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CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

CONTABILIDADE GERAL E

AVANÇADA

Prof. Natália Troccoli Marques da Silva Graduada e licenciada em Administração de Empresas. Graduada em

Prof. Natália Troccoli Marques da Silva

Graduada e licenciada em Administração de Empresas. Graduada em Ciências Contábeis. Professora de cursos técnicos no Centro Paula Souza. Analista Financeiro em empresa privada.

1. ESTRUTURA CONCEITUAL PARA ELABORAÇÃO E DIVULGAÇÃO DE RELATÓRIO CONTÁBIL-FINANCEIRO APROVADO PELO CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC).

Premissa subjacente

Continuidade

As demonstrações contábeis normalmente são elaboradas ten- do como premissa que a entidade está em atividade (going concern assumption) e irá manter-se em operação por um futuro previsível. Desse modo, parte-se do pressuposto de que a entidade não tem

a intenção, nem tampouco a necessidade, de entrar em processo de

liquidação ou de reduzir materialmente a escala de suas operações.

Por outro lado, se essa intenção ou necessidade existir, as demons- trações contábeis podem ter que ser elaboradas em bases diferentes

e, nesse caso, a base de elaboração utilizada deve ser divulgada.

Elementos das demonstrações contábeis

As demonstrações contábeis retratam os efeitos patrimoniais

e financeiros das transações e outros eventos, por meio do grupa- mento dos mesmos em classes amplas de acordo com as suas ca-

racterísticas econômicas. Essas classes amplas são denominadas de elementos das demonstrações contábeis. Os elementos diretamen- te relacionados à mensuração da posição patrimonial e financeira no balanço patrimonial são os ativos, os passivos e o patrimônio líquido. Os elementos diretamente relacionados com a mensura- ção do desempenho na demonstração do resultado são as receitas

e as despesas. A demonstração das mutações na posição financeira

usualmente reflete os elementos da demonstração do resultado e as alterações nos elementos do balanço patrimonial. Assim, esta Estru- tura Conceitual não identifica qualquer elemento que seja exclusivo dessa demonstração. A apresentação desses elementos no balanço patrimonial e na demonstração do resultado envolve um processo de subclassifica- ção. Por exemplo, ativos e passivos podem ser classificados por sua natureza ou função nos negócios da entidade, a fim de mostrar as informações da maneira mais útil aos usuários para fins de tomada de decisões econômicas.

Posição patrimonial e financeira

Os elementos diretamente relacionados com a mensuração da posição patrimonial e financeira são os ativos, os passivos e o patri- mônio líquido. Estes são definidos como segue:

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(a) ativo é um recurso controlado pela entidade como resulta-

do de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros bene- fícios econômicos para a entidade;

(b) passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de

eventos passados, cuja liquidação se espera que resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos;

(c) patrimônio líquido é o interesse residual nos ativos da en-

tidade depois de deduzidos todos os seus passivos.

As definições de ativo e de passivo identificam suas caracte- rísticas essenciais, mas não procuram especificar os critérios que precisam ser observados para que eles possam ser reconhecidos no balanço patrimonial. Desse modo, as definições abrangem itens que não são reconhecidos como ativos ou como passivos no balanço patrimonial em função de não satisfazerem os critérios de reconhe- cimento discutidos nos itens 4.37 a 4.53. Especificamente, a expec- tativa de que futuros benefícios econômicos fluam para a entidade ou saiam da entidade deve ser suficientemente certa para que seja observado o critério de probabilidade do item 4.38, antes que um ativo ou um passivo seja reconhecido. Ao avaliar se um item se enquadra na definição de ativo, pas-

sivo ou patrimônio líquido, deve-se atentar para a sua essência sub- jacente e realidade econômica e não apenas para sua forma legal. Assim, por exemplo, no caso do arrendamento mercantil financeiro,

a essência subjacente e a realidade econômica são a de que o arren-

datário adquire os benefícios econômicos do uso do ativo arrendado pela maior parte da sua vida útil, em contraprestação de aceitar a obrigação de pagar por esse direito valor próximo do valor justo do ativo e o respectivo encargo financeiro. Dessa forma, o arrendamen- to mercantil financeiro dá origem a itens que satisfazem à definição de ativo e de passivo e, portanto, devem ser reconhecidos como tais no balanço patrimonial do arrendatário. Balanços patrimoniais elaborados de acordo com as normas, interpretações e comunicados técnicos vigentes podem incluir itens que não satisfaçam às definições de ativo ou de passivo e que não sejam tratados como parte do patrimônio líquido. As definições estabelecidas no item 4.4 devem, por outro lado, subsidiar futuras revisões a serem promovidas nos documentos vigentes, bem como na formulação de normas, interpretações e comunicados técnicos adicionais.

Ativos

O benefício econômico futuro incorporado a um ativo é o seu

potencial em contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de

caixa ou equivalentes de caixa para a entidade. Tal potencial pode ser produtivo, quando o recurso for parte integrante das atividades operacionais da entidade. Pode também ter a forma de conversibi- lidade em caixa ou equivalentes de caixa ou pode ainda ser capaz de reduzir as saídas de caixa, como no caso de processo industrial alternativo que reduza os custos de produção.

A entidade geralmente emprega os seus ativos na produção de

bens ou na prestação de serviços capazes de satisfazer os desejos e as necessidades dos consumidores. Tendo em vista que esses bens ou serviços podem satisfazer esses desejos ou necessidades, os con-

sumidores se predispõem a pagar por eles e a contribuir assim para

o fluxo de caixa da entidade. O caixa por si só rende serviços para

a entidade, visto que exerce um comando sobre os demais recursos.

si só rende serviços para a entidade, visto que exerce um comando sobre os demais recursos.

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CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA Os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo po- usuais do

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo po-

usuais do negócio, de usos e costumes e do desejo de manter boas relações comerciais ou agir de maneira equitativa. Desse modo, se, por exemplo, a entidade que decida, por questão de política merca- dológica ou de imagem, retificar defeitos em seus produtos, mesmo quando tais defeitos tenham se tornado conhecidos depois da expi-

ração do período da garantia, as importâncias que espera gastar com os produtos já vendidos constituem passivos. Deve-se fazer uma distinção entre obrigação presente e com- promisso futuro. A decisão da administração de uma entidade para adquirir ativos no futuro não dá origem, por si só, a uma obrigação presente. A obrigação normalmente surge somente quando um ativo

entregue ou a entidade ingressa em acordo irrevogável para ad-

é

dem fluir para a entidade de diversas maneiras. Por exemplo, o ativo pode ser:

usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na

produção de bens ou na prestação de serviços a serem vendidos pela entidade;

(a)

(b)

trocado por outros ativos;

(c)

usado para liquidar um passivo; ou

(d)

distribuído aos proprietários da entidade.

Muitos ativos, como, por exemplo, itens do imobilizado, têm forma física. Entretanto, a forma física não é essencial para a exis- tência de ativo. Assim sendo, as patentes e os direitos autorais, por exemplo, são considerados ativos, caso deles sejam esperados que benefícios econômicos futuros fluam para a entidade e caso eles se- jam por ela controlados. Muitos ativos, como, por exemplo, contas a receber e imóveis, estão associados a direitos legais, incluindo o direito de propriedade. Ao determinar a existência do ativo, o direito de propriedade não é essencial. Assim, por exemplo, um imóvel objeto de arrendamento mercantil será um ativo, caso a entidade controle os benefícios eco- nômicos que são esperados que fluam da propriedade. Embora a ca- pacidade de a entidade controlar os benefícios econômicos normal- mente resulte da existência de direitos legais, o item pode, contudo, satisfazer à definição de ativo mesmo quando não houver controle legal. Por exemplo, o conhecimento (know-how) obtido por meio da atividade de desenvolvimento de produto pode satisfazer à de- finição de ativo quando, mantendo esse conhecimento (know-how) em segredo, a entidade controlar os benefícios econômicos que são esperados que fluam desse ativo. Os ativos da entidade resultam de transações passadas ou de outros eventos passados. As entidades normalmente obtêm ativos por meio de sua compra ou produção, mas outras transações ou eventos podem gerar ativos. Por exemplo, um imóvel recebido de ente governamental como parte de programa para fomentar o cres- cimento econômico de dada região ou a descoberta de jazidas mi- nerais. Transações ou eventos previstos para ocorrer no futuro não dão origem, por si só, ao surgimento de ativos. Desse modo, por exemplo, a intenção de adquirir estoques não atende, por si só, à definição de ativo. Há uma forte associação entre incorrer em gastos e gerar ativos, mas ambas as atividades não são necessariamente indissociáveis. Assim, o fato de a entidade ter incorrido em gasto pode fornecer uma evidência de busca por futuros benefícios econômicos, mas não é prova conclusiva de que um item que satisfaça à definição de ativo tenha sido obtido. De modo análogo, a ausência de gasto relaciona- do não impede que um item satisfaça à definição de ativo e se qua- lifique para reconhecimento no balanço patrimonial. Por exemplo, itens que foram doados à entidade podem satisfazer à definição de ativo. Passivos

quirir o ativo. Nesse último caso, a natureza irrevogável do acordo significa que as consequências econômicas de deixar de cumprir a obrigação, como, por exemplo, em função da existência de penalida- de contratual significativa, deixam a entidade com pouca, caso haja alguma, liberdade para evitar o desembolso de recursos em favor da outra parte.

A liquidação de uma obrigação presente geralmente implica

a

utilização, pela entidade, de recursos incorporados de benefícios

econômicos a fim de satisfazer a demanda da outra parte. A liquida- ção de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras, como, por exemplo, por meio de:

(a)

pagamento em caixa;

(b)

transferência de outros ativos;

(c)

prestação de serviços;

(d)

substituição da obrigação por outra; ou

(e)

conversão da obrigação em item do patrimônio líquido.

A obrigação pode também ser extinta por outros meios, tais como pela renúncia do credor ou pela perda dos seus direitos. Passivos resultam de transações ou outros eventos passados. Assim, por exemplo, a aquisição de bens e o uso de serviços dão origem a contas a pagar (a não ser que pagos adiantadamente ou na entrega) e o recebimento de empréstimo bancário resulta na obri- gação de honrá-lo no vencimento. A entidade também pode ter a necessidade de reconhecer como passivo os futuros abatimentos baseados no volume das compras anuais dos clientes. Nesse caso,

venda de bens no passado é a transação que dá origem ao passivo. Alguns passivos somente podem ser mensurados por meio do emprego de significativo grau de estimativa. No Brasil, denominam-

a

-se esses passivos de provisões. A definição de passivo, constante do item 4.4, segue uma abordagem ampla. Desse modo, caso a provisão envolva uma obrigação presente e satisfaça os demais critérios da definição, ela é um passivo, ainda que seu montante tenha que ser estimado. Exemplos concretos incluem provisões para pagamentos

serem feitos para satisfazer acordos com garantias em vigor e pro- visões para fazer face a obrigações de aposentadoria.

a

Patrimônio líquido

Uma característica essencial para a existência de passivo é que a entidade tenha uma obrigação presente. Uma obrigação é um de- ver ou responsabilidade de agir ou de desempenhar uma dada tarefa de certa maneira. As obrigações podem ser legalmente exigíveis em consequência de contrato ou de exigências estatutárias. Esse é nor- malmente o caso, por exemplo, das contas a pagar por bens e ser- viços recebidos. Entretanto, obrigações surgem também de práticas

Embora o patrimônio líquido seja definido no item 4.4 como algo residual, ele pode ter subclassificações no balanço patrimonial. Por exemplo, na sociedade por ações, recursos aportados pelos só- cios, reservas resultantes de retenções de lucros e reservas represen- tando ajustes para manutenção do capital podem ser demonstrados separadamente. Tais classificações podem ser relevantes para a to- mada de decisão dos usuários das demonstrações contábeis quando

ser relevantes para a to - mada de decisão dos usuários das demonstrações contábeis quando Didatismo

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indicarem restrições legais ou de outra natureza sobre a capacidade que a entidade tem de

indicarem restrições legais ou de outra natureza sobre a capacidade que a entidade tem de distribuir ou aplicar de outra forma os seus recursos patrimoniais. Podem também refletir o fato de que deter- minadas partes com direitos de propriedade sobre a entidade têm direitos diferentes com relação ao recebimento de dividendos ou ao reembolso de capital.

A constituição de reservas é, por vezes, exigida pelo estatuto

ou por lei para dar à entidade e seus credores uma margem maior de proteção contra os efeitos de prejuízos. Outras reservas podem ser constituídas em atendimento a leis que concedem isenções ou reduções nos impostos a pagar quando são feitas transferências para

tais reservas. A existência e o tamanho de tais reservas legais, estatu- tárias e fiscais representam informações que podem ser importantes para a tomada de decisão dos usuários. As transferências para tais reservas são apropriações de lucros acumulados, portanto, não cons- tituem despesas.

O montante pelo qual o patrimônio líquido é apresentado no

balanço patrimonial depende da mensuração dos ativos e passivos. Normalmente, o montante agregado do patrimônio líquido somen- te por coincidência corresponde ao valor de mercado agregado das ações da entidade ou da soma que poderia ser obtida pela venda dos seus ativos líquidos numa base de item-por-item, ou da entidade como um todo, tomando por base a premissa da continuidade (going concern basis). Atividades comerciais e industriais, bem como outros negócios são frequentemente exercidos por meio de firmas individuais, so- ciedades limitadas, entidades estatais e outras organizações cujas estruturas, legal e regulamentar, em regra, são diferentes daquelas aplicáveis às sociedades por ações. Por exemplo, pode haver pou- cas restrições, caso haja, sobre a distribuição aos proprietários ou a outros beneficiários de montantes incluídos no patrimônio líquido. Não obstante, a definição de patrimônio líquido e os outros aspec- tos dessa Estrutura Conceitual que tratam do patrimônio líquido são igualmente aplicáveis a tais entidades.

Performance

O resultado é frequentemente utilizado como medida de per-

formance ou como base para outras medidas, tais como o retorno do investimento ou o resultado por ação. Os elementos diretamente relacionados com a mensuração do resultado são as receitas e as despesas. O reconhecimento e a mensuração das receitas e despesas e, consequentemente, do resultado, dependem em parte dos concei- tos de capital e de manutenção de capital adotados pela entidade na elaboração de suas demonstrações contábeis. Esses conceitos estão expostos nos itens 4.57 a 4.65.

Os elementos de receitas e despesas são definidos como segue:

(a) receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante

o período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumen-

to de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos

do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a contri- buição dos detentores dos instrumentos patrimoniais;

(b) despesas são decréscimos nos benefícios econômicos du-

rante o período contábil, sob a forma da saída de recursos ou da redução de ativos ou assunção de passivos, que resultam em decrés- cimo do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com distribuições aos detentores dos instrumentos patrimoniais.

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

As definições de receitas e despesas identificam suas carac-

terísticas essenciais, mas não são uma tentativa de especificar os critérios que precisam ser satisfeitos para que sejam reconhecidas na demonstração do resultado. Os critérios para o reconhecimento das receitas e despesas estão expostos nos itens a seguir. As receitas e as despesas podem ser apresentadas na demons- tração do resultado de diferentes maneiras, de modo a serem pres- tadas informações relevantes para a tomada de decisões econômi- cas. Por exemplo, é prática comum distinguir os itens de receitas

e despesas que surgem no curso das atividades usuais da entidade

daqueles que não surgem. Essa distinção é feita considerando que

a origem de um item é relevante para a avaliação da capacida-

de que a entidade tem de gerar caixa ou equivalentes de caixa no futuro. Por exemplo, atividades incidentais como a venda de um investimento de longo prazo são improváveis de voltarem a ocor- rer em base regular. Quando da distinção dos itens dessa forma, deve-se levar em conta a natureza da entidade e suas operações. Itens que resultam das atividades usuais de uma entidade podem não ser usuais em outras entidades. A distinção entre itens de receitas e de despesas e a sua combi- nação de diferentes maneiras também permitem demonstrar várias formas de medir a performance da entidade, com maior ou menor grau de abrangência dos itens. Por exemplo, a demonstração do resultado pode apresentar a margem bruta, o lucro ou o prejuízo das atividades usuais antes dos tributos sobre o resultado, o lucro ou o prejuízo das atividades usuais depois desses tributos e o lucro ou prejuízo líquido.

