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Transtorno do

Défcit de
Atenção/Hiperativi
dade
Apoiando
Famílias Escolas e

Moira Sampaio Rocha – Terapeuta


Ocupacional

ontatos! "#$ %%%&'"'&% ou


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mo*rahelmer+hotmail,com
Educando e Cuidando de pessoas com TDA/H

Parte I – Compreendendo o Transtorno do Déficit de


Atenção/Hiperatividade

Conceito de TDA/H:
O transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade ou TDA/H é um transtorno do
desenvolvimento do autocontrole que consiste em problemas com períodos de
atenção  com controle do impulso e com o nível de atividade! Esses problemas
são refletidos em pre"uí#os na vontade da criança ou em sua capacidade de
controlar seu pr$prio comportamento relativo % passa&em do tempo ' em ter
em mente futuros ob"etivos e conseq()ncias!
É um probema do funcionamento de certas !reas do cérebro "ue
comandam o comportamento inibit#rio $freio%& a capacidade de e'ecutar
tarefas de pane(amento& a mem#ria de traba)o $entre outras funç*es%&
determinando "ue o indiv+duo apresente sintomas de desatenção&
a,itação $)iperatividade% e impusividade-

*ão se trata apenas de uma questão de estar desatento ou +iperativo! *ão se


trata apenas de um estado tempor,rio que ser, superado de uma fase normal
da inf-ncia!
*ão é causado por falta de disciplina ou controle parental assim como não é
sinal de al&um tipo de maldade da criança!

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade altera drasticamente a vida


familiar! H, mais tensão e mais discussão! A competição entre irmãos é terrível
e intermin,vel! O barul+o é constante! A +ora do "antar nem sempre é divertida
e comer fora pode se tornar al&o impratic,vel! Conflitos matrimoniais são
seriamente e.acerbados div$rcio e separaçes são comuns!
Os pais sentem0se desencora"ados e deprimidos1 os irmãos sentem0se
constran&idos ne&li&enciados e enraivecidos!
Todos os membros da família são afetados! 2as a primeira pessoa seriamente
afetada é a mãe3 Ela aprende desde muito cedo que paci)ncia requer muita
pr,tica!
2
As crianças com TDA/H parecem normais! *ão +, nen+um sinal e.terior de
que al&o este"a fisicamente errado com o sistema nervoso central ou com seu
cérebro!
*ão e.iste nen+um teste médico para qualquer doença ou dano cerebral li&ado
ao TDA/H!
Todas as culturas e &rupos étnicos possuem crianças com TDA/H!
Estudos indicam que menos da metade das crianças com TDA/H são
dia&nosticadas ou propriamente tratadas e que apro.imadamente 4/5 são
tratadas com medicamentos!
O TDA/H não é apenas a +iperatividade ou distração do momento ou
incapacidade de conse&uir reali#ar o trabal+o di,rio mas um relativo
enfraquecimento na maneira como o comportamento é or&ani#ado e diri&ido
rumo ao mundo do aman+ã!
A criança com TDA/H tem o controle inibit$rio pobre tem dificuldade em manter
a atenção e finali#ar o que inicia!
6ais e professores freq(entemente descrevem as crianças com TDA/H das
se&uintes maneiras7
• 82eu fil+o parece não ouvir39

• 82in+a criança não termina tarefas que l+e são desi&nadas39

• 82eu fil+o son+a acordado39

• 82in+a fil+a perde coisas com freq()ncia39

• 82in+a criança não conse&ue se concentrar e se distrai com freq()ncia39

• 82eu fil+o não conse&ue trabal+ar de forma independente sem


supervisão39

• 82in+a fil+a requer mais direcionamento39

• 8Ele muda de uma atividade incompleta para outra39

• 8Ela é freq(entemente confusa ou parece estar num nevoeiro39

Tudo isso se refere a problemas relacionados % atenção e concentração! O


TDA/H é ima&inado como envolvendo uma dificuldade si&nificativa com o
prestar atenção nos períodos de atenção ou persist)ncia de esforço!
6essoas com TDA/H t)m problemas para fi.ar a atenção em coisas por
mais tempo que outras! Elas lutam %s ve#es com tenacidade para manter

3
sua atenção em atividades mais lon&as que as usuais especialmente
aquelas mais maçantes repetitivas ou tediosas! Tarefas escolares
desinteressantes atividades domésticas e.tensas e palestras lon&as são
problem,ticas assim como leituras e.tensas sobre assuntos
desinteressantes  prestar atenção a e.plicaçes sobre assuntos
desinteressantes e finali#ar pro"etos e.tensos!
Crianças com TDA/H irão ficar atr,s de outras na capacidade de atenção
al&o em torno de :;< ou mais! =sso si&nifica que uma criança de 4; anos
com TDA/H por e.emplo pode ter um período de atenção equivalente ao
de outra de > anos de idade sem o TDA/H! =sso ir, e.i&ir que outros
participem au.iliando a &uiar supervisionar e estruturar seu trabal+o e seu
comportamento!
=nteressantemente pesquisas mostram que crianças com TDA/H não t)m
problemas para filtrar informaçes ' distin&uir o importante do irrelevante
naquilo que são solicitadas a fa#er!
Crianças com TDA/H provavelmente se sentem c+ateadas ou perdem o
interesse por seu trabal+o mais rapidamente que crianças sem TDA/H! =sso
as leva a buscar intencionalmente al&o a mais para fa#er! Al&o que se"a
mais divertido interessante estimulante e ativo! ?ão procuradoras de
estímulos!
Crianças com TDA/H parecem atraídas pelos aspectos mais
recompensadores divertidos e reforçativos em qualquer situação!
Crianças com TDA/H t)m claras dificuldades em adiar &ratificaçes!
6referem &ratificaçes menores mais simples e mais imediatas em ve# de
optarem por &ratificaçes maiores e mais relevantes em lon&o pra#o!
@edu#ir a estimulação torna as crianças com TDA/H mais a&itadas e menos
atentas! Adicionar cores aos trabal+os de crianças e adolescentes com
TDA/H redu# seus erros durante trabal+os! Deveríamos então tentar
especificamente aumentar as inovaçes a estimulação ou a diversão nas
tarefas solicitadas %s pessoas com TDA/H! Deveríamos especificar também
que certas recompensas ou conseq()ncias dese",veis podem ser
conquistadas imediatamente caso a atividade se"a completada em ve# de
serem adiadas! 6oderíamos também dividir a atividade em pequenos
se&mentos permitindo que a criança com TDA/H faça pausas mais
freq(entes enquanto trabal+a!

A dificudade para controar impusos

4
6ais e professores descrevem &eralmente crianças com TDA/H como
respondendo % per&untas sem pensar antes mesmo que as questes
ten+am sido finali#adas e querendo que seus dese"os se reali#em de uma
+ora para outra!
Crianças com TDA/H t)m muitos problemas em esperar pelas coisas!
@eve#ar0se em "o&os prepara0se para o almoço ou para o recreio na
escola
termineou apenas
pode esperar
torn,0las até que al&uma
impacientes atividade  missa por e.emploB
e irritadas!
m problema importante observado no TDA/H é a diminuição da
capacidade de inibição do comportamento ou do controle de impulsos!
Crianças com TDA/H apresentam problemas conside r,veis para conter
suas respostas frente a uma situação e para pensar antes de a&ir! ?ão
e.cessivas e falam alto e com freq()ncia monopoli#am as conversaçes!
Os profissionais percebem que as crianças com TDA/H &eralmente fa#em
coment,rios sem pensar e sem levantar a mão em sala de aula e iniciam
tarefas ou testes sem ler as instruçes com devido cuidado! Elas são
descritas freq(entemente com pessoas que não sabem dividir o que t)m

com os outros e que tomam posse de coisas que dese"am e que não l+es
pertencem!
Correndo muitos riscos
A impulsividade observada no TDA/H pode também ser dia&nosticada pela
&rande quantidade de riscos corridos! al+ar em considerar
antecipadamente as conseq()ncias danosas que podem resultar de uma
ação pode e.plicar porque pessoas com TDA/H ' em particular crianças
com TDA/H al&umas delas também opositivas ' são propensas a mais
acidentes que outras! Elas simplesmente não pensam nas prov,veis
conseq()ncias!
 4FF ' 6ete Gensen ' 2edical Colle&e of eor&ia ' 8Crianças com
TDA/H são apro.imadamente duas ve#es mais propensas a
apresentar traumas requerendo suturas +ospitali#ação ou &randes e
dolorosos procedimentos9
 @ussel IarJeleK ' nivesitK of 2assac+usets 2edical ?c+ool '
8Adolescentes e adultos com TDA/H se evolvem L ve#es mais em
acidentes de carro e apresentam > ve#es mais probabilidade de se
envolver com duas ou mais colises de carro do que "ovens e adultos
sem TDA/H9
 8Govens com TDA/H t)m L ve#es mais probabilidades de causar
acidentes e são M ve#es mais propensos a receber multas de transito
5
e recebem L ve#es mais multas em média em M anos de e.peri)ncia
como motoristas com carteira de +abilitação7 e.cesso de velocidade
e não respeitar a sinali#ação de transito!
 82aior probabilidade de correr riscos in&erindo bebidas alco$licas
fumando ci&arros e usando dro&as ile&ais9

Probemas para controar din)eiro

A impulsividade diminui o controle sobre o din+eiro e sobre o cartão de crédito!


Compram o que v)em e dese"am sem pensar se t)m condiçes de adquirir no
momento!

Pensamento Impusivo

A impulsividade não est, limitada %s açes pois também afeta o pensamento!


H, um maior nNmero de pensamentos não li&ados % tarefa! =sso é uma
evid)ncia clara de que aqueles com TDA/H ac+am mais difícil concentrar0se
em seu trabal+o e inibir pensamentos que não se relacionam % tarefa em mãos!

Comportamento .'cessivo

=rrequieto sempre em pé sempre em movimento a&e como se fosse movido


por um motor est, constantemente escalando tudo não conse&ue ficar
sentado quieto fala demais &eralmente produ# #umbidos ou sons estran+os!
Estas são as descriçes familiares3
Elas definem o movimento e.cessivo ou a +iperatividade que é a terceira
característica do TDA/H!
Esta característica pode aparecer como inquietação impaci)ncia ritmo
desnecess,rio ou outros movimentos e também como conversa e.cessiva! 
6
um comportamento difícil de i&norar! Os pais que v)em seus fil+os trocando de
assento batendo as mãos ou os pés brincando com os ob"etos pr$.imos e
ritmando e tornando0se impacientes e frustrados durante os períodos de
espera sabem que tal comportamento não é normal! Os professores que
também observam tais comportamentos em sala de aula sabem que esse
comportamento não é típico da maioria das crianças!
6esquisas indicam que os meninos com TDA/H são si&nificativamente mais
ativos que os meninos sem TDA/H a despeito da +ora do dia incluindo finais
de semana e enquanto dormiam! As maiores diferenças ocorreram em
ambientes escolares!
Crianças com TDA/H t)m maiores dificuldades em sair de uma atividade com
maior movimento para uma atividade mais calma!
Crianças com TDA/H falam apro.imadamente M;< a mais do que as crianças
sem TDA/H!

A Hiperresponsividade

Elas são muito mais propensas a responder %s coisas a seu redor em qualquer
situação quando comparadas a crianças sem TDA/H da mesma idade! ?eu
comportamento ocorre de forma r,pida vi&orosa e facilmente liberado em
situaçes em que outras crianças se tornariam mais inibidas! ?eu nível maior
de atividade realmente parece em &rande parte derivado de sua maior ta.a de
comportamento desinibido em resposta frente a uma dada situação!
=sso si&nifica que a +iperatividade e a impulsividade observadas em crianças
com TDA/H são parte do mesmo problema sub"acente ' um problema com a
inibição de comportamento!
O que as pessoas com TDA/H enfrentam é que além de desviarem sua
atenção mais que outras pessoas sem TDA/H elas t)m um trabal+o maior para
retornar a atenção % tarefa que estavam fa#endo antes de sua atenção ser
desviada! Elas t)m dificuldade em inibir respostas frente %s coisas ao seu
redor! 6ortanto elas desviam a atenção mais do que os outros e não
conse&uem resistir % tentação de abandonar uma tarefa desinteressante em
torça de al&o mais interessante e também mais estimulante!

7
Dificudade em se,uir instruç*es

As instruçes t)m pouco impacto sobre o comportamento de crianças com


TDA/H! Elas sofrem completamente de uma incapacidade em se&uir
completamente as instruçes e aderir %s re&ras se comparadas a outras
crianças de sua idade! O comportamento &uiado por re&ras é fal+o nestas
crianças!
O resultado dessa desatenção é que outras pessoas t)m sempre que lembrar
%s crianças com TDA/H o que elas devem fa#er!
A impressão &eral em relação aos outros na mel+or das +ip$teses é a de que
a pessoas com TDA/H é imatura e não tem auto0disciplina e or&ani#ação ou
pior pode dar a parecer que a pessoa com TDA/H é intencionalmente
pre&uiçosa desmotivada e indiferente ou est, tentando evitar suas
responsabilidades!

0a1endo um traba)o inconsistente

Em al&uns casos ou em determinadas ve#es essas crianças parecem ser


capa#es de completar o trabal+o estabelecido facilmente sem a"uda! Outras
ve#es ou em outros dias elas não conse&uem terminar nada ou completam
muito pouco de seu trabal+o e podem até não fa#er muito mesmo que se"am
supervisionadas de perto!
O problema aqui não é o fato de elas não poderem fa#er o trabal+o mas elas
não podem manter um padrão consistente de produtividade de trabal+o como
as outras!
Crianças com TDA/H parecem não aprender com os erros passados!
Apresentam menos discurso interiori#ado ou privado! 6sic$lo&os denominaram
a +abilidade de usar a lin&ua&em para controlar o comportamento de7
comportamento &uiado por re&ras! A pessoa com TDA/H é constantemente
controlada pela promessa do que l+e parece mais recompensador no
momento!
Em al&umas circunst-ncias o TDA/H pode ter vanta&ens sobre as pessoas
&uiadas por re&ras por não ter medo de quebrar re&ras e criar! A criatividade é
uma das maiores características das pessoas com TDA/H!

8
Crianças com TDA/H são mais emocionais por não inibirem suas primeiras
reaçes face a uma situação não se dão tempo para separa sentimentos de
fatos!
E.iste outro lado entretanto7 aqueles com TDA/H serão demasiadamente
passionais e emocionais em suas açes! 6odendo fa#er o que fa#em com
muito mais sucesso do que outras pessoas nas artes perform,ticas mNsica
artes c)nicasB ou nas +umanidades escrever poesias ou ficçãoB nas quais a
e.pressão emocional é uma vanta&em! *as ,reas em que é dese",vel
convicção apai.onada como em ne&ociaçes e vendas a pessoas com TDA/H
podem bril+ar3
Crianças com TDA/H t)m problemas com automotivação! Elas não podem criar
motivação individual interna ou intrínseca tão bem como os outros e por esse
motivo não podem persistir em atividades planos ob"etivos ou instruçes tão
bem quanto os outros quando e.iste somente um pequeno incentivo ou
motivação no ambiente ou em uma tarefa para a"ud,0los a se manter
motivados! Puanto mais enfadon+a e não recompensadora uma tarefa mais
duro ser, para eles conse&uirem o que as crianças normais fa#em7 criar a
pr$pria motivação para que permaneçam envolvidas na tarefa! Elas precisam
de fontes e.ternas de motivação3

0ra,mentando e 2ecombinando a Informação

Com essa +abilidade mental podemos inicialmente decompor e analisar


mensa&ens e informaçes que recebemos da mesma forma que podemos
analisar &ramaticalmente uma sentença! ?ecundariamente podemos
recombinar essas partes em um nNmero praticamente infinito de formas e
então escol+er a mensa&em de saída ou comportamento que poderia ser o
mais adaptativo ou de mel+or ).ito naquele momento! Essa +abilidade nos d,
incríveis poderes de resolver problemas ima&inação e criatividade!
?e o TDA/H envolve um déficit na +abilidade de inibir o comportamento e
esperar antes de responder então aqueles com TDA/H não devem ser tão
bons nesse processo!
Outros estudos apontam que crianças com TDA/H não valiam ou e.ploram
ob"etos tão bem quanto %s outras crianças da mesma idade!

Desenvovimento da Inibição

9
*ão possuímos o incrível poder de inibir nosso comportamento lo&o que
nascemos ou durante o início do desenvolvimento! Estudos com crianças
indicam que ele começa a se desenvolver ao fim do primeiro ano de vida e
continua pelos pr$.imos M; a :; anos!
=dadedesur&imento Habilidades2entais
4ano =nibireretardarrespostas
M'Lanos 6rolon&ar a ima&em mental de um
evento
M'Lanos Desenvolverautoconsci)ncia
M'Lanos Desenvolverumsensodepassado
M'Lanos Desenvolverumsensodetempo
M'Lanos Desenvolveraima&inação
M'Lanos Desenvolver u m s enso d e f uturo
prevençãoB
M'Lanos Trocarm ensa&ensc omo so utros
sobre o futuro
M'Lanos =nibiremoçes
M'Lanos ?epararsentimentosdefatos
M'Lanos Desenvolverumaperspectivasocial
M'Lanos Desenvolveraob"etividade
M'Lanos @e&ular emoçes para cumprir
ob"etivos
M'Lanos Criarmotivaçãoparacumprirob"etivos
:'Qanos =nternali#aralin&ua&em
:'Qanos ?e&uirre&rasdadasporoutros
:'Qanos ?e&uirre&raspr$prias
:'Qanos Criarre&raspr$prias
:'Qanos Trocarre&rascomosoutros
:'Qanos Diminuirocontroledecomportamento
através dos eventos do momento
:'Qanos Aumentar o controle de

10
comportamento pelo senso de futuro
:'Qanos Or&ani#ar o comportamento
direcionado ao futuro
>'4Manos Tomar o mundo como separado de
nossa mente
>'4Manos @ecombinaraspartesdenovasideias
>'4Manos Desenvolveracriatividade

A Cone'ão 3euro#,ica

A +abilidade de inibir nosso comportamento é controlada por toda uma porção


do nosso cérebro numa ,rea con+ecida como c$rte. frontal!
Essa ,rea é menos ativa em pessoas com TDA/H!  a porção frontal do
cérebro que nos d, poderes para o autocontrole e a capacidade de direcionar
nosso comportamento para o futuro! O TDA/H envolve problemas do
desenvolvimento e funcionamento da ,rea frontal do cérebro!
Aqueles com TDA/H são menos sensíveis %s conseq()ncias de suas açes
pois t)m problemas ao conectar conseq()ncias com seus pr$prios
comportamentos devido ao atraso do tempo entre o comportamento e a
conseq()ncia!
=sto si&nifica que para a"udar as pessoas com TDA/H devemos torn,0los mais
respons,veis e não menos! Devemos plane"ar conseq()ncias mais imediatas
mais freq(entes e mais salientes do que normalmente fa#emos em qualquer
situação!

4 "ue causa o TDA/H5

A maioria das crianças com TDA/H não apresenta evid)ncia nen+uma de lesão
cerebral! 2étodos científicos t)m su&erido que o TDA/H se"a o resultado de
anormalidades no desenvolvimento do cérebro e que essas anormalidades
este"am relacionadas mais a fatores +eredit,rios do que ambientais!
A re&ião frontal do c$rte. re&ião fronto0orbitalB é uma das mais desenvolvidas
nos seres +umanos se comparada a de outros animais e acredita0se que se"a

11
a respons,vel pela inibição do comportamento pela manutenção da atenção
pelo empre&o do autocontrole e pelo plane"amento para o futuro!
Al&uns cientistas su&eriram que al&uns neurotransmissores se encontram
diminuídos em pessoas com TDA/H!
A atividade elétrica do cérebro de crianças com TDA/H é menor que a
observada em crianças sem TDA/H particularmente sobre a ,rea frontal!
?uas respostas refletiram um padrão menos maduro de atividades elétricas no
cérebro! Administrando0se medicamentos estimulantes % criança com TDA/H
tais diferenças eram redu#idas!
Puanto mais ativas as re&ies cerebrais mais san&ue é necess,rio! Crianças
com TDA/H apresentam menor flu.o san&uíneo na re&ião frontal do cérebro
particularmente no nNcleo caudado ' estrutura importante na cone.ão das
re&ies frontais do cérebro e estruturas medianas con+ecidas como ?istema
Rímbico! O nNcleo caudado é constituído por inNmeros fei.es de fibras
nervosas re&ião con+ecida como Corpo Estriado! Esta re&ião é importante na
inibição do comportamento e na manutenção da atenção!
O ?istema Rímbico ao qual est, conectada é respons,vel por diversas

atividades
motivação e+umanas dentre as principais estão o controle das emoçes a
a mem$ria!
Através dessas cone.es e pontes o ?istema Rímbico ' na re&ião mediana do
cérebro ' envia sinais % re&ião frontal que envia seus pr$prios sinais de volta
para bai.o do ?istema Rímbico como forma de re&ular e controlar o
comportamento e a emoção!
Puando foram administradas medicaçes estimulantes semel+antes %s usadas
para tratar o TDA/H o flu.o san&uíneo dessas ,reas de bai.a atividade sofreu
aumento pr$.imo aos níveis normais!
H, um e.ame c+amado 6ET ?CA* ' tomo&rafia por emissão de p$sitrons!
*esse procedimento in"eta0se na corrente san&uínea &licose radioativa o
açNcar usado como combustível pelas células nervosas de nosso cérebro! m
aparel+o de 6ET ?CA* fa# foto&rafias do cérebro na medida em que ele utili#a
a &licose! Adultos com TDA/H apresentavam menor atividade cerebral
particularmente na ,rea frontal! O bai.o nível de atividade foi temporariamente
redu#ido quando esses adultos tomaram dro&as estimulantes similares as
usadas para tratar crianças com TDA/H!
Esse mesmo estudo feito com adolescentes com TDA/H verificou redução da
atividade do lobo frontal mais do lado esquerdo do que do direito!
Rembre0se7 a ,rea do cérebro que não é ativa como deveria é a porção que
inibe o comportamento retarda respostas a situaçes e au.ilia na manutenção
12
da inibição e conseq(entemente da atençãoB por lon&os períodos de tempo!
Puanto menos ativos esse centros inibit$rios mais ativo e menos inibido ser, o
comportamento de uma criança!

A estrutura do cérebro

Estudos recentes apontam que a re&ião frontal direita diversas estruturas do


&-n&lio basal o estriado e o &lobo p,lidoB e certas re&ies do lado direito do
cerebelo eram si&nificativamente menores em crianças com TDA/H!
O *Ncleo Caudado é levemente maior do lado direito do que no esquerdo
particularmente nos meninos!

Corpo caloso menor! O corpo caloso é um &rande fei.e de fibras nervosas que
conectam os +emisférios cerebrais permitindo que os dois se comuniquem!
Outros estudos apontaram redução de atividade si&nificativa na re&ião frontal
direita durante tarefas que necessitam de inibição!
Todos estes estudos levaram % conclusão de que o TDA/H sur&e
provavelmente a partir dessas re&ies cerebrais menores e menos ativas7
c$rte. direito pré0frontal &-n&lio basal e cerebelo direito!
4utras causas:

A&entes do meio ambiente7


 ?ubst-ncias consumidas durante a &estação7

40 *icotina de fumo de ci&arro consumida durante a &estação se


mostrou como causa si&nificativa de anormalidades de
desenvolvimento no n6ceo caudado e re,i*es frontais do cérebro
de crianças! Assim al&umas evid)ncias científicas su&erem que a
e.posição ao fumo de ci&arro se relaciona a um maior risco de
problemas de comportamento semel+antes %queles de pessoas com
TDA/H!

13
M0 6esquisas indicam que crianç as nascidas de mães alcoo listas t)m
maiores probabilidades de apresentarem problemas de
comportamento como +iperatividade e falta de atenção e mesmo
TDA/H clínico!
4bs: Ten)a em mente& entretanto& "ue todos esses estudos proporcionam
meramente evid7ncias de associação entre tais subst8ncias e o TDA/H e
associaç*es podem ser en,anosas-
Concusão: as mães aumentam o risco de seu fil+o ter TDA/H pelo +,bito de
fumar e pelo consumo de bebidas alco$licas durante a &estação e esse risco
pode ser ainda maior se a mãe for também portadora de TDA/H!
:0 E.posição ao c+umbo7 evid)ncias específicas de que níveis altos de
c+umbo no or&anismo de crianças "ovens podem estar associados a
maior risco de comportamento +iperativo e desatenção!
Especialmente quando a e.posição ao c+umbo ocorrer entre os 4M e
os :5 meses de idade!
L0 Hereditariedade e TDA/H
amiliares biol$&icos de uma criança com TDA/H apresentavam
problemas psicol$&icos dos mais diversificados ' particularmente
depressão alcoolismo transtornos de conduta ou comportamento
anti0social e +iperatividade ' do que familiares de crianças sem
TDA/H

• 2ais de MQ< dos parentes de 4S &rau das famílias de crianças


com TDA/+ também apresentavam TDA/H!

• ?e um &)meo apresenta TDA/H as c+ances de outro apresentar


são de F;< a ;<!

• Em um estudo da niversidade do Colorado foi verificado que


quando um dos &)meos id)nticos tem TDA/H >< dos irmãos
&)meos id)nticos também apresentavam TDA/H!

4 TDA/H é simpesmente uma forma e'trema de um traço )umano


norma5

A e.plicação &enética do TDA/H tem uma importante implicação que pode ser
facilmente ne&li&enciada7 O TDA/H pode representar simplesmente uma forma
14
e.trema de um traço +umano e não uma condição patol$&ica em muitos
casos! O TDA/H parece mais determinado pela &enética do que por fatores
ambientais! ?abendo disso o TDA/H deve ser encarado da mesma forma que
nosso peso altura inteli&)ncia +abilidade de leitura citando apenas al&uns
dos inNmeros traços não todosB &eneticamente determinados! O traço de
inibição do comportamento ou autocontrole representa uma dimensão de um
continuum das +abilidades +umanas e varia de acordo com o quanto de n$s
+erdamos com o quanto diferenciamos em peso altura inteli&)ncia ou
+abilidade de leitura! Todo traço considerado 8anormal é simplesmente o
refle.o de uma lin+a muito t)nue no continuum! =nfeli#mente quando
enquadramos indivíduos na e.tremidade inferior ou final desse continuum
devido a um determinado traço estamos rotulando0os como portadores de um
transtorno!
Todos n$s apresentamos um certo &rau desse traço de TDA/+ e aqueles
dia&nosticados como tendo TDA/H simplesmente representam o e.tremo!
Entender que o TDA/H é apenas uma forma e.trema de um traço que todos
possuímos e al&o pelo qual as pessoas 8passam naturalmente9 a"udaria a
todos a encarar o TDA/+ numa perspectiva mais bondosa!

4s 9itos: o "ue não causa TDA/H

 *ão é al&o que eles comem7 açNcar não causa TDA/H terapia de
me&avitaminose I: C pirido.inaB não redu# o TDA/H aumentar a
in&estão de minerais não redu# o TDA/H!
 HormUnios não t)m relação com o TDA/H7 não +ouve nen+uma
confirmação de al&uma relação entre defici)ncia dos +ormUnios da
tire$ide e +iperatividade ou TDA/H! *en+um outro +ormUnio se mostrou
relacionado ao TDA/H!
 En"oo e TDA/H7 o ?istema Vestibular não aprece estar envolvido de
nen+uma forma com o controle do impulso na medida da atenção ou na
re&ulação ou nível de atividade!
 un&os7 não +, relação entre a sensibilidade aos fun&os e o TDA/H!

 2, condução da paternidade/maternidade ou família ca$tica podem


causar TDA/HW Teorias que culpa m o meio ambiente como maior
respons,vel pelo TDA/H não receberam apoio na literatura científica!
Al&uns escritores afirmaram que o comportamento +iperativo resulta do
fraco controle dos pais sobre as crianças! Cr)0se que pais muito
15
permissivos não fornecem treinamento estrutura ou disciplina
suficientes *en+um estudo ap$ia tal ponto de vista! 6esquisas mostram
que pais de crianças com TDA/H dão mais ordens e são mais
&overnantes com seus fil+os! Crianças com TDA/H eram menos
submissas a ordens e diretivas de sue pais mais teimosas ne&ativas e
menos capa#es do que as crianças sem TDA/H para manter0se
submissas com o passar do tempo sob as ordens dos pais!
6esquisas indicam que os comportamentos ne&ativos das mães ocorria
como resposta ao comportamento difícil das crianças e não como causa
dele!
Estudos apontam que pais de crianças com TDA/H são mais suscetíveis
a apresentar problemas como alcoolismo e uso de dro&as
comportamento anti0social e depressão além de terem apresentado
problemas escolares e +iperatividade quando crianças!
6roblemas psiqui,tricos nos membros das famílias de crianças com
TDA/H ocorriam mais freq(entemente apenas em um sub&rupo
composto de crianças que também apresentavam problemas sérios de
comportamento a&ressivo desafiador e anti0social!

Os problemas com os pais e familiares estão li&ados ao


desenvolvimento do comportamento a&ressivo e anti social nas crianças
e não ao TDA/H!
Todas essas evid)ncias tornam altamente improv,vel que qualquer
causa meramente social como 8m, condução da paternidade9 ou vida
familiar disruptiva ou estressante crie TDA/H na criança! Ao contr,rio as
pesquisas su&erem que crianças com TDA/+ podem &erar estresse em
seus pais causando uma vida familiar al&o disruptiva!
*os casos em que os cuidados paternais são pobres e a vida familiar
disruptiva influencia as crianças isto parece ser um dos a&entes
contribuintes para o comportamento a&ressivo e desafiador mas não
para o TDA/H!

 E.cesso de TV causa TDA/HW *en+um estudo foi capa# de


provar que crianças com TDA/H assistem mais TV que as outras
sem TDA/+! Ver muita TV não causa TDA/H!

uem tem risco de apresentar TDA/H

16
2esmo antes de uma criança nascer certas características paternas ou
familiares aumentam as c+ances de que a criança possa apresentar TDA/H! O
que aumenta essa probabilidadeW
 6ais que apresentam TDA/H são mais propensos a terem
crianças com TDA/H devido aos fatores +eredit,rios!
 Toda +ist$ria familiar de TDA/H aumenta as c+ances de uma
crianças ter TDA/H!
 Ter um irmão com TDA/H aumenta a probabilidade que outra
criança na família ven+a a ter TDA/H em MQ< a :Q<! Os
cientistas estimam que o risco é de apro.imadamente 4: a 4><
para em meninas e M>< a :;< para meninos independente do
se.o do irmão com TDA/H!
Outros fatores de risco familiares associados com desenvolvimento inicial e
persistente do TDA/H são7
 2enor &rau de instrução da mãe1

 2enor status socioeconUmico dos pais1

 6ais solteiros1

 Abandono da família pelo pai

Obs7 *ão causam TDA/H mas se associam a um maior risco!

Caracter+sticas da ;ravide1

 2ães que apresentavam complicaçes durante a &ravide# t)m maior

probabilidade de &erar crianças com TDA/H1


 O TDA/H da &estante pode levar a poucos cuidados pré0natais e &erar
complicaçes! A causa seria &enética e as associaçes a&ravariam o
caso1
 E.istem poucas evid)ncias de que essas complicaçes causem de fato
o TDA/H7
 Complicaçes7

• *Nmero de ci&arros que a mãe fumava por dia

17
• 2ães com convulses1

• *Nmero de internaçes +ospitalares durante a &estação1

• 6roblemas respirat$rios na criança durante ou ap$s o parto1

• 6eso e saNde da placenta inspecionada ap$s o parto

Estudos de beb)s
freq(entemente prematuros
que e de bai.o
essas crianças peso t)mnotadamente
apresentam mostrado
maiores probabilidades de desenvolver TDA/H mais tarde na
inf-ncia ' Q a > ve#es maior que na população em &eral! Esses
beb)s apresentam alto risco de +emorra&ia cerebral! 2ais de
L;< dos bebe s que apresentavam pequenos san&ramentos
cerebrais foram descobertos como sendo TDA/H mais tarde na
inf-ncia!

Caracter+sticas da Inf8ncia e dos Primeiros anos

Al&umas características do desenvolvimento inicial das crianças que podiam


ser pro&nosticadas como de maior risco para o aparecimento tardio de TDA/H
são7
 @etardos no desenvolvimento motor1

 2enor taman+o da cabeça ao nascimento e aos 4M meses de idade1

 Ríquido amni$tico corada por mecUnio fe#es do intestino do fetoB

 ?inais de lesão nervosa ap$s o nascimento1

 6roblemas respirat$rios ap$s o nascimento1

 Crianças e.cessivamente ativas na inf-ncia1

 Crianças com a atenção curta para a idade1

 Crianças com maiores depend)ncias dos cuidados dos pais!

Obs7 Estas não são causas de TDA/H são mais provavelmente sinais
precoces do pr$prio TDA/H!

Caracter+sticas dos anos Préescoares


18
Entre M e Q anos o desenvolvimento de sintomas precoces e persistentes de
+iperatividade e no contato com outras crianças é sinal de uma criança de risco
para o TDA/H!
Crianças novas com e.cessiva desatenção e dificuldades emocionais como ira
freq(ente e.ploses de temperamento ou predisposição para se tornar
facilmente
TDA/H comdescontroladas
o crescimento! podem e.ibir maior probabilidade de apresentar
Crianças mais "ovens cu"o temperamento inicial é ne&ativo e dependente t)m
maior probabilidade de serem dia&nosticadas mais tarde como sendo TDA/H!
Temperamento7 padres de características de personalidades iniciais e
persistentes incluindo7 nível de atividade &rau e intensidade de resposta
diminuição da persist)ncia da atenção demanda de outras pessoas qualidade
de +umor irritabilidade ou rapide# de enfurecer0se ou e.ibir emoçãoB
adaptabilidade ou capacidade de a"ustar0se a mudanças e ritmicidade ou
re&ularidade dos períodos de sono e despertar comer e eliminação controle
dos intestinos e be.i&aB!

As características abai.o são especialmente pro&n$sticos da continuidade do


TDA/H mais tarde na inf-ncia7
 Hiperatividade1

 Alta intensidade1

 Desatenção1

 Humor ne&ativo1

 Iai.a adaptabilidade

Em uma pesquisa Q;< das crianças com problemas precoces de


comportamento ainda eram +iperativas ou apresentavam um dia&n$stico formal
de TDA/H!
Campbell verificou que +, casos em que a +iperatividade precoce e o
comportamento desafiador se combinam a outros fatores da vida da criança
e.istindo aí maior probabilidade do desenvolvimento de TDA/H7
 6ersonalidade dos pais1

 6roblemas psicol$&icos ou psiqui,tricos que podem interferir com os


cuidados paternais e educação da criança!

19
m estilo ne&ativo crítico e autorit,rio da mãe em controlar uma criança mais
nova com +iperatividade é provavelmente mais pro&n$stico de problemas
persistentes anos mais tarde!
ATE*XYO7 o comportamento e o temperamento das crianças pode ser
mel+orado ou piorado pelo tipo de ambiente!
Os problemas dos pais não causam TDA/H mas7
 E.acerbam sintomas1

 As reaçes dos pais asseveram a persist)ncia dos sintomas mais


&raves de TDA/H1
 Aumentam os riscos do desenvolvimento do TDO ' Transtorno
Desafiador0 opositor
Estudos e pesquisas su&erem que é possível identificar crianças com risco de
desenvolver um padrão inicial e persistente de sintomas antes de iniciar a pré0
escola Educação =nfantilB e talve# até precocemente aos M ou : anos!
Os fatores discutidos a se&uir em ordem decrescente de import-ncia parecem
mais Nteis nas
de TDA/H como pro&n$stico potencial de aparecimento precoce e persistente
crianças7
40 Aparecimento precoce de alto níve l de ativ idade e de demanda na
inf-ncia ou nos anos pré0escolares de uma criança1
M0 Comportamento crítico/autorit,rio dos pais nos anos iniciais da criança
quando combinados ao item 41
:0 Hist$ria familiar de TDA/H1
L0 umo e uso de bebida alco$lica durante a &ravide# ou m, saNde da
mãe1

Q0 *Nmero de complicaçes
especialmente maior que
parto prematuro e/ouo bai.o
normalpeso
durante
ao anascimento
&ravide#
associado a pequenos san&ramentos cerebrais1
50 6ai ou mãe so lteira com menor &rau de ins trução que o normal o que
pode ser indicativo de possíveis sintomas de TDA/H nos paisB1
>0 2, saNde da criança e retardos de desenvolvimento e de lin&ua&em1
Obs7 a forma como os pais educam e controlam a criança pode contribuir para
a persist)ncia do TDA/H!

