Você está na página 1de 25

espectrofotometria CEFET Quimica

CEFET Química-RJ

CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental - apostila de espectrofotometria molecular

1. INTRODUÇÃO

2. PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS E CORPUSCULARES DA LUZ

3. A INTERAÇÃO DA LUZ COM A MATÉRIA

4. COMO E PARA QUE MEDIR A ABSORÇÃO DE LUZ

5. A LEI DE LAMBERT-BEER

6. A CURVA DE CALIBRAÇÃO EM ESPECTROFOTOMETRIA

7. O MÉTODO DA ADIÇÃO-PADRÃO EM ESPECTROFOTOMETRIA

8. ANÁLISE DE MISTURA DE CROMÓFOROS

9. DESVIOS DA LEI DE BEER 10.BIBLIOGRAFIA

CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental - apostila de espectrofotometria molecular

1. INTRODUÇÃO

Os métodos óticos são os métodos que empregam a luz, ou melhor, as propriedades da interação da luz com a
matéria, para fazer a análise qualitativa e quantitativa das substâncias. Nos tópicos que se seguem, serão
examinados basicamente os fenômenos de absorção da energia luminosa. Começar-se-á por um breve resumo das
propriedades da luz, de acordo com a Física atual, a seguir as diferentes formas de interação que provocarão
diferentes fenômenos na estrutura molecular e, por fim, a definição das técnicas e equações matemáticas que
possibilitam a realização de análises quantitativas.

Essa última parte (a análise quantitativa) é a principal ênfase do curso. Os tópicos iniciais são para dar o suporte
teórico para o entendimento de porque e como a matéria absorve luz.

2. PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS E CORPUSCULARES DA LUZ

Atualmente matéria e energia não são consideradas entidades distintas e se interconvertem uma na outra, de acordo
com a equação de Einstein: E = mC2 . Mas é mais do que isso. É como se matéria e energia fossem duas faces da
mesma moeda. Medem-se o comprimento de onda e a freqüência (propriedades ondulatórias) de partículas como
elétron, próton ou nêutron. Do mesmo modo, a luz é um conjunto de partículas se deslocando no espaço (fótons)
com comprimento de onda e freqüência. O que caracteriza a energia luminosa é a energia dos fótons, determinada

pelo comprimento de onda ( -lâmbda) e freqüência ( -ni), pois a velocidade (outro parâmetro de energia) dos
diversos fótons é a mesma e constante em cada meio.

A luz é dita onda eletromagnética porque na Física clássica ela foi descrita como uma oscilação de um campo
elétrico e de um campo magnético se propagando no espaço. Essa aproximação permite calcular vários fenômenos
ondulatórios e, paradoxalmente, a energia das partículas de luz:

CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental - apostila de espectrofotometria molecular

A energia de um trem de ondas é proporcional à freqüência, pois quanto maior o número de ondas que passam por
segundo (maior freqüência, ), maior a energia transportada. Do mesmo modo, se a velocidade é a mesma, quanto
maior a distância entre as ondas (o comprimento de onda,

), menor a freqüência e menor a energia. Se pode ser expressa como c (velocidade da luz) dividida por , teremos:

E é energia e h é a constante de proporcionalidade (constante de Planck). Essa é a energia da partícula (um fóton) de
luz. A energia do conjunto de fótons se deslocando no espaço seria dada por E = Nh , onde "N" seria o número de
fótons.

3. A INTERAÇÃO DA LUZ COM A MATÉRIA

A teoria quântica, modelo atual da estrutura química, informa que os níveis de energia dos elétrons em átomos
neutros são quantizados, isto é, os elétrons assumem estados discretos1 de energia e só passam de um nível de
energia para outro se receberem uma quantidade exata. Essa energia pode ser muito alta, e fazer com que o elétron
saia da estrutura atômica e o átomo neutro se torne um íon. A partir desse limite, que é a energia de ionização, o
átomo neutro passa a poder receber qualquer quantidade de energia e não mais "pacotes discretos". Cada elemento
químico tem estrutura eletrônica e níveis de energia diferenciados, tem uma energia de ionização característica e
absorve uma série diferente de "pacotes discretos"2:

1Discreto, nesse caso, quer dizer uma energia fixa e definida em cada nível. 2 A unidade de absorção no espectro,
absorbância, será explicada mais adiante.

CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental - apostila de espectrofotometria molecular

Espectro de Absorção do Vapor de Sódio

Absorbância

Como será nas moléculas, em que os elétrons estabelecem ligações químicas? Uma molécula tem movimento
rotacional e vibracional (a ligação química vibra em torno do comprimento médio). Esse movimento é quantizado e

pois a molécula tem mais uma maneira de absorver o mesmo fóton. ou de um estado eletrônico para outro numa determinada molécula. Essa probabilidade. ou se a energia é mais alta que a energia de ionização. ou é absorvido (se possui a freqüência necessária). acompanhada também de uma modificação no estado rotacional original. A transição de um estado eletrônico para outro acompanhada de modificações no estado vibracional e também no rotacional. O fenômeno da absorção ocorre nas freqüências quantizadas do átomo ou molécula. ele pode ainda estar ligado ao átomo ou à molécula. estados vibracionais discretos e mesmo estados eletrônicos discretos. de um . também. Existem estados rotacionais discretos. A partir da energia de ionização da molécula qualquer quantidade de energia pode ser absorvida. pois o fóton pode ser refletido ou passar direto.ela não gira nem vibra em qualquer velocidade. ou é refletido. Mesmo quando a freqüência do fóton é a correta. mas a probabilidade de ocorrer uma absorção de energia nessa faixa é maior. Os fótons de uma determinada freqüência podem ser absorvidos. ou de um estado vibracional para outro. B-nivel vibracional. É óbvio. acompanhada também de uma modificação no estado vibracional original. Esquema dos níveis de energia na molécula: A-nível eletrônico. há possibilidades de absorção discreta. antes que o elétron seja ejetado e a ligação química se rompa. A transição de um estado vibracional para outro. Nesse nível.apostila de espectrofotometria molecular As possibilidades de absorção de energia numa molécula são bem maiores que num átomo34: Espectro de Absorção no Infravermelho do n-butanal % T r an sm i t ân ci a Mesmo na região do contínuo (a região após a ionização em que se absorve qualquer pacote de energia). que isso desarranja toda a estrutura atômica e esse estado é instável. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . Outras possibilidades são: A transição de um estado eletrônico para outro estado eletrônico. Quando um fóton se aproxima ocorrem três eventos: ele passa direto. traços finos-nível rotacional. Os níveis de energia rotacionais e vibracionais também dependem da estrutura molecular. Esse fenômeno necessita de uma quantidade de energia maior do que a energia de ionização. Mas isto não é igual para cada freqüência passível de ser absorvida. se eles estiverem "sintonizados" na freqüência que fornece a energia necessária para a transição de um estado rotacional para outro. Ao longo do espectro de freqüências existem probabilidades maiores ou menores de ocorrer absorção. um elétron de camada mais interna (fora da camada de valência) pode ser colocado num nível de energia externo à camada de valência. existe uma probabilidade da absorção não ocorrer. isto é.

de 1013 nm a108 nm de E-Ultravioleta . 6Por ser de freqüência mais baixa que as outras radiações ionizantes. o ultravioleta tem maior probabilidade de absorção. as radiações são ionizantes e efetivamente rompem ligações6. pela destruição da camada de ozônio. Os raios-X podem alterar a energia de elétrons de camadas internas (K e L).de 400 nm a 750 nm de As ondas de rádio têm baixa energia e não costumam ser estudadas em Química. O infravermelho pode alterar o estado vibracional das ligações químicas. É muito utilizada na análise quantitativa de várias substâncias que. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental ..de 106 nm a 103 nm de G-Raios. Quanto mais interno o efeito. cai conforme aumenta a freqüência da radiação eletromagnética. as moléculas da comida aumentem o seu estado de movimento e a comida se aquece.de 108 nm a 106 nm de F-Raios-X . Isso tem aplicações analíticas e tecnológicas5. o infravermelho é valioso para decifrar estruturas moleculares.de 400 nm a 10 nm de B-Microondas . embora hajam inversões. Ele é. ou espectro eletromagnético. aumenta o número de casos de câncer de pele. % Transmitância. na prática. será explicada mais adiante. É capaz de romper ligações químicas mais instáveis. D-Luz visível .também excitam as camada K e L.apostila de espectrofotometria molecular O espectro de freqüências. Podem provocar profundas alterações na estrutura molecular e iniciarem várias reações químicas. por colisão. 5O forno de microondas é uma fonte de microondas sintonizada numa freqüência em que moléculas de água absorvem. Podem afetar o núcleo atômico e provocar reações nucleares. para o olho humano. A unidade de intensidade. 3Fica a sugestão de calcular quantas mais possibilidades de estados de energia uma molécula tem do que um átomo. Fótons de alta energia. . As microondas já têm energia suficiente para provocar mudanças no estado rotacional das moléculas. é arbitrariamente dividido em: A-Ondas de rádio .de 1nm e menor.de 10 nm a 1nm de C-Infravermelho . O aumento do movimento rotacional da água faz com que. têm menor probabilidade de serem absorvidos que os de energia mais baixa. Como cada tipo de ligação tem o seu próprio espectro de freqüências de absorção. Os raios. são coloridas. Essas alterações em elétrons não-ligados fazem o raio-X excelente para descobrir a composição atômica de uma substância. mas a probabilidade de absorção é bem menor. A sua maior incidência nos dias atuais. absorvido totalmente na pele e não consegue chegar nas células mais internas. A partir do ultravioleta. O prato não esquenta por quase não conter moléculas de água na sua estrutura. 4Este espectro é numa região onde só ocorrem excitações rotacionais e vibracionais e mesmo assim o número de bandas é maior que no espectro atômico. A luz visível provoca alterações no nível de energia dos elétrons da camada de valência. maior o desarranjo na molécula quando ocorre absorção7. de modo geral.modo geral.

apostila de espectrofotometria molecular As substâncias são coloridas porque absorvem luz visível. A intensidade de absorção nos diferentes comprimentos de onda na faixa do microonda e no infravermelho dá informações sobre a estrutura molecular (quem está ligado com quem e com que tipo de ligação química). mais fortemente as cores que deixaram de ser absorvidas.apostila de espectrofotometria molecular 1)Qual a principal diferença entre um espectro atômico e um espectro molecular? 2)Se o átomo ou molécula absorve. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . Desse modo. podemos obter informações sobre a composição elementar (pois são as camadas internas do átomo. não-ligadas. 3)Defina transição eletrônica. então. Desse modo. Num raciocínio intuitivo. COMO E PARA QUE MEDIR A ABSORÇÃO DE LUZ Como visto anteriormente. região do contínuo. transição vibracional. ele também pode liberar a energia absorvida sob a forma de fótons. mas pode dar valiosas informações quantitativas. A retina verá. Vamos nos deter sobre a análise da absorção no visível. que absorvem). pela sua estrutura molecular. O preto existirá quando a substância (ou mistura de) absorve todas as cores da luz visível.7O raio-X é mais "penetrante" que o ultravioleta. é proporcional à intensidade de cor da solução. O visível não é tão rico em informações estruturais. transição rotacional. Como isso acontece? Pesquise. Por isso ele é usado para fotografar o os ossos. Do ultravioleta em diante. dissolvida num solvente incolor (como a água). Como medir quantitativamente a intensidade da cor de uma solução? Como é a relação exata disso com a concentração? Analisemos por que certas substâncias são coloridas e também por que as substâncias podem ter cores diferentes: CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . o padrão de cores refletido e absorvido determinará a cor final da substância. absorve um padrão de cores específico. a luz que emerge de uma substância só vai ter os comprimentos de onda (freqüências) que ela não absorveu. . a intensidade de cor é uma medida da concentração da solução. 4)Quais os fenômenos básicos que podem ocorrer quando um fóton vai ao encontro de um átomo ou molécula? 5)Por que razão a região do visível é a mais utilizada em análise química? 6)Qual a diferença entre espectrofotometria de emissão e espectrofotometria de absorção? 4. cada faixa de comprimento de onda (freqüências) origina um tipo de informação diferente. Desse modo. a concentração de uma substância colorida. A matéria tem que ser mais compacta (densa) para que haja razoável absorção ou reflexão. pela sua probabilidade de absorção ser menor. energia de ionização. Cada substância.

verde-amarelado violeta 435-480 amarelo azul 480-490 laranja azul esverdeado 490-500 vermelho verde azulado 500-560 púrpura verde 560-580 violeta amarelo esverdeado 580-595 azul amarelo 595-650 azul esverdeado laranja 650-750 verde azulado vermelho >750 . Melhor ainda. Dessa forma. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . da concentração do analito (C). onde %T = 100 T. O que se faz normalmente é medir a luz que consegue passar. e não a luz que é absorvida. A intensidade de P depende da intensidade de Po. definida como: T = P Po Essa razão independe da intensidade isolada de P ou de Po. e não P sozinho. do diâmetro do tubo8 (caminho ótico-b). a mesma intensidade de Po. A nova intensidade é detectada. amostra de concentração C Para medir concentração.Pode-se concluir que a cor da substância é a luz que ela não absorveu. incide-se sobre a amostra apenas a luz que interessa (aquela que é absorvida) e exclui-se os outros comprimentos de onda. os outros fatores não podem variar e deve-se manter: o mesmo comprimento de onda para o mesmo tipo de amostra. mede-se a razão P/Po. do que incide e. para ver se ela absorveu ou não o fóton. por exemplo.ultravioleta 400-435 verde.apostila de espectrofotometria molecular Se incide-se um feixe de luz com intensidade Po. o decréscimo de transmitância será devido única e exclusivamente à ação da substância absorvente. após passar pela amostra ele terá uma nova intensidade P. Os valores de T vão de 0 a 1. Essa razão é chamada de transmitância (T). a mesma espessura de cubeta. Como P depende de Po. A luz que interage e que tem relação com a estrutura eletrônica é a cor que não se vê. . pois uma parte da luz foi absorvida.infravermelho Para medir a concentração mede-se a luz absorvida e não a refletida. de que espécie é a amostra. O que se mede diretamente não é a quantidade de luz absorvida. Utiliza-se também a porcentagem de transmitância (%T). Só se poderia fazer isto se houvesse um detetor junto a cada molécula. A medida de Po é feita com a cubeta contendo só solvente. é claro. Uma substância azul tem como cor complementar o amarelo. Para escapar desse problema. uma substância que é amarela aos olhos humanos tem como cor mais fortemente absorvida o azul. menor do que Po. e a porcentagem9 de T vai de 0 a 100. que é a cor mais fortemente absorvida. Por exemplo. (nm) Cor visível Cor da radiação absorvida <400 . há que se garantir que Po é sempre igual nas diferentes medições.

O monocromador mais simples é o filtro. Os monocromadores mais sofisticados são aquels que contém prisma ou rede de difração como elementos de dispersão. Todo o conjunto fonte/monocromador/amostra tem que estar fechado para evitar a interferência da luz ambiente. Se a amostra tudo absorve. O mesmo efeito é obtido ao se girar a fenda ou mudar-se o ângulo de incidência do feixe de luz branca. etc. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . 1) De que cor nos pareceria um objeto amarelo puro: a) num estúdio de fotografia iluminado por luz azul? b) se usássemos óculos com lentes azuis num dia de sol? c) se usássemos óculos de lentes amarelas num local sem nenhuma iluminação? CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental .apostila de espectrofotometria molecular 2) A figura abaixo representa as principais partes de um fotocolorímetro. Após essa fonte de luz. Para selecionar uma outra faixa de comprimento de onda. uma película que só deixa passar uma certa faixa de comprimento de onda e aparelhos com essa construção são chamados de fotocolorímetros. Haveria uma fonte de luz. Após a cubeta com a amostra. 9Se a amostra nada absorve. outros comprimentos de onda vão incidir sobre a fenda seletora. isto é.Pode-se tentar imaginar um aparelho que fosse concebido para medir a transmitância. dependendo do tipo de sinal elétrico gerado. P = Po e T = 1. Os aparelhos mais simples que medem a transmitância. haveria um monocromador. existiria a amostra propriamente dita. maior a distância que os fótons percorrem e maior a chance de colidir com as moléculas capazes de absorver. amperímetro. o aparelho mais simples para medir absorção de luz: . basta que o prisma esteja montado em uma base giratória. Ao girar o prisma.). existiria um detetor que 8Quanto maior o diâmetro do tubo. um dispositivo que selecionasse o comprimento de onda que incide sobre a amostra. pode-se utilizar um conjunto de fendas e lentes entre a lâmpada e o prisma. Depois do monocromador. P = 0 e T = 0. utilizam como fonte de luz uma lâmpada de tungstênio similar àquela utilizada na iluminação residencial. Um monocromador com prisma teria o seguinte esquema: Para intensificar e obter um feixe de luz branca. Desse modo pode-se separar uma faixa de comprimento de onda com maior seletividade que usando um filtro.apostila de espectrofotometria molecular gerasse um sinal elétrico proporcional à intensidade de luz percebida. Esse sinal elétrico seria repassado a um registrador qualquer (voltímetro.

As radiações que saem da solução foram dirigida para um anteparo branco.apresenta-se amarela. ( ) Menor custo na compra do equipamento. ( ) Permitir a leitura de transmitância só em função de P. ( ) tem um máximo de absorção na região amarela do espectro. ( ) é iluminada por luz azul. b) Ajustar o 100 % de transmitância.apostila de espectrofotometria molecular 5) Uma luz branca proveniente de uma fonte de radiação foi dispersa em seus comprimentos de onda e então todo o feixe foi dirigido para um frasco transparente contendo solução de sulfato de cobre amoniacal diluído (cor azul). c) Analisar uma solução com coloração verde. ( ) absorve muito a luz azul. o gráfico obtido será da forma: 0 Concentração . ( ) luz branca. ( ) Maior seletividade no comprimento de onda. 3) Uma solução de [FeCl4]. logo: ( ) não absorve luz visível.Complete o esquema com outros apetrechos e adaptações visando: a) Minimizar a perda do poder radiante. Como seria o gráfico experimental da transmitância dessas soluções versus a concentração de cada uma? Como a transmitância deve diminuir quando aumenta a concentração. ( ) Maior simplicidade. 4) Uma vantagem do espectrofotômetro sobre o fotocolorímetro é: ( ) Dispensar o uso de fenda para selecionar radiação. Observe o desenho e assinale a alternativa correta para aquilo que se observou no anteparo. ( ) uma faixa de luz amarela. ( ) uma faixa de luz azul. A LEI DE LAMBERT-BEER Suponha-se um aparelho que é capaz de medir a transmitância de uma amostra e que se encontram à disposição várias soluções-padrão da mesma substância. ) ausência de luz. 6)Por que se mede a intensidade do feixe com a amostra e sem a amostra? Qual a vantagem? Por que o feixe sem a amostra é medido com a cubeta só com o solvente? CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . ( ) todas as cores do arco ( íris. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . ( ) não interage com a luz branca.apostila de espectrofotometria molecular 5.

Tomando uma substância púrpura. o símbolo se modifica. A lei de Lambert-Beer nesse caso será escrita como: . 1 é o comprimento de onda de absorção máxima para a substância. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . Repetindo o gráfico A C para os comprimentos de onda 1. aplica-se o logaritmo do inverso (log 1/T). quando o caminho ótico é zero (ou a concentração é zero). Se b e C são os mesmos para cada reta. nas mesmas condições de análise. tem que ser diferente. a absorbância também é zero. 2 e 3. constrói-se o gráfico A (comprimento de onda). Agora pode-se definir claramente qual o significado da constante . Pode-se definir uma equação para a absorbância levando em conta essa dependência e o fato de que. Essa equação é da forma: Essa é a Lei de Lambert-Beer10. do solvente e do comprimento de onda. é a que melhor distingue entre duas concentrações muito próximas e que dá maior sinal para amostras diluídas. a absorbância depende da concentração e do caminho ótico. A unidade de é L/mol. sua intensidade máxima de absorção é no verde. O gráfico é da forma: Espectro de Absorção do KMnO4 Esse é o gráfico de varredura da amostra (pois "varre-se" todos os ). Como os valores são menores que 1. quando a concentração é expressa em mol/L (seria a absorbância por mol e por centímetro). que terá absorbância maior que 3 (apesar de termos 1< 2< 3 em nanômetros). e colocando-se as 3 retas no mesmo par de eixos. é uma propriedade daquela substância em relação ao meio em que está dissolvida e ao comprimento de onda usado. O gráfico resultante será: 10Os pesquisadores Lambert e Beer fizeram formulações independentes dessa lei. Duas concentrações próximas terão em 1 a maior diferença em absorbância. Ou seja. é chamada de absortividade molar. Claramente vê-se que 1 atende a esses requisitos. Então: Concentração log (1/T) Essa nova grandeza (log 1/T) é diretamente proporcional à concentração e é denominada absorbância (simbolizada por A).cm. onde (épsilon) é a constante de proporcionalidade. como o permanganato de potássio. vê-se que 1 terá sempre uma absorbância maior que 2. para que o valor de A se modifique.A relação experimental entre transmitância e concentração tem a forma de uma exponencial inversa.apostila de espectrofotometria molecular Qual a melhor reta para análise quantitativa? É a que fornece a melhor sensibilidade. Não depende do caminho ótico ou da concentração. passa a ser a. para não ter números negativos. basta aplicar o logaritmo. se a concentração é mantida constante e o caminho ótico (diâmetro da cubeta) b varia? Experimentalmente se obtém o gráfico: b A = log (1/T) CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental .apostila de espectrofotometria molecular Logo. chamada de absortividade específica (absorbância por grama e por centímetro). Como se comporta a absorbância. tipo de amostra) constantes. Quando a concentração é expressa em g/L. simbolizada como max. mantendo todas as outras variáveis (b. Para se ter o gráfico de uma reta. é uma constante que só depende da amostra. C. Para saber o significado dessa constante.

se dobrarmos o caminho ótico?_ 1. trabalhando-se com uma cubeta de 1. N NO2 N CH3 CH 3 CH(CH3)2B a) B é violeta e o filtro é amarelo.cubeta ( ) Concentra o feixe de radiação em um ponto 4. Se for impossível calcular. (nm) (L. Calcule a sua absorbância. A unidade de a é L/g. Se dobrarmos a sua concentração a nova transmitância nas mesmas condições será (deduzir a expressão): a-( ) Log 2T b-( ) 2T c-( ) 1/2 T d-( ) T2 e-( ) T1/2 5) Sabe-se que uma amostra absorve ¾ do poder radiante incidente num determinado comprimento de onda.cm. responda. o que aconteceria com: a) A absorbância.lâmpada de tungstênio ( ) Seleciona a luz branca em seus vários (nm) 2. matematicamente.0 20.mol-1cm-1) a massa molar (g. .prisma ( ) Transforma sinal luminoso em sinal elétrico 3.apostila de espectrofotometria molecular 3)Os valores da tabela abaixo são pertinentes a um determinado cromóforo. se reduzíssemos a concentração à terça parte?_ b) A transmitância. admitindo que o sistema segue a lei de Lambert-Beer.60 4) Uma solução colorida possui transmitância T sob determinadas condições espectrofotométricas.lente de focalização ( ) Suporte para a solução a ser analisada 6. Indique qual a cor da solução alcoólica de B e qual a cor do filtro ideal para sua determinação quantitativa.mol-1) (g/L) C (mol/L) b (cm) A %T 640 4000 40. assinale o quadro correspondente com um X. 1) Para uma concentração C de um cromóforo.detector ( fotocélula) 8.registrador ( ) Transforma o sinal luminoso em sinal elétrico 2) Correlacione a coluna da esquerda com a coluna da direita: 7.0 cm de diâmetro interno.lente de colimação CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental .0 1. se a concentração dobrar? _ c) A absorbância. leu- se um valor A de absorbância.0 168 1.5 0. b) B é violeta e o filtro é azul. Considerando experimentos isolados. Complete as lacunas em branco.5 x 10-5 50 500 2000 2.filtro ( ) Atua como fonte de radiação 5. 6) Sabe-se que o espectro de absorção do derivado nitrogenado B dissolvido em etanol tem max = 420 nm.A = abC Onde a concentração está expressa em g/L.5 x 10-5 2.

d) Valores da absorbância dos padrões forem maiores que 0. Sabendo que sua absortividade molar nesse comprimento de onda é de 1.0 mL. .150 g/L.cm. e) B é amarelo e o filtro é azul. b) Converter o sinal elétrico em um sinal gráfico. calcule o peso molecular da clorofila B. d) B é amarelo e o filtro é amarelo. ( ) proporcional à concentração do cromóforo e ao caminho ótico. 9)Analisando o comportamento espectrofotométrico de duas soluções de permanganato de potássio. a) Qual valor da transmitância e absorbância das duas soluções? b) Qual das duas tem maior concentração e quantas vezes mais? 10) Em espectrofotometria na região do visível deve-se operar com filtro cuja cor seja: ( ) igual a da solução colorida a ser analisada. ( ) complementar a da solução colorida a ser analisada. Preparouse uma solução padrão cuja concentração em fosfato era igual a 0.2 no max.0 cm. a sensibilidade é maior quando: a) As determinações da absorbância dos padrões e da amostra forem feitas no max. verificou-se que na primeira solução o valor de P foi três vezes menor que Po e a segunda solução teve um poder radiante emergente duas vezes menor que o da primeira solução. tem a função de: a) Transformar o poder radiante em sinal elétrico. uma solução com 1. sendo que um deles irá de encontro à amostra e o outro de encontro à referência. ( ) proporcional à intensidade luminosa da fonte.apostila de espectrofotometria molecular 8) O monocromador. 12) 50. Calcule a quantidade de fosfato na amostra original. d) Separar e selecionar a radiação policromática que vem da fonte luminosa no comprimento de onda desejado. e) A determinação da absorbância dos padrões e da amostra é feita no de transmitância máxima. considerando b = 1. a amostra no outro tubo e se observou tonalidades iguais quando a altura da amostra foi três vezes a altura do padrão. parte fundamental do espectrofotômetro. c) O analista visualizar algum indício de coloração na solução no max.68 10-3 g/L de clorofila B em etanol.63 105 L/mol. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . ( ) a que gere o menor valor para a absortividade do cromóforo.c) B é violeta e o filtro é branco. portanto.0 mL de água de caldeira reagiram com molibdato de amônio (redução a azul de molibdênio) e foram avolumados a 250. no mesmo aparelho. 1) A 452 nm. b) O gráfico for feito no max com a transmitância contra a concentração.7%. c) Dividir o poder radiante proveniente da fonte em dois feixes luminosos. e) Calibrar o 100% de transmitância na escala do registrador. apresentou transmitância igual a 49. 7) A sensibilidade na espectrofotometria é diretamente relacionada com a escolha do comprimento de onda. No sistema indicado ao lado (colorímetro Dubosq) adicionou-se o padrão num tubo.

0 A. para obter igualdade de coloração. um excesso de amônia foi adicionado para formar o cromóforo Cu(NH4)4+2 e a solução resultante diluída a um litro em b.0 mL de A foi misturada com 5 mL de cloridrato de hidroxilamina a 5%.0 m. excesso de amônia e diluída a 50. Uma alíquota de 2. Justifique. a profundidade foi ajustada para 16.361 numa célula de 1. diluída 50 vezes.mol-1Cm-1 no filtro C) Pode-se afirmar que a cor da solução analisada não é _(vermelha ou azul). A). A sua concentração em mmol/L é _. em seguida acrescentou-se 5 mL de cloridrato de hidroxilamina a 5%. as lacunas da tabela. Utilizou-se um micro-amperímetro para medir a corrente elétrica proveniente do sistema de detecção e cubeta com 20 m de caminho ótico. 10.200g de cobre metálico puro foram dissolvidos em ácido nítrico.0 mL de uma água de poço foram evaporados a 80ºC até restar 5 mL. Uma alíquota foi para um copo do colorímetro Dubosq até encher 10. D) Uma amostra. foi utilizado para a análise absorciométrica. O seu registrador estava defeituoso. Foram feitas avaliações do branco e dos padrões nos filtros vermelho e azul conforme a tabela abaixo: FILTRO VERMELHO FILTRO AZUL corrente % T ABS Corrente % T ABS Padrão 80.0 A Padrão A) Complete adequadamente. Uma amostra de 0. A absorbância de B a 510 nm foi 0.0 cm. 15) Um fotocolorímetro portátil com resposta linear ao poder radiante. 5 mL de o-fenantrolina a 5 %. 5 mL de o- fenantrolina a 5 %. Essa solução foi colocada no outro copo do colorímetro Dubosq e.apostila de espectrofotometria molecular 13) 0. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . 14) Uma solução padrão de ferro foi preparada com 350 mg de Fe(NH4)2(SO4)2. vermelho e L. o pH foi ajustado até 2 e a solução resultante foi avolumada a 50. Calcule a concentração de Fe em ppm na água do poço e a absortividade molar do complexo Fe o- fenantrolina. B).0 mL (sol. no filtro de maior sensibilidade. porém os demais componentes do aparelho estavam em boas condições. B) Considerando M do soluto = 200.mol-1Cm-1 no filtro azul.0 mL.apostila de espectrofotometria molecular .50 g foi tratada com ácido nítrico. a absortividade molar é _ L. A absorbância de C a 510 nm foi 0.248 numa célula de 1. o pH foi ajustado até 2 e a solução resultante foi avolumada a 10.CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental .6H2O e dissolvidos em 50.v.0 mL (sol C).0 cm.0 m. Calcule o teor de cobre na amostra.0 mL (sol. apresentou uma corrente de 100.

