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O VALOR DO TRABALHO EM EQUIPE

Texto: Gênesis 11: 5,6

E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por
pedra, e o betume por cal.
E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e
façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;
E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que
começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.

Gênesis 11:3-6

Jesus, o Verbo encarnado, não desenvolveu sua missão sozinho, pelo contrário ele montou
uma Equipe de pessoas, que ele chamou de discípulos, e com esta equipe ele conquistou o
mundo todo com o seu poder e ensino.
Neste processo de montar uma equipe, Jesus foi traído e abandonado por sua equipe, mas ele
soube agregar eles novamente, através do amor e do perdão. Trabalhar em Equipe tem seu
preço e seus riscos, mas é através deste método que Jesus nos ensinou a trabalhar em prol do
seu reino. Outro caminho, seria pura perca de tempo. Nem mesmo no seu momento de maior
agonia, a caminho do Gólgota, ele ficou sozinho, ele teve a ajuda de um desconhecido para
carregar a sua pesada Cruz. Quando Estamos em Equipe, em unidade, nos parecemos com
Jesus.

1. Sermos um único Povo – Em um mesmo território pode existir inúmeros povos, com língua,
cultura e costumes diferentes. Mas no texto acima este povo era apenas um, com a mesma
cultura e a mesma liderança. Nós antigamente, éramos divididos, não possuímos uma mesma
família, não possuíamos o mesmo Rei, e não possuímos o mesmo Deus, como Pedro diz: Vós,
que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; 1 Pe 2.10. Agora que
somos um só povo, estamos aptos para fazer valer os propósitos que Deus colocou em nossas
vidas e para isso fomos comprados, nós somos: o povo adquirido, para que anuncieis as
virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 1 Pe 2.9.

2. Todos têm a mesma linguagem - Gênesis 11:6 diz que o povo era um e tinha o mesmo
falar, por isso não haveria restrição para tudo o que intentassem fazer. A Palavra de Deus nos
orienta dentro do mesmo princípio: “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na
terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos
céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio
deles. Mateus 18:19,20. O resultado da concordância é a unidade e não uma mera união de
crentes. Há uma diferença entre união e unidade. União é ter muitas batatas no mesmo saco,
enquanto unidade é quando as batatas são cozidas e amassadas tornando-se um purê dentro
do prato. A unidade tem um preço de fogo e quebrantamento, ou seja, não há unidade sem o
fogo do Espírito e a renúncia do Ego. Só assim podemos falar a mesma coisa e termos a
mesma disposição mental.
3. A mesma Linguagem no Espirito Santo: O interessante foi que Jesus antes de subir aos
céus, ele disse para os seus discípulos não saírem imediatamente para realizar o propósito
para o qual eles foram discipulado. Antes de tudo, eles receberiam poder, este poder lhes daria
a capacidade de ter uma nova língua, uma nova cultura... Esta poder fez com que as fronteiras
das nações, não fossem impedimento para a propagação do evangelho. Hoje precisamos mais
do que nunca, do Espírito Santo, para que o Evangelismo e o discipulado aconteça em nossos
dias sem nenhum impedimento.

2. Na unidade não haverá restrição para tudo quanto intentamos fazer

O inimigo não pode resistir a uma unidade consagrada. As portas do inferno não nos resistirão
se vivermos um purê de batatas e não um monte de batatas num mesmo saco. E o nosso
propósito é resgatar vidas... trazer o reino de Deus sobre esta terra... Transformar pessoas que
não conhecem a Jesus em apaixonados discípulos, até que Xingu seja ganha para Cristo.

No Evangelho de João 17:21-26 registra uma parte da oração de Jesus por nós, Ele diz que um
dos motivos da sua vinda era para que a sua glória (poder, presença, unção, vida...) nos fosse
transmitida a fim se sermos um, com Ele é um com Deus Pai. Porque? Vejamos abaixo!