20
ma ve# desenvolvidos os sintomas de TDA/H em uma criança sua
severidade e o quanto deles persistir, se relaciona parcialmente com a
maneira como os pais controlam a criança!

4 ue .sperar: A 3ature1a do Transtorno

O TDA/H pode tornar o dia a dia um &rande desafio! 6arece criar relaçes
adversas entre a criança com TDA/H e todos % sua volta! As rotinas mais
comuns de um dia normal parecem um campo de batal+as!
A incid)ncia de TDA/H é de : a Q< nas crianças! E.istem variados &raus do
transtorno na população7 limítrofe leve moderado e severo!
Tipicamente as pessoas +o"e são dia&nosticadas com TDA/H quando seus
sintomas ocorrem com mais freq()ncia e em maior ma&nitude do que em :<
dos indivíduos da mesma idade e se.o!

O TDA/H é uma doença neurolo&icamente determinada com prov,veis causa


&enética e encontrado no mundo inteiro! *ão dia&nosticar não que di#er que o
transtorno não e.iste3
O transtorno é : ve#es mais comum em meninos do que em meninas7 4 a :<
de meninas contra : a F< de meninos!
Estudos em diversos países demonstram a e.ist)ncia de TDA/H em7
 *ova Zel-ndia7 M0><

 Aleman+a7 L<

 [ndia7 Q0M<

 C+ina7 50<

 Gapão7 >0F<

 Holanda7 40:<

 Irasil7 Q05<

Dado que Q; a 5;< dessas crianças continuarão a ter a doença sob a forma
completa na vida adulta o TDA/H deve estar presente em apro.imadamente M0
:< dos adultos!

21
4 TDA/H .<4=>I C49 4 C2.?CI9.3T4 DA C2IA3@A

Crianças préescoares com TDA/H

Crianças com padrão persistente de TDA/H nessa fai.a et,ria são descritas
pelos pais como impacientes sempre a 8toda9 a&indo como se diri&idos por
um motor freq(entemente subindo pelas paredes e se intrometendo nas
coisas! 6ersistentes em suas vontades necessitadas de atenção paternal e
&eralmente inst,veis quanto % sua curiosidade pelo ambiente! Os pré0escolares
com TDA/H &eram um desafio definitivo as +abilidades de mane"o de uma
criança por parte de seus pais particularmente por suas mães! @equerem
monitoramento mais freq(ente! E.ibem também triste#a tornam0se irritadas
com rapide# e t)m bai.a adaptação! Desobedi)ncia %s instruçes são comuns!
2eninos são desafiadores e opositivos! Os ataques de birra os ataques de
mau comportamento são mais freq(entes e mais intensos!
Colocar uma criança com TDA/H numa crec+e pode tra#er muita an&Nstia para
os pais pois poderão receber muitas reclamaçes do comportamento do
fil+oaB! 6ais relatam a dificuldade em encontrar bab,s o que limita a
mobilidade dos pais!

Idade escoar

A escola ser, a ,rea de maior impacto pra suas incapacidades! Habilidades


como sentar quieto atender escutar obedecer inibir um comportamento
impulsivo cooperar brincar de maneira adequada e intera&ir de forma
a&rad,vel com outras crianças são essenciais para conquistar uma carreira
acad)mica de sucesso!
*a idade escolar observa0se em crianças com TDA/H7
 6erformance educacional irre&ular

22
 Dificuldades em fa#er liçes de casa

 Dificuldades de comportamento

Em casa não aceitam tarefas domésticas e responsabilidades como as outras


crianças! 6recisam de a"uda em tarefas simples como se vestir e tomar ban+o!
Em atividades sociais são toleradas ou e.pulsas e a re"eição começa a

aparecer nos anos escolares!


Oprimidas intrometidas e com aversão a outros as crianças com TDA/+ que
tentam aprender +abilidades sociais mais apropriadas tornam0se confusas pela
re"eição de seus pares e mais tarde desenvolverão bai.a auto0estima!
*em todas as crianças com TDA/+ t)m bai.a auto0estima al&umas t)m uma
ima&em irrealisticamente positiva de si pr$prias em relação aos outros! ?uper
estimam suas +abilidades e capacidade de obter ).ito em uma tarefa!
2uitas crianças com TDA/H colocarão a culpa por seus fracassos em seus
pais professore ou pares devido a limitação de sua autoconsci)ncia!
Entre os > e os 4; anos ao menos :;0Q;< desenvolverão sintomas de
transtorno de conduta
pequenos furtos e de
e resistir comportamento anti social como7 mentir praticar
% autoridade!
MQ< ou mais podem apresentar problemas de bri&as com outras crianças!
Aqueles que não desenvolveram outros transtornos psiqui,tricos acad)micos
ou sociais até essa altura representam a minoria e terão provavelmente
mel+ores resultados na adolesc)ncia!
*esta fai.a et,ria a maioria das crianças ser, submetida a estudos %
medicação e mais da metade participar, de al&um tipo de terapia! :; a LQ<
receber, assist)ncia e.tra ou especial na ,rea educacional!

Adoescentes com TDA/H

>; a F;< das crianças dia&nosticadas como tendo TDA/+ continuarão


provavelmente a demonstrar sintomas na adolesc)ncia!
MQ a :Q< dos adolescentes demonstrarão comportamento anti0social ou
transtorno de conduta!
Até :;< podem e.perimentar ou abusar de dro&as ,lcool ou macon+a!

23
QF< repetirão no mínimo 4 ano na escola e serão suspensos ou e.pulsos de
escolas ao menos : ve#es mais que os que não t)m TDA/+!
Apro.imadamente :Q< dos adolescentes com TDA/H abandonam a escola
sem concluí0la!
?eus níveis de desempen+o estão abai.o do normal em matem,tica leitura e
orto&rafia!
As fontes de ansiedade típicas da adolesc)ncia ' identidade aceitação pelo
&rupo namoro desenvolvimento físico ' sur&em como se&unda fonte de
necessidades e ansiedades em adolescentes com TDA/H!
Adolescentes com TDA/+ podem começar suas relaçes se.uais mais
precocemente usando provavelmente menos métodos de controle de
natalidade!
:F< 0 índice de &ravide# na adolesc)ncia em "ovens com TDA/H!
2ais de 4Q< de "ovens com TDA/H são tratadas para doenças se.ualmente
transmissíveis por volta dos 4 anos!

2aior risco
e.cesso de de problemas
velocidade de direção
e acidentes de veículos! : a > ve#es mais multas por
automobilísticos!

Adutos com TDA/H

Q; a 5Q< das crianças com TDA/+ continuam a apresentar sintomas quando


atin&em a vida adulta!
Embora se"am suficientes seu nível de instrução e seu status s$cio econUmico
tendem a ser inferiores se comparado aios dos irmãos!
M; a LQ< apresentam comportamento anti0social que tra# problemas!
MQ< apresentam dia&n$stico de personalidade anti0social!
Apenas 4; a M;< das crianças com TDA/H atin&em a vida adulta livres de
qualquer dia&n$stico psiqui,trico com bom desempen+o sem sintomas
si&nificativos da doença!
MQ< se tornam persistentemente anti0sociais na vida adulta! Adultos com de
TDA/H cometeram L ve#es mais atos de a&ressão física contra outras pessoas!

24
2udam de trabal+o mais freq(entemente e são dispensados do trabal+o em
conseq()ncia de seu comportamento e fraco autocontrole!
Desempen+o em ocupaçes é marcado por problemas si&nificativos no que di#
respeito7 supervisão pontualidade pra#os escalas de trabal+o persist)ncia
produtividade no cumprimento das funçes desi&nadas!
Como as crianças os adultos apresentam problemas consider,veis de
desatenção fracaautodisciplina!
autocontrole fraca inibição dificuldades de resistir % distração fraco

\=mpacientes e sempre 8a mil9 necessitam sempre de uma ocupação!


?ensação interna de impaci)ncia tensão e a&itação!
O que torna os adultos diferentes é o impacto desses sintomas sobre a atuação
em situaçes adultas em que lidam com responsabilidades de adultos!
O primeiro passo é instruir0se sobre o Transtorno! A medicação ser, usada em
al&uns casos! E são necess,rias estraté&ias de controle do comportamento em
casa e no trabal+o7 aumentar a confiança nos superiores dividir o trabal+o em
passos menores determinar ob"etivos mais a curto pra#o!

Puanto mais leve for o TDA/+ na inf-ncia maiores as c+ances de super,0lo!

4? ?I3T49A? D. TDA/H 3A I303CIA ?. A=T.23A9 C430429. A


?IT>A@B4

 Onde a criança se encontra

 O que l+e é pedido

 Puem cuida da criança

Puanto menos restritivo for o ambiente e menos e.i&ente a tarefa solicitada


menos distin&uíveis serão as crianças com TDA/H! Crianças com TDA/H são
mais submissas e menos disruptivas com seus pais do que com suas mães!
Crianças com TDA/H se saem mel+or no início do ano letivo quando os
professore cole&as salas de aula são novos para elas! Comportam0se mel+or
em casa de pessoas que não v)em freq(entemente! 2ateriais escolares mais
coloridos bril+antealtamente estimulantes ale&res divertidos ou diferentes do
formato +abitual au.iliam a criança a obter mel+or desempen+o!
?aem0se mel+or quando prometidas recompensas como din+eiro
imediatamente ap$s a conclusão da tarefa!
25
Em encontros individuais parecem menos ativas menos desatentas e menos
impulsivas! Em situaçes de &rupo podem apresentar o seu pior! Trabal+am de
modo mais eficiente quando supervisionadas de perto e quando as instruçes
são repetidas com maior freq()ncia! 6arecem se sair mel+or nas tarefas
escolares no período da man+ã!

C4942IDAD.

?er dia&nosticado como tendo TDA/H aumenta as c+ances de também


apresentar v,rios outros problemas ' fenUmeno c+amado co0morbidade!
Intei,7ncia

Crianças com TDAH ficam em média > a 4; pontos abai.o nos testes de
inteli&)ncia mais provavelmente devido ao refle.o dos problemas impostos pelo
TDA/H nas +abilidades de reali#ar teste do que na pr$pria inteli&)ncia!

Desempen)o na escoa

ma ,rea de &rande dificuldade para crianças com TDA/H é a performance


acad)mica ' a quantidade de trabal+o escolar que elas são capa#es de reali#ar
e sua conduta &eral na sala de aula!
A maioria das crianças TDA/H encamin+adas para tratamento via mal na
escola! Apresentam no mínimo dois problemas com o trabal+o escolar7
40 *ão conse&uem fa#er o mesmo que outras crianças! *ão fa#em o que
seria esperado por suas con+ecidas +abilidades e portanto terão notas
menores e repet)ncias mais freq(entes!
M0 ?eu nível de +abilidade est, abai.o de crianças sem TDA /H e pode
abai.ar mais durante os anos escolares!
Cerca de L;< ou mais das crianças com TDA/H são colocadas em pro&ramas
de Educação Especial para pessoas com defici)ncias de aprendi#ado ou para
crianças com transtorno comportamental! ?ão mais suscetíveis de apresentar
defici)ncia no aprendi#ado! ma Defici)ncia no Aprendi#ado ' D!A! 0 é uma
discrep-ncia si&nificativa entre a inteli&)ncia de uma criança e seus outros
scores em testes de desempen+o acad)mico!
26
Entre M; a :;< das crianças com TDA/H apresentam ao menos um tipo de
Defici)ncia de Aprendi#a&em em matem,tica leitura ou orto&rafia! Ambos os
transtornos t)m uma &rande predisposição +eredit,ria!
Essas crianças com TDA/H apresentarão provavelmente mais problemas
específicos de desenvolvimento da fala do que crianças normais! Crianças com
TDA/H terão provavelmente problemas de e.pressão de lin&ua&em de
flu)ncia na lin&ua&em!

4utras )abiidades mentais

Crianças com TDA/H também tendem a ser menos +,beis no uso de


estraté&ias comple.as e +abilidades or&ani#acionais para resolver problemas
intelectuais e sociais! ?ua impulsividade é uma desvanta&em para eles na
maioria das situaçes de resolução de problemas! Elas também usam
estraté&ias menos eficientes de procura em suas mem$rias quando necessitam
pensar sobre como rea&ir a uma situação percepção tardiaB!

Elas t)m problemas na mem$ria de operação que é lembrar0se de fa#er al&o


especialmente em um momento posterior! ?eus problemas aparecem quando
necessitam refletir sobre um problema! ?ão menos or&ani#adas ou e.ibem
maiores dificuldades em se plane"ar!

Desenvovimento f+sico

 Apresentam mais problemas de desenvolvimento físico

 Apresentam mais problemas médicos lo&o ap$s o nascimento e


problemas de saNde &eral durante a inf-ncia!
 Coordenação motora mais pobre especialmente a coordenação motora
fina
 Atrasos nas +abilidades adaptativas7 responsabilidade de cuidar de si
mesmo no dia a dia intera&ir com outros e se tornar independentes!
Dificuldades em reali#ar de forma independente e autUnoma tarefas
como7 vestir tomar ban+o alimentar0se ir ao ban+eiro bem como de
lin&ua&em e +abilidades interpessoais dividir cooperar manter
promessas se&uir ordens e dedicar0se a se&urança pessoal além das
+abilidades relacionadas a tornar0se membro independente e autUnomo
27
da comunidade  lidar com din+eiro transaçes comerciais utili#ar
recursos da comunidadeB!
 Crianças com TDA/+ encontram0se abai.o do desempen+o esperado a
despeito de sua inteli&)ncia normal!

Probemas emocionais e comportamentais

 2ais dependentes e difíceis de se cuidar devido ao temperamento &eral!

 Até LQ< das crianças com TDA/H apresentam ao menos al&um outro
transtorno psiqui,trico acompan+ando o TDA/H
 E.istem mais sintomas de ansiedade e depressão!

 H, maior presença de T!D!O! ' Transtorno de desafio e oposição!

 Até M/: delas podem ser bem teimosas e discutir com seus pais mais
que outras crianças são também a&ressivas em relação aos outros
podem se tornar rapidamente irritadas atacar verbalmente ou mesmo
fisicamente os outros mais do que outras crianças da mesma idade!
 Esses problemas de conduta podem evoluir para formas mais severas
de comportamento anti0social7 mentir roubar bri&ar fu&ir de casa
destruir propriedades e outros comportamentos delinq(entes ou
criminosos!
 Até LQ< podem evoluir para um dia&n$stico mais severo de transtorno
de conduta!

Como crianças com TDA/H idam com outras crianças

 Em &eral não se dão muito bem com seus pares!

 6rovocam comportamento autorit,rio por parte de seus pares quando


trabal+am "untos devido ao comportamento desatento disruptivo
desli&ado imaturo e provocativo!
 ?ão menos capa#es de cooperar e dividir!

28
 O desenvolvimento das trocas sociais que permite o estabelecimento de
ami#ades é pre"udicado!
 Tem poucos parceiros ou nen+um ami&o para brincar!

4 conte'to da fam+ia de uma criança com TDA/H

A família é o conte.to social mais imediato a uma criança com TDA/H! @elatos
de outros inseridos neste sistema social são determinantes sobre qual criança
ser, encamin+ada dia&nosticada e tratada!
 preciso saber7
 Como a criança afeta os paisW

 Como a criança afeta os irmãosW

 Como os pais afetam a criançaW


 Como os irmãos afetam a criançaW

 Como a criança afeta outros membros da família e vice0versaW

 Como a família se or&ani#aW

 E.istem problemas con"u&ais que comprometem o relacionamento com


a criançaW
 O casamento é fonte de amor e ener&iaW

 Os pais trabal+am foraW O trabal+o é fonte de stress ou de ener&ia e

amorW
As interaçes 6ais0fil+os0irmãos0criança TDA/H mostram0se mais ne&ativas e
estressantes para todos os membros da família! E.iste apro.imadamente L;<
de c+ance de que ao menos um dos pais de uma criança com TDA/H também
apresente o problema!
Cria0se um ciclo vicioso7
4 ' 6ais que estão tendo problemas pessoais freq(entemente percebem seu
fil+o com TDA/H e.ibindo um comportamento ainda mais disruptivo e com mais
dificuldade para ser condu#ido do que pais sem os mesmos problemas!

29
M ' Essas percepçes afetam o modo como os pais rea&em ao comportamento
da criança resultando por ve#es em puniçes severas desnecess,rias ou uma
irritabilidade &eral em relação % criança a despeito do que ela fa#!
:0 A criança também recebe muito menos encora"amento elo&ios e carin+os do
que do contr,rio receberia!
L ' Esse tratamento da criança influencia o modo como ela se comporta em
relação aos epais
ar&umentação talve#
conflito &eral!aumentando o nível de rebeldia teimosia
Q ' 6ode reforçar a visão dos pais de que a criança é um problema ou é difícil
de mane"ar!
50 O ciclo começa novamente!

O relacionamento pais ' fil+o com TDA/H pode afetar a severidade dos
problemas de uma criança e as percepçes dos pais de como é estressante
educar esse seu fil+o!

As Interaç*es de Crianças com TDA/H e suas 9ães

=niciam mais interaçes do que outros meninos quando trabal+ando com suas
mães necessitando também de mais a"uda! *ecessitam de mais atenção mais
conversa e solicitam mais intensamente a a"uda de suas mães! As mães
controlam mais o comportamento e se envolvem mais no autocontrole de seus
fil+os!
Crianças com TDA/H são menos submissas mais ne&ativas mais capa#es de
se abster de tarefas e menos capa#es de persistir em concordar com as

diretri#es impostas
as ve#es menos para suas %s
responsivas mães! 2as dão
interaçes demais ordens são mais ne&ativas
seu fil+o!

As Interaç*es de Crianças com TDA/H com seus Pais

30
Crianças com TDA/H se comportam mel+or com os pais se.o masculinoB! Elas
são menos ne&ativas e persistem mais nas tarefas quando com seus pais! 6ais
falam menos e impem mais rapidamente uma conseq()ncia para atos bons
ou ruins! 6ais são mais intimidadores!
Esta discrep-ncia no comportamento dos fil+os com TDA/H com relação ao pai
e a mãe freq(entemente causam problemas con"u&ais!

Interaç*es com os Irmãos

O conflito é maior do que o normal! Crianças com TDA/H ar&umentam mais


divertem0se mais disruptivamente &ritam mais com seu s irmãos e são mais
suscetíveis a encora"arem0se por um comportamento inapropriado ou danoso!
=rmãos irritam0se mais sentem0se cansados e e.asperados! ?entem inve"a e
ciNmes do irmão com TDA/H!

Como o TDA/H afeta as interaç*es entre pais e fi)os

Tanto o comportamento da criança com TDA/H como as tentativas dos pais em


controlar esses comportamento contribuem para o crescente aumento no
conflito nas relaçes familiares!
Puando uma criança com TDA/H é colocada em uma classe +, um aumento
das ordens aumenta da repressão e a da disciplina sobre a criança! Em &rupo
com outras crianças no início as crianças também tentam dar mais ordens %
criança com TDA/H e se as ordens fal+am elas acabam por se afastar da
criança com TDA/H!

@eação dos 6ais7


40 Tentam i&norar o comportamento da criança
M ' rustração e e.asperação dos pais
: ' Disciplina física ou outra forma de punição
Os pais relatam depressão bai.a auto0estima e pouca satisfação em suas
tarefas paternas!

31
Probemas psi"ui!tricos dos pais

6ais de crianças com TDA/H t)m maior probabilidade de apresentar problemas


psicol$&icos e psiqui,tricos7
 Estresse paternal7 pais apresentam maior estresse mães apresentam
maior bai.a auto0estima maior isolamento social mais depressão maior
auto censura! Puanto maior os problemas da criança maior o estresse
familiar e maior a probabilidade de um div$rcio!
 Transtornos psiqui,tricos7 4Q a M;< das mães M; a :;< dos pais e M5<
dos irmãos e irmãs de crianças com TDA/H podem apresentar TDA/H ao
mesmo que seus fil+os e irmãos! O risco entre parentes biol$&icos é de
MQ a ::<!
 6ais de criança com TDA/H são também suscetíveis a e.perimentar
uma variedade de outros transtornos psiqui,tricos7

• 6roblemas de conduta comportamento anti social7 MQ a MF<


Alcoolismo7 4L a MQ<
• Alteração de +umor ou reação e.cessiva ao desapontamento7 4;
a M><

• Esses comportamentos estão mais relacionados % a&ressividade


e comportamento anti0social e não tanto com o TDA/H dessa
criança!

Parte II – Assumindo 2esponsabiidades

A busca pea a vaiação profissiona


ma avaliação por profissionais de saNde deve ser buscada quando a criança
apresentar os se&uintes comportamentos7

32
 A criança na Educação =nfantil se comporta de maneira diferente dos
cole&as mais a&itado menos atento mais impulsivo e mais difícil de ser
controlado!
 A +iperatividade a falta de atenção a falta de controle das emoçes a
a&ressividade a e.citabilidade se tornam difíceis de controlar e de
serem i&norados!

 Os métodos educacionais não estão surtindo efeito!


 Os pais compreendem a necessidade contínua de au.iliar seu fil+o mais
que outros pais precisam au.iliar os fil+os!
 A equipe da escola aponta dificuldades da criança!

 *a verdade é no ambiente escolar &eralmente durante o primeiro ou


se&undo ano do Ensino undamental que a &rande maioria dos pais
toma con+ecimento de que seu fil+o tem um problema de
comportamento e que necessita de atenção!
A avaliação por uma equipe multiprofissional deve ser buscada diante das
se&uintes condiçes7
4 ' A criança e.ibe vivacidade desatenção e impulsividade bem maior do
que outras crianças da mesma idade +, no mínimo seis meses!
M ' H, al&uns meses outros pais t)m su&erido que seu fil+o tem um
autocontrole mais prec,rio ou é muito mais ativo impulsivo e desatento se
comparado %s crianças normais!
: ' é necess,rio muito mais de seu tempo e ener&ia para condu#ir a criança
e mant)0la se&ura do que outros pais!
L ' Outros crianças não &ostam de brincar com seu fil+o e o evitam por seu
comportamento +iperativo emocional ou a&ressivo!

Q ' m membro da crec+e ou professor da escola informa que seu fil+o tem
apresentado problemas si&nificativos de comportamento +, v,rios meses!
5 ' Voc) perde o controle com seu fil+oaB freq(entemente sente0se como
no limite para usar disciplina física ou para a&redir a criança fica
e.tremamente fadi&ado e.austo ou mesmo deprimido na tarefa de condu#ir
e educar seu fil+oaB!

ue profissiona procurar5

33
 6rofissional que entenda o m,.imo sobre TDA/H7 6ediatra
6sic$lo&o Terapeuta Ocupacional 6siquiatra =nfantil *europediatra
Assistente ?ocial
 Encontrar al&uém que este"a familiari#ado com a literatura científica e
substanciosa sobre o TDA/H!

Preparandose para a Avaiação

?ente0se e faça uma lista de respostas ao question,rio a se&uir! =sto torna mais
rico e mais r,pido o processo de avaliação7
4! O que mais o pre ocupa sobre seu fil+oW Em casaW *a escolaW Com a
vi#in+ançaW Com os cole&asW Com os outros familiaresW Riste os
maiores problemas e os que ocorrem com maior freq()nciaB!
M! Riste a e.ist)ncia de problemas nas se&uintes ,reas7

• 6roblemas de saNde

• 6roblemas de inteli&)ncia

• 6roblemas no desenvolvimento motor e coordenação

• 6roblemas nos $r&ãos dos sentidos

• 6roblemas nas +abilidades de aprendi#ado acad)mico

• 6roblemas de ansiedade e medo

• 6resença de depressão

• 6resença de a&ressão voltada a terceiros

• 6resença de +iperatividade

• 6resença de déficits na atenção

• 6resença de comportamento anti0social

34
: 0*ome da criança7 ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]] =dade7 ]]]]]]]]]]

Data7 ]]/]]]/]]@espons,vel pelo preenc+imento7 ]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]

=nstruçes7 ?eu fil+o tem problemas em submeter0se a instruçes ordens ou re&ras em


qualquer uma dessas situaçesW Caso afirmativo circule o ?=2 e marque o nNmero que
descreve quão severo é o problema!

?ituaçes ?im/*ão Reve ?evero

Tarefas sim não 4 M : L Q 5 > F


Irincar so#in+o
Irincar com outras crianças
Hora das @efeiçes
Vestir e Despir
Ravar0se e tomar ban+o
Puando voc) est, ao
telefone
Assistindo % televisão
Puando +, convidados em
casa
Puando voc) visita a casa
de terceiros
Em locais pNblicos

35
Puando o pai est, em casa
Puando solicitado a e.ecutar
tarefas domésticas
Puando solicitado a fa#er a
lição de casa
*a +ora de dormir
*o carro
Com uma bab,
L 0 =nforme com clare#a e verdade sobre a presença de problemas familiares7
 Alcoolismo

 so de dro&as

 Conflitos matrimoniais

 so e.cessivo de disciplina

 2aus tratos
 6unição fi.ista

 ?uspeita de abuso se.ual

 6roblemas pessoais

 6roblemas financeiros

 6roblemas com outros fil+os

 6roblemas de saNde

Obs7 *ão falar sobre esses problemas pode levar a erros de dia&n$stico!

Q0 6eça aos professores de seu fil+o que descreva os problemas que


ocorrem na escola!
^5 ' Escreva o que sabe sobre a &estação e desenvolvimento de seu fil+o7

• 6roblemas durante a &ravide#

• 6roblemas no parto
36
• 6eso da criança ao nascimento

• 6roblemas lo&o ap$s o parto

• 6roblemas de saNde

• Atrasos no desenvolvimento

Os componentes mais importantes de uma avaliação são7


4! A entrevista com os pais da criança
M! O e.ame clínico
:! A conclusão e os resultados nas escalas de comportamento preenc+idas
pelos pais
L! ma entrevista com os professores da criança
Q! O preenc+imento de escalas de comportamento preenc+idas pelos
professores
5! Testes de P!=! para +abilidades e reali#ação acad)mica!
>! Observaçes diretas sobre o comportamento da criança na escola
durante o trabal+o escolar!
Obs!7 m profissional e.periente saber, que o comportamento de seu fil+o
na clínica não é similar ao comportamento típico em outros locais!

37
Parte III – 4s Critérios Dia,n#sticos

Critérios dia&n$sticos para o TDA/H se&undo o D?2 ' =V 4LB 2anual


dia&n$stico e estatístico de transtornos mentais da American 6sKc+iatric
Association!
A ' 4B e/ou MB

4 ' ?eis  ou maisB dos se&uintes sintomas de desatenção persistentes por


pelo menos seis meses em &rau mal adaptativo e inconsistente com o nível
de desenvolvimento mental7

Desatenção

aB freq(entemente dei.a de prestar atenção a detal+es ou comete erros por


descuido em atividades escolares de trabal+o ou outros1
bB com freq()ncia tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou
atividades lNdicas1
cB com freq()ncia parece não escutar quando l+e diri&em a palavra1
dB com freq()ncia não se&ue instruçes nem termina seus deveres
escolares tarefas domésticas ou deveres profissionais não se devendo a
comportamento de oposição ou incapacidade de compreender instruçesB1
eB com freq()ncia tem dificuldade para or&ani#ar tarefas e atividades1
fB com freq()ncia evita antipati#a ou reluta envolver0se em tarefas que
e.i"am esforço mental constante como tarefas escolares ou deveres de
casaB1
38
&B com freq()ncia perde coisas necess,rias para tarefas ou atividades por
e.emplo7 brinquedos tarefas escolares l,pis livros ou outros materiaisB1
+B é freq(entemente distraído por estímulos al+eios % tarefa1
iB com freq()ncia apresenta esquecimento em atividades di,rias!

M ' ?eis ou mais dos se&uintes sintomas de +iperatividade/impulsividade


persistiram por pelo menos seis meses em &rau mal adaptativo e
inconsistente com o nível de desenvolvimento7

Hiperatividade

aB freq(entemente a&ita as mãos ou os pés ou se reme.e na cadeira1


bB freq(entemente abandona sua cadeira em sala de aula ou em outras
situaçes nas quais se espera que permaneça sentado1
cB freq(entemente fala em demasia em situaçes nas quais isso é
inapropriado  em adolescentes e adultos pode estar limitado a sensaçes
sub"etivas de inquietaçãoB1
dB com freq()ncia tem dificuldade para brincar ou se envolver
silenciosamente em atividades de la#er1
eB est, freq(entemente 8a mil9 ou muitas ve#es a&e como se estivesse 8a
todo vapor9
fB freq(entemente fala em demasia1

Impusividade

&B freq(entemente d, respostas precipitadas antes de as per&untas terem


sido completadas1
+B com freq()ncia tem dificuldade para a&uardar sua ve#1
iB freq(entemente interrompe ou se mete em assuntos de outros por
e.emplo7 intromete0se em conversas ou brincadeirasB1
39
I ' Al&uns dos sintomas de +iperatividade/impulsividade ou desatenção que
causaram pre"uí#o estavam presentes antes dos sete anos de idade1
C0 Al&um pre"uí#o causado pelos sintomas est, presente em dois ou mais
conte.tos por e.emplo7 na escola ou trabal+oB e em casa!
D0 deve +aver claras evid)ncias de pre"uí#o clinicamente si&nificativo no
funcionamento acad)mico ou ocupacional!
E ' Os sintomas não ocorrem e.clusivamente durante o curso de Transtorno
=nvasivo do Desenvolvimento esqui#ofrenia ou outro transtorno do +umor
transtorno de ansiedade transtorno dissociativo ou transtorno de
personalidade!

Obs!7 *ão e.istem e.ames laboratoriais ou medidas de valor dia&n$stico para


o TDA/H assim como e.ames de san&ue urina estudo de cromossomos
EEs média de respostas evocadas resson-ncia ma&nética e tomo&rafia
computadori#ada TCB não devem ser usadas como rotina na avaliação de
crianças com TDA/H!

Parte I< –?ubtipos de TDA/H

Atualmente são apontados quatro subtipos de TDA/H7


• TDAH tipo predominantemente desatento
• TDAH tipo predominantemente +iperativo/impulsivo
• TDAH tipo combinado
• TDAH tipo atípico

40
H, um leque de vari,veis onde a desatenção é o nNcleo b,sico unificador
deste tipo de funcionamento cerebral!

A=T.2A@.? DA AT.3@B4

• ?intoma mais importante!  a condição para o dia&n$stico


• orte tend)ncia % dispersão sempre presenteB
• Dificuldade em manter0se concentrado em uma mesma atividade por
um tempo prolon&ado
• Desvios freq(entes do pensamento
• Rapsos de atenção
• Dificuldades nos relacionamentos e na or&ani#ação devido % desatenção
• Dificuldade na canali#ação de esforços na viabili#ação de trabal+os com
pra#os e metas pré0estabelecidos
• 6odem apresentar0se +iperconcentrados em atividades ou assuntos
que l+es despertem o interesse espont-neo ou pai.ão compulsiva
• 3a verdade )! uma I3?TAI=IDAD. da atençãoE
• Crianças com TDA/H do tipo predominantemente desatento7 são mais
passivas mais medrosas mais apreensivas que outras crianças sobre
as coisas mais son+adoras mais espaçosas a&em como se
estivessem sempre em confusão mental e não muito atentas ao que
est, acontecendo % sua volta são let,r&icas indolentes ou morosas
parecem se desviar de suas vidas di,rias participando apenas de
metade dos eventos % sua volta perdem muito da informação parecem
fora de sintonia cometem mais erros que outras crianças ao se&uir
instruçes orais ou escritas aparentemente calmas enquanto trabal+am
ainda que mentalmente 8não este"am por inteiro9 não processando
completamente a tarefas e as instruçes e.ibem menos problemas nos
relacionamentos tem piores resultados nos testes que envolvem
velocidade perceptivo0motora ou coordenação mão0ol+o e velocidade
cometem mais erros em testes de mem$ria t)m mais problemas em
recordar consistentemente informaçes aprendidas com o passar do
tempo!
I9P>=?I<IDAD.

41
• 6equenas coisas despertam &randes emoçes
• Ao captar um pequeno sinal rea&e automaticamente sem avaliar as
características do que &erou o sinal! *a pessoa TDAH isto &era7
sofrimento culpa an&Nstia e cansaço!
• A criança acaba por receber r$tulos desa&rad,veis7 mal educada m,
a&ressiva estra&a pra#eres e&oísta irrespons,vel autodestrutiva!
• A impulsividade pode se manifestar como7 a&ressividade descontrole
alimentar uso de dro&as &astos demasiados vício em "o&os ta&arelice
incontrol,vel!
HIP.2ATI<IDAD. 0F?ICA . 9.3TA=
• Puando crianças as pessoas com TDA/Hiperatividade movem0se sem
parar em sala de aula em casa ou no parque andam aos pulos! Em
ambientes fec+ados me.em em v,rios ob"etos ao mesmo tempo
derrubam ob"etos no ímpeto de v)0los todos ao mesmo tempo!

@ecebem
pestin)as&osdiabin)os&
r$tulos de7desa(eitadas
bic)o carpinteiro  eétricas& desen,onçadas&

• *os adultos a +iperatividade se manifesta de forma menos e.uberante!


A +iperatividade não cessa na fase adulta! O que ocorre é uma
adequação formal da +iperatividade % idade adulta!

4 T2A@4 TDAH

O TDAH varia &randemente em intensidade nas características e na forma


como se manifesta! 6essoas levemente TDAHs podem não ter problemas
causados pelas características do transtorno na mesma intensidade que as
pessoas ine&avelmente TDAHs!
 o &rau do sofrimento e os pre"uí#os acarretados %s suas atividades
cotidianas que definirão se ir, necessitar de apoio por meio de tratamento!

42
6ode não ser possível fec+ar um dia&n$stico mas pode0se ver claramente
os traços TDAHs! m esboço das características TDAHs em pessoas
levemente TDAHs!
m adulto levemente TDAH não ter, muitos problemas no trabal+o!
Puando sob pressão e desafio conse&ue sair0se mel+or ainda!  dotado de
alto &rau de criatividade ener&ia e entusiasmo!

Certamente os traços
funçes burocr,ticas TDAH ecaem
rotineiras mal em al&uém que trabal+e em
repetitivas!

TDAH . C2IA3@A?

Como distin&uir uma criança com TDAH de uma criança normal visto que
distração impulsividade e +iperatividade são também características
comuns na primeira inf-nciaW
?=*A=? PE D=E@E*C=A2:

• I3T.3?IDAD.
• 02.>G3CIA
• C43?T3CIA

CA2ACT.2F?TICA? D4 TDA/H I30A3TI=

4! Com freq()ncia me.e e sacode os pés e mãos se reme.e no assento


se levanta da carteira
M!  facilmente distraída por estímulos e.ternos
:! Tem dificuldade em esperar sua ve# em brincadeiras ou em situaçes
em &rupo

43
L! Com freq()ncia dispara respostas para per&untas que não foram
completadas
Q! Tem dificuldade em se&uir instruçes e ordens
5! Tem dificuldade em manter atenção em tarefas ou mesmo atividades
lNdicas
>! req(entemente muda de uma atividade inacabada para outra
F! Tem dificuldade em brincar em sil)ncio ou tranq(ilamente
! _s ve#es fala e.cessivamente
4;!Vive perdendo itens necess,rios para as tarefas ou atividades escolares!
Obs!7 9esmo no ar mais estruturado e se,uro uma criança TDAH ir!
comportarse como ta-

DI0IC>=DAD.? .?P.CF0ICA? DA? C2IA3@A? C49 TDAH

• *ão conse&ue priori#ar estímulos!


• Ao contr,rio da criança mal educada ela sabe e sente que seu
comportamento intempestivo tra# problemas! Ela conse&ue entrever as
conseq()ncias de seu comportamento impulsivo mas não conse&ue
cont)0lo!
• 6ode aparentar imaturidade emocional e social em relação a outras
crianças mas não em relação % capacidade co&nitiva!
• 6or causa de sua desatenção pode ser considerada tola ou menos
inteli&ente que as outras crianças sem TDAH!

•  no início dos anos escolares que os problemas de comportamento


revelam sua pot)ncia!
• As dificuldades começam quando a criança é solicitada a cumprir
metas se&uir rotinas e.ecutar tarefas e a ser avaliado sem o apoio dos
pais e do ambiente familiar! Ela a&ora tem que andar com suas pr$prias
pernas3
• 6ara se adaptar % escola dever, camin+ar em direçes determinadas
em tempos pré0estabelecidos e em ritmo compatível com o das demais
crianças!

44
• 4 professor "ue descon)ece o probema pode acabar concuindo
"ue essa criança é irrespons!ve ou rebede& pois em um dia pode
estar produtiva e participante e no dia se,uinte pode simpesmente
não prestar atenção a nada e não evar a cabo os deveresE
• 4 desempen)o escoar das crianças com TDA/H é marcado pea
instabiidade- 4s momentos d+spares são pr#'imos um do outro&
podem se aternar de um dia para outro-
• Puando a criança é +iperativa os problemas se a&ravam pois além da
desatenção a incapacidade de manter0se quieto a impedir, não s$ de
aprender como também de fa#er ami#ades!
• A impulsividade leva a fal+as na delicada arte de fa#er ami&os e manter
ami#ades!
• A criança )iperativa/impusiva com fre"7ncia:
• atropela a atividade dos &rupos
• tem &estos bruscos

• provoca freq(entes interrupçes


• quer dominar as brincadeiras
• quer impor re&ras
• insiste nas brincadeiras quando os cole&as ", estão cansados
• en"oa da atividade e abandona o time
• fala demais sem pensar e ofende os cole&as
• dei.a escapar os se&redos dos cole&as

PA2T. <  C43<I<.3D4 C49 4 TDAH

P43T4 C.3T2A=: - desatenção ou tend7ncia J distração


T.9P.2A9.3T4: K- impusividade
L- dificudade de esperar ser atendido

M- )iperatividade

45
N- supere'citação emociona

2.?>=TAD4?: O- desobedi7ncia
- probemas sociais
Q- desor,ani1ação

- D.?AT.3@B4 4> T.3DG3CIA R DI?T2A@B4:


• amplitude de atenção pequena demais para idade1
• podem prolon&ar o período de atenção em situaçes em que +,7
- novidadeS
K- ato vaor de interesseS
L- intimidaçãoS
L! ficar a s#s com um aduto-
TIP4? D. DI?T2A@.?:
4! visuais1
M! auditivas1
:! som,ticas1
L! de fantasias!
Distraçes visuais são coisas dentro do campo de visão da criança que
atraem sua atenção desviando0a do trabal+o ou tarefa!
Distraçes auditivas são sons que a criança ouve e que a incomodam1 podem
ser sons altos e claros ou sons bai.os como o tique0taque de um rel$&io! Estes
sons podem não parecer perturbadores mas para a criança com TDAH são de
&rande incomodo!
Distraçes som,ticas são sensaçes corporais que desviam a atenção da
criança! ?ensaçes provocadas pela costura da meias etiquetas das roupas
cadeira desconfort,vel estUma&o roncando dor de cabeça!
Distraçes de fantasias são pensamentos ou ima&ens que passam pela mente
da criança e que a atrai mais do as tarefas escolares!

46
4bs-: 3unca peça a uma criança com TDAH para fa1er tr7s coisas em
se"7nciaE
6ara a pessoa com TDAH é muito difícil7
PA2A2
4=HA2

e
4><I2E
Diante de uma situação nova a criança TDAH e.plode imediatamente e fa# o
que l+e vem % cabeça de maneira natural e autom,tica! Ela não possui a
capacidade bem desenvolvida de 8conversar consi&o mesma9 sobre o que
resultar, de suas açes! *as tarefas escolares a impaci)ncia pode se fa#er
presente por meio de um trabal+o ba&unçado e feito %s pressas! A impaci)ncia pode
ainda resultar em uma cali&rafia ruim mas como muitas crianças com TDAH
t)m problemas na coordenação motora fina não se sabe se a cali&rafia é ruim
por pressa ou por dificuldades motoras ou por ambos!

Esperar
aumentandopelos presentes
a a&itação de anivers,rio
e impaci)ncia! e de crianças
Al&umas *atal pode
comser muito
TDAH difícila
c+e&am
perder o controle de urina e fe#es pela dificuldade de esperar! A criança se
envolve em uma brincadeira e não p,ra! Al&umas crianças não dei.am a
brincadeira mesmo depois de su"as! ma das t,ticas menos efica#es é implorar
ou &ritar 8ten+a calma93 Esse consel+o é como "o&ar &asolina no fo&o! O
mel+or é retirar a criança da situação por um tempo! Puando est, com raiva a
criança TDAH pode dar fabulosos ataques de birra! ?ão ataques de fNria que
no entanto podem desaparecer tão rapidamente quanto começaram! As
mudanças de +umor são típicas das crianças com TDAH!
Al&umas crianças com TDAH c+e&am a perder o controle de urina e fe#es pela
dificuldade de esperar! A criança se envolve em uma brincadeira e não p,ra!
Al&umas crianças não dei.am a brincadeira mesmo depois de su"as!
ma das t,ticas menos efica#es é implorar ou &ritar 8ten+a calma9! Esse
consel+o é como "o&ar &asolina no fo&o! O mel+or é retirar a criança da
situação por um tempo!
Puando est, com raiva a criança TDAH pode dar fabulosos ataques de birra!
?ão ataques de fNria que no entanto podem desaparecer tão rapidamente
quanto começaram!
As mudanças de +umor são típicas das crianças com TDAH!

47
.?C4=A CA?A e A9I;4?

TDAH com Hiperatividade


.?C4=A
A escola e.i&e que ele fique parado se concentre se or&ani#e se relacione
bem e aprenda temas que ele considera c+atos!  o ambiente mais detestado
pelos +iperativos!
O desempen+o escolar é irre&ular apesar de o P!=! ser o mesmo do seus
cole&as! Al&umas crianças com TDAH são bril+antes outras estão na média e
al&umas abai.o da média! 2as qualquer que se"a o P!=! elas não conse&uem
us,0lo plenamente para aprender!
Como &rupo as crianças TDAH realmente apresentam uma tend)ncia maior
para ter dificuldades de aprendi#a&em 4; a 4Q< t)m dificuldades de
aprendi#a&em além do TDAHB!

A interação com o professor tem um papel decisivo!


=A2
Em casa ela vai constantemente desconcertar seus pais é uma fonte de
constante barul+o tumultos quebra ob"etos com freq()ncia e a competição
com os irmãos é anormal! A disciplina é um &rande problema para os pais a
criança não se lembrar, ou não conse&uir, cumprir as re&ras e quando
solicitada a fa#er mesmo as menores coisas se irrita e d, &randes crises de
birra! *ormalmente é deslei.ada e seu quarto é uma &rande ba&unça!
Ela não conse&ue c+e&ar ao fim de nen+uma tarefa! 6edir que faça duas ou
tr)s coisas se&uidas é causa perdida3

A família se sente deprimida e esma&ada pelo comportamento difícil e os pais


ficam constantemente a procurar o que fi#eram de errado com o fil+o3

C4=.;A?
Os freq(entes lapsos de autocontrole dificultam a sua participação nos "o&os
nos quais se"a necess,rio se&uir re&ras e se conter! 2uitas ve#es ele é
mandão e fisicamente a&ressivo tem dificuldade em compartil+ar e não presta
atenção ao que os cole&as querem fa#er! Os cole&as não querem voltar para
brincar e aos poucos ele dei.a de ser convidado para ir %s festas nas casas
dos cole&as! Acrescente0se a isso a tend)ncia a ficar supere.citado em &rupos
48
e a&ir de maneira boba fa#endo barul+os estNpidos! Puando as bri&as
acontecem ele sempre culpa os outros pelo problema!
O resultado de tudo isso é que a criança +iperativa termina isolada e muitas
ve#es é forçada a brincar com crianças mais novas do que ela! O &rau de
maturidade da criança +iperativa é bem menor do que a maturidade das
crianças de sua idade as crianças mais novas farão dele um líder! E isso
a&rada a criança com +iperatividade!
Al&umas crianças +iperativas se darão bem com crianças mais vel+as do se.o
oposto mas a prova de fo&o é se relacionar bem com as crianças do mesmo
se.o e da mesma idade3

TDAH  tipo desatento

.scoa

*ão apresentar, comportamentos destrutivos! A maioria é do se.o feminino! A


menina fica apa&ada em sil)ncio no fundo da sala de aula sem que nin&uém
a perceba!
Ela é son+adora e desli&ada não termina a lição a tempo não acompan+a o
que ocorre em sala de aula!
?ua desatenção passa despercebida porque ela é educada tenta ser
cooperativa fa# pouco barul+o e não causa problemas!
?eus esquecimentos e desor&ani#ação são vistos como sinal de capacidade
intelectual limitada e não como sinais de TDAH!
*as primeiras séries não são dia&nosticadas por causa do temperamento
&entil e educado!

=A2
Em &eral não é perturbadoramente a&ressiva nem barul+enta! 6ode ter um
temperamento conciliat$rio e ser de f,cil conviv)ncia! Al&umas são na verdade
passivas demais podem parecer desmotivadas e lentas para processar
informaçes! *ão escutam mesmo quando voc) l+e diri&e diretamente a
palavra! Esquecidas e distraídas tem problemas para finali#ar e or&ani#ar

49
tarefas! 6recisam ser monitoradas constantemente para que se saiba o que fe#
e o que não fe#!

Coe,as
*ão dei.am m, impressão o problema é na maioria das ve#es elas não
dei.am impressão nen+uma3 icam % mar&em da atividade e s$ participam se
forem convidadas! Em atividades em &rupo a distração e o esquecimento
podem coloc,0la em situaçes embaraçosas! ?ão tolerantes e rela.adas são
boas ouvintes sabem acomodar os interesses dos outros e muitas ve#es
dei.am os cole&as condu#irem os "o&os!

PA2T. <I  C4942IDAD. e DI?T2I4? C422.=AT4? ao TDAH

2uitas ve#es o TDAH vem acompan+ado de outros problemas psicol$&icos!


Puando c+e&am % adolesc)ncia Q;< das crianças com TDAH também vão se
enquadrar em um ou dois dia&n$sticos do D?2 =V0@! Estes distNrbios t)m
características em comum com o TDAH e conseq(entemente podem %s ve#es
ser confundidos com ele!

T2A3?T4234 D. D.?A0I4 . 4P4?I@B4


meninos75;<1 meninas7:;<B

As crianças com TDAH podem ser antip,ticas e irritar outras pessoas mas o
fa#em sem intenção de fa#)0lo! A criança TDO tem prioritariamente um
problema com autoridade! Elas são ne&ativas desafiadoras resistentes e
deliberadamente desobedientes! Assim como as crianças TDAH elas bri&am
t)m um temperamento difícil e culpam os outros pelos seus erros! *o entanto
as crianças TDO são rancorosas vin&ativas e tentam propositadamente irritar
os outros! O TDO começa em casa e pode se transferir para a escola! A
criança TDO no entanto pode se concentrar nas aulas completam as tarefas
escolares e mostram poucos problemas de comportamento nas primeiras
séries da escola!

50
T2A3?T4234 D. C43D>TA
meninos7MQ<1 meninas7F<B
As crianças com TC querem ferir e ma&oar as outras pessoas elas não se
importam se os dei.am com raiva e são mais a&ressivas do que as crianças
com TDO! Os "ovens com TC ameaçam intimidam e bri&am! 6odem ser
fisicamente cruéis com animais e pessoas! Destroem propriedades
freq(entemente
cabulam aulas equebram
ficam atére&ras roubam
tarde na forçam
rua! As atividade
crianças se.ual
com TDO incendeiam
&eralmente
8evoluem9 para TC!

DI?T2I4? D. A3?I.DAD. 9=TIP=A


:;<B
Tanto meninas como meninos com TDAH sofrem de mais de um distNrbio de
ansiedade! Elas podem ansiedade de separação distNrbio &enerali#ado de
ansiedade e TOC transtorno obsessivo0compulsivoB! obia social e crises de
p-nico podem se desenvolver em crianças mais vel+as!
D.P2.??B4 ;2A<.
M;<B
Os epis$dios de depressão &rave são caracteri#ados basicamente por um
período de duas semanas ou mais durante o qual a pessoa apresenta um
+umor deprimido e/ou um interesse drasticamente redu#ido por quase tudo!
6odem e.ibir7 mudança de peso fadi&a nervosismo aumento ou diminuição
do sono sentimentos de inutilidade bai.a concentração e pensamentos de
morte! Em crianças e adolescente o +umor depressivo pode se apresentar
basicamente como irritabilidade!

DI?T2I4 IP4=A2
4;<B
As pessoas com DistNrbio Iipolar vivenciam os dois e.tremos7 altos e bai.os
de +umor e comportamento! Vai vivenciar períodos de depressão e períodos
distintos de +umor anormalmente ale&re e.pansivo ou irritadiço que duram
pelo menos uma semana! Distin&uir um TDAH de um distNrbio bipolar é uma
tarefa séria e difícil!

51
4! O +umor das crianças bipolares tem um cicl o mais len to do que o das
crianças com TDAH!
M! Os ataques de birra do temperamento bipolar são muito piores do que
os das crianças com TDAH podem durar +oras e t)m uma característica
e.cessivamente dram,tica!
:! A destrutividade do TDAH é &era lmente em ra#ã o da desatenção ou
+iperatividade!
L! O TDAH tende a suavi#ar0se com a idade o temperamento bipolar
tende a piorar!
Q! Os pesadelos e son+os san&rentos são características dos bipolares!
5! Os medicamentos estimulantes pioram o quadro bipolar e os
estabili#adores de +umor o a"udam! Os estabili#adores de +umor fa#em
pouco ou nada pelo TDAH!

DI?T2I4? D. TI>.?

4; a 4Q<B
Os tiques são repentinos e repetitivos movimentos motores de curta
duraçãopiscar de ol+os encol+er os ombroscaretasB ou vocali#açes limpar
a &ar&anta roncar ou fun&arB! Puando tanto os tiques motores quanto os
vocais ", e.istem +, al&um tempo e produ#em sofrimento acentuado a
?índrome de uilles de Ra Tourette pode ser dia&nosticada! ?abe0se +o"e que
5;< das crianças com essa síndrome se encai.am no quadro de TDAH!

DI?T2I4? D4 ?434
:;<B
As crianças não dormem bem e resistem em ir para a cama! a#)0las levantar
cedo é também uma tarefa difícil! A falta de sono tem forte impacto sobre as
pessoas com TDAH!

DI?T2I4? D. AP2.3DIUAD4
meninos7MQ< a :Q< meninas74Q<B
6roblemas de leitura disle.ias dificuldades com c,lculos matem,ticos
re&istros +ist$ricos e forte aversão a trabal+os manuscritos!
52
PA2T. <II – =IDA3D4 C49 4 DIA;3V?TIC4 D. TDA/H

Al&uns pais podem en&a"ar0se na ne&ação do dia&n$stico! Outros pais aceitam


o dia&n$stico e aceitam informaçes sobre o TDA/H abraçando sua mensa&em
como resposta % busca desesperada de lon&a data! Essas famílias dão boas
vindas ao alívio do peso que carre&am quanto % incerte#a e % culpa! ?abendo
que o TDA/H é de base biol$&ica libertam0se da idéia de que causaram o
problema!
Em al&uns pais o dia&n$stico provoca7
4! =ra7 voltada a todos que asse&uraram que nada estava errado ira contra
os que culpam os pais!
M! Triste#a7 reação natural e saud,vel medo do futuro perda do fil+o
8normal9 a"ustes que terão que fa#er para se acomodar ao fil+o!

:! Aceitação7 aceitar o que seu fil+o é e como pode se tornar!


Compreensão de que seu fil+o tem um problema que não pediu para ter
não pode evitar e que necessita de au.ílio dos pais para lidar com ele!
6ais sedentos por con+ecimento! 6ais que buscam modificar o ambiente
e não % criança!

.ntendendo as opç*es de tratamento

A maioria das crianças necessita de uma combinação de tratamentos


comportamentais educacionais e medicamentosos para obter mel+ores
resultados!
E.iste uma minoria de casos nos quais as medicaçes isoladamente podem
ser suficientes mas isso não é verdade para a maioria!
Al&umas crianças simplesmente não respondem % medicação!
Entre as crianças que respondem % medicação metade não tem o
comportamento inteiramente normali#ado nem a desempen+o escolar ou
relacionamento com os cole&as quando em uso de medicação!

53
Em al&uns caos quando os comportamentos são normali#ados as medicaçes
estimulantes t)m ação curta e &eralmente não podem ser usadas durante a
noite em muitas crianças!
Os transtornos adicionais nãos serão propriamente o alvo das medicaçes
usadas para o TDA/H!
Defici)ncias de aprendi#a&em problemas sociais comportamento opositivo0
desafiador e anti0social não desaparecerão com medicamentos!
Assim para a maioria das crianças com TDA/H ser, provavelmente mais Ntil
um pacote de tratamento com mNltiplas intervençes!

M Princ+pios para a .ducação de uma Criança com TDA/H

Cuidados paternais baseados em princípios si&nificam7


 a#er intervalos antes de rea&ir a erros de m, conduta da criança!

 sar o tempo desse intervalo para refletir sobre os princípios contra


indicados!
 Escol+er uma resposta para a criança que se"a consistente com esses
princípios!

P2I3CFPI4?

4! D) respostas e resultados mais imediatos a seu fil+o! Puando


confrontadas com trabal+os que "ul&am tediosos e maçantes ou não
54
recompensadores as crianças com TDA/H sentem necessidade de
encontrar al&o diferente e estimulante para fa#er! Então é necess,rio7
 Tornar a tarefa mais atraente ou recompensadora

 6roporcionar recompensas e respostas r,pidas por seu fil+o ter se


comportado bem

@espostas
e.pressem positivas
e.atamentepodem
o queser dadas sob
a criança a forma
fe# de de elo&ios que
positivo
 @espostas positivas também podem ser dadas sob a forma de um
sistema de recompensas7 privilé&ios e.tras!
 @espostas ne&ativas leves e imediatas ap$s o mal comportamento

 *unca &rite!

M! D) respostas mais freq(entes a seu fil+o


 Crianças com TDA/H necessitam de respostas e resultados não
apenas imediatos mas também freq(entes!
 Em ve# de dar pontos ap$s completar toda tarefa d) um ponto
para cada problema completado!

:0 tili#e resultados mais potentes e abran&entes


 A criança com TDA/H necessita de resultados mais potentes e
abran&entes do que outras crianças para encora",0la a reali#ar
trabal+os se&uir re&ras ou se comportar bem!
 =sso pode incluir7 afeição física privilé&ios lanc+es divertimentos
especiais fic+as ou pontos recompensas materiais como pequenos
brinquedos ou itens para colecionar e ocasionalmente al&um din+eiro!
L ' tili#e incentivos antes de punir
 6unição quando usada isoladamente ou na relativa aus)ncia de
recompensas e respostas positivas não é muito eficiente para mudar
comportamentos! req(entemente isto &era +ostilidade e ressentimento
em seu fil+o! ?eu fil+o tenta descobrir formas de contra atac,0lo retali,0
lo ou nivel,0lo com ele pr$prio devido ao e.cesso de puniçes!
 Deve0se evitar a tend)ncia +abitual de punir primeiro! Rembre0se7
positivos antes de ne&ativos! Puando voc) quer mudar um
comportamento indese",vel decida primeiro qual comportamento
55
positivo quer substituir com ele! =sso o levar, instintivamente a iniciar
uma observação dos comportamentos positivos! Puando ele ocorrer
voc) ser, mais capa# de elo&i,0lo e recompens,0lo! Ap$s recompensar
este comportamento consistentemente por no mínimo uma semana
comece a punir o comportamento oposicionista indese",vel! *YO 6*A
?E =RHO 6O@ TDO AP=RO PE ERE =ZE@ DE E@@ADO3

Q0 E.teriori#e tempo e pontes de tempo quando necess,rio


 Crianças com TDA/H t)m dificuldades com a or&ani#ação temporal!
Elas podem não responder as demandas que envolvem limites de
tempo e preparação para o futuro! *ecessitam de al&uma refer)ncia
e.terna sobre o período de tempo permitido para uma determinada
tarefa7 @el$&io timer alarmes!
 6ara tarefas mais lon&as crie pontes` 6arta a tarefa em partes
menores e crie um calend,rio com um pouco de cada dia! Estas são
as pontes de tempo!
50 E.teriori#e a informação importante no ponto de performance desempen+oB
 6onto de performance7 local e tempo crítico para a reali#ação de uma
tarefa!
 Coloque informaçes sobre o que fa#er onde fa#er como fa#er!

>0 E.teriori#e a fonte de motivação no ponto de performance


 Crianças com TDA/H t)m dificuldades para intro"etar tempo re&ras e
também motivação! Elas nãos são capa#es de reunir forças de
motivação interna freq(entemente necess,rias para permanecer em
tarefas que considera enfadon+as tediosas trabal+osas ou demoradas!
Este déficit pode ser contornado dando0se % criança recompensas por
ter se comportado terminado sua atividade e se&uido re&ras!
F 0 Torne mais físicos o pensar e a resolução de problemas
 Crianças com TDA/H t)m mais dificuldades para lidar apenas
mentalmente com informaçes quando tem que parar e pensar sobre
uma situação ou um problema! @epresente problemas ou situaçes de
forma física ou de forma concreta! E!7 desen+ar partes de uma est$ria
para captar idéias de depois escrever a est$ria!
 ' Rute por consist)ncia

56
 tili#ar sempre as mesmas estraté&ias para controlar o comportamento
de seu fil+o
 ?er consistente com o tempo

 *ão abandonar muito cedo um pro&rama de mudança de


comportamento que apenas ten+a começado

@esponder da mesma forma mesmo quando as situaçes se modificam
 Ter a certe#a que pai e mãe utili#am os mesmos métodos!

 ?er imprevisível ou capcioso ao dar ordens é convite comum ao


insucesso
 6ratique um pro&rama de modificação de comportamento por pelo
menos duas semanas!
 *ão responda a comportamentos ruins de uma forma em casa e de
outra forma em locais pNblicos!
4; ' *ão fale muito a"a3
 Crianças com TDA/H são mais sensíveis ,s conseq()ncias do que %s
palavras ou ameaças! Assim a"a r,pido e freq(entemente e seu fil+o se
comportar, mel+or!

44 ' 6lane"e0se com anteced)ncia para situaçes problem,ticas


 Desenvolva planos de ação

 D) ordens e.plicaçes breves

 6eça a criança que repita as re&ras

 D) recompensas pelo bom comportamento

4M ' 2anten+a uma perspectiva da defici)ncia


 Rembre0se7 voc) é o adulto! ?e al&uém precisa manter o controle aqui é
voc)3
 Rembre0se7 seu fil+o tem TDA/H e tem necessidade de apoios
diferenciados!
4: ' *ão personali#e os problemas ou transtornos de seu fil+o
57
 *ão conclua que voc) é um pai ou mãe maldosa

 *ão conclua que voc) é respons,vel pelos problemas de seu fil+o

 Afaste0se um pouco da situação problema quando essa se tornar


insuport,vel
4L ' 6ratique o perdão
 Dei.e ir embora a ira o ressentimento o desapontamento ou outras
emoçes destrutivas que sur&irem durante o dia! ?eu fil+o não conse&ue
controlar sempre o que fa# e merece ser perdoado!
 6erdoe também as pessoas que interpretaram mal o comportamento de
seu fil+o!
 *ão se preocupe tanto com o que os outros falam de seu fil+o!

 6erdoe a si mesmo pelos erros ao tentar controlar seu fil+o!

Parte <III – Para os pais: como cuidar de si pr#prios

Os padres das crianças com TDA/+ freq(entemente podem levar os pais a


uma decad)ncia em espiral que os trona consumidos e e.austos
desmorali#ados e desesperados! Tomam tanto cuidado com seus fil+os que
não l+es resta nada para si mesmos!
6revenindo eventos estressantes7
 =dentifique as fontes e.atas de seu estresse

 O que voc) pode fa#er para evitar as fontes de estresseW

 6lane"e evitar pelo menos uma fonte de estresse

 Rembre0se de seu plano colocando lembretes pela casa

58
 V, ampliando sua lista tentando eliminar apenas duas fontes de
estresse de cada ve#
Ridando com o inevit,vel7
 6rotele sua resposta7 a"a de modo pensado e menos impulsivo!

 Amplie sua visão7 não se foque tanto em detal+es

 6ratique rela.amento
 Comece tendo o fim em mente7 diante de uma situação estressante
visuali#e como quer que ela se reverta em prol de seu fil+o!
 6ratique a renovação pessoal7 ten+a tempo para voc)!

 Ten+a um tempo lon&e de casa

 Ten+a um +obbK ou atividade social

Administre o tempo
 erenciar o tempo é se auto &erenciar

 O uso do tempo pode ser dividido em Q cate&orias7

4 ' =mportante e ur&ente7 tarefas que devem ser reali#adas


imediatamente ou no futuro muito pr$.imo! 6or serem ur&entes e
importantes são freq(entemente reali#adas! Aqui não se desperdiça
tempo!
M ' =mportante e ao ur&ente7 aqui pais eficientes podem ser
prontamente diferenciados de pais ineficientes! ?ão tarefas importantes
mas não são ur&entes!
: 0 r&ente e não importante7 coisas triviais que outros tornam ur&entes
se&undo seus pra#os!
L ' Ocupação com trabal+o7 tarefas sem &rande import-ncia como
trabal+o doméstico retornar telefonemas e dar recados! ?ão r,pidas e
diversificadas e raramente contribuem para a reali#ação de seus
ob"etivos!
Q ' Tempo desperdiçado7 pro&ramas ruins na TV!

6or Nltimo7
 6rocure apoio em outros pais
59
 Iusque o conforto de ami&os

 6ratique divisão dos cuidados paternos

 6reste atenção aos momentos7 admire a nature#a ve"a a rique#a de


cada momento!
 =dentifique e altere padres de pensamento estressantes

 E.ercite0se re&ularmente

 Evite o uso de ,lcool e dro&as!

Parte IW – Condu1indo a vida com TDA/H: como idar bem no ar e na


escoa

4ito passos para se ter um me)or comportamento

*ão +, cura para o TDA/H mas e.istem al&uns princípios confi,veis através
dos quais voc) pode trabal+ar com seu fil+o para mel+orar o comportamento
dele seus relacionamentos sociais e o a"uste &eral em casa!
4 ' @eforçar o relacionamento pai0fil+o através do respeito mNtuo cooperação
e apreciação tornando os relacionamentos sociais mais amorosos e
ami&,veis!
M ' @edu#ir os conflitos di,rios discusses ar&umentos e e.ploses de +umor
' seus e de seu fil+o ' que podem permear suas interaçes di,rias!

:de'seu
2el+orar a &ama
fil+o em devoc)
ve# de comportamentos apropriados
diminuir a confiança e socialmente
da criança aceit,veis
o que fa# sur&ir
comportamentos anti0sociais e socialmente inaceit,veis!
L ' 6reparar seu fil+o para que se torne sociali#ado7 são os pais que devem
incentivar as interaçes sociais positivas e cooperativas entre crianças e
adultos assim como devem confiar no fato de que as crianças serão capa#es
de levar a cabo suas responsabilidades familiares e sociais!

.sse pro,rama )e serve5

60
Esse pro&rama pode au.ili,0lo a controlara o comportamento de seu fil+o com
TDA/H que7
 Encontra0se entre os M e os 4; anos de idade

 Apresenta desenvolvimento de lin&ua&em &eralmente normal

 *ão é severamente opositivo ou desafiador


 6rovavelmente não tentar, a&redi0lo ou tornar0se severamente
destrutivo quando voc) tentar estabelecer limites quanto ao
comportamento!

3ão tente esse pro,rama se:

 O desenvolvimento de seu fil+o se encontra abai.o da média para os


dois anos de idade
 ?e seu fil+o tem 4: anos ou mais

 ?omente tente esse pro&rama com a a"uda de um profissional se seu


fil+o7 foi dia&nosticado como autista ou tendo depressão severa ou é
seriamente desafiador!
Obs!7 ?e voc) não est, pronto para mudar seu pr$prio comportamento para
au.iliar seu fil+o este pro&rama não l+e serve!

Atenção: uão desafiador é seu fi)o5


Circule um dos itens a se&uir que voc) acredita que seu fil+o apresenta em
&rau e.cessivo ou inapropriado para uma criança dessa fai.a et,ria e que
esteve presente por no mínimo seis meses! Ele freq(entemente7
4! 6erde o controle
M! Disputa ou ar&umenta com adultos
:! @ebela0se ativamente ou recusa re&ras e solicitaçes de adultos
L! a# coisas deliberadamente aborrecendo outras pessoas
Q! Culpa os outros por suas pr$prias m,s açes
5! ica ressentido ou irritado
61
>! Torna0se malvado ou vin&ativo
?e voc) circulou no mínimo quatro desses itens seu fil+o apresenta um &rau
si&nificativo de +ostilidade ou comportamento opositivo podendo apresentar
transtorno desafiador de oposição! Voc) deve considerar que um profissional
de saNde mental o a"ude com esse pro&rama! Certamente se voc) circulou
seis ou mais itens voc) est, a camin+o de um &rande pacto de resist)ncia de
seu fil+o e não deve tentar o pro&rama sem o au.ílio de um profissional!
?e seu fil+o apresentar mais ou menos que quatro dos problemas de
comportamento descritos anteriormente circule qualquer dos se&uintes itens
que seu fil+o tem e.ibido nos Nltimos do#e meses! Esta lista se aplica para
pessoas de 4F anos ou mais!
4! req(entemente intimida incomoda ou ameaça os outros1
M! req(entemente inicia lutas físicas com outros não incluído bri&as com
os irmãosB1
:! tili#a armas que pod em causar danos físicos sérios a outros por e.!7
bastão ti"olo &arrafa quebrada faca revolverB1

L!  fisicamente cruel com pessoas por e.!7 amarra e abandona uma


vítima sistematicamente corta e queima uma vítimaB1
Q! @ouba em confronto com a vítima  por e.!7 assalto bate cart eira
e.torsão ou roubo armadoB1
5! orça pessoas a manterem relação se.ual1
>! req(entemente mente ou rompe promessas para obter favores ou
itens ou para evitar débitos ou obri&açes por e.!7 conluio com outras
pessoasB1
F! @ouba itens de valor si&nificativo sem confronto com a vítima por e.7
rouba lo"as pratica arrombamento ou falsificaçãoB1
! req(entemente fica fora de casa % noite sem permissão tendo iniciado
isso antes dos 4: anos de idadeB1
4;! fisicamente cruel com animais1
44! Destr$i deliberadamente a propriedade de outros além dos casos de
atear fo&oB1
4M!Ateia fo&o deliberadamente com o prop$sito de causar danos sérios1
4:!o&e de casa % noite ao menos duas ve#es ou uma ve# sem voltar para
casa por um período prolon&adoB1
62
4L!req(entemente é pre&uiçoso na escola tendo iniciado antes dos 4:
anos de idadeB1
4Q!Arromba casa apartamento ou carros!
?e seu fil+o apresentou tr)s ou mais desses itens ele pode apresentar um
transtorno de conduta um padrão de comportamento anti0social sério com
violação dos direitos de outros! *ecessita de a"uda profissional ur&ente!

Como utii1ar o pro,rama

Este pro&rama levar, apro.imadamente F semanas para ser completado!


asta0se 4 semana para cada passo! *ão passe par ao passo se&uinte sem
que o anterior este"a completado!

Passo : Aprenda a prestar atenção positiva a seu fi)o

Prop#sitos e ob(etivos:

A atenção que voc) d, a uma criança é uma recompensa ou conseq()ncia


e.tremamente poderosa! Voc) deve aprender a quando dar atenção e quando
conter seu fil+o!

63
O primeiro passo do pro&rama envolve aprender como prestar atenção ao
comportamento dese",vel de seu fil+o durante o la#er! uarde M; minutos a
s$s com a criança! Observe a criança durante uma atividade de la#er que ela
&oste! Di&a a seu fil+o 8A&ora é nosso tempo especial3 O que voc) quer fa#erW9
*ão vale ver TVB! *ão assuma o controle da brincadeira nem a coordene!
@ela.e! ?e sua mente estiver preocupada sua atenção ser, pobre demais!
*arre em vo# alta a brincadeira de seu fil+o para se mostrar interessado! ?e"a
ativo e e.citante! *ão faça per&untas e nem d) ordens! orneça
ocasionalmente a seu fil+o declaraçes de elo&io aprovação ou um retorno
positivo 8osto muito quando brincamos dessa forma39 8Ve"a como voc) fa#
aquilo bem39
?e o seu fil+o começa a não se comportar simplesmente vire0se e ol+e para
al&um outro lu&ar por al&uns momentos! ?e o mau comportamento continuar
di&a a seu fil+o que o tempo acabou e saia do quarto! Di&a a ele que brincar,
mais tarde quando ele se comportar mel+or!
Cada um dos pais deve passar M; minutos com a criança nesse tempo especial
de brincadeiras!
?e seu e.ercício com a criança se&ue ra#oavelmente bem voc) perceber,
provavelmente que seu fil+o &osta de sua compan+ia!
6ara os passos de 4 a L voc) saber, que estar, pronto devido % mudança de
seu pr$prio comportamento e não pela boa mel+ora de seu fil+o!
Voc) não deve esperas muitas mudanças em seu fil+o durante esses L passos
iniciais!
Dicas:

4! 2ostre sempre sua aprovação imediatamente! *ão espere3


M! ?e"a sempre específico sobre o que ele &osta!
:! *unca faça um falso elo&io!

Passo K: use sua poderosa atenção para con"uistar obedi7ncia

Prop#sitos e ob(etivos:

64
A&ora tome o costume de prestar atenção e.ercitado durante as brincadeiras e
o estenda para quando seu fil+o l+e obedece ou concorda com suas
instruçes!

Instruç*es:
Puando der uma ordem ofereça um retorno imediato % criança sobre como
est, se saindo bem! *ão d) mais ordens nem per&unte qualquer coisa
enquanto seu fil+o trabal+a l+e obedecendo! ?e "ul&ar que seu fil+o fe# um
trabal+o ou uma pequena tarefa sem ser solicitado faça elo&ios especialmente
positivos! ?urpreenda seu fil+o7 elo&ie e preste atenção a ela quando começar
a cumprir essas ordens particulares!

.stabeecendo per+odos de treinamento de obedi7ncia

Durante a pr$.ima semanas ou M pr$.imas semanas &aste al&uns minutos

para treinar a obedi)ncia de seu fil+o!


?elecione um momento em que seu fil+o não este"a muito ocupado e l+e d)
pequenas ordens! 8passe0me o l,pis39 8pe&ue a toal+a pra mim39
C+amamos isto de comando de busca e eles e.i&em apenas poucos e simples
esforços de seu fil+o! D) apro.imadamente Q ou 5 desses comandos mas
apenas um por ve# e durante poucos minutos! aça elo&ios específicos a cada
ordem! Tente fa#er isso v,rias ve#es ao dia! Caso seu fil+o não obedeça a uma
das ordens dadas avance e faça outra solicitação breve! ?eu ob"etivo nesse
ponto não é confrontar ou disciplinar a não obedi)ncia mas surpreender e
observar a submissão e recompensar seu fil+o por isso!
Voc) sabe que est, pronto para passar para o pr$.imo passo quando se sentir
confort,vel para apontar as pequenas coisas que seu fil+o fa# bem para voc)
quando ele cumpre a maioria de suas solicitaçes durante o período de
treinamento de obedi)ncia!

Passo L: d7 comandos mais efica1es

Prop#sitos e ob(etivos:

65
2el+orar a maneira como voc) pede a seu fil+o que trabal+e para voc) ou
obedeça as suas instruçes!

Instruç*es:
Puando voc) est, pr$.imo de dar uma ordem ou instrução ao seu fil+o
asse&ure0se de fa#er o se&uinte7
4! Certifique0se de que voc) est, falando sério
M! *ão apresente a ordem como se fosse um questionamento ou um favor
:! *ão d) muitas ordens de uma ve# s$
L! Certifique0se de que seu fil+o est, prestando atenção em voc)
Q! @edu#a todas as distraçes antes de dar ordens
5! 6eça a criança que repita a ordem
>! aça cartes para pequenas tarefas para crianças que ", l)em

F! Estabeleça pra#os!
Dar ordens e.plicitas manter ordens de forma simples estabelecer limites de
tempo para o cumprimento das tarefas são : indicaçes principais de que voc)
est, pronto para passar ao pr$.imo passo!

