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TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof.

Clélio

AULA 10 Volume II do Livro Texto

CONTEÚDO:
• Capítulo 4
Dilatação Térmica e Flexibilidade das Tubulações.

• Capítulo 5
Cálculo da Flexibilidade pelo Método da Viga em Balanço
Guiada.

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TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. Clélio

DILATAÇÃO TÉRMICA E FLEXIBILIDADE
DAS TUBULAÇÕES

1 – Tensões Internas e Reações Provenientes da Dilatação Térmica

Supondo um tubo reto fixado nos dois extremos. Se ele sofrer um aumento de
temperatura, como ele não pode dilatar, exercerá um empuxo sobre os pontos de fixação.

O valor deste empuxo será equivalente à força de compressão, capaz de comprimir um
tubo de comprimento igual.

Pela expressão da Lei de Hooke, teremos:

P = Empuxo sobre os pontos de fixação
A = Área de material da seção transversal do tubo
P/A
δ/L
=E Onde: δ = Dilatação livre do tubo
L = Comprimento do tubo
E = Módulo de elasticidade do material

P/A = S Tensão interna

δ/L = e Dilatação unitária que é função : ∆T
Material

Das relações acima, tem-se:

S/e = E, ou S = Ee e também que: P = AS

Exemplo

Tubo de aço carbono Ø 10” série 40, sendo aquecido de 0°C a 100°C

e = 1,083 mm/m, ou e = 0,001083 mm/mm
Para ∆T de 100°C, temos:
E = 2 x 105 MPa

Como S = Ee S = 200000 MPa x 0,001083 mm/mm S = 216,6 MPa ou
S ≅ 2166 Kgf/cm2
Sendo 76,8 cm2 o valor de A, temos:
P = AS P = 76,8 cm2 x 2166 Kgf/cm2 P = 166132 Kgf
P = 166 T

NOTA : A DILATAÇÃO UNITÁRIA DO AÇO CARBONO E DE OUTROS AÇOS FERRÍTICOS (inclusive o
inox.) PODE SER TOMADA APROXIMADAMENTE COMO SENDO DE 1mm PARA CADA METRO DE
COMPRIMENTO E A CADA 100°C ATÉ O LIMITE DE 500°C.
ASSIM UMA TUBULAÇÃO DE 30 m DE COMPRIMENTO A 400°C SOFRERÁ UMA DILATAÇÃO DE
APROXIMADAMENTE 120 mm.

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o ponto D mover-se para baixo.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. o seu deslocamento deverá ser subtraído da dilatação total na direção y. (Quanto menores forem o diâmetro e a espessura de parede do tubo) 4 – Movimentos de Pontos Extremos de uma Tubulação OS MOVIMENTOS DOS PONTOS EXTREMOS PODEM AGRAVAR OU ATENUAR O EFEITO DA DILATAÇÃO TÉRMICA (É preciso analisar o efeito causado pelo movimento do bocal do equipamento juntamente com o cálculo das tensões resultantes) No desenho ao lado. temos: • Se o ponto D mover-se para cima. 3 . 3. onde L1 é maior que L3. pelo contrário. Uso de elementos deformáveis intercalados na tubulação. em relação ao deslocamento do ponto D. Pretensionamento 3 – Flexibilidade das Tubulações A FLEXIBILIDADE DE UMA TUBULAÇÃO É DEFINIDA PELA SUA CAPACIDADE DE ABSORVER AS DILATAÇÕES TÉRMICAS POR MEIO DE SIMPLES DEFORMAÇÕES NOS SEUS DIVERSOS TRECHOS. • Se. Diz-se que uma tubulação é tanto mais flexível quanto menores forem as tensões provenientes dessas deformações. A FLEXIBILIDADE SERÁ TANTO MAIOR QUANTO MENOR FOR O MOMENTO DE INÉRCIA DA SEÇÃO TRANSVERSAL DO TUBO. Clélio 2 – Meios de Controlar a Dilatação Térmica 1. UMA TUBULAÇÃO TÊM FLEXIBILIDADE QUANDO AS TENSÕES RESULTANTES DAS DILATAÇÕES TÉRMICAS FOREM MENORES QUE OS VALORES MÁXIMOS ADMISSÍVEIS. PARA QUALQUER TUBULAÇÃO. 2. o valor desse deslocamento deverá ser somado à dilatação na direção de y. Trajeto da tubulação afastando-se da linha reta.

