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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Instituto de Química
Departamento de Físico-Química
Laboratório de Físico-Química Experimental

Experimento:

Estabilidade de um Sistema Coloidal

Professora:
Cynthia Fraga Scofield

Data de Realização da Prática: 25/04/2018


Data de Entrega do Relatório: 09/05/2018

Alunos
Felipe Pinheiro de Lima
Ray-anna Sant’Anna da Silva
Sabrina Oliveira
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................ 2
2. OBJETIVO ..................................................................................................... 2
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................... 3
 3.1 – PROPRIEDADES OXIDANTES DA PRATA ERROR! BOOKMARK NOT DEFINED.
 3.2 – SOLUBILIDADE DOS HALETOS DE PRATAERROR! BOOKMARK NOT DEFINED.
4. CONCLUSÃO ................................................................................................. 7
5. BIBLIOGRAFIA ............................................................................................... 8
Estabilidade de um Sistema Coloidal | Físico-Química Experimental

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1. Introdução Teórica

O enxofre é um elemento não metálico que pode ser encontrado na natureza


– a forma coloidal é uma delas.

2. Objetivo

Analisar a estabilidade de um sistema coloidal de enxofre, através da variação da


concentração de um agente estabilizante (goma de amido), assim como a sua
desestabilização frente a um eletrólito forte (cloreto de sódio).

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3. Resultados e Discussão

Um sistema coloidal é caracterizado por uma mistura heterogênea, no qual


pelo menos um disperso possua dimensão na faixa de 1 a 1000 nanômetros.
Existem várias formas de obtenção de uma solução coloidal. Neste experimento
utilizou-se o método de agregação, que consiste na substituição de um bom solvente
por um de menor capacidade de dissolução, provocando a formação de uma
solução dispersa, supersaturada (SHAW, 1975).
Assim sendo, em um balão de fundo chato, adicionou-se 0,25g de enxofre –
elemento não metálico que pode assumir estado coloidal. Em seguida, verteu-se 25
mL de etanol para promover a solubilização da amostra. A mistura foi levada para
refluxo para sua purificação, com o auxilio de uma manta aquecedora, na qual, após
constatado início da ebulição, foi mantida por dez minutos.
Pela respectiva FISQP do analito, sabe-se da insolubilidade do enxofre frente
ao dispersante aquoso. Portanto, com a finalidade de formar uma solução coloidal
liófoba, adicionaram-se 100 mL de água destilada quente. Em seguida a suspensão
foi filtrada com auxílio de um algodão para retenção de impurezas residuais.
Dando prosseguimento, preparou-se uma bateria de sete tubos contendo
concentrações variadas de goma de amido 0,1% e cloreto de sódio 10% (Tabela
01). Em cada tubo foi adicionado 5 mL da solução coloidal preparada. Os tubos
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foram mantidos em repouso por 48 horas, com posterior leitura de resultado.

Solução coloidal Goma de amido Cloreto de Sódio


Tubo
(mL) 0,1% (mL) 10% (mL)
01 5 0 0
02 5 0 1
03 5 1 0
04 5 1 1
05 5 2 1
06 5 3 1
07 5 4 1

Ao tubo 01, utilizado como branco, não fora adicionado nenhum reagente.

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Um sistema coloidal é caracterizado por uma mistura heterogênea, no qual
pelo menos um disperso possua dimensão na faixa de 1 a 1000 nanômetros.
Existem várias formas de obtenção de uma solução coloidal. Neste experimento
utilizou-se o método de agregação, que consiste na substituição de um bom solvente
(etanol) por um de menor capacidade de dissolução (água), provocando a formação
de uma solução dispersa, supersaturada (SHAW, 1975).
A estabilidade de um sistema coloidal está relacionada com a tendência de
precipitação das partículas e, como visto na introdução, depende basicamente de
três fatores: carga elétrica, camada de solvatação e movimento browniano.

Dando prosseguimento, preparou-se uma bateria de sete tubos contendo


concentrações variadas de goma de amido 0,1% e cloreto de sódio 10% (Tabela
01). Em cada tubo foi adicionado 5 mL da solução coloidal preparada. Os tubos
foram mantidos em repouso por 48 horas, com posterior leitura de resultado.

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Solução coloidal Goma de amido Cloreto de Sódio
Tubo
(mL) 0,1% (mL) 10% (mL)
01 5 0 0
02 5 0 1
03 5 1 0
04 5 1 1
05 5 2 1
06 5 3 1
07 5 4 1

Ao tubo 01, utilizado como branco, não fora adicionado nenhum reagente.

