Você está na página 1de 17

TAÍS DE JESUS SAMPAIO

ALFABETIZAÇAO E LETRAMENTO: CONSTRUÇÃO DO


PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DOS
EDUCANDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL I NA IDADE DE 6
ANOS

Itabuna-BA
2018
TAÍS DE JESUS SAMPAIO

ALFABETIZAÇAO E LETRAMENTO: CONSTRUÇÃO DO


PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DOS
EDUCANDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL I NA IDADE DE 6
ANOS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à


UNIME-Itabuna/BA, como requisito parcial para
a obtenção do título de graduado em
Pedagogia.

Orientador: Viviany Viana

Itabuna-BA
2018
3

INTRODUÇÃO Commented [Aut1]: Ausência de metodologia (revisão da


literatura). Você apresentou apenas uma e não apontou
nenhuma obra específica. Apresente, no mínimo, os autores e
usará.
O letramento versa sobre o resultado de uma ação proveniente do ensinar e Commented [Aut2]: Verbos na introdução devem estar no
passado.
aprender numa perspectiva das práticas social e que no contexto da escrita faz uso
de símbolos e que em sua especificidade é tida como letramento envolvendo as
diversas habilidades para o alcance de um objetivo. Essa abordagem acerca do
letramento vem sendo foco de estudos e debates no que tange aos estudos
relacionados a escrita e a leitura. Havendo uma necessidade de contemplar o
letramento na sala de aula com a finalidade de ensinar aos individuo o domínio da
língua, além da que já vem sendo ensinada em casa, estendendo a linguagem para
além do ambiente escolar ate mesmo ao convívio social, pois depende de uma
linguagem para saber interpretar e comunicar com outros indivíduos comumente.
A escolha desse tema justifica, pois, permite a compreensão acerca dos Commented [Aut3]: Excesso de espaço.

aspectos pedagógicos voltados para o incremento da alfabetização e do letramento


abrange um conhecimento amplo em relação às tarefas dos docentes no aprendizado
dos educandos no período de ensino fundamental. Nesse contexto, havendo a
valorização de sua realidade e de suas informações prévios, a aprendizagem das
práticas de leitura e escrita é, sem duvida, beneficiada.
Neste sentido, há necessidade da avaliação a cerca das contribuições dos
docentes no processo de desempenho da alfabetização e do letramento de seus
discentes. Sendo, irrefutável a atuação do educador de forma a cooperar para o
desenvolvimento de pessoas que saibam ler e escrever com autonomia, ou seja, estão
aptos a fazer o uso adequado dessas habilidades conforme as procuras do contexto
que estão inseridos. Diante disso, busca responder a questão: como ocorre o
processo de alfabetização e letramento no ensino fundamental I?
Objetivando nortear a identificação da construção do processo de alfabetização
e letramento dos educandos do ensino fundamental I na idade de 6 anos e analisar
os métodos de alfabetização e letramento no ensino fundamental através das ações
educacionais existente prognosticadas em termos de leitura e escrita dentro desse
novo contexto da educação, tendo como objetivo específicos: descrever o que é
alfabetização e letramento; Conhecer a concepção dos educadores acerca dos
processos de alfabetização e letramento e Analisar os métodos de alfabetização e
letramento no ensino fundamental.
13

Assim, quanto aos aspectos teóricos e metodológicos, trata – se de uma


pesquisa descritiva, de abordagem qualitativa, do tipo revisão bibliográfica, é um
método de pesquisa qualitativa descritiva que tem embasamento em sites de
pesquisa, livros, sites de bancos de dados, trabalhos publicados nos últimos dez anos.
O Trabalho de Conclusão de Curso tem como base de desenvolvimento os novos
estudos do letramento e propõe uma análise de documentos que versa sobre o
processo alfabetização e letramento no ensino fundamental de indivíduos com 6 anos.
Pensando nesse processo, o Trabalho de Conclusão de Curso possibilita o
entendimento acerca da construção do processo de alfabetização e letramento,
podendo analisar os conceitos acerca desse tema, possibilitando conhecer a
concepção dos educadores no que tange os processos de alfabetização e letramento,
e podendo analisar os métodos de alfabetização e letramento usados no ensino
fundamental, demonstrando a importância de abranger esse tema no engloba um
maior aprendizado permitindo entender que, cada vez mais o contexto educacional
vem exigindo métodos diferente e eficaz no desenvolvimento do aprendizado dos
discentes, que os proporcione o entendimento dos conteúdos e que intensifique seu
papel como participante da sociedade, e o processo da escrita e da leitura possibilita
essa integração. Com isso, mostrar as maneiras pela qual a alfabetização e
Letramento pode desenvolver junto o aprendizado promovendo o alcance dos
objetivos de cada indivíduo, além de como lidar com seus principais enigmas e
adentrar ajustavelmente na educação.
Neste contexto, o primeiro capítulo trará alguns conceitos sobre alfabetização
e letramento fundamentados nos artigos de Magda Soares dentre outros autores que
contribuem para o desenvolvimento deste contexto, no segundo capitulo será
abordado sobre as concepções dos educadores acerca dos processos de
alfabetização e letramento e no terceiro capítulo tratara sobre os métodos de
alfabetização e letramento no ensino fundamental.
14

1. LETRAMENTO Commented [Aut4]: Numerações incorreta. 1 deve ser a


Introdução, 2 Primeiro Capítulo, e assim por diante... Corrija.

O Letramento é o resultado de uma ação que tem por finalidade desenvolver o


ensino e o aprendizado dentro de uma perspectiva de prática social e, que neste
âmbito faz-se uso de símbolos, que em sua especificidade é apresentada como o
Letramento, que promove as inúmeras habilidades para alcançar os objetivos
almejados. Cada vez mais, o processo de Letramento torna-se mais evidente, cuja
procura norteia desenvolver a qualidade na construção do conhecimento, isto é, o
processo de Letramento corresponde a busca do desenvolvimento mais eficiente para
que haja qualidade no que tange o aprendizado.
Para Soares (2010) o processo do letramento surge como foco de debate
acadêmico em meados do século XX e, que apesar dos trabalhos brasileiros
relacionados aos conceitos dessa abordagem não esteja de acordo a este, contudo
demonstra um ponto em comum: “onde o letramento torna uma denotação
profundamente contextualizada no campo de ensino da língua escrita”. Commented [Aut5]: De onde vem essa citação? De Soares
(2010)? Qual página?
A abordagem sobre o Letramento é feita de forma cuidadosa, procurando a
compreensão de como ocorre à realização do Letramento e de que forma este pode
ser feito. Sobressaindo ao significado de alfabetização, mesmo que surgindo juntos
nesse contexto educacional. Nesse sentido, há uma relação do letramento com o
conhecimento de alfabetização que esta no contexto de vários trabalhos.
Marinho e Soares (2010) afirmam que o surgimento do conceito de Letramento
tem uma relação estreita com o conceito de Alfabetização, essa afirmação se mantem
ate os dias atuais na maioria de trabalhos modernos, pois, o uso desse contexto serve
de base tanto para afirmar a relação existente entre o conceito de Alfabetização e o
Letramento, quanto no que desrespeito a negação quanto a essa existência de
relação entre esses conceitos. Ainda esses autores (2010), diz que, a concepção dos
antigos conhecimentos que fundamenta os novos estudos acerca do letramento não
é o que veio para o país, elementares às tarefas aqui desempenhadas a partir dessa
concepção.
Nesse contexto, o termo Letramento surge em função de nortear a demanda
pelo apontamento de modos e desempenhos da modalidade escrita em ações sociais
de diálogo e para instituir a afinidade que as pessoas e os grupos constituem com a
grafia no convívio social (KLEIMAN et al, 1995;TFOUNI, 2000; JUNG, 2007; et al.).
15

As relações existentes nesse processo intensificam quando a utilização da


escrita nos diferente contexto social, como condição de ampliação para a inserção do
individuo, frente ao processo de socialização, pois, através dessa modalidade o
individuo compõem sua colocação enquanto ser social, permitindo às relações
inerentes a comunicação podendo ser de forma oral ou escrita.
Marinho e Street (2010) afirma que a relação é instruída pelo uso limitado ou
vasto, que os indivíduos fazem da escrita nas diversas condições sociais, pelo
conhecimento que elas têm sobre essas condições, pela afinidade decorrente do
poder que envolve o uso da escrita como meio de convívio em sociedade e, entre
diferentes aspectos, conforme o valor que a sociedade atribui a tal categoria da língua.
De acordo a essa percepção, o letramento é trata de um elemento social
motivado pela situação local, no que tange os aspectos históricos, culturais,
educacionais, socioeconômicos e políticos, de uma maneira que cada sociedade, bem
como seus componentes – expõe distintas técnicas de letramento.
Para Terzi (1995), saber distinguir o papel de um jornal, revistas, etc., mesmo
sem ter o domínio da leitura e da escrita e, mesmo assim, conseguir comunicar um
evento estabelecido de letramento. [...] tais eventos tem como alicerce as convicções,
normas e significados que promovem não só a compreensão coerente no que tange
o letramento, mas ainda, a coerência e as denotações da prática do letramento
(MARINHO, 2010, p. 83).
Sendo assim, a definição correspondente ao termo Letramento advém da
interconexão com a construção da fala, visto que consente observar as afinidades e
interpretações que os jovens e os adultos constituem com o conteúdo escrito.
Sendo, os mais diversos estudos que assinalam essa correlação entre o
exercício da fala e da escrita, isto é, a fala advém de um fenômeno de produção
reforçada por meio escrito, capaz de reforçar, expandir os eventos da escrita através
da fala observando a correlação e a interação para que se possa diferenciar o uso da
oralidade anteposto à escrita (MARINHO, 2010, p. 81).

“A escrita exerce um papel fundamental na sociedade, bem mais que a fala,


por ser tida como uma forma de fixação no espaço, adaptável de acordo ao
elemento que apreende e constante no tempo” (p. 12). Comumente, entende- Commented [Aut6]: Retirar as aspas. Assim como a
se o que está escrito como verdades inalteráveis, isso, no entanto, é uma referência: ela vai só no final.
percepção errônea sobre o tema (CORRÊA, 2004, p.12).
Ao tratar dos primeiros contatos do indivíduo com o ensino nos primeiros anos
de ensino fundamental, observa-se que, este contexto é marcado pelo contato de
16

conteúdos voltados para uso de contos de fadas, que permeiam a abertura para a
construção do conhecimento e aprendizado, através dos jogos de linguagem. A partir
desse momento que se evidencia na prática que, através de tais leituras, a criança
edifica as construções do seu aprendizado e a sua oralidade letrada, promovendo o
surgimento de componentes que denominam, analisam e antecede as evidencias das
linhas expressivas da forma escrita na forma falada (ROJO, 1995).
Atualmente, Constituição Federal determina que a ensino infantil atenda
criança até cinco anos de idade, trata ainda que, com seis anos de idade a completar
ou completos no ano do curso a criança tem garantido o direito de estar matriculado
no ginásio obrigatório, no país, é tido como ensino fundamental. Sendo que esta
expansão educacional obrigatório é um marco na conquista de direitos para a
sociedade, e que carecem ser protegida e ampliada para inclusão também na idade
de seis anos (BRASIL, 2004c).
Torna imprescindível o entendimento acerca da inserção das crianças de seis
anos no ensino fundamental, partindo do pressuposto do direito social que é um dos
mais decisivos para a cidadania dos indivíduos, contudo, precisa ser assegurando no
contexto pedagógico, sugerindo a implementação de politica educacional que tenha
capacidade de dá propriedade as ações infantis e dos aprendizados culturais em
contato com o conteúdo escrito que a criança já obteve.
As necessidades dos indivíduos dessa idade carece ser assistidas, no que
envolve o seu aprendizado e de brincar. (ROJO 1995) –, ressalta se que, vai além da Commented [Aut7]: Ponto incorreto. Corrigir.

faixa etária de seis anos, abrange um grupo maior que envolve os anos iniciais do
ensino fundamental.
Nesse contexto, desenvolver essa temática, respondendo aos
questionamentos e o problema no desenvolvimento do trabalho de Conclusão de
Curso, buscando evidenciar a importância da alfabetização e letramento para criança
de seis anos para ensino fundamental, além de permitir através do uso da revisão
bibliográfica explanar os diversos conceitos desse tema, identificando como se
constrói o processo de alfabetização e letramento dos educandos do ensino
fundamental I na idade de 6 anos.
Sendo, conclusiva a atuação do instrutor de forma a contribuir para o Commented [Aut8]: Corrigir, confuso.

desenvolvimento de pessoas que saibam ler e escrever com autonomia, ou seja, estão
aptos a fazer o uso adequado dessas habilidades conforme as procuras do contexto
que estão inseridos. E contribui ainda para a formação do pedagogo, no que tange
17

desenvolver os termos teóricos na pratica do exercício de sua profissão para


desenvolver e permitir a ampliação do crescimento do aprendizado através da escrita
e oralidade no contexto da sociedade em que se está inserido.
Um novo sentido que se toma na educação, em um mesmo momento histórico,
em que a sociedade afastada socioeconomicamente como ainda em questão de
espaço geográfico e de cultura, evidenciando a necessidade de conhecer e indicar
práticas igualitárias de leitura e de escrita mais avançadas e complexas que as
práticas do ler e do escrever oriunda do aprendizado do sistema de escrita (SOARES,
1998).
Segundo Tfouni (1995), letramento é o resultado das questões sociais e
históricas que introduz a escrita em uma sociedade, onde as transformações desse
contexto social e discursivo são oriundas de uma sociedade cujo desenvolvimento
educacional já tornara letrado. (1995, p. 20).
Para Soares (1998b), letramento é, neste contexto, a condição/estado de
grupos sociais de sociedades letradas que praticam efetivamente as práticas sociais
de leitura e de escrita, compartilham ativamente de acontecimentos de letramento.
Esta concepção agrega as outras percepções do pressuposto de que grupo
social que tem o domínio do uso da escrita e da leitura tem em seu contexto as atitudes
e habilidades necessárias para que sua participação seja ativa e eficaz em momentos
em que práticas de escrita/leitura torna-se destaque, promovendo a interação com os
outros e com o mundo, facilitando o processo discursivo e cognitivo, que permite o
diferencial de um individuo na sua inserção em uma sociedade letrada.
Neste sentido, o letramento traduz a diferenciação entre a integração dos
indivíduos em práticas sociais, como ainda, torna-o apto atender as exigências da
sociedade em que se está inserida, desenvolvendo suas habilidades nesse contexto,
inserido nessa nova condição ou estado de sociedade letrada.

2. CONCEPÇÃO DOS EDUCADORES ACERCA DO PROCESSO DE


ALFABETIZAÇAO E LETRAMENTO

Há uma importância ao tratar desse capitulo, pois, ele serve de base para
entender o processo de letramento e alfabetização, tornando relevante no que tange
18

a perspectiva da reflexão sobre a questão da alfabetização e do letramento na


educação infantil, tratando de crianças de 6 anos.
Distinguir os significados conferidos a cada um desses métodos ao decorrer
dos anos, bem como as prováveis afinidades instituídas, fez-se crucial para que fosse
possível refletir sobre as concepções e práticas do processo de Letramento e
Alfabetização.
É notório que o desenvolvimento da linguagem dependerá do âmbito em que o
individuo está inserido, que pode ou não gerar estímulos para que ela entre em contato
com essa linguagem, isto é, a se fazer entender, narrar e se colocar. Esses aspectos
podem ser empregados no contexto escolar a partir do momento em que há situações
de diálogos receberem mais atenção e puderem ser aceitas como espaço de
constituição de conhecimento indispensável ao desenvolvimento infantil.
O desenvolvimento das competências da língua na escrita e na leitura, falar e
ouvir com entendimento, em momentos distintos do âmbito familiar também se
distingue como papel da Educação Infantil, contudo não advêm prontamente, carece
ser sistematicamente ensinadas.
Por esse motivo, há uma necessidade da priorização do uso da reflexão dos
educando sobre as diversas abrangências do emprego da língua, no que tange as
práticas de ler e escrever, falar e ouvir, tidos como o processo de Alfabetização e
Letramento.
Segundo Vygotsky (1998), em ambas analises acerca das funções psicológicas
superiores garante que o desenvolvimento, a aprendizagem e o ensino são processos
que tem uma relação entre si.
Por ser capaz de ampliar as capacidades de absorção e intermediar é que o
individuo dá um salto qualitativo em seu desenvolvimento, o que é notório no uso e
desenvolvimento da linguagem. Idem (2001) enfatiza a inter-relação entre
pensamento e linguagem no desenvolvimento do individuo e ilustra que:
A inter-relação que há entre o pensamento e linguagem transformam-se com
processo de desenvolvimento desde acepção qualitativa quanto na
quantitativa. Isto é, o incremento da linguagem e do pensamento concretizar
de maneira não conjunta e diferente. As curvas desse desenvolvimento Commented [Aut9]: Inserir espaçamento entre corpo do
convergem e divergem constantemente, cruzam-se, nivelam-se em texto e citação recuada.
determinados períodos [...] (Vygotsky, 2001, p. 111).

Sendo assim, entende-se que, a partir de uma significação e interiorização dos


processos interpessoais e da transposição deste para intrapessoais que o individuo
19

desenvolve categoricamente a conscientização tornando-se capacitado para fazer


“[...] uso da memória, da atenção, da imaginação e da representação
desencadeadoras dos níveis mais sofisticados da abstração. [...], que Vygotsky Commented [Aut10]: Ficou confuso esse recorte. Corrigir.

nomeou de funções psicológicas superiores” (ARAÚJO, 1997, p. 25).


Para que haja uma reflexão sobre o processo de Alfabetização e Letramento
na Educação Infantil, no que tange as concepções e práticas de educadores, deve-se
considerar os processos de subjetivação que compõem o educador. Tornar-se
educador envolve esse processo de subjetivação, isto é, de construir a si mesma
enquanto ser ativo, histórico e social, elaborador de sentidos e significados acerca das
suas experiências pessoais e sociais.
Desta forma, a subjetividade é um setor histórico, dialético e processual na
medida em que se organizam as relações que o sujeito institui ao decorrer das suas
construções de significados, historias dentre outros processo desse contexto
(GONZÁLES REY, 2003).
A análise acerca das concepções e práticas pedagógicas de educadores da
Educação infantil, demanda a superação da contínua mecânica posta frente ao
conhecimento teórico e aos diversos conhecimentos práticos. Sendo de suma
importância, que haja o rompimento com a divisão teoria e prática e abordar as
concepções como fonte de recursos intelectuais que dão auxilio para as ações
docentes em todas as etapas pedagógicas, percebe-se que “a noção de ação é
sempre referida a objetivos, finalidades e meios, implicando a consciência dos sujeitos
para essas escolhas, supondo certo saber científico” (PIMENTA, 2011, p. 42).
Parte do pressuposto de que a forma pela qual um indivíduo concebe um
determinado processo de alfabetização, letramento, educar e aprender etc. sofre
influencia na maneira de agir quando esse processo for acionado na pratica, em
momentos concretos da vida, e essa ideologia parte da construção do que já se tem
muito visto e falado acerca das relações entre o processo teórico e prático e da
consideração de sua complexidade.
Nesse aspecto, entende-se que práticas pedagógicas ainda são sinalizadora
reveladoras de concepções, pois ao tratar do dito “prática pedagógica na Educação
Infantil”, usa-se nesta uma visão significativa descrita por Barbosa, Alves e Martins
(2010, p.1), que a percebem como:
Atividade sociocultural e histórica específica, orientada por finalidades,
objetivos, concepções, conhecimentos e valores, que se realiza em um Commented [Aut11]: Inserir espaçamento entre corpo do
processo de trabalho planejado nas instituições de educação de crianças de texto e citação recuada.
20

zero a seis anos. A prática pedagógica é uma dimensão da educação, cuja


finalidade é historicamente determinada e abrange práticas formativas,
durantes as quais ocorrem processos de socialização, transmissão,
divulgação e apropriação de conhecimentos historicamente produzidos pelos
diferentes grupos humanos e classes sociais nas mais variadas formas de
interação que se estabelecem entre os homens e destes com o mundo sócio-
material e cultural. (BARBOSA et al,2010,p.1). Commented [Aut12]: Ponto incorreto.
Commented [Aut13]: Inserir os devidos espaços.

Entretanto, também predomina uma compreensão de que o que o educador


não é confiável, ou ainda, o fato de que, comumente, nas pesquisas realizadas há
necessidade da veracidade da pesquisa e do que estar sendo abordado.
Soares (2010) traz a importância de compreender a relevância da função do
docente como intermediário da troca de conhecimentos, uma vez que a atividade de
alfabetizar letrando precisa começar ainda na Educação Infantil e requer do
intermediador conhecimento característico de como se dá o processo de acompanhar
e ensinar a criança no espaço da escrita.
Nessa perspectiva, a construção do aprendizado se dá a partir da
intermediação do docente, para que assim haja a construção do conhecimento, e são
desenvolvidas práticas pedagógicas que promove uma qualidade nessa construção,
isso se torna possível devido os métodos usados pelos educadores, e esse processo
exige dos docentes uma compreensão e qualificação para atender esse processo e
torna-lo eficaz.

3. MÉTODO DE ALFABETIZAÇÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL Commented [Aut14]: Excesso de espaço.

O ensino tradicional até meado da década de 80 era convencional, tendo a


necessidade de ter uma direção para os educadores, a partir de então surge três
métodos variados de Alfabetização: sintético, analítico e o misto.
21

Nesse sentido, o método é a forma pela qual o educador ministra suas aulas.
Segundo Correa e Salch (2007, p. 10):
A palavra método tem sua origem no grego méthodos e diz respeito a
caminho para chegar a um objetivo. Num sentido mais geral, refere-se a modo Commented [Aut15]: Inserir espaçamento entre corpo do
de agir, maneira de proceder, meio; em sentido mais específico, refere-se a texto e citação recuada.
planejamento de uma série de operações que se devem efetivar, prevendo
inclusive erros estáveis, para se chegar a determinado fim. (2007, p.10). Commented [Aut16]: Ponto incorreto.

O processo de alfabetizar não possui uma receita pronto no que se refere ao


método, pois, há especificidade quanto o aprendizado de cada indivíduo, partindo da
concepção de que o mesmo método pode não servi para desenvolver o aprendizado
de turmas diferentes, podendo obter o alcance ou não do objetivo do educador com o
uso do mesmo método em turmas diferentes.
É valido ressaltar que os indivíduos se diferem e não há molde para fabrica-las
de forma iguais, sendo assim necessário o uso de métodos, contudo se tem ainda
parâmetros para definir qual o melhor, ou ate mesmo único, pois, o que pode ser bom
para a construção da aprendizagem de um individua pode ser indispensável na
construção do aprendizado da outra.
E nessa especificidade, há sempre a necessidade do uso de outros métodos
para concretizar o processo, tornando dessa forma um processo continuo na busca
de um método que atenda as necessidades de toda a demanda.
No contexto do pensamento do processo de alfabetização no que tange o
alcance de um método único e eficaz, um especialista diz que:
Quem se propõe a alfabetizar baseado ou não no construtivismo, deve ter um
conhecimento básico sobre os princípios teórico-metodológico da
alfabetização, para não ter que inventar a roda. Já não se espera que um
método milagroso seja plenamente eficaz para todos. Tal receita não existe. Commented [Aut17]: Inserir espaçamento entre corpo do
(CARVALHO, 2008, p. 17). texto e citação recuada
Commented [Aut18]: Incorreto.

Todavia, muitos educadores não possui conhecimento acerca dos princípios Commented [Aut19]: Excesso de espaço.

metodológicos e nem demonstram o interesse em uma formação continuada, em sua


maioria usa o método para todos sem observar as necessidades especificas de cada
educando contribuindo para o insucesso no processo de alfabetização primaria. Commented [Aut20]: Primária possui acento.

Em primeiro contato com a alfabetização as crianças estão repletas de


disposição e cheias de curiosidades para se aprender a ler e escrever. Nesse período
que se tem a necessidade de estimular os educandos para o habito de ler e ter o
contato com a escrita, e para essa estimulação ocorrer carece que o educador leia em
voz alta todos os dias, poemas, letras de musicas, dentre outros recursos.
22

Sendo de suma importância que o mediador do aprendizado tenha realmente


um comprometimento para com o processo de alfabetização, sintetizando uma
dedicação e aprofundando em conhecimentos de métodos da alfabetização.
Por outro lado, havendo uma falta de compromisso por parte do educador, ao
invés de haver o estimulo, pode acarretar a falta de interesse, reduzindo a curiosidade
e disposição dos educadores para o desenvolvimento do aprendizado.
Nesse contexto, é indispensável que os educadores enquanto mediador da
construção do conhecimento tenha consciência de escolher o método de alfabetizar,
escolhendo um que faça sentido para o educando, demostrando a importância da
leitura e escrita dentro de seu contexto real, sendo então de grande importância o
papel do mediador e transferidor da informação para a construção do conhecimento.
Os métodos de alfabetização podem ser tidos como: sintéticos e globais Mas,
segundo Carvalho (2008,p.46) para a aplicação desses métodos é necessário que:

Para a professora, seja qual for o método escolhido, o conhecimento das suas
bases teóricas é condição essencial, importantíssima, mas não suficiente. A
boa aplicação técnica de um método exige prática, tempo e atenção para
observar as reações das crianças, registrar os resultados, ver o que acontece
no dia-a-dia e procurar soluções para os problemas dos alunos que não
acompanham. (2008, p.46). Commented [Aut21]: Ponto incorreto.

É sabido que existem vários métodos, cabe ao educador conhecer e escolher


o qual melhor atenda sua forma de trabalhar o processo de alfabetização inicial com
seus educandos, sendo de suma importância que antes de haver a escolha do
método, mediador da construção do conhecimento tenha um conhecimento prévio da
realidade do contexto em que seu educandos estão inseridos, para que assim, seja Commented [Aut22]: Corrigir no plural.

possível a escolha do método que melhor atenda a essa realidade de ensino inicial.

3.1. MÉTODOS SINTÉTICOS

O método sintético parte do processo de soletração para o conhecimento


fonético, tendo por finalidade que o educando torne alfabetizado a partir da
decodificação do fonema, isto é, através da decodificação dos sons que cada letra
representa.
Nesse sentido, o educador tem a liberdade de escolher se usa ou não de
cartilhas, pois, nesse método o processo de alfabetização parte de uso de pequenas
23

palavras. Ao tratar desse método, Cagliari (1998 p. 25) afirma que: “partia-se do
alfabeto para soletração e silabação, seguindo uma ordem hierárquica crescente de
dificuldades, desde a letra até o texto”.
Sendo englobado nesse método o processo de soletração, método fônico,
dentre outros, todos esses quando aplicados pelo educador, fornecendo o processo
da soletração decodificando os sons tomando conhecimento sobre a fonologia das
letras e construção de palavras.
Contudo, para a aplicação do método sintético carece de cuidado, tendo em
vista, que o som de algumas letras quando interligadas a outra podem possuir sons Commented [Aut23]: Excesso de espaço.

diferentes, sendo necessário então, trabalhar isso no período do processo da


alfabetização.
Carvalho (2008, p. 28) assegura que:
Um cuidado que deve ser observado na aplicação dos métodos fônicos
decorre da própria natureza do Português, língua alfabética na qual uma letra
pode representar diferentes sons conforme a posição que ocupa na palavra,
assim como um som pode ser representado por mais de uma letra, segundo
a posição. Assim, não basta ensinar o som da letra em posição inicial da
palavra, mas é preciso mostrar os sons que as letras têm em posição inicial,
medial (no meio) ou final da sílaba. (2008, p.28).

A aplicabilidade desse método requer do educador um conhecimento para que


não existam falhas, como supracitado, vale salientar que nem todos os educandos
aprendem da mesma maneira. É importante lembrar que nem todas as crianças
aprendem da mesma forma, não sendo este um método tido como melhor e único no
processo de alfabetização.

3.2. MÉTODOS ANALÍTICOS OU GLOBAIS

O método analítico ou global parte de um todo para as partes, buscam romper


com o principio da decifração, passando então atuar no processo de compreensão,
este defende a totalidade do fenômeno da língua e dos processos de compreensão
da criança. O principio deste método parte da analise da palavra, texto e frase, Commented [Aut24]: Princípio possui acento.

baseando-se em reconhecimento global como tática inicial, onde os educando podem


24

efetivar posteriormente um processo de análise das partes que estão sujeito ao


método, desde a palavra a silaba, do texto a frase, dentre outros.
Segundo Rizzo (1986), a síntese é determinada como o introdutor do método
da palavração. Meado da segunda metade do século XVII. Comumente, nesse
processo de palavração, as palavras são expostas em agrupamentos e os discentes
desenvolve o reconhecimento a parti da visualização e pela figura gráfica dessas
palavras. Em seu aproveitamento, as palavras podem ser acompanhadas de figuras,
quando se trata do inicio desse processo, onde a repetição comete a memorização
das palavras. Do mesmo modo que desperta o interesse estratégico para a leitura
inteligente, a atenção do educando pode ser voltada para os detalhes da palavra com Commented [Aut25]: Excesso de espaço.

sons, letras e silabas, e juntas essas táticas assegura o interesse para embate de
novos textos.
Para Braslavsky (1992) diz que o sistema é o principal determinante do método,
tratando de uma radicalização da relação do método com o conteúdo que esta sendo
ensinado, partindo para os métodos sintéticos existentes desde o inicio do sistema
alfabético da escrita e os métodos globais baseado na invenção do sistema
ideográfico da escrita. Ainda que partindo de coerências próprias, não há princípios
de escrita puros (ROJO: 2006).
Não pode haver a desvinculação de outras teorias sobre como ensinar os
outros conteúdos da alfabetização, havendo a necessidade de trazer á tona que há Commented [Aut26]: Acento incorreto. Fazer revisão
ortogramatical em todo o texto e corrigir os erros.
aspectos do sistema representativo e mesmo de cada língua que se usa diversos
métodos no mesmo sistema.
25

REFERÊNCIAS
BARBOSA, I. G.; ALVES, N. N. de L; MARTINS, T. A. T. Prática pedagógica na
educação infantil. In: OLIVEIRA, D. A.; DUARTE, A. M. C.; VIEIRA, L. M. F.
Dicionário: trabalho, profissão e condição docente. Belo Horizonte: UFMG/Faculdade
de Educação, 2010.
------, I. G.; SOARES, M. A.; GONÇALVES, L. S. ProInfantil – Programa de Formação Commented [Aut27]: Incorreto. Verificar nas normas da
ABNT forma certa e corrigir,
Inicial para Professores em Exercício na Educação Infantil. Dossiê Educação
Infantil. Revista semestral da escola de formação CNTE (ESFORCE). Vol. 5, n.º 09.
Jul/dez, 2010.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília, DF: Senado, 2004c.

CORRÊA, Manoel L. Gonçalves. O modo heterogêneo de constituição da escrita.


São Paulo: Martins Fontes, 2004.

FERREIRO, Emília. Reflexões sobre a alfabetização. 24 ed. São Paulo: Cortez,


2001.p. 10 -95.

JUNG, Neiva Maria. Letramento: uma concepção de leitura e escrita como prática
social. In: CORREA, Djane Antonucci; SALEH, Pascoalina B. de Oliveira (Orgs.).
Prática de letramento no ensino: leitura, escrita e discurso. São Paulo: Parábola
Editorial; Ponta Grossa: UEPG, 2007. p. 79-106.

KLEIMAN, Angela B. Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na


escola. In: ______ (Org.). Os significados do letramento: uma nova perspectiva sobre Commented [Aut28]: Você já apresentou essa obra? Caso
não tenha, apresente a referência completa.
a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 1995. p. 15-61.

MARINHO, Marildes. Letramento: a criação de um neologismo e a construção de


um conceito. In: MARINHO, Marildes; CARVALHO, Gilcinei Teodoro (Orgs.). Cultura
escrita e letramento. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

SOARES, Magda Becker, (1998b). Letramento: um tema em três gêneros. Belo


Horizonte: Autêntica.

------, Magda. Alfabetização e Letramento. 6. ed., 1ª reimpressão. -São Paulo:


Contexto, 2011. p. 15-84.

------, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica,
2004.

------, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2009.

------. A entrada da criança no mundo da escrita: o papel da escola. In: PARANÁ. Commented [Aut29]: Incorreto. Corrigr.
Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Departamento de
Educação Básica. Orientações pedagógicas para os anos iniciais: ensino fundamental
de nove anos. Curitiba: SEED, 2010b.
26

.------Letramento e escolarização. In: RIBEIRO, Vera Masagão (Org.). Letramento no Commented [Aut30]: Incorreto.
Brasil: reflexões a partir do INAF. São Paulo: Global, 2004. p. 89-113.

ROJO, Roxane H. Rodrigues. Concepções não-valorizadas de escrita: a escrita


como “um outro modo de falar”. In: KLEIMAN, Angela B. (Org.). Os significados do
letramento: uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas:
Mercado de Letras, 1995. p. 65-89.

STREET. Os novos estudos sobre o letramento: histórico e perspectivas. In:


MARINHO, Marildes; CARVALHO, Gilcinei Teodoro (Orgs.). Cultura escrita e
letramento. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. p. 33-53.

TERZI, Sylvia Bueno. A oralidade e a construção da leitura por crianças de meios


iletrados. In: KLEIMAN, Angela B. (Org.). Os significados do letramento: uma nova
perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas: Mercado de Letras, 1995. p.
91-117.

TFOUNI, L.V. Adultos não alfabetizados: o avesso do avesso. Campinas: Pontes,


1988.

------, Leda Verdiani. Letramento e alfabetização. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2000. Commented [Aut31]: Incorreto.