1. Para que o mundo soubesse que Deus o havia enviado como único salvador e Senhor;

2. Para que fossemos aperfeiçoados nesta unidade, assim seremos curados e fortalecidos;

3. Para vermos a glória que foi conferida a Jesus, e assim estarmos com Ele para sempre;

4. Para que assim como Jesus, o filho, conhece o Pai, desta mesma forma, o conheçamos
também;

5. A fim de que o amor do Pai permaneça em nós e desta forma possamos transmitir este
amor a todas as pessoas.

O nosso alvo é ser uma Igreja que vive o amor de Deus na prática, que vive na unidade de
coração, que tem o mesmo sonho que vêm do coração do Pai, estarmos casados com a visão
que Deus nos deu. Queremos falar a mesma coisa, buscar as mesmas coisas.

Nossa visão é
2. A Natureza nos ensina esta verdade. Os gansos (Deus colocou isto dentro deles para
nos ensinar)

Jesus em seus sermões, mandou nos olharmos para a Natureza (olhai para os lírios, olhai para
os pássaros) e hoje para aprendermos sobre unidade, vamos olhar para os gansos. Quando
você vê gansos voando em "V", pode ficar curioso quanto às razões pelas quais eles escolhem
voar desta forma. Os cientistas analisaram e fizeram as seguintes descobertas:

1º fato
À medida que cada ave bate suas asas, ela cria uma sustentação para a ave seguinte.
Voando em formação "V", o grupo inteiro consegue voar pelo menos 70% a mais do que se
cada ave voasse isoladamente. Quando pessoas que compartilham de um mesmo sonho e
uma mesma direção andando juntas elas chegam mais rápido, por que juntas elas produzem
um ambiente positivo de fé e motivação.

2° fato
Sempre que um ganso sai fora da formação imediatamente sente o peso de voar só e
rapidamente ele retoma à formação. Sabemos que há segurança no grupo e na comunhão e
poderemos viver a vida cristã mais facilmente se o fizermos na formação do grupo.

3° fato
Quando o ganso líder se cansa ele reveza, indo para a traseira do "V", enquanto outro toma a
dianteira. Quando temos de fazer um trabalho árduo também necessitamos de revezamento. O
grupo só vai avançar se todos se revezarem pelo encargo da palavra e da reunião (células em
formação... no trabalho dos obreiros cada culto um coordenador... na equipe do encontro...)

4° fato
Os gansos que vão atrás na formação grasnam o tempo todo para que aqueles que estão à
frente mantenha o ritmo e a velocidade.
É um fato da vida que todos necessitamos de estímulo, elogio e apoio para avançarmos em
nosso trabalho.

5° fato
Quando um ganso adoece ou se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e
o seguem para ajudar a protegê-lo. O acompanham até a solução do problema e então
reiniciam a jornada no seu grupo original ou se juntam a um novo grupo. O grupo é um lugar de
solidariedade e compromisso mútuo. Não podemos abandonar o nosso irmão quando está em
lutas e dificuldades. Quem estiver com dificuldade deve procurar ajuda no seu grupo IDE,
falando com o líder e se integrando para ser ajudado.

O trabalho em equipe - (parábola) Ilustração para ensinar princípios espirituais

Conta-se que numa marcenaria houve uma estranha assembleia. Foi uma reunião de
ferramentas para acertarem as suas diferenças. Um martelo exerceu a presidência, mas os
participantes o notificaram que teria de renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho, além do
mais, passava o tempo todo golpeando. O martelo reconheceu sua culpa, mas pediu que também
fosse expulso o parafuso, dizendo que este dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do
ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito
áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atrito. A lixa acatou, com a condição
de que expulsassem o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora
o único perfeito. Nesse momento entrou o marceneiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho.
Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.

Finalmente a rústica madeira se converteu num fino móvel. Quando a marcenaria ficou só a
assembleia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: "senhores,
ficou demonstrado que todos temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas dificuldades
e com os nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos nos nossos pontos fracos, mas
concentremo-nos em nossos pontos fortes. A assembleia entendeu que o martelo era forte, o
parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar as asperezas e o metro era
preciso e exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos.