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MINISTÉRIO DA SAÚDE

Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

A mulher e o
câncer de mama
no Brasil

MINISTÉRIO DA SAÚDE
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

A mulher e o
câncer de mama
no Brasil
Rio de Janeiro, RJ
INCA
2014

2014 Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva/ Ministério da Saúde.

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Esta obra pode ser acessada, na íntegra, na Biblioteca Virtual em Saúde Prevenção e Controle de
Câncer (http://controlecancer.bvs.br/) e no Portal do INCA (http://www.inca.gov.br).

Tiragem: 2.000 exemplares

Impresso no Brasil / Printed in Brazil
Flama

I59m Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Coordenação de
Prevenção e Vigilância. Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede.

A mulher e o câncer de mama no Brasil. / Instituto Nacional de Câncer José Alencar
Gomes da Silva, Coordenação Geral de Prevenção e Vigilância, Divisão de Detecção
Precoce e Apoio à Organização de Rede – Rio de Janeiro: INCA, 2014.

46 p. : il.

ISBN 978-85-7318-244-6 (versão impressa)
ISBN 978-85-7318-245-3 (versão eletrônica)

1. Neoplasias da mama – história. 2. Neoplasias da mama – prevenção e controle. 3.
Exposições educativas. 4. Brasil. I. Título.
CDD 616.9944907481

Catalogação na fonte – Serviço de Edição e Informação Técnico-Científica

Títulos para indexação
Em inglês: Woman and breast cancer in Brazil
Em espanhol: La mujer e el cáncer de mama en Brasil

125 VIGILÂNCIA 20230-092 – Rio de Janeiro – RJ Serviço de Edição e Informação Técnico- Tel.RJ Tel. Projeto Gráfico e Diagramação Colaboradores Mariana Fernandes Teles Eduardo Millen Projeto Gráfico da Exposição José Bines Luís Cláudio Calvert Rodrigo Moura de Araújo Ficha Catalográfica Camila Belo/ CRB:7/5755 .040-900 .atores.: +55 (21) 3865-2121 | +55 (21) 3865-2280 Supervisão Editorial Letícia Casado Organizadores Edição e Produção Editorial Danielle Nogueira Taís Facina Luiz Teixeira Marcio Andrade Copidesque e Revisão Mônica de Assis Rita Rangel de S.Rio de Janeiro . 125 FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ) Centro – Rio de Janeiro – RJ Casa Oswaldo Cruz (COC) Cep 20230-240 Av.: (21) 3207-5512/5639 Científica E-mail: atencao_oncologica@inca.Manguinhos Tel. cenários e políticas públicas”. Danielle Nogueira uma parceria entre INCA e a Casa Oswaldo Laurinda Maciel Cruz (COC)/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Luiz Teixeira Maria do Espírito Santo Tavares dos Santos Mônica de Assis Elaboração.gov. 4365 .: (21) 3207-5500 CEP: 21. distribuição e informações Marcio Andrade MINISTÉRIO DA SAÚDE Marco Porto INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR Paula Habib GOMES DA SILVA (INCA) Vanessa Lana Coordenação de Prevenção e Vigilância Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Edição Organização de Rede COORDENAÇÃO DE PREVENÇÃO E Rua Marquês de Pombal. Brasil. Machado Paula Habib Capa.A exposição “A mulher e o câncer de mama no Equipe de Elaboração Brasil” é uma realização do projeto “História do Arn Migowski Câncer .br Rua Marquês de Pombal.

