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UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA

CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO

FABIANA NUNES PEREIRA DA SILVA – RA 1604681


GABRIEL FERNANDO MORARI BARRIOS- RA 1634181
JESSICA ARAÚJO RODRIGUES- RA 1634618
JUSSANDRA ARAÚJO ROCHA ONO- RA 1604925
REGINA CÉLIA BORGES DOS SANTOS- RA 1616223

PIM II – PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR:


J.M. ENGENHARIA.

Araguaína - TO
2016
UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA
CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO

FABIANA NUNES PEREIRA DA SILVA – RA 1604681


GABRIEL FERNANDO MORARI BARRIOS- RA 1634181
JESSICA ARAÚJO RODRIGUES- RA 1634618
JUSSANDRA ARAÚJO ROCHA ONO- RA 1604925
REGINA CÉLIA BORGES DOS SANTOS- RA 1616223

PIM II – PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR:


J.M. ENGENHARIA.

Trabalho elaborado como requisito parcial


para graduação do curso Superior de
Tecnologia em Segurança do Trabalho, da
Universidade Paulista (Unip Interativa).

Orientador: Prof. Rogério Traballi.

Araguaína- TO
2016
RESUMO

Este projeto acadêmico descreve uma empresa do ramo de energia elétrica e


Segurança do Trabalho, J.M. Engenharia, situada em Araguaína- TO. Um apanhado
sobre Legislação e Normas Técnicas de Segurança do Trabalho, Economia e
Mercado e Matemática Aplicada. Na parte de Legislação e Normas Técnicas
abordaremos Ergonomia como um estudo de condições de trabalho na empresa,
implantação de CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), utilização de
EPIs (Equipamentos de Proteção Individuais), legislação trabalhista, a relação entre
o trabalho desenvolvido e seus impactos ambientais, o código de ética da empresa,
laudos técnicos, mapas de risco. Do que trata de Economia e Mercado e Matemática
Aplicada, abordaremos o perfil econômico da empresa, o ramo da economia,
quantidade de funcionários e o regime de trabalho adotado, demonstraremos o
quanto um acidente de trabalho impacta em custos para empresa, ampliação de
mercado. A prevenção de acidentes não se faz apenas com aplicação de normas,
porém elas indicam o caminho para que alcancemos os recursos existentes na
legislação. Este trabalho proporciona a nós alunos nos aprofundar nos conceitos e
atualizações da área, para que ao desempenhar nossas funções possamos
conhecer e cumprir as normas regulamentadoras das relações trabalhistas. Como
resultado observou-se que a empresa analisada passou por muitas mudanças que
envolveram pessoas, tecnologias, processos, forma de gestão, iniciativa, pesquisas,
criatividade e excelência no serviço. Progressivamente ela tem explorado mais
negócios e mantendo-se competitiva no mercado.
[...] "Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso, mas sê o melhor no que quer
que sejas”. (PABLO NERUDA)

Palavras-Chave: Legislação Trabalhista; Economia; Normas Regulamentadoras;


Ampliações de Mercado; Investimento x Custos e Prevenção.
ABSTRACT

This academic project describes a company of the branch of power and work's
safety, JM Engenharia, located in Araguaína-TO, Brazil. An overview of legislation
and Standard Work Safety Techniques, Economics and Market and Applied
Mathematics. On the legislation and Technical Standards discuss Ergonomics As a
Study of working conditions in the company, implementation of CIPA (Internal
Comission for Accident Prevention), use of EPIs (personal protection equipment),
labor law, the relationship between work and its environmental impacts, the code of
ethics of the company, técnicas reports, risk maps. What comes of Economics and
Market and Mathematics, will discuss the company's economic profile, the branch of
the economy, number of employes, and the working arrangements adopted,
demonstrate how a work accident impact in costs for the company, market
expansion. Accident prevention is not done with the application of rules, but they
point the reach existing resources legislation. This work provides us students delve
into the concepts and updates the area, so to perform our functions we know and
comply with the regulatory norms of labor relations. As a result, it was an observed
that the analyzed company has undergone many changes involving people,
technology, processes, order management, initiative, research, creativity, and
excellence in service. Progressively it has explored more business and remaining
competitive in the Market.
[...] "It is not by size that you will have sucess or failure but be the best in whatever
you are". (PABLO NERUDA)

Keywords: Labor law; Economy; Regulatory Standards; Market Expansions;


Investment x Costs and Prevention.
SUMÁRIO

1.INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 06
2.DESENVOLVIMENTO ............................................................................................ 08
3. LEGISLAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO .... 09
3.1 Controle Adequado e Concreto da Documentação da Empresa ......................... 09
3.2 Normas Regulamentadoras ................................................................................09
3.3 Estruturas Prevencionistas Existentes, CIPA, SESMT ........................................ 10
3.1 Controle Adequado e Concreto da Documentação da Empresa ......................... 09
3.2 Normas Regulamentadoras ................................................................................09
3.3 Estruturas Prevencionistas Existentes, CIPA, SESMT ........................................ 10
3.4 Controle Adequado de Documentos e Registros Trabalhistas ............................ 12
3.5 Micro e Pequenas Empresas ............................................................................. 12
3.6 Atribuições de Atividades Laborais ...................................................................... 13
3.7 Carga/ Jornada de Trabalho ................................................................................ 14
3.8 Controle da Empresa Sobre o Cumprimento desses Protocolos, Conforme
Estabelecido pelas NRs ............................................................................................. 15
3.9 Atendimentos e Acordos Coletivos .....................................................................15
4. ECONOMIA E MERCADO ................................................................................... 16
4.1 A Empresa .......................................................................................................... 16
5. ATIVIDADES ECONÔMICAS ............................................................................ 17
5.1 Segurança do Trabalho ...................................................................................... 17
5.2 Energia Elétrica .................................................................................................. 19
6. MATEMÁTICA APLICADA NAS EMPRESAS ...................................................... 21
6.1 Administração do Negócio ..................................................................................23
6.2 Tabela 1 Administração do Negócio ................................................................. 24
6.3 Gráfico 1 Administração do Negócio .................................................................. 24
6.4 Tabela 2 Custos do Trabalho para Empresa ......................................................26
6.5 Gráfico 2 Custos do Trabalho para Empresa ..................................................... 27
7. PROCEDIMENTO SIMPLIFICADO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL
FEDERAL .................................................................................................................. 29
8.CONCLUSÃO ....................................................................................................... 30
REFERÊNCIAS..........................................................................................................31
6

