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AULA 06 – SÓCRATES

FILOSOFIA

Sócrates (469 a.C. ou 470 a.C. – 399 a.C.)

 Introdução
O “primeiro filósofo” da ocidentatlidade, embora dificilmente possamos demarcar
com precisão absoluta o seu surgimento1, sem dúvida, foi alguém muito inquieto, cujas
dúvidas o levaram a se perguntar qual seria a origem vida, do universo e quais seriam as
forças que os movimentam (ou, como os gregos diziam: qual a arché e a physis do universo?).
Contudo, antes de mais nada, tais perguntas já haviam sido respondidas mitológica,
religiosa e supersticiosamente. Os babilônicos, por exemplo, tinham uma astronomia
fantástica, mas esta estava fundida com a astrologia, os egípticos tinham um conhecimento
matemático formidável, no entanto, este estava diluído em um mar de superstições e mitos.
Por isso, focamos nossa procura pelo “filósofo pioneiro” na Grécia Arcaica (VIII a.C –
VI a.C), onde a realidade começava a ser explicada racionalmente, afastando-se das
explicações mitológicas e religiosas – isso aconteceu mediante ao desencadeamento de
quatro processos históricos discutidos na aula anterior. Nesse sentido, podemos destacar Tales
de Mileto (625 a.C. – 556 a.C.) como o principal pioneiro do pensamento filosófico, tendo em
vista que suas observações sobre a arché (lembremos que em sua filosofia a origem de todo
universo era a água) e seu conhecimento sobre astronomia e matemáticas representam
contribuições importantes para a investigação da realidade sem o auxílio da mitologia.
Tales de Mileto foi o primeiro de muitos aventureiros gregos, cuja inquietude frente a
realidade da sua época e a coragem de levar esta indignação a diante, desenvolveram uma
atitude capaz de promover observações e teorias racionais do seu meio social. Pensadores
como Tales de Mileto ficaram conhecidos como filósofos pré-socráticos, os verdadeiros
responsáveis pelo ponta pé inicial que a filosofia precisava para nascer. A partir da grande
contribuição do pensamento destes filósofos, os horizontes da história se abriram para que

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É inútil buscarmos esse primeiro ser, esse marco entre a transição da animalidade para a humanidade, da
natureza para cultura, pois muito provavelmente essa transição jamais seja definida com exatidão. Muitas vezes
os estudiosos afirmam ter encontrado esse marco, não muito tempo depois novas pesquisas surgem e
dizem que a questão é bem mais profunda e mais antiga. Por exemplo, o homo sapiens foi considerado por
muito tempo como a único da espécie humana dotada de razão, memória e linguagem, no entanto, já se
descobriu através da antropologia e da arqueologia que os australopithecus – espécie mas antiga que o homo
sapiens – também apresentavam tais características.

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Grécia pudesse conhecer um dos espíritos mais intrigantes da história da filosofia, ou seja:
Sócrates.
Entretanto, vale ressaltar que a filosofia chegou pela primeira vez em Atenas por
meio dos ensinamentos de Anaxágoras, mestre de Sócrates. Anaxágoras imaginava o sol
como uma rocha flamejante e a lua como constituída de terra – embora suas reflexões
pareçam simplórias, na época, tais ideias eram as mais próximas daquilo que a ciência hoje
constata sobre os astros celestes. Por causa das suas ideias foi condenado por heresia. Sócrates
aprendeu muito bem com seu mestre naquilo que diz respeito ao questionamento racional da
realidade e a coragem de pôr suas ideias a prova. E assim, também sofreu muito com a
incompreensão das suas ideias e, por causa do perigo que elas ofereciam às elites atenienses,
acabou condenado à morte.
Sócrates nada escreveu, pois estava convicto do fato de a escrita congelar a
reflexão filosófica, determinando absolutamente a verdade. Nesse sentido, procurou
pensar e falar sempre em diálogos, convicto de que, desta forma, era possível submeter as
ideias à dialética fundada por Heráclito, ou seja, ao contínuo debate e a procura constante
pela verdade que talvez nunca será alcançada de fato, mas sempre valerá a pena viver em
função de tal busca.