Quando expostos publicamente. Na intimidade. os seios são fonte de variadas simbologias nas diferentes culturas. . podem expressar ousadia e protesto ou ser objeto de sensualidade e estratégias de marketing. associam-se à sexualidade e ao prazer. a que mais preocupa é o câncer.M ais do que qualquer outra parte do corpo humano. Entre as doenças que atingem essa glândula. Órgãos da amamentação e símbolos de feminilidade. desejo e ternura. ao mesmo tempo. fonte de inspiração. Contudo a mama também adoece. por ser o mais incidente e a principal causa de mortalidade por câncer em mulheres no Brasil. eles são.

uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Elaborada no âmbito do Projeto “História do Câncer – atores. cenários e políticas públicas”. principalmente quando diagnosticado e tratado precocemente. médicos e culturais das mamas. hoje o câncer de mama tem bom prognóstico. com foco no câncer e nas ações para seu controle no Brasil. De doença mutiladora e dificilmente tratável. . esta exposição aborda aspectos históricos.

jog .com/2013/10/cdr000415520.files.Câncer de mama Estrutura anatômica da mama Fonte: Imagem extraída do site http://peonisandpancakes. wordpress.

O principal sinal da doença é o nódulo mamário endurecido. Os tumores podem ser diagnosticados em diferentes fases (estadiamentos). São in situ. É o mais comum. . quanto mais localizada a doença. É diagnosticado em cerca de 5% a 10% dos casos.O câncer de mama resulta do crescimento desordenado de células com potencial invasivo. vermelhidão ou mudança na posição ou formato do mamilo. Outros sinais são: endurecimento de partes da mama. outros. nódulo no pescoço ou nas axilas. Alguns evoluem de forma rápida. Os principais tipos são: Carcinoma ductal – tem origem nos ductos mamários e há vários subtipos. saída espontânea de líquido do mamilo. e infiltrantes quando essas invadem áreas vizinhas e têm potencial para atingir linfonodos e outros órgãos. encontrado em cerca de 80% dos casos. processo chamado de metástase. Existem vários tipos de câncer de mama. Carcinoma lobular – tem origem nos lóbulos. que são responsáveis pela produção do leite materno. A maioria dos casos tem bom prognóstico. Em geral. quando suas células estão localizadas. não. melhor é a possibilidade de tratamento. fixo e geralmente indolor. que se dá a partir de alterações genéticas (hereditárias ou adquiridas). mudança na pele (retração ou aparência de “casca de laranja”).

. mas também de erotismo e compromissos cívicos e políticos. Estatuetas muito antigas chamavam a atenção para grandes seios.Os seios na arte D Boneca da fertilidade grávida. esculpida pela esde a pré-história etnia Ashanti até os tempos (Gana e Nigéria). barrigas e nádegas.C. expressão de maternidade e de fertilidade. síntese da feminilidade. esculpido e à fertilidade. entre 24 mil e 22 mil a. considerados bênçãos relacionadas à alimentação Vênus de Willendorf. pinturas e esculturas deram destaque aos seios. modernos.

1830. de Sandro Botticeli. A Negra. 1923. de Tarsila do Amaral. O Nascimento de Vênus. 1485. Liberdade guiando o povo. de Eugéne Delacroix. .

Os seios como fonte de vida A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda aleitamento materno exclusivo até os primeiros 6 meses de vida do bebê. Acervo Fiocruz .

No século XIX. o leite da deusa-mãe egípcia garantia imortalidade aos que o bebiam. Ísis amamenta seu filho Hórus. Jean-Baptiste Debret. inclusive a prática da amamentação. o leite materno e as mulheres que amamentavam inspiraram a criação de divindades nutritivas e a seleção criteriosa daquelas que poderiam servir como amas de leite. . viajantes retratavam o cotidiano da sociedade brasileira. M uito antes de ser recomendado pela medicina em função dos benefícios trazidos às mães e aos recém-nascidos. 1835. Une visite a la campagne.

mulheres guerreiras. pintura de Jacob Cornelliz van Oostanen. narrativas religiosas e mitos a respeito de mulheres que romperam o padrão dominante em diversas épocas e sociedades. ousadia e magia. mitos e religiosidade O s seios já simbolizaram força. . Tischbein. amputavam o seio direito para obter mais força e agilidade no manuseio do arco. A partida das Amazonas. Ao longo dos tempos inspiraram lendas. 1526. as amazonas. Saul e a bruxa de Endor. símbolo da transgressão aos padrões da época. de Johann Heinrich W. Uma das muitas representações de bruxas em que elas aparecem com seios desnudos.Lendas. Segundo a lenda. 1788.

