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Aula 09

Auditoria Governamental
•• ibunal de Contas do Estado de Pernambuco - TCE/PE
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Claudenir Brito - Aula 09

AULA 09: Sistema de Controle Interno do Poder


Executivo Federal. Finalidades e objetivos da
auditoria governamental; abrangência de
atuação; formas e tipos; normas relativas à
execução dos trabalhos.
SUMARIO PAGINA
1. Auditoria no setor público federal: Lei n ° 10.180/2001 2
2. Decreto n° 3.591/2000 (Sistema de Controle Interno) 16
3. Metodologia de trabalho do SCI - IN 01/01 41
Relação de questões comentadas na aula 75
Resumo do Prof. Claudenir Brito 94
Referências 98

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(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e
consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.

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Olá pessoal,

Na aula de hoje vamos estudar os tópicos principais de Auditoria no


Setor Público Federal, particularmente os que se referem às suas
finalidades, objetivos, abrangência de atuação, formas e tipos em que
esse ramo da Auditoria se apresenta.

Além disso, vamos ver dois normativos bastante simples relacionados ao


Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal. Como costumo
dizer, não vejo motivos para o estudo da "lei seca", por isso prestem
bastante atenção na aula, que será mais do que suficiente para que
tenham um bom resultado na prova.

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Aviso importante: a atual nomenclatura da CGU é Ministério da


Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, mas
vamos nos referir a ele, na presente aula, como CGU.

Dúvidas que forem surgindo, só perguntar no fórum do curso, enviar um


email para claudenirbrito@gmail.com ou, ainda:

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Uma boa aula para todos nós.

1. Auditoria no setor público federal Lei n°


10.180/2001

A Lei 10.180/2001 disciplina os Sistemas de Planejamento e de


Orçamento Federal, de Administração Financeira Federal, de Contabilidade
Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal (SCI-PEF). Para
nossa matéria, o que nos interessa está contido entre os arts. 19 e 38
dessa Lei, que é a parte relacionada ao Sistema de Controle Interno do
Poder Executivo Federal (SCI-PEF).

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1.1 Finalidades do SCI-PEF

Sem dúvida, este item é o mais explorado em provas, pois reproduz as


quatro finalidades do SCI emanadas do art. 74 da Constituição Federal.

O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal visa à avaliação


da ação governamental e da gestão dos administradores públicos federais,
por intermédio da fiscalização contábil, orçamentária, financeira,
operacional e patrimonial {para gravar, COFOP), e a apoiar o controle
externo no exercício de sua missão institucional.

Cumprimento das Metas Previstas no Plano Plurianual

1 - Avaliar Dos Programas de Governo


Execução [
Dos Orçamentos da União

2 - Comprovar a Legalidade Orçament6r1a


Órgãos e
Entidades da
SISTEMA Gestão Rnancelra Adm. Direta
DE Eficiência
CONTROLE 3 - Avaliar Resultados [
INTERNO Adm. Indireta
Eficácia Pabimonlal

Operações de Crédito

4 - Controlar Avais

Garantias

Direitos e haveres do Estado

5 - Apoiar o Controle Externo no exercício de sua missão institucional

1.2 Competências do SCI-PEF

É importante não confundir as quatro finalidades do SCI, vistas no item


anterior, com as competências dos órgãos e unidades desse Sistema
de Controle Interno, que engloba as finalidades e acrescenta diversas
outras, conforme veremos a seguir:

I Avaliar o cumprimento das metas estabelecidas no plano


plurianual.
II - Fiscalizar e avaliar a execução dos programas de governo,
inclusive ações descentralizadas realizadas à conta de recursos oriundos
dos Orçamentos da União, quanto ao nível de execução das metas e

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objetivos estabelecidos e à qualidade do gerenciamento.


III - Avaliar a execução dos orçamentos da União.
IV - Exercer o controle das operações de crédito, avais, garantias,
direitos e haveres da União.
V - Fornecer informações sobre a situação físico-financeira dos projetos e
das atividades constantes dos orçamentos da União.
VI - Realizar auditoria sobre a gestão dos recursos públicos federais
sob a responsabilidade de órgãos e entidades públicos e privados.
VII - Apurar os atos ou fatos inquinados de ilegais ou irregulares,
praticados por agentes públicos ou privados, na utilização de recursos
públicos federais e, quando for o caso, comunicar à unidade responsável
pela contabilidade para as providências cabíveis.
VIII - Realizar auditorias nos sistemas contábil, financeiro,
orçamentário, de pessoal e demais sistemas administrativos e
operacionais.
IX - Avaliar o desempenho da auditoria interna das entidades da
administração indireta federal.
X - Elaborar a Prestação de Contas Anual do Presidente da
República a ser encaminhada ao Congresso Nacional.
XI - Criar condições para o exerc1c10 do controle social sobre os
programas contemplados com recursos oriundos dos orçamentos da
União.

Mais uma vez:

O SCI-PEF tem as seguintes finalidades:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual,


a execução dos programas de governo e dos orçamentos da
União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto a
eficácia e eficiência, da gestão orçamentária, financeira e
patrimonial (OFIP) nos órgãos e nas entidades da Administração
Pública Federal, bem como da aplicação de recursos públicos por
entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e
garantias, bem como dos direitos e haveres da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão
institucional.

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tome nota!

A CGU (órgão central do SIC-PEF) elabora a Prestação de contas do


Presidente, o TCU emite parecer prévio e o Congresso julga.

1.3 Atividades Complementares do SCI-PEF

Além das finalidades e atividades precípuas exercidas pelo SCI-PEF, a IN


no 01/2001 destaca algumas atividades complementares desse Sistema,
quais sejam:

Elaboração da Prestação de Contas do Presidente da República

• Essa atividade consiste em receber as informações dos órgãos que


executam os orçamentos da União, avaliar a consistência das mesmas e
encaminhá-las ao Tribunal de Contas da União. Faz parte dessa função a
emissão de parecer quadrimestral sobre o cumprimento da Lei de
Responsabilidade Fiscal, por parte do Poder Executivo Federal.

Controle Social

• A criação de condições para o exercício do controle social sobre os


programas contemplados com recursos oriundos dos orçamentos da
União visa fortalecer este mecanismo complementar de controle
público, por intermédio da disponibilização de informações sobre as
atividades desenvolvidas, particularmente no que se refere à avaliação da
execução dos programas e avaliação da gestão.

• O SCI-PEF deve avaliar os mecanismos de controle social


pr e vistos nos re spect ivos prog r a m a s de governo,
particularmente naqueles casos em que a execução das ações se realiza
de forma descentralizada nas diferentes unidades da federação e nos
municípios, devendo destacar se os mesmos estão devidamente
constituídos, estão operando adequadamente, têm efetiva
representatividade dos agentes sociais e realizam suas atividades de
forma efetiva e independente.

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Auditoria de Tomada de Contas Especial

• A Tomada de Contas Especial (TCE) é um processo


administrativo, instaurado pela autoridade administrativa
competente quando se configurar omissão no dever de prestar contas,
não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União,
ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiros, bens e valores públicos,
ou, ainda, prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de
que resulte em dano ao Erário.

• A instauração da TCE visa apurar os fatos, identificar os


responsáveis e quantificar o dano causado ao erário sempre que a
Administração Pública tiver de ser ressarcida de prejuízos que lhe foram
causados.

Análise de Processos de Pessoal

• A análise de processos de pessoal consiste na análise dos atos de


admissão, desligamento, aposentadoria, reforma e pensão e visa a
subsidiar o Tribunal de Contas da União no cumprimento do disposto
no inciso III, do art. 71, da Constituição Federal, que trata da apreciação
dos atos de pessoal, quanto à legalidade, para fins de registro.

Avaliação das Unidades de Auditoria Interna

• A avaliação das unidades de auditoria interna das entidades da


Administração Indireta Federal consiste em avaliar o desempenho das
mesmas e visa comprovar se estão estruturadas de forma
adequada, realizando suas funções de acordo com os respectivos planos
de trabalho e observando as normas da IN 01/2001 no que for aplicável.

Diligências

• As diligências visam buscar informações e esclarecimentos


junto aos gestores públicos sobre as razões que levaram à prática de
qualquer ato orçamentário, financeiro, patrimonial e operacional praticado
por agente público, a fim de subsidiar os exames a cargo do SCI-PEF,
inclusive no apoio institucional ao Controle Externo.

1.4 Disposições Gerais sobre as atribuições do SCI

Nenhum processo, documento ou informação poderá ser sonegado aos


servidores do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, no
exercício das atribuições inerentes às atividades de auditoria,
fiscalização e avaliação de gestão.

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Importante que fique claro que não se pode negar a um servidor do SCI
uma documentação que esteja relacionada ao trabalho que ele está
desempenhando.

Sobre o tema, o agente público que, por ação ou omissão, causar


embaraço, constrangimento ou obstáculo à atuação do Sistema de
Controle Interno, no desempenho de suas funções institucionais, ficará
sujeito à pena de responsabilidade administrativa, civil e penal.

Por outro lado, é dever do servidor guardar sigilo sobre dados e


informações pertinentes aos assuntos a que tiver acesso em decorrência
do exercício de suas funções, utilizando-os somente para a elaboração de
pareceres e relatórios destinados à autoridade competente, também sob
pena de responsabilidade administrativa, civil e penal.

Se a documentação ou informação envolver assuntos de caráter sigiloso,


deverá ser dispensado tratamento especial.

Outro ponto importante é que é vedada a nomeação para o exercício


de cargo, inclusive em comissão, no âmbito do SCI -PEF, de pessoas que
tenham sido, nos últimos cinco anos:

I - responsáveis por atos julgados irregulares por decisão


definitiva do Tribunal de Contas da União, do tribunal de
contas de Estado, do Distrito Federal ou de Município, ou
ainda, por conselho de contas de Município;
II - punidas, em decisão da qual não caiba recurso
administrativo, em processo disciplinar por ato lesivo ao
patrimônio público de qualquer esfera de governo;
III - condenadas em processo criminal por prática de
crimes contra a Administração Pública.

Os cargos em comissão, no âmbito da SFC/CGU, assim como os cargos de


Assessor Especial de Ministro de Estado incumbido de funções de Controle
Interno (AECI), serão providos, preferencialmente, por ocupantes dos
cargos efetivos da carreira de Finanças e Controle.

Caso contrário, será exigida a comprovação de expenencia de, no


mínimo, cinco anos em atividades de auditoria, de finanças públicas ou de
contabilidade pública.

A indicação para o cargo de AECI será submetida previamente à


apreciação da CGU.

Os órgãos e as unidades do Sistema de Controle Interno do Poder

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Executivo Federal, ao desempenhar o seu trabalho, constatando


indícios de irregularidades, comunicarão ao Ministro supervisor da
unidade gestora ou entidade e aos respectivos órgãos de controle interno
e externo dos entes recebedores para que sejam tomadas as providências
de suas competências.

Quando ocorrer prejuízo à União, os órgãos e as unidades do Sistema de


Controle Interno do Poder Executivo Federal adotarão as providências de
sua competência, previstas na legislação pertinente, com vistas ao
ressarcimento ao erário.

1.5 Formas e tipos

1.5.1 Tipos de Auditoria Governamental

Existem diversas classificações para a Auditoria, segundo a doutrina e os


normativos em vigor. Entretanto, em se tratando de auditoria
governamental, geralmente é cobrada a constante na IN 01. Segundo
essa norma, a auditoria classifica-se em:

Auditoria de Avaliação da Gestão

• Esse tipo de auditoria objetiva emitir opinião com vistas a certificar a


regularidade das contas, verificar a execução de contratos, acordos,
convênios ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e
na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela
confiados.

• Compreende, entre outros, os seguintes aspectos: exame das peças


que instruem os processos de tomada ou prestação de contas; exame da
documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos; verificação
da eficiência dos sistemas de controles administrativo e contábil;
verificação do cumprimento da legislação pertinente; e avaliação dos
resultados operacionais e da execução dos programas de governo quanto
à economicidade, eficiência e eficácia dos mesmos.

Auditoria de Acompanhamento da Gestão

• Realizada ao longo dos processos de gestão, com o objetivo de se


atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais
positivos e negativos de uma unidade ou entidade federal,
evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou
prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional.

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Auditoria Contábil

• Compreende o exame dos registros e documentos e na coleta de


informações e confirmações, mediante procedimentos específicos,
pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou
projeto.

• As auditorias contábeis objetivam obter elementos comprobatórios


suficientes que permitam opinar se os registros contábeis foram
efetuados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se
as demonstrações deles originárias refletem, adequadamente, em seus
aspectos mais relevantes, a situação econômico-financeira do patrimônio,
os resultados do período administrativo examinado e as demais situações
nelas demonstradas.

• Tem por objeto, também, verificar a efetividade e a aplicação de


recursos externos, oriundos de agentes financeiros e organismos
internacionais, por unidades ou entidades públicas executoras de projetos
celebrados com aqueles organismos com vistas a emitir opinião sobre a
adequação e fidedignidade das demonstrações financeiras.

Auditoria Operacional

• Avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados ao


processo operacional das unidades ou entidades da administração pública
federal, programas de governo, projetos, atividades, ou segmentos
destes, com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos
aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando auxiliar a
administração na gerência e nos resultados, por meio de recomendações,
que visem aprimorar os procedimentos, melhorar os controles e aumentar
a responsabilidade gerencial.

• Este tipo de procedimento de auditoria consiste numa atividade de


assessoramento ao gestor público, com vistas a aprimorar as práticas dos
atos e fatos administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva no
contexto do setor público, atuando sobre a gestão, seus programas
governamentais e sistemas informatizados.

Auditoria Especial

• Objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes, de


natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para atender
determinação expressa de autoridade competente. São trabalhos de
auditoria não inseridos em outras classes de atividades.

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1.5.2 Formas de Execução

Antes de explicarmos as formas de execução da Auditoria Governamental


no âmbito do Poder Executivo Federal, temos de conhecer a organização
e estrutura do Sistema de Controle Interno.

Integram o SCI:

Órgão central • A Secretaria Federal de Controle Interno do


Ministério da Fazenda - SFC/MF (atualmente a SFC faz parte da CGU, e
não mais do MF), incumbida da orientação normativa e da supervisão
técnica dos órgãos e das unidades que compõem o sistema, sem prejuízo
da subordinação ao órgão em cuja estrutura administrativa estiverem
integrados.

Órgãos setorias • As Secretarias de Controle Interno do Ministério


da Defesa, do Ministério das Relações Exteriores, da Casa Civil e da
Advocacia Geral da União.

Unidades setoriais • As Unidades de Controle Interno dos


comandos militares como setoriais da Secretaria de Controle Interno do
Ministério da Defesa.

Unidades regionais do órgão central • As Gerências Regionais de


Controle Interno - GRCI, nos Estados (atualmente Controladorias­
Regionais da União nos Estados).

Como já vimos, alguns órgãos têm Secretarias de Controle Interno


próprias (MD, MRE, Casa Civil e AGU 1 ), denominadas CISET, não sendo
"jurisdicionados" da CGU.

Atenção para uma alteração recente: a partir de julho de 2016 (Lei


n° 13.328/2016), passam a fazer parte do SCI III - o Departamento
Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus),
como órgão central do Sistema Nacional de Auditoria do SUS.

1
Apesar de prevista a criação de uma CISET na AGU desde a edição da IN 01/2001, até
o momento não foi criada. O Controle Interno da AGU é realizado pela CISET da Casa
Civil.

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Áreas de Atuação

A área de atuação da Secretaria Federal de Controle Interno da CGU,


além das funções de órgão central, abrange todas as unidades e as
entidades do Poder Executivo Federal, excetuadas aquelas jurisdicionadas
pelos órgãos setoriais.

A Secretaria de Controle Interno da Casa Civil tem como área de


atuação todos os órgãos integrantes da Presidência da República, além de
outros determinados em legislação específica, sendo, ainda, responsável
pelas atividades de Controle Interno da Advocacia Geral da União.

Os órgãos setoriais podem se subdividir em unidades regionais e


setoriais.

Quanto às formas de execução propriamente ditas, e ainda segundo a


IN 01, as auditorias serão executadas das seguintes formas:

L Direta - trata-se das atividades de auditoria executadas


diretamente por servidores em exercício nos órgãos e unidades do
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, sendo
subdividas em:

a) centralizada - executada exclusivamente por servidores em


exercício nos Órgão Central ou setoriais do Sistema de Controle Interno
do Poder Executivo Federal.

b) descentralizada - executada exclusivamente por servidores em


exercício nas unidades regionais ou setoriais do Sistema de Controle
Interno do Poder Executivo Federal.

c) integrada - executada conjuntamente por servidores em


exercício nos Órgãos Central, setoriais, unidades regionais e/ou setoriais
do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

II. Indireta - trata-se das atividades de auditoria executadas com a


participação de servidores não lotados nos órgãos e unidades do
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, que
desempenham atividades de auditoria em quaisquer instituições da
Administração Pública Federal ou entidade privada.

a) compartilhada - coordenada pelo SCI do Poder


Executivo Federal com o auxílio de órgãos/instituições
públicas ou privada.

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b) terceirizada - executada por instituições privadas, ou


seja, pelas denominadas empresas de auditoria externa.

III. Simplificada - trata-se das atividades de auditoria realizadas,


por servidores em exercício nos Órgãos Central, setoriais, unidades
regionais ou setoriais do SCI, sobre informações obtidas por meio de
exame de processos e por meio eletrônico, específico das unidades ou
entidades federais, cujo custo-benefício não justifica o
deslocamento de uma equipe para o órgão. Essa forma de execução de
auditoria pressupõe a utilização de indicadores de desempenho que
fundamentam a opinião do agente executor das ações de controle.

Resumindo, se os servidores do órgão ou unidade participam da


auditoria diretamente, é DIRETA.

A partir daí, se forem somente servidores dos órgãos, é


CENTRALIZADA; se forem servidores das unidades, é
DESCENTRALIZADA; se forem dos órgãos em conjunto com os das
unidades, é INTEGRADA.

Se servidores que não pertencem aos órgãos/unidades do Sistema


participarem da auditoria, é INDIRETA. A partir daí, se é coordenada por
servidor do Sistema, é COMPARTILHADA, se não tem a presença do
Sistema, TERCEIRIZADA.

Caso se opte pela auditoria somente dos processos e por meio eletrônico,
é SIMPLIFICADA - normalmente devido à relação custo- benefício.
Nessa forma de execução, é essencial a utilização de Indicadores de
Desempenho.

Para gravar: "D é CDI; I é CT, Simplificada é para simplificar".

Finalizando, devemos lembrar que as formas de execução de uma


fiscalização são as mesmas que as formas de execução de uma auditoria,
com exceção da forma simplificada, que é utilizada apenas na auditoria.
Portanto, atenção! Não há fiscalização de forma simplificada.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

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1. {CESPE Câmara dos De utadosf 2014 Em relação aos


sistemas de controle exercidos no âmbito da administração
pública brasileira e da competência, da jurisdição e do exame de
contas por parte do TCU, julgue o item subsecutivo - Compete aos
sistemas de controle internos mantidos pelos Poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário do governo federal exercer o controle das
operações de crédito e dos direitos e haveres da União.
Comentários:
Exatamente como vimos no inciso IV do artigo 74 da CF/88 e da Lei
n ° 10.180/2001.
Gabarito: c

2. CESPE/TCU/2013 São responsabilidades da entidade


fiscalizada implantar e manter em funcionamento efetivo sistemas
de controles internos que assegurem o cumprimento das normas
legais e a consecução dos objetivos traçados, o que não isenta o
auditor de fazer propostas e recomendações em face da
inexistência ou inadequação desses controles.
Comentários:
A responsabilidade primária pela implementação dos controles
internos é da ENTIDADE AUDITADA. Independentemente disso, o auditor
governamental, caso encontre inconformidades ao avaliar esses controles,
deve elaborar recomendações para melhoria dos mesmos.
Gabarito: c

3. FCC/DPE-RS/2013 Com relação ao Sistema de Controle


Interno {SCI) do Poder Executivo Federal, a abrangência de sua
atuação, dentre outros, inclui:
a) projetos financiados por recursos externos e projetos de
cooperação junto a organismos internacionais.
b) avaliação do cumprimento, em cada exercício financeiro, dos
limites de gastos com pessoal, com a amortização da dívida, de cada ente
da federação, para efeito de autorização de operações de crédito.
c) aplicação aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa,
multa proporcional ao dano causado ao erário, comunicando a decisão ao
Ministério Público.
d) exame da regularidade e a avaliação da eficiência e a eficácia da
gestão administrativa e dos resultados alcançados pelas empresas
prestadoras de serviços públicos.
e) realização, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do
Senado Federal, inspeções e auditoria de natureza contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial, nos órgãos e entidades da
administração pública federal.
Comentários:

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Vamos aos erros:


B - O SCI exerce o controle das operações de crédito, não é
responsável por autorizar.
e - O ser não multa. Isso é atribuição do TCU.
D - Essa responsabilidade é das agências reguladoras.
E - Essa responsabilidade é do TCU.
Gabarito: A

4. (FCClTRE-APl2011 Uma das finalidades do Sistema de


Controle Interno prevista na Constituição Federal é:
a) apoiar o Ministério Público no exercício de sua missão institucional;
b) auxiliar o Poder Legislativo no julgamento das contas prestadas
anualmente pelo Presidente da República;
c) avaliar o cumprimento das metas previstas no anexo de riscos
fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias;
d) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional;
e) apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da
República, mediante parecer prévio, que deverá ser elaborado em
sessenta dias a contar de seu recebimento.
Comentários:
De forma objetiva, vamos aos erros:
Letra A: o apoio previsto na CF/88 é ao controle externo (conforme
letra D, gabarito da questão) e não ao Ministério Público.
Letra B: quem auxilia o poder legislativo no julgamento das contas
prestadas pelo Presidente da República é o TCU, por meio da emissão de
um parecer prévio.
Letra C: o SCI-PEF avalia o cumprimento das metas previstas no
plano plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos
da União.
Letra E: conforme dissemos na letra B, quem faz isso é o TCU.
Gabarito: D

1.6 Disposições Gerais na Lei n ° 10.180/01

Nenhum processo, documento ou informação poderá ser sonegado aos


servidores do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, no
exercício das atribuições inerentes às atividades de auditoria,
fiscalização e avaliação de gestão.

Importante que fique claro que não se pode negar a um servidor do SCI
uma documentação que esteja relacionada ao trabalho que ele está
desempenhando.

Sobre o tema, o agente público que, por ação ou omissão, causar


embaraço, constrangimento ou obstáculo à atuação do Sistema de

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Controle Interno, no desempenho de suas funções institucionais, ficará


sujeito à pena de responsabilidade administrativa, civil e penal.

É dever do servidor guardar sigilo sobre dados e informações


pertinentes aos assuntos a que tiver acesso em decorrência do exercício
de suas funções, utilizando-os, exclusivamente, para a elaboração de
pareceres e relatórios destinados à autoridade competente, também sob
pena de responsabilidade administrativa, civil e penal.

