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Série Gênesis – Passos tortos pelo Caminho reto – Mensagem 29

Série Gênesis – Passos tortos pelo Caminho reto – Mensagem 291

A Riqueza de Jacó.
(Texto: Gn 30:25~43)

1. Introdução.

O que é riqueza para você? Dependendo de como você responde essa pergunta, saberá
se o seu coração está fixo em coisas passageiras ou nas coisas da vida que realmente
importam.

Depois de ter um encontro com Deus, a vida de Jacó nunca mais foi a mesma. Deus
garantiu que estaria sempre com ele. Mas geralmente quando Deus fala isso, é porque
vem chumbo grosso pela frente. Ao invés de Jacó experimentar seus mais belos anos de
vida, ele trabalhou, sofreu e foi vitima até de seu tio. Foram quatorze anos de serviços
penosos e gratuitos.

Nesses anos de trabalho e de sofrimento, qual terá sido a lição mais importante que Jacó
aprendeu? Como ele poderia ter realmente a certeza de que Deus estava com ele se tudo
parecia dar errado? Foi dentro desse contexto que Jacó descobriu que a benção de Deus
se manifestou dentro de tudo aquilo que estava acontecendo com ele. Às vezes temos
uma visão romântica daquilo que é a benção de Deus. Mas a Bíblia nos ensina que essa
benção geralmente é experimentada nas coisas simples da vida.

A mensagem de hoje nos revela que a caminhada com Deus nos faz mudar de
paradigmas: aquilo que eu pensava que era benção deixa de ser e aquilo que eu nem
imaginava ser passa a ser benção de Deus. Será que ter muito dinheiro é sinal de
riqueza? Será que ter sucesso e ser reconhecido é o que realmente importa?

Os dois personagens dessa passagem Jacó e Labão nos ensinam o que é o que não é
aquilo que costumamos chamar de Riqueza. Afinal, o que é riqueza para você?

2. Exposição do texto. (Gn 30:25~43)


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Depois que Raquel deu à luz José, Jacó disse a Labão: “Deixe-me voltar para
a minha terra natal. 26 Dê-me as minhas mulheres, pelas quais o servi, e os meus filhos,
e partirei. Você bem sabe quanto trabalhei para você”.
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Mas Labão lhe disse: “Se mereço sua consideração, peço-lhe que fique. Por
meio de adivinhação descobri que o SENHOR me abençoou por sua causa”. 28 E
acrescentou: “Diga o seu salário, e eu lhe pagarei”.
29
Jacó lhe respondeu: “Você sabe quanto trabalhei para você e como os seus
rebanhos cresceram sob os meus cuidados.
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O pouco que você possuía antes da minha chegada aumentou muito, pois o
SENHOR o abençoou depois que vim para cá. Contudo, quando farei algo em favor da
minha própria família?”
31
Então Labão perguntou: “Que você quer que eu lhe dê?”. “Não me dê coisa
alguma”, respondeu Jacó. “Voltarei a cuidar dos seus rebanhos se você concordar com o
seguinte: 32 hoje passarei por todos os seus rebanhos e tirarei do meio deles todas as

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Pregado no MEP dia 10 de outubro de 2010.

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ovelhas salpicadas e pintadas, todos os cordeiros pretos e todas as cabras pintadas e