Por isso. esses sinais podiam ser uma mama extra. 1516-1517. O martírio de Santa Ágatha. . 5 de fevereiro. Marcada com ferros em brasa. de Cariani (Giovanni Busi). Os seios cortados de Santa Ágatha foram representados em uma bandeja e confundidos com pães. Santa Ágatha. Pintura de Hans Baldung. de Sebastiano Del Piombo. séculos XV e XVI. teve os seios cortados. Na Inglaterra e na Escócia. nas celebrações de seu dia. são distribuídos pãezinhos aos fiéis. Marcas no corpo consideradas ‘não naturais’ eram vistas como sinal de bruxaria e condenavam mulheres à morte. foi martirizada e executada na época da perseguição aos cristãos. padroeira das mamas. 1519. Caça às bruxas. por exemplo. Retrato de Santa Ágatha.

Grande Guerra. . os seios foram um dos símbolos dessa liberdade e das reivindicações por mais direitos sobre o corpo e a condição social e política. Na década de 1960. manifestação na Ucrânia. alguns grupos continuam a lutar por direitos e contra a opressão usando A os seios como símbolo da pós a Segunda liberdade e da contestação feminina. Acervo Grupo Femen sos países alcançaram lugar de destaque na família e no mercado de trabalho.Os seios e a emancipação feminina Atualmente. Mulher do Grupo Femen em mulheres de diver.

surgida no início da Por razões de segurança. . em uma lata de A pílula lixo. As ativistas reuniram. Acervo do Centro Sérgio Buarque de Holanda. Acervo Fiocruz Manifestação em favor da legalização do aborto na Praça da Sé. mas o episódio a libertação feminina. foi um a queima não chegou a dos fatores decisivos para ocorrer. década de 1960. status da beleza feminina. ao entrou para a história proporcionar o controle do como o grande marco do seu corpo. Centenas de ativistas do Women’s Liberation Movement (WLM) protestam em Atlanta contra a eleição de Miss America. objetos associados ao anticoncepcional. de sua sexualidade movimento feminista. em São Paulo. nos anos 1970. e da maternidade.

deformando a pele sobre os vasos sanguíneos. Egípcios e gregos fizeram os primeiros registros sobre tumores nos seios. câncer que se manifestava como tumor.O câncer de mama na Antiguidade K arkinos é a palavra grega para “caranguejo”. . tratando a doença com amputações e remédios que incluíam miolos de vaca e excremento de vespa. assim como causar tumores ao encaroçar-se nos seios. Acreditava-se também que o sangue menstrual era capaz de subir às mamas e transformar-se em leite.

afirmava-se que tumores protuberantes. escrito entre 3000 a. e 2500 a. Papiro de Edwin Smith. frios ao toque. Wellcome Library.C.C. . Iconographic Collections.Papiros egípcios são os mais antigos registros sobre o câncer de mama. eram incuráveis. c. Neles. London. Provável transcrição do original de Imhotep. Retrato de uma mulher com o seio doente (1841).C.1700 a.

Primeiros passos da cirurgia Descrição de uma mastectomia nos apontamentos cirúrgicos de Halsted. . cirurgião que desenvolveu o principal método de cirurgia radical no final do século XIX. Wellcome Library. London. 1675). Iconographic Collection. London. Imagem de uma cirurgia da mama e os instrumentos cirúrgicos (ca. Library. London. Archives & Manuscripts. Wellcome Extração da mama com uma tenaz (1600-1699). Wellcome Library.