Se a documentação ou informação envolver assuntos de caráter sigiloso,


deverá ser dispensado tratamento especial.

Outro ponto importante é que é vedada a nomeação para o exercício


de cargo, inclusive em comissão, no âmbito do SCI -PEF, de pessoas que
tenham sido, nos últimos cinco anos:

I - responsáveis por atos julgados irregulares por decisão


definitiva do Tribunal de Contas da União, do tribunal de
contas de Estado, do Distrito Federal ou de Município, ou
ainda, por conselho de contas de Município;
II - punidas, em decisão da qual não caiba recurso
administrativo, em processo disciplinar por ato lesivo ao
patrimônio público de qualquer esfera de governo;
III - condenadas em processo criminal por prática de crimes
contra a Administração Pública.

Os cargos em comissão, no âmbito da SFC/CGU, assim como os cargos de


Assessor Especial de Ministro de Estado incumbido de funções de Controle
Interno (AECI), serão providos, preferencialmente, por ocupantes dos
cargos efetivos da carreira de Finanças e Controle.

Na hipótese de provimento desses cargos por não integrantes da carreira


de Finanças e Controle, será exigida a comprovação de experiência de, no
mínimo, cinco anos em atividades de auditoria, de finanças públicas ou de
contabilidade pública.

A indicação para o cargo de AECI será submetida previamente à


apreciação da CGU.

Os órgãos e as unidades do Sistema de Controle Interno do Poder


Executivo Federal, ao desempenhar o seu trabalho, constatando
indícios de irregularidades, comunicarão ao Ministro supervisor da
unidade gestora ou entidade e aos respectivos órgãos de controle interno
e externo dos entes recebedores para que sejam tomadas as providências
de suas competências.

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Quando ocorrer prejuízo à União, os órgãos e as unidades do Sistema de


Controle Interno do Poder Executivo Federal adotarão as providências de
sua competência, previstas na legislação pertinente, com vistas ao
ressarcimento ao erário.

2. Decreto n ° 3.591/2000 (Sistema de Controle Interno)


O Decreto n ° 3.591/2000 trata do Sistema de Controle Interno do Poder
Executivo Federal, que visa à avaliação da ação governamental e da
gestão dos administradores públicos federais, com as finalidades,
atividades, organização, estrutura e competências estabelecidas neste
Decreto.

2.1 Informações gerais

Como já vimos, o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal


tem as seguintes finalidades:

I - avaliar o cumprimento das metas previstas no Plano Plurianual, a


execução dos programas de governo e dos orçamentos da União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e à
eficiência da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e
nas entidades da Administração Pública Federal, bem como da aplicação
de recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem
como dos direitos e haveres da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

O SCI-PEF compreende o conjunto das atividades relacionadas à avaliação


do cumprimento das metas previstas no Plano Plurianual, da execução dos
programas de governo e dos orçamentos da União e à avaliação da gestão
dos administradores públicos federais, bem como o controle das
operações de crédito, avais, garantias, direitos e haveres da União.

Atenção para os objetivos das avaliações:

- a avaliação do cumprimento das metas do Plano Plurianual visa a


comprovar a conformidade da sua execução;
- a avaliação da execução dos programas de governo visa a
comprovar o nível de execução das metas, o alcance dos objetivos e a
adequação do gerenciamento;
- a avaliação da execução dos orçamentos da União visa a comprovar
a conformidade da execução com os limites e destinações estabelecidos
na legislação pertinente; e

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- a avaliação da gestão dos administradores públicos federais visa a


comprovar a legalidade e a legitimidade dos atos e a examinar os
resultados quanto à economicidade, à eficiência e à eficácia da gestão
orçamentária, financeira, patrimonial, de pessoal e demais sistemas
administrativos e operacionais.
- o controle das operações de crédito, avais, garantias, direitos e
haveres da União visa a aferir a sua consistência e a adequação dos
controles internos.

O Sistema de Controle Interno utiliza como técnicas de trabalho, para a


consecução de suas finalidades, a auditoria e a fiscalização.

ao
O Sistema de Controle Interno utiliza como técnicas de trabalho, para
a consecução de suas finalidades, a auditoria e a fiscalização.

A auditoria visa a avaliar a gestão pública, pelos processos e resultados


gerenciais, e a aplicação de recursos públicos por entidades de direito
privado.

A fiscalização visa a comprovar se o objeto dos programas de governo


corresponde às especificações estabelecidas, atende às necessidades para
as quais foi definido, guarda coerência com as condições e características
pretendidas e se os mecanismos de controle são eficientes.

Como vimos, o ser prestará apoio ao órgão de controle externo no


exercício de sua missão institucional. Esse apoio consiste no fornecimento
de informações e dos resultados das ações do Sistema de Controle Interno
do Poder Executivo Federal.

Além disso, prestará orientação aos administradores de bens e


recursos públicos nos assuntos pertinentes à área de competência do
controle interno, inclusive sobre a forma de prestar contas, conforme
disposto no parágrafo único do art. 70 da Constituição Federal.

As atividades a cargo do SCI destinam-se a subsidiar:


I - o exercício da direção superior da Administração Pública
Federal, a cargo do Presidente da República;
II - a supervisão ministerial;

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III - o aperfeiçoamento da gestão pública, nos aspectos de


formulação, planejamento, coordenação, execução e
monitoramento das políticas públicas;
IV - os órgãos responsáveis pelo ciclo da gestão
governamental, quais sejam, planejamento, orçamento,
finanças, contabilidade e administração federal.

2.2 Composição do SCI

Integram o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal:

I - a Controladoria-Geral da União, como Órgão Central,


incumbido da orientação normativa e da supervisão técnica
dos órgãos que compõem o Sistema;
II - as Secretarias de Controle Interno (CISET) da Casa
Civil, da Advocacia-Geral da União, do Ministério das
Relações Exteriores e do Ministério da Defesa, como
órgãos setoriais;
III - as unidades de controle interno dos comandos militares,
como unidades setoriais da Secretaria de Controle Interno do
Ministério da Defesa;

A Secretaria de Controle Interno da Casa Civil {CISET/PR} é


responsável pelas atividades de controle interno da Advocacia-Geral
da União, até a criação do seu órgão próprio, o que ainda não ocorreu.

2.3 Comissão de Coordenação de Controle Interno - CCCI

A Comissão de Coordenação de Controle Interno - CCCI é órgão colegiado


de função consultiva do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo
Federal, sendo composta:

I - pelo Ministro de Estado do Controle e da Transparência, que a


presidirá:
II - pelo Secretário-Executivo da CGU
III - pelo Secretário Federal de Controle Interno;
IV - pelo Chefe da Assessoria Jurídica da Controladoria-Geral da União;
V - pelo Coordenador-Geral de Normas e Orientação para o SCI;
VI - por um Secretário de órgão setorial de Controle Interno do Poder
Executivo Federa 1;
VII - por um Assessor Especial de Controle Interno em Ministério; e
VIII - por dois titulares de unidades de auditoria interna da administração
pública federal indireta.

De acordo com o Decreto 3.591/2000, compete à CCCI:

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I - efetuar estudos e propor medidas visando promover a integração


operacional do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal;
II - homogeneizar as interpretações sobre procedimentos relativos às
atividades a cargo do SCI do Poder Executivo Federal;
III - sugerir procedimentos para promover a integração do SCI do Poder
Executivo Federal com outros sistemas da Administração Pública Federal;
IV - formular propostas de metodologias para avaliação e
aperfeiçoamento das atividades do SCI do Poder Executivo federal; e
V - efetuar análise e estudo de casos propostos pelo Ministro de Estado do
Controle e da Transparência, com vistas à solução de problemas
relacionados com o Controle Interno do Poder Executivo Federal.

2.4 Secretaria Federal de Controle Interno - SFC

A Secretaria Federal de Controle Interno (SFC) exerce as atividades de


órgão central do sistema de controle interno do Poder Executivo Federal.

Nesta condição, fiscaliza e avalia a execução de programas de governo,


inclusive ações descentralizadas a entes públicos e privados realizadas
com recursos oriundos dos orçamentos da União; realiza auditorias e
avalia os resultados da gestão dos administradores públicos federais;
apura denúncias e representações; exerce o controle das operações de
crédito; e, também, executa atividades de apoio ao controle externo.

2.5 Unidades de Auditoria Interna da Administração Indireta

As unidades de auditoria interna das entidades da Administração Pública


Federal indireta vinculadas aos Ministérios e aos órgãos da Presidência da
República ficam sujeitas à orientação normativa e supervisão técnica do
Órgão Central e dos órgãos setoriais do Sistema de Controle Interno do
Poder Executivo Federal, em suas respectivas áreas de jurisdição.

A unidade de auditoria interna apresentará ao órgão ou à unidade de


controle interno a que estiver jurisdicionada, para efeito de integração
das ações de controle, seu plano de trabalho do exercício seguinte.

Essa Unidade de auditoria interna vincula-se ao conselho de


administração ou a órgão de atribuições equivalentes, a fim de que
detenha a maior autonomia possível dentro da entidade.

Quando a entidade da Administração Pública Federal indireta não contar


com conselho de administração ou órgão equivalente, a unidade de
auditoria interna será subordinada diretamente ao dirigente máximo da
entidade, vedada a delegação a outra autoridade.

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Além disso, a nomeação, designação, exoneração ou dispensa do titular


de unidade de auditoria interna será submetida, pelo dirigente máximo da
entidade, à aprovação do conselho de administração ou órgão
equivalente, quando for o caso, e, após, à aprovação da Controladoria­
Geral da União.

ESSA CAI
na Qrova.'
EXERCÍCIOS COMENTADOS

5. CESPElDPU 2016 Em relação aos papéis de trabalho, tipos


de auditoria no setor público e eventos subsequentes, julgue os
itens que se seguem. A auditoria de avaliação da gestão atua em
tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos
e negativos de uma unidade ou entidade federal, com vistas a
certificar as contas prestadas pelo gestor.
Comentários:
Segundo a classificação dada pela IN SFC/MF 01/01, o tipo de
auditoria que atua em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos
potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade é a
auditoria de acompanhamento da gestão.
A Auditoria de Avaliação da Gestão objetiva emitir opinião
com vistas a certificar a regularidade das contas, verificar a execução
de contratos, acordos, convênios ou ajustes, a probidade na aplicação dos
dinheiros públicos e na guarda ou administração de valores e outros bens
da União ou a ela confiados.
Gabarito: E

6. (CESPElDPU 2016 Acerca dos procedimentos e testes de


auditoria no setor público, julgue os seguintes itens. As normas de
auditoria do Poder Executivo federal preveem procedimento de
auditoria, por meio de inspeção, para avaliar a qualidade e a
quantidade dos bens tangíveis e intangíveis dos órgãos públicos.
Comentários:
Dentre as técnicas de auditoria previstas na IN SFC/MF n ° 01/200,
podemos destacar a Inspeção Física, que é o exame usado para testar a
efetividade dos controles, particularmente daqueles relativos à segurança
de quantidades físicas ou qualidade de bens tangíveis.
Ou seja, a evidência é coletada sobre itens tangíveis.
Gabarito: E

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7. CESPElTCE-SCl2016 Com relação aos conceitos gerais de


auditoria e aos papéis utilizados na sua execução, julgue os itens
seguintes. A abrangência da auditoria de gestão pública
transcende o conceito tradicional, pois, entre outros aspectos, não
se restringe à mera verificação a posteriori, nem às questões de
caráter estritamente legal; está voltada para a economicidade, a
eficiência, a eficácia e a efetividade da aplicação dos recursos
públicos.
Comentários:
A Auditoria de Gestão Pública é realizada pelo Estado visando ao
controle de sua gestão, observando, além dos princípios de auditoria
geral, aqueles que norteiam a Administração Pública: moralidade,
publicidade, impessoalidade, economicidade e eficiência.
Nesse sentido, abrange tanto os aspectos de legalidade
(cumprimento dos preceitos legais) como de desempenho (observância
dos princípios da economicidade, da eficiência, da eficácia e da
efetividade na aplicação dos recursos públicos).
Assim, a assertiva está correta ao definir a abrangência da auditoria
de gestão pública.
Gabarito: e

8. (CESGRANRI0[TRANSPETR0l2016) No âmbito da
administração pública, considera-se que a finalidade básica da
auditoria é comprovar a legalidade e a legitimidade dos atos e
fatos administrativos e avaliar os resultados alcançados. Porém,
em decorrência de peculiaridades, alguns procedimentos
específicos de auditoria podem ser requeridos. Considere-se um
contexto em que o objetivo da auditoria é avaliar ações gerenciais
e procedimentos relacionados aos programas de governo, com a
finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos
aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando
auxiliar a administração na gerência e nos resultados. Nesse caso,
recomenda-se uma auditoria
(A) de acompanhamento da gestão
(B) de avaliação da gestão
(C) descentralizada
(D) especial
( E) operaciona 1
Comentários:
A auditoria operacional consiste em avaliar as ações gerenciais e
os procedimentos relacionados ao processo operacional, procurando
auxiliar a administração na gerência e nos resultados, por meio de
recomendações que visem aprimorar procedimentos, o que torna a
alternativa E correta.
A classificação constante da questão está disposta na norma que

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disciplina as atividades de auditoria no Poder Executivo Federal, a


Instrução Normativa SFC/MF nº 01, de 06 de abril de 2001, que define
"diretrizes, princípios, conceitos e aprova normas técnicas para a atuação
do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal".
Gabarito: E

9. FGV SUDENE 2013 Quanto às avaliações da Auditoria


Governamental, analise as afirmativas a seguir.
I. Visa a comprovar a legalidade e a legitimidade dos atos dos
administradores públicos e examinar os resultados quanto à
economicidade, eficiência e eficácia da gestão orçamentária,
financeira, patrimonial, de pessoal e demais sistemas
administrativos e operacionais.
II. Visa verificar a aplicação, por entidades de Direito Privado, dos
recursos públicos e o cumprimento do objeto conveniado.
III. Visa avaliar o resultado da aplicação das transferências de
recursos concedidas pela União às entidades públicas e privadas,
destinadas a cobrir despesas com a manutenção dessas entidades,
de natureza autárquica ou não, e das entidades com ou sem fins
lucrativos.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
Comentários:
Como vimos no decorrer da aula, a Auditoria Governamental
ou Pública, do Setor Público - é, conforme disposto na Instrução
Normativa 01/2001, da Secretaria Federal de Controle Interno (da
Controladoria-Geral da União), o conjunto de técnicas que visa avaliar a
gestão pública, pelos processos e resultados gerenciais, e a aplicação
de recursos públicos por entidades de direito público e privado,
mediante a confrontação entre uma situação encontrada com um
determinado critério técnico, operacional ou legal.
Assim, podemos concluir que os itens I e II estão corretos.
O Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, para
atingir as finalidades básicas, compreende o seguinte conjunto de
atividades essenciais, dentre outras: a avaliação das aplicações das
subvenções que visa avaliar o resultado da aplicação das transferências
de recursos concedidas pela União às entidades, públicas e privadas,
destinadas a cobrir despesas com a manutenção dessas entidades, de
natureza autárquica ou não, e das entidades sem fins lucrativos. As
entidades com fins lucrativos não se inserem nesse escopo, portanto o
item III está errado.

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Gabarito: B

10. {FGV TCE-BAl2013} Sobre auditoria governamental, analise


as afirmativas a seguir.
I. O exame da legitimidade é mais importante no tipo de auditoria
de conformidade.
II. A auditoria de avaliação de programas de governo é adequada
para avaliar os processos licitatórios de compras e serviços com a
finalidade do cumprimento do projeto ou da atividade aprovada no
orçamento.
III. A forma mais adequada de auditoria governamental é a
indireta integrada, por oferecer maior isenção ou neutralidade no
parecer.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente a afirmativa III estiver correta.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
Comentários:
I - CORRETA. A auditoria de conformidade visa a verificar a
legalidade e a legitimidade do objeto auditado, enquanto a auditoria
operacional, além da legalidade e da legitimidade, visa à verificação de
aspectos como a eficácia, a eficiência, a economicidade e a efetividade do
objeto. Assim, podemos concluir que o exame da legitimidade é mais
importante no tipo de auditoria de conformidade.
II - INCORRETA. A auditoria mais adequada para a avaliação dos
processos licitatórios de compras e serviços com a finalidade do
cumprimento do projeto ou da atividade aprovada no orçamento
(cumprimento de normas e leis) é a auditoria de conformidade.
III - INCORRETA. Não se pode dizer que determinada forma de
auditoria é a mais adequada de maneira genérica. Além disso, de acordo
com a Instrução Normativa SFC/MF n° 01/2001, As auditorias serão
executadas das seguintes formas: Direta (centralizada, descentralizada
ou integrada), indireta (compartilhada ou terceirizada) ou simplificada.
Assim, podemos concluir que não existe a classificação apresentada na
assertiva (indireta integrada).
Gabarito: A

11. FGV/ALEMA-Contador/2013) A auditoria no setor público


que objetiva "emitir opinião com vistas a certificar a regularidade
das contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios
ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na
guarda ou administração de valores e outros bens" é classificada
como

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a) avaliação de gestão.
b) acompanhamento de gestão.
c) contábil.
d) operacional.
e) especial.
Comentários:
Auditoria de Avaliação da Gestão: esse tipo de auditoria objetiva
emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das contas,
verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes, a
probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou
administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados.
Gabarito: A

12. FGV SEFAZ-RJ-ACI 2011 No que diz respeito à auditoria


do setor público, é INCORRETO afirmar que
a) o método de amostragem é aplicado como forma de viabilizar a
realização de ações de controle em situações em que o objeto alvo da
ação se apresenta em grandes quantidades e/ou se distribui de maneira
bastante pulverizada. A amostragem é, também, aplicada em função da
necessidade de obtenção de informações em tempo hábil, em casos em
que a ação, na sua totalidade, se torne impraticável. Tem como objetivo
conhecer as características de interesse de uma determinada população a
partir de uma parcela representativa. É um método utilizado quando se
necessita obter informações sobre um ou mais aspectos de um grupo de
elementos (população) considerado grande ou numeroso, observando
apenas uma parte sua (amostra). As informações obtidas dessa parte
somente poderão ser utilizadas de forma a concluir algo a respeito do
grupo como um todo, caso ela seja representativa.
b) existem casos em que não se recomenda a utilização de amostragem,
tais como: (1) quando a população é considerada muito pequena, e a sua
amostra fica relativamente pequena; (2) quando as características da
população não são de fácil mensuração, mesmo que a população não seja
pequena; e (3) quando não há necessidade de alta precisão.
c) a materialidade se refere ao montante de recursos orçamentários ou
financeiros alocados por uma gestão, em um específico ponto de controle
(unidade, sistema, área, processo, programa ou ação) objeto dos exames
de auditoria ou fiscalização. Essa abordagem leva em consideração o
caráter relativo dos valores envolvidos.
d) a relevância significa a importância relativa ou papel desempenhado
por uma determinada questão, situação ou unidade, existentes em um
dado contexto.
e) a criticidade representa o quadro de situações críticas efetivas ou
potenciais a auditar ou fiscalizar, identificadas em uma determinada
unidade ou programa. Trata-se da composição dos elementos referenciais
de vulnerabilidade, das fraquezas, dos pontos de controle com riscos

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latentes, das trilhas de auditoria ou fiscalização. Deve-se levar em


consideração o valor relativo de cada situação indesejada. A criticidade é,
ainda, a condição imprópria, por ilegalidade, por ineficácia ou por
ineficiência, de uma situação gestional. Expressa a não aderência
normativa e os riscos potenciais a que estão sujeitos os recursos
utilizados. Representa o perfil organizado, por área, dos pontos fracos de
uma organização.
Comentários:
Essa questão está consideravelmente extensa, mesmo para os
padrões da FGV. O que pode facilitar para o candidato é que o pedido se
refere ao que é INCORRETO, ou seja, se encontrarmos algum erro
durante uma leitura atenta das alternativas, podemos concluir que se
trata do gabarito.
Segundo a IN 01, existem casos onde não se recomenda a
utilização de amostragem, tais como: a) quando a população é
considerada muito pequena e a sua amostra fica relativamente grande;
b) quando as características da população são de fácil mensuração,
mesmo que a população não seja pequena; e c) quando há necessidade
de alta precisão recomenda-se fazer censo, que nada mais é do que o
exame da totalidade da população.
Ou seja, encontramos três erros na alternativa B.
Gabarito: B

13. FGVlSEFAZ-RJ-ACI 2011 Em relação à auditoria do setor


público, é INCORRETO afirmar que
a) para o desenvolvimento das avaliações, a mensuração dos dados e das
informações é realizada por meio de um conjunto de indicativos e
indicadores que evidenciam o desenvolvimento da gestão. Para efeito das
avaliações sobre os dados e informações, consideram-se os atributos de
eficiência, eficácia, legalidade e economicidade da gestão. Os indicadores
são informações obtidas com a aplicação de fórmulas que fornecem
indícios de eficiência, eficácia, legalidade e economicidade de como são
conduzidas as operações, por meio de uma interdependência entre as
variáveis em questão. Nesse sentido, a economicidade expressa a
variação positiva da relação custo/benefício, em que se busca a
otimização dos resultados na escolha dos menores custos em relação aos
maiores benefícios. Revela a atenção da gestão com o bom uso
qualitativo dos recursos financeiros, por definição, escassos, desde a
adequação da proposta orçamentária das metas a serem atingidas,
passando pela coerência com respeito aos preços de mercado, o
desenvolvimento de fontes alternativas de receita e a obtenção dos
menores custos por produto gerado.
b) a eficácia é o grau de atingimento das metas fixadas para um
determinado objeto de uma ação em relação ao previsto, em um
determinado período.

