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AVALIAÇÃO DO SISTEMA REATOR ANAERÓBIO COMPARTIMENTADO
SEQUENCIAL E BACIA DE INFILTRAÇÃO RÁPIDA, NO TRATAMENTO DE
ESGOTO SANITÁRIO

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Pedro Alem Sobrinho
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13 ± 16 mg/L e 7 ± 1 mg/L. ao serem utilizados de maneira extensiva no tratamento de esgotos para populações de 200 a 600. O pós-tratamento de efluentes provenientes de reatores anaeróbios está sendo estudado. 89% e 81% para as BI de 1. PALAVRAS CHAVE Bacia de Infiltração.e-mail: aissemig@rla01.Curitiba .5 m. Estes valores representam eficiências de remoção das bacias de 66% e 68%.0 e 1. O sistema RACS+BI não apresentou.: (0xx41) 330-1789 – Fax: +55 (0xx41) 332-1206 . 1155 - Prado Velho . Pós-Tratamento. Aplicaram-se nas bacias taxas de aplicação de 20 cm/dia (Fase I) e de 40 cm/dia (Fases II e III).Tel. INTRODUÇÃO Disposição de Esgotos no Solo A possibilidade de disposição de esgotos no solo depende da disponibilidade de terreno. 66% e 90%.CEP: 80215-901 . DBO e SST da BI de 1. com altura de 1 cm. preenchidas com areia média. Este trabalho apresenta resultados do monitoramento do sistema piloto RACS+BI.PUCPR .000 habitantes. Os reatores RACS tem sido estudados com o objetivo de reduzir ainda mais os custos de implantação e operação proporcionados pelos reatores UASB. Na Fase II. Pós-tratamento de efluentes de reatores anaeróbios 49 AVALIAÇÃO DO SISTEMA REATOR ANAERÓBIO COMPARTIMENTADO SEQUENCIAL E BACIA DE INFILTRAÇÃO RÁPIDA. solo arenoso. 24 ± 8 mg/L e 40 ± 8 mg/L.Rua Imaculada Conceição. bacias estas de alturas 1. num ciclo operacional semanal de cinco dias consecutivos de lançamento de esgoto e dois de descanso. Empregando-se baixas taxas de aplicação de esgotos (20 cm/dia) o efluente apresentou características bacteriológicas da ordem de 10³ /100mL ou menos. cujos padrões não são atendidos totalmente pelos reatores tipo UASB.5m. Esgoto Sanitário. medidas como CF. simulando.0 e 1. do relevo e da localização da área. Busca-se atender a legislação brasileira para o lançamento dos efluentes nos corpos d`água receptores.pucpr. A topografia. durante o período de estudos (8 meses) problemas operacionais relevantes sendo necessário porém. respectivamente para a DQO. em instalações piloto e mesmo em escala real.PR .0 m e 1. a capacidade de filtração no solo e a espessura agricultável . através de um convênio entre a SANEPAR e a PUCPR. NO TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO Miguel Mansur Aisse(1) e Pedro Alem Sobrinho (1) Pontifícia Universidade Católica do Paraná . Reator RACS. respectivamente.5m.br RESUMO Os reatores anaeróbios tipo UASB tornaram-se consagrados no Paraná e no Brasil. remoção aos nove meses do lodo retido na camada superficial da bacia. Solo Arenoso. obteve-se efluente das bacias com 50 ± 9 mg/L e 47 ± 9 mg/L.Brasil .

