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MANUAL DE INSTALAÇÃO

E MANUTENÇÃO
GERADORES SÍNCRONOS
LINHA S
GERADORES LINHA S

PREFÁCIO

A Eletricidade é de vital importância para a humanidade,


tanto apoiando o homem na sua caminhada em busca do progresso
quanto fornecendo conforto e bem-estar.

O gerador é o equipamento utilizado para gerar esta energia,


através de forças eólicas, hidráulicas, térmicas, etc.

Como esta aplicação é de fundamental importância o gerador


deve receber um tratamento adequado.

Isso significa dizer que a sua instalação e manutenção


as duas operações em si – exigem cuidados específicos,
para garantir o perfeito funcionamento e vida mais longa.

O MANUAL DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE GERADORES LINHA S


tem como objetivo ajudar os profissionais do ramo,
facilitando-lhes a tarefa para conservar um importante equipamento:

O GERADOR!

WEG EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS S.A. - MÁQUINAS

---- IMPORTANTE ----


LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES DESTE MANUAL PARA PERMITIR A
OPERAÇÃO SEGURA E CONTÍNUA DO EQUIPAMENTO.

9300.0017 P/3
Material: 10040212
Fevereiro 2008

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GERADORES LINHA S

ÍNDICE

1. NOMENCLATURA ........................................................................................................................ 6

2. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 7

3. INSTRUÇÕES GERAIS................................................................................................................. 7
3.1. INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA................................................................................................7
3.2. RECEBIMENTO......................................................................................................................7
3.3. ARMAZENAGEM ....................................................................................................................7
3.3.1. ROLAMENTOS ............................................................................................................................ 8
3.3.2. MANCAIS DE DESLIZAMENTO ..................................................................................................... 8
3.4. ARMAZENAGEM PROLONGADA...............................................................................................9
3.4.1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 9
3.4.2. GENERALIDADES........................................................................................................................ 9
3.4.3. LOCAL DE ARMAZENAGEM.......................................................................................................... 9
3.4.3.1. ARMAZENAGEM INTERNA.............................................................................................. 9
3.4.3.2. ARMAZENAGEM EXTERNA ........................................................................................... 10
3.4.5. PEÇAS SEPARADAS................................................................................................................... 10
3.4.6. RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO .............................................................................................. 10
3.4.7. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO................................................................................................. 10
3.4.8. SUPERFÍCIES USINADAS EXPOSTAS.......................................................................................... 10
3.4.9. MANCAIS ................................................................................................................................. 11
2.4.9.1. MANCAL DE ROLAMENTO LUBRIFICADO À GRAXA........................................................ 11
3.4.9.2. MANCAL DE ROLAMENTO LUBRIFICADO A ÓLEO.......................................................... 11
3.4.9.3. MANCAL DE DESLIZAMENTO (BUCHA) ......................................................................... 11
3.4.10. ESCOVAS ............................................................................................................................... 11
3.4.11. CAIXA DE LIGAÇÃO ................................................................................................................ 12
3.4.12. PREPARAÇÃO PARA ENTRADA EM OPERAÇÃO APÓS LONGO PERÍODO DE ARMAZENAGEM ........ 12
3.4.12.1. LIMPEZA................................................................................................................... 12
3.4.12.2. LUBRIFICAÇÃO DOS MANCAIS ................................................................................... 12
3.4.12.3. VERIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO ...................................................... 12
3.4.12.4. OUTROS ................................................................................................................... 12
3.4.13. PLANO DE MANUTENÇÃO DURANTE A ARMAZENAGEM............................................................. 13
3.5. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO............................................................................................14
3.6. MANUSEIO .........................................................................................................................15

4. ASPECTOS GERAIS DA MÁQUINA ............................................................................................16


4.1. ESTATOR DA MÁQUINA PRINCIPAL ......................................................................................16
4.1.1. ROTOR DA MÁQUINA PRINCIPAL .............................................................................................. 16
4.2. EXCITATRIZ PRINCIPAL.......................................................................................................16
4.2.1. ESTATOR DA EXCITATRIZ PRINCIPAL ....................................................................................... 16
4.2.2. ROTOR DA EXCITATRIZ PRINCIPAL........................................................................................... 16
4.2.3. ENROLAMENTO AUXILIAR ........................................................................................................ 16
4.2.4. ANÉIS COLETORES................................................................................................................... 17
4.2.5. PORTA-ESCOVAS...................................................................................................................... 17
4.2.6. ESCOVAS ................................................................................................................................. 18
4.3. EXCITAÇÃO E DESEXCITAÇÃO .............................................................................................19
4.4. REGULADOR DE TENSÃO.....................................................................................................19
4.5. PROTEÇÃO CONTRA SUBFREQUÊNCIA..................................................................................19

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GERADORES LINHA S

4.6. POTENCIÔMETRO DE AJUSTE DO VALOR TEÓRICO ...............................................................19


4.7. EXCITATRIZ ESTÁTICA (GERADOR COM ANÉIS)..........................................................................19

5. INSTALAÇÃO ............................................................................................................................ 20
5.1. SENTIDO DE ROTAÇÃO .......................................................................................................20
5.2. ASPECTOS MECÂNICOS .......................................................................................................20
5.2.1. FUNDAÇÕES ............................................................................................................................ 20
5.2.1.1. BASES METÁLICAS ...................................................................................................... 20
5.2.2. ALINHAMENTO/NIVELAMENTO ................................................................................................. 20
5.2.3. ACOPLAMENTO DIRETO ........................................................................................................... 21
5.2.4. ACOPLAMENTO DE GERADORES EQUIPADOS COM MANCAIS DE BUCHA – FOLGA AXIAL ............. 21
5.3. ASPECTOS ELÉTRICOS ........................................................................................................23
5.3. ASPECTOS ELÉTRICOS ........................................................................................................23
5.3.1. PROTEÇÕES............................................................................................................................. 23
5.3.1.1. GERADOR................................................................................................................... 23
5.3.1.2. NO PAINEL ................................................................................................................. 24
5.3.2. RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO .............................................................................................. 25
5.3.3. LIMITES DE VIBRAÇÃO............................................................................................................. 25
5.3.4. LIMITES DE VIBRAÇÃO DO EIXO............................................................................................... 25
5.4. ENTRADA EM SERVIÇO........................................................................................................26
5.4.1. EXAME PRELIMINAR ................................................................................................................. 26
5.4.2. PARTIDA INICIAL ..................................................................................................................... 26
5.4.3. FUNCIONAMENTO .................................................................................................................... 26
5.4.4. SERVIÇOS EM PARALELO.......................................................................................................... 26
5.4.5. DESLIGAMENTO ....................................................................................................................... 26

6. MANUTENÇÃO .......................................................................................................................... 26
6.1. ESQUEMAS DE LIGAÇÕES ....................................................................................................27
6.2. LIMPEZA ............................................................................................................................28
6.2.1. REVISÃO COMPLETA ................................................................................................................ 28
6.3. RADIADOR - RESFRIADOR DE AR EM CIRCUITO FECHADO ....................................................29
6.3.1. GENERALIDADES...................................................................................................................... 29
6.3.2. COLOCAÇÃO EM OPERAÇÃO ..................................................................................................... 29
6.3.3. MANUTENÇÃO (RADIADOR)...................................................................................................... 29
6.3.4. LIMPEZA (RADIADOR) .............................................................................................................. 29

7. LUBRIFICAÇÃO......................................................................................................................... 30
7.1. MANCAIS LUBRIFICADOS A GRAXA ......................................................................................30
7.1.1. INTERVALOS DE LUBRIFICAÇÃO ............................................................................................... 30
7.1.2. QUALIDADE E QUANTIDADE DE GRAXA .................................................................................... 30
7.1.3. COMPATIBILIDADE................................................................................................................... 30
7.1.4. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO ........................................................................................... 31
7.1.5. SUBSTITUIÇÃO DE ROLAMENTOS ............................................................................................. 31
7.1.6. MANCAIS DE DESLIZAMENTO ................................................................................................... 32
7.1.6.1. INSTRUÇÕES GERAIS.................................................................................................. 32
7.1.6.2. DESMONTAGEM DO MANCAL (TIPO "EF / EM = B3", “ER / EG = D5 / D6”) .................... 32
7.1.6.3. MONTAGEM DO MANCAL............................................................................................. 33
7.1.6.4. AJUSTE DAS PROTEÇÕES (PT100) ............................................................................... 37
7.1.6.5. REFRIGERAÇÃO COM CIRCULAÇÃO DE ÁGUA ............................................................... 37
7.1.6.6. LUBRIFICAÇÃO ........................................................................................................... 37
7.1.6.7. VEDAÇÕES ................................................................................................................. 37

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7.1.6.8. OPERAÇÃO ................................................................................................................. 37


7.2. CONTROLE DO ENTREFERRO (GERADORES ABERTOS DE GRANDE POTÊNCIA) .....................................38
7.3. SECAGEM DOS ENROLAMENTOS ..........................................................................................38

8. TROCA DE DIODOS GIRANTES.................................................................................................39

9. PLANO DE MANUTENÇÃO .........................................................................................................52

10. ANOMALIAS............................................................................................................................ 53

TERMO DE GARANTIA PRODUTOS ENGENHEIRADOS ................................................................. 55

ASSISTENTES TÉCNICOS ............................................................................................................. 56

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GERADORES LINHA S

1. NOMENCLATURA

S P W 1250

LINHA DO GERADOR
S - Linha S

TIPO DE EXCITAÇÃO
T - Brushless com bobina auxiliar
P - Brushless com excitatriz auxiliar
S - Brushless sem Auxiliar
L - Com Escovas

SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO
A - Aberto (Auto-Ventilado)
F - Trocador de Calor Ar-Ar
W - Trocador de Calor Ar-Água
I - Ventilação Forçada (Independente) com Trocador de Calor Ar-Ar
D - Auto-Ventilado por Dutos
T - Ventilação Forçada (Independente) por Dutos
L - Ventilação Forçada (Independente) com Trocador de Calor Ar-Água6
V - Ventilação Forçada (Independente) Aberto

CARCAÇA IEC
Altura da ponta de eixo em mm (450 a 5000)

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2. INTRODUÇÃO 3.2. RECEBIMENTO


Os geradores fornecidos são testados e estão em
IMPORTANTE: perfeitas condições de operação. As superfícies
Todos os procedimentos e normas usinadas são protegidas contra corrosão. A caixa
constantes neste manual deverão ou container deverá ser checado logo após sua
ser seguidos para garantir o bom recepção, a fim de verificar-se a existência de
funcionamento do equipamento e segurança do eventuais danos provocados pelo transporte.
pessoal envolvido na operação do mesmo. A Qualquer avaria deverá ser comunicada
observância destes procedimentos é igualmente imediatamente à empresa transportadora, à
importante para que o termo de garantia seguradora e à Weg Máquinas.
constante na contracapa deste manual seja A não comunicação acarretará a perda da
aplicado. garantia.
Aconselhamos portanto, a leitura detalhada deste Ao se levantar a embalagem (ou container)
manual, antes da instalação e operação do devem ser observadas as partes de içamento, o
gerador e, caso permaneça alguma dúvida, favor peso indicado na embalagem e a capacidade de
contatar a Weg Máquinas. talha.
Geradores acondicionados em engradados de
madeira devem sempre ser levantados pelos seus
3. INSTRUÇÕES GERAIS próprios olhais ou por empilhadeira adequada e
nunca pelo madeiramento.
3.1. INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA A embalagem nunca poderá ser tombada.
Aconselhamos a todos que trabalham em Coloque-a no chão com cuidado (sem impactos)
instalações elétricas, seja na montagem, na para evitar danos aos mancais.
operação ou na manutenção, deverão estar Não retire a graxa de proteção existente na ponta
permanentemente informados e atualizados e do eixo nem as borrachas ou bujões de
deverão respeitar as normas e prescrições de fechamento dos furos das caixas de ligações.
segurança que regem o serviço. Cabe ao pessoal Estas proteções deverão permanecer até a hora
responsável certificar-se antes do início do da montagem final. Após o desempacotamento,
trabalho, de que tudo foi devidamente observado, deve-se fazer uma completa inspeção visual do
e alertar seu pessoal para os perigos inerentes à gerador. Para os geradores com sistema de
tarefa proposta. travamento de eixo, este deve ser retirado e
Estes geradores quando forem impropriamente guardado para futuro transporte do gerador em
instalados, utilizados ou se sofrerem manutenção separado. Para os geradores com mancais de
deficiente podem vir a causar sérios danos rolamentos, deve-se girar manualmente o rotor
pessoais e/ou materiais. algumas vezes. Caso se verifiquem danos,
Em função disto, recomenda-se que estes comunique imediatamente à empresa
serviços sejam efetuados por pessoal com transportadora e à Weg Máquinas.
qualificação, ou seja, pessoas que em função de
seu treinamento, experiência, nível de instrução,
conhecimento de normas relevantes, 3.3. ARMAZENAGEM
especificações, normas de segurança e prevenção Caso o gerador não seja desempacotado
de acidentes e conhecimento das condições de imediatamente, a caixa deverá ser colocada em
operação, tenham sido autorizados pelos lugar protegido de umidade, vapores, rápidas
responsáveis pela realização dos trabalhos trocas de calor, roedores e insetos.
necessários e que possam reconhecer e evitar Os geradores devem ser armazenados em locais
possíveis perigos. Equipamentos para combate a isentos de vibrações para que os mancais não se
incêndios e avisos sobre primeiros socorros danifiquem.
deverão estar no local de trabalho, sendo estes Para os geradores que possuírem resistências de
lugares bem visíveis e acessíveis. aquecimento, estas devem estar ligadas.
Qualquer dano à pintura ou proteções contra
ferrugens das partes usinadas deverão ser
retocadas.

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3.3.1. ROLAMENTOS
Caso o gerador seja colocado em funcionamento
após um período de armazenagem menor ou igual
a 6 meses, não se faz necessário o controle.
Rotacione o rotor mensalmente (manualmente)
para outra posição. Após 6 meses de
armazenagem, antes da entrada em operação, os
rolamentos devem ser relubrificados.
Caso o gerador seja colocado em funcionamento
após um período de armazenagem próximo ou
maior que 2 anos, os rolamentos deverão ser
desmontados, lavados e checados. Após a
montagem devem ser engraxados. Para
geradores com rolamentos blindados, após um
período de 2 anos, é necessária a substituição dos
rolamentos antes da entrada em operações.