1. INTRODUÇÃO

Este projeto faz parte da estrutura acadêmica do curso Superior de Gestão e


Tecnologia de Segurança do Trabalho, através da fundamentação dos
conhecimentos teóricos adquiridos, este projeto possibilita prática, consolidando o
conhecimento e preparando o profissional para o mercado de trabalho.

Neste projeto são apresentadas informações sobre as disciplinas: Legislação


e Normas Técnicas de Segurança do Trabalho, Economia e Mercado e Matemática
Aplicada.

De acordo com o Anuário Estatístico da Previdência, divulgado pelo Ministério


da Previdência Social, cerca de 700 mil casos de acidentes do Trabalho são
registrados anualmente no Brasil, desconsiderando os casos não notificados
oficialmente, o custo desses acidentes para o Brasil, anualmente, gera em torno de
R$ 70 bilhões. (Fonte: Política Nacional da Saúde do Trabalhador do Ministério da
Saúde, 2015).

Estes dados assustadores não podem mais ser admissíveis, a fim de evitá-los
é necessário atualizações tecnológicas constantes e a adoção de medidas eficazes
de Segurança e Saúde, Qualidade e Meio Ambiente.

"O custo do cuidado é sempre menor que o custo do reparo”. (MARINA


SILVA).

A empresa analisada JM ENFENHARIA é uma empresa especializada na


construção de estação de redes e distribuição de energia elétrica e na prestação de
serviços de consultoria em Segurança do Trabalho, assessorando empresas de
ramos diversos. Verifica- se a responsabilidade e aplicabilidade da legislação
vigente e sua obrigatoriedade nas empresas. Faz parte do seu trabalho a
conscientização de empregador e empregado sobre a importância de trabalhar com
seriedade na gestão de Segurança e Saúde, cumprimento das normas
regulamentadoras, preservação de ambiente interno no que se trata de higiene e
Segurança, distribuição e utilização corretas de Equipamento de Proteção
Individuais (EPIs), oferece programas com objetivo de identificar riscos, condições
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insalubres e proporciona a correção destes. O trabalho realizado por esta empresa


também mostra como as atitudes de prevenção pode ser revertido em diminuição de
custos operacionais.

O projeto foi elaborado com aplicação de pesquisa em campo, incluindo visita


técnica, através de e-mails trocados com funcionários do departamento de Gestão e
Segurança, pesquisas bibliográficas e em web sites da Internet. O trabalho realizado
em grupo nos auxilia a desenvolver coordenação, trabalho em equipe, o princípio de
divisão de tarefas, propicia o diálogo, análises de diversos pontos de vista. A
oportunidade de desenvolver um projeto com dedicação, colaboração e respeito.
8

2. DESENVOLIMENTO

Diversas competências são desenvolvidas por profissionais de segurança


dentro de uma empresa. Além de requerer amplo conhecimento legal na área, como
leis e direitos trabalhistas, direitos do consumidor, direito civil, direito empresarial,
metodologia de mercado e economia, algumas delas refletem claramente a
necessidade de raciocínio lógico-matemático. Com habilidade para raciocínio lógico,
crítico e analítico, estes profissionais possibilitam resolver situações com flexibilidade
e adaptabilidade diante de problemas e desafios organizacionais, fazendo uso de
valores e formulas matemáticas estabelecem relações formais e/ou casuais para
demonstrar de maneira integrada, sistêmica e estratégica toda compreensão
administrativa.

Nas mais diferentes formas de desempenhos de trabalho com suas variações,


sistemas, volumes, locais, o agente de segurança irá demonstrar, treinar, educar e
ajudar no desenvolvimento dos trabalhadores de todos os setores, para que tenham
melhor qualidade de vida em suas atribuições laborais e situações para que sejam
amenizadas as perdas com afastamentos, processos trabalhistas, prejuízos com
clientes, buscando o ideal de acidentes zero, contribuindo de forma objetiva com a
empresa para sua manutenção e crescimento no mercado.

Entendemos assim a importância da matemática não somente no ambiente


acadêmico, mas em todo cotidiano, tornando-se inerente ao raciocínio, à análise e
ao controle de situações, colaborando diretamente no planejamento e
desenvolvimento de soluções para problemas que existam ou possam existir, é tão
metódico que pode ser formulado em fases para a prevenção, as quais: formulação
do problema, dedução de uma solução modelo, estabelecimento de controle sobre a
solução apresentada e implantação da mesma. Mais uma vez observamos os
conceitos matemáticos de raciocínio lógico numa estrutura que objetiva resolver
problemas e tomar decisões.
9

3.LEGISLAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO

Empresa que atua na área de engenharia de segurança e engenharia elétrica,


especializada em Engenharia de Segurança com a finalidade de promover a saúde e
proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho.

Empresa de engenharia elétrica e engenharia de segurança do trabalho

Inscrita na junta comercial do Estado do Tocantins em Araguaína/TO,


Inscrição Estadual nº º 29 066 592.2 e CNPJ: 03 753 168 0001 66.

3.1 Controle Adequado e Concreto da Documentação da Empresa:

A questão do controle e estruturação correta e adequada de forma mais


completos sendo os processos executados para fornecer segurança com relação ao
cumprimento da empresa e os objetivos traçados de forma correta e segura, quanto
à eficiência e eficácia nas operações, integridade dos relatórios financeiros e
cumprimento às leis e normas aplicáveis e vigentes.

3.2 Normas Regulamentadoras:

Pertinente dentro da atividade exercida são normas estabelecidas e


pertinentes e regulamentadas ao Conselho de engenharia e agronomia CREA E
Corpo de Bombeiros e Companhia de Energia. Normas Regulamentadoras do MTE -
Ministério do Trabalho e Emprego, conhecidos como NRs, regulamentam e orientam
sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança do trabalho, estando
previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Sua observância é
obrigatória por todas as empresas brasileiras regidas pela CLT.

Considerado importantíssimo a NR 10 é a definição do que são Zonas de


Risco e Zonas Controladas, estabelecendo os critérios para que se possa adentrá-
las. Segundo a norma, Zona de Risco é o entorno de parte condutora energizada,
não segregada, acessível inclusive acidentalmente, de dimensões estabelecidas de
acordo com o nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais
10

autorizados e com a adoção de técnicas e instrumentos apropriados de trabalho.

A NR nº 10 apresenta quanto aos equipamentos de proteção individual (EPI),


sendo exigidas vestimentas de proteção contra o chamado arco elétrico, que
provoca queimaduras nos acidentes e testes nos mesmos para verificação se estão
em boas condições de uso. Para a correta interpretação da norma é indispensável o
conhecimento das normas técnicas da ABNT e das normas internacionais como a
NFA70E (riscos elétricos e vestimentas).

As normas regulamentadoras, ou seja, as NRs que estabelecem a


obrigatoriedade de elaboração e implementação, com empregados com programa
de controle médico de saúde ocupacional PCMSO, que tem como objetivo e
cumprimento destas medidas.

3.3 Estruturas Prevencionistas Existentes , CIPA, SESMT.

A NR 04 tem a sua existência jurídica assegurada, em nível de legislação


ordinária, através do art. 162 da CLT.

A Norma Regulamentadora nº 4 prevê ainda que as atividades dos


profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança
e em Medicina do Trabalho são 31 essencialmente prevencionistas, embora não
seja vedado o atendimento de emergência, quando se tornar necessário. A forma
mais eficiente de se promover e preservar a saúde e integridade física dos
trabalhadores e prevenir os riscos ocupacionais. Uma vez conhecido o nexo causal
entre diversas manifestações de enfermidades e a exposição a determinados riscos,
fica claro que, toda vez que se atua na eliminação ou neutralização desses riscos,
está-se prevenindo uma doença ou impedindo o seu agravamento. A antecipação
dos riscos envolve a análise de projetos de novas instalações, métodos ou
processos de trabalho, ou de modificação dos já existentes, visando identificar os
riscos potenciais e introduzir medidas de proteção para sua redução ou eliminação.
A atuação eficaz do Engenheiro de Segurança, nessa etapa, irá garantir projetos
que eliminem alguns riscos antecipados e neutralizem aqueles inerentes à atividade
ou aos equipamentos.
11

A empresa em estudo não tem programas CIPA E SESMT, a mesma é uma


empresa de engenharia que dá treinamentos às empresas e Instituições para que
possam implantar o sistema. E consequentemente as empresas são quem
contratam a empresa em estudo, acabam se tornando ativas e proativas.

A empresa em estudo tem membros do SESMT possuem os seguintes


requisitos e prerrogativas:

Engenheiro de Segurança – Atua na Gestão de Segurança e Saúde


Ocupacional das empresas com SESMT.

A empresa que contratar outra para prestar serviços em estabelecimentos


enquadrados da NR 04 deverá estender a assistência de seu SESMT aos
empregados das contratadas, sempre que o número de empregados destas,
exercendo atividade naqueles estabelecimentos, não alcançar os limites previstos no
Quadro II, devendo ainda a contratada cumprir o disposto no subitem 4.2.5. Da NR-
04.

Para implantação em empresa devem fazer o dimensionamento do SESMT.

O dimensionamento do SESMT é feito através do cruzamento entre Grau de Risco,


no quadro II da NR4 e número de funcionários da empresa (Quadro II NR4).

A empresa JM ENGENHARIA é especializada em engenharia de segurança e


tendo profissional responsável ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO: 

Atribuições:

Engenheiro de segurança é o engenheiro  que atua na gestão de segurança e


saúde ocupacional, em médias e grandes empresas dos mais diversos segmentos.
Visando reduzir as perdas decorrentes de acidentes de trabalho e doenças
ocupacionais. Essas perdas podem ser humanas, de maquinários e equipamentos,
multas e meio ambiente.

• Técnicas prevencionistas – “Prevenir é melhor que remediar! ”.


12

3.4 Controle Adequado de Documentos e Registros Trabalhistas

Ter controle adequado de documentação é dar à empresa e aos clientes uma


garantia de que o trabalho estará sempre sob controle. Caso tenha necessidade de
consultar alguma documentação será fácil e terá todos os processos especificados
passo a passo da gestão na qualidade de documentos de forma em geral.

Os documentos estejam disponíveis nos locais corretos sob controle e correta


identificação.

A documentação referida acima se trata dos documentos referentes ao


processo eleitoral da CIPA, incluindo as atas de eleição, de posse e o calendário
anual das reuniões ordinárias, devendo ficar no estabelecimento à disposição da
fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.

a) identificação do empregado: nome, função, número e série da CTPS, ficha de


registro de empregado ou número de ordem no livro;

b) identificação do empregador: nome do empregador ou razão social, o CNPJ, o


CNAE e endereço;

c) horário de trabalho do empregado, com indicação dos intervalos para repouso ou


alimentação, bem como para repousos semanais remunerados;

d) espaços para as anotações da hora de entrada e saída da jornada diária, para


registros de ocorrência e assinatura do empregado.

