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EXAMES LABORATORIAIS Prof.

José Aroldo Filho


goncalvesfilho@nutmed.com.br

AVALIAÇÃO HEMATOLÓGICA DO SANGUE LEUCOMETRIA GLOBAL (céls/mm3).


Adultos 4.000 – 11.000
HEMGRAMA – Principal ferramenta diagnóstica em Recém-nascidos 10.000 – 18.000
hematologia, constituído por:
- contagem total de hemácias Valores aumentados (leucocitose): processos
- hemoglobina inflamatórios, infecciosos e leucemias.
- hematócrito
- Índices hematiméticos: VCM, HCM, CHCM, distribuição Valores diminuídos (leucopenia): redução da produção de
do tamanho das hemácias leucócitos, destruição celular, febre tifoide, dengue,
- contagem global de leucócitos rubéola e caxumba.
- contagem diferencial de leucócitos
- exame microscópico do esfregaço corado LEUCOMETRIA DIFERENCIAL
- plaquetas (opcional) Bastonetes 3 – 5%
Segmentados 55 – 65%
CONTAGEM TOTAL DE HEMÁCIAS (céls/mm3). Eosinófilos 2 – 6%
♂ 4.5000.000 – 6.000.000 Basófilos 0 – 1%
♀ 4.000.000 – 5.500.000 Monócitos 4 – 8%
Recém-nascidos 4.000.000 – 6.000.000 Linfócitos 20 – 30%

Valores aumentados: diarreias, desidratação, Neutrofilia  infecções bacterianas, leucemias,


queimaduras, policitemima vera, cardiopatia crônica, inflamação.
intoxicações por álcool etílico ou fármacos, vômitos e
acidose metabólica. Eosinofilia  Parasitoses e alergias.

Valores diminuídos: anemias, leucemias, após Basofilia  leucemia mieloide crônica e processos
hemorragias graves e infecções graves. alérgicos.

HEMOGLOBINA (g/dL). Monocitose  Infecções.


♂ 13,5 – 18,0
♀ 12,0 – 16,0 Linfocitose  infecções virais agudas e bacterianas
Recém-nascidos 13,5 – 19,5 crônicas, leucemia linfocítica crônica e processos
ganglionares.
HEMATÓCRITO (%).
♂ 40 – 54% RETICULÓCITOS – hemácias imaturas (com núcleo)
♀ 37 – 47% Adultos 0,5 – 1,5%
Recém-nascidos 44 – 60% Recém-nascidos até 6%

Valores aumentados: hemoconcentração, desidratação, Valores aumentados: anemia hemolítica, hiperplasia


queimaduras, diarreia e vômitos intensos. Pode ser medular, doença hemolítica do recém-nascido e
indicativo de macrocitose. hemorragias pós-cirúrgicas.

Valores diminuídos: redução do número de hemácias. Valores diminuídos: anemias carenciais, aplasias
Pode ser indicativo de microcitose. medulares e anemias não-hemolíticas.

VOLUME CORPUSCULAR MÉDIO – avalia o tamanho COAGULOGRAMA


médio da hemácia. Corresponde a relação do hematócrito Plaquetas (plaq/mm3) 150.000 – 400.000
pela hematimetria. Tempo de sangramento Até 3 minutos
VCM <80fl  micrócitos Tempo de coagulação 5 – 10 minutos
VCM>100fl  macrócitos. Tempo de protrombina 10 – 14 segundos
Atividade de protrombina 70 – 100%
HEMOGLOBINA CORPUSCULAR MÉDIA – avalia a RNI Até 1,15
concentração de hemoglobina nas hemácia. Corresponde Tempo de tromboplastina 20 – 35 segundos
a relação da hemoglobina pela hematimetria. parcial
HCM <27pg  hipocromia
HCM>32pg  sem relação clínica. Tempo de protrombina  útil no risco cirúrgico, detecção
de alterações nos fatores de coagulação, principalmente
CONCENTRAÇÃO DE HEMOGLOBINA CORPUSCULAR no acompanhamento de pacientes com hipovitaminose K.
MÉDIA – avalia a porcentagem de hemoglobina em 100mL
de hemácias. AVALIAÇÃO BIOQUIMICA DO SANGUE
CHCM <32%  hipocromia
CHCM>35%  presença de esferócitos.
ACIDOS GRAXOS LIVRES – jejum 12h
Adultos 0,28 – 0,89mmol/L
RDW – avalia a dispersão das hemácias em relação ao
tamanho.
Valores aumentados: deficiência / resistência insulínica,
RDW>14,5%  anisocitose (diferentes tamanhos).
jejum prolongado e cetoacidose.

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ÁCIDO ÚRICO (mg/dL) – jejum 8h Composto principal de armazenamento de ferro. Ferritina
♂ 3,5 – 7,2 inferior a 12ng/mL pode confirmar o diagnóstico de
♀ 2,6 – 6,0 deficiência de ferro.

