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INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

2018/2
AULA 04- LUMINOTÉCNICA
ISABELA OLIVEIRA GUIMARÃES
LUMINOTÉCNICA
LUMINOTÉCNICA É O ESTUDO DA APLICAÇÃO DA ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL
TANTO EM ESPAÇOS INTERIORES COMO EXTERIORES.
• “ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas cancelou, em
21/03/2013, a norma ABNT NBR5413:1992, que trata da iluminância de
interiores sendo substituída pela norma ABNT NBR ISSO/CIE 8995 – 1:2013.”

AULA 04 3
IMPORTÂNCIA DA ILUMINAÇÃO

Ao comparar aos dias atuais com a época que a luz artificial


começou a ser utilizada, nota-se um grande avanço em todas as
áreas. A indústria da iluminação passou por um notável avanço
desde a lâmpada criada por Thomas Edison (primeira lâmpada
disponível para uso residencial) até os produtos disponíveis hoje.

AULA 04 4
IMPORTÂNCIA DA ILUMINAÇÃO

Busca-se atender com a boa iluminação requisitos que variam com a


necessidade do individuo, custos do projeto, utilização do local.
Necessidade:
• Condições de visão associadas à visibilidade ou seja conforto
visual;
• Segurança e orientação dentro de um determinado ambiente.
AULA 04 5
IMPORTÂNCIA DA ILUMINAÇÃO

Custo do projeto:
• Instalação e manutenção;
• Eficiência.
Utilização do Local:
• Funções executadas.
AULA 04 6
ILUMINAÇÃO
INADEQUADA
Provoca fadiga visual;
Desconforto;
Redução da eficiência;
Postura incorreta;
Falta de concentração;
Devido a isso ambientes industriais,
Outros.. comerciais e residenciais, estão dando maior
atenção a iluminação eficiente.
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CONCEITOS BÁSICOS DE ILUMINAÇÃO

AULA 04 8
LUZ

Tipo de energia decorrente da conversão da energia elétrica em luminosa. Ao


ser convertida, a energia elétrica emite radiações eletromagnéticas capazes de
produzir uma sensação visual.
AULA 04 9
LUZ

“É o aspecto da energia radiante que um observador humano constata pela


sensação visual, determinada pelo estímulo da retina ocular.”
A faixa de radiações detectada pelo olho humano e situa entre 380nm e
780nm.
AULA 04 10
AULA 04 11
SENSIBILIDADE

Verifica-se pelo espectro:


• impressão luminosa;
• impressão de cor.
A sensação de cor está ligada aos comprimentos de ondas das radiações.
Diferentes comprimentos de onda (as diferentes cores) produzem diversas
sensações de luminosidade; isto é, o olho humano possui sensibilidade variável
para as cores do espectro visível.

AULA 04 12
GRANDEZAS

1. Fluxo Luminoso;
2. Eficiência Luminosa;
3. Intensidade Luminosa;
4. Iluminância;
5. Luminância.

AULA 04 13
FLUXO LUMINOSO(Φ):

Def.: é a potência de radiação total emitida por uma fonte de luz,


ou a potência de energia luminosa de uma fonte percebida pelo
olho humano.
Unidade: lúmen(lm), que representa a quantidade de luz irradiada
por meio de uma abertura de 1m² feita na superfície de uma
esfera de 1m de raio, por uma fonte luminosa de intensidade iguala
1 candela.
AULA 04 14
FLUXO LUMINOSO(Φ)

AULA 04 15
EXEMPLOS DE FLUXOS LUMINOSOS

As lâmpadas conforme seu tipo e potência apresentam fluxos luminosos


diversos:
• lâmpada incandescente de 100 W: 1000 lm;
• lâmpada fluorescente de 40 W: 1700 a 3250 lm;
• lâmpada vapor de mercúrio 250W: 12.700 lm;
• lâmpada multi-vapor metálico de 250W: 17.000 lm

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EFICIÊNCIA LUMINOSA:

Def.: é a relação entre o fluxo luminoso (ø) emitido por uma lâmpada e a potência
elétrica (P) desta lâmpada. (=ø/P)
EXEMPLOS:
lâmpada incandescente de 100W: 10 lm/W
lâmpada fluorescente de 40 W: 42,5 lm/W a 81,5 lm/W.
lâmpada vapor de mercúrio de 250W: 50 lm/W
lâmpada multi-vapor metálico de 250W: 68 lm/W.