Receitas

A definição de receita abrange tanto receitas propriamente di- tas quanto ganhos. A receita surge no curso das atividades usuais da entidade e é designada por uma variedade de nomes, tais como vendas, honorários, juros, dividendos, royalties, aluguéis. Ganhos representam outros itens que se enquadram na defini- ção de receita e podem ou não surgir no curso das atividades usuais da entidade, representando aumentos nos benefícios econômicos e, como tais, não diferem, em natureza, das receitas. Consequen- temente, não são considerados como elemento separado nesta Es- trutura Conceitual.

Ganhos incluem, por exemplo, aqueles que resultam da ven- da de ativos não circulantes. A definição de receita também inclui ganhos não realizados. Por exemplo, os que resultam da reavalia- ção de títulos e valores mobiliários negociáveis e os que resultam de aumentos no valor contábil de ativos de longo prazo. Quando esses ganhos são reconhecidos na demonstração do resultado, eles são usualmente apresentados separadamente, porque sua divulga- ção é útil para fins de tomada de decisões econômicas. Os ganhos são, em regra, reportados líquidos das respectivas despesas. Vários tipos de ativos podem ser recebidos ou aumentados por meio da receita; exemplos incluem caixa, contas a receber, bens e serviços recebidos em troca de bens e serviços fornecidos. A recei- ta também pode resultar da liquidação de passivos. Por exemplo,

a entidade pode fornecer mercadorias e serviços ao credor por em- préstimo em liquidação da obrigação de pagar o empréstimo.

e serviços ao credor por em- préstimo em liquidação da obrigação de pagar o empréstimo. Didatismo

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Despesas A definição de despesas abrange tanto as perdas quanto as despesas propriamente ditas que

Despesas

A definição de despesas abrange tanto as perdas quanto as despesas propriamente ditas que surgem no curso das atividades usuais da entidade. As despesas que surgem no curso das ativida- des usuais da entidade incluem, por exemplo, o custo das vendas, salários e depreciação. Geralmente, tomam a forma de desembolso ou redução de ativos como caixa e equivalentes de caixa, estoques

e ativo imobilizado. Perdas representam outros itens que se enquadram na definição de despesas e podem ou não surgir no curso das atividades usuais da entidade, representando decréscimos nos benefícios econômicos e, como tais, não diferem, em natureza, das demais despesas. Conse- quentemente, não são consideradas como elemento separado nesta Estrutura Conceitual. Perdas incluem, por exemplo, as que resultam de sinistros como incêndio e inundações, assim como as que decorrem da venda de ativos não circulantes. A definição de despesas também inclui as perdas não realizadas. Por exemplo, as que surgem dos efeitos dos aumentos na taxa de câmbio de moeda estrangeira com relação aos empréstimos da entidade a pagar em tal moeda. Quando as perdas são reconhecidas na demonstração do resultado, elas são geralmente demonstradas separadamente, pois sua divulgação é útil para fins de tomada de decisões econômicas. As perdas são, em regra, reportadas líquidas das respectivas receitas.

Ajustes para manutenção de capital

A reavaliação ou a atualização de ativos e passivos dão margem

a aumentos ou a diminuições do patrimônio líquido. Embora tais

aumentos ou diminuições se enquadrem na definição de receitas e de despesas, sob certos conceitos de manutenção de capital eles não são incluídos na demonstração do resultado. Em vez disso, tais itens são incluídos no patrimônio líquido como ajustes para manutenção do capital ou reservas de reavaliação. Esses conceitos de manuten- ção de capital estão expostos nos itens 4.57 a 4.65 desta Estrutura Conceitual.

Reconhecimento dos elementos das demonstrações contá-

beis

Reconhecimento é o processo que consiste na incorporação ao balanço patrimonial ou à demonstração do resultado de item que se enquadre na definição de elemento e que satisfaça os critérios de reconhecimento mencionados no item 4.38. Envolve a descrição do item, a mensuração do seu montante monetário e a sua inclusão no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado. Os itens que satisfazem os critérios de reconhecimento devem ser reconhecidos no balanço patrimonial ou na demonstração do resultado. A falta de reconhecimento de tais itens não é corrigida pela divulgação das práticas contábeis adotadas nem tampouco pelas notas explicativas ou material elucidativo.

Um item que se enquadre na definição de um elemento deve ser reconhecido se:

(a) for provável que algum benefício econômico futuro asso-

ciado ao item flua para a entidade ou flua da entidade; e

(b) o item tiver custo ou valor que possa ser mensurado com

confiabilidade (*). (*) A informação é confiável quando ela é completa, neutra e livre de erro.

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Ao avaliar se um item se enquadra nesses critérios e, portanto, se qualifica para fins de reconhecimento nas demonstrações con- tábeis, é necessário considerar as observações sobre materialidade registradas no Capítulo 3 – Características Qualitativas da Infor- mação Contábil-Financeira Útil. O inter-relacionamento entre os elementos significa que um item que se enquadre na definição e nos critérios de reconhecimento de determinado elemento, por exemplo, um ativo, requer automaticamente o reconhecimento de outro elemento, por exemplo, uma receita ou um passivo.

Probabilidade de futuros benefícios econômicos

O conceito de probabilidade deve ser adotado nos critérios de

reconhecimento para determinar o grau de incerteza com que os benefícios econômicos futuros referentes ao item venham a fluir para a entidade ou a fluir da entidade. O conceito está em con- formidade com a incerteza que caracteriza o ambiente no qual a entidade opera. As avaliações acerca do grau de incerteza atrelado ao fluxo de benefícios econômicos futuros devem ser feitas com base na evidência disponível quando as demonstrações contábeis são elaboradas. Por exemplo, quando for provável que uma conta

a receber devida à entidade será paga pelo devedor, é então justifi- cável, na ausência de qualquer evidência em contrário, reconhecer

a conta a receber como ativo. Para uma ampla população de contas

a receber, entretanto, algum grau de inadimplência é normalmente considerado provável; dessa forma, reconhece-se como despesa a esperada redução nos benefícios econômicos.

Confiabilidade da mensuração

O segundo critério para reconhecimento de um item é que ele

possua custo ou valor que possa ser mensurado com confiabili- dade. Em muitos casos, o custo ou valor precisa ser estimado; o uso de estimativas razoáveis é parte essencial da elaboração das demonstrações contábeis e não prejudica a sua confiabilidade. Quando, entretanto, não puder ser feita estimativa razoável, o item não deve ser reconhecido no balanço patrimonial ou na demons- tração do resultado. Por exemplo, o valor que se espera receber de uma ação judicial pode enquadrar-se nas definições tanto de ativo quanto de receita, assim como nos critérios probabilísticos exigidos para reconhecimento. Todavia, se não é possível mensu- rar com confiabilidade o montante que será recebido, ele não deve ser reconhecido como ativo ou receita. A existência da reclamação deve ser, entretanto, divulgada nas notas explicativas ou nos qua- dros suplementares. Um item que, em determinado momento, deixe de se enqua- drar nos critérios de reconhecimento constantes do item 4.38 pode qualificar-se para reconhecimento em data posterior, como resulta- do de circunstâncias ou eventos subsequentes. Um item que possui as características essenciais de elemento, mas não atende aos critérios para reconhecimento pode, contudo, requerer sua divulgação em notas explicativas, em material expli- cativo ou em quadros suplementares. Isso é apropriado quando a divulgação do item for considerada relevante para a avaliação da posição patrimonial e financeira, do desempenho e das mutações na posição financeira da entidade por parte dos usuários das de- monstrações contábeis.

na posição financeira da entidade por parte dos usuários das de - monstrações contábeis. Didatismo e

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Reconhecimento de ativos Um ativo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que

Reconhecimento de ativos

Um ativo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade e seu custo ou valor puder ser mensurado com confiabilidade. Um ativo não deve ser reconhecido no balanço patrimonial quando os gastos incorridos não proporcionarem a expectativa pro-

vável de geração de benefícios econômicos para a entidade além do período contábil corrente. Ao invés disso, tal transação deve ser re- conhecida como despesa na demonstração do resultado. Esse trata- mento não implica dizer que a intenção da administração ao incorrer nos gastos não tenha sido a de gerar benefícios econômicos futuros para a entidade ou que a administração tenha sido mal conduzida. A única implicação é que o grau de certeza quanto à geração de benefí- cios econômicos para a entidade, além do período contábil corrente,

é insuficiente para garantir o reconhecimento do ativo.

Reconhecimento de passivos

Um passivo deve ser reconhecido no balanço patrimonial quan- do for provável que uma saída de recursos detentores de benefícios econômicos seja exigida em liquidação de obrigação presente e o valor pelo qual essa liquidação se dará puder ser mensurado com confiabilidade. Na prática, as obrigações originadas de contratos ainda não integralmente cumpridos de modo proporcional – pro- portionately unperformed (por exemplo, passivos decorrentes de pedidos de compra de produtos e mercadorias ainda não recebidos)

- não são geralmente reconhecidas como passivos nas demonstra-

ções contábeis. Contudo, tais obrigações podem enquadrar-se na definição de passivos caso sejam atendidos os critérios de reconhe- cimento nas circunstâncias específicas, e podem qualificar-se para reconhecimento. Nesses casos, o reconhecimento dos passivos exi- ge o reconhecimento dos correspondentes ativos ou despesas.

Reconhecimento de receitas

A receita deve ser reconhecida na demonstração do resultado quando resultar em aumento nos benefícios econômicos futuros re-

lacionado com aumento de ativo ou com diminuição de passivo, e puder ser mensurado com confiabilidade. Isso significa, na prática, que o reconhecimento da receita ocorre simultaneamente com o re- conhecimento do aumento nos ativos ou da diminuição nos passivos (por exemplo, o aumento líquido nos ativos originado da venda de bens e serviços ou o decréscimo do passivo originado do perdão de dívida a ser paga). Os procedimentos normalmente adotados, na prática, para re- conhecimento da receita, como, por exemplo, a exigência de que

a receita tenha sido ganha, são aplicações dos critérios de reconhe- cimento definidos nesta Estrutura Conceitual. Tais procedimentos são geralmente direcionados para restringir o reconhecimento como receita àqueles itens que possam ser mensurados com confiabilidade

e tenham suficiente grau de certeza.

Reconhecimento de despesas

As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resul- tado quando resultarem em decréscimo nos benefícios econômicos futuros, relacionado com o decréscimo de um ativo ou o aumento de um passivo, e puder ser mensurado com confiabilidade. Isso sig-

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nifica, na prática, que o reconhecimento da despesa ocorre simul- taneamente com o reconhecimento de aumento nos passivos ou de diminuição nos ativos (por exemplo, a alocação por competência de obrigações trabalhistas ou da depreciação de equipamento). As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do re- sultado com base na associação direta entre elas e os correspon- dentes itens de receita. Esse processo, usualmente chamado de confrontação entre despesas e receitas (regime de competência), envolve o reconhecimento simultâneo ou combinado das receitas e despesas que resultem diretamente ou conjuntamente das mesmas transações ou outros eventos. Por exemplo, os vários componentes de despesas que integram o custo das mercadorias vendidas devem ser reconhecidos no mesmo momento em que a receita derivada da venda das mercadorias é reconhecida. Contudo, a aplicação do conceito de confrontação, de acordo com esta Estrutura Concei- tual, não autoriza o reconhecimento de itens no balanço patrimo- nial que não satisfaçam à definição de ativos ou passivos. Quando se espera que os benefícios econômicos sejam gera- dos ao longo de vários períodos contábeis e a associação com a correspondente receita somente possa ser feita de modo geral e indireto, as despesas devem ser reconhecidas na demonstração do resultado com base em procedimentos de alocação sistemática e racional. Muitas vezes isso é necessário ao reconhecer despesas associadas com o uso ou o consumo de ativos, tais como itens do imobilizado, ágio pela expectativa de rentabilidade futura (goo- dwill), marcas e patentes. Em tais casos, a despesa é designada como depreciação ou amortização. Esses procedimentos de aloca- ção destinam-se a reconhecer despesas nos períodos contábeis em que os benefícios econômicos associados a tais itens sejam consu- midos ou expirem. A despesa deve ser reconhecida imediatamente na demonstra- ção do resultado quando o gasto não produzir benefícios econômi- cos futuros ou quando, e na extensão em que, os benefícios eco- nômicos futuros não se qualificarem, ou deixarem de se qualificar, para reconhecimento no balanço patrimonial como ativo. A despesa também deve ser reconhecida na demonstração do resultado nos casos em que um passivo é incorrido sem o corres- pondente reconhecimento de ativo, como no caso de passivo de- corrente de garantia de produto.

Mensuração dos elementos das demonstrações contábeis

Mensuração é o processo que consiste em determinar os mon- tantes monetários por meio dos quais os elementos das demonstra- ções contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado. Esse processo envol- ve a seleção da base específica de mensuração.

Um número variado de bases de mensuração é empregado em

diferentes graus e em variadas combinações nas demonstrações contábeis. Essas bases incluem o que segue:

(a) Custo histórico. Os ativos são registrados pelos montan-

tes pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos montantes dos recursos recebidos em troca da obrigação ou, em algumas circunstâncias (como, por exemplo, imposto de renda), pelos montantes em caixa ou equiva- lentes de caixa se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações.

de caixa se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações. Didatismo

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(b) Custo corrente. Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa

(b) Custo corrente. Os ativos são mantidos pelos montantes

em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço. Os passivos são reconhecidos pelos montantes em cai- xa ou equivalentes de caixa, não descontados, que se espera seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço.

(c) Valor realizável (valor de realização ou de liquidação).

Os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes

de caixa que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma orde- nada. Os passivos são mantidos pelos seus montantes de liquida- ção, isto é, pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que se espera serão pagos para liquidar as correspon- dentes obrigações no curso normal das operações.

(d) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presen-

te, descontado, dos fluxos futuros de entradas líquidas de caixa que

se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações. Os

passivos são mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros de saídas líquidas de caixa que se espera serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações.

A base de mensuração mais comumente adotada pelas enti- dades na elaboração de suas demonstrações contábeis é o custo histórico. Ele é normalmente combinado com outras bases de mensuração. Por exemplo, os estoques são geralmente mantidos pelo menor valor entre o custo e o valor líquido de realização, os títulos e valores mobiliários negociáveis podem em determinadas circunstâncias ser mantidos a valor de mercado e os passivos de- correntes de pensões são mantidos pelo seu valor presente. Ade- mais, em algumas circunstâncias, determinadas entidades usam a base de custo corrente como resposta à incapacidade de o modelo contábil de custo histórico enfrentar os efeitos das mudanças de preços dos ativos não monetários.

Conceitos de capital e de manutenção de capital

Conceitos de capital

O conceito de capital financeiro (ou monetário) é adotado pela maioria das entidades na elaboração de suas demonstrações con-

tábeis. De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como

o dinheiro investido ou o seu poder de compra investido, o capital

é sinônimo de ativos líquidos ou patrimônio líquido da entidade. Segundo o conceito de capital físico, tal como capacidade opera- cional, o capital é considerado como a capacidade produtiva da entidade baseada, por exemplo, nas unidades de produção diária. A seleção do conceito de capital apropriado para a entidade deve estar baseada nas necessidades dos usuários das demonstra- ções contábeis. Assim, o conceito de capital financeiro deve ser adotado se os usuários das demonstrações contábeis estiverem primariamente interessados na manutenção do capital nominal in- vestido ou no poder de compra do capital investido. Se, contudo,

a principal preocupação dos usuários for com a capacidade opera-

cional da entidade, o conceito de capital físico deve ser adotado.

O conceito escolhido indica o objetivo a ser alcançado na determi-

nação do lucro, mesmo que possa haver algumas dificuldades de mensuração ao tornar operacional o conceito.

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Conceitos de manutenção de capital e determinação do lucro

Os conceitos de capital mencionados no item 4.57 dão origem aos seguintes conceitos de manutenção de capital:

(a) Manutenção do capital financeiro. De acordo com esse

conceito, o lucro é considerado auferido somente se o montante financeiro (ou dinheiro) dos ativos líquidos no fim do período ex- ceder o seu montante financeiro (ou dinheiro) no começo do perío-

do, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietários e seus aportes de capital durante o período. A manutenção do capital financeiro pode ser medida em qualquer unidade monetária nomi- nal ou em unidades de poder aquisitivo constante.

(b) Manutenção do capital físico. De acordo com esse con-

ceito, o lucro é considerado auferido somente se a capacidade física produtiva (ou capacidade operacional) da entidade (ou os recursos ou fundos necessários para atingir essa capacidade) no fim do período exceder a capacidade física produtiva no início do período, depois de excluídas quaisquer distribuições aos proprietá- rios e seus aportes de capital durante o período.

