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APOSTILA TÉCNICA – TREINAMENTO

MECATRÔNICA

HOWO 380
Conceitos Básicos
B ásicos e Sensores
Sensores
  ATERRAMENTO
 ATERRA MENTO ELÉTRICO

Com o aumento da eletrônica embarcada nos veículos diesel, o aterramento elétrico tem
função importantíssima.
importantíssima.
A falta de um aterramento eficaz pode gerar o mau funcionamento dos vários
componentes eletroeletrônicos do veiculo. Outro ponto importante é a interferência
eletromagnética (E.M.I), que pode causar o funcionamento irregular e até danificar
dispositivos eletroeletrônicos.
A E.M.I é caracterizada por um “Ruído Elétrico” que pode ser irradiado através do ar (
equipamento de rádio comunicação), telefones celulares, rastreadores via satélite,
eletricidade estática, etc.) ou ainda induzida por algum componente através do chicote
elétrico.
Obs: Todo cabo elétrico pode ser considerado como uma antena pronta a conduzir pelo
chicote elétrico “ Ruído Elétrico”.
Para diminuir a risco de inconvenientes provocados por distúrbios eletromagnéticos, os
pontos de aterramento deverão estar sempre bem conectados.
Obs: Terminal com oxidação no conector representa uma resistência de contato que
poderá provocar o mau funcionamento do consumidor ligado a este ponto.

 COMPARTILHAMENTO DE ATERRAMENTO

Quanto maior for o numero de sistema compartilhado ao mesmo terra, maiores são as
chances de um equipamento interferir no outro. Isso acorre porque as amplitudes dos
ruídos podem se somar e ultrapassar a capacidade de absorção do ponto de
aterramento.
Obs: Preste muita atenção na separação do sinal de massa do massa de potência.
Massa s inal  é o condutor que esta ligado ao massa do veiculo pela qual passa uma
Massa de sinal
corrente menor que 200ma. Nestes pontos encontramos conector as centrais eletrônicas
e dispositivos eletrônicos.
Massa de potencia é o condutor que está ligado a massa do veículo pelo qual passa
uma corrente maior que 200ma. Nestes pontos encontramos sistemas que operam com
chaveamentos e grande potência.

 Filtros

Dentro das centrais eletrônicas de gerenciamento dos diversos sistemas, são colocados
componentes eletrônicos
eletrônicos com a função de reduzir ou eliminar os ruídos elétricos que
por ventura possam chegar ate estas centrais.
Mesmo com todo este cuidado no projeto é possível que uma fonte de ruído faça com
que uma determinada central receba dados provenientes de um sensor de forma errada
causando o mau funcionamento daquele sistema.

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Conceitos Básicos
B ásicos e Sensores
Sensores
  ATERRAMENTO
 ATERRA MENTO ELÉTRICO

Com o aumento da eletrônica embarcada nos veículos diesel, o aterramento elétrico tem
função importantíssima.
importantíssima.
A falta de um aterramento eficaz pode gerar o mau funcionamento dos vários
componentes eletroeletrônicos do veiculo. Outro ponto importante é a interferência
eletromagnética (E.M.I), que pode causar o funcionamento irregular e até danificar
dispositivos eletroeletrônicos.
A E.M.I é caracterizada por um “Ruído Elétrico” que pode ser irradiado através do ar (
equipamento de rádio comunicação), telefones celulares, rastreadores via satélite,
eletricidade estática, etc.) ou ainda induzida por algum componente através do chicote
elétrico.
Obs: Todo cabo elétrico pode ser considerado como uma antena pronta a conduzir pelo
chicote elétrico “ Ruído Elétrico”.
Para diminuir a risco de inconvenientes provocados por distúrbios eletromagnéticos, os
pontos de aterramento deverão estar sempre bem conectados.
Obs: Terminal com oxidação no conector representa uma resistência de contato que
poderá provocar o mau funcionamento do consumidor ligado a este ponto.