3.5 Micro e Pequenas Empresas

Por intermédio da Lei Complementar nº 123, de 14/12/2006 (DOU de


15/12/2006), que instituiu o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de
Pequeno Porte, em seu art. 51, inciso I estabelece que tais empresas sejam
dispensadas, entre outras, da afixação de quadro de horário em suas dependências
(art. 74 da CLT). Contudo, tendo mais de 10 empregados, estão obrigadas a efetivar
a marcação de jornada de trabalho.
13

3.6 Atribuições de Atividades Laborais

De acordo ao item 4.12 da NR-04, estabelece que: 4.12. Compete aos


profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança
e em Medicina do Trabalho: a) aplicar os conhecimentos de engenharia de
segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus
componentes, inclusive máquinas e equipamentos, de modo a reduzir até eliminar
os riscos ali existentes à saúde do trabalhador;

As atividades profissionais que são associadas, em funções, atividades


laborais consagradas e outras tem se tornado cada vez mais presente nas suas
atribuições, destacando-se as relacionadas às politicas de segurança.
Segundo o Dicionário de Segurança do Trabalho da Universidade Paulista,
Engenharia de Segurança do Trabalho é o ramo da Engenharia que se dedica a
planejar, elaborar programas e a desenvolver soluções que visam minimizar os
acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, como também proteger a integridade
e a capacidade de trabalho do trabalhador. Um dos elos mais importantes no
processo de melhoria dos ambientes laborais é o Engenheiro de Segurança do
Trabalho, profissional que, após ter completado o curso de graduação em qualquer
uma das áreas da engenharia ou o curso de arquitetura, habilita-se, através de um
curso de pós-graduação em nível de especialização, com carga horária de 600
horas, que o capacitará a desenvolver as várias atividades prevencionistas na área
de segurança e saúde do trabalho (MOREIRA, 2003).

O engenheiro de segurança do trabalho é o profissional que visa à proteção


do trabalhador em todas as instâncias de sua atuação dentro de uma empresa. É ele
quem analisa o ambiente de trabalho, segundo as condições de higiene, segurança
e verifica se as normas do Ministério do Trabalho estão sendo cumpridas, para que
o trabalhador não seja explorado ou tratado de forma sub-humana pelos seus
empregadores.

De acordo com Moreira (2003), o profissional de engenharia e segurança do


trabalho poderá atuar na área de consultoria às empresas, ser perito judicial e/ou
assistente nas questões trabalhistas, fazer parte do Serviço Especializado de
14

Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT -, ser professor, etc. Tem como


objetivo prevenir a ocorrência de acidentes e doenças dentro da empresa. As
responsabilidades do Engenheiro de Segurança do Trabalho, enquanto integrante
do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT -, estão
estabelecidas na Norma Regulamentadora nº 4, dentre as quais se destacam:

3.7 Carga /Jornada de Trabalho :

Art. 58 CLT- A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer


atividade privada, não excederá 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado
expressamente outro limite. 

Art. 59 - A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas


suplementares, em número não excedente de 2 (duas), mediante acordo escrito
entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho. § 1º - Do
acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar, obrigatoriamente, a
importância da remuneração da hora suplementar, que será, pelo menos, 20% (vinte
por cento) superior à da hora normal. (Vide CF, art. 7º inciso XVI). 

Art. 64 - O salário-hora normal, no caso de empregado mensalista, será


obtido dividindo-se o salário mensal correspondente à duração do trabalho, a que se
refere o art. 58, por 30 (trinta) vezes o número de horas dessa duração. 

Art. 65 - No caso do empregado diarista, o salário-hora normal será obtido


dividindo-se o salário diário correspondente à duração do trabalho, estabelecido no
art. 58, pelo número de horas de efetivo trabalho.

Critérios de Fixação da Jornada:

São três os critérios básicos de cálculo da extensão da jornada de trabalho


que se encontram na evolução do Direito do Trabalho. Tais critérios podem ser
ordenados sequencialmente, de acordo com a crescente amplitude que conferem à
noção de jornada. São eles: critério do tempo efetivamente laborado; critério do
tempo à disposição no centro de trabalho; critério do tempo despendido no
15

deslocamento residência-trabalho-residência (além do somatório anterior). Ao lado


desses critérios básicos, há ainda dois critérios especiais, aventados por normas
específicas de certas categorias profissionais brasileiras: o critério do tempo-
prontidão (ou horas de prontidão) e o critério do tempo-sobreaviso (hora em
sobreaviso).

Art. 74 § 1º - O horário de trabalho será anotado em registro de empregados


com a indicação de acordos ou contratos coletivos porventura celebrados. § 3º - Se
o trabalho for executado fora do estabelecimento, o horário dos empregados
constará, explicitamente, de ficha ou papeleta em seu poder, sem prejuízo do que
dispõe o § 1º deste artigo.

3.8 Controle da Empresa Sobre o Cumprimento Desses Protocolos, Conforme


Estabelecido Pelas NRs:

O cumprimento da legislação trabalhista constante nas NRs apresenta-se


como uma eficaz solução para manter o acompanhamento de saúde nos âmbitos
individual e coletivo, ao avaliar sistematicamente seu estado integral, relacionando-o
com os riscos de trabalho e procurando descobrir não conformidades, com vistas a
realizar ações preventivas e corretivas. O conhecimento dos determinantes de
implantação de programas de saúde, ou seja, dos fatores que influenciam a
operacionalização adequada de uma intervenção, pode contribuir para a
identificação de obstáculos ou fatores propulsores que podem potencialmente ser
gerenciados visando ao alcance das metas desejadas. Na área empresarial, vários
sistemas são utilizados para facilitar a elaboração dos programas exigidos pelas
NRs, principalmente a NR7, NR9 E NR18. Entretanto, a auditoria constata que a
grande maioria dos sistemas elaborados para o cumprimento das NRs apresenta
inconsistências. Supõe-se que um dos motivos seja a dificuldade de entendimento
articulado do conteúdo das NRs.

