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A base celular da vida

Seres unicelulares - seres vivos constituídos por uma só célula.


Seres pluricelulares - seres vivos constituídos por várias células.
Teoria celular
Diz-nos que a célula é a unidade básica de estrutura e função
dos seres vivos;
Todas as células provêm de células pré-existentes;
A célula é a unidade de reprodução, de desenvolvimento e de
hereditariedade
dos seres vivos.
Células procarióticas
As células procarióticas são representadas pelas bactérias, têm
dimensões
compreendidas entre 1 a 10 nanometros e são as estruturas mais
simples do que as
eucarióticas. Apresentam uma membrana celular, citoplasma,
ribossomas e material
genético. Estas células também apresentam uma parede celular
que protege a célula
e a ajuda a manter a forma. Em algumas procariontes existe
ainda outra estrutura
chamada cápsula. Algumas outras também têm flagelos.
Células Eucarióticas
Estas células são muito mais complexas que as procariontes.
Estas apresentam um
núcleo e varias estruturas delimitadas que se situam no
citoplasma

Função de cada organito:


Parede celular - Protecção; estrutura de suporte.
Membrana celular - controlo do movimento de substâncias.
Núcleo - Contém o material genético.
Mitocôndrias - respiração aeróbia.
Cloroplastos - fotossíntese
Vacúolo central - reserva de água e outras substâncias
Citoplasma - contém várias substâncias.
Ribossomas - síntese de proteínas
Reticulo endoplasmático - síntese de lípidos e proteínas,
transporte
Complexo de golgi - transformação de proteínas e lípidos
Lisossomas - contêm enzimas digestivas
Em biologia celular, o termo organelo (ou organela, organito, orgânulo ou organóide) é
usado para descrever várias estruturas com funções especializadas, delimitadas por
uma membrana própria, suspensas no citoplasma das células vivas. A palavra "organelo"
deriva do termo latinizado "organello" (pequeno órgão).

cloroplasto é uma organela presente nas células das plantas e outros


organismosfotossintetizadores, como as algas e alguns protistas.
Possui clorofila, pigmentoresponsável pela sua cor verde. É um dos três tipos de plastos
(organelos citoplasmáticos cuja fórmula varia de acordo com o tipo de organismo e célula em
que se encontra), sendo os outros dois os cromoplastos e os leucoplastos.

Cloroplasto é a organela onde se realiza a fotossíntese. Os cloroplastos distinguem-se bem dos


restantes organelos da célula, quer pela cor, quer pela sua estrutura, geralmente laminar,
possuem RNA, DNA e ribossomas, podendo assim sintetizar proteínas e multiplicar-se.

No seu interior apresenta um líquido semelhante ao que preenche as mitocôndrias, o estroma.


O sistema de membranas onde se encontra a clorofila encontra-se organizado em tilacóides,
agrupados em grana.

A fotossíntese típica dos cloroplastos também é realizada por algumas bactérias,


as cianobactérias, o que é considerado como uma das evidências nas quais se baseia a teoria
endossimbiótica de origem dos cloroplastos. Segundo esta teoria, os cloroplastos teriam se
originado de uma cianobactéria ancestral vivendo emsimbiose dentro da célula
eucariótica precursora. Essa teoria também é empregada para explicar a origem
das mitocôndrias[1].

[editar]Estrutura

Os cloroplastos possuem nas suas delimitações duas membranas lipoprotéicas. A membrana


externa é lisa, enquanto a interna é composta por várias dobras voltadas para o interior do
cloroplasto, formando os tilacoides.

Na membrana interna dos cloroplastos estão os fotossistemas com várias moléculas


de clorofila dispostas de maneira a formar uma espécie de antena com a finalidade de
captar luz. Os fotossistemas possuem outras substâncias além da clorofila que também
participam da fotossíntese[2].

Os fotossistemas são de dois tipos:


 Fotossistema I - p700: É o responsável pela produção de NADPH. O fotossistema I
recebe elétrons provenientes da cadeia transportadora de elétrons e os direciona até a
clorofila que absorve luz no comprimento de 700 nanômetros.
 Fotossistema II - p680: Nesse fotossistema ocorre a quebra da água, também
chamada de fotólise da água, ou ainda, reação de Hill. Cada molécula de água produz
dois prótons H+ e dois elétrons não excitados que são direcionados para o centro de reação
do fotossistema.

