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JURÍDICO

MPMG Edição Manual Novo Código Florestal • 2013
www.mp.mg.gov.br/mpmgjuridico • ISSN 1809-8673

Revista do Ministério Público do Estado de Minas Gerais

Manual
Novo Código Florestal
Mauro da Fonseca Ellovitch

Av. Álvares Cabral, 1.740, 3o andar, bairro Santo Agostinho Carlos Alberto Valera
Belo Horizonte/MG - CEP 30.170-916
www.mp.mg.gov.br/mpmgjuridico - dipe@mp.mg.gov.br

Expediente
Administração Superior
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Procurador-Geral de Justiça

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Corregedor-Geral do Ministério Público

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Procurador-Geral de Justiça Adjunto Jurídico

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Procurador-Geral de Justiça Adjunto Institucional

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Procurador-Geral de Justiça Adjunto Administrativo

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Chefe de Gabinete

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Secretária-Geral

Simone Maria Lima Santos
Diretora-Geral

Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional
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Diretor do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional

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Coordenador Pedagógico do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional

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Assessora Especial do Procurador-Geral de Justiça junto ao CEAF

Tereza Cristina Santos Barreiro
Superintendente de Formação e Aperfeiçoamento

Alessandra de Souza Santos
Diretora de Produção Editorial

Ficha Técnica
Editoração: Alessandra de Souza Santos
Helena Carvalho Moysés

Revisão: Fernanda Cunha Pinheiro da Silva


Projeto gráfico João Paulo de Carvalho Gavidia

e diagramação: Victor Duarte Fioravante (estágio supervisionado)

Fotografia de capa: Chris Fernandes [http://ChrisFernandes.wix.com/chrisfernandes]

Fotografia Miolo: João Paulo de Carvalho Gavidia

Produzido, editorado e diagramado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento
Funcional do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (CEAF) em fevereiro
de 2013.
CGB Artes Gráficas Ltda.
Belo Horizonte - Mar./2013
Tiragem: 3.500 exemplares MPMG Jurídico • 1

Apresentação
O Direito Ambiental pátrio firma-se em três pilares legislativos: a Constituição
Federal, a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente e o Código Florestal.
Esta fundação sólida permitiu que nosso instrumental jurídico ambiental fosse
considerado um dos mais avançados do mundo. E, em razão da enorme extensão
geográfica, da rica biodiversidade e da importância ecológica do Brasil, não poderia
ser diferente. Essas são as ferramentas fundamentais dos Promotores de Justiça de
Defesa do Meio Ambiente e, utilizando-as, o Ministério Público exerceu e exerce
um papel preponderante para que a proteção ao meio ambiente deixasse a letargia
meramente normativa e alcançasse resultados práticos substanciais.

Com a promulgação da Lei nº 12.651/12, chamada de “Novo Código Florestal”, o Brasil
deu um perigoso passo na contramão da História do Direito Socioambiental, sendo o
primeiro país democrático a promover o retrocesso legislativo na regulamentação do
direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Ignorando manifestações das
principais instituições científicas do país, a Lei nº 12.651/12 fragiliza a recuperação de
processos ecológicos essenciais, compromete a integridade dos atributos de áreas de
preservação permanentes e de reservas legais, e relativiza o dever de reparar o dano
ambiental, ferindo o art. 225, §§1º e 3º da Constituição Federal.

O Ministério Público de Minas Gerais, como defensor constitucional da ordem
jurídica e dos direitos difusos, não poderia permanecer passivo diante das
inconstitucionalidades promovidas pela Lei nº 12.651/12. Desde a discussão do
Projeto de Lei nº 1.876/99 (que deu origem ao Novo Código Florestal brasileiro),
as equipes do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Meio
Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural, e da Habitação e Urbanismo (CAO-
MA) e das Coordenadorias Regionais das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio
Ambiente acompanharam as possíveis alterações legislativas e se prepararam para
traçar um posicionamento institucional. As bases deste trabalho são o objeto da
presente publicação.

Cumpre destacar que os posicionamentos aqui apresentados vêm sendo adotados
–com sutis diferenças em razão de peculiaridades locais – por Ministérios Públicos
Estaduais do país inteiro e pelo Ministério Público Federal, inclusive nas Ações
Diretas de Inconstitucionalidade 4901, 4902 e 4903 propostas pela Procuradoria-
Geral da República.

Em prol do princípio da Unidade Institucional, esta publicação busca auxiliar os
integrantes do Parquet na atuação prática para garantir a efetividade do direito ao
meio ambiente ecologicamente equilibrado para as presentes e futuras gerações. Boa
leitura!

ALCEU JOSÉ TORRES MARQUES
Procurador de Justiça
Coordenador do CAO-MA

2 • MPMG Jurídico

830.651/2012) CONCLUSÕES REFERÊNCIAS LEI Nº 12. DE 17 DE OUTUBRO DE 2012 ANEXOS DECRETO Nº 7. 12. 12. DE 25 DE MAIO DE 2012 18 MENSAGEM Nº 484.Colaboradores Carlos Alberto Valera Mauro da Fonseca Ellovitch Promotor de Justiça do Ministério Público Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais.651/2012 (Lei nº 12. Coordenador Regional das Promotorias de Justiça de Regional das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente das Bacias Defesa do Meio Ambiente das Comarcas Hidrográficas do Rio Paranaíba e Baixo Integrantes da Bacia do Alto São Francisco. DE 17 DE OUTUBRO DE 2012 TABELA COMPARATIVA . Mestre em Direito Público.651/2012 Novo código florestal SUGESTÕES DE ATUAÇÃO FUNCIONAL EM RELAÇÃO À LEI N.651. Coordenador do Estado de Minas Gerais. Sumário O CÓDIGO FLORESTAL E O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA 4 A EFETIVAÇÃO DA POLÍTICA AMBIENTAL NO BRASIL CONCEITOS FUNDAMENTAIS DO CÓDIGO FLORESTAL Manual CEAF/CAOMA PRINCIPAIS ALTERAÇÕES TRAZIDAS PELA LEI N. Rio Grande.

4. da qualidade do solo e do ar. 4 • MPMG Jurídico . 12. acelera-se o processo de debates e as e essencial à sadia qualidade de vida. percebemos a importância e a abrangência da legislação florestal no Brasil.771/65. as áreas rurais correspondem a 329. 12. Quando o Ministério Público começa a cobrar a efetiva implementação do Código Florestal e intensificam-se as Art. espaços mais reconhecidas do Brasil – como a Sociedade Brasileira territoriais e seus componentes a serem especialmente para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de protegidos. vedada qualquer utilização que UNESP e UFU –. que. para a efetivação da política ambiental no Brasil Contudo. controle e punição. além de renomados professores da USP. sucintamente. sua proteção. 12. consistindo em um diploma legal que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem acarreta graves riscos a processos ecológicos essenciais. sendo a alteração e a supressão permitidas Ciência. da regulação – incomodou setores economicamente relevantes e hídrica.651/2012) O presente documento visa analisar. infelizmente. somente através de lei. 1. preservá-lo para as presentes e futuras gerações.Para assegurar a efetividade desse direito. indireta e decisivamente. incumbe O resultado foi a edição da Lei n. impondo-se ao tentativas de alteração das normas ambientais vigentes. a limitação administrativa do uso de parte Além de regular o regime jurídico das florestas. 2006). do meio ambiente – enquanto direito difuso – e foi fundamental para que a legislação ambiental passasse a ser 1. trazendo orientações Especialmente após a Constituição Federal de 1988. dos quais cerca de 83 milhões se o primeiro país democrático a legislar um retrocesso na de hectares são utilizados irregularmente. ESALQ. ignorou a opinião pública1 e as instituições científicas III . Institutos como Área de brasileira. à conservação dos biomas. 1988). Todos têm direito ao meio ambiente ações de fiscalização. da Constituição Federal. O Código Florestal e o papel do Ministério Público efetivamente cumprida. em Ministério Público exerceu papel protagonista na defesa respeito ao princípio da independência funcional.651/2012. sobre conceitos doutrinários dos institutos abordados ou na forma da Lei n. ao Poder Público: […] denominada Novo Código Florestal.6% do território nacional).com/am929142). e do Ministério Público. § 1º . as Apesar de o primeiro Código Florestal brasileiro ser datado principais alterações trazidas pela Lei n.938/81. Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e (BRASIL. da biodiversidade. 1 Segundo pesquisa Datafolha (http://folha. Não busca discorrer ambientais do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). segundo dados do IBGE (BRASIL. a proteção florestal em nosso país alcançou maior apresentar propostas de atuação prática para o Ministério repercussão a partir da Lei n.definir. o Brasil tornou- (38. com a atuação dos órgãos Público do Estado de Minas Gerais. 6. realizadas pelos ecologicamente equilibrado. 1999). o para atuação ministerial. sem caráter vinculativo. o Código das propriedades – privilegiando o interesse social e a Florestal contribui. em todas as unidades da Federação. Trata-se de sugestão para posicionamento institucional. Tais situações são expressamente reconhecidas Preservação Permanente e Reserva Legal são decorrentes no Relatório da Comissão Especial do Congresso que de estudos científicos e concretizam o mandamento analisou o Projeto de Lei n. MANUAL CEAF/CAOMA NOVO CÓDIGO FLORESTAL (LEI Nº 12.651/2012.651/2012 e de 1934. 79% dos entrevistados eram contrários ao projeto da forma como foi aprovado. § 1°. constituindo-se politicamente influentes. ao equilíbrio ecossistêmico e à segurança da população. Uma vez que.876/99: insculpido no artigo 225. (BRASIL. III.94 milhões de hectares Com a promulgação da Lei n. bem de uso comum do povo órgãos ambientais. 225. levando-os à mobilização junto ao ferramenta vital para dar garantia jurídica à preservação Congresso Nacional para a alteração da legislação florestal e recuperação de ecossistemas. para a sustentabilidade em detrimento da exploração predatória preservação da fauna. aprofundar discussões acadêmicas.

GROOT. nativa. III. analisaremos Permanente e de Reserva Legal desempenham funções alguns dos conceitos fundamentais do Código Florestal. com (quatro) módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. 2002). Portanto. ecológicos e também para viabilizar o uso sustentável planejamento ambiental e econômico e combate ao dos recursos naturais. porém complementares. MPMG Jurídico • 5 . por meio delas. A utilização do módulo fiscal como parâmetro de A definição legal das funções ecossistêmicas prestadas tratamento diferenciado para recuperação de Áreas de pela APP já era trazida pela Lei n. riachos. a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais. por cada município. compondo base de dados para controle. da Lei n. pela Reserva Legal também foi feita pela Lei n. que visa integrar do bioma. à reabilitação dos processos constituindo base de dados para controle. registro público eletrônico de âmbito da polinização. das populações humanas. 12. equilíbrio esse que nacional. agrossilvipastoris à pequena posse ou propriedade rural familiar: B) Área de Preservação Permanente (APP) Art.proteção ao meio ambiente. Não há disposições claras sobre supramencionadas. Junto com as Unidades de Conservação. obrigatório para todos os imóveis rurais. 2012b). definidas pela ciência e incorporadas de desmembramento dos imóveis.771/65 e foi mantida Preservação Permanente e de Reserva Legal causará uma no art.746/79. ao abrigo e proteção da fauna e da flora.). COSTANZA legislação ambiental. da Lei n. considerando para o ecossistema e para o bem-estar das populações apenas o tamanho.SINIMA. C) Reserva Legal E) Cadastro Ambiental Rural (CAR) É a área localizada no interior da propriedade ou posse rural. à as informações ambientais das propriedades e posses rurais.651/2012. 3°. a demarcadas e às demais áreas tituladas de povos e estabilidade geológica. conforme o artigo 29 da Lei n. casos de alteração superveniente do tamanho dos módulos fiscais ou de desmembramento de propriedades rurais. bem como às terras indígenas a função de preservar os recursos hídricos. A ideia ínsita à Reserva Legal é a desmatamento. ela deve ser capaz de desempenhar as funções do Presidente do INCRA. II.651/2012 dá tratamentos diferenciados à finalidades desses institutos e o papel que desempenham propriedade rural em módulos fiscais. a regulação climática.CAR. proteger o solo e assegurar o bem-estar território. até o advento da Lei n. 29. a paisagem. monitoramento. 1997. para fins de cálculo do Imposto Territorial Rural (ITR). dos benefícios diretos e indiretos obtidos e Reforma Agrária (INCRA).651/2012. no flora nativa. Somente avaliando as funções que justificam condição social do proprietário ou com a possibilidade sua proteção. O parágrafo único expressamente na própria lei. (DAILY. com seria prejudicado com a exploração total da área. teremos uma visão adequada do artigo 3° equipara qualquer propriedade com até da constitucionalidade ou não das alterações trazidas pela 4 (quatro) módulos fiscais que desenvolva atividades Lei n. Para termos uma adequada Percebe-se claramente que Áreas de Preservação compreensão do que essa lei representa. estoque de carbono.651/2012. a biodiversidade. microorganismos. extensão é definida pelo Instituto Nacional de Colonização ou seja. 4. A dá-se a geração dos chamados serviços ecossistêmicos. O tamanho da propriedade rural em módulos fiscais não possui qualquer relação direta com os institutos que Em vez de analisarmos apenas as limitações decorrentes passou a regulamentar. propomos que se levem em consideração as A Lei n. WILSON. por Instrução Especial.651/2012: da preservação de uma parte do bioma original em cada propriedade rural. sem qualquer preocupação com a humanas. para que enorme insegurança jurídica. monitoramento. 3° […] Pode ser definida como área protegida em local de elevada fragilidade e/ou importância ambiental (como margens de Parágrafo único. da proteção às Reservas Legais e às Áreas de Preservação Permanente. para pelo ser humano a partir dos ecossistemas. A) Funções ecossistêmicas D) Módulo fiscal A compreensão da definição de funções ecológicas É a unidade de medida agrária criada pela Lei n. estende-se o nascentes.651/2012. 12. abrigo da fauna nativa. 4. 1997. 3°. 6. regulação climática. entorno de nascentes e tratamento dispensado aos imóveis a que se refere o inciso reservatórios d’água. É criado o Cadastro Ambiental Rural . Para os fins desta Lei. a provisão de alimentos. et al. Conceitos fundamentais do Código Florestal mais garantem a proteção florestal no Brasil. e dez) hectares. o fluxo gênico da comunidades tradicionais que façam uso coletivo do seu fauna e da flora. como. por ser necessária à manutenção representativa obrigatório para todos os imóveis rurais. BOUMANS.771/65 e mantida no art. conservação da biodiversidade. coberta ou não por vegetação nativa. compõem o mosaico de dispositivos que 2. mantendo o equilíbrio ecológico entre Art. planejamento ambiental e A definição legal das funções ecossistêmicas prestadas econômico e combate ao desmatamento. topos de morros e áreas de alta V deste artigo às propriedades e posses rurais com até 4 declividade etc. (BRASIL. potencialização Ambiente . pois a política ambiental possamos falar em existência de Área de Preservação brasileira ficará condicionada a um ato normativo infralegal Permanente. 12. que deve ser mantida com a sua cobertura vegetal É o registro público eletrônico de âmbito nacional. 12. Jamais foi objeto de utilização direta pela a formação do solo. rios e lagos. âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio predadores naturais. podendo variar de 5 (cinco) a 110 (cento exemplo. 12. diversas. 12. ou ecossistêmicas é relevante porque.

A União. […] A Lei n. como 2001. (BRASIL. 2012a). urbanas. das Áreas de Uso Restrito. mas ainda não foi implantado. informações sobre todas as propriedades rurais. Além disso.651/2012 dá o prazo de 1 (um) ano. 47 da Lei n. a adoção do regime de pousio.área urbana consolidada: aquela de que trata o necessários à inscrição no CAR. com edificações. 2012b). de 7 de julho Estado da Agricultura. fica prevenção especial. bem como 6 • MPMG Jurídico .comprovação da propriedade ou posse. 12. o proprietário ou possuidor rural que data arbitrariamente definida. ouvidos os Ministros de inciso II do caput do art.830/2012. forma de estimular a regularização das propriedades rurais com intervenções ilícitas em áreas protegidas. 59. 10. em áreas que eram protegidas única. Pecuária e Abastecimento e do de 2009. das áreas consolidadas e. na teoria. tampouco elimina a necessidade de cumprimento A ideia do PRA. que.651/2012: Ambiente. do perímetro do imóvel. uma única vez. da Constituição Federal).O registro da Reserva Legal no CAR desobriga a de intervenções antrópicas ilícitas. com o objetivo de adequá- las aos termos deste Capítulo. 2  da Lei n.029/2009. também da implantar Programas de Regularização Ambiental . 7. Já existe um Cadastro Ambiental Rural. que instituiu o Programa consolidada são dados. respectivamente. O novo CAR foi regulamentado pelo Art. 2012b). Para as áreas rurais. em base de dados rural (ranchos e resorts). 2012b).identificação do proprietário ou possuidor rural.830/2012. violando os princípios da isonomia. Reservas de multas e crimes ambientais cometidos até 22 de julho Legais. (BRASIL. desde que anteriores a uma registro no CAR. de posses e propriedades rurais. de ecoturismo e de turismo A ideia do CAR era a de concentrar. informando a localização no prazo de 1 (um) ano. previsto pelo Os conceitos de área rural consolidada e de área urbana Decreto Presidencial n.PRAs localização da Reserva Legal. Segundo o próprio Ministério do Meio XXVI do art. servirá também como instrumento para Chefe do Poder Executivo. no prazo de 1 (um) ano contado da sua implantação. remanescentes de vegetação e áreas consolidadas em de 2008.651/2012. 3º […] Decreto n. O órgão do § 3º . por ato do Chefe do Poder Executivo. com pela legislação (na forma dos artigos 61-A a 68 da Lei n. § 3°. devendo ser requerida para adequar e recuperar áreas ilegalmente utilizadas. (BRASIL. § 1° . Art. pelos incisos IV e Mais Ambiente. 21.A inscrição no CAR será obrigatória para todas as SISNAMA celebra termo de compromisso com o proprietário propriedades e posses rurais. 7. para a III . no período entre a data da publicação desta Lei e o ambientalmente protegidas. por igual período. 12. § 2º -  O cadastramento não será considerado título para fins de reconhecimento do direito de propriedade ou posse. II . 18. para as áreas ato. nos termos do regulamento. consolidação de atos ilícitos e permissão para continuidade de atividades agrossilvipastoris. 3° da Lei n. caso existente. 11. áreas de uso restrito. áreas públicas. Ato do Ministro de Estado do Meio Ambiente benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris. 12. O artigo 59. da Lei n.651/2012 cria o instituto da consolidação § 4º . da prevenção geral e da Após o efetivo registro da Reserva Legal no CAR. este cadastro ainda não cumpre as finalidades da Lei n. o marco de 31 de dezembro de 2007. […] considerado implantado para os fins do disposto neste Decreto e detalhará as informações e os documentos XXVI . exigirá do proprietário ou possuidor rural: Programa estatal para regularizar a situação de proprietários autuados por infração ambiental ou de réus processados I . contado a partir da data da dos remanescentes de vegetação nativa. neste estabelecerá a data a partir da qual o CAR será último caso. identificação das coordenadas geográficas e da localização 12. por crime ambiental cometido até 22 de julho de 2008. foi desejar fazer a averbação terá direito à gratuidade deste estabelecido o marco de 22 de julho de 2008. dos poderes. caput. por igual período por ato do Todavia. de 28 de agosto de e a extinção de punibilidade por crimes ambientais. 2012b).651/2012). 12. dispensada a Averbação da Reserva Legal no Registro do Imóveis: G) Consolidação de intervenções ilícitas Art. prorrogável. Preservação Permanente. admitida. da separação cada propriedade. contendo a indicação das coordenadas geográficas com pelo menos um ponto de amarração Art.977. 7. nos termos do artigo 21 do Decreto: IV . prorrogável por igual período.A inscrição do imóvel rural no CAR deverá ser F) Programa de Regularização Ambiental (PRA) feita. ou seja. o direito à averbação no Cartório de Registro de Imóveis. das Áreas de publicação desta Lei. no órgão ambiental municipal ou estadual. (BRASIL. Foi regulamentado pelos artigos 9° a 19 do Decreto n. preferencialmente. os Estados e o Distrito Federal deverão. é possibilitar a anistia de multas do disposto no art. prorrogável por uma única vez.267. sendo manutenção de atividades ilegalmente instaladas em áreas que. 225. O Novo Código Florestal permite a consolidação para minimizar a recuperação de Áreas de Preservação Permanente degradadas (artigos 61-A a 65).área rural consolidada: área de imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008.identificação do imóvel por meio de planta e memorial União e os Estados implementá-lo: descritivo. Desenvolvimento Agrário. (BRASIL. da tríplice responsabilidade ambiental (art. será instrumento para anistia das APPs.

I .As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. 225. proteção.quinze metros. espaços se o reservatório. para os efeitos desta Lei: […] I . Código Florestal trazidas pela Lei n. § 3°. 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura. 225. III. 4° Considera-se Área de Preservação Permanente. a sanções penais e administrativas.Para assegurar a efetividade desse direito. para os cursos d’água que tenham recuperação dos processos ecológicos essenciais (art. de responsabilização penal ou administrativa (art. em largura mínima de: d’água naturais. vedada qualquer utilização que A regulamentação das APPs do entorno de reservatórios comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua artificiais era dada pela Resolução CONAMA n. A) Em relação às áreas de preservação permanente Com o advento da Lei n. a vedação de utilização de áreas protegidas de forma a comprometer a integridade dos atributos que e) 500 (quinhentos) metros. com largura mínima. grifo nosso). destacando apenas II . independentemente (BRASIL. 225. da CF) e o dever de tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros. 2012b). 12. de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura. 12. segundo a qual o ato ilícito não gera direitos. na faixa definida na licença ambiental do empreendimento. sem de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura. 225. o percentual de áreas para constituição de Reserva Legal (artigos 67 e 68). Faremos esta análise por tópicos temáticos. Assim. os reservatórios • As áreas de preservação permanente às margens dos artificiais que decorram de barramento de cursos d’água cursos d’água passaram a ser medidas a partir da borda terão suas APPs definidas casuisticamente na licença da calha do leito regular e não do seu nível mais alto: ambiental.as faixas marginais de qualquer curso d’água natural III .651/2012 tenha mantido as metragens de APP da Lei n. […] • APP no entorno dos reservatórios d’água artificiais será definida na licença ambiental e será dispensada III . toda) periodicamente inundada. no mínimo. reparar os danos ambientais causados. Principais alterações trazidas pela Lei n. Afinal. 2002a). máximo normal de: I . (BRASIL. em Art. incumbe das áreas de várzea poderão acarretar situações de graves ao Poder Público: riscos a bens e vidas humanas. com até vinte hectares de superfície e localizados em área rural. […] que dispunha: § 3º . sem prejuízo da compensação ambiental. um rio que tenha alteração significativa e essencial à sadia qualidade de vida. […] (BRASIL. bem de uso comum do povo protegidas. ela inverte a regra geral do b) 50 (cinquenta) metros. para os cursos d’água que tenham direito. A consolidação é inconstitucional por violar os deveres de d) 200 (duzentos) metros. essas APPs não cumprirão seus processos ecológicos essenciais e a ocupação § 1º . conforme o inciso III do artigo 4º: Art. 4° Considera-se Área de Preservação Permanente.definir. pessoas Art 3º Constitui Área de Preservação Permanente a área físicas ou jurídicas. para os reservatórios algumas das alterações mais relevantes para a atuação diária artificiais de geração de energia elétrica com até dez do Promotor de Justiça em Minas Gerais. excluídos os efêmeros. no entorno independentemente da obrigação de reparar os danos dos reservatórios artificiais.quinze metros. alterações estão explicitadas na tabela constante do anexo. 1988. para reservatórios artificiais não utilizados em abastecimento público ou geração de 3. a alteração do parâmetro Art. para os cursos d’água que tenham de recuperação das áreas ilicitamente impactadas. tiver menos de territoriais e seus componentes a serem especialmente 1 (um) hectare. 12. I. 4. Todos têm direito ao meio ambiente para sua medição acarreta redução substancial de áreas ecologicamente equilibrado. natural ou artificial.para evitar a recuperação de vegetação nativa e diminuir (dez) metros de largura. em todas as unidades da Federação. protegidos. da CF). para os cursos d’água de menos de 10 MPMG Jurídico • 7 . medida a partir do nível causados.651/2012. em projeção horizontal. perene e intermitente. no mínimo.trinta metros para os reservatórios artificiais situados em Agora passaremos a verificar as principais alterações no áreas urbanas consolidadas e cem metros para áreas rurais. grifo nosso). Todas as demais hectares. (BRASIL.771/65. da CF): Embora a Lei n.651/2012.651/2012 energia elétrica. Na prática. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. em zonas rurais ou urbanas. III . 302/2002.as áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais.preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas. § 1°. impondo-se ao do leito em períodos de cheias (como acontece muito em Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e Minas Gerais e na Amazônia) terá boa parte da APP (senão preservá-lo para as presentes e futuras gerações. para os efeitos desta Lei: zonas rurais ou urbanas. desde a borda decorrentes de barramento ou represamento de cursos da calha do leito regular. § 1°. a) 30 (trinta) metros. para os cursos d’água que justificam sua proteção (art. 2012b. sequer avaliar a necessidade ou possibilidade técnica de c) 100 (cem) metros. 12.

as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água coletivo. 2012b). vedada nova supressão de áreas de vegetação nativa. montes. (BRASIL. podem ser destruídos. morro como: instalações necessárias à realização de competições esportivas estaduais. não têm outra alternativa de percurso senão através de parte A Lei n.Sisnama. Para saneamento por meio de base superior a trezentos metros” e linha de cumeada como tratamento de esgoto. 2002b). da Resolução CONAMA n. fundamentais para recarga de aquíferos e para conservação da paisagem. (BRASIL. 4º Considera-se Área de Preservação Permanente. 12. morros ou de montanhas. neste último caso.) em Áreas de Preservação: superfície inferior a 1 (um) hectare. deixarão de ter Áreas de (art. 2012b). de telecomunicações e de águas”. inclusive aquele necessário aos parcelamentos de solo urbano aprovados pelos Municípios. 4º […] d’água perenes. tiverem Olhos d’água são afloramentos naturais do lençol freático superfície inferior a 1 (um) hectare. gestão O art. na região do Triângulo Mineiro –. A maioria dessas atividades tem pertinência técnica e até lógica com a possibilidade de intervenção em áreas de Montanha como “elevação do terreno com cota em relação a preservação permanente. A maioria das hipóteses zonas rurais ou urbanas. 2012b). perenes. permitir a degradação de APPs para atividades recreativas dispensáveis. muitas vezes. sistema viário. O inciso VIII do artigo 3º da Lei n. (BRASIL. salvo autorização do órgão ambiental competente do Sistema • Permite depósitos de resíduos (aterros. se os reservatórios. para os efeitos desta Lei: […] A instalação de um estádio de futebol às margens de um rio para a Copa do Mundo não pode sobrepor-se ao interesse IV . A grande maioria das competições esportivas • Retira a proteção de olhos d’água intermitentes: estaduais. sem Art. 3º […] maior que 25°. que. 12. superior a trinta por cento (aproximadamente dezessete graus) na linha de maior declividade. a extração de entre cinquenta e trezentos metros e encostas com declividade areia. 12. lixo. saibro e cascalho. telecomunicações. energia. são espaços territoriais especialmente protegidos que devem ser preservados e só utilizados em situações excepcionais e • A proteção dos topos de morro e montes só existirá se inevitáveis.E. bem [. havendo casos de necessidade de proteção de extensas áreas de planalto – como as existentes extração de minérios em áreas protegidas. transmissão de energia elétrica. (BRASIL. não existe nenhuma justificativa técnica para de sujeitas a desmoronamentos. 2º. centrais de tratamento e reciclagem) e áreas para atividades esportivas (estádios de futebol. zonas rurais ou urbanas. nos relevos ondulados. para os efeitos desta Lei: […] já era contemplada na Resolução CONAMA n. qualquer que seja sua situação topográfica. naturais ou artificiais.651/2012 apresenta um rol de atividades consideradas de utilidade pública Art. pistas de Os reservatórios de água naturais. fica dispensada a reserva agrotóxicos ou outras substâncias –.no topo de morros. ponto de sela mais próximo da elevação. XVIII) e são fundamentais para a alimentação Preservação Permanente: de cursos d’água em locais de escassez hídrica.651/2012 dobrou a altura mínima do que era da APP. 303/2002 define de resíduos.utilidade pública: […] da elevação sempre em relação à base. além Contudo. montanhas e serras. (BRASIL. as Áreas de Preservação Permanente deixarão de gozar de qualquer proteção.. com a intervenção e compactação do § 4º - Nas acumulações naturais ou artificiais de água com solo ao seu redor – além dos riscos de contaminação por superfície inferior a 1 (um) hectare. pela cota do e aos serviços públicos de transporte. exceto. é imprescindível a intervenção nas “linha que une os pontos mais altos de uma sequência de margens de cursos d’água para instalação de emissores. A exploração de minérios é fundamental para considerado morro e ignorou a existência das linhas de a viabilização de nossa sociedade e sofre as limitações cumeada e dos grupos de elevações. argila. muito mais relevante. constituindo-se no divisor de Os serviços de transporte. (BRASIL. nacionais ou internacionais pode ser realizada em qualquer terreno (à exceção dos esportes aquáticos). merece especial atenção a alínea b desse inciso: IX .] elevação do terreno com cota do topo em relação a base como mineração. 3°. foi retirada a de rigidez locacional. Contudo. radiodifusão. Com o estabelecimento de APPs somente para nascentes e olhos Art. em necessidade de impactar as áreas ambientalmente mais frágeis. tiver altura mínima de 100 (cem) metros e inclinação média maior que vinte e cinco graus. no raio mínimo de 50 (cinquenta) metros. 4º  Considera-se Área de Preservação Permanente. 8 • MPMG Jurídico .. sendo esta definida pelo plano horizontal determinado por planície ou espelho b) as obras de infraestrutura destinadas às concessões d’água adjacente ou. mesmo aqueles com motocross. saneamento. em para fins de intervenção em APP. 2006). nacionais ou internacionais. 369/2006. depósitos de Nacional do Meio Ambiente . 2002b). Com isso. da proteção ambiental. da faixa de proteção prevista nos incisos II e III do  caput.651/2012 retirou a proteção dos intermitentes. IV. com altura mínima de 100 (cem) metros e inclinação média Art. a Lei n. etc. são importantes locais para reprodução de peixes – verdadeiros “berçários” – que Conforme já ressaltado. as áreas delimitadas a partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois terços) da altura mínima VIII .

de implantação e ampliação de capacidade de rodovias e substâncias formadas a partir de reações químicas que ocorrem entre os constituintes dos resíduos. será mantida faixa não edificável com em áreas frágeis e relevantes como as APPs.Ainda mais desarrazoada é a permissão de intervenção em módulos fiscais – deve recuperar 15 (quinze) metros. 61-A a 65). fiscais – deve recuperar 15 (quinze) metros de APP. MPMG Jurídico • 9 . transmitindo a falsa sensação de que houve recuperação • imóvel com área superior a 2 (dois) até 4 (quatro) módulos de qualidade ambiental. constituído de ácidos orgânicos. desde que esta não 12. 12 […] • imóvel com área de até 1 (um) módulo fiscal – deve § 6º  . ilícitas para minimizar a recuperação de APPs degradadas a faixa da APP será a distância entre o nível máximo (arts. Caso mal geridos.166-67. já foi explicado que o Novo concessão ou autorização assinados anteriormente à Código Florestal permite a consolidação de intervenções Medida Provisória n. não são suficientes para que as APPs desempenhem as funções ecológicas • imóvel com área de até 1 (um) módulo fiscal – deve essenciais previstas no art. ou seja. 2 Líquido escuro. nas quais funcionem empreendimentos de geração de energia elétrica. de substâncias solubilizadas adquiridas ou desapropriadas com o objetivo de através das águas da chuva que incidem sobre a massa de lixo e. b) No entorno de lagos ou lagoas naturais (art. os aterros podem tornar-se criadouros de vetores de graves doenças. de 24 de agosto de 2001. 12/2012 da a) Nas APPs de cursos d’água na zona rural (art. até metais pesados. §§ 6°. com redução substancial das áreas a serem e) Em reservatórios artificiais de água destinados a recuperadas. em patamar para instalação e ampliação de rodovias e ferrovias mínimo de 30 (trinta) e máximo de 100 (cem) metros. APP para gestão de resíduos. malcheiroso. seria exigida apenas uma recuperação incipiente. • Permite a consolidação de intervenções ilícitas em APPs. § 7º . desde que esta não ultrapasse 20% da área do imóvel. 61-A e 61-B): Agência Nacional de Águas – ANA). desde concessão. aterros sanitários e usinas de tratamento de resíduos. 2. a estabilidade geológica fiscais – deve recuperar 8 (oito) metros de APP. da própria Lei n. sem falar nos lixões já instalados por todo o Estado. de potencial de energia hidráulica. uma das atividades mais – deve recuperar 30 (trinta) metros. desde da margem de um rio. ferrovias. É d) Na zona urbana “ao longo dos rios ou de qualquer inimaginável o risco do desenvolvimento dessas atividades curso d’água. consolidadas. satisfatoriamente. Uma APP de 5 metros – pouco mais do que ultrapasse 10% da área do imóvel. § 2°). Nos casos das chamadas áreas operativo normal e a cota máxima maximorum (art.Os empreendimentos de abastecimento público recuperar 5 (cinco) metros desde que a APP não de água e tratamento de esgoto não estão sujeitos à ultrapasse 10% da área do imóvel.651/2012. da seguinte maneira: Essas recuperações. do c) No entorno de nascentes – deve recuperar 15 (quinze) lençol freático e dos cursos d’água com chorume2. uma fileira de árvores em linha reta –. ainda. largura mínima de 15 (quinze) metros de cada lado” (art. (BRASIL. deste artigo. 61-A e 61-B): Art. 65. • demais casos – deve recuperar área correspondente para linhas de transmissão e subestações de energia. 2012b). produto § 8º -  Não será exigido Reserva Legal relativa às áreas da ação enzimática dos microorganismos. e flora etc. 12. abastecimento de água. Seu efeito é predominantemente cosmético.Não será exigido Reserva Legal relativa às • imóvel com área superior a 1 (um) e de até 2 (dois) áreas adquiridas ou desapropriadas por detentor de módulos fiscais – deve recuperar 8 (oito) metros. para reservatórios de água para geração de energia. permissão ou autorização para exploração que a APP não ultrapasse 10% da área do imóvel. não serve para preservar. a qualidade e a • imóvel com área superior a 1 (um) até 2 (dois) módulos quantidade dos recursos hídricos. para facilitar o fluxo gênico de fauna que esta não ultrapasse 10% da área do imóvel. 3º. A gestão • imóvel com área superior a 4 (quatro) módulos fiscais de resíduos é. constituição de Reserva Legal. 2012b). (art. provavelmente. • imóvel com área superior a 2 (dois) até 4 (quatro) subestações ou sejam instaladas linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica. à metade da largura do curso d’água. recuperar 5 (cinco) metros de APP. II. 62). conforme demonstram inúmeros estudos científicos (inclusive a Nota Técnica n. letra G. por exemplo. para tratamento de esgoto. geração de energia ou abastecimento público que foram registrados ou tiveram seus contratos de No item 2. Podem causar a contaminação do solo. 7° e 8°). B) Em relação à Reserva Legal • imóvel com mais de 4 (quatro) até 10 (dez) módulos • Dispensa a existência de Reserva Legal em fiscais – deve recuperar 20 (vinte) metros para cursos propriedades utilizadas para empreendimentos para d’água de até 10 (dez) metros. para a instalação de desde que a APP não ultrapasse 20% da área do imóvel. (BRASIL. impactantes que existem e que implicam maiores riscos ambientais. óleos e metros.

§ 5° .localizado na Amazônia Legal: ao PRA. Já III . gozará 10 • MPMG Jurídico . vedadas novas I .a área recomposta com espécies exóticas não poderá percentual de vegetação nativa existente em 22 de julho de exceder a 50% (cinquenta por cento) da área total a ser 2008. observados os seguintes percentuais Art.A recomposição de que trata o inciso I do caput poderá julho de 2008.arrendamento de área sob regime de servidão ambiental teve uma diminuição (justificada) de área produtiva.771/65 foram mantidos no artigo 12 prática da Reserva Legal. de vegetação nativa. 4. 225. da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Permanente. a cada 2 (dois) anos. §§ 3° e 5°).A compensação de que trata o inciso III do caput § 1°. § 3°). em 22 de § 3° . 223. Art. 67. a lei. Contudo. de recuperação de processos ecológicos essenciais (art. em 22 de julho de 2008. evitou despesas e aumentou sua área produtiva. de regularização fundiária. independentemente da adesão I . dos imóveis rurais do Brasil e que é notoriamente difícil a fiscalização e prova da data dos desmates. no imóvel situado em área de florestas. isolada ou conjuntamente: a) 80% (oitenta por cento). o artigo 67 Os percentuais de Reserva Legal em cada propriedade da Lei n. poderá regularizar sua situação. b) 35% (trinta e cinco por cento). 12. I) e a vedação de utilização inadequada de áreas deverá ser precedida pela inscrição da propriedade no especialmente protegidas (art.651/2012 permite § 2º . no mínimo 1/10 (um décimo) da área total necessária à sua complementação. “flexibilizar” o licenciamento das atividades mencionadas. 12. 12. campos gerais.permitir a regeneração natural da vegetação na área de área de cerrado. 12.Não existe qualquer relação técnica ou científica entre a do benefício de constituir Reserva Legal em percentual atividade desenvolvida no imóvel rural e a necessidade de menor do que o definido como regra geral. Todo imóvel rural deve manter área com cobertura ou compensá-las em outra Bacia Hidrográfica ou Estado.CRA. em sistema agroflorestal.doação ao poder público de área localizada no interior o produtor degradador que deixou de cumprir a lei até 22 de Unidade de Conservação de domínio público pendente de julho de 2008. Tais dispensas visam apenas vilipêndio ao princípio da isonomia.A obrigação prevista no caput tem natureza real e II . o artigo 67 da Lei n. ou Reserva Legal.o plantio de espécies exóticas deverá ser combinado com conversões para uso alternativo do solo. c) 20% (vinte por cento). a Reserva observados os seguintes parâmetros: Legal será constituída com a área ocupada com a vegetação nativa existente em 22 de julho de 2008.Os proprietários ou possuidores do imóvel que optarem por recompor a Reserva Legal na forma dos §§ 2o e 3o terão direito à sua exploração econômica. § 4° . realizou gastos que oneraram seu produto e deverá manter os 20% de área de Reserva Legal conservados. a reserva legal será constituída com o II . no imóvel situado em II . no imóvel situado em área de III . Nos imóveis rurais que detinham. 68 desta Lei: em extensão inferior ao estabelecido no art. área de Reserva Legal previstos no art.651/2012: • Permite recomposição de Reserva com Espécies Exóticas Art. da Lei n. excetuados os casos detinha. sem prejuízo desde que no mesmo bioma (art. É um evidente preservação de Reserva Legal. o disposto CAR e poderá ser feita mediante: no artigo 67 gerará uma verdadeira concorrência desleal em favor do degradador. domínio ou posse do imóvel rural. a título de Reserva Legal.compensar a Reserva Legal. (BRASIL. 2012b). 12. Nesses casos. II . Ou seja. O produtor rural que cumpriu I . nos termos Além de violar os mandamentos constitucionais de desta Lei.localizado nas demais regiões do País: 20% (vinte por é transmitida ao sucessor no caso de transferência de cento). demarcou e averbou sua Reserva Legal. 2012b). recuperou. imóveis de até 4 (quatro) módulos fiscais: abrangendo. a Lei n. Reserva Legal.651/2012 permite o registro de recuperada.651/2012 gera risco de retirada da efetividade definidos na Lei n. percentuais inferiores ao previsto no art. 12.recompor a Reserva Legal. § 1°. reparação de danos ambientais (art. adotando as seguintes alternativas. 66. Considerando que as propriedades com área de até 4 • Dispensa a recuperação de Reserva Legal degradada (quatro) módulos fiscais correspondem a cerca de 90% em imóveis de até 4 (quatro) módulos fiscais.A recomposição de que trata o inciso I do caput deverá a “isenção” de recuperação para reservas legais sem atender os critérios estipulados pelo órgão competente vegetação nativa até 22 de julho de 2008. Reservas Legais em percentual inferior a 20% da área do imóvel e a consolidação de desmates ilícitos. § 1° .aquisição de Cota de Reserva Ambiental . I . O proprietário ou possuidor de imóvel rural que mínimos em relação à área do imóvel. 66. área de até 4 (quatro) módulos fiscais ser realizada mediante o plantio intercalado de espécies e que possuam remanescente de vegetação nativa em nativas com exóticas ou frutíferas. desde que em do Sisnama e ser concluída em até 20 (vinte) anos. 12. 225. não recuperou áreas de vegetação nativa. III). (BRASIL. as espécies nativas de ocorrência regional.

grifo nosso). 6. nos termos não poderão ser utilizadas como forma de viabilizar a desta Lei. desejar fazer a averbação terá direito à gratuidade deste desde que no mesmo bioma. desde que: de que trata o inciso III do caput poderá ser feita mediante concessão de direito real de uso ou doação.771/65. 2012b. conforme comprovação do Conservação de domínio público. I – oitenta por cento da propriedade rural localizada na Amazônia Legal. as funções ecossistêmicas 169. § 7° .] ao contrário da revogada Lei n. área destinada à Reserva Legal. o proprietário ou possuidor rural que de área de reserva em outra Bacia Hidrográfica ou Estado. (BRASIL.A definição de áreas prioritárias de que trata o § 6º buscará favorecer. 18 [. 66. pelo órgão ambiental competente. (BRASIL. II .015/73 (Lei de Registros Públicos).e de regularização fundiária.As medidas de compensação previstas neste artigo do imóvel no Cadastro Ambiental Rural . o estabelecida. MPMG Jurídico • 11 . 2012b). conversão de novas áreas para uso alternativo do solo. com vegetação nativa § 6° . Reserva Legal é a proteção de parcela do bioma originário e do equilíbrio ecossistêmico em cada propriedade rural. IV . 66. • Permite. 22 c/c art.cinqüenta por cento da propriedade rural localizada nas demais regiões do País. a compensação imóvel. 4. 2012b). sendo exploração econômica (art.771/65 permitia. 1º. Somente após o efetivo registro da propriedade no Cadastro as referidas inovações legislativas comprometem a Ambiental Rural. Art. Art. definida pelas alíneas “b” e “c” do inciso I do § 2º do art. III .o benefício previsto neste artigo não implique a da pessoa jurídica de direito público proprietária de conversão de novas áreas para o uso alternativo do solo. II . 4. 12. o cômputo da área de APP para fins ambientais. estar localizadas em áreas identificadas como prioritárias pela União ou pelos III . 2012b)..estar localizadas no mesmo bioma da área de Reserva Legal a ser compensada. • Desobriga a averbação da Reserva Legal no Registro Nos poucos casos em que será necessária a recuperação da do Imóvel depois de inscrita no CAR. II.651/2012 transformou essa situação excepcional hidrográficas excessivamente desmatadas. § 4° . revogação foi vetada pela Presidenta da República.a área a ser computada esteja conservada ou em Conservação de área localizada no interior de Unidade de processo de recuperação. I. violando os princípios de boa técnica legislativa e dificultando a compreensão exata do seu alcance. a recuperação de bacias A Lei n. pelas em casos excepcionais. desde que cômputo das áreas relativas à vegetação nativa existente localizada no mesmo bioma. por parte I . desde que não implique § 6º .651/2012 não revogou o art. com o intuito de viabilizar sua averbação no Cartório de Registro de Imóveis. implementado. Essa não se confundem.O registro da Reserva Legal no CAR desobriga a § 3º) de forma permanente.se fora do Estado. Contudo. será possível a dispensa da averbação da área de Reserva Legal no Cartório de Registro de Imóveis. que. e III . Além disso. o Novo Código Florestal. Será admitido o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no cálculo do percentual da Reserva Legal do § 8° . em regeneração ou recomposição. permite o plantio intercalado de espécies nativas e exóticas (art. como já explicamos. em área de preservação permanente no cálculo do percentual de reserva legal. a ser criada ou pendente proprietário ao órgão estadual integrante do Sisnama. 15. dá ao que. o cômputo das áreas relativas à razões expostas abaixo: vegetação nativa existente em APP no cálculo do percentual de Reserva Legal: O artigo introduz a revogação de um dispositivo pertencente ao próprio diploma legal no qual está contido. (BRASIL. no período entre a data da publicação desta Lei e o proprietário rural a alternativa de compensar a recuperação registro no CAR. 16 […] à Reserva Legal.ser equivalentes em extensão à área da Reserva Legal a ser compensada.o proprietário ou possuidor tenha requerido inclusão § 9° . entre outros.cadastramento de outra área equivalente e excedente Art. § 4°). imóvel rural que não detém Reserva Legal em extensão suficiente.Quando se tratar de imóveis públicos. Como visto nos itens anteriores. no percentual de Reserva Legal.. Se a ideia principal da ato. ao órgão público responsável pela Unidade de II .vinte e cinco por cento da pequena propriedade Estados. da Lei n. como regra geral. 12. A Lei n. 167. (BRASIL. e quando a soma da vegetação nativa em área de preservação permanente e reserva legal exceder a: I .CAR. a Lei n. ainda não foi integridade dos atributos que justificam sua proteção.Será admitido.As áreas a serem utilizadas para compensação na em conversão de novas áreas para o uso alternativo do forma do § 5º deverão: solo. em imóvel de mesma titularidade ou adquirida em imóvel de terceiro. que da Área de Preservação Permanente e da Reserva Legal continua exigindo a averbação da Reserva Legal. a criação de em regra geral e retirou os parâmetros para que o cômputo corredores ecológicos. a conservação de grandes áreas fosse autorizado: protegidas e a conservação ou recuperação de ecossistemas ou espécies ameaçados.