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c) a eficiência é a medida da relação entre os recursos efetivamente


utilizados para a realização de uma meta, frente a padrões estabelecidos.
Mede, então, a utilização dos recursos de que a unidade ou entidade
dispõe para realizar um conjunto de ações e operações que visam a
atingir um propósito de trabalho previamente programado. A eficiência
está associada ao uso dos recursos disponíveis em relação aos produtos e
serviços finais elaborados.
d) o servidor do sistema de controle interno deve documentar todos os
elementos significativos dos exames realizados e evidenciar ter sido a
atividade de controle executada de acordo com as normas aplicáveis.
Devem, ainda, ter abrangência e grau de detalhe suficientes para
propiciar o entendimento e o suporte da atividade de controle executada,
compreendendo a documentação do planejamento, a natureza,
oportunidade e extensão dos procedimentos, bem como o julgamento
exercido e as conclusões alcançadas.
e) no que tange à guarda, os papéis de trabalho deverão estar
acondicionados em arquivos do tipo permanente e corrente. O arquivo
corrente deve conter assuntos que forem de interesse para consulta
sempre que se quiserem dados sobre o sistema, área ou unidade objeto
de controle, sendo normalmente reutilizados em exercícios posteriores.
Comentários:
Mesmo comentário da questão anterior: extensa, fazendo o
candidato focar na procura de um erro em uma das assertivas.
Neste caso, a alternativa E traz um erro quanto ao conceito de
papéis de trabalho em arquivo corrente.
Segundo a IN 01, os papéis de trabalho deverão estar
acondicionados em arquivos do tipo permanente e corrente. O arquivo
permanente deve conter assuntos que forem de interesse para consulta
sempre que se quiser dados sobre o sistema, área ou unidade objeto de
controle. Já os arquivos correntes de papéis de trabalho devem conter o
programa de auditoria e fiscalização, o registro dos exames feitos e as
conclusões resultantes desses trabalhos.
Gabarito: E

14. (FGVlSEFAZ-RJ-ACil2011 A finalidade básica da auditoria é


comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos
administrativos e avaliar os resultados alcançados, quanto aos
aspectos de eficiência, eficácia e economicidade da gestão
orçamentária, financeira, patrimonial, operacional, contábil e
finalística das unidades e das entidades da Administração Pública,
em todas as suas esferas de governo e níveis de poder, bem como
a aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado,
quando legalmente autorizadas nesse sentido. Assim, é possível
afirmar que, dependendo do enfoque, a auditoria se classifica em
diferentes modalidades. Com base no exposto, é INCORRETO

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afirmar que a auditoria


a) de avaliação da gestão objetiva emitir opinião com vistas a certificar a
regularidade das contas, verificar a execução de contratos, acordos,
convênios ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e
na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela
confiados, compreendendo, entre outros, os seguintes aspectos: exame
das peças que instruem os processos de tomada ou prestação de contas;
exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos;
verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e
contábil; verificação do cumprimento da legislação pertinente; e avaliação
dos resultados operacionais e da execução dos programas de governo
quanto à sua economicidade, eficiência e eficácia.
b) de acompanhamento da gestão é realizada ao longo dos processos de
gestão, com o objetivo de se atuar em tempo real sobre os atos efetivos e
os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade
federal, evidenciando melhoras e economias existentes no processo ou
prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional.
c) contábil compreende o exame dos registros e documentos e a coleta de
informações e confirmações, mediante procedimentos específicos,
pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou
projeto. Objetiva obter elementos comprobatórios suficientes que
permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com
os Princípios Fundamentais de Contabilidade e se as demonstrações deles
originárias refletem, adequadamente, em seus aspectos mais relevantes,
a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período
administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas.
Tem por objeto, também, verificar a efetividade e a aplicação de recursos
externos, oriundos de agentes financeiros e organismos internacionais,
por unidades ou entidades públicas executoras de projetos celebrados
com aqueles organismos, com vistas a emitir opinião sobre a adequação e
fidedignidade das demonstrações financeiras.
d) operacional consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos
relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades ou
entidades da Administração Pública, programas de governo, projetos,
atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião
sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e
economicidade, procurando auxiliar a administração na gerência e nos
resultados, por meio de recomendações que visem a aprimorar os
procedimentos, melhorar os controles e aumentar a responsabilidade
gerencial, desde que o viés seja predominantemente contábil. Esse tipo
de procedimento auditoria! consiste numa atividade de assessoramento
ao gestor público, com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos
administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do
setor público, atuando sobre a gestão, seus programas governamentais e
sistemas informatizados.

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e) especial objetiva o exame de fatos ou situações consideradas


relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas
para atender determinação expressa de autoridade competente.
Classificam-se nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não inseridos
em outras classes de atividades.
Comentários:
Mais uma vez: questão extensa, foco na busca pelo erro em uma
das alternativas.
A definição de Auditoria Operacional constante na alternativa D
estaria correta, exceto pela expressão "desde que o viés seja
predominantemente contábil", já que não é esta a prioridade da
Auditoria Operacional. Seu viés é predominantemente relacionado ao
desempenho.
Gabarito: D

15. FGVlSAD-PE O conjunto de procedimentos de


auditoria aplicados com o objetivo avaliar o desempenho e a
eficácia/efetividade das operações, dos sistemas de informação e
dos métodos de administração, é denominado:
a) auditoria especial.
b) auditoria contábil.
c) auditoria externa.
d) auditoria operacional.
e) auditoria estratégica operacional.
Comentários:
Segundo a IN SFC 01/2001, a auditoria que consiste em avaliar as
ações gerenc1a1s e os procedimentos relacionados ao processo
operacional, sendo uma atividade de assessoramento ao gestor público,
com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos administrativos, sendo
desenvolvida de forma tempestiva no contexto do setor público, atuando
sobre a gestão, seus programas governamentais e sistemas
informatizados, é a auditoria operacional.
Gabarito: D

16. (FGVlSAD-PEl2009) A auditoria que atua diretamente sobre


a administração da coisa pública e no acompanhamento das ações
e dos programas orçamentários empreendidos pelos órgãos e
entidades, é conhecida como:
a) auditoria de gestão.
b) auditoria governamental.
c) auditoria operacional.
d) auditoria de metas.
e) auditoria interna de gestão.
Comentários:

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A Auditoria Governamental - ou Pública, do Setor Público - é,


conforme disposto na Instrução Normativa 01/2001, da Secretaria Federal
de Controle Interno (da Controladoria-Geral da União), o conjunto de
técnicas que visa avaliar a gestão pública, pelos processos e
resultados gerenciais, e a aplicação de recursos públicos por
entidades de direito público e privado, mediante a confrontação entre
uma situação encontrada com um determinado critério técnico,
operacional ou legal.
Gabarito: B

17. (FGVlSENAD0l2008 O foco da auditoria de


_________ é o processo de gestão nos seus múltiplos
aspectos - de planejamento, de organização, de procedimentos
operacionais e de acompanhamento gerencial, inclusive quanto
aos seus resultados em termos de metas alcançadas. Assinale a
alternativa que complete corretamente a lacuna acima.
a) gestão
b) avaliação de programas
c) regularidade
d) cumprimento
e) desempenho operacional
Comentários:
A auditoria operacional (ou de desempenho operacional, no TCU)
consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos relacionados
ao processo operacional, sendo uma atividade de assessoramento ao
gestor público, com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos
administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do
setor público, atuando sobre a gestão, seus programas governamentais e
sistemas informatizados.
Gabarito: E

18. EsaflCGU/2012} Constitui uma atividade complementar do


Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal avaliar:
a) a execução dos programas de governo;
b) o cumprimento das metas do Plano Plurianual;
c) a gestão dos administradores públicos federais;
d) a aplicação de recursos públicos por entidades de Direito Privado;
e) as unidades de auditoria interna das entidades da Administração
Indireta Federal.
Comentários:
Questão típica de provas da Esaf, e que tem se repetido. É
importante ficar atento, pois a questão pede uma atividade
complementar do SCI do Poder Executivo Federal.
Com exceção da letra E, gabarito da questão, todas as outras
alternativas se encaixam em alguns dos quatro incisos do art. 74 da

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CF/1988, que apresenta as finalidades desse sistema de controle.


Gabarito: E

19. (Esaf/CGU/2012 Nos termos da Constituição Federal, tanto


o Congresso Nacional quanto os sistemas de controle interno de
cada Poder podem exercer fiscalizações da seguinte ordem,
exceto:
a) contábil;
b) ambiental;
c) patrimonial;
d) operacional;
e) financeira.
Comentários:
Conforme se depreende do art. 70 da CF/88, "a fiscalização
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da
União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à
legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e
renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante
controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder".
(Grifamos)
Gabarito: B

20. (Esaf /CGU/2012} Uma auditoria qualquer, coordenada pelo


Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal com o
auxílio de uma empresa privada de auditoria, deve ter sua forma
de execução classificada como:
a) centralizada;
b) descentralizada;
c) integrada;
d) compartilhada;
e) terceirizada.
Comentários:
Conforme visto na parte teórica, uma auditoria pode ser executada
de forma direta (centralizada, descentralizada e integrada), indireta
(compartilhada ou terceirizada) ou simplificada.
Uma característica da auditoria indireta compartilhada é
exatamente ser coordenada pelo Sistema de Controle Interno do Poder
Executivo Federal, com a participação de órgãos/instituições públicas ou
privada. No caso da questão, com a participação de uma empresa privada
de auditoria.
Nesta questão, a dúvida estava em relação à letra E. Mas devemos
atentar para o fato de que, no caso de uma auditoria indireta terceirizada,
quem executa a auditoria é a instituição privada e não há coordenação do
Sistema de Controle Interno.
Gabarito: D

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21. Esaf/ANA 2009 No Setor Público Federal, a auditoria


executada por instituições privadas, ou seja, pelas
denominadas empresas de auditoria externa, é classificada como:
a) centralizada;
b) descentralizada;
c) integrada;
d) terceirizada;
e) compartilhada.
Comentários:
A IN SFC 01/2001 cita e explica as formas de execução de
auditoria. Conforme visto no capítulo, quando uma auditoria é executada
exclusivamente por instituições privadas, é classificada como auditoria
indireta terceirizada.
Sempre que a questão mencionar a participação de servidor de fora
do sistema de controle interno do poder executivo federal, já temos de
eliminar a forma direta de auditoria e suas subdivisões ( centralizada,
descentralizada e integrada).
Gabarito: D

22. (Esaf/ANA/2009 Assinale a opção que preenche


corretamente a lacuna da seguinte frase: "No Setor Público
Federal, a _____________ objetiva o exame de
fatos ou situações consideradas relevantes, de natureza
incomum ou extraordinária, sendo realizada para atender
determinação expressa de autoridade competente."
a) Auditoria de Avaliação da Gestão
b) Auditoria Contábil
c) Auditoria Especial
d) Auditoria Operacional
e) Auditoria de Acompanhamento da Gestão
Comentários:
A questão trata de tipos de auditoria, assunto recorrente nos
editais da área. De acordo com a IN SFC 01/2001, a Auditoria Especial
objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes, de
natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para atender
determinação expressa de autoridade competente.
Classificam-se nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não
inseridos em outras classes de atividades. Prestem atenção aos itens
sublinhados, que são expressões-chave na resolução de questões desse
tipo.
Gabarito: e

23. {Esaf/CGU 2008 Segundo a IN SFC/MF no 001/2001, o


procedimento que tem por objetivo avaliar as ações gerenciais e

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os procedimentos relacionados ao processo operacional, ou parte


dele, das unidades ou entidades da administração pública federal,
programas de governo, projetos, atividades, ou segmentos destes,
com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos
aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando
auxiliar a administração na gerência e nos resultados, por meio
de recomendações que visem aprimorar os procedimentos,
melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial,
classifica-se como:
a) Auditoria de Avaliação da Gestão;
b) Auditoria Contábil;
c) Auditoria de Acompanhamento da Gestão;
d) Auditoria Operacional;
e) Auditoria Especial.
Comentários:
Outra questão sobre tipos de auditoria, segundo a IN SFC 01/2001.
Como vimos, a auditoria que consiste em avaliar as ações gerenciais e os
procedimentos relacionados ao processo operacional, sendo uma
atividade de assessoramento ao gestor público, com vistas a aprimorar as
práticas dos atos e fatos administrativos, sendo desenvolvida de forma
tempestiva no contexto do setor público, atuando sobre a gestão, seus
programas governamentais e sistemas informatizados, é a auditoria
operacional.
Gabarito: D

24. (CESPE Câmara dos De utados 2014) A respeito dos tipos


e modalidades de auditoria no setor público, julgue os itens a
seguir. Um dos objetivos da auditoria contábil é emitir opinião
acerca da adequação e da fidedignidade das demonstrações
financeiras quanto à aplicação, por parte das entidades públicas
executoras, de recursos externos oriundos de projetos
celebrados com organismos internacionais.
Comentários:
Praticamente literal, como vimos acima.
Gabarito: e

25. (FCC TRT-12[2013) Uma auditoria realizada com o


objetivo de examinar se os recursos estão sendo usados
eficientemente em um programa da área da saúde é denominada
de auditoria:
a) de conformidade.
b) contábil.
c) operacional.
d) de regularidade.
e) de legalidade.

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Comentários:
A auditoria que tem como objetivo verificar a eficiência de um
programa é denominada auditoria operacional.
Deve-se ter cuidado com as nomenclaturas, pois para o TCU esse
tipo de auditoria também pode ser chamado de avaliação de programas
ou auditoria de desempenho, enquanto para a CGU é apenas uma
auditoria operacional.
Gabarito: e

26. {FCC/TCE SP/2013 Para que os objetivos da auditoria


governamental sejam atingidos, utilizam-se diversos tipos de
auditoria no setor público. A auditoria:
a) de gestão tem por objetivo verificar a eficácia e a eficiência das
ações gerenc1a1s e procedimentos operacionais das unidades
auditadas.
b) indireta é executada por servidores em exercício nos órgãos e
unidades do Sistema de Controle Interno da entidade auditada.
c) de acompanhamento de gestão tem por objetivo antecipar os
trabalhos da auditoria de gestão, sendo realizada em tempo real ao longo
do exercício.
d) compartilhada não deve contar com o auxílio de órgãos e
instituições privadas, de modo a garantir a lisura, o sigilo e a idoneidade
das informações obtidas nos trabalhos.
e) de desempenho tem por objetivo confirmar os valores
apresentados pelas demonstrações contábeis da entidade auditada.
Comentários:
Questões desse tipo têm sido cada vez mais difíceis de serem
respondidas, pois as classificações de auditoria variam muito em cada
órgão de controle.
Pelas alternativas apresentadas verificamos que a banca se utilizou,
principalmente, da classificação da CGU, que consta na IN 01 de 2001.
Dessa forma, a letra A está errada, pois se trata de uma auditoria
operacional e não de gestão.
A letra B está incorreta, pois a Auditoria Indireta trata-se das
atividades de fiscalização executadas, com a participação de servidores
não lotados nos Órgãos do Sistema de Controle Interno do Poder
Executivo Federal, que desempenham atividades de fiscalização em
quaisquer instituições da Administração Pública Federal ou entidade
privada.
A alternativa D também está errada, pois a Auditoria Compartilhada
é coordenada pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo
Federal com o auxílio de órgãos/instituições públicas ou privadas.
A letra E está incorreta, pois esse é o tipo de auditoria contábil.
A letra C é o gabarito, tendo sido retirada de forma literal da norma
supracitada.

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Gabarito: e

27. (FGVlASLEMAl2013) A auditoria no setor público que


objetiva "emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das
contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou
ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na
guarda ou administração de valores e outros bens" é classificada
como:
a) avaliação de gestão.
b) acompanhamento de gestão.
c) contábil.
d) operacional.
e) especial.
Comentários:
Outra questão que cobrou a definição literal da IN SFC/MF 01/2001.
Para não esquecer! Se o caput da questão se refere a um tipo de
auditoria que objetiva EMITIR OPINIÃO COM VISTAS A CERTIFICAR A
REGULARIDADE DAS CONTAS, não tem erro, é a Auditoria de Avaliação
da Gestão.
Gabarito: A

28. CESPE CNJL2013} auditoria que tem como objetivo


específico o melhoramento das operações examinadas,
consubstanciada na análise da eficiência, eficácia e economicidade
da ação administrativa, é denominada auditoria de gestão.
Comentários:
Quando aparecerem os três conceitos ( eficiência, economicidade e
eficácia), fiquem atentos. Estamos falando de auditoria operacional.
Gabarito: E

29. (CESPELMPE-PI 2012 A contratação de uma empresa


privada de auditoria para a apuração de possível irregularidade no
âmbito de determinada unidade administrativa caracteriza uma
forma de fiscalização denominada compartilhada, em que a
responsabilidade pela execução do serviço é assumida
conjuntamente pela administração e pela contratada.
Comentários:
Nesse caso temos a auditoria indireta terceirizada e não a
compartilhada. Um exemplo desse tipo de auditoria é a contratação de
uma empresa de auditoria externa, pelo Banco do Brasil, para opinar
sobre suas demonstrações contábeis. A responsabilidade por esse tipo de
auditoria é apenas da empresa contratada. A administração tem
responsabilidade é pela elaboração da demonstração contábil
auditada.
Gabarito: E

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30. {CESPE/ANP/2013 A auditoria de acompanhamento de


gestão é realizada ao longo do exercício financeiro em curso, com
o objetivo de atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os
efeitos potenciais positivos e negativos, com vistas a certificar a
regularidade das contas.
Comentários:
O erro na definição da Auditoria de Acompanhamento da Gestão
está no final da frase. A auditoria que busca certificar a regularidade das
contas é a Auditoria de Avaliação da Gestão.
A Auditoria de acompanhamento irá evidenciar melhorias e
economias existentes no processo ou prevenir gargalos ao desempenho
da sua missão institucional.
Gabarito: E

31. {CESPE/TCE-ES-ACE 2012 A auditoria coordenada pelo


sistema de controle interno do Poder Executivo federal e, de
forma auxiliar, pelos órgãos e(ou) instituições públicas ou
privadas e classificada, quanto a forma de execução, como
indireta e compartilhada.
Comentários:
Exatamente como vimos na parte teórica. Se há a presença de
alguém de fora do sistema de controle interno, estamos falando da forma
de execução INDIRETA.
Se for coordenada pelo SCI, é a Indireta COMPARTILHADA.
Gabarito: e

32. {CESPELTCE-ESL2012} A Secretaria Federal de Controle,


órgão central do sistema de controle interno do Poder Executivo
federal, abrange, em sua área de atuação, todos os órgãos do
Poder Executivo federal, realizando auditorias e fiscalizações.
Comentários:
Como vimos, atualmente o órgão central do SCI-PEF é a CGU. Até a
criação da CGU e, ainda segundo a IN SFC/MF 01/2001 (editada antes da
CGU, mas ainda vigente), a SFC realmente era o órgão central desse
sistema.
De qualquer forma, mesmo que desconsiderássemos isso, a CGU
não audita os Ministérios da Defesa e Relações Exteriores, nem a AGU e
também a Casa Civil.
Essas unidades, embora do poder executivo federal, são auditadas
e fiscalizadas pelas Secretarias de Controle Interno, as chamadas CISET.
Gabarito: E

33. {CESPELAFT O relatório de auditoria de recursos


externos deve ser elaborado pelo organismo internacional

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contratante e encaminhado à Controladoria-Geral da União e às


unidades setoriais e regionais do Sistema de Controle Interno.
Comentários:
Conforme a IN SFC/MF 01/2001, esse tipo de auditoria é
denominado auditoria contábil e o relatório é emitido pelo próprio sistema
de controle interno e não pelo organismo internacional.
Gabarito: E

34. CESPE[TCE-ES 2012 Com base nas normas de controle


interno do Poder Executivo federal, julgue o item seguinte.
Classifica-se como indireta e simplificada a auditoria executada
em órgãos públicos pelas denominadas empresas de auditoria
externa, contratadas quando o deslocamento de servidores em
exercício no órgão central é considerado inviável.
Comentários:
Não existe essa classificação (indireta e simplificada). A execução
indireta divide-se em compartilhada e terceirizada. No caso em questão,
temos a indireta terceirizada, já que não há a coordenação do SCI.
Gabarito: E

35. (FCC[Infraero[2011) A auditoria operacional efetuada pelo


órgão de controle interno:
a) tem por finalidade o exame de fatos ou situações consideradas
relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas
para atender determinação expressa de autoridade competente;
b) compreende o exame dos registros e documentos e a coleta de
informações e confirmações, mediante procedimentos específicos,
pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou
projeto;
c) objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das
contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes,
a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou
administração de valores e outros bens da entidade auditada ou a ela
confiados;
d) consiste em avaliar as ações gerenciais das unidades ou entidades da
administração pública, programas de governo, projetos, atividades,
ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião sobre a
gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e economicidade;
e) tem por objetivo atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os
efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade
auditada, evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou
prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional.
Comentários:
A auditoria operacional, como vimos, aborda os aspectos de
eficiência, eficácia, efetividade e economicidade. A alternativa que se

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relaciona à definição de auditoria operacional é a de letra D.