3.3.2. MANCAIS DE DESLIZAMENTO


O desempenho do mancal de deslizamento
depende de sua adequada instalação, lubrificação
e manutenção. Antes da montagem ou
desmontagem do mancal, leia cuidadosamente as
instruções. Os procedimentos descritos nos itens
7.1.6.2 e 7.1.6.3. refere-se a montagem e
desmontagem de mancais em máquinas elétricas
com o rotor já devidamente montado.

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3.4. ARMAZENAGEM PROLONGADA 3.4.3. LOCAL DE ARMAZENAGEM


Para proporcionar as melhores condições de
3.4.1. INTRODUÇÃO armazenagem ao gerador durante longos
As instruções para armazenagem prolongada, períodos de armazenagem, o local de
descritas a seguir são válidas para geradores armazenagem deve obedecer rigorosamente aos
com armazenamento prolongado e / ou períodos critérios descritos nos itens a seguir.
de parada prolongada anterior ao
comissionamento. 3.4.3.1. ARMAZENAGEM INTERNA
- O ambiente deve ser fechado e coberto;
3.4.2. GENERALIDADES - O local deve estar protegido contra umidade,
A tendência existente, especialmente durante a vapores, descarga de fumo agressivo,
construção da planta, para armazenar os roedores e insetos.
geradores por um período prolongado antes do - Não deve apresentar gases corrosivos, tais
comissionamento ou instalar imediatamente como: cloro, dióxido de enxofre ou ácidos;
algumas unidades, resulta no fato que os - Não deve apresentar severas vibrações
motores são expostos a influências que não contínuas ou intermitentes.
podem ser avaliadas com antecedência para - Possuir sistema de ventilação com filtro;
este período de tempo. - Temperatura ambiente (5° C, > t < 60 °C),
O stress (atmosférico, químico, térmico, não devendo apresentar flutuação de
mecânico) imposto ao gerador, que pode temperatura súbita;
acontecer durante manobras de - Umidade relativa do ar <50%;
armazenamento, montagem, testes iniciais e - Possuir prevenção contra sujeira e depósitos
espera até o comissionamento de diferentes de pó;
formas, é difícil avaliar. - Possuir sistema de detecção de incêndio.
Outro fator essencial é o transporte, por - Deve estar provido de eletricidade para
exemplo, o contratante geral pode transportar o alimentação das resistências de aquecimento e
gerador ou unidade completa com gerador como Iluminação.
transporte conjunto para local de instalação.
Os espaços vazios do gerador (interior do Caso algum destes requisitos não seja atendido
gerador, rolamentos e interior da caixa de pelo ambiente de armazenagem, a WEG sugere
ligação) são expostos ao ar atmosférico e que proteções adicionais sejam incorporadas na
flutuações de temperatura. Devido à umidade embalagem do gerador durante o período de
do ar, é possível a formação de condensação, e, armazenagem, conforme segue:
dependendo de tipo e grau de contaminação de - Caixa de madeira fechada ou similar com
ar, substâncias agressivas podem penetrar nos instalação que permita que as resistências de
espaços vazios. aquecimento sejam energizadas;
Como conseqüência depois de períodos - Se existe risco de infestação e formação de
prolongados, os componentes internos como fungo, a embalagem deve ser protegida no
rolamentos, podem enferrujar, a resistência de local de armazenamento borrifando ou
isolamento pode diminuir a valores abaixo dos pintando-a com agentes químicos apropriados.
admissíveis e o poder lubrificante nos mancais é - A preparação da embalagem deve ser feita
adversamente afetado. com maior cuidado por uma pessoa
Esta influência aumenta o risco de dano antes experiente. A empresa contratada para esta
do comissionamento da planta. finalidade deve ser responsável pela
embalagem da máquina.
Para manter a garantia do fabricante, deve
ser assegurado que as medidas
preventivas descritas nestas instruções,
como: aspectos construtivos, conservação,
embalagem, armazenamento e inspeções,
sejam seguidos e registrados.

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3.4.3.2. ARMAZENAGEM EXTERNA 3.4.7. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO


A armazenagem externa do gerador (ao tempo) - Durante o período de armazenagem, a
não é recomendada. resistência de isolamento dos enrolamentos do
Caso a armazenagem externa não puder ser gerador deve ser medida conforme item 3.5
evitada, o gerador deve estar acondicionado em deste manual e registrada a cada 3 meses e
embalagem específica para esta condição, antes da instalação do gerador.
conforme segue: - Eventuais quedas no valor da resistência de
- Para armazenagem externa (ao tempo), além isolamento devem ser investigadas.
da embalagem recomendada para
armazenagem interna, deve-se cobrir 3.4.8. SUPERFÍCIES USINADAS EXPOSTAS
completamente esta embalagem com uma - Todas as superfícies expostas (por exemplo, à
proteção contra poeira, umidade e outros ponta de eixo e flanges) são protegidas na
materiais estranhos, utilizando uma lona ou fábrica com um agente protetor temporário
plástico resistente. (inibidor de ferrugem).
- Posicione a embalagem, em engradados, - Esta película protetora deve ser reaplicada
feixes de madeira ou fundações que garantem pelo menos a cada 6 meses. Quando esta for
a proteção contra a umidade da terra. removida e/ou danificada, deve-se fazer a
- Impeça a embalagem de se afundar na terra. mesma ação preventiva.
- Depois que a máquina estiver coberta, um Produtos Recomendados:
abrigo deve ser erguido para proteger da Nome: Dasco Guard 400 TX AZ, Fabricante: D.A.
chuva direta, neve e calor excessivo do sol. Stuart Ltda
Nome: TARP, Fabricante: Castrol
IMPORTANTE
É recomendável conferir as condições do local de
armazenagem e a condição dos geradores
conforme plano de manutenção durante longos
períodos de armazenagem, descrito neste
manual.

3.4.5. PEÇAS SEPARADAS


- Caso tenham sido fornecidas peças separadas
(caixas de ligação, trocador de calor, tampas,
etc...) estas peças deverão ser embaladas
conforme descrição acima.
- A umidade relativa do ar dentro da embalagem
não deve exceder 50% até que a máquina seja
desempacotada.

3.4.6. RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO


- As resistências de aquecimento do gerador
devem ser energizadas durante o período de
armazenagem para evitar a condensação de
umidade no interior do gerador, mantendo
assim a resistência de isolamento dos
enrolamentos em níveis aceitáveis.

A RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO DO
GERADOR DEVE SER OBRIGATÓRIAMENTE
LIGADA QUANDO O MESMO ESTIVER
ARMAZENADO EM LOCAL COM TEMPERATURA
< 5°C E UMIDADE RELATIVA DO AR > 50%.

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3.4.9. MANCAIS

2.4.9.1. MANCAL DE ROLAMENTO - Caso não seja possível girar o eixo do gerador,
LUBRIFICADO À GRAXA o procedimento a seguir deve ser utilizado
Os rolamentos são lubrificados na fábrica para para proteger internamente o mancal e as
realização dos ensaios no gerador. superfícies de contato contra corrosão:
Durante o período de armazenagem, a cada dois - Drene todo o óleo do mancal;
meses deve-se retirar o dispositivo de trava do - Desmonte o mancal,
eixo e girar o eixo manualmente para conservar o - Limpe o mancal;
mancal em boas condições. - Aplique o anti-corrosivo (ex.: TECTIL 511,
Após 6 meses de armazenagem e antes da Valvoline ou Dasco Guard 400TXAZ) nas
entrada em operação, os rolamentos devem ser metades superior e inferior do casquilho do
relubrificados. mancal e na superfície de contato no eixo do
Caso o gerador permaneça armazenado por um gerador;
período maior que 2 anos, os rolamentos deverão - Monte o mancal;
ser lavados, inspecionados e relubrificados. - Feche todos os furos roscados com plugs;
- Sele os interstícios entre o eixo e o selo do
3.4.9.2. MANCAL DE ROLAMENTO mancal no eixo através da aplicação de fita
LUBRIFICADO A ÓLEO adesiva a prova d’água;
- Dependendo da posição, o gerador pode ser - Todos os flanges (ex.: entrada e saída de óleo)
transportado com ou sem óleo nos mancais. devem estar protegidas com tampas cegas;
- O gerador deve ser armazenado na sua - Retire o visor superior do mancal e aplique
posição original de funcionamento e com óleo com spray o anti-corrosivo no interior do
nos mancais; mancal;
- O nível do óleo deve ser respeitado, - Coloque algumas bolsas de desumidificador
permanecendo na metade do visor de nível. (sílica gel) no interior do mancal. O
- Durante o período de armazenagem, a cada desumidificador absorve a umidade e previne a
dois meses deve-se retirar o dispositivo de formação de condensação de água dentro do
trava do eixo e girar o eixo manualmente para mancal;
conservar o mancal em boas condições. - Feche o mancal com o visor superior.
- Após 6 meses de armazenagem e antes da - Em casos em que o período de armazenagem
entrada em operação, os rolamentos devem for superior a 6 meses.
ser relubrificados; - Repita o procedimento descrito acima;
- Caso o gerador permaneça armazenado por - Coloque novas bolsas de desumidificador
um período maior que 2 anos, os rolamentos (sílica gel) dentro do mancal
deverão ser lavados, inspecionados;
Em casos em que o período de armazenagem for
3.4.9.3. MANCAL DE DESLIZAMENTO maior que 2 anos.
(BUCHA) - Desmonte o mancal
- Dependendo da posição, o gerador pode ser - Preserve e armazene as peças do mancal.
transportado com ou sem óleo nos mancais e
deve ser armazenado na sua posição original 3.4.10. ESCOVAS
de funcionamento com óleo nos mancais; - As escovas (se houverem) dos geradores
- O nível do óleo deve ser respeitado, devem ser levantadas nos porta-escovas, pois
permanecendo na metade do visor de nível. não devem permanecer em contato com os
- Durante o período de armazenagem, a cada anéis coletores durante o período de
dois meses deve-se retirar o dispositivo de armazenagem, evitando assim a oxidação dos
trava do eixo e gira-lo a uma rotação de 30 anéis coletores.
rpm para recircular o óleo e conservar o - Antes da instalação e comissionamento do
mancal em boas condições. gerador, as escovas devem voltar à posição
original.

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GERADORES LINHA S

3.4.11. CAIXA DE LIGAÇÃO 3.4.12.3. VERIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA


Quando a resistência de isolamento dos DE ISOLAMENTO
enrolamentos do gerador for verificada, deve-se Antes da entrada em operação deve ser verificada
inspecionar também a caixa de ligação principal e a resistência de isolamento, conforme item 3.5
demais caixas de ligação, especialmente nos deste manual.
seguintes aspectos:
- O interior deve estar seco, limpo e livre de
qualquer depósito de poeira. 3.4.12.4. OUTROS
- Os elementos de contato devem estar isentos Siga os demais procedimentos descritos no
de corrosão. capítulo 5.4. “Entrada em Serviço” deste Manual
- As vedações devem estar em condições antes de colocar a máquina em operação.
apropriadas.
- As entradas dos cabos devem estar
corretamente seladas.

Se algum destes itens não estiver correto, uma


limpeza ou reposição de peças deve ser realizada.

3.4.12. PREPARAÇÃO PARA ENTRADA EM


OPERAÇÃO APÓS LONGO PERÍODO DE
ARMAZENAGEM

3.4.12.1. LIMPEZA

- O interior e o exterior da máquina devem estar


livres de óleo, água, pó e sujeira. O interior do
gerador deve ser limpo com ar comprimido
com pressão reduzida.
- Remover o inibidor de ferrugem das
superfícies expostas com um pano embebido
em solvente a base de petróleo.
- Certificar-se de que os mancais e cavidades
utilizadas para lubrificação estejam livres de
sujeira e que os plugs das cavidades estejam
corretamente selados e apertados. Oxidações
e marcas nos assentos dos mancais e eixo
devem ser cuidadosamente removidas.

3.4.12.2. LUBRIFICAÇÃO DOS MANCAIS

Utilizar graxa ou óleo especificado para


lubrificação dos mancais. Estas informações estão
contidas na placa de identificação dos mancais e a
lubrificação deve ser feita conforme descrito no
capítulo 6 “Manutenção” deste manual, de acordo
com o tipo de mancal.
Nota: Mancais de deslizamento, onde fora
aplicado internamente o produto de proteção
contra corrosão e desumidificadores devem ser
desmontados conforme o procedimento descrito
no item 7.1.6.2, lavados para retirada do anti-
corrosivo e os desumidificadores retirados.
Montar novamente os mancais, conforme o
procedimento descrito no item 7.1.6.3 e proceder
a lubrificação.