 COMPARTILHAMENTO DE ATERRAMENTO

Quanto maior for o numero de sistema compartilhado ao mesmo terra, maiores são as
chances de um equipamento interferir no outro. Isso acorre porque as amplitudes dos
ruídos podem se somar e ultrapassar a capacidade de absorção do ponto de
aterramento.
Obs: Preste muita atenção na separação do sinal de massa do massa de potência.
Massa s inal  é o condutor que esta ligado ao massa do veiculo pela qual passa uma
Massa de sinal
corrente menor que 200ma. Nestes pontos encontramos conector as centrais eletrônicas
e dispositivos eletrônicos.
Massa de potencia é o condutor que está ligado a massa do veículo pelo qual passa
uma corrente maior que 200ma. Nestes pontos encontramos sistemas que operam com
chaveamentos e grande potência.

 Filtros

Dentro das centrais eletrônicas de gerenciamento dos diversos sistemas, são colocados
componentes eletrônicos
eletrônicos com a função de reduzir ou eliminar os ruídos elétricos que
por ventura possam chegar ate estas centrais.
Mesmo com todo este cuidado no projeto é possível que uma fonte de ruído faça com
que uma determinada central receba dados provenientes de um sensor de forma errada
causando o mau funcionamento daquele sistema.

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O capacitor localizado no chicote elétrico tem a função de filtrar estes ruídos
eletromagnéticos evitando anomalias de funcionamento, portanto muito cuidado com
estes componentes.
Eles nunca deverão ser retirados do chicote elétrico do caminhão quando houver.

 Capacitor
Capacitor como fil tro

Os capacitores podem ser definidos basicamente da seguinte maneira:


São componentes que armazenam energia na fonte de campo eletroestático.
São componentes que se opõem as variações de tensão em seus terminais.
São componentes capazes de deixar passar sinais elétricos de frequência elevada e de
se opor a passagem de sinais de baixa frequência.
Obs.: Frequências baixas não passam pelo capacitor.

 Blindagem de cabos contra interferência eletromagnética

E.M.I Os sensores de
de fase e rotação que possuem
possuem seus llados
ados blindados . Isto se faz
necessário porque estes sensores geram informação para a central e este sinal não
pode sofrer nenhuma distorção até chegar a central para ser processado.
Obs.: Se o cabo de algum sensor sofrer qualquer dano este cabo não deverá ser
reparado e sim trocado todo o sensor.

  Aterr
 At err amento
amen to na com
c om unic
un icação
ação seri
ser i al

Para se comunicar com as centrais do caminhão o EOL pode usar uma porta USB ou
comunicação via rede CAN.
Em todas estas FORMAS de comunicação um bom aterramento não faz toda a
diferença.
Obs.: Sem um bom aterramento a comunicação entre a central do caminhão e o EOL
não se dará de forma satisfatória podendo ser interrompida a qualquer momento ou não
se conectar ao computador.

 Fontes de ruído elétrico

Na pratica devemos desconfiar se ao consultarmos a memoria de erros de uma central


encontraram vários defeitos registrados.
Isto pode indicar que um ruído elétrico está interferindo no sistema.
Nestes casos devemos inspecionar:
Conexões de aterramento.
Conexões dos cabos das baterias.
Condições de funcionamento do alternador.
Condições de funcionamento do motor de partida.
Condições de funcionamento do interruptor e relés que façam parte daquele sistema
especifico.
Cabos elétricos descansados.
descansados.
Instalação de acessório instalados no mesmo ponto de aterramento.
Se a alimentação elétrica esta sendo compartilhada por outro consumidor.
Se o veiculo estava trabalhando próxima a linha de alta tensão ou transformadores

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 Comandos e acionamentos elétricos

Para acionar e fazer funcionar os vários tipos de consumidores elétricos existentes em


um veículo necessitamos de dispositivos como chaves, interruptores ou relés.
Para chaveamento eletrônico normalmente se usa o transístor como elemento de
chaveamento. O chaveamento de um transistor assemelha-se em muito com um relé ,
pois possui dois estados ( on, off).
A principal vantagem do transistor sobre o relé é a velocidade de resposta para acionar
a carga no caso do relé, o sistema mecânico de acionamento é muito importante nos
casos em que o dispositivo de saída precisa ser controlado de forma precisa e eficiente,
como por exemplo:
Eletro injetores de combustível.
Válvulas de acionamento do sistema ABS.