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Após três dias de repouso, os sistemas foram observados e os resultados
foram os seguintes:

Tubo Observações
01 Solução turva, branca, pouco sedimento.
02 Solução límpida, com presença de sedimento branco com resquícios
amarelados.
03 Suspensão coloidal mais compactada em relação ao tubo 01, branco,
sedimento amarelado. (Aparência de duas fases).
04 Suspensão pouco turva, esbranquiçada, sedimento branco.
05 Solução turva, sedimento branco, bem mais que o tubo 04.
06 Solução mais turva que o tubo 05, sedimento branco.
07 Solução mais turva que o tubo 06, sedimento branco.
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F IGURA 3-1: T UBOS DE ENSAIO DO EXPERIMENTO COM RESULTADOS MAIS PRÓXIMOS DO ESPERADO .
À ESQUERDA , TEM - SE O TUBO DE ENSAIO CONTENDO SOMENTE GLICOSE E NITRATO DE PRATA . À
DIREITA , TEM - SE O TUBO DE ENSAIO CONTENDO AMÔNIA , GLICOSE E NITRATO DE PRATA .
P ERCEBE - SE UMA MELHOR IMAGEM REFLETIDA NO TUBO DE ENSAIO À DIREITA .

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4. Conclusão

O experimento 3.1 abordou a propriedade oxidante da prata e a influência do


meio na espontaneidade de uma reação. A prata apresentou um resultado
interessante quando reagiu com a glicose, formando o espelho de prata. No entanto,
foi importante observar a diferença na qualidade deste efeito com e sem a amônia,
já que esta modificou a aparência do espelho por diminuir o potencial de redução da
prata.
Essa propriedade oxidante também se mostrou presente no experimento 3.2
com haletos de prata. Além de haver, praticamente, formação de precipitado de três
dos quatro sais de prata (AgCl, AgBr e AgI) quando reagidos com nitrato de prata,
observou-se a insolubilidade dos precipitados de AgBr e AgI em amônia, mas,
quando misturados com tiosulfato de sódio (Na2S2O3) ocorreu a solubilização
completa.
Os haletos que foram expostos ao ar escurecem devido à fotólise. Foi notada
uma diferença da velocidade de escurecimento devido ao caráter iônico dos sais. O
sal com cloreto, por ter caráter iônico mais forte foi o que escureceu mais rápido,
enquanto o com iodeto levou mais tempo por causa de seu caráter mais covalente.
O único não testado com o AgF, que teve formação desprezível de precipitado.
Por fim, no experimento demonstrativo da formação de prata nanoparticulada,
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percebeu-se a dificuldade da formação de nanopartículas de prata, com a


necessidade de um estabilizante para retardar o resultado espontâneo de
aglomeração, indicado pela presença da coloração quase negra no recipiente do
experimento.

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5. Referência bi bliográfica

A.I, V. (1997). Vogel’s Qualitative Inorganic Analysis. Analytica Chimica Acta.


http://doi.org/10.1016/S0003-2670(97)89603-1

Formiga, A.L.B; Gonçalves, Artur; Lima, I.C.L; Santos, J.M.T; Jornada, J.I.P.;
Gomes, M.F.T. Apostila de Laboratório de Química Inorgânica Experimental I.

Greenwood Ernshaw, segunda edição, 2012 - Chemistry of Elements.

Svehla, Vogel's - Qualitative Inorganic Analysis, 1996.

A.G.Massey/N.R.Thompson - The Chemistry of Copper, Silver and Gold, 1973.


Malati, Experimental Inorganic/Physical Chemistry: An Investigative, Integrated
Approach to Practical Project Work , 1999.

Shaw, Duncan James. S542i Introdução à química dos colóides e de superfícies;


tradução: Juergen Heinrich Maar. São Paulo, Edgard Blücher, Ed. da Universidade
de São Paulo, 1975.

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http://www.br.com.br/wcm/connect/485e2b65-6608-4f98-8d13-ec8394b74f39/fispq-
quim-enxofre-solido.pdf?MOD=AJPERES&CVID=lZfFwlv&CVID=lZfFwlv

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ERRATA

Para a realização desta prática, seguiu-se o procedimento experimental exposto no


roteiro da apostila Apostila de Laboratório de Química Inorgânica Experimental I
para a prática de número 16 - Prata, acrescentando-se somente o item 2, ao qual
realizou-se a análise da formação do espelho de prata sem adição de solvente
amoniacal.
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