o composto que se quer analisar não é colorido. podem não ser reprodutíveis nos padrões. a leitura da amostra. Nem sempre é possível a leitura direta da amostra. e esses fatores podem afetar a absortividade da substância. O uso de vários padrões para se fazer uma curva de calibração diminui a possibilidade de erros grosseiros que poderiam acontecer com o uso de um só padrão. Ajustar o 0 (zero) %T com o feixe de luz totalmente obstruído. ou calcular pela equação. A absorbância da amostra desconhecida permitirá a obtenção da concentração desejada. a amostra pode estar diluída demais e fora da faixa ótima de leitura. o ajuste do 0 e do 100% tem que ser feito a cada comprimento de onda..apostila de espectrofotometria molecular as condições de pH. que servirá de base para a análise da amostra desconhecida: Curva de Calibração A x Conc (ppm Mn) = 525 nm b = 10 m De posse do gráfico (ou da equação da reta calculada a partir dos pontos experimentais) pode-se fazer. Calculando as absorbâncias. isto é. Para diminuir o erro. que é o melhor comprimento de onda para proceder a análise. por várias razões: a amostra pode conter mais de um cromóforo (substância que absorve luz). 1 Esse último procedimento permite escolher o max. agentes complexantes. Contornar esses e outros fatores exige o emprego de técnicas que serão estudadas adiante. pois a fonte de luz não é bem estabilizada. basta dividir o coeficiente angular pelo valor de b. Fazer a varredura da solução da substância em questão11. A CURVA DE CALIBRAÇÃO EM ESPECTROFOTOMETRIA Procedimento para calibrar aparelhos para análise em espectrofotometria: Primeiramente ajustar o 100 %T do aparelho com a cubeta contendo somente o solvente utilizado (normalmente água). A curva de calibração permite também o cálculo de ou a para o comprimento de onda utilizado. solventes. Essa varredura consiste em ler a transmitância a cada comprimento de onda selecionado. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . Para calcular ou a. Como existem muitos métodos . Em várias análises. Nos aparelhos de feixe simples mais antigos. não absorve no visível. muitas vezes o branco da amostra não é simplesmente o solvente. constrói-se o gráfico de A C.6. pois b (ou ab) é coeficiente angular da reta de calibração. Com o comprimento de onda escolhido. fazem-se as medidas de transmitância de uma série de padrões da substância. etc. por interpolação.

v. tratada com agente oxidante para que o manganês fosse à permanganato e diluída à 50.0 0.6 1. 28. Quando terminou.0 mL com água destilada. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental .53 g de aço foi dissolvida em 20 mL de HNO3 1:3.108 10. Faça o gráfico da curva de calibração do manganês e determine a absortividade do permanganato e o teor de manganês no aço.0 0.0 0. b)O aparelho usado para medir o max foi um espectrofotômetro ou um fotocolorímetro? Explique.0 mL de cada b. pode.032 5. preparou uma série de padrões e.0 mL. e avolumou novamente a 10. utilizando o max.50 10-5 31.se escolher um outro comprimento de onda que tenha boa sensibilidade (alto valor de ) mas que não sofra a interferência do componente colorido. 2)Um analista analisou algumas amostras de uma substância que absorve na luz visível.544 35. e é importante distinguir que muitas vezes o cromóforo não é o analito.0 10-5 25. utilizou reagentes que desenvolviam cor e avolumou em b.50 10-5 50. lida nas mesma condições dos padrões.0 mL com água destilada. no caso.3 Sabe-se que para cada amostra ele tomou alíquotas de 10.5 %T e 52. O composto que absorve luz é chamado de cromóforo.0 10-5 62. A transmitância. . Outras técnicas para driblar esse problema serão mostradas adiante.sensíveis e específicos para desenvolver cor em vários tipos de analitos. O branco. de 10.0 mL.4%T.216 20. avaliou que as amostras estavam mais escuras que os padrões. As leituras das amostras foram de 45.754 Uma amostra de 2. como já foi dito.4 25.0 0.0 %T.014 2. muitas vezes a amostra tem algum componente colorido que interfere na análise. Fez uma série de medidas que lhe permitiram obter o max daquela substância.0 0. Com isso. e sim um composto derivado dele. pelo espectro de varredura.v. a cor é desenvolvida na amostra para o analito que se quer medir. fornecendo os seguintes resultados na tabela ao lado: C (ppm de Mn) Absorbância 1. a)Construa o gráfico e ache as concentrações das amostras nas soluções de origem. O espectro de varredura é importante. Nesse caso.3 3.2%.0 0. 2.6 2.0 mL. qualquer outro componente da amostra que possa ter alguma absorbância é descontado no branco. menos aquela que dá cor ao analito. pode ser a própria amostra com todas as etapas do tratamento. tomou alíquotas de 25. pois. foi de 5. em espectrofotômetro a 525 nm.0 2.apostila de espectrofotometria molecular 1)Determinou-se a absorbância de uma série de padrões de permanganato de potássio. obteve os resultados ao lado: C (mol/L) %T 1.0 10-5 40.0 0.0 mL dessa solução foram avolumados a 50.

048 g de uma amostra de presunto foi cortada. c) Qual o aparelho com maior sensibilidade para essa análise? Justifique.apostila de espectrofotometria molecular 3)Para analisar o conteúdo de nitrito.105 0. utilizando cubetas com o mesmo b. acrescentando-se 10 mL do reagente colorimétrico e avolumando com água em b.0 51. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . pipetando 10.0 36.0 cm (calcule pelo gráfico)? CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental .530 0. O filtrado foi avolumado a 10. Leu-se.0 8.0 mL. Fez-se nova diluição. uma massa de 20.2 5. qual o filtro escolhido? 4)Um analista testou dois fotocolorímetros preparando padrões de KMnO4.0 V (mL) de NaNO2 T (%) a) Qual é o teor de nitrito na amostra original? b) Qual seria o melhor branco para a leitura da amostra? c) Se a análise fosse efetuada em um fotômetro de filtro. foram feitos padrões retirando-se alíquotas com uma bureta. no aparelho de maior sensibilidade.0 0.0 mL da solução e diluiu-se a 50.380.315 25.4 8.0 0. pipetou-se 25.50 cm).0 10-4 mol/L.235 20. Sendo assim.450 g/L. e) Explique por que as absortividades foram diferentes em cada aparelho. então uma transmitância de 65.405 a) Faça um gráfico que contenha as duas curvas de calibração. Novamente a transmitância apresentou-se pequena.207 0. mas a solução apresentou transmitância pequena. reagisse e formasse o composto colorido.v. 1.0 0.0 0. de um indicador submetido a diversos valores de pH. se o analista medisse fora do max? Porquê? d)Qual o da substância em questão. realizadas num espectrofotômetro.0 0. Os resultados estão na tabela ao lado: ppm de Mn A (aparelho 1) A (aparelho 2) 5.0 mL dessa última solução e diluindo-se a 50.425 0.0 mL.310 0. moída.0 mL. De uma solução estoque de NaNO2 a 0.c)O que aconteceria com a transmitância.0 10.apostila de espectrofotometria molecular 5)O gráfico e a tabela abaixo correspondem às varreduras de soluções 4.080 10.0 mL.0 16. calcule a sua concentração em mol/L e a leitura de transmitância que essa solução apresentaria no aparelho de menor sensibilidade.8 14. d) Sabendo que a absorbância de uma amostra foi de 0. sabendo que b = 1. b) Calcule as absortividades molar e específica de cada aparelho (b = 1.165 15. de 50. Fez a leitura das absorbâncias em cada aparelho. tratada e filtrada quantitativamente para que o nitrito fosse extraído.8%. .0 28. Os dados estão na tabela ao lado.

etc.so rb ân cia (nm) pH Espectro do Indicador a Diferentes pH's a) Determine o valor do máximo de absorção em cada curva. os efeitos dos constituintes não desejados. Deve-se medir a absorbância da amostra antes e após a adição do padrão. O MÉTODO DE ADIÇÃO-PADRÃO EM ABSORCIOMETRIA O método de adição-padrão consiste na adição de uma determinada quantidade de padrão à amostra. As separações do tipo líquido-líquido (extração por solventes.0 cm. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . Um constituinte indesejável pode interferir. c) Qual a zona de viragem do indicador? Qual a cor provável de cada uma das formas? d) Explique por que não é possível realizar esse experimento num fotocolorímetro. b) Calcule o max de cada uma das formas do indicador. Há uma variedade de técnicas para eliminar. sabendo que b = 1. a não obtenção da absorbância teórica. ou com os vários reagentes empregados na determinação. O efeito dos interferentes é praticamente o mesmo nas soluções de amostra e de amostra mais padrões. quer devido às suas próprias propriedade óticas. etc. quer por sofrer interações com o cromóforo a ser analisado. o que nem sempre é possível quando a amostra é muito complexa. por .) são ainda muito utilizadas. pode-se minimizar a ação de interferentes contidos na amostra. ou minimizar. nas mesmas condições espectrofotométricas. O reconhecimento e a eliminação de interferentes numa análise é grandemente facilitado quando se tem conhecimento da natureza dos componentes presentes na solução em análise. Desse modo. Manifestações dessa natureza podem acarretar o desaparecimento da cor.apostila de espectrofotometria molecular 7. absorção em coluna.