3.9 Atendimentos e Acordos Coletivos:


16

É  o acordo que estipula condições de trabalho aplicáveis, no âmbito da


empresa ou empresas acordantes às respectivas relações de trabalho. A celebração
dos acordos coletivos de trabalho é facultada aos sindicatos representativos das
categorias profissionais, de acordo com o art. 611 § 1º da CLT.

O acordo coletivo de trabalho, ou ACT, é um ato jurídico celebrado entre


uma entidade sindical laboral e uma ou mais empresas correspondentes, no qual
se estabelecem regras na relação trabalhista existente entre ambas as partes.

As negociações em nível de empresa resultam acordos coletivos cujo âmbito de


aplicação é menor; é a empresa ou as empresas que participaram da negociação,
ou seja, são os pactos entre uma ou mais empresas com o sindicato da categoria
profissional, em que são estabelecidas condições de trabalho, aplicáveis a essas
empresas.

Acordos coletivos de trabalho são ajustes entre o sindicato dos


trabalhadores e uma ou mais empresas. Não se aplicam a todas as categorias,
mas só à(s) empresa (s) estipulante (s).

Neste sentido, acordos coletivos envolvem apenas o pessoal da empresa


que o fez com o sindicato dos trabalhadores e seus efeitos alcançam somente os
empregados que estipularam o acordo, não tendo efeito sobre toda a categoria.

Nos termos do § 1º do art. 611 da CLT: “É facultado aos sindicatos


representativos de categorias profissionais celebrarem acordos coletivos com uma
ou mais empresas da correspondente categoria econômica, que estipulem
condições de trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa ou das empresas
acordantes às respectivas relações de trabalho”.

4. ECONOMIA E MERCADO

4.1 A Empresa.
17

O mercado da empresa J.M. Engenharia, gira em torno de construções de


estações e redes de distribuição de energia elétrica, atuando também no ramo de
consultoria de segurança do trabalho.

A empresa conta com cinco colaborados e trabalha também com o sistema de


contratação terceirizada de prestadores de serviços, prestadoras estas que
prestação um serviço temporário, por obra a ser executada pela empresa.
Dentro das atividades econômicas exercidas pela empresa estudada, estão
entre as duas das mais importantes que são → o ramo de energia e a segurança no
trabalho. Tanto o ramo da energia quanto o ramo da segurança no trabalho são de
suma importância para o mundo.
Por ter como sua atividade econômica dois dos assuntos mais discutidos e
analisados no mundo de hoje, a empresa apesar de ser limitada e de atuação
somente no território nacional e local, traduz uma importância para economia
nacional e mundial.
Em tempos de crises energéticas, de leis e normas que visam à segurança do
trabalhador e da empresa que querem a maximização do lucro, a empresa estudada
tem como objetivo atuar nesses aspectos e prestar esse serviço com eficiência.

5. ATIVIDADES ECONÔMICAS

5.1 Segurança do trabalho.

A segurança do trabalho nem sempre foi vista com bons olhos pelas
empresas, pois os empregadores não tinham essa noção de que a segurança do
trabalhador contribuiria para o crescimento da empresa e também para o seu lucro.

A história nos mostrou que, com o surgimento da Revolução Industrial na


Inglaterra, seria necessária a criação de medidas legais para proporcionar melhores
condições de trabalho aos trabalhadores, uma vez que esses sofriam com
mutilações, intoxicações, desgaste físico, etc.
18

Por essas razões a partir deste momento da história, começaram a ser


criadas no mundo varias leis e normas para a segurança do trabalhador, o que
futuramente se transformou no ramo da Segurança no trabalho, não visando mais
somente à proteção do trabalhador, mais também o seu bem estar para que na
visão das empresas ele produza mais e aumente seus lucros, além de que, um
acidente de trabalho e um trabalhador parado por estar acidentado, gera um prejuízo
enorme dentro da economia de uma empresa.

Isto posto, mostramos a relevância da Segurança do Trabalho ser um dos


ramos mais importantes na encomia mundial e para as empresa no cenário atual.
Mesmo em momentos de crise econômica mundial o mercado em segurança do
trabalho é um dos poucos que cresce.

Todas as áreas de engenharia apresentaram crescimento nas ultimas décadas,


mas a da segurança do trabalho teve uma valorização muito maior. Um acidente
fatal afeta mais a imagem da empresa do que o atraso na entrega de um produto –
afirma o professor Alberto Barros, coordenador do curso de pós-graduação em
Engenharia de Segurança do Trabalho da Universidade de Almeida (UVA).
“Mercado em segurança do trabalho cresce até em cenário de crise”
http://extra.globo.com/noticias/educacao/profissoes-do-futuro/mercado-em-
seguranca-do-trabalho-cresce-ate-em-cenario-de-crise-16532904.html’’

O mercado da Segurança do trabalho deve seu panorama muito bom em


razão das empresas terem a noção de que para que seus funcionários produzam
bem, é preciso que trabalhem de maneira confortável e se sintam felizes naquele
ambiente. Com os seus funcionários felizes e saudáveis fica mais fácil para que
executem as suas tarefas da melhor maneira possível e assim aumentando a sua
produtividade e maximizando os lucros para as empresas.

A J.M. Engenharia visa exatamente essa questão, prestando esse serviço


para empresas não somente auxiliando-as com os cumprimentos das leis e normas,
mas também visando o bem estar do funcionário e assim aumentado à
produtividade.
19

Por todos os aspectos já discorridos fica mais do que claro, que o Mercado
exige empresas capacitadas para atuar na área da Segurança do Trabalho, pois
como já demonstrada é uma parte muito importante para as empresas, sendo que
até em momentos de crise é um dos poucos mercados que ainda consegue
continuar crescendo.

