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05/08/2018

CONCRETO ARMADO OBJETIVOS


Marianna Luna Sousa Rivetti PROPRIEDADES DO CONCRETO
maryluna1207@hotmail.com
• Massa específica
• Resistência à compressão
• Resistência à tração
Propriedades do • Resistência estado múltiplo de tensões
• Módulo de elasticidade
Concreto e Aço • Coeficiente de Poisson
• Módulo de Elasticidade Transversal
• Deformações
PROPRIEDADES DO AÇO

PROPRIEDADES CONCRETO PROPRIEDADES CONCRETO


Massa Específica Resistência à Compressão
NBR 6118/14 se aplica a concretos com massa específica (ρc)entre A resistência à compressão dos concretos é NBR 5739 :
2.000 kg/m3 e 2.800 kg/m3 avaliada por meio de corpos de prova cilíndricos Concreto –
com dimensões de 15 cm de diâmetro por 30 Ensaio de compressão
Não sendo conhecida a massa específica real, pode-se de corpos de
cm de altura (28 dias) ou corpos-de-prova prova cilíndricos
adotar o valor de 2.400 kg/m3 para o concreto simples menores, com dimensões 10 cm por 20 cm,
e 2.500 kg/m3 para o concreto armado.
moldados conforme a NBR 5738/15.

Os concretos são designados pela letra C seguida do valor


da resistência característica (fck), expressa em Mpa:

concreto C20 (fck = 20 MPa)

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Resistência à Compressão fck?
Resistência à Compressão
A NBR 8953/15 divide os concretos nas classes: Curva encontrada denomina-se Curva Estatística de Gauss ou Curva
NBR 6118/14 de Distribuição Normal para a resistência do concreto à compressão

Classe I: C10, C15, C20, C25, C30, C35, C40, C45, C50; 5% dos corpos -de- prova possuem fc < fck,
95% dos corpos-de-prova possuem fc ≥ fck.
Classe II: C55, C60, C70, C80, C90.

A resistência à compressão simples, denominada fc, é a


característica mecânica mais importante.

Após ensaio de um número muito grande de corpos-de-prova, pode


ser feito um gráfico com os valores obtidos de fc versus a quantidade
de corpos-de-prova relativos a determinado valor de fc, também
resistência característica do
denominada densidade de freqüência. concreto à compressão resistência média do concreto à compressão

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Resistência à Compressão Resistência à Tração
fck é o valor da resistência que tem 5% A resistência média do concreto à tração, fctm, valor obtido da média
de probabilidade de não ser alcançado, em ensaios de corpos- aritmética dos resultados, e a resistência característica do concreto à
de-prova de um determinado lote de concreto. tração, fctk ou simplesmente ftk, valor da resistência que tem 5% de
probabilidade de não ser alcançado pelos resultados de
um lote de concreto.

Nas obras, devido ao pequeno número de A resistência do concreto à tração varia entre 8 e 15 % da
corpos-de-prova ensaiados, calcula-se resistência à compressão.
fck,est, valor estimado da resistência
característica do concreto à compressão. • tração direta (fct)
ENSAIOS: • tração indireta (fct,sp) ou compressão diametral
• tração na flexão (fct,f)

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Resistência à Tração Resistência à Tração
ENSAIO TRAÇÃO DIRETA: ENSAIO TRAÇÃO INDIRETA:

Tração axial, até a ruptura, em corpos-de-prova de concreto simples Ensaio de compressão diametral (NBR 7222/94)

O ensaio consiste em comprimir longitudinalmente o corpo-de-


prova cilíndrico 15 x 30 cm segundo a direção do seu diâmetro.
Lobo Carneiro
Brazilian test ou spliting test