A mitocôndria é um dos organelos celulares mais importantes, sendo extremamente


importante para respiração celular. É abastecida pela célula que a hospeda por substâncias
orgânicas como oxigênio eglicose, as quais processa e converte em energia sob a forma
de ATP, que devolve para a célula hospedeira. Sendo energia química que pode ser, e é,
usada em reações bioquímicas que necessitem de dispêndio de energia. A mitocôndria está
presente em grande quantidade nas células: do sistema nervoso (na extremidade dos axônios),
do coração e do sistema muscular, uma vez que estas apresentam uma necessidade maior de
energia.

A mitocôndria está presente na maioria dos eucariontes, excepto num grupo


de protistas chamado Archezoa, apesar da análise genômica destes organismos indicar que
podem ter perdido as mitocôndrias ao longo da evolução. A principal evidência disto é o facto
de alguns genescodificadores de proteínas mitocondriais terem sido encontrados
nogenoma nuclear destes protistas (Bui & Bradley, 1996). Foi descrita por Altmann, em 1894
(que as denominou "bioblastos"), sugerindo a sua relação com a oxidação celular. O seu
número varia entre as células, sendo proporcional à atividade metabólica de cada uma, indo de
quinhentas a mil ou até dez mil dessas estruturas por célula.

Esta apresenta duas membranas fosfolipídicas, uma externa lisa e outra interna que se dobra
formando vilosidades, chamadas cristas. A região limitada pela membrana interna é conhecida
como matriz mitocondrial, onde existem proteínas, ribossomas e DNA mitocondrial, de forma
circular, que contém 37 genes coodificadores de 13 proteínas, de 2 rRNAs e 22 tRNAs. Estes
são necessários no processo de produção de ATP, ou seja, necesários para que a respiração
celular ocorra.

Esquema mostrando as mitocôndrias, um dos componentes de uma célula animal comum (organelas):
(1) nucléolo
(2) núcleo
(3) ribossomos (pontos pequenos)
(4) vesícula
(5) retículo endoplasmático rugoso
(6) complexo de golgi
(7) Citoesqueleto
(8) retículo endoplasmático liso
(9) mitocôndria
(10) vacúolo
(11) citoplasma
(12) lisossomo
(13) centríolos dentro do centrossoma

A presença de material genético na mitocôndria, ainda por cima circular (DNA típico das
bactérias), fez emergir teorias sobre sua origem. Hoje em dia a maioria da comunidade
científica acredita na teoria da endossimbiose. Esta afirma que a mitocôndria é descendente de
uma bacteria. Há milhões de anos atrás, formaram-se as primeiras células que sobreviviam em
poças lamas vulcânicas fervilhantes atestadas de exonfre que servia para estas células
produzirem energia. Após a formação dos primeiros oceanos, apareceram as primeiras células
fotossintéticas. Estas tinham a capacidade de usar a luz solar para fabricar energia, com
libertação de oxigénio. Passados muitos anos, os índices de oxigénio na atmosfera começaram
a aumentar e os de enxofre a diminuir. Nessa altura, os organismos não toleravam nada bem o
oxigénio sendo tóxico para os mesmos, já que antes os índices de oxigénio eram residuais.
Portanto, quem tinha melhor capacidade de sobrevivência eram os seres que aprenderam a
viver com o oxigénio, ou porque aprenderam a usá-lo como fonte de energia, ou porque através
de fagositose ganharam uma relação simbiótica com seres que já tinham essa capacidade,
fornecendo em troca: protecção e nutrientes. Os seres célulares antepassados da mitocôndria
evoluiram primeiro, em relação ao aumento de percentagem oxigénio no ar, que os seres
unicelulares mais complexos, como por exemplo, os nossos antepassados, portanto este
fagocitaram os outros e ambos ganharam uma relação simbiótica que foi evoluíndo, e sendo
cada vez mais próxima, tornando-se cada vez mais tolerantes um com o outro. Agora não há
razão para dizer que a mitocôndria é um ser vivo independente, mas sim parte de um, pois a
relação simbiótica levou-a a descartar-se do DNA que a possibilitava de viver por si só,
tornando-se num organelo de alto rendimento, dado só ter ficado como o DNA que coodifica
oligonucleótidos: house-keeping e que participam no processo de produção de ATP. A prova
evidente de que a mitôndria é descendente de bactérias é: o seu próprio DNA ser muito
parecido com o das bactérias de hoje em dia: é circular e não tem intrões; a mitocôndria não ter
nucleo organizado; a mitocôndria ter uma dupla camada lipídica, resultante da eventual
fagocitose.