651/2012.PRAs da punibilidade por crimes ambientais com fundamento de posses e propriedades rurais. bem como após a adesão do interessado ao PRA e enquanto estiver sendo cumprido o termo de VIII . A assinatura de termo de compromisso para regularização de imóvel ou posse rural perante o órgão ambiental competente.proteção ao patrimônio histórico. 38. na Lei n. 59. § Lei no 9.651. suspendem-se responsabilização pelo dano ambiental (art. 1988). […] de 2008. da a punibilidade e o prazo prescricional. de suspensão da pretensão punitiva. ao compromisso. caput. considerando as peculiaridades contado a partir da implantação a que se refere o caput.Na regulamentação dos PRAs.florestas. las aos termos deste Capítulo.651/2012 subverte a lógica da tríplice Termo de Compromisso de Regularização. a bens e direitos de valor artístico. 2012b). culturais.015. conservação da natureza. 12. por ato c/c art. Art. suspenderá O Novo Código Florestal proíbe autuações administrativas a punibilidade dos crimes previstos nos arts. de 31 de dezembro de 1973. o proprietário ou possuidor não poderá consumidor. normas de caráter geral. § 4°). defendemos. caça. devendo esta adesão normas mais efetivas para a defesa do meio ambiente ser requerida pelo interessado no prazo de 1 (um) ano. por igual período. É cediço que a competência legislativa em matéria ambiental é concorrente. Se o infrator assinar o A Lei n. ao contrário do que ocorre no próprio art. § 1° . fauna. tendo a Constituição Federal reservado aos § 2° . § 4° . nos dispensa a averbação da Reserva Legal sem que haja prazos e condições neles estabelecidos. cumpridas as obrigações Como estratégia de atuação. prorrogável por uma única vez. Se o degradador cumprir um termo de compromisso de § 1° . 59. melhoria e recuperação da qualidade do meio ao tema. A União. É o que se depreende do art.605/98. de compromisso. ecologicamente equilibrado. proteção do meio extrajudicial. turístico e paisagístico. § 4°. artístico.A competência da União para legislar sobre normas uso restrito. 2012b. 18. C) Anistia a infrações administrativas e a crimes A anistia é extensiva à responsabilização penal relativa ambientais aos crimes dos artigos 38. Compete à União. (BRASIL. ser autuado por infrações cometidas antes de 22 de julho histórico. § 5° . 24. as multas referidas ainda um sistema substituto que permita ao poder público neste artigo serão consideradas como convertidas em serviços controlar o cumprimento das obrigações legais referentes de preservação. com o objetivo de adequá. no prazo de 1 (um) ano. conforme preceitua o art. Sugestões de atuação funcional em relação à até 180 (cento e oitenta) dias a partir da data da publicação Lei n. (BRASIL. Se ele cumprir esse Constituição Federal) e estabelece. como primeira 12 • MPMG Jurídico . uma ampla anistia a infrações administrativas e crimes ambientais. relativas à supressão irregular de vegetação em Áreas de Preservação Permanente. cometidos até 22 de julho de 2008. 6. 9. Federal. extingue. a União estabelecerá. VIII e § 2° prorrogável por uma única vez. legislar concorrentemente sobre: […] o órgão competente integrante do Sisnama convocará o proprietário ou possuidor para assinar o termo VI . Cumpre destacar que o PRA ainda não foi implementado por igual período. 24 da Constituição Federal. extingue-se a punibilidade: de Regularização Ambiental (PRA). 39 e 48 da por infrações cometidas até 22 de julho de 2008 (art. econômicas e sociais. sem prejuízo do prazo definido no caput. ambiente. por infrações cometidas no referido período (art. VI. climáticas. por ato do Chefe do Poder Executivo. conforme definido no PRA. ainda não é possível a suspensão ou a extinção implantar Programas de Regularização Ambiental .A prescrição ficará interrompida durante o período regularização celebrado com o órgão ambiental.No período entre a publicação desta Lei e a VII . § 3°. serão suspensas as sanções decorrentes das infrações mencionadas no § 4° deste artigo e. § 5°): § 2° . 225.responsabilidade por dano ao meio ambiente. contado a partir da data da publicação desta Lei. a regularização ambiental das exigências desta Lei. que constituirá título executivo defesa do solo e dos recursos naturais. gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. VII. (BRASIL. ao propor a revogação do item 22 do inciso II estabelecidas no PRA ou no termo de compromisso para do art. 59.605. PRA. Ademais. 12. grifo nosso). se a penalidade (art. cultural. regularizando o uso de áreas rurais consolidadas da Lei n. por meio do Programa termo. 60. em 4. 59. de Reserva Legal e de § 2º . aos Estados e ao Distrito Federal § 3° . 12. Art.Extingue-se a punibilidade com a efetiva Art.A partir da assinatura do termo de compromisso. Eles podem elaborar obrigatória para a adesão ao PRA. 59. 39 e 48 da Lei n. portanto. implantação do PRA em cada Estado e no Distrito turístico e paisagístico. 167 da Lei n. ambiente e controle da poluição.A inscrição do imóvel rural no CAR é condição Estados a competência suplementar. em razão de suas peculiaridades territoriais. 2012c). regularização prevista nesta Lei. estético. de 12 de fevereiro de 1998. todos da Constituição Federal: do Chefe do Poder Executivo. 12. regionais.651/2012: desta Lei. incumbindo-se aos Estados e ao Distrito A) Da aplicação das leis estaduais mais protetivas Federal o detalhamento por meio da edição de normas ao meio ambiente do que o Código Florestal de caráter específico. os Estados e o Distrito Federal deverão. 24. (BRASIL. mencionado no art.Com base no requerimento de adesão ao PRA. históricas. 225. enquanto o termo 4°) e suspende multas aplicadas a proprietários inscritos no estiver sendo cumprido. pesca. e.

a sanções penais e administrativas. independentemente de 24. conforme transcrito a seguir: A Lei Estadual n. podem suplementá-la para adequar tais regras às peculiaridades locais. 4. art. Unidades de Conservação). de preservação e recuperação dos processos ecológicos Por sua vez.651/2012 e seus reflexos em termos de competência suplementar dos Estados-membros e ajustamento de conduta e ações civis públicas do Distrito Federal em duas espécies: competência complementar e competência supletiva. sugerimos a leitura do artigo “O disciplinando o mesmo tema (Lei n. a competência da protegidos. e de caráter geral.651/2012. doutrinariamente. adquirirão Reservas Legais. nos quais a noção de norma geral art. socorremo-nos da lição de Paulo José Leite Farias: n. (SILVA. 16. de vedação de utilização dos da União em editar a lei federal. bem como que a lei federal estabeleça patamares podem estabelecer a competência legislativa plena mínimos de proteção ambiental a serem observados em (competência concorrente supletiva).preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e dos Estados membros. sob pena de esvaziamento do § prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas. III). 4.651/2012. 12. até pressupõe) a competência suplementar dos comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua Estados (e também do Distrito Federal. uma vez que foi promulgada quando já havia norma federal 3 Para melhor compreensão do tema. embora não se proteção.definir. 2013. §§ 3° e 4°). 24. 14. ou todo o País. 2005.As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. 356). 1999. 225. com o objetivo de Art.] do art. e o Distrito Federal. Novo Código Florestal e a Prevalência das Leis Estaduais e Municipais Mais Protetivas ao Meio Ambiente”. A suspensão de eficácia da norma estadual complementar. § 3º . bem de uso comum do povo Portanto.. devem ser resolvidos pela prevalência da norma que melhor defenda o direito fundamental tutelado. (FARIAS. a aplicação das leis estaduais nos aspectos em suplementar na seara ambiental e à plena possibilidade que estas forem mais protetivas ao direito constitucional de se estabelecerem normas mais protetivas ao direito do meio ambiente ecologicamente equilibrado do que a Lei tutelado. 14. pessoas Caso fosse adotada a interpretação de que o § 4° do art.Para assegurar a efetividade desse direito. que obriga a averbação da Reserva Legal à margem do registro do imóvel3. § 2°. em todas as unidades da Federação. 225. n. Essa é a lição do constitucionalista Alexandre de Moraes: B) Da inconstitucionalidade de dispositivos da Note-se que.309/2002) (competência concorrente complementar). sanções penais ou administrativas (art. A respeito do tema. da Constituição Federal suspende a eficácia da Lei Estadual independentemente da obrigação de reparar os danos causados. teleologicamente.771/65. § 2° da Lei Estadual n. e especial não seja suficiente. § 1°. da Lei Estadual n. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente […] nos termos do § 2° do art. é inegável o seu caráter complementar. p. p. 1988. [.651/2012).309/2002. 504). diga aí). de forma competência plena tanto para a edição das normas de a comprometer seus atributos (art. impondo-se ao com a entrada em vigor da Lei Federal n. Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. p. reparação do dano ambiental. no Estado de Minas Gerais existe norma expressa maneira a dar maior efetividade ao direito tutelado e vigente (art. dando-se efetividade à proteção ambiental e ao desenvolvimento auto-sustentável. valemo-nos do escólio do mestre José Afonso da Silva: III . Todos têm direito ao meio ambiente especificá-la às particularidades do Estado de Minas Gerais. § 1°. 12. do Promotor de Justiça Marcelo Especificamente em relação à competência estadual Azevedo Maffra. em uma interpretação assistemática central ou regional (in dubio pro natura). ecologicamente equilibrado.309/2002 em razão da existência de Código Florestal (BRASIL. vedada qualquer utilização que verdade. 14. podemos dividir a Lei n. quanto para as normas específicas (CF. § 3°). temporariamente. (MORAES.alternativa. 225. com fundamento no Eventuais conflitos. a referida lei estadual jamais teria tido eficácia. 24 físicas ou jurídicas. § 1º . por tratar-se de preceito E que nem se avente a suspensão de eficácia da norma constitucional (lei nacional) que se impõe à ordem jurídica estadual complementar. Jamais opera em relação às normas particulares I . A primeira A Constituição Federal de 1988 estabeleceu os deveres dependerá de prévia existência de lei federal a ser especificada pelos Estados-membros e Distrito Federal. 16. de Portanto. • havendo norma geral federal. I). 14. 225. assegura-se a possibilidade de norma estadual estabelecer proibições.771/65). 24. 1999. […] 2° do mesmo artigo constitucional. grifo nosso). MPMG Jurídico • 13 . § 4° da Constituição Federal. sendo a alteração e a supressão permitidas União para legislar sobre as normas gerais não exclui (na somente através de lei. É o caso da obrigação de averbar a Reserva Legal no Registro do Imóvel Rural. 280). a segunda aparecerá em virtude de inércia essenciais (art. A competência legislativa suplementar pode incidir em duas situações: Assim. quando então os Estados espaços territoriais especialmente protegidos (APPs. Federal (fazendo alusão à Lei Federal n. 12. que perdura e essencial à sadia qualidade de vida. onde a lei federal • na ausência de norma geral federal. 12. os Estados permita. incumbe prevista no § 4°. refere-se única e exclusivamente às ao Poder Público: normas gerais promulgadas no exercício de competência supletiva. Ver em: MAFFRA..309/2002 foi promulgada durante a vigência da Lei Federal n.

e na própria eficácia negativa das normas constitucionais. e 2C deste manual) e excluem a obrigação de reparar os danos ambientais causados. 14 • MPMG Jurídico . a ideia do princípio das metragens e percentuais das áreas protegidas. “raio mínimo” o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e “percentuais mínimos”. o Ministério Público não está Legais.347/85. resumidamente.651/2012 é inconstitucional no que tange contrário ao da Constituição Federal. a biodiversidade e a de lei é prerrogativa democrática e instrumento legítimo do proteção da flora e da fauna. qual seja. bem como ao estabelecimento de anistias à fazendo nada mais do que cumprir seu dever de defender recuperação com base em critério temporal aleatório. Nelas defendemos a arguição incidental da ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 4. como constitucional implícito da proibição do retrocesso dos forma de compensação ecológica dos danos ambientais direitos socioambientais. A proteção às Áreas de Preservação e às Reservas Legais. previsto art. incidental do Supremo Tribunal Federal reconheceu sua entendemos que os aludidos princípios possuem suporte inconstitucionalidade. XXXVI) ao patamar mínimo de proteção às florestas. Se o consenso não for possível sem sacrificar os parâmetros garantida pela Lei n. sob pena de violar um “patrimônio contemple medidas mais protetivas ao meio ambiente político-jurídico consolidado ao longo do percurso e que o investigado aceite o compromisso com base na histórico civilizatório” (SARLET.651/2012). 12. 12. a fim de garantir os de desobediência civil. Portanto. em vista da normatizar condutas que acarretem a redução da incidência inconstitucionalidade da consolidação e da redução de de direitos fundamentais consagrados. e § 2°). que deve se abster de permanentes e sedimentados de proteção. 7. 2B direitos sociais e o melhoramento do meio ambiente. o Brasil é signatário da Convenção Americana com base em data arbitrariamente estabelecida impedem a de Direitos Humanos (1969) e da Convenção Americana recuperação de processos ecológicos essenciais. Portanto. Ninguém alegou que a OAB “não dos direitos humanos e da cooperação entre os povos para queria cumprir a lei”. que implica contemplando medidas fundamentadas nos parâmetros uma obrigação negativa do Estado. 12. até que uma decisão Mais do que uma construção meramente doutrinária. em nenhum momento. Questionar a constitucionalidade processos ecológicos essenciais. irreparáveis comprovados no inquérito civil. 225 c/c art. historicamente desenvolvido. Inúmeros Brasileiro deste patamar mínimo de preservação ambiental advogados e a própria Ordem dos Advogados do Brasil implica retrocesso e prestação insuficiente de proteção questionaram a constitucionalidade do artigo 2º. de Reservas Legais. Essa é. na segurança relação ao Ministério Público. pelas expressões “largura mínima”.651/2012 que implicam consolidação Além disso. defendemos que os Termos de Ajustamento e promoção de direitos fundamentais – e o princípio da de Conduta ambientais sejam propostos com cláusulas proibição do retrocesso dos direitos fundamentais. conservação e recuperação está se recusando a cumprir a lei ou praticando algum ato das APPs e das Reservas Legais. constantes nos artigos 4º e integra o núcleo de conquistas sociais que não estão 12 da Lei n. ao questionar à diminuição da proteção de APPs e de Reservas essas inconstitucionalidades. comprometendo os atributos que os deveres de desenvolvimento progressivo dos justificam sua proteção (abordados nos itens 2A. proibição da proteção insuficiente – que significa que ao Estado não é lícito atuar de forma deficiente na proteção Dessa forma. autonomia da vontade.771/65 e pelas Resoluções CONAMA mínimos de proteção – não sujeitos ao retrocesso ou à anistia que a regulamentaram. 8. 916). alijar o Estado sistema de freios e contrapesos entre os Poderes. em o progresso da humanidade (art. revela- se nas disposições que definiram metragens. § 1º. Não poderá fazê-lo.072/90 – que estabelecia o regime integralmente ecologicamente equilibrado. percentuais Ressaltamos que. Este âmago essencial. respectivamente. Uma vez que a previsão legal de metragens e percentuais de APPs e Uma vez que a Constituição Federal o estabelece como Reservas Legais é de patamares mínimos (traduzidos um direito fundamental (art. 5°. Revela-se interessante o aumento 2012. p. fechado para cumprimento de pena por crimes hediondos – por cerca de 15 (quinze) anos. foi o ápice de um longo processo – voltaremos à atuação precípua do Ministério Público. nada impede que o TAC sujeitas a retrocesso. 4°. 12.651/2012 que acarretem retrocesso na proteção ambiental. e. proteção trazidas pela Lei n. a utilização de Áreas de Preservação Permanente e Sociais e Culturais (1988). O posicionamento aqui defendido é o mesmo adotado integralmente pela Procuradoria Geral da República. da ao direito constitucional fundamental ao meio ambiente Lei n. 127 da Carta Magna. defendemos que o flagrante inconstitucionalidade.651/2012. 12. O legislador ordinário Ministério Público firme posicionamento de que a extrapolou sua competência ao legislar em sentido Lei n. três ações diretas ecologicamente equilibrado decorrem o princípio da de inconstitucionalidade contra os artigos em foco.Os artigos da Lei n. 5°. padecem de Como estratégia de atuação. FENSTERSEIFER. caput. portanto. autorizam de Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos. que Da fundamentalidade do direito ao meio ambiente ajuizou. a ordem jurídica. a propositura de Ações normas que dessem efetividade ao direito constitucional Civis Públicas. inconstitucionalidade dos artigos da Lei n. levando o Congresso Nacional a normativo nos princípios constitucionais da prevalência revogar esse dispositivo. no dia 21 de janeiro de 2013. II e IX). social e científico para estabelecer um núcleo mínimo de prevista na Lei n. que preveem. jurídica resultante do direito difuso adquirido (art. o Ministério Público e obrigações de proteção.

a Lei n. o Novo Na Mensagem n. (BRASIL. 2012. ambos da Lei n. grifo nosso). a Medida Provisória n. 21 do Decreto). 83 da Lei n. 6.651. justamente a parte que revogava Após análise dos principais aspectos da Lei n. 5. alterado continua exigindo a averbação da Reserva Legal (art. Lei n. de 25 de maio de 2012.830/2012 – ainda não foi implantado (art. 12. da Lei n. decidi vetar parcialmente. de 2012 (MP n.651/2012 teria promovido a revogação tácita do art. de 24 de agosto de D) Averbação da Reserva Legal 2001.938. civis públicas já propostas Comunico a Vossa Excelência que.651. expressa do dispositivo legal em foco. § 4°. 12. altera as Leis n. 4o da Lei n. a obrigação de averbação da Reserva Legal continua válida e exigível.651/20124.771. de 19 de dezembro de 1996.651/2012 o dispositivo mencionado da Lei n.015. alteração de TACs ou de sentenças pela superveniência da e 11. de 14 de abril de 1989.015/1973.428. 5°. I. e suas alterações 12. Diante disso. Reserva Legal sem que haja ainda um sistema substituto que permita ao poder público controlar o cumprimento das obrigações Uma vez que o CAR – regulamentado pelo Decreto n. 6. de 25 de maio de 2012. 12. de 14 de abril de 1989. Poderes. 484. Ainda assim.651/2012 somente dispensa a averbação da Reserva posteriores. a fim de cumprir 4   Para melhor compreensão do tema.771. Ademais. de maneira ao Poder Público controlar o cumprimento das obrigações incansável e questionadora – ao invés de conformar- se com a fragilização do direito constitucional ao meio ambiente ecologicamente equilibrado –.C) Dos Termos de Ajustamento de Conduta já legais referentes ao tema seria contrária ao interesse público: celebrados e das sentenças definitivas em ações Senhor Presidente do Senado Federal. transcrita Código Florestal fragilizou sensivelmente a proteção a seguir. que ‘Altera a constitucional dada ao ato jurídico perfeito e à coisa Lei n. da Lei n. o proprietário ou possuidor rural que ao propor a revogação do item 22 do inciso II do art. 169. no período entre a data da publicação desta Lei e o dificultando a compreensão exata do seu alcance. que dispõe sobre a julgada (art. 167 da Lei desejar fazer a averbação terá direito à gratuidade deste n. Conclusões em clara opção técnica e política. 21. Somente Ouvidos.’ artigo 18. 1º do projeto de lei de conversão II.651. 4. 12. 6. o item 22 do inciso II do art. e o § 2o do art.651. § 4°. Justiça Fernando Reverendo Vidal Akaoui. 2. da Lei n. não há de se falar em proteção da vegetação nativa. 83.651. percebemos que. e revoga as Leis n. o Projeto de Lei de Públicas transitadas em julgado recebem a proteção Conversão n.754. de 31 de dezembro de 1973. do Desenvolvimento Agrário e instituiu a obrigação de sua definição no Cadastro Ambiental a Advocacia-Geral da União manifestaram-se pelo veto Rural.393. sob Não concordamos com o argumento de que a Lei n. (BRASIL. de 24 de agosto de 2001. pelo art. 167 da Lei n. sugerimos a leitura do artigo sua finalidade primordial de defesa da ordem jurídica e “Intertemporalidade e Reforma do Código Florestal”. de 31 de dezembro de 1973. A Lei de Registros Públicos Art. a Excelentíssima Presidenta da República. fica dispensada a aos seguintes dispositivos: […] apresentação dos documentos correspondentes ao cadastro (art. 167.015/73.754. 9.651/2012). 12.166-67. 2. a Excelentíssima Presidenta da República explica ambiental no Brasil e trouxe inúmeras situações casuísticas que a dispensa da averbação da Reserva Legal sem que e de difícil definição. 12. 18 […] O artigo introduz a revogação de um dispositivo § 4° . 571/12). nos termos do § 1o do Os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) já art. por celebrados e as sentenças procedentes de Ações Civis contrariedade ao interesse público. 2012b). pena de invadir o princípio constitucional da separação de 12.015.651/2012. Ora. XXXVI). conforme o n. 6. 12. 83 da Lei nº 12. do Promotor de dos direitos sociais e individuais indisponíveis. O Poder Legislativo Federal da República evidencia que tal revogação seria contrária discutiu e chegou a apresentar proposta de revogação ao interesse público.015/73). sendo contido. Portanto. da Agricultura. e de seus possíveis reflexos. 167. o item 22 do inciso II do art. art. Dilma Rousseff. não se mostra razoável burlar o veto à revogação expressa por meio de uma suposta revogação tácita. 6. de 1965.015. Legal no Registro do Imóvel após o efetivo registro da 6. de 25 de maio de 2012. ao contrário do que ocorre no próprio 7. longe de proporcionar a tão desejada segurança jurídica. de Entendemos que o Novo Código Florestal não revogou 25 de maio de 2012’. 2012c. imediata e irrestritamente a obrigação de averbação da Reserva Legal no registro de imóveis rurais.166-67. a Medida Provisória n. 12. e 7. violando os princípios de boa técnica legislativa e que. 4. legais referentes ao tema. de 17 de outubro de 2012. e o § 2° do art. 12. de 31 de agosto de 1981.651/2012: Razões do veto Art. 66 da Constituição. 167 da Lei n. Ainda mais quando a Excelentíssima Presidenta II. 22 c/c art. 18. registro no CAR.O registro da Reserva Legal no CAR desobriga a pertencente ao próprio diploma legal no qual está averbação no Cartório de Registro de Imóveis. MPMG Jurídico • 15 . defendemos que haja ainda um sistema substituto – o CAR – que permita o Ministério Público atue tecnicamente. vetou parcialmente o art. dispensa a averbação da ato. de 15 de setembro de 1965. os Ministérios do Meio Ambiente. Revogam-se as Leis n. e 7. Pecuária e Abastecimento. 4° da Lei Reserva Legal no Cadastro Ambiental Rural. de 15 de setembro Conforme já analisado no item 2E deste manual. 22. de 31 de dezembro de 1973. Ver em: AKAOUI. 6. ‘Art. Se já houver Reserva averbada. 30 da Lei n. de 22 de dezembro de 2006.

Acesso em: 19 fev. de 15 de setembro de 1965. Censo Agropecuário 2006. BADINI. Dispõe sobre parâmetros. 253-260. 2013. of Ecosystem Functions.651.htm>. Marcelo Azevedo. 16. 2013. de 24 de agosto de 2001. Mensagem n. ao=17338>. planalto. ______. 2013. e dá outras providências. Acesso em: 18 fev. decription and Valuation htm>. Curso de Direito Constitucional 31 de agosto de 1981. 16 • MPMG Jurídico . 2013. de 25 de maio de 2012b. A Lei 12. 41. que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação GOULART. reservatórios artificiais e o regime de uso do entorno. 2012. de que trata a Lei Protetivas ao Meio Ambiente. de 20 de março de 2002b. R. Conselho Nacional do Meio Ambiente. o Cadastro MAFFRA. planalto. 2012.htm>. jan. São Paulo: Atlas. Disponível br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposic em: <http://www. Constitucional Ambiental. Projeto de Lei n. de 5 de outubro de 1988. ed. ______. Paulo José Leite. estabelece normas de caráter geral aos e a Prevalência das Leis Estaduais e Municipais Mais Programas de Regularização Ambiental. de 25 de maio de 2012. p.gov. 27. de 25 de Maio de 2012: Relatório do Subgrupo de Defesa gov. 1997. Competência Federativa e n. Ingo Wolfgang.br/port/conama/legiabre. 2002.428. GROOT. altera as Leis n. Luciano Disponível em: <http://www. de 28 de março de 2006. Acesso em: 18 fev. José Afonso da. Disponível em: <http://www.754. de 20 de março de 2002a. Acesso em: 18 meio ambiente. v. A gov. Dispõe sobre o Sistema de Cadastro Ambiental Rural. et al. Ministério Público e Direitos Fundamentais: Ato2011-2014/2012/Decreto/D7830.gov. ______. ______. M. Acesso em: 18 fev.mma.gov. 9. G.htm>. BRASIL. v. 1. e dá outras providências. São Paulo: Malheiros.393. Porto Alegre: Sérgio Antônio Fabris excepcionais.651 Permanente-APP. 17. 484. 2013.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/ SARLET. 1999. M. 65.planalto. Referências AKAOUI. Washington: Island Press. v. Resolução FARIAS. 303. Acesso em: 18 fev. 1999. 12. Presidência da República.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/ L12651compilado.938. 2. São Paulo: Ministério Público do Estado de São Paulo. 2013. 2013.br/port/ conama/res/res02/res30302. interesse social ou Editor. 387. Lei n.771. Disponível em: <http://www. WILSON.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado. 393-208.cfm?codlegi=489>. 2005. Ambiental. Alexandre de. Marcelo Pedroso (Coord. The Value of World’s Ecosystem n. R. FENSTERSEIFER. 12. Goods and Services. A. O Novo Código Florestal Ambiental Rural. Disponível em: <http://www. São Paulo: Revista dos Tribunais. de 14 de abril de 1989.gov. p. MORAES. de 17 de outubro de 2012a. Dispõe sobre os casos Proteção Ambiental.camara. e a Medida Provisória n. Disponível em: <http://www. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 11.gov. Jarbas. J. de 19 de dezembro de 1996. ed. Disponível em: <http://www. Tipology for the Classification. baixo impacto ambiental.mma.br/port/conama/res/res02/res30202.166-67. de e Reforma do Código Florestal. BOUMANS. Gregório n. Services and Natural Capital. 4. Belo Horizonte: Del Rey.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Msg/ VEP-484. Direito censoagro/2006/default. de. Acesso do Patrimônio Florestal e Combate às Práticas Rurais em: 18 fev.830. Fernando Reverendo Vidal. Nature Magazine. DAILY. 6. de SILVA. ed. Assagra de. Resolução CONSTANZA. Disponível em: <http://www. ibge. 369. ______. Nature’s Services: Societal Dependence on 2013.planalto. Decreto n. 2. html>. de 22 de dezembro de 2006. R. Natural Ecosystem. 2013. 1997.S. fev. de utilidade pública.). e 7.gov.651. 2002. definições e limites de Áreas de Preservação Permanente.shtm>. 7. Ecologycal Economics. de 19 de outubro de definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de 1999.mma.br/ccivil_03/_ (Coord. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa.gov.) et al. Tiago.6. 2013. Resolução n. Acesso em: 18 fev. 302. Constituição da República Federativa do Brasil. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Revista de Direito 17 de outubro de 2012c. revoga as Leis n.html>. Dispõe sobre os parâmetros. Acesso em: 18 fev. e Positivo. Direito Constitucional. ______. Conselho Nacional do Meio Ambiente. ______.876.. Intertemporalidade BRASIL. Disponível em: <http://www. Antiambientais. p. SOARES JÚNIOR. In: ALMEIDA.

MPMG Jurídico • 17 .

APP: área protegida.727. exercendo-se dezembro de 2006. aplicando-se o procedimento sumário previsto no inciso II decreta e eu sanciono a seguinte Lei: do art. na melhoria da e promover a conservação da biodiversidade. com a função ambiental de preservar os recursos I . auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos nativa na sustentabilidade.responsabilidade comum da União. dos Estados de Tocantins e Goiás.Amazônia Legal: os Estados do Acre.afirmação do compromisso soberano do Brasil com a preservação hídricos. entende-se por: a exploração florestal. esta Lei atenderá aos seguintes princípios: (Incluído pela Lei nº 12. de qualquer natureza.reafirmação da importância da função estratégica da atividade o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel agropecuária e do papel das florestas e demais formas de vegetação rural. com a função de assegurar II . do Estado do Maranhão. Roraima. e dá outras providências. de 2012). de 19 de dezembro de 1996. II . harmonização entre o uso produtivo da terra e a preservação da água. 1º-A. e das sanções administrativas. nº 12.uso alternativo do solo: substituição de vegetação nativa e formações funções ecológicas e sociais nas áreas urbanas e rurais. benfeitorias ou III . 3º da Lei nº 11. de 2012). industriais.Código de Processo Civil. e os direitos de propriedade com as limitações que a legislação em geral e 7. (Incluído pela Lei nº 12. climático.Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. sem prejuízo da responsabilidade civil.727. 2º As florestas existentes no território nacional e as demais formas Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Parágrafo único. (Incluído pela Lei nº 12. § 1º Na utilização e exploração da vegetação. DE 25 DE VI . a recuperação e a preservação das florestas e demais formas de vegetação nativa. DISPOSIÇÕES GERAIS § 2º As obrigações previstas nesta Lei têm natureza real e são transmitidas Art.771. de agosto de 1981. V . Estados.Área de Preservação Permanente .166-67. de 2012). com edificações. a estabilidade geológica e a biodiversidade. Art. (Incluído pela Lei nº VII . ao sucessor.326.428. sociais e ambientais. 1º (VETADO).manejo sustentável: administração da vegetação natural para a 12.área rural consolidada: área de imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008. CAPÍTULO I 14 da Lei nº 6. do solo e da vegetação. dos recursos hídricos e da integridade do sistema populações humanas. paralelo 13° S. de mineração e de transporte. de 31 de vegetação nativa.754. de geração e transmissão de energia. atividades agrossilvipastoris. 9. bem como da o fluxo gênico de fauna e flora. agosto de 2001. desenvolvimento de atividades produtivas sustentáveis. incluindo os assentamentos e projetos de reforma agrária. 12.727.869. civis e penais.727.727. de 2012). de 2012). coberta ou não por vegetação nativa. para o uso sustentável do solo e da água. ANEXOS LEI Nº 12. Distrito Federal e que atenda ao disposto no art. assentamentos urbanos ou outras formas de ocupação V . a adoção do consagrando o compromisso do País com a compatibilização e regime de pousio. (Incluído pela Lei nº 12. de 14 de abril de 1989.651. de 31 de agosto de 1981. e prevê instrumentos econômicos e financeiros para o alcance Rondônia. Art. e 11. Esta Lei estabelece normas gerais sobre a proteção da vegetação. no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural. o suprimento de matéria-prima florestal. facilitar das suas florestas e demais formas de vegetação nativa.ação governamental de proteção e uso sustentável de florestas. e Municípios. de 22 de são bens de interesse comum a todos os habitantes do País. do solo.393. Amazonas. Pará. áreas de Preservação Permanente e as áreas de Reserva Legal. e a Medida Provisória nº 2. Tendo como objetivo o desenvolvimento sustentável. na criação de políticas para a preservação e restauração da vegetação nativa e de suas VI . Art.pequena propriedade ou posse rural familiar: aquela explorada mediante o trabalho pessoal do agricultor familiar e empreendedor familiar rural. III . obtenção de benefícios econômicos. a paisagem. as ações ou omissões contrárias às disposições desta Lei são consideradas uso irregular da A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional propriedade.fomento à pesquisa científica e tecnológica na busca da inovação humana. Amapá e Mato Grosso e as regiões situadas ao norte do de seus objetivos. de 24 de julho de 2006.938. respeitando- 18 • MPMG Jurídico . IV . (Incluído pela Lei nº 12. florestais. 3º Para os efeitos desta Lei. IV . e ao oeste do meridiano de 44° W. neste último caso. nos termos do § 1o do art. de 24 de especialmente esta Lei estabelecem. o controle da origem dos produtos florestais e o controle e prevenção dos incêndios I .938. de 2012).727. mercados nacional e internacional de alimentos e bioenergia. de 2012). proteger o solo e assegurar o bem-estar das biodiversidade. delimitada nos termos do art. (Incluído pela Lei nº 12. de 2012). em colaboração com a sociedade civil. de 11 de janeiro de 1973 . de 15 de setembro de 1965. (Incluído pela Lei sucessoras por outras coberturas do solo. para o bem estar das gerações presentes e futuras. 275 da Lei nº 5.727. bem como o abrigo e a qualidade de vida da população brasileira e na presença do País nos proteção de fauna silvestre e da flora nativa. revoga as Leis nº 4. no crescimento econômico. como atividades agropecuárias. admitida. altera as Leis nº 6. reconhecidas de utilidade às terras que revestem.727.criação e mobilização de incentivos econômicos para fomentar a preservação e a recuperação da vegetação nativa e para promover o MAIO DE 2012.

k) outras ações ou atividades similares. onde se integrantes e essenciais da atividade. nativa. quando couber. f) as atividades de pesquisa e extração de areia. lazer.utilidade pública: h) coleta de produtos não madeireiros para fins de subsistência e produção de mudas. encontram diferentes comunidades que recebem influência marinha. predominantemente. de múltiplos produtos e g) pesquisa científica relativa a recursos ambientais. melhoria da qualidade ambiental urbana. desde que não descaracterize a cobertura vegetal existente e não prejudique a função ambiental da área. extração de areia. ao acesso de pessoas e animais para a obtenção de água ou à retirada de produtos oriundos das XX . gestão de resíduos. d) a regularização fundiária de assentamentos humanos ocupados XV . com cobertura vegetal em mosaico. a vegetação natural conhecida como mangue.atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental: XIX . tradicionais. definidas em ato do XII . observadas as condições estabelecidas na Lei nº 11. XVIII . bem como a utilização de outros bens e serviços. indisponíveis para construção de moradias. mesmo que intermitente.restinga: depósito arenoso paralelo à linha da costa. e) construção de moradia de agricultores familiares. sujeitos à ação das marés. desde que comprovada a outorga do direito de uso propósitos de recreação. 7 de julho de 2009. (Redação pela Lei nº 12. respeitada a legislação a) as atividades de segurança nacional e proteção sanitária.000 (mil). dunas e depressões. lazer e sizígias e de quadratura. saibro e cascalho. preferencialmente nativa. dos moradores. desprovidas de vegetação vascular. desde que não implique supressão da vegetação parcelamentos de solo urbano aprovados pelos Municípios. respeitados outros subprodutos da flora. arenosas. nas Leis de Zoneamento Urbano e Uso do Solo do b) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água Município. previstos no Plano Diretor. produzido por processos de sedimentação. estrato herbáceo. públicos ou privados. em procedimento administrativo próprio. incluindo a extração de produtos florestais não madeireiros. técnica e locacional à atividade proposta. e) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas XI . observadas as condições estabelecidas nesta Lei.727. argila. de 2012). da água.faixa de passagem de inundação: área de várzea ou planície de comunidades quilombolas e outras populações extrativistas e tradicionais inundação adjacente a cursos d’água que permite o escoamento da em áreas rurais. Chefe do Poder Executivo federal. argila. c) implantação de trilhas para o desenvolvimento do ecoturismo. cumulativa ou alternativamente. entre os Estados do Amapá e de Santa Catarina. VIII . sistema viário.977.salgado ou marismas tropicais hipersalinos: áreas situadas em regiões com frequências de inundações intermediárias entre marés de c) a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes. arbustivo e arbóreo. em meio a agrupamentos de espécies arbustivo- IX . comunitário ou internacionais.leito regular: a calha por onde correm regularmente as águas do a) abertura de pequenas vias de acesso interno e suas pontes e pontilhões.manguezal: ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos. de vegetação. radiodifusão. sementes.000 (mil). onde o abastecimento de água se dê pelo esforço próprio enchente. c) atividades e obras de defesa civil. combate e controle do fogo.interesse social: herbáceas. usualmente com a palmeira arbórea Mauritia flexuosa . energia. às quais se associa. nacionais j) exploração agroflorestal e manejo florestal sustentável. XIV . b) as obras de infraestrutura destinadas às concessões e aos serviços i) plantio de espécies nativas produtoras de frutos. a e familiar. castanhas e frutos. apresentando. de salinidade superior a 150 (cento e cinquenta) partes por 1. quando necessárias à travessia de um curso d’água.se os mecanismos de sustentação do ecossistema objeto do manejo f) construção e manutenção de cercas na propriedade. reconhecidas como eventuais e de d) atividades que comprovadamente proporcionem melhorias na baixo impacto ambiental em ato do Conselho Nacional do Meio Ambiente proteção das funções ambientais referidas no inciso II deste artigo. exceto. bem como mineração. remanescentes de XXII . MPMG Jurídico • 19 . curso d’água durante o ano. outorgadas pela autoridade competente. saibro e cascalho. proteção de bens e manifestações culturais. tais como prevenção. destinados aos e efluentes tratados. onde pode ocorrer a consolidadas. existente nem prejudique a função ambiental da área. XXI . natural ou recuperada. cursos d’água sujeitas a enchentes e inundações periódicas. X . neste último caso. requisitos previstos na legislação aplicável. .várzea de inundação ou planície de inundação: áreas marginais a d) construção de rampa de lançamento de barcos e pequeno ancoradouro. e) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água XVI .olho d’água: afloramento natural do lençol freático. inclusive aquele necessário aos outros produtos vegetais. de acordo com o estágio sucessional.nascente: afloramento natural do lençol freático que apresenta em procedimento administrativo próprio. controle da erosão. definidas em ato do Chefe do Poder Executivo federal. inundadas apenas pelas marés de sizígias. presença de vegetação herbácea específica. instalações necessárias à realização de competições esportivas estaduais. encontrada em praias. formado por vasas lodosas recentes ou erradicação de invasoras e proteção de plantios com espécies nativas.buriti emergente. de forma e de efluentes tratados para projetos cujos recursos hídricos são partes geralmente alongada. proteção dos recursos hídricos. a utilização de múltiplas espécies madeireiras ou não. sem formar dossel. com solos cuja salinidade varia entre 100 (cem) atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais e 150 (cento e cinquenta) partes por 1. típica de solos b) a exploração agroflorestal sustentável praticada na pequena limosos de regiões estuarinas e com dispersão descontínua ao longo da propriedade ou posse rural familiar ou por povos e comunidades costa brasileira.CONAMA ou dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente. como sementes. específica de acesso a recursos genéticos.vereda: fitofisionomia de savana. com influência fluviomarinha. cordões arenosos. a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação XIII . que apresentam consolidadas. castanhas e públicos de transporte. g) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas XVII . quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto.apicum: áreas de solos hipersalinos situadas nas regiões entremarés predominantemente por população de baixa renda em áreas urbanas superiores. desde que não descaracterizem a cobertura vegetal nativa existente nem prejudiquem a função ambiental da área. saneamento.(VETADO). telecomunicações. este último mais interiorizado. e considerando-se. com predomínio atividades de manejo agroflorestal sustentável.área verde urbana: espaços. quando inexistir alternativa perenidade e dá início a um curso d’água. encontrada em solos hidromórficos. manutenção ou melhoria paisagística.