salpicadas. Eles serão o meu salário. 33 E a minha honestidade dará testemunho de mim
no futuro, toda vez que você resolver verificar o meu salário. Se estiver em meu poder
alguma cabra que não seja salpicada ou pintada, e algum cordeiro que não seja preto,
poderá considerá-los roubados.”
34
E disse Labão: “De acordo. Seja como você disse”. 35 Naquele mesmo dia
Labão separou todos os bodes que tinham listras2 ou manchas brancas, todas as cabras
que tinham pintas ou manchas brancas, e todos os cordeiros pretos e os colocou aos
cuidados de seus filhos. 36 Afastou-se então de Jacó, à distância equivalente a três dias
de viagem, e Jacó continuou a apascentar o resto dos rebanhos de Labão.
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Jacó pegou galhos verdes de estoraque, amendoeira e plátano e neles fez
listras brancas, descascando-os parcialmente e expondo assim a parte branca interna dos
galhos. 38 Depois fixou os galhos descascados junto aos bebedouros, na frente dos
rebanhos, no lugar onde costumavam beber água. Na época do cio, os rebanhos vinham
beber e 39 se acasalavam diante dos galhos. E geravam filhotes listrados, salpicados e
pintados. 40 Jacó separava os filhotes do rebanho dos demais, e fazia com que esses
ficassem juntos dos animais listrados e pretos de Labão. Assim foi formando o seu
próprio rebanho que separou do de Labão. 41 Toda vez que as fêmeas mais fortes
estavam no cio, Jacó colocava os galhos nos bebedouros, em frente dos animais, para
que se acasalassem perto dos galhos; 42 mas, se os animais eram fracos, não os colocava
ali. Desse modo, os animais fracos ficavam para Labão e os mais fortes para Jacó. 43
Assim o homem ficou extremamente rico, tornando-se dono de grandes rebanhos e de
servos, camelos e jumentos.

1. Riqueza 1: A família deve ser nossa prioridade.

"Depois que Raquel deu à luz José, Jacó disse a Labão: “Deixe-me voltar para a minha
terra natal. Dê-me as minhas mulheres, pelas quais o servi, e os meus filhos, e partirei.
Você bem sabe quanto trabalhei para você”". (vss. 25,26)

Passaram-se muitos anos desde o casamento de Jacó com Lia e Raquel. Todos os seus
filhos nasceram e agora já eram alguns moços e outros meninos. Os estudiosos dizem
que José, por exemplo, tinha uns sete anos nesse período. Para Jacó, trabalhar para o seu
tio a troco de nada já não era algo aceitável, afinal, já tinha uma família, e deveria
oferecer a eles ao mais digno. Por isso, Jacó chegou a Labão e pediu para voltar à sua
terra natal, ou seja, a terra de Canaã. Tudo o que Deus havia prometido, exceto a
promessa da terra, havia se cumprido.

"Mas Labão lhe disse: “Se mereço sua consideração, peço-lhe que fique. Por meio de
adivinhação descobri que o SENHOR me abençoou por sua causa”. E acrescentou:
“Diga o seu salário, e eu lhe pagarei”. Jacó lhe respondeu: “Você sabe quanto
trabalhei para você e como os seus rebanhos cresceram sob os meus cuidados. O pouco
que você possuía antes da minha chegada aumentou muito, pois o SENHOR o abençoou
depois que vim para cá. Contudo, quando farei algo em favor da minha própria
família?”" (vss. 26~30)

Labão não queria liberar Jacó, suas filhas e seus netos, nem tão pouco pagar pelos anos
de tanto trabalho. Labão queria que Jacó ficasse com ele, uma vez que desde a sua

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30.35 Ou cauda retorcida; também em 30.39,40; 31.8,10 e 12.

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chegada, seus negócios iam muito bem, obrigado. Através de um vidente, Labão
descobriu que a razão para todo aquele sucesso não era outro além de Jacó. De fato,
Jacó, o herdeiro da promessa e das bênçãos de Abraão e de Isaque estava sendo
abençoado por Deus. Labão sabia disso, e não somente isso, queria se aproveitar de
Jacó, queria enriquecer ainda mais as suas custas.

Duas personagens: de um lado vemos Jacó, uma pessoa que, a despeito de todos os seus
erros, constituiu uma família, e estava querendo retornar às suas raízes e bases e
oferecer uma condição de vida melhor para suas mulheres e filhos. De outro lado,
vemos Labão, com um egoísmo sem tamanho, que estava preocupado só com a sua
riqueza e não com a felicidade de suas filhas e seus netos.

