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REINALDO AFONSO SANTOS RODRIGUES

EQUILÍBRIO QUÍMICO

Relatório de atividade prática realizada no dia


17 de setembro de 2018, da disciplina de
química Experimental I, ministrada pela Prof.
Ederson Aguiar, no curso de graduação de
Engenharia Ambiental e Sanitária, ofertado
pela Universidade Estadual de Mato Grosso do
Sul (UEMS)- Unidade Universitária de
Dourados/MS.

DOURADOS-MS
SETEMBRO| 2018
1. INTRODUÇÃO

Os equilíbrios químicos são sistemas que regulam vários processos naturais, por exemplo, o de
formação de estalactites, no teto das cavernas calcárias, e de estes limites, no solo desses
mesmos locais, processo que envolve bi carbonato de cálcio, gás carbônico co, água e calcário.

Nas reações químicas reversíveis entre um reagente e um produto, obtemos um ponto de


equilíbrio, onde a velocidade das reações diretas e inversas fica igual, é o que denominamos
equilíbrio químico, qual é medido pelo grau e constante de equilíbrio.

A maior parte dos fenômenos químicos são reversíveis, nas reações diretas os reagentes
formam produtos (Reagentes -> Produtos), já nas reações inversas os produtos formam
reagentes (Produto -> Reagentes).

No caso as reações reversíveis são demonstradas por duas flechas em sentidos opostos.

A grandeza que caracteriza o equilíbrio químico e chamada de grau de equilíbrio (α), que
corresponde ao rendimento de uma reação química por meio da relação entre o reagente e a
quantidade de mols desse reagente.

Portanto, essa grandeza indica a porcentagem em mols de uma substância até atingir o
equilíbrio químico. Sendo que quanto maior for o grau de equilíbrio, maior a chance de a
reação atingir o equilíbrio.

Os cientistas noruegueses: Cato Maximilian Guldberg e Peter Waage, em 1864, laboraram a


teoria que ficou conhecida como “Lei de Ação das Massas” ou “Lei de Guldberg-Waage”, qual a
constante de equilíbrio (Kc) é uma grandeza que caracteriza o equilíbrio químico de uma
reação.

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Guldberg e Waage, analisaram os aspectos cinéticos das reações químicas e as soluções em
equilíbrio dinâmico, para ambos, o equilíbrio químico possui taxas de reação de um sentido
devem ser iguais as reações de inverso.

As constantes, podem ser homogêneos e heterogêneos, determinadas pelo sistema de reação


dos produtos e reagentes formados.

Os fenômenos químicos podem sofrer um deslocamento, qual corresponde á alteração da


velocidade de uma reação direita ou inversa, podendo modificar as concentrações das
substancias.

Quando ocorre um deslocamento de equilíbrio, gera um novo estado de equilíbrio no sistema


químico. A concentração, a pressão e a temperatura também podem influenciar nesse
processo.

O objetivo da atividade pratica experimental, foi a caracterização do estado de equilíbrio de


sistemas químicos, recrescendo os fatores que o influencia, a fim de determinar a expressão
de constante de equilíbrio.

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2. OBJETIVO

O objetivo da atividade pratica da aula de Química Experimental, desenvolver e/ou aprimorar


conceitos básicos e trabalhos práticos simples, utilizando as propriedades físicas das
substâncias para separar misturas.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1. Materiais Utilizados


5 béqueres de 50 mL
3 conta-gotas
8 tubos de ensaio
Suporte para tubos de ensaio
Pisseta com água destilada
Solução de HCl 0,1 mol L-1
Solução de K2CrO4 0,1 mol L-1
Solução de K2Cr2O7 0,1 mol L-1
Solução de NaOH 0,1 mol L-1
Solução de BaCl2 0,1mol L-1

3.2. Procedimento Experimental


O experimento conduzido e seguindo com base no roteiro apresentado pelo professor da
disciplina.