28 3 .QUANTO MAIS SIMÉTRICO FOR SEU TRAÇADO.28 1.QUANTO MENORES FOREM AS DESPROPORÇÕES ENTRE OS SEUS DIVERSOS LADOS.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof.05 3 20 1.QUANTO MAIOR FOR SEU COMPRIMENTO DESENVOLVIDO EM RELAÇÃO À DISTÂNCIA ENTRE OS PONTOS EXTREMOS (L/U).6 5. Clélio 5 – Influência do Traçado na Flexibilidade das Tubulações (Uma tubulação será mais flexível) 1 .15 2 . TENSÃO REAÇÕES L/U 11 28 1.28 10 20 1. TENSÃO REAÇÕES L/U 10 229 1.28 4 – QUANTO MAIOR LIBERDADE HOUVER DE MOVIMENTOS 4 .7 1. TENSÃO REAÇÕES L/U 10 20 1.

ou de outra de mesmo diâmetro com temperatura mais elevada. 2. 4. Se as tensões ou as reações estiverem acima dos valores admissíveis. Tubulações trabalhando em temperatura ambiente. EXEMPLOS DA SOLUÇÃO 2: • Diminuir as desproporções entre os diversos lados. (Por exemplo. uma guia ou um batente. duas soluções podem ser tentadas. • Substituir um suporte móvel por um suporte fixo. Clélio 6 – Cálculo de Flexibilidade É O CÁLCULO DAS TENSÕES INTERNAS E DAS REAÇÕES NOS PONTOS COM RESTRIÇÃO DE MOVIMENTOS. EXEMPLOS DA SOLUÇÃO 1: • Suprimir os dispositivos de restrição que não sejam realmente indispensáveis. Quando a tubulação for semelhante e com condições mais favoráveis de flexibilidade. O CÁLCULO É FEITO SEPARADAMENTE PARA CADA TRECHO DE TUBULAÇÃO ENTRE DOIS PONTOS DE ANCORAGEM. 8 – Verificação e Melhoria da Flexibilidade das Tubulações O CÁLCULO DA FLEXIBILIDADE É UM MÉTODO DE VERIFICAÇÃO E NÃO DE DIMENSIONAMENTO DIRETO. 5 . DESENHA-SE UMA DETERMINADA CONFIGURAÇÃO E. • Substituir uma ancoragem por uma guia ou um batente. Tubulações enterradas. • Melhorar a simetria do traçado. 7 – Casos de Dispensa do Cálculo de Flexibilidade 1. VERIFICA-SE A FLEXIBILIDADE. ALTERAR A CONFIGURAÇÃO POR OUTRA MAIS FLEXÍVEL. OU SEJA. E/OU MODIFICAR O TIPO OU A LOCALIZAÇÃO DESTES DISPOSITIVOS. SUPRIMIR OS DISPOSITIVOS DE RESTRIÇÃO DE MOVIMENTO QUE PUDEREM SER DISPENSADOS. • Modificar a posição de uma ancoragem. EM SEGUIDA. • Aumentar o comprimento total da tubulação. Quando a tubulação for duplicata exata de outra já calculada ou existente 2. uma tubulação de mesmo traçado geométrico de outra de maior diâmetro e de mesma temperatura. não expostas ao sol e não sujeitas a lavagem com vapor.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof.) 3. na seguinte ordem de preferência: 1. PROVENIENTES DAS DILATAÇÕES TÉRMICAS.

A figura ao lado mostra as modificações de traçado para melhorar a flexibilidade 6 . Clélio 9 – Exemplos de Alguns Casos Particulares de Traçado NOS TRECHOS CURTOS DE TUBOS. Na figura ao lado. Entretanto. mesmo que o trecho BC tenha comprimento para absorver a dilatação do trecho AB.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. podem ocorrer tensões excessivas conseqüentes do deslocamento para esquerda dos pontos B e E. nos trechos AB e FÉ. MESMO QUANDO EXISTE FLEXIBILIDADE NA TUBULAÇÃO Na figura ao lado. A solução para o caso poderá ser a colocação de um batente ao ponto E. PODEM OCORRER TENSÕES EXCESSIVAS. NOS RAMAIS LIGADOS A DUAS LINHAS TRONCOS É PRECISO TER CUIDADO COM A DILATAÇÃO DIFERENCIAL DAS LINHAS TRONCO. A solução pode ser a colocação de uma guia próxima do ponto A ou de um batente conforme indicado no desenho. para impedir o deslocamento do tubo para a esquerda. o trecho CD é bastante grande para absorver a dilatação do trecho BC. em função da dilatação do trecho BC. NAS TUBULAÇÕES COM RAMAIS LONGOS PODEM OCORRER TENSÕES EXCESSIVAS CAUSADA PELA FLEXÃO DA LINHA DEVIDO A DILATAÇÃO DO RAMAL. poderá haver uma flexão exagerada da linha tronco.