a absorbância lida após a adição do padrão será. pois pode ser feito in loco. Com essa técnica. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . podem ocorrer perdas no processo. dilui-se ao mesmo volume final (VT) e mede-se a absorbância. Onde Cp é a concentração do padrão e (CxVx + CpVp)/VT é a nova concentração da solução. toma-se outra alíquota de amostra de mesmo volume (Vx). Onde Cx é a concentração da amostra e CxVx/VT é a nova concentração após a diluição. necessariamente. maior do que a absorbância antes da adição. Em seguida. toma-se uma alíquota conhecida (Vx) de amostra e faz-se uma diluição a um certo volume final (VT) e mede-se a absorbância. Para fazer a adição padrão.representarem processos simples e rápidos de análise. A conversão química do interferente numa espécie oticamente inerte é um método geralmente preferido à separação física. A absorbância da solução também com a adição do padrão é expressa por Ab CV C V x p p T .apostila de espectrofotometria molecular A absorbância da solução de amostra diluída é expressa pela relação Ab CV Vo T . adiciona-se um certo volume de padrão (Vp). A técnica de adição-padrão é uma técnica instrumental muito utilizada pela rapidez e simplicidade de análise e por dispensar toda essa série de procedimentos de eliminação de interferentes que seriam dispendiosos em tempo e dinheiro. Reações de oxirredução e complexação são comumente efetuadas para sistemas inorgânicos. ao passo que reações de oxirredução e condensação são freqüentemente aplicadas a sistemas orgânicos. No entanto. A separação física do constituinte desejado daqueles que interferem nem sempre é tão satisfatória na prática como na teoria. devido às fontes de erros e desperdícios de tempo nos processos. Essa última equação pode ser desdobrada em dois termos: Ab CVV b VxxT p T p .

1)Para determinar a concentração de ferro em sistemas aquáticos. teremos uma reta em que o coeficiente angular b CVpT permite o cálculo de b. exatamente 0. pode-se utilizar uma adição única de padrão e fazer o cálculo com os valores obtidos antes e após a adição.apostila de espectrofotometria molecular Uma outra maneira de fazer esse mesmo cálculo é dividir o coeficiente linear pelo coeficiente angular. Esse problema também pode ser resolvido de maneira gráfica. Um número menor de soluções preparadas com a amostra pode ser desejável. que. por meio do desenvolvimento de cor com o tiocianato: Análise de Fe (I) por Adição-Padrão em Espectrofotometria Vp (mL) A CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . o que operacionalmente é mais simples.12 Esse método se torna mais preciso quanto maior o número de soluções utilizadas para análise. Quando não se quer tanta precisão. Deixamos também a dedução matemática desses dois casos para o estudante13. desde que .0. completando a seguir os volumes a 50.0 e 20. Vx e VT sejam sempre os mesmos. já que Cp e VT são conhecidos. b. 5. Se medirmos várias soluções. prolongando-se a reta e achando o Vp negativo em que a absorbância cairia a zero (técnica da extrapolação). a expressão que multiplica Vp também é uma constante.O primeiro termo da equação é o termo que aparece na equação da absorbância antes da adição do padrão e é uma constante para qualquer Vp. O cálculo utilizando esse modo de resolução é deixado como exercício. 15. respectivamente. calculando pelas expressões anteriores.0 mL de uma solução-padrão contendo 10. Também se pode fazer a adição sem respeitar o volume constante. Substituindo. equivale a CxVx/Cp. pode-se achar o valor de Cx. com diferentes adições de padrão. O coeficiente linear bCVVxxT contém a concentração procurada (Cx) e os outros termos são conhecidos.0. quando a quantidade de amostra é pequena. No segundo termo.0 mL com água deionizada e .se os valores de Vx e Cp. um analista tomou cinco alíquotas de 10. Esses dois métodos (adição múltipla e adição única) se prestam principalmente a análises de apenas um cromóforo em solução. 10. e fizermos um gráfico de A Vp. A seguir temos um exemplo de uma curva de adição-padrão para a análise de Fe (I) em água.0 mL de água de um lago e adicionou a cada uma delas.0 ppm de Fe+3.

0 cm de diâmetro interno e capacidade até 5 mL.excesso de SCN-.375. A amostra foi então diluída a 10.009. e o resíduo inorgânico foi tratado convenientemente.10 mL de solução padrão contendo 5. diluindo a 10. Observe que não houve diluição a um volume final. aos quais se adicionou 4. a absorbância foi de 0. Adicionou-se. Uma amostra representativa de semente. de modo a formar o complexo [FeSCN]+2 (vermelho). A uma segunda alíquota de 2.50.0 cm.0 mL com água destilada. Pede-se: a) A equação da curva de adição padrão e a concentração de ferro na amostra original. 3)2.0 x 10-4 mol/L de um corante foram transferidos para uma célula de absorção com 2.0 mL de urina são analisados para obter o teor de fosfato.0 mL. medindo sua absorbância a 70 nm e obtendo um valor de 0. Qual a absorbância lida? .0 mL de uma solução-padrão do complexo com concentração de 15. adicionando-se reagentes que desenvolvem cor.506 a 700 nm. A absorbância encontrada para essa nova solução foi de 0.0 mL de amostra.0 mg/mL de Pb foi adicionada a 50. a qual continha chumbo. as absorbâncias medidas para as cinco soluções foram. 12 Nos exercícios após este tópico existem casos que podem ser resolvidos desta maneira. e a absorbância foi 0.0 mL. algumas sementes foram colhidas ao longo de estradas onde ficaram expostas aos gases emitidos por motores movidos à gasolina. solução de o-toluidina a 10%.240. 0. Em um determinado comprimento de onda. diluiu-se a 25.0 x 10-4 mol/L do corante foram misturados com a solução que estava na cubeta e homogeneizou-se a solução resultante. 1.610.0 mL iniciais. A absorbância para essa solução foi 0. a absortividade molar do complexo no comprimento de onda. então. respectivamente. pesando 6.0 ppm de glicose e também diluiu-se a 10. 0. Foram retirados mais 2. 4)Para a determinação de glicose no sangue. Calcule o teor de Pb no material em g/g (ppm).0 mL.0 mL são adicionados 5. 13 Os exercícios 7 e 8 obrigatoriamente têm que ser resolvidos desta última forma.0 mg/L de fosfato. obtendo-se o complexo de coloração verde. A absorbância da solução no max foi 0.0 mL.0 mL da solução de amostra.0 mL dos 25. 0. Uma alíquota da solução foi lida a 283 nm. a) Qual o melhor filtro para medir a absorbância dessa amostra em fotocolorímetro? b) Qual a concentração em mg% de glicose na amostra de sangue? 5)2.0 mL.125. Depois do desenvolvimento de cor e diluição a 10.0 mL de uma solução 2. Calcular a concentração de fosfato na amostra em mg/L. segundo a reação: NH 2 CH 3 2. A absorbância lida para a solução diluída foi 0.0 mL de uma solução padrão de fosfato contendo 45. mas o volume de adição é desprezível comparado ao volume de amostra. Em seguida 2. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental .621. 0.apostila de espectrofotometria molecular Após isto.250g. 2)Como parte da investigação de chumbo em ecossistemas biológicos.0 mL de uma solução 3. 0. b) Sabendo-se que b = 1.470.0 mL dessa última solução foram tomados e avolumados a 10.180.437. foi incinerada para destruir a matéria orgânica.809. foram adequadamente tratados 5.

