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Prefeitura Municipal de Paulínia do Estado de São Paulo

PAULÍNIA-SP
Concurso Público CPPMP 001/2018
DADOS DA OBRA

Título da obra: Prefeitura Municipal de Paulínia do Estado de São Paulo

(Baseado no Concurso Público CPPMP 001/2018)

• Língua Portuguesa
• Matemática
Fundamentos Da Educação
• Legislação
• Publicações Institucionais
• Conhecimentos Pedagógicos
• Referência Bibliográfica – Parte Pedagógica
• Referência Bibliográfica

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Diagramação/ Editoração Eletrônica


Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Ana Luiza Cesário
Thais Regis

Produção Editoral
Suelen Domenica Pereira
Julia Antoneli
Leandro Filho

Capa
Joel Ferreira dos Santos
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

Todo Conteúdo Programático até o Ensino Médio, como por exemplo: Ortografia; Estrutura e Formação das
palavras; Divisão Silábica; Vogais; Semivogais; Gênero, Número; Frases; Sinais de Pontuação; Acentuação; Fonética e
fonologia: Conceitos básicos; Classificação dos fonemas; Relação entre palavras; Uso da crase; sinônimos, homônimos
e antônimos; Fonemas e letras; Substantivo; Adjetivo; Artigo; Numeral; Advérbio; Verbos; Conjugação de verbos; Pro-
nomes; Preposição; Conjunção; Interjeição; Encontros vocálicos; Encontros consonantais e dígrafo; Tonicidade das pala-
vras; Sílaba tônica; Sujeito e predicado; Formas nominais; Locuções verbais; Termos ligados ao verbo: Adjunto adverbial,
Agente da Passiva, Objeto direto e indireto, Vozes Verbais; Termos Essenciais da Oração; Termos Integrantes da Oração;
Termos Acessórios da Oração; Orações Coordenadas e Subordinadas; Período; Concordância nominal; Concordância
verbal; Regência verbal; Vozes verbais; Regência nominal; Predicação verbal; Aposto; Vocativo; Derivação e Composição;
Uso do hífen; Voz ativa; Voz passiva; Voz reflexiva; Funções e Cargos das palavras “que” e “se”; Uso do "Porquê"; Prefixos;
Sufixos; Afixos; Radicais; Formas verbais seguidas de pronomes; Flexão nominal e verbal; Emprego de locuções; Sintaxe
de Concordância; Sintaxe de Regência; Sintaxe de Colocação; Comparações; Criação de palavras; Uso do travessão;
Discurso direto e indireto; Imagens; Pessoa do discurso; Relações entre nome e personagem; História em quadrinhos;
Relação entre ideias; Intensificações; Personificação; Oposição; Provérbios; Discurso direto; Onomatopeias; Aliteração;
Assonância; Repetições; Relações; Expressões ao pé da letra; Palavras e ilustrações; Metáfora; Associação de ideias. De-
notação e Conotação; Eufemismo; Hipérbole; Ironia; Prosopopeia; Catacrese; Paradoxo; Metonímia; Elipse; Pleonasmo;
Silepse; Antítese; Sinestesia; Vícios de Linguagem. ................................................................................................................................... 01
ANÁLISE, COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: Tipos de Comunicação: Descrição; Narração; Dissertação; Ti-
pos de Discurso; Coesão Textual........................................................................................................................................................................ 93

Matemática

Números inteiros; Números Naturais; Numeração decimal; Operações fundamentais como: Adição, Subtração, Divisão
e Multiplicação; Simplificação; Medindo o tempo: horas, minutos e segundos; Problemas matemáticos; radiciação; po-
tenciação; máximo divisor comum; mínimo divisor comum; ................................................................................................................. 01
Sistema de medidas: medidas de comprimento, superfície, volume, capacidade, tempo, massa, m² e metro linear; problemas
usando as quatro operações. ............................................................................................................................................................................. 07
Conjunto de números: naturais, inteiros, racionais, irracionais, reais, operações, expressões (cálculo); .............................. 12
Matemática Financeira; Porcentagem; Juros Simples e Composto; .................................................................................................... 12
Regras de três simples e composta; ................................................................................................................................................................. 21
Sistema Monetário Nacional (Real); Equação de 1º grau: resolução; Problemas de 1º grau; Inequações do 1º grau; Equa-
ção de 2º grau: resolução das equações completas, incompletas, problemas do 2º grau; ....................................................... 28
Equações fracionárias; ........................................................................................................................................................................................... 28
Relação e Função: domínio, contradomínio e imagem; ........................................................................................................................... 33
Função do 1º grau; função constante; ............................................................................................................................................................ 33
Razão e Proporção; ................................................................................................................................................................................................. 38
Grandezas Proporcionais; ..................................................................................................................................................................................... 43
Expressões Algébricas; Fração Algébrica; ...................................................................................................................................................... 48
Sistemas de numeração; Operações no conjunto dos números naturais; Operações fundamentais com números racio-
nais; Múltiplos e divisores em N; Radiciação; Conjunto de números fracionários; Operações fundamentais com números
fracionários; Problemas com números fracionários; Números decimais; .......................................................................................... 50
Geometria Analítica; ............................................................................................................................................................................................... 51
Geometria Espacial; ................................................................................................................................................................................................ 56
Geometria Plana: Plano, Área, Perímetro, Ângulo, Reta, Segmento de Reta e Ponto; Teorema de Tales; Teorema de Pitá-
goras; ............................................................................................................................................................................................................................ 63
Noções de trigonometria; .................................................................................................................................................................................... 70
Relação entre grandezas: tabelas e gráficos; ................................................................................................................................................ 73
Progressão Aritmética (PA) e Progressão Geométrica (PG); ................................................................................................................... 77
Sistemas Lineares; ................................................................................................................................................................................................... 85
SUMÁRIO

Números complexos; ............................................................................................................................................................................................. 96


Função exponencial: equação e inequação exponencial; Função logarítmica; ............................................................................... 98
Análise combinatória; ............................................................................................................................................................................................ 98
Probabilidade; ........................................................................................................................................................................................................... 99
Estatística; .................................................................................................................................................................................................................101
Função do 2º grau; ...............................................................................................................................................................................................103
Trigonometria da 1ª volta: seno, cosseno, tangente, relação fundamental.....................................................................................103

Fundamentos da Educação

Fundamentação, Finalidades e Conceituação da Educação Infantil, do Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adul-
tos e Educação Especial de conformidade com a LDBEN (Lei Federal n.º 9.394/96) e PCN (Parâmetros Curriculares Na-
cionais);......................................................................................................................................................................................................................... 01
Fundamentos: Filosofia da Educação,............................................................................................................................................................... 18
História da Educação,.............................................................................................................................................................................................. 19
Sociologia,................................................................................................................................................................................................................... 24
Psicologia da Educação,......................................................................................................................................................................................... 25
Didática e Metodologia do Ensino;................................................................................................................................................................... 27
Processo de Avaliação do desempenho escolar como instrumento de acompanhamento do seu próprio trabalho e dos
avanços da aprendizagem;................................................................................................................................................................................... 28
O trabalho coletivo como fator de aperfeiçoamento da prática docente; o uso de metodologias voltadas para práticas
inovadoras;.................................................................................................................................................................................................................. 33
Processo de Escolarização: sucessos e fracassos; evasão e Repetência: causas, consequências e alternativas;................. 37
Escola inclusiva como espaço de acolhimento, de aprendizagem e de socialização; o conhecimento das identidades
nacionais, étnicos-raciais e diferenças culturais........................................................................................................................................... 37
Mediação e gestão de conflitos.......................................................................................................................................................................... 51
Questões Políticas Educacionais Brasileiras; e Gestão Educacional (Gestão Participativa e Participação Comunitária)...............52

Legislação

Constituição da República Federativa do Brasil - promulgada em 5 de outubro de 1988. Artigos 5º, 37 ao 41, 205 ao 214 e
artigo 60 das disposições Constitucionais Transitórias................................................................................................................................................01
Emenda 14/96..................................................................................................................................................................................................................................35
Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente...............................................................................36
Lei Federal nº 12.010, de 03 de agosto de 2009 – Nova Lei da adoção e as alterações no ECA............................................................90
Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996- L.D.B.E.N. - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Emenda Cons-
titucional nº 14/96..........................................................................................................................................................................................................................99
Lei Federal nº 13.005, de 25 de junho de 2014 - Plano Nacional de Educação - PNE.................................................................................99
Lei Federal nº 11.645, de 10/03/08 – Altera a Lei 9.394/96, modificada pela Lei 10.639/03, que estabelece as Diretrizes e Bases
da Educação Nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura
Afro- Brasileira e Indígena”.....................................................................................................................................................................................................115

Publicações Institucionais

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular, 2017.......................................01
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília. MEC/SEF,
2000. (Volumes de I a X 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental)................................................................................................................................01
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Temas Transver-
sais. Brasília: MEC/SEF, 1998......................................................................................................................................................................................................01
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Adaptações Curricula-
res – estratégias para a educação de alunos com necessidades educacionais especiais. Brasília, MEC/SEF/SEESP, 1999....................01
SUMÁRIO

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação das relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília,
junho, 2005........................................................................................................................................................................................................................................01
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Ensino fundamental de 9 anos: orientações para a inclusão
da criança de 6 anos de idade. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.............................................12
PAULÍNIA. Secretaria Municipal de Educação. Currículo da Rede Municipal de Ensino de Paulínia- Educação Infantil. 2011...........12
PAULÍNIA. Secretaria Municipal de Educação. Currículo da Rede Municipal de Ensino de Paulínia- Ensino Fundamental – anos
iniciais. 2011......................................................................................................................................................................................................................................13

Conhecimentos Pedagógicos

Currículo e cidadania: saberes voltados para o desenvolvimento de competências cognitivas, afetivas, sociais e culturais..............01
Escola inclusiva como espaço de acolhimento, de aprendizagem e de socialização...................................................................................10
Pedagogias diferenciadas: progressão continuada, correção de fluxo, avaliação por competências, flexibilização do currículo
e da trajetória escolar....................................................................................................................................................................................................................23
A construção coletiva da proposta pedagógica da escola: expressão das demandas sociais, das características multiculturais
e das expectativas dos alunos e dos pais. O trabalho coletivo como fator de aperfeiçoamento da prática docente..................26
O papel do professor na integração escola- família......................................................................................................................................................30
A formação continuada como condição de construção permanente das competências que qualificam a prática docente............33
O ensino centrado em conhecimentos contextualizados e ancorados na ação.............................................................................................36
O reforço e recuperação: parte integrante do processo de ensino e de aprendizagem.............................................................................40
A relação professor-aluno: construção de valores éticos e desenvolvimento de atitudes cooperativas, solidárias e responsá-
veis.........................................................................................................................................................................................................................................................50

Referência Bibliográfica – Parte Pedagógica

PARIAN M, Silvia. A Escola que não ensina escrever. São Paulo: Moderna, 2004...........................................................................................01
O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 1996...........................................................................................................................................01
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia – Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Ed. Paz e Terra, 1997...............04
GARDNER, Howard; PERKINS, David; PERRONE, Vito e colaboradores. Ensino para a compreensão. A pesquisa na prática.
Porto Alegre: Artmed, 2007.......................................................................................................................................................................................................09
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001. ..................................................17
LUCKESI, Cipriano Carlos - Avaliação de Aprendizagem escolar. São Paulo: Editora Cortez, 2002........................................................27
MACEDO, Lino de. Ensaios pedagógicos: Como construir uma escola para todos? Porto Alegre: Artmed, 2005. .......................32
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar – O que é? Por quê? Como fazer? Ed. Moderna, 2003..........................................32
MANTOAN EGLER, Maria Teresa, SANTOS DOS TEIXEIRA, Maria Terezinha. Atendimento Educacional Especializado: Políticas
Públicas e Gestão nos Municípios. São Paulo. Ed Moderna, n/d. PATTO, Maria Helena Souza. A produção do fracasso escolar.
São Paulo. Ed. T.A. Queiroz, 1996............................................................................................................................................................................................35
SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 5ª ed. Rio de Janeiro: WVA, 2003...................................................35
SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia. São Paulo: Autores Associados, 2008..........................................................................................35
SEBER, M. G. Construção da inteligência pela criança. São Paulo: Scipione, 2002. .......................................................................................36
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.................................................................................37
VYGOTSKY, L.S., Luria, A.R. Leontiev, A.N. Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1988....................38
WEISZ, Telma, O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo, Editora Ática, 2000....................................................................39
ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.........................................................................................47

Referência Bibliográfica

BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Secretaria da Educação Básica. Pró-letramento Alfabetização e Linguagem. Progra-
ma de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino Fundamental, Brasília: SEB, 2007. http://portal.
mec.gov.br/publicacoes...............................................................................................................................................................................................................01
SUMÁRIO

BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Secretaria da Educação Básica. Pró-letramento Matemática. Programa de Forma-
ção Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino Fundamental, Brasília: SEB, 2007. http://portal.mec.gov.br/
publicacoes........................................................................................................................................................................................................................................01
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização & linguística. São Paulo: Scipione, 1991................................................................................................01
COLELLO GASPARIAN M, Silvia. A Escola que não ensina escrever. São Paulo: Moderna, 2004.............................................................02
DOLZ, J. e SCHNEUWLY, B. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita. Elementos para reflexões sobre uma experiên-
cia suíça (francófona). In “Gêneros orais e escritos na escola”. Campinas (SP): Mercado de Letras, 2004..........................................02
FERREIRO, Emília. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988..................................................................................14
FERREIRO, E. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1998......................................................................15
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 36ª Ed. São Paulo: Cortez, 1998.......................15
KLEIMAN, Ângela B. Preciso ensinar o letramento? Não basta ensinar a ler e escrever? Campinas: CEFIEL/UNICAMP, 2005..................20
LERNER, Delia; PIZANI, Alicia P. A aprendizagem da língua escrita na escola: reflexões sobre a prática pedagógica construti-
vista. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.............................................................................................................................................................................21
LERNER, Delia. Ler e Escrever na escola – o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002..........................................23
MARTINS, João Luis; QUEIROZ, Tania Dias. Pedagogia Lúdica – Jogos e brincadeiras de A a Z. São Paulo: Ed. Rideel, 2002............28
MANTOAN EGLER, Maria Teresa, SANTOS DOS TEIXEIRA, Maria Terezinha. Atendimento Educacional Especializado: Políticas
Públicas e Gestão nos Municípios. São Paulo. Ed Moderna, n/d............................................................................................................................29
PATTO, Maria Helena Souza. A produção do fracasso escolar. São Paulo. Ed. T.A. Queiroz, 1996..........................................................29
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. (In)Disciplina: Construção da Disciplina Consciente e Interativa em Sala de Aula e na Es-
cola. São Paulo: Libertad, 1994................................................................................................................................................................................................29
SMOLE, K. S.; DINIZ, M. I. (org.) Ler, escrever e resolver problemas: habilidades básicas para aprender matemática. Porto Ale-
gre: Artmed, 2001...........................................................................................................................................................................................................................29
SMOLKA, Ana Luíza B. A criança na fase inicial da escrita: a alfabetização como processo discursivo. 2 ed., São Paulo: Cortez/
Campinas: Editora da Unicamp, 1989...................................................................................................................................................................................31
SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2003.........................................................................................................33
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1999............................................................................................................................34
ZUNINO, Delia Lerner. A Matemática na escola: aqui e agora. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.......................................................41
LÍNGUA PORTUGUESA

Ortografia; Estrutura e Formação das palavras; Divisão Silábica; Vogais; Semivogais; Gênero, Número; Frases; Sinais de
Pontuação; Acentuação; Fonética e fonologia: Conceitos básicos; Classificação dos fonemas; Relação entre palavras; Uso
da crase; sinônimos, homônimos e antônimos; Fonemas e letras; Substantivo; Adjetivo; Artigo; Numeral; Advérbio; Verbos;
Conjugação de verbos; Pronomes; Preposição; Conjunção; Interjeição; Encontros vocálicos; Encontros consonantais e dí-
grafo; Tonicidade das palavras; Sílaba tônica; Sujeito e predicado; Formas nominais; Locuções verbais; Termos ligados ao
verbo: Adjunto adverbial, Agente da Passiva, Objeto direto e indireto, Vozes Verbais; Termos Essenciais da Oração; Termos
Integrantes da Oração; Termos Acessórios da Oração; Orações Coordenadas e Subordinadas; Período; Concordância no-
minal; Concordância verbal; Regência verbal; Vozes verbais; Regência nominal; Predicação verbal; Aposto; Vocativo; Deri-
vação e Composição; Uso do hífen; Voz ativa; Voz passiva; Voz reflexiva; Funções e Empregos das palavras “que” e “se”; Uso
do “Porquê”; Prefixos; Sufixos; Afixos; Radicais; Formas verbais seguidas de pronomes; Flexão nominal e verbal; Emprego
de locuções; Sintaxe de Concordância; Sintaxe de Regência; Sintaxe de Colocação; Comparações; Criação de palavras; Uso
do travessão; Discurso direto e indireto; Imagens; Pessoa do discurso; Relações entre nome e personagem; História em
quadrinhos; Relação entre ideias; Intensificações; Personificação; Oposição; Provérbios; Discurso direto; Onomatopeias;
Aliteração; Assonância; Repetições; Relações; Expressões ao pé da letra; Palavras e ilustrações; Metáfora; Associação de
ideias. Denotação e Conotação; Eufemismo; Hipérbole;Ironia; Prosopopeia; Catacrese; Paradoxo; Metonímia; Elipse; Pleo-
nasmo; Silepse; Antítese; Sinestesia; Vícios de Linguagem. ............................................................................................................................01
ANÁLISE, COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: Tipos de Comunicação: Descrição; Narração; Dissertação; Tipos
de Discurso; Coesão Textual...........................................................................................................................................................................................93
LÍNGUA PORTUGUESA

ORTOGRAFIA; ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS; DIVISÃO SILÁBICA; VOGAIS;


SEMIVOGAIS; GÊNERO, NÚMERO; FRASES; SINAIS DE PONTUAÇÃO; ACENTUAÇÃO; FONÉTICA
E FONOLOGIA: CONCEITOS BÁSICOS; CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS; RELAÇÃO ENTRE
PALAVRAS; USO DA CRASE; SINÔNIMOS, HOMÔNIMOS E ANTÔNIMOS; FONEMAS E LETRAS;
SUBSTANTIVO; ADJETIVO; ARTIGO; NUMERAL; ADVÉRBIO; VERBOS; CONJUGAÇÃO DE
VERBOS; PRONOMES; PREPOSIÇÃO; CONJUNÇÃO; INTERJEIÇÃO; ENCONTROS VOCÁLICOS;
ENCONTROS CONSONANTAIS E DÍGRAFO; TONICIDADE DAS PALAVRAS; SÍLABA TÔNICA;
SUJEITO E PREDICADO; FORMAS NOMINAIS; LOCUÇÕES VERBAIS; TERMOS LIGADOS AO VERBO:
ADJUNTO ADVERBIAL, AGENTE DA PASSIVA, OBJETO DIRETO E INDIRETO, VOZES VERBAIS;
TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO; TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO; TERMOS ACESSÓRIOS
DA ORAÇÃO; ORAÇÕES COORDENADAS E SUBORDINADAS; PERÍODO; CONCORDÂNCIA
NOMINAL; CONCORDÂNCIA VERBAL; REGÊNCIA VERBAL; VOZES VERBAIS; REGÊNCIA
NOMINAL; PREDICAÇÃO VERBAL; APOSTO; VOCATIVO; DERIVAÇÃO E COMPOSIÇÃO; USO DO
HÍFEN; VOZ ATIVA; VOZ PASSIVA; VOZ REFLEXIVA; FUNÇÕES E EMPREGOS DAS PALAVRAS
“QUE” E “SE”; USO DO “PORQUÊ”; PREFIXOS; SUFIXOS; AFIXOS; RADICAIS; FORMAS VERBAIS
SEGUIDAS DE PRONOMES; FLEXÃO NOMINAL E VERBAL; EMPREGO DE LOCUÇÕES; SINTAXE DE
CONCORDÂNCIA; SINTAXE DE REGÊNCIA; SINTAXE DE COLOCAÇÃO; COMPARAÇÕES; CRIAÇÃO
DE PALAVRAS; USO DO TRAVESSÃO; DISCURSO DIRETO E INDIRETO; IMAGENS; PESSOA DO
DISCURSO; RELAÇÕES ENTRE NOME E PERSONAGEM; HISTÓRIA EM QUADRINHOS; RELAÇÃO
ENTRE IDEIAS; INTENSIFICAÇÕES; PERSONIFICAÇÃO; OPOSIÇÃO; PROVÉRBIOS; DISCURSO
DIRETO; ONOMATOPEIAS; ALITERAÇÃO; ASSONÂNCIA; REPETIÇÕES; RELAÇÕES; EXPRESSÕES
AO PÉ DA LETRA; PALAVRAS E ILUSTRAÇÕES; METÁFORA; ASSOCIAÇÃO DE IDEIAS. DENOTAÇÃO
E CONOTAÇÃO; EUFEMISMO; HIPÉRBOLE;IRONIA; PROSOPOPEIA; CATACRESE; PARADOXO;
METONÍMIA; ELIPSE; PLEONASMO; SILEPSE; ANTÍTESE; SINESTESIA; VÍCIOS DE LINGUAGEM.

ORTOGRAFIA

A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da
língua.
As palavras podem apresentar igualdade total ou parcial no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo tendo sig-
nificados diferentes. Essas palavras são chamadas de homônimas (canto, do grego, significa ângulo / canto, do latim, sig-
nifica música vocal). As palavras homônimas dividem-se em homógrafas, quando têm a mesma grafia (gosto, substantivo e
gosto, 1ª pessoa do singular do verbo gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, palácio ou passo, movimento
durante o andar).
Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-se observar as seguintes regras:

O fonema s:

Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substantivadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, corr e
sent: pretender - pretensão / expandir - expansão / ascender - ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão / submergir -
submersão / divertir - diversão / impelir - impulsivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer - recurso / discorrer
- discurso / sentir - sensível / consentir - consensual

Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes derivados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim ou com
verbos terminados por tir ou meter: agredir - agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão / ceder - cessão / exceder -
excesso / percutir - percussão / regredir - regressão / oprimir - opressão / comprometer - compromisso / submeter - submissão
*quando o prefixo termina com vogal que se junta com a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assimétrico
/ re + surgir - ressurgir
*no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exemplos: ficasse, falasse

Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos de origem árabe: cetim, açucena, açúcar
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, Juçara, caçula, cachaça, cacique
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu, uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, esperan-
ça, carapuça, dentuço

1
LÍNGUA PORTUGUESA

*nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / O fonema ch:


deter - detenção / ater - atenção / reter - retenção
*após ditongos: foice, coice, traição Escreve-se com X e não com CH:
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r): *as palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção caxi, muxoxo, xucro.
*as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J):
O fonema z: xampu, lagartixa.
*depois de ditongo: frouxo, feixe.
Escreve-se com S e não com Z: *depois de “en”: enxurrada, enxoval.
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês, Observação: Exceção: quando a palavra de origem
freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc. não derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me-
Escreve-se com CH e não com X:
tamorfose.
*as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo,
*as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.
quiseste.
*nomes derivados de verbos com radicais terminados
As letras e e i:
em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender -
empresa / difundir - difusão *os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem.
*os diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís - Com “i”, só o ditongo interno cãibra.
Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho *os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são
*após ditongos: coisa, pausa, pouso escritos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os
*em verbos derivados de nomes cujo radical termina verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.
com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar - atenção para as palavras que mudam de sentido
quando substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (su-
Escreve-se com Z e não com S: perfície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expan-
*os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje- dir) / emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de
tivo: macio - maciez / rico - riqueza estância, que anda a pé), pião (brinquedo).
*os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de
origem não termine com s): final - finalizar / concreto - con- Fonte:
cretizar http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/or-
*como consoante de ligação se o radical não terminar tografia
com s: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis +
inho - lapisinho Questões sobre Ortografia

O fonema j: 01. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013) Assinale a alter-


nativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas
Escreve-se com G e não com J: do trecho a seguir, de acordo com a norma-padrão.
*as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa, Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenôme-
gesso. no da corrupção e das fraudes.
*estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim. (A) a … concenso … acerca
(B) há … consenso … acerca
*as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
(C) a … concenso … a cerca
poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge.
(D) a … consenso … há cerca
(E) há … consenço … a cerca
Observação: Exceção: pajem
*as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, 02. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alter-
litígio, relógio, refúgio. nativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo
*os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir. com a norma- -padrão.
*depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur- (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
gir. (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
*depois da letra “a”, desde que não seja radical termi- (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo-
nado com j: ágil, agente. cal.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
Escreve-se com J e não com G: (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
*as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
*as palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji- 03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP –
boia, manjerona. 2013). Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para
*as palavras terminada com aje: aje, ultraje. informar os usuários sobre o festival Sounderground.

2
LÍNGUA PORTUGUESA

Prezado Usuário (C) 5INCO MINUTOS: às vezes, dura mais, mas não a
________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do matem por isso.
metrô, ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30, (D) 5INCO MINUTOS: as vezes, dura mais, mas não lhe
começa o Sounderground, festival internacional que presti- matem por isso.
gia os músicos que tocam em estações do metrô. (E) 5INCO MINUTOS: às vezes, dura mais, mas não a
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- matem porisso.
tarão e divirta-se!
Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se GABARITO
preencher as lacunas, correta e respectivamente, com as
expressões 01. B 02. D 03. C 04. C 05. B 06. C
A) A fim ...a partir ... as
B) A fim ...à partir ... às RESOLUÇÃO
C) A fim ...a partir ... às
D) Afim ...a partir ... às 1-) O exercício quer a alternativa que apresenta cor-
E) Afim ...à partir ... as reção ortográfica. Na primeira lacuna utilizaremos “há”, já
que está empregado no sentido de “existir”; na segunda,
04. Assinale a alternativa que não apresenta erro de “consenso” com “s”; na terceira, “acerca” significa “a res-
ortografia: peito de”, o que se encaixa perfeitamente no contexto. “Há
A) Ela interrompeu a reunião derrepente. cerca” = tem cerca (de arame, cerca viva, enfim...); “a cerca”
B) O governador poderá ter seu mandato caçado. = a cerca está destruída (arame, madeira...)
C) Os espectadores aplaudiram o ministro.
D) Saiu com descrição da sala. 2-)
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = ta-
05.Em qual das alternativas a frase está corretamente beliães
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
escrita?
= cidadãos
A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo-
pansa.
cal. = certidões
B) O mendigo não depositou na caderneta de poupan-
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = de-
ça.
graus
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
sa.
3-) Prezado Usuário
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do
pansa. metrô, a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, co-
meça o Sounderground, festival internacional que prestigia
06. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- os músicos que tocam em estações do metrô.
LO – ADVOGADO - VUNESP/2013) Analise a propaganda Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen-
do programa 5inco Minutos. tarão e divirta-se!
A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado;
antes de horas: há crase

4-)
A) Ela interrompeu a reunião derrepente. =de repente
B) O governador poderá ter seu mandato caçado. =
cassado
D) Saiu com descrição da sala. = discrição

5-)
A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
pansa. = mendigo/caderneta/poupança
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
sa. = mendigo/caderneta/poupança
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
Em norma-padrão da língua portuguesa, a frase da pansa. =mendigo/depositou/caderneta/poupança
propaganda, adaptada, assume a seguinte redação:
(A) 5INCO MINUTOS: às vezes, dura mais, mas não ma- 6-) A questão envolve colocação pronominal e orto-
tem-na porisso. grafia. Comecemos pela mais fácil: ortografia! A palavra
(B) 5INCO MINUTOS: as vezes, dura mais, mas não ma- “por isso” é escrita separadamente. Assim, já descartamos
tem-na por isso. duas alternativas (“A” e “E”). Quanto à colocação pronomi-

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LÍNGUA PORTUGUESA

nal, temos a presença do advérbio “não”, que sabemos ser 10. Nas formações em que o prefixo tem como segun-
um “ímã” para o pronome oblíquo, fazendo-nos aplicar a do termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, ele-
regra da próclise (pronome antes do verbo). Então, a for- tro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano,
ma correta é “mas não A matem” (por que A e não LHE? semi-hospitalar, super- -homem.
Porque quem mata, mata algo ou alguém, objeto direto.
O “lhe” é usado para objeto indireto. Se não tivéssemos a 11. Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo
conjunção “mas” nem o advérbio “não”, a forma “matem- termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-on-
na” estaria correta, já que, após vírgula, o ideal é que utili- das, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc.
zemos ênclise – pronome oblíquo após o verbo).
Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor,
ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofe- - Lembre-se: ao separar palavras na translineação (mu-
receram-me; vê-lo-ei). dança de linha), caso a última palavra a ser escrita seja for-
Serve igualmente para fazer a translineação de pala- mada por hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escre-
vras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em verei anti-inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”. Na
duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro). linha debaixo escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas
as linhas).
Uso do hífen que continua depois da Reforma Or-
tográfica: Não se emprega o hífen:

1. Em palavras compostas por justaposição que formam 1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo
uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem termina em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou
para formam um novo significado: tio-avô, porto-alegrense, “s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antir-
luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas, religioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia,
guarda-chuva, arco- -íris, primeiro-ministro, azul-escuro. microrradiografia, etc.

2. Em palavras compostas por espécies botânicas e 2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre-
zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora- fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com
menina, erva-doce, feijão-verde. vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoes-
trada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoes-
3. Nos compostos com elementos além, aquém, recém cola, infraestrutura, etc.
e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-casa-
do, aquém- -fiar, etc. 3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos
“dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o h inicial: desu-
4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu- mano, inábil, desabilitar, etc.
mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo
uso: cor- -de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé- 4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando
de-meia, água-de- -colônia, queima-roupa, deus-dará. o segundo elemento começar com “o”: cooperação, coo-
brigação, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir,
5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio- etc.
Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações
históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Al- 5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção
sácia-Lorena, etc. de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedis-
ta, etc.
6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su- 6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfei-
per- quando associados com outro termo que é iniciado to, benquerer, benquerido, etc.
por r: hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc.
Questões sobre Hífen
7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor,
ex- -presidente, vice-governador, vice-prefeito. 01.Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o
novo Acordo, está sendo usado corretamente:
8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-: A) Ele fez sua auto-crítica ontem.
pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc. B) Ela é muito mal-educada.
C) Ele tomou um belo ponta-pé.
9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra- D) Fui ao super-mercado, mas não entrei.
ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc. E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões.

4
LÍNGUA PORTUGUESA

02.Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do b) Usa-se o hífen nos compostos que designam espé-
hífen: cies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos,
A) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação.
faria uma superalimentação. c) Não se usa o hífen em compostos que apresentam
B) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. elementos de ligação.
C) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
D) Nossos antepassados realizaram vários anteproje- 5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o cam-
tos. peonato inter-regional.
E) O autodidata fez uma autoanálise. - Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
- Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma
03.Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego letra com que se inicia a outra palavra
do hífen, respeitando-se o novo Acordo.
A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo. ACENTUAÇÃO
B) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal
do campeonato. A acentuação é um dos requisitos que perfazem as re-
C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu. gras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se com-
D) O recém-chegado veio de além-mar. põe de algumas particularidades, às quais devemos estar
E) O vice-reitor está em estado pós-operatório. atentos, procurando estabelecer uma relação de familia-
ridade e, consequentemente, colocando-as em prática na
04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro linguagem escrita.
(avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a
hífen é obrigatório: prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas
A) em nenhuma delas. competências, e logo nos adequamos à forma padrão.
B) na segunda palavra.
C) na terceira palavra. Regras básicas – Acentuação tônica
D) em todas as palavras.
E) na primeira e na segunda palavra. A acentuação tônica implica na intensidade com que
são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá
05.Fez um esforço __ para vencer o campeonato __. de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica.
Qual alternativa completa corretamente as lacunas? As demais, como são pronunciadas com menos intensida-
A) sobreumano/interregional de, são denominadas de átonas.
B) sobrehumano-interregional De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi-
C) sobre-humano / inter-regional cadas como:
D) sobrehumano/ inter-regional Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
E) sobre-humano /interegional última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel

GABARITO Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai


na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato
01. B 02. B 03. A 04. E 05. C – passível

RESOLUÇÃO Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica


está na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tím-
1-) pano – médico – ônibus
A) autocrítica
C) pontapé Como podemos observar, os vocábulos possuem mais
D) supermercado de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com
E) infravermelhos uma sílaba somente: são os chamados monossílabos que,
quando pronunciados, apresentam certa diferenciação
2-)B) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assom- quanto à intensidade.
brada. Tal diferenciação só é percebida quando os pronun-
3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo. ciamos em uma dada sequência de palavras. Assim como
podemos observar no exemplo a seguir:
4-) “Sei que não vai dar em nada,
a) pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de mo- Seus segredos sei de cor”.
leque (doce)
a) Usa-se o hífen nas palavras compostas que não Os monossílabos classificam-se como tônicos; os de-
apresentam elementos de ligação. mais, como átonos (que, em, de).

5
LÍNGUA PORTUGUESA

Os acentos * Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma


palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i», acentuados. Ex.: herói, céu, dói, escarcéu.
«u» e sobre o «e» do grupo “em” - indica que estas letras
representam as vogais tônicas de palavras como Amapá, Antes Agora
caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além assembléia assembleia
da tonicidade, timbre aberto.Ex.: herói – médico – céu (di- idéia ideia
tongos abertos) geléia geleia
jibóia jiboia
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, apóia (verbo apoiar) apoia
“e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: Ex.: paranóico paranoico
tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acom-
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
panhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
– baú – país – Luís
trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi total-
mente abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado Observação importante:
em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando
mülleriano (de Müller) hiato quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Antes Agora
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vo- bocaiúva bocaiuva
gais nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã feiúra feiura
Sauípe Sauipe
Regras fundamentais: O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi
abolido. Ex.:
Palavras oxítonas: Antes Agora
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, crêem creem
“o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s) – ci- lêem leem
pó(s) – armazém(s) vôo voo
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: enjôo enjoo
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, se-
guidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há - Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, se- que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais
guidas de lo, la, los, las. Ex. respeitá-lo – percebê-lo – com- acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.
pô-lo
Repare:
Paroxítonas: 1-) O menino crê em você
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: Os meninos creem em você.
- i, is : táxi – lápis – júri 2-) Elza lê bem!
- us, um, uns : vírus – álbuns – fórum
Todas leem bem!
- l, n, r, x, ps : automóvel – elétron - cadáver – tórax –
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
fórceps
Esperamos que os garotos deem o recado!
- ã, ãs, ão, ãos : ímã – ímãs – órfão – órgãos
4-) Rubens vê tudo!
-- Dica da Zê!: Memorize a palavra LINURXÃO. Para Eles veem tudo!
quê? Repare que essa palavra apresenta as terminações
das paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua * Cuidado! Há o verbo vir:
UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a memo- Ele vem à tarde!
rização! Eles vêm à tarde!

-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quan-
não de “s”: água – pônei – mágoa – jóquei do seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra-ul, ru
-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
Regras especiais:
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se esti-
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos verem seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
palavras paroxítonas. precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba

6
LÍNGUA PORTUGUESA

As formas verbais que possuíam o acento tônico na 04. Assinale a alternativa correta.
raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por serem
“e” ou “i” não serão mais acentuadas. Ex.: paroxítonas terminadas em ditongo.
Antes Depois B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respectivamen-
apazigúe (apaziguar) apazigue te, encontro consonantal e hiato.
averigúe (averiguar) averigue C) Em “erros derivam do mesmo recurso mental” as
argúi (arguir) argui palavras grifadas são paroxítonas.
D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando” as par-
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa tes destacadas são dígrafos.
do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-va”, “p-
vir) si-có-lo-ga” e “a-ci-o-na”.

A regra prevalece também para os verbos conter, ob- 05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO:
ter, reter, deter, abster. A) saúde
ele contém – eles contêm B) cooperar
ele obtém – eles obtêm C) ruim
ele retém – eles retêm D) creem
ele convém – eles convêm E) pouco

Não se acentuam mais as palavras homógrafas que 06. “O episódio aconteceu em plena via pública de
antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras seme- Assis. Dez mulheres começaram a cantar músicas pela paz
lhantes (regra do acento diferencial). Apenas em algumas mundial. A partir daquele momento outras pessoas que
passavam por ali decidiram integrar ao grupo. Rapidamen-
exceções, como:
te, uma multidão aderiu à ideia. Assim começou a forma-
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
ção do maior coral popular de Assis”. O vocábulo subli-
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sen-
nhado tem sua acentuação gráfica justificada pelo mesmo
do acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa
motivo das palavras:
do singular do presente do indicativo). Ex:
A) eminência, ímpio, vácuo, espécie, sério
Ela pode fazer isso agora. B) aluá, cárie, pátio, aéreo, ínvio
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou... C) chinês, varíola, rubéola, período, prêmio
D) sábio, sábia, sabiá, curió, sério
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
preposição por. 07. Assinale a opção CORRETA em que todas as pala-
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “co- vras estão acentuadas na mesma posição silábica.
locar”, estaremos trabalhando com um verbo, portanto: A) Nazaré - além - até - está - também.
“pôr”; nos outros casos, “por” preposição. Ex: B) Água - início - além - oásis - religião.
Faço isso por você. C) Município - início - água - século - oásis
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? D) Século - símbolo - água - histórias - missionário
E) Missionário - símbolo - histórias - século – município
Questões sobre Acentuação Gráfica
08. Considerando as palavras: também / revólver / lâm-
01. “Cadáver” é paroxítona, pois: pada / lápis. Assinale a única alternativa cuja justificativa de
A) Tem a última sílaba como tônica. acentuação gráfica não se refere a uma delas:
B) Tem a penúltima sílaba como tônica. A) palavra paroxítona terminada em - is
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica. B) palavra proparoxítona terminada em - em
D) Não tem sílaba tônica. C) palavra paroxítona terminada em - r
D) palavra proparoxítona - todas devem ser acentua-
02. Assinale a alternativa correta. das
A palavra faliu contém um:
A) hiato 09. Assinale a alternativa incorreta:
B) dígrafo A) Os vocábulos sábio, régua e decência são paroxíto-
C) ditongo decrescente nos terminadas em ditongos crescentes.
D) ditongo crescente B) O vocábulo armazém é acentuado por ser um oxíto-
no terminado em em.
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmen- C) Os vocábulos baú e cafeína são hiatos.
te, aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada D) O vocábulo véu é acentuado por ser um oxítono
pelo mesmo motivo que: terminado em u.
A) túnel
B) voluntário GABARITO
C) até
D) insólito 01. B 02. C 03. B 04. A 05. E
E) rótulos 06. A 07. A 08. B 09. D

7
LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO PONTUAÇÃO

1-) Separando as sílabas: Ca – dá – ver: a penúltima Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
sílaba é a tônica (mais forte; nesse caso, acentuada). Penúl- servem para compor a coesão e a coerência textual, além
tima sílaba tônica = paroxítona de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Ve-
jamos as principais funções dos sinais de pontuação co-
2-) fa - liu - temos aqui duas vogais na mesma sí- nhecidos pelo uso da língua portuguesa.
laba, portanto: ditongo. É decrescente porque apresenta
uma vogal e uma semivogal. Na classificação, ambas são Ponto
semivogais, mas quando juntas, a que “aparecer” mais na 1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
pronúncia será considerada “vogal”. - Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
que se encontra.
3-) ex – pe - ri – ên - cia : paroxítona terminada em - Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
ditongo crescente (semivogal + vogal) - Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
a-) Tú –nel: paroxítona terminada em L
b-) vo – lun - tá – rio : paroxítona terminada em diton-
2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
go
c-) A - té – oxítona
d-) in – só – li – to : proparoxítona Ponto e Vírgula ( ; )
e-) ró – tu los – proparoxítona 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
importância.
4-) - “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo
a-) correta pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida;
b-) inteRRuptor: não é encontro consonantal, mas sim os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
DÍGRAFO
c-) todas são, exceto MENTAL, que é oxítona 2- Separa partes de frases que já estão separadas por
d-) são dígrafos, exceto QUANDO, que “ouço” o som vírgulas.
do U, portanto não é caso de dígrafo - Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, monta-
e-) cog – ni - ti – va / psi – có- lo- ga nhas, frio e cobertor.

5-) sa - ú - de / co - o - pe – rar / ru – im / 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de mo-


cre - em / pou - co (ditongo) tivos, decreto de lei, etc.
- Ir ao supermercado;
6-) e - pi - só - dio - paroxítona terminada em di- - Pegar as crianças na escola;
tongo - Caminhada na praia;
a-) ok - Reunião com amigos.
b-) a – lu –á :oxítona, então descarte esse item
c-) chi – nês : oxítona, idem Dois pontos
d-) sa – bi – á : idem 1- Antes de uma citação
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
7-)
a-) oxítona – TODAS 2- Antes de um aposto
b-) paroxítona – paroxítona – oxítona – paroxítona –
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
não acentuada
tarde e calor à noite.
c-) paroxítona – idem – idem – proparoxítona – paro-
xítona
d-) proparoxítona – idem – paroxítona – idem – idem 3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
e-) paroxítona – proparoxítona – paroxítona – proparo- - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, viven-
xítona – paroxítona do a rotina de sempre.

8-) tam – bém: oxítona / re – vól – ver: paroxítona / lâm 4- Em frases de estilo direto
– pa – da: proparoxítona / lá – pis :paroxítona Maria perguntou:
a-) é a regra do LÁPIS - Por que você não toma uma decisão?
b-) todas as proparoxítonas são acentuadas, indepen-
dente de sua terminação Ponto de Exclamação
c-) regra para REVÓLVER 1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera,
d-) relativa à palavra lâmpada susto, súplica, etc.
- Sim! Claro que eu quero me casar com você!
9-) As alternativas A, B e C contêm afirmativas corretas. 2- Depois de interjeições ou vocativos
Na D, há erro, pois véu é monossílabo acentuado por ter- - Ai! Que susto!
minar em ditongo aberto. - João! Há quanto tempo!

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LÍNGUA PORTUGUESA

Ponto de Interrogação - o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasilei-


Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. ra, possui um trânsito caótico.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze- - o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
vedo)
Fontes:
Reticências http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
1- Indica que palavras foram suprimidas. http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu-
- Comprei lápis, canetas, cadernos... la.htm

2- Indica interrupção violenta da frase. Questões sobre Pontuação


“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
01. (Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alter-
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
nativa em que a pontuação está corretamente empregada,
- Este mal... pega doutor?
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimi-
- Deixa, depois, o coração falar...
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en-
Vírgula contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
dona.
Não se usa vírgula (B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e,
*separando termos que, do ponto de vista sintático, li- embora experimentasse a sensação, de violar uma intimi-
gam-se diretamente entre si: dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en-
- entre sujeito e predicado. contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
Todos os alunos da sala foram advertidos. dona.
Sujeito predicado (C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
embora experimentasse a sensação de violar uma intimida-
- entre o verbo e seus objetos. de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar
O trabalho custou sacrifício aos realiza- algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
dores. (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e,
V.T.D.I. O.D. O.I. embora experimentasse a sensação de violar uma intimi-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en-
Usa-se a vírgula: contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
- Para marcar intercalação: dona.
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun- (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
dância, vem caindo de preço. embora, experimentasse a sensação de violar uma intimi-
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en-
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indús- dona.
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não 02. Assinale a opção em que está corretamente indica-
querem abrir mão dos lucros altos. da a ordem dos sinais de pontuação que devem preencher
as lacunas da frase abaixo:
- Para marcar inversão:
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
devem ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe-
que o trabalho oferece ___ a outra é o valor prático que possa
chadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos ter.
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
maio de 1982. C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
- Para separar entre si elementos coordenados (dispos- E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
tos em enumeração):
Era um garoto de 15 anos, alto, magro. 03. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013). Os
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. sinais de pontuação estão empregados corretamente em:
A) Duas explicações, do treinamento para consultores
- Para marcar elipse (omissão) do verbo: iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a cons-
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco. trução de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das
- Para isolar: metas de vendas associadas aos dois temas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

B) Duas explicações do treinamento para consultores 06. Assinale a série de sinais cujo emprego correspon-
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a cons- de, na mesma ordem, aos parênteses indicados no texto:
trução de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das “Pergunta-se ( ) qual é a ideia principal desse pará-
metas de vendas associadas aos dois temas. grafo ( ) A chegada de reforços ( ) a condecoração ( ) o
C) Duas explicações do treinamento para consultores escândalo da opinião pública ou a renúncia do presidente (
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a cons- ) Se é a chegada de reforços ( ) que relação há ( ) ou mos-
trução de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das trou seu autor haver ( ) entre esse fato e os restantes ( )”.
A) vírgula, vírgula, interrogação, interrogação, interro-
metas de vendas associadas aos dois temas.
gação, vírgula, vírgula, vírgula, ponto final
D) Duas explicações do treinamento para consulto- B) dois pontos, interrogação, vírgula, vírgula, interroga-
res iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e ção, vírgula, travessão, travessão, interrogação
a construção de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou C) travessão, interrogação, vírgula, vírgula, ponto final,
falar das metas de vendas associadas aos dois temas. travessão, travessão, ponto final, ponto final
E) Duas explicações, do treinamento para consulto- D) dois pontos, interrogação, vírgula, ponto final, tra-
res iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a vessão, vírgula, vírgula, vírgula, interrogação
construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar E) dois pontos, ponto final, vírgula, vírgula, interroga-
das metas, de vendas associadas aos dois temas. ção, vírgula, vírgula, travessão, interrogação

04.(Escrevente TJ SP – Vunesp 2012). Assinale a alter- 07. (SRF) Das redações abaixo, assinale a que não está
nativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa pontuada corretamente:
Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência A) Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o re-
sultado do concurso.
nominal e à pontuação.
B) Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o re-
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapida-
sultado do concurso.
mente, seu espaço na carreira científica ainda que o avanço C) Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o re-
seja mais notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, sultado do concurso.
do que em outros. D) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam ra- concurso, em fila.
pidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o E) Os candidatos aguardavam ansiosos, em fila, o resul-
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um tado do concurso.
exemplo!, do que em outros.
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra- 08. A frase em que deveria haver uma vírgula é:
pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o A) Comi uma fruta pela manhã e outra à tarde.
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um B) Eu usei um vestido vermelho na festa e minha irmã
exemplo, do que em outros. usou um vestido azul.
C) Ela tem lábios e nariz vermelhos.
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida-
D) Não limparam a sala nem a cozinha.
mente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço
seja mais notável em alguns países – o Brasil é um exemplo GABARITO
– do que em outros.
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapida- 01. C 02. C 03. B 04. D 05. E
mente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avan- 06. B 07. B 08. B
ço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exem-
plo) do que em outros. RESOLUÇÃO
05. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.).
Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta 1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas
após o acréscimo das vírgulas. (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na embora, (X) experimentasse , (X) a sensação de violar uma
pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrô- intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando
nica ao grupo ou acione o código na internet. encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
sua dona.
(B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de
(B) Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa
onde o código foi acionado. e, embora experimentasse a sensação , (X) de violar uma
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra- intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando
dos, recebem automaticamente, uma mensagem dizendo encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
que a criança foi encontrada. sua dona.
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega (D) Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa
primeiro às, areias do Guarujá. e, embora experimentasse a sensação de violar uma inti-
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o te- midade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X)
lefone de quem a encontrou e informar um ponto de re- encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
ferência sua dona.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
embora , (X) experimentasse a sensação de violar uma in- dos , (X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem
timidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , dizendo que a criança foi encontrada.
(X) encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) che-
a sua dona. ga primeiro às , (X) areias do Guarujá.

2-) Quando se trata de trabalho científico , duas coisas 6-) Pergunta-se ( : ) qual é a ideia principal desse pa-
devem ser consideradas : uma é a contribuição teórica rágrafo
que o trabalho oferece ; a outra é o valor prático que ( ? ) A chegada de reforços ( , ) a condecoração ( , ) o
possa ter. escândalo da opinião pública ou a renúncia do presidente
(? ) Se é a chegada de reforços ( , ) que relação há ( - )
vírgula, dois pontos, ponto e vírgula ou mostrou seu autor haver ( - ) entre esse fato e os res-
tantes ( ? )
3-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade-
quadas 7-) Em fila, os candidatos , (X) aguardavam, ansiosos, o
A) Duas explicações , (X) do treinamento para consul- resultado do concurso.
tores iniciantes receberam destaque , (X) o conceito de
PPD e a construção de tabelas Price; mas por outro lado, 8-) Eu usei um vestido vermelho na festa , e minha
faltou falar das metas de vendas associadas aos dois temas. irmã usou um vestido azul.
C) Duas explicações do treinamento para consultores Há situações em que é possível usar a vírgula antes do
iniciantes receberam destaque ; (X) o conceito de PPD e a “e”. Isso ocorre quando a conjunção aditiva coordena ora-
construção de tabelas Price , (X) mas por outro lado, faltou ções de sujeitos diferentes nas quais a leitura fluente pode
falar das metas de vendas associadas aos dois temas. ser prejudicada pela ausência da pontuação.
D) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes , (X) receberam destaque: o conceito de PPD e a CRASE
construção de tabelas Price , (X) mas, por outro lado, faltou
falar das metas de vendas associadas aos dois temas. A palavra crase é de origem grega e significa “fusão”,
E) Duas explicações , (X) do treinamento para consul- “mistura”. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à
tores iniciantes , (X) receberam destaque ; (X) o conceito “junção” de duas vogais idênticas. É de grande importân-
de PPD e a construção de tabelas Price , (X) mas por outro cia a crase da preposição “a” com o artigo feminino “a”
lado, faltou falar das metas , (X) de vendas associadas aos (s), com o “a” inicial dos pronomes aquele(s), aquela (s),
dois temas. aquilo e com o “a” do relativo a qual (as quais). Na escri-
ta, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a crase. O
4-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade- uso apropriado do acento grave depende da compreensão
quadas da fusão das duas vogais. É fundamental também, para o
(A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam , (X) entendimento da crase, dominar a regência dos verbos e
rapidamente , (X) seu espaço na carreira científica (, ) ainda nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a cra-
que o avanço seja mais notável em alguns países, o Brasil é se, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência
um exemplo, do que em outros. simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome.
(B) Não há dúvida de que , (X) as mulheres , (X) am- Observe:
pliam rapidamente seu espaço na carreira científica ; (X) Vou a + a igreja.
ainda que o avanço seja mais notável , (X) em alguns paí- Vou à igreja.
ses, o Brasil é um exemplo ! (X) , do que em outros.
(C) Não há dúvida de que as mulheres , (X) ampliam No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição
rapidamente seu espaço , (X) na carreira científica , (X) ain- “a”, exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência
da que o avanço seja mais notável, em alguns países : (X) o do artigo “a” que está determinando o substantivo femini-
Brasil é um exemplo, do que em outros. no igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida- elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave.
mente , (X) seu espaço na carreira científica, ainda que , (X) Observe os outros exemplos:
o avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um Conheço a aluna.
exemplo) do que em outros. Refiro-me à aluna.

5-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade- No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (co-
quadas nhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá crase não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é
na pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem transitivo indireto (referir--se a algo ou a alguém) e exige
eletrônica ao grupo ou acione o código na internet. a preposição “a”. Portanto, a crase é possível, desde que o
(B) Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino
pais de onde o código foi acionado. “a” ou um dos pronomes já especificados.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Casos em que a crase NÃO ocorre:

- diante de substantivos masculinos:


Andamos a cavalo.
Fomos a pé.
Passou a camisa a ferro.
Fazer o exercício a lápis.
Compramos os móveis a prazo.

- diante de verbos no infinitivo:


A criança começou a falar.
Ela não tem nada a dizer.
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.

- diante da maioria dos pronomes e das expressões de tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita
e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes podem ser identificados pelo método: troque a palavra
feminina por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.)

- diante de numerais cardinais:


Chegou a duzentos o número de feridos.
Daqui a uma semana começa o campeonato.

Casos em que a crase SEMPRE ocorre:

- diante de palavras femininas:


Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.

- diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de” (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.

- na indicação de horas:
Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite.

- em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas. Por exemplo:
à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
à vontade à beça à larga à escuta
às avessas à revelia à exceção de à imitação de
à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
à luz à sombra de à frente de à proporção que
à semelhança de às ordens à beira de

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LÍNGUA PORTUGUESA

Crase diante de Nomes de Lugar Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais

Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do A ocorrência da crase com os pronomes relativos a
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo qual e as quais depende do verbo. Se o verbo que rege es-
que diante deles haverá crase, desde que o termo regente ses pronomes exigir a preposição “a”, haverá crase. É pos-
exija a preposição “a”. Para saber se um nome de lugar ad- sível detectar a ocorrência da crase nesses casos utilizando
mite ou não a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se a substituição do termo regido feminino por um termo re-
substituir o termo regente por um verbo que peça a prepo- gido masculino. Por exemplo:
sição “de” ou “em”. A ocorrência da contração “da” ou “na” A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso, O monumento ao qual me refiro fica no centro da ci-
haverá crase. Por exemplo: dade.
Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a] Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a
França.) crase. Veja outros exemplos:
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.) São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália) Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Por- Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam
to Alegre.) responder nenhuma das questões.
A sessão à qual assisti estava vazia.
*- Dica da Zê!: use a regrinha “Vou A volto DA, crase
HÁ; vou A volto DE, crase PRA QUÊ?” Crase com o Pronome Demonstrativo “a”
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Vou à praia. = Volto da praia. A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo
“a” também pode ser detectada através da substituição do
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especifi- termo regente feminino por um termo regido masculino.
cado, ocorrerá crase. Veja: Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo Minha revolta é ligada à do meu país.
que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE” Meu luto é ligado ao do meu país.
Irei à Salvador de Jorge Amado. As orações são semelhantes às de antes.
Os exemplos são semelhantes aos de antes.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos
Suas perguntas são superiores às dele.
Seus argumentos são superiores aos dele.
Aquele (s), Aquela (s), Aquilo
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o Seu casaco é idêntico ao de minha colega.
termo regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:
Refiro-me a + aquele atentado. A Palavra Distância
Preposição Pronome
Refiro-me àquele atentado. Se a palavra distância estiver especificada, determina-
da, a crase deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à dis-
O termo regente do exemplo acima é o verbo transi- tância de 100km daqui. (A palavra está determinada)
tivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A
preposição, portanto, ocorre a crase. Observe este outro palavra está especificada.)
exemplo:
Aluguei aquela casa. Se a palavra distância não estiver especificada, a crase
não pode ocorrer. Por exemplo:
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não Os militares ficaram a distância.
exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Veja Gostava de fotografar a distância.
outros exemplos: Ensinou a distância.
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. Dizem que aquele médico cura a distância.
Quero agradecer àqueles que me socorreram. Reconheci o menino a distância.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito. Observação: por motivo de clareza, para evitar ambi-
Assisti àquele filme três vezes. guidade, pode-se usar a crase. Veja:
Espero aquele rapaz. Gostava de fotografar à distância.
Fiz aquilo que você disse. Ensinou à distância.
Comprei aquela caneta. Dizem que aquele médico cura à distância.

