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CHESF INSTRUÇÃO NORMATIVA IN-OP.01.

002
SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

1. OBJETIVO

Estabelecer conceitos e procedimentos para realização de


intervenções em equipamentos e linhas de transmissão do Sistema
Eletroenergético em operação, preservando a segurança do pessoal,
meio ambiente, equipamentos, linhas de transmissão envolvidas,
garantindo aos órgãos responsáveis pela execução da operação, o
conhecimento, controle, análise e registro das atividades a serem
desenvolvidas, atendendo aos Procedimentos de Rede e Acordos
Operativos.

2. INTERPRETAÇÃO E ABRANGÊNCIA

Em respeito ao compromisso da Companhia com a política de equidade


de gênero do Governo Federal, fica explicitado que os termos
porventura utilizados nesta norma, como funcionários, empregados,
beneficiários e similares que estejam referidos pelo termo
genérico representativo do masculino, referem-se a todo o
coletivo, o que inclui mulheres e homens.

3. ABRANGÊNCIA TÉCNICA

Os procedimentos estabelecidos nesta Instrução Normativa devem ser


adotados nas intervenções que envolvam instalações civis em áreas
operacionais restritas, equipamentos, linhas de transmissão,
medição, proteção, telecomunicação, comando, controle, supervisão
e regulação do Sistema Eletroenergético:

a) Entregues à operação, energizados ou desenergizados;


b) Não entregues à operação, porém que necessitem de energização
e/ou impliquem em risco de desligamento de outros equipamentos
ou linhas de transmissão que estejam em operação.

4. CONCEITOS

4.1 Intervenção – toda e qualquer atuação sobre o sistema elétrico ou


instalação que:

4.2 Para Equipamentos e Linhas de Transmissão:

a) Coloque em serviço novas instalações e equipamentos;


b) Proceda ao desligamento do equipamento e/ou Função Transmissão
para a realização de serviços de manutenção ou reparo;
c) Empreenda serviços de manutenção em instalações, linhas e
equipamentos energizados;
d) Realize ensaios e testes no sistema e em equipamentos.

4.3 Para outros Serviços que necessitem de acesso à área operacional


restrita:

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a) Que não envolvam equipamentos principais, auxiliares ou de


controle, proteção, medição, regulação, supervisão e
telecomunicações, entregues à operação;
b) Que não impliquem em manobras, nem em riscos para a segurança
operacional dos equipamentos ou do sistema.

4.4 Ponto de Conexão - conjunto de equipamentos e materiais que se


destinam a estabelecer a conexão elétrica na fronteira entre os
sistemas da Chesf e dos demais agentes (Transmissoras,
Distribuidoras, Geradoras e Consumidores).

4.5 Instalação em Operação - é toda instalação dotada de equipamentos


e/ou dispositivos de natureza elétrica, eletromecânica,
eletrônica, hidráulica, pneumática, civil e de telecomunicações,
associados aos processos de geração e transmissão de energia,
contidos nas usinas, subestações e centros de operação integrantes
do sistema eletroenergético e sob controle da Operação ou
Manutenção da Chesf.

4.6 Rede Básica – rede oficialmente definida e regulamentada pela


Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL.

4.7 Rede Complementar – Rede fora dos limites da rede básica, cujos
fenômenos têm influência significativa na operação ou no
desempenho da rede básica.

4.8 Rede de Operação – União da rede básica, da rede complementar e


das usinas despachadas centralizadamente.

4.9 Equipamento – Conjunto unitário, completo e distinto, que exerce


as funções para o qual foi projetado.

4.10 Equipamento Principal - unidade funcional e seus componentes,


própria de uma instalação, que exerce função básica na geração,
transmissão, ou transformação de energia elétrica.

4.11 Demais Instalações da Transmissão - DITs – instalações integrantes


de concessões de transmissão e não classificadas como rede básica.

4.12 Equipamento Auxiliar – componente do equipamento principal que não


afete sua condição operativa e nem provoque elevado risco de
desligamento acidental ou equipamento do serviço auxiliar.

4.13 Indisponibilidade – estado de um equipamento, linha de transmissão


ou um de seus componentes quando não estiver disponível para
entrada em operação.

4.14 Intervenção com Elevado Risco de Desligamento Acidental – apesar


de toda intervenção possuir risco controlado inerente à atividade,
mesmo depois de adotados todos os procedimentos de segurança da
manutenção, existe elevado risco de desligamento acidental
provocado pela ação do órgão executor.

4.15 Execução da Operação ou Manobra - realização de acionamentos


locais, remotos ou por telecomando, nos equipamentos de manobra ou
nos dispositivos de controle.

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4.16 Conveniência Operacional – equipamento está desligado, porém,


disponível para a operação, podendo ser ligado a qualquer momento.

4.17 Reprogramação de intervenção - alteração feita antes do início da


intervenção no período (dia e hora de início e de término) de uma
intervenção já programada.

4.18 Prorrogação de Intervenção em tempo real - é a alteração do


horário de término de uma intervenção em execução.

4.19 Programa Mensal de Manutenção – PMM - lista das intervenções


programadas para o mês civil em questão, que acarretam
indisponibilidade ou restrição operativa em Funções Transmissão
integrantes da rede básica, objeto do CPST (Contrato de Prestação
de Serviço da Transmissão), solicitadas com a antecedência mínima
de 35 (trinta e cinco) dias em relação à data de execução.

4.20 Programa Mensal de Intervenções PMI - lista das intervenções


integrantes do PMM, acrescida das demais intervenções solicitadas
para o mês civil em questão em equipamentos da rede de operação
que não impliquem indisponibilidade de Função Transmissão da rede
básica, das limitações à geração de usinas submetidas ao despacho
centralizado e das demais restrições operativas em equipamentos da
rede de operação, decorrentes de intervenções fora da rede de
operação, solicitadas pelos agentes com a antecedência mínima de
35 (trinta e cinco) dias em relação à data de execução.

4.21 Função Transmissão - FT – conjunto de instalações funcionalmente


dependentes, considerado de forma solidária para fins da prestação
de serviços de transmissão, compreendendo o equipamento principal
e os complementares.

EQUIPAMENTOS
FT EQUIPAMENTO PRINCIPAL
COMPLEMENTARES
Equipamentos das entradas
de LT, reator em
derivação, equipamentos de
compensação série, não
LT Linha de Transmissão.
manobráveis sob tensão a
ela conectados e aqueles
associados ao equipamento
principal.
Equipamentos de conexão,
limitadores de corrente e
de aterramento de neutro,
Transformador de potência e conversor de
TR reguladores de tensão e
freqüência.
defasadores e demais
equipamentos associados ao
equipamento principal.
Compensação Reativa - Reator em derivação e Equipamentos de conexão e
compensador série manobrável sob tensão, transformador de potência
CR
banco de capacitor, compensador síncrono e e aqueles associados ao
compensador estático. equipamento principal.
Módulo Geral - Malha de aterramento, Equipamento de conexão e
MG
terreno, sistemas de telecomunicações, aqueles associados ao
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supervisão e controle comuns ao equipamento principal.


empreendimento, cerca, terraplenagem,
drenagem, grama, embritamento, arruamento,
iluminação do pátio, proteção contra
incêndio, sistema de abastecimento de água,
esgoto, canaletas, acessos, edificações,
serviços auxiliares, área industrial,
sistema de ar comprimido comum às funções,
transformador de aterramento e de potencial
e reator de barra não manobrável sob
tensão, e equipamentos de interligação de
barra e barramentos.

4.22 Aproveitamento - São consideradas como aproveitamentos as


solicitações de intervenção em Função Transmissão (ou em
equipamento) desenergizada em conseqüência do desligamento para
intervenção em outra Função Transmissão (ou em outro equipamento)
independente de os equipamentos envolvidos serem de propriedade de
um mesmo agente ou de agentes distintos.

4.23 Inclusão de serviços - Inclusões de serviços são as solicitações


de intervenções em uma Função Transmissão (ou em um equipamento)
que já estará desligada, no mesmo período, em função de outra
solicitação de intervenção.

4.24 Instalação - conjunto de partes, elétricas ou não elétricas,


necessárias ao funcionamento de um sistema elétrico ou de algum de
seus elementos. Usinas, subestações e linhas de transmissão são
exemplos de instalação.

4.25 Auto restabelecimento - Capacidade de uma unidade geradora ou


usina geradora de sair de uma condição de parada total para uma
condição que permita a operação, independentemente de fonte
externa na alimentação de seus serviços auxiliares. Diz-se,
também, black start.

5. CLASSIFICAÇÃO DAS INTERVENÇÕES

5.1 Quanto ao Tipo

5.1.1 Intervenções Tipo 1

a) Intervenções com desligamento de equipamentos integrantes de


instalações da rede básica que são objeto de CPST que resultem
em indisponibilidade ou em restrições operativas temporárias de
Funções Transmissão relacionadas a:
• linhas de transmissão;
• transformadores de potência;
• compensadores síncronos e estáticos;
• bancos de capacitores, capacitores série e reatores
manobráveis.
b) Indisponibilidade do Módulo de Controle de compensação série
variável integrante da rede básica;
c) Indisponibilidade de reator de linha não manobrável integrante
da rede básica;
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d) Que implique desligamento de alguma das Funções Transmissão


listadas na alínea ”a”.

5.1.2 Intervenções Tipo 2


a) Intervenções que não se enquadram no tipo 1 e impliquem em
desligamento dos seguintes equipamentos da rede de operação:
• Barramentos, disjuntores e seccionadoras que afetam a
topologia da subestação ou a confiabilidade do sistema;
• Não se enquadram os equipamentos de manobras que possam
ser substituídos, bem como os equipamentos utilizados
para substituição.
• Enquadram-se os testes reais de telecomando em que o
tempo de abertura e fechamento do disjuntor seja maior
que 10 minutos.
• capacitores série;
• linhas de transmissão;
• transformadores de potência;
• compensadores síncronos e compensadores estáticos;
• bancos de capacitores;
• reatores;
• unidades geradoras;
• equipamentos que compõem a conversão, transmissão ou controle
de sistema de corrente contínua.
b) Intervenções que implicam transferência ou remanejamento de
carga entre subestações da rede de operação ou cortes de carga;
c) Intervenções que indisponibilizam ou alteram as características
de operação de esquemas de proteção (ECE e ECS), inclusive as
que resultem em perda de coordenação da proteção de quaisquer
dos equipamentos listados na alínea “a";
d) Intervenções para testes e ensaios em novos equipamentos
principais que afetam a rede de operação;
e) Intervenções em equipamentos que não integram a rede de
operação e que implicam restrições ou limitações para a
operação de equipamentos da rede de operação;
f) Intervenções em equipamentos energizados que implicam elevação
do risco de contingências múltiplas;
g) Intervenções que alteram a seletividade da proteção ou
interferem na atuação dos Sistemas Especiais de Proteção - SEP;
h) Intervenções que indisponibilizam proteções diferenciais de
barras ou proteções de falha de disjuntores;
i) As intervenções em barramentos de subestações que atendem
cargas de capitais, que possuam configuração de barra dupla e
operam com todos os equipamentos conectados em uma só barra e
que tenham um tempo de devolução superior a 10 minutos. Essas
intervenções devem ser programadas preferencialmente nos
períodos de carga leve e mínima, nos finais de semana ou em
feriados, de forma a minimizar a exposição do sistema ao risco.
j) Intervenções para testes de auto-restabelecimento de usinas
(black-start).
k) Intervenções em fontes de alimentação que indisponibilizem o
auto restabelecimento de usinas.
l) Suspensão de fornecimento de energia elétrica a consumidor
livre por comando da CCEE.

5.1.3 Intervenções Tipo 3


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a) Intervenções em equipamentos principais e complementares


energizados na rede de operação com risco de desligamento
acidental do próprio equipamento ou de outro equipamento da
rede de operação;
b) Intervenções em instalações energizadas com risco de
desligamento acidental de equipamento principal da rede de
operação, inclusive no caso das intervenções em serviços
auxiliares;
Nesses casos, o que deve ser cadastrado é o equipamento que
sofrerá risco de desligamento.
c) Intervenções para testes e ensaios em equipamentos principais
ou que afetam a rede de operação;
Enquadram-se os testes reais de telecomando em que o tempo de
abertura e fechamento do disjuntor seja menor que 10 minutos.
Deverão ser cadastrados, na mesma intervenção, todos os
equipamentos que ficarão com o religamento bloqueado ou
desativado.
d) Intervenções que indisponibilizam quaisquer dos recursos de
supervisão e de telecomunicação da rede de operação abaixo
listados, desde que não sejam classificadas como intervenções
do tipo 2:
• unidade terminal remota (parcial ou total);
• sistema de telecomunicação (modem ou enlace de voz e/ou
dados);
• estação mestre;
• processador de comunicação (front-end).
e) Intervenções que implicam a indisponibilidade do CAG;
f) Intervenções no CAG que envolvem pontos de medição de
intercâmbio e de geração de usinas;
g) Intervenções em pontos de medição de intercâmbio e/ou de
geração de usinas que afetam o ONS e com reflexo no CAG;
h) Intervenções em linhas de transmissão e barramentos energizados
que impõem restrições à operação (tais como bloqueio ou
desativação de religamento automático) ou necessidade de
contato com equipes de campo para recomposição do equipamento
em caso de desligamento;
i) Indisponibilidade de equipamento reserva que seja objeto de
CPST ou utilização desse equipamento reserva em substituição a
equipamento integrante de uma Função Transmissão;
j) Restrição operativa em unidades geradoras operando como gerador
ou como compensador síncrono (MW e Mvar);
k) Restrição de unidade geradora operar como compensador síncrono;
l) Primeira ativação de religamento de linhas de transmissão, bem
como atualizações de ajustes e desativações;
m) Intervenções de urgência em dispositivos extravasores de
reservatórios durante o período de controle de cheias com
vertimento;
n) Intervenções em dispositivos extravasores de reservatórios fora
do período de controle de cheias que podem ocasionar vertimento
ou que possam reduzir em mais de 30% a capacidade total de
extravasão controlada do reservatório.