situados em seus extremos. PLANAS OU ESPACIAIS. será preferível colocar uma ancoragem intermediária no próprio vaso ( próximo ao ponto C) para isolar os dois trechos. uma solução simples consistirá em colocar um suporte fixo. 3. a solução mais simples será ter um trecho horizontal BC capaz de absorver. poderá ser necessário colocar outros suportes de molas. • Se os pesos forem ainda maiores. Todos os lados sejam constituídos por tubos de mesmo material e mesmo momento de inércia (Mesmo diâmetro e mesma espessura de parede). QUE SATISFAÇAM A TODAS AS SEGUINTES CONDIÇÕES: 1. • Para dilatações maiores. e fazer as curvas de expansão trabalharem independentemente. CÁLCULO DA FLEXIBILIDADE PELO MÉTODO DA VIGA EM BALANÇO GUIADA O MÉTODO DA VIGA EM BALANÇO GUIADA É APROXIMADO QUE PODE SER APLICADO PARA QUAISQUER CONFIGURAÇÕES. de forma que o peso da linha possa ficar sobre o bocal. pode ser dado maior flexibilidade modificando o traçado do trecho horizontal e/ou do trecho vertical. • No caso anterior. como mostram as linhas tracejadas da figura. O sistema tenha somente dois pontos de fixação. pode ser colocado um suporte de molas no ponto C.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. a dilatação do trecho vertical. por exemplo. 7 . conservando-se a posição do ponto B. Todos os lados façam ângulos retos entre si. por flexão. por exemplo. Clélio LINHAS VERTICAIS AO LONGO DE VASOS EM TEMPERATURA ELEVADA. • Se o trecho BC precisar ser muito grande. 4. de forma a poder ser suportado por um único ponto. no ponto D. • Se o peso total da tubulação não for muito grande. ocasionando um peso excessivo no bocal. NA FIGURA AO LADO: • Se a altura do bocal não for muito grande. Todos os lados sejam retos e paralelos a uma das três direções ortogonais. e nenhuma restrição intermediária. no ponto E. 2.

os lados se deformam como se fossem vigas em balanço com os extremos guiados. que permanecem retos com os lados paralelos. aumentando também a flexibilidade. Não são levadas em consideração as torções que se dão nos diversos lados de uma configuração tridimensional. Nos sistemas espaciais além da flexão há ainda a torção dos diversos MOTIVOS lados. que contribui para aumentar a flexibilidade. 3 – Configuração Simples em L CONSIDERANDO UMA TUBULAÇÃO EM L SIMPLES. Isto é. ANCORADA NOS DOIS EXTREMOS. assim. é integralmente absorvida pela flexão dos lados paralelos às outras duas direções ortogonais. 2. (A flecha que cada lado é capaz de suportar é proporcional ao cubo de seu comprimento. COMO É SUPOSTO QUE NÃO EXISTE DEFORMAÇÃO NOS ÂNGULOS. 2 – Resultados do Método da Viga em Balanço Guiada OS RESULTADOS OBTIDOS SÃO EM GERAL CONSERVATIVOS (Os valores obtidos são em geral superiores aos valores efetivos) Há sempre uma flexibilidade adicional causada pelas deformações dos ângulos. CUJA FLECHA SERÁ A REFERIDA DILATAÇÃO. aumentando-se o comprimento em 10% a sua flexibilidade é aumentada em 33%) 8 .TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. 3. A DILATAÇÃO DE UM LADO VAI PRODUZIR UMA FLEXÃO NO OUTRO LADO. isto é a soma das dilatações dos lados paralelos a essa direção. alguns curvam-se apenas. Clélio 1 – Hipóteses Simplificativas: 1. A dilatação total que se dá em cada uma das direções ortogonais. Nem todos os lados deformam-se como vigas em balanço guiadas. Todos os lados se deformam sem que haja deformações ou rotações nos ângulos.