Valores aumentados: dietas de alto teor de purinas, FERRO (mcg/mL) – jejum 8h.
medicamentos e doença tipo gota. Adultos 30 - 160

ADIPONECTINA (mcg/mL) – jejum 12h Valores aumentados estão associados a hemocromatose


♂ - IMC>25kg/m2 0,8 – 16,4 hereditária.
♀- IMC>25kg/m2 3,7 – 23,3
FOSFATASE ALCALINA (UI/L) – jejum 8h.
Secretado pelos adiopócitos, com efeitos antiaterogênicos Adultos 40 - 130
e anti-inflamatório.
Valores aumentados estão associados a distúrbios do trato
APOLIPOPROTEÍNA A-I (mg/dL) – jejum 12h biliar, hepatites, doença de Paget, neoplasias,
♂ 115 -190 hiperparatireoidismo, osteomalácia e raquitismo.
♀ 115 – 220
FRUTOSAMINA – jejum 8h.
Valores aumentados: dislipidemia familiar, exercício Adultos Variável, de acordo com o
vigoroso e uso moderado de álcool. Está associada ao teor de albumina na
HDL. amostra

Valores menores estão associados a risco de DCV. Corresponde ao conjunto das proteínas glicosadas, das
quais a maior parte se deve à albumina. É útil na avaliação
APOLIPOPROTEÍNA B (mg/dL) – jejum 12h. Deve ser da eficácia de uma mudança terapêutica, sendo mais
suspenso qualquer medicamento à base de andrógenos, precocemente afetada que a hemoglobina glicada.
diuréticos e corticoides. Utilizada no monitoramento do DM gestacional.
♂ 70 – 160
♀ 60 – 150 GAMA GLUTAMILTRANSFERASE / GGT (UI/L) – jejum
8h. Suspender paracetamol e anticonvulsivantes.
Está associada ao LDL. Valores altos estão associados a ♂ <50
risco de DCV. ♀ <30

COLESTEROL TOTAL E FRAÇÕES (mg/dL) – jejum 12h Valores aumentados: doenças hepáticas, alcoolismo
Adultos Pediatria Categoria crônico e icterícia obstrutiva.
(2 – 19 anos)
COL <200 <150 Òtimo GLICOSE (mg/dL) – jejum 8 a 14h.
200 – 239 150- 169 Limitrofe Não DM 60 – 99
≥240 ≥170 Alto Pré-DM 100 – 126
HDL <40 - Baixo DM >126
>60 - Alto
- >45 Desejável HEMOGLOBINA GLICADA (%) – jejum não obrigatório.
LDL <100 - Òtimo Não DM <6%
100 – 129 <100 Desejável DM controlados 6 – 8%
130 – 159 100 – 129 Limitrofe DM descompensados >8%
160 – 189 ≥130 Alto
≥190 - Muito alto Associada ao controle glicêmico de pacientes diabéticos.
TG <150 <100 Òtimo
150- 199 100 – 129 Limitrofe INSULINA (mcUI/mL) – jejum 8h
200 – 499 ≥130 Alto Adultos 2,5 - 25
≥500 - Muito alto
Para avaliação da resistência à insulina, utiliza-se o
CREATININA (mg/dL) método HOMA, onde:
♂ 0,7 – 1,6
♀ 0,6 – 1,1 HOMA = [glicose de jejum x insulina de jejum] / 22,5

Marcadora de função renal, em razão da creatinina LEPTINA (ng/mL) – jejum 4h.


endógena ser proporcional à massa muscular, a produção ♂ 70 – 160
varia com a idade e gênero. Prioriza-se o Clearence de ♀ 60 – 150
creatinina. Exercícios severos e ingestão de altas
quantidades de carne podem causar aumentos Peptídeo sintetizado pelos adipócitos, desempenha função
significativos na excreção de creatinina, enquanto a na regulação da ingestão alimentar e no aumento do gasto
diminuição da massa muscular nos idosos provoca energético.
diminuição.
PROTEÍNA C-REATIVA (PC-R mg/dL) – jejum 8h.
FERRITINA (ng/mL) – jejum 12h. Tabagismo e dieta rica Risco de DCV
em CHO alteram o resultado do exame. -baixo <1
♂ 30 – 300 -moderado 1–3
♀ 10 – 200 - alto >3
Prova inflamatória Normal <0,5

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Principal proteína de fase aguda dos processos Provas de função hepática, valor no diagnóstico de
inflamatórios. Pode estar elevada nos processos hepatites virais, tóxicas e doenças necróticas do fígado.
infecciosos, inflamatórios e neoplasias.
TRANSFERRINA (mg/dL) – jejum 8h.
PROTEÍNAS TOTAIS E FRAÇÕES (g/dL) – jejum 4h. Adultos 230 – 390
Proteínas totais 5,5 – 8
Albumina 3,5 – 5,5 Principal proteína de transporte de ferro. Em situações
Globulinas 2 – 3,5 carenciais de ferro sua produção é aumentada. Utilizada
Rel Albumina/globulina >1,0 no diagnóstico diferencial de anemias e no monitoramento
do tratamento.
Utilizadas como apoio ao diagnóstico nutricional.
Resultados baixos da relação albumina/globulina ocorrem URÉIA (mg/dL) – jejum 8h.
nos casos de cirrose, glomerulopatias, mieloma, Adultos 10 – 40
sarcoidose, doenças granulomatosas, colagenoses,
infecções agudas, caquexia, queimaduras e doenças Principal produto nitrogenado do metabolismo de proteínas
inflamatórias intestinais. e aminoácidos. Sofre influência de problemas renais,
desidratação, excessiva quantidade de proteína da dieta e
TRANSAMINASES HEPÁTICAS (UI/L) – jejum 8h. catabolismo proteico aumentado.
AST <35
ALT <35 Transforma-se a ureia urinária em nitrogênio, dividindo-se
a ureia por 2,14.