A alternativa A trata das auditorias especiais, a B da auditoria
contábil, a C da auditoria de avaliação da gestão e a alternativa E da
auditoria de acompanhamento da gestão.
Gabarito: D

36. {Ces e FUBf 2011 Com relação aos aspectos que


envolvem os sistemas de controle interno, julgue o item a seguir.
O controle sobre as operações de crédito, avais e garantias é
competência do controle interno, mas o cumprimento das metas
previstas no plano plurianual (PPA) e nos orçamentos da União
deve ser acompanhado exclusivamente pelo sistema de
planejamento de orçamento.
Comentários:
Conforme art. 74, I, da CF/88, a avaliação do cumprimento das
metas previstas no plano plurianual (PPA) e nos orçamentos da União é
uma finalidade do sistema de controle interno de cada poder.
Gabarito: E

37. CesRe/MPU 2010 Com respeito ao controle interno e ao


externo e à prestação de contas no âmbito da União, julgue o item
subsequente. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial dos órgãos federais é da
competência do Congresso Nacional, e é realizada mediante
controle externo. Não cabe à Controladoria-Geral da União (CGU),
por ser órgão de controle interno, realizar o mesmo tipo de
fiscalização em um mesmo órgão quando esse trabalho estiver
sendo feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Comentários:
Conforme se depreende do art. 70 da CF/88, a fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das
entidades da administração direta e indireta, quanto a legalidade,
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de
receitas será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle
externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
Dessa forma, a CGU, enquanto órgão central do SCI -PEF, tem
competência de fazer essa fiscalização, independente de o TCU também
estar realizando ação de controle do mesmo tipo.
Gabarito: E

38. {FCC TJ-RJ 2012 De acordo com a Constituição Federal


de 1988, NÃO constitui finalidade do sistema de controle interno
integrado entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário:
a) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a
execução dos programas de governo e dos orçamentos da União;

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b) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional;


c) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem
como dos direitos e haveres da União;
d) comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e
eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e
entidades da administração federal;
e) julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por
dinheiro, bens e valores públicos da administração direta e indireta.
Comentários:
Questão bastante "batida", que cobra o conhecimento literal do art.
74 da CF/88, que também consta na Lei 10.180/01. Conforme visto na
parte teórica, a letra A corresponde ao inciso I desse artigo, a letra B ao
inciso IV, a alternativa C ao inciso III e a D ao inciso II. A letra E, gabarito
da questão, não constitui uma finalidade, e sim uma competência do
TCU.
Gabarito: E

39. {Cesgranrio SEPLAG-SSAl2011 Constituem objeto do


exame de auditoria governamental, EXCETO:
a) a execução dos planos, programas, projetos e atividades que
envolvem recursos públicos;
b) os contratos firmados por gestores públicos com entidades
privadas para prestação de serviços, execução de obras e
fornecimento de materiais;
c) os contratos firmados entre entidades privadas em negócios em
que não há participação de entes públicos;
d) os instrumentos e sistemas de guarda e conservação dos bens e do
patrimônio sob responsabilidade das unidades da administração direta e
entidades supervisionadas;
e) os sistemas administrativos e operacionais de controle interno
utilizados na gestão orçamentária, financeira e patrimonial de órgãos
públicos.
Comentários:
A letra C está incorreta. Imagine que nós (professores) temos uma
empresa privada e vocês (alunos) possuem outra. Nós firmamos uma
negociação, seja de venda de produtos, prestação de serviços etc. Não há
participação de nenhum ente público. Será que esse contrato estaria
dentro da abrangência, do objeto de exame de uma auditoria
governamental? Com certeza não faria sentido.
Gabarito: c

40. FCC Infraero/2011 Segundo o Manual do Sistema de


Controle Interno, aprovado pela Instrução Normativa no 1/ 2002
da Secretaria Federal de Controle Interno, é INCORRETO
afirmar:

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a) o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem como


finalidade, dentre outras, a de exercer o controle das operações de
crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União;
b) o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem como
atividade essencial, dentre outras, a avaliação do cumprimento das metas
do Plano Plurianual que visa a comprovar a conformidade da sua
execução;
c) a Prestação de Contas Anual do Presidente da República, a ser
encaminhada ao Congresso Nacional, será elaborada pela Secretaria
Federal de Controle Interno do Ministério da Fazenda, conforme previsto
no inciso VIII, do artigo 11, do Decreto no 3.591, de 6 de setembro de
2000;
d) a Tomada de Contas Especial/TCE é um processo administrativo,
instaurado quando se configurar omissão no dever de prestar contas, a
não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União, a
ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiro, bens e valores públicos;
e) somente os órgãos da Administração Direta serão fiscalizados pelo
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, sendo os demais
objeto de fiscalização pelo Tribunal de Contas da União.
Comentários:
Trouxemos esta questão para explicar a letra C. Quando da edição
da IN SFC/MF 01/01, ainda não havia sido criada a CGU, e a Secretaria
Federal de Controle Interno estava dentro do Ministério da Fazenda.
Como a IN ainda não foi atualizada, pode ser que ainda venha a ser
cobrada, mesmo dez anos depois da criação da CGU, uma questão desse
tipo. O importante é saber que ela está certa.
A letra E está errada, pois, como vimos, não apenas a
administração direta, mas também entidades da Administração Indireta
Federal, programas de trabalho etc. podem ser fiscalizados tanto pelo SCI
-PEF quanto pelo TCU.
Gabarito: E

41. FCC TRE-PR 2012 De acordo com a Instrução Normativa


da Secretaria Federal de Controle Interno no 1/2001, a auditoria
que é executada exclusivamente por servidores em exercício no
órgão central ou nos órgãos setoriais do Sistema de Controle
Interno da União é denominada auditoria:
a) indireta descentralizada;
b) direta integrada;
c) direta compartilhada;
d) simplificada;
e) direta centralizada.
Comentários:
Se a auditoria é executada apenas por servidores do SCI da União,
já sabemos que é uma auditoria direta. Se, além disso, for executada

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apenas por servidores em exercício nos órgãos ( central ou


setoriais), temos a forma direta CENTRALIZADA.
Gabarito: E

42. (FCC/TRT-23/2011 Uma das vanaveis básicas utilizadas


em todas as fases do processo de planificação dos trabalhos de
controle refere-se ao montante de recursos orçamentários ou
financeiros alocados por uma gestão e que é objeto de exames
de auditoria e fiscalização. Essa variável é denominada:
a) economicidade;
b) criticidade;
c) materialidade;
d) confiabilidade;
e) tempestividade.
Comentários:
Conforme visto no último tópico do capítulo, se estamos falando de
montante de recursos (se a questão deu a ideia de valores), estamos
falando da materialidade.
Gabarito: e

43. (FCC/MPE-PE/2012 O tipo de auditoria do setor


governamental que tem por objetivo emitir opinião com vistas a
certificar a regularidade das contas, verificar a execução de
contratos, acordos, convênios ou ajustes, a probidade na
aplicação do dinheiro público e na guarda ou administração de
valores e outros bens da União ou a ela confiados, é denominada
auditoria:
a) operacional;
b) especial;
c) descentralizada;
d) de avaliação de gestão;
e) plena.
Comentários:
Novamente o caput da questão já traz algumas palavras-chave para
que o candidato consiga identificar que o tipo de auditoria é a de
avaliação da gestão, quais sejam: "certificar a regularidade das contas",
"execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes", dentre outras.
Gabarito: D

44. �...... _� �-º


tipo de auditoria governamental que
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consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos


relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades
ou entidades da administração pública federal, programas de
governo, projetos, atividades, ou segmentos destes, com a
finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos

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Auditoria Governamental
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aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando


auxiliar a administração na gerência e nos resultados, por meio
de recomendações, que visem aprimorar os procedimentos,
melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial é
denominada auditoria:
a) de acompanhamento de gestão;
b) especial;
c) contábil;
d) operacional;
e) de avaliação de gestão.
Comentários:
Mais uma questão literal acerca dos tipos de auditoria. Conforme
visto na parte teórica, se o objetivo é emitir uma opinião sobre a
gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e
economicidade, temos a auditoria operacional.
Gabarito: D

3. Metodologia de trabalho do SCI - IN 01/01

Antes disso, vamos relembrar alguns conceitos de Auditoria?

Como revisão da definição de Auditoria, vamos nos remeter à obra de


Franco e Marra (2011) para definir o objeto da auditoria:

"Conjunto de todos os elementos de controle do


patrimônio administrado, os quais compreendem registros
contábeis, papéis, documentos, fichas, arquivos e anotações
que comprovem a veracidade dos registros e a legitimidade
dos atos da administração, bem como sua sinceridade na
defesa dos interesses patrimoniais". (grifei)

Neste ponto, podemos dividir a Auditoria em dois grandes grupos, e a


partir daqui, centrar nosso foco no que será objeto da presente aula. De
acordo com o ambiente em que será aplicada, a Auditoria poderá ser
Governamental ou Não Governamental {Privada).

A Auditoria Não Governamental - ou Privada, Independente,


Empresarial, das Demonstrações Contábeis ou das Demonstrações
Financeiras - é uma técnica contábil, constituída por um conjunto de
procedimentos técnicos sistematizados, para obtenção e avaliação de
evidências sobre as informações contidas nas demonstrações contábeis
de uma empresa.

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Já a Auditoria Governamental - Pública, do Setor Público - é, conforme


disposto na Instrução Normativa 01/2001, da Secretaria Federal de
Controle Interno (da Controladoria-Geral da União), o conjunto de
técnicas que visa avaliar a gestão pública, pelos processos e
resultados gerenciais, e a aplicação de recursos públicos por entidades
de direito público e privado, mediante a confrontação entre uma
situação encontrada com um determinado critério técnico, operacional
ou legal.

Tem por objetivo primordial garantir resultados operacionais na


gerência da coisa pública.

A Auditoria Governamental engloba todas as esferas de governo - federal,


distrital, estadual e municipal - e níveis de poder - Executivo, Legislativo e
Judiciário - e, claro, alcança as pessoas jurídicas de direito privado, caso
se utilizem de recursos públicos.

A principal legislação em relação à auditoria governamental é a IN SFC/MF


01/2001, da Secretaria Federal de Controle Interno, atualmente
pertencente à estrutura da Controladoria-Geral da União (CGU). Na época
da publicação da IN 01, a SFC fazia parte do Ministério da Fazenda,
motivo da inscrição SFC/MF. Embora esteja em fase de atualização,
continua em vigor.

O objetivo da norma foi definir diretrizes, princípios e conceitos, além de


aprovar normas técnicas para a atuação do Sistema de Controle Interno -
SCI - do Poder Executivo Federal, particularmente quanto a finalidades,
organização, competências, tipo de atividades, objetivos, forma de
planejamento e de execução das ações de controle e relacionamento com
as unidades de auditoria interna das entidades da Administração Indireta
Federal, visando principalmente alcançar uniformidade de entendimentos
e disciplinar as atividades no âmbito do Sistema de Controle Interno.

Para relembrarmos, conforme a NBC TA 315, Controle interno:

"É o processo planejado, implementado e mantido pelos


responsáveis da governança, administração e outros
funcionários para fornecer segurança razoável quanto à
realização dos objetivos da entidade no que se refere à
confiabilidade dos relatórios financeiros, efetividade e
eficiência das operações e conformidade com leis e
regulamentos aplicáveis."

Ou seja, é um processo conduzido por todos os integrantes da "empresa",


no nosso caso, órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, para

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fornecer razoável segurança de que os objetivos da entidade estão


sendo alcançados, com relação às seguintes categorias:

- eficácia e eficiência das operações;


- confiabilidade dos relatórios financeiros;
- conformidade com a legislação e regulamentos aplicáveis.

Segundo a IN 01, o SCI visa à avaliação da ação governamental, da


gestão dos administradores públicos federais e da aplicação de recursos
públicos por entidades de Direito Privado, por intermédio da fiscalização
contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial
(COFOP).

A fiscalização COFOP, para atingir as finalidades constitucionais,


consubstancia-se nas técnicas de trabalho desenvolvidas no âmbito do
SCI, denominadas nesta Instrução Normativa de auditoria e
fiscalização.

Um dos objetivos fundamentais do SCI é a avaliação dos controles


internos administrativos das unidades ou entidades sob exame. Somente
com o conhecimento da estruturação, rotinas e funcionamento desses
controles podem os Órgãos/Unidades de Controle Interno do Poder
Executivo Federal avaliar, com a devida segurança, a gestão examinada.

3.1 Normas relativas ao controle interno administrativo

Controle interno administrativo é o conjunto de atividades, p lanos,


rotinas, métodos e procedimentos interligados, estabelecidos
com vistas a assegurar que os objetivos das unidades e entidades da
administração pública sejam alcançados, de forma confiável e concreta,
evidenciando eventuais desvios ao longo da gestão, até a consecução
dos objetivos fixados pelo Poder Público.

Os princípios de controle interno administrativo, similares ao que


vimos na última aula, se constituem no conjunto de regras, diretrizes e
sistemas que visam ao atingimento de objetivos específicos, tais como:

I. Relação custo/benefício - consiste na avaliação do custo de um


controle em relação aos benefícios que ele possa proporcionar. De acordo
com esse princípio, não seria coerente, por exemplo, gastarmos
R$20.000,00 para o envio de uma equipe de fiscalização a um município
distante, a fim de verificar a aplicação de R$8.000,00.

II. Qualificação adequada, treinament o e rodízio de


funcionários - a eficácia dos controles internos administrativos está

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diretamente relacionada com a competência, formação profissional e


integridade do pessoal. É imprescindível haver uma política de pessoal que
contemple:
- seleção e treinamento de forma criteriosa e sistematizada,
buscando melhor rendimento e menores custos;
rodízio de funções, com vistas a reduzir/eliminar
possibilidades de fraudes;
- obrigatoriedade de servidores gozarem férias regularmente,
como forma, inclusive, de evitar a dissimulação de
irregularidades.

No Brasil, a seleção por meio de concurso público já atende ao primeiro


requisito. Quanto ao segundo e terceiro, se observados, reduzem bastante
a possibilidade de fraudes, pois os servidores mal intencionados não se
sentiriam tão à vontade para cometê-las, sabendo da possibilidade real de
serem descobertos.

III. Delegação de poderes e definição de responsabilidades - a


delegação de competência, conforme previsto em lei, será utilizada como
instrumento de descentralização administrativa, com vistas a assegurar
maior rapidez e objetividade às decisões.

O ato de delegação deverá indicar, com precisão, a autoridade delegante,


a delegada e o objeto da delegação. Assim sendo, em qualquer
unidade/entidade, devem ser observados:
- existência de regimento/estatuto e organograma adequados,
em que a definição de autoridade e consequentes
responsabilidades sejam claras e satisfaçam plenamente as
necessidades da organização; e
manuais de rotinas/procedimentos, claramente
determinados, que considerem as funções de todos os setores
do órgão/entidade.

IV. Segregação de funções - a estrutura das unidades/entidades


deve prever a separação entre as funções de autorização/ aprovação
de operações, execução, controle e contabilização, de tal forma que
nenhuma pessoa detenha competências e atribuições em desacordo com
este princípio.

Atenção: para não confundirmos segregação de funções com rodízio de


funções, leiam novamente, e com atenção, as definições acima.

V. Instruções devidamente formalizadas - para atingir um grau


de segurança adequado é indispensável que as ações,
procedimentos e instruções sejam disciplinados e formalizados através de

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instrumentos eficazes e específicos; ou seja, claros e objetivos e


emitidos por autoridade competente.

VI. Controles sobre as transações - é imprescindível estabelecer o


acompanhamento dos fatos contábeis, financeiros e
operacionais, objetivando que sejam efetuados mediante atos legítimos,
relacionados com a finalidade da unidade e autorizados por quem de
direito;

VII. Aderência a diretrizes e normas legais - o controle interno


administrativo deve assegurar observância a diretrizes, planos,
normas, leis, regulamentos e procedimentos administrativos, e que os
atos e fatos de gestão sejam efetuados mediante atos legítimos,
relacionados com a finalidade da unidade/entidade. A esse atributo damos
o nome de compliance.

Os controles internos administrativos implementados em uma


organização devem:

I. prioritariamente, ter caráter preventivo;


II. permanentemente, estar voltados para a correção de eventuais
desvios em relação aos parâmetros estabelecidos;
III. prevalecer como instrumentos auxiliares de gestão;
IV. estar direcionados para o atendimento a todos os níveis
hierárquicos da administração.

Quanto maior for o grau de adequação dos controles internos


administrativos, menor será a vulnerabilidade dos riscos inerentes à
gestão propriamente dita.

3.2 Planejamento das ações de controle interno.

Considerando a escassez de recursos humanos, tecnológicos, etc., o


planejamento das ações de controle adotado pelo SCI-PEF deve observar
os procedimentos e esta sequência:

I. mapear as políticas públicas afetas a cada ministério ou órgão


equivalente, com identificação dos macro-objetivos, dos recursos
previstos, dos agentes responsáveis e interfaces, de modo a evidenciar a
importância estratégica, de cada uma delas, inclusive em relação ao
projeto global de governo;

II. promover a hierarquização dos diversos programas/


programações governamentais, baseada em critérios políticos e
estratégicos definidos, bem como riscos baseados em materialidade,

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relevância e criticidade. Na conformação atual da classificação


orçamentária, esse exercício de hierarquização se faz em nível de
programa por ser esse o que apresenta, em geral, a definição consistente
de limites e abrangência;

III. detalhar as informações envolvendo a descrição dos Programas


essenciais e a identificação das Ações que os compõem;

IV. promover a hierarquização no nível das Ações de cada


Programa, segundo critérios definidos com bases estratégicas;

V. elaborar o relatório de situação das Ações selecionadas,


identificando, dentre outros itens:

- os objetivos e as metas;
- os órgãos responsáveis;
- a documentação legal que lhes dá suporte;
- as razões de implementação;
- as formas de execução e os mecanismos de implementação;
- a clientela e o público-alvo;
- a existência de recursos externos financiando total ou
parcialmente as Ações;
- os critérios para a seleção dos beneficiários;
- as formas de divulgação que serão utilizadas para mobilizar
a clientela, quando for o caso;
- os mecanismos de controle, inclusive de controle social;
- as informações a respeito das ações do Sistema de Controle
Interno no exercício anterior, bem como sobre o exercício
atual.

VI. elaborar o plano estratégico da Ação selecionada, incluindo


levantamento dos pontos críticos e frágeis capazes de impactar a
execução e a definição da abordagem de controle a ser adotada, que terá
por foco os pontos críticos identificados;

VII. elaborar o plano operacional de cada divisão de trabalho


definida na abordagem da Ação, com identificação das ações de controle a
serem realizadas, definição de instrumentos e do período de realização
dos trabalhos.

A metodologia de trabalho adotada abrange os aspectos pertinentes ao


conhecimento das ações de cada ministério, à percepção sobre as
principais áreas de atuação e pauta política específica, à compreensão
sobre o funcionamento dos programas e respectivas ações ou
equivalentes, bem como avaliação sobre as unidades responsáveis pelas

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diferentes etapas do processo gerencial de implementação da política


pública e o planejamento das ações de controle a serem implementadas
para avaliação da execução dos programas de Governo e da Gestão
Pública.

Esse processo permanente de trabalho permite, por meio da reavaliação,


efetuada a cada novo conjunto de dados e informações obtidas, manter o
controle sempre atualizado e atuante.

Exemplificando...

Vamos imaginar que você trabalhe na CGU e seja responsável por auditar
o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Nesse caso, seu primeiro passo do planejamento será mapear as políticas
públicas existentes naquele ministério.

Feito isso, você hierarquiza todos os programas de responsabilidade do


MDS, chegando à conclusão de que o Programa Bolsa Família (PBF) é o
mais importante para ser acompanhado sistematicamente pela CGU.

Escolhido o Programa, você irá verificar, dentre as diversas ações que o


compõem, uma que considere essencial para ser auditada. Mantendo o
exemplo do PBF, pela materialidade, você escolhe a Ação Transferência de
Renda Diretamente às Famílias em Condição de Pobreza e Extrema
Pobreza.

A partir daí, para conhecer melhor a ação e o programa que irá auditar,
você elaborará uma documentação básica, constituída de Relatório de
Situação, Plano Estratégico e Plano Operacional.

Processo de Planejamento de Controle Sistemático

1) Mapeamento das Políticas Públicas


2) Hierarquização dos Programas
3) Priorização das Ações
4) Relatório de Situação
5) Plano Estratégico
6) Plano Operacional

O planejamento das ações de controle adotado no Sistema de


Controle Interno do Poder Executivo Federal divide-se em quatro
grandes tópicos, com a seguinte estrutura:

I - Orçamento Global do Ministério


II - Hierarquização

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III - Programas e Programações sob controle


IV - Ações sob controle Orçamento Global do Ministério

Orçamento Global do Ministério

O tópico I apresenta o orçamento do Ministério ou Órgão equivalente em


termos dos Programas constantes da Lei Orçamentária Anual - LOA,
inclusas as Programações, especificando o orçamento líquido, que se
caracteriza pela exclusão das parcelas referentes a pessoal e ao serviço da
dívida.

O total previsto na LOA compreende os Orçamentos Fiscal, da Seguridade


Social e de Investimentos e o que se denomina de Programações, que são
os valores destinados a permitir o tratamento de políticas públicas para as
quais não se conta com classificação de despesa orçamentária específica.

Hierarquização

O tópico II agrega critérios de valoração de caráter estratégico, próprios


do ministério ou órgão equivalente, ao conjunto de critérios gerais
definidos pelo órgão ou unidade de controle interno e os aplica ao
conjunto de programas/programações.

Apresenta, para cada um dos ministérios, a hierarquização dos respectivos


programas/programações, com classificação, segundo a percepção do
controle, em essenciais, relevantes e coadjuvantes.

Devido às suas próprias características, os programas/programações de


classificação essencial são, em geral, objeto de controle sistemático, com
a mais elevada concentração de atenção por parte do Sistema de Controle
Interno.

Embora sempre presente, face às limitações de recursos e menores taxas


de impacto e/ou risco, as ações do Sistema de Controle Interno serão
menos intensas nos programas/programações governamentais
classificadas como relevantes e coadjuvantes.

O Controle Sistemático tem como premissa a existência de um processo


detalhado de planejamento como base para deflagração das ações do
controle.

O planejamento adotado pressupõe obrigatoriamente o conhecimento


amplo do problema, a definição de uma estratégia de atuação focada nos
pontos críticos do processo de execução e o estabelecimento de
cronologias, formas e instrumentos de atuação capazes de garantir um

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padrão de cobertura e segurança compatíveis com as características e


especificidades do objeto controlado. O exemplo do PBF que demos
anteriormente se encaixa no controle sistemático.

O Controle Assistemático trata das excepcionalidades, caracterizadas


como questões pontuais e agudas, típicas de denúncias ou solicitações de
autoridades, ou aspectos que, por qualquer razão, o Sistema de Controle
Interno entenda necessário averiguar, ou, ainda, cuja complexidade ou
risco justifique um planejamento mais simplificado. Nesses casos,
dispensa-se o planejamento completo para a deflagração de ações de
controle. Um exemplo seria a apuração de uma denúncia.

O processo da hierarquização não está vinculado à capacidade


operacional que a unidade de controle possui para realizar seus
trabalhos. O grau de essencialidade de um programa/ programação é
uma característica intrínseca do mesmo.

A capacidade operacional do Sistema de Controle Interno apenas


condiciona sua maior ou menor condição de cumprir adequadamente seu
papel.

Isso quer dizer, por exemplo, que mesmo que a capacidade operacional do
Órgão de Controle Interno não seja satisfatória, determinados programas
(como é o caso do PBF) sempre serão acompanhados, devido a sua
materialidade, criticidade e relevância.

Programas e Programações sob Controle

O tópico III estabelece os programas/programações incorporados ao


processo sistemático de controle. Para tanto, é necessário que pelo menos
uma de suas ações disponha da documentação básica, que se compõe de
Relatório de Situação, Plano Estratégico e Plano Operacional, formando o
tópico IV.

Nesse tópico encontram-se os programas/programações que estão tendo


pelo menos uma de suas ações sendo objeto de alguma ação específica de
controle. Para cada um deles, é apresentada uma descrição sumária,
mencionando-se peculiaridades consideradas relevantes e resumindo, se
possível, alguns aspectos considerados críticos ou frágeis em sua
concepção ou processo de implementação.

Ações sob Controle

O tópico IV contém o Relatório de Situação, o Plano Estratégico e o Plano


Operacional das ações, denominada de documentação básica, de cada

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uma das ações controladas sistematicamente.

O Relatório de Situação traz uma descrição sumaria do objeto de


interesse e informes sobre o exercício anterior e o exercício atual.

O Plano Estratégico - PE deve ser elaborado a partir do conhecimento


detalhado da ação, o que inclui, necessariamente, a identificação dos
principais pontos críticos da ação governamental enfocada. Com o Plano
Estratégico busca-se definir o que se considera ser a melhor opção entre
as várias possibilidades diferentes que se cogitem para controlar a ação.

P ontos c ríticos são os pontos cruc1a1s da trajetória de


desenvolvimento da ação, indispensáveis e essenciais à viabilização de
atividades e objetivos colimados. Na identificação dos pontos críticos,
deve-se trabalhar com o fluxograma, que identifica os processos, os
agentes e as interações entre eles.

É importante saber que os pontos c ríticos não são


necessariamente fragilidades no processo de execução da ação.
Caso apresentem fragilidades, estas devem ser observadas como impacto
negativo sobre o processo.

Identificar os pontos críticos e desenvolver hipóteses sobre as suas


possíveis fragilidades e riscos de ocorrência são atividades cruciais para a
definição e o planejamento das ações de controle.

O Plano Operacional - PO é elaborado para cada divisão definida na


abordagem do Plano Estratégico de cada ação, ocasião em que são
identificadas as etapas, os produtos e os clientes relacionados às mesmas,
os pontos de controle mais adequados, as ações de controle a serem
desenvolvidas com vistas a efetivar os procedimentos definidos, com a
determinação das técnicas de controle adequadas para realização dos
exames, bem como o período de realização das mesmas.