O conceito de manutenção de capital está relacionado com a

forma pela qual a entidade define o capital que ela procura manter. Ele representa um elo entre os conceitos de capital e os concei- tos de lucro, pois fornece um ponto de referência para medição do lucro; é uma condição essencial para distinção entre o retorno sobre o capital da entidade e a recuperação do capital; somente os ingressos de ativos que excedam os montantes necessários para manutenção do capital podem ser considerados como lucro e, por- tanto, como retorno sobre o capital. Portanto, o lucro é o montante remanescente depois que as despesas (inclusive os ajustes de ma- nutenção do capital, quando for apropriado) tiverem sido deduzi- das do resultado. Se as despesas excederem as receitas, o montante residual será um prejuízo.

O conceito de manutenção do capital físico requer a adoção

do custo corrente como base de mensuração. O conceito de manu- tenção do capital financeiro, entretanto, não requer o uso de uma base específica de mensuração. A escolha da base conforme este

conceito depende do tipo de capital financeiro que a entidade está procurando manter.

A principal diferença entre os dois conceitos de manutenção

de capital está no tratamento dos efeitos das mudanças nos preços dos ativos e passivos da entidade. Em termos gerais, a entidade terá mantido seu capital se ela tiver tanto capital no fim do período como tinha no início, computados os efeitos das distribuições aos

proprietários e seus aportes para o capital durante esse período. Qualquer valor além daquele necessário para manter o capital do início do período é lucro. De acordo com o conceito de manutenção do capital finan- ceiro, por meio do qual o capital é definido em termos de unida- des monetárias nominais, o lucro representa o aumento do capital monetário nominal ao longo do período. Assim, os aumentos nos preços de ativos mantidos ao longo do período, convencionalmen- te designados como ganhos de estocagem, são, conceitualmente, lucros. Entretanto, eles podem não ser reconhecidos como tais até que os ativos sejam realizados mediante transação de troca. Quando o conceito de manutenção do capital financeiro é defini- do em termos de unidades de poder aquisitivo constante, o lucro representa o aumento no poder de compra investido ao longo do período.

constante, o lucro representa o aumento no poder de compra investido ao longo do período. Didatismo

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Assim, somente a parcela do aumento nos preços dos ativos que exceder o aumento no

Assim, somente a parcela do aumento nos preços dos ativos que exceder o aumento no nível geral de preços é considerada como lucro. O restante do aumento é tratado como ajuste para manutenção do capital e, consequentemente, como parte integrante do patrimô- nio líquido. De acordo com o conceito de manutenção do capital físico, quando o capital é definido em termos de capacidade física produti- va, o lucro representa o aumento desse capital ao longo do período. Todas as mudanças de preços afetando ativos e passivos da entidade são vistas, nesse conceito, como mudanças na mensuração da capa- cidade física produtiva da entidade. Assim sendo, devem ser tratadas como ajustes para manutenção do capital, que são parte do patrimô- nio líquido, e não como lucro. A seleção das bases de mensuração e do conceito de manuten- ção de capital é que determina o modelo contábil a ser utilizado na elaboração das demonstrações contábeis. Diferentes modelos con- tábeis apresentam diferentes graus de relevância e confiabilidade e, como em outras áreas, a administração deve buscar o equilíbrio entre a relevância e a confiabilidade. Esta Estrutura Conceitual é aplicável ao elenco de modelos contábeis e fornece orientação para elaboração e apresentação das demonstrações contábeis elaboradas conforme o modelo escolhido. No momento presente, não é inten- ção do CFC eleger um modelo em particular a não ser em circuns- tâncias excepcionais. Essa intenção será, contudo, revista vis-à-vis os desenvolvimentos que forem sendo observados no mundo. O texto remanescente da Estrutura Conceitual para a Elabo- ração e Apresentação das Demonstrações Contábeis anteriormen- te emitida não foi emendado para refletir quaisquer alterações im- plementadas pela NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis (a IAS 1 que o espelha foi revisada pelo IASB em 2007). O texto remanescente será atualizado quando forem revisita- dos conceitualmente os elementos das demonstrações contábeis e suas bases de mensuração.

2. PATRIMÔNIO: COMPONENTES PATRIMONIAIS, ATIVO, PASSIVO E SITUAÇÃO LÍQUIDA EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DO PATRIMÔNIO.

PATRIMÔNIO

A escola Patrimonialista, mais aceita atualmente, define a Con- tabilidade como sendo a ciência que estuda o patrimônio, em seus aspectos dinâmico e estático. Se a contabilidade analisa e controla o patrimônio das empre- sas, vamos começar nosso estudo pelo patrimônio.

PATRIMONIO = BENS + DIREITOS E OBRIGAÇÕES

Bens: são valores que pertencem à organização e que estão em seu poder. Estes bens são se dividem em:

Movimento,

Aplicações de Liquidez Imediata, Numerário em Trânsito (Cheques em ordens de pagamento, dinheiro remetido para filiais)

BENS

NUMERÁRIOS

Caixa,

Banco

c/

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

BENS DE VENDA: Mercadorias, Matérias-Prima, Produtos em Fabricação, Produtos Acabados. BENS FIXOS OU DE USO: Imóveis, Terrenos, Móveis e uten-

sílios, Veículos, Máquinas e Equipamentos, Computadores e Termi- nais, Instalações.

Marcas e

Patentes, Fundo de Comércio Luvas, Concessões obtidas. Não pos- suem corpo, não tem matéria. São gastos efetuados pela empresa, que por sua natureza, integram o patrimônio. Ex: benfeitorias em imóveis de terceiros, caso seja feito alguma reforma ou benfeitoria em imóvel de terceiros, esta benfeitoria será contabilizada no patri- mônio como bem imaterial, sendo lançada com o título benfeitoria em imóveis de terceiros. Outro exemplo é o fundo de comércio, isto é, a diferença apurada na compra de dado comércio ex: certo comerciante quer vender o seu comércio. Ele avalia seus bens, direitos e obrigações em R$ 20 e coloca-o a venda por R$ 30. A diferença R$ 10(valor que achou valer sua clientela, fama da loja, tempo de atuação naquele local) será registrada como bem imaterial com o título Fundo de Comércio e finalmente, a Patente onde a importância gasta para se registrar algum produto inventado pela empresa somada as despesas

referentes a pesquisas serão registradas na contabilidade como bem imaterial. BENS DE RENDA: Adquiridos com finalidade de produzir renda. Participações Societárias de caráter permanente ou temporário, I móveis de Aluguel, CDB, Ouro DIREITOS: valores que pertencem a organização porém estão nas mãos de terceiros ex: dinheiro depositado em bancos, valores

a receber referentes venda a prazo (geralmente aparecem com a

expressão a receber.) Ex: Dupl. A Receber, Cheques a Receber, Bancos (pois estão em mãos de terceiros, Caderneta de Poupan- ça (idem). OBRIGAÇÕES: Valores materiais que estão em poder da or- ganização, porém, pertencentes a terceiros. Ex: empréstimos con- traídos, valores a pagar por compras efetuadas a prazo. Geralmente as obrigações aparecem com a expressão a pagar. Conceitos de: receita, custo e despesa Receita: é a renda que a empresa obtém pelas vendas de mer- cadorias e produtos, pela prestação de serviços etc. ( quer receba os valores à vista, quer não ) Custo: é o gasto relativo à aquisição ou produção de um bem de venda ou de uso. Despesa: é o gasto com as demais “utilidades“, ou seja, os gastos com as vendas (comissões pagas a vendedores), com a admi- nistração da empresa ( aluguel, água, luz, telefone ), com os juros de empréstimos bancários ( despesas financeiras ), etc.

BENS DE USO IMATERIAS OU INTANGÍVEIS:

1. Informações Complementares

a) Note que os direitos e as obrigações são fáceis de se conhe-

cer, pois, na contabilidade, normalmente representam um elemento seguido pelas expressões “a Receber” ou “a Pagar”. Entretanto, há exceções a essa regra: clientes e fornecedores representam direitos e obrigações respectivamente, e não aparece

a expressão “a receber” e “a pagar”. As vendas a prazo efetuadas

para os clientes geram, para a empresa direitos; e as compras a prazo

efetuadas dos fornecedores, geram para a empresa, obrigações. Não

é necessário contudo, escrever “clientes a receber ou fornecedores

a pagar”.

Não é necessário contudo, escrever “clientes a receber ou fornecedores a pagar”. Didatismo e Conhecimento 7

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b) É bom saber que os compromissos que a empresa tem para com entidades governamentais

b) É bom saber que os compromissos que a empresa tem para com entidades governamentais poderão ser contabilizados com in- titulações que contenham a expressão “a recolher” ou “a pagar”. Os impostos e as contribuições, quando descontados de terceiros (Imposto de Renda e Contribuição da Previdência retidos dos sa- lários dos funcionários), devem ser contabilizados com intitulação de “Impostos e contribuições a Recolher”. Quando representam encargos da empresa, devem ser contabilizados com intitulação de “Impostos e Contribuições a Pagar”.

ASPECTOS QUALITATIVOS E QUANTITATIVOS DO PA- TRIMÔNIO

Para melhor avaliação do patrimônio, deve-se observar o aspecto qualitativo e quantitativo deste. O aspecto qualitati- vo consiste em qualificar os bens como segue:

Bens: dinheiro, veículos, máquinas. Direitos: duplicatas a receber, promissórias a receber. Obrigações: duplicatas a pagar, impostos a pagar.

O aspecto quantitativo consiste em conhecer os valores do patrimônio de minha empresa. Ex:

Bens Dinheiro = R$5.000 Veículos = R$ 5.000 Máquinas = R$ 5.000

Direitos Duplicatas a receber = R$5,000 Promissórias a receber = R$ 5,000

Obrigações Duplicatas a pagar = R$ 5,000 Impostos a pagar = R$ 5,000 Com isso, tem-se uma ideia de quanto e o que a empresa tem de bens, direitos e obrigações.

REPRESENTAÇÃO

EQUAÇÃO PATRIMONIAL

GRÁFICA

DO

Origens e Aplicações de Recursos

PATRIMÔNIO

Ao observarmos um Balanço Patrimonial, podemos visualizar o total de recursos que a empresa obteve e que estão à sua dispo- sição. O lado do Passivo mostra onde a empresa conseguiu esses recursos; o lado do Ativo, onde ela aplicou os referidos recursos.

PASSIVO – Origem dos Recursos Os recursos totais que estão à disposição da empresa podem originar-se de duas fontes:

Recursos de terceiros: correspondem às obrigações, isto é, são recursos de terceiros que a empresa utiliza no seu giro normal. Esses recursos, por sua vez, provêm de duas fontes:

Dívidas de funcionamento: obrigações que surgem das

atividades normais de gestão da organização, tais como obrigações

com fornecedores, salários a pagar, impostos a pagar, etc.

Dívidas de financiamentos: são recursos obtidos pela or-

ganização junto a instituições financeiras, destinadas a financiar as atividades normais da empresa.

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Recursos Próprios – também podem provir de duas fontes:

Proprietários ou sócios: parcela do capital que foi inves- tida na empresa pelo titular ou pelos sócios;

Resultado da gestão: acréscimos ocorridos no Patrimô-

nio Líquido em decorrência da gestão normal da empresa. Esses acréscimos são obtidos pelos lucros, que poderão ser representa- dos na conta de Lucros Acumulados ou em Conta de Reservas.

ATIVO - Aplicação de Recursos

O lado do Ativo mostra onde a empresa aplicou os recursos que têm à sua disposição. O Ativo representa o conjunto de bens e direitos à disposição da empresa. Para melhor visualizar a situação do patrimônio, este será re- presentado em forma de T. E SERÁ CHAMADO DE BALANÇO PATRIMONIAL.

Ao lado esquerdo deste T está o ATIVO, onde se coloca os bens e direitos, (que são positivos do patrimônio) e ao lado direito PASSIVO onde se coloca as obrigações (que são elementos negativos do patrimônio).

Muitos ativos, por exemplo, máquinas e equipamentos indus-

triais, têm uma substância física. Entretanto, substância física não

é essencial à existência de um ativo; dessa forma, as patentes e

direitos autorais, por exemplo, são ativos, desde que deles sejam esperados benefícios econômicos futuros para a entidade e que eles sejam por ela controlados.

Muitos ativos, por exemplo, contas a receber e imóveis, estão

ligados a direitos legais, inclusive o direito de propriedade. Ao de- terminar a existência de um ativo, o direito de propriedade não é essencial; assim, por exemplo, um imóvel objeto de arrendamento

é um ativo, desde que a entidade controle os benefícios econômi- cos provenientes da propriedade.

Os ativos de uma entidade resultam de transações passadas ou outros eventos passados. As entidades normalmente obtêm ativos comprando-os ou produzindo-os, mas outras transações ou eventos podem gerar ativos; por exemplo: um imóvel recebido do governo como parte de um programa para fomentar o crescimento econômico da região onde se localiza a entidade ou a descoberta de jazidas minerais. Transações ou eventos previstos para ocorrer no futuro não podem resultar, por si mesmos, no reconhecimento de ativos; por isso, por exemplo, a intenção de adquirir estoques não atende, por si só, à definição de um ativo.

Há uma forte associação entre incorrer em gastos e gerar ati- vos, mas ambas as atividades não necessariamente coincidem en- tre si. Assim, o fato de uma entidade ter incorrido num gasto pode fornecer evidência da sua busca por futuros benefícios econômi- cos, mas não é prova conclusiva de que a definição de ativo tenha sido obtida.

Da mesma forma, a ausência de um gasto não impede que um item satisfaça a definição de ativo e se qualifique para reco- nhecimento no balanço patrimonial; por exemplo, itens que foram doados à entidade podem satisfazer a definição de ativo.

por exemplo, itens que foram doados à entidade podem satisfazer a definição de ativo. Didatismo e

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CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA com outras empresas ou, até mesmo, com pessoas físicas. (Ex: Dupli

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA com outras empresas ou, até mesmo, com pessoas físicas. (Ex: Dupli -

com outras empresas ou, até mesmo, com pessoas físicas. (Ex: Dupli-

catas a Pagar). Obrigações com os Sócios: São relacionadas no Patrimônio Líquido (ex: Capital, Reservas). Com isso os bens e direito formam o grupo dos elementos positivos, o que ela tem efetivamente (bens), e o que ela tem para receber (direitos), formando estes os componentes do Ativo. As obrigações formam o grupo dos elementos negativos ou o que a empresa tem que pagar (obrigações), formando este o componente do Passivo.