por no máximo 5 (cinco) anos.os manguezais. brejoso e encharcado. a partir do espaço permanentemente 12. (Redação dada pela Lei nº definida na licença ambiental do empreendimento.727. (Incluído pela Lei nº 12. 12.800 (mil e oitocentos) metros. inferior a 1 (um) hectare. salvo autorização do órgão ambiental competente do VI . montanhas e serras. cuja intensidade permite sua classificação como relevo suave ondulado. para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura. para os efeitos desta Lei: I .as áreas em altitude superior a 1.as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais. ondulado.727.727.pousio: prática de interrupção temporária de atividades ou usos 100 (cem) metros e inclinação média maior que 25°. (Incluído pela Lei nº 12. (Redação dada pela Lei nº 12. e) 500 (quinhentos) metros.727. de 2012). (Redação dada pela Lei nº 12. 20 • MPMG Jurídico . decorrentes reservatórios artificiais de água que não decorram de barramento ou de barramento ou represamento de cursos d’água naturais.áreas úmidas: pantanais e superfícies terrestres cobertas de forma periódica por águas. a) 30 (trinta) metros.727. § 1º Não será exigida Área de Preservação Permanente no entorno de III . as áreas delimitadas a agrícolas. c) 100 (cem) metros.727.XXIII . em zonas urbanas. VII . qualquer de vegetação adaptadas à inundação. XXVII . em projeção horizontal. Sistema Nacional do Meio Ambiente . VIII . fica dispensada a reserva da faixa de proteção equivalente a 100% (cem por cento) na linha de maior declive. II . em toda a sua extensão. com altura mínima de XXIV .no topo de morros.crédito de carbono: título de direito sobre bem intangível e incorpóreo transacionável. desde a borda da calha do leito regular. com largura do art.727. bem como às terras indígenas demarcadas e às demais áreas tituladas de povos e comunidades tradicionais que façam uso coletivo do seu território. Parágrafo único. sendo esta definida pelo plano solo. (Redação dada pela Lei nº 12. para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura. CAPÍTULO II DAS ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE Seção I Da Delimitação das Áreas de Preservação Permanente Art.as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes.727. excluídos os efêmeros. qualquer que seja sua situação topográfica. de 2012).relevo ondulado: expressão geomorfológica usada para designar área caracterizada por movimentações do terreno que geram depressões. que seja a vegetação. (Incluído pela Lei nº 12. em zonas rurais.área urbana consolidada: aquela de que trata o inciso II do caput XI . de 2012). b) 30 (trinta) metros. de 2012). estende-se o tratamento dispensado aos imóveis a que se refere o inciso V deste artigo às propriedades e posses rurais com até 4 (quatro) módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. para partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois terços) da altura mínima possibilitar a recuperação da capacidade de uso ou da estrutura física do da elevação sempre em relação à base. de 2012). nos relevos ondulados. de 2012). de 2012). pela cota do ponto de sela mais próximo da elevação. e (Incluído pela Lei nº mínima de 50 (cinquenta) metros. IV . Para os fins desta Lei. § 2º (Revogado). em faixa com largura mínima de: a) 100 (cem) metros. como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues. (cinquenta) metros. pecuários ou silviculturais. § 4º Nas acumulações naturais ou artificiais de água com superfície V .Sisnama. para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros.as restingas. a faixa marginal. cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros. prevista nos incisos II e III do caput.977.as bordas dos tabuleiros ou chapadas. para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura.as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente. de 2012). d) 200 (duzentos) metros.as encostas ou partes destas com declividade superior a 45°. (Incluído pela Lei nº 12. cobertas originalmente por florestas ou outras formas X . na faixa represamento de cursos d’água naturais. até a linha de ruptura do relevo. (Redação dada pela Lei nº 12.727.em veredas.as áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais. em largura mínima de: (Incluído pela Lei nº 12. XXVI . 4º Considera-se Área de Preservação Permanente. para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura. XXV . montes.727. b) 50 (cinquenta) metros. IX . horizontal determinado por planície ou espelho d’água adjacente ou. de 2012). 47 da Lei nº 11. em zonas rurais ou urbanas. fortemente ondulado e montanhoso.727. de 2012). exceto para o corpo d’água com até 20 (vinte) hectares de superfície. de 7 de julho de 2009. de 2012). vedada nova supressão de áreas de vegetação nativa. em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais. no raio mínimo de 50 § 3º (VETADO).

II . de entorno. a critério das autoridades militares.formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias. de preservação permanente. § 2º O Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial. para os empreendimentos licitados a partir da vigência desta II . de direito público ou privado. não podendo o uso exceder a 10% (dez por cento) do total da Área de Preservação I . excepcionalmente. de interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas nesta Lei. VIII . é vedada a concessão de novas autorizações de supressão de vegetação enquanto não cumpridas as obrigações previstas no § 1º.proteger áreas úmidas. possuidor ou ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recomposição da vegetação. Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno do Reservatório.abrigar exemplares da fauna ou da flora ameaçados de extinção.conter a erosão do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha. é obrigatória a aquisição.proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico. 3o desta Lei. possuidor ou ocupante a qualquer título.727. § 8º (VETADO).727. especialmente as de importância internacional. o plantio de culturas temporárias se a faixa mínima de 30 (trinta) metros e máxima de 100 (cem) metros em e sazonais de vazante de ciclo curto na faixa de terra que fica exposta no área rural. recursos hídricos. garantindo sua qualidade e quantidade. (Redação dada pela Lei nº 12. desde que não implique supressão metros em área urbana. expedição da licença de instalação. de 2012).CAR. não constituindo a sua ausência impedimento para a III . cultural ou histórico.sejam adotadas práticas sustentáveis de manejo de solo e água e de Permanente. e a faixa mínima de 15 (quinze) metros e máxima de 30 (trinta) período de vazante dos rios ou lagos. de 2012). deverá ser apresentado ao órgão ambiental concomitantemente gestão de recursos hídricos. elaborará § 6º Nos imóveis rurais com até 15 (quinze) módulos fiscais. § 3º (VETADO). Art. é admitida. § 1º Tendo ocorrido supressão de vegetação situada em Área de Preservação Permanente. § 7º (VETADO). IX .esteja de acordo com os respectivos planos de bacia ou planos de Lei. o empreendedor. ainda. (Incluído pela Lei nº 12. para a pequena propriedade ou posse rural familiar.o imóvel esteja inscrito no Cadastro Ambiental Rural . as áreas cobertas com florestas ou outras formas de vegetação destinadas a uma ou mais das seguintes finalidades: I . III .auxiliar a defesa do território nacional. de julho de 2008. desde que: do Sistema Nacional do Meio Ambiente . dunas e restingas somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública. (Incluído pela Lei nº 12. o proprietário da área. (Redação dada pela Lei nº 12. § 3º No caso de supressão não autorizada de vegetação realizada após 22 IV . de 2012). pessoa física ou jurídica. 4o poderá ser autorizada.727. (Incluído pela Lei nº 12. 8º A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública. conforme estabelecido no licenciamento ambiental. art.assegurar condições de bem-estar público. IV . V . ressalvados os usos autorizados previstos nesta Lei.Sisnama.727. de 2012).seja realizado o licenciamento pelo órgão ambiental competente.proteger as restingas ou veredas. a prática da conformidade com termo de referência expedido pelo órgão competente aquicultura e a infraestrutura física diretamente a ela associada. § 1º A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes. de 2012). VI . § 9º (VETADO). VII . § 2º A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Art. de acordo com norma dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente. inseridas em projetos de regularização MPMG Jurídico • 21 . 7º A vegetação situada em Área de Preservação Permanente deverá ser mantida pelo proprietário da área. § 2º A obrigação prevista no § 1o tem natureza real e é transmitida ao sucessor no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural. de novas áreas de vegetação nativa.§ 5º É admitido. V . em locais onde a função desapropriação ou instituição de servidão administrativa pelo ecológica do manguezal esteja comprometida.727. seja conservada a qualidade da água e do solo e seja protegida a fauna silvestre. observando- que trata o inciso V do art. no âmbito do licenciamento ambiental.não implique novas supressões de vegetação nativa. Art. Fotografia: João Paulo de Carvalho Gavidea Seção II Do Regime de Proteção das Áreas de Preservação Permanente Art. com o Plano Básico Ambiental e aprovado até o início da operação do empreendimento.proteger várzeas. 5º Na implantação de reservatório d’água artificial destinado a Preservação Permanente de que tratam os incisos VI e VII do caput do geração de energia ou abastecimento público. para execução de obras empreendedor das Áreas de Preservação Permanente criadas em seu habitacionais e de urbanização. em nas áreas de que tratam os incisos I e II do caput deste artigo. 6º Consideram-se. § 1º Na implantação de reservatórios d’água artificiais de que trata o caput. quando declaradas de interesse social por ato do Chefe do Poder Executivo.

direito à regularização de futuras de significativa degradação do meio ambiente.727. sendo vedada a saúde pública. ou desobediência às vegetação nativa para uso alternativo do solo condicionadas à autorização normas aplicáveis. II . de 2012). com base nas recomendações mencionadas neste artigo. VI . Lei. cíveis e penais cabíveis. observados os seguintes de marinha ou outros bens da União. respeitadas as Áreas de Preservação Permanente.727. a qualquer título. Nos pantanais e planícies pantaneiras.fornecimento de informação falsa. § 3º É dispensada a autorização do órgão ambiental competente para a I . 11-A. de 2012).727.727. § 3º São sujeitos à apresentação de Estudo Prévio de Impacto 22 • MPMG Jurídico . em escala mínima de (Incluído pela Lei nº 12. b) 35% (trinta e cinco por cento).727. de 2012).000. será de 5 (cinco) anos. do órgão estadual do meio ambiente.727.727. de 2012). de 2012). no caso de uso de terrenos sobre as Áreas de Preservação Permanente. vedada a fragmentação do execução. A Zona Costeira é patrimônio nacional.727.727. comprove sua localização em apicum ou salgado e se obrigue. (Incluído pela Lei nº 12. de 2012). que deverá ser concluído por cada Estado no prazo máximo de 1 (um) ano a partir da data da publicação desta Lei. (Incluído pela Lei nº 12.EPIA e Relatório de Impacto Ambiental . pessoa física ou art. com a CAPÍTULO III-A individualização das áreas ainda passíveis de uso. (Incluído pela Lei nº DO USO ECOLOGICAMENTE SUSTENTÁVEL 12.727. no imóvel situado em área de florestas.727. serão permitidos o manejo licença.727. de 2012). desde que observados os seguintes requisitos: § 7º É vedada a manutenção. 12. de 2012). é permitida a exploração ecologicamente sustentável. excluídas as ocupações consolidadas que atendam CAPÍTULO IV ao disposto no § 6º deste artigo. a título de Reserva Legal.com área superior a 50 (cinquenta) hectares. 11. por termo de compromisso. de 2012). (Incluído pela Permanente para obtenção de água e para realização de atividades de Lei nº 12. V .IBAMA e. bem como da sua Seção I produtividade biológica e condição de berçário de recursos pesqueiros. § 1º Os apicuns e salgados podem ser utilizados em atividades de carcinicultura e salinas.727.ZEEZOC.727. (Incluído pela Lei nº 12. nos termos do § 4o do antes de 22 de julho de 2008. na hipótese deste artigo. cientificado o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos nativa. de 2012).localizado na Amazônia Legal: resíduos.localizados em região com adensamento de empreendimentos de Art. renovável apenas se o empreendedor cumprir as exigências da legislação § 1º Em caso de fracionamento do imóvel rural. mediante decisão motivada. de 2012). 225 da Constituição Federal. a proteger a integridade dos manguezais arbustivos adjacentes. previstos no art. licenciamento ou regularização.localizado nas demais regiões do País: 20% (vinte por cento). (Incluído pela Lei nº 12.727. além das previstas nesta 12.727. devendo sua ocupação e exploração dar-se jurídica. Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação estadual. (Incluído pela Lei nº 12. em qualquer hipótese. locais. de atividades de segurança nacional e projeto para ocultar ou camuflar seu porte. excetuados os casos titulação perante a União. ou (Incluído pela Lei nº intervenções ou supressões de vegetação nativa. quando ocorrer: (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. de modo ecologicamente sustentável. (Incluído pela Lei nº 12.727. III .727.727. IV . 68 desta Lei: (Redação dada pela Lei nº 12. baixo impacto ambiental.727.licenciamento da atividade e das instalações pelo órgão ambiental Art. inclusive por omissão. sem prejuízo da aplicação das normas Recursos Naturais Renováveis . devendo-se considerar as recomendações I . (Incluído pela Lei I . bem como a manutenção da infraestrutura física associada ao desenvolvimento III . tratamento e disposição adequados dos efluentes e I .respeito às atividades tradicionais de sobrevivência das comunidades c) 20% (vinte por cento). CAPÍTULO III sem prejuízo das sanções administrativas. desde que o empreendedor. § 2º A licença ambiental. II . II .727. em áreas urbanas consolidadas ocupadas Ambiental .área total ocupada em cada Estado não superior a 10% (dez por cento) dessa nº 12. Art.salvaguarda da absoluta integridade dos manguezais arbustivos e dos processos ecológicos essenciais a eles associados. no imóvel situado em área de campos gerais. empreendimentos: (Incluído pela Lei nº 12. § 4º O órgão licenciador competente.RIMA os novos por população de baixa renda. Da Delimitação da Área de Reserva Legal III . em qualquer fase do licenciamento ou período de validade da Art.descumprimento ou cumprimento inadequado das condicionantes técnicas dos órgãos oficiais de pesquisa. florestal sustentável e o exercício de atividades agrossilvipastoris. hipótese ou forma. observadas boas práticas agronômicas.garantia da manutenção da qualidade da água e do solo.com área de até 50 (cinquenta) hectares. e (Incluído pela Lei nº 12. de 2012). excetuadas as hipóteses de utilidade pública e interesse social. de 2012). Em áreas de inclinação entre 25° e 45°. DOS APICUNS E SALGADOS § 6º É assegurada a regularização das atividades e empreendimentos de carcinicultura e salinas cuja ocupação e implantação tenham ocorrido Art. de 2012).fundiária de interesse social. de 2012). 9º É permitido o acesso de pessoas e animais às Áreas de Preservação carcinicultura ou salinas cujo impacto afete áreas comuns. de 2012). inclusive ambiental e do próprio licenciamento. será considerada. de 2012). § 5º A ampliação da ocupação de apicuns e salgados respeitará o Zoneamento Ecológico-Econômico da Zona Costeira . a) 80% (oitenta por cento). em qualquer (Incluído pela Lei nº 12. obras de interesse da defesa civil destinadas à prevenção e mitigação de de 2012). (Redação dada pela Lei nº 12. 10. em caráter de urgência. dúbia ou enganosa. bem como do dever de recuperar os danos ambientais causados.superveniência de informações sobre riscos ao meio ambiente ou à das atividades. DA ÁREA DE RESERVA LEGAL II .recolhimento. de 2012). ficando novas supressões de ou medidas de controle previstas no licenciamento. (Incluído pela Lei nº 12. para fins do disposto do caput. (Incluído pela Lei nº 12. para assentamentos pelo Programa de Reforma Agrária. mediante comprovação anual. de 2012). acidentes em áreas urbanas. poderá. realizada regularização prévia da percentuais mínimos em relação à área do imóvel. alterar as DAS ÁREAS DE USO RESTRITO condicionantes e as medidas de controle e adequação. de 2012). no imóvel situado em área de cerrado. a área do imóvel antes do fracionamento. inclusive por mídia fotográfica. modalidade de fitofisionomia no bioma amazônico e a 35% (trinta e cinco por cento) no restante do País. de 2012).727. conversão de novas áreas. de 2012). 1:10. se potencialmente causadores § 4º Não haverá.727. (Incluído pela Lei nº 12. ressalvadas as exceções previstas neste artigo. ou (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. de ocupação ou exploração irregular em apicum ou salgado.

CAR. e § 5º Nos casos da alínea a do inciso I. 30. 15. em razão da não formalização da área de Reserva Legal. de 2012). desde que: § 4º Nos casos da alínea a do inciso I. e por terras indígenas homologadas. 59. com pela Lei nº 12.CAR de que trata o art.727. respeitado o percentual previsto recursos hídricos e os corredores ecológicos. § 4º Sem prejuízo das sanções administrativas. § 6º Os empreendimentos de abastecimento público de água e tratamento § 2º O proprietário ou possuidor de imóvel com Reserva Legal conservada de esgoto não estão sujeitos à constituição de Reserva Legal. nas quais funcionem empreendimentos de geração de energia elétrica.PRA. § 1º O órgão estadual integrante do Sisnama ou instituição por ele habilitada deverá aprovar a localização da Reserva Legal após a inclusão Art.as áreas de maior fragilidade ambiental. Área de Preservação Permanente. de 2012). sendo MPMG Jurídico • 23 . nos termos da Lei nº 6. Poderá ser instituído Reserva Legal em regime de condomínio excluídas as áreas prioritárias para conservação da biodiversidade e dos ou coletiva entre propriedades rurais. conforme comprovação do proprietário ao órgão estadual integrante do Sisnama. o proprietário ou possuidor de imóvel rural que mantiver Reserva Legal conservada e averbada em Do Regime de Proteção da Reserva Legal área superior aos percentuais exigidos no referido inciso poderá instituir servidão ambiental sobre a área excedente. a área de Reserva percentuais previstos nesta Lei. ressalvado o previsto no art. qualquer órgão ambiental competente integrante do Sisnama.a formação de corredores ecológicos com outra Reserva Legal. regeneração ou compensação da Reserva Legal de imóveis II . somadas às demais florestas e outras formas de vegetação nativa existentes Art. mediante recomposição. II . de 2012). A área de Reserva Legal deverá ser registrada no órgão ambiental do imóvel no CAR. competente por meio de inscrição no CAR de que trata o art. (Redação dada pela Lei nº § 3º Após a implantação do CAR. Será admitido o cômputo das Áreas de Preservação Permanente mencionado cadastro. a partir da data da sustentável. com Unidade de Conservação ou com outra área legalmente protegida. 18.(VETADO). ultrapassarem: (Incluído pela Lei nº 12. cíveis e penais cabíveis. quando as Áreas de rodovias e ferrovias. conforme o art. o poder público federal poderá: I . proteção à biodiversidade ou de redução de emissão de gases de efeito estufa. situados em área de floresta localizada na Amazônia Legal. 16.o Zoneamento Ecológico-Econômico § 3º É obrigatória a suspensão imediata das atividades em área de Reserva Legal desmatada irregularmente após 22 de julho de 2008. b e c do inciso I do caput. de 2012).§ 2º O percentual de Reserva Legal em imóvel situado em área de § 2º Protocolada a documentação exigida para a análise da localização formações florestais. (Redação dada III . e (Incluído pela Lei nº 12. 20.o plano de bacia hidrográfica. deverá ser iniciado. recuperação. para cumprimento de metas nacionais de Legal poderá ser agrupada em regime de condomínio entre os adquirentes. exclusivamente para fins de regularização. acordo com as modalidades previstas no art. permissão ou autorização Reserva Ambiental e outros instrumentos congêneres previstos nesta Lei.938. Quando indicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico .ZEEs segundo a metodologia unificada.ZEE em imóvel.reduzir. o processo IV . e inscrita no Cadastro Ambiental Rural . A localização da área de Reserva Legal no imóvel rural deverá § 2º Para fins de manejo de Reserva Legal na pequena propriedade ou levar em consideração os seguintes estudos e critérios: posse rural familiar.o proprietário ou possuidor tenha requerido inclusão do imóvel no até 50% (cinquenta por cento). II . nos termos desta Lei. devidamente regularizadas.727. de Preservação Permanente conservadas ou em processo de recuperação. 13. análise e aprovação de tais I . de cerrado ou de campos gerais na Amazônia Legal da área de Reserva Legal.ampliar as áreas de Reserva Legal em até 50% (cinquenta por cento) dos Parágrafo único. (Incluído pela Lei nº 12. poderá reduzir a Reserva Legal para III . I . de publicação desta Lei. § 8º Não será exigido Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas com o objetivo de implantação e ampliação de capacidade § 4º É dispensada a aplicação do inciso I do caput deste artigo. poderá utilizar a § 7º Não será exigido Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou área excedente para fins de constituição de servidão ambiental. no cálculo do percentual da Reserva Legal do imóvel. de 2012). e de recomposição da Reserva Legal em até 2 (dois) anos contados a partir da data da publicação desta Lei. de 2012). No parcelamento de imóveis rurais. ou outras formas de vegetação nativa apenas será autorizada pelo órgão ambiental estadual integrante do Sisnama se o imóvel estiver inserido no Art. a supressão de novas áreas de floresta 12.727.727. recomposição. Cadastro Ambiental Rural . com área rural consolidada. Art.727. previamente aprovado pelo órgão competente do Sisnama. prazos estabelecidos pelo Programa de Regularização Ambiental . Art. quando o Estado tiver Zoneamento Ecológico. o poder público poderá reduzir I . (Incluído pela Lei nº 12. por a. inclusive restrição a direitos. pessoa física ou jurídica. nativa pelo proprietário do imóvel rural. estabelecida § 1º Admite-se a exploração econômica da Reserva Legal mediante manejo em norma federal. de 2012).a área a ser computada esteja conservada ou em processo de domínio público e por terras indígenas homologadas. (Redação dada pela Lei nº 12. A Reserva Legal deve ser conservada com cobertura de vegetação 31 de agosto de 1981. 29. subestações ou sejam § 3º O cômputo de que trata o caput aplica-se a todas as modalidades de instaladas linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica. devendo tal processo ser concluído nos V . de que trata o art. terão o prazo de 5 (cinco) anos. (Incluído pela Lei nº 12. Cota de desapropriadas por detentor de concessão. § 2º Os Estados que não possuem seus Zoneamentos Ecológico- Econômicos . realizado segundo metodologia unificada. abrangendo a regeneração. estadual. 12 em relação a cada imóvel. para até 50% (cinquenta por cento) da propriedade. cuja área ultrapasse o mínimo exigido por esta Lei. Econômico aprovado e mais de 65% (sessenta e cinco por cento) do seu território ocupado por unidades de conservação da natureza de domínio § 1º O regime de proteção da Área de Preservação Permanente não se público. ouvido o Conselho Estadual de Meio Ambiente.727. o poder público estadual.o benefício previsto neste artigo não implique a conversão de novas a Reserva Legal para até 50% (cinquenta por cento). para a sua elaboração e aprovação. a recomposição e a compensação.as áreas de maior importância para a conservação da biodiversidade. de direito público ou privado. os órgãos integrantes do Sisnama deverão estabelecer procedimentos simplificados de elaboração. planos de manejo. ao proprietário ou possuidor rural não poderá será definido considerando separadamente os índices contidos nas alíneas ser imputada sanção administrativa. Seção II § 1º No caso previsto no inciso I do caput. para exploração de potencial de energia hidráulica.80% (oitenta por cento) do imóvel rural localizado em áreas de floresta na Amazônia Legal. 17. 29. de 2012). possuidor ou ocupante a qualquer título. nas áreas de que trata o § 3o deste artigo. altera na hipótese prevista neste artigo. para fins de áreas para o uso alternativo do solo. quando o Município tiver mais de 50% (cinquenta por cento) da área ocupada por unidades de conservação da natureza de II . 14. cumprimento da Reserva Legal.727.727. de Art. 29 desta Lei. no art. e Cota de Reserva Ambiental.

27. igualmente o disposto nos arts. cascas. previamente ao órgão ambiental a motivação da exploração e o volume explorado.técnicas que não coloquem em risco a sobrevivência de indivíduos e da espécie coletada no caso de coleta de flores. O manejo sustentável para exploração florestal eventual sem no órgão ambiental municipal ou estadual. folhas e sementes. aplica-se II . bulbos. 29. cipós. exigirá do proprietário ou possuidor rural: (Redação dada autorização dos órgãos competentes. no mínimo. § 3º A inscrição no CAR será obrigatória para todas as propriedades e posses rurais. possuidor por força do previsto nesta Lei. ou de desmembramento. das coordenadas geográficas com pelo menos um ponto de amarração. com as exceções previstas nesta Lei. É livre a coleta de produtos florestais não madeireiros. com pelo menos um ponto de amarração do perímetro do imóvel. sustentável sem propósito comercial para consumo na propriedade e manejo sustentável para exploração florestal com propósito comercial.assegurar a manutenção da diversidade das espécies. de 28 de agosto de 2001. 23. 22. II . CAPÍTULO V § 2º Na posse. óleos. da art. 28. Seção III contendo a indicação das coordenadas geográficas com pelo menos um ponto de amarração do perímetro do imóvel.SINIMA. Nacional de Informação sobre Meio Ambiente . Art. título. no âmbito do Sistema da vegetação nativa da área. favoreçam a regeneração de espécies nativas. A inserção do imóvel rural em perímetro urbano definido mediante lei municipal não desobriga o proprietário ou posseiro da manutenção da § 4º O requerimento de autorização de supressão de que trata o caput área de Reserva Legal. a localização da área de Reserva Legal e as obrigações assumidas pelo Art. dependerá do cadastramento do imóvel no CAR. independe de regulamento. das Áreas de Uso Restrito. serão adotadas práticas de exploração seletiva nas modalidades de manejo II . É criado o Cadastro Ambiental Rural . e § 1º A inscrição da Reserva Legal no CAR será feita mediante a IV . Art. 29. de que trata o art. bambus e raízes.a localização do imóvel.CAR.o exercício do direito de preempção para aquisição de remanescentes reconhecimento do direito de propriedade ou posse. monitoramento. conforme dispõe a Lei nº 10. 25.a transformação das Reservas Legais em áreas verdes nas expansões urbanas. no mínimo. que só será extinta concomitantemente ao registro conterá. com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais. 2º da Lei no 10. compondo base de dados para controle.os períodos de coleta e volumes fixados em regulamentos específicos. III . SOLO com força de título executivo extrajudicial.o estabelecimento de exigência de áreas verdes nos loteamentos. III . Reserva Legal e das áreas de uso restrito. Art. 24.aplicação em áreas verdes de recursos oriundos da compensação apresentação de planta e memorial descritivo. que. para consumo no próprio imóvel. folhas. II . nos casos de transmissão. § 4º O registro da Reserva Legal no CAR desobriga a averbação no Cartório de Registro de Imóveis.727. segundo lista oficial publicada pelos órgãos federal ou estadual ou municipal do Sisnama. das Áreas de Preservação Permanente.não descaracterizar a cobertura vegetal e não prejudicar a conservação Art. 22 e 23. tampouco elimina florestais relevantes. 20. informando a localização Do Regime de Proteção das Áreas Verdes Urbanas dos remanescentes de vegetação nativa.727. o proprietário ou possuidor rural que desejar fazer a averbação terá direito à gratuidade deste ato. limitada a exploração anual a 20 (vinte) metros cúbicos. das áreas consolidadas e.267. preferencialmente. a necessidade de cumprimento do disposto nº art. as seguintes informações: do parcelamento do solo para fins urbanos aprovado segundo a legislação específica e consoante as diretrizes do plano diretor de que trata o § 1º do I . I . nos termos do propósito comercial. vegetação que abrigue espécie da flora ou da fauna ameaçada de extinção. no período entre a data da § 2º (VETADO). quando houver.identificação do proprietário ou possuidor rural. Art. para o estabelecimento de existente. publicação desta Lei e o registro no CAR. devendo ser requerida no prazo de 1 (um) ano contado da 24 • MPMG Jurídico . No manejo sustentável da vegetação florestal da Reserva Legal. 21. medidas compensatórias e mitigadoras que assegurem a conservação da espécie. tanto de domínio público como de domínio privado. a supressão de I .identificação do imóvel por meio de planta e memorial descritivo. por coordenada geográfica. ou espécies migratórias. § 1º (VETADO). Art. assumidas no termo de compromisso de que trata o § 2º. também da localização da Reserva Legal. Não é permitida a conversão de vegetação nativa para uso resinas.o uso alternativo da área a ser desmatada.a época de maturação dos frutos e sementes. O manejo florestal sustentável da vegetação da Reserva Legal CAPÍTULO VI com propósito comercial depende de autorização do órgão competente e deverá atender as seguintes diretrizes e orientações: DO CADASTRO AMBIENTAL RURAL I . a área de Reserva Legal é assegurada por termo de DA SUPRESSÃO DE VEGETAÇÃO PARA USO ALTERNATIVO DO compromisso firmado pelo possuidor com o órgão competente do Sisnama. 33. contendo a indicação ambiental. empreendimentos comerciais e na implantação de infraestrutura.a utilização efetiva e sustentável das áreas já convertidas. registro público eletrônico de âmbito nacional. que explicite. dependerá da adoção de II . A supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo. 182 da Constituição Federal. 26.comprovação da propriedade ou posse. a qualquer III . de 2012). sendo que. caso Art. deverão ser priorizados projetos que (Redação dada pela Lei nº 12. § 3º No caso de reposição florestal. tais como IV . devendo apenas ser declarados pela Lei nº 12. III . cipós. nos termos do § 4º do art.vedada a alteração de sua destinação. Art. devendo-se observar: Art. III . Nas áreas passíveis de uso alternativo do solo. contemplem a utilização de espécies nativas do mesmo bioma onde ocorreu a supressão.a reposição ou compensação florestal. § 1º A inscrição do imóvel rural no CAR deverá ser feita. alternativo do solo no imóvel rural que possuir área abandonada. 19. obrigatório para todos os imóveis rurais. O poder público municipal contará.257. de 10 de julho de 2001. frutos. 21.conduzir o manejo de espécies exóticas com a adoção de medidas que planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento. No manejo florestal nas áreas fora de Reserva Legal. áreas verdes urbanas. e de prévia § 3º A transferência da posse implica a sub-rogação das obrigações autorização do órgão estadual competente do Sisnama. de 2012). com os seguintes instrumentos: § 2º O cadastramento não será considerado título para fins de I . das Áreas de Preservação Permanente. Art. conforme ato do Chefe do Poder Executivo.

IX . § 4º A reposição florestal será efetivada no Estado de origem da matéria- IV . exóticas. nas condições escala empresarial.indicação das áreas de origem da matéria-prima florestal georreferenciadas. no mínimo: § 2º A aprovação do PMFS pelo órgão competente do Sisnama confere I . As pessoas físicas ou jurídicas que utilizam matéria-prima do Chefe do Poder Executivo. reposição II .outras formas de biomassa florestal definidas pelo órgão competente registro de imóveis onde conste a averbação da Reserva Legal ou termo de do Sisnama. DA EXPLORAÇÃO FLORESTAL § 2º É isento da obrigatoriedade da reposição florestal aquele que utilize: Art. dependerá de licenciamento pelo órgão competente do Sisnama. PSS incluir suprimento de matéria-prima florestal oriunda de terras pertencentes a terceiros. II . III . 29. V . § 1º O PMFS atenderá os seguintes fundamentos técnicos e científicos: b) oriunda de floresta plantada. de pequena escala e comunitário. ao seu detentor a licença ambiental para a prática do manejo florestal sustentável. incidentes em florestas públicas de domínio da União. Art. parâmetros de utilização de matéria-prima florestal para fins de enquadramento das empresas industriais no disposto no caput. II . a) oriunda de PMFS.PMFS que contemple técnicas de condução. matrícula do imóvel e em que essa averbação identifique o perímetro e a localização da reserva. atividade industrial mediante aprovação prévia de Plano de Manejo Florestal Sustentável . c) não madeireira.adoção de sistema de exploração adequado. § 3º Admite-se o suprimento mediante matéria-prima em oferta no mercado: § 5º Respeitado o disposto neste artigo. do empreendimento. 30.monitoramento do desenvolvimento da floresta remanescente. florestal em suas atividades devem suprir-se de recursos oriundos de: Art.programação de suprimento de matéria-prima florestal. Para que o proprietário se desobrigue nos termos do caput.no caso de aquisição de produtos provenientes do plantio de florestas simplificados de elaboração. § 2º O PSS incluirá. deverá apresentar ao órgão ambiental competente a certidão de IV . Parágrafo único. o proprietário não será obrigado a fornecer ao II . I . 34.adoção de medidas mitigadoras dos impactos ambientais e sociais.caracterização dos meios físico e biológico. prorrogável. por igual período por ato Art.a supressão de florestas e formações sucessoras para uso alternativo de PMFS e será parte integrante do processo de licenciamento ambiental do solo.ciclo de corte compatível com o tempo de restabelecimento do volume prima utilizada. a ser submetido à aprovação do órgão competente do Sisnama. os órgãos do Sisnama deverão estabelecer procedimentos II . 31. e durante o período.intensidade de exploração compatível com a capacidade de suporte do recurso florestal utilizado.promoção da regeneração natural da floresta. 21. MPMG Jurídico • 25 .na fase inicial de instalação da atividade industrial. § 1º São obrigadas à reposição florestal as pessoas físicas ou jurídicas CAPÍTULO VII que utilizam matéria-prima florestal oriunda de supressão de vegetação nativa ou que detenham autorização para supressão de vegetação nativa. exploração. o suprimento será comprovado posteriormente mediante relatório anual em que conste § 7º Compete ao órgão federal de meio ambiente a aprovação de PMFS a localização da floresta e as quantidades produzidas. cavacos ou outros resíduos provenientes da 23 e 24. A exploração de florestas nativas e formações sucessoras.PMFS de floresta nativa aprovado pelo órgão competente do Sisnama.costaneiras. órgão ambiental as informações relativas à Reserva Legal previstas no inciso III do § 1º do art.determinação do estoque existente. não superior a 10 (dez) anos.florestas plantadas. ressalvados os casos previstos nos arts. previstos no PSS. I . São isentos de PMFS: consumam grandes quantidades de carvão vegetal ou lenha estabelecerá a utilização exclusiva de matéria-prima oriunda de florestas plantadas ou I . VII . compromisso já firmado nos casos de posse. 32. prima florestal pela atividade industrial. aparas. § 4º O PSS de empresas siderúrgicas. 3º ou por populações tradicionais. § 1º O PSS assegurará produção equivalente ao consumo de matéria- VIII . de Suprimento Sustentável . serão estabelecidas em ato do Chefe do Poder Executivo disposições diferenciadas sobre os PMFS em I . § 6º Para fins de manejo florestal na pequena propriedade ou posse rural familiar. Nos casos em que a Reserva Legal já tenha sido averbada na I . III . § 3º A isenção da obrigatoriedade da reposição florestal não desobriga o interessado da comprovação perante a autoridade competente da origem III .cópia do contrato entre os particulares envolvidos.supressão de vegetação nativa autorizada pelo órgão competente do Sisnama. II . licenciadas por órgão competente do Sisnama.adoção de sistema silvicultural adequado. As empresas industriais que utilizam grande quantidade de matéria-prima florestal são obrigadas a elaborar e implementar Plano VI . não se aplicando outras etapas de licenciamento ambiental. os Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal. de domínio público ou privado. 33. quando o sustentável e a descrição das atividades realizadas.PSS. em ato do Chefe do Poder Executivo. metalúrgicas ou outras que Art.sua implantação. § 3º O detentor do PMFS encaminhará relatório anual ao órgão ambiental competente com as informações sobre toda a área de manejo florestal III . ambiental da floresta. mediante o plantio de espécies preferencialmente de produto extraído da floresta. § 4º O PMFS será submetido a vistorias técnicas para fiscalizar as operações e atividades desenvolvidas na área de manejo. nativas.a exploração florestal não comercial realizada nas propriedades rurais a que se refere o inciso V do art. ressalvados os contratos de suprimento mencionados no inciso III do § 2º. análise e aprovação dos referidos PMFS.o manejo e a exploração de florestas plantadas localizadas fora das § 5º Serão estabelecidos. conforme determinações do órgão competente do Sisnama.matéria-prima florestal: florestal e manejo compatíveis com os variados ecossistemas que a cobertura arbórea forme. uma única vez.

