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UNIP – Universidade Paulista

Engenharia Ciclo Básico

Orientações

“Atividades Práticas
Supervisionadas”

1º/2º Semestres

2018/2

APS – 1º/2º SEMESTRES – ENGENHARIA CICLO BÁSICO “CONSTRUÇÃO DE UM CANHÃO DE MOLA” 1 – Objetivo Consiste em projetar e construir um canhão de mola que seja capaz de lançar uma esfera de vidro (bola de gude). em técnicas de lançamento de cargas por aviões (exemplo: missões humanitárias que desejam entregar mantimentos). 3. Um integrante (líder) de cada grupo ficará responsável pela formação do grupo no site e postagem do trabalho. No dia da apresentação serão realizados três lançamentos distintos.Base teórica 3. cada um projeção deverá utilizar uma inclinação (ângulos) distinta das anteriores. Neste tipo de movimento. este será considerado como sucesso. 2 . se o projétil atingir o alvo. no qual está sujeita a aceleração da gravidade e outro horizontal .1 Lançamento de projéteis (lançamento oblíquo) O lançamento de projéteis é estudado no ramo da física chamado mecânica. que estará distante da base do canhão em 5 metros e o diâmetro do alvo será de 65 centimetros. admitimos que o objeto pode ser considerado como uma partícula pois suas dimensões são muito menores do que as distâncias percorridas. Através dos conceitos cinemáticos do movimento. Este tipo de estudo ou situação é muito usual em técnicas de guerra.FORMAÇÃO DE GRUPOS Os grupos deverão ser formados por no máximo 10 (dez) alunos. Um vertical. entendemos que a partícula que se move em lançamento oblíquo descreve dois movimentos indepedentes.

A figura 1.sen θ Durante o movimento bidimensional. ou seja a velocidade é constante. .no qual a aceleração é nula. Figura 1 – Composição vetorial da velocidade inicial V0 V0  V0x ˆi  V0y ˆj As componentes V0x e V0y podem ser calculadas se conhecermos o ângulo (ϴ) de inclinação entre V0 e o semi-eixo X positivo: V0x = V0 . O projétil não possui aceleração horizontal. o vetor posição e a velocidade de lançamento do projétil mudam continuamente.cos θ V0y = V0 . mostra a composição vetorial da velocidade inicial V0. mas o vetor aceleração é constante e sempre dirigido verticalmente para baixo.

Movimento vertical O movimento vertical é um movimento uniformemente variado (MUV). substituindo a aceleração (a) pela aceleração da gravidade (g).t 3.81m/s2).3 . Ou seja. Figura 2 – Trajetória do projétil da origem uma distância R.2 . temos: Sx = S0x + V0cos θ. o deslocamento horizontal do projétil em relação à posição inicial. Sx – S0x.Movimento horizontal Como não existe aceleração na direção horizontal. O mais importante é que a aceleração atuante é a da gravidade que é constante (aproximadamente 9. a componente horizontal V x da velocidade de um projétil permanece inalterada e igual ao seu valor inicial V0x durante toda a trajetória. é dado por: Sx  S0x  V0x .t Como V0x = V0 . Em qualquer instante t. o movimento em x é uniforme (MU). A partícula descreve uma situação de queda livre. temos a equação da posição em y em função do tempo: . 3. Utilizando as equações da cinemática aplicadas ao MUV.cos θ .

t Aplicando a equação auxiliar do MUV conhecida como equação de Torricelli.4 – Equação da trajetória A trajetória de deslocamento da partícula pode ser determinar pela dedução das equações da cinemática.t Vy  V0 . temos: Vy2 = V0y2 . devido à orientação que aponta para baixo. em que fica determinada por: g.sen θ) 2 .t 2 2 1 Sy  Soy  (V0 .2g.sen θ  g.5 – Alcance horizontal (R) Por dedução nas equações da cinemática.t  g.S2x Sy = (tanθ0 ).sen θ).ΔSy Vy2 = (V0 . podemos determinar que a distância de alcance (R) é dada pela equação a seguir: . 1 Sy  Soy  Voy .cosθ0 )2 3.2g.t 2 2 Na equação da velocidade em função do tempo. temos: Vy  V0y  g.ΔSy Notar o sinal negativo na aceleração da gravidade.Sx - 2(V0 . 3.t  g.

O tubo do canhão pode ser construído com tubo de PVC e deverá contar com dispositivo que permita a mudança de ângulo do mesmo. . podem ser feitos furos transversais (quantos forem necessários) de forma que nestes será colocado um prego que manterá a compressão da mola. sobre uma base de madeira. A figura 3 mostra um esquema geral da montagem do canhão.sen 2θ0 g 4 . Figura 3 – Esquema geral da montagem do canhão de mola. Para aumentar ou diminuir a compressão da mola que lançará a esfera. O lançamento da esfera se dará pela simples retirada do prego que libera a energia potencial elástica armazenada na mola.Sugestões para a construção do protótipo O canhão poderá ser construído de forma bem simples. V02 R= .