 Sensores

Um sensor é um dispositivo que recebe um “estimulo” e responde através de um sinal


elétrico. Entende-se como “estimulo” a quantidade, propriedade ou condição que é
detectada e convertida em um sinal elétrico.
Podemos dizer em outras palavras que um sensor é um “tradutor” de um valor
geralmente não elétrico para um valor elétrico.
O sinal de saída pode apresentar-se na forma de tensão, corrente ou carga elétrica.
O termo sensor não deve ser confundido com Transdutor, este último converte um tipo
de energia noutro, enquanto um sensor converte qualquer tipo de energia em energia
elétrica.
A central eletrônica é alimentada com 12v ou 24v e internamente reduz esta tensão para
5v, para alimentar seus vários sensores.
Obs: Como existem vários tipos de sensores, nem todos devido a sua construção
recebem alimentação da central, alguns tipos de sensores, geram tensão para central e
necessitam de uma atenção especial em sua medição.

 Resistor es como sensores

Um dos sensores mais comuns encontrados em aplicações automotivas é o sensor de


temperatura.
Os circuitos de sensores de temperatura são usados para monitorar duas temperaturas
do ar ou de líquidos, sendo de grande importância para que a central faça a auto
adaptação do sistema que ela está gerenciando.
Os sensores de temperatura geralmente são do tipo N.T.C (Coeficiente Negativo de
Temperatura), isto significa que enquanto a temperatura aumenta, a resistência do
sensor diminui.
A variação da resistência do sensor faz com que a tensão lida pelo circuito de
processamento também varie. Através de tabelas internas a central relaciona a tensão
lida com os valores contidos nestas tabelas e consegue sabe qual é a temperatura de
trabalho do sistema que está sendo monitorado.
Outro tipo de sensor baseando em resistores é o sensor de posição.
Neste tipo de sensor um potenciômetro fornece a tensão de saída para o circuito de
processamento da central.

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Exemplo de aplicação desse sensor, podemos citar o sensor do pedal do acelerador.

 Chave como sensor

Certas aplicações requerem que o dispositivo ou componente seja monitorado para


conhecer somente o estado em que se encontra (on ou off) aberto ou fechado.
Como exemplo podemos citar sistemas em rede ( multiplex) onde um central recebe o
sinal enviado por um interruptor e realizando determinada ação por exemplo, elevar os
vidros das portas outro exemplo que podemos citar é o interruptor internos do pedal do
acelerador que informa a central de injeção eletrônica se o motor encontra-se ou não
em marcha lenta.

 Geradores de Sinal

Circuito com sensores magnéticos são comumente usados em sistemas eletrônicos


veiculares.
Os circuitos que operam com estes sensores, consistem em um modulo de controle um
sensor magnético, uma referencia que pode ser um disco
“dentado” de material ferro magnético, fios e conexões. O sensor magnettico é um
componente cujo campo magnético pode ser variado. A variação do campo magnético
passa pelo sensor, cortando as linhas de campo magnético deste sensor.
Nos terminais do sensor é induzida uma tensão do tipo alternada, que será enviada a
central eletrônica.
Exemplo:
Sensor de fase ( comando) ou sensor de rotação.

 Dispositivo de efeito HALL

O efeito HALL foi descoberto em 1897.


Obs.: Quando uma tensão é aplicada a uma pastilha semicondutora, teremos o
aparecimento de uma corrente elétrica por esta pastilha. Se for aplicado um campo
magnético perpendicular a corrente que circula pelo semicondutor, aparecerá na outra
extremidade da pastilha uma tensão que será proporcional ao fluxo magnético aplicado.
Neste tipo de sensor a alimentação poderá ser proveniente da bateria ou da central
eletrônica.
Quando um campo magnético passar pelo sensor, teremos o aparecimento de uma
tensão entre os terminais A e B ,este sinal será processado pelo circuito interno do
sensor e produzirá um sinal de saída para a central eletrônica.
OBS: Podemos verificar que a principal diferença entre este sensor e o sensor indutivo é
que este sensor necessita de alimentação externa, enquanto o sensor indutivo não
necessita de alimentação externa.