TESTE DO ESTADO DE MICRONUTRIENTES.

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AVALIAÇÃO LABORATORIAL DE URINA verificações de características da amostra (pH, aspecto,
cor, odor, densidade, transparência e volume).
ELEMENTOS ANORMAIS DO SEDIMENTO – EAS.
O exame microscópico pode relevar a presença de
Refere-se à pesquisa qualitativa de vários elementos na eritrócitos (0 – 2/campo), leucócitos (0 – 5), bactérias
urina – proteínas, açúcares, corpos cetônicos, pigmentos (ausentes e raras) e cristais (ausentes).
biliares, hormônios, cristais e células anormais e

ANÁLISE DA URINA DE 24 HORAS - A principal análise é


a microalbuminúria, sendo normal entre 30 – 300mg.
Valores elevados estão associados a lesão glomerular,
principalmente entre hipertensos e DM.

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AVALIAÇÃO LABORATORIAL DE FEZES nas fezes. Não existe um método capaz de investigar
todos os agentes infecciosos nas fezes.
INVESTIGAÇÃO DE PROCESSOS INFECCIOSOS
A detecção de antígenos específicos de Entamoeba e
A investigação dos processo infecciosos em amostras Giardia tem apresentado resultados satisfatórios, podendo
fecais compreende, especialmente, os exames ser útil para a investigação daqueles enfermos que
parasitológicos de fezes, a detecção de antígenos e a apresentam sinais e sintomas das doenças e que tenha
coprocultura. exames persistentemente negativos.

O exame parasitológico de fezes é um procedimento de A coprocultura é o exame bacteriológico do material fecal.


rotina quando há suspeita de infecções causadas por Na coprocultura, as fezes devem ser examinadas o mais
protistas e metazoários, os quais podem ser encontrados precoce possível.

COPROLOGIA FUNCIONAL - o enfermo não deve usar laxantes e antiácidos nos três
dias anteriores e durante a coleta;
É denominado prova de digestibilidade. Compreende o - deve evitar o uso de bebidas gasosas e alcoólicas
estudo das funções digestivas do TGI e das glândulas durante os três dias que antecedem a coleta;
anexas, permitindo diagnosticar as diferentes síndromes - crianças até 12 anos devem consultar o médico para
corpológicas, como: avaliar a necessidade de alterar a dieta;
- insuficiência gástrica, pancreática e biliar; - Para enfermos maiores de 12 anos e adultos,
- hipersecreção biliar; recomenda-se que nas 72h que antecedem o exame
- desvios de microbiota bacteriana; sejam consumidos – no desjejum e no lanche – alimentos
Síndrome ileal e cecal; com manteiga, leite e queijos. No almoço e jantar – arroz,
- constipação; batata cozida, feijão, carnes e, de sobremesa,
- colites; e preferencialmente banana.
- outras alterações do trânsito intestinal. - No quarto dia deve coletar todo o material fecal da
primeira evacuação (o volume mínimo necessário para o
Dieta e coleta: exame é de 20g);
- coletar em recipientes limpos e secos;
Algumas precauções devem ser tomadas na realização da - Entregar ao laboratório em no máximo 2h após coleta ou,
coprologia funcional: mantê-la refrigerada em 2 – 8ºC.

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PESQUISA DE GORDURA FECAL
ORIENTAÇÕES: Dieta mantida por dois dias consecutivos.
A deficiência de lipases intestinais na doença do pâncreas Devem ser evitados:
aumenta o teor de gorduras neutras e proteínas não - Alimentos ricos em ferro: Carnes vermelhas e/ou
digeridas, pela falta concomitante de proteases sanguinolentas, ovos, broto de feijão e feijão preto;
pancreáticas. As doenças do fígado e do trato biliar - Vegetais verdes e com grande quantidade de peroxidase:
capazes de produzir esteatorréia geralmente são brócolis, couve-flor, espinafre, nabo e rabanete.
acompanhadas de icterícia e outras alterações –Alimentos ricos em vitamina C;
bioquímicas do sangue anteriores ao quadro típico. – Bebidas alcoólicas.

AMOSTRA: Com o paciente sob dieta adequada, as fezes COLETA: Ao final do segundo ou terceiro dia pela manhã,
são recolhidas em 72 horas e mantidas na geladeira com mantendo a dieta, coletar uma amostra de fezes e enviar
indicação de data e hora de coleta (vasilhame plástico, lata ao laboratório.
ou vidro de boca larga).
OBSERVAÇÕES:
VOLUME NECESSÁRIO: Todo o volume de fezes colhidas – Não usar purgativos. Em caso de constipação intestinal,
nas evacuações do quarto, quinto e sexto dias (mantendo- pode ser administrado supositório de glicerina;
se a dieta). – Não colher fezes durante a menstruação ou quando
houver sangramento local;
Consideram-se patológicas as fezes que contêm alto teor – Consultar o médico assistente quanto ao uso de outros
de gordura acima de 25%. medicamentos;
– Evitar a contaminação com urina, água ou outros
Dieta: no mínimo 1g/kg de gordura além da dieta habitual, elementos;
mantida por 6 dias. Adultos devem aumentar (além do – Em caso de crianças pequenas, recolher as fezes da
habitual) 3 colheres de sopa (CS) de azeite de oliva, 2 CS fralda logo após a evacuação;
creme de leite, 1 CS manteiga e duas fatias de queijo. – Para esse exame é contra-indicado o uso de óleos
minerais e enemas (bário);
Crianças abaixo de 1ano não necessitam de gordura – A dieta poderá ser dispensada por solicitação médica, o
adicional. Crianças de 1 a 2 anos devem acrescentar que deve ser informado no recebimento da amostra.
creme de leite, requeijão ou queijo prato ás refeições.

OBSERVAÇÕES:
– Consultar o médico assistente quanto ao uso de outros
medicamentos;
– Não usar purgativos, laxantes, antiácidos e talco. Em
caso de constipação intestinal, pode ser administrado
supositório de glicerina;
– Não colher as fezes no período menstrual;
– Evitar a contaminação com urina, água ou outros
elementos;
– Em caso de crianças pequenas, recolher as fezes da
fralda, logo após a evacuação;
– Para esse exame, é contra-indicado o uso de óleos
minerais, óleo de rícino e enemas (bário).

PESQUISA DE SANGUE OCULTO NAS FEZES

Permite diagnosticar ulceração no trato digestivo. As


causas mais comuns de sangramento gastrointestinal
superior são úlcera péptica, varizes esofagianas, gastrite e
câncer gástrico.

No intestino baixo, as causas mais freqüentes de


sangramento são colite, carcinoma de cólon e diverticulite.

Medicamentos como aspirina, salicilatos, esteróides,


derivados de rauwolfia, indometacina e colchicina também
são responsáveis por sangramentos gastrointestinais.
Devem ser evitados por 3 dias antes do exame.

Quando houver esse tipo de suspeita, pelo menos três


amostras de fezes devem ser examinadas.

Medicamentos à base de ferro podem levar a resultados


falso-positivos.

AMOSTRA: Fezes recentemente colhidas (frasco plástico)


após dieta adequada.

VOLUME NECESSÁRIO: 5g (1/3 do recipiente coletor)


para fezes moldadas ou líquidas.
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DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO-PROTÉICA Meia-vida 2 a 3 dias.

ALBUMINA SÉRICA (mg/dL) PROTEÍNA LIGADA AO RETINOL SÉRICA (mEq/dL) –


Nutrido >3,5 mais sensível
Leve 3 – 3,5 Nutrido 3–5
Moderada 2,4 – 2,9 Meia-vida 10 – 12h. Mais sensível ás alterações
Grave <2,4 nutricionais.
Meia-vida 20 dias.
Reduzida na carência de vitamina A e zinco, doenças
Reduzida na desnutrição, doenças hepáticas, ICC, hepáticas e infecções graves.
doenças hepáticas, inflamação e infecções.
ÍNDICE CREATININA-ALTURA (ICA)

TRANSFERRINA SÉRICA (mg/dL) Durante a desnutrição e patologias hipercatabólicas, a


Leve 150 – 200 degradação intensa do músculo-esquelético pode ser
aferida a partir da dosagem da creatinina urinária
Moderada 100 – 150
utilizando o ICA.
Grave <100
Meia-vida 8 dias.
Representa um bom indicador de reserva protéica
muscular. Depende da coleta adequada de urina de 24h
PREALBUMINA SÉRICA (mg/dL)
ou oligúria.
Nutrido 15,1 – 42
Leve 10 – 15 ICA = creatinina urinária 24h x 100 / excreção ideal por
Moderada 5 – 9,9 sexo
Grave <5,0

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ICA ÍNDICE DE PROGNÓSTICO NUTRICIONAL (IPN)
Nutrido >80
DEP Moderada 60 – 80 Foi desenvolvido por Buzby para pacientes cirúrgicos, na
DEP Grave <60 tentativa de prever o risco de morbidade pós-cirúrgica.
Este índice permite uma intervenção nutricional
3-METIL-HISTIDINA objetivando melhorar o quadro clínico e nutricional antes
do ato cirúrgico.
Associada ao catabolismo protéico. Parâmetro de
seguimento nutricional, recuperação nutricional e
catabolismo muscular.

BALANÇO NITROGENADO (BN)

Reflete a dinâmica protéica.

