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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

APRESENTAÇÃO

Fala galera blz?

Meu nome é Deniezio, tenho 27 anos, sou estudante, dono do Apenas um Blog e dono
do Canal DeniezioGomezII e devido aos inúmeros pedidos, estou projetando esta apostila
baseada totalmente nas videoaulas do nosso canal DeniezioGomezzII no YouTube.
Esta apostila não tem caráter de substituição dos livros, assim, a mesma só contém a
parte de conteúdo, deixando os exercícios para as videoaulas, se futuramente eu achar um
tempo para fazer os exercícios e comentar eles eu farei e atualizarei a apostila com eles.
Vale lembrar aqui, que este material ainda não estar concluído, é apenas uma versão
BETA, pois, só conta com os temas referentes à ESTUDO DO PONTO, ESTUDO DA RETA
e ESTUDO DO PLANO, mas, brevemente estará com o conteúdo de MÉTODOS
DESCRITIVO, ou seja, essa apostila ainda não está pronta, mas, já está utilizável.
Para finalizar esta apresentação deixo a legenda dos símbolos usados na apostila.

SIMBOLO SIGNIFICADO
(A). Letra maiúscula dentro de parênteses. Ponto no Espaço.
(a). Letra minúscula dentro de parênteses. Reta no Espaço.
(A)(B). Duas letras entre parênteses cada. Reta no Espaço
(). Símbolo grego dentro de parênteses. * Plano.
A. Letra maiúscula. Projeção Horizontal de um Ponto.
A’. Letra maiúscula com uma aspa. Projeção Vertical de um Ponto.
a. Letra minúscula. Projeção Horizontal de uma Reta.
a’. Letra minúscula com uma aspa. Projeção Vertical de uma Reta.
AB. Duas letras maiúsculas. Projeção Horizontal de uma Reta.
A’B’. Duas letras maiúsculas com uma aspa em cada. Projeção Vertical de uma Reta.
* Exceção: Linha de Terra (’).

BONS ESTUDOS...
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SUMÁRIO

ESTUDO DO PONTO

1. Projeção de um Ponto. ....................................................................................................... 2


2. Métodos das Duplas Projeções. ......................................................................................... 2
3. Coordenada de um Ponto................................................................................................... 3
4. Épura.................................................................................................................................. 4
5. Posições do Ponto. ............................................................................................................. 4
6. Planos Bissetores. .............................................................................................................. 7
7. Simetria de Pontos. ............................................................................................................ 9

ESTUDO DA RETA

8. Projeção de uma Reta. ....................................................................................................... 12


9. Determinação de uma Reta. ............................................................................................... 13
10. Pertinência de um Ponto a Reta. ...................................................................................... 13
11. Pontos Notáveis da Reta: Traços da Reta. ....................................................................... 14
12. Tipos de Retas. ................................................................................................................ 17
13. Posições Relativas entre Retas. ....................................................................................... 32

ESTUDO DO PLANO

14. Determinação do Plano.................................................................................................... 38


15. Traços do Plano. .............................................................................................................. 38
16. Planos Particulares. .......................................................................................................... 40
17. Pertinência de uma Reta ao Plano. .................................................................................. 49
18. Pertinência do Ponto ao Plano. ........................................................................................ 52
19. Principais do Plano. ......................................................................................................... 53
20. Retas de Máximo Declive e Máxima Inclinação de um Plano. ....................................... 57
21. Posições Relativas entre Retas e Planos. ......................................................................... 59
22. Interseção entre Reta e Plano........................................................................................... 68
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ESTUDO DO PONTO

1. Projeção de um Ponto.

Chama-se de projeção de um ponto (A) sobre um plano (), ao traço A, quando a reta
projetante (O)(A), atravessa o plano ().

(A) = Ponto (A) no espaço;


A = Projetante de (A) no plano.

1.1. Projeção Ortogonal de um Ponto.

Chama-se projeção ortogonal de um ponto ao pé da perpendicular tirada ao plano.

2. Métodos das Duplas Projeções.

() = Plano Horizontal de Projeção;


(’) = Plano Vertical de Projeção;
(’) = Linha de Terra;
(a) = Semi-Plano Horizontal Anterior;
(p) = Semi-Plano Horizontal Posterior;
(’s) = Semi-Plano Vertical Superior;
(’i) = Semi-Plano Vertical Inferior.

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3. Coordenada de um Ponto.

3.1. Cota de um Ponto.

É à distância de um ponto ao plano ().

Convenção:
Cota (+) acima do plano ();
Cota () sobre o plano ();
Cota (-) abaixo do plano ().

3.2. Afastamento de um Ponto.

É à distância do ponto ao plano (’).

Convenção:
Afastamento (+) a direita do plano (’);
Afastamento () sobre o plano (’);
Afastamento (-) a esquerda do plano (’).

3.3. Abscissa de um Ponto.

É à distância do ponto ao plano de origem.

Convenção:
Abscissa (+) à direita do plano de origem;
Abscissa () no plano de origem;
Abscissa (-) a esquerda do plano de origem.

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Logo a coordenada de um ponto é dada por: {abscissa; afastamento; cota} nesta


ordem.

4. Épura.

É a representação de uma figura no espaço, dada por suas projeções quando se gira o
plano horizontal () até coincidir com o plano vertical (’).

Épura.

Em Épura, a cota de um ponto, mede-se pela distância da sua Projeção Vertical à


Linha de Terra (’) e o afastamento de um ponto, mede-se pela distância de sua Projeção
Horizontal à Linha de Terra (’).

5. Posições do Ponto.

5.1. Ponto situado no 1º Diedro.

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Todo ponto situado no 1º diedro tem, a Projeção Horizontal abaixo da (’) e Projeção
Vertical acima da (’).

5.2. Ponto situado no 2º Diedro.

Todo ponto situado no 2º diedro tem, ambas as projeções acima da (’).

5.3. Ponto situado no 3º Diedro.

Todo ponto situado no 3º diedro tem, a Projeção Horizontal acima da (’) e Projeção
Vertical abaixo da (’).

5.4. Ponto situado no 4º Diedro.

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Todo ponto situado no 4º diedro tem, ambas as projeções abaixo da (’).

5.5. Ponto situado no Plano Horizontal Anterior (a).

Todo ponto situado no semi-plano horizontal anterior (a) tem, Projeção Horizontal
abaixo da Linha de Terra (’) e Projeção Vertical sobre a Linha de Terra (’).

5.6. Ponto situado no Plano Vertical Superior (’s).

Todo ponto situado no semi-plano vertical superior (’s) tem, Projeção Horizontal
sobre a Linha de Terra (’) e Projeção Vertical acima a Linha de Terra (’).

5.7. Ponto situado no Plano Horizontal Posterior (p).

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Todo ponto situado no semi-plano horizontal posterior (p) tem, Projeção Horizontal
acima da Linha de Terra (’) e Projeção Vertical sobre a Linha de Terra (’).

5.8. Ponto situado no Plano Vertical Inferior (’i).

Todo ponto situado no semi-plano vertical inferior (’i) tem, Projeção Horizontal
sobre a Linha de Terra (’) e Projeção Vertical abaixo a Linha de Terra (’).