A preocupação de Jacó era: "Contudo, quando farei algo em favor da minha própria
família?" (vr. 30). Família passou a ser um ponto de apoio na vida de Jacó. Imagine o
que é viver e trabalhar numa terra distante sem ser recompensado por isso: deve ter sido
muito penoso. A única coisa que provavelmente dava alguma esperança era a sua
família. Porém, a preocupação de Labão era: "Jacó é meu amuleto da sorte. Como farei
para mantê-lo aqui comigo para eu enriquecer ainda mais?".

Família é fundamental na vida do ser humano. É dentro dela que encontramos a nossa
identidade, somos educados e entramos em contato com os primeiros valores
elementares da vida como amor, respeito, disciplina. Para um cristão, a família é ainda
mais fundamental, pois foi a primeira entidade, organização humana, criada por Deus.

Hoje, vivemos em um mundo onde os valores da família estão sendo aniquilados.


Precisamos reafirmar que a família faz parte do plano de Deus para todo ser humano,
independente até de quem seja ou não cristão. A família é a base da sociedade, a base da
igreja, a base do Reino de Deus. Nunca coloque outras coisas acima da sua família.
Nela, todos os dias você tem a oportunidade de praticar e viver tudo aquilo que Jesus te
ensinou!

2. Riqueza 2: O fruto do trabalho.

"Então Labão perguntou: "Que você quer que eu lhe dê"?”. “Não me dê coisa alguma”,
respondeu Jacó. “Voltarei a cuidar dos seus rebanhos se você concordar com o
seguinte: hoje passarei por todos os seus rebanhos e tirarei do meio deles todas as
ovelhas salpicadas e pintadas, todos os cordeiros pretos e todas as cabras pintadas e
salpicadas. Eles serão o meu salário. E a minha honestidade dará testemunho de mim
no futuro, toda vez que você resolver verificar o meu salário. Se estiver em meu poder
alguma cabra que não seja salpicada ou pintada, e algum cordeiro que não seja preto,
poderá considerá-los roubados.” E disse Labão: “De acordo. Seja como você disse”.
Naquele mesmo dia Labão separou todos os bodes que tinham listras ou manchas
brancas, todas as cabras que tinham pintas ou manchas brancas, e todos os cordeiros
pretos e os colocou aos cuidados de seus filhos. Afastou-se então de Jacó, à distância
equivalente a três dias de viagem, e Jacó continuou a apascentar o resto dos rebanhos
de Labão." (vss. 31~36)

Outra riqueza que Jacó tinha era o fruto de seu trabalho. A prioridade dele era a sua
família. Como um chefe-de-família que se preze, Jacó queria oferecer o melhor para
suas esposas e seus filhos. Até aquele instante, Jacó havia trabalhado de graça para

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Labão seu tio. Porém, Jacó pediu a seu tio a devida recompensa, o salário de todo o seu
trabalho de muitos anos. Mas repare que pelo acordo firmado entre os dois, Labão não
era obrigado a dar nada em troca do trabalho de Jacó, uma vez que ele já lhe dera
Raquel como esposa. Mas Jacó não estava sendo considerado um genro para Labão, e
sim um servo. Por isso também Jacó decidiu pedir as contas e ir embora.

O acordo era que todas as ovelhas e bodes salpicadas, coloridas e pintadas de Labão
seriam o pagamento pelos anos de esforço de Jacó. E assim foi que Labão separou esses
animais e os deu a Jacó. Assim, Jacó se separou a uma distancia de três dias de seu tio e
recomeçou a sua vida, agora com aquilo que era a sua verdadeira riqueza: o fruto do seu
trabalho.