0 Primeiro disparo (acerto no alvo) 1.NORMAS DE CONSTRUÇÃO Na construção do canhão de mola deverão ser considerados os seguintes itens: . 6. . ATENÇÃO: caso o protótipo não atenda as normas de construção será atribuído zero em todos os critérios de avaliação.Base em formato de quadrilátero ou circular .Altura máxima da base de sustentação do tubo de projetil: 0. os professores avaliadores escolherão integrantes do grupo para serem avaliados oralmente sobre a elaboração e construção do projeto. não serão aceitos materiais pré- fabricados ou partes de brinquedos.0 Observações 1ª Não serão permitidos o uso de kits de montar pré-fabricados na construção do protótipo.0 Norma de construção 1.0 Estética Até 1.0 Terceiro disparo 1.Comprimento máximo do tubo de alojamento do projetil: 0. Durante a apresentação.30 m .0 Segundo disparo 1.Estrutura (material de livre escolha).Inclinação máxima: 45° .CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A nota atribuída ao projeto do canhão de mola será baseada nos parâmetros apresentados na tabela 1 a seguir: Tabela 1 – Valores gerais para acumulação de pontos da avaliação Parâmetro Pontuação (pt) Parte escrita Até 5.30 m .5 .

i) Anexos: i. Este trecho do trabalho deverá contar com no mínimo de 2 páginas e máximo de 6 páginas. g) Ao elaborar a conclusão o grupo deverá comparar os resultados obtidos no dia da apresentação com os cálculos propostos no projeto. ii. o grupo deverá realizar o diagnóstico deste. narrativa sobre o teste. objetivos e metodologia acadêmica: mínimo de 1 página e máximo de 2. Observação: Não serão considerados os espaços destinados para fotos. f) Conclusão: mínimo de 1 página e máximo de 2. Cronograma de elaboração do projeto. Termo de compromisso sobre o plágio. iv. d) Desenvolvimento do projeto: Nessa etapa deverá ser escrito de forma clara os passos da montagem do projeto com fotos das etapas de construção.7 – APRESENTAÇÃO A apresentação do trabalho será feita por. fotos do dia da apresentação. de acordo com escala de apresentação a ser publicada no site da engenharia pela coordenação. b) Introdução. h) Bibliografia. Desenhos dos componentes em três vistas. na data estabelecida. Observação: não serão aceitas referências fora dos padrões citados anteriormente. dissertações de mestrado. nas dependências da UNIP. . iii. Desenho do canhão de mola. e) Resultados (formulação dos cálculos utilizados na confecção do protótipo). IMPORTANTE: Cópias totais ou parciais de conteúdos da internet ou de livros. Ao realizar as pesquisas bibliográficas para elaborar a revisão bibliográfica sobre o tema o grupo poderá utilizar apenas artigos científicos. O grupo deverá utilizar como referência ao menos dois livros! Este trecho do trabalho deverá contar com no mínimo de 2 páginas e máximo de 4. c) Revisão Bibliográfica. RA e turma dos integrantes. acarretará na reprovação de todo o grupo. Planilha contendo todos os materiais utilizados e os custos do projeto. 8 – Trabalho escrito a) Capa contendo os nomes. teses de doutorado e livros relativos ao tema. sem que ocorra a citação do autor. no mínimo. 5 integrantes do grupo. Casos sejam dispares.

David.Mecânica 4ª Ed. 2009).unip. Física . 10 . 2009).br/entrega (a data limite será publicada no site da engenharia pela coordenação)..9 – POSTAGEM DO TRABALHO O trabalho escrito deverá ser postado no site: http://trabalhosacademicos. Walker. Hersh M. 12ª Ed.Nussenzveig. Paul.Volume 1. . São Paulo. Física I . 8ª Ed. São Paulo. . 6ª Ed. Jearl. Fundamentos de Física 1 - Mecânica.Halliday. 2002). Freedman. Mark W. 2008). Zemansky. (Pearson Addison-Wesley. Hugh D. Roger A.Sears. Rio de Janeiro. . Resnick. BIBLIOGRAFIA . Francis W..Mecânica.SEGURANÇA Todos os alunos envolvidos na construção dos carros deverão utilizar os equipamentos de segurança necessários. Curso de Física Básica 1 . Rio de Janeiro. Robert. Young..Tipler. (LTC. (Edgard Blücher. . (LTC.

impessoal) Redação Ausência de erros ortográficos e de concordância? 0 – 0. Objetivos:  Os objetivos propostos estão claramente explicitados? 0 – 1.  Possui raciocínio lógico-científico.0 Cronograma de atividades 0 – 0.25 Planilha orçamentária 0 – 0.0  O capítulo de Material e Métodos descreve com riqueza de detalhes que permitam que o protótipo possa ser reproduzido? Conclusão 0 – 1. formal. Fundamentação teórica:  Apresenta embasamento teórico.  Ocorre a apresentação e discussão de resultados.5  As palavras são apropriadas? Introdução  Informa claramente sobre o problema a ser investigado e desenvolvido. Roteiro de correção da parte teórica da APS Chec Intervalo de Pontuação Itens a ser avaliados klist pontuação atribuída Título (reflete o conteúdo)? 0 – 0. 0 – 1.75 Ausência de erros de digitação? ATENÇÃO Total de pontos Ocorrendo o plágio será atribuída somente a Peso do trabalho nota obtida na parte prática da APS! escrito Total x 0.25 Desenho Desenho do conjunto 0 – 1.0 Técnico Desenhos dos componentes em três vistas Uso da Norma 14274 – para a capa Normas Uso da Norma 15287 – para a página de rosto 0 – 0.0  Apresenta a justificativa do projeto.5 Nota prática Nota Final .75 o As margens estão corretas com 3cm Adequação de linguagem (culta. 0 – 1.  Apresentação dos cálculos de dimensionamento do protótipo? 0 – 1.  O tema foi abordado com a profundidade adequada.0 Material e Métodos:  Os procedimentos utilizados estão claramente descritos? 0 – 1.5? Alinhamento justificado? 0 – 0.50 ABNT Uso da Norma 6023 – para referências bibliográficas Uso da Norma 10520 – para as citações Foi utilizada fonte 12 em todo o trabalho? Formataçã O espaçamento entrelinhas está 1.0  Estão enunciados de forma observável e mensurável?  Coerência entre objetivo (s) e o conteúdo do trabalho.0  O trabalho possui uma sequência e organização.