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PROCESSO Nº TST-AIRR-122340-58.2006.5.03.

0023

C/J PROC. Nº TST-AIRR-122341-43.2006.5.03.0023

A C Ó R D Ã O
(Ac. 8ª Turma)
GMMEA/rh

AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE


REVISTA – PRELIMINAR DE NULIDADE DO
ACÓRDÃO POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL – NULIDADE DA CITAÇÃO –
EQUIPARAÇÃO SALARIAL. SALÁRIO
SUBSTITUIÇÃO. INCOMPATIBILIDADE –
PRÊMIOS E PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS.
REFLEXOS – INDENIZAÇÃO POR ASSÉDIO
MORAL. PEDIDO DE DEMISSÃO - HORAS
EXTRAS. LABOR EXTERNO. Nega-se
provimento ao Agravo de Instrumento
que não logra desconstituir os
fundamentos do despacho que denegou
seguimento ao Recurso de Revista.
Agravo de Instrumento a que se nega
provimento.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de


Agravo de Instrumento em Recurso de Revista n° TST-AIRR-122340-
58.2006.5.03.0023, em que é Agravante MAPFRE VERA CRUZ SEGURADORA
S.A. e Agravada SIMONE CHAVES DOS SANTOS.

A Reclamada interpõe Agravo de Instrumento (fls.


02/14) contra o despacho de fls. 147/153, do TRT da 3ª Região, que
denegou seguimento ao Recurso de Revista.
Não foram apresentadas contraminuta nem
contrarrazões, conforme certidão de fls. 154-v.

Firmado por assinatura digital em 22/09/2010 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme
MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira.
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Dispensada a remessa dos autos ao Ministério


Público do Trabalho, de acordo com o art. 83 do RITST.
É o relatório.

V O T O

1 - CONHECIMENTO

Conheço do Agravo de Instrumento porque atendidos


os pressupostos legais de admissibilidade.

2 – MÉRITO

O Regional, mediante o despacho de fls. 147/153,


denegou seguimento ao Recurso de Revista da Reclamada aos seguintes
fundamentos:

PRESSUPOSTOS EXTRÍNSECOS
Tempestivo o recurso (decisão publicada em 10/05/2007 - fl. 839;
recurso apresentado em 15/05/2007 - fl. 840).
Regular a representação processual, fl(s). 763/768.
Satisfeito o preparo (fls. 751, 791, 792, 830 e 869).
PRESSUPOSTOS INTRÍNSECOS
PRELIMINAR DE NULIDADE - NEGATIVA DE PRESTAÇÃO
JURISDICIONAL
Alegações:
- violação do(s) art(s). 5º, inciso XXXV, e 93, inciso IX, da CF.
- violação do(s) art(s). 832 da CLT.
- divergência jurisprudencial.
Sustenta a recorrente que, não obstante a oposição de embargos de
declaração, a d. Turma teria se mantido omissa sobre aspectos suscitados no
atinente aos seguintes pontos: efeitos da revelia/conjunto probatório dos
autos e pedido de demissão/Súmula 330 do TST.
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Entretanto, não se verifica a alegada nulidade por negativa de