Tipos de câncer de mama. L. executar a chamada mastectomia radical. J. acentuando sofrimento e morte. Charmet. no final do século XIX. musculatura peitoral e os linfonodos axilares. mastectomia e instrumentos cirúrgicos. que evitavam mutilação das pacientes. Retirada de um tumor do seio. Wellcome Library. foi possível. médicos extraíam mamas doentes. Com o surgimento de anestesias mais eficazes e da assepsia. . Traité Complet de l’Anatomie de l’homme. passaram a ser utilizadas. 1866-1867. London. A general system of surgery in three parts. que retirava toda a mama. Essa intervenção foi amplamente aceita até a década de 1950. quando técnicas cirúrgicas conservadoras. D esde a Antiguidade. 1748. Heister.

a cirurgia conservadora é utilizada sempre que possível. como margem de segurança. preservando o restante da mama. Acervo INCA . sem compro- meter o controle da doença. pois permite melhores resultados estéticos. O tumor e uma parte de tecido sadio ao seu redor são retirados.Cirurgia moderna A tualmente.

Fonte: http://itsmalignant.com/wp-content/ uploads/2011/05/sentinelnode. Quando esse não tem células cancerígenas. . não é necessário retirar outros linfonodos axilares. como edema (inchaço) no braço e infecções de repetição. Essa técnica é essencial para a definição do tratamento. evitando assim complicações.jpg A biópsia do linfonodo sentinela é realizada no ato cirúrgico e avalia o comprometimento do primeiro linfonodo da axila.

35 anos. Paris. Primeiro mamógrafo do Brasil. Capucci. Fatima. Georges Alexandre Chicotot e primeiro aparelho de raios X usado para a mama. Museu de Assistência Pública. São Paulo: Editora Activa Comunicação. trazido na década de 1970.Dos raios X à mamografia Dr. . 1909. pelo Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC). 2003. Filosofia Sampaio Góes: IBCC .

mas. The National Institute of Health. Imagem de exame de mamografia mostrando alteração. apenas na década de 1960. tornou-se o método de escolha para detecção precoce do câncer de mama. mesmo antes de serem palpáveis. os raios X começaram a ser usados para o diagnóstico de alguns tipos de câncer. Acervo INCA. Mulher realizando o exame de mamografia. . A radiografia das mamas teve início em 1913. A partir de 1976. A mamografia é um exame por imagem. foi criado um aparelho específico: o mamógrafo. capaz de identificar nódulos.N o início do século XX.

outros exames podem detectar alterações nas mamas.Outros meios diagnósticos A lém da mamografia. agência do National Institutes of Health. Estados Unidos. . O exame clínico das mamas é a palpação das mamas por um médico ou enfermeiro treinados. Exame clínico das mamas. Mas o único que confirma o câncer de mama é a biópsia. National Cancer Institute. o qual pode detectar tumores superficiais a partir de 1 cm.

Estados Unidos. Biópsia por meio de punção com agulha fina. ajudando a diferenciar os nódulos sólidos dos cistos. É utilizada no diagnóstico. Ressonância nuclear magnética das mamas. grossa ou mamotomia). Pode ser usada de forma complementar aos outros exames. Ultrassonografia das mamas.jpg Quando há suspeita de malignidade. Acervo INCA. A ressonância nuclear magnética utiliza um campo magnético para produção de imagens do corpo humano. é necessária a confirmação do diagnóstico por meio da biópsia.Aurora_Breast_MRI.A ultrassonografia avalia a forma e consistência das mamas.com/blog/wp-content/ uploads/2014/02/Aurora_Breast_MRI. agência do National Institutes of Health. sem a utilização de radiação.caperay. no acompanhamento de lesões e para a reali- zação de biópsias com agulhas. Fonte: http://www.jpg . O material retirado é analisado pelo patologista para a definição do tratamento mais adequado. pois mostra o local da lesão e orienta o médico sobre a área a ser examinada/biopsiada. Essa técnica consiste na a retirada de um pedaço do nódulo suspeito ou do nódulo inteiro por meio de uma pequena cirurgia ou ou de punções (por agulha fina. National Cancer Institute.

a partir de 2013. A terapia com anticorpo monoclonal (Trastuzumabe) atinge alvos específicos da célula do tumor e é apropriada para um subtipo específico de câncer de mama. hormonioterapia e tratamento com anticorpos.Tratamento A tualmente. . • Sistêmico: atinge o corpo todo e incluem: quimioterapia. A avaliação do melhor tratamento para cada paciente deve ser feita caso a caso. o tratamento do câncer de mama combina várias abordagens: • Local: envolve a cirurgia e radioterapia. Esse medicamento passou a ser oferecido pelo SUS. Essas abordagens combinadas diminuem as possi- bilidades de o câncer retornar. É realizado por meio de medicamentos (oral ou na veia).