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AULA 04 18
AULA 04 19
AULA 04 20
INTENSIDADE LUMINOSA(I):

Def.:é a potência da radiação luminosa em uma dada direção. A intensidade


luminosa é a grandeza base no SI para iluminação, e a unidade é a candela
(cd).
Essa direção é representada por vetores, cujos comprimentos indicam as
Intensidades Luminosas. Portanto, intensidade luminosa é o Fluxo Luminoso
irradiado na direção de um determinado ponto.
𝑑∅
• 𝐼 = 𝑑𝜔
AULA 04 21
ILUMINÂNCIA OU ILUMINAMENTO(E):

A luz irradiada por uma lâmpada, relacionada à superfície a qual incide,


define a grandeza denominada Iluminamento ou Iluminância.
A unidade é o LUX [cd/m²], indica o fluxo de luz de 1 lúmen que incide sobre
uma superfície de 1 m², a 1m de distância, na direção normal.

• 𝐸 = 𝐴∅

AULA 04 22
ILUMINÂNCIA (E):

AULA 04 23
EXEMPLO DE CÁLCULO

• Cada ambiente necessita de um nível, considerado ideal, referente a


iluminância, que varia de acordo com o ambiente e as tarefas a serem
executadas no local;
• Exemplo: Quarto de 20 m² deseja-se instalar um plafon com três lâmpadas
fluorescentes compactas de 11W (cada uma delas emitindo 700 lúmens).
Qual a iluminância no ambiente?

•𝑬= 𝑨
= 3 x 700 lm/20 m² = 2.100 lm /20 m² = 105 lux

AULA 04 24
EXEMPLO DE CÁLCULO


•E= A

O aumento da área reduz a iluminância incidente.


O fluxo luminoso não é distribuído de forma uniforme, assim a iluminância não é
a mesma em todos os pontos da área, considerando assim valores médios.

AULA 04 25
ILUMINÂNCIA SEGUNDO NORMA

AULA 04 26
GRANDEZAS FUNDAMENTAIS

LUMINÂNCIA: “Por definição luminância é a razão da intensidade luminosa


incidente num elemento de superfície que contém o ponto dado, para a área
aparente vista pelo observador, quando esta área tende a zero. Área
aparente significa que é a área projetada, aquela que é vista pelo
observador.”
𝑑𝐼
𝐿 =
𝑑𝐴 ∗ 𝑐𝑜𝑠𝛼

AULA 04 27
LUMINÂNCIA (L)

𝑑𝐼
𝐿 =
𝑑𝐴 ∗ 𝑐𝑜𝑠𝛼
• L: luminância [cd/m²]
• A: área da superfície [m²]
• α: direção da observação [ ° ]
• I: intensidade luminosa [cd]

AULA 04 28
AULA 04 29
LUMINÂNCIA

• Sensação de claridade;

AULA 04 30
O lux é a
incidência
de luz de um
ponto
O lúmen é a A candela é definida
quantidade de luz pela intensidade
medida através de um luminosa, seria a
ponto emissor de luz distribuição uniforme
que incide de um
ponto a um
determinado local.

AULA 04 31
COR DA LUZ
“A cor da luz é determinada pelo comprimento da onda.”
A cor de um objeto iluminado consta da interação de três fatores:
1. A composição espectral do fluxo luminoso emitido pela fonte
luminosa;
2. A refletância espectral do objeto iluminado;
3. A capacidade do observador de deletar e interpretar a
composição espectral da luz recebida pelos seus olhos;
AULA 04 32
ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR - IRC
“O índice de reprodução de cor é baseado em uma tentativa de mensurar a
percepção da cor avaliada pelo cérebro.”
• O IRC é o valor percentual médio relativo à sensação de reprodução de cor,
baseado em uma série de cores padrões;
• Então se uma fonte luminosa apresenta um índice de 60%, este está
relacionado como radiador integral que é de 100%.
• IRC em torno de 60 pode ser considerado razoável, 80 é bom e 90 é
excelente.
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ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR - IRC

AULA 04 34
AULA 04 35
ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR - IRC

AULA 04 36
AULA 04 37
TEMPERATURA DE COR (T)
• Unidade: K (Kelvin).
• Em aspecto visual, admite-se que é bastante difícil a avaliação comparativa
entre a sensação de tonalidade de cor de diversas lâmpadas;
• Correlação entre a temperatura de uma fonte luminosa e sua cor, cuja
energia do espectro varia segundo a temperatura de seu ponto de fusão.