3.3 Estrutura conceituai básica das técnicas de controle

As atividades a cargo do SCI são exercidas mediante a utilização de


técnicas próprias de trabalho, as quais se constituem no conjunto de
processos que viabilizam o alcance dos macro-objetivos do sistema. As
técnicas de controle são as seguintes:

a) auditoria;
b) fiscalização

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TÉCNICAS DE
TRABALHO DO
SCI

AUDITORIA FISCALIZAÇÃO

Como vimos, a auditoria é o conjunto de técnicas que visa avaliar a


gestão pública, pelos processos e resultados gerenciais, e a aplicação
de recursos públicos por entidades de direito público e privado,
mediante a confrontação entre uma situação encontrada com um
determinado critério técnico, operacional ou legal.

Ou seja, na auditoria, devemos comparar o "que é" com o "que deveria


ser". A diferença entre um e outro serão evidências de auditoria, que
darão suporte às constatações do auditor.

Já a fiscalização é uma técnica de controle que visa a comprovar se o


objeto dos programas de governo existe, se corresponde às
especificações estabelecidas, se atende às necessidades para as quais
foi definido, se guarda coerência com as condições e características
pretendidas e se os mecanismos de controle administrativo são
eficientes.

Exemplificando: um auditor pode desejar comprovar se 1.000 banheiros


públicos que estavam previstos para serem construídos em determinada
cidade, com recursos de um programa do governo federal, foram
realmente entregues à população. Nesse caso, ele objetiva comprovar a
existência de um objeto de programa de governo (banheiros públicos) e
estará realizando uma fiscalização.

O ato de fiscalizar é a aplicação do conjunto de procedimentos capazes


de permitir o exame dos atos da administração pública, visando avaliar
as execuções de políticas públicas pelo produto, atuando sobre os
resultados efetivos dos programas do governo federal.

Sobre a Auditoria no setor público, podemos dizer que se trata de todo


trabalho de auditoria desenvolvido em ambiente de administração
pública, o que inclui os trabalhos desenvolvidos pelo Tribunal de Contas
da União - TCU -, exercendo sua atividade de Controle Externo; pelas

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Unidades de Auditoria Interna das entidades da Administração


Indireta que, embora não façam parte do SCI (por definição da IN 01),
são consideradas unidades correlatas, atuando de forma complementar
ao órgão central; além dos trabalhos desenvolvidos pela própria CGU,
como órgão central do SCI.

3.4 Procedimentos e Técnicas de Auditoria na IN 01

Os Procedimentos e as Técnicas de Auditoria governamental se constituem


em investigações técnicas que, tomadas em conjunto, permitem a
formação fundamentada da opinião por parte do SCI-PEF.

Procedimento de auditoria é o conjunto de verificações e


averiguações previstas num programa de auditoria, que permite
obter evidências ou provas suficientes e adequadas para analisar as
informações necessárias à formulação e fundamentação da opinião por
parte do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

Abrange testes de observância e testes substantivos:

- testes de observância: visam à obtenção de razoável


segurança de que os procedimentos de controle interno
estabelecidos pela Administração estão em efetivo
funcionamento e cumprimento.
- testes substantivos: visam à obtenção de evidências
quanto à suficiência, exatidão e validação dos dados
produzidos pelos sistemas contábil e administrativos da
entidade, dividindo-se em testes de transações e saldos e
procedimentos de revisão analítica.

Já Técnica de Auditoria é o conjunto de processos e ferramentas


operacionais de que se serve o controle para a obtenção de evidências, as
quais devem ser suficientes, adequadas, relevantes e úteis para conclusão
dos trabalhos.

As principais Técnicas de Auditoria constantes na IN 01/2001 são:

• Indagação Escrita ou Oral - uso de entrevistas e questionários


junto ao pessoal da unidade/entidade auditada, para a obtenção de dados
e informações. Ex: entrevista ao responsável por uma área auditada.

• Análise Documental - exame de processos, atos formalizados e


documentos avulsos. Ex: verificação de um processo licitatório.

• Conferência de Cálculos - revisão das memórias de cálculos ou a

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confirmação de valores por meio do cotejamento de elementos numéricos


correlacionados, de modo a constatar a adequação dos cálculos
apresentados. Ex: análise dos cálculos de aposentadoria realizados por um
órgão para o pagamento do benefício de um servidor.

• Confirmação Externa - verificação junto a fontes externas ao


auditado, da fidedignidade das informações obtidas internamente. Uma
das técnicas consiste na circularização das informações com a finalidade
de obter confirmações em fonte diversa da origem dos dados. Ex: envio
de uma circularização para confirmar se determinado fornecedor
participou de uma licitação.

• Exame dos Registros - verificação dos registros constantes de


controles regulamentares, relatórios sistematizados, mapas e
demonstrativos formalizados, elaborados de forma manual ou por
sistemas informatizados. A técnica pressupõe a verificação desses
registros em todas as suas formas. Ex: análise da folha de ponto de um
servidor.

• Correlação das Informações Obtidas - cotejamento de


informações obtidas de fontes independentes, autônomas e distintas, no
interior da própria organização. Essa técnica procura a consistência
mútua entre diferentes amostras de evidência. Ex: comparação dos dados
constantes na pasta funcional de um servidor com os dados do Sistema
Integrado de Administração de Pessoal do Poder Executivo Federal,
buscando verificar alguma inconsistência.

• Inspeção Física - exame usado para testar a efetividade dos


controles, particularmente daqueles relativos à segurança de
quantidades físicas ou qualidade de bens tangíveis. A evidência é coletada
sobre itens tangíveis. Ex: verificação in loco objetivando comprovar a
existência de 100 ambulâncias compradas pelo órgão auditado.

• Observação das atividades e condições - verificação das


atividades que exigem a aplicação de testes flagrantes, com a finalidade
de revelar erros, problemas ou deficiências que de outra forma seriam de
difícil constatação. Ex: acompanhamento de um inventário que está sendo
realizado por determinado órgão auditado.

• Corte das Operações ou "Cut-Off" - corte interruptivo das


operações ou transações para apurar, de forma seccionada, a dinâmica de
um procedimento. Representa a "fotografia" do momento-chave de
um processo. Ex: para a verificação da consistência de um inventário
realizado pelo órgão auditado, o auditor determina uma data de
referência para fazer essa conferência. Dessa forma, bens que saíram

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ou entraram naquele órgão após essa data de referência não são


considerados para fins dessa verificação de inventário.

• Rastreamento - investigação minuciosa, com exame de


documentos, setores, unidades, órgãos e procedimentos interligados,
visando dar segurança à opinião do responsável pela execução do trabalho
sobre o fato observado. Ex: análise mais profunda de todo o fluxo de um
convênio, desde o plano de trabalho, passando pela liberação dos recursos
até a prestação de contas.

3.5 Procedimentos e Técnicas de Fiscalização

Procedimento de fiscalização é o conjunto de verificações e


averiguações previstas num programa de fiscalização, que permite obter
evidências ou provas suficientes e adequadas para analisar as informações
necessárias à formulação e fundamentação da opinião por parte do
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

Na fiscalização não há que se falar em testes de observância e testes


substantivos, por isso, atenção!

Em relação às técnicas de fiscalização, são utilizadas as mesmas da


auditoria, com exceção do Corte das Operações e Rastreamento.

Além daquelas técnicas, para a execução de uma fiscalização pode-se


utilizar também o Teste laboratorial, que é aplicado nos itens/
materiais, objeto de fiscalização, em busca de evidências quanto a
integridade, exatidão, nível, tipo, qualidade e validade desses objetos;
observando as diretrizes genéricas do teste laboratorial, quais sejam,
objetivo, alvo, atributo ou condição a ser pesquisado, como a população
será testada, tamanho e avaliação do resultado do teste. De um modo
geral, é demandada a um terceiro a execução dessa técnica.

Exemplificando: um auditor, para verificar a qualidade do arroz adquirido


para distribuição no Programa Fome Zero, coleta uma amostra e
encaminha para análise em laboratório. Nesse momento ele utilizou o
Teste Laboratorial.

3.6 Normas relativas à execução dos trabalhos

O servidor do SCI, no exercício de suas funções, terá livre acesso a


todas as dependências do órgão ou entidade examinado, assim como a
documentos, valores e livros considerados indispensáveis ao
cumprimento de suas atribuições, não lhe podendo ser sonegado, sob
qualquer pretexto, nenhum processo, documento ou informação.

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O servidor, por sua vez, deve guardar o sigilo das informações as quais
tenha acesso no decorrer dos trabalhos.

Quando houver limitação da ação, o fato deverá ser comunicado, de


imediato, por escrito, ao dirigente do órgão ou entidade examinada,
solicitando as providências necessárias.

Planejamento dos Trabalhos

O trabalho realizado pelo Sistema de Controle Interno do Poder Executivo


Federal deve ser adequadamente planejado, de acordo com os
procedimentos a seguir.

I. Exame Preliminar - com o objetivo de obter os elementos


necessários ao planejamento dos trabalhos, o servidor do SCI deve
examinar as informações constantes da ordem de serviço e dos planos
estratégico e operacional a que se vincula o objeto do controle.

Para tanto, deve considerar a legislação aplicável, normas e instruções


vigentes, bem como os resultados dos últimos trabalhos realizados e
diligências pendentes de atendimento, quando for o caso.

II. Elaboração do programa de trabalho - o programa de trabalho


consta da ordem de serviço preparada pela área de controle que
elabora o plano estratégico e operacional. A elaboração de um adequado
programa de trabalho exige:

a) a determinação precisa dos objetivos do exame;


b) a identificação do universo a ser examinado;
c) a definição e o alcance dos procedimentos a serem utilizados;
d) a localização do objeto ou unidade examinada;
e) o estabelecimento das técnicas apropriadas;
f) a estimativa dos homens x horas necessários à execução dos
trabalhos;
g) referência quanto ao uso de material e/ou documentos de exames
prévios ou outras instruções específicas.

Avaliação dos controles internos administrativos

Quando ficar identificado na ordem de serviço - OS - a necessidade de


avaliação dos controles internos administrativos, o servidor do SCI deve
efetuar um adequado exame com vistas à avaliação da capacidade e
da efetividade dos SCI administrativos contábil, financeiro,
patrimonial, de pessoal, de suprimento de bens e serviços e operacional
das unidades da administração direta, indireta, projetos e programas.

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I. Capacidade dos sistemas de controle interno administrativo -


avaliar os procedimentos, políticas e registros que compõem os controles,
com o objetivo de constatar se estes proporcionam razoável segurança de
que as atividades e operações se realizam, de forma a possibilitar o
atingimento das metas, em termos satisfatórios de economia, eficiência e
eficácia.

II. Efetividade - realizar exame das operações que se processam no


ser administrativo, com o propósito de verificar se procedimentos,
políticas, mecanismos, registros e outros dados relevantes funcionam de
acordo com o previsto e se os objetivos de controle estão sendo
atendidos, de forma permanente, sem desvios.

m. Exame dos objetivos de controle - as unidades e entidades


adotam ser administrativo que compreendem um plano de
organização e de todos os métodos e procedimentos, de forma ordenada,
para: proteger seus recursos; obter informações oportunas e confiáveis; e
promover a eficiência operacional, assegurar a observância das leis,
normas e políticas vigentes, com o intuito de alcançar o cumprimento
das metas e objetivos estabelecidos. Deverá, ainda:

a) certificar a existência e propriedade dos procedimentos e


mecanismos de salvaguarda dos recursos humanos, financeiros e
materiais, assim como do devido uso e funcionamento dos mesmos;
b) constatar se os sistemas de registros incluem a totalidade das
operações realizadas e se os métodos e procedimentos utilizados
permitem confiar se as informações financeiras e operacionais oriundas
daqueles refletem, adequadamente, a boa e regular utilização dos
recursos, bem como o cumprimento das metas e dos objetivos dos
programas;
c) certificar a existência e a idoneidade dos critérios, para identificar,
classificar e mensurar dados relevantes das operações, verificando,
igualmente, se estão sendo adotados parâmetros adequados para
avaliação da efetividade, eficiência, eficácia e economicidade dessas
operações;
d) comprovar se os procedimentos estabelecidos asseguram,
razoavelmente, o cumprimento das diretrizes governamentais, das leis,
regulamentos, normas e outras disposições de observância obrigatória.

Prevenção de impropriedades e irregularidades

Os sistemas de controle interno administrativo, instituídos em uma


unidade ou entidade, devem conter procedimentos, mecanismos e
diretrizes que prevejam ou minimizem o percentual de
impropriedades ou irregularidades. Um bom ser administrativo reduz a

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probabilidade de ocorrer tais impropriedades ou irregularidades, ainda que


não possa evitá-las totalmente.

Supervisão das atividades do SCI do Poder Executivo Federal

Toda atividade deve ser supervisionada pela chefia ou por servidor a


quem a função for formalmente delegada.

L Responsabilidade de quem dirige a função - o titular da


unidade do SCI deve supervisionar todas as atividades que envolvem a
execução do trabalho, podendo delegar parte das tarefas a
supervisores. Para isso, deve estabelecer mecanismos e
procedimentos adequados de modo a avaliar a atuação dos
supervisores, assegurando-se de que estes possuam conhecimentos
técnicos e capacidade profissional suficientes ao adequado
cumprimento das atribuições que lhes são conferidas.

n Supervisão das equipes de trabalho - o servidor do Sistema de


Controle Interno do Poder Executivo Federal, com atribuições de
superv,sao, com maior expenencia, conhecimentos técnicos e
capacidade profissional, deve instruir e dirigir, adequadamente, seus
subordinados, no que tange à execução dos trabalhos e ao cumprimento
das ordens de serviço, devendo, ainda, contribuir para o desenvolvimento
dos seus conhecimentos e capacidade profissional.

m Intensidade de supervisão - o grau de intensidade da


supervisão exercida sobre a equipe está diretamente relacionado aos
seguintes fatores: conhecimento e capacidade profissional dos membros
da equipe; o grau de dificuldade previsível dos trabalhos; e alcance de
prováveis impropriedades ou irregularidades a detectar no órgão ou
entidade examinada. As evidências da supervisão exercida deverão ficar
registradas nos próprios papéis de trabalho.

IV. Áreas e enfoques da supervisão - a supervisão deve abranger a


verificação:

a) do correto planejamento dos trabalhos de acordo com o solicitado na


ordem de serviço;
b) da aplicação de procedimentos e técnicas para o atingimento de
metas/objetivos previstos para a execução dos trabalhos, de acordo com o
programa fornecido;
c) da adequada formulação dos papéis de trabalho;
d) da necessária consistência das observações e conclusões;
e) da fiel observância dos objetivos estabelecidos na ordem de serviço;
f) do cumprimento das normas e dos procedimentos de aplicação geral.

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Obtenção de evidências de acordo com a IN 01/01

Em atendimento aos objetivos da atividade, o servidor do SCI deve


realizar, na extensão indicada na ordem de serviço, os testes ou provas
adequadas nas circunstâncias, para obter evidências qualitativamente
aceitáveis que fundamentem, de forma objetiva, seu trabalho.

I. Finalidade da evidência - consiste na obtenção suficiente de


elementos para sustentar a emissão de sua opinião, permitindo
chegar a um grau razoável de convencimento da realidade dos fatos e
situações observadas, da veracidade da documentação examinada, da
consistência da contabilização dos fatos e fidedignidade das informações e
registros gerenciais para fundamentar solidamente seu trabalho.

A validade do seu trabalho depende diretamente da qualidade das


evidências que é considerada satisfatória quando reúne as características
de suficiência, adequação e pertinência.

- Suficiência da evidência - ocorre quando, mediante a


aplicação de testes que resultem na obtenção de uma ou
várias provas, o servidor do SCI é levado a um grau razoável
de convencimento a respeito da realidade ou veracidade dos
fatos examinados.
- Adequação da evidência - entende-se como tal, quando
os testes ou exames realizados são apropriados à natureza
e características dos fatos examinados.
- Pertinência da evidência - a evidência é pertinente
quando há coerência com as observações, conclusões e
recomendações eventualmente formuladas.

II. Critérios para obtenção da evidência - na obtenção da


evidência, o servidor do SCI deve guiar-se pelos critérios de
importância relativa e de níveis de riscos prováveis.

A importância relativa refere-se ao significado da evidência no conjunto de


informações e os níveis de riscos prováveis, às probabilidades de erro na
obtenção e comprovação da evidência.

Impropriedades e irregularidades

O servidor do SCI , no decorrer de qualquer atividade, deve prestar


especial atenção àquelas transações ou situações que denotem indícios de
irregularidades. Quando sejam obtidas evidências das mesmas, deverá ser
dado o devido tratamento, com vistas a permitir que os dirigentes possam
adotar as providências corretivas pertinentes, quando couber.

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1 Caracterização de impropriedade e irregularidade


impropriedade consiste em falhas de natureza formal de que não
resulte dano ao erário, porém evidencia-se a não observância aos
princípios de legalidade, legitimidade, eficiência, eficácia e
economicidade. A irregularidade é caracterizada pela não
observância desses princ1p1os, constatando a existência de
desfalque, alcance, desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte
prejuízo quantificável para o Erário.

II. Detecção de impropriedades e irregularidades - apesar de não ser


o objetivo primordial das atividades do SCI a busca de impropriedades
ou de irregularidades, o servidor deve estar consciente da probabilidade
de, no decorrer dos exames, observar tais ocorrências, devendo prestar
atenção às situações que apresentem indícios de irregularidades e,
quando obtidas evidências, comunicar o fato aos dirigentes para adoção
das medidas corretivas cabíveis.

A aplicação dos procedimentos especificados na ordem de serviço não


garante, necessariamente, a detecção de toda impropriedade ou
irregularidade. Portanto, a identificação posterior de situação imprópria
ou irregular, ocorrida no período submetido a exame, não significa que o
trabalho tenha sido inadequado.

III. Apuração de impropriedades e irregularidades - exige do


servidor do SCI extrema prudência e profissionalismo. Ao verificar a
ocorrência de irregularidades, o servidor deve levar o assunto, por
escrito, ao conhecimento do dirigente da unidade ou entidade
examinada, solicitando os esclarecimentos e as justificativas
pertinentes, quando isso não implicar risco pessoal. Na hipótese de
risco pessoal, informar a ocorrência ao seu dirigente que o orientará e
adotará as providências necessárias.

3.7 Normas Relativas à Opinião do Sistema de Controle Interno do


Poder Executivo Federal

Na auditoria privada, os resultados são comunicados por meio do relatório


do auditor independente. Na auditoria governamental, temos diversos
tipos de documentos utilizados para expressar a opinião do Órgão ou
Unidade de Controle Interno do Poder Executivo Federal, quais sejam:
Relatório, Parecer, Certificado ou Nota.

Nota

Nota é o documento destinado a dar ciência ao gestor/administrador da


área examinada, no decorrer dos exames, das impropriedades ou

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irregularidades constatadas ou apuradas no desenvolvimento dos


trabalhos. Tem a finalidade de obter a manifestação dos agentes sobre
fatos que resultaram em prejuízo à Fazenda Nacional ou de outras
situações que necessitem de esclarecimentos formais.

Relatório

Os Relatórios constituem-se na forma pela qual os resultados dos


trabalhos realizados são levados ao conhecimento das autoridades
competentes, com as seguintes finalidades:
a) à direção, fornecendo dados para tomada de decisões sobre a política
de área supervisionada;
b) às gerências executivas, com vistas ao atendimento das
recomendações sobre as operações de sua responsabilidade; aos
responsáveis pela execução das tarefas, para correção de erros
detectados;
c) ao Tribunal de Contas da União, como resultado dos exames efetuados;
d) a outras autoridades interessadas, dependendo do tipo ou forma de
auditoria/ fiscalização realizada.

Certificado

O Certificado é o documento que representa a opinião do Sistema de


Controle Interno sobre a exatidão e regularidade, ou não, da gestão e a
adequação, ou não, das peças examinadas, devendo ser assinado pelo
Coordenador-Geral ou Gerente Regional de Controle Interno (CGU nos
Estados da Federação), ou ainda, autoridades de nível hierárquico
equivalentes nos órgãos e unidades setoriais do SCI-PEF.

O Certificado de Auditoria será emitido na verificação das contas dos


responsáveis pela aplicação, utilização ou guarda de bens e valores
públicos, e de todo aquele que der causa a perda, subtração ou estrago de
valores, bens e materiais de propriedade ou responsabilidade da União.

Esse tipo de documento é emitido quando o auditor realiza o tipo de


auditoria que classificamos como auditoria de avaliação da gestão,
conforme visto no decorrer deste capítulo.

Exemplificando: no começo de 2012, o Ministério da Fazenda emite um


Relatório de Gestão referente ao exercício de 2011, retratando como foi a
gestão dos recursos públicos no período examinado.

Após a elaboração desse relatório, o órgão de controle interno responsável


pelo Ministério (no caso, a CGU) irá realizar uma auditoria e emitir um
relatório, certificado e parecer sobre as contas do gestor no ano de 2011.

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Ao emitir o Certificado de Auditoria, o Órgão ou Unidade de Controle


Interno do Poder Executivo Federal deve levar em consideração a
jurisprudência do TCU, suas súmulas e decisões julgadas em casos
semelhantes, de modo a garantir adequada uniformidade de
entendimento.

O Certificado de Auditoria ou Parecer requer o atendimento dos


seguintes requisitos:

I. indicar número do processo, exercício examinado, unidade gestora/


entidade examinada;
II. citar, no parágrafo inicial, o escopo do trabalho em função do tipo de
auditoria realizada;
III. registrar, no parágrafo intermediário, as impropriedades ou
irregularidades que:
a) caracterizem a inobservância de normas legais e regulamentares;
b) afetem a gestão ou situação examinada;
c) comprometam a economicidade, legalidade e legitimidade da gestão
ou situação examinada;
d) resultem ou não em prejuízo à Fazenda Nacional.
IV. observado o contido no parágrafo intermediário, concluir, no parágrafo
final, emitindo opinião quanto a regularidade, ou não, da gestão
examinada;
V. conter data do Certificado correspondente ao dia de sua emissão;
VI. conter assinatura do Coordenador-Geral ou Gerente Regional de
Controle Interno, ou ainda, autoridades hierárquicas equivalentes nos
órgãos e unidade setoriais do SIC-PEF;
VII. no caso de auditoria contábil, conter o nome e o número de registro
no Conselho Regional de Contabilidade do servidor do SIC- PEF que
examinou as demonstrações financeiras.

Os tipos de Certificado são:

L Certificado de Regularidade - será emitido quando o Órgão ou


Unidade de Controle Interno formar a opinião de que na gestão dos
recursos públicos foram adequadamente observados os
princípios da legalidade, legitimidade e economicidade.