5.9. Ponto situado na Linha de Terra (’).

Todo ponto situado na Linha de Terra (’) tem, ambas as projeções sobre a Linha de
Terra (’).

6. Planos Bissetores.

Denomina-se plano bissetor de um ângulo diedro, o plano que divide este diedro em
dois iguais, nesse caso, o plano bissetor forma um ângulo de 45° (Quarenta e cinco graus)
com os planos vertical e horizontal de projeções.

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Bissetor ímpar ( i): Plano que atravessa


os diedros impares;
Bissetor par ( p): Plano que atravessa os
diedros pares.

6.1. Ponto situado no Bissetor Ímpar ou 1º Bissetor ( i).

Todo ponto situado no (i) tem cota e afastamento iguais. (Projeções simétricas a
(’)).

6.2. Ponto situado no Bissetor Par ou 2º Bissetor (p).

Todo ponto situado no (p) tem cota e afastamento simétricos. (Projeções


coincidentes).

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7. Simetria de Pontos.

A simetria pode ser definida de várias maneiras, mas é sem nenhuma dúvida um
conceito intuitivo que nos acompanha desde o momento em que iniciamos a tomada do
conhecimento do mundo em que vivemos. O nosso corpo e o dos animais apresentam
simetrias marcantes, os nossos utensílios apresentam simetrias da mesma maneira que os
veículos que utilizamos.

Dois pontos (A) e (B) são simétricos em relação a um plano, quando são equidistantes
do plano e estão situados sobre a mesma perpendicular ao plano.

7.1. Pontos simétricos ao Plano Horizontal ().

Sejam (A) e (B) dois pontos simétricos em relação ao plano horizontal (), temos:

 Projeções Verticais Simétricas;


 Projeções Horizontais Coincidentes;

ABS(A) = ABS(B); AFAST(A) = AFAST(B); COTA (A) = - (COTA(B)).

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7.2. Pontos simétricos ao Plano Vertical (’).

Sejam (A) e (B) dois pontos simétricos em relação ao Plano Vertical (Π’), temos:

 Projeções Horizontais Simétricas;


 Projeções Verticais Coincidentes;

ABS(A) = ABS(B); AFAST(A) = -(AFAST(B)); COTA(A) = COTA(B).

7.3. Pontos simétricos ao Plano Bissetor Ímpar (i).

Sendo (A) e (B) dois pontos simétricos ao Plano Bissetor Impar (βi), temos:

 Projeções de nomes contrárias simétricas.

ABS(A) = ABS(B); AFAST(A) = COTA(B); COTA(A) = AFAST(B).

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7.4. Pontos simétricos ao Plano Bissetor Par (p).

 Projeções de nomes contrários coincidentes.

ABS(A) = ABS(B); AFAST(A) = -(COTA(B)); COTA(A) = -(AFAST(B))

7.5. Pontos simétricos a Linha de Terra (’).

 Projeções de mesmo nome simétricas.

ABS(A) = ABS(B); AFAST(A) = - (AFAST(B)); COTA(A) = - (COTA(B)).

A simetria em relação a Linha de Terra é o produto da simetria em relação ao plano


horizontal e ao plano vertical ou vice-versa.

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ESTUDO DA RETA

8. Projeção de uma Reta.

A projeção de uma reta é, em geral, feita por pontos, a determinação das projeções de
uma reta é feita fazendo-se a determinação das projeções de dois quaisquer de seus pontos.
A projeção de uma reta num plano é, em geral, uma outra reta.
Exceção: Quando a reta for perpendicular ao plano.

Se em Épura, tivermos duas retas r e r’, estas são, em geral projeções provenientes de
uma reta (r).

Exceção: Quando r e r’ forem perpendiculares à (’).

a) Em pontos distintos da (’).

Neste caso, a reta (r) não pertence ao espaço Euclidiano  Problema Impossível.

b) Num mesmo ponto da (’).

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Neste caso, existem infinitas retas (r) que podem representar aquelas projeções 
Problema Indeterminado. A indeterminação se resolve com o estudo das Retas de Perfil.

Retas de Perfil são retas cujas projeções em Épura são perpendiculares a (’) num
mesmo ponto desta.

9. Determinação de uma Reta.

Em geral, uma reta fica bem determinada no espaço quando se conhece suas projeções
ortogonais sobre dois planos de projeções, ou seja, quando se conhece suas projeções.
Ex: AB e A’B’ ou r e r’

Onde:
(A)(B) = (r) = Reta no espaço;
AB = r = Projeção Horizontal da reta;
A’B’ = r’ = Projeção Vertical da reta.

10. Pertinência de um Ponto a Reta.

Regra Geral: Um ponto pertence a uma reta quando as projeções desse ponto estão sobre as
projeções de mesmo nome da reta.

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(C)  (A)(B)  { C  AB e C’  A’B’}

Exceção: Retas de Perfil.

Neste caso, o Ponto (A) poderá ou não pertencer à reta (r).

11. Pontos Notáveis da Reta: Traços da Reta.

11.1. Traço Horizontal (H).

É o ponto em que a reta atravessa o plano (), isto é, é o ponto da reta de cota nula.

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Em Épura, caracteriza-se por ter Projeção Vertical H’ sempre na Linha de Terra (’).

11.1.1. Determinação do Traço Horizontal da Reta (H).

Prolonga-se a Projeção Vertical da reta até a interseção com a Linha de Terra (’),
encontrando assim a Projeção Vertical do Traço Horizontal H’, tira-se uma linha de chamada
partindo de H’, prolonga-se a Projeção Horizontal da reta até a interseção com a linha de
chamada tirada de H’ encontrando assim a Projeção Horizontal do Traço Horizontal H.

11.2. Traço Vertical (V).

É o ponto em que a reta atravessa o plano (’), isto é, é o ponto da reta de afastamento
nulo.

Em Épura, caracteriza-se por ter Projeção Horizontal V sempre na Linha de Terra


(’).

11.2.1. Determinação do Traço Vertical (V).

Prolonga-se a Projeção Horizontal da reta até a interseção com a Linha de Terra (’),
encontrando-se assim a Projeção Horizontal do Traço Vertical V, tira-se uma linha de
chamada partindo de V, prolonga-se a Projeção Vertical da reta até a interseção com a linha
de chamada tirada de V encontrando-se então a Projeção Vertical do Traço Vertical V.

Conforme pudemos ver, a Projeção Vertical H’ do Traço Horizontal (H) e a Projeção


Horizontal V do Traço Vertical (V) da reta sempre estarão na Linha de Terra (’).

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11.3. Traço no Bissetor Ímpar (I).

É o ponto em que a reta atravessa o ( i), isto é, é o ponto da reta de cota e afastamento
iguais.

Em Épura, possui projeção simétricas em relação a Linha de Terra (’).