 Sistema de Informação Distri buída

A utilização de rede veicular em sistema automotivos é uma tecnologia de comunicação


de dados.

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 Definição de Rede Veicular

Rede veicular é um sistema que permite a troca de informação entre as diversas centrais
eletrônicas existentes no veiculo utilizando apenas dos cabos elétricos “ Rede CAN” . As
informações como temperatura do motor, solicitação de acendimento dos faróis,
rotação, velocidades e tantas outras são colocadas na rede, a central que necessitar da
informação que está circulando “pega” esta mensagem e a utiliza da forma que
necessitar.

  Aplicação

Desta forma, podemos ter um sensor mandando informações para diversas centrais
utilizando apenas os cabos (Rede Can).

 Vantagens do Sistema Multiplex

Diminui o numero de sensores redundantes.


Diminui o numero de cabos elétricos.
Facilidade para interpretar novas funções.
Diminui o numero de conectores elétricos, dando maior confiabilidade na transmissão de
dados.
Facilita o diagnostico, uma vez que a maioria das funções é gerenciada por centrais.

 Soldas elétricas ( no chassi)

Devemos lembrar que antes de realizar qualquer tipo de solda no veiculo equipado com
sistema multiplex via rede CAN devemos desligar o cabo positivo da bateria e juntar ao
chassi do veiculo, desligar todas as centrais eletrônicas para evitar danos.

 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DE SENSORES E ATUADORES :

CENTRAL ELETRICA DE INJEÇÃO ECU.

Considerando o cérebro do sistema de injeção.


E ela que recebe os sinais dos sensores, trata-os e controla todos os atuadores
conforme uma tabela pré-calibrada dentro de sua memória.

ECU – DENSO: R61540090002

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ECU DO
MOTOR

CONECTOR

ECU

SENSORES DE ROTAÇÕES E PMS.

Este sensor é responsável pela informação da rotação do motor e também a posição do


pistão dentro do cilindro (PMS).

Seu funcionamento baseia-se pelo princípio da indução eletromagnética.

1- Carcaça do sensor;
2- Bobina do sensor;
3- Imã permanente.

Ele é o responsável pelo sincronismo da injeção do motor identificando o PMS

A passagem da roda fônica pelo sensor faz com que uma tensão induzida apareça entre
os terminais da bobina devida a variação do campo magnético.

Este sensor não recebe alimentação da central. Ele gera um sinal de tensão alternada.
Este sensor é chamado de (sensor indutivo).

COMO AVALIAR ESTE SENSOR

Para avaliar se um sensor indutivo esta funcionando, existem dois métodos:


1- Medir a resistência ôhmica da bobina do sensor (aproximadamente 900 ohms)
2- Medir a tensão gerada pelo sensor.

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Obs. A tensão gerada será do tipo (alternada) e irá depender da rotação do motor e do
número de “dentes” da referencia.

Sensor de Rotação

Sensor de Rotação

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SENSOR DE FASE

Informa a referência de fase do primeiro cilindro para determinar com precisão o


momento de fase de injeção do primeiro cilindro.
O sinal gerado é de efeito hall.
A tensão gerada ou de saída do sensor depende única e exclusivamente do movimento
da roda fônica e da variação do campo magnético que incide no sensor.
“Nesse caso o sensor encontra-se na bomba de combustível”.