13
LÍNGUA PORTUGUESA

Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA 02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013).Leia
o texto a seguir.
- diante de nomes próprios femininos: Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, cor-
Observação: é facultativo o uso da crase diante de no- reu ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira
mes próprios femininos porque é facultativo o uso do ar- causa do procedimento de Camilo. Vimos que ______ carto-
tigo. Observe: mante restituiu--lhe ______ confiança, e que o rapaz repreen-
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. deu-a por ter feito o que fez.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias.
Rio de Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
feminino diante de nomes próprios femininos, então pode-
ordem dada:
mos escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Ro- A) à – a – a
berto. B) a – a – à
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Ro- C) à – a – à
berto. D) à – à – a
- diante de pronome possessivo feminino: E) a – à – à
Observação: é facultativo o uso da crase diante de pro-
nomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do 03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ proble-
artigo. Observe: mas já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperan- a) à - àqueles - a - há
do por você. b) a - àqueles - a - há
A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está es- c) a - aqueles - à - a
perando por você. d) à - àqueles - a - a
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de e) a - aqueles - à - há
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever
as frases abaixo das seguintes formas: 04.(Agente Técnico – FCC – 2013-adap.) Claro que não
Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô. me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
efervescente.

O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase
- depois da preposição até:
Fui até a praia. ou Fui até à praia. se o segmento grifado for substituído por:
Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o A) leitura apressada e sem profundidade.
até à porta. B) cada um de nós neste formigueiro.
A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A C) exemplo de obras publicadas recentemente.
palestra vai até às cinco horas da tarde. D) uma comunicação festiva e virtual.
E) respeito de autores reconhecidos pelo público.
Questões sobre Crase
05. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
01.( Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) No Brasil, as dis- NESP – 2013).
cussões sobre drogas parecem limitar-se ______aspectos ju- O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP)
rídicos ou policiais. É como se suas únicas consequências também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ res-
estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas cri- socialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará-
minais. Raro ler ____respeito envolvendo questões de saúde -lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em
pública como programas de esclarecimento e prevenção, de liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e
tratamento para dependentes e de reintegração desses____ uma vida digna.
vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico ou (Disponível em: www.metropolitana.com.br/blog/
clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
qual_e_a_importancia_da_ressocializacao_de_presos. Aces-
própria família?
so em: 18.08.2012. Adaptado)
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Pau-
lo, 17.09.2012. Adaptado)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respecti-
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e vamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-pa-
respectivamente, com: drão da língua portuguesa.
(A) aos … à … a … a A) à … à … à
(B) aos … a … à … a B) a … a … à
(C) a … a … à … à C) a … à … à
(D) à … à … à … à D) à … à ... a
(E) a … a … a … a E) a … à … a

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LÍNGUA PORTUGUESA

06. O Ministro informou que iria resistir _____ pressões 2-) correu _à (= para a ) cartomante para consultá-la
contrárias _____ modificações relativas _____ aquisição da sobre a verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vi-
casa própria. mos que _a__cartomante (objeto direto)restituiu-lhe ___a___
a) às - àquelas _ à confiança (objeto direto), e que o rapaz repreendeu-a por
b) as - aquelas - a ter feito o que fez.
c) às àquelas - a
d) às - aquelas - à 3-) “Nesta oportunidade, volto _a_ referir-me àqueles__
e) as - àquelas - à problemas já expostos a _ V. Sª _há_ alguns dias”.
- a referir = antes de verbo no infinito não há crase;
07. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- - quem faz referência, faz referência A algo ou A al-
NESP – 2013-adap) O acento indicativo de crase está cor- guém ( a regência do verbo pede preposição)
retamente empregado em: - antes de pronome de tratamento não há crase (exce-
A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas ção à senhora, que admite artigo);
com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus - há no sentido de tempo passado.
desejos.
B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações 4-) Claro que não me estou referindo à leitura apressa-
nos mecanismos biológicos de controle emocional. da e sem profundidade.
C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade. a cada um de nós neste formigueiro. (antes de prono-
D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida- me indefinido)
de alimentam a violência crescente nas cidades. a exemplo de obras publicadas recentemente. (palavra
E) Um ambiente desfavorável à formação da personali- masculina)
dade atinge os mais vulneráveis. a uma comunicação festiva e virtual. (artigo indefini-
08. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013). do)
O sinal indicativo de crase está correto em: a respeito de autores reconhecidos pelo público. (pa-
A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na lavra masculina)
área de biotecnologia.
B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar
5-) O Instituto Nacional de Administração Prisio-
à educação dos filhos.
nal (INAP) também desenvolve atividades lúdicas de
C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar
apoio___à__ ressocialização do indivíduo preso, com o ob-
as instalações do prédio.
jetivo de prepará--lo para o retorno___à__ sociedade. Dessa
D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
forma, quando em liberdade, ele estará capacitado__a___
detalhe que envolva a segurança das pessoas.
ter uma profissão e uma vida digna.
E) É função da política é dedicar-se à todo problema
que comprometa o bem-estar do cidadão. - Apoio a ? Regência nominal pede preposição;
- retorno a? regência nominal pede preposição;
09. (Agente Educacional – VUNESP – 2013). Assinale - antes de verbo no infinitivo não há crase.
a alternativa em que a sequência da frase a seguir traz o
uso correto do acento indicativo de crase, de acordo com a 6-) O Ministro informou que iria resistir _às__ pressões
norma-padrão da língua portuguesa. contrárias àquelas_ modificações relativas __à_ aquisição
da casa própria.
Um bom conhecimento de matemática é indispensável - resistir a? regência verbal pede preposição;
A) à todo e qualquer estudante. - contrária a? regência nominal pede preposição;
B) à estudantes de nível superior. - relativas a? regência nominal pede preposição.
C) à quem pretende carreiras no campo de exatas.
D) à construção do saber nas mais diversas áreas. 7-)
E) à uma boa formação profissional. A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
GABARITO desejos. (antes de verbo no infinitivo não há crase)
B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
01. B 02. A 03. B 04. A 05. D nos mecanismos biológicos de controle emocional. (se
06. A 07. E 08. B 09. D o “a” está no singular e antecede palavra no plural, não há
crase)
RESOLUÇÃO C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
(artigo indefinido)
1-) limitar-se _aos _aspectos jurídicos ou policiais. D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida-
Raro ler __a__respeito (antes de palavra masculina de alimentam a violência crescente nas cidades. (palavra
não há crase) de reintegração desses_à_ vida. (reintegrar masculina)
a + a vida = à) o nome de um médico ou clínica __a_quem E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
tentar encaminhar um drogado da nossa própria família? dade atinge os mais vulneráveis. = correta (regência nomi-
(antes de pronome indefinido/relativo) nal: desfavorável a?)

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LÍNGUA PORTUGUESA

8-) Classificação dos Fonemas


A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
área de biotecnologia. (artigo indefinido) Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e
B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar consoantes.
à educação dos filhos. = correta (regência verbal: dedicar
a) Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das
C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa
as instalações do prédio. (verbo no infinitivo) livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais
D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer e nasais.
detalhe que envolva a segurança das pessoas. (pronome Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavi-
indefinido) dade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê,
E) É função da política é dedicar-se à todo problema ali, pó, dor, uva.
Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade
que comprometa o bem-estar do cidadão. (pronome in-
bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til (~)
definido)
ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba,
9-) Um bom conhecimento de matemática é indispen-
nunca.
sável à construção do saber nas mais diversas áreas.
A) à todo e qualquer estudante. (pronome indefinido) Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou áto-
B) à estudantes de nível superior. (“a” no singular antes nas, dependendo da intensidade com que são pronuncia-
de palavra no plural) das. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade:
C) à quem pretende carreiras no campo de exatas. café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor
(pronome indefinido/relativo) intensidade: café, bola, vidro.
E) à uma boa formação profissional. (artigo indefinido)
Semivogais: são os fonemas /i/ e /u/ quando, juntos
de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Obser-
LETRA E FONEMA ve, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas
sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico /i/ não é
Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca tão forte quanto o fonema vocálico /a/; nesse caso, o /i/ é
(tem 6 letras); hoje (tem 4 letras). semivogal.

Fonema é o menor elemento sonoro capaz de esta- Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar,
belecer uma distinção de significado entre palavras. Veja, emitida para sua produção, teve de forçar passagem na
nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou
os pares de palavras: embaraço. Exemplos: gato, pena, lado.

bar – mar tela – vela sela – sala Encontro Vocálicos

Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um - Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semi-
elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que repre- vogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai
senta o fonema. Nem sempre o número de fonemas de (vogal + semivogal = ditongo decrescente); ginásio (semi-
uma palavra corresponde ao número de letras que usamos vogal + vogal = ditongo crescente).
- Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma
para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos
vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Pa-
quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras [xuva] e
raguai.
cinco letras.
- Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma
Certos fonemas podem ser representados por diferen-
palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca
tes letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representa- há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í-
do por: s (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc da), juiz (ju-iz)
(nascer) – xc (excelente) – c (cinto) – sç (desço)
Encontro Consonantais
Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fone-
ma, como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal
sons, pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro intermediária. Exemplos: flor, grade, digno.
letras e cinco fonemas.
Em certas palavras, algumas letras não representam Dígrafos
nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em pala-
vras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando Grupo de duas letras que representa apenas um fone-
são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal, ma. Exemplos: passo (ss = fonema /s/), nascimento (sc =
como em canto, tinta, etc. fonema /s/), queijo (qu = fonema /k/)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos. 04. Indique a alternativa cuja sequência de vocábulos
apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato,
- Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç hiato, ditongo.
(desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr a) jamais / Deus / luar / daí
(ferro), gu (guerra) b) joias / fluir / jesuíta / fogaréu
- Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, ven- c) ódio / saguão / leal / poeira
to), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un
d) quais / fugiu / caiu / história
(tumba, mundo)
05. Os vocabulários passarinho e querida possuem:
Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um
só fonema; nos encontros consonantais, cada letra repre- a) 6 e 8 fonemas respectivamente;
senta um fonema. b)10 e 7 fonemas respectivamente;
c) 9 e 6 fonemas respectivamente;
Observe de acordo com os exemplos que o número d) 8 e 6 fonemas respectivamente;
de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade. e) 7 e 6 fonemas respectivamente.
- Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o “ch” tem
um único som. 06. Quantos fonemas existem na palavra paralelepípe-
- Hipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o “h” do:
não tem som.
- Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “nh” tem
um único som. a) 7
- Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o “ss” só tem b) 12
um único som. c) 11
- Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pro- d) 14
nuncia o “s” e o “en” tem um único som. e) 15
- Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o
“x”. 07. Os vocábulos pequenino e drama apresentam, res-
- Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o “x” tem som de pectivamente:
“ks”.
- Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o “gu” tem um
a) 4 e 2 fonemas
único som e o “rr” também tem um único som.
- Queijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o “qu” tem um b) 9 e 5 fonemas
único som. c) 8 e 5 fonemas
d) 7 e 7 fonemas
Repare que através do exemplo a mudança de apenas e) 8 e 4 fonemas
uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o / C a v
a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o. 08. O “I” não é semivogal em:

EXERCÍCIOS a) Papai
b) Azuis
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas c) Médio
são as letras que a compõem é:
d) Rainha
a) importância
b) milhares e) Herói
c) sequer
d) técnica 09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos:
e) adolescente
a) muito, faísca, balaústre.
02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não b) guerreiro, gratuito, intuito.
um, mas dois fonemas? c) fluido, fortuito, Piauí.
a) exemplo d) tua, lua, nua.
b) complexo e) n.d.a.
c) próximos
d) executivo
e) luxo 10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresen-
tam ditongo crescente:
03. Qual palavra possui dois dígrafos?
a) fechar a) Lei, Foice, Roubo
b) sombra b) Muito, Alemão, Viu
c) ninharia c) Linguiça, História, Área
d) correndo d) Herói, Jeito, Quilo
e) pêssego e) Equestre, Tênue, Ribeirão

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LÍNGUA PORTUGUESA

RESPOSTAS: Acento Tônico

01-D (Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas,
demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7 percebe-se que há uma sílaba de maior intensidade sonora
fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / do que as demais.
11 letras). calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.
02-B (a palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/). faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
03-D (Em d, há o dígrafo “rr” e o dígrafo nasal “en”). sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.
04-B (Observe os encontros: oi, u - i, u - í e eu).
Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas
05-D / 06-D / 07-C / 08-D / 09-D / 10-C
palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um
dos elementos que dão melodia à frase.
SÍLABA
Classificação da sílaba quanto a intensidade
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas
pronunciados separadamente: a - mor. A cada um des- -Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade.
ses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se - Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensida-
o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é de.
sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca - Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária.
há mais do que uma vogal em  cada sílaba. Dessa forma, Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspon-
para sabermos o número de sílabas de uma palavra, deve- dendo à tônica da palavra primitiva. 
mos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção:
as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem Classificação das palavras quanto à posição da sí-
laba tônica
representar semivogais.
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábu-
Classificação das palavras quanto ao número de sí- los da língua portuguesa que contêm  duas ou mais sílabas
labas são classificados em:
- Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última.
- Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: Exemplos: avó, urubu, parabéns
mãe, flor, lá, meu; - Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúl-
- Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, tima. Exemplos: dócil, suavemente, banana
i-ra, a-í, trans-por; - Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a an-
- Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, tepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
pró-xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir;
- Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exem- Saiba que:
plos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister,
Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter.
-ri-no-la-rin-go-lo-gis-ta.
- São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago,
boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano,
Divisão Silábica filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impu-
dico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo,
Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as necropsia (alguns dicionários admitem também necrópsia),
seguintes normas: Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubri-
ca, subido(a).
- Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito,
foi-ce, a-ve-ri-guou; bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ôme-
- Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exem- ga, pântano, trânsfuga.
plos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla
- Não se separam os encontros consonantais que ini- tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceâ-
ciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; nia/Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil,
zângão/zangão.
- Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-
ga, fi-el, sa-ú-de; Exercícios
- Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc.
Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len- 1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta:
te; a) gra-tui-to;
- Separam-se os encontros consonantais das sílabas b) ad-vo-ga-do;
internas, excetuando-se aqueles em que a segunda con- c) tran-si-tó-rio;
soante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, d) psi-co-lo-gi-a;
a-brir, a-pli-car. e) in-ter-stí-cio.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-Assinale o item em que a separação silábica é incor- 9- Na expressão “A icterícia nada tem a ver com he-
reta: modiálise ou disenteria”, as palavras grifadas apresentam-
a) psi-có-ti-co; se corretamente divididas em sílabas na alternativa:
b) per-mis-si-vi-da-de; a) i-cte-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria;
c) as-sem-ble-ia; b) ic-te-rí-ci-a, he-mo-diá-li-se, dis-en-te-ria;
d) ob-ten-ção; c) i-c-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria;
e) fa-mí-lia. d) ic-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ri-a;
3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as e) ic-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria.
sílabas corretamente separadas:
10- Assinale a única opção em que há, um vocábulo
a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; cuja separação silábica não esta feita de acordo com a nor-
b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal; ma ortográfica vigente:
c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia; a) es-cor-re-gou / in-crí-veis;
d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car; b) in-fân-cia / cres-ci-a;
e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. c) i-dei-a / lé-guas;
d) des-o-be-de-ceu / cons-tru-í-da;
4-Assinale o item em que todas as sílabas estão corre- e) vo-ou / sor-ri-em.
tamente separadas:
Respostas: 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-C / 6-D / 7-A /
a) a-p-ti-dão; 8-E / 9-E / 10-D
b) so-li-tá-ri-o;
c) col-me-ia; SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
d) ar-mis-tí-cio;
e) trans-a-tlân-ti-co. Consideremos as seguintes frases:
Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja!
5- Assinale o item em que a divisão silábica está errada: Vamos! Coloque logo a mão na massa!
As crianças estão com as mãos sujas.
a) tran-sa-tlân-ti-co / de-sin-fe-tar;
Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi.
b) subs-ta-be-le-cer / de-su-ma-no;
c) cis-an-di-no / sub-es-ti-mar;
Chegamos à conclusão de que se trata de palavras
d) ab-di-ca-ção / a-bla-ti-vo;
idênticas no que se refere à grafia, mas será que possuem
e) fri-is-si-mo / ma-ci-is-si-mo.
o mesmo significado?
Existe uma parte da gramática normativa denominada
6- Existe erro de divisão silábica no item:
Semântica. Ela trabalha a questão dos diferentes significa-
a) mei-a / pa-ra-noi-a / ba-lai-o; dos que uma mesma palavra apresenta de acordo com o
b) oc-ci-pi-tal / ex-ces-so / pneu-má-ti-co; contexto em que se insere.
c) subs-tân-cia / pers-pec-ti-va / felds-pa-to; Tomando como exemplo as frases já mencionadas,
d) su-bli-nhar / su-blin-gual / a-brup-to; analisaremos os vocábulos de mesma grafia, de acordo
e) tran-sa-tlân-ti-co / trans-cen-der / tran-so-ce-â-ni- com seu sentido denotativo, isto é, aquele retratado pelo
co. dicionário.
Na primeira, a palavra “mão” significa habilidade, efi-
7- A única alternativa correta quanto à divisão silábica ciência diante do ato praticado. Nas outras que seguem o
é: significado é de: participação, interação mediante a uma
tarefa realizada; mão como parte do corpo humano e por
a) ma-qui-na-ri-a / for-tui-to; último simboliza o roubo, visto de maneira pejorativa.
b) tun-gs-tê-nio / ri-tmo; ; Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per-
c) an-do-rin-ha / sub-o-fi-ci-al; cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de
d) bo-ê-mi-a / ab-scis-sa; algo. Possibilidades de várias interpretações levando-se em
e) coe-são / si-len-cio-so. consideração as situações de aplicabilidade.
Há uma infinidade de outros exemplos em que pode-
8- Indique a alternativa em que as palavras “sussurro”, mos verificar a ocorrência da polissemia, como por exem-
”iguaizinhos” e “gnomo”, estão corretamente divididas em plo:
sílabas:
O rapaz é um tremendo gato.
a) sus - su - rro, igu - ai - zi - nhos, g - no - mo; O gato do vizinho é peralta.
b) su - ssu - rro, i - guai - zi - nhos, gno - mo; Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
c) sus - su - rro, i - guai - zi - nhos, gno - mo; Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua
d) su - ssur - ro, i - gu - ai - zi - nhos, gn - omo; sobrevivência
e) sus - sur - ro, i - guai - zi - nhos, gno - mo. O passarinho foi atingido no bico.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Polissemia e homonímia 1. A cobra picou o menino. (cobra = réptil peçonhento)


2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagra-
A confusão entre polissemia e homonímia é bastante dável, que adota condutas pouco apreciáveis)
comum. Quando a mesma palavra apresenta vários signifi- 3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que co-
cados, estamos na presença da polissemia. Por outro lado, nhece muito sobre alguma coisa, “expert”)
quando duas ou mais palavras com origens e significados No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido co-
distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos uma ho- mum (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado
monímia. em sentido figurado.
A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode Podemos então concluir que um mesmo significante
(parte concreta) pode ter vários significados (conceitos).
significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não é
polissemia porque os diferentes significados para a palavra
Denotação e Conotação
manga têm origens diferentes, e por isso alguns estudiosos
mencionam que a palavra manga deveria ter mais do que - Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra
uma entrada no dicionário. com o seu significado primitivo e original, com o sentido
“Letra” é uma palavra polissêmica. Letra pode significar do dicionário; usada de modo automatizado; linguagem
o elemento básico do alfabeto, o texto de uma canção ou comum. Veja este exemplo: Cortaram as asas da ave para
a caligrafia de um determinado indivíduo. Neste caso, os que não voasse mais.
diferentes significados estão interligados porque remetem Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido
para o mesmo conceito, o da escrita. próprio, comum, usual, literal.

Polissemia e ambiguidade MINHA DICA - Procure associar Denotação com Di-


cionário: trata-se de definição literal, quando o termo é uti-
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na lizado em seu sentido dicionarístico.
interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado pode
ser ambíguo, ou seja, apresenta mais de uma interpreta- - Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra
ção. Essa ambiguidade pode ocorrer devido à colocação com o seu significado secundário, com o sentido amplo (ou
específica de uma palavra (por exemplo, um advérbio) em simbólico); usada de modo criativo, figurado, numa lingua-
gem rica e expressiva. Veja este exemplo:
uma frase. Vejamos a seguinte frase: Pessoas que têm uma
Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes
alimentação equilibrada frequentemente são felizes. Neste
que seja tarde demais.
caso podem existir duas interpretações diferentes. As pes- Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma
soas têm alimentação equilibrada porque são felizes ou são figurada, fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle
felizes porque têm uma alimentação equilibrada. de ações; disciplina, limitação de conduta e comportamen-
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela to.
pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma inter-
pretação. Para fazer a interpretação correta é muito impor- Fonte:
tante saber qual o contexto em que a frase é proferida. http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-
justica-tjm-sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figu-
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabo- rado-das-palavras.html
la, que por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser de-
finida como sendo um conjunto de letras ou sons de uma Questões sobre Denotação e Conotação
língua, juntamente com a ideia associada a este conjunto.
1-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
Sentido Próprio e Figurado das Palavras LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) O
sentido de marmóreo (adjetivo) equivale ao da expressão
Pela própria definição acima destacada podemos per- de mármore. Assinale a alternativa contendo as expressões
com sentidos equivalentes, respectivamente, aos das pala-
ceber que a palavra é composta por duas partes, uma delas
vras ígneo e pétreo.
relacionada a sua forma escrita e os seus sons (denominada
(A) De corda; de plástico.
significante) e a outra relacionada ao que ela (palavra) ex- (B) De fogo; de madeira.
pressa, ao conceito que ela traz (denominada significado). (C) De madeira; de pedra.
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdivi- (D) De fogo; de pedra.
dem-se assim: (E) De plástico; de cinza.
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o senti- 2-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
do comum que costumamos dar a uma palavra. LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013
- Sentido Figurado - é o sentido “simbólico”, “figura- - ADAPTADO) Para responder à questão, considere a se-
do”, que podemos dar a uma palavra. guinte passagem: Sem querer estereotipar, mas já estereoti-
Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes pando: trata-se de um ser cujas interações sociais terminam,
contextos: 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de A marca da solidão


(A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de
dela. paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a
(C) adotar como referência de qualidade. testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de
(D) julgar de acordo com normas legais. penumbra na tarde quente.
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den-
tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com
3-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando peque-
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 - nas plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é
ADAPTADA) Para responder a esta questão, considere as capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a
palavras destacadas nas seguintes passagens do texto: marca da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta.
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Ja-
Desde o surgimento da ideia de hipertexto... neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47)
... informações ligadas especialmente à pesquisa aca- No primeiro parágrafo, a palavra utilizada em sentido
dêmica, figurado é
... uma “máquina poética”, algo que funcionasse por (A) menino.
analogia e associação... (B) chão.
(C) testa.
Quando o cientista Vannevar Bush [...] concebeu a (D) penumbra.
ideia de hipertexto... (E) tenda.
... 20 anos depois de seu artigo fundador...
7-) (UFTM/MG – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – VU-
As palavras destacadas que expressam ideia de tempo NESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder à
são: questão.
(A) algo, especialmente e Quando.
(B) Desde, especialmente e algo. RIO DE JANEIRO – A Prefeitura do Rio está lançando a
(C) especialmente, Quando e depois. Operação Lixo Zero, que vai multar quem emporcalhar a ci-
(D) Desde, Quando e depois. dade. Em primeira instância, a campanha é educativa. Equi-
(E) Desde, algo e depois. pes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana estão per-
correndo as ruas para flagrar maus cidadãos jogando coisas
4-) (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) onde não devem e alertá-los para o que os espera. Em breve,
A importância de Rodolfo Coelho Cavalcante para o mo- com guardas municipais, policiais militares e 600 fiscais em
vimento cordelista pode ser comparada à de outros dois ação, as multas começarão a chegar para quem tratar a via
grandes nomes... pública como a casa da sogra.
Sem qualquer outra alteração da frase acima e sem Imagina-se que, quando essa lei começar para valer, os
prejuízo da correção, o elemento grifado pode ser subs- recordistas de multas serão os cerca de 300 jovens golpistas
tituído por: que, nas últimas semanas, se habituaram a tomar as ruas,
(A) contrastada. pichar monumentos, vandalizar prédios públicos, quebrar
(B) confrontada. orelhões, arrancar postes, apedrejar vitrines, depredar ban-
(C) ombreada. cos, saquear lojas e, por uma estranha compulsão, destruir
(D) rivalizada. lixeiras, jogar o lixo no asfalto e armar barricadas de fogo
(E) equiparada. com ele.
É verdade que, no seu “bullying” político, eles não estão
5-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMU- nem aí para a cidade, que é de todos – e que, por algum
NITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) No verso – Não te motivo, parecem querer levar ao colapso.
abras com teu amigo – o verbo em destaque foi emprega- Pois, já que a lei não permite prendê-los por vandalis-
do em sentido figurado. mo, saque, formação de quadrilha, desacato à autoridade,
Assinale a alternativa em que esse mesmo verbo “abrir” resistência à prisão e nem mesmo por ataque aos órgãos
continua sendo empregado em sentido figurado. públicos, talvez seja possível enquadrá-los por sujar a rua.
(A) Ao abrir a porta, não havia ninguém. (Ruy Castro, Por sujar a rua. Folha de S.Paulo, 21.08.2013.
(B) Ele não pôde abrir a lata porque não tinha um abri- Adaptado)
dor.
(C) Para aprender, é preciso abrir a mente. Na oração – ... parecem querer levar ao colapso. – (3.º
(D) Pela manhã, quando abri os olhos, já estava em parágrafo), o termo em destaque é sinônimo de
casa. (A) progresso.
(E) Os ladrões abriram o cofre com um maçarico. (B) descaso.
6-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – (C) vitória.
FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder à ques- (D) tédio.
tão, considere o texto abaixo. (E) ruína.

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LÍNGUA PORTUGUESA

8-) (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN- 8-)


DES/2012) Considere o emprego do verbo levar no trecho: No enunciado, o verbo “levar” está empregado com o
“Uma competição não dura apenas alguns minutos. Leva sentido de “duração/tempo”
anos”. A frase em que esse verbo está usado com o mesmo (A) O menino leva o material adequado para a escola.
sentido é: = carrega
(A) O menino leva o material adequado para a escola. (B) João levou uma surra da mãe. = apanhou
(B) João levou uma surra da mãe.
(C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo. = arrasta
(C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo.
(D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso. =
(D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso.
(E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar direciona
a prova. (E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar a
prova = duração/tempo
RESOLUÇÃO
RESPOSTA: “E”.
1-)
Questão que pode ser resolvida usando a lógica ou as- - Sinônimos
sociação de palavras! Veja: a ignição do carro lembra-nos São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto
fogo, combustão... Pedra, petrificado. Encontrou a respos- - abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar - abolir.
ta?
Observação: A contribuição greco-latina é responsável
RESPOSTA: “D”. pela existência de numerosos pares de sinônimos: adver-
sário e antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e he-
2-) miciclo; contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e
Classificar conforme regras conhecidas, mas não con- diálogo; transformação e metamorfose; oposição e antítese.
firmadas se verdadeiras.
- Antônimos
RESPOSTA: “E”. São palavras de significação oposta: ordem - anarquia;
soberba - humildade; louvar - censurar; mal - bem.
3-) Observação: A antonímia pode originar-se de um pre-
As palavras que nos dão a noção, ideia de tempo são: fixo de sentido oposto ou negativo: bendizer e maldizer;
desde, quando e depois.
simpático e antipático; progredir e regredir; concórdia e dis-
RESPOSTA: “D”. córdia; ativo e inativo; esperar e desesperar; comunista e an-
ticomunista; simétrico e assimétrico.
4-)
Ao participar de um concurso, não temos acesso a di- O que são Homônimos e Parônimos:
cionários para que verifiquemos o significado das palavras,
por isso, caso não saibamos o que significam, devemos - Homônimos
analisá-las dentro do contexto em que se encontram. No a) Homógrafos: são palavras iguais na escrita e diferen-
exercício acima, a que se “encaixa” é “equiparada”. tes na pronúncia:
rego (subst.) e rego (verbo);
RESPOSTA: “E”.
colher (verbo) e colher (subst.);
5-) jogo (subst.) e jogo (verbo);
Em todas as alternativas o verbo “abrir” está empre- denúncia (subst.) e denuncia (verbo);
gado em seu sentido denotativo. No item C, conotativo providência (subst.) e providencia (verbo).
(“abrir a mente” = aberto a mudanças, novas ideias).
b) Homófonos: são palavras iguais na pronúncia e di-
RESPOSTA: “C”. ferentes na escrita:
acender (atear) e ascender (subir);
6-) concertar (harmonizar) e consertar (reparar);
Novamente, responderemos com frase do texto: seu cela (compartimento) e sela (arreio);
rosto formando uma tenda. censo (recenseamento) e senso ( juízo);
paço (palácio) e passo (andar).
RESPOSTA: “E”.
7-)
Pela leitura do texto, compreende-se que a intenção c) Homógrafos e homófonos simultaneamente: São
do autor ao utilizar a expressão” levar ao colapso” refere-se palavras iguais na escrita e na pronúncia:
à queda, ao fim, à ruína da cidade. caminho (subst.) e caminho (verbo);
cedo (verbo) e cedo (adv.);
RESPOSTA: “E”. livre (adj.) e livre (verbo).

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Parônimos B) A contar de
São palavras parecidas na escrita e na pronúncia: coro C) Em substituição a
e couro; cesta e sesta; eminente e iminente; osso e ouço; sede D) Com exceção de
e cede; comprimento e cumprimento; tetânico e titânico; au- E) No que se refere a
tuar e atuar; degradar e degredar; infligir e infringir; deferir
e diferir; suar e soar. 03. Assinale a alternativa que apresenta um antônimo
http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-an- para o termo destacado em – …“No início das aulas, eu
tonimos,-homonimos-e-paronimos achava meio chato, mas depois fui me interessando”, disse.
A) Estimulante.
Questões sobre Significação das Palavras B) Cansativo.
C) Irritante.
01. Assinale a alternativa que preenche corretamente D) Confuso.
as lacunas da frase abaixo: E) Improdutivo.
Da mesma forma que os italianos e japoneses _________
para o Brasil no século passado, hoje os brasileiros ________ 04. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
para a Europa e para o Japão, à busca de uma vida melhor; NESP – 2013). Analise as afirmações a seguir.
internamente, __________ para o Sul, pelo mesmo motivo. I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso
a) imigraram - emigram - migram por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituí-
b) migraram - imigram - emigram do, sem alteração do sentido do texto, por “faz”.
c) emigraram - migram - imigram. II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser
d) emigraram - imigram - migram. reescrita da seguinte forma – Todo preso aspira à liberta-
e) imigraram - migram – emigram ção.
III. No trecho – ... estou sendo olhado de forma dife-
Agente de Apoio – Microinformática – VUNESP – 2013 rente aqui no presídio devido ao bom comportamento. –
- Leia o texto para responder às questões de números 02
pode-se substituir a expressão em destaque por “em razão
e 03.
do”, sem alterar o sentido do texto.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
Alunos de colégio fazem robôs com sucata eletrônica
está correto o que se afirma em
A) I, II e III.
Você comprou um smartphone e acha que aquele seu
B) III, apenas.
celular antigo é imprestável? Não se engane: o que é lixo
C) I e III, apenas.
para alguns pode ser matéria-prima para outros. O CMID
D) I, apenas.
– Centro Marista de Inclusão Digital –, que funciona junto
ao Colégio Marista de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, E) I e II, apenas.
ensina os alunos do colégio a fazer robôs a partir de lixo
eletrônico. 05. Leia as frases abaixo:
Os alunos da turma avançada de robótica, por exemplo, 1 - Assisti ao ________ do balé Bolshoi;
constroem carros com sensores de movimento que respon- 2 - Daqui ______ pouco vão dizer que ______ vida em
dem à aproximação das pessoas. A fonte de energia vem de Marte.
baterias de celular. “Tirando alguns sensores, que precisa- 3 - As _________ da câmara são verdadeiros programas
mos comprar, é tudo reciclagem”, comentou o instrutor de de humor.
robótica do CMID, Leandro Schneider. Esses alunos também 4 - ___________ dias que não falo com Alfredo.
aprendem a consertar computadores antigos. “O nosso pro-
jeto só funciona por causa do lixo eletrônico. Se tivéssemos Escolha a alternativa que oferece a sequência correta
que comprar tudo, não seria viável”, completou. de vocábulos para as lacunas existentes:
Em uma época em que celebridades do mundo digital a) concerto – há – a – cessões – há;
fazem campanha a favor do ensino de programação nas es- b) conserto – a – há – sessões – há;
colas, é inspirador o relato de Dionatan Gabriel, aluno da c) concerto – a – há – seções – a;
turma avançada de robótica do CMID que, aos 16 anos, já d) concerto – a – há – sessões – há;
sabe qual será sua profissão. “Quero ser programador. No e) conserto – há – a – sessões – a .
início das aulas, eu achava meio chato, mas depois fui me
interessando”, disse. 06. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
(Giordano Tronco, www.techtudo.com.br, 07.07.2013. NESP – 2013-adap.). Considere o seguinte trecho para res-
Adaptado) ponder à questão.
02. A palavra em destaque no trecho –“Tirando alguns Adolescentes vivendo em famílias que não lhes trans-
sensores, que precisamos comprar, é tudo reciclagem”... – mitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
pode ser substituída, sem alteração do sentido da mensa- lhes impuseram limites de disciplina.
gem, pela seguinte expressão: O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse
A) Pelo menos trecho, é:

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LÍNGUA PORTUGUESA

A) de desprendimento. 5-)
B) de responsabilidade. 1 - Assisti ao concerto do balé Bolshoi;
C) de abnegação. 2 - Daqui a pouco vão dizer que há (= existe)
D) de amor. vida em Marte.
E) de egoísmo. 3 – As sessões da câmara são verdadeiros pro-
gramas de humor.
07. Assinale o único exemplo cuja lacuna deve ser 4- Há dias que não falo com Alfredo. (=
preenchida com a primeira alternativa da série dada nos tempo passado)
parênteses:
A) Estou aqui _______ de ajudar os flagelados das en- 6-) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
chentes. (afim- a fim). transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e
B) A bandeira está ________. (arreada - arriada). não lhes impuseram limites de disciplina.
C) Serão punidos os que ________ o regulamento. (in- O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse
flingirem - infringirem). trecho, é de egoísmo
D) São sempre valiosos os ________ dos mais velhos. Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado
(concelhos - conselhos). nos seres humanos e outros seres vivos, em que as ações
E) Moro ________ cem metros da praça principal. (a cer- de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filan-
ca de - acerca de). tropia. No sentido comum do termo, é muitas vezes per-
cebida, também, como sinônimo de solidariedade. Esse
08. Assinale a alternativa correta, considerando que à conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as incli-
direita de cada palavra há um sinônimo. nações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou
a) emergir = vir à tona; imergir = mergulhar coletivas).
b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país)
c) delatar = expandir; dilatar = denunciar 7-)
d) deferir = diferenciar; diferir = conceder A) Estou aqui a fim de de ajudar os flagelados das
e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação
enchentes. (afim = O adjetivo “afim” é empregado para in-
dicar que uma coisa tem afinidade com a outra. Há pessoas
GABARITO
que têm temperamentos afins, ou seja, parecidos)
B) A bandeira está arriada . (arrear = colocar
01. A 02. D 03. A 04. A
arreio no cavalo)
05. D 06. E 07. E 08. A
C) Serão punidos os que infringirem o regulamen-
to. (inflingirem = aplicarem a pena)
RESOLUÇÃO
D) São sempre valiosos os conselhos dos mais ve-
1-) Da mesma forma que os italianos e japoneses lhos; (concelhos= Porção territorial ou parte administrativa
imigraram para o Brasil no século passado, hoje os bra- de um distrito).
sileiros emigram para a Europa e para o Japão, à busca E) Moro a cerca de cem metros da praça principal.
de uma vida melhor; internamente, migram para o (acerca de = Acerca de é sinônimo de “a respeito de”.).
Sul, pelo mesmo motivo.
8-)
2-) “Com exceção de alguns sensores, que precisamos b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país) =
comprar, é tudo reciclagem”... significados invertidos
c) delatar = expandir; dilatar = denunciar = signifi-
3-) antônimo para o termo destacado : “No início das cados invertidos
aulas, eu achava meio chato, mas depois fui me interes- d) deferir = diferenciar; diferir = conceder = signifi-
sando” cados invertidos
“No início das aulas, eu achava meio estimulante, mas e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação =
depois fui me interessando” significados invertidos

4-)
I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso FIGURAS DE LINGUAGEM
por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituí-
do, sem alteração do sentido do texto, por “faz”. = correta Segundo Mauro Ferreira, a importância em reconhecer
II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimento,
reescrita da seguinte forma – Todo preso aspira à liberta- além de auxiliar a compreender melhor os textos literários,
ção. = correta deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao
III. No trecho – ... estou sendo olhado de forma dife- significado simbólico das palavras e dos textos.
rente aqui no presídio devido ao bom comportamento. – Definição: Figuras de linguagem são certos recursos
pode-se substituir a expressão em destaque por “em razão não--convencionais que o falante ou escritor cria para dar
do”, sem alterar o sentido do texto. = correta maior expressividade à sua mensagem.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Metáfora Antítese
É o emprego de uma palavra com o significado de outra Consiste no uso de palavras de sentidos opostos.
em vista de uma relação de semelhanças entre ambas. É Nada com Deus é tudo.
uma comparação subentendida. Tudo sem Deus é nada.
Minha boca é um túmulo.
Essa rua é um verdadeiro deserto. Eufemismo
Consiste em suavizar palavras ou expressões que são
Comparação desagradáveis.
Consiste em atribuir características de um ser a outro, Ele foi repousar no céu, junto ao Pai. (repousar no céu
em virtude de uma determinada semelhança. = morrer)
O meu coração está igual a um céu cinzento. Os homens públicos envergonham o povo. (homens
O carro dele é rápido como um avião. públicos = políticos)
Prosopopeia
Hipérbole
É uma figura de linguagem que atribui características
É um exagero intencional com a finalidade de tornar
humanas a seres inanimados. Também podemos chamá-la
mais expressiva a ideia.
de PERSONIFICAÇÃO.
O céu está mostrando sua face mais bela. Ela chorou rios de lágrimas.
O cão mostrou grande sisudez. Muitas pessoas morriam de medo da perna cabeluda.

Sinestesia Ironia
Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes Consiste na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos o
(mistura dos cinco sentidos). contrário do que pensamos.
Raquel tem um olhar frio, desesperador. Que alunos inteligentes, não sabem nem somar.
Aquela criança tem um olhar tão doce. Se você gritar mais alto, eu agradeço.

Catacrese Onomatopeia
É o emprego de uma palavra no sentido figurado por Consiste na reprodução ou imitação do som ou voz
falta de um termo próprio. natural dos seres.
O menino quebrou o braço da cadeira. Com o au-au dos cachorros, os gatos desapareceram.
A manga da camisa rasgou. Miau-miau. – Eram os gatos miando no telhado a noite
toda.
Metonímia
É a substituição de uma palavra por outra, quando Aliteração
existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos Consiste na repetição de um determinado som
que permite essa troca. Ocorre metonímia quando consonantal no início ou interior das palavras.
empregamos: O rato roeu a roupa do rei de Roma.
- O autor pela obra.
Li Jô Soares dezenas de vezes. (a obra de Jô Soares) Elipse
Consiste na omissão de um termo que fica subentendido
- o continente pelo conteúdo. no contexto, identificado facilmente.
O ginásio aplaudiu a seleção. (ginásio está substituindo
Após a queda, nenhuma fratura.
os torcedores)
Zeugma
- a parte pelo todo.
Consiste na omissão de um termo já empregado
Vários brasileiros vivem sem teto, ao relento. (teto
substitui casa) anteriormente.
Ele come carne, eu verduras.
- o efeito pela causa.
Suou muito para conseguir a casa própria. (suor substitui Pleonasmo
o trabalho) Consiste na intensificação de um termo através da sua
repetição, reforçando seu significado.
Perífrase Nós cantamos um canto glorioso.
É a designação de um ser através de alguma de suas
características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou. Polissíndeto
A Veneza Brasileira também é palco de grandes É a repetição da conjunção entre as orações de um
espetáculos. (Veneza Brasileira = Recife) período ou entre os termos da oração.
A Cidade Maravilhosa está tomada pela violência. Chegamos de viagem e tomamos banho e saímos para
(Cidade Maravilhosa = Rio de Janeiro) dançar.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Assíndeto 2) Apóstrofe
Ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas É assim denominado o chamamento do receptor
orações. da mensagem, seja ele de natureza imaginária ou não. É
Chegamos de viagem, tomamos banho, depois saímos utilizada para dar ênfase à expressão e realiza-se por meio
para dançar. do vocativo. Exemplos:
Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?
Anacoluto Pai Nosso, que estais no céu;
Consiste numa mudança repentina da construção Ó meu querido Santo António;
sintática da frase.
Ele, nada podia assustá-lo. 3) Paradoxo
- Nota: o anacoluto ocorre com frequência na linguagem É uma proposição aparentemente absurda, resultante
falada, quando o falante interrompe a frase, abandonando da união de ideias que se contradizem referindo-se ao
o que havia dito para reconstruí-la novamente. mesmo termo. Os paradoxos viciosos são denominados
Oxímoros (ou oximoron). Exemplos:
Anáfora “Menino do Rio / Calor que provoca arrepio...”
Consiste na repetição de uma palavra ou expressão “Amor é fogo que arde sem se ver; / É ferida que dói e
para reforçar o sentido, contribuindo para uma maior não se sente; / É um contentamento descontente; / É dor que
expressividade. desatina sem doer;” (Camões)
Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus, 4) Eufemismo
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo Consiste em empregar uma expressão mais suave,
Para Deus e em Deus com um sussurro noturno. mais nobre ou menos agressiva, para atenuar uma verdade
(Fernando Pessoa) tida como penosa, desagradável ou chocante. Exemplos:
“E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir Deus
Silepse
lhe pague”. (Chico Buarque).
Ocorre quando a concordância é realizada com a ideia
paz derradeira = morte
e não sua forma gramatical. Existem três tipos de silepse:
gênero, número e pessoa.
5) Gradação
Na gradação temos uma sequência de palavras que
- De gênero: Vossa excelência está preocupado com as
intensificam a mesma ideia. Exemplo:
notícias. (a palavra vossa excelência é feminina quanto à
“Aqui... além... mais longe por onde eu movo o passo.”
forma, mas nesse exemplo a concordância se deu com a
(Castro Alves).
pessoa a que se refere o pronome de tratamento e não
com o sujeito).
6) Hipérbole
- De número: A boiada ficou furiosa com o peão e É a expressão intencionalmente exagerada com o
derrubaram a cerca. (nesse caso a concordância se deu com intuito de realçar uma ideia, proporcionando uma imagem
a ideia de plural da palavra boiada). emocionante e de impacto. Exemplos:
“Faz umas dez horas que essa menina penteia esse
- De pessoa: As mulheres decidimos não votar em cabelo”.
determinado partido até prestarem conta ao povo. (nesse Ele morreu de tanto rir.
tipo de silepse, o falante se inclui mentalmente entre os
participantes de um sujeito em 3ª pessoa). 7) Ironia
Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação,
Fonte:http://juliobattisti.com.br/tutoriais/josebferraz/ pela contradição de termos, pretende-se questionar
figuraslinguagem001.asp certo tipo de pensamento. A intenção é depreciativa ou
sarcástica. Exemplos:
São conhecidas pelo nome de figuras de pensamento
os recursos estilísticos utilizados para incrementar o Parece um anjinho aquele menino, briga com todos que
significado das palavras no seu aspecto semântico. estão por perto.
São oito as figuras de pensamento: “Moça linda, bem tratada, / três séculos de família, /
1) Antítese burra como uma porta: / um amor.” (Mário de Andrade).
É a aproximação de palavras ou expressões de sentidos
opostos. O contraste que se estabelece serve para dar uma 8) Prosopopeia ou Personificação
ênfase aos conceitos envolvidos, o que não ocorreria com Consiste na atribuição de ações, qualidades ou
a exposição isolada dos mesmos. Exemplos: características humanas a seres não humanos. Exemplos:
Viverei para sempre ou morrerei tentando. Chora, viola.
Do riso se fez o pranto. A morte mostrou sua face mais sinistra.
Hoje fez sol, ontem, porém, choveu muito. O morro dos ventos uivantes.

26
LÍNGUA PORTUGUESA

Figuras de construção ou sintaxe integram as Anáfora


chamadas figuras de linguagem, representando um Essa figura de linguagem se caracteriza pela repetição
subgrupo destas. Dessa forma, tendo em vista o padrão não intencional de um termo no início de um período, frase ou
convencional que prevalece nas figuras de linguagem (ou verso. Observemos um caso representativo:
seja, a subjetividade, a sensibilidade por parte do emissor, A Estrela
deixando às claras seus aspectos estilísticos), devemos
compreender sua denominação. Em outras palavras, por Vi uma estrela tão alta,
que “figuras de construção ou sintaxe”? Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Podemos afirmar que assim se denominam em virtude
Na minha vida vazia.
de apresentarem algum tipo de modificação na estrutura
da oração, tendo em vista os reais e já ressaltados objetivos Era uma estrela tão alta!
da enunciação (do discurso) – sendo o principal conferir Era uma estrela tão fria!
ênfase a ela. Era uma estrela sozinha
Assim sendo, comecemos entendendo que, em termos Luzindo no fim do dia.
convencionais, a estrutura sintática da nossa língua se [...]
perfaz de uma sequência, demarcada pelos seguintes Manuel Bandeira
elementos:
Notamos a utilização de termos que se repetem
SUJEITO + PREDICADO + COMPLEMENTO sucessivamente em cada verso da criação de Manuel
Bandeira.
(Nós) CHEGAMOS ATRASADOS À REUNIÃO.
Polissíndeto
Temos, assim, um sujeito oculto – nós; um predicado Figura cuja principal característica se define pela
verbal – chegamos atrasados; e um complemento, repetição enfática do conectivo, geralmente representado
representado por um adjunto adverbial de lugar – à reunião. pela conjunção coordenada “e”. Observemos um verso
Quando há uma ruptura dessa sequência lógica, extraído de uma criação de Olavo Bilac, intitulada “A um
poeta”: “Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!”
materializada pela inversão de termos, repetição ou até
mesmo omissão destes, é justamente aí que as figuras em
Assíndeto
questão se manifestam. Desse modo, elas se encontram Diferentemente do que ocorre no polissíndeto,
muito presentes na linguagem literária, na publicitária e manifestado pela repetição da conjunção, no assíndeto
na linguagem cotidiana de forma geral. Vejamos cada uma ocorre a omissão deste. Vejamos: Vim, vi, venci (Júlio César)
delas de modo particular: Depreendemos que se trata de orações assindéticas,
justamente pela omissão do conectivo “e”.
Elipse
Tal figura se caracteriza pela omissão de um termo na Anacoluto
oração não expresso anteriormente, contudo, facilmente Trata-se de uma figura que se caracteriza pela
identificado pelo contexto. Vejamos um exemplo: interrupção da sequência lógica do pensamento, ou seja,
em termos sintáticos, afirma-se que há uma mudança na
Rondó dos cavalinhos construção do período, deixando algum termo desligado
[...] do restante dos elementos. Vejamos:
Essas crianças de hoje, elas estão muito evoluídas.
Os cavalinhos correndo, Notamos que o termo em destaque, que era para
E nós, cavalões, comendo... representar o sujeito da oração, encontra-se desligado dos
O Brasil politicando, demais termos, não cumprindo, portanto, nenhuma função
sintática.
Nossa! A poesia morrendo...
O sol tão claro lá fora,
Inversão (ou Hipérbato)
O sol tão claro, Esmeralda, Trata-se da inversão da ordem direta dos termos da
E em minhalma — anoitecendo! oração. Constatemos: Eufórico chegou o menino.
Manuel Bandeira Deduzimos que o predicativo do sujeito (pois se trata
de um predicado verbo-nominal) encontra-se no início da
Notamos que em todos os versos há a omissão do verbo oração, quando este deveria estar expresso no final, ou
estar, sendo este facilmente identificado pelo contexto. seja: O menino chegou eufórico.

Zeugma Pleonasmo
Ao contrário da elipse, na zeugma ocorre a omissão Figura que consiste na repetição enfática de uma ideia
de um termo já expresso no discurso. Constatemos: Maria antes expressa, tanto do ponto de vista sintático quanto
gosta de Matemática, eu de Português. semântico, no intuito de reforçar a mensagem. Exemplo:
Observamos que houve a omissão do verbo gostar. Vivemos uma vida tranquila.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O termo em destaque reforça uma ideia antes Radical:


ressaltada, uma vez que viver já diz respeito à vida. Temos
uma repetição de ordem semântica. Observe o seguinte grupo de palavras: livr-o; livr-inho;
A ele nada lhe devo. livr-eiro; livr-eco. Você reparou que há um elemento co-
mum nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve
Percebemos que o pronome oblíquo (lhe) faz referência de base para o significado? Esse elemento é chamado de
à terceira pessoa do singular, já expressa. Trata-se, portanto, radical (ou semantema). Elemento básico e significativo das
de uma repetição de ordem sintática demarcada pelo que palavras, consideradas sob o aspecto gramatical e prático.
chamamos de objeto direto pleonástico. É encontrado através do despojo dos elementos secundá-
rios (quando houver) da palavra. Exemplo: cert-o; cert-eza;
Observação importante: O pleonasmo utilizado sem in-cert-eza.
a intenção de conferir ênfase ao discurso, torna-se o que
denominamos de vício de linguagem – ocorrência que deve Afixos: são elementos secundários (geralmente sem
ser evitada. Como, por exemplo: subir para cima, descer vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para
para baixo, entrar para dentro, entre outras circunstâncias formar palavras derivadas. Sabemos que o acréscimo do
linguísticas. morfema “-mente”, por exemplo, cria uma nova palavra a
partir de “certo”: certamente, advérbio de modo. De ma-
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS neira semelhante, o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar”
à forma “cert-” cria o verbo acertar. Observe que a- e -ar
Estudar a estrutura é conhecer os elementos formado- são morfemas capazes de operar mudança de classe gra-
res das palavras. Assim, compreendemos melhor o signifi- matical na palavra a que são anexados.
cado de cada uma delas. As palavras podem ser divididas Quando são colocados antes do radical, como aconte-
em unidades menores, a que damos o nome de elementos ce com “a-”, os afixos recebem o nome de prefixos. Quan-
mórficos ou morfemas. do, como “-ar”, surgem depois do radical, os afixos são
Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”. Nessa pala- chamados de sufixos. Exemplo: in-at-ivo; em-pobr-ecer;
vra observamos facilmente a existência de quatro elemen- inter-nacion-al.
tos. São eles:
Desinências: são os elementos terminais indicativos
cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja,
das flexões das palavras. Existem dois tipos:
aquele que contém o significado.
- Desinências Nominais: indicam as flexões de gêne-
inh - indica que a palavra é um diminutivo
ro (masculino e feminino) e de número (singular e plural)
a - indica que a palavra é feminina
dos nomes. Exemplos: aluno-o / aluno-s; alun-a / aluna-s.
s - indica que a palavra se encontra no plural
Só podemos falar em desinências nominais de gêne-
ros e de números em palavras que admitem tais flexões,
Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo. como nos exemplos acima. Em palavras como mesa, tribo,
Existem palavras que não comportam divisão em unida- telefonema, por exemplo, não temos desinência nominal
des menores, tais como: mar, sol, lua, etc. São elementos de gênero. Já em pires, lápis, ônibus não temos desinência
mórficos: nominal de número.
- Raiz, Radical, Tema: elementos básicos e significa- - Desinências Verbais: indicam as flexões de número
tivos e pessoa e de modo e tempo dos verbos. A desinência
“-o”, presente em “am-o”, é uma desinência número pes-
- Afixos (Prefixos, Sufixos), Desinência, Vogal Te- soal, pois indica que o verbo está na primeira pessoa do
mática: elementos modificadores da significação dos pri- singular; “-va”, de “ama-va”, é desinência modo-temporal:
meiros caracteriza uma forma verbal do pretérito imperfeito do in-
dicativo, na 1ª conjugação.
- Vogal de Ligação, Consoante de Ligação: elemen-
tos de ligação ou eufônicos. Vogal Temática: é a vogal que se junta ao radical, pre-
parando-o para receber as desinências. Nos verbos, distin-
Raiz: É o elemento originário e irredutível em que se guem-se três vogais temáticas:
concentra a significação das palavras, consideradas do ân- - Caracteriza os verbos da 1ª conjugação: buscar, bus-
gulo histórico. É a raiz que encerra o sentido geral, comum cavas, etc.
às palavras da mesma família etimológica. Exemplo: Raiz - Caracteriza os verbos da 2ª conjugação: romper,
noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral rompemos, etc.
de causar dano, e a ela se prendem, pela origem comum, - Caracteriza os verbos da 3ª conjugação: proibir, proi-
as palavras nocivo, nocividade, inocente, inocentar, inócuo, birá, etc.
etc.
Tema: é o grupo formado pelo radical mais vogal te-
Uma raiz pode sofrer alterações: at-o; at-or; at-ivo; aç mática. Nos verbos citados acima, os temas são: busca-,
-ão; ac-ionar; rompe-, proibi-

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LÍNGUA PORTUGUESA

Vogais e Consoantes de Ligação: As vogais e con- desalmado


soantes de ligação são morfemas que surgem por motivos alma – palavra inicial
eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a des – prefixo
pronúncia de uma determinada palavra. Exemplos: pari- alm – radical
siense (paris= radical, ense=sufixo, vogal de ligação=i); gas ado – sufixo
-ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cracia, pau-l-ada, cafe-t-eira,
cha-l-eira, inset-i-cida, pe-z-inho, pobr-e-tão, etc. Não devemos confundir derivação parassintética, em
que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente
Formação das Palavras: existem dois processos bá- simultâneo, com casos como os das palavras desvaloriza-
sicos pelos quais se formam as palavras: a Derivação e a ção e desigualdade. Nessas palavras, os afixos são acopla-
Composição. A diferença entre ambos consiste basica- dos em sequência: desvalorização provém de desvalorizar,
mente em que, no processo de derivação, partimos sempre que provém de valorizar, que por sua vez provém de valor.
de um único radical, enquanto no processo de composição É impossível fazer o mesmo com palavras formadas
sempre haverá mais de um radical. por parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém
de “propriar” ou de “expróprio”, pois tais palavras não exis-
Derivação: é o processo pelo qual se obtém uma pa- tem. Logo, expropriar provém diretamente de próprio, pelo
lavra nova, chamada derivada, a partir de outra já existente, acréscimo concomitante de prefixo e sufixo.
chamada primitiva. Exemplo: Mar (marítimo, marinheiro, - Derivação Regressiva: ocorre derivação regressiva
marujo); terra (enterrar, terreiro, aterrar). Observamos que quando uma palavra é formada não por acréscimo, mas
«mar» e «terra» não se formam de nenhuma outra palavra, por redução: comprar (verbo), compra (substantivo); beijar
mas, ao contrário, possibilitam a formação de outras, por (verbo), beijo (substantivo).
meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. Logo, mar e
terra são palavras primitivas, e as demais, derivadas.  Para descobrirmos se um substantivo deriva de um
verbo ou se ocorre o contrário, podemos seguir a seguinte
Tipos de Derivação
orientação:
- Se o substantivo denota ação, será palavra derivada,
- Derivação Prefixal ou Prefixação: resulta do acrés-
e o verbo palavra primitiva.
cimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significa-
- Se o nome denota algum objeto ou substância, veri-
do alterado: crer- descrer; ler- reler; capaz- incapaz.
fica-se o contrário.
- Derivação Sufixal ou Sufixação: resulta de acrésci-
Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo in-
mo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração
dicam ações, logo, são palavras derivadas. O mesmo não
de significado ou mudança de classe gramatical: alfabetiza-
ocorre, porém, com a palavra âncora, que é um objeto.
ção. No exemplo, o sufixo -ção transforma em substantivo
o verbo alfabetizar. Este, por sua vez, já é derivado do subs- Neste caso, um substantivo primitivo que dá origem ao
tantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. verbo ancorar.