quando se escolhe um max.08 g da amostra de salame foram tratados convenientemente e diluídos até 250.0 mL contendo outra amostra e obtiveram-se as mesmas leituras de absorbância. deverá corresponder a um dos cromóforos e o(s) outro(s) provavelmente não estará(ão) na região de absorbância máxima. no max de x existe uma contribuição de y e no max de y existe uma contribuição de x.8 5. 5. pois a absorbância nesse corresponde não só ao CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . mas também a absorbância do(s) outro(s) em solução. Novamente a variação de volume não é desprezível.8 0 53. Após o preparo das soluções. seguido de diluição a 50. 1. ANÁLISE DE MISTURA DE CROMÓFOROS Esse método é aplicado quando se quer analisar dois ou mais cromóforos em solução simultaneamente e. enquanto nos demais. Ao primeiro balão volumétrico.apostila de espectrofotometria molecular cromóforo em questão. 3.0 mL de um reagente colorimétrico adequado a fim de formar o cromóforo e completou-se com água destilada. 8)No exercício 4. Nesse caso.0 mL da solução amostra e do regente colorimétrico. Expresse em ppm ponderal.0 mL da amostra fossem adicionados 20. obtendo-se os resultados ao lado: T (%) V (mL) 61.0.0 39. Cinco alíquotas de 10.0 mL foram transferidas. foram adicionados respectivamente.0 mL.0 mL. 8. além dos 10.6 1. b) Calcule a transmitância.6 8. os espectros possuem regiões de superposição. A seguir apresenta-se os espectros de dois cromóforos denominados x e y. Mas isso gera uma imprecisão na medida.0 e 8. Então.0 mL de uma solução padrão de nitrito a 2. o que é a situação mais comum.0 ppm e só então o volume final foi ajustado a 10.0 a) Construa a curva de calibração A x Vp e determine o teor de nitrito no salame a partir do gráfico extrapolando até o Vp em que a absorbância é zero. considere que os 4. os espectros de absorção desses cromóforos podem se sobrepor numa dada extensão de comprimento de onda.0 mL de padrão foram adicionados diretamente nos 10. 7)Considere no exercício 3 que 5.0 mL de padrão foram acrescentados a 50.0 ppm.0 29.0 mL da solução padrão a 2. Gráfico de uma Mistura de Cromóforos cromóforo X cromóforo Y absorbância total Como podemos ver.apostila de espectrofotometria molecular 6)Para a análise de nitrito no salame. misturados numa dada concentração Cx e Cy. se na alíquota de 10. procedeu-se a determinação a 435 nm. Calcule a concentração de glicose. em cada : .0 18. adicionou-se 5. a análise dessa amostra em apenas um comprimento de onda. Nesse caso a variação de volume não é desprezível.0 3.0. Calcule a concentração de fosfato.0 mL da solução de outra amostra e foram obtidas as mesmas leituras. 10.0 mL.0 mL.CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . cada uma para balões volumétricos de 10. Se na solução de amostra existe mais de um cromóforo.

0 Abs Espectro de absorção .2 (incolor) .5 x 103 a 620 nm. onde cada um deles tem a maior sensibilidade.0 Abs CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . 14Esse tipo de análise tem limitações: a amostra tem que ter todos os cromóforos determinados.10. 8. max 553 nm) Faixa de pH (zona de viragem) De acordo com a faixa de pH da fenolftaleína.0 Abs Espectro de absorção . Considere que a concentração nominal da fenolftaleina em todos os casos é de 4.apostila de espectrofotometria molecular 2)Os complexos de cobalto e níquel com 2. x será o max do composto x.0 x 10-3 mg/mL . Fica como exercício para o estudante o desenvolvimento de um sistema para três cromóforos14.5 x 104 L mol-1 cm-1 a 553 nm.0 Ab s Espectro de absorção . o caminho ótico é de 2. a absortividade molar da espécie I é 3.0 (vermelho. a contribuição de cada um deles para a absorbância total em cada comprimento de onda será: x e xy são as absortividades de x e y no x. onde pode-se calcular as duas concentrações.Atotal = Ax + Ay Escolhe-se os max de cada um dos compostos. Pela lei de Lambert. as únicas incógnitas das equações são Cx e Cy.pH 10.pH 9.0 x 102 a 480 nm e 1. faça um esboço dos espectros de absorção da fenolftaleína nas condições de pH estabelecidas nos gráficos abaixo.0 cm e M da fenolftaleína é 318 g/mol. e y o do max do composto y. com o conhecido em cada necessário e a incerteza na determinação de um cromóforo aumenta com o aumento do número de cromóforos. e yx e y são as absortividades de x e y no y.apostila de espectrofotometria molecular EXERCÍCIOS 1) A figura abaixo ilustra as espécies da fenolftaleína em função do pH. Se os são conhecidos em cada (podem ser obtidos medindo-se padrões de cada cromóforo) e o b também.3-quinoxalineditiol têm as absortividades tabeladas: . CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental .Beer. 7.pH 8. Espectro de absorção . Tem-se então um sistema de equações do primeiro grau de fácil resolução.pH 1.

agentes mascarantes adicionados para evitar interferências de outros complexos. Calcule as porcentagens de Cr e Mn no aço. Calcule a porcentagem em peso do Co e do Ni no solo.405 a 656 nm em cubeta de 1.cm) Eu (L/mol.cm para o Cr2O7-2 e MnO4.52 103 L/mol cm 1.108 a 440 nm e 1.24 103 L/mol cm Ni 5. e tratado com persulfato e periodato para oxidar o Mn a MnO4. 3)A salicilaldoxima forma em clorofórmio complexos com Ni+2 e Co+2. desvios químicos e desvios causados pela instrumentação: . 5)A tabela ao lado fornece as absortividades molares em mol/L. DESVIOS DA LEI DE LAMBERT-BEER A lei de Lambert-Beer nem sempre é válida. HNO3 e H3PO4.46 0.64 104 L/mol cm 1. A absorbância é 0.e o Cr a Cr2O7-2. A solução final é diluída a 10.0 cm. Os desvios encontrados são classificados em desvios por limitação da lei.0 g de uma amostra de aço é dissolvido numa mistura de H2SO4.091 a 50 nm e 0.0 Dy (L/mol.206 a 394 nm e 0.201 a 908 nm numa cubeta de 5.cm) Se uma solução contendo esses íons tem uma absorbância de 0. a cor desenvolvida com adição de 2.50 306 908 nm 2. 4) Íons de terras raras têm picos de absorção finos e 394 nm 0.3- quinoxalineditiol e o volume final é levado a 10. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental .em dois comprimentos de onda: Cr2O7-2 369 1 MnO4.615 a 400 nm. calcule as concentrações desses íons.0 cm.517 a 510 nm e 0. calcule as concentrações de Ni+2 e Co+2. Os de cada um deles nos max são: Ni 10 L/mol cm 5.75 104 L/mol cm 250.0 cm apresenta absorbâncias de 0.0 mL e a absorbância é 0.0 mg de amostra de um solo perto de uma indústria de processamento de metal são dissolvidos.510 nm 656nm Co 3.0 cm.0 mL.apostila de espectrofotometria molecular 9.296 a 545 nm em cubeta de 1.0 103 L/mol cm 500 nm 400 nm Se uma solução numa cubeta de 1.0 103 L/mol cm Co 100 L/mol cm 5.95 2350 440 nm 545 nm 1.