Sensor de fase

COMO O SINAL É FORMADO

Neste tipo de sensor, a alimentação poderá ser proveniente da bateria ou da central


eletrônica.
Quando um campo magnético passar pelo sensor, teremos o aparecimento de uma
tensão entre os terminais A e B, este sinal de saída será processado pelo circuito interno
do sensor e produzirá um sinal de saída para a central eletrônica.
Podemos verificar que a principal diferencia entre este sensor e o sensor indutivo é que
este sensor necessita de alimentação externa.
“Este sensor poderá ser aplicado como sensor de fase (comando) ou sensor de
rotação”.

COMO AVALIAR ESTE SENSOR

Para avaliar se um sensor hall está funcionando, devemos medir:

1- Se existe alimentação elétrica para o sensor.


2- Medir a tensão gerada pelo sensor.

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Sensor de fase

Obs. A tensão gerada será proporcional à rotação e números de “dentes ou janelas”


existentes no sistema avaliado.

Sensor de fase

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SENSOR DE TEMPERATURA DA ÁGUA

E um sensor do tipo NTC coeficiente de temperatura negativo.


Se a temperatura aumenta a resistência diminui e vice versa.

Esta variação da temperatura é lida pela central de injeção.

É o sensor responsável pela informação da temperatura do motor para a partida a


quente e a frio.

A variação da resistência do sensor faz com que a tensão lida pelo circuito de
processamento também varie. Através de tabelas internas da central relaciona a tensão
lida com os valores contidos nestas tabelas e consegue “saber” qual é a temperatura de
trabalho do sistema que está sendo monitorado.

Sensor de temperatura da água

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SENSOR DE TEMPERATURA DO COMBUSTIVEL

Sensor de temperatura do combustível

COMO AVALIAR ESTE SENSOR

Para avaliar se um sensor de temperatura está funcionando de forma correta, podemos


utilizar dois métodos:

1- Medir a resistência do sensor “frio” e depois a resistência do sensor aquecido.

Exemplo:

20 graus – 2.500 OHMS


30 graus – 2.300 OHMS
40 graus – 2.200 OHMS
50 graus – 2.100 OHMS

2- Medir a tensão de saída do sensor.

Exemplo:

20 graus – 3.0 V
30 graus – 2.3 V
40 graus – 2.1 V
50 graus – 2.0 V

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Sensor de temperatura do combustível

SENSOR DE TEMPERATURA DO AR

E um sensor do tipo NTC coeficiente de temperatura negativo.


Se a temperatura aumenta a resistência diminui e vice versa.

Esta variação da temperatura é lida pela central de injeção.

É o sensor responsável pela informação da temperatura do ar no coletor da admissão


para cálculo da massa de ar aspirada.

Alimentação do sensor -5 V dc

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Sensor de temperatura do ar

É o sensor responsável pela informação da temperatura do ar no coletor da admissão


para cálculo da massa de ar aspirada

SENSOR DE PRESSÃO TURBO

É o sensor responsável pela informação da variação da pressão no coletor de admissão,


bem como o valor da pressão atmosférica local para cálculo da massa de ar admitida.

Geralmente é utilizado como unidade de medida da pressão o mbar (mili bar ) ou mmhg
(milímetro de mercúrio).

Turbo Alimentador do HOWO 380:


Marca: HOLSET – Modelo HX 55W

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Sensor de pressão do turbo

Alimentação do sensor - 5 V dc

Sensor de pressão do turbo

ELETRO INJETOR

Cumpre a função de injetar sob pressão, o combustível na câmera de combustão.


São atuadores controlados pela central de injeção que calcula o tempo de abertura do
eletro injetor e o momento exato da injeção, baseado em mapas pré-estabelecidas.

Injetores HOWO 380


Tipo: OK022850

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Eletro injetor 

ELETRO BOMBA DE COMBUSTÍVEL (BOIA)

Componente responsável pela pressurização do combustível do tanque até a bomba de


alta pressão.

Pressão de alimentação 2,5 a 3 bares.


Em qualquer situação de carga do motor.

Eletro bomba de Combustível (boia)

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POTENCIOMETRO

É o sensor responsável pela informação da posição do pedal do acelerador no momento


da solicitação de aceleração.

A variação do sinal de saída (em volt) é lida pela central e com base nesta informação a
central efetua a solicitação de torque e potência do condutor.

Alimentação do sensor – 5 V dc

Potenciômetro

COMO AVALIAR ESTE SENSOR

Para avaliar se um potenciômetro está funcionando de forma correta, podemos utilizar


dois métodos:

1- Medir a resistência do potenciômetro. Por construção um potenciômetro possui uma


resistência fixa (terminais 2 e 3) e uma resistência variável (terminais 1e2 ou 1e3).

2- Medir a tensão de saída do sensor. A tensão de saída do sensor deverá ser medida
entre os terminais 1e2 ou 1e3.

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RELÉS

São dispositivos responsáveis pelo acionamento de alguns atuadores e ou central do


sistema elétrico. Geralmente são dimensionados de acordo com o componente ou
circuito a ser alimentado.

Relés

Relés

Rele auxiliar de partida localizado na caixa de bateria.

Relé auxiliar de partida

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BOMBA DE AL TA PRESSÃO.

Responsável pelo envio de combustível para sistema common rail, nela existem 2
sensores PCV1 e PCV2 que comando o envio para abertura dos bicos injetores
separando 3 em 3.
Obs. Sensor da roda fônica fica localizado na bomba de alta pressão de combustível.
Informa a referência de fase do primeiro cilindro para determinar com precisão o
momento de fase de injeção do primeiro cilindro.
Se os sensores PCV1 e PCV2 estiver danificado ele ira bloqueia os bicos injetores
causando assim o desligamento do motor ou falha nos bicos injetores.
Fazendo uma leitura de parâmetros é possível visualizar a pressão da válvula de
combustível PCV1 e PCV2.
Especificação da Bomba de alta pressão HOWO 380:

Marca: Denso
Tipo: HPO
Nº de série: R 61540080101

Bomba de Alta Pressão

FLAUTA COMMON RAIL

Flauta do common rail é responsável pelo envio de combustível até os bicos injetores

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Flauta Common Rail

SENSOR PRESSÃO DO SISTEMA COMMON RAIL


Responsável para regular a pressão de combustível para os bicos injetores.

Se o sensor de pressão de combustível estiver danificado a pressão de combustível


ficara limitado em 70% no envio de combustível assim reduzindo a potencia do motor
para a própria proteção.

Essa pressão é possível visualizar através de uma leitura de parâmetros com o


programa de diagnostico EOL.

Sensor Pressão do Sistema Common Rail

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ABS
FUNCIONAMENTO

O sistema anti bloqueio de freios (ABS) é um equipamento auxiliar dos sistemas de


frenagem que ajuda a aprimorar o controle do caminhão.
Com isso, é possível manter a trajetória original do veiculo sem que os pneus
escorreguem sobre a via.
O ABS atual é um sistema eletrônico que, utilizando sensores, monitora a rotação de
cada roda e a compara com a velocidade do veiculo.
Sensores instalados em cada roda fazem a leitura individual das velocidades e informa a
uma central eletrônica se uma das rodas travarem, o ABS aciona as válvulas solenoides,
diminuindo a pressão de atuação e liberando a roda travada.
Assim, a velocidade da roda prejudicada consegue se adequar a as demais. Em
situações de frenagem cotidianas, o sistema ABS não é ativado. Quando a velocidade
da roda cai muito em relação à do carro, ou seja, na iminência do travamento, o sistema
envia sinais para válvulas e freio, aliviando a pressão. Essa operação causa uma
vibração quando se "pisa fundo" no pedal do freio, o que deve ser considerado pelo
motorista como operação normal do sistema.
Seu principal benefício é o alto nível de segurança proporcionado.
 A física da d err apagem

A vantagem do freio ABS se baseia num conhecimento da física. Quando as rodas ainda


não estão em movimento, elas sofrem com a superfície na qual deslizam com uma força
na hora de atrito estático. Quando derrapam, elas sofrem uma força de atrito cinético.
Como a força máxima de atrito estático tem sempre um valor maior do que a força
máxima de atrito cinético é mais vantajosa para a frenagem que a roda diminua sua
rotação em movimento do que simplesmente travar.

COMPONENTES DO SISTEMA ABS

Sensor da roda ABS Litura do ABS

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Central eletronica ABS Válvula Solenoide

CONECTORES E PINOS DA CENTRAL ELETRÔNICA DO ABS

Pinos do Conector X18

1- Pino 1 válvula solenoide ABS dianteira direita.


2- Pino 1 válvula solenoide ABS traseira esquerda.
3- Pino 1 válvula solenoide ABS dianteira esquerda.
4- Pino 3 válvula solenoides ABS dianteira direita.
5- Pino 3 válvula solenoides ABS traseira esquerda.
6- Pino 3 válvula solenoides ABS dianteira esquerda.
7- Pino válvula solenoide do ASR.
8- Pino 1 válvula solenoide ABS traseira direita.
9- Pino 3 válvula solenoides ABS traseira direita.
10- Pino L sensor ABS da roda dianteira direita.
11- Pino L sensor ABS da roda traseira esquerda.
12- Pino L sensor ABS da roda dianteira esquerda.
13- Pino B sensor ABS da roda dianteira direita.
14- Pino B sensor ABS da roda traseira esquerda.
15- Pino B sensor ABS da roda dianteira esquerda.
16- Pino L válvula solenoide do ASR.
17- Pino L sensor ABS da roda traseira direita.
18- Pino B sensor ABS da roda traseira direita.

Pinos do Conector X14

1- Barramento CAN-L Interface de diagnostico da ECU.


2- Pino 3 sensor EBL.
3- Barramento CAN-H Interface de diagnostico da ECU.
4- Ponto de aterramento negativo.
5-

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6-
7-“ Pino 1 sensor EBL opcional” (Sinal positivo F19).
8- ABS Interface de diagnostico da ECU (sinal positivo).
9- Ponto de aterramento negativo.
10- K- ABS Interface de diagnostico da ECU.
11-
12-
13- Interruptor de diagnostico ABS.
14-

CÓDIGOS DE FALHAS ABS

Códigos

1- Sensor do ABS da roda dianteira esquerda.


2- Sensor do ABS da roda dianteira direita.
3- Sensor do ABS da roda traseira esquerda.
4- Sensor do ABS da roda traseira direita.
5- REDE CAN
7- Válvula solenoide do ABS roda dianteira esquerda.
8- Válvula solenoide do ABS roda dianteira direita.
9- Válvula solenoide do ABS roda traseira esquerda.
10- Válvula solenoide do ABS roda traseira direita.
14- Alimentação do rele da válvula do ABS.
231- Barramentos CAN (SAEJ1939).
254- Controladores X18 conector 18 pinos.

SOLUÇÕES PARA CÓDIGOS DE FALHAS DO SISTEMA ABS.

Falha referente Código 1 Sensor do ABS da roda dianteira esquerda.


Verificações:
Verificar com multímetro a resistência do sensor do ABS localizado na roda.
Verificar continuidade barramento entre pinos do sensor e central eletrônica ABS.
Saída pino L do sensor (ABS) entrada conector X18 pino 12.
Saída pino B do sensor (ABS) entrada conector X18 pino15.
Obs. Se necessário substitua sensor do ABS.

Falha referente Código 2 Sensor do ABS da roda dianteira direita.


Verificações:
Verificar com multímetro a resistência do sensor do ABS localizado na roda.
Verificar continuidade barramento entre pinos do sensor e central eletrônica ABS.
Saída pino L do sensor (ABS) entrada conector X18 pino 10.
Saída pino B do sensor (ABS) entrada conector X18 pino13.
Obs. Se necessário substitua sensor do ABS.

Falha referente Código 3 Sensor do ABS da roda traseira esquerda.


Verificações:

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Verificar com multímetro a resistência do sensor do ABS localizado na roda.
Verificar continuidade barramento entre pinos do sensor e central eletrônica ABS.
Saída pino L do sensor (ABS) entrada conector X18 pino 11.
Saída pino B do sensor (ABS) entrada conector X18 pino14.
Obs. Se necessário substitua sensor do ABS.