Se a família é importante, o trabalho também é. Aliás, o trabalho é algo que foi


conseqüência direta do pecado. Antes, o homem vivia em perfeita harmonia com a
natureza. Depois do pecado, o homem teria de dominá-la a força. O trabalho nos mostra
como nós nos tornamos dependentes da graça de divina. Deus disse a Adão:

"“Visto que você deu ouvidos à sua mulher


e comeu do fruto da árvore
da qual eu lhe ordenara
que não comesse,
maldita é a terra por sua causa;
com sofrimento você
se alimentará dela
todos os dias da sua vida.
Ela lhe dará espinhos e ervas daninhas,
e você terá que alimentar-se
das plantas do campo.
Com o suor do seu rosto
você comerá o seu pão,
até que volte à terra,
visto que dela foi tirado;
porque você é pó,
e ao pó voltará”." (Gn 3:17~19)

A questão do trabalho era algo muito sério. No Antigo Testamento, a questão da


preguiça, que é a inclinação ao "não-trabalho" era tratado como um pecado: "Vai ter
com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio. Pois ela, não
tendo chefe, nem guarda, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta
o seu mantimento. Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do
teu sono? Um pouco a dormir, um pouco a tosquenejar; um pouco a repousar de
braços cruzados; Assim sobrevirá a tua pobreza como o meliante, e a tua necessidade
como um homem armado" (Pv 6:6~11 ARC).

Eclesiastes diz assim: "Não há nada melhor para o homem do que comer e beber e
permitir-se ter prazer no seu trabalho. Vi que isso também vem da mão de Deus." (Ec
2:24)

Por outro lado, no Novo Testamento, por exemplo, os antigos tessalonicenses achavam
que Jesus voltaria a qualquer momento. Muitos deixaram de trabalhar para esperar o

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retorno de Cristo. Porém, essa atitude foi condenada. O apóstolo Paulo dirigiu duras
palavras: "se alguém não quiser trabalhar, então não coma também". (2Ts 3:10).
Repare que o trabalho é algo muito importante na vida cristã.

Uma das coisas mais valiosas que pode existir na vida de uma pessoa é viver e provar
do fruto do seu trabalho, de maneira honesta, íntegra e justa. Muitos optam pelo
caminho do roubo, da corrupção. Porém, devemos escolher o caminho do trabalho sério.
Ainda que esse trabalho seja árduo e cansativo, mesmo assim, vale a pena cada instante
que trabalhamos.

Jacó sabia disso. O trabalho não era um fim em si mesmo para ele. Ele não era um
"workaholic", viciado por trabalho. Muito pelo contrário: para Jacó o trabalho era
instrumento da benção de Deus. Essa bênção não caiu de pára-quedas ou entrou em sua
vida por osmose, mas sim, através de muito suor, lágrimas e trabalho.

3. Riqueza como cumprimento da promessa de Deus na via de Jacó.

Dos vss. 37~45 vemos uma descrição muito curiosa de como Jacó fez para que seu
rebanho multiplicasse: "Jacó pegou galhos verdes de estoraque, amendoeira e plátano e
neles fez listras brancas, descascando-os parcialmente e expondo assim a parte branca
interna dos galhos. Depois fixou os galhos descascados junto aos bebedouros, na frente
dos rebanhos, no lugar onde costumavam beber água. Na época do cio, os rebanhos
vinham beber e se acasalavam diante dos galhos. E geravam filhotes listrados,
salpicados e pintados." (vss. 37~39).

Não se sabe ao certo o que as plantas tinham em relação com o nascimento de filhotes
listrados, salpicados e pintados. Ao que parece, a cor do rebanho e dos filhotes era
determinado pelo que seus pais viam durante o acasalamento. Alguns estudiosos
chegam a relacionar isso com a genética dizendo que os animais fortes eram híbridos,
de quem os genes de cor recessivos se combinavam na medida em que havia mistura.
Dessa maneira, Jacó garantia que seus animais eram os mais fortes, mantendo-se a
coloração deles.