§ 5º O órgão federal coordenador do sistema nacional poderá bloquear a Art. 35. na prevenção e no combate aos incêndios florestais e no manejo do fogo em § 1º A licença prevista no caput será formalizada por meio da emissão do áreas naturais protegidas. 40. como forma de promoção do e de registro no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente desenvolvimento ecologicamente sustentável. que deverá acompanhar o material até o beneficiamento final. I . do Sisnama exigirá que os estudos demandados para o licenciamento da atividade rural contenham planejamento específico sobre o emprego do § 2º É livre a extração de lenha e demais produtos de florestas plantadas nas fogo e o controle dos incêndios. A exportação de plantas vivas e outros produtos da I . exceto nas seguintes situações: c) a conservação da biodiversidade. públicas ou particulares. rural ou de forma regionalizada. devendo o plantio ou reflorestamento estar previamente cadastrado no órgão ambiental competente e a exploração ser previamente § 3º Na apuração da responsabilidade pelo uso irregular do fogo em declarada nele para fins de controle de origem. carvão e outros produtos ou subprodutos florestais oriundos de Manejo e Controle de Queimadas. nativa ou plantios florestais. § 2º Excetuam-se da proibição constante no caput as práticas de prevenção § 3º O corte ou a exploração de espécies nativas plantadas em área de uso e combate aos incêndios e as de agricultura de subsistência exercidas alternativo do solo serão permitidos independentemente de autorização pelas populações tradicionais e indígenas. DOF. flora dependerá de licença do órgão federal competente do Sisnama. 41. cujas características ou subprodutos florestais incluirá sistema nacional que integre os dados ecológicas estejam associadas evolutivamente à ocorrência do fogo. dos diferentes entes federativos. bem como todo e qualquer emissão de Documento de Origem Florestal .938. subsidiar planos estratégicos de prevenção de incêndios florestais. Art. independem de autorização prévia. atualizar e implantar (Incluído pela Lei nº 12. O transporte. Os órgãos ambientais do Sisnama. devidamente aprovado pelos órgãos competentes e realizada por instituição de pesquisa reconhecida. para fins de controle de origem. isolada ou cumulativamente: CAPÍTULO IX a) o sequestro. É proibido o uso de fogo na vegetação. substituição do uso do fogo no meio rural. espécies nativas é obrigado a exigir a apresentação do DOF e munir-se da via que deverá acompanhar o material até o beneficiamento final. planos de contingência para o combate aos incêndios florestais. e o armazenamento de madeira. f) a valorização cultural e do conhecimento tradicional ecossistêmico.727. tais como. a pessoa física ou jurídica responsável análise dos impactos das queimadas sobre mudanças climáticas e mudanças deverá estar registrada no Cadastro Técnico Federal de Atividades no uso da terra. O controle da origem da madeira. 37. O comércio de plantas vivas e outros produtos oriundos da flora e boas práticas que conciliem a produtividade agropecuária e florestal. CAPÍTULO X § 4º No DOF deverão constar a especificação do material. o órgão estadual ambiental competente competente.em locais ou regiões cujas peculiaridades justifiquem o emprego do d) a conservação das águas e dos serviços hídricos. mediante prévia aprovação do órgão § 1º O plantio ou reflorestamento com espécies florestais nativas ou exóticas ambiental competente do Sisnama. previsto no art. É o Poder Executivo federal autorizado a instituir. no prazo de até 1 (um) ano. acesso público por meio da rede mundial de computadores. 36. DA PROIBIÇÃO DO USO DE FOGO E DO CONTROLE DOS INCÊNDIOS b) a conservação da beleza cênica natural. de ação: (Redação dada pela Lei nº 12. sem prejuízo dispensa da licença prevista no caput. lenha. O Governo Federal deverá estabelecer uma Política Nacional de lenha. a autoridade competente para fiscalização e autuação deverá comprovar o nexo de causalidade entre a ação do § 4º Os dados do sistema referido no caput serão disponibilizados para proprietário ou qualquer preposto e o dano efetivamente causado. de 2012). que promova a articulação institucional com vistas na licença do órgão competente do Sisnama. de 2012). observado o disposto no art. § 2º A Política mencionada neste artigo deverá observar cenários de § 3º Todo aquele que recebe ou adquire. fiscalizado e regulamentado pelo órgão federal competente do Sisnama. conservação dos ecossistemas. às atividades de conservação e melhoria dos ecossistemas observadas as condições estabelecidas no caput. programa de apoio e incentivo à conservação do meio ambiente. mudanças climáticas e potenciais aumentos de risco de ocorrência de madeira. devendo ser informados ao órgão § 1º Na situação prevista no inciso I. 17 da Lei critérios de progressividade. previsto no art. 38. terras públicas ou particulares. em DO CONTROLE DA ORIGEM DOS PRODUTOS FLORESTAIS conformidade com o respectivo plano de manejo e mediante prévia aprovação do órgão gestor da Unidade de Conservação. 39.emprego da queima controlada em Unidades de Conservação.938. para cada imóvel e) a regulação do clima. a manutenção e o aumento do estoque e a diminuição do fluxo de carbono. do carvão e de outros produtos manejo conservacionista da vegetação nativa. fogo em práticas agropastoris ou florestais. sem prejuízo de outras exigências cabíveis. 17 da Lei nº 6. de 2012). deverão elaborar. áreas não consideradas Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal. do cumprimento da legislação ambiental.727. 26 • MPMG Jurídico . CAPÍTULO VIII II . e que gerem serviços ambientais. coordenado. observados sempre os Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais. § 1º A Política mencionada neste artigo deverá prever instrumentos para a § 2º Para a emissão do DOF.727. desde que observadas as limitações e condições previstas nesta Lei. Prevenção e Combate aos Incêndios florestas de espécies nativas. visando ao Art. que estabelecerá os critérios de monitoramento e controle. (Redação dada pela Lei nº III . Art. carvão e outros produtos ou subprodutos de florestas de incêndios florestais. no controle de queimadas. monetária ou não.atividades de pesquisa científica vinculada a projeto de pesquisa 12. para Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais. por qualquer meio. cabendo ao órgão federal coordenador do sistema fornecer os programas de § 4º É necessário o estabelecimento de nexo causal na verificação das informática a serem utilizados e definir o prazo para integração dos responsabilidades por infração pelo uso irregular do fogo em terras dados e as informações que deverão ser aportadas ao sistema nacional. requerem Florestais. (Incluído pela Lei nº 12.DOF dos entes federativos órgão público ou privado responsável pela gestão de áreas com vegetação não integrados ao sistema e fiscalizar os dados e relatórios respectivos. Art. nativa dependerá de licença do órgão estadual competente do Sisnama com redução dos impactos ambientais. para fins comerciais ou industriais. abrangendo as seguintes categorias e linhas nº 6.pagamento ou incentivo a serviços ambientais como retribuição. prévia. de 31 de agosto de 1981. 35. saúde pública e fauna. mediante prévia aprovação do órgão estadual ambiental competente do Sisnama. para fins comerciais ou industriais. de 2012). bem como para adoção de tecnologias Art.727. de 31 de agosto de 1981. Parágrafo único. RECUPERAÇÃO DO MEIO AMBIENTE § 5º O órgão ambiental federal do Sisnama regulamentará os casos de Art. sua volumetria DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À PRESERVAÇÃO E e dados sobre sua origem e destino. a conservação.

9º-A da de perfuração de solo. 3º desta Lei. Legal dos imóveis a que se refere o inciso V do art. recuperação ou favor de proprietário de imóvel incluído no CAR que mantenha área nas recomposição das Áreas de Preservação Permanente. inovação e aceleração das ações de recuperação. de 15 de setembro de 1965. com a finalidade de recuperação e manutenção de áreas prioritárias para a gestão da unidade. com taxas Unidades de Conservação de Proteção Integral são elegíveis para de juros menores. instrumentos. de Reserva Legal condições previstas no art. passa a ser considerada.ato de designação de responsável.727. para a manutenção. É instituída a Cota de Reserva Ambiental . § 1º O proprietário interessado na emissão da CRA deve apresentar ao § 2º O programa previsto no caput poderá. de Reserva Legal e de familiares como definidos no inciso V do art. de 22 de julho de 2008. existente ou em processo de recuperação: f) isenção de impostos para os principais insumos e equipamentos. § 3º Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais inscritos no CAR. gerando créditos tributários. a) participação preferencial nos programas de apoio à comercialização da IV . postes de madeira tratada. de parte dos gastos efeito desta Lei. 45. conservação e uso sustentável das florestas e demais formas III . 43. com a indicação da área a ser vinculada § 4º As atividades de manutenção das Áreas de Preservação Permanente.cédula de identidade do proprietário. de Reserva Legal e de uso restrito. § 3º A Cota de Reserva Florestal . caput deste artigo até que as referidas sanções sejam extintas. II .certidão atualizada da matrícula do imóvel expedida pelo registro de limites estabelecidos nos arts. de 2012). 3º desta Lei. efetuados com a recomposição das Áreas de Preservação Permanente. pessoa física ou jurídica. de Reserva Legal certificadas de gases de efeito estufa. inadimplentes em relação ao cumprimento do termo de compromisso ou III . 36 da no mercado. bem como limites e prazos maiores que os praticados receber apoio técnico-financeiro da compensação prevista no art. 12 desta Lei. 44. V .compensação pelas medidas de conservação ambiental necessárias caput deste artigo deverá integrar os sistemas em âmbito nacional e para o cumprimento dos objetivos desta Lei. 50 do Decreto nº 6. em data anterior a 22 de julho de 2008.985. que foram promovidos sem Reserva Legal e de uso restrito na bacia de geração da receita. tais como: RPPN. (VETADO).771. manejo florestal e agroflorestal sustentável realizados na propriedade ou posse rural. b) destinação de recursos para a pesquisa científica e tecnológica e a § 1º A emissão de CRA será feita mediante requerimento do proprietário. Art. 21 da Lei nº 9. b) contratação do seguro agrícola em condições melhores que as praticadas no mercado. 44-B II . configurando adicionalidade para fins de mercados nacionais e internacionais de reduções de emissões h) a manutenção de Áreas de Preservação Permanente. Rural .514.CRA. 42. e) linhas de financiamento para atender iniciativas de preservação voluntária de vegetação nativa. Lei nº 9. ameaçadas de extinção. de áreas onde não era vedada a supressão.memorial descritivo do imóvel. (Incluído pela Lei nº 12. e de uso restrito. destinado água.985. ou que estejam em imóveis competente.sob regime de servidão ambiental.certidão negativa de débitos do Imposto sobre a Propriedade são elegíveis para os incentivos previstos nas alíneas a a e do inciso II do Territorial Rural . ou recuperação de áreas Art.dedução da base de cálculo do imposto de renda do proprietário ou da Lei nº 4. recuperação e manutenção das Áreas de Preservação Permanente. § 5º O programa relativo a serviços ambientais previsto no inciso I do II . como Cota de Reserva Ambiental. PRA ou que estejam sujeitos a sanções por infrações ao disposto nesta Lei.CRF emitida nos termos do art. II . instituída na forma do art.utilização de fundos públicos para concessão de créditos reembolsáveis Art. nos termos do art.727. pelo possuidor de imóvel rural. 44. bombas d’água. não IV . assegurado o controle do órgão § 1º Para financiar as atividades necessárias à regularização ambiental das federal competente do Sisnama. extensão rural relacionadas à melhoria da qualidade ambiental.938. título nominativo degradadas.ITR. na forma da Lei nº 9. 6º. O Governo Federal implantará programa para conversão da multa d) destinação de parte dos recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da prevista no art. de 8 de janeiro de 1997. III . autorização ou licença. tais como: fios de arame. extensão rural relacionadas à melhoria da qualidade ambiental. contendo pelo menos um ponto de amarração georreferenciado MPMG Jurídico • 27 . na forma de ato do Chefe do Poder Executivo. após inclusão do imóvel no CAR e laudo comprobatório emitido pelo próprio órgão ambiental ou por entidade credenciada.protegida na forma de Reserva Particular do Patrimônio Natural - de vegetação nativa. Conservação de domínio público que ainda não tenha sido desapropriada. 11 e 12 desta Lei. estabelecer diferenciação órgão referido no caput proposta acompanhada de: tributária para empresas que industrializem ou comercializem produtos originários de propriedades ou posses rurais que cumpram os padrões e I . exceto aquelas suspensas em virtude do disposto no Capítulo XIII.433. ou incentivos por serviços ambientais. a imóveis rurais.destinação de recursos para a pesquisa científica e tecnológica e a em área de RPPN instituída em sobreposição à Reserva Legal do imóvel. processo de cumpri-los. e de uso restrito cujo desmatamento seja anterior a 22 de julho de 2008. de 31 de agosto de 1981. 4º. objetivando a criação de um mercado de serviços ambientais. dentre outros utilizados para os processos de Lei nº 6. representativo de área com vegetação nativa. utilizando-se dos seguintes estadual. ainda. de 18 de julho de 2000. o programa poderá prever: § 2º A CRA não pode ser emitida com base em vegetação nativa localizada I . trado I . III . dentre outros: § 6º Os proprietários localizados nas zonas de amortecimento de a) obtenção de crédito agrícola. A CRA será emitida pelo órgão competente do Sisnama em e não reembolsáveis destinados à compensação.ITR. proteção de espécies da flora nativa Art.incentivos para comercialização. § 7º O pagamento ou incentivo a serviços ambientais a que se refere o inciso I deste artigo serão prioritariamente destinados aos agricultores c) dedução das Áreas de Preservação Permanente. ao título. de Reserva Legal e de uso restrito são elegíveis para quaisquer pagamentos g) a conservação e o melhoramento do solo. referente a autuações vinculadas a desmatamentos em recuperação ou recomposição das Áreas de Preservação Permanente. quando se tratar de pessoa jurídica. propriedades rurais. de 18 de julho de 2000. (Incluído pela uso restrito da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Lei nº 12. quando se tratar de pessoa física.correspondente à área de Reserva Legal instituída voluntariamente sobre a vegetação que exceder os percentuais exigidos no art. em todas as suas modalidades. de 2012).existente em propriedade rural localizada no interior de Unidade de produção agrícola. de Reserva Legal e de uso restrito cujo desmatamento seja anterior a 22 de § 4º Poderá ser instituída CRA da vegetação nativa que integra a Reserva julho de 2008.

contado da data da sua emissão. ornamentais ou industriais. 50.relativo ao perímetro do imóvel e um ponto de amarração georreferenciado da vegetação nativa da área vinculada à CRA cujos custos e prazo de relativo à Reserva Legal. A CRA somente poderá ser cancelada nos seguintes casos: Art. Para cumprimento da manutenção da área de reserva legal nos de conservação da vegetação nativa da área que deu origem ao título. § 1º O embargo restringe-se aos locais onde efetivamente ocorreu o desmatamento ilegal. 49.automaticamente. dependerão de simples declaração ao órgão ambiental competente. 30 (trinta) dias.o bioma correspondente à área vinculada ao título. em bolsas de mercadorias de âmbito nacional ou em sistemas de registro e de liquidação financeira CAPÍTULO XII de ativos autorizados pelo Banco Central do Brasil. cancelamento e transferência da desmatamento em desacordo com o disposto nesta Lei. 3º. § 4º A utilização de CRA para compensação da Reserva Legal será averbada na matrícula do imóvel no qual se situa a área vinculada ao Parágrafo único. desde que esteja o imóvel devidamente inscrito no CAR. É obrigatório o registro da CRA pelo órgão emitente. DO CONTROLE DO DESMATAMENTO § 4º O órgão federal referido no caput pode delegar ao órgão estadual Art.por solicitação do proprietário rural.de áreas de recomposição mediante reflorestamento com espécies demais atividades realizadas no imóvel não relacionadas com a infração. quando desenvolvidas nos imóveis a que se refere o inciso V do art.o nome do proprietário rural da área vinculada ao título. 3º. a pessoa física ou a pessoa jurídica de direito público ou privado. ambiental. 46. assegurada a implementação de sistema único de controle. § 2º A CRA só pode ser utilizada para compensar Reserva Legal de imóvel rural situado no mesmo bioma da área à qual o título está vinculado. onerosa ou gratuitamente. I . no caso de degradação se refere o inciso V do art. realizar a captação das respectivas coordenadas geográficas. específica. A intervenção e a supressão de vegetação em Áreas de Preservação assinado pelo titular da CRA e pelo adquirente. Cada CRA corresponderá a 1 (um) hectare: propiciar a regeneração do meio ambiente e dar viabilidade à recuperação da área degradada. as Áreas de II . 3º. A inscrição no CAR dos imóveis a que se refere o inciso V do I . a obra e a parte da área do imóvel que Art. não alcançando as atividades de subsistência ou as II . identificando: § 1º O cancelamento da CRA utilizada para fins de compensação de Reserva Legal só pode ser efetivado se assegurada Reserva Legal para o I . o proprietário ou possuidor apresentará os § 3º A CRA só pode ser utilizada para fins de compensação de Reserva dados identificando a área proposta de Reserva Legal. Para o registro no CAR da Reserva Legal. Art. de 12 de memorial descritivo contendo pelo menos um ponto de amarração fevereiro de 1998. 3o. com de infração à legislação ambiental. § 2º Aprovada a proposta. cultivadas em sistema intercalar ou em consórcio com art. 3º. DA AGRICULTURA FAMILIAR Art. o inciso V do art. CAPÍTULO XI § 3º O vínculo de área à CRA será averbado na matrícula do respectivo imóvel no registro de imóveis competente. resguardados os dados protegidos por legislação com base em declaração do proprietário e vistoria de campo. obra ou atividade que deu causa ao uso alternativo do solo. 55. 51. ou instituição por ele habilitada. § 2º A transmissão inter vivos ou causa mortis do imóvel não elimina nem Parágrafo único. para a recomposição da vegetação da Reserva Legal nos imóveis a que se refere o inciso V do art. apenas a apresentação dos documentos mencionados nos incisos I e II do § 1º do art. cabendo aos órgãos Legal se respeitados os requisitos estabelecidos no § 6º do art. 44 desta Lei poderá ser utilizada conforme PMFS. devendo o poder público prestar apoio técnico e jurídico. § 3º O cancelamento da CRA deve ser averbado na matrícula do imóvel no IV . recuperação ambiental inviabilizem a continuidade do vínculo entre a área e o título. Art. 44. 47. nativas. 3º observará procedimento simplificado no qual será obrigatória áreas nas condições previstas nos incisos I e II do art. 3º é gratuito. II . qual se situa a área vinculada ao título e do imóvel no qual a compensação foi aplicada. 56. em caso de desistência de manter art. imóveis a que se refere o inciso V do art. como medida administrativa voltada a impedir a continuidade do dano ambiental. competentes integrantes do Sisnama.a dimensão e a localização exata da área vinculada ao título. excetuadas as alíneas b § 1º A transferência da CRA só produz efeito uma vez registrado o termo e g. § 2º O órgão ambiental responsável deverá disponibilizar publicamente as § 1º O estágio sucessional ou o tempo de recomposição ou regeneração da informações sobre o imóvel embargado. Permanente e de Reserva Legal para as atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental.de área com vegetação nativa primária ou com vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração ou recomposição. em razão de término do prazo da servidão Preservação Permanente e os remanescentes que formam a Reserva Legal. 53. O órgão ambiental competente. O licenciamento ambiental de PMFS comercial nos imóveis a que III . II e III do espécies exóticas. previstas no inciso X do art. O poder público estadual deverá prestar apoio técnico altera o vínculo de área contida no imóvel à CRA. Art. caracterizando o exato local da área embargada e informando em que estágio se encontra o respectivo procedimento administrativo. conforme o caso. § 2º A CRA não poderá ser emitida pelo órgão ambiental competente quando a regeneração ou recomposição da área forem improváveis ou inviáveis. O registro da Reserva Legal nos imóveis a que se refere título e na do imóvel beneficiário da compensação. Cabe ao proprietário do imóvel rural em que se situa a área vinculada à CRA a responsabilidade plena pela manutenção das condições Art. A CRA pode ser transferida. no prazo de são objetos do embargo. 3º se beneficiará de procedimento simplificado 28 • MPMG Jurídico . o órgão referido no caput emitirá a CRA correspondente. Art. 48. georreferenciado.por decisão do órgão competente do Sisnama. 29 e de croqui indicando o perímetro do imóvel. o órgão ambiental responsável emitirá certidão em que conste a atividade. ao tomar conhecimento do competente atribuições para emissão. mediante termo Art. poderão ser computados os plantios de árvores frutíferas.o número da CRA no sistema único de controle.605. espécies nativas da região em sistemas agroflorestais.a classificação da área em uma das condições previstas no art. § 3º A pedido do interessado. imóvel no qual a compensação foi aplicada. Art. compostos por § 1º A área vinculada à emissão da CRA com base nos incisos I. V . 66. 52. 46. nos termos da Lei nº 9. § 2º O cancelamento da CRA nos termos do inciso III do caput independe da aplicação das devidas sanções administrativas e penais decorrentes III . previsto no caput no sistema único de controle. 54. deverá embargar a CRA. inclusive por meio da rede mundial vegetação nativa será avaliado pelo órgão ambiental estadual competente de computadores. nos imóveis a que se refere o inciso V do art.

estabelecidos no art.preservação voluntária de vegetação nativa acima dos limites nesta Lei. melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente. Art. 12. incumbindo-se aos § 2º O manejo previsto no § 1º não poderá comprometer mais de 15% Estados e ao Distrito Federal o detalhamento por meio da edição de (quinze por cento) da biomassa da Reserva Legal nem ser superior a 15 normas de caráter específico. no próprio imóvel a que se refere o inciso V do art. limitada a retirada anual § 1º Na regulamentação dos PRAs.proteção de espécies da flora nativa ameaçadas de extinção. em razão de suas peculiaridades territoriais. no prazo de 1 § 3º Para os imóveis rurais com área superior a 2 (dois) módulos fiscais (um) ano. bem como após a adesão do interessado ao PRA e enquanto estiver sendo cumprido o termo de compromisso.recuperação ambiental de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal. A União. prioritariamente. no mínimo. para uso no próprio imóvel. é autorizada. por ato do Chefe do Poder Executivo. históricas. contado a partir da implantação a que se refere o rurais.pagamento por serviços ambientais. serão suspensas as sanções decorrentes das infrações mencionadas no § 4º deste artigo I . 57. 58. caput. será Seção I obrigatória a recomposição das respectivas faixas marginais em 8 (oito) metros. Assegurado o controle e a fiscalização dos órgãos ambientais nº art. VI . contados da borda da calha do leito regular. que constituirá título executivo extrajudicial.de licenciamento ambiental. culturais.produção de mudas e sementes. prorrogável e de até 4 (quatro) módulos fiscais que possuam áreas consolidadas em MPMG Jurídico • 29 . climáticas. cada Estado e no Distrito Federal. enquanto o termo estiver do detentor do imóvel. conforme preceitua por propriedade ou posse rural. de 2012). 60. com o objetivo de adequá-las aos termos eventual. as multas referidas neste do imóvel no Registro Geral do Cartório de Registro de Imóveis ou artigo serão consideradas como convertidas em serviços de preservação. § 1º Para os imóveis rurais com área de até 1 (um) módulo fiscal que possuam áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente ao VII . dada pela Lei nº 12. independe de autorização dos órgãos ambientais competentes. contado a partir da data da publicação desta Lei. de 2012). em quantidade não superior ao estipulado no § 1º deste artigo. 38. exclusivamente. de 2012). (Incluído pela Lei nº 12. apoio técnico e incentivos financeiros. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12. § 4º Os limites para utilização previstos no § 1º deste artigo no caso de posse coletiva de populações tradicionais ou de agricultura familiar serão § 3º Com base no requerimento de adesão ao PRA. nas iniciativas de: (Redação pretensão punitiva. para consumo deste Capítulo. o órgão competente adotados por unidade familiar. de Reserva Legal e de uso restrito. Das Áreas Consolidadas em Áreas de Preservação Permanente III . a serem obtidos com o manejo seletivo. o art. prorrogável por uma única vez. e oitenta) dias a partir da data da publicação desta Lei. (Incluído pela Lei nº 12.promoção de assistência técnica para regularização ambiental e recuperação de áreas degradadas.727. o poder público poderá instituir programa de sendo cumprido. 61. as seguintes informações: § 5º A partir da assinatura do termo de compromisso. 39 competentes dos respectivos planos ou projetos. de 12 de fevereiro de 1998.727. implantar Programas de Regularização Ambiental . § 5º As propriedades a que se refere o inciso V do art. Art. A assinatura de termo de compromisso para regularização de imóvel ou posse rural perante o órgão ambiental competente.recuperação de áreas degradadas. por uma única vez. calha do leito regular. de V . Nos imóveis a que se refere o inciso V do art. cumpridas as obrigações estabelecidas no PRA ou no termo de compromisso para a regularização ambiental das exigências desta Lei. os imóveis a § 1º A prescrição ficará interrompida durante o período de suspensão da que se refere o inciso V do caput do art. II . o Art. de 2012). § 2º Extingue-se a punibilidade com a efetiva regularização prevista I . sem prejuízo do prazo definido no caput. 59. sem propósito § 2º A inscrição do imóvel rural no CAR é condição obrigatória para a comercial. e. suspenderá a punibilidade dos crimes previstos nos arts. normas de caráter geral. 24 da Constituição Federal. 3o. entende-se por manejo eventual. § 3º Para os fins desta Lei.croqui da área do imóvel com indicação da área a ser objeto do manejo seletivo. 3º. 61-A. Seção II II . a continuidade das atividades agrossilvipastoris. devendo esta adesão ser requerida pelo interessado no serrada destinada a benfeitorias e uso energético nas propriedades e posses prazo de 1 (um) ano. por igual período.727. (quinze) metros cúbicos de lenha para uso doméstico e uso energético. relativas à supressão irregular de vegetação ou indireto depende de autorização simplificada do órgão ambiental em Áreas de Preservação Permanente. mencionado Art.727. incluindo cópia da matrícula nos prazos e condições neles estabelecidos. CAPÍTULO XIII § 2º Para os imóveis rurais com área superior a 1 (um) módulo fiscal e de DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS até 2 (dois) módulos fiscais que possuam áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente ao longo de cursos d’água naturais. IV . (Incluído pela Lei nº 12. 59. por ato do Chefe do Poder Executivo.605. 3º. 3º são desobrigadas da reposição florestal se a matéria-prima florestal for utilizada para § 4º No período entre a publicação desta Lei e a implantação do PRA em consumo próprio. a União estabelecerá.dados do proprietário ou possuidor rural. por igual período. devendo o interessado apresentar. competente. de lenha ou madeira adesão ao PRA. independentemente da largura do curso d´água. econômicas e sociais. III . estimativa do volume de produtos e subprodutos florestais § 6º (VETADO). de 2012). em até 180 (cento de material lenhoso a 2 (dois) metros cúbicos por hectare. os Estados e o Distrito Federal deverão. será obrigatória a recomposição das respectivas faixas marginais em 5 (cinco) metros. Art.dados da propriedade ou posse rural. longo de cursos d’água naturais.implantação de sistemas agroflorestal e agrossilvipastoril.PRAs de § 1º O manejo sustentável da Reserva Legal para exploração florestal posses e propriedades rurais. integrante do Sisnama convocará o proprietário ou possuidor para assinar o termo de compromisso.727. o suprimento. sem propósito comercial direto ou indireto. Art. regularizando o uso de áreas rurais consolidadas conforme definido no PRA. por ano. comprovante de posse. ecoturismo e de turismo rural em áreas rurais consolidadas até 22 de julho de 2008. o manejo florestal proprietário ou possuidor não poderá ser autuado por infrações cometidas madeireiro sustentável da Reserva Legal com propósito comercial direto antes de 22 de julho de 2008. contados da borda da VIII . indicação da sua destinação e cronograma de execução previsto. podendo incluir medidas indutoras e linhas de financiamento para atender. Nas Áreas de Preservação Permanente. independentemente Disposições Gerais da largura do curso d´água. assim como as obrigações e 48 da Lei no 9.

de 2012). no caso dos imóveis a que se refere § 5º Nos casos de áreas rurais consolidadas em Áreas de Preservação o inciso V do caput do art.727. a partir do espaço brejoso e encharcado. nesta Lei. de 2012). independentemente das área demarcada individualmente. (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei fiscal e de até 2 (dois) módulos fiscais. as quais deverão ser informadas no CAR para fins de monitoramento. sendo obrigatória a recomposição de faixa marginal equivalente. o poder público. de 2012). em até 50% (cinquenta por cento) da área total a ser recomposta. contados da borda da calha do leito regular. de largura mínima de: (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. ouvidos o Comitê de Bacia Hidrográfica e o Conselho II . nos termos do que dispuser regulamento do Chefe do Poder Executivo. observados os limites de cada rural. de 2012).727. para imóveis rurais com área superior a 1 (um) módulo adoção de medidas de conservação do solo e da água. (Incluído pela Lei nº 12. perenes ou de ciclo longo. (Incluído pela Lei nº 12.727. I . (Incluído pela Lei nº conjuntamente.727. órgão competente do Sisnama.727. devendo o proprietário.plantio intercalado de espécies lenhosas. II . exóticas com nativas de ocorrência regional.727. de 2012). de ecoturismo e de turismo as exigências estabelecidas no art. de 12. (Incluído a recomposição das faixas marginais. Agrária . delimitadas pela Lei nº 12. determinações contidas no caput e nos §§ 1º a 7º. de ecoturismo Conselho Estadual de Meio Ambiente ou de órgão colegiado estadual ou de turismo rural.727. de 2012). da calha do leito regular.30 (trinta) metros. de 2012). de 2012). § 17. de 2012). de 2012). Permanente no entorno de nascentes e olhos d’água perenes.nos demais casos.15 (quinze) metros.727. e (Incluído pela Lei nº 12. § 14. contados da borda IV . de 2012). (Incluído pela Lei nº 12. III . de 2012). II . I . (Incluído pela Lei nº 12.8 (oito) metros. de 2012). A recomposição de que trata este artigo poderá ser feita. 3º. o Chefe do Poder Executivo poderá.(VETADO). § 16. no caso das intervenções área de até 2 (dois) módulos fiscais. para imóveis rurais com área superior a 4 (quatro) Manejo elaborado e aprovado de acordo com as orientações emitidas pelo módulos fiscais. estabelecer metas e diretrizes de recuperação ou conservação da módulos fiscais. § 15. (Incluído pela Lei nº 12. e (Incluído pela Lei nº criadas por ato do poder público até a data de publicação desta Lei não 12. será a estabilidade das margens e a qualidade da água. (Incluído pela Lei nº 12. § 11. para imóveis rurais com § 10.727. de 2012). conforme determinação do PRA.727. (Incluído pela Lei nº 12. não ultrapassará: (Incluído pela Lei nº 12. de 2012).Incra.727. § 13.727. inclusive o acesso a essas atividades. vegetação nativa superiores às definidas no caput e nos §§ 1º a 7º.727. de julho de 2008. é o proprietário ou possuidor rural responsável pela conservação do solo e da água. verificada a existência de risco de agravamento de processos erosivos ou de § 6º Para os imóveis rurais que possuam áreas consolidadas em Áreas inundações.727. será admitida a manutenção de atividades agrossilvipastoris. sendo exigida. a recomposição de áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente § 12.20% (vinte por cento) da área total do imóvel. como projeto prioritário.10% (dez por cento) da área total do imóvel. (Incluído pela Lei nº 12. 59. (Incluído pela Lei nº 12.727. ao longo de cursos d’água naturais. após deliberação do admitida a manutenção de atividades agrossilvipastoris. § 8º Será considerada. pelos seguintes métodos: (Incluído pela Lei nº 12. de 2012). possuidor rural ou § 7º Nos casos de áreas rurais consolidadas em veredas. (Incluído pela Lei nº 12.727. sendo exigida a II . nesses casos.plantio de espécies nativas conjugado com a condução da regeneração natural de espécies nativas. será obrigatória a recomposição das respectivas faixas marginais em 15 (quinze) metros. 30 • MPMG Jurídico .(VETADO). de 2012). de 2012). (quatro) módulos fiscais. § 18. Art. já existentes. para imóveis rurais com área de até 1 (um) módulo adesão ao PRA de que trata o § 2º do art. eventuais impactos. isolada ou independentemente da largura do curso d’água.5 (cinco) metros. de 2012). para imóveis rurais com área superior a 4 Estadual de Meio Ambiente. será obrigatória ocupante a qualquer título adotar todas as medidas indicadas.727. a área detida pelo imóvel rural em 22 de julho de 2008.727.50 (cinquenta) metros. ressalvado o que dispuser o Plano de IV . Em todos os casos previstos neste artigo. de 2012). (Incluído pela Lei nº 12.727. detinham até 10 (dez) módulos fiscais e desenvolviam atividades agrossilvipastoris nas áreas consolidadas em Áreas de § 9º A existência das situações previstas no caput deverá ser informada no Preservação Permanente é garantido que a exigência de recomposição.727.727. de 2012). (Incluído pela Lei nº 12. desde que não estejam até a titulação por parte do Instituto Nacional de Colonização e Reforma em área que ofereça risco à vida ou à integridade física das pessoas.727. de nº 12. de 2012). sendo obrigatória a recomposição do raio mínimo de 15 (quinze) metros. (Incluído pela Lei nº 12. ou de turismo rural.727.727. (Incluído pela Lei nº 12. As Áreas de Preservação Permanente localizadas em imóveis III . (Incluído pela Lei que possuam áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente nº 12. lagos e lagoas naturais observará associada às atividades agrossilvipastoris. de 2012).727.727. com largura mínima de: (Incluído pela Lei nº 12. são passíveis de ter quaisquer atividades consideradas como consolidadas nos termos do caput e dos §§ 1º a 15. 61-A. conforme previsto em legislação específica. (Incluído pela Lei Art. observado o mínimo de 20 (vinte) e o máximo de 100 (cem) metros. de 2012). Aos proprietários e possuidores dos imóveis rurais que. em 22 nº 12. 61-C. 2012). para imóveis rurais com área de até 4 (quatro) próprio. de ecoturismo V . para imóveis rurais com área superior a 2 (dois) inseridos nos limites de Unidades de Conservação de Proteção Integral módulos fiscais e de até 4 (quatro) módulos fiscais. objeto de contrato de concessão de uso.plantio de espécies nativas. (Incluído pela Lei nº 12. Para os assentamentos do Programa de Reforma Agrária. em ato I .Áreas de Preservação Permanente ao longo de cursos d’água naturais. A partir da data da publicação desta Lei e até o término do prazo de I . será obrigatória a recomposição das respectivas faixas marginais: (Incluído pela Lei nº 12. de 2012).727. de 2012). Será admitida a manutenção de residências e da infraestrutura ao longo ou no entorno de cursos d’água. determinará a adoção de medidas mitigadoras que garantam de Preservação Permanente no entorno de lagos e lagoas naturais.727.727. (Incluído pela Lei nº 12. CAR para fins de monitoramento.condução de regeneração natural de espécies nativas. (Incluído pela Lei nº 12. somadas todas as Áreas de Preservação Permanente de técnicas de conservação do solo e da água que visem à mitigação dos do imóvel. (Incluído pela Lei nº 12. de 2012). 2012). (Incluído pela Lei nº 12. Em bacias hidrográficas consideradas críticas.727.727. atividades desenvolvidas nas áreas de que trata o caput. § 4º Para os imóveis rurais com área superior a 4 (quatro) módulos fiscais I . sendo vedada a conversão de novas áreas para uso alternativo do solo nesses locais.727. área superior a 2 (dois) e de até 4 (quatro) módulos fiscais. de 2012).727. a adoção nos termos desta Lei. 61-B. de 2012).(VETADO).30 (trinta) metros. por meio de adoção de boas práticas II . para os fins do disposto no caput e nos §§ 1º a 7º. de 2012). de 2012). (VETADO). Antes mesmo da disponibilização do CAR.727. em projeção horizontal. para imóveis rurais com agronômicas. é autorizada a continuidade das fiscal. e (Incluído pela Lei nº 12. de 2012). A realização das atividades previstas no caput observará critérios técnicos de conservação do solo e da água indicados no PRA previsto III .

MPMG Jurídico • 31 . O proprietário ou possuidor de imóvel rural que detinha.a especificação e a avaliação dos sistemas de infraestrutura urbana e de Art. a partir de boas práticas agronômicas e de conservação do solo e § 2º Para fins da regularização ambiental prevista no caput. IV .a especificação da ocupação consolidada existente na área. os ao PRA.caracterização da situação ambiental da área a ser regularizada. adotando as seguintes alternativas. 12. 4o. área de Reserva Legal em extensão inferior ao estabelecido no art. queda e rolamento bem como da infraestrutura física associada ao desenvolvimento de de blocos. dos passivos e fragilidades I . II . (cinquenta por cento) da área total a ser recuperada. II . atividades agrossilvipastoris. § 2º A recomposição de que trata o inciso I do caput deverá atender os critérios estipulados pelo órgão competente do Sisnama e ser concluída V . 64.977. nas Áreas de Preservação Permanente. I . § 3º Em áreas urbanas tombadas como patrimônio histórico e cultural. considerados o uso adequado dos recursos hídricos. previstas no inciso às praias e aos corpos d’água. ao longo dos da água.727. § 2º A manutenção das culturas e da infraestrutura de que trata o caput IX . em 22 de relação à situação anterior com a adoção das medidas nele preconizadas.comprovação da melhoria da habitabilidade dos moradores frutíferas. a não (um décimo) da área total necessária à sua complementação.a identificação das áreas consideradas de risco de inundações e de florestais.CRA. movimentos de massa rochosa. de 7 de julho de 2009. sejam elas águas Preservação Permanente será a distância entre o nível máximo operativo superficiais ou subterrâneas.proposição de intervenções para a prevenção e o controle de riscos geotécnicos e de inundações. de 7 de julho de 2009. será admitida a manutenção de atividades VI . VII . isolada ou conjuntamente: seguintes elementos: I .o plantio de espécies exóticas deverá ser combinado com as espécies nativas de ocorrência regional. nos termos desta Lei. a regularização ambiental será admitida por meio da aprovação do projeto de regularização fundiária. pelo órgão ambiental competente. perenes ou de ciclo longo.166-67. II . Nas áreas rurais consolidadas nos locais de que tratam os incisos V.especificação dos sistemas de saneamento básico. para fins de prévia autorização econômica. em até 20 (vinte) anos. em sistema agroflorestal. no mínimo 1/10 ambiental.a comprovação da melhoria das condições de sustentabilidade urbano- é condicionada à adoção de práticas conservacionistas do solo e da água ambiental e de habitabilidade dos moradores a partir da regularização.a demonstração de garantia de acesso livre e gratuito pela população § 3º Admite-se. 65. a cada 2 (dois) anos.a identificação dos recursos ambientais.recuperação de áreas degradadas e daquelas não passíveis de regularização. será mantida faixa não edificável com ou órgãos colegiados estaduais equivalentes. III . § 3º A recomposição de que trata o inciso I do caput poderá ser realizada mediante o plantio intercalado de espécies nativas com exóticas ou VI . ressalvadas as situações de risco de vida. VII . na forma da Lei nº 11. a Art. 66. III . X . quando for o caso. Art. admitindo-se o consórcio com vegetação lenhosa perene ou de ciclo longo. II .a área recomposta com espécies exóticas não poderá exceder a 50% Áreas de Preservação Permanente não identificadas como áreas de risco. poderá regularizar sua situação. 62. vegetação campestre.permitir a regeneração natural da vegetação na área de Reserva Legal. 4o. independentemente da adesão § 2º O estudo técnico mencionado no § 1º deverá conter.a caracterização físico-ambiental. Para os reservatórios artificiais de água destinados a geração de saneamento básico implantados. no mínimo. VIII do art. corrida de lama e outras definidas como de risco geotécnico. IX e X do art. outros serviços e equipamentos públicos. ambientais e das restrições e potencialidades da área.compensar a Reserva Legal.a indicação das faixas ou áreas em que devem ser resguardadas as características típicas da Área de Preservação Permanente com a devida § 1º O pastoreio extensivo nos locais referidos no caput deverá ficar proposta de recuperação de áreas degradadas e daquelas não passíveis restrito às áreas de vegetação campestre natural ou já convertidas para de regularização. Na regularização fundiária de interesse específico dos assentamentos inseridos em área urbana consolidada e que ocupam II . na forma Seção III da Lei nº 11. quando couber. vedada a conversão de novas áreas para uso alternativo do solo. de 2012). mediante deliberação dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente rios ou de qualquer curso d’água.a identificação das unidades de conservação e das áreas de proteção Medida Provisória no 2. VIII .a avaliação dos riscos ambientais. de 24 de agosto de 2001. § 4º Os proprietários ou possuidores do imóvel que optarem por recompor a Reserva Legal na forma dos §§ 2º e 3º terão direito à sua exploração § 1º O processo de regularização ambiental. cultural e econômica da área. e (Incluído pela Lei nº 12. a consolidação de outras largura mínima de 15 (quinze) metros de cada lado. atividades agrossilvipastoris. a faixa da Área de de mananciais na área de influência direta da ocupação. e indicadas pelos órgãos de assistência técnica rural. 63.recompor a Reserva Legal. VIII. abrangendo. Das Áreas Consolidadas em Áreas de Reserva Legal § 1º O projeto de regularização fundiária de interesse social deverá incluir estudo técnico que demonstre a melhoria das condições ambientais em Art. dos imóveis rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais. culturas de espécies lenhosas. § 1º A obrigação prevista no caput tem natureza real e é transmitida ao sucessor no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural.comprovação da melhoria das condições de sustentabilidade urbano. normal e a cota máxima maximorum.977. no âmbito do PRA. I .garantia de acesso público às praias e aos corpos d’água. ocupação das áreas de risco e a proteção das unidades de conservação. social. de Preservação Permanente. observados os seguintes parâmetros: propiciada pela regularização proposta. III .aquisição de Cota de Reserva Ambiental . deverá ser instruído com os seguintes elementos: § 5º A compensação de que trata o inciso III do caput deverá ser precedida pela inscrição da propriedade no CAR e poderá ser feita mediante: I .arrendamento de área sob regime de servidão ambiental ou Reserva Legal. V . tais como deslizamento. julho de 2008. Art. Na regularização fundiária de interesse social dos assentamentos faixa não edificável de que trata o § 2º poderá ser redefinida de maneira a inseridos em área urbana de ocupação consolidada e que ocupam Áreas atender aos parâmetros do ato do tombamento. a regularização ambiental será admitida por meio da aprovação do projeto de regularização fundiária. energia ou abastecimento público que foram registrados ou tiveram seus contratos de concessão ou autorização assinados anteriormente à IV .