5.1.4 Intervenções Tipo 4


a) Intervenções em equipamentos de manobra (seccionadoras ou
disjuntores) e barramentos da Rede de Operação, não enquadradas

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como intervenções do tipo 2 e do tipo 3, que não impliquem em


riscos adicionais de desligamentos, devendo-se considerar:
• intervenções em barramento de subestações cuja configuração
é de barramento duplo, mas em configuração normal uma das
barras opera desenergizada e não enquadradas no item 3,
alínea i, são classificadas como tipo 4;
• intervenções que envolva transferência de disjuntores que
alimentam consumidores industriais;
• intervenções nos barramentos energizados da rede
complementar que não sejam de elevado risco, são
classificadas como tipo 4, porque a desativação de
religamentos automáticos são realizados em linhas fora da
rede de operação.
b) Intervenções em pontos de telemedição, telecontrole ou
telesinalização que atendem ao ONS, não enquadrados como
intervenções do tipo 3 alíneas “d” e “f” do subitem 5.1.3 ou
que possuam redundância não acarretando indisponibilidades;
c) Testes ou indisponibilidade de equipamentos de transferência de
disparo (teleproteção) da Rede de Operação, desde que não haja
descoordenação, nem perda da seletividade;
d) Intervenções que impliquem em indisponibilidade de um conjunto
de proteção de equipamentos da Rede de Operação, desde que
exista pelo menos um outro conjunto redundante e que a
funcionalidade e o desempenho desse último não sejam afetados.
e) Um dos transformadores de aterramento ou reatores de
aterramento em instalações que possuem dois em operação;

5.1.5 Intervenções Tipo 5


a) Intervenções nos seguintes equipamentos energizados ou
desenergizados:
• Demais Instalações da Transmissão - DITs ou as intervenções não
enquadradas como tipo 2, 3 ou 4;
• unidades geradoras que não fazem parte da Rede de Operação.
b) Intervenção que reduza a capacidade plena do auto-
restabelecimento integral das usinas e/ou altere o modo de
partida automática dos GGE.

5.1.5.1 Estas solicitações de intervenção, programadas ou de urgências,


devem ser autorizadas pelo Gerente do Centro Regional de Operação
ou superior hierárquico, e informada à Gerência Regional.

5.1.6 Intervenções Tipo 6

a) Em sistemas extravasores de reservatórios/usinas desde que não


provoque vertimento, seja fora do período de controle de cheias
e que não reduzam em mais de 30% a capacidade total de
extravasão controlada do reservatório;
b) Em medição de faturamento por parte do Agente responsável;
c) Em relé digital à distância que envolva alteração de ordem de
ajuste e/ou parametrização.
d) Intervenções nos equipamentos principais e/ou respectivos
auxiliares energizados e em sistema de serviços auxiliares
desde que afetem as condições operativas e provoquem elevado
risco de desligamento acidental dos equipamentos principais
fora da rede de operação;

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5.1.7 Intervenções Tipo 7


a) Intervenções nos equipamentos principais e/ou respectivos
auxiliares energizados e em sistema de serviços auxiliares
desde que não afetem as condições operativas e não provoquem
elevado risco de desligamento acidental dos equipamentos
principais;
b) Em sistemas de proteção, medição, comando, telecomunicação,
controle e supervisão sem elevado risco de desligamento
acidental, que não necessitem de manobras e/ou que não afetem
suas condições operativas;
c) Em equipamento reserva que estiverem fora de operação, desde
que não impliquem em indisponibilidade e não impeça a
utilização imediata do equipamento pela operação;
d) Em unidades geradoras que estiverem fora de operação por
conveniência operacional, desde que não impliquem em
indisponibilidade e/ou manobras, não seja de elevado risco de
desligamento acidental e não impeça o retorno imediato do
equipamento à operação;
e) Em equipamentos/LT da rede de operação que estiverem
indisponíveis por manobras de emergência ou desligamento
automático, exclusivamente com a finalidade de inspecionar o
equipamento visando diagnosticar o problema que causou a
indisponibilidade;
f) Em equipamentos principais sem elevado risco de desligamento
acidental, que não necessitem de manobras e/ou que não afetem
suas condições operativas;
g) Intervenções que envolvem outros serviços sem risco e sem
manobras nas áreas operacionais restritas;
h) Carga e descarga de materiais ou equipamentos nas áreas de
risco das instalações do SEP.

5.1.7.1 Deve-se considerar:


a) Intervenções nos equipamentos que já se encontram
indisponíveis, por desligamento manual efetuado por necessidade
do equipamento ou linha, ou por desligamento automático,
deverão ser classificadas conforme tipo específico;
b) Em caso de necessidade de realização de serviços em
equipamentos do Módulo Geral que não ocasione o desligamento de
Função Transmissão, a intervenção deve ser solicitada como Tipo
2, Tipo 3, Tipo 4, Tipo 5, Tipo 6 ou Tipo 7, conforme o caso,
de acordo com os critérios estabelecidos no subitem 5.1 desta
Instrução Normativa;
c) Quando da solicitação de uma função para realização de
trabalhos no ativo que será substituído pela unidade reserva,
deverá ser enviada uma SI (Solicitação de Intervenção) tipo 1
contendo o período de desligamento para substituição do mesmo,
e outra SI do tipo 3 para a unidade que foi substituída de modo
que o horário de inicio desta não coincida com horário de
início da SI tipo 1;
d) Para atender solicitação de desligamento de função operacional
cuja natureza é “Desligamento para atendimento de solicitação
do ONS - SO” deverá ser criada uma SI especifica pelo Centro
Regional de Operação de Sistema e encaminhada às instalações e
órgãos envolvidos;
e) A CHESF deve acompanhar a implantação do Sistema de Medição
para Faturamento – SMF, em conformidade com o que está

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estabelecido no Procedimento de Rede Submódulo 12.2 -


INSTALAÇÃO DO SISTEMA DE MEDIÇÃO PARA FATURAMENTO, bem como,
intervenções em medição de faturamento por parte do Agente
responsável pela referida medição, conforme Procedimento de
Rede Submódulo 12.3 - MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE MEDIÇÃO PARA
FATURAMENTO;
f) As intervenções em dispositivos extravasores dos reservatórios,
quando realizadas no Período de Controle de Cheias , só devem
ocorrer nos casos de urgência ou de emergência. Em caso de
urgência, a CHESF deve solicitar ao centro de operação do ONS
e, no caso de emergência, deve informar sua execução ao centro
de operação do ONS, imediatamente após o evento. Em ambos os
casos, a CHESF deve informar os motivos que enquadram a
intervenção na classificação de urgência ou emergência.

5.2 Quanto à Natureza

5.2.1 Manutenções preventivas - MP: intervenção para controle,


acompanhamento, conservação, testes e melhorias dos equipamentos
ou linhas de transmissão, executada com a finalidade de manter
esses equipamentos em condições satisfatórias de operação.

5.2.2 Manutenções corretivas - MC: intervenção para o restabelecimento


das condições normais de utilização dos equipamentos, obras ou
instalações.

5.2.3 Testes em equipamentos da rede de operação - TR: intervenção cuja


finalidade é a realização de testes – verificação de desempenho e
de capacidade de geração, respostas dinâmicas, testes de
aquecimento etc., em equipamentos já integrados à rede de
operação.

5.2.4 Teste ou energização de novos equipamentos - TN: intervenção cuja


finalidade é a realização de testes, energizações ou manobras,
para integrar um novo equipamento à rede de operação.

5.2.5 Intervenção para implantação de ampliação, reforço e melhorias -


IN, excetuadas aquelas de melhoria em automação, reforma e
modernização de subestações.

5.2.6 Desligamento por motivo de segurança de terceiros – ST - ou para


realização de serviços ou obras de utilidade pública.

5.2.7 Restrição operativa temporária - RO, em função de restrição em


equipamentos que integram a Função Transmissão ou a usina.

5.2.8 Restrição operativa temporária - RS, em função de restrição ou


indisponibilidade de outros equipamentos ou instalações do
sistema.

5.2.9 Indisponibilidade de uma função transmissão vinculada a projeto de


Pesquisa e Desenvolvimento - PD, desde que:
a) Não imponha reduções de confiabilidade às instalações, de
acordo com os Procedimentos de Rede;
b) Não cause aumento de custo operacional; e

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c) O desligamento seja realizado em época e período mais adequados


às necessidades do Sistema Interligado Nacional, conforme
avaliação do ONS com a concessionária de transmissão.

5.2.10 Desligamento originado por intervenção em equipamento que não


integre a rede de operação (DE).

5.2.11 Indisponibilidade de equipamento reserva ou utilização de


equipamento reserva para substituição de equipamento de uma Função
Transmissão (RE).

5.2.12 Desligamentos para atendimento de solicitação do ONS (SO).

5.2.13 Demais naturezas - DN: intervenção ou restrição operativa para


atendimento a solicitações não enquadradas nos itens anteriores.

5.2.13.1 O solicitante deve informar na Solicitação de Intervenção - SI o


documento que justifica o enquadramento (Resolução ANEEL, ato
autorizativo ANEEL, Resultado de Edital de Leilão, Documento do
ONS, etc), bem como constar do PMI, nas seguintes situações:

a) Teste ou energização de novos equipamentos (TN);


b) Intervenção para implantação de Ampliação, Reforço e
Melhorias(IN);
c) Indisponibilidade de uma Função Transmissão vinculada a projeto
de Pesquisa e Desenvolvimento (PD);
d) Desligamentos para atendimento de solicitação do ONS (SO). Esta
natureza não é necessária constar do PMI.
• O Centro Regional de Operação de Sistema deve encaminhar ao
ONS consulta formal, previamente à SI, justificando a
duração e os serviços a serem executados, para as
intervenções que sejam passíveis de se enquadrar em algum dos
casos de isenção de parcelas variáveis, de forma a garantir
previamente o enquadramento na situação de isenção.

5.3 Quanto à Caracterização da Intervenção

5.3.1 Intervenções com desligamento - CD: aquelas em que há necessidade,


para a realização dos serviços, de que o equipamento esteja
desligado, isto é, indisponível para a operação.

5.3.2 Intervenções sem desligamento - SD: aquelas em que, para a


realização dos serviços, o equipamento não necessita estar
desligado, continuando disponível para a operação.

5.3.3 Intervenções para realização de testes - TE: aquelas necessárias à


realização de testes em equipamentos da rede de operação ou em
novos equipamentos a serem incorporados à rede de operação. Nesse
tipo de intervenção, o equipamento, ainda que em operação, não
está à disposição dos Centros Regionais de Operação de Sistema,
uma vez que está atendendo às condições de teste. Pode ser ainda
que, durante a realização dos testes, o equipamento venha a ser
desligado, devendo, portanto, ser considerado indisponível para a
operação.

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5.4 Quanto à Periodicidade

5.4.1 Intervenção Contínua – é aquela em que o equipamento ou linha de


transmissão fica sob intervenção continuamente desde o seu início
até o seu término, sendo necessário à utilização de apenas um
“Cartão de Autorização de Intervenção”.

5.4.2 Intervenção Diária – é aquela que é programada para mais de um


período, e nos intervalos destes períodos sua execução é
interrompida e o equipamento é disponibilizado novamente para a
operação, sendo necessária à utilização de um “Cartão de
Autorização de Intervenção” para cada período.

5.5 Quanto ao Prazo da Solicitação de Intervenção

5.5.1 Intervenção programada em regime normal - IP: intervenções cujas


solicitações sejam feitas com antecedência maior ou igual a 72
(setenta e duas) horas, com relação ao horário da intervenção.

5.5.2 Intervenções programadas em regime de urgência - IPU: intervenções


solicitadas com antecedência menor que 72 (setenta e duas) horas e
maior ou igual a 48 (quarenta e oito) horas, com relação ao
horário da intervenção, desde que a natureza do serviço permita ao
ONS programar as condições operativas do Sistema Interligado
Nacional - SIN em conformidade com os critérios estabelecidos nos
Procedimentos de Rede, podendo inclusive modificar o início e/ou
duração da intervenção.

5.5.3 Intervenções de urgência - IU: intervenções, solicitadas com


antecedência inferior a 48 (quarenta e oito) horas, com relação ao
horário da intervenção, ou com antecedência entre 48 (quarenta e
oito) horas e 72 (setenta e duas) horas, com relação ao horário da
intervenção, e não sendo possível ao ONS programar as condições
operativas do SIN, em conformidade com os critérios estabelecidos
nos Procedimentos de Rede.

5.5.4 Intervenções de emergência - EM: intervenção efetuada em


equipamento ou instalação, com o objetivo de corrigir falha que
tenha ocasionado seu desligamento intempestivo, automático ou
manual.

5.6 Quanto ao Desligamento

A classificação quanto ao tipo de desligamento só se aplica as


intervenções do tipo 1, tipo 2 e tipo 3 que acarretem o
desligamento de Funções Transmissão da rede básica que sejam
objeto de CPST.

5.6.1 Desligamento Programado – DP: são as indisponibilidades de Funções


de Transmissão solicitadas ao ONS com antecedência superior a 48
(quarenta e oito) horas, e as solicitadas entre 24 (vinte quatro)
horas e 48 (quarenta e oito) horas, desde que a natureza dos
serviços permita ao ONS programar as condições operativas do SIN
em conformidade com os critérios estabelecidos nos Procedimentos
de Rede.

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5.6.2 Outros Desligamentos – DO: são as indisponibilidades de Funções de


Transmissão solicitadas ao ONS entre 24 (vinte quatro) horas e 48
(quarenta e oito) horas, desde que a natureza dos serviços não
permita ao ONS programar as condições operativas do SIN (Sistema
Interligado Nacional) em conformidade com os critérios
estabelecidos nos Procedimentos de Rede, e as solicitadas com
prazo inferior a 24 (vinte quatro) horas.

6. PROCEDIMENTOS PARA SOLICITAÇÃO DE INTERVENÇÕES

6.1 Procedimentos Gerais para Efetuar Solicitações

6.1.1 A solicitação de intervenção deve ser efetuada utilizando o módulo


de solicitações de intervenção do aplicativo “Sistema Integrado de
Gestão de Ativos" - SIGA.

6.1.1.1 No caso da impossibilidade sistêmica de utilização do aplicativo


SIGA, preencher o ”Formulário Solicitação de Intervenção – FSI”
(Anexo I), e enviá-lo, preferencialmente, via correio eletrônico
ou na falta deste, por qualquer meio de comunicação escrita, sendo
necessário o contato verbal com o órgão destinatário responsável
pela aprovação, o qual deve inserir os dados da solicitação no
aplicativo SIGA, quando da normalização do referido aplicativo,
mesmo nos casos em que os trabalhos estejam em andamento ou
concluídos.

