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Noções gerais de Administração Pública


Quando um edital de concurso cobra do candidato conhecimento sobre noções gerais de Administração Pública,
deve-se ter em conta o conceito de Estado e como se dá a sua organização político-administrativa.
Nesse sentido, qual seria o conceito de Estado?
Sem entrar no mérito do que significa cada uma destas expressões: Estado é a associação de povo, território,
poder e soberania.

E os elementos do Estado? Os elementos são o povo, o território e o governo soberano.

Esse é um conceito geral. Especificamente em relação ao Estado brasileiro devemos nos atentar aos seguintes
artigos da CF de 1988:

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito [...]

Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados,
o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.

O que seria, nessa senda, a República Federativa do Brasil?


 República é a forma de governo, que significa coisa do povo, possuindo as seguintes características:
o Eletividade
o Temporalidade
o Representatividade popular
o Responsabilidade (dever de prestar contas).

 Federativa é a forma de estado, em razão de possuir entes federados (união, estados, Distrito Federal e
municípios).
Sobre a República Federativa do Brasil ainda podemos dizer que é pessoa jurídica de direito internacional, sendo
formada por centros de poder. Veja:
 Poder político central: União, que representa a República Federativa do Brasil.
 Poderes políticos regionais: estados-membros.
 Poderes políticos locais: municípios.

Esses poderes políticos são também chamados de entes federativos e vale registrar que em cada ente só existe
uma pessoa política. Veja: Esses poderes políticos são também chamados de entes federativos e vale registrar
que em cada ente só existe uma pessoa política. Veja: Esses poderes políticos são também chamados de entes
federativos e vale registrar que em cada ente só existe uma pessoa política. Veja:

Esses poderes políticos são também chamados de entes federativos e vale registrar que em cada ente só existe
uma pessoa política. Veja:

Assim, somente a pessoa política pode desempenhar as funções legislativa e jurisdicional, diferentemente do que
ocorre em relação à função administrativa que pode ser delegada a outras pessoas jurídicas, pelo fenômeno da
descentralização administrativa. Apesar disso, necessário se faz alertar que os municípios não possuem a função
jurisdicional.

Também é importante referir que o Brasil adotou o sistema bicameral, pelo qual uma das Casas Legislativas inicia
o processo legislativo e a outra o revisa. Entretanto, nos Estados-membros, no Distrito Federal e nos municípios
adotou-se o sistema unicameral, ou seja, a função legislativa é desempenhada por uma única Câmara.
Por fim, ainda pode aparecer em prova o artigo 2º, da CF de 1988:
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Sobre esse artigo, é importante notar que as funções estatais - Legislativa, Jurisdicional e Administrativa - são
exercidas por todos os Poderes. Assim, tipicamente o Poder Legislativo exercerá a função estatal legislativa,
porém atipicamente poderá também exercer a função administrativa quando, por exemplo, realiza concurso
público ou, ainda, a função jurisdicional quando, por exemplo, julga o processo de impeachment. Da mesma
forma, pode se dizer em relação aos outros poderes. Observe:

Fonte: O conteúdo desse artigo foi elaborado com base em questões de concursos e na doutrina.
BORTOLETO, Leandro. Direito Administrativo. 2. ed. Salvador: Juspodvim.
NÁPOLI, Edem. Direito Constitucional - Resumo para Concursos. 2. ed. Salvador: Juspodvim.
PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito Constitucional Descomplicado. 4. ed. Rio de Janeiro: Método
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Criação das entidades administrativas - Administração Pública Indireta


Neste artigo propomos uma análise dos incisos XIX e XX do artigo 37, da Constituição Federal, frequentes em
provas de concursos quando o assunto é Administração Pública Indireta.

Esse esquema representa expressamente o texto da norma em estudo, mas o que está implícito?

O que está implícito é que as Fundações Públicas se subdividem em Fundações Públicas de Direito Público e
Fundações Públicas de Direito Privado, sendo que a primeira precisa de lei para ser criada e a segunda basta que
lei autorize sua criação, da mesma forma como ocorre em relação às Empresas Públicas e Sociedades de Economia
Mista.

Também não há na norma referida menção expressa acerca das agências reguladoras, mas estas são autarquias
em regime especial. Por fim, ainda é preciso fazer referência aos consórcios públicos, introduzidos pela Lei
11.107/05, os quais podem ser de Direito Público ou de Direito Privado, assim como as fundações públicas.
E quanto às Agências Executivas? Não são uma espécie nova de entidade administrativa, apenas uma qualificação
dada às autarquias ou fundações públicas.

Com tudo o que já foi dito, necessário se faz ressaltar, conforme se depreende do esquema acima, que todas as
entidades (pessoas administrativas) integrantes da Administração Pública Indireta possuem personalidade
jurídica, as quais dependendo do caso poderá ser de direito público ou de direito privado.

Veja um exemplo esquematizado:

Fonte:

O artigo foi elaborado com base na Lei, na jurisprudência dos Tribunais, em questões de concurso e na
doutrina.