para esgotos decantados afluentes.d. possuindo diâmetro efetivo de 0. Com a aplicação de esgoto sanitário decantado. Dos vários métodos de aplicação de esgotos no solo pode-se citar o escoamento superficial. A infiltração rápida consiste em infiltrar o esgoto. 80 e 120 cm. para esgoto secundário: até 1000 L (100 cm de lâmina)/m2. citando Nucci et al.dia.5 cm/dia (85 L/m2. condutividade hidráulica avaliada em laboratório de 93.dia) respectivamente para altura de leitos de 40. através das NBR 7229 (1982) e NBR 13969 (1997). para o reator de 120 cm de profundidade. Os reatores alcançaram eficiências na remoção de NTK de 67. apresentou eficiências de remoção da DQO e de SST de 93 e 90%. As taxas de aplicação de esgoto foram 8. Sampaio (1997) apresenta o conceito de bacia de infiltração em leito arenoso. Várias alternativas são apresentadas em ABNT (1982) e ABNT (1997). O ciclo de quatro dias de lançamento e três de descanso. .6 cm/h e porosidade de 42%. 78 e 86%. geralmente onde existe disponibilidade de área. A qualidade do efluente atenderia. para permitir a sua oxigenação durante o período de repouso. A manutenção é feita através de mecanismos naturais. (1998) apresentaram os resultados de trabalho experimental em três reatores piloto. Inicialmente estudou-se o ciclo de dois dias de lançamento e cinco de descanso. periódica da superfície. coeficiente de uniformidade igual a 2. 72 e 86% e nitrogênio amoniacal de 82. Com uma areia calibrada média.dia) e 14. destacam que a maior umidade do leito. vírus e outros microorganismos patogênicos.dia. podem ser observadas as seguintes indicações: para esgoto bruto gradeado: até 100 L (10 cm de lâmina)/m2. recomenda a aplicação de efluentes de fossa séptica no solo. citando que na França existem cerca de 80 estações de tratamento de esgotos utilizando este processo. poderia explicar a maior eficiência do ciclo de quatro dias de lançamento.50 Coletânea de Trabalhos Técnicos – Volume 2 condicionam o tipo de escoamento a ser escolhido. secagem e mineralização da matéria orgânica retida nos primeiros centímetros. os padrões da Comunidade Econômica Européia de 100 mg/L para DQO e de 30 mg/L para os SST. foram avaliados dois ciclos operacionais de lançamento de esgotos e descanso sobre as bacias. para esgoto primário: até 300 L (30 cm de lâmina)/m2. a ser determinada previamente e de preferência “in – loco”.5 cm/dia (124 L/m2. e Simões.dia. 21 mg/L (eficiência de 83%) e 18 mg/L (eficiência de 90%). segundo os autores. desde que as águas subterrâneas não venham a ser poluídas por esses efluentes. complementada à uma raspagem. para os pós – tratamento e a disposição final de efluentes de fossas sépticas no solo. com concentrações distintas. Andreoli et al. a irrigação e a infiltração–percolação. associado ao ambiente aeróbio. com profundidades do leito filtrante de 40. 80 e 120 cm respectivamente. a altura da lâmina d’água introduzida nas bacias é diretamente relacionada à qualidade do afluente e do material filtrante do leito. Segundo o autor.) sugere a disposição final dos efluentes de fossa séptica no solo.7 cm/dia (147 L/m2. construídos em tubos de PVC (diâmetro de 150mm). 80 e 120 cm. (1998). Infiltração-Percolação A ABNT. para as profundidades de leito filtrante de 40. LANDI (s. devido os nitratos. alternadamente nos leitos. em função da taxa (coeficiente) de infiltração do solo. manual ou mecânica. em pequenas cidades rurais ou litorâneas. Andreoli et al.27mm. 12. Os efluentes apresentaram concentrações de DQO de 83mg/L (eficiência de 82%). O meio filtrante foi preenchido com areia quartzosa. 69 mg/L (eficiência de 85%) e 65 mg/L (eficiência de 87%) e de SST de 26 mg/L (eficiência de 79%). visando a nitrificação. na estabilização da matéria orgânica infiltrada.dia).6.