Art. por parte da pessoa jurídica de direito público nos termos da Lei nº 8. com a participação dos órgãos estaduais. raridade. passa a supressão da vegetação nos percentuais previstos pela legislação em vigor vigorar com a seguinte redação: à época poderão utilizar a área excedente de Reserva Legal também para fins de constituição de servidão ambiental. São obrigados a registro no órgão federal competente do Sisnama incluir. em imóveis § 7º A definição de áreas prioritárias de que trata o § 6º buscará favorecer. a serem publicados semestralmente. e seus herdeiros necessários que possuam índice de Reserva Legal maior que 50% (cinquenta por cento) de cobertura florestal e não realizaram a Art.CAMEX. § 6º As áreas a serem utilizadas para compensação na forma do § 5º deverão: II . privados e terras públicas. a atividade de silvicultura. os seguintes itens: os estabelecimentos comerciais responsáveis pela comercialização de motosserras. no mínimo. 78. Art. a recuperação de bacias hidrográficas excessivamente desmatadas. área de da Lei nº 9. é autorizada a adotar nativa em percentuais inferiores ao previsto no art.985. 75. Estados e Distrito Federal Legal previstos pela legislação em vigor à época em que ocorreu a deverão incluir mecanismo que permita o acompanhamento de sua supressão são dispensados de promover a recomposição. do equipamento. Os PRAs instituídos pela União. 72.proibir ou limitar o corte das espécies da flora raras. considerando os objetivos e metas nacionais para ou regeneração para os percentuais exigidos nesta Lei. 68. 69. beleza ou condição de porta-sementes. a Reserva Legal será medidas de restrição às importações de bens de origem agropecuária constituída com a área ocupada com a vegetação nativa existente em 22 ou florestal produzidos em países que não observem normas e padrões de julho de 2008. de 27 de maio de 1998. Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais que realizaram supressão de vegetação nativa respeitando os percentuais de Reserva Art. III . conservar ou recuperar os recursos ambientais existentes. delimitando as áreas com vegetação nativa estabelecida. “Art. Inventário Florestal Nacional. (VETADO). bem como aqueles que as adquirirem. na forma da Lei nº 9. a criação de corredores ecológicos. na Amazônia Legal.memorial descritivo da área da servidão ambiental.prazo durante o qual a área permanecerá como servidão ambiental. o Distrito Federal e os prioritárias pela União ou pelos Estados. por instrumento público ou particular ou por termo administrativo firmado perante órgão integrante do Sisnama. o corte de outras espécies. 73. DISPOSIÇÕES COMPLEMENTARES E FINAIS § 1º O instrumento ou termo de instituição da servidão ambiental deve Art. (VETADO).cadastramento de outra área equivalente e excedente à Reserva Legal. pode. o poder público federal. por motivo de sua localização. de que trata o art.938. contratos e documentos bancários relativos à produção. A Câmara de Comércio Exterior . de 18 de julho de 2000. 32 • MPMG Jurídico . vedadas novas conversões para uso alternativo do solo. 9º-A. O art. § 2º Os fabricantes de motosserras são obrigados a imprimir. em conjunto com os Estados. para subsidiar a análise da existência e qualidade das florestas do País. áreas. II .estabelecer exigências administrativas sobre o registro e outras formas II . nessas desde que localizada no mesmo bioma. Para efeitos desta Lei. Art. em regeneração ou recomposição. Cota de Reserva Ambiental . de proteção do meio ambiente compatíveis com as estabelecidas pela legislação brasileira. § 1º A licença para o porte e uso de motosserras será renovada a cada 2 (dois) anos. a adesão cadastral dos proprietários e possuidores de imóvel § 1º Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais poderão provar rural.se fora do Estado. a manutenção e a atualização das informações do espécies ameaçados. endêmicas. florestas. jurídica. a ser criada ou pendente de regularização fundiária. IV . bem como das espécies necessárias em imóvel de mesma titularidade ou adquirida em imóvel de terceiro. A União. 74. Os órgãos centrais e executores do Sisnama criarão e público. que “dispõe sobre a proprietária de imóvel rural que não detém Reserva Legal em extensão política agrícola”. 9º-A da Lei nº 6. a compensação de que trata Art. com a redação dada pela Medida até 4 (quatro) módulos fiscais e que possuam remanescente de vegetação Provisória no 2. estar localizadas em áreas identificadas como Art.doação ao poder público de área localizada no interior de Unidade de vegetação.ser equivalentes em extensão à área da Reserva Legal a ser compensada. a conservação de grandes Parágrafo único. de 31 de agosto de 1981. Além do disposto nesta Lei e sem prejuízo da criação de unidades § 2º A servidão ambiental não se aplica às Áreas de Preservação de conservação da natureza. limitar o uso CAPÍTULO XIV de toda a sua propriedade ou de parte dela para preservar. suficiente. I . registros de comercialização. alternativo do solo. 20-B Art. o essas situações consolidadas por documentos tais como a descrição de grau de regularidade do uso de matéria-prima florestal e o controle e fatos históricos de ocupação da região. § 2º Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais. em local visível III . em 22 de julho de 2008. III . instituindo servidão ambiental. § 8º Quando se tratar de imóveis públicos. realizará o Inventário Florestal Nacional. contendo pelo menos um ponto de amarração georreferenciado. ao órgão público responsável pela Unidade de Conservação de área localizada no interior de Unidade de Conservação de domínio Art. I . estadual ou municipal poderá: de Conservação de domínio público pendente de regularização fundiária. 67. fazendo depender de autorização prévia. dados prevenção de incêndios florestais. implementarão. real de uso ou doação. em IV . agropecuários da atividade. 71. Municípios. de 17 de janeiro de 1991. pessoa natural ou CRA e outros instrumentos congêneres previstos nesta Lei. perigo ou ameaçadas de extinção.649. 77. com vistas em § 9º As medidas de compensação previstas neste artigo não poderão ser aferir a evolução dos componentes do sistema abrangidos por disposições utilizadas como forma de viabilizar a conversão de novas áreas para uso desta Lei. e de outras ações cabíveis voltadas à proteção das florestas e outras formas III . Nos imóveis rurais que detinham. à subsistência das populações tradicionais. I .estar localizadas no mesmo bioma da área de Reserva Legal a ser de controle de pessoas físicas ou jurídicas que se dedicam à extração. Art. e por todos os outros meios de prova em direito admitidos. 70. a evolução da regularização das propriedades e posses rurais.declarar qualquer árvore imune de corte. Permanente e à Reserva Legal mínima exigida. especialmente a implementação dos instrumentos previstos nesta Lei.171. O proprietário ou possuidor de imóvel. numeração cuja sequência será encaminhada ao órgão federal competente do Sisnama e constará nas correspondentes notas fiscais. compensação implementação. de 31 de agosto de 2001. quando realizada o inciso III do caput poderá ser feita mediante concessão de direito em área apta ao uso alternativo do solo. indústria ou comércio de produtos ou subprodutos florestais.216-37. 76. compreendidas no ato. é equiparada à atividade agrícola. indicadores de sustentabilidade. Art. compensada. 12.direitos e deveres do proprietário ou possuidor instituidor. entre outros. A União estabelecerá critérios e mecanismos para áreas protegidas e a conservação ou recuperação de ecossistemas ou uniformizar a coleta.objeto da servidão ambiental.

. de 24 de agosto de 2001..os benefícios de ordem econômica do instituidor e do detentor da servidão ambiental. entre outras Miriam Belchior obrigações estipuladas no contrato: Marco Antonio Raupp Izabella Mônica Vieira Teixeira I ..§ 3º A restrição ao uso ou à exploração da vegetação da área sob servidão § 3º São deveres do detentor da servidão ambiental..a previsão legal para garantir o seu cumprimento.. MPMG Jurídico • 33 ..... e 7.. em favor de outro proprietário ou de entidade pública ou privada que tenha a conservação ambiental como fim social. 3º............... no âmbito do Sisnama............ para proprietários de imóveis rurais que estejam inscritos no CAR.......... definitivo. dezembro de 1996...........RPPN....985..... 80.. instituições florestais ou afins. § 1º O prazo mínimo da servidão ambiental temporária é de 15 (quinze) anos.. 21 da Lei no do Bioma Mata Atlântica cumpre função social e é de interesse público. 78-A...... . 35 da Lei nº 11.. 79....... passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. as áreas sujeitas à restrição de que trata esta Lei ser computadas para efeito da Reserva Legal e seu excedente § 3º O detentor da servidão ambiental poderá aliená-la.......... os seguintes aparelhadas para assegurar a plena consecução desta Lei.” (NR) “Art. 9º-C... de 28 de maio de 2012. III .......938.... ambiental está sendo mantida.. V . Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação........... 81.manter relatórios e arquivos atualizados com as atividades da área objeto da servidão...........defender a posse da área serviente.. de 14 de abril de 1989..393................... “Art.defender judicialmente a servidão ambiental... p.......... do Poder Executivo...... itens: Parágrafo único...... VI ....... definida no art... Pubicada no Diário Oficial da União.............” .... as § 1º ............. Art.......o instrumento ou termo de instituição da servidão ambiental................. obrigações estipuladas no contrato: § 4º Devem ser objeto de averbação na matrícula do imóvel no registro de I ...... conservação ou mediante edital de seleção pública............... no mínimo... durante o prazo de vigência da servidão ambiental..1-8.......................... nos casos de transmissão do imóvel a qualquer título.. inclusive medidas DILMA ROUSSEFF judiciais necessárias. em caso de ser descumprido........ 82..... V ...... a alteração da destinação da área......428..... IV ......o contrato de alienação.............. II ... podendo.... Seção 1............. cessão ou transferência da servidão Art..... .... IV ....manter a área sob servidão ambiental.. São a União...... cessão ou transferência da servidão ambiental.....727.......os direitos e deveres do proprietário instituidor e dos futuros Art......... à Reserva primária ou da vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração Particular do Patrimônio Natural ............ 84......... ....” (NR) “Art.. III ...... por prazo determinado ou em caráter Reserva Ambiental ..... e a Medida Provisória nº 2..permitir a inspeção e a fiscalização da área pelo detentor da servidão ambiental.... I ....771........... a servidão ambiental deve ser averbada na matrícula de todos os imóveis envolvidos..... passa a vigorar com a seguinte redação: nos termos do art.. instituições financeiras só concederão crédito agrícola............. 10 da Lei nº 9........ e suas alterações posteriores............... A servidão ambiental poderá ser onerosa ou gratuita...771... 191º da Independência e 124º da República... 9º-B e 9º-C: d) sob regime de servidão ambiental. 25 de maio de 2012... Art...... Art... a critério do proprietário. de 18 de julho de 2000.... autorizados a instituir..o objeto da servidão ambiental.... passam a ser consideradas......... Gilberto José Spier Vargas Aguinaldo Ribeiro II ........... em qualquer de ...............” de desmembramento ou de retificação dos limites do imóvel.... suas modalidades. de 22 de dezembro de 2006............. Art. no prazo de 6 (seis) meses.........prestar informações necessárias a quaisquer interessados na aquisição ou aos sucessores da propriedade................ III ......... Art..........CRA... 35........ os Estados.. 83.. profissionais devidamente habilitados recuperação ambiental..... nos termos de regulamento baixado por ato do Chefe II .......... pelo efeito desta Lei.. Brasília..... de 19 de § 7º As áreas que tenham sido instituídas na forma de servidão florestal........ total ou parcialmente... como de servidão ambiental.............. a mesma estabelecida para a Reserva Legal........documentar as características ambientais da propriedade.............. 10... da vegetação tributários e de acesso aos recursos de fundos públicos.. adquirentes ou sucessores.......... Mendes Ribeiro Filho Márcio Pereira Zimmermann § 2º São deveres do proprietário do imóvel serviente...... adaptar ou reformular.. para apoiar a regularização ambiental das propriedades previstas no inciso V do art.. § 6º É vedada............monitorar periodicamente a propriedade para verificar se a servidão I ..... de 15 de setembro de 1965. II .......................... cedê-la ou utilizado para fins de compensação ambiental ou instituição de Cota de transferi-la.. 9.......... passa a vigorar com a seguinte redação: § 2º A servidão ambiental perpétua equivale... no mínimo.. O contrato de alienação..754.............. de 2012)............... imóveis competente: II ... IV . por todos os meios em direito admitidos..... em imóvel rural ou urbano. Revogam-se as Leis nºs 4.... Após 5 (cinco) anos da data da publicação desta Lei......... O caput do art..os direitos e deveres do detentor da servidão ambiental......a delimitação da área submetida a preservação........” (NR) temporária ou perpétua.. devidamente § 1º O contrato referido no caput deve conter. 44-A da Lei nº 4.....166-67........... “Art......... o Distrito Federal e os Municípios ambiental deve ser averbado na matrícula do imóvel. A conservação.... para fins creditícios...... A Lei nº 6....... 9º-B... A alínea d do inciso II do § 1º do art... § 5º Na hipótese de compensação de Reserva Legal.... de 15 de setembro de 1965.. entre outras ambiental deve ser........... de 31 de agosto de 1981.......... (Incluído pela Lei nº 12. As instituições referidas no caput poderão credenciar.........prestar contas ao detentor da servidão ambiental sobre as condições Luís Inácio Lucena Adams dos recursos naturais ou artificiais.....

A alcance deste dispositivo. 1º do projeto de lei de conversão 34 • MPMG Jurídico . a Medida Provisória nº 2. decidi vetar parcialmente.754. que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. 1º do projeto de lei de Inciso I do § 4º do art.” “Ao impor aos produtores rurais um prazo fatal de vinte Razão do veto dias para a adesão ao PRA. não encontrando abrigo no equilíbrio entre “A redação adotada reduz a proteção mínima proposta preservação ambiental e garantia das condições para o originalmente e amplia excessivamente a área dos imóveis pleno desenvolvimento do potencial social e econômico rurais alcançada pelo dispositivo. 59 da Lei nº 12. 1º do projeto de lei de conversão regularização da situação por meio da adesão ao PRA. e 7. 9. altera as Leis nºs 6. observado o prazo de 20 (vinte) dias contados da ciência “§ 9º Não se considera Área de Preservação Permanente da autuação. contados da borda da calha do leito regular.771. nos cursos d’água naturais com até 10 (dez) metros de largura.” a várzea fora dos limites previstos no inciso I do caput.651.” ambiental e quebrando a lógica inicial do texto. de 25 de maio de 2012. de 31 de espécies florestais. Tal proposta burocratiza 4.50% (cinquenta por cento) do imóvel rural nas demais situações. 66 da Constituição. como previsto no próprio art. exóticas e frutíferas independem de autorização Senhor Presidente do Senado Federal.651. relativas à supressão irregular de vegetação em Áreas de Preservação Permanente.651. elevando o seu impacto dos imóveis rurais que inspirou a redação do art. DESPACHO DA PRESIDENTA DA REPÚBLICA DILMA ROUSSEFF “§ 1º O plantio ou o reflorestamento com espécies florestais nativas. para fins de art.015. de 25 de maio de 2012. § 6º do art.651. os Ministérios do Meio Ambiente. 61-A da Lei nº 12. acrescido pelo art. 35 da Lei nº 12.651. de 14 de abril de desnecessariamente a produção de alimentos. de 25 de maio de 2012.” “I . da Agricultura. que “Altera a Razão do veto Lei nº 12.” contrariedade ao interesse público. acrescido pelo art. 1º do projeto de lei de conversão Ouvidos. de “O texto aprovado permite a interpretação de que passaria 31 de agosto de 1981. de 19 de dezembro de 1996. 6º. seus produtos e subprodutos.428. desde que observadas as limitações e condições previstas nesta Lei. de 2012 (MP nº 571/12). de 15 de setembro de 1965.” deverão ser objeto de regulamentação específica. e revoga as Leis nºs frutíferas pelos órgãos ambientais. por controle de origem. a ser exigido o controle de origem do plantio de espécies e 11. o dispositivo limita de forma injustificada a possibilidade de que eles promovam “A leitura sistêmica do texto provoca dúvidas sobre o a regularização ambiental de seus imóveis rurais. uma vez que 1989. de 25 de maio de 2012. alterado pelo art. Pecuária e Abastecimento. prévia. que já contemplava adequadamente a diversidade da estrutura § 1º do art. MENSAGEM Nº 484. de 25 de maio de 2012. § 4º. devendo ser informados ao órgão Comunico a Vossa Excelência que. nos termos do § 1º do competente. do Desenvolvimento Agrário e “§ 6o Após a disponibilização do PRA. 4º da Lei nº 12. o item 22 do inciso II do art. de 25 de conversão maio de 2012. podendo gerar controvérsia organização e os procedimentos para adesão ao PRA jurídica acerca da aplicação da norma. 59. o proprietário ou a Advocacia-Geral da União manifestaram-se pelo veto aos possuidor rural autuado por infrações cometidas antes seguintes dispositivos: de 22 de julho de 2008. 15 da Lei nº 12. 4º da Lei nº 12. poderá promover a alterado pelo art.166-67. este dispositivo Razão do veto impõe uma limitação desarrazoada às regras de proteção ambiental.” Inciso II do § 4º do art.em 15 (quinze) metros. e o § 2º do art. 167 da Lei nº 6.” “Ao contrário do previsto no inciso I do mesmo artigo. exceto quando ato do poder público dispuser em contrário Razão do veto nos termos do inciso III do art. § 9º do art. observada a legislação específica.651.938. de 22 de dezembro de 2006. de 24 de agosto de o objetivo central do dispositivo é o controle da utilização 2001. que regula uma situação extrema e excepcional.” alterado pelo art. o Projeto de Lei de Conversão nº 21. DE 17 DE OUTUBRO DE 2012. no prazo de até 1 (um) ano. 1º do projeto de lei de conversão “II . para imóveis com área superior a 4 (quatro) Razão do veto e de até 15 (quinze) módulos fiscais. de Reserva Legal e de uso restrito.” de dezembro de 1973. 15. de 25 de maio de 2012”. fundiária brasileira.651.393.

” conversão Razão do veto “V . de 31 de dezembro de 1973. compromete a biodiversidade das APPs. de 6 de maio de 1980. 61-A da Lei nº 12. o item 22 do inciso II do art. ambiental dos cursos d´água inviabiliza a sustentabilidade ao contrário do que ocorre no próprio art. Vale lembrar que o inciso IV do mesmo artigo já prevê a possibilidade do uso de espécies nativas e Art. e o § 2º do art. Disponível em: <http://www. de 14 de abril de 1989. de 25 de maio de 2012.015. de 25 de maio de 2012.” cumprimento das funções ambientais básicas das APPs. 61-A da Lei nº 12. dificultando a compreensão exata do seu alcance. de 25 de maio de 2012. equilibrando adequadamente a necessidade de proteção ambiental com a diversidade da “Art. uma vez que impede o nº 12. 4º da Lei nº 12. excetuados aqueles localizados em maio de 2012. dispensa Razões do veto a averbação da Reserva Legal sem que haja ainda um sistema substituto que permita ao poder público controlar “A redução excessiva do limite mínimo de proteção o cumprimento das obrigações legais referentes ao tema. Inciso III do art. acrescido pelo art.php/insti- tucionall/legislacao--/atos-internos/instrucoes/file/129-ins- trucao-especial-n-20-28051980> MPMG Jurídico • 35 . de 28 de maio de 1980. sendo obrigatória pertencente ao próprio diploma legal no qual está a recomposição das respectivas faixas marginais em 5 contido. e suas alterações posteriores. 1º do projeto de lei de conversão em pequenos imóveis rurais. para imóveis rurais  com área superior a 4 (quatro) e até 10 Veja também: INSTRUÇÃO ESPECIAL INCRA n. independentemente da área do imóvel rural. 83. da Lei ambiental no meio rural.” Membros do Congresso Nacional.” “§ 18. Ademais. 1º do projeto de lei de áreas de floresta na Amazônia Legal.166-67. será admitida a manutenção de atividades agrossilvipastoris.incra.685. 167 da Lei nº 6.651. Revogam-se as Leis nºs 4.651.” “A proposta desrespeita o equilíbrio entre tamanho da Razão do veto propriedade e faixa de recomposição estabelecido na redação original do art. as razões que me levaram a vetar a situação dos rios intermitentes no país impede uma os dispositivos acima mencionados do projeto em causa. de 25 de maio de Publicado no Diário Oficial da União de 18 out. contados da borda da calha do leito regular. 167 da Lei nº acrescido pelo art. de 25 de (dez) módulos fiscais.” de 1965.br/index. Nos casos de áreas rurais consolidadas em Áreas de Preservação Permanente ao longo de cursos d’água naturais Razões do veto intermitentes com largura de até 2 (dois) metros. tendo frutíferas para a recomposição de APPs.25% (vinte e cinco por cento) da área total do imóvel. “O artigo introduz a revogação de um dispositivo de ecoturismo ou de turismo rural. Ao propor a ampliação do alcance do dispositivo. de forma intercalada.651. 6-7. que criava um benefício exclusivamente “Ao autorizar indiscriminadamente o uso isolado de para os imóveis rurais de até quatro módulos fiscais. a ausência de informações detalhadas sobre Essas. Além disso. que estabelece o Módulo Fiscal de cada Município.Inciso V do § 13 do art. agosto de 2001. as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores impondo a necessidade do veto.651. 84.gov. 20. para recomposição de APPs pelo art.651. 18.” ambientais básicas. 61-B.015. 2012. 83 da Lei nº 12. de 31 de dezembro de 1973.651. avaliação específica dos impactos deste dispositivo. e 7.754. previsto no Decreto n. de 24 de § 18 do art. Senhor Presidente. de 15 de setembro estrutura fundiária brasileira. 1º do projeto de lei de conversão 6. a Medida Provisória nº 2. alterado exóticas. 1º do projeto de lei de conversão 1. Seção 2012. § 4º. o dispositivo nacional. acrescido pelo art. 61-B da Lei nº 12. “III . p.” ao propor a revogação do item 22 do inciso II do art.plantio de árvores frutíferas. violando os princípios de boa técnica legislativa e (cinco) metros. reduzindo a o inciso III impacta diretamente a proteção ambiental de capacidade dessas áreas desempenharem suas funções parcela significativa território nacional.771. independentemente em vista a sua importância social para a produção rural do tamanho da propriedade ou posse.

da Constituição.corpo de água lótico que naturalmente não Ambiental Rural. referentes a seu perímetro e localização. de caráter geral aos Programas de Regularização Ambiental . forrageiras em uma mesma unidade Art. de reserva legal e de uso restrito. disponibilizada via SICAR e que inclua os remanescentes de vegetação nativa. que contenha.651. quando couber. as áreas de uso § 2º Os entes federativos que não disponham de sistema para o restrito.corpo de água lótico que possui escoamento superficial apenas durante ou imediatamente após períodos de precipitação. as áreas consolidadas e a localização das reservas legais. para possibilitar a recuperação da capacidade de uso ou da estrutura física do § 3º Os órgãos competentes poderão desenvolver módulos solo. I .sistema de uso e ocupação do solo em que plantas DISPOSIÇÕES GERAIS lenhosas perenes são manejadas em associação com plantas herbáceas.disponibilizar informações de natureza pública sobre a regularização ambiental dos imóveis rurais em território nacional.830. de dados.Cota de Reserva Ambiental . de 25 de maio de 2012. V . e estabelece normas de espécies e interações entre estes componentes.CAR. Regularização Ambiental. gerenciar e integrar os dados do CAR de todos os entes federativos. que contenha particularidades naturais e artificiais do imóvel rural.restituição de ecossistema ou de comunidade conservação ambiental no território nacional.Cadastro Ambiental Rural .título nominativo âmbito nacional destinado ao gerenciamento de informações ambientais representativo de área com vegetação nativa existente ou em processo dos imóveis rurais.sistema eletrônico de XVIII . 2º Para os efeitos deste Decreto entende-se por: cronograma e insumos. disponível no SICAR. IV . alínea “a”. DECRETO Nº 7. 84.recomposição . às áreas consolidadas e às Reservas Legais.e-PING. as áreas de preservação permanente.croqui . e biológica nativa degradada ou alterada a  condição não degradada. 1º Este Decreto dispõe sobre o Sistema de Cadastro Ambiental Rural de manejo.PRA. com alta diversidade .sistema agroflorestal . de 25 de maio de 2012. de 2012. estabelece normas de caráter geral aos Programas de apresenta escoamento superficial por períodos do ano. e I . consulta e acompanhamento da situação do imóvel rural.monitorar a manutenção.Sistema de Cadastro Ambiental Rural . XVII . às Áreas de antrópico.atividades desenvolvidas e implementadas vista o disposto na Lei nº 12. arbustivas. as servidões. no mínimo. III .instrumento de planejamento das ações de recomposição contendo metodologias.SICAR.planta . sem capacidade de regeneração natural. trinta e seis meses e não formalmente caracterizado como área de pousio. a regeneração.regularização ambiental .área que após o impacto ainda mantém capacidade de regeneração natural.área que se encontra alterada em função de impacto às áreas de interesse social. desde que sejam compatíveis com o SICAR e observem os Padrões de Interoperabilidade XII . à manutenção e recuperação de áreas de preservação DECRETA: permanente.promover o planejamento ambiental e econômico do uso do solo e VIII . de que trata a Lei nº 12.receber. e dá outras providências.representação gráfica simplificada da situação geográfica ao SICAR destinado à inscrição. de que trata a Lei nº 12. que pode ser diferente de sua condição original. aos remanescentes de vegetação nativa.651. monitoramento. 44 da Lei nº 12. obrigatório DO SISTEMA DE CADASTRO AMBIENTAL RURAL E DO para todos os imóveis rurais. em escala mínima de 1:50. agrícolas.CRA . de acordo com arranjo espacial e temporal. o Cadastro XIII . culturas agrícolas.área degradada .651.termo de compromisso – documento formal de adesão ao Programa de Regularização Ambiental – PRA. 3º Fica criado o Sistema de Cadastro Ambiental Rural . por meio de instrumento de XI . II . de recuperação conforme o disposto no art. e à compensação da reserva legal. IX . cadastramento de imóveis rurais poderão utilizar o módulo de cadastro ambiental rural. e de Reserva alternativo do solo sem nenhuma exploração produtiva há pelo menos Legal. XIV .rio intermitente .cadastrar e controlar as informações dos imóveis rurais. na Internet. com a finalidade de integrar as informações CADASTRO AMBIENTAL RURAL ambientais das propriedades e posses rurais. planejamento ambiental e econômico e Seção I combate ao desmatamento.projeto de recomposição de área degradada e alterada . compondo base de dados para controle. por no máximo cinco anos. sobre o Cadastro Ambiental Rural . de forma prioritária. os Art. Do Sistema de Cadastro Ambiental Rural – SICAR III . caput. CAPÍTULO I XVI .espaço de produção convertido para o uso nas áreas de Preservação Permanente.pousio .SICAR . às Áreas de Uso Restrito. e tendo em XV . no imóvel rural que visem a atender ao disposto na legislação ambiental e. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA. IV . VI .rio efêmero . a partir de imagem de satélite georreferenciada da regularização ambiental dos imóveis rurais.área de remanescente de vegetação nativa – área com vegetação nativa em estágio primário ou secundário avançado de regeneração. incisos IV e VI. a recomposição.rio perene . Dispõe sobre o Sistema de Cadastro Ambiental Rural. recuperar ou recompor as áreas de preservação os seguintes objetivos: permanente.prática de interrupção temporária de atividades ou usos cooperação com o Ministério do Meio Ambiente. às áreas de utilidade pública. de 25 de maio de 2012. em linguagem e mecanismos de gestão superficial durante todo o período do ano. 36 • MPMG Jurídico . ou ainda de compensar áreas de reserva legal. arbóreas.000. a compensação e a supressão da vegetação nativa e da cobertura vegetal VII . V .corpo de água lótico que possui naturalmente escoamento de Governo Eletrônico .651.área abandonada . complementares para atender a peculiaridades locais. Art. Preservação Permanente. DE 17 DE OUTUBRO DE 2012. § 1º Os órgãos integrantes do SINIMA disponibilizarão em sítio eletrônico localizado na Internet a interface de programa de cadastramento integrada X .representação gráfica plana.área alterada . de Uso Restrito. no uso das atribuições que lhe confere o art. II . no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente – SINIMA.CAR – registro eletrônico de abrangência CAPÍTULO II nacional junto ao órgão ambiental competente. com compromissos de manter. no interior dos imóveis rurais.SICAR. de reserva legal e de uso restrito do imóvel rural. pecuários ou silviculturais.

53 da Lei nº 12. o órgão responsável deverá notificar o requerente. de 8 de dezembro de 2011. 4º Os entes federativos que já disponham de sistema para o cadastramento de imóveis rurais deverão integrar sua base de dados ao § 3º Aplica-se o disposto neste artigo ao proprietário ou posseiro SICAR.o Cadastro Ambiental Rural . das áreas de interesse social e das áreas de utilidade pública. Art. Programas de Regularização Ambiental . relativas à supressão prazo estabelecido pelo órgão ambiental competente. § 2º Caberá aos órgãos competentes integrantes do SISNAMA.CAR deverá contemplar os AMBIENTAL . § 4º Os documentos comprobatórios das informações declaradas poderão ser solicitados. O proprietário ou possuidor rural inscrito no CAR que for fornecidos por meio digital. assegurada a gratuidade de que trata o parágrafo único do art. contado da data da publicação da Lei houver alteração de natureza dominial ou possessória.651. o requerente deverá fazer as alterações no infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008. a regularização ambiental com vistas ao cumprimento do disposto no Capítulo XIII da Lei nº 12. Art. durante o prazo de que trata o art. A inscrição do imóvel rural no CAR é condição obrigatória para a legalmente constituído. Ambiente . regularizando o e acompanhamento dos compromissos assumidos. Parágrafo único. prorrogável por uma única Art. será observado procedimento simplificado. será considerada regularização ambiental das exigências previstas na Lei nº 12. implantação do CAR. com vistas à e jurídico. 11. para que preste Art. quando total ou parcialmente falsas. 12. aplicando-se-lhe o disposto no art. de 2012.CRA. e  após a informações prestadas.§ 4º O Ministério do Meio Ambiente disponibilizará imagens destinadas instituição por ele habilitada. Ambiental: § 1º As informações são de responsabilidade do declarante. em sanções penais e administrativas. Os PRAs a serem instituídos pela União. 12. Art. por igual período. Lei nº 12. a comprovação da propriedade ou posse e a apresentação sua implementação. 14.as Cotas de Reserva Ambiental . 3º.651. e conterá Parágrafo único. em lei. uso de áreas rurais consolidadas conforme definido no PRA. realizar a captação das respectivas ao mapeamento das propriedades e posses rurais para compor a base coordenadas geográficas. No período entre a publicação da Lei nº 12. de 2012. possuidor rural ou responsável direto pelo imóvel rural. 13. adesão do interessado ao PRA e enquanto estiver sendo cumprido o termo de compromisso. efetivada a inscrição do imóvel rural no CAR.CAR. poderá promover a regularização da situação Art. controle e prevenção de incêndios florestais. as Áreas de Preservação florestas. serão suspensas § 2º Enquanto não houver manifestação do órgão competente acerca as sanções decorrentes das infrações mencionadas no art. a que deverá ser requerida pelo interessado no prazo de um ano. que incorrerá I . devendo o poder público prestar apoio técnico de dados do sistema de informações geográficas do SICAR. o proprietário ou possuidor não poderá ser autuado por § 1º Na hipótese do caput. a qualquer tempo. 5º. sob pena de irregular de vegetação em Áreas de Preservação Permanente. preferencialmente junto ao órgão ambiental municipal ou estadual competente do Sistema Nacional do Meio IV . autuado pelas infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008. enganosas ou omissas. considerando os objetivos e metas nacionais para de croqui que indique o perímetro do imóvel. § 4º A atualização ou alteração dos dados inseridos no CAR só poderão ser efetuadas pelo proprietário ou possuidor rural ou representante Art. 16. por igual período.PRA dados do proprietário. II .651. 8º Para o registro no CAR dos imóveis rurais referidos no inciso V do por meio da adesão ao PRA. de 2012. Art. a adesão cadastral dos proprietários e possuidores de imóvel rural. Estados e Distrito no qual será obrigatória apenas a identificação do proprietário ou Federal deverão incluir mecanismo que permita o acompanhamento de possuidor rural. e a informações complementares ou promova a correção e adequação das implantação do PRA em cada Estado e no Distrito Federal. o grau de regularidade do uso de matéria-prima florestal e o identificação da área proposta de Reserva Legal. 9º Serão instituídos. prorrogável por uma única vez.PRAs deverão ser § 3º As informações serão atualizadas periodicamente ou sempre que implantados no prazo de um ano. Art. 8º e do inciso VIII do rural com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades caput do art. Seção II Do Cadastro Ambiental Rural CAPÍTULO III DO PROGRAMA DE REGULARIZAÇÃO Art. de 2012. que com a informação da localização dos remanescentes de vegetação compreenderão o conjunto de ações ou iniciativas a serem desenvolvidas nativa.651. obrigatória para todas as propriedades e posses rurais. pelo órgão competente. e cumpridas de pendências ou inconsistências nas informações declaradas e nos as obrigações estabelecidas no PRA ou no termo de compromisso para a documentos apresentados para a inscrição no CAR. Os Programas de Regularização Ambiental . e aos povos e comunidades indígenas e tradicionais que façam uso coletivo do seu território. adesão ao PRA. Legal e de uso restrito. e poderão ser Art. a evolução da regularização das propriedades e posses § 1º Caberá ao proprietário ou possuidor apresentar os dados com a rurais. São instrumentos do Programa de Regularização informações sobre o imóvel rural. 5º O Cadastro Ambiental Rural . 15. de Reserva cancelamento da sua inscrição no CAR. e. no âmbito da União. por ato do Chefe do Poder Executivo. conforme disposto no caput do art. declaradas e nos documentos apresentados no CAR. das Áreas de Preservação Permanente. nº 12. caput do art. por ato do Chefe do Poder Executivo. nos termos de ato do Ministro de Estado do Meio Ambiente. de 2012. As atividades contidas nos Projetos de Recomposição de Áreas MPMG Jurídico • 37 . 13.651. da Lei nº 12. conforme o disposto no art. de 2012. § 2º A inscrição no CAR deverá ser requerida no prazo de 1 (um) ano III . especialmente a implementação dos instrumentos previstos na Permanente e os remanescentes que formam a Reserva Legal. agrossilvipastoris.PRAs.o termo de compromisso. 10.o Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas. de 2012. sempre que julgar necessário para verificação das informações declaradas melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente. para todos os fins previstos nos prazos e condições neles estabelecidos. contado a partir da sua implantação. das áreas consolidadas e da localização das Reservas Legais. sem prejuízo de outras previstas na legislação. 9º da Lei Complementar nº 140. A partir da assinatura do termo de compromisso.651. 7º Caso detectadas pendências ou inconsistências nas informações vez. de uma única vez. a respectiva planta georreferenciada do perímetro do Art. dos Estados e do imóvel. 21. As multas decorrentes das infrações referidas no caput § 3º O órgão ambiental competente poderá realizar vistorias de campo serão consideradas como convertidas em serviços de preservação. quando couber. contado da sua implantação.SISNAMA.651. nos termos do inciso VIII do caput do art. 11. 6º A inscrição no CAR. das Áreas de Uso por proprietários e posseiros rurais com o objetivo de adequar e promover Restrito. tem natureza declaratória e permanente. sendo facultado ao proprietário ou possuidor fazê-lo por seus próprios meios. Distrito Federal. ou Art.

43. de largura mínima de: II .029. contados da borda da calha do leito regular. conservação do solo e água.cinco metros. I .029. não serão autuados com base nos arts. em sistema IV . 66 da Lei nº admitida a manutenção de atividades agrossilvipastoris. Art. 3º da Lei nº 12.514. pelos seguintes métodos: pelo imóvel rural em 22 de julho de 2008. independentemente da largura do curso d´água. 5-6. abrangendo. A recomposição das áreas de reserva legal poderá ser realizada mediante o plantio intercalado de espécies nativas e exóticas. independentemente DILMA ROUSSEFF da largura do curso d´água. 23. resguardada a área da parcela mínima definida no Termo com largura mínima de: de Compromisso que já tenha sido ou que esteja sendo recomposta ou regenerada. para imóveis com área superior a quatro e de até dez módulos fiscais. Os PRAs deverão prever as sanções a serem aplicadas pelo não e de até dois módulos fiscais.651. II . faixas marginais em cinco metros. 17. a cada dois anos.651. extensão correspondente à metade da largura do curso d’água. cumprimento dos Termos de Compromisso firmados nos termos deste Decreto. 21. Art. e II .trinta metros. até a data de publicação IV . será Brasília. para imóveis rurais com área superior a quatro módulos agroflorestal. contados da borda da calha do leito regular. no mínimo um décimo da área total necessária à sua complementação. deste Decreto. será § 2º É facultado ao proprietário ou possuidor de imóvel rural.plantio de espécies nativas conjugado com a condução da regeneração Art.condução de regeneração natural de espécies nativas. será obrigatória a nativas de ocorrência regional. contados da borda da calha do leito regular. será § 1º A recomposição da Reserva Legal de que trata o art. Mendes Ribeiro Filho Izabella Mónica Vieira Teixeira § 3º Para os imóveis rurais com área superior a dois módulos fiscais e Laudemir André Müller de até quatro módulos fiscais que possuam áreas consolidadas em Áreas Luís Inácio Lucena Adams de Preservação Permanente ao longo de cursos d’água naturais. observados os seguintes parâmetros: fiscais. Pecuária e Abastecimento e do Desenvolvimento Agrário. CAPÍTULO IV II . e Art. § 5º Nos casos de áreas rurais consolidadas em Áreas de Preservação Permanente no entorno de nascentes e olhos d’água perenes. e o Termo de Adesão e Compromisso que trata o inciso I do caput do art. § 6º Para os imóveis rurais que possuam áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente no entorno de lagos e lagoas naturais. contados da borda da calha do leito regular.651. Fica revogado o Decreto nº 7. de 2012. de 2012.quinze metros. para os fins do disposto neste artigo. 61-A da Lei nº 12. p. de quinze metros. 38 • MPMG Jurídico . o uso admitida a manutenção de atividades agrossilvipastoris. módulos fiscais. até dois módulos fiscais que possuam áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente ao longo de cursos d’água naturais. perenes ou de ciclo longo. de ecoturismo 12. 51 e 55 do exóticas com nativas de ocorrência regional.o plantio de espécies exóticas deverá ser combinado com as espécies § 7º Nos casos de áreas rurais consolidadas em veredas. Art.vinte metros. será obrigatória a recomposição das respectivas Agricultura. 19. A recomposição das Áreas de Preservação Permanente poderá ser § 8º Será considerada. para imóveis rurais com área de até um módulo fiscal. da área total a ser recomposta. III . 17 de outubro de 2012. independentemente da largura do curso d’água. de ecoturismo alternativo do solo da área necessária à recomposição ou regeneração da ou de turismo rural. a recomposição das faixas marginais ao longo dos cursos d’água naturais será de. no caso dos imóveis a que se refere o inciso V do caput do art. sendo obrigatória a recomposição de faixa marginal Reserva Legal.Degradadas e Alteradas deverão ser concluídas de acordo com o cronograma previsto no Termo de Compromisso. nos cursos d’água com até dez metros de largura. delimitadas a partir do espaço brejoso e encharcado. 191º da Independência e 124º da República. O proprietário ou possuidor de imóvel rural que optar por recompor a reserva legal com utilização do plantio intercalado de II .trinta metros. 20. obrigatória a recomposição das respectivas faixas marginais em oito metros. de 10 de dezembro de 2009. Ato do Ministro de Estado do Meio Ambiente estabelecerá a data a partir da qual o CAR será considerado implantado para os fins §1º Para os imóveis rurais com área de até um módulo fiscal que possuam do disposto neste Decreto e detalhará as informações e os documentos áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente ao longo de necessários à inscrição no CAR. e Parágrafo único. 18. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. deverá atender os critérios estipulados pelo órgão ou de turismo rural. contados da borda da calha do leito regular. I . 3º do Decreto nº 7.nos demais casos. para imóveis rurais com área superior a quatro espécies exóticas terá direito a sua exploração econômica. Seção 1. I .plantio intercalado de espécies lenhosas. § 4º Para fins do que dispõe o inciso II do § 4º do art. será obrigatória a recomposição das respectivas faixas marginais em quinze Publicado no Diário Oficial da União em 18 out. 48. em projeção horizontal. 2012. 22. isolada ou conjuntamente.cinquenta metros. DISPOSIÇÕES FINAIS III. e recomposição das faixas marginais. em até cinquenta por cento Decreto nº 6. ouvidos os Ministros de Estado da cursos d’água naturais.plantio de espécies nativas. Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais que firmaram natural de espécies nativas. de 2012. sendo obrigatória a recomposição do raio mínimo competente do SISNAMA e ser concluída em até vinte anos. no mínimo: I . devendo adotar boas práticas agronômicas com vistas à I . observado o mínimo de trinta e o máximo de cem metros. a área detida feita.oito metros. de 22 de julho de 2008. de 10 de dezembro de 2009.a área recomposta com espécies exóticas não poderá exceder a cinquenta por cento da área total a ser recuperada. § 2º Para os imóveis rurais com área superior a um módulo fiscal e de Art. metros. para imóveis rurais com área de até quatro  módulos fiscais. para imóveis rurais com área superior a dois módulos fiscais e de até quatro módulos fiscais. para imóveis rurais com área superior a um módulo fiscal Art.

em colaboração com a sociedade civil. As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegeta- tação.afirmação do compromisso soberano do Brasil com a preservação das suas florestas e demais formas de vegetação nativa. do solo e dos recursos hídricos.ação governamental de proteção e uso sustentável de florestas. de 2012).A I .reconhecimento da função estratégica da produção rural na recupera- ção e manutenção das florestas e demais formas de vegetação nativa. III . e com a integridade do sistema climático. a Política Nacional de Recursos Hídricos. 1º) esta Lei estabelecem. 1º . para o bem-estar das gerações presentes e futuras. exercendo-se os direitos de interesse comum a todos os habitantes do País. de 2012). (Incluído pela Medida Provisória nº 571. reconhecidas de utilidade às terras que revestem. coor- denada com a Política Nacional do Meio Ambiente. a Política Nacional sobre Mudança do Clima e a Política Nacional da Biodi- versidade. a Política Agrícola. a recuperação e a preser- vação das florestas e demais formas de vegetação nativa. e para promo- ver o desenvolvimento de atividades produtivas sustentáveis.reconhecimento das florestas existentes no território nacional e demais formas de vegetação nativa como bens de interesse comum a todos os ha- bitantes do País. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. e (Incluído pela Medida Provisória nº 571. e do papel destas na sustentabilidade da produção agropecuária. de 2012).fomento à inovação para o uso sustentável. Conceito de Floresta CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. V .771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. ção nativa. VII . (Incluído pela Medida Provisória nº 571. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. com as limitações que a legislação em geral e especialmente propriedade com as limitações que a legislação em geral e especialmente esta Lei estabelecem. na criação de políticas para a preservação e restauração da vegetação nativa e de suas funções ecológi- cas e sociais nas áreas urbanas e rurais. II .criação e mobilização de incentivos jurídicos e econômicos para fo- mentar a preservação e a recuperação da vegetação nativa. que concilie o uso produtivo da terra e a contribuição de serviços coletivos das florestas e demais formas de vege- tação nativa privadas. VIII . (Incluído pela Medida Provisória nº 571. Distrito Federal e Muni- cípios. de 2012). a Política de Gestão de Florestas Públicas. (Incluído pela Medida Pro- visória nº 571. são bens de in. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. de 2012). (Art. IV . (Art. reconhecidas de utilidade às terras que revestem.responsabilidade comum de União. da biodiversidade. Estados. de 2012). de 2012). TABELA COMPARATIVA Princípios CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.651/12 As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vege.651/12 (Sem Correspondência) Art. VI . 2º) MPMG Jurídico • 39 . de 2012). são bens de teresse comum a todos os habitantes do País.consagração do compromisso do País com o modelo de desenvolvi- mento ecologicamente sustentável. exercendo-se os direitos de propriedade.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12.