11.3.1. Determinação do Traço no Bissetor Ímpar (I).

a) Por H’:

Determina-se o Traço Horizontal (H) da reta, escolhe-se um ponto qualquer (1) da


Projeção Vertical da reta, faz-se 1’10 = 10K;
Liga-se H’ a K, de modo que, o segmento H’K encontre a Projeção Horizontal da
reta e, na interseção, obtém-se I. Onde I’ está na linha de chamada tirada por I na Projeção
Vertical da reta.

b) Por V:

Determina-se o Traço Vertical (V) da reta, escolhe-se um ponto qualquer (1) da


Projeção Horizontal da reta, faz-se 110 = 10K;

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Liga-se V a K, de modo que, o segmento VK encontre a Projeção Vertical da reta e,


na interseção obtém-se I’, onde I está na linha de chamada tirada por I’ na Projeção
Horizontal da reta.

11.4. Traço no Bissetor Par (P).

É o ponto em que a reta atravessa o (p), isto é, é o ponto da reta de cota e afastamento
simétricos.

Em Épura, possui projeções coincidentes.

O Traço no Bissetor Par (P) de uma reta estará sempre na interseção entre as
Projeções Horizontal e Vertical da reta.

12. Tipos de Retas.

Propriedade Característica de uma Reta (PC): É a propriedade que toda reta tem em ser
identificada simplesmente verificando a sua Épura.

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12.1. Reta Horizontal.

É toda reta paralela ao Plano Horizontal () e obliqua ao Plano Vertical (’).

Propriedades:

 Não tem Traço Horizontal (H);


 Todo segmento de Reta Horizontal de Projeção Horizontal em Verdadeira Grandeza;
 Toda reta que tem Projeção Vertical paralela a Linha de Terra (’) é horizontal;
 O ângulo que uma Reta Horizontal faz com o Plano Vertical (’) é o mesmo ângulo que em
Épura, sua Projeção Horizontal faz com a Linha de Terra (’).

12.2. Reta Frontal.

É toda reta paralela ao Plano Vertical (’) e obliqua ao Plano Horizontal ().

Propriedades:

 Não tem Traço Vertical (V);


 Todo segmento de Reta Frontal tem Projeção Vertical em Verdadeira Grandeza;

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 Toda reta que tem Projeção Horizontal paralela a Linha de Terra (’) é Frontal;
 O ângulo, que uma reta frontal faz com o Plano Horizontal () é o mesmo ângulo que em
Épura, sua Projeção Vertical faz com a Linha de Terra (’).

12.3. Reta Fronto-Horizontal.

É toda reta paralela a Linha de Terra (’).

Propriedades:

 Não possui nenhum dos Traços;


 Toda reta que tem ambas as projeções paralelas a Linha de Terra (’) é Fronto-
Horizontal;
 Todo segmento de Reta Fronto-Horizontal tem ambas as projeções em Verdadeira
Grandeza;
 Define-se uma Fronto-Horizontal, por qualquer um de seus pontos:
o Se (O) pertence a uma Reta Fronto-Horizontal (r), basta traçar por O’ a projeção r’
paralela à Linha de Terra (’) e, traçar por O a projeção r paralela à Linha de Terra
(’).
 A Reta Fronto-Horizontal não faz ângulo nenhum com os planos de projeção, nem com os
planos bissetores:
o A Reta Fronto-Horizontal está contida inteiramente onde ela esteja situada, ou seja, ou
contida totalmente dentro do plano ou contida totalmente no espaço.

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12.4. Reta Vertical.

É toda reta perpendicular ao plano horizontal ().

Propriedades:

 Não tem Traço Vertical;


 Toda Reta Vertical tem Projeção Horizontal reduzida a um ponto;
 A Reta Vertical constitui um caso particular da Reta Frontal;
 Todo segmento de Reta Vertical tem Projeção Vertical em Verdadeira Grandeza;
 Toda Reta Vertical tem Projeção Vertical perpendicular à Linha de Terra (’);
 Define-se uma Reta Vertical por qualquer de seus pontos:
o Se (O) pertence a uma Reta Vertical (r) basta traçar por O’ a projeção r’ e traçar por O
a projeção r  O.
 As Projeções Horizontais, H, I e P dos traços de uma Reta Vertical nos planos Horizontal
(), Bissetor Ímpar (i) e Bissetor Par (p) são respectivamente:

12.5. Reta de Topo.

É toda reta perpendicular ao Plano Vertical (’).

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Propriedades:

 A Reta de Topo constitui um caso particular da Reta Horizontal;


 Não tem Traço Horizontal (H);
 Toda reta que tem Projeção Vertical reduzida a um ponto é de Topo;
 Todo segmento de Reta de Topo tem Projeção Horizontal em Verdadeira Grandeza;
 Toda Reta de Topo tem Projeção Horizontal perpendicular à Linha de Terra (’);
 Define-se uma Reta de Topo por qualquer um de seus pontos:
o Se (O) pertence a uma Reta de Topo (r), basta traçar por O a projeção r perpendicular à
Linha de Terra (’) e, traçar por O’ a projeção r’ O.
 As projeções verticais V’, I’ e P’ dos traços de uma Reta de Topo nos Planos Horizontal
(), Bissetor Ímpar (i) e Bissetor Par (p) são respectivamente coincidentes.

12.6. Retas de Perfil.

Define-se toda reta obliqua aos dois planos de projeções numa posição particular: É
perpendicular (ou ortogonal) a Linha de Terra (’).

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Em Épura, possui ambas as projeções perpendiculares a Linha de Terra (’) num


mesmo ponto desta.
Uma Reta de Perfil (A)(B) só estará bem determinada, em Épura, quando conhecemos
suas projeções ortogonais A, A’ e B, B’, ou seja, quando conhecemos suas projeções A’B’ e
AB.

12.6.1. Plano Lateral de Projeção (”).

Introduzir um 3º Plano ao Sistema

(A) = Ponto no Espaço; A’A” = A0A1 = A0A = Afastamento de (A);


A = Projeção Horizontal do Ponto (A); A”A1 = A’A0 = Cota de (A).
A’ = Projeção Vertical do Ponto (A);
A” = Projeção Lateral do Ponto (A).

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12.6.1.1. Determinação da Projeção Lateral da Reta de Perfil.

Quando a reta é determinada por seus pontos, escolhe um ponto (no caso do exemplo
escolhemos o ponto (A)) e de sua Projeção Horizontal A, em Épura, gira-se no sentido anti-
horário até a Linha de Terra (’).

Do novo ponto encontrado na Linha de Terra (’) tira-se uma linha de chamada
perpendicular a ela, até a interseção de uma linha perpendicular à linha de chamada tirada da
Projeção Vertical A’ do ponto. Na interseção das duas linhas fica a Projeção Lateral A” do
ponto.

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Repete-se o processo com o ponto (B), liga-se a projeção A” a B” e assim encontra-se


a Projeção Lateral A”B” da reta (A)(B).

É sempre a Projeção Horizontal que se rebate e no sentido anti-horário.

A Projeção Lateral de um ponto ocupará, em Épura, o diedro correspondente ao


diedro em que o ponto se situa:

A Projeção Lateral de uma Reta de Perfil estará sempre em Verdadeira Grandeza.

