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A Linguagem Litúrgica

Documento de Puebla 920: O homem é um ser sacramental; no nível religioso, exprime


suas relações com Deus num conjunto de sinais e símbolos; Deus, igualmente, os utiliza
quando se comunica com os homens. Toda a criação é, de certa forma, sacramento de
Deus, porque no-lo revela.
Documento de Puebla 921: Cristo “é imagem de Deus invisível” (Cl 1,15). Como tal, é o
sacramento primordial e radical do Pai: “aquele que me viu, viu o Pai” (Jo 14,9).
Documento de Puebla 922: A Igreja é, por sua vez, sacramento de Cristo para comunicar
aos homens a vida nova. Os sete sacramentos da Igreja concretizam e atualizam esta
realidade sacramental para as diversas situações da vida.
Catecismo da Igreja Católica 1189: A celebração litúrgica comporta sinais e símbolos que
se referem à criação (luz, água, fogo), à vida humana (lavar, tingir; partir o pão) e à história
da salvação (ritos da Páscoa). Inseridos no mundo da fé e assumidos pela força do Espírito
Santo, estes elementos cósmicos, estes ritos humanos, estes gestos memoriais de Deus,
tornam-se portadores da ação salvadora e santificadora de Cristo.

Concluindo: Cristo, a Igreja, a Liturgia e os Sacramentos são os elos da cadeia pela qual
Deus se comunica conosco e nos comunicamos com Deus.

O mecanismo da comunicação:

Muitas vezes a transmissão ao longo do canal entre o transmissor e o receptor


pode ser perturbada por fatores estranhos. Estes elementos perturbadores são chamados
“ruídos”. Eles são capazes de incomodar, distorcer e até anular a mensagem.
Na Liturgia

Não posso entender aquele que fala se não entendo sua linguagem, se não a traduzem
para mim. E como na liturgia é a palavra que dá sentido ao rito, o conhecimento desse código é
indispensável.

É preciso levar em conta que os códigos verbais carecem de uniformidade. Uma palavra
tem significados diferentes em contextos culturais distintos. O contexto é sempre o elemento mais
importante na comunicação.

Duplo contexto do sinal na Liturgia

O contexto da cultura e do ambiente humano: A liturgia com todos os seus elementos


significativos, dirige-se a homens concretos que formam a assembleia. Esses homens têm uma
cultura e uma mentalidade próprias; tem uma história, costumes, línguas e tradições próprias. A
mensagem evangélica deve chegar a esses homens concretos.

A assembleia litúrgica também relaciona-se com outro contexto sociocultural: o da Igreja.


Cristo dá o sentido verdadeiro a todos os sinais litúrgicos. É através da catequese que acontece a
apreensão e a experiência do contexto dos sinais sagrados. O cristão consegue isso vivendo a vida
da Igreja, passando pela evangelização, pela iniciação sacramental e pela vida evangélica.
Esquema para OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE - LITURGIA EUCARISTICA

AMBIENTE CELEBRATIVO

1) Localização da Paróquia: região central, bairro nobre, bairro classe média, periferia, zona rural,
outro...

2) Igreja: matriz Paroquial, comunidade, capela de hospital, capela de casa religiosa, santuário,
outro...

3) Arquitetura: neogótica, românica, barroca, moderna, sem estilo definido.

4) Altar, estante da Palavra, tipo de assentos, Iluminação artificial e ou natural, ar condicionado/


ventiladores, Imagens/Iconografias.

5) Instrumental utilizado para a liturgia: Livros Litúrgicos, paramentos, cálices, ambulas, patena...

6) Quantidade estimada de pessoas na assembleia.

7) Público predominante: crianças, jovens, casais, famílias, adultos, idosos.

8) Dia da semana e horário da celebração.

9) Equipamentos utilizados: projetor, microfones.

10) Ornamentação: singela, exagerada, descuidada, não existia, inexpressiva.

11) Utilizaram-se as cores litúrgicas no altar e na estante da Palavra?

DESENVOLVIMENTO DA CELEBRAÇÃO

1) Houve ruídos? Conversas, barulhos exteriores, microfonia, celulares tocando, sons de


instrumentos musicais fora de hora, tosse, objetos caindo, crianças chorando...

2) Como foi a presidência da celebração? Gestual, expressividade, olhar, interatividade...

3) Como a assembleia se comportou? Compenetrada, indiferente, mecanicamente, agitada,


dispersa.

4) Como agiram os ministros? Perdidos, discretos, dispersos, naturais

5) A respostas da assembleia expressaram uma vontade de participação ativa por parte dos fiéis?

6) Como foram executados os ritos iniciais?

7) Houve comentário? Introduziu a assembleia no mistério a ser celebrado? Foi longo, cansativo,
fora do contexto?

8) Houve procissão solene com turíbulo, cruz, velas...?

9) A saudação do presidente expressou uma verdadeira acolhida?

10) O ato penitencial foi um convite a conversão? As fórmulas do missal foram utilizadas? Houve
aspersão de água?
11) O Glória foi cantado? Respeitou-se a fórmula?

12) A oração da coleta: Houve silêncio prescrito antes oração? Foi rezada com espírito orante?

13)Como foram proclamadas as leituras? Clara, inaudível, com má articulação das palavras, sem
entonação ou ênfase, corrida, com erros de leitura, com mau uso do microfone...

14) O salmo: Foi cantado por um salmista na estante da palavra? Utilizaram o salmo prescrito ou
substituíram por um canto qualquer?

15) A aclamação ao Evangelho foi cantada? Utilizou-se o formulário prescrito?

16) A proclamação do Evangelho foi feita de modo claro? Houve expressividade, houve contato
visual da assembleia?

17) A homilia refletiu sobre os textos e o mistério que foi celebrado?

18) A profissão de fé: Foi feita mecanicamente?

19) A oração dos fiéis expressou as necessidades da comunidade local? Estava de acordo com a
liturgia do dia? Foram bem elaboradas, lidas de forma clara?

20) Houve procissão das oferendas? Foi feita com serenidade? A sua preparação causou dispersão
na assembleia?

21) A liturgia eucarística transcorreu de modo sereno, todos estavam atentos e compenetrados na
ação memorial, como se comportou a presidencial em relação ao gestual prescrito?

22) Como foi a motivação para o Pai Nosso? Espontânea? Utilizou-se uma das fórmulas prescritas?

23) O embolismo do Pai Nosso foi feito de modo apressado ou mecânico?

24) Houve a saudação da paz? A assembleia se dispersou?

25) A oração do cordeiro foi rezada, cantada, a assembleia estava compenetrada ou dispersa?

26) A distribuição da sagrada comunhão ocorreu com tranquilidade, espírito de oração, deu-se
importância as palavras, ao gestual e ao olhar?

27) Houve um momento de silêncio após a comunhão?

28) Houve avisos no final. Foram feitos depois da oração pós-comunhão. Os avisos foram dados de
maneira clara e concisa?

29) Como se comportou a assembleia após a benção final? Houve tumulto, se mantiveram nos
bancos até a saída do presidente?

30) Os cantos foram escolhidos de modo apropriado para a liturgia que estava sendo celebrada?

Qual a sua avalição desta liturgia?

Ela ajudou a comunidade a fazer memória do Mistério Pascal de Cristo em sua vida?