40 m de diâmetro. A avaliação de um sistema piloto reator RACS e Bacia de Infiltração.4 mg/L para a DQO. 33. através da utilização de gráfico apresentado na citada norma. considerado elevado. Aisse e colaboradores (2000). 83 e 76%.6 m.0 a 2. construídas na ETE Torto (Brasília–DF). As bacias funcionam alternadamente. para um rebaixo de um nível de água. O ciclo de aplicação/descanso foi de 1/6 e carga hidráulica da ordem de 2. dependendo das condições climáticas e da vazão afluente. no dia anterior.96 e 2.3 mg/L para os SST e turbidez de 8. com dimensões 10 x 15 m (Hleito=0. Melo e colaboradores (2000) descreveram estudos em uma bacia de infiltração. é apresentada com detalhes na ABNT. por sua vez. as taxas resultariam em 1. ser alterada ao longo do tempo. A estrutura dos poros pode. respectivamente para o maior e menor leitos. obtendo-se eficiências de remoção da DQO de 22. apresentava uma granulometria muito uniforme e um coeficiente de permeabilidade de 114 cm/h. de alguns materiais e solos.d. para o tratamento de esgoto sanitário. O resultado do tempo conduz a determinação do coeficiente de infiltração. com vazão média de 5 L/s. apresentaram um estudo comparativo entre estes reatores. As eficiências obtidas na BI foram respectivamente 40. continuidade e tortuosidade dos poros. ST e dos SST. na remoção da DQO. O solo. 33% e 61% para o RACS. com 12. tal como compactação mecânica ou adição de sais. 1982.25 m² (3. se configura numa interessante alternativa para muitas regiões brasileiras e o seu estudo constitui-se no objeto deste trabalho. apesar da elevada taxa de aplicação. com coeficiente de uniformidade 2.) sugere a granulometria e o coeficiente de permeabilidade ( K).d.50m). por cerca de 4 horas. apresentaram efluentes de concentração 124.) comenta que o fator preponderante na permeabilidade do solo não é a sua porosidade e sim o tamanho.5m) e 12 x 18 m (Hleito=0. O material filtrante era areia comercial de construção. A Bacia de Infiltração como Pós – Tratamento de Efluentes Anaeróbios Sampaio (1997) apresentou os resultados de duas bacias de infiltração. O tempo de infiltração. Supondo uma divisão de vazão igual para ambos os leitos citados. LANDI (s.20 m). Foram obtidas valores de 70%.8. Pós-tratamento de efluentes de reatores anaeróbios 51 O Coeficiente de Infiltração LANDI (s. Também foi construída uma coluna de infiltração. . 83.6 UT. sendo as eficiências do reator UASB superiores as do RACS.65m). as quais recebiam os efluentes anaeróbios. 39% e 73% para o UASB e 58%. em 0. com 4. a remoção da matéria orgânica carbonácea ocorreu de forma predominante nas camadas superficiais do solo (0.5% e 38. caracterizado como uma areia quartzosa média.65m de altura e 0. no terreno natural. A variação de aplicação é de 1 a 3 dias para cada uma. piloto. Como parte da conclusão dos estudos. por uma atuação biológica ou por uma atividade não natural.1 %.50 e 2. 44 mg/L para a DBO. com o mesmo material de enchimento da bacia. deve ser obtido após saturação prévia do solo com água. de janeiro a junho de 1997.88 m/dia.50 x 3.20m de profundidade. Os resultados.10 a 1. As unidades foram alimentadas com efluente de um sistema anaeróbio composto de tanque séptico e filtro anaeróbio. A descrição do ensaio de infiltração. O Reator Anaeróbio Compartimentado Seqüencial O reator RACS tem sido estudado com o objetivo de reduzir ainda mais os custos de implantação e operação proporcionados pelos reatores UASB.7 e 2.