 Contexto histórico
Sócrates nasceu por volta de 469 a.C, filho de um escultor e de uma parteira. Durante
a juventude aprendeu a profissão do pai e esculpiu três grandes musas – uma espécie de
exercício básico para todos os aspirantes a essa profissão.. Além do mais, No entanto, não
demorou muito e o jovem Sócrates começou a estudar filosofia com Anaxágoras de Atenas,
professor que lhe mostrou todo o conhecimento produzido antes dele – denominado pelos
historiadores da filosofia como pensadores pré-socráticos Sócrates mantinha contato
também com o importantíssimo Parmênides de Eléia, ancião nessa época.
Sócrates viveu em Atenas enquanto ela era governada por Péricles (495 a.C – 429
a.C), isso significa que vivenciou o “período de ouro ateniense”, no qual a recém-fundada
democracia direta2 dava seus primeiros passos e os avanços inéditos na matemática e no
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A democracia direta é muito distinta da nossa democracia representativa, haja que numa democracia deste tipo
os cidadãos reúnem-se em praça pública – na famosa ágora – onde são discutidas e votadas as questões de
interesse de toda a pólis (cidade-estado grega), sejam elas a simples intrigas entre famílias ricas, ou a decisão de
entrar em guerra com outra cidade-estado, ou aumentar os impostos. Contudo, devemos ressaltar que eram
considerados “cidadão” apenas as pessoas de 21 anos, do sexo masculino, nascidos em Atenas e detentores
de alguma propriedade fundiária ou qualquer outra fonte de renda que os mantivessem livres para

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pensamento racional eram abundantes. Em síntese, todo o campo para o florescimento da
filosofia já estava preparado. Péricles assumiu o poder em 461 a.C, após o assassinato de
Efialtes, permanecendo no comando até a chegada da sua morte. Nesse meio tempo Atenas
entrou em guerra com a cidade-estado de Esparta 3, sua antagonista em ideias e em estrutura
política. Essa guerra ficou conhecida como Guerra do Peloponeso (431 a.C – 404 a.C), na
qual Sócrates lutou a favor de Atenas como soldado de terceira classe, ou seja, apenas com
uma espada numa mão e um escudo na outra. Apesar disso, era um guerreiro corajoso, pois
salvou muitos companheiros em batalhas, um deles inclusive era o sofista 4 Xenofonte
que se tornou seu amigo por toda a sua vida, inclusive é uma das poucas fontes que temos
sobre a sua filosofia, para além dos escritos de Platão.

 Biografia
Até agora, debruçamo-nos sobre o contexto social no qual Sócrates estava inserido,
agora é preciso focar um pouco mais naquilo que diz respeito a sua vida, como se tornou
filósofo e quais eram os seus principais questionamentos. O filósofo ateniense chamava a
atenção pela sua aparência, tendo em vista que diziam ser ele o homem mais feio de
Atenas. Era gordo; baixo; careca; tinha canelas pernas finas e tortas e nariz grande e
achatado; além disso, vestia uma túnica longa e velha, bem como sempre andava descalço e
nunca ficava bêbado por mais que bebesse por horas. Além disso, segundo os escritos dos
discípulos de Sócrates, sua jornada em direção a filosofia começou, de fato, quando
Querefonte – seu amido de infância – informou-o sobre a profecia do Oráculo de Delfos 5 que
o definiu como o homem mais sábio da Grécia. Sócrates ficou extremamente intrigado com a
profecia a ponto de refletir profundamente sobre ela por dias. Além do mais, frisou
principalmente na frase da entrada do oráculo: “Ó homem, conhece-te a ti mesmo e
discutir sobre a política.
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Essa cidade-estado era completamente oposta a Atenas, sua organização político e social era centrada na
disciplina militar, na resistência física e mental, bem como na coragem e voracidade guerreira. As crianças
espartanas desde muito jovens passavam por um rito de iniciação a maturidade em que eram deixadas sozinhas
na floresta, a fim de sobreviverem por si mesmas e voltarem para Esparta fortes e destemidos. O filme 300 de
Esparta ilustra bem a educação e a sociedade espartana.
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Eram professores de retórica que não acreditavam na verdade. Para eles, a verdade dependia de quem melhor se
saia em uma argumentação, por isso, seu serviço era extremamente requisitado em Atenas, onde o bem falar e o
convencimento eram fatores essenciais para a política e para a vida social.
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Situado em Delfos, era um Oráculo – local onde eram feitas profecias sobre a vida da pessoa que requisitava
seus serviços – dedicado principalmente ao deus Apolo. Localizava-se na cidade-estado grega chamada Delfos
(inexistente atualmente) localizada no sopé do monte Parnaso, nas encostas das montanhas da Fócida.

