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Liderança

FGV – Fundação Getúlio Vargas

Para mudar empresas e países em


nenhuma outra época o mundo precisou
tanto de líderes como agora...

Warren Bennis

Mais do que em qualquer outra época o líder precisa ser um agente de


transformação.
Vivemos sob o signo da velocidade - no mercado financeiro, na evolução
tecnológica, na crescente sofisticação dos consumidores.

O verdadeiro líder é o primeiro a vestir a camisa da inovação e a inspirar seu


grupo. Ele deve ter uma visão absolutamente forte e clara sobre onde quer
levar sua organização. Porém, para atingir o alvo, torna-se fundamental criar
uma definição coletiva e solidária do sucesso.
Isso significa que os indicadores a serem alcançados devem ser claros para
que todo mundo perceba nitidamente quando e como os objetivos serão
alcançados. Agindo dessa maneira, ele terá engajado todos os participantes
no processo de trabalho.

O segundo passo do líder inovador é olhar para trás. Ele precisa a cultura
herdada. É hora de reconhecer que tipo de recursos materiais ele tem e
compará-los com o que será necessário para realizar as transformações
desejadas.
Já o terceiro requisito é fazer o que o autor chama de "inventário da
cartografia dos recursos humanos". O líder precisa conhecer de perto sua
equipe, saber quem será determinante - com quem conta e com quem não
conta.
Segundo Bennis, é fácil reconhecer um verdadeiro líder. Ele é formado pelo
seguinte tripé: competência, ambição e integridade.
Essas três pernas são indispensáveis. Na ausência das demais, a ambição
produz um demagogo, um ditador. E, se você pensar também em
competência e ambição, mas excluir a integridade, será alguém que lida
apenas com números, sem nenhum senso humanista. Mas a vontade de
prosperar é inata a todo líder.
A integridade executiva é o equilíbrio entre as três pernas do tripé. Na
linguagem do autor, ela define alguém que sabe a diferença entre o certo e o
errado com as qualidades técnicas e a dose certa de ambição.

Uma das grandes questões da liderança contemporânea refere-se à


integridade. No entanto, ela torna-se necessária para que o líder consiga
infundir segurança entre os liderados. Ele tem que ser confiável, e deve
infundir confiança através da consistência, entre o que diz e o que faz.
Isso não significa que o líder não possa mudar de opinião, mas se o fizer,
precisa ter clareza nessa nova rota e ser transparente sobre os motivos que o
levaram a mudar de idéia.

O crédito dos líderes junto aos liderados é baseado na confiabilidade. O líder


precisa oferecer o máximo de transparência. Mais cedo ou mais tarde ele terá
que prestar conta sobre sua credibilidade.
No mundo dos negócios, os líderes são responsáveis por estabelecer a
eficiência necessária para gerar e agregar valor, sem, entretanto, não
esquecer que só se pode agregar valor, se tivermos valor para agregar.
Um líder é alguém que abraça uma visão e corajosamente vai em busca
dessa visão de tal modo que inspire e envolva as pessoas e as impulsione
para a ação.

Como afirma Rinkle,


"alguém que pratique religiosamente o que prega. Lembre-se de que as
ações falam mais alto do que as palavras e o que é importante para você,
costuma ser importante para seus funcionários."

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