A”B” = VG de (A)(B), ou seja, A”B”= (A)(B)

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Quando a Reta de Perfil não é determinada por seus pontos torna-se difícil
determinar sua Projeção Lateral, pois, ao estipular dois pontos, não sabe-se, se os mesmos,
pertencerão ou não a reta, como já mencionado. Assim, é possível, mas, seria indeterminada
uma possível solução a essa reta.

12.6.2. Pertinência de um Ponto à Reta de Perfil.

Para sabermos se um ponto pertence a uma Reta de Perfil, teremos que efetuar o
“Rebatimento”.
Se após o “Rebatimento” a projeção lateral do ponto continuar, sobre a projeção lateral
da reta, o ponto pertence a reta, caso contrário, não.

(O)  (A)(B) → O’’  A”B” (O)  (A)(B) → O’’  A”B”

Um ponto só pertence a uma Reta de Perfil, se e somente se, a Projeção Lateral desse
ponto, pertencer a Projeção Lateral da Reta de Perfil.

12.6.3. Traços da Reta de Perfil.

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12.6.3.1. Determinação dos Traços de uma Reta de Perfil.

Para se determinar os Traços de uma Reta de Perfil é necessário determinar a


Projeção Lateral da Reta.

Após a determinação da Projeção Lateral da Reta, prolonga-se a mesma até a


interseção com a Linha de Terra (’), encontrando a Projeção Lateral H” do Traço
Horizontal (H) e com a Linha de Chamada, onde se encontram as projeções, encontrando
assim a Projeção Lateral V” e Projeção Vertical V’ do Traço Vertical (V), que são
coincidentes.

Como se sabe as projeções Horizontal V do Traço Vertical (V) e Vertical H’ do Traço


Horizontal (H) sempre encontram-se localizadas, em Épura, na Linha de Terra (’). Assim,
na Reta de Perfil as duas projeções são coincidentes.

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Por fim para determinar a Projeção Horizontal H do Traço Horizontal (H), tem-se
duas maneiras.

I. Mede-se a distância, em Épura, de H’ para H” e marca na linha de chamada, partindo da


Linha de Terra (’).

II. Partindo de H” faz-se um rebatimento inverso, ou seja, gira-o no sentido horário até
interseccionar com o prolongamento da Linha de Chamada onde encontram-se as
projeções.

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12.7. Reta Qualquer.

É toda reta obliqua à ambos os Planos de Projeções.

Propriedades:

 Em Épura, possui ambas as projeções obliquas a Linha de Terra (’).

12.8. Reta Paralela ao Plano Bissetor Ímpar (i).

Propriedades:

 A Reta Paralela ao Bissetor Ímpar ( i) constitui um caso particular da Reta Qualquer;


 Toda Reta Paralela ao Bissetor Ímpar (i) tem projeções concorrentes que fazem ângulos
iguais com a Linha de Terra (’);
 O afastamento do Traço Horizontal (H) e a cota do Traço Vertical (V) são simétricos,
isto é, tem o mesmo módulo e sinais contrários;
 As projeções Horizontal H do Traço Horizontal (H) e Vertical V’ do Traço Vertical (V) de
uma Reta Paralela ao Bissetor Ímpar (i), em Épura, situam-se numa paralela em relação
a Linha de Terra (’);

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 O Traço no Bissetor Par (p), de uma Reta Paralela ao Bissetor Ímpar ( i) é o ponto médio
do segmento (V)(H);

 Os ângulos que uma Reta Paralela ao Bissetor Ímpar (i) faz com os Planos de Projeções
são iguais.

12.9. Reta Paralela ao Bissetor Par ( p).

Propriedades:

 A Reta Paralela ao Bissetor Par (p) constitui um caso particular de uma Reta Qualquer;
 Toda Reta Paralela ao Bissetor Par (p) tem projeções paralelas e fazem ângulos iguais
com a Linha de Terra (’);
 O afastamento do Traço Horizontal (H) e a cota do Traço Vertical (V) são iguais, isto é,
tem o mesmo módulo e sinal;

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 O Traço no Bissetor Ímpar (I), de uma Reta Paralela ao Bissetor Par (p) é o ponto médio
do segmento (V)(H). Para determina-lo basta traçar a diagonal V’H do paralelogramo
V’VHH’, obtendo-se I0, depois I e I’ são obtidos através da linha de chamada tirada por I.

 Os ângulos que uma Reta Paralela ao Bissetor Par (p) faz com os Planos de Projeções são
iguais;

12.10. Reta Perpendicular ao Bissetor Ímpar ( i).

Propriedades:

 A Reta Perpendicular ao Bissetor Ímpar (i) constitui um caso particular da Reta de Perfil;
 Toda Reta Perpendicular ao Bissetor Ímpar ( i), tem segmentos colineares, iguais e de
mesmo sentido;
 O afastamento do Traço Horizontal (H) e a cota do Traço Vertical (V) são iguais, isto é,
tem o mesmo módulo e sinal;
 O Traço no Bissetor Ímpar (i), de uma Reta Perpendicular ao Bissetor Ímpar (i) é o
ponto médio do segmento (V)(H);

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 Os ângulos que uma Reta Perpendicular ao Bissetor Ímpar (i) faz com os Planos de
Projeções são iguais a 45°;
 Define-se uma Reta Perpendicular ao Bissetor Ímpar (i) por qualquer de um dos seus
pontos:
o Se (A) pertence a uma Reta Perpendicular ao Bissetor Ímpar (i), basta traçar A’B’ =
AB perpendicular à Linha de Terra (’) e no mesmo sentido.

12.11. Reta Perpendicular ao Bissetor Par ( p).

Propriedades:

Uma Reta Perpendicular ao Bissetor Par (p), constitui um caso particular de uma Reta de
Perfil;

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

Toda Reta Perpendicular ao Bissetor Par (p), tem segmentos colineares, iguais e de sentidos
opostos;
O afastamento do Traço Horizontal (H) e a cota do Traço Vertical (V) são simétricos, isto é,
tem o mesmo módulo e sinal contrário;
O Traço no Bissetor Par (P), de uma Reta Perpendicular ao Bissetor Par (p) é o ponto médio
do segmento (V)(H);

Os ângulos que uma Reta Perpendicular ao Bissetor Par (p), faz com os Planos de Projeções
são iguais a 45° (quarenta e cinco graus).
Define-se uma Reta Perpendicular ao Bissetor Par (p), por qualquer um de seus pontos:
Se (A) pertence a uma Reta Perpendicular ao Bissetor Par (p) (A)(B), basta traçar A’B’=AB
perpendicular à Linha de Terra (’) e de sentido contrário.

13. Posições Relativas entre Retas.

Duas retas podem ser, Coplanares Concorrentes quando possuem um ponto em


comum situado no finito, Coplanares Paralelas quando possuem um ponto comum situado
no infinito, ou, Não Coplanares (Reversas) quando não pertencem ao mesmo plano.

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

13.1. Concorrência e Paralelismo entre Retas Genéricas.

13.1.1. Retas Concorrentes.

Duas retas concorrentes, em geral, projetam-se segundo duas retas concorrentes.