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conhecerás os deuses e o universo”, a fim de inspirar sua reflexão. Depois de um bom tempo
refletindo, o filósofo ateniense chegou a seguinte conclusão: “Mais sábio do que esse
homem eu sou; é bem provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe
saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber”
(PLATÃO, 1987, p. 38). Mesmo assim, as palavras do oráculo ressoavam em sua cabeça,
então resolveu buscar a sabedoria e a verdade nos discursos daqueles que se entendiam como
os “verdadeiros artistas”, “os verdadeiros políticos”, “os verdadeiros homens justos”, entre
outros.
Durante a sua jornada de questionamento aos supostos sábios de Atenas, geralmente
Sócrates os submetia a uma intensa e humilde discussão, na qual, ao final de tudo, ambos
admitiam a ignorância sobre o assunto, procurando assumir o caminho do filósofo em busca
da verdade. Bom, também perfeitamente possível que essas pseudo-autoridades no
assunto desconversassem, inventando uma desculpa para irem embora e depois odiavam
o filósofo para o resto de suas vidas. Contudo, no final das contas, a sabedoria de Sócrates
evidencia-se justamente no fato dele admitir não saber de nada, enquanto os falsos sábios
atenienses não sabiam nada, porém afirmavam saber, enganado não só a si mesmos, mas,
acima de tudo, aos outros.

 Sócrates e os sofistas
Durante o século V a.C, o papel dos sofistas torna-se extremamente importante na
Grécia, principalmente em Atenas, onde vigorava a democracia direta. Os sofistas eram
professores de retórica, oratória e persuasão, ou seja, eram pagos – muito bem, diga-se de
passagem – para ensinar o “falar bem6” e o convencimento através do diálogo aos jovens
aspirantes a seguir carreira política ou ocupar posições sociais importantes na sociedade
ateniense. Os sofistas NÃO acreditam na existência da verdade universal, ou da
importância da sua busca, como também não acreditam que exista um princípio primordial
propulsor do universo (leia-se a arché). Para eles o ser humano é a medida de todas as
coisas (antropocentrismo), por isso, a verdade parece circunstancial (quem mente antes,
e convence, diz a verdade).

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Um filme que ilustra o papel do sofista, em um contexto completamente diferente, é o “Grande Desafio”., no
qual um grupo de estudantes negros é treinado por seu professor para disputar os torneios de debate nos EUA,
buscando não só reconhecimento social, bem como lutar contra o preconceito étnico-racial.

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Os sofistas eram agentes sociais muito importantes em Atenas, inclusive duas
grandes sofistas: Aspásia de Mileto (470 a.C – 400 a.C) e Diotima de Mantineia (data de
nascimento e morte desconhecidas) fizeram parte da educação de Sócrates. Contudo, o
filósofo ateniense manteve-se sempre muito crítico aos pressupostos dos sofistas, preferindo
seguir sempre uma voz em sua cabeça, a qual chamava de “Daimon”, ou seja, a sua
consciência7. Por exemplo, em 406 a.C, enfrentou a ira da multidão enfurecida que exigia
o linchamento e a pena de morte aos generais supostamente responsáveis pelo desastre
de Arginusas – quando a tempestade não permitiu que os corpos dos derrotados em
guerras fossem recolhidos e velados, tal como exigia a lei e a tradições da época. Apesar do
ódio irracional das massas, Sócrates decidiu julgar os generais, um por um, como regia a lei e
a justiça. Noutra ocasião, quando o regime democrático foi provisoriamente interrompido pelo
governo dos Trinta Tiranos, Sócrates recusou-se compactuar com o plano dos trinta tiranos
que queria condenar a morte Leon de Salamina para ficar com seus bens.