A sua função é vital para a célula, sem a qual há morte celular. O DNA mitocôdrial não se tem
modificado muito desde do seu princípio, para além do descartar de DNA inutilizado, apesar do
seu elevado índice de mutações (10 vezes maior que o DNA nuclear). O que acontece é que
este DNA está apenas sujeito a modificações por mutação, dado não haver maneira do mesmo
sofrer recombinação como acontece quando o DNA do espermatozóide entra no núcleo do
óvulo, dando-se a recombinação quando metade do DNA de cada parente se junta, formando o
ovo, ou zigoto. Ora, como o que entra na célula sexual feminina vindo do pai* é apenas, e só, o
seu DNA nuclear, as mitocôndrias masculinas ficam de fora, logo não se dá recombinação do
seu DNA. O resultado é só recebermos o DNA mitocôndrial da mãe, levando a poucas
modificações deste ao longo dos tempos. Os Antropologistas aproveitam estas propriedades
para examinar, através do DNA mitocondrial, as relações de parentesco entre os grandes
grupos de seres vivos. Esta situação mostra-nos o elevado poder da recombinação genética,
dado o DNA nuclear estar-se sempre a atrasar em relação ao mitocôndrial que sofre mutações
10 vezes mais, ganha um enorme impulso de modificação na recombinação com outros DNAs.

A mitocôndria forma uma extensa rede, denominada rede mitocondrial. Essa rede é constituída
por subunidades mitoncondriais que podem se fundir ou se dividir de acordo com as
necessidades fisiológicas.
O organelo tem sido associado, nos últimos anos, ao processo de morte celular denominado
apoptose. Diversas proteínas mitocondriais encontram-se directamente ligadas à apoptose,
como as proteínas BCL-2, AIF e o Citocromo C, por exemplo.

A mitocôndria é responsável por muitos processos catabólicos fundamentais para a obtenção


de energia para a célula, como a β-oxidaçaode ácidos graxos, o Ciclo de Krebs e a Cadeia
respiratória.

O retículo endoplasmático é formado por canais delimitados por membranas. Esses canais
comunicam-se com o envoltório nuclear (carioteca). O retículo endoplasmático pode ser
considerado uma rede de distribuição, levando material de que a célula necessita, de um ponto
qualquer até seu ponto de utilização. O retículo endoplasmático tem portanto função de
transporte servindo como canal de comunicação entre o núcleo celular e o citoplasma.

Reconhecem-se dois tipos de retículo endoplasmático, liso e rugoso.

Retículo endoplasmático rugoso


(com ribossono) O Retículo Endoplasmático Rugoso (RER) é formado por sistemas de túbulos
achatados e ribossomos aderidos a membrana o que lhe confere aspecto granular.
Função: Participa da síntese de proteínas, que serão enviadas para o exterior das células. O
reticulo endoplasmático é também chamado ergastoplasma, palavra originada do grego
ergozomai, que significa elaborar, sintetizar. Esse tipo de retículo é muito desenvolvido em
células com função secretora. É o caso por exemplo das células do pâncreas, que
secretam enzimasdigestivas, e também o caso das células caliciformes da parede do intestino,
que secretam muco. A microscopia eletrônica revelou a presença, no interior do citoplasma, de
um retículo de membranas lipoprotéicas que foi denominado retículo endoplasmático (RE).
Conforme a posição das membranas, podemos distinguir a existência de túbulos e saculos ou
vesículas achatadas. O retículo endoplásmatico rugoso apresenta as seguintes funções:
aumenta a superfície interna da célula, o que amplia o campo de atividade das enzimas,
facilitando a ocorrência de reações químicas necessárias ao metabolismo celular, síntese de
proteínas(sua principal função) e armazenamento. Graças aos ribossomos aderidos a suas
membranas,o reticulo endoplasmático rugoso atua na produção de certas proteínas celulares,
como o colágeno que é uma proteína produzida pelo RER do fibroblasto. O Retículo
Endoplasmático Rugoso, também pode ser chamado de Retículo Endoplasmático Granuloso.