Obrigações para com terceiros: refere-se às operações da empresa

SITUAÇÃO LÍQUIDA PATRIMONIAL

É A DIFERENÇA ENTRE O ATIVO E O PASSIVO

Somando os bens os direitos têm-se o total do ativo e o total das obrigações denomina-se passivo. O total do ativo (-) o total das obrigações (passivo) resulta na Situação Líquida Patrimonial. Bens+ direitos (-) obrigações = Situação Líquida Patrimonial. O total da situação líquida é sempre colocado do lado direito do T. Deve-se ter a soma e o lado do ativo + o passivo de forma a igualar a situação. Exemplos:

+ o passivo de forma a igualar a situação. Exemplos: Vejam: O total dos bens mais

Vejam: O total dos bens mais o total dos Direitos menos o total das obrigações denomina-se SITUAÇÃO LÍQUIDA PATRIMONIAL. Logo:

Ativo R$ 150 (-) Passivo(Obr) R$ 80 R$ 70 Didatismo e Conhecimento
Ativo
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CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA SITUAÇÃO LÍQUIDA PATRIMONIAL BENS + DIREITOS – OBRIGAÇÕES = SITUAÇÃO LÍQUIDA

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SITUAÇÃO LÍQUIDA PATRIMONIAL BENS + DIREITOS – OBRIGAÇÕES = SITUAÇÃO LÍQUIDA O título correto para
SITUAÇÃO LÍQUIDA PATRIMONIAL
BENS + DIREITOS – OBRIGAÇÕES = SITUAÇÃO LÍQUIDA
O título correto para esta forma de (T), será daqui pra frente chamada de BALANÇO PATRIMONIAL.
Ex: PATRIMÔNIO
SITUAÇÃO LÍQUIDA PATRIMONIAIS POSSÍVEIS
1º Ativo MAIOR que Passivo:
Bens
R$ 200
Direitos
R$
100
Obrigações
R$
180
Veja:
Os dois lados não têm o mesmo total. Logo, precisamos igualá-los. Como:
A diferença R$ 120 é chamada SITUAÇÃO LÍQUIDA, e será colocada do lado do Passivo e adicionada ao valor das obrigações, já que a
situação líquida é positiva.
Logo, o Balanço Patrimonial fica assim:
Neste caso, a Situação Líquida chama-se:
a-Situação Líquida Positiva
b-Situação Líquida Ativa
c-Situação Líquida Superavitária
Líquida Positiva b-Situação Líquida Ativa c-Situação Líquida Superavitária Didatismo e Conhecimento 10

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CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA a) Situação Líquida Positiva: Ativo MAIOR que Passivo(ISSO É, BENS E

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a) Situação Líquida Positiva: Ativo MAIOR que Passivo(ISSO É, BENS E DIREITOS MAIOR QUE OBRIGAÇÕES.
a)
Situação Líquida Positiva: Ativo MAIOR que Passivo(ISSO É, BENS E DIREITOS MAIOR QUE OBRIGAÇÕES. O QUE QUER
DIZER ISSO?) então se têm lucros(A QUEM PERTENCE ESSES LUCRO?) e este pertence aos sócios que verão a melhor forma de utilizá-lo,
ou reinvestem ou distribuem-no.
b) Situação Líquida Ativa: Ativo MAIOR que Passivo, Porque o total do Ativo (B + D) supera o total do Passivo (O) em 120.
c) Situação Líquida Superavitária: Vendendo os bens (no caso
de liquidar a empresa).
2º- Ativo MENOR que Passivo
Bens
Direitos
Obrigações
R$ 200
R$
100
R$
340
Vejamos:
Sendo a diferença NEGATIVA (pois está do lado do passivo)
Neste caso, a Situação Líquida chama-se:
a)Situação Líquida Negativa
b)
Situação Líquida Passiva
c) Situação. Líquida. Deficitária
d)Passivo a Descoberto
As Obrigações são maiores que os direitos. Com isso, se for preciso liquidar a empresa ao preço de custo tem-se R$ 200. Recebendo os
direitos, vendendo os bens ter-se-ia R$ 100, portanto, a empresa teria disponível R$ 300 em mãos. para saldar seus compromissos. Entretanto,
precisar-se-ia de R$ 340, que é o valor das obrigações. Logo faltam R$ 40. Por isso, a situação líquida é deficitária. O total dos elementos
positivos é insuficiente para saldar os compromissos.
PASSIVO A DESCOBERTO: PORQUE O TOTAL DO ATIVO NÃO É SUFICIENTE PARA COBRIR O TOTAL DO PASSIVO.
3º Ativo = ao lado do Passivo
Bens
R$ 200
Direitos
R$
100
Obrigações
R$
300
3º Ativo = ao lado do Passivo Bens R$ 200 Direitos R$ 100 Obrigações R$ 300

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Neste caso, o ativo é inteiramente absorvido pelas Obrigações, e a SIT. LÍQ NULA, Inexistente

Neste caso, o ativo é inteiramente absorvido pelas Obrigações, e a SIT. LÍQ NULA, Inexistente ou nula

Situação Líquida Nula: Ativo = Passivo, com isso, caso os sócios queiram liquidar esta empresa, tudo que precisam fazer será

apurar as vendas dos bens e efetuar o recebimento dos direitos para cobrir as obrigações. Com isso vemos que a situação líquida de uma empresa é sem- pre apresentada no passivo e deve ser chamada de PATRIMÔNIO LÍQUIDO.

O total do grupo patrimônio líquido é igual ao valor da situação

líquida de uma empresa. Ex: se a situação líquida for positiva o Patrimônio Líquido será positivo. Idem o contrário. Enfim a situação líquida refletirá sempre no grupo do PL. O PL é composto por:

Capital: principal fonte do PL. É a soma dos valores investidos pelos proprietários.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

O Patrimônio Líquido é o quarto grupo de elementos patri-

moniais que juntamente com os Bens, os Direitos e as Obrigações, completará a Demonstração Contábil denominada “Balanço Patri- monial”.

O total do grupo Patrimônio Líquido é igual ao valor da Situa-

ção Líquida da empresa. Assim, se a situação líquida for positiva, o total do grupo Patrimônio Líquido será igualmente POSITIVO; se por outro lado, a situação líquida da empresa for negativa, o total do grupo Patrimônio Líquido será igualmente NEGATIVA; e ainda,

se a situação líquida for nula, o grupo Patrimônio Líquido também refletirá essa situação, sendo NULA. Esse grupo no Balanço Patrimonial de uma empresa, aparece sempre do lado direito, juntamente com as Obrigações, logo abaixo como segue:

PATRIMÔNIO

ATIVO

PASSIVO

Bens

Obrigações

Direitos

Patrimônio Líquido

 

( o 4º grupo)

O Patrimônio Líquido é composto pelos seguintes elementos:

Capital

Reservas

Lucros ou Prejuízos Acumulados

Capital: Na fase de constituição da empresa, representa a soma dos valores que os sócios investiram. Reservas: Corresponde a parte dos lucros que são retiradas (reservadas) para determinados fins, como por exemplo aumentar o Capital Social da empresa. Prejuízos: Representa o que a empresa obtém no final de cada exercício.

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

3. FATOS CONTÁBEIS E RESPECTIVAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS.

ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS

Atos Administrativos é uma ação praticada pela administração que não provoca (podendo vir a provocar) alteração qualitativa e/ ou quantitativa no patrimônio da entidade, portanto, a princípio, não interessa à contabilidade. Como exemplos deste atos, temos: Admissão de empregados, assinaturas de contratos de seguros, o aval (garantia) dada em títu- los, etc. etc. Casos estes atos sejam registrados contabilmente, utilizaremos um tipo especial de contas que são denominadas CONTAS DE COMPENSAÇÃO, que são utilizadas aos pares e não alteram o Pa- trimônio. Fatos Administrativos, que também são conhecidos como FA- TOS CONTABEIS, são acontecimentos verificados na empresa que provocam variações nos elementos patrimoniais, podendo alterar ou não, a situação Líquida Patrimonial. Os Fatos Contábeis, são classificados em: Permutativos ou Compensativos, Modificativos e Mistos. Fatos Contábeis Permutativos ou Compensativos são os que acarretam uma troca (permuta) de valores dentro do Patrimônio Lí- quido (PL) mas não alteram a Situação Líquida.

Como exemplo temos:

a) - Investimento inicial, a integralização do capital em dinheiro no valor de R$ 400.000,00. Se levantássemos um balanço na oca- sião, teríamos a seguinte situação:

BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO Caixa/bancos R$ 400.000,00 Total do Ativo R$ 400.000,00

PASSIVO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social R$ 400.000,00 Total do Passivo R$ 400.000,00

Fato contábil modificativo são os que provocam alterações no valor do Patrimônio Líquido (PL), sendo que esta modificação é re- fletida na Situação Líquida. Esta modificação citada acima, na situa- ção Líquida Patrimonial, pode ser para mais ou para menos, por este motivo os Fatos Contábeis Modificativos podem ser Aumentativos ou Diminutivos. São Fatos Contábeis Modificativos aumentativos: Recebimen- tos de juros, recebimento de alugueis, recebimento de comissões etc. etc.

São Fatos Contábeis Modificativos Diminutivos: Pagamento de imposto, pagamento de juros, pagamentos de comissões, etc. etc.

Diminutivos: Pagamento de imposto, pagamento de juros, pagamentos de comissões, etc. etc. Didatismo e Conhecimento 12

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Fato contábil misto são os que combinam fatos permutativos com fatos modificativos, determinando variação qualitativa

Fato contábil misto são os que combinam fatos permutativos com fatos modificativos, determinando variação qualitativa e quan- titativa do patrimônio, ou VARIAÇÃO PATRIMONIAL MISTA. São aqueles que ao mesmo tempo permutam (trocam) e modificam valores dentro do Patrimônio e consequentemente alteram a Situa- ção Líquida Patrimonial. As alterações provocadas pelos Fatos Contábeis Mistos, tam- bém podem ser para mais ou para menos, por este motivo, eles tam- bém são classificados em Aumentativos e Diminutivos. São Fatos Contábeis Mistos Aumentativos: Pagamento de uma Duplicata com descontos, recebimentos de uma Duplicata com acréscimo de juros etc. etc. São Fatos Contábeis Mistos Diminutivos: Recebimento de du- plicatas com descontos, pagamentos de uma Duplicata com acrésci- mo de juros, etc. etc.

4. SISTEMA DE CONTAS, CONTAS PATRIMONIAIS E DE RESULTADO. PLANO DE CONTAS.

CONTAS

Conta é o nome dado aos componentes patrimoniais (Bens, Di- reitos, Obrigações e Patrimônio Líquido) e aos elementos de Resul- tado (Despesas e Receitas).

CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS

Contas Patrimoniais São as contas que representam os Bens, Direitos, Obrigações e Patrimônio Líquido, ou seja, as contas que figuram no Balanço Patrimonial.

FUNÇÕES DAS CONTAS PATRIMONIAIS

Caixa: Representa dinheiro em espécie (notas, moedas). Bancos: Valor que está depositado em conta corrente. Duplicatas a Receber: Direitos a receber - até 12 meses – dos clientes por vendas a prazo. Serão classificadas no Ativo não circu- lante as Duplicatas a Receber após 12 meses. Provisão para Devedores Duvidosos: De cálculo estimado, é uma provisão para suprir as possíveis perdas com clientes. É conta redutora (ou retificadora) do ativo circulante. Duplicatas Descontadas: As empresas, com a finalidade de con- seguir disponível, entregam suas duplicatas em troca de dinheiro que será depositada em conta bancária descontados os juros e as despesas bancárias. É conta redutora (ou retificadora) do ativo cir- culante. Adiantamento de Salários: Adiantamentos concedidos aos fun- cionários por conta do salário. Adiantamento a Fornecedores: Adiantamentos feitos a fornece- dores por conta de entrega futura de uma encomenda. Empréstimos a Receber: Direitos a Receber – até 12 meses – representados pelos empréstimos concedidos. Serão classificados no Ativo não circulante os empréstimos a receber após 12 meses.

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Impostos a Recuperar: São impostos de possível recuperação. Por exemplo: ICMS, IPI. Aplicações Financeiras: Valor aplicado em produtos bancários. Estoque: A conta estoques pode significar mercadorias (para empresa comercial), matéria-prima e produtos em elaboração (para empresa industrial). Despesas Antecipadas: São despesas pagas antecipadamente. Exemplos: Seguros a Vencer. Imóveis para Renda: Não são utilizados pela empresa. São investimentos feitos com o objetivo de obter rendimentos. Móveis, Utensílios, Máquinas e outros bens: Classificados no Imobilizado da empresa, destinam-se à manutenção da atividade da empresa. Por exemplo: uma empresa industrial Utiliza suas máquinas para produzir os produtos que irá vender e consequentemente obter receita. Depreciações Acumuladas: Desgastes dos bens pelo uso ou pela ação do tempo. A cada período, a empresa calcula o valor da depreciação que irá se acumulando no balanço. É conta redutora (ou retificadora) do Ativo Permanente. Duplicatas a Pagar: Deve registrar as obrigações assumidas com a compra de mercadorias para revender e, na empresa indus- trial, a matéria-prima necessária ao processo produtivo. Financiamentos e Empréstimos: São dívidas assumidas para financiar a compra de um ativo ou para obter capital de giro. Dependendo do prazo podem ser classificados no Passivo não cir- culante. Salários a Pagar: Com base na contabilização da folha de pa- gamento, devem ser calculados os salários que serão pagos no mês seguinte. Adiantamento de Clientes: Valores recebidos de clientes por conta da entrega futura de uma encomenda. Provisões Passivas: São obrigações cujos valores podem ser alterados. Incluímos nas provisões passivas: Férias, 13º Salários, Contingências. Essas provisões são utilizadas, pois muitas vezes a empresa tem certeza da obrigação, mas não o valor exato, ou não tem certeza quanto a data. Por exemplo, férias dos empregados serão pagas apenas quando do período aquisitivo. Um outro exemplo é o das reclamações trabalhistas na Justiça por ex-empregados, cujos valores podem ser apenas estimados e classificados no passivo cir- culante como Provisões para Contingências. Obrigações Fiscais: Os principais itens que compõem as obri- gações fiscais são: ICMS, ISS, Imposto de Renda, IPI e etc. Capital Social: Valor que os acionistas se comprometem a in- vestir na empresa. O comprometimento inicial denomina-se subs- crição. Capital a Integralizar: Parte do capital social subscrito ainda não integralizado. É conta redutora (ou retificadora) do Patrimônio Liquido. Prejuízos Acumulados: É a conta que resulta dos prejuízos da empresa. Os prejuízos acumulados diminuem o PL. Reservas de Lucros: É a conta que resulta dos lucros da empre- sa. Os lucros acumulados aumentam o PL.

CONTAS DE RESULTADO

As Contas de Resultado são as contas que não figuram no Ba- lanço Patrimonial, pois são encerradas no final do exercício social. As Contas de Resultados, dividem-se em Contas de Despesas e Contas de Receitas.

social. As Contas de Resultados, dividem-se em Contas de Despesas e Contas de Receitas. Didatismo e

Didatismo e Conhecimento

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Aparecem durante o exercício social encerrando-se no final do mesmo. Não fazem parte do Balanço

Aparecem durante o exercício social encerrando-se no final do mesmo. Não fazem parte do Balanço Patrimonial, mas permitem apurar

o resultado do exercício. As contas de resultados são aquelas que representam as despe- sas e as receitas. DESPESAS: decorrem do consumo de Bens e da utilização de

serviços. Por exemplo: a energia elétrica consumida, os materiais de limpeza consumidos (sabões, desinfetantes, vassouras, detergentes),

o café consumido, os materiais de expediente consumidos (canetas,

papéis, lápis, impressos etc.), a utilização dos serviços telefônicos etc.

Despesas

DESPESAS: decorrem do consumo de Bens e da utilização de

serviços. Por exemplo: a energia elétrica consumida, os materiais de limpeza consumidos (sabões, desinfetantes, vassouras, detergentes),

o café consumido, os materiais de expediente consumidos (canetas,

papéis, lápis, impressos etc.), a utilização dos serviços telefônicos

etc

As Despesas decorrem do consumo de bens e da utilização de serviços. Exemplos:

DESPESAS Abatimento s/ vendas (dedução da receita bruta) Aluguéis pagos Aluguéis passivos COFINS Comissões Passivas Condução e transporte Consumo efetuado Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Contribuições Previdenciárias Custo das mercadorias vendidas Custo das/de vendas Depreciação e Amortização Depreciação Encargos Descontos concedidos Descontos passivos Despesa de comissões Despesas administrativas Despesas administrativas e gerais Despesas bancárias Despesas comerciais Despesas de aluguel Despesas de juros Despesas de organização Despesas de salários Despesas efetivadas no período Despesas financeiras Despesas gerais Despesas pré-operacionais Devedores duvidosos Devolução de vendas (dedução da receita bruta) Encargos bancários Encargos de depreciação FGTS Fretes e Carretos

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Gastos com Instalação CMS sobre vendas (dedução da receita bruta) Impostos Impostos e taxas Insubsistência do ativo IPTU IPVA Juros passivos Lanches e refeições Material consumido Participação de empregados Participações estatutárias PIS sobre faturamento (dedução da receita bruta) Prejuízo na alienação Prejuízo na venda Prêmios de seguros Previdência social – encargos Salários Salários e encargos Salários e ordenados Superveniência do passivo Superveniência passiva

Receitas

RECEITAS: decorrem da venda de Bens e da prestação de ser- viços Existem em números menor que as Despesas, sendo as mais comuns representadas pelas seguintes contas:

As Receitas decorrem da venda de bens e da prestação de ser- viços. Exemplos:

Abatimento no preço de compra (usada no cálculo do CMV) Aluguéis ativos Aluguéis recebidos Comissões Ativas Descontos ativos Descontos obtidos Devolução de compras (usada no cálculo do CMV) Ganhos de capital na alienação de imobilizado ICMS sobre compras (usada no cálculo do CMV) Insubsistência ativa Insubsistência do passivo Juros ativos Lucro na alienação Receita bruta de vendas Receita de aluguel Receita de serviço Receita de vendas Receitas auferidas no período Receitas de juros Receitas diversas Receitas financeiras Rendas obtidas Serviços prestados Superveniência ativa Superveniência do ativo Vendas à vista / Vendas a prazo Vendas de mercadorias

ativa Superveniência do ativo Vendas à vista / Vendas a prazo Vendas de mercadorias Didatismo e

Didatismo e Conhecimento

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PLANO DE CONTAS O Plano de Contas é um conjunto de Contas, diretrizes e nor

PLANO DE CONTAS

O Plano de Contas é um conjunto de Contas, diretrizes e nor- mas que disciplina as tarefas do Setor de Contabilidade, objetivando a uniformização dos registros contábeis.