AULA 04 38
TEMPERATURA DE COR (T)

• “No instante que um ferreiro coloca uma peça de ferro no fogo, esta peça
passa a comportar-se segundo a lei de Planck e vai adquirindo diferentes
colorações na medida que sua temperatura aumenta. Na temperatura
ambiente sua cor é escura, tal qual o ferro, mas será vermelha a 800 K,
amarelada em 3.000 K, branca azulada em 5.000K. Sua cor será cada vez
mais clara até atingir seu ponto de fusão”

AULA 04 39
TEMPERATURA DE COR (T)

• Quanto maior for a temperatura, maior será a energia produzida, sendo que
a cor da luz está diretamente relacionada com a temperatura de trabalho
(mais fria quanto maior for a temperatura).

AULA 04 40
AULA 04 41
TEMPERATURA DE COR (T)

AULA 04 42
TEMPERATURA DE COR (T)

As cores quentes são empregadas quando se deseja uma atmosfera


íntima, sociável, pessoal e exclusiva (residências, bares, restaurantes,
mostruários de mercadorias);
as cores frias são usadas quando a atmosfera deva ser formal,
precisa, limpa (escritórios, recintos de fábricas).

AULA 04 43
TEMPERATURA DE COR (T)

Uma iluminação usando cores quentes realça os vermelhos e seus


derivados; ao passo que as cores frias, os azuis e seus derivados
próximos. As cores neutras ficam entre as duas e são, em geral,
empregadas em ambientes comerciais.
A temperatura da cor da lâmpada deve ser preferencialmente
indicada no catálogo do fabricante.

AULA 04 44
AULA 04 45
TIPOS DE LÂMPADAS COMUNS

• Lâmpadas fluorescentes compactas.


• Lâmpadas fluorescente tubulares;
• Díodos Emissores de Luz (LED);
• Lâmpadas de halogéneo;
• Lâmpadas incandescentes.

AULA 04 46
CLASSIFICAÇÃO DAS LÂMPADAS

• Tempo;
• Rendimento (lm/W);
• (IRC):1a100

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AULA 04 48
AULA 04 49
LUMINÁRIAS

“As luminárias são constituídas pelos aparelhos com as lâmpadas,


e têm função de proteger as lâmpadas, orientar ou concentrar o
facho luminoso, difundir a luz, reduzir o ofuscamento e
proporcionar um bom efeito decorativo.”
Como geralmente a lâmpada é instalada dentro de luminárias, o
Fluxo Luminoso final que se apresenta é menor do que o irradiado
pela lâmpada, devido à absorção, reflexão e transmissão da luz
pelos materiais com que são construídas. 50
EFICIÊNCIA DE LUMINÁRIA (RENDIMENTO DA
LUMINÁRIA)

• Símbolo: ηL
“Razão do Fluxo Luminoso emitido por uma luminária, medido sob
condições práticas especificadas, para a soma dos Fluxos
individuais das lâmpadas funcionando fora da luminária em
condições específicas.”
Esse valor é indicado pelos fabricantes de luminárias e depende
das condições do recinto, como dimensão, reflexão dos materiais e
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outros.
ÍNDICE DO RECINTO OU EFICIÊNCIA DO
RECINTO(K)
• O Índice do Recinto é a relação entre as dimensões do local, dada por:

Iluminação direta

AULA 04 52
ÍNDICE DO RECINTO OU EFICIÊNCIA DO
RECINTO(K)

3
2 ‘

Iluminação indireta

‘ Pé direito útil

AULA 04 53
ÍNDICE DO RECINTO OU EFICIÊNCIA DO
RECINTO(K)
Pé-direito útil é o valor do pé-
direito total do recinto (H),
menos a altura do plano de
trabalho (hpl.tr.), menos a altura
do pendente da luminária
(hpend). Isto é, a distância real
entre a luminária e o plano de
trabalho.
AULA 04 54
Ao calcular o índice do recinto (K), procura-se identificar os valores da
refletância do teto, paredes e piso.

Tabela demonstrativa, essa tabela é variável para luminárias e fabricantes.


AULA 04 55
Escolhe-se a indicação de curva de distribuição luminosa que mais se
assemelha a da luminária a ser utilizada.

Tabela demonstrativa, essa tabela é variável para luminárias e fabricantes.