BN = (PTN ingerida)/6,25 – (uréia urinária)/2,14 + 4 +


outras perdas

0 Equilíbrio
+ Anabolismo
- Catabolismo

CONTAGEM TOTAL DE LINFÓCITOS (CTL)


ÍNDICE DE RISCO NUTRICIONAL (IRN)
Avalia a competência imunológica.
Esse índice associa parâmetros empregados na avaliação
CTL = [% linfócitos x leucócitos]/100 nutricional em fórmula específica que tem por objetivo
estabelecer associação entre o estado nutricional e a
Depleção leve 1.200 – 2.000 céls/mm3 morbimortalidade, ou seja, visa determinar o risco que o
Depleção moderada 800 – 1.199 céls/mm3 paciente apresenta submetido a um fator injúria qualquer,
Depleção grave <800 céls/mm3 estando sob uma condição nutricional insatisfatória.
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- Glicemia
Diagnóstico Glicemia (mg/dL)
Jejum 2h após 75g Casual
de glicose
Normal <100 <140 -
Pré-DM ≥100 e <126 ≥140 e <200 -
DM ≥126 ≥200 ≥200 +
sintomas

- Hemoglobina Glicada (%)


Normal 5 – 5,5
Maior risco de Pré-DM 5,5 – 6
Pré-DM 5,7 – 6,4
DM ≥6,5

DIABETES GESTACIONAL
ÍNDICE PROGNÓSTICO NUTRICIONAL HOSPITALAR
(INH) Glicemia (mg/dL)
Jejum 1h após 2h após 75g de
Foi desenvolvido por Harley et al (1981), sendo calculado 75g de glicose
a partir da seguinte fórmula: glicose
SBD 2009 ADA 2011 ADA 2011 SBD 2009 ADA 2011
110 92 180 140 153

SBD – Sociedade Brasileira de Diabetes


ADA – Associação Americana de Diabetes

CONTROLE ADEQUADO DO DM

Definido pelos seguintes critérios:


- Ausência de glicosúria;
- Glicemia de jejum <110mg/dL;
- Pós-prandias (2h após refeições) <140mg/dL; sendo
inaceitáveis <60 ou >240mg/dL;
- Hb1AC ≤7%.

INSULINA

É um peptídeo sintetizado pelas células beta das ilhotas de


Langerhans do pâncreas, e sua secreção é controlada
pelos níveis de glicemia, estímulos nervosos e hormonais.
ÍNDICE PROGNÓSTICO INFLAMATÓRIO NUTRICIONAL
(IPIN) Diversas formas de resistência à insulina, por diferentes
mecanismos, vêm sendo descritas.
O IPIN é calculado a partir dos valores de duas proteínas
positivas, proteína C reativa e alfa-1-glicoproteína ácida e A causa mais conhecida é a que acompanha a obesidade,
duas negativas, albumina e transtirretina. Este índice tem com níveis de insulina elevados e resposta exagerada
sido usado para caracterizar pacientes críticos, tendo após a sobrecarga glicídica. Nestes casos, há elevação da
invariabilidade e precisão para prever o risco de insulinemia diante de níveis normais ou altos de glicemia.
complicações e morte desses pacientes.
A dosagem da insulinemia se altera com a presença de
anticorpos anti-insulina; nesses casos, a dosagem do
peptídeo C pode ser usada para o estudo de secreção da
insulina.

VR: 2,5 – 25UI/mL.

Para avaliação da resistência insulínica podem ser


utilizados os índices:

HOMA-IR

Prediz o nível de resistência à insulina a partir da glicemia


e insulinemia basal. Requer cautela e acompanhamento
individual.

HOMA: glicose de jejum (mmol/L) x insulina de jejum


DIABETES (DM) (μU/mL) / 22,5

DIAGNÓSTICO E ACOMPANHAMENTO LABORATORIAL

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QUICKI O diagnóstico é feito mediante densitometria óssea (DMO),
onde:
Método simples e de baixo custo para avaliação de
resistência à insulina. Normalidade: DMO com escore T >-1DP;
Osteopenia: DMO com escore T -1DP a > -2,5DP;
QUICKI: 1 / [log (insulina de jejum) + log (glicemia de Osteoporose: DMO com escore T <-2,5DP.
jejum)]
O escore T corresponde aos valores do pico de massas
PEPTÍDIO C óssea para jovens, segundo sexo.