Hormonioterápicos. Acervo INCA Acervo INCA . Sala de radioterapia. Acervo INCA Quimioterapia.

. é previsto por lei que as mulheres mastectomizadas tenham direito à cirurgia reparadora imediata.Promovendo a autoestima A mutilação decorrente das mastectomias e os prejuízos da autoimagem. para além da doença. familiares e grupos de autoajuda também fortalece as pacientes durante o processo de tratamento e recuperação. Diferentes iniciativas têm buscado destacar a figura feminina. as mulheres que passaram por mastectomia impulsionam outras mulheres a vencerem barreiras. Ao mostrarem suas histórias e lutas. Desde abril de 2013. como a queda de cabelo e dos pelos corporais. são dois dos aspectos mais difíceis para as mulheres com câncer de mama. A cirurgia de reconstrução mamária é uma das fases mais reconfortantes do doloroso processo de tratamento. O apoio de amigos. preconceitos e resgatar a autoestima.

Mulheres do Projeto Viva Melhor. grupo de apoio e autoajuda. física e estética voltada para a mulher mastectomizada. que desenvolve trabalho de reabilitação emocional. Acervo Associação Viva Melhor .

No Brasil. representando quase 25% de todos os casos de câncer. em 2014. Centro-Oeste e Nordeste. . o que mostra sua relação com estilos de vida e ambientes mais urbanizados.Quantas mulheres adoecem e morrem no Brasil? O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres em todo o mundo. As maiores taxas de mortalidade são observadas nas regiões Sul e Sudeste. estimativas do INCA apontam que. Sul. Com exceção dos tumores de pele não melanoma. mais de 57 mil mulheres desenvolverão esse câncer. o câncer de mama é o mais frequente nas mulheres das regiões Sudeste.

Incidência Taxas de incidência de câncer de mama estimadas para 2014 nas Unidades de 55.12. Disponível em: http:// mortalidade.gov.58 população mundial por 100 mil mulheres Fonte: Instituto Nacional de Câncer José 9.71 .68 . 2013 Mortalidade Taxas de mortalidade por câncer de mama nas Unidades de Federação* *Taxas de mortalidade ajustadas pela 12.12 .inca.11 .71 Janeiro: INCA.72 .15. Rio de 10.61 . Atlas 8.7 da Mortalidade.55. 2013 .67 Fonte: Instituto Nacional de Câncer José de 26.60 Alencar Gomes da Silva (Brasil). Acesso 6.47 Federação (taxas brutas de incidência 100 mil mulheres) 39.11 de Alencar Gomes da Silva (Brasil). Estimativa 2014: Incidência de Câncer no Brasil.39.9.96.br/Mortalidade/.66 em: 30 dez.18 .67 .8.26.

praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a reduzir o risco de câncer de mama. . O ato de amamentar também é considerado um fator protetor. espe- cialmente a partir dos 50 anos. ão há uma única causa.Fatores de risco e de proteção N de mama. Diversos fatores estão relacionados ao câncer O risco de desenvolver a doença aumenta com a idade. Manter o peso corporal adequado.

hormonal. mamografia). representa • Menopausa após os 55 anos. em parente de primeiro grau. que • Inatividade física. apenas 5 a 10% dos casos. especialmente na pós-menopausa. representa apenas 1% • Uso de terapia de reposição de todos os casos. risco de câncer de mama • Não ter amamentado. tomografia computadorizada e bilateral ou câncer de ovário. Situações que podem indicar • Primeira gravidez após os 30 anos. genética específica. especialmente antes dos 50 como as utilizadas na radioterapia anos. A presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher terá necessariamente a doença. . • História familiar de câncer de • Consumo de bebidas alcoólicas. e em exames de imagem (raios • História de câncer de mama X. mama masculino.Fatores hormonais: O câncer hereditário. • Nunca ter gerado filhos. • Primeira menstruação (menarca) relacionado a uma mutação antes de 12 anos. hereditário são: • História de câncer de mama Fatores ambientais: em parente de primeiro grau • Exposição a radiações ionizantes. em • Sobrepeso e obesidade qualquer idade.