prestação jurisdicional, uma vez que o v. acórdão recorrido examinou todas
as questões que lhe foram submetidas a julgamento, fundamentando como
prescreve a lei (art. 832 da CLT), com a independência que esta lhe faculta
(art. 131 do CPC), não restando violados os dispositivos
constitucional e ordinários apontados, pertinentes à ausência de tutela
judicante (OJ 115/SDI-I/TST).
Inviável o seguimento do recurso também sob o enfoque da
divergência jurisprudencial, em face dos limites traçados pela referida
Orientação Jurisprudencial 115 da SDI-I/TST.
PRELIMINAR DE NULIDADE
CITAÇÃO
PENA DE REVELIA E CONFISSÃO
Alegações:
- violação do(s) art(s). 5º, incisos XXXV, LIV e LV, da CF.
- violação do(s) art(s). 214, 215 e 247 do CPC e 769 e 841, parágrafo
1º, da CLT.
- divergência jurisprudencial.
Consta do v. Acórdão:
"As notificações no processo trabalhista se fazem via postal, nos
termos do § 1º do art. 841/CLT, não se exigindo seja feita pessoalmente ao
réu, ao seu representante legal ou ainda procurador legalmente para tanto,
inaplicando na hipótese o invocado art. 215/CPC, ante a inexistência de
omissão da CLT acerca das regras processuais inerentes à notificação.
De mais a mais, não negando a empresa que não tenha recebido a
notificação de fl. 744, como não nega desconhecer a pessoa que firmara o
SEED (fl. 744v), e uma vez que não fora devolvida pelos Correios, a par de
não sustentado erro no seu endereçamento, eis que as demais intimações -
para ciência da decisão, fl. 752 e para contra-arrazoar o recurso da
reclamante, fl. 760, foram enviadas para o mesmo local, é de se presumir
tratar-se de sua empregada e, nesta qualidade, há de se ter como sua
representante, como sua preposta ou, no mínimo, como sua agente.
Mas não é só, basta que a notificação postal chegue a seu destino
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para presumir recebida 48 horas depois de sua postagem, constituindo-se


ônus de prova do destinatário o seu não-recebimento ou a entrega após o
decurso desse prazo, consoante Súmula 16/TST.
Tendo, pois, por regular a notificação da reclamada, não há se falar
em nulidade do processo, preliminar que se rejeita.
Não elidida a revelia e conseqüente pena de confissão, não há se
falar em violação ao amplo direito de defesa, mas nada obsta que agora
passa-se a enfrentar as questões de direito suscitadas pela recorrente
mormente quando, a confissão judicial, decorrente da revelia, deve ser
vista com certa cautela considerando que houve a homologação do TRCT
(fls. 525/527), sem qualquer ressalva quanto a vício de vontade. Em tais
condições, considerando que a própria inicial trouxe ao debate a
desqualificação da dispensa, tenho por razoável acatá-la para discordar
do valor arbitrado em 1ª instância a título de indenização por danos
morais" (f. 823/824).
Elucidando os embargos de declaração, prestaram-se mais estes
esclarecimentos:
"(...) em que pese o argumento da embargante nenhuma razão lhe
assiste porque a citação foi recebida no dia 21/11/2006, numa terça feira
(fl. 744v), e a audiência inicial no dia 27 (fl. 745), ou seja, 6 dias depois, o
que se deu de forma regular e, portanto, em estrita observância ao disposto
no art. 841/CLT" (f. 837).
Com efeito, o entendimento adotado pela d. Turma traduz
interpretação razoável dos dispositivos legais pertinentes, nos termos da
Súmula 221, item II, do TST, o que inviabiliza o seguimento do apelo por
indicação de vulneração ordinária.
Veja-se, ainda, que o posicionamento sufragado no v. acórdão
revisando tem o apoio da citada Súmula 16 do TST, esbarrando o apelo,
outrossim, no estatuído no parágrafo 4º do artigo 896 da CLT.
Por sua vez, tratando-se de matéria regulada por norma
infraconstitucional, não se há cogitar de vulneração literal e direta ao artigo
5º, incisos XXXV, LIV e LV, da CR/88, que, inclusive, não cuida da
espécie em tela, mas do acesso ao Judiciário, do contraditório e da ampla
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defesa, institutos totalmente garantidos à recorrente.