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Resistência à Tração Resistência à Tração
ENSAIO TRAÇÃO NA FLEXÃO: A resistência à tração direta corresponde à resistência por tração
axial, valor difícil de ser medido em ensaio de corpo-de-prova.
A resistência à tração na flexão (fct,f), determinada
conforme a NBR 12.142/10, consiste em se submeter uma NBR 6118/14 (item 8.2.5) permite que a resistência
viga de concreto simples a um ensaio de flexão simples. à tração direta seja calculada (Mpa) :

fct = 0,9 fct,sp fct = 0,7 fct,f (Mpa)


Na falta de valores para fct,sp e fct,f, a resistência média à tração
direta pode ser avaliada por meio das expressões:
2/3
fctk,inf = 0,7 fct,m Até C50: 𝑓𝑐𝑡,𝑚 = 0,3𝑓𝑐𝑘
fctk,sup = 1,3 fct,m C55 a C90: 𝑓𝑐𝑡,𝑚 = 2,12. ln(1 + 0,11𝑓𝑐𝑘 )

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Resistência no Estado Multiaxial de Tensões Módulo de Elasticidade
O módulo de elasti
A resistência do concreto depende do estado de tensão Medida da deformação que o concreto sofre sob a ação de tensões, depende muito das
a que ele se encontra submetido. geralmente tensões de compressão. materiais compone
tipo de
concreto submetido às tensões principais σ3 ≥ σ2 ≥ σ1 agregado, da pasta
transição entre a ar

módulo

deformação
σ1 ≥ - fctk

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Módulo de Elasticidade Módulo de Elasticidade
O módulo de elasticidade depende das características e dos Diagrama tensão x deformação do concreto (σ x ε)
materiais componentes dos concretos.
IMPORTÂNCIA DA DETERMINAÇÃO DOS MÓDULOS DE ELASTICIDADE:
determinação das deformações nas estruturas de concreto NÃO LINEARIDADE DO DIAGRAMA
(cálculos de flechas em lajes e vigas)

MÓDULO
DE ELASTICIDADE TANGENTE
MÓDULO
DE ELASTICIDADE SECANTE

Ensaio: ABNT NBR 8522:2017

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Módulo de Elasticidade Módulo de Elasticidade
Na falta de resultados de ensaios a NBR 6118/14 (item 8.2.8) estima o O módulo de elasticidade secante a ser utilizado nas análises elásticas
valor do módulo inicial do concreto, considerando a deformação de projeto, especialmente para determinação de esforços solicitantes e
tangente inicial a 30 % fc: verificação de estados limites de serviço,
deve ser calculado pela expressão :
𝐸𝑐𝑖 = 𝛼𝑒 5600𝑓𝑐𝑘 1/2 para fck de 20 a 50MPa

𝑓𝑐𝑘 𝐸𝑐𝑠 = 𝛼𝑖 𝐸𝑐𝑖


𝐸𝑐𝑖 = 21,5. 103 𝛼𝑒 5600 ( + 1,25)1/3 para fck de 55 a 90MPa para concreto C20 a C90 e agregado
10 graúdo de granito 𝛼𝑖 varia de 0,85 a 1,0.
𝛼𝑖 = 0,8 + 0,2𝑓𝑐𝑘 /80≤1,0
O coeficiente 𝛼𝑒 é em função • 𝛼𝑒 = 1,2 para basalto e diabásio;
do agregado graúdo: • 𝛼𝑒 =0,9 para calcário; Verificação aos ELS:
• 𝛼𝑒 =1 para granito e gnaisse; 𝐸𝑐𝑠 = 0,85𝐸𝑐𝑖
• 𝛼𝑒 =0,7 para arenito.

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Coeficiente de Poisson Módulo de Elasticidade Transversal
Força uniaxial é aplicada sobre uma peça MODULO DE ELASTICIDADE
de concreto, resulta uma deformação
longitudinal na direção da carga e, COEFICIENTE DE POISSON
simultaneamente, uma deformação
transversal com sinal contrário.