A derivação sufixal pode ser: Por derivação regressiva, formam-se basicamente


Nominal, formando substantivos e adjetivos: papel – substantivos a partir de verbos. Por isso, recebem o nome
papelaria; riso – risonho. de substantivos deverbais. Note que na linguagem popu-
Verbal, formando verbos: atual - atualizar. lar, são frequentes os exemplos de palavras formadas por
Adverbial, formando advérbios de modo: feliz – feliz- derivação regressiva. o portuga (de português); o boteco
mente. (de botequim); o comuna (de comunista); agito (de agitar);
amasso (de amassar); chego (de chegar)
- Derivação Parassintética ou Parassíntese: Ocorre
quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâ- O processo normal é criar um verbo a partir de um
neo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Por meio da substantivo. Na derivação regressiva, a língua procede em
parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos) sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo.
e verbos. Considere o adjetivo “triste”. Do radical “trist-”
formamos o verbo entristecer através da junção simultâ- - Derivação Imprópria: A derivação imprópria ocorre
nea do prefixo  “en-” e do sufixo “-ecer”. A presença de quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acrésci-
apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma mo ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical.
nova palavra, pois em nossa língua não existem as palavras Neste processo:
“entriste”, nem “tristecer”. Exemplos: Os adjetivos passam a substantivos: Os bons serão
contemplados.
emudecer Os particípios passam a substantivos ou adjetivos:
mudo – palavra inicial Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso.
e – prefixo Os infinitivos passam a substantivos: O andar de Ro-
mud – radical berta era fascinante; O badalar dos sinos soou na cidade-
ecer – sufixo zinha.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os substantivos passam a adjetivos: O funcionário fan- vocábulos autônomos.  Alguns prefixos foram pouco ou
tasma foi despedido; O menino prodígio resolveu o pro- nada produtivos em português. Outros, por sua vez, tive-
blema. ram grande vitalidade na formação de novas palavras: a- ,
Os adjetivos passam a advérbios: Falei baixo para que contra- , des- , em-  (ou en-) , es- , entre- re- , sub- , super- ,
ninguém escutasse. anti-.
Palavras invariáveis passam a substantivos: Não enten-
do o porquê disso tudo. Prefixos de Origem Grega
Substantivos próprios tornam-se comuns: Aquele
coordenador é um caxias! (chefe severo e exigente) a-, an-: afastamento, privação, negação, insuficiência,
carência: anônimo, amoral, ateu, afônico.
Os processos de derivação vistos anteriormente fazem ana-: inversão, mudança, repetição: analogia, análise,
parte da Morfologia porque implicam alterações na forma anagrama, anacrônico.
das palavras. No entanto, a derivação imprópria lida basi- anfi-: em redor, em torno, de um e outro lado, duplici-
camente com seu significado, o que acaba caracterizando dade: anfiteatro, anfíbio, anfibologia.
um processo semântico. Por essa razão, entendemos o mo- anti-: oposição, ação contrária: antídoto, antipatia, an-
tivo pelo qual é denominada “imprópria”. tagonista, antítese.
apo-: afastamento, separação: apoteose, apóstolo,
Composição: é o processo que forma palavras com- apocalipse, apologia.
postas, a partir da junção de dois ou mais radicais. Existem arqui-, arce-: superioridade hierárquica, primazia, ex-
dois tipos: cesso: arquiduque, arquétipo, arcebispo, arquimilionário.
cata-: movimento de cima para baixo: cataplasma, ca-
- Composição por Justaposição: ao juntarmos duas tálogo, catarata.
ou mais palavras ou radicais, não ocorre alteração fonética: di-:  duplicidade: dissílabo, ditongo, dilema.
passatempo, quinta-feira, girassol, couve-flor. Em «giras- dia-: movimento através de, afastamento: diálogo, dia-
sol» houve uma alteração na grafia (acréscimo de um «s») gonal, diafragma, diagrama.
dis-: dificuldade, privação: dispneia, disenteria, dispep-
justamente para manter inalterada a sonoridade da palavra.
sia, disfasia.
ec-, ex-, exo-, ecto-: movimento para fora: eclipse,
- Composição por Aglutinação: ao unirmos dois ou
êxodo, ectoderma, exorcismo.
mais vocábulos ou radicais, ocorre supressão de um ou
en-, em-, e-:  posição interior, movimento para dentro:
mais de seus elementos fonéticos: embora (em boa hora);
encéfalo, embrião, elipse, entusiasmo.
fidalgo (filho de algo - referindo-se a família nobre); hi-
endo-: movimento para dentro: endovenoso, endocar-
drelétrico (hidro + elétrico); planalto (plano alto). Ao agluti-
po, endosmose.
narem-se, os componentes subordinam-se a um só acento epi-: posição superior, movimento para: epiderme, epí-
tônico, o do último componente. logo, epidemia, epitáfio.
eu-: excelência, perfeição, bondade: eufemismo, eufo-
- Redução: algumas palavras apresentam, ao lado de ria, eucaristia, eufonia.
sua forma plena, uma forma reduzida. Observe: auto - por hemi-: metade, meio: hemisfério, hemistíquio, hemi-
automóvel; cine - por cinema; micro - por microcomputa- plégico.
dor; Zé - por José. Como exemplo de redução ou simpli- hiper-: posição superior, excesso: hipertensão, hipér-
ficação de palavras, podem ser citadas também as siglas, bole, hipertrofia.
muito frequentes na comunicação atual. hipo-: posição inferior, escassez: hipocrisia, hipótese,
hipodérmico.
- Hibridismo: ocorre hibridismo na palavra em cuja meta-: mudança, sucessão: metamorfose, metáfora,
formação entram elementos de línguas diferentes: auto metacarpo.
(grego) + móvel (latim). para-: proximidade, semelhança, intensidade: paralelo,
parasita, paradoxo, paradigma.
- Onomatopeia: numerosas palavras devem sua ori- peri-: movimento ou posição em torno de: periferia,
gem a uma tendência constante da fala humana para imi- peripécia, período, periscópio.
tar as vozes e os ruídos da natureza. As onomatopeias são pro-: posição em frente, anterioridade: prólogo, prog-
vocábulos que reproduzem aproximadamente os sons e as nóstico, profeta, programa.
vozes dos seres: miau, zumzum, piar, tinir, urrar, chocalhar, pros-: adjunção, em adição a: prosélito, prosódia.
cocoricar, etc. proto-: início, começo, anterioridade: proto-história,
protótipo, protomártir.
Prefixos: os prefixos são morfemas que se colocam poli-: multiplicidade: polissílabo, polissíndeto, politeís-
antes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o mo.
sentido; raramente esses morfemas produzem mudança de sin-, sim-: simultaneidade, companhia: síntese, sinfo-
classe gramatical. Os prefixos ocorrentes em palavras por- nia, simpatia, sinopse.
tuguesas se originam do latim e do grego, línguas em que tele-: distância, afastamento: televisão, telepatia, telé-
funcionavam como preposições ou advérbios, logo, como grafo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Prefixos de Origem Latina trans-, tras-, tres-, tra-: movimento para além, movi-
mento através: transatlântico, tresnoitar, tradição.
a-, ab-, abs-: afastamento, separação: aversão, abuso, ultra-: posição além do limite, excesso: ultrapassar, ul-
abstinência, abstração. trarromantismo, ultrassom, ultraleve, ultravioleta.
a-, ad-: aproximação, movimento para junto: adjun- vice-, vis-: em lugar de: vice-presidente, visconde, vi-
to,advogado, advir, aposto. ce-almirante.
ante-: anterioridade, procedência: antebraço, antessa-
la, anteontem, antever. Sufixos: são elementos (isoladamente insignificativos)
ambi-: duplicidade: ambidestro, ambiente, ambiguida-
que, acrescentados a um radical, formam nova palavra. Sua
de, ambivalente.
principal característica é a mudança de classe gramatical
ben(e)-, bem-: bem, excelência de fato ou ação: bene-
que geralmente opera. Dessa forma, podemos utilizar o
fício, bendito.
bis-, bi-:  repetição, duas vezes: bisneto, bimestral, bi- significado de um verbo num contexto em que se deve
savô, biscoito. usar um substantivo, por exemplo. Como o sufixo é coloca-
circu(m)-: movimento em torno: circunferência, cir- do depois do radical, a ele são incorporadas as desinências
cunscrito, circulação. que indicam as flexões das palavras variáveis. Existem dois
cis-: posição aquém: cisalpino, cisplatino, cisandino. grupos de sufixos formadores de substantivos extrema-
co-, con-, com-: companhia, concomitância: colégio, mente importantes para o funcionamento da língua. São
cooperativa, condutor. os que formam nomes de ação e os que formam nomes
contra-: oposição: contrapeso, contrapor, contradizer. de agente.
de-: movimento de cima para baixo, separação, nega-
ção: decapitar, decair, depor. Sufixos que formam nomes de ação: -ada – caminha-
de(s)-, di(s)-: negação, ação contrária, separação: des- da; -ança – mudança; -ância – abundância; -ção – emoção;
ventura, discórdia, discussão. -dão – solidão; -ença – presença; -ez(a) – sensatez, beleza;
e-, es-, ex-: movimento para fora: excêntrico, evasão, -ismo – civismo; -mento – casamento; -são – compreen-
exportação, expelir. são; -tude – amplitude; -ura – formatura.
en-, em-, in-: movimento para dentro, passagem para
um estado ou forma, revestimento: imergir, enterrar, em- Sufixos que formam nomes de agente: -ário(a) – se-
beber, injetar, importar.
cretário; -eiro(a) – ferreiro; -ista – manobrista; -or – luta-
extra-: posição exterior, excesso: extradição, extraordi-
dor; -nte – feirante.
nário, extraviar.
i-, in-, im-: sentido contrário, privação, negação: ilegal,
impossível, improdutivo. Sufixos que formam nomes de lugar, depositório:
inter-, entre-: posição intermediária: internacional, in- -aria – churrascaria; -ário – herbanário; -eiro – açucareiro;
terplanetário. -or – corredor; -tério – cemitério; -tório – dormitório.
intra-: posição interior: intramuscular, intravenoso, in-
traverbal. Sufixos que formam nomes indicadores de abun-
intro-: movimento para dentro: introduzir, introverti- dância, aglomeração, coleção: -aço – ricaço; -ada – pa-
do, introspectivo. pelada; -agem – folhagem; -al – capinzal; -ame – gentame;
justa-: posição ao lado: justapor, justalinear. -ario(a) - casario, infantaria; -edo – arvoredo; -eria – cor-
ob-, o-: posição em frente, oposição: obstruir, ofuscar, reria; -io – mulherio; -ume – negrume.
ocupar, obstáculo.
per-: movimento através: percorrer, perplexo, perfurar, Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciên-
perverter. cia:
pos-: posterioridade: pospor, posterior, pós-graduado. -ite - bronquite, hepatite (inflamação), amotite (fós-
pre-: anterioridade: prefácio, prever, prefixo, prelimi- seis).
nar. -oma - mioma, epitelioma, carcinoma (tumores).
pro-: movimento para frente: progresso, promover,
-ato, eto, Ito - sulfato, cloreto, sulfito (sais), granito
prosseguir, projeção.
(pedra).
re-: repetição, reciprocidade: rever, reduzir, rebater,
-ina - cafeína, codeína (alcaloides, álcalis artificiais).
reatar.
retro-: movimento para trás: retrospectiva, retrocesso, -ol - fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto).
retroagir, retrógrado. -ema - morfema, fonema, semema, semantema (ciên-
so-, sob-, sub-, su-: movimento de baixo para cima, cia linguística).
inferioridade: soterrar, sobpor, subestimar. -io - sódio, potássio, selênio (corpos simples)
super-, supra-, sobre-: posição superior, excesso: su-
percílio, supérfluo. Sufixo que forma nomes de religião, doutrinas fi-
soto-, sota-: posição inferior: soto-mestre, sota-voga, losóficas, sistemas políticos: - ismo: budismo, kantismo,
soto-pôr. comunismo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Sufixos Formadores de Adjetivos Exercícios

- de substantivos: -aco – maníaco; -ado – barbado; 01. Assinale a opção em que todas as palavras se for-
-áceo(a) - herbáceo, liláceas; -aico – prosaico; -al – anual; mam pelo mesmo processo:
-ar – escolar; -ário - diário, ordinário; -ático – problemá- a) ajoelhar / antebraço / assinatura
tico; -az – mordaz; -engo – mulherengo; -ento – cruento; b) atraso / embarque / pesca
-eo – róseo; -esco – pitoresco; -este – agreste; -estre – c) o jota / o sim / o tropeço
terrestre; -enho – ferrenho; -eno – terreno; -ício – ali- d) entrega / estupidez / sobreviver
mentício; -ico – geométrico; -il – febril; -ino – cristalino; e) antepor / exportação / sanguessuga
-ivo – lucrativo; -onho – tristonho; -oso – bondoso; -udo
– barrigudo. 02. A palavra “aguardente” formou-se por:
a) hibridismo
- de verbos: b) aglutinação
-(a)(e)(i)nte: ação, qualidade, estado – semelhante, c) justaposição
doente, seguinte. d) parassíntese
-(á)(í)vel: possibilidade de praticar ou sofrer uma ação e) derivação regressiva
– louvável, perecível, punível.
-io, -(t)ivo: ação referência, modo de ser – tardio, afir- 03. Que item contém somente palavras formadas por
mativo, pensativo. justaposição?
-(d)iço, -(t)ício: possibilidade de praticar ou sofrer uma a) desagradável – complemente
ação, referência – movediço, quebradiço, factício. b) vaga-lume - pé-de-cabra
-(d)ouro,-(t)ório: ação, pertinência – casadouro, prepa- c) encruzilhada – estremeceu
ratório. d) supersticiosa – valiosas
e) desatarraxou – estremeceu
Sufixos Adverbiais: Na Língua Portuguesa, existe ape-
nas um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”, derivado 04. “Sarampo” é:
do substantivo feminino latino mens, mentis que pode sig- a) forma primitiva
nificar “a mente, o espírito, o intento”.Este sufixo juntou-se b) formado por derivação parassintética
a adjetivos, na forma feminina, para indicar circunstâncias, c) formado por derivação regressiva
especialmente a de modo. Exemplos: altiva-mente, bra- d) formado por derivação imprópria
va-mente, bondosa-mente, nervosa-mente, fraca-mente, e) formado por onomatopéia
pia-mente. Já os advérbios que se derivam de adjetivos ter-
minados em –ês (burgues-mente, portugues-mente, etc.) 05. Numere as palavras da primeira coluna conforme
não seguem esta regra, pois esses adjetivos eram outrora os processos de formação numerados à direita. Em segui-
uniformes. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês. da, marque a alternativa que corresponde à sequência nu-
mérica encontrada:
Sufixos Verbais: Os sufixos verbais agregam-se, via ( ) aguardente     1) justaposição
de regra, ao radical de substantivos e adjetivos para for- ( ) casamento     2) aglutinação
mar novos verbos. Em geral, os verbos novos da língua ( ) portuário         3) parassíntese
formam-se pelo acréscimo da terminação-ar. Exemplos: ( ) pontapé         4) derivação sufixal
esqui-ar; radiograf-ar; (a)doç-ar; nivel-ar; (a)fin-ar; tele- ( ) os contras     5) derivação imprópria
fon-ar; (a)portugues-ar. ( ) submarino     6) derivação prefixal
( ) hipótese
Os verbos exprimem, entre outras ideias, a prática de
ação. a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1
-ar: cruzar, analisar, limpar b) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6
-ear: guerrear, golear c) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6
-entar: afugentar, amamentar d) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6
-ficar: dignificar, liquidificar e) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6
-izar: finalizar, organizar
06. Indique a palavra que foge ao processo de forma-
Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação re- ção de chapechape:
petida. a) zunzum
Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer b) reco-reco
ou causar. c) toque-toque
Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pou- d) tlim-tlim
co intensa. e) vivido

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LÍNGUA PORTUGUESA

07. Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de Adjetivo Pátrio (ou gentílico)
derivação imprópria?
a) Às sete horas da manhã começou o trabalho princi- Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser.
pal: a votação. Observe alguns deles:
b) Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo... Voto Estados e cidades brasileiros:
secreto... Bobagens, bobagens! Alagoas alagoano
c) Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições con- Amapá amapaense
tinuariam sendo uma farsa!
Aracaju aracajuano ou aracajuense
d) Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se en-
tenderam. Amazonas amazonense ou baré
e) Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando Belo Horizonte belo-horizontino
de raiva. Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
08. Assinale a série de palavras em que todas são for- Campinas campineiro ou campinense
madas por parassíntese:
a) acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer Adjetivo Pátrio Composto
b) solução, passional, corrupção, visionário
c) enrijecer, deslealdade, tortura, vidente Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
d) biografia, macróbio, bibliografia, asteróide elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, eru-
e) acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo dita. Observe alguns exemplos:
África afro- / Cultura afro-americana
09. As palavras couve-flor, planalto e aguardente são
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto
formadas por:
a) derivação -inglesas
b) onomatopeia América américo- / Companhia américo-africana
c) hibridismo Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
d) composição China sino- / Acordos sino-japoneses
e) prefixação Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
10. Assinale a alternativa em que uma das palavras não França franco- ou galo- / Reuniões franco-italia-
é formada por prefixação: nas
a) readquirir, predestinado, propor Grécia greco- / Filmes greco-romanos
b) irregular, amoral, demover Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
c) remeter, conter, antegozar Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
d) irrestrito, antípoda, prever Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
e) dever, deter, antever
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros
Respostas: 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A
/ 9-D / 10-E / Flexão dos adjetivos

O adjetivo varia em gênero, número e grau.


CLASSES DE PALAVRAS
Gênero dos Adjetivos
Adjetivo
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
característica do ser e se relaciona com o substantivo. substantivos, classificam-se em:
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, per- Biformes - têm duas formas, sendo uma para o mas-
cebemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode culino e outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa,
ser colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso,
mau e má, judeu e judia.
moça bondosa, pessoa bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qua- Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no
lidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: ho- feminino somente o último elemento. Por exemplo: o moço
mem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, norte-americano, a moça norte-americana.
portanto, não é adjetivo, mas substantivo. Exceção: surdo-mudo e surda-muda.

Morfossintaxe do Adjetivo Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino


como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função feliz.
dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
ou do objeto). político-social.

33
LÍNGUA PORTUGUESA

Número dos Adjetivos Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
Plural dos adjetivos simples comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou
quão.
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acor-
do com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Supe-
substantivos simples. Por exemplo: mau e maus, feliz e feli- rioridade Analítico
zes, ruim e ruins boa e boas No comparativo de superioridade analítico, entre os
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
dois substantivos comparados, um tem qualidade supe-
função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
rior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a “mais...do
que estiver qualificando um elemento for, originalmente,
que” ou “mais...que”.
um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo:
a palavra cinza é originalmente um substantivo; porém, se
estiver qualificando um elemento, funcionará como adje- O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de Supe-
tivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos rioridade Sintético
cinza.
Veja outros exemplos: Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de su-
Motos vinho (mas: motos verdes) perioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles:
Paredes musgo (mas: paredes brancas). bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior,
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos). grande/maior, baixo/inferior.
Observe que:
Adjetivo Composto a) As formas menor e pior são comparativos de supe-
rioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, res-
É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor- pectivamente.
malmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
o último elemento concorda com o substantivo a que se (melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações fei-
refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso tas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-
um dos elementos que formam o adjetivo composto seja
se usar as formas analíticas mais bom, mais mau,mais gran-
um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto fica-
de e mais pequeno. Por exemplo:
rá invariável. Por exemplo: a palavra rosa é originalmente
um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemen-
to, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra pala- Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois ele-
vra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um mentos.
substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará Pedro é mais grande que pequeno - comparação de
invariável. Por exemplo: duas qualidades de um mesmo elemento.
Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro. Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de In-
Olhos verde-claros. ferioridade
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. Sou menos passivo (do) que tolerante.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Superlativo
Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qual-
quer adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre O superlativo expressa qualidades num grau muito
invariáveis. elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
têm os dois elementos flexionados. Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de
um ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apre-
Grau do Adjetivo
senta-se nas formas:
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de pala-
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a inten-
sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: vras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo:
o comparativo e o superlativo. O secretário é muito inteligente.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acrésci-
Comparativo mo de sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo.

Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri- Observe alguns superlativos sintéticos:
buída a dois ou mais seres ou duas ou mais característi- benéfico beneficentíssimo
cas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de bom boníssimo ou ótimo
igualdade, de superioridade ou de inferioridade. Observe comum comuníssimo
os exemplos abaixo: cruel crudelíssimo

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LÍNGUA PORTUGUESA

difícil dificílimo Dependendo das circunstâncias expressas pelos advér-


doce dulcíssimo bios, eles se classificam em distintas categorias, uma vez
fácil facílimo expressas por:
fiel fidelíssimo de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pres-
sas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral,
um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres. frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior
Essa relação pode ser: parte dos que terminam em -”mente”: calmamente, triste-
mente, propositadamente, pacientemente, amorosamente,
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala. docemente, escandalosamente, bondosamente, generosa-
mente
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
Note bem: excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto,
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase,
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, de todo, de muito, por completo.
etc., antepostos ao adjetivo.
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
duas formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, en-
radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo fim, afinal, breve, constantemente, entrementes, imediata-
ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A mente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às
forma popular é constituída do radical do adjetivo portu- vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em
guês + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo. quando, de quando em quando, a qualquer momento, de
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, preca- tempos em tempos, em breve, hoje em dia
riíssimo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual,
as formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o de- de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá,
sagradável hiato i-í. atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí,
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures,
Advérbio adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, exter-
namente, a distância, à distancia de, de longe, de perto, em
O advérbio, assim como muitas outras palavras exis- cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta
tentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas.
Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum,
ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade faz de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
referência ao processo verbal, no sentido de caracterizá-lo,
ou seja, indicando as circunstâncias em que esse processo de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavel-
se desenvolve. mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe

O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sen- de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efe-
tido de caracterizar os processos expressos por ele. Contu- tivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubi-
do, ele não é modificador exclusivo desta classe (verbos), tavelmente (=sem dúvida).
pois também modifica o adjetivo e até outro advérbio. Se-
guem alguns exemplos: de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, so-
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto, mente, simplesmente, só, unicamente
você está até bem informado.
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o ad- de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam-
jetivo alheio, representando uma qualidade, característica. bém

O artista canta muito mal. de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente


Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifi-
ca outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos de designação: Eis
pudemos verificar que se tratava de somente uma palavra
funcionando como advérbio. No entanto, ele pode estar de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quan-
demarcado por mais de uma palavra, que mesmo assim do? (tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade),
não deixará de ocupar tal função. Temos aí o que chama- para quê? (finalidade)
mos de locução adverbial, representada por algumas ex-
pressões, tais como: às vezes, sem dúvida, frente a frente, de
modo algum, entre outras.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Locução adverbial Constatemos as circunstâncias


em que os artigos se manifestam
É reunião de duas ou mais palavras com valor de ad-
vérbio. Exemplo: - Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do
Carlos saiu às pressas. (indicando modo) numeral “ambos”: Ambos os garotos decidiram participar
Maria saiu à tarde. (indicando tempo) das olimpíadas.

Há locuções adverbiais que possuem advérbios corres- - Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso
pondentes. Exemplo: Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza,
apressadamente. A Bahia...
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de
modo são flexionados, sendo que os demais são todos in- - Quando indicado no singular, o artigo definido pode
variáveis. A única flexão propriamente dita que existe na indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.
categoria dos advérbios é a de grau:
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe - No caso de nomes próprios personativos, denotando
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso
inconstitucionalissimamente, etc.; do artigo: O Pedro é o xodó da família.
Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto -
pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho. - No caso de os nomes próprios personativos estarem
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias,
Artigo os Incas, Os Astecas...

Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, - Usa-se o artigo depois do pronome indefinido to-
indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou do(a) para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele
indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o (o artigo), o pronome assume a noção de qualquer.
gênero e o número dos substantivos. Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressa-
Classificação dos Artigos dos. (qualquer classe)

Artigos Definidos: determinam os substantivos de - Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é


maneira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal. facultativo:
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de
maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei - A utilização do artigo indefinido pode indicar uma
um animal. ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter
é uns vinte anos.
Combinação dos Artigos
- O artigo também é usado para substantivar palavras
É muito presente a combinação dos artigos definidos oriundas de outras classes gramaticais: Não sei o porquê de
e indefinidos com preposições. Veja a forma assumida por tudo isso.
essas combinações:
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome re-
Preposições Artigos lativo cujo (e flexões).
o, os Este é o homem cujo amigo desapareceu.
a ao, aos Este é o autor cuja obra conheço.
de do, dos
em no, nos - Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( no
por (per) pelo, pelos sentido de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão firme),
a, as um, uns uma, umas a menos que venham especificadas.
à, às - - Eles estavam em casa.
da, das dum, duns duma, dumas Eles estavam na casa dos amigos.
na, nas num, nuns numa, numas Os marinheiros permaneceram em terra.
pela, pelas - - Os marinheiros permanecem na terra dos anões.

- As formas à e às indicam a fusão da preposição a - Não se emprega artigo antes dos pronomes de trata-
com o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é mento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona: Vossa
conhecida por crase. excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Não se une com preposição o artigo que faz parte do - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
nome de revistas, jornais, obras literárias: Li a notícia em O Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
Estado de S. Paulo. Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora,
quer...quer, já...já.
Morfossintaxe - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às ora-
ções. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
relações com o substantivo. Assim, nas orações da língua (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
portuguesa, o artigo exerce a função de adjunto adnominal
do substantivo a que se refere. Tal função independe da - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex.
função exercida pelo substantivo: É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá
A existência é uma poesia. fora.
Uma existência é a poesia. Principais conjunções explicativas: que, porque, pois
(antes do verbo), porquanto.
Conjunção
Conjunções subordinativas
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por - CAUSAIS
exemplo: Principais conjunções causais: porque, visto que, já que,
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as uma vez que, como (= porque).
amiguinhas. Ele não fez o trabalho porque não tem livro.

Deste exemplo podem ser retiradas três informações: - COMPARATIVAS


1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...
as amiguinhas como, mais...do que, menos...do que.
Ela fala mais que um papagaio.
Cada informação está estruturada em torno de um ver-
bo: segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três ora- - CONCESSIVAS
ções: Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e mesmo que, apesar de, se bem que.
mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas. Indicam uma concessão, admitem uma contradição,
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e um fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
a terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de
As palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. estar cansada)
Observe: Gosto de natação e de futebol. Apesar de ter chovido fui ao cinema.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são
partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra - CONFORMATIVAS
“e” está ligando termos de uma mesma oração. Principais conjunções conformativas: como, segundo,
conforme, consoante
Morfossintaxe da Conjunção Cada um colhe conforme semeia.
Expressam uma ideia de acordo, concordância, confor-
As conjunções, a exemplo das preposições, não exer- midade.
cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
Classificação - CONSECUTIVAS
- Conjunções Coordenativas Expressam uma ideia de consequência.
- Conjunções Subordinativas Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”,
“tanto”, “tão”, “tamanho”).
Conjunções coordenativas Falou tanto que ficou rouco.

Dividem-se em: - FINAIS


- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex. Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Gosto de cantar e de dançar. Todos trabalham para que possam sobreviver.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas Principais conjunções finais: para que, a fim de que,
também, não só...como também. porque (=para que),

- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de opo- - PROPORCIONAIS


sição, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada. Principais conjunções proporcionais: à medida que,
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contu- quanto mais, ao passo que, à proporção que.
do, todavia, no entanto, entretanto. À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- TEMPORAIS Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... ai: interjeição = senten-
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, ça (sugestão): “Isso está doendo!” ou “Estou com dor!”
logo que. A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em
Quando eu sair, vou passar na locadora. que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como
Diferença entre orações causais e explicativas são as sentenças da língua, mas sim a manifestação de um
suspiro, um estado da alma decorrente de uma situação
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais particular, um momento ou um contexto específico. Exem-
(OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos de- plos:
paramos com a dúvida de como distinguir uma oração Ah, como eu queria voltar a ser criança!
causal de uma explicativa. Veja os exemplos: ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
atropelado”: hum: expressão de um pensamento súbito = interjei-
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificati- ção
va ou uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, indepen-
O significado das interjeições está vinculado à maneira
dentes uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que
orações que vêm marcadas por vírgula.
dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contex-
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
Outra dica é, quando a oração que antecede a OC to de enunciação. Exemplos:
(Oração Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres-
ela será explicativa. são na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo im- chamando! Ei, espere!”
perativo) Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres-
são em um hospital; significado da interjeição (sugestão):
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra “Por favor, faça silêncio!”
cidade porque não havia cemitério no local.” Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada puxa: interjeição; tom da fala: euforia
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-la é puxa: interjeição; tom da fala: decepção
colocá-la no início do período, introduzida pela conjunção
como - o que não ocorre com a CS Explicativa. As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar 1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria,
os mortos em outra cidade. tristeza, dor, etc.
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente Você faz o que no Brasil?
dependentes uma da outra. Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante.

Interjeição 2) Sintetizar uma frase apelativa


Cuidado! Saia da minha frente.
Interjeição é a palavra invariável que exprime emo-
ções, sensações, estados de espírito, ou que procura agir As interjeições podem ser formadas por:
sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comporta- - simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
mento sem que, para isso, seja necessário fazer uso de es-
- palavras: Oba!, Olá!, Claro!
truturas linguísticas mais elaboradas. Observe o exemplo:
- grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!,
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
Ora bolas!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo.
Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga! Ele poderia A ideia expressa pela interjeição depende muitas ve-
ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou sim- zes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode
plesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga! ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido. Por
As sentenças da língua costumam se organizar de for- exemplo:
ma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contra-
os distribui em posições adequadas a cada um deles. As in- riedade)
terjeições, por outro lado, são uma espécie de “palavra-fra- Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
se”, ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou um
conjunto de palavras - locução interjetiva) que poderia ser Classificação das Interjeições
colocada em termos de uma sentença. Veja os exemplos:
Bravo! Bis! Comumente, as interjeições expressam sentido de:
bravo e bis: interjeição = sentença (sugestão): “Foi - Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
muito bom! Repitam!” Atenção!, Olha!, Alerta!

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô! - Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imita-
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva! tivas, que exprimem ruídos e vozes. Ex.: Pum! Miau! Bum-
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah! ba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!,
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, etc.
Eia!, Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca! - Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, a sua homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria,
Boa! tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! e não a fazemos depois do “ó” vocativo.
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, “Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac)
Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora! Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac)
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
- Desculpa: Perdão! - Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas
Oh!, Eh! no diminutivo ou no superlativo: Calminha! Adeusinho!
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!,
Obrigadinho!
Epa!, Ora!
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!,
Interjeições, leitura e produção de textos
Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?,
Cruz!, Putz!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Usadas com muita frequência na língua falada informal,
Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora! quando empregadas na língua escrita, as interjeições cos-
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade! tumam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquiali-
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, dade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar traços
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha- pessoais do falante - como a escassez de vocabulário, o
me, Deus! temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio! geográfica. É nos textos narrativos - particularmente nos
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh! diálogos - que comumente se faz uso das interjeições com
o objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e
é, não sofrem variação em gênero, número e grau como conteúdo mais emocional do que racional fazem das inter-
os nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto jeições presença constante nos textos publicitários.
e voz como os verbos. No entanto, em uso específico, al-
gumas interjeições sofrem variação em grau. Deve-se ter Fonte:
claro, neste caso, que não se trata de um processo natural http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89.
dessa classe de palavra, mas tão só uma variação que a php
linguagem afetiva permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo, Numeral
até loguinho.
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
Locução Interjetiva numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os
situa em determinada sequência.
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo : Ora [quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”]
bolas! Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus!
Ó de casa! Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus!
Eu quero café duplo, e você?
Alto lá! Muito bem!
...[duplo: numeral = atributo numérico de “café”]
Observações:
- As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
Por exemplo: Ué! = Eu não esperava por essa!, Perdão! = ...[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequên-
Peço-lhe que me desculpe. cia de “fila”]

- Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que
seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes os números indicam em relação aos seres. Assim, quando
gramaticais podem aparecer como interjeições. a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se
Viva! Basta! (Verbos) trata de numerais, mas sim de algarismos.
Fora! Francamente! (Advérbios) Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
ideia expressa pelos números, existem mais algumas pala-
- A interjeição pode ser considerada uma “palavra-fra- vras consideradas numerais porque denotam quantidade,
se” porque sozinha pode constituir uma mensagem. Ex.: proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década,
Socorro!, Ajudem-me!, Silêncio!, Fique quieto! dúzia, par, ambos(as), novena.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Classificação dos Numerais

Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: um, dois, cem mil, etc.

Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: primeiro, segundo, centésimo, etc.

Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.

Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada:
dobro, triplo, quíntuplo, etc.

Leitura dos Numerais

Separando os números em centenas, de trás para frente, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte e seis.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.

Flexão dos numerais

Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas
em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço e con-
seguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses triplas do
medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
partes
Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sen-
tido. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)
Emprego dos Numerais

*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo
e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

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LÍNGUA PORTUGUESA

*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são lar-
gamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
comunitárias de seu bairro.
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

Preposição

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normal-
mente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.

Tipos de Preposição

1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com, con-
tra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2. Preposições acidentais: palavras de outras classes De + outro = doutro(s)


gramaticais que podem atuar como preposições: como, du- De + outra = doutra(s)
rante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto. Em + este(s) = neste(s)
Em + esta(s) = nesta(s)
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras va- Em + esse(s) = nesse(s)
lendo como uma preposição, sendo que a última palavra é Em + aquele(s) = naquele(s)
uma delas: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a res- Em + aquela(s) = naquela(s)
peito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em frente Em + isto = nisto
a, ao redor de, graças a, junto a, com, perto de, por causa de, Em + isso = nisso
por cima de, por trás de. Em + aquilo = naquilo
A + aquele(s) = àquele(s)
A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto A + aquela(s) = àquela(s)
pode unir-se a outras palavras e assim estabelecer concor- A + aquilo = àquilo
dância em gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por
+ a = pela. Dicas sobre preposição
Vale ressaltar que essa concordância não é caracterís-
tica da preposição, mas das palavras às quais ela se une. 1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome
Esse processo de junção de uma preposição com outra pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a”
palavra pode se dar a partir de dois processos: seja um artigo, virá precedendo um substantivo. Ele servirá
para determiná-lo como um substantivo singular e femi-
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. nino.
preposição a + artigos definidos o, os A dona da casa não quis nos atender.
a + o = ao Como posso fazer a Joana concordar comigo?
preposição a + advérbio onde
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
a + onde = aonde
termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para pro-
Preposição + Artigos
curar um tratamento adequado.
De + o(s) = do(s)
De + a(s) = da(s)
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o
De + um = dum
lugar e/ou a função de um substantivo.
De + uns = duns Temos Maria como parte da família. / Nós a temos como
De + uma = duma parte da família
De + umas = dumas Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém.
Em + o(s) = no(s) / Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
Em + a(s) = na(s)
Em + um = num 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio
Em + uma = numa das preposições:
Em + uns = nuns Destino = Irei para casa.
Em + umas = numas Modo = Chegou em casa aos gritos.
A + à(s) = à(s) Lugar = Vou ficar em casa;
Por + o = pelo(s) Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
Por + a = pela(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
Preposição + Pronomes Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o tra-
De + ele(s) = dele(s) tamento.
De + ela(s) = dela(s) Instrumento = Escreveu a lápis.
De + este(s) = deste(s) Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
De + esta(s) = desta(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De + esse(s) = desse(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
De + essa(s) = dessa(s) Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
De + aquele(s) = daquele(s) Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
De + aquela(s) = daquela(s) Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
De + isto = disto Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
De + isso = disso Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
De + aquilo = daquilo Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
De + aqui = daqui
De + aí = daí Fonte:
De + ali = dali http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pronome Pronomes Pessoais

Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou São aqueles que substituem os substantivos, indicando
a ele se refere, ou que acompanha o nome, qualificando-o diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
de alguma forma. assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”,
“vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus so- “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa
nhos! ou às pessoas de quem fala.
[substituição do nome] Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun-
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bo- ou do caso oblíquo.
nita!
[referência ao nome] Pronome Reto

Essa moça morava nos meus sonhos! Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen-
[qualificação do nome] tença, exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
Nós lhe ofertamos flores.
Grande parte dos pronomes não possuem significados
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê-
de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên- nero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a
cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso.
pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro- Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim confi-
nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes gurado:
têm por função principal apontar para as pessoas do dis-
- 1ª pessoa do singular: eu
curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação
- 2ª pessoa do singular: tu
no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica,
- 3ª pessoa do singular: ele, ela
os pronomes apresentam uma forma específica para cada
- 1ª pessoa do plural: nós
pessoa do discurso.
- 2ª pessoa do plural: vós
- 3ª pessoa do plural: eles, elas
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados
como complementos verbais na língua-padrão. Frases
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
como “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se eu até aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem ser
fala] evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for-
mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon-
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem me até aqui”.
se fala]
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pro-
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras nome reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as pró-
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme- prias formas verbais marcam, através de suas desinências,
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos
através do pronome seja coerente em termos de gênero boa viagem. (Nós)
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado. Pronome Oblíquo

Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nos- Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na
sa escola neste ano. sentença, exerce a função de complemento verbal (objeto
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância direto ou indireto) ou complemento nominal.
adequada] Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
[neste: pronome que determina “ano” = concordância
adequada] Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concor- variante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação
dância inadequada] indica a função diversa que eles desempenham na oração:
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, pronome reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. marca o complemento da oração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com Pronome Oblíquo Tônico


a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou
tônicos. Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos
por preposições, em geral as preposições a, para, de e com.
Pronome Oblíquo Átono Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não forte.
são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim con-
fraca: Ele me deu um presente. figurado:
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim con- - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
figurado: - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 1ª pessoa do singular (eu): me - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
- 2ª pessoa do singular (tu): te - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
Observe que as únicas formas próprias do pronome tô-
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As
demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
Observações: - As preposições essenciais introduzem sempre prono-
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união en- reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da
tre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por língua formal, os pronomes costumam ser usados desta
acompanhar diretamente uma preposição, o pronome forma:
“lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na oração. Não há mais nada entre mim e ti.
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
diretos como objetos indiretos. Não há nenhuma acusação contra mim.
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como Não vá sem mim.
objetos diretos.
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combi- Atenção: Há construções em que a preposição, apesar
nar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a for- de surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir
mas como mo, mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o
lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pro-
Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem: nome, deverá ser do caso reto.
- Trouxeste o pacote? Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
- Sim, entreguei-to ainda há pouco. Não vá sem eu mandar.
- Não contaram a novidade a vocês?
- Não, no-la contaram. - A combinação da preposição “com” e alguns prono-
mes originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
No português do Brasil, essas combinações não são conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos fre-
usadas; até mesmo na língua literária atual, seu emprego quentemente exercem a função de adjunto adverbial de
é muito raro. companhia.
Ele carregava o documento consigo.
Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas
especiais depois de certas terminações verbais. Quando o
por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais
verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma
são reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios,
lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal todos, ambos ou algum numeral.
é suprimida. Por exemplo: Você terá de viajar com nós todos.
fiz + o = fi-lo Estávamos com vós outros quando chegaram as más
fazeis + o = fazei-lo notícias.
dizer + a = dizê-la Ele disse que iria com nós três.

Quando o verbo termina em som nasal, o pronome as- Pronome Reflexivo


sume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
viram + o: viram-no São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcio-
repõe + os = repõe-nos nem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito
retém + a: retém-na da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação
tem + as = tem-nas expressa pelo verbo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:


- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
Eu não me vanglorio disso.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.

- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.


Assim tu te prejudicas.
Conhece a ti mesmo.

- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.


Guilherme já se preparou.
Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.

- 1ª pessoa do plural (nós): nos.


Lavamo-nos no rio.

- 2ª pessoa do plural (vós): vos.


Vós vos beneficiastes com a esta conquista.

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.


Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.
A Segunda Pessoa Indireta

A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso inter-
locutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte:

Pronomes de Tratamento

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no
tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito
à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em relação
à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratar-
mos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado suposta-
mente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento diri- 3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento,
jam-se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita o pronome possessivo fica na 3ª pessoa: Vossa Excelência
com a 3ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessi- trouxe sua mensagem?
vos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles
devem ficar na 3ª pessoa. 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi-
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promes- vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e
sas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. anotações.

- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais


oblíquos átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir-
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo
lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
do texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente.
Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de Pronomes Demonstrativos
“você”, não poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto
exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa. Os pronomes demonstrativos são utilizados para ex-
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos plicitar a posição de uma certa palavra em relação a outras
teus cabelos. (errado) ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos espaço, no tempo ou discurso.
seus cabelos. (correto) No espaço:
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o
teus cabelos. (correto) carro está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o
Pronomes Possessivos carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da
pessoa que fala.
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com
(coisa possuída). quem falo.
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do
singular) Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo
quanto por meio de correspondência, que é uma moda-
lidade escrita de fala), são particularmente importantes o
NÚMERO PESSOA PRONOME
este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao
emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los
singular primeira meu(s), minha(s) pode causar ambiguidade.
singular segunda teu(s), tua(s) Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar
singular terceira seu(s), sua(s) informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da univer-
plural primeira nosso(s), nossa(s) sidade destinatária).
plural segunda vosso(s), vossa(s) Reafirmamos a disposição desta universidade em parti-
plural terceira seu(s), sua(s) cipar no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universi-
dade que envia a mensagem).
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa No tempo:
gramatical a que se refere; o gênero e o número concor- Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se
dam com o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua con- refere ao ano presente.
tribuição naquele momento difícil. Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se
refere a um passado próximo.
Observações: Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resul- está se referindo a um passado distante.
tar da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado,
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
seu José.
invariáveis, observe:
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aque-
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam la(s).
posse. Podem ter outros empregos, como: Invariáveis: isto, isso, aquilo.
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha.
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 - o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e
anos. puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela
lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela. que te indiquei.)

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LÍNGUA PORTUGUESA

- mesmo(s), mesma(s): Estas são as mesmas pessoas - Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser
que o procuraram ontem. expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- próprio(s), própria(s): Os próprios alunos resolveram Cada povo tem seus costumes.
o problema. Certas pessoas exercem várias profissões.

- semelhante(s): Não compre semelhante livro. Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos,
ora pronomes indefinidos adjetivos:
- tal, tais: Tal era a solução para o problema. algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
Note que: nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
- Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
construções redundantes, com finalidade expressiva, para tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
salientar algum termo anterior. Por exemplo: Manuela, essa
Menos palavras e mais ações.
é que dera em cheio casando com o José Afonso. Desfrutar
Alguns se contentam pouco.
das belezas brasileiras, isso é que é sorte!

- O pronome demonstrativo neutro ou pode represen- Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va-
tar um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso riáveis e invariáveis. Observe:
em que aparece, geralmente, como objeto direto, predi- Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário,
cativo ou aposto: O casamento seria um desastre. Todos o tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca,
pressentiam. vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, ne-
nhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos,
- Para evitar a repetição de um verbo anteriormente algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas,
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo outras, quantas.
fazer, chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada,
faz as vezes de): Ninguém teve coragem de falar antes que algo, cada.
ela o fizesse.
São locuções pronominais indefinidas: cada qual,
- Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que),
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em seja quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal qual (=
primeiro lugar: O referido deputado e o Dr. Alcides eram certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. [ou então: este Cada um escolheu o vinho desejado.
solteiro, aquele casado]
Indefinidos Sistemáticos
- O pronome demonstrativo tal pode ter conotação
irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor? Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
percebemos que existem alguns grupos que criam oposi-
- Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em ção de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm
com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm
disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no
sentido negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade
= naquilo)
afirmativa, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade
Pronomes Indefinidos
negativa; alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e
São palavras que se referem à terceira pessoa do dis- algo/nada, que se referem à coisa; certo, que particulariza,
curso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando e qualquer, que generaliza.
quantidade indeterminada. Essas oposições de sentido são muito importantes na
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
-plantadas. vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen-
tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma de que fazem parte:
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu- Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des- prático.
conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
pessoas quaisquer.
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lu-
gar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. Pronomes Relativos
São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, nin-
guém, outrem, quem, tudo. São aqueles que representam nomes já mencionados
Algo o incomoda? anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem
Quem avisa amigo é. as orações subordinadas adjetivas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O racismo é um sistema que afirma a superioridade de - O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre
um grupo racial sobre outros. precedido de preposição.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre ou- É um professor a quem muito devemos.
tros = oração subordinada adjetiva). (preposição)
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema”
e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra - “Onde”, como pronome relativo, sempre possui an-
“sistema” é antecedente do pronome relativo que. tecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A
O antecedente do pronome relativo pode ser o prono- casa onde morava foi assaltada.
me demonstrativo o, a, os, as.
Não sei o que você está querendo dizer. - Na indicação de tempo, deve-se empregar quando
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem ou em que.
expresso. Sinto saudades da época em que (quando) morávamos
Quem casa, quer casa. no exterior.

Observe: - Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pa-


Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os lavras:
quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, - como (= pelo qual): Não me parece correto o modo
quantas. como você agiu semana passada.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde. - quando (= em que): Bons eram os tempos quando po-
díamos jogar videogame.
Note que:
- O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, - Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser subs- numa só frase.
tituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu O futebol é um esporte.
antecedente for um substantivo. O povo gosta muito deste esporte.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a
- Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
qual)
ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os
gente que conversava, (que) ria, (que) fumava.
quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as
Pronomes Interrogativos
quais)
- O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
São usados na formulação de perguntas, sejam elas di-
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente
retas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que referem- -se à 3ª pessoa do discurso de modo
podem ter várias classificações) são pronomes relativos. impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual
Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa (e variações), quanto (e variações).
por motivo de clareza ou depois de determinadas preposi- Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
ções: Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
o qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, preferes.
geraria ambiguidade.) Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quan-
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas tos passageiros desembarcaram.
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)
- O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e Sobre os pronomes
se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas deixou
de ser poeta, que era a sua vocação natural. O pronome pessoal é do caso reto quando tem função
de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo
- O pronome “cujo” não concorda com o seu antece- quando desempenha função de complemento. Vamos en-
dente, mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, tender, primeiramente, como o pronome pessoal surge na
dos quais, das quais. frase e que função exerce. Observe as orações:
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
(antecedente) (consequente) 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia
lhe ajudar.
- “Quanto” é pronome relativo quando tem por antece-
dente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
Emprestei tantos quantos foram necessários. exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso
(antecedente) reto. Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe”
Ele fez tudo quanto havia falado. exercendo função de complemento, e, consequentemente,
(antecedente) é do caso oblíquo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino,
a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se homem, mulher, país, cachorro.
devia ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). Estamos voando para Barcelona.

Importante: Em observação à segunda oração, o em- O substantivo Barcelona designa apenas um ser da es-
prego do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do ver- pécie cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Pró-
bo intransitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo pode prio: é aquele que designa os seres de uma mesma espécie
estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o verbo de forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
principal (no caso “ajudar”) esteja no infinitivo ou gerúndio.
Eu desejo lhe perguntar algo. 2 - Substantivos Concretos e Abstratos
Eu estou perguntando-lhe algo.
LÂMPADA MALA
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com
diferentemente dos segundos que são sempre precedidos
existência própria, que são independentes de outros seres.
de preposição.
São substantivos concretos.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que
eu estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que
o que eu estava fazendo. existe, independentemente de outros seres.

Substantivo Obs.: os substantivos concretos designam seres do


mundo real e do mundo imaginário.
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Subs- Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra,
tantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais Brasília, etc.
denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenôme- Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantas-
nos, os substantivos também nomeiam: ma, etc.
-lugares: Alemanha, Porto Alegre...
-sentimentos: raiva, amor... Observe agora:
-estados: alegria, tristeza... Beleza exposta
-qualidades: honestidade, sinceridade... Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
-ações: corrida, pescaria...
O substantivo beleza designa uma qualidade.
Morfossintaxe do substantivo
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em dependem de outros para se manifestar ou existir.
geral exerce funções diretamente relacionadas com o ver- Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser
bo: atua como núcleo do sujeito, dos complementos ver- observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa
bais (objeto direto ou indireto) e do agente da passiva. ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para
Pode ainda funcionar como núcleo do complemento no- se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo
minal ou do aposto, como núcleo do predicativo do sujeito, abstrato.
do objeto ou como núcleo do vocativo. Também encontra-
Os substantivos abstratos designam estados, qualida-
mos substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e
des, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser
de adjuntos adverbiais - quando essas funções são desem-
abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado),
penhadas por grupos de palavras.
rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento).
Classificação dos Substantivos
3 - Substantivos Coletivos
1- Substantivos Comuns e Próprios
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, ou-
Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior que vila, tra abelha, mais outra abelha.
com muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
(no Brasil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
uma cidade (em oposição aos bairros).
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne-
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha,
e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada mais outra abelha...
cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plu-
comum. ral.

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LÍNGUA PORTUGUESA

No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular (enxame) para designar um conjunto de seres da mesma
espécie (abelhas).
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres da mes-
ma espécie.

Substantivo coletivo Conjunto de:


assembleia pessoas reunidas
alcateia lobos
acervo livros
antologia trechos literários selecionados
arquipélago ilhas
banda músicos
bando desordeiros ou malfeitores
banca examinadores
batalhão soldados
cardume peixes
caravana viajantes peregrinos
cacho frutas
cáfila camelos
cancioneiro canções, poesias líricas
colmeia abelhas
chusma gente, pessoas
concílio bispos
congresso parlamentares, cientistas.
elenco atores de uma peça ou filme
esquadra navios de guerra
enxoval roupas
falange soldados, anjos
fauna animais de uma região
feixe lenha, capim
flora vegetais de uma região
frota navios mercantes, ônibus
girândola fogos de artifício
horda bandidos, invasores
junta médicos, bois, credores, examinadores
júri jurados
legião soldados, anjos, demônios
leva presos, recrutas
malta malfeitores ou desordeiros
manada búfalos, bois, elefantes,
matilha cães de raça
molho chaves, verduras
multidão pessoas em geral
ninhada pintos
nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
penca bananas, chaves
pinacoteca pinturas, quadros
quadrilha ladrões, bandidos
ramalhete flores
rebanho ovelhas
récua bestas de carga, cavalgadura
repertório peças teatrais, obras musicais
réstia alhos ou cebolas
romanceiro poesias narrativas
revoada pássaros
sínodo párocos
talha lenha
tropa muares, soldados
turma estudantes, trabalhadores
vara porcos

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LÍNGUA PORTUGUESA

Formação dos Substantivos mas, uma para o masculino e outra para o feminino. Obser-
ve: gato – gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito
Substantivos Simples e Compostos - prefeita

Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam
terra. uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto
O substantivo chuva é formado por um único elemento
para o feminino. Classificam-se em:
ou radical. É um substantivo simples.

Substantivo Simples: é aquele formado por um único - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos: a
elemento. cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja fêmea.
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois ele- - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pes-
mentos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto. soas: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio,
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou o ídolo, o indivíduo.
mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo. - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pes-
soas por meio do artigo: o colega e a colega, o doente e a
Substantivos Primitivos e Derivados doente, o artista e a artista.