Passo M: ensine a seu fi)o a não interromper suas atividades

Prop#sitos e ob(etivos:

Ensinar seu fil+o a brincar independentemente quando voc) est, ocupado aB

Instruç*es:

Puando voc) for se ocupar de al&uma tarefa d) a seu fil+o duas ordens
diretas7
4! Di&a a ele o que fa#er enquanto voc) estiver ocupado
66
M! Di&a especificamente a ele para não interromper nem incomodar!
A tarefa dada % criança não deve ser uma tarefa doméstica mas uma atividade
interessante7 pintar brincar ver TV "o&ar colar fi&urin+as! Ap$s a tarefa elo&ie
a criança 6orter se comportado bem! =nterrompa sua tarefa a cada M minutos
para elo&iar seu fil+o! V, aumentando esse tempo &radualmente! A cada ve#
retome ao que estava fa#endo por um tempo cada ve# mais lon&o! ?e parecer
que a criança est, pr$.ima de abandonar a tarefas para o que est, fa#endo
diri"a0se % criança e elo&ie0o e redirecione0o % atividade! ?e esses e.ercícios
estão se tornando parte das interaçes típicas entre voc) e seu fil+o voc) est,
pronto para prosse&uir!

Passo N – .stabeeça um sistema caseiro de fic)as

Prop#sitos e ob(etivos:

Crianças com problemas de comportamento necessitam &eralmente de


pro&ramas mais fortes do que apenas elo&ios para motiv,0las a fa#er tarefas
domésticas se&uir re&ras ou obedecer a ordens!
ma forma para a equiparar obedi)ncia com forte recompensa é usar um
pro&rama caseiro usando fic+as de pUquer  para crianças de L a F anosB ou
um sistema de pontos para crianças acima de  anosB!
6lane"e aderir a esse pro&rama por pelo menos M meses!

Instruç*es para um pro,rama de f ic)as:

 Adquira fic+as pl,sticas coloridas

67
 Apresente a seu fil+o a proposta de ser recompensado por fa#er coisas
boas em casa
 Cada fic+a apesar de ter diferentes cores vale um ponto para crianças
de L a Q anos!
 6ara crianças de 5 aF anos estabeleça pontos por cores! aça um
carta# mostrando as fic+as e seus pontos!
 aça uma lista de privilé&ios com o valor de cada um dos pontos!
6rivilé&ios ocasionais7 ir ao cinema via"ar ir a lanc+onete ir a
sorveteria alu&ar um filme! 6rivilé&ios cotidianos` ver Tv "o&ar vídeo
&ame andar de bicicleta brincar com brinquedos ir , casa dos cole&as!
 Riste de 4; a 4Q privilé&ios!

 aça a&ora uma lista de tarefas e trabal+os que voc) pede


freq(entemente ao seu fil+o7 colocar a mesa limpar a mesa ap$s a
refeição limpar o quarto fa#er a cama colocar o li.o para fora tirar
roupas do varal!
 Decida quanto vale cada tarefa em fic+as!

 6ara uma criança de L a Q anos desi&ne 4 a : fic+as para a maioria das


tarefas e talve# cinco fic+as para trabal+os realmente &randes!
 6ara uma criança de 5 a F anos usar em média 4 a 4; fic+as e talve#
uma quantidade maior para trabal+os &randes!
 Rembre0se quanto mais duro mais fic+as voc) pa&ar,!

 Calcule quantas fic+as seu fil+o &an+ar, em 4 dia se fi#er todas as


tarefas!
 Desi&ne um preço para cada privilé&io

 ?u&erimos que M/: das fic+as se"am &astos com privilé&ios comuns e
4/: se"a economi#ado para adquirir recompensas especiais!
 O preço dos privilé&ios di,rios não devem ultrapassar M/: das fic+as!

 Calcule a&ora o preço dos privilé&ios! ?e seu fil+o poupa 4; fic+as por
dia e se voc) ac+a que seu fil+o pode alu&ar um vídeo &ame a cada
duas semanas o preço desse privilé&io deve ser 4L ve#es 4; fic+as ou
se"a 4L; fic+as.
Exemplo de um programa de trabalho caseiro com fichas e lista de privilégios
para crianças de 6 a 8 anos.
68
69
Trabal+o 6&to @ecompensa Custo
Vestir0se Q AssistirTV:;min!B L
Ravarmãoserosto M Go&arvídeo&ame:;min!B Q
Escovarosdentes M Irincarnoquintal M
a#eracama Q Andardebicicleta M

?eparar as roupas su"as M sar um brinquedo especial L


@ecol+er os brinquedos do c+ão : ?airparaumalanc+onete M;;
Revar os pratos su"os % pia depois de 4 Alu&ar um vídeo &ame ou um :;;
comer
filme
Tarefa escolar 4Q min!B Q Go&ar futebol/basquete ou L;;
patinação
Dar ,&ua nova ao cac+orro 4 icar :; min! Acordado Q;
depois da +ora de ir para a
cama
Tomarban+o Q Convidar um ami&o para L;
brincar
6endurar o casaco/uniforme 4 Convidar um ami&o para 4Q;
dormir em casa
*ãobri&arcomosirmãos7 =raumfliperama :;;
Docaféaoalmoço : an+armesadasemanalB 4;;
Doalmoçoao"antar : Escol+erumasobremesa M;
Do "antar a +ora de dormir : Irincar na casa de um ami&o Q;
sar vo# calma com os pais ao pedir 4
al&uma coisa

Vestir o pi"ama :
Aparecer quando c+amado M
Di#er a verdade quando :
questionado sobre al&um
problema
Ter atitudes positivas IUnus

70
=nforme seu fil+o que ele poder, &an+ar bUnus em fic+as quando forem feitas
tarefas domésticas com boa atitude isto é se a tarefa doméstica for feita
prontamente de forma a&rad,vel ele &an+ar, fic+as e.tras!
Di&a % criança que fic+as serão dadas apenas para trabal+os reali#ados na
primeira solicitação! ?e necessitar repetir a ordem não receber, nen+uma
fic+a! Voc) pode dar al&umas fic+as e.tra por al&um pequeno comportamento
apropriado!

Instruç*es para sistema de pontos caseiros

 Divida um caderno em cinco colunas7 dia item dep$sitos retiradas


saldo atuali#ado
 Puando seu fil+o for recompensado escreva o trabal+o no 8item9 e
coloque a quantidade conquistada em 8dep$sito9!
 Adicione o saldo di,rio da criança!

 Puando seu fil+o comprar um privilé&io anote o privilé&io no devido


8item9 coloque a quantidade na coluna das 8retiradas9 e dedu#a essa
quantidade no 8saldo9!
 ?omente os pais devem utili#ar esse caderno e escrever nele

 A criança pode ler o caderno a qualquer momento porém não pode


escrever nele!
 samos de Q a MQ pontos para a maioria dos trabal+os!

 E até M;; pontos para cada trabal+o &rande!

Dicas:

4! @eve"a a lista de recompensas e trabal+os cada semana e adicione


novos itens se "ul&ar necess,rio
M! Voc) pode recompensar seu fil+o com fic+as ou pontos por praticamente
toda forma de bom comportamento! Eles podem ser usados em con"unto
ao passo L para recompensar seu fil+o por não ter interrompido seu
trabal+o!
71
:! *ão desperdice fic+as ou pontos antes de a crian ça ter feit o o que foi
determinado que fi#esse mas se"a o mais r,pido possível ao
recompens,0lo pela obedi)ncia!
L! Ambos os pais devem usar o sistema de fic+as ou pontos visando
torn,0los o mais efica#es possível!
Q! Ao dar pontos ou fic+as pelo bom comportamento sorria e di&a % criança
que voc) &ostou do que ela fe#!

Passo O – Aprenda a punir a m! conduta construtivamente

Esta é a parte mais crítica do pro&rama! @equer &rande +abilidade visto que
seu ob"etivo é o de redu#ir o comportamento desafiador da criança sua recusa
% obedi)ncia e outros maus comportamentos!
O TDA/H causa problema com o cumprimento das tarefas desi&nadas caso
se"am muito lon&as maçantes repetitivas ou entediantes! Causa também

maior distração durante a tarefa!


@ecusar0se inicialmente a obedecer a uma solicitação não pé um
comportamento do TDA/H! Trata0se de comportamento desafiador e pode ser
bastante redu#ido!
Crianças desafiadoras recebem muitas críticas por seu comportamento!
Empacam em circunst-ncias nas quais temem fal+ar!
Adultos podem incentivar comportamentos desafiadores ensinando % crianças
que resist)ncia desafio e ne&atividade são meios efica#es de se evitar reali#ar
tarefas e trabal+os!
Crianças com TDA/H t)m um senso limitado de futuro e não se preocupam se

vão encontrar
menos novamente
motivadas comcom
a cooperara as pessoas
os outros!que se relacionam por isso são

Instruç*es para mutar seu fi)o

72
Ap$s usar um sistema de fic+as p$ pontos por 4 ou M semanas voc) poder,
us,0lo para ocasionalmente e seletivamente como uma forma de disciplina!
Di&a a seu fil+o que ele pode ser multado por não l+e dar ouvidos e por não dar
se&uimento % tarefa! Di&a7 8?e voc) não fi#er o que eu disse até eu contar até
: voc) vai perder . fic+as ou . pontos39 E conte até :!
Voc) pode usar multas para qualquer forma de mau comportamento!
*ão multe e.cessivamente o seu fil+o!
6ara cada : oportunidades de recompensa voc) pode multar a criança uma
ve# apenas!

Instruç*es para uso de sanç*es

 sadas para maus comportamentos mais sérios

 Revara a criança para um local mais silencioso mais reservado e mais


isolado
 Escol+a um mau comportamento que não est, respondendo muito bem
ao sistema de fic+as
 ?empre d) sua primeira ordem com vo# firme neutra e a&rad,vel

 *ão &rite com a criança

 *ão d) a ordem como quem pede um favor

 Depois de ter dado a ordem conte até cinco

 ?e a criança não fa# nen+um movimento para obedecer faça contato


ocular direto eleve o tom de vo# assuma uma postura firme e ereta e
di&a 8?e voc) não fi#er o que eu peço via sentar naquela cadeira39
 Conte até cinco novamente

 ?e a criança não obedecer pe&ue0a pelo braço e di&a 8Voc) não fe#
como eu pedi portanto deve ir para a cadeira39
 *ão fale com a criança com raiva

 *ão discuta com a criança e não permita que nin&uém fale com ela
durante a punição

73
 ?eu fil+o deve permanecer em período de sanção até que tr)s
condiçes aconteçam7
4! A criança sempre deve ser penali#ada com um a dois minutos de
acordo com cada idade! m minuto para um mau
comportamento leve dois minutos para um mau comportamento
sério!

M! Espere até que a criança fique quieta pras que saia da cadeira
:! ma ve# que a criança se calou por al&uns minutos ela deve
concordar em fa#er o que l+e foi solicitado anteriormente!

4 "ue acontece se a criança dei'ar a cadeira sem permissão5

 Volte a criança para a cadeira

 ?e a criança dei.ar a cadeira novamente avise0a que ser, multada

 2ulte a criança em 4/Q di,rio de seu &an+o


 ique atr,s da criança com leve pressão sobre os seus ombros

 Ou coloque0a em seu quarto sem distraçes

Passo : .'pondo o uso de sanç*es

Prop#sitos e ob(etivos:

 O comportamento de seu fil+o deve estar sob controle ra#o,vel em casa

 ?eu foco a&ora é redu#ir o mau comportamento fora de casa

 Atenção7

4! Dar atenção positiva e elo&ios par ao bom comportamento


M! Elo&ios por submeter0se a ordens
:! Dar ordens de forma efica#

74
L! sar fic+as ou pontos para o bom comportamento
Q! sar multas e sançes por mau comportamento
Instruç*es:

 Estabelecer um plano

 2ostrar o plano para seu fil+o antes de sair de casa

2e,ras:
4! Estabeleça as re&ras antes de adentrar o local
M! Estabeleça um incentivo para a obedi)ncia
:! Estabeleça uma punição pela não obedi)ncia
L! Determine uma atividade

.m caso de novos probemas de comportamento


 Observe seu fil+o

 Observe suas reaçes ao seu fil+o

 @eve"a seu comportamento

 @eve"a o comportamento de seu fil+o

Parte W – Assumindo o controe em casa: a arte de resover


probemas

75
6asso 47 Defina ob"etivamente o problema
6asso M7 reformule o problema com um comportamento positivo
82eu fil+o não recol+e brinquedos39

82eu fil+o recol+er, os brinquedos quando eu pedir que o faça39


6asso :7 Riste suas opinies
Dei.e a criatividade fluir e coloque no papel quantas opçes possíveis
e.istem para controlar o problema
6asso L7 Avalie suas opçes construtivamente
6asso Q7 ?elecione a mel+or opção
6asso 57 Compromisso em diver&)ncias
6arceiros precisam ceder dialo&ar e entrar em acordos

6asso >7 6on+a seu plano em funcionamento e avalie seu sucesso!

Preparando seu fi)o para transiç*es

Crianças com TDA/H t)m dificuldades para se adaptar rapidamente a uma


nova atividade! *ormalmente essas crianças apresentam dificuldades para
alternar uma atividade de diversão &ratificante e uma que entendem como
entediante
Apresentam também problemas com altern-ncia de velocidades ' de
brincadeira ativa fora de casa para uma via&em lon&a de carro!
6ode ter dificuldades em alternar abruptamente um novo esquema de re&ras7
ficar quieto quando uma c+amada telefUnica interrompe o tempo com os pais!

76
6ara uma criança com TDA/+ a mudança pode parecer muito mais intrusa pois
a criança não aprende a antecipar muito bem!

2ecomendaç*es:

4! Avise seu fil+ o al&uns minutos antes de acontecer a trans ição e di&a o
que espera que ele faça
M! 6eça educadamente que seu fil+o repita esse aviso para certi ficar0se
que a criança ouviu o que voc) disse!
:! Puando c+e&ar o momento da transição d) as instruçes a serem
obedecidas como uma ordem direta!
L! A&radeça seu fil+o por se&uir as instruçes
Q! Caso não o escute isso acarretar, em multas e perda de privilé&ios!

>sando as estraté,ias: uando/.ntão

Como as crianças não antecipam bem as transiçes elas são incapa#es de


antecipar as conseq()ncias futuras de suas açes atuais ou associar
conseq()ncias tardias que advém do que estão fa#endo!
6rincípio 6@E2AC7 implica na ne&ação do acesso % atividade de
entretenimento até que se"a feito um trabal+o não divertido embora
necess,rio!
8PA*DO voc) fi#er sua lição de casa E*TYO poder, assistir televisão39

Como a(udar a criança a se reacionar me)or com os ami,os

4! Trabal+ar boas +abilidades sociais com a criança


M! A"udar a criança a lidar com a provocação
:! 6lane"ar contatos positivos com ami&os em casa
L! Estabelecer contatos positivos com ami&os na comunidade
77
Q! Iuscar a"uda para problemas com cole&as na escola!

Traba)ando as )abiidades sociais

4! Estabeleça um pro&rama caseiro de recompensas enfocando um ou


dois itens que voc) &ostaria de mel+orar no comportamento de seu fil+o
em relação ao outros7 dividir dar a ve# falar bai.o ficar sentado não
ser mandão aceitar a opinião dos outros!
M! Escreva os dois comportamentos em uma placa que ?erpa colocada em
um local onde voc) e seu fil+o possam ver!
:! ?empre que tiver oportunidade de ver seu fil+o brin cando com um
ami&o lembre seu fil+o que ele pode &an+ar pontos por tentar mel+orar
o comportamento ou pode perder pontos por um comportamento
inaceit,vel!
L! 2onitore o comportamento de seu fil+o! Elo&ie o bom comportamento e
d) pontos ou fic+as c+amando0a para fora do &rupo!
Q! Diversas ve#es a cada semana reserve uns poucos minutos para rever
as novas +abilidades sociais que dese"a trabal+ar na semana! *esses
tempos voc)7 a0 e.plica as +abilidades a seu fil+o1 b ' simula uma
situação em que fin&e ser uma criança1 c ' estimula seu fil+o a e.ibir a
nova +abilidade com voc) fin&indo ser uma criança1 d ' encora"ei seu
fil+o para que tente a nova +abilidade com um ami&o da pr$.ima ve#
que brincar com ele!
5! Puando possível filme seu fil+ o brincando com os irmãos ou ami&o s!
*ão c+ame muita atenção para a filma&em! Vídeos oferecem um
material concreto para se estudar e ver comportamentos!
>! Outro passo é identificar outra criança familiar que use boas +abilidades
sociais! 2ostre o bom comportamento como um e.emplo de
comportamento que a"uda a fa#er ami&os!
F! 6reste atenção %s se&uintes ,reas de +abilidades sociais que podem ser
um problema para seu fil+o7
aB Começar uma interação com outra criança
bB Começar a manter uma conversação com outra criança
principalmente se isso inclui ouvir idéias ou sentimentos dar a
ve# na conversação e mostrar interesse!
78
cB @esolver conflitos
dB Dividir coisas com os outros!

=idando com a provocação

A provocação é um dos problemas mais comuns entre as crianças em suas


relaçes com o &rupo de ami&os! Como uma criança lida co a provocação pode
determinar seu futuro no &rupo! A provocação é certamente uma forma de
a&ressão social na qual a intenção é cobrar al&um custo social de uma outra
criança via +umil+ação e perda de status e reputação no &rupo de ami&os!
Ensinar a criança a dar uma resposta adaptativa é ensin,0la a lidar coma
situação com um tom de +umor! A criança provoca provocada sorri ou ri de si
pr$pria tornando a provocação uma piada!
Ensine seu fil+o a evitar a demonstração de que os coment,rios mac+ucam os
seus sentimentos! Ao contr,rio a"ude0o a aprender a rir de si mesmo em
compan+ia de outros e mesmo a aceitar al&umas de suas pr$prias fal+as
embora estas possam ter sido e.a&eradas pela provocação!

.stabeecendo contatos positivos com ami,os em casa

4! Encora"e seu fil+o a convidar cole&as da escola para irem % sua casa e
plane"e coisas que eles possam fa#er!
M! 2onitore as brincadeiras e observe sinais de que as interaçes podem
estar saindo do controle ' boba&ens &rosserias al&a#arras falar muito
alto irritação sinais crescentes de frustração e +ostilidade! *este caso
interrompa a brincadeira d) um intervalo para um lanc+e ou uma
atividade mais calma e estruturada! 2udar o local da brincadeira
também pode ser uma boa saída!
:! aça esforços para evitar estabelecer e.emplos de comportamento
a&ressivos em casa especialmente se seu fil+o ", apresenta problemas
com a&resses! 2onitore seu pr$prio comportamento e ve"a se não é
a&ressivo com seu fil+o!
L! Desencora"e contatos entre seu fil+o e parceiros a&ressivos que ele
possa ter selecionado para brincar!
79
Criando contatos positivos com ami,os na
comunidade

4! =nscreva seu fil+o em uma atividade comunit,ria or&ani#ada para a fai.a


et,ria dele!
M! Tente evitar atividades de &rupo de ami&os que envolvem &rande
quantidade de esforços coordenados com outras crianças ou re&ras
complicadas para serem bem sucedidas pois elas podem ser
esma&adoras para seu fil+o com TDA/H!
:! Atividades que envolvem mais estrutura or&ani#açãoB e supervisão de
adultos são mel+ores do que as não estruturadas ou aquelas com
pequena ou nen+uma supervisão!
L! Crianças com TDA/H t)m e.peri)ncias mais favor,veis quando o
contato com seus ami&os não envolve a competição!

Adoesc7ncia

Os desafios normais da adolesc)ncia podem ser dramaticamente ampliados


em adolescentes com TDA/H7
 =nsucesso acad)mico

 =solamento social

 Depressão
 Iai.a auto estima

 Conflitos diversos com membros da família

Xreas de confito:

80
 Completar o trabal+o escolar e a liçes de casa em tempo adequad o e
de forma or&ani#ada
 @eali#ar tarefas domésticas de rotina

 Escol+er ami&os apropriados e locais adequados para se sociali#ar

 @espeitar os direitos e a privacidade de ami&os e outros membros da

família
 Comportar0se de maneira respons,vel fora de casa

 @etornar para casa nos +or,rios estabelecidos

 *ão fumar não in&erir bebida alco$lica não manter relaçes se.uais
precoces e saber usar o carro da família
6ais de adolescentes com TDA/H relatam mais conflitos com seus fil+os
adolescentes do que pais de adolescentes sem TDA/H! Os problemas estão
relacionados a7
 @oupas que os adolescentes usam

 Volume de som muito alto

 Envolvimento em confuses na escola

 Iri&as com os irmãos e ba&unça em casa!

Conflitos com as mães7


 Dificuldade na +ora de ir para a cama

 *otas bai.as na escola

 Tipos de ami&os com quem o fil+o anda


 @eali#ação de liçes de casa

Conflito central7 O dese"o natural do adolescente de tomar suas pr$prias


decises versus o dese"o dos pais de preservar sua autoridade e tomar
decises!

2e,ras b!sicas para a sobreviv7ncia


81
4! Entender o desenvolvimento do adolescente e o impacto do TDA/H
sobre ele
M! Desenvolver uma atitude de enfrentamento e e.pectativas ra#o,veis
:! Estabelecer re&ras claras de comportamento para dentro de casa e para
a rua
L! 2onitorar e reforçar re&ras a serem cumpridas dentro de casa e na rua
com os pais trabal+ando "unto com uma equipe
Q! Comunicar0se positiva e eficientemente
5! @esolver problemas de discord-ncia mNtua
>! tili#ar a"uda profissional de forma s,bia
F! 2anter o senso de +umos e tirar férias de seu adolescente com
re&ularidade

Obs!7 *a adolesc)ncia a +iperatividade persiste em :; a L;< dos adolescentes


que eram crianças com TDA/H!

9udando de Atitudes

 E.pectativas  *ecessidades7

• Iaseie0se nas necessidades do adolescente e não nas


e.pectativas dos pais

• *ão espere por impec,vel performance acad)mica ou submissão


em um sorriso

• Ten+a e.pectativas realistas

• ?aiba que o adolescente com TDA/H dei.a de fa#er suas tarefas


por muitas ra#es mas não para aborrecer e ferir os pais

• 2ude suas e.pectativas

• Tente ima&inar como o seu fil+o é

82
• ?e"a racional e fle.ível em seus pensamentos sobre seu fil+o

• 6er&unte a si mesmo7 o que é piorW 6erder um compromisso por


causa de seu fil+o ou perder seu fil+o por causa de um
compromissoW

• Tente não rea&ir a cada pequeno impacto na relação com seu


fil+o! Ele"a as situaçes de alta prioridade e que necessitam de
imediata atenção!

.stabeecendo re,ras para a casa e para a rua

 6esquisas verificaram que uma aborda&em mais democr,tica que


incentive o adolescente a tomar decises quando possível funciona
&eralmente mel+or do que uma aborda&em ditatorial e rí&ida!
 Adolescentes en.er&am a ra#ão das decises se tomarem parte destas
decises!
 Adolescentes com TDA/H necessitam de maior monitoramento do que
adolescentes sem TDA/H
 icar completamente livre promove comportamentos peri&osos e
incapacidade de completar tarefas mas o e.cesso de envolvimento
sufoca a busca e a conquista da autonomia!

Confitos na resoução de probemas com seu


adoescente
 Os pais devem permanecer calmos e or&ani#ados1

 6ais devem demonstrar interesse pelo ponto de vista do adolescente1

 Cada parte deve demonstrar boa vontade para ouvir o que a outra tem a
di#er1
83
 Comece pelo mai simples que não causa raiva intensa ou reação
e.trema associada1
 *ão tente resolver todas as discord-ncias em uma s$ reunião1

2umo J escoa com o pé direito – Administrando a


educação de seu fi)o

A criança com TDA/H tem &randes dificuldades de a"ustamento diante das


demandas da escola! m terço ou mais das crianças com TDA/H ficarão para
tr,s na escola pelo menos um ano! Trinta e cinco por cento das crianças com
TDA/H não completar, o ensino médio! A maioria das crianças com TDA/H ter,
notas e pontos abai.o dos cole&as! Entre L; a Q;< das crianças com TDA/H
necessitarão dos serviços formais de atendimento! Entre4Q a MQ< das crianças
com TDA/H serão suspensas ou até e.pulsas da escola devido a problemas de
comportamento! 6rofessores tendem a ser cada ve# mais controladores e
autorit,rios o que piora os problemas de comportamento das crianças
redu#indo as probabilidades de aprendi#a&em! ma relação positiva com os
professores mel+ora as adaptaçes acad)micas e sociais! O professor é a
peça mais importante do aprendi#ado de uma criança com TDA/H!
ua o pape do professor no processo dia,n#stico e no tratamento do
TDAH5
Depois de toda essa introdução voc) deve estar se per&untando7o que os
professores t)m a ver com o processo dia&n$stico e com o tratamento de
TDAHW
A resposta é7 os professores t)m TDO a ver com esse processo!

Os professoresdast)m
comportamento umasobcondição
crianças privile&iada
os seus cuidados de observam
pois as observação do
em uma
&rande variedade de situaçes tais como em atividades individuais diri&idas
em atividades de trabal+o &rupal em atividades de la#erdurante a interação
com outros adultos e com crianças de diversas idades! O fato dos professores
terem e.peri)ncia com um &rande nNmero de crianças possibilita a distinção
entre os comportamentos esperados para a fai.a et,ria e os comportamentos
atípicos! Como os professores passam bastante tempo com as crianças %s
ve#es até mais que os pais principalmente na pré0escola e nas séries iniciais
do ensino fundamentalB t)m o potencial de perceber o problema antes deles
ao menos que e.iste al&o errado com a criança!
84
Essa possibilidade de identificar precocemente os sintomas e encamin+ar a
criança o mais r,pido possível para a avaliação médica transforma não apenas
os professores mas toda a equipe técnica da escola em peças fundamentais
no processo dia&n$stico e de tratamento do TDAH! 6ara e.plicar mel+or é
preciso discutir duas questes7 quais as etapas envolvidas no processo
dia&n$stico e quais as conseq()ncias do TDAH para o processo de
escolari#ação!

6ara au.iliar nesse processo al&umas açes do professor são e.tremamente


importantes7
 6restar especial atenção e descrever as atividades e comportamentos
do aprendi# sem preocupação com nomes técnicos! Dar e.emplos
pr,ticos sobre os comportamentos da criança tanto para os pais quanto
para os profissionais de saNde1
 Ter interesse em estudar o TDAH! O con+ecimento sobre as patolo&ias
as necessidades peda&$&icas e o mane"o comportamental dessas
crianças é fundamental para a identificação precoce dos sintomas e o
encamin+amento para avaliação médica!

Pue características
relatadas da criança
durante o processo devem ser observadas pelo professor e
dia&n$sticoW
 Como a criança se relaciona com adultosW Ela é receptiva ao contato
com o adultoW  afetuosaW Compreende a +ierarquiaW Obedece %s
re&rasW
 6rocura a"uda quando necessitaW

 Como a criança se relaciona com outras criançasW Conse&ue brincar


em &rupoW Conse&ue se&uir as re&ras das brincadeirasW Tem ami&osW
Os cole&as &ostam delaW Iri&a facilmenteW
 Como rea&e quando é contrariada pelo professor ou por outras
criançasW
 A criança finali#a o trabal+o individual em sala de aulaW

 A criança conse&ue finali#ar o trabal+o de sala dentro do pra#o


estipuladoW
 Conse&ue finali#ar quando l+e é dado tempo e.traW

 O trabal+o reali#ado em sala é precisoW O nível de acerto é semel+ante


ao dos cole&as de salaW
 Como é a finali#ação e precisão dos trabal+os reali#ados em casaW
85
 Como são as +abilidades de or&ani#ação da criança em relação a seu
material suas anotaçes e re&istros de tarefas e das aulas dos
trabal+os entre&ues e do ambiente de trabal+oW
 Puais situaçes parecem piorar o desempen+o da criançaW Puais
parecem mel+or,0loW

Como o professor pode a(udar no tratamento do TDAH5 ua o pape da


escoa e do professor no acompan)amento da criança com TDAH5

 comum os professores per&untarem7 se o TDAH é uma doença porque o


professor teria responsabilidade sobre o tratamentoW Como contribuir para a
mel+ora da criançaW Como descrito o TDAH não é um transtorno que afeta
apenas o comportamento da criança! *a medida em que afeta também a
capacidade para a aprendi#a&em a escola precisa assumir o importante papel
de or&ani#ar os processos de ensino de forma a favorecer ao m,.imo a
aprendi#a&em! 6ara tal é necess,rio que direção coordenaçes equipe
técnica e professores se unam para plane"ar e implementar as técnicas e
estraté&ias de ensino que mel+or atendam %s necessidades dos alunos que se
encontram sob sua responsabilidade! O mais importante é o professor
con+ecer o TDAH e recon+ecer que essas crianças necessitam de a"uda! Além
disso utili#ar estraté&ias que possam a"ud,0las no aprendi#ado também é
fundamental para o tratamento dos portadores de TDAH!
A se&uir apresentamos al&umas estraté&ias para o mane"o de crianças com
TDAH no dia0a0dia da escola!
2ecebendo e aco)endo o auno
 =dentifique quais os talentos que seu aluno possui! Estimuleaprove
encora"e e a"ude no desenvolvimento deste!
 Elo&ie sempre que possível e minimi#e ao m,.imo evidenciar os
fracassos!
 O pre"uí#o % auto0estima freq(entemente é o aspecto mais devastador
para o TDAH!
 O pra#er est, diretamente relacionado % capacidade de aprender! ?e"a
criativo e afetivo buscando estraté&ias que estimulem o interesse do aluno
para que este encontre pra#er na sala de aula!
 ?olicite a"uda sempre que necess,rio! Rembre0se que o aluno com TDAH
conta com profissionais especiali#ados neste transtorno!
86
 Evite o esti&ma conversando com seus alunos sobre as necessidades
específicas de cada um com transtorno ou não!

4r,ani1ando o espaço – 9onitorando o Processo


 A rotina e or&ani#ação são elementos fundamentais para o
desenvolvimento dos alunos principalmente para os portadores de TDAH!
A or&ani#ação e.terna ir, refletir diretamente em uma maior or&ani#ação
interna! Assim alertas e lembretes serão de e.trema valia!
 Puanto mais pr$.imo de voc) e mais distante de estímulos distratores
maior benefício ele poder, alcançar! Estabeleça combinados!Estes
precisam ser claros e diretos! Rembre0se que ele se tornar, mais se&uro se
souber o que se espera dele!
 Dei.e claras as re&ras e os limites inclusive prevendo conseq()ncias ao
descumprimento destes! ?e"a se&uro e firme na aplicação das puniçes
quando necess,rias optando por uma modalidade educativa por e.emplo
em situaçes de bri&a no parque afaste0o do conflito porém manten+a0o
no ambiente para que ele possa observar como seus pares intera&em!
 Avalie diariamente com seu aluno o seu comportamento e desempen+o
estimulando a auto0avaliação!
 =nforme freq(entemente os pro&ressos alcançados por seu
alunobuscando estimular avanços ainda maiores!
 D) )nfase a tudo o que é permitido e valori#e cada ação dessa nature#a!
 A"ude seu aluno a descobrir por si pr$prio as estraté&ias mais funcionais!
 Estimule que seu aluno peça a"uda e d) au.ílios apenas quando
necess,rio!

Procedimentos faciitadores
 Estabeleça contato visual sempre que possível isto possibilitar, uma
maior sustentação da atenção!
 6ropon+a uma pro&ramação di,ria e tente cumpri0la! ?e possível além de
falar coloque0a no quadro! Em caso de mudanças ou situaçes que fo&em
a rotina comunique o mais previamente possível!
 A repetição é um forte aliado na busca pelo mel+or desempen+o do aluno!
 Estimule o desenvolvimento de técnicas que au.iliem a memori#ação!
se listas rimas mNsicas etc!
87
 Determine intervalos entre as tarefas como forma de recompensa pelo
esforço feito! Esta medida poder, aumentar o tempo da atenção
concentrada e redução da impulsividade!
 Combine saídas de sala estraté&icas e asse&ure o retorno! 6ara tanto
conte com o pessoal de apoio da escola!
 2onitore o &rau de estimulação proporcionado por cada atividade!
Rembre0se quemaior
e.citabilidade muitas
dove#es
que ooprevisto
aluno com
por TDAH pode alcançar
voc) criando umde
situaçes &rau de
difícil
controle!
 Adote um sistema de pontuação! =ncentivos e recompensas em
&eralalcançam bons resultados!
Inte,rando ao ,rupo
 A inte&ração ao &rupo ser, um fator de crescimento! Este"a atento ao
&rau de aceitação da turma em relação a este aluno!
 =dentifique possíveis parceiros de trabal+o! randes conquistas podem
ser obtidas através do contato com os pares!
 ?ua capacidade de liderança improviso e criatividade são ferramentas
que podem au.iliar no nivelamento da atenção do &rupo e em especial do
aluno com TDAH! se o +umor sempre que possível!
2eai1ando tarefas& testes e provas
 As instruçes devem ser simples! Tente evitar mais de uma consi&na por
questão!
 Destaque palavras0c+aves fa#endo uso de cores sublin+ado ou ne&rito!
 Estimule o aluno destacar e sublin+ar as informaçes importantes
contidas nos te.tos e enunciados!

 Evite atividades lon&as subdivi dindo0as em tarefas menores!@edu#a o


sentimento de 8eu nunca serei capa# de fa#er isso9!
 2escle tarefas com maior &rau de e.i&)ncia com as de menor!
 =ncentive a leitura e compreensão por t$picos!
 tili#e procedimentos alternativos como testes orais uso do computador
m,quina de calcular dentre outros!
 Estimule a pr,tica de fa#er resumos! =sto facilita a estruturação das idéias
e fi.ação do conteNdo!

88
 Oriente o aluno a como responder provas de mNltiplas escol+as ou
abertas!
 Estenda o tempo para a e.ecução de tarefas testes e provas!
 A a&enda pode contribuir na or&ani#ação do aluno e na comunicação
entre escola e família!
 =ncentive a revisão das tarefas e provas!

Contato com a fam+ia& deveres e traba)os em casa


 2anten+a constante contato com a família! Tente utili#ar as informaçes
fornecidas por ela com o ob"etivo de compreender o seu aluno mel+or!
 6rocure nesses encontros enfati#ar os &an+os e não apenas pontuar as
dificuldades!
 Evite c+am,0los apenas quando +, problemas!

• A"ude seu aluno a fa#er um crono&rama de tarefas e estudos de casa!


=sto poder, contribuir para minimi#ar a tend)ncia a dei.ar tudo para
depois!
 Tente anunciar previamente os temas e familiari#ar o aluno com situaçes
que posteriormente serão vivenciadas!
 Estimule a atividade física!

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TDAH – A,umas dicas para os pais

97
6ro&ramas de treinamento para pais de crianças com TDAH freq(entemente
começam com ampla divul&ação de informação!

E.iste uma &rande quantidade de livros vídeos e fitas disponíveis com dados
a respeito do transtorno em si e de estraté&ias efetivas que podem ser usadas
por familiares!

A lista que se&ue rev) al&uns pontos de uma série de estraté&ias que podem
a"udar os pais de crianças com TDAH7

• 2andamentos
4! @eforçar o que +, de mel+or na criança!

M! *ão estabelecer comparaçes entre os fil+os! Cada criança apresenta


um comportamento diante da mesma situação!

:! 6rocurar conversar sempre com a criança sobre como est, se sentindo!

L! Aprender a controlar a pr$pria impaci)ncia!

Q! Estabeleça re&ras e limites dentro de casa mas ten+a atenção para


obedecer0l+es também!

5! *ão esperar perfeição!

>! *ão cobre resultados cobre empen+o!

F! Elo&ie3 *ão se esqueça de elo&iar3 O estímulo nunca é demais! A


criança precisa ver que seus esforços em vencer a desatenção
controlar a ansiedade e manter o motor#in+o de MM; volts em bai.as
rotaçes est, sendo recon+ecido!

! 2anter limites claros e consistentes relembrando0os freq(entemente!

4;!se portu&u)s claro e direto de prefer)ncia falando de frente e ol+ando


nos ol+os!

44! *ão e.i&ir mais do que a criança pode dar7 deve0se considerar a sua
idade!
98
• Estudo

4! Escol+er cuidadosamente a escola e a professora para que a criança


possa obter sucesso no processo de ensino0aprendi#a&em!