Duas retas são concorrentes quando:

 O ponto de interseção das Projeções Verticais e Horizontais estiverem numa mesma Linha
de Chamada;

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

 Duas projeções de mesmo nome se confundem e as outras duas se cortam;

 Uma das projeções de uma das retas se reduz a um ponto, situado sobre a projeção de
mesmo nome da outra reta.

13.1.2. Retas Paralelas.

Duas retas paralelas, em geral, projetam-se segundo duas retas paralelas.

Duas retas são paralelas quando:

 As suas projeções de nome são paralelas;

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

 Duas projeções de mesmo nome se confundem e as outras duas são paralelas;

 As suas projeções sobre um mesmo plano se reduzem, cada uma, a um ponto.

13.2. Concorrência e Paralelismo entre Retas de Perfil.

13.2.1. Se uma das retas for de Perfil.

Só poderão ser concorrentes ou reversas, jamais paralelas.


Seja uma Reta de Perfil (A)(B), e (r) uma Reta Qualquer:

 Para se verificar se as duas retas são concorrentes ou reversas, determina-se a Projeção


Lateral A”B” da reta (A)(B) e da Projeção Lateral O” do ponto de concorrência das retas
(A)(B) e (r), então, (A)(B) concorrente de (r)  O”  A”B”. Caso contrário, serão
Reversas.
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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

O”  A”B” →são ditas concorrentes O”  A”B” → são ditas reversas

13.2.2. Se ambas as retas forem de Perfil.

13.2.2.1. Pertencentes a Planos de Perfil distintos.

Só poderão ser paralelas ou reversas, jamais concorrentes.


Sejam (A)(B) e (C)(D) duas Retas de Perfil:

 Para verificar se as duas retas são paralelas ou reversas, determina-se a Projeção Lateral
A”B” da reta (A)(B) e da Projeção Lateral C”D” da Reta (C)(D), então, (A)(B) paralela
de (C)(D)  A”B” // C”D”. Caso contrário, serão Reversas.

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13.2.2.2. Pertencentes a um mesmo Plano de Perfil.

Só poderão ser concorrentes ou paralelas, jamais reversas.


Sejam (A)(B) e (C)(D) duas Retas de Perfil:

Para se verificar se as duas retas são paralelas ou reversas, determina-se a Projeção Lateral
A”B” da reta (A)(B) e da Projeção Lateral C”D” da Reta (C)(D), então, (A)(B) paralela de
(C)(D)  A”B” // C”D”. Caso contrário, serão Reversas.

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ESTUDO DO PLANO

14. Determinação do Plano.

14.1. Postulado de Determinação.

a) Três pontos não colineares determinam um plano.


b) Uma reta e um ponto fora dela determinam um plano.
Estes, devem ser transformados em um plano definido por duas retas.
c) Duas retas paralelas determinam um plano.
d) Duas retas concorrentes determinam um plano.

15. Traços do Plano.

Traço Horizontal do Plano () é a reta


segundo a qual o Plano () corta o Plano Horizontal (),
isto é, é o lugar geométrico dos pontos do plano de cota
nula.

Traço Vertical do Plano (’) é a reta segundo a qual o Plano () corta o Plano
Vertical (’), isto é, é o lugar geométrico do plano de afastamento nulo.

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Cada traço de um plano tem suas projeções de nome contrário na Linha de Terra (’).

Os traços de um plano, ou concorrem na Linha de Terra (’) ou são paralelos a ela.

15.1. Vantagens da Representação dos Planos por seus Traços.

 Redução do número de retas;


 Permite identificar a sua posição particular;
 Indicam as porções úteis do plano nos diedros pelos quais ele passa.

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16. Planos Particulares.

16.1. Plano Vertical.

Propriedades:

 Chama-se de Plano Vertical a todo plano perpendicular ao Plano Horizontal () e obliquo
ao Plano Vertical (’) de Projeção;
 Tem traços concorrentes com a Linha de Terra (’) e atravessa os quatro diedros;
 Todo Plano Vertical tem Traço Vertical (’) perpendicular à Linha de Terra (’);
Em Épura, possui Traço Vertical (’) perpendicular à Linha de Terra e Traço
Horizontal () obliquo à Linha de Terra (’).
 Como o Traço Vertical (’) é sempre perpendicular à Linha de Terra (’), um Plano
Vertical fica determinado pelo seu Traço Horizontal;
 Todo ponto contido em um Plano Vertical tem Projeção Horizontal sobre o Traço
Horizontal ();
O Traço Horizontal () de um Plano Vertical é o lugar geométrico das Projeções
Horizontais dos Pontos do Plano.
 Qualquer reta exceto a Vertical de um Plano Vertical determina-o: Pois, como as Projeções
Horizontais sempre estarão contidas no Traço Horizontal (), assim, basta prolongar a
Projeção Horizontal da Reta até a Linha de Terra (’) e do ponto de encontro, lançar
perpendicularmente o Traço Vertical (’).
 O ângulo que um Plano Vertical forma com o Plano Vertical de Projeção (’), mede-se
pelo ângulo que o Traço Horizontal () faz com a Linha de Terra (’).

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16.2. Plano de Topo.

Propriedades:

 Chama-se Plano de Topo a todo plano perpendicular ao Plano Vertical (’) e obliquo ao
Plano Horizontal ();
 Tem seus traços concorrentes com à Linha de Terra (’) e atravessa os quatro diedros;
 Todo Plano de Topo tem o Traço Horizontal () perpendicular à Linha de Terra (’);
Em Épura, possui Traço Horizontal () perpendicular à Linha de Terra (’) e
Traço Vertical (’) obliquo à Linha de Terra (’).
 Como o Traço Horizontal () é sempre perpendicular à Linha de Terra (’), um Plano
de Topo fica determinado pelo seu Traço Vertical (’);
 Todo ponto contido em um Plano de Topo tem Projeção Vertical sobre o Traço Vertical
(’);
O Traço Vertical (’) de um Plano de Topo é o lugar geométrico das Projeções
Verticais dos pontos do plano.
 Qualquer reta, exceto a de Topo, de um Plano de Topo determina-o: Pois, como as
Projeções Verticais sempre estarão contidas no Traço Vertical (’), assim, basta
prolongar a Projeção Vertical da Reta até a Linha de Terra (’) e do ponto de encontro,
lançar perpendicularmente o Traço Horizontal ().
 O ângulo que um Plano de Topo faz com o Plano Horizontal (), mede-se pelo ângulo que
o Traço Vertical (’) faz com à Linha de Terra (’).

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16.3. Plano de Perfil.

Propriedades:

 Chama-se Plano de Perfil a todo Plano perpendicular à Linha de Terra (’);


 É simultaneamente Vertical e de Topo;
 Todo Plano de Perfil tem ambos os traços perpendiculares a Linha de Terra (’);
Em Épura, tem ambos os traços perpendiculares a Linha de Terra (’).
 Por ser paralelo ao Plano de Origem, cada Plano de Perfil é o lugar geométrico dos pontos
que tem a mesma abscissa;
 Qualquer ponto de um Plano de Perfil determina o plano.