(Art. 11) § 3º  O detentor do PMFS encaminhará relatório anual ao órgão ambien- tal competente com as informações sobre toda a área de manejo florestal Nas florestas plantadas. ressalvados os casos previstos nos arts.2001. enquanto indivisas com outras. O emprego de produtos florestais ou hulha como combustível obriga o § 2º  A aprovação do PMFS pelo órgão competente do Sisnama confere uso de dispositivo.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12.651/12 Qualquer árvore poderá ser declarada imune de corte. 21. § 6º  Para fins de manejo florestal na pequena propriedade ou posse ça da autoridade competente. ficam subordinadas às disposições que vigo. III . dependerá de licenciamento pelo órgão competente do Sisnama. por motivo de sua localização.ciclo de corte compatível com o tempo de restabelecimento do volu- me de produto extraído da floresta. 3o ou por populações tradicionais. O comércio de plantas vivas. exploração. público ou privado. 33) I . os órgãos do Sisnama deverão estabelecer procedimentos simplificados de elaboração.adoção de sistema de exploração adequado. delimitando as áreas com.166-67.florestas plantadas. tura arbórea forme. (Art. I . III . situadas em áreas de incli. só sendo nelas tolerada a extração de toros. nas florestas e demais formas de vegetação marginal. sustentável. nem as florestas neces. nessas áreas. 23 e dição de porta-sementes.caracterização dos meios físico e biológico. em II . DOU 25. b) proibir ou limitar o corte das espécies vegetais raras. o corte de outras espécies.o manejo e a exploração de florestas plantadas localizadas fora das perigo ou ameaçadas de extinção.a exploração florestal não comercial realizada nas propriedades ru- preendidas no ato. de 24.08. de domínio Poder Público. não devem ser incluídas as áreas florestadas restal e manejo compatíveis com os variados ecossistemas que a cober- de preservação permanente de que trata esta Lei. (Art. serão estabelecidas em ato do pela técnica e às peculiaridades locais. (Art. ao seu detentor a licença ambiental para a prática do manejo florestal vocar incêndios. Nas demais florestas dependerá de norma estabelecida em rações e atividades desenvolvidas na área de manejo. 9º). II . rais a que se refere o inciso V do art. São isentos de PMFS: (Art. é livre a extração de lenha e demais produtos florestais ou a fabricação § 4º  O PMFS será submetido a vistorias técnicas para fiscalizar as ope- de carvão. (Art.intensidade de exploração compatível com a capacidade de suporte sujeitas a regime especial.PMFS que contemple técnicas de condução. 8º) I . quando em regime de utilização racional. mediante ato do A exploração de florestas nativas e formações sucessoras. em planos de coloni. Não é permitida a derrubada de florestas.(Art. § 1º  São obrigadas à reposição florestal as pessoas físicas ou jurídicas que utilizam matéria-prima florestal oriunda de supressão de vegeta- 40 • MPMG Jurídico . não se aplicando outras etapas de licenciamento ambiental. (NR) (Redação dada à alínea pela Medida As pessoas físicas ou jurídicas que utilizam matéria-prima florestal em Provisória nº 2. subsistência das populações extrativistas. VII .supressão de vegetação nativa autorizada pelo órgão competente do Sisnama. II . não consideradas de preservação permanente. em obediência a prescrições ditadas § 5º  Respeitado o disposto neste artigo. sustentável e a descrição das atividades realizadas. beleza ou con. que impeça difusão de fagulhas suscetíveis de pro. fazendo depender de licença prévia. IV . 7º) 24. 10) VIII .08. VI . 31) sárias ao abastecimento local ou nacional de madeiras e outros produtos § 1º  O PMFS atenderá os seguintes fundamentos técnicos e científicos: florestais. (Art. que vise a rendimentos per. reposição flo- zação e de reforma agrária. . ambiental da floresta. de pequena escala e comunitário. oriundas de florestas. dependerá de licen. Exploração Florestal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. As florestas de propriedade particular.outras formas de biomassa florestal definidas pelo órgão compe- tente do Sisnama. 32) a) prescrever outras normas que atendam às peculiaridades locais.2001 suas atividades devem suprir-se de recursos oriundos de: (Art.monitoramento do desenvolvimento da floresta remanescente.promoção da regeneração natural da floresta. III .adoção de medidas mitigadoras dos impactos  ambientais e sociais. (Art. o § 7º  Compete ao órgão federal de meio ambiente a aprovação de PMFS Poder Público Federal ou Estadual poderá: (Art.adoção de sistema silvicultural adequado. bem como as espécies necessárias à Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal. mediante aprovação prévia de Plano de Manejo Florestal Sustentável Na distribuição de lotes destinados à agricultura. IV . 13) rural familiar.a supressão de florestas e formações sucessoras para uso alternativo do solo.determinação do estoque existente. rarem para estas. nação entre 25 a 45 graus. V . Além dos preceitos gerais a que está sujeita a utilização das florestas. endêmicas.PMFS de floresta nativa aprovado pelo órgão competente do Sisna- ma. 12) Chefe do Poder Executivo disposições diferenciadas sobre os PMFS em escala empresarial. raridade. ato do Poder Federal ou Estadual. análise e aprovação dos referidos PMFS. manentes. IX . 14) incidentes em florestas públicas de domínio da União.

na fase inicial de instalação da atividade industrial.programação de suprimento de matéria-prima florestal III . nas condições e ces contidos nos incisos I e II deste artigo. mediante convênio. (Art. pelo órgão am- biental municipal ou outra instituição devidamente habilitada. § 2º  O PSS incluirá. § 2º A vegetação da reserva legal não pode ser suprimida. (Art. podendo II .no caso de aquisição de produtos provenientes do plantio de flores- apenas ser utilizada sob regime de manejo florestal sustentável. ressalvadas as hipóteses previstas no § 3º deste artigo. previstos no PSS. e seja -prima florestal pela atividade industrial. na propriedade rural situada em área de mento Sustentável . ressalvadas as situ- c) não madeireira. 15) a) oriunda de PMFS. licenciadas por órgão competente do Sisnama.trinta e cinco por cento. podem do empreendimento. b) oriunda de floresta plantada. § 4º  O PSS de empresas siderúrgicas. são suscetíveis de supressão. na propriedade rural situada em área de floresta nativas.cópia do contrato entre os particulares envolvidos. ser computados os plantios de árvores frutíferas ornamentais ou in- § 5º  Serão estabelecidos. localizada na Amazônia Legal.matéria-prima florestal: do Poder Público. cultivadas em sistema in- metros de utilização de matéria-prima florestal para fins de enquadra- tercalar ou em consórcio com espécies nativas. desde que esteja localizada na mesma microbacia. mento das empresas industriais no disposto no caput. na propriedade rural em área de campos gerais centes a terceiros.PSS. os parâ- dustriais. desde que sejam mantidas. de- vendo ser considerados. Exploração Florestal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. e III .771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. 34) cento na propriedade e quinze por cento na forma de compensação § 1º  O PSS assegurará produção equivalente ao consumo de matéria- em outra área.651/12 ção nativa ou que detenham autorização para supressão de vegetação c) ampliar o registro de pessoas físicas ou jurídicas que se dediquem à nativa. durante o período. aparas.vinte por cento. cavacos ou outros resíduos provenientes da ati- da bacia amazônica que só poderão ser utilizadas em observância a vidade industrial  planos técnicos de condução e manejo a serem estabelecidos por ato II .indicação das áreas de origem da matéria-prima florestal georrefe- ou outras formas de vegetação nativa localizada nas demais regiões renciadas.vinte por cento. o suprimen- acordo com princípios e critérios técnicos e científicos estabelecidos no to será comprovado posteriormente mediante relatório anual em que regulamento.oitenta por cento. As empresas industriais que utilizam grande quantidade de matéria- -prima florestal são obrigadas a elaborar e implementar Plano de Supri- II .o plano de bacia hidrográfica. de reserva legal. no mínimo: (Art. § 4º A localização da reserva legal deve ser aprovada pelo órgão am- biental estadual competente ou. MPMG Jurídico • 41 . em ato do Chefe do Poder Executivo. extração. As florestas e outras formas de vegetação nativa. a função social da propriedade. quando o PSS incluir suprimento de matéria-prima florestal oriunda de terras perten- IV . conforme determinações do órgão competente do Sisnama.costaneiras. assim como aquelas não § 3º  A isenção da obrigatoriedade da reposição florestal não desobriga sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação espe- o interessado da comprovação perante a autoridade competente da ori- cífica. a ser baixado dentro do prazo de um ano. no processo de aprovação. adas em área de preservação permanente. sem prejuízo das demais legislações específicas. averbada nos termos do § 7º deste artigo. res- salvados os contratos de suprimento mencionados no inciso III do § 2º. de tas exóticas. 16) § 4º  A reposição florestal será efetivada no Estado de origem da maté- ria-prima utilizada. a título gem do recurso florestal utilizado. indústria e comércio de produtos ou subprodutos florestais. I . não superior a 10 (dez) anos. sendo no mínimo vinte por tente do Sisnama. conste a localização da floresta e as quantidades produzidas. § 2º  É isento da obrigatoriedade da reposição florestal aquele que uti- lize: Fica proibida a exploração sob forma empírica das florestas primitivas I . do País. na propriedade rural situada em área de floresta II . mediante o plantio de espécies preferencialmente I . e os seguintes critérios e instrumentos. § 3º  Admite-se o suprimento mediante matéria-prima em oferta no mer- § 1º O percentual de reserva legal na propriedade situada em área de cado: floresta e cerrado será definido considerando separadamente os índi. compostos por espécies exóticas. quando houver: I . a ser submetido à aprovação do órgão compe- cerrado localizada na Amazônia Legal. localizada em qualquer região do País. no mínimo: I . metalúrgicas ou outras que con- sumam grandes quantidades de carvão vegetal ou lenha estabelecerá a utilização exclusiva de matéria-prima oriunda de florestas plantadas ou § 3º Para cumprimento da manutenção ou compensação da área de de PMFS e será parte integrante do processo de licenciamento ambiental reserva legal em pequena propriedade ou posse rural familiar.

§ 10. unidade de conservação ou outra área legalmente protegida. firmado pelo possuidor com o órgão ambiental estadual ou federal competente. § 7º O regime de uso da área de preservação permanente não se altera na hipótese prevista no § 6º.o zoneamento ecológico-econômico. 1º. a qualquer título. com força de título executivo e contendo.vinte e cinco por cento da pequena propriedade definida pelas alí- neas b e c do inciso I do § 2º do art. em todo o território nacional. quando necessário. as suas características ecológicas 42 • MPMG Jurídico . ouvidos o CONAMA.reduzir. Área de Preservação Per- manente. Exploração Florestal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. as Áreas de Preservação Permanente. os locais de expressiva biodi- versidade e os corredores ecológicos. o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Agricultura e do Abas- tecimento. desde que não implique em conversão de novas áreas para o uso alternativo do solo. § 5º O Poder Executivo. na Amazônia Le- gal. de desmembramento ou de retificação da área.oitenta por cento da propriedade rural localizada na Amazônia Legal.651/12 II . poderá: I . a reserva legal. a reserva legal é assegurada por Termo de Ajustamento de Conduta. os sítios e ecossistemas especialmente protegidos. em até cinqüenta por cento dos índices previstos neste Código. § 8º A área de reserva legal deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel. no registro de imóveis competente. e quando a soma da vegetação nativa em área de preservação permanente e reserva legal exceder a: I . IV . e V . para até cinqüenta por cento da propriedade. nos casos de transmissão. excluídas.a proximidade com outra Reserva Legal. com as exceções previstas neste Código.cinqüenta por cento da propriedade rural localizada nas demais re- giões do País. se for indicado pelo Zoneamento Ecológico Econômico . II . e II . III . para fins de recomposição.ZEE e pelo Zoneamento Agrícola. no mí- nimo. e III . pelo órgão ambiental competente. § 9º A averbação da reserva legal da pequena propriedade ou posse rural familiar é gratuita. a localização da reserva legal.ampliar as áreas de reserva legal. devendo o Poder Público prestar apoio técnico e jurídico. sendo veda- da a alteração de sua destinação. o cômputo das áreas relativas à vegetação nativa existente em área de preservação permanente no cálculo do percentual de reserva legal. Na posse.outras categorias de zoneamento ambiental. em qual- quer caso. § 6º Será admitido.o plano diretor municipal. os ecótonos.

§ 11. aplicando-se.nas florestas públicas de domínio da União. exploração.nos empreendimentos potencialmente causadores de impacto ambiental nacional ou regional. II .771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. os órgãos competentes da União. se não o fizer o proprietá- rio. 17) Nas terras de propriedade privada.nas unidades de conservação criadas pela União. mediante a aprovação do órgão ambiental estadu- al competente e as devidas averbações referentes a todos os imóveis envolvidos. DOU 25. (NR) (Redação dada ao artigo pela Medida Provisória nº 2. (Art. reposição florestal e manejo compatíveis com os variados ecossistemas que a cobertura arbórea forme. o Poder Público Federal poderá fazê-lo sem desapropriá-las. de seu valor deverá ser indenizado o proprietário. Nos loteamentos de propriedades rurais.nos casos que lhe forem delegados por convênio ou outro instru- mento admissível.nas florestas públicas de domínio do Município.nas unidades de conservação criadas pelo Município.CONAMA. poderá ser agrupada numa só porção em condomínio entre os adquirentes.651/12 básicas e a proibição de supressão de sua vegetação. MPMG Jurídico • 43 . § 2º As áreas assim utilizadas pelo Poder Público Federal ficam isentas de tributação. II . quando couber. § 2º Compete ao órgão ambiental municipal a aprovação de que trata o caput deste artigo: I . ouvidos. (Art.166-67. III . a área destinada a completar o limite percentual fixado na letra a do artigo antecedente.08. tanto de domínio pú- blico como de domínio privado.08. dependerá de prévia aprovação pelo órgão estadual competente do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA. respeitado o percentual legal em rela- ção a cada imóvel. no que couber. de 24. 18) § 1º Se tais áreas estiverem sendo utilizadas com culturas.2001). (Art. definidos em resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente .2001. dos Estados e do Distrito Federal. Poderá ser instituída reserva legal em regime de condomínio en- tre mais de uma propriedade. III . onde seja necessário o florestamen- to ou o reflorestamento de preservação permanente. Exploração Florestal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. A exploração de florestas e formações sucessoras. bem como da adoção de técnicas de condução. as mesmas disposições previstas neste Código para a pro- priedade rural. 19) § 1º Compete ao Ibama a aprovação de que trata o caput deste artigo: I .

que assegure o plantio de novas áreas. 25) Constituem contravenções penais. criar os serviços indispensáveis. DOU 03. (Art. além das penalidades previstas neste Código.651/12 § 3º No caso de reposição florestal.03. (Art. são equipara- dos aos agentes de segurança pública. (Art. ou em con- vênio com os Estados e Municípios. 26) 44 • MPMG Jurídico . diretamente ou por intermédio de empreendimentos dos quais participem. (NR) (Redação dada ao artigo pela Lei nº 11. requisitar os meios materiais e convocar os homens em condições de prestar auxílio. compete não só ao funcionário florestal. através do órgão executivo específico. a fiscalização é da competência dos municípios.803. no exercício de suas funções. do lugar e da data da infração ou ambas as penas cumulativamente: (Art. A União. obriga os infratores ao pagamen- to de uma multa equivalente a 10% (dez por cento) do valor comercial da matéria-prima florestal nativa consumida além da produção da qual participe. em terras próprias ou pertencentes a terceiros.284.03. lenha ou outra matéria prima florestal. são obrigadas a manter florestas próprias para exploração racional ou a formar. Exploração Florestal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. consumirem gran- de quantidades de matéria prima florestal serão obrigadas a manter. Os funcionários florestais. seja equivalente ao consumido para o seu abaste- cimento. dentro de um raio em que a exploração e o transporte sejam julgados econômicos. puníveis com três meses a um ano de prisão simples ou multa de uma a cem vezes o salário-mínimo mensal. 20) Parágrafo único. (Art. O não cumprimento do disposto neste artigo. que não se possa extinguir com os recursos ordinários. por sua natureza.1989) (Art. atuando a União supletivamente.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. 22) Parágrafo único. dentro dos limites de 5 a 10 anos. de 18. podendo. (Art. (Redação dada ao caput pela Lei nº 7.2006. As empresas siderúrgicas. florestas destinadas ao seu suprimento. 23) A fiscalização e a guarda das florestas pelos serviços especializados não excluem a ação da autoridade policial por iniciativa própria. para tanto. desta Lei. à base de carvão ve- getal. deverão ser priorizados projetos que contemplem a utilização de espécies nativas. fiscalizará a aplicação das normas deste Código. A autoridade competente fixará para cada empresa o prazo que lhe é facultado para atender ao disposto neste artigo. sendo-lhes assegurado o porte de armas. como a qualquer outra autoridade pública. 24) Em caso de incêndio rural. um serviço organizado. a que se refere o parágrafo único do artigo 2º. Nas áreas urbanas. cuja produção sob exploração racional. de transporte e outras.07. 21) Parágrafo único. diretamente. de 02.2006) As empresas industriais que.

c) penetrar em floresta de preservação permanente conduzindo armas. areia. bem como às Reservas Biológicas. m) soltar animais ou não tomar precauções necessárias para que o ani- mal de sua propriedade não penetre em florestas sujeitas a regime es- pecial. n) matar. lenha. produtos florestais ou hulha. l) empregar. carvão e outros produtos procedentes de florestas. lenha. sem licença válida para todo o tempo da via- gem ou do armazenamento. Estaduais ou Municipais. como combustível. outorgada pela autoridade competente. Exploração Florestal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. licenças extintas pelo decurso do prazo ou pela entrega ao consumidor dos produtos procedentes de flo- restas. pedra. por qualquer modo. vender. suscetíveis de provo- car incêndios nas florestas. lesar ou maltratar. por qualquer modo ou meio. carvão e outros produtos procedentes de flo- restas.651/12 a) destruir ou danificar a floresta considerada de preservação perma- nente. f) fabricar. substâncias ou instrumentos próprios para caça proibida ou para ex- ploração de produtos ou subprodutos florestais. mesmo que em formação ou utilizá-la com infringência das nor- mas estabelecidas ou previstas nesta Lei. j) deixar de restituir à autoridade. g) impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e demais for- mas de vegetação. i) transportar ou guardar madeiras.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. h) receber madeira. d) causar danos aos Parques Nacionais. cal ou qualquer outra espécie de minerais. em florestas e demais formas de ve- getação. b) cortar árvores em florestas de preservação permanente. até final beneficiamento. e) fazer fogo. sem prévia autorização. sem estar munido de licença da autoridade competente. MPMG Jurídico • 45 . plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia ou árvore imune de corte. sem exigir a exibição de licença do vendedor. o) extrair de florestas de domínio público ou consideradas de preserva- ção permanente. outorgada pela autoridade competente e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto. sem uso de dispositivo que impeça a difusão de fagulhas. transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação. sem permis- são da autoridade competente. sem tomar as precauções adequadas.

Se peculiaridades locais ou regionais justificarem o emprego do fogo em práticas agropastoris ou florestais. subutilizada ou utilizada de forma inadequada. e III . 46) Área Rural Consolidada CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.651/12 Será admitido. visando ao abastecimento local. com edificações. industriais. a adoção do regime de pousio. VI) soma da vegetação nativa em área de preservação permanente e reserva legal exceder a: (Art.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12.1989) (Art. 1º. (Alínea acrescentada pela Lei nº 5. q) transformar madeiras de lei em carvão. No caso de florestas plantadas.07.vinte e cinco por cento da pequena propriedade definida pelas alí- neas b e c do inciso I do § 2º do art.870.651/12 p) (Vetado). o cômputo das áreas Substituição de vegetação nativa e formações sucessoras por outras co- relativas à vegetação nativa existente em área de preservação perma. segundo a vocação e capacidade de suporte do solo. quando for verificado que a referida área encontra-se abandonada. 37-A) 46 • MPMG Jurídico . de 18. (Art. área destinada à produção de alimentos básicos e pastagens.1973) É proibido o uso de fogo nas florestas e demais formas de vegetação. neste último caso. 27) Parágrafo único. em cada município. inclusive para qualquer efeito industrial. 3º. a permissão será estabelecida em ato do Poder Público. (Art. II . como atividades agropecuárias.cinqüenta por cento da propriedade rural localizada nas demais re- giões do País. de mineração e de transporte. sem licença da autoridade competente. (Art. de 26. desde que não implique e transmissão de energia.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. de geração nente no cálculo do percentual de reserva legal.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. (Redação dada ao artigo pela Lei nº 7. o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis . berturas do solo. 3º. (Art. Exploração Florestal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.IBAMA zelará para que seja pre- servada. 16. admitida.651/12 (Sem Correspondência) Área de imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008. IV) Uso Alternativo do Solo CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. e quando a urbanos ou outras formas de ocupação humana. Não é permitida a conversão de florestas ou outra forma de vegetação nativa para uso alternativo do solo na propriedade rural que possui área desmatada. benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris. circunscrevendo as áreas e estabelecendo normas de precaução.03.803. assentamentos em conversão de novas áreas para o uso alternativo do solo. pelo órgão ambiental competente.oitenta por cento da propriedade rural localizada na Amazônia Legal. § 6º) I .

29. 3º.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. cumulativa ou alternativamente.651/12 (Sem Correspondência) Administração da vegetação natural para a obtenção de benefícios eco- nômicos. a utilização de múltiplas espécies madeireiras ou não. (Art. deverão ser priorizados projetos que contemplem a utilização de espécies nativas do mesmo bioma onde ocorreu a supressão. e de prévia autorização do órgão estadual competente do Sisnama.a localização do imóvel. (Art. IV . as seguintes informações: I .651/12 (Sem Correspondência) A supressão de vegetação nativa para uso alternativo do solo. sociais e ambientais. § 3º  No caso de reposição florestal. a supressão da vege- tação que abrigue espécie ameaçada de extinção. de que trata o art.a reposição ou compensação florestal. nos termos do § 4o do art. 28) Manejo Sustentável CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. da Reserva Legal e das áreas de uso restrito. Uso Alternativo do Solo CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. Da Supressão de Vegetação para Uso Alternativo do Solo CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. § 4º  O requerimento de autorização de supressão de que trata o caput conterá. de múltiplos produtos e subprodutos da flora. III . (Art. dependerá da adoção de medidas compensatórias e mitigadoras que assegurem a conservação da espécie. segun- do lista oficial publicada pelos órgãos federal ou estadual ou municipal do Sisnama. II . VII) MPMG Jurídico • 47 . por coordenada geográfica. 27) Não é permitida a conversão de vegetação nativa para uso alternativo do solo no imóvel rural que possuir área abandonada. § 2º (VETADO). no mínimo.651/12 § 4º Nas áreas passíveis de uso alternativo do solo. dependerá da adoção de medidas compensatórias e mitigadoras que assegurem a conserva- ção da espécie. tanto de domínio público como de domínio privado. a supressão de vegetação que abrigue espécie da flora ou da fauna ameaçada de extinção. das Áreas de Preservação Permanente.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12.o uso alternativo da área a ser desmatada. 26) § 1º  (VETADO). bem como a utiliza- ção de outros bens e serviços.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. respeitando-se os mecanismos de susten- tação do ecossistema objeto do manejo e considerando-se. ou espécies migratórias. com pelo menos um ponto de amarração do perímetro do imóvel. dependerá do cadastra- mento do imóvel no CAR.a utilização efetiva e sustentável das áreas já convertidas. 33. Nas áreas passíveis de uso alternativo do solo. (Art.

651/12 (Art. às quais se associa. sem formar dossel. onde o abastecimento de água se dê pelo esforço próprio dos moradores. entre os Estados do Amapá e de Santa Catarina. 3º. de 2012). como sementes. encontrada em solos hidromórficos. quando necessárias à travessia de um curso d’água. ao acesso tação em área de preservação permanente. em meio a agrupamentos de espécies arbustivo-herbáceas. j) exploração agroflorestal e manejo florestal sustentável. b) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e efluentes tratados. comunitário e familiar. 4º. g) pesquisa científica relativa a recursos ambientais. desde que não descaracterizem a cobertura vegetal nativa existente nem prejudiquem a função ambiental da área.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. sementes. remanescentes de comunidades quilombolas e outras populações extrativistas e tradicio- nais em áreas rurais. sujeitos à ação das marés. (Art. usual- mente com palmáceas. d) construção de rampa de lançamento de barcos e pequeno ancora- douro. X) O órgão ambiental competente poderá autorizar a supressão eventual e a) abertura de pequenas vias de acesso interno e suas pontes e pon- de baixo impacto ambiental. desde que comprovada a outorga do direito de uso da água.651/12 (Sem Correspondência) Fitofisionomia de savana. respeitados outros requisitos previstos na legislação aplicável. Vereda CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. formado por vasas lodosas recentes ou arenosas. e) construção de moradia de agricultores familiares. predominantemente. 3º. incluindo a extração de produtos florestais não madeireiros. quando couber. desde que não implique supressão da vege- tação existente nem prejudique a função ambiental da área. f) construção e manutenção de cercas na propriedade. c) implantação de trilhas para o desenvolvimento do ecoturismo. Atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. da vege- tilhões. (Art. respeitada a legis- lação específica de acesso a recursos genéticos. § 3º) de pessoas e animais para a obtenção de água ou à retirada de pro- dutos oriundos das atividades de manejo agroflorestal sustentável. 3º. (Art. castanhas e frutos. XIII) 48 • MPMG Jurídico . castanhas e outros produtos vegetais.CONAMA ou dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente. h) coleta de produtos não madeireiros para fins de subsistência e pro- dução de mudas.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. com influência fluviomarinha.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. típica de solos limosos de regi- ões estuarinas e com dispersão descontínua ao longo da costa brasileira. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571. i) plantio de espécies nativas produtoras de frutos. XII) Manguezal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.651/12 (Sem Correspondência) Ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos. reconhecidas como eventuais e de baixo impacto ambiental em ato do Conselho Nacional do Meio Ambiente . k) outras ações ou atividades similares. a vegetação natural conhecida como mangue. assim definido em regulamento.

de acordo com o estágio sucessional. de 18. 2º) cio a um curso d’água. qualquer que seja a sua situação topográfica. apresentando. dunas e de- pressões. onde pode ocorrer a presença de vegetação herbácea específica. 2º) gada. § 4º) MPMG Jurídico • 49 . as Depósito arenoso paralelo à linha da costa.651/12 (Sem Correspondência) Áreas de solos hipersalinos situadas nas regiões entremarés superiores. inundadas apenas pelas marés de sizígias. 3º. ou de dunas e mangues.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. pelo só efeito desta Lei.000 (mil).651/12 Consideram-se de preservação permanente. cordões arenosos. ainda que intermitentes e nos chamados “olhos d’água”. somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública (Art. vegetal em mosaico. num raio mínimo de 50 (cin- qüenta) metros de largura. 3º. respectivamente. Salgado ou marismas tropicais hipersalinos CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. XVII) c) nas nascentes.803. de forma geralmente alon- florestas e demais formas de vegetação natural situadas: (Art.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. desprovidas de vegetação vascular. 3º.07. estrato her- báceo.651/12 (Sem Correspondência) Áreas situadas em regiões com frequências de inundações intermediá- rias entre marés de sizígias e de quadratura. 2º deste Código. encontrada em praias.651/12 Consideram-se de preservação permanente. arbustivo e arbóreo. as Afloramento natural do lençol freático que apresenta perenidade e dá iní- florestas e demais formas de vegetação natural situadas: (Art. onde se encontram di- ferentes comunidades que recebem influência marinha. (Art. (Art. (Redação dada à alínea pela Lei nº 7.000 (mil). (Art. XV) Restinga CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. 5º. que apresentam salinidade superior a 150 (cento e cinquenta) partes por 1. 3º. XIV) Apicum CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. pelo só efeito desta Lei. como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. produzido por processos de sedimentação.1989) A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes. com cobertura f) nas restingas. este último mais interiorizado. com solos cuja salinidade varia entre 100 (cem) e 150 (cento e cinquenta) partes por 1. XVI) Nascente CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. de que tratam. (Art. as alíneas c e f do art.

257. públicos ou privados. preferen- cialmente nativa.651/12 (Sem Correspondência) Espaços. com os seguintes instrumentos: (Art. melhoria da qualidade ambiental urbana. lazer.07.803. num raio mínimo de 50 (cin- qüenta) metros de largura. II . XX) Regime de Proteção das Áreas Verdes Urbanas CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.651/12 Consideram-se de preservação permanente. 3º.o estabelecimento de exigência de áreas verdes nos loteamentos. ainda que intermitentes e nos chamados “olhos d’água”. de 18.a transformação das Reservas Legais em áreas verdes nas expansões urbanas  III .o exercício do direito de preempção para aquisição de remanescentes florestais relevantes.651/12 (Sem Correspondência) O poder público municipal contará. de 10 de julho de 2001. (Art. natural ou recuperada. conforme dispõe a Lei no 10. 2º) (Art.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. 3º. mesmo que intermitente. indisponíveis para construção de moradias. Olho D’Água CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. 25) I . XIX) Área Verde Urbana CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. (Art. destinados aos propósitos de recreação. e IV .1989) Leito Regular CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.651/12 (Sem Correspondência) Áreas marginais a cursos d’água sujeitas a enchentes e inundações pe- riódicas. proteção dos recursos hídricos. 3º. Várzea de Inundação ou Planície de Inundação CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. qualquer que seja a sua situação topográfica.651/12 (Sem Correspondência) A calha por onde correm regularmente as águas do curso d’água duran- te o ano.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. proteção de bens e ma- nifestações culturais. XVIII) c) nas nascentes. pelo só efeito desta Lei. 3º. florestas e demais formas de vegetação natural situadas: (Art. (Art. as Afloramento natural do lençol freático. (Redação dada à alínea pela Lei nº 7. manutenção ou melhoria paisagística.aplicação em áreas verdes de recursos oriundos da compensação ambiental. nas Leis de Zoneamento Urbano e Uso do Solo do Município. XXI) 50 • MPMG Jurídico . empreendimentos comerciais e na implantação de infraestrutura.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. previstos no Plano Diretor. com predomínio de vegetação.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. para o estabelecimento de áreas verdes urbanas.

6º da referida Lei.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. Faixa de Passagem de Inundação CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. apurado nas declarações anuais do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural . XXIV) Área abandonada. XXIII) Pousio CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. (Incluído abandonada.ITR. do art. quando for verificado que a referida área encontra-se previstos no referido artigo. 3º.651/12 (Sem Correspondência) Expressão geomorfológica usada para designar área caracterizada por movimentações do terreno que geram depressões. ondulado. aquela não efetivamente utilizada. subutilizada ou utilizada de forma inadequada CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. segundo pela Medida Provisória nº 571. e II .629. MPMG Jurídico • 51 . for- temente ondulado e montanhoso. nos termos do § 3º.651/12 (Sem Correspondência) Área de várzea ou planície de inundação adjacente a cursos d’água que permite o escoamento da enchente. (Art.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. (Art. XXII) Relevo Ondulado CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. dentre outros dados relevantes. ou que não atenda aos índices área desmatada.para as demais propriedades que venham atingindo os parâmetros de produtividade da região e que não tenham restrições perante os ór- gãos ambientais. 6º da Lei nº 8. cuja intensidade permite sua classificação como relevo suave ondulado. cuja intensidade permite sua classificação como relevo suave ondulado. ressalvadas as áreas em pousio. (Art. § 2º As normas e mecanismos para a comprovação da necessidade de conversão serão estabelecidos em regulamento. nos termos dos §§ 3º e 4º do art. 3º. for- temente ondulado e montanhoso. de 25 de fevereiro de 1993.651/12 (Sem Correspondência) Expressão geomorfológica usada para designar área caracterizada por movimentações do terreno que geram depressões. 3º. subutilizada ou utilizada de forma inadequada. 3º.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. considerando. 37-A) § 1º Entende-se por área abandonada. ondulado. de 2012). ou que não atenda aos índices previstos no art. (Art. subutilizada ou utilizada de for- ma inadequada.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12.651/12 Não é permitida a conversão de florestas ou outra forma de vegetação Área não efetivamente utilizada. § 3º A regulamentação de que trata o § 2º estabelecerá procedimentos simplificados: I . XXV) a vocação e capacidade de suporte do solo.629.para a pequena propriedade rural. ressalvadas as áreas de pouso na pequena propriedade ou posse rural familiar ou de população tradicional. de 25 de fevereiro de 1993. o desempenho da propriedade nos últimos três anos. (Art. 6º da nativa para uso alternativo do solo na propriedade rural que possui Lei no 8.

de 2001) (Art. dônia. Extra. Roraima. Pará.651/12 A exploração dos recursos florestais em terras indígenas somente pode.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. de 24. (NR) (Artigo acrescentado pela Medida Provi- sória nº 2. § 2º. 3º.166-67.977.Amazônia Legal: os Estados do Acre. do Estado do Maranhão. 3º. XXVII) Exploração de Recursos Florestais em Terras Indígenas CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. A) Amazônia Legal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.651/12 VI . a supressão da vege- tação que abrigue espécie ameaçada de extinção. dos Estados de Tocantins e Goiás. (Art. DOU 25. Ron- Rondônia. Amazonas.2001 . (Sem Correspondência) rá ser realizada pelas comunidades indígenas em regime de manejo flo- restal sustentável.166-67. a isenção não ultrapassará de 50% (cinqüenta por cen- to) do valor do imposto. e ao oeste do meridiano de 44° de 44o W.08. único) Áreas úmidas CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. (Art. do Estado do Maranhão. 47 da Lei no 11.2001. Amapá e Mato Grosso e as regiões situadas ao norte do paralelo ralelo 13o S. 2º da EC nº 32/2001) Se a floresta for nativa. de 2001) (Art. (Art. 2o e 3o deste Código. 14. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.651/12 (Sem Correspondência) Aquela de que trata o inciso II do caput do art. dos Estados de Tocantins e Goiás. (Incluído pela Medida Provisória nº W.166-67. de 2012).651/12 § 4º Nas áreas passíveis de uso alternativo do solo. e (Incluído pela Medida Provisória nº 571.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. 1º. em vigor conforme o art. XXVI) Área Urbana Consolidada CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. a implantação de projetos de assentamento humano ou de colonização para fim de reforma agrária. 39. § 6º É proibida. e ao oeste do meridiano 13° S.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. 1º. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. Roraima. de 2012). ressalvados os projetos de assentamento agroextrativista. observar-se- -á o disposto na alínea b do art. subutilizada ou utilizada de forma inadequada CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.Ed. em área com cobertura florestal primária ou secundá- ria em estágio avançado de regeneração.Amazônia Legal: os Estados do Acre. § 5º Se as medidas necessárias para a conservação da espécie impossibi- litarem a adequada exploração econômica da propriedade. dependerá da adoção de medidas compensatórias e mitigadoras que assegurem a conserva- ção da espécie. Amapá e Mato Grosso e as regiões situadas ao norte do pa. (Art. Pará. I) 2. I . cobertas originalmente por florestas ou outras formas de vegetação adaptadas à inundação. respeitados os arts. respeitadas as legislações específicas. para atender a sua subsistência.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. Área abandonada. 3º. Amazonas.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12.651/12 (Sem Correspondência) Pantanais e superfícies terrestres cobertas de forma periódica por águas.08. que incidir sobre a área tributável. VI) 52 • MPMG Jurídico . de 7 de julho de 2009.

lenha. O comércio de plantas vivas e outros produtos oriundos da flora nativa dependerá de licença do órgão estadual competente do Sisnama e de registro no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Po- luidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais.DOF dos entes federativos não integrados ao sistema e fiscalizar os dados e relatórios respectivos. § 4º  Os dados do sistema referido no caput serão disponibilizados para acesso público por meio da rede mundial de computadores. para fins comerciais ou industriais. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571. cabendo ao órgão federal coordenador do sistema fornecer os programas de infor- mática a serem utilizados e definir o prazo para integração dos dados e as informações que deverão ser aportadas ao sistema nacional. e o armazenamento de madeira. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571. de 31 de agosto de 1981. Controle da origem dos produtos florestais CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. carvão e outros produtos ou subprodutos de florestas de espécies nativas é obrigado a exigir a apresentação do DOF e munir-se da via que deverá acompanhar o material até o beneficia- mento final. § 3º  Todo aquele que recebe ou adquire.  A exportação de plantas vivas e outros produtos da flora dependerá de licença do órgão federal competente do Sisnama. de 2012).938. de 2012). 35) § 1º O plantio ou o reflorestamento com espécies florestais nativas in- dependem de autorização prévia. por qualquer meio. fiscalizado e regulamen- tado pelo órgão federal competente do SISNAMA.938. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. (Art. § 5o O órgão ambiental federal do SISNAMA regulamentará os casos de dispensa da licença prevista no caput. previsto no art. do carvão e de outros produtos ou (Sem Correspondência) subprodutos florestais incluirá sistema nacional que integre os dados dos diferentes entes federativos. desde que observadas as limitações e condições previstas nesta Lei. observado o disposto no art. observadas as condições estabelecidas no caput. 36) § 1º  A licença prevista no caput será formalizada por meio da emissão do DOF. para fins de controle de origem. a pessoa física ou jurídica responsável de- verá estar registrada no Cadastro Técnico Federal de Atividades Poten- cialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais. devendo o plantio ou reflorestamento estar previamente cadastrado no órgão ambiental competente e a exploração ser previa- mente declarada nele para fins de controle de origem. requerem licença do órgão competente do Sisnama. O transporte. que deverá acompanhar o material até o beneficiamento final. madeira. para fins comerciais ou in- dustriais. sua volume- tria e dados sobre sua origem e destino. (Art. § 5º O órgão federal coordenador do sistema nacional poderá bloquear a emissão de Documento de Origem Florestal . de 2012). coordenado. devendo ser informados ao órgão com- petente. § 2º  É livre a extração de lenha e demais produtos de florestas plantadas nas áreas não consideradas Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal. 17 da Lei nº 6. no prazo de até 1 (um) ano. sem prejuízo de outras exigências cabíveis. § 2º  Para a emissão do DOF. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. carvão e outros produtos ou subprodutos florestais oriundos de flores- tas de espécies nativas. § 3º  O corte ou a exploração de espécies nativas plantadas em área de uso alternativo do solo serão permitidos independentemente de autori- zação prévia. MPMG Jurídico • 53 .771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. lenha. de 31 de agosto de 1981. (Art. de 2012). 37) Parágrafo único. previsto no art. § 4º  No DOF deverão constar a especificação do material.651/12 O controle da origem da madeira. 35. 17 da Lei no 6.

com declividade superior a 45°. d) 200 (duzentos) metros. gura. em faixa margi.as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais.as encostas ou partes destas com declividade superior a 45°. coberta ou não 2o e 3o desta Lei. equiva- lente a 100% na linha de maior declive. § 2º. coberta ou não por vegetação nativa. f) nas restingas.APP: área protegida. largura: b) 50 (cinquenta) metros. as banas.511. ficiais.as áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais. faci- geológica. de 1986) e) 500 (quinhentos) metros. a paisagem. (Redação dada pela Lei nº 7. de 1986) II . qual- c) nas nascentes.as bordas dos tabuleiros ou chapadas.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros 1 . pelo só efeito desta Lei. II) Medida Provisória nº 2.de 100 (cem) metros para todos os cursos cuja largura seja superior a a 200 (duzentos) metros de largura. montes. com a função ambiental de preservar os recursos ambiental de preservar os recursos hídricos. de 2001) (Art. 200 (duzentos) metros. desde a borda a) ao longo dos rios ou de outro qualquer curso d’água. a paisagem.511. g) nas bordas dos taboleiros ou chapadas. Área de Preservação Permanente .166-67. II) Considera-se Área de Preservação Permanente. 1º. para os efeitos desta Lei: (Art. em largura mínima de: nal cuja largura mínima será: a) 30 (trinta) metros. em faixa com largura mínima de: 3. VII .511.os manguezais. V . (Incluído dada pela Lei nº 7. para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) 2 . da calha do leito regular. para os cursos d’água que tenham de 200 (du- 1. a) 100 (cem) metros. em zonas urbanas. a estabilidade hídricos. (Redação dada pela Lei nº 7. com a função por vegetação nativa. (Art. como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de man- gues. e) nas encostas ou partes destas. (duzentos) metros de distancia entre as margens. 4.as faixas marginais de qualquer curso d’água natural. de 150 (cento e cinqüenta) metros para os cursos d’água que possuam entre 100 (cem) e 200 (duzentos) metros de largura. em zonas rurais ou ur- Consideram-se de preservação permanente. (Incluído pela -estar das populações humanas. de 50 (cinqüenta) metros para os cursos d’água que tenham de 10 superior a 600 (seiscentos) metros. cuja faixa marginal será de 50 (cin- quenta) metros. zentos) a 600 (seiscentos) metros de largura. como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de man- gues. lagos ou reservatórios d’água naturais ou arti. IV – as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes.de 5 (cinco) metros para os rios de menos de 10 (dez) metros de de largura. Áreas de Preservação Permanente CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. de 2012). no raio mínimo de 50 (cinquenta) sua situação topográfica. 4º) florestas e demais formas de vegetação natural situadas: (Art. a biodiversidade. metros. em toda a sua extensão.511. de 30 (trinta) metros para os rios de menos de 10 (dez) metros de lar. mesmo nos chamados “olhos d’água”. exceto para o corpo d’água com de 1986) até 20 (vinte) hectares de superfície. de 100 (cem) metros para os cursos d’água que meçam entre 50 (cin- qüenta) e 100 (cem) metros de largura. seja qual for a quer que seja sua situação topográfica. equiva- lente a 100% (cem por cento) na linha de maior declive. proteger o litar o fluxo gênico de fauna e flora. o fluxo gênico de fauna e flora. igual à distância b) 30 (trinta) metros. 3º. VIII . de 1986) III . nos §§ 1o e 2o.as restingas. observado o disposto b) ao redor das lagoas. 2º) I . montanhas e serras. (Redação dada pela Lei nº 7. para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) 3 . c) 100 (cem) metros.651/12 Área de preservação permanente: área protegida nos termos dos arts. proteger o solo e assegurar o bem- solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. entre as margens para os cursos d’água com largura superior a 200 (du- zentos) metros. em zonas rurais. d) no topo de morros. para os cursos d’água que tenham largura 2. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571. na faixa de- finida na licença ambiental do empreendimento.igual à metade da largura dos cursos que meçam de 10 (dez) a 200 a 50 (cinquenta) metros de largura. VI . (dez) a 50 (cinqüenta) metros de largura. até a linha de ruptura do 54 • MPMG Jurídico . a estabilidade geológica e a biodiversidade.