Meu limão meu limoeiro, Saiba que: Substantivos de origem grega terminados
meu pé de jacarandá... em ema ou oma, são masculinos: o fonema, o poema, o
sistema, o sintoma, o teorema.
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou
de nenhum outro dentro de língua portuguesa. - Existem certos substantivos que, variando de gêne-
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de ro, variam em seu significado: o rádio (aparelho receptor)
nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa. O e a rádio (estação emissora) o capital (dinheiro) e a capital
substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir (cidade)
da palavra limão.
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de ou- Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
tra palavra.
- Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno
Flexão dos substantivos - aluna.
- Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- masculino: freguês - freguesa
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por - Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino
exemplo, pode sofrer variações para indicar:
de três formas:
Plural: meninos Feminino: menina
Aumentativo: meninão Diminutivo: menininho - troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
Flexão de Gênero -troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar - sultana
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há
dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero - Substantivos terminados em -or:
masculino os substantivos que podem vir precedidos dos - acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes: - troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
O velho e o mar
Um Natal inesquecível - Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: côn-
Os reis da praia sul - consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque
- duquesa / conde - condessa / profeta - profetisa
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que
podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
A história sem fim - Substantivos que formam o feminino trocando o -e
Uma cidade sem passado final por -a: elefante - elefanta
As tartarugas ninjas
- Substantivos que têm radicais diferentes no masculi-
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes no e no feminino: bode – cabra / boi - vaca

Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar no- - Substantivos que formam o feminino de maneira es-
mes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas for- czar – czarina réu - ré

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LÍNGUA PORTUGUESA

Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a
cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido,
Epicenos: a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
- São geralmente masculinos os substantivos de ori-
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
para indicar o masculino e o feminino. telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, o
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o traco-
para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha- ma, o hematoma.
mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver
a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
macho e fêmea.
A cobra macho picou o marinheiro.
Gênero dos Nomes de Cidades
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
Sobrecomuns:
Entregue as crianças à natureza. A histórica Ouro Preto.
A dinâmica São Paulo.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo mas- A acolhedora Porto Alegre.
culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem Uma Londres imensa e triste.
o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
A criança chorona chamava-se João. Gênero e Significação
A criança chorona chamava-se Maria.
Muitos substantivos têm uma significação no masculi-
Outros substantivos sobrecomuns: no e outra no feminino. Observe: o baliza (soldado que, que
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa à frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar
criatura. em conjunto; o que vai à frente de um bloco carnavalesco,
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de manejando um bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que
Marcela faleceu marca um limite ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe),
a cabeça (parte do corpo), o cisma (separação religiosa, dissi-
Comuns de Dois Gêneros: dência), a cisma (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. cinzenta), a cinza (resíduos de combustão), o capital (dinhei-
ro), a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? (cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro),
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado na
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. administração da crisma e de outros sacramentos), a crisma
A distinção de gênero pode ser feita através da análise (sacramento da confirmação), o cura (pároco), a cura (ato de
do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substanti- curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe (vasta planície
vo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem de vegetação), o guia (pessoa que guia outras), a guia (docu-
- uma jovem; artista famoso - artista famosa; repórter fran-
mento, pena grande das asas das aves), o grama (unidade de
cês - repórter francesa
peso), a grama (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa
- A palavra personagem é usada indistintamente nos
(recipiente, setor de pagamentos), o lente (professor), a lente
dois gêneros.
(vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade,
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
preferência pelo masculino: O menino descobriu nas nuvens bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a
os personagens dos contos de carochinha. nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o femini- a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala
no: O problema está nas mulheres de mais idade, que não (poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, antepa-
aceitam a personagem. ro), o rádio (aparelho receptor), a rádio (estação emissora), o
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo voga (remador), a voga (moda, popularidade).
fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes: Flexão de Número do Substantivo

Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó Em português, há dois números gramaticais: o singular,


(pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que
maracajá, o clã, o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o indica mais de um ser ou grupo de seres. A característica
soprano, o proclama, o pernoite, o púbis. do plural é o “s” final.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Plural dos Substantivos Simples - Flexiona-se somente o segundo elemento, quando


formados de:
- Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
“n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã – palavra invariável + palavra variável = alto-falante e
ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). Exceção: cânon alto- -falantes
- cânones. palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-re-
- Os substantivos terminados em “m” fazem o plural cos
em “ns”: homem - homens.
- Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
- Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plu- formados de:
ral pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.
substantivo + preposição clara + substantivo = água-
de-colônia e águas-de-colônia
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
- Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam- substantivo + preposição oculta + substantivo = cava-
se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; cara- lo-vapor e cavalos-vapor
col – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, cônsul substantivo + substantivo que funciona como deter-
e cônsules. minante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo
do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave, bomba
- Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de -relógio - bombas-relógio, notícia-bomba - notícias-bomba,
duas maneiras: homem-rã - homens-rã, peixe-espada - peixes-espada.
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. - Permanecem invariáveis, quando formados de:
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os sa-
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). ca-rolhas
- Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de
duas maneiras: - Casos Especiais
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o o louva-a-deus e os louva-a-deus
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses o bem-te-vi e os bem-te-vis
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam inva-
o bem-me-quer e os bem-me-queres
riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
- Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural
de três maneiras. Plural das Palavras Substantivadas
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam,
no plural, as flexões próprias dos substantivos.
- Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: Pese bem os prós e os contras.
o látex - os látex. O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Plural dos Substantivos Compostos Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou
“z” não variam no plural: Nas provas mensais consegui mui-
-A formação do plural dos substantivos compostos de- tos seis e alguns dez.
pende da forma como são grafados, do tipo de palavras
que formam o composto e da relação que estabelecem en- Plural dos Diminutivos
tre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se
como os substantivos simples: aguardente/aguardentes,
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final
girassol/girassóis, pontapé/pontapés, malmequer/malme-
e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
queres.
O plural dos substantivos compostos cujos elementos pãe(s) + zinhos = pãezinhos
são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e animai(s) + zinhos = animaizinhos
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir: botõe(s) + zinhos = botõezinhos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
- Flexionam-se os dois elementos, quando formados farói(s) + zinhos = faroizinhos
de: tren(s) + zinhos = trenzinhos
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores colhere(s) + zinhas = colherezinhas
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per- flore(s) + zinhas = florezinhas
feitos mão(s) + zinhas = mãozinhas
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-ho- papéi(s) + zinhos = papeizinhos
mens nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras funi(s) + zinhos = funizinhos

53
LÍNGUA PORTUGUESA

túnei(s) + zinhos = tuneizinhos - Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do


pai(s) + zinhos = paizinhos singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade,
pé(s) + zinhos = pezinhos bom nome) e honras (homenagem, títulos).
pé(s) + zitos = pezitos - Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas
com sentido de plural:
Plural dos Nomes Próprios Personativos Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas improvisadas.
sempre que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados. Flexão de Grau do Substantivo
As Raquéis e Esteres.
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
Plural dos Substantivos Estrangeiros as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considera-
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es- do normal. Por exemplo: casa
critos como na língua original, acrescentando-se “s” (exce- - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho
to quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os do ser. Classifica-se em:
jazz. Analítico = o substantivo é acompanhado de um adje-
tivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acor- Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
do com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os cador de aumento. Por exemplo: casarão.
jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
os réquiens. do ser. Pode ser:
Observe o exemplo: Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo
Este jogador faz gols toda vez que joga. que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
cador de diminuição. Por exemplo: casinha.
Plural com Mudança de Timbre
Verbo
Certos substantivos formam o plural com mudança de
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
fonético chamado metafonia (plural metafônico). número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
Singular Plural processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
corpo (ô) corpos (ó) ocorrência (nascer); desejo (querer).
esforço esforços O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não
fogo fogos os seus possíveis significados. Observe que palavras como
forno fornos corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo
fosso fossos ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam,
imposto impostos porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos
olho olhos possuem.
osso (ô) ossos (ó)
ovo ovos Estrutura das Formas Verbais
poço poços
porto portos Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
posto postos apresentar os seguintes elementos:
tijolo tijolos
- Radical: é a parte invariável, que expressa o significa-
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol- do essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-am.
sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc. (radical fal-)
- Tema: é o radical seguido da vogal temática que in-
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), dica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
de molho (ó) = feixe (molho de lenha). fala-r
São três as conjugações: 1ª - Vogal Temática - A - (fa-
Particularidades sobre o Número dos Substantivos lar), 2ª - Vogal Temática - E - (vender), 3ª - Vogal Temática
- I - (partir).
- Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o - Desinência modo-temporal: é o elemento que de-
norte, o leste, o oeste, a fé, etc. signa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo:
- Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames, falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes. falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Desinência número-pessoal: é o elemento que de- 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando
signa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (sin- tempo: Já passa das seis.
gular ou plural): 2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) de, indicando suficiência: Basta de tolices. Chega de blas-
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) fêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem re-
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, ferência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda,
pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-
apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em se, tais verbos, então, pessoais.
algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc. 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente
de “ser possível”. Por exemplo:
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura * Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conju-
dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce- gam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do
bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento plural.
tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por A fruta amadureceu.
exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai As frutas amadureceram.
no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprende-
rão, nutriríamos. Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como
verbos pessoais na linguagem figurada: Teu irmão amadu-
Classificação dos Verbos receu bastante.

Classificam-se em: Entre os unipessoais estão os verbos que significam


- Regulares: são aqueles que possuem as desinências vozes de animais; eis alguns: bramar: tigre, bramir: crocodi-
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alte- lo, cacarejar: galinha, coaxar: sapo, cricrilar: grilo
rações no radical: canto cantei cantarei cantava
cantasse. Os principais verbos unipessoais são:
- Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca altera- 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser
ções no radical ou nas desinências: faço fiz farei fi- (preciso, necessário, etc.):
zesse. Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
- Defectivos: são aqueles que não apresentam conju- bastante.)
gação completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
e pessoais: É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
* Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Nor-
malmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, segui-
principais verbos impessoais são: dos da conjunção que.
** haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali- Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
zar-se ou fazer (em orações temporais). fumar.)
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
** fazer, ser e estar (quando indicam tempo) * Pessoais: não apresentam algumas flexões por moti-
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. vos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
Era primavera quando a conheci. - verbo falir. Este verbo teria como formas do presente
Estava frio naquele dia. do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o
** Todos os verbos que indicam fenômenos da natu- que provavelmente causaria problemas de interpretação
reza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, em certos contextos.
amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, - verbo computar. Este verbo teria como formas do
“Amanheci mal- -humorado”, usa-se o verbo “ama- presente do indicativo computo, computas, computa - for-
nhecer” em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, mas de sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvi-
empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal dos gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o
para ser pessoal. uso efetivo de formas verbais repudiadas por alguns gra-
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu) máticos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que,
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) com o desenvolvimento e a popularização da informática,
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) tem sido conjugado em todos os tempos, modos e pes-
** São impessoais, ainda: soas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas
(particípio irregular). Observe:

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR


Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

- Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Por exemplo: Ir, Pôr, Ser, Saber (vou, vais,
ides, fui, foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).

- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Vou espantar as moscas.
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

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LÍNGUA PORTUGUESA

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imperf. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Pret.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


haja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

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LÍNGUA PORTUGUESA

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
Tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


Tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no
próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já
está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula inte-
grante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia
reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo.
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos pronomes):
Eu me arrependo
Tu te arrependes
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Eles se arrependem

- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto repre-
sentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em
geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes mencionados,
formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:
Maria penteou-me.

Observações:
- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática.

58
LÍNGUA PORTUGUESA

- Há verbos que também são acompanhados de pro- - Particípio: quando não é empregado na formação
nomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o
pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos refle- resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gê-
xivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa nero, número e grau. Por exemplo:
idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exem- Terminados os exames, os candidatos saíram.
plo:
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me Quando o particípio exprime somente estado, sem
(objeto direto) - 1ª pessoa do singular nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a
função de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a
Modos Verbais aluna escolhida para representar a escola.
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas
Tempos Verbais
pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, exis-
tem três modos:
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu Tomando-se como referência o momento em que se
sempre estudo. fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: tempos. Veja:
Talvez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estuda 1. Tempos do Indicativo
agora, menino.
- Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste
Formas Nominais colégio.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for- num momento anterior ao atual, mas que não foi comple-
mas que podem exercer funções de nomes (substantivo, tamente terminado: Ele estudava as lições quando foi inter-
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas rompido.
nominais. Observe: - Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num
- Infinitivo Impessoal: exprime a significação do ver- momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado:
bo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função Ele estudou as lições ontem à noite.
de substantivo. Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já tinha es-
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen- tudado as lições quando os amigos chegaram. (forma com-
te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por posta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
exemplo: (forma simples).
É preciso ler este livro.
Era preciso ter lido este livro. - Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento
- Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três atual: Ele estudará as lições amanhã.
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do im- - Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode
pessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira: ocorrer posteriormente a um determinado fato passado:
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu) Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós)
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós) 2. Tempos do Subjuntivo
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles)
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no mo-
boa colocação.
mento atual: É conveniente que estudes para o exame.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado,
- Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo
ou advérbio. Por exemplo: mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele ven-
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de ad- cesse o jogo.
vérbio)
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas cons-
adjetivo) truções em que se expressa a ideia de condição ou desejo.
Por exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do cam-
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em peonato.
curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exem-
plo: - Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. ele vier à loja, levará as encomendas.

59
LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à
loja, levará as encomendas.
Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

Futuro do Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

60
LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Pretérito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).

1ª conjug. 2ª conjug. 3ª conju. Des. temporal Des.temporal Desinên. pessoal


1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e
pessoa correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM

61
LÍNGUA PORTUGUESA

Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

Observações:

- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

Questões sobre Verbo

01. (AGENTE POLÍCIA - VUNESP 2013) Considere o trecho a seguir.


É comum que objetos ___________ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se as pes-
soas _____________ a atenção voltada para seus pertences, conservando-os junto ao corpo.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
(A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem
(C) sejam … mantém
(D) seja … mantivessem
(E) seja … mantêm

02. (MGS - TÉCNICO CONTÁBIL – IBFC/2017-adaptada)


Em “Assim, muitos casais têm quatro, seis, dez filhos”, nota--se que o acento do verbo em destaque deve-se a uma
exigência de concordância. Assinale a alternativa correta em relação ao emprego desse mesmo verbo.

62
LÍNGUA PORTUGUESA

a) No Brasil, a sociedade têm várias questões. 07. (PAPILOSCOPISTA POLICIAL VUNESP 2013-adap.)
b) O jovem têm um grande desafio pela frente. Assinale a alternativa que substitui, corretamente e sem al-
c) As pessoas tem muitos planos. terar o sentido da frase, a expressão destacada em – Se a
d) A mentira tem perna curta. criança se perder, quem encontrá-la verá na pulseira ins-
truções para que envie uma mensagem eletrônica ao gru-
03. (ESCREVENTE TJ SP VUNESP 2013-adap.) Sem po ou acione o código na internet.
querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um (A) Caso a criança se havia perdido…
ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, diante (B) Caso a criança perdeu…
da pergunta “débito ou crédito?”.
(C) Caso a criança se perca…
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
(D) Caso a criança estivera perdida…
(A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(E) Caso a criança se perda…
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido
dela.
(C) adotar como referência de qualidade. 08. (AGENTE DE APOIO OPERACIONAL – VUNESP –
(D) julgar de acordo com normas legais. 2013-adap.). Assinale a alternativa em que o verbo desta-
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. cado está no tempo futuro.
A) Os consumidores são assediados pelo marketing …
04. (ESCREVENTE TJ SP VUNESP 2013) Assinale a al- B) … somente eles podem decidir se irão ou não com-
ternativa contendo a frase do texto na qual a expressão prar.
verbal destacada exprime possibilidade. C) É como se abrissem em nós uma “caixa de neces-
(A) ... o cientista Theodor Nelson sonhava com um sis- sidades”…
tema capaz de disponibilizar um grande número de obras D) … de onde vem o produto…?
literárias... E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas…
(B) Funcionando como um imenso sistema de informa-
ção e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme 09. (AGERBA - TÉCNICO EM REGULAÇÃO – IBFC/
arquivo virtual. 2017-adaptada)
(C) Isso acarreta uma textualidade que funciona por A flexão de alguns verbos, sobretudo os irregulares,
associação, e não mais por sequências fixas previamente pode causar confusão. O verbo “quis”, presente em “Minha
estabelecidas.
mãe sempre quis viajar” é um exemplo típico. Nesse sen-
(D) Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse
tido, assinale a alternativa em que se indica INCORRETA-
conceito está ligado a uma nova concepção de textuali-
dade... MENTE a sua flexão.
(E) Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponi- a) queres – Presente do Indicativo.
bilizar toda a literatura do mundo... b) queria – Futuro do Pretérito do Indicativo.
c) quisera – Pretérito mais-que-perfeito do Indicativo.
05.(POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO d) queira – Presente do Subjuntivo.
SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) No trecho: “O e) quisesse – Pretérito Imperfeito do Subjuntivo.
crescimento econômico, se associado à ampliação do empre-
go, PODE melhorar o quadro aqui sumariamente descrito.”, 10. (AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITEN-
se passarmos o verbo destacado para o futuro do pretérito CIÁRIA – VUNESP – 2013-adap.). Leia as frases a seguir.
do indicativo, teremos a forma: I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de ma-
A) puder. deira no animal.
B) poderia. II. Existiam muitos ferimentos no boi.
C) pôde. III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida
D) poderá. movimentada.
E) pudesse.
Substituindo-se o verbo Haver pelo verbo Existir e este
06. (ESCREVENTE TJ SP VUNESP 2013) Assinale a al-
pelo verbo Haver, nas frases, têm-se, respectivamente:
ternativa em que todos os verbos estão empregados de
A) Existia – Haviam – Existiam
acordo com a norma- -padrão.
B) Existiam – Havia – Existiam
(A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da
impressão definitiva. C) Existiam – Haviam – Existiam
(B) Não haverá prova do crime se o réu se manter em D) Existiam – Havia – Existia
silêncio. E) Existia – Havia – Existia
(C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a tra-
balhar no feriado. GABARITO
(D) Ficarão surpresos quando o verem com a toga...
(E) Se você quer a promoção, é necessário que a reque- 01. B 02. D 03. E 04. B 05. B
ra a seu superior. 06. A 07. C 08. B09. B10. D

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LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO 9-)
Vamos aos itens:
1-) a) queres – Presente do Indicativo = eu quero, tu que-
É comum que objetos sejam esquecidos em locais res - correta.
públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se b) queria – Futuro do Pretérito do Indicativo = eu que-
as pessoas mantivessem a atenção voltada para seus reria, tu quererias, ele quereria - incorreta.
pertences, conservando-os junto ao corpo. c) quisera – Pretérito mais-que-perfeito do Indicativo =
eu quisera, ele quisera – correta.
2-) d) queira – Presente do Subjuntivo = que eu queira,
Analisemos: que tu queiras, que ele queira - correta
a) No Brasil, a sociedade têm várias questões. = a so- e) quisesse – Pretérito Imperfeito do Subjuntivo = se eu
ciedade tem (verbo no singular) quisesse, se tu quisesses, se ele quisesse – correta.
b) O jovem têm um grande desafio pela frente. = o RESPOSTA: B
jovem tem (verbo no singular)
c) As pessoas tem muitos planos. = as pessoas têm 10-)
(verbo no plural) I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de
d) A mentira tem perna curta. = correta madeira no animal.
RESPOSTA: D II. Existiam muitos ferimentos no boi.
III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida
3-) movimentada.
Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata- Haver – sentido de existir= invariável, impessoal;
se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das existir = variável. Portanto, temos:
vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. I – Existiam onze pessoas...
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de II – Havia muitos ferimentos...
classificar segundo ideias preconcebidas. III – Existia muita gente...

4-) Vozes do Verbo


(B) Funcionando como um imenso sistema de informa-
ção e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo
arquivo virtual. = verbo no futuro do pretérito para indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente
da ação. São três as vozes verbais:
5-)
Conjugando o verbo “poder” no futuro do pretérito do - Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a
Indicativo: eu poderia, tu poderias, ele poderia, nós pode- ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
ríamos, vós poderíeis, eles poderiam. O sujeito da oração Ele fez o trabalho.
é crescimento econômico (singular), portanto, terceira pes- sujeito agente ação objeto (paciente)
soa do singular (ele) = poderia.
- Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a
6-) ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
(B) Não haverá prova do crime se o réu se mantiver em O trabalho foi feito por ele.
silêncio. sujeito paciente ação agente da passiva
(C) Vão pagar horas-extras aos que se dispuserem a
trabalhar no feriado. - Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agen-
(D) Ficarão surpresos quando o virem com a toga... te e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por exemplo:
(E) Se você quiser a promoção, é necessário que a re- O menino feriu-se.
queira a seu superior.
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com
7-) a noção de reciprocidade: Os lutadores feriram-se. (um ao
Caso a criança se perca…(perda = substantivo: Houve outro)
uma grande perda salarial...)
Formação da Voz Passiva
8-)
A) Os consumidores são assediados pelo marketing = A voz passiva pode ser formada por dois processos:
presente analítico e sintético.
C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessi- 1- Voz Passiva Analítica
dades”… = pretérito do Subjuntivo Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particí-
D) … de onde vem o produto…? = presente pio do verbo principal. Por exemplo:
E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas… = A escola será pintada.
pretérito perfeito O trabalho é feito por ele.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva,
da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ati-
preposição de. Por exemplo: A casa ficou cercada de solda- vo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tem-
dos. po. Observe mais exemplos:
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não - Os mestres têm constantemente aconselhado os alu-
esteja explícito na frase: A exposição será aberta amanhã. nos.
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos
(SER), pois o particípio é invariável. Observe a transforma- mestres.
ção das frases seguintes:
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo) - Eu o acompanharei.
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indi- Ele será acompanhado por mim.
cativo)
Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado,
não haverá complemento agente na passiva. Por exemplo:
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
Prejudicaram-me. / Fui prejudicado.
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
Saiba que:
c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente) - Aos verbos que não são ativos nem passivos ou refle-
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) xivos, são chamados neutros.
O vinho é bom.
- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume Aqui chove muito.
o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa.
Observe a transformação da frase seguinte: - Há formas passivas com sentido ativo:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio) É chegada a hora. (= Chegou a hora.)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nas-
cido.)
Obs.: é menos frequente a construção da voz passi- És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)
va analítica com outros verbos que podem eventualmente
funcionar como auxiliares. Por exemplo: A moça ficou mar- - Inversamente, usamos formas ativas com sentido
cada pela doença. passivo:
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
2- Voz Passiva Sintética Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)

A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com - Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido
o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE. cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o
Por exemplo: sujeito é paciente.
Abriram-se as inscrições para o concurso. Chamo-me Luís.
Destruiu-se o velho prédio da escola. Batizei-me na Igreja do Carmo.
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva Operou-se de hérnia.
sintética. Vacinaram-se contra a gripe.
Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz la-
Fonte:
tina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacio-
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.
nam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem
php
o significado de voz passiva como sendo a voz que expres-
Questões sobre Vozes dos Verbos
sa a ação sofrida pelo sujeito. Na voz passiva temos dois
elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE 01. (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMI-
e AGENTE DA PASSIVA. NISTRAÇÃO – AOCP/2010) Em “Os dados foram divulgados
ontem pelo Instituto Sou da Paz.”, a expressão destacada é
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva (A) adjunto adnominal.
(B) sujeito paciente.
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar subs- (C) objeto indireto.
tancialmente o sentido da frase. (D) complemento nominal.
Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa) (E) agente da passiva.
Sujeito da Ativa objeto Direto
02. (FCC-COPERGÁS – AUXILIAR TÉCNICO ADMINIS-
A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Pas- TRATIVO - 2011) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela
siva) raiz. Transpondo- -se a frase acima para a voz passiva,
Sujeito da Passiva Agente da Passiva a forma verbal resultante será:

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LÍNGUA PORTUGUESA

(A) era abatido. 08. (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO –


(B) fora abatido. PROCON – AGENTE ADMINISTRATIVO – CEPERJ/2012 -
(C) abatera-se. adaptada) Um exemplo de construção na voz passiva está
(D) foi abatido. em:
(E) tinha abatido (A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos”
(B) “o consumidor pode solicitar a devolução do di-
03. (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) nheiro”
... valores e princípios que sejam percebidos pela socie- (C) “enviar o brinquedo por sedex”
dade como tais. (D) “A empresa também é obrigada pelo Código de
Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo pas- Defesa do Consumidor”
sará a ser, corretamente, (E) “A empresa fez campanha para recolher”
(A) perceba.
(B) foi percebido. 09. (METRÔ/SP –SECRETÁRIA PLENO – FCC/2010)
(C) tenham percebido. Transpondo-se para a voz passiva a construção Mais tarde
(D) devam perceber. vim a entender a tradução completa, a forma verbal resul-
(E) estava percebendo. tante será:
(A) veio a ser entendida.
04. (TJ/RJ – TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA SEM (B) teria entendido.
ESPECIALIDADE – FCC/2012) As ruas estavam ocupadas (C) fora entendida.
pela multidão... (D) terá sido entendida.
A forma verbal resultante da transposição da frase aci- (E) tê-la-ia entendido.
ma para a voz ativa é:
(A) ocupava-se. 10. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL
(B) ocupavam. PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011 - ADAP-
(C) ocupou. TADA)
(D) ocupa. ... ele empreende, de maneira quase clandestina, a série
(E) ocupava.
Mulheres.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for-
05. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
ma verbal resultante será:
A frase que NÃO admite transposição para a voz passiva
(A) foi empreendida.
está em:
(B) são empreendidos.
(A) Quando Rodolfo surgiu...
(C) foi empreendido.
(B) ... adquiriu as impressoras...
(D) é empreendida.
(C) ... e sustentar, às vezes, família numerosa.
(E) são empreendidas.
(D) ... acolheu-o como patrono.
(E) ... que montou [...] a primeira grande folhetaria do
Recife ... GABARITO

06. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 01. E 02. D 03. A 04. E 05. A
FCC/2010) O engajamento moral e político não chegou a 06. B 07. C 08. D 09. A 10. D
constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said ...
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for- RESOLUÇÃO
ma verbal resultante é:
a) se constituiu. 1-)
b) chegou a ser constituído. No enunciado temos uma oração com a voz passiva
c) teria chegado a constituir. do verbo. Transformando-a em ativa, teremos: “O Instituto
d) chega a se constituir. Sou da Paz divulgou dados”. Nessa, “Instituto Sou da Paz”
e) chegaria a ser constituído. funciona como sujeito da oração, ou seja, na passiva sua
função é a de agente da passiva. O sujeito paciente é “os
07. (METRÔ/SP – TÉCNICO SISTEMAS METROVIÁRIOS dados”.
CIVIL – FCC/2014 - ADAPTADA) ...’sertanejo’ indicava indis- 2-)
tintamente as músicas produzidas no interior do país... Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. = Ele
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for- foi abatido...
ma verbal resultante será:
(A) vinham indicadas. 3-)
(B) era indicado. ... valores e princípios que sejam percebidos pela so-
(C) eram indicadas. ciedade como tais = dois verbos na voz passiva, então te-
(D) tinha indicado. remos um na ativa: que a sociedade perceba os valores e
(E) foi indicada. princípios...

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LÍNGUA PORTUGUESA

4-) Exemplo de conjugação do verbo “dar” no presente do


As ruas estavam ocupadas pela multidão = dois verbos indicativo:
na passiva, um verbo na ativa: Eu dou
A multidão ocupava as ruas. Tu dás
Ele dá
5-) Nós damos
B = as impressoras foram adquiridas... Vós dais
C = família numerosa é sustentada... Eles dão
D – foi acolhido como patrono...
E – a primeira grande folhetaria do Recife foi montada... Percebe-se que há alteração do radical, afastando-se
do original “dar” durante a conjugação, sendo considerado
6-) verbo irregular.
O engajamento moral e político não chegou a consti-
tuir um deslocamento da atenção intelectual de Said = dois Exemplo: Conjugação do verbo valer:
verbos na voz ativa, mas com presença de preposição e,
um deles, no infinitivo, então o verbo auxiliar “ser” ficará no Modo Indicativo
infinitivo (na voz passiva) e o verbo principal (constituir) fi-
cará no particípio: Um deslocamento da atenção intelectual Presente
de Said não chegou a ser constituído pelo engajamento... eu valho
tu vales
7-) ele vale
’sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produ- nós valemos
zidas no interior do país. vós valeis
As músicas produzidas no país eram indicadas pelo eles valem
sertanejo, indistintamente.
Pretérito Perfeito do Indicativo
8-)
eu vali
(A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos” = voz ativa
tu valeste
(B) “o consumidor pode solicitar a devolução do di-
ele valeu
nheiro” = voz ativa
nós valemos
(C) “enviar o brinquedo por sedex” = voz ativa
vós valestes
(D) “A empresa também é obrigada pelo Código de
eles valeram
Defesa do Consumidor” = voz passiva
(E) “A empresa fez campanha para recolher” = voz ativa
Pretérito Imperfeito do Indicativo
9-) eu valia
Mais tarde vim a entender a tradução completa... tu valias
A tradução completa veio a ser entendida por mim. ele valia
nós valíamos
10-) vós valíeis
ele empreende, de maneira quase clandestina, a série eles valiam
Mulheres.
A série de mulheres é empreendida por ele, de maneira Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo
quase clandestina. eu valera
tu valeras
ele valera
nós valêramos
vós valêreis
Verbos irregulares são verbos que sofrem alterações eles valeram
em seu radical ou em suas desinências, afastando-se do
modelo a que pertencem. Futuro do Presente do Indicativo
No português, para verificar se um verbo sofre altera- eu valerei
ções, basta conjugá-lo no presente e no pretérito perfeito tu valerás
do indicativo. Ex: faço – fiz, trago – trouxe, posso - pude. ele valerá
Não é considerada irregularidade a alteração gráfica nós valeremos
do radical de certos verbos para conservação da regulari- vós valereis
dade fônica. Ex: embarcar – embarco, fingir – finjo. eles valerão

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LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Pretérito do Indicativo Infinitivo


eu valeria
tu valerias Infinitivo Pessoal
ele valeria por valer eu
nós valeríamos por valeres tu
vós valeríeis por valer ele
eles valeriam por valermos nós
por valerdes vós
Mais-que-perfeito Composto do Indicativo por valerem eles
eu tinha valido
tu tinhas valido Infinitivo Impessoal = valer
ele tinha valido Particípio = Valido
nós tínhamos valido
vós tínheis valido Acompanhe abaixo uma lista com os principais verbos
eles tinham valido irregulares:

Gerúndio do verbo valer = valendo Dizer


Presente do indicativo: Digo, dizes, diz, dizemos, di-
Modo Subjuntivo zeis, dizem.
Presente
que eu valha Pretérito perfeito do indicativo: Disse, disseste, disse,
que tu valhas dissemos, dissestes, disseram.
que ele valha
que nós valhamos Futuro do presente do indicativo: Direi, dirás, dirá,
diremos, direis, dirão.
que vós valhais
Fazer
que eles valham
Presente do indicativo: Faço, fazes, faz, fazemos, fa-
zeis, fazem.
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
se eu valesse
Pretérito perfeito do indicativo: Fiz, fizeste, fez, fize-
se tu valesses
mos, fizestes, fizeram.
se ele valesse
se nós valêssemos Futuro do presente do indicativo: Farei, farás, fará,
se vós valêsseis faremos, fareis, farão.
se eles valessem
Ir
Futuro do Subjuntivo Presente do indicativo: Vou, vais, vai, vamos, ides, vão.
quando eu valer
quando tu valeres Pretérito perfeito do indicativo: Fui, foste, foi, fomos,
quando ele valer fostes, foram.
quando nós valermos
quando vós valerdes Futuro do presente do indicativo: Irei, irás, irá, ire-
quando eles valerem mos, ireis, irão.

Imperativo Futuro do subjuntivo: For, fores, for, formos, fordes,


forem.
Imperativo Afirmativo
-- Querer
vale tu Presente do indicativo: Quero, queres, quer, queremos,
valha ele quereis, querem.
valhamos nós
valei vós Pretérito perfeito do indicativo: Quis, quiseste, quis,
valham eles quisemos, quisestes, quiseram.
Imperativo Negativo
-- Presente do subjuntivo: Queira, queiras, queira, quei-
não valhas tu ramos, queirais, queiram.
não valha ele
não valhamos nós Ver
não valhais vós Presente do indicativo: Vejo, vês, vê, vemos, vedes,
não valham eles veem.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito perfeito do indicativo: Vi, viste, viu, vimos, Os funcionários FORAM CONVOCADOS pelo diretor.
vistes, viram. (aux.: SER; princ.: CONVOCAR)

Futuro do presente do indicativo:Verei, verás, verá, Os estudantes ESTÃO RESPONDENDO às questões.


veremos, vereis, verão. (aux.: ESTAR; princ.: RESPONDER)

Futuro do subjuntivo: Vir, vires, vir, virmos, virdes, vi- Os trabalhadores TÊM ENFRENTADO muitos proble-
rem. mas.(aux.: TER; princ.: ENFRENTAR)

Vir O vereador HAVIA DENUNCIADO seus companheiros.


Presente do indicativo: Venho, vens, vem, vimos, vin- (aux.: HAVER; princ.: DENUNCIAR)
des, vêm.
Os alunos DEVEM ESTUDAR todos os dias. (aux.: DE-
Pretérito perfeito do indicativo: Vim, vieste, veio, vie- VER; princ.: ESTUDAR)
mos, viestes, vieram.
Sujeito
Futuro do presente do indicativo: Virei, virás, virá, vi-
remos, vireis, virão. Para se descobrir qual o sujeito do verbo (ou da locu-
ção verbal), deve-se perguntar a ele (ou a ela) o seguinte:
Futuro do subjuntivo: Vier, vieres, vier, viermos, vier- Que(m) é que ..........? A resposta será o sujeito. Por exemplo,
des, vierem. analisemos a primeira frase dentre as apresentadas acima:
Os funcionários foram convocados pelo diretor.
SINTAXE
O princípio é o verbo. Procura-se, portanto, o verbo: é
O princípio é o verbo. a locução verbal foram convocados. - - Pergunta-se a ela:
Que(m) é que foi convocado?
Essa é a premissa fundamental da Sintaxe, que é a par- - Resposta: Os funcionários.
te da gramática que estuda as palavras enquanto elementos - O sujeito da oração, então, é o seguinte: os funcio-
de uma frase, as suas relações de concordância, de subor- nários.
dinação e de ordem. Significa que, ao se realizar a análise Encontrado o sujeito, parte-se para a análise do verbo:
sintática de uma oração, sempre se inicia pelo verbo. É a Se ele indicar que o sujeito possui uma qualidade, um
partir dele que se descobre qual o sujeito da oração, se há a estado ou um modo de ser, sem praticar ação alguma, será
indicação de qualidade, estado ou modo de ser do sujeito, denominado de VERBO DE LIGAÇÃO. Os verbos de ligação
se ele pratica uma ação ou se a sofre, se há complemento mais comuns são os seguintes: ser, estar, parecer, ficar, per-
verbal, se há circunstância (adjunto adverbial), etc. manecer e continuar. Não se esqueça, porém, de que só
será verbo de ligação o que indicar qualidade, estado ou
Nem sempre o verbo se apresenta sozinho em uma modo de ser do sujeito, sem praticar ação alguma. Observe
oração. Em muitos casos, surgem dois ou mais verbos jun- as seguintes frases:
tos, para indicar que se pratica ou se sofre uma ação, ou O político continuou seu discurso mesmo com todas as
que o sujeito possui uma qualidade. A essa junção, dá-se vaias recebidas.
o nome de locução verbal. Toda locução verbal é formada Continuar, nesta frase, não é de ligação já que não in-
por um verbo auxiliar (ou mais de um) e um verbo principal dica qualidade do sujeito, e sim ação.
(somente um). A professora estava na sala de aula.
Estar, nesta frase, não é de ligação já que não indica
O verbo auxiliar é o que se relaciona com o sujeito, qualidade do sujeito, e sim fato.
por isso concorda com este, ou seja, se o sujeito estiver
no singular, o verbo auxiliar também ficará no singular; se A garota estava muito alegre.
o sujeito estiver no plural, o verbo auxiliar também ficará Estar é verbo de ligação porque indica qualidade do
no plural. Na Língua Portuguesa os verbos auxiliares são os sujeito.
seguintes: ser, estar, ter, haver, dever, poder, ir, dentre outros.
Se o verbo indicar que o sujeito pratica uma ação, ou
O verbo principal é o que indica se o sujeito possui que participa ativamente de um fato, será denominado de
uma qualidade, se ele pratica uma ação ou se a sofre. É o VERBO INTRANSITIVO ou VERBO TRANSITIVO, de acordo
mais importante da locução. Na Língua Portuguesa, o verbo com o seguinte:
principal surge sempre no infinitivo (terminado em –ar, -er,
ou –ir), no gerúndio (terminado em –ndo) ou no particípio - Quem ............ , ................. : Todo verbo que se encaixar
(terminado em –ado ou –ido, dentre outras terminações). nessa frase será INTRANSITIVO. Por exemplo, o verbo cor-
Veja alguns exemplos de locuções verbais: rer: Quem corre, corre.

69
LÍNGUA PORTUGUESA

- Quem ............ , ................. algo/alguém: Todo verbo 02.(AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – FCC – 2013).
que se encaixar nessa frase será TRANSITIVO DIRETO. Por Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas selva-
exemplo, o verbo comer: Quem come, come algo; ou o ver- gens [...], sabiam os paulistas como...
bo amar: Quem ama, ama alguém. O segmento em destaque na frase acima exerce a mes-
ma função sintática que o elemento grifado em:
- Quem ............ , ................. + prep. + algo/alguém: Todo A) Nas expedições breves serviam de balizas ou mos-
verbo que se encaixar nessa frase será TRANSITIVO INDI- tradores para a volta.
RETO. Por exemplo, o verbo gostar: Quem gosta, gosta de B) Às estreitas veredas e atalhos [...], nada acrescenta-
algo ou de alguém. As preposições mais comuns são as riam aqueles de considerável...
seguintes: a, de, em, por, para, sem e com. C) Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o
sinal.
- Quem ............ , ................. algo/alguém + prep. + algo/
D) Uma sequência de tais galhos, em qualquer flores-
alguém: Todo verbo que se encaixar nessa frase será TRAN-
SITIVO DIRETO E INDIRETO - também denominado de BI- ta, podia significar uma pista.
TRANSITIVO. Por exemplo, o verbo mostrar: Quem mostra, E) Alguns mapas e textos do século XVII apresentam-
mostra algo a alguém; ou o verbo informar: Quem informa, nos a vila de São Paulo como centro...
informa alguém de algo ou Quem informa, informa algo a
alguém. 03. Há complemento nominal em:
A)Você devia vir cá fora receber o beijo da madrugada.
É importante salientar que um verbo só será TRAN- B)... embora fosse quase certa a sua possibilidade de
SITIVO se houver complemento (objeto direto ou objeto ganhar a vida.
indireto). A análise de um verbo depende, portanto, do C)Ela estava na janela do edifício.
ambiente sintático em que ele se encontra. Um verbo que D)... sem saber ao certo se gostávamos dele.
aparentemente seja transitivo direto pode ser, na realida- E)Pouco depois começaram a brincar de bandido e
de, intransitivo, caso não haja complemento. Por exemplo, mocinho de cinema.
observe a seguinte frase:
O pior cego é aquele que não quer ver. 04. (ESPM-SP) Em “esta lhe deu cem mil contos”, o ter-
O verbo “ver” é, aparentemente, transitivo direto, uma mo destacado é:
vez que se encaixa na frase Quem vê, vê algo. Ocorre, po- A) pronome possessivo
rém, que não há o “algo”. O pior cego é aquele que não
B) complemento nominal
quer ver o quê? Não aparece na oração; não há, portanto,
o objeto direto. Como não o há, o verbo não pode ser tran- C) objeto indireto
sitivo direto, e sim intransitivo. D) adjunto adnominal
Observe, agora, esta frase: Quem dá aos pobres, em- E) objeto direto
presta a Deus.
Os verbos “dar” e “emprestar” são, aparentemente, 05. Assinale a alternativa correta e identifique o sujeito
transitivos diretos e indiretos, uma vez que se encaixam nas das seguintes orações em relação aos verbos destacados:
frases Quem dá, dá algo a alguém e Quem empresta, em- - Amanhã teremos uma palestra sobre qualidade de
presta algo a alguém. Ocorre, porém, que não há o “algo”. vida.
Quem dá o que aos pobres empresta o que a Deus? Não - Neste ano, quero prestar serviço voluntário.
aparece na oração; não há, portanto, o objeto direto. Como
não o há, os verbos não podem ser transitivos diretos e A)Tu – vós
indiretos, e sim somente transitivos indiretos. B)Nós – eu
C)Vós – nós
FONTE: D) Ele - tu
http://www.gramaticaonline.com.br/texto/1231
06. Classifique o sujeito das orações destacadas no tex-
Questões sobre Análise Sintática
to seguinte e, a seguir, assinale a sequência correta.
É notável, nos textos épicos, a participação do sobrena-
01. (AGENTE DE APOIO ADMINISTRATIVO – FCC –
2013). Os trabalhadores passaram mais tempo na escola... tural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao nacio-
O segmento grifado acima possui a mesma função sin- nalismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deu-
tática que o destacado em: ses tomam partido e interferem nas aventuras dos heróis,
A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. ajudando-os ou atrapalhando- -os.
B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa clas- A)simples, composto
se. B)indeterminado, composto
C) O crescimento da escolaridade também foi impul- C)simples, simples
sionado... D) oculto, indeterminado
D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino mé-
dio... 07. (ESPM-SP) “Surgiram fotógrafos e repórteres”.
E) ...impulsionado pelo aumento do número de uni- Identifique a alternativa que classifica corretamente a fun-
versidades... ção sintática e a classe morfológica dos termos destacados:

70
LÍNGUA PORTUGUESA

A) objeto indireto – substantivo 6-)


B) objeto direto - substantivo É notável, nos textos épicos, a participação do sobrena-
C) sujeito – adjetivo tural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao nacio-
D) objeto direto – adjetivo nalismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deu-
E) sujeito - substantivo ses tomam partido e interferem nas aventuras dos heróis,
ajudando-os ou atrapalhando-os.
Ambos os termos apresentam sujeito simples
GABARITO
7-)
01. C 02. D 03. B 04. C 05. B 06. C 07. E Surgiram fotógrafos e repórteres.
O sujeito está deslocado, colocado na ordem indireta
RESOLUÇÃO (final da oração). Portanto: função sintática: sujeito (com-
posto); classe morfológica (classe de palavras): substanti-
1-) vos.
Os trabalhadores passaram mais tempo na escola
= SUJEITO Frase é todo enunciado de sentido completo, podendo
A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. = ob- ser formada por uma só palavra ou por várias, ter verbos ou
jeto direto não. A frase exprime, através da fala ou da escrita: ideias,
B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe. emoções, ordens, apelos. Define-se pelo seu propósito co-
= objeto direto municativo, ou seja, pela sua capacidade de, num intercâm-
C) O crescimento da escolaridade também foi impul- bio linguístico, transmitir um conteúdo satisfatório para a
situação em que é utilizada. Exemplos:
sionado... = sujeito paciente
O Brasil possui um grande potencial turístico.
D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino mé- Espantoso!
dio... = objeto direto Não vá embora.
E) ...impulsionado pelo aumento do número de univer- Silêncio!
sidades... = agente da passiva O telefone está tocando.

2-) Observação: a frase que não possui verbo denomina-


Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas se Frase Nominal.
selvagens [...], sabiam os paulistas como... = SUJEITO Na língua falada, a frase é caracterizada pela entoa-
A) Nas expedições breves = ADJUNTO ADVERBIAL ção, que indica nitidamente seu início e seu fim. A entoação
B) nada acrescentariam aqueles de considerável...= ad- pode vir acompanhada por gestos, expressões do rosto, do
junto adverbial olhar, além de ser complementada pela situação em que o
C) seria perceptível o sinal. = predicativo falante se encontra. Esses fatos contribuem para que fre-
quentemente surjam frases muito simples, formadas por
D) Uma sequência de tais galhos = sujeito
apenas uma palavra. Observe:
E) apresentam-nos a vila de São Paulo como = objeto Rua!
direto Ai!
3-) Essas palavras, dotadas de entoação própria, e acom-
A) o beijo da madrugada. = adjunto adnominal panhadas de gestos peculiares, são suficientes para satisfa-
B)a sua possibilidade de ganhar a vida. = complemento zer suas necessidades expressivas.
nominal (possibilidade de quê?) Na língua escrita, a entoação é representada pelos si-
C)na janela do edifício. = adjunto adnominal nais de pontuação, os quais procuram sugerir a melodia
D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. = objeto frasal. Desaparecendo a situação viva, o contexto é forne-
indireto cido pelo próprio texto, o que acaba tornando necessário
E) a brincar de bandido e mocinho de cinema = objeto que as frases escritas sejam linguisticamente mais comple-
indireto tas. Essa maior complexidade linguística leva a frase a obe-
decer às regras gerais da língua. Portanto, a organização
4-)
e a ordenação dos elementos formadores da frase devem
esta lhe deu cem mil contos = o verbo DAR é bitransiti-
seguir os padrões da língua. Por isso é que: As meninas
vo, ou seja, transitivo direto e indireto, portanto precisa de estavam alegres. = constitui uma frase, enquanto: Alegres
dois complementos – dois objetos: direto e indireto. meninas estavam as. = não é considerada uma frase da lín-
Deu o quê? = cem mil contos (direto) gua portuguesa.
Deu a quem? lhe (=a ele, a ela) = indireto
Tipos de Frases
5-)
- Amanhã ( nós ) teremos uma palestra sobre qualida- Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só po-
de de vida. dem ser integralmente captados se atentarmos para o con-
- Neste ano, ( eu ) quero prestar serviço voluntário. texto em que são empregadas. É o caso, por exemplo, das

71
LÍNGUA PORTUGUESA

situações em que se explora a ironia. Pense, por exemplo, Estrutura da Frase


na frase “Que educação!”, usada quando se vê alguém in-
vadindo, com seu carro, a faixa de pedestres. Nesse caso, As frases que possuem verbo são geralmente estrutu-
ela expressa exatamente o contrário do que aparentemen- radas a partir de dois elementos essenciais: sujeito e pre-
te diz. dicado. Isso não significa, no entanto, que tais frases de-
A entoação é um elemento muito importante da frase vam ser formadas, no mínimo, por dois vocábulos. Na frase
falada, pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. “Saímos”, por exemplo, há um sujeito implícito na termina-
Dependendo de como é dita, uma frase simples como “É ção do verbo: nós.
ela.” pode indicar constatação, dúvida, surpresa, indigna- O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo
ção, decepção, etc. Na língua escrita, os sinais de pontua- em número e pessoa. É normalmente o “ser de quem se
ção podem agir como definidores do sentido das frases. declara algo”, “o tema do que se vai comunicar”.
Existem alguns tipos de frases cuja entoação é mais ou O predicado é a parte da frase que contém “a infor-
menos previsível, de acordo com o sentido que transmi- mação nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere
tem. São elas: ao sujeito, constituindo a declaração do que se atribui ao
- Frases Interrogativas: ocorrem quando uma per- sujeito. É sempre muito importante analisar qual é o nú-
gunta é feita pelo emissor da mensagem. São empregadas cleo significativo da declaração: se o núcleo da declaração
quando se deseja obter alguma informação. A interrogação estiver no verbo, teremos um predicado verbal (ocorre nas
pode ser direta ou indireta. frases verbais); se o núcleo da declaração estiver em algum
Você aceita um copo de suco? (Interrogação direta) nome, teremos um predicado nominal (ocorre nas frases
Desejo saber se você aceita um copo de suco. (Interro- nominais que possuem verbo de ligação). Observe: O amor
gação indireta) é eterno.
O tema, o ser de quem se declara algo, o sujeito, é “O
- Frases Imperativas: ocorrem quando o emissor da amor”. A declaração referente a “o amor”, ou seja, o predi-
mensagem dá uma ordem, um conselho ou faz um pedido, cado, é «é eterno». É um predicado nominal, pois seu nú-
utilizando o verbo no modo imperativo. Podem ser afirma- cleo significativo é o nome «eterno». Já na frase: Os rapazes
tivas ou negativas. jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, que identificamos
Faça-o entrar no carro! (Afirmativa) por ser o termo que concorda em número e pessoa com o
Não faça isso. (Negativa) verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”, cujo núcleo
Dê-me uma ajudinha com isso! (Afirmativa) significativo é o verbo “jogam”. Temos, assim, um predica-
do verbal.
- Frases Exclamativas: nesse tipo de frase o emissor
exterioriza um estado afetivo. Apresentam entoação ligei- Oração
ramente prolongada. Por Exemplo:
Que prova difícil! Uma frase verbal pode ser também uma oração. Para
É uma delícia esse bolo! isso é necessário:
- que o enunciado tenha sentido completo;
- Frases Declarativas: ocorrem quando o emissor - que o enunciado tenha verbo (ou locução verbal).
constata um fato. Esse tipo de frase informa ou declara al- Por Exemplo: Camila terminou a leitura do livro.
guma coisa. Podem ser afirmativas ou negativas.
Obrigaram o rapaz a sair. (Afirmativa) Obs.: Na oração as palavras estão relacionadas entre si,
Ela não está em casa. (Negativa) como partes de um conjunto harmônico: elas são os ter-
mos ou as unidades sintáticas da oração. Assim, cada ter-
- Frases Optativas: são usadas para exprimir um dese- mo da oração desempenha uma função sintática.
jo. Por Exemplo:
Deus te acompanhe! Atenção: Nem toda frase é oração. Por Exemplo: Que
Bons ventos o levem! dia lindo!
Esse enunciado é frase, pois tem sentido. Esse enun-
De acordo com a construção, as frases classificam-se ciado não é oração, pois não possui verbo. Assim, não pos-
em: suem estrutura sintática, portanto não são orações, frases
Frase Nominal: é a frase construída sem verbos. Exem- como:
plos: Socorro! - Com Licença! - Que rapaz ignorante!
Fogo! A frase pode conter uma ou mais orações. Veja:
Cuidado! Brinquei no parque. (uma oração)
Belo serviço o seu! Entrei na casa e sentei-me. (duas orações)
Trabalho digno desse feirante. Cheguei, vi, venci. (três orações)

Frase Verbal: é a frase construída com verbo. Por Período


Exemplo:
O sol ilumina a cidade e aquece os dias. Período é a frase constituída de uma ou mais orações,
Os casais saíram para jantar. formando um todo, com sentido completo. O período
A bola rolou escada abaixo. pode ser simples ou composto.

72
LÍNGUA PORTUGUESA

Período Simples: é aquele constituído por apenas uma Coordenadas Assindéticas


oração, que recebe o nome de oração absoluta. Exemplos:
O amor é eterno. São orações coordenadas entre si e que não são liga-
As plantas necessitam de cuidados especiais. das através de nenhum conectivo. Estão apenas justapos-
Quero aquelas rosas. tas.
O tempo é o melhor remédio. Coordenadas Sindéticas

Período Composto: é aquele constituído por duas ou Ao contrário da anterior, são orações coordenadas en-
mais orações. Exemplos: tre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coor-
Quando você partiu minha vida ficou sem alegrias. denativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração
Quero aquelas flores para presentear minha mãe. uma classificação. As orações coordenadas sindéticas são
Vou gritar para todos ouvirem que estou sabendo o que classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alterna-
acontece ao anoitecer. tivas, conclusivas e explicativas.
Cheguei, jantei e fui dormir.
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas prin-
Saiba que: Como toda oração está centrada num verbo cipais conjunções são: e, nem, não só... mas também, não
ou numa locução verbal, a maneira prática de saber quan- só... como, assim... como.
tas orações existem num período é contar os verbos ou - Não só cantei como também dancei.
locuções verbais. - Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
- Comprei o protetor solar e fui à praia.
Período Composto
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas
O período composto caracteriza-se por possuir mais principais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretan-
to, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
de uma oração em sua composição. Sendo Assim:
- Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dan-
- Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma
çando.
oração)
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.
praia.
(Período Composto =locução verbal, verbo, duas orações)
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas
protetor solar. (Período Composto = três verbos, três ora-
principais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...quer;
ções).
seja...seja.
- Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
Cada verbo ou locução verbal sublinhada acima cor- - Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carrei-
responde a uma oração. Isso implica que o primeiro exem- ras diferentes.
plo é um período simples, pois tem apenas uma oração, os - Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no
dois outros exemplos são períodos compostos, pois têm quarto.
mais de uma oração.
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas
entre as orações de um período composto: uma relação de principais conjunções são: logo, portanto, por fim, por con-
coordenação ou uma relação de subordinação. seguinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo)
Duas orações são coordenadas quando estão juntas - Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
em um mesmo período (ou seja, em um mesmo bloco de - Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
informações, marcado pela pontuação final), mas têm, am- - Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
bas, estruturas individuais, como é o exemplo de: - A situação é delicada; devemos, pois, agir
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas
(Período Composto) principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na verda-
de, pois (anteposto ao verbo).
Podemos dizer: - Só passei na prova porque me esforcei por muito tem-
1. Estou comprando um protetor solar. po.
2. Irei à praia. - Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
Separando as duas, vemos que elas são independentes. - Não fui à praia, pois queria descansar durante o Do-
É esse tipo de período que veremos: o Período Com- mingo.
posto por Coordenação.
Quanto à classificação das orações coordenadas, te- Fonte:
mos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas http://www.infoescola.com/portugues/oracoes-coor-
Sindéticas. denadas-assindeticas-e-sindeticas/

73
LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Orações Coordenadas GABARITO

01. A oração “Não se verificou, todavia, uma transplan- 01. B 02. E 03. D 04. E 05. D
tação integral de gosto e de estilo” tem valor:
A) conclusivo RESOLUÇÃO
B) adversativo
C) concessivo 1-)
D) explicativo
“Não se verificou, todavia, uma transplantação integral
E) alternativo
de gosto e de estilo” = conjunção adversativa, portanto:
02. “Estudamos, logo deveremos passar nos exames”. oração coordenada sindética adversativa
A oração em destaque é:
a) coordenada explicativa 2-)
b) coordenada adversativa Estudamos, logo deveremos passar nos exames = a
c) coordenada aditiva oração em destaque não é introduzida por conjunção, en-
d) coordenada conclusiva tão: coordenada assindética
e) coordenada assindética
3-)
03. (AGENTE EDUCACIONAL – VUNESP – 2013-adap.) Joyce e Mozart são ótimos, mas eles... = conjunção (e
Releia o seguinte trecho: ideia) adversativa
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
prática.
para nossa vida prática. = conclusiva
Sem que haja alteração de sentido, e de acordo com a
norma- -padrão da língua portuguesa, ao se substituir o B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como
termo em destaque, o trecho estará corretamente reescrito quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
em: para nossa vida prática. = conformativa
A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
para nossa vida prática. sa vida prática. = conclusiva
B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
para nossa vida prática. sa vida prática. = explicativa
C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase Dica: conjunção pois como explicativa = dá para eu
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- substituir por porque; como conclusiva: substituo por por-
sa vida prática. tanto.
D) Joyce e Mozart são ótimos, todavia eles, como qua-
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
nossa vida prática. 4-)
E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase fruto não só do novo acesso da população ao auto-
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- móvel mas também da necessidade de maior número de
sa vida prática. viagens... estabelecem relação de adição de ideias, de fatos

04. (ANALISTA ADMINISTRATIVO – VUNESP – 2013- 5-)


adap.) Em – ...fruto não só do novo acesso da população Não se desespere, que estaremos a seu lado sempre.
ao automóvel mas também da necessidade de maior nú- = conjunção explicativa (= porque) - coordenada sin-
mero de viagens... –, os termos em destaque estabelecem dética explicativa
relação de
A) explicação. Subordinação
B) oposição.
C) alternância.
Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:
D) conclusão.
E) adição.
“Eu sinto que em meu gesto existe o teu
05. Analise a oração destacada: Não se desespere, que gesto.”
estaremos a seu lado sempre. Oração Principal Oração Subordinada
Marque a opção correta quanto à sua classificação:
A) Coordenada sindética aditiva. Observe que na oração subordinada temos o verbo
B) Coordenada sindética alternativa. “existe”, que está conjugado na terceira pessoa do singular
C) Coordenada sindética conclusiva. do presente do indicativo. As orações subordinadas que
D) Coordenada sindética explicativa. apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tem-

74
LÍNGUA PORTUGUESA

pos do modo do indicativo, subjuntivo e imperativo), são Atenção: Observe que a oração subordinada substan-
chamadas de orações desenvolvidas ou explícitas. Pode- tiva pode ser substituída pelo pronome “ isso”. Assim, te-
mos modificar o período acima. Veja: mos um período simples:
É fundamental isso. ou Isso é fundamental.
Eu sinto existir em meu gesto o teu gesto.
Oração Principal Oração Subordinada Dessa forma, a oração correspondente a “isso” exerce-
rá a função de sujeito
A análise das orações continua sendo a mesma: “Eu Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração
sinto” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração principal:
subordinada “existir em meu gesto o teu gesto”. Note que 1- Verbos de ligação + predicativo, em construções
a oração subordinada apresenta agora verbo no infinitivo. do tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo
Além disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as duas - É claro - Está evidente - Está comprovado
orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo É bom que você compareça à minha festa.
surge numa das formas nominais (infinitivo - flexionado ou
não -, gerúndio ou particípio) chamamos orações reduzi- 2- Expressões na voz passiva, como: Sabe-se - Soube-
das ou implícitas. se - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anun-
Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por ciado - Ficou provado
conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual- Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
mente, introduzidas por preposição.
3- Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar -
1) ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS importar - ocorrer - acontecer
Convém que não se atrase na entrevista.
A oração subordinada substantiva tem valor de subs- Obs.: quando a oração subordinada substantiva é sub-
tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção inte- jetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª. pes-
grante (que, se). soa do singular.
b) Objetiva Direta
Suponho que você foi à biblioteca hoje.
Oração Subordinada Substantiva A oração subordinada substantiva objetiva direta exer-
ce função de objeto direto do verbo da oração principal.
Você sabe se o presidente já chegou?
Oração Subordinada Substantiva Todos querem sua aprovação no concurso.
Objeto Direto
Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também
introduzem as orações subordinadas substantivas, bem Todos querem que você seja aprovado. (= Todos
como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde, querem isso)
como). Veja os exemplos: Oração Principal oração Subordinada Substantiva
Objetiva Direta
O garoto perguntou qual era o telefone da moça.
Oração Subordinada Substantiva As orações subordinadas substantivas objetivas diretas
desenvolvidas são iniciadas por:
Não sabemos por que a vizinha se mudou.
Oração Subordinada Substantiva - Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e
“se”:
Classificação das Orações Subordinadas A professora verificou se todos alunos estavam presen-
Substantivas tes.
- Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às
De acordo com a função que exerce no período, a ora- vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
ção subordinada substantiva pode ser: O pessoal queria saber quem era o dono do carro im-
portado.
a) Subjetiva
- Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
do verbo da oração principal. Observe: Eu não sei por que ela fez isso.
É fundamental o seu comparecimento à reunião.
Sujeito c) Objetiva Indireta

É fundamental que você compareça à reunião. A oração subordinada substantiva objetiva indireta
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva atua como objeto indireto do verbo da oração principal.
Subjetiva Vem precedida de preposição.