No suporte para tubos de ensaio, coloque 4 tubos contendo 2 mL de K2Cr2O7 0,1 mol L-1 (íon
dicromato, alaranjado), 4 tubos contendo 2 mL de K2CrO4 0,1 mol L-1 (íon cromato, amarelo).
Faça as reações dos itens a até e, anote os resultados (variações macroscópicas - cor) na tabela
a seguir.

a. Em um tubo contendo íon dicromato, adicione 0,5 mL (aproximadamente 10 gotas) de


solução 0,1 mol L-1 de NaOH. Compare a cor da solução com a dos outros tubos. Anote
na tabela a variação observada e adicione, ao mesmo tubo, 1 mL de solução de HCl 0,1
mol L-1. Agite e compare novamente com os outros tubos. Não se esqueça de levar em
consideração a diluição. Escreva as equações e anote na tabela esta nova variação.
Faça o mesmo para cada item.

b. Repita o mesmo procedimento com um tubo contendo cromato, usando


primeiramente 0,5 mL de HCl 0,1 mol L-1 e depois 1 mL de NaOH 0,1 mol L-1.

c. 1) Em um tubo contendo Cr2O72- 0,1 mol L-1: adicione 4 gotas de solução da BaCl2 0,1
mol L-1. Agite e observe se há formação de precipitado.
2) Em um tubo contendo CrO42- 0,1 mol L-1 repita a operação.

d. 1) Em um tubo contendo Cr2O72- 0,1 mol L-1: adicione 1 mL de solução de NaOH 0,1 mol
L-1. Agite, observe e adicione 2 gotas de solução de BaCl2 0,1 mol L-1
2) Em um tubo contendo CrO42- 0,1 mol L-1: repita o mesmo procedimento.
Compare os dois tubos entre si e com os tubos do item c. Justifique as diferenças ou as
semelhanças.

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e. 1) Em um tubo contendo Cr2O72- 0,1 mol L-1: adicione 1 mL de solução de HCl 0,1 mol L-
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. Agite, observe e adicione 4 gotas de solução de BaCl2 0,1 mol L-1.
2) Em um tubo contendo CrO42- 0,1 mol L-1: repita o mesmo procedimento. Faça as
comparações entre os tubos similares dos outros itens.

Obs: A solubilidade do BaCrO4 é 8,5 ×10-11 mol L-1 e o BaCr2O7 é solúvel.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Tabela 1: Quadro comparativo

A B C D E
1° OH- 1° H+ 1° OH- 1° H+
Reagentes (10 gotas) (10 gotas) (10 gotas) (20 gotas)
Ba+
(4 gotas)
2° H+ 2° OH- 2° Ba+ 2° Ba+
Soluções
(20 gotas) (20 gotas) (2 gotas) (4 gotas)
Após adição
de Ba,
verificou Alteração
Dicromato alteração na para cor mais
Não houve Não houve
Cr2O72- coloração amarelado;
alterações alterações
( 2 mL) para mais Formação de
turva e Precipitado
formação de
precipitado
Alteração de
Não houve cor para
Após adição alterações; mais
de Ba, Após adição alaranjado;
Alteração da verificou de Ba, Após adição
Cromato cor para mais alteração na verificou de Ba,
Cr2O42- alaranjado; coloração alteração na verificou
( 2 mL) Não houve para mais coloração alteração na
alterações; turva e para mais coloração
formação de turva e para mais
precipitado formação de turva e
precipitado formação de
precipitado

Durante o experimento foi possível observar todas as alterações que ocorreram devido o
deslocamento do equilíbrio de cada solução. (IMAGEM 01)

No tubo A, havia 2 ml da solução de Dicromato (Cr2O72-), na qual foram adicionado 10 gotas de


OH- , qual não alterou o equilíbrio da solução, em seguida adicionamos 20 gotas de H+, que
também não foi capaz de fazer alterações na solução. No caso da solução de 2ml de cromato
Cr2O42-, não foram colocados reagentes.

Na amostra B, fizemos a adição de 10 gotas de H+ e em seguida 20 gotas de OH-, no caso da


solução de Dicromato não foram feitas adições de reagentes, na solução de cromato podemos
observar que quando aplicamos o ácido, houve variação da coloração para mais alaranjado,
quando aplicamos a base, não houve alterações na solução.

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No tubo C, Após adição de Ba, verificou alteração na coloração para mais turva e formação de
precipitado, tanto na solução de Dicromato e cromato.