1.1. ATIVO CIRCULANTE

1.1.1. Disponibilidades

1.1.1.1. Caixa

1.1.1.2. Bancos c/ Movimento

1.1.1.3. Aplicações Financeiras

1.1.2. Créditos de atividades sociais/lazer

1.1.2.1. Mensalidades

1.1.2.2. Promoções

1.1.2.3. Jogos

1.2. ATIVO NÃO CIRCULANTE

1.2.1. Títulos a Receber

1.2.1.1. Créditos c/ Associados

1.2.1.2. Créditos c/ Diretores

1.2.2. Depósitos Judiciais

1.3. INVESTIMENTOS

1.3.1. Participações Societárias

1.4. ATIVO IMOBILIZADO

1.4.1.

Imóveis

1.4.2.

Móveis e Utensílios

1.4.3.

Veículos

1.4.4.

Máquinas e Equipamentos

1.4.6.

Marcas, Direitos e Patentes

1.4.7.

(-) Depreciação, Amortização e Exaustão Acumuladas

1.5. ATIVO INTANGÍVEL

1.5.1. Gastos Pré-Operacionais

2.1. PASSIVO CIRCULANTE

2.1.1. Empréstimos e Financiamentos

2.1.2. Fornecedores

2.1.3. Impostos e Contribuições a Recolher

2.1.4. Contas a Pagar

2.1.4.5. Aluguéis

2.1.4.6. Energia Elétrica

2.1.4.7. Telefone

2.1.4.8. Água e Esgoto

2.1.4.9. Seguros

2.1.5. Provisões

2.2. PASSIVO NÃO CIRCULANTE

2.2.1.

Obrigações com Terceiros

2.2.2.

Tributos parcelados

2.3.1.

Receitas patrimoniais

2.3.2.

Arrendamentos

2.3.3.

Promoções

2.4. PATRIMÔNIO LIQUIDO

2.4.1. Fundo patrimonial

2.4.2. Ajuste a Valores de Mercado

2.4.4. Resultados sociais

2.4.6.2. Déficits Acumulados

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

5. ESCRITURAÇÃO: CONCEITO E MÉTODOS; PARTIDAS DOBRADAS; LANÇAMENTO CONTÁBIL - ROTINA, FÓRMULAS; PROCESSOS DE ESCRITURAÇÃO.

CONCEITO

ESCRITURAÇÃO

Escrituração é uma técnica contábil que consiste em registrar nos livros próprios todos os acontecimentos que ocorrem na empre- sa e que provocam modificações no Patrimônio.

A entidade deve manter um sistema de escrituração uniforme

dos seus atos e fatos administrativos, através de processo manual, mecanizado ou eletrônico.

A escrituração contábil é a primeira e mais importante das téc-

nicas contábeis, pois somente a partir dela que se desenvolvem as

demais técnicas de demonstração, analise e auditoria, sua finalidade

é a de fornecer a pessoas interessadas informações sobre um patri- mônio determinado.

Todo fato da entidade deverá ser escriturado, para este fim de- vem ser utilizados livros contábeis, que devem seguir critérios in- trínsecos e extrínsecos, de acordo com a legislação. Alguns livros são obrigatórios, tais como o Livro Diário e o Livro Razão que de acordo com a Resolução do Conselho Federal de Contabilidade de- vem ser registros permanentes da empresa, outros são facultativos, pois, por não serem exigidos por lei, podem ser adotados ou não a critério da empresa.

A contabilidade de uma entidade deverá ser centralizada, sendo

que é facultado às pessoas jurídicas que possuírem filiais, sucursais

ou agências, manter contabilidade não centralizada, devendo incor- porar na escrituração da Matriz os resultados de cada uma delas, conforme artigo 252 do Decreto n. º 3.000/99, o mesmo se aplica a

filiais, sucursais, agências ou representações, no Brasil, das pessoas jurídicas com sede no exterior, devendo o agente ou representante escriturar os seus livros comerciais, de modo que demonstrem, além dos seus próprios rendimentos, os lucros reais apurados nas opera- ções alheias em que agiu como intermediário. A Resolução n. º 684/90, editada pelo Conselho Federal de Con- tabilidade, estabelece que a empresa que tiver unidade operacional ou de negócios, quer com filial, agência, sucursal ou assemelhada,

e que optar por sistema de escrituração descentralizado deverá ter

registros contábeis que permitam a identificação das transações de cada uma dessas unidades, a escrituração de todas as unidades deve- rá integrar um único sistema contábil, sendo que o grau de detalha-

mento dos registros contábeis ficará a critério da empresa. As contas recíprocas relativas às transações entre matriz e uni- dades, ou vice-versa, serão eliminadas quando da elaboração das demonstrações contábeis. As despesas e receitas que não possam ser atribuídas às unidades serão registradas na matriz, enquanto o rateio de despesas e receitas, da matriz para as unidades, ficará a critério da administração.

O método utilizado para a escrituração contábil é o método das

partidas dobradas, desenvolvido pelo frade Luca Pacioli em 1494, neste método todo lançamento deverá conter a origem e o destino

do mesmo, ou seja, para todo débito haverá um crédito de mesmo valor, ou vice-versa.

do mesmo, ou seja, para todo débito haverá um crédito de mesmo valor, ou vice-versa. Didatismo

Didatismo e Conhecimento

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CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA Desenvolvimento Na escrituração dos livros contábeis algumas formalidades devem ser

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Desenvolvimento Na escrituração dos livros contábeis algumas formalidades devem ser observadas, estas formalidades se subdividem em dois tipos:

Os principais livros utilizados pela Contabilidade são:

LIVROS UTILIZADOS NA ESCRITURAÇÃO

Livro Diário

 

Livro Razão

Livro Contas-Correntes

 

Livro Caixa

 

LIVRO DIÁRIO

O

livro Diário deverá conter o termo de abertura e encerramento,

MODELO 1

 
 

Livro Diário Empresa Exemplo Ltda.

CNPJ:01.234.567/0001-89

   

Conta a

     
 

Data

Conta a Debito

Crédito

Histórico

Valor

12/05/2005

Caixa

Capital

 

Integralização do capital referente ao Sócio 1

5.000,00

Social

12/05/2005

Caixa

Capital

 

Integralização do capital referente ao Sócio 2

1.000,00

Social

12/05/2005

Computadores

Capital

 

Integralização de parte do capital com um computador, modelo X, do sócio 2

3.000,00

Social

12/05/2005

Caixa

Capital

 

Integralização de parte do capital do sócio 2, com móveis para o escritório

1.000,00

Social

Formalidades Extrínsecas: São as formalidades relacionadas à apresentação ou aparência dos livros, esta formalidade exige por exemplo que os livros, sejam encadernados, que tenham suas folhas numeradas tipograficamente, possuam termo de abertura e de encerra- mento em que conste entre outras informações a assinatura do responsável, a identificação da empresa e do livro, espécie de livro, número de páginas e número de ordem, etc

Formalidades intrínsecas: São as formalidades relacionadas à escrituração propriamente dita, segundo as formalidades intrínsecas os livros de escrituração devem obedecer a um método de escrituração mercantil uniforme, em língua e moeda nacionais, com individuali- zação e clareza, ser escriturado em rigorosa ordem cronológica, não conter, rasuras, emendas, entrelinhas, borrões ou raspaduras, espaços em branco, observações ou escritas à margem.

O

a dia.

O

Livro Diário é um livro obrigatório. Nele são lançadas, com individualização, clareza e indicação do documento comprobatório, dia

livro diário assim como o razão são os principais livros da contabilidade, o diário registra todas as operações que envolvam o patrimô-

nio da empresa no decorrer de um período. O livro diário, ao contrario do razão deve ser autenticado e é de uso obrigatório. É um livro que se registra todas as operações contábeis da Entidade, em ordem cronológica e com a observância de regras, como as suas folhas numeradas sequencialmente e serão lançados os atos ou operações da atividade que altere ou possam vir alterar a situação patrimonial da empresa.

a ser submetido ao órgão competente do Registro do Comércio dentro

do prazo previsto na legislação, sob pena de multa prevista no Imposto de Renda.

dentro do prazo previsto na legislação, sob pena de multa prevista no Imposto de Renda. Didatismo

Didatismo e Conhecimento

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CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA MODELO 2       12/05/2005   Caixa   a Capital

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

MODELO 2

   
 

12/05/2005

 

Caixa

 

a Capital Social

 
 

Integralização do capital referente ao Sócio 1

 

5.000,00

 

12/05/2005

 

Caixa

 
 

a Capital Social

 
 

Integralização do capital referente ao Sócio 2

 

1.000,00

 

12/05/2005

 

Caixa

 
 

a Capital Social

 
 

Integralização de parte do capital com um computador, modelo X, do sócio 2

3.000,00

 

12/05/2005

 

Caixa

 
 

a Capital Social

 
 

Integralização de

parte do capital do sócio 2, com móveis para o escritório

1.000,00

LIVRO RAZÃO

   

O

Razão é um livro de grande utilidade para a Contabilidade porque registra o movimento individualizado de todas as contas. A escri-

turação do livro Razão passou a ser obrigatório a partir de 1991 (artigo 14 da Lei nº 8.218 de 29/08/1991).

   

Após lançamento no Diário, o registro contábil é desdobrado e lançado, conta por conta, em um livro ou jogo de fichas denominado Razão.

 

A

sua escrituração deve ser individualizada e obedecer à ordem cronológica das operações, sendo dispensável o registro ou autenticação

do livro ou fichas, e o seu preenchimento devem obedecer ao método

das partidas dobradas.

 

O

lançamento no livro Razão é muito importante para as empresas, pois, com a totalização individual das contas, possibilita saber a

qualquer momento, o saldo de cada uma delas. Com esses dados fornecidos através da escrituração do livro razão, temos o controle do pa- trimônio, e essas informações trazem resultados positivos para melhor administrar as organizações empresarias.

MODELO

 
 

Livro Razão Empresa Exemplo Ltda.

   

CNPJ:01.234.567/0001-89

   

Conta - Capital Social

 
 

Data

 

Histórico da Operação

 

Débito

Crédito

Saldo

 

Saldo Inicial

 

0,00

 

12/05/2005

Integralização do capital referente ao sócio 1.

   

5.000.00

5.000,00

12/05/2005

Integralização de parte do capital social em dinheiro, do sócio 2

   

1.000.00

6.000,00

12/05/2005

Integralização de parte do capital com um computador, modelo X, do sócio 2

   

3.000.00

9.000,00

12/05/2005

Integralização de parte do capital do Sócio 2, com moveis para o escritório.

   

1.000.00

10.000,00

do capital do Sócio 2, com moveis para o escritório.     1.000.00 10.000,00 Didatismo e

Didatismo e Conhecimento

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CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA LIVRO CONTAS-CORRENTES     O Livro Contas-Correntes é um livro auxiliar

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

LIVRO CONTAS-CORRENTES

   

O

Livro Contas-Correntes é um livro auxiliar do Livro razão. É usado para controlar a movimentação das Contas que representam

Direitos e Obrigações.

 

MODELO

 

DATA

HISTORICO

DÉBITO

CRÉDITO

D/C

SALDO

 

10/01/00

XXXXXX

 

R$ 200,00

C

R$ 200,00

11/01/00

XXXXXX

 

R$ 100,00

C

R$ 300,00

12/01/00

XXXXXX

R$ 150,00

 

D

R$ 150,00

13/01/00

XXXXXX

R$ 100,00

 

D

R$

50,00

LIVRO CAIXA

   

O

Livro Caixa também é auxiliar. Nele são registrados todos os Fatos Administrativos que envolvam entradas e saídas de dinheiro. É

obrigatório pela Legislação Tributária.

 

É

obrigatório também para as microempresas e para as empresas de pequeno porte optantes pelo simples, bem como as empresas que

optarem pelo lucro presumido.

 

MODELO

 

DATA

HISTORICO

DÉBITO

CRÉDITO

D/C

SALDO

 

10/01/00

XXXXXX

 

R$ 200,00

C

R$ 200,00

11/01/00

XXXXXX

 

R$ 100,00

C

R$ 300,00

12/01/00

XXXXXX

R$ 150,00

 

D

R$ 150,00

13/01/00

XXXXXX

R$ 100,00

 

D

R$

50,00

Livros auxiliares

   

Nas entidades empresariais adotam outros livros, que são considerados extras contábeis, que são conhecidos como fiscais sociais e administrativos.

Livros Sociais, exigidos para as sociedades que se enquadra na Lei n. 6.404/76, que são:

   

Registro de Atas de Assembleias Gerais; Registro de Presença de Acionistas; Registro de Atas de Reuniões da Diretoria; Registro das Ações Normativas; Registro de Transferência das Ações Normativas; Registro de Partes Beneficiárias; Registro de Debêntures, etc.

 

Livros Fiscais, que são exigidos pela legislação fiscal, que são:

Inventário;

 

Apuração de Lucro Real; Razão Auxiliar; Registro de Entrada de Mercadorias; Registro de Saída de Mercadorias; Registro de Controle de Produção e Estoque; Registro de Impressão de Documentos Fiscais; Registro de Apuração de ICMS; Registro de Apuração de IPI; Registro de Apuração de ISS, etc.

 
de ICMS; Registro de Apuração de IPI; Registro de Apuração de ISS, etc.   Didatismo e

Didatismo e Conhecimento

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Outros livros Caixa Controles Bancários Registro de Duplicatas Registro de Empregados, etc. MÉTODO DE ESCRITURAÇÃO

Outros livros

Caixa

Controles Bancários Registro de Duplicatas Registro de Empregados, etc.

MÉTODO DE ESCRITURAÇÃO

Método de escrituração é a forma de registro dos Fatos Admi- nistrativos, bem como dos Atos Administrativos relevantes.

Método das Partidas Dobradas

Esse método, que é de uso universal e foi divulgado no século

XV (1494) na cidade de Veneza, na Itália, por Luca Pacioli, consiste

no seguinte:

Não há devedor sem que haja credor e não há credor sem que haja devedor, sendo que a cada débito corresponde um crédito de igual valor.

Daí, em dado momento, ser a soma dos débitos igual à soma

dos créditos. É esse princípio que determina a equação entre o ativo

e o passivo do patrimônio. Os valores ativos representam sempre

saldo devedor. E, os passivos, saldo credor, sendo a soma do ativo sempre igual à do passivo. Por esse método, registramos todos os acontecimentos que se verificam no patrimônio, conhecendo-se, a qualquer momento, o valor da cada componente do patrimônio, suas variações e os resul- tados, positivos ou negativos da atividade econômica.

CONCEITO

LANÇAMENTO

Lançamento é o meio pelo qual se processa a Escrituração. Lançamento é o registro de um fato contábil, e esse registro, pelo método das partidas dobradas, é feito em ordem cronológica

e obedecendo a determinada disposição técnica. O método das par-

tidas dobradas exige o aparecimento do devedor e do credor, aos

quais se seguem o histórico do fato ocorrido e a importância em dinheiro. Daí os seguintes elementos essenciais do lançamento

FÓRMULAS DE LANÇAMENTOS

Vimos que o lançamento deve sempre indicar o devedor e o credor, representados pelas contas. O mesmo lançamento pode, en-

tretanto, apresentar mais de uma conta debitada e mais de uma conta creditada. Podemos usar, nestes casos, a expressão Diversos, que

não é conta, mas apenas a indicação existência de mais de uma conta

debitada ou creditada. Daí a existência de quatro fórmulas de lançamentos no Diário, de acordo com o número de contas debitadas ou creditadas.

1ª FÓRMULA: quando aparece apenas uma conta debitada e uma creditada.

Exemplo: Compra de mercadorias a prazo

D

(Debita) - MERCADORIAS

C

(Credita) - FORNECEDORES

Compra de mercadorias conforme s/nota 1.897 = 18.000

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

2ª FÓRMULA: quando aparece uma conta debitada e várias creditadas.

Exemplo: Compra de mercadorias, parte a vista e parte a prazo

- MERCADORIAS Compra de mercadorias a J. Sampaio, nota nº 978 =

30.000

D

C - CAIXA

Pagamento a vista = 12.000

C

- DUPLICATAS A PAGAR

Aceite para 3-4-20

= 18.000

3ª FÓRMULA: quando aparecem várias contas debitadas e apenas uma creditada.