6.1.2 Para o caso de solicitação de intervenção de urgência/emergência:

a) Além de efetuar a solicitação através do SIGA, o órgão


solicitante deve informar verbalmente ao órgão destinatário;
b) Quando não for possível emitir a solicitação de intervenção por
meio do aplicativo SIGA, ou através do envio do Formulário de
Solicitação de Intervenção – FSI por correio eletrônico, face
impedimento do sistema informatizado, o órgão solicitante pode
fazê-la por qualquer meio de comunicação ao órgão destinatário,
o qual deve inserir os dados no aplicativo SIGA. No caso da
indisponibilidade do aplicativo SIGA o órgão destinatário deve
preencher os dados da intervenção no Formulário de Solicitação
de Intervenção;
c) Quando o destinatário for o Órgão de Execução da Operação de
Instalação ou Órgão Executivo da Manutenção de Equipamentos, e
não for possível efetuar a solicitação a este órgão, a mesma
pode ser feita, preferencialmente, ao Operador Supervisor de
turno da Instalação, cuja aprovação é de responsabilidade do
Órgão de Operação de Instalação ou ao Técnico de Operação e
Manutenção, cuja aprovação é de responsabilidade do Órgão
Executivo da Manutenção de Equipamentos ou ao Centro Regional
de Operação de Sistema para as demais;
d) Deve ser tratada o mais rápido possível, e prioritariamente em
relação a outras solicitações de intervenção;
e) Excepcionalmente, para solicitação de intervenção de emergência
oriundas de indisponibilidade por desligamento intempestivo de
unidade geradora, Função Transmissão, com impacto de desconto
da parcela variável, ou LT com interrupção de carga, o Centro
Regional de Operação de Sistema deve, após recebimento dos

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dados da intervenção, por qualquer meio de comunicação,


elaborar a SI no SIGA, encaminhar para os órgãos envolvidos,
exportar para o SGI do ONS, quando aplicável, e realizar as
tratativas necessárias.

6.1.2.1 O responsável pela manutenção ao chegar à instalação deverá


validar as informações constantes na Solicitação de Intervenção
(SI) elaborada pelo Centro Regional de Operação de Sistema,
antes da assinatura do cartão de autorização de intervenção.

6.1.3 Para solicitar intervenções, os órgãos envolvidos devem observar o


tipo, natureza, órgão destinatário e prazo, relativos à
intervenção pretendida, conforme estabelecidos na tabela a seguir:

a) O prazo considera o dia da emissão da solicitação e exclui o


dia de início da intervenção.
b) São consideradas como solicitações do dia, as intervenções
enviadas pelo SIGA ou qualquer meio de comunicação escrita, até
às 13h30min do horário operacional deste dia.

INTERVENÇÕES
Prazo para
Resposta
Órgão
Tipo Natureza Prazo para Solicitação (Aprovação ou
Destinatário
Indeferimento)
(1),(2),(09),
>35 dias Programada
> 14 dias (3)
(3) (IP)
> 20 dias e
Programada
< 35 dias ≥ 3 dias úteis
(IP)
(4)
1 < 20 dias e
Programada
e MC / MP / TR > 6 dias ≥ 1 dia útil
(IP)
2 TN / IN / ST (10)
(14) RO / RS /PD < 5 dias Até as 15h00min
(15) DE / RE / SO Centro úteis
Programada do dia anterior
(16) DN Regional de e (IP) à data da
Operação de >72h (10) intervenção
Sistema
Programada em
(Anexo II),
regime de Menor tempo
com cópia <72h e >48h
urgência possível (13)
para as
(IPU) (12)
Instalações
envolvidas e Urgência Menor tempo
<72h
órgãos (IU) possível (13)
interessados > 4 dias Programada
úteis (IP)
MC / MP / TR
Programada em > 1 dia útil
3 TN / IN / ST
regime de
(6) RO / RS /PD
< 4 dias urgência
DE / RE / SO
úteis (10) (IPU)
DN
(10)(12)
Urgência Menor tempo
(IU) possível (13)

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> 4 dias Programada


> 1 dia útil
4 úteis (IP)
(6)
< 4 dias Urgência Menor tempo
úteis (11) (IU) possível (13)

INTERVENÇÕES
Prazo para
Resposta
Órgão
Tipo Natureza Prazo para Solicitação (Aprovação ou
Destinatário
Indeferimento)
(1),(2),(09)
MP e MC com
> 13 dias Programada
corte de > 4 dias úteis
úteis (IP)
carga
MP e MC sem
corte de
carga e com
> 8 dias Programada
manobras que > 2 dias úteis
Centro úteis (IP)
envolvam
agentes Regional de
externos Operação de
5 Sistema
MP e MC sem
corte de (Anexo II),
com cópia > 4 dias Programada
carga e com > 1 dia útil
para as úteis (IP)
manobras
internas Instalações
envolvidas e
MP e MC sem > 3 dias Programada
órgãos > 1 dia útil
manobras úteis (IP)
interessados
Inferior
Urgência Menor tempo
MC (11) aos
(IU) possível (13)
anteriores
> 3 dias Programada
MP e MC > 1 dia útil
úteis (IP)
6
< 3 dias Urgência Menor tempo
MC (11)
úteis (IU) possível (13)
Órgão de
Execução da
Operação de > 2 dias Programada
MP e MC > 1 dia útil
Instalação ou úteis (IP)
Órgão
Executivo da
Manutenção de
7 Equipamentos
(5) (Anexo II)
(7) com cópia < 2 dias Menor tempo
Urgência
MC (11) para as úteis possível (13)
(IU)
instalações
envolvidas e
órgãos
interessados

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Observações:

(1) Na fase de análise da solicitação de intervenção, caso ONS não


possa atender uma solicitação de intervenção, com ou sem
desligamento, deverá reprogramar a referida intervenção de forma
prioritária, em data e horário acertados de comum acordo com o
Centro Regional de Operação de Sistema, registrando o motivo da
reprogramação.
(2) O órgão solicitante que necessitar de resposta com maior
antecedência, em situações especiais explicitadas, deve interagir
com o Órgão destinatário, que quando for o Centro Regional de
Operação de Sistema, este deve interagir com ONS.
(3) Quando a solicitação for enviada com antecedência superior a 65
dias, as respostas devem ser liberadas com antecedência mínima de
28 dias, com relação à data pretendida.
(4) As solicitações de intervenção dos tipos 1 e 2, com prazo inferior
a 35 dias, devem ser evitadas, devido à existência de índice de
controle do ONS.
(5) As intervenções abaixo podem ser enviadas com no mínimo 1 (um) dia
útil de antecedência (a resposta deve ser no menor tempo
possível):
• Intervenção em equipamento reserva desconectado, desde que o
tempo de realização da intervenção seja inferior ao tempo de
retorno do equipamento a operação e não impeça a utilização
imediata do equipamento pela operação;
• Intervenção em unidade geradora indisponível por intervenção em
andamento, desde que:
• Não comprometa o horário de término da intervenção;
• As condições de segurança não sejam violadas;
• Não necessitem de manobras.
(6) Intervenção no SAGE (Sistema Aberto de Gerenciamento de Energia)
do Centro de Operação do Sistema -COOS deve ser solicitada ao COOS
com cópia ao Centro Regional de Operação do Sistema Sul – CROS,
Centro Regional de Operação de Sistema de Paulo Afonso – CROP e
Centro Regional de Operação de Sistema Leste – CROL.
(7) As solicitações de intervenção em unidades geradoras fora de
operação por conveniência operacional devem ser enviadas com no
mínimo 2(duas) horas de antecedência da realização da intervenção,
sendo necessário o contato verbal com o órgão destinatário, a
qualquer tempo, desde que:
• não impeça o retorno imediato do equipamento à operação e;
• não impliquem em indisponibilidade, manobras e riscos para o
sistema.
(8) As intervenções de urgência do tipo 1 que não puderem ser
realizadas em horário definido mediante acerto entre Centro
Regional de Operação de Sistema e o ONS (classificadas como
“outros desligamentos”) devem ser evitadas, devido ao valor da
penalização por indisponibilidade, observando as condições de
segurança.
(9) As intervenções do tipo 1, 2 ou 3 são aprovadas pelo ONS e as de
tipo 4 são apenas informadas em tempo real.
(10) Para tipos 1 e 2 solicitadas com prazo inferior a 20 dias e
intervenções tipo 3 solicitadas com prazo inferior a 4 dias úteis,
deverá atender às justificativas caracterizadas por um dos três
motivos a seguir: risco de acidente com pessoas, risco de

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danificação de equipamentos ou risco iminente de desligamento


intempestivo, causando risco para o Sistema Interligado Nacional -
SIN.
(11) Para intervenções de urgência tipo 4, 5, 6 e 7 devem atender as
justificativas caracterizadas por um dos três motivos listados no
item anterior.
(12) As intervenções programadas de urgência serão classificadas como
“desligamento programado”, desde que a natureza do serviço permita
ao ONS programar as condições operativas do SIN em conformidade
com os critérios estabelecidos nos Procedimentos de Rede, podendo
inclusive modificar o início e/ou duração da intervenção.
(13) A resposta a uma solicitação de urgência/emergência deve também
ser informada verbalmente.
(14) Deve ser cadastrada no SIGA, como Tipo 2, intervenção em Esquema
Regional de Alívio de Carga (ERAC) que reduza mais de 10% da carga
por estágio ou mais de 10% da carga por distribuidora, do referido
esquema especial de proteção.
(15) Nos casos de intervenção em equipamentos ou FT que indisponibilize
a complementação de vão ou a conexão de reatores, os disjuntores
associados a estes equipamentos ou FT deverão ser cadastrados
juntamente com o equipamento principal.
(16) O desligamento momentâneo de equipamentos ou FT para possibilitar
a liberação de outro equipamento ou FT deverá ser feito no horário
mais conveniente para o SIN, devendo ser registrado pelas equipes
de Tempo Real, para subsidiar o processo de apuração de
indisponibilidade de equipamentos. Exemplos:

• Desligamento de LT para desconexão/conexão de reatores não


manobráveis;
• Desligamento de transformadores quando compartilham o mesmo
disjuntor em um dos terminais;
• Desligamento de equipamentos para liberação de transformador de
aterramento;
• Transferência de equipamentos para outra barra de 13,8 kV
(terciário de transformador) para liberar o disjuntor de
suprimento de 13,8 kV da barra de origem;
• Outros.

6.1.4 Intervenções para testes


a) Ao solicitar uma intervenção para testes em novos equipamentos
ou em equipamentos existentes deve-se colocar na solicitação de
intervenção um programa detalhado dos testes que serão
realizados;
b) quando for necessário dar continuidade aos testes em novos
equipamentos que não puderam ser realizados na programação
original, e que constavam da mesma, deve-se solicitar ao Centro
Regional de Operação do Sistema a prorrogação da mesma em Tempo
Real ou solicitar uma nova intervenção. Esta nova solicitação
de intervenção deve ser feita a tempo de ser tratada pelas
equipes de programação ou pré-operação dos CRO e do ONS;
c) quando um teste implicar em indisponibilidade de outros
equipamentos da rede de operação, deverá ser solicitada também
uma intervenção tipo 1 ou tipo 2, com ou sem desligamento, para
cada um destes equipamentos, além da solicitação para o teste,
observando as antecedências requeridas para cada uma das
intervenções;
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d) Quando uma intervenção fora da rede de operação exigir


desligamento de um equipamento da rede de operação deve ser
também efetuada uma solicitação de intervenção para este
equipamento a ser desligado e caso esta intervenção não seja no
módulo geral, deverá ser bem explicitado o motivo do
desligamento.

6.1.5 Em intervenção que requeira maiores providências de programação, a


exemplo de energização de novos eventos, manutenção envolvendo
equipes de vários órgãos e, intervenção em vários vãos, deve ser
feita uma única solicitação de intervenção, discriminando todas as
etapas, condições de recebimento e devolução, responsáveis em cada
uma delas e responsável geral dos trabalhos, desde que a
intervenção seja em uma única função de transmissão. Esta
intervenção deve ser devidamente compatibilizada, a programação
discutida entre todos os componentes, e avaliados todos os riscos
e condições de segurança e o resultado descrito nos planejamentos
executivos e solicitações de intervenção.

6.1.6 Quando se tratar de intervenção para realizar atividades de


caráter geral e seqüenciado com a mesma finalidade, que não
envolvam manobras, sem elevado risco de desligamento, tais como
limpeza de painéis, identificação de cabos de controle, troca de
sílica gel, MP em baterias e retirada de amostra de óleo e outros,
a solicitação de intervenção, excepcionalmente, pode ser para os
diversos equipamentos envolvidos, devendo, entretanto, ser por
nível de tensão - 230kV, 69kV, etc. Neste caso, o executante deve
manter o Operador, nas instalações coordenadas pelo DOS, ou o
Operador de Sistema, nas instalações coordenadas pelo DMS,
informado sempre que for intervir no próximo equipamento. Tal
procedimento visa evitar a emissão de uma quantidade excessiva de
solicitação de intervenção, considerando que os trabalhos são
similares e repetitivos.

6.1.7 O Centro Regional de Operação de Sistema, em conjunto com os


solicitantes, devem compatibilizar as solicitações de
intervenções, visando reduzir a quantidade de intervenções no
sistema. Sempre que possível esta compatibilização deve ser
realizada nas reuniões de planejamento e programação de
intervenções das Gerências Regionais de Operação.

6.1.8 Quando houver solicitações de intervenções simultâneas em


subsistemas diferentes que necessitem priorização das mesmas junto
ao ONS, cabe ao COOS a análise de cada uma e a definição de quais
as intervenções que devem ser consideradas.

6.1.9 Nos casos de intervenções realizadas por Prestadoras de Serviço, o


Órgão responsável pela programação, pode indicar na solicitação de
intervenção, profissionais da respectiva prestadora de serviço
como responsável e substituto eventual. Para tanto, o referido
responsável deve assegurar a observância dos procedimentos
normativos da CHESF, principalmente de segurança, envolvidos no
processo de intervenção. O órgão responsável pela programação deve
anexar a SI ou enviar para instalação envolvida, a relação
contendo nome e identidade dos profissionais da prestadora de
serviço autorizados a acessar a instalação.

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6.1.10 Quando uma unidade geradora ou Função Transmissão com impacto de


desconto da parcela variável ficar indisponível por desligamento
intempestivo, o Centro Regional de Operação de Sistema deve
avisar, de imediato, ao Órgão de Manutenção envolvido, o qual deve
informar os dados para elaboração da solicitação de intervenção de
emergência, visando agilizar o processo e reduzir o desconto da
parcela variável. O Centro Regional de Operação de Sistema deve
cadastrar a SI no SIGA e SGI (ONS), encaminhar para os Órgãos
envolvidos e efetuar as tratativas junto ao ONS. Para os demais
casos proceder conforme definido neste normativo. O Órgão de
Manutenção deve adotar medidas preventivas de controle dos riscos
elétricos e adicionais (PEX e APP), medidas de proteção coletiva
aplicável e Equipamentos de Proteção Individual específicos.