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3.4.13. PLANO DE MANUTENÇÃO DURANTE A ARMAZENAGEM


Durante o período de armazenagem, a manutenção do gerador deverá ser executada e registrada de acordo
com o plano descrito na tabela abaixo:

A cada A cada Antes de


A cada
Mensal dois seis entrar em Nota
2 anos
meses meses operação
Local de Armazenagem
Inspecionar as condições de limpeza X X
Inspecionar as condições de umidade
X
e temperatura
Verificar sinais de infestações de
X
insetos
Medir nível de vibração X
Embalagem
Inspecionar danos físicos X
Inspecionar a umidade relativa no
X
interior
Trocar o desumidificador na
X Quando necessário
embalagem (se houver)
Resistência de aquecimento
Verificar as condições de operação X
Gerador completo
Realizar limpeza externa X X
Verificar as condições da pintura X
Verificar o inibidor de oxidação nas
X
partes expostas
Repor o inibidor de oxidação X
Enrolamentos
Medir resistência de isolamento X X
Medir índice de polarização X X
Caixa de ligação e terminais de aterramento
Limpar o interior das caixas X X
Inspecionar os selos e vedações
Mancais de rolamento a graxa ou a óleo
Rotacionar o eixo X
Relubrificar o mancal X X
Desmontar e limpar o mancal X
Mancais de bucha
Rotacionar o eixo X
Aplicar anti-corrosivo e
X
desumidificador
Limpar os mancais e relubrificá-los X
Desmontar e armazenar as peças X
Escovas (gerador com escovas)
Levantar as escovas Durante a armazenagem
Abaixar as escovas e verificar contato
X
com os anéis coletores

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GERADORES LINHA S

3.5. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO Se a resistência do isolamento for menor que os


Quando o gerador não é colocado imediatamente valores obtidos pela fórmula acima, os geradores
em serviço, deve-se protegê-lo contra umidade, terão que ser submetidos a um processo de
temperatura elevada e sujeiras, evitando assim, secagem.
que a resistência de isolamento sofra com isso.
A resistência de isolamento do enrolamento deve
ser medida antes da entrada em serviço. Valor da resistência do Avaliação do
Se o ambiente for muito úmido, é necessário uma isolamento isolamento
verificação periódica durante a armazenagem. É 2MΩ ou menor Ruim
difícil prescrever regras fixas para o valor real da
resistência do isolamento de uma máquina, uma < 50MΩ Perigoso
vez que ela varia com as condições ambientais 50...100MΩ Regular
(temperatura, umidade), condições de limpeza da
máquina (pó, óleo, graxa, sujeira) e qualidade e 100...500MΩ Bom
condições do material isolante utilizado.
500...1000MΩ Muito bom
Considerável dose de bom senso, fruto de
experiência, deverá ser usada, para concluir >1000MΩ Excelente
quando uma máquina está ou não apta para o Tabela 2.1. - Limites orientativos da resistência de
serviço. Registros periódicos são úteis para esta isolamento em máquinas elétricas.
conclusão.
As regras seguintes indicam a ordem de grandeza
dos valores que podem ser esperados em Avaliação do
Índice de polarização
máquina limpa e seca, a 40ºC, quando a tensão isolamento
de ensaio é aplicada durante 1 minuto, fornecida 1 ou menor Ruim
pela curva da figura 1, conforme NBR 5383. < 1,5 Perigoso
A resistência Rm do isolamento é dada pela
fórmula: 1,5 a 2,0 Regular
2,0 a 3,0 Bom
RM=Un + 1
3,0 a 4,0 Muito Bom
Onde: > 4,0 Excelente
Rm - resistência de isolamento mínima Tabela 2.2. - Índice de polarização (relação entre 1 e
recomendada em Mega Ohm com o enrolamento 10 minutos).
à temperatura de 40ºC;
Un - tensão nominal da máquina, em kV.
Se o ensaio for feito em temperatura diferente,
será necessário corrigir a leitura para 40ºC,
utilizando-se uma curva de variação da resistência
do isolamento em função da temperatura,
levantada com a própria máquina. Se não se
dispõe desta curva, pode-se empregar a correção
aproximada fornecida pela curva da figura 1,
conforme NBR 5383.
Em máquinas novas, muitas vezes podem ser
obtidos valores inferiores, devido à presença de
solvente nos vernizes isolantes que
posteriormente se volatilizam durante a operação
normal. Isto não significa necessariamente que a
máquina está inapta para operação, uma vez que
a resistência do isolamento se elevará depois de
um período em serviço. Em máquinas velhas, em
serviço, podem ser obtidos freqüentemente
valores muito maiores. A comparação com valores
obtidos em ensaios anteriores na mesma
máquina, em condições similares de carga,
temperatura e umidade serve como uma melhor
indicação das condições de isolação do que o
valor obtido num único ensaio, sendo considerada
suspeita qualquer redução grande ou brusca.
Geralmente a resistência do isolamento é medida
comum MEGOHMETRO.

14
GERADORES LINHA S

3.6. MANUSEIO
Para levantar o gerador, use somente os olhais
existentes no mesmo.
Observe o peso indicado. Não levante o gerador
aos socos ou o coloque no chão bruscamente
para assim evitar danos aos mancais.
Olhais nas tampas, mancais, radiador, etc.,
servem apenas para manusear estes
componentes. Nunca use o eixo para levantar o
gerador por meio de cabos, etc.

Figura 1.

15
GERADORES LINHA S

4. ASPECTOS GERAIS DA MÁQUINA 4.2. EXCITATRIZ PRINCIPAL


Os geradores WEG da Linha S (BRUSHLESS)
compõem-se de: Para máquinas Brushless é usado excitatriz
a) Máquina principal (estator e rotor); principal e um gerador de corrente trifásica,
b) Excitatriz principal com retificadores girantes; podem estar dentro ou fora do compartimento da
c) Regulador de tensão. máquina principal mediante acordo entre cliente e
fabricante ou necessidade do projeto.
Máquina com escovas:
a) Máquina principal.
b) Anéis coletores. 4.2.1. ESTATOR DA EXCITATRIZ PRINCIPAL
Os pólos acomodam as bobinas de campo que
são ligadas em série, sendo que suas
4.1. ESTATOR DA MÁQUINA PRINCIPAL extremidades são levadas ao bloco de conexão na
Estator da Máquina principal: a carcaça é isolada. placa de bornes (I(+) e K(-)).
O pacote de chapas do estator, com seu Sua função é fornecer o fluxo para o rotor da
respectivo enrolamento está assentado no interior excitatriz. E sua alimentação é em corrente
da carcaça. Os enrolamentos são produzidos até contínua controlada pelo regulador de tensão
classe de isolação H em baixa tensão, e os demais conforme solicitação de carga, desta forma
F. Pode haver sensores térmicos no pacote de mantendo a tensão constante.
chapa. Pode Ter também um bobinado auxiliar para
O estator tem o seu projeto desenvolvido a partir detecção de anomalias nos diodos.
das características técnicas desejadas pelo
cliente, como características elétricas e térmicas,
além de ser verificadas as distorções harmônicas 4.2.2. ROTOR DA EXCITATRIZ PRINCIPAL
e analizados ruídos magnéticos e vibrações O rotor da excitatriz principal está montado sobre
naturais do pacote de chapa. a eixo da máquina principal. O rotor é laminado e
As bobinas do estator podem ser construídas com suas ranhuras abrigam um enrolamento trifásico
fio circular ou retangular. No caso de bobinas com ligado em estrela, o ponto comum desta ligação é
fio retangular tanto alta como baixa tensão inacessível.
recebem reforços mecânicos nas cabeças de As fases são conectadas no conjunto de
bobina para proteger contra faltas no estator. retificadores girantes.
Impregnação do estator em baixa tensão para fio Do retificador saem dois fios para alimentação do
circular é usado poliéster e para H é usado epóxi. rotor da máquina principal.
Alta tensão é usado o sistema VPI em epóxi. O rotor é induzido pelo fluxo do estator da
excitatriz numa tensão CA trifásico que será
retificada em onda completa pelo retificador
4.1.1. ROTOR DA MÁQUINA PRINCIPAL girante.
O rotor acomoda o enrolamento de campo, cujo O retificador é normalmente composto por seis
pólos são formados por pacotes de chapas. Um diodos e um conjunto de varistores para proteção
enrolamento em gaiola para amortecimento, de sobretensão inversa nos diodos.
compensa serviços em paralelo e com carga
irregular.
4.2.3. ENROLAMENTO AUXILIAR
OBS.: A máquina pode ser concebida com pólos Bobina auxiliar para algumas máquinas de baixa
lisos ou salientes; o rotor é projetado para tensão enroladas com fio circular. Compõem-se
atender solicitações mecânicas conforme de grupos de bobinas alojadas nas ranhuras do
exigência do cliente atingindo grande estator da máquina principal isoladas entre si.
performance e robustez térmica e mecânica, e Excitatriz auxiliar é um gerador trifásico de imãs
garantindo também características elétricas permanentes no rotor, fornece potência ao
essenciais ao seu funcionamento. regulador para alimentar o campo.

Rotor é impregnado a vácuo, (em epóxi) para


garantir rigidez mecânica e elétrica.

16
GERADORES LINHA S

4.2.4. ANÉIS COLETORES Semanalmente, as escovas deverão ser


O sistema de anéis coletores é usado quando é verificadas para garantir o livre deslizamento no
exigido da máquina um auto desempenho alojamento do porta-escovas.
dinâmico no tempo da resposta. A função dos
anéis coletores é de enviar energia diretamente
ao campo da máquina principal, através do
contato de escovas.
Este sistema exige uma manutenção periódica e
sistemática, portanto o usuário deve estar atento
a estes itens, caso contrário pode levar a máquina
a sérios danos, como danificar o bobinado do
rotor, danificar o próprio sistema de anéis /
escovas e a excitatriz estática.
Jamais abrir o circuito de campo quando este
estiver em carga, senão está sujeito a danificar a
isolação do rotor, bem como, colocar em risco os
operadores
Cuidados como: limpeza em excesso de pó de
escovas, verificar a formação de patina, se a
corrente imposta pelo uso de carga está
adequada ao ponto de operação da escova.
A limpeza deverá ser feita via de regra a cada
mês, ocasião em que deverá ser removida a
poeira que tenha se depositado entre os anéis
(ver item 4.10).
Em caso de desmontagem dos anéis coletores, a
montagem deve garantir sua centralização
evitando ovalização ou batimentos radiais.
Também deverá ser garantido o correto
posicionamento da escova sobre o anel (100% de
contato). Caso esses cuidados não sejam
tomados, ocorrerão problemas de desgastes de
anéis coletores e escovas.

4.2.5. PORTA-ESCOVAS
Os porta-escovas devem ficar em sentido radial
com referência ao anel coletor, e afastados no
máximo 4mm da superfície de contato, a fim de
evitar ruptura ou danos às escovas (figura 4.4.).

INCORRETO

CORRETO

Figura 4.4. Distância entre o porta-escovas e a superfície de conta

17
GERADORES LINHA S

4.2.6. ESCOVAS Em máquinas que trabalham sempre no mesmo


Os geradores elétricos dotados de anéis coletores, sentido de rotação, o assentamento das escovas
são fornecidos com um determinado tipo de deverá ser feito somente no mesmo sentido e não
escovas, que são especificados para a potência em movimentos alternados, devendo a escova ser
nominal do gerador. levantada durante o movimento de retorno do
eixo (figura 4.6).
NOTA: Caso o gerador esteja operando abaixo de
sua potência nominal (carga baixa) ou carga
intermitente, o conjunto de escovas (tipo de
Escova e quantidade), deverão ser adequados as
condições reais de trabalho, sob pena de danificar
completamente o gerador. Esta adequação deverá
ser feita sob consulta a WEG Máquinas.
Nunca deverão ser misturados sobre o mesmo
anel, escovas de tipos diferentes. Qualquer
alteração no tipo de escova somente deverá ser Figura 4.6. - Assentamento das escovas.
feita, com a autorização da Weg Máquinas,
porque as diferentes espécies de escovas As escovas deverão assentar com uma pressão
provocam modificação no comportamento da uniforme sobre a superfície de contato, para que
máquina em serviço. fique assegurada uma distribuição uniforme da
As escovas deverão ser semanalmente corrente e um baixo desgaste das escovas.
observadas durante o serviço. As que revelam É importante que em todas as escovas montadas,
desgastes ultrapassando a marca indicada na a pressão seja igual, com uma tolerância de mais
figura 4.5, deverão ser substituídas em tempo ou menos 10%. Desvios maiores levam a uma
hábil. distribuição desigual da corrente e com isso há
Por ocasião da troca, e sempre que possível desgastes desiguais das escovas.
deverá ser substituída para cada anel, O controle da pressão das escovas é feito com um
primeiramente uma escova, trocando-se a dinamômetro.
segunda após decorrido algum tempo, a fim de Molas cansadas devem ser substituídas.
dar tempo ao necessário assentamento. Ao serem
substituídas, as escovas deverão ser lixadas a fim
de que se moldem perfeitamente à curvatura da
superfície do anel (mínimo 75%).

Figura 4.5.

18
GERADORES LINHA S

4.3. EXCITAÇÃO E DESEXCITAÇÃO 4.5. PROTEÇÃO CONTRA


A auto-excitação inicia-se pela tensão residual da SUBFREQUÊNCIA
máquina ou por uma pré-excitação que é Para colocação do gerador em operação, a
fornecida pelo banco de baterias. proteção contra sub-freqüência deve estar
Nos serviços de manutenção, as máquinas regulada para 90% da freqüência nominal (já sai
precisam estar paradas, pois somente a da fábrica com esta regulagem) ou permanecer
desexcitação não basta. A desexcitação é feita com o regulador de tensão desligado até o grupo
pela parada do gerador ou desligamento do atingir a rotação nominal, evitando assim
regulador (se houver no painel). sobrecorrentes nos enrolamentos da excitação do
gerador.
- Desexcitação para Máquinas Brushless: [
Operação U/F
Pode ser acrescentado um circuito de roda livre 6

no estator da excitatriz, em paralelo com o 5

Iexc (A)
regulador. Quando se retira energia do regulador 4

a corrente de excitação flui através de uma 3

resistência de descarga que leva a uma 2

desexcitação mais rápida da máquina principal.


1

0
30 35 40 45 50 55 60

- Desexcitação para Máquinas de Anéis: Frequência [Hz]

O processo de desexcitação é idêntico ao descrito U/F habilitada U/F desabilitada

acima, só que aqui a desexcitação é calculada


para dissipar a energia do campo.
4.6. POTENCIÔMETRO DE AJUSTE DO
NOTA: Também existe o circuito “Crow-Bar ” que VALOR TEÓRICO
protege o rotor contra perda de sincronismo da Cada máquina pode ser equipada com um
máquina principal. potenciômetro de ajuste do valor teórico
(opcional), que permite uma regulagem de
tensão normalmente da ordem de 15% do valor
4.4. REGULADOR DE TENSÃO nominal.
O regulador de tensão é eletrônico e tem por Esta faixa é suficiente também nos serviços
finalidade manter a tensão constante, paralelos à rede de regulagem da potência
independente de carga. reativa.
Para detalhes técnicos, funcionamento, funções, Para maiores informações, consultar o Manual do
conexões, ajustes, anomalias, etc., ver Manual do Regulador de Tensão.
Regulador de Tensão.
Os reguladores são microprocessados ou 4.7. EXCITATRIZ ESTÁTICA (Gerador
analógicos, com operação em paralelo, entre duas com Anéis)
máquinas e ainda com a rede, este com correção Também se trata de um regulador de tensão com
do fator de potência. mais funções, sendo que sua diferença principal é
fornecer potência integral para o rotor da
Verificar no Manual do regulador máquina principal.
o correto esquema de ligação do Se trata de reguladores de tensão
mesmo, uma ligação errada microprocessados, onde exigem maior espaço útil
pode significar a queima do para utilização de painéis e também para o
regulador e/ou de enrolamentos do transformador de potência.
gerador.