O Nacional de Assistência prevenção e oferta de programa postulava um Médica da Previdência mamografias e exames cuidado mais amplo à Social – Inamps). . de Papanicolaou. iniciativa é criado pelo Ministério tratamentos e cirurgias pioneira com foco nos da Saúde o Programa realizados pela medicina cânceres femininos de Assistência à Saúde previdenciária (Instituto por meio de ações de da Mulher (PAISM). população feminina e incluía ações educativas para a detecção precoce do câncer de mama.Ações nacionais de controle do câncer de mama Até a década de 1973 – Criação do 1984 – Com a pressão 1970 – Política Programa Nacional de e participação do pública para o controle Controle do Câncer movimento de mulheres do câncer restrita a (PNCC).

1987 – Lançamento do 1988 – Com a criação Pró-Onco. nacional. O câncer de mama é contemplado por meio do incentivo ao autoexame das mamas (AEM) e ao exame clínico das mamas (ECM). programa que do Sistema Único de unia esforços do Ministério Saúde (SUS). as ações da Saúde e do Inamps de controle do câncer para ampliar a infor. tornaram-se mais mação e a prevenção abrangentes e de âmbito dos cânceres femininos. Imagens do acervo INCA .

Integral à Saúde da Mulher (PNAISM) que reforça os princípios do PAISM.Início dos anos De 2000 a 2003 – 2004 – Publicação do 1990 – Lançamento do Elaboração de materiais documento de consenso Programa Viva Mulher. para o controle dos profissionais de saúde. educativos sobre com diretrizes para o con- ação nacional organizada câncer de mama para trole do câncer de mama. . Lançamento da Política cânceres do colo do Nacional de Atenção útero e mama.

que destacava a importância do Controle do Câncer destaca o controle do da detecção precoce do de Mama (Sismama). estaduais e municipais Defesa da Vida.2005 – Lançamento 2006 – Lançamento do 2009 – Implantação do da Política Nacional de Pacto pela Saúde. Imagens do acervo INCA . de saúde. que Sistema de Informação Atenção Oncológica. câncer de mama como câncer de mama como ferramenta gerencial das componente fundamental uma das prioridades ações de controle do e obrigatório dos planos nacionais do Pacto em câncer de mama.

que enfatiza Mamografia. no Brasil. .2010 e 2011 – 2011 – Lançamento do 2012 – Por meio de Lançamento das Plano de Fortalecimento Portaria é instituído recomendações para da Rede de Prevenção. da saúde até os cuidados paliativos. o Programa Nacional redução da mortalidade Diagnóstico e Tratamento de Qualidade da por câncer de mama do Câncer. abrangendo as ações de controle ações desde a promoção do câncer de mama.

do Câncer. alterações suspeitas da mama) e das recomenda- ções para o rastreamento mamográfico.2012 – Lançamento 2013 – O Sistema de 2013 – Lançamento da campanha nacional Informação do Câncer da Política Nacional de (cartazes. spot (Siscan) atualiza o Prevenção e Controle de áudio e de vídeo) para Sismama. Imagens do acervo INCA . que atualiza reforço do diagnóstico a Política Nacional de precoce (mulher atenta às Atenção Oncológica. fôlderes.

O laço cor-de-rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Atualmente são muitas as ações. Inicialmente. realizando ações de mobilização para o diagnóstico precoce. A partir de 1997. há críticas ao intenso comércio que hoje se criou em torno da data e à visão superficial de muitos grupos que reduz a questão do controle do câncer de mama à oferta de mamografia. em 1990. desfile de modas com pessoas que superaram o câncer. como corridas.Outubro Rosa O movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu na última década do século XX para estimular a participação da população na luta contra o câncer de mama. as cidades se enfeitavam com laços rosa nos locais públicos. Apesar da importância da mobilização social no controle da doença. iluminação de monumentos e prédios públicos com a cor rosa. . várias entidades passaram a comemorar a data. em Nova York. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura.