Após a clivagem da pró-insulina, o peptídeo C é secretado Risco acentuado de fraturas: DMO <-2,5DP.
em proporção equimolar, junto com a insulina, embora, ao
contrário dela, não sofra extração hepática. Sua dosagem CÁLCIO SÉRICO (TOTAL E IONIZADO)
não se altera na presença de anticorpos anti-insulina,
refletindo, nestes casos, melhor que a insulina, a Constitui cerca de 1,5 – 2% do peso corporal e 39% dos
capacidade secretória das células beta. minerais do corpo humano. Aproximadamente 99% está
presente nos ossos e dentes, na forma de hidroxiapatita,
Sua principal utilização é a avaliação da reserva de sendo o cálcio dos dentes não-permutável.
insulina endógena, auxiliando na orientação terapêutica.
FÓSFORO SÉRICO
Valores baixos indicariam indivíduos insulino-dependentes;
porém, não se consegue uma identificação completa A concentração de fósforo sérico é regulada, conforme
destes pacientes pela avaliação dos níveis basais ou metabolismo do cálcio, depende da tríade PTH, vitamina D
estimulados do peptídeo C. A hipoglicemia factícia e calcitonina.
caracteriza-se por níveis elevados de insulina e níveis
indetectáveis do peptídeo C. Na presença de hipoglicemia, PARATORMÔNIO (PTH)
valores elevados podem ser encontrados em casos de
insulinoma. PTH, em conjunto com vitamina D e calcitonina, tem por
função manter a homeostase de cálcio e fósforo. A
Em jejum 0,5 – 3ng/mL homeostase resulta de um equilíbrio entre ingestão
Após estímulo com glucagon 1,5 - 9ng/mL alimentar e absrção intestinal em relação à reabsorção
tubular renal e à remodelagem óssea regulada por esses
hormônios.
CLAMP EUGLICÊMICO
VITAMINA D
Objetiva avaliar a sensibilidade tecidual à insulina, além de
avaliar a sensibilidade tecidual em situações constantes de Utiliza-se a 25(OH)D, pois é o único metabólito da vitamina
glicemia e insulinemia. D utilizado para determinar o estado nutricional de
vitamina D. Meia vida de 2 a 3 semanas. Consiste na
CROMO soma da vitamina D ingerida pela dieta e da exposição à
luz solar (produção endógena).
A deficiência pode predispor o indivíduo à resistência à
insulina. FOSFATASE ALCALINA ÓSSEA ESPECÍFICA (OE)

Soro 0,05 – 5,0mcg/L Auxilia no diagnóstico diferencial, orientando ainda quanto


Hemácias 20 – 36mcg/L às avaliações hormonais e bioquímicas específicas a
Urina 0,1 – 2,0mcg/L serem realizadas como complementação diagnóstica de
doenças ósseas.
DOENÇAS DE TIREÓIDE
Cálcio sérico (mg/dL)
Total 8,8 – 10,2
HIPOTIREOIDISMO CLÍNICO
Ionizado 4,0 – 5,6
Fósforo sérico (mg/dL) 2,7 – 4,5
T4 baixo associado a TSH elevado.
Fosfatase alcalina OE VR do laboratório
HIPERTIREOIDISMO PTH (pg/mL) 10 - 65
25(OH)D (pg/mL) 20 – 76
T4 elevado associado a TSH baixo.
DISLIPIDEMIA
BOCIO NODULAR TÓXICO
CLASSIFICAÇÃO DAS DISLIPIDEMIAS
T4 normal associado a TSH baixo e T3 alto.
- Hipercolesterolemia isolada – elevação isolada do
VR – segundo laboratório. colesterol total (CT), em geral por aumento de LDL.

- Hipertrigliceridemia isolada elevação isolada dos


METABOLISMO DE CÁLCIO VITAMINA D, PTH E triglicerídeos (TG).
OSTEOPOROSE
- Hiperlipidemia mista – aumento de CT e TG.
OSTEOPOROSE
- HDL baixo.

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CLASSIFICAÇÃO FENOTÍPICA (FREDRICKSON)
ÍNDICE DE CASTELLI (IC)
Se baseia no padrão das lipoproteínas associadas a
concentrações elevadas de CT e/ou TG. Consiste na combinação entre níveis plasmáticos de CT,
LDL e HDL, para verificar a influência de cada uma das
Fenótipo QM VLDL IDL LDL frações de colesterol no risco de DCV.
Tipo 1: X
CT: N ou ↑ IC – 1 = CT / HDL
TG: ↑↑ ♂ Até 5,1
Tipo IIa X ♀ Até 4,4
CT: ↑
TG: N IC – 2 = LDL / HDL  mais indicado para visualizar o risco
Tipo IIb X X de enfermidade cardiovascular.
CT: ↑↑ ♂ Até 3,3
TG: ↑↑ ♀ Até 2,9
Tipo III X
CT: ↑ PANCREATITE AGUDA
TG: ↑
Tipo IV X DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
CT: N
TG: ↑ É realizado o diagnóstico de pancreatite aguda pelo
Tipo V X X quadro clínico (dor abdominal, distensão, náuseas e
CT: ↑ vômitos); exames de imagem (TC de abdômen) e por
TG: ↑↑ métodos bioquímicos (níveis de enzimas pancreáticas em
N – normal; ↑ - pouco elevado; ↑↑ - muito elevado. soro).

ASPECTOS LABORATORIAIS DAS DISLIPIDEMIAS Os níveis séricos de amilase aumentam dentro de 2 –


12hapós início do quadro clínico, permanecendo elevada
Segundo o NCEP, a avaliação do perfil lipídico deve ser durante 3 a 5 dias. É a enzima mais solicitada na prática
realizado em todos os indivíduos com idade superior a 20 clínica, pois possui 94% de sensibilidade.
anos, com acompanhamento a cada 5 anos para aqueles
com valores dentro da normalidade. AMILASE – VR 28 – 100UI/L.