com até 20 (vinte) hectares de superfície.7. de acordo com norma dos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente. (Redação dada pela Lei nº 7. (Redação dada pela Lei nº 7.1989) próximo da elevação.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12.7. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571.7. h) em altitude superior a 1. a área de preservação perma- gura superior a 600 (seiscentos) metros. (Redação dada pela Lei nº quer que seja a vegetação.de 200 (duzentos) metros para os cursos d’água que tenham de 200 tórios artificiais de água não decorram de barramento ou represamento (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura. em projeção horizontal. nº 7. nos relevos ondulados. seja conservada a e) nas encostas ou partes destas.803 de 18.de 30 (trinta) metros para os cursos d’água de menos de 10 (dez) me. MPMG Jurídico • 55 .1989) de que trata o inciso V do art. é admitida. (Redação dada pela Lei nº 7. § 6º  Nos imóveis rurais com até 15 (quinze) módulos fiscais.803 de 18. f) nas restingas. com altura mínima a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água desde o seu nível mais de 100 (cem) metros e inclinação média maior que 25°. desde que não impli- que supressão de novas áreas de vegetação nativa. água com superfície inferior a 1 (um) hectare. com declividade superior a 45°. equiva.sejam adotadas práticas sustentáveis de manejo de solo e água e de rizontais.7. a partir do limite do espaço brejoso quenta) a 200 (duzentos) metros de largura.esteja de acordo com os respectivos planos de bacia ou planos de gestão de recursos hídricos. vedada nova supressão de áreas de vegetação nativa. I .7. de 1978) (Vide Lei nº 7.de 100 (cem) metros para os cursos d’água que tenham de 50 (cin.1989) II . no mínimo.1989) § 1º  Não se aplica o previsto no inciso III nos casos em que os reserva- 4 .800 (mil e oitocentos) metros. a partir da linha de ruptura do relevo. IX . ainda que intermitentes e nos chamados “olhos 571. 3o desta Lei. a faixa marginal. 18.1989) altura mínima da elevação sempre em relação à base.800 (mil e oitocentos) metros. para a pequena propriedade ou posse rural familiar. Áreas de Preservação Permanente CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. 7. i) nas áreas metropolitanas definidas em lei. 15 (quinze) metros.803 de 18. (Redação dada pela Lei nº e encharcado. exposta no período de vazante dos rios ou lagos.803 de 18.1989) recursos hídricos. (Incluído pela Lei nº 6. qualidade da água e do solo e seja protegida a fauna silvestre.803 de 18.803 de 18.800 (mil e oitocentos) metros. garantindo sua qualidade e quantidade. (Redação dada pela Lei de cursos d’água. 7.1989) XI – em veredas. (Redação dada pela Lei nº 7.de 50 (cinquenta) metros para os cursos d’água que tenham de 10 X . 18. nos campos zontais.803 de nente terá. aquicultura e a infraestrutura física diretamente a ela associada. montes. (Incluído pela Lei nº 7. d’água”.1989) III .7. mínima de 50 (cinquenta) metros. (Redação dada pela Medida Provisória nº c) nas nascentes.803 de 18. as florestas nativas e as vegetações campestres.1989) § 4º Fica dispensado o estabelecimento das faixas de Área de Preserva- b) ao redor das lagoas. as áreas delimi- alto em faixa marginal cuja largura mínima será: (Redação dada pela Lei tadas a partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois terços) da nº 7. pela cota do ponto de sela mais tros de largura.535. de 2012). montanhas e serras. montes.7.as áreas em altitude superior a 1. como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de man. em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções ho.seja realizado o licenciamento pelo órgão ambiental competente. o plantio de culturas tem- porárias e sazonais de vazante de ciclo curto na faixa de terra que fica d) no topo de morros.7. naturais ou artificiais. 2 . a prática da gues. em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções hori- h) em altitude superior a 1. qual- (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura. num raio mínimo de 50 (cinqüenta) metros de largura.803 de § 5º  É admitido. lagos ou reservatórios d’água naturais ou arti. qualquer que seja a sua situação topográfica. desde que: g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas. ção Permanente no entorno das acumulações naturais ou artificiais de ficiais. sendo esta defini- da pelo plano horizontal determinado por planície ou espelho d’água 1 .de 500 (quinhentos) metros para os cursos d’água que tenham lar.7. qualquer que seja a vegetação. de 2012).1989) § 2º  No entorno dos reservatórios artificiais situados em áreas rurais 5 . nas áreas de que tratam os incisos I e II do caput deste artigo. montanhas e serras.no topo de morros. adjacente ou. com largura 3 .651/12 relevo. lente a 100% na linha de maior declive.803 de 18.7.

não podendo ao regime de preservação permanente (letra g) pelo só efeito desta Lei. observar-se-á o disposto nos respec- tivos Planos Diretores e Leis Municipais de Uso do Solo. preendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal. II . § 2º  O Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reserva- tório Artificial. sem prejuízo dos limites estabelecidos pelo inciso I do a) a atenuar a erosão das terras. as áreas cober- tas com florestas ou outras formas de vegetação destinadas a uma ou mais das seguintes finalidades: (Art. No caso de áreas urbanas.803 de 18. observando-se a faixa mí- g) a manter o ambiente necessário à vida das populações silvícolas. e a faixa mínima de 15 (quinze) metros e máxima de 30 (trinta) metros h) a assegurar condições de bem-estar público. confor- me estabelecido no licenciamento ambiental. em área urbana. é obrigatória a aquisição.7. 5º) Parágrafo 1º .A supressão total ou parcial de florestas de preservação permanente só será admitida com prévia autorização do Poder Executi. 6º) I . não constituindo a sua ausência impedimento para a expedição da licença de instalação. sem prejuízo d) a auxiliar a defesa do território nacional a critério das autoridades do disposto nos incisos do caput. e) a proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou his. ativida.As florestas que integram o Patrimônio Indígena ficam sujeitas te do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA.1989) perímetros urbanos definidos por lei municipal. para os empreendimentos licitados a partir da vigência desta Lei. quando for necessária à execução de obras. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571. Consideram-se. Na implantação de reservatório d’água artificial destinado a geração de tórico. desapro- priação ou instituição de servidão administrativa pelo empreendedor f) a asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados de extinção.  e nas  regiões  metro- c) a formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias. elaborará des ou projetos de utilidade pública ou interesse social. de 2012). dação terão sua largura determinada pelos respectivos Planos Diretores tação natural destinadas: (Art. de preservação permanentes. quando assim de. exceder a dez por cento do total da Área de Preservação Permanente.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. planos.CAR. as florestas e demais formas de vege. caput. (Incluído pela Medida Provisória nº militares. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571.  e nas  regiões  metro- politanas e aglomerações urbanas. assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal. Áreas de Preservação Permanente CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. § 1º Na implantação de reservatórios d’água artificiais de que trata o ca- vo Federal. de 2012). e nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas. o empreendedor. no âmbito do licenciamento ambiental. das Áreas de Preservação Permanente criadas em seu entorno. (Art. em todo o território V – não implique novas supressões de vegetação nativa.No caso de áreas urbanas.o imóvel esteja inscrito no Cadastro Ambiental Rural . b) a fixar as dunas. nima de 30 (trinta) metros e máxima de 100 (cem) metros em área rural.(Incluído pela Lei nº 7. de 2012). de preservação permanente. energia ou abastecimento público.651/12 Parágrafo único . politanas e aglomerações urbanas. obervar-se-á o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo. assim entendidas as áreas compreendidas nos artigo. abrangido. put. ainda. § 10. as faixas marginais de qualquer cur- Consideram-se. ouvidos os Conselhos Estaduais e Municipais de Meio Ambiente.proteger as restingas ou veredas. Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno do Reservatório. IV . assim entendidas as com. ainda. (Incluído pela Medida Provisória nº 571.conter a erosão do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha. so d’água natural que delimitem as áreas da faixa de passagem de inun- claradas por ato do Poder Público. de 2012). deverá ser apresentado ao órgão ambiental concomitante- mente com o Plano Básico Ambiental e aprovado até o início da opera- ção do empreendimento. respeitados os princípios e limites a que se refere este § 9º Em áreas urbanas. 56 • MPMG Jurídico . 571. 3º) e Leis de Uso do Solo. em conformidade com termo de referência expedido pelo órgão competen- § 2º . quando declaradas de interesse social por ato do Chefe do Poder Executivo.

2001). dependerá de autorização do órgão ambiental com. as medidas mitigadoras e compensatórias que deverão ser nesta Lei. com anuência prévia. execução. excepcionalmente. de 24. 4º poderá ser autorizada. servação Permanente de que tratam os incisos VI e VII do caput do art.  VIII . em caráter de urgência.auxiliar a defesa do território nacional. desde que o município possua conselho de meio ambiente com fundiária de interesse social.08. § 3º  É dispensada a autorização do órgão ambiental competente para a § 3º O órgão ambiental competente poderá autorizar a supressão even.proteger várzeas. em áreas urbanas consolidadas ocupadas caráter deliberativo e plano diretor. quando couber. § 4º O órgão ambiental competente indicará. Intervenção/Supressão de Vegetação em Áreas de Preservação Permanente CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. zação do órgão ambiental estadual competente. devidamente caracterizados e motivados em procedimento admi. de atividades de segurança nacional e tual e de baixo impacto ambiental. do órgão federal ou municipal de meio ambiente.formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias. restingas somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública. 9º  É permitido o acesso de pessoas e animais às Áreas de Preserva- § 5º A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes. além das previstas permanente. de que tratam. ecológica do manguezal esteja comprometida. somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública. Art. MPMG Jurídico • 57 .651/12 III . res. VI . para obtenção de água. em qualquer hipótese.166-67. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. V . pelo empreendedor. cial. cujos parâmetros e regime de uso serão definidos por resolução do CONAMA. ou de du.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. DOU 25. IX – proteger áreas úmidas. assim definido em regulamento. 4º) § 1º  A supressão de vegetação nativa protetora de nascentes. especialmente as de importância internacio- nal. mediante anuência prévia do órgão por população de baixa renda. ção Permanente para obtenção de água e para realização de atividades nas e mangues. desde que não exija a supressão e não comprometa a regeneração e a manutenção a longo prazo da vege- tação nativa. § 2º  A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Pre- salvado o disposto no § 2º deste artigo. ambiental estadual competente fundamentada em parecer técnico. previamente à emissão § 4º  Não haverá. a critério das autoridades militares. inseridas em projetos de regularização petente. 2º deste Código. § 6º Na implantação de reservatório artificial é obrigatória a desapro- priação ou aquisição.abrigar exemplares da fauna ou da flora ameaçados de extinção. adotadas pelo empreendedor. em locais onde a função § 2º A supressão de vegetação em área de preservação permanente situ. das áreas de preservação per- manente criadas no seu entorno.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. vação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública. VII . habitacionais e de urbanização.proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico. para execução de obras ada em área urbana. dunas e § 1º A supressão de que trata o caput deste artigo dependerá de autori. de interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas nesta Lei. (Art. Áreas de Preservação Permanente CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. (NR) (Redação dada ao artigo pela Medida Provisória nº 2.651/12 A supressão de vegetação em área de preservação permanente somente A intervenção ou a supressão de vegetação nativa em Área de Preser- poderá ser autorizada em caso de utilidade pública ou de interesse so. direito à regularização de futu- da autorização para a supressão de vegetação em área de preservação ras intervenções ou supressões de vegetação nativa. quando inexistir alternativa técnica e locacional ao (Art.2001. as alíneas c e f do art. da obras de interesse da defesa civil destinadas à prevenção e mitigação de vegetação em área de preservação permanente. acidentes em áreas urbanas. § 7º É permitido o acesso de pessoas e animais às áreas de preservação permanente.08. respectivamente. 8º) empreendimento proposto. nistrativo próprio.assegurar condições de bem-estar público. IV . de 2012). de baixo impacto ambiental. cultural ou histórico.

166-67. (Art. cuja área não supere: (Incluído pela Medida Provisória 2006. de 24 de julho de do extrativismo. ficando novas supressões de vegetação nativa para uso alternativo do solo condicionadas à autorização do ór- gão estadual do meio ambiente. Roraima. 3o da Lei no 11.651/12 (Sem Correspondência) Nos pantanais e planícies pantaneiras é permitida a exploração ecologi- camente sustentável. do Estado do Maranhão ou no Pantanal tituladas de povos e comunidades tradicionais que façam uso coletivo do seu território. incluindo os assentamentos e projetos de reforma agrária. dos Estados de Tocantins e Goiás. 10) Em áreas de inclinação entre 25° e 45°.326. com base nas recomendações mencio- nadas neste artigo.651/12 (Sem Correspondência) A vegetação situada em Área de Preservação Permanente deverá ser mantida pelo proprietário da área. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571. que se refere o inciso V deste artigo às propriedades e posses rurais com Amazonas. Amapá e Mato Grosso e nas regiões si. Rondônia. I) Para os fins desta Lei. § 3º  No caso de supressão não autorizada de vegetação realizada após 22 de julho de 2008.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. Proteção das Áreas de Preservação Permanente CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. § único) 58 • MPMG Jurídico . (Art. liar rural.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. excetuadas as hipóteses de utilidade pública e interesse social. de direito público ou privado.651/12 Pequena propriedade rural ou posse rural familiar: aquela explorada Pequena propriedade ou posse rural familiar: aquela explorada me- mediante o trabalho pessoal do proprietário ou posseiro e de sua famí. pessoa física ou jurídica. (Art. é vedada a concessão de novas autorizações de su- pressão de vegetação enquanto não cumpridas as obrigações previstas no § 1º. o proprietário da área. 3º. em oitenta por cento. sendo vedada a conversão de novas áreas. bem como às terras indígenas demarcadas e às demais áreas oeste do meridiano de 44o W. diante o trabalho pessoal do agricultor familiar e empreendedor fami- lia. § 2º. (Art. de 2012). e ao pastoris. possuidor ou ocupante a qualquer título. serão permitidos o manejo flores- tal sustentável e o exercício de atividades agrossilvipastoris. 11) Pequena Propriedade Rural ou Posse Rural Familiar CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. bem como a manutenção da infraestrutura física associada ao desenvolvimento das atividades. Pará. (Art. § 2º  A obrigação prevista no § 1o tem natureza real e é transmitida ao sucessor no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural. possuidor ou ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recomposição da vegetação. de atividade agroflorestal ou que atenda ao disposto no art. estende-se o tratamento dispensado aos imóveis a a) cento e cinqüenta hectares se localizada nos Estados do Acre. Áreas de Uso Restrito CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. 1º.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. ressalvados os usos autorizados previstos nesta Lei. 3º. no mínimo. V) nº 2. admitida a ajuda eventual de terceiro e cuja renda bruta seja prove. até 4 (quatro) módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvi- tuadas ao norte do paralelo 13o S. devendo-se considerar as recomendações técnicas dos órgãos oficiais de pesquisa. 7º) § 1º  Tendo ocorrido supressão de vegetação situada em Área de Pre- servação Permanente. e niente. de 2001) (Art. observadas boas práticas agronômicas.

sem propósito comercial direto ou indireto. de 2001) Agricultura Familiar CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. para consumo no próprio imóvel a que se refere o inciso V do art. o proprietário ou possuidor apresentará os dados identificando a área proposta de Reserva Legal. (Inclu- ído pela Medida Provisória nº 2. (Art. por ano. de 2001) c) trinta hectares. nos imóveis a que se refere o inciso V do art. (Incluído pela Medida Provisó- ria nº 2. 3º.651/12 mato-grossense ou sul-mato-grossense. limitada a retirada anual de material lenhoso a 2 (dois) metros cúbicos por hectare. compostos por espé- cies exóticas. de 2001) b) cinqüenta hectares. excetuadas as alíneas b e g. e (Incluído pela Medida Provisória nº 2. quando desenvolvidas nos imóveis a que se refere o inciso V do art.166-67. por propriedade ou posse rural.166-67. 3º.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. se localizada em qualquer outra região do País. dependerão de simples declaração ao órgão ambiental compe- tente.166-67. cabendo aos órgãos competentes integrantes do Sisnama. 3º. (Art. ou instituição por ele habilitada. poderão ser computados os plantios de árvores frutíferas. Para cumprimento da manutenção da área de reserva legal nos imóveis a que se refere o inciso V do art. 52) Para o registro no CAR da Reserva Legal.651/12 (Sem Correspondência) A intervenção e a supressão de vegetação em Áreas de Preservação Per- manente e de Reserva Legal para as atividades eventuais ou de baixo impacto ambiental. se localizada no polígono das secas ou a leste do Meridiano de 44º W. Pequena Propriedade Rural ou Posse Rural Familiar CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. devendo o poder público prestar apoio técnico e jurídico. 3º observará procedimento simplificado no qual será obrigatória apenas a apresentação dos documentos mencionados nos incisos I e II do § 1º do art. 3º. (Art.  O registro da Reserva Legal nos imóveis a que se refe- re o inciso V do art.(Art. 54) Parágrafo único. 3º é gratuito. 56) § 1º  O manejo sustentável da Reserva Legal para exploração florestal eventual. 55) O licenciamento ambiental de PMFS comercial nos imóveis a que se re- fere o inciso V do art. 3º se beneficiará de procedimento simplificado de licenciamento ambiental. 3º.  O poder público estadual deverá prestar apoio técnico para a recomposição da vegetação da Reserva Legal nos imóveis a que se refere o inciso V do art. MPMG Jurídico • 59 . do Estado do Maranhão. cultivadas em sistema intercalar ou em consórcio com es- pécies nativas da região em sistemas agroflorestais.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. as Áreas de Pre- servação Permanente e os remanescentes que formam a Reserva Legal. § 2º  O manejo previsto no § 1º não poderá comprometer mais de 15% (quinze por cento) da biomassa da Reserva Legal nem ser superior a 15 (quinze) metros cúbicos de lenha para uso doméstico e uso energético. ornamentais ou industriais. A inscrição no CAR dos imóveis a que se refere o inciso V do art. independe de autori- zação dos órgãos ambientais competentes. desde que esteja o imóvel devidamente inscrito no CAR. 3º. 53) Parágrafo único. realizar a captação das respectivas coordenadas geográficas. previstas no inciso X do art. 29 e de croqui indicando o perímetro do imóvel. (Art.

771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. (Art. § 5º  As propriedades a que se refere o inciso V do art.recuperação de áreas degradadas. (Art.pagamento por serviços ambientais. IV . delimitada nos termos do art. podendo incluir medidas indutoras e li- nhas de financiamento para atender. sem propó- sito comercial. os imóveis a que se refere o inciso V do caput do art. em quantidade não superior ao estipulado no § 1º deste artigo. § 2º. 3º são desobriga- das da reposição florestal se a matéria-prima florestal for utilizada para consumo próprio.651/12 Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. 3º.dados do proprietário ou possuidor rural. II . Assegurado o controle e a fiscalização dos órgãos ambientais compe- tentes dos respectivos planos ou projetos. V . indicação da sua destinação e cronograma de execução previsto. à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de rural.promoção de assistência técnica para regularização ambiental e re- cuperação de áreas degradadas. Nos imóveis a que se refere o inciso V do art. 57) I . a título de Reserva Legal. entende-se por manejo eventual. excetuada a de preservação permanente. estimativa do volume de produtos e subprodutos flores- tais a serem obtidos com o manejo seletivo. no mínimo. de lenha ou madeira serrada destinada a benfeitorias e uso energético nas proprie- dades e posses rurais. 3º. incluindo cópia da matrícu- la do imóvel no Registro Geral do Cartório de Registro de Imóveis ou comprovante de posse. necessária ao uso susten. bem como o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa. Agricultura Familiar CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.produção de mudas e sementes. 3º. III) e promover a conservação da biodiversidade. VI . § 4º  Os limites para utilização previstos no § 1º deste artigo no caso de posse coletiva de populações tradicionais ou de agricultura familiar serão adotados por unidade familiar.implantação de sistemas agroflorestal e agrossilvipastoril. (Art. devendo o interessado apresentar. auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos fauna e flora nativas.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. as seguintes informações: (Art. III .croqui da área do imóvel com indicação da área a ser objeto do ma- nejo seletivo. à conservação e reabilitação dos processos uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel ecológicos. nas iniciativas de: (Redação dada pela Medida Provisória nº 571. VIII . II .preservação voluntária de vegetação nativa acima dos limites estabe- lecidos no art. 12. de 2012).recuperação ambiental de Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal. 12. o suprimento. sem prejuízo da aplicação das normas sobre 60 • MPMG Jurídico . assim como as obrigações do detentor do imóvel. 58) I . III) Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa. o manejo florestal ma- deireiro sustentável da Reserva Legal com propósito comercial direto ou indireto depende de autorização simplificada do órgão ambiental competente. III .proteção de espécies da flora nativa ameaçadas de extinção. VII . prioritariamente. com a função de assegurar o tável dos recursos naturais. para uso no próprio imóvel. o Poder Público poderá instituir programa de apoio técnico e incentivos financeiros.dados da propriedade ou posse rural.651/12 (Sem Correspondência) § 3º  Para os fins desta Lei. Reserva Legal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. rural. 1º.

b) 35% (trinta e cinco por cento).651/12 as Áreas de Preservação Permanente. para até 50% (cinquenta por cento) da propriedade. nos termos da Lei no 6. no imóvel situado em área de cerrado. no imóvel situado em área de campos gerais. Quando indicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico . ressalvado o previsto no art. II . § 5º  Nos casos da alínea a do inciso I. a área do imóvel antes do fracionamento. poderá reduzir a Reserva Legal para até 50% (cinquenta por cento). para fins do disposto do caput. permissão ou autorização para exploração de potencial de energia hidráulica. a qualquer título. o proprietário ou possuidor de imóvel rural que mantiver Reserva Legal conservada e averbada em área superior aos percentuais exigidos no referido inciso poderá instituir servidão ambiental sobre a área excedente. § 1º Em caso de fracionamento do imóvel rural. § 7º  Não será exigido Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas por detentor de concessão. observados os seguintes percentuais mínimos em relação à área do imóvel: (Art. mediante recomposição. de 31 de agosto de 1981. 13) I . quando o Estado tiver Zoneamento Ecológico-Econômico aprovado e mais de 65% (sessenta e cinco por cento) do seu território ocupado por unidades de conservação da natureza de domínio público. para a sua elaboração e aprovação. A localização da área de Reserva Legal no imóvel rural deverá levar em consideração os MPMG Jurídico • 61 . devidamente regularizadas. § 6º  Os empreendimentos de abastecimento público de água e tratamento de esgoto não estão sujeitos à constituição de Reserva Legal. § 8º Não será exigido Reserva Legal relativa às áreas adquiridas ou desapropriadas com o objetivo de implantação e ampliação de capacidade de rodovias e ferrovias. para fins de recomposição. § 2º  Os Estados que não possuem seus Zoneamentos Ecológico-Econômicos – ZEEs se- gundo a metodologia unificada. o poder público poderá reduzir a Reserva Legal para até 50% (cinquenta por cento). regenera- ção ou compensação da Reserva Legal de imóveis com área rural consolidada. 12) I . e por terras indígenas ho- mologadas. § 2º  O percentual de Reserva Legal em imóvel situado em área de formações florestais.localizado na Amazônia Legal: a) 80% (oitenta por cento). o poder público estadual. e Cota de Reserva Ambiental. b e c do inciso I do caput.localizado nas demais regiões do País: 20% (vinte por cento). exclusivamente para fins de regularização. estabelecida em norma federal. § 3º  Após a implantação do CAR. quando o Município tiver mais de 50% (cinquenta por cento) da área ocupada por unidades de conservação da na- tureza de domínio público e por terras indígenas homologadas. a supressão de novas áreas de floresta ou outras formas de vegetação nativa apenas será autorizada pelo órgão ambiental estadual integrante do Sisnama se o imóvel estiver inserido no mencionado cadastro. realizado se- gundo metodologia unificada. 30.reduzir. Reserva Legal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. excluídas as áreas prioritárias para conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos e os corredores ecológico. a partir da data da publicação desta Lei. de cerrado ou de campos gerais na Amazônia Legal será definido considerando separa- damente os índices contidos nas alíneas a.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. § 1º  No caso previsto no inciso I do caput. situados em área de floresta localizada na Amazônia Legal. subes- tações ou sejam instaladas linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica. ouvido o Conselho Estadual de Meio Ambiente.ampliar as áreas de Reserva Legal em até 50% (cinquenta por cento) dos percentuais previstos nesta Lei. no imóvel situado em área de florestas. inclusive para assenta- mentos pelo Programa de Reforma Agrária.ZEE estadual. será considerada. para cumprimento de metas nacionais de proteção à biodiversidade ou de redução de emissão de gases de efeito estufa. c) 20% (vinte por cento).938. terão o prazo de 5 (cinco) anos. nas quais funcionem empreendimentos de geração de energia elétrica. o poder público federal poderá: (Art. II . § 4º  Nos casos da alínea a do inciso I.

II . de 2012). excetuada a de preservação permanente. (Art. § 2º Protocolada a documentação exigida para análise da localização da área de Reserva Legal. III) Área de Preservação Permanente. e III . 62 • MPMG Jurídico . conforme o art. à conservação e reabilitação dos processos II .651/12 Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse seguintes estudos e critérios: (Art. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571. § 1º  O regime de proteção da Área de Preservação Permanente não se altera na hipótese prevista neste artigo. 12 em relação a cada imóvel. de 2012). 1º. Reserva Legal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571. em ra- zão da não formalização da área de Reserva Legal. (Art. a área de Reserva Legal poderá ser agrupada em regime de condomínio entre os adqui- rentes.o proprietário ou possuidor tenha requerido inclusão do imóvel no Cadastro Ambiental Rural .o benefício previsto neste artigo não implique a conversão de novas áreas para o uso alternativo do solo. abrangendo a regeneração. com fauna e flora nativas. tável dos recursos naturais. por qualquer órgão ambiental competente integrante do SISNAMA. a recom- posição e.a área a ser computada esteja conservada ou em processo de re- cuperação. nos termos desta Lei.o plano de bacia hidrográfica. na hipótese do art. 29 desta Lei.o Zoneamento Ecológico-Econômico  ecológicos.a formação de corredores ecológicos com outra Reserva Legal. mediante a aprovação do órgão competente do Sisnama. Será admitido o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no cál- culo do percentual da Reserva Legal do imóvel. com Unidade de Conservação ou com outra área legalmente protegida. Cota de Reserva Ambiental e outros instrumentos congêneres previstos nesta Lei. § 2º.as áreas de maior fragilidade ambiental.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. conforme comprovação do proprietário ao órgão estadual integrante do Sisnama. § 1º  O órgão estadual integrante do Sisnama ou instituição por ele habi- litada deverá aprovar a localização da Reserva Legal após a inclusão do imóvel no CAR. necessária ao uso susten. I . cuja área ultrapasse o mínimo exigido por esta Lei. 16.CAR. § 2º  O proprietário ou possuidor de imóvel com Reserva Legal conser- vada e inscrita no Cadastro Ambiental Rural .as áreas de maior importância para a conservação da biodiversi- dade.  No parcelamento de imóveis rurais. à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de III . 16) Parágrafo único. desde que: (Art. respeitado o percentual previsto no art. e V . inclusive restrição a direitos. 15) I . 14) rural. ao proprietário ou possuidor rural não poderá ser imputada sanção administrativa. § 3º O cômputo de que trata o caput aplica-se a todas as modalidades de cumprimento da Reserva Legal.CAR de que trata o art. Poderá ser instituído Reserva Legal em regime de condomínio ou coleti- va entre propriedades rurais. poderá utilizar a área excedente para fins de constituição de servidão ambiental. a compensação. 29. IV .

com força de título executivo extrajudicial. 2º da da a alteração de sua destinação. (Parágrafo É livre a coleta de produtos florestais não madeireiros. serão petente aplicar o critério de maior proximidade possível entre a proprie. 59.166-67.2001. quando sua viabilidade for comprovada A inserção do imóvel rural em perímetro urbano definido mediante lei por laudo técnico. acrescentado pela Medida Provisória nº 2. de petente por meio de inscrição no CAR de que trata o art. (Reda- ção dada pela Medida Provisória nº 571. Extra. de 24. 44) manejo sustentável. (Art. de acordo com critérios técnicos possuidor por força do previsto nesta Lei. § 1º  Admite-se a exploração econômica da Reserva Legal mediante nativas.2001. deve adotar as seguintes alter. 18) § 1º Na recomposição de que trata o inciso I. (Parágrafo municipal não desobriga o proprietário ou posseiro da manutenção da acrescentado pela Medida Provisória nº 2. e serva Legal desmatada irregularmente após 22 de julho de 2008. 17) ressalvado o disposto nos seus §§ 5º e 6º. conforme critérios estabeleci.08. que só será extinta concomitantemente ao re- 25. pessoa física ou jurídica.os períodos de coleta e volumes fixados em regulamentos específicos. o órgão ambiental estadual § 1º  A inscrição da Reserva Legal no CAR será feita mediante a apresen- competente deve apoiar tecnicamente a pequena propriedade ou posse tação de planta e memorial descritivo. te o plantio temporário de espécies exóticas como pioneiras. análise e aprovação de pelo órgão ambiental estadual competente. manejo sustentável para exploração florestal com propósito comercial. contendo a indicação das coorde- rural familiar. 21) 25. § 4º  O registro da Reserva Legal no CAR desobriga a averbação no Car- § 3º A regeneração de que trata o inciso II será autorizada. A Reserva Legal deve ser conservada com cobertura de vegetação nati- natural. o respectivo Plano de Bacia Hidrográfica.08. tais como frutos. dois anos contados a partir da data da publicação desta Lei. a § 2º  Para fins de manejo de Reserva Legal na pequena propriedade ou cada três anos.2001. que explicite.08. tais planos de manejo. visando à a localização da área de Reserva Legal e as obrigações assumidas pelo restauração do ecossistema original.2001 . Extra. conforme 67. § 3º  A transferência da posse implica a sub-rogação das obrigações as- dida Provisória nº 2. título. 2º da EC nº 32/2001) Medida Provisória nº 571.Ed.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. 16. podendo ser exigido o isolamento da área.166-67. no mínimo.2001 .a época de maturação dos frutos e sementes. I .166-67.conduzir a regeneração natural da reserva legal. ato do Chefe do Poder Executivo. DOU 25. (Parágrafo acrescentado pela Me. nadas geográficas com pelo menos um ponto de amarração.Ed. DOU área de Reserva Legal. desde que pertença ao mesmo ecossistema deverá ser iniciado o processo de recomposição da Reserva Legal em até e esteja localizada na mesma microbacia. de acordo com critérios estabelecidos cer procedimentos simplificados de elaboração. folhas e sementes.compensar a reserva legal por outra área equivalente em impor. de 24. em vigor conforme o art. em vigor conforme o art.Ed. sendo veda- 24.2001.08. 2º da EC nº 32/2001) § 2º  Na posse. isoladas ou conjuntamente: (Art. a qualquer EC nº 32/2001) título.08. de 24. nos casos de transmissão. pelo órgão tório de Registro de Imóveis.Ed. primitiva ou regenerada ou outra forma de vegetação nativa va pelo proprietário do imóvel rural. com as exceções previstas nesta Lei.166-67. (Art.2001) sumidas no termo de compromisso de que trata o § 2º.08. 182 da Constituição Federal. 2º da EC nº 32/2001) gistro do parcelamento do solo para fins urbanos aprovado segundo a legislação específica e consoante as diretrizes do plano diretor de que § 4º Na impossibilidade de compensação da reserva legal dentro da trata o § 1º do art. MPMG Jurídico • 63 .08. posse rural familiar. DOU cipós. No manejo sustentável da vegetação florestal da Reserva Legal.2001. sustentável sem propósito comercial para consumo na propriedade e desde que na mesma bacia hidrográfica e no mesmo Estado. 2º da EC nº 32/2001) I . de 24.2001 . DOU 25. § 4º Sem prejuízo das sanções administrativas. devendo-se observar: (Art. os órgãos integrantes do Sisnama deverão estabele- mentação. devendo dos em regulamento. quando houver.recompor a reserva legal de sua propriedade mediante o plantio. quando houver. 20. de acordo com as modalidades previstas no art. II. tância ecológica e extensão.2001 . em vigor conforme o art. em vigor conforme o art. gerais estabelecidos pelo CONAMA. de no mínimo 1/10 da área total necessária à sua comple. (Parágrafo acrescentado pela Medida Provisória nº 2. em vigor conforme Regularização Ambiental – PRA. e respeita. (Art. de 24. com espécies nativas. de 2012).08.08. atendido.166.08.08. adotadas práticas de exploração seletiva nas modalidades de manejo dade desprovida de reserva legal e a área escolhida para compensação. possuidor ou ocupante a qualquer em extensão inferior ao estabelecido nos incisos I. III e IV do art. 20) das as demais condicionantes estabelecidas no inciso III.08. deve o órgão ambiental estadual com. DOU 25.2001.651/12 O proprietário ou possuidor de imóvel rural com área de floresta nativa. (Art. III . Extra. previamente aprovado pelo órgão competente do Sisnama. 19) mesma microbacia hidrográfica. de que trata o art.Ed. § 3º É obrigatória a suspensão imediata das atividades em Área de Re- II . 29. DOU 25. cíveis e penais cabíveis. (Incluído pela o art. de 2012). Extra.166-67. de direito público ou privado. Regime de Proteção da Reserva Legal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. a área de Reserva Legal é assegurada por termo de com- promisso firmado pelo possuidor com o órgão competente do Sisnama. II .2001 . ambiental estadual competente. Extra. (Redação dada ao caput pela Medida Provisória nº tal processo ser concluído nos prazos estabelecidos pelo Programa de 2. A área de Reserva Legal deverá ser registrada no órgão ambiental com- Parágrafo único: (Suprimido pela Medida Provisória nº 2. § 2º A recomposição de que trata o inciso I pode ser realizada median. ou de desmembramento.

(Art. bambus e raízes.2001. 2º da EC nº 32/2001) (Art. § 6º O proprietário rural poderá ser desonerado das obrigações previstas II . de 2012). de 14 de dezembro de 1998.166-67. respeitados os critérios previstos O manejo sustentável para exploração florestal eventual sem propósito no inciso III do caput deste artigo.428. DOU 26. (Art. (NR) (Redação dada ao parágrafo pela comercial. II . bem como da sua produtividade biológica e condição de berçário de recursos pesqueiros. devendo apenas ser declarados previamente ao órgão ambiental a motivação da exploração e o volume explorado. em vigor conforme o art. vidão florestal ou reserva legal. III .Ed.2006.08. limitada a exploração anual a 20 (vinte) metros cúbicos. pósito comercial depende de autorização do órgão competente e deverá de 24. 44-C) Uso ecologicamente sustentável dos Apicuns e Salgados CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. de 24.salvaguarda da absoluta integridade dos manguezais arbustivos e dos processos ecológicos essenciais a eles associados. DOU 25. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. desde que observados os seguintes requisitos: (In- cluído pela Medida Provisória nº 571. aplica-se igualmen- mente. cipós. DOU 25.Ibama e. mediante a doação ao órgão ambiental competente de área III . 23) sória nº 1. No manejo florestal nas áreas fora de Reserva Legal.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. O proprietário ou possuidor que. óleos.2006) dos órgãos competentes.2001 . de 22. resinas. pendente de regularização fundiária.2001.12.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12.não descaracterizar a cobertura vegetal e não prejudicar a conserva- ção da vegetação nativa da área. (Parágrafo acrescentado pela Medida Provisória nº 2. 44-B. cientificado o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Re- cursos Naturais Renováveis . folhas. 21.736-31. 11-A) § 1º Os apicuns e salgados podem ser utilizados em atividades de car- cinicultura e salinas. não pode fazer uso dos benefícios previstos no inciso III do art. cascas. Extra. a partir da vigência da Medida Provi. (NR) (Artigo acrescentado pela Medida Provisória nº 2.08. sem as devidas autorizações exigidas por Lei. 24) rior de sua propriedade ou posse. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. nos termos do § 4o do art. realizada regularização prévia da titula- 64 • MPMG Jurídico . e pode e da espécie coletada no caso de coleta de flores. Regime de Proteção da Reserva Legal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. I . florestas ou demais formas de vegetação nativa. 2º atender as seguintes diretrizes e orientações: (Art.2001 . no caso de uso de terrenos de ma- rinha ou outros bens da União. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. excluídas as ocupações consolida- das que atendam ao disposto no § 6º.Ed. te o disposto nos arts. devendo sua ocupação e exploração se dar de modo ecologicamente sustentável.166-67.técnicas que não coloquem em risco a sobrevivência de indivíduos metida à aprovação pelo órgão ambiental estadual competente. suprimiu.conduzir o manejo de espécies exóticas com a adoção de medidas localizada no interior de unidade de conservação de domínio público. em vigor conforme o art.área total ocupada em cada Estado não superior a 10% (dez por cento) dessa modalidade de fitofisionomia no bioma amazônico e a 35% (trinta e cinco por cento) no restante do País. 22 e 23. 22) da EC nº 32/2001) I .08.651/12 § 5º A compensação de que trata o inciso III deste artigo deverá ser sub. ou aquisição de cotas de que trata o O manejo florestal sustentável da vegetação da Reserva Legal com pro- art. (Art. III . 225 da Constituição. situadas no inte. total ou parcial. independe de autorização Lei nº 11.licenciamento da atividade e das instalações pelo órgão ambiental estadual. Extra. para consumo no próprio imóvel.12. que favoreçam a regeneração de espécies nativas. de 2012). de 2012).08. de 2012).651/12 (Sem Correspondência) A Zona Costeira é patrimônio nacional. neste artigo. ser implementada mediante o arrendamento de área sob regime de ser. bulbos.assegurar a manutenção da diversidade das espécies. 44.