75
LÍNGUA PORTUGUESA

Meu pai insiste em meu estudo. Fernanda tinha um grande sonho: a chegada do dia de
Objeto Indireto seu casamento.
Aposto
Meu pai insiste em que eu estude. (= Meu pai in- (Fernanda tinha um grande sonho: isso.)
siste nisso)
Oração Subordinada Substantiva Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu ca-
Objetiva Indireta samento chegasse.
Oração Subordinada
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica Substantiva Apositiva
na oração.
2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Oração Subordinada Substantiva
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui
Objetiva Indireta
valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As
orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem
d) Completiva Nominal
a função de adjunto adnominal do antecedente. Observe
A oração subordinada substantiva completiva nominal o exemplo:
completa um nome que pertence à oração principal e tam-
bém vem marcada por preposição. Esta foi uma redação bem-sucedida.
Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal)
Sentimos orgulho de seu comportamento.
Complemento Nominal Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo
adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos
Sentimos orgulho de que você se comportou. (= outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo pa-
Sentimos orgulho disso.) pel. Veja:
Oração Subordinada Substantiva
Completiva Nominal Esta foi uma redação que fez sucesso.
Oração Principal Oração Subordinada Adjetiva
Lembre-se: as orações subordinadas substantivas ob-
jetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto Perceba que a conexão entre a oração subordinada ad-
que orações subordinadas substantivas completivas nomi- jetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita
nais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou relacio-
da outra, é necessário levar em conta o termo complemen- nar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma
tado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que
complemento nominal: o primeiro complementa um verbo, seria exercido pelo termo que o antecede.
o segundo, um nome. Obs.: para que dois períodos se unam num período
composto, altera-se o modo verbal da segunda oração.
e) Predicativa
Atenção: Vale lembrar um recurso didático para re-
A oração subordinada substantiva predicativa exerce conhecer o pronome relativo “que”: ele sempre pode ser
papel de predicativo do sujeito do verbo da oração princi-
substituído por: o qual - a qual - os quais - as quais
pal e vem sempre depois do verbo ser.
Refiro-me ao aluno que é estudioso.
Nosso desejo era sua desistência.
Essa oração é equivalente a:
Predicativo do Sujeito
Refiro-me ao aluno o qual estuda.
Nosso desejo era que ele desistisse. (= Nosso dese-
jo era isso) Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
Oração Subordinada Substantiva
Predicativa Quando são introduzidas por um pronome relativo e
apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as
Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi-
“de” para realce. Veja o exemplo: A impressão é de que não das. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas
fui bem na prova. reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo
(podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o
f) Apositiva verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou
particípio).
A oração subordinada substantiva apositiva exerce Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
função de aposto de algum termo da oração principal. Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.

76
LÍNGUA PORTUGUESA

No primeiro período, há uma oração subordinada ad- Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome Oração Subordinada Adverbial
relativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito Observe que a oração em destaque agrega uma cir-
perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração subor- cunstância de tempo. É, portanto, chamada de oração su-
dinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome re- bordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são
lativo e seu verbo está no infinitivo. termos acessórios que indicam uma circunstância refe-
rente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas adverbial depende da exata compreensão da circunstância
que exprime. Observe os exemplos abaixo:
Na relação que estabelecem com o termo que caracte- Naquele momento, senti uma das maiores emoções de
rizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de minha vida.
Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de
duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou
minha vida.
especificam o sentido do termo a que se referem, indivi-
dualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa, No primeiro período, “naquele momento” é um ad-
sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem junto adverbial de tempo, que modifica a forma verbal
também orações que realçam um detalhe ou amplificam “senti”. No segundo período, esse papel é exercido pela
dados sobre o antecedente, que já se encontra suficiente- oração “Quando vi a estátua”, que é, portanto, uma oração
mente definido, as quais denominam-se subordinadas ad- subordinada adverbial temporal. Essa oração é desenvol-
jetivas explicativas. vida, pois é introduzida por uma conjunção subordinativa
Exemplo 1: (quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicati-
Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um vo (“vi”, do pretérito perfeito do indicativo). Seria possível
homem que passava naquele momento. reduzi-la, obtendo-se:
Oração Subordinada Adjetiva
Restritiva Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de
minha vida.
Nesse período, observe que a oração em destaque res-
tringe e particulariza o sentido da palavra “homem”: trata- A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma
se de um homem específico, único. A oração limita o uni- das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é
verso de homens, isto é, não se refere a todos os homens, introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma
preposição (“a”, combinada com o artigo “o”).
mas sim àquele que estava passando naquele momento.
Exemplo 2:
Obs.: a classificação das orações subordinadas adver-
O homem, que se considera racional, muitas vezes biais é feita do mesmo modo que a classificação dos ad-
age animalescamente. juntos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa oração.

Nesse período, a oração em destaque não tem sentido Circunstâncias Expressas


restritivo em relação à palavra “homem”; na verdade, essa pelas Orações Subordinadas Adverbiais
oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar
contida no conceito de “homem”. a) Causa
Saiba que:
A oração subordinada adjetiva explicativa é separada A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que
da oração principal por uma pausa, que, na escrita, é repre- provoca um determinado fato, ao motivo do que se declara
sentada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação na oração principal. “É aquilo ou aquele que determina um
seja indicada como forma de diferenciar as orações expli- acontecimento”.
cativas das restritivas; de fato, as explicativas vêm sempre Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE
isoladas por vírgulas; as restritivas, não. Outras conjunções e locuções causais: como (sempre
introduzido na oração anteposta à oração principal), pois,
pois que, já que, uma vez que, visto que.
3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte.
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve al-
Uma oração subordinada adverbial é aquela que exer- ternativa a não ser cancelá-lo.
ce a função de adjunto adverbial do verbo da oração prin- Já que você não vai, eu também não vou.
cipal. Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo,
modo, fim, causa, condição, hipótese, etc. Quando desen- b) Consequência
volvida, vem introduzida por uma das conjunções subor-
dinativas (com exclusão das integrantes). Classifica-se de As orações subordinadas adverbiais consecutivas ex-
acordo com a conjunção ou locução conjuntiva que a in- primem um fato que é consequência, que é efeito do que
troduz. se declara na oração principal. São introduzidas pelas con-

77
LÍNGUA PORTUGUESA

junções e locuções: que, de forma que, de sorte que, tanto e) Comparação


que, etc., e pelas estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...
que. As orações subordinadas adverbiais comparativas es-
Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE tabelecem uma comparação com a ação indicada pelo ver-
(precedido de tal, tanto, tão, tamanho) bo da oração principal.
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO
dor.) Ele dorme como um urso.
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou con-
cretizando-os. Saiba que: É comum a omissão do verbo nas orações
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzi- subordinadas adverbiais comparativas. Por exemplo:
da de Infinitivo) Agem como crianças. (agem)
Oração Subordinada Adverbial Comparativa
c) Condição No entanto, quando se comparam ações diferentes,
isso não ocorre. Por exemplo: Ela fala mais do que faz.
Condição é aquilo que se impõe como necessário para (comparação do verbo falar e do verbo fazer).
a realização ou não de um fato. As orações subordinadas
adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocor-
f) Conformidade
rer para que se realize ou deixe de se realizar o fato expres-
so na oração principal.
As orações subordinadas adverbiais conformativas in-
Principal conjunção subordinativa condicional: SE
dicam ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma re-
Outras conjunções condicionais: caso, contanto que,
gra, um modelo adotado para a execução do que se decla-
desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que,
sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo). ra na oração principal.
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, Principal conjunção subordinativa conformativa: CON-
certamente o melhor time será campeão. FORME
Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o Outras conjunções conformativas: como, consoante e
contrato. segundo (todas com o mesmo valor de conforme).
Caso você se case, convide-me para a festa. Fiz o bolo conforme ensina a receita.
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm
d) Concessão direitos iguais.

As orações subordinadas adverbiais concessivas in- g) Finalidade


dicam concessão às ações do verbo da oração principal,
isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A As orações subordinadas adverbiais finais indicam a
ideia de concessão está diretamente ligada ao contraste, à intenção, a finalidade daquilo que se declara na oração
quebra de expectativa. principal.
Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE
Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locu- Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a
ções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, pos- locução conjuntiva para que.
to que, apesar de que. Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
Só irei se ele for. Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada
entrasse.
A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu”
ir só se realizará caso essa condição seja satisfeita. Com- h) Proporção
pare agora com:
Irei mesmo que ele não vá.
As orações subordinadas adverbiais proporcionais ex-
primem ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão:
expresso na oração principal.
irei de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A
Principal locução conjuntiva subordinativa proporcio-
oração destacada é, portanto, subordinada adverbial con-
nal: À PROPORÇÃO QUE
cessiva. Observe outros exemplos:
Embora fizesse calor, levei agasalho.
Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos me- Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida
tade da população continua à margem do mercado de con- que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior...
sumo. (maior), quanto maior...(menor), quanto menor...(maior),
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / em- quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quanto mais...
bora não estudasse). (reduzida de infinitivo) (menos), quanto menos...(mais), quanto menos...(menos).

78
LÍNGUA PORTUGUESA

À proporção que estudávamos, acertávamos mais ques- metrópole. Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento
tões. gradual do centro, com deslocamento das atividades para
Visito meus amigos à medida que eles me convidam. diversas regiões da cidade.
Quanto maior for a altura, maior será o tombo. A visão de adensamento com uso abundante de trans-
porte coletivo precisa ser recuperada. Desse modo, será pos-
i) Tempo sível reverter esse processo de uso cada vez mais intenso do
transporte individual, fruto não só do novo acesso da popu-
As orações subordinadas adverbiais temporais acres- lação ao automóvel, mas também da necessidade de maior
centam uma ideia de tempo ao fato expresso na oração número de viagens em função da distância cada vez maior
principal, podendo exprimir noções de simultaneidade, an- entre os destinos da população.
terioridade ou posterioridade. (Henrique Meirelles, Folha de S.Paulo, 13.01.2013.
Adaptado)
Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO
Outras conjunções subordinativas temporais: enquan- As expressões mais denso e menos trânsito, no título,
to, mal e locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas as estabelecem entre si uma relação de
vezes que, antes que, depois que, sempre que, desde que, etc. (A) comparação e adição.
(B) causa e consequência.
Quando você foi embora, chegaram outros convidados. (C) conformidade e negação.
Sempre que ele vem, ocorrem problemas. (D) hipótese e concessão.
Mal você saiu, ela chegou. (E) alternância e explicação
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando termi-
nou a festa) (Oração Reduzida de Particípio) 02. (AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITEN-
CIÁRIA – VUNESP – 2013). No trecho – Tem surtido um
Fonte: efeito positivo por eles se tornarem uma referência positi-
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint29. va dentro da unidade, já que cumprem melhor as regras,
php respeitam o próximo e pensam melhor nas suas ações, re-
fletem antes de tomar uma atitude. – o termo em destaque
estabelece entre as orações uma relação de
Questões sobre Orações Subordinadas
A) condição.
B) causa.
01. (PAPILOSCOPISTA POLICIAL – VUNESp/2013).
C) comparação.
D) tempo.
Mais denso, menos trânsito
E) concessão.
As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e
03. (UFV-MG) As orações subordinadas substantivas
em processo de deterioração agudizado pelo crescimento que aparecem nos períodos abaixo são todas subjetivas,
econômico da última década. Existem deficiências evidentes exceto:
em infraestrutura, mas é importante também considerar o A) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço.
planejamento urbano. B) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita
Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de sobre sua vida.
desconcentração, incentivando a criação de diversos centros C) Ignoras quanto custou meu relógio?
urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior facilidade D) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebi-
de deslocamento. dos.
Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de diversos E) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião
centros e o aumento das distâncias multiplicam o número de
viagens, dificultando o investimento em transporte coletivo e
aumentando a necessidade do transporte individual.
Se olharmos Los Angeles como a região que levou a
desconcentração ao extremo, ficam claras as consequências.
Numa região rica como a Califórnia, com enorme investi-
mento viário, temos engarrafamentos gigantescos que vira-
ram característica da cidade.
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com
elevado adensamento e predominância do transporte coleti-
vo, como mostram Manhattan e Tóquio.
O centro histórico de São Paulo é a região da cidade
mais bem servida de transporte coletivo, com infraestrutura
de telecomunicação, água, eletricidade etc. Como em outras
grandes cidades, essa deveria ser a região mais adensada da

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LÍNGUA PORTUGUESA

04. (AGENTE DE VIGILÂNCIA E RECEPÇÃO – VUNESP D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
– 2013). Considere a tirinha em que se vê Honi conversan- extensão urbana verificados no Brasil, é importante desen-
do com seu Namorado Lute. volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen-
tes...
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
to da extensão urbana verificados no Brasil, é importante
desenvolver e adensar ainda mais os diversos centros já
existentes...

06. (ANALISTA ADMINISTRATIVO – VUNESP – 2013).


Em – É fundamental que essa visão de adensamento com
uso abundante de transporte coletivo seja recuperada para
que possamos reverter esse processo de uso… –, a expres-
são em destaque estabelece entre as orações relação de
A) consequência.
B) condição.
C) finalidade.
D) causa.
E) concessão.

07. (ANALISTA DE SISTEMAS – VUNESP – 2013 –


adap.). Considere o trecho: “Como as músicas eram de
protesto, naquele mesmo ano foi enquadrado na lei de se-
gurança nacional pela ditadura militar e exilado.” O termo
Como, em destaque na primeira parte do enunciado, ex-
pressa ideia de
(Dik Browne, Folha de S. Paulo, 26.01.2013) A) contraste e tem sentido equivalente a porém.
B) concessão e tem sentido equivalente a mesmo que.
C) conformidade e tem sentido equivalente a confor-
É correto afirmar que a expressão contanto que esta-
me.
belece entre as orações relação de
D) causa e tem sentido equivalente a visto que.
A) causa, pois Honi quer ter filhos e não deseja traba-
E) finalidade e tem sentido equivalente a para que.
lhar depois de casada.
B) comparação, pois o namorado espera ter sucesso 08. (ANALISTA EM PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E
como cantor romântico. FINANÇAS PÚBLICAS – VUNESP – 2013-adap.) No tre-
C) tempo, pois ambos ainda são adolescentes, mas já cho – “Fio, disjuntor, tomada, tudo!”, insiste o motorista, com
pensam em casamento. tanto orgulho que chega a contaminar-me. –, a construção
D) condição, pois Lute sabe que exercendo a profissão tanto ... que estabelece entre as construções [com tanto or-
de músico provavelmente ganhará pouco. gulho] e [que chega a contaminar-me] uma relação de
E) finalidade, pois Honi espera que seu futuro marido A) condição e finalidade.
torne-se um artista famoso. B) conformidade e proporção.
C) finalidade e concessão.
05. (ANALISTA ADMINISTRATIVO – VUNESP – 2013). D) proporção e comparação.
Em – Apesar da desconcentração e do aumento da ex- E) causa e consequência.
tensão urbana verificados no Brasil, é importante desen-
volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen- GABARITO
tes... –, sem que tenha seu sentido alterado, o trecho em
01. B 02. B 03. C 04. D 05. A
destaque está corretamente reescrito em:
06. C 07. D 08. E
A) Mesmo com a desconcentração e o aumento da Ex-
tensão urbana verificados no Brasil, é importante desenvol-
RESOLUÇÃO
ver e adensar ainda mais os diversos centros já existentes...
B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au- 1-)
mento da extensão urbana no Brasil, é importante desen- mais denso e menos trânsito = mais denso, conse-
volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen- quentemente, menos trânsito, então: causa e consequência
tes...
C) Assim como são verificados a desconcentração e o 2-)
aumento da extensão urbana no Brasil, é importante de- já que cumprem melhor as regras = estabelece entre
senvolver e adensar ainda mais os diversos centros já exis- as orações uma relação de causa com a consequência de
tentes... “tem um efeito positivo”.

80
LÍNGUA PORTUGUESA

3-) Observação:
Ignoras quanto custou meu relógio? = oração subor-
dinada substantiva objetiva direta - No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto
A oração não atende aos requisitos de tais orações, ou adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular ou
seja, não se inicia com verbo de ligação, tampouco pelos poderá ir para o plural:
verbos “convir”, “parecer”, “importar”, “constar” etc., e tam- Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
bém não inicia com as conjunções integrantes “que” e “se”. Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.

4-) 3) Quando o sujeito é representado por expressões


a expressão contanto que estabelece uma relação de partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte
condição (condicional) de, a metade de, uma porção de” entre outras, o verbo tanto
pode concordar com o núcleo dessas expressões quanto
5-)
com o substantivo que a segue: A maioria dos alunos resol-
Apesar da desconcentração e do aumento da extensão
urbana verificados no Brasil = conjunção concessiva veu ficar. A maioria dos alunos resolveram ficar.
B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
mento da extensão urbana no Brasil, = causal 4) No caso de o sujeito ser representado por expres-
C) Assim como são verificados a desconcentração e o sões aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”,
aumento da extensão urbana no Brasil = comparativa o verbo concorda com o substantivo determinado por elas:
D) Visto que com a desconcentração e o aumento da Cerca de mil candidatos se inscreveram no concurso.
extensão urbana verificados no Brasil = causal
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen- 5) Em casos em que o sujeito é representado pela ex-
to da extensão urbana verificados no Brasil = consecutivas pressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais
de um candidato se inscreveu no concurso de piadas.
6-) Observação:
para que possamos = conjunção final (finalidade) - No caso da referida expressão aparecer repetida ou
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
7-) necessariamente, deverá permanecer no plural:
“Como as músicas eram de protesto = expressa ideia Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram
de causa da consequência “foi enquadrado” = causa e na campanha de doação de alimentos.
tem sentido equivalente a visto que.
Mais de um formando se abraçaram durante as soleni-
dades de formatura.
8-)
com tanto orgulho que chega a contaminar-me. – a
construção estabelece uma relação de causa e consequên- 6) Quando o sujeito for composto da expressão “um
cia. (a causa da “contaminação” – consequência) dos que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi
um dos que atuaram na Copa América.
CONCORDÂNCIA
7) Em casos relativos à concordância com locuções
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
nos referindo à relação de dependência estabelecida entre quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário
um termo e outro mediante um contexto oracional. Desta nos atermos a duas questões básicas:
feita, os agentes principais desse processo são representa- - No caso de o primeiro pronome estar expresso no
dos pelo sujeito, que no caso funciona como subordinante; plural, o verbo poderá com ele concordar, como poderá
e o verbo, o qual desempenha a função de subordinado. também concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós
Dessa forma, temos que a concordância verbal carac- o receberemos. / Alguns de nós o receberão.
teriza-se pela adaptação do verbo, tendo em vista os que- - Quando o primeiro pronome da locução estiver ex-
sitos “número e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplifi- presso no singular, o verbo permanecerá, também, no sin-
cando, temos: O aluno chegou atrasado. Temos que o verbo gular: Algum de nós o receberá.
apresenta-se na terceira pessoa do singular, pois faz refe-
rência a um sujeito, assim também expresso (ele). Como
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo
poderíamos também dizer: os alunos chegaram atrasados.
pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa
Casos referentes a sujeito simples do singular ou poderá concordar com o antecedente desse
pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com ela. / Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela.
o núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela
2) Nos casos referentes a sujeito representado por palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pes- antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós que toma-
soa do singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos. mos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo.

81
LÍNGUA PORTUGUESA

10) No caso de o sujeito aparecer representado por ex- 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinô-
pressões que indicam porcentagens, o verbo concordará nimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo
com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha
porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de
da diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão. meu esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha pre-
miação é fruto de meu esforço.
Observações:
- Caso o verbo apareça anteposto à expressão de por- Concordância nominal é o ajuste que fazemos aos
centagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprova- demais termos da oração para que concordem em gênero
ram a decisão da diretoria 50% dos funcionários. e número com o substantivo. Teremos que alterar, portan-
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no sin- to, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso,
gular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da dire- temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
toria. Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o prono-
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de me concordam em gênero e número com o substantivo.
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: - A pequena criança é uma gracinha.
Os 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à
por pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empre- regra geral mostrada acima.
gado na terceira pessoa do singular ou do plural: Vossas a) Um adjetivo após vários substantivos
Majestades gostaram das homenagens. Vossa Majestade - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o
agradeceu o convite. plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
12) Casos relativos a sujeito representado por substan- - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
tivo próprio no plural se encontram relacionados a alguns
aspectos que os determinam: - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do ver-
masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
bo ser, este permanece no singular, contanto que o predi-
- Ela tem pai e mãe louros.
cativo também esteja no singular: Memórias póstumas de
- Ela tem pai e mãe loura.
Brás Cubas é uma criação de Machado de Assis.
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo tam-
- Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoria-
bém permanece no plural: Os Estados Unidos são uma po-
mente para o plural.
tência mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que - O homem e o menino estavam perdidos.
ele nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
Unidos é uma potência mundial.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
Casos referentes a sujeito composto - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o
mais próximo.
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas Comi delicioso almoço e sobremesa.
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, es- Provei deliciosa fruta e suco.
tando relacionado a dois pressupostos básicos:
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexio- Estavam feridos o pai e os filhos.
nar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. Tu e ele são Estava ferido o pai e os filhos.
primos.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer an- - antecede todos os adjetivos com um artigo.
teposto ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
dois filhos compareceram ao evento.
- coloca o substantivo no plural.
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao ver- Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
bo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou
permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus d) Pronomes de tratamento
dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. - sempre concordam com a 3ª pessoa.
Vossa Santidade esteve no Brasil.
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém
com mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
singular: Meu esposo e grande companheiro merece toda a - Concordam com o substantivo a que se referem.
felicidade do mundo. As cartas estão anexas.

82
LÍNGUA PORTUGUESA

A bebida está inclusa. - Como numeral: segue a regra geral.


Precisamos de nomes próprios. Comi meia (metade) laranja pela manhã.
Obrigado, disse o rapaz.
n) Só
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) - apenas, somente (advérbio): invariável.
- Após essas expressões o substantivo fica sempre no Só consegui comprar uma passagem.
singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis. - sozinho (adjetivo): variável.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. Estiveram sós durante horas.
g) É bom, é necessário, é proibido Fonte:
- Essas expressões não variam se o sujeito não vier pre- http://www.brasilescola.com/gramatica/concordancia-
cedido de artigo ou outro determinante.
verbal.htm
Canja é bom. / A canja é boa.
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
Questões sobre Concordância Nominal e Verbal
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A en-
trada é proibida.
h) Muito, pouco, caro 01.(TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A con-
- Como adjetivos: seguem a regra geral. cordância verbal e nominal está inteiramente correta na
Comi muitas frutas durante a viagem. frase:
Pouco arroz é suficiente para mim. (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va-
Os sapatos estavam caros. lores que determinam as escolhas dos governantes, para
conferir legitimidade a suas decisões.
- Como advérbios: são invariáveis. (B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de-
Comi muito durante a viagem. vem ser embasados na percepção dos valores e princípios
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. que regem a prática política.
Comprei caro os sapatos. (C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadei-
ro regime democrático, em que se respeita tanto as liber-
i) Mesmo, bastante dades individuais quanto as coletivas.
- Como advérbios: invariáveis (D) As instituições fundamentais de um regime demo-
Preciso mesmo da sua ajuda. crático não pode estar subordinado às ordens indiscrimi-
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. nadas de um único poder central.
(E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados
- Como pronomes: seguem a regra geral. para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opi-
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. niões existentes na sociedade.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
j) Menos, alerta 02. (Agente Técnico – FCC – 2013). As normas de con-
- Em todas as ocasiões são invariáveis. cordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas
Preciso de menos comida para perder peso. em:
Estamos alerta para com suas chamadas. A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa
leitura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimo-
k) Tal Qual
ramento intelectual, estão na capacidade de criação do au-
- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda
tor, mediante palavras, sua matéria-prima.
com o consequente.
B) Obras que se considera clássicas na literatura sem-
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. pre delineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o
leitor ao ultrapassar os limites da época em que vivem seus
l) Possível autores, gênios no domínio das palavras, sua matéria-pri-
- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “me- ma.
lhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as ex- C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas,
pressões. lhe permitem criar todo um mundo de ficção, em que per-
A mais possível das alternativas é a que você expôs. sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da em- leitores, numa verdadeira interação com a realidade.
presa. D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei-
As piores situações possíveis são encontradas nas fave- tor somente se realiza plenamente caso haja afinidade de
las da cidade. ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura.
m) Meio E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que
- Como advérbio: invariável. constitui leitura obrigatória e se tornam referências por seu
Estou meio (um pouco) insegura. conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época.

83
LÍNGUA PORTUGUESA

03. (Escrevente TJ-SP – Vunesp/2012) Leia o texto para (B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas juninas.
responder à questão. Vêm pessoas de muito longe para brincar de quadrilha.
_________dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, (C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. Quase
não está claro até onde pode realmente chegar uma políti- todos quiseram ficar até o nascer do sol na praia.
ca baseada em melhorar a eficiência sem preços adequados (D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui, mas
para o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a também existem umas que não merecem nossa atenção.
terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam.
carbono e da água em si ___________diferença, as compa-
nhias não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 06. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer prepara- Os folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de
ção. Portanto, elas começam a usar preços- -sombra. peregrinação.
Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira O verbo da frase acima NÃO pode ser mantido no plu-
de quantificar adequadamente os insumos básicos. E sem ral caso o segmento grifado seja substituído por:
(A) Há folheteiros que
eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre
(B) A maior parte dos folheteiros
___________ a segunda opção.
(C) O folheteiro e sua família
(Carta Capital,
(D) O grosso dos folheteiros
27.06.2012. Adaptado) (E) Cada um dos folheteiros
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res- 07. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
pectivamente, com: Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas
(A) Restam… faça… será em:
(B) Resta… faz… será (A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel
(C) Restam… faz... serão sem preconceitos, as pessoas não serão capazes de fruir
(D) Restam… façam… serão dessas criações poéticas tão originais.
(E) Resta… fazem… será (B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status
atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje
04 (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Assinale a alterna- nas melhores universidades do país.
tiva em que o trecho (C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que
– Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma- a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos.– mesmos requizessem o respeito que faziam por merecer.
está corretamente reescrito, de acordo com a norma-pa- (D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização e
drão da língua portuguesa. a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica só pode ser
(A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encon- resultado do puro e simples desconhecimento.
trou até agora uma maneira adequada de se quantificar os (E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os proble-
insumos básicos. mas dos cordelistas estavam diretamente ligados à falta de
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- representatividade.
trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási-
cos ser quantificados. 08. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
(C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou FCC/2010) Observam-se corretamente as regras de con-
até agora uma maneira adequada para que os insumos bá- cordância verbal e nominal em:
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como
sicos sejam quantificado.
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofistica-
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
das às mais humildes, são cada vez mais comuns nos dias
trou até agora uma maneira adequada para que os insu-
de hoje.
mos básicos seja quantificado. b) A importância de intelectuais como Edward Said e
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões
trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem polêmicas de seu tempo, não estão apenas nos livros que
os insumos básicos. escreveram.
05. (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINISTRATIVO c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre
- VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as frases do texto: árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto so-
I. Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota nega- frimento, estejam próximos de serem resolvidos ou pelo
tiva... menos de terem alguma trégua.
II. ... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior classi- d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a
ficação do continente americano (2,0)... verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo
Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases I e ponto relativa, costumam encontrar muito mais detratores
II, a concordância segue as mesmas regras, na ordem dos que admiradores.
exemplos, em: e) No final do século XX já não se via muitos intelec-
(A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o tuais e escritores como Edward Said, que não apenas era
próximo ano. Será que alguém tem opinião diferente da notícia pelos livros que publicavam como pelas posições
maioria? que corajosamente assumiam.

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LÍNGUA PORTUGUESA

09. (TRF - 2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) B) Obras que se consideram clássicas na literatura sem-
O verbo que, dadas as alterações entre parênteses propos- pre delineiam novos caminhos, pois são capazes de encan-
tas para o segmento grifado, deverá ser colocado no plural, tar o leitor ao ultrapassarem os limites da época em que
está em: vivem seus autores, gênios no domínio das palavras, sua
(A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) matéria-prima.
(B) O que não se sabe... (ninguém nas regiões do pla- C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas,
neta) lhes permite criar todo um mundo de ficção, em que per-
(C) O consumo mundial não dá sinal de trégua... (O sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os
consumo mundial de barris de petróleo) leitores, numa verdadeira interação com a realidade.
(D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei-
no custo da matéria-prima... (Constantes aumentos) tor somente se realizam plenamente caso haja afinidade
(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os es- de ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o
forços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura.
climáticas) E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que
constituem leitura obrigatória e se tornam referências por
10. (CETESB/SP – ESCRITURÁRIO - VUNESP/2013) Assi- seu conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de épo-
nale a alternativa em que a concordância das formas ver- ca.
bais destacadas está de acordo com a norma-padrão da 3-) _Restam___dúvidas
língua. mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da
(A) Fazem dez anos que deixei de trabalhar em higie- água em si __faça __diferença
nização subterrânea. a maioria das políticas de crescimento verde sempre
(B) Ainda existe muitas pessoas que discriminam os ____será_____ a segunda opção.
trabalhadores da área de limpeza. Em “a maioria de”, a concordância pode ser dupla: tan-
(C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos to no plural quanto no singular. Nas alternativas não há
riscos de se contrair alguma doença. “restam/faça/serão”, portanto a A é que apresenta as op-
(D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era ções adequadas.
sete da manhã, eu já estava fazendo meu serviço.
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente,
4-)
começou a adotar medidas mais rigorosas para a proteção
(A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
de seus funcionários.
trou até agora uma maneira adequada de se quantificar os
insumos básicos.
GABARITO
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási-
01. A 02. A 03. A 04. E 05. A
06. E 07. |B 08. D 09. D10. C cos serem quantificados.
(C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
RESOLUÇÃO trou até agora uma maneira adequada para que os insu-
mos básicos sejam quantificados.
1-) Fiz os acertos entre parênteses: (D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va- trou até agora uma maneira adequada para que os insu-
lores que determinam as escolhas dos governantes, para mos básicos sejam quantificados.
conferir legitimidade a suas decisões. (E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de- trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem
vem (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos os insumos básicos. = correta
valores e princípios que regem a prática política.
(C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver- 5-) Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos
dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei- aos itens:
tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas. (A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém
(D) As instituições fundamentais de um regime demo- tem (singular)
crático não pode (podem) estar subordinado (subordina- (B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural)
das) às ordens indiscriminadas de um único poder central. (C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quise-
(E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) vol- ram (plural)
tados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex- (D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem
põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade. umas (plural)
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas
2-) as formas estão no plural)
A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa
leitura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimo- 6-)
ramento intelectual, estão na capacidade de criação do au- A - Há folheteiros que vivem (concorda com o objeto
tor, mediante palavras, sua matéria-prima. = correta “folheterios”)

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LÍNGUA PORTUGUESA

B – A maior parte dos folheteiros vivem/vive (opcional) (E) o tema das mudanças climáticas pressiona os es-
C – O folheteiro e sua família vivem (sujeito composto) forços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças
D – O grosso dos folheteiros vive/vivem (opcional) climáticas) = “pressiona” permaneceria no singular
E – Cada um dos folheteiros vive = somente no singular
10-) Fiz as correções:
7-) Coloquei entre parênteses a forma verbal correta: (A) Fazem dez anos = faz (sentido de tempo = singular)
(A) Enquanto não se disporem (dispuserem) a conside- (B) Ainda existe muitas pessoas = existem
rar o cordel sem preconceitos, as pessoas não serão capa- (C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos
zes de fruir dessas criações poéticas tão originais. riscos
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status (D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era
atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje sete da manhã = eram
nas melhores universidades do país. (E) As companhias de limpeza, apenas recentemente,
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que começou = começaram
a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles
mesmos requizessem (requeressem) o respeito que faziam REGÊNCIA
por merecer.
(D) Se não proveem (provêm) do preconceito, a desva- Dá-se o nome de regência à relação de subordinação
lorização e a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus comple-
só pode (podem) ser resultado do puro e simples desco- mentos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as pala-
nhecimento. vras, criando frases não ambíguas, que expressem efetiva-
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu (entreviu) que mente o sentido desejado, que sejam corretas e claras.
os problemas dos cordelistas estavam diretamente ligados
à falta de representatividade. Regência Verbal

8-) Fiz as correções entre parênteses: Termo Regente: VERBO


a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofis- A regência verbal estuda a relação que se estabelece
ticadas às mais humildes, são (é) cada vez mais comuns entre os verbos e os termos que os complementam (obje-
(comum) nos dias de hoje. tos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos
b) A importância de intelectuais como Edward Said e adverbiais).
Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nos-
polêmicas de seu tempo, não estão (está) apenas nos livros sa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
que escreveram. conhecermos as diversas significações que um verbo pode
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio en- assumir com a simples mudança ou retirada de uma pre-
tre árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto posição. Observe:
sofrimento, estejam (esteja) próximos (próximo) de serem A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar,
(ser) resolvidos (resolvido) ou pelo menos de terem (ter) contentar.
alguma trégua. A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a agrado ou prazer”, satisfazer.
verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
ponto relativa, costumam encontrar muito mais detratores “agradar a alguém”.
que admiradores.
e) No final do século XX já não se via (viam) muitos Saiba que:
intelectuais e escritores como Edward Said, que não apenas O conhecimento do uso adequado das preposições é
era (eram) notícia pelos livros que publicavam como pelas um dos aspectos fundamentais do estudo da regência ver-
posições que corajosamente assumiam. bal (e também nominal). As preposições são capazes de
modificar completamente o sentido do que se está sendo
9-) dito. Veja os exemplos:
(A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) = Cheguei ao metrô.
“há” permaneceria no singular Cheguei no metrô.
(B) O que não se sabe ... (ninguém nas regiões do pla-
neta) = “sabe” permaneceria no singular No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no se-
(C) O consumo mundial não dá sinal de trégua ... (O gundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A
consumo mundial de barris de petróleo) = “dá” permane- oração “Cheguei no metrô”, popularmente usada a fim de
ceria no singular indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da lín-
(D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se gua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem di-
no custo da matéria-prima... Constantes aumentos) = “re- vergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns
flete” passaria para “refletem-se” verbos, e a regência culta.

86
LÍNGUA PORTUGUESA

Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos Verbos Transitivos Indiretos


de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém,
não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de Os verbos transitivos indiretos são complementados
diferentes formas em frases distintas. por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi-
gem uma preposição para o estabelecimento da relação de
Verbos Intransitivos regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de ter-
ceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos os pronomes o, os, a, as como complementos de verbos
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não re-
presentam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos
- Chegar, Ir de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver- lhe, lhes.
biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
indicar destino ou direção são: a, para. - Consistir - Tem complemento introduzido pela pre-
Fui ao teatro. posição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direi-
Adjunto Adverbial de Lugar tos iguais para todos.

Ricardo foi para a Espanha. - Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple-


Adjunto Adverbial de Lugar mentos introduzidos pela preposição “a”:
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
- Comparecer Eles desobedeceram às leis do trânsito.
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
em ou a. - Responder - Tem complemento introduzido pela pre-
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o posição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
último jogo. quem” ou “ao que” se responde.
Respondi ao meu patrão.
Verbos Transitivos Diretos
Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Os verbos transitivos diretos são complementados por
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto
para o estabelecimento da relação de regência. Ao em-
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz pas-
pregar esses verbos, devemos lembrar que os pronomes
siva analítica. Veja:
oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses pro-
O questionário foi respondido corretamente.
nomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas
verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamen-
formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e te.
lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos.
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abando- - Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complemen-
nar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, ad- tos introduzidos pela preposição “com”.
mirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, Antipatizo com aquela apresentadora.
castigar, condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, Simpatizo com os que condenam os políticos que gover-
eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, nam para uma minoria privilegiada.
proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
como o verbo amar:
Amo aquele rapaz. / Amo-o. Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa-
Amo aquela moça. / Amo-a. nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem desta-
Amam aquele rapaz. / Amam-no. que, nesse grupo: Agradecer, Perdoar e Pagar. São verbos
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. que apresentam objeto direto relacionado a coisas e obje-
to indireto relacionado a pessoas. Veja os exemplos:
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses ver- Agradeço aos ouvintes a audiência.
bos para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos Objeto Indireto Objeto Direto
adnominais).
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Paguei o débito ao cobrador.
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua car- Objeto Direto Objeto Indireto
reira)
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau hu- - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
mor) com particular cuidado. Observe:

87
LÍNGUA PORTUGUESA

Agradeci o presente. / Agradeci-o. Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. prefixo existente no próprio verbo (pre).
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. Mudança de Transitividade X Mudança de Signifi-
cado
Informar Há verbos que, de acordo com a mudança de transitivi-
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto dade, apresentam mudança de significado. O conhecimen-
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. to das diferentes regências desses verbos é um recurso lin-
Informe os novos preços aos clientes. guístico muito importante, pois além de permitir a correta
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos interpretação de passagens escritas, oferece possibilidades
preços) expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais,
- Na utilização de pronomes como complementos, veja estão:
as construções:
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. AGRADAR
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou so- - Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari-
bre eles) nhos, acariciar.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada
Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada quando o revê.
para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, pre- Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. /
venir. Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo.
Comparar - Agradar é transitivo indireto no sentido de causar
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento
preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento
introduzido pela preposição “a”.
indireto.
O cantor não agradou aos presentes.
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma
O cantor não lhes agradou.
criança.
ASPIRAR
Pedir
- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspi-
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na
rar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
forma de oração subordinada substantiva) e indireto de
pessoa.
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter
Pedi-lhe favores. como ambição: Aspirávamos a melhores condições de vida.
Objeto Indireto Objeto Direto (Aspirávamos a elas)

Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio. Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais áto-
Objetiva Direta nas “lhe” e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela
(s)”. Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (=
Saiba que: Aspiravam a ela)
- A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua ASSISTIR
culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra - Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, pres-
licença estiver subentendida. tar assistência a, auxiliar. Por exemplo:
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
uma oração subordinada adverbial final reduzida de infini-
tivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa). - Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presen-
ciar, estar presente, caber, pertencer. Exemplos:
- A construção “dizer para”, também muito usada po- Assistimos ao documentário.
pularmente, é igualmente considerada incorreta. Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.
Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto in- Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é
direto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo: intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa
Prefiro trem a ônibus. conturbada cidade.

88
LÍNGUA PORTUGUESA

CHAMAR As afirmações da testemunha procediam, não havia


- Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, como refutá-las.
solicitar a atenção ou a presença de. Você procede muito mal.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá cha-
má-la. - Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a prepo-
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. sição” de”) e fazer, executar (rege complemento introduzi-
do pela preposição “a”) é transitivo indireto.
- Chamar no sentido de denominar, apelidar pode O avião procede de Maceió.
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predi- Procedeu-se aos exames.
cativo preposicionado ou não. O delegado procederá ao inquérito.
A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário. QUERER
A torcida chamou o jogador de mercenário. - Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento.
CUSTAR
Queremos um país melhor.
- Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial:
Frutas e verduras não deveriam custar muito. - Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição,
estimar, amar.
- No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo Quero muito aos meus amigos.
ou transitivo indireto. Ele quer bem à linda menina.
Muito custa viver tão longe da família. Despede-se o filho que muito lhe quer.
Verbo Oração Subordinada Substantiva
Subjetiva VISAR
Intransitivo Reduzida de Infinitivo - Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mi-
rar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela O homem visou o alvo.
atitude. O gerente não quis visar o cheque.
Objeto Oração Subordinada Substantiva
Subjetiva - No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como
Indireto Reduzida de Infinitivo objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
que atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado público.
por pessoa. Observe:
Custei para entender o problema. ESQUECER – LEMBRAR
Forma correta: Custou-me entender o problema. - Lembrar algo – esquecer algo
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (prono-
IMPLICAR minal)
- Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja,
implicavam um firme propósito.
exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
b) Ter como consequência, trazer como consequência,
No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e
acarretar, provocar: Liberdade de escolha implica amadure-
cimento político de um povo. exigem complemento com a preposição “de”. São, portan-
to, transitivos indiretos:
- Como transitivo direto e indireto, significa compro- - Ele se esqueceu do caderno.
meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões - Eu me esqueci da chave.
econômicas. - Eles se esqueceram da prova.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é tran-
sitivo indireto e rege com preposição “com”: Implicava com Há uma construção em que a coisa esquecida ou lem-
quem não trabalhasse arduamente. brada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve
alteração de sentido. É uma construção muito rara na lín-
PROCEDER gua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos
- Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de
cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado - Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
de adjunto adverbial de modo. - Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)

89
LÍNGUA PORTUGUESA

O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma
coisa).

SIMPATIZAR
Transitivo indireto e exige a preposição “com”: Não simpatizei com os jurados.

NAMORAR
É transitivo direto, ou seja, não admite preposição: Maria namora João.

Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.

OBEDECER
É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a preposição “a” (obedecer a): Devemos obedecer aos pais.

Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode ser usado na voz passiva: A fila não foi obedecida.

VER
É transitivo direto, ou seja, não exige preposição: Ele viu o filme.

Regência Nominal

É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome.
Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vá-
rios nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa,
nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes:
todos regem complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.

Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe-os atenta-
mente e procure, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado
seguir o regime dos adjetivos de que são formados: para- pela justiça.
lela a; paralelamente a; relativa a; relativamente a. D) Essa problematicidade não afasta a força das aspi-
rações da justiça...
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/ E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o
sint61.php sentimento de justiça.

Questões sobre Regência Nominal e Verbal 05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a alter-
nativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa
01. (Administrador – FCC – 2013-adap.). Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência
... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras nominal e à pontuação.
ciências ... (A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapida-
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que mente, seu espaço na carreira científica ainda que o avanço
o grifado acima está empregado em: seja mais notável em alguns países, o Brasil é um exemplo,
A) ...astros que ficam tão distantes ... do que em outros.
B) ...que a astronomia é uma das ciências ... (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam ra-
C) ...que nos proporcionou um espírito ... pidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o
D) ...cuja importância ninguém ignora ... avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ... exemplo!, do que em outros.
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra-
02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013- pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
adap.). avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um
... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos exemplo, do que em outros.
filhos do sueco. (D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida-
mente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de com-
seja mais notável em alguns países – o Brasil é um exemplo
plementos que o grifado acima está empregado em:
– do que em outros.
A) ...que existe uma coisa chamada exército...
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapida-
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra?
mente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avan-
C) ...compareceu em companhia da mulher à delega-
ço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exem-
cia...
plo) do que em outros.
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro...
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atre-
06. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assina-
vimento. le a alternativa correta quanto à regência dos termos em
destaque.
03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). (A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a
... constava simplesmente de uma vareta quebrada em responsabilidade pelo problema.
partes desiguais... (B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que se perdido.
o grifado acima está empregado em: (C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho
A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a de um índio na porta do prédio.
extremos de sutileza. (D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se
B) ...eram comumente assinalados a golpes de macha- perdido de sua família.
do nos troncos mais robustos. (E) A família toda se organizou para realizar a procura
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso- à garotinha.
rientam, não raro, quem...
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho 07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013). Assinale
na serra de Tunuí... a alternativa que completa, correta e respectivamente, as
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o lacunas do texto, de acordo com as regras de regência.
gentio, mestre e colaborador... Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já
assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem
04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.). corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que a mídia pode exercer sobre os jovens.
o da frase acima se encontra em: A) dos … na
A) A palavra direito, em português, vem de directum, B) nos … entre a
do verbo latino dirigere... C) aos … para a
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das D) sobre os … pela
sociedades... E) pelos … sob a

91
LÍNGUA PORTUGUESA

08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Constar = verbo intransitivo


Públicas – VUNESP – 2013). Considerando a norma-padrão B) ...eram comumente assinalados a golpes de macha-
da língua, assinale a alternativa em que os trechos desta- do nos troncos mais robustos. =ligação
cados estão corretos quanto à regência, verbal ou nominal. C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso-
A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais rientam, não raro, quem... =transitivo direto
de dez mil tomadas. D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho
B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver na serra de Tunuí... = transitivo direto
um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé. E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o
C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de gentio, mestre e colaborador...=transitivo direto
criar logotipos e negociar.
D) O taxista levou o autor a indagar no número de 4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça...
tomadas do edifício. Lidar = transitivo indireto
E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor re- B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das
parasse a um prédio na marginal. sociedades... =transitivo direto
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado
pela justiça. =ligação
09. (Assistente de Informática II – VUNESP – 2013). As-
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspira-
sinale a alternativa que substitui a expressão destacada na
ções da justiça... =transitivo direto e indireto
frase, conforme as regras de regência da norma-padrão da E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o
língua e sem alteração de sentido. sentimento de justiça. =transitivo direto
Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de
direitos dos trabalhadores domésticos. 5-) A correção do item deve respeitar as regras de pon-
A) da tuação também. Assinalei apenas os desvios quanto à re-
B) na gência (pontuação encontra-se em tópico específico)
C) pela (A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam,
D) sob a (B) Não há dúvida de que (erros quanto à pon-
E) sobre a tuação)
(C) Não há dúvida de que as mulheres, (erros quanto
GABARITO à pontuação)
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapi-
01. D 02. D 03. A 04. A 05. D damente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o
06. A 07. C 08. A09. C avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um
exemplo) do que em outros.
RESOLUÇÃO 6-)
(B) A menina tinha o receio de levar uma bronca por
1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra das ter se perdido.
outras ciências ... (C) A garota tinha apenas a lembrança do desenho de
Facilitar – verbo transitivo direto um índio na porta do prédio.
A) ...astros que ficam tão distantes ... = verbo de li- (D) A menina não tinha orgulho do fato de ter se per-
gação dido de sua família.
B) ...que a astronomia é uma das ciências ... = verbo (E) A família toda se organizou para realizar a procura
de ligação pela garotinha.
C) ...que nos proporcionou um espírito ... = verbo tran-
7-) Os estudos aos quais a pesquisadora se re-
sitivo direto e indireto
portou já assinalavam uma relação entre os distúrbios da
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro = imagem corporal e a exposição a imagens idealizadas pela
verbo transitivo indireto mídia.
A pesquisa faz um alerta para a influência negativa
2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito que a mídia pode exercer sobre os jovens.
nos filhos do sueco.
Pedir = verbo transitivo direto e indireto 8-)
A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = tran- B) O autor fez conjecturas sobre a possibilidade de ha-
sitivo direto ver um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo de C) Centenas de trabalhadores estão empenhados em
ligação criar logotipos e negociar.
C) ...compareceu em companhia da mulher à delega- D) O taxista levou o autor a indagar sobre o número de
cia... =verbo intransitivo tomadas do edifício.
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevi- E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor re-
mento. =transitivo direto parasse em um prédio na marginal.

3-) ... constava simplesmente de uma vareta quebrada 9-) Muitas organizações lutaram pela igualdade de
em partes desiguais... direitos dos trabalhadores domésticos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

DISCURSO DIRETO, INDIRETO E LIVRE


ANÁLISE, COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO
DE TEXTO: TIPOS DE COMUNICAÇÃO:
Discurso é a prática humana de construir textos, sejam DESCRIÇÃO; NARRAÇÃO; DISSERTAÇÃO;
eles escritos ou orais. Sendo assim, todo discurso é uma TIPOS DE DISCURSO; COESÃO TEXTUAL.
prática social. A análise de um discurso deve, portanto,
considerar o contexto em que se encontra, assim como as
personagens e as condições de produção do texto.
Em um texto narrativo, o autor pode optar por três ti- É muito comum, entre os candidatos a um cargo públi-
pos de discurso: o discurso direto, o discurso indireto e o co, a preocupação com a interpretação de textos. Por isso,
discurso indireto livre. Não necessariamente estes três dis- vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento
cursos estão separados, eles podem aparecer juntos em de responder às questões relacionadas a textos.
um texto. Dependerá de quem o produziu.
Vejamos cada um deles: Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio-
Discurso Direto: Neste tipo de discurso as persona- nadas entre si, formando um todo significativo capaz de
gens ganham voz. É o que ocorre normalmente em diá- produzir interação comunicativa (capacidade de codificar
logos. Isso permite que traços da fala e da personalidade e decodificar ).
das personagens sejam destacados e expostos no texto. O
discurso direto reproduz fielmente as falas das personagens. Contexto – um texto é constituído por diversas frases.
Verbos como dizer, falar, perguntar, entre outros, servem Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz
ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando con-
para que as falas das personagens sejam introduzidas e
dições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido.
elas ganhem vida, como em uma peça teatral.
A essa interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são mui-
o relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma
to comuns durante a reprodução das falas. Ex. frase for retirada de seu contexto original e analisada se-
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis paradamente, poderá ter um significado diferente daquele
que suspira lá na língua dele - Chente! que vida dura esta de inicial.
guaxinim do banhado!...”
“- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!” Intertexto - comumente, os textos apresentam refe-
Discurso Indireto: O narrador conta a história e repro- rências diretas ou indiretas a outros autores através de ci-
duz fala e reações das personagens. É escrito normalmen- tações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto.
te em terceira pessoa. Nesse caso, o narrador utiliza-se de
palavras suas para reproduzir aquilo que foi dito pela per- Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma
sonagem. Ex. interpretação de um texto é a identificação de sua ideia
“Elisiário confessou que estava com sono.” (Machado de principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias,
Assis) ou fundamentações, as argumentações, ou explicações,
“Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas
pelo cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio na prova.
e mesmo se o tivesse não poderia consultá-lo à fraca luz da Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
masmorra, imaginava podiam ser onze horas.” (Lima Barre-
to) - Identificar – é reconhecer os elementos fundamen-
Discurso Indireto Livre: O texto é escrito em terceira tais de uma argumentação, de um processo, de uma época
pessoa e o narrador conta a história, mas as personagens (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais
têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de definem o tempo).
fazê-lo. Sendo assim é uma mistura dos outros dois tipos - Comparar – é descobrir as relações de semelhança
de discurso e as duas vozes se fundem. Ex. ou de diferenças entre as situações do texto.
“Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez - Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado
com a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desani- com uma realidade, opinando a respeito.
- Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secun-
mado. Que pena! Houve um momento em que esteve qua-
dárias em um só parágrafo.
se... quase!”
- Parafrasear – é reescrever o texto com outras pala-
“Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. En-
tretanto, qualquer urubu... que raiva...” (Ana Maria Macha- vras.
do)
“D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Condições básicas para interpretar
Para que estar catando defeitos no próximo? Eram todos ir-
mãos. Irmãos.” (Graciliano Ramos) Fazem-se necessários:
- Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
FONTE: literários, estrutura do texto), leitura e prática;
http://www.infoescola.com/redacao/tipos-de-discur- - Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
so/ texto) e semântico;

93
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação – na semântica (significado das palavras) Os pronomes relativos são muito importantes na in-
incluem--se: homônimos e parônimos, denotação e cono- terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
tação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de lingua- coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
gem, entre outros. existe um pronome relativo adequado a cada circunstância,
- Capacidade de observação e de síntese e a saber:
- Capacidade de raciocínio.
- que (neutro) - relaciona-se com qualquer anteceden-
Interpretar X compreender te, mas depende das condições da frase.
- qual (neutro) idem ao anterior.
Interpretar significa - quem (pessoa)
- Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. - cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
- Através do texto, infere-se que... o objeto possuído.
- É possível deduzir que... - como (modo)
- O autor permite concluir que... - onde (lugar)
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que... quando (tempo)
quanto (montante)
Compreender significa
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente Exemplo:
está escrito. Falou tudo QUANTO queria (correto)
- o texto diz que... Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
- é sugerido pelo autor que... aparecer o demonstrativo O ).
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirma-
ção... Dicas para melhorar a interpretação de textos
- o narrador afirma...
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
Erros de interpretação assunto;
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência a leitura;
de erros de interpretação. Os mais frequentes são:
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto
- Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do con-
pelo menos duas vezes;
texto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por
- Inferir;
conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.
- Voltar ao texto quantas vezes precisar;
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
- Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção
autor;
apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um con-
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
junto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do
entendimento do tema desenvolvido. compreensão;
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de
- Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias con- cada questão;
trárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivo- - O autor defende ideias e você deve percebê-las.
cadas e, consequentemente, errando a questão.
Observação - Muitos pensam que há a ótica do es- Fonte:
critor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portu-
prova de concurso, o que deve ser levado em consideração gues/como-interpretar-textos
é o que o autor diz e nada mais.
QUESTÕES
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. 1-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 –
Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder à ques-
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um prono- tão, considere o texto abaixo.
me oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se
vai dizer e o que já foi dito. A marca da solidão

OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de
-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a
do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de
verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer penumbra na tarde quente.
também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den-
semântico, por isso a necessidade de adequação ao ante- tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com
cedente. pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando peque-

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LÍNGUA PORTUGUESA

nas plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é — Quem te mandou essa carta?
capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a — Minha irmã.
marca da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta. — Mas por que não está escrito nada?
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Ja- — Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando!
neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47) Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com
No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo adaptações).
reduzido no qual o menino detém sua atenção é O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto
(A) fresta. acima decorre
(B) marca. A) da identificação numérica atribuída ao louco.
B) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a
(C) alma.
carta no hospício.
(D) solidão.
C) do fato de outro louco querer saber quem enviou
(E) penumbra. a carta.
D) da explicação dada pelo louco para a carta em bran-
2-) (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- co.
PE/2012) E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele.
O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a
totalidade do universo, toda a sociedade, a história, a con- 5-) (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR – FGV
cepção de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mundo, PROJETOS/2010)
que se estende a todas as coisas e à qual nada escapa. É,
de alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro, em Painel do leitor (Carta do leitor)
todos os seus níveis, uma espécie de segunda revelação do
mundo. Resgate no Chile
Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o
Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de
Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações). salvamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo
de uma mina de cobre e ouro no Chile.
Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente tex- Um a um os mineiros soterrados foram içados com
sucesso, mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cum-
tual “O riso”.
primentando seus companheiros de trabalho. Não se pode
( ) CERTO ( ) ERRADO
esquecer a ajuda técnica e material que os Estados Unidos,
Canadá e China ofereceram à equipe chilena de salvamen-
3-) (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2010) to, num gesto humanitário que só enobrece esses países. E,
Só agora, quase cinco meses depois do apagão que atin- também, dos dois médicos e dois “socorristas” que, demons-
giu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge trando coragem e desprendimento, desceram na mina para
uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e ajudar no salvamento.
generalizado de energia no final de 2009. (Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – pai-
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elé- nel do leitor – 17/10/2010)
trica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa es-
tatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de Considerando o tipo textual apresentado, algumas ex-
900 km que separam Itaipu de São Paulo. pressões demonstram o posicionamento pessoal do leitor
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de in- diante do fato por ele narrado. Tais marcas textuais podem
vestimentos e também erros operacionais conspiraram para ser encontradas nos trechos a seguir, EXCETO:
produzir a mais séria falha do sistema de geração e distri- A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra...”
buição de energia do país desde o traumático racionamento B) “... após 69 dias de permanência no fundo de uma
de 2001. mina de cobre e ouro no Chile.”
C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material...”
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adapta-
D) “... gesto humanitário que só enobrece esses países.”
ções).
E) “... demonstrando coragem e desprendimento, des-
ceram na mina...”
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO –
do texto acima apresentado, julgue os próximos itens. VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder às
A oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 questões de números 6 a 8.
estados do país” tem, nesse contexto, valor restritivo.
( ) CERTO ( ) ERRADO Férias na Ilha do Nanja

4-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as
Um carteiro chega ao portão do hospício e grita: malas nos seus carros, olhando o céu para verem que tempo
— Carta para o 9.326!!! faz, pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está fissuras* – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre
embranco, e um outro pergunta: as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...

