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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

INSTITUTO DE ENGENHARIA
CAMPUS VÁRZEA GRANDE
CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA
2016/1

Joana Oliveira Leite


Thais Cristina Couto Hurtado

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA N° 5


CRISTALIZAÇÃO DE UM SAL

CUIABÁ – MT
Julho – 2016
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 3

2. OBJETIVO .............................................................................................................................. 4

3. METODOLOGIA ................................................................................................................... 5

3.1 Aparelhos e Instrumentos ................................................................................................... 5


3.2 Procedimentos .................................................................................................................... 5
4. DISCUSSÕES DOS RESULTADOS ..................................................................................... 5

5. CONCLUSÃO ......................................................................................................................... 6

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................. 7


1. INTRODUÇÃO
Desde de a antiguidade os filósofos, já utilizavam a palavra cristal como
pressuposto de perfeição, harmonia e beleza. Na Idade Média, pensava-se que o cristal
era provindo apenas do gelo, daí o nome “cristal”, vindo do grego, significa gelo
transparente. Posteriormente, com os estudos a partir do século XX, mostrou, por meio
de métodos como difração de raio X, que os cristais são partículas empilhadas
regularmente. Com isso, os estudos foram avançados, na parte dos átomos, das moléculas
e das ligações químicas, que em conjunto formam uma estrutura rígida, organizada, com
formas regulares e simétricas, conhecida como cristais, conforme a Figura 1. Além de
sólidos naturais e artificiais, é possível observar a formação de cristais a partir de
experimentos com sais solúveis em água em solução saturada (Costa, 2012)

Figura 1: Sulfato de Cobre II (CuSO4)

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sulfato_de_cobre(II)

A influência da formação dos cristais solúveis em água, é devido ao arranjo dos


íons, pela atração eletrostática, o tipo de ligação, a eletronegatividade, a estrutura do
solvente, a coesão no líquido, a tensão superficial, entre outros. O formato do cristal varia
para cada composto, sendo um exemplo, do sulfato de cobre II, conforme mostra a Figura
2 (Costa, 2012).

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Figura 2: Formato dos cristais de CuSO4

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sulfato_de_cobre(II)

O processo de solubilização de uma substância química resulta da interação entre


a espécie que se deseja solubilizar (soluto) e a substância que a dissolve (solvente), e pode
ser definida como a quantidade de soluto que dissolve em uma determinada quantidade
de solvente, em condições de temperatura e pressão, dessa forma, a solubilidade é uma
análise quantitativa. A dissolução de um sólido em um líquido é um processo que requer
energia necessária para vencer as atrações existentes entre os íons que constituem o
soluto, bem como vencer as forças existentes entre as próprias moléculas do solvente. Ou
seja, as forças de atração entre as moléculas do soluto e do solvente devem ser intensas o
suficiente para compensar o rompimento das forças de atração do soluto e solvente
(Martins et al., 2013).

Dessa forma, solução de um sólido e líquido, o sólido colocado no líquido se


dissolve até um “limite” de solubilidade, sendo variante para cada espécie. Após este
limite, há formação da solução saturada com corpo de fundo, desse modo, a mistura nestas
condições se for aquecida lentamente o sal depositado no fundo do recipiente começara
a dissolver até que tenhamos uma solução homogênea. Ao estabilizarmos a temperatura
exatamente no ponto em que houve a dissolução completa do sal, teremos uma solução
saturada, mais concentrada que a original. Uma curva de solubilidade, está ilustrada na
Figura 3. (Atkins, 2009)

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Figura 3: Curva de solubilidade do CuSO45H2O

2. OBJETIVO
Observar a formação de cristais a partir de uma solução saturada de sulfato de
cobre II (CuSO4.5H2O)

3. METODOLOGIA
3.1. Aparelhos e Instrumentos
 Béquer de 250 e 400 ml;
 Funil analítico;
 Papel de filtro qualitativo;
 Tripé de ferro;
 Tela de amianto;
 Bico de Bunsen;
 Termômetro;
 Sulfato de cobre comercial – CuSO4.5H2O;
 H2O destilada.
3.2 Procedimento
Pesou-se 30,0147g de CuSO4.5H2O, e colocar em 100 ml de água destilada.
Misturou e aqueceu brandamente para total dissolução do soluto. Posteriormente
filtrou, e levou a solução filtrada para ebulição, até a redução pela metade. Deixou
resfriar a solução, agitando constantemente até formação de cristais. Filtrou-se os

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cristais em um papel filtro e deixou secar. Depois houve a pesagem dos cristais
para calcular o rendimento da prática.

4. DISCUSSÕES DOS RESULTADOS

Pesados os 30,0147 g de sulfato de cobre e adicionado 100 ml de água, para


solubilizá-los foi necessário aquecimento, pois tem-se quem a solubilidade é de
22,3g/100ml de água a 25°C. Ao aquecer a solução, aumentou-se a solubilidade do sal,
ficando somente as impurezas.

Após filtrar a solução, pesou-se o sal cristalizado obtendo 15, 4256 g. Calculou-
se o rendimento do procedimento utilizando a equação (1).
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙
𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑥 100% (1)

O rendimento obtido através do cálculo representado na equação (2) foi de


aproximadamente 51,39%. Este valor deve-se pelo fato de alguns cristais ficarem
encrustados do papel filtro e eliminação das impurezas contidas no sal.
15,4256𝑔
𝑅𝑒𝑛𝑑𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 𝑥 100% = 51,39% (2)
30,0147

5. CONCLUSÃO

Conclui-se a partir desta prática a importância e praticidade do processo de


cristalização na purificação de um sal, tanto em laboratório de química quanto em uma
indústria. Pode-se dizer também que o procedimento nem sempre tem 100% de eficácia,
ou seja, nem sempre consegue-se obter um sal com pureza total, devido a contaminação
do ambiente, ou mesmo da amostra utilizada, ou também há perdas da amostra durante o
procedimento. Isso ficou constado pelo rendimento de apenas 51,39% da amostra de
sulfato de cobre.

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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ATKINS, Peter W.; JONES, Loretta. Princípios de Química-: Questionando a
Vida Moderna e o Meio Ambiente. Bookman Editora, 2009.

COSTA, Ideval Souza. Nucleação e crescimento cristalino: experimentos


didáticos de cristalização. 2012. Tese de Doutorado. INSTITUTO DE
GEOCIÊNCIAS.

MARTINS, Cláudia Rocha; LOPES, Wilson Araújo; ANDRADE, Jailson Bittencourt


de. Solubilidade das substâncias orgânicas. 2013.