A TENSÃO S NA FIBRA EXTERNA DO MATERIAL SERÁ: M I MD 2 SI S= e J= . a flecha a que o lado L1 estará submetido será a dilatação δ 2 do lado L2 e vice-versa. SENDO J O MÓDULO DE RESISTÊNCIA À FLEXÃO E M O MOMENTO FLETOR. TEMOS: 3E C Dδ S= (6) L2 9 . Clélio Assim.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. temos que: PL M = (2) 2 Onde: M = momento fletor máximo PARA TUBOS. TEMOS: PL 2 L 3 PL 2 ML2 2 SIL2 SL2 3EDδ δ = = = = δ = (5) OU S = (6) 12 EI 6EI 6 EI 6 EID 3ED L2 A EQUAÇÃO (6) DETERMINA A TENSÃO MÁXIMA S EM UM LADO DE COMPRIMENTO L .31 ESTABELECE QUE OS CÁLCULOS DAS TENSÕES SEJA FEITO COM O MÓDULO DE ELASTICIDADE CORRESPONDENTE À TEMPERATURA MÍNIMA DO CICLO TÉRMICO. A expressão da flecha em uma viga em balanço com o extremo guiado é: PL3 δ = (1) 12 EI Onde: P = força aplicada no extremo da viga L = comprimento do lado E = módulo de elasticidade do material I = momento de inércia do tubo Do diagrama dos momentos mostrado na figura ao lado. daí temos: S = (3) e M = (4) J D 2I D 2 AJEITANDO (1) PARA CONTER (2) E (4). QUANDO SUBMETIDO À UMA FLECHA δ COMO A NORMA ANSI/ASME B.

TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof./pés K= para L em pés 48 AS REAÇÕES R x = P2 QUE ESTÁ FLETINDO O LADO L2 E R y = P1 QUE ESTÁ FLETINDO O LADO L1 . temos: KL 2 KL1 S1 = S2 = L12 L22 A CONSTANTE K TEM OS SEGUINTES VALORES PRÁTICOS: 3E c De S e E c em MPa D e δ em mm K= para L em m e em mm /m 10 6 S e E c em Kgf/cm 2 D e δ em mm 3E c De K= para L em m e em mm /m 10 4 S e E c em psi D e δ em pol.31 M em m. Portanto: 3E C DeL2 3E C DeL1 S1 = 2 S2 = L1 L22 Fazendo 3E c De = K . 2M 2M c 2M a Dá equação (2). Ec De e em pol. então R x = P2 = e R y = P1 = L L2 L1 DA EQUAÇÃO (4) TEMOS QUE OS MOMENTOS DE REAÇÃO SERÃO: 2 IS 1 E h 20 I E h M em m.Kgf 2I Eh 2I E h Fixa o cálculo das =C Onde: =C para R em Kgf reações com Ec D Ec 10 D E c I em cm 4 resulta: M em pé.lbf 2 IS 2 E h I Eh Mc = M c = CS 2 C= R em lbf D Ec 6 D Ec I em pol. Clélio As tensões máximas S1 e S 2 nos dois lados L1 e L2 serão: 3EC Dδ 2 3EC Dδ 1 S1 = S2 = L12 L22 Onde as dilatações δ 1 e δ 2 serão: δ 1 = eL1 δ 2 = eL 2 em que e é o coeficiente de dilatação unitária do material para a variação de temperatura em questão.N Ma = M a = CS 1 C= R em N D Ec D Ec I em cm 4 Fazendo A norma ANSI B. temos que P = .4 10 .

2CS 2 às forças que estão fletindo o lado L2 Ry = L2 11 .TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. que é proporcional ao cubo de seu comprimento) δ 21 L13 ASSIM: = (7) δ 23 L33 DA EXPRESSÃO (7) TIRA-SE SUCESSIVAMENTE: δ 21 + δ 23 L31 + L33 δ 2 L13 + L33 L31 L31 = ⇒ = ⇒ δ 21 = δ 2 ⇒ δ 21 = eL 2 (8) δ 21 L31 δ 21 L31 L31 + L33 L31 + L33 L33 ANALOGAMENTE TEM-SE δ 23 = eL2 (9) L31 + L33 (As expressões (8) e (9) dão a distribuição da dilatação do lado L2 sobre cada um dos lados L1 e L3) SUBSTITUINDO OS VALORES DAS FLECHAS NA EXPRESSÃO (6) TEM-SE AS TENSÕES MÁXIMAS EM CADA LADO: 3E c Dδ 21 3E c DeL2 L1 L L Lado L1 S1 = = = K 3 2 13 2 L1 L1 + L3 3 3 L1 + L3 3E c D(δ 1 − δ 3 ) 3E c De(L1 − L3 ) L −L Lado L2 S2 = 2 = 2 =K 1 2 3 L2 L2 L2 3E c Dδ 23 3E c DeL2 L3 L L Lado L3 S3 = = = K 3 2 33 L32 L1 + L3 3 3 L1 + L3 PARA QUE O SISTEMA TENHA FLEXIBILIDADE DEVE-SE TER AS TENSÕES MÁXIMAS INFERIORES À TENSÃO ADMISSÍVEL S a . em valor absoluto. CÁLCULO DOS MOMENTOS E FORÇAS DE REAÇÃO: 2 IS 1 E h 2M a Ma = = CS1 R xa = P1 = D Ec L1 R xa = R xd 2 IS 3 E h 2M d Md = = CS 3 R xd = P3 = D Ec L3 As forças de reação Ry serão iguais. Clélio 4 – Configuração em U FLECHAS: Lado L1 = δ 21 Lado L2 = δ 1 − δ 3 ⇒ e(L1 − L3 ) Lado L3 = δ 23 ONDE: δ 21 + δ 23 = δ 2 E δ 2 = eL2 (A distribuição da dilatação δ 2 se fará de acordo com a flexibilidade do lado.