6.1.11 Para o caso de solicitação de intervenção de outros serviços:

Quando houver necessidade da implantação de alojamento, cabana ou


prédio provisório, dentro da área da instalação em operação, deve
ser adotado os seguintes procedimentos:

a) O responsável pelos serviços deve entrar em contato com o


encarregado da instalação para que este autorize sua
implantação;
b) Quando houver necessidade de utilização de água e/ou energia
elétrica derivada das respectivas redes da própria instalação,
o responsável pelos serviços deve nivelar com o encarregado da
instalação para que seja previamente definida a forma de
interligação e de utilização;
c) Quando houver necessidade de utilização de telefone e/ou rede
de dados, o órgão responsável pela execução dos serviços deve
solicitar o atendimento ao órgão de telecomunicações, o qual
deve manter entendimentos com o Órgão responsável pela
coordenação da instalação para definir a forma de interligação
e de utilização;
d) Caso os serviços de água, esgoto, energia elétrica e/ou
telecomunicações sejam supridos diretamente pelas respectivas
concessionárias, o responsável pelos serviços deve nivelar com
o encarregado da instalação para que seja definido o melhor
encaminhamento das redes hidráulica, elétrica e/ou telefônica,
de forma a minimizar a interferência com as existentes na
instalação;
e) Toda intervenção programada que indisponha a função de auto-
restabelecimento integral das usinas e/ou altere o modo de
partida automática dos GGE, deve ser autorizada pelo Gerente de
Divisão Regional de Operação, devendo ser classificada como
tipo 2. A indisponibilidade programada total deste sistema só
deve ser autorizada quando esta for uma condição necessária e
indispensável à realização da atividade e/ou a segurança dos
envolvidos;
f) Nas SI para intervenção em quaisquer dos componentes e/ou
sistemas constituintes do sistema de auto-restabelecimento
integral, que implique na indisponibilidade plena ou parcial
desta função, deve conter como parte integrante dos trabalhos o
teste de funcionalidade do sistema que deverá ser realizado
pela Operação ao final dos trabalhos e antes da devolução do

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cartão pelo interventor. O teste deverá estar contido na SI e


deve prever a partida e colocação em carga dos GGE nas mesmas
condições dos testes semanais de carga;

7. ASPECTOS DE SEGURANÇA

7.1 Em todas as intervenções nas instalações elétricas devem ser


adotadas medidas preventivas de controle dos riscos elétricos e
adicionais (PEX e APP), medidas de proteção coletiva aplicável,
Equipamentos de Proteção Individual - EPI específicos e
equipamentos de resgate, quando envolver trabalho em altura ou em
espaço confinado.

7.2 Todas as intervenções nas instalações elétricas somente devem ser


desenvolvidas por profissionais devidamente autorizados, com
relação aos requisitos da Norma Regulamentadora Nº 10 - NR-10.

7.3 Para intervenções em usinas térmicas, além da obediência aos


procedimentos desta Instrução Normativa, deve ser solicitado o
"Certificado de Inspeção de Segurança" - CIS (Anexo III) ao Órgão
de Segurança e Medicina do Trabalho da área, pelo Órgão
Solicitante da intervenção, nas seguintes situações:

a) Para trabalhos com fontes de radiação ionizante;


b) Para trabalhos em equipamentos ou tubulações que envolvam
produtos tóxicos, inflamáveis ou combustíveis;
c) Para a entrada de pessoal em equipamentos que não propiciem
boas condições de ventilação;
d) Para trabalhos que envolvam equipamentos elétricos energizados,
caixas de passagem de cabos elétricos, poços e caixas de
drenagem de águas oleosas ou contaminadas.

7.4 Para as intervenções que não envolvam usinas térmicas, porém haja
dúvidas quanto à suficiência das condições de segurança do
trabalho, o CIS pode ser emitido mediante solicitação do Órgão
solicitante da intervenção.

7.5 Quando houver necessidade da utilização de materiais


tóxicos/inflamáveis/explosivos durante os serviços, o órgão de
manutenção responsável deve informar ao órgão de Segurança e
Medicina do Trabalho antes da emissão da solicitação de
intervenção:
a) tipo e quantidade de material;
b) local pretendido para guardar o material;
c) tempo de permanência do material na área em operação;
d) finalidade da utilização do material.

7.6 A solicitação do CIS ao Órgão de Segurança do Trabalho da área,


deve ser efetuada via correio eletrônico ou na falta deste, por
qualquer meio de comunicação escrita anexando o Planejamento
Executivo - PEX e Análise Preliminar de Perigo - APP. O CIS deve
ser enviado aos órgãos envolvidos, em até 3 (três) dias úteis,
após a data de sua solicitação para intervenções programadas e no
menor tempo possível para as intervenções de urgência.

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8. CONTROLE DE INSTALAÇÃO E RETIRADA DE ATERRAMENTO TEMPORÁRIO


DURANTE INTERVENÇÕES

8.1 O órgão solicitante da intervenção deverá anexar ao Planejamento


Executivo da Intervenção (PEX) um croqui detalhando os pontos onde
serão efetuados os aterramentos temporários, quando houver;

8.2 Quando a intervenção necessitar a colocação/retirada de


aterramento temporário envolvendo vários equipamentos/etapas
deverá ser descrito na SI a seqüência de colocação/retirada dos
mesmos. Como também a demonstração e respectiva sequência deverão
estar associadas a um único croqui.

8.3 O órgão solicitante da intervenção que necessitar modificar o


aterramento temporário constante na Solicitação de Intervenção,
desde que não altere a configuração e/ou condições de segurança,
deverá solicitar com antecedência mínima de 48h de dias úteis da
data programada para a realização da intervenção, justificando por
meio eletrônico o motivo da alteração, a qual deverá ser anexada
ao processo de intervenção;

8.3.1 Caso seja identificado pelo Órgão de Manutenção, no ato de


solicitar a intervenção, a conveniência de modificar os pontos de
aterramento temporário, no sentido de aumentar a segurança e
viabilidade da intervenção, o mesmo deverá:

a) Informar ao OPI da Instalação, o qual repassará para o órgão


responsável pela autorização da intervenção a suspensão
temporária dos trabalhos com a devida justificativa quando
envolver instalações sob coordenação do DOS;
b) Informar ao órgão responsável pela autorização da intervenção a
suspensão temporária dos trabalhos com a devida justificativa
quando envolver instalações sob coordenação do DMS.

8.3.2 O Órgão de Manutenção deverá enviar novo croqui e e-mail para o


Órgão responsável pela autorização, com cópia para os Órgãos
envolvidos, ratificando a solicitação. O reinício dos trabalhos se
dará tão logo o órgão responsável pela autorização formalize por
escrito a permissão para todas as partes envolvidas.

8.4 O órgão solicitante da intervenção que necessitar retirar o


aterramento temporário, por qualquer motivo justificável, durante
os trabalhos, deverá detalhar na SI e demonstrar no croqui anexo
ao Planejamento Executivo da Intervenção (PEX), devendo a operação
nas instalações coordenadas pelo DOS ou a manutenção nas
instalações coordenadas pelo DMS preencher quantos formulários de
Controle de Aterramento Temporário forem necessários, descrevendo
as mudanças de configuração;

8.5 Após a execução das manobras de liberação e entrega/assinatura do


Cartão de Autorização de Intervenção, conforme definido na SI e
croqui anexo ao Planejamento Executivo da Intervenção (PEX),
deverá:

===========================================================================
DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
EDIÇÃO (Original Assinado) FOLHA
7ª João Henrique de A. Franklin Neto 20/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
===========================================================================
CHESF INSTRUÇÃO NORMATIVA IN-OP.01.002
SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

a) O Operador, nas instalações coordenadas pelo DOS, acompanhar a


colocação do aterramento temporário, por parte do órgão de
manutenção;
b) O Técnico de Operação e Manutenção, nas instalações coordenadas
pelo DMS, supervisionar a colocação do aterramento temporário
efetuado pelo responsável pela intervenção.

8.6 O Órgão de Manutenção após conclusão dos trabalhos deverá informar


a Operação, nas Instalações coordenadas pelo DOS, que irá retirar
o aterramento temporário;

8.7 Após conclusão dos trabalhos, conforme definido na SI e croqui


anexo ao Planejamento Executivo da Intervenção (PEX), deverá:

a) O Operador, nas instalações coordenadas pelo DOS, acompanhar a


retirada do aterramento temporário, por parte do órgão de
manutenção;
b) O Técnico de Operação e Manutenção, nas instalações coordenadas
pelo DMS, supervisionar a retirada do aterramento temporário
efetuado pelos demais componentes da equipe.

8.8 O controle de aterramento temporário, conforme anexo VI, indicando


o local de colocação e respectiva retirada, quando houver, deverá
ser assinado pelo responsável da intervenção e Operador, nas
instalações coordenadas pelo DOS ou pelo responsável da
intervenção e técnico de operação e manutenção, nas instalações
coordenadas pelo DMS.

8.9 Após a execução das manobras de liberação de Função de Transmissão


LT a Operação de Sistema deverá confirmar, via fonia, a colocação
do aterramento temporário, por parte do órgão de manutenção,
conforme definido na SI, e registrar no formulário de controle de
aterramento temporário (anexo VI), no campo de assinatura da
manutenção: ”Confirmado via fonia com o responsável pela
intervenção” ou registrar no PGM/RTM como item de manobra. Não
será necessário o envio de croqui para a operação de sistema;

8.10 Antes do início das manobras de normalização de Função de


Transmissão LT a Operação de Sistema deverá confirmar, via fonia,
a retirada do aterramento temporário (anexo VI), por parte do
órgão de manutenção e registrar no campo de assinatura da
manutenção: ”Confirmado via fonia com o responsável pela
intervenção” ou registrar no PGM/RTM como item de manobra;

8.11 Para intervenções da Equipe de Manutenção de Linha de Transmissão


dentro da Área Restrita (pátio), o controle será realizado pelo
Operador nas instalações coordenadas pelo DOS ou pelo Técnico de
Operação e Manutenção, nas instalações coordenadas pelo DMS;

8.12 O mesmo responsável da manutenção que assinar o documento


atestando a colocação do aterramento temporário deverá assinar a
retirada, salvo por motivo de força maior, a substituição deverá
ser informada via e-mail ao órgão responsável pela autorização da
intervenção, o qual validará junto aos órgãos envolvidos;

===========================================================================
DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
EDIÇÃO (Original Assinado) FOLHA
7ª João Henrique de A. Franklin Neto 21/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
===========================================================================
CHESF INSTRUÇÃO NORMATIVA IN-OP.01.002
SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

8.13 O Encarregado da Instalação, e na ausência do mesmo o Operador de


Turno nas instalações coordenadas pelo DOS ou o Técnico de
Operação e Manutenção, nas instalações coordenadas pelo DMS deve
anexar à pasta Processo de Intervenção - PI o croqui e o
formulário de controle de aterramento temporário, detalhando os
pontos onde serão efetuados os aterramentos temporários, quando
houver;

8.14 Para os Órgãos Executivos de Instalação ou Manutenção o croqui,


como parte integrante do PEX, e o formulário de controle de
aterramento temporário, deverão ser arquivados no mesmo Processo
de Intervenção – PI, para permitir posterior rastreabilidade, se
necessário;

8.15 Para os Centros Regionais de Operação o formulário de controle de


aterramento temporário, quando utilizado, deverá ser arquivado no
Processo de Intervenção – PI, para permitir posterior
rastreabilidade, se necessário.

9. DADOS RELATIVOS ÀS INTERVENÇÕES

Os órgãos solicitantes de intervenções devem fornecer as seguintes


informações:
a) Sobre o equipamento:
• Código da função transmissão (Função Operacional) quando
resultar em indisponibilidade ou restrição operativa ou
código do ativo para os demais casos.
• Deve-se considerar que quando o equipamento não possuir ativo
específico, cadastrar o ativo hierarquicamente superior e
descrever, na finalidade, o equipamento e os serviços a serem
executados;
• Informar o equipamento principal. No caso de intervenção
envolvendo vários equipamentos, deve ser designado um
equipamento principal. No caso de intervenção que
indisponibilize uma Função Transmissão o equipamento
principal da Função Transmissão é obrigatoriamente o
equipamento principal da intervenção;
• Deve-se informar se o equipamento sofrerá manutenção ou
ficará desligado em função de intervenção em outros
equipamentos;
• Em caso de intervenções sem desligamento, indicar,
obrigatoriamente, a restrição operativa para o equipamento
durante a intervenção, tendo como referência a unidade (A,
MW, MVA, MVAr) das mesmas;
• Instalação do equipamento;
• Família ao qual pertence;
• Instalação onde efetivamente deve ser realizada a
intervenção. No caso de linhas de transmissão, informar onde
devem ser executados os serviços, se nas entradas de linha ou
ao longo da linha.
b) Descrição dos serviços (finalidade) que serão executados
durante a intervenção;
c) Número de controle da Solicitação de Serviço pelo órgão
solicitante;
===========================================================================
DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
EDIÇÃO (Original Assinado) FOLHA
7ª João Henrique de A. Franklin Neto 22/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
===========================================================================
CHESF INSTRUÇÃO NORMATIVA IN-OP.01.002
SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

d) Caracterizar, obrigatoriamente, se a intervenção é com


desligamento, sem desligamento ou para ensaios e testes;
e) Especificar se a intervenção é aproveitamento de outra
intervenção, fazendo referência à intervenção original;
f) Especificar se a intervenção é uma inclusão de serviço
referente à outra intervenção, fazendo referência à intervenção
original;
g) Descrever os serviços que serão executados durante a
intervenção. No caso de testes, especificar o tipo e as
variações previstas nas grandezas elétricas. No caso de
alterações em ajustes e limites operacionais, informar
detalhadamente as mudanças previstas;
h) Classificar a intervenção quanto ao tipo, natureza e prazo. E
devem ser justificadas aquelas descritas no subitem 6.1.3,
observações 11, 12 e 13;
i) Definir o período da intervenção - data (s) e horários de
início e término;
j) Definir se a intervenção é continua ou diária, excetuando os
dias em que os serviços não serão realizados quando de
intervenções diárias;
k) Definir as condições de recepção/devolução do
equipamento/linha, salientando:
• configuração necessária para realização da intervenção,
indicando quais equipamentos devem ser desenergizados/
isolados/bloqueados e detalhando as chaves seccionadoras que
devem ser abertas/fechadas;
• equipamentos que devem ficar indisponíveis;
• necessidade de fechamento de chaves de aterramento;
• outras configurações especiais requeridas;
• restrições/modificações no equipamento/linha, após o retorno
ao sistema;
• necessidade de retirada de intertravamentos elétricos para
realização da intervenção.
l) Definir as condições exigidas durante a intervenção,
salientando a necessidade de:
• alteração de configuração do sistema ou da área sob
intervenção, principalmente quando implicar em conexão com o
sistema em operação;
• energização de equipamentos/linha para execução de
testes/medições, que não afetem a rede de operação;
• execução de manobras em equipamentos, principalmente quando
implicar em comando/telecomando;
• desconexão de ponto de trip de equipamentos;
• retirada de intertravamentos elétricos durante a execução dos
trabalhos;
• alteração transitória de configuração elétrica através da
retirada e/ou colocação de pulos ou conexões similares. Deve
ser encaminhado ao órgão destinatário, obedecendo ao mesmo
prazo da solicitação de intervenção, os diagramas ou desenhos
caracterizando as etapas inicial, intermediária e final dos
trabalhos, exceto quando se tratar de retirada de pulos de
disjuntores ou chaves (lado desenergizado) ou demais
equipamentos no trecho isolado;