BORTOLETO, Leandro. Direito Administrativo. 2. ed. Salvador: Juspodvim.

Bom estudo!!!
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Administração Pública Direta e Indireta


Esse quadro esquematizado foi feito para se ter uma visão geral sobre a Administração Pública Direta e Indireta,
de forma comparada.

Enquanto a Administração Pública Direta é formada pelo conjunto de órgãos públicos que integram as pessoas
jurídicas políticas, os quais são criados a partir do fenômeno da desconcentração das atividades administrativas,
a Administração Pública Indireta compreende pessoas administrativas que atuam de maneira específica e
especializada em determinada atividade, criadas em razão da necessidade que a pessoa política (união, estados,
DF, municípios) possui de descentralizar as suas atividades. A partir desses conceitos podemos chegar a vários
outros e entender melhor a matéria.

Fonte:
Os mapas mentais e o conteúdo do artigo foram elaborados com base em questões de concurso e na doutrina.
BORTOLETO, Leandro. Direito Administrativo. 2. ed. Salvador: Juspodvim.
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Conceito de Administração Pública


Este mapa mental trata do conceito de administração pública, em seus aspectos subjetivo e objetivo.

Em síntese, a Administração Pública é o conjunto de pessoas jurídicas, órgãos públicos e agentes


públicos que realizam a atividade administrativa, consistente em serviços públicos, fomento, polícia
administrativa e intervenção.

Perceba que através desse conceito, você extrai QUEM FAZ (sentido subjetivo, formal ou orgânico) e o
QUE É FEITO (sentido objetivo, material ou funcional).

Fonte:
Os mapas mentais e o conteúdo do artigo foram elaborados com base em questões de concurso e na doutrina.
BORTOLETO, Leandro. Direito Administrativo. 2. ed. Salvador: Juspodvim.
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Entidades paraestatais do terceiro setor


Neste artigo vamos tratar brevemente do terceiro setor, apresentando quadro esquematizado comparativo entre
a OS e a OSCIP.
Segundo Bortoleto, tradicionalmente a economia se dividiria em três setores, quais sejam, o Estado (primeiro
setor), o mercado (segundo setor) e as entidades paraestatais (terceiro setor).

Atuam nesse terceiro setor basicamente pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos que desenvolvem
atividades paralelas ao Estado e, frisa-se, não pertencem à estrutura da Administração Pública.

Serviço Social Autônomo


Essas entidades não fazem parte da Administração Indireta, mas dependem de lei para serem criadas, uma vez
que a lei autoriza a sua instituição.
Repare que são exemplos aquelas que compõe o chamado sistema S, conforme segue:
Sistema S: Senac, Sesi, Sebrai, Sesi, etc.

Organização Social (OS)


A lei 9737/98 que trata dessa entidade dispõe em seu artigo primeiro que o Poder Executivo poderá qualificar,
como organizações sociais, pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam
dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio
ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos previstos da Lei.
Percebe-se pelo texto da norma que em verdade tratam-se de fundações privadas ou associações que recebem o
título de organização social e, com isso, podem celebrar contrato de gestão com o poder público.
Importante, ainda, ressaltar que a Administração Pública poderá contratar com essas organizações com dispensa
de licitação, conforme prevê o inciso XXIV, da Lei 8666/93.

Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP)

As OSCIP’s em muito se assemelham às organizações sociais, na medida em que podem também ser fundação
privada ou associação, a qual receberá a qualificação de OSCIP. Entretanto, após qualificada poderá celebrar
termo de parceria (e não contrato de gestão).
Veja no quadro abaixo as principais diferenças entre as duas entidades acima mencionadas:

Entidades de Apoio
Segundo Bortoleto são pessoas jurídicas do setor privado, sem finalidade lucrativa, que desenvolvem serviços
sociais e, normalmente, se relacionam com a Administração Pública, por convênio, para atuarem junto a
universidades públicas e hospitais públicos.
Interessante ainda dizer que são instituídas por servidores públicos e, inclusive, a atividade que desempenham é
por estes realizadas na própria sede da entidade público. Não realizam serviço público, mas executam a mesma
atividade desempenhada pela Administração Pública.
Nos termos do que prevê a Lei 8666/93, em seu artigo 24, XIII, algumas dessas instituições poderão ser
contratadas com dispensa de licitação, consoante segue:
XIII - na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da pesquisa, do ensino
ou do desenvolvimento institucional, ou de instituição dedicada à recuperação social do preso, desde que a
contratada detenha inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos;

Veja questão sobre o assunto:


Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: BACEN Prova: Procurador (questão adaptada)
O poder público deverá outorgar o título de OSCIP às entidades que preencherem os requisitos exigidos pela
legislação de regência para o recebimento da qualificação, em decisão de natureza vinculada.
Certa ou errada?

Fonte: O conteúdo desse artigo foi elaborado com base em questões de concursos e na doutrina.
BORTOLETO, Leandro. Direito Administrativo. 2. ed. Salvador: Juspodvim.