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12 regras de Codd

As Doze regras de Codd são um


conjunto de treze regras (enumeradas de
zero a doze) propostas por Edgar F.
Codd, um contumaz do modelo
relacional para banco de dados,
designado para definir o que é
necessário para que um sistema de
gerenciamento de banco de dados para
ser considerado relacional.[1][2] Eles são,
às vezes por brincadeira chamados de
"Doze Mandamentos de Codd".
Codd criou estas regras como parte de
uma campanha pessoal para impedir que
a sua visão de banco de dados relacional
fosse diluída, como fornecedores de
banco de dados embaralhados no início
de 1980 para remontar produtos
existentes com um verniz relacional. A
regra 12 foi especialmente criada para
combater este posicionamento dos
fornecedores.

As regras
Regra 0: O sistema precisa ser
qualificado como relacional, como um
banco de dados, e como um sistema de
gerenciamento.
Para um sistema se qualificar como
um sistema de gerenciamento de
banco de dados relacional (SGBD),
este sistema precisa usar suas
facilidades de relacionamento
(exclusivamente) para gerenciar o
banco de dados.

Regra 1: A regra da informação:

Todas as informações no banco de


dados necessitam estar representadas
de apenas uma forma, nomeados por
valores em posições de colunas dentro
de registros de tabelas.

Regra 2: A regra de acesso garantido:


Todos os dados necessitam ser
acessíveis. Esta regra é
essencialmente uma reafirmação do
requisito fundamental para chaves
primárias. Diz que todo valor na base
de dados necessita ser logicamente
endereçavel por um nome específico
do conteúdo tabela, o nome do
conteúdo da coluna e o valor da chave
primária do conteúdo registro.

Regra 3: Tratamento sistemático de


valores nulos::

O SGBD deve permitir que cada campo


possa permanecer nulo (ou vazio).
Especificamente, ele deve suportar
uma representação de "falta de
informação e informações
inaplicáveis" que é sistemática,
diferente de todos os valores regulares
(por exemplo, "diferente de zero ou
qualquer outro número", no caso de
valores numéricos), e independente de
tipo de dados. É também implícito que
tais representações devem ser
manipuladas pelo SGBD de maneira
sistemática.

Regra 4: Catálogo on-line baseado no


modelo relacional:

Os metadados devem ser


armazenados e gerenciados como
dados comuns, ou seja, em tabelas no
interior do Banco de Dados. Esses
dados devem estar disponíveis aos
usuários autorizados, utilizando a
linguagem de consulta padrão do
Banco de Dados.

Regra 5: Sublinguagem Ampla de Dados:

O sistema necessita suportar ao


menos uma linguagem relacional que
1. Possua uma sintaxe linear;
2. Possa ser utilizada seja
interativamente, seja por meio de
programas;
3. Suporte operações de definição
de dados (incluindo definições de
Visualizações);
4. Suporte operações de
manipulação de dados (atualização,
bem como recuperação), de
segurança e restrições de
integridade, e transação; operações
de gerenciamento (begin, commit e
rollback).

Regra 6: Atualização por meio de


Visualizações:

Todas as Visualizações que são


teoricamente atualizáveis deve ser
atualizáveis pelo sistema.

Regra 7: Inserção, Atualização, e


exclusão de Alto nível:
O sistema necessita fornecer suporte
à configuração do nível de operações
de insert, update, e delete. Isto significa
que os dados podem ser recuperados
a partir de um banco de dados
relacional em conjuntos de dados
construídos a partir de várias linhas e /
ou várias tabelas. Esta regra afirma
que as operações de inserção,
atualização, e exclusão devem ser
apoiadas para qualquer conjunto
recuperável e não apenas para uma
única linha em uma única tabela.

Regra 8: Independência Física de dados :

Aplicativos e recursos ad hoc não são


afetados logicamente quando os
métodos de acesso ou as estruturas
de armazenamento físico são
alterados..

Regra 9: Independência Lógica de Dados


:

Aplicativos e recursos ad hoc não são


afetados logicamente quando de
alterações de estruturas de tabela que
preservem os valores originais da
tabela (alteração da ordem ou
inserção de colunas). Alterações nas
relações e nas Visualizações causam
pouco ou nenhum impacto nas
aplicações.

Regra 10: Independencia de Integridade:


Todas as restrições de integridade
necessitam ser especificadas
separadamente dos programas de
aplicação e armazenadas no catálogo.
É necessário que seja possível mudar
estas restrições sem que
necessariamente tenha-se de
modificar as aplicações.

Regra 11: Independência de Distribuição:

A Distribuição de partes do SGBD em


várias localidades deve ser
transparente para os usuários do
mesmo. Aplicações existentes
necessitam continuar a operar com
sucesso:
1. quando uma versão distribuída do
SGBD é introduzido pela primeira
vez, e
2. quando dados distribuídos
existentes são redistribuídas em
outras localidades físicas.

Regra 12: A não-transposição das regras:

Se o SGBD dá suporte a acesso de


baixo nível aos dados, não deve haver
um modo de negligenciar as regras de
integridade do mesmo.

Ver também
Sistema R.
SGBD.
Modelagem de dados.
Arquitetura de dados.

Referências
1. Codd, Edgar Frank (14 de outubro de
1985). «Is Your DBMS Really Relational?».
ComputerWorld.
2. Codd, Edgar Frank (21 de outubro de
1985). «Does Your DBMS Run By the
Rules». ComputerWorld.

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title=12_regras_de_Codd&oldid=48699190"

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