===========================================================================
DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
EDIÇÃO (Original Assinado) FOLHA
7ª João Henrique de A. Franklin Neto 23/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
===========================================================================
CHESF INSTRUÇÃO NORMATIVA IN-OP.01.002
SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

• alteração transitória de posição de chave 43 de transferência


de proteção;
• necessidade de aterramentos no local dos trabalhos,
especificando: período, descrição clara, quantidade,
sequência quando envolver mais de uma etapa de aterramento
durante a intervenção e localização onde serão efetuados os
mesmos;
• acesso a painéis, chassis ou cabanas de proteção associada
aos equipamentos sob intervenção durante a execução dos
trabalhos.
m) Informar se o serviço envolve ou não atividade de manutenção na
proteção;
n) Especificar se a realização da intervenção depende das
condições climáticas. Em caso positivo, descrever, as condições
climáticas impeditivas à realização da intervenção;
o) Especificar se a intervenção pode ser feita em período noturno.
Em caso negativo, caracterizar o impedimento à realização da
intervenção em período noturno;
p) Especificar se a intervenção implica em riscos de desligamentos
acidentais. Neste caso, descrever os riscos e equipamentos
envolvidos;
q) Responsável e substituto eventual pela recepção/devolução com
telefone para contato. No caso de linha desenergizada salientar
o local onde devem ocorrer estas providências, conforme abaixo:
• quando recebida em um dos terminais, informar se a linha será
devolvida em outro terminal, sempre pelo mesmo responsável;
• quando recebida por fonia ao longo da linha, informar o
respectivo local (vão de frente ou estrutura da linha) e o
número do telefone móvel da equipe de manutenção de linha;
r) No caso de linha energizada informar os meios de comunicação
disponíveis;
s) Informar tempo necessário para retorno do equipamento à
operação, em caso de urgência, levando-se em consideração:
• em intervenção com desligamento, o tempo de disponibilização
da manutenção acrescido do tempo das manobras de preparação
para normalização;
• em intervenção sem desligamento, o tempo necessário para
recomposição, em caso de desligamento do mesmo.
o imediato;
o indisponível (após conclusão);
o tempo em horas e minutos.
t) Especificar se a postergação da realização da intervenção pode
trazer risco à integridade do equipamento;
u) O Órgão responsável pela intervenção deve emitir PEX -
Planejamento Executivo e APP - Análise Preliminar de Perigo,
identificando os riscos para a segurança pessoal, do meio
ambiente, dos equipamentos e do sistema, conforme IN-RH.06.010;
v) Deve-se considerar que:
• A família do equipamento pode ser:
o barramento;
o banco de capacitores;
o capacitor série;
o chave seccionadora;
o compensador estático;
o compensador síncrono;
===========================================================================
DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
EDIÇÃO (Original Assinado) FOLHA
7ª João Henrique de A. Franklin Neto 24/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
===========================================================================
CHESF INSTRUÇÃO NORMATIVA IN-OP.01.002
SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

o controle automático de geração;


o controle conjunto;
o disjuntor;
o filtro (bobina de bloqueio e indutância série de banco de
capacitor);
o linha de transmissão;
o módulo geral;
o reator;
o serviços auxiliares;
o esquemas especiais de proteção;
o sistema de Supervisão e Controle;
o subestação;
o telecomunicações;
o transformador;
o unidade geradora;
o usina;
• Se o Equipamento pertence a uma Instalação Crítica, informar
se a intervenção se destina à execução de Atividades Mínimas
de Manutenção, especificando o serviço;
• Se a Família do equipamento for compensador síncrono, deve-se
informar se está sendo feito uso da franquia de 1080 horas
contínuas de desligamento a cada 5 anos;
• O Órgão de Operação de Sistema, Órgão de Operação de
Instalação ou Órgão de Execução de Manutenção, destinatário,
deve alterar o período da intervenção, somando a ele o tempo
das manobras para liberação e normalização do
equipamento/linha de transmissão de sua competência,
otimizando estes tempos para minimizar os descontos da
Parcela Variável, quando aplicável. O período de início da
intervenção é aquele em que o ONS autoriza a liberação do
equipamento para a CHESF, executando as manobras de
desenergização, isolamento e de segurança para as equipes de
manutenção e o horário do fim da intervenção é o que a CHESF
disponibiliza o equipamento para o ONS, após feitas manobras
de chaves, restando apenas a energização da função
transmissão;
• O período de indisponibilidade é aquele entre o horário em
que é aberto(s) o(s) disjuntor(es) quando cessa a circulação
de corrente, desligando o equipamento / linha de transmissão
(quando energizados) ou o horário em que o ONS libera o
equipamento / linha de transmissão para CHESF (quando
desenergizados) e o horário em que a CHESF disponibiliza o
equipamento / linha de transmissão para o ONS, após manobras
das chaves. A disponibilização da FT pelo Agente, ao ONS, só
é considerada como término do período de indisponibilidade da
FT, caso, após autorização do ONS para religamento, a FT seja
religada com sucesso e este religamento seja realizado em
tempo inferior a 05 (cinco) minutos após a referida
autorização. Caso, após autorização do ONS para reintegração,
não haja sucesso no retorno da FT, ou o religamento não
ocorra em tempo inferior a 05 (cinco) minutos após a
autorização do ONS, o horário de disponibilização da FT ao
ONS é desconsiderado e o período de indisponibilidade só
cessa quando de nova disponibilização pelo Agente ou quando a
FT for efetivamente religada, respeitando as condições deste
item;
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DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
EDIÇÃO (Original Assinado) FOLHA
7ª João Henrique de A. Franklin Neto 25/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
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CHESF INSTRUÇÃO NORMATIVA IN-OP.01.002
SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

• Quando for caracterizado que a postergação da realização da


intervenção pode trazer risco à integridade do equipamento,
deve ser anexado à solicitação de intervenção um documento
com as seguintes informações:
o descrição detalhada dos serviços que serão realizados
durante a intervenção;
o identificação unívoca dos equipamentos ou componentes de
equipamentos que serão substituídos ou sofrerão manutenção;
o descrição das anomalias detectadas, no caso de manutenções
corretivas;
• Em intervenções com desligamento de equipamentos da rede
básica, que acarretem indisponibilidade de Função
Transmissão, no caso geral somente poderá ser incluída uma
Função de Transmissão por intervenção (um equipamento
principal e os equipamentos complementares), exceto:
o em intervenções no Módulo Geral de uma subestação que
acarrete a indisponibilidade de Funções Transmissão, quando
será possível informar, na mesma intervenção, outras
Funções Transmissão que ficarão desligadas devido à
intervenção no Módulo Geral. Nesse caso, essas outras
funções transmissão devem ser informadas na mesma
intervenção.
No entanto, caso os equipamentos que ficarão desligados
durante a intervenção no Módulo Geral venham a sofrer
intervenção no mesmo período, essas intervenções deverão
ser objeto de solicitações específicas de aproveitamento.
o em Intervenção em Linha de Transmissão com reator de linha
manobrável, capacitor série fixo ou variável - equipamentos
esses que integram Funções Transmissão distintas da Linha
de Transmissão e que ficarão desligados devido à
intervenção na LT, os mesmos deverão ser informados na
mesma solicitação de intervenção, explicitando os
disjuntores que ficarão indisponíveis, pois caso não seja
informado, o ONS pode solicitar a complentação de bay ou
energização do reator;
Para este caso o equipamento principal é a linha de
transmissão.
No entanto, caso os equipamentos que ficarão desligados
durante a intervenção na LT venham a sofrer intervenção no
mesmo período, a mesma deverá ser objeto de solicitação
específica de aproveitamento.
o em Intervenção em Compensador estático e seu transformador
elevador o equipamento principal da intervenção e a Função
Transmissão desligada, nesse caso, é o compensador
estático;
o em Intervenção em dois compensadores estáticos ou
capacitores série fixos;
Nos casos em que um compensador estático ou um capacitor
série é composto por dois equipamentos, que estão
identificados individualmente, os dois equipamentos poderão
ser incluídos em uma única solicitação de intervenção.
• Em caso de necessidade de apoio de outra equipe, o órgão
solicitante deverá descrever os dados necessários nos campos
apropriados da SI para oficializar o apoio do órgão
solicitado. Caso as atividades do órgão de apoio não sejam

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DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
EDIÇÃO (Original Assinado) FOLHA
7ª João Henrique de A. Franklin Neto 26/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
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CHESF INSTRUÇÃO NORMATIVA IN-OP.01.002
SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

descritas na SI principal deverá ser encaminhada uma SI de


inclusão de serviço pelo órgão apoiador.
• Registrar no campo de observações a relação dos nomes e
matrícula dos colaboradores Chesf e/ou Nº de registro geral
para os terceirizados que comporão a equipe de manutenção ou
proceder conforme IN-OP.01.001.

10. INDEFERIMENTO DE INTERVENÇÕES

Uma vez caracterizada falta de condições satisfatórias para


aprovação da intervenção, em função da compatibilização com as
demais intervenções ou dos resultados dos estudos elétricos (caso
haja), não contenha, de forma clara, satisfatória e consistente,
todas as informações necessárias e não atenda aos prazos
normatizados o CRO, o Órgão Executivo da Operação de Instalação ou
Órgão Executivo da Manutenção deverá proceder da seguinte maneira:

a) Retirar a intervenção da condição de “Em análise” colocando-a


na condição de “Indeferida”.
b) Efetuar o registro no SIGA e entrar em contato verbal com o
órgão solicitante, no menor prazo possível, informando os
motivos do indeferimento.

11. REPROGRAMAÇÃO DE INTERVENÇÕES

Uma vez caracterizada a necessidade de reprogramação da


intervenção solicitada por falta de condições satisfatórias para
aprovação em função da análise, compatibilização com as demais
intervenções ou dos resultados dos estudos elétricos (caso haja),
o CRO, o Órgão Executivo da Operação de Instalação ou Órgão
Executivo da Manutenção responsável pelo tratamento deverá
Interagir com o órgão solicitante, coordenando a reprogramação da
intervenção e definindo a nova prioridade da mesma frente às
solicitações existentes.

11.1 Condições para reprogramação

11.1.1 Numa intervenção de periodicidade diária, pode haver


reprogramações do período diário no mesmo dia, desde que a
intervenção não tenha sido iniciada neste dia.

11.1.2 Para as intervenções tipo 1, 2 ou 3, os novos horários, após


reprogramação, devem ser acordados entre o Centro Regional de
Operação de Sistema e ONS. Caso não entre em acordo a intervenção
é cancelada pelo ONS.

11.1.3 Caso seja solicitado retorno antecipado da intervenção, a mesma


pode ser reprogramada totalmente pelo ONS, a partir de uma nova
solicitação de intervenção, desde que as condições sistêmicas
permitam.

11.1.4 O Centro Regional de Operação do Sistema pode pedir revisão de uma


intervenção indeferida pelo ONS, após as devidas tratativas com o

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DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
EDIÇÃO (Original Assinado) FOLHA
7ª João Henrique de A. Franklin Neto 27/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
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CHESF INSTRUÇÃO NORMATIVA IN-OP.01.002
SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

Solicitante, até o terceiro dia útil após o dia do indeferimento,


devendo ser, ainda, atendidas as seguintes condições:

a) Sendo mantida a programação original, o pedido de revisão


deverá ser feito com, no mínimo, 3 dias úteis de antecedência
em relação ao primeiro dia da programação;
b) Sendo a intervenção reprogramada, o pedido de revisão deverá
ser feito com antecedência mínima de 3 dias úteis em relação ao
primeiro dia da nova programação e até a véspera do primeiro
dia da programação original;
c) Sendo a intervenção reprogramada, a reprogramação não poderá
levar a uma antecipação do primeiro dia da intervenção.

11.1.5 Se o órgão solicitante não puder realizar uma intervenção no


horário programado, poderá propor um horário alternativo para
realização da mesma, desde que esta não tenha sido iniciada e
respeite o tempo total da intervenção. Caso o mesmo concorde com a
proposta a intervenção será reprogramada; caso contrário, a
intervenção será cancelada.

11.2 O órgão que deseje efetuar uma reprogramação deve:

a) Solicitar, através do Centro Regional de Operação de Sistema, a


qualquer momento, a reprogramação de uma intervenção tipo 1, 2
ou 3, cuja análise ainda não tenha sido iniciada pelo ONS;
b) Solicitar, através do Centro Regional de Operação de Sistema, a
reprogramação de uma intervenção tipo 1 ou 2, aprovada ou já em
análise, desde que a solicitação seja feita com antecedência
igual ou superior a 20 (vinte) dias da data originalmente
prevista para sua realização e desde que o novo período de
desligamento não seja maior do que o originalmente aprovado;
c) Solicitar, através do Centro Regional de Operação de Sistema, a
reprogramação das intervenções já aprovadas que não puderam ser
executadas em função das condições impeditivas definidas no
subitem 6.1.3 observação (10) dessa Instrução Normativa, sendo
considerada a data de encaminhamento da solicitação original;
d) No horário comercial, efetuá-la verbalmente e via correio
eletrônico ou, na falta deste, por qualquer meio de comunicação
escrita para o destinatário principal da solicitação aprovada
ou em análise.
e) Informar o número da solicitação de intervenção aprovada ou em
análise, o novo período e a justificativa.
f) Para as intervenções tipo 4, 5, 6 e 7 em virtude da exiguidade
do tempo exigido para programação não será permitido
reprogramação.
g) Deve-se considerar que:
• Quando for solicitada a reprogramação de uma intervenção
integrante do Programa Mensal de Intervenções - PMI, a mesma,
depois de reprogramada, conforme critérios definido no
subitem 10.2 alíneas “a”, “b” e “c”, manterá essa
característica;
• A resposta a uma solicitação de reprogramação deve ser
efetuada verbalmente ao solicitante e órgãos efetivamente
envolvidos com a maior brevidade possível e ratificada por
escrito;

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DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
EDIÇÃO (Original Assinado) FOLHA
7ª João Henrique de A. Franklin Neto 28/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
===========================================================================
CHESF INSTRUÇÃO NORMATIVA IN-OP.01.002
SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

• O ONS poderá reprogramar, a qualquer momento, intervenções


quando:
o necessitar autorizar intervenção de urgência que
impossibilite a realização de uma intervenção programada;
o julgar que há risco para segurança do SIN;
o existir incompatibilidade com as demais intervenções;
o as condições eletroenergéticas estiverem incompatíveis com
sua realização;
Para os casos acima o ONS deverá propor ao Centro Regional de
Operação de Sistema um horário alternativo para realização da
intervenção programada. Caso o mesmo concorde com a proposta
a intervenção será reprogramada; caso contrário deverá propor
um novo período que não sendo aceito será cancelada a
intervenção.
• O Centro Regional de Operação de Sistema terá um prazo de até
02 (dois) dias úteis, contados a partir da comunicação do
ONS, para aceitar ou recusar um dos períodos alternativos
propostos pelo ONS;
• As Reprogramações para as intervenções do tipo 1 e para
outras intervenções que imponham restrições ao equipamento ou
sistema, devem ser realizadas nas seguintes condições:
o Caso a liberação pelo ONS para realização de uma
intervenção ocorra com antecedência ou atraso menor ou
igual a 15 minutos em relação ao horário de início
originalmente programado, motivado pela Chesf ou pelo
próprio ONS, a reprogramação é efetuada automaticamente e
essa diferença é subtraída ou acrescida ao horário de
término da intervenção, sem necessidade de negociação com o
CRO. Caso o ONS identifique impossibilidade de aceitação da
alteração automática no horário de término da intervenção,
o mesmo deve negociar com o CRO a reprogramação da
intervenção.
o A condição anterior não se aplica às intervenções com
término previsto entre 16h45min e 21h45min, fora do horário
de verão, e entre 17h45min e 22h45min, no horário de verão.
o Nesses casos e nos casos em que a liberação pelo ONS ocorra
com antecedência ou atraso maior ou igual a 15 minutos em
relação ao horário de início originalmente programado,
motivada pela Chesf ou pelo próprio ONS, este último deve,
negociar com o Chesf a reprogramação da intervenção, sendo
que a data de término reprogramada, não deve estar entre
17h00min e 22h00min, fora do horário de verão, e entre
18h00min e 23h00min no horário de verão.
12. PRORROGAÇÃO DE INTERVENÇÕES

É a alteração do horário de término, programado ou reprogramado de


uma intervenção, já em execução.