Exemplo: Compra de mercadorias a vista e pagamento de duplicata

- MERCADORIAS Compras a vista a J. Leite, nota nº 1.987 = 22.500

- DUPLICATAS A PAGAR Pagamento da duplicata de J. Sampaio, vencida hoje =

18.000

D

D

C - CAIXA = 40.500

4ª FÓRMULA: quando aparecem várias contas debitadas e creditadas. Exemplo: Compra de diversos bens, parte a vista e parte a prazo.

D

- MERCADORIAS Compra do saldo de mercadorias pertencentes

 

à extinta firma Leão & Sousa Ltda. = 80.000

D

- MÓVEIS E UTENSÍLIOS Compra de móveis:

Máquinas de escrever e calcular = 11.500 Prateleiras e balcões = 12.000

 

Mesas e cadeiras = 2.500 = 26.000

= 106.000

C

- CAIXA Pago a vista = 50.000

C

- DUPLICATAS A PAGAR M/aceite de dupl. Para 31-8-20

= 56.000

=

106.000

Observação: A 4ª fórmula é pouco usada atualmente, e ape- nas utilizada em casos especiais, como o do exemplo anterior, que representa operação bastante incomum.

Elementos Essenciais

Local e data da ocorrência do Fato;

Conta a ser Debitada;

Conta a ser Creditada;

Histórico;

Valor.

do Fato; • Conta a ser Debitada; • Conta a ser Creditada; • Histórico; • Valor.

Didatismo e Conhecimento

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CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA Exemplo:     Brasília-DF, 10/01/2000     D - Caixa C

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Exemplo:

   

Brasília-DF, 10/01/2000

   

D

- Caixa

C

– Estoque de Mercadorias

Histórico: Valor referente a venda de mercadorias com recebimento a vista. Valor: R$ 100.000,00

 

DÉBITO

E CRÉDITO

DÉBITO de uma conta

Situação de dívida de responsabilidade da conta. As contas que representam bens, direitos, despesas e custos têm saldo devedor.

CRÉDITO de uma conta

 

Situação de direito de haver da conta. As contas que representam

obrigações, Patrimônio Líquido e receitas têm saldo credor.

Exemplo:

 

1.

A empresa Teixeira iniciou suas atividades com capital inicial de R$ 200.000,00 em dinheiro;

   

2.

Lançamento:

   

D

– Caixa

C- Capital Vlr. R$ 200.000,00

 

BALANÇO PATRIMONIAL

   

ATIVO

 

PASSIVO

 

Bens

Patrimônio Líquido

Caixa

200.000

Capital

200.000

Total

200.000

Total

200.000

3.

Compra de mercadorias as vista em dinheiro no valor de R$

30.000,00;

Lançamento:

 

D

– Estoques de Mercadorias

 

C

– Caixa

 

Vlr. R$ 30.000,00

 

BALANÇO PATRIMONIAL

   

ATIVO

 

PASSIVO

 

Bens

Caixa

170.000

Patrimônio Líquido

Capital

200.000

Mercadorias

30.000

 

Total

200.000

Total

200.000

4.

Compra de mercadorias para pagamento a prazo (Fornecedores) no valor de R$ 50.000,00.

   

Lançamento:

   

D

– Estoques de Mercadorias

 

C

– Fornecedores

 

Vlr. R$ 50.000,00

D – Estoques de Mercadorias   C – Fornecedores   Vlr. R$ 50.000,00 Didatismo e Conhecimento

Didatismo e Conhecimento

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CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA   BALANÇO PATRIMONIAL     ATIVO PASSIVO   Bens

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

 

BALANÇO PATRIMONIAL

   

ATIVO

PASSIVO

 

Bens

Obrigações

Caixa

170.000

Fornecedores

50.000

Mercadorias

80.000

 

Patrimônio Líquido

Capital

200.000

Total

250.000

Total

250.000

5.

Venda de mercadorias para recebimento a prazo (Clientes) no valor de R$ 20.000,00.

 

Lançamento:

 

D

– Clientes

C

– Estoques de Mercadorias

Vlr. R$ 20.000,00

 

BALANÇO

PATRIMONIAL

   

ATIVO

PASSIVO

 

Bens

Obrigações

Caixa

170.000

Fornecedores

50.000

Mercadorias

60.000

Direitos

Patrimônio Líquido

Clientes

20.000

Capital

200.000

Total

250.000

Total

250.000

6.

Compra de um automóvel no valor de R$ 60.000,00, 40% pago a vista (dinheiro) e o restante a prazo (Duplicatas a pagar).

Lançamento:

 

D

– Veículo

R$ 60.000,00

C

– Caixa

R$ 24.000,00

C

– Duplicatas a Pagar

R$ 36.000,00

 

BALANÇO PATRIMONIAL

   

ATIVO

PASSIVO

 

Bens

Obrigações Fornecedores Duplicatas a pagar

50.000

36.000

Caixa

146.000

Mercadorias

Veículo

60.000

60.000

Direitos

Patrimônio Líquido

Capital

200.000

Clientes

20.000

Total

286.000

Total

286.000

Líquido Capital 200.000 Clientes 20.000 Total 286.000 Total 286.000 Didatismo e Conhecimento 21

Didatismo e Conhecimento

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21
6. PROVISÕES ATIVAS E PASSIVAS, TRATAMENTO DAS CONTINGÊNCIAS ATIVAS E PASSIVAS. ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES

6. PROVISÕES ATIVAS E PASSIVAS, TRATAMENTO DAS CONTINGÊNCIAS ATIVAS E PASSIVAS.

ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES

Contingências

Contingência é uma condição ou situação cujo o resultado final, favorável ou desfavorável, depende de eventos futuros in- certos. Em contabilidade essa definição se restringe às situações existentes à data das demonstrações e informações contábeis, cujo efeito financeiro será determinado por eventos futuros que possam ocorrer ou deixar de ocorrer. As estimativas quanto ao desfecho e aos efeitos financeiros das contingências são determinadas pelo julgamento da adminis- tração da companhia, apoiadas em estudos e pareceres técnicos que reflitam uma posição isenta, e revisadas pelo auditor indepen- dente. Tanto as estimativas quanto a revisão devem incluir o exa- me dos eventos ocorridos após a data do balanço, complementado pela experiência obtida em transações semelhantes.

Contingências Ativas

Contingências Ativas que, por atendimentos aos princípios contábeis, não devam ser reconhecidos contabilmente, devem ser divulgados em nota com a descrição da sua natureza, o valor po- tencial e a expectativa da companhia sobre a sua eventual realiza- ção.

Em atendimento ao Princípio do Conservadorismo (Prudên- cia), esses ganhos não devem ser contabilizados enquanto não es- tiver efetivamente assegurada a sua obtenção em decisão final para a qual não caibam mais quaisquer recursos. Considerando que o mérito da questão ainda dependerá de decisão final, o ganho não deve ser contabilizado. Mesmo nas situações em que haja jurispru- dência favorável, isto não é suficiente para dar base ao reconheci- mento do ganho contingente, uma vez que esta não assegura uma decisão final favorável à Companhia, devendo ser feita divulgação em nota explicativa acerca do assunto.

Contingências Passivas

A perda contingente deve ser provisionada sempre que: (1) for provável que eventos futuros e/ou a experiência passada venham a confirmar a diminuição do valor de realização ou de recuperação de um ativo ou a existência de um passivo; e (2) a perda puder ser razoavelmente estimada. Contudo, caso o montante envolvido não possa ser razoavel- mente estimado, toda e qualquer informação relevante deve ser divulgada, pelo menos, em nota explicativa, de modo que os usuá- rios das demonstrações contábeis possam tomar conhecimento dos riscos contingentes a que uma dada companhia está sujeita. Toda e qualquer informação relevante deve ser divulgada em nota explicativa, mesmo que as incertezas sejam grandes.

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Divulgação em nota explicativa de Provisões, Passivos e Ativos Contingentes

Normalmente as contingências ativas ou ganhos contingentes não devem ser registrados; somente quando estiver efetivamente assegurada a sua obtenção ou recuperação é que devem ser reconhe- cidos contabilmente. Um possível ganho em ações administrativas ou judiciais, somente deve ser reconhecido quando, percorridas to- das as instâncias necessárias, a empresa obtiver decisão favorável. Caso a companhia já tenha reconhecido receita envolvendo ativo em litígio (duplicatas a receber, por exemplo), deve então constituir provisão para perdas na proporção do valor contingente.

Informações

É recomendável que na elaboração das notas explicativas sobre contingência passivas sejam informados, no mínimo: (i) natureza da contingência (trabalhista, previdenciária, tributária, cível, ambiental, etc.), (ii) descrição pormenorizada do evento contingente que envolve a companhia, (iii) chance de ocorrência da contingência (provável, possível ou remota), (iv) instâncias em que se encontram em discussão os passivos contingentes (administrativa ou judicial, tribunais inferiores ou superiores), (v) jurisprudência sobre os pas- sivos contingentes, (vi) avaliação das consequências dos passivos contingentes sobre os negócios da companhia.

Tratamento contábil dos ganhos contingentes

Em razão das dificuldades que estão sendo encontradas pelos profissionais no tratamento de pleitos judiciais, fiscais e outros, fei- tos pelas empresas em ações judiciais, o Ibracon entendeu oportuno reafirmar seu entendimento sobre o tratamento contábil relativo aos denominados ganhos contingentes. Neste contexto, seguem algu- mas questões que podem orientar o tratamento contábil dos ganhos contingentes, especificamente voltado para os processos judiciais na recuperação de tributos ou na extinção de obrigações tributárias registradas.

7. POLÍTICAS CONTÁBEIS, MUDANÇA DE ESTIMATIVA E RETIFICAÇÃO DE ERRO.

Políticas contábeis são os princípios, as bases, as convenções, as regras e as práticas específicas aplicados pela entidade na prepa- ração e na apresentação de demonstrações contábeis. Quando um Pronunciamento, uma Interpretação ou uma Orien- tação se aplicarem especificamente a uma transação, evento ou si- tuação, as políticas contábeis adotadas devem ser determinadas pela aplicação desses documentos específicos para essa situação, junta- mente com qualquer Guia de Implementação pertinente. Na ausência de um Pronunciamento, uma Interpretação ou uma Orientação que se aplique especificamente a uma transação, evento ou condição, a administração deve exercer julgamento no desenvol- vimento e aplicação de uma política contábil que resulte em infor- mação que seja relevante e confiável.

de uma política contábil que resulte em infor- mação que seja relevante e confiável. Didatismo e

Didatismo e Conhecimento

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Nesse cenário, a seguinte hierarquia de fontes de informação para seleção e adoção de políticas

Nesse cenário, a seguinte hierarquia de fontes de informação para seleção e adoção de políticas contábeis deverá ser utilizada no exercício do julgamento referido:

(a) os requisitos e a orientação dos Pronunciamentos, Interpre-

tações e Orientações que tratem de assuntos semelhantes e relacio- nados; (b) as definições, os critérios de reconhecimento e os conceitos de mensuração para ativos, passivos, receitas e despesas contidos na Pronunciamento Conceitual Básico Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação de Demonstrações Contábeis emitido pelo CPC;

(c) adicionalmente, podem também ser consideradas as mais

recentes posições técnicas assumidas por outros órgãos normatiza- dores contábeis que usem uma estrutura conceitual semelhante à do CPC para desenvolver pronunciamentos de contabilidade, ou ainda, outra literatura contábil e práticas geralmente aceitas do setor, até o ponto em que estas não entrem em conflito com as fontes enuncia- das nos itens anteriores.

A

entidade deve alterar uma política contábil apenas se a alte-

ração:

(a)

for exigida por um Pronunciamento, uma Interpretação ou

uma Orientação; ou

(b) permitir que as demonstrações contábeis proporcionem in-

formação confiável e mais relevante sobre os efeitos das transações, outros eventos ou condições na posição patrimonial e financeira, no desempenho financeiro ou nos fluxos de caixa da entidade. Uma alteração na política contábil resultante da adoção inicial de um Pronunciamento, de uma Interpretação ou de uma Orientação deve ser contabilizada conforme as disposições de transição especi- ficamente explicitadas nesse documento, se existirem. Quando não incluídas disposições de transição específicas que se apliquem a essa alteração, ou quando for alterada uma política contábil voluntaria- mente, a alteração deverá ser aplicada retrospectivamente, ou seja, com a reapresentação das demonstrações contábeis como se as no- vas políticas viessem sendo aplicadas desde a data mais antiga apre- sentada, exceto se for impraticável determinar os efeitos específicos de um período ou o efeito cumulativo da alteração.

Mudança de estimativa contábil

O uso de estimativas é parte essencial da preparação de de-

monstrações contábeis, não fazendo diminuir a sua confiabilidade. Uma alteração na estimativa contábil é um ajuste no valor de um ativo, passivo ou do consumo periódico de um ativo, que resulta da avaliação atual das obrigações e benefícios futuros esperados asso-

ciados a esses ativos e passivos. As alterações nas estimativas contábeis resultam de nova infor- mação ou maior experiência e, portanto, não são correções de erros. São exemplos: mudança na expectativa de vida útil econômica de um ativo imobilizado, mudança na classificação de perda esperada de uma obrigação de provável para possível ou remota, mudança no valor da parte não recuperável de um ativo (impairment) etc.

O efeito de uma alteração numa estimativa contábil deve ser

reconhecido prospectivamente e reconhecido no resultado: (a) do período da alteração, se a alteração afetar apenas esse período; ou (b) do período da alteração e futuros períodos, se a alteração afetar todos.

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Erros de Períodos Anteriores

Erros de períodos anteriores são omissões e incorreções nas demonstrações contábeis da entidade de um ou mais períodos ante-

riores decorrentes da falta de uso, ou uso incorreto, de informação confiável que:

(a) estava disponível quando as demonstrações contábeis des-

ses períodos foram autorizadas para divulgação; e

(b) poderia ter sido razoavelmente obtida e levada em conside-

ração na preparação e apresentação dessas demonstrações contábeis.

Tais erros incluem os efeitos de erros matemáticos, erros na aplicação de políticas contábeis, descuidos ou interpretações incor- retas de fatos e fraudes. A não ser que seja impraticável determinar ou os efeitos es- pecíficos de um período ou o efeito cumulativo do erro, a entidade deve corrigir os erros materiais de períodos anteriores retrospecti- vamente no primeiro conjunto de demonstrações contábeis divul- gadas após a sua descoberta por: (a) republicação comparativa para o(s) período(s) anterior(es) apresentado(s) em que tenha ocorrido o erro; ou (b) se o erro ocorreu antes do período anterior mais antigo

apresentado, ajuste dos saldos de abertura dos ativos, passivos e pa- trimônio líquido para o período anterior mais antigo apresentado. As omissões ou declarações incorretas de itens são materiais se pude- rem, individual ou coletivamente, influenciar as decisões econômi- cas dos usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis.

O Pronunciamento determina, resumidamente, que devem ser

divulgados: a) a natureza da política contábil que sofrer mudança,

as razões da mudança, os efeitos da mudança e outras informações

pertinentes; b) a natureza e o montante de mudança na estimativa contábil que tenha efeito no período corrente ou se espera que tenha efeito em períodos subsequentes; c) a natureza do erro sendo retifi- cado, o valor dessa retificação e outras informações também perti- nentes; c) no caso de impossibilidade de mensuração de quaisquer desses efeitos, as razões que levam a essa situação devem também ser divulgadas.

8. ATIVOS: ESTRUTURA, GRUPAMENTOS E CLASSIFICAÇÕES, CONCEITOS, PROCESSOS DE AVALIAÇÃO, REGISTROS CONTÁBEIS E EVIDENCIAÇÕES.

O estudo da teoria contábil é de grande relevância não somente

para pesquisadores e acadêmicos, mas também para aqueles cuja

atuação profissional é diretamente ligada à contabilidade aplicada.

