efavirenz.7% descontinuou a terapia por causa de erupção cutânea.3%) e reações maníacas (0. 0. pensamentos anormais. depressão.1%.1% dos pacientes tratados com 600 mg de efavirenz descontinuaram a terapia por causa de sintomas neurológicos. 26% dos pacientes tratados com 600 mg de efavirenz apresentaram erupção cutânea em comparação com 17% dos pacientes no grupo controle. ginecomastia e insuficiência hepática. 0.4% dos pacientes apresentaram sintomas neurológicos de intensidade moderada a grave em comparação com 9% dos pacientes nos grupos controle. Em estudos clínicos. amnésia.6%). deve-se considerar a profilaxia com anti-histamínicos apropriados. Ocorreu erupção cutânea grave em menos de 1% dos pacientes tratados com efavirenz e 1. Em um estudo com voluntários não infectados. dor abdominal. A experiência com efavirenz em pacientes que descontinuaram outros agentes anti-retrovirais da classe dos ITRNNs é limitada. que ocorrem nas primeiras duas semanas da terapia com efavirenz. diminuição da concentração. visão turva. prurido. sonolência. Na maioria dos pacientes. O risco dessas experiências adversas psiquiátricas graves parece ser maior em pacientes com histórico de distúrbios psiquiátricos. Esses sintomas foram graves em 2. alteração do padrão de sonhos. incluem neuroses. das quais 3 apresentaram erupção cutânea grave (5%). a freqüência dos eventos psiquiátricos graves específicos entre pacientes que receberam efavirenz ou medicamento-controle foram. Em estudos clínicos controlados que envolveram 1. convulsões. respectivamente: depressão grave (1.0% dos pacientes que receberam 600 mg ao dia de efavirenz e em 1. reações paranóides. ataxia. mas não limitados a. coordenação anormal. A incidência de eritema polimorfo ou de Síndrome de Stevens-Johnson foi 0. 0.

em temperatura ambiente (15 a 30 C) e protegido da luz e da umidade.hora após a dose e durou 3 horas (mediana). Foram observados aumentos semelhantes nos grupos controle. Nos grupos controle. ENTRE EM CONTATO COM NOSSO SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO.RJ CNPJ n.º 3003 Detentor do Registro: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ Av. A administração ao deitar melhora a tolerabilidade a esses sintomas e é recomendada durante as primeiras semanas de terapia para aqueles pacientes que continuam a apresentá-los (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO).001-0 Responsável Técnico: Hilbert P. nos grupos controle (91 pacientes).055/0001-35 o EFAVIRENZ 14/15 .º: 1. n. esses aumentos foram de 40% e 35%. Aumentos isolados de γ-GT em pacientes que estão recebendo efavirenz podem refletir indução enzimática não associada à toxidade hepática (veja PRECAUÇÕES). Em pacientes tratados com efavirenz + AZT + 3CT. O tratamento da superdose com efavirenz deve consistir de medidas gerais de suporte.5% a 2%. CASO TENHA CONHECIMENTO DE QUALQUER EVENTO ADVERSO. foram observados aumentos do colesterol total sem jejum e do HDL de aproximadamente 20% e 25%. é improvável que a diálise remova o medicamento do sangue de modo significativo.anormalidades laboratoriais Enzimas hepáticas: aumentos de AST (TGO) e ALT (TGP) 5 vezes acima do limite superior da normalidade foram verificados em 3% de 1.0126. DIZERES LEGAIS M.Manguinhos Rio de Janeiro . Um paciente apresentou contrações musculares involuntárias. Não existe antídoto específico para a superdose com efavirenz. Uma vez que o fármaco se liga fortemente às proteínas. aproximadamente.008 pacientes tratados com 600 mg de efavirenz. Os efeitos do efavirenz nos triglicerídeos e no LDL não foram bem descritos. Achados de testes laboratoriais . SUPERDOSE Alguns pacientes que acidentalmente ingeriram 600 mg duas vezes ao dia relataram aumento de sintomas neurológicos.1063.º 4365 .S. em pacientes tratados com efavirenz + IDV. A importância clínica desses achados é desconhecida (veja PRECAUÇÕES). ARMAZENAGEM Mantenha o produto na embalagem original. n. Ferreira – CRF-RJ n.º 33. Foram observados aumentos de γ-GT 5 vezes acima do limite superior da normalidade em 4% de todos os pacientes tratados com 600 mg de efavirenz e em 10% dos pacientes soropositivos para hepatite B ou C. A redução da dose ou o fracionamento da dose diária não se mostraram benéficos e não são recomendados. De 156 pacientes soropositivos para hepatite B e/ou C tratados com 600 mg de efavirenz. independentemente da sorologia para hepatite B ou C. Lipídios: foram observados aumentos do colesterol total de 10% a 20% em alguns voluntários não infectados que receberam efavirenz. a incidência de aumentos semelhantes de γ-GT foi de 1.781. respectivamente. aumentos dessa magnitude ocorreram em 5% (AST) e 4% (ALT) dos pacientes. incluindo monitoração dos sinais vitais e observação do estado clínico do paciente. Pode-se administrar carvão ativado para ajudar a remover o medicamento não absorvido. SUA INFORMAÇÃO É MUITO IMPORTANTE PARA QUE A QUALIDADE E O USO RACIONAL DESTE MEDICAMENTO SEJAM MANTIDOS. 7% apresentaram aumento de AST cinco vezes acima do limite superior da normalidade e 8% de ALT. Brasil.

” ATENÇÃO: O USO INCORRETO CAUSA RESISTÊNCIA AO VÍRUS DA AIDS E FALHA NO TRATAMENTO.Jacarepaguá Rio de Janeiro .RJ Indústria Brasileira SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO: 0800-0241692 sac@far.Fabricado por: FARMANGUINHOS Av. Comandante Guaranys. 447 . EFAVIRENZ 15/15 .fiocruz. PROIBIDA A VENDA AO COMÉRCIO.br “DISPENSAÇÃO SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA COM RETENÇÃO DA RECEITA.

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