[editar]Retículo endoplasmático liso


(sem ribossono) O retículo endoplasmático liso ou agranular (REL) é formado por sistemas de
túbulos cilíndricos e sem ribossomos aderidos a membrana. Função: Participa principalmente
da síntese de esteróides, fosfolipídios e outros lipídios. O REL tem, como uma de suas
principais funções, a desintoxicação do organismo,atuando na degradação do etanol ingerido
em bebidas alcoólicas, assim como a degradação de medicamentos ingeridos pelo organismo
como antibióticos e barbitúricos(substâncias anestésicas), . Esse tipo de retículo é abundante
principalmente em células do fígado, das gônadas e pâncreas.

O retículo endoplasmático liso é composto por uma rede tridimensional de túbulos e cisternas
interconectados, que vai desde a membrana nuclear (a cisterna do RE é contínua com a
cisterna perinuclear) até a membrana plasmática. É dividido em dois setores: RERugoso -- com
poliribossomas aderidos à face citosólica -- e RELiso -- que além de não possui
polirribossomas aderidos, apresenta diferente composição protéica e enzimática de sua
membrana e conteúdo.

A ligação de polirribossomas à superfície citosólica do RER é feita através de proteínas


integrais: Docking protein (partícula receptora de reconhecimento de sinal) Riboforinas I e II
(proteínas receptoras do ribossoma) Proteína do Poro

A presença de polirribossomas no RER possibilita sua função: síntese de proteínas. Por isto ele
e tão desenvolvido em células com intensa síntese protéica, destinada à exportação ou a
organelas com membrana. Além disso, o RER também participa de modificações pós-
traducionais protéicas: sulfatação, pregueamento e glicosilação.

O núcleo celular, organelo primeiramente descrito por Franz Bauer, em 1802, é


uma estrutura presente nas células eucariontes, que contém o ADN (ou DNA) da célula. É
delimitado pelo envoltório nuclear, e se comunica com o citoplasmaatravés dos poros
nucleares. O núcleo possui duas funções básicas: regular asreações químicas que ocorrem
dentro da célula, e armazenar as informaçõesgenéticas da célula. O seu diâmetro pode variar
de 11 a 22.25 μm.

Além do material genético, o núcleo também possui algumas proteínas com a função de regular
a expressão gênica, que envolve processos complexos detranscrição, pré-processamento
do mRNA (RNA mensageiro), e o transporte do mRNA formado para o citoplasma. Dentro do
núcleo ainda se encontra uma estrutura denominada nucléolo, que é responsável pela
produção de subunidades dos ribossomos. O envoltório nuclear é responsável tanto por
separar as reações químicas que ocorrem dentro do citoplasma daquelas que ocorrem dentro
do núcleo, quanto por permitir a comunicação entre esses dois ambientes. Essa comunicação é
realizada pelos poros nucleares que se formam da fusão entre a membrana interna e a externa
do envoltório nuclear.
O interior do núcleo é composto por uma matriz denominada de nucleoplasma, que é um
líquido de consistência gelatinosa, similar ao citoplasma. Dentro dele estão presentes várias
substâncias necessárias para o funcionamento do núcleo, incluindo bases
nitrogenadas, enzimas, proteínas e fatores de transcrição. Também existe uma rede de fibras
dentro do nucleoplasma (chamada de matriz nuclear), cuja função ainda está sendo discutida.

O ADN presente no núcleo encontra-se geralmente organizado na forma de cromatina (que


pode ser eucromatina ou heterocromatina), durante o período de interfase. Durante a divisão
celular, porém, o material genético é organizado na forma de cromossomos. Sua posição é
geralmente central, acompanhando o formato da célula, mas isso pode variar de uma para
outra. Nos eritrócitos dos mamíferos, o núcleo está ausente.