5.2 Energia Elétrica.

Dentro do panorama mundial são vários os problemas a serem analisados,


um deles é a questão energética, todos os países tentam conseguir melhores e mais
limpos meios de produzir a energia necessária para sua sustentação no mundo
moderno.

Um dos mercados que continua a crescer no mundo é o mercado da


produção de energia, onde ha vários aspectos a serem abordados, como sua
produção em si, os melhores meios tecnológicos para conseguir essa energia, etc.

A energia elétrica é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico de


um país ou região. De alguma forma está presente em toda a cadeia de produção,
distribuição e uso final de bens e serviços. Igualmente importante é o papel da
tecnologia no desenvolvimento equilibrado e sustentável dos vários setores da
economia, principalmente o de energia elétrica. “Desafios e perspectivas para a
inovação, Máximo Luiz Pompermayer, Revista Pesquisa e Desenvolvimento da
ANEEL. N3, junho de 2009”.

A J.M. Engenharia tem como uma de suas atividades econômicas a


construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica, visando é claro,
o meio mais barato e o mais sustentável possível para realizar esse serviço de
extrema importância mundial. Para realizar tais construções a empresa analisa,
contrata outra empresa para realizar a obra e fiscaliza se esta empresa está
seguindo todas as leis e normas em segurança do trabalho.
20

No Brasil temos a ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica) que dentro


do seu programa de pesquisa e desenvolvimento vem propondo não somente o
desenvolvimento de novas tecnologias nos segmentos de geração, transmissão e
distribuição de energia, mas também o aprimoramento de ferramentas econômicas
que visem à eficiência do mercado de energia elétrica.

A ANEEL desempenha papel importante na implantação de infraestrutura


para gerar inovação tecnológica em inúmeros segmentos, à medida que exerce a
sua competência para regulamentar os investimentos em programas de pesquisa e
desenvolvimento, avaliar e aprovar a execução das pesquisas, bem como
acompanhar os resultados alcançados. ’’Novos tempos na distribuição de energia
elétrica no Brasil, Revista Pesquisa e Desenvolvimento da ANEEL, n3, junho de
2009, Jaconias de Aguiar’’.

Por essa razão as empresas devem visar o constante aprimoramento de suas


tecnologias e meios de trabalho para conseguir o melhor resultado dentro da
atividade da produção de energia elétrica.

O mercado apesar de ser um tanto quanto restrito, por se tratar de uma


atividade regulada pelo governo, que segue normas e padrões próprios, se torna um
mercado muito competitivo no qual a empresa além de investir em tecnológica tem
também que investir em seus funcionários.

Em razão deste aprimoramento das empresas, o setor elétrico, em especial, o


segmento da distribuição de energia elétrica, que sempre se caracterizou pela
inércia tecnológica, vem na ultima década se atualizando tecnologicamente para
oferecer o melhor e mais rentável serviço disponível no mercado.

Está mais do que claro que dentro do mercado nacional e internacional a


importância das empresas que atuam na área da energia elétrica, uma vez que sem
a energia não há como os outros seguimentos econômicos produzirem, causando
assim um grande problema dentro da economia de qualquer país.

A concorrência dentro desta atividade econômica é muito acirrada, pois são


21

poucas as inovações ou métodos que uma empresa pode ter de diferente para
exercer melhor o serviço prestado, sendo praticamente igual para todas as
empresas a tecnologia a ser empregada.

Por essa razão o que vai fazer uma empresa se destacar nesse ramo será a
sua produtividade, como por exemplo, em quanto tempo ela consegue prestar esse
serviço, qual é o melhor custo beneficio, etc.
A empresa estudada prefere atuar dentro dessa atividade contratando outra
empresa para realizar a obra necessária, como por exemplo, a construção de uma
estação elétrica, até como meio de cortar custos, ficando assim responsável pela
forma como será executada a construção e fiscalizando a empresa contratada
quanto à questão da segurança do trabalho.

6. MATEMÁTICA APLICADA NAS EMPRESAS

Aborda a importância do conhecimento matemático para um eficaz


desenvolvimento e utilização dos meios tecnológicos.

Acredita-se que o aprimoramento das pessoas no conhecimento matemático


dentro de sua área de atuação, o potencializa e lhe dá subsídios para um melhor
desempenho de suas funções. O profissional se torna mais ativo no processo e mais
autônomo na tomada de decisões.

A matemática é uma ferramenta que se aplica em todo e qualquer sistema de


produção, controle da qualidade, projetos, prospecção de novos negócios, etc. A
matemática possui uma finalidade em si mesma quando desperta no homem a
capacidade de interpretar e modelar fenômenos no seu meio, através do raciocínio
lógico, focado em estratégias para otimizar seu processo.

Muitas vezes nas empresas os funcionários recebem vários treinamentos que


não são aproveitados por falta de embasamento matemático que é a base de
qualquer tecnologia.
22

O ensino da matemática aplicada oferece um campo infinito de aplicações. A


matemática é uma ciência mãe, e de suas variadas formas de aplicação na prática
cotidiana, foram surgindo às diversas ciências que chamamos hoje de exatas,
humanas, etc. Em qualquer processo, costuma-se utilizar muitas ferramentas
estatísticas. No controle da qualidade, por exemplo, usa-se muito a amostragem,
para então estimar as características de toda a população. Para tal são utilizados os
mais variados tipos de softwares e sempre o foco é na tecnologia e não no homem
que vai empregá-la.