19
GERADORES LINHA S

5. INSTALAÇÃO OBS.: Na base de concreto deverá ser prevista


Máquinas elétricas devem ser instaladas em locais uma placa metálica para apoio do parafuso de
de fácil acesso, que permitam a realização de nivelamento.
inspeções periódicas, de manutenções locais e se
necessário a remoção dos equipamentos para
serviços externos. 5.2.1.1. BASES METÁLICAS
Os geradores devem receber ar fresco e o local de A base deverá ter superfície plana contra os pés
instalação deve permitir a fácil exaustão (para do gerador de modo a evitar deformações na
fora do ambiente de operação do equipamento) carcaça. A altura da superfície de apoio deve ser
do ar de exaustão, evitando realimentação. determinada de tal modo que debaixo dos pés do
Ambientes fechados provocarão gerador possam ser colocadas chapas de
sobreaquecimento, reduzindo a vida útil do compensação numa espessura total de 2mm.
isolamento podendo até vir a provocar a queima As máquinas não devem ser removidas da base
do gerador. comum para alinhamento; a base deve ser
nivelada na própria fundação, usando níveis de
IMPORTANTE: O dispositivo de travamento do bolha (ou outros instrumentos niveladores).
eixo deve ser utilizado sempre que o gerador Quando uma base metálica é utilizada para
necessitar ser removido da base (desacoplado da ajustar a altura da ponta de eixo do gerador com
máquina acionante) afim de que não sofra danos a ponta de eixo da máquina, esta deve ser
no transporte. nivelada na base de concreto.
É de fundamental importância, para o bom Após a base ter sido nivelada, os chumbadores
desempenho do gerador e para sua durabilidade, apertados e os acoplamentos verificados, a base
que seja observado o grau de proteção do metálica e os chumbadores são concretados.
equipamento em relação ao ambiente de
instalação.
5.2.2. ALINHAMENTO/NIVELAMENTO
O gerador deve estar perfeitamente alinhado com
5.1. SENTIDO DE ROTAÇÃO a máquina acionante, especialmente nos casos de
Os geradores da linha S podem operar em ambos acoplamento direto.
os sentidos de rotação, porém, a seqüência de Um alinhamento incorreto pode causar
fases está ajustada para o sentido de rotação defeito nos mancais, vibrações e até
horário (visto de frente para a ponta de eixo do mesmo, ruptura do eixo.
gerador - Lado Acionado). Em conformidade com Uma maneira de conseguir um alinhamento
as normas VDE 0530, os terminais dos geradores correto é usando relógios comparadores,
estão marcados de tal forma, que a seqüência dos colocados um em cada semi-luva, um apontado
Bornes 1,2 e 3 coincide com a seqüência de fases, radialmente e outro axialmente. Assim é possível
quando o sentido de rotação é horário. verificar simultaneamente o desvio de paralelismo
No caso de geradores que necessitem operar no (Figura 2.2) e o desvio de concentricidade (Figura
sentido anti-horário, a seqüência das fases deve 2.1), ao dar-se uma volta completa nos eixos. Os
ser alterada (se preciso). Recomendamos verificar mostradores não devem ultrapassar a leitura de
o sentido de rotação e a seqüência das fases 0,05 mm. Se o montador dispuser de experiência
necessárias antes da entrada em operação do suficiente, pode conseguir as condições de
gerador. alinhamento com um calibrador de folgas e uma
régua de aço, desde que as luvas estejam
perfeitas e centradas.(Figura 2.3).
5.2. ASPECTOS MECÂNICOS Uma medição em 4 diferentes pontos de
circunferência não poderá apresentar uma
5.2.1. FUNDAÇÕES diferença maior que 0,03mm.
A fundação onde será colocado o gerador deve
ser plana e isenta de vibrações.
O tipo de fundação a escolher dependerá da
natureza do solo no local da montagem, ou da
resistência dos pisos.
Se o dimensionamento da fundação não for
criteriosamente executado poderá ocasionar
Figura 2.1. - Folga radial (concentricidade).
sérios problemas de vibração do conjunto
fundação, gerador e máquina acionadora.

20
GERADORES LINHA S

5.2.3. ACOPLAMENTO DIRETO


Só devem ser utilizados acoplamentos
apropriados, adaptáveis à transmissão pura do
torque, sem formar forças transversais. Os
centros do eixo precisam estar numa única linha,
tanto para acoplamentos elásticos, quanto nos
rígidos entre o gerador e máquina acionadora.
Figura 2.2. - Folga angular (paralelismo). O acoplamento elástico destina-se unicamente à
compensação de trepidação e não para
compensar pequenas deficiências de montagens.
O acoplamento deve ser montado ou retirado com
a ajuda de dispositivos próprios e nunca por meio
de dispositivos rústicos (martelo, marreta).

Figura 2.3. - Folga axial. 5.2.4. ACOPLAMENTO DE GERADORES


EQUIPADOS COM MANCAIS DE BUCHA –
No alinhamento/nivelamento deve-se considerar FOLGA AXIAL
que as diferentes dilatações das máquinas Geradores equipados com mancais de bucha,
acopladas podem significar uma alteração no devem operar com acoplamento direto à máquina
alinhamento/ nivelamento durante o acionada ou a um redutor. Não é possível o
funcionamento da máquina. acoplamento através de polias e correias.
Os geradores equipados com mancais de bucha
Após o alinhamento do conjunto e verificação do possuem 03 marcas na ponta de eixo, sendo que
perfeito alinhamento (tanto a frio como a a marca central (pintada de vermelho) é a
quente) deve-se fazer a pinagem do gerador, indicação do centro magnético, e as 02 marcas
conforme figura 3. externas indicam os limites de movimento axial do
rotor.
Para o acoplamento do gerador é necessário que
sejam considerados os seguintes fatores:
- Folga axial do mancal, indicada na tabela 1
abaixo, para cada tamanho de mancal;
- O passeio axial da máquina acionada (se
existente), e;
- A folga axial máxima permitida pelo
acoplamento.

Folgas utilizadas em mancais de bucha


WEG Máquinas
Figura 3.
Tamanho do Mancal Folga axial total em mm
Existem instrumentos que realizam o alinhamento 9 3+3=6
/nivelamento utilizando raio laser visível e
11 4+4=8
computador próprio com programas específicos
que conferem alta confiabilidade e precisão no 14 5+5=10
alinhamento de máquinas. 18 7.5+7.5=15

OBS: Os pinos, porcas, arruelas e 22 12+12=24


calços para nivelamento serão 28 12+12=24
fornecidos com o gerador quando Tabela 1 - Folga Axial.
solicitados.
O gerador deve ser acoplado de maneira que a
seta fixada na carcaça do mancal fique
posicionada sobre a marca central (pintada de
vermelho), quando o gerador encontra-se em
operação.

21
GERADORES LINHA S

Durante a partida, ou mesmo em operação o


gerador pode mover-se livremente entre as duas
ranhuras externas, caso a máquina acionada
exerça algum esforço axial sobre o eixo do
gerador, mas em hipótese nenhuma o gerador
pode operar de maneira constante com esforço
axial sobre o mancal.
Os mancais de bucha utilizados normalmente pela
WEG não foram projetados para suportar esforço
axial constante.

A figura abaixo mostra um detalhe do mancal


dianteiro com a configuração básica do conjunto
eixo/mancal e a folga axial.

A figura abaixo mostra em detalhe a carcaça do


mancal, com a seta de indicação do centro
magnético e as 03 marcas no eixo.

22
GERADORES LINHA S

5.3. ASPECTOS ELÉTRICOS TERMORESISTÊNCIA (TIPO PT100-RTD)


A termoresistência é um elemento de resistência
calibrada feito de platina.
5.3.1. PROTEÇÕES Seu funcionamento baseia-se no princípio de que
a resistência elétrica de um condutor metálico
varia linearmente com a temperatura. Os
5.3.1.1. GERADOR terminais do detetor são ligados a um painel de
Os geradores possuem dispositivos de proteção controle, que inclui um medidor de temperatura.
contra sobrelevação de temperatura, instalados Normalmente são instalados uma resistência
no estator principal, que atuarão como calibrada por fase e um por mancal, regulando-se
desligamento, conforme segue: os dispositivos de controle para alarme e posterior
desligamento. (Por motivo de segurança extra, é
LIMITES DE TEMPERATURA PARA OS possível instalar dois protetores por fase).
ENROLAMENTOS
A temperatura do ponto mais quente do
enrolamento deve ser mantida abaixo do limite da OBS:
classe térmica. A temperatura total vale a soma
da temperatura ambiente com a elevação de
temperatura (T) mais a diferença que existe entre 1) Além dos dispositivos de proteção aqui
a temperatura média do enrolamento e a ponto indicados, outros deverão ser utilizados
mais quente. quando a aplicação assim exigir.
A temperatura ambiente é, no máximo 40°C, por 2) A tabela 4.2. mostra os valores de temperatura
norma, e acima disso as condições de trabalho em função da resistência ôhmica medida.
são consideradas especiais. 3) Recomenda-se que os relés sejam ajustados
Os valores numéricos e a composição da conforme indicado abaixo:
temperatura admissível do ponto mais quente, Classe F:
são indicados na tabela 4.1. Alarme: 140ºC.
Desligamento: 155ºC.
Classe de isolamento B F H Classe H:
Alarme: 155ºC.
Temperatura ambiente °C 40 40 40 Desligamento: 180ºC.
T = elevação de temperatura
°C 80 100 125
(método da resistência) Os valores de alarme e desligamento podem ser
Diferença entre o ponto mais definidos em função da experiência, porém não
°C 10 15 15 devem ultrapassar aos indicados anteriormente.
quente e a temperatura média
Total: temperatura do ponto mais
°C 130 155 180
quente
Tabela 4.1.
TERMOSTATO (BIMETÁLICO)
São detetores térmicos do tipo bimetálico, com
contatos de prata normalmente fechados. Estes
se abrem com determinada temperatura. Os
termostatos são ligados em série ou
independentes conforme esquema de ligação.

TERMISTORES (TIPO PTC ou NTC)


São detetores térmicos, compostos de
semicondutores que variam sua resistência
bruscamente ao atingirem uma determinada
temperatura. Os termistores são ligados em série
ou independentes conforme esquema de ligação.

NOTA: Os termostatos e os termistores deverão


ser conectados a uma unidade de controle que
interromperá a alimentação do gerador ou
acionará um dispositivo de sinalização.

23
GERADORES LINHA S

ºC 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0 100.00 100.39 100.78 101.17 101.56 101.95 102.34 102.73 103.12 103.51
10 103.90 104.29 104.68 105.07 105.46 105.95 106.24 106.63 107.02 107.40
20 107.79 108.18 108.57 108.96 109.35 109.73 110.12 110.51 110.90 111.28
30 111.67 112.06 112.45 112.83 113.22 113.61 113.99 114.38 114.77 115.15
40 115.54 115.93 116.31 116.70 117.08 117.47 117.85 118.24 118.62 119.01
50 119.40 119.78 120.16 120.55 120.93 121.32 121.70 122.09 122.47 122.86
60 123.24 123.62 124.01 124.39 124.77 125.16 125.54 125.92 126.31 126.69
70 127.07 127.45 127.84 128.22 128.60 128.98 129.37 129.75 130.13 130.51
80 130.89 131.27 131.66 132.04 132.42 132.80 133.18 133.56 133.94 134.32
90 134.70 135.08 135.46 135.84 136.22 136.60 136.98 137.36 137.74 138.12
100 138.50 138.88 139.26 139.64 140.02 140.39 140.77 141.15 141.53 141.91
110 142.29 142.66 143.04 143.42 143.80 144.17 144.55 144.93 145.31 145.68
120 146.06 146.44 146.81 147.19 147.57 147.94 148.32 148.70 149.07 149.45
130 149.82 150.20 150.57 150.95 151.33 151.70 152.08 152.45 152.83 153.20
140 153.58 153.95 154.32 154.70 155.07 155.45 155.82 156.19 156.57 156.94
150 157.31 157.69 158.06 158.43 158.81 159.18 159.55 159.93 160.30 160.67
Tabela 4.2. - Variação da resistência calibrada de platina.

Fórmula: Ω - 100 = °C
0,386 5.3.1.2. NO PAINEL
OBS: Quando houver previsão de caixa de ligação
para acessórios, nesta caixa estarão os terminais As proteções no painel são definidas pelo cliente
de ligação dos protetores térmicos e outros segundo sua necessidade. Na tabela 4.3 listamos
acessórios. Caso contrário, os terminais dos as proteções usuais nos painéis de acionamentos:
acessórios estarão na caixa principal.

POTÊNCIA PROTEÇÕES

Até 150 kVA – B.T. 50/51 – 52-59


Até 150 a 1000kVA- B.T. 27-49-50-59-50/51
Acima de 1000 kVA – B.T. 27-32-49-50G-51V-52-59
Até 3000 kVA – Média Tensão CP-PR-27-32-49-50G-51V-52-59
De 3000 a 7500Kva – Média Tensão CP-PR-32-40-46-49-50G-51V-52-59-87
Acima de 7500 kVA – Média Tensão CP-PR-27-32-40-46-49-50G-51V-52-59-78-81-87
Tabela 4.3.