16.4. Plano Horizontal.

Propriedades:

 Chama-se de Plano Horizontal, a todo plano paralelo ao Plano Horizontal de Projeção ();

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

 Todo Plano Horizontal é perpendicular ao Plano Vertical de Projeção (’), vale dizer: É de
Topo;
 Todo Plano Horizontal tem um único traço, que é o Traço Vertical (’), e este, paralelo à
Linha de Terra (’);
 Por ser paralelo ao Plano Horizontal de Projeção (), cada Plano Horizontal é o lugar
geométrico dos pontos do plano que tem a mesma cota;
Em Épura, tem o Traço Vertical (’) paralelo à Linha de Terra (’).
 Por ser perpendicular ao Plano Vertical de Projeção (’), o Traço Vertical (’) de um
Plano Horizontal é o lugar geométrico das projeções verticais dos pontos do plano;
 Qualquer ponto de um Plano Horizontal determina-o, pois: Se um ponto (M) pertence a um
Plano Horizontal (), para determinar o plano, basta traçar por M’ o Traço Vertical (’)
paralelo a Linha de Terra (’);
 Toda figura contida num Plano Horizontal tem Projeção Horizontal em Verdadeira
Grandeza.

16.5. Plano Frontal.

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

Propriedades:

 Chama-se de Plano Frontal a todo plano paralelo ao Plano Vertical de Projeção (’);
 Todo Plano Frontal é perpendicular ao Plano Horizontal de Projeção (), vale dizer, é
Vertical;
 Todo Plano Frontal tem um único traço, que é o Traço Horizontal (), e este, é paralelo a
Linha de Terra (’);
 Por ser paralelo ao Plano Vertical de Projeção (’), cada Plano Frontal é o lugar
geométrico dos pontos do plano que tem o mesmo afastamento;
Em Épura, tem o Traço Horizontal  paralelo à Linha de Terra (’).
 Por ser perpendicular ao Plano Horizontal de Projeção, o Traço Horizontal () de um
Plano Frontal é o lugar geométrico das projeções horizontais dos pontos do plano.
 Qualquer ponto de um Plano frontal, determina-o, pois: Se um ponto (M) pertence a um
Plano Frontal (), para determinar o plano, basta traçar por M o Traço Horizontal 
paralelo a Linha de Terra (’);
 Toda figura contida num Plano Frontal tem a Projeção Vertical em verdadeira grandeza;

16.6. Plano paralelo a Linha de Terra.

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Propriedades:

 Chama-se Plano paralelo a Linha de Terra, a todo plano paralelo a Linha de Terra (’) e
obliquo ao Planos de Projeções;
 Todo Plano paralelo a Linha de Terra, tem Traços Horizontal  e Vertical ’ paralelos a
Linha de Terra (’);
 Qualquer reta, exceto, uma Fronto-Horizontal de um Plano paralelo a Linha de Terra
determina-o, pois: Se uma reta (A)(B) pertence a um Plano () paralelo a Linha de Terra
para determinar o plano obtém-se os traços (H) e (V) da reta, depois traça-se por V’ o
Traço Vertical ’ do Plano e por H o Traço Horizontal  do Plano, ambos paralelo a
Linha de Terra.

16.7. Plano Qualquer.

Propriedades:

 Chama-se de Plano Qualquer, a todo plano obliquo aos Planos de Projeções e a Linha de
Terra (’);
 Atravessa os quatro diedros.
Em Épura, caracteriza-se por possuir traços concorrentes e oblíquos a Linha de Terra
(’).

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16.8. Plano perpendicular ao Bissetor Ímpar.

Propriedades:

 Chama-se de Plano perpendicular ao Bissetor Ímpar, a todo plano perpendicular ao


Bissetor Ímpar (i), desde que, não seja paralelo ao Bissetor Par (p);
 Tem traços concorrentes com a Linha de Terra (’) e atravessa os quatro diedros;
 Constitui um caso particular de um Plano Qualquer;
 Os traços de um Plano perpendicular ao Bissetor Ímpar, são em Épura, concorrentes e
simétricos em relação a Linha de Terra (’);
 Qualquer reta de um Plano perpendicular ao Bissetor Ímpar, determina-o: Pois, cada traço
do plano contém o traço de mesmo nome da reta e o simétrico no outro traço da mesma;
No caso, o Traço Vertical do Plano conterá o simétrico da Projeção Horizontal do
Traço Horizontal da Reta e o Traço Horizontal do Plano conterá o simétrico da Projeção
Vertical do Traço Vertical da Reta.

o Tomar o simétrico de H de V1’;


o Tomar o simétrico de V’ de H1;

 Qualquer dos traços de um Plano perpendicular ao Bissetor Ímpar, determina-o. Pois:

o Ao ser determinado um dos traços do plano, basta tomar o simétrico dele para
determinar o outro traço.

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

16.9. Plano perpendicular ao Bissetor Par.

Propriedades:

 Chama-se de Plano perpendicular ao Bissetor Par a todo plano perpendicular ao Bissetor


Par (p), desde que não seja paralelo ao Plano Bissetor Ímpar (i);
 Tem traços concorrentes com a Linha de Terra (’) e atravessa os quatro diedros;
 Constitui um caso particular de um plano qualquer;
 Todo plano que tem, distintos, coincidentes é um Plano perpendicular ao Bissetor Par;
 Qualquer reta de um Plano perpendicular ao Bissetor Par determina-o;
o Para construí-lo, basta determinar os traços da reta e depois unir a Projeção Horizontal
H do Traço Horizontal da reta à Projeção Vertical V’ do Traço Vertical da reta;
 Em particular, qualquer um dos Traços de um Plano perpendicular ao Bissetor Par,
determina o plano, pois o outro traço coincidirá com este.

16.10. Plano paralelo ao Bissetor Ímpar.

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

Propriedades:

 Chama-se de Plano paralelo ao Bissetor Ímpar a todo plano paralelo ao Bissetor Ímpar (i);
 É um caso particular de um Plano paralelo a Linha de Terra (’);
 Todo Plano paralelo ao Bissetor Ímpar tem, em Épura, traços coincidentes, segundo uma
paralela à Linha de Terra (’);
 Todas as retas de um Plano paralelo ao Bissetor Ímpar são paralelas ao Bissetor Ímpar (i);
o Suas projeções fazem ângulos iguais com a Linha de Terra (’);
o As retas de um Plano paralelo ao Bissetor Ímpar, formam ângulos iguais com os Planos
de Projeções;
 Qualquer ponto de um Plano paralelo ao Bissetor Ímpar, determina-o: Pois, pelo ponto
dado, traça-se uma reta (V)(H) do plano, ou seja, uma reta que tenha projeções
concorrentes e formem ângulos iguais com a Linha de Terra (’). Os traços  e ’,
coincidentes, conterão H e V’.