A relação entre a deformação transversal e a deformação


longitudinal é chamada coeficiente de Poisson (ν).
NBR 6118/14 o módulo de elasticidade transversal pode ser
NBR 6118/14 (item 8.2.9): para tensões de compressão menores que estimado em função do módulo de elasticidade secante:
0,5 fc e tensões de tração menores que fct, o coeficiente
de Poisson ν =0,2.

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Deformações Deformações
• Classificadas: DEFORMAÇÃO IMEDIATA
A deformação imediata se observa por ocasião do carregamento. Corresponde
Próprias ou autógenas:
ao comportamento do concreto como sólido verdadeiro, e é causada por uma
Ocorrem antes da retirada dos escoramentos da estrutura e de sua acomodação dos cristais que formam o material.
entrada em carga, em virtude das características de
porosidade e de permeabilidade. DEFORMAÇÃO LENTA OU FLUÊNCIA
Corresponde a um acréscimo de deformação com o tempo, se a carga
Deformações sob carga: permanecer. Com o tempo, as deformações continuam a aumentar, mesmo sob
estado de carga constante.
Produzida na etapa seguinte a retirada do escoramento e à entrada dos
carregamentos na estrutura, compreendendo as
deformações imediata e lenta (fluência). DEFORMAÇÃO FINAL = DEFORMAÇÃO IMEDIATA + DEFORMAÇÃO FLUÊNCIA

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Para o concreto armado,
Deformações Deformações para variações normais de temperatura,
a NBR 6118 permite adotar α = 10−5 /°C.
RETRAÇÃO Redução de volume que ocorre no concreto, mesmo na DEFORMAÇÕES TÉRMICAS
ausência de tensões mecânicas e de variações de temperatura.
As variações de temperatura ambiente provocam deslocamentos nas
• Retração química ou primária: contração da água não evaporável, estruturas, que podem ser permanentes .
durante o endurecimento do concreto (reação do cimento com a água
durante o processo de hidratação), reação exotérmica. TEMPERATURA ENCURTAMENTO TRAÇÃO
• Retração capilar ou por evaporação: ocorre por evaporação parcial da
TEMPERATURA ALONGAMENTO COMPRESSÃO
água capilar e perda da água adsorvida. O tensão superficial e o fluxo de
água nos capilares provocam retração.
Coeficiente de variação térmica (α ) que é definido como a deformação
• Retração por carbonatação ou secundária: correspondente a uma variação de temperatura de 1°C.
Ca(OH)2 + CO2 → CaCO3 + H2O (ocorre com diminuição de volume).

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Deformações Deformações
DEFORMAÇÕES TÉRMICAS DEFORMAÇÕES TÉRMICAS - EXEMPLO
Considera-se uma viga biengastada de concreto, com resistência
NBR 6118/14 (subseção 24.4) – Juntas e disposições construtivas característica fck = 20 Mpa e submetida à uma redução de
As juntas de dilatação devem ser previstas pelo menos a cada 15m. temperatura de 100C.
No caso de afastamento maior, devem ser considerados no cálculo os
efeitos da retração térmica do concreto ( como consequência do calor de a)Qual o encurtamento devido a variação de temperatura?
hidratação) e das variações de temperatura.
Deformações absolutas das variações de temperatura ∆𝑙 que são b)Qual a tensão de tração oriunda da deformação devido à
determinantes para definir o espaçamento das juntas de dilatação: redução de temperatura? (Regime Elástico)
∆𝑙 = 𝜀𝑐𝑡 𝑙 𝑙: distância do centro de dilatação da estrutura à seção considerada;
c) Qual a resistência à tração inferior do concreto?
𝜀𝑐𝑡 = 𝛼∆𝑇 𝜀𝑐𝑡 : deformação específica axial causada por variação de temperatura.