Em biologia celular, o complexo de Golgi, aparelho de


Golgi,dictiossoma, golgiossomo ou complexo golgiense é umaorganela encontrada em
quase todas as células eucarióticas. O nome provém de Camilo Golgi, que foi quem o
identificou. É formado por sacos achatados e vesículas, sua função primordial é o
processamento de proteínas ribossomaticas e a sua distribuição por entre essas vesículas.
Funciona, portanto, como uma espécie de sistema central de distribuição na célula, atua como
centro de armazenamento, transformação, empacotamento e remessa de substâncias na
célula. É responsável também pela formação doslisossomos, da lamela média dos vegetais e
do acrossomo doespermatozoide, do glicocalix e está ligado à sintese de polissacarídeos.
Acredita-se, ainda, que o complexo de Golgi seja responsável por alguns processos pós
traducionais, tais como adicionar sinalizadores às proteínas, que as direcionam para os locais
da célula onde actuarão.

A maior parte das vesículas transportadoras que saem do retículo endoplasmático, e em


particular do retículo endoplasmático rugoso (RER), são transportadas até ao complexo de
Golgi, onde são modificadas, ordenadas e enviadas na direcção dos seus destinos finais. O
complexo de Golgi está presente na maior parte das células eucarióticas, mas tende a ser mais
proeminente nas células de órgãos responsáveis pela secreção de certas substâncias, tais
como: Pâncreas, Hipófise, Tireóide, etc.

Os vacúolos (do latim "vaccuus" - vácuo csbr) são estruturas celulares, muito abundantes
nas células vegetais, contidas no citoplasma da célula, de forma mais ou menos esféricas ou
ovalado, geradas pela própria célula ao criar uma membranafechada que isola um certo volume
celular do resto do citoplasma. Seu conteúdo é fluido, armazenam produtos de nutrição ou de
excreção, podendo conter enzimaslisosômicas (enzimas hidrolíticas, principalmente hidrolases)
ou até mesmopigmentos, caso em que tomam o nome de vacúolos de suco celular.
Nas células animais os vacúolos são raros e não têm nenhum nome específico. Contudo, as
células do tecido adiposo (os adipócitos) possuem vacúolos repletos de gordura, que servem
como reserva energética.

Nos protozoários podem ter funções diversas, como seus nomes indicam: vacúolo
digestivo, vacúolo pulsátil ou excretor.

Lisossomos ou lisossomas citoplasmáticas que têm como função a degradação de partículas


advindas do meio extra-celular, assim como a reciclagem de outras organelas e componentes
celulares envelhecidos. Seu objetivo é cumprido através da digestão intracelular controlada de
macromoléculas (como, por exemplo,proteínas, ácidos nucléicos, polissacarídeos, e lipídios),
catalisada por cerca de 50enzimas hidrolíticas, entre as quais se
encontram proteases, nucleases,glicosidases, lipases, fosfolipases, fosfatases, e sulfatases.
Todas essas enzimas possuem atividade ótima em pH ácido (aproximadamente 5,0) o qual é
mantido com eficiência no interior do lisossomo. Em função disto, o conteúdo do citosol é
duplamente protegido contra ataques do próprio sistema digestivo da célula, uma vez que a
membrana do lisossomo mantém as enzimas digestivas isoladas do citosol (essa função é
exercida, aparentemente, pelos carboidratos que ficam associados à face interna da
membrana), mas mesmo em caso de vazamento, essas enzimas terão sua ação inibida pelo
pH citoplasmático (aproximadamente 7,2) causando dano reduzido à célula.

Os lisossomos são caracterizados, não só por seu conteúdo enzimático, como por sua
membrana envoltória única dentre as organelas: proteínas transportadoras contidas nessa
membrana, permitem que os produtos finais da digestão de macromoléculas (tais
como aminoácidos, açúcares, nucleotídeos e até mesmo pequenos peptídeos) transitem para o
citosol onde serão excretados ou reutilizados pela célula. A membrana do lisossomo possui
também bombas de H+, que, através da hidrólise de ATP, bombeiam íons H+ para o lúmen,
mantendo assim o pH ácido, ideal para a ação enzimática. A maioria das membranas
lisossomais é altamente glicosilada, de modo que lhe é conferida proteção das enzimas
contidas no lúmen.