16.11. Plano paralelo ao Bissetor Par.

Propriedades:

 Chama-se de Plano paralelo ao Bissetor Par a todo plano paralelo ao Bissetor Par (p);
 É um caso particular de um Plano paralelo a Linha de Terra (’);
 Todo Plano paralelo ao Bissetor Par tem, em Épura, traços simétricos à Linha de Terra
(’) segundo uma paralela a ela;
 Todas as retas de um Plano paralelo ao Bissetor Par são paralelas ao Bissetor Par (p);

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

o Suas projeções são paralelas;


o Seus traços situam-se em uma paralela em relação à Linha de Terra (’) e dela
simétricos;
o Formam ângulos iguais com os Planos de Projeções.
 Qualquer ponto de um Plano paralelo ao Bissetor Par, determina-o: Pois, para determina-
lo, basta traçar pelo ponto dado uma reta (V)(H) do plano, isto é, uma reta cuja projeções
sejam paralelas. Os traços  e ’ do plano são paralelos à Linha de Terra (’)
traçados por H e V’.

17. Pertinência de uma Reta ao Plano.

17.1. Se o Plano for dado por duas Retas.

Toda reta concorrente com duas retas de um plano, em pontos distintos, pertencerá ao plano.

17.2. Se o Plano for dado por seus traços.

Toda reta que tiver seus traços situados sobre os traços de mesmo nome do plano pertence ao
plano.
Excessão: Plano que contem a Linha de Terra (’).
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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

17.3. Retas do Plano.

17.3.1. Retas do Plano Vertical.

(A)(B) = Reta Qualquer; (B)(C) = Reta Horizontal; (A)(C) = Reta Vertical.

17.3.2. Retas do Plano de Topo.

(A)(B) = Reta Qualquer; (B)(C) = Reta Frontal; (A)(C) = Reta de Topo.

17.3.3. Retas do Plano de Perfil.

(A)(B) = Reta de Perfil; (B)(C) = Reta de Topo; (A)(C) = Reta de Vertical.

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

17.3.4. Retas do Plano Horizontal.

(A)(B) = Reta Horizontal; (B)(C) = Reta de Topo; (A)(C) = Reta de Fronto-Horizontal.

17.3.5. Retas do Plano Frontal.

(A)(B) = Reta Frontal; (B)(C) = Reta Fronto-Horizontal; (A)(C) = Reta Vertical.

17.3.6. Retas do Plano Paralelo à Linha de Terra.

(A)(B) = Reta Qualquer; (B)(C) = Reta Fronto-Horizontal; (A)(C) = Reta Perfil.

17.3.7. Retas do Plano Qualquer.

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(r) = Reta Qualquer; (s) = Reta Frontal; (t) = Reta Horizontal; (H)(V) = Reta de Perfil.

18. Pertinência do Ponto ao Plano.

Regra Geral (sem exceções).

18.1. Planos Projetantes.

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

18.2. Planos não Projetantes.

Obedece a regra geral.

19. Principais do Plano.

São as retas do plano que são paralelas a qualquer um dos planos.

 Horizontais: são as retas do plano paralelas ao Traço Horizontal  do Plano.


 Frontais: são as retas do plano paralelas ao Traço Vertical ’ do Plano.

Propriedades:

 O traço horizontal  do plano é a sua horizontal de cota nula;


 O traço vertical ’ do plano é a sua frontal de afastamento nulo;
 Em um Plano paralelo a Linha de Terra ou que contenha a Linha de Terra;

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

Todas as Horizontais são Frontais e vice-versa, ou seja, são Fronto-Horizontais.

 A Horizontal de um plano nos dar a direção do Traço Horizontal  do Plano: Pois, o


mesmo, em Épura, será paralelo a Projeção Horizontal da Reta;

 A frontal de um plano dá a direção do seu traço vertical απ’ do plano: Pois, o mesmo, em
Épura, será paralelo a Projeção Vertical da Reta.

19.1. Determinação das Principais do Plano.

19.1.1. Horizontais.

 Tem que pertencer ao Plano;


 Tem que possuir as propriedades características das Retas Horizontais.
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a) Se o Plano for dado por duas retas.

Basta encontrar uma Reta Horizontal que pertença ao Plano, ou seja, uma reta, que
interseccione as duas retas dadas em pontos distintos e que possua a propriedade característica
das retas horizontais que é: Projeção Vertical paralela à Linha de Terra (’) e Projeção
Horizontal obliqua a Linha de Terra (’).

b) Se o Plano for dado por seus traços.

Basta fazer uma Reta Horizontal pertencente ao Plano. Primeiro determina-se a sua
Projeção Horizontal, paralela ao Traço Horizontal  do Plano, depois prolonga-se esta
projeção até a Linha de Terra (’), determinando a Projeção Horizontal V do Traço Vertical
da Reta, tira-se uma linha de chamada por V, perpendicular à Linha de Terra (’), até o
Traço Vertical ’ do Plano, onde se encontra a Projeção Vertical V’ do Traço Vertical da
reta, pois o Traço Vertical de um Plano, sempre, passa pelo Traço Vertical de uma reta do
Plano. Por fim, paralelamente à Linha de Terra (’) e passando por V’ faz-se a Projeção
Vertical da Reta Horizontal.

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

19.1.2. Frontais.

 Tem pertencer ao Plano;


 Tem que possuir as propriedades características das Retas Frontais.

a) Se o Plano for dado por duas retas.

Basta encontrar uma Reta Frontal que pertença ao Plano, ou seja, uma reta, que
interseccione as duas retas dadas em pontos distintos e que possua a propriedade característica
das retas Frontais que é: Projeção Horizontal paralela à Linha de Terra (’) e Projeção
Vertical obliqua a Linha de Terra (’).

b) Se o Plano for dado por seus traços.

Basta fazer uma Reta Frontal pertencente ao Plano. Primeiro determina-se a sua
Projeção Vertical, paralela ao Traço Horizontal ’ do Plano, depois prolonga-se esta
projeção até a Linha de Terra (’), determinando a Projeção Vertical H’ do Traço Horizontal

56
Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

da Reta, tira-se uma linha de chamada por H’, perpendicular à Linha de Terra (’), até o
Traço Horizontal  do Plano, onde se encontra a Projeção Vertical Horizontal H do Traço
Horizontal da reta, pois o Traço Horizontal de um Plano, sempre, passa pelo Traço Horizontal
de uma reta do Plano. Por fim, paralelamente à Linha de Terra (’) e passando por H faz-se
a Projeção Horizontal da Reta Frontal.

A utilização dos principais de um plano só será vantajosa (como retas auxiliares) se o


plano dado não for // ππ’ ou contiver ππ’.

20. Retas de Máximo Declive e Máxima Inclinação de um Plano.

Definição.

São as retas que de todas as retas do plano formam o maior ângulo do plano.

20.1. Retas de Máximo Declive (RMD).

São as retas do plano, perpendiculares ao seu Traço Horizontal .

Propriedades:

 A projeção horizontal de uma RMD de um plano é perpendicular ao traço horizontal απ


do plano;
 Toda reta de um plano que tem Projeção Horizontal perpendicular απ é uma RMD;

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

 A RMD de um plano é perpendicular a todas as horizontais do plano;

 Uma RMD de um plano determina o plano. Pois, bastar determinar os Traços da Reta e
pela Projeção Horizontal H do Traço Horizontal da reta, perpendicular à Projeção
Horizontal da reta, traçar o Traço Horizontal  do plano e do ponto de concurso deste
com a Linha de Terra (’) traça-se um segmento que passe pela Projeção Vertical V’ do
Traço Vertical da reta encontrando-se assim o Traço Vertical ’ do plano.