EPIA e Relatório de Impacto Ambiental .com área superior a 50 (cinquenta) hectares. com a in- dividualização das áreas ainda passíveis de uso. ou (Incluído pela Medida Provisória nº 571.garantia da manutenção da qualidade da água e do solo. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. de 2012). III .000. licenciamento ou regularização. de 2012). ou desobediência às normas aplicáveis. de 2012). de 2012). (Incluído pela Medida Provisória nº 571. (Incluído pela Medida Provisória nº 571.com área de até 50 (cinquenta) hectares. na hipótese deste artigo. V . (Incluído pela Medida Provisória nº 571.651/12 (Sem Correspondência) ção perante a União. a proteger a integridade dos manguezais arbustivos adjacentes. II . se potencialmente causa- dores de significativa degradação do meio ambiente.RIMA os novos empreendi- mentos: (Incluído pela Medida Provisória nº 571. alterar as condicionantes e as medidas de controle e adequação.recolhimento. de 2012). de 2012). quando ocor- rer: (Incluído pela Medida Provisória nº 571. de 2012). que deverá ser concluído por cada Estado no prazo máximo de 1 (um) ano a partir da data de publicação desta Lei. pessoa física ou jurídica.localizados em região com adensamento de empreendimentos de carcinicultura ou salinas cujo impacto afete áreas comuns. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. mediante comprovação anual inclusive por mídia fotográfica. § 7º É vedada a manutenção. por termo de compromisso. § 3º São sujeitos à apresentação de Estudo Prévio de Impacto Ambiental . de 2012). em qual- quer hipótese ou forma. de 2012). sem prejuízo das sanções administrativas. de ocupação ou exploração irregular em api- cum ou salgado. § 4º O órgão licenciador competente. § 6º É assegurada a regularização das atividades e empreendimentos de carcinicultura e salinas cuja ocupação e implantação tenham ocor- rido antes de 22 de julho de 2008. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. desde que o empreendedor. I . MPMG Jurídico • 65 . ou (Incluído pela Medida Provisória nº 571. I . II . e (Incluído pela Medida Provisó- ria nº 571. III . § 5º A ampliação da ocupação de apicuns e salgados respeitará o Zone- amento Ecológico-Econômico da Zona Costeira . V . ressalvadas as exceções previstas neste artigo. em qualquer fase do licenciamento ou período de validade da licença.respeito às atividades tradicionais de sobrevivência das comunida- des locais. inclusive por omissão. bem como do dever de recuperar os danos ambientais causados. de 2012). de 2012).descumprimento ou cumprimento inadequado das condicionantes ou medidas de controle previstas no licenciamento. respeitadas as Áreas de Preservação Permanente.superveniência de informações sobre riscos ao meio ambiente ou à saúde pública. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. vedada a fragmentação do projeto para ocultar ou camuflar seu porte. renovável apenas  se o empreendedor cumprir as exigências da legisla- ção ambiental e do próprio licenciamento. Uso ecologicamente sustentável dos Apicuns e Salgados CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. mediante decisão motivada. será de 5 (cinco) anos.ZEEZOC. tratamento e disposição adequados dos efluentes e resíduos. de 2012). po- derá. comprove sua localização em apicum ou salgado e se obrigue.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. de 2012). de 2012). de 2012). IV .fornecimento de informação falsa. civis e penais cabíveis. § 2º A licença ambiental. de 2012). (Incluí- do pela Medida Provisória nº 571. (Incluído pela Medida Provisória nº 571. dúbia ou enganosa. em escala mínima de 1:10.

combate e controle do fogo. telecomunicações.interesse social (Art. de 2001) d) a regularização fundiária de assentamentos humanos ocupados pre- 66 • MPMG Jurídico . saneamento e energia. energia. lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais c) demais obras. a ex- b) as obras essenciais de infraestrutura destinadas aos serviços públicos tração de areia. aplicando-se. 1º.651/12 As ações ou omissões contrárias às disposições deste Código na uti. saibro e cascalho. de 2001) e) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas em procedimento administrativo próprio. (Renumerado do parágrafo único pela Medida Provisória nº Civil.Código de Processo cesso Civil. 1º. instalações nº 2. de IX .utilidade pública: (Incluído pela Medida Provisória nº 2. de transporte. art.166-67. saneamento. de 2009) c) atividades e obras de defesa civil. de 2001) b) a exploração agroflorestal sustentável praticada na pequena proprie- dade ou posse rural familiar ou por povos e comunidades tradicionais. § 1º  Na utilização e exploração da vegetação. erradicação de invasoras e proteção de plantios com espécies nativas. definidas em ato do Chefe do Poder Executivo federal. VIII): 2001) (Art.utilidade pública (Art. aplicando-se o procedimento sumário previsto no inciso II do procedimento sumário previsto no art. de 11 de janeiro de 1973 . c) demais obras. bem como mineração. do CONAMA. de 2001) b) as obras de infraestrutura destinadas às concessões e aos serviços pú- blicos de transporte.166-67. (Incluído pela Medida Pro- visória nº 2. V) a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação a) as atividades imprescindíveis à proteção da integridade da vegetação nativa. de 2001) necessárias à realização de competições esportivas estaduais. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. inclusive aquele necessário aos par- b) as obras essenciais de infra-estrutura destinadas aos serviços públicos celamentos de solo urbano aprovados pelos Municípios. Medida Provisória nº 2. observadas as condições estabelecidas nesta Lei. tais como: prevenção. de VIII . argila. § 1º) Utilidade Pública CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. saneamento e energia e aos serviços de telecomunicações e de radiodifusão. sem prejuízo da responsabilidade civil. que não descaracterizem a dique a função ambiental da área. de 2001) (Art. Uso Nocivo (Irregular) da Propriedade CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. 1º. (Incluído pela Medida Provisória nº 2. o priedade.869. planos. e (Incluído pela Medida Provisória gestão de resíduos.651/12 IV . 2. (Redação dada pela Lei nº 11. IX): 2001) (Art. as ações ou omissões con- lização e exploração das florestas e demais formas de vegetação são trárias às disposições desta Lei são consideradas uso irregular da pro- consideradas uso nocivo da propriedade. de transporte. § 2º. atividades ou projetos definidos em resolução consolidadas. controle da erosão.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. 1º. radiodifusão. planos. conforme resolução do CONAMA. para o caso. b) as atividades de manejo agroflorestal sustentável praticadas na pe. cobertura vegetal e não prejudiquem a função ambiental da área. nacionais ou internacionais. neste último caso. civis e penais.166-67. atividades ou projetos previstos em resolução d) atividades que comprovadamente proporcionem melhorias na prote- do Conselho Nacional de Meio Ambiente . tais como prevenção.CONAMA.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. e (In- cluído pela Medida Provisória nº 2.651/12 V . de 2001) c) a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes. quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto. (Art.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. 275. a) as atividades de segurança nacional e proteção sanitária. 275 da Lei no 5.166-67. controle da nativa. e das sanções administrati- vas. nos termos do § 1º do art. erradicação de invasoras e proteção de plantios com espécies erosão. § 1º) 14 da Lei no 6. combate e controle do fogo.938. de 31 de agosto de 1981. sistema viário. desde que não descaracterize a cobertura vegetal existente e não preju- quena propriedade ou posse rural familiar. exceto.934. 3º. Interesse Social CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.166-67.166-67.interesse social: (Incluído pela Medida Provisória nº 2. inciso II. IV) a) as atividades de segurança nacional e proteção sanitária. do Código de Pro.166-67. § 2º. 2º. (Incluído pela ção das funções ambientais referidas no inciso II deste artigo.166-67. nativas.166-67.

a permissão blicas ou particulares. 11) fogo em práticas agropastoris ou florestais. que não se possa extinguir com os recursos rural ou de forma regionalizada.atividades de pesquisa científica vinculada a projeto de pesquisa (Art. outorgadas pela autoridade competente. 38) vocar incêndios. das pelas populações tradicionais e indígenas. a autoridade competente para fiscaliza- É proibido o uso de fogo nas florestas e demais formas de vegetação. para cada imóvel Em caso de incêndio rural. blico ou privado responsável pela gestão de áreas com vegetação nativa ou plantios florestais. que impeça difusão de fagulhas suscetíveis de pro. § 1º  Na situação prevista no inciso I. mediante prévia aprovação do órgão estadual ambiental competente do Sisnama.emprego da queima controlada em Unidades de Conservação. do lugar e da data da infração ou ambas as penas cumulativamente: III . § 3º  Na apuração da responsabilidade pelo uso irregular do fogo em terras públicas ou particulares. puníveis com três meses a um ano de nejo conservacionista da vegetação nativa. no controle de queimadas. (Art. Interesse Social CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. 27) do proprietário ou qualquer preposto e o dano efetivamente causado. 39) O Governo Federal deverá estabelecer uma Política Nacional de Manejo e Controle de Queimadas. nas florestas e demais formas de vegetação marginal. definidas em ato do Chefe do Poder Executivo federal. compete não só ao funcionário florestal. e) implantação de instalações necessárias à captação e condução de água e de efluentes tratados para projetos cujos recursos hídricos são partes integrantes e essenciais da atividade. (Art. produtos florestais ou hulha. visando ao ma- Constituem contravenções penais. em florestas e demais formas de vege. atualizar e implantar planos de contingência para o combate aos incêndios florestais. mediante prévia aprovação do órgão e) fazer fogo.977. (Art. sem tomar as precauções adequadas. em homens em condições de prestar auxílio. de 7 de julho de 2009.651/12 O emprego de produtos florestais ou hulha como combustível obriga o É proibido o uso de fogo na vegetação. por qualquer modo. quando inexistir alternativa técnica e locacional à atividade proposta. bem como todo e qualquer órgão pú- estabelecendo normas de precaução. cas estejam associadas evolutivamente à ocorrência do fogo. saibro e cascalho. outra autoridade pública. argila. será estabelecida em ato do Poder Público. como combustível. Proibição do Uso de Fogo e Controle dos Incêndios CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.em locais ou regiões cujas peculiaridades justifiquem o emprego do (Art. deverão elaborar. car incêndios nas florestas. suscetíveis de provo. cujas características ecológi- prisão simples ou multa de uma a cem vezes o salário-mínimo mensal. f) as atividades de pesquisa e extração de areia. tação. sem uso ção e combate aos incêndios e as de agricultura de subsistência exerci- de dispositivo que impeça a difusão de fagulhas.651/12 dominantemente por população de baixa renda em áreas urbanas con- solidadas. ambiental competente do Sisnama. o órgão estadual ambiental com- petente do Sisnama exigirá que os estudos demandados para o licencia- f) fabricar. g) outras atividades similares devidamente caracterizadas e motivadas em procedimento administrativo próprio. que estabelecerá os critérios de moni- ordinários. que promova a articulação institucional com vistas na substituição do uso do fogo no meio rural. como a qualquer toramento e controle. Prevenção e Combate aos Incêndios Flores- tais. observadas as condições estabelecidas na Lei no 11. 25) conformidade com o respectivo plano de manejo e mediante prévia aprovação do órgão gestor da Unidade de Conservação. exceto nas seguintes situações: uso de dispositivo. I . requisitar os meios materiais e convocar os II . ção e autuação deverá comprovar o nexo de causalidade entre a ação (Art. § 4º  É necessário o estabelecimento de nexo causal na verificação das Parágrafo único. 26) devidamente aprovado pelos órgãos competentes e realizada por ins- tituição de pesquisa reconhecida. vender.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. transportar ou soltar balões que possam provocar mento da atividade rural contenham planejamento específico sobre o incêndios nas florestas e demais formas de vegetação emprego do fogo e o controle dos incêndios. circunscrevendo as áreas e Os órgãos ambientais do Sisnama. na prevenção MPMG Jurídico • 67 . Se peculiaridades locais ou regionais justificarem o responsabilidades por infração pelo uso irregular do fogo em terras pú- emprego do fogo em práticas agropastoris ou florestais.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. § 2º  Excetuam-se da proibição constante no caput as práticas de preven- l) empregar.

escolas para o ensino florestal. com redução dos impactos ambientais. saúde pública e fauna. a conservação. caracterizando o exato local da área embargada e informando em que estágio se encontra o respectivo procedimento ad- ministrativo. às atividades de conservação e melhoria dos ecossiste- § 2º Nos mapas e cartas oficiais serão obrigatoriamente assinalados os mas e que gerem serviços ambientais.651/12 Dois anos depois da promulgação desta Lei. I . Controle do Desmatamento CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. a manutenção e o aumento do estoque e a § 3º A União e os Estados promoverão a criação e o desenvolvimento de diminuição do fluxo de carbono. rios de progressividade. deverá embargar a obra ou atividade que deu causa ao uso alternativo do solo. bem como para adoção de tecnologias deral de Educação. em seus diferentes níveis. mo- netária ou não. sem prejuízo do derá permitir a adoção de livros escolares de leitura que não contenham cumprimento da legislação ambiental. nenhuma autoridade po. Programa de apoio e incentivo à preservação e recuperação do meio ambiente CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. obriga. Proibição do Uso de Fogo e Controle dos Incêndios CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. (Art. como forma de promoção do de- § 1º As estações de rádio e televisão incluirão. 42) e boas práticas que conciliem a produtividade agropecuária e florestal. conservação dos ecossistemas.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. 51) § 1º  O embargo restringe-se aos locais onde efetivamente ocorreu o des- matamento ilegal. É o Poder Executivo federal autorizado a instituir. do Decreto Federal. observados sempre os crité- suas programações. em datas fixadas para as diversas d) a conservação das águas e dos serviços hídricos. previamente aprovados pelo Conselho Fe.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. Fica instituída a Semana Florestal. § 2º  A Política mencionada neste artigo deverá observar cenários de mudanças climáticas e potenciais aumentos de risco de ocorrência de incêndios florestais. em senvolvimento ecologicamente sustentável. conforme o caso. § 2º  O órgão ambiental responsável deverá disponibilizar publicamente as informações sobre o imóvel embargado. conservação do meio ambiente. programa de apoio e incentivo à textos de educação florestal. propiciar a regeneração do meio ambiente e dar viabilidade à recupera- ção da área degradada. 40) § 1º  A Política mencionada neste artigo deverá prever instrumentos para a análise dos impactos das queimadas sobre mudanças climáticas e mudanças no uso da terra. inclusive por meio da rede mundial de computadores. aprova. Será a mesma comemorada. § 3º  A pedido do interessado. e) a regulação do clima. para subsidiar planos estratégicos de prevenção de incêndios florestais.651/12 e no combate aos incêndios florestais e no manejo do fogo em áreas na- turais protegidas. resguardados os dados protegidos por le- gislação específica. vamente: a) o sequestro. 41) nais. (Art. (Art. não alcançando as atividades de subsistência ou as demais atividades realizadas no imóvel não relacionadas com a infração. obrigatoriamente.651/12 O órgão ambiental competente. 68 • MPMG Jurídico . ouvido o órgão florestal competente. c) a conservação da biodiversidade. tais como. isolada ou cumulati- Parques e Florestas Públicas. regiões do País. textos e dispositivos de interêsse florestal. distribuídos ou não em diferentes dias. de 2012). f) a valorização cultural e do conhecimento tradicional ecossistêmico. o órgão ambiental responsável emitirá certidão em que conste a atividade. como medida administrativa voltada a impedir a continuidade do dano ambiental. ao tomar conhecimento do desmata- (Sem Correspondência) mento em desacordo com o disposto nesta Lei. ação: (Redação dada pela Medida Provisória nº 571. abrangendo as seguintes categorias e linhas de dos pelo órgão competente no limite mínimo de cinco (5) minutos sema. a obra e a parte da área do imóvel que são objetos do embargo. b) a conservação da beleza cênica natural.pagamento ou incentivo a serviços ambientais como retribuição. (Art.

651/12 toriamente. pessoa física ou jurídica. recuperação ou recomposição das Áreas de Preservação Permanente. de elevado valor social e econômico. através de programas objetivos em que se ressalte o valor das florestas. de Reserva Legal e de uso restrito cujo desmatamento seja anterior a 22 de julho de 2008. Programa de apoio e incentivo à preservação e recuperação do meio ambiente CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. para a manutenção. instrumentos. inadimplentes em relação ao cumprimento do termo de compro- MPMG Jurídico • 69 . de Reserva Le- face aos seus produtos e utilidades. com ta- vidades com o objetivo de identificar as florestas como recurso natural xas de juros menores. ou que estejam em processo de cumpri-los. o programa poderá prever: I . b) destinação de recursos para a pesquisa científica e tecnológica e a extensão rural relacionadas à melhoria da qualidade ambiental. recuperação ou recomposição das Áreas de Preservação Permanente. inovação e aceleração das ações de recuperação. de Reserva Legal e de uso restrito. b) contratação do seguro agrícola em condições melhores que as prati- cadas no mercado. h) a manutenção de Áreas de Preservação Permanente. e) linhas de financiamento para atender iniciativas de preservação vo- luntária de vegetação nativa. § 1º  Para financiar as atividades necessárias à regularização ambiental das propriedades rurais.incentivos para comercialização. conservação e uso sustentável das florestas e demais formas de vegetação nativa. manejo florestal e agroflorestal sustentável realizados na propriedade ou posse rural. bem como limites e prazos maiores que os prati- renovável. ainda.compensação pelas medidas de conservação ambiental necessárias para o cumprimento dos objetivos desta Lei. utilizando-se dos seguintes Parágrafo único. tais como: fios de arame. de 8 de janeiro de 1997. f) isenção de impostos para os principais insumos e equipamentos. 4º. ou recuperação de áreas degradadas. § 2º  O programa previsto no caput poderá. bem como sobre a forma correta de gal e de uso restrito. proteção de espécies da flora nativa amea- çadas de extinção.utilização de fundos públicos para concessão de créditos reembol- sáveis e não reembolsáveis destinados à compensação.destinação de recursos para a pesquisa científica e tecnológica e a extensão rural relacionadas à melhoria da qualidade ambiental. bombas d’água.433. dentre outros: conferências. § 3º  Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais inscritos no CAR. a) obtenção de crédito agrícola. 11 e 12 desta Lei. em todas as suas modalidades. cados no mercado. 6º. na forma da Lei no 9.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. 43) II . gerando créditos tributários. de Reserva Legal e de uso restrito cujo desmatamento seja anterior a 22 de julho de 2008. estabelecer diferen- ciação tributária para empresas que industrializem ou comercializem produtos originários de propriedades ou posses rurais que cumpram os padrões e limites estabelecidos nos arts. (Art. nas escolas e estabelecimentos públicos ou subvencionados. de parte dos gastos efetuados com a recomposição das Áreas de Preservação Permanente.ITR. de Reserva Legal e de uso restrito na bacia de geração da receita. conduzí-las e perpetuá-las. III . g) a conservação e o melhoramento do solo. tais como: a) participação preferencial nos programas de apoio à comercialização da produção agrícola. III . Para a Semana Florestal serão programadas reuniões. II .dedução da base de cálculo do imposto de renda do proprietário ou possuidor de imóvel rural. de Reserva Legal e de uso restrito da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territo- rial Rural . tra- do de perfuração de solo. jornadas de reflorestamento e outras solenidades e festi. dentre outros utilizados para os processos de recuperação e manutenção das Áreas de Preservação Permanente. postes de madeira tratada. c) dedução das Áreas de Preservação Permanente. d) destinação de parte dos recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água.

44) I . em data anterior a 22 de julho de 2008.protegida na forma de Reserva Particular do Patrimônio Natural . 45) § 1º  O proprietário interessado na emissão da CRA deve apresentar ao órgão referido no caput proposta acompanhada de: 70 • MPMG Jurídico .651/12 misso ou PRA ou que estejam sujeitos a sanções por infrações ao dis- posto nesta Lei. 21 da Lei no 9.CRF emitida nos termos do art. de Reserva Legal e de uso restrito são elegíveis para quaisquer paga- mentos ou incentivos por serviços ambientais.938.985. de 18 de julho de 2000. 50 do Decreto no 6.correspondente à área de Reserva Legal instituída voluntariamente sobre a vegetação que exceder os percentuais exigidos no art. 36 da Lei no 9. referente a autuações vinculadas a desma- tamentos promovidos sem autorização ou licença. A CRA será emitida pelo órgão competente do Sisnama em favor de proprietário de imóvel incluído no CAR que mantenha área nas condi- ções previstas no art. § 4º  Poderá ser instituída CRA da vegetação nativa que integra a Re- serva Legal dos imóveis a que se refere o inciso V do art. 44-B da Lei no 4. 12 desta Lei. de 15 de setembro de 1965.771. § 1º  A emissão de CRA será feita mediante requerimento do proprie- tário. configurando adiciona- lidade para fins de mercados nacionais e internacionais de reduções de emissões certificadas de gases de efeito estufa. 9o-A da Lei no 6. 44. de 18 de julho de 2000. objetivando a criação de um mercado de serviços ambientais.existente em propriedade rural localizada no interior de Unidade de Conservação de domínio público que ainda não tenha sido desapro- priada. III . 43. exceto aquelas suspensas em virtude do disposto no Capítulo XIII. pelo efeito desta Lei. 3o desta Lei.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. após inclusão do imóvel no CAR e laudo comprobatório emitido pelo próprio órgão ambiental ou por entidade credenciada. § 5º  O programa relativo a serviços ambientais previsto no inciso I do caput deste artigo deverá integrar os sistemas em âmbito nacional e es- tadual. § 6º  Os proprietários localizados nas zonas de amortecimento de Uni- dades de Conservação de Proteção Integral são elegíveis para receber apoio técnico-financeiro da compensação prevista no art. (Art.RPPN. É o Governo Federal autorizado a implantar programa para conversão da multa prevista no art.514. § 4º  As atividades de manutenção das Áreas de Preservação Permanen- te. destinado aos imóveis rurais. É instituída a Cota de Reserva Ambiental . de 31 de agosto de 1981. como Cota de Reserva Ambiental. nos termos do art. II . de 22 de julho de 2008. existente ou em processo de recuperação: (Art. Programa de apoio e incentivo à preservação e recuperação do meio ambiente CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. (Art.  (VETADO). IV . assegurado o controle do órgão federal competente do Sisnama. § 3º  A Cota de Reserva Florestal . na forma de ato do Chefe do Poder Executivo. título nominativo re- presentativo de área com vegetação nativa. § 2º  A CRA não pode ser emitida com base em vegetação nativa locali- zada em área de RPPN instituída em sobreposição à Reserva Legal do imóvel.985. não são elegíveis para os incentivos previstos nas alíneas a a e do inciso II do caput deste artigo até que as referidas sanções sejam extintas. 42) Art.sob regime de servidão ambiental. passa a ser considerada. com a finalidade de recuperação e manu- tenção de áreas prioritárias para a gestão da unidade.CRA. instituída na forma do art.

II . contado da data da sua emissão. III . cancelamento e transferência da CRA. contendo pelo menos um ponto de amarração georre- ferenciado relativo ao perímetro do imóvel e um ponto de amarração georreferenciado relativo à Reserva Legal. quando se tratar de pessoa jurí- dica.o nome do proprietário rural da área vinculada ao título.651/12 I .o bioma correspondente à área vinculada ao título. (Art. § 3º  O vínculo de área à CRA será averbado na matrícula do respectivo imóvel no registro de imóveis competente. § 4º  O órgão federal referido no caput pode delegar ao órgão estadual competente atribuições para emissão.a classificação da área em uma das condições previstas no art. V . com a indicação da área a ser vin- culada ao título. (Art. onerosa ou gratuitamente.de áreas de recomposição mediante reflorestamento com espécies nativas. identificando: I .de área com vegetação nativa primária ou com vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração ou recomposição. § 2º  A CRA não poderá ser emitida pelo órgão ambiental competente quando a regeneração ou recomposição da área forem improváveis ou inviáveis. § 2º  A CRA só pode ser utilizada para compensar Reserva Legal de imó- vel rural situado no mesmo bioma da área à qual o título está vinculado. § 2º  Aprovada a proposta. quando se tratar de pessoa física.o número da CRA no sistema único de controle. em bolsas de mercadorias de âmbito nacional ou em sistemas de registro e de liquidação financeira de ativos autorizados pelo Banco Central do Brasil. IV . § 3º  A CRA só pode ser utilizada para fins de compensação de Reserva Legal se respeitados os requisitos estabelecidos no § 6º do art. Cabe ao proprietário do imóvel rural em que se situa a área vinculada à CRA a responsabilidade plena pela manutenção das condições de con- MPMG Jurídico • 71 . o órgão referido no caput emitirá a CRA cor- respondente. É obrigatório o registro da CRA pelo órgão emitente. V . 47) A CRA pode ser transferida. § 1º  O estágio sucessional ou o tempo de recomposição ou regeneração da vegetação nativa será avaliado pelo órgão ambiental estadual com- petente com base em declaração do proprietário e vistoria de campo. Programa de apoio e incentivo à preservação e recuperação do meio ambiente CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. Cada CRA corresponderá a 1 (um) hectare: (Art.memorial descritivo do imóvel. § 4º  A utilização de CRA para compensação da Reserva Legal será aver- bada na matrícula do imóvel no qual se situa a área vinculada ao título e na do imóvel beneficiário da compensação.a dimensão e a localização exata da área vinculada ao título. com memorial descritivo contendo pelo menos um ponto de amarração ge- orreferenciado. III . 66. 46) I . 48) § 1º  A transferência da CRA só produz efeito uma vez registrado o termo previsto no caput no sistema único de controle.certidão atualizada da matrícula do imóvel expedida pelo registro de imóveis competente.certidão negativa de débitos do Imposto sobre a Propriedade Ter- ritorial Rural . no prazo de 30 (trinta) dias. 46.ITR. a pessoa física ou a pessoa jurídica de direito público ou privado. II . IV .cédula de identidade do proprietário. II . assegurada a implementação de sistema único de controle.ato de designação de responsável. mediante termo assi- nado pelo titular da CRA e pelo adquirente.

Programa de apoio e incentivo à preservação e recuperação do meio ambiente
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servação da vegetação nativa da área que deu origem ao título. (Art. 49)
§ 1º  A área vinculada à emissão da CRA com base nos incisos I, II e III
do art. 44 desta Lei poderá ser utilizada conforme PMFS.
§ 2º  A transmissão inter vivos ou causa mortis do imóvel não elimina
nem altera o vínculo de área contida no imóvel à CRA.
A CRA somente poderá ser cancelada nos seguintes casos: (Art. 50)
I - por solicitação do proprietário rural, em caso de desistência de man-
ter áreas nas condições previstas nos incisos I e II do art. 44;
II - automaticamente, em razão de término do prazo da servidão am-
biental;
III - por decisão do órgão competente do Sisnama, no caso de degrada-
ção da vegetação nativa da área vinculada à CRA cujos custos e prazo
de recuperação ambiental inviabilizem a continuidade do vínculo entre
a área e o título.
§ 1º  O cancelamento da CRA utilizada para fins de compensação de
Reserva Legal só pode ser efetivado se assegurada Reserva Legal para o
imóvel no qual a compensação foi aplicada.
§ 2º  O cancelamento da CRA nos termos do inciso III do caput indepen-
de da aplicação das devidas sanções administrativas e penais decorren-
tes de infração à legislação ambiental, nos termos da Lei nº 9.605, de 12
de fevereiro de 1998.
§ 3º  O cancelamento da CRA deve ser averbado na matrícula do imóvel
no qual se situa a área vinculada ao título e do imóvel no qual a com-
pensação foi aplicada.

Cadastro Ambiental Rural
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(Cadastro Ambiental) É criado o Cadastro Ambiental Rural - CAR, no âmbito do Sistema Na-
cional de Informação sobre Meio Ambiente - SINIMA, registro público
eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais,
com a finalidade de integrar as informações ambientais das proprieda-
des e posses rurais, compondo base de dados para controle, monito-
ramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmata-
mento. (Art. 29)
§ 1º A inscrição do imóvel rural no CAR deverá ser feita, preferencial-
mente, no órgão ambiental municipal ou estadual, que, nos termos do
regulamento, exigirá do possuidor ou proprietário: (Redação dada pela
Medida Provisória nº 571, de 2012).
I - identificação do proprietário ou possuidor rural;
II - comprovação da propriedade ou posse;
III - identificação do imóvel por meio de planta e memorial descritivo,
contendo a indicação das coordenadas geográficas com pelo menos um
ponto de amarração do perímetro do imóvel, informando a localização
dos remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Preservação Per-
manente, das Áreas de Uso Restrito, das áreas consolidadas e, caso exis-
tente, também da localização da Reserva Legal.
§ 2º  O cadastramento não será considerado título para fins de reco-
nhecimento do direito de propriedade ou posse, tampouco elimina a
necessidade de cumprimento do disposto no art. 2º da Lei no 10.267, de
28 de agosto de 2001.
§ 3º  A inscrição no CAR será obrigatória para todas as propriedades e
posses rurais, devendo ser requerida no prazo de 1 (um) ano contado da

72 • MPMG Jurídico

Cadastro Ambiental Rural
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(Cadastro Ambiental) sua implantação, prorrogável, uma única vez, por igual período por ato
do Chefe do Poder Executivo.
Nos casos em que a Reserva Legal já tenha sido averbada na matrícula
do imóvel e em que essa averbação identifique o perímetro e a locali-
zação da reserva, o proprietário não será obrigado a fornecer ao órgão
ambiental as informações relativas à Reserva Legal previstas no inciso
III do § 1º do art. 29. (Art. 30)
Parágrafo único.  Para que o proprietário se desobrigue nos termos do
caput, deverá apresentar ao órgão ambiental competente a certidão de
registro de imóveis onde conste a averbação da Reserva Legal ou termo
de compromisso já firmado nos casos de posse.

Das Contravenções
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É proibido o uso de fogo nas florestas e demais formas de vegetação. (Sem Correspondência)
(Art. 27)
Parágrafo único. Se peculiaridades locais ou regionais justificarem o
emprego do fogo em práticas agropastoris ou florestais, a permissão
será estabelecida em ato do Poder Público, circunscrevendo as áreas e
estabelecendo normas de precaução.
Além das contravenções estabelecidas no artigo precedente, subsistem
os dispositivos sobre contravenções e crimes previstos no Código Penal
e nas demais leis, com as penalidades neles cominadas. (Art. 28)
As penalidades incidirão sobre os autores, sejam eles:
a) diretos; (Art. 29)
b) arrendatários, parceiros, posseiros, gerentes, administradores, dire-
tores, promitentes compradores ou proprietários das áreas florestais,
desde que praticadas por prepostos ou subordinados e no interesse dos
preponentes ou dos superiores hierárquicos;
c) autoridades que se omitirem ou facilitarem, por consentimento legal,
na prática do ato.
Aplicam-se às contravenções previstas neste Código as regras gerais do
Código Penal e da Lei de Contravenções Penais, sempre que a presente
Lei não disponha de modo diverso. (Art. 30)
São circunstâncias que agravam a pena, além das previstas no Código
Penal e na Lei de Contravenções Penais: (Art. 31)
a) cometer a infração no período de queda das sementes ou de formação
das vegetações prejudicadas, durante a noite, em domingos ou dias fe-
riados, em épocas de seca ou inundações;
b) cometer a infração contra a floresta de preservação permanente ou
material dela provindo.
A ação penal independe de queixa, mesmo em se tratando de lesão em
propriedade privada, quando os bens atingidos são florestas e demais
formas de vegetação, instrumentos de trabalho, documentos e atos rela-
cionados com a proteção florestal disciplinada nesta Lei. (Art. 32)
São autoridades competentes para instaurar, presidir e proceder a in-
quéritos policiais, lavrar autos de prisão em flagrante e intentar a ação
penal, nos casos de crimes ou contravenções, previstos nesta Lei, ou em
outras leis e que tenham por objeto florestas e demais formas de vegeta-
ção, instrumentos de trabalho, documentos e produtos procedentes das
mesmas: (Art. 33)

MPMG Jurídico • 73

Das Contravenções
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a) as indicadas no Código de Processo Penal; (Sem Correspondência)
b) os funcionários da repartição florestal e de autarquias, com atribui-
ções correlatas, designados para a atividade de fiscalização.
Parágrafo único. Em caso de ações penais simultâneas, pelo mesmo fato,
iniciadas por várias autoridades, o Juiz reunirá os processos na jurisdi-
ção em que se firmou a competência.
As autoridades referidas no item b do artigo anterior, ratificada a de-
núncia pelo Ministério Público, terão ainda competência igual à deste,
na qualidade de assistente, perante a Justiça comum, nos feitos de que
trata esta Lei. (Art. 34)
A autoridade apreenderá os produtos e os instrumentos utilizados na
infração e, se não puderem acompanhar o inquérito, por seu volume e
natureza, serão entregues ao depositário público local, se houver e, na
sua falta, ao que for nomeado pelo Juiz, para ulterior devolução ao pre-
judicado. Se pertencerem ao agente ativo da infração, serão vendidos
em hasta pública. (Art. 35)
O processo das contravenções obedecerá ao rito sumário da Lei nº 1.508
de 19 de dezembro de 1951, no que couber. (Art. 36)

Servidão Ambiental (Servidão Florestal)
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O proprietário rural poderá instituir servidão florestal, mediante a qual Quando indicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico - ZEE esta-
voluntariamente renuncia, em caráter permanente ou temporário, a di- dual, realizado segundo metodologia unificada, o poder público federal
reitos de supressão ou exploração da vegetação nativa, localizada fora poderá: (Art. 13)
da reserva legal e da área com vegetação de preservação permanente. I - reduzir, exclusivamente para fins de regularização, mediante recom-
(Art. 44-A) posição, regeneração ou compensação da Reserva Legal de imóveis
com área rural consolidada, situados em área de floresta localizada na
§ 1º A limitação ao uso da vegetação da área sob regime de servidão flo- Amazônia Legal, para até 50% (cinquenta por cento) da propriedade,
restal deve ser, no mínimo, a mesma estabelecida para a Reserva Legal. excluídas as áreas prioritárias para conservação da biodiversidade e dos
recursos hídricos e os
§ 2º A servidão florestal deve ser averbada à margem da inscrição de II - ampliar as áreas de Reserva Legal em até 50% (cinquenta por cento)
matrícula do imóvel, no registro de imóveis competente, após anuên- dos percentuais previstos nesta Lei, para cumprimento de metas nacio-
cia do órgão ambiental estadual competente, sendo vedada, durante o nais de proteção à biodiversidade ou de redução de emissão de gases
prazo de sua vigência, a alteração da destinação da área, nos casos de de efeito estufa.
transmissão a qualquer título, de desmembramento ou de retificação § 1º  No caso previsto no inciso I do caput, o proprietário ou possuidor
dos limites da propriedade. (NR) (Artigo acrescentado pela Medida de imóvel rural que mantiver Reserva Legal conservada e averbada em
Provisória nº 2.166-67, de 24.08.2001, DOU 25.08.2001 - Ed. Extra, em área superior aos percentuais exigidos no referido inciso poderá insti-
vigor conforme o art. 2º da EC nº 32/2001) tuir servidão ambiental sobre a área excedente, nos termos da Lei no
6.938, de 31 de agosto de 1981, e Cota de Reserva Ambiental.

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08.o nome do proprietário rural da área vinculada ao título.a classificação da área em uma das condições previstas no art.a dimensão e a localização exata da área vinculada ao título. de Reserva Parti. pelo efeito cular do Patrimônio Natural ou reserva legal instituída voluntariamente desta Lei. II . 16 § 4º  Poderá ser instituída CRA da vegetação nativa que integra a Re- deste Código.651/12 Fica instituída a Cota de Reserva Florestal . (NR) (Artigo órgão referido no caput proposta acompanhada de: acrescentado pela Medida Provisória nº 2. 2º da EC nº 32/2001) imóveis competente.08. 46) I .memorial descritivo do imóvel.certidão negativa de débitos do Imposto sobre a Propriedade Ter- ritorial Rural .de área com vegetação nativa primária ou com vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração ou recomposição. no 4.2001. V . 44-B) serva Legal dos imóveis a que se refere o inciso V do art. § 2º  A CRA não poderá ser emitida pelo órgão ambiental competente quando a regeneração ou recomposição da área forem improváveis ou inviáveis.166-67.771.cédula de identidade do proprietário. com memorial descritivo contendo pelo menos um ponto de amarração ge- orreferenciado. É obrigatório o registro da CRA pelo órgão emitente. passa a ser considerada. (Art. quando se tratar de pessoa jurí- dica. § 2º  Aprovada a proposta. Cota de Reserva Florestal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.de áreas de recomposição mediante reflorestamento com espécies nativas. assim como os mecanismos que assegurem ao seu adquirente a § 1º  O proprietário interessado na emissão da CRA deve apresentar ao existência e a conservação da vegetação objeto do título.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. II . 44-B da Lei de vegetação nativa sob regime de servidão florestal. natureza e prazo de validade do título de que trata este ções previstas no art. 46. 3o desta Lei.o número da CRA no sistema único de controle.ITR. contendo pelo menos um ponto de amarração georre- ferenciado relativo ao perímetro do imóvel e um ponto de amarração georreferenciado relativo à Reserva Legal. § 3º  O vínculo de área à CRA será averbado na matrícula do respectivo imóvel no registro de imóveis competente. § 4º  O órgão federal referido no caput pode delegar ao órgão estadual competente atribuições para emissão. (Art. a pessoa física ou a pessoa jurídica de direito público ou privado. em vigor conforme o art. assegurada a implementação de sistema único de controle. III . II . Cada CRA corresponderá a 1 (um) hectare: (Art. 44. no prazo de 30 (trinta) dias. como Cota de Reserva Ambiental. IV . 48) MPMG Jurídico • 75 . proprietário de imóvel incluído no CAR que mantenha área nas condi- racterísticas. identificando: I . cancelamento e transferência da CRA.certidão atualizada da matrícula do imóvel expedida pelo registro de 25.CRF. título representativo A Cota de Reserva Florestal . com a indicação da área a ser vin- culada ao título. de 15 de setembro de 1965. 45) artigo. V .CRF emitida nos termos do art. contado da data da sua emissão. (Art. onerosa ou gratuitamente. o órgão referido no caput emitirá a CRA cor- respondente. quando se tratar de pessoa física. de 24. Extra. § 3º) sobre a vegetação que exceder os percentuais estabelecidos no art. 44. (Art. (Art. mediante termo assi- nado pelo titular da CRA e pelo adquirente.o bioma correspondente à área vinculada ao título. A regulamentação deste Código disporá sobre as ca. 47) A CRA pode ser transferida.ato de designação de responsável. A CRA será emitida pelo órgão competente do Sisnama em favor de Parágrafo único. § 1º  O estágio sucessional ou o tempo de recomposição ou regeneração da vegetação nativa será avaliado pelo órgão ambiental estadual com- petente com base em declaração do proprietário e vistoria de campo. em bolsas de mercadorias de âmbito nacional ou em sistemas de registro e de liquidação financeira de ativos autorizados pelo Banco Central do Brasil.2001 . III . DOU I .Ed. IV .

II .651/12 Ficam obrigados ao registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Re. São obrigados a registro no órgão federal competente do Sisnama os estabeleci- cursos Naturais Renováveis . nos termos da Lei no 9.  § 1º. A comercialização ou utilização de motosserras sem a licença a que se refere este artigo constitui crime contra o meio ambiente.automaticamente. mentos comerciais responsáveis pela comercialização de motosserras. 44 desta Lei poderá ser utilizada conforme PMFS. § 1º  O cancelamento da CRA utilizada para fins de compensação de Reserva Legal só pode ser efetivado se assegurada Reserva Legal para o imóvel no qual a compensação foi aplicada.por solicitação do proprietário rural. sem prejuízo da responsabilidade pela reparação dos danos causados. de 12 de fevereiro de 1998. em caso de desistência de man- ter áreas nas condições previstas nos incisos I e II do art.por decisão do órgão competente do Sisnama. A licença para o porte e uso de motosserras será renovada a cada 2 (dois) § 2º  Os fabricantes de motosserras são obrigados a imprimir. § 3º  O cancelamento da CRA deve ser averbado na matrícula do imóvel no qual se situa a área vinculada ao título e do imóvel no qual a com- pensação foi aplicada. 50) I . Registro de Motosseras CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. § 2º  A transmissão inter vivos ou causa mortis do imóvel não elimina nem altera o vínculo de área contida no imóvel à CRA.605. § 2º  A CRA só pode ser utilizada para compensar Reserva Legal de imó- vel rural situado no mesmo bioma da área à qual o título está vinculado. (Art.IBAMA. § 2º. 45) § 1º  A licença para o porte e uso de motosserras será renovada a cada 2 (dois) anos.771/65 CÓDIGO FLORESTAL (NOVO) LEI Nº 12. 44. 66. sujeito à pena de detenção de 1 (um) a 3(três) meses e multa de 1(um) a 10 (dez) salários mínimos de referência e a apreensão da motosserra. (Art.1989) 76 • MPMG Jurídico . (Redação dada ao artigo pela Lei nº 7. a imprimir. de 18. em local visível deste equipamento.07. II e III do art.651/12 § 1º  A transferência da CRA só produz efeito uma vez registrado o termo previsto no caput no sistema único de controle. bem como veis pela comercialização de motosserras. petente do Sisnama e constará nas correspondentes notas fiscais. § 3º. § 2º  O cancelamento da CRA nos termos do inciso III do caput indepen- de da aplicação das devidas sanções administrativas e penais decorren- tes de infração à legislação ambiental.IBAMA e constará das correspon- dentes notas fiscais. § 3º  A CRA só pode ser utilizada para fins de compensação de Reserva Legal se respeitados os requisitos estabelecidos no § 6o do art. em razão de término do prazo da servidão am- biental. Cabe ao proprietário do imóvel rural em que se situa a área vinculada à CRA a responsabilidade plena pela manutenção das condições de con- servação da vegetação nativa da área que deu origem ao título. (Art. numeração cuja seqüência será encaminhada ao Instituto Brasileiro do Meio Am- biente e dos Recursos Naturais Renováveis . no caso de degrada- ção da vegetação nativa da área vinculada à CRA cujos custos e prazo de recuperação ambiental inviabilizem a continuidade do vínculo entre a área e o título. Os fabricantes de moto-serras ficam obrigados. em local visível do anos perante o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais equipamento.IBAMA os estabelecimentos comerciais responsá. Cota de Reserva Florestal CÓDIGO FLORESTAL (ANTIGO) LEI Nº 4. 69) equipamento. A CRA somente poderá ser cancelada nos seguintes casos: (Art.803. bem como aqueles que adquirirem este aqueles que as adquirirem. 49) § 1º  A área vinculada à emissão da CRA com base nos incisos I. numeração cuja sequência será encaminhada ao órgão federal com- Renováveis . § 4º  A utilização de CRA para compensação da Reserva Legal será aver- bada na matrícula do imóvel no qual se situa a área vinculada ao título e na do imóvel beneficiário da compensação. a partir de 180 (cento e oiten- ta) dias da publicação desta Lei. III .

1.170-916 www.gov.br/mpmgjuridico • ISSN 1809-8673 Revista do Ministério Público do Estado de Minas Gerais Manual Novo Código Florestal Mauro da Fonseca Ellovitch Av.mg.740. Álvares Cabral.gov.mp. JURÍDICO MPMG Edição Manual Novo Código Florestal • 2013 www.CEP 30.mg.br/mpmgjuridico .gov.mg. 3o andar.mp.dipe@mp.br . bairro Santo Agostinho Carlos Alberto Valera Belo Horizonte/MG .