II. Certificado de Regularidade com Ressalvas - será emitido


quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno constatar falhas,
omissões ou impropriedades de natureza formal no cumprimento das
normas e diretrizes governamentais, quanto à legalidade, legitimidade e
economicidade e que, pela sua irrelevância ou imaterialidade, não
caracterizem irregularidade de atuação dos agentes responsáveis.

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III. Certificado de Irregularidade - será emitido quando o Órgão ou


Unidade de Controle Interno verificar a não observância da aplicação dos
princípios de legalidade, legitimidade e economicidade, constatando a
existência de desfalque, alcance, desvio de bens ou outra irregularidade
de que resulte prejuízo quantificável para a Fazenda Nacional e/ou
comprometam, substancialmente, as demonstrações financeiras e a
respectiva gestão dos agentes responsáveis, no período ou exercício
examinado.

Quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno do Poder Executivo


Federal não obtiver elementos comprobatórios suficientes e adequados,
de tal modo que o impeça de formar opinião quanto à regularidade da
gestão, a opinião decorrente dos exames fica sobrestada, por prazo
previamente fixado para o cumprimento de diligência pelo órgão ou
entidade examinado, quando então, mediante novos exames, o SCI-PEF
emitirá o competente Certificado.

Atenção!

�FIQUE
�atento!
Não existe Certificado com Abstenção de Opinião na auditoria
governamental.

Não podemos confundir com o Relatório com Abstenção de Opinião


existente na auditoria privada.

Nesse caso, quando sobrestado o exame, o órgão do Sistema de Controle


Interno do Poder Executivo Federal deve dar ciência da ocorrência ao
Tribunal de Contas da União.

Na ocorrência de eventos ou transações subsequentes ao período


examinado que, pela sua relevância, possam influir substancialmente na
posição financeira e patrimonial da unidade ou entidade examinada, é
indispensável que esses fatos sejam considerados em seu Certificado.

O Órgão ou Unidade de Controle Interno deve levar em conta,


principalmente, que determinadas constatações relacionadas com falhas,
omissões e impropriedades podem significar situações simplesmente

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impróprias, quando caberá a emissão de Certificado de Regularidade ou


de Regularidade com Ressalvas, ou até mesmo irregulares, quando caberá
a emissão de Certificado de Regularidade com Ressalvas ou de
Irregularidade.

Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno

O parecer do dirigente do órgão de controle interno é peça compulsória


a ser inserida nos processos de tomada e prestação de contas, que serão
remetidos ao Tribunal de Contas da União.

Constitui-se na peça documental que externaliza a avaliação


conclusiva do Sistema de Controle Interno sobre a gestão
examinada, para que os autos sejam submetidos à autoridade ministerial
que se pronunciará na forma prevista no art. 52, da Lei no 8.443/1992
(Lei Orgânica do TCU).

O parecer consignará qualquer irregularidade ou ilegalidade constatada,


indicando as medidas adotadas para corrigir as falhas identificadas, bem
como avaliará a eficiência e a eficácia da gestão, inclusive quanto à
economia na utilização dos recursos públicos.

3.8 Normas relativas à audiência do auditado

Concluídos os trabalhos de campo, o titular do órgão ou unidade do SCI­


PEF responsável pela realização da ação de controle encaminhará o
relatório final ao dirigente máximo da unidade ou entidade auditada.
Manifestações posteriores do dirigente serão analisadas pela unidade de
controle interno e consubstanciadas em nota técnica que será objeto de
encaminhamento aos mesmos destinatários do relatório.

Nos casos de auditoria de avaliação de gestão, emitido o relatório, o


certificado de auditoria e o parecer do dirigente do órgão competente do
SCI-PEF, o processo será remetido para conhecimento e pronunciamento
do respectivo Ministro supervisor, por intermédio do Assessor Especial de
Controle Interno, quando for o caso.

As auditorias subsequentes verificarão se os gestores públicos adotaram


as providências necessanas à implementação das recomendações
consignadas nos relatórios de auditoria.

3.9 Normas Relativas à Forma de Comunicação

Como vimos, para cada atividade realizada, o Órgão ou Unidade de


Controle Interno do Poder Executivo Federal deve elaborar relatório,

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parecer ou certificado, quando couber, ou nota, que são genericamente


denominados formas de comunicação. Esses documentos devem refletir os
resultados dos exames efetuados, de acordo com a forma ou tipo de
atividade.

As informações que proporcionem a abordagem da atividade, quanto aos


atos de gestão, fatos ou situações observadas, devem reunir
principalmente os seguintes atributos de qualidade:

I. Concisão - utilizar linguagem sucinta e resumida, transmitindo o


máximo de informações de forma breve. É característica dessa linguagem
a precisão e a exatidão;
II. Objetividade - expressar linguagem prática e positiva,
demonstrando a existência real e material da informação;
III. Convicção - demonstrar a certeza da informação que a
comunicação deve conter visando persuadir e convencer qualquer pessoa
para as mesmas conclusões, evitando termos e expressões que possam
ensejar dúvidas;
IV. Clareza - expressar linguagem inteligível e nítida de modo a
assegurar que a estrutura da comunicação e a terminologia empregada
permitam que o entendimento das informações seja evidente e
transparente;
V. Integridade - registrar a totalidade das informações de forma
exata e imparcial, devendo ser incluídos na comunicação todos os fatos
observados, sem nenhuma omissão, proporcionando uma visão com p I eta
das impropriedades/ irregularidades apontadas, recomendações
efetuadas e conclusão;
VI. Oportunidade - transmitir a informação, simultaneamente, com
tempestividade e integridade de modo que as comunicações sejam
emitidas de imediato, com a extensão correta, a fim de que os assuntos
neles abordados possam ser objeto de oportunas providências;
VII. Coerência - assegurar que a linguagem seja harmônica e
concordante, de forma que a comunicação seja lógic a ,
correspondendo aos objetivos determinados;
VIII. Apresentação - assegurar que os assuntos sejam
apresentados numa sequência estruturada, isenta de erros ou rasuras que
possam prejudicar o correto entendimento, segundo os objetivos do
trabalho, de forma adequada, com uma linguagem que atenda também
aos atributos de qualidade mencionados;
IX. Conclusivo - permitir a formação de opinião sobre as atividades
realizadas. Em situações identificadas na ordem de serviço, poderá ficar
especificado que não cabe uma manifestação conclusiva principalmente
nos casos em que os exames forem de caráter intermediário.

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3.10 Variáveis Básicas

Para finalizar a parte teórica da nossa aula, vamos apresentar as variáveis


básicas utilizadas em todas as fases do processo de planificação dos
trabalhos de controle, sendo que determinadas variáveis apresentam-se
com maior destaque ou contribuição para o processo. Geralmente as
questões sobre o tema são simples, sendo possível identificar a qual
variável se refere só com os termos que colocamos em negrito. Essas
variáveis são:
- Materialidade
- Relevância
- Criticidade

A materialidade refere-se ao montante de recursos orçamentários


ou financeiros alocados por uma gestão, em um específico ponto de
controle (unidade, sistema, área, processo, programa ou ação) objeto dos
exames de auditoria ou fiscalização, levando-se em consideração o caráter
relativo dos valores envolvidos.

A relevância significa a importância relativa ou papel


desempenhado por uma determinada questão, situação ou unidade,
existentes em um dado contexto.

A criticidade representa o quadro de situações críticas efetivas ou


potenciais a auditar ou fiscalizar, identificadas em uma determinada
unidade ou programa. Trata-se da composição dos elementos referenciais
de vulnerabilidade, das fraquezas, dos pontos de controle com riscos
latentes, das trilhas de auditoria ou fiscalização, considerando o valor
relativo de cada situação indesejada.

A criticidade é ainda a condição imprópria, por ilegalidade, por ineficácia


ou por ineficiência, de uma situação. Expressa a não aderência normativa
e os riscos potenciais a que estão sujeitos os recursos utilizados.
Representa o perfil organizado, por área, dos pontos fracos de uma
organização.

Materialidade: montante de recursos


orçamentários ou financeiros.
Relevância: importância relativa ou
papel desempenhado.
Criticidade: situações críticas efetivas ou
potenciais.

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ESSA CAI
na Qrova.'
EXERCÍCIOS COMENTADOS

45 (ESAF CGUl2012) O documento destinado a dar ciência


ao gestor/administrador da área examinada, no decorrer dos
exames, das impropriedades ou irregularidades constatadas no
desenvolvimento dos trabalhos, é denominado:
a) Certificado;
b) Parecer de Auditoria;
c) Nota;
d) Registro das Constatações;
e) Solicitação de Auditoria.
Comentários:
Mais uma questão literal da IN SFC 01/2001. Conforme explicado
na parte teórica, esse documento é a Nota, que, além do exposto no
caput da questão, tem a finalidade de obter a manifestação dos agentes
sobre fatos que resultaram em prejuízo à Fazenda Nacional ou de outras
situações que necessitem de esclarecimentos formais.
Gabarito: c

46 ESAF/CGU/2012) Nos casos em que o Órgão de Controle


Interno, ao verificar as contas de algum responsável, emite um
Certificado de Irregularidade, é correto afirmar que o teor de tal
documento:
a) vincula a decisão a ser tomada pelo TCU;
b) pode ser revisto, se o responsável ressarcir o dano ao erário;
c) inabilita o responsável para o exercício de cargo em comissão;
d) é suficiente para o início da cobrança executiva do débito;
e) deve ser encaminhado ao Ministério Público Federal.
Comentários:
Conforme se depreende da IN SFC 01/2001, é competência da CGU
apurar os atos ou fatos inquinados de ilegais ou irregulares, praticados
por agentes públicos ou privados, na utilização de recursos públicos
federais, dando ciência ao controle externo e ao Ministério Público
Federal e, quando for o caso, comunicar à unidade responsável pela
contabilidade, para as providências cabíveis. Considerando que a CGU só
emitirá um Certificado de Irregularidade nos casos em que houver dano
ao erário, a letra E é a resposta correta.
A alternativa A está errada, pois não há essa vinculação entre a
opinião da CGU e do TCU. Depois de emitido o certificado de
irregularidade, mesmo que haja quitação, não há que se falar em outra

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emissão retificadora desse ato. Portanto, a letra B está errada.


Para entendermos que as letras C e D estão incorretas, basta
lembrarmos que o Certificado de Irregularidade mencionado na questão
ainda está no âmbito do controle interno, que não faz cobrança executiva
nem inabilita o responsável para o exercício de cargo em comissão.
Gabarito: E

47 ESAF CGU 2012 Acerca das técnicas de controle, tal como


apresentadas pelo Manual do Sistema de Controle Interno do
Poder Executivo Federal, é correto afirmar que:
a) a análise documental consiste no exame de processos, atos
formalizados e documentos avulsos;
b) a maior parte das técnicas de fiscalização é diferente das técnicas
de auditoria;
c) as principais técnicas previstas são a fiscalização, a auditoria e o
monitoramento;
d) a finalidade básica da auditoria é avaliar a execução dos
programas de governo;
e) a fiscalização é procedida mediante a realização de testes de
observância e testes substantivos.
Comentários:
A IN SFC 01/2001 cita as técnicas de cut-off e rastreamento como
exclusivas da Auditoria e o teste laboratorial como exclusivo da
Fiscalização. Todas as demais técnicas apresentadas na norma são
utilizadas tanto na auditoria quanto na fiscalização. Portanto, a letra B
está errada, pois não é a maior parte das técnicas que são diferentes.
A alternativa C está incorreta, pois as técnicas de controle previstas
são Auditoria e Fiscalização.
A Auditoria visa avaliar a gestão pública a partir dos processos e
resultados gerenciais e garantir resultados operacionais na gerência da
coisa pública. Já a Fiscalização visa a comprovar se o objeto dos
programas de governo existe. Portanto, a letra D está errada.
Por fim, a alternativa E está incorreta, pois é a Auditoria que é
procedida mediante a realização de testes de observância e substantivos,
e não a Fiscalização.
Gabarito: A

48 ESAF/CGU/2008 De acordo com a IN SFC/MF n°


001/2001, os controles internos administrativos implementados
em uma organização devem possuir as seguintes características,
exceto:
a) prevalecer como instrumentos auxiliares de gestão;
b) prioritariamente, ter caráter preventivo;
c) estar direcionados para o atendimento a todos os níveis hierárquicos
da administração;

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d ) primar pela abordagem corretiva e, subsidiariamente, punitiva;


e ) permanentemente, estar voltados para a correção de eventuais desvios
em relação aos parâmetros estabelecidos.
Comentários:
Como vimos na aula, os controles internos administrativos
implementados em uma organização devem:
- prioritariamente, ter caráter preventivo;
- permanentemente, estar voltados para a correção de
eventuais desvios em relação aos parâmetros estabelecidos;
- prevalecer como instrumentos auxiliares de gestão;
- estar direcionados para o atendimento a todos os níveis
hierárquicos da administração.
Assim, a única alternativa que não cita uma das características
pedidas é a D, ainda mais que o objetivo maior dos controles internos
administrativos é a prevenção, e não a punição.
Gabarito: D

49 FCC/MPE-RNl2012 O objetivo geral dos controles


internos administrativos é evitar a ocorrência de impropriedades
e irregularidades, por meio dos princípios e instrumentos
próprios. Em relação aos objetivos específicos a serem atingidos,
NÃO representa um destes objetivos:
a) salvaguardar os ativos financeiros e físicos quanto à sua boa e
regular utilização e assegurar a legitimidade do passivo;
b) observar as normas legais, instruções normativas, estatutos e
regimentos;
c) evitar o cometimento de erros, desperdícios, abusos, práticas
antieconômicas e fraudes;
d) assegurar a aderência das atividades às diretrizes, planos, normas
e procedimentos da unidade/entidade;
e) definir o controle como um instrumento de correção dos atos de
gestão do administrador público.
Comentários:
As quatro primeiras alternativas representam objetivos específicos
dos controles internos administrativos, conforme visto no início do
capítulo.
A alternativa E está errada, pois esses controles devem ser
prioritariamente preventivos e não corretivos/detectivos.
Gabarito: E

50 (FCClTRE-PRl2012 A técnica de auditoria governamental


que consiste no cotejamento de informações obtidas de fontes
independentes, autônomas e distintas, é denominada:
a) corte das operações;
b) exame dos registros;

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c) confirmação externa;
d) correlação das informações obtidas;
e) análise documental.
Comentários:
Conforme visto na aula, quando o auditor quer comparar (cotejar)
informações obtidas de diversas fontes ele utiliza a técnica de correlação
das informações obtidas. Questão retirada de forma literal da IN
01/2001.
Gabarito: D

51 (FCC TRE-PRl2012 O documento que representa a op1mao


do Sistema de Controle Interno sobre a exatidão e regularidade,
ou não, da gestão e da adequação, ou não, das peças examinadas
é denominado, na Instrução Normativa da Secretaria Federal de
Controle Interno n ° 1/2001:
a) Relatório;
b) Certificado;
c) Registro das Constatações;
d) Nota;
e) Parecer Técnico.
Comentários:
Mais uma questão literal. Para não errar: se a questão mencionar
documento emitido pelo SCI que representa a OPINIÃO desse sistema,
sempre será CERTIFICADO.
Gabarito: B

52 (FCC/TRT-23[2011 Uma das variáveis básicas utilizadas em


todas as fases do processo de planificação dos trabalhos de
controle refere-se ao montante de recursos orçamentários ou
financeiros alocados por uma gestão e que é objeto de exames de
auditoria e fiscalização. Essa variável é denominada:
f) economicidade;
g) criticidade;
h) materialidade;
i) confiabilidade;
j) tempestividade.
Comentários:
Conforme visto no último tópico do capítulo, se estamos falando de
montante de recursos (se a questão deu a ideia de valores), estamos
falando da materialidade.
Gabarito: c

53 (FCC/MPE-RN/2012) As atividades a cargo do Sistema de


Controle Interno são exercidas mediante a utilização de técnicas
próprias de trabalho. Consoante a Instrução Normativa SFC/MF

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n ° 01/2001, as técnicas de controle são:


a) Auditoria e Inspeção;
b) Inspeção e Fiscalização;
c) Auditoria, Acompanhamento e Monitoramento;
d) Auditoria e Fiscalização;
e) Auditoria de Gestão de Recursos e Avaliação dos Programas de
Governo.
Comentários:
Questão simples, mas que continua sendo cobrada pelas bancas.
Conforme visto ao longo da aula, as técnicas de controle/ trabalho
utilizadas pelo SCI-PEF são a auditoria e fiscalização.
Gabarito: D

54 FCC/TRE-SP 2012 Na auditoria governamental, os testes


que têm por objetivo certificar uma segurança razoável de que os
procedimentos de controle interno estabelecidos pela
Administração estão em efetivo funcionamento e estão sendo
cumpridos corretamente são denominados testes:
a) substantivos;
b) de revisão analítica;
c) de observância;
d) de detalhes;
e) de inspeção.
Comentários:
Em relação aos testes executados em uma auditoria ( observância e
substantivos), as questões são simples. Se a análise a ser realizada pelo
auditor é para verificar os controles internos do órgão auditado, temos
uma aplicação dos testes de observância. Se estivéssemos buscando
verificar a suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelo
sistema contábil, nesse caso estaríamos aplicando os testes
substantivos.
Gabarito: e

55 FCCLTCE-SP 2012 Na auditoria da administração pública, os


testes realizados com o objetivo de obter evidências quanto à
suficiência, exatidão e validação dos dados produzidos pelo
sistema contábil e administrativo do ente público são
denominados testes:
a) de observância;
b) substantivos;
c) de aderência;
d) amostrais estratificados;
e) operacionais.
Comentários:
Nesse caso temos a aplicação dos testes substantivos, pois

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estamos tratando do sistema contábil e administrativo do ente auditado.


Gabarito: B

56 (FCC[TCE-CEl2015-adaP-tada) Os elementos de convicção dos


trabalhos efetuados pelo profissional de auditoria
governamental, devidamente documentados, e que devem ser
adequados, relevantes e razoáveis para fundamentar a opinião e
as conclusões, segundo as Normas de Auditoria, são
denominados:
a) certificados de auditoria;
b) relatórios de auditoria;
c) achados de auditoria;
d) procedimentos de auditoria;
e) evidências de auditoria.
Comentários:
Segundo as NAG, Evidências de Auditoria são elementos de
convicção dos trabalhos efetuados pelo profissional de auditoria
governamental, devidamente documentados, e que devem ser
adequados, relevantes e razoáveis para fundamentar a opinião e as
conclusões.
Gabarito: E

57 (ESAF[CGU/2008) Segundo a IN SFC/MF n. 001/2001, o


documento que representa a opinião do Sistema de Controle
Interno sobre a exatidão e regularidade, ou não, da gestão e a
adequacidade, ou não, das peças examinadas, devendo ser
assinado pelo Coordenador-Geral ou Gerente Regional de
Controle Interno, ou ainda, por autoridades de nível hierárquico
equivalentes nos órgãos e unidades setoriais do Sistema de
Controle Interno do Poder Executivo Federal, denomina-se:
a) Certificado.
b) Relatório.
c) Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno.
d) Registro das Constatações.
e) Solicitação de Auditoria.
Comentários:
O Certificado é o documento que representa a opm1ao do
Sistema de Controle Interno sobre a exatidão e regularidade, ou não,
da gestão e a adequação, ou não, das peças examinadas, devendo ser
assinado pelo Coordenador-Geral ou Gerente Regional de Controle
Interno (CGU nos Estados da Federação), ou ainda, autoridades de nível
hierárquico equivalentes nos órgãos e unidades setoriais do Sistema de
Controle Interno do Poder Executivo Federal.
Gabarito: A

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58 (ESAFlCGUl2002) A comunicação do órgão ou unidade de


Controle Interno do Poder Executivo Federal pode ser feita por
meio de:
a) relatório, parecer ou certificado.
b) parecer, revisão ou certificado.
c) relatório, certificado ou laudo.
d) laudo, revisão ou orientação escrita.
e) parecer, laudo ou proposta.
Comentários:
Na auditoria governamental, temos diversos tipos de documentos
utilizados para expressar a opinião do Órgão ou Unidade de Controle
Interno do Poder Executivo Federal, quais sejam: Relatório, Parecer,
Certificado ou Nota.
Gabarito: A

59 ESAF CGU 2002 Os certificados de auditoria emitidos no


processo de verificação de contas dos responsáveis pela
aplicação, utilização ou guarda de bens e valores públicos e de
todo aquele que der causa à perda, subtração ou estrago de
valores, bens e materiais de propriedade ou responsabilidade da
União podem ser:
a) sem ressalva, com ressalva e com nota explicativa.
b) de regularidade, de regularidade com ressalvas e de irregularidade.
c) sem ressalva, com ressalva e com parágrafo de ênfase.
d) de regularidade, de regularidade com nota e de irregularidade.
e) de confirmação, de confirmação com nota e de não-confirmação.
Comentários:
Os tipos de Certificado são:
Certificado de Regularidade - será emitido quando o Órgão ou
Unidade de Controle Interno formar a opinião de que na gestão dos
recursos públicos foram adequadamente observados os
princípios da legalidade, legitimidade e economicidade.
Certificado de Regularidade com Ressalvas - será emitido
quando o Órgão ou Unidade de Controle Interno constatar falhas,
omissões ou impropriedades de natureza formal.
Certificado de Irregularidade - será emitido quando o Órgão ou
Unidade de Controle Interno verificar a não observância da aplicação dos
princípios de legalidade, legitimidade e economicidade, constatando a
existência de desfalque, alcance, desvio de bens ou outra irregularidade
de que resulte prejuízo quantificável para a Fazenda Nacional.
Gabarito: B

60 ESAF CGU 2006 No decorrer dos exames, o documento


destinado a dar ciência ao gestor/administrador da área
examinada, das impropriedades ou irregularidades constatadas

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ou apuradas no desenvolvimento dos trabalhos, com a finalidade


de obter a manifestação dos agentes sobre fatos que resultaram
em prejuízo à Fazenda Nacional ou de outras situações que
necessitem de esclarecimentos formais chama-se
a) Nota.
b) Solicitação de Auditoria.
c) Relatório.
d) Certificado.
e) Parecer.
Comentários:
Nota é o documento destinado a dar c1encia ao gestor/
administrador da área examinada, no decorrer dos exames, das
impropriedades ou irregularidades constatadas ou apuradas no
desenvolvimento dos trabalhos. Tem a finalidade de obter a manifestação
dos agentes sobre fatos que resultaram em prejuízo à Fazenda Nacional
ou de outras situações que necessitem de esclarecimentos formais.
Gabarito: A

61 FCCLMPU 2007 O documento destinado a dar ciência ao


gestor/administrador da área examinada, no decorrer dos
exames, das impropriedades ou irregularidades constatadas ou
apuradas no desenvolvimento dos trabalhos, com a finalidade de
obter a manifestação deles sobre fatos que resultaram em
prejuízo à Fazenda Nacional ou de outras situações que
necessitem de esclarecimentos formais, é denominado
a) Parecer com ressalva.
b) Relatório de auditoria.
c) Registro de constatações.
d) Certificado de irregularidade.
e) Nota.
Comentários:
Mais uma questão sobre Nota, que é o documento destinado a dar
ciência ao gestor/administrador da área examinada, no decorrer dos
exames, das impropriedades ou irregularidades constatadas ou apuradas
no desenvolvimento dos trabalhos. Tem a finalidade de obter a
manifestação dos agentes sobre fatos que resultaram em prejuízo à
Fazenda Nacional ou de outras situações que necessitem de
esclarecimentos formais.
Gabarito: E

62 (FCC/MPU/2008) Na auditoria governamental, o documento


que representa a opinião do Sistema de Controle Interno sobre a
exatidão e regularidade da gestão (ou não) e a adequação das
peças examinadas (ou não} é denominado
a) Certificado.