Os programas oferecem uma série de parâmetros, dados estatísticos,


informações, números, mas não garante que estes dados fornecidos sejam
interpretados com propriedade. Pois neste caso, entra a competência das pessoas
para poder tirar o máximo de proveito dessas tecnologias. Podemos resumir
competências como habilidades, atitudes e conhecimento. Há de se ter claro que o
sujeito precisa estar preparado e com conhecimentos matemáticos sólidos para
poder tanto suprir a máquina com os dados, como também interpretá-los.

Assim sempre que se adquire uma nova tecnologia, deve-se pensar se as


pessoas estão realmente preparadas para operá-la e essa aptidão vai além dos
treinamentos convencionais, pois pode estar lhe faltando o conhecimento
matemático básico para determinadas tarefas. É de extrema importância, por
exemplo, que se saiba coletar dados, escolher corretamente amostras para que não
sejam tendenciosas, e principalmente saber.

Fonte: http://www.exactusmetrologia.com.br
23

6.1 ADMINISTRAÇÃO DO NEGÓCIO

EMPREITADA POR PREÇO GLOBAL: Quando se contrata a execução da mão de


obra ou do serviço por preço certo total.

EMPREITADA POR PREÇO INTEGRAL: Quando se contrata um empreendimento


em sua integralidade, compreendendo todas as etapas das obras e instalações
necessárias, sob inteira responsabilidade da contratada. Obras são: executadas por
pessoas; restringidas por recursos limitados.
CUSTOS DE PRODUÇÃO: Insumos básicos da construção, de serviços ou
prestação de serviços.

CUSTOS DE BENEFÍCIOS: Encargos sociais, vale transporte, materiais de


fornecimento.

EQUIPAMENTOS IMPOSTOS IPI OU FOBE: Transportes FIB ou FOBE.

TAXAS SEGURAS: CREA, licença e seguros de vidas, predial, garantia de obra.


Valores que são calculados quando se elabora orçamento como:
BDI; Encargos sociais. Tributos sobre o preço de venda, composição de custo
unitário.
24

6.2
ADMINISTRAÇÃO DO
    NEGÓCIO  
INCIDENCIA DE
ITEM PREÇO CARGA TRIBUTÁRIA TRIBUTOS
       
R$
MÃO DE OBRA 39,00 R$ 52,50 R$ 20,50
EQUIPAMENTOS R$ 4,00 R$ 25,00 R$ 10,00
R$
MATERIAIS 40,60 R$ 24,00 R$ 9,70
IMPOSTOS R$ 9,30 R$ 100,00 R$ 9,30
LUCROS R$ 6,00    
     
R$
TOTAL= 100,00 R$ 201,50 R$ 40,50

Tabela 1 . Administração do Negócio


FONTE: Dados concretos J.M. Engenharia

6.3

Gráfico 1. Administração do Negócio


FONTE: Dados concretos J.M. Engenharia
25

MARGENS DE LUCROS, DEFINIÇÃO: Despesas financeiras de capital de giro, a


taxa de risco do empreendimento, todos os tributos federais e municipais, despesas
comerciais e evidentemente o lucro do empreendedor.
Custo/preço/margem e lucro. O preço tem variações conforme tipo de obra ou
serviço a ser executado.

CUSTOS DIRETOS: São mão de obra e equipamentos e insumos.

CUSTOS INDIRETOS: São rateados, que por sua vez são subdivididos.
EXEMPLOS:

DIRETOS= Eletricista, equipamentos, ferramentas, engenheiro de segurança,


engenheiro eletricista, projetos.

INDIRETOS= Encargos, administração, equipamentos, despesas fixas, manutenção


de equipamentos, manutenção de veículos, encargos sociais etc...

CUSTO TRABALHISTA: É o custo efetivo ao qual é pago o valor três vezes mais
para o trabalhador. No caso do sindicato da referida classe da empresa citada, é o
mesmo valor praticado. Sindicatos dos empregados, Engenharia, Arquitetura e
Geólogos do Estado de Tocantins.

CÁLCULOS DE ESTIMATIVA DOS VALORES PARA TER UM FUNCIONÁRIO


ATIVO SÃO: Décimo terceiro adicional de férias, vale alimentação e transporte,
contribuições sociais como INSS, indenizações em caso de demissões,
contabilizando todos impostos e encargos que são previstos na lei.
26

6.4
   
TAB. CUSTO DO TRABALHO
PARA EMPRESA  
SALÁRIO BASE 32,00%
R$
SALÁRIO MENSAL LÍQUIDO 671,60
13º SALÁRIO 5462%
ADICIONAL DE FÉRIAS 20,03
COMPENSAÇÃO DO
EMPREGADO  
FGTS 64,05
INSS TRABALHADOR 64,89
MULTA FGTS(40% SOBRE
SALDO) 25,11
AVISO PRÉVIO IDENIZADO 54,48
VALE ALIMENTAÇÃO 106
AUXÍLIO CRECHE 12,37
CESTA BÁSICA 43,8
DEMAIS CUSTOS 39%
IMPOSTOS/ ENCARGOS
TRABALHISTAS 12%
INSS EMPREGADOR  
MULTA FGTS (10% SOBRE
SALDO) 6,28
SALÁRIO EDUCAÇÃO 21,21
SAT (2%) 16,97
LICENÇA MATERNIDADE 17,03
QUOTA DE DEFICIENTES 14,86
INCRA (0,2%) 1,7
SISTEMA (3,1%) 26,31
OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS 4%
OBRIGAÇÕES DE SEGURANÇA 24,7
27

QUOTA DE APRENDIZES 32,02


TREINAMENTOS 7%
TREINAMENTOS DAS
REPOSIÇÕES 100,01
GINÁSTICA LABORAL 36,37
TREINAMENTOS DIVERSOS 5,42
CUSTOS GERENCIAIS 16%
ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAL 153,61
Ta bela Custos do Trabalho para Empresa
FONTE: Dados reais J.M. Engenharia