[editar]Formação

O Lisossomo é uma parte da célula animal. A formação do lisossomo representa a intersecção


entre a via secretória, através da qual as proteínas lisossomais são processadas, e a via
endocítica, através da qual as moléculas extracelulares são adquiridas na membrana celular.
Durante a endocitose, materiais extracelulares são internalizados através
de vesículos endocíticos revestidos por clatrina (clathrin-coated), que se desprendem
da membrana plasmática e depois se fundem com o endossomo precoce (early endosome). Os
componentes membranosos são então reciclados e o endossomo precoce gradualmente
amadurece para um endossomo maduro (late endosome) que é o precursor do lisossomo. Uma
das mudanças mais significativas desse amadurecimento é a queda do pH para
aproximadamente 5,5, que desempenha um papel vital na entrega das hidrolases ácidas
lisossomais pela rede Trans-Golgi ao endossomo maduro.

As hidrolases ácidas são sinalizadas para o lisossomo através de resíduos de manose-6-


fosfato, que são reconhecidos pelos receptores de manose-6-fosfato da rede Trans-Golgi e
empacotados em vesículas revestidas por clatrina. Após a remoção desse revestimento
de clatrina, a vesícula transportadora se funde com o endossomo maduro e o pH ácido interno
faz com que as hidrolases ácidas se desprendam do receptor de manose-6-fosfato. As
hidrolases então são liberadas no lúmen do endossomo, enquanto os receptores permanecem
na membrana e são eventualmente reciclados no AG. Os endossomos maduros então se
transformam em lisossomos ao adquirirem um conjunto de hidrolases ácidas que começam a
digerir as macromoléculas originalmente incorporadas ao endossomo pela endocitose.

No entanto existem também duas rotas alternativas das quais derivam os materiais a serem
digeridos pelo lisossomo: a fagocitose e aautofagia. Na fagocitose, células específicas, tais
como os macrófagos, incorporam e degradam partículas grandes como bactérias e células
envelhecidas que precisam ser eliminadas do corpo. Tais partículas são incorporadas
em vacúolos fagocíticos (denominadosfagossomos). Os fagossomos então se fundem aos
lisossomos resultando na digestão de seus conteúdos. Os lisossomos formados através dessa
via (fagolisossomos) podem ser consideravelmente grandes e heterogêneos uma vez que sua
forma e tamanho são determinados pelo material a ser digerido.

Os lisossomos são também responsáveis pela autofagia, ou seja, a digestão gradual de


componentes da própria célula. O primeiro passo da autofagia é um mecanismo de
envolvimento da organela a ser digerida por uma membrana derivada do retículo
endoplasmático, formando então uma vesícula denominada autofagossomo. Esse
autofagossomo, de maneira análoga ao fagossomo, se funde ao lisossomo ocorrendo então a
digestão de seu conteúdo.

Centríolos são feixes curtos demicrotúbulos localizados no citoplasma dascélulas eucariontes,


ausentes em algunsprotistas, gimnospermas, angiospermas[1] efungos[2]. Normalmente, as
células possuem um par de centríolos posicionados lado a lado ou posicionados
perpendicularmente. São constituídos por nove túbulos triplos ligados entre si, formando um
tipo de cilindro. Dois centríolos dispostos perpendicularmente formam um diplossomo. Têm
origem comum com oscentrossomos que dão origem a flagelos e cílios que efetuam o
movimento em certos tipos celulares e organismos protistas.
O centríolo ajuda na separação das células esticando-se na hora da divisão então os
cromossomos ficam ali em volta dos tubos do cetríolo e quando acaba a divisão celular os
cromossomos e centríolos já estão em seus devidos lugares.

Imagem de um centríolo cortado; Tercina dos microtúbulos; Seção transversal do centríolo

O mecanismo de separação e funcionamento do centríolo não está bem explicado até o


momento. Sabe-se que exerce função vital na divisão celular. Durante os
processos mitótico emeiótico, feixes de microtúbulos e microfibrilas são sintetizados no
citoplasma (e recebem o nome de ásteres) e posicionados de modo a uma de suas
extremidades ficar ligada ao centríolo, enquanto a outra extremidade prende-se ao centrômero
do cromossomo. Esta polarização e os microtúbulos associados são conhecidos como fuso
mitótico. É através da tubulina que o fuso mitótico é destruído. O próprio centríolo é duplicado,
e cada novo centríolo com os microtúbulos associados migra para uma extremidade da célula,
puxando para si cada estrutura originada na reprodução celular. O centríolo, portanto, age
como organizador das estruturas celulares durante sua reprodução. Acredita-se que haja
outras funções para os centríolos durante a intérfase.

