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Fortaleza, 14 de Fevereiro de 2005.

Prezados Ministros, Professores e Líderes (Discipuladores),


Graça e Paz da parte de Deus, nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.

O poder de visão de uma liderança cristã está focalizado na percepção real de Deus,
pela graça, capaz de motivar vidas ao avivamento, pela reprodução da influência do
modo de Jesus guiar e desenvolver os liderados, presente no seu modo de formar
pessoas corajosas, sonhadoras, que aprendem a realizar com compromisso, objetivos
preciosos e precisos para o Reino de Deus.

O ideal de liderança está na formação do caráter cristão, modelado intensamente


pela ação do Espírito Santo que proporciona o domínio próprio, assessorando na
tomada de decisões, quebrando paradigmas diante das adversidades cotidianas,
enfrentadas por todas as igrejas cristãs sérias.

Temos que vencer os ventos contrários do fracasso com persistência, assumindo


responsabilidades com amor, procurando acrescentar o conhecimento da graça divina à
fé, trazendo esperança a cada pessoa, construindo um avivamento pela valorização
pessoal de Deus em nossas vidas e dando apoio aos necessitados, desenvolvendo a
reflexão das verdades divinas na Bíblia Sagrada.

O perfil do líder que está debaixo da graça de Deus é aquele que conhece a verdade,
cheio de virtudes, temente ao Senhor, comunicando fielmente a mensagem da Palavra
de Deus, diligente na pedagogia, com comunhão com o Espírito Santo, fazendo,
permanecendo e estando firme na Obra.

Temos que proclamar o verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo, combatendo os


ensinos da falsa Teologia da Prosperidade que não relaciona profundamente seus
seguidores com Deus (que dá se quiser ao que lhe crê e obedece, mas não aceita trocas
ou subornos).

Oferecemos um estudo envolvendo o líder-administrador, seguido pelo líder-pastor,


ainda o líder-professor e concluímos com o líder-familiar, mostrando úteis conselhos,
sempre amparados por versículos bíblicos, inseridos na medida da necessidade, para
melhor compreensão moral.

Esta apostila que não esgota o assunto; antes, procura auxiliar as lideranças,
interagindo a questão da globalização e sua crise moral com os fundamentos da
liderança bíblica, num processo de comunicação eficaz, capaz de ditar regras de
condutas, estudando o uso de estratégias de marketing na pedagogia informal de
equipes cristãs, reproduzindo o modelo do IDE discipulador.

Ademais, abordamos as características de Jesus como líder, problematizando a


questão da perda de valores espirituais no comportamento social, no desafio da
disciplina ética, nas fases do desenvolvimento humano e no uso da pedagogia cristã
envolvendo a cultura, a visão divina na comunidade e como desenvolver uma
sensibilidade espiritual, respeitando as diferenças pessoais.

Além disso, vislumbramos 14 aspectos do líder cristão envolvendo o povo, a


doutrina e a ação, social, traçando uma normatização da igreja, frente aos valores,
regras de conduta, instrumentalizando uma espiritualidade eficaz na comunidade, num
processo de relações, aprendizagem, combatendo o individualismo pelas armaduras
espirituais descritas na Sagrada Escritura.

Enfatizamos o problema da burocracia de líderes, a dinâmica da administração de


Jesus na definição de grupos, tentando obter resultados eficazes nos trabalhos da
comunidade, aconselhando os líderes a introduzirem procedimentos pro-ativos nas
relações com a membrezia, terminando por implementar uma boa gestão numa
educação eficaz, agilizando os trabalhos da Igreja Cristã.
Apresentamos um resumo sobre a importância de uma didática adequada para a
formação de líderes, problematizando o papel do professor da doutrina bíblica, a
filosofia da socialização do ensino da Palavra de Deus e a necessidade da hermenêutica
fiel na pós-modernidade, envolvendo objetivos, conteúdos, métodos, avaliações e
posicionamentos críticos conforme o que preceitua a moderna teologia e pedagogia,
sempre apoiados pela psicologia e pela sociologia na visão cristã.

Ao final, resumimos uma advertência aos líderes quanto aos 09 perigos no


ministério, envolvendo visão, cuidado, ação, tentação, relacionamento conjugal,
testemunho, trato com as pessoas, cuidados com os filhos e sintomas de estresse
ministerial, esclarecendo as dúvidas mais comuns.

Sejam edificados; reproduzam e difundam o ensino da graça, com graça, de graça à


noiva amada do Cordeiro, às vidas as quais devemos apresentar a Jesus Cristo, como
dispenseiros fiéis.

ALEXANDRE S. ARCANJO DARLAN A. LIMA


Evangelista Evangelista

AULA 1:

O PAPEL DO LÍDER CRISTÃO NA IGREJA E NO MUNDO (Liberdade x visão)-há um preço (1Co.6:20;


1 Co.7:23; 1 Tm.2:6):
1)A LIDERANÇA NO MUNDO GLOBALIZADO: A globalização é a abertura de fronteiras e a geração
de um mesmo espaço mundial. Há uma profunda revolução tecnológica, mas não em termos
institucionais nem comunitários.(Dn.12:4).
O homem maneja instrumentos tecnológicos de impacto planetário mas tem resumido sua
filosofia de organização social na sobrevivência do mais apto. As tecnologias redefinem nossos
tempos e espaços;as “distâncias de comunicação” entre as pessoas “encurtaram”, agravando a relação
entre ricos e pobres. Tudo se torna mais próximo;as populações se “apertam” nos espaços urbanos, o
precipício econômico e social entre estas populações aumenta rapidamente, num convívio social entre
riqueza e miséria, luxo e privações, algo insustentável a médio prazo. O equilíbrio do terror já não é mais
entre potências, se manifesta na porta das nossas casas;(Is.24:19-20; Rm.1:18-32; 1 Tm.4:1; 2 Tm.3:1;
Jd.1:18; 2 Tm.3:2-8; 2 Tm.3:13;2 Pe.3:3-17). VIOLÊNCIA: (Gn.6:11; Gn.6:13; Jó.19:7; Jr.20:8; Jr.
22:17; Ez.7:23; Ez.22:29; Os.4:2; Mq.2:2; Mq.6:12); os que deveriam investir mais para compensar
isso, só pensam em si mesmos, em suas riquezas.
RIQUEZAS MAL USADAS: (Pv.13:11; Mq.6:12;Jó.20:15; Jó.20:21; Jó.20:28; Sl.39:6; Sl.49:6-7;
Sl.52:7; Sl.62:10; Sl.73:12; Pv.11:4; Pv. 13:7; Ec.6:2; Ec. 5:13-14; Jr.9:23; Lc.8:14; Lc.16:9; Lc.16:11;
Lc. 18:24; Rm.5:12; 1 Jo.2:15-16; Sl.39:6; Tg.5:2;1 Tm.6:17-18). As Multinacionais trabalham no espaço
global; estas poderosas empresas estrangeiras são estruturas de poder econômico-político com
implicações sociais e culturais muitas vezes de grande influência e abrangência mundial.
Elas captam o melhor das vantagens de cada país, e se tornam relativamente imbatíveis e
seus produtos chegam a preços que desestruturam os sistemas produtivos de países em
desenvolvimento, gerando desemprego, principalmente no 3º mundo,gerando o setor informal,
propiciando o setor ilegal, com a produção de drogas, softwares, grifes,desmanches de carros,vendas de
órgãos p/transplante,comércio de animais raros,desmatamento clandestino, etc.
INJUSTIÇAS SALARIAIS: (Jr.22:13; Ml.3:5;Ez.28:18;Tg.5:3). A produção e objetos baratos não
é tão importante quanto a consideração do processo de desenvolvimento do ser humano; a riqueza
produzida por essa economia causa a urbanização e a transformação do trabalho, numa tendência
estrutural de futuro que traz muitas contradições.Precisamos de um desenvolvimento social justo,
economicamente viável e ambientalmente sustentável; temas que deveriam ser mais envolvidos na
questão do Cristianismo contra as injustiças (2 Ts.2:7-10; 2 Pe.2:13-15; Ap.22:11;Mt.24:6; ).
Assim, a sociedade é determinada pelo jogo das forças sociais internas e as forças que
operam em caráter internacional, que ocasionam tensões também presentes na religiosidade
imposta pelos que detêm influências nos países desenvolvidos frente à cultura religiosa nacional.
O Estado está cada vez mais sob o controle das multinacionais e isso reflete nas políticas econômicas,
financeiras e sociais. Amaioria dos líderes mundiais detêm políticas sem ética e anti-bíblicas e anti-
cristãs (Is.13:11; Is.24:4; Jo.7:7; 1 Jo.5:19; 1Tm.6:20); Aprendamos a interação: ética,moral e direito.
2)A ÉTICA SOCIAL- A MORAL E O DIREITO: (Dt.4:39;Is.58;2 Tm.3:16)-Ética é a reflexão do modo de
questionarmos nossas atitudes e condutas, sendo os princípios e valores que orientam a conduta,
controlando nosso comportamento pela consciência, onde o individual gera o coletivo. A ética não é
punitiva, agindo apenas depois do erro consumado (arrependimento/remorso).O conteúdo da ética, é
formado pelos princípios da educação familiar, formação religiosa e valores (idéias e sentimentos)
que nos ligam e influenciam a conduta e assim, no curso da vida, existe uma escala de valores
pessoai. Há uma relatividade na percepção dos valores e isso cria uma subjetividade nos julgamentos,
mas há valores universalmente aceitos (amizade, solidariedade, cooperação), como força social intensa e
realizadora, gerando credibilidade. Além disso, há valores que são indispensáveis, como a vida, a
liberdade, o propósito de vida e a felicidade, que por serem importantes p/a comunidade,são obrigatórios
e disciplinados pelo Direito,visando convívio social pacífico.
Após refletir p/agir, a pessoa decide e pratica o que lhe parece bom,exteriorizando seu
comportamento na sociedade e a repercussão má ou boa no grupo, leva a uma moral-que é o
estudo dos hábitos e comportamentos visando identificar o fator motivador de uma conduta
praticada,no grupo,o que resulta em acolhimento ou exclusão social.
Dependendo do ato executado, o grupo pode ser solidário,aplaudindo ou se
restringe,repelindo,gerando conflitos, pois se dispersa. Contudo um ato de alguém que seja repudiado
num grupo, pode ser aceito prontamente por outro grupo.
Quando opinamos, julgamos dados visualizados (comportamentos, linguagens, atitudes),
baseados numa moral.
Viver em grupos, significa conviver com pessoas, idéias, sentimentos e hábitos diferentes;
devemos respeitar o direito das pessoas de opinarem e confrontar o que não parece direito com o que
achamos correto para uma harmonia.
A ação humana sempre é submetida a um tipo de controle;arbítrio é harmonizado visando gerar
harmonia entre as liberdades pessoais e assim, surge o Estado, com a missão de possibilitar a
coexistência das liberdades pessoais.
As leis elaboradas pelo Estado, buscam garantir os valores sociais de segurança e paz social
o que implica que não podemos deixar de cumprir as leis terrenas, a não ser que fira princípios
bíblicos da doutrina da ética cristã.
A ação humana sempre é submetida a um tipo de controle; onde o arbítrio é harmonizado visando
gerar harmonia entre as liberdades pessoais, mesmo numa democracia, onde todos devem participar nas
decisões do Estado.
Surge a iniciativa popular,que através de práticas de cidadania, por ações individuais ou grupais,
revilalizem a sociedade. Todos temos julgamentos éticos (princípios), morais(observar resultados na
sociedade) e jurídicos (autocrítica), que devem ser construtores de uma coerência de relacionamentos
sociais. A igreja deve participar como sal e luz social.
3)A RELIGIÃO CRISTÃ E O SEU PAPEL NA CRISE COMO SÓCIO-MORALIZADORA: (Tg.1:26-27)
Vivemos uma Crise, uma ruptura do equilíbrio de sentimentos, ocasionada por dúvidas e incertezas na
alma humana, precedida por uma fase difícil, grave, na evolução das coisas,fatos,idéias,gerando
tensões,conflitos e deficiências como transição entre prosperidade e depressões. Neste contexto,o
homem sempre pensou na existência do sobrenatural; Deus criou o homem, mas o homem criou
falsos deuses oriundos de interpretações filosóficas e falsas doutrinas oriundas de espíritos
enganadores (Is.32:7; 1 Co.15:15; 1 Co.11:9; 2 Pe.2:1)..Vivemos um conflito espiritual, apesar de Deus
estar sempre no controle.
Assim, Deus nos chamou para sermos proclamadores de sua Palavra. (Mt.4:19). A religião, no
sentido da palavra, refere-se à reeleição ou religação (do homem com Deus-(Ef.4:16; Cl.2:19);
reunião (os homens entre si-comunidade-(Mt.18:20; Mt.25:32; Mc.10:1; Jo.11:52; At.1:6; At.4:31;
At.14:27; At.15:25) e releitura (os homens consigo mesmos-consciência-(Jo.8:9; At.23:1; At.24:16;
Rm.2:15; Rm.9:1; Rm.13:5; 1 Co.13:7; 2 Co.1:12; 2 Co.4:1; 1 Tm.1:5; 1 Tm.1:19; 1 Tm.3:9; 2 Tm.1:3;
Hb.9:9; Hb.10:22; Hb.13:8; 1 Pe.2:19; 1 Pe.3:16; 1 Pe.3:21).
Os objetivos das religiões têm origem nas doutrinas, expressando cerimônias e leis, com
suas éticas comportamentais, promovendo relacionamentos nas comunidades, podendo ser
formadoras de superestruturas econômico-político-religiosas ou movimentos promotores de
mudanças sociais.O ideal é o equilíbrio entre as vertentes. Quando o homem passa a transpor o nível
da mera contemplação ritualista e entra em contato com a Palavra de Deus, vivenciando o Espírito Santo,
passa a ser espiritual, questionando a mera tradição social e conceitos mundanos.
Uma plenitude espiritual se dá diretamente na moral consciente do indivíduo, transformando
sua realidade social, histórica e religiosa, como resultado da ação de Deus na vida da pessoa,
onde nossas imperfeições são corrigidas quando a verdade da profundeza de Deus se mostra real,
como única resposta plena acima das discordâncias histórico-científicas, trazendo verificação,
estudo e reflexão sensata e prática no gerenciamento de crises.
Ser religioso,na essência cristã,não é ser, apenas,partidário de denominações;é crer na existência
de Deus, o Criador do Universo, pai do Senhor Jesus,prestando-lhe reverência,fervor, devoção e
obedecendo-lhe por meio do Espírito Santo e da Doutrina, de modo a manifestarmos preceitos éticos que
induzam ações e reflexões dos princípios de Jesus visando o bem-comum da sociedade. O cristianismo
liberta da crise pois a voz da consciência lhe dá firmeza e disponibilidade p/aprender com as
circunstâncias,numa atitude crítica de uma fé racional e para poder exercer liderança.
4)FUNDAMENTOS DA LIDERANÇA CRISTÃ:O lider cristão é aquele que confronta seus
posicionamentos com os outros e aprende com a divergência, ensinando com integridade a
Doutrina Cristã, não particularizando nem impondo a verdade, ocasionando um rompimento nos
conceitos errôneos sobre a valorização pessoal, originando relacionamentos duradouros e
contagiantes. Que não sejamos apenas líderes formadores de conceitos, mas que sejamos capazes de
valorizar um diálogo verdadeiro, trocando experiências, numa religação moral entre a comunidade, a
liderança e Deus.
A Liderança é um processo de cooperação,onde líder e liderados interagem para a
concretização de objetivos comuns. Quando se exerce liderança com base no princípio bíblico de amar
ao próximo como a ti mesmo, compreende-se que cada pessoa tem necessidades e reações diferentes;
por isso o respeito pelo ser humano deve ser cultivado na liderança cristã, pois uma liderança eficiente
também significa liderança responsável, ou seja, capaz de trazer respostas.
A principal tarefa do líder é formular objetivos ou determinar o que se deve ser feito para que
esses objetivos sejam alcançados. Liderança é a atividade de influenciar pessoas e cooperar na
consecução de um objetivo que seja considerado por si mesmo desejável. É a capacidade de levar
pessoas a atingirem objetivos comuns. (Mc.10:45). Necessitamos liderar para conduzir grupos na direção
à Cristo. Liderança é nutrição, o Líder está atento a tudo que venha ajudar o crescimento de seus
liderados (Mt.14:16). Liderança é exemplo, (Jo.13/15) o Líder dá o exemplo com seu comportamento, e
forma da agir com responsabilidade (Nm.4:27-31). Qualquer visão de liderança tem que se basear
na visão que se tem do Homem, assim, veremos como surge uma liderança cristã, baseada nos
princípios transformadores da Palavra de Deus.
5)AS BASES DA LIDERANÇA:As leis foram feitas p/serem aprendidas,consideradas isoladamente,mas
complementando-se umas às outras;carregam consequências e são o fundamento da liderança, devendo
ser aplicadas por quem almeja ser um líder:(At.5:29; Rm.1:5; Rm.16:19; 2 Co.2:9; Tt.3:1; 2 Ts.3:14;
Fm.1:21; Fp.2:12; Hb.5:8; Hb.13:17; 1 Pe.1:14; 1 Pe.11:22).
01) APRIMORAMENTO: A capacidade da liderança determina a eficácia da pessoa: Não basta o seu projeto
estar dando certo;é preciso se empenhâr, dedicado para melhorar mais ainda, procurando ser um líder melhor.(1
Co.16:15; 2 Co.7:1); 02) SOLIDARIEDADE: A verdadeira medida da liderança é a influência: Pelo respeito que
você inspira, por seu esforço e experiência, não pelo título ou posição, mas pela conquista das pessoas, o que
necessariamente não significa o conhecimento, o tempo, a posição ou gerência, mas poder fazer outras pessoas
participarem do que você quer realizar.(1 Co.4:16; Ef.5:1; Fp.3:17; 1 Ts.1:6; 1 Ts.2:14; Hb.6:12); 03)
PERSEVERANÇA: Liderança se cultiva dia-a-dia: Investir no que se acredita, apesar das variáveis, melhorando a
cada dia, tomando consciência de que não sabe tudo,mas sabendo que vai descobrir mais atingindo potenciais até o
reconhecimento. (Rm.2:7; Ef.6:18); 04) DIRECIONAMENTO: A visão do projeto é do líder: É preciso reavaliar e
vislumbrar o futuro, reavaliando possíveis barreiras (ignorância, incerteza e falta de imaginação), sabendo que
outros dependem do líder; se baseie no passado, examinando condições e conclusões,estabelecendo
prioridades,informando pessoas-chave, dando tempo p/aceitação e agindo,sabendo que haverá problemas, mas
aponte os êxitos e revise sempre o plano;o apoio está na confiança ao líder. (Fp.1:30; Fp.4:9); 05) SABEDORIA:
As pessoas ouvem a verdade: Não é preciso defender seu prestígio; fale depois e exponha suas idéias;o que conta é
o seu caráter, relacionamentos, conhecimento, intuição, experiência, êxitos passados e capacidade de
ação.(At.20:24; 1 Co.15:3; 1 Co.11:23). 06) CONFIANÇA: A fé no outro é fundamental: Agir correto, sem
apresentar planos, responder perguntas e orientar o povo, gera desconfiança. Devemos agir com competência,
coerência e caráter, que gera respeito(agindo correto, admitindo erros e priorizando os outros em detrimento
pessoal). (1 Co.4:10; 1 Co.15:31); 07) RESPEITO: As pessoas seguem os mais fortes: Seja esforçado e diligente
sabendo que sabe, deixando isso claro aos outros e o maior teste é quando se implanta uma mudança dentro da
organização.(1 Co.9:3; Fp.1:17); 08) DISCERNIMENTO: Avalie pela visão do Espírito:identifique a
situação;saiba o que fazer; mostre objetivos para estimular outros.Isso decorre de capacidades inatas e habilidades
adquiridas, interpretando tendências, conhecendo os recursos. (1 Co.2:15; Hb.4:12; Hb.5:14); 09)
REFLEXIVIDADE(TRANSPARÊNCIA): Atraimos pessoas com nossas mesmas qualidades.(atitudes, idade,
valores, experiências de vida).(1 Co.16:6; 1 Co.16:17; 2 Co.7:7; 2 Co.9:1); 10) SENSIBILIDADE :Líderes
sensibilizam,antes de pedir algo. Compartilhe suas emoções com cada liderado, preocupando-se com os outros.
(Ef.3:13; Fp.1:9); 11) AMIZADE: O potencial do líder está associado ao seu cículo íntimo de amizades (veja os
capazes, os que são positivos, capazes de estimular o povo; os que são amigos pessoais;os que gostam de trabalhar e
os que gostam de treinar outros).(1 Co.9:2; 1 Ts.2:20;Rm.16:4); 12) COMPARTILHAMENTO: Só líderes seguros,
delegam poder aos outros. (escolhendo pessoas competentes, sem medo de inseguranças, resistência às mudanças e
falhas na auto-estima).(1 Co.4:17; Tt.1:5); 13) LIBERALIDADE: Só líderes preparam líderes. (Somente a
prioridade em ensinar o que se sabe, em ambiente propício, produz resultados, pois você sabe seu valor, importância
e influência dentro do ambiente aonde está inserido).(1 Ts.2:11;1 Tm.4:13); 14) HUMILDADE: Aceitam o líder e
depois, seus planos. (Temos que dar razões para que nos aceitem, pois somos a mensagem do que queremos
transmitir aos outros; somente quando nos aceitam, ou nos seguem ou debatem conosco). (1 Co.2:1-3; 2 Co.12:14);
15) ENCORAJAMENTO: Os líderes sempre encontram meios de levar à vitória. (Descubra o que precisa ser feito
para se modificar seu plaano, agindo em unidade de propósitos, diversidade de possibilidades e comprometimento
de causa (1 Ts.4:1; 1 Pe.5:12; 1 Pe.1:12; 2 Pe.3:1; Jd.1:3). 16) PROJEÇÃO: O impulso é que dá vida à liderança.
(Tudo tem um preço, mas precisamos fazer os projetos andarem, preparando e motivando pessoas, sempre seguindo
em frente, o que compensará falhas pessoais, servindo como inspiração como agentes de transformação do desejo
dos liderados).(Hb.12:1-2; Ef.4:15; Fp.3:14); 17) SELETIVIDADE: Saber separar o essencial. (Ter como
requisito sua importância e campo de ação, o que deve impor trabalho com atenção e competência, delegando
poderes a outras pessoas para fazerem o que podem fazer, não concentrando tudo).(Fp.1:18; 1 Pe.1:6). 18)
RENÚNCIA: O líder deve perder algo para ganhar. (Temos que dar o exemplo, deixando o orgulho de lado, num
processo contínuo de nunca olhar para si mesmo pois à medida que galgamos liderança, os direitos diminuem e as
responsabilidades aumentam).(1 Co.9:19-22; Fp.3:8). 19) DECISÃO: saber o momento certo, aproveitando
oportunidades. (Decisões corretas no momento certo para não provocarem resistências, erros ou desatres
desnecessários), mobilizando forças para agir em situações específicas).(At.24:25; Fp.4:10; Hb.4:16); 20)
DINAMISMO: saber multiplicar liderados com a mesma paixão. (Não é apenas pensar no que pode ser feito para
crescer algo, mas aperfeiçoar o que já se tem, investindo tempo em outros, delegando poderes e concentrando-se nos
pontos fortes, procurando implementar procedimentos, sempre curioso atrás de informações que possam enriquecer
seus projetos)-(2 Co.4:15; At.9:31). 21) PRECAUÇÃO: preparar substituto: (Não basta fazer;é preciso dar
continuidade,investindo, valorizando,mudando paradigmas de competição e egoismo.representam o potencial; os
relacionamentos estabelecem a moral; a estrutura determina o tamanho; os planos determinam a direção e a
liderança determina o sucesso da organização da igreja e de sua missão.(At.20:22-29; 2 Tm.4:1-6; 2 Co.8:11;
Fp.2:2).

AULA 2:
O COMPORTAMENTO DO LÍDER FRENTE AO MUNDO (O amor X perda) (Fp.2:1; 2 Co.13:11; 2
Co.4:15;3 Jo.1:5):
1)A COMUNICAÇÃO NA LIDERANÇA GLOBALIZADA: A comunicação modifica o modo de ser,
pensar e agir das pessoas, formando a cultura. Grandes empresas,organizam informações (seleção e
interpretação de fatos) econômicos, políticos, sociais e religiosos. Técnicas de marketing modificam a
capacidade decisória do cidadão,pela invasão de estímulos que fazem interpretar errado o tempo
e espaço, tornando as pessoas indefesas diante do pecado, que tomam muito do que é da
realidade virtual como se fosse experiência, vivência ou existência, deleitando-se ou indignando-
se no irreal. As mudanças que abalam o mundo criam insegurança e exigem que o povo reavalie e
mude de atitudes, de modo a aceitar. O povo busca orientação e informação, mas tem também uma forte
necessidade de entretenimento e recreação. O homem é um ser comunicativo que busca
conscientemente significados.(Jó.32:11; Pv.11:27; Pv.14:6; Pv.15:4; Pv.18:15).
A linguagem é o tipo de comunicação mais comum , expressa acima dos símbolos ou gestos
sociais que precisam ser acreditados de acordo com a cultura, pois o que ocorre no oriente é
repassado ao ocidente conforme decisões das empresas, que forma,conforma e influencia
decisivamente as mentes e os corações das pessoa, controlando a opinião pública, as posturas e
crenças e os sistemas de valores.(Jó.32:20; Jó.42:4; Sl.19:3; Sl.49:3).
A comunicação é um elemento básico de qualquer sociedade e a mídia usa o possível, ajudando a
sociedade a compreender as idéias políticas e culturais, além de contribuir para formar a opinião pública e
o consenso democrático.
A facilidade da mente ser persuadida é baseada na promessa eternamente não cumprida de
sentido e ordem, como resposta à solidão, monotonia, medo e ameaças de
fome,doença,insegurança,caos político, moral ou social.
Os programas tentam sempre causar um impacto nos sentimentos, através de conflitos pessoais
profundos, esportes perigosos e cheios de ação e violência. Fazem com que tudo o que a televisão
transmite seja transformado em um show; quase tudo na vida se transforma em shows: a política, a
religião, a educação. (Jó.20:20; 1 Co.13:11;2 Co.11:3).
As pessoas acostumam-se de tal forma com a apresentação em formato de show da TV que
não aceitam nem agüentam outras formas de atividade cultural, mais simples e calmas, como
louvores espirituais, tendo a impressão de que são aborrecidas, como a leitura bíblica, que precisa
produzir muita atividade interior:(imaginar, associar idéias).
A televisão pode provocar preguiça mental numa falta de senso crítico,mostrando cenas que trazem
inquietações, agindo como agente de violência e objeto de consumo fazendo comprar o que não se
precisa. (Jó.13:1; Jó.17:2;Jó.31:7).
As pessoas que não gostam de ler a Bíblia, se tornam indiferentes ao sofrimento alheio, sem
Deus e sem amor; passam a ver a violência sem interesse de ajudar outros;distorcem a realidade,
não tem uma conduta moral, sendo submissas à pornografia,erotismo,drogas,
desconhecem,confundem propositadamente omitem fatos importantes e os pouco alfabetizados,
que, não têm senso crítico, são os mais impotentes às mensagens malignas modernas.
2)REGRAS DE CONDUTA DE UM LÍDER CRISTÃO: Temos que administrar nossa vida com direção e
controle, através de um caminho seguro, através dos princípios bíblicos, não apenas para chegarmos
aonde queremos, mas para orientar outros.
A verdade da fé é caracterizada pela liberdade,amor,fortaleza,vontade e coragem de lutar
contra falsas verdades.
Para isso, somos confrontados com a realidade, pois também aprendemos com os erros e os
resultados nos levarão a pensar se temos realmente mudado ou continuamos enganando e enganados.
Temos que ter uma visão da vontade de Deus para sermos líderes estruturados, com pensamentos
críticos mas sendo humilde para compreender os outros.
Temos que ver as coisas como Deus quer que sejam e não apenas como vemos; somente quando
enxergamos na ótica divina, aprenderemos a não pensar em nossos interesses,mas acabamos fazendo o
que gostaríamos de receber.
Temos que descobrir as nossas qualidades e como poderemos nos expor para servir aos
outros no que sabemos fazer ou ter e alcançar o maior número de pessoas,possível, seja
explicando e corrigindo pensamentos errados, descobrindo e demonstrando a verdade de Deus
nas situações-problema e finalmente, convencendo as pessoas.
Nossa tarefa é tirar o egoismo, fazendo as pessoas enxergarem seus erros, sem condená-las,
mesmo, que para isso, precisemos renunciar a algo como uma estratégia de aproximação, garantindo
uma confiança modificadora futura.
Nossas razões determinam a estabilidade e sustento das nossas metas. Querer impor seus
valores como melhor, resultará em resistências no grupo. Sugerir como proposta de bem-comum
é melhor que proibir ou ameaçar; apenas favorece uma aparente tolerância com lealdade aparente
numa proposta de ruptura quando houver oportunidade.
Discutir para criar regras de lealdade numa dinâmica de forças dentro de um grupo, é prova da falta
de amor entre líderes e liderados. As pessoas são mais importantes que o direito delas; isso não significa
que tenhamos que aceitar seus erros; as condutas precisam ser reavaliadas, corrigindo-se as
contradições no grupo, promovendo maiores condições de oportunidades iguais.(Jr.6:8; 2 Tm.3:16;
Hb.12:6-10; 2 Co.8:14; Lc.9:46; At.15:2; 2 Jo.1:6; 2 Tm.3:3).
A lealdade ao grupo é mais facilmente compreendida quando as comunidades abrangem as
relações humanas , mas não pode haver excesso de proteção para alguns membros e severidade
de punições a outros membros, pois o prejuizo é de todos. Temos que nos preocupar com os outros
porque isso promoverá conhecimento mútuo acerca de cada membro, além de permitir avaliar decisões e
criar um ambiente propício para promover procedimentos, normas e leis.
Quando o grupo não abre espaço, sendo muito fechado, isso propicia conflitos referentes às ordens
dos líderes.
É necessário que os princípios e valores que orientam as regras sejam permanentemente
confrontadas com as condições reais das pessoas para que não passem a fazer algo errado para
apenas cumprir o que se estabeleceu como ordem do líder. Se a exigência dentro do grupo não for
clara, apresentando as razões, haverá problemas futuros.
O líder deve ser responsável em justificar suas decisões; deve ser um orientador na busca de ações
corretas do grupo e não apenas um proibidor dominante e preconceituoso, pois o líder que se apoia no
cargo, já não é um líder eficaz.
O líder precisa de um Conselho de ética cujo propósito básico não deveria punir ou obstruir
resultados que se mostrem positivos, mas prevenir e educar, não como interesses particulares de
seus membros, mas visando o bem-comum da comunidade da qual assiste, com ações objetivas
para potencializar os esforços, assegurando um padrão de liberdade de ação na comunidade.
(At.1:26; At.2:42-44; At.4:32; Gl.2:9; Ef.2:12; Ef.5:11; 1 Tm.2:8; Fm.1:6; Hb.13:16).
Assegurar um padrao não é ter um controle rígido nas estruturas mas atuar de forma conjunta com a
liderança, pois o povo sempre ignora o que ocorre. o grande desafio do líder é dar atenção especial à sua
membrezia,ouvindo e amando.
3)COMO TOMAR DECISÕES ACERTADAS: a) Busque a orientação de Deus, orando (Tg.1:5); b)
Veja a compatibilidade da decisão com a Bíblia (Mt.22:29); c) Procure se informar sobre o que quer
(Fp.4:6); d) Busque conselhos de pessoas sábias e experientes no assunto (Pv.15:22); e) Seja
perseverante (1 Ts.5:17); f) Veja como Deus fala pelas circunstâncias ao redor (Rm.8:28); g)
Apresente seu desejo a Deus e deixe que julgue (Jr.17:9); h) Veja como Deus fala às demais
pessoas envolvidas (1 Co.1:10); i) Seja humilde e vigie no seu propósito (Ef.6:18); j) Tenha a paz de
Deus como juiz (Cl.3:15). Tomar decisões é um dos momentos mais complicados da vida,
especialmente quando envolvem pessoas.
4)AS QUALIDADES INDISPENSÁVEIS DE UM LÍDER: Não basta ter dons, mas produzir fruto, não basta
ter a posição de liderança, se não se submete diante de Deus, como submisso. As pessoas têm que
desejar nos seguir como líderes. Temos que nos perguntar a cada dia se estamos aplicando o que
aprendemos em nós, afinal, os líderes são eficientes fora naquilo que são por dentro, pelas
qualidades que possuem, de dentro para fora:Leia e medite em cada tema, refletindo e aplicando
em sua vida diariamente. Se interiormente você puder se tornar o líder que deve ser, será capaz de
tornar-se exteriormente o líder que deseja ser e as pessoas te seguirão. Análisemos as qualidades nàs
leis da liderança:
01)CARÁTER:(Jó.4:6;Sl.78:72)-Capacidade,vontade,fé,objetivo:Agir íntegro,arriscar;visar o bem-
comum.Não é fala ou dom;é ação e escolha; traz segurança e confiança:FALHAS:Arrogância, opressão,
irresponsabilidade e traição.MUDE: Procure as falhas, examine falhas,enfrente
consequências;reconstrua,previna p/não errar.Adianta ser sabido, s/ser sábio?
02)CARISMA:(Os.2:14;Jo.12:32)Elogio,valor real:Saber lidar,atrair pessoas a si.Tenha amor à
vida,valorize,encoraje,ajude,dê esperança,compartilhe o saber,experiências de vida e momentos com as
pessoas.FALHAS:Orgulho,insegurança, instabilidade, perfeccionismo,pessimismo.MUDE: Interaja com
pessoas, nunca falando muito de si;cause uma boa impressão,sendo simpático;ajude outros a crescer.
Podemos ter carisma, s/saber ser solidários c/o sofrer dos outros?
03)COMPROMISSO:(2 Co.10:1;1 Ts.2:2)esforço;sacrifício-Seja ousado,original no que faz
p/Deus;cause mudanças.Tenha convicção na fé;realize;prove c/ações,conquistando.
FALHAS:Evasão(sem objetivo);Temor, Desistência de objetivos. DICAS: Avalie antes de agir, decida
antes se vale a pena fazer e torne conhecido seus projetos.Há compromisso sem perseverar?
04)COMUNICAÇÃO:(1 Ts.2:8;Fp.4:15)transmitir sentimento;mensagem com clareza):Seja capaz de
simplificar o complicado, relacionar-se, decidir fácil e delegar eficiênte.Deixe que saibam quem é, o
que defende e o que deseja).Observe tudo, apresente a verdade e busque
respostas,inspire,motive,guie,oriente e ouça.DICAS: Seja claro com palavras fáceis,relacione sua direção
no foco do assunto;ouça comentários de pessoas confiáveis p/mudar.Como comunicar s/ter objetivo
definido?
05)COMPETÊNCIA:(Dn.1:4)habilidade;aplicação:Séja curioso;se aperfeiçoe e aos
outros.Aja,melhore;conclua c/excelência, faça mais do que esperam;inspire outros.FALHAS: Pensar
demais; fazer s/refletir ou agir p/si mesmo. DICAS:Concentre-se no objetivo,reexamine o esforço;sem
pressa ou descuido;descubra como melhorar. Há competência sem ver importância?
06)CORAGEM:(2 Cr.13:3) entrega à qualidade.Faça o que teme; arrisque no que crê.Vença o medo,
comprometa-se;trabalhe inspire comprometimento,expanda-se;ter medo de arriscar é grande
risco.DICAS: Enfrente as consequências,tenha força, coragem e confiança;fale amorosamente;dê
passos gigantescos se for o correto,invista com tudo. Há coragem sem fé?
07)DISCERNIMENTO:(Dn.1:20;Jd.1:22)ouça;critique.Acredite,compreenda;descubra
propósitos.Encontre origem do problema,melhore a resolução;avalie opções p/obter bons
resultados;multiplique oportunidades;use o que sabe;ajude outros. Mudanças,ambiguidades e incertezas
são bons motivos p/ampliar horizontes.DICAS:Analise sucessos passados, aprenda c/outros;ouça o
Espírito Santo.Não perca oportunidades p/aceitar algo. Há discernimento s/respeito ao diferente?
08)FOCO:(Sl.119:38;Mt.6:24)dizer, fazer e dizer fazer.Descubra,dedique-se;melhore;
prioridade;concentre-se.Desenvolva-se;investa tempo,energia e recursos no que gosta;cresça s/deixar
de ver o que detesta,pois são novos desafios.DICAS: Concentre-se em Deus,em si e nos outros.Liste
coisas que gosta;dedique tempo,divida responsabilidades do que não pode fazer;limite o tempo e
recursos.Não adianta dizer que tem foco em algo, se você não tem avaliado isso em Deus.
09)GENEROSIDADE:(2 Co.8:2)doe vida.Seja capaz de ver além das falhas dos outros.Agradeça a
Deus e aos outros pelo que possui; valorize as pessoas acima do que têm e sempre procure doar algo a
alguém usando recursos como meios e não como finalidades.DICAS:Produza a ajude alguém no que
pode fazer.Há generosidade sem transparência?É engano!
10)INICIATIVA:(Ne.11:17)ligação,atividade.Decida e aja;enfrente. Pessoas de iniciativa não ficam
inativas. Saiba o que quer;esforçe em ações; corra riscos e mesmo que cometa erros, naõ
desanime:Faça a coisa certa na hora certa, sendo a pessoa certa e tudo dará certo. DICAS:Mude a
mente;faça acontecer;concretize a ação. Há iniciativa sem ter sensibilidade?
11)AUDIÇÃO:(Pv.18:4)sensíbilidade;franqueza.Fale o que o povo precisa e não apenas o que quer
ouvir. Absorva a sabedoria dos outros, leia e aprenda com outros, encontre temas para abordar;agregue
valores aos outros, com bom senso de ouvir sugestões. Ouça seus seguidores, a quem serve, os
opositores e os seus líderes.DICAS: Seja flexível na sua rotina; Reúna-se com pessoas aonde
estão;preste atenção no conteúdo das conversas;ouça com emoção.Há audição s/ amizade?
12)INTERESSE:(Sl.119:31) apego,seriedade.Concentre-se; faça o melhor;não há sucesso s/amor.
Deseje realizar algo, pela fé em Deus e na força da vontade. Seja perceptivo e se transforme tornando o
impossível, possivel. DICAS: Saia da rotina; examine seu entusiasmo pelo projeto; se estimule no
objetivo; se associe com outros. Há paixão sem partilha?
13)FIRMEZA: (Fp.4:11)captar base forte. Aprenda com os erros; use os fracassos como base de
projetos. Sua atitude determina sua escolha e ações; Manter boa atitude diante de um fracasso é melhor
que começar do zero; seus seguidores serão espelho de sua atitiude.DICAS: Se envolver com pessoas e
assuntos motivadores; procure estabelecer objetivos diários e não apenas a longo prazos; escreva
lembretes para si e p/outros. Há Firmeza de projeto s/prioridade e renúncia?
14)ABSORÇÃO:(Dn.5:12)avalie,procure,espere.Aprenda;use as táticas que estejam contra você.
Planeje de maneira rápída e eficiente. Supere desafios, se adapte à complexidade e diversidade das
pessoas;DICAS: Procure e Preveja problemas,aceite a verdade;veja o todo,resolva etapas por vez ;não
desista nem desanime.Há aprendizado s/ humildade?
15)INTERAÇÃO: (Pv.17:9;Pv.28:23)saber lidar;importar.Sensibilize relacionamentos em
amizade;interaja c/experiência. Entenda,ame(descubra o melhor de cada pessoa);ajude-as.Todos
querem se sentir especiais, com futuro melhor, ter relacionamentos, fugir de desânimos, e desejam
sucesso. DICAS: Melhore sua disposição para compreender os outros, fortaleça seu coração para
valorizar e fazer amigos; corrija desentendimentos agora. Há interação sem encorajamento?,
16)RESPONSABILIDADE:(Nm.4:31)assumir respostas.Renunciar sua vida pessoal pelos
outros,como Jesus.Não se concentre nos seus direitos;enfrente tudo da melhor forma possível;prove
sua capacidade e nunca transfera culpas. Execute tarefas c/empenho;disponha-se a ir além do que
pedem; Alcance qualidade; Produza independente da situação. DICAS: Esteja atento às
circunstâncias;Procure melhorar os meios para agir. Há responsabilidade sem pagar preços ?
17)SEGURANÇA:(Pv.11:14) força;Seja hábil,convicto, determinado e competente;trabalhe e
conquiste respeito. Líderes inseguros são perigosos p/si, p/os liderados e p/o projeto. Não passam
segurança, tomam mais do que dão, limitam os melhores seguidores e a organização.DICAS:Conheça a
Deus, a si;dê crédito e peça ajuda. Há segurança sem seleção?
18)AUTO-DISCIPLINA: (1 Tm.3:10) caráter. Mesmo sendo difícil, não se acostume a desistir ou
achará que é o correto. Mantenha o que conseguiu; desenvolva e siga prioridades;Viva organizado nos
objetivos; oponha-se ao comodismo e à facilidades;mantenha atenção nos resultados e se avalie.DICAS:
Organize suas prioridades, relacione as razões que impulsionam você e livre-se de desculpas, pois sem
plantar hoje, nao coçheremos. Há auto-disciplina s/renúncia pessoal?
19)PRESTATIVO:(2 Co.8:4;2 Co.9:12)Serviço.Às vezes, a coragem parece ser imprudente, mas o que
vale é o amor. Servir não envolve capacidade ou posição; é questão de atitude. Coloque os outros
acima de si; seja confiante e tenha iniciativa, não se preocupe com posição.DICAS:Realize pequenos
atos;Aja passo-a-passo;não pare.Há serviço sem decisão própria?
20)EDUCAÇÃO:(Pv.22:6)conheça,aprenda.Se não tiver talento, aprenda a ser hábil. Descubra como
agradar pessoas no que você faz. Determine-se, procure se realizar, sempre se reciclando, não
querendo agir na facilidade,nem seja orgulhoso, tendo cuidado para não errar seguidamente na mesma
coisa. Se você não gosta do que está colhendo, preste atenção no que está plantando. DICAS:
Observe como reage ao erro, faça algo novo e leia mais.Há educação sem haver dinamismo?
21)VISÃO:(Ec.2:13; Ec.9:13;Gl.2:14;1 Co.9:1)toque de possibilidades.Faça da decepção uma grande inspiração.
Desenhe o alvo;alimente a chama p/que não se perca.Ouça a Deus,reveja sua trajetória de vida;descubra seu
propósito.Atenda aos outros;reuna recursos.DICAS: Ore a Deus,anote os planos,avalie emoções;aja. Há visão s/
precaução para contibuidade?