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b) Parecer sem ressalva.


c) Relatório de auditoria.
d) Registro das constatações.
e) Parecer conclusivo.
Comentários:
Como já vimos, o Certificado é o documento que representa a
opinião do Sistema de Controle Interno sobre a exatidão e
regularidade, ou não, da gestão e a adequação, ou não, das peças
examinadas.
Gabarito: A

63 (FCC/TRE-SP/2012) Em auditoria governamental, o


documento que representa a opinião do Sistema de Controle
Interno sobre a exatidão e regularidade, ou não, da gestão e a
adequação, ou não, das peças examinadas, devendo ser assinado
pela autoridade competente para tal fim é denominado
a) Relatório.
b) Certificado.
c) Nota.
d) Parecer.
e) Solicitação de auditoria.
Comentários:
Mais uma questão sobre Certificado de auditoria, que se trata d o
documento que representa a opinião do Sistema de Controle
Interno sobre a exatidão e regularidade, ou não, da gestão e a
adequação, ou não, das peças examinadas, devendo ser assinado pelo
Coordenador-Geral ou Gerente Regional de Controle Interno (CGU nos
Estados da Federação), ou ainda, autoridades de nível hierárquico
equivalentes nos órgãos e unidades setoriais do Sistema de Controle
Interno do Poder Executivo Federal.
Gabarito: B

64 FCCLTRE-RO 2013} Na auditoria realizada sobre a prestação


de contas anual de determinada fundação pública relativa ao
exercício de 2012, em alguns itens auditados foram verificados
irregularidades e impropriedades sem prejuízos ao erário. Em
função dos exames realizados, no âmbito do Sistema de Controle
Interno do Poder Executivo Federal, a opinião sobre as contas da
entidade constará do documento denominado
a) relatório.
b) certificado.
c) parecer adverso.
d) acórdão.
e) parecer com ressalvas.
Comentários:

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Outra questão abordando o conceito de Certificado de auditoria.


Gabarito: B

Pessoal, vamos ficando por aqui com a nossa Aula 9, concluindo os PDF
do nosso curso. Muito obrigado pela confiança.

Desejo a todos muito sucesso na preparação e no concurso.

Abraços e bons estudos.

Claudenir

HORA DE
raticar!
QUESTÕES COMENTADAS DURANTE A AULA

1 CESPE[Câmara dos DeP-utados[2014 Em relação aos


sistemas de controle exercidos no âmbito da administração
pública brasileira e da competência, da jurisdição e do exame de
contas por parte do TCU, julgue o item subsecutivo - Compete aos
sistemas de controle internos mantidos pelos Poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário do governo federal exercer o controle das
operações de crédito e dos direitos e haveres da União.

2 {CESPE TCUl2013 São responsabilidades da entidade


fiscalizada implantar e manter em funcionamento efetivo sistemas
de controles internos que assegurem o cumprimento das normas
legais e a consecução dos objetivos traçados, o que não isenta o
auditor de fazer propostas e recomendações em face da
inexistência ou inadequação desses controles.

3 FCC[DPE-RS[2013 Com relação ao Sistema de Controle


Interno (SCI} do Poder Executivo Federal, a abrangência de sua
atuação, dentre outros, inclui:
a) projetos financiados por recursos externos e projetos de
cooperação junto a organismos internacionais.
b) avaliação do cumprimento, em cada exercício financeiro, dos
limites de gastos com pessoal, com a amortização da dívida, de cada ente
da federação, para efeito de autorização de operações de crédito.
c) aplicação aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa,
multa proporcional ao dano causado ao erário, comunicando a decisão ao

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Ministério Público.
d) exame da regularidade e a avaliação da eficiência e a eficácia da
gestão administrativa e dos resultados alcançados pelas empresas
prestadoras de serviços públicos.
e) realização, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do
Senado Federal, inspeções e auditoria de natureza contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial, nos órgãos e entidades da
administração pública federal.

� (FCC/TRE-AP/2011 Uma das finalidades do Sistema de


Controle Interno prevista na Constituição Federal é:
a) apoiar o Ministério Público no exercício de sua missão institucional;
b) auxiliar o Poder Legislativo no julgamento das contas prestadas
anualmente pelo Presidente da República;
c) avaliar o cumprimento das metas previstas no anexo de riscos
fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias;
d) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional;
e) apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da
República, mediante parecer prévio, que deverá ser elaborado em
sessenta dias a contar de seu recebimento.

5 (CESPE/DPU/2016 Em relação aos papéis de trabalho, tipos


de auditoria no setor público e eventos subsequentes, julgue os
itens que se seguem. A auditoria de avaliação da gestão atua em
tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos
e negativos de uma unidade ou entidade federal, com vistas a
certificar as contas prestadas pelo gestor.

6 (CESPE/DPU/2016 Acerca dos procedimentos e testes de


auditoria no setor público, julgue os seguintes itens. As normas de
auditoria do Poder Executivo federal preveem procedimento de
auditoria, por meio de inspeção, para avaliar a qualidade e a
quantidade dos bens tangíveis e intangíveis dos órgãos públicos.

i7 CESPE TCE-SCl2016} Com relação aos conceitos gerais de


auditoria e aos papéis utilizados na sua execução, julgue os itens
seguintes. A abrangência da auditoria de gestão pública
transcende o conceito tradicional, pois, entre outros aspectos, não
se restringe à mera verificação a posteriori, nem às questões de
caráter estritamente legal; está voltada para a economicidade, a
eficiência, a eficácia e a efetividade da aplicação dos recursos
públicos.

8 (CESGRANRIO/TRANSPETR0/2016) No âmbito da
administração pública, considera-se que a finalidade básica da

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auditoria é comprovar a legalidade e a legitimidade dos atos e


fatos administrativos e avaliar os resultados alcançados. Porém,
em decorrência de peculiaridades, alguns procedimentos
específicos de auditoria podem ser requeridos. Considere-se um
contexto em que o objetivo da auditoria é avaliar ações gerenciais
e procedimentos relacionados aos programas de governo, com a
finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos
aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando
auxiliar a administração na gerência e nos resultados. Nesse caso,
recomenda-se uma auditoria
(A) de acompanhamento da gestão
(B) de avaliação da gestão
(C) descentralizada
(D) especial
(E) operacional

9 FGVlSUDENEl2013 Quanto às avaliações da Auditoria


Governamental, analise as afirmativas a seguir.
I. Visa a comprovar a legalidade e a legitimidade dos atos dos
administradores públicos e examinar os resultados quanto à
economicidade, eficiência e eficácia da gestão orçamentária,
financeira, patrimonial, de pessoal e demais sistemas
administrativos e operacionais.
II. Visa verificar a aplicação, por entidades de Direito Privado, dos
recursos públicos e o cumprimento do objeto conveniado.
III. Visa avaliar o resultado da aplicação das transferências de
recursos concedidas pela União às entidades públicas e privadas,
destinadas a cobrir despesas com a manutenção dessas entidades,
de natureza autárquica ou não, e das entidades com ou sem fins
lucrativos.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

10 FGVlTCE-BA 2013} Sobre auditoria governamental, analise


as afirmativas a seguir.
I. O exame da legitimidade é mais importante no tipo de auditoria
de conformidade.
II. A auditoria de avaliação de programas de governo é adequada
para avaliar os processos licitatórios de compras e serviços com a
finalidade do cumprimento do projeto ou da atividade aprovada no
orçamento.

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III. A forma mais adequada de auditoria governamental é a


indireta integrada, por oferecer maior isenção ou neutralidade no
parecer.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente a afirmativa II estiver correta.
c) se somente a afirmativa III estiver correta.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

11 (FGVlALEMA-Contador[2013 A auditoria no setor público


que objetiva "emitir opinião com vistas a certificar a regularidade
das contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios
ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na
guarda ou administração de valores e outros bens" é classificada
como
a) avaliação de gestão.
b) acompanhamento de gestão.
c) contábil.
d) operacional.
e) especial.

12 (FGVlSEFAZ-RJ-ACil2011 No que diz respeito à auditoria do


setor público, é INCORRETO afirmar que
a) o método de amostragem é aplicado como forma de viabilizar a
realização de ações de controle em situações em que o objeto alvo da
ação se apresenta em grandes quantidades e/ou se distribui de maneira
bastante pulverizada. A amostragem é, também, aplicada em função da
necessidade de obtenção de informações em tempo hábil, em casos em
que a ação, na sua totalidade, se torne impraticável. Tem como objetivo
conhecer as características de interesse de uma determinada população a
partir de uma parcela representativa. É um método utilizado quando se
necessita obter informações sobre um ou mais aspectos de um grupo de
elementos (população) considerado grande ou numeroso, observando
apenas uma parte sua (amostra). As informações obtidas dessa parte
somente poderão ser utilizadas de forma a concluir algo a respeito do
grupo como um todo, caso ela seja representativa.
b) existem casos em que não se recomenda a utilização de amostragem,
tais como: (1) quando a população é considerada muito pequena, e a sua
amostra fica relativamente pequena; (2) quando as características da
população não são de fácil mensuração, mesmo que a população não seja
pequena; e (3) quando não há necessidade de alta precisão.
c) a materialidade se refere ao montante de recursos orçamentários ou
financeiros alocados por uma gestão, em um específico ponto de controle
(unidade, sistema, área, processo, programa ou ação) objeto dos exames

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de auditoria ou fiscalização. Essa abordagem leva em consideração o


caráter relativo dos valores envolvidos.
d) a relevância significa a importância relativa ou papel desempenhado
por uma determinada questão, situação ou unidade, existentes em um
dado contexto.
e) a criticidade representa o quadro de situações críticas efetivas ou
potenciais a auditar ou fiscalizar, identificadas em uma determinada
unidade ou programa. Trata-se da composição dos elementos referenciais
de vulnerabilidade, das fraquezas, dos pontos de controle com riscos
latentes, das trilhas de auditoria ou fiscalização. Deve-se levar em
consideração o valor relativo de cada situação indesejada. A criticidade é,
ainda, a condição imprópria, por ilegalidade, por ineficácia ou por
ineficiência, de uma situação gestional. Expressa a não aderência
normativa e os riscos potenciais a que estão sujeitos os recursos
utilizados. Representa o perfil organizado, por área, dos pontos fracos de
uma organização.

13 (FGVlSEFAZ-RJ-ACil2011 Em relação à auditoria do setor


público, é INCORRETO afirmar que
a) para o desenvolvimento das avaliações, a mensuração dos dados e das
informações é realizada por meio de um conjunto de indicativos e
indicadores que evidenciam o desenvolvimento da gestão. Para efeito das
avaliações sobre os dados e informações, consideram-se os atributos de
eficiência, eficácia, legalidade e economicidade da gestão. Os indicadores
são informações obtidas com a aplicação de fórmulas que fornecem
indícios de eficiência, eficácia, legalidade e economicidade de como são
conduzidas as operações, por meio de uma interdependência entre as
variáveis em questão. Nesse sentido, a economicidade expressa a
variação positiva da relação custo/benefício, em que se busca a
otimização dos resultados na escolha dos menores custos em relação aos
maiores benefícios. Revela a atenção da gestão com o bom uso
qualitativo dos recursos financeiros, por definição, escassos, desde a
adequação da proposta orçamentária das metas a serem atingidas,
passando pela coerência com respeito aos preços de mercado, o
desenvolvimento de fontes alternativas de receita e a obtenção dos
menores custos por produto gerado.
b) a eficácia é o grau de atingimento das metas fixadas para um
determinado objeto de uma ação em relação ao previsto, em um
determinado período.
c) a eficiência é a medida da relação entre os recursos efetivamente
utilizados para a realização de uma meta, frente a padrões estabelecidos.
Mede, então, a utilização dos recursos de que a unidade ou entidade
dispõe para realizar um conjunto de ações e operações que visam a
atingir um propósito de trabalho previamente programado. A eficiência

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está associada ao uso dos recursos disponíveis em relação aos produtos e


serviços finais elaborados.
d) o servidor do sistema de controle interno deve documentar todos os
elementos significativos dos exames realizados e evidenciar ter sido a
atividade de controle executada de acordo com as normas aplicáveis.
Devem, ainda, ter abrangência e grau de detalhe suficientes para
propiciar o entendimento e o suporte da atividade de controle executada,
compreendendo a documentação do planejamento, a natureza,
oportunidade e extensão dos procedimentos, bem como o julgamento
exercido e as conclusões alcançadas.
e) no que tange à guarda, os papéis de trabalho deverão estar
acondicionados em arquivos do tipo permanente e corrente. O arquivo
corrente deve conter assuntos que forem de interesse para consulta
sempre que se quiserem dados sobre o sistema, área ou unidade objeto
de controle, sendo normalmente reutilizados em exercícios posteriores.

14 FGVlSEFAZ-RJ-ACI 2011) A finalidade básica da auditoria é


comprovar a legalidade e legitimidade dos atos e fatos
administrativos e avaliar os resultados alcançados, quanto aos
aspectos de eficiência, eficácia e economicidade da gestão
orçamentária, financeira, patrimonial, operacional, contábil e
finalística das unidades e das entidades da Administração Pública,
em todas as suas esferas de governo e níveis de poder, bem como
a aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado,
quando legalmente autorizadas nesse sentido. Assim, é possível
afirmar que, dependendo do enfoque, a auditoria se classifica em
diferentes modalidades. Com base no exposto, é INCORRETO
afirmar que a auditoria
a) de avaliação da gestão objetiva emitir opinião com vistas a certificar a
regularidade das contas, verificar a execução de contratos, acordos,
convênios ou ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e
na guarda ou administração de valores e outros bens da União ou a ela
confiados, compreendendo, entre outros, os seguintes aspectos: exame
das peças que instruem os processos de tomada ou prestação de contas;
exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos;
verificação da eficiência dos sistemas de controles administrativo e
contábil; verificação do cumprimento da legislação pertinente; e avaliação
dos resultados operacionais e da execução dos programas de governo
quanto à sua economicidade, eficiência e eficácia.
b) de acompanhamento da gestão é realizada ao longo dos processos de
gestão, com o objetivo de se atuar em tempo real sobre os atos efetivos e
os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade
federal, evidenciando melhoras e economias existentes no processo ou
prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional.

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c) contábil compreende o exame dos registros e documentos e a coleta de


informações e confirmações, mediante procedimentos específicos,
pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou
projeto. Objetiva obter elementos comprobatórios suficientes que
permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com
os Princípios Fundamentais de Contabilidade e se as demonstrações deles
originárias refletem, adequadamente, em seus aspectos mais relevantes,
a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período
administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas.
Tem por objeto, também, verificar a efetividade e a aplicação de recursos
externos, oriundos de agentes financeiros e organismos internacionais,
por unidades ou entidades públicas executoras de projetos celebrados
com aqueles organismos, com vistas a emitir opinião sobre a adequação e
fidedignidade das demonstrações financeiras.
d) operacional consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos
relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades ou
entidades da Administração Pública, programas de governo, projetos,
atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião
sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e
economicidade, procurando auxiliar a administração na gerência e nos
resultados, por meio de recomendações que visem a aprimorar os
procedimentos, melhorar os controles e aumentar a responsabilidade
gerencial, desde que o viés seja predominantemente contábil. Esse tipo
de procedimento auditoria! consiste numa atividade de assessoramento
ao gestor público, com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos
administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva no contexto do
setor público, atuando sobre a gestão, seus programas governamentais e
sistemas informatizados.
e) especial objetiva o exame de fatos ou situações consideradas
relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas
para atender determinação expressa de autoridade competente.
Classificam-se nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não inseridos
em outras classes de atividades.

15 (FGVlSAD-PEl2009) O conjunto de procedimentos de


auditoria aplicados com o objetivo avaliar o desempenho e a
eficácia/ efetividade das operações, dos sistemas de informação e
dos métodos de administração, é denominado:
a) auditoria especial.
b) auditoria contábil.
c) auditoria externa.
d) auditoria operacional.
e) auditoria estratégica operacional.

16 (FGVlSAD-PEl2009) A auditoria que atua diretamente sobre

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a administração da coisa pública e no acompanhamento das ações


e dos programas orçamentários empreendidos pelos órgãos e
entidades, é conhecida como:
a) auditoria de gestão.
b) auditoria governamental.
c) auditoria operacional.
d) auditoria de metas.
e) auditoria interna de gestão.

17 FGV [SENADO 2008 O foco da auditoria de


_________ é o processo de gestão nos seus múltiplos
aspectos - de planejamento, de organização, de procedimentos
operacionais e de acompanhamento gerencial, inclusive quanto
aos seus resultados em termos de metas alcançadas. Assinale a
alternativa que complete corretamente a lacuna acima.
a) gestão
b) avaliação de programas
c) regularidade
d) cumprimento
e) desempenho operacional

18 Esaf CGU/2012 Constitui uma atividade complementar do


Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal avaliar:
a) a execução dos programas de governo;
b) o cumprimento das metas do Plano Plurianual;
c) a gestão dos administradores públicos federais;
d) a aplicação de recursos públicos por entidades de Direito Privado;
e) as unidades de auditoria interna das entidades da Administração
Indireta Federal.

19 Esaf CGU 2012 Nos termos da Constituição Federal, tanto


o Congresso Nacional quanto os sistemas de controle interno de
cada Poder podem exercer fiscalizações da seguinte ordem,
exceto:
a) contábil;
b) ambiental;
c) patrimonial;
d) operacional;
e) financeira.

20 {Esaf LCGU 2012} Uma auditoria qualquer, coordenada pelo


Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal com o
auxílio de uma empresa privada de auditoria, deve ter sua forma
de execução classificada como:
a) centralizada;

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b) descentralizada;
c) integrada;
d) compartilhada;
e) terceirizada.

21 Esaf ANAl2009 No Setor Público Federal, a auditoria


executada por i nstituições privadas, ou seja, pelas
denominadas empresas de auditoria externa, é classificada como:
a) centralizada;
b) descentralizada;
c) integrada;
d) terceirizada;
e) compartilhada.

22 (Esaf ANAl2009 �ssinale a opção que preenche


corretamente a lacuna da seguinte frase: "No Setor Público
Federal, a _____________ objetiva o exame de
fatos ou situações consideradas relevantes, de natureza
incomum ou extraordinária, sendo realizadapara atender
determinação expressa de autoridade competente."
a) Auditoria de Avaliação da Gestão
b) Auditoria Contábil
c) Auditoria Especial
d) Auditoria Operacional
e) Auditoria de Acompanhamento da Gestão

23 Esaf[CGU/2008 Segundo a IN SFC/MF no 001/2001, o


procedimento que tem por objetivo avaliar as ações gerenciais e
os procedimentos relacionados ao processo operacional, ou parte
dele, das unidades ou entidades da administração pública federal,
programas de governo, projetos, atividades, ou segmentos destes,
com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos
aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando
auxiliar a administração na gerência e nos resultados, por meio
de recomendações que visem aprimorar os procedimentos,
melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial,
classifica-se como:
a) Auditoria de Avaliação da Gestão;
b) Auditoria Contábil;
c) Auditoria de Acompanhamento da Gestão;
d) Auditoria Operacional;
e) Auditoria Especial.

24 {CESPE Câmara dos De utados 2014 A respeito dos tipos


e modalidades de auditoria no setor público, julgue os itens a

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seguir. Um dos objetivos da auditoria contábil é emitir opinião


acerca da adequação e da fidedignidade das demonstrações
financeiras quanto à aplicação, por parte das entidades públicas
executoras, de recursos externos oriundos de projetos
celebrados com organismos internacionais.

25 {FCC/TRT-12 2013 Uma auditoria realizada com o


objetivo de examinar se os recursos estão sendo usados
eficientemente em um programa da área da saúde é
denominada de auditoria:
a) de conformidade.
b) contábil.
c) operacional.
d) de regularidade.
e) de legalidade.

26 (FCC/TCE SP/2013) Para que os objetivos da auditoria


governamental sejam atingidos, utilizam-se diversos tipos de
auditoria no setor público. A auditoria:
a) de gestão tem por objetivo verificar a eficácia e a eficiência das
ações gerenc1a1s e procedimentos operacionais das unidades
auditadas.
b) indireta é executada por servidores em exercício nos órgãos e
unidades do Sistema de Controle Interno da entidade auditada.
c) de acompanhamento de gestão tem por objetivo antecipar os
trabalhos da auditoria de gestão, sendo realizada em tempo real ao longo
do exercício.
d) compartilhada não deve contar com o auxílio de órgãos e
instituições privadas, de modo a garantir a lisura, o sigilo e a idoneidade
das informações obtidas nos trabalhos.
e) de desempenho tem por objetivo confirmar os valores
apresentados pelas demonstrações contábeis da entidade auditada.

27 FGVLASLEMA 2013 A auditoria no setor público que


objetiva "emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das
contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou
ajustes, a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na
guarda ou administração de valores e outros bens" é classificada
como:
a) avaliação de gestão.
b) acompanhamento de gestão.
c) contábil.
d) operacional.
e) especial.

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____ (CESPE/CNll2013)
_., auditoria que tem como objetivo
específico o melhoramento das operações examinadas,
consubstanciada na análise da eficiência, eficácia e
economicidade da ação administrativa, é denominada
auditoria de gestão.

29 {CESPELMPE-PI/2012 A contratação de uma empresa


privada de auditoria para a a p u r a çã o de possível
irregularidade no âmbito de determinada unidade
administrativa caracteriza uma forma de fiscalização
denominada compartilhada, em que a responsabilidade pela
execução do serviço é assumida conjuntamente pela
administração e pela contratada.

30 (CESPE ANP/2013) A auditoria de acompanhamento de


gestão é realizada ao longo do exercício financeiro em curso, com
o objetivo de atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os
efeitos potenciais positivos e negativos, com vistas a certificar a
regularidade das contas.

31 (CESPElTCE-ES-ACEl2012 A auditoria coordenada pelo


sistema de controle interno do Poder Executivo federal e, de
forma auxiliar, pelos órgãos e(ou) instituições públicas ou
privadas e classificada, quanto a forma de execução, como
indireta e compartilhada.

32 {CESPELTCE-ESL2012} A Secretaria Federal de Controle,


órgão central do sistema de controle interno do Poder Executivo
federal, abrange, em sua área de atuação, todos os órgãos do
Poder Executivo federal, realizando auditorias e fiscalizações.

