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Resenha crítica do texto “C” - “O belo na antiguidade”

Kant
Segundo a autora, Kant compartilha uma concepção racionalista de estética, na qual a
beleza é definida como um estágio anterior e incompleto, que prepara a ordem racional do
conhecimento discursivo. Ele critica a razão pura. A autora discorre que, para Kant, ao invés
de haver uma hierarquia entre sensibilidade e razão — como pensavam seus predecessores —,
a experiência estética subjetiva não está submetida, determinada ou tem por finalidade o
conhecimento e a razão prática.
Kant preocupa-se em fazer uma análise formal do juízo estético, isto é, ele analisa a
possibilidade de estabelecermos um juízo objetivo e universal sobre o belo. A grande
inovação de Kant, segundo a autora, é enxergar na imaginação a fundamentação e a
possibilidade de estabelecermos juízos estéticos sobre as coisas. Deste modo, segundo
Rosenfield, é o juízo reflexionante, isto é, a capacidade de estabelecer finalidade às coisas,
através da reflexão, que nos permite estabelecer juízos estéticos. Isso significa que não há um
conceito de belo, ou seja, não há um parâmetro conceitual pelo qual os objetos se encaixariam
logicamente como belos, cujos juízos fossem determinados pelo entendimento. Para Kant, é
justamente por não haver um conceito de belo que precisamos usar a reflexão para
subjetivamente conferirmos beleza às coisas.
O juízo estético manifesta-se através da coincidência imediata entre o juízo e o
sentimento, entre o dizer “é belo” e o prazer pelo belo. Deste modo, o juízo estético para Kant
é universal e sem conceito, desinteressado e livre e uma finalidade sem fim, na medida em
que sua finalidade está no próprio juízo e prazer.

Hegel
Para a autora, Hegel focará na articulação racional e moral da arte, na medida em que
ela efetua seus conceitos na história. A arte sustenta o processo lógico e histórico de
amadurecimento da razão. Deste modo, é belo apenas o que é transformado em obra de arte
através de um processo racional.
A obra de arte, segundo Hegel, é feita através de um processo lógico pelo qual o artista
transforma a matéria em um trabalho racional de si mesmo, com suas sensações e
sentimentos, para, no final do processo, transformar tanto a matéria quanto a si mesmo. O
produto disto, a saber, a obra de arte, não diz respeito ao material e ao substrato do qual ela
foi retirada, mas sim ao artista e ao conteúdo que representa. Tudo se dissolve, portanto, nesse
processo lógico e racional. Cada obra de arte, segundo a autora, seria o aparecer da ideia de
Belo, abstrata e conceitual, na aparência sensível e concreta. Portanto, a arte é o processo
lógico e racional pelo qual o ideal efetiva-se e se concretiza na história.
Para Hegel, a ideia de Belo efetiva-se ao longo da história, proporcionando o
amadurecimento do conceito de arte, que por sua vez faz parte do processo de
amadurecimento da razão. Essa efetivação dá-se por meio de três formas de arte, segundo
Rosenfield. Trata-se da forma de arte simbólica, da arte clássica e da arte romântica.
Na forma de arte simbólica, a arte não tem autonomia nem liberdade para representar a
ideia de forma racional através de uma linguagem inteligível. Na forma de arte clássica, há
uma liberdade racional para concretizar e efetivar a ideia de belo através da arte, e comunicá-
la ao pensamento através dessa mesma arte e na forma de arte romântica autora sinaliza como
o ponto mais alto do amadurecimento do conceito de arte para Hegel.
A arte no sistema de Hegel, desse modo, segundo Rosenfield, chega a seu fim, na
medida em que é capaz de revelar a verdade, a liberdade e o belo em seus conceitos universais
e objetivos através das representações contingentes e do próprio processo.

A beleza não está associada à aparência de um objeto, mas em o quão


Sócrates
proveitoso ele for, o belo é o útil.

O belo é identificado com o bem, com a verdade e a perfeição.


Platão

Concebeu o belo a partir da realidade sensível, deixando este de ser algo


Aristóteles abstrato para se tornar concreto.

O belo é aquilo que é reconhecido, sem conceito, sem objeto de prazer


Kant
necessário.
A estética ocupa-se em primeiro lugar da Ideia do belo artístico como
Hegel
ideal.