 A maiêutica
Maiêutica significa dar à luz as ideias. Tal como mencionamos, Sócrates era filho de
pai escultor e mãe parteira e isso o inspirou a desenvolver um método próprio pelo qual,
através do diálogo, possibilitava aqueles com quem se está falando chegar – por meio das suas
próprias ideias e autonomamente – à verdade. Isso geralmente terminava com Sócrates e a
pessoa com quem se estava discutindo chegando à conclusão de que ambos não conheciam,
com efeito, a verdade. Nesse sentido, ou Sócrates inspiraria mais um filósofo, ou acumularia
inimigos mortais, que mantinham uma aparência de sabedoria, frente aos cidadãos comuns de
Atenas, apesar de no fundo serem ignorantes. E a essência da sua maiêutica manifesta no
fato dele pensar que nada sabia, portanto, resolveu dedicar sua vida a ajudar os outros a
pensarem por si mesmos.
Afinal de contas, como funciona a maiêutica? Bom, primeiro Sócrates engrandecia
as qualidades daqueles com quem dialogava, a fim de deixá-los sempre muito à vontade
para falarem sinceramente. Em seguida, questionava-os cada vez mais profundamente,

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Em nossa época sempre antes de tomar uma decisão recorremos a na nossa consciência para sabermos qual é a
melhor, mais justa e mais digna forma de agir – na realidade, muitas vezes agimos completamente sem pensar,
mas isso não vem ao caso. No entanto, na Grécia as leis tinham uma importância suprema na vida dos
gregos ao ponto de serem seguidas rigorosamente, mesmo que para isso sejam tomadas decisões injustas.
Contudo, Sócrates era um espírito tão crítico do seu tempo que, embora respeitasse piamente as leis, isso não o
impedia de pensar por si mesmo, criticando-as e escutando as vozes em sua cabeça que não passam da sua
moralidade e consciência diante das decisões políticas.

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sempre de forma humilde, a fim de demonstrar que o suposto sábio não conseguir
definir a verdade da sua perícia.
Além disso, a maiêutica de Sócrates provava que a filosofia não era nenhum
privilégio, mas um caminho digno e possível de ser trilhado por todos, pois a verdade
estava dentro de nós, era inata, bastava que a encontrassemos. Para provar isso o filósofo
fez uma série de perguntas a um homem escravizado, fazendo-o chegar por si mesmo ao
teorema de Pitágoras. Esse evento chocou muitos dos seus discípulos, pois o preconceito
impregnado nesta época jamais suporia que uma pessoa escravizada chegasse a entender o
conhecimento produzido pelos cidadãos atenienses.
Sócrates pensava na maiêutica como uma atitude filosófica que permitia as
pessoas chegassem à episteme (conhecimento), muito distinto daquilo que os sofistas
produziam, isto é, a doxa (opinião). Além do mais, o filósofo ateniense nunca cobrou nada
por seus diálogos e lições.