20.2. Reta de Máxima Inclinação (RMI).

São as retas do plano perpendicular ao seu traço vertical απ’.

Propriedades:

 A projeção vertical de uma RMI de um plano é perpendicular ao Traço Vertical απ’ do


plano;
 Toda reta de um plano que tem Projeção Vertical perpendicular απ’ é uma RMI;

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Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

 A RMI de um plano é perpendicular a todas as Frontais do Plano;

 Uma RMI de um plano determina o plano. Pois, bastar determinar os Traços da Reta e pela
Projeção Vertical V’ do Traço Vertical da reta, perpendicular à Projeção Vertical da reta,
traçar o Traço Vertical ’ do plano e do ponto de concurso deste com a Linha de Terra
(’) traça-se um segmento que passe pela Projeção Horizontal H do Traço Horizontal da
reta encontrando-se assim o Traço Horizontal  do plano.

21. Posições Relativas entre Retas e Planos.

21.1. Reta paralela Plano.

Uma reta é paralela a um plano quando for paralela a uma reta do plano.

(r) // ()  (r) // (H)(V)  ()

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21.2. Plano paralelo Reta.

Um plano é paralelo a uma reta, quando contém uma reta paralela à ela (reta).

() // (t)  ()  (H)(V) // (t)

21.3. Plano paralelo Plano.

Dois planos são paralelos quando um deles contiver (contém) 2 retas concorrentes
paralelas ao outro.

Dois planos são paralelos quando os traços de mesmo nome dos 2 planos forem
paralelos.

60
Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

Exceção: quando os dois paralelos forem paralelos ππ’.

Pois, mesmo os planos não sendo paralelos entre si, seus traços são paralelos.

21.4. Planos Secantes.

Interseção de Planos

Dois planos quando não são paralelos diz-se que eles são “secantes”, ou seja, se
interceptam. A interseção entre eles é uma reta denominada reta interseção (i).

A reta interseção (i) é determinada por 2 quaisquer de seus pontos, ou, por um só de
seus pontos, quando se conhece “a priori” a direção da reta interseção (i).

61
Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

Regra Gera para se determinar um ponto da reta interseção (i).

 Considera-se um 3º plano (), chamado plano auxiliar, que corte os dois planos (α) e (β).

 Determinam-se, em seguida, as retas (r) e (s), segundo as quais o plano () corta (α) e (β),
respectivamente.

 Por fim, determina-se o ponto (m) de concurso das interseções auxiliares (r) e (s), este
ponto pertence à reta interseção (i) dos planos (c) e (β).

62
Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

Cada ponto (M) obtido é um ponto comum aos 3 planos.

(M) ∈ (α)  (M) ∈ (r)


=> (M) ∈ ()  (M) ∈ (i).
(M) ∈ (β)  (M) ∈ (s)

O plano auxiliar () não pode ser paralelo à reta interseção (i).
Na obtenção de outro ponto (N) da reta interseção (i), devemos tomar um 2º plano
auxiliar (2) paralelo ao 1º plano auxiliar.

Grupos de Categorias para a escolha do Plano Auxiliar.

1º Grupo  Uso dos Planos de Projeções como Auxiliares

A interseção de qualquer plano com um dos planos de projeção é o seu traço de


mesmo nome.

63
Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

E os pontos da reta interseção sempre estarão nos pontos de concorrência entre os


traços dos planos, ou seja, um ponto estará na interseção entre os Traços Verticais, e o outro,
na interseção entre os Traços Horizontais.

Restrições quanto ao uso dos planos de projeção como Auxiliares

a) Não se usará o Plano Horizontal (π) como auxiliar quando os traços horizontais dos 2
planos dados não concorrerem nos LE (Limites da Épura) ou forem paralelos.

b) Não se usará o Plano Vertical (π’) como auxiliar quando os traços verticais dos 2 planos
dados não concorrerem nos LE ou forem paralelos.

c) Não se usará nenhum dos planos das projeções como auxiliar quando os traços dos 2
planos dados não concorrerem nos LE ou forem paralelos.

64
Apostila de Geometria Descritiva | DENIEZIO

d) Não se usará nenhum dos planos de projeção como auxiliar quando os planos não forem
ambos, dados por seus traços.

Nesses casos, não se usa os Planos de Projeções como auxiliares, pela impossibilidade
de determinar a reta interseção, visto que os pontos da mesma são encontrados onde os traços
de mesmo nomes dos planos se interceptam.

2º Grupo  Planos Horizontais e Frontais como Auxiliares (Planos Paralelos aos Planos de
Projeções).

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A interseção de qualquer plano com um Plano Horizontal é uma reta do plano, cuja
cota é mesma do plano Horizontal considerado. E a interseção de qualquer plano com um
Plano Frontal é uma reta do plano, cuja o afastamento é o mesmo do Plano Frontal
considerado.

Assim, é necessário fazer a reta interseção do plano auxiliar com cada um dos dois
planos que se deseja conhecer a interseção, pois a interseção dessas retas é que determinará o
ponto da reta interseção.

Nesta figura, note que o ponto (M) da reta interseção é o ponto de concurso entre os
traços horizontais dos planos, e o ponto (N) da reta interseção é o ponto de concurso das retas
encontradas.

Restrições quanto ao uso dos Planos Horizontais e Frontais como Auxiliares.

a) Não se usará plano horizontal como auxiliar quando os traços horizontais dos dois planos
forem paralelos.

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b) Não se usará plano frontal como auxiliar quando os traços verticais dos dois planos forem
paralelos.

c) Não se usará os planos frontais e nem horizontais quando os planos forem ambos, paralelos
à ππ’ ou quando um deles for paralelo e o outro contiver ππ’.

Nesses casos não se pode usar os Planos Horizontais ou Frontais como auxiliares, pelo
fato de que, as duas retas geradas serão paralelas entre si, com isso, não terão um ponto de
concurso, ponto este que seria um ponto da reta interseção. Assim a reta interseção fica
indeterminada.

3º Grupo  Planos Verticais e de Topo como Auxiliares.

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A interseção de qualquer plano com um Plano Vertical, é uma reta do plano, cuja
Projeção Horizontal se conhece, pois está contida em no Traço Horizontal do Plano. E a
interseção de qualquer plano com um Plano de Topo, é uma reta do plano, cuja a Projeção
Vertical se conhece, pois estará contida no Traço Vertical do Plano.

22. Interseção entre Reta e Plano

Traço da reta no Plano.

Objetivo: Determinar o traço da reta no plano.

Regra geral para se determinar o traço (ponto (O)) da reta (r) sobre o plano (α).

1º Constrói-se pela reta um plano auxiliar:

 Plano Vertical;
 Plano Topo.

2º Determina-se, em seguida, a reta interseção (i) do plano auxiliar (φ) com o plano (α) dado.
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3º Por fim, procura-se o ponto (O) de concurso da reta dada coma reta interseção (i): (o) é o
traço (ponto) procurado.

a) Quando o plano é dado por seus traços concorrentes ou paralelos.

b) Quando o plano (α) é dado por 2 retas.

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