A lipase eleva-se no sangue em 4 – 8 horas após


COLESTEROL TOTAL E FRAÇÕES (mg/dL) – jejum 12h manifestação dos sintomas. Atinge pico em 24h e
Adultos Pediatria Categoria normaliza em 8 – 14 dias. Possui alta especificidade.
(2 – 19 anos)
COL <200 <150 Òtimo LIPASE – VR <160UI/L.
200 – 239 150- 169 Limitrofe
≥240 ≥170 Alto Outras alterações incluem: elevação de hematócrito,
HDL <40 - Baixo leucócitos, escórias nitrogenadas, creatinina, VHS,
>60 - Alto desidrogenase láctica, PC-R, IL-6, AST, ALT e calcemia.
- >45 Desejável
LDL <100 - Òtimo DOENÇA HEPÁTICA CRÔNICA
100 – 129 <100 Desejável
130 – 159 100 – 129 Limitrofe AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO HEPÁTICA
160 – 189 ≥130 Alto
≥190 - Muito alto A seguir serão descritos os principais marcadores
TG <150 <100 Òtimo laboratoriais utilizados na avaliação e no acompanhamento
150- 199 100 – 129 Limitrofe das doenças hepáticas crônicas.
200 – 499 ≥130 Alto
≥500 - Muito alto ALBUMINA E PROTROMBINA

LIPOPROTEÍNA (a) São proteínas de síntese hepática, A atividade de


protrombina reduzida e a hipoalbuminemia confirmam
A Lp(a) é uma lipoproteína com grande semelhança disfunção hepatocelular.
estrutural com o colesterol LDL (low density lipoprotein). É
considerada por muitos autores como um fator de risco PROVAS DE FUNÇÃO E MARCADORES
independente para o desenvolvimento de doença INFLAMATÓRIOS
cardiovascular aterosclerótica. Níveis acima de 30mg/dL
são considerados de risco para DCV. Não deve ser A seguir são descritas as provas de função hepáticas.
realizada rotineiramente.

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CLASSIFICAÇÃO DA DOENÇA HEPÁTICA CRÔNICA E Prediz risco de mortalidade após cirurgia de ressecção de
ÍNDICES DE PROGNÓSTICO CA hepático primário. Leva em consideração os níveis de
PC-R e albumina.
Determinar o prognóstico de pacientes com doença
hepática crônica é imprescindível para verificar quais IPGH Valores séricos Sobrevida
teriam indicações e maiores benefícios em caso de 0 PC-R <0,3mg/dL 9,7 anos
transplante hepático. Albumina ≥3,5g/dL
1 PC-R >0,3mg/dL 8 anos
Torna-se necessário a classificação da gravidade de Albumina ≥3,5g/dL
doença com base nos índices Child-Pugh e pelo MELD 2 PC-R >0,3mg/dL 4 anos
(model for end-stage liver disease), usados classicamente Albumina <3,5mg/dL
como índices de prognóstico.
FUNÇÃO INTESTINAL
INDICE DE CHILD-PUGH
AVALIAÇÃO LABORATORIAL DE MÁ-ABSORÇÃO DE
Classificação de acordo com o grau de disfunção hepática
CARBOIDRATOS (CHO)
para direcionar a terapia, leva em consideração o grau de
encefalopatia hepática, ascite, albumina, bilirrubina total,
Incluem as provas da D-xilose, pesquisa de substâncias
tempo de protrombina, RNI (relação normatizada
redutoras nas fezes e pH fecal, e o teste de tolerância à
internacional no coagulograma). Soma-se os pontos para
lactose.
cada variável critério.
TESTE DE D-XILOSE
Critério 1 ponto 2 pontos 3 pontos
Encefalopatia - Grau 1 – 2 Grau 3 – 4 É um monossacarídeo inexistente no sangue em
Ascite - Leve Moderada, condições normais. Sua má-absorção é indicativa de lesão
grave ou de mucosa de intestino delgado.
refratária
Albumina >3,5 2,8 – 3,5 <2,8 PESQUISA DE SUBSTÂNCIAS REDUTORAS (PSR) NAS
Bilirrubina <2,0 2–3 >3,0 FEZES E PH FECAL
Total
Tempo de <4s 4 – 6s >6s Exames úteis na determinação de deficiência de
protrombina dissacaridases, ocorrendo fermentação dos dissacarídeos
RNI <1,7 1,7 – 2,3 >2,3 em cólon.

PSR (+)  quando há mono ou dissacarídeos nas fezes.

pH fecal < 5,5  indicativo de má-absorção de CHO.

TESTE DE TOLERÂNCIA À LACTOSE

É usado para avaliar insuficiência enzimática (lactase)


intestinal, resultante de dano ou disfunção da mucosa em
casos de deficiência idiopática, espru, doença celíaca e
gastroenterite.