SIMBOLOGIA 64 – Terra no Campo


CP – Capacitor 78 – Ângulo de Fase
PR – Pára-raio 81 – Freqüência
27 – Subtensão 86 – Relé de Bloqueio
32 – Potência Inversa 87 – Diferencial
46 – Desequilíbrio de Corrente 40 – Perda de Campo
49 – Sobrecarga
50G – Sobrecorrente de Terra OBS: A proteção 59 (sobretensão) é de uso
50 – Sobrecorrente Instantânea obrigatório para não causar danos ao gerador e a
51 – Sobrecorrente Temporizada carga alimentada.
51v – Sobrecorrente com Travamento por Tensão
52 – Disjuntor
59 – Sobretensão

24
GERADORES LINHA S

5.3.2. RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO gerador, e parafusos de fixação mal


apertados;
Quando o gerador encontra-se equipado com - Base inadequada, ou com falta de rigidez;
resistência de aquecimento para impedir a - Vibrações externas provenientes de outros
condensação de água durante longos períodos equipamentos.
sem operação estas devem ser ligadas de modo a
serem sempre energizadas logo que o gerador Operar o gerador com valores de vibração
saia de operação. acima dos descritos acima pode prejudicar a
O desenho dimensional e uma placa de sua vida útil e/ou seu desempenho.
identificação específica existente no gerador
indicam o valor da tensão de alimentação e a
potência das resistências instaladas. 5.3.4. LIMITES DE VIBRAÇÃO DO EIXO

5.3.3. LIMITES DE VIBRAÇÃO Em geradores equipados ou com previsão para


instalação de sensor de proximidade
Os geradores WEG são balanceados em fábrica (normalmente utilizados em mancais de bucha) as
atendendo os limites de vibração estabelecidos superfícies do eixo são preparadas com
pelas normas IEC34-14, NEMA MG1 - Parte 7 e acabamento especial nas áreas adjacentes aos
NBR 11390 (exceto quando o contrato de compra mancais, visando garantir a correta medição da
especifique valores diferentes). vibração do eixo.
A vibração do eixo nestes geradores é medida e
As medições de vibração são realizadas nos deve atender às normas IEC 34-14 ou NEMA MG
mancais traseiro e dianteiro, nas direções vertical, 1.
horizontal e axial. Os valores de alarme e desligamento da tabela
3.6 representam valores de vibração do eixo
Quando o cliente envia a meia luva de admissíveis para máquinas elétricas acopladas
acoplamento para a WEG o gerador é balanceado conforme norma ISO7919-3.
com a meia luva montada no eixo. Caso contrário, Estes valores são orientativos e genéricos, sendo
de acordo com as normas acima, o gerador é que as condições específicas da aplicação devem
balanceado com meia chaveta (isto é, o canal de ser consideradas, principalmente a folga diametral
chaveta é preenchido com uma barra de mesma entre o eixo e o mancal.
largura, espessura e altura que o canal de
chaveta durante o balanceamento). Rotação
Vibração do Eixo (μm pico-a-pico)
Nominal (rpm) 280 e 355 a
Carcaça > 450
Os níveis máximos de vibração recomendados 315 450
pela WEG para geradores em operação são Alarme 110 130 150
1800
informados na tabela abaixo. Esses valores são Desligamento 140 160 190
orientativos e genéricos, sendo que condições Alarme 85 100 120
específicas da aplicação devem ser consideradas: 3600
Desligamento 100 120 150
Tabela 3.6.
Níveis de Vibração (mm/s RMS)
Rotação
nominal (rpm) Carcaça < 355
355 à
> 630 Operar o gerador com valores de vibração
630 do eixo na região de alarme ou
Alarme 4,5 4,5 5,5 desligamento pode causar danos ao
600 ≤ n ≤ 1800
Desligamento 7,0 7,0 8,0 casquilho do mancal.
Alarme 3,5 4,5 5,5 As principais causas para aumento na vibração do
1800 < n ≤ 3600
Desligamento 5,5 6,5 7,5 eixo são:
Tabela 3.5. - Problemas de desbalanceamento, acoplamento
ou outros problemas que repercutem também
As causas de vibração encontradas mais na vibração da máquina;
freqüentemente no campo são: - Problemas de forma do eixo na região de
- Desalinhamento entre o gerador e o medição, minimizados durante a fabricação;
equipamento acionador; - Tensão ou magnetísmo residual na superfície
- Fixação do gerador à base inadequada, com do eixo onde é feita a medição;
“calços soltos” debaixo de um ou mais pés do - Arranhões, batidas ou variações no
acabamento do eixo na região de medição.

25
GERADORES LINHA S

5.4. ENTRADA EM SERVIÇO Ao ser dada a primeira partida, excitar até a


tensão nominal.
O gerador sai da fábrica com algumas medidas de Quando o serviço for individual, após excitar até a
tensão nominal, pode receber plena carga
segurança para o transporte. Portanto, antes de
imediatamente.
colocá-lo em funcionamento, estas proteções
(quando houverem) devem ser retiradas.

5.4.3. FUNCIONAMENTO
5.4.1. EXAME PRELIMINAR
Colocar o gerador em funcionamento até atingir
Antes de ser dada a partida inicial ou após um sua estabilidade térmica e observar se surgem
longo tempo sem operação, verifique: ruídos, vibrações anormais ou aquecimentos
1) O gerador está limpo? Foram removidos os excessivos. Caso houver variações de vibração
materiais de embalagem e os elementos de significativas no conjunto entre a condição inicial
proteção? de funcionamento e a condição após a
2) As partes de conexão do acoplamento estão estabilidade térmica, é necessário reavaliar o
em perfeitas condições, devidamente alinhamento, nivelamento e o acoplamento do
apertadas e engraxadas onde necessário? gerador a máquina acionadora. E corrigir se
3) O gerador está alinhado? necessário.
4) Estão os rolamentos devidamente Todos os instrumentos de medição e controle
lubrificados? deverão ficar sob observação permanente a fim
5) Estão conectados os cabos dos protetores de que eventuais alterações possam ser
térmicos, aterramento e das resistências de constatadas e as suas causas sanadas.
aquecimento? (Quando existirem) Em caso de dúvida, consultar a assistência técnica
6) A resistência de isolamento dos enrolamentos da WEG Máquinas.
tem o valor prescrito?
7) Foram removidos todos os objetos, tais como
ferramentas, instrumentos de medição e 5.4.4. SERVIÇOS EM PARALELO
dispositivos de alinhamento da área de
trabalho do gerador? Todos os geradores podem ser utilizados para
8) O gerador está corretamente fixado? serviços em paralelo com a rede ou com outros
9) As conexões estão de acordo com o esquema similares, desde que estejam equipados com
de ligação do gerador? enrolamentos amortecedores e com regulador e
10) O regulador de tensão está corretamente sistema apropriados para esta operação
conectado, de acordo com seu manual de
instalação?
11) Os condutores da rede estão devidamente 5.4.5. DESLIGAMENTO
ligados aos bornes principais, de modo a
impossibilitar um curto-circuito ou soltarem- Mesmo após a desexcitação, ainda existe a tensão
se? residual, por isso somente após a parada total da
12) O gerador está devidamente aterrado? máquina é permitido realizar qualquer serviço de
13) Acionado o gerador a vazio, ele gira manutenção no gerador.
levemente sem ruídos estranhos? O sentido Constitui perigo de vida, não atentar para o
de rotação está correto? (Observar que ao se fato descrito acima.
inverter o sentido de rotação é necessário
verificar a seqüência de fase e alterá-la se 6. MANUTENÇÃO
preciso)
14) A ventilação está OK? Em uma manutenção de geradores,
adequadamente aplicados, deve-se inspecionar
periodicamente níveis de isolamento, elevação de
5.4.2. PARTIDA INICIAL temperatura (enrolamentos e mancais),
desgastes, lubrificação dos rolamentos, vida útil
Após terem sido tomados todos os cuidados de dos mancais, eventuais exames no ventilador,
verificação dos itens acima, pode ser dada a quanto ao correto fluxo de ar e níveis de vibração.
primeira partida. Durante a marcha, a excitação A não observância de um dos itens anteriormente
automática entra em funcionamento e na rotação relacionados podem significar paradas não
nominal, o gerador está pronto para entrar em
desejadas do equipamento. A freqüência com
ação, podendo receber carga.

26
GERADORES LINHA S

que devem ser feitas as inspeções, depende das TERMINAIS DE FORÇA (ESTATOR)
condições locais de aplicação.
Para limpá-los, deve-se utilizar escovas ou pano
limpos de algodão. Se a poeira não for abrasiva,
deve-se empregar um jateamento de ar
comprimido, “soprando” a sujeira da tampa
defletora e eliminando todo acúmulo de pó
contido nas pás do ventilador e carcaça.
Os detritos impregnados de óleo ou umidade
podem ser limpos com panos embebidos em
solventes adequados.
Em geradores com proteção IP54, recomenda-se
uma limpeza na caixa de ligação, esta deve
apresentar bornes limpos sem oxidação, em
perfeitas condições mecânicas e sem depósitos
de graxa ou zinabre.

Os geradores utilizados em conjuntos de


suprimento de emergência, devem CAMPO DA EXCITATRIZ AUXILIAR OU ANEL
conforme grau de umidade do local de COLETOR
instalação, receber carga de 2 a 3 horas a
cada mês.

6.1. ESQUEMAS DE LIGAÇÕES RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO (COM OU


SEM TERMOSTATO)
A seguir a numeração dos terminais e esquemas
de ligações mostrando como os terminais devem
ser ligados.

IDENTIFICAÇÃO DOS TERMINAIS


1 a 12, N - Terminais de força (estator).
UR, VR, WR e N - Tensão de referência e
alimentação do regulador.
13, 14 e 15 - Fases da excitatriz auxiliar ou bobina
auxiliar. TERMOSENSOR (PT100)
I e K - Campo da excitatriz principal I(+).K(-) ou
anel coletor. PT100 1 POR FASE
16 a19 - Resistência de aquecimento (com ou
sem termostato).
20 a 25 - Termosensor (PT100) - Estator.
26 a 31 - Termistor (PTC) - Estator.
32 a 37 - Termostato (Klixon, Compela) - Estator.
38 a 41 - Termosensores - Mancal. PT100 1 POR FASE COM 3 FIOS
42 a 45 - Termistores - Mancal.
46 a 49 - Termostatos - Mancal.
50 a 52 - Dínamo Taquimétrico.
53 a 55 - Chave de fluxo de água - Radiador.
56 a 59 - Detetor de vazamento de água -
Radiador.
60 a 63 - Termômetro para água - Radiador.
64 a 65 - Detetor de falha dos diodos.
66 a 77 - Transformador de corrente.
88 a 91 - Termômetro (mancal).

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GERADORES LINHA S

TERMOSENSORES NOS MANCAIS TERMÔMETRO NOS MANCAIS

CHAVE DE FLUXO DE ÁGUA

NOTAS:
Para sensores do tipo PTC e termostatos troca-se
a numeração conforme consta na legenda.
Para 2 sensores por fase serão acrescidos sufixos
sendo: “A “ para alarme, “ D” para desligamento.
Para 3 sensores por fase serão acrescidos sufixos
sendo: “A” para alarme, “D” para desligamento,
“R” para reserva.
Para sensores do tipo PTC e termostato troca-se a
DETETOR DE VAZAMENTO DE ÁGUA numeração conforme consta na legenda.
Para 2 sensores por mancal serão acrescidos
sufixos sendo: “A” para alarme e “D” para
desligamento.

6.2. LIMPEZA

A carcaça deve ser mantida limpa, sem acúmulo


de óleo ou poeira na sua parte externa para
facilitar a troca de calor com o meio.
Também em seu interior os geradores devem ser
mantidos limpos, isentos de poeira, detritos e
TERMÔMETROS PARA ÁGUA (RADIADORES) óleos.

6.2.1. REVISÃO COMPLETA

- Limpe os enrolamentos sujos com pincel ou


escova. Use um pano umedecido em álcool ou
com solventes adequados para remover graxa,
óleo e outras sujeiras que aderiram sobre o
enrolamento. Seque com ar seco.

- Passar ar comprimido através dos canais de


DETETOR DE FALHA DOS DIODOS ventilação no pacote de chapas do estator,
rotor e mancais (ar seco).

- Drene a água condensada, limpe o interior das


caixas de ligação e os anéis coletores.

- Meça a resistência de isolamento (ver tabela


2.1), ou índice de polarização conforme
tabelas 2.2.

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GERADORES LINHA S

6.3. RADIADOR - RESFRIADOR DE AR 6.3.4. LIMPEZA (RADIADOR)


EM CIRCUITO FECHADO
Utilizando-se água limpa, o resfriador pode
Descrição permanecer em operação por vários anos, sem
necessidade de limpeza. Com água muito suja, é
6.3.1. GENERALIDADES necessária uma limpeza a cada 6 a 12 meses,
pode-se constatar o grau de sujeira pelo aumento
O radiador é um transmissor de calor de das temperaturas do ar. Quando a temperatura
superfície projetado para dissipar calor de do ar frio, nas mesmas condições de operação,
equipamentos elétricos ou outros de forma ultrapassa o valor determinado, via de regra e
indireta, isto é, ar em circuito fechado e resfriado supõem que há sujeira nos tubos. Para a limpeza
pelo radiador após retirar calor proveniente dos deverão ser utilizadas escovas adequadas.
equipamentos que devem ser refrigerados. Para a limpeza do cabeçote, o mesmo deve ser
Como fluido secundário de resfriamento deve ser desconectado do espelho. Para nova montagem
utilizada água limpa. deverá ser verificado o estado das juntas e se
Desta forma, a transmissão de calor se dá do necessário trocá-las. A água suja é retirada
equipamento para o ar e deste para a água. através dos dispositivos de dreno existentes nos
cabeçotes ou tubulações.

6.3.2. COLOCAÇÃO EM OPERAÇÃO

Controlar a temperatura antes e após o resfriador


e eventualmente corrigir a vazão de água.
Regular a pressão da água apenas se necessário
para vencer a resistência nas tubulações e no
mesmo.
Para controle de operação, recomendamos prever
termômetros no lado do ar e nas tubulações de
água, antes e após o resfriador e registrar as
temperaturas em determinados espaços de
tempo. Por ocasião da instalação de termômetros
poderiam ser instalados os instrumentos de
registro ou sinalização (buzina, lâmpadas) em
determinados locais.