M! *ão sobrecarre&ar a criança com e.cesso de atividades


e.tracurriculares!

:! O estudo deve ser do "eito que as crianças ou os adolescentes bem


entenderem! Tudo deve ser tentado mas se o resultado final não
corresponder %s e.pectativas reavalie ap$s al&umas semanas e peça
novas opçes1 v, tentando até c+e&ar % situação que mais favoreça o
desempen+o!

L! Ten+a contato pr$.imo com os professores para acompan+ar mel+or o


que est, acontecendo na escola!

Q! Todas as tarefas t)m que ser subdivididas em tarefas menores que


possam ser reali#adas mais facilmente e em menor tempo!

• @e&ras do dia0a0dia

4! Dar instruçes diretas e claras uma de cada ve# em um nível que a

criança possa corresponder!


M! Ensinar a criança a não interromper as suas atividades7 tentar finali#ar
tudo aquilo que começa!

:! Estabelecer uma rotina di,ria clara e consistente7 +ora de almoço de


"antar e dever de casa por e.emplo!

L! 6riori#ar e focali#ar o que é mais importante em determinadas situaçes!

99
Q! Or&ani#ar e arrumar o ambiente como um meio de otimi#ar as c+ances
para sucesso e evitar conflitos!

• Casa

4! 2anter em casa um sistema de c$di&o ou sinal que se"a entendido por


todos os membros da família!

M! 2anter o ambiente doméstico o mais +armUnico e o mais or&ani#ado


quanto possível!

:! @eservar um espaço are"ado e bem iluminado para a reali#ação da lição


de casa!

L! O quarto não pode ser um local repleto de estímulos diferentes7 um


monte de brinquedo pUsteres etc!

• Comportamento

4! Advertir construtivamente o comportamento inadequado esclarecendo


com a criança o que seria mais apropriado e esperado dela naquele
momento!

M! sar um sistema de reforço imediato para todo o bom comportamento


da criança!

:! 6reparar a criança para qualquer mudança que altere a sua rotina como
festas mudanças de escola ou de resid)ncia etc!

L! =ncentivar a criança a e.ercer uma atividade física re&ular!

Q! Estimular a independ)ncia e a autonomia da criança considerando a


sua idade!

100
5! Estimular a criança a fa#er e a manter ami#ades!

>! Ensinar para a criança meios de lidar com situaçes de conflito pensar
raciocinar c+amar um adulto para intervir esperar a sua ve#B!

• 6ais

4! Ter sempre um tempo disponível para intera&ir com a criança!

M! =ncentivar as brincadeiras com "o&os e re&ras pois além de a"udar a


desenvolver a atenção permitem que a criança or&ani#e0se por meio de
re&ras e limites e aprenda a participar &an+ando perdendo ou mesmo
empatando!

:! Puem tem TDAH pode descarre&ar sua 8bateria9 muito rapidamente! ?e


este for o caso recarre&ue0a com mais frequ)ncia! Al&uns portadores
precisam de um simples coc+ilo durante o dia outros de passear com o
cac+orro outros
&in,stica ou de passar
futebol! o fim
Descubra de semana
como fora
a 8bateria9 dooutros ainda
seu fil+o de
é mel+or
recarre&ada!

L! Evite ficar o tempo todo dentro de casa principalmente nos fins de


semana! 6ro&rame atividades diferentes não fique sempre fa#endo a
mesma coisa! Reve todos % praia ao teatro ao cinema para andar no
parque enfim se"a criativo!

Q! Estabeleça crono&ramas incluindo os períodos para descanso


brincadeiras ou simplesmente +or,rios livres para se fa#er o que quiser!

5! *en+uma
casaB podeatividade
ser muitoque requeira concentração
prolon&ada! estudo
=ntercale coisas deveres
a&rad,veis comde
tarefas que demandam atenção prolon&ada potencialmente
desa&rad,veis portantoB!

>! 6rocure sempre per&untar o que ela quer o que est, ac+ando das
coisas! *ão crie uma relação unidirecional! Obviamente os pedidos
devem ser ne&ociados e atendidos no que for possível!

F! se mural para afi.ar lembretes listas de coisas a fa#er calend,rio de


provas! Também coloque al&umas re&ras que foram combinadas e

101
promessas de pr)mio quando for o caso!

! Estimule e cobre o uso di,rio de uma a&enda! ?e ela for eletrUnica


mel+or ainda! As a&endas devem ser consultadas diariamente!

Rembre0se sempre

4! 6rocure o m,.imo de informaçes possível sobre o TDAH7 leia livros


faça cursos entre para or&ani#açes como a Associação Irasileira do
Déficit de Atenção !tda+!or&!brB faça contato com outros pais para
dividir e.peri)ncias bem e mal sucedidas!

M! Ten+a certe#a do dia&n$stico e se&urança de que não +, outros


dia&n$sticos associados ao TDAH!

:! Ten+a certe#a de que o tratamento est, sendo feito por um profissional


que realmente entende do assunto!

L! Rembre0se que seu fil+o aB est, sempre tentando corresponder %s


e.pectativas mas %s ve#es não conse&ue! Deve sempre lembrar0se aos
pais que estes devem ser otimistas pacientes e persistentes com o fil+o!
*ão devem desanimar diante dos possíveis obst,culos!

TDAH e .scoas
Antes de qualquer coisa os professores devem fa#er uma avaliação dos
pontos abai.o7

• Pual é a dificuldade mais importante do aluno com TDAHW O que mais


atrapal+a no desempen+o escolar daquele alunoW
Ao conse&uir responder essas per&untas o professor cria mel+ores condiçes
para traçar as estraté&ias que aplicar, em sala de aula! Puando se con+ece
aquilo que de fato tem atrapal+ado o bom desempen+o de um determinado
aluno fica mais f,cil pensar em soluçes vi,veis e efica#es!

Depois disso o se&undo passo importante é saber distin&uir o que a pessoa


com TDAH é capa# de fa#er do que ele não é principalmente ao lidar com
comportamentos disruptivosB e assim não criar e.pectativas irreais! Talve# essa
se"a uma das partes mais difíceis mas não desanime observar o aluno e
estudar sobre o TDAH são as mel+ores formas de se preparar para fa#er essa
distinção sobre o que é sintoma e/ou conseq()ncia do transtorno daquilo que
102
não é! *esse sentido cuidado para não repreender o tempo todo7 sintomas
prim!rios 3B4 podem ser punidosE

2ecompensar pro,ressos sucessivos ao invés de esperar peo


comportamento perfeitoE .ssa é uma dica de ouroE Independente de ser
a,uem com TDAH& essa dica deve vaer para todos e para todo processo
de mudança importante- Para o TDAH é ainda mais v!ido por"ue tem
mais dificudade em idar com recompensas a on,o pra1o-

• *ão dei.ar flutuaçes de +umor ou cansaço interferirem no trabal+o de


inclusão e a&ir da mesma forma mesmo quando as situaçes se
modificam! *a implementação das estraté&ias de sala de aula o papel
do professor é de e.trema import-ncia é quase imensur,vel a diferença
que um professor informado e motivado corretamente pode fa#er para
seus alunos333
• Todos os recursos abai.o podem e dever usados para as alunos TDAH!
Construí0los de uma forma divertida e em &rupo com os alunos a"uda
ainda mais a en&a",0los na import-ncia de tais ferramentas!
o Rembretes em a&endas e/ou cadernos
o Ristas de tarefas
o Anotaçes em provas e trabal+os
o Puadro de Avisos e crono&ramas servindo como ferramentas
or&ani#adoras de +or,rios e datas importantes!
o ma outra dica ainda dentro dessa dica é ele&er "untos com os
alunos al&uns representantes para serem respons,veis por cada
um desses recursos!

4 importante é o resutado e não o processo- .sse é um dos conceitos da


educação incusiva "ue não pode ser perdido de vista- 4 idea não é
tentar encai'ar a todo custo um auno com especificidades em um
modeo educaciona "ue mais dificuta do "ue faciita o auno com TDAH a
desenvover sua compet7ncia-

• Conversar com a criança e seus pais sobre o método mais f,cil de


estudo em casa! =sso facilita muito a vida dos que tem TDAH! 6ropon+a
aos pais al&uns 8e.perimentos9 de formas de estudos diferentes até que
se"a encontrada a mais adequada para aquele aluno contanto que
inclua uma pro&ramação de estudo com intervalos e assim não
acumular matéria!
• Ambientes com muitos distratores / estímulos e.ternos devem ser
evitados! ma sala de aula deve contar apenas elementos necess,rios
para a situação de aula daquele momento! 2urais com muitas
informaçes ficam mel+or colocados nos corredores por e.emplo!

103
2Nsicas ou barul+os e.ternos com freq()ncia também devem ser
evitados!
• *o ambiente escolar evitar instruçes muito lon&as e par,&rafos muito
e.tensos3 =sso certamente ser, apreciado e facilitar, o aprendi#ado de
todos os alunos sem e.ceção!
6or e.emplo7 6rovas com enunciados lon&os funcionam muito mais
como armadil+a do que uma tentativa de esclarecimento da per&unta!
Espaço entre as per&untas e clare#a nas instruçes são imprescindíveis
para uma mel+or reali#ação de provas!
• ma boa forma de envolver todos os alunos e principalmente os que
tem TDAH é solicitar que um aluno a repita a instrução que voc) acabou
de dar para a reali#ação de uma determinada tarefa altern-ncia entre
os alunos / aumenta a atenção de toda a turmaB
• Atividades que e.i"am maior inte&ridade da atenção sustentada devem
ser feitas preferencialmente no início da aula ou se"a as tarefas que
demandem mais atenção contínua por um período de maior devem ser
priori#adas e assim serem feitas no início da aula!
• 6or e.emplo7 6rovas deverão acontecer no primeiro tempo de aula! *o
Nltimo tempo o aluno ", teve v,rias aulas de v,rias matérias que
acabam funcionando como elementos de distração e podem pre"udicar
todos os alunos especialmente os que t)m desnecessariamente!
Conscienti#ar os alunos com TDAH do tipo de pre"uí#o que o comportamento
impulsivo pode tra#er tanto para ele quanto para o &rupo! Os alunos com TDAH
precisam se dar conta de que interromper a fala da professora ou a andamento
das atividades pode ser altamente improdutivo para ele e para o &rupo! =sso
deve ser feito individualmente e de forma que não culpe o aluno! Apenas sirva
como uma conversa esclarecedora!

A Criança com TDAH e a .scoa-

3otas bai'as& probemas de comportamento e dificudade de adaptação


ao ambiente escoar são probemas recorrentes das crianças portadoras
do TDAH

Dificuldade de prestar atenção na aula distrair0se facilmente e ficar com a


mente va&ando pelo mundo da lua quando o professor est, falando! 6ouca
paci)ncia para estudar e fa#er os deveres a&itação inquietude e uma
capacidade incrível de fa#er mil+es de coisas ao mesmo tempo! E quase
nen+uma delas associada % aula! Estas são al&umas características de alunos
que apresentam o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade
con+ecido como TDAH! O problema atin&e um &rande nNmero de crianças e
104
adolescentes que v)em o seu desempen+o acad)mico pre"udicado pela
doença e muitas ve#es sequer sabem que são portadores!

6rofessores das primeiras séries do ensino fundamental ve# por outra estão %s
voltas com um ou outro aluno que não p,ra quieto um instante se movimenta o
tempo todo não d, a mínima para o que est, sendo ensinado e ainda fica
incomodando os cole&uin+as! O destino do ba&unceiro é quase sempre a sala
da diretoria onde uma bela bronca o espera! Esse é um comportamento típico
dos meninos portadores do transtorno que neles tem o predomínio de
sintomas de +iperatividade! G, entre as meninas a situação mais comum é a
daquela aluna comportada quieta que não participa das aulas mas também
não incomodaB e que est, sempre distraída! Pualquer coisa é capa# de desviar
sua atenção! A aula e o professor vão para o fim da lista de prioridades
enquanto a mocin+a se atém a ficar fol+eando o seu caderno rabiscando na
carteira e criando "o&uin+os com o esto"o e as canetas! Tanto no caso das
meninas distraídas quando no dos &arotos ba&unceiros o resultado pode ser
um aproveitamento acad)mico nada satisfat$rio no final do semestre e a
frustrante sensação de não conse&uir acompan+ar os pro&ressos do restante
da turma!

ma das principais dificuldades dos alunos portadores de TDAH são os


problemas de comportamento no ambiente escolar que se manifestam pela
dificuldade de obedecer a um c$di&o disciplinar rí&ido e pela a&itação na sala
de aula!
ui c+amada para conversar com a diretora da escola do meu fil+o diversas
ve#es ao lon&o do ano! Os professores se quei.avam de que ele não parava
quieto um minuto tirava a tenção dos cole&uin+as e que atrapal+ava a aula 0
conta a secret,ria 2aria Helena AraN"o mãe de Rucas de F anos! Certa ve#
uma peda&o&a escolar c+e&ou a insinuar que um ambiente familiar desre&rado
poderia ser o problema do menino 0 Ela disse na min+a cara que atitudes assim
são típicas de crianças que não recebem boa educação dos pais!

Professores despreparados

O epis$dio prota&oni#ado por 2aria Helena é bastante comum e se repete com


freq()ncia em escolas de todo o país! @aramente os profissionais
encarre&ados da orientação escolar de uma escola estão preparados para lidar
com uma criança portadora do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade!

Os professores estão sobrecarre&ados e não conse&uem lidar com o assunto!


Eles lidam com uma série de alunos com problemas e não podem se dedicar
aos alunos com TDAH 0 destaca o psiquiatra gnio Andrade que coordena o
Ambulat$rio de TDAH infantil do =nstituto de 6siquiatria que funciona no
Hospital das Clínicas de ?ão 6aulo! Ele pondera que diante de uma turma que
não raramente c+e&a a :; alunos é difícil um professor conse&uir dar atenção
individuali#ada e conse&uir acompan+ar de perto as suas dificuldades de cada
um! *o stress do dia0a0dia mandar o desordeiro para o corredor acaba sendo
a maneira mais f,cil de restabelecer a ordem na turma!

105
O aluno passa ser visto como deslei.ado pre&uiçoso e indolente! *a verdade
estas são limitaçes impostas pela doença que se não for corretamente
dia&nosticada e tratada atrapal+a tanto a vida dos pais quando dos fil+os!
@eunies com a direção são freq(entes e não raro acompan+adas de um
convite para trocar de instituição de ensino!

As crianças portadoras de TDAH não se adaptam bem a instituiçes de ensino


muito tradicionais e que ten+am um c$di&o disciplinar muito rí&ido! *estas
escolas casti&os e suspenses por problemas disciplinares são recorrentes 0
e.plica a psiquiatra Vanessa AKrão pesquisadora do =nstituto de 6siquiatria da
@G a niversidade ederal do @io de Ganeiro!

Toer8ncia 1ero

Esse foi o drama vivido pela advo&ada 2,rcia uimarães! Decidida a oferecer
ao fil+o ustavo +o"e com 4; anos uma educação de primeira lin+a não
+esitou em matricul,0lo em uma tradicional e cara escola do @io de Ganeiro!
Em pouco tempo os problemas começaram a aparecer! 6rimeiro foram as
repreenses leves depois al&uns casti&os se&uidas reclamaçes dos
professores e por fim uma reunião com o diretor!

Eles foram implac,veis! *o meio do ano me c+amaram na escola e disseram


que o meu fil+o não tin+a o perfil para se&uir seus estudos naquela instituição!
Eu ponderei e pedi que o dei.assem ao menos terminar o ano mas não
conse&ui! O diretor afirmou que ", +avia dado diversas c+ances e que o
comportamento do ustavo estava comprometendo o andamento de toda a
turma! *ão tive escol+a!

6reocupada com a boa formação do fil+o procurou uma instituição com o


mesmo perfil da anterior! O resultado foi i&ualmente ruim!

Os mesmos problemas se repetiram e no final do ano fui avisada de que a


matrícula dele não poderia ser renovada! Comecei a ficar desesperada e não
sabia o que fa#er! Aos > anos de idade o meu fil+o ", tin+a sido e.pulso de
duas escolas! oi quando o meu marido leu uma reporta&em sobre crianças
+iperativas em um "ornal e decidimos lev,0lo ao psiquiatra 0 lembra 2,rcia! Ela
di# que ao c+e&ar ao consult$rio o médico não demorou mais que al&uns
se&undos para dar o dia&n$stico!
*a primeira consulta o meu fil+o s$ faltou subir na estante do médico 0 brinca
mãe que depois escol+eu para o fil+o um colé&io com uma política
educacional mais fle.ível e se&uindo recomendação do psiquiatra antes de a
escola mandar a primeira reclamação ela mesma foi conversar com a
orientadora educacional! 2unida de reporta&ens livros fol+etos e.plicativos e
muita paci)ncia contou toda a +ist$ria e falou sobre a doença!

A escola foi super receptiva! Talve# pelo fato de eu t)0los procurado antes de
qualquer reclamação os professores se mostraram mais tolerantes e
atenciosos! 2as não pude dei.ar de me surpreender com o fato de eles não
terem a menor idéia sobre o que é o TDAH!
106
.scoas p6bicas: situação ainda mais ,rave

O médico gnio Andrade fa# coro e reforça o que a mãe de ustavo descobriu
na pr,tica!

As escolas não estão preparadas e ainda tem muito o que aprender! E se em


famílias com recursos e que podem recorrer a escolas particulares os pais e as
crianças encontram problemas ima&ine nas escolas pNblicas! Com a política
da pro&ressão continuada em que o aluno passa de ano automaticamente
mesmo que o aprendi#ado não ten+a sido satisfat$rioB muitas crianças s$
descobrem que tem o problema quando c+e&am a quinta0série e sequer sabem
ler 0 e.plica o médico!

*o nNcleo de psiquiatria do Hospital da Clínicas recebo muitos pacientes de


escolas pNblicas assim! As meninas são muito pre"udicadas! Elas são
quietin+as distraídas e não incomodam como os &arotos! Os pais pouco
escolari#ados e sem recursos s$ desconfiam que +, al&o errado quando a
fil+a vai fa#er a prova para a quinta0série e o resultado é desastroso 0 completa
gnio!

O dia&n$stico do TDAH é menos comum nas meninas! O que normalmente fa#


a família procurar um médico são os problemas com a a&itação e a inquietação
típica dos rapa#es! Estima0se que dois terços dos pacientes dia&n$sticas se"am
+omens e apenas um terço de mul+eres! 2as se as meninas não tem a mesma
capacidade de alvoroçar a turma e tirar os professores do sério as dificuldades
de aprendi#ado são as mesmas!

0ata de atenção e impusividade

Como o pr$prio nome ", di# uma das maiores quei.as dos pacientes que
sofrem de TDAH é a dificuldade de prestar atenção de se concentrar e
conse&uir direcionar o raciocínio! 6ara a&ravar o quadro as crianças com
TDAH costumam ser muito criativas! Como resultado dessa combinação de
fatores os pacientes t)m uma incrível capacidade de pensar em v,rias coisas
ao mesmo tempo e conseq(entemente de se distrair! 6arecem estar
prestando atenção em outra coisa quando o professor fala com elas! ?omada a
isso est, a dificuldade de acompan+ar atividades mon$tonas7 prestar atenção
do início ao fim a uma aula pouco empol&ante é praticamente impossível! O
aluno fica inquieto e trata lo&o de procurar al&uma atividade para se ocupar7
conversar com o ami&o ao lado me.er na moc+ila ou ficar passando as fol+as
do livro! 6ara o professor fica a impressão de que o aluno é desinteressado e
que não presta atenção na aula por pura falta de vontade!

Os médicos e.plicam que é importante diferenciar dificuldades em se adaptar


a um sistema educacional de impossibilidade de aprendi#a&em! As crianças
com TDAH apresentam inteli&)ncia e capacidade de aprendi#ado id)nticas a
de uma criança normal e são bastante criativas mas é preciso l+es dar c+ance
para se desenvolver e observar as suas defici)ncias!

107
6or causa da desatenção é comum a criança portadora não se concentrar na
aula e não acompan+ar a e.plicação dos professores! Elas perdem a matéria e
não aprendem tanto quanto poderiam! *a +ora das provas a desatenção é
ainda mais cruel7 o aluno comete erros tolos porque não leu corretamente o
enunciado e não se preocupou muito com a resposta! Vale lembrar que a
impulsividade e a falta de paci)ncia são outras características típicas de quem
tem TDAH! *estes casos nada mais natural que ler somente metade da
per&unta e ", responder! O aluno pode até con+ecer o assunto e saber a
matéria mas não conse&ue bom rendimento nas provas e e.ames!

4 tratamento tra1 me)oras si,nificativas

Eu não conse&uia entender notas bai.as da min+a fil+a! m dia antes do


e.ame eu repassava a matéria toda com ela e não +avia um assunto que ela
não soubesse! Puando ela c+e&ava com a prova em casa eu via que ela tin+a
errado questes cu"a resposta eu tin+a certe#a que ela sabia 0 relata o
arquiteto Henrique 2aciel! Coube % sua pr$pria fil+a fa#er o seu
autodia&n$stico!

Eu li numa dessas revistas semanais uma matéria sobre crianças e


adolescentes com TDAH! Eu na época tin+a 4Q anos e ao ler a +ist$ria de
al&uns pacientes e os coment,rios dos médicos me identifiquei totalmente 0
conta abriela que +o"e est, com 4F anos e ", conse&ue lidar mel+or com os
problemas do TDAH 0 estou no se&undo período da faculdade e estou ac+ando
estudar a&ora muito mais f,cil do que antes! A min+a vida mudou nestes tr)s
anos de tratamento!

Os médicos relatam que ap$s iniciar o tratamento maioria das crianças


apresenta mel+ora si&nificativa no comportamento na capacidade de
aprendi#ado! Em pouco tempo elas ", prestam mais atenção % aula
conse&uem se concentrar mel+or e ", não relutam tanto em reali#ar tarefas
mon$tonas e repetitivas! Com mel+oria da atenção o rendimento escolar e as
notas apresentam mudanças que podem ser surpreendentes! O aluno
deslei.ado pre&uiçoso e pouco esforçado de uma +ora para outra pode
finalmente encontrar espaço para desenvolver seu potencial e mostrar que
contornando as defici)ncias impostas pelo TDAH tem um rendimento
compatível ao de qualquer um!

A auto0estima e &osto pelos estudos c+e&am a apresentar uma positiva


reversão! m aluno que não conse&ue prestar atenção %s aulas é sempre
repreendido pelo professor se"a por estar distraído  se"a por ficar falando a
aula inteiraB e por mas que estude não tira boas notas dificilmente vai ter a
escola ocupando posição de destaque no seu ranJin& de favoritos! Os pais se
quei.am que os fil+os não &ostam de estudar não dão valor % escola e que são
muito relapsos! 2as como &ostar de uma coisa na qual por mais que nos
esforcemos não conse&uimos ser bem sucedidosW Puando os primeiros
resultados ap$s o início do tratamento começam a aparecer a criança passa a
se interessar mais pela escola e a relação com os ami&os também muda!
Afinal aquele &aroto a&itado e pavio0curto que fala sem pensar e não se
preocupa muito com o que vai di#er aos outros d, lu&ar a um outro mais
108
tolerante atento e consciente de si mesmo! Os professores os compan+eiros
de sala e o +ist$rico escolar a&radecem!

@afael Alves 6ereira é "ornalista formado pela 6C0@io e trabal+a atualmente


na @,dio CI*! Ele escreve para a AIDA reporta&ens quin#enais que tra#em
depoimentos de médicos e pacientes e t)m o ob"etivo de oferecer mais
informaçes sobre o TDAH para quem convive com o problema e para o
pNblico em &eral! ?ão abordados assuntos como o cotidiano do portador de
TDAH avanços médicos na ,rea e o tratamento dos pacientes!

TDAH em mu)eres-

A maior parte da literatura sobre TDAH é tradicionalmente direcionada ao


&)nero masculino pois em tese somariam F;< dos portadores! Entretanto +,
al&um tempo pesquisadores t)m c+amado a atenção quanto % e.pressão do
transtorno para as diferenças entre +omens e mul+eres! Al&uns autores v)m
se dedicando ao estudo específico do TDAH em meninas e mul+eres!

Atualmente
identificação mais mul+eres
do tipo estão sendo desatento
predominantemente dia&nosticadas
?E2 com a mel+or
+iperatividadeB!
2eninas e mul+eres com TDAH lutam com uma variedade de problemas que
são diferentes daqueles que os +omens enfrentam!

*em todos os pais ou professores ouviram falar em TDAH! E não devemos


esquecer que a maioria deles quando ouve esse termo lembra com freq()ncia
de um menino pequeno e a&itado!

A maior parte dos meninos com TDAH é mais facilmente identific,vel se"a na
sala de aula se"a no la#er e com mais frequencia são levados para uma
avaliação! A maior parte das escalas e question,rios de avaliação enfati#am os
aspectos da +iperatividade da impulsividade e do comportamento desafiador!
E apenas as poucas meninas que são parecidas com esses meninos é que são
levadas a al&uma avaliação! Com isso continuamos com aquela ta.a en&anosa
de L 7 4!

6ode0se traçar um paralelo entre as formas tradicionais tipo misto tipo


predominantemente +iperativo0impulsivo e tipo predominantemente desatentoB
e a maneira como os sintomas se e.pressam nas meninas e nas mul+eres!
Esse paralelo é bastante Ntil para compreender as variaçes sobre esses tr)s
tipos!

O que se percebe a&ora é que muitas meninas não foram dia&nosticadas


porque seus sintomas se mostram diferentes! ma &rande diferença é que as
meninas são menos rebeldes menos desafiadoras em &eral menos  difíceis 
que os meninos! 2as  ser menos difícil  em ve# de a"udar s$ dificultou o
recon+ecimento do problema! Enquanto meninos causam frequentes
109
problemas com a disciplina em casa ou na escola e rapidamente se procura
uma orientação as meninas por serem mais cordatas dificilmente são
identificadas e vão passando ano ap$s ano na escola sem usar todo o seu
potencial!

*o entanto meninas com TDAH não são todas i&uais! Puando seu
comportamento é parecido com o TDAH em meninos o recon+ecimento é mais
f,cil! 2as mesmo as que são do tipo 2isto ou do tipo 6redominantemente
Hiperativo0=mpulsivo nem sempre são tão parecidas com os meninos! E é aí
que elas ficam sem dia&n$stico!

As meninas e mul+eres que apresentam sintomas de Hiperatividade e


=mpulsividade mais marcantes os e.pressam de forma diferente da dos
meninos! ?ão freq(entemente menos rebeldes menos opositivas e a
Hiperatividade se e.pressa através da fala e da ação! Como a comorbidade
com os Transtornos de Ansiedade e Depressão são os mais freq(entes
costumam ter uma instabilidade emocional importante com freq(entes
mudanças de +umor!

As meninas com o tipo 6redominantemente Desatento se mostram son+adoras


e tímidas! ?e esforçam para não c+amar a atenção sobre si mesmas!
Aparentam estar ouvindo enquanto suas mentes diva&am! 6odem parecer
ansiosas em relação a escola esquecidas e desor&ani#adas com o dever de
casa e atrasar a entre&a de trabal+os! Costumam ter um ritmo lento e a
sensação de sobrecar&a! Al&umas são ansiosas ou depressivas e vistas
erradamente como menos inteli&entes do que realmente são!

*o tipo 2isto apesar de terem um nível de atividade muito mais alto que as
desatentas elas não são necessariamente +iperativas! A a&itação se mostra
através da fala mais intensa! O discurso pode ser confuso pela dificuldade em
or&ani#ar seus pensamentos e tentam disfarçar a desor&ani#ação e o
esquecimento! *a adolesc)ncia podem tentar compensar a pobre performance
acad)mica se e.pondo a riscos com fumar beber e iniciar vida se.ual ativa
precocemente!

Puanto mais inteli&ente mais tarde os problemas acad)micos tendem a


aparecer! 2uitas meninas com P= acima da média podem pro&redir até c+e&ar
ao nível secund,rio  ou mesmo % faculdade! h medida que a vida escolar se
torna mais e.i&ente e complicada nos níveis superiores a dificuldade com a
concentração or&ani#ação e conclusão tem maior probabilidade de aparecer!
As disfunçes e.ecutivas ficam mais visíveis a medida que as e.i&)ncias
sociais pro&ridem!

TDAH no Adulto - algumas estratégias para o dia a dia

Com as informaçes que dispomos +o"e sabemos que o TDAH ' Transtorno
do Déficit de Atenção e Hiperatividade ' é um distNrbio neurobiol$&ico

110
recon+ecido pela Or&ani#ação 2undial da ?aNde O2?B e que pode ser
observado desde a inf-ncia e a adolesc)ncia principalmente em idade escolar!

6orém o que muitas pessoas descon+ecem é que o TDAH pode também


persistir na vida adulta da pessoa! Descuido nas atividades falta de
or&ani#ação dificuldade em manter a concentração e atenção inquietude e
+iperatividade são apenas al&uns dos sintomas típicos do adulto com TDAH!

O TDAH não est, li&ado a fatores culturais ou conflitos psicol$&icos mas sim
em pequenas alteraçes na re&ião frontal do cérebro respons,vel pela inibição
do comportamento e do controle da atenção! O que a"uda e muito a vida de
uma pessoa com TDAH é o dia&n$stico precoce correto e o tratamento
adequado tra#endo uma mel+ora si&nificativa nas relaçes interpessoais com
cUn"u&es familiares e ami&os!

Abai.o se&uem al&uns sintomas que encontramos com maior frequ)ncia e


intensidade em adultos com TDAH comparados a uma pessoa que não possui
o transtorno7

• =nstabilidade profissional
• @endimento abai.o da capacidade intelectual
• alta de foco e atenção
• Dificuldade de se&uir rotinas
• Tédio
• 2aior incid)ncia de div$rcios e separaçes con"u&ais
• 2aior incid)ncia de acidentes de transito
• Dificuldade de plane"amento e e.ecução das tarefas propostas
• 2aior índice de desempre&o
• 6rocrastinação
• Ansiedade diante das tarefas não estimulantes
• 2aior índice de desist)ncia em niversidades / evasão escolar
• Dificuldades nos relacionamentos1 relacionamentos inst,veis
• requente alteração de +umor
• requentes esquecimentos perdas e descuidos para datas e reunies
importantes
• Dificuldades para e.pressar suas ideias colocar em pr,tica o que est,
pensando/em sua cabeça
• Dificuldade para escutar e esperar a sua ve# de falar

111
• requente busca por novas coisas que o estimulem1 intoler-ncia a
situaçes mon$tonas e repetitivas
• @epetição frequente de erros frequente falta de atenção com coisas
simples

6or mais difícil que se"a lidar com o TDAH na vida adulta al&umas estraté&ias
podem ser Nteis e bem utili#adas fa#em com que o TDAH não se"a o fim do
mundo como muitas pessoas pensam!

Essas estraté&ias podem ser utili#adas tanto no trabal+o quanto na vida


pessoal do adulto com TDAH! Estas pessoas costumam esquecer de pa&ar as
contas perdem as c+aves com facilidade não se lembram de reunies e
outros compromissos ou quando lembram &eralmente al&uma coisa fica
pendente ou sem finali#ação! =sto não quer di#er que uma pessoa com TDAH
se"a ineficiente ou incapa# de reali#ar um trabal+o com compet)ncia! ?e ela
estiver consciente dos seus pontos fracos seus pontos fortes se&uindo o seu
tratamento de maneira correta medicação/psicoterapiaB as estraté&ias podem
a"ud,0la no dia0a0dia fa#endo com que o adulto com TDAH possa ter uma vida
de sucesso tanto na sua vida pessoal quanto profissional!

6or mais difícil e desesperador que possa parecer o TDAH na vida adulta
e.istem al&umas dicas para lidar com o TDAH!

6ara facilitar a leitura dividimos as dicas abai.o em : partes7

1 – Lidando com o estresse e a alteração de humor:

Devido % impulsividade desor&ani#ação e distração o adulto com TDAH


frequentemente batal+a para mudar um círculo vicioso com poucas +oras de
sono pouco ou nen+umB e.ercício físico e péssimos +,bitos alimentares ' e
tudo isso pode acentuar os sintomas do TDAH!


Prati"ue podem se 'beneficiar
tem TDAHe'erc+cios =ndicadoainda
para todos em &eral
mais! Alivia as pessoas
o estresse queo
mel+ora
+umor acalma a mente e ainda a"uda a &astar o e.cesso de ener&ia que
as pessoas com TDAH tem!
• Durma bastante ' e durma bem3 6oucas +oras de sono aumentam os
sintomas do TDAH diminuindo a capacidade de manter o foco durante
dia! 6ara isso evite tomar cafeína antes de dormir manten+a uma rotina
% noite e evite e.ercícios por até uma +ora antes de ir dormir!
• Aimentese de maneira correta ' Comer bem a"uda a diminuir a
distração +iperatividade e os níveis de estresse! 6equenas porçes
durante o dia in&erir pouco açNcar menos carboidrato e mais proteínas
podem a"udar a redu#ir os sintomas do TDAH!
112
2 – Como se organiar e e!itar a desordem di"ria

A distração e a falta de atenção tornam a vida de um adulto com TDAH um


verdadeiro desafio dei.ando0o sobrecarre&ado! As dicas a se&uir foram
elaboradas para a"udar o pessoa com TDAH a or&ani#ar mel+or a sua vida!

• Crie espaço ' Verifique diariamente o que voc) usar, e o que dever,
ficar &uardado! Defina lu&ares para c+aves contas e outros itens que se
perdem facilmente! E "o&ue fora tudo o que não for necess,rio3
• >se uma a,enda ' O uso da a&enda a"uda a lidar e or&ani#ar os seus
+or,rios e compromissos!  como andar de bicicleta ' a pr,tica leva a
perfeição! Puanto mais voc) utili#a mais voc) criar, padres de
comportamento or&ani#ado!
• 0aça istas ' Crie o +,bito de fa#er listas e anotar tudo o que for
importante como tarefas compromissos pro"etos deadlines etc! Caso
este"a usando uma a&enda manten+a suas anotaçes "unto! O
plane"amento é condição necess,ria para o bom desempen+o das
pessoas com TDAH!
• 0aça a,ora3 ' 6ara evitar o esquecimento procrastinação e desordem
comuns
evitando em adultos
dei.ar com
para TDAH Tarefas
depois! faça o que tiverresponder
como que ser feito
a um nae0mail
+ora
importante limpar sua ba&unça retornar uma li&ação preparar uma
apresentação não podem ficar para o dia se&uinte!
• .stabeeça um sistema de ar"uivamento ' se divisores ou então
separe pelo tipo de documento receitas contas fic+as de inscrição
etc!B! Etiquetar ou colorir seus arquivos também são $timas estraté&ias!
• Dedi"ue um tempo do seu dia para emais ' ?epare al&uns minutos
do seu dia para c+ecar seus e0mails evitando abrir sua cai.a de
correspond)ncia de Q em Q minutos! @esponda arquive ou apa&ue na
+ora dependendo do caso!

# – Administrando seu tempo e não perdendo seus compromissos

6or terem uma percepção diferenciada do tempo os adultos com TDAH sofrem
com a m, administração do mesmo! requentemente perdem a +ora pra#os
sempre ac+am que ainda tem tempo para reali#ar determinada tarefa quando
na realidade não temB! 2uitos adultos com TDAH se frustram de tal maneira
que no final do dia não reali#aram nada do que tin+am plane"ado!