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LÍNGUA PORTUGUESA

Meus amigos partem para as suas férias, cansados de ( ) Se pegar no bolso do consumidor, então todo mun-
tanto trabalho; de tanta luta com os motoristas da contra- do vai ter que pensar bem antes de comprar um carro.
mão; enfim, cansados, cansados de serem obrigados a viver ( ) A gente já paga garagem, gasolina, seguro, estacio-
numa grande cidade, isto que já está sendo a negação da namento, revisão....e agora mais o pedágio?
própria vida. ( ) Nós já pagamos impostos altos e o dinheiro não é
E eu vou para a Ilha do Nanja. investido no transporte público.
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as ( ) Quer andar sozinho dentro do seu carro? Então pa-
férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio gue pelo privilégio!
cresce como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já es- ( ) O trânsito nas cidades que instituíram o pedágio
tou vendo os pescadores com suas barcas de sardinha, e a urbano melhorou.
moça à janela a namorar um moço na outra janela de outra
ilha. A ordem obtida é:
(Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende. a) (S) (N) (N) (S) (S) (S) (N)
Adaptado)
b) (S) (N) (S) (N) (N) (S) (S)
c) (N) (S) (S) (N) (S) (N) (S)
*fissuras: fendas, rachaduras
d) (S) (S) (N) (S) (N) (S) (N)
6-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO e) (N) (N) (S) (S) (N) (S) (N)
– VUNESP/2013) No primeiro parágrafo, ao descrever a
maneira como se preparam para suas férias, a autora mos- 10-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ –
tra que seus amigos estão ADMINISTRADOR - UFPR/2013) Assinale a alternativa que
(A) serenos. apresenta um dito popular que parafraseia o conteúdo ex-
(B) descuidados. presso no excerto: “Se você está em casa, não pode sair. Se
(C) apreensivos. você está na rua, não pode entrar”.
(D) indiferentes. a) “Se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come”.
(E) relaxados. b) “Quando o gato sai, os ratos fazem a festa”.
c) “Um dia da caça, o outro do caçador”.
7-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO d) “Manda quem pode, obedece quem precisa”.
– VUNESP/2013) De acordo com o texto, pode-se afirmar
que, assim como seus amigos, a autora viaja para
(A) visitar um lugar totalmente desconhecido. Resolução
(B) escapar do lugar em que está.
(C) reencontrar familiares queridos. 1-)
(D) praticar esportes radicais. Com palavras do próprio texto responderemos: o mun-
(E) dedicar-se ao trabalho. do cabe numa fresta.
RESPOSTA: “A”.
8-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO
– VUNESP/2013) Ao descrever a Ilha do Nanja como um 2-)
lugar onde, “à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio Vamos ao texto: O riso é tão universal como a serie-
cresce como um bosque” (último parágrafo), a autora su- dade; ele abarca a totalidade do universo (...). Os termos
gere que viajará para um lugar relacionam-se. O pronome “ele” retoma o sujeito “riso”.
(A) repulsivo e populoso.
RESPOSTA: “CERTO”.
(B) sombrio e desabitado.
(C) comercial e movimentado.
3-)
(D) bucólico e sossegado.
(E) opressivo e agitado. Voltemos ao texto: “depois do apagão que atingiu pelo
9-) (DNIT – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF/2013) menos 1.800 cidades”. O “que” pode ser substituído por
Grandes metrópoles em diversos países já aderiram. E “o qual”, portanto, trata-se de um pronome relativo (ora-
o Brasil já está falando sobre isso. O pedágio urbano divide ção subordinada adjetiva). Quando há presença de vírgula,
opiniões e gera debates acalorados. Mas, afinal, o que é mais temos uma adjetiva explicativa (generaliza a informação
justo? O que fazer para desafogar a cidade de tantos carros? da oração principal. A construção seria: “do apagão, que
Prepare-se para o debate que está apenas começando. atingiu pelo menos 1800 cidades em 18 estados do país”);
(Adaptado de Superinteressante, dezembro2012, p.34) quando não há, temos uma adjetiva restritiva (restringe,
delimita a informação – como no caso do exercício).
Marque N(não) para os argumentos contra o pedágio RESPOSTA: “CERTO’.
urbano; marque S(sim) para os argumentos a favor do pe-
dágio urbano. 4-)
( ) A receita gerada pelo pedágio vai melhorar o trans- Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais
porte público e estender as ciclovias. aparece no desfecho da história, ao final, como nesse: “Ah,
( ) Vai ser igual ao rodízio de veículos em algumas cida- porque nós brigamos e não estamos nos falando”.
des, que não resolveu os problemas do trânsito. RESPOSTA: “D”.

96
LÍNGUA PORTUGUESA

5-)
Em todas as alternativas há expressões que representam a opinião do autor: Assisti ao maior espetáculo da Terra / Não
se pode esquecer / gesto humanitário que só enobrece / demonstrando coragem e desprendimento.
RESPOSTA: “B”.

6-)
“pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas, fissuras – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre as
fissuras, as pedras soltas e as barreiras...” = pensar nessas coisas, certamente, deixa-os apreensivos.
RESPOSTA: “C”.

7-)
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui = resposta da própria autora!
RESPOSTA: “B”.

8-)
Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim.
RESPOSTA: “D”.

9-)
(S) A receita gerada pelo pedágio vai melhorar o transporte público e estender as ciclovias.
(N) Vai ser igual ao rodízio de veículos em algumas cidades, que não resolveu os problemas do trânsito.
(S) Se pegar no bolso do consumidor, então todo mundo vai ter que pensar bem antes de comprar um carro.
(N) A gente já paga garagem, gasolina, seguro, estacionamento, revisão....e agora mais o pedágio?
(N) Nós já pagamos impostos altos e o dinheiro não é investido no transporte público.
(S) Quer andar sozinho dentro do seu carro? Então pague pelo privilégio!
(S) O trânsito nas cidades que instituíram o pedágio urbano melhorou.
S - N - S - N - N - S - S
RESPOSTA: “B”.

10-)
Dentre as alternativas apresentadas, a que reafirma a ideia do excerto (não há muita saída, não há escolhas) é: “Se você
está em casa, não pode sair. Se você está na rua, não pode entrar”.
RESPOSTA: “A”.

O cartum tem a característica de uma anedota gráfica em que podemos visualizar a presença da linguagem verbal
associada à não verbal. Suas abordagens dizem respeito a situações relacionadas ao comportamento humano, mas não
estão situadas no tempo, por isso são denominadas de atemporais e universais, ou seja, não fazem referência a uma per-
sonalidade em específico. Vejamos um exemplo:

Cartum de Glasbergen - americano cartunista e ilustrador humorístico

Constatamos que o cartum em referência aponta para o fato de as pessoas estarem tão acostumadas às redes sociais
que até um bebê que ainda não nasceu já possui mais amigos no Facebook que os próprios pais, revelando uma crítica a
esse comportamento tão recorrente.

97
LÍNGUA PORTUGUESA

A charge, um tanto quanto diferente do cartum, satiriza situações específicas, situadas no tempo e no espaço, razão
pela qual se encontra sempre apontando para um personagem da vida pública em geral, às vezes um artista, outras vezes
um político, enfim. Em se tratando da linguagem, também costuma associar linguagem verbal e não verbal. Outro aspecto
para o qual devemos atentar diz respeito ao fato de a charge, expressa na língua francesa, possuir significado de “carga”,
aderindo por completo à intenção do chargista, ou seja, a de que ele realmente atua de forma crítica numa situação de
ordem social e política. Veja um exemplo:

Charge de Júlio Costa Neto – jornalista e desenhista

Ao nos atermos à charge em questão, ficamos convencidos de que o autor aponta para a tendência que as pessoas
trazem consigo de que um dos meios de ganhar dinheiro é entrando na política, sobretudo pela desonestidade, pela cor-
rupção que se manifesta nesse meio, razão pela qual o personagem respondeu à professora dessa forma.

Infografia ou infográficos são gráficos com algumas informações. Em revistas os infográficos são caracterizados pela
junção de textos breves com ilustrações explicativas para o leitor entender o conteúdo. Esses gráficos são usados quando
a informação precisa ser explicada de forma mais dinâmica, como em mapas, jornalismo e manuais técnicos, educativos ou
científicos. É um recurso muitas vezes complexo, podendo se utilizar da combinação de fotografia, desenho e texto. Eles
facilitam a compreensão de matérias em que apenas texto dificultaria o entendimento.
No design de jornais, por exemplo, o infográfico costuma ser usado para descrever como aconteceu determinado fato,
quais suas consequências. Além de explicar, por meio de ilustrações, diagramas e textos, fatos que o texto ou a foto não
conseguem detalhar com a mesma eficiência.
Também são úteis para cientistas como ferramentas de comunicação visual, sendo aplicados em todos os aspectos da
visualização científica.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Infografia

A Propaganda Institucional é uma forma de publicidade que não se refere ao produto em si, e sim à empresa ou ins-
tituição, visando à disseminação de ideias no intuito de moldar e influenciar a opinião pública, motivando comportamentos
desejados por uma instituição ou provocando mudanças na imagem pública desta instituição. Fala-se da sua importância
para a sociedade, dos empregos que ela gera, da sua contribuição para o progresso do país, enfim, das coisas boas que a
empresa faz. Assim, cria-se uma imagem positiva da marca. É utilizada para criar no público um estado de confiança nas
instituições, o qual se refletirá no futuro em suporte e apoio da população a estas instituições.

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LÍNGUA PORTUGUESA

A reportagem é um gênero de texto jornalístico que transmite uma informação por meio da televisão, rádio, revista.
O objetivo da reportagem é levar os fatos ao leitor ou telespectador de maneira abrangente. Isso implica em um fator
essencial a um jornalista: falar bem e escrever bem.
Se televisionada, a reportagem deve ser transmitida por um repórter que possui dicção pausada, clara e linguagem
direta, precisa e sem incoerências. Além de saber utilizar a entonação que dá vida às palavras, uma vez que representa na
fala os sinais de pontuação!
Se impressa, a reportagem deve demonstrar capacidade intelectual, criatividade, sensibilidade quanto aos fatos e uma
escrita coerente, que dinamiza a leitura e a torna fluente. Por essas questões, a subjetividade está mais presente nesse tipo
de reportagem do que no outro, apontado acima.
Atualmente, com o desenvolvimento dos softwares, os repórteres têm mais recursos visuais e gráficos disponíveis, o
que chama a atenção para a notícia.
Em meio aos fatos presenciados e que deverão ser transmitidos, cada repórter tem seu estilo próprio de conduzir ou
de narrar os acontecimentos. Por isso, a reportagem pode ser a mesma, mas a maneira como é comunicada é diferente de
um profissional para outro.
Qual a diferença entre notícia e reportagem? A primeira informa fatos de maneira mais objetiva e aponta as razões
e efeitos. A segunda vai mais a fundo, faz investigações, tece comentários, levanta questões, discute, argumenta.
A reportagem escrita é dividida em três partes: manchete, lead e corpo.
Manchete: compreende o título da reportagem que tem como objetivo resumir o que será dito. Além disso, deve des-
pertar o interesse do leitor.
Lead: pequeno resumo que aparece depois do título, a fim de chamar mais ainda a atenção do leitor.
Corpo: desenvolvimento do assunto abordado com linguagem direcionada ao público-alvo.
A tira de jornal ou tirinha, como é mais conhecida, é um gênero textual que surgiu nos Estados Unidos devido à falta
de espaço nos jornais para a publicação passatempos. O nome “tirinha” remete ao formato do texto, que parece um “recor-
te” de jornal. Um dos pioneiros na criação da tira foi o americano Bud Fisher, autor da tira Mutt e Jeff.
No Brasil, um dos pioneiros na criação e publicação de tiras foi Maurício de Sousa, que começou publicando a tira do
cãozinho Bidu, no fim da década de 1950, no jornal Folha de São Paulo. Maurício de Sousa criou uma série de outros perso-
nagens que ficaram famosíssimos, como a Mônica, o Cascão, o Cebolinha, dentre outros, e que ganharam, posteriormente,
suas próprias revistas de histórias em quadrinhos.

Este gênero textual apresenta geralmente uma temática humorística, contudo não raro encontramos tirinhas satíricas,
de cunho social ou político, metafísicas, ou até mesmo eróticas.
É comum as tiras centrarem-se em um personagem principal, que estabelece relação com outros personagens “meno-
res”, e que representa uma época remota, um país, um estereótipo de alguma cultura etc.

RESPOSTA: “D”.
COESÃO E COERÊNCIA

Primeiramente, o que nos faz produzir um texto é a capacidade que temos de pensar. Por meio do pensamento, ela-
boramos todas as informações que recebemos e orientamos as ações que interferem na realidade e organização de nossos
escritos. O que lemos é produto de um pensamento transformado em texto.
Logo, como cada um de nós tem seu modo de pensar, quando escrevemos sempre procuramos uma maneira orga-
nizada do leitor compreender as nossas ideias. A finalidade da escrita é direcionar totalmente o que você quer dizer, por
meio da comunicação.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Para isso, os elementos que compõem o texto se sub- Em uma estrutura normal, ela não deve deixar uma
dividem em: introdução, desenvolvimento e conclusão. To- brecha para uma possível continuidade do assunto; ou
dos eles devem ser organizados de maneira equilibrada. seja, possui atributos de síntese. A discussão não deve ser
encerrada com argumentos repetitivos, sendo evitados na
Introdução medida do possível. Alguns exemplos: “Portanto, como já
dissemos antes...”, “Concluindo...”, “Em conclusão...”.
Caracterizada pela entrada no assunto e a argumen- Sua proporção em relação à totalidade do texto deve
tação inicial. A ideia central do texto é apresentada nessa ser equivalente ao da introdução: de 1/5. Essa é uma das
etapa. Entretanto, essa apresentação deve ser direta, sem características de textos bem redigidos.
rodeios. O seu tamanho raramente excede a 1/5 de todo o Os seguintes erros aparecem quando as conclusões fi-
texto. Porém, em textos mais curtos, essa proporção não é cam muito longas:
equivalente. Neles, a introdução pode ser o próprio título.
Já nos textos mais longos, em que o assunto é exposto → O problema aparece quando não ocorre uma ex-
em várias páginas, ela pode ter o tamanho de um capítulo ploração devida do desenvolvimento. Logo, acontece uma
ou de uma parte precedida por subtítulo. Nessa situação, invasão das ideias de desenvolvimento na conclusão.
pode ter vários parágrafos. Em redações mais comuns, que → Outro fator consequente da insuficiência de funda-
em média têm de 25 a 80 linhas, a introdução será o pri- mentação do desenvolvimento está na conclusão precisar
meiro parágrafo. de maiores explicações, ficando bastante vazia.
→ Enrolar e “encher linguiça” são muito comuns no
Desenvolvimento texto em que o autor fica girando em torno de ideias re-
dundantes ou paralelas.
A maior parte do texto está inserida no desenvolvi- → Uso de frases vazias que, por vezes, são perfeita-
mento. Ele é responsável por estabelecer uma ligação entre
mente dispensáveis.
a introdução e a conclusão. É nessa etapa que são elabo-
→ Quando não tem clareza de qual é a melhor con-
radas as ideias, os dados e os argumentos que sustentam
clusão, o autor acaba se perdendo na argumentação final.
e dão base às explicações e posições do autor. É carac-
Em relação à abertura para novas discussões, a con-
terizado por uma “ponte” formada pela organização das
clusão não pode ter esse formato, exceto pelos seguintes
ideias em uma sequência que permite formar uma relação
fatores:
equilibrada entre os dois lados.
O autor do texto revela sua capacidade de discutir um
→ Para não influenciar a conclusão do leitor sobre te-
determinado tema no desenvolvimento. Nessa parte, ele
mas polêmicos, o autor deixa a conclusão em aberto.
se torna capaz de defender seus pontos de vista, além de
dirigir a atenção do leitor para a conclusão. As conclusões → Para estimular o leitor a ler uma possível continuida-
são fundamentadas a partir daqui. de do texto, ou autor não fecha a discussão de propósito.
Para que o desenvolvimento cumpra seu objetivo, o → Por apenas apresentar dados e informações sobre
escritor já deve ter uma ideia clara de como vai ser a con- o tema a ser desenvolvido, o autor não deseja concluir o
clusão. Por isso a importância do planejamento de texto. assunto.
Em média, ocupa 3/5 do texto, no mínimo. Já nos tex- → Para que o leitor tire suas próprias conclusões, o au-
tos mais longos, pode estar inserido em capítulos ou tre- tor enumera algumas perguntas no final do texto.
chos destacados por subtítulos. Deverá se apresentar no A maioria dessas falhas pode ser evitada se antes o au-
formato de parágrafos medianos e curtos. tor fizer um esboço de todas as suas ideias. Essa técnica
Os principais erros cometidos no desenvolvimento são é um roteiro, em que estão presentes os planejamentos.
o desvio e a desconexão da argumentação. O primeiro está Nele devem estar indicadas as melhores sequências a se-
relacionado ao autor tomar um argumento secundário que rem utilizadas na redação. O roteiro deve ser o mais enxuto
se distancia da discussão inicial, ou quando se concentra possível.
em apenas um aspecto do tema e esquece o seu todo. O Fonte: http://producao-de-textos.info/mos/view/Carac-
segundo caso acontece quando quem redige tem muitas ter%C3%ADsticas_e_Estruturas_do_Texto/
ideias ou informações sobre o que está sendo discutido,
não conseguindo estruturá-las. Surge também a dificul- Não basta conhecer o conteúdo das partes de um tra-
dade de organizar seus pensamentos e definir uma linha balho: introdução, desenvolvimento e conclusão. Além de
lógica de raciocínio. saber o que se deve (e o que não se deve) escrever em
cada parte constituinte do texto, é preciso saber escrever
Conclusão obedecendo às normas de coerência e coesão. Antes de
mais nada, é necessário definir os termos: coerência diz res-
Considerada como a parte mais importante do texto, peito à articulação do texto, à compatibilidade das ideias,
é o ponto de chegada de todas as argumentações elabo- à lógica do raciocínio, a seu conteúdo. Coesão refere-se à
radas. As ideias e os dados utilizados convergem para essa expressão linguística, ao nível gramatical, às estruturas fra-
parte, em que a exposição ou discussão se fecha. sais e ao emprego do vocabulário.

100
LÍNGUA PORTUGUESA

Coerência e coesão relacionam-se com o processo de comuns de redação sejam devidos à impropriedade do vo-
produção e compreensão do texto. A coesão contribui para cabulário e ao mau emprego dos conectivos (conjunções,
a coerência, mas nem sempre um texto coerente apresenta que têm por função ligar uma frase ou período a outro). Eis
coesão. Pode ocorrer que o texto sem coerência apresente alguns exemplos de impropriedade do vocabulário, colhi-
coesão, ou que um texto tenha coesão sem coerência. Em dos em redações sobre censura e os meios de comunica-
outras palavras: um texto pode ser gramaticalmente bem ção e outras.
construído, com frases bem estruturadas, vocabulário cor-
reto, mas apresentar ideias sem nexo, sem uma sequência “Nosso direito é frisado na Constituição.”
lógica: há coesão, mas não coerência. Por outro lado, um Nosso direito é assegurado pela Constituição. = correta
texto pode apresentar ideias coerentes e bem encadeadas,
sem que no plano da expressão as estruturas frasais sejam “Estabelecer os limites as quais a programação deveria
gramaticalmente aceitáveis: há coerência, mas não coesão. estar exposta.”
A coerência textual subjaz ao texto e é responsável Estabelecer os limites aos quais a programação deveria
pela hierarquização dos elementos textuais, ou seja, ela estar sujeita. = correta
tem origem nas estruturas profundas, no conhecimento do
mundo de cada pessoa, aliada à competência linguística. “A censura deveria punir as notícias sensacionalistas.”
Deduz-se que é difícil ensinar coerência textual, intima- A censura deveria proibir (ou coibir) as notícias sensa-
mente ligada à visão de mundo, à origem das ideias no cionalistas ou punir os meios de comunicação que veiculam
pensamento. A coesão, porém, refere-se à expressão lin- tais notícias. = correta
guística, aos processos sintáticos e gramaticais do texto.
O seguinte resumo caracteriza coerência e coesão: “Retomada das rédeas da programação.”
Retomada das rédeas dos meios de comunicação, no
Coerência: rede de sintonia entre as partes e o todo de que diz respeito à programação. = correta
um texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa ade-
quada relação semântica, que se manifesta na compatibi- O emprego de vocabulário inadequado prejudica mui-
lidade entre as ideias. (Na linguagem popular: “dizer coisa tas vezes a compreensão das ideias. É importante, ao redi-
com coisa” ou “uma coisa bate com outra”). gir, empregar palavras cujo significado seja conhecido pelo
Coesão: conjunto de elementos posicionados ao longo enunciador, e cujo emprego faça parte de seus conheci-
do texto, numa linha de sequência e com os quais se es- mentos linguísticos. Muitas vezes, quem redige conhece o
tabelece um vínculo ou conexão sequencial. Se o vínculo significado de determinada palavra, mas não sabe empre-
coesivo faz-se via gramática, fala-se em coesão gramatical. gá-la adequadamente, isso ocorre frequentemente com o
Se se faz por meio do vocabulário, tem-se a coesão lexical. emprego dos conectivos (preposições e conjunções). Não
basta saber que as preposições ligam nomes ou sintagmas
Coerência nominais no interior das frases e que as conjunções ligam
- assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do frases dentro do período; é necessário empregar adequa-
texto; damente tanto umas como outras. É bem verdade que, na
- situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão maioria das vezes, o emprego inadequado dos conectivos
conceitual; remete aos problemas de regência verbal e nominal.
- relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o Exemplos:
todo, com o aspecto global do texto;
- estabelece relações de conteúdo entre palavras e fra- “Estar inteirada com os fatos” significa participação, in-
ses. teração.
Coesão “Estar inteirada dos fatos” significa ter conhecimento
- assenta-se no plano gramatical e no nível frasal; dos fatos, estar informada.
- situa-se na superfície do texto, estabelece conexão “Ir de encontro” significa divergir, não concordar.
sequencial; “Ir ao encontro” quer dizer concordar.
- relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as
partes componentes do texto; “Ameaça de liberdade de expressão e transmissão de
- Estabelece relações entre os vocábulos no interior ideias” significa a liberdade não é ameaça;
das frases. “Ameaça à liberdade de expressão e transmissão de
ideias”, isto é, a liberdade fica ameaçada.
Coerência e coesão são responsáveis pela inteligibili-
dade ou compreensão do texto. Um texto bem redigido Quanto à regência verbal, convém sempre consul-
tem parágrafos bem estruturados e articulados pelo enca- tar um dicionário de verbos, pois muitos deles admitem
deamento das ideias neles contidas. As estruturas frasais duas ou três regências diferentes; cada uma, porém, tem
devem ser coerentes e gramaticalmente corretas, no que um significado específico. Lembre-se, a propósito, de que
diz respeito à sintaxe. O vocabulário precisa ser adequado as dúvidas sobre o emprego da crase decorrem do fato
e essa adequação só se consegue pelo conhecimento dos de considerar-se crase como sinal de acentuação apenas,
significados possíveis de cada palavra. Talvez os erros mais quando o problema refere-se à regência nominal e verbal.

101
LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplos: economia estabilizar-se. “Teresa vai estudar bastante para


fazer boa prova.” Há outros articuladores que expressam
O verbo assistir admite duas regências: finalidade: a fim de, com o propósito de, na finalidade de,
assistir o/a (transitivo direto) significa dar ou prestar com a intenção de, com o objetivo de, com o fito de, com o
assistência (O médico assiste o doente): intuito de.
Assistir ao (transitivo indireto): ser espectador (Assisti - A ideia de conclusão pode ser introduzida por meio
ao jogo da seleção). dos articuladores: assim, desse modo, então, logo, portanto,
pois, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso.
Pedir o =n(transitivo direto) significa solicitar, pleitear Para introduzir mais um argumento a favor de determinada
(Pedi o jornal do dia). conclusão emprega-
Pedir que =,contém uma ordem (A professora pediu -se ainda. Os articuladores aliás, além do mais, além
que fizessem silêncio). disso, além de tudo, introduzem um argumento decisivo,
Pedir para = pedir permissão (Pediu para sair da clas- cabal, apresentado como um acréscimo, para justificar de
se); significa também pedir em favor de alguém (A Diretora forma incontestável o argumento contrário.
pediu ajuda para os alunos carentes) em favor dos alunos, - Para introduzir esclarecimentos, retificações ou de-
pedir algo a alguém (para si): (Pediu ao colega para ajudá senvolvimento do que foi dito empregam-se os articu-
-lo); pode significar ainda exigir, reclamar (Os professores ladores: isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras. A
pedem aumento de salário). conjunção aditiva “e” anuncia não a repetição, mas o de-
senvolvimento do discurso, pois acrescenta uma informa-
O mau emprego dos pronomes relativos também pode ção nova, um dado novo, e se não acrescentar nada, é pura
levar à falta de coesão gramatical. Frequentemente, em- repetição e deve ser evitada.
prega-se no qual ou ao qual em lugar do que, com prejuízo - Alguns articuladores servem para estabelecer uma
da clareza do texto; outras vezes, o emprego é desnecessá- gradação entre os correspondentes de determinada escala.
rio ou inadequado. No alto dessa escala acham-se: mesmo, até, até mesmo; no
“Pela manhã o carteiro chegou com um envelope para plano mais baixo: ao menos, pelo menos, no mínimo.
mim no qual estava sem remetente”. (Chegou com um en-
velope que (o qual) estava sem remetente).

“Encontrei apenas belas palavras o qual não duvido da


sensibilidade...”
Encontrei belas palavras e não duvido da sensibilidade
delas (palavras cheias de sensibilidade).

Para evitar a falta de coerência e coesão na articulação


das frases, aconselha-se levar em conta as seguintes suges-
tões para o emprego correto dos articuladores sintáticos
(conjunções, preposições, locuções prepositivas e locuções
conjuntivas).
- Para dar ideia de oposição ou contradição, a articu-
lação sintática faz-se por meio de conjunções adversativas:
mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto. Po-
dem também ser empregadas as conjunções concessivas
e locuções prepositivas para introduzir a ideia de oposição
aliada à concessão: embora, ou muito embora, apesar de,
ainda que, conquanto, posto que, a despeito de, não obs-
tante.
- A articulação sintática de causa pode ser feita por
meio de conjunções e locuções conjuntivas: pois, porque,
como, por isso que, visto que, uma vez que, já que. Também
podem ser empregadas as preposições e locuções preposi-
tivas: por, por causa de, em vista de, em virtude de, devido a,
em consequência de, por motivo de, por razões de.
- O principal articulador sintático de condição é o “se”:
Se o time ganhar esse jogo, será campeão. Pode-se também
expressar condição pelo emprego dos conectivos: caso,
contanto que, desde que, a menos que, a não ser que.
- O emprego da preposição “para” é a maneira mais
comum de expressar finalidade. “É necessário baixar as ta-
xas de juros para que a economia se estabilize” ou para a

102
LÍNGUA PORTUGUESA

EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES (C) Um levantamento mostrou que os adolescentes


americanos consomem, em média, 357 calorias diárias des-
1-) (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC/ sa fonte.
SP – ADMINISTRADOR - VUNESP/2013) Assinale a al- (D) Um levantamento, (X) mostrou que os adolescentes
ternativa correta quanto à concordância, de acordo americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias
com a norma-padrão da língua portuguesa. diárias dessa fonte.
(A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade (E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
social está no centro dos debates atuais. americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias
(B) Políticos, economistas e teóricos diverge em re- diárias, (X) dessa fonte.
lação aos efeitos da desigualdade social.
(C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos RESPOSTA: “C”.
mais pobres é um fenômeno crescente.
(D) A má distribuição de riquezas tem sido muito 3-) (TRT/RO E AC – ANALISTA JUDICIÁRIO –
criticado por alguns teóricos. FCC/2011) Estão plenamente observadas as normas de
(E) Os debates relacionado à distribuição de rique- concordância verbal na frase:
zas não são de exclusividade dos economistas. a) Destinam-se aos homens-placa um lugar visível
nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é suprimida a
Realizei a correção nos itens: visibilidade social.
(A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade so- b) As duas tábuas em que se comprimem o famige-
cial está = estão rado homem-placa carregam ditos que soam irônicos,
(B) Políticos, economistas e teóricos diverge = diver- como “compro ouro”.
gem c) Não se compara aos vexames dos homens-placa
(C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos a exposição pública a que se submetem os guardadores
mais pobres é um fenômeno crescente. de carros.
(D) A má distribuição de riquezas tem sido muito criti- d) Ao se revogarem o emprego de carros-placa na
cado = criticada propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma de-
(E) Os debates relacionado = relacionados monstração de mau gosto.
e) Não sensibilizavam aos possíveis interessados
RESPOSTA: “C”. em apartamentos de luxo a visão grotesca daqueles ve-
lhos carros-placa.
2-) (COREN/SP – ADVOGADO – VUNESP/2013) Se-
guindo a norma-padrão da língua portuguesa, a frase Fiz as correções entre parênteses:
– Um levantamento mostrou que os adolescentes ame- a) Destinam-se (destina-se) aos homens-placa um lu-
ricanos consomem em média 357 calorias diárias dessa gar visível nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é supri-
fonte. – recebe o acréscimo correto das vírgulas em: mida a visibilidade social.
(A) Um levantamento mostrou, que os adolescentes b) As duas tábuas em que se comprimem (comprime)
americanos consomem em média 357 calorias, diárias o famigerado homem-placa carregam ditos que soam irô-
dessa fonte. nicos, como “compro ouro”.
(B) Um levantamento mostrou que, os adolescentes c) Não se compara aos vexames dos homens-placa a
americanos consomem, em média 357 calorias diárias exposição pública a que se submetem os guardadores de
dessa fonte. carros.
(C) Um levantamento mostrou que os adolescentes d) Ao se revogarem (revogar) o emprego de carros
americanos consomem, em média, 357 calorias diárias -placa na propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma
dessa fonte. demonstração de mau gosto.
(D) Um levantamento, mostrou que os adolescentes e) Não sensibilizavam (sensibilizava) aos possíveis in-
americanos, consomem em média 357 calorias diárias teressados em apartamentos de luxo a visão grotesca da-
dessa fonte. queles velhos carros-placa.
(E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
americanos, consomem em média 357 calorias diárias, RESPOSTA: “C”.
dessa fonte.
4-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011)
Assinalei com um “X” onde há pontuação inadequada Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo a
ou faltante: mesma regra que distribuídos.
(A) Um levantamento mostrou, (X) que os adolescentes (A) sócio
americanos consomem (X) em média (X) 357 calorias, (X) (B) sofrê-lo
diárias dessa fonte. (C) lúcidos
(B) Um levantamento mostrou que, (X) os adolescentes (D) constituí
americanos consomem, em média (X) 357 calorias diárias (E) órfãos
dessa fonte.

103
LÍNGUA PORTUGUESA

Distribuímos = regra do hiato (...) O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria


(A) sócio = paroxítona terminada em ditongo (abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa
(B) sofrê-lo = oxítona (não se considera o pronome Câmara de Vereadores só se usa Vossa Excelência para o seu
oblíquo. Nunca!) presidente, de acordo com o Manual de Redação da Presi-
(C) lúcidos = proparoxítona dência da República (1991).
(D) constituí = regra do hiato (diferente de “constitui” (Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-de-
– oxítona: cons-ti-tui) tail.php?id=393)
(E) órfãos = paroxítona terminada em “ão”
RESPOSTA: “E”.
RESPOSTA: “D”.
7-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
5-) (TRT/PE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2012) ... valores e princípios que sejam percebidos pela so-
A concordância verbal está plenamente observada na ciedade como tais.
frase:
Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo
(A) Provocam muitas polêmicas, entre crentes e
passará a ser, corretamente,
materialistas, o posicionamento de alguns religiosos e
(A) perceba.
parlamentares acerca da educação religiosa nas escolas
(B) foi percebido.
públicas.
(B) Sempre deverão haver bons motivos, junto (C) tenham percebido.
àqueles que são contra a obrigatoriedade do ensino (D) devam perceber.
religioso, para se reservar essa prática a setores da ini- (E) estava percebendo.
ciativa privada.
(C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do tex- ... valores e princípios que sejam percebidos pela so-
to, contra os que votam a favor do ensino religioso na ciedade como tais = dois verbos na voz passiva, então te-
escola pública, consistem nos altos custos econômicos remos um na ativa: que a sociedade perceba os valores e
que acarretarão tal medida. princípios...
(D) O número de templos em atividade na cidade
de São Paulo vêm gradativamente aumentando, em RESPOSTA: “A”
proporção maior do que ocorrem com o número de es-
colas públicas. 8-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
(E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação A concordância verbal e nominal está inteiramente cor-
como a regulação natural do mercado sinalizam para reta na frase:
as inconveniências que adviriam da adoção do ensino (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e
religioso nas escolas públicas. valores que determinam as escolhas dos governantes,
para conferir legitimidade a suas decisões.
(A) Provocam = provoca (o posicionamento) (B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes
(B) Sempre deverão haver bons motivos = deverá haver devem ser embasados na percepção dos valores e prin-
(C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto, cípios que regem a prática política.
contra os que votam a favor do ensino religioso na escola (C) Eleições livres e diretas é garantia de um verda-
pública, consistem = consiste. deiro regime democrático, em que se respeita tanto as
(D) O número de templos em atividade na cidade de liberdades individuais quanto as coletivas.
São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor- (D) As instituições fundamentais de um regime de-
ção maior do que ocorrem = ocorre
mocrático não pode estar subordinado às ordens indis-
(E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como
criminadas de um único poder central.
a regulação natural do mercado sinalizam para as inconve-
(E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados
niências que adviriam da adoção do ensino religioso nas
para o momento eleitoral, que expõem as diferentes
escolas públicas.
opiniões existentes na sociedade.
RESPOSTA: “E”.
Fiz os acertos entre parênteses:
6-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va-
Segundo o Manual de Redação da Presidência da Repú- lores que determinam as escolhas dos governantes, para
blica, NÃO se deve usar Vossa Excelência para conferir legitimidade a suas decisões.
(A) embaixadores. (B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de-
(B) conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais. vem (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos
(C) prefeitos municipais. valores e princípios que regem a prática política.
(D) presidentes das Câmaras de Vereadores. (C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver-
(E) vereadores. dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei-
tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.

104
LÍNGUA PORTUGUESA

(D) As instituições fundamentais de um regime demo- 11-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010)
crático não pode (podem) estar subordinado (subordina- A pontuação está inteiramente adequada na frase:
das) às ordens indiscriminadas de um único poder central. a) Será preciso, talvez, redefinir a infância já que as
(E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) vol- crianças de hoje, ao que tudo indica nada mais têm a
tados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex- ver com as de ontem.
põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade. b) Será preciso, talvez redefinir a infância: já que
as crianças, de hoje, ao que tudo indica nada têm a ver,
RESPOSTA: “A”. com as de ontem.
c) Será preciso, talvez: redefinir a infância, já que
9-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver
A frase que admite transposição para a voz passiva é: com as de ontem.
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sa- d) Será preciso, talvez redefinir a infância? - já que
grado. as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma com as de ontem.
grande diversidade de fenômenos. e) Será preciso, talvez, redefinir a infância, já que
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da so- as crianças de hoje, ao que tudo indica, nada têm a ver
ciedade, a própria sociedade e seu instrumento de uni- com as de ontem.
ficação.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto Devido à igualdade textual entre os itens, a apresen-
da vida (...). tação da alternativa correta indica quais são as inadequa-
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar ilu- ções nas demais.
dido e da falsa consciência.
RESPOSTA: “E”.
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagra-
do. 12-) (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE –
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma ALUNO SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012)
grande diversidade de fenômenos. No trecho: “O crescimento econômico, se associado à
- Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e ampliação do emprego, PODE melhorar o quadro aqui
explicada pelo conceito... sumariamente descrito.”, se passarmos o verbo desta-
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda- cado para o futuro do pretérito do indicativo, teremos
de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
a forma:
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
A) puder.
vida (...).
B) poderia.
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido
C) pôde.
e da falsa consciência.
D) poderá.
E) pudesse.
RESPOSTA: “B”.
Conjugando o verbo “poder” no futuro do pretérito do
10-) (MPE/AM - AGENTE DE APOIO ADMINISTRA-
TIVO - FCC/2013) “Quando a gente entra nas serrarias, Indicativo: eu poderia, tu poderias, ele poderia, nós pode-
vê dezenas de caminhões parados”, revelou o analista ríamos, vós poderíeis, eles poderiam. O sujeito da oração é
ambiental Geraldo Motta. crescimento econômico (singular), portanto, terceira pes-
Substituindo-se Quando por Se, os verbos subli- soa do singular (ele) = poderia.
nhados devem sofrer as seguintes alterações:
(A) entrar − vira RESPOSTA: “B”.
(B) entrava − tinha visto
(C) entrasse − veria 13-) (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011)
(D) entraria − veria Entre as frases que seguem, a única correta é:
(E) entrava − teria visto a) Ele se esqueceu de que?
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para
Se a gente entrasse (verbo no singular) na serraria, ve- distribui-lo entre os presentes.
ria = entrasse / veria. c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas
críticas.
RESPOSTA: “C”. d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindica-
ções dos funcionários.
e) Não sei por que ele mereceria minha conside-
ração.

105
LÍNGUA PORTUGUESA

(A) Ele se esqueceu de que? = quê? (A) … soubemos respeitar os mais velhos! / E quan-
(B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para do eles falaram nós calamos a boca!
distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes. (B) … saberíamos respeitar os mais velhos! / E
(C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex- quando eles falassem nós calaríamos a boca!
cessivos nas críticas. (C) … soubéssemos respeitar os mais velhos! / E
(D) O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivin- quando eles falassem nós calaríamos a boca!
dicações dos funcionários. (D) … saberemos respeitar os mais velhos! / E quan-
(E) Não sei por que ele mereceria minha consideração. do eles falarem nós calaremos a boca!
(E) … sabemos respeitar os mais velhos! / E quando
RESPOSTA: “E”. eles falam nós calamos a boca!

14-) (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINIS- No presente: nós sabemos / eles falam.
TRATIVO - VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as
frases do texto: RESPOSTA: “E”.
I, Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota ne-
16-) (UNESP/SP - ASSISTENTE TÉCNICO ADMINIS-
gativa...
TRATIVO - VUNESP/2012) A correlação entre as formas
II,... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior clas-
verbais está correta em:
sificação do continente americano (2,0)...
(A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o
Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases planeta não resistiu.
I e II, a concordância segue as mesmas regras, na or- (B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto
dem dos exemplos, em: poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um co-
(A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o lapso.
próximo ano. Será que alguém tem opinião diferente (C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebi-
da maioria? da, o do jogo, o do sexo e o do consumo não conheces-
(B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas se distorções patológicas, não haverá vícios.
juninas. Vêm pessoas de muito longe para brincar de (D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tor-
quadrilha. nado tão eficientes, talvez as coisas não ficaram tão
(C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. baratas.
Quase todos quiseram ficar até o nascer do sol na (E) Se as pessoas não se propuserem a consumir cons-
praia. cientemente, a oferta de produtos supérfluos crescia.
(D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui,
mas também existem umas que não merecem nossa Fiz as correções necessárias:
atenção. (A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o plane-
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam. ta não resistiu = resistirá
(B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto
Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um colapso.
aos itens: (C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebida,
(A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém o do jogo, o do sexo e o do consumo não conhecesse dis-
tem (singular) torções patológicas, não haverá = haveria
(B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural) (D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tornado
(C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quise- tão eficientes, talvez as coisas não ficaram = ficariam (ou
ram (plural) teriam ficado)
(E) Se as pessoas não se propuserem a consumir cons-
(D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem
cientemente, a oferta de produtos supérfluos crescia =
umas (plural)
crescerá
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas
as formas estão no plural)
RESPOSTA: “B”.
RESPOSTA: “A”. 17-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ-
RIA – VUNESP/2010) Assinale a alternativa que preen-
15-) (CETESB/SP - ANALISTA ADMINISTRATIVO - che adequadamente e de acordo com a norma culta a
RECURSOS HUMANOS - VUNESP/2013 - ADAPTADA) lacuna da frase: Quando um candidato trêmulo ______ eu
Considere as orações: … sabíamos respeitar os mais lhe faria a pergunta mais deliciosa de todas.
velhos! / E quando eles falavam nós calávamos a boca! (A) entrasse
Alterando apenas o tempo dos verbos destacados (B) entraria
para o tempo presente, sem qualquer outro ajuste, (C) entrava
tem-se, de acordo com a norma-padrão da língua por- (D) entrar
tuguesa: (E) entrou

106
LÍNGUA PORTUGUESA

O verbo “faria” está no futuro do pretérito, ou seja, in- (C) óbvio = paroxítona terminada em ditongo / após
dica que é uma ação que, para acontecer, depende de ou- = oxítona terminada em “o” + “s” / países = regra do hiato
tra. Exemplo: Quando um candidato entrasse, eu faria / Se (D) islâmico = proparoxítona / cenário = paroxítona
ele entrar, eu farei / Caso ele entre, eu faço... terminada em ditongo / propôs = oxítona terminada em
“o” + “s”
RESPOSTA: “A”. (E) república = proparoxítona / empresária = paroxíto-
na terminada em ditongo / graúda = regra do hiato
18-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ-
RIA – VUNESP/2010 - ADAPTADA) RESPOSTA: “E”.
Assinale a alternativa de concordância que pode ser
considerada correta como variante da frase do texto – 20-) (POLÍCIA CIVIL/SP – AGENTE POLICIAL - VU-
A maioria considera aceitável que um convidado che- NESP/2013) De acordo com a norma- padrão da
gue mais de duas horas ... língua portuguesa, o acento indicativo de crase está
(A) A maioria dos cariocas consideram aceitável
corretamente empregado em:
que um convidado chegue mais de duas horas...
(A) A população, de um modo geral, está à espera
(B) A maioria dos cariocas considera aceitáveis que
de que, com o novo texto, a lei seca possa coibir os
um convidado chegue mais de duas horas...
acidentes.
(C) As maiorias dos cariocas considera aceitáveis
que um convidado chegue mais de duas horas... (B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à
(D) As maiorias dos cariocas consideram aceitáveis repensarem a sua postura.
que um convidado chegue mais de duas horas... (C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos
(E) As maiorias dos cariocas consideram aceitável à punições muito mais severas.
que um convidado cheguem mais de duas horas... (D) À ninguém é dado o direito de colocar em risco
a vida dos demais motoristas e de pedestres.
Fiz as indicações: (E) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumpri-
(A) A maioria dos cariocas consideram (ou considera, mento da nova lei para que ela possa funcionar.
tanto faz) aceitável que um convidado chegue mais de
duas horas... (A) A população, de um modo geral, está à espera (dá
(B) A maioria dos cariocas considera (ok) aceitáveis para substituir por “esperando”) de que
(aceitável) que um convidado chegue mais de duas horas... (B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à re-
(C) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas considera (ok) pensarem (antes de verbo)
aceitáveis (aceitável) que um convidado chegue mais de (C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à
duas horas... punições (generalizando, palavra no plural)
(D) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas consideram (D) À ninguém (pronome indefinido)
(ok) aceitáveis (aceitável) que um convidado chegue mais (E) Cabe à todos (pronome indefinido)
de duas horas...
(E) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas consideram RESPOSTA: “A”.
(ok) aceitável que um convidado cheguem (chegue) mais
de duas horas... (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 -
RESPOSTA: “A”. ADAPTADO) Leia o texto, para responder às questões
de números 21 e 22.
19-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ-
Veja, aí estão eles, a bailar seu diabólico “pas de
RIA – VUNESP/2010) Assinale a alternativa em que as
deux” (*): sentado, ao fundo do restaurante, o clien-
palavras são acentuadas graficamente pelos mesmos
te paulista acena, assovia, agita os braços num agô-
motivos que justificam, respectivamente, as acentua-
ções de: década, relógios, suíços. nico polichinelo; encostado à parede, marmóreo e
(A) flexíveis, cartório, tênis. impassível, o garçom carioca o ignora com redobrada
(B) inferência, provável, saída. atenção. O paulista estrebucha: “Amigô?!”, “Chefê?!”,
(C) óbvio, após, países. “Parceirô?!”; o garçom boceja, tira um fiapo do ombro,
(D) islâmico, cenário, propôs. olha pro lustre.
(E) república, empresária, graúda. Eu disse “cliente paulista”, percebo a redundância: o
paulista é sempre cliente. Sem querer estereotipar, mas
Década = proparoxítona / relógios = paroxítona termi- já estereotipando: trata-se de um ser cujas interações
nada em ditongo / suíços = regra do hiato sociais terminam, 99% das vezes, diante da pergunta
(A) flexíveis e cartório = paroxítonas terminadas em di- “débito ou crédito?”.[...] Como pode ele entender que
tongo / tênis = paroxítona terminada em “i” (seguida de “s”) o fato de estar pagando não garantirá a atenção do
(B) inferência = paroxítona terminada em ditongo / garçom carioca? Como pode o ignóbil paulista, nascido
provável = paroxítona terminada em “l” / saída = regra do e criado na crua batalha entre burgueses e proletários,
hiato compreender o discreto charme da aristocracia?

107
LÍNGUA PORTUGUESA

Sim, meu caro paulista: o garçom carioca é antes (A) príncipes e princesas constitui uma referência
de tudo um nobre. Um antigo membro da corte que em sentido não literal.
esconde, por trás da carapinha entediada, do descaso (B) reis e rainhas constitui uma referência em sen-
e da gravata borboleta, saudades do imperador. [...] Se tido não literal.
deixou de bajular os príncipes e princesas do século 19, (C) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma
passou a servir reis e rainhas do 20: levou gim tônicas referência em sentido não literal.
para Vinicius e caipirinhas para Sinatra, uísques para (D) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma
Tom e leites para Nelson, recebeu gordas gorjetas de referência em sentido literal.
Orson Welles e autógrafos de Rockfeller; ainda hoje (E) reis e rainhas constitui uma referência em sen-
fala de futebol com Roberto Carlos e ouve conselhos tido literal.
de João Gilberto. Continua tão nobre quanto sempre
Pela leitura do texto infere-se que os “reis e rainhas”
foi, seu orgulho permanece intacto.
do século 20 são as personalidades da mídia, os “famosos”
Até que chega esse paulista, esse homem bidimen- e “famosas”. Quanto a príncipes e princesas do século 19,
sional e sem poesia, de camisa polo, meia soquete e esses eram da corte, literalmente.
sapatênis, achando que o jacarezinho de sua Lacoste é
um crachá universal, capaz de abrir todas as portas. Ah, RESPOSTA: “B”.
paulishhhhta otááário, nenhum emblema preencherá o
vazio que carregas no peito - pensa o garçom, antes de 23-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
conduzi-lo à última mesa do restaurante, a caminho do PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
banheiro, e ali esquecê-lo para todo o sempre. NESP/2013) O sentido de marmóreo (adjetivo) equiva-
Veja, veja como ele se debate, como se debaterá le ao da expressão de mármore. Assinale a alternativa
amanhã, depois de amanhã e até a Quarta-Feira de contendo as expressões com sentidos equivalentes, res-
Cinzas, maldizendo a Guanabara, saudoso das várzeas pectivamente, aos das palavras ígneo e pétreo.
do Tietê, onde a desigualdade é tão mais organizada: (A) De corda; de plástico.
“Ô, companheirô, faz meia hora que eu cheguei, dava (B) De fogo; de madeira.
pra ver um cardápio?!”. Acalme-se, conterrâneo. (C) De madeira; de pedra.
Acostume-se com sua existência plebeia. O garçom (D) De fogo; de pedra.
carioca não está aí para servi-lo, você é que foi ao res- (E) De plástico; de cinza.
taurante para homenageá-lo.
Questão que pode ser resolvida usando a lógica ou as-
(Antonio Prata, Cliente paulista, garçom carioca. Folha
sociação de palavras! Veja: a ignição do carro lembra-nos
de S.Paulo, 06.02.2013) fogo, combustão... Pedra, petrificado. Encontrou a respos-
ta?
(*) Um tipo de coreografia, de dança.
RESPOSTA: “D”.
21-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
NESP/2013) Assinale a alternativa contendo passagem - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 -
em que o autor simula dialogar com o leitor. ADAPTADO) Para responder às questões de números
(A) Acalme-se, conterrâneo. Acostume-se com sua 24 e 25, considere a seguinte passagem: Sem querer
existência plebeia. estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser
(B) Ô, companheiro, faz meia hora que eu cheguei... cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, dian-
(C) Veja, aí estão eles, a bailar seu diabólico “pas te da pergunta “débito ou crédito?”.
de deux”.
(D) Sim, meu caro paulista... 24-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
(E) Ah, paulishhhhta otááário... PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
NESP/2013) Nesse contexto, o verbo estereotipar tem
sentido de
Em “meu caro paulista”, o autor está dirigindo-se a
(A) considerar ao acaso, sem premeditação.
nós, leitores.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido
dela.
RESPOSTA: “D”. (C) adotar como referência de qualidade.
(D) julgar de acordo com normas legais.
22-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO (E) classificar segundo ideias preconcebidas.
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
NESP/2013) O contexto em que se encontra a passa- Classificar conforme regras conhecidas, mas não con-
gem – Se deixou de bajular os príncipes e princesas do firmadas se verdadeiras.
século 19, passou a servir reis e rainhas do 20 (2.º pará-
grafo) – leva a concluir, corretamente, que a menção a RESPOSTA: “E”.

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LÍNGUA PORTUGUESA

25-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO A) portanto.


PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- (B) como.
NESP/2013) Nessa passagem, a palavra cujas tem sen- (C) no entanto.
tido de (D) porque.
(A) lugar, referindo-se ao ambiente em que ocorre a (E) ou.
pergunta mencionada.
(B) posse, referindo-se às interações sociais do pau- O “mas” é uma conjunção adversativa, dando a ideia de
lista. oposição entre as informações apresentadas pelas orações,
(C) dúvida, pois a decisão entre débito ou crédito o que acontece no enunciado da questão. Em “A”, temos
ainda não foi tomada. uma conclusiva; “B”, comparativa; “C”, adversativa; “D”, ex-
(D) tempo, referindo-se ao momento em que ter- plicativa; “E”, alternativa.
minam as interações sociais.
(E) condição em que se deve dar a transação finan- RESPOSTA: “C”.
ceira mencionada.
28-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
O pronome “cujo” geralmente nos dá o sentido de PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
posse: O livros cujas folhas (lê-se: as folhas dos livros). NESP/2013) Assinale a alternativa contendo palavra
formada por prefixo.
RESPOSTA: “B”. (A) Máquina.
(B) Brilhantismo.
26-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO (C) Hipertexto.
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- (D) Textualidade.
NESP/2013) Assinale a alternativa em que a oração (E) Arquivamento.
destacada expressa finalidade, em relação à outra que
compõe o período. A – Máquina = sem acréscimo de afixos (prefixo ou
(A) Se deixou de bajular os príncipes e princesas do sufixo)
B - Brilhantismo. = acréscimo de sufixo (ismo)
século 19, passou a servir reis e rainhas do 20...
C – Hipertexto = acréscimo de prefixo (hiper)
(B) Pensa o garçom, antes de conduzi-lo à última
D – Textualidade = acréscimo de sufixo (idade)
mesa do restaurante...
E – Arquivamento = acréscimo de sufixo (mento)
(C) Você é que foi ao restaurante para homenageá
-lo.
RESPOSTA: “C”.
(D) ... nenhum emblema preencherá o vazio que
carregas no peito ...
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
(E) O garçom boceja, tira um fiapo do ombro...
- ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 -
ADAPTADA) Para responder a esta questão, considere
Vamos às análises: as palavras destacadas nas seguintes passagens do tex-
A - Se deixou de bajular os príncipes e princesas do to:
século 19 = a conjunção inicial é condicional. Desde o surgimento da ideia de hipertexto...
B - antes de conduzi-lo à última mesa do restaurante = ... informações ligadas especialmente à pesquisa
conjunção temporal (dá-nos noção de tempo) acadêmica,
C - para homenageá-lo = nessa oração temos a noção ... uma “máquina poética”, algo que funcionasse
do motivo (qual a finalidade) da ação de “ter ido ao restau- por analogia e associação...
rante”, segundo o texto Quando o cientista Vannevar Bush [...] concebeu a
D - que carregas no peito – o “que” funciona como ideia de hipertexto...
pronome relativo (podemos substituí-lo por “o qual” car- ... 20 anos depois de seu artigo fundador...
regas no peito)
E - tira um fiapo do ombro – temos aqui uma oração 29-) As palavras destacadas que expressam ideia de
assindética (sem conjunção “final”) tempo são:
(A) algo, especialmente e Quando.
RESPOSTA: “C”. (B) Desde, especialmente e algo.
(C) especialmente, Quando e depois.
27-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO (D) Desde, Quando e depois.
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- (E) Desde, algo e depois.
NESP/2011) Em – A falta de modos dos homens da Casa
de Windsor é proverbial, mas o príncipe Edward dizen- As palavras que nos dão a noção, ideia de tempo são:
do bobagens para estranhos no Quirguistão incomo- desde, quando e depois.
dou a embaixadora americana.
A conjunção destacada pode ser substituída por RESPOSTA: “D”.

109
LÍNGUA PORTUGUESA

30- (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- 32-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
Assinale a alternativa contendo frase com redação de NESP/2013) Na passagem – Nesse contexto, governos e
acordo com a norma-padrão de concordância. empresas estão fechando o cerco contra a corrupção e a
(A) Pensava na necessidade de ser substituído de fraude, valendo-se dos mais variados mecanismos... – a
imediato os métodos existentes. oração destacada expressa, em relação à anterior, sen-
(B) Substitui-se os métodos de recuperação de infor- tido que responde à pergunta:
mações que se ligava especialmente à pesquisa acadêmica. (A) “Quando?”
(C) No hipertexto, a textualidade funciona por se- (B) “Por quê?”
quências fixas que se estabeleceram previamente. (C) “Como?”
(D) O inventor pensava em textos que já deveria es- (D) “Para quê?”
tar disponíveis em rede. (E) “Onde?”
(E) Era procurado por ele máquinas com as quais
pudesse capturar o brilhantismo anárquico da imagi- Questão que envolve conhecimento de coesão e coe-
nação humana. rência. Se perguntássemos à primeira oração “COMO o
governo está fechando o cerco contra a corrupção?”, ob-
Coloquei entre parênteses a correção: teríamos a resposta apresentada pela oração em destaque.
(A) Pensava na necessidade de ser substituído (serem
substituídos) de imediato os métodos existentes. RESPOSTA: “C”.
(B) Substitui-se (substituem-se) os métodos de recupe-
ração de informações que se ligava (ligavam) especialmen- 33-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
te à pesquisa acadêmica. PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
(C) No hipertexto, a textualidade funciona por sequên- NESP/2013) Assinale a alternativa em que todos os ver-
cias fixas que se estabeleceram previamente. bos estão empregados de acordo com a norma-padrão.
(D) O inventor pensava em textos que já deveria (deve- (A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes
riam) estar disponíveis em rede. da impressão definitiva.
(E) Era procurado (eram procuradas) por ele máquinas (B) Não haverá prova do crime se o réu se manter
com as quais pudesse capturar o brilhantismo anárquico da em silêncio.
imaginação humana. (C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a
trabalhar no feriado.
RESPOSTA: “C”. (D) Ficarão surpresos quando o verem com a toga...
(E) Se você quer a promoção, é necessário que a re-
31-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO quera a seu superior.
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- Realizei a correção entre parênteses:
NESP/2013) Assinale a alternativa com as palavras (A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da
acentuadas segundo as regras de acentuação, respecti- impressão definitiva.
vamente, de intercâmbio e antropológico. (B) Não haverá prova do crime se o réu se manter
(A) Distúrbio e acórdão. (mantiver) em silêncio.
(B) Máquina e jiló. (C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem (dispu-
(C) Alvará e Vândalo. serem) a trabalhar no feriado.
(D) Consciência e características. (D) Ficarão surpresos quando o verem (virem) com a
(E) Órgão e órfãs. toga...
(E) Se você quer a promoção, é necessário que a reque-
Para que saibamos qual alternativa assinalar, primeiro ra (requeira) a seu superior.
temos que classificar as palavras do enunciado quanto à
posição de sua sílaba tônica: RESPOSTA: “A”.
Intercâmbio = paroxítona terminada em ditongo; An-
tropológico = proparoxítona (todas são acentuadas). Ago-
ra, vamos à análise dos itens apresentados:
(A) Distúrbio = paroxítona terminada em ditongo;
acórdão = paroxítona terminada em “ão”
(B) Máquina = proparoxítona; jiló = oxítona terminada em “o”
(C) Alvará = oxítona terminada em “a”; Vândalo = pro-
paroxítona
(D) Consciência = paroxítona terminada em ditongo;
características = proparoxítona
(E) Órgão e órfãs = ambas: paroxítona terminada em
“ão” e “ã”, respectivamente.

RESPOSTA: “D”.

110
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Números inteiros; Números Naturais; Numeração decimal; Operações fundamentais como: Adição, Subtração, Divisão e
Multiplicação; Simplificação; Medindo o tempo: horas, minutos e segundos; Problemas matemáticos; radiciação; potencia-
ção; máximo divisor comum; mínimo divisor comum; ......................................................................................................................................01
Sistema de medidas: medidas de comprimento, superfície, volume, capacidade, tempo, massa, m² e metro linear; proble-
mas usando as quatro operações. ..............................................................................................................................................................................07
Conjunto de números: naturais, inteiros, racionais, irracionais, reais, operações, expressões (cálculo); .....................................12
Matemática Financeira; Porcentagem; Juros Simples e Composto; .............................................................................................................12
Regras de três simples e composta;............................................................................................................................................................................21
Sistema Monetário Nacional (Real); ...........................................................................................................................................................................26
Equação de 1º grau: resolução; problemas de 1º grau; Inequações do 1º grau; ..................................................................................28
Equação de 2º grau: resolução das equações completas, incompletas, problemas do 2º grau; Equações fracionárias; ....28
Relação e Função: domínio, contradomínio e imagem; ....................................................................................................................................33
Função do 1º grau; função constante; ......................................................................................................................................................................33
Razão e Proporção; ...........................................................................................................................................................................................................38
Grandezas Proporcionais;................................................................................................................................................................................................43
Expressões Algébricas; Fração Algébrica; ................................................................................................................................................................48
Sistemas de numeração; Operações no conjunto dos números naturais; Operações fundamentais com números racionais;
Múltiplos e divisores em N; Radiciação; Conjunto de números fracionários; Operações fundamentais com números fracio-
nários; Problemas com números fracionários; Números decimais; .............................................................................................................50
Geometria Analítica; ..........................................................................................................................................................................................................51
Geometria Espacial; ...........................................................................................................................................................................................................56
Geometria Plana: Plano, Área, Perímetro, Ângulo, Reta, Segmento de Reta e Ponto Teorema de Tales; Teorema de Pitágo-
ras...............................................................................................................................................................................................................................................63
Noções de trigonometria; ..............................................................................................................................................................................................70
Relação entre grandezas: tabelas e gráficos; .........................................................................................................................................................73
Progressão Aritmética (PA) e Progressão Geométrica (PG); ............................................................................................................................77
Sistemas Lineares; ..............................................................................................................................................................................................................85
Números complexos; ........................................................................................................................................................................................................96
Função exponencial: equação e inequação exponencial; Função logarítmica; .......................................................................................98
Análise combinatória; .......................................................................................................................................................................................................98
Probabilidade; ......................................................................................................................................................................................................................99
Estatística; ........................................................................................................................................................................................................................... 101
Função do 2º grau;.......................................................................................................................................................................................................... 103
Trigonometria da 1ª volta: seno, cosseno, tangente, relação fundamental. ......................................................................................... 103
Avaliação de sequência lógica e coordenação viso-motora, orientação espacial e temporal, formação de conceitos, dis-
criminação de elementos, reversibilidade, sequência lógica de números, letras, palavras e figuras. Problemas lógicos com
dados, figuras e palitos. ................................................................................................................................................................................................ 103
Compreensão do processo lógico que, a partir de um conjunto de hipóteses, conduz, de forma válida, a conclusões
determinadas. Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; deduzir novas
informações das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. ..... 118
Compreensão e elaboração da lógica das situações por meio de: raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio quan-
titativo e raciocínio sequencial................................................................................................................................................................................... 133
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Subconjuntos de
NÚMEROS INTEIROS; NÚMEROS NATURAIS; Vale lembrar que um asterisco, colocado junto à letra
NUMERAÇÃO DECIMAL; OPERAÇÕES que simboliza um conjunto, significa que o zero foi excluí-
do de tal conjunto.
FUNDAMENTAIS COMO: ADIÇÃO,
SUBTRAÇÃO, DIVISÃO E MULTIPLICAÇÃO;
SIMPLIFICAÇÃO; MEDINDO O TEMPO:
HORAS, MINUTOS E SEGUNDOS;
PROBLEMAS MATEMÁTICOS; RADICIAÇÃO; Expressões Numéricas
POTENCIAÇÃO; MÁXIMO DIVISOR COMUM;
MÍNIMO DIVISOR COMUM; Nas expressões numéricas aparecem adições, subtra-
ções, multiplicações e divisões. Todas as operações podem
acontecer em uma única expressão. Para resolver as ex-
pressões numéricas utilizamos alguns procedimentos:
Números Naturais Se em uma expressão numérica aparecer as quatro ope-
rações, devemos resolver a multiplicação ou a divisão pri-
Os números naturais são o modelo matemático neces- meiramente, na ordem em que elas aparecerem e somente
sário para efetuar uma contagem. depois a adição e a subtração, também na ordem em que
Começando por zero e acrescentando sempre uma uni- aparecerem e os parênteses são resolvidos primeiro.
dade, obtemos os elementos dos números naturais:
Exemplo 1

10 + 12 – 6 + 7
A construção dos Números Naturais 22 – 6 + 7
- Todo número natural dado tem um sucessor (número 16 + 7
que vem depois do número dado), considerando também 23
o zero.
Exemplos: Seja m um número natural. Exemplo 2
a) O sucessor de m é m+1.
b) O sucessor de 0 é 1. 40 – 9 x 4 + 23
c) O sucessor de 1 é 2. 40 – 36 + 23
d) O sucessor de 19 é 20. 4 + 23
27
- Se um número natural é sucessor de outro, então os
Exemplo 3
dois números juntos são chamados números consecutivos.
25-(50-30)+4x5
Exemplos: 25-20+20=25
a) 1 e 2 são números consecutivos.
b) 5 e 6 são números consecutivos. Números Inteiros
c) 50 e 51 são números consecutivos.
Podemos dizer que este conjunto é composto pelos
- Vários números formam uma coleção de números na- números naturais, o conjunto dos opostos dos números
turais consecutivos se o segundo é sucessor do primeiro, naturais e o zero. Este conjunto pode ser representado por:
o terceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do
terceiro e assim sucessivamente.
Exemplos:
a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos. Subconjuntos do conjunto  :
b) 5, 6 e 7 são consecutivos.
c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos. 1)

- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um


antecessor (número que vem antes do número dado).
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente 2)
de zero.
a) O antecessor do número m é m-1.
b) O antecessor de 2 é 1.
c) O antecessor de 56 é 55. 3)
d) O antecessor de 10 é 9.

1
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Números Racionais
Chama-se de número racional a todo número que pode
ser expresso na forma , onde a e b são inteiros quaisquer,
com b≠0

Assim, os números são dois


exemplos de números racionais.

Representação Decimal das Frações

Temos 2 possíveis casos para transformar frações em


decimais
2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada;
1º) Decimais exatos: quando dividirmos a fração, o nú- para tanto, vamos apresentar o procedimento através de
mero decimal terá um número finito de algarismos após a alguns exemplos:
vírgula. Exemplo 1

Seja a dízima 0, 333... .

Façamos x = 0,333... e multipliquemos ambos os mem-


bros por 10: 10x = 3,333
Subtraindo, membro a membro, a primeira igualdade
da segunda:
10x – x = 3,333... – 0,333... → 9x = 3 → x = 3/9
3
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração .
9
2º) Terá um número infinito de algarismos após a vírgu-
Exemplo 2
la, mas lembrando que a dízima deve ser periódica para ser
número racional
Seja a dízima 5, 1717... .
OBS: período da dízima são os números que se repe- Façamos x = 5,1717... e 100x = 517,1717... .
tem, se não repetir não é dízima periódica e assim números Subtraindo membro a membro, temos:
irracionais, que trataremos mais a frente. 99x = 512 → x = 512/99
Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração 512/99 .

Números Irracionais
Identificação de números irracionais

- Todas as dízimas periódicas são números racionais.


- Todos os números inteiros são racionais.
- Todas as frações ordinárias são números racionais.
- Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
- Todas as raízes inexatas são números irracionais.
Representação Fracionária dos Números Decimais - A soma de um número racional com um número irra-
cional é sempre um número irracional.
- A diferença de dois números irracionais, pode ser um
Trata-se do problema inverso: estando o número ra-
número racional.
cional escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo na
-Os números irracionais não podem ser expressos na
forma de fração. Temos dois casos:
forma , com a e b inteiros e b≠0.
1º) Transformamos o número em uma fração cujo nu- Exemplo:  -  = 0 e 0 é um número racional.
merador é o número decimal sem a vírgula e o denomina-
dor é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros - O quociente de dois números irracionais, pode ser um
quantas forem as casas decimais do número decimal dado: número racional.

Exemplo:  :  =  = 2  e 2 é um número racional.

- O produto de dois números irracionais, pode ser um


número racional.

2
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Intervalo:{a,b[
Exemplo:  .  =  = 5 e 5 é um número racional. Conjunto {x∈R|a≤x<b}
Intervalo fechado à direita – números reais maiores que
Exemplo:radicais( a raiz quadrada de um núme- a e menores ou iguais a b.
ro natural, se não inteira, é irracional.

Números Reais
Intervalo:]a,b]
Conjunto:{x∈R|a<x≤b}

INTERVALOS IIMITADOS

Semirreta esquerda, fechada de origem b- números


reais menores ou iguais a b.

Intervalo:]-∞,b]
Conjunto:{x∈R|x≤b}

Semirreta esquerda, aberta de origem b – números


reais menores que b.

Fonte: www.estudokids.com.br
Intervalo:]-∞,b[
Representação na reta
Conjunto:{x∈R|x<b}

Semirreta direita, fechada de origem a – números reais


maiores ou iguais a a.

Intervalo:[a,+ ∞[
INTERVALOS LIMITADOS Conjunto:{x∈R|x≥a}
Intervalo fechado – Números reais maiores do que a ou
iguais a e menores do que b ou iguais a b. Semirreta direita, aberta, de origem a – números reais
maiores que a.

Intervalo:[a,b]
Conjunto: {x∈R|a≤x≤b} Intervalo:]a,+ ∞[
Conjunto:{x∈R|x>a}
Intervalo aberto – números reais maiores que a e me-
nores que b. Potenciação
Os números envolvidos em uma multiplicação são chama-
dos de fatores e o resultado da multiplicação é o produto, quan-
do os fatores são todos iguais existe uma forma diferente de
fazer a representação dessa multiplicação que é a potenciação. 
Intervalo:]a,b[
Conjunto:{x∈R|a<x<b} 2 . 2 . 2 . 2 = 16 → multiplicação de fatores iguais.

Intervalo fechado à esquerda – números reais maiores


que a ou iguais a a e menores do que b.

3
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Casos 2) (am: an = am-n). Em uma divisão de potência de mesma


base. Conserva-se a base e subtraem os expoentes.
1) Todo número elevado ao expoente 0 resulta em 1.
Exemplos:
96 : 92 = 96-2 = 94

2) Todo número elevado ao expoente 1 é o próprio


número.
3) (am)n Potência de potência. Repete-se a base e multi-
plica-se os expoentes.
Exemplos:
(52)3 = 52.3 = 56

3) Todo número negativo, elevado ao expoente par,


resulta em um número positivo.
Radiciação
Radiciação é a operação inversa a potenciação

4) Todo número negativo, elevado ao expoente ím-


par, resulta em um número negativo.

Técnica de Cálculo
A determinação da raiz quadrada de um número torna-
se mais fácil quando o algarismo se encontra fatorado em
5) Se o sinal do expoente for negativo, devemos pas-
números primos. Veja: 
sar o sinal para positivo e inverter o número que está na
base. 

6) Toda vez que a base for igual a zero, não importa o


valor do expoente, o resultado será igual a zero. 

64=2.2.2.2.2.2=26
Como é raiz quadrada a cada dois números iguais “tira-
se” um e multiplica.
Propriedades
1) (am . an  = am+n)  Em uma multiplicação de potências
de mesma base, repete-se a base e  adiciona-se (soma) os 1 1 1
expoentes. Observe: 3.5 = (3.5) 2 = 3 2 .5 2 = 3. 5
Exemplos: De modo geral, se a ∈ R+ , b ∈ R+ , n ∈ N * , então:
54 . 53 = 54+3= 57
(5.5.5.5) .( 5.5.5)= 5.5.5.5.5.5.5 = 57 n
a.b = n a .n b
O radical de índice inteiro e positivo de um produto in-
dicado é igual ao produto dos radicais de mesmo índice
dos fatores do radicando.

4
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Raiz quadrada de frações ordinárias Para fazer esse cálculo, devemos fatorar o 8 e o 20.
1 1
2  2 2 22 2
Observe: =  = 1 =
3 3 3
32
* *
De modo geral, se a ∈ R+ , b ∈ R , n ∈ N , então:
+

a na
n =
b nb Caso tenha:

O radical de índice inteiro e positivo de um quociente


indicado é igual ao quociente dos radicais de mesmo índi-
Não dá para somar, as raízes devem ficar desse modo.
ce dos termos do radicando.
Racionalização de Denominadores
Raiz quadrada números decimais
Normalmente não se apresentam números irracionais
com radicais no denominador. Ao processo que leva à eli-
minação dos radicais do denominador chama-se racionali-
zação do denominador.

Operações 1º Caso:Denominador composto por uma só parcela

Operações

Multiplicação

Exemplo 2º Caso: Denominador composto por duas parcelas.

Divisão
Devemos multiplicar de forma que obtenha uma dife-
rença de quadrados no denominador:

Exemplo
MMC

O mmc de dois ou mais números naturais é o menor


número, excluindo o zero, que é múltiplo desses números.

Adição e subtração Cálculo do m.m.c.

Vamos estudar dois métodos para encontrar o mmc de


dois ou mais números:
1)  Podemos calcular o m.m.c. de dois ou mais números
utilizando a fatoração. Acompanhe o cálculo do m.m.c. de
12 e 30:

5
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

1º) decompomos os números em fatores primos Portanto m.d.c.(36,90) = 18.


2º) o m.m.c. é o produto dos fatores primos comuns e Escrevendo a fatoração do número na forma de potên-
não comuns: cia temos:
                   12   =  2  x  2  x  3 36 = 22 x 32
                   30   =          2  x  3   x  5 90 = 2  x 32 x 5
m.m.c (12,30)  = 2  x  2  x  3   x  5 Portanto m.d.c.(36,90) = 2 x 32 = 18.
Escrevendo a fatoração dos números na forma de 2) Processo das divisões sucessivas : Nesse processo
potência, temos: efetuamos várias divisões até chegar a uma divisão exata.
12 = 22  x  3 O divisor desta divisão é o m.d.c. Acompanhe o cálculo do
30 = 2   x  3  x  5  m.d.c.(48,30).
m.m.c (12,30)  = 22  x  3  x  5 Regra prática:
1º) dividimos o número maior pelo número menor;
O mmc de dois ou mais números, quando fatorados,     48 / 30 = 1 (com resto 18)
é o produto dos fatores comuns e não comuns , cada um 2º) dividimos o divisor 30, que é divisor da divisão an-
com seu maior expoente terior, por 18, que é o resto da divisão anterior, e assim
sucessivamente;
2) Método da decomposição simultânea     30 / 18 = 1 (com resto 12)
Vamos encontrar o mmc (15, 24, 60) 18 / 12 = 1 (com resto 6)
12 / 6 = 2 (com resto zero - divisão exata)

3º) O divisor da divisão exata é 6. Então m.d.c.(48,30) = 6.


OBS:
1.Dois ou mais números são primos entre si quando o
máximo divisor comum entre eles é o número.
2.Dados dois ou mais números, se um deles é divisor
de todos os outros, então ele é o mdc dos números dados.

Problemas
Neste processo decompomos todos os números ao
mesmo tempo, num dispositivo como mostra a figura aci- 1. Uma indústria de tecidos fabrica retalhos de mesmo
ma. O produto dos fatores primos que obtemos nessa de- comprimento. Após realizarem os cortes necessários, verifi-
composição é o m.m.c. desses números. cou-se que duas peças restantes tinham as seguintes medi-
Portanto, m.m.c.(15,24,60) = 2 x 2 x 2 x 3 x 5 = 120 das: 156 centímetros e 234 centímetros. O gerente de produ-
OBS: ção ao ser informado das medidas, deu a ordem para que o
1. Dados dois ou mais números, se um deles é múlti- funcionário cortasse o pano em partes iguais e de maior com-
plo de todos os outros, então ele é o m.m.c. dos números primento possível. Como ele poderá resolver essa situação? 
dados.
2. Dados dois números primos entre si, o mmc deles é 2. Uma empresa de logística é composta de três áreas:
o produto desses números. administrativa, operacional e vendedores. A área administra-
tiva é composta de 30 funcionários, a operacional de 48 e a
MDC de vendedores com 36 pessoas. Ao final do ano, a empresa
realiza uma integração entre as três áreas, de modo que to-
Máximo divisor comum (mdc) dos os funcionários participem ativamente. As equipes de-
vem conter o mesmo número de funcionários com o maior
É o maior divisor comum entre dois ou mais núme- número possível. Determine quantos funcionários devem
ros naturais. Usamos a abreviação MDC participar de cada equipe e o número possível de equipes. 
Cálculo do m.d.c
3. (PUC–SP) Numa linha de produção, certo tipo de
Vamos estudar dois métodos para encontrar o mdc de manutenção é feita na máquina A a cada 3 dias, na máqui-
dois ou mais números na B, a cada 4 dias, e na máquina C, a cada 6 dias. Se no dia
1) Um modo de calcular o m.d.c. de dois ou mais nú- 2 de dezembro foi feita a manutenção nas três máquinas,
meros é utilizar a decomposição desses números em fato- após quantos dias as máquinas receberão manutenção no
res primos: mesmo dia. 
- Decompomos os números em fatores primos;
- O m.d.c. é o produto dos fatores primos comuns. 4. Um médico, ao prescrever uma receita, determina que
Acompanhe o cálculo do m.d.c. entre 36 e 90: três medicamentos sejam ingeridos pelo paciente de acordo
36 = 2 x 2 x 3 x 3 com a seguinte escala de horários: remédio A, de 2 em 2 ho-
90 = 2 x 3 x 3 x 5 ras, remédio B, de 3 em 3 horas e remédio C, de 6 em 6 horas.
O m.d.c. é o produto dos fatores primos comuns => Caso o paciente utilize os três remédios às 8 horas da manhã,
m.d.c.(36,90) = 2 x 3 x 3 qual será o próximo horário de ingestão dos mesmos?

6
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

5. João tinha 20 bolinhas de gude e queria distribuí-las entre ele e 3 amigos de modo que cada um ficasse com um
número par de bolinhas e nenhum deles ficasse com o mesmo número que o outro. Com quantas bolinhas ficou cada
menino? 

Resposta

1. Calculamos o MDC entre 156 e 234 e o resultado é :  os retalhos devem ter 78 cm de comprimento. 

2. Calculamos o MDC entre 30, 48 e 36. O número de equipes será igual a 19, com 6 participantes cada uma. 

3. Calculamos o MMC entre 3, 4 e 6. Concluímos que após 12 dias, a manutenção será feita nas três máquinas. Portanto,
dia 14 de dezembro. 

4. Calculamos o MMC entre 2, 3 e 6. De 6 em 6 horas os três remédios serão ingeridos juntos. Portanto, o próximo
horário será às 14 horas. 

5. Se o primeiro menino ficar com 2 bolinhas, sobrarão 18 bolinhas para os outros 3 meninos. Se o segundo receber 4,
sobrarão 14 bolinhas para os outros dois meninos. O terceiro menino receberá 6 bolinhas e o quarto receberá 8 bolinhas.

SISTEMA DE MEDIDAS: MEDIDAS DE


COMPRIMENTO, SUPERFÍCIE, VOLUME,
CAPACIDADE, TEMPO, MASSA, M² E METRO
LINEAR; PROBLEMAS USANDO AS QUATRO
OPERAÇÕES.

Sistema de Medidas Decimais

Um sistema de medidas é um conjunto de unidades de medida que mantém algumas relações entre si. O sistema
métrico decimal é hoje o mais conhecido e usado no mundo todo. Na tabela seguinte, listamos as unidades de medida de
comprimento do sistema métrico. A unidade fundamental é o metro, porque dele derivam as demais.

Unidades de Comprimento
km hm dam m dm cm mm
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Há, de fato, unidades quase sem uso prático, mas elas têm uma função. Servem para que o sistema tenha um padrão:
cada unidade vale sempre 10 vezes a unidade menor seguinte.
Por isso, o sistema é chamado decimal.
E há mais um detalhe: embora o decímetro não seja útil na prática, o decímetro cúbico é muito usado com o nome
popular de litro.
As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado (km2), hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais usadas, na prática, são o quilômetro
quadrado, o metro quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades rurais com o nome de hec-
tare (ha): 1 hm2 = 1 ha.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como nos
comprimentos. Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100 = 102.

Unidades de Área
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2

7
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Agora, vejamos as unidades de volume. De novo, temos a lista: quilômetro cúbico (km3), hectômetro cúbico (hm3), etc.
Na prática, são muitos usados o metro cúbico e o centímetro cúbico.
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000 =
103, o sistema continua sendo decimal.

Unidades de Volume
km 3
hm 3
dam3 m3 dm3 cm3 mm3
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3

A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. Se o volume da água que enche um tanque é de 7 000 litros,
dizemos que essa é a capacidade do tanque. A unidade fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm3.
Cada unidade vale 10 vezes a unidade menor seguinte.

Unidades de Capacidade
kl hl dal l dl cl ml
quilolitro hectolitro decalitro litro decilitro centímetro mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o grama.

Unidades de Massa
kg hg dag g dg cg mg
quilograma hectograma decagrama grama decigrama centigrama miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001g

Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t):
1t = 1000 kg.

Não Decimais

Desse grupo, o sistema hora – minuto – segundo, que mede intervalos de tempo, é o mais conhecido.
2h = 2 . 60min = 120 min = 120 . 60s = 7 200s

Para passar de uma unidade para a menor seguinte, multiplica-se por 60.
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos; como 1 décimo de hora corresponde a 6 minutos, conclui-se que 0,3h = 18min.

Para medir ângulos, também temos um sistema não decimal. Nesse caso, a unidade básica é o grau. Na astronomia, na
cartografia e na navegação são necessárias medidas inferiores a 1º. Temos, então:
1 grau equivale a 60 minutos (1º = 60’)
1 minuto equivale a 60 segundos (1’ = 60”)

Os minutos e os segundos dos ângulos não são, é claro, os mesmos do sistema hora – minuto – segundo. Há uma
coincidência de nomes, mas até os símbolos que os indicam são diferentes:
1h32min24s é um intervalo de tempo ou um instante do dia.
1º 32’ 24” é a medida de um ângulo.

Por motivos óbvios, cálculos no sistema hora – minuto – segundo são similares a cálculos no sistema grau – minuto –
segundo, embora esses sistemas correspondam a grandezas distintas.
Há ainda um sistema não-decimal, criado há algumas décadas, que vem se tornando conhecido. Ele é usado para medir a in-
formação armazenada em memória de computadores, disquetes, discos compacto, etc. As unidades de medida são bytes (b), kilo-
bytes (kb), megabytes (Mb), etc. Apesar de se usarem os prefixos “kilo” e “mega”, essas unidades não formam um sistema decimal.
Um kilobyte equivale a 210 bytes e 1 megabyte equivale a 210 kilobytes.

8
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Exercícios

1. Raquel saiu de casa às 13h 45min, caminhando até o curso de inglês que fica a 15 minutos de sua casa, e che-
gou na hora da aula cuja duração é de uma hora e meia. A que horas terminará a aula de inglês?
a) 14h
b) 14h 30min
c) 15h 15min
d) 15h 30min
e) 15h 45min

2. 348 mm3 equivalem a quantos decilitros?

3. Quantos decalitros equivalem a 1 m3?

4. Passe 50 dm2 para hectômetros quadrados.

5. Quantos quilômetros cúbicos equivalem a 14 mm3?

6. Quantos centilitros equivalem a 15 hl?

7. Passe 5.200 gramas para quilogramas.

8. Converta 2,5 metros em centímetros.

9. Quantos minutos equivalem a 5h05min?

10. Quantos minutos se passaram das 9h50min até as 10h35min?

Respostas

1) Resposta “D”.
Solução: Basta somarmos todos os valores mencionados no enunciado do teste, ou seja:
13h 45min + 15 min + 1h 30 min = 15h 30min

Logo, a questão correta é a letra D.

2) Resposta “0, 00348 dl”.


Solução: Como 1 cm3 equivale a 1 ml, é melhor dividirmos 348 mm3 por mil, para obtermos o seu equivalente em cen-
tímetros cúbicos: 0,348 cm3.
Logo 348 mm3 equivalem a 0, 348 ml, já que cm3 e ml se equivalem.

Neste ponto já convertemos de uma unidade de medida de volume, para uma unidade de medida de capacidade.
Falta-nos passarmos de mililitros para decilitros, quando então passaremos dois níveis à esquerda. Dividiremos então
por 10 duas vezes:

Logo, 348 mm³ equivalem a 0, 00348 dl.

3) Resposta “100 dal”.


Solução: Sabemos que 1 m3 equivale a 1.000 l, portanto para convertermos de litros a decalitros, passaremos um nível
à esquerda.
Dividiremos então 1.000 por 10 apenas uma vez:

Isto equivale a passar a vírgula uma casa para a esquerda.


Poderíamos também raciocinar da seguinte forma:

9
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Como 1 m3 equivale a 1 kl, basta fazermos a conversão de 1 kl para decalitros, quando então passaremos dois níveis à
direita. Multiplicaremos então 1 por 10 duas vezes:

Logo, 100 dal equivalem a 1 m³.

4) Resposta “0, 00005 hm²”.


Solução: Para passarmos de decímetros quadrados para hectômetros quadrados, passaremos três níveis à esquerda.
Dividiremos então por 100 três vezes:

Isto equivale a passar a vírgula seis casas para a esquerda.

Portanto, 50 dm² é igual a 0, 00005 hm².

5) Resposta “0,000000000000000014 km3, ou a 1,4 x 10-17 km3”.  


Solução: Para passarmos de milímetros cúbicos para quilômetros cúbicos, passaremos seis níveis à esquerda. Dividire-
mos então 14 por 1000 seis vezes:

Portanto, 0, 000000000000000014 km3, ou a 1,4 x 10-17 km3 se expresso em notação científica equivalem a 14 mm3.

6) Resposta “150.000 cl”.


Solução: Para irmos de hectolitros a centilitros, passaremos quatro níveis à direita.
Multiplicaremos então 15 por 10 quatro vezes:

Isto equivale a passar a vírgula quatro casas para a direita.

Logo, 150.000 cl equivalem a 15 hl.

7) Resposta “5,2 kg”.


Solução: Para passarmos 5.200 gramas para quilogramas, devemos dividir (porque na tabela grama está à direita de
quilograma) 5.200 por 10 três vezes, pois para passarmos de gramas para quilogramas saltamos três níveis à esquerda.
Primeiro passamos de grama para decagrama, depois de decagrama para hectograma e finalmente de hectograma
para quilograma:

Isto equivale a passar a vírgula três casas para a esquerda.

Portanto, 5.200 g são iguais a 5,2 kg.

8) Resposta “250 cm”.


Solução: Para convertermos 2,5 metros em centímetros, devemos multiplicar (porque na tabela metro está à esquerda
de centímetro) 2,5 por 10 duas vezes, pois para passarmos de metros para centímetros saltamos dois níveis à direita.
Primeiro passamos de metros para decímetros e depois de decímetros para centímetros:

Isto equivale a passar a vírgula duas casas para a direita.

Logo, 2,5 m é igual a 250 cm.

10
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

9) Resposta “305min”. Para subtrair unidades de medida de tempo, o proces-


Solução: so é semelhante ao usado na adição.
(5 . 60) + 5 = 305 min. Ex; vamos subtrair 4 h 41 min 44 s de 7 h 53 min 36 s
Horaminutosegundo
10) Resposta “45 min”. 7 5336
Solução: 45 min 4 4144
--------------------------------------------------
Unidade de tempo
Perceba que a subtração 36 s – 44 s não é possível nos
A unidade padrão de medida de tempo é o segundo, números naturais, então, vamos retirar 1 min de 53 min,
abreviado por s. transformar esse 1 min em 60 s e acrescenta-los aos 36 s.
Os múltiplos do segundo são: Assim:
Hora minuto segundo
Hora Minuto Segundo 7 52 96
h min s 4 41 44
------------------------------------------------
3600 s 60 s 1s
3 11 52
Para multiplicarmos uma unidade de medida de tempo
Usamos o sistema sexagesimal, que emprega a base
por um número natural, devemos multiplicar as horas, mi-
sessenta. Os múltiplos do segundo enquadram-se nesse
sistema. Repare que cada unidade é sessenta vezes maior nutos e segundos Por esse número natural.
que a unidade que a antecede. Ex: multiplicar 4 h 52 min 8 s por 6
1 h = 60 min 4 h52 min 8 s
1 min = 60 s X6
--------------------------------------
Para transformar uma unidade em outra imediatamen- 24h 312 min48 s
te superior, basta dividi-la por 60 e inferior basta multipli-
ca-la por 60. Como 312 min é maior que 1 hora, devemos descobrir
Ex:3h = 3 . 60 = 180 min quantas horas cabem em 312 minutos. Para isso basta divi-
52 min = 52 . 60 = 3120 s dir 312 por 60 onde o resultado é 5 e o resto é 12.
1020 s = 1020 : 60 = 17 min Então 312 min = 5 h 12 min
420 min = 420 : 60 = 7 h Devemos então acrescentar 5 h a 24 h = 29 h e o re-
sultado fica
Ao usarmos o sistema sexagesimal, cada grupo de 60 for- 29 h 12 min 48 s
ma outra classe; então, 60 segundos formam 1 minuto e 60
minutos formam 1 hora. Para adicionarmos unidades de tempo Problemas
vamos tomar cuidado para posicionar hora embaixo de hora,
minuto embaixo de minuto e segundo embaixo de segundo. 1.Dois amigos partiram às 10h 32 min de Aparecida do
Por exemplo: 1)Para adicionarmos 5h 12 min 37 s a 8 Norte e chegaram a Ribeirão Preto às 16 h 8 min. Quanto
h 20 min 11 s, vamos colocar as unidades iguais uma embai- tempo durou a viagem?
xo da outra e depois adicionar os valores da mesma classe.
2. João nasceu numa terça feira às 13 h 45 min 12 s e
Horaminuto segundo Maria nasceu no mesmo dia, às 8 h 13 min 47 s. Determine
5 1237 a diferença entre os horários de nascimento de João e Ma-
8 2011
ria, nessa ordem.
--------------------------------------------
13 3248
3.Um passageiro embarcou em um ônibus na cidade
2)vamos adicionar 8h 19 min 58 s com 2 h 24 min 39 s
A às 14h 32 min 18s, esse ônibus saiu da rodoviária desta
Horaminuto segundo
8 19 58 cidade às 14h 55min 40s e chegou à rodoviária da cidade
224 39 B às 19h 27min 15s,do mesmo dia. Quanto tempo o passa-
------------------------------------------- geiro permaneceu no interior do ônibus?
10 43 97 a) 05h 54min 09s
Note que , na casa dos segundos, obtivemos 97 s e b) 04h 05min 57s
vamos decompor esse valor em: c) 05h 05min 09s
97 s = 60 s + 37 s = 1 min + 37 s d) 04h 54min 57s
Então, devemos retirar 60 s da classe dos segundos e
acrescentar 1 min na classe dos minutos.
Logo a resposta fica: 10 h 44 min 37 s

11
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Respostas Cálculo de uma Porcentagem: Para calcularmos uma


porcentagem p% de V, basta multiplicarmos a fração p
1.5 h 36 min por V. 100
p
2.5 h 31 min 25 s P% de V = .V
100
3.Vamos considerar o horário de chegada à cidade B e Exemplo 1
o horário que o passageiro entrou no ônibus
19 h27 min15 seg 23
23% de 240 = . 240 = 55,2
14 h32 min18 seg 100
Exemplo 2
Para subtrair 18 de 15 não é possível então empresta-
mos 1 minuto dos 27 Em uma pesquisa de mercado, constatou-se que 67%
Que passa a ser 26 e no lugar de 15 seg usamos 15 de uma amostra assistem a um certo programa de TV.
+60(que é 1 min). Então Se a população é de 56.000 habitantes, quantas pessoas
75 – 18 = 57 seg. assistem ao tal programa?

O mesmo acontece com os minutos. Vamos emprestar 1 67


Resolução: 67% de 56 000 = .56000 = 37520
hora das 19 que passa a ser 18 e no lugar de 26 minutos usa- 100
mos 26 + 60 ( que é uma hora). Então 86 – 32 = 54 minutos Resposta: 37 520 pessoas.
Por fim 18 h – 14 h = 4 horas
Resp. 4 horas 54 min e 57 seg. Porcentagem que o lucro representa em relação ao
preço de custo e em relação ao preço de venda

CONJUNTO DE NÚMEROS: NATURAIS, Chamamos de lucro em uma transação comercial de


INTEIROS, RACIONAIS, IRRACIONAIS, REAIS, compra e venda a diferença entre o preço de venda e o
OPERAÇÕES, EXPRESSÕES (CÁLCULO); preço de custo.
Lucro = preço de venda – preço de custo
Caso essa diferença seja negativa, ela será chamada de
prejuízo.
“Caro Candidato, o Tópico acima foi abordado
em: Números inteiros; Números Naturais; Numeração
Assim, podemos escrever:
decimal; Operações fundamentais como: Adição,
Subtração, Divisão e Multiplicação; Simplificação; Preço de custo + lucro = preço de venda
Medindo o tempo: horas, minutos e segundos; Preço de custo – prejuízos = preço de venda
Problemas matemáticos; radiciação; potenciação;
máximo divisor comum; mínimo divisor comum; “ Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem
de duas formas:
Lucro sobre o custo = lucro/preço de custo. 100%
Lucro sobre a venda = lucro/preço de venda. 100%
MATEMÁTICA FINANCEIRA; PORCENTAGEM;
JUROS SIMPLES E COMPOSTO;
Observação: A mesma análise pode ser feita para o
caso de prejuízo.

PORCENTAGEM Exemplo

É uma fração de denominador centesimal, ou seja, Uma mercadoria foi comprada por R$ 500,00 e vendida
é uma fração de denominador 100. Representamos por R$ 800,00.
porcentagem pelo símbolo % e lê-se: “por cento”. Pede-se:
- o lucro obtido na transação;
50
Deste modo, a fração é uma porcentagem que - a porcentagem de lucro sobre o preço de custo;
100 - a porcentagem de lucro sobre o preço de venda.
podemos representar por 50%.
Resposta:
Forma Decimal: É comum representarmos uma Lucro = 800 – 500 = R$ 300,00
porcentagem na forma decimal, por exemplo, 35% na Lc = 300 = 0,60 = 60%
500
forma decimal seriam representados por 0,35.
300
75
Lv = = 0,375 = 37,5%
800
75% = = 0,75
100

12
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Aumento Sendo V2 o valor após o segundo desconto, temos:

Aumento Percentual: Consideremos um valor inicial p2


V2 = V1 . (1 – )
V que deve sofrer um aumento de p% de seu valor. 100
Chamemos de A o valor do aumento e VA o valor após o V2 = V . (1 – p1 ) . (1 – p2 )
aumento. Então, A = p% de V = p . V 100 100
100
Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá
p sofrer um aumento de p1% e, sucessivamente, um desconto
VA = V + A = V + .V de p2%.
100
p Sendo V1 o valor após o aumento, temos:
VA = ( 1 + ).V p
V1 = V . (1+ 1 )
100
100
p
Em que (1 + 100 ) é o fator de aumento.
Sendo V2 o valor após o desconto, temos:
V2 = V1 . (1 – p2 )
100
Desconto
V2 = V . (1 + p1 ) . (1 – p2 )
100 100
Desconto Percentual: Consideremos um valor inicial
V que deve sofrer um desconto de p% de seu valor. Exemplo
Chamemos de D o valor do desconto e VD o valor após o
desconto. Então, D = p% de V = p . V (VUNESP-SP) Uma instituição bancária oferece um
100 rendimento de 15% ao ano para depósitos feitos numa
certa modalidade de aplicação financeira. Um cliente deste
p banco deposita 1 000 reais nessa aplicação. Ao final de n
VD = V – D = V – .V
100 anos, o capital que esse cliente terá em reais, relativo a esse
p depósito, são:
VD = (1 – ).V
100 n
p  p 
Em que (1 – ) é o fator de desconto. Resolução: VA = 1 +  .v
100  100 
n
Exemplo VA = 1. 15  .1000
 100 
Uma empresa admite um funcionário no mês de janeiro V = 1 000 . (1,15)n
A

sabendo que, já em março, ele terá 40% de aumento. Se a VA = 1 000 . 1,15n


empresa deseja que o salário desse funcionário, a partir de VA = 1 150,00n
março, seja R$ 3 500,00, com que salário deve admiti-lo?
Resolução: VA = 1,4 . V
3 500 = 1,4 . V QUESTÕES
3500
V= = 2500
1 - (PREF. AMPARO/SP – AGENTE ESCOLAR – CON-
1,4
RIO/2014) Se em um tanque de um carro for misturado 45
Resposta: R$ 2 500,00 litros de etanol em 28 litros de gasolina, qual será o percen-
tual aproximado de gasolina nesse tanque?
Aumentos e Descontos Sucessivos: Consideremos
A) 38,357%
um valor inicial V, e vamos considerar que ele irá sofrer
B) 38,356%
dois aumentos sucessivos de p1% e p2%. Sendo V1 o valor
C) 38,358%
após o primeiro aumento, temos:
p
V1 = V . (1 + 1 ) D) 38,359%
100
Sendo V2 o valor após o segundo aumento, temos: 2 - (CEF / Escriturário) Uma pessoa x pode realizar
V2 = V1 . (1 + p2 ) uma certa tarefa em 12 horas. Outra pessoa, y, é 50% mais
100 eficiente que x. Nessas condições, o número de horas ne-
p p cessárias para que y realize essa tarefa é :
V2 = V . (1 + 1 ) . (1 + 2 )
100 100 A) 4
Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá B) 5
sofrer dois descontos sucessivos de p1% e p2%. C) 6
D) 7
Sendo V1 o valor após o primeiro desconto, temos: E) 8
V1 = V. (1 – p1 )
100

13
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

3 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Observe a tabela que indica o consumo mensal de uma mesma torneira da pia
de uma cozinha, aberta meia volta por um minuto, uma vez ao dia.

Em relação ao cosumo mensal da torneira alimentada pela água da rua, o da torneira alimentada pela água da caixa
representa, aproximadamente,
A) 20%
B) 26%
C) 30%
D) 35%
E) 40%

4 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) O preço de uma mercadoria, na loja J, é
de R$ 50,00. O dono da loja J resolve reajustar o preço dessa mercadoria em 20%. A mesma mercadoria, na loja K, é vendida
por R$ 40,00. O dono da loja K resolve reajustar o preço dessa mercadoria de maneira a igualar o preço praticado na loja J
após o reajuste de 20%. Dessa maneira o dono da loja K deve reajustar o preço em
A) 20%.
B) 50%.
C) 10%.
D) 15%.
E) 60%.

5 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) O preço de venda de um produto, des-
contado um imposto de 16% que incide sobre esse mesmo preço, supera o preço de compra em 40%, os quais constituem
o lucro líquido do vendedor. Em quantos por cento, aproximadamente, o preço de venda é superior ao de compra?
A) 67%.
B) 61%.
C) 65%.
D) 63%.
E) 69%.

6 - (DPE/SP – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – FCC/2013) Um comerciante comprou uma mercadoria por R$
350,00. Para estabelecer o preço de venda desse produto em sua loja, o comerciante decidiu que o valor deveria ser sufi-
ciente para dar 30% de desconto sobre o preço de venda e ainda assim garantir lucro de 20% sobre o preço de compra.
Nessas condições, o preço que o comerciante deve vender essa mercadoria é igual a
A) R$ 620,00.
B) R$ 580,00.
C) R$ 600,00.
D) R$ 590,00.
E) R$ 610,00.

7 - (DPE/SP – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – FCC/2013) Uma bolsa contém apenas 5 bolas brancas e 7 bolas
pretas. Sorteando ao acaso uma bola dessa bolsa, a probabilidade de que ela seja preta é
A) maior do que 55% e menor do que 60%.
B) menor do que 50%.
C) maior do que 65%.
D) maior do que 50% e menor do que 55%.
E) maior do que 60% e menor do que 65%.

8 - PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYAMA/2013) Das 80 crianças que responderam a uma enquete referente
a sua fruta favorita, 70% eram meninos. Dentre as meninas, 25% responderam que sua fruta favorita era a maçã. Sendo
assim, qual porcentagem representa, em relação a todas as crianças entrevistadas, as meninas que têm a maçã como fruta
preferida?

14
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

A) 10% RESPOSTAS
B) 1,5%
C) 25% 1 - RESPOSTA: “B”.
D) 7,5% Mistura:28+45=73
E) 5% 73------100%
28------x
9 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014) X=38,356%
Numa liquidação de bebidas, um atacadista fez a seguinte
promoção: 2 - RESPOSTA “C”.
12 horas → 100 %
50 % de 12 horas = = 6 horas

X = 12 horas → 100 % = total de horas trabalhado


Y = 50 % mais rápido que X.
Então, se 50% de 12 horas equivalem a 6 horas, logo Y
faz o mesmo trabalho em 6 horas.

3 - RESPOSTA: “B”.
Alexandre comprou duas embalagens nessa promoção
e revendeu cada unidade por R$3,50. O lucro obtido por
ele com a revenda das latas de cerveja das duas embala-
gens completas foi: 4 - RESPOSTA: “B”.
A) R$33,60
B) R$28,60
C) R$26,40
D) R$40,80
E) R$43,20

10 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014) O reajuste deve ser de 50%.


Leilão de veículos apreendidos do Detran aconteceu no dia
7 de dezembro. 5 - RESPOSTA: “A”.
Preço de venda: PV
O Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe – De- Preço de compra: PC
tran/SE – realizou, no dia 7 de dezembro, sábado, às 9 ho-
ras, no Espaço Emes, um leilão de veículos apreendidos em Note que: 1,4 = 100%+40% ou 1+0,4.Como ele supe-
fiscalizações de trânsito. Ao todo foram leiloados 195 veí- rou o preço de venda (100%) em 40% , isso significa soma
culos, sendo que 183 foram comercializados como sucatas aos 100% mais 40%, logo 140%= 1,4.
e 12 foram vendidos como aptos para circulação.
PV - 0,16PV = 1,4PC
Quem arrematou algum dos lotes disponíveis no leilão 0,84PV=1,4PC
pagou 20% do lance mais 5% de comissão do leiloeiro no
ato da arrematação. Os 80% restantes foram pagos impre-
terivelmente até o dia 11 de dezembro.
Fonte: http://www.ssp.se.gov.br05/12/13 (modificada).
O preço de venda é 67% superior ao preço de compra.
Vitor arrematou um lote, pagou o combinado no ato
da arrematação e os R$28.800,00 restantes no dia 10 de 6 - RESPOSTA: “C”.
dezembro. Com base nas informações contidas no texto, Preço de venda: PV
calcule o valor total gasto por Vitor nesse leilão. Preço de compra: 350
30% de desconto, deixa o produto com 70% do seu
A) R$34.600,00 valor.
B) R$36.000,00 Como ele queria ter um lucro de 20% sobre o preço
C) R$35.400,00 de compra, devemos multiplicar por 1,2(350+0,2.350) ➜
D) R$32.000,00 0,7PV = 1,2 . 350
E) R$37.800,00

O preço de venda deve ser R$600,00.

15
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

7 - RESPOSTA: “A”. Devemos sempre relacionar taxa e tempo numa mesma


Ao todo tem 12 bolas, portanto a probabilidade de se unidade:
tirar uma preta é: Taxa anual --------------------- tempo em anos
Taxa mensal-------------------- tempo em meses
Taxa diária---------------------- tempo em dias

Consideremos, como exemplo, o seguinte problema:


8 - RESPOSTA: “D”.
Tem que ser menina E gostar de maçã. Uma pessoa empresta a outra, a juros simples, a quan-
Meninas:100-70=30% tia de R$ 3. 000,00, pelo prazo de 4 meses, à taxa de 2% ao
mês. Quanto deverá ser pago de juros?
, simplificando temos ➜
P = 0,075 . 100% = 7,5%. Resolução:

9 - RESPOSTA: “A”. - Capital aplicado (C): R$ 3.000,00


- Tempo de aplicação (t): 4 meses
- Taxa (i): 2% ou 0,02 a.m. (= ao mês)

Fazendo o cálculo, mês a mês:


- No final do 1º período (1 mês), os juros serão: 0,02 x
R$ 3.000,00 = R$ 60,00
- No final do 2º período (2 meses), os juros serão: R$
60,00 + R$ 60,00 = R$ 120,00
- No final do 3º período (3 meses), os juros serão: R$
120,00 + R$ 60,00 = R$ 180,00
- No final do 4º período (4 meses), os juros serão: R$
O lucro de Alexandre foi de R$33,60. 180,00 + R$ 60,00 = R$ 240,00
Desse modo, no final da aplicação, deverão ser pagos
10 - RESPOSTA: “E”. R$ 240,00 de juros.
R$28.800-------80%
x------------------100% Fazendo o cálculo, período a período:
- No final do 1º período, os juros serão: i.C
- No final do 2º período, os juros serão: i.C + i.C
- No final do 3º período, os juros serão: i.C + i.C + i.C
------------------------------------------------------------
- No final do período t, os juros serão: i.C + i.C + i.C + ... + i.C

Portanto, temos:
Valor total: R$36.000,00+R$1.800,00=R$37.800,00
J=C.i.t
JUROS SIMPLES
Observações:
Toda vez que falamos em juros estamos nos referindo
a uma quantia em dinheiro que deve ser paga por um 1) A taxa i e o tempo t devem ser expressos na mesma
devedor, pela utilização de dinheiro de um credor (aquele unidade.
que empresta). 2) Nessa fórmula, a taxa i deve ser expressa na forma
decimal.
- Os juros são representados pela letra j. 3) Chamamos de montante (M) a soma do capital
- O dinheiro que se deposita ou se empresta chamamos com os juros, ou seja: Na fórmula J= C . i . t, temos quatro
de capital e é representado pela letra C. variáveis. Se três delas forem valores conhecidos, podemos
- O tempo de depósito ou de empréstimo é calcular o 4º valor.
representado pela letra t.
- A taxa de juros é a razão centesimal que incide sobre M=C+ j
um capital durante certo tempo. É representado pela letra i
e utilizada para calcular juros. Exemplo

Chamamos de simples os juros que são somados ao A que taxa esteve empregado o capital de R$ 20.000,00
capital inicial no final da aplicação. para render, em 3 anos, R$ 28.800,00 de juros? (Observação:
Como o tempo está em anos devemos ter uma taxa anual.)

16
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

C = R$ 20.000,00 Fórmula para o cálculo de Juros compostos


t = 3 anos Considere o capital inicial (principal P) $1000,00
j = R$ 28.800,00 aplicado a uma taxa mensal de juros compostos ( i ) de
i = ? (ao ano) 10% (i = 10% a.m.). Vamos calcular os montantes (principal
+ juros), mês a mês:
j = C.i.t Após o 1º mês, teremos: M1 = 1000 x 1,1 = 1100 = 1000(1
100 + 0,1)
28 800 = 20000..i.3 Após o 2º mês, teremos: M2 = 1100 x 1,1 = 1210 = 1000(1
100 + 0,1)2
28 800 = 600 . i Após o 3º mês, teremos: M3 = 1210 x 1,1 = 1331 = 1000(1
+ 0,1)3
i = 28.800 .................................................................................................
600 Após o nº (enésimo) mês, sendo S o montante, teremos
i = 48 evidentemente: S = 1000(1 + 0,1)n

Resposta: 48% ao ano. De uma forma genérica, teremos para um principal


P, aplicado a uma taxa de juros compostos i durante o
JUROS COMPOSTOS período n : S = P (1 + i)n onde S = montante, P = principal,
i = taxa de juros e n = número de períodos que o principal
O capital inicial (principal) pode crescer, como já sabemos, P (capital inicial) foi aplicado.
devido aos juros, segundo duas modalidades, a saber: Nota: Na fórmula acima, as unidades de tempo
Juros simples - ao longo do tempo, somente o principal referentes à taxa de juros (i) e do período (n), tem de ser
rende juros. necessariamente iguais. Este é um detalhe importantíssimo,
Juros compostos - após cada período, os juros são que não pode ser esquecido! Assim, por exemplo, se a taxa
incorporados ao principal e passam, por sua vez, a render for 2% ao mês e o período 3 anos, deveremos considerar
juros. Também conhecido como “juros sobre juros”. 2% ao mês durante 3x12=36 meses.
Vamos ilustrar a diferença entre os crescimentos de um
capital através juros simples e juros compostos, com um Exemplos
exemplo: Suponha que $100,00 são empregados a uma taxa 1 – Expresse o número de períodos n de uma aplicação,
de 10% a.a. (ao ano) Teremos: em função do montante S e da taxa de aplicação i por
período.

Solução:
Temos S = P(1+i)n
Logo, S/P = (1+i)n
Pelo que já conhecemos de logaritmos, poderemos
escrever:
n = log (1+ i ) (S/P) . Portanto, usando logaritmo decimal
Observe que o crescimento do principal segundo juros (base 10), vem:
simples é LINEAR enquanto que o crescimento segundo juros log(S / P) log S − log P
compostos é EXPONENCIAL, e, portanto tem um crescimento n= =
muito mais “rápido”. Isto poderia ser ilustrado graficamente log(1+ i) log(1+ i)
da seguinte forma:
Temos também da expressão acima que: n.log(1 + i) =
logS – logP

Deste exemplo, dá para perceber que o estudo dos


juros compostos é uma aplicação prática do estudo dos
logaritmos.
2 – Um capital é aplicado em regime de juros
compostos a uma taxa mensal de 2% (2% a.m.). Depois de
quanto tempo este capital estará duplicado?