0 m. foi construído com tubos de concreto. Os efluentes anaeróbio e das Bacias foram coletados através de bombas peristálticas. através de um conjunto motor-bomba submersível. variando de 0. no mesmo período de tempo. A permeabilidade da areia. Estão sendo ensaiadas taxas de aplicação de efluente anaeróbio. Duas bacias piloto também utilizaram tubos de concreto.10 a 1.0 e 1.03064 cm/s (1. através de vertedores situados na superfície. . bem como do perfil de sólidos no manto de lodos do RACS. a cada 30 minutos e compostas em alíquotas iguais. foram coletadas por meio de um amostrador ISCO. Através de luva roscável (vertedor) é obtida a vazão desejada e um extravasor mantém o nível de esgoto constante. O esgoto é enviado ao fundo do reservatório elevado (caixa de distribuição). totalizando 24 horas. de diâmetro 100 cm e altura de 2. OD e coliformes.5 m. No reservatório o esgoto é distribuído aos processos de tratamento. construção (concluídos). Para as determinações da Alcalinidade. A instalação está situada em área contígua ao desarenador e receberá esgoto sanitário gradeado e desarenado. A vazão de dimensionamento de cada processo foi de 250 L/h (ver Figura 1). afluente à ETE. operação e monitoramento de instalação piloto. com três câmaras em série. AGV.52 Coletânea de Trabalhos Técnicos – Volume 2 METODOLOGIA A realização das pesquisa relativas ao sistema RACS + BI está sendo cumprida junto a ETE Belém (Curitiba – PR) e inclui o projeto.Pós Tratamento de Efluentes Provenientes de Reatores Anaeróbios . As amostras de esgoto bruto. determinada pelo INTEC/PUCPR. oriundo das unidades responsáveis pelo tratamento preliminar da ETE Belém.00 m. com altura de 1. do tipo triturador. foi considerada média com coeficiente médio de 0.Fluxograma da Instalação Piloto O Reator RACS. simulando solo arenoso. O material de enchimento foi areia média.10 m/h). foram tomadas amostras pontuais em horários e dias fixados aleatoriamente. pH. Figura 1 .0 m e altura total de 2. de maneira contínua. de diâmetro 2.0 m. sem o decantador (separador de fases) no seu topo. proveniente do RACS. contando apenas com o gasômetro.

Os reatores foram inoculados previamente. para determinação da concentração de sólidos no manto de lodo. Figura 2 . Pós-tratamento de efluentes de reatores anaeróbios 53 Registros de gaveta colocados espaçadamente ao longo das alturas dos reatores anaeróbios permitem a coleta de lodo. em setembro de 1999. representando um tempo de operação de 5h/dia (Fase I. com lodo anaeróbio de reatores RALF (UASB) da SANEPAR. 1998. . com exceção do RACS 3 (terceira câmara). Adotou-se inicialmente para as bacias uma taxa de aplicação de esgoto anaeróbio de 20 cm/dia.Bacias de Infiltração Rápida em Solo Arenoso Integrantes da Instalação Piloto RESULTADOS E DISCUSSÃO O Reator RACS começou sua operação em setembro de 1999 e a BI no mês de agosto de 2000. As determinações e ensaios estão sendo conduzidos no Laboratório de Análises Ambientais do ISAM/PUCPR e observam as rotinas expressas no Standard Methods. O ciclo operacional semanal adotado foi de cinco dias consecutivos de lançamento de esgoto e dois de descanso.) e na seqüência 40 cm/dia (Fases II e III).

Apesar da análise ter sido única. 12 ± 12 mg/L e 15 ± 8 mg/L. 28 ± 16 mg/L e 28 ± 13 mg/L. Carga de 20 cm/dia. Estes valores representaram eficiências de remoção do sistema de 83% e 86%. fornecendo valores de coliformes fecais da ordem de 10³/100 mL ou menos.5m respectivamente. para os sólidos.0m e 1. deve-se destacar a qualidade bacteriológica do efluente. A Tabela 1 e a Figura 3 apresentam com maiores detalhes os parâmetros analisados. Os dados relativos ao afluente e efluente do RACS referem-se a coleta no período de 24 hs. obteve-se efluente das Bacias com 60 ± 29 mg/L e 49 ± 28 mg/L.0m e 1. Período: 01/09 a 19/11/00 Como resultado da Fase I. DQOt e Turbidez do afluente e do RACS. 78% e 78%. 83% e 83% para as BI de 1.Monitoramento do Sistema RACS+BI (Fase I) Obs: Tratamento estatístico: foram excluídos os valores que excederam ao intervalo x ± σ.54 Coletânea de Trabalhos Técnicos – Volume 2 Tabela 1 . DBO e SST das BI de 1. .5m de profundidade. respectivamente para a DQO.

Gráfico dos valores de DQOt afluente e efluente do sistema UASB + BI (Fase I) Como resultado da Fase II. Tabela 2 . obteve-se efluente das bacias com 50 ± 9 mg/L e 47 ± 9 mg/L.0 e 1. 24 ± 8 mg/L e 40 ± 8 mg/L. 89% e 81% para as BI de 1. Pós-tratamento de efluentes de reatores anaeróbios 55 Figura 3 . respectivamente para a DQO. DQOt e Turbidez.0 m e 1.Monitoramento do Sistema RACS+BI (Fase II) Obs: Tratamento estatístico: foram excluídos os valores que excederam ao intervalo x ± σ. Estes valores representam eficiências de remoção das bacias de 66% e 68%.5 m. respectivamente. Período: 24/11/00 a 31/03/01 . DBO e SST da BI de 1. 13 ± 16 mg/L e 7 ± 1 mg/L.5m. 66% e 90%. para os sólidos. A temperatura dos efluentes das bacias foi considerada igual a efluente do RACS. Carga de 40 cm/dia.

respectivamente às alturas de 1. Figura 4 . intercalados por um descanso de 7 horas.Gráfico dos valores de DQOt afluente e efluente do sistema UASB + BI (Fase II) Figura 5 . A Figura 5 resume e indica tendências das várias Fases trabalho a que foram submetidas as bacias.56 Coletânea de Trabalhos Técnicos – Volume 2 A Fase III caracterizou-se pela manutenção da taxa de 40 cm/dia. 38 ± 10 mg/L e SST de 12 ± 2 mg/L .11 ± 6 mg/L.Bacia de infiltração como pós-tratamento de efluente de reator RACS: Gráficos de correlação dos resultados obtidos . Como resultados um efluente com DQO de 52 ± 1 mg/L. porém com aplicação de esgoto em dois intervalos de 5 horas.5 m.0 e 1.

remoção aos nove meses do lodo retido na camada superficial da bacia. não foi necessária remover esta camada de lodo. ABNT. A Bacia com 1.0 m de altura colmatou ao final do 9º mês de funcionamento. com altura de 1 cm. Porém. medidas como CF.5m. . NBR 13969. no entorno da bacia. Empregando-se baixas taxas de aplicação de esgotos (20 cm/dia) o efluente apresentou características bacteriológicas da ordem de 10³ /100mL ou menos. ABNT.5 m. obteve-se efluente das bacias com 50 ± 9 mg/L e 47 ± 9 mg/L. 38p. da ordem de poucos centímetros.5m. ABNT. solo arenoso. sendo necessário interromper a alimentação e raspar (retirar) cerca de 3 cm de lodo seco sob o leito filtrante. apesar de se utilizar dois dias de repouso. através da FINEP. 13 ± 16 mg/L e 7 ± 1 mg/L. preenchidas com areia média. Também a carga hidráulica sobre o leito propiciou o desenvolvimento de pernilongos. Na Fase II (40 cm/dia).Unidades de Tratamento Complementar e Disposição Final dos Efluentes Líquidos – Projetos. À Fundação Araucária igualmente pelo apoio emprestado. Aplicam-se nas bacias taxas de aplicação de 20 cm/dia (Fase I) e de 40 cm/dia (Fase II). Mar 1982. durante os 8 meses de operação. O sistema RACS+BI não apresentou. para o lançamento em corpos d`água receptores. DBO e SST da BI de 1. respectivamente para a DQO. 66% e 90%. simulando. desde a construção da instalação piloto. no ano de 2001. quando de instalações em escala real.0 e 1. bacias estas de alturas 1. Rio de Janeiro. respectivamente. Construção e Instalação de Fossa Séptica e Disposição dos Efluentes Finais: NBR 7229. Pós-tratamento de efluentes de reatores anaeróbios 57 Cumpre citar que em ambas as Fases. durante o período de estudos (8 meses) problemas operacionais relevantes sendo necessário porém. 89% e 81% para as BI de 1.0 m e 1. pela análise dos resultados o sistema pode oferecer um efluente que atende a legislação ambiental do Estado do Paraná (DQO<150 mg/L e DBO<60 mg/L). AGRADECIMENTOS Os autores agradecem à SANEPAR e ao PROSAB. Rio de Janeiro. todo o apoio demonstrado ao longo do desenvolvimento dos trabalhos. A resistência a infiltração do esgoto pode ser também atribuída a fina camada de lodo que se formou sobre o leito. Setembro 1997. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABNT. Construção e Operação. na alimentação de um sistema RACS+BI. No entanto.0 e 1. Estes valores representam eficiências de remoção das bacias de 66% e 68%. o que poderá causar um impacto negativo. Tanques Sépticos . CNPq e CEF. num ciclo operacional semanal de cinco dias consecutivos de lançamento de esgoto e dois de descanso. no ciclo operacional semanal. 60p. 24 ± 8 mg/L e 40 ± 8 mg/L. CONCLUSÕES Foram conduzidos estudos utilizando esgoto sanitário afluente à ETE Belém. à operação e monitoramento dos pilotos. o acesso à ETE Belém e o financiamento da operação e monitoramento. somente no segundo dia é que a carga hidráulica sob o leito cessava permitindo uma aeração dos poros.

Foz do Iguaçu. 19. SAMPAIO. TEIXEIRA. L. 1998. João Pessoa. C. SILUBESA. 1997. Pós-Tratamento de efluentes de reatores anaeróbios. F.P.G. XXVII. 2001. P.O. Bacia de Infiltração como Alternativa de Reuso da Água e Tratamento de Esgoto Sanitário. Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental. APHA. M. S.. . Anais. Washington. p. LOBATO.. no Tratamento de Esgoto Sanitário. APHA. G. LANDI. s. João Pessoa. Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental. Porto Alegre. Rio de Janeiro. PEREIRA. Standard Methods for Examination of Water and Wastewater. WEF. Carlos Augusto Lemos Chernicharo (coordenador). ABES. 2000. H. Coletânea de trabalhos técnicos. P. ANDREOLI. F. 2000. E. GARBOSSA. N.H. BONA. Pós-Tratamento de esgotos sanitários por disposição no solo em bacia de infiltração e coluna de areia. A. SS e Nitrogênio. M. View publication stats . IHLENFELD. AISSE. 2000.24. B. M. ANDREOLI. M. N. ABES. ALÉM SOBRINHO. Instalações de Fossas Sépticas. M.. 59p. B. 20ª edição.. LOBATO... C. R. Estudo Comparativo do Reator UASB e do Reator Anaeróbio Compartimentado Seqüencial no Tratamento de Esgoto Sanitário.. 58 Coletânea de Trabalhos Técnicos – Volume 2 AISSE. C. 21. na Remoção de DQO. 437-49. p. Tratamento-Polimento de Esgotos Urbanos Através de Infiltração Rápida em Leitos Arenosos: ETE Torto-Primeira Experiência no Distrito Federal. Anais. S. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. MELO. São Paulo. R. AWWA. ANDRADE NETO. Congreso Interamericano de Ingenieria Sanitaria y Ambiental. Anais. Avaliação do Sistema Reator Anaeróbio Compartimentado Seqüencial e Bacia de Infiltração Rápida. . ABES.. Grêmio Politécnico da USP.S. Rio de Janeiro.d.N. p. ABES. Poster.. Belo Horizonte. D. F. 2001. Anais. M. 409-18. M. SAMPAIO. 1998. .. 1997.17 . M. LUCAS FILHO. 1998.