cujo valor de absorbância caiu fora dos limites dos valores de absorbância dos padrões. Além da concentração analítica. a concentração real da espécie absorvente também será ditada por K. A faixa de trabalho normal dos métodos espectrofotométricos vai de 10-2 mol/L a 10-7 mol/L. ainda pode-se trabalhar com a curva de calibração. baixa) em que a espécie absorvente é o reagentes ou o produto em reações de complexação. constante de equilíbrio. embora ela não seja uma reta. a) A substância absorvente é a forma não-dissociada de um ácido fraco. Se K favorece o cromóforo nas concentrações analíticas mais altas. apresentam desvios negativos facilmente. Em soluções concentradas do analito ou outros solutos. b) A entidade absorvente é o cátion em equilíbrio com a base fraca. desde que o valor de (que dá a sensibilidade do cromóforo naquele comprimento de onda) e a sensibilidade do aparelho que mede a absorção permitam. O comportamento da curva pode ser mostrado no gráfico a seguir: CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . O . Como parte dessa luz terá diferente do max. medido em um colorímetro fotoelétrico com o filtro apropriado. Esses efeitos geralmente ocorrem em concentrações maiores que 0. é função do índice de refração. Outro fator de desvio de instrumentação é a luz espalhada internamente no aparelho por qualquer superfície refletora. pela mistura de comprimentos de onda que absorvem menos que o max. preveja em qual a Lei de Beer mostrará um desvio aparente negativo. É muito importante conhecer em que faixa de concentração ocorre um desvio significativo da lei de Beer. com várias exceções. o desvio é sempre negativo. as interações soluto-soluto alteram a estrutura do analito e também modificam sua absortividade. Os desvios químicos ocorrem por reações não-completas (K. Essa é mais uma das razões por que nunca se deve extrapolar os resultados de uma curva de calibração para calcular a concentração de uma amostra. o desvio é negativo. Ao contrário. Os desvios são positivos ou negativos conforme as alterações aumentem ou diminuam a absortividade. por exemplo. Filtros. c) Um metal está sendo determinado através de um reagente que desenvolve cor. No mesmo sistema é . um desvio positivo ou praticamente nenhum. Nos desvios causados pela instrumentação. o desvio é positivo. equilíbrio ácido-base e formação de dímeros. Esse efeito é maior se medirmos fora do max. uma das soluções mais comuns é diluir mais a amostra. Ao ocorrer um desvio da lei de Beer. por abrangerem faixas largas de comprimento de onda. 1)Para cada uma das seguintes situações. se K favorece o cromóforo nas concentrações mais baixas. onde a diferença de absortividade entre os vários é maior.Os desvios por limitação da lei são aqueles em que as interações do analito com o solvente e demais solutos variam com o aumento da concentração.apostila de espectrofotometria molecular Desvios da Lei de Beer Concentração so r b ân ci a Desvio Positivo Desvio Negativo Como desvios da lei de Beer normalmente ocorrem em concentrações mais altas. há que se lembrar que a lei de Beer é aplicável para luz monocromática. alterando o .01 mol/L das espécies presentes na amostra. para que a análise ocorra na faixa linear da curva. Outro fator da instrumentação que pode causar desvios aparentes da lei de Beer é a mudança de sensibilidade do detector com o tempo. Cubetas sujas e não uniformes também afetam os resultados. O índice de refração sofre grandes variações em soluções muito concentradas.

.G.D.N. 1983.. G. et alii. 2a edição. no preparo das soluções padrões.R. tradução de Peris.I. E.French. Lisboa. Barcelona. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . 1.e) maior seletividade no . West. L. Dean. J. Fundação Calouste Gulbenkian. W.C. Gonçalves. L.. Fundamentals of Analytical Chemistry.. Modern Methods of Chemical Analysis. J. H. Harcout Brace Jovanovitch. tradução de Horácio Macedo.. Ostrovskaya. John Wiley & Sons. 2. D. Rio de Janeiro. 2a edição. Jeffrey.. L.apostila de espectrofotometria molecular M+n + L (ML)+n 2)Preparou-se uma solução de um complexo que apresenta o seguinte equilíbrio: sendo o complexo ML o cromóforo do sistema.1992).D. J. 1994. Moscou. Guanabara Koogan.preto. Que tipo de Desvio da Lei de Beer deve ocorrer. (c. CEFET QUÍMICA RJ – Análise Instrumental . A. 3)Em uma análise espectrofotométrica na região do ultravioleta de uma amostra gasosa. Lisboa. preto. F. 1984.. Ostrovski. Pecsok. Essa substância encontra-se no seguinte equilíbrio: 2 NO2 N2O4 A absorbância não varia linearmente com a concentração analítica do NO2. Fundação Calouste Gulbenkian.A.. entre os dez examinados. a absorbância não aumenta proporcionalmente. 10. 5a edição.H. R. John Wiley & Sons. de la R. L.adicionada uma quantidade igual e insuficiente do reagente para reagir completamente com três padrões mais concentrados. se.a) espelhos.A.. Saunders College Publishing. Inc. 4. 1979.. 6. Editorial Reverté.Análise Química Quantitativa. 5. 2. Kennedy. A. Ma de L. Vogel . 1979. para maiores concentrações do M+n a quantidade de ligante L adicionada não é suficiente ? Esboce o gráfico e justifique. 7a edição. Optical Methods of Analysis. Merrit Jr. Inc. Yu.. Rio de Janeiro..... BIBLIOGRAFIA 1.apostila de espectrofotometria molecular Item D: 1. 1995. tradução de Rodriguez. Skoog. Flórida.V. 7. Christian. verificou. D. Ohlweiler. 4. b)fendas.. 8. Técnica y Práctica de Espectroscopia.A. Willard. 1968. Análise Instrumental.. A análise media a concentração de NO2 em uma amostra de ar. 5. Fundamentos da Análise Instrumental. 1972. Holler..P.. O. J. 3. Analytical Chemistry.d) uma faixa de luz azul .J. Vibraciones y Ondas.b) absorve muito a luz azul. 9.M. G.. Com o incremento da concentração. Analytical Chemistry-Principles. 1982.. Editorial Mir.H. 5a edição.T. & Pacheco. G.se um desvio da Lei de Beer. c) filtro vermelho. . Seitz.Meehan. Zaidel. Métodos Instrumentais para Análise de Soluções. 3. preto.J. Nova Iorque. Justifique por que ocorre esse desvio e mostre graficamente como se observa o mesmo..L. & Shields.

7 c.6 x 10-2 mol/L. 30%T e 0.35 mg % 5.0 Lmol-1cm-1 Item F: 1.602... 7.(d) 9.a) 0.95 g/g b) T = 0.0 g/mL).Item E: 1.053% CCo = 9.3.625 6.12. 5. 7.6 A.26 ABS Padrão 2 – 43.mol-1cm-1.X. teor de Ni = 0.C = 0. 3.(x) B é amarelo e o filtro é azul (para = 450nm). 94%T e 0.a) Filtro vermelho Branco 100%T e 0 ABS Padrão 1 – 5%T e 0. c) negativo. 10.920 L. 5- c) pH = 3 = 10.780 3 % A = 0.0147% c) verde 4. 3.52 ABS Filtro azul Branco 100%T e 0 ABS Padrão 1 – 73.4.a) negativo.negativo .CDy = 1. Item I: 1.(b) complementar 1.686 mg/L.a) 16. d) c = 3.5 A.10% 7.(a) 8. 2. 4.Teor de Co = 0.5% 14.97 g/g (considerando Cp = 5.a) 15.23 x 10-4 mol/L. 1. b) positivo. 13.a) gráfico b) espectrofotômetro c) transmitância seria maior b) água + + .a = 2 L/g. 3.481 b) c= 1.25 g/L.025%.a) A / 3 b) T2 ou 10-2A c) 2 A.700 L.(x) T2. 2. d) = 19.322 mg/L 4. 5.negativo 3.32 x 10-5 mol/L. 15.0.A = 0.. 7.A = 0.cm teor de Mn = 0.M = 902 ou 912 12.6% A = 0. 6. 3. T = 52%.b) 50. 2.59% 2.053 ABS b) filtro vermelho =52.C0 = 270 mg/L Item H: 2.mol-1cm-1.026 ABS Padrão 2 –8%T e 0.a) gráfico c) aparelho 1.