A • Norma: ANSI/ASME B. AS TENSÕES MÁXIMAS DE CADA LADO SERÃO: L2 L1 LADO L1 S1 = K L + L33 3 1 L +L LADO L2 S2 = K 1 2 3 L2 L L LADO L3 S3 = K 3 2 3 3 L1 + L3 MOMENTOS E REAÇÕES: M a = CS 1 2M a 2M d Rx = = M d = CS 3 L1 L3 2CS 2 Ry = L2 6 – Exemplo Numérico VERIFICAR A FLEXIBILIDADE E CALCULAR AS REAÇÕES DA CONFIGURAÇÃO INDICADA AO LADO.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof.31.3 MPa 12 .3 MPa ANEXO 4 DA AULA 9 a 40 °C S c = 110. (Considerar indústria química) DADOS: • Tubo: 6” série 40 • Material: Aço-carbono ASTM A-53 Gr.2 mm • Momento de inércia: I = 1170 cm4 ANEXO 1 DA AULA 1 • Tensão admissível: a 360 °C S h = 99. A FLECHA IMPOSTA AO LADO L2 É A SOMA DAS DILATAÇÕES DOS L1 E L3: δ 2 = δ 1 + δ 3 .74 x 105 MPa a 40 °C E c = 2 x 105 MPa ANEXO 5 DA AULA 9 • Diâmetro externo: D = 168. Clélio 5 – Configuração em Z DE MANEIRA ANÁLOGA À CONFIGURAÇÃO EM “U” A DILATAÇÃO DO LADO L2 SERÁ DISTRIBUÍDA NOS LADOS L1 E L3 POREM.6 mm/m ANEXO 1 DA AULA 10 • Módulo de Elasticidade: a 360 °C E h = 1.3 • Temperatura de projeto: 360°C DAS TABELAS APROPRIADAS TIRA-SE: • Dilatação unitária: e = 4.

95 MPa L1 + L3 6 + 33 COMO TODAS AS TENSÕES MÁXIMAS SÃO INFERIORES À TENSÃO ADMISSÍVEL S a SIGNIFICA QUE O SISTEMA TÊM FLEXIBILIDADE.0(1.25 S c + 0. Clélio A TENSÃO ADMISSÍVEL SERÁ : S a = f (1.2 2 × 10 5 CÁLCULO DAS TENSÕES MÁXIMAS L2 L1 7 .2 3 = 42.95 ⇒ S 3 = 42.465 N L1 6 L3 3 2CS 2 2 × 121.5 2 L L 7.95 = 5197 ⇒ M d = 5.9 ⇒ S1 = 85.N M d = CS 3 = 121. CÁLCULO DOS MOMENTOS E FORÇAS DE REAÇÃO M a = CS 1 = 121.5 × 6 Lado L1 S1 = K = 464 .8 MPa L2 7.197 m.2 = 24.9 = 10394 ⇒ M a = 10.25 S h ) ⇒ S a = 1.3) = 162.8 ⇒ S 2 = 24.9 MPa L1 + L3 3 3 6 + 33 L −L 6−3 Lado L2 S 2 = K 1 2 3 = 464 .394 m.0 × 24.N 2M a 2 × 10.8 Ry = = = 800 ⇒ R y = 800 N L2 7.6 K= ⇒ K= = 464.0 × 42. 2 106 10 6 20 I E h 20 × 1170 1.0 × 85.2 × 4.394 2M d 2 × 5197 Rx = = = = = 3465 ⇒ R x = 3.25 × 99.3 + 0.5 × 3 Lado L3 S 3 = K 3 2 3 3 = 464.74 × 10 5 C= ⇒ C= = 121 D Ec 168. 25 × 110.7 MPa AS CONSTANTES PARA O CÁLCULO DAS TENSÕES E DAS REAÇÕES SERÃO: 3Ec De 3 × 2 × 10 5 × 168.5 13 .TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof.2 3 = 85.

TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. Clélio EXISTEM FORMULÁRIOS EM QUE AS DIVERSAS ETAPAS DE CÁLCULO ESTÃO SISTEMATIZADAS: 14 .

RESPECTIVAMENTE. x. UM LADO QUALQUER n r PARALELO À DIREÇÃO x . y E z. ∆z (A soma algébrica é feita comparando um sentido de fluxo com o sentido fixado pelas direções ortogonais) 15 . Clélio 7 – Caso Geral de Qualquer Configuração δnz CADA LADO DO SISTEMA ESTARÁ SUBMETIDO SIMULTANEAMENTE A δny p DUAS FLEXÕES CUJAS FLECHAS SÃO PARALELAS ÀS DUAS DIREÇÕES n ORTOGONAIS PERPENDICULARES À y DIREÇÃO DO LADO CONSIDERADO. AS FÓRMULAS QUE DÃO OS VALORES DAS FLECHAS SÃO: L3n ∆ y L3n ∆ z LADO n δ ny = e δ nz = ∑L + ∑L 3 x 3 z ∑ L + ∑L 3 x 3 y L3p ∆ x L3p ∆ y LADO p δ px = e δ py = ∑L + ∑L 3 y 3 z ∑L + ∑L 3 x 3 z L3r ∆ x L3r ∆ z LADO r δ rx = e δ rz = ∑L + ∑L 3 y 3 z ∑ L3x + ∑ L3y ∑L 3 x CORRESPONDEM A VALORES ABSOLUTOS DOS SOMATÓRIOS DOS ∑L 3 y CUBOS DOS COMPRIMENTOS DE TODOS OS LADOS PARALELOS A CADA UMA DAS DIREÇÕES. y E z. COMBINADOS COM A SOMA ALGÉBRICA DOS MOVIMENTOS DOS PONTOS EXTREMOS NESSA MESMA DIREÇÃO.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. UMA z δny NA DIREÇÃO y E UMA δnz NA DIREÇÃO z. ∑L 3 z ∆x CORRESPONDEM AOS VALORES ABSOLUTOS DAS SOMAS ALGÉBRICAS DAS DILATAÇÕES LINEARES DOS LADOS ∆y PARALELOS A CADA UMA DAS DIREÇÕES. x. ASSIM. ESTARÁ SUBMETIDO A DUAS FLECHAS. CASO EXISTAM.

As fórmulas das configurações planas L. TEM-SE AS TENSÕES MÁXIMAS PARA CADA LADO: 3E c Dδ ny 3 E c D ∆ y Ln S ny = = = K y Ln LADO n L 2 n ∑L +∑L 3 x 3 z 3E c Dδ nz 3 E c D ∆ z Ln S nz = = = K z Ln L 2 n ∑L + ∑L 3 x 3 y 3E c Dδ py 3E c D∆ y L p S py = = = K yLp LADO p L 2 p ∑L + ∑L 3 x 3 z 3E c Dδ px 3E c D∆ x L p S px = = = K xLp L 2 p ∑L + ∑L 3 y 3 z 3E c Dδ rx 3 E c D ∆ x Lr S rx = = = K x Lr L 2 r ∑L + ∑L 3 y 3 z LADO r 3E c Dδ rz 3E c D∆ z Lr S rz = = = K z Lr L 2 r ∑L + ∑ L3 x 3 y ONDE: 3E c D∆ x 3E c D∆ y 3 E c D∆ z Kx = Ky = Kz = ∑ L + ∑L 3 y 3 z ∑L + ∑L 3 x 3 z ∑L + ∑L3 x 3 y Para utilizar as constantes acima é necessário fazer adequação das unidades. Clélio SUBSTITUINDO OS VALORES DAS FLECHAS NA EXPRESSÃO (6).TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. NO LADO n A TENSÃO RESULTANTE SERÁ: S n = S ny2 + S nz2 NA PRÁTICA NÃO SE CALCULA A TENSÃO RESULTANTE PARA COMPENSAR O EFEITO DA TORÇÃO E DA FLEXIBILIDADE NAS MUDANÇAS DE DIREÇÃO DAS TUBULAÇÕES. NA REALIDADE A TENSÃO MÁXIMA QUE ATUA EM CADA LADO SERÁ A RESULTANTE VETORIAL DAS DUAS TENSÕES ACIMA REFERIDA. U e Z são casos particulares das fórmulas acima 16 . conforme demonstrado na folha 9 desta aula. ASSIM.