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Os aços utilizados em estruturas de concreto armado no Brasil são
Fatores que influenciam: estabelecidos pela norma NBR 7480/2007 - Aço destinado a armaduras
• Tipo e quantidade de cimento; para estruturas de concreto armado – Especificação.
• Qualidade da água e relação água-cimento; valor característico da resistência de escoamento (fyk): kgf/mm2 ou kN/cm2
• Tipos de agregados, granulometria e relação agregado-cimento;
• barras de aço: CA-25 e CA-50 laminação a quente ∅ ≥ 5,0 𝑚𝑚
• Presença de aditivos e adições;
• Procedimento e duração da mistura; • fios de aço: CA-60 trefilação ∅ < 10,0 𝑚𝑚
• Condições e duração de transporte e de lançamento;
• Condições de adensamento e de cura;
Os aços CA-25 e CA-50 podem ser considerados
• Forma e dimensões dos corpos-de-prova;
como de alta ductilidade e os aços CA-60 podem ser
• Tipo e duração do carregamento; considerados como de ductilidade normal.
• Idade do concreto; umidade; temperatura etc.

PROPRIEDADES DO AÇO PROPRIEDADES DO AÇO


Algumas considerações: Algumas considerações:
• CA- 50 usado em todos os tipos de armaduras (longitudinal ou estribos); A rugosidade da superfície dos aços é medida pelo coeficiente de conformação
superficial (η1) e deve atender o coeficiente de conformação superficial mínimo (ηb)
• CA-25 é de emprego limitado, apenas em pequenas obras;
• CA-60 é empregado apenas na armadura longitudinal de lajes e nos NBR 7480
estribos de vigas e pilares.
TIPO DE SUPERFÍCIE
• CA-25 é produzido em barras com superfície lisa
• CA -50 é produzido em barras com saliências nas superfícies (mossas)
• CA-60 são fornecidos em fios com entalhes na superfície

Comprimento de fabricação das barras e fios é de 12 m

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PROPRIEDADES DO AÇO PROPRIEDADES DO AÇO


Algumas considerações: Algumas considerações:
• Massa específica: 7.850 kg/m3; DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO SIMPLIFICADO
• Coeficiente de dilatação térmica: 10-5/ºC para intervalos de
Cálculo nos estados-limites de serviço e último
temperatura entre – 200C e 1500C; 𝜎𝑠 = 𝐸𝑠 𝜀𝑠 0≤ 𝜀𝑠 ≤ 𝜀𝑦𝑑
pode-se utilizar o diagrama simplificado,
• Módulo de elasticidade: 210 GPa ou 210.000 MPa.
para os aços com ou sem patamar
𝜎𝑠 = 𝑓𝑦𝑑 𝜀𝑦𝑑 ≤ 𝜀𝑠 ≤ 10%
DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO de escoamento.
Resistência de escoamento
correspondente à
deformação residual de 2 ‰. A deformação específica do aço é
limitada, ao final do patamar de
laminados trefilados escoamento, pelo valor máximo
convencional de 10%, para prevenir
deformações plásticas excessivas.

CA- 50 e CA-25 CA- 60

REFERÊNCIAS
• BASTOS, P. S. S. NOTAS DE AULA – Disciplina estruturas de concreto 1 - FUNDAMENTOS
DO CONCRETO ARMADO. UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA UNESP - Campus de
Bauru/SP, 2006.

• BOTELHO, M. H. C.; MARCHETTI, O. CONCRETO ARMADO EU TE AMO. Volume 1. 8 ed.,


2015.

• MARQUES, S. P. C. NOTAS DE AULA – Disciplina estruturas de concreto 1. CONCRETO


ARMADO E SEUS CONSTITUINTES. UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – Maceió/AL,
2009.

• PINHEIRO, M. L. Fundamentos do concreto e projeto de edifícios. UNIVERSIDADE DE


SÃO PAULO ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS. São Carlos, 2007.

• CLÍMACO, J.T.S. Estruturas de Concreto Armado: Fundamentos de Projeto,


Dimensionamento e Verificação. Elsevier, 2016.

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