• >se um re#,io ' 6ode ser de pulso timer alarme celular ou do


computador ' desde que este"a sempre % vista e com o +or,rio certo!
Puando começar uma tarefa di&a em vo# alta ou anote o +or,rio alem
de definir uma quantidade de tempo para a mesma!
113
• Defina prioridades ' Defina as suas tarefas mais importantes do dia e
depois as com menor import-ncia!
• Crie uma curta rotina di!ria ' e defina um tempo para ela! Arquivar
documentos retornar li&açes responder e0mails pa&ar contas etc!
podem ser feitos durante um mesmo período de tempo por e.emplo7 5;
minutosB e sempre na mesma ordem! Dessa maneira voc) não se
esquecer, de fa#er nada importante e conse&uir, reali#ar todas as suas
tarefas!
• D7 mais tempo do "ue voc7 (u,ar necess!rio ' 6or e.emplo se
voc) ac+a que para reali#ar determinada tarefa ou encontrar al&uém em
outro lu&ar voc) levar, por volta de :; minutos adicione mais 4Q
minutos! Com certe#a voc) ir, se atrasar!
• >se aarmes e c)e,ue cedo ' Anote os +or,rios de seus
compromissos com 4Q minutos ou o tempo que voc) "ul&ar necess,rioB
de anteced)ncia e use alarmes para que voc) c+e&ue na +ora certa!
• 0aça uma tarefa de cada ve1 ' E.ecute seus compromissos um de
cada ve#! Caso se"a um &rande pro"eto divida0o em pequenas partes e
termine0os um de cada ve#!
• Aprenda a di1er não ' A impulsividade no adulto com TDAH pode fa#er
com que ele aceite e.ecutar muitos pro"etos ou compromissos de uma
s$ ve# sem uma avaliação prévia e ponderada das suas capacidades e
consequentemente não consi&a finali#ar nen+um! =sto &era sentimentos
de frustração bai.a autoestima e incompet)ncia! Verifique sempre a sua
a&enda para ver se voc) realmente pode aceitar um compromisso
tarefa ou trabal+o e.tra de maneira que isso não o pre"udique!

TDAH no Traba)o
A,umas .straté,ias

Ainda que não e.istam soluçes m,&icas é importante buscar al&umas


estraté&ias que possam a"udar a mel+orar seu desempen+o no trabal+o!

?e&uem abai.o al&umas dicas7

• Identifi"ue o )or!rio em "ue voc7 conse,ue focar me)or- se esse


tempo para as tarefas mais difíceis e/ou trabal+osas! *ão tente
desempen+ar tarefas quando voc) est, com sono ou cansado! Todo
mundo sabe identificar qual é o mel+or momento para desempen+ar
tarefas mais comple.as!
114
• Caso ten)a fe'ibiidade de )or!rio em sua empresa& avalie a
possibilidade de iniciar o e.pediente mais cedo ou sair mais tarde
quando a maioria dos funcion,rios não est, na empresa facilitando
assim a sua concentração nas tarefas a serem e.ecutadas!
• >se c)at/9essen,er sempre "ue poss+ve- Al&umas empresas
perceberam que o uso de c+ats/messen&ers para escrever relat$rios
tem se mostrado mais produtivo!

>se
com um cronYmetro
TDAH $timer%
o cronUmetro
! ma peça valiosa para qualquer pessoa
a"uda a definir/limitar o tempo de cada tarefa!
6or e.emplo estipule 4Q minutos para concluir determinada tarefa!
• Ten)a sempre J mão ob(e tos "ue a(udam a rea'ar e que possa
utili#ar entre uma tarefa e outra como por e.emplo bolas para
massa&ear etc! Cadeira confort,vel ob"etos diferentes e estimulantes
podem a"udar na sensação de tédio que al&umas pessoas sentem entre
as atividades!

• ?aia para camin)ar por a,uns minutos caso voc7 este(a com
dificudades para se concentrar- Diante de atividades lon&as e
repetitivas olevantar
recuperar por um al&uns
foco! 6ermita0se curto espaço de de
intervalos tempo pode
tempos a"udar a
em tempos!
6ode ser uma volta no quarteirão ou conversar com um compan+eiro de
trabal+o! O importante é limitar o tempo dessa pausa e não passar
tempo demais no intervalo! *ovamente usar um alarme sonoro/
vibrat$rio ou outro mecanismo que te tra&a de volta ao trabal+o é uma
boa opção!

• .vite c)ecar seu emai constantemente- Verificar a sua cai.a de


emails frequentemente pode tornar0se um elemento distrator!
• A,ende reuni*es semanais com seu c)efe para discutir suas metas
e performance- =sto a"uda no seu plane"amento e facilita a divisão das
suas tarefas em v,rias etapas consecutivas! Caso não queira uma
reunião formal apenas per&unte informalmente como est, o seu
trabal+o feedbacJB!
• Ten)a sempre barras de cereais ou c)icetes nas suas ,avetas !
Eventualmente mascar c+icletes ou comer uma barra de cereais diminui
a ansiedade entre tarefas mon$tonas!
• Considere ter a,uém "ue )a(a como uma 8ncora e traba)e
sienciosamente perto de voc7 ! Al&umas pessoas relatam que t)m um
mel+or desempen+o no trabal+o quando +, um compan+eiro
trabal+ando por perto! Ter um cole&a de trabal+o de confiança para
verificar os possíveis erros de &ram,tica esquecimentos etc! pode ser

115
e.tremamente produtivo! Como forma de a&radecimento a"ude0o
também em seus pro"etos/trabal+os!
• Prati"ue e'erc+cios! a#er e.ercícios libera endorfinas que fa#em com
que o seu corpo se sinta bem e abasteça o cérebro com dopamina um
neurotransmissor necess,rio no funcionamento do lobo frontal das
pessoas que tem TDAH! Andar um pouco e/ou fa#er al&uns e.ercícios
de alon&amento a"udam a recuperar o foco além de prevenir a m,
circulação!
• Aproveite o per+odo de e'peri7ncia no traba)o para testar seu
desempen)o! Ap$s esse período voc) poder, identificar as suas
dificuldades e por tanto a necessidade de al&uma a"uda profissional ou
coac+in&!
• Crie uma ista de tarefas para cada dia- ma lista de cada ve# facilita
a or&ani#ação e a memori#ação! Ristas ou a&endas e.tensas podem ser
cansativas e disfuncionais!
• 4r,ani1e seu oca de traba)o- *ão dei.e papeis espal+ados &avetas
entul+adas de materiais que voc) não precisa! aça uma lista de
pend)ncias e v, resolvendo cada uma passo a passo!
• >se um ,ravador ou faça anotaç*es durante as reuni*es !  muito
comum a pessoa com TDAH esquecer &rande parte do que foi dito!
• Crie rotinas ! Embora as tarefas acabem por se tornar autom,ticas
criando rotinas ter, mais tempo para focar nas questes mais
importantes!
• Considere ter assessoria de uma e"uipe peda,#,ica especiai1ada
$terapeuta/coac+ médico e um consultor financeiroB!
• Administração do tempo se alarmes/emails para se lembrar de
reunies li&açes etc! Ve"a também se a sua empresa usa pro&ramas
que enviem avisos/emails autom,ticos como OutlooJ T+underbird
oo&le Calendar Co#i TasJ!fm etc! Como alternativa voc) também
pode usar alarmes para voltar a fa#er uma tarefa caso ten+a dificuldade
em fa#)0lo!

• Impusividade ?e voc) é impulsivo anote as suas ideias ou o que voc)


quer falar para al&uém em um caderno e espere al&uns minutos antes
de a&ir! Caso voc) ainda ac+e que é a coisa certa a di#er ou fa#er aí
sim continue! Cuidado com o que voc) concorda ou promete fa#er! 
preciso ficar atento fa#er uma pausa e pensar antes de responder! =sto
poder, evitar acumulo de tarefas além das que pode reali#ar!

Coaching para TDAH-

116
Caso se"a possível e voc) necessite procure um profissional especiali#ado em
coac+in&!

E.istem muitos especialistas em TDAH que podem a"ud,0lo a plane"ar0se e


administrar o seu tempo!

Coaching não é terapia! A terapia tende a focar no problema e o coaching na


solução ' como resolver o que mais problemas e dificuldades específicos!

6ara as pessoas que t)m TDAH o trabal+o pode ser um desafio mas usando
al&umas estraté&ias e sendo proativo em relação aos possíveis problemas é
possível superar o transtorno e se obter reali#ação profissional!

4 .feito do TDAH no Casamento

6essoas que convivem diariamente com pessoas que tem TDAH sabem como
essas relaçes podem se tornar difíceis e des&astantes! Estudos recentes t)m
focado especificamente nas dificuldades que sur&em em casamentos onde
apenas um ou ambos os cUn"u&es tem TDAH! Esses casamentos muitas
ve#es vivem sucessivas crises que em muitos casos podem levar ao div$rcio!

Al&uns autores defendem a e.ist)ncia de um perfil consistente e previsível de


casamentos pre"udicados pelo TDAH e que ao identificar esses aspectos é
possível traçar uma estraté&ia de tratamento que permita que o casal se
relacione mel+or com as dificuldades impostas pela conviv)ncia com uma
pessoa com TDAH!

=&ual a todos os casamentos os casamentos afetados pelo TDAH podem variar


entre e.emplos de &rande sucesso ou de completo desastre no entanto os
casamentos afetados ne&ativamente pelo TDAH são especificamente mais
problem,ticos e com maiores c+ances de terminarem em div$rcios e mais
des&aste emocional!

E.istem muitas formas de se vivenciar os pre"uí#os do TDAH em um


casamento! A primeira é que quando se est, casado com uma pessoa com
TDAH muitas ve#es o cUn"u&e que não é TDAH se sente i&norado e solit,rio
no relacionamento! 6or ourto lado o cUn"u&e que tem TDAH tem sempre a
sensação de nunca conse&uir corresponder %s e.pectativas do seu parceiroaB!
O cUn"u&e que convive com uma pessoa com TDAH frequentemente
e.perimenta o sentimento de estar lidando 8com mais uma criança em casa9
de que est, sempre se quei.ando e cobrando que o outro cumpra com as suas
obri&açes o que &era insatisfação e frustraçes intermin,veis! A médio pra#o
o efeito deste ciclo na relação é e.tremamente ne&ativo uma ve# que pode
suscitar no cUn"u&e que tem TDAH a sensação de estar sendo controlado

117
"ustamente pela pessoa seu marido/esposaB que deveria ocupar um lu&ar de
parceria!

*ão importa o quanto o indivíduo com TDAH tente ele nunca conse&ue
satisfa#er minimamente as e.pectativas do cUn"u&e sempre responde com um
desempen+o inferior ao esperado se sente constantemente cobrado mas
nunca satisfa# as demandas do outro! A sensação que ele e.perimenta é de
estar vivendo continuamente um intermin,vel ciclo de cobranças!

?e al&uma dessas descriçes parecerem familiares é porque provavelmente o


casamento est, sofrendo com o efeito nocivo dos sintomas do TDAH! Vidas
emocionais estão em risco! Os estudos científicos mostram como as pessoas
que tem TDAH são duas ve#es mais suscetíveis a div$rcios do que as pessoas
que não tem TDAH Iierderman et al! in 4:B! Esses dados não si&nificam
que os que tem TDAH são incapa#es de estabelecer bons relacionamentos
afetivos! *esses casamentos na maioria das ve#es o fracasso se deve ao fato
de ambos os cUn"u&es serem vítimas de uma combinação de sintomas de
TDAH não compreendidos e portanto interpretados como comportamento
volunt,rio do outro!

O desencadeamento de uma série de respostas ne&ativas previsíveis em


ambos os cUn"u&es cria uma espiral descendente no casamento! As
características destrutivas em um relacionamento não são e.clusividade dos
sintomas do TDAH mas as consequ)ncias de um padrão de relacionamento
que incluem os sintomas do TDAH e as respostas equivocadas a estes
sintomas &eram crises con"u&ais muitas ve#es insolNveis! Esse padrão é
con+ecido como ciclo sintoma0resposta que é a base da m, comunicação que
se instala no casamento com indivíduos com TDAH!

Em casamentos que se encontram em situaçes e.tremas onde a


esperança parece ter desaparecido e onde um não recon+ece mais no outro
aquela pessoa por quem se apai.onou e.istem estraté&ias que podem ser
adotadas pelo casal para que "untos conse&uam construir uma relação que
possa coe.istir com a presença do TDAH!

6ara reconstruir com sucesso um casamento pre"udicado pela presença do


TDAH é necess,rio primeiramente que ambos os cUn"u&es este"am dispostos
a buscar tratamento especiali#ado e dispostos a fa#er mudanças! A
responsabilidade pelo casamento não pode recair somente sobre aquele que
tem TDAH! ?e o casamento se encontra em crise é possível que se"a
consequ)ncia do comportamento do casal! ?omente mudando a forma com
que ambos intera&em emocionalmente é que pode ser feita uma mudança na
qualidade do relacionamento!

Em se&undo lu&ar ao entender qual o papel que o TDAH desempen+a na


din-mica da relação é possível com a"uda de um profissional especiali#ado
mel+orar a comunicação entre o casal e evitar que as mesmas respostas que
levaram o casal ao conflito permanente continuem se repetindo! *esses casos
o con+ecimento sobre o TDAH e seus efeitos no casamento é uma ferramenta
fundamental e permite que o casal resi&nifique comportamentos que antes
118
eram vistos como sendo 8m, vontade9 e 8pre&uiça9 possam ser vistos como
sintomas do TDAH!

Al&umas estraté&ias benéficas que o casal pode tentar estabelecer tendo como
ob"etivo a mel+ora na comunicação do casal!

4! @estabelecer e cultivar a empatia pelo cUn"u&e tentar entender o porqu) do


outro apresentar comportamentos específicos sem antecipar a intenção do
outro! Ol+ar para si mesmo e para as suas responsabilidades e refletir de que
maneira as suas açes reverberam no outro e quais as consequ)ncias delas!

M! Evitar que as mesmas emoçes acarretem nas mesmas respostas!


=dentifique onde o padrão se repete e trabal+e e.austivamente para ter uma
reação diferente da comum que voc) ", sabe que não funciona!

:! @esponder a&ressivamente % distração doaB seusuaB maridoesposaB é


muito menos efica# do que tentar apoi,0lo e motiv,0lo a mudar o seu
comportamento! 2esmo que pareça que seu cUn"u&e com TDAH mereça as
suas reclamaçes entenda que na verdade com esta atitude a&ressiva ele vai
se sentir cada ve# mais desmotivado e cada ve# menos amado e
compreendido!

L! A busca de tratamento especiali#ado é fundamental para que as estraté&ias


de conviv)ncia se"am efica#es em lon&o pra#o1 frequentemente ambos os
cUn"u&es precisam de al&um tipo de tratamento psicoterapiaB! Os anos de
convívio dentro de um casamento com uma pessoa com TDAH podem
desenvolver ou a&ravar outras condiçes psicol$&icas do cUn"u&e como7
depressão ansiedade desesperança e outras questes sub"etivas!

Q! inalmente ap$s todo um trabal+o no sentido de mel+orar a m,


comunicação que se instalou no casamento o casal poder, res&atar uma
posição positiva no relacionamento e empreender uma camin+ada em direção
% reconstrução de uma relação saud,vel!

TDAH em Adutos: um ZTranstorno 4cuto[

?e a apresentação do TDAH na inf-ncia em &eral é clara com as con+ecidas


manifestaçes de inquietação motora dificuldades de atenção nas aulas e na
reali#ação das tarefas escolares além das fal+as no controle dos impulsos o
mesmo não se pode di#er da apresentação do transtorno na idade adulta!

A modificação ou atenuação dos sinais de +iperatividade e por ve#es também


os de impulsividade fa#em do quadro no adulto um transtorno com predomínio
de sintomas co&nitivos em contraposição ao quadro predominantemente motor
e comportamental na inf-ncia! Entre os adultos ficam mais evidentes as
119
imperfeiçes das c+amadas funçes e.ecutivas entendendo0se por esse
conceito um con"unto comple.o de funçes de plane"amento or&ani#ação e
e.ecução de tarefas visando a uma meta mais adequada no futuro de
prefer)ncia a uma resposta imediata com &an+os menores no presente!

*ão bastasse o transtorno no adulto ser um quadro menos evidente em


conseq()ncia dessas modificaçes dos sintomas nos adultos o problema
torna0se ainda mais difícil de identificação requerem do profissional uma maior
perícia e familiaridade com as formas de e.pressão do TDAH por duas outras
ra#es! Elas são7 de um lado os problemas emocionais e de relacionamento
comuns nessas pessoas e de outro lado os diversos transtornos
comorbidadesB que aparecem associados ao TDAH com uma freq()ncia muito
maior que entre as crianças! Vamos comentar cada uma desses biombos que
ocultam o transtorno b,sico7

aB Os problemas emocionais e de relacionamento do portador adulto

?e ao fato de o TDAH iniciar na inf-ncia somamos a possibilidade freq(ente de


ele não ter sido identificado precocemente podemos facilmente compreender
que uma conseq()ncia prov,vel ser, o aparecimento de uma série de
dificuldades no relacionamento com as outras pessoas e comprometimentos da
din-mica psíquica do portador!

O desenvolvimento sadio de qualquer pessoa depende basicamente de uma


provisão adequada de respostas adequadas por parte dos pais ou seus
substitutos em especial de manifestaçes sob a forma de admiração! *ão é
difícil ima&inar como a presença do TDAH na criança interfere nesse processo
privando a criança desse tipo de resposta essencial para a estruturação de um
self saud,vel! Críticas freq(entes puniçes repetidas além evidentemente da
escasse# de elo&ios passam a fa#er parte do repert$rio de e.peri)ncias da
criança e adolescente que certamente ficarão internali#adas na pessoa adulta e
que nortearão a ima&em que ela far, de si mesma! A vida psíquica do portador
se estrutura nesse clima emocional e os problemas de interação resultantes se
sobrepem aos sintomas b,sicos do transtorno muitas ve#es superando a
esses em intensidade e import-ncia clínica! *ão é por acaso que a ida aos
consult$rios de psic$lo&os é um dado comum na +ist$ria pre&ressa de pessoas
identificadas na idade adulta! De import-ncia pr,tica é a constatação que essas
perturbaçes da din-mica intrapsiquica e interpessoal podem persistir mesmo
quando o adulto é tratado para o transtorno sub"acente impondo0se nesses
casos uma psicoterapia condu#ida por profissional com boa informação sobre o
TDAH do contr,rio poderão sur&ir interpretaçes sobre os atrasos os
esquecimentos as desatençes que s$ farão aumentar a car&a de culpa do
portador!

bB As comorbidades são muito freq(entes

6siquiatras especiali#ados no TDAH costumam ter a e.peri)ncia de rever um


anti&o cliente e se darem conta que no tratamento anterior não identificaram o
transtorno e trataram apenas a condição com$rbida!

120
Timot+K ilens psiquiatra especialista da niversidade de Harvard nos EA
estima que de cada de# adultos atendidos em ambulat$rio de saNde mental
quatro apresentam o TDAH associado a um ou mais transtornos psiqui,tricos!
2uitas ve#es o paciente procura o tratamento por causa do problema
com$rbido e não por causa do TDAH!

Puando o motivo da consulta são os sintomas do TDAH trata0se de casos com


menor &rau de comprometimento na vida do indivíduo! eralmente são
indivíduos que fi#eram seu autodia&n$stico ou somente foram dia&nosticados
na vida adulta! 6ortadores de TDAH que não tiveram seu dia&n$stico feito
ainda na inf-ncia &eralmente apresentam maior nNmero de comorbidades e
maior comprometimento em sua vida!

Ainda e.iste al&uma controvérsia quanto ao &rau de con+ecimento em relação


ao pr$prio transtorno! Aparentemente o &rau de autocon+ecimento diminui %
medida que aumenta o comprometimento na vida e maiores são as
comorbidades!

0uncionamento Con(u,a e 0amiiar de Adutos


Portadores de TDAH e ?eus CYn(u,es-

Diversos estudos t)m abordado o impacto que uma criança com TDAH provoca
na sua família e na relação com seus cole&as! Todavia poucos trabal+os t)m
focali#ado de maneira especial o impacto produ#ido pelo adulto portador de
TDAH no seu funcionamento con"u&al e familiar!

Al&uns autores ", +aviam observado que a sintomatolo&ia do TDAH atua


ne&ativamente sobre os outros membros da família em virtude das dificuldades
de or&ani#ação das dificuldades de modulação das emoçes da bai.a
toler-ncia %s frustraçes e das fal+as de comunicação 8parece não ouvir9 8di#
coisas sem pensar9B!

121
Outros trabal+os evidenciaram que os adultos portadores de TDAH padecem
de um maior risco de sofrerem problemas con"u&ais apresentam um maior
índice de div$rcio casam0se mais ve#es que os não0portadores e referem
menor satisfação na vida matrimonial!

m importante fator modulador é o nível de funcionamento do cUn"u&e do


portador uma ve# que o funcionamento familiar freq(entemente fica na
depend)ncia dessa pessoa! Esse cUn"u&e com bastante freq()ncia torna0se
respons,vel pelo movimento da casa pela educação dos fil+os e pelo controle
financeiro do casal! Conseq(entemente os cUn"u&es dos portadores sofrem de
uma sensação de ressentimento ou de sobrecar&a motivada pela distribuição
desi&ual das tarefas e das responsabilidades além da sensação de falta de
apoio emocional disponível para eles!

 possível que pessoas que decidem permanecer casadas com um adulto


portador se"am pessoas especialmente dedicadas % família e que encontraram
maneiras de lidar com os problemas do parceiro!

*ão é raro encontrar cUn"u&es de portadores que passaram a participar da


or&ani#ação do trabal+o do portador da redação de relat$rios e até mesmo da
administração financeira dos seus ne&$cios!

Dois ados de uma s+ndrome

?e o assunto
Haloell autoré do
TDAH poucasTend)ncia
best0seller pessoas são tão lembradas
% Distração! O livroquanto Edarda
foi o primeiro
revelar para lei&os as causas conseq()ncias e os tratamentos do déficit de
atenção! A&ora de# anos mais tarde Halloell prepara o lançamento de sua
se&unda obra7 DeliverK from Distraction al&o como Causado pela DistraçãoB!

DI0.2.3CIAI? P24=.9A?

0 T)m muitos talentos criativos que 0 rande dificuldade para transformar


&eralmente não aparecem até que o suas &randes idéias em ação verdadeira
TDAH se"a tratado
0 6roblemas para se fa#er entender ou
0 Demonstram ter pensamento ori&inal e.plicar seus pontos de vista

122
fora da cai.a 0 alta crUnica de iniciativa

0 Tendem a adotar um "eito diferente de 0 Humor volNvel da raiva para a triste#a


encarar a pr$pria vida! Costumam ser rapidamente
imprevisíveis na maneira como abordam
diferentes assuntos 0 6ouca ou nen+uma toler-ncia %
frustração
0 6ersist)ncia e resili)ncia são suas
características marcantes 0 mas cuidado 0 6roblemas com or&ani#ação e
%s ve#es podem parecer cabeças0duras &erenciamento do tempo

0 ?ão &eralmente muito afetivos e de 0 *ecessidade incessante de adrenalina!


comportamento &eneroso =nconscientemente podem provocar
conflitos apenas para satisfa#er essa
0 ?ão altamente intuitivos necessidade de estímulo

0 Com freq()ncia demonstram ter uma 0 Tend)ncia ao isolamento e % solidão


inteli&)ncia acima da média
0 @aramente conse&uem aprender com
os pr$prios erros

.scaas de Avaiação TDA/H para Adutos

Tipo Desatento

<erifi"ueem"uaitemvoc7seencai'a: ?I9
4! 6resta pouca atenção a detal+es e comete erros por falta de atenção!
M! Tem dificuldade em se concentrar ao assistir uma palestra ler um
livro!!!
:! hs ve#es parece não ouvir quando l+e diri&em a palavra ou numa
conversa acaba distraindo0se prestando atenção em outras coisas!
L! Tem dificuldade em se&uir as instruçes não por incapacidade em
compreend)0lasB preferindo sempre a fa#er suas tarefas do seu "eito
no seu tempo muitas ve#es dei.ando0as inacabadas!
Q! Dificuldade de or&ani#ar seu tempo para fa#er al&o ou plane"ar com
anteced)ncia!
5! @elut-ncia para fa#er ou iniciar tarefas que e.i"am esforço mental e
constante por muito tempo!
>! 6erde ob"etos e/ou esquece nomes compromissos datas!!!
F! Distrai0se com muita facilidade com coisas % sua volta ou mesmo com
seus pr$prios pensamentos parecendo muitas ve#es son+ar acordado
123
! Apresenta com freq()ncia esquecimento em suas atividades di,rias

; ; ; ;
Tota de respostas \?im\:
 necess,rio que a pessoa ten+a O ou mais características acima para +aver
possibilidade de dia&n$stico de TDAH DDAB!

Tipo Hiperativo/Impusivo

<erifi"ue em "ua item voc7 se encai'a: ?=2


4! 2ove de modo incessante pés e mãos ou reme.e0se na cadeira!
M! Tem dificuldade de permanecer sentado em situaçes em que isso é
esperado!
:! ?ente0se incapa# de rela.ar descansar a musculatura &eralmente é
tensa e est, sempre em busca de al&o para fa#er!
L! Tem dificuldade em manter0se silencioso em atividades de la#er!
Q! 6arece ser movido por um motor elétrico sempre a mil por +ora!
5! ala come compra ou trabal+a em demasia!

>! @esponde precipitadamente a per&untas antes que elas se"am


concluídas! @esponde questes escritas antes de ler até o final!
F! Tem dificuldade em a&uardar a sua ve#7 em conversas filas
restaurantes!!!
! =nterrompe freq(entemente os outros em suas atividades e/ou
conversas!

;;;;
Tota de respostas \?im\:
 necess,rio que a pessoa ten+a O ou mais características de forma crUnica
desde criança para +aver possibilidade de dia&n$stico de TDAH DDAB!

Tipo Combinado

 necess,rio que a pessoa ten)a O ou mais características de cada um dos K


tipos acima para +aver possibilidade de dia&n$stico de TDAH DDAB!

C2ITÉ2I4 A: Os sintomas vistos acima nos question,rios são Nteis para


avaliar o primeiro dos critérios! E.istem outros que também são necess,rios
para se fa#er o dia&n$stico!

C2ITÉ2I4 : Al&uns desses sintomas devem estar presentes desde


precocemente antes dos > anosB e serem crUnicos isto é durarem mais do
que 5 meses!

124
C2ITÉ2I4 C: E.istem problemas evidentes causados pelos sintomas acima
em pelo menos M conte.tos diferentes no trabal+o e/ou na faculdade na vida
social no relacionamento con"u&al e/ou familiarB!

Teste Complementar para Adultos TDA/H

<erifi"ueem"uaitemvoc7seencai'a: ?I9
4! Ten+o dificuldade em or&ani#ar0me7 mesa &avetas papéis a&endas
telefUnicas pra#os!!!
M! req(entemente ve"o0me tamborilando os dedos me.endo os pés e as
mãos andando de um lado para o outro fa#endo al&o para e.travasar
min+a ener&ia ou nervosismo!
:! Eu era considerado um aluno fraco na escola! Puando criança ", fui
rotulado de7 son+ador in&)nuo impulsivo pre&uiçoso pestin+a
capeta ou simplesmente burro!
L! Ten+o tend)ncia a tomar decises e a&ir impulsivamente fa#er
mudanças de planos e de ob"etivos!
Q! Ten+o pavio curto fico impaciente e me irrito com certa facilidade!
5! req(entemente fico e.citado com novos pro"etos começo0os mas
antes de concluí0los ", estou envolvido e voltado para outrosB!
>! ?ou muito distraído e cometo erros por descuido! Puando estou lendo
um livro muitas ve#es preciso reler um par,&rafo ou uma p,&ina inteira
por estar perdido em devaneios!
F! Puando me envolvo com uma coisa ou me sinto desafiado fico tão
entusiasmado que meu poder de concentração é intenso como um raio
laser!
! eralmente rea"o de modo e.a&erado colocando0me sempre em
conflitos!
4;! 2in+a mem$ria é tão fraca que muitas ve#es c+e&a a me irritar!
44! Ten+o uma tend)ncia a di#er ou fa#er coisas sem pensar e isso
muitas ve#es me tra# problemas!
4M! 2uitas ve#es compenso meus +umores depressivos por meio de
al&um tipo de comportamento compulsivo potencialmente danoso como
&astar muito din+eiro comer demais trabal+ar em demasia beber
demais!!!
4:! Eu me ve"o diferente do que os outros me v)em7 quando por e.emplo
al&uém fica bravo comi&o por eu t)0lo ma&oado ou irritado sempre me
surpreendo!
4L! 2esmo que me preocupe muito sobre situaçes peri&osas que eu
não &ostaria que acontecessem comi&o tentando ser cuidadoso acabo
esquecendo0as muitas ve#es e arriscando0me!
4Q! Eu prefiro fa#er as coisas da min+a pr$pria maneira do que se&uindo

125
as re&ras e procedimentos dos outros!
45! Ten+o uma tend)ncia a adiar meus pro"etos min+as tarefas
acabando por fa#)0las sempre atropeladamente na Nltima +ora
privando0me sempre do tempo de revisão e de aprimoramento!
4>! rustro0me facilmente quando os fatos não acontecem como ima&inei
e sempre fico impaciente com a lentidão das coisas e das pessoas!
4F! 2in+a auto0estima não é tão boa quanto a das pessoas que con+eço!
4! *ão importa o que faço e o quanto me esforço não me ve"o
alcançando meus ob"etivos!
M;! Ten+o os parentes com7 TDAH DDAB depressão distNrbio bipolar ou
abuso de subst-ncias!

;;;;
Tota de respostas \?im\:
?e voc) responder de maneira afirmativa a ] ou mais destas questes é
prov,vel que voc) ten+a TDAH DDAB!

.scaa de Avaiação Preiminar para crianças e adoescentes TDA/H

Tipo Desatento

<erifi"ueem"uaitemvoc7seencai'a: ?I9
4! 6resta pouca atenção a detal+es ou comete erros por falta de atenção
ou descuido em atividades escolares ou de casa!
M! Dificuldade de manter atenção em tarefas ou atividades lNdicas!
:! Com freq()ncia parece não escutar quando l+e diri&em a palavra!
L! req(entemente não se&ue instruçes nem termina seus deveres
escolares ou tarefas domésticas isso não se deve a comportamento de
oposição nem de incapacidade de compreender as instruçesB!
Q! Dificuldade em se or&ani#ar para fa#er al&o ou plane"ar com
anteced)ncia tarefas atividades etc!
5! Evita antipati#a0se reluta em fa#er deveres de casa ou em iniciar
126
tarefas que e.i"am esforço mental constante e por muito tempo!
>! Com freq()ncia perde coisas necess,rias para tarefas escolares ou
atividades lNdicas brinquedos l,pis livros $culos celulares ou outros
materiaisB!
F! Distrai0se com muita facilidade com coisas % sua volta ou mesmo com
seus pr$prios pensamentos al+eios % sua tarefa!  comum que pais e
professores se quei.em de que estas crianças parecem sempre 8son+ar

acordadas9!
! Esquece coisas no dia0a0dia compromissos datas etc!

; ; ; ;
Tota de respostas \?im\:
 necess,rio que a criança ou o adolescente ten+a O ou mais características
acima para +aver possibilidade de dia&n$stico de TDAH DDAB!

Tipo Hiperativo/Impusivo

<erifi"ue em "ua item voc7 se encai'a: ?=2


4! 2ove de modo incessante pés e mãos e/ou se reme.e na cadeira!
M! req(entemente abandona sua cadeira em sala de aula ou em outras
situaçes nas quais se espera que permaneça sentado!
:! Com freq()ncia corre ou escala m$veis em demasia em situaçes
nas quais isto é inapropriado em adolescentes isso pode se restrin&ir a
uma sensação inquietação de ener&ia nervosaB!
L! Tem dificuldade de brincar ou se envolver silenciosamente em
atividades de la#er como "o&os por e.emplo!
Q! 6arece ser movido por um motor elétrico sempre 8a todo vapor a mil
por +ora9!
5! req(entemente fala em demasia!
>! @esponde precipitadamente antes das per&untas serem concluídas! 
comum responder a uma questão de uma prova sem ler a questão até o
final!
F! Tem dificuldade em a&uardar a sua ve# nos "o&os na sala de aula em
filas etc!B!
! =nterrompe freq(entemente os outros em suas atividades brincadeiras
ou conversas!

;;;;
Tota de respostas \?im\:
 necess,rio que a criança ou o adolescente ten+a O ou mais características
acima para +aver possibilidade de dia&n$stico de TDAH DDAB!

Tipo Combinado

127
 necess,rio que a criança ou o adolescente ten+a O ou mais
características de cada um dos M tipos acima para +aver possibilidade de
dia&n$stico de TDAH DDAB!

C2ITÉ2I4 A: Os sintomas vistos acima nos question,rios são Nteis para


avaliar o primeiro dos critérios! E.istem outros que também são necess,rios
para se fa#er o dia&n$stico7

C2ITÉ2I4 : Al&uns desses sintomas devem estar presentes +, mais de 5


meses e antes dos > anos de idade!

C2ITÉ2I4 C: Deve +aver problemas causados pelos sintomas assinalados


acima em pelo menos M conte.tos diferentes na vida escolar  familiar com
ami&os etcB!

Teste Compementar TDA/H

<erifi"ueem"uaitemvoc7seencai'a: ?I9
4! Distrai0se facilmente por qualquer barul+o ou conversa em sala de
aulaW
M! ?ente dificuldade em concentrar0se numa mesma coisa por muito
tempoW
:!  or&ani#ado com seu material escolar suas tarefas de casa ou
precisa sempre de a"uda de al&uém para issoW
L! Tem dificuldade a&uardar a sua ve#W  comum interromper os outrosW
Q! Esquece0se sempre de seus compromissos rotineiros di,rios tomar
ban+o tarefas de casa estudar or&ani#ar moc+ila para o dia se&uinte
etc!BW
5!  imprudente ou desastradoW
>! 6assa de uma atividade incompleta para outraW
F! Tem dificuldade para e.pressar verbalmente ou por escrito seus
pensamentosW
!  bri&uento est, sempre no meio de al&uma confusão é pavio
curtoW
4;! Conse&ue se&uir o ritmo da classe de seus cole&asW pra#os
tarefas notas etc!B
44! Em sala de aula levanta0se freq(entemente da carteiraW
4M! Esquece muitas ve#es o que foi dito pelas pessoas pais professores
ou ami&osB e se esquece ou perde ob"etos caderno livro caneta
borrac+a celularBW
4:! ala muito compra muito ou est, acima de seu pesoW
4L! @espeita os professores em sala de aulaW
128
4Q! ?ua cali&rafia é ruimW
45! 2uitas ve#es a&e sem pensarW ala ou fa# coisas e lo&o se
arrepende do que falou ou do que fe#W
4>! ?e&ue as normas e re&ras da classeW
4F! 2uitas ve#es sente0se meio esquisito diferente de seus cole&asW
4! Tem dificuldade na compreensão de te.tosW
M;! Puando entra em salas de bate0papo =nternet ou começa al&um
"o&o de vídeo &ame pode esquecer da vida e ficar nisso por +oras a fioW

;;;;
Tota de respostas \?im\:
?e voc) responder de maneira afirmativa a ] ou mais destas questes é
prov,vel que voc) ten+a TDAH!

129
Instruções : Leia atentamente o questionário e responda todas as perguntas com:
Freqüentemente, Às vezes, Raramente .
• Observo sintomas de hiperatividade e/ou desatenção há mais de seis meses?
req!entemente
"s ve#es
$aramente
• %uando beb&' apresentava e(cesso de atividade motora quando estava engatinhando?
Leve em consideração outros beb&s que tivessem a mesma idade na )poca.
req!entemente
"s ve#es
$aramente
• *ei(a de prestar atenção a deta+hes ou comete erros por descuido em atividades
esco+ares' de traba+ho ou outras?
req!entemente
"s ve#es
$aramente
• ,em di-icu+dades para manter a atenção em tare-as ou atividades +dicas?
req!entemente
"s ve#es
$aramente
• arece não escutar quando +he dirigem a pa+avra?
req!entemente
"s ve#es
$aramente
• 0ão segue instruções e não termina seus deveres esco+ares' tare-as dom)sticas ou
deveres pro-issionais 1não devido a comportamento de oposição ou incapacidade de
compreender instruções2?
req!entemente
"s ve#es
$aramente 130

• ,em di-icu+dade para organi#ar tare-as e atividades?


req!entemente
$aramente
• 3vita' antipati#a ou re+uta a envo+ver4se em tare-as que e(i5am es-orço menta+ constante
1como tare-as esco+ares ou deveres de casa2?
req!entemente
"s ve#es
$aramente
• erde coisas necessárias para tare-as ou atividades 1por e(.' brinquedos' tare-as
esco+ares' +ápis' +ivros ou outros materiais2?