6.3.3. MANUTENÇÃO (RADIADOR)

Utilizando-se água agressiva (água do mar,


salobre, de porto ou com produtos químicos),
recomendamos independentemente do grau de
sujeira do resfriador, verificar as partes dos
cabeçotes e dos espelhos afetados pela água ao
aparecimento da corrosão, em determinados
espaços de tempo, no mais tardar após um ano
de operação.
Caso seja constatada corrosão, é necessário
providenciar uma proteção contra corrosão
adequada (por ex. placa de proteção similares), a
fim de prevenir um dano maior das partes
afetadas. A camada externa de todas as partes do
resfriador deve ser sempre mantida em bom
estado.

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GERADORES LINHA S

7. LUBRIFICAÇÃO Os intervalos de lubrificação, quantidade de graxa


e os rolamentos usados nos geradores, estão nas
7.1. MANCAIS LUBRIFICADOS A GRAXA tabelas anexas, como valores orientativos.
O período de relubrificação depende do tamanho
A finalidade de manutenção, neste caso, é do gerador, da velocidade de rotação, das
prolongar o máximo possível, a vida útil do condições de serviço, do tipo de graxa utilizado e
sistema de mancais. da temperatura de trabalho.
A manutenção abrange: O período de lubrificação e o tipo dos rolamentos
a) Observação do estado geral em que se para cada gerador estão gravados na placa de
encontram os mancais. identificação fixada no gerador.
b) Lubrificação e limpeza.
c) Exame mais minucioso dos rolamentos.
O ruído nos geradores deverá ser observado em 7.1.2. QUALIDADE E QUANTIDADE DE
intervalos regulares de 1 a 4 meses. Um ouvido GRAXA
bem treinado é perfeitamente capaz de distinguir
o aparecimento de ruídos anômalos, mesmo É importante que se faça uma lubrificação
empregando meios muito simples (uma chave de correta, isto é, aplicar graxa correta e em
fenda, etc.). quantidade adequada, pois tanto uma lubrificação
Para uma análise mais confiável dos mancais, deficiente quanto uma lubrificação excessiva,
aconselha-se a utilização de equipamentos que trazem efeitos prejudiciais.
permitam fazer análises preditivas. A lubrificação em excesso acarreta elevação de
O controle da temperatura num mancal também temperatura, devido à grande resistência que
faz parte da manutenção de rotina. Sendo o oferece ao movimento das partes rotativas, e
mancal lubrificado com graxas recomendadas no principalmente devido ao batimento da graxa, que
item 4.2.1.2 a sobre elevação de temperatura não acaba por perder completamente suas
deverá ultrapassar os 60ºC, medido no anel características de lubrificação.
externo do rolamento ( T = 60ºC/ambiente máx. Isto pode provocar vazamento, com penetração
= 40ºC, temperatura absoluta = T + ambiente) da graxa para o interior do gerador,
A temperatura poderá ser controlada depositando-se sobre as bobinas, rotor e estator.
permanentemente com termômetros, colocados Para a lubrificação dos rolamentos em máquinas
do lado de fora do mancal, ou com elétricas, vem sendo empregado de modo
termo-elementos embutidos. generalizado, graxas à base de lítio e bissulfeto de
molibdênio, por apresentarem boa estabilidade
As temperaturas de alarme e desligamento mecânica, insolubilidade em água e ponto de gota
para mancais de rolamento podem ser próximo aos 200ºC.
ajustadas respectivamente para 110°C e Essas graxas nunca deverão ser misturadas com
120°C. outras que tenham base de sódio ou cálcio.

Os geradores Weg são normalmente


equipados com rolamentos de esfera ou de 7.1.3. COMPATIBILIDADE
rolos, lubrificados com graxa. Os
rolamentos devem ser lubrificados para A compatibilidade dos diversos tipos de graxas
evitar o contato metálico entre os corpos constitui, ocasionalmente, um problema. Pode-se
rolantes e também para proteger os dizer que as graxas são compatíveis, quando as
mesmos contra corrosão e desgaste. propriedades da mistura se encontram entre as
As propriedades dos lubrificantes faixas de propriedades das graxas
deterioram-se em virtude de individualmente.
envelhecimento e trabalho mecânico, e Para se evitar qualquer possível problema de
além disso todos os lubrificantes sofrem incompatibilidade de graxas. Uma boa prática de
contaminação em serviço, razão pela qual lubrificação consiste em se introduzir uma nova
devem ser completados ou trocados de graxa no equipamento, eliminando-se por
tempos em tempos. completo a graxa velha e limpando perfeitamente
o local que vai ser lubrificado.
7.1.1. INTERVALOS DE LUBRIFICAÇÃO Quando isto não for possível, deve-se aplicar
graxa nova sob pressão. Expulsando-se a antiga,
Os geradores Weg são fornecidos com graxa até sair graxa limpa pelo dreno do mancal.
suficiente para um período longo de
funcionamento.

30
GERADORES LINHA S

Em geral, graxas com o mesmo tipo de sabão são


compatíveis entre si, mas dependendo da
proporção de mistura, pode haver
incompatibilidade. Assim sendo, não é
recomendada a mistura de diferentes tipos de
graxas, sem antes consultar o representante
técnico e ou a WEG.
Alguns espessantes e óleos básicos, não podem
ser misturados entre si.
Se forma então uma mistura não homogênea.
Neste caso, não se pode descartar uma tendência
ao endurecimento, ou ao contrário, um
amolecimento da graxa, (ou queda do ponto de
gota da mistura resultante).
Figura 4.1. - Rolamentos e sistemas de
lubrificação.
7.1.4. INSTRUÇÕES PARA LUBRIFICAÇÃO

Todos os geradores de alta/baixa tensão possuem 7.1.5. SUBSTITUIÇÃO DE ROLAMENTOS


graxeiras para a lubrificação de rolamentos. O
sistema de lubrificação foi projetado para que na A fim de evitar danos aos núcleos, será necessário
relubrificação dos rolamentos, toda a graxa seja após a retirada da tampa do mancal calçar o rotor
removida das pistas dos rolamentos e expelida no entreferro com cartolina de espessura
através de um dreno que permite a saída e correspondente.
impede a entrada de poeira ou outros A desmontagem dos rolamentos não é difícil,
contaminantes nocivos ao rolamento. desde que sejam usadas ferramentas adequadas
Este dreno também evita a danificação dos (extrator de rolamentos com 3 garras conforme
rolamentos pelo conhecido problema de figura 4.2).
relubrificação excessiva.
É aconselhável fazer a relubrificação durante o
funcionamento do gerador, de modo a permitir a
renovação da graxa no alojamento do rolamento.
Se isto não for possível devido à presença de
peças girantes perto da engraxadeira (polias, etc.)
que podem por em risco a integridade física do
operador, procede-se da seguinte maneira:

ETAPAS DE RELUBRIFICAÇÃO DOS Figura 4.2 - Extrator de rolamentos.


ROLAMENTOS
1. Retirar a tampa do dreno. As garras do extrator deverão ser aplicadas sobre
2. Limpar com pano de algodão as proximidades a face lateral do anel a ser desmontado, ou sobre
do orifício da graxeira. uma peça adjacente.
3. Com o rotor em funcionamento, adicionar a É essencial que a montagem dos rolamentos seja
graxa por meio de pistola engraxadeira manual efetuada em condições de rigorosa limpeza e por
até que a graxa comece a sair pelo dreno ou pessoal competente, para assegurar um bom
até ter sido introduzida a quantidade de graxa funcionamento e evitar danificações.
recomendado nas tabelas. Rolamentos novos somente deverão ser retirados
4. Deixar o gerador funcionando durante o tempo da embalagem, no momento de serem montados.
suficiente para que se escoe todo o excesso de Antes da colocação do rolamento novo, será
graxa. necessário corrigir quaisquer sinais de rebarba ou
pancadas no assento do rolamento no eixo.
OBS: É importante manter as graxeiras limpas
antes da introdução da graxa a fim de evitar a Os rolamentos não podem receber golpes diretos
entrada de materiais estranhos no rolamento. durante a montagem. Recomenda-se que sejam
Para lubrificação, use exclusivamente pistola aquecidos (aquecedor indutivo) visando, a partir
engraxadeira manual. da dilatação do anel interno, facilitar a montagem.
O apoio para prensar o rolamento deve ser
aplicado sobre o anel interno.

31
GERADORES LINHA S

7.1.6. MANCAIS DE DESLIZAMENTO - Use os parafusos olhais (9) para levantar a


metade superior da carcaça (5)
7.1.6.1. INSTRUÇÕES GERAIS desencaixando-a completamente das metades
inferiores da vedação externa (11), dos
A manutenção de mancais de deslizamento inclui labirintos de vedação, dos alojamentos dos
verificação periódica do nível e das condições do labirintos (20) e do casquilho (12).
lubrificante, checagem dos níveis de ruído e de - Continue a desmontar a metade superior da
vibrações do mancal, acompanhamento da carcaça sobre uma bancada. Desatarraxe os
temperatura de trabalho e reaperto dos parafusos parafusos (19) e retire a metade superior da
de fixação e montagem. proteção externa. Remova os parafusos (10) e
A carcaça deve ser mantida limpa, sem acúmulo desencaixe a metade superior do alojamento
de óleo ou poeira na sua parte externa para do labirinto (20).
facilitar a troca de calor com o meio. - Desencaixe e retire a metade superior do
Furos roscados para conexão de termômetro, casquilho (13).
visor de nível, entrada e saída de óleo, bomba de - Remova os parafusos que unem as duas
circulação de óleo ou termômetro para leitura no metades do anel pescador (14) e
reservatório são fornecidos em ambos os lados, cuidadosamente separe-as e retire-as.
de modo que as conexões possam ser feitas pelo - Retire as molas circulares dos anéis labirinto e
lado direito ou esquerdo da carcaça do mancal. remova a metade superior de cada anel.
O dreno de óleo está localizado na parte inferior Rotacione as metades inferiores dos anéis para
do mancal. fora de seus alojamentos e retire-as.
No caso de mancais com lubrificação por - Desconecte e remova o sensor de temperatura
circulação de óleo a tubulação de saída deve ser que penetra na metade inferior do casquilho.
conectada à posição do visor de nível. - Usando uma talha ou macaco levante o eixo
Se o mancal é eletricamente isolado as superfícies alguns milímetros para que a metade inferior
esféricas de assento do casquilho na carcaça são do casquilho possa ser rotacionada para fora
encapadas com um material isolante. Nunca retire do seu assento.
esta capa. IMPORTANTE: Para tanto é
O pino anti-rotação também é isolado, e os selos necessário que os parafusos 4 e 6 da
de vedação são feitos de material não condutor. outra metade do mancal estejam
Instrumentos de controle de temperatura que frouxos.
estiverem em contato com o casquilho também
devem ser devidamente isolados. - Rotacione cuidadosamente a metade inferior
Mancais refrigerados a água são fornecidos com a do casquilho sobre o eixo e remova-a.
serpentina de refrigeração instalada e devem ser - Desatarraxe os parafusos (19) e retire a
manuseados com cuidado especial para não metade inferior da proteção externa (11).
danificar as conexões durante o transporte e a Desatarraxe os parafusos (10) e remova a
instalação. metade inferior do alojamento do anel labirinto
(21).
- Retire os parafusos (4) e remova a metade
7.1.6.2. DESMONTAGEM DO MANCAL (TIPO inferior da carcaça (2).
"EF / EM = B3", “ER / EG = D5 / D6”) - Desatarraxe os parafusos (8) e remova o selo
máquina (7).
Para desmontar o mancal e ter acesso aos - Limpe e inspecione completamente as peças
casquilhos, bem como a outros componentes siga removidas e o interior da carcaça.
cuidadosamente as instruções abaixo. Guarde - Para montar o mancal siga as instruções acima
todas as peças desmontadas em local seguro. na ordem inversa.
(Ver figura 4.3).
NOTA: Torque de aperto dos parafusos de
Lado acionado: fixação do mancal ao gerador = 10 Kgfm.
- Limpe completamente o exterior da carcaça.
Desatarraxe e retire o plugue do dreno de óleo Lado não acionado:
(1) localizado na parte inferior da carcaça - Limpe completamente o exterior da carcaça.
permitindo que todo o lubrificante escoe. Solte e retire o plugue (1) do dreno de óleo
- Remova os parafusos (4) que fixam a metade localizado na parte inferior da carcaça,
superior da carcaça (5) no gerador (3). permitindo que todo o lubrificante escoe.
- Retire os parafusos (6) que unem as faces - Solte os parafusos (19) e retire a tampa do
bipartidas da carcaça (2 e 5). mancal (11).

32
GERADORES LINHA S

- Desatarraxe os parafusos (4) que fixam a não sejam danificadas. Após alinhar
metade superior da carcaça (5) no gerador cuidadosamente as faces da metade inferior do
(3). Retire os parafusos (6) que unem as faces casquilho e da carcaça abaixe vagarosamente o
bipartidas da carcaça do mancal (2 e 5). eixo até sua posição de trabalho. Com um martelo
- Use os parafusos olhais (9) para levantar a aplique leves golpes na carcaça para que o
metade superior da carcaça (5) casquilho se posicione corretamente em relação
desencaixando-a completamente das metades ao seu assento e ao eixo. Este procedimento gera
inferiores da carcaça (2), do labirinto de uma vibração de alta freqüência que diminui o
vedação e do casquilho (12). atrito estático entre o casquilho e a carcaça e
- Desencaixe e retire a metade superior do facilita o seu correto alinhamento.
casquilho (13). A capacidade de auto-alinhamento do mancal tem
- Remova os parafusos que unem as duas a função de compensar somente a deflexão
metades do anel pescador (14) e normal do eixo durante a montagem. Na
cuidadosamente separe-as e retire-as. seqüência deve-se instalar o anel pescador, o que
- Retire a mola circular do anel labirinto e deve ser feito com muito cuidado, pois o
remova a metade superior do anel. Rotacione funcionamento perfeito do mancal depende da
a metade inferior do anel labirinto para fora do lubrificação fornecida pelo anel. Os parafusos
seu alojamento e retire-a. devem ser levemente apertados e qualquer
- Desconecte e remova o sensor de temperatura rebarba cuidadosamente retirada para
que penetra na metade inferior do casquilho. proporcionar um funcionamento suave e uniforme
- Usando uma talha ou macaco levante o eixo do anel. Numa eventual manutenção deve-se
alguns milímetros para que a metade inferior cuidar para que a geometria do anel não seja
do casquilho possa ser rotacionada para fora alterada.
do seu assento. As metades inferior e superior do casquilho
- Rotacione cuidadosamente a metade inferior possuem números de identificação ou marcações
do casquilho (12) sobre o eixo e remova-a. para orientar o seu posicionamento. Posicione a
- Retire os parafusos (4) e remova a metade metade superior do casquilho alinhando suas
inferior da carcaça (2). marcações com as correspondentes na metade
- Desatarraxe os parafusos (8) e remova o selo inferior. Montagens incorretas podem causar
máquina (7). sérios danos aos casquilhos.
- Limpe e inspecione completamente as peças Verifique se o anel pescador gira livremente sobre
removidas e o interior da carcaça. o eixo. Com a metade inferior do casquilho
- Para montar o mancal siga as instruções acima posicionada instale o selo de vedação do lado
na ordem inversa. flangeado do mancal. (Veja item 5.5.7).
NOTA: Torque de aperto dos parafusos de Após revestir as faces bipartidas da carcaça com
fixação do mancal ao gerador = 10 Kgfm. um componente de vedação não endurecível,
monte a parte superior da carcaça (5) cuidando
para que os selos de vedação se ajustem
7.1.6.3. MONTAGEM DO MANCAL perfeitamente em seus encaixes. Certifique-se
também que o pino anti-rotação esteja encaixado
Cheque as superfícies de encaixe do flange sem nenhum contato com o furo correspondente
certificando-se que elas estejam limpas, planas e no casquilho.
isentas de rebarbas.
Verifique se as medidas do eixo estão dentro das NOTA: Carcaça ou casquilho são
tolerâncias especificadas pela Renk e se a intercambiáveis desde que
rugosidade está de acordo com o exigido (< 0,4). considerados completos (metades
Remova a metade superior da carcaça (2) e os individuais não são intercambiáveis).
casquilhos (12 e 13), verifique se não ocorreu
nenhum dano durante o transporte e limpe
completamente as superfícies de contato.
Levante o eixo alguns milímetros e encaixe o
flange da metade inferior do mancal no rebaixo
usinado na tampa da máquina parafusando-o
nesta posição.
Aplique óleo no assento esférico da carcaça e no
eixo, coloque o casquilho inferior (12) sobre o
eixo e rotacione-o para a sua posição cuidando
para que as superfícies axiais de posicionamento

33
GERADORES LINHA S

Figura 4.1.

1) Bujão de dreno; 12) Casquilho inferior;


2) Carcaça do mancal; 13) Casquilho superior;
3) Carcaça do gerador; 14) Anel pescador;
4) Parafusos de fixação; 15) Entrada de óleo;
5) Capa da carcaça do mancal; 16) Conexão para sensor de temperatura;
6) Parafusos da capa do mancal bipartido; 17) Nível de óleo ou saída de óleo para
7) Selo máquina; lubrificação;
8) Parafusos de selo máquina; 18) Bujão para tubos;
9) Olhal de suspensão; 19) Parafusos de proteção externa;
10) Parafusos da tampa externa; 20) Alojamento do labirinto;
11) Tampa externa; 21) Metade inferior do alojamento do labirinto.

34
GERADORES LINHA S

LUBRIFICAÇÃO FORÇADA – CONFIGURAÇÃO PADRÃO WEG

UM SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO FORÇADA PARA MANCAIS DE DESLIZAMENTO

OBS.:
1. Deixar inclinação de 2 a 3º entre as posições 28 e 29.
2. Limpar os tubos de entrada e saída de óleo por decapagem.
3. Usar posição 35 para contra-porca nas posições 25 e 29.

35
GERADORES LINHA S

(*) SISTEMA ERMETO DE CONEXÕES

36
GERADORES LINHA S

7.1.6.4. AJUSTE DAS PROTEÇÕES (PT100) fechados por pulgões e nenhuma conexão deve
apresentar vazamento.
Cada mancal está equipado com um detector de O nível de óleo é atingido quando o lubrificante
temperatura tipo PT100 instalado diretamente no pode ser visto aproximadamente no meio do visor
casquilho, próximo a zona de carga. Este de nível. O uso de maior quantidade de óleo não
dispositivo deverá ser conectado a um painel de prejudica o mancal, mas pode ocasionar
controle com a função de indicar vazamentos através das vedações de eixo.
sobreaquecimentos e de proteger o mancal de
danos devido a operação com temperatura IMPORTANTE:
elevada. Os cuidados tomados com a
lubrificação determinará a vida útil
IMPORTANTE: As seguintes temperaturas dos mancais e a segurança no
devem ser ajustadas no sistema de proteção do funcionamento do gerador. Por isso, é de suma
mancal: importância observar as seguintes
recomendações:
ALARME: 110ºC. - O óleo selecionado deverá ser aquele que
DESLIGAMENTO: 120ºC. tenha a viscosidade adequada para a
temperatura de trabalho dos mancais. Isso
deve ser observado em uma eventual troca de
A temperatura de alarme deverá óleo ou em manutenções periódicas.
ser ajustada em 10ºC acima da - Quantidade insuficiente de lubrificante, devido
temperatura de regime de trabalho, a enchimento incompleto ou falta de
não ultrapassando o limite de 110ºC. acompanhamento do nível pode danificar os
casquilhos. O nível mínimo de óleo é atingido
7.1.6.5. REFRIGERAÇÃO COM CIRCULAÇÃO quando o lubrificante pode ser visto tocando
DE ÁGUA na parte inferior do visor de nível com o
gerador fora de operação.
Nestes casos o reservatório de óleo, no mancal,
possui uma serpentina por onde circula a água.
A água circulante deve apresentar, na entrada do 7.1.6.7. VEDAÇÕES
mancal, uma temperatura menor ou igual a do
ambiente, a fim de que ocorra a refrigeração. As duas metades do anel labirinto de vedação são
A pressão da água deve ser de 0,1 Bar e a vazão unidas por uma mola circular. Elas devem ser
igual a 0,7 l/s. O Ph deve ser neutro. inseridas no alojamento do anel de modo que o
pino de tratamento esteja encaixado em seu
NOTA: Sob hipótese alguma pode rebaixo na metade superior da carcaça. A
haver vazamento de água para o instalação incorreta destrói a vedação.
interior do reservatório de óleo, o Antes de montar as vedações limpe
que representaria em contaminação cuidadosamente as faces de contato do anel e de
do lubrificante. seu alojamento, e recubra-as com um
componente de vedação não endurecível. Os
7.1.6.6. LUBRIFICAÇÃO furos de drenagem existentes na metade inferior
do anel devem ser limpos e desobstruídos. Ao
A troca do óleo dos mancais deve ser efetuada a instalar esta metade do anel de vedação, aperte-a
cada 8000 horas de trabalho, ou sempre que o levemente contra a parte inferior do eixo.
lubrificante apresentar alterações em suas Uma vedação adicional está instalada
características. A viscosidade e o Ph do óleo internamente ao gerador para prevenir a sucção
devem ser verificados periodicamente. do óleo devido a baixa pressão gerada pelo
sistema de ventilação da máquina.
O nível do óleo deve ser
acompanhado diariamente,
devendo ser mantido 7.1.6.8. OPERAÇÃO
aproximadamente no centro do
visor de nível. A operação de geradores equipados com mancais
de escorregamento é similar a de geradores
O mancall deve ser lubrificado com o óleo equipados com mancais de rolamento.
especificado através do orifício do visor superior.
Todos os furos roscados não usados devem estar

37
GERADORES LINHA S

A partida do sistema deve ser acompanhada Durante o processo de secagem, a temperatura


cuidadosamente, assim como as primeiras horas deve ser cuidadosamente controlada. No início do
de operação. processo, a resistência de isolação irá diminuir
como conseqüência ao aumento de temperatura,
Antes da partida verifique: para crescer à medida que a isolação for sendo
- Se o óleo utilizado está de acordo com o desumidificada.
especificado. O processo de secagem deve continuar até que
- As características do lubrificante. sucessivas medições de resistência de isolamento
- O nível de óleo. indiquem que esta atingiu um valor constante
acima do valor mínimo.
As temperaturas de alarme e desligamento O enrolamento é secado mais efetivamente
ajustadas para o mancal (respectivamente 110 e através do fluxo de ar quente.
120ºC para alarme e desligamento). Garantindo que o ar quente é seco, ventiladores
Durante a primeira partida deve-se ficar atento deverão ser posicionados uniformemente no lado
para vibrações ou ruídos. Caso o mancal não de entrada de ar.
trabalhe de maneira silenciosa e uniforme o Se o teor de umidade é muito alto, devem ser
gerador deve ser desligado imediatamente. colocadas resistências de aquecimento entre os
O gerador deve operar durante várias horas até ventiladores e enrolamentos, ou use aquecedores
que a temperatura dos mancais se estabilize de ar forçado.
dentro dos limites citados anteriormente. Caso É extremamente importante impor uma boa
ocorra uma sobrelevação de temperatura o ventilação no interior do gerador durante a
gerador deverá ser desligado, sendo verificados operação de secagem para assegurar que a
os mancais e sensores de temperatura checados. umidade seja efetivamente removida.
Após atingida a temperatura de trabalho dos O calor de desumidificação pode também ser
mancais cheque se não há vazamento de óleo obtido energizando a resistência do gerador ou
pelos plugues, juntas ou pela ponta de eixo. fazendo circular corrente pelos enrolamentos a
serem desumidificados

7.2. CONTROLE DO ENTREFERRO


(geradores abertos de grande potência)

Após desmontagens e montagens do gerador,


será necessário analisar a medida do entreferro
para verificar a concentricidade do mesmo. A
variação do entreferro em dois pontos
diametralmente opostos, terá que ser inferior a
10% da medida do entreferro médio.

7.3. SECAGEM DOS ENROLAMENTOS

Esta operação deve ser feita com o máximo de


cuidado e, somente por pessoal qualificado.
A taxa de incremento da temperatura não deve
exceder a 5ºC por hora, e a temperatura final não
deve exceder a 150ºC.
Tanto uma temperatura final elevada quanto uma
taxa de incremento da temperatura muito elevada
pode gerar vapor, danificando a isolação.

NOTA: Na seqüência utilizaremos as seguintes


convenções:
AND – ânodo na carcaça;
CTD – cátodo na carcaça.

38
GERADORES LINHA S

8. TROCA DE DIODOS GIRANTES

Quando ocorrer dano num dos diodos girantes, é


necessário também verificar as características de
passagem e bloqueio dos demais diodos. O
conjunto de diodos faz parte do circuito de
excitação de campo da máquina síncrona. Tem
eletricamente a configuração:

Rotor
(campo)
da
máquina
Rotor da Excitatriz principal
Principal

Conjunto dos Diodos (Ponte


Retificadora)

39
GERADORES LINHA S

CONJUNTO DOS DIODOS

40
GERADORES LINHA S

CONJUNTO DOS DIODOS

Quantidade Denominação Posição


9 Porca sextavada 21
3 Arruela lisa 20
9 Terminal olhal com manga cil. 19
3 Arruela de pressão 18
3 Bucha isolante 17
4 Varistor C12 16
6 Arruela de chumbo 15
6 Arruela lisa 14
3 Paraf. Cil. C/Sex.int. 13
3 Diodo DS8 Cotado (-) 12
3 Diodo DS8 Anodo (+) 11
3 Bucha isolante 10
3 Arruela de pressão 9
4 Arruela isolante 8
8 Arruela isolante 7
12 Arruela isolante 6
6 Arruela lisa 5
6 Porca sextavada 4
3 Parafuso suporte 3
1 Suporte dos diodos 2
1 Suporte dos diodos 1

41
GERADORES LINHA S

CONJUNTO DOS DIODOS

42
GERADORES LINHA S

CONJUNTO DOS DIODOS

Quantidade Denominação Posição


8 Mola prata SCREW CENTER 680.008 26
1 Filme de Polyester 25
1 Filme isolante elétrico 24
4 Arruela lisa D12xD30 23
12 Porca baixa latão M8 22
18 Arruela dent. Forma A D8.2XD14 21
4 Parafuso cil. C/ sext. Int. M8x55 20
6 Parafuso cil. C/ sext. Int. M8x65 19
6 Porca sextavada M8x1.25 18
2 Parafuso cil. C/ Sex. int. M8x60 17
18 Arruela lisa D20xD8.5x2 16
6 Parafuso cil. C/ Sex. int. M8x45 15
2 Bucha isolante D15xD8.1x33 14
2 Bucha isolante D15xD8.1x48 13
4 Bucha isolante D15xD8.1x.31 12
4 Bucha isolante com encosto 11
6 Bucha isolante 10
4 Arruela isolante D30xD23x6 9
8 Arruela isolante D35xD15.1x6 8
6 Arruela de Chumbo 7
4 Varisor C12 6
2 Ponte de ligação dos diodos 5
3 Diodos DS10 CATODO (-) 4
3 Diodos DS10 ANODO (+) 3
1 Anel segmentado para diodos 2
1 Suporte dos diodos 1

43
GERADORES LINHA S

TIPO SSA
Forma Construtiva: D5.
Grau de Proteção: IP23.
Mancais de Deslizamento: (Bucha).
Refrigeração: IC 01.

44
GERADORES LINHA S

TIPO SSA
Forma Construtiva: D6.
Grau de Proteção: IP23.
Mancais de Deslizamento (Bucha).
Refrigeração: IC 01.

45
GERADORES LINHA S

TIPO SSW
Forma Construtiva: D5.
Grau de Proteção: IP54/55.
Mancais de Deslizamento (Bucha).
Refrigeração: IC 81W7.

46
GERADORES LINHA S

TIPO SSW
Forma Construtiva: D6.
Grau de Proteção: IP54/55.
Mancais de Deslizamento (Bucha).
Refrigeração: IC 81W7.

47
GERADORES LINHA S

SISTEMA DE VENTILAÇÃO AXIAL


CARCAÇAS 355 A 500 (sem canais radiais)

TROCADOR DE CALOR AR-AR

A máquina pode apresentar proteções IP44, IP54, IP55 ou


equivalentes.
Possui um ventilador interno e um externo acoplados ao eixo.
O trocador de calor é montado na parte superior da máquina.