MELD Deve-se considerar a diferença entre a glicemia basal e o


maior valor da glicose em qualquer momento da curva. O
Baseia-se no risco do paciente morrer aguardando o indivíduo é considerado intolerante quando for menor que
transplante de fígado e considera a creatinina sérica, 20mg/dL.
bilirrubina total e RNI.
São colhidas amostras basais e aos 30 e 60 minutos após
A equação para calcular o escore é a seguinte: uma sobrecarga de lactose. A dose ingerida por adultos é
de 50g.
MELD = {9,57 x loge creatinina mg/dL + 3,78 x log e
bilirrubina (total) mg/dL + 11,20 x loge RNI + 6,42] AVALIAÇÃO LABORATORIAL DE MÁ-ABSORÇÃO DE
PROTEÍNAS (PTN)
Arredonda-se o resultado para o próximo número inteiro.
Faz-se a determinação da alfa-1-antitripsina. Sua presença
O valor mínimo aceitável para qualquer uma das variáveis nas fezes correlaciona-se positivamente com a perda
é 1,0. protéica intestinal.

Escore Abordagem AVALIAÇÃO LABORATORIAL DE MÁ-ABSORÇÃO DE


≥25 Repetir exames a cada 7 dias. GORDURAS
24 a 19 Repetir exames a cada 30 dias.
Faz-se a pesquisa de gordura fecal. A deficiência de
18 a 11 Repetir exames a cada 90 dias.
lipases intestinais na doença do pâncreas aumenta o teor
≤10 Repetir exames a cada ano.
de gorduras neutras e proteínas não digeridas, pela falta
concomitante de proteases pancreáticas. As doenças do
ÍNDICE DE PROGNÓSTICO GLASGOW HEPÁTICO fígado e do trato biliar capazes de produzir esteatorréia
geralmente são acompanhadas de icterícia e outras

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alterações bioquímicas do sangue anteriores ao quadro Normal (+)  até 100gts/campo, com diâmetro de 4mcm.
típico. Aumentada (++)  até 100gts/campo, com diâmetro de 4
– 8mcm (esteatorréia moderada).
O teste padrão-ouro é o Van de Kamer. É um exame de Muito aumentada (+++)  mais que 100gts/campo, com
difícil realização. diâmetro de 6 a 75mcm (esteatorréia acentuada).

Com o paciente sob dieta adequada, as fezes são Outro teste é após a preparo laboratorial das fezes em
recolhidas em 72 horas e mantidas na geladeira com tubo capilar, onde é dita inferior (fezes sólidas não
indicação de data e hora de coleta (vasilhame plástico, lata gordurosas), intermediária (fezes líquidas) ou superior
ou vidro de boca larga), após uma ingestão por 5 a 7 dias (camada gordurosa).
de uma dieta com 35% do VCT em gordura.
ALERGIAS ALIMENTARES
Valores de 5 a 7g são considerados sugestivos de
esteatorréia. Superiores a 7g são diagnósticos de Reação adversa ao alimento é a denominação empregada
esteatorréia. para qualquer reação anormal à ingestão de alimentos ou
aditivos alimentares, independentemente de sua causa.
O teste qualitativo verifica o tamanho e número de Podendo ser tóxicas ou não.
gotículas de gordura em campo microscópico e é dado em
cruzes.

As principais manifestações clínicas de alergia alimentar estão relacionadas aos agentes etiológicos envolvidos.

Para o diagnóstico, o ponto de partida é a anamnese, que envolvido, direcionando a investigação para confirmação
deve ser bastante minuciosa. Os dados obtidos permitem diagnóstica. Abaixo seguem os principais fatores de risco
ao médico decidir sobre a possibilidade do sintoma se para alergia alimentar.
tratar de alteração imunológica (alergia), sugerir o alimento
desencadeante e estabelecer o mecanismo fisiopatológico

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A avaliação laboratorial é complementar à anamnese, sendo ANEMIAS CARENCIAIS
importante ressaltar que os exames acessíveis ao
diagnóstico estão em sua parte relacionados À fração IgE. A A anemia é uma condição clínica relacionada a alterações
pesquisa de IgE específica é feita pelo teste de puntura ou no tamanho ou número de eritrócitos (hemácias).
skin prick test ou in vitro através de teste de ImmunoCAP, a
técnica mais utilizada atualmente. Segundo a OMS, tem-se os seguintes pontos anormais de
hemoglobina que necessitam de investigação adicional:
Alérgeno (idade de IgE (kUI/L)
introdução do alimento) Ciclo de vida Hb
Leite de vaca (< 2 anos) ≥5,0 Homens adultos <13g/dL
Leite de vaca (> 2 anos) ≥15,0 Escolares, adolescentes e <12g/dL
Ovo (<1 ano) ≥10,9 mulheres adultas
Ovo (>1 ano) ≥13,2 Gestantes, lactentes e pré- <11g/dL
Amendoim ≥14,0 escolares
Frutas oleaginosas ≥15,0
As anemias podem surgir por deficiência de nutrientes (ferro,
vitamina B12, ácido fólico, cobre, piridoxina, riboflavina e
proteína) ou por patologias (anormalidades genéticas,
doenças de TGI, toxicidade por fármacos e cirro hepática).

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