 O julgamento
Devido ao fato de Sócrates levar às últimas consequências a sua filosofia, conseguiu
conquistar o coração e as mentes dos jovens atenienses. Em contrapartida, semeou muitos
inimigos, principalmente aqueles cidadãos responsáveis pela manutenção do poder na cidade-
estado grega. Nesse sentido, o Sr. Anito encaminhou um ofício ao tribunal ateniense com
acusações contra Sócrates. Evidentemente, todas essas acusações eram falsas e, acima de
tudo, tinham um caráter pessoal, tendo em vista que o filho de Anito – após as aulas com
Sócrates – deixou de preocupava-se em manter as tradições gregas, afirmando que dedicaria
sua vida ao caminho do filósofo.
O processo foi conduzido por Meleto, um dos testa de ferro de Anito. Durante a
audiência Sócrates negou a presença de um representante legal, cujo papel seria falar
em sua defesa, optando por defender-se a si mesmo. Assim, conseguiu desconstruir, uma
por uma, as acusações sem fundamentos levantadas contra ele. Sócrates em seus setenta anos
de idade jamais tinha sido intimado a comparecer no tribunal, fato utilizado por ele para
demostrar o absurdo das acusações contra ele.
A acusação formal de Meleto contra o filósofo dizia: “Sócrates é réu de
corromper a mocidade e de não crer nos deuses em que o povo crê e sim em outras
divindades novas” (PLATÃO, 1987, p. 40). Durante o tribunal o filósofo perguntava qual

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de suas ideias era tão nociva, mas seus acusadores vacilavam e balbuciavam palavras
manjadas sem aprofundar em que sentido ele era perigoso à polis. Sócrates desconstrói a
acusação com maestria, perguntando a Meleto quais são os agentes responsáveis pela melhora
os jovens, o acusador afirma que são as leis e todos os cidadãos atenienses, exceto Sócrates.
Desse modo, se todos melhoram e um só corrompe os jovens não precisarão se preocupar com
isso.
Com respeito ao fato de não crer nos deuses atenienses, mas em novas entidades,
Meleto entra em contradições terríveis ao se explicar, pois; primeiramente, chama Sócrates de
ateu. Logo em seguida, contradiz-se dizendo que, na verdade, ele acredita é em demônios –
Meleto se refere ao fato de Sócrates ouvir vozes em sua cabeça que o guiam antes dele agir,
ou seja, seu daimon, sua consciência. Em outras palavras, Meleto acusa Sócrates de não
crer nos deuses, acreditando nos deuses, ou seja, os supostos demônios citados por
Meleto na acusação contra o filósofo, não passam – na mitologia grega – de filhos
bastardos dos deuses, logo, crer nos demônios pressupõe a crença anterior nos deuses,
seus progenitores. Dessa forma, Meleto condena Sócrates por ateísmo, embasado na ideia do
filósofo acreditar em demônios (seu daimon, ou melhor, sua consciência), isto é, o condena
por “não crer nos deuses, crendo nos deuses”, e isso é um absurdo.
Apesar da sua extraordinária defesa, Sócrates foi condenado – 280 votos a favor e
220 contra – a morte por cicuta (tomar veneno). O filósofo chega a propor uma multa a ser
paga como punição no lugar da pena capital, entretanto, não possuía posses significativas,
precisando da ajuda de seus amigos e discípulos para pagar uma possível fiança. Em seguida,
chega a argumentar que o próprio tempo se encarregaria de realizar sua pena, pois já
alcançava avançados setenta anos de idade. Todavia, tudo foi inútil.
Pouco tempo depois da execução da sentença capital à Sócrates, os atenienses
perceberam seu terrível engano (exceto as elites que se sentiram satisfeitas ao livrarem-se de
tão incrível adversário). Em função disso, decretaram um período de lutos, condenaram
Meleto a morte – como uma espécie de bode expiatório – e Anito ao exílio.

Referências Bibliográficas

MOTTA, J. A. P (Org.). Vida e obra. In: ______. Sócrates (Coleção os pensadores). São
Paulo: Nova Cultural, 1987. p. 8 – 32.

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PLATÃO. Defesa de Sócrates. In: MOTTA, J. A. P (Org.). Sócrates (Coleção os
pensadores). São Paulo: Nova Cultural, 1987. p. 32 – 58.

STRATHERN, P. Sócrates em 90 minutos. Rio de Janeiro: Zahar, 1997. 79p

Referências Filmográficas

300. EUA. 2006. Direção: Zack Snyder. Duração: 117 min.

O grande desafio. EUA. 2007. Direção: Denzel Washington. Duração: 126 min.

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