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A TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA:

Instrumento de ressignificação e transformação para os

adolescentes e jovens da Associação Beneficente de Itaporé

Coronel Murta – MG

2018
A TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA:

Instrumento de ressignificação e transformação para

adolescentes e jovens da Associação Beneficente de Itaporé

Coordenador da Organização Proponente: Eliete Araújo Assunção

Responsáveis pelo Projeto: Lidiana A. Silva Boa


Liginéia Nery Pereira

Endereço Abita: Rua Inácio Figueiredo, 360 – Bairro: Centro


1. INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA

O território deste projeto de intervenção é a Associação Beneficente de Itaporé -


Abita, uma instituição que trabalha na prestação de serviços, objetivando o
desenvolvimento social e comunitário de famílias, em especial crianças e
adolescentes. Fundada em 28 de janeiro de 1981, a organização situa-se na região do
Médio Vale do Jequitinhonha, região de dificuldades socioeconômicas visíveis, há
muitos anos e que também sofre todos os anos com a seca.
Pensando nesse público atendido pela Abita, e pela proximidade com o mesmo, essa
proposta se vale da perspectiva em que a adolescência se mostra como um período
que demanda atenção, justamente por ser um momento considerado por muitos
teóricos e que podemos confirmar na prática, como sendo de transição. Deste modo,
o adolescente pode se sentir vulnerável e fragilizado frente às transformações e,
muitas vezes, resistente a novas ideias e informações. Por isso, cada vez mais, vem
surgindo e se intensificando novas formas de intervir com essa população.
No período da adolescência, é importante reforçar a autovalorização e a maturidade
biopsicossocial para que a ampliação dos espaços e a emancipação pessoal possam se
estabelecer concretamente na vida desses sujeitos. As estratégias de grupo utilizadas
no aquecimento das rodas de terapia comunitária, buscam em certa medida, o resgate
da autoestima, auxiliam na tomada de decisões e no compartilhar das emoções,
descobrindo seus valores e capacidades frente à sociedade, o que podemos inferir
como um passo fundamental para o adolescente dinamizar as relações sociais, através
do diálogo e da reflexão, permitindo ir além do unitário para atingir o comunitário.
Dessa forma, atualmente, a terapia comunitária integrativa (TCI) tem sido um dos
instrumentos utilizadas por diversa gama de profissionais, no sentido de promover o
resgate e o apoio aos adolescentes, principalmente aqueles em situação considerada
de risco, pois, como define Barreto (2008), a terapia comunitária integrativa (TCI) é
um espaço de acolhimento para partilhar a sabedoria, sofrimentos, afinidades, e
acrescento angústias e ansiedades, de forma circular partindo do princípio da
horizontalidade. Esse tipo de intervenção pode criar uma esfera, em que o adolescente
se sinta protegido e seguro, em um ambiente que é fora do seu contexto diário e com
pessoas que diferem das que já fazem parte de sua rede social. Neste sentido pensa-
se ser muito viável a proposta de realização das rodas de Terapia Comunitária
Integrativa, com os jovens que são inscritos na organização Abita, aproveitando o
espaço, e vínculo existentes, além de abrir possibilidades de lugar de fala aos
adolescentes, durante essa fase de desenvolvimento crucial na vida.

2. PÚBLICO-ALVO

O projeto está direcionado aos adolescentes atendidos na Abita, mas também tem o
intuito de alcançar outros adolescentes e jovens da comunidade que queiram
participar das rodas de terapia comunitária, portanto, não existe prescrição quanto ao
número de participantes.

3. OBJETIVOS

O presente projeto visa realizar rodas de terapia comunitária com adolescentes e


jovens atendidos pela Associação Beneficente de itaporé – Abita, valendo-se de
profissionais capacitados. Desta maneira, busca-se obter a promoção de bem-estar,
resiliência, espaços de fala e partilha na comunidade, desenvolvimento social e
comunitário aos adolescentes e jovens.

4. OPERACIONALIZAÇÃO

As etapas necessárias para a implantação da proposta de realização das rodas de


Terapia Comunitária, serão a comunicação à Coordenação da Abita, seguida de
solicitação para a realização das mesmas com o público alvo pretendido.

5. INVESTIMENTOS OU RECURSOS

Não será necessário investimento de cunho financeiro, haja vista que poderemos
contar com três profissionais da organização, duas com formação concluída em
Terapia Comunitária Integrativa, e outra educadora da organização e uma articuladora
da juventude em formação.
Em relação ao espaço, utilizaremos a sala de atividades compartilhadas por todos os
grupos atendidos na organização.
6. DURAÇÃO
O tempo previsto para execução das 30 rodas de TCI, a serem realizadas para assim
concluirmos o curso, será do período de Junho de 2018 à Dezembro de 2018, podendo
acontecer um mínimo de 5 rodas ao mês, para cumprir o número de rodas
estabelecido.

7. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO/APRECIAÇÃO

Pensando no processo de coleta de dados, para monitoramento e avaliação da proposta


aqui descrita, realizaremos a aplicação de alguns questionários disponíveis no próprio
material do curso, para melhor percebermos os impactos e efeitos da TCI ao público
trabalhado. Lançaremos mão do instrumento chamado “ Avaliação de Vínculos” e a
“ Avaliação da Autoestima”.

RESPONSÁVEIS PELO PROJETO:

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Lidiana A. Silva Boa

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Liginéia Nery Pereira