AULA3:
COMO O LÍDER DEVE REPASSAR A MENSAGEM CRISTÃ (Confrontando a mídia na Realidade do
Mundo Interior x Exterior):
1)ESTRATÉGIAS DE MARKETING DA MÍDIA E SUAS CONSEQÜÊNCIAS NO COMPORTAMENTO
HUMANO:
A mídia influencia pessoas por meio da comunicação de massa,transformando as reações e a
conduta.
A mídia irresponsável e financista degenera a família numa violência cultural,por
agressividade compulsiva física e verbal,ocasionando separações,divórcios,consumo de drogas e
bebidas,sentimentos de derrota e fracasso, ilusões e contradições entre os discursos moralistas
paternos e comportamentos conflitantes entre os membros da família.
Este distanciamento da família leva as pessoas solitárias e feridas a imergirem no uso de
entorpecentes sonoros, a música, a plena potência, de maneira alucinante e envolvente, gerando
experiências traumáticas e sentimentos de rebeldia, transgressão e violência infantil, incentivados pela
televisão, numa atmosfera artificialmente moral, emocional e psicológica interagindo outros valores na
memória da consciência das pessoas, envolvendo pensamentos, condutas, cálculos, estratégias, razões,
constituindo os valores da personalidade. (Is.26:8; Ez.33:13-16; Rm.15:15;Sl.37:14).
Estes valores pessoais em diferentes pessoas de variados grupos sociais geram grave crise
interior e exterior, pois estamos presos ao tempo e à consciência do tempo no chamado mundo
social que artificializa o meio-ambiente, afastando o homem do seu estado natural e inserindo-o
num estado técnico, oriundo do desejo de sobrevivência, fazendo com que o resultado das
crenças, desejos, vontades e hábitos que inspiram comportamentos filosóficos e práticos, bem
como as relações interpessoais, sejam artificiais e imponham mudanças na esfera religiosa.
A racionalidade, a rapidez dos avanços do mundo e a competitividade agressiva, bem como a prisão
inconsciente pela sedução do desejo ocasiona novas idéias religiosas fazendo surgir “novos livros dito
sagrados, ritos e sacerdotes de novos deuses”, que seduzem homens atraídos pelo poder financeiro,
político, econômico, social e/ou religioso.(1 Tm.6:20).
O espaço social se torna então uma disputa entre o novo e o velho, que se moldam e se
diferenciam procurando novos modos de contemplação da natureza, do universo, do modo de se
ver e ser visto, bem como da idéia de Deus.
O ser humano é incompleto pois facilmente podemos verificar sua necessidade de complementação
como o crescimento e suprimento de carências das necessidades ao nível biológico, social e religioso ou
espiritual. Tanto as práticas como as teorias religiosas não-cristãs produzidas pelas filosofias
humanas induzem determinados instintos naturais humanos a se tornarem maus hábitos
envolvendo nossas necessidades de reprodução, manutenção, defesa, posse, comunicação,
lazer, bem como nossas potencialidades que estabelecem ajustes adequados para que possamos
viver satisfeitos. Se houver um clima de dúvida teológica, desencadeará um sentimento de disputa e
competição pessoal, com perda de sentido da vida, ocasionando perturbações emocionais, dores,
desespero, fracassos, desilusões e temores de morte.
2)A ÉTICA DO LIDER NA ADMINISTRAÇÃO DE PROJETOS E FORMAÇÃO DE EQUIPES NUMA
PEDAGOGIA INFORMAL:
O líder precisa administrar projetos e formar equipes, ensinando os liderados a submissão de
leis e resolvendo os problemas da administração que estão primeiramente nos corações dos que a
fazem e a seguem. (Pv.12:21).
Uma reflexão para melhorar a política social deve partir também dos dirigentes e dos que julgam a lei
dentro dessa administração e não apenas dos liderados. Os líderes podem errar ao aplicar
indevidamente uma lei, mas como devemos nos portar ao sermos prejudicados? As grandes crises
ocorrem quando a razão prática e o preceito originador de uma lei não se harmonizam, acentuando o
direito de determinados indivíduos em detrimento à coletividade.(Rm.16:17).
O individualismo interesseiro valoriza suas satisfações pessoais, provocando a crise na
instituição pois esta passa a ignorar e desconhecer seu papel e o propósito de sua própria
existência. (2 Tm.3:2).
A verdadeira essência na vida política de um líder cristão é harmonizar a razão e a fé, o fato ocorrido
e a norma que o determina e administrar o que é temporal, sempre visando a eternidade. (2 Pe.3:18).
Todo fato que ocorre deve ser acolhido numa norma racional baseada na verdade da fé para
que seja tida como autêntica diante de Deus e da igreja, visando uma verdadeira transformação na
formação da liberdade espiritual e moral da comunidade;o que é essencial e objetivo deve sempre
ter uma validade original, universal, imutável e bíblica.
A política do líder está no servir; na habilidade e capacidade de organizar de maneira ética a vida da
comunidade conduzindo as pessoas a se identificarem com os preceitos sociais da comunidade em
identificação e estima, de forma saudável,integrando valores da liberdade cristã e da felicidade individual
da comunhão com Deus e com o próximo.(Mt.20:28).
Se houver conflitos nas lideranças dentro da comunidade, haverá surgimento de grupos
antagônicos (opostos), provocando injustiça, insegurança e infelicidade para todos, pois a
identidade unificada do grupo se desfez, porque a vontade individual ditou regras de conduta que
invalidou a proteção que estava no grupo;a liberdade no amor.(1 Jo.2:19).
O líder cristão deve se dispor a poder servir a comunidade, mesmo que aparentemente e
momentaneamente sacrifique suas idéias e posicionamentos críticos, esperando em Deus, o momento
oportuno para conduzir uma mudança que atenda às necessidades reais do povo, de forma conveniente,
oportuna,o servir/executar à direção/administração(2 Co.12:10).
O líder cristão deve estar em subordinação à vontade de Deus, tendo claras as noções de
dever e finalidade, não confundindo com propriedade pessoal o campo de sua ação e abrangência,
mas sempre deve servir na legalidade de sua conduta perante a Lei de Deus, mesmo que esteja
cansado, ou seja taxado de esquecido e leigo.(2 Co.12:20-21).
O líder cristão precisa estar subjetivo ao chamado da missão, mas deve sempre estar harmonizado
com a doutrina de Deus, legislando, regulando e dirigindo funções que compreendam os interesses
divinos p/a comunidade (Tt.2:7)..
O direito à posição que lhe assiste, se fundamenta nos princípios que orientam seu modo de
agir na comunidade, evidenciando-se sua importância e relevância na transparência da conduta de
sua atividade como autorizada por Deus, tendo como princípio relevante de sua legalidade,o
respeito no que atua,em subordinação completa a Deus (1 Co.9:12).
Ele só pode atuar onde a Lei Divina o autoriza, não por vontade pessoal, mas conformado com o
dever restrito delegado por Deus, numa moral legítima, legal, honesta e conveniente em igualdade de
tratamento a todos os subordinados, não incorrendo em desvio de conduta favorecendo pessoas,
utilizando prestígio para abusar de seu poder.(Tg.2:1-9).
Caso seus atos não sejam válidos, desviou do princípio de moralidade de sua função e
desprezou a Deus, sendo injusto, inconveniente e inoportuno, escandalizando a ética da
instituição e do Criador, sendo necessário coibir sua atuação, através de um código de ética
postulado por ação da comunidade, no propósito de defender a moralidade do grupo. (Hb.12:8).
Medidas de “enfrentamento” por parte de outros líderes no grupo que compreendam o verdadeiro
significado das funções especificas de um líder cristão, devem ser legitimadas, podendo ser um ato
sigiloso, caso se queira garantir a paz comunitária, mas sempre sendo transparentes em divulgarem aos
que querem averiguar, a verdade dos esclarecimentos (Mt.18:15-17).
Quando a liderança se nega a informar ao povo o que ele quer saber, descontenta-
o,descontrola-o, desregula-o e desqualifica a comunicação entre ele e a liderança: A notícia
repercute mal quando a garantia de resolução do líder não tiver continuidade no prazo dado à
liderança, que passa a taxar o líder como omisso e substituível (At.1:16-21).
3)ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO DO LÍDER CRISTÃO EFICAZ: O líder cristão não deve ser um
ator. Ele deve sair de sua privacidade e invadir o espaço público, inserindo uma nova realidade nos
liderados, induzindo o abandono de valores falhos como o emocionalismo meramente carnal,orientando
as pessoas,adotando novos modelos de atendimento à vontade de Deus, numa ênfase literária e prática
bíblica, combatendo religiosidades aparentes como o espiritualismo de curas e milagres como meros
angariadores de recursos e espectadores, como estratégias de implantação e não como espiritualidade.
Líderes profissionais são centralizadores, juntando num espaço, discursos que agradem a
todos, oferecendo aparentes libertações, casos de milagres não comprovados, incorporando
técnicas de marketing, atraindo espectadores, visando infundir otimismo aparente e prosperidade
econômica de forma populista com práticas exorcistas simbólicas.
A unidade vem do respeito à diversidade, que traz igualdade não pela uniformidade, mas pela
humildade. A intimidade e a tranqüilidade das coisas espirituais de Deus não pode ter uma prática
subliminar de uma fórmula receosa e tímida quantos aos rudimentos da fé crista, pois bens simbólicos e
serviços religiosos não podem ser usados para manipular aparentes provocações de desejos realizados
que resultem em posteriores conflitos ideológicos de resultados imediatos.
Líderes espirituais são unificadores,expandindo espaços,pregando verdades que nem sempre
agradam a todos, mas que impõem libertações espirituais comprovadas por milagres, atraindo
adoradores e discípulos, mesmo diante de um quadro pessimista aparente e necessidade
econômica, sem uma mídia sofisticada, mas com poder e amor.
4)CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE DO LÍDER NO REFERENCIAL DE JESUS CRISTO: Na
Bíblia, confrontamos três tipos de lideranças e destacamos um aspecto comum: 1)Moisés: ouvia
conselhos, treinou outros, distribuiu responsabilidades e foi um líder cristão autêntico é alguém que viveu
a vida cristã, tendo a certeza da presença de Deus em sua vida.
2)Josué: Foi submisso à vontade de Deus, distribuiu tarefas, sabia dar ordens, ia sempre à frente
(dava o exemplo), estava no comando, não esquecia compromissos, assumia erros do grupo, resolvia
problemas e repreendia com amor.
3) Jesus-Fez tudo isso e ainda mais: servia ao invés de ser servido; tirava ensinamentos dos
conflitos e passava para seus discípulos; não era autoritário; centrava nas escrituras e nas pessoas que o
cercavam e deu sua própria vida pelos seus. Ele libertou muitas pessoas de transtornos mentais como
pânico,estresse e depressão, bem como encantou pessoas, ampliando seus horizontes espirituais,
trazendo-lhes sentido. (Mt.4:24; Gl.5:1; Mc.15:41; Jo.1:38).
Analisando a liderança de Jesus, observamos certas características que devem estar
presentes nos líderes:
A) SENSIBILIDADE ESPIRITUAL: Jesus entendia as pessoas e as amava pelo que elas eram,
nunca pelo que podiam lhe oferecer. Tratava a todas da mesma maneira, sempre mostrando que a
verdade era única e que todos careciam andar pelo mesmo caminho para obterem a salvação, pela fé,
pois afinal, a todas as pessoas, estava anunciando a mesma verdade.
Como Jesus, o líder cristão deve orar a Deus e estudar noções de psicologia e outras ciências
do desenvolvimento humano para que possa aprender a entender a mente das pessoas,
compreendendo os pensamentos, reações, exposições de idéias e entendimentos, agindo com
emoção e não emocionalismo, tentando dar aos liderados noções de significados para suas vidas
nas percepções das pequenas coisas que trazem felicidade. (Jo.11:33-35).
B) MOTIVAÇÃO DOUTRINÁRIA: Jesus motivava as pessoas pois seus ensinamentos não eram
frutos de meras tradições especulativas e filosóficas racionais dos que se diziam mestres. Seus
ensinamentos tocavam o coração das pessoas e motivavam, pois correspondiam às expectativas que
elas e tinham e além disso, traziam novos ensinos que suas razões precisavam obter para entenderem os
sentidos de suas vidas e da realidade espiritual que as envolvia.
Como Jesus, o líder cristão deve ter um sentido na vida para ser ensinado numa utilização do
conhecimento para crescimento e compreensão das limitações pessoais, onde o amor acalma a
emoção, tranqüiliza o pensamento, motiva, rompe obstáculos e faz a vida ser agradável, apesar de
ser uma experiência bela, única, mais muito breve. Uma excelente educação bíblica transforma, pelo
poder de Deus, a personalidade, onde pessoas despreparadas, incultas e saturadas de problemas,
conflitos emocionais e intelectuais, podem se tornar pensadores revolucionários. (Jo.7:45-46)
C) CONFIANÇA AMOROSA: Jesus demonstrava um amor sincero, sempre destacando a sua
unidade com o Pai Celestial, defendendo o Espírito Santo e mostrando a beleza da harmonia do seu
Reino Celestial, o que fornecia um referencial para uma tomada de posição das pessoas frente ás
injustiças religiosas, sociais,econômicas e políticas que as envolvia, o que lhes confirmava a veracidade
do que Jesus lhes passava, pela graciosa e doce vontade fé amorosa.
Como Jesus, o líder cristão deve sonhar e falar do que acredita, provocando imagens no
inconsciente dos liderados, operando poder pela doçura de sua fé, a crença da transformação na
vida de quaisquer pessoas. A vida é feita de pequenos momentos que podem ser direcionados a um
sucesso,operando princípios às lideranças posteriores.(Jo.13:1)
D) ESTRATÉGIA EVANGELÍSTICA: Jesus tinha o carisma de atrair as pessoas mas nunca
prometia o que não podia fazer e ainda, confrontava os seus perseguidores, sempre numa postura
didática e nunca tentava demonstrar sua autoridade através de uma imposição de forças; antes, ele
mostrava em si mesmo, a necessidade, importância e os frutos de se seguir uma vida obediente diante de
Deus, como peça importante numa felicidade acima dos momentos carnais.
Como Jesus, o líder cristão deve selecionar as pessoas, não de maneira preconceituosa e
discriminatória, como que eliminatória, e sim, organizadora e harmônica, sabendo confrontar as
características positivas e negativas de cada pessoa, procurando reeditar-lhes o inconsciente,
incentivando desafios, não destruindo sonhos pessoais mas questionando-os, mostrando o preço
da justiça como possibilidade de liberdade física e emocional, rumo à Eternidade. A alma humana
anseia pela felicidade, ainda que desconheça a maneira de se educar para a verdade; os caminhos do
coração são enganosos e só a verdade dita de maneira sensibilizada, atrairá mentes e corações a Deus.
(Mt.6:25;Lc.19:11)
E) PROPÓSITO VISIONÁRIO: Jesus tinha um propósito futuro e não apenas momentâneo. Ele
falava não apenas de uma libertação física e política para Israel, mas ia mais longe, vislumbrando o porvir
eterno, numa dimensão muito maior que aquilo que os seus discípulos esperariam e mesmo quando falou
sobre sua 2a. vinda, não fixou-a naquele tempo.
Como Jesus, o líder cristão deve ser paciente para expor mecanismos inconscientes que
atraiam as pessoas, mesmo que corra o risco de ter sua metodologia confrontada; deve treinar
pessoas fiéis às suas consciências, não por meras técnicas de oratórias, mas pela possibilidade
de comunicarem de si mesmas algo que qualifique e signifique as vidas das pessoas em conjunto,
superando compulsividades pelo poder, promovendo amor incondicional a Deus.
Há estágios de desenvolvimento na personalidade das pessoas que precisam ser trabalhados, como
os conflitos interiores antagônicos às mudanças exteriores, que devem substituir traições pessoais que
matam os estímulos das pessoas em atrações coletivas que façam morrer individualidades pelo conjunto
proposto, ou seja, a comunidade.(Mt.16:28)
F) PACIÊNCIA TRANSFORMADORA: Jesus soube suportar os terríveis sofrimentos de dor e
solidão, esperando no tempo em que Deus o iria exaltar e mesmo assim, sabendo do seu sucesso, não
usou direitos de filho, mas sujeitou-se totalmente, como servo, sabendo que sua atitude iria transformar e
salvar as almas das pessoas mediante a fé e amor.
Como Jesus, o líder cristão deve descobrir o segredo do aprendizado: A amizade não nega o erro,
mas quer transformá-lo e por isso se faz presente, mesmo crucificando as emoções pessoais. A
amizade visa resgatar a esperança do sentido da vida do outro, de forma inteligente,
sensibilizando a desumanidade pelo caminho da partilha de sofrimentos, declarando e buscando o
propósito de destruir o individualismo, mas não a individualidade de quem se deseja alcançar. Não
se pode impor condições para se amar uma pessoa porque se mata o princípio do discipulado que reside
na coragem de não se abalar com a aparente falta de dignidade pessoal do outro, ao se tentar
rejuvenescer a fonte dessa pessoa em que se vale a pena investir, mesmo que carecendo de ajuda, nos
trate indiferentes;sem respeito e descaso.(Lc.23:34).

AULA 4:
COMO O LÍDER DEVE TRATAR AS QUESTÕES QUE CAUSAM PERTURBAÇÕES NAS RELAÇÕES
SOCIAIS DOS LIDERADOS
(Confrontando a Solidão Individual Intra-pessoal x Individualidade Inter-pessoal:
1)O PROBLEMA DA PERDA DE VALORES ESPIRITUAIS DA SOCIEDADE(SECULARIZAÇÃO) À LUZ
DA PSICOLOGIA:
Secularização- fenômeno histórico moderno,onde crenças e instituições religiosas se
convertem em doutrinas filosóficas e instituições leigas, incluindo as áreas que mais afetam as
vidas das pessoas:
a) vida pessoal (Lc.9:23); b)Futuro (Mt.6:31-34); c)dinheiro (Cl.3:1); d)Casamento (1 Co.7:3-4); e)
Filhos (Sl.127:3),;
Provocando crises por: a) ansiedade-por traumas de infância ou fracasso de algum ideal não
realizado (Mt.6:25-34; Sl.37:5; Pv.24:10; Rm.14:23; Ef.6:10; 1 Pe.5:7); b)Baixa-estima-retrato mental da
alma (Pv.23:7; Gn.1:26-27; Rm.8:16); c)Depressão-prisão da mente por sentimento de perda ou traição
pessoal. (Hb.11:1; Sl.37:5; Tg.4:7; Fp.4:8; 1 Co.3:16; 1 Ts.5:17);d)Culpa-problemas psicológicos
íntimos:remorsos/auto-condenação.(Tg.5:16;Na.1:3;1 Co.4:4;1Co.11:27; Tg.2:10).
O Líder Cristão deve ouvir c/amor, falando especificamente sobre o problema, sem usar muito
o “eu” e “tu” p/a pessoa não se sentir ofendida. Na formação da personalidade, a hereditariedade,
o meio-ambiente estão presentes na estrutura das dinâmicas psicológicas envolvendo conflito,
frustrações e ajustamento.Isso origina mecanismos de defesa entre indivíduos, onde cada pessoa
usa um mecanismo de defesa próprio p/reagir a conversas não desejadas:
a) Negação-inconscientemente se nega para proteger-se do sofrimento (Mt.26:69-75;Gn.18:15);
b) Transferência-inconscientemente transfere o problema/insatisfação p/outras pessoas. (Gn.3:12-
13);
c) Projeção de idéias e tendências-Faz uma falsa realidade mental contra quem não se aceita.
(Gn.39:10-19);
d) Racionalização justificada de conduta-Tenta arranjar justificativas para maus feitos-(Ex.5:8-
9;Pv.21:30);
e) Repressão imaginativa-Procura considerar algo desagradável como nunca ocorrido. (Gn.4:9; 2
Rs.4:19-26);
f) Pseudo-conversão-transforma insatisfação em sintoma/queixa de doença,após
frustração/ansiedade-(2 Sm.13:2-17)
g)Identificação com agente externo)-Passa a agir e inconscientemente querer viver e ser como
outra pessoa de forma obsessiva, compulsiva, alucinadora e alienante,mas expressando aparente
normalidade.(1 Rs.22:24;Et.3:5-6:6).
2)O LÍDER FRENTE À DINÂMICA DO COMPORTAMENTO SOCIAL: O Líder Cristão deve tentar
compreender a dinâmica do comportamento social, observando, testando,estudando questões
éticas p/ dar respostas a si mesmo e à membrezia (Mc.12:41; Mt.23:3). Todas as pessoas entendem
a vida pela experiência do sentir, através dos mecanismos receptores dos sentidos humanos,
classificados em dez categorias (visão, audição, olfato, paladar, tato, frio, calor, dor,cinestesia e equilíbrio)
fazendo reações do mecanismo efetor dos músculos e glândulas através do mecanismo nervoso cerebral.
Observando-se racionalmente o comportamento humano,em circunstâncias históricas e
intelectuais, verificamos que o ser humano é um ser social, perceptivo, que toma atitudes,
refletindo no comportamento grupal, definindo grupos, posições, status e seu papel social,
podendo inclusive, exercer liderança. (Mt.13:2; Mt.23:37; Mc.6:30;Lc.12:1).
PROCESSOS BÁSICOS DE COMPORTAMENTO:• sensação/percepção-(Mt.16:8;Ef.3:4) gera
aprendizado constante e organizado;• movimento/profundidade-(Jo.5:3-4)-gera ilusões
perceptuais(idéias;visões;sonhos)é visões espirituais.
A MOTIVAÇÃO HUMANA: Para a vida fazer sentido, o líder cristão deve saber que a membrezia e
todos em geral precisam de motivos para viver: a) motivos divinos (Mt.11:25-26)(Conhecer o propósito
de Deus);b) motivos de sobrevivência e episódicos (Hb.2:18;1 Pe.3:18; 1 Pe.4:1) (cíclicos:fome, sede,
respiração, sono,dor,medo,fadiga, etc.); c) motivos de recepção e interpretação de informações
(Mt.9:9;Mt.9:23)(estimulação informativa). d) motivos sociais (Mt.15:28)(como os que definem
comportamento, afiliação,prestígio, etc.) e e) motivos do “EU”-pessoais, (Jo.5:30;Jo.6:38)-
(necessidade de realização e informação). TEORIAS DE MOTIVAÇÃO: há várias teorias de motivação e
a visão bíblica é a real:
a) behaviorista (o comportamento é a única fonte de dados psicológicos)(Hb.13:7;1 Pe.1:15-18).
b) cognitiva (Deve se levar em conta o que se passa na cabeça do organismo observado);(2
Co.3:5;Hb.4:12).
c) psicanalítica (comportamento é motivação inconsciente de impulsos instintivos)(Sl.139:1;
Jr.12:3; Lc.22:34; Jo.1:48)
d) humanista (homem é pessoa;deve sentir que é pessoa). (1 Co.4:3-4; 2 Co.4:11; 2 Co.5:4;
Tg.4:9;Rm.15:5;1 Pe.5:9)
e) bíblica - o homem é um ser triuno (corpo,alma e espírito) e tem que ser observado no todo.(2
Tm.3:16;Jo.17:7).
Acima dos conceitos, as emoções humanas se manifestam e se desenvolvem motivando
diferenças individuais e culturais, ajustando o desempenho e detectando falhas comportamentais
entre as pessoas, como falsidade, fingimento, etc. Nesse campo, entra o papel do líder cristão
com a aprendizagem da Palavra de Deus, pois o comportamento aprendido e o comportamento
instintivo refletem o que somos, através de condicionamentos (aprendizado por norma de lei),
ensaios-e-erros (tenta até acertar), imitações, discernimentos e o uso do raciocínio. (Mt.11:29;2
Tm.3:14).
O desenvolvimento humano é um processo que vai desde o pré-natal, passando pelo nascimento,
físico, emocional e social e intelectual do indíviduo que influi na sua observação comportamental no
aspecto religioso e espiritual.(1 Pe.2:2).
Há há problemas quando as pessoas não são educadas para a vida, podendo gerar
comportamentos anormais como perturbações transitórias e situacionais, reações traumáticas,
tensões crônicas de situações, neuroses, ansiedades, fobias, conversões, obsessões-
compulsivas, psicoses e outras, que se não forem tratadas e entendidas por terapias
especializadas, encontrarão certamente resposta incerta nas religiões do mundo globalizado.(2
Tm.3:1-9).
3)OS DIREITOS DO LÍDER FRENTE AOS LIMITES DE SEUS DEVERES NA ÉTICA DA LIDERANÇA
SOCIAL:
O pensamento clássico da tradição ocidental é a hierarquia,onde o direito natural da liderança
o isola do todo pois justifica a apropriação do poder do líder em detrimento do povo,numa auto-
conservação do poder pela apropriação do aprendizado. (Gn.10:8). Essa projeção ideológica é
baseada na indispensabilidade do líder, que confronta com a idéia do bem-comum que deseja consolidar
um pacto comunitário, garantindo direitos iguais numa visão unitária da comunidade contra o
individualismo possessivo de determinados líderes que apenas querem produção,acumulação e
submissão(povo)(Lc.12:1-48).
Isso favorece injustiças sociais que devem ser criticadas à luz da doutrina cristã, onde cada
um deve fazer o que puder, segundo seus limites reais, pois uma relação apenas de força
produtiva material ocasiona opressão-(Jó.35:9).
A liderança representa os liderados condicionando o processo de vida determinando pela
consciência que a personalidade do líder exerce papel relevante no modo de pensar e agir dos liderados,
caracterizando a comunidade.(Mt.10:25a).
O valor dado à comunidade deve ser a afetividade da agregação do sentimento que
caracteriza e nunca o valor econômico, agregado a personalidades distintas pela posição,
instrução ou parentesco (Jz.20:11;1 Co.1:10; Cl.2:2).
A ética do líder cristão caracteríza-se de ser capaz de sacrificar suas ambições e seus projetos
pessoais e particulares para dedicar-se à comunidade. Isso confere uma política de ética maior, pois
confronta o distanciamento da conduta de outros líderes,relacionando essa conduta muito mais próxima
aos ensinos de Jesus. (Mt.20:28;Mc.10:45;Jo.13:1).
O líder cristão deve ser pensador, de como a verdade pode constituir a comunidade,
distinguindo meios marterialistas de fins espirituais, buscando finalizar o relacionamento das
pessoas com Deus e daí, surge o poder.(Mt.6:33;Cl.3:1).
A conquista e manutenção do poder do líder cristão está na possibilidade da consecução de
objetivos divinos, para que seja justificado por Deus como meio aceitável de observar o que há e o
que se pode e deve fazer e não o que parece ser mais agradável ou cômodo à igreja, visando
apenas manter uma aparência de temor sem amor, união sem renúncia e gratidão a Deus, mas
com avidez de lucratividade e conveniência de conquistar fama e bens.(Jo.10:11-14).
Uma liderança cristã sem ética é prova de crise da verdade de Deus na igreja. Esta péssima
realidade não proporciona boas opções de seguimento cristão, bons projetos p/educar a membrezia e
nem planos de acomodação e exercício de cidadania celestial em questões éticas e moralizantes que
possibilitem a construção de atitudes espirituais.(Mt.23:15).
A visão de Jesus é diferente da visão dos que intencionam apenas captar recursos para
construções materiais, mas que esquecem de influenciar e repercutir nas mentes vazias dos que
vivem na época atual, apesar de não ser errado investir em aquisição e construção de ambientes
mais acolhedores para a comunidade.(Mt.24:2;Lc.22:8-12).
Se a mudança apenas for fruto de uma concorrência denominacional, sem se constituir no desafio de
se proteger os parâmetros éticos do modelo de justiça dado por Deus, poderá provocar umá voracidade
de acumular bens e concentrar misérias, invalidando a afetividade na comunidade como necessidade
básica cristã, garantida no aspecto significativo do direito do fenômeno da ressurreição expressa na
santa-ceia, na conduta social da igreja.(Lc.12:15;2 Co.9:5;2 Pe.2:3).
Temos que assimilar a idéia do direito absoluto divino como algo regra de convivência e
conduta no cotidiano, de forma a sustentar uma consciência de que sem amor, que justifica as
ações da igreja, teremos a predominância de uma relação de domínio e exploração, que não
instrumentaliza a justiça de Deus nem divulga a salvação.(Mt.5:13).
Atualmente, enfrentamos muitas questões, que não sabemos resolver ou que não procuramos
enfrentar.
• Como conciliar a captação de recursos com a idéia de se desenvolver um desenvolvimento
social preservando a interação e o amor na membrezia? A própria noção de desenvolvimento da
comunidade tem duas vertentes opostas, pois enquanto o amor, união, conhecimento entre os membros,
cresce de forma aritmética, a captação e a necessidade de recursos para investir nos ministérios,
crescem em progressão geométrica.(Mt.13:30; Mt.13:38;Ml.3:18;Mt.7:21-23).
• Como enfrentar a questão do esfriamento e esvaziamento das igrejas,fora de atividades
emotivas, quando as lideranças só pensam em “revender” as bênçãos de Deus como atividade
habitual de comércio nas igrejas?(Ez.28:18).
TRÊS CONCLUSÕES: a) Há um grande risco de faltar frequentadores quando esse sistema
“envelhecer”; b) o povo se consegue quando se fala e se defende a causa da manutenção e
importância da família; c) há o papel determinante da igreja na formação da família, que se não for
tratado com importância,ocasionará uma epidemia de consumismo.
O líder cristão deve ser o defensor dos interesses dos mais fracos e não priorizar interesses e lucros,
se dedicando ao empreguismo e à captação gerencial de lucros,mas, deve se empenhar ao serviço
cristão pelo poder do E.Santo.(Mt.5:20).
• Como educar o povo a visar desenvolver pessoal no preparo para o exercício de sua fé e
obra cristã? (Gl.6:6).
A crise é antiga;o ensino da doutrina geralmente é deficitário, parcial, aparente e ralo, sem
profundidade.(Am.8:11).
O líder cristão deve exercer seu papel de educador, não apenas induzindo as pessoas a receberem
bênçãos terrenas, mas a serem salvos celestiais;quando Jesus vier, nada levaremos, exceto um
testemunho de amor, fé e santidade.(Hb.13:17).
Se não houver uma liberdade que proporcione um plena razão do estudo da Palavra como
projeto de vida, o sistema injusto do anti-cristo nos impedirá de viver na liberdade de Jesus.
(At.7:25;1 Co.8:9;1 Co.10:29;Gl.2:4;Gl.5:1;13).
Enquanto a igreja tratar de forma simplista e debochada o problema do sistema mundano religioso
social brasileiro, a violência entrará nas igrejas e amargaremos derrotas morais, religiosas, sociais e
políticas, pois, afinal, demonstramos apenas o que somos, contradizentes e oprimidos, incapazes de
renunciar, igual ao mundo, o pecado.(Mc.6:24).
A ética tem uma história moral, um argumento de juízo, uma conclusão mutável e relativa. Se
nao tivermos uma postura séria para corrigir com compromisso às distorções que denigrem e
vituperam a verdade de Deus e nossa imagem como seus representantes, não cultivaremos o
respeito da sociedade e ainda ofenderemos a Deus.(Rm.2:24).
4)O DESAFIO DA AUTO-DISCIPLINA COMO POSTURA ÉTICO-CRISTÃ,NAS DEFICIÈNCIAS COMO
LIDER EM CONSTRUÇÃO:
Num contexto Pastoral, existem pessoas que precisam ser tratadas, como ovelhas no aprisco;a falta
de fé de líderes cristãos na questão da obediência a Deus,pela falta de observância da Palavra, favorece
cinco tipos de deficiências nas lideranças, que refletem na igreja, atrapalhando sua missão de levar o
Evangelho ao mundo: (Is.56:11;Jr.23:2;Ez.34:1-22).
1ª DEFICIÊNCIA (Na comunhão e recepção dos membros (nascimento reconhecimento do
Rebanho) - Líderes cristãos sem objetivo constante da Visão do Reino de Deus, tornam as ovelhas
fracas-Quem pensa nas igrejas como negócios religiosos ou fornecedoras de serviços espirituais mas
não pensa no futuro das almas após a sua aceitação pública na igreja, não deixarão as ovelhas firmes.
Não engrandecer primeiro o Reino de Deus na vida do povo,significa que sua visão do Reino de Deus é
curta ou inexistente e sua membrezia será fraca, não prosperando,desconhecendo a verdade,sendo
estéreis e ociosas no conhecimento de Deus.(Mq.7:14; Zc.11:17; At.20:28; 1 Pe.5:2).
2ª DEFICIÊNCIA (No manuseio de ofertas, dízimos e obras - Na ordenha e tosquia de
rebanhos) - Líderes imediatistas que sacrificam os rebanhos tornam as ovelhas doentes: Líderes
precipitados, devedores do cumprimento, aumentam as dúvidas e inquietações no seio da igreja, pois
quando o líder é imediatista, sacrifica o rebanho e deixa as pessoas doentes, favorecendo um
esvaziamento pessoal e da membrezia. (Is.56:11; Zc.11:5; Mt.5:17; 2 Co.11:13; 2 Pe.2:3).
3ª DEFICIÊNCIA (Na apreciação e valorização pessoal - Apresentação e acompanhamento do
rebanho: Líderes que não sabem avaliar, discernir, atribuir valores, tornam as ovelhas quebradas:
Tornam as pessoas amarguradas pela exclusão,causam tensões e exclusão.(Dt.10:17;
Jó.13:10;Ml.2:9;At.10:34;Rm.2:11; Tg.2:1;9; Ef.6:9;Cl.3:25).
4ª DEFICIÊNCIA (Na direção e organização da Igreja-Guia e condução do Rebanho: Líderes
inconstantes que vivem mudando regras e pessoal, tornam as ovelhas desgarradas: Líderes que
não sabem avaliar, discernir e atribuir valores às pessoas, tornam as pessoas amarguradas pela
exclusão,causam tensões e exclusão, pois a inconstância de doutrinas enganosas e fraudulentas,
causam escândalos.(Jr.10:21; Jr.23:1-2;Ez.34:1-22;Lc.1:79;Ex.32:34;3 Jo.1:6).
5ª DEFICIÊNCIA (Na identificação de problemas com atenção pessoal - Alimentação e
proteção do Rebanho): Líderes que se utilizam das pessoas como apenas números ou aparentes
desconhecidos, com pouca ou nenhuma consideração, torna as ovelhas perdidas: As ovelhas
(pessoas) perdem a identidade da comunhão com o projeto de Deus e acabam assimilando o
mundanismo da pós-modernidade, afinal, todos querem ser amados e valorizados.(Rm.12:20;
At.15:37;At.14:22;Rm.12:8; 1 Ts.2:3; Hb.3:13;Hb.12:5; Rm.2:6;Rm.12:3;Rm.14:2; 2 Co.5:10;Ef.6:8).
5)MÉTODOS DE JESUS: a) Obedeceu ao plano divino (Mt.3:15); b) Conhecia a doutriná (Mt.7:28); c)
Escolheu discípulos ,cuidadoso(Mt.4:18); d) Preencheu posições importantes com pessoa certa,s/temer
rumores (At.9:15); e) Era mestre(Jo.3:2); f) Dedicava tempo aos mais íntimos.(Jo.14:9); g) Agia com
liderança, mas sem autoritarismo (Jo.20:25-26); h) Insistia no correto contra os erros;(Jo.8:46) i) Era
programado em suas atividades (Jo.18:4); j) Enfrentava a corrupção (Mt.21:12-13); kj) Foi honesto quanto
às dificuldades futuras (Mt.5:11;Jo.16:33). l) Descansou em Deus (Mc.14:36); m) Testava os discípulos
(Mt.17:25); n) Praticava boas relações com a comunidade (Mt.9:35); o) Tinha apoio “logístico” de
ajudadores do ministério (Mt.27:55;Lc.8:3); p) Era líder humilde (Mt.11:29); q) Não glorificava a si, mas ao
Pai (Jo.8:51); r) Era agradecido (Mt.11:25;Lc.18:10-14); s) Sabia contactar pessoas de diversos níveis
sociais e não se isolava delas.(Mt.11:28;Mc.1:37); t) Cuidava dos assuntos na hora (Mt.15:32-38;
Mt.22:34;46); u) Era ótimo orador (Lc.2:47); v) Eliminava os prejuizos (Lc.8:37;Lc.10:10-12); x)
Reaprendia sempre (Hb.5:8); y) Acautelava-se de bajuladores (Mc.7:6-7;Mc.12:15); z) Era servo (Fp.2:7);
z1) Desencorajava disputas (Mt.18:1-4; Mt.23:11; Lc.22:26); z2) Avaliava frutos (Mt.12:33); z3) Exortava
contra preocupações (Mt.6:34;Lc.21:34). z4) Comissionou (Mt.28:19); z5) Visionário/vencedor
(Jo.14:3;Jo.16:13;Jo.16:33; Ap.3:21).