6.5

Gráfico de Custos do Trabalho para Empresa


FONTE: Dados reais J.M. Engenharia

Feito o cálculo do custo que um trabalhador representa para empresa, o custo


do trabalho, sobre quanto custa de fato contratar, manter e desligar um trabalhador.
Uma das principais razões é a complexidade da legislação trabalhista do país, além
é claro, da grande quantidade impostos e obrigações impostas aos empregadores e
trabalhadores.
28

JM ENGENHARIA: Tem basicamente toda equipe sendo contratada por


empresa de engenharia com respectivos funcionários com isso adotando a
terceirização, à empresa, na área em que é especializada, com isso há redução de
custos, principalmente dos custos fixos, transformando-os em variáveis,
gerando eficiência e eficácia em suas ações. A empresa conta com cinco
funcionários entre cargos de chefia e operacional. Sendo que hoje a referida
empresa está instalada estrategicamente em uma área de 200m² e capacidade de
adequar-se às necessidades dos clientes, custos mais baixos por unidade e redução
do tempo de processo. Sendo que a maior parte dos serviços são realizados na
empresa e canteiros de obras.

CUSTOS AMBIENTAIS: Está ligado o uso dos recursos dentro da atividade


desempenhada, como preservação ambiental, manter os recursos naturais e tal
forma não venha agredir o meio ambiente para isto a empresa antes de executar
determinada obra é rigorosamente analisada ainda na fase do projeto inicial que
caso não esteja com todos os requisitos para ser estabelecido e obedecido o projeto
não é aprovado e para executar deverá iniciar somente com aprovação e liberação
da referida obra, recursos utilizados nas atividades de controle, preservação e
recuperação do meio ambiente, alocados, geralmente, como custos indiretos de
produção. “A bens ou serviços que visem única e exclusivamente à preservação do
meio ambiente”. Todos os custos envolvidos no processo de preservação do meio
ambiente são considerados custos ambientais.

Licença de Instalação (LI) – autoriza o início da instalação do


empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos
planos, programas e projetos executivos aprovados, incluindo as medidas de
controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo
determinante.

Licença de Operação (LO) – autoriza a operação da atividade, obra ou


empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento das exigências das
licenças anteriores (LP e LI), bem como do adequado funcionamento das medidas
de controle ambiental, equipamentos de controle de poluição e demais
condicionantes determinados para a operação.
29

O licenciamento ambiental federal dos sistemas de transmissão de energia


elétrica poderá ocorrer pelo procedimento simplificado (pequeno potencial de
impacto ambiental) com base no Relatório Ambiental Simplificado (RAS).
A Portaria nº 421, de 26 de outubro de 2011, do MMA (Ministério do Meio
Ambiente) dispõe sobre o licenciamento e a regularização ambiental federal de
sistemas de transmissão de energia elétrica.

7. PROCEDIMENTO SIMPLIFICADO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL


FEDERAL

Art. 5º O procedimento de licenciamento ambiental federal de sistemas de


transmissão de energia elétrica enquadrados, independentemente da tensão, como
de pequeno potencial de impacto ambiental será simplificado quando a área da
subestação ou faixa de servidão administrativa da linha de transmissão não implicar
simultaneamente em:

Regularização Ambiental Federal

Art. 44. O IBAMA oficiará aos responsáveis elos sistemas de transmissão de


energia elétrica em operação, que estejam sem as respectivas licenças ambientais,
para que no prazo máximo de 2 (dois) anos, a partir da edição desta Portaria, firmem
termo de compromisso, conforme o Anexo IV desta Portaria, com o fim de
apresentar os Relatórios de Controle Ambiental-RCA, que subsidiarão a
regularização ambiental, por meio da respectiva licença de operação - § 1º A
assinatura do Termo de Compromisso suspende as sanções administrativas
ambientais já aplicadas pelo IBAMA e impede novas autuações, quando relativas,
em ambos os casos, à ausência da respectiva licença ambiental.
30

8. CONCLUSÃO

Analisamos com este projeto a aplicação real da legislação e normas técnicas


de segurança do trabalho em uma empresa especializada na área, que utiliza bem a
matemática aplicada e também as políticas de economia e mercado para a
manutenção e crescimento dos seus negócios com uma metodologia própria, que
respeitando e oferecendo serviços específicos de acordo com as necessidades de
seus clientes, são claros e eficientes na transferência de informações e
conhecimento. Conseguindo através de ações, gerenciamento, educação e
desenvolvimento reduzir os índices de acidentes do trabalho, afastamentos,
processos trabalhistas e o desenvolvimento de doenças ocupacionais. Pudemos
assim aprimorar os conhecimentos obtidos em teoria colocando em prática o
aprendizado, com o trabalho em equipe, as pesquisas realizadas, a divisão de
tarefas e vários pontos de vista diferentes proporcionando a todos coordenação e
respeito na elaboração do projeto.
31

REFERÊNCIAS

Moura M. Um olhar coletivo. Proteção. 1988.

Gonçalves, G. Rotinas Trabalhistas de A a Z. Curitiba. Editora Juruá. 2008.

Barbosa Filho, A. Normas de Segurança do trabalho & gestão ambiental. São Paulo.
Editora Atlas. 2001.

Barbosa Filho, A. Normas de Segurança do Trabalho & Gestão Ambiental, Ano 1, 1,


1, São Paulo. Editora Atlas. 2007.

Carrion, Valentin. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho, 27ª ed., São
Paulo: Editora Saraiva 2002.

Baralhas, Carla Batista. Legislação e normas técnicas em segurança do trabalho.


São Paulo. Editora Sol. 2015.

Pompermayer, Maximo Luiz. Revista Pesquisa e Desenvolvimento da ANEEL. P&D


Nº 3. Junho de 2009.

Aguiar, Jaconias de. Revista Pesquisa e Desenvolvimento da ANEEL. P&D Nº 3.


Junho de 2009.