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a importância de se estudar a fundo a linguagem enquanto instrumento de

comunicação entre os seres humanos.

Pois, a língua pelo fato de ser social diacrônica e sincrônica precisa ser trabalhada
em todos os patamares lingüísticos de uma determinada sociedade.

Neste trabalho, partimos da premissa de que os falares lingüísticos diferentes do


falar “culto” não empobrece, não vulgariza a linguagem; pelo contrário, enobrece-
a.

pluriculturalismo: um povo com os seus costumes, línguas, valores, religião,


comunicando-se e integrando-se através da linguagem.

de modo especial por meio da escola, que é vista como lugar por excelência no qual
não apenas aprendemos algo, mas também ensinamos, trocamos e socializamos
experiências lingüísticas.

A linguagem é parte do caráter essencial do homem. Este é um ser especializado


em linguagem.

ANTIGUIDADE o processo de aprendizagem aconteceu por meio de duas vias


opostas, muito embora, complementares: a pedagogia da personalidade que visava
a formação individual, e pedagogia humanista que se resguardava por desenvolver
os indivíduos por uma abordagem na qual o sistema de ensino era representativo
da realidade social por meio do qual se apresentava uma visão universal dos
saberes.

Na Idade Média o conceito de aprendizagem passou a ser determinado pela religião


mesclando os conhecimentos com a dogmatização.

No Brasil tivemos vários momentos destes tipos ensaios: muitos teóricos deixaram
suas marcas em nosso sistema de ensinamento, sobretudo a influência francesa e
portuguesa (Universidade de Coimbra), pois os nossos literatos faziam seus estudos
avançados naqueles países

Onde a língua portuguesa de Portugal deixou de ser vista no patamar lingüístico


europeu, mas passando a partir das relações interculturais, tornou-se a língua
portuguesa, miscigenada, chamada de língua portuguesa do Brasil.

Desde o nascimento, os recém-nascidos respondem mais prontamente à fala


humana do que para outros sons. Pois, todo ser humano em sâ condição já nasce
programado para falar, com uma propensão inata para a linguagem.
Ao contrário de muitos outros tipos de aprendizagem, esse tipo de conhecimento
não requer ensino direto ou estudo especializado. O cientista e naturalista Charles
Darwin chamou esse processo como sendo uma tendência instintiva para adquirir
uma arte.

Com cerca de um mês de idade, os bebês parecem ser capazes de distinguir entre
diferentes sons da fala. Já com seis meses de idade, a criança vai começando a
balbuciar, produzindo ou os sons da fala ou as formas com as mão das línguas
utilizadas em torno deles. Desde muito cedo, qualquer criança sabe e fala muito
além das frases que ela escutou dos adultos.

As primeiras declarações das crianças são holofrases, ou seja, expressões que


utilizam apenas uma palavra para comunicar alguma ideia.

Com dois anos a criança já domina o arcabouço fundamental de sua língua. Com
aproximadamente três anos, a capacidade da criança de falar ou de fazer sinais é
tão refinada que se assemelha linguagem adulta.

O estudo científico da linguagem, em qualquer um de seus sentidos, recebe o


nome de linguística.

Muito embora não existam dados precisos acerca desta afirmação, segundo
estudiosos, o ser humano fala aproximadamente entre 3000 e 6000 línguas.

Como exemplos de outros tipos de linguagem, temos as línguas de sinais e a


linguagem escrita. Os códigos e os outros tipos de sistemas de comunicação
elaborados artificialmente, tais como aqueles usados para programação de
computadores, também podem ser chamadas de linguagens.

A linguagem, nesse sentido, é um sistema de sinais para codificação e


decodificação de informações. A palavra portuguesa deriva do francês antigo
langage. Quando usado como um conceito geral, a palavra "linguagem" refere-se a
uma faculdade cognitiva que permite aos seres humanos aprender e usar sistemas
de comunicação complexos.

a linguagem pode ter se originado quando os primeiros hominídeos começaram


cooperar, adaptando sistemas anteriores de comunicação baseado em sinais
expressivos a fim de incluir a teoria da mente, compartilhando assim
intencionalidade

A linguagem é processada em vários locais diferentes do cérebro humano. Os


seres humanos adquirem a linguagem através da interação social na primeira
infância. As crianças geralmente já falam fluentemente quando estão em torno dos
três anos de idade.
A noção de certo e errado tem origem na sociedade, não na estrutura da língua.

Um grupo de idiomas que descendem de um ancestral comum é conhecido como


família linguística.

[...] a língua é vista como um código, ou seja, como um conjunto de signos que se
combinam segundo regras, e que é capaz de transmitir uma mensagem,
informações de um emissor a um receptor. Esse código deve, portanto, ser
dominado pelos falantes para que a comunicação seja efetivada. ( TRAVAGLIA,
2006, p. 22).

Mattos e Silva (1997) apresentam o conceito de norma fazendo duas distinções: a)


norma normativo-prescritiva; b) normas sociais. O conceito de norma normativo-
prescritiva é visto como um conceito tradicional, segundo o qual é escolhida uma
variante da língua como modelo.

Normas “normais” ou “sociais” são normas que definem grupos sociais que
constituem a rede social de uma determinada sociedade. Segundo Mattos e Silva
(1997) estas se distinguem em: a) Normas “sem prestigio social” / estigmatizadas;
b) Normas “de prestigio social” / norma culta.

Dialetos: variação que ocorre em função das pessoas que utilizam a língua.
Segundo este autor, esta variação pode ocorrer em seis dimensões: territorial,
social, de idade, de sexo, de geração e de função profissional. Registros:
variedades que ocorrem em função do uso que se faz da língua, conforme a
situação em que o usuário e interlocutor estão envolvidos. As variações de registro,
segundo Travaglia, podem ocorrer em três dimensões: grau de formalidade
(forma/informal), de modo e de sintonia (de acordo com tecnicidade, cortesia).

Assim, como nos aponta Chevallard (1988), o professor também é responsável por
uma das etapas de transposição didática. A forma como este se relaciona com o
conhecimento repercute diretamente na forma como ele irá realizar o ensino

A linguagem é essencialmente um fenômeno e, como tal, é algo inerente à


sociedade humana. Ela é individual e social. Individual porque cada um constrói a
sua fala. Social porque a fala é construída segundo um conjunto de convenções da
sociedade.

A linguagem intermedia a realidade do homem com a realidade do mundo.


Os circuitos se ampliam e as mensagens se enriquecem através da história. A
cultura não podia ter começado sem ter uma natureza humana, com a comunicação
de consciências, de bem e de vidas que a caracteriza.

“Não há língua sem comunidade nem há comunidade sem língua.” Colin Baker