"Jacó separava os filhotes do rebanho dos demais, e fazia com que esses ficassem
juntos dos animais listrados e pretos de Labão. Assim foi formando o seu próprio
rebanho que separou do de Labão. Toda vez que as fêmeas mais fortes estavam no cio,
Jacó colocava os galhos nos bebedouros, em frente dos animais, para que se
acasalassem perto dos galhos; mas, se os animais eram fracos, não os colocava ali.
Desse modo, os animais fracos ficavam para Labão e os mais fortes para Jacó. Assim o
homem ficou extremamente rico, tornando-se dono de grandes rebanhos e de servos,
camelos e jumentos." (vss. 40~43)

A principio, podemos chegar à conclusão de que a riqueza de Jacó, ou seja, a grande


quantidade de animais, servos e posses que ele conquistou na terra de seu tio, foi
conseqüência apenas do seu esforço e trabalho. Da mesma maneira que Abraão ficou
rico quando foi ao Egito e ficou lá por algum tempo, Jacó também conquistou sua
riqueza durante seu exílio na Mesopotâmia. Isso mostra claramente que essa riqueza foi
conquistada dentro de um contexto de dificuldade. Porém, essa riqueza era
cumprimento daquilo que Deus havia prometido a ele.

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A promessa de Deus que consistia basicamente em descendência, terra, e bênçãos estava


se cumprindo na vida de Jacó: ele conquistou sua descendência, e grande descendência,
foi muito abençoado, tanto que outras pessoas também foram abençoadas por causa dele,
como no caso de seu tio Labão. Só lhe restava o cumprimento da benção da terra. Para
isso, Jacó teria de voltar para Canaã, o que ele estava tentando fazer.

Deus é fiel em cumprir a sua promessa. Fora assim com Abraão, com Isaque, e agora
com Jacó. Porém, sempre esse cumprimento é acompanhado por muito sofrimento,
muitas tribulações. Da mesma maneira que os patriarcas todos sofreram e foram
moldados no caráter para que pudessem receber a promessa e seu cumprimento, nós
também, somos colocados nas mesmas condições, na mesma escola de treinamento por
Deus.

Deus estava acertando os ponteiros do relógio de Jacó. Tudo aquilo que ele fizera no
passado estava sendo tratado. Ele estava sendo restaurado.

Conclusão:

Abundancia de filhos, muita riqueza (gado e servos) foram sinais claros da benção de
Deus sobre a vida de Jacó. Porém nesse processo, ele aprendeu sobre a importância de
sua família e do trabalho como meios de se experimentar as bênçãos divinas.

Muitas vezes olhamos para fora, procurando por um agir poderoso de Deus, ou por uma
benção sobrenatural. Porém, quando formos olhar para a nossa família e pelo privilegio
de podermos trabalhar, estudar, descobriremos que a benção de Deus já nos alcançou. O
segredo na vida, é descobrir a mão de Deus escondida no nosso cotidiano, no nosso dia-
a-dia, nas pessoas com as quais convivemos e naquilo que fazemos de mais importante.

A benção de Deus também nasce na justiça. Não adiantou Jacó marretar a história
tornando-a ao seu favor trapaceando seu pai e irmão. A verdadeira benção só veio
quando Jacó foi para a Mesopotâmia e trabalhou para seu tio. Até a própria abundância
de gado que Jacó tinha era retribuição pelos duros anos de trabalho e também um ato de
justiça diante do egoísmo de Labão que só pensava na sua riqueza material. Talvez
Eclesiastes diria assim para Labão: "Quem ama o dinheiro nunca terá o suficiente;
quem ama a riqueza nunca ficará satisfeito com o lucro. Isso também é ilusão." (Ec
5:10). A riqueza material nunca pode ser um fim em si mesmo.

Duas pessoas: Jacó e Labão. Um preocupado com a riqueza material apenas. Outro,
preocupado com a riqueza que realmente importa. Qual dele você quer se espelhar?

Que você possa desfrutar das bênçãos de Deus dentro daquilo que a bíblia considera
como riquezas verdadeiras: a família e o trabalho! Amém!

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