3 Temperatura de projeto:370°C y L 3=6m Bo cal Das tabelas tiramos: Dilatação unitária: 4.5m 3 ∑L 3 y = L33 = 216 m 3 Teremos para as dilatações totais: ∑L 3 z = L = 27m 3 2 3 ∆x = 21. K y .6 mm L2 z .5 Módulo de elasticidade: Ec=2 x 105 MPa L4 Tensões admissíveis: Sh=99.5 m 3E c D∆z 3 × 2 × 10 5 × 273 × 14.31.4 = 257 .7 MPa Podemos fazer o seguinte quadro: Lado Direção Sentido Com primento L3 Dilatação L δ = eL L1 x + 4.8mm ∑L + ∑L 3 x 3 y = 473.6 + 26. B.5m 3 ∆z = 14.8 mm/m m Diâmetro externo: 273 mm = 5 .58 10 6 (∑ L + ∑ L ) 3 x 3 z 6 10 × 284 .3 MPa Sa=162.4 mm Calculemos em seguida: ∑L 3 x = L31 + L34 = 91.5 3m Material: Aço-carbono ASTM A-106 Gr. A L 1= co An Norma: ANSI/ASME.3 MPa z Flu xo Sc=110. K z : 3E c D∆x 3 × 2 × 10 5 × 273 × 48 MPa Kx = ⇒ Kx = = 32. 3m 27 m3 14.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof.4 MPa Kz = ⇒ Kz = = 4. Clélio 8 – Exemplo Numérico m m L2 = Tubo: Ø 10 série 40 rage 4.5 m 17 .4 = 48mm Que resultará: ∆y = 28.4mm ∑L + ∑L 3 x 3 z = 284.8 mm L4 x + 5.8 MPa Ky = ⇒ Ky = = 16.98 10 6 (∑ L + ∑ L ) 3 x 3 y 6 10 × 473.5m 3 ∑ L + ∑L 3 y 3 z = 243m 3 Calculemos agora as constantes K x .5 m 91.5 m 166.36 10 6 (∑ L + ∑ L ) 3 y 3 z 6 10 × 243 m 3E c D∆y 3 × 2 × 10 5 × 273 × 28.1 + 166 .1 m3 21.4 mm L3 y + 6m 216 m3 28.4 m3 26.

QUE SERÁ A CORRESPONDENTE AO MAIOR DOS DOIS VALORES DE K RELATIVOS AO LADO EM QUESTÃO.16 MPa m MPa S 3 z = K z L3 = 4. Clélio As tensões máximas serão então: MPa Lado L1: S1 y = K y L1 = 16. BASTA CALCULAR PARA CADA LADO A MAIOR TENSÃO.98 × 4.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof.36 × 3m = 97.58 × 4. vemos que a tensão S 3 x está superior a Sa.5m = 91.58 × 3m = 49.08MPa m MPa S 2 y = K y L2 = 16.5m = 27 . temos um aumento do comprimento desenvolvido de 19 m para 22 m.41MPa m MPa Lado L2: S 2 x = K x L2 = 32.98 × 5.61MPa m MPa S1z = K z L1 = 4. Modificando a configuração como mostrado na figura ao lado.36 × 6m = 194.19MPa m MPa S 4 z = K z L4 = 4. Repetindo os cálculos feitos. teremos: 18 .88MPa m MPa Lado L4: S 4 y = K y L4 = 16. NÃO HÁ NECESSIDADE DE SE CALCULAR TODAS AS TENSÕES MÁXIMAS. Isto significa que o lado L3 está sendo submetido a um esforço acima do admissível e que a configuração não tem flexibilidade.5m = 74.98 × 6m = 29 .58 × 5.74 MPa m MPa Lado L3: S 3 x = K x L3 = 32.5m = 22. NA PRÁTICA.39 MPa m Comparando os resultados acima com o valor da tensão admissível Sa.