Na amostragem D, quando adicionamos a Base verificou-se que na solução de dicromato


houve a alteração para uma cor mais amarelado; e no cromato não houve alterações. Quando
fizemos a aplicação de Ba, notamos que as duas soluções formaram precipitado, contudo na
solução de cromato a coloração ficou mais turva.

Nas soluções da amostra E, verificamos que o diclomato não sofreu alterações com a adição de
H+, porem o cromato, houve a alteração de cor para mais alaranjado quando adicionamos o
H+ e após adição de Ba, verificou alteração na coloração para mais turva e formação de
precipitado.

A coloração do diclomato e clomato, altera devido o deslocamento do equilíbrio, fica evidente


que as espécies cromato e dicromato coexistem numa mesma solução, sendo ora amarela, ora
alaranjada, devido às condições do meio, ou seja, existe uma transformação reversível que é
afetada pela adição de algumas espécies químicas, esta mudança de cor ocorre nos dois
sentidos da reação.

Imagem 1: amostras de dicromato Fonte: RODRIGUES, R.A.S.

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5. QUESTIONARIO
1. Escreva a expressão da constante de equilíbrio (Kc) da principal equação envolvida nesta
prática.

Cr2O72-(aq)+ H2O(l) 2-
2CrO4 (aq)+ 2H+(aq)

Kc = [C]c.[D]d

[A]a.[B]b

KC = [CrO42-]².[H]²

[Cr2O72-]

2. Seja um sistema do tipo:

A(aq) + B(aq) 2C(aq) + H2O(l) ΔH>O

Como o sistema reagiria com:

a. Diminuição da temperatura;

Ao aumentar a temperatura de tal reação o equilíbrio se altera e se estabiliza no sentido a


seguir.

2C(aq) + H2O(l) A(aq) + B(aq) ΔH>O

b. Aumento da pressão;

R: O equilíbrio permanece inalterado.

c. Adição de um agente complexante específico para A.

R: Ocorrerá a formação de um precipitado.

3. Dê a cor de uma solução de dicromato de potássio se aumentarmos o pH da mesma para


aproximadamente 10.

R: Se aumentar o pH para 10, o meio fica básico, então ele neutraliza os íons H+. Para
restabelecer o equilíbrio, mais dicromato se transforma em cromato o equilíbrio se desloca
para a esquerda. A solução fica mais amarela (que a cor do cromato).

4. De que maneira poderá um aumento de temperatura afetar os seguintes equilíbrios:

a. H2(g) + Br2(g) 2 HBr(g) ΔH =+ 16800 cal

R: Quando há um aumento de temperatura no sistema, a reação se desloca para o sentido


endotérmico. Como essa reação já se encontra no sentido endotérmico, não haverá
perturbação no sentido da reação.

b. CO2(g) + 2 SO3(g) CS2(g) + 4 O2(g) ΔH =– 265000 cal

R: Nesse caso, o aumento da temperatura favorecerá o sentido endotérmico da reação, uma


vez que quando adicionado energia a reação irá absorvê-la. Logo então a reação ocorrerá no
sentido inverso onde o ΔH se torna positivo.

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6. CONSIDERÇÕES FINAIS

Conclui-se que com esta atividade experimental, foi possível verificar a existência de um
ensaio coerente e de resultados satisfatórios. Observando o deslocamento , através da
diferenciação de cores do íons dicromato e cromato. Conforme explicado pelo Princípio de Lê
Chatelier, o efeito do íon comum, e as condições que podem deslocar o equilíbrio.

7. REFÊFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

CASTELLAN, G. Fundamentos de físico-química. Rio de Janeiro, Editora LTC, 1986.

FEITOSA, L.; KLIPPEL, L.; BEZERRA, J, M. Princípio de Le Chatelier. Disponível em:


https://www.ebah.com.br/content/ABAAAfgTwAC/principio-le-chatelier. Acesso em: 24 SET
2018.

FELTRE, R. Fundamentos de Química, 2ª Ed., Moderna, São Paulo,1996.

TODA MATERIA, Equilíbrio Químico. Toda Matéria. Disponível em <


https://www.todamateria.com.br/equilibrio-quimico/>. Acesso em 25 SET 2018.