AULA 5:
COMO O LÍDER DEVE EXERCER INFLUÊNCIA, INTERAGINDO A IGREJA E SUA FAMÍLIA:
(Confrontando a Visão Exploradora Social x Visão Familiar Participativa):
1)A QUESTÃO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO, NUMA VISÃO FAMILIAR E COMUNITÁRIA NA
PSICOPEDAGOGIA CRISTÃ:
Para o líder cristão entender o comportamento dos liderados na igreja, deve levar em conta a
questão do crescimento e do comportamento humano de cada pessoa nas suas famílias. Existem
influências externas, (fatores ambientais, econômicos, sociais) é influências internas (herança
genética-propensão a doenças e o papel dos pais na administração da criança que pode originar
disciplinas restritivas ou permissivas, variando desde o calor humano à hostilidade e violência,
que pode acentuar comportamentos patológicos revestido de aparente cristianismo.(Pv.1:2;
Pv.27:23; Ec.8:16).
A cultura social determina padrões de interação entre grupos onde as pessoas se desenvolvem
corporal, emocional, percepção e racionalmente, onde, pela observação de valores e perspectivas sociais
geram conceitos influenciadores dos “Eu” interiores de cada pessoa, como por exemplo, o
comportamento sexual. (Sl.107:43; Sl.119:9; Pv.5:2; Lm.3:63;Mt.23:3).
As pessoas são diferentes;possuem emoções e necessidades individuais em busca de novas
respostas,que fundamentam linguagem, saúde e ajustamento, através da imaginação e do
entendimento sobre explorações do ambiente, gerando um potencial como desenvolvimento de
traços da personalidade e conceitos próprios de valores.(Et.3:8)
As exigências da socialização criam uma contradição entre o material e o espiritual, gerando juizos
de valores, méritos, desejos ou significados que as ingressam em tarefas sociais de novos horizontes de
entendimento, como vida grupal, tipificação sexual e mudanças conceituais, inclusive religiosas. (Jó.
34:23; Jó.40:8; Sl.33:5; Sl.18:43; Hb.2:17).
A saúde e a busca pela aceitação do outro, visando atender as necessidades e desejos geram
interesses e preocupações com a aparência, auto-regulação, vocação, auto-expressão criativa,
recreação, comunicação interpessoal e auxilio social, inclusive dentro do seio religioso da
comunidade ou membrezia. (Pv.12:25; 1 Pe.5:7).
Os conflitos e problemas na busca de uma identidade pela associação de conceitos e critérios,
criam respostas diferentes visando uma interdependência pela participação em atividades onde se é
possível aplicar conhecimentos e experiências, podendo levar a uma comunicação sensível às
necessidades dos outros ou a frustrações e fugas de responsabilidades implicando no amadurecimento
ou não da pessoa, daí a necessidade da ministração da Bíblia.(Dn.10:1).
As pessoas têm o livre-arbítrio para selecionarem o que gostam ou não e no âmbito pessoal;
o tipo de relacionamento com Deus nos estilos de vida as orienta nas tarefas do desenvolvimento
emocional frente à sociedade, economia, formação do lar, auto-realização e estabelecimento do
padrão de vida na qual a igreja se faz presente.(Js.24:15).
As mudanças motivacionais geram preocupações pois as pessoas têm que gerar sempre uma
manutenção na variedade de seus interesses, inclusive despertando o sentimento religioso, mas na
verdade, o envolvimento de muitos,nas igrejas só ocorre no casamento, na apresentação de filhos, e no
funeral de parentes ou amigos. (Sl.65:4; Lc.19:5).
2)FASES DO DESENVOLVIMENTO HUMANO E O PAPEL DO LÍDER CRISTÃO:(6 fases,que
relacionam com a religiosidade):
• 1ª fase (pré-natal:da fecundação ao desenvolvimento do feto, anterior ao nascimento) - A
falta do ensino da Palavra de Deus aos pais, pode interferir na vida embrionária do feto, pela violência do
pai e no agir da mãe, por exemplo, na ingestão de substâncias nocivas, jejuns prolongados, atividades
físicas perigosas ao feto que possam causar riscos de abortos.(Nm.12:12;Ec.6:3;1 Co.15:8). O líder
cristão deve exortar as famílias para abençoarem desde o ventre, os filhos.
• 2ª fase (1a. infância desde o nascimento aos 5 anos) - há ganho de equilíbrio corporal e relação
do mundo experimental, perceptivo e motor, culminando com a comunicação verbal e o início da
consciência de si mesmo e dos outros. Analisando-se as relações entre o comportamento aprendido e o
instintivo, a falta do ensino da Palavra de Deus pode provocar maus hábitos,má comunicação verbal
(vocabular lingüística),marcas físicas e deturpar a noção de convivência com outras crianças, caso haja
má conduta religiosa dos pais quanto ao ensino da fé cristã à criança.(1 Sm.1:24;Pv.22:6).
O líder cristão deve exortar as famílias a investirem na memorização dos filhos quanto à
Palavra de Deus.
• 3ª fase ou da 2a. infância dos 5 aos 12 anos) - compreende da formação, modificação e
refinamento dos traços e atitudes;envolve autonomia comunicativa e formação de auto-
conceitos,introdução de interações pessoais extra-lar, como escolas e igrejas, havendo um
desenvolvimento do papel social, como desenvolvimento de identidade sexual, relacionamentos firmes
com pares e mentalidade grupal. A falta do ensino da Palavra de Deus num quadro deficiente nas
definições dos papéis sociais, podem ocasionar, dependendo da cultura, bloqueios de comunicação,
identidade relacional e autonomia grupal, originando medos, fadigas, dores ou afastamento da
comunidade/igreja.(Jr.1:6-7; Lc.1:80; Hb.5:13)
O líder cristão deve exortar as famílias a investirem no estudo da Palavra de Deus interagindo
assuntos atuais.
• 4ª fase - (adolescência - dos 13 aos 18 anos) - puberdade, onde ocorre uma maturação corporal
e sexual numa maior autoconsciência da maturação da personalidade, com intensa relação entre pares,
envolvendo ambigüidades e conflitos, refletindo na preparação para o papel da vida adulta quanto às
responsabilidades pessoais e sociais. A falta do ensino da Palavra de Deus pode ocasionar sensações e
percepções deturpadas da realidade vivencial, gerando uma aprendizagem inconstante e desorganizada,
sem profundidade maturativa psicológica e ilusória. Isso acaba levando os adolescentes à procura
exarcebada pelo desejo sexual fugindo de conflitos psicológicos, despreparo para a vida social e o uso de
drogas ou movimentos estranhos à sociedade ou cultura, buscando sensações de êxtases ou transes.(1
Jo.2:13-14; 1 Pe.5:5; Tt.2:6; At.2:17; Zc.9:17; 1 Sm.3:1; Sl.119:9;Ec.11:9)
O líder cristão deve exortar as famílias sobre as necessidades dos jovens, quanto à aceitação
e à aprovação.
• 5ª fase (Adulta) - Compreende a formação de padrões familiares e sociais responsáveis, com
plena participação vocacional, mas com início gradual das capacidades físicas, bem como modificações
familiares estruturais e esforço para manutenção da capacidade como adulto.
A falta do ensino da Palavra de Deus poderá levar o indivíduo nesta fase a uma desmotivação no
motivo da sobrevivência (fome, sede, respiração, sono, etc.); bem como originar os episódicos, como (dor,
medo, fadiga, etc.) e alterar a recepção e interpretação de informações (como estimulação informativa),
deixando a pessoa alienada e alheia aos parâmetros culturais onde vive.(Jó.14:1; Jó.25:4-6; Jó.32:8;
Jó.39:6; Pv.5:21; Ec.3:13; Ec.8:17).
O líder cristão deve exortar os pais de família a buscarem o entendimento da Palavra de Deus
para serem sábios.
• 6ª fase (senectude/idade avançada ou 3ªidade) Declinação dos poderes físicos e cognitivos, com
restrição de interação social, dependência social e declínio terminal culminando com a perda das funções
sustentadoras da vida ou morte. A falta do ensino da Palavra de Deus poderá desmotivar socialmente
nesta fase, e também, desmotivar o “EU”, tornando a pessoa não realizada e desinformada, acentuando a
tendência ao óbito induzido, pois a questão da morte e seu entendimento deve ser exposta pela
religiosidade, afinal, é ela um parâmetro para o entendimento das questões “post-morten”. (Jó.5:26;
Sl.71:9; Sl.92:14; Sl.37:25; Sl.71:18).O líder cristão deve exortar as famílias sobre os cuidados que
devem ter c/os idosos e falar-lhes da ressurreição de Jesus e do Real Reino Eterno.
3)ÉTICA COMO POSTURA EFICAZ DO LÍDER NA PROBLEMÁTICA COMPORTAMENTAL DO
DESENVOLVIMENTO HUMANO:
Como combater a corrupção de determinadas igrejas, se beneficia alguns que se consideram
donos do poder?Só no milenio, a corrupção será irradicada; há o joio com o trigo, mas todos
esperam que, pelo menos, haja a diminuição de escândalos, caso as lideranças procurem agir com
ética , de forma urgente, possível e indispensável (Pv.12:3).
Há muitos casos de injustiças e mau uso dos recursos das igrejas;Ou os membros se mobilizam na
defesa da fé e limpeza das instituições pelo avivamento da Bíblia e uso de uma organização eclesiástico-
administrativa ou atuam conjuntas na mesma imoralidade e falta de legitimidade que assola a liderança,
afetando alguns líderes, levando ao caos.(Is.58:6).
O líder cristão precisa se disciplinar p/efetivar mudanças religiosas e sociais,no uso dos
recursos das igrejas e para isso, o uso da ética precisa ser concreta e um fato real, pois a
membrezia só se dá conta dela quando algum escândalo abala alguma liderança na instituição,
não analisando causas, mas quando percebe, prefere ignorar.(Hb.12:8).
Há líderes que falam muito de ética,como atores, mas não a concretizam;se limitam a apelos morais
e acusações a outros líderes. A denúncia e a crítica a líderes sempre existirá, mas o avivamento da igreja
pela Bíblia promoverá mais integridade, acima dos estatutos e regulamentos da instituição, entre a
impunidade moral e o autoritarismo.(Sl.119:11).
O esforço deve ser conjunto para consagrar a moralidade na igreja; somente a Bíblia legaliza,
moraliza, publica e institui a eficiência da ética, mesmo que cause tensões, entre a legalidade e a
eficiência, mas nunca contradiz ou falha.
A confusão entre a coisa pública e a privado na instituição gera formalismo, más condutas,
comportamentos inadequados e delitos repercutindo no mau atendimento aos liderados, prejudicando a
imagem da instituição e do Evangelho.
O líder cristão deve criar condições para que a instituição permita a realização de um trabalho
de qualidade, adotando uma postura séria, responsável e atenciosa ao cumprimento do Ide,
estabelecendo a prática de padrões éticos em todos os níveis da instituição, atualizando
constantemente normas e tarefas, qualificando os liderados para que estejam bem preparados sob
os pontos de vista bíblico, pedagógico, psicológico, sociológico, gerando comunhão (2 Cr.35:10).
Se não houver uma tomada de posição urgente, com verdadeira obrigação de atender à membrezia,
os conceitos de ineficiência, desinteresse, omissões e corrupção dos líderes continuarão atrapalhando a
Obra de Deus na membrezia.
Cada departamento deve se organizar e o líder cristão deve divulgar o pessoal,
p/conhecimento e utilização do pelo povo,como modelo, frente aos conflitos de interesses,não
apenas adequando estruturas, mas mudando mentes.
Deve haver descentralização,delegação de competências e responsabilidades,desafiando a tradição,
fazendo uso da Bíblia e de códigos de conduta que permitam adequar a condutas de todos os setores,
mas nunca querendo instituir a uniformidade impositora que aliena e combate a diversidade pessoal
criada por Deus,mas gerando unidade,que consiste em adaptar e englobar as diferenças pessoais
visando enriquecer pela pluralidade, a comunhão(Dt.1:15)..
4)DICAS AOS LÍDERES: a)Sejam claros, dando espaço a discussões (Is.41:21); b)Que ajam dentro do
respaldo bíblico e civil (Pv.29:14); c) Disponibilizem as fontes do saber e orientação aos liderados (1
Co.11:23); d) Mostrem os direitos, obrigações, regras e procedimentos bíblicos e legais sobre punições
(Ez.7/9); e) Sejam responsáveis por alto padrão de comportamento espiritual e moral (2 Tm.2:2); f) Sejam
transparentes e abertos a exame(Fp.2:15); g) Orientem sobre a interação espiritual e material, definindo
papéis entre igreja e povo, evitando conflitos de interesses (Sl.133:1); h) demonstrem e promovam uma
conduta ética incentivando boas práticas, valorizando resultados e oferecendo condições adequadas aos
liderados (Hb.10:24); i) Promova a ética, baseando a união do povo sempre na Bíblia, destacando as
conseqüências de abusos pessoais(Hb.12:25); j) Saiba valorizar, reconhecer e promover os interessados,
de forma íntegra e nunca por caprichos pessoais(1 Co.16:18) ; k) Envolva a todos na mesma
responsabilidade (3 jO.1:8); l) Tenha procedimentos para lidar com más condutas, sempre buscando usar
a Bíblia na hora de disciplinar com amor e autoridade aos faltosos(1 tS.2:3-4)..
5)A ÉTICA COMO INSTRUMENTO DO LÍDER CRISTÃO: Só se valoriza um bom líder, quem conhece
o que é a Liderança.
Ensine o povo sobre os princípios da liderança da Bíblia e eles verão o bom líder que você é.
Não busque primeiro a lucratividade e valorização de sua instituição para não cair no pecado da
idolatria, antes,faça a vontade de Deus, afinal, nenhuma denominação humana herdará a
eternidade; só os membros santos, individualmente, em santidade.(2 Co.2:17).
A ética é a estética da conduta; assim, o modo do líder agir e seu perfil determinarão sua excelência
e representatividade pois não se pode estar neutro quanto aos princípios morais no momento da
realização da liturgia, pois as pessoas confiam na instituição, buscando guarida, cuidado e afeto, pela
certeza da inteireza funcional e moral da instituição c/Deus.(2 Co.6:3).
Há líderes que querem avançar seu domínio de forma a quererem causar grande repercussão
no “mercado de denominações”, só faltando negociar as “ações da empresa religiosa S/A” nas
Bolsas de Valores, contudo, capacidade, talento, boa vontade e entusiasmos humanos não
alcançam um despertar da importância da ética nos princípios cristãos, de modo a inverter
conceitos errôneos sociais, se não buscarem a presença e a comunhão do Espírito Santo.(1
Co.3:7).
O pecado nas lideranças evangélicas, tem banalizado e denegrido a imagem da igreja, levando a um
quase descrédito total da instituição;não há evidências de punibilidade e responsabilidade da maioria dos
detentores do poder, que apenas querem ter sucesso profissional independente do chamado
divino,agindo com métodos amorais, não motivam, nem lideram,nem apoiam a comunidade,
disseminando a idéia “se igreja = Empresa; Dinheiro = Deus”.(At.19:27;Mt.6:24).
A igreja deve adotar parâmetros éticos de conduta p/assegurar êxito com foco definido num
padrão de procedimentos , capacitando-se para ser operacional, tática e estratégica, interagindo-
se no convívio cotidiano com a família e a sociedade, mas precisa resolver seus impasses e
conflitos, procurando soluções concretas, avaliando os motivos de conflitos, mesmo que
aparentemente vulnerável, mas sabedora de que a luta real é máscara do espiritual.(Rm.16:17-18).
Não adianta incrementar políticas éticas usando informações ou recursos que se tenha notícia e
acesso em função do cargo em detrimento do conhecimento público, pois de que adianta um líder
altamente capacitado sem testemunho?
Se o que está em análise são as competências da liderança evangélica,deve-se observar,
antes, o seu papel privilegiado,o universo de informações que detêm, os relacionamentos
especiais desenvolvidos ao longo da vida funcional no ministério,cujas decisões, voluntária ou
involuntariamente, beneficiarão setores em detrimento de outros, mas o que importa não é o
formalismo, mas o bom senso de que todos prestarão contas de si e do rebanho a Deus.(Lc.17:32).
6)JESUS CRISTO-REFERENCIAL DE LIDER: A ciência tenta descobrir nos pensamentos de Jesus,
descritos na Bíblia, alguma lógica que favoreça e fundamente a sua existência como imaginária (mítica)
da mente dos autores ou real (histórica) pela complexividade de sua metodologia, superior aos sábios em
todos os tempos.(Gl.1:12; Jó.21:22; 1 Tm.6:20).
Apesar da vontade consciente e inconsciente dos autores dos Evangelhos, Cristo não poderia
ter sido fruto da criatividade intelectual deles porque as diferenças nas biografias de Cristo,
sustentam a história de um personagem real.(Rm.15:4).
Existem características ímpares da personalidade daquele que dividiu a história da humanidade, que
a ciência tenta descobrir para combater as misérias psicossociais, como a ansiedade, o gerenciamento
dos pensamentos, a memória, a ditadura e seus preconceitos. (Jo.20:30). O líder cristão precisa
entender e imitár Jesus p/ter bons resultados.(Fp.3:17).
Jesus era ousado, capaz de grandes gestos em singeleza, produzindo uma revolução no interior
humano, acima dos desejos históricos e crises filosóficas. Jesus detêm o segredo da eternidade, como
fonte da verdade essencial, fazendo o povo querer aprender, acima da auto-suficiência, contava histórias
de forma poética, com poucas palavras e muitos gestos, acabando com a solidão social e interior das
pessoas agindo com humildade nas relações sociais, procurando amigos, vivendo no convívio social,
preservando a unidade pelo amor, tolerando e respeitando as pessoas, sabendo das limitações pessoais,
destacando os menos favorecidos pelo amor e perdão aos traidores, ousando metas e incitando o povo a
abrirem suas mentes e seus corações;um grandioso projeto que transcende a humanidade, fazer a
vontade do PAI.(Ap.19:10;Jo.6:39).

AULA 6:
COMO O LÍDER DEVE ENSINAR SOBRE A ETERNIDADE, NUMA POSTURA RESPONSÁVEL
DIANTE DA CULTURA SOCIAL:
(Confrontando a visão do Consumismo Globalizado x Preservação Cultural e Reciclagem de si mesmo):
1)A QUESTÃO EXISTENCIAL DA TANATOLOGIA (MORTE) COMO PREPARO CULTURAL,
ESPIRITUAL E PSICOLÓGICO):
Para o líder cristão interagir pessoas e gerenciar celebrações de forma democrática e
responsável, vislumbrando um empreendedorismo visionário nos propósitos eternos de Deus para
a igreja, se faz necessário uma didática aplicada ao entendimento das relações, interações,
constatações e interpretações da temática morte, como introdutora da realidade transcendente ou
eterna pela ressurreição de Jesus, o que levará o povo a não ser consumista material. (Lc.12:15).
A sociedade não reflete ou questiona sobre a realidade de que a tecnologia e a comunicação
facilitam a vida do homem,que continua a se degladiar com a incerteza e o inevitável; somos
extremamente frágeis, vulneráveis e impotentes diante da morte; o que vemos é um repetitivo caminho de
angústia e perda,sem considerarmos nossa finitude e limitação(Sl.144:4;Pv.14:34).
O líder cristão deve abordar sobre a diversidade de filosofias, crenças e pensamentos sobre o
fim da vida, defendendo a Bíblia, incitando a membrezia a se desligar mais da mídia p/que faça
uma pausa na vida, p/questionar, redimensionar e preparar para o certo fim, incerto no tempo de
sua consumação, pois apesar da humanidade se auto-proclamar senhora de si mesma, está cada
vez mais vulnerável, buscando respostas para sua impotência e transitoriedade. (Ec.12:13).
Quando alguém conhecido e importante morre, as posições sociais fragilizadas se abalam e
procuram se reestruturar mais rapidamente, procurando esquecer o fato “incômodo e perturbador” para a
sociedade, o que não ocorre quando centenas de miseráveis morrem de fome, todo dia. Assim, surgem
os funerais, rituais organizados e se “imortalizam” as pessoas, lhes dando nomes de ruas,avenidas;se
invocam memórias dos poderosos com desfiles em datas especiais (Pv.10:7;Pv.29:1-2).
O líder cristão deve ensinar o significado e o valor da vida diante da realidade de que o
suspiro final deixa o corpo que momentos antes estava vivo, orientando as famílias que perdem
entes queridos a um sentimento de discussão e compreensão, num âmbito pleno, modificador da
realidade terrena, mesmo que a morte e o luto sejam questões extremamente difíceis de serem
aceitas, discutidas e analisadas mesmo pela razão e da fé.(Jó.34:14-15; Sl.104:29).
O que vemos é que as pessoas apenas suportam sem discutir, procurando uma tolerância sem
jamais aceitarem a morte, havendo uma obsessão por remédios, pesquisas, transplantes de órgãos e
outros recursos ineficazes (Lc.12:20).
O líder cristão deve contestar a atenção significativa e excessiva dada aos valores materiais,
acima dos valores morais e espirituais;o mais importante elemento da despedida não deve ser o
funeral ou invocações, túmulos ou rituais muitas vezes s/significado,de religiões
institucionalizadas;é agir em compromisso com a Palavra de Deus.(Pv.10:2;11:4).
A luz espiritual é trocada por acréscimos elétricos ou à combustão para iluminar o caixão, símbolo de
um “status social”, frente à situação financeira do morto.O próprio corpo é preparado como se fosse à
uma festa, coroado por flores como que para dar a idéia de uma beleza e esperança para renascer depois
e assim, se despede do morto aos beijos, desmaios,gritos,choros,ataques de nervos, dependendo do
sentimento se for saudade, remorso ou medo do futuro.(Jo.1:9).
O líder cristão deve preparar espiritualmente e fornecer uma educação religiosa à membrezia
p/que reaja ao luto de modo diferente, não pelo suicídio ou enclausulamento, mas se conformando
e se adaptando à nova vida, aceitando seus erros, omissões e imperfeições, não fazendo da morte
um tema proibido, mas uma promessa de vida.(1 Ts.4:13).
A morte é trabalhada como algo impessoal e assim, tende-se a encobrir o fenômeno, pois o trabalho
da mídia é disfarçar o impacto que a palavra morte produz. Para as pessoas muito enfermas, na maioria
dos casos, não têm tido a oportunidade de saberem que vão morrer; isso é imposto pela sociedade
humana que quer que sejam bons doentes, não causando embaraços aos demais.(Sl.89:48; Sl.116:15;
Pv.8:36; Pv.13:14; Pv.14:2; Ec.8:8; 1 Jo.3:14; Fp.1:20).
Apesar dos médicos, aparelhos e instrumentos de alta tecnologia, os hospitais, na maioria
das vezes, impõem aos pacientes uma agonia muito penosa que é a solidão no leito do hospital;
já não se morre em casa, rodeado pela família e o doente acaba se tornando mais um, dentre
tantos e perde sua identidade como pessoa, pois os parentes deixados a sós, são apenas
visitantes, tolerados em alguns horários, obedecendo frios regulamentos, num local onde não há
ligações emocionais entre parentes e profissionais de saúde, tornando o ambiente artificial.(2
Cr.16:12; Mc.5:26;Lc.4:23).
Depois da morte, o hospital entrega o defunto à família, que o repassa a terceirizados, no caso a
funerária, que irá resolver os encargos referentes à morte como necrópsia, sepultamento, herança e
seguros sociais.A família apenas assiste ao velório longe de suas casas e a recepção é feita em belos
locais, pois a sociedade impõe que o enlutado seja auto-controlado em suas emoções, a fim de não
perturbar as outras pessoas com coisas tão desagradáveis.(Mt.23:27).
O líder cristão não pode negar a experiência da morte,mas enfrentar o sistema social
capitalista que coisifica o ser humano e reduziu a morte a uma privação de agonia, impondo uma
marginalização, onde ninguém deve falar sobre o assunto; o líder deve falar que a morte de Jesus
desmascara e rompe com o poder da mídia atéia e materialista que quer apenas ganhar dinheiro
por aparentes doações grátis de órgãos ou pela concorrência entre funerárias.(Fp.1:27).
2)AS AÇÕES DO LÍDER CRISTÃO NA CONSTRUÇÃO DA MOTIVAÇÃO DA CONSECUÇÃO DA
VISÃO DIVINA NA COMUNIDADE:
Administrar uma sociedade organizada é algo complicado. Sem uma organização, a membrezia
pode se tornar anárquica, podendo se extinguir; Sem uma comunhão, que gere um desenvolvimento
social e moral harmônico, poderá haver uma sociedade subjugada a uma liderança opressora e
irresponsável,ocasionando retorno ao passado e sua extinção. (Gl.5:13).
O líder cristão deve tornar mais fácil o entendimento de determinados assuntos de interesse
da comunidade, principalmente os de esfera espiritual aplicados na modernidade, sem deixar de
ser objetivo e claro, pois sem o ensino da Palavra, poderá haver uma banalisação ou descrença
absoluta quanto as operações, ministérios e dons do Espírito Santo, amotoando-se nas bocas,
circulando e recebendo novas opiniões de membros leigos, enlouquecendo o contexto.(Cl.1:28)
A doutrina deve ter qualidade e não ser um produto de venda, como negócio rendoso;deve ser
expressa de forma responsável e não ignorante.De que adianta tratar os assuntos espirituais em
seminários e faculdades teológicas, se são restritos aos jargãos científicos e manipulados por pequena
elite do saber, muitas vezes distanciados das igrejas, com raras exceções,que fazem da dela,assunto
meramente simbólico, e não como guia p/ações concretas de comunhão? (Is.28:9; Os.4:6).
O líder cristão deve combater a deteriorização e desvirtuamento da sua missão de educador,
advertindo a igreja contra práticas cotidianas de trocas de favores,interesses particulares e
omissões de alguns líderes na obra de Deus, orientando a membrezia p/que desenvolva um
discernimento crítico bíblico eficaz e não seja enganada p/imagens forjadas de escândalos,onde
se substitui o fim educativo e informativo da pregação e ensino pela violencia.(2 Co.6:3;Fp.1:10).
Na construção da comunhão da membrezia, o conteúdo espiritual para exercício do poder reflete a
vontade de Deus na história espiritual da liderança que motivará,entendendo as condutas por uma
integração entre sua atuação e sua fé.(Fp.3:17).
O líder cristão deve entender que todas as pessoas tem uma vivência espiritual com Deus
quando aceitam a Cristo, variando os níveis de fé e entendimento, mas o papel dessas pessoas
como agentes transformadores dependerá mais especificamente de sua identificação e submissão
ao chamado de Deus e pelo exercício pedagógico da Palavra de Deus em sua formação de maneira
a estabelecer motivações espirituais, definindo as práticas cotidianas.(1 Tm.4:12).
Ingressar numa espiritualidade bíblica faz surgir novos padrões de comportamento das pessoas que
querem se apropriar da experiência divina, mas há o perigo de serem exploradas por maus obreiros, o
que ocasionará uma revolta futura transformando a corrupção em rotina, que justifica o preconceito, a
inveja e o atrofiamento de instituições e comunidades evangélicas, trazendo graves conseqüências para o
surgimento de algo racional, espiritual,comunitário e verdadeiro. (Fp.3:2; 2 Tm.3:13).
O líder cristão deve ter como objetivo a produção e geração de uma mentalidade produtiva no
povo para Deus, segundo a visão e os conceitos bíblicos numa estratégia que venha a conduzir os
liderados a se relacionarem entre si, combatendo a passividade, impessoalidade e precariedade da
condição espiritual que aflige a maioria do povo cristão.(Ef.4:23).
A perversão dos costumes reflete a busca do êxito individual, prosperidade, auge econômico da
maioria dos ministérios que querem ampliar suas riquezas à custa dos visitantes e espectadores,
independente do Ide de Jesus que mandou fazermos discípulos dEle e assim nos faz questionar sobre a
realidade da ausência do amor que invalida a ética cristã.(2 Pe.2:3).
O líder cristão deve lutar e se questionar sobre qual modelo de conduta impõe, dispõe e
propõe, pois somente abrindo espaço para justas reinvindicações dos liderados e satisfazendo os
anseios da comunidade na vontade de Deus, é que poderá significar uma real possibilidade de
criar um novo parâmetro ético,moral,social justo, solidário, bíblico e espiritual, que venha a refletir
como instrumento de condução p/conquista de novas almas e crescer.(2 Tm.1:13).
Há pontos comuns que fundamentam a criação e manutenção da comunidade como pilares (como
exemplo, a viabilização e oferecimento de oportunidade de todos ao ministério e ao contato com o líder)
que justificam a liberdade de escolha, incentivo, permissão e consolidação do desenvolvimento e
transformação da comunidade em relação representativa mútua (1 Tm.6:19).
O líder cristão precisa entender que seus objetivos refletem no social dos seus liderados; os
primeiros passos p/ constituir uma membrezia são: atender aos interesses dos outros, de forma
legítima; adotar metodologias que ensinem a diferença entre líder e liderados; sendo regidos pela
Bíblia, justificar as obrigações de cada um dos participantes na comunidade e conquistar com a
adoção de uma política não superficial, mas profunda, a estima da maioria.(Fp.2:4).
Não adianta apelar p/o respeito se o individualismo predomina; não adianta tratar igual a todos se
trata no mesmo patamar os justos e injustos,permitindo sempre mudar p/permanecer como está os
mesmos erros nunca tratados.(1 Co.6:1).
O líder cristão deve juntar suas forças com a membrezia conquistando um nível de
consciência sem conflitos na liberdade de relacionamento, enfrentando juntos a realidade, não
pela formação de inúmeras normas que jamais serão cumpridas, mas estabelecendo a capacidade
de garantia de aplicação de tais normas pela legitimação do poder dado à própria comunidade em
se operacionalizar, pois a aparência de uma autoridade não muda a essência da estrutura.(Gl.5:13).
O engajamento dos setores da Igreja no projeto do líder depende do abandono de velhos conceitos
antibíblicos de poder, alertando os membros para que sejam responsáveis pela história da comunidade,
numa renúncia coletiva, visando dar liberdade e conforto aos mais recentes e futuros membros,
possibilitando a mudança radical tão sonhada.(Ef.4:25).
O líder cristão deve compreender e ensinar à comunidade que, sem a espontaneidade de cada
pessoa, seja líder ou liderado, pagando o preço da renúncia do direito pessoal, como Jesus Cristo
fez, a fim de efetivar a criação de procedimentos, meios, vias, e fins que visem a concretização da
vontade de Deus, nada será feito até que todos fundamentem sua fé, amor, recursos, tempo,
famílias e projetos para funcionalizar objetivos que dignifiquem a Deus. (Mt.16:24).
3)COMO DESENVOLVER A SENSIBILIDADE DE JESUS NA LIDERANÇA DE UMA COMUNIDADE:
a) Exponha sua maturidade, não pela imposição de idéias na adversidade;em síntese, a função do
líder é projetar posturas e pensamentos contrários à modernidade pagã atual, fundamentando sua lógica
na semeadura da educação gerando liberdade democrática e não, um aprisionamento opressor de
idéias,mas uma experiência educativa com Deus.(Mt.17:2).
b) Manifeste sua política,não gerando perturbação social; a função do líder é silenciar a mentira
com uma resposta que surpreendente sobre o Reino de Deus,rompendo a rigidez de conceitos das
pessoas,tornando-as flexíveis e amáveis.(Lc.21:31).
c) Tome atitudes Incomuns,não pelo ansiedade que choca;a função do líder é surpreender com um
discurso novo retratando o acesso do homem a Deus,rememorizando as promessas divinas,estruturando
emocionalmente as almas.(Mt.5:2).
d) Emocione, não por expor as pessoas ao embaraço; a função do líder é orar e revelar a identidade
de Deus, que detem a vida e o tempo, que possui autoridade e eternidade p/agir rapido no terreno,
gerando alegria na tristeza.(Mt.5:41-42)
e) Viva de modo autêntico, não com presunção ou ira dos que saem; a função do líder é no
momento, no motivo e na medida certa, vivenciar a autenticidade do valor da amizade pessoal e não
apenas fundar uma religião denominacional.(Tg.4:4).
f) Conforte a dor dos outros, não particularizando apenas os íntimos; a função do líder é
abandonar a traição da negação pelos erros dos liderados, aliviando suas próprias dores, preparando
vidas para uma continuidade, mostrando a necessidade do auto-conhecimento e amadurecimento,
insistindo na não desistência dos objetivos, mesmo falhando.(Lc.23:34).
g) Suporte os sintomas da ansiedade, não de forma fria; a função do líder é as doenças espirituais
do povo sabendo ouvir e dialogar, como ser humano, passível das mesmas coisas, aprendendo com
outros e não como embaixador divino.(Jo.13:12).
h) Reaja contra os males, de forma profunda;não superficial, ao ouvir os outros,contrariando almas
tristes; a função do líder é saber diferenciar as reações dos sintomas de forma pensada e não apenas
querer ganhar fama.(Mt.21:12-13).
i) Aceite o inevitável, não estando dividido quando os problemas chegarem; o líder deve administrar
a emoção com a razão, tendo poder,mas sendo servo,sendo capaz de mudar seu discurso
impressionando pela fé no Deus superior.(Mt.26:39).
j) Não seja insubstituível; és apenas um referencial humano do grande projeto divino e como tal,
não deves usar seu poder p/aliviar-se, fugindo dos problemas, afinal, ser líder é estar a frente do povo,
como sacerdote, juiz e professor.(Jo.14:16).
4)CUIDADOS QUE O LÍDER DEVE TER, AO TRABALHAR COM PESSOAS: Todos têmos
necessidades ,sentimentos, atitudes, capacidades (aprender, aplicar o conhecimento, uso do corpo,
expressar e controlar emoções) e o líder deve entender seu poder e autoridade usando métodos
responsáveis que venham a confrontar os conflitos das pessoas, gerando conforto e relacionamento
saudáveis e duradouros(Mc.4:2). O LÍDER DEVE: a) Proteger suas emoções, diante das tensões,
filtrando os estímulos estressantes, esvaziando de sua memória os fatos desagradáveis, como
ofensas e rejeições sociais recebidas, pensando antes de reagir, convicto no pensar e gentil ao
expor seus pensamentos (Lc.9:47);b) Transferir a responsabilidade de crer aos outros, pela arte do
perdão e diálogo nas frustrações, investindo na sabedoria, afugentando os sofrimentos pela lucidez e
dignidade sonhando alto espiritualmente, sem reclamar ou murmurar valorizando o que tem e o que não
tem.(Mt.26:63); c) Gerenciar os pensamentos, modificando a história, sendo flexível, solidário,
compreensível, raciocinando nas belas possibilidades diante dos pequenos eventos da vida, sem
sofrer pela busca da fama, mas vivendo cada instante de modo simples e grato a Deus.(mT.11:25);
d) Ser social, autêntico, compartilhando de si, motivando, doando muito e esperando pouco dos outros,
com paciência para ensinar, encorajando e não desistindo de alguém por causa dos erros.(Lc.21:19); e)
estimular as pessoas a pensarem em outras possibilidades, ouvindo e vendo acima do que ouvia e
via, não considerando ninguém como inimigo, mas amando de forma a ser saudável diante de
Deus e dos homens.(Lc.20:3); (Falar s/ouvir é julgar s/entender o que não se percebe, pois não se
discute p/compreender o ser e concordar no amor).

AULA 7:
A VISÃO DO LÍDER ENVOLVENDO A AÇÃO DA IGREJA NA COMUNIDADE:
(Visão da Cultura Religiosa Comunitária Local Situacional x Consumismo Religioso Externo
Transformacional)
1)A QUESTÃO DA PLURALIDADE DE DEFINIÇÕES DE CONCEITOS ENVOLVENDO A
NORMATIZAÇÃO DA IGREJA: Tentando superar a realidade da morte,a sociedade absorve idéias
orientalistas (seitas e terapeutas de diversas correntes psicológicas), buscando saber evitar paixões p/não
sofrer;e participa de movimentos ambientais anti-capitalistas.(Sl.119:155).
O líder cristão deve: a) observar que as heresias e seitas,têm algum indício de verdade; são
usados s/contexto, p/enganar os ouvintes como se garantissem sua autenticidade(Sl.119:158); b)
conhecer as religiões, p/orientar pessoas que vieram destas doutrinas falsas para lhes mostrar
que só a igreja cristã prega a Verdade Bíblica que supera as ”meias-verdades” (Mt.23:3); c) deve
agir de forma ética, sabendo que a sua experiência com Deus supera as visões históricas dos
tipos de religiões pois só a Bíblia traz respostas sobre a noção de humanidade e prevalece.(1
Pe.2:12).
A secularização está trazendo uma nova perspectiva de espiritualidade, no sincretismo de
movimentos religiosos, com tendências esotéricas, e movimentos alternativos, o que nos faz questionar
se isso não seria uma lavagem cerebral, pois a vida carece de esclarecimentos, sobre os valores, a ética,
a moral, a consciência, o direito, a justiça, a responsabilidade, a unidade e o uso do livre arbítrio como
raciocínio ético envolvendo intenções, meios e fins.(1 Jo.2:17).
2)ASPECTOS DO PAPEL DO LÍDER CRISTÃO NA IGREJA (POVO+DOUTRINA+AÇÃO SOCIAL) NA
CRISE DO MUNDO ATUAL:
Para responder a estas questões acima, o líder cristão deve entender como a igreja deve
abordar as crises sociais e descobrir como atrair as pessoas e resolver suas crises. (A Crise é a
ruptura de equilíbrio de sentimentos, ocasionada por dúvidas e incertezas, precedida p/fase difícil, grave
na evolução das coisas, dos fatos, das idéias, geradora de tensão, conflito e deficiência, como ponto de
transição entre um período de prosperidade e outro de depressão).(Jo.12:32).
O líder cristão deve incitar a igreja para que entenda, viva a realidade e pregue a existência do
Criador do Universo, que como tal, deve ser adorado e obedecido, por sua manifestação por meio
da doutrina e ritual próprios, que envolve preceitos éticos a quem presta a Ele, com referência às
coisas sagradas, com fervor, devoção, piedade, cujos modos de pensar e agir reflitam os
princípios do bem-comum, segundo a vontade de Deus, para a humanidade (Rm.12:2).
A) ASPECTO DA LIDERANÇA NA HISTÓRIA HUMANA: A liderança sempre esteve presente na
história humana;o homem sempre procurou descobrir acerca de Deus, visando a religação com
Ele, passando a depender, aceitar e reconhecer a Igreja e as autoridades dirigentes dos cerimônias
e leis na promoção de relacionamentos interpessoais.(2 Pe.2:10).
Mas as tradições que educam as formas de cultos têm permitido a formação de superestruturas
econômico-político-religiosas, causando profunda dependência na sociedade dos líderes que só pensam
no instinto de sobrevivência, levando o povo a quase não saber mais distinguir entre personificação
mental de sentimentos inferiores, interpretações humanas(filosofias),fenômenos místicos,observações e
deduções racionalistas ou a revelação especial de Deus.(Cl.2:8).
B) ASPECTO DA PERCEPÇÃO DIVINA NA LIDERANÇA DA IGREJA: A liderança precisa entender
que a percepção espiritual é espontaneamente pessoal e reflete na comunidade, podendo
abranger desde mera sabedoria de vida, visões mentais deturpadas ou a revelação divina. A
filosofia e religiões não-cristãs irão questionar sempre o conhecimento divino revelatório de Deus; o
contato de Deus-Criador com o homem-criado, que gera uma experimentação com Deus, gerando uma
conversão,que a sabedoria humana não ocasiona;o líder precisa pedir discernimento a Deus.(1 Tm.6:3-
4).
C) ASPECTO MORALIZADOR DA LÍDERANÇA NA IGREJA: A liderança precisa entender que a
plenitude moral se dá pela comunhão com Deus, transformando a realidade social, histórico e
religiosa. O líder espiritual implementa mudança de valores na Igreja, expressando o amor
solidário, corrige imperfeições da Comunidade,pela inserção da Bíblia, como única resposta plena
acima das discordâncias histórico-científicas dos membros, pela verificação, estudo, reflexão e
comprovação, dando capacidade p/decidir propostas que gerenciem crises interiores (Cl.2:1-2;
Ef.3:18-19; Rm.15:29).
A coordenação divina liberta da crise porque a voz da consciência humana que não o engana, lhe
dará firmeza e disponibilidade para aprender com as circunstâncias, numa atitude crítica, mas na
presença de uma fé racional que deve ser vivenciada de forma dinâmica, confrontando os
posicionamentos,aprendendo c/divergências p/ensinar (Jo.8:32-36).
O líder cristão não deve particular sua experiência, impondo aceitação aos outros; deve
tentar adaptar sua visão espiritual (chamado divino), à realidade mental e cultural das pessoas,
não impondo uma uniformidade, mas unificando a diversidade em harmonia, criando uma
liberdade real e transformadora, pela vontade de Deus, capaz de familiarizar profundamente as
pessoas na Palavra, quebrando os paradigmas de estruturas denominacionais capitalistas
(At.26:19).
O problema do mundo não está na falta da capacidade de mudanças;todos mudam constantemente
de pontos de vista e conceitos;a crise, inclusive religiosa, se faz na falta de valorização interpessoal,
gerando relacionamentos passageiros e s/afetividade contagiante.Não adianta formular conceitos vãos se
não valoriza o diálogo verdadeiro.(Rm.1:23-25).
D) ASPECTO INSTINTIVO DA COMUNIDADE À LUZ DA LIDERANÇA NA IGREJA: A liderança
precisa entender que cada pessoa tem a capacidade de elaborar suas próprias questões sobre as
indagações universais da fé; apesar de diferentes comunidades, há no mundo elementos
universalmente conhecidos como a água, que todos conhecem mas dão nomes diferentes. O líder
precisa entender que as “diferenças referem às semelhanças”.(1 Pe.3:21;1 Co.9:19).
No gerenciamento de crises ou impasses que a vida impõe, como a realização de instintos de
sobrevivência, alimentação, posse, procriação e defesa, comuns a todos os seres humanos, serão
resolvidos diferentemente, à luz daquilo que se crê como base de sustentação de sua própria
personalidade, como a forma pessoal de se observar os fatos.(1 Co.7:7)
O líder cristão deve entender que há uma contínua busca que incita o querer das pessoas
para traduzirem a linguagem interna do seu inconsciente, numa revelação além dos sentidos,
refletindo em tudo. A própria natureza humana exige uma conclusão porque se percebe sua relação
com o mundo externo e portanto, toma consciência de que precisa meditar em tudo que abarca seu modo
de viver, inclusive à Igreja, para que possa ter a felicidade de constatar como importante,pois a Igreja é
um meio de ligar homens desligados entre si,na esperança futura de amor e páz.(Ef.4:16;Cl.2:19).
E) ASPECTO DINÂMICO E REPRESENTATIVO DA LIDERANÇA NA COMUNIDADE: O líder cristão
precisa entender que é preciso criar raízes, evitar rivalidades, compreender os propósitos de Deus
na vida dos outros,apesar das complexividades que surgem das influências profundas das
instituições que não desempenham seus papéis,agindo c/preconceitos e juizos de valores. Muitas
vezes, a própria liderança se constitui como um entrave nas relações humanas, pois às vezes, é estática,
representando a própria crise interior dos líderes,que é ensinado à membrezia (Rm.11:16-18)
F) ASPECTO DIRETIVO DA CULTURA E INFORMAÇÃO PELA LIDERANÇA NA COMUNIDADE: O
líder cristão deve entender que todos têm o livre arbítrio dado por Deus para convivêrem nas
comunidades, seja na política,sexualidade,trabalho, auto-determinação, promoção de eventos,
leitura, comunicação, formação de conceitos e até mesmo nas possibilidades. O Evangelho
combate a”poluição mental do pecado” que inquieta e explora injustamente a fé das pessoas.(Gl.1:6-7|).
O líder cristão deve alertar a comunidade,combater as causas do pecado, pois, hoje em dia,
existe muita informação impetrando cultura e educação, trazendo certa solidariedade e
comunicação, como por exemplo, a diversão,mas, é geralmente anti-ética, passiva e massificada,
querendo agir na doutrina social das religiões, combatendo as teologias morais e questionando as
instituições, como que “dando pena de morte às teologias e à Bíblia”.(2 Co.11:4).
A Igreja só combaterá a crise de consciência do mundo quando explicar ao homem, que ele existe,
vive no mundo, que tem direitos e que também tem deveres que devem ser cumpridos com amor para
com Deus e a Comunidade.(Fp.1:27).
O líder cristão deve combater os ensinamentos de regras restritas oriundos de uma
diversidade difusa de terapias, (que reavivam coisas não essenciais aos papéis da família, num
credo tradicional, que criam duas vertentes: mitos x crenças,que trazem uma visão que expressa
um desconhecimento da verdade de Deus, mas formando movimentos religiosos que não trazem
esclarecimentos éticos/morais sobre a vida e nem se baseiam na Bíblia.(2 Pe.2:1;1 Ts.2:2;).
Muitos abordam o fato de que não precisam da igreja para saber de onde vieram ou para aonde vão
após a morte; querem apenas a alegria de viver e o seu conhecimento religioso apenas tolera um
misticismo tendencioso a formalizar tipos de religiões sem visão histórica do conceito do Deus Bíblico,
afirmando um existencialismo sem Deus.(hb.10:25).
A liderança precisa sugerir uma leitura da ética teológica, reorientando sua missão
enfatizando a comunidade local de forma dinâmica e histórica, libertando o povo da cultura
opressora globalizada, polarizando a sociedade p/ questões de valores fundamentais e universais
do homem (2 Co.8:11-15). A igreja deve expressar a fé na cultura tradicional, vislumbrando as temáticas
religiosas com identidade, totalidade, exterioridade de pensar, livre de preconceitos, alargando os
horizontes e potencialidades;nunca fugir dos preceitos da Bíblia,num relativismo pós-moderno.(1
Tm.4:13).
G) ASPECTO ECONÔMICO DA LIDERANÇA NA COMUNIDADE: A liderança deve resgatar a
essência do amor na questão do uso dos recursos da igreja, pois a carência dos necessitados,
membros da igreja, reflete um descaso próprio de más administrações e a injustiça de irmãos
detentores de privilégios, informações e lucros exorbitantes, que prejudicam a obra de Deus por
causa da avareza e cobiça (2 Pe.2:3). A igreja deve proclamar os direitos dos membros mais
necessitados,pela dignidade, justiça e comunhão, apoiando os movimentos sociais contra diretrizes
unilaterais de líderes sem visão social, proporcionando debates, implementando políticas sociais,
reforçando sua identidade cristã, definindo limites de endividamento da igreja e participando p/dar
iniciativas que resultem em apoios diversos dos irmãos (Ap.22:14).
O líder cristão deve estar compromissado com o uso dos recursos da igreja, apoiando
julgamentos e tomadas de consciência de todos quantos estejam envolvidos em se engajar de
forma efetiva p/estabelecer uma identidade cristã, baseada em princípios de ética e moralidade,
amor e partilha, dentro dos limites prévios p/não escandalizar (Fp.1:10).
H) ASPECTO SOCIAL DA LIDERANÇA NA COMUNIDADE FRENTE À GLOBALIZAÇÃO: A igreja deve
combater a usura do consumismo, que impõe migrações de“turistas de igrejas”,se estruturando de forma
produtiva,ajustando econômicamente e investindo em áreas que beneficiem o setor social, combatendo o
enfraquecimento da fé,desigualdades, exclusões, se solidarizando com o direito, em igualdade a todos,
mostrando que o ensino é prioridade. (Rm.12:13;2 Co.12:10;Fp.4:19).
A liderança deve incitar o povo a pensar na sua história antes e depois de ser alcançada por
Deus; revitalizar ações pelo diálogo, inserindo na comunidade, noções de civilidade e de amor ao
próximo e a necessidade de cooperação e na preservação do meio-ambiente, para todos,
mostrando as conseqüências futuras de atos impensados e reafirmando a necessidade de
sobrevivência da família e do entusiasmo pela vida (Sl.24:1; Sl.33:5-8;Is.1:16; Ef.4:24).
I) ASPECTO FAMILIAR DA LIDERANÇA NA COMUNIDADE: A igreja deve fortalecer a família para
tornar forte sua base, solidária à criação de grupos de cooperadores em livre adesão, numa gestão
democrática, distribuindo com integração e dignidade, de forma a responder satisfatoriamente as
necessidades do povo que deseja afetuosidade, legitimidade, moralidade e positividade, ex: Reunir
famílias. A liderança deve produzir instrumentos que fortaleçam a fé das pessoas, numa visão
comunitária, ampliando as relações, solidariedade, desbancando a massificação, anonimatos e
receios, como por exemplo, encontros de jovens, casais, seminários, congressos, filmes
educativos,bazares (Ef.2:13-19).
J) ASPECTO POLÍTICO DA LIDERANÇA NA COMUNIDADE: A liderança deve ter consciência
revitalizadora mostrando as necessidades urgentes do povo, questionando o que não entende,
procurando entender as ideologias das elites numa realidade espiritual, não sendo conservadora, nem
moderna, mas abrindo espaços com homogeneidade para solidarizar influências consolidando
cooperações nas políticas voltadas ao social não sendo polítiqueira nem exclusivista.(2 Co.1:12).
K) ASPECTO EMPREENDENDOR E VISIONÁRIO DA LIDERANÇA NA COMUNIDADE:A Liderança
deve motivar o desejo individual de liberdade sem acentuar competições, agindo com flexibilidade p/dar
auto-confiança aos membros, conscientizando as pessoas de suas deficiências, combatendo a busca
somente por sucesso, lucro e fama.(1 Tm.6:17;Tg.5:1-6).
A liderança deve criticar, relacionar fatos que façam com que as pessoas possam ter
liberdade de escolha frente às suas consciências, numa independência, imaginação e exercício da
vontade de maneira proativa, capaz de desenvolver hábitos práticos e saudáveis com iniciativa,
responsabilidade e valorização dos sentimentos pessoais.(Hb.11:25).
L) ASPECTO PSICOLÓGICO DO GERENCIAMENTO DO LÍDER NA ORGANIZAÇÃO DA IGREJA: A
liderança deve irradiar caráter, influenciando as relações,como emissora de mensagens que tragam
idéias e sentimentos que quebrem barreiras de comunicação como falta de absorção,distorção e bloqueio
da mensagem, combatendo os comportamentos hesitantes, auto-justificadores oriundos da perda de
status ou poder social que envolvem muitos membros novos.(Rm.11:20).
M) ASPECTO DA ADAPTAÇÃO DA LIDERANÇA PARA DESENVOLVER A MEMBREZIA DA
IGREJA:A liderança deve se adaptar às diferentes inteligências dos membros numa visão
aperfeiçoadora, incentivando os talentos através da música, movimentos corporais-cinestésicos,
exercitando a lógica dos discursos usando uma linguagem aceitável.(Tt.2:1-8).
A igreja deve educar para o futuro, estimulando as inteligências múltiplas dos membros,
combatendo as impulsividades, agindo de forma lenta e gradual, de forma a comparar as visões pessoais,
sem esquecer de olhar para o seu projeto, apesar das limitações a longo prazo de suas extensões, dentro
e fora de seus templos. (Fp.3:12-14).
N) ASPECTO DA VALIDADE PRÁTICA DA LIDERANÇA NA IGREJA: A liderança deve ser prática,
numa nova concepção aos projetos sociais, questionando disciplinadamente os males sociais,
enfatizando alternativas bíblicas ao cenário atual da crise social, terminando por ser veículo da
produção do pensamento espiritual traduzido à modernidade.(Gl.1:3-4).
Deve refletir sobre as potencialidades, necessidades e perspectivas desenvolvimentais, emergindo
simbolicamente a evidência da existência de Deus, estimulando no povo,o desejo de aprender a nova
abordagem da fé. (2 Co.3:17-18).
A liderança cristã eficaz deve enfatizar a avaliação pessoal e não testar as pessoas, mas agir
de modo simples, num clima de validar medidas que sensibilizem as diferenças individuais e
desenvolvimentais, de forma interessante e motivadora, para o benefício das pessoas, sendo
referencial, colaboradora, financiadora, respondendo às questões concernentes às relações
sociais, montando um projeto de prática do nível espiritual na sua doutrina.(1 Co.2:4; 2Co.5:11).
O) ASPECTO DAS APARENTES CONTRADIÇÕES DAS LIDERANÇAS: A liderança deve demonstrar
propósitos aos homens e não consagrar tributos aos seus templos denominacionais; deve proclamar uma
liturgia de linguagem que dê oportunidade de comunhão, atraindo a curiosidade das pessoas e não
apenas proclamar bênçãos de aparente sucesso material, antes, deve revestir o homem de reverência em
oportunidade de confrontar o pecado e esperança futura.(1 Co.14:24-25).
P) O ASPECTO DA INTEGRAÇÃO DO LÍDER COMO BASE PARA O SOLUCIONAMENTO DE
CRISES: A liderança deve buscar a Deus p/que haja soluções p/congregar os membros,favoreça
interesse mútuo c/liderados, supere problemas teológicos, falta de trabalho, ausência de
metas,combatendo egoísmos, pensamentos errôneos, falta de interesse e ausência de doutrina.Deve
alimentar espiritualmente o povo,extendendo sua visão, acima das preocupações e
crises.(jó.5:8;Jo.5:24).

AULA 8:
A VISÃO DO LÍDER ENVOLVENDO A AÇÃO DA IGREJA NA COMUNIDADE (PARTE 2):
1)A NORMATIZAÇÃO DA IGREJA: Trataremos da questão da normatização da Igreja relacionando
Eficiência e Integridade espiritual, aderindo valores e Regras de Conduta quanto ao marketing do
consumismo capitalista religioso:(Sl.37:14;Gl.1:13).
A INTERFERÊNCIA DA GLOBALIZAÇÃO NA IGREJA: Vivemos um desenfreio de consumo e falta
de identidade cristã;a palavra“evangélico”se torna quase vazia de significado(Is.55:1-2).Muitas pessoas
são influenciadas pelo impulso de satisfazerem as necessidades individuais; tudo gira em torno
do público que quer ver suas necessidades atendidas; assim, as coisas se tornam importantes,
válidas e relevantes na medida em que são capazes de atender a estas necessidades e a igreja
passa de casa de adoração a “Self-service”(Gl.6:3). Esta mentalidade permeia em grande medida as
programações das igrejas, o conteúdo das pregações, a escolha das músicas, o tipo de liturgia e as
estratégias para o crescimento das comunidades locais, com o objetivo de atender as necessidades
emocionais, físicas e materiais das pessoas (2 Pe.2:3).
Os métodos querem atrair mais freqüentadores satisfeitos e dispostos a visitar os centros
religiosos “exclusivistas da bênção divina”, onde a indústria especializada de artigos religiosos
tem crescido de forma assustadora, pois a mentalidade consumista é construida para o
imediatismo da vida, num desgaste das grandes correntes ideológicas.(Ec.9:1).
O problema que surge com a redescoberta da dimensão espiritual do homem é a má acumulação de
riquezas e poder nas mãos de grupos econômicos-eclesiais, querendo também monopolizar a fé dos
leigos numa verdadeira cultura assimilada nos moldes da globalização e o mundo virtual tecnológico
digital vai querendo tomar o lugar do espiritual (Jó.34:20).
Isto faz crescer o número de visitadores nas igrejas que buscam o sentido para a vida, alívio
para suas ansiedades e preocupações ou simplesmente diversão e entretenimento evangélicos,
passeando nas igrejas como quem passeia pelas lojas de shopping centers, escolhendo os
produtos em oferta. (Ne.8:8; Dn.9:22; 1 Co.14:11; Jó.34:33; Js.24:15).
Não é que a igreja não deva se modernizar, fazendo uso da mídia eletrônica; o problema é que,
quando se prefere trocar a perfeita adoração em real presença, pela mera acomodação carnal e omissão,
optando-se pelo virtual, comete-se idolatria; por exemplo: Muitos que poderiam ir a uma Igreja cultuar a
Deus, não adoram nem participam do culto a Deus; preferem ficar em casa e “assistir”aos cultos como
quem assiste a um programa qualquer, pela TV, Rádio ou Internet.(1 Jo.2:15;Pv.6:6-9).
Atentas ao surpreendente potencial evangelizador da internet, as grandes igrejas ampliam
serviços interativos em seus sites, colocando-se ao alcance de um clique e ovelhas desgarradas
ao alcance de seus pastores; vão buscar o fiel cibernético cristão em casa com uma oferta de
culto transmitido em tempo real, orientação espiritual, pedidos de oração. Não é que seja errado
usar a mídia, mas se Jesus não for o centro de uma reflexão de vida, será apenas campanha
publicitária denominacionalista de angariar recursos para projetos políticos de seus líderes sem
visão.(Ec.5:10;Ez.16:36).
As Igrejas precisam dominar a televisão para sobreviver, pois programas de rádio e televisão
religiosos não atraem receita publicitária, mas não há modo melhor de chamar fiéis para os templos - o
verdadeiro celeiro de ofertas, pois oito em cada dez fiéis que chegam a um templo com programação de
tv foram cativados pela pregação no vídeo. (Jo.15:5).
A cada minuto, programas exibem telefones de SOS Espiritual, que fornecem endereços das igrejas
mais próximas do espectador e a TV passa a ser vital para garantir que o crente vá a um templo e lá
entregue dízimos e ofertas, desprezando-se muitas vezes, que é o Espírito Santo quem faz todas as
obras, inclusive levar a alma a se converter.(Lc.12:5).
O MARKETING RELIGIOSO:(marketing do consumismo capitalista religioso):Precisamos
entender a questão do Marketing nas instituições religiosas e sua interação com o público
consumidor de seus produtos religiosos e serviços. O marketing é o processo de planejamento,
execução, preço, comunicação e distribuição de idéias, bens e serviços de modo a criar trocas
(comércio) que satisfaçam aos objetivos individuais e organizacionais, dependendo do enfoque de
cada empresa.(Hc.2:2). Em seus objetivos, destaca a indução de novos consumidores à experimentação
e à compra; à influência dos consumidores atuais,estimula fidelidade à marca e aumentar a sua
participação no mercado consumidor. (At.16:16-19).
Além disso, se objetiva apresentar inovações que possam diferenciar uma marca dos seus
concorrentes, incentivando canais de distribuição. Para tanto, se faz uso da propaganda;é uma
manipulação planejada da comunicação, que visa, pela persuasão, promover comportamentos em
beneficio do anunciante que a utiliza. A propaganda é a divulgação de um produto ou serviço com
o objetivo de informar e despertar interesse de compra nos consumidores.
Ela se utiliza de veículos (canais) pelos quais são transmitidas suas mensagens, onde os mais
conhecidos são a televisão, rádio, jornal, revista, out-door, mala direta, internet e outros. (Lv.25:37;
Mq.3:11; Jd.1:16).
Assim, a propaganda e todo o esforço feito pelos meios de comunicação para levar o
consumidor ao produto, fazendo com que o produto seja conhecido através da mídia, para que o
consumidor vá à loja. A percepção é um conceito chave na teoria psicológica e na prática do
marketing, pois a percepção visual é o alicerce de qualquer esforço para posicionar uma marca.O
consumidor utiliza-se de pistas, interpretando sinais de qualidade e a mídia age de maneira a
evitar conflitos cognitivos, dificuldades de rejeição e compreensão na identificação com um
produto(Gn.3:6).
Na avaliação dos sentidos humanos na percepção, foi comprovado que aprendemos 1,0% pelo
PALADAR; 1,5% pelo TATO; 3,5% pelo OLFATO; 11,0% pela AUDIÇÃO e 83,0% pela VISÃO.Na
propaganda, existe uma grande controvérsia até que ponto a propaganda persuade o consumidor a usar
o que não tem necessidade ou não deseja.(Is.64:4;Dt.29:4;1Co.2:9).
As igrejas utilizam a mídia para motivar o interesse dos receptores provocando interesse por
suas mensagens e permitindo que os fiéis pensem e decidam no “deus” que lhe é comunicado,
fazendo com que a atenção do ouvinte, sendo involuntária, seja voluntária, pelo prolongamento da
atenção, a motivação e o impacto desse “produto religioso”(Mt.23:15).
Na visão do consumidor religioso, “o que os olhos vêem, o coração sente.”, pois no processo de
escolha, o primeiro estímulo faz com que o cérebro reaja em ir na direção da religião e para o consumidor
religioso, a religiosidade se prende na questão relativa à bênção/maldição de seu “deus ” p/manter fiéis ou
atrair outros.(Dt.23:5;Ez.8:12; Ez.9:9; Rm.1:18-25).
As igrejas tentam, através de novidades e artimanhas com aparência de experiência
transcendente, atrair incautos, usando templos bem localizados, iluminados, com atendimento e
simpatia de seus adeptos, visando criar uma atmosfera de “compra dos produtos
religiosos”.Assim, os templos tendem a serem decorados, visíveis, confortáveis, com uma
teologia de facilidades e muitos sorrisos artificiais dos adeptos, indicando que o “deus sugerido”
é melhor que os outros de outras religiões concorrentes. (Lc.17:20; 1 Co.14:33; Gl.2:6; At.7:48;
At.17:24; Jl.3:5-8; Os.8:14).
Na questão da memorização, as pessoas melhor recordarão de algo se forem sugestionadas
primeiro por um nome sugestivo; depois, um logotipo de impacto com cores que prendam a atenção,
numa simbologia que gere associação com a marca finalizando num texto ou slogan que reforce a idéia e
ainda música p/produzir recordação e alegria. (Rm.15:15;2 Tm.2:14).
Segundo a teoria econômica do consumo, a humanidade tem necessidades e desejos
infinitos que se contrapõem a suas possibilidades finitas e limitadas de satisfazê-los, pois o
homem não pode obter, adquirir, consumir e usar todos os bens de consumo que deseja, sendo
obrigado a escolher, pois cada bem e serviço tem um custo a ser pago e nem todos podem pagar
o preço (1 Co.7:23; 1 Tm.2:6). As igrejas destacam a facilidade, economia de ritos, lembrando as
necessidades espirituais esquecidas pelo público materialista, mesmo que o mesmo seja um público
rotativo, levando as pessoas a visão de que é preciso experimentar, trocar e analisar que tipo de deus
tem servido e como este ou outro seria melhor e mais econômico p/sua necessidade religiosa. Na
psicologia do consumidor gospel,o adepto é aquele que procura, aceita, usa e avalia o ”serviço da
igreja”,mas questões como adoração e comunhão a Deus, são desprezadas.(1 Co.7:23).
O PERIGO DA BÊNÇÃO FACILITADA COM CERTIFICADO DE GARANTIA PELO
PASTOR(VENDEDOR) OU PELA IGREJA(LOJA): Se Deus quiser, abençoa os que vão adorá-lo e
suplicar sua graça, mas a grande maioria troca a adoração pela petição,provocando auto-
justificação pelo dinheiro dado nas “correntes” como indulgência.(2 Co.12:12;Mt.24:24).
Isso é uma postura hedonista, que é uma doutrina que considera que o prazer individual e imediato
é o único bem possível, princípio e fim da vida moral, onde os adeptos da religiosidade procuram
maximizar o seu prazer e minimizar o sofrimento,buscando religiões úteis à sua vida, esquecendo-se de
renunciarem a si mesmos, tomando a cruz e seguindo. (2 Ts.2:12; 2 Pe.2:13). As igrejas querem
nortear um modelo comportamental, invocando às pessoas que elas precisam reconhecer que têm
um problema; precisam tomar uma decisão; precisam procurar e avaliar alternativas mas que se
forem à determinada igreja e terão um resultados que esperam. Muitas vezes, essa fé aparente tem
mais a ver com motivos fisiológicos, psicológicos e sociológicos que determinam respostas e
reações aos apelos mercadológicos religiosos, que propriamente a busca real a plena comunhão
da verdade salvadora de Deus, através da Bíblia (2 Tm.:13).
Será que chegaremos a um auto-serviço espiritual? SER CURADO E ABENÇOADO NÃO
IMPLICA EM SALVAÇÃO AUTOMÁTICA INCLUSA.Que denominação de igreja tem a propriedade
intelectual e direitos à Deus? Juridicamente, a Bíblia nos diz que Deus é o nosso Criador e portanto,
somos propriedade exclusiva dEle, apesar de imposições.(Ex.19:5).
O consumidor do produto religioso fica encantado quando o exemplo de tratamento vem da
hierarquia da denominação; se ele vê todos os adeptos envolvidos e é ouvido de forma rápida
pelos “obreiros”, acaba mudando seus critérios de avaliação e trabalha, investindo naquela fé
preterida.Muitas vezes, a imagem dos obreiros mais parece a de vendedores: Aspecto físico de
boa aparência, denotando sorriso e boa vontade constante, numa postura ereta, animada e
saudável, utilizando-se de voz audível, educada, tom simpático e sem gírias, num asseio corporal
mediado por uniformes limpos. É claro que não é errado fazer o melhor de si; Mas é p/Jesus ou
p/arrecadar“santo dinheirinho”?(Lc.16:13).
2) O TRABALHO DE IDENTIFICAR, REGULAMENTAR E APLICAR DE MODO EFICIENTE A
DOUTRINA ADERINDO VALORES E REGRAS DE CONDUTA: Se os “líderes cristãos” pensassem bem,
lucrariam muito mais sendo éticos quanto aos dízimos e ofertas nas igrejas, desafiando as regras que
desprezam a formação de koinonia e somente pensam em capitalizar.(Is.56:11).
Não adianta reunir s/explicar o povo. Sem o bom senso agindo no senso comum, haverá um
senso crítico oposto aos ideais da liderança. Não adianta ser exigente e impor contribuições,
através de ordenanças que não permitem a compreensão, classificação e sistematização tranqüila
de idéias de modo a disciplinar no povo, em amor, a questão.(Rm.12:1; 1 Pe.2:2). Temos que irradiar
amor p/ganharmos adeptos,formando junções que formem conceitos, métodos e técnicas em consenso
suficiente e satisfatório p/configurar fatos e significados levando à compreensão das necessidades.(1
Tm.3:7).
Não podemos ser ambíguos nem imprecisos pois a Doutrina é final e definitiva como
Revelação divina como orientadora de diretrizes não exaustivas, pois domina os assuntos
eclesiásticos e contribuirá progressivamente para a obtenção do Êxito desejado pelos líderes,
passo a passo, de modo concreto e que caracterize o propósito divino.(Rm.16:17).
Temos que atrair cooperadores e não meros investidores na Obra de Deus. Não adianta desejar
cumprir de forma fragmentada uma administração econômica sem o espiritual;a produtividade da
comunidade não pode ser entendida fora do contexto doutrinário;a consciência capitalista denominacional
é totalmente diferente da consciência cristã.(3 Jo.1:8).
É necessário advertir contra a insensatez de definições rígidas de códigos de ética e conduta
quanto aos fatos sociais e administrativos das igrejas, quando deixam pessoas à espera de
soluções que competem aos setores delegados nestas administrações, ou se há atitudes de
descaso ou atraso em quaisquer situações que causem danos morais (tratar mal) ou atos de
desumanidade, mas muitas vezes o problema é a falta de lealdade e ação dos liderados(Jó.36:10).
A liderança precisa ter consciência do seu papel e exercer com moderação as suas atribuições não
podendo contrariar os legítimos interesses de Deus pela Doutrina Cristã e depois, da Instituição, não
podendo ser, em função do seu espírito de solidariedade, conivente com erro ou infração, provocando
escândalos por interesses próprios e assim, se precisa da ética pois a comunidade não pode estar
baseada apenas no senso de valores do líder envolvido.(1 Co.8:7;2 Co.1:12).
O líder cristão deve agir com eficácia, corrigindo os erros daquilo que poderia ser mais
eficiente, mas não pode ser considerado como uma máquina de produtividade, devendo se
interessar e motivar os membros que lidera, s/ser autoritário(como quem apenas procura funções
e pessoas p/ocupá-las,excluindo os que não são necessárias)(1 Co.16:14).
A igreja é um corpo;não uma organização empresarial,sabendo que deve transcender a visão de
lucrar dividendos, devendo ter como ideologia, aplicar seus recursos p/operar mudanças espirituais na
sociedade e nunca, garantir elevados índices de produtividade monetária, em detrimento de atitudes
cristãs em relação aos seus membros e os de fora.(1 Co.10:16).
Acima de um bom administrador, o líder cristão deve ser um promotor do bem-estar
social;suas decisões influenciam valores e sentimentos, incorporando diversas áreas de
conhecimentos e informações relacionadas com os diferentes tipos de pessoas da comunidade, o
que denota a importância de uma comunicação eficaz, clara e sem ruídos p/a implantação de
procedimentos cristãos, mas não de forma unilateral, exigindo dos liderados, a
passividade(Rm.15:31).
Sem uma sensibilização na comunicação vertical com Deus, o nosso Pai e líder espiritual, e a
horizontal com a comunidade, entre departamentos da organização, poderá gerar insinuações
depreciativas, afinal, de que adianta uma comunidade superdotada de riquezas e potencial evangelizador
se os líderes são omissos, sem visão e acomodados? (Tg.4:17).
A verdade dos fatos é de que a própria comunidade é a sua riqueza. Se há um atraso nas
atividades da igreja para determinado período, isso reflete a falta de efetivação e estreitamento das
relações dentro da própria comunidade que ainda não foi despertada para mediar, sincronizar e
padronizar a sociedade, na sua referência de amor, paz, justiça e liberdade, a não ser que esta
comunidade seja apenas a periferia de uma dependência do capitalismo sem validade.(Rm.14:20).
A igreja precisa organizar seu tempo para que no tempo cronológico, possa praticar e agir no tempo
histórico definido, dentro de um tempo espiritual profético determinado; não podemos desprezar como
membros do corpo de Cristo, o tempo que temos na sociedade, compreendendo que o resultado conjunto
de nossas ações individuais orientando-se pela Palavra, pelo Espírito Santo e pelas lideranças,
poderemos atingir um nível evangelizador jamais alcançado.(2 Cl.2:18-19).
Não basta haver controle religioso; o que deve haver é incorporar ao cotidiano, os projetos de
Deus na vida dos membros da comunidade, pois o avivamento é pessoal e começa fora das
reuniões da Igreja, pela responsabilidade, visão e convicção dos membros. Sempre deve
prevalecer o valor cristão do amor, acima do sucesso. (Fp.2:1-8).
O líder cristão deve sempre orar a Deus e se avaliar, para não ser polêmico em situações
conflitantes, mas sempre procurando harmonizar os valores individuais aos da comunidade, afinal, de que
adianta consentir com uma alienação de seus propósitos, se frustra os desejos e ideais da comunidade
pela coerção e falta de integridade nas resoluções?(Rm.2:17-24).
O padrão que se requer, deve ter por base: compromisso sem apadrinhamentos, efetiva
estrutura legal com genuina espiritualidade, eficientes mecanismos de avaliação e desempenho
pelo uso da Bíblia, códigos de conduta que tipifiquem os atos de Jesus confrontando com os
membros, participação e envolvimento coletivo, condições favoráveis para a obra, grupo de
liderança que promova a ética de forma coordenada e participativa, não pelo excesso de controle,
mas pela administração de conflitos, prevenindo primeiro para só depois punir em atitude correta
e boa.(1 Tm.4:12; Fp.3:17).

AULA 9:
A VISÃO DO LÍDER ENVOLVENDO A AÇÃO DA IGREJA NA COMUNIDADE (PARTE 3):
1)COMO SE INSTRUMENTALIZAR PARA SER INSERIDO NA REALIDADE CONSCIENTE DO MUNDO
ESPIRITUAL COTIDIANO:
Antes de entrarmos no assunto da ação do Espírito Santo na vida do Crente que reflete nos modelos de
prática de gestão da ética cristã na comunidade, relacionaremos definições espirituais e tentaremos analisar sua
ação na resolução de problemas materiais, interagindo as regras globalizadoras mundanas que desprezam a
unidade amorosa e espiritual da presença de Deus ou avivamento na igreja, com diagnósticos éticos em ações
espirituais adequadas a cada situação.(1 Co.2:14).
AS REGRAS QUE DESPREZAM A FORMAÇÃO DA KOINONIA: São as atitudes preponderantes dos
líderes na globalização que visam destruir a harmonia da unidade da Igreja, onde inicialmente, visualizamos 10
problemáticas:(Tg.1:13-14;Ec.7:29). (1) A presença de conflitos pessoais pela falta de vida eficaz e oração
entre os membros, líderes ou entre si mesmos(1 Cr.10:13-14); (2) A falta de interesse dos líderes e/ou
liderados p/aprender a doutrina pela ausência ou deficiência da didática(Jr.4:22); (3) A ausência de
metas e propostas relevantes aos projetos estatutários da organização visando a espiritualidade acima
do capitalismo(Lc.14:28-30); (4) A falta de identidade entre as organizações eclesiásticas pela ausência
de padronização com o corpo de Cristo, pois não se cresce sozinho e se tende a particular o que a
doutrina universaliza, promovendo ilhas de aparente santidade(Mt.23:27); (5) A ausência de programas
de acompanhamento que promovam um “Recall” constante na observância de falhas eventuais de
líderes e/ou liderados(Rm.12:8); (6) A inobservancia às leis já regulamentadas provenientes do desuso
ou falta de funcionalidade na aplicação das mesmas, devido a apadrinhamentos ou descaso que gere
impunidade quando da necessidade de medidas punitivas(1 Sm.2:22-23); (7) A inoperalidade das
estruturas internas dos segmentos que promovem o funcionamento das estruturas pela competição
proveniente da ausência de um programa de valorização individual e não somente comunitária no
grupo(Ec.4:4); (8) A Falta de cooperação com os elementos externos que patrocinam ou promovem a
funcionalidade e abrangência social da estrutura pela ausência de um interrelacionamento envolvendo a
vontade de Deus como primazia e garantia do projeto (s.59:2); (9) A inadimplência dos setores que se
acomodam pela falta de um cronograma que harmonize a vida secular/familiar, social e religiosa,
econômica e política dos líderes e/ou liderados, fazendo um desequilíbrio surgir nas práticas
cotidianas(Tg.2:18-20); (10) A falta de continuidade em redefinir projetos mesmo que inicialmente
apresentem falhas, partindo do imediatismo emocional sem o uso da razão no que concerne à aplicação
dos recursos seja na área social, legal ou religiosa p/ os membros. (1 Pe.3:15; 1 Co.16:14).
DIAGNOSTICANDO AS PRIORIDADES: Para que possamos diagnosticar as prioridades que visam
combater as interferências nas ações da liderança para a solução dos problemas na comunidade, surge a
necessidade de planejarmos uma avaliação de ações mais adequadas aos processos definidores de
instruções propostas que combatam as regras que desprezam a formação de koinonia.(Hb.11:6; At.6:3-4).
A implementação envolve as capacidades espirituais, cognitivas, afetivas e psicológicas dos
obreiros, aplicação dos princípios bíblicos aprendidos além de criatividade na execução das metas com
garantia de qualidade no contexto da equipe que lidera dentro da comunidade propriamente dita, pois
numa observação entre líderes e liderados, a comunicação é o passo que incrementa e aprofunda a
utilização e estudo dos instrumentos básicos na busca de uma espiritualidade cristã.(Ef.4:16). Esta
espiritualidade cristã é necessária para gerar uma prática cuidativa, gerencial, educativa e de pesquisa num
processo produtivo de gerar novas formas de visualizar velhos saberes, criando-se oportunidades de
melhoramento e entendimento acerca do Reino do Senhor Jesus Cristo na modernidade, pois o
desenvolvimento da ética cristã não tem sido abrangente como se deseja, mas cremos que um conjunto de
informações e conhecimentos inseridos na ótica da doutrina bíblica levará a processos cognitivos especiais na
fé cristã.(1 Pe.1:22-23; 1 Jo.5:18).
CONHECENDO OS INSTRUMENTOS BÁSICOS NA BUSCA DE UMA ESPIRITUALIDADE CRISTÃ
EFICAZ:
Vislumbramos 10 atitudes que podem otimizar o empenho pessoal, combatendo a falta de ética ministerial:
(1) Observação consciente da Realidade Espiritual aplicada na realidade da humanidade, (Chamada
Divina)-(1 Co.7:20); (2) Determinação de instrumentalizar-se para ser eficaz e presente nas atividades
cotidianas na comunidade; (Iniciativa)-(Fm.1:6); (3) Empreendedorismo consciente na aplicação de
projetos que efetivem a doutrinação de pessoas na Bíblia; (Experimentação Vivencial Anterior ou
Experiência adquirida com Perseverança(Lc.8:15); (4) Utilização de uma comunicação clara que possa
gerar um relacionamento eficaz, contextualizada na realidade do ouvinte; (Vivência Secular Ética ou
Bom Testemunho(1 Tm.3:7); (5) Definição de instrumentalização de recursos para aplicação organizada
na interação com a comunidade; (Capacidade de associar-se sem preconceitos, de forma
organizada(Tg.2:1); (6) Adaptação aos diferentes níveis de socialização, envolvendo sentimentos,
racionalidade, espiritualidade e cultura. (Entendimento, Sabedoria e Bom Senso(Pv.9:6); (7) Apreciação e
juizo de valores com ênfase nas experiências vivenciadas no âmbito bíblico, visando levar à
comunidade, informações diretas, hábeis, com aproveitamento de tempo e que produzam satisfação e
auto conhecimento dos ouvintes, tendo Jesus como referencial apreciativo direto. (Capacitação Pessoal
na Oração e Leitura(Ef.6:18;1 Co.7:35); (8) Levantamento de análise de dados, visando corrigir falhas
eventuais e dirimir dúvidas nas metas traçadas, sempre com a participação do grupo, de maneira que as
opiniões sejam devidamente assimiladas enriquecendo o todo. (Humildade na argumentação com
flexibilidade para ser censurado, medido ou confrontado, sem rancor(Tg.1:19); (9) Nomeação de
lideranças pelo diagnóstico de potenciais tendo como base os resultados alcançados pelo proponente
ao exercício de sua função, levando-se em conta seus conhecimentos de forma crítica e racional, bem
como a constatação de seus interesses e possibilidades individuais; (Visão sem favoritismo, honesta e
sensata(Lc.10:42); (10) Flexibilidade na forma de avaliação da validação dos projetos inseridos no
cronograma estabelecido pela comunidade, através da veracidade da credibilidade alcançada tendo em
vista a adequação à objetividade da comunidade e a confirmação de sua fidelidade às escrituras, de
forma sistemática, no processo de redimensionamento espiritual. (Disponibilidade para renuncia
pessoal, incentivo à formação de novas lideranças, de forma paciente(Lc.14:33; Jo.21:24).
A OBSERVAÇÃO DO DIAGNÓSTICO ESPIRITUAL DA DINÂMICA DA INSTITUIÇÃO: A observação é
um ato indispensável para conscientizar, valorizar e simplificar as práticas espirituais cristãs, pois coleta
subsídios perceptíveis aos sentidos das comunidades direcionadas à aplicabilidade de suas influências,
motivações, expectativas e emoções, indispensáveis á formulação das opiniões à respeito das situações e
pessoas como capacidade, habilidade e compreensão da fé.(Ez.36:27).
O contexto é amplo pois envolve assistência, pesquisa, ensino e reverência, envolvendo alguns
casos:(Dt.12:32):
1º CASO: A falta de uma sistemática nesses elementos, ocasiona uma casualidade aparente que
desnorteia uma atençãao voltada mais a detalhes que propriamente uma compreensão profunda da
conduta em suas situações sociais, onde a liberdade torna-se pobre e incompleta. Temos o exemplo de
seitas e heresias que particularizam tudo(Cl.2:18).
2ºCASO: Uma sistemática rígida ou pré-estabelecida, poderá especificar um roteiro prévio, baseado
numa classificação muito individualizada, tomada quadro a quadro da consciência da compreensão da
questão, podendo originar uma exclusão das diferenças fundamentais dos significados e interpretações
espirituais da doutrina. Ex: Ceticismo.(2 Co.3:6).
Uma sistemática que não integre a realidade doutrinária ao cotidiano, deixando de ser dependente ao
Espírito Santo, conceberá um despropósito fora da vivência e da referência da operação divina, que pode
interferir no processo cuidativo de Deus pois a falta de orientação quanto às dificuldades e aos valores do
Evangelho poderá gerar perdição eterna.(2 Pe.2:20).
A importância da dinâmica no relacionamento com Deus não consiste na obtenção de respostas
que se deseja ter, mas primeiramente na participação e na profundidade da relação pessoal entre a
criatura formada e o Criador.(2 Co.13:13).
Ou se projeta, primeiramente, de forma individual a personalidade divina no adorador assegurando a
objetividade da acertiva sem distorções pessoais nos eventos de nossas interpretações reais ou então, o
planejamento de assistência à comunidade pela graça que seria disponibilizada, se torna diferente,
confrontativa, ilegal e desorganizada.(Jo.15:5).
3º CASO: Uma sistemática real, aparentemente momentânea, mas que simultaneamente absorve as
tendências selecionadas nos dois casos, aliando o tempo de vivência na busca da presença de Deus e a
experiência divina em si próprio.(2 Pe.3:18). Isto ocasiona a possibilidade de uma ministração presente de
Deus que interfere no controle artificial, limitado do padrão estabelecido pela normalidade aparente do mundo,
desencadeando ações refinadas na espiritualidade, capazes de tornar reais as idealizações cristãs nos
aspectos da vida humana não mais sucetível ao pecado.(1 Jo.5:4-5).
A pessoa se torna um instrumento capaz de manter a atenção concentrada para perceber, aprender
e confrontar hábitos e fatos reais numa desconfiança de suas idéias préconcebidas, querendo captar e
interpretar os atributos divinos à sua necessidade de definir e experimentar o estímulo da presença do
Espírito Santo acima do material.(1 Co.2:15).
Apesar das percepções ao Espírito Santo serem diferentes, somente o envolvimento pessoal com Ele
poderá aguçar a capacidade e eficiência para se explicar de forma exata o sinal silencioso de Deus que
transforma emergências em normalidades, gerando respeito a Deus, harmonia com sensações de felicidade e
educação espiritual da humanidade.(1 Co.2:13).
A PROBLEMÁTICA DAS RELAÇÕES NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE UMA
ESPIRITUALIDADE COM DEUS:
Como a qualidade do adorador depende de sua habilidade, atenção, sensibilidade e percepção ao
Espírito Santo, poderá se envolver em prejulgamentos de interesses e valores pessoais que
emocionalmente podem contribuir bem ou mal para um planejamento essencial no desenvolvimento e
lapidação dos níveis de consciência espiritual da comunidade.(2 Pe.2:1-2). Somente pela detectação das
intenções através do Espírito Santo, o líder poderá identificar a natureza do problema, ampliando sua comunhão
com Deus, detectando prioridades, refletindo em melhorias, aprendendo, inovando e desenvolvendo estratégias
que clareem o enfoque da vontade de Deus definindo comportamentos e estilos na fé viva.(Hb.4:12).
Enquanto muitos imitam os mistérios de Deus, motivados pela pura emoção, outros, querem
perceber pela atenção consciente da memória, querendo converter o estímulo em meras informações
lógicas sem ação espiritual.(1 Co.3:1-3).
Somente a prática do aprendizado diário com Deus, mediante conquistas de deificiências espirituais de
forma progressiva poderá propiciar um ambiente novo, pois com o tempo na presença de Deus, aprenderá a
discernir suas visões pessoais, adquirindo conhecimentos vivenciais e bíblicos que possibilitarão observar os
sinais da operação de Deus,enxergando alterações na doutrina e na espiritualidade.(Mt.11:29).
Existem inúmeras possibilidades de se estimular e validar a percepção espiritual, mas a grande
oportunidade que o Espírito Santo concede está no desenvolvimento da potencialidade p/o futuro,
relacionado ao cotidiano da Obra de Deus,onde o líder se vale da habilidade espiritual p/adequar
estratégias, planejar conteúdos, avaliar situações, mostrar análises bem elaboradas e subsidiar
mudanças na comunidade que reflitam o uso de situações para a glória divina.(2 Ts.1:11).
DEZ QUESTIONAMENTOS IMPORTANTES:Que podem ser inseridos nas regras e instrumentos básicos
relacionados:
(1) O que você, como cristão, tem feito para se sentir à vontade para conversar com Deus(Tg.2:23)?
(2) Você sabe quais atividades na sua igreja você poderia desenvolver segundo as habilidades que você
recebeu de Deus(Mt.25:16)? (3) Você tem baseado sua vida na Bíblia ao planejar suas atividades ao
ajudar o próximo(2 Tm.3:10)? (4) Quanto tempo você dedica diariamente para Deus e para o
próximo(Ef.6:18)? (5) Você já definiu quais fatores atrapalham ou ajudam no teu devocional diário(Cl.3:1-
2)? (6) Que tipos de pessoas Deus tem te tocado para ajudar(Mt.24:4)? (7) Quantas vezes você orou para
Deus te ungir ao tomar iniciativa em um projeto social ou espiritual(Fp.4:6)? (8) Você já teve a coragem
de fugir de um problema que te induzisse ao pecado ou decaiu pela prepotência e orgulho(1 Tm.3:6)? (9)
Qual a relação existente entre o que você faz para Deus e aquilo que você acha que Deus quer para
você(Mt.6:33)? (10) Você estaria pronto a renunciar a tudo o que fez na sua vida para começar um novo
projeto com Deus, mesmo sem entender(Jo.3:3)?
INSTRUMENTALIZAR: Temos que estar dispostos de boa mente p/querermos que Deus altere o modo
como vemos o mundo;isto implica em momentos difíceis; ao nos envolvermos com Deus, evitamos meras
indagações e erradas tomadas de posição pois sabemos que somos testados o que implica que Deus quer
adequar nossa maneira de viver para que não percamos a significação exata, completa e fiel de um aspecto da
presença de Deus, que é a valorização da aliança.(1 Co.9:17).
Nem sempre teremos as respostas que precisamos, mas num contexto significativo, o nosso grau
de estrutura espiritual e a nossa participação nos planos de Deus mensurarão o quanto Deus está
presente em nós e nós, nEle.(Sl.143:8).
Isso restringe julgamentos alheios, e torna, se Deus quiser, o crente ciente do Plano de Deus para a
realização e o registro de sua vontade, pela sua participação e envolvimento nos eventos e
comportamento refinado após a provação, pois não há pessoa neutra no espiritual (Mt.6:24). Deus quer
que o entendamos e o amemos de forma natural, participativa e relevante, no cuidado com a fé,valores,
significados e experiências de contato c/Ele e com as pessoas inquietas que precisam ser informadas de suas
situações espirituais.(Jo.4:23).
Precisamos indagar nossa própria condição para decidirmos proceder numa nova maneira de
crescer espiritualmente, de forma a ”sermos trazidos ao Senhor Jesus pelo Espírito Santo”, para que
possamos percebê-lo, entendê-lo e amá-lo em nossas concepções, nos valores e nas experiências de
vida, num somatório que constitui a comunhão na Salvação de nossas almas numa vida cheia de
compreensão,conhecimento e educação em amor.(1 Pe.3:21).
A PALAVRA DE DEUS: O OBJETIVO DO INSTRUMENTO: Deus quer comunicar-se com a humanidade,
o que não requer uma complexidade rigorosa e problemática oriunda de uma intelectualidade rigorosa. Pessoas
extremamente autônomas e auto-suficientes que julgam de maneira irracional a espiritualidade e assumem
posicionamentos radicais num criticismo cético, não se sentirão realizadas pois não impera nelas, a operação
do Espírito Santo como Ele quer.(Tg.1:22;2 Co.10:18).
É irreal acharmos que a felicidade é oriunda da criatividade ou do conhecimento das pessoas.
(Is.44:13-20).
As atitudes de certos líderes ou membros que promovem conflitos e mas interpretações podem até
ter o propósito parcial de criar ambientes e produzir atividades que busquem a compreensão de alguma
verdade, mas, na verdade, o fator que pesa para estimular o uso do potencial criador no
desenvolvimento de todas as áreas do conhecimento humano em busca de uma espiritualidade eficaz é
a elaboração de critérios de melhor aproveitamento de potenciais, muitas vezes, perdidos das
diferenças pessoais de viver a fé, que muitas vezes não são vistos nem respeitados. (Sl.119:15).
A comunicação da verdade implica em aspectos complexos que devem ser claros tanto na maneira de
passar a mensagem divina, como nos temas tratados que não esgota o assunto, pois a cada dia novos
aspectos são revelados e contextualizados na vida daqueles que hão de ser instrumentos utilizados por Deus
no âmbito de divulgar as boas-novas.(2 Co.1:12).
A capacidade de dialogar c/Deus e c/as pessoas deve ser uma habilidade desenvolvida pela
consciência da existência divina e da atenção no modo de como as pessoas caracterizam na visão
recebida;sem um entendimento da graça revelatória aplicada no âmbito de uma espiritualidade
significativa, que influencie o contexto das vivências das pessoas, a fala que escreve no coração o
toque da singularidade do multiforme mover divino será contida.(1 Co.15:10).

AULA 10:
A VISÃO DO LÍDER ENVOLVENDO A AÇÃO DA IGREJA NA COMUNIDADE (PARTE 4):
1)A PROBLEMÁTICA DA COMUNICAÇÃO INSERIDA NA REALIDADE CONSCIENTE DO MUNDO
ESPIRITUAL COTIDIANO:
A forma de se transmitir a Palavra de Deus pode provocar confusões se o que quisermos mostrar
não se estabelecer de maneira clara, pondo em comum as idéias, como por exemplo, as gírias
evangélicas e as expressões faciais e a expressão corporal, gestos e toque mal intencionados que
venham a contradizer ou oferecer indícios de falsidade, pois nossa variedade de posturas corporais nos
ajudam a traduzir melhor o que queremos dizer.(Hb.13:7).
OS SINAIS CORPÓREOS DIAGNOSTICADORES DE BARREIRAS NA COMUNICAÇÃO E
DEMONSTRADORES DA FALA:
OBSERVAÇÃO:Estes sinais corpóreos podem ter significados diferentes, dependendo da pessoa, cultura
e contexto:
• Sinais Emblema: Atos não-verbais que não traduzem uma mensagem verbal como sinais de surdo-
mudo e acenos;
• Sinais Ilustradores: Movimentos que acompanham a fala, causando melhor entendimento à realidade
descrita;
• Demonstradores de Afeto: reguladores (movimentos sutis e inconscientes que regulam o fluxo de uma
conversa) e adaptadores (que adquirimos na infância e são utilizados geralmente em situações que precisamos
suportar);
• Toques que podem demonstrar atitude de envolvimento (união,maneira de perceber o outro) ou
distanciamento.
• Territoriedade(proxêmica): O espaço entre duas pessoas numa conversa, pode indicar o tipo de
envolvimento;
• Paraverbal ou paralinguística: Tom da voz, ritmo, suspiros, períodos de silêncio e entonação;
Conversas estão compostas por uma parte que é o que queremos dizer e a outra parte é como
queremos ser entendidos. Sem comunicação eficaz, haverá frustrações, falta de concentração dos
ouvintes, pressuposições de entendimento, ausência de significação, influência de mecanismos
inconscientes e limitações no diálogo.(Jó.8:13-14).
FUNÇÕES DA COMUNICAÇÃO: Podemos informar, persuadir, ensinar ou discutir. Não devemos nos
impor para convencer os outros a concordarem com os nossos conceitos, mas levar à mudança de
comportamento dentro de uma troca de experiências), visando primordialmente, relacionar pessoas a Deus e
entre si, buscando soluções. Não adianta tentar manter comunicação com quem apenas quer relatar problemas,
mas não ouve conselhos.(1 Co.2:9; Sl.34:1).
USO DA COMUNICAÇÃO COMO INSTRUMENTO RELACIONAL NA ASSISTÊNCIA ECLESIÁSTICA: A
comunicação é a ferramenta de desenvolver a competência do saber-fazer do obreiro na igreja, pois a
complexividade e indivisibilidade humana envolvendo valores e crenças, auto-estima e auto-conceitos,
colaboração com a qualidade das relações pessoais envolvendo a liderança, os liderados, a igreja, a
comunidade em relação a Deus.(Rm.1:11; 2 Co.8:4; Ef.5:11; Hb.13:6).
Sem uma atenção eficaz entre líder e liderados, bem como entre líderes e líderes e liderados entre
si, poderá haver interpretações incorretas e todo o planejamento da assistência espiritual será ineficaz
porque os objetivos que deveriam se adequar aos contextos nas relações conforme a Bíblia prega, serão
entravados pela falta de identidade do grupo que pretende traduzir e operacionalizar o processo
cuidativo que influência o comportamento das pessoas.
Sem compreensão e partilha não se viabiliza nem potencializa a influência direta da graça de Deus;o papel
do líder não se restringe a pregar em púlpitos ou administrar bens materiais; é mais abrangente, promovendo a
comunicação que explica, impulsiona os motivos, compreende e observa respostas e percebe sentimentos
profundos de liderados.(Pv.29:12).
Sem afetividade profunda dirigida a todos, provocará individualizações que afastará os outros; sem
o toque do amor, haverá ansiedade e apreensão dos membros e sem a verdade expressa em palavras
claras ocasionará uma ilegalidade na retratação da execução adequada, provocando julgamentos que
expressem falta de importância e uma descontinuidade na organização de força produtiva da
membrezia, recursos auxiliares provocando fracasso nas metas.(1 Co.13:1-10).
A melhor forma de se pesquisar o enfoque da comunicabilidade na comunidade está no nível de
estabelecimento das relações entre as pessoas, na questão do diálogo e na questão assistencial;só a
experiência da vivência proporciona o aprimoramento e a incorporação do aprendizado gerando
condução,oportunidade e percepção de esforços.(Is.53:3).
2)A COMUNICAÇÃO NA IDENTIFICAÇÃO DE MODELOS E PRÁTICAS DE GESTÃO ÉTICA NA DINÂMICA
DA LIDERANÇA EFICAZ:
A cultura da conduta corrupta de determinados líderes tem tentado coibir a difícil conquista da fidelidade
dos liderados; só uma prevenção evangelística e espiritual permitirão a melhora e manutenção de um padrão
espiritual no trabalho de Deus.(Sl.44:3).
CONHEÇAMOS 10 MEDIDAS P/COMBATERMOS O INDIVIDUALISMO NA OBRA (BASEADO NOS 10
MANDAMENTOS):
1º MANDAMENTO: (Ex.20:2-3) = amar a Deus sobre todas as coisas; (Mt.4:10): Deus é amor mas o
tentador deve ser afastado, assim, devemos evitar a impunidade do pecado, cuidando do pecador:
Aonde se tolera erros e maus procedimentos, se divulga o suborno da falsidade; a questão não é deixar de
amar o ofensor;nem expô-lo ao ridículo ou à humilhação pública; é demonstrar os efeitos negativos do pecado
que tem ferido a santidade da comunhão na comunidade e caso seja preciso, divulgar o caso sem citar nomes,
descrevendo o assunto p/que todos possam visualizar a narrativa do pecado sem gerar escândalos aos novos
convertidos que não têm ainda a capacidade p/entender os eventuais contratempos humanos na obra de Deus,
nem preconceito contra o faltoso, fofocas ou mexericos no seio da comunidade.(Ex.23:8).
2º MANDAMENTO: (Ex.20:4-6) =não adorar imagens de escultura; (1 Jo.5:21):Não devemos exaltar
ao próximo ou à obra, acima do Senhor da Seara, assim, devemos promover a capacitação e
conscientização da Igreja, sem suscitar idolatrias seja aos homens ou à denominação: Envolvendo os
membros na Palavra de Deus e no trabalho do Ide do Senhor, mostrando a necessidade de respeitar, a
iniciativa criativa, eficiente e eficaz de cada pessoa no atendimento ao chamado de Deus, mesmo que seja após
uma queda, mas sempre deixando claro a complexidade do erro e as limitações que serão impostas sempre no
objetivo de ressaltar a importância da presença do faltoso na igreja, pois se a igreja é o sal da terra e a luz do
mundo para libertar, curar e salvar almas, como ser restritiva e punitiva sem graça?(Sl.119:15).
3º MANDAMENTO: (Ex.20:7) =não tomar Seu nome em vão; (Mt.5:34-37): Não podemos provocar
censuras, murmurações ou críticas à obra de Deus;isso acaba tornando vã a graça divina; devemos
simplificar diretrizes e normas internas, combatendo críticas desnecessárias: Expedindo manuais claros,
objetivos e essenciais, sejam evangelísticos, doutrinários, relacionais ou outros, sempre em concordância com
o que a Bíblia prega, na luta contra maus comportamentos, sempre deixando claro que o amor a Deus deve ser
o motivo maior da presença de todos na comunidade. (1 Pe.2:1).
4º MANDAMENTO: (Ex.20:8-11) =santificação do sábado; (Mt.15:9;Mc.7:7): Saber descansar em
Deus, sabendo que primeiramente é Deus quem efetua tudo em nós e assim, devemos expedir códigos
de conduta (ajustados aos ensinos de Jesus, como referencial): Não adianta querer conquistar a
observância de princípios meramente psicológicos ou empresariais se não há estímulo aos liderados nem
persuasão eficaz pela Palavra de Deus e se apenas se quer repreeender numa punição que exalte o ego de
quem pune, mas não educa nem mostra os erros de liderados faltosos, pois se erra mais quando se
desconhece sua importância no Reino.(Jo.9:31; Cl.1:9; Hb.13:21; 1 Jo.5:14).
5º MANDAMENTO: (Ex.20:12) = honrar pai e mãe; (Cl.2:16;17;Rm.14:5; Ef.6:1): Devemos saber
honrar o pai (originador do projeto) e a mãe (mantenedor do projeto), agindo com flexibilidade
ministerial(pai) e gerencial(mãe), como servos:
O decoro da lealdade e eficiência com qualidade no Trabalho do Senhor decorre da permanente
comunhão e atualização da Palavra e do Conhecimento dos obreiros quanto às profundas e constantes
mudanças do mundo atual.
Deve haver sempre a inserção na mente do povo de que a eficácia da missão depende primeiro da Graça
divina, depois da integridade do enviado e no destaque das respostas dadas aos questionamentos das almas,
inserindo no contexto da conturbação social, a validade dos ensinos de Jesus, provocando temor, amor,
esperança e segurança ao povo que pela vivência transformadora do Evangelho, verá os sinais confirmados.(1
Sm.26:23; Tt.2:10).
6º MANDAMENTO: (Ex.20:13) = não matar; (Gl.5:21): Temos que ter cuidado para não matar a
iniciativa dos que querem trabalhar na Obra divina; precisamos ter vontade de promover uma política
do relacionamento do Reino de Deus entre todos sem Exclusivismo da Idolatria do Insubstituísmo
pessoal:-O respaldo de ações moralizadoras dentro da instituição depende do comando do líder, que deverá
estar em sintonia com uma boa conduta cristã e bom desempenho na Obra de Deus, pois a irresponsabilidade
do líder provocará falta de honra e apoio aos seus objetivos preteridos na Comunidade.(Gl.1:13).
7º MANDAMENTO: (Ex.20:14) = não adulterar; (Gl.5:19): Não podemos adulterar, acrescentando ou
retirando, seja muito ou pouco, daquilo que Deus tem se importado; temos que ter cuidado para não
fugir do padrão e do modelo dado por Deus (adultério da visão espiritual) e para isso, precisamos ser
úteis e modernos na nossa gestão: Saber projetar e programar o desenvolvimento geral e transparente da
comunidade pela melhoria da qualidade espiritual, pessoal e material dos serviços à comunidade num caráter
de pessoalidade.(Ex.25:40; 2 Tm.1:13).
8º MANDAMENTO:(Ex.20:15)=não roubar; (Ef.4:25; 1 Co.6:10): Temos que ter cuidado para não
roubarmos a confiança, tempo e pureza dos nossos liderados; então, precisamos trabalhar com
transparência: Não é perder a autoridade ou deixar de estar no comando da instituição; é saber expor e
submeter à avaliação pública as informações e recursos, bem como o teor de suas decisões e a conduta dos
membros, levando as pessoas a mudarem suas atitudes, agindo com clareza e confiança, mas acompanhando
e supervisionando os que tiveram cargo de autoridade delegados.(Tt.2:15).
9º MANDAMENTO: (Ex.20:16) = não dizer falso testemunho contra o próximo;(Ef.4:25): Sem
estabelecer esquemas de responsabilidade, falsos ditos poderão prejudicar intensamente a obra de
Deus: Temos que descentralizar o poder terreno, atribuindo responsabilidades, simplificando e divulgando as
rotinas e programas para a comunidade ter boa conduta e ser produtiva na Obra de Deus, fazendo com que ela
mesma combata a mentira na sua própria base.(Nm.4:27).
10º MANDAMENTO: (Ex.20:17) = não cobiçar as coisas alheias; (Ef.5:3): Visando não ser
interesseiro, intrometido ou cobiçador dos bens dos outros para aproveitamento pessoal de alguma
pretensão, precisamos adotar política pessoal e coerente com a realidade mundana, profética e
espiritual:Sabendo manter um bom ambiente na Comunidade, preocupada com o bem-estar pessoal dos
liderados e líderes, reconhecendo o trabalho desenvolvido, ajudando financeiramente os que são produtivos e
dedicados, valorizando as propostas e sugestões.(Dt.16:17; 2 Sm.7:29;2 Co.9:5).
Ademais, facilitar o conhecimento aos que exercem atividade ministerial e evangelística, criando
comissões de acompanhamento, implantando sistema de informações que analisem a conduta e
compartilhamento de bens, executando sempre os projetos debaixo da Lei Divina e da humana, se esforçando
p/ser eficaz em todos os aspectos da Igreja.(Ef.4:13).
3)PADRÃO DE CONDUTA EFICAZ BASEADO NAS VIRTUDES DO ESPÍRITO PELA COMUNICAÇÃO ÉTICA
NUMA LIDERANÇA REVESTIDA E FORTIFICADA ESPIRITUALMENTE EM DEUS: Precisamos ter o
conhecimento de nós mesmos, dos outros, da natureza do meio aonde estamos e da natureza de Jesus
pelo Espírito Santo e pela Bíblia para que possamos nos esforçar para definirmos valores, condutas ou
procedimentos de acompanhamento, observação e controle, pois não adianta efetividade sem
afetividade na igreja. A consistência da motivação está na dimensão espiritual pois somente o amor,a
coragem,a justiça,a temperança e a prudência podem sinalizar mudanças sem deixar dúvidas na obra.(Pv.2:6-
11).
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:Já estudamos 10 regras, 10 instrumentos, 10 questionamentos e 10
medidas; agora, destacaremos as 10 maneiras padrões de administrarmos a obra de Deus, tendo por
base as 10 manifestações do Fruto do Espírito (Gl.5:22-23), inseridos nas 10 particularidades da
Armadura de Deus, conforme (Ef.6:13-18), em relação a 10 conselhos a quem administra e ensina na
Obra de Deus, seja liderado ou líder:
• No Tratamento ético no empenho de gerenciar, gerar, refletir, conquistar e praticar com senso de
responsabilidade a administração. NECESSIDADE DO LÍDER: Amor; ARMADURA:Cingido com a verdade;
VISÃO: Tenha interesse pelo seu chamado, afinal, o amor é a principal característica do cristão (I Jo.4:7,8) e
evidência de que você é de Deus.(Sl.57:3).
• No cumprimento da Lei, esclarecendo e conduzindo sua aplicação: NECESSIDADE DO LÍDER: Alegria
(amor exultando); ARMADURA: Vestido com a couraça da Justiça; VISÃO: Conheça a Deus e o seu
chamado pois sem justiça gerada pelo conhecimento e comunhão com Deus, não há progresso.(Sl.18:20;
Sl.18:24).
• Na promoção de um ambiente de convívio que impulsione respeito, satisfação e apreciação, capaz de
despertar o melhor de cada liderado: NECESSIDADE DO LÍDER: paz (amor em repouso); ARMADURA:
Calçar os pés com a preparação do evangelho da paz; VISÃO: Se coloque no lugar dos liderados,
procurando observar suas expectativas e dificuldades, pois sem um clima de paz, onde todos estão submissos
ao mesmo pastor, que é Jesus, nada ocorre.(Sl.85:10)
• Na segurança da proteção de priorizar o trabalho do Senhor: NECESSIDADE DO LÍDER:
longanimidade (amor que não se cansa); ARMADURA: Escudo da fé para apagar os dardos do maligno;
VISÃO: Compreenda que a melhor maneira de aprender alguma coisa é descobrir você mesmo pela fé,
esperando pacientemente no Deus infalível.(Pv.25:15).
• Na manutenção da correta e completa operação da explicação acima da aparência, envolvendo
procedimentos não tolerados pela falsidade na aplicação de disciplinas: NECESSIDADE DO LÍDER:
benignidade (amor que suporta); ARMADURA: Tomar o capacete da salvação; VISÃO: Dê aos liderados,
não apenas informação,mas incentive atitudes metodológicas pela aplicação do conhecimento bíblico
destacando sempre a vinda de Jesus e seu juizo vindouro.(Sl.31:7).
• No lançamento de propostas devidas, contabilizando os custos relacionados: NECESSIDADE DO
LÍDER: bondade (amor em ação); ARMADURA: Usar a Espada do Espírito que é a Palavra de Deus;
VISÃO: Faça seus liderados aprenderem a participar e a se sentirem importantes, pois não adianta usar a Bíblia
como instrumento de arrecadação, se não tivermos a noção de acumulação primeiramente de almas para o
Reino de Deus e de fruto para nossa salvação.(Sl.31:19)
• No cumprimento rigoroso de todas as leis, combatendo a competição e mundanismo infiltrado dentro da
comunidade: NECESSIDADE DO LÍDER: Fidelidade; ARMADURA: Oração; VISÃO: Faça seus liderados
aprenderem a demonstrar e a viverem o que têm aprendido, mostrando que não adianta apenas conhecer a
escritura ou ter um cargo ou atividade importante, pois sem testemunho, falham.(Pv.3:3; Pv.28:20; Pv.11:18; 1
Co.4:2)..
• No seguimento a Deus, na contribuição à obra e participação em outros grupos que possam influenciar
as metas da comunidade NECESSIDADE DO LÍDER: mansidão (amor sob disciplina); ARMADURA:
Súplica por todos os santos; VISÃO: Busque no problema, aspectos que possam ser úteis, descobrindo o
que está por trás das situações apresentadas, mas nunca se exaltando por sua autoridade, como desafiando os
discordantes, pois isso demonstra fraqueza de autoridade, afinal, o domínio de uma liderança não está na
obediência dos liderados ao grito do líder, mas na percepção e obediência dos mesmos ao conhecimento do
silêncio do líder, no qual todos desejam servir com amor e respeito.(Sl.18:35).
• No envolvimento com pessoas de interesses conflitivos à visão do líder, principalmente no que se refere
à adesão de antigos colaboradores: NECESSIDADE DO LÍDER: domínio (amor treinado); ARMADURA:
Vigilância com perseverança; VISÃO: Não revelar o segredo da administração ou projetos de uma vez,
deixando os liderados descobrirem por si mesmos na medida do possível.(1 Pe.5:3; 2 Co.1:24).
• No bom senso de doações,se combatendo favoritismo ilegal e questionável na pretensão de retornos
ocultos: No cumprimento rigoroso de todas as leis, combatendo a competição e mundanismo infiltrado dentro da
comunidade: NECESSIDADE DO LÍDER: propriedade (amor em renúncia); ARMADURA: Súplica por todos
os santos; VISÃO: o líder sugere e não impõe, querendo fazer os liderados “engolirem à força” suas
metas.(Ex.19:5).
AULA 11:
A VISÃO DO LÍDER ENVOLVENDO A AÇÃO DA IGREJA NA COMUNIDADE (PARTE 5):
1)O PROBLEMA DA BUROCRACIA INSERIDA NA DINÂMICA DE UMA LIDERANÇA X FORMAÇÃO
AMOROSA DE GRUPOS:
BUROCRACIA EVANGÉLICA: Administração da coisa pública (da comunidade) por
funcionário(líder) sujeito a hierarquia e regulamento rígidos, e a uma rotina inflexível, complicando
ou tornando moroso o desempenho do serviço administrativo das coisas espirituais para o
progresso do Reino de Deus. (Lm.1:3;Sl.107:6; Jr.22:13).
A burocracia dentro da comunidade fragiliza as relações humanas, tornando parcial o envolvimento
dos membros, pois a exigência da complexividade é insuficiente p/prover a união e a
espiritualidade;somente a Palavra e o amor podem trazer no estabelecimento de comportamentos e nos
desempenhos pessoais de cada pessoa na Obra de Deus.(Pv.13:10;Pv.22:10).
A existência de muitos papéis e o entravamento de soluções rápidas visa alcançar
determinados objetivos com o mínimo de esforço e o máximo de economia; o problema é a
impessoalidade que impõe hábitos e costumes adaptativos, onde a afeição e o respeito são
substituídos pelo medo e pelo interesse e ambição onde o dominador manifesta sua ordem e os
dominados são influenciados, o que não caracteriza o corpo de Cristo, onde a liberdade do
Espírito deveria nos proporcionar uma influência mútua na participação dos projetos da igreja,
num cooperativismo legítimo (Lc.11:52).
A autoridade burocrática não é a mesma carismática aonde a influência da personalidade e a
identificação com os projetos do líder impulsionam os liderados, pois o poder carismático não é delegado
nem transferido, mas conseguido através de uma convivência de amor e respeito, em devoção afetiva e
pessoal, autenticadas por sinais espirituais de Deus.(Jo.10:12-13).
A autoridade legal ou burocrata é ligada mais a normas escritas que a afetividades; possui
uma padronização exaustiva que subordina a esquemas de produção de trabalho, impondo
obrigatoriedades e limites, com cargos designados e é impessoal, não considerando as pessoas,
onde o princípio da hierarquia supera o princípio cristão da renúncia do amor, onde as escolhas
das pessoas ocorre por méritos, classificações, competências e capacidades financeiras ou
intelectuais, mas dispensa a questão do chamado divino e da vontade de Deus pelo Espírito
Santo.(Ml.2:9).
A liberdade da organização está acima da liberdade dos membros, impondo um rígido controle, onde
a especialidade do cargo é a principal atividade da organização com salário, mandato definido com
possibilidade de carreira dentro da organização, onde toda a propriedade deve ser defender os interesse
da empresa ou organização-religiosa-econômica.(Mt.6:24).
Todos os funcionários devem se comportar e portar-se dentro de normas e regulamentos,
sem liberdade de expressão com o risco de serem demitidos por justa causa;o elemento humano é
apenas um objeto p/uso de arrecadação de recursos, visando o sucesso empresarial da empresa,
principalmente pelo fato de que as ordens são designadas em responsabilidade delimitada por
canais preestabelecidos, devidamente regulados e formalizados.(Rm.8:15).
Isso contrasta com a definição de igreja que Jesus deixou, onde todos são irmãos e membros uns
dos outros, onde os esforços são concentrados numa irmandade, longe de informes discretos ou da
eficiência racional de determinadas “igrejas-empresas” modernas que à semelhança do mundo, exercem
pressões p/parecerem legitimas espiritualmente.(Cl.2:19;Cl.3:15).
O problema das comunidades burocráticas é que o carisma diminui, e as relações
disciplinares naturais são substituídas por ligações impessoais de compromissos abstratos, numa
crise de identidade nas sucessões;o padrão de ações são formais, inerentes aos cargos, se
distanciando da comunidade que diz simbolizar e apoiar, causando conflitos e atritos que facilitam
a interação de ocupantes de cargo hostis e profissionais evangélicos.(2 Tm.3:13).
A proteção de uma comunidade está no vínculo entre os seus membros, mas o formalismo rompe
essa realidade, numa anomalia de espiritualidade, levando a despersonalização do genuíno cristianismo,
sem a flexibilidade da ética, onde decisões rígidas restringem a vontade de se servir a Deus com amor,
originando apegos desenfreados à instituição numa idolatria excessiva de formalidades,com exibição de
sinais de autoritarismo, conflito no povo e pressões ameaçadoras.(Sl.59:16).
A devoção irrestrita à organização tornando-a símbolo absoluto de uma espiritualidade,
despersonifica a glória de Deus; a insatisfação geral origina uma resistência voluntária ou
involuntária; uma conseqüência não intencional de uma discórdia com alguma pressão interna
que tenha gerado uma rigidez na maneira de viver a fé cristã.(Sl.55:18-19).
Não podemos adaptar nosso caráter a compromissos políticos-ideológicos que venham a enraizar
uma orientação formal que venha de encontro à ética bíblica, principalmente se esta estrutura rígida se
torna como indispensável na manutenção e na influência do comportamento dos liderados, justificando
barreiras na absorção da verdade divina.(Jo.12:42-43).
A espiritualidade cristã não é rígida nem estática;a moral é oriunda de laços de amizade e de
uma informalidade e uma legitimidade forçada combate as crenças e expectativas do povo,
ameaçando a solidariedade informal, gerando desmotivação, rancor, apatia e tensões que
estimulam uma competição carnal, diabólica e sem fruto do Espírito.(Tg.4:4).
Uma burocracia eclesiástica favorece uma repetição de métodos repressivos que causam
desigualdade e inferioridades pessoais, legitimando aparentemente castigos e sanções que não removem
toda a tensão gerada, tendo como efeito imediato um gradativo efeito mecânico de culto a Deus, numa
espiritualidade fingida, sem amor e punitiva.(2 Co.10:12).
Numa apreciação crítica, a criatividade diminui;as exigências de padronizar os desempenhos
tem pouca importância na concepção dos que querem uma espiritualidade dinâmica diferenciada.
A concepção cristã verdadeira é entendida como uma dimensão funcional onde a autoridade é
bem definida pela maneira de tratar os liderados.(Sl.103:10).
Não basta ao líder ser competente; tem que criar um tipo ideal de relacionamento com a comunidade
para influenciá-la numa fusão de posição com habilidade, gerando uma amplitude da contribuição pessoal
que transforma rápida e inesperadamente vidas, ocasionando um aumento no tamanho da comunidade,
com integração das atividades e uma mudança de comportamento verificado na vida de cada participante,
individualmente, na comunidade avivada por Deus.(Jo.10:16).
2)A MANEIRA DE CRISTO GERENCIAR UMA COMUNIDADE SEM O USO DE UMA BUROCRACIA
EMPRESARIAL EVANGÉLICA:
Há dois tipos de sabedoria: A que se sabe que se tem e a que se sabe o quanto não se sabe:
Jesus foi um líder que sempre foi ao encontro do povo, lutando pelas pessoas, saciando as
dúvidas do povo, gerando pela inteligência, uma criatividade que gerava novas idéias, ajudando as
pessoas a mudarem suas histórias e não apenas, extorquindo-as, numa falsa apologia de
prosperidade compensatória que não é respaldado pelo genuino evangelho (2 Pe.2:1;Gl.2:4).
Jesus gerava idéias usando a educação planejada, gerando paz nos motivos que causavam
conflitos, trazendo à memória das gerações o resgate do papel cristão que combate as doenças
psíquicas do inconsciente emocional, preparando as pessoas p/suportarem os problemas pelo uso de
técnicas pedagógicas pelo uso de investigação.(Jo.14:27).
Jesus priorizava o emocional acima do financeiro, proporcionando o prazer de viver aos
liderados, mostrando que sem o amor a vida não tinha sentido, provocando suspiros e
surpreendentes mudanças em seus ouvintes, que conseguiam superar e suportar as dores da
vida, pelo consolo obtido através dos gestos de seu amor construidor de vida.(Mt.12:12).
Não basta ser conhecido se a linguagem da emoção é apenas um julgamento arrogante de
inconsciente humilhação gerando focos de tensão na seqüência de eventos que se constituem nos
obstáculos da vida.(Lc.9:25).
Jesus rejeitava o autoritarismo opressor que debochava do seu amor. Ele via de modo geral,
que o problema da comunidade estava em se tratar o individual de cada alma, construindo novos
pensamentos, garantindo uma personalidade saudável em parâmetros de normalidade, perdoando
homens indesculpáveis por suas ignorâncias, sabendo de sua missão em resgatar almas para o
Pai Celeste, num relacionamento íntimo, controlando os instintos e abrindo a mente sendo
complacente com homens intolerantes.(Jo.3:3; Lc.22:26).
Jesus era um grande empreendedor; Ele via acima do material e financeiro e queria refrigerar as
almas de homens, desafiando os que não os respeitavam, que conflitavam com os seus sonhos e sua
liderança; Jesus sabia consolar os inimigos, não desistindo deles, tornando-os especiais, vendo o
desespero deles; via que queriam consolo por o terem julgado, vivendo num caos, longe do abrigo do Pai,
possuindo segredos a serem confessados e libertados.(Jo.18:36).
Jesus consumou seu plano, falando com brandura, sabendo diferenciar os limites da alma e
do cérebro racional, respeitando e amando a todos, levando-os a retornarem a Deus, morrendo,
mas permanecendo vivo, dividindo a história dos homens; assim, se o líder não morrer para si
mesmo diante dos seus liderados, nunca os converterá a si.(Ap.3:21).
3)10 CARACTERÍSTICAS DE UMA DINÂMICA DE UMA LIDERANÇA EFICAZ:
1)Tenha um objetivo eficaz na introdução do projeto:(Pv.16:1)Use a liberdade p/comandar um modelo
revisado na Palavra de Deus, abordando a origem do projeto, destacando os principais aspectos, seja na
prevenção de problemas e nos valores práticos da convicção de fé, objetivando uma qualidade no trabalho, pela
atração confiável que influencie e prepare o povo p/implementar uma reforma psicológica e despertamento
espiritual, destacando sólida política do Reino.
2)Dinamize a força das relações interpessoais:(1 Pe.2:17) Ore e combata as preocupações pessoais,
esperando pacientemente na vontade de Deus, baseando-se em suas promessas, compreendendo os
processos de Deus e ao mesmo tempo, utilize a chave da motivação para recorrer aos recursos infinitos de
Deus, priorizando a construção diária nas áreas de fraqueza às pressões e tensões que impedem os objetivos
pessoais quanto à obra de Deus nas pessoas.
3)Assuma a coordenação do projeto:(sl.75:3) Avalie a reação favorável do povo, desafiando, motivando
e encorajando os liderados, planejando as estratégias, avaliando lideranças, calculando os recursos,
demonstrando entusiasmo e discrição, coordenando o conhecimento e a cooperação pela aprovação do povo
ao reconhecimento da necessidade, criando um sentimento de participação;o líder simplifica o complicado,
estabelecendo alvos, dirigindo e motivando vidas.
4)Enfatize na comunidade a vitória contra o desequilíbrio moral:(Pv.21:31) Em oração, leve o
otimismo da fé, estimulando as vidas a estarem no centro da vontade de Deus, relacionando-se com Ele para
serem capacitadas a vencer as pressões e crises externas e internas que causam desesperos, iras e
desânimos, sabendo como fazer as pessoas levarem a sério o desafio de seguir na verdade, enfrentando
desequilíbrios emocionais, aplicando o tempo em Deus.
5)Espere a ação futura de Deus, crendo na sua fidelidade passada:(Sl.40:10) Lidar com os contrastes
entre as questões secundárias e o problema principal é estar preparado p/parar e escutar os frutos de emoções
descontroladas dos liderados, não agindo precipitadamente ou indiscretamente, mas tendo coragem de
confrontar as atitudes com integridade inquestionável, fundamentando a conduta sustentando a confiança na
submissão da vontade de Deus, em simplicidade.
6)Suporte as oposições no desejo de cumprimento da missão:(Jr.31:19) Concentre-se em fazer o que
acredita, influenciado pela Bíblia, perseverando em ajudar no trabalho, consolidando o que se começou,
fortalecendo-se na oração contra as calúnias, discernindo e entendendo a vontade de Deus, fortalecido no
ânimo pela renovação da valorização do Espírito Santo. Entregue tudo a Deus, com integridade e alerta,
demonstrando o que é e o que se envolveu sem contradições.
7)Forme uma equipe motivando a provisão do conhecimento bíblico:(Pv.1:7)Possua alvos realistas,
claros e objetivos na Palavra de Deus. Selecione e delegue autoridade a pessoas que discirnam o bem-comum
e ajudem os outros, envolvendo-as num treinamento de capacitação bíblica, conscientizando-as da necessidade
das bênçãos de Deus, preparando-as a demonstrarem submissão e aplicação de padrões de conduta que
proporcionem unidade de propósito e afeto mútuo.
8)Confronte Resultados esperados com fracassos inusitados do passado:(1 Co.1:27) Permaneça
firme, observando os exemplos para se estimular e se conscientizar do caráter e da justiça de Deus,
fundamentando sua prosperidade na guarda da aliança dos desejos espirituais, evitando sistematizar um
serviço que não venha a conscientizar espontaneamente o entendimento da extensão do mover de Deus.
Tenha uma perspectiva de entusiasmo no desejo de assistir o povo de Deus.
9)Direcione novas estratégias com maturidade:(Rm.7:6) As mudanças nos quadros dos projetos na
comunidade, decorrem da satisfação pelo sentimento de identidade, consciência de relação com Deus,
subordinando os desejos, combatendo restrições, procurando ter um senso de disponibilidade, no desejo de
significar e transformar experiências de outras pessoas, proporcionando-lhes bem-estar, em sintonia com os
ideais de Cristo, numa nova dimensão atrativa de partilha.
10)Preserve com liberdade o perfil do projeto:(Fp.1:27)Com vigilância no diálogo aberto, procure
remover as barreiras inibidoras que contribuem p/a falta de determinação na obra de Deus, agindo com
resolução ao adotar uma política que combata a indiferença, negligência e fraqueza de caráter de quaisquer
pessoas envolvidas nos projetos da comunidade. Desenvolva a lealdade pelo reconhecimento de uma auto-
avaliação, inspirando os outros a compreenderem seus desempenhos, evidenciando ideais de natureza
espiritual que promovam e estabeleçam novas percepções que venham a integrar uma mesma ideologia de
fundamentar e alicerçar as consciências humanas no discurso pedagógico de Jesus.(1 Tm.3:15).
4) 10 BARREIRAS INIBIDORAS QUE CONTRIBUEM PARA A FALTA DE DETERMINAÇÃO NA OBRA DE
DEUS:Toda e qualquer pessoa em uma posição de liderança compreende muito bem a importância e a
absoluta necessidade de tomar uma decisão correta na hora e no momento apropriado para que não seja
fracassada em seu chamado e vocação divinos:
1. Já alcancei os anos mais produtivos do meu ministério nessa comunidade?Estamos hoje
num estágio onde o nosso ministério pessoal tem sido eficiente para a vida desta
igreja?(Pv.19:23;Is.53:11).
2. Eu tenho um sonho e paixão pelo trabalho? “Minha visão está intacta?Meu sonho ainda está
forte em mim?”(Sl.38:9).
3. Meus dons estão em sintonia na descrição do meu trabalho?”Meus dons “batem” com o que
eu faço?(1 Co.14:12)
4. Estou filosoficamente compatível com as pessoas as quais estou trabalhando?“As pessoas
com as quais estou ombro a ombro nesse ministério, elas estão na mesma “intenção do coração” em que
eu me encontro?” (3 Jo.1:5).
5. Minha formação social e cultural se encaixa com esta comunidade? O ajuste social e cultural
devem ser levados em conta. “Como está meu relacionamento com as pessoas na sua cultura e da sua
formação social?”(1 Pe.3:15).
6. Eu tenho uma habilidade que já foi esgotada no meu ministério atual?Existem certos
pastores que exercem uma função terapêutica em uma determinada congregação. “A minha habilidade já
foi esgotada nesse ministério?” (Dn.1:4).
7. Minha credibilidade ainda é forte o suficiente p/permanecer?Quando a congregação já não
segue, já não há mais influência e você perdeu a sua credibilidade. Não é que você seja um mau
caráter;você já não é mais um líder.(1 Co.4:2).
8. Estou disposto a pagar a preço a fim de ver o crescimento desta comunidade?Quando
honesta e sinceramente nos damos conta que não estamos mais dispostos a pagar o preço exigido para
ver o crescimento da comunidade. Eu estou disposto a pagar o preço?(1 Co.6:20);
9. Se eu tivesse um outro lugar para ir, eu ainda assim, ficaria aqui?“Se você tivesse condições
de fazer uma transição, mudaria?” Inúmeras vezes ficam nas igrejas não porque desejam ficar; mas ficam
porque não têm nenhum outro lugar para ir. Se uma pessoa pode admitir que iria para um outro lugar se
houvesse oportunidade, isso em si mesmo já é uma razão para mudar, pois jamais será eficiente quando
o desejo seria o de estar em um outro lugar.(Jo.3:8);
10. Eu tenho uma atitude positiva em relação ao meu trabalho?Tente colocar as emoções de
lado e examine honesta e objetivamente a possibilidade de tomar uma sábia e correta decisão que
poderá fazer uma diferença fundamental não apenas na sua vida pessoal, no seu ministério e na sua
família. (Ec.9:10; Lc.12:31).

AULA 12:
A VISÃO DO LÍDER ENVOLVENDO A AÇÃO DA IGREJA NA COMUNIDADE (PARTE 6):
1)DEFINIÇÃO DE GRUPOS NA COMUNIDADE: MECANISMOS DE FORTALECIMENTO E
IMPLEMENTAÇÃO DE GESTÃO:
A)O TRABALHO NA COMUNIDADE: Tem uma ação consciente de reproduzir o Reino de Deus
na ação humana, numa realidade cultural transformadora que precisa ser refletida à luz da Bíblia
p/que os objetivos sejam alcançados(1Co.15:58).
O homem não consegue trabalhar só e o trabalho de equipe é um requisito vital para a obtenção de
resultados quando se considera a sinergia dos grupos, onde um conjunto de pessoas diferentes, se unem
p/uma mesma ação.(Sl.34:3).
Na busca do cuidar de vidas, existem fatores que podem afetar a comunidade pois as pessoas
são técnica, social, psicologicamente diferentes, pois suas famílias ensinam uma educação
formada por hábitos e linguagens que influenciam comportamentos e atitudes de ajustamento, em
níveis diferenciados.(Lv.20:23).
O que define uma comunidade não é o ajuntamento de pessoas, mas a interação entre elas,
tornando “como um” corpo bem ajustado cuja cabeça é Cristo; a interação é a essência da vida social
apartir dos relacionamentos com reciprocidade de ações, entrelaçamento de atos, idéias e sentimentos
que causam modificação nos comportamentos.(Ed.3:1).
B)COOPERAÇÃO: Ocorre quando indivíduos atuam em conjunto, combinam atividades(
maneira planejada).(Fp.2:25).
TIPOS DE COOPERAÇÃO: Existem quatro tipos de cooperação que identificam a sustentação
da comunidade:
• Cooperação Temporária: Indivíduos se reúnem para realizar uma tarefa durante um curto período
de tempo(Jz.20:8).
• Cooperação Contínua: Necessidade de fixação do povo num determinado local para a
manutenção de algo;(Ed.4:12).
• Cooperação Direta: Pessoas realizam em conjunto, atividades semelhantes em determinada
função;(1 Rs.5:6);
• Cooperação Indireta: Pessoas fazem trabalhos diferentes em cooperação,voltadas p/mesmo
objetivo.(Rm.12:4-5).
Há um tipo de relacionamento que não deve existir na comunidade: A competição, que leva ao
conflito de pessoas ou setores dentro da comunidade, causando problemas relacionais ou
setoriais, levando a comunidade a ser ineficaz.
C)COMPETIÇÃO: A competição é um tipo de luta impessoal, contínua, destituída de violência,
uma guerra fria, onde a aprovação ou ingresso de alguém em algo, inconscientemente, impede a
entrada de outro, sem intenção.(2 Sm.18:23).
D)CONFLITO: É uma forma de luta que envolve contato, acontecendo conscientemente, de forma
pessoal que implica em ameaça/violência seja física/ verbal, onde disputam os primeiros lugares na
rivalidade, debate e discussão.(1 Sm.17:45).
TIPOS DE CONFLITO: Existem oito tipos de maneira de ocorrerem conflitos que podem atingir
uma comunidade:
• De Gerações: Divergências de idéias, valores e interpretações no contexto histórico de forma
crítica na Obra;(Gn.31:36);
• De Sexos: Numa reinvindicação de igualdade de oportunidades pela participação na produção e
aquisição;(Gn.34:27).;
• De Raças: Grupos étnicos diferentes observam ou crêem que há preconceito pela ausência de
alguém;(Ex.1:8-10)
• Entre lugares: O semi-isolamento gera fatos decorrentes de realidades diferentes, ocasionando
males;(Gn.26:20)
• De Posições:Semelhanças,modo de vida e consciência de líderes privilegiados impõe restrições
ao poder;(1 Sm.18:8)
• Econômico: Monopólios querem fixar atuações,estabelecendo áreas de acesso, procedendo
c/egoísmo;(Gn.21:25);
• Religioso:Intolerâncias nas práticas pagãs das pessoas restringindo a crença pessoal no Deus
Vivo; (1 Rs.18:22);
• Conflito Interinstituições: Instituições agem contra outras,provocando guerras ideológicas e
pessoal; (Is.20:1);
CONSEQÜÊNCIAS DO CONFLITO: Pode haver 3 formas de resultado de um conflito,gerando
adaptação pessoal:
• Alívio de Tensão: Há um aumento gradual de tensão, até que se desabafa em uma guerra de
palavras duras;(Gn.27:34);
• Eficiência Pessoal: Quanto mais luta, mais se esforça para superar o agressor e o problema
apresentado;(Gn.29:20);
• Racionalização: Quanto mais problemas, mais se raciocina para resolver, causando estresse;
(Dn.2:1);
ADAPTAÇÃO GERADA PELO CONFLITO: Ocorre no Indivíduo em relação ao meio, em três
áreas de sua existência:
• Biológica/Psicomotora: O corpo e atitudes pessoais sofrem com o conflito socializado indicados
na postura;(Sl.38:6);
• Afetiva: Verifica-se modificação de sentimentos, podendo ser exacerbados ou diminuídos de
forma vista;(2 Sm.13:15)
• Racional: A intelectualidade que se forma pela cultura pode se tornar crítica excessiva ou
pacificadora gradual;(Ec.1:17).
RESULTADO DE UM CONFLITO: O conflito tende a gerar dois tipos de
comportamento,pessoais e multiplicativos:
• ACOMODAÇAO: Processo social que p/atenuar o conflito,reduz,de forma temporária ou duradoura,
pela falta de credibilidade,gerando apatia, falta de cuidado, interesse ou falta de criatividade e iniciativa,
omissão e resistência.(Pv.19:6)
• ASSIMILAÇÃO: Processo social onde, motivado pelo conflito, ocorre mudança cultural;as pessoas
passam a adquirir a visão e a maneira do conflitante, incorporando a maneira, experiência e história do
outro, pelo conselho.(Js.9:1-21).
E)FATORES QUE INFLUENCIAM O PROCESSO DE ASSIMILAÇÃO: Há 04 formas de se definir
um grupo para assimilar o que determinada comunidade ou liderança deseja agir para o bem-
comum com sua visão especial e diferenciada:
• Interação (Contatos Primários e Ausência de distinção): Envolve desde a recepção à
acomodação, com amor, sem preconceito, fazendo com que a pessoa se sinta desejada, útil e aceita no
grupo o qual deseja fazer parte. (Hb.11:31).
• Organização (Prestígio do Projeto e Quantidade de Pessoas Envolvidas):Após o primeiro
contato, a pessoa passa da fase da contemplação p/análise dos projetos da comunidade, onde a
quantidade de pessoas pode interferir de maneira positiva ou negativa à experimentação do projeto,
dependendo da organização eficiente das lideranças.(Gn.41:37-39).
• Motivação (Explicação da Ideologia): Por atitudes e não só discurso,a relação ser/fazer
estabelece crédito na explicação prática da ideologia cristã da comunidade experimentando a
graça,dando conforto/segurança;(1 Sm.25:14-18).
• Percepção (Influenciadores nos fatores definidores das equipes): A membrezia perceberá a si
mesma, aos outros e ao todo, percebendo a maneira de conduzir a verdade,o testemunho das lideranças
e a legitimidade da Instituição.(Jz.19:16-17).
F)INFLUÊNCIAS QUE AFETAM OS GRUPOS: Sem a motivação, a comunidade tende a ser
rotineira e acaba extinta;
• O ambiente: Envolve estratégias no modo de gerenciar facilidades e dificuldades
materiais/psicológicas que se tem para trabalhar, refletindo no modo de como a liderança recebe e
transmite apoio em liberdade ou pressiona; (2 Cr.10:16).
• O grupo: Reflete a identidade e harmonia dos membros recém-empossados e dos veteranos
dentro da comunidade,p/ver se há uma percepção mútua e esforço coordenado (sinergia), visando
unicamente realizar a Obra de Deus; (Et.8:17).
• As pessoas: Tem a ver com a personalidade dos líderes e liderados, a capacidade teórica dos
mesmos, os valores pessoais de cada um, seus interesses e experiências se estão contribuindo para
identidade e desempenho cristão, que pode gerar um comportamento orientado à execução das tarefas
pessoais e para a união e fortalecimento do grupo.(Et.9:4).
G)REQUISITOS PARA OBTENÇÃO DE UM RESULTADO EFICAZ NOS GRUPOS QUE FORMAM
A COMUNIDADE CRISTÃ:Tem a ver com o grau de satisfação psicológico e o nível de desempenho
em relação à vontade de Deus e à Palavra dEle:
• Missão (Definição Vocacional): Compreende metas que detalham a missão, (o quê, porque, onde
e quando)(Lc.9:51);
• Divisão de Trabalho(Definição de Papéis): Ligado ao fazer/agir;adesão;compromisso pessoal;o
agir;(Mc.3:13-14).
• Objetivos(Definição Operacional);praticados,aceitos no grupo,atrativos,éticos,de forma sólida e
eficaz (At.1:24-26).
OBS:Hajamos como começando agora,crescendo todo dia,sabendo que sempre haverá
problemas!(2 Co.4:8-9).
H)SITUAÇÕES-PROBLEMA QUE DESESTABILIZAM GRUPOS: Alguns fatores que não dão
suporte necessário ao sucesso de objetivos de determinadas comunidades, explicando-se o
porquê de alguns bons projetos fracassarem:
• Grupos que não têm um compromisso definido com a Obra de Deus: Sem pontualidade ou
sem assiduidade;(Jo.6:66);
• Grupos onde os membros adotam posicionamentos diferentes: Discussões levam à não-
realização do Ide; (Gl.2:11);
• Grupos onde membros esperam recompensas p/participação:Sem renúncia,o estrelismo
impera e inopera(At.8:18);
• Grupos s/experiência anterior: A falta de orientação, objetivos e recursos podem impedir ações
eficazes.(1 Tm.3:6).
O trabalho evangelístico torna-se importante, na medida em que é articulado e reflete o surgimento
de novas gerações, priorizando uma divulgação bem definida da contribuição dos trabalhos em equipe,
numa tentativa de desenvolver uma assistência instrumentalizada pela implementação de objetivos
geradores de entusiasmo e ação. (Jo.17:20).
O líder cristão deve conduzir opiniões e encontrar propostas aceitáveis em seu projeto,
abordando as estruturas de estratégias de maneira simplificada, interagindo os membros em
consenso, descrevendo passo a passo, as etapas do projeto, permitindo mapear fatores,
problemas e soluções, num processo eficaz de planejamento que venha a solucionar possíveis
entraves nas relações entre membros da equipe e influenciar na qualidade da Obra Divina.(At.6:3).
A espiritualidade é o espelho da comunidade, onde o conhecimento bíblico e sua aplicação
determinam a visão do mundo pela comunidade, motivando uma proposta pessoal das equipes desta
comunidade, fazendo uma guerra contra a mentira da falsa verdade, introduzindo os novos adeptos do
Cristianismo numa visão moderna, descobrindo o amor de Jesus Cristo e através de estudos, avaliar a
influência moral pessoal na sociedade que fazemos parte.(1 Tm.3:7;Mt.5:16).
I)FILOSOFIA NO EQUILÍBRIO DE LIDERANÇA: 10 Atitudes que precisam ser efetivadas pelo
líder para ter sucesso:
01) Sustentar o alicerce do grupo na promoção e divulgação da Palavra pelo ensino, pesquisa
e prática;(Cl.1:28);
02) Demonstrar concordância e diminuir a rotatividade, entre os liderados numa força
atrativa/recíproca;(1 Pe.3:15)
03) Exercitar as capacidades pessoais de forma a utilizar as experiências para unir o grupo;
(Fp.4:9);
04) Entender e manejar os processos de dinâmica grupal facilitando a formação de novos
líderes; (At.20:7);
05) Agir c/responsabilidade,validando,de forma saudável,a criação de sub-grupos nos grupos
já formados;(Rm.16:5).
06) Contribuir envolvido c/compromisso p/resolver os conflitos por erros e fracassos internos
da equipe;(Gl.2:14);
07) Ser diferente e adaptativa demonstrando confiança ao grupo acima de mera popularidade
por temor;(1 Co.9:12).
08) Executar tarefas c/aptidão e competência,administrando e organizando esforços
c/iniciativa eficaz;(2 Co.11:2).
09) Contribuir c/empenho p/manutenção e desenvolvimento do grupo, decidindo e executando
o que for necessário p/garantir seu papel de liderança, promovendo a educação, mantendo boa
comunicação e cultivando a união entre os membros da comunidade, combatendo centralização
de poder, abuso na comunicação e politicagem;(2 Co.12:14)
10) Adquirir competência necessária p/pesquisar novos meios de adquirir apoio e
reconhecimento da sociedade no qual a comunidade está inserida, de modo a delimitar áreas de
ação da comunidade, visando aceitação.(2 Tm.3:17).
2)MECANISMO DE CONTROLE DE GESTÃO NA IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES DE GRUPOS NA
COMUNIDADE:
A ética pública ou grupal deve envolver preceitos e obediência aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade e publicidade, visando sempre uma efetivação e disciplinamento para que
haja transparência nas ações, garantindo tanto os direitos individuais como a guarda fiel das ordenanças
e mandamentos do Evangelho na comunidade cristã.(2 Co.1:12).
O que for contrário aos interesses da comunidade deve ser entendido como algo que não
fortalece uma melhoria na eficiência do grupo, o que tenderá a impulsionar possíveis exclusões ou
desperdício de tempo e recursos.(Rm.16:17).
Apesar das controvérsias possuírem aspectos negativos e positivos, só a participação do povo na
elaboração dos projetos, garantirá a correção de problemas, superando limites pelo contexto do diálogo
que procura proteger e expandir espaços para o exercício da liberdade cristã, recriando formas
igualitárias de fazer a obra de Deus, sem prejudicar a autoridade dos líderes, que são integrantes como
desenvolvedores do projeto e deliberadores legítimos do poder.(Cl.2:2).
10 CONSELHOS ÚTEIS PARA AJUDAR OS LÍDERES A ATUAREM NAS EQUIPES EM
COMUNIDADES ECLESIAIS:
01) Analise e discuta com os liderados a evolução do projeto comunitário, problematizando e
sugerindo: Tendo sempre o cuidado de pautar assuntos pertinentes ao projeto, combatendo o que
confundir e desviar a atenção.(2Pe.1:12).
02) Organize sua agenda, estabelecendo tempos regulares de presença no grupo ou projeto:
Tendo sempre o cuidado de não deixar que problemas familiares, pessoais ou financeiros não resolvidos
interfiram na sua missão.(Ef.5:16).
03) Estabeleça equipes de formação e resolução de objetivos para descentralizar as ações:
Tendo sempre o cuidado p/saber tratar de forma pessoal seu liderado e nunca tratando-o como objeto de
uso ou agente inferior.(1 Tm.1:2).
04) Promova estudos específicos bíblicos e de outras matérias que venham a promover a
edificação do grupo: Tendo sempre o cuidado p/interagir o conhecimento teológico com a atualidade,
não causando medos ou dúvidas.(Ef.2:20).
05) Atualize seus conhecimentos e habilidades específicas para executar suas atividades de
modo eficiente: Tendo sempre o cuidado para não ser perfeccionista e exigente cético, nem
fundamentalista descuidado e omisso.(Cl.3:14).
06) Escolha e use métodos adequados para executar suas tarefas, passando a visão do
projeto à comunidade: Tenha cuidado para não considerar mais importante seus projetos que as
pessoas para não entristecê-las.(2 Co.7:2).
07) Planeje cuidadosamente suas ações, orando a Deus, baseado na Palavra e ouvindo
conselhos dos liderados: Tenha cuidado para não agir sem pensar, causando incômodos ou
escândalos promotores de fofocas vãs.(At.19:36);
08) Acompanhe o desempenho pessoal de seus liderados, buscando o aprimoramento da
espiritualidade deles: Cuidado p/não ser intrometido na vida pessoal dos outros,sabendo respeitar
individualidades e direitos alheios.(Gl.2:4-5).
09) Saiba separar as relações pessoais das amizades com as obrigações da tarefas, punindo
erros, com amor: Cuidado p/não favorecer alguns em detrimento de outro, ocasionando críticas,sendo
parcial,s/moral e injusto.(1 Co.6:5).
10) Nunca deixe compromissos inacabados nem adie soluções de problemas para não haver
males mais tarde: Cuidado p/não agir c/cobiça,oportunismo e santidade aparente, sendo criticado por
ser permissivo e inconstante(2 Co.8:11)..
Há uma complexividade p/legitimar o que é ou não a vontade de Deus na comunidade; o que é
público se confunde com o privado e o líder como enviado exclusivo de Deus; a comunidade tem
que ter convicção da importância de sua participação p/participar da convivência moral e solidária,
encarando, pela aprendizagem, os problemas de autoritarismo, desigualdades profundas no uso
de riquezas e na exclusão educativo-cultural das pessoas na comunidade.(Jd.1:22).
Então, num esforço de dar uma ênfase melhor na participação do povo no processo de elaborações
de programas de regeneração espiritual, oferecemos algumas sugestões que combatem a deformação do
poder excessivo individualista:
10 CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO USO DE TÉCNICAS DE APRENDIZAGEM NA
MANUTENÇÃO DE GRUPOS:
01)A aprendizagem nos evolui em níveis mais altos de entendimento/conhecimento quanto
aos males; (Pv.16:21)
02)A aprendizagem torna mais rápida a execução e distribuição de tarefas aos liderados, de
forma eficaz;(Dt.4:1);
03)A aprendizagem traz tranquilidade diante de sinais conhecidos sobre considerações a
serem tomadas;(Rm.15:4);
04)A aprendizagem promove a socialização entre pessoas; contribui p/unir e agregar novos
membros;(1 Co.4:17);
05)A aprendizagem combate o individualismo teórico e enriquece opiniões, motivando
participações;(Rm.12:7);
06)A aprendizagem aperfeiçoa a expressão,tornando a comunicação mais espontânea p/ouvir
o outro;(2 Tm.2:2).
07)A aprendizagem supera a competição/desconfiança;tira a ansiedade, inibição e sentimento
inferior;(1 Jo.2:27);
08)A aprendizagem dinamiza grupos, aumentando a capacidade de percepção e participação
autêntica;(1 Tm.4:13);
09)A aprendizagem organiza o trabalho, esclarece, percebe, prevê, cria e organiza setores na
obra;(2 Tm.3:17);
10)A aprendizagem age nos processos de gestão e estratégias “corpo-a-corpo”,orientando
evangelismos;(Cl.1:28);

AULA 13:
A VISÃO DO LÍDER ENVOLVENDO A AÇÃO DA IGREJA NA COMUNIDADE (PARTE 7):
1)MECANISMOS DE FORTALECIMENTO E IMPLEMENTAÇÃO DE GESTÃO:(PARTE 2):
A ética age na administração, através da legalidade, impessoalidade, moralidade e
publicidade, onde deve haver uma observância p/que se combatam escândalos, más influências,
com transparência nas ações ministeriais.(Fp.1:27).
Pensar é legislar; fazer é governar; fiscalizar é julgar; tudo se insere na ética, pois somente quando a
comunidade exerce uma participação ativa na Obra de Deus, isso gera vida na área ao seu redor, pois a
defesa do evangelho genuíno estabelece a valorização do cristianismo com fortalecimento da igreja,
como realmente inovadora, eficiente combatendo o pecado, reduzindo mortes e eliminando os vícios
sociais, promovendo o amor e ampliando o número de salvos.(Cl.4:12).
Entre o conceito e a prática, existe o processo de introdução de procedimentos pro-ativos nas
relações pessoais, visando resistir ao individualismo e filiar ideologicamente as pessoas ao que o
evangelho defende, ajudando a corrigir erros de disciplina espiritual, envolvendo decisões, livre-
arbítrio e os elementos de convicção da Lei Divina.(1 Ts.5:14).
10 ETAPAS DO PROCESSO DE INTRODUÇÃO DE PROCEDIMENTOS PRO-ATIVOS NAS
RELAÇÕES: (Cl.2:18-19):
1) Conheça as implicações claras dos conceitos doutrinários (Estude)-(Rm.1:19);
2) Informe o contexto social atual aonde vive, buscando pontes de entendimento
c/doutrina(Fale)-(1 Pe.4:11);
3) Formule novos conceitos, reinterpretando a sua luta pessoal contra o que lhe oprime
(Pense)-(Fp.4:8);
4) Defina uma perspectiva que expanda teu espaço de atuação, p/exercer a liberdade cristã
(crie)-(1 Co.3:13-15);
5) Se solidarize com outros,de forma igualitária,s/ prejudicar a auto-regulação natural na igreja
(Ame)-(2 Co.8:7-8);
6) Persista em olhar soluções com idéias, numa ação comunicativa em debate para
discípulos;(ensine);(1 Tm.4:13);
7) Trate o espaço social e a autonomia das pessoas com dupla dimensão: (processo de
formação/vontade e prática legítima (discirna)- (Rm.2:18; Rm.12:2; 1 Co.9:17; 2 Co.8:11; 2 Co.12:15;
Cl.1:9; 1 Ts.2:8).
8) Entenda a criação do movimento na luta entre o novo e velho, na dificuldade p/
legitimar(creia);(2 Co.10:15-16);
9) Adote o respeito ao conteúdo e legitime, combatendo confusões e problemas graves;
(aprimore)-(1 Tm.1:8);
10) Incida sua convicção na moral que capacite a fixação da convivência, gerando realização
concreta, dando independência aos movimentos atuantes, de forma reguladora, pela
experimentação ativa (intervenha)-(1 Ts.1:5;Hb.6:11);
A autonomia e a unificação de idéias, impõe uma realização de afastamento de obstáculos e
aperfeiçoamento de idéias para participação popular, indispensável para um urgente programa de
regeneração na comunidade , diante da situação da completa ruína moral e espiritual da maioria das
instituições eclesiásticas ditas cristãs, com poderes excessivos, mas com pouca graça de Deus. (1
Co.6:7; Tg.2:8; 1 Pe.2:9-21).
A excessiva deformação do entendimento da Bíblia deve ser impedido com a declaração da
verdade à sociedade, combatendo o abuso de falsos líderes, tanto na esfera comunitária como
política ou econômica e assim, ampliando o alcance da verdade, fortalecendo a natureza humana e
espiritual, social e financeira da comunidade, apesar de reconhecermos a clara insuficiência de
cobrir toda a extensão da sociedade onde vivemos.(Rm.12:18;Gl.4:15-19).
O que é possível, é impactar as pessoas, principalmente as que são repletas de artifícios e
interpretações p/manter sua suposta paz longe da Palavra, usando seus estilos de reinventar a Palavra
de Deus para uso próprio.(2 Pe.3:14-18).
A comunidade pode agir, de várias formas p/conquistar, defender e propagar a verdade na
sociedade.(1Pe.4:10):
10 FORMAS DE AÇÃO PESSOAL P/ INSERIR A VERDADE NA VIDA DAS PESSOAS DENTRO
DA SOCIEDADE(2 Co.4:15):
1) Organize as atividades p/usar a Palavra,sendo sempre eficiente, evitando críticas pela
ineficiência;(Fm.1:4-6);
2) Combata o monopólio de instituições produtoras de artifícios anti-bíblicos
céticos;(Rm.16:17;2 Co.7:8-12);
3) Valorize opiniões, combatendo o individualismo, esclarecendo o processo espiritual da
salvação;(2 Co.1:6);
4) Socialize com o maior número de pessoas, não sendo só um teórico crítico, mas um amigo
presente;(Tt.1:5-9);
5) Conheça fatos e acontecimentos ao redor;entenda a manipulação das notícias
vinculadas;(Jo.21:25;2 Tm.4:13);
6) Difunda e esclareça conhecimentos bíblicos,na visão de inserir possibilidade de
conversão;(Cl.1:28;Tt.1:9-11);
7) Supere seus direitos e vida privada;proclame a responsabilidade de contribuição das
pessoas;(Mt.16:24;Tt.2:12);
8) Crie,realize,promova o culto a Deus,em diversos locais e por diversas formas;produza
resultados;(Rm.12:1);
9) Complemente à formação bíblica,a disposição de usar aptidões p/desenvolver igualdade
social;(2 Co.8:12-18);
10) Promova a capacitação dos ajudadores,na transparência ética, servindo o povo de
maneira eficaz;(1 Co.9:19);
Na graça do Espírito Santo,num programa educativo e social, poderemos enfrentar os desafios,
assegurando nossa participação como sal e luz, atendendo as necessidades espirituais de salvação do
povo, mobilizando, informando e educando os membros para superarem as falhas pessoais e relacionais,
realizando trabalho voluntário, engajando no serviço de grande valor e não apenas simbólico, mas
concreto para as famílias, para a igreja e para Deus.(2 Pe.3:18).
Podemos evangelizar em bairros, marchando pela cidade, debates em assuntos concretos
que interessem à comunidade, eventos sociais em parques e praças, congressos, trocas de
experiências pessoais ou participando de atividades sociais, procurando arranjar meios para
engrandecer a Deus,sejam por palavras, atos e orações(1 Ts.1:8).
A BUSCA DO LÍDER PELA BOA GESTÃO:Conhecemos grandes líderes de destaque diante da
Igreja; contudo, queremos focalizar os pequenos grandes líderes que estão nas fronteiras espirituais ou
zona de guerra, oferecendo exemplos bem sucedidos de iniciativas capazes de estimular a participação
da comunidade em defesa do bom Deus.(1 Co.1:10).
Experiências bem sucedidas, acabam patrocinadas por outras pessoas, pelo fato de serem
medidas inovadoras, que demonstram real interesse em planejar o futuro espiritual da pessoas,
construindo uma nova base social, não é fazendo a igreja que queremos p/ Deus, mas a igreja que
Deus quer p/nós, com estabilidade e organização.(At.2:40-47).
Não há comunidade perfeita na terra; há pessoas com comunhão com Deus; pessoas que querem
expressar livre e democraticamente seus interesses e pontos de vista, os quais devem ser respeitados,
mas confrontados com a Bíblia, numa convergência capaz de ensejar uma parceria voltada para o
desenvolvimento do corpo de Cristo e da pessoa.(Rm.12:2).
A comunidade que não se apropria do seu projeto, redistribuindo a renda para priorizar uma
política de incluir os excluídos e democratizar as relações entre líder e liderados, não cresce, pois
a construção de uma identidade cristã passa primeiramente pelo ensino e pela prática conjunta
cristã e não somente por meros debates.(Tg.2:14-18).
O povo não é propriedade do líder; são seus cooperadores;somos irmãos e ovelhas do mesmo
pastor Jesus Cristo; a revolução espiritual que Jesus fez tem que afetar a maneira da administração da
comunidade cristã, pois a eficiência e a transparência estão intimamente ligadas à informação do uso do
poder de provocar mudanças na moral das pessoas que por sua vez, pois se mudam lentamente para
entender a ética material, imagine a ética espiritual? (2 Co.1:24;Jo.3:12).
Nos avaliemos;sejamos criativos,tendo a graça de Deus, usando os talentos à disposição
dEle, pois a justificativa da necessidade do líder é elaborar um modelo que combine a
participação do povo com a vontade divina.(2 Co.13:5).
2)A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO NO CONTEXTO SOCIAL EVANGÉLICO BRASILEIRO
(Dn.1:4; 1 Pe.3:15):
Diante das diferentes ideologias, a sociedade precisa de uma revolução cultural que lhe
devolva a esperança de futuro, tanto material, como espiritual e a educação bíblica numa teologia
profunda aparece como uma análise da visão do que é otimista do ponto de vista aceitável pela
moral diante da exclusão social e religiosa, adotando uma postura crítica, seja quanto ao uso do
capital e/ou da mídia desenfreada e sua propagação irresponsável.(2 Co.2:15).
Temos que crer na Bíblia, mas também temos que tratar das necessidades humanas, protestando
contra a miséria e os valores religiosos viciados por dogmas que não valorizam o caráter, favorecendo a
corrupção, como meio ilícito de se resolverem problemas cotidianos, em atitude de descaso e repulsa,
pois o brasileiro geralmente não crê nas instituições, até as religiosas, o que acarreta um estilo de vida
vicioso, baseado na transgressão de leis, corrupção e impunidade.(Tt.2);
Esse descaso social gera no povo um sentimento de que tem o direito de transgredir normas
pois a vida no Brasil é muito complexa, cheia de contrastes e extremos, numa existência
simultânea e contraditória de pensamentos, originando várias formas de condutas e de
pensar.(Ef.2:12; 2 Co.4:3-4).
O problema da diversidade é que essa multiplicidade moral entra em conflitos que agravam ainda
mais a conturbada mente humana carente de amor numa sociedade escravocrata e desleal;o homem
sempre se questionou de onde veio, quem é e para aonde vai, na busca destas perguntas,ele busca sua
identidade.(At.17:23;Rm.10:3;1 Co.3:19;Rm.1:18-32);
No contexto de caos social, surge o consumismo, crescente e compulsivo, fazendo com que
o indivíduo, coletividade ou multidão consciente ou inconscientemente, elejam o consumo como
um exercício efetivo de participação, inserção social ou mesmo de cidadania, além de um sentido
na vida religiosa, diferente do cristianismo.(Pv.30:15-16).
A educação da Palavra de Deus é parte integrante da formação básica do cidadão, devendo inserir
na questão da diversidade cultural e religiosa do país,a liberdade de aprender, ensinar,pesquisar e
divulgar a cultura,o pensamento,a arte,o saber bíblico,baseado nos 4 pilares da educação, mostrando a
superioridade de Jesus em tudo.(2 Tm.2:24-26).
QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO À LUZ DA BÍBLIA:(2 Co.4:6);
• Aprender a conhecer: Competência para aprender a ser útil, nos pensamentos, atenção e
memória.(2 Tm.2:15);
• Aprender a fazer: Preparando o trabalho pelo conhecimento e preparando alguém com
criatividade.(1 Ts.4:11);
• Aprender a conviver: Estimulando um espaço solidário e cooperativo, promovendo a
estima.(Pv.27:23);
• Aprender a ser: Resgatando a visão completa do homem, envolvendo decisões, juizos e
ética.(Ef.4:3);
Os questionamentos bíblicos devem propor uma pedagógica democrática, não escondendo
do aluno, os direitos e obrigações;muito menos a liberdade de querer aceitar ou não o que é
ensinado; não é que aceitemos um relativismo, colocando por terra os mandamentos e preceitos
absolutos de Deus; é respeitar o livre arbítrio dos outros, dando-lhes o direito de buscarem
definições, compreenderem propostas e terem a visão da vontade divina.(Rm.15:2; Js.24:15).
É claro que a Bíblia fala de níveis de entendimento espiritual baseados no crescimento em Cristo e
que o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, mas cremos que o Espírito Santo
convence e que a pessoa tem que decidir se quer ou não optar por ser um seguidor real de Cristo ou ser
um cristão de igreja ou apenas observar para criticar.(Rm.10:9);
O que podemos fazer é procurar desenvolver um bom trabalho com dedicação e organização
p/Deus, orando e esperando que a graça e misericórdia venham alcançar vidas e quem quiser
recebê-lo mediante os esclarecimentos, sejam salvos e transformados, desenvolvendo a salvação
pelo processo contínuo de aprendizagem teórico-prático; o programa de discipular vidas não dura
apenas algum tempo, mas permanece durante toda a vida. (1 Co.3:6-7);
A IMPORTÂNCIA DA DIDÁTICA COMO AGENTE DE MUDANÇA (Rm.12:2; Tt.3:5):
A educação bíblica faz o homem questionar e o desenvolve nos planos físico e espiritual,
tendo a consciência clara das possibilidades e limitações, sendo capaz de conhecer, compreender
e refletir sobre os problemas, numa visão crítica da realidade, dando-lhe capacidade de atuar de
forma eficaz e eficiente nesta realidade cristã.(1 Co.12:31).
A educação bíblica é um fato histórico que se realiza no tempo, num processo que se preocupa com
a formação do homem em sua plenitude cristã, buscando a integração dos membros de uma comunidade
ao modelo bíblico sempre atual, transformando a comunidade num avivamento espiritual, transmitindo a
verdade de Deus num contexto global, mas direcionando o educando para uma autoconsciência, ao
mesmo tempo inovadora e conservadora.(Hc.3:2;Hb.12:1);
A filosofia da educação bíblica é direcionar uma reflexão profunda da Palavra aos problemas
individuais, procurando satisfazer as exigências da santidade da graça e as carências carnais e
socializar a educação favorecendo as condições necessárias ao engajamento de grupos e
assegurar a transmissão de valores universais cristãos, através de uma ação de fundamentação
psicológica baseada num processo de ação capaz de produzir mudanças comportamentais em
quem deseja aprender o conhecimento da Palavra de Deus e vivê-lo. (Js.1:8;1 Tm.4:15; 1 Pe.2:12).
Primeiramente age a graça divina e depois, a ação educativa gera e utiliza processos psíquicos no
educando, envolvendo motivação, interesse, as formas da aprendizagem, a atenção,a memória, a
transferência e a avaliação da aprendizagem, onde a motivação consiste nas causas e nos impulsos de
comportamento, pela necessidade que leva o indivíduo a buscar o objetivo e esse impulso, decorrente da
necessidade, leva o indivíduo a agir em busca de algo que venha a satisfazer
necessidades,despertando,sustentando e dirigindo atividades de sua vontade.(Rm.2:18;2 Co.8:11-12).
A aprendizagem depende muito da motivação que se desperta nos incentivos de transformar
o assunto ensinado em necessidade pessoal do interessado em aprender o conteúdo ético, moral
e espiritual, onde a identidade humana, incitada e orientada no modo de como aprender a
conhecer e fazer a vontade de Deus, venha a quebrar paradigmas impostos pelo mundo, levando o
aluno a ser capaz de pela atenção, memória e pensamento, se questionar sobre o individualismo
frente à espiritualidade e tentar entender os mistérios de Deus,envolvido na comunidade.(2
Co.1:12).
Pelo aprendizado focalizado na Palavra de Deus, aprendemos as diferenças e no convívio com as
pessoas, veremos que todos os povos querem justiça, não-violência, solidariedade e responsabilidade e a
escola bíblica deve participar, possibilitando uma interação de áreas de conhecimento e buscando
despertar o desafio da construção humana nos elementos históricos,a participação social, a cultura e a
espiritualidade, na construção da paz, em Jesus.(Lc.2:30-32).
A didática bíblica é a técnica de dirigir e orientar a aprendizagem; técnica de ensino que
utiliza indagações de problemas do cotidiano que venham a trazer respostas bíblicas, onde as
relações entre mestres e alunos na construção do conhecimento do aluno devem envolver um
trabalho consciente, estimulante, claro e coerente na aplicação do ensino da Palavra de Deus,
acima de placas denominacionais e interesses particulares antibíblicos.(1 Pe.3:21).
O professor da Palavra de Deus deve ser bem-humorado,ouvinte, empático, compreensivo,
democrático,perceptivo, com mentalidade aberta p/acompanhar o processo de construção do
conhecimento à resposta dos alunos;à chamada do saber é a raiz do projeto, onde o diálogo proporciona
um conhecimento de experiências com Deus, capazes de analisar tradições, incitar questionamentos
existenciais, facilitar a compreensão das escrituras e refletir sobre a moral da consciência comunitária no
valor da liberdade da construção da Igreja Espiritual acima das tradições religiosas.(1 Co.2:13;Pv.9:9);
A didática envolve analisar o sentido da vida, confrontando a verdade da ressurreição de
Jesus com as falsas idéias de (reencarnação, ancestralidade ou o nada), interagindo a Palavra de
Deus na questão das culturas, religiões, teologias, ritos e éticas sociais diversas, nos seus
aspectos históricos, sociológicos e psicológicos. (Ne.8:8;Dn.9:22);.
A didática envolve (tradição oral,revelação,história narrada,contexto cultural e
exegese),sistematizando a teologia bíblica,estabelecendo a verdade da fé,aprofundando assuntos
complexos que as pessoas precisam entender sobre Deus e sobre si mesmas,no papel de
cristãos,combatendo ideológicas-financeiras-religiosas-antibíblicas.(Rm.11:33;Ef.3).