Os ribossomos originam-se nas células eucariotas e procariotas do núcleo, e podem ser


encontrados espalhados no citoplasma, presos uns aos outros por uma fita
de RNAm formando polissomas (também chamados de polirribossomas), ou retículo
endoplasmático (formando assim o retículo endoplasmático rugoso ou granular). Já
nas células procariotas são encontradas livres no hialoplasma, onde tem sua origem. Neste
tipo de célula, elas são criadas a partir de proteínas e RNA ribossômico específicos, por um
processo de auto-construção, ou seja, os ribossomos procariontes, constroem-se sozinhos a
partir de seus componentes.

O ribossoma é formado principalmente (mais ou menos 60% da massa total) pelo flagelo
ribossomático e cerca de 50 tipos diferentes de proteínas. Tem uma grande e uma pequena
subunidade, sendo a grande formada de 49 proteínas + 3 Na (Sódio) e a pequena por 33
proteínas + 1 trA.

As proteínas produzidas pelos polirribossomas geralmente permanecem dentro da célula para


uso interno, já as enzimas que serão expelidas, são produzidas pelos ribossomas aderidos à
parede do retículo endoplasmático. As enzimas são inseridas dentro dele, armazenadas
em vesículas que são transportadas para o complexo de golgi, onde são "empacotadas" e
enviadas para fora da célula. São produzidos no complexo de Golgi.

Na subunidade maior, existem duas regiões onde ocorre o contato direto com o RNAt: são
chamadas Sítio A (Aminoacil) onde ocorre a chegada do RNAt e Sítio P (Peptidil) onde são
formadas as ligações peptídicas pela junção entre os aminoácidos de ambos os sítios. A ação
dos ribossomos na tradução se divide em: iniciação (AUG - códon de início), alongamento
(fatores de alongamento) e finalização (códons de parada - Stop).

O ribossomo é funcional apenas quando suas subunidades estão unidas. Após a construção de
cada proteína, as subunidades se desprendem do RNAm e se separam.

[editar]Características

O ribossomo/ ribossoma une outros componentes importantes na síntese de proteínas, as


moléculas de RNA, para traduzir a seqüências de aminoácidos de uma proteína. As tríades
de ácidos nucléicos (anticódons) do RNA são utilizadas pelo ribossomo para a geração de uma
sequência de aminoácidos. O sítios de ligação para o RNA (no ribossomo) estão na sua
subunidade menor. Existem três sítios de ligação para moléculas de RNA. Cada tRNA ligado
comunica as subunidades 30S e 50S, com sua ponta de anticódon na primeira e sua ponta
aminoacil (levando o aminoácido) na ultima. O sítio A (de Aminoacil) liga-se a
um aminoacidos tRNA que chega, cujo anticódon pareia com o códon no síto A da subunidade
30S. À medida que nos movemos no sentido 5' do RNA no sítio P (de peptidil) da subunidade
30S. O RNA no sítio P contém a cadeia polipeptídica crescente, parte da qual se ajusta a uma
estrutura tipo túnel na subunidade 50S. O sítio E (de saída) contém um tRNA desacila (ele não
leva mais um aminoácido) que está pronto para ser liberado pelo ribossomo. Não está claro se
as interações códon-anticódon também ocorrem entre o RNA e o RNA no sítio E. Duas regiões
do ribossomo são críticas para a síntese de proteínas. O centro decodificador na subunidade
30S garante que apenas os tRNA portadores de anticódons que se pareiam com o códon
(chamados de RNA cognatos) serão aceitos no sítio A. Os tRNA cognatos se associam
ao centro de peptidil transferase na subunidade 50S onde é catalizada a formação da ligação
peptídica. Recentemente, a estrutura dos ribossomos em associação aos RNA foi determinada
em termos atômicos como uso de varias técnicas, incluindo cristalografia de raios X. Os
resultados destes estudos elegantes mostraram claramente que ambos os centros são
totalmente compostos de regiões de RNA. Isto é, os contatos importantes nestes centros são
de RNA -RNA. A formação da ligação peptídica é tida como sendo catalizada por um sítio ativo
no RNA ribossômico e apenas ajudadas por proteínas ribossômicas.