Falha referente Código 4 Sensor do ABS da roda traseira direita.


Verificações:
Verificar com multímetro a resistência do sensor do ABS localizado na roda.
Verificar continuidade barramento entre pinos do sensor e central eletrônica ABS.
Saída pino L do sensor (ABS) entrada conector X18 pino 17.
Saída pino B do sensor (ABS) entrada conector X18 pino18.
Obs. Se necessário substitua sensor do ABS.

Falha referente Código 5 Barramento REDE CAN (SAEJ1939).


Verificações:
Verificar com multímetro a resistência do barramento CAN.
Verificar possível mau contato entre pinos 1e3 da central eletrônica ABS.
Se necessário substitua central eletrônica do ABS ou terminais do conector X14.

Falha referente Código 7 Válvula solenoide do ABS da roda dianteira esquerda.


Verificações:
Verificar com multímetro a resistência da válvula do ABS localizado no eixo.
Verificar continuidade barramento entre pinos da válvula e central eletrônica ABS.
Saída pino 1 válvula solenoide (ABS) entrada no conector X18 pino 3.
Saída pino 2 válvula solenoide ABS aterramento na cabina.
Saída pino 3 do sensor (ABS) entrada no conector X18 pino 6.
Obs. Se necessário substitua válvula solenoide do ABS.

Falha referente Código 8 Válvula solenoide do ABS da roda dianteira direita.


Verificações:
Verificar com multímetro a resistência da válvula do ABS localizado no eixo.
Verificar continuidade barramento entre pinos da válvula e central eletrônica ABS.
Saída pino 1 válvula solenoide (ABS) entrada no conector X18 pino 1.
Saída pino 2 válvula solenoide ABS aterramento na cabina.
Saída pino 3 do sensor (ABS) entrada no conector X18 pino 4.
Obs. Se necessário substitua válvula solenoide do ABS.

Falha referente Código 9 Válvula solenoide do ABS da roda traseira esquerda.


Verificações:
Verificar com multímetro a resistência da válvula do ABS localizado no eixo.
Verificar continuidade barramento entre pinos da válvula e central eletrônica ABS.
Saída pino 1 válvula solenoide (ABS) entrada no conector X18 pino 2.
Saída pino 2 válvula solenoide ABS aterramento na cabina.
Saída pino 3 do sensor (ABS) entrada no conector X18 pino 5.
Obs. Se necessário substitua válvula solenoide do ABS.

Falha referente Código 10 Válvula solenoide do ABS da roda traseira direita.


Verificações:

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Verificar com multímetro a resistência da válvula do ABS localizado no eixo.
Verificar continuidade barramento entre pinos da válvula e central eletrônica ABS.
Saída pino 1 válvula solenoide (ABS) entrada no conector X18 pino 8.
Saída pino 2 válvula solenoide ABS aterramento na cabina.
Saída pino 3 do sensor (ABS) entrada no conector X18 pino 9.
Obs. Se necessário substitua válvula solenoide do ABS.

Falha referente Código 14 Alimentação central eletrônica válvula solenoide ABS.


Verificações:
Verificar fusível F9.
Verificar com multímetro continuidade do barramento entre caixa de fusível e conector
da central eletrônica do ABS.
Obs. Se necessário substitua central eletrônica da válvula solenoide do ABS.

Falha referente Código 231 Barramento REDE CAN (SAEJ1939).


Verificações:
Verificar com multímetro a resistência do barramento CAN.
Obs.
Se necessário substitua central eletrônica do ABS e terminais do conector X14.

Falha referente Código 254 Controlador 18 pinos.


Verificações:
Verificar com multímetro alimentação dos pinos no conector X14.
Verificar ponto de aterramento para conector central ABS.
Se necessário substitua e terminais do conector X14.

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DIAGRAMA ELÉTRICO ABS

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Códigos de Falha ECU

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Principais Códigos de Falhas

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