7 m Calculando apenas a maior tensão para cada lado.5 m 166.1 m3 21.8 m3 36 mm L5 x + 5.8mm ∑ L + ∑L 3 x 3 y = 682 . 45 10 6 (∑ L + ∑ L ) 3 x 3 y 6 10 × 682.4 mm L4 y + 7.58 10 6 (∑ L + ∑ L ) 3 x 3 z 6 10 × 284 .5 m 3E c D∆z 3 × 2 × 10 5 × 273 × 14.4 + 421.5 m 3.8 MPa Ky = ⇒ Ky = = 16.7 MPa que é o valor da tensão admissível Sa.39 10 6 (∑ L + ∑ L ) 3 y 3 z 6 10 × 452.2 MPa m Temos agora todas as tensões máximas inferiores 162.2 + 36 = 28.8 = 425.4 = 48mm Que resultará: ∆y = −7.5m 3 ∑L +∑L 3 y 3 z = 452 . 1. 4MPa m MPa S5 y = K x L3 = 16.5m 3 ∑L 3 y = L32 + L34 = 3.5m = 130. onde se conclui que a configuração tem flexibilidade.4 mm Calculemos em seguida: ∑L 3 x = L31 + L35 = 91. teremos: MPa S1 y = K y L1 = 16.39 × 7.5m = 26.2 mm L3 z .4 = 257 .4mm ∑L + ∑L 3 x 3 z = 284.4 m3 26. 19 .2 MPa m MPa S4 x = K y L 2 = 17.58 × 4.5m = 74.1MPa m MPa S 3x = K x L3 = 17.5 m 91.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof.7 m 3 ∆z = 14.58 × 5.4 m3 7.5 m 421.2m 3 3E c D∆x 3 × 2 × 10 5 × 273 × 48 MPa Kx = ⇒ Kx = = 17.5m = 91.6 + 26.4 MPa Kz = ⇒ Kz = = 3.2 m 3 Teremos para as dilatações totais: ∑L 3 z = L = 27m 3 2 3 ∆x = 21.39 × 3m = 52.2 m 3E c D∆y 3 × 2 × 10 5 × 273 × 28.1 + 166.6 MPa m MPa S2 x = K x L2 = 17. Clélio Lado Direção Sentido Com primento L3 Dilatação L δ = eL L1 x + 4.6 mm L2 y .39 × 1. 3m 27 m3 14.

20 .TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. Clélio O formulário abaixo mostra os cálculos da configuração anterior com os valores nas unidades do sistema inglês.

TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof. tiramos: Momento de Inércia: I = 6. II 21 .N 273 mm 2.9cm 4 1.5 × 26.5 × 15.0 × 10 5 MPa M 2 y = CS 2 x = 404.5MPa .N 2M 1z 2 × 30176 Ry = = = 13412 N L1 4.9 cm4 Módulo de Elasticidade a 370°C: E h = 1.5 × 74.5 = 6270 m. O CÁLCULO DAS REAÇÕES PELO MÉTODO DA VIGA EM BALANÇO GUIADA É MUITO GROSSEIRO.N L1 2 IS 2 x E h R em N 2M 2 y M 2y = M 2 y = CS 2 x Rx = I em cm 4 D Ec L2 Considerando os dados do exemplo numérico e as tabelas.692.N 20 × 6.5 AULA 10 Referente aos Capítulos 4 e 5 do Livro Texto .6 MPa .5 2M 2 y 2 × 10557 Rx = = = 14076 N 2 M 1 y 2 × 6270 L2 1.5 M 1 z = CS 1 y = 404 .65 × 10 5 MPa C= = 404 . S1z = 15. em função das tensões máximas desenvolvidas no primeiro e último lados. Então: 2 IS 1z E h 2M 1z M 1y = M 1 y = CS1 z 20 I E h Ry = D Ec C= L1 D Ec 2 IS1 y E h 2M 1 y M 1z = M 1z = CS1 y onde: para ⇒ Rz = D Ec M em m. Clélio 9 – Cálculo das Reações nos Extremos Vamos utilizar o exemplo numérico resolvido anteriormente.1MPa Teremos então: M 1 y = CS 1z = 404. S 2 x = 26.65 x 105 MPa S1 y = 74. Os momentos de reação são calculados da mesma maneira já vista anteriormente.Vol.692. E DEVE SER UTILIZADO COMO UMA INDICAÇÃO APROXIMADA.6 = 30176 m.1 = 10557 m.5 Rz = = = 2787 N L1 4.

AÇOS-LIGA C-1/2 Mo e 1/2 Cr-1/2Mo 2. AÇO CARBONO.TUBULAÇÕES INDUSTRIAS AULA 10 Prof.1/2 a 1 Mo 4. AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENÍTICOS 16 a 18 Cr-8 a 10 Ni 5. Clélio DILATAÇÃO LINEAR UNITÁRIA DOS METAIS MATERIAIS: 1. METAL MONEL ANEXO 1 – Livro de Tabelas (pág. 95) Folha 1 de 1 22 . AÇOS-LIGA 1 a 3 Cr-1/2 Mo 3. AÇOS INOXIDÁVEIS FERRÍTICOS 12. 17 E 27 Cr 6. AÇOS-LIGA 4 a 10 Cr. COBRE 7. ALUMÍNIO 8.