6ara imprimir use a confi&uração de p,&ina modo 6aisa&em


req!entemente
"s ve#es
$aramente e Atenção AHAB é da autoria de Ann 2! 2e+rin&er 2ic+i&an niversitK
A Escala de Hiperatividade
Department of 6sKc+iatrKB e colaboradores DoneK !! ?c+uc+ R! 2! 6omerleau C! ?! ?nedecor
• 6and
?! 2! -aci+mente distra7do
?c+ubiner H!B! oi por est7mu+os
ob"eto do arti&oa+heios 8 tare-a?
8Avaliação de Hiperatividade e Atenção7
Desenvolvimento de Validação
req!entemente 6reliminar de uma Auto0avaliação Ireve no TDA/H em Adultos9 vide a
seção @esumos de publicaçesB publicado no Gournal of Attention Disorders março de M;;M volume
"sp,&s!7
QLB ve#esMM:0M:4! Est, sendo reprodu#ida mediante autori#ação da autora!
$aramente
• 9presenta
AHA (Assessment esquecimento
of Hperactivit em atividades diárias?
and Attention!
req!entemente
"s ve#es
"dentificação............................................................................................................................................#a
$aramente
ta...............................
• 9gita as mãos ou os p)s ou se reme(e na cadeira?
req!entemente
"s ve#es
$aramente
• 9bandona sua cadeira em sa+a de au+a ou outras situações nas quais se espera que
permaneça sentado?
req!entemente
"s ve#es
$aramente
• orre ou esca+a em demasia' em situações nas quais isto ) inapropriado 1em ado+escentes
e adu+tos' pode estar +imitado a sensações sub5etivas de inquietação2?
req!entemente
"s ve#es
$aramente
• ,em di-icu+dade para brincar ou se131
envo+ver si+enciosamente em atividades de +a#er?
req!entemente
"s ve#es
• 3stá ;a mi+; ou muitas ve#es age como se estivesse ;a todo vapor;?
req!entemente
"s ve#es
$aramente
• a+a em demasia?
Abaixo voc$ ver%req!entemente
descriç&es de certos comportamentos. 'esponda cada pergunta duas vees) uma
para *uando voc$"sera +'"A,-A) na medida *ue consiga recordar) e outra como tem sido nos ltimos
ve#es
seis meses.
$aramente

?EXYO 4
• *á respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido comp+etadas?
req!entemente
PA*DO C@=A*XA
"s ve#es
$aramente PA*DO ADRTO

• ,em di-icu+dade para aguardar sua ve#?


4 a! Tin+a dificuldade em prestar atenção em detal+esW
req!entemente
"s ve#es sim
$aramente não

• Interrompe ou se mete em assuntos simde outros 1por e(.' intromete4se em conversas ou


brincadeiras2?
não
req!entemente
"s ve#es
b! Com freq()ncia cometia erros na escola no trabal+o ou em casaW
$aramente
sim
• <á evid&ncias de pre5u7#o signi-icativo na vida socia+' acad&mica ou ocupaciona+?
req!entemente não
"s ve#es sim
$aramente não

• 9presenta bai(a to+er=ncia 8 -rustração' acessos de raiva' comportamento ;mandão;'


teimosia' insist&ncia e(cessiva e -req!ente para que suas so+icitações se5am atendidas'
instabi+idade do humor' desmora+i#ação' dis-oria' re5eição por seus pares e bai(a auto4
estima?
req!entemente
M a! Tin+a dificuldade de prestar atençãoW
"s ve#es
sim
$aramente
não

132
sim
não

b! Com freq()ncia tin+a dificuldade de manter seu pensamento em atividades


da escola ou do trabal+oW
sim
não
sim
não

c! Ac+ava maçantes as tarefas que necessitavam de concentraçãoW

sim
não
sim
não

:! As outras pessoas se quei.avam que voc) não estava escutandoW


sim
não
sim
não

L a! Tin+a dificuldade de completar deveres de casa ou tarefasW


sim
não
133
sim
não

=sso acontecia porque voc) não queria ou simplesmente não estava com vontadeW
sim
não
sim
não

b! Tin+a dificuldade de fa#er as coisas conforme l+e tin+am solicitadoW


sim
não
sim
não

Q a! Tin+a dificuldade de ser or&ani#ado em tarefas ou atividadesW


sim
não
sim
não

b! Começava muitos planos mas terminava poucosW


sim
134
não
sim
não

c! ?eus locais de brincar ou de trabal+ar eram muito desor&ani#adosW


sim
não
sim

não

5! Evitava ou não &ostava de tarefas que e.i&iam um esforço mental prolon&adoW


por e.emplo trabal+os de casa lidar com documentos escrever lerB!
sim
não
sim
não
>! req(entemente perdia ob"etos como brinquedos livros c+aves ferramentas papéis etc! W
sim
não
sim
não

F a! Puase qualquer coisa era capa# de desviar sua mente daquilo que voc) estava
135
fa#endo na escola no trabal+o ou em al&um "o&oW
sim
não
sim
não

b! Puando +avia ruídos ou pessoas circulando no ambiente voc) sentia dificuldade


de ficar li&ado naquilo que estava fa#endoW
sim

não
sim
não

! req(entemente esquecia coisas tais como anivers,rios contas ou compromissosW


sim
não
sim
não

136
?EXYO M
PA*DO C@=A*XA
PA*DO ADRTO

4 a! Estava sempre se movimentando na cadeira irrequieto ou com dificuldade


de permanecer paradoW
sim
não
sim
não

b! Tin+a dificuldade de permanecer sentado durante um filme inteiro numa


palestra ou na i&re"aW
sim
não
sim
não
M! Tin+a dificuldade de ficar na sua cadeira na escola no trabal+o ou num "antarW
137
sim
não
sim
não
: a! Vivia constantemente correndo subindo nas coisas ou andando de um lado para outroW
sim
não
sim
não

b! Tin+a uma sensação de inquietação particularmente quando era necess,rio


ficar quieto ou concentrar a atençãoW

sim
não
sim
não

L! Era difícil para voc) brincar ou se dedicar a atividades de la#er de forma sosse&adaW
sim
não
sim
não
Q! req(entemente se sentia em constante movimento ou como se estivesse 8acelerado9W
sim
não
sim
138
não

5! alava muito o tempo todo ou mais que os outros ou se"a falava em e.cessoW
sim
não
sim
não

>! Dava respostas sem pensar antes de ouvir a per&unta por inteiroW
sim
não

sim
não

F a! Era difícil para voc) a&uardar sua ve# no tr-nsito ao fa#er compras no banco
ou num "o&oW
sim
não
sim
não

b! ?entia um impulso forte para se adiantar quando estava numa filaW


sim
não
sim
não
139
! req(entemente falava ao mesmo tempo em que os outros estavam falando sem esperar que eles
terminassem por e.! se intrometendo numa conversa ou num "o&oBW
sim
não
sim
não

/E-01 """

2or favor) avalie em *ue intensidade os comportamentos listados nas /eç&es " e "" acima causaram
problemas para voc$ nas %reas mencionadas a seguir na sua inf3ncia (antes dos 45 anos!.

4. ,a escola (por ex.) ser punido v%rias vees) tirar notas baixas) dificuldades se lidar com os deveres
escolares) trocar de escola) serem os pais chamados para conversarem na escola sobre seu
comportamento!.
,enhum problema  7 4 5  9 : 6 ; 8 < 47  2roblema grave

5. Em casa (por ex.) ser muito punido) gritar fre*=entemente) sentir>se mal consigo mesmo por não
poder faer o *ue se esperava *ue fiesse!.
,enhum problema  7 4 5  9 : 6 ; 8 < 47  2roblema grave

. ,o meio social (por ex.) dificuldades de se relacionar com as pessoas) dificuldade de faer ou
140
conservar amiades!.
,enhum problema  7 4 5  9 : 6 ; 8 < 47  2roblema grave

2or favor) avalie em *ue intensidade os comportamentos listados nas /eç&es " e "" acima causaram
problemas para voc$ nas %reas mencionadas a seguir nos ltimos seis meses.

9. ,o trabalho (por ex.) dificuldade de manter um emprego) revis&es deficientes de trabalho) se sentir
facilmente sobrecarregado) não ser capa de dar conta de seu trabalho) não receber promoç&es!.
,enhum problema  7 4 5  9 : 6 ; 8 < 47  2roblema grave

:. Em casa (por ex.) casa desorganiada e confusa) problemas com relacionamentos familiares)
problemas financeiros!.
,enhum problema  7 4 5  9 : 6 ; 8 < 47  2roblema grave

6. ,o meio social (por ex.) dificuldades de conviv$ncia com as pessoas) dificuldade de faer ou manter
amigos!.
,enhum problema  7 4 5  9 : 6 ; 8 < 47  2roblema grave

141
Escala CA6 C+ild+ood Attention 6roblemsB

Crai& EdelbrocJ 6+!D! niv! 2ass! 2edical ?c+ool orcester 2A

*ome da criança!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
=dade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

6reenc+ido por !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Data7 !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

=*?T@XjE?7 ?e&ue abai.o uma lista de itens que descrevem o aluno! 6ara cada item
marque ; para di#er *ão é verdade marque 4 para di#er hs ve#es ou m pouco e marque M para
di#er 2uito ou req(entemente considerando o comportamento do aluno nessa semana ou na

semana anterior!

*ão é verdade
m pouco hs ve#es
2uito req(entemente

4! *ão termina as coisas que começa


 B
 B
 B

M! *ão se concentra! *ão presta atenção por muito tempo!


 B
 B
142
 B

:! *ão fica quieto sentado!  +iperativo!


 B
 B

 B

L! ?empre se me.endo!
 B
 B
 B

Q! ?on+a acordado fica perdido nos seus pensamentos!


 B
 B
 B

5! =mpulsivo a&e sem pensar!


 B
 B
 B

>! Dificuldade em se&uir o que l+e é instruído!


 B
 B
 B

F! ala quando não deve!


 B

143
 B
 B

! ?eu modo de trabal+ar é desor&ani#ado!


 B
 B
 B

4;! Desatento facilmente se distrai!


 B
 B
 B

44! ala muito!


 B
 B
 B

4M! *ão leva a termo as tarefas solicitadas!


 B
 B

 B

6or favor sinta0se % vontade para anotar quaisquer coment,rios sobre o trabal+o e o
comportamento
do aluno na Nltima semana!

144
 #esenvolvimento. A +A2 foi elaborada para ser uma escala breve a ser preenchida por
professores semanalmente.

 ,ormas. A soma total é a soma de todos os 45 itens (varia de 7 a 59!.


1 limite superior da faixa normal é < para meninos e 44 para meninas.
#esatenção é a soma dos itens 4) 5) :) ;) <) 47 e 45 (varia de 7 a 49!.
1 limite superior da faixa normal é < para meninos e ; para meninas.
Hiperatividade é a soma dos itens ) 9) 6) 8 e 44 (varia de 7 a 47!.
1 limite superior da faixa normal é 6 para meninos e : para meninas.

 ?alidade. A +A2 foi correlacionada com outras escalas de avaliação de professores


desenvolvidas por outros autores. A +A2 também se mostrou sens@vel aos efeitos da
medicação estimulante em crianças hiperativas.

 'efer$ncias. Existem refer$ncias  +A2 em artigos publicados em revistas


especialiadas.

 2ermissão de uso. A +A2 é de dom@nio pblico. 2ode ser reproduida) mas não pode
ser vendida.

Critérios Dia&n$sticos para o TDA/H pelo D?20=V7

4. +ritérios de #esatenção

a! freq(entemente não presta atenção em detal+es e comete erros por puro descuido
b! freq(entemente mostra dificuldade para sustentar a atenção
c! com freq()ncia parece não escutar quando l+e diri&em a palavra
d! freq(entemente não se&ue instruçes e não completa deveres escolares tarefas domésticas ou
145
profissionais não por causa de um comportamento de oposição ou por uma incapacidade de
entender as instruçesB
e! freq(entemente tem dificuldade para or&ani#ar tarefas e atividades
f! freq(entemente evita antipati#a ou reluta se envolver em tarefas que vão e.i&ir um esforço
mental prolon&ado
&! freq(entemente perde ob"etos necess,rios para suas tarefas e atividades
+! facilmente se distrai por estímulos al+eios % sua tarefa
i! com freq()ncia mostra esquecimento nas atividades do dia a dia

5. +ritérios de Hiperatividade

a! freq(entemente est, a&itando as mãos e os pés e se reme.endo na cadeira


b! freq(entemente se levanta da cadeira em sala de aula ou em outras situaçes em que deveria
permanecer sentado
c! freq(entemente est, correndo ou subindo em situaçes em que isso não é adequado em
adolescentes e adultos pode se limitar a sensaçes sub"etivas de inquietaçãoB
d! com freq()ncia tem dificuldade de brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de
la#er
e! est, freq(entemente acelerado ou como se estivesse a todo vapor
f! freq(entemente fala em demasia

. +ritérios de "mpulsividade

a! freq(entemente d, respostas precipitadas antes de ouvir a per&unta por completo


b! com freq()ncia tem dificuldade de a&uardar sua ve#

146
c! freq(entemente interrompe ou se intromete em assuntos das outras pessoas

+ritérios BeraisC

A! 6resença de seis ou maisB sintomas de desatenção e/ou seis ou maisB sintomas de
+iperatividade0impulsividade que persistiram por pelo menos seis meses em &rau mal adaptativo
e inconsistente com seu nível de desenvolvimento!
I! Al&uns dos sintomas de desatenção ou +iperatividade0impulsividade estavam presentes antes
dos sete anos de idade!

C! O pre"uí#o
trabal+o casacausado pelos sintomas deve estar presente em dois ou mais conte.tos escola
vida socialB!
D! Deve +aver clara evidencia de pre"uí#o clinicamente si&nificativo no funcionamento social
acad)mico ou profissional!
E! Os sintomas não ocorrem e.clusivamente durante o transcurso de outros transtornos
Transtorno =nvasivo do Desenvolvimento Esqui#ofrenia Transtorno do Humor etc!B nem são mais
bem e.plicados por esses outros transtornos mentais!

147
4 impacto do TDA na saa de aua

Para uma criança com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade


$TDAH%& não e'iste nada pior do "ue a escoa-

A desatenção e a falta de autocontrole se intensificam quando o aluno est, em


&rupo na sala de aula dificultando a percepção seletiva de estímulos relevantes
a or&ani#ação e a e.ecução adequada das tarefas!
Dificuldades de a"ustamento diante das demandas escolares ocorrem tanto na
,rea da aprendi#a&em quanto na ,rea social! A escola e.i&e não s$ que a
criança fique parada mas também que ela se concentre em tarefas mon$tonas
repetitivas invariavelmente não motivadoras!
O TDAH é o problema de saNde de maior ocorr)ncia em crianças em idade
escolar! *o Irasil e.istem de uma a duas crianças com o problema em cada
classe sendo que o custo educacional para cada um desses alunos é de tr)s a
seis ve#es maior do que para os demais!
Além disso o risco de fracasso escolar é de duas a tr)s ve#es mais freq(ente do
que em alunos sem dificuldades escolares mas com inteli&)ncia equivalente! E
entre K^_ e L^_das crianças com TDAH apresentam dificuldades específicas
que interferem na sua capacidade de aprender!
Atraso nos estudos
A "unção desses dados fa# com que um terço ou mais das crianças com TDAH
fique para tr,s na escola no mínimo uma série durante a sua vida escolar1 :Q<
não completam o ensino médio1 as notas são si&nificativamente mais bai.as do
que as de seus cole&as de classe1 L; a Q;< dessas crianças recebem al&um
tipo de serviço educacional aulas de reforço de recuperação de apoioB1 e 4;<
podem passar todo o seu dia escolar envolvidos nesses serviços!
=sso sem falar dos problemas comportamentais em classe! 2ais da metade das
crianças com TDAH apresenta comportamento opositivo0desafiador 4Q< a MQ<
delas são suspensas e até e.pulsas da escola devido a problemas de conduta!
a,unça em casse
6or causa de sua dificuldade com re&ras e com autocontrole a criança com
TDAH sobressai entre as demais e todas as outras crianças são conscientes de
quem ela é e de quantos problemas causa! ?eu comportamento é imprevisível e
não corresponde %s intervençes normais do professor!
Puem convive com al&uma criança ou adolescente com TDAH sabe que a
a&itação a impulsividade e a desatenção características do distNrbio
transformam o portador num especialista em desobedecer %s re&ras! Entretanto
as dificuldades encontradas pelos educadores em sala de aula não devem ser
atribuídas % tradicional falta de limites ou % desobedi)ncia!
@esultados recentes de pesquisas mostram que as dificuldades enfrentadas
pelas crianças são conseq()ncias das limitaçes impostas pelo TDAH e não de
148
lapsos educacionais de pais ausentes ou de m,0criação!
Desafio para os professores
O TDAH tem se mostrado um &rande desafio para o sistema educacional! Os
professores estão sobrecarre&ados e &eralmente não conse&uem lidar com o
assunto!
Diante de uma turma que não raramente c+e&a a :; alunos é difícil para o
professor conse&uir dar atenção individuali#ada e acompan+ar de perto as
dificuldades da criança!
Ainda mais com a atual política de pro&ressão continuada em que o aluno
passa de ano automaticamenteB devido % qual muitos estudantes somente
descobrem que t)m o problema quando c+e&am ao ensino médio!
O processo de identificação dos sinais do transtorno envolve sempre a pesquisa
de sintomas na escola! Assim procura0se orientar o professor para o
recon+ecimento do TDAH!
Como identificar os sinais
O TDAH possui duas dimenses de sintomas7 a desatenção e a
)iperatividade/impusividade!
A desatenção é caracteri#ada pela bai.a persist)ncia %s prioridades dificuldade
em resistir a distraçes e fal+as no reen&a"amento em tarefas ap$s
interrupção! *a escola é comum
escolares desor&ani#ação ocorrer
e des&aste naesquecimentos de entre&a
reali#ação da lição de trabal+os
de casa!
*as meninas a situação mais comum é a daquela aluna comportada quieta
que não participa das aulas mas também não incomodaB e que est, sempre
distraída!
O TDAH em meninas costuma ser subdia&nosticado porque elas e.ibem
poucos sintomas de a&ressividade e impulsividade! Corresponde em torno de
4;< a MQ< dos casos e cursa &eralmente com altas ta.as de comorbidades ou
se"a é freq(ente a coe.ist)ncia com outros transtornos principalmente com o
transtorno do +umor e da ansiedade! A idade do dia&n$stico tende a ser mais
avançada em relação aos meninos!
A +iperatividade/impulsividade é caracteri#ada pela dificuldade de inibição
motora problemas para sustentar comportamentos inibit$rios atividades
motoras e verbais e.cessivas e irrelevantes! A criança tem dificuldades em inibir
os sistemas motores cerebrais! *a pr,tica ela não p,ra quieta nem por um
instante movimenta0se o tempo todo não d, a mínima para o que est, sendo
ensinado é impaciente e desassosse&ada!
3ão é imitação
O TDAH em si não pressupe obst,culos ao aprendi#ado embora
freq(entemente se"a caracteri#ado como tal! Ao contr,rio é um distNrbio de
reali#ação! As crianças com TDAH são capa#es de aprender mas t)m
dificuldades de se sair bem na escola devido ao impacto que os sintomas t)m
sobre uma boa atuação!
Entretanto o seu desempen+o escolar é ine.plicavelmente irre&ular pois não

149
leva em conta sua dificuldade de ouvir se&uir instruçes prestar atenção e
persistir até o final das tarefas!
Avaiação médica
ma avaliação médica abran&ente é essencial para investi&ar as crianças com
comportamentos su&estivos de TDAH! Essa avaliação consiste em confirmar o
dia&n$stico ou identificar outros distNrbios que o simulam! 6ara que isto ocorra é
fundamental uma boa comunicação entre as escolas e os serviços relativos %
saNde!
O dia&n$stico do TDAH é clínico reali#ado com base no con"unto de evid)ncias
coletadas pelo médico na entrevista com o paciente na observação e.ame
físico relat$rios e escalas de classificação do comportamento! A )nfase não
pode ser somente nos sintomas!  necess,rio levar em conta o impacto e o
comprometimento nas atividades de vida di,ria da criança!
Estudos atuais t)m demonstrado que os subtipos do TDAH podem oscilar ou até
mesmo alterar0se ao lon&o do tempo! A tend)ncia é classificar o TDAH em
casos com sintomatolo&ia mais intensa e casos com sintomatolo&ia menos
intensa!
As formas subsindrUmicas do TDAH ou se"a as formas leves que não
preenc+em a ri&or os critérios dia&n$sticos podem ser mane"adas na maioria
das ve#es sem a necessidade de medicamentos!
 evidente que as dificuldades de se lidar adequadamente com a questão do
TDAH somente poderão ser atenuadas através de um pro&rama de
psicoeducação continuada com a participação efetiva de todos os envolvidos
com o problema!
=nfeli#mente mesmo com todos os avanços a&ora disponíveis sobre o TDAH
ainda +, uma série de equívocos e informaçes imprecisas impedindo que a
maioria das crianças atin"a seu potencial e alcance uma qualidade de vida
mel+or! *osso dever como pais e profissionais é compreender essas crianças e
encontrar formas para a"ud,0las a ser bem0sucedidas!

D #r. 2aulo A. un*ueira é mestre em ,eurologia pela F,"+AG2

4 TDAH na .scoa

150
 9atando um eão a cada dia –
?e&undo @ussel A! IarJleK as crianças com TDAH tem &randes dificuldades de
a"ustamento diante das demandas da escola! m terço ou mais de todas as
crianças portadoras de TDAH ficarão para tr,s na escola no mínimo uma série
durante sua carreira escolare até :Q< nunca completar, o ensino médio! As
notas e pontos acad)micos conse&uidos estão si&nificativamente abai.o das
notas e pontos
acabarão de seusal&um
por receber cole&as
&raudedeclasse! Entre
serviços L;< através
formais a Q;< dessas criançasde
de pro&ramas
educação especial como salas com recursos e até 4;< poder, passar todo o
seu dia escolar nesses pro&ramas! Complicando esse quadro e.iste o fato de
que mais da metade de todas as crianças com TDAH também apresentam sérios
problemas de comportamento opositivo! =sto a"uda a e.plicar porque entre 4Q a
MQ< dessas crianças serão suspensas ou até e.pulsas da escola devido a
problemas de conduta!

 de e.trema import-ncia que alunos com TDAH se"am motivados! Em nossa


pr,tica no dia a dia orientando professores de crianças portadoras de TDAH
freq(entemente encontramos crianças com dificuldades seriíssimas em termos
de relacionamento comportamento e também de aprendi#a&em conse&uirem
uma mel+ora si&nificativa quando mudam de professor! 8A criança com TDAH
tem que en&olir o professor "unto com a matéria9! ?ua inconst-ncia de atenção e
não déficit de atenção fa#em com que elas se"am capa#es de uma +iper
concentração quando +ouver motivação!

Aí vem a &rande dificuldade professores diretores e toda uma equipe de apoio


sem o devido con+ecimento sobre o TDAH classes c+eias de crianças com
TDAH com os professores sem saber o que fa#er nem como lidar com elas
professores desmotivados mal pa&os com seu 4:S sal,rio na ?uíça salas de
aula super lotadas vamos encontrar turmas e mais turmas de 8alunos especiais9
que não conse&uem nem ao menos serem alfabeti#ados que inevitavelmente ao
faltar estrutura familiar que possa funcionar como seus 8freios inibit$rios9 vão
evoluir para evasão escolar dro&a e delinq()ncia! Temos constantemente
orientado as escolas para selecionarem pelo menos de 4k a Lk sérieB
professores que ten+am perfil para lidarem com crianças portadoras de TDAH
que se"am democr,ticos solícitos ami&os compreensivos e emp,ticos e não
desor&ani#ados +iperativos e impulsivos como ela! Crianças com TDAH não
tem que estar em turmas separadas elas não tem problemas co&nitivos
aprendem muito bem quando tratados adequadamente por uma equipe
interdisciplinar!

Temos que aprender a lidar com estas crianças con+ecer suas limitaçes
respeit,0la e com criatividade descobrir como ela aprende mel+or e uma boa
maneira de se fa#er isto é per&untando a ela! Como voc) ac+a que aprende
mel+orW

A criança portadora de TDAH do tipo predominantemente desatenta é uma


criança d$cil f,cil de lidar porém com dificuldade de aprendi#a&em desde o
início de sua vida escolar lenta ao copiar do quadro lenta para fa#er o dever de
151
casa necessidade de acompan+amento dos pais ou orientadores a vida toda1
isto contribuir, para que ten+a uma bai.a auto0estima podendo futuramente
desenvolver comorbidades como por e.emplo7 Ansiedade &enerali#ada e
depressão entre outros!

A tend)ncia de pais professores e diretores de escola é entender o


comportamento destas crianças como desobedientes e desinteressadas e

insistirema atransmissão
apenas valori#ar asdomel+ores cabeças
con+ecimento e avalori#ando no trabal+o escrito
produção do escolar
valori#ando mais a quantidade em detrimento da qualidade!

Em casa não é muito diferente pais desesperados que ", visitaram muitos
médicospsic$lo&os neurolo&istas fonoaudi$lo&os etc a procura de um
tratamento adequado um camin+o muitas ve#es tortuoso e conflituoso num
processo que pode levar meses e até anos!

Outro dado importante a ser considerado é que estudos apontam sobre a


persist)ncia do TDAH na adolesc)ncia e vida adulta! @o+de 4>1
*adeau45B! erder 4;B por meio de pesquisas mais sistem,ticas e
lon&itudinais recon+eceu o TDAH na vida adulta também! As pesquisas
recentes indicam que cerca de >;< dos adolescentes que apresentavam o
problema quando crianças mant)m o dia&n$stico aos 4L anos! E embora não se
ten+a dados e.atos sabe0se que parte destes >;< ainda apresentar, o TDAH
no final da adolesc)ncia e ainda manter, o dia&n$stico na vida adulta!

O que parece acontecer na vida adulta entretanto é uma diminuição dos


sintomas da +iperatividade permanecendo os sintomas de desatenção e
impulsividade!

 importante que o profissional de saNde mental possa apoiar o professor em


sala de aula!  importante que professores ten+am pelo menos uma noção
b,sica sobre o tda+ sobre a manifestação dos sintomas e as conseq()ncias em
sala de aula! ?aber diferenciar incapacidade de desobedi)ncia é fundamental!

?e&undo ?am oldstein e 2ic+ael oldestein a criança +iperativa na escola é


como 8encai.ar um pre&o redondo em um buraco quadrado9!

 uma &rande dificuldade para a criança +iperativa quando ela entra no "ardim
de inf-ncia e precisa a&ora aprender a lidar com as re&ras a estrutura e os
limites e o seu temperamento simplesmente não se a"usta muito bem com as
e.pectivas da escola!

6ara ir bem nas provas uma criança precisa não apenas e.ibir as aptides que
estão sendo avaliadas mas também possuir a capacidade de ouvir e se&uir
instruçes prestar atenção e persistir até que a prova se"a completa! A criança
deve também ser capa# de parar para pensar qual seria entre as v,rias opçes
a mel+or resposta possível! Entretanto as crianças +iperativas são fracos
nessas ,reas de aptides e portanto as notas obtidas nas provas de
inteli&)ncia muitas ve#es refletem mais a sua +iperatividade que seu potencial
152
intelectual! Al&umas crianças +iperativas são muito bril+antes! A maioria est,
dentro dos limites médios e al&umas infeli#mente ficam abai.o da média em
suas aptides intelectuais!

Crianças +iperativas muito bril+antes freq(entemente conse&uem ter uma boa


atuação durante o curso elementar 4ks séries do 4S &rauB e é possível que não
se"am consideradas crianças com problemas! As maiores aptides intelectuais

da criança
tarefa! permitem
Ela pode quededicar
não se ela compense sua incapacidade
durante muito tempo mas de continuar
o tempo &astonuma
nas
tarefas muitas ve#es resulta num trabal+o completo e freq(entemente correto!
6ode parecer que esta criança não preste atenção mas quando solicitada
&eralmente sabe a resposta! Rembre0se7 ?er desatento não equivale ser incapa#
de aprender! As crianças +iperativas quando sua atenção é focali#ada são
capa#es de aprender tão bem quanto as outras!

Entretanto nos Nltimos anos do 4S &rau mesmo os adolescentes +iperativos mais


inteli&entes não conse&uem acompan+ar consistentemente o crescimento das
e.i&)ncias e responsabilidades educacionais para ter sucesso! req(entemente
é durante estes anos escolares que se recon+ece que os adolescentes
+iperativos inteli&entes estão vivenciando este padrão de dificuldade de
comportamento o que interfere em seu desempen+o escolar!

m fator crucial para o sucesso do seu fil+o na escola é o professor e a


capacidade que este professor tem para controlar a classe com efici)ncia!

Este"a seu fil+o recebendo ou não serviços de educação especial acreditamos


que voc) tem o direito de participar ativamente da seleção dos professores do
seu fil+o! Apresentamos a se&uir uma lista do que procurar no professor ideal e
no ambiente de aula ideal para a criança +iperativa! Estas su&estes baseiam0se
numa combinação de pesquisa científica "ul&amento profissional e senso
comum! Al&umas destas questes podem ser abordadas em conversas diretas
com os possíveis professores outras conversando0 se com pais cu"os fil+os
trabal+aram com um determinado professor outras ainda podem ser avaliadas
observado0se a sala de aula! Esta lista também serve para pro"etar uma sala de
aula para uma criança +iperativa!

0 O professor sabe sobre +iperatividade em crianças e est, disposto a


recon+ecer que este problema tem um impacto si&nificativo sobre as crianças da
classe!

0 O professor parece entender a diferença entre problemas resultantes de


incompet)ncia e problemas resultantes de desobedi)ncia!

0 O professor não empre&a como primeira ação o reforço ne&ativo ou a punição


como meios para lidar com problemas e para motivar na sala de aula!

0 A sala de aula é or&ani#ada!

0 E.iste um con"unto claro e consistente de re&ras na classe! E.i&e0se


153
que todos alunos aprendam as re&ras!

0 As re&ras da sala de aula estão num carta# colocado na sala para que
todos ve"am!

0 E.iste uma rotina consistente e previsível na sala de aula!

0 O professor
referentes e.i&e e se&ueeestritamente
a comportamento as e.i&)ncias específicas
produtividade!

0 O trabal+o escolar fornecido é compatível com o nível de capacidade


da criança!

0 O professor est, mais interessado no processo  compreensão de um


conceitoB que no produto conclusão de Q; problemas de subtraçãoB!

0 A disposição da sala de aula é definida com carteiras separadas


colocadas em fileiras!

0 O professor distribui pequenas recompensas sociais e materiais


relevantes e freq(entes!

0 O professor da classe é capa# de usar um pro&rama modificado de


custo resposta!

0 O professor empre&a puniçes leves acompan+adas de instruçes


para retornar ao trabal+o quando a criança +iperativa interrompe o
trabal+o dos outras!

0 O professor i&nora o devaneio ou a desatenção em relação a lição


que não perturbe as outras crianças e  então uma atenção
diferenciada quando ela volta ao trabal+o!

0 A menor ra#ão aluno para professor possível preferencialmente um


professor para oito alunos!

0 O professor est, disposto a alternar atividades de alto e bai.o


interesse durante todo o dia em lu&ar de fa#er com que o aluno faça
todo o trabal+o de man+ã com tarefas repetitivas uma ap$s a outra!

0 O professor est, disposto a oferecer supervisão adicional durante o


período de transição entre aulas intervalos e durante outras atividades
lon&as como reunies!

0 O professor é capa# de antecipar os problemas e fa#er plane"amentos


de antemão para evitar problemas!

0 O professor est, disposto a au.iliar a criança +iperativa a aprender

154
praticar e manter aptides or&ani#acionais!

0 O professor est, disposto a aceitar a responsabilidade de verificar


se a criança +iperativa aprende e usa um sistema efica# para manter0
se em dia com o dever de casa e conferir se ela quando sai do prédio
da escola todos os dias leva esse dever para casa!

0 O professor
com os pais! aceita a responsabilidade
6ara alunos de comunicar
o curso elementar continuamente
um bil+ete di,rio e
enviado para casa! 6ara estudantes das Nltimas séries do 4S e MS &rau
usam0se notas de pro&resso semanal!

0 O professor fornece instruçes curtas diretamente % criança +iperativa


e em nível que ela possa entender!

0 O professor é capa# de manter um controle efica# sobre toda a


classe bem como sobre a criança +iperativa!

0 6referencialmente a classe é fec+ada quatro paredes B nunca em


ambiente aberto!

0 O professor est, disposto a desenvolver um sistema no qual as


instruçes são repetidas e oferecidas de v,rias maneiras!
0 O professor est, disposto a oferecer pistas para a"udar a criança
+iperativa a voltar para o trabal+o e a evitar que ela fique super
e.citada!

0 O professor est, disposto a permitir movimentos na sala de aula!

0 O professor prepara todos os alunos para mudanças na rotina!

0 O professor entende como e quando variar seu método!

0 O professor é capa# de fa#er um rodí#io e uma altern-ncia de


estímulos e recon+ece que aquilo pode ser recompensador para um
aluno pode não ser para outro!
0 Todos os estudantes aprendem um modelo l$&ico de resolução de
problemas para lidar com problemas na sala de aula e entre eles
mesmos por e.emplo7 parar ver ouvirB!

0 m sistema de treinamento em atenção ou auto monitoramento é


usado em sala de aula!

0 O professor parece capa# de encontrar al&o positivo bom e valioso


em toda criança! Este professor valori#a as crianças por aquilo que
são não por aquilo que conse&uem produ#ir!

155
.stio de atuação dos professores

?e&undo EdKlein Iellini 6eroni Ienc#iJ os professores são bem


diferentes em seus estilos pessoais7

4S O professor
acad)micas doautorit,rio7 intolerante
aluno focali#ando e rí&ido
apenas valori#a somente
a produção as necessidades
de tarefas tornando0se
impaciente com a criança a medida que esta não conse&ue corresponder %s
suas e.pectativas!

MS O professor pessimista desanimado e infeli# com tend)ncia a ter uma visão


cate&$rica de todo mal comportamento e das tarefas inacabadas como
proposital e por desconsideração a ele não conse&uir, estabelecer um bom
relacionamento com a criança!

:S O professor +iper crítico ameaçador e 8nunca erra90 certamente ficar,


frustrado pela dificuldade da criança com TDAH em fa#er mudanças adequadas
rapidamente!

LS O professor
também do tipo impulsivo
uma e.peri)ncia temperamental
difícil dada e desor&ani#ado0
a similaridade poder, ter
de seu comportamento com
aquele tipicamente apresentado pela criança com TDAH!

QS O professor que parece mais se a"ustar %s necessidades dos alunos com


TDAH é aquele que se mostra7

Democr,tico solícito compreensivo!

Otimista ami&o e emp,tico!

Dar respostas consistentes e r,pidas para o comportamento inadequado da


criança não manifestando raiva ou insultando o aluno!

Iem or&ani#ado e administra bem o tempo!

le.ível no mane"o dos v,rios tipos de tarefa!

Ob"etivo e descobre meios de au.iliar o aluno a atin&ir as suas metas!

<anda 2ambadi
6sic$lo&a

?u,est*es para Intervenç*es do Professor


H, uma &rande variedade de intervençes específicas que o professor pode
fa#er para a"udar a criança com TDAH a se a"ustar mel+or % sala de aula7
156
4! 6roporcionar estrutura or&ani#ação e const-ncia e.emplo7 sempre a mesma
arrumação das cadeiras ou carteiras pro&ramas di,rios re&ras claramente
definidasB
M! Colocar a crian ça perto de cole &as que não o provoquem perto da mesa do
professor na parte de fora do &rupo!
:! Encora"ar freq(entemente elo&iar e ser afetuoso porque essas crianças
desanimam facilmente! Dar responsabilidades que elas possam cumprir fa# com
que se sintam necess,rias e valori#adas! Começar com taref as simples e
&radualmente mudar para mais comple.as!
L! 6roporcionar um ambiente acol+edor demonstrando calor e contato físico de
madeira equilibrada e se possível fa#er os cole&as também terem a mesma
atitude!

Q! *unca provocar constran&imento ou menospre#ar o aluno!


5! 6roporcionar trabal+o de aprendi#a&em em &rupos pequenos e favorecer
oportunidades sociais! rande parte das crianças com TDAH conse&ue
mel+ores resultados acad)micos comportamentais e sociais quando no meio de
&rupos pequenos!
>! Comunicar0se com os pais! eralmente eles sabem o que funciona mel+or para
o seu fil+o!
F! =r deva&ar com o trabal+o! Do#e tarefas de Q minutos cada uma tra# mel+ores
resultados do que duas tarefas de meia +ora! 2udar o ritmo ou o tipo de tarefa
com freq()ncia elimina a necessidade de ficar enfrentando a inabilidade de
sustentar a atenção e isso vai a"udar a auto0percepção!