A razão dessa importância consiste no fato de que o fundamento, a

base, o arcabouço de sustentação das práticas contábeis encontra-se justamente na teoria da contabilidade. A definição de ativo é fundamental para o entendimento cor-

reto dos elementos contábeis. O passivo e o patrimônio líquido são definidos em temos do conceito de ativo. O ativo propicia também, compreender questões vinculadas aos elementos que o compõem, como é o caso do goodwill, da depreciação, das aplicações em ins- trumentos financeiros, entre outros.

do goodwill, da depreciação, das aplicações em ins- trumentos financeiros, entre outros. Didatismo e Conhecimento 23

Didatismo e Conhecimento

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É bastante comum em muitos cursos de contabilidade, que o conceito de ativos seja apresentado

É bastante comum em muitos cursos de contabilidade, que o conceito de ativos seja apresentado como «o conjunto de bens e direitos de uma entidade» ou como «as aplicações de recursos» de uma empresa. O problema é que este tipo de conceito não enseja discussões mais amplas e muitos profissionais o aceitam como completo e satisfatório. Vale salientar que para o FASB, incorporar um benefício fu- turo provável é característica essencial dos ativos, ou seja, se esta característica for ausente, não se pode reconhecer a existência do ativo em termos contábeis. Um ativo mais completamente analisado então é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual a entidade espera obter futuros benefícios econômicos. Desta forma existem três termos que, em conjunto, são fun- damentais para que o item seja considerado um ativo: o controle realizado pela entidade, ser resultante de um evento que ocorreu no passado e a geração de benefício econômico futuro.

Controle pela entidade

O primeiro aspecto a ser considerado na definição de ativo refere-se ao fato de que o benefício deve ser controlado por uma entidade em particular. Um imóvel objeto de arrendamento mer- cantil será um ativo, caso a entidade controle os benefícios econô- micos que são esperados da propriedade. Embora a capacidade de

a entidade controlar os benefícios econômicos normalmente resul- te da existência de direitos legais, o item pode, contudo, satisfazer

a definição de ativo mesmo quando não houver controle legal. Apesar de muitos ativos estarem ligados a direitos legais, in- clusive de propriedade, para determinação de um ativo isso não é essencial. Podemos utilizar como exemplo o veículo que uma determi-

nada entidade obteve através de um arrendamento mercantil finan- ceiro e que na essência refere-se à compra do bem e não à locação como ocorre no leasing operacional. Nesta situação, mesmo que

o veículo não esteja em nome da empresa, ela deve reconhecer o

ativo em seus informes contábeis, pela essência da operação e por

ter o controle efetivo sobre o bem.

Resultado de eventos passados

Os ativos da entidade precisam necessariamente ser resultado de transações passadas. As entidades normalmente obtêm ativos por meio de sua compra ou produção, mas outras transações tam- bém podem gerar ativos. Há uma forte associação entre a existên-

cia do gasto para a geração do ativo, mas podem ocorrer situações em que esta relação não seja verdade. O gasto incorrido visando

à obtenção de benefícios futuros, não significa necessariamente a

existência de um ativo, basta que a empresa adquira uma máquina de um fornecedor que decretou falência logo após a realização da transação comercial, mas que por este fato, não entregou o item de sua venda. Da mesma forma, a empresa pode ter um ativo sem

que exista um gasto associado, como ocorre no recebimento de um imóvel de propriedade de um ente governamental ou a descoberta de uma jazida que será explorada futuramente.

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Futuro benefício econômico

O benefício econômico futuro é a essência de um ativo e refe-

re-se ao seu potencial em contribuir, direta ou indiretamente, para o

fluxo de caixa ou equivalentes de caixa para a entidade. Este bene- fício pode ser sob a forma de algo que será convertido em caixa ou que pode produzir as saídas de caixa, como é o caso de um processo industrial que irá reduzir os custos de produção. Os ativos podem dar origem a benefícios econômicos quando

usados na produção de bens (estoques) ou serviços vendidos pela entidade; trocados por outros ativos; usados para reduzir um passi- vo; ou distribuídos aos proprietários da entidade.

É importante destacar que muitos ativos, tem forma física.

Entretanto, a forma física não é essencial para a existência de um ativo. As patentes e os direitos autorais, por exemplo, são considerados ativos, caso deles sejam esperados que benefícios econômicos futuros. A ideia central é que o bem econômico possa ajudar a entidade gerar riqueza. Desta forma não é correto reconhecer o ativo de uma patente que perdeu validade, mesmo que esta tenha gerado riqueza no pas- sado. Situação semelhante ocorre com uma duplicata a receber cujo

cliente esteja falido ou o recebimento seja incerto. Estes exemplos evidenciam o erro de associar a palavra ‘ativo’ como sinônimo de bens e direitos de uma entidade.

O imóvel que a entidade aluga não é um ativo apenas pela exis-

tência do terreno, da edificação ou das benfeitorias que existem nele, e sim pelo fato de ser um item que foi adquirido no passado, que está sob o controle da entidade e principalmente porque gera ou vai gerar um benefício econômico (riqueza) para a entidade. Representa todos os bens, direitos e valores a receber de uma entidade. Se uma empresa compra uma máquina, esta representa um bem de sua propriedade, portanto um ativo. Por outro lado, se uma empresa paga determinada quantia, di- gamos, pela patente de uma invenção, ela passa a ter o direito sobre essa patente. Assim uma patente representa um direito; logo um ati- vo.

Exemplos de ativos:

- dinheiro guardado em banco;

- duplicatas a receber provenientes de vendas a prazo;

- veículos;

- imóveis;

- terrenos;

- estoque de mercadorias.

I – Ativo Circulante: Fazem parte deste grupo os valores dis-

poníveis ou realizáveis até o término do exercício seguinte. Ele é

composto pelos seguintes subgrupos:

a – Disponibilidades: “Valores disponíveis que estão ao nosso

imediato alcance, tal como dinheiro no cofre. Conjunto de valores representado, essencialmente, pelo dinheiro e pelos títulos que a ele equivalem imediatamente”[1]. Essa é a definição de disponibilidade imediata dada por Lopes de Sá. É esse tipo de disponibilidade que representa esse subgrupo do Balanço.

por Lopes de Sá. É esse tipo de disponibilidade que representa esse subgrupo do Balanço. Didatismo

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b – Créditos: São valores referentes às vendas e aos serviços prestados a prazo, deduzidos

b – Créditos: São valores referentes às vendas e aos serviços

prestados a prazo, deduzidos os valores referentes as duplicatas descontadas e os considerados de difícil recebimento. Essas últimas deduções são feitas através de contas de provisão. Também fazem parte desse subgrupo os adiantamentos feitos aos empregados e for- necedores.

c – Estoques: São os bens prontos para revenda ou em ela-

boração, assim como as matérias-primas usadas em sua fabricação, deduzidas as provisões para ajuste do valor de estoque. Também fazem parte desse subgrupo os diversos materiais de consumo per- tencentes à entidade.

d – Aplicações Financeiras: São recursos financeiros da entida-

de, aplicados com prazos de resgate determinado, como CDB, RDB, títulos da dívida pública etc., provisionados os devidos ajustes para os títulos e valores mobiliários. Vale lembrar que esses prazo deter- minado para resgate não pode ultrapassar o fim do exercício social seguinte ao da data de encerramento do Balanço.

e – Despesas do Exercício Seguinte: São “despesas que ainda

não ocorreram, mas foram pagas antecipadamente. A sua apropria- ção ao resultado só ocorrerá no exercício seguinte. De fato, no mo- mento do pagamento, como elas ainda não eram devidas, a caracte- rística correta seria de um adiantamento feito à terceiros (como um salário adiantado junto a um empregado), e, nesses termos, geraria para a empresa um autêntico direito junto à pessoa que o recebeu. Daí a lógica de sua classificação no grupo Circulante”[2].

II – Ativo Não Circulante: Este foi um grupo criado pela Lei

11.638/07. Fazem parte dele as contas que dizem respeito aos direi- tos realizáveis após o término do exercício seguinte e aquelas que representam a parte do Ativo que não se destina a venda. Fazem desse grupo os seguintes subgrupos:

a – Realizável a Longo Prazo: compõem este subgrupo as con-

tas referentes aos direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os valores com prazo de realização incerto, como empréstimos à coligadas, diretores, sócios, controladas etc

b – Investimentos: São aplicações permanentes em outras em- presas e em bens destinados a produzir renda.

c – Imobilizado: São os bens tangíveis destinados à manuten-

ção das atividades da entidade. Após a Lei 11.638/07, os bens em arrendamento passaram a fazer parte deste subgrupo, fazendo valer a regra da “prevalência da essência sobre a forma” nesse caso.

d – Intangível: Este subgrupo foi criado pela Lei 11.638/07. Fa-

zem parte dele as contas referentes aos bens incorpóreos, também necessários a manutenção das atividades da entidade.

e – Diferido: Deixou de existir após a entrada em vigor da Lei

n. 11.941, de 27 de maio de 2009. Faziam parte dele as “aplicações de recursos que beneficiavam o resultado de vários exercícios. A Lei previa o diferimento dessas despesas porque as receitas corres- pondentes só seriam geradas futuramente, e o seu lançamento como despesa total do período em que ocorriam distorcia o resultado ope-

racional”[3]

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

ATIVO (Bens e Direitos)

Ações de coligadas Ações de controladas Ações de outras companhias Adiantamento a diretores Adiantamento a fornecedores Ágio na aquisição de ações de controladas Aluguéis a receber Aluguéis a vencer Aluguéis pagos antecipadamente (Amortização acumulada) Ativo imobilizado Bancos conta movimento Bancos c/poupança C/C ICMS (se o saldo for devedor) Caixa Caixa e bancos Clientes Comissões Ativas a Receber Comissões Passivas a Vencer Contas a receber Créditos de financiamento/funcionamento Débitos de controladas/coligadas Depósito bancário (Depreciação acumulada) Despesas antecipadas Despesas a vencer Despesas Diferidas Devedores mobiliários Dinheiro em caixa Disponibilidades Duplicatas a receber Duplicatas a vencer Duplicatas emitidas Duplicatas protestadas Edificações Edifícios de uso Empréstimos a coligadas Empréstimos concedidos Estoque de bens Estoque de bens de consumo Estoque final Estoques ICMS a recuperar Imóveis Impostos a recuperar Impostos a vencer Instalações Investimento em ações Investimentos em Controladas Investimentos Investimentos – ágio Investimentos avaliados pelo PL Juros a receber Juros pagos antecipadamente Juros passivos a vencer Máquinas e equipamentos Marcas e patentes

Juros pagos antecipadamente Juros passivos a vencer Máquinas e equipamentos Marcas e patentes Didatismo e Conhecimento

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Materiais Material de consumo Mercadorias Mercadorias em estoque Mobília Móveis e máquinas Móveis e utensílios

Materiais Material de consumo Mercadorias Mercadorias em estoque Mobília Móveis e máquinas Móveis e utensílios Nota promissória a receber Notas promissórias aceitas Numerário em trânsito Obras em andamento Participação acionária Participações societárias Prêmio de seguros a vencer Produtos acabados Produtos para venda (Provisão para créditos de liquidação duvidosa) (Provisão para devedores duvidosos) (Provisão para perdas em investimentos) Realizável a longo prazo Receitas a receber Seguros a vencer Terrenos Terrenos e edifícios Títulos a receber Títulos a receber a LP Valores Mobiliários Veículos

9. PASSIVOS: CONCEITOS, ESTRUTURA E CLASSIFICAÇÃO, CONTEÚDO DAS CONTAS, PROCESSOS DE AVALIAÇÃO, REGISTROS CONTÁBEIS E EVIDENCIAÇÕES.

Representa todas as obrigações financeiras que uma empresa tem para com terceiros. É tudo que deve; as dívidas que ela contraiu. Assim se uma empresa adquire um veículo para pagamento a prazo, a posse do mesmo representa um ativo. Mas por outro lado, a empresa passa a ter uma obrigação para com a pessoa ou empresa que vendeu o veículo. Assim, ela passa a ter uma obrigação, que representa um pas- sivo exigível.

Exemplos de passivos:

- duplicatas a pagar

- salários a pagar

- aluguéis a pagar

- encargos sociais a pagar - juros a pagar

- impostos a pagar

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

O passivo é crucial nos dias de hoje. Seu tamanho pode in-

dicar se uma empresa é viável financeiramente ou não. É comum verificar se a utilização em excesso de passivo não está com- prometendo a saúde financeira da entidade. Quando se pensa no risco de uma entidade, imediatamente buscamos analisar e com- parar seu passivo com os demais componentes das demonstrações financeiras.

Definição do passivo

Passivo é uma obrigação presente da entidade, resultante de eventos passados, cuja liquidação resulta em um desembolso de recursos da entidade ou de benefícios econômicos. Esta definição tem três condições que, em conjunto, são fundamentais para que uma obrigação possa ser considerada como passivo:

• Obrigação presente da entidade

Uma característica essencial para a existência de passivo é que a entidade tenha uma obrigação presente (atual), ainda não paga. Uma obrigação surge de práticas usuais de negócio, de uso e costumes e do desejo de manter boas relações comerciais ou agir

de maneira equitativa. Podem ser legalmente exigíveis em conse- quência de contrato ou de exigências estatutárias, por exemplo, o caso das Contas a Pagar por bens e serviços recebidos.

• Resultado de eventos passados

O segundo aspecto fundamental refere-se ao fato de que a obrigação deve ser resultado de um evento que ocorreu no passa- do. Deve-se fazer uma distinção entre obrigação presente e com- promisso futuro. A decisão da administração para adquirir ativos, estoques ou serviços no futuro não dá origem, por si só, a uma obrigação presente. Uma obrigação surge quando um ativo é en- tregue, ou em acordo irrevogável na qual o não cumprimento pode causar uma penalidade contratual, significativa, que deixam a en- tidade com pouca liberdade para evitar o desembolso de recursos futuros em favor de outra parte.

• Liquidação resultará num desembolso de benefício

Finalmente, a existência de um passivo pressupõe que no fu- turo a entidade deverá liquidá-lo através do desembolso de um benefício econômico, por exemplo, por meio de pagamento em dinheiro, transferência de outros ativos, prestação de serviços, substituição de uma obrigação por outra, conversão da obrigação em capital, renuncia do credor ou pela perda de seus direitos. Pas- sivos resultam da transação ou outros eventos passados em que a entidade obteve algum recurso econômico. Assim, por exemplo, a aquisição de bens e uso de serviços dão origem a contas a pa- gar, a não ser que, pagos adiantadamente ou na entrega. O rece- bimento de empréstimo bancário resulta na obrigação de honrá-lo no vencimento. Existem passivos que podem surgir por imposição do governo, sob a forma de tributos, ou do sistema judiciário, em decorrência de uma decisão judicial.

Reconhecimento do passivo

A primeira condição é satisfazer a definição de passivo. A se-

gunda é a mensuração em base confiáveis. Se o passivo é certo

ou estimado. Alguns passivos somente podem ser mensurados por meio de estimativa. No Brasil, denominam-se esses passivos de provisões.

ser mensurados por meio de estimativa. No Brasil, denominam-se esses passivos de provisões. Didatismo e Conhecimento

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A definição de passivo segue uma abordagem ampla. Desse modo, caso a provisão envolva uma

A definição de passivo segue uma abordagem ampla. Desse modo, caso a provisão envolva uma obrigação presente e satisfaça os demais critérios da definição, ela é um passivo, ainda que seu montante tenha que ser estimado. No que diz respeito a incerteza do passivo, uma obrigação pode ser classificada em quatro categorias: a) o passivo é conhe- cido, assim como seu montante - é o caso de um passivo com for- necedor, em que já se sabe, de antemão, o valor do mesmo; b) o passivo é conhecido, mas seu montante não - é o caso do décimo

terceiro salário, sabe da existência do passivo, mas seu valor é apre- sentado através de estimativa; c) a existência do passivo não é certa, mas o pagamento pode ser estimado - é o caso de milhas aéreas; e, d) existem dúvidas sobre a existência do passivo e de seu montante

- tem-se nesse caso uma contingência. O evento contingente mais difícil de ser estimado são os processos judiciais.

A provisão é um passivo incerto quanto à quantia ou data de

vencimento. Já a contingência é um passivo que será confirmado por um evento posterior.

PASSIVO CIRCULANTE

Neste grupo são escrituradas as obrigações da entidade, inclusi- ve financiamentos para aquisição de direitos do ativo não-circulante, quando se vencerem no exercício seguinte. No caso de o ciclo ope- racional da empresa ter duração maior que a do exercício social, a concepção terá por base o prazo desse ciclo.

PASSIVO NÃO CIRCULANTE

Neste grupo são escrituradas as obrigações da entidade, inclusi-

ve financiamentos para aquisição de direitos do ativo não-circulante, quando se vencerem após o exercício seguinte. No caso de o ciclo operacional da empresa ter duração maior que a do exercício social,

a concepção terá por base o prazo desse ciclo.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

É a diferença entre o valor dos ativos e dos passivos. É

constituído por Capital Social, Reservas de Capital, Ajustes de Ava-

liação Patrimonial, Reservas de Lucros, Ações em Tesouraria e Pre- juízos Acumulados.