ABERTO (AUTO-VENTILADO)

Neste sistema a máquina pode apresentar proteções IP23, IP24 ou


equivalentes, caracterizando uma máquina aberta.
Possui um ventilador Acoplado ao eixo, aspirando o ar ambiental,
que após passar através da máquina é devolvido ao meio ambiente.

TROCADOR DE CALOR AR-ÁGUA

A máquina com trocador de calor Ar-água pode apresentar


proteções IP44, IP54, IP55 ou equivalentes. A máquina possui um
ventilador acoplado ao eixo.

AUTO-VENTILADO POR DUTOS (SSD, SMD)

Neste sistema a máquina apresenta um ventilador interno acoplado


ao eixo, o qual aspira o ar de um recinto não contaminado que,
após atravessar a máquina, é devolvido ao meio ambiente.

48
GERADORES LINHA S

VENTILAÇÃO INDEPENDENTE COM TROCADOR


DE CALOR AR-AR (SSI, SMI)

Neste sistema existe um ventilador independente que força a


circulação interna do ar.
O outro ventilador independente aspira o ar ambiente e o faz
circular através do trocador de calor ar-ar.

VENTILAÇÃO INDEPENDENTE, GERADOR ABERTO

O ar ambiente é forçado a circular através da máquina por um


ventilador independente acoplado no topo da mesma, e em seguida
devolvido ao meio ambiente.

VENTILAÇÃO INDEPENDENTE COM TROCADOR DE


CALOR AR-ÁGUA (SSL, SML)

Neste sistema existe um ventilador independente que força a


ventilação do ar internamente a máquina através do trocador de
calor ar-água.

VENTILAÇÃO INDEPENDENTE POR DUTOS (SST,


SMT)

O ar é aspirado de um recinto não contaminado e é forçado através


da máquina por um ventilador independente e em seguida devolvido
ao meio ambiente.

49
GERADORES LINHA S

SISTEMA DE VENTILAÇÃO BILATERAL SIMÉTRICA


CARCAÇAS 560 A 1000 (com canais radiais)

TROCADOR DE CALOR AR-AR

A máquina pode apresentar proteções IP44, IP54, IP55 ou


equivalentes.
Possui dois ventiladores internos e um externo acoplados ao eixo.
O trocador de calor é montado na parte superior da máquina.

ABERTO (AUTO-VENTILADO) (SSA, SMA)

Neste sistema a máquina pode apresentar proteções IP23, IP24 ou


equivalentes, caracterizando uma máquina aberta.
Possui dois ventiladores acoplados ao eixo, aspirando o ar
ambiental, que após passar através da máquina é devolvido ao meio
ambiente.

TROCADOR DE CALOR AR-ÁGUA (SSW, SMW)

A máquina com trocador de calor ar-água pode apresentar


proteções IP44, IP54, IP55 ou equivalentes. A máquina possui dois
ventiladores acoplados ao eixo.

AUTO-VENTILADO POR DUTOS (SSD, SMD)

Neste sistema a máquina apresenta dois ventiladores internos


acoplados ao eixo, os quais aspiram o ar de um recinto não
contaminado que, após atravessar a máquina, é devolvido ao meio
ambiente.

50
GERADORES LINHA S

VENTILAÇÃO INDEPENDENTE COM TROCADOR DE


CALOR AR-AR (SSI, SMI)

Neste sistema existe um ventilador independente que força a


circulação interna do ar. O outro ventilador independente aspira o ar
ambiente e o faz circular através do trocador de calor ar-ar.

VENTILAÇÃO INDEPENDENTE, GERADOR ABERTO


(SSV, SMW)

O ar ambiente é forçado a circular através da máquina por dois


ventiladores independentes acoplados no topo da mesma, e em
seguida devolvido ao meio ambiente.

VENTILAÇÃO INDEPENDENTE COM TROCADOR DE


CALOR AR-ÁGUA (SSL, SML)

Neste sistema existe um ventilador independente que força a


ventilação do ar internamente a máquina através do trocador de
calor ar-água.

VENTILAÇÃO INDEPENDENTE POR DUTOS (SST,


SMT)

O ar é aspirado de um recinto não contaminado e é forçado através


da máquina por dois ventiladores independentes e em seguida
devolvido ao meio ambiente.

51
GERADORES LINHA S

9. PLANO DE MANUTENÇÃO

ANUALMENTE
CADA 3 CADA 3 ANOS
COMPONENTE DIARIAMENTE SEMANALMENTE (revisão
MESES (revisão completa)
parcial)
- Inspeção de - Drenar água - Desmontar gerador.
- Gerador - Reapertar
ruído e de condensada - Checar partes e
completo. parafusos.
vibração. (se houver). peças.

- Limpeza;
- Checar fixação do
- Inspeção visual;
- Enrolamento do enrolamento;
- Medir resistência
estator e rotor. - Estecas;
de isolação.
- Medir resistência de
isolação.

- Limpeza dos
mancais, substituir,
se necessário;
- Inspecionar
- Reengraxar: casquilho e
- Controle de respeitar intervalos substituir, se
- Mancais.
ruído. conforme placa de necessário (mancal
lubrificação. de bucha);
- Inspecionar pista de
deslize (eixo) e
recuperar quando
necessário.

- Caixas de - Limpar interior,


- Limpar interior e
ligação, reapertar
reapertar parafusos.
aterramentos. parafusos.

- Acoplamento
(observe as
- Após 1ª semana: - Cheque
instruções de - Cheque alinhamento
cheque alinhamento alinhamento e
manutenção do e fixação.
e fixação. fixação.
fabricante do
acoplamento).

- Se possível,
- Dispositivos de - Registre os valores desmontar e testar
monitoração. da medição. seu modo de
funcionamento.

- Limpe
- Limpe (quando
- Filtro. (quando - Limpe.
necessário).
necessário).

- Controle a limpeza, - Controle a


- Áreas dos anéis.
se necessário. limpeza.

- Controle da
- Anéis. superfície, limpeza e
contato.

- Controle, substituir
quando do
comprimento estiver
- Escovas.
gasto (verificar
marca de desgaste,
figura 4.5).

- Trocador de - Limpe (se - Limpar os tubos do


calor ar-ar. necessário). trocador.

52
GERADORES LINHA S

10. ANOMALIAS

A seguir enumeramos algumas anomalias possíveis de ocorrer em serviço, bem como o procedimento
correto para sua verificação e correção.

- O gerador não excita ou não escorva.

ANOMALIA PROCEDIMENTO
- Verificar a chave.
- Chave de excitação, caso houver, não está
- Verificar a união dos cabos da bobina auxiliar no
funcionando.
bloco de conexão prosseguindo até o bloco de
- Interrupção no circuito do enrolamento auxiliar.
conexão do regulador.
- Fazer excitação externa com bateria de 12 a
20Vcc, até o início do processo de excitação:
- Pólo negativo em K;
- Sempre desconectar os cabos do regulador
- Tensão residual demasiadamente baixa.
sob pena de danificá-lo;
- Pólo positivo em I.
Atenção: Ao utilizar uma bateria, esta não deverá
estar aterrada.
- Medir as rotações, fazer eventualmente, nova
- Velocidade de acionamento não está correta.
regulagem.
- Fazer medições em todos os diodos girantes;
- Interrupção no circuito de excitação principal. trocar diodos defeituosos ou trocar o conjunto
todo.
- Relé ou outro componente do regulador com
- Trocar o regulador de tensão.
defeito.

- Potenciômetro de ajuste de tensão externo - Verificar as ligações nos bornes e o próprio


rompido ou ligação interrompida. potenciômetro.

- Caso estiver defeituoso, deve ser trocado, ou se


- Varistor de proteção está defeituoso. não houver peça de reposição, retirá-lo
temporariamente.

- Gerador não excita, até a tensão nominal.

ANOMALIA PROCEDIMENTO
- Fazer medição individual em todos os diodos
- Retificadores girantes defeituosos. girantes; repor o diodo defeituoso; trocar
eventualmente o conjunto todo.
- Velocidade incerta. - Medir a velocidade e regulá-la.

- Ajuste abaixo da nominal - Ajustar no potenciômetro

- Alimentação do regulador de tensão não está de - Verificar se as ligações estão de acordo com o
acordo com a tensão de saída desejada. Manual de Regulador de Tensão.

53
GERADORES LINHA S

- Em vazio, o gerador excita até a tensão nominal, porém entra em colapso com a carga.

ANOMALIA PROCEDIMENTO
- Fazer medições individuais em todos os diodos
- Diodos girantes estão defeituosos. girantes; repor diodos defeituosos; trocar,
eventualmente o conjunto todo.

- Forte queda de velocidade. - Controlar seletor da máquina acionante

- O gerador, em vazio, excita-se através de sobretensão.

ANOMALIA PROCEDIMENTO

- Tiristor de potência defeituoso.


- Transformador de alimentação do regulador com - Trocar regulador.
defeito.

- Alimentação do regulador de tensão não está de - Refazer as ligações. Verificar o Manual do


acordo com a tensão de saída desejada. Regulador de Tensão.

- Oscilações nas tensões do gerador.

ANOMALIA PROCEDIMENTO

- Estabilidade mal ajustada. - Ajustar no trimpot estabilidade do regulador.

- As oscilações freqüentes são originárias da


- Oscilações na rotação da máquina de
máquina de acionamento e precisam ser
acionamento.
eliminadas.

IMPORTANTE:

As máquinas referenciadas neste manual experimentam aperfeiçoamento constantes,


por isso as informações deste manual estão sujeitas a modificações sem prévio aviso.

54
GERADORES LINHA S

TERMO DE GARANTIA PRODUTOS ENGENHEIRADOS

A WEG Máquinas oferece garantia contra defeitos de fabricação ou de materiais, para seus produtos, por um
período de 12 (doze) meses, contados a partir da data de emissão da nota fiscal fatura da fábrica. No caso
de produtos adquiridos por revendas/distribuidor/ fabricantes, a garantia será de 12 (doze) meses a partir
da data de emissão da nota fiscal da revenda/ distribuidor/fabricante, limitado a 18 (dezoito) meses da data
de fabricação. A garantia independe da data de instalação do produto e os seguintes requisitos devem ser
satisfeitos:

- Transporte, manuseio e armazenamento adequados;


- Instalação correta e em condições ambientais especificadas e sem a presença de agentes agressivos;
- Operação dentro dos limites de suas capacidades;
- Realização periódica das devidas manutenções preventivas;
- Realização de reparos e/ou modificações somente por pessoas autorizadas por escrito pela WEG
Máquinas.
- O equipamento, na ocorrência de uma anomalia esteja disponível para o fornecedor por um período
mínimo necessário à identificação da causa da anomalia e seus devidos reparos;
- Aviso imediato, por parte do comprador, dos defeitos ocorridos e que os mesmos sejam posteriormente
comprovados pela WEG Máquinas como defeitos de fabricação.

A garantia não inclui serviços de desmontagem nas instalações do comprador, custos de transportes do
produto e despesas de locomoção, hospedagem e alimentação do pessoal da Assistência Técnica quando
solicitado pelo cliente. Os serviços em garantia serão prestados exclusivamente em oficinas de Assistência
Técnica autorizados WEG Máquinas ou na própria fábrica.

Excluem-se desta garantia os componentes cuja vida útil, em uso normal, seja menor que o período de
garantia.

O reparo e/ou substituição de peças ou produtos, a critério da WEG Máquinas durante o período de garantia,
não prorrogará o prazo de garantia original.

A presente garantia se limita ao produto fornecido não se responsabilizando a WEG por danos a pessoas, a
terceiros, a outros equipamentos ou instalações, lucros cessantes ou quaisquer outros danos emergentes ou
conseqüentes.

WEG EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS S.A. - MÁQUINAS


Av. Prefeito Waldemar Grubba, 3000 89256-900 Jaraguá do Sul/SC
Tel. (047) 3276-4000 Fax (047) 3276-4030
www.weg.net

1012.04/0696

55
GERADORES LINHA S

ASSISTENTES TÉCNICOS

Atenção: Analisar o nível de credenciamento e em caso de dúvida, contatar a Assistência Técnica WEG

BRASIL BAHIA
BARREIRAS (47800-000) Tel.: (62) 3295 3188 BELÉM (66113-010)
ELÉTRICA RAPOSO LTDA Fax: (62) 3295 1890 ELETROTÉCNICA WILSON LTDA
Rua Prof. José Seabra, 22 Nível: 1.1, 2.1 e 3.3 Travessa Djalma Dutra, 682
Tel.: (77) 611 1812 ajelservice@ajelservice.com.br Tel./Fax: (91) 3244 5191
Fax: (77) 611 6149 Nível: 2.1 e 3.4
Nível: 3.2 MARANHÃO eletrotecnicawilsonltda@bol.com.br
eletricaraposo@uol.com.br SÃO LUIS (65054-100)
ELÉTRICA VISÃO COM. E SERVS. PARAÍBA
LTDA JOÃO PESSOA (58011-200)
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Rua Projetada 2, Qd L, s/n - Forquilha G.M.S. SERVS. E COM. LTDA
STAUMMAQ SERV. TEC. AUT. MOT. E
Tel.: (98) 3245 4500 R: Índio Piragibe, 418 - Varadouro
MAQS. LTDA
Fax: (98) 3244 1144 Tel./ Fax: (83) 3241 2620
Via Urbana, 01-CIA-SUL-SIMOES
Nível: 3.4 Nível: 3.1
FILHO
eletricavisao@eletricavisao.com.br gmsmotores@veloxmail.com.br
Tel.: (71) 22036301
Fax: (71) 22036310 PARANÁ
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staummaq@terra.com.br ELETROTÉCNICA PAGLIARI LTDA C.O.MUELLER COM.MOT.BOMBAS
Rua Colonizador Enio Pepino, 1505 – R: Anne Frank, 1134
TEIXEIRA DE FREITAS (45995-000) Tel.: (41) 3276 9041
Setor Industrial Sul
JOÃO SANDRO MARTINS Fax: (41) 3276 0269
Tel.: (66) 3511 9400
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Fax: (66) 3511 9404
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