12.1 Critérios para prorrogação para intervenção contínua:

a) Quando o equipamento e/ou Função Transmissão sob intervenção


não puder retornar à operação em função de problemas de
natureza compulsória. Neste caso o solicitante deverá
apresentar a justificativa;
b) Quando houver necessidade da conclusão de testes para a entrada
em operação de novos equipamentos e/ou Função Transmissão,
===========================================================================
DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
EDIÇÃO (Original Assinado) FOLHA
7ª João Henrique de A. Franklin Neto 29/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
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CHESF INSTRUÇÃO NORMATIVA IN-OP.01.002
SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

desde que não sejam incluídos novos testes, diferentes dos já


programados;
c) Quando houver necessidade de conclusão da realização de
inspeção e pesquisa em equipamentos de proteção,
telecomunicação e controle para sanar defeitos que possam
apresentar riscos para o SIN ou equipamentos.

12.2 Critérios para prorrogação para intervenção diária:

a) Quando o intervalo previsto para o dia tiver seu horário de


término prorrogado até o horário correspondente ao minuto
anterior do horário de início programado para a intervenção
diária do próximo dia;
b) No último dia previsto para a intervenção diária, a prorrogação
do término previsto poderá ser feita desde que o término da
intervenção aconteça até às 24 horas deste dia;
c) O período total (número de dias) de uma intervenção diária não
poderá ser alterado;
d) Uma intervenção diária apesar de não poder ter o seu último dia
prorrogado após as 24 horas, poderá originar uma nova
intervenção, caracterizando-a como urgente e de periodicidade
contínua atendendo aos critérios citados no subitem 11.1 e que
a realização ou conclusão da intervenção não tenha sido
possível, devido ao retorno do equipamento ou linha por motivo
sistêmico.

12.3 Procedimentos para solicitação de prorrogação

12.3.1 A solicitação de prorrogação deve ser efetuada pela manutenção


verbalmente e diretamente no SIGA pela manutenção, através de
"Registro de prorrogação" ou, na falta deste, por qualquer meio de
comunicação escrita:

a) No horário comercial, para o destinatário principal da


solicitação anteriormente aprovada, que quando for o OPS, este
deverá comunicar de imediato às instalações envolvidas;
b) Fora do horário comercial, para o OPS, quando o destinatário
principal da solicitação aprovada for o Centro Regional de
Operação de Sistema, onde, este deverá comunicar de imediato às
instalações envolvidas e nos demais casos, para o Operador de
Turno nas instalações coordenadas pelo DOS ou o Técnico de
Operação e Manutenção, nas instalações coordenadas pelo DMS.

12.3.2 Para as intervenções em linhas de transmissão realizadas fora do


horário comercial e externo à instalação, a solicitação de
prorrogação deve ser efetuada verbalmente ao Centro Regional de
Operação respectivo, alterando o horário de término e justificando
no SIGA.

12.3.3 A solicitação de prorrogação de uma intervenção deve conter: o


número da intervenção aprovada, a data e horário de término
previsto, os trabalhos a serem realizados e a justificativa.

12.3.4 A resposta a uma solicitação de prorrogação deve ser efetuada


verbalmente e por escrito ao solicitante e órgãos efetivamente
envolvidos, com a maior brevidade possível.

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DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
EDIÇÃO (Original Assinado) FOLHA
7ª João Henrique de A. Franklin Neto 30/45
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ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

12.3.5 Uma intervenção deve ser suspensa caso atinja o horário de término
da intervenção e a solicitação de prorrogação não tenha sido
efetuada. A continuidade dos trabalhos só deve ser autorizada após
a aprovação da solicitação de prorrogação que chegar até 12 horas
após expiração do prazo da SI. Caso o requisito de prorrogação não
seja atendido à intervenção deverá ser cancelada em comum acordo
com o órgão que a autorizou.

13. PARALISAÇÃO DE UMA INTERVENÇÃO

É quando, em caráter temporário e, de forma a garantir a segurança


e integridade do sistema elétrico, motivado por algum evento que o
levou a uma condição insegura, o ONS solicita ao Centro Regional
de Operação de Sistema que o serviço que está sendo executado em
um equipamento e/ou Função Transmissão seja paralisado até que
haja um novo contato do Centro de Operação do ONS determinando a
sua continuidade.

14. SUSPENSÃO DE INTERVENÇÃO EM TEMPO REAL

É a solicitação de cancelamento de uma intervenção já em


andamento, feita pelo ONS, por motivos sistêmicos, para
possibilitar a disponibilização e retorno à operação do
equipamento e/ou Função Transmissão que estava desligado, de forma
a garantir a segurança e integridade do sistema elétrico.

14.1 No caso de suspensão da intervenção programada, por parte do ONS,


o mesmo deve propor ao Centro Regional de Operação de Sistema um
novo período para realização de uma nova intervenção, que deverá
ser programada para até o dia útil seguinte. Nesses casos essa
nova solicitação de intervenção deverá ser cadastrada, pelo Centro
Regional de Operação de Sistema, com as devidas justificativas.

15. CANCELAMENTO DE INTERVENÇÕES

15.1 O órgão solicitante que deseje efetuar um cancelamento de


intervenção deve fazê-lo, com a devida justificativa, ao órgão
destinatário da intervenção, através de contato verbal e,
confirmá-lo via correio eletrônico, com cópia para a instalação e
órgãos envolvidos, ou, na falta deste, por qualquer meio de
comunicação escrita. Para o caso de cancelamento no dia da
intervenção, procurar efetuá-lo com, no mínimo, 30 (trinta)
minutos de antecedência do horário estabelecido para início da
intervenção.

15.2 Os cancelamentos para intervenções do tipo 1, 2 e 3 realizados sem


atender aos prazos e procedimentos da tabela a seguir são
contabilizados nos indicadores do ONS, sujeitos a processos de
auditorias e cobrança de Parcela Variável.

Prazos e condições para


Intervenções Situação Responsável
Cancelamento

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DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
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7ª João Henrique de A. Franklin Neto 31/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
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SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

Prazos e condições para


Intervenções Situação Responsável
Cancelamento
A qualquer momento. Esta
intervenção deve ser objeto de
CHESF
nova solicitação, conforme
Em Análise
critérios e prazos definidos.
A qualquer momento, reprogramando
ONS
de forma prioritária com a CHESF.
Com 06 dias ou mais de
antecedência em relação à data de
realização da intervenção, ou com
Tipo 1, 2 e 3,
prazo inferior desde que atenda as
solicitadas
condições do subitem 15.2.a. A
com
reprogramação da intervenção
antecedência CHESF
poderá ser negociada com o ONS e o
maior ou igual
Centro Regional de Operação de
a 35 dias
Aprovada Sistema terá até 3 dias úteis para
aceitar ou recusar um dos períodos
alternativos para a realização da
intervenção.
Com 15 dias ou mais de
antecedência em relação à data de
ONS realização da intervenção, ou com
prazo inferior desde que atenda as
condições do subitem 15.2.b.
Com 06 dias ou mais de
antecedência em relação à data de
realização da intervenção, ou com
prazo inferior desde que atenda as
condições do subitem 15.2.a. A
reprogramação da intervenção
CHESF
poderá ser negociada com o ONS e o
Centro Regional de Operação de
Sistema terá até 2 dias úteis para
aceitar ou recusar um dos períodos
alternativos para a realização da
Em Análise intervenção.
Tipo 1, 2 e 3, A qualquer momento, cabendo ao
solicitadas Centro Regional de Operação de
com Sistema negociar com o ONS uma
antecedência nova programação da intervenção,
inferior a 20 em um prazo de até 3 dias úteis a
dias ONS partir da data da comunicação do
cancelamento, para que seja
mantida a data da solicitação
original. Deve ser registrado que
a intervenção foi reprogramada por
iniciativa do ONS.
Com 06 dias ou mais de
antecedência em relação à data de
realização da intervenção, ou com
prazo inferior desde que atenda as
Aprovada CHESF
condições do subitem 15.2.a. A
reprogramação da intervenção
poderá ser negociada com o ONS e o
Centro Regional de Operação de
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DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
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7ª João Henrique de A. Franklin Neto 32/45
Superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia
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SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

Prazos e condições para


Intervenções Situação Responsável
Cancelamento
Sistema terá até 3 dias úteis para
aceitar ou recusar um dos períodos
alternativos para a realização da
intervenção.
A qualquer momento, cabendo ao
Centro Regional de Operação de
Sistema negociar com o ONS uma
nova programação da intervenção,
em um prazo de até 3 dias úteis a
ONS partir da data de comunicação do
cancelamento, para que seja
mantida a data da solicitação
original. Deve ser registrado que
a intervenção foi reprogramada por
iniciativa do ONS.
Observação: O Centro Regional de Operação de Sistema tem um prazo de 5 dias
para informar o cancelamento ao ONS para aquelas não enquadradas nas
condições do item 15.2.a e cadastrar no SIGA-Eventos.

a) As Intervenções já aprovadas podem ser canceladas ou


reprogramadas em tempo real pelo Centro Regional de Operação de
Sistema, motivadas pelas condições impeditivas a seguir:
• Condições climáticas adversas para a realização do trabalho
(deve estar informado na solicitação);
• Acidente envolvendo as equipes de manutenção;
• Condições climáticas que impeçam o acesso das equipes de
manutenção;
• Necessidade de atendimento de urgências ou ocorrências no
sistema.
b) As intervenções já aprovadas podem ser canceladas ou
reprogramadas pelo ONS motivadas pelas seguintes condições:
• Ocorrência de indisponibilidades ou fatos relevantes não
previstos, ou solicitações de intervenções caracterizadas
como de urgência ou de emergência, e incompatíveis com a
intervenção anteriormente aprovada;
• Alteração dos dados informados pelo Centro Regional de
Operação de Sistema, considerados quando da aprovação, que
leve a violação dos critérios considerados na análise;
• Alterações significativas das condições hidrológicas ou na
disponibilidade de unidades geradoras que levem à violação
dos critérios considerados na aprovação.
c) Alguns exemplos de alteração significativa nas condições
hidrológicas:

o alteração na previsão de afluência de tal forma que a


indisponibilidade de equipamento possa resultar em risco de
ocorrência de vertimento;
o indisponibilidade não prevista de equipamento que acarrete
redução de geração com risco de ocorrência de vertimento ou
não atendimento à demanda;
o alterações de política energética que alteram o montante do
fluxo entre as regiões ou interligações.

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DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
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15.3 Os cancelamentos das intervenções dos tipos 1 e 2 já aprovadas –


constantes no PMI e solicitadas com 35 (trinta e cinco) dias ou
mais de antecedência – realizados com prazo inferior a 15 (quinze)
dias de antecedência da data de realização da intervenção são
caracterizados como cancelamentos fora dos prazos e sendo sujeito
à auditoria.

15.4 As intervenções do tipo 4, 5, 6 e 7 que não puderem ser realizadas


motivadas pelas condições do subitem 15.2 alínea “a” podem ser
canceladas em tempo real com os órgãos destinatários da
intervenção.

15.5 Decorridas 1(uma) hora do horário definido como início da


intervenção e o responsável pela mesma não tiver se apresentado, a
intervenção pode ser cancelada pelo Órgão da Chesf que a
autorizou, levando-se em consideração as intervenções envolvendo
desconto de Parcela Variável.

15.6 As intervenções que não tiverem seus Planejamento Executivo-PEX e


Análise Preliminar de Perigo-APP elaborados, quando solicitados
pela operação devem ser canceladas.

16. APROVEITAMENTO DE INTERVENÇÕES

16.1 São consideradas como aproveitamentos as solicitações de


intervenção em Função Transmissão ou em equipamentos da Rede de
Operação desenergizados em conseqüência de desligamento para
intervenção em outra Função Transmissão ou equipamento da Rede de
Operação, independente de os equipamentos envolvidos serem de
propriedade de um mesmo agente ou de agentes distintos.

16.2 Quando em uma intervenção a recomendação indicar que outra FT deva


permanecer desenergizada por restrição elétrica e, caso não haja
necessidade de utilização dessa FT durante a execução da
intervenção (ex: energização de LT em vazio para suporte de
controle de tensão), o Agente poderá realizar uma intervenção de
aproveitamento nessa FT.

16.2.1 Quando em uma intervenção o transformador ficar energizado somente


por um dos enrolamentos (equipamento sem função), o agente poderá
solicitar intervenção para o referido transformador, desde que a
intervenção principal seja uma FT da rede de operação.

16.3 Não são tratadas como aproveitamento intervenções que impliquem em


indisponibilidade de uma mesma Função Transmissão.

16.4 O órgão solicitante que deseje aproveitar uma intervenção


programada já solicitada, aprovada ou não, deve emitir uma
solicitação ao órgão destinatário, de acordo com a tabela do
subitem 6.1.3, através do SIGA, com cópia para as instalações
envolvidas, com 3 (três) dias úteis de antecedência levando em
consideração o horário de inicio da intervenção previsto para o
aproveitamento.

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DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
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7ª João Henrique de A. Franklin Neto 34/45
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SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

16.4.1 Dessa forma, para que uma intervenção seja caracterizada como
aproveitamento, o período solicitado deve estar contido no período
aprovado para a intervenção original e seu tempo de retorno deve
ser menor ou igual ao da intervenção original, como também as
condições de segurança não devem ser alteradas.

16.5 Caso a solicitação que está sendo aproveitada seja cancelada antes
da sua aprovação, o aproveitamento também deve ser cancelado.

16.6 Após aprovação da solicitação de aproveitamento, a intervenção é


tratada como as demais solicitações de intervenção, garantindo
todos os procedimentos de segurança para cada aproveitamento. Caso
a solicitação original seja cancelada ou reprogramada pelos órgãos
envolvidos ou pelo ONS, o aproveitamento será cancelado.

16.7 A criação da SI de aproveitamento deve ser feita utilizando


ferramenta específica no módulo de intervenções do SIGA.

17. INCLUSÃO DE SERVIÇO

17.1 São consideradas como inclusão de serviço as solicitações de


intervenção em Função Transmissão desenergizada em conseqüência do
desligamento para intervenção em uma mesma Função Transmissão,
independente de os equipamentos envolvidos serem de propriedade de
um mesmo agente ou de agentes distintos.

17.1.1 Dessa forma, para que uma intervenção seja caracterizada como de
inclusão, o período solicitado deve estar contido no período
aprovado para a intervenção original e seu tempo de retorno deve
ser menor ou igual ao da intervenção original, desde que não sejam
agregados riscos, nem estudos adicionais em relação aos
anteriormente considerados.

17.2 O órgão solicitante que deseje efetuar uma inclusão de serviços em


uma intervenção programada já solicitada, em análise, em execução
ou aprovada, deve emitir uma solicitação ao órgão destinatário, de
acordo com a tabela do subitem 6.1.3, através do SIGA, com cópia
para as instalações envolvidas, com 3 (três) dias úteis de
antecedência levando em consideração o horário de inicio da
intervenção previsto para a inclusão.

17.3 Quando a intervenção principal estiver no estado de informada para


o ONS, o próprio Centro Regional de Operação de Sistema, por
solicitação do órgão de manutenção, pode incluir serviços na mesma
com antecedência de 20 dias da data de realização da intervenção,
desde que:

a) O período solicitado esteja contido no período da intervenção


original;
b) O tempo de retorno seja igual ou inferior ao da intervenção
original;
c) Não sejam agregados riscos, em relação aos anteriormente
considerados.

===========================================================================
DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
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17.4 No caso de Funções Transmissão que possuam equipamentos


integrantes de mais de uma concessão de transmissão, a solicitação
de novos serviços a que se refere o subitem 17.3 poderá ser feita
por outro agente, que não o responsável pela solicitação original,
caracterizando o compartilhamento de intervenções entre os
agentes.

17.5 Após aprovação da solicitação de inclusão de serviço, a


intervenção é tratada como as demais solicitações de intervenção,
garantindo todos os procedimentos de segurança para cada inclusão.
Caso a solicitação original seja cancelada ou reprogramada pela
CHESF ou pelo ONS, a solicitação de inclusão será cancelada.

17.6 Intervenções onde é necessário a descomplementação de bay na


configuração de barramento de disjuntor e meio, não são
consideradas inclusão de serviço, caso a SI principal não conste a
descomplementação desse bay, pois agrega riscos adicionais e
altera a topologia da Rede em relação aos considerados
anteriormente.

18. MODIFICAÇÃO DE INTERVENÇÕES

18.1 O órgão solicitante deve, quando da necessidade de alteração:

a) Caso a SI esteja na condição “informada”:


• Nenhuma alteração poderá ser realizada, o Órgão destinatário
deverá indeferir a SI;

b) Caso a SI já esteja na condição “em análise”, “aguardando


autorização externa”, “autorizada” ou “em execução”:
• do responsável ou substituto da intervenção, desde que
justificado, emitir uma nota, para o órgão destinatário via
correio eletrônico ou na falta deste por qualquer meio de
comunicação escrita, com cópia para os órgãos envolvidos.
• do período (data e horário) proceder conforme os itens 11 e
12 desta Instrução Normativa.

18.1.1 O Órgão destinatário deve proceder conforme definido na NO-


OP.01.08 e ratificar para os órgãos envolvidos por escrito;
• para os demais itens,solicitar cancelar a SI anterior e
efetuar uma nova, dentro dos prazos estabelecidos na tabela
do subitem 6.1.3.

18.2 Caso o ONS solicite alteração da data de uma intervenção


programada, o Centro Regional de Operação respectivo, após
concordância do órgão executor da intervenção, alterará a data da
intervenção original.

19. PROCEDIMENTOS PARA EXECUÇÃO DE INTERVENÇÕES

19.1 Considerando que a realização de intervenções exige uma série de


atividades de programação da operação, com o objetivo de preservar
a segurança operacional, o responsável pela intervenção deve
proceder conforme a seguir:
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19.1.1 Para Intervenções em linhas de transmissão recebidas/devolvidas


por fonia no local da intervenção.

19.1.1.1 Linhas Desenergizadas

a) Entrar em contato com o Operador de Sistema do Centro Regional


de Operação de Sistema respectivo, através de telefone móvel,
informando os dados da intervenção (código/terminais da linha,
número do documento de solicitação da intervenção, horário,
finalidade, nome do responsável e o número do telefone móvel) e
solicitando autorização para executar o trabalho;
b) Aguardar a ligação telefônica do Operador de Sistema
autorizando a execução dos trabalhos;
c) Executar a intervenção conforme normativos específicos de
manutenção de linhas de transmissão, especialmente o teste de
inexistência de tensão e a execução do aterramento temporário
da linha;
d) Após a conclusão dos trabalhos e de certificar-se de que a
linha de transmissão encontra-se desimpedida para
reenergização, com todas as equipes envolvidas afastadas da
linha e todos os aterramentos temporários removidos, entrar em
contato com o Operador de Sistema e fazer a devolução da linha.

19.1.1.2 Linhas Energizadas

a) Através de um dos meios de comunicação disponível, citados na


solicitação de intervenção, entrar em contato com o Operador de
Sistema do Centro Regional de Operação de Sistema respectivo,
informando os dados da intervenção (código/terminais da linha,
número do documento de solicitação da intervenção, horário,
finalidade, nome do responsável e o número do telefone móvel) e
solicitando autorização para executar o trabalho;
b) Autorizar o desligamento ou religamento da linha ao Operador de
Sistema, quando necessário. No caso de extrema necessidade
(manobras de emergência), o Operador nas instalações
coordenadas pelo DOS ou o Técnico de Operação e Manutenção, nas
instalações coordenadas pelo DMS, pode efetuar o desligamento
manual da linha sob intervenção, sem contato com o responsável;
c) Após a conclusão dos trabalhos, entrar em contato com o
Operador de Sistema para devolução da linha.

19.1.2 Demais Intervenções

a) Até quinze minutos antes do início da intervenção ou com a


antecedência especificada na solicitação de intervenção,
dirigir-se à Sala de Comando da Instalação e entregar ao
Operador nas instalações coordenadas pelo DOS ou ao Técnico de
Operação e Manutenção, nas instalações coordenadas pelo DMS,
uma cópia dos seguintes documentos: Planejamento Executivo -
PEX ou Ordem de Serviço - OS , Análise Preliminar de Perigo –
APP e croqui de aterramento temporário, caso seja aplicável;
b) Preencher no verso da 3ª parte do cartão "Autorização de
Intervenção" (Anexo IV), os itens de condições de segurança de
sua responsabilidade;

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DATA EMISSÃO: 19/12/2014 APROVAÇÃO VIGÊNCIA: 29/12/2014
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c) Quando julgar necessário, solicitar ao Operador da Instalação o


Programa, Roteiro ou Ordem de Manobras e o diagrama unifilar
colorido, destacando as partes energizadas e desenergizadas,
visando o preenchimento do 3º item (análise da configuração
necessária à intervenção). Caso alguma condição de segurança
não seja atendida, a intervenção deve ser cancelada;
d) Entregar a 3ª parte do cartão "Autorização de Intervenção"
preenchido e assinado, ao Operador nas instalações coordenadas
pelo DOS ou ao Técnico de Operação e Manutenção, nas
instalações coordenadas pelo DMS;
e) Receber o equipamento ou linha do Operador nas instalações
coordenadas pelo DOS ou o Técnico de Operação e Manutenção, nas
instalações coordenadas pelo DMS, mediante a entrega pelo mesmo
da 2ª parte do cartão “Autorização de Intervenção” preenchido e
assinado;
f) Efetuar, quando necessário, a delimitação e sinalização do
local da intervenção, de acordo com Instrução Normativa
específica (Delimitação e Sinalização de Área de Segurança nas
Instalações), após as manobras de liberação do equipamento;
g) Caso, durante a intervenção, necessitar de realização de
manobras já previstas, que impliquem na energização de
equipamentos/linhas, solicitar ao Operador nas instalações
coordenadas pelo DOS ou ao Técnico de Operação e Manutenção,
nas instalações coordenadas pelo DMS, a execução das mesmas.
Não deverão ser realizadas manobras não previstas nas
solicitações de intervenção e nos programas de manobras;
h) Caso necessite de realização de manobras no pátio da subestação
através de comando remoto, em equipamentos entregues a
manutenção, entrar em contato com o Operador nas instalações
coordenadas pelo DOS ou ao Técnico de Operação e Manutenção,
nas instalações coordenadas pelo DMS, para que sejam tomadas
medidas conjuntas de segurança para os acionamentos;
i) Para intervenções em equipamentos energizados, quando de
solicitação da operação, autorizar as manobras que provoquem
desligamento ou religamento dos mesmos, quando necessário.
Entretanto, no caso de extrema necessidade (manobras de
emergência), o Operador nas instalações coordenadas pelo DOS ou
ao Técnico de Operação e Manutenção, nas instalações
coordenadas pelo DMS, pode efetuar o desligamento manual sem
contato com o responsável;
j) Após a conclusão da intervenção:
• realizar o teste local e solicitar ao Operador nas
instalações coordenadas pelo DOS ou ao Técnico de Operação e
Manutenção, nas instalações coordenadas pelo DMS, o teste
remoto de abertura e fechamento para disjuntores, quando da
realização de intervenções nos sistemas de abertura e
fechamento dos mesmos. Para o teste local, certificar-se de
que a chave 43T (chave de transferência da proteção) não se
encontra na posição “ET”;
• quando de intervenções nos sistemas de abertura e fechamento
das chaves seccionadoras, solicitar ao Operador nas
instalações coordenadas pelo DOS ou ao Técnico de Operação e
Manutenção, nas instalações coordenadas pelo DMS, realizar o
teste remoto e local de abertura e fechamento das mesmas;
• preencher a 3ª parte do cartão “Autorização de Intervenção”
entregue pelo Operador nas instalações coordenadas pelo DOS
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SISTEMA : OPERAÇÃO
SUBSISTEMA : OPERAÇÃO DO SISTEMA E INTALAÇÕES
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ou ao Técnico de Operação e Manutenção, nas instalações


coordenadas pelo DMS. Quando o equipamento for devolvido “com
restrição”, também preencher no campo observação às
informações referentes às restrições do equipamento;
• devolver o equipamento/linha com a configuração prevista e,
entregar a 2ª e 3ª partes do cartão “Autorização de
Intervenção”, assinados, ao Operador nas instalações
coordenadas pelo DOS ou ao Técnico de Operação e Manutenção,
nas instalações coordenadas pelo DMS.
k) Após devolver o equipamento/linha:
• no caso do equipamento/linha ser devolvido "com alteração" ou
"restrição" que modifique a sua forma de operar ou com
alteração de projeto, o órgão de manutenção deve informar ao
Operador nas instalações coordenadas pelo DOS ou ao Técnico
de Operação e Manutenção, nas instalações coordenadas pelo
DMS e preencher o formulário "Comunicação de Alteração na
Instalação - CA" (Anexo V), nivelando a operação de forma
clara e objetiva, antes de se ausentar da instalação.

A numeração da CA será fornecida e controlada pela instalação


atendendo ao modelo (ex.: CMD-001/2008);
o o Operador nas instalações coordenadas pelo DOS ou ao Técnico
de Operação e Manutenção, nas instalações coordenadas pelo DMS
deverá cadastrar a CA no SIGA e proceder conforme recomendações
da NO-OP.01.08;
o aguardar que o Operador nas instalações coordenadas pelo DOS ou
ao Técnico de Operação e Manutenção, nas instalações
coordenadas pelo DMS realize inspeção/manobras no local onde
foi executada a intervenção, só se ausentando após confirmação
da inexistência de anormalidade. Quando o equipamento por
conveniência operacional não vier a ser energizado logo após a
conclusão da intervenção e for solicitado, aguardar a
energização do equipamento/linha na instalação;
l) Nos casos de intervenções em recursos de telecomunicações que
provoquem a sua indisponibilidade para a operação, manter
contato prévio com o Centro de Operação e Supervisão de
Telecomunicações – CSTL, o qual deve informar a
indisponibilidade ao Operador de Sistema e/ou de Instalação.
Após conclusão da intervenção, adotar os mesmos procedimentos
do processo de liberação;
m) Nos casos de intervenções à distância, como em relés digitais e
oscilógrafos adotar os seguintes procedimentos:
• minutos antes do início da intervenção, solicitar autorização
ao Operador de Sistema;
• após a conclusão dos trabalhos, informar ao Operador de
Sistema.
19.2 A mesma pessoa que receber deve também devolver o
equipamento/linha (inclusive para intervenções definidas como
diárias), salvo por motivo de força maior, onde o órgão que
autorizou a intervenção pode permitir a devolução por outra pessoa
através de oficialização via correio eletrônico.

19.3 Durante o processo de intervenção, somente deverão ser realizadas


ações de operação e manutenção previstas nas Solicitações de
Intervenção (SI), Documentos de Manobras (PGM/RTM/RTMA/OM),
Planejamento Executivo (PEX) e Análise Preliminar de Perigo (APP),
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sendo proibitiva a realização de ações que não estejam previamente


planejadas conforme esses instrumentos.

19.3.1 As intervenções devem ser suspensas pelo responsável pela


intervenção, pelos Operadores de Instalação/Sistema, pelo Técnico
de Operação e Manutenção, nas instalações coordenadas pelo DMS ou
pelo especialista de segurança do trabalho, quando o início ou a
continuidade dos trabalhos comprometerem a segurança do pessoal
e/ou equipamentos envolvidos, quando o responsável pela
intervenção não puder assegurar a observância das condições de
segurança exigidas para a intervenção ou quando houver risco para
o sistema.

19.4 Quando se tratar de intervenção que implique na recepção/devolução


do equipamento mais de uma vez deve ser utilizado um “Cartão de
Autorização de Intervenção” para cada vez.

19.5 Toda intervenção, mesmo à distância, como intervenção em relé


digital, deve ser realizada somente após aprovação da solicitação
de intervenção.

19.6 Uma vez iniciado o processo de manobras para permitir a


intervenção, caso sejam evidenciadas anormalidades em equipamentos
envolvidos na manobra que coloquem em risco a segurança de
pessoal, equipamento e sistema, deverá ser paralisada e informada
ao Centro Regional de Operação de Sistema, o qual acionará os
órgãos de manutenção e operação responsáveis pela instalação, de
modo a permitir uma avaliação conjunta da situação e o
planejamento das novas ações a serem seguidas.

19.7 Uma vez devolvido o equipamento/linha sob intervenção, se durante


o processo de normalização persistir ou sobrevier falha que impeça
o retorno do equipamento ou da função transmissão sob intervenção
à operação, a corretiva só deve ser realizada após o Operador nas
instalações coordenadas pelo DOS ou o Técnico de Operação e
Manutenção, nas instalações coordenadas pelo DMS efetuar uma nova
entrega do cartão de autorização de intervenção (ANEXO IV) e a
manutenção elaborado um novo planejamento (PEX e APP), visando a
segurança do novo processo, sendo preservado as condições da SI
original, inclusive a finalidade, junto ao Centro Regional de
Operação de Sistema e este com o ONS. Caso as condições acima não
sejam atendidas, deverá ser feita uma nova SI específica para
correção do problema.

20. PROCEDIMENTOS QUANDO EM INTERVENÇÕES NO SMF PELA CHESF OU AGENTES

20.1 A CHESF, ao receber uma solicitação de intervenção no Sistema de


Medição para Faturamento - SMF, por parte do Agente responsável
pela referida medição, deve acompanhar a execução da mesma e selar
os lacres que forem rompidos na manutenção (conforme determinação
da CCEE).

20.1.1 Entende-se como SMF o sistema composto pelos medidores principal e


retaguarda, transformadores para instrumentos (TI) – transformador

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de potencial e de corrente, canais de comunicação entre os Agentes


e CCEE, sistemas de coleta de dados de medição para faturamento,
bem como painéis, cabeação, fiação, switches, pontos de rede,
modens, chaves de teste e cabanas de medição.

20.1.2 As intervenções em SMF são realizadas pela CHESF quando em


Transformadores para Instrumentos (lado de alta) e pelo Agente
responsável, quando no restante do SMF (a partir da caixa de
junção dos TI’s até o painel de medição).

20.2 O Centro Regional de Operação de Sistema deve:

a) Ao receber uma solicitação de intervenção deve comunicar e


solicitar ao Serviço de Manutenção de Proteção e Medição, com
(02) dois dias de antecedência, que analise e verifique a
necessidade de acompanhamento ou a possibilidade de delegar ao
Operador nas instalações coordenadas pelo DOS ou ao Técnico de
Operação e Manutenção, nas instalações coordenadas pelo DMS o
referido acompanhamento. O Serviço de Manutenção de Proteção e
Medição deverá responder com (01) um dia de antecedência;
b) Encaminhar e aprovar através do SIGA, com (01) um dia de
antecedência, a solicitação de intervenção que deverá conter no
campo de observações o nome do preposto do Serviço de
Manutenção de Proteção e Medição que acompanhará os trabalhos
ou as orientações necessárias para o acompanhamento por parte
do Órgão de Execução da Operação de Instalação ou Manutenção;
c) Comunicar ao Agente solicitante, representando a Chesf, a
posição do Serviço de Manutenção de Proteção e Medição o mais
breve possível.
d) Quando as intervenções nos Transformadores para Instrumentos
afetarem o SMF, a CHESF, através do CRO, deve informar ao
Agente envolvido, através de fax ou e-mail, quando de
intervenções programadas conforme prazos definidos e também
verbalmente quando de intervenções de Urgência e ou Emergência.
e) Depois de tomar conhecimento do defeito/falha no sistema de
medição de faturamento de um agente deve comunicar de imediato
ao Centro de Operação do respectivo agente.
f) As informações a serem repassadas são:
• local, data e horário da constatação do defeito/falha;
• defeito/falha verificados.

21. DISPOSIÇÕES GERAIS

21.1 As intervenções não devem ser programadas com início ou término no


período entre 17h e 22h, fora do horário de verão e entre 18h e
23h no horário de verão, tomando como referência o horário oficial
de Brasília.

21.2 A programação de intervenções sem desligamentos deve ser


interrompida, no período entre 17h e 22h fora do horário de verão
e entre 18h e 23h no horário de verão, tomando como referência o
horário oficial de Brasília.

21.3 A programação de intervenção com desligamento e elevado risco de


desligamento acidental de outros equipamentos ou linhas, deve ser
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interrompida no período entre 17h e 22h, fora do horário de verão


e, entre 18h e 23h no horário de verão, tomando como referência o
horário oficial de Brasília.

21.4 Quando a intervenção envolver alteração transitória de


configuração elétrica através da retirada e/ou colocação de pulos
ou conexões similares, realizar nivelamento prévio com a
participação de todos os órgãos envolvidos, exceto quando se
tratar de retirada de pulos de disjuntores, chaves (lado
desenergizado) ou demais equipamentos no trecho isolado.

21.5 No período pretendido para a execução de intervenção com


desligamento, devem estar incluídos os tempos necessários para as
manobras coordenadas e controladas pelo Agente, de modo que o
horário de início da intervenção, para fins específicos de gestão
da operação e manutenção, seja aquele em que o ONS deve liberar o
equipamento para o Agente, autorizando as manobras de
desenergização, isolamento e de segurança para as equipes de
manutenção e o horário do fim da intervenção seja aquele em que o
Agente deve devolver o equipamento disponível para o ONS coordenar
e controlar as manobras de energização, quando julgar conveniente
para o sistema.

21.6 Os equipamentos solicitados em conjunto numa mesma intervenção


deverão ter horário de início e término iguais. Caso o solicitante
queira informar horários previstos diferentes para algum
equipamento ou que sejam registrados horários de início e término
efetivos diferentes para algum equipamento, deve ser solicitada
mais de uma intervenção.

21.7 Quando existirem intervenções interdependentes o Centro Regional


de Operação de Sistema solicitante deve indicar no campo
observações de cada intervenção, quais intervenções devem ser
realizadas juntamente com a intervenção em questão.

21.8 Para assegurar a confiabilidade das instalações o ONS pode


solicitar a Chesf à complementação de bay associados a linhas de
transmissão, transformadores, unidades geradoras, etc, quando a
solicitação de intervenção destes equipamentos não contemplarem a
indisponibilidade dos disjuntores associados. Neste caso, os
disjuntores deverão ser manobrados apenas para
isolação/reintegração dos equipamentos principais solicitados.

21.9 O solicitante deve informar ao Centro Regional de Operação de


Sistema, que por sua vez, deve informar ao ONS os riscos de
desligamentos decorrentes das intervenções em sistemas de proteção
e controle de suas instalações. Quando essas intervenções
implicarem alteração das características ou do desempenho dos
sistemas de proteção, o Centro Regional de Operação de Sistema
deve informar ao ONS os efeitos dessas alterações e os eventuais
riscos para a segurança do SIN.

21.10 Intervenções em equipamentos do Módulo Geral só devem ser


cadastradas como Módulo Geral se ocasionar o desligamento de
alguma das Funções Transmissão sujeitas a desconto de parcela
variável. Em caso de necessidade de realização de serviços em

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equipamentos do Módulo Geral que não ocasione o desligamento de


Função Transmissão, a intervenção deve ser solicitada como Tipo 2,
Tipo 3 ou Tipo 4, se for o caso.

21.11 Caso após a realização de intervenção com desligamento em um


equipamento e/ou Função Transmissão haja necessidade, declarada
pelo solicitante, de energização do equipamento e/ou Função
Transmissão para realização de testes previstos na SI, o mesmo só
será considerado disponível à operação após a declaração pelo
mesmo do término dos testes, devendo essa informação ser
formalizada ao ONS, através do Centro Regional de Operação de
Sistema.

21.12 Nas intervenções em linha energizada, os órgãos de manutenção


devem tomar todas as providências no sentido de garantir a
comunicação permanente entre as equipes de campo no local da
intervenção e o Centro Regional de Operação de Sistema respectivo,
durante todo o período da intervenção.

21.13 Antes do início da intervenção em linha energizada, o Centro


Regional de Operação de Sistema deve confirmar disponibilidade de
comunicação com o responsável pela intervenção. Caso não exista
disponibilidade, a intervenção só deve ser iniciada após
restabelecimento da comunicação.

21.14 Para as intervenções do tipo 1, 2 e 3 que se prolonguem além do


horário de término da intervenção e não tenham sido prorrogadas é
aplicado um valor maior de parcela variável, para o tempo
excedente, do que o valor aplicado para o período programado.

21.15 Não é considerada intervenção, aquela desenvolvida por pessoas


pertencentes ou não ao quadro de empregados da CHESF, com a
finalidade de coletar informações (registros, seqüência de
eventos, medições e parâmetros) em equipamentos ou na área da
instalação, desde que sem contato físico com o SEP, conforme
critérios estabelecidos na IN-OP. 01.001.

21.16 Toda intervenção em relé digital à distância que envolva alteração


de ordem de ajuste e/ou parametrização deve ser tratada como
solicitação de intervenção.

21.17 Todos os procedimentos relativos a intervenções pelas


distribuidoras, geradoras ou consumidores envolvendo instalações
compartilhadas ou pontos de conexão, devem ser definidos nos
Acordos Operativos.

21.18 Todos os procedimentos relativos a intervenções envolvendo


instalações de agentes que contratem a CHESF devem ser definidos
nos Protocolos de Relacionamento Operacional, que são documentos
anexos aos Contratos de Operação e Manutenção.

21.19 A retirada de intertravamentos elétricos para permitir o


acionamento de chaves seccionadoras não pode ser realizada sem a
presença “in loco” de representante técnico do Órgão de Manutenção
de Controle e Proteção da área.

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21.20 As intervenções devem ter a designação de um responsável e seu


substituto, com dedicação exclusiva nesta função, sendo
obrigatória a presença do responsável que recebeu o cartão de
autorização para intervenção ou de substituto ocasional designado
por este, durante a execução dos trabalhos.

21.21 Quando de solicitações de concessionárias e acessantes, na


solicitação de intervenção, essas empresas devem informar que o
empregado encontra-se Autorizado conforme requisitos da NR-10 e
Acordo Operativo, com base na seguinte declaração:
“Declaro para os devidos fins, que o (s) empregado (s) relacionado
(s) na presente solicitação está (ão) atendendo devidamente aos
requisitos da NR-10 para os trabalhos no Sistema Elétrico de
Potência - SEP".

21.22 Para intervenção com mais de uma equipe trabalhando, é obrigatória


a designação de um coordenador e seu substituto, quando
identificado esta necessidade pela gerência regional, com
dedicação exclusiva nesta função, sendo obrigatória a presença do
coordenador que recebeu o cartão de autorização para intervenção
ou do substituto ocasional designado por este, durante a execução
dos trabalhos.

21.23 A mesma pessoa que receber o cartão “Autorização de Intervenção”


deve fazer a devolução, salvo por motivo de força maior, onde o
órgão responsável pela intervenção deve solicitar, justificando
por escrito, ao órgão responsável pela liberação, à devolução por
outra pessoa, o qual deve ratificar por escrito, com cópia para os
órgãos envolvidos.

21.24 Para a programação de intervenções que envolvam mais de um Agente,


cabe ao Agente solicitante às providências necessárias junto aos
demais Agentes envolvidos para garantir a segurança adequada às
suas próprias equipes de manutenção e aos equipamentos, bem como
os acertos para o cadastro da solicitação de intervenção no SGI,
da configuração das instalações, datas e horários previstos para a
execução e cancelamento das intervenções.

21.25 Para intervenções fora da rede de operação que imponham limitação


em geração ou intercâmbio internacional ou imponham restrições ou
desligamentos ou risco de desligamentos em equipamentos de
transmissão da rede de operação ou em esquemas de controle de
emergências, o Agente proprietário da instalação sob intervenção
deve acertar a programação com a geradora, transmissora ou
importadora afetada pela intervenção.

21.26 O Agente gerador, transmissor ou importador, afetado pela


intervenção, deve cadastrar uma intervenção sem desligamento
informando a limitação de disponibilidade ou restrição de
transmissão ou risco de desligamento de equipamentos de
transmissão da rede de operação, e o respectivo motivo dessa
situação (intervenção, data, hora e etc).

21.27 Para atendimento a esta Instrução Normativa serão garantidos


direitos iguais a todos os seus empregados, sendo a Chesf
contrária a qualquer forma de discriminação à pessoa com

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ASSUNTO : INTERVENÇÕES EM EQUIPAMENTOS E LINHAS DE TRANSMISSÃO

deficiência, etnia, raça/cor, gênero, idade, estado civil,


religião, condições de saúde, orientação sexual, origem social ou
regional, opinião política ou qualquer outra condição de
diferença.

22. DISPOSIÇÕES FINAIS

22.1 Esta Instrução Normativa substitui a 6ª edição, de igual número,


emitida em 06 de maio de 2013.

22.2 Todos os anexos constantes nesta Instrução Normativa encontram-se


disponíveis na Home Page da DOMO:
http://chesfnet/do/soc/dos/domo/homepage/.

23. LISTA DE ANEXOS

ANEXO I : FORMULÁRIO DE SOLICITAÇÃO DE INTERVENÇÃO;

ANEXO II : RELAÇÃO DOS CENTROS REGIONAIS DE OPERAÇÃO DE


SISTEMA E ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO DA OPERAÇÃO DE INSTALAÇÕES E
RESPECTIVAS USINAS/SUBESTAÇÕES;

ANEXO III: CERTIFICADO DE INSPEÇÃO DE SEGURANÇA;

ANEXO IV : CARTÃO DE AUTORIZAÇÃO DE INTERVENÇÃO;

ANEXO V : COMUNICAÇÃO DE ALTERAÇÃO NA INSTALAÇÃO;

ANEXO VI : CONTROLE DE ATERRAMENTO TEMPORÁRIO.

* * *

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