! avorecer oportunidades para movimentos monitorados como uma ida %


secretaria levantar para apontar o l,pis levar um bil+ete para o professor re&ar
as plantas ou dar de comer ao mascote da classe!
4;! Adaptar suas e.pectativas quanto % criança levando em consideração as
defici)ncias e inabilidades decorrentes do TDAH! 6or e.emplo se o aluno tem
um tempo de atenção muito curto não esperar que ele se concentre em apenas
uma tarefa durante todo o período da aula!
44! @ecompensar os esforços a persist)ncia e o comportamento bem sucedido ou
bem plane"ado!
4M! 6roporcionar e.ercícios de consci)ncia e treinamento dos +,bitos sociai s da
comunidade! Avaliação freq(ente sobre o impacto do comportamento da criança
sobre ela mesma e sobre os outros a"uda bastante!
4:! avorecer freq(ente contato aluno/professor! =sto permite um 8controle9 e.tra
sobre a criança com TDAH a"uda0a a começar e continuar a tarefa permite um
au.ílio adicional e mais si&nificativo além de possibilitar oportunidades de
reforço positivo e incentivo para um comportamento mais adequado!

157
4L! Colocar limites claros e ob"etivos1 ter uma atitu de disciplinar equilibrada e
proporcionar avaliação freq(ente com su&estes concretas e que a"udem a
desenvolver um comportamento adequado!

4Q! Asse&urar que as instruçes se"am claras simpl es e dadas uma de cada ve#
com um mínimo de distraçes!

45! Evitar se&re&ar a criança que talve# precis e de um canto isolado com biombo
para diminuir o apelo das distraçes1 fa#er do canto um lu&ar de recompensa
para atividades bem feitas em ve# de um lu&ar de casti&o!
4>! Desenvolver um repert$rio de atividades físicas para a turma toda como
e.ercícios de alon&amento ou isométricos!

4F! Estabelecer intervalos previsíveis de períodos sem trabal+o que a criança pode
&an+ar como recompensa por esforço feito! =sso a"uda a aumentar o tempo da
atenção concentrada e o controle da impulsividade através de um processo
&radual de treinamento!
4! @eparar se a criança se isola duran te situaçes recreativas barul+entas! =sso
pode ser um sinal de dificuldades de coordenação ou auditivas que e.i&em uma
intervenção adicional!
M;! 6reparar com antec ed)ncia a criança para as novas situaçes! Ela é muito
sensível em relação %s suas defici)ncias e facilmente se assusta ou se
desencora"a!
M4! Desenvolver métodos variados utili#ando apelos sensoriais diferentes som
visão tatoB para ser bem sucedido ao ensinar uma criança com TDAH ! *o
entanto quando as novas e.peri)ncias envolvem uma miríade de sensaçes
sons mNltiplos movimentos emoçes ou coresB esse aluno provavelmente ir,
precisar de tempo e.tra para completar sua tarefa!

MM! *ão ser m,rtir3 @econ+ecer os limites da sua toler-ncia e modificar o pro&rama
da criança com TDAH até o ponto de se sentir confort,vel! O fato de fa#er mais
do que realmente quer fa#er tra# ressentimento e frustração!
M:! 6ermanecer em comunicação constante com o psic$lo&o terapeuta ocupacional
ou orientador da escola! Ele é a mel+or li&ação entre a escola os pais os
profissionais de saNde e o médico!

158
TDAH e suas
comorbidades

4 "ue é Comorbidade5

O quadro cl,ssico do transtorno principalmente em seus sub0tipos


2isto +iperatividade desatenção e impulsividadeB e Hiperativo0
=mpulsivo não costumam apresentar dificuldade de dia&n$stico!
2as o transtorno raramente se apresenta isolado! Com uma
freq()ncia maior que Q; < vem acompan+ado de outros distNrbios
a que c+amamos de C4942IDAD.?! A presença de
Comorbidades d, outra coloração ao quadro dificultando muitas
ve#es seu recon+ecimento! Também modifica o tratamento na
medida em que outras medicaçes são necess,rias "unto antes ou
depois da medicação específica para o TDAH! O pro&n$stico
também se altera quando e.istem uma ou mais Comorbidades!

A preval)ncia percenta&em de indivíduos atin&idos por


determinada condição em um determinado momentoB de cada
Comorbidade depende de v,rios fatores7 tipo de amostra escol+ida
clínica ou populacionalB fonte de informação idade da amostra
se.o dos participantes instrumentos usados desen+o da pesquisa
etc!! Daí porque os valores apresentados podem ser bem amplos!

O tipo de amostra escol+ida pode alterar os resultados porque na


amostra clínica os indivíduos escol+idos ", foram previamente
selecionados
populacional aquando
escol+aprocuraram
é aleat$riaum
ematendimento! G, naOs
uma comunidade! amostra
indivíduos não procuram por atendimento especiali#ado!

A fonte de informação também influencia no resultado ", que a


visão de um professor costuma ser diferente da visão dos pais
p!e.!!

6or isso os valores encontrados costumam abran&er um intervalo


muito amplo!

Vale a pena lembrar que durante o ciclo de vida pode +aver uma
variação de comorbidades com o desaparecimento de umas e
159
sur&imento de outras! E que al&umas comorbidades s$ sur&em em
determinadas etapas da vida como na Adolesc)ncia!

?endo assim a classificação entre Comorbidades mais ou menos


freq(entes poder, ser aleat$ria e influenciada pela e.peri)ncia
clínica pelo local de atendimento pelo &rupo et,rio atendido e
outros fatores circunstanciais!

Comorbidades
mais fre"entes

TDAH com Transtorno Opositivo0Desafiador TODB


TDAH com Transtorno de Conduta TCB
TDAH com Transtorno de Ansiedade TAB
TDAH com Transtorno de Humor Iipolar
TDAH com Transtorno Depressivo TD2B

TDAH com Transtorno 4positivoDesafiador $T4D%

Com uma preval)ncia estimada de :Q< a 5Q < parece mais


comum no se.o masculino! ?ua incid)ncia também varia com o
tipo clínico sendo mais encontrado no tipo predominantemente
+iperativo0impulsivo depois no tipo combinado e ine.istente no
predominantemente desatento! As características clínicas nos
mostram sintomas que são comportamentos comuns %s crianças
apenas em forma mais intensa! ?eria um desvio quantitativo dos
padres normais de comportamento!

TDAH com Transtorno de Conduta $TC%

Com uma preval)ncia de M;< a Q; <  também parece mais


comum no se.o masculino! *essa comorbidade a idade é um
fator importante ", que a incid)ncia aumenta com a idade! A
incid)ncia também tem relação com o tipo clínico novamente
mais comum no predominantemente +iperativo0impulsivo pouco
no combinado e não encontrado no predominantemente
desatento!
As características clínicas nos mostram padres de
comportamento anormais sendo os desvios dos padres de
160
comportamento não s$ quantitativos como qualitativos!

TDAH com Transtorno de Ansiedade $TA%

A preval)ncia estimada é de :;< a L; <! A observação clínica


parece demonstrar que essa comorbidade diminui a
impulsividade
dificuldades nacaso este"ade
e.ecução presente! Entretanto traria
tarefas comple.as maiores
com maior
demanda de mem$ria de trabal+o! 6arece +aver uma lentificação
&enerali#ada do pensamento e da ação fa#endo com que a
criança pareça ter alteraçes no nível de inteli&)ncia ou
transtornos de aprendi#ado!
Dificuldades para dormir e quei.as som,ticas são comuns! As
quei.as som,ticas por ve#es intensas também podem confundir
o quadro!
Os medos e as preocupaçes e.cessivas dificultam ainda mais a
adaptação escolar social e familiar! Eventos cotidianos se
transformam em causa de &rande ansiedade e sofrimento! A
&rande preocupação quanto ao seu desempen+o escolar familiar
e social e a e.cessiva preocupação com o futuro com situaçes
+ipotéticas
confundir o quadro
separação
com dos
umapais
formaerros futuros B podem
de Transtorno até 0
Obsessivo
Compulsivo!
 importante ressaltar a mudança na avaliação quanto a
beni&nidade da ansiedade infantil! Anti&amente vista como
beni&na e transit$ria com remissão e.pont-nea na idade adulta
sem maiores conseq()ncias para o desenvolvimento infantil!
Estudos demonstraram que a ansiedade infantil não tratada pode
ser precursora de Depressão 2aior e de outros transtornos do
espectro ansioso na idade adulta!

TDAH com Transtorno de Humor ipoar

Talve# o transtorno psiqui,trico mais estudado na atualidade o


Transtorno de Humor Iipolar em adultos e em sua forma de
início precoce tem uma inequívoca comorbidade com o TDAH
principalmente em seus subtipos 2isto e predominantemente
Hiperativo0=mpulsivo! A questão da preval)ncia ainda é ob"eto de
&rande pol)mica ", que a sobreposição de sintomas entre os
dois transtornos é muito &rande! Al&uns estudos indicariam uma
preval)ncia em torno de até 4; <!
A mania  na inf-ncia e adolesc)ncia apresenta quadro atípico!
Os sintomas são mistos o curso é crUnico em ve# de epis$dico
com aumento de irritabilidade e a&ressividade e com e.ploses
de a&ressividade!
161
A comorbidade entre TDA/H e THI parece obedecer a um
movimento unidirecional de forma semel+ante ao que ocorre
entre TDA/H e Tourette! Entre crianças com TDA/H o THI não
parece ocorrer com freq()ncia mais not,vel ao passo que por
outro lado crianças com THI na sua &rande maioria também
apresentam TDA/H!

TDAH com Transtorno Depressivo $TD9%

Tem uma preval)ncia estimada na literatura de 4Q< a >Q < ! Os


sintomas depressivos e.acerbam as dificuldades inerentes ao
TDAH diminuindo a atenção e a mem$ria diminuindo ainda mais
o rendimento escolar! Aumenta a sensação de fracasso e bai.a a
auto0estima ", comprometida pelo TDAH! Como a depressão na
inf-ncia e adolesc)ncia pode se manifestar com um aumento da
a&itação e da impulsividade pode levar também a um aumento
dos comportamentos disruptivos tra#endo dificuldades ao
dia&n$stico!
Comorbidades menos fre"entes

TDAH com Transtorno do so de ?ubst-ncias T?B


TDAH com Transtornos de Aprendi#a&em
TDAH com Transtorno de tiques e ourette
TDAH com Transtorno do Ciclo do ?ono
TDAH com Transtorno Obsessivo'Compulsivo TOCB

TDAH com Transtorno do >so de ?ubst8ncias

A preval)ncia dessa comorbidade vai variar com a subst-ncia de


abuso mas o fato importante a ser ressaltado é que o fator de risco
para a comorbidade não seria o TDAH em si mas as comorbidades
com o Transtorno de Conduta e Transtorno de Humor Iipolar esses
sim fatores predisponentes ao abuso de subst-ncias!  uma
preval)ncia mais encontrada em adolescentes e adultos que tem um
risco duas ve#es maior que a população em &eral!

TDAH com Transtornos de Aprendi1a,em

162
Essa é uma comorbidade que ainda tra# controvérsias! ?eus índices
de preval)ncia são e.tremamente variados dependendo dos
critérios dos métodos e dos diversos tipos de transtornos abri&ados
sob a epí&rafe &eral de Transtornos de Aprendi#a&em!
6arece estar mais presente no tipo predominantemente desatento e
tra# um comprometimento no funcionamento &eral si&nificativamente
maior do que o TDAH so#in+o! O desempen+o neuro0co&nitivo est,
claramente comprometido em crianças e adolescentes!

TDAH com Transtorno de ti"ues eTourette

Embora a preval)ncia não se"a tão e.pressiva :Q< a 4> < é uma
comorbidade frequentemente citada talve# mais pelo contr,rio!
Estima0se que 5; < ou mais das crianças com TT ten+a também
TDAH! Entretanto a preval)ncia de TT em crianças com TDAH é
bastante pequena!

TDAH com Transtorno do Cico do ?ono

Apesar de ainda não +averem estudos conclusivos sobre o


adormecer o acordar e o nível de alerta de pacientes com TDAH os
relatos clínicos freq(entes dessas dificuldades su&erem a presença
de uma comorbidade mais do que a intensificação de sintomas
pr$prios do TDAH homas IroJnB!

TDAH com Transtorno 4bsessivo–Compusivo $T4C%

Al&uns autores acreditam que este transtorno faça parte do espectro


da Ansiedade enquanto outros o v)em ainda como um transtorno
independente e passível de formar uma comorbidade como TDAH!
Outros ainda acreditam que os sintomas e sinais que sur&em se"am
apenas reativos mecanismos de defesa ou comportamentos
compensat$riosB ao TDAH e não confi&urem propriamente uma
comorbidade! Ou quem sabe as duas possibilidades!

TDAH em meninas e
mu)eres

163
A maior parte do que se escreveu e pesquisou sobre TDAH
estava tradicionalmente diri&ido aos +omens ", que se acreditava
que eles eram F; < das pessoas com TDAH!
Entretanto ", a al&um tempo pesquisadores tem c+amado
atenção para as diferenças entre +omens e mul+eres na
e.pressão
Puinn vemdo
setranstorno!
dedicando Al&uns autores
desde 45 como !específico
ao estudo *adeau edo6!
TDAH em meninas e mul+eres! O te.to a se&uir contem muitas
informaçes do site que elas mant)m sobre TDAH em mul+eres
em informaçes de outros sites e na nossa pr$pria e.peri)ncia
clínica!
Atualmente mais e mais mul+eres estão sendo identificadas
especialmente a&ora que estamos alertados sobre o tipo
predominantemente desatento  sem +iperatividade B! 2eninas e
mul+eres com TDAH lutam com uma variedade de problemas que
são diferentes daqueles que os +omens enfrentam! Com este
te.to pretendemos lançar al&uma lu# sobre al&umas dessas
diferenças e falar sobre al&uns tipos de dificuldades enfrentadas
pelas mul+eres com TDAH!

Caracter+sticas na Inf8ncia de 9eninas com TDAH :


Vamos ler as recordaçes que duas mul+eres com TDAH t)m de
suas inf-ncias e adolesc)ncias! 2aria é introvertida
predominantemente desatenta e tem lutado contra a Ansiedade e
a Depressão além do TDAH durante a inf-ncia a adolesc)ncia e
a idade adulta!
A coisa que eu mais me lembro era de sempre me sentir
ma&oada! ostava muito mais de brincar com apenas uma
ami&a! Puando al&uém #ombava de mim eu nunca sabia como
me defender! 2e esforçava o m,.imo na escola mas odiava
quando a professora me c+amava em aula! 2etade do tempo eu
nem sabia sobre o que era a per&unta! As ve#es tin+a dores de
estUma&o e implorava a min+a mãe para faltar a escola! 2aria
:L anos!

Essas recordaçes são muito diferentes daquelas típicas de um


menino com TDAH de escola prim,ria! Ela era +ipersensível a
críticas tin+a dificuldades com o r,pido toma l, d, c, das
interaçes sociais e se sentia socialmente inadequada e.ceto
quando estava em compan+ia de sua Nnica mel+or ami&a! Além
disso ela era muito obediente e seu maior dese"o era o de
preenc+er as e.pectativas da professora e não c+amar a atenção
sobre si! ?ua distração a dei.ava a&oniada por causa da
desaprovação da professora e da ver&on+a diante dos cole&as!
Raura era do tipo +iperativo0impulsivo mais parecido com o tipo

164
encontrado em muitos meninos com TDAH! Ela também se
lembra de ser teimosa irritada desafiadora e rebelde e
fisicamente +iperativa! Era também muito soci,vel! Apesar de não
possuirmos ainda estatísticas adequadas para os padres de
TDAH em meninas parece que mul+eres como Raura são a
minoria quando e.aminamos os padres do TDAH!
6osso me lembrar que na escola prim,ria ac+ava tudo frenético!
E bri&ava com min+a mãe quase todas as man+ãs! *a sala de
aula estavabil+etes!
passando sempreAl&uns
pulando demeus
dos um lado para o outro
professores falando
&ostavam dee
mim mas outros 0 os mais ri&orosos 0 não! E eu os odiava! Eu
discutia muito e me descontrolava! Também c+orava com
facilidade e al&uns dos meninos da sala &ostavam de implicar
comi&o até me fa#er c+orar! Raura M> anos!
Embora se"a visível em Raura a tend)ncia a discutir e desafiar o
que é mais freq(ente nos meninos podemos perceber também
que como muitas meninas com TDAH ela era soci,vel e
+iperemotiva! A vida para Raura assim como para al&umas
meninas com TDAH era como uma montan+a russa emocional!
Ela era muito desor&ani#ada e tin+a uma toler-ncia muito bai.a
para o estress!

9eninas adoescentes com TDAH


Vamos ver as recordaçes de 2aria e Raura das suas
adolesc)ncias! 6ara cada uma delas a vida pareceu ter se
tornado pior! A adolesc)ncia em &eral é um período difícil!
Puando se soma o TDAH e a Adolesc)ncia os problemas são
amplificados e o estress é intenso
 O se&undo &rau foi muito difícil simplesmente era muito maior
do que eu pudesse dar conta! *en+um dos meus professores me
con+ecia porque nunca falei em sala de aula! As provas me
dei.avam em p-nico! Eu odiava estudar e fa#er trabal+os! Eu
ac+ava muito difícil e dei.ava sempre para a Nltima +ora! *ão tive
nen+um tipo de namoro no se&undo &rau! As pessoas não
des&ostavam de mim mas se eu fosse +o"e a uma reunião de
turma nin&uém se lembraria de mim! Era muito emotiva e ficava
de# ve#es pior no período pré menstrual! 2aria :L anos!
Eu estava completamente fora de controle no se&undo &rau! Era
inteli&ente mas como estudante era terrível! Ac+o que me
esforçava muito para dar conta das coisas nas quais não era boa!
Em casa estava sempre #an&ada muito rebelde! h noite
escapulia de casa depois que meus pais dormiam! 2entia o
tempo todo! 2eus pais tentavam me controlar ou me casti&ar
mas nada funcionava! Como não conse&uia dormir a noite ficava
e.austa durante o dia todo na escola! As coisas eram ruins a
maior parte do tempo mas pioravam completamente no período
pré0menstrual! A escola não si&nificava nada para mim! Raura M>
165
anos!

2aria e Raura apresentam quadros bem diferentes das suas


adolesc)ncias! 2aria era tímida retraída devaneava o tempo
todo era desor&ani#ada e se sentia sobrecarre&ada! Raura era
+iperativa +iperemotiva e vivia de uma maneira arriscada e super
estimulada!

4 "ue eas t7m em comum 5

?evera ?+ndrome prémenstrua


*a adolesc)ncia os problemas neuroquímicos causados pelo
TDAH estão e.acerbados pela combinação com as flutuaçes
+ormonais! A combinação desses dois sistemas desre&ulados
resultam em tremendas oscilaçes de +umor +iperirritabilidade e
reaçes emocionais amplificadas!

Probemas com seus pares


2eninas com TDAH parecem sofrer mais em conseq()ncia de
problemas
Embora Raurade relacionamento com ami&os
tivesse muitos ami&os do que osturbulentas
suas emoçes meninos!
atrapal+avam! 2aria ao contr,rio se sentia sobrecarre&ada e
isolada e se sentia mel+or em compan+ia de uma ami&a s$!
Entretanto ambas tin+am a percepção clara de que eram
diferentes de suas ami&as!

>ma sensação de ver,on)a : entre as meninas )iperativo


impusivas
Adolescentes masculinos que se"am impulsivos e +iperativos
podem ser vistos simplesmente como mal comportados! 6odem
até &an+ar a simpatia de al&uns cole&as por se rebelarem contra
a autoridade ou por beberem muito ou por diri&irem
peri&osamente ou por ", terem uma vida se.ualmente ativa! As
meninas tendem a ser muito mais reprimidas por seus pais
professores e cole&as! 2ais tarde quando adultas "ovens
também se sentem culpadas e muito enver&on+adas pelo seu
comportamento anterior!

166
Dando continuidade ao arti&o anterior sobre TDAH e mul+eres creio
que seria Ntil ter uma visão &eral sobre a questão! Al&uns autores que
se dedicam preferencialmente ao assunto traçam um paralelo entre
as formas tradicionais  tipo misto tipo predominantemente
+iperativo0impulsivo e tipo predominantemente desatento B e a
maneira como os sintomas se e.pressam nas meninas e nas
mul+eres! Esse paralelo é bastante Ntil e a partir dele fica mais f,cil
compreender as variaçes sobre esses tr)s tipos!
*o nosso
não meioesquecer
devemos nem todos
queosapais ouviram
maioria delesfalar em TDAH!
quando E também
ouve esse termo
TDAH  lembra com freq()ncia de um menino pequeno e a&itado!

A maior parte dos meninos com TDAH é facilmente identific,vel se"a


na sala de aula se"a no la#er e com mais freq()ncia são levados
para uma avaliação! A maior parte das escalas e question,rios de
avaliação enfati#am os aspectos da +iperatividade da impulsividade
e do comportamento desafiador! E apenas as poucas meninas que
são parecidas com esses meninos é que são levadas a al&uma
avaliação! Com isso continuamos com aquela ta.a en&anosa de L
meninos 74 menina!

O que estamos começando a perceber a&ora é que muitas meninas


não foram dia&nosticadas
diferentes! porque seus
ma &rande diferença é quesintomas se mostram
as meninas são menos
rebeldes menos desafiadoras em &eral menos  difíceis  que os
meninos! 2as  ser menos difícil  em ve# de a"udar s$ dificultou o
recon+ecimento do problema! Puando meninos causam freq(entes
problemas com a disciplina em casa ou na escola rapidamente se
procura uma orientação! As meninas por serem mais cordatas
dificilmente são identificadas e ficam pre"udicadas em v,rios
aspectos de suas vidas! 2as as meninas com TDAH não são todas
i&uais! Puando seu comportamento é parecido com o TDAH em
meninos o recon+ecimento é mais f,cil! 2as mesmo as que são do
tipo 2isto ou do tipo 6redominantemente Hiperativo0=mpulsivo nem
sempre são tão parecidas com os meninos! E é aí que elas ficam
sem dia&n$stico!

\9eninas =evadas\ com TDAH


req(entemente as meninas +iperativas são  levadas ! ?ão
fisicamente ativas com inclinação para atividades mais arriscadas
como subir em ,rvores e.ploração e brincar com os irmãos ou com
os meninos da vi#in+ança! 6odem &ostar de futebol natação ou
andar a cavalo mas são menos atraídas pelas atividades
consideradas  femininas  ! 2as diferentemente dos meninos com
TDAH essas meninas são mais cooperativas em casa e podem se
esforçar muito para a&radar os professores na escola! A cali&rafia
pode ser ruim são freq(entemente desor&ani#adas quase sempre
estão atrasadas e seu quarto é uma ba&unça! 2as em ve# de
suspeitarem de TDAH pais e professores as v)em apenas como
indisciplinadas e pouco inclinadas
167para o estudo!

\?on)adoras\ com TDAH


As meninas com o tipo 6redominantemente Desatento são
A maior parte do que se escreveu e pesquisou sobre TDAH estava
tradicionalmente diri&ido aos +omens ", que se acreditava serem eles F;
< dos portadores!

Entretanto ", +, al&um tempo pesquisadores tem c+amado atenção


para as diferenças entre +omens e mul+eres na e.pressão do transtorno!
Al&uns autores v)m se dedicando +, al&um tempo ao estudo específico
do TDAH em meninas e mu)eres !

Atualmente mais mul+eres estão sendo dia&nosticadas com a mel+or


identificação do tipo predominantemente desatento ?.9
)iperatividadeB! 2eninas e mul+eres com TDAH lutam com uma
variedade de problemas que são diferentes daqueles que os +omens
enfrentam!

*em todos os pais ou professores ouviram falar em TDAH! E não


devemos esquecer que a maioria deles quando ouve esse termo lembra
com freq()ncia de um menino pequeno e a&itado!

A maior parte dos meninos com TDAH é mais facilmente identific,vel


se"a na sala de aula se"a no la#er e com mais freq()ncia são levados
para uma avaliação! A maior parte das escalas e question,rios de
avaliação enfati#am
comportamento os aspectos
desafiador! da +iperatividade
E apenas da impulsividade
as poucas meninas que são e do
parecidas com esses meninos é que são levadas a al&uma avaliação!
Com isso continuamos com aquela ta.a en&anosa de L 7 4 quatro para
umB!

6ode0se traçar um paralelo entre as formas tradicionais tipo misto tipo


predominantemente )iperativoimpusivo e tipo predominantemente
desatentoB e a maneira como os sintomas se e.pressam nas meninas e
nas mul+eres! Esse paralelo é bastante Ntil para compreender as
variaçes sobre esses tr)s tipos!

O que se percebe a&ora é que muitas meninas não foram dia&nosticadas


porque seus sintomas se mostram diferentes! ma &rande diferença é
que as meninas
menos difíceis são
que menos rebeldes
os meninos! 2asmenos desafiadoras
ser menos difícil emem
ve#&eral
de
a"udar s$ dificultou o recon+ecimento do problema! Enquanto meninos
causam freq(entes problemas com a disciplina em casa ou na escola e
rapidamente se procura uma orientação as meninas por serem mais
cordatas dificilmente são identificadas e vão passando ano ap$s ano na
escola sem usar todo o seu potencial!

*o entanto meninas com TDAH não são todas i,uais ! Puando seu
comportamento é parecido com o TDAH em meninos o recon+ecimento é
mais f,cil! 2as mesmo as que são do tipo 9isto ou do tipo
Predominantemente HiperativoImpusivo nem sempre são tão

168
parecidas com os meninos! E é aí que elas ficam sem dia&n$stico!

As meninas e mu)eres "ue apresentam sintomas de Hiperatividade


e Impusividade mais marcantes os e'pressam de forma diferente da
dos meninos! ?ão frequentemente menos rebeldes menos opositivas e
a Hiperatividade se e.pressa através da fala e da ação! Como a
comorbidade com os Transtornos de Ansiedade e Depressão são os mais
freq(entes costumam ter uma instabilidade emocional importante com
freq(entes mudanças de +umor!

As meninas com o tipo Predominantemente Desatento se mostram


son+adoras e tímidas! ?e esforçam para não c+amar a atenção sobre si
mesmas! Aparentam estar ouvindo enquanto suas mentes diva&am!
6odem parecer ansiosas em relação % escola esquecidas e
desor&ani#adas com o dever de casa e atrasar a entre&a de trabal+os!
Costumam ter um ritmo lento e a sensação de sobrecar&a! Al&umas são
ansiosas ou depressivas e vistas erradamente como menos inteli&entes
do que realmente são!

*o tipo 2isto apesar de terem um nível de atividade muito mais alto que
as desatentas elas não são necessariamente +iperativas! A a&itação se
mostra através da fala mais intensa!
O discurso pode ser confuso pela dificuldade em or&ani#ar seus
pensamentos e tentam disfarçar a desor&ani#ação e o esquecimento!
*a adolesc)ncia podem tentar compensar a pobre performance
acad)mica se e.pondo a riscos com fumar beber e iniciar vida se.ual
ativa precocemente!

Puanto mais inteli&ente mais tarde os problemas acad)micos tendem a


aparecer! 2uitas meninas com P= acima da média podem pro&redir até
c+e&ar ao nível secund,rio ou mesmo % faculdade! h medida que a vida
escolar se torna mais e.i&ente e complicada nos níveis superiores a
dificuldade com a concentração or&ani#ação e conclusão tem maior
probabilidade de aparecer! As disfunç*es e'ecutivas ficam mais
vis+veis J medida "ue as e'i,7ncias sociais pro,ridem
O Tratamento deve levar em conta tr)s aspectos7

169
Os sintomas b,sicos
As comorbidades

Os problemas associados &eralmente as conseq()ncias


emocionais do transtorno principal inse&urança bai.a
auto0estima etc!B

 preciso avaliar esses aspectos e decidir por onde o tratamento deve


começar e por onde deve se&uir! Puais aspectos privile&iar e em que
momentos!

O tripé b,sico do tratamento é7

6sico0educação informaçãoB
armacoterapia
=ntervençes psico0s$cio0educacionais

Psicoeducação:
Rer e se informar sobre o assunto é de inestim,vel valor
Deve ser sempre a primeira forma de intervenção
2uitas ve#es é capa# de promover transformaçes
A participação de parentes ou de quem conviva com é
fundamental para o sucesso do tratamento

0armacoterapia:
eralmente começa0se pelas medicaçes de primeira lin+a
os psicoestimulantes! *o Irasil s$ temos acesso ao
metilfenidato
2as nem todos os casos respondem a essa medicação e
al&umas ve#es pela presença de Comorbidades a resposta é
desfavor,vel
As c+amadas medicaçes de se&unda lin+a são os
antidepressivos 7
Tricíclicos imipramina nortriptilina etc!B
bupropiona
170
venlafa.ina
Os =?@? inibidores seletivos de recaptação de serotoninaB
não são efica#es para o transtorno b,sico TDAHB apenas
para al&umas Comorbidades! Atualmente ", temos as
preparaçes de lon&a duração que &eralmente obtém
mel+ores resultados! *os EA ", est, em fase de teste a
forma de adesivo  cola0se o adesivo na pele e ele vai
liberando a medicação aos poucos B!

Intervenç*es psicos#cioeducacionais:
6sicoterapia ' principalmente a co&nitivo'comportamental
rupos de apoio e suporte para pais e portadoresB
Treinamento para pais
Treinamento para portadores &eralmente são pouco auto0
observadoresB
Terapia familiar
Treinamento de au.iliares nas estraté&ias comportamentais

requentemente se levanta a questão de farmacoterapia ou outras


intervençes! G, est, comprovado que as intervençes combinadas são
mais efica#es que as formas isoladas de tratamento medicação 
psicoterapia principalmente a co&nitivo0comportamentalB!

Informaç*es b!sicas

O que +o"e con+ecemos como TDAH é uma disfunção neurobiol$&ica


de causa predominantemente &enética e por isso mesmo crUnica ou
se"a persiste por toda a vida do indivíduo!

G, foi descrito
disfunção por muitos
cerebral outros
mínimaB nomes
lesão como
cerebral por e.emplo
mínima DC2
síndrome da criança
+ipercinética síndrome +ipercinética etc!

A primeira descrição médica é de 4;M feita por um médico in&l)s


eor&e ?till! 2as se formos a literatura encontraremos descriçes dos
comportamentos de al&umas crianças muito semel+antes as que temos
atualmente em datas muito anteriores!

6or isso é f,cil verificar pela literatura que o TDAH não é um transtorno
novo nem é um modismo nem foi inventado para vender remédio ! As
pesquisas também comprovam que os sintomas são os mesmos em
qualquer lu&ar isto é os sintomas de TDAH são os mesmos no Irasil
171
na [ndia na Iél&ica na _frica etc!

=nicialmente pensava0se que era uma disfunção da =nf-ncia! 2as com a


continuidade das pesquisas e das observaçes nos consult$rios
começou0se a perceber a perman)ncia dos sintomas na Adolesc)ncia e
na idade Adulta!

*ão é um transtorno raro ", que incid)ncia é de Q a F < na inf-ncia em


estimativas bem conservadoras!
O TDAH se caracteri#a pela tríade7 Hiperatividade =mpulsividade e
Desatenção! E como é um transtorno D=2E*?=O*AR que depende da
intensidade dos sintomas e não da presença ou aus)ncia delesB é
preciso que esses sintomas se apresentem por mais de seis meses em
mais de um ambiente e que causem problemas na vida da criança! 2as
não basta apresentar essas características! 6ara que se faça o
dia&n$stico é preciso que v,rios critérios se"am satisfeitos! O D?2 =V
2anual de Dia&n$stico e Estatística da Associação Americana de
6siquiatriaB é a classificação de doenças usada para se fa#er o
dia&n$stico que deve ser feito por um profissional +abilitado que
realmente se dedique ao estudo do TDAH!

*unca é demais lembrar que o dia&n$stico é sempre e apenas clínico!


*ão e.istem até o momento e.ames complementares tomo&rafia
computadori#ada resson-ncia ma&nética e outrosB ou testes de
quaisquer tipos que se"am dia&n$sticos! Esses complementos atuam
apenas como au.iliares do dia&n$stico! 6or isso é fundamental a
conversa com o paciente sua família e se possível com a escola a
col+eita cuidadosa da anamnese dados da vida e evolução do pacienteB
e a observação deste!

Em &eral as crianças são a&itadas não param quietas falam muito não
conse&uem esperar sobem em tudo correm querem fa#er muitas
coisas ao mesmo tempo mas de uma maneira claramente mais intensa
que a maioria das crianças! As pessoas pr$.imas sentem percebem que
aquele comportamento e.trapola o comportamento observado na maioria
das crianças con+ecidas!
2as e.iste uma forma de apresentação do TDAH em que a Desatenção
predomina e então as crianças não são a&itadas nem falam muito e
passam em &eral despercebidas!  o tipo predominantemente
Desatento em que o sintoma predominante é "ustamente a desatenção!
Em &eral mais frequente nas meninas na maioria das ve#es não é
dia&nosticado causando muitos danos pela falta de tratamento
adequado!

?ão : as formas de apresentação do TDAH 7 predominantemente


Hiperativo 0 =mpulsivo Combinado e predominantemente Desatento!

172
*a Adolesc)ncia e na idade Adulta esses sinais se modificam a
+iperatividade não se apresenta mais tão visível passando a ser mais
uma sensação de inquietude fa#endo com que muitos pareçam muito
atarefados mas na verdade não fa#em efetivamente muita coisa!

A desatenção persiste quase inalterada mas é mais facilmente


disfarçada! A direção de veículos passa a ser uma atividade
preocupante ", que eles não tem paci)ncia  impulsividade B no transito
correm tem dificuldade
sem necessidade de respeitar
e de forma sinaispodendo
imprudente e leis emcausar
&eral ultrapassam
&raves
acidentes!

*esse momento o envolvimento com subst-ncias psico0ativas &an+a


relev-ncia e o ,lcool aparece em destaque! requentemente o início do
uso é precoce e intenso tanto do ,lcool como de outras subst-ncias!
2uitas ve#es usados como formas de auto>medicação ", que o portador
percebe que al&o l+e acontece mas não sabe identificar o que!

As pesquisas mostram que a etiolo&ia a causaB é fundamentalmente


+eredit,ria com v,rios membros da família do portador também e.ibindo
comportamentos compatíveis com o transtorno!

m aspecto que atualmente se sabe fundamental são as Comorbidades


outras disfunçes que acompan+am o TDAHB! ?ão elas que dão o
colorido especial a cada portador muitas ve#es dificultando ou
mascarando o dia&n$stico fa#endo do tratamento al&o específico para
cada um! As comorbidades são muito freq(entes atin&indo a bem mais
de Q; < dos portadores muitas ve#es com mais de uma comorbidade! O
TDAH além de seus tr)s sub0 tipos pode ser acompan+ado de7
Transtorno de Ansiedade
Transtorno de Aprendi#ado Transtorno Depressivo
Transtorno de Humor Iipolar
Transtorno Opositivo 0 Desafiador
Transtorno de Conduta
e outros menos frequentes!
Os tr)s sub0tipos podem se combinar de v,rias maneiras com qualquer
uma das comorbidades! 6or isso o profissional a ser procurado para o
dia&n$stico e tratamento deve ter não s$ um bom con+ecimento do
TDAH como também um amplo con+ecimento dos diversos transtornos
psiqui,tricos que podem acompan+ar o TDAH como comorbidades! ?ua
identificação é primordial pois são elas que podem modificar as
escol+as terap)uticas!

173
2efer7ncias ibio,r!ficas:

3o 9undo da =ua: Per,untas e respostas sobre Transtorno de


Déficit de Atenção com Hiperatividade em crianças& adoescentes e
adutos& cu(os direitos foram c edidos J ADA peo autor-
2attos 6aulo! ?ão 6aulo Remos Editorial M;;4

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TDAH nas .scoas  4rientaç*es pr!ticas e essenciais para


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necessidades de aunos com TDAH
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174
9e)orando a Atenção e Controando a A,itação
=ivro para crianças sobre o TDAH !

TDA/TDAH  ?intomas& Dia,n#sticos& e Tratamentos: Crianças e


Adutos
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Hiperatividade e Impusividade – Ana eatri1 arbosa e
siva

177
178
179