AULA 14:

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO NO CONTEXTO SOCIAL EVANGÉLICO BRASILEIRO (PARTE


2):
1)AS FUNÇÕES DA IGREJA E DO PROFESSOR BÍBLICO PARA SOCIALIZAÇÃO DO ENSINO DA
PALAVRA DE DEUS (Rm.12:7):
Precisamos combater o materialismo científico e sócio-político-econômico;precisamos
respeitar a ideologia das pessoas, mas construir a realidade de Deus em suas vidas, mostrando a
realidade da consciência humana, onde o professor deve diferenciar os discursos de grupos
religiosos do caráter diferenciador de Jesus Cristo. (1 Tm.6:20-21).
O professor pode usar idéias, esquemas culturais e representações numa coletividade, relacionando
a igreja, as relações sociais e a espiritualidade eterna;expressões cristãs passam a ser práticas com
implicações entre indivíduos e grupos, que expressam seus pensamentos, interpretações, explicações do
mundo, história e normas éticas, dentro da contextualidade da Palavra de Deus, de forma a edificar vidas,
numa ética comportamental reguladora social.(1 Co.14:26).
A função da igreja deve ser expressar a fé e a ética, estruturadas em bases doutrinárias
espirituais, usando a organização denominacional p/traduzir a escritura sagrada com vista a uma
transformação social e cultural da realidade presente, evitando o descrédito;se a significação não
for significativa, será insignificante,pois será reconhecida apenas como um capricho de meros
intelectuais, sem uma prática transformadora no Espírito Santo. (At.2:42).
Toda sociedade traz uma concepção diferente do ser humano; precisamos saber quem somos para
nós mesmos e quem são os outros para nós também, pois não há pessoa que não possua valores e isso
favorece sociedades diferentes com diferentes comportamentos e relações o que pode acarretar uma
massificação, anonimato ou burocracia, afetando a comunidade nas relações de amor, partilha e
solidariedade.(Rm.14:5; Rm.10:12).
Por isso, a igreja deve atuar legitimamente, se produzindo pela liberdade do Espírito Santo na
Graça de Jesus, manifestando-se nas consciências humanas, numa possibilidade de concretizar
um relacionamento inter-pessoal e com Deus, criando uma linguagem de paz, amor e justiça
social. (Is.61:1-2; Gl.5:13; Tg.1:25;1 Pe.2:16; Tg.2:12).
Não podemos apenas querer ser conhecidos pela mídia; antes, procurar se incluir no espaço social
com a visão do Reino de Deus, mesmo coexistindo com vertentes adversas, mas usando sua estrutura,
visando contribuir para o desenvolvimento do indivíduo,de forma integral,pois corpo, alma e espírito
devem ser alcançados pela ação da Igreja.(1 Ts.5:23).
Para uma educação cristã relevante, temos que distinguir a questão entre a educação e
profissionalização do professor educador; a vocação e o esmero profissional; temos que induzir
nas pessoas uma formação de caráter gerador de vida e amor, com critérios, incentivos,
abrangências, utilidade do ensino e agir com flexibilidade, não fugindo de assuntos doutrinários
polêmicos, mas agir com coerência e democracia, sabendo que a Palavra de Deus é sempre
superior às meras ideologias humanas.(Ez.44:23; Rm.15:4; 1 Co.4:17).
2) A QUESTÃO DA FILOSOFIA NA SOCIALIZAÇÃO DO ENSINO DA PALAVRA DE DEUS (2 Co.6:14):
Sempre haverá confrontadores da Palavra, sobre os pensamentos humanos e a imposição de
fundamentos doutrinários da Palavra de Deus; a problemática da revelação bíblico-cristã surge
quando o cristão apresenta um Deus único, pessoal, transcendente e criador do mundo, que ama
seu povo e que faz aliança com Ele, enviando o Messias Salvador, que soluciona todos os
conflitos históricos através do Reino de Deus, realizando as aspirações humanas de
justiça,fraternidade e paz, que aparentemente não é compreendido por causa dos males
sociais.(Tt.2:15).
Essesconflitos,questionam a maneira de Deus agir, tentando resolver a questão da fé, com
afirmações e contestações, pelo humanismo, ateísmo e pensamentos científico-materialistas, infiltradas
nas comunidades cristãs.(Tt.1:9-11).
Tentando responder estas perguntas, observamos é que a alienação da sociedade atual não
parece estar ligada apenas à incredulidade, mas oscila entre a busca e à negação da fé; muitos
têm por objetivo buscar a Deus, mas acabam invertendo a relação com Ele, querendo torná-lo
serviçal de suas vontades e assim, se degradam, agindo inconsistente e se acomodam na falta da
essência de Deus, criando ídolos, que têm como algo vital e real.(2 Co.4:3-4).
As pessoas que criticam à doutrina da igreja cristã,muitas vezes, são as mesmas que caminham
desencontradamente p/uma hierarquia de incertezas e repreensões em seu próprio sistema capitalista
massificador e destruidor.(Jo.8:3-11).
Uma das funções do professor e líder cristão é estudar as ideologias, histórias e confrontar
os conceitos, contestando as hegemonias, com um significado inovador p/a comunidade,no
desafio dé refletir em cada ser, o reflexo da mudança comportamental na presença do Deus com
as vidas,tornando-as semelhantes a Jesus. (At.18:24-28).
A própria razão se não for prática,se torna irracional;Jesus é a base fundamental da Igreja;isso
pressupõe um relacionamento dEle com a comunidade, se revelando aos seguidores;no conflito da
natureza e da cultura, a antropologia confronta a teologia, mas não adianta se ignorar a presença de
Deus, pois as relações entre o homem e o mundo, a sociedade e a Igreja,revelam problemas que
somente terão respostas concretas à luz da Bíblia Sagrada,transformando vidas.(Mc.13:11).
3) 10 CARACTERÍSTICAS DA PEDAGOGIA DE JESUS, COMO MESTRE, NA PRÁTICA ESCOLAR,
FRENTE AO MUNDO (Jo.3:2):
1) Jesus era mestre por excelência: Tinha idoneidade para ensinar, pois encarnava a verdade da
realidade do Deus-Bíblico e Pessoal, no desejo de servir, na crença ao seu ensino, abordando, pelo
conhecimento das escrituras, tendo grande compreensão da natureza humana.(Mt.23:8; Jo.1:49).
2) Jesus dominava a arte de ensinar: Conseguiu transformar um grupo de imaturos, perplexos,
pecadores, ignorantes, preconceituosos, instáveis, impulsivos e impetuosos em pessoas firmes, de
convicções fortes, convertidas a Deus, capazes de se relacionar uns com os outros, resolver problemas
da vida, formando caracteres maduros e preparando-os para o serviço cristão.(Mt.7:29; Mc.1:22; Lc.4:15;
Mt.7:28).
3) Jesus era uma pessoa de visão: Olhava para o futuro, dando muito valor ao contato pessoal,
começando aonde estava o povo, detendo-se em assuntos vitais, trabalhando a consciência dos
indivíduos, olhando para o que havia de bom nas pessoas e assegurando liberdade de ação dos seus
alunos.(Mt.3:15-16;Mt.4:1; Mt.4:17; Mt.5:1; Mt.8:10);
4) Jesus usava várias fontes como material de ensino: (escrituras, mundo natural, afazeres
comuns e correntes), assumindo de forma concreta e incisiva figuras de linguagem com propósitos para
iniciar, esclarecer e fortalecer seus discípulos.(Mt.8:20; Mt.8:22; Mt.9:12; Mt.9:15; Mt.11:7; Mt.12:25;
Mt.13:34; Mt.16:6;Mt.17:20).
5) Jesus iniciava as lições mostrando o significado das coisas, sendo ele mesmo, o exemplo:
desenvolvia o ensino com coisas essenciais e concluía com o uso de objetos, dramatizando histórias,
falando parábolas, dando preleções, mostrando em seus discursos, os valores e as fraquezas do sistema
humano, perguntando, promovendo debates e discussões, e ilustrando o que queria ensinar.(Jo.13:15;
Jo.13:34; Jo.15:12; Jo.17:16).
6) Jesus valorizou e elevou a pessoa humana: transformou vidas, incentivou reformas, melhorou
instituições, saturou literaturas, influenciou as artes, inspirou a filantropia e o serviço ao próximo, e ainda
faz tudo isso, na vida de tantos o seguem pela fé em sua ressurreição,como afirmam as escrituras
sagradas e crêem em seus ensinos.(Gl.5:1)
7) Jesus nos ensinou a prender a conhecer: Fez seus discípulos competentes, incitando-os a
aprenderem a conhecer e saberem que eram úteis,através de exercícios,pensamentos quando falava em
parábolas, dando-lhes atenção e gravando na memória deles a doutrina, como informações
contextualizadas com o que viviam na época.(1 Co.11:23).
8) Jesus nos ensinou a aprender a Fazer: Jesus preparou os discípulos para o trabalho do
Evangelho, pelo conhecimento significativo da Palavra e estimulou suas criatividades, preparando-os para
tarefas determinadas do IDE.(Mt.28:19)
9) Jesus nos ensinou a aprender a Viver Juntos: Jesus desvestiu a sua escola que era aonde
estava, da fisionomia de quartéis;o centro era a descoberta de que Ele era Deus e que os homens
precisariam se descobrir, amando uns aos outros,num espaço estimulador de projetos cooperativos e
solidários do seu Reino e promoveu o caminho do conhecimento do alto e da estima, favorecendo o
conhecimento,a auto-estima,a solidariedade e compreensão mútua.(At.2:44).
10) Jesus nos ensinou a aprender a Ser: Jesus resgatava a visão integral do homem, preparando
os discípulos integralmente: espírito, corpo, inteligência e sensibilidade, fazendo um sentido estético e
responsabilidade social, ética e espiritualidade, formando juizos de valores,fazendo-os decidir sobre a
responsabilidade de propagar as novas. (Jo.17:19)
4) OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE A EDUCAÇÃO CRISTÃ - (Pv.29:7):
• A CARACTERÍSTICA MAIOR DA EDUCAÇÃO DE JESUS: Era suprir toda a vida material e
espiritual por meio da fé nEle,Jesus;os seguidores davam testemunho de boas obras, pelo amor,
pois suas almas se apropriaram da eternidade, pois o mestre lhes transmitia conteúdo divino, em
verdade e as almas limitadas absorviam seus ensinamentos, terminando por haver uma
valorização da vida real, sentimental e espiritual, num ensino teológico, com base na
comunhão;ênfase no conteúdo do coração, em confrontação com atitudes habituais dos pseudo-
religiosos.(Tt.2:14).
• NOSSO OBJETIVO MAIOR: A igreja (sua escola) não deve assumir postura de intervir
particularmente na vida de seus alunos-membros, através de atitudes técnicas dogmáticas; deve
conhecer suas necessidades espirituais e emocionais, preparando-as para serem cristãs; deve visar levar
líderes e membrezia a atingirem níveis de consciência da realidade espiritual divina em busca de uma
transformação de caráter, num sentido altamente pessoal, difundindo o conhecimento bíblico, incitando
auto-avaliação de seus membros, agindo como facilitadora de bênçãos de Deus e conselheira espiritual
em amor, pois o juiz eterno é Deus, a quem devemos adoração, submissão, reconhecimento e espera de
sua vinda.(Mt.25:7; Lc.1:17; Lc.1:76; Lc.3:4; Lc.12:20; 2 Co.9:5; 2 Co.11:2; Ef.6:15; 2 Tm.2:20-21;
Tt.3:1);
• NOSSO CONTEÚDO DE ENSINO: A doutrina bíblica não deve ser apenas sequencialmente
lógico, mas ser repassado aos membros, aplicando-o frente às situações-problema da membrezia,
incitando-os a buscarem a Deus, com temas geradores de mudanças, colocados como
importantes, mas sem impor mudanças nos corações alheios, que eles mesmos não queiram fazer
p/serem libertos. Os conteúdos bíblicos devem ser incorporados pela membrezia, frente às suas
dificuldades, onde cada pessoa tem o livre-arbítrio p/evangelizar e tratar almas.(Jó.5:8;2 Tm.3:13-
17);
• MELHOR MÉTODO DE ENSINO: Exposição da doutrina da escritura e demonstração verbal da
verdade sobre temas conflitantes e polêmicos, como indução de pesquisa como método de solução dos
problemas, facilitando a aprendizagem, com a utilização de reuniões como vivência grupal, partindo de
uma relação direta da experiência do membro-aluno confrontada com o saber sistematizado da doutrina
bíblica , em diálogo comum. (Mt.18:20; At.4:31; At.15:25);
O ministrante solicita receptividade dos membros, na autoridade conferida por Deus,
auxiliando livremente o desenvolvimento das “crianças espirituais” , centralizando neles o Ensino
Bíblico;o ministrante é quem garante um relacionamento de respeito e transmite informações de
igual p/igual, como orientador, mediador entre a vontade de Deus e os membros
livres,espiritualmente,Cristo está presente onde se reúnem e isso é o que importa.(1 Pe.2:2).
• AVALIAÇÃO DE ENSINO: Cada pessoa será auto-avaliada através de sua consciência pelo
Espírito Santo, conforme a Palavra de Deus e também será orientada com responsabilidade, seja por
aconselhamento, apoio ou orações, em amor, por quem for instruído ou tocado por Deus para tais
atitudes.(At.24:16; Rm.2:14-15; Rm.9:1; 2 Co.1:12; 2 Co.4:1).
• POSICIONAMENTO CRÍTICO: A aprendizagem cristã não deve ser mecânica, sem considerar
as características do Reino de Deus e sua pessoa. Deve ser baseada na motivação pela fé, pelo
amor, como estimulação à resolução de problemas. Aprender a Palavra de Deus modifica as
percepções da realidade espiritual. (Cl.1:4-12; Hb.5:14;1 Pe.3:15).
Deve levar as pessoas a resolverem seus problemas, aprendendo informalmente nos grupos
de apoio da igreja, mas fazendo uso das estruturas pessoais já estruturadas nessas almas, como
experiências sofridas. (Sl.133:1);
Não podemos negar o passado, mas usar como testemunho de fé p/salvar vidas para o
Reino.(Rm.11:14;1 Co.9:22);
5) A NECESSIDADE DA HERMENÊUTICA NA PÓS-MODERNIDADE: (Mt.6:32; Jo.2:25; Fp.4:19; 1
Ts.1:8; Hb.5:12; Jd.1:3).
O modernismo era a preferência por tudo quanto era moderno, numa tendência para aceitar
inovações, idéias e práticas em diversos movimentos da literatura, das artes plásticas, da arquitetura e da
música, surgidos a partir do fim do séc. XIX e que se estenderam até a década de 1930,
aproximadamente; arte moderna, culminando na religiosidade em querer usar uma tendência mundana,
denunciada pelo Papa Pio X (1835-1914), em 1907, de aplicar em larga escala, na exegese bíblica,a
crítica histórica,científica e filosófica,querendo tirar a espiritualidade da Revelação. (1 Tm.4:1; Hb.13:9).
A pós-modernidade, ocorrida desde 1930 até agora, nas últimas décadas do séc.XX, adotou
uma postura descomprometida, independente, em face das transformações profundas ocorridas
na ordem socio-econômica globalizada, interagindo as mais diversas religiões e culturas dos
povos, adotando complexidades, contradições, ironias, numa mistura de estilos e de gêneros, por
oposição às referências de pureza,de integridade, descritas nas Sagradas Escrituras como
exigências à presença do Deus Santo. (Fp.3:18-19).
Essa filosofia pós-moderna quer afetar a interpretação bíblica, exclusivista na salvação em Jesus,
adotando alguns aspectos que combatem a Hermenêutica Bíblica (Interpretação do sentido das palavras
da Bíblia Sagrada):(2 Ts.2:3-12).
CARACTERÍSTICAS DA PÓS-MODERNIDADE QUE AFRONTAM A HERMENÊUTICA DAS
SAGRADAS ESCRITURAS:
a) Permissividade de Exclusão: Ser passivo frente ao mundanismo, seja na política, religião,
valores ou atitudes numa atitude de querer aceitar coisas que a Bíblia condena, para não
desagradar as minorias ou grupos oprimidos com tendências anti-cristãs em seus valores. (2
Pe.2:1; Jd.1:4-8).
Devemos amar as pessoas, mas não suas crenças, quando contrariam as Escrituras. Podemos
aprender o que se conforma com a Bíblia, mas nunca tolerar o que ela condena. Isso pode afetar a
interpretação da Bíblia levando as pessoas a interpretá-la a partir do conceito errôneo. Devemos evitar
qualquer leitura, interpretação ou posicionamento que venha a ser ofensivo à sociedade ou comunidade,
mas devemos fazer uma leitura crítica.(Tt.1:9; At.17:10-11).
b) Permissividade de Inclusão: O multiculturalismo do mundo pós-moderno mescla diversas
formas de pensar para incluir os grupos moralmente omissos em valores morais, religiosos, e de
justiça. Isso pode afetar a interpretação bíblica,abordando opiniões das minorias, provocando traduções
da Bíblia sem linguagem fiel aos originais.(1 Co.3:20);
c) Permissividade de Base: Relativizam valores morais e religiosos, na idéia de que tudo é
válido de forma igual, sem juizo de valores;dizem que a verdade das crenças não se arbitrar sobre
a Bíblia porque não há nada absoluto, fazendo com que a opinião de cada pessoa sobre questões
morais e religiosas, prevaleça acima da Palavra de Deus, pois dizem que a interpretação cristã
individualiza a verdade, onde cada pessoa tem sua verdade e ninguém pode converter outros à
sua fé. Neste caso, preferem não falar dos decretos de Deus p/não ofender as pessoas.(2 Pe.3:16).
A pós-modernidade destaca a participação do leitor no contexto da leitura da Bíblia,sem
hermenêutica fiel, o original se torna falsificado da graça da verdade revelada e transformadora, capaz de
salvar e transformar o mundo.(Tg.1:23-25).
Como a ausência da fidelidade à Bíblia relativiza e combate a verdade absoluta divina,
ocasiona a secularização social, caos moral-espiritual e o inimigo age, imprimindo Bíblias cheias
de dúvidas e erros de interpretação infiel.(Jo.3:19)

AULA 15: (COMPLEMENTO)

ADVERTÊNCIA AOS LÍDERES EVANGÉLICOS CRISTÃOS: (09 PERIGOS NA VIDA DE


PASTORES E LÍDERES:)
Há pastores sérios com Deus que desenvolvem um trabalho digno p/Jesus, mas há pastores
sérios e bem intencionados que quebram princípios bíblicos, lutando por auto-realização,
esquecendo suas esposas e filhos.(Hb.13:7).
Pastores em atitude dominadora, humilham e sufocam os rebanhos, tentados e caídos,
deixam esposas amarguradas e filhos desolados, afastados do Evangelho e igrejas divididas e
totalmente desacreditadas de seus líderes, criando bairros e cidades inteiras com muitas razões
para não dar valor algum ao próximo “pastor-vítima”.(Is.56:11).
1) OBSESSÃO PELO MINISTÉRIO: Não seja ávido pelo sucesso no trabalho; você pode abraçar
muitos problemas para sua família e para si mesmo, afinal, quantas situações difíceis,
constrangedoras, deprimentes, sacrificiais e exaustivas muitas mulheres de obreiros não passam
por causa de maridos ambiciosos no ministério?(1 Sm.23:24-25).
Não adianta ser ambicioso para ser o maior pastor e o maior pregador ou ter a maior igreja se está
em busca de algo que não sabe o que é e se sente não realizado, mesmo fazendo algo para Deus; Deus
quer nos dar dignidade, propósito e alegria na realização de nossa carreira não apenas ministerial, mas
em tudo;o segredo da satisfação e do contentamento naquilo que fazemos não é obter o que desejamos,
mas, antes,é redefinir o alvo primeiro:agradar a Deus.(1 Co.10:31).
Cerca de 50% da liderança evangélica brasileira tem dificuldades familiares e a principal
causa é a “santa obsessão egoísta pela realização”, fazendo do gabinete pastoral a amante que faz
esquecer da esposa e da família.(Ef.5:25).
O adultério ministerial quebra a aliança e o matrimônio e inúmeras desculpas surgem na mente
deles:(Jr.7:4-5):
• Afirmam que elas já sabiam antes que seriam pastores e isso era parte integrante do
sofrimento delas;(Ec.4:9);
• Dizem que estão fazendo a Obra de Deus,mais importante que cuidar da família e deveriam
entender;(1 Tm.5:8);
• Dizem que ao casarem com eles,Deus as designou como ajudadoras;que deveriam cumprir
seu papel.(1 Pe.3:7);
Muitos líderes esquecem que também são maridos e destroem o lar em nome do ministério e
precisam saber que a segurança, a realização e a identidade do líder é dada primeiramente pela graça do
Senhor: (Sl.1128:1-4).
• Saiba:é amado,aceito e valorizado por Deus;se liberte de querer convencer outros de seu
valor/ sucesso;(At.24:16).
• Saiba que é perdoado por Deus; se liberte de tentar esconder suas fraquezas,
incapacidades, erros e falhas;
• Saiba:seu chamado é eterno; se liberte de querer manobrar as coisas;sirva livre e deixe a
graça fluir;(Is.55:1-3);
2)FALTA DE CUIDADO NA ORGANIZAÇÃO DE SEU TEMPO: Utilize sabiamente sua agenda; não
queira tentar resolver tudo, se afligindo e querendo resolver tudo na hora, deixando coisas importantes
para depois. (Pv.18:9).
As prioridades de Deus têm um tempo determinado p/acontecerem; devemos compreender
isso e tentar resolver de maneira calma e paciente, por isso, não seja tirano, sacrificando sua
esposa e incompreendendo os filhos.(Ec.3:1).
Não adianta trabalhar demais no que tem um significado menor que o relacionamento familiar, pois
de que adianta edificar a igreja e diminuir a qualidade e quantidade de assistência à sua família,
causando escândalo na igreja?(Mt.16:26).
• Muitas esposas dizem que maridos pastores não praticam o que pregam nos púlpitos em
seus lares;(1 Tm.5:25).
• Muitas esposas dizem que maridos pastores não têm autoridade p/pregar;são maus pais e
esposos;(2 Ts.3:9).
• Esposas dizem que maridos gastam tempo demais na igreja e não disciplinam
filhos,sobrecarregando-as;(Hb.5:12).
QUATRO SINTOMAS DE UMA VIDA FAMILIAR CORRIDA E FORA DE CONTROLE NOS
NOSSOS DIAS:
• Sociedade imediatista e impulsiva: O tempo ganho não é gasto em prol do Reino de
Deus,mas,no egoismo;(Ec.5:18);
• Falta de Relacionamento Familiar: Pais ausentes que não têm relacionamento significativo com
seus filhos;(Ef.6:4);
• Mídia Rouba e agita a Família:Relacionamentos e valores são dispersos pela desarmonia-mídia
consumista(Pv.23:5);
• Ego faminto p/compromissos:Desassossego,comunicação superficial/distanciamento emocional
familiar;(1 Co.7:5);
Ponha as pessoas antes das coisas; o seu lar antes da igreja; sua mulher acima dos filhos e
os filhos antes dos amigos; coloque a esposa acima de si mesmo e o Espírito antes da matéria e
lembre-se de que quando a quantidade está acima da qualidade e a ascensão está acima da
comunhão do lar, sua liderança é uma insegurança.(Cl.2:5).
3) AGIR COMO UM DOMINADOR NO SERVIÇO: Seja servo, sabendo que o dono do Rebanho é Deus,
por isso, não seja influenciado pelo desejo de obter poder, procurando agir para a glória de Deus e em
benefício dos outros.(1 Pe.2:25).
Não obtenha vantagens, usando sua posição como pastor p/compensar sentimentos de
insegurança, inferioridade, baixa-estima ou autopromoção com a finalidade egoísta de ser
reconhecido como “semi-deus”.(At.12:22-23).
Muitos vivem com problemas, mas poucos podem viver com o sucesso; tenha cuidado para não
querer ter sempre os motivos corretos para usar o púlpito para desabafos pessoais que venham a
denegrir e envergonhar vidas.(Dn.5:20).
ACONSELHAMENTOS: Seja imparcial, tendo o cuidado para não se envolver com a carência
da ovelha, principalmente se for mulher, pois a ovelha poderá idolatrar o pastor, achando-se
dependente dele e não em Deus.(Pv.1:10).
Mulheres acham que os pastores são pessoas boas, amáveis, compreensivas e sempre dispostas a
ouvi-las e isso as atraem; ouça o desabafo, o choro e as mágoas, mas tenha sempre o cuidado de ter
alguém por perto, vigiando.(Pv.23:27).
NOS PÚLPITOS: Se conscientize do poder de suas palavras naquele momento; não se auto-
promova; seja fiel à Bíblia;pregue o que as ovelhas precisam ouvir e nunca, o que querem. Não
abuse do sermão p/coagir pessoas a contribuírem p/a igreja; não as emocionalize demais com
dramas, nem se orgulhe de Deus ter te usado.(1 Co.2:13).
NA VIDA PESSOAL: Use o poder da língua de modo adequado:• fale a verdade com amor
(Ef.4:15); • evite fofocas (Pv.16:28; 17:9); • não critique de modo destrutivo (Tg.4:11); • Não seja
cínico e irônico de forma ofensora (Pv.26:24-25).
Não haja de forma dramática em atitudes extremas agravando a fé do povo, envolvendo o nome de
Deus,visando angariar recursos, explorando as ovelhas, dizendo que “Deus lhe mandou ou lhe disse
algo”, agindo abusivo e arrogante
Lembre:profecias irresponsáveis que resultem em morte e desvio de ovelhas, serão cobradas pelo
Senhor.(2 Pe.2:1).
NA FAMÍLIA: Solidifique seu lar no amor e não no poder; nunca alegue ser cabeça da casa
para discutir nervoso com a esposa. Não use de favoritismo, excedendo-se no seu poder, oriundo
de palavras hipócritas desacompanhadas de ações condizentes(Tg.2:14-26).Ore mais;deixe o
Espírito Santo guiar,iluminar,confortar,usar e exaltar você.(Rm.15:1).
4) CEDER ÀS TENTAÇÕES (é um alvo fácil): Evite ir a eventos sem a esposa. Admita sua fraqueza
com mulheres e que não é isento de qualquer possível falha moral. 04 ETAPAS DA QUEDA
ESPIRITUAL (CILADAS DO ADVERSÁRIO):
• Insensibilidade: Sensualidade legal,cultura social aonde vive, quer anestesiar sua fé, através de
palavras e pensamentos obscenos,querendo atingir sua mente,principalmente piadas sujas na boca de
líderes evangélicos e na Tv.(Sl.101:3).
• Relaxamento: Não abandone o rigor e a disciplina, achando que é hora de baixar a guarda para
um relaxamento moral; se esforce p/manter sua integridade moral e as disciplinas da santidade e
repreenda os maus pensamentos(Hb.12:8)..
• Fixação: Não ceda aos apelos do pecado, fixando seu olhar nele. O homem adora olhar e a mulher
adora ser olhada.
Não deixe o olhar ceder ao desejo ardente,obcecando a idéia de possuir e deixar a cobiça se
apoderar de você.(Gl.5:17).
• Racionalização: Não deixes o inimigo bloquear seus ouvidos para a razão; não deixe seu coração
pensar deturpado, afinal, tenha cuidado:A mente é muito capaz de justificar-se quando influenciada pelo
pecado que quer realizar.(Ec.7:27).
5)ENFRAQUECER SEU RELACIONAMENTO CONJUGAL: O adultério tem atingido a liderança,
bloqueando a atuação do Espírito Santo em muitos ministérios;a obra de Deus não é perfeitamente
realizada pelo pecado dos líderes:(Rm.6:21-23).
CINCO CAUSAS PARA A QUEDA DE OBREIROS NA LIDERANÇA MINISTERIAL:(Momentos de
Fragilidade Espiritual):
• Quando ele se insatisfaz e questiona por não ter alcançado alvos definidos na carreira
ministerial;(Rm.7:14-15);
• Quando ele se questiona se não é hora de mudar de carreira e abandonar o ministério, pois
se frustra;(Hb.7:12);
• Se insatisfaz;percebe que os melhores cargos são entregues a homens mais jovens e mais
preparados;(Tg.1:17).
• Começam a notar que já não são o centro das atenções do lar pois os filhos já são adultos e
independentes;(Jo.3:30.
• Quando ele quer descobrir se ainda é atraente;se torna mais vulnerável a mulheres carentes
na Igreja;(2 Co.10/4).
10 FASES DA ESTRATÉGIA DO INIMIGO PARA DERRUBAR PASTORES E LÍDERES NA
IGREJA ATRAVÉS DO ADULTÉRIO:
1º)PROPENSÃO EMOCIONAL E ESPIRITUAL: Algo espiritual e no casamento ocorre e distancia-o
da esposa (Mt.26:41).;
2º)ENCONTRO INOCENTE:Na festa/casa de alguma irmã;na conversa, ela passa a ser alvo dos
pensamentos (Ef.6:16);
3º)ENCONTRO INTENCIONAL:Pode ser inesperado,mas houve manipulação p/ambos se
encontrarem (Ef.6:11);
4º)TEMPO GASTO EM PÚBLICO:Conversa além do tempo c/alguém na igreja vazia,como
aconselhamento (Tg.3:16);
5º)TEMPO GASTO EM PARTICULAR: Num isolamento proposital, confissões solidificam ato
extraconjugal (2 Sm.12:12);
6º)ISOLAMENTO VOLUNTÁRIO:Tempo reservado p/prazer mútuo,c/abraços,beijos,próximos ao ato
sexual (1 Co.6:16);
7º)RELAÇÃO SEXUAL: Liberação total dos sentimentos, onde a culpa se instala no coração e
justificam-se (Ed.9:6);
8º)ACEITAÇÃO TOTAL DO PECADO:Vem o medo,culpa,hipocrisia,a mentira e a vergonha de Deus
e da igreja;(Pv.30:20);
9º)PERIGO DE ACABAR CASAMENTO:Muitos adulteram e não querem se divorciar, mas outros se
separam;(Jr.3:8);
10º)DESQUALIFICAÇÃO AO MINISTÉRIO: Período que a apostasia espiritual justifica o pecado e
escandaliza;(2 Ts.3:14).
6) TER MAU TESTEMUNHO:(Entenda sua fraqueza,tenha cuidado,ore,pense no preço depois e ame
a esposa-(Jl.3:10);
Há uma grande ausência de integridade de líderes, diante de um mundo crítico e observador.
(Hb.12:1).
LUTA PASTORAL:No caso de abuso físico,crime e adultério,o calar do pastor é cumplicidade
e omissão.(1 Co.9:27).
• Seja íntegro,não engane, nem defraude, nem roube: Há pastores ladrões, mau pagadores e
oportunistas;(Jr.12:10);
• Seja íntegro, coerente com convicções bíblicas: Infuência e posição têm derrubado argumentos
de líderes;(Jr.23:2);
• Seja íntegro;cumpra a palavra: Muitos pastores têm prometido aquilo que não pretendem cumprir
e mentem;(Jr.50:6);
• Seja íntegro nas confidências e conselhos: Há pastores fofoqueiros e chantagistas com fatos
sigilosos;(2 Cr.18:21);
• Seja íntegro nas amizades pessoais: Há pastores indiscretos, preconceituosos,interesseiros e
isolados;(Tt.3:3-7);
• Seja íntegro c/presentes que recebe: Há pastores que recebem presentes como pagamentos de
terapia.(Jó.15:34);
Não seja explorado ou manipulado por presentes que minem a autoridade;há quem presenteie
e exige favores depois, há perigo de envolvimento emocional. Use cautela, bom senso e
discernimento nos impasses; sempre procurando ver se o bem glorifica a Deus,serve a outros,é
bom moralmente e aceito pela igreja e pela consciência.(Pv.17:23).
7) NÃO VALORIZAR A ESPOSA:(Não sacrifique nem machuque sua esposa): Muitas mulheres
reclamam deles:
• Mulheres dizem que maridos pastores cometeram adultério com a igreja e abandonaram a
família;(Ef.5:25-28);
• Mulheres dizem que maridos pastores pregam sobre o amor, mas não demonstram à sua
família; (Cl.3:19);
• Mulheres dizem que maridos pastores são selvagens na cama, exigindo sexo oral e anal que
as enoja;(1 Pe.3:7);
• Mulheres dizem que maridos pastores são violentos, agressivos e briguentos, discutem e
vão à igreja;(1 Tm.3:12);
• Mulheres dizem que maridos pastores exigem das mulheres, ameaçando-as mandar de volta
aos pais;(Ef.5:33);
Muitos pastores reclamam que esposas não ajudam no ministério, não recepcionam bem em casa,
são frias na cama e que o fardo espiritual e críticas têm influenciado no casamento do pastor,que se
assusta com a frieza.(1 Co.7:3-4).
ATITUDES ERRADAS DE PASTORES QUE PREJUDICAM SEUS RELACIONAMENTOS:(São os
próprios causadores:)
•Os que se põem acima de críticas:Julgam-se superiores;são teimosos;ouvem elogios
p/massagear ego;(Pv.8:113);
•Os que não têm a quem prestar contas:Acham-se independentes,invulneráveis e convencidos na
santidade;(Sl.90:10);
•Os afetados na síndrome do sucesso:Acham-se insubstituíveis,pensam ser mais importantes e
únicos;(1 Tm.3:6);
NECESSIDADES DE MULHERES DE PASTORES:Esposas de obreiros não são
superpoderosas.(Jo.15:5);
•Mulheres de obreiros carecem de amizades verdadeiras e confiáveis-pastores não sejam
ciumentos;(Tt.2:3-4);
•Mulheres de obreiros necessitam cuidar dos maridos-pastores,deixem de tratá-las em
2ºplano;valorizem;(1 Pe.3:1);
•Esposas de obreiros carecem de privacidade em casa-pastores,não convidar pessoas s/falar a
ela(2 Rs.20:15-17)
•Esposas de obreiros necessitam ser aceitas na igreja-pastores,valorizem e exaltem suas
esposas na igreja;(Rt.3:11)
•Esposas de obreiros carecem ter valor pessoalmente-pastores,dêem iniciativa e não sejam o
faz-tudo;(Gn.2:18).
•Mulheres de obreiros necessitam expressar seus talentos-pastores,apoiem os projetos dela em
tudo;(Js.24:15);
•Mulheres de obreiros precisam participar do ministério deles-pastores,deixem-nas opinar e
ouçam-nas;(Ec.9:9);
•Mulheres de obreiros precisam ser treinadas(dom,talento,interesse)-pastores,instruam-
nas,c/carinho;(1 Co.14:35);
•Mulheres de obreiros precisam ser amadas pelos maridos-pastores,amem,não só pelo prazer
sexual;(Ct.1:15-16)
•Mulheres de obreiros carecem que maridos criem os filhos-pastores,ajudem a criar os filhos
sem acusá-la;(Ef.6:4);
•Esposas deles carecem ser entendidas-pastores,entendam o cansaço dela e não desabafe as
tensões nela;(Cl.3:14);
•Mulheres de obreiros carecem de atenção-pastores,saibam distanciar o trabalho do lar, não
fazendo de sua casa, local de restaurante,hotel,hospital e centro de informes da igreja; organize tempo de
folga,treinando seus substitutos.(Fp.4:3).
8)NÃO CUIDAR DOS FILHOS:(Não adianta ser pregador,zeloso,amado, leal ao rebanho se
abandona os filhos.(2 Co.12:4).
Muitos filhos são criados por pais cristãos envolvidos no ministério, mas nunca se tornam
verdadeiros cristãos.
Como pais cheios do Espírito Santo que tentam oferecer educação condizente com a Palavra,
fracassam, vendo os filhos arrogantes, provocativos, cheios de acusações e desentendimento? O
que aconteceu? Como resolver?(Ef.6:4).
Cada caso é um caso,pois a salvação é individual e não há regras, mas há alguns problemas
singulares enfrentados pelos filhos de líderes cristãos que podem transformar a infância e a adolescência
dessas pessoas em algo duro:(Cl.3:21).
PROBLEMAS ENFRENTADOS PELOS FILHOS EM FAMÍLIAS DE LÍDERES CRISTÃOS -
(Conselho aos pais-pastores):
•Expectativas Irreais/Injustas:Não coloque sua reputação neles;são falhos;precisam aprender
também;(Rm.3:23).
•Incoerências nas Atitudes: Não seja hipócrita no agir;mas sincero e verdadeiro p/não revoltar seus
filhos; (1 Co.10:33);
• Constantes mudanças de endereço:Filhos necessitam criar raízes com consciência e
compreensão;(Ez.36:36);
• Estigma de ser filho(a) do pastor: Cuidado para sua má reputação não envergonhar a vida de
seus filhos;(Sl.74:21);
• Agir sem amor incondicional: Não dê tudo,nem seja carrasco;ame-os pelo que são;corrija-os com
amor,sem ira;lembre que seu amor deve estar acima de atitudes,comportamentos;você é o
pastor,exemplo de Deus,deles;(1 Tm.4:12);
• Não ter tempo com cada filho em separado:Filhos que competem com igreja,se ressentem com
Deus;(1 Rs.8:66);
• Comunicação sempre fechada: Se não forem seus parceiros na vitória e no fracasso, nunca
aprenderão com você;
Aprenda a dialogar, a orar com eles, ajudá-los e desenvolver convicções de questionamentos que
enfrentam.(Sl.133:1).
• Alvos arrojados p/ filhos: Sem inspirar e encaminhar filhos a agir com amor na obra, crescerão
sem interesse;(Ef.5:14);
9)ESTAR CANSADO E ABATIDO (Sl.90:10): SINTOMAS DE ESTAFA MINISTERIAL: •Exaustão
emocional (perda de motivação);• Despersonalização(Não se iguala aos outros);• Falta de
produtividade(redução de trabalho);•Sentimento de Opressão (sentir pressão);• Arrogância (Querer
agir sozinho); • Isolamento (Afastar-se das pessoas); • Adultério(Encara sexo como
resposta)CAUSADORES DE ESTAFA: ministério confronta com trabalho secular; contato com pessoas
problemáticas; indefinição das atividades pastorais (a qualquer hora); • Achismos e pitacos dos membros;
Má remuneração.
Sobre pastores e lobos
Osmar Ludovico
Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e
vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para
saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se
disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas,
mas são lobos.
No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Urge a cada um de nós
exercitar o discernimento para descobrir quem é quem.
Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões.
Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.
Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.
Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.
Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes.
Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.
Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas.
Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério.
Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas.
Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.
Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.
Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.
Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.
Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.
Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo
crescimento das ofertas.
Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição.
Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos.
Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.
Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição, lobos se auto-promovem.
Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei.
Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto.
Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.
Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização
das ovelhas.
Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com
técnicas pragmáticas com jargão religioso.
Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros.
Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.
Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.
Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.
Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.
Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.
Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas
dependentes e seguidoras deles.
Pastores constroem vínculos de interdependência, lobos aprisionam em vínculos de
co-dependência.
Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: “Guardai-
vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são
devoradores (Mateus 7:15).
Extraído da Revista ENFOQUE GOSPEL – Edição 54