AULA 04 56
FATOR (OU COEFICIENTE) DE UTILIZAÇÃO

O Fluxo Luminoso final (útil) que incidirá sobre o plano de trabalho,


é avaliado pelo Fator de Utilização. Ele indica, portanto, a
eficiência luminosa do conjunto lâmpada, luminária e recinto.
Depende da eficiência do recinto (ηR), valor resultante da interação
entre as refletâncias, da eficiência da luminária (ηL) ∶ 𝐹𝑢= 𝜂𝑅 𝜂𝐿

AULA 04 57
FATOR (OU COEFICIENTE) DE UTILIZAÇÃO

• Depende:
1) da distribuição e da absorção da luz, efetuada pelas luminárias;
2) das dimensões do compartimento que exprime-se através do
Índice do Local;
3) das cores das paredes e teto, caracterizados pelo Fator de
Reflexão
AULA 04 58
FATOR DE REFLEXÃO

1-superfície escura 10% de reflexão


3-superfície média 30% de reflexão
5-superfície clara 50% de reflexão
7-superfície branca 70% de reflexão

AULA 04 59
FATOR DE REFLEXÃO

• Monta-se Com os valores de refletância um número de 3 algarismos


1º algarismo reflexão do teto
2º algarismo reflexão das paredes
3º algarismo reflexão do piso
Com está informação entra-se na tabela da luminária escolhida e obtém-se o
o Fator de Utilização.

AULA 04 60
EXEMPLO DE TABELA DE FATOR DE UTILIZAÇÃO
Número de 3 algarismos

AULA 04 Tabela ilustrativa 61


CÁLCULO LUMINOTÉCNICO

Ao se pensar em cálculo luminotécnico, é necessário ter presente


quatro critérios principais:
• a quantidade de luz;
• o equilíbrio da iluminação;
• o ofuscamento;
• a reprodução de cor.
AULA 04 62
CÁLCULO LUMINOTÉCNICO

Existem vários métodos para cálculo luminotécnico, sendo os


principais:
- Método dos Lumens ou Método do Fluxo Luminoso;
- Método Ponto por Ponto.

AULA 04 63
MÉTODO DOS LUMENS OU MÉTODO DO
FLUXO LUMINOSO

AULA 04 64
MÉTODO DOS LUMENS OU MÉTODO DO FLUXO
LUMINOSO

O método permite determinar o número de luminárias/lâmpadas a


serem utilizadas na instalação;
Para isso determinam-se inicialmente os seguintes valores:
1- Nível de Iluminamento do Recinto: E
2- Fator do Local: K

AULA 04 65
MÉTODO DOS LUMENS OU MÉTODO DO FLUXO
LUMINOSO

3- Fator de utilização (tabela KxRefletância)


É necessário escolher a luminária inicialmente pois esse valor
depende da luminária.

AULA 04 66
MÉTODO DOS LUMENS OU MÉTODO DO FLUXO
LUMINOSO
A maneira de efetivar este método, é utilizando a fórmula:
• Φ: fluxo luminoso em lumens;
• E: iluminância ou nível de iluminamento em lux;
• S: área do recinto em m²;
• µ: coeficiente de utilização;
• d: fator ou coeficiente de depreciação

AULA 04 67
FATOR DE DEPRECIAÇÃO

• Este fator prevê a perda de eficiência de iluminação da lâmpada /


Luminária ao longo do tempo de sua vida útil.
• Depende das características das lâmpadas e luminárias utilizadas, das
características do ambiente onde se encontram instaladas e do período
de tempo do intervalo de manutenção.
• A norma NBR ISO 8995-1 traz no anexo D a explicação de como obter
e tabelas que trazem valores de fatores de manutenção.
AULA 04 68
CÁLCULO DO NÚMERO DE LÂMPADAS

• A partir do fluxo luminoso total necessário, determina-se o número de


lâmpadas:
• n: número de luminárias;
• Φ: fluxo luminoso em lumens;
• φ: fluxo luminoso de cada lâmpada, multiplicando pelo número de lâmpadas
a ser usado.

AULA 04 69
AULA 04
Iuminâncias para determinadas atividade/recintos 70
NÍVEIS MÉDIOS DE ILUMINÂNCIA SUGERIDOS
(RESIDENCIAL)

AULA 04 71
ATIVIDADE

• Calcular o número de lâmpadas/luminárias a serem utilizadas em cada


cômodo do projeto pelo método dos lúmens;
• Escolher as lâmpadas adequadas de acordo com cada ambiente;
• OBSERVAÇÃO:
• Para a escolha das lâmpadas usar o catalogo phillips (Slide 46)

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