Solução: Sabemos que S = P (1 + i)n. Quando o capital


Na prática, as empresas, órgãos governamentais e inicial estiver duplicado, teremos S = 2P.
investidores particulares costumam reinvestir as quantias Substituindo, vem: 2P = P(1+0,02)n [Obs: 0,02 = 2/100 = 2%]
geradas pelas aplicações financeiras, o que justifica o Simplificando, fica:
emprego mais comum de juros compostos na Economia. Na 2 = 1,02n , que é uma equação exponencial simples.
verdade, o uso de juros simples não se justifica em estudos Teremos então: n = log1,022 = log2 /log1,02 = 0,30103
econômicos. / 0,00860 = 35

17
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Nota: log2 = 0,30103 e log1,02 = 0,00860; estes valores 5. PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)
podem ser obtidos rapidamente em máquinas calculadoras Polícia autua 16 condutores durante blitz da Lei Seca
científicas. Caso uma questão assim caia no vestibular, o No dia 27 de novembro, uma equipe da Companhia
examinador teria de informar os valores dos logaritmos de Polícia de Trânsito(CPTran) da Polícia Militar do Estado
necessários, ou então permitir o uso de calculadora na de Sergipe realizou blitz da Lei Seca na Avenida Beira Mar.
prova, o que não é comum no Brasil. Durante a ação, a polícia autuou 16 condutores.
Portanto, o capital estaria duplicado após 35 meses Segundo o capitão Fábio <achado, comandante da CP-
(observe que a taxa de juros do problema é mensal), o que Tran, 12 pessoas foram notificadas por infrações diversas e
equivale a 2 anos e 11 meses. quatro por desobediência à Lei Seca[...].
Resposta: 2 anos e 11 meses. O quarteto detido foi multado em R$1.910,54 cada e teve
a Carteira Nacional de Trânsito (CNH) suspensa por um ano.
EXERCÍCIOS (Fonte: PM/SE 28/11/13, modificada)
Investindo um capital inicial no valor total das quatros
1. (SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDA- mulas durante um período de dez meses, com juros de 5% ao
DE – FCC/2012) Renato aplicou uma quantia no regime de mês, no sistema de juros simples, o total de juros obtidos será:
capitalização de juros simples de 1,25% ao mês. Ao final de A) R$2.768,15
um ano, sacou todo o dinheiro da aplicação, gastou meta- B) R$1.595,27
de dele para comprar um imóvel e aplicou o restante, por C) R$3.821,08
quatro meses, em outro fundo, que rendia juros simples de D) R$9.552,70
1,5% ao mês. Ao final desse período, ele encerrou a aplica- E) R$1.910,54
ção, sacando um total de R$ 95.082,00. A quantia inicial, em
reais, aplicada por Renato no primeiro investimento foi de 6. (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – IN-
A) 154.000,00 DEC/2013) Uma aplicação financeira rende mensalmente
B) 156.000,00 0,72%. Após 3 meses, um capital investido de R$ 14.000,00
C) 158.000,00 renderá: (Considere juros compostos)
D) 160.000,00 A) R$ 267,92
E) 162.000,00 B) R$ 285,49
C) R$300,45
2. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMI- D) R$304,58
NISTRATIVO – FCC/2014) José Luiz aplicou R$60.000,00
num fundo de investimento, em regime de juros compos- 7. (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA –
tos, com taxa de 2% ao mês. Após 3 meses, o montante que INDEC/2013) Qual a porcentagem de rendimento mensal
José Luiz poderá sacar é de um capital de R$ 5.000,00 que rende R$ 420,00 após 6
A) R$63.600,00. meses?
B) R$63.672,48. (Considere juros simples)
C) R$63.854,58. A) 2,2%
D) R$62.425,00. B) 1,6%
E) R$62.400,00. C) 1,4%
D) 0,7%
3. CREA/PR – AGENTE ADMINISTRATIVO – FUNDA-
TEC/2013) Um empréstimo de R$ 50.000,00 será pago no 8. (PM/SP – OFICIAL – VUNESP/2013) Pretendendo
prazo de 5 meses, com juros simples de 2,5% a.m. (ao mês). aplicar em um fundo que rende juros compostos, um inves-
Nesse sentido, o valor da dívida na data do seu vencimento tidor fez uma simulação. Na simulação feita, se ele aplicar
será: hoje R$ 10.000,00 e R$ 20.000,00 daqui a um ano, e não fi-
A) R$6.250,00. zer nenhuma retirada, o saldo daqui a dois anos será de R$
B) R$16.250,00. 38.400,00. Desse modo, é correto afirmar que a taxa anual
C) R$42.650,00. de juros considerada nessa simulação foi de
D) R$56.250,00. A) 12%.
E) R$62.250,00. B) 15%.
C) 18%.
4. (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA- D) 20%.
MA/2013) Teresa pagou uma conta no valor de R$ 400,00 E) 21%.
com seis dias de atraso. Por isso, foi acrescido, sobre o valor
da conta, juro de 0,5% em regime simples, para cada dia 9. (TRT 1ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRA-
de atraso. Com isso, qual foi o valor total pago por Teresa? TIVA – FCC/2013) Juliano possui R$ 29.000,00 aplicados em um
A) R$ 420,00. regime de juros compostos e deseja comprar um carro cujo
B) R$ 412,00. preço à vista é R$30.000,00. Se nos próximos meses essa apli-
C) R$ 410,00. cação render 1% ao mês e o preço do carro se mantiver, o nú-
D) R$ 415,00. mero mínimo de meses necessário para que Juliano tenha em
E) R$ 422,00. sua aplicação uma quantia suficiente para comprar o carro é

18
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

A) 7.
B) 4.
C) 5.
D) 6.
E) 3.

10. (BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – CESGRANRIO/2012) João tomou um empréstimo de R$900,00 a juros com-
postos de 10% ao mês. Dois meses depois, João pagou R$600,00 e, um mês após esse pagamento, liquidou o empréstimo.
O valor desse último pagamento foi, em reais, aproximadamente,
A) 240,00
B) 330,00
C) 429,00
D) 489,00
E) 538,00
RESPOSTAS

1 - RESPOSTA: “B”.
Quantia inicial: C= 25.000 ; i=1,25% a.m = 0,0125 ; t= 1 ano = 12 meses
M= J+C e J= C.i.t da junção dessas duas fórmulas temos : M=C.(1+i.t),aplicando

Como ele gastou metade e a outra metade ele aplicou a uma taxa i=1,5% a.m=0,015 e t=4m e sacou após esse período
R$ 95.082,00

95.082 = 0,6095C ➜ ➜ C= 156.000

A quantia inicial foi de R$ 156.000,00.

2 - RESPOSTA: “B”.
C=60.000 ; i = 2% a.m = 0,02 ; t = 3m

O montante a ser sacado será de R$ 63.672,48.

3 - RESPOSTA: “D”.
J=C.i.t C = 50.000 ; i = 2,5% a.m = 0,025 ; t = 5m
J=50 000.0,025.5
J=6250
M=C+J
M=50 000+6 250=56250
O valor da dívida é R$56.250,00.

4 – RESPOSTA: “B”.

C = 400 ; t = 6 d ; i = 0,5% a.d = 0,005

O valor que ela deve pagar é R$412,00.

19
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

5 - RESPOSTA: “C”.

O juros obtido será R$3.821,08.

6 - RESPOSTA: “D”.
i = 0,72%a.m = 0,0072 ; t = 3m ; C = 14.000

Como ele quer saber os juros:


M = C+J ➜ J = 14304,58-14000 = 304,58
A aplicação renderá R$ 304,58.

7 - RESPOSTA: “C”.
C = 5.000 ; J = 420 ; t = 6m
J=C.i.t ➜ 420=5000.i.6

A porcentagem será de 1,4%.

8 - RESPOSTA: “D”.

C1º ano = 10.000 ; C2º ano = 20.000

M1+M2 = 384000

Têm se uma equação do segundo grau, usa-seentão a fórmula de Bhaskara:

É correto afirmar que a taxa é de 20%

20
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

9 - RESPOSTA: “B”.

C=29.000 ; M=30.000 ; i=1%a.m = 0,01

Teremos que substituir os valores de t, portanto vamos começar dos números mais baixos:
1,013=1,0303, está próximo, mas ainda é menor
1,014=1,0406
Como t=4 passou o número que precisava(1,0344), então ele tem que aplicar no mínimo por 4 meses.

10 - RESPOSTA: “E”.

C = 900 ; i = 10% a.m=0,10 ; t = 2m ; pagou 2 meses depois R$ 600,00 e liquidou após 1 mês

Depois de dois meses João pagou R$ 600,00.

1089-600=489

REGRAS DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA;

REGRA DE TRÊS SIMPLES

Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente ou inversamente proporcionais podem ser resolvidos através
de um processo prático, chamado regra de três simples.

Exemplo 1: Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos litros de álcool esse carro gastaria para percorrer 210 km?

Solução:
O problema envolve duas grandezas: distância e litros de álcool.
Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser consumido.
Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e as grandezas de espécies diferentes que se
correspondem em uma mesma linha:
Distância (km) Litros de álcool
180 15
210 x
Na coluna em que aparece a variável x (“litros de álcool”), vamos colocar uma flecha:
Distância (km) Litros de álcool
180 15  
210 x

21
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo Exemplo 3: Ao participar de um treino de Fórmula


de álcool também duplica. Então, as grandezas distância 1, um competidor, imprimindo velocidade média de 200
e litros de álcool são diretamente proporcionais. No es- km/h, faz o percurso em 18 segundos. Se sua velocidade
quema que estamos montando, indicamos esse fato colo- fosse de 240 km/h, qual o tempo que ele teria gasto no
cando uma flecha na coluna “distância” no mesmo sentido percurso?
da flecha da coluna “litros de álcool”: Vamos representar pela letra x o tempo procurado.
Estamos relacionando dois valores da grandeza
Distância (km) Litros de álcool velocidade (200 km/h e 240 km/h) com dois valores da
180 15 grandeza tempo (18 s e x s).
210 x Queremos determinar um desses valores, conhecidos
os outros três.

mesmo sentido Tempo gasto para fazer o


Velocidade
Armando a proporção pela orientação das flechas, temos: percurso
200 km/h 18 s
180 6 15
= 6x = 7 . 15 6x = 105 x = 105 x
210 7 x = 17,5 6 240 km/h x

Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool. Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo
gasto para fazer o percurso cairá para a metade; logo,
Exemplo 2: Viajando de automóvel, à velocidade as grandezas são inversamente proporcionais. Assim, os
de 60 km/h, eu gastaria 4 h para fazer certo percurso. números 200 e 240 são inversamente proporcionais aos
Aumentando a velocidade para 80 km/h, em quanto tempo números 18 e x.
farei esse percurso? Daí temos:
Solução: Indicando por x o número de horas e colocando
as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e 200 . 18 = 240 . x
as grandezas de espécies diferentes que se correspondem 3 600 = 240x
em uma mesma linha, temos: 240x = 3 600
x = 3600
Velocidade (km/h) Tempo (h) 240
60 4 x = 15
80 x
Conclui-se, então, que se o competidor tivesse andan-
Na coluna em que aparece a variável x (“tempo”), do em 200 km/h, teria gasto 18 segundos para realizar o
vamos colocar uma flecha: percurso.
Velocidade (km/h) Tempo (h) REGRA DE TRÊS COMPOSTA
60 4
80 x
O processo usado para resolver problemas que
Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo
envolvem mais de duas grandezas, diretamente ou
fica reduzido à metade. Isso significa que as grandezas
inversamente proporcionais, é chamado regra de três
velocidade e tempo são inversamente proporcionais.
No nosso esquema, esse fato é indicado colocando-se na composta.
coluna “velocidade” uma flecha em sentido contrário ao
da flecha da coluna “tempo”: Exemplo 1: Em 4 dias 8 máquinas produziram 160
peças. Em quanto tempo 6 máquinas iguais às primeiras
Velocidade (km/h) Tempo (h) produziriam 300 dessas peças?
60 4 Solução: Indiquemos o número de dias por x.
80 x Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma
só coluna e as grandezas de espécies diferentes que se
correspondem em uma mesma linha. Na coluna em que
sentidos contrários aparece a variável x (“dias”), coloquemos uma flecha:
Na montagem da proporção devemos seguir o sentido
das flechas. Assim, temos: Máquinas Peças Dias
4 80 4
12 8 160 4  
= 4x = 4 . 3 4x = 12 x= x=3 6 300 x
x 60 3 4
Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x.
Resposta: Farei esse percurso em 3 h.

22
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

As grandezas peças e dias são diretamente


proporcionais. No nosso esquema isso será indicado
colocando-se na coluna “peças” uma flecha no mesmo
sentido da flecha da coluna “dias”:

Máquinas Peças Dias


8 160 4
6 300 x As grandezas “pessoas” e “estrada” são diretamente
proporcionais. No nosso esquema isso será indicado colo-
Mesmo sentido cando-se na coluna “estrada” uma flecha no mesmo senti-
do da flecha da coluna “pessoas”:
As grandezas máquinas e dias são inversamente
proporcionais (duplicando o número de máquinas, o
número de dias fica reduzido à metade). No nosso esquema
isso será indicado colocando-se na coluna (máquinas) uma
flecha no sentido contrário ao da flecha da coluna “dias”:

Máquinas Peças Dias


8 160 4
6 300 x
Como já haviam 210 pessoas trabalhando, logo 315 –
Sentidos contrários 210 = 105 pessoas.

Agora vamos montar4 a proporção, igualando a razão Reposta: Devem ser contratados 105 pessoas.
que contém o x, que é , com o produto das outras razões,
x
obtidas segundo a orientação das flechas  6 160  : Questões
 . 
4 6 2 160 8
1
 8 300 
= . 1 – (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPE-
x 81 30015
5
RACIONAL – VUNESP/2013) Um atleta está treinando
4 2 para fazer 1 500 metros em 5 minutos. Como ele pretende
= 4 2.5
=> 2x = 4 . 5 a x= => x = 10 manter um ritmo sempre constante, deve fazer cada 100
x 5 21 metros em
A) 15 segundos.
Resposta: Em 10 dias. B) 20 segundos.
C) 22 segundos.
Exemplo 2: Uma empreiteira contratou 210 pessoas D) 25 segundos.
para pavimentar uma estrada de 300 km em 1 ano. Após E) 30 segundos.
4 meses de serviço, apenas 75 km estavam pavimentados.
Quantos empregados ainda devem ser contratados para 2 – (SAP/SP – AGENTE DE SEGURANÇA PENITEN-
CIÁRIA DE CLASSE I – VUNESP/2013) Uma máquina de-
que a obra seja concluída no tempo previsto?
mora 1 hora para fabricar 4 500 peças. Essa mesma máqui-
na, mantendo o mesmo funcionamento, para fabricar 3 375
Solução: Em de ano foi pavimentada de estrada.
dessas mesmas peças, irá levar
A) 55 min.
Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x. B) 15 min.
C) 35 min.
D) 1h 15min.
E) 45 min.

3 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF.


Sentido contrário IMARUÍ/2014) Manoel vendeu seu carro por R$27.000,00(-
vinte e sete mil reais) e teve um prejuízo de 10%(dez por
cento) sobre o valor de custo do tal veículo, por quanto
As grandezas “pessoas” e “tempo” são inversamente Manoel adquiriu o carro em questão?
proporcionais (duplicando o número de pessoas, o tem- A) R$24.300,00
po fica reduzido à metade). No nosso esquema isso será B) R$29.700,00
indicado colocando-se na coluna “tempo” uma flecha no C) R$30.000,00
sentido contrário ao da flecha da coluna “pessoas”: D)R$33.000,00
E) R$36.000,00

23
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

4 - (DNOCS -2010) Das 96 pessoas que participaram A) 29.


de uma festa de Confraternização dos funcionários do De- B) 30.
partamento Nacional de Obras Contra as Secas, sabe-se C) 33.
que 75% eram do sexo masculino. Se, num dado momento D) 28.
antes do término da festa, foi constatado que a porcen- E) 31.
tagem dos homens havia se reduzido a 60% do total das
pessoas presentes, enquanto que o número de mulheres 9 - (TRF 3ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2014) Sa-
permaneceu inalterado, até o final da festa, então a quanti- be-se que uma máquina copiadora imprime 80 cópias em
dade de homens que haviam se retirado era? 1 minuto e 15 segundos. O tempo necessário para que 7
A) 36. máquinas copiadoras, de mesma capacidade que a primei-
B) 38. ra citada, possam imprimir 3360 cópias é de
C) 40. A) 15 minutos.
D) 42. B) 3 minutos e 45 segundos.
E) 44. C) 7 minutos e 30 segundos.
D) 4 minutos e 50 segundos.
5 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em uma ma- E) 7 minutos.
quete, uma janela de formato retangular mede 2,0 cm de
largura por 3,5 cm de comprimento. No edifício, a largura 10 – (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-
real dessa janela será de 1,2 m. O comprimento real corres- MA/2013) Os 5 funcionários de uma padaria produzem,
pondente será de: utilizando três fornos, um total de 2500 pães ao longo das
A) 1,8 m 10 horas de sua jornada de trabalho. No entanto, o dono
B) 1,35 m de tal padaria pretende contratar mais um funcionário,
C) 1,5 m comprar mais um forno e reduzir a jornada de trabalho de
D) 2,1 m seus funcionários para 8 horas diárias. Considerando que
E) 2,45 m
todos os fornos e funcionários produzem em igual quan-
tidade e ritmo, qual será, após as mudanças, o número de
6 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMI-
pães produzidos por dia?
NISTRATIVO – FCC/2014) O trabalho de varrição de 6.000
A) 2300 pães.
m² de calçada é feita em um dia de trabalho por 18 varre-
B) 3000 pães.
dores trabalhando 5 horas por dia. Mantendo-se as mes-
C) 2600 pães.
mas proporções, 15 varredores varrerão 7.500 m² de calça-
D) 3200 pães.
das, em um dia, trabalhando por dia, o tempo de
E) 3600 pães.
A) 8 horas e 15 minutos.
B) 9 horas.
C) 7 horas e 45 minutos. Respostas
D) 7 horas e 30 minutos.
E) 5 horas e 30 minutos. 1- RESPOSTA: “B”
Como as alternativas estão em segundo, devemos tra-
7 – (PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL/2014) balhar com o tempo em segundo.
Uma equipe constituída por 20 operários, trabalhando 8 1 minuto = 60 segundos ; logo 5minutos = 60.5 = 300
horas por dia durante 60 dias, realiza o calçamento de uma segundos
área igual a 4800 m². Se essa equipe fosse constituída por
15 operários, trabalhando 10 horas por dia, durante 80 Metro Segundos
dias, faria o calçamento de uma área igual a: 1500 ----- 300
A) 4500 m² 100 ----- x
B) 5000 m²
C) 5200 m² Como estamos trabalhando com duas grandezas dire-
D) 6000 m² tamente proporcionais temos:
E) 6200 m²

8 – (PC/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VU-


NESP/2014) Dez funcionários de uma repartição traba-
lham 8 horas por dia, durante 27 dias, para atender certo 15.x = 300.1 ➜ 15x = 300 ➜ x = 20 segundos
número de pessoas. Se um funcionário doente foi afastado
por tempo indeterminado e outro se aposentou, o total de
dias que os funcionários restantes levarão para atender o
mesmo número de pessoas, trabalhando uma hora a mais
por dia, no mesmo ritmo de trabalho, será:

24
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

2- RESPOSTA: “E”. 6. - RESPOSTA: “D”.


Peças Tempo Comparando- se cada grandeza com aquela onde esta o x.
4500 ----- 1 h M²↑ varredores↓ horas↑
3375 ----- x 6000--------------18-------------- 5
7500--------------15--------------- x
Como estamos trabalhando com duas grandezas dire-
tamente proporcionais temos: Quanto mais a área, mais horas(diretamente proporcionais)
Quanto menos trabalhadores, mais horas(inversamen-
te proporcionais)

4500.x = 3375.1 ➜ x = 0,75 h

Como a resposta esta em minutos devemos achar o


correspondente em minutos
Hora Minutos
1 ------ 60
0,75 ----- x
1.x = 0,75.60 ➜ x = 45 minutos.
Como 0,5 h equivale a 30 minutos , logo o tempo será
3. RESPOSTA : “C” de 7 horas e 30 minutos.
Como ele teve um prejuízo de 10%, quer dizer 27000
é 90% do valor total. 7 - RESPOSTA: “D”.
Valor % Operários↑ horas↑ dias↑ área↑
27000 ------ 90 20-----------------8-------------60-------4800
X ------- 100
15----------------10------------80-------- x
= 27000.10 ➜ 9x = 270000
Todas as grandezas são diretamente proporcionais,
logo:
➜ x = 30000.

4. RESPOSTA : “A”

75% Homens = 72
25% Mulheres = 24 Antes

40% Mulheres = 24
60% Homens = x Depois 8- RESPOSTA: “B”
Temos 10 funcionários inicialmente, com os afasta-
40% -------------- 24 mento esse número passou para 8. Se eles trabalham 8
60% -------------- x horas por dia , passarão a trabalhar uma hora a mais per-
fazendo um total de 9 horas, nesta condições temos:
40x = 60 . 24 ➜ x = ➜ x = 36. Funcionários↑ horas↑ dias↓
10---------------8--------------27
Portanto: 72 – 36 = 36 Homens se retiraram. 8----------------9-------------- x

Quanto menos funcionários, mais dias devem ser tra-


5. RESPOTA: “D” balhados (inversamente proporcionais).
Transformando de cm para metro temos : 1 metro = Quanto mais horas por dia, menos dias devem ser tra-
100cm balhados (inversamente proporcionais).
➜ 2 cm = 0,02 m e 3,5 cm = 0,035 m
Largura comprimento Funcionários↓ horas↓ dias↓
0,02m ------------ 0,035m 8---------------9-------------- 27
1,2m ------------- x 10----------------8----------------x

➜ x.8.9 = 27.10.8 ➜ 72x = 2160 ➜ x =


30 dias.

25
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

9 - RESPOSTA: “C”.
Transformando o tempo para segundos: 1 min e 15 SISTEMA MONETÁRIO NACIONAL (REAL);
segundos = 75 segundos
Quanto mais máquinas menor o tempo (flecha con-
trária) e quanto mais cópias, mais tempo (flecha mesma
posição) Sistema Monetário Nacional

O primeiro dinheiro do Brasil foi à moeda-mercadoria. Du-


Máquina↑ cópias↓ tempo↓ rante muito tempo, o comércio foi feito por meio da troca de
1----------------80-----------75 segundos mercadorias, mesmo após a introdução da moeda de metal.
7--------------3360-----------x As primeiras moedas metálicas (de ouro, prata e cobre)
Devemos deixar as 3 grandezas da mesma forma, in- chegaram com o início da colonização portuguesa. A unida-
vertendo os valores de” máquina”. de monetária de Portugal, o Real, foi usada no Brasil duran-
te todo o período colonial. Assim, tudo se contava em réis
Máquina↓ cópias↓ tempo↓ (plural popular de real) com moedas fabricadas em Portugal
e no Brasil. O Real (R) vigorou até 07 de outubro de 1833. De
7----------------80----------75 segundos
acordo com a Lei nº 59, de 08 de outubro de 1833, entrou
1--------------3360--------- x em vigor o Mil-Réis (Rs), múltiplo do real, como unidade
monetária, adotada até 31 de outubro de 1942.
No século XX, o Brasil adotou nove sistemas monetários
➜ x.7.80 = 75.1.3360 ➜ 560x = ou nove moedas diferentes (mil-réis, cruzeiro, cruzeiro novo,
252000 ➜ x = 450 segundos cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real, real).
Por meio do Decreto-Lei nº 4.791, de 05 de outubro de
Transformando 1942, uma nova unidade monetária, o cruzeiro – Cr$ veio
1minuto-----60segundos substituir o mil-réis, na base de Cr$ 1,00 por mil-réis.
A denominação “cruzeiro” origina-se das moedas de
x-------------450
ouro (pesadas em gramas ao título de 900 milésimos de
x=7,5 minutos=7 minutos e 30segundos. metal e 100 milésimos de liga adequada), emitidas na for-
ma do Decreto nº 5.108, de 18 de dezembro de 1926, no
10 - RESPOSTA: “D”. regime do ouro como padrão monetário.
Funcionários↑ Fornos ↑ pães ↑ horas↑ O Decreto-Lei nº 1, de 13 de novembro de 1965, trans-
5--------------------3-----------2500----------10 formou o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro novo – NCr$, na base
6--------------------4-------------x--------------8 de NCr$ 1,00 por Cr$ 1.000. A partir de 15 de maio de 1970
As flecham indicam se as grandezas são inversamente e até 27 de fevereiro de 1986, a unidade monetária foi no-
ou diretamente proporcionais. vamente o cruzeiro (Cr$).
Em 27 de fevereiro de 1986, Dílson Funaro, ministro da
Quanto mais funcionários mais pães são feitos(dire-
Fazenda, anunciou o Plano Cruzado (Decreto-Lei nº 2.283,
tamente) de 27 de fevereiro de 1986): o cruzeiro – Cr$ se transformou
em cruzado – Cz$, na base de Cz$ 1,00 por Cr$ 1.000 (vi-
gorou de 28 de fevereiro de 1986 a 15 de janeiro de 1989).
Em novembro do mesmo ano, o Plano Cruzado II tentou
novamente a estabilização da moeda. Em junho de 1987,
Luiz Carlos Brésser Pereira, ministro da Fazenda, anunciou
o Plano Brésser: um Plano Cruzado “requentado” avaliou
Mário Henrique Simonsen.
Em 15 de janeiro de 1989, Maílson da Nóbrega, ministro
da Fazenda, anunciou o Plano Verão (Medida Provisória nº 32,
de 15 de janeiro de 1989): o cruzado – Cz$ se transformou em
cruzado novo – NCz$, na base de NCz$ 1,00 por Cz$ 1.000,00
(vigorou de 16 de janeiro de 1989 a 15 de março de 1990).
Em 15 de março de 1990, Zélia Cardoso de Mello, minis-
tra da Fazenda, anunciou o Plano Collor (Medida Provisória
nº 168, de 15 de março de 1990): o cruzado novo – NCz$ se
transformou em cruzeiro – Cr$, na base de Cr$ 1,00 por NCz$
1,00 (vigorou de 16 de março de 1990 a 28 de julho de 1993).
Em janeiro de 1991, a inflação já passava de 20% ao mês, e o
Plano Collor II tentou novamente a estabilização da moeda.
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho de1993,
transformou o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro real – CR$, na
base de CR$ 1,00 por Cr$ 1.000,00 (vigorou de 29 de julho
de 1993 a 29 de junho de 1994).

26
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Em 30 de junho de 1994, Fernando Henrique Cardoso, Cruzeiro


ministro da Fazenda, anunciou o Plano Real: o cruzeiro real De NCr$ para Cr$ (com centavos) 15.05.1970
– CR$ se transformou em real – R$, na base de R$ 1,00 por A Resolução nº 144, de 31 de março de 1970 (D.O.U. de
CR$ 2.750,00 (Medida Provisória nº 542, de 30 de junho de 06 de abril de 1970), do Conselho Monetário Nacional, res-
1994, convertida na Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995). tabeleceu a denominação Cruzeiro, a partir de 15 de maio
O artigo 10, I, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de de 1970, mantendo o centavo.
1964, delegou ao Banco Central do Brasil competência para Exemplo: NCr$ 4,75 (quatro cruzeiros novos e seten-
emitir papel-moeda e moeda metálica, competência exclusiva ta e cinco centavos) passou a expressar-se Cr$ 4,75(quatro
consagrada pelo artigo 164 da Constituição Federal de 1988. cruzeiros e setenta e cinco centavos).
Antes da criação do BCB, a Superintendência da Moeda
e do Crédito (SUMOC), o Banco do Brasil e o Tesouro Na- Cruzeiros
cional desempenhavam o papel de autoridade monetária. (sem centavos) 16.08.1984
A SUMOC, criada em 1945 e antecessora do BCB, tinha A Lei nº 7.214, de 15 de agosto de 1984 (D.O.U. de
por finalidade exercer o controle monetário. A SUMOC fi- 16.08.84), extinguiu a fração do Cruzeiro denominada centa-
xava os percentuais de reservas obrigatórias dos bancos vo. Assim, a importância do exemplo, Cr$ 4,75 (quatro cru-
comerciais, as taxas do redesconto e da assistência finan- zeiros e setenta e cinco centavos), passou a escrever-se Cr$
ceira de liquidez, bem como os juros. Além disso, super- 4, eliminando-se a vírgula e os algarismos que a sucediam.
visionava a atuação dos bancos comerciais, orientava a
política cambial e representava o País junto a organismos Cruzado
internacionais. Cr$ 1000 = Cz$1 (com centavos) 28.02.1986
O Banco do Brasil executava as funções de banco do O Decreto-Lei nº 2.283, de 27 de fevereiro de 1986
governo, e o Tesouro Nacional era o órgão emissor de pa- (D.O.U. de 28 de fevereiro de 1986), posteriormente subs-
pel-moeda. tituído pelo Decreto-Lei nº 2.284, de 10 de março de 1986
(D.O.U. de 11 de março de 1986), instituiu o Cruzado como
Cruzeiro nova unidade monetária, equivalente a um mil cruzeiros,
1000 réis = Cr$1(com centavos) 01.11.1942 restabelecendo o centavo. A mudança de padrão foi dis-
O Decreto-Lei nº 4.791, de 05 de outubro de 1942 ciplinada pela Resolução nº 1.100, de 28 de fevereiro de
(D.O.U. de 06 de outubro de 1942), instituiu o Cruzeiro 1986, do Conselho Monetário Nacional.
como unidade monetária brasileira, com equivalência a um Exemplo: Cr$ 1.300.500 (um milhão, trezentos mil e
mil réis. Foi criado o centavo, correspondente à centésima quinhentos cruzeiros) passou a expressar-se Cz$ 1.300,50
parte do cruzeiro. (um mil e trezentos cruzados e cinquenta centavos).
Exemplo: 4:750$400 (quatro contos, setecentos e cin-
quenta mil e quatrocentos réis) passou a expressar-se Cr$ Cruzado Novo
4.750,40 (quatro mil setecentos e cinquenta cruzeiros e Cz$ 1000 = NCz$1 (com centavos) 16.01.1989
quarenta centavos) A Medida Provisória nº 32, de 15 de janeiro de 1989
(D.O.U. de 16 de janeiro de 1989), convertida na Lei nº
Cruzeiro 7.730, de 31 de janeiro de 1989 (D.O.U. de 01 de fevereiro
(sem centavos) 02.12.1964 de 1989), instituiu o Cruzado Novo como unidade do sis-
A Lei nº 4.511, de 01de dezembro de1964 (D.O.U. de tema monetário, correspondente a um mil cruzados, man-
02 de dezembro de 1964), extinguiu a fração do cruzei- tendo o centavo. A Resolução nº 1.565, de 16 de janeiro
ro denominada centavo. Por esse motivo, o valor utilizado de 1989, do Conselho Monetário Nacional, disciplinou a
no exemplo acima passou a ser escrito sem centavos: Cr$ implantação do novo padrão.
4.750 (quatro mil setecentos e cinquenta cruzeiros). Exemplo: Cz$ 1.300,50 (um mil e trezentos cruzados e
cinquenta centavos) passou a expressar-se NCz$ 1,30 (um
Cruzeiro Novo cruzado novo e trinta centavos).
Cr$1000 = NCr$1(com centavos) 13.02.1967
O Decreto-Lei nº 1, de 13 de novembro de1965 (D.O.U. Cruzeiro
de 17 de novembro de 1965), regulamentado pelo Decreto De NCz$ para Cr$ (com centavos) 16.03.1990
nº 60.190, de 08 de fevereiro de1967 (D.O.U. de 09 de fe- A Medida Provisória nº 168, de 15 de março de 1990
vereiro de 1967), instituiu o Cruzeiro Novo como unidade (D.O.U. de 16 de março de 1990), convertida na Lei nº 8.024,
monetária transitória, equivalente a um mil cruzeiros anti- de 12 de abril de 1990 (D.O.U. de 13 de abril de 1990), res-
gos, restabelecendo o centavo. O Conselho Monetário Na- tabeleceu a denominação Cruzeiro para a moeda, corres-
cional, pela Resolução nº 47, de 08 de fevereiro de 1967, pondendo um cruzeiro a um cruzado novo. Ficou mantido
estabeleceu a data de 13.02.67 para início de vigência do o centavo. A mudança de padrão foi regulamentada pela
novo padrão. Resolução nº 1.689, de 18 de março de 1990, do Conselho
Exemplo: Cr$ 4.750 (quatro mil, setecentos e cinquen- Monetário Nacional.
ta cruzeiros) passou a expressar-se NCr$ 4,75(quatro cru- Exemplo: NCz$ 1.500,00 (um mil e quinhentos cruza-
zeiros novos e setenta e cinco centavos). dos novos) passou a expressar-se Cr$ 1.500,00 (um mil e
quinhentos cruzeiros).

27
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Cruzeiro Real
Cr$ 1000 = CR$ 1 (com centavos) 01.08.1993
EQUAÇÃO DE 1º GRAU: RESOLUÇÃO;
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho de 1993
(D.O.U. de 29 de julho de 1993), convertida na Lei nº 8.697, PROBLEMAS DE 1º GRAU; INEQUAÇÕES DO
de 27 de agosto de 1993 (D.O.U. de 28 agosto de 1993), 1º GRAU;
instituiu o Cruzeiro Real, a partir de 01 de agosto de 1993, EQUAÇÃO DE 2º GRAU: RESOLUÇÃO DAS
em substituição ao Cruzeiro, equivalendo um cruzeiro real EQUAÇÕES COMPLETAS, INCOMPLETAS,
a um mil cruzeiros, com a manutenção do centavo. A Re- PROBLEMAS DO 2º GRAU; EQUAÇÕES
solução nº 2.010, de 28 de julho de 1993, do Conselho FRACIONÁRIAS;
Monetário Nacional, disciplinou a mudança na unidade do
sistema monetário.
Exemplo: Cr$ 1.700.500,00 (um milhão, setecentos mil Equação 1º grau
e quinhentos cruzeiros) passou a expressar-se CR$ 1.700,50 Equação é toda sentença matemática aberta represen-
(um mil e setecentos cruzeiros reais e cinquenta centavos). tada por uma igualdade, em que exista uma ou mais letras
que representam números desconhecidos.
Real Equação do 1º grau, na incógnita x, é toda equação re-
CR$ 2.750 = R$ 1(com centavos) 01.07.1994 dutível à forma ax+b=0, em que a e b são números reais,
A Medida Provisória nº 542, de 30 de junho de 1994 chamados coeficientes, com a≠0.
(D.O.U. de 30 de junho de 1994), instituiu o Real como uni- Uma raiz da equação ax+b =0(a≠0) é um valor numéri-
dade do sistema monetário, a partir de 01 de julho de 1994, co de x que, substituindo no 1º membro da equação, tor-
com a equivalência de CR$ 2.750,00 (dois mil, setecentos e na-se igual ao 2º membro.
cinquenta cruzeiros reais), igual à paridade entre a URV e
o Cruzeiro Real fixada para o dia 30 de junho de 1994. Foi Nada mais é que pensarmos em uma balança.
mantido o centavo.
Como medida preparatória à implantação do Real, foi
criada a URV - Unidade Real de Valor - prevista na Medida
Provisória nº 434, publicada no D.O.U. de 28 de fevereiro
de 1994, reeditada com os números 457 (D.O.U. de 30 de
março de 1994) e 482 (D.O.U. de 29 de abril de 1994) e
convertida na Lei nº 8.880, de 27 de maio de 1994 (D.O.U.
de 28 de maio de 1994).
Exemplo: CR$ 11.000.000,00 (onze milhões de cruzeiros
reais) passou a expressar-se R$ 4.000,00 (quatro mil reais).

Banco Central (BC ou Bacen) - Autoridade monetá- A balança deixa os dois lados iguais para equilibrar, a
ria do País responsável pela execução da política financeira equação também.
do governo. Cuida ainda da emissão de moedas, fiscaliza e No exemplo temos:
controla a atividade de todos os bancos no País. 3x+300
Outro lado: x+1000+500
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) - E o equilíbrio?
Órgão internacional que visa ajudar países subdesenvolvi- 3x+300=x+1500
dos e em desenvolvimento na América Latina. A organiza-
ção foi criada em 1959 e está sediada em Washington, nos Quando passamos de um lado para o outro invertemos o sinal
Estados Unidos. 3x-x=1500-300
2x=1200
Banco Mundial - Nome pelo qual o Banco Internacio- X=600
nal de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) é conhe-
cido. Órgão internacional ligado a ONU, a instituição foi Exemplo
criada para ajudar países subdesenvolvidos e em desen- (PREF. DE NITERÓI/RJ – Fiscal de Posturas – FGV/2015)
volvimento. A idade de Pedro hoje, em anos, é igual ao dobro da soma
das idades de seus dois filhos, Paulo e Pierre. Pierre é três
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e anos mais velho do que Paulo. Daqui a dez anos, a idade de
Social (BNDES) - Empresa pública federal vinculada ao Mi- Pierre será a metade da idade que Pedro tem hoje.
nistério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior A soma das idades que Pedro, Paulo e Pierre têm hoje é:
que tem como objetivo financiar empreendimentos para o (A) 72;
desenvolvimento do Brasil. (B) 69;
(C) 66;
(D) 63;
(E) 60.

28
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Resolução Exemplo
A ideia de resolver as equações é literalmente colocar
na linguagem matemática o que está no texto.
“Pierre é três anos mais velho do que Paulo”
Pi=Pa+3
“Daqui a dez anos, a idade de Pierre será a metade da
idade que Pedro tem hoje.”

, portanto não há solução real.

A idade de Pedro hoje, em anos, é igual ao dobro da 2.


soma das idades de seus dois filhos,
Pe=2(Pi+Pa)
Pe=2Pi+2Pa

Lembrando que:
Pi=Pa+3

Substituindo em Pe
Pe=2(Pa+3)+2Pa
Pe=2Pa+6+2Pa
Pe=4Pa+6
3.

Pa+3+10=2Pa+3
Pa=10
Pi=Pa+3
Pi=10+3=13 Se não há solução, pois não existe raiz quadrada
Pe=40+6=46 real de um número negativo.
Soma das idades: 10+13+46=69
Se , há duas soluções iguais:
Resposta: B.

Equação 2º grau Se , há soluções reais diferentes:

A equação do segundo grau é representada pela fór-


mula geral:

Onde a, b e c são números reais, Relações entre Coeficientes e Raízes

Discussão das Raízes Dada as duas raízes:

1.

Soma das Raízes

Se for negativo, não há solução no conjunto dos


números reais.
Produto das Raízes
Se for positivo, a equação tem duas soluções:

29
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Composição de uma equação do 2ºgrau, conhecidas O princípio resolutivo de uma inequação é o mesmo da
as raízes equação, onde temos que organizar os termos semelhan-
tes em cada membro, realizando as operações indicadas.
Podemos escrever a equação da seguinte maneira: No caso das inequações, ao realizarmos uma multiplicação
de seus elementos por –1 com o intuito de deixar a parte
x²-Sx+P=0 da incógnita positiva, invertemos o sinal representativo da
desigualdade.
Exemplo
Exemplo 1
Dada as raízes -2 e 7. Componha a equação do 2º grau. 4x + 12 > 2x – 2
4x – 2x > – 2 – 12
Solução 2x > – 14
S=x1+x2=-2+7=5 x > –14/2
P=x1.x2=-2.7=-14 x>–7
Então a equação é: x²-5x-14=0
Inequação-Produto
Exemplo
Quando se trata de inequações-produto, teremos uma
(IMA – Analista Administrativo Jr – SHDIAS/2015) A desigualdade que envolve o produto de duas ou mais fun-
soma das idades de Ana e Júlia é igual a 44 anos, e, quando ções. Portanto, surge a necessidade de realizar o estudo
somamos os quadrados dessas idades, obtemos 1000. A da desigualdade em cada função e obter a resposta final
mais velha das duas tem: realizando a intersecção do conjunto resposta das funções.
(A) 24 anos
(B) 26 anos Exemplo
(C) 31 anos
(D) 33 anos a)(-x+2)(2x-3)<0

Resolução
A+J=44
A²+J²=1000
A=44-J

(44-J)²+J²=1000
1936-88J+J²+J²=1000
2J²-88J+936=0
Dividindo por2:
J²-44J+468=0
∆=(-44)²-4.1.468 Inequação-Quociente
∆=1936-1872=64 Na inequação-quociente, tem-se uma desigualdade
de funções fracionárias, ou ainda, de duas funções na qual
uma está dividindo a outra. Diante disso, deveremos nos
atentar ao domínio da função que se encontra no denomi-
nador, pois não existe divisão por zero. Com isso, a função
que estiver no denominador da inequação deverá ser dife-
rente de zero.
O método de resolução se assemelha muito à resolu-
ção de uma inequação-produto, de modo que devemos
analisar o sinal das funções e realizar a intersecção do sinal
dessas funções.
Inequação
Uma inequação é uma sentença matemática expressa Exemplo
por uma ou mais incógnitas, que ao contrário da equação
que utiliza um sinal de igualdade, apresenta sinais de desi- Resolva a inequação a seguir:
gualdade. Veja os sinais de desigualdade:

>: maior 
<: menor
≥: maior ou igual  x-2≠0
≤: menor ou igual  x≠2

30
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Portanto: 
S = { x   R | x ≤ - 1} ou S = ] - ∞ ; -1]

Sistema de Inequação do 1º Grau Substituindo em A


A=44-26=18
Um sistema de inequação do 1º grau é formado por Ou A=44-18=26
duas ou mais inequações, cada uma delas tem apenas uma Resposta: B.
variável sendo que essa deve ser a mesma em todas as ou-
tras inequações envolvidas.  Inequação 2º grau
Chama-se inequação do 2º grau, toda inequação que
Veja alguns exemplos de sistema de inequação do 1º pode ser escrita numa das seguintes formas:
grau:  ax²+bx+c>0
ax²+bx+c≥0
ax²+bx+c<0
ax²+bx+c<0
ax²+bx+c≤0
ax²+bx+c≠0

Vamos achar a solução de cada inequação. 


Exemplo
4x + 4 ≤ 0 
Vamos resolver a inequação 3x² + 10x + 7 < 0.
4x ≤ - 4 
x ≤ - 4 : 4 
x ≤ - 1  Resolvendo Inequações
Resolver uma inequação significa determinar os valores
reais de x que satisfazem a inequação dada.
Assim, no exemplo, devemos obter os valores reais de x
que tornem a expressão 3x² + 10x +7 negativa.

S1 = {x   R | x ≤ - 1} 

Fazendo o cálculo da segunda inequação temos: 


x + 1 ≤ 0 
x ≤ - 1 

A “bolinha” é fechada, pois o sinal da inequação é igual. 


S2 = { x   R | x ≤ - 1} 

Calculando agora o CONJUTO SOLUÇÃO da inequação


temos: 
S = S1 ∩ S2

S = {x ∈ R / –7/3 < x < –1}

31
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Sistemas de equações primeiro grau Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma
Duas  equações de 1º grau, com duas incógnitas for- das incógnitas de zero, teremos que multiplicar a primeira
mam um “sistema de equações”. equação por – 3. 
Para encontramos o par ordenado solução de um siste-
ma pode-se utilizar dois métodos para a sua solução. 
Esses dois métodos são: Substituição e Adição. 

Método da substituição 
Esse método consiste em escolher uma das duas equa-
ções, isolar uma das incógnitas e substituir na outra equa-
ção, veja como:  Agora, o sistema fica assim:

Dado o sistema , enumeramos as equações. 

Adicionando as duas equações: 


       - 3x – 3y = - 60 
+     3x + 4y = 72
Escolhemos a equação 1 e isolamos o x:                  y   = 12 
x + y = 20 
x = 20 – y  Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das
duas equações e substituir o valor de y encontrado: 
x + y = 20 
Agora na equação 2 substituímos o valor de x = 20 – y. 
x + 12 = 20 
x = 20 – 12 
 3x   +   4 y   = 72 
x = 8 
3 (20 – y) + 4y = 72 
Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12). 
 60-3y + 4y  = 72 
Se resolver um sistema utilizando qualquer um dois
 -3y + 4y   =   72 – 60
métodos o valor da solução será sempre o mesmo.
y = 12 
Descobrimos o valor de y, para descobrir o valor de x (MPE/SP – Oficial de Promotoria I – VUNESP/2016)
basta substituir 12 na equação  Um artesão produz três tipos de peças: A, B e C. Em um
x = 20 – y.  mesmo dia ele só produz um desses tipos de peça, sendo
x = 20 – y  que ele consegue produzir, por dia, 7 peças do tipo A, ou
x = 20 – 12  10 peças do tipo B, ou 15 do tipo C. Em 30 dias de trabalho,
x = 8  ele produziu um total de 333 peças. O número de dias que
Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)  ele trabalhou produzindo peças do tipo B foi 13 a mais do
que o número de dias trabalhados produzindo peças do
Método da adição  tipo A. Nesses 30 dias, o número de peças do tipo C que
Esse método consiste em adicionar as duas equações ele produziu foi
de tal forma que a soma de uma das incógnitas seja zero. (A) 180.
Para que isso aconteça será preciso que multipliquemos al- (B) 135.
gumas vezes as duas equações ou apenas uma equação (C) 150.
por números inteiros para que a soma de uma das incóg- (D) 120.
nitas seja zero.  (E) 165.

Dado o sistema:  Resposta: B.


Sabemos que se somarmos a produção dará 30 dias, e
se multiplicarmos as peças pelos dias dará 333 peças pro-
duzidas.

32
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Substituindo III em I Como, em geral, trabalhamos com funções numéricas,


A+A+13+C=30 o domínio e a imagem são conjuntos numéricos, e pode-
2A+C=30-13 mos definir com mais rigor o que é uma função matemáti-
2A+C=17 ca utilizando a linguagem da teoria dos conjuntos.
C=17-2A (IV) Definição: Sejam A e B dois conjuntos não vazios e f
Substituindo III e IV em II uma relação de A em B.
7A+10(A+13)+15(17-2A)=333 Essa relação f é uma função de A em B quando a cada
7A+10A +130+255-30A=333 elemento x do conjunto A está associado um e apenas um
-13A=-52 elemento y do conjunto B.
A=4 Notação: f:A→B (lê-se função f de A em B)
Trabalhou 4 dias produzindo a peça A.
C=17-8=9 dias produzindo a peça C Domínio, contradomínio, imagem
Devemos multiplicar por 15, pois ele produz 15 peças O domínio é constituído por todos os valores que po-
por dia de C dem ser atribuídos à variável independente. Já a imagem
9x15=135 peças da função é formada por todos os valores correspondentes
da variável dependente.
O conjunto A é denominado domínio da função, indicada
RELAÇÃO E FUNÇÃO: DOMÍNIO, por D. O domínio serve para definir em que conjunto esta-
CONTRADOMÍNIO E IMAGEM; mos trabalhando, isto é, os valores possíveis para a variável x.
FUNÇÃO DO 1º GRAU; O conjunto B é denominado contradomínio, CD.
Cada elemento x do domínio tem um correspondente
FUNÇÃO CONSTANTE;
y no contradomínio. A esse valor de y damos o nome de
imagem de x pela função f. O conjunto de todos os valores
de y que são imagens de valores de x forma o conjunto
Diagrama de Flechas imagem da função, que indicaremos por Im.
Exemplo
Com os conjuntos A={1, 4, 7} e B={1, 4, 6, 7, 8, 9, 12}
criamos a função f: A→B.definida por f(x) = x + 5 que tam-
bém pode ser representada por y = x + 5. A representação,
utilizando conjuntos, desta função, é:

Gráfico Cartesiano

No nosso exemplo, o domínio é D = {1, 4, 7}, o contra-


domínio é = {1, 4, 6, 7, 8, 9, 12} e o conjunto imagem é Im
= {6, 9, 12}

Classificação das funções

Injetora: Quando para ela elementos distintos do domínio


apresentam imagens também distintas no contradomínio.

Muitas vezes nos deparamos com situações que en-


volvem uma relação entre grandezas. Assim, o valor a ser
pago na conta de luz depende do consumo medido no pe-
ríodo; o tempo de uma viagem de automóvel depende da
velocidade no trajeto.

33
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Sobrejetora: Quando todos os elementos do contra- Função Decrescente: a < 0


domínio forem imagens de pelo menos um elemento do Nesse caso, os valores de y, caem.
domínio.

Bijetora: Quando apresentar as características de fun-


ção injetora e ao mesmo tempo, de sobrejetora, ou seja,
elementos distintos têm sempre imagens distintas e todos Raiz da função
os elementos do contradomínio são imagens de pelo me-
nos um elemento do domínio. Calcular o valor da raiz da função é determinar o valor
em que a reta cruza o eixo x, para isso consideremos o valor
de y igual a zero, pois no momento em que a reta intersecta
o eixo x, y = 0. Observe a representação gráfica a seguir:

Função 1 grau
A função do 1° grau relacionará os valores numéricos
obtidos de expressões algébricas do tipo (ax + b), consti-
tuindo, assim, a função f(x) = ax + b. Podemos estabelecer uma formação geral para o cálcu-
lo da raiz de uma função do 1º grau, basta criar uma gene-
Estudo dos Sinais ralização com base na própria lei de formação da função,
Definimos função como relação entre duas grandezas considerando y = 0 e isolando o valor de x (raiz da função).
representadas por x e y. No caso de uma função do 1º grau, X=-b/a
sua lei de formação possui a seguinte característica: y = ax
+ b ou f(x) = ax + b, onde os coeficientes a e b pertencem Dependendo do caso, teremos que fazer um sistema
aos reais e diferem de zero. Esse modelo de função possui com duas equações para acharmos o valor de a e b.
como representação gráfica a figura de uma reta, portanto,
as relações entre os valores do domínio e da imagem cres-
Exemplo:
cem ou decrescem de acordo com o valor do coeficiente a.
Se o coeficiente possui sinal positivo, a função é crescente,
Dado que f(x)=ax+b e f(1)=3 e f(3)=5, ache a função.
e caso ele tenha sinal negativo, a função é decrescente.

Função Crescente: a > 0 F(1)=1a+b


De uma maneira bem simples, podemos olhar no gráfi- 3=a+b
co que os valores de y vão crescendo.
F(3)=3a+b

5=3a+b

Isolando a em I
a=3-b

34
MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Substituindo em II Raízes

3(3-b)+b=5
9-3b+b=5
-2b=-4
b=2
Portanto,
a=3-b
a=3-2=1

Assim, f(x)=x+2

Função Quadrática ou Função do 2º grau


Em geral, uma função quadrática ou polinomial do se- Vértices e Estudo do Sinal
gundo grau tem a seguinte forma: Quando  a > 0, a parábola tem concavidade voltada
f(x)=ax²+bx+c, onde a≠0 para cima e um ponto de mínimo V; quando a < 0, a pa-
f(x)=a(x-x1)(x-x2) rábola tem concavidade voltada para baixo e um ponto de
É essencial que apareça ax² para ser uma função qua- máximo V. 
drática e deve ser o maior termo. Em qualquer caso, as coordenadas de V são 

Considerações

Concavidade . Veja os gráficos:


A concavidade da parábola é para cima se a>0 e para
baixo se a<0

Discriminante(∆)
∆=b²-4ac
∆>0

A parábola y=ax²+bx+c intercepta o eixo x em dois


pontos distintos, (x1,0) e (x2,0), onde x1 e x2 são raízes da
equação ax²+bx+c=0  
∆=0

Quando , a parábola y=ax²+bx+c é tangente ao


eixo x, no ponto

Repare que, quando tivermos o discriminante , as


duas raízes da equação ax²+bx+c=0 são iguais
∆<0

A função não tem raízes reais

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MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Equação Exponencial Função decrescente


É toda equação cuja incógnita se apresenta no expoen-
te de uma ou mais potências de bases positivas e diferen- Se   temos uma função exponencial de-
tes de 1. crescente em todo o domínio da função.
Neste outro gráfico podemos observar que à medida
Exemplo que x aumenta, y diminui. Graficamente observamos que
Resolva a equação no universo dos números reais. a curva da função é decrescente.

Solução

A Constante de Euler
É definida por :
e = exp(1)
O número e é um número irracional e positivo e em
função da definição da função exponencial, temos que:
Ln(e) = 1
Este número é denotado por e em homenagem ao ma-
temático suíço Leonhard Euler (1707-1783), um dos primei-
ros a estudar as propriedades desse número.
O valor deste número expresso com 10 dígitos deci-
mais, é:
Função exponencial e = 2,7182818284
Se x é um número real, a função exponencial exp(.)
A expressão matemática que define a função exponen- pode ser escrita como a potência de base e com expoente
cial é uma potência. Nesta potência, a base é um número x, isto é: 
real positivo e diferente de 1 e o expoente é uma variável. ex = exp(x)
Função crescente
Se   temos uma função exponencial crescente, Propriedades dos expoentes
qualquer que seja o valor real de x. Se a, x e y são dois números reais quaisquer e k é um
No gráfico da função ao lado podemos observar que à número racional, então:
medida que x aumenta, também aumenta f(x) ou y. Grafica- - ax ay= ax + y
mente vemos que a curva da função é crescente. - ax / ay= ax - y
- (ax) y= ax.y
- (a b)x = ax bx
- (a / b)x = ax / bx
- a-x = 1 / ax  

Dado um número real x, o módulo de x, denotado por


é igual a x se x≥0 e igual a –x se x<0.

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MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Equação Modular Exemplo


Toda equação em que a variável aparece em módulo. Faça o gráfico da função f(x)=|x²-5x+4|
Sua solução é obtida aplicando-se a definição de módulo.
Exemplo Solução
Primeiramente, fazemos o gráfico da função sem o mó-
dulo:f(x)=x²-5x+4

Solução

2x-4=x+2
X=6
2x-4=-x-2
3x=2
X=2/3
S={2/3, 6}

Inequação Modular
Para resolver uma inequação modular, empregamos ini- O gráfico da função f(x)=|x²-5x+4| será
cialmente a propriedade seguinte, obtendo as inequações
equivalentes de resoluções conhecidas.

Exemplo
Resolva as inequações:
a)
b)

Solução
a) x≤-2 ou x≥2
S={x∈R| x≤-2 ou x≥2} Considerando-se dois números N e a reais e positivos,
com a ≠1, existe um número c tal que:
b) -3<2x+5<3
-3-5<2x<3-5
-8<2x<-2
-4<x<-1 A esse expoente c damos o nome de logaritmo de N
S={x∈R|-4<x<-1} na base a

Função Modular

dada por f(x)=|x| denomina-se Ainda com base na definição podemos estabelecer con-
função modular. dições de existência:
As principais características dessa função modular são:
-domínio:R
-imagem:R+
Exemplo

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MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO

Consequências da Definição
RAZÃO E PROPORÇÃO;

Razão

Sejam dois números reais a e b, com b ≠ 0. Chama-se


razão entre a e b (nessa ordem) o quociente a b, ou .
A razão é representada por um número racional, mas é
lida de modo diferente.

Exemplos
Propriedades
3
a) A fração lê-se: “três quintos”.
5
3
b) A razão lê-se: “3 para 5”.
5
Os termos da razão recebem nomes especiais.
O número 3 é numerador

Mudança de Base 3
a) Na fração
5
O número 5 é denominador

O número 3 é antecedente
Exemplo a) Na razão 3
Dados log 2=0,3010 e log 3=0,4771, calcule: 5 O número 5 é consequente
a)log 6
b) log1,5 Exemplo 1
c) log 16
A razão entre 20 e 50 é 20 = 2 ; já a razão entre 50 e
Solução 20 é 50 5 . 50 5
a) Log 6=log 2⋅3=log2+log3=0,3010+0,4771=0,7781 =