Curitiba/ PR. Congresso Nacional. Fonte: Acervo Fiocruz . Rio de Janeiro/RJ. Brasília/DF. Prefeitura Municipal. Natal/RN. No sentido horário: Palácio de Vidro. Cristo Redentor.Foto: Julien Pereira/ Prefeitura da Estância Hidromineral Poá Famosos monumentos e pontos turísticos iluminados de rosa.

Imagem do acervo INCA .Rastreamento mamográfico em debate Q uais mulheres devem fazer mamografia de rastreamento? De quanto em quanto tempo? Rastreamento é a realização de exames periódicos. para identificação da doença em estágio inicial. em uma população aparentemente saudável.

• Em mulheres com menos de 50 anos. Entre outros motivos. . • Sobrediagnóstico (quando o rastreamento identifica um nódulo que não ameaça a vida da mulher) e sobretratamento (uso desnecessário de cirurgia. a cada dois anos. As mulheres devem ser amplamente RISCOS BENEFÍCIOS informadas sobre benefícios e riscos do rastreamento mamográfico. Antes disso. revelando o ponto de vista e os interesses dos diversos segmentos envolvidos. mas é mais frequente em mulheres com mais de 70 anos. O conhecimento é dinâmico e o debate deverá seguir em busca de maior transparência. porque a mamografia consegue identificar melhor as lesões em mulheres após a menopausa. gerando ansiedade para as mulheres e exposição desnecessária à radiação e a mais exames. • As pesquisas demonstram que o benefício do rastreamento em reduzir a mortalidade por câncer de mama é maior nessa faixa etária. diminuindo o benefício do rastreamento e aumentando o número de resultados falso-positivos. exercendo sua autonomia. hormonioterapia e radioterapia. para que possam participar. Ele pode ocorrer em todas as faixas etárias. com seus respectivos riscos e efeitos colaterais) são também consequências possíveis do rastreamento mamográfico. as mamas são mais densas e a mamografia é limitada para identificar as alterações. A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam mamografia de rastreamento apenas para mulheres entre 50 e 69 anos. a incidência do câncer de mama é menor. gerando um maior número de resultados falso- negativos.

Para controlar o câncer de mama no Brasil O sistema de saúde deve garantir às mulheres: • Informação atualizada e de fácil compreensão sobre o câncer de mama. • Complementação do diagnóstico com avaliação do receptor hormonal. • Diagnóstico de nódulo palpável da mama em até 60 dias. a dignidade e a confidencialidade da mulher. • Início do tratamento em até 60 dias após o diagnóstico. . espiritual e psicológico. • Acompanhamento por equipe multidisciplinar especializada no tratamento hospitalar. • Tratamento em ambiente que acolha as expectativas e respeite a autonomia. • Cuidados paliativos para o adequado controle dos sintomas e o suporte social. • Acesso à mamografia de qualidade.

procure o Posto de Saúde. Em caso de alterações persistentes. é necessário procurar avaliação médica rapidamente. a amamentação e a prática de atividades físicas diminuem o risco de câncer de mama. As mulheres têm direito a saber: • O controle do peso e da ingestão de álcool. . Imagens do acervo INCA Olhe. • Em caso de alterações suspeitas da mama. • A terapia de reposição hormonal aumenta o risco da doença e deve ser feita sob criterioso acompanhamento médico. é recomendado fazer mamografia a cada dois anos. • Entre os 50 e 69 anos. apalpe e sinta suas mamas no dia a dia para reconhecersuas variações naturais e identificar as alterações suspeitas.

setembro de 2014. Rio de Janeiro. corpo 8.Este livro foi impresso em Offset. . 4/4 Fonte: Catriel. papel couché 150g.

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