33 {CESPE/AFT 2013 O relatório de auditoria de recursos


externos deve ser elaborado pelo organismo internacional
contratante e encaminhado à Controladoria-Geral da União e às
unidades setoriais e regionais do Sistema de Controle Interno.

34 (CESPELTCE-ES/2012 Com base nas normas de controle


interno do Poder Executivo federal, julgue o item seguinte.
Classifica-se como indireta e simplificada a auditoria
executada em órgãos públicos pelas denominadas empresas de
auditoria externa, contratadas quando o deslocamento de
servidores em exercício no órgão central é considerado inviável.

35 (FCC/Infraero[2011) A auditoria operacional efetuada pelo


órgão de controle interno:

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a) tem por finalidade o exame de fatos ou situações consideradas


relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas
para atender determinação expressa de autoridade competente;
b) compreende o exame dos registros e documentos e a coleta de
informações e confirmações, mediante procedimentos específicos,
pertinentes ao controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou
projeto;
c) objetiva emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das
contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou ajustes,
a probidade na aplicação dos dinheiros públicos e na guarda ou
administração de valores e outros bens da entidade auditada ou a ela
confiados;
d) consiste em avaliar as ações gerenciais das unidades ou entidades
da administração pública, programas de governo, projetos,
atividades, ou segmentos destes, com a finalidade de emitir uma opinião
sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência, eficácia e
economicidade;
e) tem por objetivo atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os
efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade
auditada, evidenciando melhorias e economias existentes no processo ou
prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional.

36 (Ces e/FUBl2011) Com relação aos aspectos que


envolvem os sistemas de controle interno, julgue o item a seguir.
O controle sobre as operações de crédito, avais e garantias é
competência do controle interno, mas o cumprimento das metas
previstas no plano plurianual (PPA) e nos orçamentos da União
deve ser acompanhado exclusivamente pelo sistema de
planejamento de orçamento.

37 (CesP-e/MPU/2010 Com respeito ao controle interno e ao


externo e à prestação de contas no âmbito da União, julgue o item
subsequente. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial dos órgãos federais é da
competência do Congresso Nacional, e é realizada mediante
controle externo. Não cabe à Controladoria-Geral da União (CGU),
por ser órgão de controle interno, realizar o mesmo tipo de
fiscalização em um mesmo órgão quando esse trabalho estiver
sendo feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

38 {FCC TJ-RJ 2012 De acordo com a Constituição Federal


de 1988, NÃO constitui finalidade do sistema de controle interno
integrado entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário:
a) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a
execução dos programas de governo e dos orçamentos da União;

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b) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional;


c) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem
como dos direitos e haveres da União;
d) comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e
eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e
entidades da administração federal;
e) julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por
dinheiro, bens e valores públicos da administração direta e indireta.

39 (Cesgranrio/SEPLAG-SSAl2011 Constituem objeto do


exame de auditoria governamental, EXCETO:
a) a execução dos planos, programas, projetos e atividades que
envolvem recursos públicos;
b) os contratos firmados por gestores públicos com entidades
privadas para prestação de serviços, execução de obras e
fornecimento de materiais;
c) os contratos firmados entre entidades privadas em negócios em
que não há participação de entes públicos;
d) os instrumentos e sistemas de guarda e conservação dos bens e do
patrimônio sob responsabilidade das unidades da administração direta e
entidades supervisionadas;
e) os sistemas administrativos e operacionais de controle interno
utilizados na gestão orçamentária, financeira e patrimonial de órgãos
públicos.

:.ia (FCC[Infraerof 2011) Segundo o Manual do Sistema de


Controle Interno, aprovado pela Instrução Normativa no 1/ 2002
da Secretaria Federal de Controle Interno, é INCORRETO
afirmar:
a) o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem
como finalidade, dentre outras, a de exercer o controle das operações de
crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres da União;
b) o Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal tem
como atividade essencial, dentre outras, a avaliação do cumprimento das
metas do Plano Plurianual que visa a comprovar a conformidade da sua
execução;
c) a Prestação de Contas Anual do Presidente da República, a ser
encaminhada ao Congresso Nacional, será elaborada pela Secretaria
Federal de Controle Interno do Ministério da Fazenda, conforme previsto
no inciso VIII, do artigo 11, do Decreto no 3.591, de 6 de setembro de
2000;
d) a Tomada de Contas Especial/TCE é um processo administrativo,
instaurado quando se configurar omissão no dever de prestar contas, a
não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União, a
ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiro, bens e valores públicos;

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e) somente os órgãos da Administração Direta serão fiscalizados pelo


Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, sendo os demais
objeto de fiscalização pelo Tribunal de Contas da União.

:ii1 (FCC TRE-PR 2012 De acordo com a Instrução Normativa


da Secretaria Federal de Controle Interno no 1/2001, a auditoria
que é executada exclusivamente por servidores em exerc1c10 no
órgão central ou nos órgãos setoriais do Sistema de Controle
Interno da União é denominada auditoria:
a) indireta descentralizada;
b) direta integrada;
c) direta compartilhada;
d) simplificada;
e) direta centralizada.

:ii2 FCC TRT-23 2011 Uma das vanaveis básicas utilizadas


em todas as fases do processo de planificação dos trabalhos de
controle refere-se ao montante de recursos orçamentários ou
financeiros alocados por uma gestão e que é objeto de exames
de auditoria e fiscalização. Essa variável é denominada:
a) economicidade;
b) criticidade;
c) materialidade;
d) confiabilidade;
e) tempestividade.

:ii3 (FCC/MPE-PEl2012 O tipo de auditoria do setor


governamental que tem por objetivo emitir opinião com vistas a
certificar a regularidade das contas, verificar a execução de
contratos, acordos, convênios ou ajustes, a probidade na
aplicação do dinheiro público e na guarda ou administração de
valores e outros bens da União ou a ela confiados, é denominada
auditoria:
a) operacional;
b) especial;
c) descentralizada;
d) de avaliação de gestão;
e) plena.

:ii4 {FCC TCE-SP 2012 O tipo de auditoria governamental que


consiste em avaliar as ações gerenciais e os procedimentos
relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades
ou entidades da administração pública federal, programas de
governo, projetos, atividades, ou segmentos destes, com a
finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos

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aspectos da eficiência, eficácia e economicidade, procurando


auxiliar a administração na gerência e nos resultados, por meio
de recomendações, que visem aprimorar os procedimentos,
melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial é
denominada auditoria:
a) de acompanhamento de gestão;
b) especial;
c) contábil;
d) operacional;
e) de avaliação de gestão.

45 (ESAF CGUl2012) O documento destinado a dar ciência


ao gestor/administrador da área examinada, no decorrer dos
exames, das impropriedades ou irregularidades constatadas no
desenvolvimento dos trabalhos, é denominado:
a) Certificado;
b) Parecer de Auditoria;
c) Nota;
d) Registro das Constatações;
e) Solicitação de Auditoria.

46 ESAF/CGU/2012) Nos casos em que o Órgão de Controle


Interno, ao verificar as contas de algum responsável, emite um
Certificado de Irregularidade, é correto afirmar que o teor de tal
documento:
a) vincula a decisão a ser tomada pelo TCU;
b) pode ser revisto, se o responsável ressarcir o dano ao erário;
c) inabilita o responsável para o exercício de cargo em comissão;
d) é suficiente para o início da cobrança executiva do débito;
e) deve ser encaminhado ao Ministério Público Federal.

47 (ESAF CGUl2012) Acerca das técnicas de controle, tal como


apresentadas pelo Manual do Sistema de Controle Interno do
Poder Executivo Federal, é correto afirmar que:
a) a análise documental consiste no exame de processos, atos
formalizados e documentos avulsos;
b) a maior parte das técnicas de fiscalização é diferente das técnicas
de auditoria;
c) as principais técnicas previstas são a fiscalização, a auditoria e o
monitoramento;
d) a finalidade básica da auditoria é avaliar a execução dos
programas de governo;
e) a fiscalização é procedida mediante a realização de testes de
observância e testes substantivos.

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48 ESAF/CGU/2008) De acordo com a IN SFC/MF n °


001/2001, os controles internos administrativos implementados
em uma organização devem possuir as seguintes características,
exceto:
a) prevalecer como instrumentos auxiliares de gestão;
b) prioritariamente, ter caráter preventivo;
c) estar direcionados para o atendimento a todos os níveis hierárquicos
da administração;
d) primar pela abordagem corretiva e, subsidiariamente, punitiva;
e) permanentemente, estar voltados para a correção de eventuais desvios
em relação aos parâmetros estabelecidos.

49 FCC/MPE-RNl2012 O objetivo geral dos controles


internos administrativos é evitar a ocorrência de impropriedades e
irregularidades, por meio dos princípios e instrumentos próprios.
Em relação aos objetivos específicos a serem atingidos, NÃO
representa um destes objetivos:
a) salvaguardar os ativos financeiros e físicos quanto à sua boa e
regular utilização e assegurar a legitimidade do passivo;
b) observar as normas legais, instruções normativas, estatutos e
regimentos;
c) evitar o cometimento de erros, desperdícios, abusos, práticas
antieconômicas e fraudes;
d) assegurar a aderência das atividades às diretrizes, planos, normas
e procedimentos da unidade/entidade;
e) definir o controle como um instrumento de correção dos atos de
gestão do administrador público.

50 (FCClTRE-PRl2012 A técnica de auditoria governamental que


consiste no cotejamento de informações obtidas de fontes
independentes, autônomas e distintas, é denominada:
a) corte das operações;
b) exame dos registros;
c) confirmação externa;
d) correlação das informações obtidas;
e) análise documental.

51 (FCC/TRE-PRl2012 O documento que representa a op1mao


do Sistema de Controle Interno sobre a exatidão e regularidade,
ou não, da gestão e da adequação, ou não, das peças examinadas
é denominado, na Instrução Normativa da Secretaria Federal de
Controle Interno n ° 1/2001:
a) Relatório;
b) Certificado;
c) Registro das Constatações;

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d) Nota;
e) Parecer Técnico.

52 (FCC/TRT-2312011 Uma das variáveis básicas utilizadas em


todas as fases do processo de planificação dos trabalhos de
controle refere-se ao montante de recursos orçamentários ou
financeiros alocados por uma gestão e que é objeto de exames de
auditoria e fiscalização. Essa variável é denominada:
a) economicidade;
b) criticidade;
c) materialidade;
d) confiabilidade;
e) tempestividade.

53 (FCC/MPE-RN/2012) As atividades a cargo do Sistema de


Controle Interno são exercidas mediante a utilização de técnicas
próprias de trabalho. Consoante a Instrução Normativa SFC/MF n °
01/2001, as técnicas de controle são:
a) Auditoria e Inspeção;
b) Inspeção e Fiscalização;
c) Auditoria, Acompanhamento e Monitoramento;
d) Auditoria e Fiscalização;
e) Auditoria de Gestão de Recursos e Avaliação dos Programas de
Governo.

54 (FCC/TRE-SP/2012) Na auditoria governamental, os testes que


têm por objetivo certificar uma segurança razoável de que os
procedimentos de controle interno estabelecidos pela
Administração estão em efetivo funcionamento e estão sendo
cumpridos corretamente são denominados testes:
a) substantivos;
b) de revisão analítica;
c) de observância;
d) de detalhes;
e) de inspeção.

55 FCCLTCE-SP 2012 Na auditoria da administração pública, os


testes realizados com o objetivo de obter evidências quanto à
suficiência, exatidão e validação dos dados produzidos pelo
sistema contábil e administrativo do ente público são
denominados testes:
a) de observância;
b) substantivos;
c) de aderência;
d) amostrais estratificados;

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e) operacionais.

56 FCC/TCE-CE/2015-ada tada Os elementos de convicção dos


trabalhos efetuados pelo profissional de auditoria governamental,
devidamente documentados, e que devem ser adequados,
relevantes e razoáveis para fundamentar a opinião e as
conclusões, segundo as Normas de Auditoria, são denominados:
a) certificados de auditoria;
b) relatórios de auditoria;
c) achados de auditoria;
d) procedimentos de auditoria;
e) evidências de auditoria.

Segundo a IN SFC/MF n. 001/2001, o


documento que representa a opinião do Sistema de Controle
Interno sobre a exatidão e regularidade, ou não, da gestão e a
adequacidade, ou não, das peças examinadas, devendo ser
assinado pelo Coordenador-Geral ou Gerente Regional de Controle
Interno, ou ainda, por autoridades de nível hierárquico
equivalentes nos órgãos e unidades setoriais do Sistema de
Controle Interno do Poder Executivo Federal, denomina-se:
a) Certificado.
b) Relatório.
c) Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno.
d) Registro das Constatações.
e) Solicitação de Auditoria.

58 (ESAFlCGUl2002) A comunicação do órgão ou unidade de


Controle Interno do Poder Executivo Federal pode ser feita por
meio de:
a) relatório, parecer ou certificado.
b) parecer, revisão ou certificado.
c) relatório, certificado ou laudo.
d) laudo, revisão ou orientação escrita.
e) parecer, laudo ou proposta.

Os certificados de auditoria emitidos no


processo de verificação de contas dos responsáveis pela
aplicação, utilização ou guarda de bens e valores públicos e de
todo aquele que der causa à perda, subtração ou estrago de
valores, bens e materiais de propriedade ou responsabilidade da
União podem ser:
a) sem ressalva, com ressalva e com nota explicativa.
b) de regularidade, de regularidade com ressalvas e de irregularidade.
c) sem ressalva, com ressalva e com parágrafo de ênfase.

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d) de regularidade, de regularidade com nota e de irregularidade.


e) de confirmação, de confirmação com nota e de não-confirmação.

60 (ESAFlCGUl2006) No decorrer dos exames, o documento


destinado a dar ciência ao gestor/administrador da área
examinada, das impropriedades ou irregularidades constatadas ou
apuradas no desenvolvimento dos trabalhos, com a finalidade de
obter a manifestação dos agentes sobre fatos que resultaram em
prejuízo à Fazenda Nacional ou de outras situações que
necessitem de esclarecimentos formais chama-se
a) Nota.
b) Solicitação de Auditoria.
c) Relatório.
d) Certificado.
e) Parecer.

61 (FCC/MPU/2007) O documento destinado a dar ciência ao


gestor/administrador da área examinada, no decorrer dos
exames, das impropriedades ou irregularidades constatadas ou
apuradas no desenvolvimento dos trabalhos, com a finalidade de
obter a manifestação deles sobre fatos que resultaram em
prejuízo à Fazenda Nacional ou de outras situações que
necessitem de esclarecimentos formais, é denominado
a) Parecer com ressalva.
b) Relatório de auditoria.
c) Registro de constatações.
d) Certificado de irregularidade.
e) Nota.

62 (FCClMPUl2008) Na auditoria governamental, o documento


que representa a opinião do Sistema de Controle Interno sobre a
exatidão e regularidade da gestão (ou não) e a adequação das
peças examinadas (ou não} é denominado
a) Certificado.
b) Parecer sem ressalva.
c) Relatório de auditoria.
d) Registro das constatações.
e) Parecer conclusivo.

63 (FCClTRE-SPl2012) Em auditoria governamental, o documento


que representa a opinião do Sistema de Controle Interno sobre a
exatidão e regularidade, ou não, da gestão e a adequação, ou não,
das peças examinadas, devendo ser assinado pela autoridade
competente para tal fim é denominado
a) Relatório.

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b) Certificado.
c) Nota.
d) Parecer.
e) Solicitação de auditoria.

64 (FCClTRE-ROl2013 Na auditoria realizada sobre a prestação


de contas anual de determinada fundação pública relativa ao
exercício de 2012, em alguns itens auditados foram verificados
irregularidades e impropriedades sem prejuízos ao erário. Em
função dos exames realizados, no âmbito do Sistema de Controle
Interno do Poder Executivo Federal, a opinião sobre as contas da
entidade constará do documento denominado
a) relatório.
b) certificado.
c) parecer adverso.
d) acórdão.
e) parecer com ressalvas.

RESUMO DO PROF. CLAUDENIR BRITO


1 - Art. 74 da CF/88: finalidade do Sistema de Controle Interno:

Cumprimento das Metas Previstas no Plano Plurianual

1 - Avaliar Dos Programas de Governo


Execução
Dos Orçamentos da União
[

2 - Comprovar a Legalidade Orçamentária


Órgãos e
Entidades da
SISTEMA Gestão Anancetra Adm. Direta
DE Eficiência
CONTROLE 3 - Avaliar Resultados [
INTERNO Eficácia Pab'lmonlal

Operações de Crédito

4 - Controlar Avais

Garantias

Direitos e haveres do Estado

5 - Apoiar o Controle Externo no exercício de sua missão institucional

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2 - A CGU ( órgão central do SIC-PEF) elabora a Prestação de contas do Presidente, o


TCU emite parecer prévio e o Congresso julga.

3 - A Tomada de Contas Especial (TCE) é um p r o c e s s o administrativo, instaurado


pela autoridade administrativa competente quando se configurar omissão no dever de
prestar contas, não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União,
ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiros, bens e valores públicos, ou, ainda,
prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que resulte em dano ao
Erário.

4 - A instauração da TCE visa apurar os fatos, identificar os responsáveis e


quantificar o dano causado ao erário sempre que a Administração Pública tiver de ser
ressarcida de prejuízos que lhe foram causados.

5 - Tipos de Auditoria Governamental: AV-A-C-0-ESP

6 - Auditoria de Avaliação da Gestão: emitir opinião com vistas a certificar a


regularidade das contas, verificar a execução de contratos, acordos, convênios ou
ajustes.

7 - Auditoria de Acompanhamento da Gestão: realizada ao longo dos processos


de gestão, com o objetivo de se atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos
potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade federal, evidenciando
melhorias e ou prevenindo gargalos ao desempenho.

8 - Auditoria Contábil: exame dos registros e documentos e na coleta de


informações e confirmações, mediante procedimentos específicos, pertinentes ao
controle do patrimônio de uma unidade, entidade ou projeto. Tem por objeto, também,
verificar a efetividade e a aplicação de recursos externos, oriundos de agentes
financeiros e organismos internacionais, por unidades ou entidades públicas executoras
de projetos celebrados com aqueles organismos.

9 - Auditoria Operacional: Consiste em avaliar as ações gerenc1a1s e os


procedimentos relacionados ao processo operacional, ou parte dele, das unidades ou
entidades da administração pública federal, procurando auxiliar a administração por
meio de recomendações. Consiste numa atividade de assessoramento ao gestor
público.

10 - Auditoria Especial: Objetiva o exame de fatos ou situações consideradas


relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para atender
determinação expressa de autoridade competente.

11 - Se os servidores do órgão ou unidade participam da auditoria diretamente, é


DIRETA. A partir daí, se forem somente servidores dos órgãos, é CENTRALIZADA; se
forem servidores das unidades, é DESCENTRALIZADA; se forem dos órgãos em
conjunto com os das unidades, é INTEGRADA.

12 - Se servidores que não pertencem aos órgãos/unidades do Sistema participarem


da auditoria, é INDIRETA. A partir daí, se é coordenada por servidor do Sistema, é
COMPARTILHADA, se não tem a presença do Sistema, TERCEIRIZADA.

13 - Caso se opte pela auditoria somente dos processos e por meio eletrônico, é
SIMPLIFICADA - normalmente devido à relação custo-benefício. Nessa forma de
execução, é essencial a utilização de Indicadores de Desempenho.

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14 - São técnicas de trabalho do SCI

TÉCNICAS DE
TRABALHO DO
SCI

AUDITORIA FISCALIZAÇÃO

15 - A auditoria visa a avaliar a gestão pública, pelos processos e resultados gerenciais,


e a aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado.

16 - A fiscalização visa a comprovar se o objeto dos programas de governo


corresponde às especificações estabelecidas, atende às necessidades para as quais foi
definido, guarda coerência com as condições e características pretendidas e se os
mecanismos de controle são eficientes.

17 - São princípios de controle interno:

- Relação custo/benefício.
- Qualificação a dequada, treinamento e rodízio de funcionários
- Delegação de poderes e definição de responsabilidades
- Segregação de funções
- Instruções devidamente formalizadas
- Controles sobre as transações
- Aderência a diretrizes e normas legais (compliance).

18 - evidência - consiste na obtenção suficiente de elementos para sustentar a


emissão de sua opinião.

19 - Nota: Nota é o documento destinado a dar ciência ao gestor/administrador da área


examinada, no decorrer dos exames, das impropriedades ou irregularidades constatadas
ou apuradas no desenvolvimento dos trabalhos.

20 - Relatório: Os Relatórios constituem-se na forma pela qual os resultados dos


trabalhos realizados são levados ao conhecimento das autoridades competentes

21 - O Certificado é o documento que representa a opinião do Sistema de


Controle Interno sobre a exatidão e regularidade, ou não, da gestão e a adequação, ou
não, das peças examinadas. Os tipos de Certificado são os seguintes.

22 - Certificado de Regularidade - opinião de que na gestão dos recursos públicos


foram adequadamente observados os princípios da legalidade, legitimidade e
economicidade.

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23 Certificado de Regularidade com Ressalvas falhas, omissões ou


impropriedades de natureza formal.

24 - Certificado de Irregularidade - não observância da aplicação dos princípios de


legalidade, legitimidade e economicidade, constatando a existência de desfalque,
alcance, desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte prejuízo quantificável
para a Fazenda Nacional.

25 - Não existe Certificado com Abstenção de Opinião na auditoria governamental.

26 - Parecer do Dirigente do Órgão de Controle Interno é peça compulsória a ser


inserida nos processos de tomada e prestação de contas, que serão remetidos
ao TCU e se constitui na avaliação conclusiva do Sistema de Controle Interno sobre a
gestão examinada.

27 - Materialidade: montante de recursos orçamentários ou financeiros.

28 - Relevância: importância relativa ou papel desempenhado.

29 - Criticidade: situações críticas efetivas ou potenciais.

�LUNo

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1-C 18-E 35-D 52-e


2-C 19-B 36-E 53-D
3-A 20-D 37 - E 54-C
4-D 21-D 38 - E 55-B
5-E 22- e 39- e 56-E
6-E 23-D 40-E 57-A
7-C 24- e 41-E 58-A
8-E 25- e 42- e 59-B
9-8 26- e 43-D 60-A
10-A 27-A 44-D 61-E
11-A 28-E 45- e 62-A
12-B 29-E 46-E 63-B
13-E 30-E 47-A 64-B
14-D 31- e 48-D
15-D 32-E 49-E
16-B 33-E 50-D
17-E 34-E 51-B

Referências utilizadas na elaboração das aulas

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e


completo. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5. ed. São Paulo:


Atlas, 2010.

BRITO, Claudenir e FONTENELLE, Rodrigo. Auditoria privada e


governamental: teoria de forma objetiva e mais de 500 questões
comentadas. 3. ed. Niterói: Impetus, 2016.

CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 6. ed.


São Paulo: Atlas, 2010.

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