Além disso, são inespecíficos os arestos válidos colacionados, porque
não abordam as mesmas premissas aqui salientadas pela d. Turma,
notadamente no que tange à assertiva no sentido de que ocorreu a regular
notificação da reclamada (Súmula 296/TST).
Já os arestos transcritos provenientes deste Tribunal e de outras
esferas judiciais que não a trabalhista são inservíveis ao confronto de teses
(alínea 'a' do artigo 896 da CLT e OJ 111 da SDI1 do TST).
EQUIPARAÇÃO SALARIAL
SALÁRIO SUBSTITUIÇÃO
Alegações:
- contrariedade à(s) Súmula(s) 6, item III/TST.
- violação do(s) art(s). 286 do CPC e 461 da CLT.
- divergência jurisprudencial.
Consta do v. Acórdão:
"A alegação de inépcia da inicial encontra-se preclusa, a par de
qualquer discussão quanto à incompatibilidade da condenação, de deferir
a equiparação e ao mesmo tempo o salário do substituído, não só por se
encontrar açambarcada pela pena de confissão, mas porque prevalecerá
sempre, por razões óbvias, o maior salário.
Ora, se no período de férias o salário maior for o do colega
substituído, paga-se o salário dele, caso contrário, receberá apenas as
diferenças decorrentes da equiparação.
Nenhuma incompatibilidade, portanto, no deferimento das diferenças
salariais decorrentes da equiparação e pelo fato de ter a reclamante
substituído outro colega no período de suas férias" (f. 825).
Nesse passo, a pretensão da recorrente, assim como exposta,
importaria, necessariamente, no reexame de fatos e provas, o que encontra
óbice na Súmula 126 do TST, razão pela qual se repele a intentada lesão ao
artigo 461 da CLT.
Demais, o entendimento adotado pela d. Turma revela-se pleno de
razoabilidade, consoante a 221, item II, do TST, o que também impede o
prosseguimento do apelo por menção ao artigo 461 da CLT.
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Por outro lado, diante das premissas inicialmente ressaídas pela d.


Turma, denota-se inteiramente inoportuna a alegada infringência ao artigo
286 do CPC.
Outrossim, em virtude das particularidades delineadas neste feito, não
prospera a pretendida contrariedade à Súmula 6, item III, do TST, eis que
não subscreve juízo conflitante com aquele expendido no v. acórdão
revisando.
Os arestos adunados ao dissenso pretoriano são inespecíficos, desde
que não enfrentam as mesmas peculiaridades ressaltadas pela d.
Turma, mormente as da ocorrência da revelia e pena de confissão (Súmula
296/TST).

PRÊMIO
PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS - INTEGRAÇÃO
REFLEXOS
Alegações:
- violação do(s) art(s). 7º, inciso XI, da CF.
Consta do v. Acórdão:
"Porque revel e confessa a reclamada, não cabe aqui negar a
natureza salarial das parcelas.
Se alegado na inicial que o pagamento sobre tais rubricas se fizeram
de forma a camuflar a verdadeira composição da remuneração, criando
verbas com títulos de modo a lhes retirar a verdadeira natureza salarial e,
pois remuneratória, isto é fato que não veio contestado a tempo e modo" (f.
826).
Inviável o seguimento do recurso, quanto aos reflexos da participação
nos lucros, em face da conclusão da d. Turma, no sentido de que "Porque
revel e confessa a reclamada, não cabe aqui negar a natureza salarial das
parcelas" .
Relativamente ao Prêmio, nota-se que a recorrente não indicou
violação de dispositivo legal/constitucional, conflito com verbete sumular
do TST ou divergência jurisprudencial, limitando-se a impugnar, de forma
genérica, a v. decisão recorrida, o que é inadmissível em se tratando de
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recurso de revista, que requer a observância dos limites previstos nas