PASSIVO (Obrigações)

Adiantamento de clientes Aluguéis a pagar Aluguéis ativos a vencer C/C ICMS (se o saldo for credor) Contas a pagar Contribuições a Recolher Créditos de controladas/coligadas Debêntures a resgatar Debêntures exigível a longo prazo Débitos de financiamento/funcionamento Despesas a pagar Dívidas Dívidas com fornecedores

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Dívidas diversas Dividendos a pagar Duplicatas a pagar Duplicatas aceitas Duplicatas descontadas Empréstimos a longo prazo Empréstimos a pagar Empréstimos bancários Empréstimos e financiamentos Empréstimos sob caução (Encargos financeiros a transcorrer) FGTS a recolher Financiamentos bancários Fornecedores ICMS a recolher Impostos a pagar Impostos a recolher Impostos, contribuição e participação a pagar INSS a recolher IR e CSLL a recolher Juros a pagar Notas promissórias emitidas Obrigações trabalhistas Prêmio de seguros a pagar Previdência social a recolher Provisão para férias Provisão para FGTS Provisão para imposto de renda Provisão para IR e CSLL Salários a pagar Salários e encargos a pagar

10. PATRIMÔNIO LÍQUIDO: CAPITAL

SOCIAL, ADIANTAMENTOS PARA AUMENTO

DE CAPITAL, AJUSTES DE AVALIAÇÃO

PATRIMONIAL, AÇÕES EM TESOURARIA, PREJUÍZOS ACUMULADOS, RESERVAS DE CAPITAL E DE LUCROS, CÁLCULOS, CONSTITUIÇÃO, UTILIZAÇÃO, REVERSÃO, REGISTROS CONTÁBEIS E FORMAS DE EVIDENCIAÇÃO

O patrimônio líquido representa o registro do valor que os pro- prietários de uma empresa têm aplicado no negócio. Para ilustrar, vamos admitir que você e um sócio decidiram abrir uma empresa. Mas, para iniciar as atividades, a empresa necessita de um ca- pital inicial de R$ 20.000.000, que vocês entregam ao gerente da firma. No momento em que a empresa recebe o dinheiro, a posse deste representa um ativo. Mas, por outro lado, a empresa deve registrar que seus proprie- tários (os sócios) aplicaram no negócio uma determinada quantia, o capital, que representa o patrimônio líquido da empresa.

negócio uma determinada quantia, o capital, que representa o patrimônio líquido da empresa. Didatismo e Conhecimento

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Neste ponto, uma dúvida muito comum costuma surgir. Nós aprendemos que os bens de uma

Neste ponto, uma dúvida muito comum costuma surgir. Nós aprendemos que os bens de uma empresa representam o seu patri- mônio. Por que, de repente, o patrimônio passa a ser chamado ativo e o valor que os proprietários aplicaram no negócio é denominado patrimônio líquido?

A resposta é simples. Suponhamos que você decida comprar

um veículo; porém uma parte da compra será financiada.

Assim temos:

Valor do veículo R$ 10.000 Valor pago à vista R$ 4.000 Valor a pagar R$ 6.000

Agora observe: a posse do veículo representa para você um pa- trimônio, chamado ativo. Ao mesmo tempo, o valor que você ficou devendo, representa uma obrigação e consequentemente, um passivo exigível. Dessa forma, se você tem um patrimônio no valor de R$ 10.000, mas ainda está devendo R$ 6.000 referente à sua compra, o valor líquido de seu ativo é R$ 4.000,00. O que equivale a dizer que seu patrimônio líquido monta em R$ 4.000.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

O Patrimônio Líquido é formado pelo grupo de contas que re-

gistra o valor contábil pertencente aos acionistas ou quotistas.

A PARTIR DE 01.01.2008

A partir de 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007, para as

sociedades por ações, a divisão do patrimônio líquido será realizada

da seguinte maneira:

a)

Capital Social

b)

Reservas de Capital

c)

Ajustes de Avaliação Patrimonial

d)

Reservas de Lucros

e)

Ações em Tesouraria

f)

Prejuízos Acumulados.

CAPITAL SOCIAL

O capital social representa os valores recebidos pela empresa,

em forma de subscrição ou por ela gerados. A integralização do ca- pital poderá ser feita por meio de moeda corrente ou bens e direitos. Quando a integralização do capital social é feita em moeda cor- rente, debita-se uma conta específica do ativo circulante (Bancos c/ Movimento, por exemplo) e credita-se a conta “Capital Social”. No caso de integralização de capital mediante conferência de bens, debita-se uma conta específica do ativo imobilizado e credita- -se a conta “capital social”.

RESERVAS DE CAPITAL

A reserva de capital abrange as seguintes subcontas:

a)

Reserva de Correção Monetária do Capital Realizado;

b)

Reserva de Ágio na Emissão de Ações;

c)

Reserva de Alienação de Partes Beneficiárias;

d)

Reserva de Alienação de Bônus de Subscrição;

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

e) Reserva de Prêmio na Emissão de Debêntures; (excluída des-

de 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007)

f) Reserva de Doações e Subvenções para Investimento; (ex-

cluída desde 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007)

g) Até 31.12.2007, a Reserva de Incentivo Fiscal. A partir de

01.01.2008, respectiva reserva passa a fazer parte do grupo de Re- servas de Lucros.

AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL

Uma das grandes novidades trazidas pela nova legislação con- tábil é a criação da conta ?Ajustes de Avaliação Patrimonial?, que tem a função de receber os valores que pertencem ao patrimônio da entidade e que tiveram seus valores revistos. Na prática, o ajuste de avaliação patrimonial pode ser entendi- do como uma espécie de correção dos valores de ativos e passivos em relação ao valor justo, conceito que veio acompanhando a nova rubrica contábil. Mas afinal, como posso obter o valor justo de um determinado instrumento financeiro? De acordo com o Art. 183 da Lei 6.404/76, as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e tí- tulos de créditos, devem ser avaliados pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda. Analisando os recentes pronunciamentos do CPC podemos

identificar que para fins de constituição do ajuste de avaliação patri- monial, o valor justo dos instrumentos financeiros pode ser obtido em um mercado ativo, decorrente de transação não compulsória rea- lizada entre partes independentes. Na ausência de um mercado ativo para um determinado instru- mento financeiro, o valor justo será:

Aquele que se pode obter em um mercado ativo com a nego- ciação de outro instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares;

O valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instru-

mentos financeiros de natureza, prazo e risco similares; ou

O valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de

precificação de instrumentos financeiros. Oportunamente, vale salientar a diferença entre valor justo (fair value) e valor presente (present value), sendo este último a estima- tiva do valor corrente de um fluxo de caixa futuro, no curso normal das operações da entidade. Após o reconhecimento como um ativo, o item do ativo imo- bilizado cujo valor justo possa ser mensurado confiavelmente pode

ser apresentado, pelo seu novo valor, correspondente ao valor justo à data da reavaliação menos qualquer depreciação e perda por redução ao valor recuperável acumuladas de forma subsequente.

O valor justo de terrenos e edifícios é normalmente determinado

a partir de evidências baseadas no mercado, por meio de avaliações normalmente feitas por avaliadores profissionalmente qualificados.

O valor justo de itens de instalações e equipamentos é geralmente o seu valor de mercado determinado por avaliação.

A frequência das revisões, dependem das mudanças dos valores

justos do ativo imobilizado que está sendo revisto. Quando o valor justo de um ativo difere materialmente do seu valor contábil, exige-

-se uma nova avaliação; assim podemos ter itens que serão analisa- dos anualmente e outros que terão seus valores revisados apenas a cada 3 ou 5 anos.

analisa- dos anualmente e outros que terão seus valores revisados apenas a cada 3 ou 5

Didatismo e Conhecimento

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RESERVAS DE LUCROS As reservas de lucros são constituídas pelos lucros obtidos pela empresa, retidos

RESERVAS DE LUCROS

As reservas de lucros são constituídas pelos lucros obtidos pela empresa, retidos com finalidade específica. Os lucros retidos com finalidade específica e classificados nesta conta são transferidos da conta de “Lucros ou Prejuízos Acu- mulados”.

LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS

Os lucros ou prejuízos representam resultados acumulados obtidos, que foram retidos sem finalidade específica (quando lu- cros) ou estão à espera de absorção futura (quando prejuízos).

Com o advento da Lei 11.638/2007, para as sociedades por ações, e para os balanços do exercício social terminado a partir de 31 de dezembro de 2008, o saldo final desta conta não poderá mais ser credor. Respectivos saldos de lucros acumulados precisam ser to- talmente destinados por proposta da administração da companhia no pressuposto de sua aprovação pela assembleia geral ordinária. Observe-se que a obrigação de essa conta não conter saldo positivo aplica-se unicamente às sociedades por ações. Essa conta continuará nos planos de contas, e seu uso conti- nuará a ser feito para receber o resultado do exercício, as reversões de determinadas reservas, os ajustes de exercícios anteriores, para distribuir os resultados nas suas várias formas e destinar valores para reservas de lucros. Desta forma, para as sociedades por ações, o saldo respectivo deverá ser composto apenas pelos eventuais prejuízos acumulados (saldo devedor), não absorvidos pelas demais reservas.

AÇÕES EM TESOURARIA

As ações ou quotas adquiridas pela companhia ou sociedade limitada serão registradas em conta específica redutora do Patri- mônio Líquido, intitulada “ações ou quotas em tesouraria”. À medida que as ações ou quotas forem alienadas, tal opera- ção gerará resultados positivos ou negativos e não devem integrar o resultado da empresa. Se da operação resultar lucro, deverá ser registrado a crédito de uma reserva de capital.

Exemplo:

Venda de quotas em tesouraria, por R$ 10.000,00, cujo valor contábil é de R$ 6.000,00.

D.

Bancos Cta. Movimento (Ativo Circulante) R$ 10.000,00

C.

Quotas em Tesouraria (Patrimônio Líquido) R$ 6.000,00

C.

Ágio na Venda de Quotas de Capital (Reserva de Capital –

Patrimônio Líquido) R$ 4.000,00

Se ocorrer prejuízo, esse valor deverá ser debitado na mesma conta de reserva de capital que sustentava as quotas/ações em te- souraria.

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

AQUISIÇÃO E ALIENAÇÃO DE QUOTAS PRÓPRIAS - SOCIEDADE LIMITADA

Contabilização da Aquisição das Quotas Próprias

O registro contábil dessas aquisições nas sociedades limitadas

é praticamente o mesmo que o utilizado nas sociedades por ações. Quando a empresa adquire quotas próprias, deve registrá-las como redução do Patrimônio Líquido.

CONTABILIZAÇÃO DA ALIENAÇÃO DAS QUOTAS EM TESOURARIA

Venda com Lucro Se a empresa alienar as quotas com lucro, esse lucro não in- tegra o resultado do exercício, mas deverá integrar as reservas de lucros.

Venda com Prejuízo Em nosso exemplo, na hipótese de que a outra metade da quota seja vendido com prejuízo, esse valor, a princípio, não será registra- do no resultado do exercício, devendo figurar como subtração direta da conta reserva de lucros. Entretanto, por situação específica, pode ser interessante lançar o valor do prejuízo, caso a limitada seja optante pelo Lucro Real, em conta de resultado. Leia tópico seguinte (“Aspectos Fiscais”).

PATRIMÔNIO LÍQUIDO NEGATIVO

No caso em que o valor do Patrimônio Líquido é negativo é também denominado de “Passivo a Descoberto”. Isto ocorre quando

o valor das obrigações para com terceiros é superior ao dos ativos.

Exemplo:

Total do Ativo: R$ 1.500.000,00 Total das Obrigações: R$ 2.000.000,00 Passivo a Descoberto: R$ 1.500.000,00 menos R$ 2.000.000,00

= R$ 500.000,00

O Conselho Federal de Contabilidade - CFC, por meio de

sua Câmara Técnica, editou em 16/06/1999 a Resolução CFC nº 847/99, alterando dispositivos da NBCT-3 que trata acerca do conceito, conteúdo, estrutura e nomenclatura das Demonstrações Contábeis. Por meio da aludida Resolução, de observância obrigatória por todos os contabilistas no país, foram procedidas alterações quanto ao Balanço Patrimonial, precisamente a caracterização e evidencia- ção do “PASSIVO A DESCOBERTO”. Esta nomenclatura deve ser utilizada, quando da constatação ao final do exercício que o Patrimônio Líquido é negativo, sendo demonstrado, conforme Resolução CFC 1.049/2005, substituindo- -se a expressão Patrimônio Líquido por Passivo a Descoberto.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

(Ações em tesouraria)

Ajustes de Avaliação Patrimonial

Capital

(Capital a integralizar)

(Capital a realizar) Capital registrado

Patrimonial Capital (Capital a integralizar) (Capital a realizar) Capital registrado Didatismo e Conhecimento 29

Didatismo e Conhecimento

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Capital social (Dividendos antecipados) (Impostos sobre reavaliação) Lucros/prejuízos acumulados (Prejuízos

Capital social (Dividendos antecipados) (Impostos sobre reavaliação) Lucros/prejuízos acumulados (Prejuízos acumulados) (Prejuízos anteriores) Reserva legal Reservas de capital Reservas de contingências Reservas de lucros Reservas de reavaliação Reservas estatutárias

11. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO:

CONCEITO, FORMA, APRESENTAÇÃO, FINALIDADE, ELABORAÇÃO.

BALANCETE DE VERIFICAÇÃO

O balancete de verificação é um demonstrativo auxiliar que

relaciona os saldos das contas remanescentes no diário. Imprescin- dível para verificar se o método de partidas dobradas está sendo ob- servado pela escrituração da empresa. Por este método cada débito deverá corresponder a um crédito de mesmo valor, cabendo ao balancete verificar se a soma dos saldos devedores é igual a soma dos saldos credores. Este demonstrativo poderá ser utilizado para fins gerenciais, com suas informações extraídas dos registros contábeis mais atua- lizados. O grau de detalhamento do balancete de verificação deverá estar adequado a finalidade do mesmo. Caso o demonstrativo seja destinado a usuários externos o documento deverá ser assinado por contador habilitado pelo conselho regional de contabilidade (CRC). Geralmente o balancete é disponibilizado mensalmente, servin- do assim como suporte aos gestores para visualizar a situação da empresa diante dos saldos mensurados, sendo um demonstrativo de fácil entendimento e de grande relevância e utilidade prática. É o demonstrativo que relaciona cada conta com o respectivo saldo devedor ou credor, de tal forma que se os lançamentos foram corretamente efetuados, de acordo com o Método das Partidas

Dobradas, o total da coluna dos saldos devedores é igual ao total da coluna dos saldos credores.

O balancete de verificação é um demonstrativo auxiliar de cará-

ter não obrigatório, que relaciona os saldos das contas remanescen- tes no diário. Imprescindível para verificar se o método de partidas dobradas está sendo observado pela escrituração da empresa. Por este método cada débito deverá corresponder a um crédito de mes- mo valor, cabendo ao balancete verificar se a soma dos saldos deve- dores é igual a soma dos saldos credores. Este demonstrativo deve ser levantado mensalmente segundo a NBC T 2.7, unicamente para fins operacionais, não tendo obriga- toriedade fiscal, com suas informações extraídas dos registros con- tábeis mais atualizados. O grau de detalhamento do balancete de verificação deverá estar adequado a finalidade do mesmo. Caso o

demonstrativo seja destinado a usuários externos o documento de- verá ser assinado por contador habilitado pelo conselho regional de contabilidade (CRC).

CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA

Geralmente o balancete é levantado antes do início de um novo exercício, servindo também como suporte aos gestores para visuali- zar a situação da empresa diante dos saldos mensurados, sendo um demonstrativo de fácil entendimento e de grande relevância.

Objetivo

Testar se o método das partidas dobradas foi respeitado, eviden- ciando as contas de acordo com seus respectivos saldos e verifican- do a igualdade entre a soma dos saldos devedores e credores.

Exemplo de um Balancete de Verificação

Cia. Contabilidade Clara Balancete Mensal de Verificação - ABR/2012

Contas

Natureza

Débito

Crédito

Caixa Bancos cta. Movimento

AC

4800

-

Duplicatas a Receber

AC

10200

-

Mercadorias

AC

6000

-

Imobilizado

AC

9400

-

Fornecedores

ANC

32000

-

Empréstimos e

PC

-

17800

Financiamentos

PC

-

10100