alíneas do artigo 896 da CLT, prejudicando sobremaneira a revisão
almejada.
ASSÉDIO MORAL
INDENIZAÇÃO
VALOR DA CONDENAÇÃO - CRITÉRIO DE FIXAÇÃO
Alegações:
- contrariedade à(s) Súmula(s) 330, item I/TST.
- divergência jurisprudencial.
Consta do v. Acórdão:
"Alegou a reclamante que fora compelida a pedir dispensa, fato não
contestado e, pois, abrangido pela confissão ficta, não servindo ao fim
desejado o documento de fl. 790 colacionado aos autos com o recurso de
que teria a autora se demitido sponte sua.
De mais a mais, revel e confessa a reclamada, e não contestados os
fatos quanto ao alegado assédio moral sofrido pela autora, cai no vazio
toda e qualquer discussão acerca da ausência de prova dos requisitos
configuradores do dano moral, impondo-se a condenação correlata.
Por fim, quanto ao valor arbitrado, da ordem de R$21.000,00 (fl.
751), tenho por incompatível com a matéria fática trazida a cotejo,
mormente considerando que apropria inicial trouxe ao debate a
desqualificação da dispensa, de tal sorte que R$10.000,00 remuneram de
forma condizente o dissabor alegado sofrido pela autora" (f. 826).
Aqui, inviável a análise do recurso no alusivo à invocada distonia
específica com a Súmula 330, item I, do TST, porquanto a d. Turma não
adotou tese sobre a matéria sob o enfoque do verbete sumular em
tela. Ausente o prequestionamento, incide a Súmula 297 do TST.
Além do mais, é inespecífico o aresto válido reproduzido, porque
não rebate as peculiaridades relevadas pela d. Turma, principalmente às
relativas à revelia e pena de confissão aplicadas à reclamada (Súmula
296/TST).
Os arestos oferecidos à divergência jurisprudencial emanados deste
Tribunal e de outra esfera judicial que não a trabalhista não servem ao fim
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colimado (alínea 'a' do artigo 896 da CLT e OJ 111 da SDI1 do TST).


No que toca ao montante arbitrado à indenização por assédio moral, o
aresto colacionado às f. 856-in fine/857 contempla a mesma tese defendida
no v. acórdão revisando, sendo, portanto, convergentes (Súmula 296 do
TST).
HORA EXTRA - TRABALHO EXTERNO
Alegações:
- violação do(s) art(s). 62, inciso I, da CLT.
- divergência jurisprudencial.
Consta do v. Acórdão:
"Há sim, há esclarecimentos, e não confissão, acerca do trabalho
externo. Acontece que, não obstante se reportar a esta situação, tal se
desenvolvia até às 18/19 horas quando, então, alega a reclamante que
retornava à empresa para continuar a prestar serviços extraordinários
internamente até 21, 22 ou 1 hora da madrugada.
Ainda que assim não fosse, a prova do trabalho externo, de forma a
enquadrar a autora na exceção do art. 62 da CLT cabia, com
exclusividade, à reclamada, e como é ela ré confessa, outra não será a
solução ao litígio que não admitir como verdadeiros os fatos narrados na
inicial" (f. 827).
Inviável o seguimento do recurso também neste tópico, ante a
conclusão da d. Turma, no sentido da pena de confissão aplicada à
reclamada.
Por seu turno, são inespecíficos os arestos apresentados ao cotejo de
teses, porque não versam as mesmas premissas destacadas pela d. Turma,
especialmente a que alude à pena de confissão imposta à
reclamada (Súmula 296/TST).
CONCLUSÃO
DENEGO seguimento ao recurso de revista.” (fls. 147/153)

A Agravante, inconformada, repisa as razões do seu


Recurso de Revista, insistindo que foram preenchidos os requisitos
do art. 896 da CLT, merecendo, assim, processamento o Apelo
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trancado.
Ocorre, contudo, que os argumentos expendidos pela
Agravante não logram infirmar os termos do despacho agravado, que se
sustenta pelos seus próprios fundamentos, os quais adoto como razões
de decidir.
Ressalte-se que, ao se reportar explicitamente aos
fundamentos da decisão agravada, incorporando-lhe como razão de
decidir, o presente julgado adota a técnica de motivação das
decisões judiciais por referência ou por remissão, já reconhecida
pelo Supremo Tribunal Federal como bastante ao atendimento da
exigência contida no artigo 93, IX, da Constituição da República.
Precedente: STF, MS-27.350/DF, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de
04/06/2008.
Nego provimento.

ISTO POSTO

ACORDAM os Ministros da Oitava Turma do Tribunal


Superior do Trabalho, por unanimidade, negar provimento ao Agravo de
Instrumento.
Brasília, 22 de setembro de 2010.

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MÁRCIO EURICO VITRAL AMARO
Ministro Relator

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